No princípio Deus criou o céu e a terra.
A terra não tinha forma e não tinha nada nela, a escuridão cobria o mar profundo, e o Espírito de Deus circulava sobre as águas.
E Deus disse: “Que exista a luz”, e a luz passou a existir.
Deus viu que a luz era boa, e separou a luz da escuridão.
E Deus chamou a luz de “dia” e a escuridão de “noite”. Veio a noite e veio a manhã, e assim passou o primeiro dia.
Depois Deus disse: “Que exista o firmamento no meio das águas, para dividi-las em duas partes”.
Assim Deus fez o firmamento. Uma parte da água ficou abaixo do firmamento, e a outra ficou acima do firmamento.
Deus chamou ao firmamento de “céu”. Veio a noite e veio a manhã, e assim passou o segundo dia.
Então Deus disse: “Que as águas que estão abaixo do céu se juntem num só lugar, e que apareça a terra seca”. E assim foi.
Deus chamou a terra seca de “terra” e ao conjunto das águas de “mares”. E Deus viu que o que tinha feito era bom.
Depois Deus disse: “Que a terra produza diferentes tipos de vegetação: plantas que deem sementes, e árvores que deem frutos com as suas próprias sementes”. E assim foi.
A terra produziu todo tipo de vegetação: plantas que dão sementes e árvores que dão frutos com as suas próprias sementes. E Deus viu que o que tinha feito era bom.
Veio a noite e veio a manhã, e assim passou o terceiro dia.
E Deus disse: “Que existam luzes no espaço do céu para separarem o dia da noite e para marcarem os dias, os anos e as estações do ano.
Que as luzes do céu iluminem a terra”. E assim foi.
Deus fez duas grandes luzes: a mais brilhante, o sol, para dar luz durante o dia e a menos brilhante, a lua, para dar luz durante a noite. Ele também fez as estrelas.
Deus colocou as luzes no céu para iluminarem a terra,
uma durante o dia e a outra durante a noite; e para separarem a luz da escuridão. E Deus viu que o que tinha feito era bom.
Veio a noite e veio a manhã, e assim passou o quarto dia.
Depois Deus disse: “Que as águas se encham de seres vivos e que aves voem no céu acima da terra”.
Assim Deus criou os grandes monstros do mar e os diferentes tipos de seres que vivem nas águas e enchem os mares. Deus também criou diferentes tipos de aves. E Deus viu que o que tinha feito era bom.
Então Deus lhes deu esta bênção: “Sejam férteis e encham as águas do mar! E que as aves também sejam muitas na terra!”
Veio a noite e veio a manhã, e assim passou o quinto dia.
Depois Deus disse: “Que a terra produza todo tipo de ser vivo: animais domésticos, animais selvagens e animais que rastejam pelo chão”. E assim foi.
Deus fez todos os diferentes tipos de animais: animais domésticos, animais selvagens e animais que rastejam pelo chão. E Deus viu que o que tinha feito era bom.
Então Deus disse: “Façamos os seres humanos à nossa imagem, como nós somos. Que dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre todos os animais da terra, e sobre todas as criaturas que rastejam pelo chão”.
Deus criou os seres humanos à sua imagem; à imagem de Deus, ele os criou; homem e mulher, ele os criou.
E Deus os abençoou com estas palavras: “Tenham muitos filhos, multipliquem-se, encham a terra e tenham domínio sobre ela. E tenham domínio sobre os peixes do mar, as aves do céu e toda criatura que rasteja no chão”.
E Deus disse: “Comam de todas as plantas que produzem sementes e de todas as árvores que têm fruto com sementes. As plantas e os frutos são para vocês comerem.
E aos animais da terra, e às aves do céu e a todas as criaturas que rastejam pelo chão, a tudo o que tem vida, também dou as plantas para comerem”. E assim foi.
Deus viu que tudo o que tinha feito era muito bom. Veio a noite e veio a manhã, e assim passou o sexto dia.
Assim acabou a criação do céu e da terra, e de tudo o que neles existe.
No sexto dia Deus terminou todo o seu trabalho; e ele descansou no sétimo dia de todas as obras que ele tinha feito.
Deus abençoou o sétimo dia e fez dele um dia santo, porque foi nesse dia que Deus completou todo o seu trabalho de criação.
Esta é a história da criação do céu e da terra. Quando o SENHOR Deus fez a terra e o céu,
o SENHOR Deus ainda não tinha feito chover sobre a terra e não tinha ninguém para cultivar o campo. Por isso, a terra não tinha produzido ainda nenhuma planta nem erva.
Mas uma corrente de água saía da terra e regava toda a superfície do campo.
Então o SENHOR Deus formou o homem do pó da terra. Deus soprou no nariz do homem o fôlego de vida e ele começou a respirar e a viver. E assim o homem se tornou um ser vivo.
A seguir, o SENHOR Deus plantou um jardim no Éden, no leste, e nele colocou o homem que tinha criado.
E o SENHOR Deus fez nascer da terra toda espécie de árvores, as quais eram belas e com bons frutos para comer. No meio do jardim estava a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
(Do Éden saía um rio que regava o jardim e depois se dividia em quatro outros rios.
O primeiro se chamava Pisom e passava por toda a região de Havilá, onde havia ouro.
O ouro dessa região era de boa qualidade; também lá havia o bdélio e a pedra de ônix.
O segundo rio se chamava Giom e passava por toda a região de Cuxe.
O terceiro rio se chamava Tigre e passava ao leste da Assíria. O quarto rio era o Eufrates.)
O SENHOR Deus colocou o homem no jardim do Éden. O homem teria que cultivar e cuidar do jardim.
E o SENHOR Deus deu esta ordem ao homem: — Você pode comer de todo fruto das árvores do jardim,
mas não coma do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal; pois, no momento em que você comer desse fruto, certamente morrerá.
O SENHOR Deus disse: — Não é bom que o homem fique sozinho. Vou fazer alguém que lhe servirá de companhia e trabalhará com ele. Será alguém igual a ele.
E o SENHOR Deus formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu e os levou ao homem para ver que nome ele iria dar aos animais. E cada ser vivo ficou com o nome que o homem lhe deu.
O homem deu nome a todos os animais domésticos, a todas as aves do céu e a todos os animais selvagens; mas nenhum deles era a ajuda que faltava a Adão.
Então o SENHOR Deus fez o homem cair num sono profundo. Enquanto ele dormia, tirou uma das costelas de Adão e fechou o lugar com carne.
Da costela que tinha tirado do homem, o SENHOR Deus fez a mulher e a levou ao homem.
Então o homem disse: “Finalmente! Ela é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Será chamada de ‘mulher’, porque foi tirada do homem”.
(Por isso, o homem deixa o seu pai e a sua mãe e se une à sua mulher, e os dois se tornam um só ser.)
O homem e a mulher estavam nus, mas não sentiam vergonha um do outro.
A cobra, que era a mais esperta de todos os animais selvagens que o SENHOR Deus tinha feito, perguntou à mulher: — É verdade que Deus disse para vocês não comerem do fruto de nenhuma das árvores do jardim?
E a mulher respondeu: — Podemos comer do fruto das árvores do jardim,
porém Deus nos disse: “Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele, senão morrerão”.
E a cobra disse à mulher: — Com certeza vocês não morrerão!
Deus disse isso porque ele sabe que após comerem desse fruto vocês serão capazes de entender coisas que agora sequer imaginam. Vocês serão como deuses, já que poderão decidir por si mesmos o que é bom e o que é mau.
A mulher viu que o fruto da árvore tinha boa aparência. Ela notou que o fruto parecia ser apetitoso. Ela também gostou da ideia de que teria sabedoria quando comesse dele. Então ela apanhou o fruto e comeu dele. Depois o deu ao seu marido, que estava ao seu lado, e ele também comeu do fruto.
Nesse momento, foi como se os olhos dos dois se abrissem, e eles passaram a ver tudo de maneira diferente. Eles viram que estavam nus. Então costuraram algumas folhas de figueira para cobrir a sua nudez.
Nisso, ouviram o SENHOR Deus passeando pelo jardim, na brisa da tarde, e se esconderam dele, entre as árvores do jardim.
E o SENHOR Deus chamou o homem e lhe perguntou: — Onde você está?
O homem respondeu: — Ouvi os seus passos no jardim e tive medo porque estava nu, então me escondi.
E Deus lhe perguntou de novo: — Quem foi que lhe disse que você estava nu? Por acaso comeu do fruto da árvore que eu tinha lhe ordenado não comer?
O homem disse: — Foi a mulher que o Senhor me deu! Ela me deu do fruto dessa árvore e eu comi.
Então o SENHOR Deus perguntou à mulher: — O que é que você fez? A mulher disse: — Foi a cobra que me enganou! Então eu comi.
Então o SENHOR Deus disse à cobra: — Por ter feito isso, maldita seja você entre todos os animais. Sobre o seu ventre terá que rastejar e comerá do pó da terra durante toda a sua vida.
Farei com que você e a mulher sejam inimigas, e que a sua descendência e a dela também sejam inimigas. A descendência da mulher ferirá a sua cabeça e você ferirá o calcanhar da descendência dela.
E à mulher Deus disse: — O seu trabalho será muito duro, e também a sua gravidez; com dores, dará à luz filhos. O seu desejo será o de dominar o seu marido, mas será ele quem a dominará.
E Deus disse ao homem: — Já que obedeceu à sua mulher e comeu da árvore que eu tinha lhe ordenado não comer, o solo será amaldiçoado por sua causa. Para você conseguir qualquer tipo de alimento que provém do solo, terá que trabalhar duramente todos os dias da sua vida.
O solo produzirá espinhos e cardos, mas se quiser comer do fruto do campo, terá que plantar.
Só trabalhando com muito esforço é que você irá conseguir comida para comer. Terá que trabalhar até o dia da sua morte e, então, você irá voltar para a terra, da qual você foi feito. Você foi feito do pó da terra e ao pó da terra irá voltar.
O homem deu à sua mulher o nome de Eva, porque ela é a mãe de todos os que têm vida.
O SENHOR Deus fez roupas de pele de animal e vestiu o homem e a mulher.
O SENHOR Deus disse então: — O homem e a mulher tornaram-se como um de nós, já que agora podem decidir por si mesmos o que é bom e o que é mau. Por isso, nós não podemos deixar que eles comam do fruto da árvore da vida e vivam para sempre.
Então o SENHOR Deus os expulsou do jardim do Éden. O homem teve que começar a cultivar a terra da qual tinha sido formado.
Depois de tê-los expulsado, Deus colocou querubins à frente do jardim do Éden e uma espada de fogo que se virava para todos os lados, guardando assim o caminho que levava à árvore da vida.
Adão dormiu com a sua mulher Eva e ela ficou grávida e deu à luz um filho chamado Caim. Ela lhe deu esse nome porque disse: — Consegui ter um filho com a ajuda do SENHOR.
Depois teve outro filho, chamado Abel, irmão de Caim. Abel era pastor de ovelhas e Caim era agricultor.
Passado algum tempo, Caim trouxe ao SENHOR uma oferta do fruto da terra.
Abel também trouxe a sua oferta, ele ofereceu as melhores partes das primeiras crias do seu rebanho. E o SENHOR aceitou Abel e a sua oferta com prazer,
mas não ficou satisfeito com Caim, nem com a oferta que ele fez. Então Caim ficou furioso e com cara de insatisfeito.
O SENHOR lhe perguntou: — Porque está furioso? Porque está com cara de insatisfeito?
Não será abençoado se fizer o que é certo? Mas se fizer o que é errado, o pecado está na porta pronto para atacar você. O pecado deseja dominar você, mas é você quem tem que dominar o pecado.
Caim, porém, disse ao seu irmão Abel: — Vamos para o campo. Enquanto estavam no campo, Caim atacou ao seu irmão Abel e o matou.
Então o SENHOR perguntou a Caim: — Onde está Abel, o seu irmão? Caim respondeu: — Não sei, eu não sou o guarda do meu irmão!
O SENHOR lhe disse: — O que você fez? O sangue do seu irmão grita desde a terra me pedindo que faça justiça.
De agora em diante, você será amaldiçoado e expulso da terra, que bebeu o sangue do seu irmão que você mesmo derramou.
Quando você cultivar a terra, esta já não lhe dará o seu fruto. Andará fugindo de um lado para o outro.
Caim disse ao SENHOR: — O meu castigo é pesado demais, não o posso suportar.
Hoje mesmo você está me expulsando desta terra e a partir de agora terei que me esconder de você. Andarei fugindo de um lado para o outro, e quem me encontrar vai querer me matar.
Então o SENHOR lhe disse: — Não será assim, pois quem matar Caim será castigado com a morte de sete pessoas da sua própria família. E o SENHOR pôs um sinal em Caim para que ninguém o matasse ao encontrá-lo.
Assim Caim saiu da presença do SENHOR e foi viver numa terra chamada Node, que fica ao leste do Éden.
Caim dormiu com a sua mulher, ela ficou grávida e deu à luz um filho chamado Enoque. E Caim construiu uma cidade e lhe deu o mesmo nome que ele tinha dado ao seu filho: Enoque.
Enoque foi o pai de Irade, Irade foi o pai de Meujael, Meujael foi o pai de Metusael, e Metusael foi o pai de Lameque.
Lameque casou-se com duas mulheres: uma chamada Ada e a outra, Zilá.
Ada deu à luz um filho chamado Jabal, que foi o primeiro homem a viver em tendas e a criar gado.
O seu irmão se chamava Jubal e ele foi o primeiro homem a tocar a harpa e a flauta.
Zilá deu à luz um filho chamado Tubal-Caim e ele foi o primeiro homem a trabalhar com cobre e com ferro. A irmã de Tubal-Caim foi Naamá.
Um dia Lameque disse às suas mulheres: “Ada e Zilá, ouçam-me, mulheres de Lameque, escutem o que eu digo: eu matarei qualquer um que me ferir; ainda que seja um jovem, eu o matarei se só me bater.
Se qualquer um que matasse Caim seria castigado com a morte de sete pessoas da sua família, então qualquer um que matar Lameque será castigado com a morte de setenta e sete pessoas da sua família!”
Adão voltou a dormir com a sua mulher e ela deu à luz um filho, a quem deu o nome de Sete, pois disse: — Deus me deu outro filho no lugar de Abel, que Caim matou.
Sete também teve um filho, a quem deu o nome de Enos. Foi naquele tempo que as pessoas começaram a invocar o SENHOR.
Este é o livro da história de Adão. No dia em que Deus criou os seres humanos, ele os fez à imagem de Deus.
Ele os fez homem e mulher. E quando os fez, ele os abençoou, e lhes deu o nome de “seres humanos ”.
Quando Adão tinha 130 anos, teve um filho com a sua aparência, segundo a sua imagem. Adão lhe deu o nome de Sete.
Depois do nascimento de Sete, Adão viveu mais 800 anos e, durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Adão morreu com 930 anos.
Quando Sete tinha 105 anos, teve um filho chamado Enos.
Depois do nascimento de Enos, Sete viveu mais 807 anos e, durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Sete morreu com 912 anos.
Aos 90 anos de idade, Enos teve um filho chamado Cainã.
Depois do nascimento de Cainã, Enos viveu mais 815 anos e, durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Enos morreu com 905 anos.
Quando Cainã tinha 70 anos, teve um filho chamado Maalalel.
Depois do nascimento de Maalalel, Cainã viveu mais 840 anos e, durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Cainã morreu com 910 anos.
Quando Maalalel tinha 65 anos, teve um filho chamado Jarede.
Depois do nascimento de Jarede, Maalalel viveu mais 830 anos e, durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Maalalel morreu com 895 anos.
Aos 162 anos de idade, Jarede teve um filho chamado Enoque.
Depois do nascimento de Enoque, Jarede viveu mais 800 anos e, durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Jarede morreu com 962 anos.
Quando Enoque tinha 65 anos, teve um filho chamado Matusalém.
Depois do nascimento de Matusalém, Enoque viveu mais 300 anos e sempre viveu em comunhão com Deus. Durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Enoque viveu 365 anos.
Enoque sempre viveu em comunhão com Deus. Um dia ele desapareceu, porque Deus o levou.
Aos 187 anos de idade, Matusalém teve um filho chamado Lameque.
Depois do nascimento de Lameque, Matusalém viveu mais 782 anos e, durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Matusalém morreu com 969 anos.
Quando Lameque tinha 182 anos, teve um filho.
Deu-lhe o nome de Noé e disse: — Ele nos dará descanso do trabalho duro que nós temos por causa do SENHOR ter amaldiçoado a terra.
Depois do nascimento de Noé, Lameque viveu mais 595 anos e, durante esse tempo, teve outros filhos e filhas.
Lameque morreu com 777 anos.
Noé tinha 500 anos quando teve os seus filhos: Sem, Cam e Jafé.
As pessoas aumentaram em número e foram se espalhando por toda a terra à medida que iam tendo filhos e filhas.
Então os filhos de Deus viram que as mulheres dos homens eram bonitas. Eles escolheram as mulheres que quiseram e casaram-se com elas.
E o SENHOR disse: — O meu Espírito não ficará no ser humano por muito tempo. Ele é mortal e irá morrer. Só terá cento e vinte anos de vida.
Nesse tempo os filhos de Deus tiveram filhos com as filhas dos homens. Esses filhos se tornaram os grandes heróis dos tempos antigos. Eles foram homens de muito poder que viveram na terra naquele tempo e também depois.
O SENHOR viu que a maldade das pessoas era cada vez maior e que só pensavam em fazer o mal.
Então o SENHOR ficou ferido no seu coração e lamentou ter criado o ser humano.
E o SENHOR disse: — Apagarei da face da terra o ser humano que criei. Destruirei as pessoas, os animais domésticos, os animais que rastejam pelo chão e as aves do céu, porque me arrependo de tê-los feito.
Mas o SENHOR olhou com prazer para um homem chamado Noé.
Esta é a história da família de Noé: Noé era um homem justo. Ele vivia honestamente entre as pessoas do seu tempo. Ele vivia em comunhão com Deus.
Ele teve três filhos: Sem, Cam e Jafé.
Em contraste com Noé, Deus via que todas as outras pessoas só faziam o mal umas às outras. Todas as pessoas tinham se afastado de Deus, tornando-se perversas.
Quando Deus viu que ninguém fazia o que era certo, e que as pessoas tinham se tornado perversas,
ele disse a Noé: — Em todo lugar, as pessoas só fazem o mal umas às outras. Por isso, decidi pôr um fim a todos os seres vivos. Eu também irei destruir a terra.
Mas você deverá fazer uma barca de madeira de cipreste, com vários compartimentos e cobri-la com betume por dentro e por fora.
A barca deverá ter cento e trinta e três metros de comprimento por vinte e dois metros de largura por treze metros e meio de altura.
Faça com que a barca tenha três andares, um sobre o outro, e faça uma janela meio metro abaixo do teto. Faça também uma porta num dos lados.
— Enviarei um dilúvio sobre a terra para destruir todos os seres vivos que existem debaixo do céu. Tudo o que há na terra morrerá.
Mas com você farei uma aliança. Você deverá entrar na barca com os seus filhos, a sua esposa e as suas noras.
Deverá também levar para a barca um casal de cada espécie de animal, um macho e uma fêmea, para poderem sobreviver:
um casal de todas as espécies de aves, de todas as espécies de animais e de todas as espécies de bichos que rastejam. Dois animais de cada espécie virão até você para sobreviverem.
Você deverá também levar e armazenar todo tipo de comida para você, a sua família e os animais terem o que comer.
Noé fez tudo exatamente como Deus tinha lhe ordenado.
Depois o SENHOR disse a Noé: — Entrem você e a sua família na barca, pois tenho visto que você é o único homem justo desta geração.
Leve com você sete pares, macho e fêmea, de todos os animais puros e um só par, macho e fêmea, de cada animal impuro.
Leve também sete pares, macho e fêmea, de cada ave do céu para que a sua espécie possa continuar vivendo na terra.
Daqui a sete dias farei chover durante quarenta dias e quarenta noites, e apagarei da face da terra todos os seres vivos que criei.
Noé fez tudo o que o SENHOR tinha lhe ordenado.
Noé tinha 600 anos quando o dilúvio inundou a terra.
E Noé, os seus filhos, a sua mulher e as mulheres dos seus filhos entraram na barca, para escaparem das águas do dilúvio.
Todos os casais de animais puros e impuros, de aves e de bichos que rastejam pelo chão,
vieram até Noé e entraram na barca. Eles entraram em pares, macho e fêmea, tal como Deus tinha ordenado.
Sete dias depois, as águas do dilúvio começaram a cair sobre a terra.
Quando Noé tinha 600 anos, no dia dezessete do segundo mês, todas as fontes do grande abismo se arrebentaram e as janelas do céu se abriram.
E a chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites.
Nesse mesmo dia, Noé entrou na barca com a sua esposa, os seus filhos e as suas três noras.
Com eles também entraram cada uma das espécies dos animais selvagens e domésticos, cada uma das espécies dos bichos que rastejam pelo chão e cada uma das espécies das aves.
Entraram na barca, com Noé, casais de todas as espécies de animais que têm respiração e vida.
Entraram um macho e uma fêmea de cada espécie, como Deus tinha mandado. Depois o SENHOR fechou a porta.
As águas do dilúvio continuaram caindo sobre a terra durante quarenta dias. As águas subiram e levantaram a barca acima da terra.
As águas continuaram subindo até cobrirem a terra. E a barca flutuava sobre as águas.
As águas subiram tanto que cubriram as montanhas mais altas.
As águas subiram até ficarem sete metros acima das montanhas.
Morreram todos os seres vivos que viviam na terra: as aves, os animais selvagens e domésticos, os animais que rastejam pelo chão e todos os seres humanos.
Morreu tudo que vivia e que respirava em terra firme.
Assim Deus destruiu todos os seres vivos que havia na terra: os seres humanos, os animais, as criaturas que rastejam e as aves. Todos foram destruídos, só ficando Noé e aqueles que estavam com ele na barca.
As águas cobriram a terra durante cento e cinquenta dias.
Mas Deus não se esqueceu de Noé e de todos os animais selvagens e domésticos que estavam com ele na barca. Deus fez soprar um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar.
As fontes da terra e as janelas do céu fecharam-se e parou de chover.
Pouco a pouco as águas começaram a baixar. Ao fim dos cento e cinquenta dias, as águas já tinham diminuído
e, no dia dezessete do sétimo mês, a barca parou numa das montanhas do Ararate.
As águas continuaram baixando até o décimo mês. No primeiro dia desse mês apareceram os topos das montanhas.
Após quarenta dias mais, Noé abriu a janela que tinha feito na barca
e soltou um corvo. O corvo ficou voando de um lado para o outro até as águas sobre a terra terem secado.
Noé também soltou uma pomba para ver se as águas já tinham diminuído na superfície da terra.
Mas a pomba não encontrou lugar onde descansar porque as águas ainda cobriam toda a terra. A pomba então voltou para junto de Noé, na barca. Noé estendeu a mão, apanhou a pomba e trouxe-a de volta para dentro da barca.
Esperou mais sete dias e voltou a soltar a pomba.
Quando a pomba regressou de tarde, trazia no bico uma folha nova de oliveira. Então Noé ficou sabendo que as águas já tinham baixado bastante.
Esperou mais sete dias e voltou a soltar a pomba, e ela não voltou mais.
Quando Noé completou 601 anos de idade, no primeiro dia do primeiro mês, a superfície da terra foi ficando cada vez mais seca. E Noé abriu a porta da barca e viu que a terra estava quase seca.
No dia vinte e sete do segundo mês, a terra ficou completamente seca.
Então Deus disse a Noé:
— Podem sair da barca, você e a sua esposa, os seus filhos e as suas noras.
Faça também sair da barca todos os seres vivos que estão com você, as aves, os animais e toda criatura que rasteja pelo chão. Que saiam e sejam férteis, aumentem em número e encham a terra.
Então Noé saiu da barca com os seus filhos, a sua esposa e as suas noras.
Todos os animais domésticos e selvagens, todos os que rastejam pelo chão e todas as aves, saíram da barca, um casal de cada vez.
Então Noé fez um altar para o SENHOR e ali sacrificou alguns animais puros e algumas aves puras, queimando-as completamente no altar.
O SENHOR sentiu o aroma agradável dos sacrifícios e disse a si mesmo: “Nunca mais voltarei a amaldiçoar a terra por causa da maldade do ser humano. Os seus pensamentos são maus desde a sua juventude. E nunca mais voltarei a destruir todos os seres vivos, como fiz desta vez.
“Enquanto o mundo existir, sempre haverá: um tempo para lançar sementes na terra e um tempo para a colheita, um tempo que fará frio e um tempo que fará calor, um tempo que será verão e um tempo que será inverno, um tempo que será dia e um tempo que será noite”.
Deus abençoou Noé e os seus filhos, dizendo: — Tenham muitos filhos, multipliquem-se e encham toda a terra.
Todos os animais da terra terão medo de vocês: as aves do céu, os animais que rastejam pelo chão e os peixes do mar. Todos se submeterão a vocês.
— Vocês podem comer qualquer animal a partir de agora. Assim como lhes dei permissão antes para comerem as plantas verdes, agora podem comer de tudo.
Só não comam carne que ainda tenha sangue, pois o sangue é a vida.
O sangue é a vida de vocês, e pedirei contas a quem o derramar. Condenarei a pessoa, ou o animal, que derramar o sangue de qualquer ser humano.
— Quem derramar o sangue de uma pessoa, o seu sangue será derramado por outra pessoa; porque Deus fez o ser humano segundo a sua imagem.
— Quanto a vocês, tenham muitos filhos e multipliquem-se. Sejam muitos e espalhem-se por toda a terra.
Depois Deus disse a Noé e aos seus filhos:
— Vou fazer uma aliança com vocês e com todos aqueles que vierem a nascer de vocês.
E também com os animais que saíram da barca com vocês: as aves, os animais selvagens e os animais domésticos.
Esta é a minha aliança: nunca mais os seres vivos serão destruídos por um dilúvio. Nunca mais haverá um dilúvio para destruir a terra.
E Deus disse: — Este é o sinal da aliança que faço com vocês e com todos os seres vivos, por todas as gerações:
colocarei o meu arco-íris nas nuvens, para que sirva como o sinal da aliança que faço com o mundo.
Quando eu trouxer nuvens sobre a terra e aparecer o arco-íris nas nuvens,
então me lembrarei da aliança que tenho com vocês e com todos os seres vivos. As águas nunca mais se tornarão num dilúvio que mate todos os seres vivos.
Sempre que o arco-íris aparecer nas nuvens, vou vê-lo e me lembrar da aliança eterna que fiz com todos os seres vivos da terra.
Por fim Deus disse a Noé: — O arco-íris é o sinal da aliança que fiz com todos na terra.
Os filhos de Noé, que saíram da barca, foram Sem, Cam e Jafé. Cam foi o pai de Canaã.
Estes foram os três filhos de Noé, e todas as pessoas da terra se originaram deles.
Noé era agricultor, ele foi o primeiro agricultor a plantar uma vinha.
Um dia bebeu vinho e ficou embriagado; depois tirou toda a sua roupa e ficou nu dentro da sua tenda.
Cam, o pai de Canaã, viu que o seu pai estava nu e foi contar aos seus dois irmãos, que estavam fora da tenda.
Mas Sem e Jafé pegaram uma manta e a colocaram sobre os ombros. Depois, andaram de costas e cobriram o seu pai. Dessa forma evitaram ver a nudez dele.
Quando Noé acordou da sua bebedeira e soube o que o seu filho mais novo tinha feito,
disse: “Maldito seja o seu filho Canaã! Que seja o escravo mais servil dos seus irmãos”.
Depois disse a Sem e a Jafé: “Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem! Que Canaã seja seu escravo.
Que Deus aumente o território de Jafé. Que viva nas tendas de Sem, e que Canaã seja seu escravo”.
Depois do dilúvio Noé viveu mais 350 anos.
Ele morreu com 950 anos.
Esta é a história da família dos filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. Depois do dilúvio cada um deles teve filhos.
Os filhos de Jafé foram Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tirás.
Os filhos de Gômer foram Asquenaz, Rifate e Togarma.
Os filhos de Javã foram Elisá, Társis, Quitim, e Rodanim.
Os descendentes de Jafé são os povos que foram viver junto à costa do mar. Cada nação e tribo, descendente de Jafé, se separou das outras nações e tribos, vindo a ter o seu próprio território e a sua própria língua.
Os filhos de Cam foram Cuxe, Egito, Pute e Canaã.
Os filhos de Cuxe foram Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá, e Sabtecá. Os filhos de Raamá foram Sabá e Dedã.
Cuxe foi o pai de Nimrode, que foi o primeiro homem poderoso na terra.
Nimrode foi considerado um caçador valente pelo SENHOR. Por isso, as pessoas diziam: — Que seja como Nimrode, considerado um caçador valente pelo SENHOR.
Estas foram as primeiras cidades do reino de Nimrode: Babel, Ereque, Acade e Calné, na Suméria.
Da Suméria, ele partiu para a Assíria onde fundou as cidades de Nínive, Reobote-Ir, Calá
e Resem, que ficava entre Nínive e a grande cidade de Calá.
Egito foi o antepassado das tribos dos luditas, anamitas, leabitas, naftuítas,
os patrusitas, os casluítas (deles vieram os filisteus) e os caftoritas.
Canaã foi o pai de Sidom, seu primeiro filho, e de Hete.
Canaã também foi o antepassado dos jebuseus, amorreus, girgaseus,
heveus, arquitas, sineus,
arvadeus, zemareus e os hamateus. Mais tarde os cananeus se espalharam.
O seu território estendia-se desde Sidom (em direção a Gerar) até chegar a Gaza e, de lá, ia até Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até chegar a Lasa.
Estes foram os filhos de Cam; cada nação e tribo que saiu dele tinha o seu próprio território e a sua própria língua.
Sem, o irmão mais velho de Jafé, também teve filhos. Sem foi o antepassado de todos os filhos de Héber.
Os filhos de Sem foram Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã.
Os filhos de Arã foram: Uz, Hul, Géter e Más.
Arfaxade foi o pai de Salá, e Salá foi o pai de Héber.
Héber teve dois filhos. Um se chamou Pelegue, que quer dizer “divisão”. Deram-lhe esse nome porque no seu tempo os habitantes da terra se espalharam por muitos lugares. O irmão de Pelegue se chamava Joctã.
Joctã foi o pai de Almodá, Salefe, Hazar-Mavé, Jerá,
Adorão, Uzal, Dicla,
Obal, Abimael, Sabá,
Ofir, Havilá e Jobabe. Todos estes foram filhos de Joctã.
Todos viviam nas montanhas ao leste, desde Messa até Sefar.
Estes foram os filhos de Sem, cada nação e tribo que saiu dele tinha o seu próprio território e a sua própria língua.
Estas são as famílias dos filhos de Noé e os seus descendentes, nação por nação. Estas nações se espalharam pela terra depois do dilúvio.
Naquele tempo, todas as pessoas falavam uma só língua.
Mas as pessoas foram em direção ao Oriente. Quando elas chegaram numa planície na Suméria,
disseram umas às outras: — Vamos fazer tijolos e queimá-los no fogo para ficarem duros. E começaram a utilizar tijolos em vez de pedras e betume em vez de argamassa.
Depois disseram: — Vamos construir uma cidade, com um templo e uma torre que chegue até o céu. Dessa maneira seremos famosos e não seremos espalhados pelo mundo inteiro.
O SENHOR desceu para ver a cidade e a torre que os seres humanos estavam construindo
e o SENHOR disse: — Eles são um só povo, todos falam a mesma língua, e isto é só o princípio do que podem fazer. Logo eles serão capazes de fazer tudo o que quiserem.
Portanto, vamos descer e confundir a sua língua para que um não entenda o que o outro fala.
Assim o SENHOR dispersou as pessoas por toda a terra e elas pararam de construir a cidade.
Por isso, a cidade foi chamada Babel, porque foi ali que o SENHOR confundiu a língua das pessoas e foi dali que o SENHOR dispersou as pessoas pelo mundo inteiro.
Esta é a história da família de Sem: Depois do dilúvio, quando Sem tinha 100 anos de idade, nasceu o seu filho Arfaxade.
Depois do nascimento de Arfaxade, Sem viveu mais 500 anos, e durante esse tempo teve mais filhos e filhas.
Quando Arfaxade tinha 35 anos de idade, nasceu o seu filho Salá.
Depois do nascimento de Salá, Arfaxade viveu mais 403 anos, e durante esse tempo teve mais filhos e filhas.
Quando Salá tinha 30 anos de idade, nasceu o seu filho Héber.
Depois do nascimento de Héber, Salá viveu mais 403 anos, e durante esse tempo teve mais filhos e filhas.
Quando Héber tinha 34 anos, nasceu o seu filho Pelegue.
Depois do nascimento de Pelegue, Héber viveu mais 430 anos, e durante esse tempo teve mais filhos e filhas.
Quando Pelegue tinha 30 anos de idade, nasceu o seu filho Reú.
Depois do nascimento de Reú, Pelegue viveu mais 209 anos, e durante esse tempo teve mais filhos e filhas.
Quando Reú tinha 32 anos de idade, nasceu o seu filho Serugue.
Depois do nascimento de Serugue, Reú viveu mais 207 anos, e durante esse tempo teve mais filhos e filhas.
Quando Serugue tinha 30 anos de idade, nasceu o seu filho Naor.
Depois do nascimento de Naor, Serugue viveu mais 200 anos, e durante esse tempo teve mais filhos e filhas.
Quando Naor tinha 29 anos de idade, nasceu o seu filho Tera.
Depois do nascimento de Tera, Naor viveu mais 119 anos, e durante esse tempo teve mais filhos e filhas.
Depois de ter 70 anos de idade, Tera teve os seus três filhos: Abrão, Naor e Harã.
Esta é a história da família de Tera, o pai de Abrão, de Naor e de Harã: Harã foi o pai de Ló.
Harã morreu em Ur, na cidade onde também tinha nascido, na terra onde viviam os caldeus. Quando ele morreu, o seu pai ainda vivia.
Abrão e Naor casaram-se. Abrão casou-se com Sarai, e Naor casou-se com Milca. Harã era o pai de Milca e de Iscá.
Sarai não podia ter filhos porque era estéril.
Tera tomou o seu filho Abrão, o seu neto Ló, que era filho de Harã, e a sua nora Sarai, esposa do seu filho Abrão, para saírem juntos de Ur e irem viver em Canaã. Mas, quando chegaram numa cidade chamada Harã, ficaram vivendo lá.
Tera viveu 205 anos e morreu em Harã.
O SENHOR disse a Abrão: — Deixe o seu país, os seus parentes e a família do seu pai, e vá para a terra que eu vou lhe mostrar.
— Farei de você uma grande nação e abençoarei você. Farei o seu nome famoso e será uma bênção para todos.
Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. Através de você serão abençoadas todas as famílias da terra.
Então Abrão partiu, como o SENHOR havia lhe ordenado, e levou Ló com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã.
Abrão levou a sua esposa Sarai, o seu sobrinho Ló, todos os bens que tinham acumulado e os escravos que tinham obtido em Harã. Partiram e chegaram à terra de Canaã.
Abrão foi atravessando Canaã até chegar a Siquém, onde fica a árvore sagrada de Moré. Naquele tempo, os cananeus viviam naquela terra.
E o SENHOR apareceu a Abrão e lhe disse: — Vou dar esta terra aos seus descendentes. Então Abrão construiu ali um altar dedicado ao SENHOR, que tinha lhe aparecido.
Dali partiu em direção às montanhas, ao leste de Betel, e acampou entre Betel e Ai. Betel ficava ao oeste e Ai ficava ao leste do seu acampamento. E ali edificou um altar dedicado ao SENHOR e adorou o nome do SENHOR.
Depois partiu em direção ao sul de Canaã.
Houve um tempo de seca e de fome naquela terra e, porque a fome era muita, Abrão foi viver por algum tempo no Egito.
Mas antes de entrar no Egito, Abrão disse à sua esposa Sarai: — Sarai, sei que você é uma mulher muito bonita.
E que quando os egípcios a virem, e souberem que você é a minha mulher, eles vão me matar para ficarem com você.
Portanto, fale para eles que é a minha irmã. Assim eles vão me tratar bem e não vão me matar.
Quando Abrão entrou no Egito, os egípcios notaram que Sarai era uma mulher muito bonita.
Ao vê-la, os oficiais do faraó foram dizer ao rei que ela era muito bonita. E Sarai foi levada para o palácio do faraó.
E, por causa dela, o rei tratou Abrão muito bem, dando-lhe ovelhas e cabras, gado, jumentos, escravos, escravas, burras e camelos.
Mas o SENHOR mandou terríveis doenças sobre o rei e a sua família por ele ter levado Sarai, mulher de Abrão.
Então o faraó chamou Abrão e lhe disse: — Porque você fez comigo uma coisa dessas? Porque não me disse que ela era sua esposa?
Eu a tomei para ser minha esposa porque você disse que ela era sua irmã. Agora, aqui está a sua mulher, leve-a e vá embora!
Em seguida o rei deu ordens para que expulsassem Abrão e a sua esposa com tudo o que tinham.
Abrão e a sua esposa saíram do Egito levando tudo o que tinham e foram para o sul de Canaã. Eles também levaram Ló junto.
Abrão tinha se tornado um homem rico em gado, prata e ouro.
Depois saiu do sul de Canaã em direção a Betel até chegar ao lugar onde tinha acampado antes, entre Betel e Ai,
e onde tinha construído um altar. E ali Abrão adorou ao SENHOR.
Ló acompanhava Abrão em todas essas viagens. E levava com ele muitas ovelhas e vacas e tendas para toda a sua família e os seus servos.
Abrão e Ló tinham tantos animais que a terra não produzia comida suficiente para todos.
Então os pastores de Abrão começaram a discutir com os pastores de Ló. Além deles, também viviam naquelas terras os cananeus e os ferezeus.
Então Abrão disse a Ló: — Nós somos da mesma família, por isso não deve haver disputas entre nós, ou entre os nossos pastores.
Este país é muito grande. Peço que se separe de mim. Escolha o lugar que quiser. Se for para a esquerda, eu irei para a direita; se for para a direita, eu irei para a esquerda.
Ló olhou em volta e viu que para o sul do vale do Jordão, até Zoar, havia muita água. Era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito. Isto foi antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra.
Ló escolheu todo o vale do Jordão e partiu em direção ao leste. Assim se separaram um do outro.
Abrão ficou na terra de Canaã e Ló foi viver entre as cidades do vale do Jordão. Ló montou o seu acampamento perto de Sodoma.
Os habitantes de Sodoma eram muito maus e pecavam contra o SENHOR.
Depois de Ló ter se separado de Abrão, o SENHOR disse a Abrão: — Do lugar onde está, olhe ao seu redor: olhe para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste.
Toda a terra que vê vou dá-la a você e à sua descendência para sempre.
A sua descendência será tão numerosa como o pó da terra. Assim como ninguém pode contar o pó da terra, também ninguém poderá contar a sua descendência.
Agora caminhe por toda esta terra, percorra todo o seu comprimento e a sua largura, porque é a você que eu a darei.
Então Abrão levantou o seu acampamento e foi viver perto dos grandes carvalhos de Mamré, em Hebrom. Ali construiu um altar e o dedicou ao SENHOR.
Naquele tempo os reis Anrafel da Suméria, Arioque de Elasar, Quedorlaomer de Elam e Tidal de Goim,
fizeram guerra contra os reis Bera de Sodoma, Birsa de Gomorra, Sinabe de Admá, Semeber de Zeboim e o rei de Bela (também chamada Zoar).
Estes últimos cinco juntaram as suas forças no vale de Sidim, que agora se chama mar Morto.
Durante doze anos eles estiveram sujeitos a Quedorlaomer, mas no décimo terceiro ano, eles se revoltaram.
No décimo quarto ano, Quedorlaomer e os reis que estavam com ele, vieram e derrotaram os refains em Asterote-Carnaim, os zuzins em Ham, os emins em Shavé-Quiriataim
e os horeus nas montanhas de Edom. Eles os perseguiram até El-Parã, que fica perto do deserto.
Quando regressavam, Quedorlaomer e os seus aliados chegaram a En-Mispate (também chamada Cades) e destruíram tudo o que encontraram na terra dos amalequitas. Eles também derrotaram os amorreus que viviam em Hazazom-Tamar.
Então estes cinco reis: o rei de Sodoma, o rei de Gomorra, o rei de Admá, o rei de Zeboim e o rei de Bela (também chamada Zoar), foram e prepararam as suas forças para a batalha no vale de Sidim
contra estes quatro reis: o rei Quedorlaomer de Elam, o rei Tidal de Goim, o rei Anrafel da Suméria e o rei Arioque de Elasar.
Nesse tempo, o vale de Sidim estava cheio de poços de betume. Quando os reis de Sodoma e Gomorra fugiram com os seus exércitos, alguns dos seus homens caíram nesses poços, mas outros escaparam para os montes.
Então Quedorlaomer e os seus aliados levaram toda a comida e os bens de Sodoma e Gomorra, e foram embora dali.
Ló, o sobrinho de Abrão, também vivia em Sodoma. Por isso, ele foi apanhado e levado preso. Levaram também o que ele possuía.
Mas um homem que tinha escapado foi contar tudo a Abrão, o hebreu, que vivia perto dos grandes carvalhos de Mamré, o amorreu. Mamré era irmão de Escol e de Aner, e eles eram aliados de Abrão.
Quando Abrão ouviu que o seu sobrinho tinha sido capturado, ele reuniu trezentos e dezoito homens bem treinados, que tinham nascido na sua casa, e saiu em perseguição dos inimigos até Dã.
Durante a noite, Abrão e os seus servos atacaram e derrotaram os seus inimigos e os perseguiram até Hobá, que fica ao norte de Damasco.
Abrão recuperou tudo o que o inimigo tinha levado, e libertou o seu sobrinho Ló e tudo o que ele tinha, assim como também as mulheres e todos os outros prisioneiros.
Quando Abrão regressava, depois de ter derrotado Quedorlaomer e os seus aliados, o rei de Sodoma foi ao seu encontro no vale de Savé, que agora se chama “vale do Rei”.
Também Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe vinho e pão e
abençoou Abrão dizendo: — Abrão, que o Deus Altíssimo, Criador do céu e da terra, abençoe você.
E louvado seja o Deus Altíssimo, que lhe deu esta vitória sobre os seus inimigos. E Abrão deu a Melquisedeque a décima parte de tudo o que tinha obtido na batalha.
Depois disso, o rei de Sodoma disse a Abrão: — Você pode ficar com todos os bens. Só me entregue as pessoas que libertou do inimigo.
Mas Abrão disse ao rei de Sodoma: — Jurei ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Criador do céu e da terra,
que não aceitarei nada do que é seu, nem sequer um só fio de um cordão das suas sandálias, para que não diga: “Fui eu que fiz Abrão rico”.
Só levarei os homens com quem vim e só aceitarei o que eles já comeram. Quanto a Aner, Escol e Mamre, eles sim devem receber a parte deles.
Depois disto, o SENHOR falou com Abrão numa visão e lhe disse: — Abrão, não tenha medo. Eu sou o seu protetor, a sua recompensa será muito grande.
Mas Abrão lhe disse: — Ó Senhor DEUS, nada que me possa dar me dará alegria, pois não tenho filhos. Quando eu morrer, o herdeiro de tudo o que tenho será o meu escravo Eliézer, de Damasco.
O Senhor não me deu nenhum filho; por isso o meu escravo será quem herdará tudo o que tenho!
Mas o SENHOR lhe disse: — O seu herdeiro não vai ser ele. Você terá um filho e será ele quem herdará tudo o que você tem.
E Deus saiu com Abrão para fora da tenda e lhe disse: — Olhe para o céu e conte as estrelas, se puder. Os seus descendentes serão tão numerosos como as estrelas.
Abrão acreditou no SENHOR e, por causa da sua fé, Deus o aceitou como justo.
E Deus lhe disse: — Eu sou o SENHOR, que tirou você da cidade de Ur, da terra dos caldeus, para lhe dar esta terra como herança.
Então Abrão perguntou: — Ó Senhor DEUS, como posso ter certeza de que esta terra será minha?
E Deus lhe respondeu: — Você deverá me trazer uma bezerra, uma cabra, e um carneiro. Todos de três anos de idade. Traga também uma rola e um pombinho.
Abrão trouxe os animais, os cortou ao meio e colocou cada metade uma na frente da outra. Mas ele não cortou as aves.
Mais tarde vieram alguns abutres para comerem a carne dos animais mortos, mas Abrão os afastou.
Ao anoitecer, Abrão ficou com muito sono e veio sobre ele uma escuridão terrível que o encheu de medo.
E Deus lhe disse: — Pode ter certeza de que os seus descendentes serão imigrantes num país que não é deles. Nesse país, eles serão feitos escravos e maltratados durante quatrocentos anos.
Mas eu castigarei a nação que os irá escravizar, e os seus descendentes sairão de lá livres e com grandes riquezas.
Quanto a você, viverá muitos anos antes de morrer em paz e ser enterrado.
Depois de quatro gerações, os seus descendentes retornarão aqui, pois a maldade dos amorreus ainda não chegou ao ponto de serem castigados.
Quando se fez noite e estava tudo escuro, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha acesa passando entre os animais cortados ao meio.
Nesse dia o SENHOR fez a seguinte aliança com Abrão: — Darei esta terra aos seus descendentes, desde o ribeiro do Egito até o grande rio Eufrates,
a terra dos queneus, dos quenezeus, dos cadmoneus,
dos heteus, dos ferezeus, dos refains,
dos amorreus, dos cananeus, dos girgaseus e dos jebuseus.
Sarai, a mulher de Abrão, não tinha dado nenhum filho a Abrão, mas tinha uma escrava egípcia chamada Agar.
Então ela disse a Abrão: — Olhe, o SENHOR não me permitiu ter filhos. Portanto, durma com a minha escrava, talvez eu possa ter filhos por meio dela. Então Abrão fez o que Sarai lhe disse.
Abrão já tinha vivido dez anos na terra de Canaã, quando Sarai, a sua esposa, lhe deu Agar, a sua escrava, para ser sua mulher.
Abrão dormiu com Agar e ela ficou grávida. E quando Agar viu que estava grávida, começou a olhar com desprezo para a sua senhora.
E Sarai disse a Abrão: — É por sua causa que eu estou sofrendo. Fui eu que lhe entreguei a minha escrava nos seus braços. Mas agora que ela está grávida, ela olha para mim com desprezo. Que o SENHOR julgue quem de nós dois é o culpado.
E Abrão disse a Sarai: — Ela é a sua escrava. Faça com ela o que achar melhor. Então Sarai tratou tão mal a sua escrava, que Agar teve que fugir dela.
O anjo do SENHOR a encontrou no deserto, perto de uma fonte de água, que fica no caminho de Sur,
e lhe disse: — Agar, escrava de Sarai, de onde vem e para onde vai? E ela lhe respondeu: — Estou fugindo da minha senhora Sarai.
Depois o anjo do SENHOR disse: — Volte para a sua senhora e obedeça a ela.
O anjo do SENHOR disse também: — Farei com que tenha muitos filhos. Os seus descendentes serão tantos que ninguém os poderá contar.
O anjo do SENHOR lhe disse ainda: — Você está grávida e vai dar à luz um menino. Você irá chamá-lo de Ismael, pois o SENHOR ouviu o seu grito de aflição.
Ele viverá livre como um jumento selvagem, mas ele não estará longe dos seus irmãos. Ele lutará contra eles e eles contra ele.
E Agar deu este nome ao SENHOR, que tinha falado com ela: “O Deus que me vê”, pois ela disse: “Aqui eu vi aquele que me vê”.
Por isso, esse poço foi chamado “Poço de aquele que vive e que me vê”. O poço encontra-se entre Cades e Berede.
Assim Agar deu à luz um filho de Abrão, e Abrão lhe deu o nome de Ismael.
Abrão tinha oitenta e seis anos de idade quando Agar deu à luz o seu filho Ismael.
Quando Abrão tinha noventa e nove anos, o SENHOR apareceu-lhe e disse: — Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Viva em comunhão comigo, sendo sempre fiel.
Se você fizer isso, eu confirmarei a minha aliança com você e lhe darei muitos descendentes.
Abrão inclinou-se diante de Deus, e Deus lhe disse:
— Esta é a aliança que faço com você: você será o pai de muitas nações.
A partir de agora, o seu nome já não será mais Abrão, mas sim Abraão, pois eu lhe farei pai de muitas nações.
Eu lhe darei muitos filhos; de você nascerão reis e grandes nações.
Estabelecerei a minha aliança com você e com os seus descendentes, por todas as gerações. Será uma aliança que não terá fim. Prometo ser o seu Deus e o Deus dos seus descendentes.
Darei a você e aos seus descendentes a terra onde está agora vivendo como estrangeiro. Você e os seus descendentes possuirão toda a terra de Canaã para sempre. E eu serei o seu Deus.
Depois Deus disse a Abraão: — Mas você deverá cumprir a sua parte da minha aliança, você e os seus descendentes, por todas as gerações.
E esta é a aliança que devem cumprir, a aliança que faço com você e com os seus descendentes: todos os seus homens deverão ser circuncidados.
A circuncisão será o sinal da aliança que existe entre mim e vocês.
— De agora em diante, todo menino que nascer na sua casa deverá ser circuncidado oito dias depois do seu nascimento. E todo escravo comprado de um estrangeiro deverá também ser circuncidado, mesmo que não seja seu descendente.
Tanto o escravo nascido na sua casa, como o escravo comprado deverá ser circuncidado. Desta forma, o corpo de vocês será marcado com o sinal da minha aliança eterna.
O homem que não for circuncidado deverá ser eliminado do meio do seu povo, já que quebrou a minha aliança.
Deus disse também a Abraão: — Quanto à sua esposa, já não a chame de Sarai. O seu nome de agora em diante será Sara.
Eu a abençoarei e você terá um filho por meio dela. Ela será mãe de muitas nações e dela nascerão reis para as nações.
Então Abraão inclinou-se diante de Deus e riu dizendo para si mesmo: “Pode um homem de cem anos ter um filho? Pode Sara, com noventa anos, dar à luz um menino?”
E Abraão disse a Deus: — Que Ismael receba a sua bênção.
Mas Deus respondeu: — Não! Será Sara, a sua mulher, que vai lhe dar um filho. E você lhe dará o nome de Isaque. Eu estabelecerei a minha aliança com ele e com a sua descendência depois dele.
Também ouvi o seu pedido a favor de Ismael e também o abençoarei. Ele terá muitos filhos e será pai de doze chefes. Eu farei dele uma grande nação.
Mas a minha aliança será feita com Isaque, o filho que Sara vai lhe dar daqui a um ano.
Quando acabou de falar com Abraão, Deus subiu e se afastou de Abraão.
Naquele mesmo dia, Abraão fez o que Deus tinha lhe mandado fazer. Ele circuncidou o seu filho Ismael, todos os escravos que tinham nascido na sua casa ou que tinham sido comprados e todos os outros homens da sua casa.
Abraão tinha noventa e nove anos quando foi circuncidado.
E o seu filho Ismael tinha treze anos quando foi circuncidado.
Abraão e o seu filho Ismael foram circuncidados naquele mesmo dia.
E todos os escravos foram também circuncidados com ele, tanto os nascidos na sua casa ou como os comprados de estrangeiros.
O SENHOR apareceu a Abraão perto dos carvalhos de Mamre. Abraão estava sentado na entrada da sua tenda porque era a hora mais quente do dia.
Abraão levantou os olhos e viu três homens em pé, a pouca distância dele. Quando os viu, correu desde a entrada da sua tenda até onde eles estavam. Chegando diante deles, se inclinou e
disse: — Senhor, se mereço o seu favor, peço que fique um pouco com este seu servo.
Mandarei buscar um pouco de água para lavarem os pés e, depois, poderão descansar debaixo da sombra desta árvore.
Irei também trazer um pouco de pão para poderem recuperar as forças antes de partirem. Deixem que eu, o seu servo, faça isso, já que me visitaram. Então eles disseram: — Está bem, faça como disse.
Abraão correu para a tenda onde estava Sara e lhe disse: — Depressa! Amasse três medidas da melhor farinha e faça pão.
Depois correu para o curral, escolheu um vitelo bom e gordo e o deu ao seu servo, que o cozinhou rapidamente.
Então Abraão serviu aos homens o vitelo que tinha preparado e também lhes ofereceu manteiga e leite. Abraão ficou de pé ao lado deles, pronto para servir, enquanto eles comiam debaixo da árvore.
E eles lhe perguntaram: — Onde está a sua esposa Sara? E ele respondeu: — Está ali, na tenda.
Um deles lhe disse: — Pode ter certeza de que quando eu voltar na próxima primavera, a sua esposa, Sara, terá um filho. Sara estava ouvindo a conversa na entrada da tenda, atrás de Abraão.
Abraão e Sara eram velhos e Sara já tinha passado da idade de ter filhos.
Então ela riu para si mesma e pensou: “Até parece que vou ter essa alegria estando eu e o meu marido velhos”.
Então o SENHOR disse a Abraão: — Sara riu e disse não acreditar que ela venha a ter um filho por já estar muito velha. Por que é que Sara riu e disse isso?
Será que há alguma coisa impossível para o SENHOR? Voltarei a você na próxima primavera e Sara terá um filho.
Mas Sara teve medo e mentiu, dizendo: — Eu não ri. E o Senhor lhe disse: — Sim, você riu.
Então os três homens se levantaram para partir. Olharam para Sodoma e caminharam nessa direção. E Abraão os acompanhou para se despedir.
O SENHOR disse: — Não vou esconder de Abraão o que vou fazer.
Ele vai dar origem a uma grande e poderosa nação. Além disso, todas as nações do mundo serão abençoadas por meio dele.
Eu o escolhi para que ensine aos seus filhos e aos seus descendentes a seguirem o caminho do SENHOR. Eles deverão praticar o que é justo e bom. Assim eu, o SENHOR, darei a ele tudo o que lhe prometi.
Então o SENHOR disse: — São tantas as acusações contra Sodoma e Gomorra, e os seus pecados são tão graves,
que decidi descer para ver se realmente foi feito todo o mal que tenho ouvido.
Dois dos homens partiram em direção a Sodoma. Mas Abraão ficou junto ao SENHOR.
Abraão se aproximou dele e perguntou: — O Senhor está pensando em destruir tanto as pessoas boas como as pessoas más?
E se na cidade viverem cinquenta pessoas boas? O Senhor iria destruir toda a cidade? Tenho certeza de que o Senhor iria perdoar a cidade por causa daquelas cinquenta pessoas que vivem lá.
Não posso imaginar o Senhor matando tanto as pessoas boas como as pessoas más. Se isso chegasse a acontecer, tanto as pessoas boas (que não merecem ser castigadas) como as pessoas más (que merecem ser castigadas) seriam tratadas da mesma maneira: todas elas seriam castigadas. Já que o Senhor é o Juiz do mundo inteiro, o Senhor não pode fazer tal injustiça!
Então o SENHOR disse: — Se eu encontrar cinquenta pessoas boas em Sodoma, perdoarei toda a cidade por causa delas.
E Abraão disse: — Já que me atrevi a falar assim com o Senhor, embora eu não seja mais do que pó e cinza,
deixe-me perguntar, o que acontecerá se faltarem cinco pessoas para completar as cinquenta? O Senhor destruirá a cidade só porque faltam cinco? E o Senhor disse: — Não destruirei a cidade se eu encontrar lá quarenta e cinco pessoas boas.
E Abraão voltou a perguntar: — O que acontecerá se só encontrar quarenta pessoas boas? E o Senhor disse: — Não destruirei a cidade se eu encontrar lá quarenta pessoas boas.
Abraão voltou a falar: — Senhor, por favor, não se irrite comigo por falar de novo. Mas se só encontrar lá trinta pessoas boas? E o Senhor respondeu: — Não destruirei a cidade se eu encontrar lá trinta pessoas boas.
Abraão continuou: — Sou demasiado atrevido ao falar com o Senhor, mas o que acontecerá se só encontrar lá vinte pessoas boas? E o Senhor respondeu: — Se eu encontrar lá vinte pessoas boas, não destruirei a cidade.
Finalmente Abraão disse: — Senhor, por favor, não se irrite comigo, pois vou falar mais uma vez. O que acontecerá se encontrar lá só dez pessoas boas? E o Senhor lhe disse: — Não destruirei a cidade se eu encontrar lá dez pessoas boas.
Quando acabou de falar com Abraão, o SENHOR partiu. E Abraão voltou para a sua casa.
Os dois anjos chegaram à cidade de Sodoma no fim da tarde e Ló estava sentado perto da entrada da cidade. Quando os viu, Ló se levantou e foi ao seu encontro. Inclinando-se diante deles,
disse: — Senhores, por favor, venham ficar na minha casa, passem lá a noite e lavem os pés. Eu serei como o seu servo. Amanhã poderão se levantar cedo e continuar a viagem. Os anjos responderam: — Não é preciso. Passaremos a noite na rua.
Mas Ló insistiu tanto, que os anjos aceitaram e foram com ele para a sua casa. Então Ló mandou preparar um bom jantar e assar pães sem fermento. Logo os anjos comeram.
Mais tarde, antes dos anjos se deitarem, todos os homens de Sodoma, novos e velhos, cercaram a casa.
Chamaram Ló e lhe disseram: — Onde estão os homens que chegaram aqui esta noite? Mande-os sair para podermos dormir com eles.
E Ló saiu para fora da casa, fechou a porta atrás de si
e lhes disse: — Meus amigos, por favor, não façam uma coisa tão má!
Tenho duas filhas que nunca dormiram com nenhum homem. Vou trazê-las e poderão fazer com elas o que desejarem, mas não façam nada a estes senhores. Eles são meus hóspedes e estão debaixo da minha proteção.
Mas eles responderam: — Saia da nossa frente! E falaram entre eles: — Este homem chegou aqui como estrangeiro e agora quer nos dizer o que devemos fazer! Depois, virando-se para Ló, disseram: — Vamos fazer com você algo pior do que a eles! Então empurraram Ló e se aproximaram da porta para arrombá-la.
Mas os dois anjos agarraram Ló e o puxaram para dentro da casa, e fecharam a porta.
Depois fizeram com que todos os homens, tanto os jovens como os velhos, que estavam lá fora, ficassem cegos e não pudessem encontrar a porta.
Os dois anjos então perguntaram a Ló: — Há mais alguém da sua família na cidade? Saia deste lugar e leve com você os seus filhos, as suas filhas, os maridos das suas filhas e todos os seus parentes,
porque vamos destruir esta cidade. A maldade que há nela é tanta que já chegou até o SENHOR, e ele nos enviou para destruí-la.
Então Ló saiu e foi falar com os maridos das suas filhas: — Depressa, saiam deste lugar, porque o SENHOR vai destruir esta cidade. Mas os seus genros pensavam que ele estava brincando.
Ao amanhecer, os anjos insistiram com Ló, dizendo: — Depressa, leve a sua esposa e as suas duas filhas que estão aqui! Se você não sair, será destruído quando esta cidade for castigada.
Mesmo assim, Ló demorava em partir. Então os anjos o agarraram pela mão, e também a sua mulher e as suas filhas, porque o SENHOR teve compaixão de Ló, e os levaram para fora da cidade.
Depois um deles disse: — Fuja, salve a sua vida! Não olhe para trás, nem pare em nenhum vale. Corra para as montanhas, senão será destruído.
Mas Ló disse: — Por favor, meu senhor,
tem sido muito bom comigo, o seu servo, e salvou a minha vida. Mas se eu correr até as montanhas esta destruição irá me alcançar e matar antes de eu chegar lá.
Olhe, aquela cidade fica mais perto. Deixe-me escapar para lá e não a destrua. Não é mesmo uma cidade pequena? Assim poderei salvar a minha vida.
Então o anjo lhe disse: — Está bem, vou fazer o que acaba de me pedir, não destruirei aquela cidade.
Fuja! Vá depressa, porque não posso fazer nada até você chegar lá. Por isso, essa cidade foi chamada Zoar.
Ló chegou a Zoar ao amanhecer.
Então o SENHOR fez chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra.
Assim ele destruiu essas cidades, o vale, todos os habitantes e tudo o que crescia no solo.
Aconteceu também que a esposa de Ló olhou para trás e se transformou numa estátua de sal.
Abraão levantou-se de manhã cedo e foi ao lugar onde tinha se encontrado com o SENHOR.
Olhou para Sodoma, Gomorra e todo o vale, e só viu nuvens de fumaça que subiam da terra, como a fumaça que sai de uma fornalha.
Quando Deus destruiu as cidades do vale, lembrou-se de Abraão e salvou Ló daquela destruição.
Ló partiu de Zoar e foi viver nas montanhas com as suas duas filhas, porque tinha medo de viver em Zoar. Ele e as suas duas filhas foram viver numa caverna.
E a filha mais velha disse à outra: — Nosso pai está velho e não há aqui nenhum homem para nos dar filhos, como é costume em todo lugar.
Vamos dar vinho ao nosso pai até ele ficar embriagado, depois deitemo-nos com ele. Assim poderemos ter filhos do nosso pai e a nossa família continuará existindo.
Nessa noite elas deram vinho ao seu pai e ele ficou embriagado. Então a filha mais velha se deitou com o pai, dormiu com ele, e se levantou da cama sem que ele se desse conta.
No dia seguinte, a filha mais velha disse à outra: — Ontem à noite me deitei com o nosso pai. Vamos também embriagá-lo esta noite e você irá se deitar com ele. Assim nós poderemos ter filhos do nosso pai e a nossa família continuará existindo.
Nessa noite elas deram vinho ao seu pai e ele ficou embriagado. Então a filha mais nova se deitou com o pai, dormiu com ele, e se levantou da cama sem que ele se desse conta.
As duas filhas de Ló ficaram grávidas do próprio pai.
E a filha mais velha deu à luz um filho, a quem deu o nome de Moabe. Ele é o pai de todos os moabitas que existem no dia de hoje.
E a filha mais nova também deu à luz um filho, a quem deu o nome de Ben-Ami. Ele é o pai de todos os amonitas que existem no dia de hoje.
Abraão partiu dali para o sul de Canaã. Ficou por algum tempo vivendo entre Cades e Sur. Enquanto vivia como estrangeiro em Gerar,
dizia que Sara, sua esposa, era sua irmã. E Abimeleque, rei de Gerar, mandou buscar Sara e ficou com ela.
Certa noite Deus falou com Abimeleque num sonho e lhe disse: — Você vai morrer porque foi buscar uma mulher que já é casada.
Mas Abimeleque ainda não tinha se deitado com ela e por isso disse: — Senhor, você vai matar um povo inocente?
Não foi o homem que me disse: “Ela é minha irmã”? E até ela mesma me disse: “Ele é meu irmão”. Eu fiz isto de boa consciência e inocentemente.
Então Deus lhe disse no sonho: — Sei que você agiu de boa consciência. Por isso, não deixei você pecar contra mim e o impedi de tocar nela.
Agora devolva a mulher ao seu marido. Ele é um profeta e vai orar por você para que não morra. Mas se não a devolver, pode ter certeza de que você e toda a sua família morrerão.
Abimeleque se levantou cedo no dia seguinte, chamou os seus servos e lhes contou o sonho que teve. Eles ficaram cheios de medo.
Então Abimeleque chamou Abraão e lhe disse: — Por que você nos fez isso? Que mal eu lhe fiz para você fazer cair um pecado tão grande sobre mim e sobre o meu reino? O que você me fez não se faz a ninguém.
E Abimeleque perguntou a Abraão: — O que foi que levou você a fazer uma coisa dessas?
Abraão respondeu: — É que eu pensei: “Neste lugar, ninguém respeita a Deus. E são capazes de me matar para ficarem com a minha mulher”.
E também é verdade que Sara é minha irmã. Ela é filha do meu pai, mas não é filha da minha mãe; por isso eu me casei com ela.
Quando Deus me fez sair da casa do meu pai, eu disse à minha mulher: “Por favor, em todos os lugares para onde formos, diga que eu sou seu irmão”.
Então Abimeleque deu a Abraão ovelhas, bois, escravos e escravas e também lhe devolveu a sua esposa Sara.
Abimeleque também lhe disse: — As minhas terras estão à sua disposição, pode viver onde quiser.
E disse a Sara: — Dei mil peças de prata ao seu irmão. Fiz isso para proteger a sua reputação, para que todos os que conhecem você saibam que não é culpada de nada.
Depois Abraão orou a Deus, e Deus curou a Abimeleque, à sua esposa e às suas servas. E elas voltaram a ter filhos.
Pois o SENHOR tinha feito com que nenhuma mulher da casa de Abimeleque pudesse ter filhos, por causa do que tinha acontecido com Sara, mulher de Abraão.
O SENHOR veio abençoar Sara, como disse antes. O SENHOR cumpriu o que tinha prometido a Sara.
E ela ficou grávida e deu um filho a Abraão quando ele já era velho. O seu filho nasceu no tempo exato prometido por Deus.
E Abraão deu o nome de Isaque ao seu filho.
Oito dias depois de ele ter nascido, Abraão circuncidou o seu filho Isaque, conforme Deus tinha lhe ordenado.
Abraão tinha cem anos de idade quando Isaque, o seu filho, nasceu.
E Sara disse: — Deus me fez rir e todos os que souberem disso vão rir comigo.
E acrescentou: — Quem iria dizer a Abraão que eu ainda iria amamentar filhos? No entanto, eu lhe dei um filho sendo ele já velho.
O menino foi crescendo até que chegou a idade de deixar de mamar. Então Abraão fez uma grande festa.
E Sara viu que Ismael, o filho de Agar, a egípcia, estava rindo de Isaque.
Então ela disse a Abraão: — Você tem que mandar embora essa escrava e o seu filho, porque de maneira nenhuma o filho dessa escrava vai ser herdeiro com o meu filho Isaque.
Para Abraão este pedido era uma coisa muito má, porque Ismael também era seu filho.
Mas Deus disse a Abraão: — Não fique preocupado por causa do menino e da escrava. Faça o que Sara lhe pediu, pois os descendentes que eu lhe prometi virão por meio de Isaque.
Mas farei de Ismael, o filho da escrava, uma grande nação porque ele é seu filho.
No dia seguinte, Abraão se levantou cedo e foi buscar comida e uma vasilha com água para dá-los a Agar. Ele a ajudou a colocar tudo sobre os ombros, entregou o menino a ela e a mandou embora. Então Agar saiu e ficou andando pelo deserto de Berseba, sem saber para onde ir.
Quando acabou a água da vasilha, Agar deixou o menino debaixo da sombra de um arbusto.
E se afastou um pouco para não vê-lo, porque não queria ver o seu filho morrer. Sentou-se e começou a chorar dando altos gritos.
Mas Deus ouviu o menino chorando, e o anjo de Deus perguntou do céu: — O que aconteceu, Agar? Não tenha medo, Deus ouviu o menino chorando no lugar onde o deixou.
Levante-se! Vá buscá-lo e não o deixe, pois eu farei dele uma grande nação.
Depois Deus fez com que ela visse uma fonte de água. E ela encheu a sua vasilha e foi dar água ao menino.
Deus esteve com o menino. Ele cresceu e viveu no deserto e se tornou num atirador de flechas.
Ele ficou morando no deserto de Parã. E a sua mãe o casou com uma mulher do Egito.
Nesse tempo, Abimeleque acompanhado de Ficol, chefe do seu exército, disse a Abraão: — Deus está com você em tudo o que faz.
Portanto, prometa diante de Deus que não vai me trair, nem a mim nem aos meus filhos, nem aos meus descendentes. Que assim como eu sempre tenho lhe feito bem, você também fará bem a mim e à minha terra, a terra onde foi bem recebido.
Então Abraão lhe disse: — Prometo.
No entanto Abraão se queixou a Abimeleque por causa de um poço de água que os servos de Abimeleque tinham tirado dele.
Abimeleque lhe respondeu: — Não sabia que alguém tinha feito isso. Você não me disse nada e só agora fiquei sabendo.
Então Abraão foi buscar ovelhas e bois, deu os animais a Abimeleque, e os dois fizeram uma aliança.
Abraão separou sete ovelhas do resto do rebanho.
E Abimeleque lhe perguntou: — Que significam estas sete ovelhas que separou das outras?
Abraão respondeu: — Aceite estas sete ovelhas que lhe dou como prova de que fui eu quem cavei este poço.
Foi por isso que o poço foi chamado de Berseba, porque foi ali que ambos fizeram um juramento.
Depois de concluírem a aliança em Berseba, Abimeleque e Ficol, o chefe do seu exército, voltaram para a terra dos filisteus.
Abraão plantou uma árvore, uma tamargueira, em Berseba e ali adorou ao SENHOR, o Deus eterno.
Abraão viveu como imigrante na terra dos filisteus durante muito tempo.
Algum tempo depois Deus pôs à prova a fé de Abraão, chamando-o: — Abraão! E ele respondeu: — Estou aqui!
E Deus lhe disse: — Leve com você o seu filho, o seu único filho, o seu filho amado, Isaque, e vá para a região de Moriá. Quando chegar lá, ofereça-o como sacrifício queimado num dos montes que eu lhe indicar.
Na manhã seguinte Abraão levantou-se cedo e preparou o seu jumento. Depois de cortar a lenha para o sacrifício, partiu para o lugar que Deus tinha lhe indicado, levando com ele dois dos seus servos e Isaque.
No terceiro dia, Abraão viu de longe o lugar para onde iam.
E Abraão disse aos seus servos: — Fiquem aqui com o jumento. Eu e o meu filho vamos um pouco mais adiante para adorar a Deus. Depois disso, voltaremos aqui.
Abraão então pegou na lenha que tinha para o sacrifício e a colocou nos ombros do seu filho Isaque. Ele mesmo levava o fogo e a faca, e os dois foram caminhando juntos.
Enquanto caminhavam, Isaque disse ao seu pai Abraão: — Pai! Abraão respondeu: — Sim, meu filho. Isaque perguntou: — Temos aqui a lenha e o fogo, mas onde está o cordeiro que vamos sacrificar?
Abraão respondeu: — É o próprio Deus quem vai nos dar o cordeiro para o sacrifício, meu filho. Então os dois continuaram no seu caminho.
Quando chegaram ao lugar que Deus tinha indicado, Abraão fez um altar e colocou a lenha sobre ele. Depois amarrou o seu filho e o colocou em cima da lenha do altar.
Então Abraão estendeu a mão e agarrou a faca para matar o seu filho.
Mas o anjo do SENHOR o chamou do céu: — Abraão! Abraão! E Abraão respondeu: — Estou aqui.
E o anjo disse: — Não levante a mão contra o seu filho, não lhe faça mal. Agora eu sei que você honra a Deus, pois não poupou o seu filho, o seu único filho.
Abraão levantou os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres num arbusto. Então foi apanhá-lo e ofereceu-o em sacrifício, no lugar do seu filho.
Abraão chamou a esse lugar: “O SENHOR é quem vai providenciar”. Por isso, ainda hoje se diz: “No monte o SENHOR vai providenciar”.
Pela segunda vez o anjo do SENHOR chamou do céu a Abraão
e disse: — Eu, o SENHOR, juro por mim mesmo que por você ter feito isto, não me negando o seu filho, o seu único filho,
eu certamente abençoarei você e lhe darei muitos descendentes. Os seus descendentes serão tantos como as estrelas do céu e como a areia da praia do mar. Eles irão possuir as cidades dos seus inimigos.
Também juro que todas as nações do mundo serão abençoadas através da sua descendência, porque você me obedeceu.
Abraão voltou ao lugar onde estavam os seus servos e juntos partiram para Berseba, onde Abraão ficou vivendo.
Algum tempo depois, alguém disse a Abraão: — Milca também deu filhos ao seu irmão Naor:
Uz é o mais velho, Buz é o seu irmão. Depois ainda há: Quemuel (o pai de Aram),
Quésede, Hazo, Pildas, Jidlaf e Betuel.
Betuel foi pai de Rebeca. Milca teve esses oito filhos de Naor, o irmão de Abraão.
Naor também teve outros filhos pela sua outra esposa Reumá: Tebá, Gaã, Taás e Maaca.
Sara viveu cento e vinte e sete anos.
Ela morreu em Quiriate-Arbá, que é Hebrom, na terra de Canaã. Abraão lamentou e chorou a sua morte.
Depois Abraão saiu do lugar onde estava o corpo da sua esposa e foi falar com os heteus. Ele lhes disse:
— Eu sou um imigrante que vive entre vocês, peço que me vendam um terreno onde possa enterrar a minha esposa.
Os heteus disseram a Abraão:
— Ouça-nos, senhor, você é um príncipe de Deus que vive entre nós. Enterre a sua esposa no melhor dos nossos sepulcros. Nenhum de nós recusará dar-lhe um lugar para enterrar a sua esposa.
Então Abraão se levantou e inclinou-se diante dos heteus,
e lhes disse: — Já que permitem que eu enterre aqui a minha esposa, falem por mim a Efrom, filho de Zoar,
para que me venda a caverna de Macpela, que fica no fim do seu campo. Eu comprarei a caverna por um preço justo e ficarei sendo dono do sepulcro.
Efrom estava sentado entre os heteus, perto da porta da cidade. Então ele disse a Abraão diante dos outros heteus e de todos os que passavam:
— Não, meu senhor, eu lhe ofereço a caverna e todo o campo. Digo isto na frente de todo o meu povo. Pode enterrar a sua esposa.
Abraão se inclinou diante dos heteus
e disse a Efrom diante de todos: — Ouça o que eu vou dizer, por favor. Aceite que eu pague o preço do campo. Aceite o dinheiro para que eu possa enterrar a minha esposa.
Efrom respondeu a Abraão:
— Senhor, ouça o que eu digo. Essa terra vale quatrocentas moedas de prata. Mas não é isso que é importante. Portanto, vá enterrar a sua esposa.
Assim Abraão chegou a um acordo com Efrom e lhe entregou o montante de prata que os dois tinham concordado diante dos heteus; comprou o campo por quatrocentas moedas de prata.
Então o campo de Efrom em Macpela, perto de Mamre, o próprio campo e a caverna, todas as árvores do campo e toda a área em volta da caverna, passaram a pertencer legalmente a Abraão.
Isso foi feito na presença dos heteus e de todos os que estavam presentes perto da entrada da cidade.
E Abraão enterrou a sua esposa Sara na caverna do campo de Macpela, perto de Mamre, que é Hebrom, na terra de Canaã.
Assim, o campo e a caverna dos heteus passaram a pertencer legalmente a Abraão, para ali poder sepultar os seus mortos.
Abraão tinha muitos anos e o SENHOR tinha o abençoado em tudo.
Então chamou o seu servo mais antigo, o servo responsável por tudo o que ele possuía, e lhe disse: — Coloque a sua mão debaixo da minha coxa.
Quero que me prometa, diante do SENHOR, Deus do céu e da terra, que você não vai escolher para ser esposa do meu filho nenhuma das mulheres dos cananeus, no meio dos quais estou vivendo.
Mas irá à minha terra e lá escolherá uma esposa para o meu filho Isaque. Uma esposa que seja da minha família.
Então o servo lhe disse: — E se a mulher não quiser deixar a sua terra e vir comigo para aqui? Devo então fazer com que o seu filho volte para a terra de onde veio?
Abraão respondeu: — Nunca faça isso! Não leve o meu filho para esse lugar!
O SENHOR, Deus do céu, me tirou da casa do meu pai e da minha terra e me trouxe para aqui. E jurou que ele iria dar esta nova terra à minha família. Deus vai enviar o seu anjo para estar com você, para que possa trazer daquela terra uma esposa para o meu filho.
Se a mulher falar que não quer vir, você ficará livre desta promessa. Mas não leve o meu filho para lá.
O servo colocou a sua mão debaixo da coxa do seu senhor Abraão e prometeu fazer assim.
O servo levou consigo dez dos camelos do seu senhor e do melhor que Abraão tinha e partiu para a Mesopotâmia, em direção à cidade onde Naor tinha vivido.
Chegou lá de tarde, na hora em que as mulheres costumam ir buscar água. E fez com que os camelos se ajoelhassem perto do poço que ficava fora da cidade.
Então o servo fez esta oração: — Ó SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, peço-lhe que tudo dê certo hoje. Que seja bondoso com o meu senhor Abraão.
Vou ficar aqui, perto deste poço, esperando que as jovens desta cidade venham buscar água.
E vou pedir a uma delas: “Por favor, incline um pouco o seu cântaro para eu beber água”. Faça com que aquela que me responder: “Beba, e também vou dar água aos seus camelos”, seja a mulher que escolheu para o seu servo Isaque. Assim saberei que foi bondoso com o meu senhor.
E antes que ele terminasse a oração, chegou ali uma jovem chamada Rebeca. Ela era filha de Betuel, filho de Milca, esposa de Naor, o irmão de Abraão. Ela trazia o seu cântaro no ombro.
A jovem era muito linda e ainda era virgem. Ela desceu ao poço e encheu o seu cântaro. Quando ela subia para ir embora,
o servo correu ao seu encontro e lhe disse: — Por favor, dê-me um pouco da água do seu cântaro.
Rebeca disse: — Beba, meu senhor. E rapidamente baixou o seu cântaro e agarrando-o com as mãos lhe deu água para ele beber.
Depois de ter lhe dado água, ela lhe disse: — Também vou dar de beber aos seus camelos até eles ficarem satisfeitos.
Então, rapidamente, ela esvaziou o seu cântaro no bebedouro e correu até o poço para buscar mais água para todos os camelos.
Entretanto, o servo de Abraão observava o que ela fazia em silêncio. Queria ter certeza de que o SENHOR tinha respondido ao seu pedido e feito com que a sua viagem tivesse bom resultado.
Quando os camelos acabaram de beber, o servo ofereceu a Rebeca para pôr no nariz um brinco de ouro que pesava seis gramas e duas pulseiras de ouro que pesavam cem gramas.
E lhe perguntou: — Quem é o seu pai? Será que há lugar na casa do seu pai para mim e para os homens que estão comigo? Precisamos de um lugar para ficar esta noite e alojarmos os animais.
Rebeca respondeu: — Meu pai é Betuel, ele é filho de Milca e Naor.
E disse também: — Sim, temos muita palha e forragem para os camelos e também temos lugar onde vocês podem dormir.
O servo se inclinou em adoração ao SENHOR,
e disse: — Bendito seja o SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, que lhe mostrou o seu amor e a sua bondade e me trouxe até à casa da família do meu amo.
Rebeca correu para a sua casa e contou à sua família tudo o que tinha acontecido.
Então o seu irmão, Labão, saiu correndo para se encontrar com o homem que estava junto ao poço.
Pois ele ouviu Rebeca contando tudo o que o homem lhe disse. Também ele viu o brinco e as pulseiras que a sua irmã tinha nos braços. Labão encontrou o homem de pé, junto ao poço, ao lado dos seus camelos,
e lhe disse: — Venha comigo, abençoado do SENHOR, não fique aqui fora. Já tenho tudo preparado em casa e um lugar para os seus camelos.
Então o servo de Abraão entrou na casa. Labão descarregou os camelos e lhes deu palha e forragem. E deu água ao servo de Abraão e aos homens que estavam com ele para lavarem os pés.
Depois disso Labão quis servir a comida ao servo de Abraão, mas ele disse: — Não vou comer até falar o que devo dizer. Então Labão lhe disse: — Então pode falar.
O servo disse: — Eu sou servo de Abraão.
O SENHOR abençoou o meu senhor em tudo e ele se tornou um homem muito rico. Deus lhe deu ovelhas, bois, ouro, prata, escravos, escravas, camelos e burros.
Sara, a mulher do meu senhor, deu à luz um filho quando já era muito velha. E Abraão fez com que o seu filho fosse herdeiro de tudo o que ele tem.
E o meu senhor me obrigou a fazer uma promessa. Ele me disse: “Não procure uma esposa para o meu filho entre as mulheres do Canaã. Nós vivemos entre esse povo, mas não deixe que ele se case com uma das filhas dos cananeus.
Deve ir à minha terra, onde vive a minha família, e é lá que deve procurar uma esposa para o meu filho”.
Então eu perguntei ao meu senhor: “Que vou fazer se a mulher não quiser vir comigo?”
E ele respondeu: “O SENHOR, a quem eu sigo, vai enviar o seu anjo para acompanhar você e para que a sua viagem tenha êxito e possa trazer uma esposa da minha família para o meu filho.
Mas se for à terra da minha família e eles recusarem lhe dar uma esposa para o meu filho, então você ficará livre da sua promessa”.
— Hoje, quando cheguei ao poço, fiz esta oração: “Ó SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, faça com que a minha viagem tenha êxito.
Estou aqui, junto deste poço. Quando uma jovem vier buscar água, eu pedirei a ela que me dê de beber um pouco do seu cântaro.
Se ela me responder que sim e também se oferecer para dar água aos meus camelos, que seja ela a mulher que o SENHOR escolheu para ser esposa do filho do meu senhor”.
— Antes de eu terminar esta oração, apareceu Rebeca com o cântaro ao ombro, e tirou água do poço. Então eu lhe disse: “Por favor, dê-me água”.
Ela tirou imediatamente o cântaro do ombro e me disse: “Beba, e eu também darei água aos seus camelos”. Eu bebi e ela deu água aos camelos.
E eu lhe perguntei: “Quem é o seu pai?”, e ela respondeu: “O meu pai é Betuel, o filho de Milca e Naor”. Então coloquei o brinco no seu nariz e as pulseiras nos seus braços.
Depois me inclinei em adoração ao SENHOR, e louvei o SENHOR, o Deus do meu senhor Abraão. Deus me guiou pelo caminho certo para buscar para o filho do meu senhor uma filha do seu próprio irmão.
Agora digam-me, se vão ou não mostrar amor e bondade para com o meu senhor. Digam-me para que eu saiba o que devo fazer.
Labão e Betuel responderam: — Vemos que isto vem do SENHOR, por isso não temos nada a dizer.
Aqui está Rebeca, que ela vá com você e que se case com o filho do seu senhor, assim como o SENHOR disse.
Quando o servo de Abraão ouviu eles dizerem isto, ajoelhou-se no chão diante do SENHOR.
Depois foi buscar joias de ouro e de prata e vestidos e deu tudo a Rebeca. Também deu presentes valiosos ao irmão e à mãe dela.
Depois ele e os homens que estavam com ele comeram e passaram ali a noite. Na manhã seguinte se levantaram e disseram: — Agora temos que voltar para o nosso senhor.
Mas o irmão e a mãe de Rebeca disseram: — Deixem que a jovem fique aqui mais dez dias e depois poderá partir.
O servo disse de novo: — Não me façam esperar pois o SENHOR fez com que a minha viagem tivesse êxito. Permitam que eu volte para a casa do meu senhor.
Então eles disseram: — Vamos chamar a jovem e perguntar a ela o que quer fazer.
Então chamaram a Rebeca e lhe perguntaram: — Quer ir com este homem? Ela respondeu: — Sim, quero ir.
Então deixaram que Rebeca e a mulher que sempre tinha tomado conta dela partissem com o servo de Abraão e os seus homens.
A família de Rebeca a abençoou assim: “Nossa irmã, que você possa ter muitos filhos, ao ponto que ninguém consiga contá-los. Que os descendentes da sua família conquistem as cidades dos seus inimigos!”
Então Rebeca e as suas servas se levantaram, montaram nos camelos e seguiram o homem. E assim o servo partiu com Rebeca.
Isaque tinha voltado de Beer-Laai-Roi pois estava vivendo no sul de Canaã.
Um dia Isaque estava caminhando no campo e viu que se aproximavam camelos.
Rebeca também olhou e viu Isaque. Então desceu do camelo
e perguntou ao servo: — Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? O servo respondeu: — É o meu senhor. Então Rebeca pegou o seu véu e cobriu o rosto.
O servo contou a Isaque tudo o que tinha feito.
Então Isaque levou a Rebeca para a tenda da sua mãe Sara e casou-se com ela. Isaque amou a Rebeca e assim se conformou com a morte da sua mãe.
Abraão voltou a se casar com outra mulher, chamada Quetura.
Ela lhe deu os seguintes filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá.
Jocsã foi o pai de Sabá e Dedã. Os descendentes de Dedã foram os povos de Assur, de Letus e de Leum.
Os filhos de Midiã foram Efá, Éfer, Enoque, Abida e Elda. Todos estes foram descendentes de Quetura.
Abraão deu tudo o que tinha a Isaque.
Mas antes da sua morte, Abraão deu alguns presentes aos filhos das suas outras esposas e, para que ficassem longe do seu filho Isaque, enviou todos eles para lugares mais ao leste.
Abraão viveu cento e setenta e cinco anos
e morreu com uma idade bastante avançada. Depois de uma vida longa e feliz, ele se juntou aos seus antepassados.
Os seus filhos Isaque e Ismael o enterraram na caverna de Macpela, no campo de Efrom, filho do heteu Zoar, em frente de Mamre.
Este era o campo que Abraão tinha comprado dos heteus. Foi ali que Abraão e a sua esposa Sara foram enterrados.
Depois da morte de Abraão, Deus abençoou o seu filho Isaque, o qual vivia em Beer-Laai-Roi.
Estes são os descendentes de Ismael, filho de Abraão e da egípcia Agar, escrava de Sara.
E estes são os nomes dos filhos de Ismael na ordem em que nasceram: Nebaiote, foi o primeiro filho de Ismael; depois nasceram Quedar, Adbeel, Mibsão,
Misma, Dumá, Massá,
Hadade, Temã, Jetur, Nafis e Quedemá.
Estes foram os filhos de Ismael, todos os seus acampamentos e povoados tinham os seus nomes. Cada um dos seus doze filhos se tornou chefe da sua própria tribo.
Ismael viveu cento e trinta e sete anos, morreu e se juntou aos seus antepassados.
Os seus descendentes viveram na região que vai de Havilá até Sur, perto do Egito, ao longo do caminho que vai para a Assíria. Os descendentes de Ismael se estabeleceram defronte de todos os seus irmãos.
Estes são os descendentes de Isaque, filho de Abraão.
Isaque tinha quarenta anos de idade quando se casou com Rebeca, filha de Betuel e irmã de Labão. Betuel e Labão eram arameus de Padã-Arã.
A esposa de Isaque não podia ter filhos, então ele orou ao SENHOR por ela. O SENHOR ouviu as suas orações e Rebeca ficou grávida.
Dois gêmeos lutavam dentro do seu ventre e Rebeca pensou: “Por que isto está acontecendo comigo?” Então foi consultar o SENHOR.
O SENHOR lhe disse: “Tem duas nações dentro do seu ventre. Do seu ventre nascerão dois povos que não se darão bem. Um dos seus filhos será mais forte do que o outro, e o mais velho servirá o mais novo”.
Quando chegou o tempo, Rebeca teve dois gêmeos.
O que nasceu primeiro era ruivo e coberto de pelo. Por isso lhe deram o nome de Esaú.
Depois nasceu o seu irmão, com uma das mãos agarrada ao calcanhar de Esaú. Por isso lhe deram o nome de Jacó. Isaque tinha sessenta anos de idade quando eles nasceram.
Os meninos cresceram. Esaú se tornou um bom caçador e gostava de passar o tempo fora no campo. Mas Jacó era um homem muito calado, que gostava de ficar no acampamento.
Isaque gostava mais de Esaú porque gostava de comer os animais que ele trazia da caça, mas Rebeca gostava mais de Jacó.
Certo dia, quando Jacó estava fazendo um cozido, Esaú chegou do campo com fome
e disse a Jacó: — Estou com fome, deixe que eu coma um pouco desse cozido vermelho que tem aí. Por isso também foi chamado de Edom.
Mas Jacó lhe disse: — Venda para mim, primeiro, os direitos que tem por ser o filho mais velho do nosso pai.
Esaú lhe disse: — Estou morrendo de fome, e se morrer, de nada me servirá toda a herança do meu pai.
Jacó disse: — Jure primeiro que me dará os seus direitos de filho mais velho. Esaú jurou e vendeu a Jacó os direitos que tinha como filho mais velho.
Então Jacó lhe deu pão e cozido de lentilhas. Esaú, comeu e bebeu, e depois se levantou e foi embora. Assim Esaú mostrou desprezo pelos seus direitos de ser o filho mais velho.
Houve muita fome naquela região, como tinha acontecido no tempo de Abraão. Por isso Isaque foi para Gerar, onde vivia Abimeleque, rei dos filisteus.
Ali o SENHOR apareceu a Isaque e lhe disse: — Não vá para o Egito, mas fique na terra que eu vou dizer para você ir.
Por enquanto permaneça nesta terra como imigrante. Eu irei ajudar e abençoar você. Vou dar todas estas terras a você e aos seus descendentes. Assim vou cumprir a aliança que fiz com Abraão, o seu pai.
Os seus filhos serão tão numerosos, como as estrelas do céu. A eles darei estas terras, e todas as nações do mundo serão abençoadas através da sua descendência.
Faço isto porque o seu pai Abraão me obedeceu e fez tudo o que eu lhe ordenei. Abraão obedeceu às minhas ordens, mandamentos, regras e leis.
Isaque ficou vivendo em Gerar
e, quando os homens desse lugar faziam perguntas a Isaque sobre a sua esposa, ele respondia: — Ela é minha irmã. (Ele tinha medo de dizer que ela era sua esposa porque pensava: “Se disser que é minha esposa, os homens deste lugar podem me matar para ficarem com Rebeca, porque ela é muito linda”.)
Isaque viveu nesse lugar durante muito tempo. Um dia Abimeleque, rei dos filisteus, estava na janela e viu Isaque acariciando a sua esposa Rebeca.
Então Abimeleque chamou Isaque e disse: — Essa mulher é sua esposa! Porque é que disse que era sua irmã? Isaque respondeu: — Porque pensei que vocês me matariam para ficarem com ela.
Abimeleque disse: — Por que você fez isso? Qualquer homem poderia ter dormido com a sua mulher, e seria culpado de nos fazer pecar.
Depois Abimeleque deu a seguinte ordem ao seu povo: — Quem tocar neste homem ou na sua esposa, será morto.
Isaque semeou um campo e, nesse mesmo ano, a colheita lhe rendeu cem vezes mais do que plantou. O SENHOR o abençoou
e ele se tornou um homem rico. A sua riqueza continuou aumentando, até ficar riquíssimo.
Possuía tantas ovelhas, bois e escravos que os filisteus começaram a ter inveja dele.
Eles taparam todos os poços que os servos de Abraão, pai de Isaque, tinham cavado naquele tempo. Os filisteus taparam esses poços enchendo-os de terra.
Então Abimeleque disse a Isaque: — Saia desta terra, é poderoso demais para ficar conosco.
Então Isaque saiu dali e foi acampar no vale de Gerar e ficou vivendo ali.
Isaque reabriu todos os poços que o seu pai tinha construído quando ainda estava vivo, pois os filisteus tinham enchido os poços de terra depois de Abraão ter morrido. Aos seus poços, ele deu os mesmos nomes que o seu pai, Abraão, tinha lhes dado.
Os escravos de Isaque abriram outro buraco no vale e encontraram uma nascente de água fresca.
Mas os pastores de Gerar entraram em conflito com os pastores de Isaque. Eles diziam: — Esta água nos pertence. Por isso Isaque chamou aquela fonte de “Conflito”. Deu-lhe esse nome porque foi nesse lugar que entraram em conflito com ele.
Depois os servos de Isaque abriram outro poço, mas eles também discutiram por causa dele. Por isso, Isaque lhe deu o nome de “Discussão”.
Isaque saiu dali e voltou a abrir outro poço e desta vez ninguém discutiu com ele. Por isso, a esse poço, ele deu o nome de “Lugar Espaçoso”. E disse também: — Agora o SENHOR nos deu espaço para crescer. Aqui iremos prosperar.
Dali Isaque foi para Berseba.
Naquela noite, o SENHOR apareceu a ele e disse: — Eu sou o Deus do seu pai Abraão. Não tenha medo porque estou com você. Por causa do meu servo Abraão, irei abençoá-lo e dar a você muitos descendentes.
Isaque construiu ali um altar e adorou o SENHOR. Também estabeleceu ali o seu acampamento e os seus servos abriram um poço.
Um dia Abimeleque chegou de Gerar para ver Isaque. Trazia com ele Auzate, o seu conselheiro, e Ficol, o chefe do seu exército.
Isaque lhes perguntou: — Por que é que vieram me ver? Vocês não gostam de mim e me expulsaram das suas terras.
Eles responderam: — Agora estamos convencidos de que o SENHOR está com você. Por isso queremos fazer uma aliança com você.
Prometa que não nos fará mal, assim como nós sempre o tratamos bem. Fizemos que você saísse das nossas terras, mas deixamos que fosse em paz. Agora sabemos que é abençoado pelo SENHOR.
Então Isaque fez um banquete para eles e todos comeram e beberam.
Na manhã seguinte se levantaram cedo e fizeram promessas entre eles. Depois Isaque se despediu deles e eles partiram em paz.
Nesse dia, os escravos de Isaque vieram e lhe contaram que tinham construído um poço. Disseram-lhe: — Encontramos água!
Isaque chamou esse poço de Seba e, por isso, essa cidade ainda se chama Berseba.
Quando Esaú tinha quarenta anos de idade, casou-se com duas mulheres. Uma era Judite, filha do heteu Beeri, e a outra era Basemate, filha do heteu Elom.
Essas mulheres amarguraram a vida de Isaque e Rebeca.
Quando Isaque já era velho e praticamente cego, chamou o seu filho mais velho Esaú, e disse: — Meu filho! Esaú respondeu: — Estou aqui.
Então Isaque lhe disse: — Olhe, já estou velho e não sei quando vou morrer.
Portanto, vá buscar as suas armas, o seu arco e as suas flechas e vá ao campo caçar um animal para mim.
Depois prepare a comida que eu mais gosto, traga a comida aqui para que eu a coma e o abençoe antes de morrer.
Então Esaú foi caçar um animal para o seu pai. Mas Rebeca ouviu o que Isaque disse ao seu filho Esaú,
e foi contar ao seu filho Jacó: — Ouvi o seu pai falando com o seu irmão Esaú.
O seu pai estava dizendo: “Vá caçar um animal e prepare-me uma comida saborosa, e eu o abençoarei na presença do SENHOR antes de morrer”.
Meu filho, ouça e faça o que lhe digo.
Vá ao rebanho e traga dois cabritinhos dos melhores, e eu vou prepará-los bem, do jeito que o seu pai mais gosta.
Depois, leve a comida ao seu pai, e ele lhe dará a sua bênção antes de morrer.
Então Jacó disse a Rebeca, sua mãe: — Veja, o meu irmão Esaú é um homem muito peludo e eu não.
E se o meu pai me tocar, ele vai saber que eu quero enganá-lo e vai me amaldiçoar em vez de me abençoar.
Então a sua mãe lhe disse: — Que essa maldição caia sobre mim em vez de cair sobre você. Faça o que lhe pedi, e traga para mim os cabritos.
Então Jacó foi, apanhou os cabritos e os levou à sua mãe. Ela preparou uma comida deliciosa, exatamente como Isaque gostava.
Depois Rebeca foi buscar as melhores roupas de Esaú, o seu filho mais velho, e vestiu com elas Jacó, o seu filho mais novo.
Também foi buscar as peles dos cabritos e as colocou nos braços e no pescoço de Jacó.
Também entregou ao seu filho Jacó a comida deliciosa e o pão que tinha preparado.
Jacó foi até o seu pai e lhe disse: — Pai. Isaque respondeu: — Estou aqui. Qual dos meus filhos é você?
Jacó respondeu: — Sou Esaú, o seu filho mais velho. Fiz o que me pediu, sente-se e coma a carne que preparei para você, e dê-me a sua bênção.
Mas Isaque perguntou ao seu filho: — Como foi capaz de apanhar a caça tão depressa? Jacó respondeu: — Porque o SENHOR, seu Deus, me ajudou.
Então Isaque disse a Jacó: — Meu filho, chegue aqui perto de mim para que eu possa tocá-lo. Assim ficarei sabendo se é realmente o meu filho Esaú.
Jacó se aproximou do seu pai, e o seu pai tocou nele e disse: — A sua voz parece com a voz de Jacó, mas os seus braços parecem com os braços do Esaú.
Isaque não o reconheceu porque os braços eram peludos como os do seu irmão Esaú, por isso o abençoou.
Mas ainda perguntou: — Você é mesmo o meu filho Esaú? Jacó respondeu: — Sim, sou.
Então Isaque disse: — Traga para mim um pouco da caça para eu comer e o abençoar. Jacó lhe deu a comida e ele comeu. Também lhe deu vinho e ele bebeu.
Depois o seu pai, Isaque, lhe disse: — Venha aqui, meu filho, e dê-me um beijo.
Jacó aproximou-se e lhe deu um beijo. Isaque sentiu o cheiro das suas roupas e o abençoou. Isaque disse: “Ó meu filho, cheira como o cheiro de um campo abençoado pelo SENHOR.
Que Deus lhe dê a chuva do céu em abundância, campos férteis, ricas colheitas e muito vinho.
Que muitos povos o sirvam, e nações se inclinem diante de você. Que seja senhor dos seus irmãos, e que os filhos da sua mãe se ajoelhem diante de você. Que quem amaldiçoar você, seja maldito, e quem abençoar você, seja bendito”.
Assim que Isaque acabou de abençoar Jacó e este tinha ido embora, chegou Esaú da caçada.
Também ele preparou uma comida deliciosa e a levou ao seu pai. Esaú disse ao seu pai: — Pai, venha e coma um pouco da caça que apanhei para você, para que me dê a sua bênção.
Mas Isaque perguntou: — Quem é você? Esaú respondeu: — Sou Esaú, o seu filho mais velho.
Então Isaque ficou muito abalado e disse: — Mas quem foi então que caçou um animal e me trouxe a comida? Eu já comi e já lhe dei a minha bênção antes de você chegar. Agora ele será quem terá a bênção.
Quando Esaú ouviu isto, ficou muito aflito e, chorando alto, disse ao seu pai: — Pai, dê também para mim a sua bênção.
Isaque lhe disse: — O seu irmão veio, me enganou e recebeu a sua bênção.
Então Esaú disse: — Tinham razão quando lhe deram o nome de Jacó. Esta é a segunda vez que ele me engana. Primeiro me tirou os direitos de ser o filho mais velho e agora me tirou a bênção. Depois lhe disse: — Não tem nenhuma bênção para me dar?
Isaque respondeu a Esaú: — Dei-lhe autoridade sobre você e sobre os seus irmãos: vocês serão servos dele. Também o abençoei com grandes colheitas e muito vinho. Que lhe posso dar agora, meu filho?
Então Esaú disse ao seu pai: — Não tem nem uma única bênção para mim, pai? Abençoe-me também. Depois Esaú começou a chorar alto.
Então Isaque lhe disse: “Não viverá em terra fértil, e não receberá muita chuva.
Viverá lutando com a sua espada, e será escravo do seu irmão. Mas quando estiver pronto, ficará livre do seu domínio”.
Esaú ficou odiando o seu irmão Jacó por causa do seu pai ter lhe dado a bênção, e pensou: “O meu pai está prestes a morrer e haverá um tempo de luto por ele. Mas depois desse tempo, matarei o meu irmão Jacó”.
Rebeca soube dos planos de Esaú, o seu filho mais velho. Então mandou chamar Jacó e lhe disse: — Olhe, o seu irmão Esaú está fazendo planos para matá-lo, pois ele quer se vingar de você.
Meu filho, faça o que lhe digo. Fuja agora mesmo para Harã, onde vive o meu irmão Labão.
Fique com ele por algum tempo até que acabe a fúria do seu irmão.
Depois desse tempo, o seu irmão vai se esquecer do que você fez. Quando isso acontecer, eu vou enviar um servo para trazê-lo de volta. Não quero perder vocês dois no mesmo dia.
Então Rebeca disse a Isaque: — A minha vida é um desgosto por causa das mulheres dos heteus com quem Esaú se casou. E eu morreria se Jacó também se casasse com uma dessas mulheres.
Então Isaque chamou Jacó e, depois de o abençoar, deu a ele esta ordem: — Não se case com uma mulher dos cananeus.
Vá imediatamente para Padã-Arã, onde vive Betuel, o seu avô materno. Também lá vive o irmão da sua mãe, Labão. Case-se com uma das suas filhas.
E que o Deus Todo-Poderoso o abençoe e lhe dê muitos filhos e que seja o pai de muitas nações.
Que Deus o abençoe e abençoe também os seus filhos com a bênção de Abraão. E que seja o senhor da terra onde agora vive como estrangeiro, a terra que Deus deu a Abraão.
Então Isaque enviou Jacó para Padã-Arã, onde vivia Labão, filho de Betuel, o arameu. Labão era irmão de Rebeca, a mãe de Jacó e Esaú.
Esaú soube que Isaque tinha abençoado Jacó e que o tinha enviado para Padã-Arã para se casar com uma mulher daquele lugar. Soube também que Isaque tinha lhe dito para não se casar com uma mulher de Canaã.
Também ficou sabendo que Jacó tinha obedecido aos seus pais e que tinha partido para Padã-Arã.
Então Esaú percebeu que o seu pai, Isaque, não gostava das mulheres de Canaã.
Embora Esaú já tivesse duas mulheres, ele foi ao lugar onde vivia Ismael, filho de Abraão e casou-se com a filha dele, Maalate, irmã de Nebaiote.
Jacó partiu de Berseba e foi para Harã.
Chegou a um certo lugar e passou ali a noite porque já tinha escurecido. Pegou numa das pedras que havia ali e, utilizando-a como travesseiro, deitou-se para dormir.
E sonhou que viu uma escada apoiada na terra e que ia até o céu, e que havia anjos de Deus subindo e descendo pela escada.
Viu também que o SENHOR estava ao seu lado. O SENHOR lhe disse: — Eu sou o SENHOR, o Deus do seu pai Abraão e o Deus de Isaque. A você e aos seus filhos, darei esta terra onde agora está deitado.
Os seus descendentes serão mais numerosos do que o pó que há sobre a terra. Eles vão ir para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste, e todas as famílias do mundo serão abençoadas através de você e da sua descendência.
Lembre-se que estou com você onde quer que esteja. Eu o protegerei e o trarei de volta para esta terra. Nunca vou abandonar você e cumprirei tudo o que lhe prometi.
Quando Jacó acordou, disse: — Este é o lugar onde o SENHOR está e eu não sabia.
E, cheio de medo, disse: — Este é um lugar assustador! Esta é a casa de Deus e a porta do céu.
Na manhã seguinte, Jacó levantou-se cedo e, pegando a pedra que tinha usado como travesseiro, ergueu um monumento a Deus e derramou óleo sobre ele.
Aquela cidade se chamava Luz, mas Jacó mudou o nome dela para Betel.
E Jacó fez a seguinte promessa: “Se Deus estiver comigo e me proteger nesta viagem; se me der comida, roupa
e me trouxer são e salvo de regresso à casa do meu pai, então o SENHOR será o meu Deus.
Esta pedra que ergui como monumento será a casa de Deus e darei a Deus uma décima parte de tudo o que ele me der”.
Depois Jacó continuou a sua viagem em direção ao país do povo do Oriente.
Ao chegar lá, olhou em sua volta e viu um poço no campo. Junto ao poço havia três rebanhos de ovelhas que descansavam, pois era daquele poço que davam de beber às ovelhas. Uma pedra grande cobria a boca do poço.
Por isso, quando todos os rebanhos se juntavam ali, os pastores retiravam a pedra e davam de beber às ovelhas. Depois voltavam a colocar a pedra no seu lugar, sobre o poço.
Jacó lhes perguntou: — Irmãos, de onde são vocês? Eles responderam: — Somos de Harã.
Então Jacó lhes perguntou: — Conhecem Labão, o filho de Naor? Eles responderam: — Sim, conhecemos.
Então Jacó perguntou: — Ele está bem? Eles responderam: — Está bem. Olhe, ali vem Raquel, a filha dele, com as suas ovelhas.
Depois ele disse: — Olhem, ainda é de dia e falta muito para escurecer. Ainda não é hora de recolher os rebanhos para passarem a noite. Deem a eles água para beber e levem-nos de novo a pastar nos campos.
Mas eles disseram: — Não podemos fazer isso até que todos os rebanhos estejam juntos. Só então podemos tirar a pedra da boca do poço e dar água às ovelhas.
Enquanto Jacó falava com eles, chegou Raquel com as ovelhas do seu pai, pois era ela quem tomava conta das ovelhas.
Raquel era filha de Labão, irmão de Rebeca, a mãe de Jacó. Quando Jacó viu Raquel, ele foi e retirou a pedra de cima do poço, e deu de beber às ovelhas.
Depois saudou Raquel com um beijo e começou a chorar.
Jacó contou a Raquel que ele era parente do pai dela e que era filho de Rebeca. Então Raquel foi correndo contar tudo ao seu pai.
Quando Labão ouviu as notícias acerca de Jacó, o filho da sua irmã, correu ao seu encontro. Ele o abraçou e o beijou no rosto, e o levou para sua casa. Depois Jacó lhe contou tudo o que tinha acontecido.
Então Labão lhe disse: — Realmente, você é meu filho! Jacó ficou um mês na casa dele.
Mais tarde, Labão disse a Jacó: — Você é meu parente, não está bem que trabalhe para mim sem ser pago. Quanto devo lhe pagar?
Labão tinha duas filhas. A mais velha se chamava Lia e a mais nova Raquel.
Lia tinha olhos meigos mas Raquel era linda e tinha um corpo elegante.
Jacó gostava muito de Raquel, e disse: — Trabalharei sete anos para você se me deixar casar com Raquel, a sua filha mais nova.
Labão disse: — É melhor que ela se case com você do que com qualquer outro homem. Por isso fique aqui comigo.
Então Jacó ficou sete anos trabalhando para Labão. No entanto, esse tempo passou depressa pelo grande amor que tinha por Raquel.
Depois Jacó disse a Labão: — Dê-me a Raquel como esposa, já acabou o tempo combinado e quero me casar com ela.
Então Labão convidou toda a gente daquele lugar e fez uma festa para celebrar o casamento.
Mas, naquela noite, Labão levou a sua filha Lia a Jacó em vez de Raquel, e ele dormiu com ela.
Labão também deu a sua serva Zilpa à sua filha Lia para a servir.
Na manhã seguinte Jacó descobriu que tinha se deitado com Lia e disse a Labão: — Por que você fez isto comigo? Trabalhei muito para me casar com Raquel. Por que me enganou?
Labão respondeu: — Neste país não é costume casar a filha mais nova antes da filha mais velha.
Mas depois dos sete dias de núpcias, eu também lhe darei a Raquel para que se case com ela, se trabalhar mais sete anos para mim.
Jacó concordou. Depois dos sete dias de núpcias, Labão lhe entregou Raquel para que se casasse com ela.
Labão deu a sua serva Bila à sua filha Raquel para a servir.
E Jacó dormiu também com Raquel. Ele amava Raquel mais de que Lia e trabalhou para Labão outros sete anos.
O SENHOR viu que Jacó desprezava a Lia, e fez com que ela pudesse ter filhos e Raquel não pudesse.
Lia ficou grávida e deu à luz um filho, a quem deu o nome de Rúben. Deu-lhe esse nome porque disse: — O SENHOR viu a minha humilhação. Agora, certamente o meu marido me amará!
Depois Lia voltou a ficar grávida e deu à luz outro filho. Então ela disse: — O SENHOR ouviu dizer que o meu marido me despreza, e me deu mais um filho. Por isso lhe deu o nome de Simeão.
De novo, ela voltou a ficar grávida e deu à luz outro filho. Então disse: — Com certeza agora o meu marido vai ficar junto a mim porque lhe dei três filhos. Por isso lhe deu o nome de Levi.
Lia voltou a ficar grávida e deu à luz outro filho. Então ela disse: — Desta vez vou louvar o SENHOR. Por isso lhe deu o nome de Judá. Depois Lia parou de ter filhos.
Quando Raquel viu que não podia dar filhos a Jacó, teve inveja da sua irmã. Então disse a Jacó: — Se não me der filhos, eu morro.
Jacó ficou muito irritado com Raquel e lhe disse: — Eu não sou Deus. É Deus quem não deixa você ter filhos.
Então Raquel lhe disse: — Aqui está a minha serva Bila. Durma com ela e o filho que ela tiver será meu. Assim eu terei a minha própria família por meio dela.
Assim Raquel deu a sua serva Bila a Jacó. Jacó dormiu com Bila,
ela ficou grávida e deu a Jacó um filho.
Raquel disse: — Deus ouviu as minhas orações e decidiu me dar um filho. Por isso Raquel deu a seu filho o nome de Dã.
Bila, a serva de Raquel, voltou a ficar grávida e deu a Jacó um segundo filho.
Raquel disse: — Lutei poderosamente contra a minha irmã, e venci. Então lhe deu o nome de Naftali.
Quando Lia viu que não podia ter mais filhos, levou a sua serva Zilpa e a deu a Jacó para ser a sua outra esposa.
Então Zilpa, a serva de Lia, deu um filho a Jacó.
Lia disse: — Tenho sorte. Por isso lhe deu o nome de Gade.
A serva de Lia, Zilpa, lhe deu a Jacó um segundo filho.
Lia disse: — Sou feliz! Agora as mulheres dirão que sou feliz. Por isso lhe deu o nome de Asser.
Durante a colheita do trigo, Rúben foi ao campo, encontrou algumas plantas chamadas mandrágoras e as levou à sua mãe, Lia. Então Raquel disse a Lia: — Peço a você que me dê algumas das mandrágoras do seu filho.
Mas Lia respondeu: — Tirou de mim o meu marido. Agora quer também tirar as mandrágoras do meu filho? Então Raquel lhe disse: — Se me der as mandrágoras do seu filho, poderá dormir com Jacó esta noite.
Quando Jacó regressou do campo nessa tarde, Lia saiu ao seu encontro e lhe disse: — Esta noite dormirá comigo. Paguei para isso com as mandrágoras do meu filho. Então Jacó dormiu essa noite com ela.
Deus ouviu as orações de Lia, ela ficou grávida e deu à luz o quinto filho de Jacó.
Lia disse: — Deus me recompensou por eu ter dado a minha serva ao meu marido. Por isso deu ao seu filho o nome de Issacar.
Lia voltou a engravidar e deu a Jacó o sexto filho.
Ela disse: — Deus me deu um grande presente. Certamente que agora Jacó vai me honrar porque lhe dei seis filhos. Então lhe deu o nome de Zabulom.
Depois Lia deu à luz uma filha a quem chamou Dina.
Então Deus lembrou-se de Raquel, ouviu os seus pedidos e permitiu que ela tivesse filhos.
Raquel ficou grávida, deu à luz um filho e disse: — Deus tirou a minha vergonha.
Ela deu ao seu filho o nome de José. Ela disse: — Que o SENHOR me acrescente outro filho.
Depois de Raquel ter dado à luz José, Jacó disse a Labão: — Deixe-me regressar para a minha terra.
Dê-me as minhas esposas e os meus filhos e partirei; são a recompensa do meu trabalho. Sabe que trabalhei muito por isso.
Labão respondeu: — Ouça-me, por favor! Por meio de adivinhação soube que o SENHOR tem me abençoado por causa de você.
Portanto, me fale o salário que quer e eu lhe pagarei.
Jacó respondeu: — Você mesmo sabe quanto trabalhei para você e como tenho cuidado dos seus rebanhos.
Quando cheguei aqui, você tinha muito pouco, agora tem muitíssimo mais. Em tudo o que fiz para você, o SENHOR o abençoou. Agora é tempo de eu também fazer algo pela minha família.
Labão perguntou: — O que quer que eu lhe dê? Jacó respondeu: — Não tem que me dar nada, só tem que fazer o seguinte: vou continuar dando comida e tomando conta das suas ovelhas,
se hoje me deixar passar pelo meio dos seus rebanhos e me der todas as ovelhas, machos e fêmeas, que tenham manchas ou listras, e todos os cordeiros negros. Eles serão o meu salário.
Assim será fácil ver se sou honesto com você. Poderá ir ver os meus rebanhos e se encontrar alguma ovelha, macho ou fêmea, que não seja manchada ou algum cordeiro que não seja negro, saberá que os roubei.
Labão respondeu: — Aceito! Que seja como diz.
Mas nesse mesmo dia, Labão foi esconder todas as ovelhas manchadas, machos e fêmeas, e todos os cordeiros negros, e disse aos filhos para tomarem conta deles.
Depois Labão lhes disse para levarem os animais para longe de Jacó, a uma distância de três dias de caminho. Jacó ficou tomando conta do resto dos rebanhos de Labão.
Então Jacó cortou alguns ramos verdes de choupo, amendoeira e castanheiro, e fez listras nos ramos, cortando parte da casca para se ver a parte branca interior.
Depois espetou os ramos com as listras brancas diante das ovelhas perto do lugar onde elas iam beber água. As ovelhas se acasalavam quando iam beber água.
E quando as ovelhas se acasalavam diante dos ramos, as crias nasciam com manchas, com listras ou negras.
Então Jacó as separou e as juntou aos animais listrados e negros do rebanho de Labão. Assim Jacó foi formando o seu próprio rebanho, separado do rebanho de Labão.
Sempre que os animais mais fortes do rebanho se acasalavam, Jacó colocava os ramos listrados diante deles para que vissem os ramos listrados quando se acasalavam.
Mas Jacó não colocava os ramos diante das ovelhas mais fracas. Desse modo, as ovelhas fortes eram as de Jacó e as fracas eram as de Labão.
Assim, Jacó se tornou um homem muito rico. Ele tinha muitos rebanhos, escravos, escravas, camelos e jumentos.
Um dia Jacó ouviu os filhos de Labão se lamentarem. Eles diziam: — Jacó ficou com tudo o que pertencia ao nosso pai. Tornou-se rico às custas do nosso pai.
Também notou que Labão já não o tratava como antes.
E o SENHOR disse a Jacó: — Volte para a terra dos seus pais, para a terra onde nasceu. Eu estarei com você.
Então Jacó mandou chamar a Raquel e Lia ao campo onde estavam os seus rebanhos
e lhes disse: — Tenho notado que o pai de vocês já não me trata como me tratava antes, mas o Deus do meu pai tem estado comigo.
Vocês sabem que trabalhei com todas as minhas forças para o pai de vocês.
Mesmo assim, ele me enganou e mudou o meu salário dez vezes, mas Deus não deixou que me acontecesse nada de mal.
Se ele dizia: “As ovelhas manchadas serão o seu pagamento, então todos os rebanhos tinham crias com manchas”. Mas se dizia: “As listradas serão o seu pagamento”, então todos os rebanhos tinham crias com listras.
Foi assim que Deus tirou os animais do pai de vocês e os deu a mim.
— Uma vez tive um sonho no tempo dos animais se acasalarem. Vi que os machos que estavam acasalando eram listrados, manchados e pontilhados.
Depois um anjo do Senhor me chamou no sonho: “Jacó!” E eu respondi: “Estou aqui”.
E, depois, ele me disse: “Olhe bem e veja que todos os machos que estão se acasalando são listrados, manchados, e pontilhados. É assim porque eu vi tudo o que Labão tem feito com você.
Eu sou o Deus de Betel, onde você fez um altar e onde você me fez uma promessa. Agora, levante-se e saia desta terra e volte para a terra onde nasceu”.
Então Raquel e Lia disseram: — O nosso pai não tem nada para nos dar quando morrer.
Ele nos trata como se fôssemos estranhas. Além de ter nos vendido, já gastou o dinheiro que recebeu por nós.
Mas toda a riqueza que Deus tirou do nosso pai pertence agora a nós e aos nossos filhos. Por isso, faça tudo o que Deus falou para você fazer.
Então Jacó juntou tudo para a viagem, ajudou as suas mulheres e os seus filhos a montarem nos camelos, e partiram.
Levava todos os seus animais e os bens que tinha adquirido em Padã-Arã, e foi para a terra de Canaã. Ali vivia o seu pai, Isaque.
Enquanto Labão tinha ido cortar a lã das suas ovelhas, Raquel roubou as pequenas estátuas dos ancestrais do seu pai.
Assim Jacó enganou Labão, o arameu, fugindo depressa sem lhe dizer nada,
e levando tudo o que tinha. Atravessaram o rio Eufrates e foram para as montanhas de Gileade.
No terceiro dia contaram a Labão que Jacó tinha fugido.
Então Labão juntou os seus homens e saiu atrás de Jacó. Depois de sete dias, Labão alcançou Jacó nas montanhas de Gileade.
Nessa noite, Deus apareceu num sonho a Labão, o arameu, e lhe disse: — Cuidado! Não faça nenhum mal a Jacó.
Na manhã seguinte, Labão alcançou a Jacó, o qual tinha o seu acampamento no monte de Gileade, e Labão acampou também nesse mesmo lugar.
Então Labão disse a Jacó: — Por que você fugiu e me enganou? Levou as minhas filhas como se fossem prisioneiras de guerra.
Por que fugiu sem me dizer nada? Se tivesse me falado, eu teria me despedido de você com alegria e com música de tambores e harpas.
Nem sequer me deixou dar um beijo de despedida aos meus netos e netas. Você foi muito insensato ao fazer isso!
Eu poderia fazer muito mal a vocês, mas o Deus do seu pai me apareceu ontem à noite num sonho e me disse: “Cuidado! Não faça nada de mal a Jacó”.
Eu sei que foi embora porque queria regressar à casa do seu pai. Mas, porque roubou as imagens dos deuses da minha família?
Jacó respondeu a Labão: — Fui embora sem lhe dizer nada porque tive medo, pensei que fosse tirar as suas filhas de mim.
Mas se encontrar aqui alguém que tenha as imagens dos seus deuses, essa pessoa será morta. Aqui, na presença dos nossos parentes, veja se tenho algo que lhe pertença e, se tiver, pode levá-lo. Jacó não sabia que Raquel tinha roubado os deuses de Labão.
Então Labão procurou na tenda de Jacó, na tenda de Lia e na tenda das duas servas, mas não encontrou as imagens dos deuses. Depois foi para a tenda de Raquel.
Raquel tinha pegado as pequenas estátuas dos ancestrais e os tinha escondido debaixo da sela do camelo, e tinha se sentado em cima. Labão procurou por toda a tenda mas não os encontrou.
Raquel disse ao seu pai: — Ó pai, meu senhor, não se irrite comigo por não me levantar, mas é que estou no período de menstruação. Assim Labão procurou mas não encontrou as estátuas.
E Jacó ficou irritado e lhe disse: — Que crime cometi? Qual foi o meu pecado para você me perseguir dessa maneira?
Já procurou entre todas as minhas coisas e não encontrou nada que fosse seu. Se encontrou alguma coisa, apresente-a aqui para que os nossos parentes decidam quem é que tem razão.
Nos vinte anos que trabalhei para você, as ovelhas e as cabras nunca abortaram, e eu nunca comi nenhum carneiro dos seus rebanhos.
Quando um animal selvagem matava alguma das suas ovelhas, eu mesmo pagava pela ovelha. Nunca levei para você um animal morto que eu mesmo não repusesse. Roubavam-me de dia e de noite.
Durante o dia, o sol me enfraquecia e durante a noite, o frio não me deixava dormir.
Trabalhei vinte anos para você. Os primeiros catorze anos trabalhei pelas suas duas filhas, e os últimos seis anos, pelos seus rebanhos. E você mudou o meu salário dez vezes.
Se o Deus dos meus pais, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque não tivesse estado comigo, você teria me deixado de mãos vazias. Mas Deus viu a minha tristeza e o resultado do meu trabalho, e ontem à noite repreendeu você.
Labão respondeu então a Jacó: — Estas mulheres são minhas filhas. Estas crianças são minhas. Estes rebanhos são meus. Tudo o que você vê é meu. No entanto, não há nada que possa fazer pelas minhas filhas ou pelos filhos que delas nasceram.
Por isso, façamos agora uma aliança entre nós dois, para servir de testemunho entre nós.
Então Jacó pegou uma pedra e a colocou em pé como prova de que tinham feito uma aliança.
Depois disse aos seus homens: — Vão buscar mais pedras! Então eles assim fizeram e juntaram todas as pedras num monte. Depois comeram ali, ao lado do monte de pedras.
Labão chamou esse lugar de Jegar-Saduta, e Jacó chamou de Galeede.
Labão disse: — Este monte de pedras serve para nos ajudar a lembrar da aliança que fizemos. Por isso Jacó deu o nome de Galeede a este lugar.
Depois disse: — Que o SENHOR veja o que estamos fazendo durante o tempo que estivermos separados. Por isso o lugar também foi chamado de Mispá.
Depois Labão disse: — Se você tratar mal as minhas filhas ou se você se casar com outras mulheres, mesmo que mais ninguém o esteja vendo, lembre-se que Deus é testemunha entre nós.
Aqui estão o monte de pedras e a pedra da aliança que coloquei entre nós.
Eles servem como testemunhas de que eu nunca passarei deste lado para seu lado para lhe fazer mal, e de que você nunca passará desse lado para o meu lado para me fazer mal.
Que o Deus de Abraão e o Deus de Naor sejam os nossos juízes, e também o Deus do pai deles. Então Jacó fez a promessa em nome do Temor do seu pai Isaque.
Então Jacó ofereceu um sacrifício na montanha e convidou os seus parentes para a refeição. Naquela noite comeram e dormiram no monte.
E de manhã cedo, Labão se levantou e foi se despedir das suas filhas e dos seus netos com um beijo e, depois de os abençoar, voltou para casa.
Jacó continuou a sua viagem e os anjos de Deus foram ao seu encontro.
Quando Jacó viu os anjos, ele disse: — Este é o exército de Deus! Por isso chamou aquele lugar Maanaim.
Esaú, o irmão de Jacó, estava vivendo na região de Seir, que ficava nas montanhas de Edom. Jacó enviou mensageiros a Esaú
e lhes disse: — Digam isto ao meu senhor Esaú: “Eu, seu servo Jacó, tenho vivido com Labão todos estes anos.
Tenho gado, jumentos, ovelhas, escravos e escravas. Meu senhor, mando esta mensagem para pedir que nos receba bem”.
Os mensageiros voltaram a Jacó e disseram: — Fomos falar com o seu irmão Esaú. Ele vem ao seu encontro com quatrocentos homens.
Jacó ficou com muito medo e preocupado. Então dividiu as pessoas que estavam com ele, os rebanhos, o gado e os camelos em dois grupos.
Pois pensou: “Se Esaú vier e atacar o primeiro grupo e o destruir, então o segundo grupo poderá escapar”.
E Jacó fez esta oração: — Ó SENHOR, Deus do meu avô Abraão e Deus do meu pai Isaque, foi o Senhor que me disse: “Regresse ao seu país, ao lugar onde você nasceu, e tudo correrá bem”.
Não sou digno de todo o bem que me fez, nem da dedicação que tem me mostrado, a mim, ao seu servo. A primeira vez que atravessei o rio Jordão só levava o meu cajado, mas agora tenho tantas coisas que até posso formar dois grupos de pessoas e animais.
Por favor, salve-me do poder do meu irmão, Esaú. Tenho medo de que ele venha e nos mate a todos, inclusive as mulheres e as crianças.
Lembre-se de ter prometido: “Vou fazer com que tudo corra bem e que os seus descendentes sejam tão numerosos como a areia do mar. Eles serão tantos que ninguém os poderá contar”.
Jacó passou ali a noite. De manhã decidiu mandar um presente ao seu irmão Esaú. Escolheu do gado que ali tinha
duzentas cabras, vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros,
trinta camelas com os seus filhotes, quarenta vacas, dez bois, vinte burras e dez burros.
E entregou cada rebanho a um dos seus escravos. Depois lhes disse: — Vão na minha frente e deixem um espaço entre cada um dos rebanhos.
E Jacó deu a seguinte ordem ao primeiro escravo: — Quando se encontrar com o meu irmão Esaú e ele lhe perguntar: “A quem você pertence? Para onde você vai? De quem são os animais que leva com você?”,
então você responderá: “Pertencem ao seu servo Jacó, são um presente que ele lhe manda. Ele próprio vem atrás de mim”.
Depois deu a seguinte ordem ao segundo, ao terceiro e a todos os escravos que levavam os rebanhos: — Digam também vocês a mesma coisa quando se encontrarem com Esaú.
Digam-lhe também: “O seu servo Jacó vem aí atrás de nós”. Pois Jacó pensava: “Vou acalmar o meu irmão com os presentes que lhe mando. E assim serei bem recebido quando me encontrar com ele”.
Então Jacó enviou os presentes na sua frente e passou a noite ali no seu acampamento.
Naquela noite Jacó se levantou, levou as suas duas mulheres, as suas servas e os seus onze filhos e lhes disse para irem para o outro lado do rio Jaboque pela travessia.
Depois de tê-los feito atravessar o rio, fez também passar tudo o que possuía.
Jacó ficou sozinho. E veio um homem que lutou com ele até o amanhecer.
Quando o homem viu que não podia vencer Jacó, tocou na anca dele e deslocou a sua coxa.
Então o homem disse: — Deixe-me ir embora, pois já está amanhecendo. Mas Jacó respondeu: — Não deixarei o senhor ir embora, se não me der a sua bênção.
O homem lhe perguntou: — Como se chama? E Jacó respondeu: — Me chamo Jacó.
Então o homem disse: — De agora em diante já não se chamará Jacó, o seu nome será Israel, pois você lutou contra Deus e contra homens e venceu.
Então Jacó lhe disse: — Por favor, me diga o seu nome. Mas o homem lhe perguntou: — Por que quer saber o meu nome? E nesse momento o homem abençoou Jacó.
Jacó chamou aquele lugar Penuel e disse: — Foi aqui que vi Deus face a face e consegui viver.
Jacó ia mancando quando passava por Penuel, ao nascer do sol.
(Ainda hoje o povo de Israel não come o nervo que faz a ligação da coxa, porque foi nesse nervo que Jacó foi ferido.)
Jacó levantou os olhos e viu que Esaú estava chegando com quatrocentos homens. Então dividiu os filhos entre Lia, Raquel e as duas servas.
Na frente colocou as servas e os seus filhos, depois Lia e os seus filhos, e por último colocou Raquel e José.
Logo Jacó passou à frente de todos. À medida que chegava perto do seu irmão, Jacó inclinou-se até encostar o rosto no chão sete vezes.
Mas Esaú correu ao seu encontro e lhe deu um abraço muito forte. Então o beijou e os dois choraram.
Depois Esaú viu as mulheres e as crianças e perguntou: — Quem são estes que estão com você? Jacó respondeu: — Estes são os filhos que Deus me deu, a mim, o seu servo.
Então as servas e os seus filhos se aproximaram e se inclinaram diante de Esaú.
Lia e os seus filhos também se aproximaram e se inclinaram. Por fim vieram Raquel e José e ambos se inclinaram.
Esaú perguntou: — Por que enviou todos os rebanhos que encontrei pelo caminho? Jacó respondeu: — Para que me recebesse bem, meu senhor.
Então Esaú disse: — Irmão, eu já tenho o suficiente! Fique com as suas coisas.
Mas Jacó insistiu: — Por favor, não recuse isto. Se na verdade me aceita, receba a oferta que lhe dou. Para mim, ver o seu rosto foi como ver o rosto de Deus. Estou feliz por ter me recebido tão bem.
Peço-lhe que aceite esta oferta que eu lhe dou. Deus tem sido muito bom comigo, e não me falta nada. Jacó insistiu tanto que Esaú aceitou.
Depois Esaú disse: — Continue no seu caminho e eu irei com você.
Mas Jacó lhe disse: — Meu senhor, sabe que os meus filhos estão fracos e que devo cuidar dos meus animais e das suas crias. Se os fizer andar muito, nem que seja por um só dia, eles poderão morrer.
Vá na frente, meu senhor. Eu irei mais devagar, ao passo dos animais e das crianças, até alcançá-lo em Seir.
Então Esaú disse: — Então vou deixar alguns dos meus homens para ajudá-lo. Mas Jacó disse: — Não é preciso, meu senhor. Foi suficiente ter sido bem recebido.
Assim, nesse dia, Esaú regressou a Seir.
Mas Jacó foi para Sucote e ali construiu uma casa para si e abrigos para os seus animais. Foi por isso que chamou aquele lugar de Sucote.
Assim Jacó terminou bem a viagem que fez de Padã-Arã. E ao chegar a Siquém, na terra de Canaã, acampou perto da cidade.
Comprou o terreno da família de Hamor, pai de Siquém, por cem moedas de prata.
Ali construiu um altar e lhe deu o nome de El Elohe Israel.
Um dia Dina, filha de Jacó e Lia, saiu para conhecer as mulheres daquela terra.
E foi vista por Siquém, filho de Hamor, o heveu, chefe daquela região. E ele a agarrou e dormiu com ela à força.
Mas ele ficou apaixonado por Dina, filha de Jacó. Ele a amou e falou-lhe com carinho.
Depois Siquém disse ao seu pai, Hamor: — Fale com a família daquela jovem que eu quero me casar com ela.
Quando Jacó soube que Siquém tinha desonrado a sua filha Dina, ficou esperando que os seus filhos regressassem do campo onde estavam cuidando dos rebanhos.
Nesse mesmo tempo, Hamor, pai de Siquém, foi procurar Jacó para falar com ele.
Os filhos de Jacó voltaram do campo e souberam do que tinha acontecido. Então ficaram furiosos porque Siquém, ao se deitar com a filha de Jacó, tinha feito algo vergonhoso contra Israel. Eles diziam que isso não devia ter sido feito.
Hamor falou com eles: — O meu filho Siquém está apaixonado por Dina, peço-lhes que o deixem casar com a sua filha.
Vamos fazer um acordo: que os nossos homens possam se casar com as suas jovens, e que os seus homens possam se casar com as nossas jovens.
Fiquem vivendo aqui nesta terra conosco. A nossa terra está à sua disposição. Vivam nela, façam negócios e comprem propriedades.
Então Siquém disse ao pai e aos irmãos de Dina: — Façam-me este favor e eu lhes darei tudo o que me pedirem.
Peçam um preço muito alto e muitos presentes, eu pagarei o que pedirem, mas deixem-me casar com ela.
Mas os filhos de Jacó decidiram enganar Siquém e o seu pai, por causa de Siquém ter violado Dina, a irmã deles.
Então lhe disseram: — Não podemos deixar que a nossa irmã se case com um homem que não é circuncidado. Isso seria uma vergonha para nós.
A nossa única condição é que vocês se tornem como nós, que todos os seus homens sejam circuncidados.
Só assim os seus homens poderão se casar com as nossas mulheres e os nossos homens com as suas mulheres. Assim ficaremos vivendo com vocês e seremos um só povo.
Se, porém, não concordarem e não se circuncidarem, partiremos com Dina.
Hamor e o seu filho Siquém consideraram razoável o pedido.
Siquém não demorou em fazer o que tinham lhe pedido porque amava a filha de Jacó. Siquém era o homem mais respeitado da sua família.
Hamor e o seu filho, Siquém, foram à entrada da cidade e disseram aos homens da cidade:
— Estes homens são homens de paz. Deixem que eles vivam nesta terra e façam negócios aqui. Temos muito espaço para eles. Casemo-nos com as filhas deles e que eles se casem com as nossas filhas.
Mas eles só aceitam viver aqui conosco e formar um só povo com esta condição: que todos os nossos homens sejam circuncidados, pois eles são todos circuncidados.
As suas terras, o seu gado e todos os seus animais serão nossos. Aceitemos, portanto, o que nos pedem para que fiquem vivendo conosco.
Todos os habitantes da cidade concordaram com Hamor e com o seu filho Siquém. Então todos os homens foram circuncidados.
Três dias depois, quando os homens da cidade estavam cheios de dores, Simeão e Levi, filhos de Jacó e irmãos de Dina, pegaram as suas espadas, entraram na cidade desprotegida e mataram todos os homens.
Mataram à espada também Hamor e o seu filho Siquém. Depois tiraram Dina da casa de Siquém e foram embora.
Depois vieram os outros filhos de Jacó, passaram por cima dos corpos e roubaram tudo o que havia na cidade, porque Siquém tinha desonrado a sua irmã.
Levaram as ovelhas, os bois, os seus jumentos e tudo o que havia na cidade e nos campos.
Capturaram todos os seus bens, as suas mulheres, os seus filhos e tudo o que tinham nas suas casas.
Então Jacó disse a Simeão e Levi: — Vocês me arruinaram. Os cananeus e os ferezeus, que vivem nestas terras, vão me odiar. Nós não somos muitos e se os povos destas terras se unirem e nos atacarem, seremos todos destruídos.
Mas os filhos de Jacó lhe disseram: — Ele não devia ter tratado a nossa irmã como se fosse uma prostituta.
Deus disse a Jacó: — Vá para Betel e fique vivendo lá. Faça lá um altar ao Deus que lhe apareceu quando você estava fugindo do seu irmão Esaú.
Então Jacó disse à sua família e a todos os que estavam com ele: — Destruam todos os deuses estranhos que vocês têm, purifiquem-se e mudem de roupa.
Vamos sair daqui e ir para Betel. Em Betel vou edificar um altar ao Deus que me ouviu quando eu tive problemas. Ele tem estado sempre comigo em todos os lugares.
Então entregaram a Jacó todos os deuses estranhos que tinham e todos os brincos que usavam nas orelhas. E Jacó enterrou tudo ao lado de uma grande árvore que fica perto de Siquém.
Então se puseram a caminho, passando por várias cidades. Deus fez com que os habitantes dessas cidades tivessem um medo terrível deles. Por isso, ninguém os perseguiu.
Jacó e todas as pessoas que estavam com ele chegaram a Luz, que agora se chama Betel e fica na terra de Canaã.
Ali Jacó edificou um altar e chamou aquele lugar de El-Betel, porque foi ali que Deus tinha lhe aparecido quando ele estava fugindo do seu irmão.
Débora, serva de Rebeca, morreu ali e foi enterrada ao lado do carvalho que ficava perto de Betel. Jacó chamou essa árvore de “Carvalho das Lágrimas”.
Quando Jacó regressou de Padã-Arã, Deus voltou a lhe aparecer e o abençoou.
Deus lhe disse: — O seu nome é Jacó, mas de agora em diante o seu nome não será mais Jacó, senão Israel. Foi assim que Deus lhe deu o nome de Israel.
E Deus também lhe disse: — Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Tenha muitos filhos e que eles se tornem uma nação. Que você dê origem a uma multidão de nações. Dos seus descendentes, alguns chegarão a ser reis.
A terra que dei a Abraão e a Isaque, também a darei a você, e aos seus descendentes depois de você.
Depois Deus subiu e foi embora do lugar de onde tinha falado com ele.
Então Jacó levantou ali uma pedra para comemorar o lugar onde Deus tinha lhe falado e derramou sobre ela vinho e azeite para consagrá-la.
Jacó chamou Betel ao lugar onde Deus tinha lhe falado.
Depois saíram de Betel. Quando ainda estavam longe de Efrata, Raquel começou a dar à luz e a sofrer dores de parto terríveis.
Ao vê-la sofrendo tanto, a parteira lhe disse: — Não tenha medo, você vai dar à luz outro filho.
Raquel morreu dando à luz. Antes de morrer, deu ao filho o nome de Benoni, mas o seu pai o chamou de Benjamim.
Assim morreu Raquel e foi enterrada no caminho para Efrata, que é também Belém.
Jacó levantou uma pedra sobre seu túmulo. Até o dia de hoje ainda é conhecida como a “Pedra do Túmulo de Raquel”.
Depois Israel continuou no seu caminho e foi acampar ao sul da “Torre do Rebanho”.
Enquanto Israel estava vivendo naquela região, Rúben se deitou com Bila, a outra esposa de seu pai. Quando Israel soube disso, ficou furioso. Jacó teve doze filhos.
Estes foram os filhos que ele teve com Lia: Rúben, o filho mais velho; Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom.
Estes foram os filhos que teve com Raquel: José e Benjamim.
Estes foram os filhos que teve com Bila, a serva de Raquel: Dã e Naftali.
Estes foram os filhos que teve com Zilpa, a serva de Lia: Gade e Aser. Estes foram os filhos de Jacó que nasceram em Padã-Arã.
Depois Jacó foi ver o seu pai, Isaque, em Mamre, de Quiriate-Arbá, que é também chamado de Hebrom, onde Abraão e Isaque tinham vivido.
Aos cento e oitenta anos,
Isaque deu o seu último suspiro, morreu e juntou-se aos seus antepassados. Ele teve uma vida longa. Os seus filhos, Esaú e Jacó, o enterraram.
São estes os descendentes de Esaú, que também se chama Edom.
Esaú se casou com mulheres da terra de Canaã. As suas esposas eram Ada, filha do heteu Elom; Aolibama, filha de Aná que era filho de Zibeão, o heveu;
e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.
Ada e Esaú tiveram um filho chamado Elifaz. Basemate deu à luz Reuel.
Aolibama deu à luz Jeús, Jalam e Corá. Estes foram os filhos de Esaú que nasceram na terra do Canaã.
Depois disto, Esaú, levou as suas esposas, os seus filhos, as suas filhas, e todas as pessoas que viviam com ele. Levou também o seu gado, todos os seus outros animais e tudo o que tinha obtido em Canaã. E foi viver em outra terra, longe do seu irmão Jacó.
Pois o gado de Jacó e o gado de Esaú tinha aumentado tanto que não era possível viverem juntos na terra de Canaã.
Por isso, Esaú foi viver na região montanhosa de Seir. Esaú também é chamado Edom.
São estes os descendentes de Esaú, o antepassado dos habitantes de Edom, na região montanhosa de Seir.
Estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, uma das esposas de Esaú; e Reuel, filho de Basemate, outra das esposas de Esaú.
Os filhos de Elifaz foram: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz.
Elifaz também tinha uma outra esposa chamada Timna. Ela e Elifaz tiveram um filho chamado Amaleque. Eles todos foram netos de Ada, uma das esposas de Esaú.
Os filhos de Reuel foram: Naate, Zerá, Samá e Mizá. Todos eles foram netos de Basemate, a outra esposa de Esaú.
A terceira esposa de Esaú foi Aolibama, filha de Aná e neta de Zibeão. Os seus filhos foram: Jeús, Jalão e Corá.
Foram estes os chefes dos descendentes de Esaú: De Elifaz, filho mais velho de Esaú, os chefes foram: Teman, Omar, Zefô, Quenaz,
Corá, Gatam e Amaleque. Eles foram os chefes dos descendentes de Elifaz na terra de Edom, todos eles eram netos de Ada, uma das esposas de Esaú.
De Reuel, filho de Esaú, os chefes foram: Naate, Zera, Shama e Mizá. Eles foram os chefes dos descendentes de Reuel na terra de Edom, todos eles eram netos de Basemate, uma das esposas de Esaú.
Os descendentes da outra esposa de Esaú, Aolibama, filha de Aná, foram os chefes: Jeús, Jalam e Corá. Estes três homens foram os chefes das suas famílias.
Todos estes homens eram os chefes dos descendentes de Esaú, as tribos de Edom.
Seir, o horeu, vivia em Edom. Foram estes os seus filhos: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná,
Disom, Ézer e Disã. Todos estes homens eram os chefes dos horeus, descendentes de Seir, em Edom.
Os filhos de Lotã foram Hori e Homã. A irmã de Lotã foi Timna.
Estes foram os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.
Estes foram os filhos de Zibeão: Aia e Ana. Ana foi quem encontrou a fonte termal no deserto quando cuidava dos jumentos do seu pai, Zibeão.
Ana teve um filho chamado Disom, e uma filha chamada Aolibama.
Os filhos de Disom foram Hendã, Esbã, Itrã e Querã.
Estes foram os filhos de Ézer: Bilã, Zaavã e Acã.
Os filhos de Disã foram Uz e Arã.
São estes os nomes dos chefes dos horeus: Lotan, Shobal, Zibeão, Ana,
Disom, Ezer e Dishan. Estes homens eram os chefes das tribos que viviam na terra de Seir.
Foram estes os reis que reinaram na terra de Edom antes dos israelitas terem reis:
Belá, filho de Beor, foi rei de Edom, a sua cidade se chamava Dinabá.
Belá morreu e Jobabe, filho de Zera, de Bosra, reinou no seu lugar.
Jobabe morreu e Husã, da terra dos temanitas, reinou no seu lugar.
Husã morreu e Hadade, filho de Bedade, reinou no seu lugar. Hadade foi quem derrotou Madiã na terra de Moabe. O nome da sua cidade era Avite.
Hadade morreu e Samlá de Masreca, reinou no seu lugar.
Samlá morreu e Saul reinou no seu lugar. Saul era de Reobote, que fica perto do rio Eufrates.
Saul morreu e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou no seu lugar.
Baal-Hanã, filho de Acbor, morreu e Hadade reinou no seu lugar. O nome da sua cidade era Paú e a esposa dele era Meetabel, filha de Matrede e neta de Mezaabe.
Estes são os nomes dos chefes descendentes de Esaú, nomeados segundo as suas famílias e os lugares onde viveram: Timna, Alva, Jetete,
Oolibama, Elá, Pinom,
Quenaz, Temã, Mibzar,
Magdiel e Irã. Estes foram os chefes de Edom, que viviam na terra herdada por Esaú, o pai dos edomitas.
Jacó ficou vivendo na terra de Canaã, a terra onde o seu pai também tinha morado.
Esta é a história da família de Jacó. José tinha dezessete anos e tomava conta dos rebanhos com os seus irmãos. Ajudava os filhos de Bila e de Zilpa, esposas do seu pai. E José contava ao seu pai todo o mal que os seus irmãos faziam.
Israel gostava mais de José do que de qualquer outro filho por ter nascido quando ele já era velho. Por isso Israel fez para José uma túnica muito especial.
Quando os seus irmãos viram que o seu pai amava José mais do que a eles, começaram a odiá-lo e não o cumprimentavam.
José teve um sonho, e contou aos seus irmãos e eles passaram a odiá-lo ainda mais.
José lhes disse: — Ouçam o sonho que tive.
Estavamos todos amarrando feixes de trigo no meio do campo. De repente o meu feixe se levantou e ficou de pé. E os feixes de vocês rodearam o meu e se curvaram diante dele.
Então os seus irmãos lhe disseram: — Isso quer dizer que você vai ser o nosso rei? Que vai mandar em nós? Assim os seus irmãos passaram a odiá-lo ainda mais, por causa dos seus sonhos e do jeito como ele os contava.
Depois José teve outro sonho e também foi contá-lo aos seus irmãos. Disse-lhes: — Ouçam, tive outro sonho: sonhei que o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim.
Quando contou este sonho ao seu pai e aos seus irmãos, o seu pai o repreendeu e disse: — Que tipo de sonho é esse? Será possível que eu, a sua mãe e os seus irmãos vamos nos prostrar diante de você?
Os seus irmãos ficaram com inveja dele, mas o seu pai ficou pensando muito neste assunto.
Um dia, os irmãos de José foram apascentar os rebanhos do seu pai na região de Siquém.
Então Israel disse a José: — Os seus irmãos estão cuidando dos rebanhos em Siquém, quero que vá até eles. José respondeu: — Estou pronto para ir.
Então Israel disse a José: — Vá ver se está tudo bem com os seus irmãos e com os rebanhos. Depois volte e me conte. Então Jacó o enviou e ele foi, desde o vale de Hebrom até Siquém.
Um homem encontrou José perdido no campo, e lhe perguntou: — O que você está procurando?
José respondeu: — Estou procurando os meus irmãos. Diga-me, por favor, onde é que eles estão cuidando os rebanhos.
O homem disse: — Eles já saíram daqui. Eu os ouvi dizer que iam para Dotã. Então José foi procurar os seus irmãos e os encontrou em Dotã.
Os irmãos de José o viram quando ele ainda estava longe. Então, antes dele chegar, fizeram planos para matá-lo.
Diziam uns aos outros: — Olhem, lá vem o sonhador!
Vamos matá-lo e atirar o seu corpo num poço seco, depois falemos que foi comido por um animal selvagem. Assim veremos o que vai acontecer com os seus sonhos.
Quando Rúben ouviu isto, tentou livrá-lo dos seus irmãos e disse: — Não o matemos.
Não derramem sangue! Atirem-no naquele poço que está no deserto, mas não lhe façam mal. Rúben disse isto porque queria salvar José e mandá-lo de volta ao seu pai.
Quando José chegou onde estavam os seus irmãos, eles arrancaram-lhe a sua túnica especial.
Logo o agarraram e o atiraram para dentro do poço. O poço estava vazio e sem nenhuma água.
Então os seus irmãos se sentaram para comer e viram um grupo de ismaelitas que vinha de Gileade. Os seus camelos traziam especiarias, bálsamo e mirra que levavam para o Egito.
Judá disse então aos seus irmãos: — Que vamos ganhar se matarmos e escondermos o corpo do nosso irmão?
É melhor vendê-lo aos ismaelitas. Não lhe façamos nenhum mal, pois é nosso irmão e temos o mesmo sangue. E todos os irmãos concordaram.
Quando os negociantes midianitas passaram por ali, eles tiraram José do poço e o venderam por vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais o levaram para o Egito.
Quando Rúben regressou ao poço e viu que José já não estava lá, rasgou a sua roupa em sinal de tristeza.
Depois voltou para junto dos seus irmãos e disse: — O jovem já não está lá! Para onde é que vou agora?
Os irmãos então mataram um cabrito, pegaram a túnica de José e a mancharam com o sangue do cabrito.
Depois levaram aquela túnica ao seu pai e lhe disseram: — Encontramos isso. Veja se é a túnica do seu filho.
Jacó reconheceu a túnica e disse: — Sim, é a túnica do meu filho. Ele deve ter sido devorado por um animal selvagem. Certamente José foi despedaçado.
Então Jacó rasgou a sua roupa, se vestiu com roupa de luto e durante muito tempo esteve de luto pelo seu filho.
Todos os seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele recusava ser consolado e dizia: — Vou ficar de luto pelo meu filho até o dia que eu morrer. E continuou chorando pelo seu filho.
Entretanto, os midianitas venderam José no Egito. Potifar, o capitão da guarda do faraó, foi quem o comprou.
Nesse tempo, Judá separou-se dos seus irmãos e foi viver na casa de um homem adulamita chamado Hirá.
Ali Judá conheceu a filha de um cananeu chamado Suá e se casou com ela.
Ela ficou grávida e deu à luz um filho, ao qual Judá deu o nome de Er.
Ela voltou a ficar grávida e deu à luz outro filho e lhe deu o nome de Onã.
Depois teve outro filho, a quem chamou de Selá, ele nasceu quando Judá estava vivendo em Quezibe.
Judá escolheu uma esposa para Er, o seu filho mais velho. Ela se chamava Tamar.
Mas o SENHOR não gostava do mau comportamento de Er, o primeiro filho de Judá, e por isso fez com que ele morresse.
Então Judá disse a Onã: — Vá e engravide a viúva do seu irmão, para cumprir o seu dever de cunhado e o seu irmão ter um descendente.
Onã sabia que o filho que nascesse não ia ser seu. Por isso, cada vez que tinha relações sexuais com a viúva do seu irmão, ele derramava no chão o seu esperma, para que o seu irmão não tivesse descendentes.
O que ele fazia não agradou ao SENHOR, e por isso também fez com que ele morresse.
Então Judá disse à sua nora Tamar: — Volte para a casa do seu pai e continue viúva até que o meu filho Selá cresça. Judá tinha medo que Selá também morresse como os seus irmãos. Tamar foi viver na casa do seu pai.
Depois de muito tempo, a mulher de Judá, a filha de Suá, morreu. Depois do tempo de luto ter terminado, Judá e o seu amigo Hirá, o adulamita, foram a Timna onde estavam os homens que cortavam a lã das suas ovelhas.
E alguém disse a Tamar: — Olhe, o seu sogro está a caminho de Timna para tosquiar as suas ovelhas.
Então ela tirou a sua roupa de viúva, cobriu-se com um véu e sentou-se à entrada de Enaim, que ficava no caminho para Timna. Tamar sabia que Selá já tinha crescido e que ainda não a tinham casado com ele.
Quando Judá a viu, pensou que ela fosse uma prostituta porque ela tinha encoberto o rosto.
Judá se aproximou dela ao lado do caminho e, sem saber que ela era a sua nora, pediu-lhe que tivessem relações sexuais. Então ela lhe perguntou: — O que vai me dar para fazer isso com você?
Judá lhe respondeu: — Vou lhe mandar um cabrito do meu rebanho. E ela disse: — Está bem, mas tem que me dar alguma coisa como garantia de que vai enviar o cabrito.
Ele lhe perguntou: — O que você quer que lhe dê como garantia? Ela respondeu: — Dê-me o seu selo com o cordão e o cajado que tem na mão. Então ele lhe deu essas coisas, teve relações sexuais com ela e ela ficou grávida.
Depois disso, ela foi para casa, tirou o véu, e tornou a vestir a roupa de viúva.
Judá mandou o cabrito pelo seu amigo Hirá, o adulamita, para que a mulher lhe devolvesse o seu selo e cajado, mas ele não a encontrou.
Hirá então perguntou aos homens daquele lugar: — Onde posso encontrar a prostituta consagrada que costuma estar em Enaim sentada à beira do caminho? Mas eles responderam: — Aqui não há nenhuma prostituta consagrada.
Então ele voltou e disse a Judá: — Não a consegui encontrar. E os homens daquele lugar me disseram: “Aqui não há nenhuma prostituta consagrada”.
Judá respondeu: — Que fique com as minhas coisas, não quero que ninguém se ria de mim. Tentei lhe entregar o seu cabrito, mas você não a encontrou.
Após três meses, alguém disse a Judá: — A sua nora Tamar se comportou como uma prostituta, e agora está grávida. Então Judá disse: — Tragam essa mulher aqui fora e que seja queimada!
Quando foram buscá-la, ela mandou dizer ao seu sogro: — Foi o dono destas coisas que me engravidou. Diga-me, por favor, de quem é este selo, este cordão e este cajado?
Judá reconheceu as coisas e disse: — Eu sou mais culpado do que ela; não a casei com o meu filho Selá como tinha lhe prometido. Judá nunca mais voltou a ter relações sexuais com Tamar.
Quando chegou o tempo dela dar à luz, teve gêmeos.
Ao nascerem, um deles estendeu a mão para fora e a parteira atou uma fita vermelha no pulso dele. Ela disse: — Foi este quem nasceu primeiro.
Mas ele voltou a recolher a mão e foi o seu irmão que saiu primeiro. Então a parteira disse: — Conseguiu fazer uma abertura para sair! Por isso deram-lhe o nome de Perez.
Depois saiu o seu irmão, o que tinha a fita vermelha. Por isso lhe deram o nome de Zera.
Os ismaelitas levaram José para o Egito, onde foi comprado por um egípcio chamado Potifar, capitão da guarda do faraó.
O SENHOR estava com José e ele se tornou num homem muito próspero. José vivia em casa do seu senhor egípcio,
e ele começou a ver que o SENHOR estava com José e que o fazia prosperar em tudo.
Potifar estava muito contente com José que o tornou seu assistente pessoal. Ele lhe deu a responsabilidade de tomar conta da sua casa e de todos os seus bens.
Desse momento em diante, o SENHOR abençoou a casa do egípcio. O SENHOR abençoou Potifar em tudo o que ele tinha na sua casa e no seu campo.
Então entregou tudo ao encargo de José e não se preocupava com nada a não ser com a sua própria comida. José era um homem de bom aspecto e de boa aparência.
Por isso algum tempo depois, a esposa do seu senhor começou a reparar em José e lhe disse: — Venha se deitar comigo.
Mas José recusou e disse à esposa do seu senhor: — Olhe, o meu senhor me confiou tudo o que ele tem aqui em casa. Eu sou responsável por todos os seus bens e tudo está sob o meu comando.
Não há ninguém nesta casa que tenha mais autoridade do que eu. Tudo está debaixo do meu poder, menos a senhora, por ser mulher dele. Como é que eu poderia agora fazer uma coisa tão má e pecar contra Deus?
Todos os dias ela insistia para ele se deitar com ela, mas ele recusava até ficar perto dela.
Um dia, quando José entrou em casa para trabalhar, não estava nenhum dos escravos lá dentro.
Então ela o agarrou pela roupa e disse: — Venha dormir comigo! Mas ele deixou o seu manto nas mãos dela e saiu correndo.
Quando ela viu que ele, ao fugir, tinha deixado o manto nas suas mãos,
chamou os servos da sua casa e lhes disse: — Vejam, o meu marido trouxe aqui este hebreu para nos insultar. Ele entrou onde eu estava e tentou dormir comigo, mas eu gritei com toda a minha força.
Quando ele me ouviu gritar, fugiu correndo e deixou aqui o seu manto.
E ela guardou consigo a roupa de José até chegar o seu marido.
E contou-lhe a mesma história: — O servo hebreu que trouxe entrou aqui e quis abusar de mim.
Mas, quando eu gritei, ele fugiu e deixou aqui a sua roupa.
O senhor de José ouviu o que a sua esposa lhe disse e ficou furioso.
Então mandou buscar José e o prendeu na prisão onde costumavam ficar as pessoas presas por ordem do rei. Assim José ficou na prisão.
Mas o SENHOR estava com José e o abençoou. Deus fez com que o carcereiro simpatizasse com ele.
Por isso o carcereiro encarregou José de tomar conta de todos os presos, e era ele quem decidia tudo o que ali era feito.
O carcereiro não precisava se preocupar com nada do que José fizesse, pois o SENHOR estava com José e fazia com que tudo o que ele fizesse desse certo.
Algum tempo depois, o chefe das bebidas para o rei e o chefe dos padeiros ofenderam o seu senhor, o rei do Egito.
O faraó ficou muito irritado com os seus dois servos: o chefe das bebidas e o chefe dos padeiros.
E mandou prendê-los na prisão do capitão da guarda, no mesmo lugar onde também José estava preso.
O capitão deu a José o encargo de cuidar e servir os dois presos. Os dois permaneceram muitos dias na prisão.
Certa noite, o chefe das bebidas e o chefe dos padeiros, que estavam na prisão por ordem do rei, tiveram um sonho. Cada um teve um sonho e cada sonho tinha o seu próprio significado.
E na manhã seguinte, José foi vê-los e viu que estavam preocupados.
Então perguntou aos servos do faraó que estavam com ele na prisão: — Porque estão tão tristes hoje?
Eles lhe disseram: — Cada um de nós teve um sonho e não há ninguém que possa nos explicar o seu significado. E José lhes disse: — Só Deus pode dar a interpretação dos sonhos. Contem-me os sonhos.
Então o chefe das bebidas lhe contou o seu sonho: — No meu sonho, vi uma videira.
A videira tinha três ramos. Vi os ramos brotarem flores e as flores darem uvas e amadurecerem.
Na minha mão, eu tinha o copo do faraó. Então peguei as uvas e as exprimi e o suco delas ia para dentro do copo. Depois entreguei o copo ao faraó.
Disse-lhe José: — É esta a interpretação do seu sonho: os três ramos são três dias.
Daqui a três dias o faraó vai perdoá-lo. E vai lhe dar de novo o seu emprego e você vai servir vinho ao rei como fazia antes, quando era o chefe das bebidas.
Ouça, quando estiver livre, lembre-se de mim, por favor. Fale de mim ao faraó para que eu possa sair desta prisão.
Fui trazido à força da terra dos hebreus, e não fiz nada para estar neste poço.
Quando o chefe dos padeiros viu que a interpretação era boa, disse a José: — Eu também tive um sonho: tinha três cestos de pão branco sobre a minha cabeça.
No cesto de cima havia todo tipo de pães e doces feitos para o faraó, mas vinham as aves e comiam do cesto que tinha na cabeça.
José lhe disse: — É esta a interpretação do seu sonho: os três cestos são três dias.
Daqui a três dias o faraó vai cortar a sua cabeça. E vai empalar o seu corpo numa árvore e as aves vão comer a sua carne.
Três dias depois era o aniversário do faraó. Ele ofereceu uma festa para todos os seus servos e, diante deles, tirou da prisão o chefe das bebidas e o chefe dos padeiros.
O faraó deu ao chefe das bebidas o seu antigo emprego, e ele voltou a servir o vinho ao faraó.
Mas o faraó ordenou que o corpo do chefe dos padeiros fosse empalado, tal como José tinha dito.
Entretanto, o chefe das bebidas não se lembrou de José; pelo contrário, se esqueceu dele.
Dois anos depois, o faraó sonhou que estava em pé ao lado do rio Nilo.
Do rio saíram sete vacas belas e gordas que começaram a pastar entre os juncos.
Logo saíram do rio outras sete vacas, feias e fracas, que se juntaram às primeiras na margem do Nilo.
Então as vacas feias e fracas comeram as vacas belas e gordas. Nisso o faraó acordou.
Depois o faraó voltou a adormecer e teve um segundo sonho: viu sete espigas de trigo, gordas e boas, que cresciam no mesmo pé.
Depois cresceram outras sete espigas, fracas e queimadas pelo vento leste.
Em seguida, as espigas fracas engoliram as espigas gordas e cheias. Então o rei acordou de novo e viu que era um sonho.
Na manhã seguinte ele estava preocupado e por isso mandou chamar os adivinhos e os sábios do Egito, e lhes contou o seu sonho. Mas nenhum deles conseguia interpretar o sonho.
Então o chefe das bebidas disse ao faraó: — Lembro-me hoje do mal que fiz.
Um dia o faraó estava irritado comigo, o seu servo, e me mandou prender juntamente com o chefe dos padeiros.
Cada um de nós teve um sonho na mesma noite, e cada sonho tinha o seu próprio significado.
Estava lá conosco um jovem hebreu, que era servo do capitão da guarda. Contamos os nossos sonhos a ele e nos explicou o significado de cada sonho.
Tudo aconteceu exatamente como ele tinha falado. Eu recuperei o meu antigo emprego mas o outro foi empalado.
Então o faraó mandou chamar José e rapidamente o tiraram da cadeia. José fez a barba, mudou de roupa e se apresentou diante do rei.
O faraó lhe disse: — Tive um sonho e ninguém foi capaz de interpretá-lo. Ouvi falar que você é capaz de dizer o significado dos sonhos.
José respondeu ao faraó: — Eu não posso! Mas Deus pode dar o significado ao faraó.
Então o faraó contou a José: — Sonhei que estava em pé ao lado do rio Nilo.
De repente, saíram do rio sete vacas gordas e belas que começaram a pastar entre os juncos.
Depois saíram do rio mais sete vacas que tinham muito mau aspecto, feias e fracas. Nunca tinha visto vacas tão feias em todo o Egito.
A seguir, as vacas fracas e feias comeram as primeiras sete vacas, as gordas.
Mas não se notava que as vacas fracas tivessem comido as outras vacas, pois continuavam fracas e feias como antes. Nesse momento eu acordei.
— Depois tive outro sonho. Vi sete espigas de trigo, cheias e bonitas, que cresciam num só pé de trigo.
Mas também cresceram sete espigas secas e queimadas pelo vento do leste.
E as espigas secas engoliram as espigas cheias e bonitas. Contei isto aos meus adivinhos mas ninguém pode me falar o seu significado.
Então José disse ao rei: — Os dois sonhos referem-se à mesma coisa. Deus está querendo falar ao faraó o que ele vai fazer pronto.
As sete vacas boas e as sete espigas boas são sete anos bons. É o mesmo sonho.
As sete vacas fracas e feias, que saíram do rio depois das outras, são sete anos maus. As sete espigas queimadas e secas têm o mesmo significado: elas representam sete anos de fome.
Deus está querendo mostrar ao faraó o que ele vai fazer.
Virão sete anos de muita comida em todo o Egito.
Depois desses sete anos, virão sete anos de fome, e todos no Egito se esquecerão dos anos em que havia grande fartura. A fome vai arruinar o país.
Ninguém se lembrará da fartura que havia antes, por causa da grande fome que virá a seguir.
— A razão dos sonhos serem dois é esta: Deus já decidiu fazer isto e tudo vai acontecer muito depressa.
Portanto, o faraó deve agora procurar um homem sábio e inteligente e dar-lhe o cargo de dirigir o país.
O faraó deve também nomear supervisores para recolherem uma quinta parte do que se produz no Egito durante os sete anos de fartura.
Eles devem recolher toda a comida que puderem durante os anos bons que estão para vir, e armazenar o trigo, sob o controle do faraó, em cidades determinadas, e guardá-lo.
A comida vai servir de reserva para a terra durante os sete anos de fome que vão vir sobre o Egito. Assim o país não morrerá de fome.
O faraó e todos os seus oficiais aprovaram o plano.
Então o faraó disse aos seus ministros: — Não poderíamos encontrar outro homem como este, um homem em quem está o Espírito de Deus.
Então, o faraó disse a José: — Visto que Deus lhe revelou todas estas coisas, não há ninguém tão sábio e inteligente como você.
Ficará encarregado do meu palácio e todos obedecerão às suas ordens. Só eu, que sou rei, terei mais poder do que você.
Depois o faraó disse a José: — Olhe, concedo a você autoridade sobre toda a terra do Egito.
A seguir, o faraó tirou o anel real da sua mão e o colocou na mão de José. Mandou que lhe dessem roupas de linho fino para ele se vestir e colocou uma corrente de ouro no seu pescoço.
Depois lhe disse que subisse para a segunda carruagem real e pessoas fossem na frente dele, gritando: “Abram caminho!” Assim, José foi nomeado governador de toda a terra do Egito.
O faraó disse ainda a José: — Eu sou o faraó, mas sem a sua autorização, ninguém poderá fazer nada em todo o Egito.
Depois o faraó deu o nome de Zafenate-Panea a José. Também lhe deu por esposa Asenate, a filha de Potífera, sacerdote da cidade de Om. Assim José ficou governando todo o Egito.
José tinha trinta anos quando começou a servir o faraó, o rei do Egito. Ele saiu da presença do faraó e foi percorrer toda a terra do Egito.
Durante os sete anos de fartura, a terra produziu muita comida.
Então ele ajuntou toda a comida que sobrou durante os sete anos em que houve fartura na terra do Egito, e a armazenou nas cidades. Em cada cidade, ele armazenava a comida que recolhia dos campos daquela região.
Então José armazenou muito trigo, tanto como a areia do mar. Havia tanto trigo que José deixou de medi-lo, pois era muito.
Antes de chegarem os anos de fome, José teve dois filhos com Asenate, filha de Potífera, o sacerdote da cidade de Om.
José chamou ao seu primeiro filho, Manassés porque disse ele: “Deus me fez esquecer todos os meus sofrimentos e a família do meu pai”.
Ao seu segundo filho deu o nome de Efraim pois disse: “Deus me deu filhos na terra onde tenho sofrido”.
Os sete anos de fartura na terra do Egito acabaram.
E começaram os sete anos de fome, tal como José tinha dito. Havia fome em todos os países, mas em toda a terra do Egito havia comida.
Quando começou a faltar comida em todo o Egito, as pessoas começaram a pedir trigo ao faraó. O faraó lhes respondia: — Vão falar com José, façam o que ele falar.
Quando a fome se espalhou por todo o país, José abriu os armazéns e começou a vender trigo aos egípcios, pois cada vez mais havia fome em todo o Egito.
Pessoas de todo lugar vinham ao Egito para comprar trigo de José, porque havia muita fome em toda parte.
Quando Jacó soube que havia trigo no Egito, disse aos seus filhos: — Por que vocês estão olhando uns para os outros sem fazer nada?
Ouvi dizer que há trigo no Egito. Vão até lá e comprem trigo para podermos sobreviver e não morrer de fome.
Então dez dos irmãos de José foram ao Egito para comprar trigo.
Mas Jacó não deixou Benjamim, o irmão de José, ir com os outros irmãos, porque tinha medo que lhe acontecesse alguma desgraça.
Os filhos de Israel foram comprar trigo, na companhia de muitos outros, pois a fome era geral na terra de Canaã.
José era o governador do país e era ele quem vendia o trigo a todas as pessoas. Os irmãos de José chegaram e, inclinando-se diante dele, tocaram o chão com o rosto.
José reconheceu os seus irmãos assim que os viu, mas agiu como se não os conhecesse. E lhes perguntou de maneira áspera: — De onde vocês vêm? Eles responderam: — Nós viemos da terra de Canaã para comprar comida.
José reconheceu os seus irmãos, mas eles não o reconheceram.
José também se lembrou dos sonhos que tinha tido a respeito deles e lhes disse: — Vocês são espiões! Vieram ver quais são os nossos pontos fracos.
Mas os seus irmãos responderam: — Não, senhor. Nós somos seus servos. Viemos aqui só para comprar comida.
Nós somos todos filhos do mesmo pai. Somos pessoas honestas. Não somos espiões.
Mas José insistiu: — Não! Vocês vieram ver quais são os nossos pontos fracos.
E eles disseram: — Não! Nós somos seus servos. Somos doze irmãos, filhos do mesmo pai, que vive na terra de Canaã. O nosso irmão mais novo ficou com o nosso pai, e o nosso outro irmão já morreu.
Mas José disse de novo: — É como eu disse: vocês são espiões!
Mas vou deixar que provem que estão dizendo a verdade: juro pela vida do faraó que vocês não sairão daqui, enquanto o seu irmão mais novo não vier até aqui.
Um de vocês poderá ir buscar o seu irmão mas os outros ficarão presos. Assim ficará provado se o que disseram é verdade ou não. Se não, juro pela vida do faraó, que vocês são espiões!
Depois mandou prendê-los durante três dias.
No terceiro dia José lhes disse: — Eu tenho temor a Deus! Façam o que vou dizer se quiserem salvar as suas vidas.
Se vocês são homens honestos, deixem um dos seus irmãos aqui na prisão, enquanto os outros levam o trigo às suas famílias.
Mas, depois, tragam aqui o seu irmão mais novo, para eu saber que estão dizendo a verdade. Assim não morrerão. Eles concordaram e
disseram uns aos outros: — Estamos pagando pelo que fizemos ao nosso irmão. Vimos como ele estava aflito e nos pedia que tivéssemos compaixão, mas nós não nos importamos. É por isso que agora estamos sofrendo.
E Rúben disse: — Eu não lhes disse que não fizéssemos mal ao nosso irmão? Mas vocês não quiseram me ouvir. Por isso agora estamos pagando pelo seu sangue.
José sempre utilizava um intérprete para falar com os seus irmãos e, por isso, eles não sabiam que José entendia a sua língua. Mas José estava ouvindo e entendendo tudo o que eles diziam.
José então se afastou deles e chorou de emoção. Quando voltou de novo, falou com eles, e escolheu Simeão para ser preso. Mandou que ele fosse amarrado diante deles.
Depois deu ordens para que enchessem os seus sacos de trigo e pusessem em cada saco o dinheiro com que eles tinham pago pelo trigo. Por fim, mandou lhes dar as provisões necessárias para a viagem. E assim fizeram.
Eles carregaram os jumentos com o trigo e foram embora.
Quando chegaram ao lugar onde iam passar a noite, um deles abriu um dos sacos para dar de comer ao seu jumento e encontrou lá o dinheiro. Estava mesmo na boca do saco.
Então disse aos seus irmãos: — O meu dinheiro foi devolvido. Vejam, está aqui, no meu saco! Todos eles ficaram muito assustados e tremendo de medo. Olhavam uns para os outros e diziam: — O que foi que Deus nos fez?
Quando chegaram à casa do seu pai Jacó, na terra de Canaã, contaram-lhe o que tinha acontecido:
— O homem que é o governador daquela terra falou conosco de maneira áspera. Prendeu-nos como se fôssemos espiões.
Nós dissemos: “Somos homens honestos. Não somos espiões.
Somos doze irmãos, filhos do mesmo pai. Um já morreu e o mais novo ficou com o nosso pai na terra de Canaã”.
Então o governador daquele país nos disse: “Para saber se vocês são pessoas honestas, um de vocês vai ficar aqui comigo, enquanto os outros levam o trigo às suas famílias.
Mas depois vocês têm que me trazer o seu irmão mais novo. Só assim ficarei sabendo que vocês não são espiões, mas sim, pessoas honestas. Então lhes entregarei de novo o seu irmão e poderão andar à vontade por este país”.
Quando foram esvaziar os seus sacos, cada irmão encontrou dentro do seu saco, a bolsa com o dinheiro do trigo. Quando eles, e o seu pai, viram as bolsas com o dinheiro, ficaram com muito medo.
Jacó, o pai, lhes disse: — Vocês vão me deixar sem filhos. José já se foi, e Simeão também. Agora querem também levar Benjamim. Tudo está contra mim.
Então Rúben disse ao seu pai: — Pode matar os meus dois filhos, se eu não voltar de novo com Benjamim. Confie-o ao meu cuidado e eu lhe prometo que o trarei de volta.
Mas Jacó disse: — O meu filho Benjamim não pode ir com vocês porque o irmão dele já morreu e ele é o único filho que me resta da minha esposa Raquel. Se algum mal lhe acontecer nessa viagem, vocês fariam este pobre velho morrer de tristeza.
A fome no país era cada vez mais grave.
Quando acabaram de comer todo o trigo que tinham trazido do Egito, Jacó disse aos seus filhos: — Voltem ao Egito e comprem mais comida para todos nós.
Mas Judá lhe disse: — O governador daquele país nos deu este aviso: “Não voltem à minha presença sem o seu irmão”.
Portanto, só podemos ir comprar mais trigo se deixar o nosso irmão ir conosco.
Mas se ele não for, nós não poderemos ir lá. Aquele homem nos avisou para não regressarmos sem ele.
Então Israel disse: — Por que falaram a esse homem que tinham outro irmão? Por que me fizeram tanto mal?
Eles responderam: — Foi aquele homem que nos interrogou sobre a nossa vida e a nossa família. Ele perguntou: “O pai de vocês ainda está vivo? Vocês têm mais algum irmão?” Nós só respondemos às suas perguntas. Como é que poderíamos saber que ele nos ia dizer para trazermos o nosso irmão?
Então Judá disse ao seu pai, Israel: — Mande Benjamim comigo e deixe-nos partir imediatamente, para podermos sobreviver: você, nós, e os nossos filhos.
Eu mesmo garanto a segurança dele. Pode me fazer responsável pelo que lhe acontecer. Se eu não o trouxer de volta, pode me culpar enquanto eu viver.
Se você não nos tivesse atrasado, já teríamos feito a viagem duas vezes.
Então Israel, o pai, lhes disse: — Se é assim que tem que ser, então façam o seguinte: coloquem nos sacos alguns dos melhores produtos que há na nossa terra. Vocês deverão oferecer tudo isso de presente a esse homem. Levem bálsamo, mel, perfumes, mirra, pistácios e amêndoas.
Levem o dobro do dinheiro, e levem de volta o dinheiro que encontraram nos seus sacos. Pode ter sido um engano.
Levem também o seu irmão e vão imediatamente falar com esse homem.
Que o Deus Todo-Poderoso permita que esse homem seja bom com vocês e os deixe regressar com Simeão e Benjamim. E se eu tiver que ficar sem filhos, não há mais nada que eu possa fazer.
Então os homens levaram os presentes, o dobro do dinheiro e Benjamim. Eles partiram para Egito e se apresentaram diante de José.
Quando José viu que Benjamim estava com eles, ele disse ao servo que era responsável pela sua casa: — Leve estes homens para a minha casa, mate um animal e prepare a comida, porque eles vão almoçar comigo ao meio-dia.
O servo fez tudo isso. Depois levou os homens até a casa de José.
Eles ficaram com medo quando foram levados à casa de José, e disseram: — Trouxeram-nos aqui por causa do dinheiro que encontramos nos nossos sacos, na primeira viagem. Ele quer nos acusar e nos prender; vai nos fazer seus escravos e vai ficar com os nossos jumentos.
Então eles foram falar com o escravo encarregado da casa de José. E lhe disseram na entrada da casa:
— Senhor, nós já viemos aqui comprar trigo antes.
Mas quando chegamos ao lugar onde íamos dormir, abrimos os nossos sacos e descobrimos o nosso dinheiro ali dentro. Estamos agora devolvendo esse dinheiro.
E também trouxemos mais dinheiro para comprar comida. Não sabemos quem foi que pôs o dinheiro nos nossos sacos.
Então o servo lhes disse: — Tenham calma! Não tenham medo! Deve ter sido o seu Deus, o Deus do pai de vocês, quem pôs o dinheiro dentro dos seus sacos. Pois fui eu mesmo que recebi o seu dinheiro da última vez. Depois o servo foi buscar Simeão e o levou para junto deles.
A seguir o servo os levou à casa de José, lhes deu água para lavarem os pés e comida para os jumentos.
Os irmãos ficaram sabendo que iam comer com José, e prepararam os presentes.
Quando José chegou em casa, os seus irmãos lhe entregaram os presentes que tinham trazido e se inclinaram diante dele até tocarem com o rosto no chão.
José perguntou como é que eles estavam e também lhes perguntou: — Como está o pai de vocês, o senhor de quem me falaram? Ainda está vivo?
Os irmãos responderam: — O nosso pai, o seu servo, ainda está vivo e está bem. E inclinaram-se em sinal de respeito.
Olhando à sua volta, José viu o seu irmão Benjamim, filho de sua própria mãe, e perguntou: — É este o irmão mais novo, de quem me falaram? Depois disse a Benjamim: — Que Deus abençoe você, meu filho.
Ao ver o seu irmão, José sentiu vontade de chorar. Então saiu rapidamente e foi chorar no seu quarto.
Quando se sentiu melhor, lavou a cara, saiu e disse: — Sirvam a comida.
Os servos serviram o almoço em três mesas: José estava sozinho numa mesa, os seus irmãos estavam sozinhos em outra mesa, e os egípcios que estavam comendo com eles, numa outra mesa. Comiam assim separados porque os egípcios não podiam comer com os hebreus.
Os servos de José fizeram com que os irmãos se sentassem para comer por ordem de idade, do mais velho ao mais novo. Por isso os irmãos olhavam uns para os outros muito admirados.
E José mandou que os seus servos levassem comida da sua mesa para os seus irmãos, mas que dessem cinco vezes mais a Benjamim do que aos outros. Então eles beberam e se alegraram com José.
Depois José deu as seguintes ordens ao servo encarregado da sua casa: — Encha os sacos destes homens com toda a comida que possam carregar. Depois coloque o dinheiro de cada um em cima, dentro do seu saco.
E coloque também o meu copo de prata dentro do saco do mais novo, ao lado do seu dinheiro. O servo fez tudo o que José havia lhe ordenado.
De manhã cedo, os irmãos de José partiram com os seus jumentos.
Quando já tinham saído da cidade, José disse ao servo, encarregado da sua casa: — Vá atrás deles. Quando os alcançar, fale para eles: “Por que vocês pagaram o bem que lhes fizemos com o mal?
Roubaram o copo de prata que o meu senhor usa para beber e para adivinhar. Cometeram um crime muito grave”.
Quando o servo os alcançou, repetiu o que José havia lhe ordenado.
Os irmãos disseram: — Como o senhor pode dizer uma coisa dessas? Nós somos seus servos, nunca faríamos uma coisa assim.
Veja, nós trouxemos da terra de Canaã o dinheiro que encontramos dentro dos nossos sacos. Por que iríamos agora roubar ouro ou prata da casa do seu senhor?
Se algum de nós, seus servos, tiver esse copo, que seja morto, e todos nós ficaremos sendo escravos do meu senhor.
Então o servo disse: — Vamos melhor fazer assim: a pessoa que for encontrada com o copo, será meu escravo; mas os outros ficarão livres.
Então todos se apressaram a colocar os seus sacos no chão e cada um abriu o seu.
O servo fez revista aos sacos, começando pelo saco do irmão mais velho e terminando com o do mais novo. E o copo foi encontrado no saco de Benjamim.
Então eles rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza, de novo carregaram os seus jumentos e regressaram à cidade.
Quando Judá e os seus irmãos chegaram à casa de José, ele ainda estava lá. E todos eles se inclinaram até o chão diante dele.
José lhes disse: — Por que fizeram isso? Por acaso não sabem que um homem como eu pode adivinhar as coisas?
Judá lhe disse: — Senhor, não podemos dizer nada! Não sabemos como explicar. Não temos forma de provar que somos inocentes. Deus nos castigou por outra coisa que fizemos. Por isso todos nós seremos seus escravos, mesmo aquele que foi encontrado com o copo.
Então José disse: — Não quero que todos vocês sejam meus escravos! Só a pessoa que roubou o meu copo será meu escravo, os outros poderão partir em paz para onde está o pai de vocês.
Mas Judá se aproximou de José e lhe disse: — Senhor, peço que me deixe falar e não fique irritado com o seu servo. Pois, para mim, o senhor é como se fosse o próprio faraó.
Na última vez que estivemos aqui, o senhor nos perguntou: “Vocês ainda têm pai ou mais algum irmão?”
E nós respondemos: “Temos um pai muito idoso e um irmão mais novo, que nasceu quando o nosso pai já era velho. Ele tinha outro irmão, da mesma mãe, que já morreu, e ele é o único filho dela que ainda vive. Por isso o nosso pai gosta muito dele”.
Então o senhor nos disse: “Tragam-no aqui, eu quero vê-lo”.
Mas nós respondemos: “O menino não pode sair do lado do pai, porque, se saísse, o seu pai morreria”.
Mas o senhor disse aos seus servos: “Se o seu irmão mais novo não vier com vocês, nunca mais voltarão a me ver”.
Voltamos, então, para o lugar onde vive o nosso pai e lhe contamos o que o senhor nos tinha dito.
E quando o nosso pai nos disse: “Voltem ao Egito e comprem mais comida”,
nós lhe dissemos: “Não podemos voltar lá. Só podemos ir lá se o nosso irmão mais novo for conosco. Não nos podemos apresentar diante daquele senhor se o nosso irmão não estiver conosco”.
Então o nosso pai disse: “Vocês sabem que a minha esposa Raquel só me deu dois filhos.
Um deles saiu e deve ter sido devorado por uma fera; nunca mais o voltarei a ver.
Se, agora, também levarem este filho de mim e lhe acontecer alguma desgraça, este velho morrerá de tristeza”.
Agora imagine o que irá acontecer se eu voltar para casa sem o meu irmão. Ele é o que de mais valioso o meu pai tem.
Se ele ver que o rapaz não está conosco, ele morrerá. E nós seremos culpados de enviar o nosso pai, velho e cheio de tristeza, para o túmulo.
Eu também garanti ao nosso pai que iria trazer o rapaz de volta. Disse-lhe: “Se não trouxer o rapaz de volta, poderá me culpar durante toda a minha vida”.
Por isso, peço-lhe que me deixe ficar aqui como seu escravo no lugar do rapaz, e deixe que ele vá embora com os seus outros irmãos.
Não poderia regressar ao lugar onde está o meu pai sem levar o rapaz comigo. Não poderia suportar o sofrimento que o meu pai iria ter.
José já não podia mais conter a sua emoção diante dos seus servos, por isso lhes disse: — Saiam todos daqui! Assim nenhum dos seus servos esteve presente quando José revelou quem ele era aos seus irmãos.
Chorou tão alto que todos os egípcios o ouviram, e a notícia chegou ao palácio do faraó.
José disse aos seus irmãos: — Eu sou José! O meu pai ainda está vivo? Mas os seus irmãos ficaram tão assustados por estarem na sua presença, que não conseguiam falar.
Então José disse aos seus irmãos: — Por favor, aproximem-se mais de mim. Eles se aproximaram e José revelou quem ele era: — Eu sou o seu irmão José, aquele que vocês venderam para ser levado para o Egito.
Não fiquem preocupados nem se aflijam por terem me vendido, porque foi Deus que me enviou primeiro para poder salvar muitas vidas.
Já faz dois anos em que há fome na terra, e ainda haverá mais cinco anos sem haver colheitas.
Mas Deus me enviou na frente de vocês para garantir que tenham descendentes nesta terra. Ele me enviou para salvar as suas vidas de uma maneira extraordinária.
Portanto, não foram vocês que me enviaram para aqui, foi Deus. Deus me deu o cargo de ser como um pai para o faraó: sou senhor de todo o seu palácio e governador de todo o Egito.
— Voltem depressa para o lugar onde está o meu pai e digam a ele que o seu filho José manda esta mensagem: “Deus me fez governador de todo o Egito. Venha depressa para aqui.
Você irá viver na terra de Gósen, e estará perto de mim, você, os seus filhos, os seus netos, o seu gado, os seus rebanhos e tudo o que lhe pertence.
Ali, eu vou tomar conta de vocês para que nem você, nem a sua família, nem ninguém que esteja com você, percam tudo o que têm, pois ainda vai haver cinco anos de fome”.
Agora vocês e o meu irmão Benjamim podem ver que sou eu mesmo, José, que estou falando com vocês.
Então contem ao meu pai toda a honra que tenho aqui no Egito e tudo o que vocês têm visto. Vão depressa e tragam o meu pai para aqui.
Depois José chorando abraçou ao seu irmão Benjamim. Benjamim também chorava e abraçava a José.
A seguir, José abraçou e beijou todos os seus irmãos e chorou enquanto os abraçava. Só depois disto é que os seus irmãos conseguiram falar com ele.
Quando o faraó e os seus ministros ouviram dizer que os irmãos de José tinham vindo, ficaram muito contentes.
Então o faraó disse a José: — Diga aos seus irmãos para fazerem o que eu digo: “Carreguem os jumentos com comida para voltarem à terra de Canaã.
Depois voltem, e tragam aqui o pai de vocês e as suas famílias. Eu vou lhes dar as melhores terras que há no Egito, e eles comerão a melhor comida desta terra”.
E deu esta ordem: — Levem carros de bois para depois poderem trazer aqui as suas mulheres, os seus filhos, e o pai de vocês.
Não se preocupem com as coisas que deixarem. Porque o que há de melhor no Egito será de vocês.
Os filhos de Israel assim fizeram. José lhes deu carros, como o faraó tinha ordenado, e também lhes deu comida para a viagem.
Depois deu a cada um roupas novas, e a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco mudas de roupa.
Para o seu pai mandou dez burros carregados com o melhor que havia no Egito e dez mulas carregadas com trigo, pão e comida para a sua viagem.
Depois de se despedir dos seus irmãos, mas antes deles partirem, José lhes pediu: — Não briguem pelo caminho.
Assim partiram do Egito e chegaram ao lugar onde estava o seu pai Jacó, na terra de Canaã.
Então lhe disseram: — José está vivo e é ele quem é o governador de toda a terra do Egito. Jacó ficou sem saber o que fazer, pois não podia acreditar no que lhe diziam.
Mas eles lhe contaram tudo o que José tinha lhes dito. E ele viu todos os carros que José tinha mandado para a viagem de regresso ao Egito. Então Jacó ficou cheio de alegria e emocionado.
Então Israel disse: — É bom que o meu filho José ainda esteja vivo. Irei vê-lo antes de morrer.
Então Israel partiu para o Egito com tudo o que tinha. Quando chegou a Berseba, ofereceu sacrifícios ao Deus do seu pai, Isaque.
Naquela noite, Deus falou com ele numa visão: — Jacó, Jacó! — Estou aqui — respondeu Jacó.
Depois Deus disse: — Eu sou Deus, o Deus do seu pai. Não tenha medo de ir para o Egito, porque ali irei fazer de você uma grande nação.
Eu irei com você para o Egito e, dali, eu farei com que os seus descendentes voltem. Quando você morrer, vai ser José quem vai fechar os seus olhos.
Então Jacó partiu de Berseba. Os filhos de Israel levaram o seu pai Jacó, as suas mulheres e os seus filhos, nos carros que o faraó tinha enviado para trazê-los.
Jacó e os seus descendentes levaram todo o seu gado e todas as coisas que tinham adquirido na terra de Canaã e foram para o Egito.
Assim Jacó levou consigo para o Egito todos os seus descendentes: filhos e filhas, netos e netas.
São estes os nomes dos israelitas, isto é, Jacó e os seus filhos, que foram para o Egito: Rúben, o primeiro filho de Jacó.
Estes foram os filhos de Rúben: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.
Estes foram os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oad, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma mulher cananeia.
Estes foram os filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari.
Estes foram os filhos de Judá: Er, Onã, Selá, Perez e Zera. (Er e Onã morreram na terra de Canaã.) Estes foram os filhos de Perez: Hezrom e Hamul.
Estes foram os filhos de Issacar: Tolá, Puá, Jó e Sinrom.
Estes foram os filhos de Zabulom: Serede, Elom e Jaleel.
Estes foram os filhos que Lia teve em Padã-Arã, além da sua filha Dina. Eram ao todo trinta e três pessoas na sua família.
Estes foram os filhos de Gade: Zefom, Hagi, Suni, Esbom, Eri, Arodi e Areli.
Estes foram os filhos de Asser: Imna, Isvá, Isvi, Beria e a sua irmã, Sera. Estes foram os filhos de Beria: e Malquiel.
Esses foram os filhos de Zilpa e Jacó. Zilpa era a serva que Labão tinha dado à sua filha Lia. Eram ao todo dezesseis pessoas nesta parte da família.
Estes foram os filhos de Raquel, mulher de Jacó: José e Benjamim.
José teve dois filhos na terra do Egito: Manassés e Efraim. A mãe deles era Assenate, a filha de Potífera, sacerdote de Om.
Estes foram os filhos de Benjamim: Bela, Bequer, Asbel, Guera, Naamã, Eí, Rós, Mupim, Hupim e Arde.
Foram estes os filhos de Raquel e Jacó. Eram catorze pessoas nesta parte da família.
O filho de Dã foi Husim.
Estes foram os filhos de Naftali: Jazeel, Guni, Jezer e Silém.
Foram estes os filhos de Bila e Jacó. Bila era a serva que Labão tinha dado à sua filha Raquel. Eram sete pessoas nesta parte da família.
O número total de descendentes que foram com Jacó para o Egito foi de sessenta e seis, sem contar as mulheres dos seus filhos.
Além desses, havia também dois filhos de José que tinham nascido no Egito. Portanto, havia um total de setenta pessoas da família de Jacó no Egito.
Israel enviou Judá à sua frente para pedir a José que se encontrassem todos na terra de Gósen.
José mandou preparar a sua carruagem e partiu para Gósen a fim de se encontrar com o seu pai, Israel. Assim que o viu, abraçou-o e chorou muito tempo abraçado com ele.
Depois Israel disse a José: — Agora já posso morrer em paz porque já vi o seu rosto e sei que está vivo.
José então disse aos seus irmãos e a toda a família do seu pai: — Vou partir e dizer ao faraó que já chegaram os meus irmãos e a família do meu pai, que estavam na terra de Canaã.
Vou dizer que são pastores e que sempre tiveram ovelhas e gado. Também direi que trouxeram os seus animais e tudo o que tinham lá para aqui.
Quando o faraó chamar vocês e perguntar: “Que trabalho é que vocês fazem?”,
respondam: “Nós, os seus servos, somos criadores de gado desde pequenos, assim como também foram os nossos antepassados”. Assim, vocês poderão viver em Gósen, já que no Egito detestam os pastores de ovelhas.
Então José foi dar a notícia ao rei. Ele disse: — O meu pai e os meus irmãos chegaram da terra de Canaã, com as suas ovelhas, vacas, e tudo o que têm. E já estão na terra de Gósen.
José levou com ele cinco dos seus irmãos e os apresentou ao faraó.
Então o faraó perguntou aos seus irmãos: — Que tipo de trabalho vocês fazem? Eles responderam: — Nós, os seus servos, somos pastores, como foram os nossos antepassados.
Depois disseram ao faraó: — Há muita fome na terra de Canaã. Não resta nenhum lugar onde os nossos animais possam pastar. Por isso nós viemos aqui. Agora, por favor, permita que fiquemos vivendo em Gósen.
Então o faraó disse a José: — O seu pai e os seus irmãos vieram procurar você.
A terra do Egito está à sua disposição. Faça com que o seu pai e os seus irmãos fiquem na melhor região do país. Deixe que eles vivam na terra de Gósen. E se souber que há entre eles homens capazes de tomar conta do meu gado, dê-lhes esse trabalho.
A seguir José levou o seu pai, Jacó, e foi apresentá-lo ao faraó. Jacó abençoou o rei.
E o faraó lhe perguntou: — Quantos anos tem?
Jacó respondeu ao faraó: — Só tenho cento e trinta anos. Estes anos têm sido difíceis. Eu tenho andando de um lugar para outro como estrangeiro. Os meus antepassados também andavam assim e viveram mais anos do que eu já vivi.
Depois Jacó abençoou o faraó e saiu.
José instalou o seu pai e os seus irmãos na melhor terra do Egito. Deu-lhes a região de Ramessés, assim como o faraó tinha lhe ordenado.
José também deu ao seu pai, aos seus irmãos, e a toda a família deles a comida que precisavam.
Tanto no Egito como em Canaã havia muita fome. Não havia comida em lugar nenhum. As pessoas desfaleciam por causa da fome.
Nesse tempo, José juntava todo o dinheiro que as pessoas de Canaã e do Egito traziam para comprar trigo. Depois ele levava o dinheiro para o palácio do faraó.
Quando já não havia mais dinheiro em Canaã e no Egito, todos os egípcios foram falar com José e lhe disseram: — Por favor, nos dê trigo. Já não temos mais dinheiro. Se o senhor não nos der comida, morreremos aqui.
E José respondeu: — Tragam os rebanhos que têm. Se vocês não têm mais dinheiro, eu lhes darei trigo em troca dos animais.
O povo levou os seus rebanhos a José, e ele lhes deu trigo em troca de cavalos, rebanhos de ovelhas, vacas e jumentos. Durante todo aquele ano, José lhes deu comida em troca dos seus animais.
Quando o ano acabou, o povo voltou e lhe disse: — O senhor sabe que não temos mais dinheiro e que já lhe demos todos os nossos animais. Só nos restam os nossos corpos e as nossas terras.
Certamente não nos vai deixar morrer diante de você. Compre as pessoas e as nossas terras em troca de comida. Seremos escravos do faraó e as nossas terras também lhe pertencerão. Mas dê-nos semente para semearmos, assim iremos sobreviver e a terra não se tornará um deserto.
Então José comprou toda a terra do Egito para o faraó. Todos os egípcios tiveram que vender os seus campos porque tinham muita fome. E a terra passou a pertencer ao faraó.
José fez com que toda a gente, de uma extremidade do Egito à outra, se tornassem escravos do faraó.
Só não comprou as terras dos sacerdotes porque os sacerdotes não precisavam vender as suas terras. Eles eram pagos pelo faraó pelo seu trabalho e, por isso, tinham dinheiro para comprar comida.
Então José disse ao povo: — Hoje comprei vocês e as suas terras para o faraó. Aqui estão as sementes para vocês semearem as terras.
Mas, no tempo da colheita, devem entregar uma quinta parte da colheita ao faraó. As outras quatro partes serão para vocês. Assim vocês terão sementes para semear e comida para vocês, para as suas famílias e para os seus filhos.
Então o povo disse: — O senhor salvou as nossas vidas! Já que nos tratou tão bem, seremos escravos do faraó.
Assim José estabeleceu uma lei que permanece até hoje no Egito: a quinta parte das colheitas pertence ao faraó. Só a terra dos sacerdotes é que não pertence ao faraó.
Israel ficou vivendo no Egito, na terra de Gósen. Ali compraram terras, tiveram muitos filhos e se tornaram numa família muito numerosa.
Jacó viveu dezessete anos na terra do Egito. Ele viveu até chegar aos cento e quarenta e sete anos de idade.
Quando a hora da sua morte estava próxima, chamou ao seu filho José e lhe disse: — Se você realmente me ama, coloque a sua mão debaixo da minha coxa e prometa-me que vai fazer o que lhe peço: por favor, não me enterre no Egito.
Quando eu for descansar junto aos meus antepassados, leve-me do Egito e enterre-me no sepulcro deles. Então José lhe disse: — Farei tudo o que o senhor me pediu.
Mas Israel insistiu: — Prometa-me. José prometeu e Israel, enquanto se apoiava na sua vara, adorou a Deus.
Algum tempo depois, alguém veio dizer a José: — O seu pai está doente. Então José e os seus dois filhos, Manassés e Efraim, foram ver Jacó.
Quando disseram a Jacó que o seu filho José tinha vindo para vê-lo, Jacó fez um esforço e sentou-se na cama.
Então Jacó disse a José: — O Deus Todo-Poderoso me apareceu em Luz, na terra de Canaã, e me abençoou.
Ele me disse: “Vou fazer com que tenha muitos filhos, vou multiplicar a sua família. Vou fazer com que você dê origem a uma multidão de nações. Vou dar estas terras aos seus descendentes, e serão deles para sempre”.
Os seus dois filhos que nasceram na terra do Egito, antes de eu vir me encontrar com você, também são meus filhos. Efraim e Manassés são para mim como Rúben e Simeão.
Mas os filhos que teve depois deles serão seus. Mas eles também receberão uma parte da terra que for dada a Efraim e Manassés.
Infelizmente, quando voltava de Padã-Arã, Raquel morreu. Ela morreu na terra de Canaã, quando íamos a caminho de Efrata. E a enterrei ali junto ao caminho para Efrata, que também se chama Belém.
Olhando para os filhos de José, Israel perguntou: — Quem são estes?
José respondeu ao seu pai: — Estes são os filhos que Deus me deu aqui. Então Jacó disse: — Deixe que eles venham até mim, para eu os abençoar.
Os olhos de Israel já não podiam ver bem porque ele já era muito velho. Quando José levou os filhos para perto do pai, ele os abraçou e os beijou.
E Israel disse a José: — Nunca pensei em voltar a ver o seu rosto. Mas Deus fez com que eu pudesse ver você e seus filhos.
Então José retirou os filhos do colo de Israel e, inclinando-se diante do seu pai, tocou com o rosto no chão.
Depois José levou os seus filhos ao seu pai. Levou Efraim à sua direita e Manassés à sua esquerda. Portanto, Efraim estava à esquerda de Israel e Manassés, à sua direita.
Mas Israel, cruzando os braços, colocou a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, o mais novo, e a sua mão esquerda sobre a cabeça de Manassés, o mais velho.
E Israel abençoou José, dizendo: “Que o Deus, a quem os meus pais Abraão e Isaque serviram, o Deus que tem sido o meu pastor durante toda a minha vida até o dia de hoje,
o Anjo que me salvou de todo o perigo, abençoe estes jovens. Para que o meu nome e o nome dos meus pais Abraão e Isaque continue vivo por meio deles, e para que se multipliquem sobre a terra”.
Quando José viu que Israel tinha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, não gostou. Então pegou na mão do seu pai e tentou tirá-la da cabeça de Efraim e colocá-la em Manassés.
E José disse ao seu pai: — Não, meu pai! Este é o mais velho. Ponha a sua mão direita sobre cabeça dele.
Mas o seu pai recusou-se e disse: — Eu sei, meu filho, eu sei. Ele também vai ser importante, dele também irão nascer muitas pessoas, mas o seu irmão mais novo vai ser mais importante do que ele e, dos seus descendentes, sairão muitas nações.
Então, naquele dia, Jacó os abençoou dizendo: — Os israelitas vão usar os seus nomes para se abençoarem. Eles dirão: “Que Deus faça com você como fez com Efraim e Manassés”. Foi assim que Israel tornou Efraim mais importante do que Manassés.
E Israel disse a José: — Olhe, estou prestes a morrer, mas Deus vai estar com você e vai levá-lo de novo à terra dos seus antepassados.
Vou dar algo a você que não dei aos seus irmãos. Vou lhe dar a montanha que conquistei dos amorreus, lutando com a minha espada e o meu arco.
Então Jacó chamou todos os seus filhos e lhes disse: — Aproximem-se de mim, e eu lhes direi o que irá acontecer com vocês no futuro.
“Venham ouvir, ó filhos de Jacó. Ouçam o que Israel, pai de vocês, diz:
“Rúben, você é o meu filho mais velho, a minha força e a primeira prova do meu vigor. A você pertence a maior honra e o maior poder.
Mas é descontrolado como as águas. Não terá a maior honra, porque dormiu com a esposa do seu pai. Você trouxe vergonha à minha cama!
“Simeão e Levi são irmãos, as suas espadas são armas de violência.
Não desejo participar nos seus planos, nem quero fazer parte das suas reuniões. Porque na sua ira mataram homens e feriram animais para se divertirem.
Maldita seja a sua ira. É violenta demais. Maldita seja a sua fúria porque é cruel. Eu os dividirei pelas tribos de Jacó. Eu os espalharei em Israel.
“Judá, os seus irmãos o vão louvar, dominará os seus inimigos. Os filhos do seu pai se curvarão diante de você.
Judá, meu filho, você é como um jovem leão. Depois de matar a presa, volta para a toca. Você se abaixa e se deita como um leão; por isso ninguém vai acordá-lo.
Ninguém tirará o poder de Judá, da sua família sairão sempre reis para governar, até chegar o verdadeiro rei a quem todas as nações lhe obedecerão.
Ele prende o seu jumento a uma videira. Amarra o seu burro na melhor videira. Ele lava a sua roupa em vinho, e o seu manto no sangue das uvas.
Os seus olhos são mais escuros do que o vinho, e os seus dentes, mais brancos do que o leite.
“Zabulom viverá perto do mar. Um porto seguro para os barcos será o seu litoral. A sua terra se estenderá até Sidom.
“Issacar é como um jumento forte, deitado entre as suas cargas.
Quando ele perceber que o lugar é bom para descansar, e que a terra é agradável, deixará que ponham a carga nos seus ombros, e se tornará um escravo de trabalhos forçados.
“Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel.
Dã será como uma serpente na beira da estrada. Como uma cobra venenosa ao lado do caminho, que morde o calcanhar do cavalo e faz cair para trás o seu cavaleiro.
“SENHOR, é pela sua salvação que eu espero.
“Gade será assaltado por salteadores, mas ele os obrigará a fugir.
“As terras de Asser produzirão comida boa e abundante, comida que é digna de reis.
“Naftali é como uma gazela livre que solta sons bonitos.
“José é como uma videira cheia de fruto, uma videira frutífera à beira de uma fonte. Os seus ramos trepam por todo o muro.
Muitos inimigos o atacaram. Perseguiram-no, atirando as suas flechas.
Mas ele ganhou a batalha com o seu grande arco, e com os seus braços fortes. Quem lhe deu a força foi o Deus Poderoso de Jacó, o Pastor, a Rocha de Israel.
A sua ajuda vem do Deus do seu pai. Que Deus o ajude. Que o Deus Todo-Poderoso o abençoe com a chuva que vem do alto céu, e com as fontes que vêm debaixo da terra. Que as suas mulheres e os seus animais tenham muitos filhos para amamentar.
Os meus pais foram muito abençoados; mas as bênçãos que eu, seu pai, recebi são ainda maiores. Os seus irmãos deixaram você sem nada, mas eu agora dou a você mais e mais bênçãos, um monte de bênçãos.
“Benjamim é como um lobo esfomeado. De manhã come a sua presa, e de tarde divide os restos”.
Estas são as doze tribos de Israel, e foram estas as palavras que Israel disse aos seus filhos quando os abençoou. Ele deu a cada filho a bênção que lhe pertencia.
A seguir Jacó deu estas ordens: — Estou quase morrendo. Enterrem-me com os meus antepassados na caverna do campo de Efrom, o heteu.
Essa caverna fica no campo de Macpela, perto de Mamre, na terra de Canaã. Abraão comprou essas terras de Efrom, o heteu, para fazer ali um cemitério.
Ali foram enterrados Abraão e a sua esposa Sara, Isaque e a sua esposa Rebeca, e ali eu enterrei a Lia.
Essas terras e a caverna foram compradas dos heteus.
Quando Jacó acabou de dar estas instruções aos seus filhos, voltou a se deitar de novo na cama e morreu, indo se juntar aos seus antepassados.
José abraçou o seu pai, chorando e beijando o rosto dele.
Depois José disse aos médicos que estavam ao seu serviço para embalsamarem o corpo do seu pai.
Levaram quarenta dias para embalsamar o corpo, que era o tempo que normalmente era preciso. Os egípcios choraram por ele durante setenta dias.
Passados os dias de luto, José foi falar com os funcionários do palácio do faraó. Ele lhes disse: — Por favor, se não se importam, digam ao faraó
que o meu pai me fez prometer que eu o iria enterrar numa caverna na terra de Canaã. Ele mesmo preparou essa caverna para o seu enterro. Peçam a ele que me deixe ir enterrar o meu pai, depois voltarei para junto de vocês.
O faraó respondeu: — Cumpra a sua promessa. Vá enterrar o seu pai.
Então José foi enterrar o seu pai. Acompanharam-no todos os funcionários do rei: os chefes do palácio e todos os chefes do Egito.
E também toda a família de Jacó: toda a família de José e as famílias dos seus irmãos. Só ficaram na terra de Gósen as crianças, as ovelhas e as vacas.
Também foram com ele pessoas em carruagens e a cavalo. Era um grupo muito numeroso.
Quando chegaram à eira de Atade, do outro lado do rio Jordão, fizeram ali um choro muito grande por Jacó. E José guardou sete dias de luto pelo seu pai.
Os cananeus que viviam naquele lugar viram a grande tristeza que dominava todos em Atade, e disseram: — Os egípcios guardam um luto muito triste! Por isso passaram a chamar àquele lugar de “Luto dos Egípcios”. Esse lugar fica ao leste do rio Jordão.
Os filhos de Jacó fizeram tudo o que Jacó tinha lhes dito.
Levaram o seu corpo para a terra de Canaã e enterraram-no na caverna do campo de Macpela. Era esse o campo que ficava perto de Mamre, e que Abraão tinha comprado de Efrom, o heteu, para fazer ali um cemitério.
Depois do funeral do seu pai, José, os seus irmãos, e todos os que o tinham acompanhado, regressaram ao Egito.
Os irmãos de José ficaram com medo dele depois da morte do seu pai. Eles diziam: — Talvez José não nos tenha perdoado e agora vai querer se vingar de todo o mal que lhe fizemos.
E mandaram uma mensagem a José que dizia: — O seu pai nos deu estas instruções antes de morrer:
“Digam a José que, por favor, perdoe a maldade e os pecados dos seus irmãos, ainda que eles tenham feito todo esse mal”. Agora, pois, pedimos que perdoe a maldade cometida pelos servos do Deus do seu pai. Quando leu a mensagem, José chorou.
Depois, vieram os seus irmãos, inclinaram-se diante dele, e lhe disseram: — Nós somos seus escravos.
Mas José respondeu: — Não tenham medo. Eu não sou Deus para julgar vocês.
Vocês planejaram me fazer mal, mas Deus utilizou o plano de vocês para fazer o bem. Utilizou esse plano para salvar a vida de muita gente.
Não tenham medo, vocês e os seus filhos sempre terão comida. Foi assim que José falou com amor aos seus irmãos e os fez sentir bem.
José e toda a família do seu pai continuaram vivendo no Egito. José viveu cento e dez anos.
Antes de morrer, chegou a conhecer os filhos e os netos de Efraim, e esteve presente quando nasceram os filhos de Maquir, o qual era filho de Manassés.
Um dia, José disse aos seus irmãos: — Estou prestes a morrer, mas tenho a certeza de que Deus vai cuidar de vocês. Deus virá tirá-los deste país e levá-los para a terra que ele prometeu a Abraão, Isaque e Jacó.
Então José fez com que os filhos de Jacó lhe fizessem uma promessa. Ele lhes disse: — Quando Deus vier buscá-los, levem os meus ossos daqui.
José morreu aos cento e dez anos de idade. O seu corpo foi embalsamado e colocado num caixão no Egito.
Quando Jacó foi para o Egito, foram com ele também os seus filhos e as suas famílias. Eles eram chamados os filhos de Israel. São estes os seus nomes:
Rúben, Simeão, Levi, Judá,
Issacar, Zabulom, Benjamim,
Dã, Naftali, Gade e Asser.
Ao todo, os descendentes de Jacó eram setenta, contando com José que já estava no Egito.
Mais tarde, José morreu e morreram também os seus irmãos e todas as pessoas daquela geração.
Mas os filhos de Israel tiveram muitos filhos, eles se multiplicaram e se tornaram tão fortes que encheram todo o Egito.
Depois disso, subiu ao trono do Egito um outro rei que nada sabia a respeito de José.
Ele disse ao seu povo: — Vejam, o povo de Israel tornou-se mais numeroso e forte do que nós.
Temos que ser inteligentes e não deixar que eles aumentem mais. Porque senão, no caso de guerra, eles podem se juntar aos nossos inimigos, lutar contra nós e saírem do país.
Então os egípcios fizeram dos israelitas seus escravos e colocaram sobre eles chefes que os submeteram a trabalhos pesados. Eles obrigaram aos israelitas a construir as cidades de Pitom e Ramessés, que o faraó usava para guardar os cereais.
Mas quanto mais maltratados eram os israelitas, mais o seu número aumentava e mais eles se espalhavam. Então os egípcios começaram a ter ódio deles
e a forçá-los a fazer trabalhos cada vez mais pesados.
Tornaram a vida deles amarga, obrigando-os a fazer tijolos, preparar barro, e a trabalhar no campo. Em todos esses trabalhos, eles eram tratados com crueldade.
O rei do Egito também chamou as parteiras dos hebreus, uma se chamava Sifrá e a outra Puva, e lhes disse:
— Quando ajudarem as mulheres dos hebreus a dar à luz, vejam se o bebê é menino ou menina. Se for menino, matem-no; mas se for menina, deixem-na viver.
Porém as parteiras temiam a Deus e não obedeceram às ordens do rei: elas deixaram os meninos viver.
Então o rei do Egito mandou chamar as parteiras e lhes perguntou: — Por que não fizeram o que eu mandei? Por que não mataram os meninos?
Elas responderam: — As mulheres dos hebreus são diferentes das egípcias. Elas são fortes e dão à luz sozinhas, antes de chegar a parteira.
Deus abençoou as parteiras. O povo de Israel continuava aumentando e se tornando cada vez mais forte.
As parteiras temeram a Deus, e foram abençoadas com muitos filhos.
Então o faraó ordenou a todo o seu povo: — Assim que os meninos hebreus nascerem, joguem-nos no rio, mas deixem as meninas viver.
Um homem da tribo de Levi casou-se com uma mulher da mesma tribo.
A mulher ficou grávida e deu à luz um menino. Ela gostou muito do menino e o escondeu durante três meses.
Quando viu que não podia escondê-lo por mais tempo, ela colocou o menino dentro de um cesto que tinha preparado com piche e betume, e foi deixá-lo entre os juncos, ao lado do rio.
A irmã do menino ficou olhando de longe, para ver o que iria acontecer com o menino.
Então a filha do faraó desceu ao rio para tomar banho. As suas servas ficaram passeando na margem. A princesa viu o cesto no meio dos juncos e disse a uma das suas servas que fosse buscá-lo.
Quando ela abriu o cesto, viu um menino chorando e teve compaixão dele. Então disse: — Este é um menino dos hebreus.
Nesse momento, a irmã do menino aproximou-se e perguntou à filha do faraó: — A senhora quer que eu vá chamar uma mulher dos hebreus para amamentar o menino?
A filha do faraó respondeu: — Sim, vá. Então a menina foi chamar a mãe do menino.
E a filha do faraó lhe disse: — Leve este menino e o amamente para mim, que eu pagarei pelo seu trabalho. Assim ela levou o seu filho e o amamentou.
Depois do menino crescer, ela o levou para a filha do faraó. O menino ficou sendo o filho da filha do faraó e ela lhe deu o nome de Moisés, dizendo: — Tirei-o das águas.
Anos depois, quando Moisés já era homem, ele foi ver o seu povo. Observou que o trabalho que eles eram obrigados a fazer era muito pesado. Viu também um egípcio batendo num dos hebreus.
Tendo Moisés olhado para todos os lados e visto que ninguém o estava olhando, matou o egípcio e o enterrou na areia.
No dia seguinte Moisés voltou a sair e viu dois hebreus brigando. Então perguntou ao agressor: — Porque é que está batendo no outro hebreu?
O homem respondeu: — Quem foi que o fez nosso chefe e juiz? Por acaso você quer me matar assim como matou o egípcio ontem? Então Moisés teve medo e pensou: “Com certeza todos já sabem o que eu fiz”.
Quando o faraó soube do que tinha acontecido, ele quis matá-lo, mas Moisés fugiu dele. Moisés foi morar na terra de Midiã e sentou-se perto de um poço.
As sete filhas do sacerdote de Midiã vieram tirar água nesse poço para encherem os tanques e dar de beber às ovelhas do seu pai.
Mas também chegaram alguns pastores os quais começaram a expulsar as filhas do sacerdote. Moisés levantou-se e as defendeu, depois deu de beber às ovelhas delas.
Quando elas voltaram para o lugar onde estava o seu pai Reuel, ele lhes perguntou: — Por que vocês voltaram tão cedo hoje?
Elas responderam: — Um egípcio nos defendeu dos pastores, nos ajudou a tirar água do poço e a dar de beber às ovelhas.
Então Reuel perguntou às filhas: — Onde está esse homem? Por que o deixaram lá? Vão e convidem-no para comer conosco.
Moisés aceitou e ficou vivendo com eles. E Reuel lhe deu a sua filha Zípora para ser esposa dele.
Zípora teve um filho a quem Moisés deu o nome de Gérson. Ele lhe deu esse nome porque vivia numa terra que não era dele.
Moisés ficou ali muitos anos e durante esse tempo o rei do Egito morreu. No entanto os israelitas continuavam sendo obrigados a fazer trabalhos pesados e continuavam pedindo que Deus os ajudasse.
E Deus ouviu os seus lamentos e lembrou-se da aliança que tinha feito com Abraão, Isaque e Jacó.
Deus viu e compreendeu o sofrimento dos israelitas.
Moisés era o pastor das ovelhas do seu sogro Jetro, sacerdote de Midiã. Certo dia ele levou o rebanho para o outro lado do deserto e foi até o monte Horebe, o monte de Deus.
Ali o anjo do SENHOR apareceu-lhe como uma chama de fogo, no meio de um arbusto. O arbusto estava em chamas, mas não se queimava.
E Moisés pensou: “Vou me aproximar para ver esta coisa maravilhosa. Por que o arbusto não se queima?”
Quando o SENHOR viu que Moisés se aproximava para ver melhor, chamou-o do meio do arbusto: — Moisés! Moisés! Ele respondeu: — Estou aqui.
Deus lhe disse: — Não se aproxime mais e tire as suas sandálias dos pés, porque o lugar onde está é terra santa.
Eu sou o Deus do seu pai. O Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés cobriu o rosto porque teve medo de olhar diretamente para Deus.
E o SENHOR disse: — Eu tenho visto o sofrimento do meu povo no Egito. Eu ouvi os seus lamentos, causados pelos seus opressores, e sei quanto eles estão sofrendo.
Por isso, decidi descer e livrar o meu povo do poder dos egípcios. Vou tirá-lo daquela terra e levá-lo para uma terra fértil e espaçosa, uma terra boa para semear e para criar gado. Vou levá-lo para a terra dos cananeus, heteus, amorreus, ferezeus, heveus e jebuseus.
Ouvi o lamento dos israelitas e vi a crueldade com que os egípcios os tratam.
Portanto, agora eu lhe envio ao faraó para libertar o meu povo, o povo de Israel, do Egito.
Mas Moisés disse a Deus: — Quem sou eu para me apresentar diante do faraó e tirar os israelitas do Egito?
Deus lhe disse: — Eu estarei com você. E esta será a prova de que fui eu quem o enviou: depois de ter tirado o povo do Egito, eles adorarão a Deus neste monte.
Então Moisés disse a Deus: — Mas se eu falar aos israelitas: “O Deus dos seus antepassados enviou-me a vocês”, e eles me perguntarem: “Qual é o nome dele?” O que é que eu vou falar?
Deus disse a Moisés: — EU SOU O QUE SOU. Diga isto ao povo de Israel: “EU SOU enviou-me a vocês”.
E Deus disse também a Moisés: — Diga ao povo de Israel: “YAVÉ, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, enviou-me a vocês”. Esse é o meu nome para sempre, pelo qual serei lembrado por todas as gerações.
— Vá e reúna os líderes de Israel e fale para eles que eu, O SENHOR, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, apareci a você e mandei que lhes falasse: “Tenho prestado muita atenção em vocês. Tenho visto o que vocês têm passado no Egito.
Por isso, decidi tirá-los do seu sofrimento no Egito e levá-los para a terra dos cananeus, os heteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, para uma terra boa para semear e para criar gado”.
— Os líderes escutarão o que você vai dizer. Depois você e eles se apresentarão diante do rei do Egito para lhe falar: “O SENHOR, o Deus dos hebreus, apareceu ao nosso povo. Portanto, deixe-nos ir ao deserto, numa viagem de três dias, para oferecermos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus”.
Eu sei que o rei do Egito não deixará vocês saírem, a não ser pelo meu poder.
Eu vou usar o meu grande poder contra o Egito e fazer coisas maravilhosas nessa terra. Depois disso, ele deixará vocês saírem.
— Também farei com que os egípcios tratem vocês bem: quando vocês saírem de lá, irão levar muitas coisas boas.
Cada mulher israelita pedirá à sua vizinha e a quem a estiver visitando, que lhe deem joias de ouro e de prata e roupas para vestir aos seus filhos e filhas. Assim vocês ficarão com as riquezas do Egito.
Moisés disse ao Senhor: — O que farei se eles não acreditarem em mim nem me escutarem? Eles dirão: “O Senhor não lhe apareceu!”
Então o SENHOR lhe perguntou: — O que tem na mão? Moisés respondeu: — Uma vara.
O Senhor lhe disse: — Atire a vara para o chão. Moisés atirou-a para o chão e a vara transformou-se numa cobra. Então Moisés fugiu dela,
mas o SENHOR lhe disse: — Estenda a sua mão e pegue nela pela cauda. Quando Moisés estendeu a mão e pegou na cauda da cobra, ela tornou-se numa vara de novo.
Então o SENHOR disse: — Faça isso para que eles creiam que o SENHOR lhe apareceu, o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.
O SENHOR também lhe disse: — Ponha a sua mão no peito. Moisés colocou a mão no peito e, quando a tirou, ela estava cheia de lepra, branca como a neve.
E Deus lhe disse: — Coloque de novo a sua mão no peito. Ele voltou a colocar a mão no peito. E, quando a tirou, a mão estava curada, tão boa como o resto da sua pele.
— Se não acreditarem em você depois do primeiro sinal, acreditarão depois do segundo.
Mas se mesmo depois do segundo sinal ainda não acreditarem em você, então tire um pouco da água do rio Nilo e derrame-a na terra seca. A água que tirar do Nilo se transformará em sangue ao tocar na terra.
Moisés disse ao SENHOR: — Por favor, Senhor, nunca falei muito bem. Nem antes nem mesmo agora que está falando com o seu servo. Tenho muita dificuldade em falar.
O SENHOR lhe disse: — Quem faz com que a pessoa possa ou não possa falar? Quem faz a pessoa ouvir? Quem faz a pessoa ver ou ser cega? Sou eu, o SENHOR!
Vá agora. Eu estarei com você e lhe ensinarei o que deve falar.
Mas Moisés disse: — Por favor, Senhor, envie qualquer outra pessoa, mas não a mim.
E o SENHOR ficou irritado com Moisés e lhe disse: — Está bem! O seu irmão Aarão, da tribo de Levi, fala bem. Ele anda à sua procura e ficará contente por ver você.
Ensine a ele o que deve dizer. Eu direi o que vocês devem dizer e ensinarei o que devem fazer.
Será ele quem falará por você ao povo. Ele será como seu profeta e você será como seu Deus.
Leve a vara que tem na mão, pois é com ela que irá fazer os milagres que mostrarão o meu poder.
Moisés foi falar com o seu sogro Jetro e lhe disse: — Por favor, deixe-me voltar ao Egito, pois quero ver se os meus irmãos hebreus ainda estão vivos. Jetro disse a Moisés: — Vá em paz.
Quando Moisés ainda estava em Midiã, o SENHOR tinha lhe dito: — Já pode voltar para o Egito porque já morreram todos os que queriam matar você.
Então Moisés levou a sua mulher e aos seus filhos num jumento e voltou para o Egito, levando a vara de Deus na mão.
O SENHOR também tinha dito a Moisés: — Quando você chegar ao Egito, não se esqueça de fazer diante do faraó todas as maravilhas que eu lhe dei poder para fazer. Mas eu farei com que o faraó seja teimoso e não deixe sair o meu povo.
Então você dirá ao faraó que eu, o SENHOR, digo isto: “Israel é o meu primeiro filho!
Falei para você deixar sair o meu filho para me adorar, mas você recusou. Por isso vou matar o seu primeiro filho”.
No caminho para o Egito, Moisés parou num certo lugar para passar a noite. O SENHOR encontrou-se com Moisés nesse lugar e queria matá-lo.
Mas Zípora pegou numa faca de pedra e circuncidou o seu filho. Depois, pegou na pele cortada e tocou com ela os pés de Moisés. E disse a Moisés: — Você é um marido de sangue.
Então o SENHOR deixou Moisés viver. Zípora chamou Moisés de “marido de sangue” por causa da circuncisão.
Enquanto isso o SENHOR tinha dito a Aarão: — Encontre-se com Moisés no deserto. E Aarão foi se encontrar com ele no monte de Deus e o saudou com carinho.
Moisés contou a Aarão tudo o que o SENHOR tinha lhe mandado dizer e todos os sinais que tinha lhe mandado fazer.
Então Moisés e Aarão reuniram-se com todos os líderes de Israel.
Aarão contou-lhes tudo o que o SENHOR tinha dito a Moisés e Moisés fez os sinais diante do povo.
E todo o povo acreditou neles. Quando os israelitas souberam que o SENHOR os vinha libertar, já que tinha visto o seu sofrimento, eles inclinaram-se em adoração ao SENHOR.
Depois disso Moisés e Aarão foram falar com o faraó e lhe disseram: — Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: “Deixe o meu povo ir ao deserto para fazerem uma festa em minha honra”.
Mas o faraó respondeu: — Quem é o SENHOR para que eu faça o que ele quer e deixe Israel sair? Não conheço o SENHOR e não vou deixar Israel sair!
Então eles disseram: — O Deus dos hebreus veio falar conosco. Deixe-nos sair para o deserto, a uma distância de três dias, pois temos que oferecer sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus. Se não lhe obedecermos, ele poderá nos castigar com pragas ou com guerra.
Mas o rei do Egito lhes disse: — Moisés e Aarão, vocês estão impedindo que o povo faça o seu trabalho. Vamos, voltem todos para o trabalho!
Eles já são mais numerosos do que o povo da terra, e agora vocês também querem que eles deixem de trabalhar?
Nesse mesmo dia o faraó deu esta ordem aos administradores e capatazes:
— De agora em diante não deem mais palha aos israelitas para fazerem tijolos! Deixem que eles mesmos procurem a palha para os tijolos.
No entanto obriguem-nos a produzir o mesmo número de tijolos que produziam antes. Eles são preguiçosos, e é por isso que estão queixando-se e dizendo que querem ir oferecer sacrifícios ao Deus deles.
O que eles precisam é trabalhar mais. Assim estarão ocupados e não terão tempo para darem atenção às mentiras de Moisés.
Os administradores e os capatazes saíram e disseram ao povo: — O faraó decidiu não lhes dar mais palha para fazerem tijolos.
Por isso, de agora em diante, vocês têm que procurar a palha para os tijolos e produzir o mesmo número de tijolos que produziam antes.
Então o povo espalhou-se por todo o Egito à procura da palha que restava das colheitas.
E os administradores obrigavam o povo a trabalhar mais, dizendo: — Todos os dias vocês têm que produzir o mesmo número de tijolos que produziam antes, quando lhes dávamos a palha.
E os administradores batiam nos capatazes hebreus, responsáveis pelo trabalho do povo, e perguntavam: — Por que vocês não produzem a mesma quantidade de tijolos que produziam antes?
Então os capatazes israelitas foram queixar-se ao faraó. Eles disseram: — Nós somos os seus servos. Por que estão nos tratando tão mal?
Obrigam-nos a produzir a mesma quantidade de tijolos que produzíamos antes, sem se importarem de que agora não nos dão palha. Nós, os seus servos, temos sido espancados. Não está bem que o seu povo faça uma coisa assim.
O faraó respondeu: — Vocês são preguiçosos. É por isso que me disseram: “Deixe-nos ir oferecer sacrifícios ao SENHOR”.
Voltem para o seu trabalho! Não vão receber palha alguma mas terão que continuar produzindo a mesma quantidade de tijolos.
Os capatazes dos israelitas viram que estavam numa situação difícil ao ouvirem dizer que deviam continuar produzindo a mesma quantidade de tijolos.
Então foram se encontrar com Moisés e Aarão, que estavam à espera deles quando saíram da presença do faraó.
Os capatazes disseram-lhes: — Que o SENHOR olhe para vocês e os castigue! Vocês fizeram com que o faraó e os administradores nos odiassem. Agora eles têm motivo para nos matarem.
Moisés orou ao SENHOR e lhe disse: — SENHOR, por que fez mal a este povo? Por que me enviou?
Apresentei-me diante do faraó e lhe disse tudo o que o Senhor tinha me dito. Mas, desde esse momento, ele tem maltratado este povo e o Senhor não tem feito nada para ajudá-los!
E o SENHOR disse a Moisés: — Agora verá o que farei com o faraó: usarei o meu grande poder contra ele, e ele até vai querer que vocês saiam do seu país depressa.
Depois Deus disse a Moisés: — O meu nome é YAVÉ!
Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso. Mas pelo meu nome, YAVÉ, eles não me conheceram.
Também fiz uma aliança com eles, prometi dar-lhes a terra de Canaã, a terra onde viveram como estrangeiros.
Quando ouvi os lamentos dos israelitas, a quem os egípcios escravizam, lembrei-me da minha aliança.
Portanto, vá dizer ao povo de Israel: “Eu sou o SENHOR! Venho tirar vocês da opressão, livrar vocês da escravidão, resgatar vocês com grande poder e castigar os egípcios.
Farei de vocês o meu povo e eu serei o seu Deus. Assim vocês saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que os livra da opressão dos egípcios.
E eu levarei vocês para a terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó. E darei essa terra a vocês, para ser a sua terra. Eu sou o SENHOR!”
Então Moisés tentou falar isso aos israelitas, mas eles não o quiseram ouvir porque estavam desanimados, por causa de todo o trabalho que eram obrigados a fazer.
E o SENHOR disse a Moisés:
— Vá falar ao faraó, rei do Egito, que deixe os israelitas saírem do seu país.
Mas Moisés disse ao SENHOR: — Os israelitas não quiseram me ouvir. Eu acho que o faraó também não vai querer me ouvir, visto que eu não sei falar bem.
Mas o SENHOR ordenou a Moisés e a Aarão que fossem falar com os israelitas e com o faraó, rei do Egito. E ordenou-lhes que tirassem o povo de Israel do Egito.
Estes são os nomes dos chefes das famílias israelitas, por parte dos pais: Os filhos de Rúben, o primeiro filho de Israel, foram Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.
Os filhos de Simeão foram Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma mulher cananeia.
Levi viveu cento e trinta e sete anos. Os seus filhos foram Gérson, Coate e Merari.
Os filhos de Gérson, foram Libni e Simei, cada um com as suas respectivas famílias.
Coate viveu cento e trinta e três anos. Os seus filhos foram Anrão, Izar, Hebrom e Uziel.
Os filhos de Merari foram Mali e Musi. Todos esses foram das famílias descendentes de Levi.
Anrão viveu cento e trinta e sete anos, casou-se com sua tia Joquebede e teve dois filhos chamados Aarão e Moisés.
Os filhos de Izar foram Coré, Nefegue e Zicri.
Os filhos de Uziel foram Misael, Elzafã e Sitri.
Aarão casou-se com Eliseba, filha de Aminadabe e irmã de Nassom. Ela deu à luz a Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
Os filhos de Coré foram Assir, Elcana e Abiasafe. Eles foram os descendentes de Coré.
Eleazar, filho de Aarão, casou-se com uma das filhas de Putiel, e ela deu à luz a Fineias. Todos eles foram descendentes de Levi por famílias.
Foi a esse Aarão e a esse Moisés que o SENHOR disse: “Tirem os israelitas do Egito, organizados em batalhões”.
E foram eles, Moisés e Aarão, que falaram com o faraó, rei do Egito, para tirar os israelitas do Egito.
Quando o SENHOR falou com Moisés no Egito,
lhe disse: — Eu sou o SENHOR! Diga ao faraó, rei do Egito, tudo o que lhe vou dizer.
Mas Moisés disse ao SENHOR: — Visto que eu não sei falar bem, como é que o faraó vai ouvir o que eu digo?
Então o SENHOR respondeu a Moisés: — Olhe, eu farei com que você seja como Deus para o faraó, e o seu irmão Aarão será como seu profeta.
Tudo o que eu lhe ordenar, você dirá ao seu irmão Aarão. E ele falará com o faraó para que deixe sair os israelitas do seu país.
Mas eu vou endurecer o coração do faraó para fazer muitos sinais e milagres no Egito.
O faraó não vai fazer o que vocês lhe pedirem, e eu mostrarei a minha grande justiça libertando do Egito os meus exércitos, isto é, o meu povo, os israelitas.
Assim os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando levantar a minha mão contra o Egito e tirar de lá os israelitas.
Moisés e Aarão fizeram exatamente o que o SENHOR tinha lhes ordenado.
Moisés tinha oitenta anos e Aarão tinha oitenta e três quando foram falar com o faraó.
O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— Moisés, quando o faraó lhes falar: “Façam um milagre”, você dirá a Aarão: “Pegue sua vara e atire-a ao chão, diante do faraó, e ela se transformará numa cobra”.
Moisés e Aarão apresentaram-se diante do faraó e fizeram o que o SENHOR tinha lhes ordenado. Aarão atirou a vara ao chão, diante do faraó e dos seus ministros, e ela se transformou numa cobra.
Então o faraó chamou os seus sábios e os seus feiticeiros. E também os magos do Egito fizeram a mesma coisa com as suas mágicas secretas.
Cada um deles atirou a sua vara ao chão, e as varas também se tornaram em cobras. Mas, quando isso aconteceu, a vara de Aarão comeu todas as outras.
Mesmo assim o coração do faraó continuou endurecido e não fez o que eles tinham lhe pedido, tal como o SENHOR tinha lhes dito.
O SENHOR disse a Moisés: — O faraó é teimoso e não quer libertar o meu povo.
Portanto, de manhã cedo, quando o faraó descer ao rio, espere por ele na margem do rio. Leve com você a vara que se transformou numa cobra.
Então diga a ele: “O SENHOR, o Deus dos hebreus, me mandou dizer que deixasse o seu povo partir para adorá-lo no deserto. Mas você tem recusado até agora.
Por isso, o SENHOR diz: ‘Agora ficará sabendo que eu sou o SENHOR’. Com a vara que tenho na mão, vou bater na água do Nilo e ela se transformará em sangue.
Os peixes que estão no rio morrerão e o rio cheirará tão mal que os egípcios não poderão beber da sua água”.
O SENHOR disse a Moisés: — Diga a Aarão: “Pegue a sua vara e estenda a sua mão sobre as águas do Egito, sobre os rios, os canais, os lagos e sobre os depósitos de água para que a água se torne em sangue. Em vez de água, haverá sangue em todo o Egito, até nas vasilhas de madeira e de pedra”.
Então Moisés e Aarão fizeram o que o SENHOR lhes ordenou. Aarão levantou a sua vara e bateu na água do Nilo, diante do faraó e dos seus ministros. Toda a água do rio se tornou sangue
e os peixes morreram. O rio cheirava mal e nenhum egípcio podia beber da água do rio. Em todo o Egito a água se transformou em sangue.
Mas os magos do Egito também fizeram o mesmo com as suas magias secretas. E, tal como o SENHOR tinha dito, o faraó continuou com o coração endurecido e recusou-se a fazer o que eles tinham lhe pedido.
O faraó foi para o seu palácio e não pensou mais no assunto.
Os egípcios tiveram que cavar poços ao lado do rio a fim de tirar água para beberem, pois não podiam beber da água do rio.
Passaram sete dias depois de o SENHOR ter transformado a água do rio em sangue.
E o SENHOR disse a Moisés: — Vá ao faraó e diga a ele que eu, o SENHOR, digo isto: “Deixe o meu povo sair para que me adore.
Se não o deixar sair, cobrirei de rãs todo o Egito.
O Nilo ficará tão cheio de rãs que elas sairão do rio e entrarão na sua casa, no seu quarto, na sua cama, nas casas dos seus ministros, nas casas do seu povo e até nos seus fornos e lugares onde o pão é amassado.
As rãs subirão para todos os lugares onde você estiver e onde estiverem o seu povo e os seus ministros”.
O SENHOR disse a Moisés: — Diga a Aarão que pegue na sua vara e estenda a sua mão sobre os rios, os canais e os lagos para que as rãs saiam do rio e cubram toda a terra do Egito.
Aarão estendeu a sua mão sobre as águas do Egito e as rãs saíram do rio e cobriram todo o Egito.
Mas os magos conseguiram fazer a mesma coisa com as suas magias secretas, por causa deles o Egito ficou ainda com mais rãs.
Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e lhes disse: — Peçam ao SENHOR que leve estas rãs para longe de mim e do meu povo, e eu deixarei que vocês saiam para oferecer sacrifícios ao SENHOR.
Moisés disse ao faraó: — Decida você quando é que quer que eu ore por você, pelos seus ministros e pelo seu povo, para que as rãs que estão na sua casa e nas casas do povo morram e só fiquem no Nilo.
— Amanhã — disse ele. Então Moisés disse: — Acontecerá exatamente como o faraó diz, para que saiba que não há outro Deus como o SENHOR, nosso Deus.
As rãs sairão da sua casa, das casas do seu povo e das casas dos seus ministros: ficarão só no Nilo.
Moisés e Aarão deixaram o faraó. E Moisés pediu ao SENHOR que retirasse as rãs que tinha enviado contra o faraó.
O SENHOR fez o que Moisés pediu e todas as rãs que estavam nas casas, nos quintais e nos campos morreram.
Os egípcios juntaram as rãs mortas em montes e a terra começou a cheirar mal.
Mas quando o faraó viu que as rãs tinham sido retiradas, voltou a endurecer o seu coração e se recusou a fazer o que eles tinham lhe pedido, tal como o SENHOR tinha predito.
Então o SENHOR disse a Moisés: — Diga a Aarão: “Estenda a sua vara e bata com ela no pó da terra. E o pó se transformará em mosquitos, que se espalharão por todo o Egito”.
Eles assim fizeram. Aarão pegou na sua vara, estendeu a sua mão, bateu com a vara no pó da terra e o pó se transformou em mosquitos que picavam as pessoas e os animais. Em todo o Egito o pó se transformou em mosquitos.
Quando os magos tentaram fazer mosquitos com as suas magias secretas, eles não conseguiram. E os mosquitos continuavam picando as pessoas e os animais.
Então os magos disseram: — É pelo poder de Deus que isto é feito. Mas o coração do faraó ficou mais duro e recusou o pedido deles, tal como o SENHOR tinha predito.
O SENHOR disse a Moisés: — De manhã cedo, quando o faraó descer ao rio, vá se encontrar com ele e diga que eu, o SENHOR, digo isto: “Deixe sair o meu povo para que me adore.
Se não o deixar sair, enviarei nuvens de moscas contra você, os seus ministros, o seu povo e as suas casas. As casas dos egípcios e os campos onde eles trabalham ficarão cheios de moscas.
Mas, nesse dia, tratarei o meu povo de maneira diferente. Não haverá moscas na terra de Gósen, onde vive o meu povo. Assim você saberá que eu, o SENHOR, estou nessa terra.
Eu livrarei o meu povo do que vai acontecer com o seu povo. Isso acontecerá amanhã”.
E o SENHOR assim fez. Nuvens de moscas invadiram a casa do faraó, as casas dos seus ministros e todo o Egito. As moscas arruinavam tudo por onde passavam.
Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse: — Podem ir oferecer sacrifícios a Deus, mas não saiam do Egito.
Moisés respondeu: — Não estaria bem fazermos isso. Os egípcios consideram um ato terrível matar animais em sacrifício ao SENHOR, nosso Deus. Se fizéssemos isso dentro do país, seríamos apedrejados.
Temos que sair para o deserto, a uma distância de três dias, e ali poderemos oferecer sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, como ele nos mandou fazer.
Então o faraó disse: — Deixarei vocês irem oferecer sacrifícios ao SENHOR, seu Deus, no deserto, mas não se afastem muito. Agora, saiam e orem por mim!
Moisés disse: — Assim que sair da sua presença, pedirei ao SENHOR para que amanhã retire as moscas de você, dos seus ministros e do seu povo. Mas não volte a nos enganar, nem a impedir que o povo ofereça os seus sacrifícios ao SENHOR.
Quando Moisés saiu da presença do faraó, foi orar ao SENHOR.
E o SENHOR fez o que Moisés lhe pediu. Ele fez com que as moscas deixassem o faraó, os seus ministros e o seu povo. Não ficou uma só mosca.
Mas o faraó voltou a endurecer o seu coração e não deixou sair o povo.
O SENHOR disse a Moisés: — Vá dizer ao faraó que eu, o SENHOR, o Deus dos hebreus, digo isto: “Deixe sair o meu povo para que me adore!
Se não deixar que eles saiam, se continuar prendendo-os,
então eu, o SENHOR, castigarei com uma peste terrível todo o seu gado: os cavalos, os jumentos, os camelos, os bois e as ovelhas.
Mas farei distinção entre os animais dos israelitas e os animais dos egípcios, e nenhum dos animais dos israelitas morrerá.
Eu, o SENHOR, marquei um dia: isto irá acontecer amanhã, em todo o país”.
No dia seguinte, o SENHOR fez como tinha dito. Todo o gado dos egípcios morreu, mas não morreu nenhum animal dos israelitas.
O faraó mandou ver o que tinha acontecido e viu que nenhum dos animais dos israelitas tinha morrido. Mesmo assim, ele endureceu o seu coração e não deixou sair os israelitas.
O SENHOR disse a Moisés e a Aarão: — Tirem um punhado de cinza de um forno. E você, Moisés, atire a cinza para o ar, na presença do faraó.
A cinza se transformará em pó e se espalhará por todo o Egito. Quando o pó tocar numa pessoa ou num animal, causará feridas terríveis na pele.
Assim, Moisés e Aarão foram buscar um punhado de cinza do forno e apresentaram-se diante do faraó. E Moisés atirou a cinza para o ar e as pessoas e os animais ficaram cobertas de feridas.
Até mesmo os magos ficaram cobertos de feridas e não puderam se apresentar diante de Moisés. Todos os egípcios estavam cobertos de feridas.
Mas o SENHOR fez com que o coração do faraó endurecesse e ele recusou o que eles tinham lhe pedido, tal como o SENHOR tinha dito a Moisés.
E o SENHOR disse a Moisés: — Amanhã cedo, apresente-se diante do faraó e diga a ele que eu, o SENHOR, o Deus dos hebreus, digo isto: “Deixe sair o meu povo para que me adore!
Porque, desta vez, vou soltar todas as minhas pragas contra você, contra os seus ministros e contra o seu povo. Então você saberá que não há ninguém como eu em toda a terra.
Eu já poderia ter usado o meu poder e enviado uma praga contra você e o seu povo que o faria desaparecer da terra.
Mas deixei você viver para lhe mostrar o meu poder e para que o meu nome seja conhecido em todo o mundo.
Mas você ainda está contra o meu povo e não o deixa partir!
Por isso, amanhã, por esta hora, vou fazer chover granizo como nunca choveu em toda a história do Egito.
Portanto, mande recolher num lugar seguro os seus animais e tudo o que tenham no campo. Todo ser humano e todo animal que não estiver num lugar seguro, morrerá quando o granizo cair sobre eles”.
Os ministros do faraó que respeitavam a palavra do SENHOR se apressaram e recolheram os seus servos e o seu gado num lugar seguro.
Mas aqueles que não se importavam com a palavra do SENHOR, deixaram os seus servos e os seus animais no campo.
Então o SENHOR disse a Moisés: — Estenda a sua mão para o céu, para que chova granizo sobre todo o Egito. Sobre as pessoas, os animais e as plantas do campo em todo o Egito.
Moisés estendeu a sua vara para o céu e o SENHOR fez cair trovões, raios e granizo sobre toda a terra do Egito.
O granizo e os raios caíam sem parar. Nunca, em toda a história do Egito, tinha caído granizo de forma tão violenta.
O granizo caiu sobre todo o Egito. E tudo o que estava nos campos foi destruído: pessoas, animais, plantas e árvores.
O único lugar onde não caiu granizo foi na terra de Gósen, onde vivia o povo de Israel.
Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e lhes disse: — Desta vez pequei. O SENHOR é justo, eu e o meu povo somos culpados.
Peçam ao SENHOR para parar o granizo e os trovões. Eu deixarei vocês saírem, já não os obrigarei a ficar aqui mais tempo.
Moisés disse ao faraó: — Quando sair da cidade, levantarei os meus braços em oração ao SENHOR. Então, os trovões pararão e o granizo acabará. Assim você saberá que a terra pertence ao SENHOR.
Mas eu sei que você e os seus ministros ainda não respeitam o SENHOR Deus.
As plantas de linho e a cevada ficaram destruídas, pois o linho já tinha flor e a cevada já tinha espiga,
mas nada aconteceu ao trigo e ao centeio, porque ainda não tinham brotado.
Assim que Moisés saiu da presença do faraó e da cidade, levantou as mãos em oração ao SENHOR. Os trovões e o granizo cessaram e a chuva parou.
Quando o faraó viu que a chuva tinha acabado e que já não havia granizo e trovões, voltou a pecar e endureceu o seu coração, ele e os seus ministros.
E o faraó não deixou sair os israelitas, tal como o SENHOR tinha lhes dito por meio de Moisés.
O SENHOR disse a Moisés: — Vá até o faraó. Eu endureci o seu coração e os dos seus ministros, para poder fazer entre eles os meus sinais poderosos.
Também fiz isso para que vocês possam contar aos seus filhos e aos seus netos como humilhei os egípcios e como fiz sinais e maravilhas entre eles. Assim vocês saberão que eu sou o SENHOR.
Então, Moisés e Aarão apresentaram-se diante do faraó e disseram: — O SENHOR, Deus dos hebreus, manda dizer: “Até quando você se recusará a fazer o que eu mando? Deixe sair o meu povo para que possa me adorar.
Se você não o deixar sair, amanhã mandarei gafanhotos sobre todo o seu país.
Os gafanhotos cobrirão toda a superfície do seu país, ninguém poderá ver o chão. Eles comerão o pouco que não foi destruído pela praga do granizo e também comerão todas as árvores que crescem no campo.
Invadirão as suas casas, as casas dos seus ministros e todas as casas do Egito. Os seus pais e avós nunca viram tal coisa em toda a sua vida”. A seguir Moisés deu meia volta e deixou o faraó.
Os ministros do faraó disseram: — Até quando vai deixar que esse homem nos arruíne? Deixe sair o seu povo para que possa adorar o SENHOR, seu Deus. Ainda você não compreende que o Egito está sendo destruído?
Então o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e lhes disse: — Podem ir adorar o SENHOR, seu Deus, mas primeiro quero saber quem é que vai sair.
Moisés respondeu: — Vamos sair todos, desde o mais novo até o mais velho, tanto os nossos filhos como as nossas filhas. Vamos também levar as nossas ovelhas e os nossos bois. Vamos todos celebrar a festa do SENHOR.
Então, o faraó disse: — Se nota que vocês têm más intenções. Nem o SENHOR está com vocês, nem eu vou deixar vocês todos saírem do Egito.
Só deixarei sair os homens, para adorarem ao SENHOR, como vocês têm pedido. E o faraó ordenou que expulsassem Moisés e Aarão da sua presença.
Então o SENHOR disse a Moisés: — Estenda a sua mão sobre o Egito, para que venham contra eles os gafanhotos e comam todas as plantas que foram deixadas pelo granizo.
Então Moisés estendeu a sua vara sobre Egito e o SENHOR fez soprar um vento leste sobre todo o país, durante todo o dia e toda a noite. Na manhã seguinte, o vento leste tinha trazido os gafanhotos.
Havia gafanhotos em toda a terra do Egito. Nunca antes houve, nem haverá depois, tantos gafanhotos como houve naquele dia.
A terra ficou coberta e escureceu, e os gafanhotos devoraram todas as plantas da terra e todos os frutos das árvores, que tinham sido deixadas pelo granizo. Não ficou nada verde em toda a terra do Egito.
O faraó se apressou em mandar chamar Moisés e Aarão, e lhes disse: — Pequei contra o SENHOR, seu Deus, e contra vocês.
Por favor, me perdoem desta vez e peçam ao SENHOR que retire essa praga mortal.
Moisés deixou o faraó e orou ao SENHOR.
Então o SENHOR fez soprar um forte vento oeste, que levou os gafanhotos e os atirou no mar Vermelho. Não ficou um só gafanhoto no Egito.
Mas o SENHOR fez com que o faraó voltasse a endurecer o seu coração e não deixasse partir o povo de Israel.
O SENHOR disse a Moisés: — Levante a sua mão para o céu, para que haja sobre todo o Egito uma escuridão tão densa, que até possa ser tocada.
Moisés levantou a mão para o céu e uma grande escuridão cobriu o Egito durante três dias.
As pessoas não podiam ver umas às outras e ninguém saiu do lugar onde estava durante três dias. Mas havia luz em toda a parte onde os israelitas viviam.
O faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse: — Podem ir adorar ao SENHOR e podem também levar as suas famílias. Mas não deixarei que vocês levem as suas ovelhas e o seu gado.
Mas Moisés disse: — Se não pudermos levar os nossos animais, por acaso você nos dará animais para oferecermos em sacrifício queimado ao SENHOR, nosso Deus?
Vamos levar todos os animais, não deixaremos nem um só animal. Porque não sabemos exatamente quais são os animais que precisamos levar para adorar ao SENHOR, nosso Deus, só saberemos isso quando lá chegarmos.
Mas o SENHOR endureceu o coração do faraó e ele se recusou a deixá-los sair.
E o faraó disse a Moisés: — Saia daqui e tenha cuidado! Não volte a aparecer diante de mim, porque, no dia em que você aparecer diante de mim, morrerá!
Então, Moisés disse ao faraó: — Você está certo! Não me apresentarei mais diante de você.
O SENHOR disse a Moisés: — Vou trazer só mais uma praga sobre o faraó e sobre o Egito. Depois disso, o faraó irá mandar vocês embora, ou melhor, ele vai expulsar vocês deste lugar.
Diga aos israelitas, tanto aos homens como às mulheres, que peçam aos seus vizinhos e vizinhas que lhes deem os seus objetos de ouro e de prata.
E o SENHOR fez com que os egípcios fossem generosos com os israelitas. Em todo o Egito, o próprio Moisés era considerado como um grande homem, tanto pelos ministros do faraó como por todo o povo.
E Moisés disse ao faraó: — O SENHOR disse: “Por volta da meia-noite, passarei por todo o Egito
e o primeiro filho de todas as famílias egípcias morrerá. Tanto o primeiro filho do faraó, o herdeiro do trono, como o primeiro filho da escrava, que trabalha no moinho, todo primeiro filho morrerá. E também morrerá a primeira cria de todos os animais.
Em todo o Egito haverá gritos de dor, como nunca houve antes, nem haverá depois.
Mas contra o povo de Israel, nem sequer um cão ladrará; nada acontecerá aos israelitas e aos seus animais. Assim vocês saberão que o SENHOR faz distinção entre os israelitas e os egípcios.
Depois disso, todos os seus ministros virão se ajoelhar diante de mim e dirão: ‘Saiam e levem todo o povo de Israel com vocês’”. Por fim Moisés disse: — Só quando isso acontecer é que sairemos. Depois Moisés saiu muito irritado da presença do faraó.
O SENHOR disse a Moisés: — O faraó não vai fazer caso do que lhe disse, e assim mostrarei o meu grande poder diante de todo o Egito.
Essa é a razão pela qual Moisés e Aarão fizeram todos esses milagres diante do faraó. E é também a razão pela qual o SENHOR fez endurecer o coração do faraó e ele não deixou os israelitas saírem do Egito.
No Egito, o SENHOR disse a Moisés e Aarão:
— Este mês será para vocês o mês mais importante, o primeiro mês do ano.
Digam a toda a comunidade de Israel que no décimo dia deste mês, cada homem deverá escolher um animal do rebanho, para a sua família, um por cada casa.
Se a família for pequena demais para comer todo o animal, então o chefe da família poderá dividi-lo com o vizinho mais próximo. Mas deverá contar as pessoas e dividir o animal de maneira que todos possam comer.
O animal deverá ter perfeita saúde, ser um macho de um ano, e poderá ser um cordeiro ou um cabrito.
Tomem conta do animal até o dia catorze deste mês. — Nesse dia, um pouco antes do anoitecer, toda a comunidade de Israel deverá sacrificar o animal.
Depois disso, marquem a entrada da casa onde vão comer, com um pouco do sangue do animal. Coloquem uma marca em cada lado da porta e por cima da porta.
Nessa noite, vocês deverão assar a sua carne no fogo e comê-la com pão sem fermento e com ervas amargas.
Não comam a carne crua ou cozida em água. Todo o animal deverá ser assado no fogo, até mesmo a cabeça, as patas e as miudezas.
Não deixem ficar nada até à manhã seguinte, a carne que não comerem deverá ser queimada.
Ao comerem, deverão estar vestidos e prontos para partirem: o cinto apertado, as sandálias nos pés e a vara na mão. Comam depressa porque esta é a Páscoa do SENHOR.
— Nessa noite passarei por todo o Egito e matarei o primeiro filho de todas as famílias egípcias e de todos os seus animais. Castigarei todos os deuses dos egípcios, eu sou o SENHOR.
O sangue será um sinal para indicar as casas onde vocês estarão comendo. Quando eu olhar o sangue, passarei adiante; e nenhum de vocês será morto pela praga que vou enviar contra os egípcios.
— Lembrem-se sempre desta noite e façam uma grande festa em honra do SENHOR. Celebrem-na para sempre, de geração em geração.
Comerão pão sem fermento durante sete dias. No primeiro dia tirarão todo o fermento das suas casas. Quem comer qualquer coisa fermentada durante esses sete dias, será expulso da comunidade de Israel.
No primeiro dia e no sétimo dia, haverá reuniões sagradas. Nesses dias ninguém deverá trabalhar, a não ser para preparar a sua própria comida, mais nada.
Celebrem a festa dos Pães sem Fermento, porque foi nesse mesmo dia que tirei os exércitos de Israel do Egito. Por isso celebrem esse dia de geração em geração, é uma ordem para sempre.
Comerão pão sem fermento desde a tarde do dia catorze do primeiro mês até a tarde do dia vinte e um do mesmo mês.
Durante sete dias não deverão ter fermento em casa. Qualquer pessoa que comer qualquer coisa fermentada deixará de pertencer à comunidade de Israel. Não importa se a pessoa é imigrante ou israelita,
Portanto, não comam nada que tenha fermento. Onde quer que estejam vivendo, comerão pães sem fermento.
E Moisés chamou todos os líderes de Israel e lhes disse: — Escolham um cordeiro ou um cabrito, por cada família, e matem-no para celebrar a Páscoa.
Molhem um ramo de hissopo no sangue que estiver na bacia e marquem os lados e por cima da porta com o sangue. Ninguém deverá sair da sua casa antes do amanhecer.
Quando o SENHOR passar para matar os egípcios, ele verá o sangue nos lados e por cima das portas, e passará adiante. Assim o SENHOR não deixará que o destruidor entre nas suas casas.
Obedeçam a estas instruções. Isto é uma ordem para vocês e para os seus filhos para sempre.
Quando entrarem na terra que o SENHOR lhes prometeu, continuem celebrando essa festa.
E quando os seus filhos perguntarem: “O que significa esta festa?”
Vocês responderão: “É o sacrifício da Páscoa em honra do SENHOR. Quando estávamos no Egito, o SENHOR matou os egípcios e passou por cima das casas dos israelitas. Foi assim que ele salvou as nossas famílias”. Então o povo inclinou-se em adoração.
E os israelitas fizeram tudo conforme o SENHOR tinha ordenado a Moisés e a Aarão.
À meia-noite, o SENHOR matou o primeiro filho de todas as famílias egípcias: desde o primeiro filho do faraó, sentado no trono, até o primeiro filho do preso, sentado na prisão. E também matou as primeiras crias dos animais.
Naquela noite o faraó, os seus oficiais e todos os egípcios se levantaram e choraram cheios de dor, pois em todas as casas havia alguém morto.
Naquela mesma noite, o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e lhes disse: — Levantem-se e saiam depressa do meio do meu povo! Vocês e todos os israelitas! Vão adorar o SENHOR, tal como disseram.
Levem também as ovelhas e o gado. Vão embora e peçam a Deus que me abençoe.
Os egípcios queriam que os israelitas saíssem rapidamente do país, porque pensavam: “Se eles não saírem, vamos todos morrer”.
Os israelitas não tiveram tempo nem para fermentar o pão. Embrulharam as amassadeiras e a massa do pão nas suas roupas, e puseram tudo nos ombros.
Eles também fizeram como Moisés tinha lhes dito e pediram aos egípcios objetos de ouro e de prata e roupas.
O SENHOR fez com que os egípcios dessem de boa vontade tudo o que os israelitas pediam. Assim os israelitas levaram a riqueza dos egípcios.
Os israelitas saíram de Ramessés e foram a pé até Sucote. Eram cerca de 600.000 homens, sem contar as crianças.
Foram também com eles um grande número de pessoas de outras raças e levavam também muitos bois e grandes rebanhos de ovelhas e cabras.
Como não tiveram tempo de preparar comida, por terem sido obrigados a sair depressa do Egito, eles fizeram pães sem fermento com a massa que tinham trazido do Egito.
O povo de Israel esteve vivendo no Egito durante quatrocentos e trinta anos.
E no dia em que se completaram os quatrocentos e trinta anos, os exércitos do SENHOR saíram do Egito.
Na noite em que saíram, o SENHOR esteve de vigília para tirá-los do Egito. Por isso, essa noite também será uma noite de vigília para o povo de Israel durante todas as suas gerações.
Então, o SENHOR disse a Moisés e Aarão: — Estas são as regras que devem cumprir na Páscoa: Nenhum estrangeiro poderá participar da refeição da Páscoa.
O escravo comprado poderá comer da Páscoa se tiver sido circuncidado.
Mas nenhum estrangeiro, quer esteja de passagem, quer trabalhe para vocês, poderá comer dela.
Cada família deverá comer a Páscoa numa só casa. Não levem nenhum pedaço de carne para fora da casa, nem quebrem nenhum dos ossos.
Toda a comunidade israelita deverá celebrar a Páscoa.
Se um imigrante que vive entre vocês quiser celebrar a Páscoa do SENHOR, ele deverá ser circuncidado; ele e todos os homens da sua família. Então serão considerados como israelitas. Mas quem não for circuncidado, não poderá comer da Páscoa.
Esta mesma lei se aplicará a todos, quer sejam israelitas ou imigrantes que vivem entre vocês.
E todos os israelitas obedeceram às ordens que o SENHOR tinha dado a Moisés e a Aarão.
E, naquele mesmo dia, o SENHOR tirou os israelitas do Egito, organizados em grupos como um exército.
O SENHOR disse a Moisés:
— Todo primeiro filho das famílias israelitas me pertence e deve ser dedicado a mim. O mesmo acontece com todas as primeiras crias dos seus animais.
E Moisés disse ao povo: — Este é o dia em que o SENHOR, com grande poder, fez vocês saírem do Egito e os livrou da escravidão. Lembrem-se deste dia e não comam nada com fermento.
Hoje, no mês de abib, vocês estão saindo do Egito.
E o SENHOR levará vocês para a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos heveus e dos jebuseus. Essa é a terra que Deus prometeu dar aos seus antepassados, uma terra boa para semear e criar gado. Quando entrarem nessa terra, devem celebrar esta festa no primeiro mês de cada ano.
Durante sete dias comerão pão sem fermento e no sétimo dia farão uma festa dedicada ao SENHOR.
Durante esses sete dias comerão pão sem fermento. Não deverá haver nada fermentado entre vocês, nem nenhum fermento em todo o seu território.
Nesse dia cada um dirá ao seu filho: “Fazemos esta festa porque o SENHOR nos tirou do Egito”.
Essa festa será como sinal, como se vocês tivessem uma marca na mão ou na testa, será para vocês se lembrarem que devem falar da lei do SENHOR, pois o SENHOR tirou vocês do Egito com grande poder.
Portanto, celebrem essa festa todos os anos e na mesma data.
— O SENHOR vai fazer com que vocês entrem na terra dos cananeus, conforme ele prometeu a vocês e aos seus antepassados.
Quando isso acontecer, dediquem-lhe todo o primeiro filho que nascer e também todos os primeiros machos que nascerem dos seus animais, porque os primeiros filhos pertencem ao SENHOR.
Cada jumento recém-nascido poderá ser resgatado se, em troca, for sacrificado um cordeiro ou cabrito. Mas se não for resgatado, terão que partir o pescoço dele. Entre os seres humanos, o primeiro filho será sempre resgatado.
— No futuro, quando o seu filho perguntar: “Que significa isto?”, você responderá: “Pelo seu grande poder, o SENHOR nos tirou do Egito e nos libertou da escravidão.
Quando o faraó foi teimoso e não quis nos libertar, o SENHOR matou todos os primeiros filhos do Egito, tanto os primeiros filhos das pessoas como os dos animais. Essa é a razão pela qual resgatamos os nossos filhos e sacrificamos ao SENHOR as primeiras crias dos nossos animais”.
Como um sinal na mão ou na testa, esta cerimônia fará vocês recordarem que o SENHOR nos tirou do Egito com grande poder.
Quando o faraó deixou sair os israelitas, Deus não os levou pelo caminho que atravessa a terra dos filisteus, embora esse fosse o caminho mais curto, porque pensou: “Se eles forem por ali, vai haver guerra e isso poderá fazê-los mudar de ideia e querer voltar para o Egito”.
Então Deus fez o povo dar a volta pelo deserto, na direção do mar Vermelho. Os israelitas saíram do Egito em grupos, como um exército.
Moisés levou com ele os ossos de José, porque José tinha feito prometer aos israelitas que assim fizessem. José disse: “Certamente, Deus virá para ajudar vocês. Quando isso acontecer, levem os meus ossos daqui”.
Partiram de Sucote e acamparam em Etam, onde começa o deserto.
Durante o dia, o SENHOR ia na frente deles na forma de uma coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho. Durante a noite, o SENHOR ia como uma coluna de fogo, para iluminar o caminho deles. Assim podiam caminhar de dia e de noite.
A coluna de nuvem nunca se afastava de diante do povo durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que regressem para Pi-Hairote e que acampem junto ao mar Vermelho, entre Migdol e o mar, em frente de Baal-Zefom.
Assim o faraó irá pensar: “Os israelitas não sabem para onde ir, estão perdidos no deserto”.
Endurecerei o coração do faraó e ele irá perseguir vocês. E eu obterei uma grande vitória sobre o faraó e o seu exército, e serei glorificado. Todo o povo do Egito saberá que eu sou o SENHOR. Então os israelitas fizeram o que Deus lhes disse.
Quando o rei do Egito soube que o povo de Israel tinha escapado, ele e os seus ministros mudaram de ideia e disseram: — Como pudemos deixar que o povo de Israel fosse embora e deixasse de ser nosso escravo?
Então o faraó mandou preparar o seu carro de guerra e saiu com o seu exército.
Levou com ele seiscentos dos seus melhores carros de guerra e também todos os outros carros de guerra. Havia um comandante em cada carro.
O SENHOR endureceu o coração do faraó, rei do Egito, e fez com que ele perseguisse os israelitas, que tinham saído vitoriosamente.
Os egípcios perseguiram os israelitas com todos os seus cavalos e carros de guerra. Alcançaram o povo de Israel quando eles estavam acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom.
Quando os israelitas viram que o faraó se aproximava cada vez mais deles, ficaram com muito medo e começaram a gritar, pedindo ao SENHOR para ajudá-los.
E disseram a Moisés: — Foi por não haver sepulcros no Egito que nos trouxe para morrer neste deserto? Por que você fez isto? Por que nos tirou do Egito?
Será que não dissemos para você no Egito: “Deixe-nos ser escravos dos egípcios”? É melhor sermos escravos no Egito do que morrer no deserto.
Moisés respondeu ao povo: — Não tenham medo. Fiquem quietos e verão como o SENHOR os salvará hoje. Nunca mais voltarão a ver estes egípcios!
O SENHOR lutará por vocês; portanto, fiquem calados.
O SENHOR perguntou a Moisés: — Por que me pede ajuda? Mande os israelitas seguir em frente.
E você, levante a sua vara e estenda a sua mão sobre o mar. Faça com que o mar se abra ao meio para os israelitas passarem sobre terra seca.
Eu endurecerei o coração dos egípcios para que eles os persigam. Então serei glorificado: o faraó, os seus carros de guerra e o seu exército serão destruídos.
Quando isso acontecer, todos os egípcios ficarão sabendo que eu sou o SENHOR.
O anjo de Deus e a coluna de nuvem, que iam adiante dos israelitas, se colocaram atrás deles.
Se colocaram entre os egípcios e os israelitas. A coluna de nuvem fez com que os egípcios ficassem às escuras e com que os israelitas tivessem luz. Durante toda a noite, os egípcios não conseguiram se aproximar dos israelitas.
Moisés estendeu a sua mão sobre o mar e o SENHOR fez com que viesse do leste um forte vento. O vento soprou toda a noite sobre as águas do mar e elas dividiram-se em duas, ficando terra seca entre elas.
E os israelitas atravessaram o mar caminhando em terra seca, com uma parede de água à direita, e outra à esquerda.
Os egípcios continuaram perseguindo aos israelitas. Todos os cavalos do faraó, os seus carros de guerra e os seus cavaleiros entraram no mar atrás deles.
Mas, de manhã cedo, o SENHOR olhou da coluna de nuvem e de fogo para o lado dos egípcios e fez com que eles ficassem cheios de terror.
O SENHOR também travou as rodas dos carros de guerra e era difícil conduzi-los. Então, os egípcios disseram: — Vamos fugir dos israelitas! O SENHOR luta ao lado deles, contra nós.
E o SENHOR disse a Moisés: — Estenda o seu braço sobre o mar para que as águas se fechem sobre os egípcios, os seus carros de guerra e a sua cavalaria.
Então, ao romper o dia, Moisés levantou a sua mão sobre o mar e as águas voltaram ao seu lugar. Os egípcios fugiam da água, mas o SENHOR os atirou para o meio do mar.
As águas do mar cobriram todos os carros de guerra e os cavalos do exército do faraó que tinham entrado no mar para perseguir os israelitas. Nenhum deles ficou vivo.
Mas os israelitas atravessaram o mar sobre terra seca, entre duas paredes de água, uma à direita e outra à esquerda.
Nesse dia o SENHOR salvou Israel do poder dos egípcios e os israelitas viram os egípcios mortos na praia.
Ao ver o grande poder do SENHOR contra os egípcios, o povo de Israel temeu o SENHOR e confiou nele e no seu servo Moisés.
Então Moisés e os israelitas cantaram este cântico ao SENHOR: “Cantarei ao SENHOR, pois ele triunfou sobre os seus inimigos. Lançou o cavalo e o cavaleiro no mar.
O SENHOR é a minha força e a minha proteção; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus e eu o louvarei. Ele é o Deus do meu pai e eu o exaltarei.
O SENHOR é um guerreiro. O seu nome é YAVÉ!
Ele lançou no mar os carros de guerra do faraó e todo o seu exército. Os seus melhores oficiais se afogaram no mar Vermelho.
O abismo os cobriu, desceram ao fundo do mar como pedras.
“Ó SENHOR! A sua mão direita é gloriosa e forte. Ó SENHOR! A sua mão direita despedaçou o inimigo.
Com o seu grande poder derruba os seus adversários. A sua ira os consumiu a todos, como o fogo consome a palha.
Com o sopro das suas narinas, as águas se juntaram umas por cima das outras; as ondas se ergueram como uma parede; as águas do mar profundo se tornaram sólidas.
“O inimigo dizia: ‘Vou persegui-los e apanhá-los! Dividirei as suas riquezas, ficarei satisfeito. Tirarei a minha espada para fazê-los sofrer’.
Mas você soprou e o mar os cobriu. Afundaram-se como chumbo nas águas turbulentas.
“Ó SENHOR, quem é como você entre os deuses? Não há outro como você. Gloriosa é a sua santidade. Maravilhoso é tudo o que faz. Grandes são os seus milagres.
Você estendeu a sua mão direita e a terra engoliu os inimigos.
Pelo seu amor, você guiou e salvou este povo. Pela sua força, você o conduziu à sua santa terra.
“Os outros povos temerão ao ouvir esta história. O povo filisteu tremerá de medo.
Os chefes de Edom ficarão cheios de terror. Os chefes de Moabe tremerão de medo. O povo de Canaã perdeu a coragem.
Os povos ficarão cheios de terror e medo, por causa do seu grande poder. Ficarão quietos como pedras até que passe o seu povo, ó SENHOR, o povo que comprou.
Você conduzirá o seu povo para a sua terra e o colocará no seu monte, no lugar que você, ó SENHOR, escolheu para ser o seu trono, o santuário que construiu com suas mãos.
“O SENHOR reinará por toda a eternidade!”
Quando os cavalos, os carros de guerra e a cavalaria do faraó entraram no mar, o SENHOR fez com que as águas do mar caíssem sobre eles, mas os israelitas atravessaram o mar caminhando sobre terra seca.
Então Míriam, irmã de Aarão, que era profetisa, pegou um tamborim e começou a tocar e dançar, acompanhada por todas as outras mulheres.
Elas cantavam e Míriam respondia a elas: “Cantem ao SENHOR! Ele fez grandes maravilhas. Lançou no mar o cavalo e o cavaleiro”.
Depois Moisés levou os israelitas para longe do mar Vermelho. Ele os guiou pelo deserto de Sur. Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água.
Quando chegaram a Mara, não puderam beber da água que havia lá porque era amarga. Era por isso que aquele lugar se chamava Mara.
E o povo começou a murmurar contra Moisés e a perguntar: — Que vamos beber?
Moisés pediu ajuda ao SENHOR e o SENHOR mostrou-lhe um tronco de árvore. Moisés atirou o tronco na água e a água ficou boa para beber. Foi em Mara que Deus colocou o povo à prova e estabeleceu um estatuto e uma lei.
Ele lhes disse: — Eu sou o SENHOR, seu Deus. Se vocês obedecerem à minha palavra, fizerem o bem que eu quero, se cumprirem todas as minhas ordens e leis, não enviarei contra vocês nenhuma das doenças que enviei contra os egípcios. Eu sou o SENHOR que cura vocês.
Depois partiram para Elim, onde havia doze nascentes e setenta palmeiras. O povo acampou em Elim, perto da água.
De Elim, a comunidade de Israel saiu em direção ao deserto de Sim, que fica entre Elim e o Sinai. Chegaram ao deserto no dia quinze do segundo mês depois de terem saído do Egito.
No deserto, toda a comunidade de Israel começou a murmurar contra Moisés e Aarão.
Eles diziam: — Seria melhor que o SENHOR nos tivesse matado no Egito, onde comíamos carne e pão com fartura. Agora nos trouxeram a este deserto para nos matar de fome.
O SENHOR disse a Moisés: — Vou fazer chover pão do céu para vocês. Todos os dias o povo deverá sair para pegar a comida que necessite nesse dia. Assim eu os porei à prova para saber se todos obedecem às minhas ordens ou não.
No sexto dia deverão pegar o dobro e preparar comida para dois dias.
Moisés e Aarão disseram aos israelitas: — Hoje à tarde vocês vão saber que foi o SENHOR que tirou vocês do Egito.
E amanhã cedo, vocês verão a glória do SENHOR. O SENHOR ouviu vocês murmurarem contra ele. Não foi contra nós que vocês murmuraram, pois nós não somos ninguém.
Moisés disse ainda: — Hoje de tarde, o SENHOR vai dar a vocês carne para comerem. E amanhã, de manhã, vai lhes dar pão em abundância. O SENHOR ouviu a murmuração de vocês. Não foi contra nós que vocês murmuraram, mas contra ele.
Depois Moisés disse a Aarão: — Fale a toda a comunidade israelita: “Aproximem-se do SENHOR porque ele ouviu as suas murmurações”.
Enquanto Aarão falava com toda a comunidade, todos se voltaram para o deserto e viram aparecer a glória do SENHOR numa nuvem.
E o SENHOR disse a Moisés:
— Ouvi as murmurações dos israelitas. Fale para eles que ao entardecer comerão carne e de manhã comerão pão até ficarem cheios. Assim saberão que eu sou o SENHOR, o seu Deus.
Naquela tarde apareceram tantas codornizes que cobriram o acampamento. E de manhã havia uma camada de orvalho em volta do acampamento.
Quando a camada de orvalho se evaporou, ficaram na superfície do deserto flocos muito finos, parecidos com a geada.
Como não sabiam o que era, quando os israelitas viram os flocos, perguntaram uns aos outros: — O que é isto? Então, Moisés respondeu: — Isto é o pão que o SENHOR deu para vocês comerem.
O SENHOR ordenou que cada um de vocês só pegue o que precisa para comer. De acordo com o número de pessoas que tenham em casa, peguem aproximadamente dois quilos para cada pessoa.
Os israelitas assim fizeram e alguns pegaram muito e outros, pouco.
Quando mediram a comida, tanto os que pegaram muito como os que pegaram pouco, tinham o suficiente para que cada pessoa da sua família comesse e não sobrasse nada. Pegaram exatamente a quantia que precisavam.
Moisés lhes disse: — Ninguém deve guardar nada para amanhã.
Mas alguns não fizeram caso e guardaram um pouco para o dia seguinte. E o que guardaram encheu-se de vermes e começou a cheirar muito mal. Moisés ficou muito irritado com eles.
Todas as manhãs, o povo pegava o que necessitava para comer. Pois, quando o sol começava a aquecer, os flocos derretiam-se.
Mas no sexto dia da semana pegavam o dobro: quatro quilos por pessoa. E os chefes da comunidade foram comunicar isso a Moisés.
Então Moisés lhes disse: — Isto foi o que o SENHOR quis dizer quando ordenou o seguinte: “Amanhã é sábado, o dia de descanso dedicado ao SENHOR. Cozinhem hoje o que tiverem que cozinhar e fervam o que tiverem que ferver. E guardem para amanhã tudo o que sobrar”.
Eles guardaram o que tinha sobrado, tal como Moisés tinha lhes dito. E na manhã seguinte, a comida que tinham guardado não cheirava mal, nem tinha vermes.
Então Moisés disse: — Comam essa comida hoje, que é sábado, o dia de descanso dedicado ao SENHOR. Se, no sábado, forem procurar comida no campo, não encontrarão nada.
Durante seis dias pegarão comida, mas no sétimo dia, o dia de descanso, não pegarão nada.
No dia de descanso algumas pessoas foram pegar maná, mas não encontraram nada.
Então o SENHOR disse a Moisés: — Até quando vocês vão continuar a desobedecer aos meus mandamentos e às minhas instruções?
Saibam que o SENHOR lhes deu um dia de descanso. É por essa razão que, no sexto dia, ele lhes dá comida suficiente para dois dias. No sábado ninguém deverá procurar comida, cada pessoa deverá ficar onde estiver.
Então o povo descansou no sétimo dia.
Os israelitas chamaram a essa comida de maná. Era branca como a semente de coentro e tinha o sabor de bolo de mel.
Moisés disse: — Isto foi o que o SENHOR ordenou: “Guardem cerca de dois quilos de maná para que os seus descendentes vejam a comida que eu lhes dei no deserto, quando tirei vocês do Egito”.
Então Moisés disse a Aarão: — Coloque dois litros de maná dentro de uma vasilha e deixe-a na presença do SENHOR, para que seja guardado para as futuras gerações.
Aarão fez o que o SENHOR tinha ordenado a Moisés e guardou a vasilha, diante da arca da aliança.
Os israelitas comeram maná durante quarenta anos, até chegarem às terras habitadas. Comeram maná até chegarem às fronteiras da terra de Canaã.
A quantidade que recolhiam era de um ômer, que é um décimo do efá.
Toda a comunidade israelita partiu do deserto de Sim, passando de um lado para o outro, de acordo com as ordens do SENHOR. Acamparam em Refidim, mas não encontraram água para beber.
Então o povo murmurou contra Moisés, dizendo: — Dê-nos água para beber. Moisés lhes disse: — Por que murmuram contra mim? Por que estão colocando o SENHOR à prova?
Mas o povo tinha sede e murmurava contra Moisés: — Por que nos tirou do Egito? Foi para nos matar de sede, a nós, aos nossos filhos e ao nosso gado?
Então, Moisés implorou ao SENHOR e disse: — O que devo fazer com este povo? Estão a ponto de me apedrejar!
Então o SENHOR disse a Moisés: — Escolha alguns dos líderes de Israel e passe com eles para a frente do povo. Leve também a vara que usou para bater no rio e siga em frente.
Eu estarei esperando você no alto da rocha do monte Horebe. E quando bater com a vara na rocha, sairá água dela para o povo beber. Moisés fez assim, diante dos líderes de Israel.
E Moisés chamou a esse lugar de Massá e Meribá, porque foi nele que os israelitas murmuraram e colocaram à prova o SENHOR, perguntando: — O SENHOR está conosco ou não?
Os amalequitas vieram atacar aos israelitas em Refidim.
Então Moisés disse a Josué: — Escolha alguns dos nossos homens e vá combater contra os amalequitas. Amanhã estarei no alto do monte, com a vara de Deus na mão.
Josué obedeceu a Moisés e foi combater contra os amalequitas. Enquanto isso, Moisés, Aarão e Hur subiram ao alto do monte.
Enquanto Moisés tinha os braços levantados, os israelitas venciam; mas quando ele baixava os braços, os amalequitas começavam a ganhar.
Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Aarão e Hur colocaram uma pedra debaixo dele, para que ele se sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés. Desta maneira os seus braços mantiveram-se levantados até o anoitecer.
E Josué derrotou Amaleque e o seu exército com a espada.
O SENHOR disse a Moisés: — Escreva isto num livro para que seja sempre lembrado, e leia-o diante de Josué: “Os amalequitas serão esquecidos para sempre de toda a terra”.
Então Moisés construiu um altar e lhe deu o nome de “O SENHOR é a minha bandeira”.
Depois disse: — Levantei os meus braços em direção ao trono do SENHOR. O SENHOR estará sempre em guerra contra os amalequitas.
Jetro, sacerdote de Midiã e sogro de Moisés, soube de tudo o que Deus tinha feito por Moisés e pelo seu povo Israel, de como o SENHOR os tinha tirado do Egito.
Então Jetro foi se encontrar com Moisés e levou também Zípora, a esposa de Moisés. Zípora não estava com Moisés porque ele a tinha mandado para casa do seu sogro Jetro, e Jetro a tinha recebido.
Jetro também levou os dois filhos de Zípora. Um dos filhos se chamava Gérson, porque Moisés disse: “Eu era um imigrante, numa terra estrangeira”.
O outro se chamava Eliézer, porque Moisés disse: “O Deus do meu pai é quem me ajuda. Ele me salvou da espada do faraó”.
Jetro, sogro de Moisés, veio com a esposa de Moisés e os seus filhos, ao monte de Deus, no deserto, onde Moisés estava acampado.
E Jetro mandou dizer a Moisés: — Eu, Jetro, o seu sogro, venho visitar você e trago também a sua esposa e os seus dois filhos.
Moisés saiu para receber o seu sogro, inclinou-se diante dele e o saudou com um beijo no rosto. Depois de se cumprimentarem, entraram na tenda.
E Moisés contou ao seu sogro tudo o que o SENHOR tinha feito ao faraó e aos egípcios para ajudar o povo de Israel. Também contou todas as dificuldades que tinham encontrado no caminho e como o SENHOR os tinha salvo.
Jetro ficou muito contente ao ouvir todas as coisas boas que o SENHOR tinha feito para salvar Israel do poder do Egito
e disse: — Bendito seja o SENHOR que salvou vocês do poder do Egito e do faraó.
Agora sei que o SENHOR é maior do que todos os deuses, porque ele salvou o povo do poder do Egito quando os egípcios os estavam maltratando.
Jetro, o sogro de Moisés, ofereceu um animal em sacrifício a Deus e fez outras ofertas. E Aarão e os líderes de Israel comeram com o sogro de Moisés na presença de Deus.
No dia seguinte Moisés sentou-se para julgar as questões do povo. As pessoas ficavam o dia todo em pé, diante dele.
Quando o sogro de Moisés viu a maneira como Moisés estava tratando o povo, lhe perguntou: — O que é que está fazendo? Por que só você é quem julga o povo, enquanto as pessoas ficam em pé todo o dia?
Moisés respondeu ao seu sogro: — Porque o povo vem me procurar para saber a vontade de Deus.
Quando existe algum problema, eles vêm a mim e eu decido quem tem razão. Eu faço com que eles conheçam as leis e os mandamentos de Deus.
Mas o sogro de Moisés disse: — O que está fazendo não é bom.
Você e o seu povo vão ficar cansados. Este trabalho é muito difícil para você, não deve fazer isso sozinho.
Agora ouça o que vou dizer, vou lhe dar um conselho e que Deus o ajude. Continue sendo o representante do povo diante de Deus e siga apresentando as dificuldades do povo diante dele.
Ensine-lhes as leis e os mandamentos e faça com que eles saibam como devem viver e o que devem fazer.
Mas escolha, entre o povo, homens capazes, que temam a Deus, homens sinceros, que não se deixem subornar e faça com que eles também tenham autoridade sobre o povo. Nomeie esses homens como chefes de grupos de mil, de cem, de cinquenta e de dez pessoas.
O trabalho deles deverá ser julgar o povo a qualquer momento. Eles julgarão os casos mais simples e apresentarão a você os casos mais difíceis. Assim esses homens dividirão o trabalho com você e farão o seu trabalho mais fácil.
Se você fizer tudo isto, e se assim Deus ordenar, então será capaz de suportar o seu trabalho e todo o povo irá em paz para as suas casas.
Moisés seguiu o conselho do seu sogro e fez tudo o que ele tinha dito.
Escolheu homens capazes entre todo o povo de Israel e os nomeou chefes do povo: chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez pessoas.
Eram eles que geralmente administravam a justiça entre os israelitas. Mas apresentavam os casos mais difíceis a Moisés. Os mais fáceis, eles mesmos resolviam.
Então Moisés se despediu do seu sogro e Jetro regressou à sua terra.
Os israelitas chegaram ao deserto do Sinai três meses depois de terem saído do Egito.
Partindo de Refidim, chegaram ao deserto do Sinai e acamparam no deserto, diante do monte.
Moisés subiu ao monte e o SENHOR lhe disse: — Diga o seguinte aos descendentes de Jacó, os israelitas:
“Vocês viram o que eu fiz ao povo do Egito. Viram como eu trouxe vocês até aqui, a mim, como se viessem sobre as asas de uma águia.
Portanto, obedeçam-me em tudo e guardem a minha aliança. Se fizerem isso, vocês serão a minha nação preferida entre todas as nações, pois todas as nações me pertencem.
Vocês serão o meu reino de sacerdotes, o meu povo santo”. É isso o que deve dizer aos israelitas.
Moisés foi, juntou os líderes do povo e lhes disse tudo o que o SENHOR tinha lhe ordenado.
E todo o povo respondeu ao mesmo tempo: — Faremos tudo o que o SENHOR ordenou. E Moisés regressou ao monte e disse ao SENHOR o que o povo tinha dito.
O SENHOR disse a Moisés: — Vou vir até você numa nuvem espessa, para que o povo possa ouvir a minha voz quando eu estiver falando com você e acreditem no que você falar para eles. Então Moisés repetiu ao SENHOR o que o povo tinha dito.
O SENHOR disse a Moisés: — Fale ao povo para se prepararem, hoje e amanhã, para uma assembleia santa. Eles deverão lavar as suas roupas
e estar prontos para mim no terceiro dia. No terceiro dia, o SENHOR descerá sobre o monte Sinai e todos irão me ver.
Fale a eles para não se aproximarem do monte. Estabeleça limites em volta do monte e não deixe que o povo ultrapasse esses limites. Quem tocar no monte, certamente será morto.
Ninguém deve tocar na pessoa que tocar no monte. Ela será apedrejada ou morta com flechas. Não importa se for um homem ou um animal: deverão ser mortos. Só depois da trombeta soar um toque longo é que poderão subir.
Então, Moisés desceu do monte e preparou o povo para a assembleia santa. E eles lavaram as suas roupas.
Então lhes disse: — Estejam preparados para depois de amanhã. Não tenham relações sexuais durante estes três dias.
Na manhã do terceiro dia, uma nuvem muito espessa se colocou sobre o monte. Havia trovões e relâmpagos, e ouviu-se o forte som de uma trombeta. Todos os que estavam no acampamento tremeram de medo.
Moisés levou o povo para fora do acampamento, para se encontrarem com Deus. Eles foram e ficaram ao pé do monte.
Todo o monte Sinai estava coberto de fumaça porque o SENHOR tinha descido sobre ele no meio de chamas de fogo. A fumaça subia como se saísse de um forno e todo o monte estremecia.
O som da trombeta tornava-se cada vez mais forte. Quando Moisés falava com Deus, Deus respondia-lhe com uma voz forte como o som de um trovão.
O SENHOR desceu ao alto do monte Sinai e chamou Moisés para que ele subisse. Então Moisés subiu.
E o SENHOR disse a Moisés: — Desça e avise ao povo que não ultrapasse os limites, para ver o SENHOR. Se não, muitos deles irão morrer.
Além disso, os sacerdotes que se aproximem de mim, o SENHOR, devem se purificar. Se não o fizerem, eu, o SENHOR, os castigarei.
Moisés disse ao SENHOR: — O povo não poderá subir a este monte, pois o Senhor nos mandou marcar um espaço em volta do monte, e considerar esse espaço como sagrado.
Então, o SENHOR disse: — Desça até onde está o povo e volte aqui com Aarão. Mas não deixe que nenhum sacerdote, ou pessoa, se aproxime do SENHOR. Eu castigarei quem ultrapassar os limites marcados.
Então Moisés desceu e falou ao povo tudo o que Deus tinha dito.
São estas as palavras que Deus deu a Moisés para o seu povo:
— Eu sou o SENHOR, seu Deus, que os libertou do Egito, da terra onde eram escravos.
— Não adorem outros deuses além de mim.
— Não façam nenhum ídolo, nem nenhuma imagem daquilo que existe no céu, ou na terra, ou nas águas debaixo da terra.
Não se inclinem diante deles nem os adorem, porque eu, o SENHOR, sou o seu Deus, e não tolero que tenham outros deuses. Eu castigo os filhos pelos pecados dos pais e o castigo vai até os netos e bisnetos daqueles que me desprezam.
Mas mostrarei o meu amor fiel aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos e também os seus filhos, até mil gerações.
— Não usem o nome do SENHOR, seu Deus, de maneira indevida. O SENHOR não deixará sem castigo quem assim usar o seu nome.
— Guardem o dia de sábado e considerem-no um dia santo.
Façam todo o seu trabalho durante seis dias da semana.
Mas o sábado é o dia de descanso, dedicado ao SENHOR, seu Deus. Ninguém deve trabalhar nesse dia: nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem os seus animais, nem mesmo o imigrante que vive nas suas cidades.
Porque o SENHOR fez os céus, a terra, o mar e tudo o que há neles em seis dias, mas descansou no sétimo dia. Por isso, o SENHOR abençoou o sábado e o declarou santo.
— Respeitem o seu pai e a sua mãe. Assim terão muitos anos de vida na terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá.
— Não matem ninguém.
— Não cometam adultério.
— Não roubem nada.
— Não acusem ninguém falsamente.
— Não queiram se apoderar da casa que pertence ao seu semelhante, nem da sua esposa, nem do seu escravo ou escrava, nem do seu boi ou jumento. Não desejem nada que seja dele.
O povo via os relâmpagos, ouvia os trovões e o som da trombeta e via o monte coberto de fumaça. Todo o povo tremia de medo e se mantinha à distância.
Então disseram a Moisés: — Fale você conosco e faremos o que nos diz. Mas, por favor, não deixe que Deus fale conosco, senão morreremos.
E Moisés lhes disse: — Não tenham medo. Deus veio provar vocês. Ele quer que vocês o temam para não pecarem.
O povo se manteve à distância, enquanto Moisés se aproximava da nuvem espessa onde Deus estava.
O SENHOR ordenou a Moisés que dissesse o seguinte ao povo de Israel: — Viram como eu falei com vocês lá do céu.
Por isso não façam deuses de ouro ou de prata para me representarem.
— Façam para mim um altar de barro e sacrifiquem nele ovelhas e bois como sacrifícios queimados e ofertas de paz. Façam isso nos lugares que eu indicar, nos lugares onde quero que se lembrem de mim. Então irei a esses lugares para abençoar vocês.
Quando me fizerem um altar de pedras, não o façam com pedras esculpidas. Pois as ferramentas que tocam nas pedras do altar tornam o altar impuro.
Não façam degraus no meu altar, para que a sua nudez não seja vista ao subirem.
— São estas as leis que deve dar ao povo:
— Se alguém comprar um escravo hebreu, ele será seu escravo durante seis anos. Mas no sétimo ano ele sairá em liberdade, sem pagar nada.
Se era solteiro quando foi comprado, sairá solteiro. Se era casado, sua esposa sairá com ele.
Mas se foi o seu senhor que lhe deu a mulher, e ela lhe deu filhos ou filhas, tanto a mulher como os filhos serão do senhor. O escravo sairá sozinho.
— No entanto, se o escravo falar: “Eu amo o meu senhor, a minha esposa e os meus filhos. Não quero sair em liberdade”.
Então, o seu senhor deverá levá-lo diante de Deus. O escravo será encostado na porta, ou ao lado da porta, e a sua orelha será furada com um furador. Essa será a marca de que ele servirá o seu senhor durante toda a sua vida.
— Se um homem vender a sua filha como escrava, ela não sairá em liberdade nas mesmas condições que os escravos homens.
Pode acontecer que o homem que a comprou não fique satisfeito com ela. Nesse caso ele poderá vendê-la mas só de volta para a família dela. Ele não poderá vendê-la a qualquer outra pessoa porque ele quebrou a sua promessa com ela.
Se ele a der em casamento ao seu filho, então deverá tratá-la como uma filha.
— Se ele se casar com outra mulher, deverá continuar dando à primeira mulher a mesma comida, a mesma roupa e os mesmos direitos que ela tinha antes.
Se ele não cumprir qualquer uma dessas três coisas, ela poderá sair em liberdade sem pagar nada.
— Quem bater numa pessoa e a matar será condenado à morte.
Mas, se uma pessoa matar outra sem querer, é Deus que o permitiu. Nesse caso, eu lhe indicarei um lugar onde ele poderá se refugiar.
Mas quem, com intenção, matar outra pessoa será condenado à morte. Matem-no mesmo que ele se refugie no meu altar.
— Quem bater no seu pai ou na sua mãe será condenado à morte.
— Quem raptar uma pessoa será condenado à morte. Tanto faz que tenha vendido a pessoa raptada ou que ainda a tenha em seu poder.
— Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe, será condenado à morte.
— Se dois homens lutarem e um ferir o outro, com uma pedra ou com um murro, mas não o matar,
e o ferido puder se levantar da cama com a ajuda de uma bengala, então o homem que bateu nele não será condenado. No entanto, ele terá que pagar ao ferido pelo tempo que perdeu e também por todos os tratamentos, até que o ferido se recupere completamente.
— Se um homem bater com um pau no seu escravo, ou na sua escrava, e matar qualquer um deles, ele terá que ser castigado.
Mas se o escravo, ou a escrava, só morrer um ou dois dias depois, então ele não será castigado. Pois ele já sofreu dano por ter perdido o dinheiro que tinha pago pelo escravo ou pela escrava.
— No caso de dois homens lutarem e baterem numa mulher grávida e ela perder a criança, mas a mulher não ficar gravemente ferida, o responsável terá que pagar uma multa. O marido dessa mulher, com a ajuda dos juízes, determinará quanto é que a multa deverá ser.
Mas se a mulher ficar ferida, deverá ser cobrado vida por vida,
olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,
queimadura por queimadura, ferida por ferida e golpe por golpe.
— Se alguém ferir o olho do seu escravo e ele ficar cego, terá que libertar o escravo em troca do olho. O mesmo acontecerá se for uma escrava.
Se o senhor de um escravo bater na boca dele e o escravo perder um dente, terá que o libertar em troca do dente. O mesmo acontecerá se for uma escrava.
— Se um boi chifrar alguém e o matar, esse boi terá que ser apedrejado até morrer e ninguém poderá comer a carne desse boi. Mas o dono do boi não será castigado.
Mas, se já era o costume desse boi chifrar as pessoas e o dono já tinha sido avisado, mas não o prendeu, então o dono será culpado. Tanto o dono do boi como o boi serão apedrejados.
No entanto, a família do morto poderá pedir dinheiro. Nesse caso o dono do boi poderá resgatar a sua vida pagando tudo o que o juiz decidir.
— Esta mesma lei se aplicará no caso do boi matar um filho ou uma filha de alguém.
Se o boi matar um escravo ou uma escrava, o dono do boi pagará trinta moedas de prata ao dono do escravo ou da escrava, e o boi será apedrejado até morrer.
— Se alguém deixar um poço aberto, ou abrir um poço e não o tapar, e um boi ou um jumento caírem nele,
o dono do poço pagará pelo animal, mas poderá ficar com o animal morto.
— Se um boi matar o boi de outra pessoa, o boi vivo deverá ser vendido e o dinheiro dividido em partes iguais pelos dois. A carne do animal morto também deverá ser dividida entre os dois.
Mas se já era o costume desse boi chifrar outros bois e o dono não o prendeu, então o dono terá que pagar um boi pelo boi que morreu, mas poderá ficar com o boi morto.
— Se alguém roubar um boi ou uma ovelha e matar ou vender o animal, terá que pagar cinco bois pelo boi e quatro ovelhas pela ovelha.
Se um ladrão for surpreendido durante a noite roubando e for ferido e morto, ninguém será culpado de homicídio.
Mas, se for morto à luz do dia, quem o matou será culpado de homicídio. O ladrão terá que pagar por tudo o que roubou. Se não tiver com que pagar, será vendido como escravo para pagar pelo que roubou.
— Se roubou um boi, um jumento, ou uma ovelha e o animal ainda estiver vivo, pagará o dobro do que roubou.
— Se alguém deixar pastar alguns dos seus animais num campo ou numa vinha que não lhe pertence, terá que pagar tudo o que os animais comerem. Pagará com o melhor que tiver no seu campo ou na sua vinha.
— Se alguém acender fogo no seu campo e esse fogo se espalhar para o campo de outra pessoa e queimar o trigo plantado daquela pessoa, ou o trigo que já tinha sido apanhado, ou qualquer outra coisa plantada no campo, a pessoa que acendeu o fogo terá que pagar pelos danos causados pelo fogo.
— Se alguém entregar dinheiro, ou coisas de valor, a outra pessoa para guardá-las e essas coisas forem roubadas da sua casa. Então, se apanharem o ladrão, ele pagará o dobro do que roubou.
Mas se o ladrão não for apanhado, levarão o dono da casa diante de Deus para jurar que não foi ele que roubou as coisas.
— Se houver uma disputa entre duas pessoas sobre a quem pertence um boi, um jumento, uma ovelha, roupa ou qualquer outra coisa que tenha sido perdida, levem as duas diante de Deus para que façam juramentos. Aquele que for julgado culpado terá que pagar ao outro o dobro do que foi roubado.
— No caso de uma pessoa dar a outra um jumento, um boi, uma ovelha ou qualquer outro animal para ela guardar e o animal morrer, ou for ferido, ou roubado, sem haver testemunhas,
a pessoa que guardou o animal terá que jurar diante do SENHOR que não é culpada de ter roubado o animal. Então o dono terá que aceitar o juramento. A outra pessoa não terá que pagar nada.
Mas se aquele que guardava o animal foi quem roubou o animal, então ele terá que pagar o animal ao dono.
Se um animal for despedaçado por uma fera, a pessoa que guardava o animal trará os restos do animal ao dono e não terá que pagar nada.
— Se alguém pedir emprestado um animal e o animal ficar aleijado ou morrer, sem o dono estar presente, ele terá que o pagar ao dono.
Mas se o dono do animal estiver presente, não terá que pagar nada. Se o animal tiver sido alugado, o pagamento do aluguel será suficiente.
— Se um homem seduzir uma mulher virgem, que não esteja comprometida, e tiver relações sexuais com ela, ele terá que pagar o preço do seu dote e casar-se com ela.
Mesmo que o pai da jovem não permita o casamento, o homem terá que pagar o dote que deve se pagar por uma virgem.
— Não deixe viver a mulher que pratica feitiçaria.
— Quem praticar atos sexuais com um animal será condenado à morte.
— Só deve ser oferecido sacrifícios ao SENHOR. Quem oferecer sacrifícios a qualquer outro deus será condenado à morte.
— Não maltratem, nem oprimam um imigrante, porque vocês também foram imigrantes no Egito.
— Não maltratem as viúvas, nem os órfãos.
Pois se os maltratarem e eles me pedirem ajuda, eu certamente os ajudarei.
Ficarei muito irritado e matarei vocês na guerra. As suas mulheres ficarão viúvas e os seus filhos, órfãos.
— Se emprestar dinheiro a algum pobre do meu povo, não seja como um usurário, não lhe cobre juros.
Se ele lhe entregar a sua manta como garantia de que vai lhe pagar, devolva-a antes do anoitecer,
pois se não tiver a sua manta para se proteger do frio, não vai ter com que se cobrir na hora de dormir. E, se ele me pedir ajuda, eu o ajudarei pois sou misericordioso.
— Não ofenda a Deus nem fale mal do chefe do seu povo.
— Não demore a me entregar os primeiros frutos da colheita e da vinha. — Dê a mim o seu primeiro filho quando ele nascer,
e também a primeira cria das suas vacas e das suas ovelhas. Nos primeiros sete dias deixe as crias ficarem com a mãe, mas no oitavo dia depois de nascerem, deverão dá-las a mim.
— Vocês serão o meu povo santo. Portanto, não comam a carne de animais mortos pelas feras. Deem essa carne aos cães.
— Não façam declarações falsas e não se juntem com o culpado para dar falsos testemunhos.
— Não sigam a maioria para fazer o mal, nem se deixem levar pela maioria para perverter a justiça.
— Não sejam injustos, mesmo em favor dos pobres.
— Se alguém encontrar um boi, ou um jumento perdido, devolva-o ao dono, mesmo que o dono seja seu inimigo.
— Se alguém encontrar um jumento caído debaixo do peso da sua carga, não o abandone, ajude-o, mesmo que o seu dono seja seu inimigo.
— Nos julgamentos, não deixem que os pobres sejam tratados injustamente.
— Eu não perdoarei a pessoa que acusar alguém falsamente, ou que condenar à morte o inocente e o justo.
— Não aceitem subornos. Os subornos fazem com que os juízes fiquem cegos e não vejam a verdade; fazem com que as pessoas honestas mintam.
— Não maltratem os imigrantes, pois vocês sabem bem o que sente um imigrante, porque também foram imigrantes no Egito.
— Durante seis anos, cultivem a terra e colham os seus frutos.
Mas, no sétimo ano, deixem a terra descansar, não a cultivem. Tudo o que nela crescer nesse ano, será para os pobres; e o que restar será para os animais selvagens. Façam o mesmo com a vinha e o olival.
— Trabalhem durante seis dias, mas no sétimo dia, deverão descansar. Ao fazerem isso, estarão também dando descanso ao seus bois e ao seus jumentos. E também o escravo e o imigrante poderão recuperar as forças.
— Obedeçam a tudo o que lhes digo e não adorem a outros deuses. Nem sequer mencionem os seus nomes!
— Três vezes por ano deverá ser celebrada uma festa em minha honra.
A primeira será a festa dos Pães sem Fermento, no mês de abib, pois foi nesse mês que vocês saíram do Egito. Como ordenei, durante sete dias comam pão sem fermento. Ninguém deverá se apresentar diante de mim sem oferecer um sacrifício.
— Depois será a festa da colheita dos primeiros frutos de tudo o que semearam no campo. — A última será a festa da colheita do outono, quando recolherem toda a colheita do campo.
— Três vezes por ano, todos os homens se apresentarão diante do Senhor DEUS.
— Não ofereçam o sangue de um animal sacrificado juntamente com pão fermentado, nem deixem ficar a gordura dos sacrifícios até o dia seguinte.
— Todos os anos, deverão trazer o melhor dos primeiros frutos das colheitas à casa do SENHOR, seu Deus. — Não cozinhem o cabrito no leite da sua mãe.
— Vou enviar um anjo para protegê-los no caminho e para levá-los ao lugar que preparei para vocês.
Respeitem-no e obedeçam-lhe, não o provoquem pois ele não perdoará os seus pecados, visto que eu estou nele.
Mas se realmente lhe obedecerem e fizerem tudo o que ele ordenar, serei inimigo dos seus inimigos e estarei contra os que estiverem contra vocês.
— O meu anjo irá na sua frente e os conduzirá à terra dos amorreus, heteus, ferezeus, cananeus, heveus e jebuseus, e eu os destruirei completamente.
— Não devem se inclinar diante dos seus deuses, nem devem adorá-los. Não sigam os seus costumes, pelo contrário derrubem e destruam todos os seus ídolos.
Adorem o SENHOR, seu Deus, e ele abençoará a sua comida e a sua água e afastará de vocês toda a doença.
Nenhuma mulher grávida perderá o seu filho, nem haverá nenhuma mulher estéril em toda a sua terra. Eu encherei a vida de vocês com muitos anos.
— Farei com que todos os povos que estiverem à sua frente, tenham medo de vocês. Causarei terror entre os seus inimigos e eles fugirão.
Enviarei vespas na sua frente para expulsar do seu caminho os heveus, os cananeus e os heteus.
Não os expulsarei num só ano, para que os animais selvagens não ocupem a terra abandonada e se tornem um perigo para vocês.
Vou expulsá-los lentamente da sua presença, até que o povo aumente e ocupe toda a terra.
Eu darei a vocês a terra que está entre o mar Vermelho e o mar dos filisteus, e entre o deserto e o rio Eufrates. Com a minha ajuda, vencerão os habitantes dessa terra e os expulsarão da sua presença.
— Não façam nenhuma aliança com eles nem com seus deuses.
Não os deixem ficar na sua terra, para que não façam vocês pecarem contra mim. Pois vocês poderiam adorar os seus deuses e seriam apanhados numa armadilha.
Deus disse a Moisés: — Suba até onde estou eu, o SENHOR, e traga com você Aarão, Nadabe, Abiú e setenta dos líderes de Israel. De longe, inclinem-se em adoração.
Somente Moisés poderá se aproximar de mim, o SENHOR, os outros não. O povo não poderá subir com ele.
Então Moisés foi dizer ao povo o que o SENHOR tinha dito e as ordens que ele tinha dado. E o povo disse: — Faremos tudo o que o SENHOR ordenou!
Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR e na manhã seguinte, levantou-se cedo e construiu um altar perto do monte. Fez o altar com doze pedras sagradas, cada pedra representava uma das doze tribos de Israel.
Depois mandou alguns jovens israelitas oferecerem sacrifícios ao SENHOR. Eles ofereceram novilhos queimados, em sinal de paz.
Moisés guardou metade do sangue em bacias e derramou a outra metade sobre o altar.
Depois, Moisés pegou no Livro da Aliança, onde estavam escritas as leis, e as leu em voz alta para o povo ouvir. E o povo disse: — Faremos tudo o que o SENHOR ordenou e seremos obedientes.
Então Moisés foi buscar o sangue que estava nas bacias e aspergiu o povo com ele, dizendo: — Este é o sangue da aliança que o SENHOR fez com vocês, com base no cumprimento destes mandamentos.
Depois disto, Moisés subiu ao monte com Aarão, Nadabe, Abiú e setenta dos líderes de Israel.
E eles viram o Deus de Israel: debaixo dos seus pés havia um pavimento feito de safiras, de um azul tão claro como o azul do céu.
Os chefes israelitas viram Deus e Deus não os castigou, mas comeram e beberam em comunhão.
O SENHOR disse a Moisés: — Suba ao monte e espere lá por mim, para eu lhe dar as tábuas de pedra. Nelas, eu escrevi a lei e os mandamentos para você ensinar ao povo.
Então, Moisés e o seu servo Josué levantaram-se e subiram ao monte de Deus.
Mas antes, Moisés disse aos líderes: — Esperem aqui por nós. Aarão e Hur ficarão aqui com vocês. Quem tiver alguma questão por resolver, poderá falar com eles.
Moisés subiu ao monte e uma nuvem cobriu o monte.
A glória do SENHOR desceu sobre o monte Sinai. A nuvem cobriu o monte durante seis dias. No sétimo dia, o SENHOR chamou Moisés de dentro da nuvem.
Aos olhos dos israelitas, a glória do SENHOR parecia um fogo consumidor lá no alto do monte.
Moisés entrou na nuvem e continuou subindo o monte. Ele ficou no monte quarenta dias e quarenta noites.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que me tragam ofertas. Receba as ofertas que quiserem me dar de livre vontade.
Estas são as ofertas que deve aceitar: ouro, prata, bronze,
tecidos de azul, roxo e vermelho, linho fino, pelo de cabra,
peles de carneiro tingidas de vermelho, peles finas, madeira de acácia,
azeite para lamparinas, perfumes para o óleo de unção e para o incenso aromático,
pedras de ônix e outras pedras preciosas para serem colocadas no éfode e no peitoral do sumo sacerdote.
— Diga ao povo que façam para mim um santuário, para eu habitar no meio deles.
Façam tudo conforme o modelo da Tenda Sagrada e dos seus utensílios que eu vou lhe mostrar.
— Faça uma arca de madeira de acácia. A arca deve medir um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura e setenta centímetros de altura.
Revista a arca por dentro e por fora de ouro puro e faça uma moldura de ouro ao seu redor.
Faça quatro argolas de ouro e coloque-as nos quatro cantos da arca, duas argolas de cada lado.
Depois faça varas compridas de madeira de acácia e revista-as de ouro.
Coloque as varas nas argolas da arca e use-as para transportar a arca.
As varas devem ser deixadas dentro das argolas, não devem ser tiradas delas.
— Coloque dentro da arca o documento da aliança que vou lhe dar.
Depois faça uma cobertura de ouro puro, para a purificação dos pecados, de um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura.
Faça também dois querubins de ouro trabalhado a martelo e coloque um querubim em cada extremidade.
Coloque um querubim numa das extremidades da cobertura de purificação e o outro na outra, de maneira a formarem uma só peça com a cobertura.
Os querubins devem estar frente a frente, olhando para a cobertura e com as asas estendidas para cima, cobrindo a arca com elas.
— Coloque o documento da aliança que vou lhe dar dentro da arca e coloque a cobertura de purificação sobre a arca.
Será em cima da arca, no meio dos querubins que estão sobre a cobertura da arca, que me encontrarei com você. De lá, eu lhe darei todas as minhas ordens para o povo de Israel.
— Faça uma mesa de madeira de acácia. A mesa deve medir noventa centímetros de comprimento por quarenta e cinco centímetros de largura e setenta centímetros de altura.
Revista-a de ouro puro e faça uma moldura de ouro ao seu redor.
Faça também ao seu redor uma borda de sete centímetros de largura e coloque nela uma moldura de ouro.
Faça também quatro argolas de ouro e coloque-as nos quatro cantos da mesa, sobre os seus quatro pés.
Coloque as argolas junto da borda, para que sustentem as varas, que serão usadas no transporte da mesa.
Use madeira de acácia para fazer as varas e revista-as de ouro. As varas são para transportar a mesa.
Faça de ouro puro os pratos, as colheres, as jarras e as taças. As jarras e as taças são para fazer as ofertas derramadas.
Coloque sobre a mesa os pães da Presença, para que estejam sempre diante de mim.
— Faça também um candelabro. Use ouro puro trabalhado a martelo para fazer a base e a haste. Faça também flores, botões e pétalas de ouro puro. Junte tudo para formar uma única peça.
— O candelabro terá seis braços, três de um lado e três do outro.
Em cada braço haverá três taças em forma da flor de amendoeira com botões e pétalas.
Faça mais quatro flores para a haste do candelabro. As flores deverão ser como as flores de amendoeira com botões e pétalas.
O candelabro terá seis braços, três de um lado da haste e três do outro. Haverá uma flor com botões e pétalas debaixo de cada um dos três lugares onde os braços se unem à haste.
As flores e os braços deverão formar uma só peça com o candelabro, que deverá ser feito de ouro puro trabalhado a martelo.
Faça também sete lâmpadas e coloque-as de forma a iluminarem a parte da frente.
Faça também as tenazes e os pratos da cinza de ouro puro.
Utilize trinta e cinco quilos de ouro puro para fazer todo o candelabro e os seus utensílios.
Tenha cuidado para fazer tudo de acordo com o modelo que eu lhe mostrei no monte.
— Faça a Tenda Sagrada com dez cortinas. As cortinas deverão ser feitas de linho fino trançado e de fios de tecido azul, roxo e vermelho, com querubins bordados nelas, uma obra de arte.
Todas as cortinas devem medir doze metros e meio de comprimento por um metro e oitenta de largura.
Costure as cortinas em dois grupos de cinco cortinas cada.
Utilize os fios de tecido azul para fazer laços ao longo da borda da última cortina de cada grupo.
Faça cinquenta laços em cada uma das cortinas no fim de cada grupo. Os laços deverão ser colocados de maneira que cada laço de uma das cortinas corresponda ao laço da outra cortina.
Depois faça cinquenta argolas de ouro para unir as duas cortinas pelos laços, e assim a Tenda Sagrada ficará unida.
— Faça também uma tenda de onze cortinas de pelo de cabra para cobrir a Tenda Sagrada.
Todas as onze cortinas deverão ser do mesmo tamanho, treze metros e meio de comprimento por dois metros de largura.
Costure cinco cortinas para formar um grupo e costure também as outras seis cortinas para formar outro grupo. Dobre em duas a sexta cortina na frente da tenda.
Faça também cinquenta laços no fim da última cortina de cada um dos grupos.
Faça depois cinquenta argolas de bronze e prenda-as nos laços para que toda a tenda fique unida.
Pendure metade da parte que sobrar do comprimento das cortinas na parte de trás da Tenda Sagrada.
As cortinas serão quarenta e cinco centímetros mais compridas de cada lado. O que sobrar do comprimento deverá ser pendurado nos dois lados da Tenda Sagrada para que esta fique toda coberta.
Faça duas coberturas para a Tenda Sagrada. Uma cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho e, por cima dela, uma cobertura de peles finas.
— Para segurar a Tenda Sagrada, faça armações verticais de madeira de acácia.
Cada armação terá quatro metros e meio de altura por setenta centímetros de largura.
E cada armação terá dois postes para unir as tábuas umas às outras. Todas as tábuas da Tenda Sagrada deverão ser unidas desta forma.
Faça vinte armações e coloque-as no lado sul da Tenda Sagrada.
E faça quarenta bases de prata para as armações. Cada armação deverá ser apoiada em duas bases, uma para cada poste.
Faça também vinte armações para o lado norte da Tenda Sagrada
e quarenta bases de prata, duas debaixo de cada armação.
Para a parte de trás da Tenda Sagrada, isto é, do lado oeste, faça seis armações.
E faça duas armações para as esquinas, na parte de trás, da Tenda Sagrada.
As armações das esquinas ficarão unidas em baixo. Em cima, elas serão unidas por uma argola. Faça o mesmo em ambas as esquinas.
Assim haverá oito armações e dezesseis bases; ou seja, duas bases debaixo de cada armação.
— Faça também travessas de madeira de acácia: cinco para as armações de um lado da Tenda Sagrada,
cinco para as armações do outro lado, e cinco para as armações da parte de trás da Tenda Sagrada, no lado oeste.
A travessa central irá de um lado ao outro, a meia altura das armações.
— Revista de ouro as armações e faça de ouro as argolas por onde irão passar as travessas que serão também revestidas de ouro.
Faça a Tenda Sagrada segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte.
— Faça uma cortina de linho fino e de fios de tecido azul, roxo e vermelho, e mande bordar nela querubins.
Pendure a cortina com ganchos de ouro em quatro colunas de madeira de acácia, revestidas de ouro, e monte as colunas em quatro bases de prata.
Pendure a cortina nos ganchos de ouro e guarde a arca da aliança atrás da cortina. A cortina servirá para vocês separarem o Lugar Santo do Lugar Santíssimo.
Coloque a cobertura de purificação sobre a arca da aliança no Lugar Santíssimo.
— Coloque a mesa do lado de fora da cortina, no lado norte da Tenda Sagrada e o candelabro no lado sul, em frente da mesa.
— Para a entrada da tenda, faça outra cortina. A cortina será bordada e feita de linho fino trançado e de fios de tecido azul, roxo e vermelho.
Para essa cortina, faça cinco colunas de madeira de acácia, revestidas de ouro, com ganchos de ouro. Mande fundir cinco bases de bronze para as colunas.
— Faça um altar de madeira de acácia. O altar deve ser quadrado, com dois metros e vinte cinco centímetros de cada lado por um metro e trinta e cinco centímetros de altura.
Em cada um dos seus quatro cantos, faça uma ponta em forma de chifre, que forme uma só peça com o altar. O altar deverá ser revestido de bronze.
— Faça de bronze todos os utensílios e as ferramentas que vão ser utilizadas no altar: recipientes para recolher as cinzas, pás, bacias, garfos para a carne e braseiros.
Faça também uma grelha de bronze em forma de rede e coloque uma argola de bronze em cada um dos cantos da grelha.
Depois coloque-a abaixo da beirada do altar, de maneira que a rede chegue até o meio do altar.
— Faça varas de madeira de acácia para o altar, as quais deverão ser revestidas de bronze.
Coloque as varas nas argolas, nos dois lados do altar. Essas varas são para transportar o altar.
O altar deve ser oco e de madeira. Faça conforme foi lhe mostrado no monte.
— Faça um pátio para a Tenda Sagrada. No lado sul, o pátio terá uma parede feita de cortinas com quarenta e cinco metros de comprimento. As cortinas serão feitas de linho fino.
E serão sustentadas por vinte colunas colocadas em vinte bases de bronze. Os ganchos das colunas e os anéis serão de prata.
No lado norte, também haverá uma parede de cortinas de quarenta e cinco metros de comprimento, com vinte colunas e vinte bases de bronze. Os ganchos das colunas e os anéis serão de prata.
— No lado oeste haverá uma parede de cortinas de vinte e dois metros, com dez colunas e dez bases.
O lado leste, que está virado para o nascer do sol, também medirá vinte e dois metros e meio de largura.
Neste lado ficará a entrada do pátio. Um dos lados da entrada terá cortinas de seis metros e sessenta centímetros de comprimento, três colunas e três bases.
O outro lado também terá cortinas de seis metros e sessenta centímetros de comprimento, três colunas e três bases.
— Faça uma cortina de nove metros de comprimento para cobrir a entrada do pátio, de linho fino e fios de tecido azul, roxo e vermelho e enfeitada com bordados. Essa cortina terá quatro colunas e quatro bases.
Todas as colunas ao redor do pátio terão argolas e ganchos de prata e bases de bronze.
O pátio medirá quarenta e cinco metros de comprimento, vinte e dois metros e meio de largura, e dois metros e vinte cinco centímetros de altura. As cortinas serão de linho fino e as bases de bronze.
Serão de bronze todos os utensílios usados nas cerimônias da Tenda Sagrada, e também as estacas da Tenda Sagrada e as estacas do pátio.
— Ordene aos israelitas que lhe tragam o mais puro azeite de oliveira e que mantenham o candelabro aceso toda a noite com este azeite.
Aarão e os seus filhos ficarão encarregados de manter as lâmpadas acesas diante do SENHOR todos os dias, do entardecer até o amanhecer. O candelabro deverá ser colocado na Tenda de Encontro, do lado de fora da cortina que está junto à arca da aliança. O povo de Israel e os seus descendentes deverão obedecer a esta ordem para sempre.
— Chame o seu irmão Aarão e os seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Entre todos os israelitas, eles vão ser os meus sacerdotes.
Faça para o seu irmão Aarão roupas sagradas, que lhe deem honra e respeito.
Fale com pessoas que tenham habilidade, a quem eu dei o espírito de sabedoria, para que façam as roupas de Aarão. Roupas que mostrem que ele é meu sacerdote e que me serve.
São estas as roupas que devem fazer: o peitoral, o éfode, o manto azul, a túnica branca bordada, o turbante e o cinto. Essas roupas sagradas serão feitas para o seu irmão Aarão e para os seus filhos. Assim eles poderão me servir como sacerdotes.
Façam-nas com fios de ouro, linho fino e fios de tecido azul, roxo e vermelho.
— O éfode deverá ser feito com fios de ouro, linho fino e fios de tecido azul, roxo e vermelho, uma obra de arte.
O éfode deverá ter duas ombreiras unidas pelas extremidades.
— O cinto deverá fazer parte do éfode e ser feito com cuidado. Também deverá ser feito com fios de ouro, linho fino e fios de tecido azul.
— Grave em duas pedras sardônicas os nomes dos doze filhos de Israel.
Grave seis nomes numa pedra e seis na outra, por ordem de nascimento.
Escolha um bom ourives para gravar os nomes dos filhos de Israel nas duas pedras. A seguir, monte as duas pedras em engastes de ouro.
Coloque as duas pedras nas ombreiras do éfode, para lembrar ao povo de Israel. Aarão levará os seus nomes sobre os ombros para que o SENHOR se lembre do seu povo.
Faça também engastes de ouro
e duas pequenas correntes de ouro puro, trançadas como uma corda. Depois prenda as correntes aos engastes.
— Como o éfode, o peitoral de decisões deverá ser feito com fios de ouro, linho fino e fios de tecido, roxo e vermelho, uma obra de arte.
Faça o peitoral quadrado e dobrado em dois, em forma de bolsa. Cada lado deverá ter vinte e dois centímetros.
Depois coloque nele quatro filas de pedras preciosas. Na primeira fila coloque um rubi, um topázio e uma esmeralda.
Na segunda fila coloque uma turquesa, uma safira e um diamante.
Na terceira coloque um jacinto, uma ágata e uma ametista.
E na quarta, um berilo, uma sardônica e um jaspe. As pedras devem ser montadas em encaixes de ouro.
Serão doze pedras ao todo, porque são doze os filhos de Israel. Cada pedra deverá levar gravado o nome de uma das doze tribos de Israel.
— Faça para o peitoral pequenas correntes de ouro puro, trançadas como cordas,
e duas argolas de ouro para colocar nas extremidades do peitoral.
Prenda as duas correntes de ouro às duas argolas nas extremidades do peitoral.
Prenda as duas pontas das correntes aos dois engastes e coloque-os nas ombreiras do éfode, na parte da frente.
Faça mais duas argolas de ouro e coloque-as nas duas extremidades inferiores do peitoral, junto ao éfode.
Faça também duas argolas de ouro e coloque-as nas duas ombreiras do éfode, na parte inferior, na frente do éfode, junto da costura, acima do cinto do éfode.
As argolas do peitoral serão presas às argolas do éfode com o cordão azul, ligando o peitoral ao cinto para que não se separe. Assim o peitoral ficará por cima do cinto do éfode para que não se desprenda do éfode.
Desse modo, quando Aarão entrar no Lugar Santo, levará no peitoral de decisões, junto ao coração, os nomes dos doze filhos de Israel e o SENHOR se lembrará sempre deles.
Coloque também no peitoral de decisões o Urim e o Tumim. Desse modo, quando Aarão se apresentar diante do SENHOR, levará sempre junto ao seu coração as questões dos filhos de Israel.
— Faça o manto do éfode com fios de tecido azul.
E com uma abertura ao centro, para a cabeça. Para que não se rasgue, reforce a abertura com uma gola.
Faça romãs com fios de tecido azul, roxo e vermelho e coloque-as em volta da bainha inferior do manto. Entre cada romã, em toda a volta, prenda um pequeno sino de ouro.
Os sinos de ouro e as romãs se alternarão por toda a volta da borda do manto.
Aarão deverá levar este manto quando fizer o serviço de sacerdote. O som dos sinos será ouvido quando ele entrar no Lugar Santo, diante do SENHOR, ou quando sair, para que não morra.
— Faça uma lâmina de ouro puro e grave esta inscrição nela, como se grava num selo: Dedicado ao Senhor***.
Prenda a lâmina de ouro na parte da frente do turbante com uma fita azul.
Assim estará sempre sobre a testa de Aarão, desse modo não levará a culpa se houver algo que não esteja bem nas ofertas feitas pelo povo. Mas ele tem que levar sempre a lâmina na sua testa para que o SENHOR aceite as ofertas.
— Faça a túnica bordada e o turbante com linho fino. O cinto será muito bem bordado.
Também fará túnicas, cintos e turbantes para que os filhos de Aarão tenham glória e sejam respeitados.
Assim você deve vestir o seu irmão Aarão e os seus filhos. Depois deverá ungi-los com azeite e consagrá-los como sacerdotes ao meu serviço.
— Faça também para eles roupa interior que os cubra desde a cintura até às coxas.
Aarão e os seus filhos terão que vestir essa roupa sempre que entrem na Tenda do Encontro e quando se aproximarem do altar para servirem no Lugar Santo. Assim não cometerão nenhuma falta e não morrerão. Esta é uma ordem que Aarão e os seus descendentes devem sempre cumprir.
— Isto é o que deve fazer para a consagração de Aarão e dos seus filhos como sacerdotes: coloque de lado um bezerro e dois carneiros que não tenham nenhum defeito.
Com a melhor farinha de trigo, sem fermento, faça pão e bolos amassados com azeite, e pães finos, untados com azeite.
Coloque-os num cesto e ofereça-os a mim, ofereça também o bezerro e os dois carneiros.
— Depois leve Aarão e os seus filhos diante da entrada da Tenda do Encontro e lave-os com água.
Vista Aarão com a roupa sacerdotal: a túnica bordada, o manto azul, o éfode e o peitoral. Prenda o éfode com o cinto decorado.
Coloque o turbante na cabeça dele e sobre o turbante coloque a lâmina de ouro que o consagra como sacerdote.
E, derramando o azeite de consagração sobre a sua cabeça, consagre-o ao meu serviço.
— Depois traga os filhos de Aarão e vista as túnicas neles.
Ponha os cintos em Aarão e nos seus filhos e coloque os turbantes neles, assim o sacerdócio lhes pertencerá para sempre, por lei. Deste modo você deverá consagrar Aarão e os seus filhos.
— Leve o bezerro para a frente da Tenda do Encontro e diga a Aarão e aos seus filhos para empurrarem para baixo com as mãos a cabeça do bezerro.
Depois na entrada da Tenda do Encontro, mate o bezerro diante do SENHOR.
Molhando o dedo no sangue do bezerro, você ungirá os chifres, isto é, as pontas do altar. Derrame o resto do sangue na base do altar.
Depois tire toda a gordura que cobre os intestinos, a parte gorda do fígado e dos rins e a gordura que os envolve, e queime toda a gordura no altar.
Mas queime a carne, a pele e os intestinos do bezerro fora do acampamento. É um sacrifício de purificação.
— Diga a Aarão e aos seus filhos que empurrem para baixo com as suas mãos a cabeça de um dos carneiros.
Depois mate o carneiro e espalhe o seu sangue em volta do altar.
Corte o carneiro em pedaços. Lave os intestinos e as pernas e junte tudo aos pedaços e à cabeça.
Queime todo o carneiro no altar como um sacrifício completamente queimado em honra do SENHOR. É uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
— Depois disso diga a Aarão e aos seus filhos que empurrem para baixo com as suas mãos a cabeça do outro carneiro.
Mate esse carneiro e coloque um pouco do seu sangue na ponta da orelha direita, no polegar da mão direita e no polegar do pé direito de Aarão e dos seus filhos. Depois, derrame o resto do sangue por todo o altar.
Espalhe sobre Aarão, os seus filhos e as suas roupas, o sangue e o azeite da consagração que restou. Assim ficarão consagrados Aarão, os seus filhos e as suas roupas.
— Depois tire a gordura do carneiro: a gordura da cauda, a gordura que cobre os intestinos, a parte inferior do fígado, a gordura dos dois rins, e a coxa direita. Este será o carneiro para a consagração de Aarão como sacerdote.
Tire, do cesto que está diante do SENHOR, um bolo feito com azeite e um pão fino.
Coloque tudo nas mãos de Aarão e dos seus filhos para que façam o movimento de apresentação, oferecendo-os ao SENHOR.
Depois retire tudo das suas mãos e queime tudo sobre o altar, juntamente com o cordeiro. É o sacrifício que deve ser completamente queimado em honra do SENHOR. É uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
— Para a consagração de Aarão, tome o peito do cordeiro e, com o movimento de apresentação, apresente-o diante do SENHOR. Essa é a sua parte.
O peito e a coxa do carneiro da consagração de Aarão, que foram movidos diante do SENHOR, serão consagrados a Aarão e aos seus filhos. Essas partes serão sempre de Aarão e seus filhos.
São contribuições que os israelitas darão a Aarão e aos seus filhos. Sempre que os israelitas fizerem uma oferta ao Senhor, essas partes pertencerão aos sacerdotes. Oferecer essas partes aos sacerdotes é o mesmo que oferecê-las a mim.
— As roupas sagradas de Aarão passarão para os seus descendentes. Eles vestirão essas roupas quando forem consagrados como sacerdotes.
O filho que suceder a Aarão usará as roupas sagradas durante sete dias, sempre que entrar na Tenda do Encontro para exercer as funções de sacerdote no Lugar Santo.
— Pegue na carne do carneiro da consagração e cozinhe-a num lugar santo.
Aarão e os seus filhos comerão a carne do carneiro e o pão que está no cesto diante da entrada da Tenda do Encontro.
Eles comerão essas ofertas porque foram oferecidas para perdão dos seus pecados quando foram consagrados como sacerdotes. Mais ninguém poderá comer dessas coisas porque são sagradas.
Se sobrar um pouco de carne ou de pão até ao outro dia, será queimado. Não deve ser comido porque é sagrado.
— Faça com que Aarão e os seus filhos façam exatamente como disse para você. A cerimônia de consagração deverá durar sete dias.
Todos os dias ofereça um bezerro em sacrifício pelos pecados de Aarão e dos seus filhos. Purifique o altar fazendo estes sacrifícios e consagre o altar a Deus derramando azeite sobre ele.
Durante sete dias, purifique o altar e consagre-o a Deus, oferecendo sacrifícios para o perdão dos pecados. Então o altar será santíssimo e tudo o que tocar no altar ficará santificado.
— Todos os dias deverão ser oferecidos dois cordeiros de um ano sobre o altar.
Ofereça um cordeiro pela manhã e outro ao entardecer.
Quando você sacrificar o primeiro cordeiro, ofereça também dois quilos de farinha da melhor qualidade misturada com um litro de azeite de oliveira e um litro de vinho como oferta derramada.
Ao entardecer, quando você sacrificar o segundo cordeiro, ofereça-o com uma oferta de cereal e de vinho, como de manhã. É uma oferta de comida de aroma agradável ao SENHOR.
— Todos os dias, por todas as gerações, diante da entrada da Tenda de Encontro, esses sacrifícios queimados deverão ser oferecidos ao SENHOR. É nesse lugar que eu me encontrarei e falarei com vocês.
Eu me encontrarei ali com o povo de Israel e a minha glória tornará esse lugar sagrado.
— Assim consagrarei a Tenda do Encontro e o altar, e consagrarei Aarão e os seus filhos para me servirem como sacerdotes.
Habitarei no meio do povo de Israel e serei o seu Deus.
O povo saberá que eu sou o SENHOR, o Deus que os tirou do Egito, para habitar no meio deles. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Faça um altar de madeira de acácia para queimar incenso.
Será quadrado, com quarenta e cinco centímetros de cada lado por noventa centímetros de altura. As pontas do altar, em forma de chifres, formarão uma só peça com ele.
Revista de ouro puro os quatro lados, a parte de cima, os chifres e coloque uma moldura de ouro em toda a sua volta.
Em cada canto do altar, abaixo da moldura, faça duas argolas. As varas usadas para transportar o altar irão passar por dentro dessas argolas.
As varas deverão ser feitas de madeira de acácia e revestidas de ouro.
Coloque o altar em frente da cortina. Da cortina que está diante da arca da aliança e da cobertura de purificação que cobre o Testemunho, onde me encontrarei com você.
— Todas as manhãs Aarão queimará incenso sobre o altar, na hora de preparar as lâmpadas.
E fará o mesmo ao entardecer, na hora de acender as lâmpadas. Todos os dias, e em todas as gerações, será queimado incenso aromático diante do SENHOR.
Não ofereça neste altar nenhum outro tipo de incenso, nem sacrifique animais, nem cereais, nem derrame sobre ele ofertas de vinho.
— Uma vez por ano Aarão fará expiação sobre os chifres do altar. A expiação será feita com o sangue do sacrifício para o perdão dos pecados, de geração em geração. Este altar é santíssimo ao SENHOR.
O SENHOR disse a Moisés:
— Quando você fizer o censo da população de Israel, cada israelita pagará ao SENHOR um imposto pelo resgate da sua vida. Assim nada de mal acontecerá ao povo.
Cada pessoa que for contada terá que pagar cinco gramas de prata, ou seja, metade do peso oficial do santuário, que é de dez gramas. As cinco gramas de prata serão uma oferta ao SENHOR.
Todos os recenseados, com mais de vinte anos, darão esse imposto ao SENHOR.
Nem os ricos pagarão mais, nem os pobres pagarão menos. Todos oferecerão ao SENHOR cinco gramas de prata pelo resgate da sua vida.
Receba essa prata do povo de Israel e use-a para o serviço da Tenda do Encontro. Assim o SENHOR se lembrará de que os israelitas pagaram o resgate pelas suas vidas.
Depois o SENHOR disse a Moisés:
— Faça uma bacia grande de bronze com uma base de bronze, para se lavarem. Coloque-a entre a Tenda do Encontro e o altar. Encha-a de água
e Aarão e os seus filhos lavarão nela as mãos e os pés.
Cada vez que entrarem na Tenda do Encontro, deverão se lavar com essa água para não morrerem. Também deverão se lavar todas as vezes que se aproximarem do altar para queimar incenso, como oferta ao SENHOR preparada no fogo.
Lavarão as mãos e os pés para não morrerem. Esta é uma ordem que Aarão e os seus descendentes deverão seguir sempre por todas as gerações.
O SENHOR disse também a Moisés:
— Você mesmo deverá escolher as melhores plantas aromáticas: seis quilos de mirra líquida, três quilos de canela com bom aroma, três quilos de cana com bom aroma,
seis quilos de cássia e três litros e meio de azeite de oliveira. Todas estas medidas são conforme o peso oficial do santuário.
— Faça com essas especiarias o azeite sagrado para as unções. Um azeite aromático, preparado como por um bom perfumista, para consagrar pessoas e coisas.
Derrame-o sobre a Tenda do Encontro, a arca da aliança,
a mesa e todos os seus utensílios, o candelabro e os seus utensílios, o altar do incenso,
o altar dos sacrifícios que devem ser queimados completamente e todos os seus utensílios, e a bacia com a sua base.
Assim os consagrará e serão santíssimos. Tudo o que neles tocar ficará consagrado.
— Derrame o azeite de unção sobre Aarão e os seus filhos, para você os consagrar como meus sacerdotes.
Diga ao povo de Israel que este azeite é santo. Deverá ser usado só para mim.
Não façam nenhum perfume com esta mesma composição. O azeite de unção é sagrado e não deverá ser derramado sobre nenhum outro homem. Não façam nenhum perfume com a mesma composição.
Quem fizer um perfume igual a este e usá-lo em alguém que não seja o sacerdote, será separado do povo.
O SENHOR disse a Moisés: — Junte as seguintes especiarias aromáticas em partes iguais: bálsamo, ônica, gálbano e incenso aromático.
Você fará com essa mistura um perfume preparado com sal, como um bom perfumista, um incenso puro e santo.
Com parte do incenso, faça um pó muito fino e coloque-o diante do Testemunho, na Tenda do Encontro onde eu me encontrei com você. Este incenso será para vocês o mais sagrado.
Usem este incenso só para o SENHOR. Não façam nenhum outro incenso com a mesma composição.
Se alguém fizer um incenso igual a este, para usá-lo como perfume, deverá ser expulso da comunidade de Israel.
O SENHOR disse a Moisés:
— Escolhi a Bezalel, filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá,
o enchi do Espírito de Deus e dei a ele sabedoria, entendimento e conhecimento para fazer todo tipo de trabalho:
desenhar e trabalhar com ouro, prata e bronze;
cortar e montar pedras preciosas; para trabalhar com madeira e fazer todo tipo de obra artística.
Escolhi como seu ajudante a Ooliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. Também dei mais sabedoria a todas as pessoas habilidosas para fazerem o trabalho que eu ordenei:
a Tenda do Encontro, a arca da aliança, a cobertura de purificação da arca; e todos os utensílios da Tenda do Encontro;
a mesa com os seus utensílios; o candelabro e os seus utensílios; o altar para queimar incenso;
o altar para os sacrifícios que devem ser completamente queimados e os seus utensílios; a bacia com a sua base;
as roupas ornamentais, as roupas sagradas do sacerdote Aarão e as roupas dos seus filhos, para quando fizerem o trabalho dos sacerdotes;
o azeite aromático de consagração e o incenso aromático para o Lugar Santo. — Eles farão tudo exatamente como eu ordenei.
Depois o SENHOR disse a Moisés:
— Diga ao povo de Israel que deverão guardar as regras que dei a respeito dos dias de descanso, os sábados, pois isso será um sinal entre mim e vocês, por todas as gerações, para que saibam que eu sou o SENHOR, que santifica vocês.
— Respeitem o dia de descanso, o sábado, porque é um dia sagrado para vocês. Condenem à morte quem não respeitar o dia de descanso. Se alguém trabalhar nesse dia, será eliminado do meio do seu povo.
Todo o trabalho será feito durante seis dias, mas o sétimo dia é o dia sagrado de descanso, o dia consagrado ao SENHOR. Quem trabalhar no dia de descanso será morto.
De geração em geração, o povo de Israel terá que respeitar o dia de sábado. É uma aliança que durará para sempre.
Será uma sinal permanente entre mim e o povo de Israel. Pois o SENHOR trabalhou durante seis dias para fazer o céu e a terra, mas no sétimo dia deixou de trabalhar e descansou.
Quando Deus acabou de falar com Moisés no monte Sinai, entregou a ele as duas tábuas do Testemunho, as tábuas escritas pelo dedo de Deus.
O povo viu que Moisés estava demorando muito para descer do monte. Então se reuniram em volta de Aarão e lhe disseram: — Faça para nós um deus que nos guie, porque não sabemos o que aconteceu com Moisés, o homem que nos tirou do Egito.
Aarão disse ao povo: — Tirem os brincos de ouro que as suas esposas, filhos e filhas têm nas orelhas e tragam-nos a mim.
E todos tiraram os seus brincos de ouro e os levaram a Aarão.
Aarão recebeu o ouro, o derreteu e, com uma ferramenta própria, fez um ídolo na forma de um bezerro. E todo o povo disse: — Israel, aqui está o deus que os tirou do Egito!
Quando Aarão viu aquilo, construiu um altar em frente do bezerro e anunciou: — Amanhã celebraremos uma festa em honra do SENHOR.
Na manhã seguinte o povo se levantou cedo e ofereceu sacrifícios queimados e sacrifícios de comunhão. Depois o povo sentou-se para comer e beber e se levantou para se divertir.
Então o SENHOR disse a Moisés: — Desça depressa, porque o povo que você tirou do Egito cometeu um grande pecado.
Esqueceram-se daquilo que eu tinha lhes ordenado. Eles fizeram um bezerro de ouro, inclinaram-se diante dele em adoração e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram: “Israel, aqui está o deus que os tirou do Egito!”
O SENHOR disse a Moisés:
— Agora vi que este povo é teimoso e rebelde. Portanto, deixe-me, porque estou muito irritado contra eles e vou destruí-los. Mas farei de você uma grande nação.
Moisés implorou ao SENHOR, seu Deus, dizendo: — Ó SENHOR, por que está tão irritado contra o seu povo, o povo que tirou do Egito com grande força e poder?
Se o Senhor fizer isso, o povo do Egito irá dizer: “Foi para lhes fazer mal que os libertou. Foi para matá-los nas montanhas e removê-los da superfície da terra”. Não esteja tão irritado e abandone a ideia de fazer mal ao seu povo.
Lembre-se dos seus servos Abraão, Isaque e Israel. O Senhor jurou pelo seu nome e prometeu a eles: “Multiplicarei os seus descendentes e farei com que vocês sejam tantos como as estrelas do céu. E esta terra que lhes prometi será dos seus descendentes para sempre”.
Então o SENHOR teve compaixão e não destruiu o seu povo como tinha dito que ia fazer.
Então Moisés desceu do monte levando nas mãos as duas tábuas de pedra do Testemunho, que estavam escritas nos dois lados, na frente e atrás.
As tábuas de pedra tinham sido feitas por Deus. E os mandamentos que estavam gravados nelas tinham sido escritos por Deus.
Quando Josué ouviu os gritos do povo, disse a Moisés: — Há gritos de guerra no acampamento.
Moisés respondeu: — Não ouço gritos de vitória, nem lamentos de derrota. O que ouço é o som de pessoas cantando.
Moisés ficou muito irritado quando chegou ao acampamento e viu o bezerro de ouro e o povo dançando. Então atirou as tábuas ao chão, e elas se partiram em pedaços junto ao monte.
E Moisés agarrou o bezerro que o povo tinha feito, o lançou ao fogo e fez com que se tornasse pó. Depois espalhou o pó na água e fez com que os israelitas bebessem daquela água.
E Moisés perguntou a Aarão: — Que mal lhe fez o povo para que o tenha feito cometer um pecado tão grande?
Aarão respondeu: — Senhor, não se irrite comigo. Bem sabe que o povo está sempre disposto a fazer o mal.
Eles me disseram: “Faça para nós um deus que nos guie, porque não sabemos o que aconteceu com Moisés, o homem que nos tirou do Egito”.
Então eu disse: “Quem tiver ouro, tire-o e traga-o a mim”. Depois eu joguei o ouro no fogo e saiu este bezerro.
Moisés viu que o povo estava desenfreado e que os seus inimigos se riam deles, porque Aarão tinha deixado que eles fizessem o que queriam.
Então Moisés se colocou na entrada do acampamento e disse: — Aqueles que estão do lado do SENHOR juntem-se a mim. Todos os levitas se juntaram a ele.
E Moisés lhes disse: — Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: “Cada um de vocês pegue a sua espada, percorra todo o acampamento, de tenda em tenda, e mate o seu irmão, o seu amigo e o seu vizinho”.
Os levitas fizeram o que Moisés disse. Nesse dia morreram uns 3.000 homens.
Depois Moisés disse: — Hoje vocês se consagraram ao SENHOR, sacrificando os seus filhos e irmãos. Por isso, o SENHOR abençoou vocês hoje.
Na manhã seguinte Moisés disse ao povo: — Vocês cometeram um grande pecado. Mas vou subir para junto do SENHOR, talvez possa fazer uma oferta para que vocês sejam perdoados.
E Moisés subiu até ao SENHOR e disse: — Por favor, Senhor, ouça-me. Este povo cometeu um grande pecado, eles fizeram um deus de ouro para adorá-lo.
Mas agora, peço que perdoe os seus pecados. Se o Senhor não os perdoar, apague também o meu nome do livro que escreveu.
O SENHOR disse a Moisés: — Só apago do meu livro aqueles que pecam contra mim.
Agora desça e guie o povo para onde eu disse a você. O meu anjo irá na sua frente para guiá-lo. No entanto, quando chegar o dia, castigarei os que pecaram contra mim.
E o SENHOR castigou o povo por adorar o bezerro que Aarão tinha feito.
O SENHOR disse a Moisés: — Saia daqui com o povo que tirou do Egito. Vão para a terra que prometi dar a Abraão, Isaque, Jacó e aos seus descendentes.
Enviarei um anjo na sua frente e expulsarei os cananeus, amorreus, heteus, ferezeus e jebuseus das suas terras.
Vocês vão para uma terra boa para semear e para criar gado. Mas eu não irei com vocês, porque são muito teimosos e eu acabaria por destruí-los no caminho.
Ao ouvir esta má notícia, o povo ficou muito triste e deixaram de usar as suas joias.
Fizeram isso porque o SENHOR tinha dito a Moisés: — Diga ao povo de Israel: “Vocês são muito teimosos. Mesmo que eu fosse com vocês só por um instante, acabaria por destruir vocês. Tirem todas as joias enquanto decido o que fazer com vocês”.
Por isso, a partir do monte Horebe, o povo deixou de usar joias.
Moisés pegou a tenda e foi montá-la fora do acampamento e lhe deu o nome de Tenda do Encontro. Quem quisesse pedir alguma coisa ao SENHOR ia à Tenda do Encontro, fora do acampamento.
Quando Moisés ia à tenda, todos ficavam de pé na entrada das suas tendas. Ficavam olhando para Moisés, até ele entrar na tenda.
Quando Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e colocava-se diante da entrada da Tenda do Encontro enquanto o SENHOR falava com Moisés.
Quando o povo via a coluna de nuvem diante da entrada da Tenda do Encontro, todos se inclinavam em adoração, cada um na entrada da sua própria tenda.
O SENHOR falava com Moisés, frente a frente, como quem fala com um amigo. Quando Moisés voltava ao acampamento, o seu ajudante, o jovem Josué, filho de Num, não se afastava da tenda.
Moisés disse ao SENHOR: — O Senhor me falou para guiar este povo, mas não me disse quem iria me acompanhar. Também disse que me conhecia muito bem e que estava contente comigo.
Se está realmente contente comigo, revele-me os seus planos, para que eu possa continuar a agradá-lo. Lembre-se que este povo é o seu povo.
O SENHOR disse: — Eu mesmo irei com você e lhe darei descanso.
Então Moisés disse: — Se o Senhor não nos acompanhar, não nos faça sair deste lugar.
Como poderei saber se está satisfeito comigo e com o seu povo se não nos acompanhar? É isso que nos distingue de todos os outros povos.
O SENHOR disse a Moisés: — Farei o que você me pede, porque estou contente com você e o conheço pelo seu nome.
Moisés disse: — Peço ao Senhor que me permita ver a sua glória.
E Deus disse: — Farei com que toda a minha bondade passe diante você e proclamarei o meu nome, YAVÉ, diante de você. Terei misericórdia de quem eu quiser e terei compaixão de quem eu desejar.
Mas não poderá ver o meu rosto, porque nenhum ser humano pode ver o meu rosto e continuar vivo.
O SENHOR disse ainda: — Há aqui uma rocha perto de mim onde poderá ficar.
Quando a minha glória passar, eu colocarei você na abertura da rocha e o cobrirei com a minha mão até que tenha passado.
Depois, quando retirar a minha mão, poderá ver as minhas costas, mas o meu rosto não pode ser visto por ninguém.
O SENHOR disse a Moisés: — Corte duas tábuas de pedra iguais às primeiras que você quebrou. Vou escrever nessas tábuas as mesmas palavras que escrevi nas primeiras.
Prepare-se para subir amanhã cedo ao alto do monte Sinai e para se apresentar diante de mim.
Nenhuma pessoa deve acompanhá-lo, nem deve haver mais ninguém em todo o monte. Também não deve haver nenhuma ovelha ou boi pastando diante do monte.
Assim Moisés cortou duas tábuas de pedra iguais às primeiras. E, na manhã seguinte, levantou-se cedo e subiu ao monte Sinai levando as tábuas nas mãos, assim como o SENHOR tinha lhe ordenado.
Então o SENHOR desceu numa nuvem, e ficou ali com Moisés e invocou o seu próprio nome.
O SENHOR passou diante dele e disse: “Eu sou YAVÉ, o SENHOR, o Deus compassivo e cheio de misericórdia, que não se irrita com facilidade, cheio de amor e fiel às suas promessas.
Aquele que mantém o seu amor por milhares de gerações, e que perdoa a maldade, a rebeldia e o pecado. Mas que não se esquece de castigar os culpados. E que castiga os filhos e netos, até a terceira e quarta geração, pelos pecados dos pais”.
Imediatamente Moisés se deitou com o rosto no chão e adorou o Senhor,
dizendo: — Senhor, se realmente está satisfeito comigo, vá conosco. Sei que o povo é teimoso, mas perdoe os nossos pecados e maldades e aceite-nos como o seu povo.
Então Deus disse: — Vou fazer uma aliança com o seu povo. Diante deles, farei milagres nunca antes vistos na terra por nenhum outro povo. O seu povo vai ver as obras do SENHOR, porque vou fazer coisas espantosas com vocês.
Obedeçam às ordens que hoje lhes dou. Expulsarei da sua frente os amorreus, os cananeus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus.
Tenham cuidado! Não façam nenhum acordo com os habitantes da terra onde vocês irão habitar. Se o fizerem, ficarão arruinados.
Derrubem os seus altares, destruam as suas imagens sagradas e cortem os seus postes de Aserá.
Eu, o SENHOR, sou zeloso, e não tolero que adorem outros deuses.
Tenham cuidado para não fazer nenhum acordo com as pessoas que vivem nessa terra. Elas podem desencaminhar vocês para irem comer dos sacrifícios que elas fazem aos seus deuses e vocês podem se prostituir com eles.
Também os seus filhos podem se casar com as suas filhas e, quando elas forem adorar os seus deuses, os seus filhos também irão e se prostituirão com elas.
— Não façam imagens de deuses para adorá-las.
— Celebrem a festa dos Pães sem Fermento. Durante sete dias vocês deverão comer pão sem fermento, como eu ordenei a vocês. E celebrem a festa na data indicada, no mês de abib, pois foi nesse mês que vocês saíram do Egito.
— O filho que nascer primeiro será sempre meu. Também o primeiro filho macho do seu gado, tanto das suas vacas como das suas ovelhas, será meu.
Se quiser ficar com o primeiro filho de um jumento, poderá pagar uma ovelha pelo seu resgate. Mas se não quiser resgatá-lo, deverão partir o pescoço dele. Deverão resgatar sempre o primeiro dos seus filhos com uma oferta. Ninguém deverá se apresentar diante de mim sem uma oferta.
— Trabalhem seis dias mas descansem no sétimo dia, mesmo que seja no tempo de plantar ou no tempo da colheita.
— Celebrem a festa das Semanas, a festa dos primeiros frutos da colheita de trigo. Depois, no fim do ano, celebrem a festa da Colheita.
— Três vezes por ano todos os homens deverão se apresentar diante do Senhor DEUS, o Deus de Israel.
— Expulsarei os seus inimigos da sua terra e alargarei as suas fronteiras. Assim, ninguém tentará apoderar-se da sua terra quando se apresentarem diante do SENHOR, seu Deus, três vezes por ano.
— Quando me sacrificarem animais, não deverão oferecer pão fermentado com o sangue do sacrifício. Nem deverão deixar a carne que sobrar do sacrifício para o dia seguinte.
— Levem o melhor dos primeiros frutos da sua colheita para a casa do SENHOR, o seu Deus. — Não cozinhem o cabrito no leite da sua mãe.
Depois o SENHOR disse a Moisés: — Escreva essas palavras, elas são as palavras da aliança que fiz com você e com o povo de Israel.
Moisés ficou com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites sem comer nem beber. Ele escreveu nas tábuas de pedra as palavras da aliança, que são os Dez Mandamentos.
Depois Moisés desceu do monte Sinai. Ele levava com ele as duas tábuas da lei. O seu rosto brilhava por ele ter estado falando com Deus, mas ele não sabia disso.
Quando Aarão e todo o povo viram o rosto de Moisés brilhando, tiveram medo e não se aproximaram dele.
Moisés chamou Aarão e os chefes da comunidade para falar com eles e, então, eles se aproximaram.
Depois o povo também se aproximou, e Moisés lhes deu todas as ordens que tinha recebido do SENHOR no monte Sinai.
Quando acabou de falar, Moisés cobriu o rosto com um véu.
Sempre que Moisés ia falar com o SENHOR, ele tirava o véu do rosto. E, ao voltar, contava ao povo todas as ordens que tinha recebido,
e o povo via que o rosto de Moisés continuava brilhando. Mas ele cobria o rosto com o véu até voltar a falar com Deus.
Moisés reuniu toda a comunidade de Israel e lhes disse: — O SENHOR ordenou que
poderão trabalhar durante seis dias da semana, mas no sétimo dia deverão descansar. O sétimo dia é um dia santo, um dia dedicado ao SENHOR. Quem trabalhar nesse dia será condenado à morte.
No sábado, nem sequer acendam o fogo das suas casas.
Moisés disse aos israelitas: — O SENHOR ordenou que
daquilo que vocês têm, deem uma oferta ao SENHOR. A oferta deverá ser levada, de livre vontade, ao SENHOR. E poderá ser de ouro, prata ou bronze;
tecidos azul, roxo e vermelho; linho fino e pelos de cabra;
peles de carneiro tingidas de vermelho, peles finas, madeira de acácia;
azeite para o candelabro, perfumes para o azeite de consagração e para o incenso aromático;
pedras de ônix e outras pedras preciosas para colocar no éfode e no peitoral sacerdotal.
— Todos aqueles que tiverem habilidade deverão vir fazer tudo o que o SENHOR ordenou:
a Tenda Sagrada e a sua cobertura, as argolas, as armações, as travessas, as colunas e as bases;
a arca da aliança com as suas varas, a cobertura de purificação, e a cortina diante da arca;
a mesa e as suas varas, os utensílios e os pães da Presença;
o candelabro para dar luz e os seus utensílios, as lâmpadas e o azeite para iluminar;
o altar para queimar incenso com as suas varas; o azeite de consagração, o incenso aromático; a cortina que cobre a porta da entrada da Tenda Sagrada;
o altar para os sacrifícios que devem ser queimados completamente e a sua grelha de bronze, varas e utensílios; a bacia com a sua base;
as cortinas do pátio com as suas colunas e bases e a cortina que cobre a entrada do pátio;
as estacas da Tenda Sagrada e do pátio, e as suas cordas;
todas as roupas que tinham sido feitas para os sacerdotes servirem no santuário; as roupas sagradas do sacerdote Aarão e a roupa dos seus filhos para poderem servir como sacerdotes.
Então toda a comunidade israelita saiu do lugar onde Moisés estava.
E todos aqueles que tinham boa vontade e coração generoso trouxeram a sua oferta ao SENHOR, para a construção da Tenda do Encontro, dos seus utensílios e das roupas sagradas.
Com boa vontade, homens e mulheres trouxeram joias de ouro de todos os tipos: ornamentos, brincos, anéis e pulseiras. Cada um apresentou a sua oferta de ouro ao SENHOR.
Todos os que tinham tecidos azul, roxo ou vermelho, linho fino, peles de carneiro tingidas e peles finas, também os trouxeram.
Aqueles que queriam dar prata ou bronze, ofereciam isso ao SENHOR. E os que tinham madeira de acácia, a levavam para ser usada na obra.
As mulheres, que receberam sabedoria para tecer à mão, traziam os seus tecidos azul, roxo e vermelho e linho fino.
E as mulheres que queriam, e sabiam tecer, teceram os pelos de cabra.
Os chefes do povo trouxeram pedras de ônix e outras pedras preciosas para serem colocadas no éfode e no peitoral.
E trouxeram também especiarias aromáticas, azeite para as lâmpadas e para a consagração, e incenso aromático.
Todos os israelitas, homens e mulheres, trouxeram ofertas para a obra que o SENHOR, por meio de Moisés, tinha ordenado que fosse feito. As ofertas foram dadas ao SENHOR voluntariamente.
Moisés disse então aos israelitas: — O SENHOR escolheu Bezalel, filho de Uri, neto de Hur, da tribo de Judá,
e o encheu do Espírito de Deus, dando-lhe sabedoria, inteligência e conhecimento para fazer todo tipo de trabalho:
para desenhar e trabalhar com ouro, prata e bronze,
para cortar e montar pedras preciosas, para trabalhar com madeira e fazer todo tipo de obra artística.
Deus deu a habilidade de ensinar a Bezalel e a Ooliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã.
Deu a eles também habilidade para fazerem trabalhos de carpintaria, ourivesaria; destreza para bordar em tecidos azul, roxo e vermelho e de linho fino; e a capacidade de planejar e realizar todo tipo de trabalho.
— Bezalel, Ooliabe e todos aqueles a quem o SENHOR deu habilidade e sabedoria para construírem o santuário, deverão fazê-lo, de acordo com todas as ordens do SENHOR.
Moisés chamou Bezalel, Ooliabe e todas as pessoas capazes, a quem o SENHOR tinha dado sabedoria. E todas elas se ofereceram para ajudar Moisés no trabalho.
Moisés então entregou-lhes todas as ofertas que o povo tinha dado para a construção do santuário. Entretanto, todos os dias, o povo trazia mais ofertas.
Até que os artesãos deixaram o seu trabalho e foram falar com Moisés. Eles falaram isto:
— O povo está trazendo muito mais do que é preciso para o trabalho que o SENHOR mandou fazer.
Então Moisés mandou anunciar a seguinte mensagem por todo o acampamento: — Que ninguém, homem ou mulher, faça mais nada para oferecer no santuário. Assim o povo foi impedido de trazer mais ofertas,
pois já tinha levado mais do que o suficiente para se fazer toda a obra.
Assim os trabalhadores que tinham mais habilidade fizeram a Tenda Sagrada. Eles utilizaram dez cortinas feitas de linho fino e tecido de azul, roxo e vermelho e com querubins bordados nelas.
Cada cortina media doze metros e meio de comprimento por um metro e oitenta de largura. Todas as cortinas tinham o mesmo tamanho.
Uniram as cortinas em dois grupos de cinco cortinas cada.
Fizeram laços de tecido azul ao longo da borda da última cortina de cada grupo.
Fizeram cinquenta laços na última cortina de cada grupo, de modo que cada laço ficasse em frente do outro.
Depois fizeram cinquenta argolas de ouro e nelas prenderam os laços para que as duas cortinas se unissem. Assim a Tenda Sagrada formava um todo.
Fizeram outra tenda para servir de cobertura para a Tenda Sagrada. Essa tenda foi feita com onze cortinas de pelo de cabra.
Todas as cortinas eram do mesmo tamanho, cada uma media treze metros de comprimento por dois metros de largura.
Costuraram cinco cortinas para formar um grupo e costuraram também as outras seis cortinas para formar outro grupo.
Depois fizeram cinquenta laços no fim de cada cortina de cada um dos dois grupos.
Fizeram cinquenta argolas de bronze, para que a tenda ficasse unida.
Fizeram também duas coberturas para a Tenda Sagrada. A primeira feita de peles de carneiro tingidas de vermelho e a segunda feita de pele finas.
Fizeram armações de madeira de acácia para segurar a Tenda Sagrada.
Cada armação media quatro metros e meio de altura por setenta centímetros de largura.
Cada armação tinha dois postes para unir as tábuas. Assim foram feitas todas as tábuas da Tenda Sagrada.
Fizeram armações para colocar na Tenda Sagrada: vinte armações para o lado sul,
e quarenta bases de prata para as armações. Cada armação tinha duas bases, uma para cada poste.
Fizeram também vinte armações para colocar no lado norte da Tenda Sagrada,
e quarenta bases de prata para colocar duas bases debaixo de cada armação.
Para a parte de trás da Tenda Sagrada, isto é, do lado oeste, fizeram seis armações.
Fizeram duas armações para as esquinas da parte de trás da Tenda Sagrada.
As armações das esquinas eram unidas por baixo e juntas em cima por meio de uma argola.
Havia oito armações e dezesseis bases, duas bases debaixo de cada armação.
Depois os trabalhadores fizeram travessas de madeira de acácia: cinco para as armações de um dos lados da Tenda Sagrada,
cinco para as armações do outro lado e cinco para as armações de trás da Tenda Sagrada, no lado oeste.
Fizeram a travessa central que passava de um lado para outro, a meia altura das armações.
Revestiram de ouro as armações, e fizeram argolas de ouro para enfiar nelas as travessas já revestidas de ouro.
Fizeram uma cortina de linho fino e de fios de tecido azul, roxo e vermelho, e bordaram nele querubins, uma obra de arte.
Penduraram a cortina com ganchos de ouro em quatro colunas de madeira de acácia revestidas de ouro e montadas em quatro bases de prata.
Depois fizeram a cortina de fios de tecido azul, roxo e vermelho, e de linho fino, obra de arte.
Fizeram as cinco colunas com madeira de acácia, revestidas de ouro, e colocaram nelas ganchos de ouro. Também fizeram cinco bases de bronze para as colunas.
Bezalel também fez uma arca de madeira de acácia, com um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura e setenta centímetros de altura.
Revestiu a arca de ouro puro por dentro e por fora, e fez uma moldura de ouro ao seu redor.
Colocou quatro argolas de ouro nos quatro cantos da arca, ficando duas argolas num lado da arca e duas argolas do outro lado.
Depois fez varas compridas de madeira de acácia e as revestiu de ouro.
Enfiou as varas pelas argolas de ouro, para poder transportar a arca.
Depois fez a cobertura de purificação de ouro puro. Media um metro e dez centímetros de comprimento por setenta centímetros de largura.
Fez também dois querubins de ouro trabalhado a martelo e os colocou na cobertura de purificação.
Colocou um querubim numa extremidade da cobertura e outro na outra. Os querubins formavam uma só peça com a cobertura.
Os querubins estavam frente a frente, olhando para a cobertura de purificação, e com as asas estendidas para cima, cobrindo a arca com elas.
Bezalel fez uma mesa de madeira de acácia. A mesa tinha noventa centímetros de comprimento por quarenta e cinco centímetros de largura e setenta centímetros de altura.
Depois a revestiu de ouro puro e fez uma moldura de ouro em toda a sua volta.
E fez também uma borda de sete centímetros de largura e uma moldura de ouro para essa borda.
Fez quatro argolas de ouro e as colocou nos quatro cantos da mesa, onde estavam os seus quatro pés.
As argolas ficaram junto da borda e serviam para sustentar as varas utilizadas para transportar a mesa.
Fez as varas de madeira de acácia para transportar a mesa e as revestiu de ouro.
Fez de ouro puro os utensílios para a mesa: os pratos, as colheres, as jarras e as taças. As jarras e as taças eram para as ofertas das bebidas.
Bezalel fez o candelabro de ouro puro, trabalhado a martelo. Fez a base, a haste, os cálices, os botões e as flores de ouro puro e juntou tudo formando uma só peça.
Do candelabro saíam seis braços: três de um lado e três do outro.
Em cada braço havia três taças em forma de flor de amendoeira, com botão e flor.
Na haste do candelabro havia quatro taças em forma de flor de amendoeira, com os seus botões e as suas flores.
Havia um botão debaixo de cada um dos três pares de braços que saíam do candelabro.
As flores e os braços formavam uma só peça com o candelabro. Tudo foi feito de ouro puro trabalhado a martelo.
Bezalel fez sete lâmpadas, com as tenazes e os pratos de cinza de ouro puro.
Utilizou trinta e cinco quilos de ouro puro para fazer o candelabro e todos os seus utensílios.
Bezalel fez o altar para queimar incenso de madeira de acácia. Era quadrado, com quarenta e cinco centímetros de cada lado por noventa centímetros de altura. As pontas do altar, em forma de chifres, formavam uma só peça com o altar.
Revestiu de ouro puro, os lados, a cobertura e os chifres. E fez uma moldura de ouro em toda a volta.
Colocou duas argolas de ouro nos dois lados do altar, abaixo da moldura. E enfiou nelas as varas para transportar o altar.
Fez duas varas de madeira de acácia e as revestiu de ouro.
Fez também o azeite sagrado de consagração e o incenso aromático. Fez tudo como fazem os perfumistas.
Bezalel fez o altar de madeira de acácia, para os sacrifícios que devem ser queimados completamente. O altar era quadrado, com dois metros e vinte cinco centímetros de cada lado por um metro e trinta e cinco centímetros de altura.
Em cada um dos quatro cantos, ele fez uma ponta que parecia um chifre. Os chifres formavam uma só peça com o altar e revestiu o altar de bronze.
Também fez de bronze todos os utensílios do altar: recipientes para apanhar gordura e cinza, pás, bacias, garfos para a carne e braseiros.
Fez também uma grelha de bronze e a colocou abaixo da beira do altar, de maneira que ficasse a meia altura do altar.
Fez quatro argolas de bronze, uma para cada canto da grelha, para transportar o altar.
Fez varas de madeira de acácia para o altar e as revestiu de bronze.
Colocou as varas nas argolas nos dois lados do altar. Estas varas eram para o altar poder ser transportado. Bezalel fez o altar oco e de madeira.
Com o bronze dos espelhos que as mulheres que serviam diante da entrada da Tenda do Encontro tinham oferecido, ele fez a bacia e a sua base.
Fez depois o pátio para a Tenda Sagrada. No lado sul, o pátio tinha uma parede, feita de cortinas, com quarenta e cinco metros de comprimento. As cortinas eram feitas de linho fino.
Tinha vinte colunas e vinte bases feitas de bronze, mas os ganchos das colunas e os anéis eram feitos de prata.
No lado norte, as cortinas também tinham quarenta e quatro metros de comprimento, com vinte colunas e vinte bases de bronze. Os ganchos das colunas e os anéis eram de prata.
No lado oeste do pátio, as cortinas tinham vinte e dois metros de comprimento, com as suas dez colunas e dez bases.
O lado leste, que está virado para o nascer do sol, tinha vinte e dois metros de largura.
Um dos lados da entrada tinha cortinas de seis metros e sessenta centímetros de comprimento, três colunas e três bases.
O outro lado também tinha cortinas de seis metros e sessenta centímetros de comprimento, três colunas e três bases.
Todas as cortinas em volta do pátio eram feitas de linho fino.
Cada coluna, em volta do pátio, tinha sobre ela uma tampa de prata. As bases das colunas eram de bronze. Os ganchos e os anéis eram de prata. Todas as colunas tinham anéis de prata.
A cortina que cobria a entrada do pátio era feita de fios de tecido azul, roxo e vermelho e de linho fino. Media nove metros de comprimento por dois metros e vinte centímetros de altura. Tinha a mesma altura que as cortinas que estavam em volta do pátio.
A cortina era apoiada por quatro colunas e quatro bases de bronze. Os ganchos e as colunas eram de prata e parte de cima dos postes era revestida de prata.
Todas as estacas da Tenda Sagrada e do pátio eram de bronze.
Por ordem de Moisés e sob a direção de Itamar, filho do sacerdote Aarão, os levitas fizeram um registro dos materiais empregados na construção da Tenda Sagrada.
Bezalel, o filho de Uri, neto de Hur, da tribo de Judá, fez tudo o que o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Com ele estava Ooliabe, filho de Aiasamaque, da tribo de Dã, que era artesão, desenhador e bordador de fios de tecido azul, roxo e vermelho e linho fino.
Todo o ouro que foi oferecido para a construção do santuário pesava perto de uma tonelada, segundo o peso oficial do santuário.
A congregação contribuiu com um total de três toneladas e meia de prata, segundo a medida oficial.
Foram recenseados 603.550 homens com mais de vinte anos e cada um deles deu cinco gramas e meio de prata, segundo o peso oficial do santuário.
Utilizou-se 3.500 quilos de prata para fazer as bases do santuário e as bases das cortinas. Como fizeram cem bases, empregaram trinta e cinco quilos de prata por cada uma.
Foram utilizados vinte quilos de prata para fazer os ganchos, os anéis das colunas e as coberturas em cima das colunas.
O peso total do bronze que foi oferecido chegou a 2.500 quilos.
Com esse bronze foram feitas as bases da entrada da Tenda do Encontro, o altar, a sua grelha e todos os seus utensílios.
Também foram feitas as bases ao redor do pátio e as bases da entrada do pátio, e todas as estacas da Tenda Sagrada e do pátio e ao seu redor.
As roupas para os sacerdotes vestirem no serviço do templo foram feitas com fios de tecido azul, roxo e vermelho. Além disso, também fizeram as roupas sagradas para Aarão. Tudo foi feito exatamente como o SENHOR tinha dito a Moisés para fazer.
Fizeram o éfode com fios de ouro, linho fino e fios de tecido azul, roxo e vermelho.
Trabalharam a martelo o ouro até formarem lâminas finíssimas, das quais cortavam fios de ouro. Depois bordavam o linho fino com os fios de ouro e os fios de tecido azul, roxo e vermelho, tudo feito com muita habilidade.
Fizeram duas ombreiras, unidas pelas extremidades.
Bordaram o cinto e prenderam o éfode com o cinto. Fizeram o cinto da mesma maneira que fizeram o éfode: usaram fios de ouro, linho fino e fios de tecido azul, roxo e vermelho. Tudo foi feito como o SENHOR tinha dito a Moisés.
Montaram as pedras de ônix em engastes de ouro e gravaram nas pedras os nomes dos filhos de Israel, como num selo.
Depois colocaram as pedras nas ombreiras do éfode para Deus se lembrar dos filhos de Israel. Tudo foi feito como o SENHOR tinha dito a Moisés para fazer.
O peitoral foi feito de forma artística, assim como também foi o éfode. Foi bordado com fios de ouro, linho fino e fios de tecido azul, roxo e vermelho.
O peitoral era quadrado e dobrado em forma de bolsa. Cada lado media vinte e dois centímetros.
Depois colocaram nele quatro filas de pedras preciosas. Na primeira fila, fizeram um rubi, um topázio e uma esmeralda.
Na segunda fila, fixaram uma turquesa, uma safira e um ônix.
Na terceira fila, fixaram um jacinto, uma ágata e uma ametista.
Na quarta fila, um berilo, um sardônio e um jaspe. Todas montadas em engastes de ouro.
Eram doze pedras porque eram doze os nomes dos filhos de Israel. Cada pedra tinha gravado nela, como num selo, o nome de um dos filhos de Israel.
Fizeram pequenas correntes de ouro puro, trançadas como cordas para o peitoral.
Fizeram dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e as prenderam nas extremidades do peitoral.
Prenderam duas correntes de ouro às duas argolas nas extremidades do peitoral.
E prenderam as outras extremidades das correntes aos dois engastes de ouro e prenderam os engastes às ombreiras do éfode, na parte da frente.
Fizeram outras duas argolas de ouro e as colocaram nas outras duas extremidades do peitoral, na borda interior, junto ao éfode.
Fizeram também duas argolas de ouro e as colocaram nas duas ombreiras do éfode, na parte inferior do peitoral, perto da costura, sobre o cinto do éfode.
Prenderam as argolas do peitoral às argolas do éfode com cordão azul, ligando-o ao cinto do éfode para que o peitoral não se separasse do éfode. Tudo foi feito como o SENHOR tinha mandado Moisés fazer.
O manto do éfode foi inteiramente feito de fios de tecido azul bordado.
O manto tinha uma abertura no centro reforçada com uma gola para não se rasgar.
Em volta da bainha do manto fizeram romãs de tecido azul, roxo e vermelho e linho fino.
Entre cada romã colocaram um sino de ouro:
um sino de ouro e uma romã, seguida por outro sino e outra romã. Todos eles estavam em volta de toda a bainha do manto, que era para ser vestido durante o serviço do sacerdote. Tudo foi feito como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
As túnicas para Aarão e os seus filhos foram feitos de linho fino bordado.
Também fizeram de linho fino o turbante, os barretes e a roupa interior.
Depois fizeram o cinto de linho fino e de fios de tecido azul, roxo e vermelho bordado. Tudo foi feito como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Fizeram também uma lâmina de ouro puro e gravaram nela, como se grava num selo: Dedicado ao Senhor***.
Depois prenderam a lâmina na parte de cima do turbante com uma fita azul. Tudo foi feito como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Assim terminou a construção da Tenda Sagrada, ou seja, da Tenda do Encontro. Os israelitas fizeram tudo como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Então mostraram a Moisés a Tenda Sagrada e todos os seus acessórios: ganchos, molduras, travessas, colunas e bases.
Mostraram-lhe as peles de carneiro tingidas de vermelho, as peles finas e a cortina que ficava diante da arca.
Mostraram-lhe também a arca da aliança com as suas varas e a cobertura de purificação.
Mostraram-lhe também a mesa com todos os seus utensílios e os pães da Presença;
o candelabro de ouro puro com todas as suas lâmpadas colocadas em ordem, e todos os seus utensílios, e o azeite para iluminar;
o altar de ouro, o azeite de consagração, o incenso aromático, a cortina para a entrada da tenda;
o altar de bronze com a grelha de bronze, as suas varas e os seus utensílios; a bacia com a sua base;
as cortinas do pátio com as suas colunas e bases; a cortina que cobre a entrada do pátio, as cordas e estacas e todos os utensílios para a Tenda Sagrada, ou seja, a Tenda do Encontro.
Também lhe mostraram todas as roupas que tinham feito para os sacerdotes poderem servir no Lugar Santo: as roupas sagradas do sacerdote Aarão e as roupas para os seus filhos usarem no serviço de sacerdotes.
O povo de Israel fez tudo como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Quando Moisés examinou a obra que tinham feito, os abençoou porque viu que eles tinham feito exatamente como o SENHOR tinha ordenado.
O SENHOR disse a Moisés:
— No primeiro dia do primeiro mês, você deverá instalar a Tenda Sagrada, isto é, a Tenda do Encontro.
Coloque a arca da aliança na Tenda Sagrada e proteja-a com a cortina.
Coloque dentro da Tenda Sagrada a mesa e prepare-a como deve ser. Traga também o candelabro e acenda as lâmpadas.
Coloque o altar de ouro de queimar incenso diante da arca da aliança, e pendure a cortina diante da entrada da Tenda Sagrada.
Depois coloque o altar dos sacrifícios queimados diante da entrada da Tenda Sagrada, da Tenda do Encontro.
Coloque a bacia entre a Tenda do Encontro e o altar, e encha-a de água.
Instale depois o átrio em volta sua e pendure a cortina na entrada do pátio.
— Pegue depois o azeite de consagração e derrame-o sobre a Tenda Sagrada e sobre tudo o que está dentro dela. Assim a tenda e todos os seus utensílios serão consagrados ao SENHOR e será um lugar sagrado.
Derrame também o azeite de consagração sobre o altar dos sacrifícios e sobre todos os seus utensílios para serem consagrados ao SENHOR.
Derrame o azeite de consagração também sobre a bacia e a sua base para serem consagradas.
— Traga Aarão e os seus filhos diante da entrada da Tenda do Encontro, lave-os com água
e vista Aarão com as suas roupas sagradas. Depois derrame sobre ele o azeite de consagração para que me possa servir como sacerdote.
Mande os seus filhos se aproximarem de você e ponha as túnicas neles.
Derrame sobre eles o azeite, como você fez com Aarão, para que possam me servir como sacerdotes. Com esta unção eles, e os seus descendentes, serão consagrados como meus sacerdotes para sempre.
Moisés obedeceu e fez tudo como o SENHOR lhe ordenou.
A Tenda Sagrada foi instalada no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano da saída do Egito.
Moisés armou a Tenda Sagrada, assentou as bases nos seus lugares, colocou as armações e as travessas, e levantou as colunas.
Estendeu a tenda sobre a Tenda Sagrada e colocou a cobertura da tenda sobre ela, assim como o SENHOR tinha ordenado.
Depois pegou no documento do testemunho e o colocou na arca. Enfiou as varas nos seus lugares e pôs a cobertura de purificação sobre a arca.
A seguir levou a arca para dentro da Tenda Sagrada e pendurou a cortina, cobrindo a arca, como o SENHOR tinha ordenado.
Moisés colocou a mesa dentro da Tenda do Encontro, do lado de fora da cortina, no lado norte da Tenda.
Arranjou os pães da Presença sobre a mesa, diante do SENHOR, como o SENHOR tinha ordenado.
Colocou também o candelabro dentro da Tenda do Encontro, diante da mesa, no lado sul da Tenda.
E acendeu as lâmpadas diante do SENHOR, como o SENHOR tinha ordenado.
Moisés também colocou o altar de ouro dentro da Tenda do Encontro, diante da cortina,
e queimou incenso aromático sobre ele, como o SENHOR tinha ordenado.
Depois pendurou a cortina na entrada da Tenda Sagrada.
Diante da entrada da Tenda Sagrada, ou seja, da Tenda do Encontro, Moisés colocou o altar para os sacrifícios que devem ser queimados completamente. E sobre o altar ofereceu um sacrifício todo queimado e uma oferta de cereais, como o SENHOR tinha ordenado.
Colocou a bacia entre a Tenda do Encontro e o altar e a encheu de água.
Moisés, Aarão e os seus filhos usavam-na para lavar as mãos e os pés.
Eles se lavavam quando entravam na Tenda do Encontro e quando se aproximavam do altar, como o SENHOR tinha ordenado.
Finalmente Moisés instalou o pátio em volta de Tenda Sagrada e do altar. E pendurou a cortina na entrada do pátio. Assim Moisés terminou a obra.
Então a nuvem cobriu a Tenda do Encontro e a glória do SENHOR encheu a Tenda Sagrada.
Moisés não podia entrar na Tenda do Encontro, porque a nuvem estava sobre ela e a glória do SENHOR enchia a Tenda Sagrada.
Sempre que a nuvem se elevava acima da Tenda Sagrada, os israelitas partiam em viagem.
Se a nuvem não se elevava, os israelitas esperavam até a nuvem se elevar de novo para poderem continuar.
De dia, a nuvem do SENHOR ficava sobre a Tenda Sagrada; de noite, via-se um fogo dentro da nuvem. Isto acontecia aos olhos de todos os israelitas, durante toda a viagem.
Da Tenda do Encontro, o SENHOR chamou Moisés e lhe disse:
— Diga aos israelitas que quando oferecerem um animal ao SENHOR, a oferta deverá ser trazida dos animais domésticos: do gado bovino ou do rebanho de ovelhas.
— Se a oferta queimada for de gado, ele escolherá um bezerro sem nenhum defeito e o apresentará diante da entrada da Tenda do Encontro, para que o SENHOR o aceite.
Depois, empurrará para baixo com a sua mão a cabeça do animal que vai ser queimado, para que a sua oferta seja aceitada e o seu ele seja purificado.
Ele matará o bezerro diante do SENHOR e os filhos de Aarão, sendo eles os sacerdotes, derramarão o sangue do animal sobre todos os lados do altar, que está diante da entrada da Tenda do Encontro.
Depois disso, ele tirará a pele do animal e cortará o animal em pedaços.
A seguir, os filhos de Aarão, sendo eles os sacerdotes, colocarão a lenha sobre o altar e acenderão o fogo.
Então colocarão sobre o fogo todos os pedaços do animal, juntamente com a cabeça e a gordura.
As entranhas e as patas do animal serão lavadas e oferecidas no altar pelo sacerdote. É uma oferta queimada, uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
— Se a oferta queimada for do rebanho, seja cordeiro ou cabrito, deverá ser escolhido um macho sem defeito.
Ele matará o animal no lado norte do altar, diante do SENHOR; e os filhos de Aarão, sendo eles os sacerdotes, derramarão o sangue sobre os lados do altar.
Depois cortará o animal em pedaços e o sacerdote colocará os pedaços, a cabeça e a gordura sobre a lenha que está ardendo no altar.
Então lavará as patas e as entranhas do animal com água, e o sacerdote oferecerá essas partes no altar. É uma oferta queimada, oferta de aroma agradável ao SENHOR.
— Se a oferta queimada, apresentada ao SENHOR, for de aves, ele deverá escolher uma rola ou um pombinho.
O sacerdote levará a ave ao altar, arrancará a cabeça da ave e queimará a cabeça no altar. Depois deixará escorrer o sangue da ave por um dos lados do altar.
Logo arrancará o papo e as penas e atirará tudo para o lado leste do altar, para o lugar onde se jogam as cinzas.
Então rasgará a ave pelas asas e, sem dividi-la em duas partes, queimará a ave sobre as brasas do altar. É uma oferta queimada, oferta de aroma agradável ao SENHOR.
— Quando alguém fizer uma oferta de cereais ao SENHOR, usará farinha da melhor qualidade; sobre ela derramará azeite e colocará incenso.
A pessoa levará a oferta aos sacerdotes, filhos de Aarão, e um deles tirará uma mão-cheia de farinha, com o azeite e o incenso, e a queimará no altar. Aquela porção representa toda a oferta. É uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
O resto da oferta ficará para Aarão e para os seus filhos, é a parte mais sagrada das ofertas que são queimadas ao SENHOR.
— Se você levar uma oferta cozida no forno, ela será de bolos sem fermento, amassados com azeite; ou de pães finos sem fermento, untados com azeite, tudo feito da melhor farinha.
Se a sua oferta de cereais for assada na grelha, ela será feita da melhor farinha, amassada com azeite e sem fermento.
Você a dividirá em pedaços e derramará azeite sobre ela. É uma oferta de cereais.
Se a sua oferta de cereais for frita, será amassada da melhor farinha e frita em azeite.
— Você levará ao SENHOR a oferta de cereais preparada com esses ingredientes e a apresentará ao sacerdote, o qual a colocará no altar.
O sacerdote tirará uma parte da oferta de cereais, que representa toda a oferta, e a queimará no altar. É uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
O resto da oferta de cereais será para Aarão e para os seus filhos. É a parte mais sagrada das ofertas ao SENHOR.
— Não oferecerão ao SENHOR nada que tenha fermento, nem queimarão fermento nem mel como oferta ao SENHOR.
Podem trazer essas coisas ao SENHOR como oferta dos primeiros frutos. Mas não as queimem sobre o altar como oferta de aroma agradável.
Você deverá colocar sal em todas as ofertas de cereais, porque o sal representa a aliança de Deus com você. Lembre-se sempre de colocar sal nas suas ofertas.
— Quando você oferecer ao SENHOR os cereais da primeira colheita, oferecerá grãos de espigas tenras, esmagados e torrados no fogo.
Sobre eles você derramará azeite e colocará incenso. É uma oferta de cereais.
O sacerdote queimará a porção que representa os grãos esmagados, com o azeite e o incenso: é uma oferta ao SENHOR.
— Quando alguém fizer um sacrifício de comunhão, se for uma oferta de gado, poderá ser um bezerro ou uma vaca, mas sem nenhum defeito. E deverá apresentar o animal ao SENHOR.
Ele colocará a mão sobre a cabeça do animal e a empurrará para baixo. Então matará o animal na frente da Tenda de Encontro. Os filhos de Aarão, sendo eles os sacerdotes, aspergirão o sangue nos lados do altar.
O sacrifício de comunhão é uma oferta para o SENHOR. A pessoa que faz a oferta queimará toda a gordura das entranhas do animal,
os dois rins com a gordura que os cobre e que está perto dos lombos, e a parte gorda do fígado, que ele tira juntamente com os rins.
Os filhos de Aarão queimarão toda a gordura no altar, juntando-a ao animal que está sendo queimado sobre a lenha no fogo do altar. É uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
— Quando o sacrifício de comunhão para o SENHOR for tirado do rebanho, o animal poderá ser macho ou fêmea, mas sem qualquer defeito.
Se a pessoa escolher um cordeiro, deverá levá-lo diante do SENHOR.
Ela colocará a mão sobre a cabeça do animal e a empurrará para baixo. Então matará o animal na frente da Tenda do Encontro. Os filhos de Aarão aspergirão o sangue nos lados do altar.
O sacrifício de comunhão é uma oferta para o SENHOR. Do animal, ele deverá cortar a cauda até o fim da espinha. Logo deverá oferecer a cauda com toda a sua gordura, além de toda a gordura que cobre as entranhas,
os dois rins com toda a gordura e a parte gorda do fígado, que se retira juntamente com os rins.
O sacerdote queimará tudo isso no altar como uma oferta de comida para o SENHOR.
— Se a oferta for um cabrito, ele deverá levar o cabrito diante do SENHOR.
Ele colocará a mão sobre a cabeça do animal e a empurrará para baixo. Então matará o animal na frente da Tenda do Encontro. Os filhos de Aarão aspergirão o sangue nos lados do altar.
Desse animal, o sacerdote levará uma oferta ao SENHOR: toda a gordura que cobre as entranhas.
Oferecerá também os dois rins com toda a sua gordura e a parte gorda do fígado, que se retira juntamente com os rins.
O sacerdote queimará tudo isso no altar. É uma oferta de comida de aroma agradável. Toda a gordura pertence ao SENHOR.
— Esta é uma lei permanente para vocês e para os seus descendentes, onde quer que vivam: não comerão a gordura nem o sangue.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que pode acontecer de alguém pecar sem querer, fazendo o que o SENHOR mandou que não fosse feito.
— Se foi o sumo sacerdote quem cometeu o pecado e trouxe culpa sobre todo o povo, então ele deverá oferecer ao SENHOR um bezerro sem defeito. O bezerro será sacrificado para purificar o seu pecado.
O sacerdote apresentará o bezerro ao SENHOR diante da Tenda do Encontro, colocará a mão sobre a cabeça do animal e a empurrará para baixo. Então o matará diante do SENHOR.
Depois levará um pouco do sangue do animal para dentro da Tenda do Encontro
e, molhando o dedo nele, aspergirá o sangue sete vezes na presença do SENHOR, diante da cortina do Lugar Santo.
E colocará um pouco do sangue nas pontas do altar do incenso que está diante do SENHOR, na Tenda do Encontro. Ele deverá derramar o resto do sangue sobre a base do altar dos sacrifícios queimados, diante da entrada da Tenda do Encontro.
Então tirará toda a gordura do bezerro oferecido em sacrifício pelo pecado: a gordura das entranhas,
os dois rins com a gordura que os cobre e que está perto dos lombos, e a parte gorda do fígado, que ele tira juntamente com os rins.
Ele fará tudo conforme se faz com as partes do bezerro no sacrifício de comunhão, e queimará toda a gordura no altar dos sacrifícios queimados.
Mas o resto do bezerro: pele, carne, cabeça, patas, entranhas e intestinos,
ele levará para fora do acampamento, para um lugar puro, e ali queimará tudo sobre a lenha.
— Se a comunidade de Israel pecar sem saber e fizer o que o SENHOR mandou que não fosse feito, eles ficarão conscientes da sua culpa
assim que souberem que pecaram. Então a comunidade deverá oferecer um bezerro para purificação do pecado. Ele deverá ser apresentado diante da Tenda do Encontro.
Os líderes da comunidade colocarão as mãos deles sobre a cabeça do animal e a empurrarão para baixo. Então o matarão diante do SENHOR.
O sumo sacerdote levará um pouco do sangue para dentro da Tenda do Encontro
e, molhando o seu dedo nele, aspergirá o sangue sete vezes na presença do SENHOR, diante da cortina do Lugar Santo.
E colocará um pouco do sangue nas pontas do altar do incenso, que está diante do SENHOR, na Tenda do Encontro. Ele deverá derramar o resto do sangue sobre a base do altar dos sacrifícios queimados diante da entrada da Tenda do Encontro.
Então tirará toda a gordura do animal e a queimará no altar.
Ele fará com este bezerro o mesmo que é feito com o bezerro do sacrifício para o perdão dos pecados. Assim o sacerdote fará a purificação pelos israelitas e eles serão perdoados.
Depois o sacerdote levará o bezerro para fora do acampamento e o queimará como queimou o primeiro bezerro. É o sacrifício para perdoar o pecado da comunidade.
— Quando um chefe da comunidade pecar sem querer, fazendo o que o SENHOR, seu Deus, mandou que não fizessem, ele será culpado.
Quando souber que pecou, deverá oferecer um bode sem defeito para receber perdão pelo seu pecado.
O chefe colocará a mão sobre a cabeça do bode e a empurrará para baixo. Então matará o animal no lugar onde se oferecem os sacrifícios queimados, na presença do SENHOR. É um sacrifício para o perdão do seu pecado.
Então o sacerdote molhará o dedo com um pouco do sangue do bode e o colocará nas pontas do altar dos sacrifícios queimados. E derramará o resto do sangue sobre a base do altar.
Depois queimará toda a gordura do animal no altar, como queimou a gordura do sacrifício de comunhão. Assim o sacerdote fará a purificação pelo pecado do chefe da comunidade e ele será perdoado.
— Se qualquer pessoa da comunidade pecar sem querer, fazendo o que o SENHOR tinha mandado que não fosse feito, ela será culpada.
Assim que souber que cometeu pecado, deverá oferecer uma cabra sem defeito pelo seu pecado.
Ela colocará a mão sobre a cabeça da cabra e a empurrará para baixo. Então matará a cabra no lugar onde se matam os animais dos sacrifícios queimados.
E o sacerdote molhará o seu dedo com um pouco do sangue da cabra e o colocará nas pontas do altar dos sacrifícios queimados. Ele derramará o resto do sangue sobre a base do altar.
O sacerdote também tirará toda a gordura da cabra da mesma forma como tirou a gordura dos sacrifícios de comunhão e a queimará no altar como um aroma agradável ao SENHOR. Assim o sacerdote fará purificação por essa pessoa e ela será perdoada.
— Se ela trouxer uma ovelha para ser oferecida como sacrifício pelo seu pecado, deverá ser uma ovelha sem defeito.
Ela colocará a mão sobre a cabeça da ovelha e a empurrará para baixo. Então matará a ovelha como sacrifício pelo seu pecado. A ovelha será morta no lugar onde se sacrificam os animais queimados.
Então o sacerdote molhará o seu dedo num pouco do sangue do animal e o porá nas pontas do altar dos sacrifícios queimados. Ele derramará o resto do sangue na base do altar.
O sacerdote tirará toda a gordura da ovelha assim como fez com os sacrifícios de comunhão e a queimará em oferta ao SENHOR. Assim o sacerdote fará purificação por essa pessoa e ela será perdoada.
— Se alguém for chamado para ser testemunha de algo que viu ou ouviu, mas se recusar a falar, ele está pecando e será responsável pelo seu pecado.
— Se alguém, mesmo que não tenha se dado conta disso, tocar em qualquer coisa impura: no corpo morto de um animal selvagem ou doméstico ou de um réptil, essa pessoa ficará impura e será culpada.
— Se alguém tocar numa pessoa que está impura, mesmo que não se dê conta disso, ela também ficará impura. E assim que souber o que fez, será culpada.
— Se alguém, sem pensar, jurar que vai fazer alguma coisa, seja boa ou má, como algumas vezes as pessoas fazem, será culpado ao se dar conta do que disse.
Nesse caso, ele confessará o seu pecado
e levará ao SENHOR uma ovelha ou uma cabra do seu rebanho como sacrifício pelo seu pecado. E o sacerdote fará o sacrifício de purificação pelos seus pecados.
— Se a pessoa não tiver a possibilidade de oferecer uma ovelha, então levará ao SENHOR duas rolas ou dois pombinhos. Uma das aves será oferecida em sacrifício pelo pecado e a outra, em sacrifício queimado.
A pessoa levará as aves ao sacerdote. O sacerdote oferecerá primeiro o sacrifício pelo pecado. Ele quebrará o pescoço da ave, mas sem arrancar a cabeça dela totalmente.
Depois ele salpicará o sangue do sacrifício pelo pecado no lado do altar e derramará o resto do sangue sobre a base do altar. É o sacrifício pelo pecado.
A seguir, o sacerdote oferecerá a segunda ave em sacrifício queimado e de acordo com as normas. Assim o sacerdote fará a purificação pelo pecado e a pessoa será perdoada.
— Se a pessoa não tiver condições de oferecer duas rolas ou duas pombinhas, então levará dois quilos da melhor farinha de trigo como sacrifício pelo pecado. Não derramará azeite nem incenso sobre a farinha, porque é um sacrifício pelo pecado.
Ele dará a farinha ao sacerdote que tirará uma mão-cheia para representar toda a farinha, e a queimará no altar juntamente com as ofertas queimadas ao SENHOR. É um sacrifício pelo pecado.
Assim o sacerdote fará a purificação do pecado dessa pessoa e ela será perdoada. O resto da farinha será para o sacerdote, como nas ofertas de cereais.
O SENHOR disse a Moisés:
— Quando alguém, sem querer, for culpado de ficar com as coisas consagradas ao SENHOR, ele deverá levar um carneiro sem qualquer defeito ao SENHOR como sacrifício de restituição, ou o equivalente em moedas de prata, segundo o peso oficial da moeda no santuário.
Para pagar pelo pecado que cometeu por ter ficado com as coisas consagradas, ele deverá levar ao sacerdote a oferta que tinha prometido e acrescentar mais vinte por cento. O sacerdote fará a purificação da pessoa com o carneiro do sacrifício de restituição e ela será perdoada.
— Se alguém pecar e fizer algo que os mandamentos do SENHOR dizem que não deve ser feito, mesmo que não seja de propósito, ele é culpado e será responsável pelo seu pecado.
Ele deverá levar ao sacerdote um carneiro do seu rebanho sem qualquer defeito, ou o pagamento avaliado de acordo com o pecado cometido. E o sacerdote fará a purificação da pessoa que cometeu o pecado sem querer, e a pessoa será perdoada.
É o sacrifício de restituição, porque a pessoa era culpada diante do SENHOR.
O SENHOR disse a Moisés:
— Uma pessoa será culpada de pecar contra o SENHOR quando ela enganar a alguém do seu povo assim: ela mentir sobre algo que lhe foi emprestado ou que lhe foi dado para guardar; ela tirar alguma coisa à força ou que a roubar;
ela encontrar alguma coisa que não lhe pertence e ficar com ela, mentindo ao dizer que não a encontrou; ela jurar falsamente para ficar com o que não é dela.
Em todos esses casos a pessoa é culpada e terá que devolver tudo o que roubou, todas as coisas que ficou por ter mentido, as coisas que tinham sido confiadas a ela, as coisas que tinha encontrado
e as coisas que tinha jurado serem dela e que não eram. Terá que devolver tudo ao dono e dar mais vinte por cento do valor total. Ela deverá fazer isso no mesmo dia em que fizer o sacrifício de restituição.
Para o sacrifício de restituição, ela oferecerá ao SENHOR um carneiro do seu rebanho sem nenhum defeito, ou o equivalente em moedas de prata.
Assim o sacerdote fará a purificação diante do SENHOR e a pessoa será perdoada do pecado que era culpada.
O SENHOR disse a Moisés:
— Ordene a Aarão e aos seus filhos que, sobre o sacrifício queimado, o animal sacrificado deverá ser totalmente queimado no altar durante toda a noite até o amanhecer. Não deixem o fogo do altar se apagar.
De manhã, o sacerdote vestirá a roupa interior de linho e a túnica de linho e tirará as cinzas que restaram do sacrifício queimado e as colocará ao lado do altar.
Depois mudará de roupa e levará as cinzas para fora do acampamento, para um lugar purificado.
O fogo do altar deverá estar continuamente aceso, nunca deverá ser apagado. Todas as manhãs o sacerdote deverá pôr mais lenha sobre o altar e arrumar sobre ele o sacrifício queimado e queimar nele a gordura das ofertas de comunhão.
O fogo do altar deverá estar sempre aceso, não deverá ser apagado.
— Estas são as leis para as ofertas de cereais. Os filhos de Aarão apresentarão a oferta ao SENHOR, diante do altar.
O sacerdote tirará uma mão-cheia da farinha oferecida com azeite e todo o incenso que acompanha a oferta e queimará tudo o que apanhou no altar. A mão-cheia representa toda a oferta e é uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
O resto da farinha será para Aarão e seus filhos fazerem pão sem fermento. Mas isso deverá ser comido num lugar sagrado: dentro do pátio da Tenda do Encontro.
A oferta não deverá ser assada com fermento. Dei a eles essa parte da oferta dos cereais, que é uma das ofertas mais sagradas, tão sagrada como o sacrifício pelo pecado ou o sacrifício de restituição.
Portanto, todos os descendentes de Aarão, durante todas as suas gerações, poderão comer a sua parte das ofertas que são queimadas ao SENHOR. Tudo o que tocar nas ofertas ficará santificado.
O SENHOR disse depois a Moisés:
— Esta é a oferta que Aarão e os seus filhos deverão apresentar ao SENHOR no dia em que forem consagrados: dois quilos da melhor farinha, como oferta de cereal, metade de manhã e metade à tarde.
A farinha deverá ser bem preparada com azeite e assada. Depois de misturada, a oferta deverá ser partida em pedaços e apresentada ao SENHOR. É uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
Assim também deverá o sumo sacerdote, descendente de Aarão, preparar a oferta de cereais. É uma oferta que deverá ser oferecida sempre ao SENHOR e deverá ser queimada completamente.
Todas as ofertas de cereais feitas pelos sacerdotes deverão ser queimadas completamente, nada deverá ser comido.
O SENHOR disse a Moisés:
— Dê esta lei a Aarão e aos seus filhos acerca dos sacrifícios pelo pecado: o animal que for oferecido ao SENHOR em sacrifício pelo pecado deverá ser morto no mesmo lugar onde se matam os animais queimados. É uma das ofertas mais sagradas.
O sacerdote que oferecer o sacrifício pelo pecado só deverá comer dele num lugar sagrado, dentro do pátio da Tenda do Encontro.
Tudo que tocar na carne ficará santificado. E se a roupa de alguém for salpicada com sangue, deverá ser lavada num lugar sagrado.
A vasilha de barro onde se cozinhou o animal do sacrifício pelo pecado deverá ser quebrada. Se a vasilha for de bronze, deverá ser esfregada e lavada com água.
— Só os homens que pertencem à família do sacerdote poderão comer da carne do sacrifício pelo pecado, pois é uma das ofertas mais sagradas.
Não se deverá comer do animal cujo sangue foi levado para a Tenda de Encontro, para ser feita a purificação no Lugar Santo. Esse animal deverá ser completamente queimado.
— Esta é a lei do sacrifício de restituição. É uma oferta muito sagrada.
O animal deverá ser morto no lugar onde são mortos os animais destinados a serem sacrifícios queimados e o seu sangue será aspergido nos lados do altar.
Toda a sua gordura deverá ser queimada: a gordura da cauda e a que cobre as entranhas,
os dois rins e a sua gordura, ou seja a gordura junto aos lombos e a parte da gordura do fígado, que se retira juntamente com os rins.
O sacerdote queimará toda a gordura sobre o altar como oferta queimada ao SENHOR. É o sacrifício de restituição.
Todos os sacerdotes poderão comer dele, mas num lugar sagrado, porque é uma oferta muito sagrada.
— Esta mesma lei aplica-se tanto ao sacrifício de restituição como ao sacrifício pelo pecado: a carne pertence ao sacerdote que oferecer o sacrifício para a purificação dos pecados.
A pele do animal ficará para o sacerdote que ofereceu o sacrifício queimado.
Assim também será com as ofertas de cereais preparadas no forno ou cozidas numa panela ou numa assadeira, pertencerão ao sacerdote que as oferecer.
Mas as outras ofertas de cereais, sejam amassadas com azeite ou não, serão divididas igualmente entre todos os filhos de Aarão.
— Esta é a lei para os sacrifícios de comunhão oferecidos ao SENHOR.
Se alguém fizer uma oferta de comunhão em agradecimento a Deus, deverá também oferecer bolos sem fermento amassados com azeite, pães finos sem fermento e untados com azeite, e bolos feitos da melhor farinha amassada com azeite.
E, juntamente com a sua oferta de comunhão em agradecimento, deverá também oferecer pão fermentado.
De cada uma destas ofertas, uma parte será tirada como contribuição para o SENHOR. Essa parte pertencerá ao sacerdote que aspergiu o sangue do sacrifício de comunhão.
A carne do sacrifício de comunhão oferecida por agradecimento deverá ser comida no mesmo dia do sacrifício, não deverá ficar nada para o dia seguinte.
— Se a oferta for feita para cumprir uma promessa ou se for uma oferta só de boa vontade, a carne deverá ser comida no dia do sacrifício, mas o que sobrar poderá ser guardado para o dia seguinte.
Mas a carne que sobrar até o terceiro dia será queimada nesse dia.
Se alguém comer da carne do sacrifício de comunhão no terceiro dia, a sua oferta não será aceita, será rejeitada. É um sacrifício impuro e quem dele comer será culpado de pecado.
— Não se comerá a carne que tocar em qualquer coisa impura, ela será queimada no fogo. Aqueles que estão puros poderão comer da carne do sacrifício de comunhão.
Mas quem estiver impuro e comer da carne do sacrifício de comunhão oferecido ao SENHOR, será excluído da comunidade.
— Quem tocar em algo impuro, seja impureza humana ou de animal ou de algo impuro ou proibido, e depois comer a carne do sacrifício de comunhão do SENHOR, será excluído da comunidade.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que não comam a gordura de bezerro, carneiro ou cabrito.
Não comam a gordura de um animal que foi encontrado morto ou que foi despedaçado por animais selvagens. Podem fazer o que quiserem com a gordura, mas não a comam.
Quem comer a gordura de um animal que foi oferecido em sacrifício queimado ao SENHOR, será excluído da comunidade.
— Onde quer que vocês estejam vivendo, não devem comer nada com sangue, quer seja de animal ou de ave.
Qualquer pessoa que chegue a comer algo com sangue será excluída da comunidade.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que a oferta de comunhão ao SENHOR deverá ser apresentada ao SENHOR pela própria pessoa.
Com as suas mãos ele deverá levar a oferta ao SENHOR. Depois levará a gordura e o peito e oferecerá o peito diante do SENHOR com o movimento de apresentação.
O sacerdote queimará a gordura no altar, mas o peito será para Aarão e para os seus filhos.
A coxa direita do sacrifício de comunhão será dada ao sacerdote como contribuição.
A coxa direita será para o homem, filho de Aarão, que oferecer o sangue e a gordura do sacrifício de comunhão.
Dos sacrifícios de comunhão oferecidos pelos israelitas, a coxa direita e o peito do animal me pertencem, e eu os dou como contribuição a Aarão e aos seus filhos. Essa é a sua porção para sempre.
— Dos sacrifícios queimados ao SENHOR, essa é a porção que cabe a Aarão e aos seus filhos, desde o dia em que o SENHOR os consagrou para serem seus sacerdotes.
Foi o SENHOR que ordenou que essa parte fosse dada a eles desde o dia em que os consagrou. Essa é uma ordem que os israelitas terão que cumprir para sempre.
São essas as leis dos sacrifícios queimados, das ofertas de cereais, dos sacrifícios pelo pecado e de restituição, dos sacrifícios de consagração e dos sacrifícios de comunhão.
O SENHOR deu essas leis a Moisés no monte Sinai, no dia em que ordenou aos israelitas que trouxessem as suas ofertas ao SENHOR, no deserto de Sinai.
O SENHOR disse a Moisés:
— Faça com que Aarão e os seus filhos venham até a entrada da Tenda do Encontro com as roupas sacerdotais, o azeite da consagração, o bezerro para o sacrifício pelo pecado, os dois carneiros e o cesto de pães sem fermento.
Reúna também toda a comunidade diante da entrada da Tenda do Encontro.
Moisés fez o que o SENHOR tinha lhe mandado e reuniu a comunidade diante da entrada da Tenda do Encontro
e lhes disse: — Foi o SENHOR que mandou fazer isto.
Moisés trouxe a Aarão e aos seus filhos e os lavou com água;
depois pôs a túnica em Aarão e colocou nele o cinto, o manto e o éfode. E prendeu o éfode em toda a volta com o cinto decorado.
Também colocou o peitoral sobre Aarão e nele pôs o Urim e o Tumim.
Colocou o turbante na cabeça dele e na parte da frente do turbante colocou a lâmina de ouro, a coroa sagrada. Moisés fez tudo como o SENHOR tinha lhe ordenado fazer.
Depois Moisés pegou o azeite de consagração e ungiu a Tenda Sagrada e tudo o que havia nela. Assim ele consagrou tudo ao SENHOR.
Também aspergiu o altar sete vezes e assim o consagrou, juntamente com todos os utensílios, a bacia de purificação e a sua base.
Depois Moisés derramou parte do azeite de consagração sobre a cabeça de Aarão e o consagrou a Deus.
Aproximaram-se então os filhos de Aarão. E Moisés colocou neles as túnicas, os cintos e enrolou os turbantes nas suas cabeças, tal como o SENHOR tinha mandado.
A seguir Moisés trouxe o bezerro para o sacrifício pelo pecado. E Aarão e os seus filhos colocaram as mãos sobre a cabeça do bezerro e a empurraram para baixo.
O bezerro foi morto e Moisés molhou o dedo no sangue e pôs um pouco de sangue em todos os cantos do altar e assim purificou o altar. Depois derramou o resto do sangue sobre a base do altar. Assim Moisés consagrou o altar para fazer a purificação do seu pecado.
Depois Moisés queimou sobre o altar a gordura das entranhas do bezerro, a parte gorda do fígado e os dois rins com a gordura que os cobre.
Mas a pele do bezerro, a sua carne e os intestinos, Moisés os queimou fora do acampamento, tal como o SENHOR tinha mandado.
Moisés trouxe o carneiro do sacrifício queimado, e Aarão e os seus filhos colocaram as mãos sobre a cabeça do carneiro e a empurraram para baixo.
Então Moisés matou o carneiro e aspergiu o sangue nos lados do altar.
A seguir cortou o carneiro em pedaços e queimou no altar a cabeça, os pedaços e a gordura.
Lavou com água as entranhas e as patas e queimou todo o carneiro sobre o altar como sacrifício queimado. Foi uma oferta de aroma agradável ao SENHOR. Moisés fez tudo conforme o SENHOR tinha lhe mandado.
A seguir trouxeram o segundo carneiro para ser usado na consagração de Aarão e dos seus filhos como sacerdotes. E eles colocaram as suas mãos sobre a cabeça do carneiro e a empurraram para baixo.
Então Moisés matou o carneiro e com um pouco do seu sangue tocou na orelha direita, e no polegar da sua mão direita e no polegar do seu pé direito.
Então os filhos de Aarão se aproximaram e Moisés tocou também com o sangue na orelha direita de cada um deles, no polegar da mão direita e no polegar do pé direito. Depois aspergiu o resto do sangue nos lados do altar.
Depois pegou a gordura, a cauda, a gordura das entranhas, a gordura que cobre o fígado, os dois rins com a sua gordura e a coxa direita do carneiro.
E, do cesto dos pães sem fermento que estava diante do SENHOR, ele tirou um pão feito com azeite e um bolo e os colocou sobre a gordura e sobre a coxa direita do carneiro.
Então colocou tudo nas mãos de Aarão e dos seus filhos para eles fazerem o movimento de apresentação diante do SENHOR.
A seguir, Moisés pegou na oferta que Aarão e os seus filhos tinham nas mãos e queimou-a no altar como um sacrifício queimado. Foi o sacrifício de consagração dos sacerdotes, uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
Moisés ofereceu também ao SENHOR, com o movimento de apresentação, o peito do animal que era a parte do carneiro que lhe pertencia. Fez exatamente como o SENHOR tinha lhe ordenado.
Depois Moisés pegou num pouco do azeite da consagração e num pouco do sangue que estava no altar e aspergiu-os sobre Aarão e sobre a sua roupa, e sobre os seus filhos e as suas roupas. E assim os consagrou a Deus.
Moisés disse a Aarão e aos seus filhos: — Cozinhem e comam a carne diante da entrada da Tenda do Encontro, com o pão do cesto das ofertas da consagração. Façam tudo como eu disse.
Queimem no fogo o que sobrar da carne e do pão.
Durante sete dias, até terminar o tempo da consagração de vocês, não devem sair da entrada da Tenda do Encontro.
Foi o SENHOR que mandou fazer o que foi feito hoje para purificação dos seus pecados.
Fiquem durante sete dias, dia e noite, diante da entrada da Tenda do Encontro. Se não obedecerem às ordens do SENHOR, morrerão! Foi isto o que Deus me disse.
Aarão e os seus filhos fizeram tudo o que o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Oito dias depois Moisés chamou a Aarão, aos seus filhos, e aos líderes de Israel.
E disse a Aarão: — Traga um bezerro para o sacrifício pelo pecado e um carneiro para o sacrifício queimado, ambos sem nenhum defeito, e ofereça-os diante do SENHOR.
Depois diga aos israelitas para trazerem um bode para o sacrifício pelo pecado; um bezerro e um cordeiro de um ano, ambos sem nenhum defeito, para o sacrifício queimado;
um boi e um carneiro, para serem oferecidos ao SENHOR em sacrifício de comunhão; e que ofereçam tudo juntamente com uma oferta de cereais amassada com azeite, pois hoje o SENHOR aparecerá a eles.
Eles levaram tudo o que Moisés tinha ordenado para a entrada da Tenda do Encontro, e a comunidade aproximou-se e ficou de pé diante do SENHOR.
Moisés disse: — O SENHOR ordenou que vocês fizessem isso, para que a glória do SENHOR apareça a vocês.
E Moisés disse a Aarão: — Aproxime-se do altar e ofereça um sacrifício pelo pecado e um sacrifício queimado, para purificação dos seus pecados e dos pecados do povo, conforme o SENHOR ordenou.
Aarão aproximou-se do altar e matou o bezerro em sacrifício pelos seus próprios pecados.
Os filhos de Aarão trouxeram-lhe o sangue e Aarão molhou o dedo no sangue e pôs um pouco de sangue nos cantos do altar; ele derramou o resto do sangue na base do altar.
Depois queimou no altar a gordura, os rins e a parte gorda do fígado do sacrifício pelo pecado, conforme o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Mas a carne e a pele do animal, ele queimou fora do acampamento.
Depois Aarão matou o animal do sacrifício queimado. Os seus filhos trouxeram-lhe o sangue e ele aspergiu os lados do altar com o sangue.
Trouxeram-lhe então os pedaços do sacrifício queimado e a cabeça, e Aarão os queimou no altar.
Depois lavou as entranhas e as patas, e as queimou no altar, em cima do sacrifício queimado.
A seguir Aarão ofereceu o sacrifício pelo povo. Ele sacrificou o bode pelo pecado do povo, assim como tinha feito com o primeiro sacrifício.
Ofereceu também o sacrifício queimado, tendo seguido todas as normas.
Apresentou também a oferta de cereais. Tirou uma mão-cheia da farinha e queimou-a no altar, juntamente com o sacrifício que era queimado de manhã.
Matou também o bezerro e o carneiro em sacrifício de comunhão pelo povo. Os filhos de Aarão trouxeram-lhe o sangue, e ele aspergiu os lados do altar com o sangue.
As gorduras do bezerro e do carneiro: a cauda gorda, a gordura que cobre as entranhas, os rins e a parte gorda do fígado,
puseram-nas em cima do peito dos animais e Aarão queimou tudo isso sobre o altar.
Depois apresentou o peito e a coxa direita, com o movimento de apresentação, ao SENHOR, assim como Moisés tinha ordenado.
Depois de ter oferecido o sacrifício pelo pecado, o sacrifício queimado e o sacrifício de comunhão, Aarão levantou as mãos e abençoou o povo; então desceu do altar.
Moisés e Aarão entraram na Tenda do Encontro e, quando saíram, abençoaram o povo. E a glória do SENHOR apareceu a todo o povo.
Saiu fogo da presença do SENHOR e devorou o sacrifício queimado e as gorduras que estavam sobre o altar. O povo viu, gritou e inclinou-se em adoração.
Naquele mesmo dia, Nadabe e Abiú, filhos de Aarão, pegaram os seus incensários e tendo colocado neles brasas e incenso foram oferecer um fogo estranho ao SENHOR, que Deus não tinha lhes ordenado.
Nesse momento saiu fogo da presença do SENHOR e eles foram consumidos completamente, morrendo ali mesmo, diante do SENHOR.
Moisés então disse a Aarão: — O SENHOR se referia ao que acabou de acontecer quando disse: “Os sacerdotes que se cheguem a mim têm que me respeitar; a eles mostrarei que sou santo, e serei respeitado por todo o povo”. E Aarão ficou calado.
Então Moisés chamou Misael e Elzafã, filhos de Uziel, tio de Aarão, e lhes disse: — Vão buscar os corpos dos seus irmãos da frente do santuário e levem-nos para fora do acampamento.
Eles foram, pegaram os corpos e levaram-nos ainda com as suas túnicas para fora do acampamento, como Moisés tinha dito.
E Moisés disse a Aarão e aos seus filhos Eleazar e Itamar: — Não fiquem tristes por causa deles, não raspem a cabeça nem rasguem as roupas. Se o fizerem, vocês morrerão e a ira do SENHOR cairá sobre toda a comunidade. Mas os seus parentes, a casa de Israel, poderão chorar por causa daqueles que foram mortos pelo fogo do SENHOR.
Não saiam da entrada da Tenda do Encontro. Se saírem, morrerão, pois foram consagrados ao SENHOR pelo azeite de consagração. E eles fizeram o que Moisés lhes disse.
Depois o SENHOR disse a Aarão:
— Nem você, nem os seus filhos devem beber vinho, nem outras bebidas alcoólicas quando entrarem na Tenda do Encontro, senão vocês morrerão. Esta é uma lei para sempre, para todas as gerações.
Assim vocês poderão distinguir o sagrado do profano, e o puro do impuro.
E poderão ensinar aos israelitas todas as leis que eu, o SENHOR, dei por meio de Moisés.
Moisés disse a Aarão e aos dois filhos que ficaram vivos, Eleazar e Itamar: — Comam a oferta de cereal que restou do sacrifício que foi queimado inteiramente ao SENHOR. Comam-na sem fermento e junto ao altar, porque é uma coisa muito sagrada.
Comam-na num lugar sagrado, pois é a porção do sacrifício que foi todo queimado ao SENHOR e pertence a vocês.
— Mas o peito e a coxa do animal oferecido com o movimento de apresentação, vocês podem comer em qualquer lugar que tenha sido purificado. Essa é a parte das ofertas de comunhão dos israelitas que foi dada a você e aos seus filhos e filhas.
Tanto a coxa como o peito serão sempre oferecidos ao SENHOR com o movimento de apresentação, juntamente com a gordura do sacrifício que foi todo queimado. Essa é a parte que pertence a você e aos seus filhos. Pois foi assim que o SENHOR ordenou.
Depois Moisés procurou o bode do sacrifício pelo pecado, mas descobriu que já tinha sido queimado. Então ficou irado com Eleazar e Itamar, os filhos de Aarão que tinham ficado vivos, e lhes disse:
— Por que não comeram o sacrifício pelo pecado no lugar santo? Pois é um sacrifício muito sagrado, oferecido para perdoar o pecado da comunidade e para a sua purificação diante do SENHOR.
Como o sangue do animal não foi levado para dentro do Lugar Santo, era ali que vocês deveriam ter comido a sua carne, como eu tinha ordenado.
Aarão disse a Moisés: — Olhe, hoje mesmo os meus filhos ofereceram o sacrifício pelo pecado e o sacrifício todo queimado ao SENHOR, e aconteceram estas coisas terríveis comigo. Você acha que o SENHOR teria ficado satisfeito se eu tivesse comido o sacrifício pelo pecado hoje?
Moisés ouviu a explicação e ficou satisfeito.
O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— Digam aos israelitas que os animais que vocês poderão comer
são os animais que têm o casco dividido e que ruminam.
— Portanto, não poderão comer destes animais, embora eles sejam ruminantes ou tenham o casco dividido: o camelo, ele é ruminante mas não tem o casco dividido. Considerem-no impuro.
Também o coelho, ele é ruminante, mas o casco não é dividido. Considerem-no impuro.
A lebre, ela é ruminante mas não tem o casco dividido. É impura.
O porco, ele tem o casco dividido mas não é ruminante. Considerem-no impuro.
Não deverão comer destes animais nem tocar nos seus corpos mortos. Considerem-nos impuros.
— Dos animais que vivem nas águas do mar e dos rios, vocês poderão comer de todos os que têm barbatanas e escamas.
Mas dos répteis e dos animais que vivem nas águas do mar ou dos rios e que não têm escamas ou barbatanas, vocês não poderão comer.
Considerem esses animais impuros. Não comam, nem toquem nos seus corpos mortos.
Considerem impuro todo animal que vive na água e não tem barbatanas nem escamas.
— As seguintes aves são impuras e vocês estão proibidos de comê-las: a águia, o abutre, a águia-marinha,
o milhafre, o falcão,
todas as espécies de corvos,
a avestruz, a andorinha, a gaivota e todas as espécies de gaviões,
o mocho, a coruja, o corujão,
o íbis, o pelicano, o abutre,
a cegonha, a garça, a poupa e o morcego.
— Todos os insetos que têm asas mas que andam pelo chão, vocês deverão considerar impuros,
a não ser os insetos que podem saltar porque têm as pernas articuladas.
Portanto, podem comer todo tipo de gafanhotos e de grilos.
— Mas deverão considerar impuros todos os outros tipos de insetos voadores que andem pelo chão.
Quem tocar no corpo morto de um desses animais, ficará impuro até o fim da tarde.
Quem pegar no corpo morto de um desses animais, terá que lavar a sua roupa e ficará impuro até o fim da tarde.
— Deverão também considerar impuro todo animal que não tiver o casco dividido ou que não ruminar. E quem tocar num desses animais ficará também impuro.
Além disso, considerem também impuros todos os animais de quatro patas que caminham sobre a planta dos pés. Quem tocar neles ficará impuro até o fim da tarde.
E quem pegar no corpo morto desses animais terá que lavar a sua roupa, e ficará impuro até o fim da tarde.
— Deverão também considerar impuros estes animais que rastejam pelo chão: a toupeira, o rato, toda espécie de lagarto grande,
a lagartixa, o crocodilo, a salamandra, o lagarto de areia e o camaleão.
Estes são os animais que vocês deverão considerar impuros. Quem tocar nos seus corpos mortos ficará impuro até o fim da tarde.
— Se o corpo de um desses animais cair morto sobre qualquer objeto, o objeto ficará impuro, seja o objeto feito de madeira, de pano, de couro, de lã ou de pano de saco. O objeto terá que ser lavado com água e ficará impuro até o fim da tarde. Depois, poderá ser usado de novo.
Se um animal impuro cair dentro de uma vasilha de barro, tudo o que estiver dentro da vasilha ficará impuro e a vasilha terá que ser quebrada.
Se a vasilha tiver água dentro e a água cair sobre qualquer tipo de comida ou bebida, a comida ou a bebida ficará impura.
Se o corpo morto de um desses animais tocar num forno ou fogão de barro, deverão destruí-lo. Vocês deverão considerar essas coisas impuras, pois elas são sempre impuras.
— Se o corpo morto de um animal cair numa fonte ou num poço de água, a água continuará pura. Mas quem tocar no corpo do animal ficará impuro.
Se o corpo morto cair sobre alguma semente que vai ser plantada, a semente continuará pura.
Mas se a semente estiver molhada e o corpo do animal cair sobre ela, ela deverá ser considerada impura.
— Quando um animal (que pode ser comido) morrer de morte natural, a pessoa que tocar no corpo ficará impura até o fim da tarde.
Quem comer da carne desse animal terá que lavar as suas roupas e ficará impuro até o fim da tarde. Quem transportar o corpo do animal terá que lavar as suas roupas e ficará impuro até o fim da tarde.
— Todos os animais que rastejam pelo chão são impuros e não poderão comer deles:
tanto os que rastejam sobre o ventre como os que caminham com quatro ou mais patas, são impuros. Não poderão comer deles.
Não se deixem contaminar por qualquer um desses animais. Não se tornem impuros por causa deles,
porque eu sou o SENHOR, o seu Deus. Purifiquem-se e permaneçam santos, porque eu sou santo. Não se tornem impuros por causa desses animais que se arrastam pelo chão.
Eu sou o SENHOR, que tirou vocês da terra do Egito, para ser o seu Deus. Sejam santos, porque eu sou santo.
Estas são as normas que se referem aos animais, às aves, aos seres que vivem na água, e aos animais que rastejam pelo chão.
Elas servem para distinguirem entre os animais puros e os animais impuros, entre os animais que podem ser comidos e os que não podem ser comidos.
O SENHOR disse a Moisés
para que ele falasse aos israelitas o seguinte: — A mulher que der à luz um menino, ficará impura durante sete dias, como no período da sua menstruação.
No oitavo dia o menino será circuncidado.
A mulher deverá esperar trinta e três dias para ser purificada do sangue que perdeu na hora do parto. Durante o tempo da sua purificação, ela não poderá tocar em nenhuma coisa sagrada nem entrar no santuário.
Se der à luz a uma menina, ficará impura durante catorze dias, como no período da sua menstruação. E deverá esperar sessenta e seis dias para ser purificada do sangue que perdeu na hora do parto.
— Quando terminar o período da purificação pelo nascimento de um menino ou de uma menina, ela levará ao sacerdote, diante da entrada da Tenda do Encontro, um cordeiro de um ano para o sacrifício queimado. E oferecerá também um pombinho ou uma rola, em sacrifício pelo pecado.
Então o sacerdote levará a mulher até a presença do SENHOR e ele fará o sacrifício de purificação, e ela ficará purificada do sangue que perdeu na hora do parto. Esta é a lei para a mulher que der à luz um menino ou uma menina.
Se ela não puder pagar o preço de um cordeiro, então oferecerá dois pombinhos ou duas rolas. Um dos animais será oferecido em sacrifício queimado e o outro em sacrifício pelo pecado. Assim o sacerdote fará a purificação e ela ficará pura.
O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— Quando alguém tiver um inchaço, uma erupção ou uma mancha inflamada na pele que possa se tornar uma doença perigosa, será levado ao sacerdote Aarão ou a um dos seus filhos sacerdotes.
O sacerdote examinará a ferida. Se o pelo na ferida tiver se tornado branco e a ferida parecer ser mais funda do que a pele, então é uma doença grave e contagiosa. O sacerdote declarará essa pessoa impura depois de examiná-la.
— Se a mancha na pele for branca e superficial, e o pelo não chegar a se tornar branco, então o sacerdote isolará o doente durante sete dias.
Depois de sete dias, o sacerdote voltará a examinar a pessoa. Se a ferida não ficar pior nem tiver se espalhado pela pele, então o doente ficará isolado mais sete dias.
Depois disso, o sacerdote voltará a examinar a pessoa. Se a ferida tiver melhorado e não tiver se espalhado, o sacerdote declarará a pessoa pura. É apenas uma erupção, a pessoa lavará a roupa e estará pura.
— Mas se, depois do sacerdote ter declarado que a pessoa está pura, a erupção se espalhar, então ela se apresentará de novo ao sacerdote.
O sacerdote examinará a pessoa para ver se a erupção se espalhou pela pele. Se a erupção tiver se espalhado, o sacerdote declarará o doente impuro. É uma doença grave e contagiosa.
— Quem tiver uma doença grave na pele será levado ao sacerdote.
O sacerdote examinará a pessoa e se notar que ela tem um inchaço branco na pele, com pelo branco e carne viva no inchaço,
é porque ela tem uma doença contagiosa que não tem cura. Então o sacerdote declarará a pessoa impura, não precisando isolá-la para ter que examinála de novo.
— Se o sacerdote verificar que a doença se espalhou por toda a pele da pessoa, da cabeça aos pés,
e que a doença cobre todo o corpo, então declarará a pessoa pura. A pessoa que ficou toda branca está pura.
Mas se, mais tarde, aparecer uma ferida aberta, com carne viva na pele dessa pessoa, ela ficará impura.
Quando o sacerdote chegar a ver a carne viva, ele declarará o doente impuro. A carne viva é impura: a pessoa tem uma doença contagiosa na pele.
— Se a carne viva voltar a ficar branca, a pessoa voltará ao sacerdote.
E se o sacerdote verificar que a ferida se tornou branca, ele declarará a pessoa pura.
— Se alguém tiver uma ferida com pus na pele e ela se curar,
e no lugar da ferida aparecer um inchaço branco ou uma mancha vermelha, ele se apresentará ao sacerdote.
O sacerdote examinará o lugar, e se a mancha for funda e o pelo nela tiver se tornado branco, o sacerdote declarará a pessoa impura. É uma doença contagiosa que se espalhou a partir da ferida.
Mas se o sacerdote verificar que o pelo na mancha não é branco e que a ferida é superficial, ele isolará a pessoa durante sete dias.
Se, depois disso, a ferida tiver se espalhado pela pele, o sacerdote declarará a pessoa impura. É uma doença contagiosa.
Mas se a mancha não mudou nem se espalhou pela pele, então é apenas uma cicatriz. O sacerdote declarará a pessoa pura.
— Quando alguém tiver uma queimadura na pele e aparecer uma mancha vermelha ou branca na carne viva,
o sacerdote examinará a ferida. Se o pelo nela for branco ou se a ferida for funda, então o sacerdote declarará a pessoa impura. É uma doença contagiosa que apareceu na queimadura.
Mas se o sacerdote examinar a mancha e verificar que o pelo nela não é branco, que a ferida é superficial e que está menos inflamada, então o sacerdote isolará o doente durante sete dias.
No sétimo dia, o sacerdote voltará a examiná-lo. Se a mancha tiver se espalhado, o sacerdote declarará o doente impuro. É uma doença contagiosa.
Mas se a mancha não tiver mudado nem se espalhado pela pele, e estiver menos inflamada, é só a cicatriz da queimadura. O sacerdote declarará o doente puro, pois é apenas a cicatriz da queimadura.
— Se um homem ou uma mulher tiver uma ferida na cabeça ou no queixo,
o sacerdote examinará a ferida. Se a ferida parecer ser mais funda do que a pele e o pelo nela for amarelo e fino, o sacerdote declarará o doente impuro. Ele tem uma doença grave na cabeça ou no queixo.
Se o sacerdote examinar a ferida e ela parecer ser superficial, mas não tiver pelo preto, o sacerdote manterá o doente isolado durante sete dias.
No sétimo dia, o sacerdote examinará de novo a ferida. Se chegar a ver que ela não se espalhou, que o pelo nela não é amarelo e que a infecção é superficial,
então a pessoa rapará os pelos em volta da ferida, mas não na ferida, e o sacerdote o manterá isolado durante mais sete dias.
No sétimo dia o sacerdote examinará de novo a ferida. Se perceber que ela não se espalhou pela pele e que é superficial, o sacerdote declarará o doente puro. O doente lavará a sua roupa e ficará puro.
Mas se, depois do doente ter sido declarado puro, a infecção se espalhar pela pele,
o sacerdote o examinará de novo. Se chegar a ver que a infecção se espalhou, ele não precisa verificar se há pelos amarelos nela, o doente está impuro.
Mas se chegar a ver que a infecção não se espalhou e que cresceram pelos pretos nela, ele está curado. O sacerdote declarará o doente puro.
— Se um homem ou uma mulher tiver muitas manchas brancas na pele,
o sacerdote examinará essas manchas. Se verificar que as manchas são brancas mas sem brilho, então é uma infecção sem importância. A pessoa está pura.
— Se um homem perder todo o cabelo e ficar careca, ele está puro.
Se perder o cabelo da frente da cabeça e ficar careca daquele lado, ele está puro.
Mas se aparecer uma ferida branca avermelhada na parte careca da frente ou de trás, então é uma doença grave que lhe apareceu na cabeça.
O sacerdote examinará o doente. Se verificar que a ferida na parte da frente ou na parte de trás da cabeça é avermelhada, como uma doença contagiosa em outras partes da pele,
então o homem tem uma doença contagiosa e está impuro. O sacerdote declarará o doente impuro, por causa da ferida na cabeça.
— Quem tiver uma doença contagiosa na pele deverá avisar as outras pessoas. Ele rasgará a roupa, rapará o cabelo, cobrirá a boca e gritará: “Impuro! Impuro!”
Enquanto tiver a doença contagiosa, ele estará impuro e viverá sozinho, fora do acampamento.
— Também poderá aparecer uma mancha de mofo na roupa de lã ou de linho,
ou em qualquer tecido de malha ou de lã, ou num objeto de couro.
Se a mancha na roupa ou no couro for verde ou vermelha, é uma mancha contagiosa e deverá ser apresentada ao sacerdote.
O sacerdote examinará a mancha e isolará o objeto afetado durante sete dias.
No sétimo dia voltará a examinar a mancha. Se ela tiver se espalhado pelo tecido ou pelo couro, é uma mancha contagiosa. O objeto é impuro.
O sacerdote queimará a roupa ou o objeto de couro, pois é mofo contagioso e deverá ser queimado.
— Se o sacerdote verificar que a mancha não se espalhou pelo tecido ou pelo objeto de couro,
então mandará lavar e isolar o tecido durante sete dias.
Se depois de lavado, o sacerdote verificar que a mancha não se alterou, mesmo que não tenha se espalhado, o tecido é impuro e será queimado.
— Mas, se depois da mancha ter sido lavada, o sacerdote verificar que ela está desaparecendo, então cortará a parte afetada da roupa, do couro, do linho ou da malha.
Se depois disso a mancha voltar a aparecer e começar a se espalhar, então todo o artigo afetado deverá ser queimado.
Mas, se depois de lavada, a mancha desaparecer do tecido ou do couro, então o objeto afetado será lavado de novo e ficará puro.
Estas são as normas para declarar se as manchas nas roupas de lã, de linho, de malha ou nos objetos de couro, são puras ou impuras quando elas têm mofo.
O SENHOR disse a Moisés:
— Estas são as normas para as pessoas que tiveram uma doença de pele contagiosa e foram curadas. Isto é o que o sacerdote deverá fazer com elas quando elas forem curadas. — A pessoa será levada ao sacerdote,
para que ele a examine fora do acampamento. Se a doença tiver desaparecido,
o sacerdote mandará a pessoa trazer duas aves puras, um ramo de cedro, um pano vermelho e um ramo de hissopo.
Então o sacerdote mandará matar uma das aves, derramando o seu sangue numa vasilha de barro com água fresca.
Depois molhará a ave viva, o ramo de cedro, o pano vermelho e o ramo de hissopo no sangue da ave morta em água fresca.
Sete vezes, ele aspergirá o sangue sobre a pessoa que está sendo purificada da doença de pele e declarará a pessoa pura. Depois soltará a ave viva num campo aberto.
— A pessoa purificada lavará a sua roupa, rapará o cabelo e os pelos do corpo, e lavará todo o corpo com água. Então entrará no acampamento, mas ficará fora da sua tenda durante sete dias.
No sétimo dia rapará todos os pelos do corpo: o cabelo, a barba, as sobrancelhas e os outros pelos. E de novo lavará a sua roupa e o seu corpo com água e ficará puro.
— No oitavo dia, a pessoa levará dois cordeiros sem defeito e uma ovelha de um ano sem defeito, seis quilos da melhor farinha amassada com azeite, para a oferta de cereal, e meio litro de azeite.
O sacerdote responsável pela purificação apresentará a pessoa e as suas ofertas ao SENHOR, diante da entrada da Tenda do Encontro.
Então o sacerdote sacrificará um dos cordeiros como oferta de restituição. E fará o movimento de apresentação diante do SENHOR com o meio litro de azeite.
Depois, matará o cordeiro no Lugar Santo, onde se sacrificam os animais oferecidos pelo pecado e os sacrifícios queimados. Assim como o sacrifício pelo pecado, o sacrifício de restituição é muito sagrado e pertence ao sacerdote.
— O sacerdote colocará um pouco do sangue do sacrifício de restituição na pessoa que está sendo purificada. O sangue deverá ser colocado na ponta da orelha direita, no polegar da mão direita e no polegar do pé direito daquela pessoa.
Depois o sacerdote derramará parte do azeite na palma da sua mão esquerda.
Molhando o seu dedo direito no azeite que está na sua mão esquerda, ele o aspergirá sete vezes diante do SENHOR.
Com o azeite que ainda ficou na palma da sua mão, o sacerdote untará a pessoa que está sendo purificada nos lugares que tinha molhado com o sangue do sacrifício de restituição, ou seja, na ponta da orelha direita, no polegar da sua mão direita e no polegar do seu pé direito.
O resto do azeite que ficou na sua mão, o sacerdote derramará sobre a cabeça da pessoa que está sendo purificada. Assim o sacerdote fará a cerimônia de purificação pela pessoa, diante do SENHOR.
— O sacerdote oferecerá então o sacrifício pelo pecado e fará a purificação da pessoa que está sendo purificada da sua impureza. Depois matará o animal para o sacrifício todo queimado
e o oferecerá sobre o altar, juntamente com a oferta de cereal. Assim ele fará a cerimônia de purificação e a pessoa ficará pura.
— Mas se a pessoa for pobre e não puder pagar tudo isso, então levará um cordeiro para o sacrifício de restituição. O cordeiro será oferecido com o movimento de apresentação. Essa será a oferta para a cerimônia de purificação. A pessoa levará também dois quilos da melhor farinha amassada com azeite como oferta de cereal, meio litro de azeite
e duas rolas, ou dois pombinhos, conforme as suas possibilidades. Uma será para o sacrifício pelo pecado e a outra, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
— No oitavo dia ele levará essas ofertas ao sacerdote, diante da entrada da Tenda do Encontro, diante do SENHOR, para a sua purificação.
O sacerdote pegará no cordeiro para o sacrifício de restituição e no azeite e fará com eles o movimento de apresentação diante do SENHOR.
Depois matará o cordeiro para o sacrifício de restituição. Com um pouco do sangue do sacrifício, o sacerdote molhará a ponta da orelha direita da pessoa que está sendo purificada, o polegar da sua mão direita e o polegar do seu pé direito.
Depois o sacerdote derramará parte do azeite na palma da sua mão esquerda.
E com o seu dedo direito, aspergirá um pouco do azeite sete vezes diante do SENHOR.
E também colocará um pouco do azeite nos lugares que tinha molhado com o sangue do sacrifício de restituição, ou seja, na ponta da orelha direita, no polegar da mão direita e no polegar do pé direito.
O resto do azeite que ficou na sua mão, o sacerdote derramará sobre a cabeça da pessoa que está sendo purificada. Assim o sacerdote fará a cerimônia de purificação diante do SENHOR.
— Depois o sacerdote sacrificará uma das rolas ou um dos pombos, conforme as possibilidades da pessoa.
Uma das aves será para o sacrifício pelo pecado e a outra para o sacrifício todo queimado, juntamente com a oferta de cereal. Assim o sacerdote fará a purificação da pessoa, diante do SENHOR.
Estas são as normas para a purificação das pessoas que têm doenças contagiosas da pele e não têm possibilidade de fazer os sacrifícios normais.
O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— Vocês vão entrar na terra de Canaã, a terra que eu lhes dou como propriedade. Quando vocês estiverem vivendo lá, eu poderei fazer aparecer uma mancha de mofo numa das casas.
Então o dono dessa casa deverá ir ao sacerdote e dizer: “Vi na minha casa algo que parece ser uma mancha de mofo”.
O sacerdote então ordenará que tirem tudo para fora da casa antes de examinar a mancha, para que nada se torne impuro. Só depois irá examinar a casa.
Se ele perceber que as manchas formam pontos verdes ou vermelhos que parecem ser mais fundos do que a parede em volta,
então o sacerdote sairá da casa e ordenará que ela seja fechada durante sete dias.
— No sétimo dia, o sacerdote voltará a examinar a casa. Se a mancha tiver se espalhado pela parede,
então o sacerdote ordenará que sejam tiradas as pedras que tenham a mancha e sejam levadas para um lugar impuro, fora da cidade.
E o sacerdote mandará raspar todo o interior da casa. No fim da raspagem, todo o lixo deverá ser juntado e levado para um lugar impuro, fora da cidade.
Depois colocarão outras pedras no lugar das primeiras e rebocarão a casa com barro novo.
— Se as manchas voltarem a aparecer depois das pedras terem sido tiradas e a casa ter sido raspada e rebocada com barro novo,
então o sacerdote voltará a examinar a mancha. Se ela tiver se espalhado por toda a casa, é uma mancha contagiosa: a casa está impura.
Ela será derrubada e todas as pedras, madeiras e reboco serão levadas para um lugar impuro, fora da cidade.
Quem entrar na casa durante os dias em que ela estiver fechada, ficará impuro até o fim da tarde.
Quem dormir ou comer nessa casa terá que lavar as suas roupas.
— Mas se o sacerdote perceber que as manchas não se espalharam quando examinar a casa depois de ter sido rebocada, então declarará que a casa está pura: as manchas desapareceram.
— Para purificar a casa, o sacerdote precisará de duas aves, um ramo de cedro, um pano vermelho e um ramo de hissopo.
Ele matará uma das aves numa vasilha de barro com água fresca.
Depois pegará no ramo de cedro, no ramo de hissopo, no pano vermelho e na ave viva, e molhará tudo no sangue da ave que foi morta em água fresca. Então aspergirá a casa sete vezes com o sangue.
Assim a casa será purificada com o sangue da ave, a água fresca, a ave viva, o ramo de cedro, o ramo de hissopo e o pano vermelho.
O sacerdote soltará a ave viva num campo aberto, fora da cidade. Assim ele fará o sacrifício pela casa e ela ficará pura.
Essas são as normas sobre qualquer doença contagiosa de pele,
de mofo nas roupas ou nas casas,
de inchaços, erupções ou manchas.
São normas que ensinam se algo é puro ou impuro e o que deve ser feito a respeito das doenças contagiosas da pele e de mofo.
O SENHOR disse a Moisés e Aarão:
— Digam aos israelitas que qualquer homem com um corrimento que saia dos seus genitais ficará impuro.
Ele ficará impuro mesmo que o corrimento não continue escorrendo.
— A cama onde o homem com o corrimento se deitar ficará impura e o lugar onde ele se sentar também ficará impuro.
A pessoa que tocar na cama onde ele esteve deitado terá que lavar a sua roupa e tomar banho, e ficará impuro até o fim da tarde.
A pessoa que se sentar onde ele esteve sentado terá que lavar a sua roupa e tomar banho, e ficará impuro até o fim da tarde.
Quem tocar no corpo do homem que tem o corrimento terá que lavar a sua roupa e tomar banho, e ficará impuro até o fim da tarde.
Se o homem que tiver o corrimento cuspir numa pessoa que está pura, ela terá que lavar a sua roupa, e ficará impura até o fim da tarde.
A sela do animal sobre a qual o homem se sentar ficará impura.
Quem tocar em qualquer coisa onde o homem com o corrimento esteve sentado ficará impuro até o fim da tarde. Quem pegar nessas coisas terá que lavar as suas roupas e tomar banho, e ficará impuro até o fim da tarde.
Se o homem com o corrimento tocar numa pessoa sem lavar as mãos, essa pessoa terá que lavar a sua roupa e tomar banho, e ficará impura até o fim da tarde.
Além disso, terão que quebrar todos os pratos de barro nos quais ele tocou. Se tiver tocado numa vasilha de madeira, ela terá que ser lavada.
— Quando o homem com o corrimento estiver curado da sua doença, deverá esperar sete dias para se purificar. Depois lavará a sua roupa e tomará banho em água corrente, então ficará puro.
No oitavo dia, levará duas rolas ou dois pombos e os entregará ao sacerdote, diante do SENHOR, diante da entrada da Tenda do Encontro.
O sacerdote oferecerá uma das aves em sacrifício pelo pecado e a outra em sacrifício queimado. Assim o homem ficará puro diante do SENHOR pelo corrimento que teve.
— Quando um homem tiver uma emissão de esperma, deverá tomar banho e ficará impuro até o fim da tarde.
Qualquer peça de roupa ou de couro onde o esperma cair será lavada e ficará impura até o fim da tarde.
Depois de um homem ter relações sexuais com uma mulher, ambos terão que tomar banho e ficarão impuros até o fim da tarde.
— Quando uma mulher tiver o seu período menstrual, ficará impura durante sete dias. Todo aquele que tocar nela ficará impuro até o fim da tarde.
Qualquer lugar onde ela se deitar ou se sentar, durante esse período, ficará impuro.
Quem tocar na cama onde ela esteve deitada terá que lavar a sua roupa e tomar banho, e ficará impuro até o fim da tarde.
Quem tocar em alguma coisa onde ela esteve sentada terá que lavar a sua roupa e tomar banho, e ficará impuro até o fim da tarde.
Quem tocar num objeto que estava sobre a cama ou sobre alguma coisa onde ela se sentou, ficará impuro até o fim da tarde.
— Se um homem tiver relações sexuais com ela, a sua impureza menstrual passará para ele e ficará impuro durante sete dias. Qualquer cama onde ele se deitar ficará impura.
— Quando uma mulher tiver um derramamento de sangue que dure muito tempo, fora da sua menstruação normal, ou se o derramamento continuar além do período normal, ela ficará impura todo esse tempo, como nos dias da sua menstruação.
Qualquer cama onde ela se deitar enquanto tiver o derramamento ficará impura. Será como a cama onde ela dorme durante o período menstrual. E qualquer coisa onde ela se sentar ficará impura, tal como era no período menstrual.
Quem tocar em qualquer uma dessas coisas ficará impuro. Terá que lavar a sua roupa e tomar banho, e ficará impuro até o fim da tarde.
Quando ela estiver curada do derramamento de sangue, deverá esperar sete dias, então ficará pura.
No oitavo dia, ela levará duas rolas ou dois pombos ao sacerdote, diante da entrada da Tenda do Encontro.
O sacerdote oferecerá uma das aves em sacrifício pelo pecado e a outra em sacrifício queimado. Assim o sacerdote purificará a mulher diante do SENHOR pelo derramamento de sangue que ela teve.
— Assim vocês manterão os israelitas separados das coisas impuras, para que não contaminem a minha Tenda Sagrada, que está no meio deles. Se fizerem assim, eles não morrerão.
Essas são as normas sobre o homem com corrimento e com emissão de esperma que tornam o homem impuro,
sobre a mulher no seu período menstrual, sobre derramamentos de sangue, quer seja homem ou mulher, e sobre as relações sexuais com uma mulher que está impura.
Depois dos dois filhos de Aarão terem morrido quando se aproximaram do SENHOR, o SENHOR disse a Moisés:
— Diga ao seu irmão Aarão que ele não deverá entrar no Lugar Santíssimo a qualquer momento. Ele não deverá passar para o outro lado da cortina, onde a tampa da purificação está sobre a arca. Se fizer isso, morrerá, pois é por cima da tampa que eu apareço numa nuvem.
— Para Aarão poder entrar no Lugar Santíssimo, ele terá que oferecer antes um bezerro em sacrifício pelo pecado e um carneiro em sacrifício queimado.
Depois terá que lavar o corpo com água e vestir as roupas sagradas: a túnica por cima e a roupa interior de linho por baixo. Apertará a túnica com o cinto de linho e porá na cabeça o turbante de linho.
— Da parte do povo de Israel, Aarão terá que receber dois bodes para o sacrifício pelo pecado e um carneiro para o sacrifício queimado.
Então fará o sacrifício do bezerro como oferta pelo pecado. É uma oferta pelo seu próprio pecado. Assim ele fará a purificação por si mesmo e pela sua família.
Depois apresentará os dois bodes diante do SENHOR, diante da entrada da Tenda do Encontro.
E lançará sortes pelos dois bodes: um deles será escolhido para o SENHOR e outro para Azazel.
— Aarão sacrificará o bode escolhido para o SENHOR como oferta pelo pecado.
Mas o bode escolhido para Azazel será apresentado vivo diante do SENHOR. Este bode será depois enviado ao deserto como oferta para Azazel. Assim o povo será purificado.
— Aarão sacrificará o bezerro como oferta pelo seu próprio pecado. Assim fará a purificação por ele mesmo e pela sua família. Ele sacrificará o bezerro como oferta pelo seu próprio pecado.
Depois pegará num incensário, cheio de brasas tiradas do altar que está diante do SENHOR, e duas mãos-cheias de incenso aromático, e levará tudo para o outro lado da cortina.
Diante do SENHOR, Aarão colocará o incenso sobre as brasas. Assim a fumaça do incenso cubrirá a tampa que está sobre a arca da aliança e Aarão não morrerá.
Depois molhará o dedo no sangue do bezerro e aspergirá esse sangue na parte da tampa que dá para o leste, e também sete vezes diante da tampa.
— Então sacrificará o bode pelo pecado do povo e levará o sangue para o outro lado da cortina. Ali fará o mesmo que fez com o sangue do bezerro: aspergirá o sangue na parte da tampa que dá para o leste e diante da tampa.
Assim Aarão fará a purificação pelo Lugar Santíssimo por causa das impurezas dos israelitas, dos seus atos rebeldes e de todos os seus pecados. E purificará também a Tenda do Encontro, porque ela está no meio de gente impura.
— Aarão entrará na Tenda do Encontro para fazer a cerimônia de purificação e ninguém mais poderá entrar nela até que ele saia. Ele fará a cerimônia de purificação por ele mesmo, pela sua família e por toda a comunidade de Israel.
Depois Aarão sairá para ficar junto do altar que está diante do SENHOR e o purificará. Ele colocará um pouco do sangue do bezerro e do bode nas pontas do altar.
Com o dedo aspergirá o sangue sete vezes sobre o altar. Assim ele purificará o altar das impurezas da comunidade de Israel e o fará santo de novo.
— Quando Aarão acabar de fazer a cerimônia de purificação pelo Lugar Santíssimo, pela Tenda do Encontro e pelo altar, apresentará o bode vivo.
Aarão colocará as suas mãos sobre a cabeça do bode e a empurrará para baixo. Então confessará todas as maldades, as rebeliões e os pecados dos israelitas. Assim todos os pecados dos israelitas passarão para o bode. Depois Aarão enviará o bode para o deserto. O bode será levado para o deserto por um homem escolhido para isso.
No deserto, o homem soltará o bode. Assim o bode levará todos os pecados dos israelitas para o deserto.
— Depois disso Aarão entrará na Tenda do Encontro, tirará as roupas de linho que tinha vestido antes de entrar no Lugar Santíssimo e ali as deixará.
Lavará o seu corpo com água no santuário e vestirá a sua roupa normal. Depois oferecerá o sacrifício que deve ser todo queimado, para fazer a cerimônia de purificação pelos seus pecados e pelos pecados do povo.
Por fim, queimará no altar a gordura dos animais oferecidos em sacrifício pelo pecado.
— O homem que soltou o bode para Azazel lavará a sua roupa e o seu corpo com água, depois poderá entrar no acampamento.
— O bezerro e o bode que foram oferecidos como sacrifícios pelo pecado, e cujo sangue foi levado para o Lugar Santíssimo para fazer a purificação, serão levados para fora do acampamento e as suas peles, carnes e intestinos serão queimados.
O homem que os queimar lavará a sua roupa e o seu corpo com água, depois poderá entrar no acampamento.
— Esta é uma lei que vocês, e os imigrantes que vivem entre vocês, terão que cumprir sempre: no dia dez do sétimo mês, todos jejuarão e não farão nenhum trabalho.
Nesse dia o sacerdote fará a cerimônia de purificação por vocês, para ficarem limpos do pecado. Assim vocês ficarão puros diante do SENHOR.
Este será um dia de descanso para vocês, um dia de sábado, para jejuarem. Será uma lei para sempre.
— A cerimônia de purificação dos pecados será feita por um sacerdote ungido e escolhido para suceder ao seu pai como sumo sacerdote. O sacerdote vestirá as roupas sagradas de linho
e fará a cerimônia de purificação pelo Lugar Santíssimo, a Tenda do Encontro, o altar, os sacerdotes e toda a comunidade.
Esta será uma lei para sempre: uma vez por ano deverá ser realizada a cerimônia da purificação de todos os pecados dos israelitas. Aarão fez tudo o que o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga a Aarão, aos seus filhos e a todos os israelitas que eu, o SENHOR, ordeno que
qualquer israelita deve levar ao SENHOR o bezerro, cordeiro ou cabra que sacrificou dentro ou fora do acampamento.
O sacrifício deverá ser levado diante da entrada da Tenda do Encontro, no santuário do SENHOR. Quem não fizer isso será culpado de derramar sangue e será expulso da comunidade.
Portanto, os israelitas devem levar ao SENHOR os sacrifícios que costumavam oferecer no campo. Devem levá-los diante da entrada da Tenda do Encontro, para o sacerdote oferecê-los ao SENHOR como sacrifício de comunhão.
E o sacerdote aspergirá o sangue sobre o altar do SENHOR, diante da entrada da Tenda do Encontro, e queimará a gordura como aroma agradável ao SENHOR.
Assim os israelitas não oferecerão mais sacrifícios aos demônios do deserto, com os quais eles têm sido infiéis comigo. Esta será uma lei para sempre, para ser guardada por todas as gerações.
— Todo israelita, ou imigrante que oferecer um sacrifício queimado ou qualquer outro sacrifício
e não levá-lo diante da entrada da Tenda do Encontro, para oferecê-lo ao SENHOR, será expulso da comunidade.
— Se algum israelita, ou imigrante, comer o sangue de qualquer animal, eu estarei contra ele e o expulsarei do meio da comunidade,
pois a vida da carne está no sangue. Eu mesmo dei o sangue oferecido sobre o altar para a purificação da vida de vocês, pois é o sangue que faz a purificação da vida.
É por isso que eu digo que nenhum de vocês, israelitas ou imigrantes, deverá comer coisa alguma com sangue.
— Qualquer israelita ou imigrante que caçar um animal ou uma ave que é permitido comer, derramará o seu sangue no chão e o cobrirá com terra.
Deverão fazer assim porque o sangue é o que permite que os seres vivos vivam. Por isso eu disse aos israelitas: “Não devem se alimentar com o sangue de nenhum ser vivo”. Quem fizer isso será expulso da comunidade.
— Toda pessoa, seja israelita ou seja imigrante, que comer a carne de um animal encontrado morto ou que foi morto por animais selvagens, lavará a sua roupa, tomará banho e ficará impuro até o fim da tarde; depois disso ficará puro.
Mas se não lavar a sua roupa e não tomar banho, será castigado pelo seu pecado.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que eu sou o SENHOR, seu Deus.
Não sigam os costumes do Egito, o país onde viviam antes, nem os costumes dos habitantes de Canaã, a terra para onde eu levarei vocês. Não vivam como eles vivem, nem sigam as suas leis.
Obedeçam aos meus mandamentos e às minhas leis e vivam conforme eu lhes ordeno, porque eu sou o SENHOR, seu Deus.
Obedeçam às minhas regras e leis, porque quem fizer o que a lei manda terá vida por meio dela. Eu sou o SENHOR.
— Ninguém deverá ter relações sexuais com uma pessoa da sua própria família. Eu sou o SENHOR.
— Não desonre o seu pai tendo relações sexuais com a sua mãe. Ela é sua mãe, portanto, não tenha relações sexuais com ela.
— Não desonre o seu pai tendo relações sexuais com a mulher casada com ele.
— Não tenha relações sexuais com a sua irmã, mesmo que ela só seja filha do seu pai ou só seja filha da sua mãe, quer tenha nascido na mesma casa ou em outra.
— Não tenha relações sexuais com a sua neta, a filha da sua filha ou do seu filho: isso seria uma desonra para você.
— Não tenha relações sexuais com a sua irmã, filha da sua madrasta, pois ela é filha do seu pai.
— Não tenha relações sexuais com a irmã do seu pai: ela é parente próxima do seu pai.
— Não tenha relações sexuais com a irmã da sua mãe: ela é parente próxima da sua mãe.
— Não desonre o seu tio tendo relações sexuais com a esposa dele: ela é sua tia.
— Não tenha relações sexuais com a sua nora: ela é esposa do seu filho.
— Não desonre o seu irmão tendo relações sexuais com a esposa dele.
— Não tenha relações sexuais com uma mulher e com a sua filha ou a sua neta. Não importa que a neta seja filha do filho ou da filha desta mulher. São parentes próximos dela. Isso seria um ato indecente.
— Enquanto a sua esposa for viva, não tenha relações sexuais nem se case com a irmã dela. Isso causaria rivalidade entre as duas.
— Não tenha relações sexuais com uma mulher durante o seu período menstrual, porque ela está impura.
— Não se corrompa tendo relações sexuais com a esposa de outro homem.
— Não despreze o nome do seu Deus oferecendo qualquer um dos seus filhos ou filhas em sacrifício a Moloque. Eu sou o SENHOR.
— Nenhum homem deverá ter relações sexuais com outro homem, porque é um pecado abominável.
— Não se corrompa tendo relações sexuais com um animal. Nem a mulher deverá se corromper tendo relações sexuais com um animal, porque é um ato indecente.
— Não se corrompam praticando esses atos perversos. É por terem feito esses pecados e terem se tornado impuros que eu vou expulsar os povos dessa terra e entregá-la a vocês.
Vou castigar esses povos porque os seus pecados contaminaram a terra e, agora, a terra os lançará fora.
Quanto a vocês, tanto israelitas como os imigrantes que vivem entre vocês, obedeçam às minhas regras e leis e não façam nenhum desses atos perversos.
Pois as pessoas que viviam nessa terra antes de vocês praticaram esses pecados e contaminaram a terra.
Se vocês não praticarem esses pecados, a terra não os expulsará, como fez com os povos que antes viviam nela. Foram expulsos porque contaminaram a terra com essas práticas perversas.
Quem cometer esses pecados será expulso da comunidade.
Obedeçam, portanto, ao que eu mando, e não pratiquem nenhum dos atos detestáveis que eles praticavam antes de vocês chegarem. Não façam as impurezas que eles faziam. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga a toda a comunidade de Israel que eles devem ser santos porque eu, o SENHOR, seu Deus, sou santo.
— Cada um de vocês respeite o seu pai e a sua mãe, e guarde os meus dias de descanso, os sábados. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Não adorem os ídolos, nem façam deuses de metal. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Quando oferecerem um sacrifício de comunhão ao SENHOR, deverão fazer da maneira que eu mandei, para que seja aceito.
A oferta deverá ser comida no dia em que for oferecida, ou no dia seguinte. Mas se ainda sobrar comida no terceiro dia, a comida deverá ser queimada.
Não deverão comer a comida que ainda estiver sobrando no terceiro dia, pois a comida estará impura e o sacrifício já não será aceito.
Quem o comer estará pecando e será castigado, pois não respeitou as coisas sagradas do SENHOR. Ele será expulso da comunidade.
— Quando fizerem a colheita dos seus terrenos, deixem os cantos do terreno sem colher. E não voltem atrás para apanhar as espigas que caírem no chão.
Também deixem algumas uvas nas videiras e não apanhem as uvas que caírem no chão. Tudo o que não apanharem ficará para os pobres e para os imigrantes. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Não roubem, não mintam e não enganem ninguém.
— Não façam promessas falsas em meu nome, pois estariam desonrando o nome do seu Deus. Eu sou o SENHOR.
— Não explorem as pessoas e não roubem nada de ninguém. — Não deixem para o dia seguinte o pagamento do salário que devem aos trabalhadores.
— Não insultem os surdos. — Não ponham nada na frente dos cegos para que eles tropecem, mas respeitem o seu Deus. Eu sou o SENHOR.
— Nos julgamentos sejam justos. Não favoreçam os pobres nem ajudem os ricos. Julguem com toda justiça.
— Não andem espalhando calúnias entre o povo, não seja culpado de ter causado a morte de alguém. Eu sou o SENHOR.
— Não tenham ódio no coração contra o seu irmão, mas não deixem de repreendê-lo, para que vocês não sejam também culpados pelo pecado dele.
— Não procurem vingança, nem guardem rancor contra ninguém do seu povo, mas amem o seu próximo como vocês amam a vocês mesmos. Eu sou o SENHOR.
— Obedeçam às minhas leis. — Não deixem que dois animais de espécies diferentes se acasalem. — Não semeiem no mesmo campo duas espécies diferentes de semente. — Não se vistam com roupas feitas de dois tipos de tecido.
— Se um homem tiver relações sexuais com uma escrava que está prometida a outro homem, mas que ainda não foi comprada nem libertada, devem ser castigados os dois. No entanto não serão condenados à morte porque ela ainda não era livre.
O homem trará ao SENHOR, diante da entrada da Tenda do Encontro, um carneiro como sacrifício de restituição.
Com o carneiro de restituição, o sacerdote fará a cerimônia de purificação dos pecados, diante do SENHOR. Então ele ficará purificado do pecado que cometeu.
— Quando entrarem na terra de Canaã e plantarem árvores que dão fruto, deverão considerar os seus frutos impuros durante os três primeiros anos, não comam dos seus frutos.
No quarto ano todos os frutos serão oferecidos ao SENHOR. Será uma oferta de louvor.
No quinto ano já poderão comer dos frutos. Assim a sua colheita aumentará. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Não comam nada que tenha sangue. — Não pratiquem adivinhação nem magia.
— Não arredondem os cantos do cabelo nem cortem os cantos da barba.
— Não façam cortes no corpo em memória aos mortos, nem tatuagens na pele. Eu sou o SENHOR.
— Não desonre a sua filha tornando-a uma prostituta. Se fizer isso, toda a terra se afastará de Deus e se encherá de maldade.
— Guardem os meus sábados e respeitem o meu santuário. Eu sou o SENHOR.
— Não se tornem impuros, consultando espíritos dos mortos ou feiticeiros. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Vocês devem levantar-se na presença dos idosos, honrar os líderes e respeitar o seu Deus. Eu sou o SENHOR.
— Não tratem mal o imigrante que vive na terra de vocês.
Devem tratá-lo como qualquer outra pessoa e amá-lo como se amam uns aos outros, pois vocês também foram imigrantes no Egito. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Não cometam fraudes nas medidas de comprimento, peso ou quantidade.
Usem balanças, pesos e medidas justas. Eu sou o SENHOR, seu Deus, que tirou vocês do Egito.
— Obedeçam às minhas regras e leis, praticando-as. Eu sou o SENHOR.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que se uma pessoa sacrificar um dos seus filhos ao deus Moloque, será condenada à morte. Não importa se essa pessoa for israelita ou imigrante. Ela será apedrejada pelo povo daquela terra.
Eu mesmo estarei contra essa pessoa e a expulsarei do povo por ter dado um dos seus filhos a Moloque. Essa pessoa tornou impuro o meu santuário e não respeitou o meu santo nome.
Se o povo fechar os olhos para o pecado que essa pessoa cometeu, dando um dos seus filhos a Moloque, e não a condenar à morte,
então eu mesmo estarei contra essa pessoa e sua família. Eu a expulsarei do meio do povo junto com todos os que me forem infiéis seguindo o deus Moloque.
— Se alguém for infiel a mim e consultar os espíritos dos mortos e os feiticeiros, eu estarei contra essa pessoa e a expulsarei da comunidade.
— Vocês devem se purificar e ser santos, porque eu sou o SENHOR, o seu Deus.
Sejam sempre obedientes às minhas leis, porque eu sou o SENHOR, que santifica vocês.
— Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe será morto. A própria pessoa é culpada da sua morte porque desprezou o seu pai e a sua mãe.
— Se um homem cometer adultério com a esposa de outro homem, tanto o homem como a mulher serão condenados à morte.
— Se um homem tiver relações sexuais com a mulher do seu pai, ele está desonrando o seu pai e, por isso, tanto o homem como a mulher deverão ser condenados à morte. Eles mesmos se condenaram à morte.
— Se um homem tiver relações sexuais com a sua nora, ambos deverão ser mortos. O que fizeram é indecente, eles são culpados da sua própria morte.
— Se um homem tiver relações sexuais com outro homem, ambos deverão ser condenados à morte. O que fizeram é uma abominação. Eles são culpados da sua própria morte.
— Se um homem se casar com uma mulher e com a mãe dela, comete perversidade. Tanto o homem como as duas mulheres deverão ser queimados no fogo para que não se faça mais esta perversidade entre vocês.
— O homem que tiver relações sexuais com um animal será condenado à morte e o animal também será morto.
Se uma mulher tiver relações sexuais com um animal, tanto a mulher como o animal serão mortos. Eles são culpados da sua própria morte.
— Um homem não poderá se casar com a sua própria irmã, mesmo que seja filha do seu pai ou da sua mãe. Se um homem tiver relações sexuais com a sua irmã, eles cometem um ato vergonhoso e serão expulsos da comunidade diante de todos. O homem que desonrar a sua irmã será castigado pelo seu pecado.
— Se um homem tiver relações sexuais com a sua mulher durante o período menstrual, os dois devem ser expulsos da comunidade. Eles pecaram porque expuseram o sangramento dela.
— Um homem não deve ter relações sexuais com a irmã da sua mãe, nem com a irmã do seu pai. Elas são suas parentes próximas. Tanto você como ela sofrerão as consequências se fizerem isso.
— Se um homem tiver relações sexuais com a mulher do seu tio, desonra o seu tio. Nesse caso, tanto o homem como a mulher serão castigados e morrerão sem terem filhos.
— É indecente um homem se casar com a mulher do seu irmão. Ele desonra o seu irmão. Tanto ele como a mulher morrerão sem filhos.
— Ponham em prática todas as minhas regras e leis. Façam isso para que a terra aonde eu vou levar vocês e onde vocês habitarão, não os expulse de lá.
Não sigam as leis dos povos que eu vou expulsar. É por causa deles praticarem esses pecados que eu já não os suporto mais.
— Mas eu prometi que vocês iriam possuir a terra deles. Eu irei lhes dar essa terra como herança, uma terra boa para semear e criar gado. — Eu sou o SENHOR, seu Deus. Fui eu que separei vocês de entre todos os povos.
Portanto, vocês devem também fazer diferença entre animais puros e impuros, e entre aves puras e impuras. Não se deixem contaminar comendo animais, aves ou criaturas que rastejam pelo chão que eu separei para vocês saberem que são impuras.
Vocês devem ser santos por minha causa, porque eu, o SENHOR, sou santo. E eu separei vocês de todas as outras nações para me pertencerem.
— Qualquer um de vocês, seja homem ou mulher, que consultar os espíritos dos mortos ou um feiticeiro será morto. Serão mortos à pedradas: eles mesmos se condenaram.
O SENHOR disse a Moisés: — Diga aos sacerdotes, filhos de Aarão, que não deverão tocar em nenhum cadáver para não ficarem impuros.
O sacerdote poderá ficar impuro no caso de se tratar de um parente muito chegado (mãe, pai, filho, filha, irmão
ou irmã virgem que depende dele porque ainda não tem marido).
Mas não deverá tornar-se impuro e ficar contaminado por causa de parentes por casamento.
— Os sacerdotes não deverão rapar a cabeça, nem cortar as pontas da barba, nem fazer cortes no corpo.
Eles deverão ser consagrados ao seu Deus e respeitar o nome do seu Deus. São eles que apresentam ao SENHOR as ofertas preparadas no fogo e o pão do seu Deus; portanto, eles devem ser santos.
— Os sacerdotes não poderão se casar com uma mulher que se tornou impura ao prostituir-se nem com uma mulher divorciada, porque estão consagrados a Deus.
Considerem o sacerdote santo, porque ele é quem apresenta a Deus a oferta de comida. Considerem-no santo porque eu, o SENHOR, que santifica vocês, sou santo.
— Se a filha de um sacerdote se tornar impura ao prostituir-se, desonra o seu pai. Ela tornou-se impura e será queimada.
— O sumo sacerdote foi escolhido entre todos os seus irmãos: é sobre a sua cabeça que foi derramado o azeite de consagração e é quem pode usar as roupas sacerdotais. Por isso ele não se apresentará diante do povo descabelado ou com as roupas rasgadas em sinal de luto.
O sumo sacerdote não se aproximará de nenhum cadáver, mesmo que seja o seu pai ou a sua mãe.
Ele não deverá sair do santuário para não tornar impuro o santuário do seu Deus, porque ele foi consagrado a Deus pelo azeite da unção do seu Deus. Eu sou o SENHOR.
— O sumo sacerdote só poderá se casar com uma mulher virgem.
Não poderá se casar com uma mulher viúva, divorciada ou prostituta. E só poderá se casar com uma mulher do seu próprio povo.
Assim ele não tornará impura a sua descendência entre o seu povo. Eu sou o SENHOR, que o santificou.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga a Aarão que nenhum dos seus descendentes que tiver um defeito físico poderá apresentar a oferta de comida ao seu Deus. Esta será uma lei para todas as gerações.
Nenhum homem que tenha qualquer defeito físico poderá se aproximar do altar: seja cego, coxo, com o rosto desfigurado ou com o corpo deformado,
que tenha uma perna ou um braço partido,
que seja corcunda, anão, que tenha algum defeito nos olhos, alguma ferida na pele ou que tenha os testículos esmagados. Ninguém assim poderá se aproximar do altar.
— Nenhum descendente do sacerdote Aarão que tenha qualquer defeito físico poderá se aproximar do altar para apresentar a oferta de comida ao SENHOR.
Ele poderá comer da comida santa e da comida santíssima oferecida ao seu Deus.
Mas não poderá aproximar-se da cortina nem do altar: isso faria que os meus lugares sagrados se tornassem impuros. Eu sou o SENHOR, que santifico esses lugares.
Então Moisés disse tudo isso a Aarão, aos seus filhos e a todos os israelitas.
O SENHOR disse a Moisés:
— Vá dizer a Aarão e aos seus filhos que tratem com respeito as ofertas sagradas, que os israelitas me dedicam. Assim não desonrarão o meu santo nome. Eu sou o SENHOR.
E fale para eles que, de agora em diante, qualquer um dos seus descendentes que, estando impuro, apresentar as ofertas sagradas que os israelitas trazem ao SENHOR, será expulso da minha presença. Eu sou o SENHOR.
— Os descendentes de Aarão que tiverem uma doença contagiosa de pele ou um corrimento no corpo não poderão comer das ofertas sagradas até que se purifiquem. — Também ficará impuro qualquer um deles: se tocar em alguma coisa que se tornou impura por contato com um cadáver, ou se sair esperma dele,
ou se tocar em algum animal impuro ou em alguma pessoa impura.
O sacerdote que tocar numa dessas coisas ficará impuro até o fim da tarde, e terá que tomar banho antes de comer das ofertas sagradas.
Depois do pôr do sol, ele ficará puro e poderá comer das ofertas sagradas.
— O sacerdote não deverá comer a carne de nenhum animal encontrado morto ou que tenha sido morto por outro animal. Isso faria com que ele ficasse impuro. Eu sou o SENHOR.
— Os sacerdotes deverão cumprir as minhas leis para que não sejam culpados e não morram por não as terem respeitado, pois sou o SENHOR, que os santifico.
Ninguém que não seja da família sacerdotal poderá comer das ofertas sagradas. Mesmo as pessoas que o estejam visitando ou os seus trabalhadores não poderão comer das ofertas sagradas.
Mas se o sacerdote comprar um escravo com o seu próprio dinheiro, esse escravo poderá comer das ofertas sagradas e qualquer escravo nascido na casa do sacerdote também poderá comer das ofertas sagradas.
Se a filha de um sacerdote se casar com um homem que não é da família sacerdotal, ela não poderá comer das ofertas sagradas.
Mas se a filha do sacerdote ficar viúva ou se ela se divorciar, e não tiver filhos, e voltar para casa do seu pai como na sua juventude, ela poderá comer da comida do seu pai. Ninguém que não seja da família sacerdotal poderá comer das ofertas.
— Quem comer das ofertas por engano, deverá pagar ao sacerdote por tudo o que comeu e dar-lhe mais vinte por cento.
— Os sacerdotes deverão tratar com o devido respeito as ofertas sagradas que os israelitas apresentarem ao SENHOR.
Não deverão permitir que os israelitas sejam culpados de comer das ofertas sagradas, para não terem que oferecer um sacrifício de restituição. Eu sou o SENHOR, que os santifico.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga a Aarão, aos seus filhos e a todo o povo de Israel que caso um imigrante que viva em Israel oferecer um sacrifício queimado para cumprir uma promessa que fez ao SENHOR,
a oferta será aceita se o animal for um macho sem defeito, tirado do gado (isto é, um bezerro ou um carneiro ou um cabrito).
Não deverão oferecer nenhum animal que tenha qualquer defeito físico, porque eu não aceitarei esse sacrifício.
— Poderão oferecer ao SENHOR um sacrifício de comunhão em cumprimento de uma promessa ou um sacrifício de oferta voluntária. Mas para que essa oferta seja aceita, terá que ser um bezerro ou uma ovelha, e o animal deverá ser perfeito, sem qualquer defeito físico.
Não oferecerão ao SENHOR nenhum animal que seja cego, aleijado, mutilado, com feridas, sarna ou qualquer outra enfermidade na pele. Nenhum desses animais deverá ser colocado no fogo do altar como oferta queimada ao SENHOR.
— Poderão oferecer como oferta voluntária um bezerro ou um cordeiro menor que o normal ou deformado, mas não aceitarei um animal assim quando se tratar de uma oferta para pagar uma promessa.
— Não oferecerão ao SENHOR nenhum animal que tenha os testículos feridos, esmagados ou cortados. Não farão isso na sua própria terra.
E não aceitem um animal desses de nenhum estrangeiro para oferecê-lo como oferta de comida para o seu Deus. São animais mutilados e deformados, não contarão a seu favor.
O SENHOR disse a Moisés:
— Quando nascer um bezerro, um cordeiro ou um cabrito, ele ficará sete dias com a sua mãe. Depois do oitavo dia, o animal poderá ser apresentado como oferta ao SENHOR preparada no fogo.
— Não sacrificarão no mesmo dia uma vaca e a sua cria, ou uma ovelha e a sua cria.
— Quando oferecerem um sacrifício de ação de graças ao SENHOR, deverão fazê-lo de maneira aceitável para serem beneficiados.
O sacrifício deverá ser comido no mesmo dia e não deixarão nada para o dia seguinte. Eu sou o SENHOR.
— Façam de tudo para obedecerem às minhas ordens. Eu sou o SENHOR.
Mostrem respeito pelo meu nome sagrado. Eu devo ser santificado por todos os israelitas, pois eu sou o SENHOR, que santifica vocês.
Fui eu quem os tirou do Egito para ser o seu Deus. Eu sou o SENHOR.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que estes são os dias de celebração em honra ao SENHOR. Vocês deverão celebrá-los como reuniões sagradas.
— Poderão trabalhar durante seis dias, mas o sétimo dia, o sábado, será dia de descanso e dia de reunião sagrada. Nenhum trabalho será feito nele. Onde quer que vocês vivam, esse dia será dia de descanso dedicado ao SENHOR.
— Estes são os dias de festa do SENHOR, neles serão celebradas as reuniões sagradas, que vocês deverão convocar nas datas certas.
— No dia catorze do primeiro mês, no fim da tarde, será celebrado o dia da Páscoa do SENHOR.
— No dia quinze do mesmo mês começará a festa dos Pães sem Fermento, em honra ao SENHOR. Durante sete dias comerão pão sem fermento.
No primeiro dia dessa festa terão uma reunião sagrada e não farão nenhum trabalho.
Durante sete dias oferecerão sacrifícios ao SENHOR. No sétimo dia vocês terão uma reunião sagrada e nesse dia ninguém trabalhará.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que, ao entrarem na terra que vou lhes dar e após terem feito a primeira colheita, deverão levar ao sacerdote o primeiro feixe de cereal que colherem.
No dia que vem depois do sábado, o sacerdote apresentará o feixe fazendo o movimento de apresentação, diante do SENHOR. Só assim a oferta de vocês será aceita.
— No dia em que apresentarem o feixe, apresentarão também um cordeiro de um ano de idade e sem defeito, como um sacrifício queimado ao SENHOR.
E também uma oferta de cereal, ou seja, quatro quilos da melhor farinha amassada com azeite. Será uma oferta de aroma agradável, queimada ao SENHOR. Ofereçam também um litro de vinho, como oferta derramada.
— Não comerão espigas frescas, nem grão torrado, nem pão feito com esses grãos sem primeiro apresentarem as ofertas a Deus. Essa será uma lei para sempre, por todas as gerações, onde quer que vocês vivam.
— Desde aquele domingo (o dia em que ofereceram o feixe em movimento de apresentação a Deus) contem sete semanas completas.
No domingo depois da sétima semana, isto é, cinquenta dias depois, vocês deverão apresentar uma nova oferta de cereal ao SENHOR.
Vocês deverão trazer dois pães para a oferta feita com o movimento de apresentação. Cada pão será feito com quatro quilos da melhor farinha e cozido com fermento. Essa será a oferta que farão ao SENHOR da primeira colheita.
— Junto com os pães oferecerão também sete cordeiros de um ano, um bezerro e dois carneiros, todos eles sem nenhum defeito. Será um sacrifício queimado ao SENHOR, juntamente com a oferta de cereal e a oferta derramada. É um sacrifício queimado, de aroma agradável ao SENHOR.
Oferecerão também um bode como sacrifício pelo pecado e dois cordeiros de um ano de idade como sacrifício de comunhão.
— O sacerdote oferecerá tudo, juntamente com os pães da primeira colheita, fazendo o movimento de apresentação. Assim tudo ficará consagrado ao SENHOR e será para o sacerdote.
Nesse mesmo dia terão uma reunião sagrada e não farão nenhum trabalho. Essa será uma lei para sempre, onde quer que vivam.
— Quando estiverem fazendo a colheita, não deverão ceifar os cantos do terreno, nem voltar atrás para apanhar as espigas que caiam no chão. Elas ficarão para o pobre e para o imigrante. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que o primeiro dia do sétimo mês será um dia especial de descanso. Nesse dia deverão convocar uma reunião sagrada comemorativa, anunciada pelo toque da trombeta,
e deverão oferecer ao SENHOR uma oferta queimada. Nesse dia não deverão fazer nenhum trabalho.
O SENHOR disse a Moisés:
— O dia dez do sétimo mês é o dia em que os pecados do povo serão perdoados. Nesse dia haverá uma reunião sagrada, será um dia para jejuarem e para apresentarem uma oferta queimada ao SENHOR.
Nesse dia não deverão fazer nenhum trabalho, pois é o Dia do Perdão. O dia em que vocês serão purificados e perdoados diante do SENHOR, seu Deus.
— Quem não jejuar nesse dia será expulso da comunidade.
Eu mesmo destruirei do meio do povo a pessoa que trabalhar nesse dia.
Não farão nenhum trabalho nesse dia. Essa é uma lei para sempre onde quer que vocês vivam.
Esse dia será um dia de descanso e de jejum para vocês. O dia começará ao entardecer do dia nove e continuará até o entardecer do dia dez.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga ao povo de Israel que no dia quinze do sétimo mês começará a festa das Tendas. Será uma festa dedicada ao SENHOR, que durará sete dias.
No primeiro dia convocarão uma reunião sagrada e nenhum trabalho será feito.
Durante os sete dias deverão oferecer sacrifícios ao SENHOR. No oitavo dia convocarão uma reunião sagrada e oferecerão sacrifícios ao SENHOR. É uma reunião sagrada muito importante, nesse dia ninguém deverá trabalhar.
(Esses são os dias das festas marcadas pelo SENHOR. Neles deverão convocar reuniões sagradas para oferecerem sacrifícios ao SENHOR: sacrifícios queimados, ofertas de cereais, sacrifícios e ofertas de vinho, segundo o dia marcado.
Estes sacrifícios serão somados aos oferecidos ao SENHOR todos os sábados, aos sacrifícios para se cumprir uma promessa e às ofertas voluntárias apresentadas ao SENHOR.)
— No dia quinze do sétimo mês, depois de vocês terem feito a colheita, celebrarão a festa do SENHOR durante sete dias. O primeiro e o oitavo dia serão dias de descanso.
No primeiro dia apanharão os melhores frutos das árvores e cortarão folhas de palmeira, galhos de árvores frondosas e de salgueiros, e durante sete dias celebrarão diante do SENHOR, seu Deus.
Todos os anos, no sétimo mês, celebrarão essa festa em honra ao SENHOR, durante sete dias. Será uma lei para sempre, por todas as gerações.
Durante esses sete dias viverão em tendas feitas com os galhos. Todo aquele que nascer em Israel viverá nessas tendas.
Assim os seus descendentes saberão que eu fiz os israelitas viverem em tendas quando os tirei do Egito. Eu sou o SENHOR, o seu Deus.
Moisés anunciou aos israelitas as festas que deveriam ser celebradas em honra ao SENHOR.
O SENHOR disse a Moisés:
— Ordene aos israelitas que lhe tragam o mais puro azeite de oliveira para as lâmpadas do candelabro. Elas devem ser acesas toda noite.
Aarão deverá manter as lâmpadas acesas desde o entardecer até o amanhecer. O candelabro deverá ser colocado na Tenda do Encontro, do lado de fora da cortina da arca da aliança. Esta será uma lei para sempre, por todas as gerações.
Aarão deverá colocar sempre as lâmpadas no candelabro de ouro puro diante do SENHOR.
— Assem doze pães com a melhor farinha de trigo, cada pão deverá pesar quatro quilos.
Coloquem os pães em duas fileiras, seis pães em cada fileira, sobre a mesa de ouro puro que está diante do SENHOR
e ponham incenso puro em cada fileira. Isso servirá como lembrança da oferta queimada ao SENHOR.
Todos os sábados Aarão deverá colocar os pães em ordem diante do SENHOR. Essa aliança com os israelitas continuará para sempre.
Os pães pertencerão a Aarão e aos seus filhos. Eles deverão comê-los num lugar sagrado, porque são das ofertas mais sagradas oferecidas ao SENHOR. Esses pães pertencerão sempre a Aarão.
Entre os israelitas vivia um homem que era filho de mãe israelita e de pai egípcio. Um dia houve uma briga no acampamento entre esse homem e um outro israelita.
E aquele de quem só a mãe era israelita pronunciou coisas ofensivas e blasfemou o nome de Deus com uma maldição. Então o levaram a Moisés. (A mãe desse homem se chamava Selomite, era filha de Dibri, da tribo de Dã.)
Eles o prenderam até que o SENHOR lhes dissesse o que deviam fazer com o homem.
O SENHOR disse a Moisés:
— Leve o homem que me amaldiçoou para fora do acampamento. Todos aqueles que o ouviram blasfemar colocarão as suas mãos sobre a cabeça dele e a empurrarão para baixo. Então, toda a comunidade o apedrejará até ele morrer.
Diga também ao povo de Israel que se alguém amaldiçoar a Deus será castigado pelo seu pecado.
Quem insultar o nome do SENHOR será condenado à morte. Toda a comunidade deverá apedrejá-lo. Seja quem for, imigrante ou israelita, quem amaldiçoar o nome do seu Deus será morto.
— Quem matar outra pessoa, será condenado à morte.
Quem matar um animal de outra pessoa terá que pagar com outro animal igual.
Quem ferir uma pessoa, será igualmente ferido:
osso por osso, olho por olho, dente por dente. O mesmo que ele fez será também feito a ele.
Quem matar um animal pagará por ele. E quem matar um ser humano, será condenado à morte.
— A mesma lei será para todos, tanto para o imigrante como para quem tiver nascido no país. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
Moisés foi então dizer isso aos israelitas. E levaram o homem que tinha amaldiçoado a Deus para fora do acampamento e o apedrejaram até ele morrer. Os israelitas fizeram tudo como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
O SENHOR disse a Moisés no monte Sinai:
— Diga aos israelitas que quando entrarem na terra que vou lhes dar, devem deixar a terra ter um período de descanso em honra ao SENHOR.
Durante seis anos poderão semear os campos, podar as vinhas e fazer as colheitas.
Mas o sétimo ano será um ano para a terra descansar em honra ao SENHOR. Nesse ano não semearão os campos, nem podarão as vinhas.
E não farão a colheita daquilo que cresceu por si mesmo, nem as uvas que a vinha produziu sem ser podada. É um ano de descanso para a terra.
— Mas todos poderão comer daquilo que a terra produziu por ela mesma: você, os seus servos, as suas servas, os seus trabalhadores e os imigrantes que vivem no meio de vocês.
O seu gado e os animais selvagens do país também poderão comer do que a terra produzir nesse ano.
— Contem sete períodos de sete anos, sete vezes sete anos, um total de quarenta e nove anos. Durante esse tempo a terra terá descansado sete vezes.
E no ano cinquenta, no dia dez do sétimo mês, no Dia de Perdão, tocarão as trombetas em todo o país.
O ano cinquenta será um ano dedicado a Deus. Nele será proclamada a libertação de todos os que vivem no país. Será chamado o ano do Jubileu. Cada pessoa recuperará a sua propriedade e regressará à sua família.
O ano cinquenta será o ano do Jubileu. Nesse ano não devem semear os campos, nem devem fazer a colheita daquilo que eles produzirem por si mesmos. Também não devem recolher as uvas que as vinhas produzirem sem serem podadas.
É o ano do Jubileu. Este será um ano sagrado. Vocês somente poderão comer o que a terra produzir por ela mesma.
No ano do Jubileu cada um de vocês voltará para a sua propriedade.
— Não enganem uns aos outros quando comprarem ou venderem propriedades.
O preço da compra deverá ser baseado no número de anos que já passaram desde o ano do Jubileu. E o preço da venda deverá ser baseado no número de colheitas que ainda faltam até o próximo Jubileu.
Quanto mais anos faltarem para o ano do Jubileu, mais alto será o preço. E quanto menos anos faltarem, mais baixo será o preço. É assim porque não é a propriedade que se vende, mas o número de colheitas que a propriedade produzirá até o próximo Jubileu.
Não enganem uns aos outros, respeitem o seu Deus. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Cumpram as minhas leis, obedeçam aos meus mandamentos e pratiquem-nos. Pois assim viverão em segurança na terra.
Os campos produzirão boas colheitas e vocês terão muita comida e viverão em segurança na terra.
— Se perguntarem: “O que é que vamos comer no sétimo ano já que não podemos semear nem fazer a colheita?”
Eu abençoarei o sexto ano de tal maneira que a terra produzirá o suficiente para três anos.
Quando voltarem a semear no oitavo ano, vocês ainda terão comida da última colheita. A comida chegará até à colheita do nono ano.
— A terra não poderá ser vendida para sempre, porque a terra é minha. Vocês são apenas imigrantes e hóspedes que vivem na minha terra.
Portanto, em todo o país, vocês devem permitir que a terra possa ser comprada de novo pela pessoa que a vendeu.
Se um israelita ficar pobre e tiver que vender parte da sua terra, um dos seus parentes mais próximos deverá vir e comprar de novo aquilo que o seu parente vendeu.
Se ele não tiver um parente próximo que possa pagar o resgate da terra, mas se ele mesmo conseguir arranjar dinheiro suficiente para comprar de novo a sua terra,
então deverá calcular o valor dos anos desde que a vendeu, e pagar o restante a quem tinha lhe comprado a terra. Assim ele poderá voltar para a sua terra.
Mas se não conseguir arranjar dinheiro para comprá-la de volta, então a terra ficará na posse do comprador até o ano do Jubileu. Nesse ano a terra ficará livre e será devolvida ao seu primeiro dono.
— Se alguém vender uma casa numa cidade protegida por uma muralha, só poderá comprá-la de volta dentro do período de um ano.
Se a casa não for comprada de volta antes do final desse período, então a casa na cidade ficará pertencendo ao comprador e aos seus descendentes para sempre. Nem no ano do Jubileu será devolvida.
Mas as casas em vilas pequenas que não tenham muralhas serão tratadas como as casas nos campos. Poderão ser compradas de novo ou serão devolvidas ao primeiro dono no ano do Jubileu.
— Quanto às cidades dos levitas, eles poderão comprar de volta as casas que estão dentro das cidades que lhes pertencem.
Se alguém comprar uma casa dentro das cidades dos levitas, ele a devolverá ao levita no ano do Jubileu. As casas dentro das cidades dos levitas serão para sempre dos levitas, pois foram dadas a eles pelos israelitas.
Mas os campos em volta das suas cidades não poderão ser vendidos porque pertencem aos levitas para sempre.
— Se alguém do seu povo se tornar pobre e não puder se sustentar, ajudem-no como ajudam ao imigrante que vive entre vocês, para que ele possa continuar vivendo com vocês.
Não deverão cobrar-lhe juros, mas respeitarão ao seu Deus. Ajudem-no para que possa continuar vivendo com vocês.
Não lhe emprestarão dinheiro a juros, nem lhe darão comida fiada cobrando-lhe dinheiro a mais.
Eu sou o SENHOR, seu Deus, que tirou vocês do Egito para dar a vocês a terra de Canaã e para ser o seu Deus.
— Se alguém do seu povo ficar tão pobre ao ponto de precisar se vender a você, não deve obrigá-lo a trabalhar como um escravo.
Será como qualquer outro trabalhador ou empregado. Trabalhará para quem o comprou até o ano do Jubileu.
Depois disso, ele e os seus filhos ficarão livres para voltarem para a sua família, e a terra que pertence à sua família será devolvida a eles.
Porque todos os israelitas são meus escravos, fui eu quem os tirou do Egito, e não podem ser vendidos como escravos.
Não deverão tratá-los com crueldade, mas respeitem o seu Deus.
— A respeito dos seus escravos e escravas: vocês poderão comprar escravos das nações vizinhas.
Também poderão comprar os filhos dos imigrantes que vivem entre vocês; ou das suas famílias, que nasceram na sua terra. Eles poderão ser comprados, serão sua propriedade.
Eles poderão também ser parte da herança dos seus filhos, sempre pertencerão a vocês. Eles podem ser tratados como escravos. Mas não devem tratar um israelita com crueldade.
— Se acontecer de um imigrante se tornar rico e um israelita se tornar pobre, e este se vender como escravo ao imigrante, ou a alguém da família do imigrante;
os parentes do israelita deverão pagar pela sua liberdade. Um irmão poderá pagar para ele ser libertado,
ou um tio, ou um primo, ou qualquer outro parente próximo. O próprio escravo poderá pagar pela sua liberdade se conseguir arranjar o dinheiro necessário.
— O escravo e a pessoa que o comprou contarão os anos desde a venda até ao ano do Jubileu. O preço do resgate será determinado pelo custo que é pago para contratar um trabalhador por esses anos.
Se ainda faltarem muitos anos para o Jubileu, e de acordo com o número de anos que faltarem, ele terá que pagar a maior parte da quantia que recebeu quando foi comprado.
Se faltarem poucos anos até ao Jubileu, ele deverá contar os anos que faltam e devolverá a quantia que lhes corresponde, como pagamento pela sua liberdade.
O israelita que for escravo deverá ser tratado como uma pessoa contratada anualmente. Não deverão deixar que o seu senhor o trate cruelmente.
— Mas se o escravo israelita não for resgatado por nenhuma dessas formas, ele e os seus filhos serão libertados no ano do Jubileu.
Porque é a mim que os israelitas devem servir já que são meus escravos: eu os tirei do Egito. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Não façam ídolos, nem adorem imagens, nem ergam pilares sagrados. Não façam estátuas de pedra para se inclinarem diante delas em nenhuma parte da sua terra. Eu sou o SENHOR, seu Deus.
— Respeitem o descanso dos meus sábados e o meu santuário. Eu sou o SENHOR.
Se vocês seguirem as minhas leis, obedecerem aos meus mandamentos e fizerem o que mando,
enviarei as chuvas na medida certa para que a terra produza a sua colheita e as árvores deem os seus frutos.
A colheita será muito grande: a colheita do trigo durará até a colheita das uvas, e a colheita das uvas até o tempo de semear. Vocês comerão até ficarem satisfeitos e viverão em segurança na sua terra.
Farei com que haja paz em todo o país e vocês irão dormir sem medo de ninguém. Farei desaparecer os animais perigosos da sua terra e a guerra não passará pelo seu país.
— Perseguirão aos seus inimigos e eles serão derrotados diante de vocês.
Cinco de vocês farão fugir cem deles. Cem de vocês farão fugir 10.000 deles. Os seus inimigos morrerão à espada.
— Eu abençoarei vocês, farei que tenham muitos filhos e que eles se multipliquem. Manterei a minha aliança com vocês.
Comerão do grão armazenado no ano anterior e terão que jogá-lo fora para que possam armazenar o novo grão.
Colocarei a minha Tenda Sagrada entre vocês e não os rejeitarei.
Viverei com vocês. Serei o seu Deus e vocês serão o meu povo.
Eu sou o SENHOR, seu Deus. Fui eu quem tirou vocês do Egito para não continuarem sendo escravos. Libertei vocês para andarem de cabeça erguida.
— Mas se vocês não me obedecerem e não cumprirem todos os meus mandamentos;
se quebrarem a minha aliança, rejeitando as minhas leis, desprezando os meus decretos e não cumprindo todos os meus mandamentos,
então farei que aconteçam grandes desgraças. Doenças e febres cairão sobre vocês e, por causa destas doenças, vocês perderão a vista e ficarão sem forças. Tudo o que semearem e produzirem será comido pelos seus inimigos.
Estarei contra vocês, vocês serão derrotados pelos seus inimigos e governados pelos seus adversários. Viverão com tanto medo que fugirão mesmo quando ninguém os estiver perseguindo.
— Se mesmo assim continuarem a não me obedecer, então aumentarei o meu castigo sete vezes mais por causa dos seus pecados.
Acabarei com o seu poder orgulhoso, farei com que o céu seja como o ferro e a terra como o bronze para vocês.
Mesmo que se esforcem ao trabalhar, o seu esforço será inútil porque a terra não produzirá colheitas nem as árvores os seus frutos.
— Se mesmo assim vocês ainda continuarem contra mim e não fizerem o que eu mando, então aumentarei o castigo de vocês sete vezes mais conforme os seus pecados.
Enviarei contra vocês animais selvagens, que matarão aos seus filhos e destruirão aos seus animais. Farei isso até que vocês estejam quase todos mortos e não tenha mais ninguém para andar pelos seus caminhos.
— Se apesar de tudo isso não se submeterem à minha disciplina e insistirem em continuar contra mim,
então eu mesmo ficarei contra vocês e os castigarei sete vezes mais pelos seus pecados.
Por terem quebrado a minha aliança, trarei a guerra e se vocês se refugiarem nas cidades, enviarei a peste. Entregarei vocês nas mãos dos seus inimigos e vocês serão governados por eles.
Farei com que não tenham comida. Dez mulheres cozinharão toda a sua farinha num só forno e muitos ficarão com fome quando repartirem o pão.
— Se depois disto ainda não me obedecerem e insistirem em continuar contra mim,
então a minha fúria voltará contra vocês. Eu mesmo os castigarei sete vezes mais, por causa dos seus pecados.
A fome será tão grande que terão que comer os seus próprios filhos e filhas.
Destruirei os seus altares falsos, quebrarei em pedaços os altares de incenso, colocarei os seus corpos mortos sobre os ídolos sem vida. Terei nojo de vocês.
Farei com que as suas cidades sejam ruínas, destruirei os seus lugares sagrados, e não terei prazer no aroma dos seus sacrifícios.
Destruirei a sua terra de tal maneira que os seus inimigos ficarão espantados quando a ocuparem.
Com a minha espada espalharei vocês pelas nações. A sua terra ficará um deserto e as suas cidades serão destruídas.
— A terra ficará deserta durante o tempo em que vocês estiverem na terra dos seus inimigos, e assim terá o seu descanso: o descanso dos anos sabáticos que vocês não lhe deram.
Assim a terra desfrutará do descanso por todos aqueles anos sabáticos que não descansou enquanto vocês viviam nela.
Aos que sobreviverem na terra dos seus inimigos, eu os farei tão fracos que fugirão ao cair de uma folha. Fugirão como se alguém os estivesse perseguindo com uma espada, e cairão sem que ninguém os persiga.
Mesmo quando ninguém os perseguir, vocês tropeçarão uns nos outros como se estivessem escapando da espada. Não terão forças para lutar contra os seus inimigos.
Morrerão entre as nações, serão comidos pela terra dos seus inimigos.
Os que sobreviverem apodrecerão na terra dos seus inimigos por causa dos seus pecados e dos pecados dos seus antepassados.
— Depois disso, eles confessarão os seus pecados e os pecados dos seus antepassados. Reconhecerão que foram infiéis e se voltaram contra mim.
Compreenderão que foi por isso que eu me voltei contra eles e os enviei para a terra dos seus inimigos. Então deixarão de ser rebeldes e se humilharão, aceitando o seu castigo.
Nessa altura, eu me lembrarei da aliança que fiz com Jacó, Isaque e Abraão e também me lembrarei da terra.
A terra que ficou abandonada e descansando durante os anos em que não foi habitada. Eles aceitarão o castigo pelos seus pecados e por terem rejeitado as minhas leis e desprezado os meus mandamentos.
No entanto, quando estiverem na terra dos seus inimigos, e apesar de tudo o que me fizeram, eu não os rejeitarei. Não os destruirei completamente nem quebrarei a aliança que fiz com eles. Eu sou o SENHOR, o Deus deles.
Para o bem deles, eu me lembrarei da aliança que fiz com os seus antepassados e que os tirei do Egito à vista de todas as nações, para ser o seu Deus. Eu sou o SENHOR.
Essas são as leis, os decretos e os ensinos que o SENHOR estabeleceu no monte Sinai entre ele e os israelitas, por meio de Moisés.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga ao povo de Israel que se alguém prometer dedicar uma pessoa para o serviço do SENHOR,
a quantia a ser paga será a seguinte: por um homem entre vinte e sessenta anos de idade se pagará cinquenta moedas de prata, segundo o peso oficial da prata;
por uma mulher que tenha a mesma idade se pagará trinta moedas de prata.
Por um rapaz entre cinco e vinte anos de idade se pagará vinte moedas de prata; por uma menina da mesma idade, dez moedas de prata.
Por um menino entre um mês e cinco anos de idade se pagará cinco moedas de prata; por uma menina, três moedas de prata.
Por um homem que tenha mais de sessenta anos se pagará quinze moedas de prata; por uma mulher, dez moedas de prata.
— Mas se alguém for pobre demais para pagar a quantia certa, então ele deverá ser levado ao sacerdote, que decidirá quanto ele terá que pagar.
— Se alguém fizer a promessa de oferecer ao SENHOR um animal puro, dos que podem ser sacrificados no altar, esse animal se tornará sagrado a partir desse momento.
A pessoa que prometeu esse animal não poderá trocá-lo por outro animal, quer seja melhor ou pior. Mas se o fizer, então os dois animais se tornarão sagrados.
Se alguém oferecer um animal que não serve para ser oferecido ao SENHOR, então o sacerdote determinará o valor do animal.
O valor que o sacerdote determinar, seja muito ou pouco, terá que ser aceitado sem discussões.
Se o dono desejar comprar o animal de volta, o preço do seu resgate será vinte por cento acima do preço determinado.
— Se alguém consagrar a sua casa ao SENHOR, o sacerdote determinará o valor de acordo com o estado da casa e esse será o seu valor.
Se a pessoa que consagrou a casa, quiser comprá-la de volta, o seu resgate será vinte por cento acima do valor determinado.
— Se alguém consagrar parte das terras da sua família ao SENHOR, o seu valor será determinado pela quantidade de sementes que poderá ser semeada nesse terreno. Por cada duzentos e vinte quilos de cevada, o terreno valerá cinquenta moedas de prata.
Se a pessoa consagrar o terreno no ano do Jubileu, o seu preço será o valor máximo determinado pelo sacerdote.
Mas se for depois do ano do Jubileu, então o sacerdote deverá diminuir o valor do terreno de acordo com o número de anos que faltarem para o ano de Jubileu seguinte.
Se o dono quiser comprar o terreno novamente, deverá acrescentar mais vinte por cento ao valor determinado.
Mas se ele não quiser comprá-lo e outra pessoa comprar esse terreno, então a pessoa que o consagrou já não poderá resgatá-lo.
Quando chegar o ano do Jubileu, esse terreno será consagrado permanentemente ao SENHOR e ficará pertencendo aos sacerdotes.
— Se alguém consagrar ao SENHOR um terreno que ele mesmo comprou, que não faz parte das terras que são suas por herança,
o sacerdote determinará o valor de acordo com o tempo que ainda falta até o ano do Jubileu. E esse será o valor que deverá ser pago no mesmo dia em que a pessoa consagrar o terreno ao SENHOR.
No ano do Jubileu, esse terreno será devolvido à pessoa que originalmente o vendeu, à família a quem o terreno pertence como herança.
— Todos os valores serão calculados de acordo com o peso oficial, que é de dez gramas por cada moeda.
— A primeira cria de qualquer animal não poderá ser oferecida ao SENHOR, porque as primeiras crias já pertencem ao SENHOR. Quer seja de bezerro ou de ovelha já pertence ao SENHOR.
Mas se for a primeira cria de um animal impuro, então ela poderá ser comprada de novo pagando o valor determinado pelo resgate e mais vinte por cento. Se não for resgatada, poderá ser vendida pelo valor determinado.
— O que tiver sido consagrado permanentemente ao SENHOR (pessoa, animal ou terra herdada) não poderá ser vendido nem comprado de volta. Qualquer coisa permanentemente consagrada é santíssima ao SENHOR.
— Nenhuma pessoa que tiver sido permanentemente consagrada à destruição poderá ser resgatada: terá que ser morta.
— A décima parte de tudo o que a terra produzir, tanto do que é semeado como dos frutos das árvores, será consagrada ao SENHOR.
Se alguém quiser resgatar alguma parte dessa décima parte, deverá pagar o valor determinado e mais vinte por cento.
— O pastor separará um de cada dez dos seus animais, quer seja do gado ou do rebanho, para consagrá-los ao SENHOR. Cada décimo animal será para o sacerdote.
O pastor não poderá escolher entre os bons e os maus, nem trocar uns por outros. Se fizer alguma troca, então os dois animais serão consagrados e nenhum deles poderá ser comprado depois de consagrado.
Estes são os mandamentos que o SENHOR deu a Moisés, no monte Sinai, para os israelitas.
Dois anos e um mês depois dos israelitas terem saído do Egito, o SENHOR falou a Moisés no deserto do Sinai, na Tenda do Encontro. No primeiro dia do segundo mês, Deus lhe disse:
— Conte toda a população de Israel, por clãs e por famílias, e faça um registro dos nomes de todos os homens.
Aarão e você devem registrar por unidades militares, todos os homens que tenham mais de vinte anos de idade e que estejam aptos para o serviço militar.
Façam isso com a ajuda de um homem de cada tribo, que seja chefe de grupo de famílias de cada tribo.
Estes são os nomes dos homens que devem ajudar vocês: “Da tribo de Rúben: Elizur, filho de Sedeur;
da tribo de Simeão: Selumiel, filho de Zurisadai;
da tribo de Judá: Naassom, filho de Aminadabe;
da tribo de Issacar: Natanael, filho de Zuar;
da tribo de Zebulom: Eliabe, filho de Helom;
dos descendentes de José: da tribo de Efraim: Elisama, filho de Amiúde; da tribo de Manassés: Gamaliel, filho de Pedazur;
da tribo de Benjamim: Abidã, filho de Gideoni;
da tribo de Dã: Aieser, filho de Amisadai;
da tribo de Aser: Pagiel, filho de Ocrã;
da tribo de Gade: Eliasafe, filho de Deuel;
da tribo de Naftali: Aira, filho de Enã”.
Esses foram os homens escolhidos da comunidade, chefes das tribos dos seus antepassados e chefes militares de Israel.
Então Moisés e Aarão levaram consigo os homens escolhidos
e reuniram toda a comunidade no primeiro dia do segundo mês. Foram registrados, por clãs e por famílias, os nomes de todos os homens com mais de vinte anos.
Moisés fez o censo no deserto do Sinai assim como o SENHOR lhe ordenou.
Os descendentes de Rúben, o primeiro filho de Israel, foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Rúben foi de 46.500.
Os descendentes de Simeão foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Simeão foi de 59.300.
Os descendentes de Gade foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Gade foi de 45.650.
Os descendentes de Judá foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Judá foi de 74.600.
Os descendentes de Issacar foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Issacar foi de 54.400.
Os descendentes de Zebulom foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Zebulom foi de 57.400.
Dos filhos de José: Os descendentes de Efraim foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Efraim foi de 40.500.
Os descendentes de Manassés foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Manassés foi de 32.200.
Os descendentes de Benjamim foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Benjamim foi de 35.400.
Os descendentes de Dã foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Dã foi de 62.700.
Os descendentes de Asser foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Asser foi de 41.500.
Os descendentes de Naftali foram registrados por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
O número de homens registrados da tribo de Naftali foi de 53.400.
Esse foi o número dos homens registrados por Moisés e Aarão e pelos doze chefes de Israel, cada um representando a sua tribo.
Cada homem do povo de Israel ficou registrado por clãs e por famílias. Foram registrados, um por um, todos os nomes dos homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
Ao todo, foram registrados os nomes de 603.550 homens.
Os levitas não foram recenseados com os outros,
porque o SENHOR tinha dito a Moisés:
— Não faça o censo da tribo de Levi, nem a registre com as outras tribos israelitas.
Encarregue os levitas de tomarem conta da Tenda Sagrada do Testemunho, dos seus acessórios e de todo o resto que tenha que ver com ela. Eles serão os que devem transportar a Tenda Sagrada e todos os seus acessórios; eles cuidarão dela e acamparão ao redor dela.
Quando for necessário transportar a Tenda Sagrada, os levitas serão os que devem desmontá-la. Quando for necessário montá-la, eles serão responsáveis em fazê-lo. Todo aquele que não for levita e se aproximar da Tenda será condenado à morte.
Os outros israelitas acamparão por tropas, cada um no seu acampamento e com sua unidade militar.
Mas os levitas acamparão ao redor da Tenda Sagrada do Testemunho para que a ira de Deus não caia sobre os israelitas. Os levitas estarão encarregados de cuidar da Tenda Sagrada do Testemunho.
Os israelitas fizeram tudo como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— Os israelitas devem acampar ao redor da Tenda do Encontro, a certa distância dela, cada um com a sua própria unidade militar e debaixo da bandeira da sua família.
— Ao leste, pelo lado que nasce o sol, acamparão por tropas os membros da unidade militar do acampamento de Judá. Seu chefe é Naassom, filho de Aminadabe.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 74.600 homens.
— Acampando ao lado deles estará a tribo de Issacar. Seu chefe é Natanael, filho de Zuar.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 54.400 homens.
— Ao lado deles acampará também a tribo de Zebulom. Seu chefe é Eliabe, filho de Helom.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 57.400 homens.
— Então, o total das tropas do exército de Judá é de 186.400 homens. Eles marcharão na frente.
— Ao sul acamparão por tropas os membros da unidade militar do acampamento de Rúben. Seu chefe é Elizur, filho de Sedeur.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 46.500 homens.
— Acampando ao lado deles estará a tribo de Simeão. Seu chefe é Selumiel, filho de Zurisadai.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 59.300 homens.
— Ao lado deles acampará também a tribo de Gade. Seu chefe é Eliasafe, filho de Deuel.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 45.650 homens.
— Então, o total das tropas do exército de Rúben é de 151.450 homens. Eles marcharão em segundo lugar.
— Em seguida, no meio dos outros exércitos, marchará a Tenda do Encontro, o exército dos levitas. Todos eles marcharão na mesma ordem que acamparam, no mesmo lugar, conforme às suas unidades militares.
— No lado oeste acamparão por tropas os membros da unidade militar do acampamento de Efraim. Seu chefe é Elisama, filho de Amiúde.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 40.500 homens.
— Acampando ao lado deles estará a tribo de Manassés. Seu chefe é Gamaliel, filho de Pedazur.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 32.200 homens.
— Ao lado deles acampará também a tribo de Benjamim. Seu chefe é Abidã, filho de Gideoni.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 35.400 homens.
— Então, o total das tropas do exército de Efraim é de 108.100 homens. Eles marcharão em terceiro lugar.
— No lado norte acamparão por tropas os membros da unidade militar do acampamento de Dã. Seu chefe é Aieser, filho de Amisadai.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 62.700 homens.
— Acampando ao lado deles estará a tribo de Aser. Seu chefe é Pagiel, filho de Ocrã.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 41.500 homens.
— Ao lado deles acampará também a tribo de Naftali. Seu chefe é Airá, filho de Enã.
De acordo com o censo, as suas tropas têm 53.400 homens.
— Então, o total das tropas do exército de Dã é de 157.600 homens. Eles marcharão na retaguarda, conforme as suas unidades militares.
O censo das famílias israelitas deu um grande total de 603.550 homens.
Mas assim como o SENHOR ordenou a Moisés, as famílias dos levitas não participaram do censo.
Portanto os israelitas fizeram tudo como o SENHOR mandou a Moisés: acamparam por unidades militares, e cada um marchou com o seu próprio clã e a sua própria família.
Assim estava formada a família de Aarão e de Moisés no tempo em que o SENHOR falou com Moisés no monte Sinai.
Os filhos de Aarão eram Nadabe, o mais velho, depois Abiú, Eleazar e Itamar.
Estes eram os filhos de Aarão, que foram consagrados com azeite como sacerdotes,
mas Nadabe e Abiú morreram perante o SENHOR no deserto do Sinai enquanto serviam ao SENHOR porque lhe ofereceram um fogo estranho que Deus não tinha ordenado. Visto que Nadabe e Abiú não tiveram filhos, só Eleazar e Itamar serviram como sacerdotes durante a vida de Aarão, seu pai.
O SENHOR disse a Moisés:
— Mande chamar a tribo de Levi para que se apresentem diante do sacerdote Aarão e façam tudo o que ele mandar.
Eles ajudarão a Aarão e a todo o povo no trabalho relacionado com a Tenda do Encontro e farão o trabalho pesado na Tenda Sagrada.
Eles deverão vigiar todo o equipamento da Tenda do Encontro e guardá-lo para os israelitas. Farão o trabalho pesado na Tenda Sagrada.
Deixe que os levitas fiquem ao serviço de Aarão e de seus filhos porque, de todos os israelitas, os levitas se dedicarão inteiramente a trabalhar comigo.
Nomeie a Aarão e aos seus filhos como sacerdotes, porque são eles os responsáveis por esse trabalho. Qualquer outra pessoa que tente fazer esse trabalho será condenado à morte.
O SENHOR disse a Moisés:
— Olhe, escolhi os levitas em vez dos filhos mais velhos da comunidade de Israel. Os levitas me pertencem
porque todo filho mais velho é meu. Quando fiz morrer os filhos mais velhos dos egípcios, separei para mim todos os filhos mais velhos dos israelitas. Serão meus tanto os filhos mais velhos dos israelitas como as primeiras crias dos seus animais, porque eu sou o SENHOR.
O SENHOR disse a Moisés no deserto do Sinai:
— Faça um censo de todos os levitas de um mês de idade para cima, por clãs e famílias.
Então Moisés fez o censo assim como o SENHOR lhe ordenou.
Os filhos de Levi eram Gérson, Coate e Merari.
Os clãs de Gérson eram Libni e Simei.
Os clãs de Coate eram Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
Os clãs de Merari eram Mali e Musi. Estes foram os clãs dos levitas por suas famílias.
Os clãs de Libni e Simei eram de Gérson; eram clãs gersonitas.
De acordo com o censo, o número de homens de um mês de idade para cima era de 7.500.
Os clãs gersonitas acampavam atrás da Tenda Sagrada, no lado oeste.
Seu chefe era Eliasafe, filho de Lael.
Os gersonitas tinham a função de vigiar a Tenda do Encontro. Isto incluía a Tenda Sagrada, a tenda exterior, sua cobertura, a cortina da entrada da Tenda do Encontro,
as cortinas do pátio, a cortina da entrada do pátio ao redor da Tenda Sagrada e o altar e as cordas correspondentes. Também lhes correspondia todo o trabalho pesado relacionado a este serviço.
Os clãs de Anrão, Isar, Hebrom e Uziel eram de Coate; eram clãs coatitas.
Eles cuidavam das coisas sagradas. De acordo com o censo, o número de homens de um mês de idade para cima era de 8.300.
Os clãs coatitas acampavam no lado sul da Tenda Sagrada.
Seu chefe era Elizafã, filho de Uziel.
Eles estavam encarregados do cuidado da arca sagrada, da mesa, do suporte da lâmpada e dos altares, e também dos utensílios sagrados que eram usados neles e da cortina. Realizavam todo o trabalho pesado relacionado com os utensílios.
O chefe mais importante dos levitas era Eleazar, filho do sacerdote Aarão. Eleazar supervisionava o trabalho das pessoas que tinham ao seu cuidado as coisas sagradas.
Os clãs de Mali e Musi eram de Merari; eram os clãs meraritas.
De acordo com o censo, o número de homens de um mês de idade para cima era de 6.200.
O chefe da família dos meraritas era Zuriel, filho de Abiail. Eles acampavam no lado norte da Tenda Sagrada.
Os meraritas tinham sob sua responsabilidade o suporte estrutural da Tenda Sagrada, seus travessões, colunas e bases. Eles estavam encarregados do cuidado de todo o equipamento da Tenda Sagrada e do trabalho pesado relacionado com este serviço.
Também eram responsáveis pelas colunas do pátio ao redor da tenda, com suas bases, estacas e cordas.
Moisés, Aarão e os seus filhos acampavam no lado que sai o sol, em frente da Tenda Sagrada (também chamada de Tenda do Encontro). Eles cuidavam da região sagrada em favor dos israelitas. Era condenado à morte aquele que se atrevesse a se aproximar da região sagrada não sendo da família de Aarão nem sacerdote.
Moisés e Aarão fizeram o censo dos levitas por clãs assim como ordenou o SENHOR. O resultado final do censo deu um total de 22.000 homens de um mês de idade para cima.
O SENHOR disse a Moisés: — Faça um censo de todos os filhos mais velhos dos israelitas de um mês de idade para cima, e faça também uma lista com seus nomes.
Separe para mim os levitas que irão ficar no lugar de cada filho mais velho dos israelitas. Faça a mesma coisa com os animais dos levitas que irão ficar no lugar de cada uma das primeiras crias dos animais dos israelitas. Eu sou o SENHOR.
Então Moisés contou todos os primeiros filhos homens dos israelitas assim como o SENHOR tinha ordenado.
Foram colocados na lista todos os homens com mais de um mês de idade e o total foi de 22.273.
O SENHOR disse a Moisés:
— Ponha os levitas no lugar de cada primeiro filho nascido entre os israelitas e também ponha os animais dos levitas no lugar dos animais dos israelitas. Os levitas são meus, pois eu sou o SENHOR.
O número total de levitas é menor do que o número total dos filhos israelitas mais velhos: há 273 levitas a menos do que os filhos israelitas mais velhos. Para estes filhos israelitas mais velhos não há levitas que os substituam.
Então, para salvá-los, você deverá cobrar cinco moedas de prata por cada um deles. Deverá receber esse dinheiro de acordo com o peso oficial, o qual estabelece que cada moeda de prata deve pesar onze gramas.
Você dará esse dinheiro a Aarão e aos seus filhos como valor do resgate desses 273 filhos mais velhos.
Então Moisés cobrou o dinheiro do resgate dos filhos mais velhos dos israelitas que havia a mais.
O dinheiro que Moisés recebeu por eles foi um total de 1.365 moedas de prata, conforme o peso oficial.
Moisés entregou o dinheiro a Aarão e aos seus filhos, conforme a ordem que o SENHOR tinha lhe dado.
O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— Façam um censo dos coatitas que estão entre os levitas, por clãs e famílias;
que tenham entre trinta e cinquenta anos de idade, e sejam aptos para o trabalho na Tenda do Encontro.
O trabalho dos coatitas na Tenda do Encontro será o de transportar as coisas mais sagradas.
— Quando o acampamento tiver que ser mudado de lugar, Aarão e os seus filhos deverão entrar na tenda e tirar a cortina da entrada. Depois cobrirão a arca da aliança com ela,
e colocarão em cima uma cobertura de couro. Depois estenderão um pano roxo sobre ela e colocarão nela as varas para transportá-la,
e estenderão também um pano roxo sobre a mesa da presença e colocarão nela os pratos, as colheres, as taças e as jarras para as ofertas de vinho. O pão da oferta permanente estará também ali.
Estenderão um pano vermelho sobre isto, cobrirão a mesa com uma cobertura de couro e depois colocarão nela as varas para transportá-la.
— Depois tomarão um pano roxo e cobrirão com ele o candelabro, suas lâmpadas, os alicates, os apagadores e todas as jarras de azeite utilizadas na lâmpada.
Então colocarão isto e o seu equipamento numa cobertura de couro e colocarão tudo isso sobre umas varas para ser carregado.
Também estenderão um pano roxo sobre o altar de ouro, o cobrirão com uma cobertura de couro e colocarão nele as varas para transportá-lo.
— Depois terão que tomar todas as peças do equipamento usado para servir no lugar sagrado. As colocarão num pano roxo, as cobrirão com couro e depois as colocarão sobre as suas varas para serem carregadas.
— Em seguida, deverão limpar as cinzas do altar e estender um pano roxo sobre ele.
Depois colocarão sobre o altar todos os utensílios usados no serviço, ou seja os alicates, os garfos, as pás, e as taças, todo o equipamento do altar. Sobre ele deverão estender uma cobertura de couro e, então, pôr tudo isso sobre as suas varas para ser carregado.
— Aarão e os seus filhos terminarão de cobrir todo o equipamento sagrado e todos os objetos sagrados. Quando o acampamento estiver pronto para ser trasladado, então os coatitas poderão vir para transportar tudo isso. Mas eles não deverão tocar nas coisas sagradas, para que não morram. Os coatitas carregarão as coisas da Tenda do Encontro.
— Eleazar, filho do sacerdote Aarão, estará encarregado do azeite para a lâmpada, do incenso aromático, da oferta diária de cereal e do azeite de consagração. Ele também será responsável pela Tenda Sagrada e por tudo o que há nela. Será responsável pelas coisas sagradas e seus utensílios.
Então o SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— Não deixem que nenhum dos clãs dos coatitas seja separado dos levitas.
Eles deverão fazer o seguinte para que não morram ao tocar nas coisas mais sagradas: Aarão e os seus filhos entrarão e ensinarão a cada um deles o trabalho que devem fazer e o que eles têm que transportar.
Os coatitas não devem entrar para olhar as coisas sagradas, nem sequer por um instante, senão morrerão.
O SENHOR disse a Moisés:
— Faça também um censo dos gersonitas, por famílias e por clãs.
Conte os que tenham entre trinta e cinquenta anos de idade, ou seja todos os que sejam aptos para trabalhar na Tenda do Encontro.
— O trabalho dos gersonitas consistirá em empacotar e transportar as coisas.
Eles transportarão as cortinas da Tenda Sagrada, a Tenda do Encontro e a sua cobertura de dentro, assim como a cobertura de couro que esteja em cima dela. Também transportarão a cortina da entrada da Tenda do Encontro.
Eles devem transportar também as cortinas do pátio, a armação da entrada da porta do pátio que rodeia a Tenda Sagrada e o altar, suas cordas e todos os seus utensílios e acessórios necessários para fazer seu trabalho.
Aarão e os seus filhos supervisarão todo o trabalho dos gersonitas, tudo o que mudarem de lugar e empacotarem. Eles serão responsáveis por cuidar de tudo o que trasladarem.
Esse é o trabalho dos gersonitas na Tenda do Encontro. Farão isto sob a direção de Itamar, filho do sacerdote Aarão.
— Também faça um censo dos meraritas, por clãs e famílias.
Conte os que tenham entre trinta e cinquenta anos de idade, ou seja todos os que sejam aptos para trabalhar na Tenda do Encontro.
No que diz respeito ao seu trabalho na Tenda do Encontro, eles transportarão as tábuas da Tenda Sagrada, suas travessas, colunas e bases.
Também as colunas do pátio ao redor, as suas bases, estacas e cordas, todo seu equipamento. Faça uma lista por nome de tudo o que eles têm que cuidar e transportar.
Esse é o trabalho dos meraritas em relação à Tenda do Encontro. Façam isso sob a direção de Itamar, filho do sacerdote Aarão.
Moisés, Aarão e os chefes da comunidade fizeram o censo dos coatitas por seus clãs e famílias.
Contaram todos os homens entre trinta e cinquenta anos de idade, ou seja todos os aptos para trabalhar na Tenda do Encontro.
O resultado do censo por clãs foi de 2.750 homens.
Esses foram os homens dos clãs coatitas aptos para trabalhar na Tenda do Encontro. Moisés e Aarão os contaram conforme o SENHOR ordenou a Moisés.
Foi feito também o censo dos gersonitas por clãs e famílias.
Foram contados todos os homens entre trinta e cinquenta anos de idade, ou seja todos os aptos para trabalhar na Tenda do Encontro.
O resultado do censo por clãs foi de 2.630.
Esses foram os homens dos clãs gersonitas aptos para trabalhar na Tenda do Encontro. Moisés e Aarão os contaram conforme o SENHOR ordenou a Moisés.
Foi feito também o censo dos meraritas por clãs e famílias.
Contaram todos os homens entre trinta e cinquenta anos de idade, ou seja todos os aptos para trabalhar na Tenda do Encontro.
O resultado do censo por clãs foi de 3.200.
Esses foram os homens dos clãs meraritas aptos para trabalhar na Tenda do Encontro. Moisés e Aarão os contaram conforme o SENHOR ordenou a Moisés.
Assim pois, Moisés, Aarão e os chefes da comunidade fizeram o censo de todos os levitas por clãs e famílias.
Contaram todos os homens entre trinta e cinquenta anos de idade, ou seja todos os aptos para trabalhar, manusear e transportar tudo da Tenda do Encontro.
O total deste censo foi de 8.580 homens.
Esse censo foi feito conforme o SENHOR ordenou a Moisés. A cada um lhe foi dito o que deveria fazer e transportar, assim como o SENHOR ordenou a Moisés.
O SENHOR disse a Moisés:
— Mande os israelitas que tirem do acampamento todo aquele que tenha uma doença perigosa de pele, aquele que tenha alguma doença sexualmente transmissível e todo aquele que tenha se contaminado por tocar numa pessoa morta.
Eles serão tirados do acampamento, sejam homens ou mulheres, para que não contaminem o acampamento onde eu moro com vocês.
Os israelitas obedeceram e tiraram do acampamento toda essa gente, assim como o SENHOR disse a Moisés.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que caso alguém, homem ou mulher, peque causando mal a outra pessoa, está pecando contra o SENHOR, e é culpado.
Quem faz isso deverá confessar o pecado que cometeu e pagar para a pessoa defraudada o custo do mal que lhe causou mais uma quinta parte do seu valor.
Se acontecer da pessoa ofendida morrer sem ter parentes para receber o pagamento, então esse pagamento se entregará ao SENHOR. O sacerdote receberá o pagamento. Além disso, quem cometeu a ofensa deverá levar ao sacerdote um carneiro para que faça a cerimônia de purificação por aquele que cometeu a ofensa.
— Toda doação santa que os israelitas consagrarem e entregarem ao sacerdote, pertencerá ao sacerdote.
O que cada um consagrar, pertencerá a ele, mas o que for entregue ao sacerdote, será do sacerdote.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que pode acontecer que a esposa de um homem lhe seja infiel.
Outro homem estaria tendo relações sexuais com ela sem que o saiba o marido e, embora ela já tenha se contaminado, mantém segredo porque não houve testemunhas nem foi surpreendida no ato.
O marido é vítima de ciúmes contra sua esposa porque ela se contaminou. Também pode acontecer que um marido fique ciumento embora sua esposa não tenha se contaminado.
Nesses casos, o marido deverá levar a sua esposa perante o sacerdote juntamente com uma oferta que se requer por ela. A oferta será de dois quilos de farinha de cevada. Não será colocado azeite nem incenso nessa oferta porque é uma oferta de cereal de um marido ciumento. É uma oferta de cereal feita para que um pecado seja descoberto.
— Depois o sacerdote fará com que a mulher se aproxime perante o SENHOR.
Ele colocará um pouco de água consagrada numa jarra de argila e colocará nela um pouco de terra tomada do chão da Tenda Sagrada.
Então o sacerdote fará com que a mulher se aproxime perante o SENHOR, soltará o cabelo dela e colocará em suas mãos a oferta de cereal para expor a sua culpa. Na mão do sacerdote estará a água que leva uma maldição.
— Depois o sacerdote fará com que a mulher jure e lhe dirá: “Você é casada e por isso já tem marido. Você sabe que fazer sexo com outro homem enquanto estiver casada é errado e a torna impura. Se você não fez isso, então esta água que traz uma maldição não irá machucá-la.
Mas o SENHOR fará cair sobre você a maldição que leva esta água se for culpada de ter relações sexuais com um homem que não era seu marido, tornando-se impura”.
Nesse momento o sacerdote fará que a mulher jure sob maldição e então dirá à mulher: “Que o SENHOR faça do seu nome uma maldição no meio do seu povo, que o SENHOR faça com que fique estéril, que suas entranhas se inflamem,
que esta água que leva uma maldição vá dentro do seu corpo e faça que suas entranhas se inflamem e fique estéril”. Então a mulher deverá dizer: “Estou de acordo, assim seja”.
— Depois o sacerdote escreverá estas maldições num documento e as lavará com a água amarga.
Então fará com que a mulher beba a água que leva a maldição; a água entrará nela para lhe causar grande dor.
Depois o sacerdote pegará das mãos da mulher a oferta de cereal do seu marido ciumento e fará o movimento de apresentação da oferta perante o SENHOR e a levará ao altar.
Em seguida o sacerdote pegará um punhado da oferta de cereal, que representa toda a oferta, e o queimará no altar. Depois disto fará com que a mulher beba a água.
Quando ela tiver bebido a água, as pessoas poderão ver o resultado. Se ela for impura e foi infiel ao seu marido, então a água que leva a maldição entrará nela causando grande dor; suas entranhas se inflamarão e ficará estéril. A mulher será maldita no meio do seu povo.
Se a mulher não for impura, então será declarada inocente e poderá ter filhos.
— Essa é a lei para os casos de ciúmes, quando uma mulher seguir o mau caminho enquanto se encontra casada, contaminando-se.
É também para quando um homem ficar ciumento da sua esposa. Então ele deve fazer com que ela se apresente perante o SENHOR e o sacerdote fará que se aplique esta lei.
Dessa forma o marido ficará livre do castigo, mas a mulher carregará o seu pecado.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que se um homem ou uma mulher fizer uma promessa de dedicação ao SENHOR como nazireu,
terá que se abster de beber vinho ou de qualquer outra bebida alcoólica. Também não poderá beber vinagre feito de vinho ou de outra bebida alcoólica, nem beber suco de uvas, nem comer uvas, nem que sejam frescas ou secas.
Durante todo o tempo que for nazireu não deverá comer nenhum produto da uva, nem sequer as sementes ou a casca.
— Durante o tempo que durar sua promessa de nazireu não deverá cortar o cabelo. Só poderá fazê-lo quando se completar o tempo que dedicou para se consagrar ao SENHOR. Enquanto isso, estará consagrado e deverá deixar crescer o cabelo.
— Além disso, enquanto durar o tempo da sua dedicação ao SENHOR não poderá entrar em nenhum lugar onde houver um morto,
nem sequer em caso de que morra seu pai ou sua mãe, ou seu irmão ou sua irmã. Se tornaria impuro porque seu cabelo indica que se dedicou a Deus.
Todos os dias consagrados como nazireu serão sagrados para o SENHOR.
— Se alguém morrer de repente junto a um nazireu, ficará contaminado o cabelo do nazireu. Portanto, sete dias depois, terá que rapar a cabeça, ou seja o dia da sua purificação.
No oitavo dia levará duas rolas ou dois filhotes de pomba ao sacerdote, diante da entrada da Tenda do Encontro.
O sacerdote oferecerá um como sacrifício pelo pecado e o outro como sacrifício que deve ser queimado completamente. Fará a purificação do nazireu porque falhou ao ter contato com um morto. Nesse mesmo dia consagrará de novo a sua cabeça.
Começará novamente o tempo da consagração ao SENHOR e deverá trazer um cordeiro de um ano como sacrifício de restituição. Os dias anteriores não serão contados por ter ficado contaminado o seu cabelo.
— Esta lei deverá ser aplicada ao nazireu: no dia que completar o tempo de consagração como nazireu, alguém irá com ele diante da entrada da Tenda do Encontro.
Ali apresentará ao SENHOR um cordeiro de um ano que não tenha nenhum defeito, como sacrifício que deve ser queimado completamente. Também oferecerá um carneiro que não tenha nenhum defeito, como oferta para festejar.
Oferecerá da mesma forma um cesto de pães sem fermento, feitos com farinha da melhor qualidade e amassados com azeite. Também oferecerá bolachas sem fermento aspergidas com azeite, juntamente com as ofertas correspondentes de trigo e de vinho.
— Então o sacerdote apresentará estas ofertas perante o SENHOR junto com o sacrifício pelo pecado e o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Oferecerá o carneiro ao SENHOR como oferta para festejar, juntamente com o cesto de pães sem fermento e as correspondentes ofertas de trigo e de vinho.
— Depois o nazireu deverá rapar o cabelo e jogá-lo ao fogo que arde debaixo da oferta para festejar.
— Depois que o nazireu tiver rapado a cabeça, o sacerdote pegará uma perna já cozida do carneiro, e pegará do cesto um pão sem fermento e uma bolacha sem fermento. Depois colocará tudo isso nas mãos do nazireu.
Então o sacerdote fará o movimento de apresentação da oferta perante o SENHOR. Tudo isso pertence ao sacerdote junto com o peito do animal que se utilizou para o movimento de apresentação da oferta e a coxa que se dá como oferta de contribuição. Depois disto o nazireu poderá beber vinho.
— Essa é a lei para quem fizer a promessa de se consagrar ao SENHOR como nazireu, e essas são as ofertas que deverá apresentar, além de qualquer outra coisa que possa oferecer. De acordo com a promessa que fizer, assim deverá cumprir, conforme à lei da sua consagração.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga a Aarão e aos seus filhos que abençoe os israelitas dizendo isto:
“Que o SENHOR os abençoe e os proteja;
que o SENHOR seja bom com vocês e tenha compaixão de vocês.
Que o SENHOR olhe para vocês com amor e faça com que vocês vivam em paz”.
— Dessa forma Aarão e os seus filhos pronunciarão meu nome diante dos israelitas e eu os abençoarei.
Quando Moisés acabou de montar a Tenda Sagrada, consagrou com azeite a tenda e os seus utensílios, e fez a mesma coisa com o altar e os seus utensílios.
Então os chefes de Israel, que eram os chefes das famílias e das tribos, os mesmos que ajudaram a fazer o censo, vieram
e trouxeram como oferta ao SENHOR seis carroças cobertas e doze bois; ou seja, uma carroça para cada dois chefes e um boi para cada chefe. Eles os puseram diante da Tenda Sagrada.
Então o SENHOR disse a Moisés:
— Receba estas ofertas de carroças e bois, e que sejam entregues aos levitas. Estes deverão colocar tudo isso ao serviço das atividades da Tenda do Encontro, conforme o trabalho que corresponde a cada um.
Então Moisés recebeu as carroças e o gado e os deu aos levitas.
Deu duas carroças e quatro bois aos gersonitas, pois isso era o que eles precisavam para fazer seu trabalho;
quatro carroças e oito bois aos meraritas, pois isso era também o que eles precisavam para fazer seu trabalho sob a direção de Itamar, filho do sacerdote Aarão.
Não deu nada disso aos coatitas porque o trabalho de transportar as coisas sagradas o deviam fazer eles mesmos, sobre seus ombros.
Quando o altar foi consagrado, os chefes das tribos também trouxeram ofertas e as colocaram diante do altar.
Então o SENHOR disse a Moisés: — Que cada dia venha um chefe de tribo diferente e traga sua oferta para a consagração do altar.
Quem apresentou sua oferta no primeiro dia foi Naassom, filho de Aminadabe, da tribo de Judá.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício da comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Naassom, filho de Aminadabe.
No segundo dia levou a sua oferta Natanael, filho de Zuar, chefe da tribo de Issacar.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Natanael, filho de Zuar.
No terceiro dia levou as suas ofertas Eliabe, filho de Helom, chefe da tribo de Zebulom.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Eliabe, filho de Helom.
No quarto dia levou as suas ofertas Elizur, filho de Sedeur, chefe da tribo de Rúben.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Elizur, filho de Sedeur.
No quinto dia levou as suas ofertas Selumiel, filho de Zurisadai, chefe da tribo de Simeão.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Selumiel, filho de Zurisadai.
No sexto dia levou as suas ofertas Eliasafe, filho de Deuel, chefe da tribo de Gade.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Eliasafe, filho de Deuel.
No sétimo dia levou as suas ofertas Elisama, filho de Amiúde, chefe da tribo de Efraim.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Elisama, filho de Amiúde.
No oitavo dia levou as suas ofertas Gamaliel, filho de Pedazur, chefe da tribo de Manassés.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Gamaliel, filho de Pedazur.
No nono dia levou as suas ofertas Abidã, filho de Gideoni, chefe da tribo de Benjamim.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Abidã, filho de Gideoni.
No décimo dia levou as suas ofertas Aieser, filho de Amisadai, chefe da tribo de Dã.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Aieser, filho de Amisadai.
No décimo primeiro dia levou as suas ofertas Pagiel, filho de Ocrã, chefe da tribo de Aser.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Pagiel, filho de Ocrã.
No décimo segundo dia levou as suas ofertas Aira, filho de Enã, chefe da tribo de Naftali.
Nisto consistia sua oferta: uma bandeja de prata que pesava um quilo e meio, e uma bacia de prata que pesava oitocentos gramas, de acordo com o peso oficial, para a oferta de cereal. Ambas foram entregues cheias de farinha da melhor qualidade misturada com azeite.
Ofertou também uma concha de ouro que pesava cento e quinze gramas, cheia de incenso.
Deu também um bezerro, um carneiro e um cordeiro de um ano, para o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Ofertou, além disso, um bode, para o sacrifício pelo pecado.
Finalmente, para o sacrifício de comunhão, deu dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco cordeiros de um ano. Essa foi a oferta de Aira, filho de Enã.
Essa foi a oferta de dedicação dos chefes de Israel para o altar quando este foi consagrado: doze bandejas de prata, doze bacias de prata e doze conchas de ouro.
Cada bandeja de prata pesava um quilo e meio. Cada bacia de prata pesava oitocentos gramas. Todos os objetos de prata pesavam vinte e sete quilos de acordo com o peso oficial.
As doze conchas de ouro cheias de incenso pesavam cada uma cento e quinze gramas, de acordo com o peso oficial. O ouro de todos as conchas pesava ao todo 1.380 gramas.
O número total de animais para o sacrifício que deve ser queimado completamente era de doze novilhos, doze carneiros e doze cordeiros de um ano com as suas correspondentes ofertas de cereal. Também tinha doze bodes para o sacrifício pelo pecado.
No que diz respeito aos animais para o sacrifício de comunhão, seu número total era de vinte e quatro novilhos, sessenta carneiros, sessenta bodes e sessenta cordeiros de um ano. Esta foi a oferta para a dedicação do altar depois que foi consagrado.
Quando Moisés entrou na Tenda do Encontro para falar com Deus, ouviu a voz de Deus que lhe falava de cima da tampa da arca da aliança, do meio dos dois querubins.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga a Aarão que quando instalar as sete lâmpadas, elas devem iluminar a área em frente do candelabro.
Então Aarão fez exatamente como o SENHOR ordenou a Moisés e posicionou as lâmpadas de forma que ficassem iluminando a área em frente do candelabro.
O candelabro, desde a sua base até as suas flores, tinha sido feito de ouro martelado, e segundo o modelo que o SENHOR mostrou a Moisés.
O SENHOR disse a Moisés:
— Tome os levitas dentre os israelitas e faça com que sejam purificados.
Isto é o que deve fazer para purificá-los: aspirja sobre eles água de purificação, faça com que rapem todo o corpo e que lavem a sua roupa; assim ficarão purificados.
Depois, que tomem um bezerro e farinha da melhor qualidade, misturada com azeite, para que façam a oferta de cereal correspondente, e também outro bezerro para que façam o sacrifício pelo pecado.
Em seguida, leve os levitas para frente da Tenda do Encontro e reúna todo o povo de Israel.
Quando trouxer os levitas perante o SENHOR, os israelitas deverão colocar as mãos sobre a cabeça deles e as empurrarão para baixo.
Então, Aarão apresentará os levitas fazendo a cerimônia de apresentação, como uma oferta dos israelitas para o SENHOR, e assim ficarão dedicados ao serviço do SENHOR.
Os levitas, por sua vez, colocarão suas mãos sobre as cabeças dos dois novilhos e as empurrarão para baixo. Então será oferecido um como sacrifício pelo pecado, e o outro como sacrifício que deve ser queimado completamente ao SENHOR, para purificar os levitas.
— Então, você fará com que os levitas se coloquem de pé diante de Aarão e dos seus filhos e fará o movimento de apresentação da oferta ao SENHOR para dedicá-los a mim.
Dessa forma, você separará os levitas dos outros israelitas para que sejam meus.
— Depois de purificá-los e oferecê-los a mim, fazendo o movimento de apresentação da oferta, os levitas estarão qualificados para trabalhar na Tenda do Encontro.
Os levitas, dentre os israelitas, serão um grupo de pessoas separado para o meu serviço. Eu fiz que eles ocupassem o lugar dos filhos mais velhos dos israelitas para o meu serviço,
porque todo filho mais velho dos israelitas e toda a primeira cria de animais me pertence. No dia que eu dei morte a todos os filhos mais velhos do Egito, eu separei para mim os filhos mais velhos dos israelitas.
Porém, tomei os levitas em troca de todos os filhos mais velhos dos israelitas,
e dentre todos os israelitas dei os levitas a Aarão e aos seus filhos. Eles farão, em nome dos israelitas, o trabalho pesado na Tenda do Encontro e purificarão os israelitas para que assim não lhes aconteça nenhuma desgraça por aproximar-se do santuário.
Moisés, Aarão e todo o povo de Israel fizeram tudo o que o SENHOR ordenou a Moisés em relação aos levitas.
Os levitas purificaram a si mesmos e lavaram a sua roupa. Então Aarão os ofereceu fazendo o movimento de apresentação perante o SENHOR, e apresentou os sacrifícios para o perdão dos pecados dos levitas e para purificá-los.
Depois disto os levitas foram fazer os seus trabalhos na Tenda do Encontro sob a supervisão de Aarão e os seus filhos. O que foi feito com os levitas foi da forma como o SENHOR ordenou a Moisés que fosse feito.
O SENHOR disse a Moisés:
— Esta é uma lei para os levitas: a partir dos vinte e cinco anos de idade todo homem levita entrará ao serviço da Tenda do Encontro,
mas se retirará na idade de cinquenta anos e não trabalhará mais;
poderá ajudar os seus irmãos prestando guarda na Tenda do Encontro, mas não fará nenhum trabalho pesado. Essa é a forma como você deve organizar o trabalho dos levitas.
O SENHOR falou a Moisés no deserto do Sinai no primeiro mês do segundo ano, depois de terem saído do Egito. Ele disse:
— Os israelitas devem celebrar a Páscoa na data determinada,
que é ao entardecer do dia catorze deste mês. A celebrarão seguindo todas suas leis e mandamentos.
Então Moisés ordenou aos israelitas que celebrassem a Páscoa,
e eles a celebraram no dia catorze do primeiro mês. Celebraram a Páscoa no deserto do Sinai, ao entardecer, cumprindo tudo o que o SENHOR ordenou a Moisés.
Mas tinha alguns que estavam impuros por terem tocado num morto e por isso não podiam celebrar a Páscoa nesse dia. Então foram ver a Aarão e a Moisés
e disseram a Moisés: — Estamos impuros por termos tocado num morto. Mesmo assim gostaríamos de apresentar a oferta para o SENHOR no momento indicado como fazem o resto dos israelitas.
Moisés disse: — Esperem, eu consultarei o que o SENHOR vai decidir com relação a vocês.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que se algum de vocês ou dos seus descendentes estiver impuro por ter tocado num morto ou por estar de viagem fora do país, mesmo assim poderá celebrar a Páscoa do SENHOR
no dia catorze do segundo mês, ao entardecer. Deverão comer o cordeiro da Páscoa com pão sem fermento e ervas amargas.
Não deverão deixar nada para a manhã seguinte, nem quebrar nenhum dos ossos do cordeiro. Quando celebrem a Páscoa, o farão respeitando toda a sua regulamentação.
Por outra parte, pode acontecer que alguém esteja puro e não se encontre de viagem, mas se negue a celebrar a Páscoa. Esse será separado da comunidade porque não ofereceu a oferta para o SENHOR no momento indicado e receberá o castigo pelo seu pecado.
— Se um imigrante que mora entre vocês desejar celebrar a Páscoa do SENHOR, poderá fazê-lo, mas deverá seguir as leis da Páscoa com todas as suas normas. As normas serão iguais tanto para os cidadãos como para os imigrantes.
No dia em que se instalou a Tenda Sagrada, uma nuvem a cobriu. Desde o entardecer começava a ser visto algo como se fosse um fogo que durava até o amanhecer.
Sempre era assim, durante o dia a nuvem cobria a tenda; durante a noite parecia fogo.
Quando a nuvem que cobria a tenda se levantava, então os israelitas começavam a marchar; e onde a nuvem parava, ali acampavam.
Ao sinal do SENHOR os israelitas começavam a marchar e ao sinal do SENHOR, acampavam. Eles acampavam todo o tempo que a nuvem estivesse sobre a Tenda Sagrada.
Mesmo que a nuvem ficasse parada sobre a Tenda Sagrada por vários dias, os israelitas obedeciam à ordem do SENHOR e não se moviam dali.
Da mesma forma acontecia quando a nuvem estava sobre a Tenda Sagrada só por alguns poucos dias; conforme um sinal do SENHOR eles acampavam e conforme um sinal do SENHOR começavam a marchar.
Às vezes a nuvem permanecia sobre a tenda somente desde o entardecer até o amanhecer e se movia na manhã, então eles começavam a marchar. Fosse de dia ou de noite, quando a nuvem se levantava, eles começavam a marchar.
Mesmo que a nuvem permanecesse sobre a Tenda Sagrada um dia, um mês ou um ano, os israelitas acampavam e não se moviam dali, mas quando a nuvem se movia, eles se moviam também.
De acordo com o sinal do SENHOR, eles acampavam ou começavam a marchar, obedecendo às ordens do SENHOR, as quais o SENHOR dava por meio de Moisés.
O SENHOR disse a Moisés:
— Faça duas trombetas de prata martelada e use-as para convocar à comunidade e para avisar aos acampamentos que é o momento de começar a marchar.
Quando tocarem as trombetas, todo o povo se reunirá diante de você na entrada da Tenda do Encontro.
Mas se só tocar uma trombeta, então se reunirão com você somente os chefes mais importantes de Israel.
— Os sons curtos das trombetas serão o sinal para começar a marchar. Ao toque dos primeiros sons curtos, os acampamentos do leste começarão a marchar.
Quando tocarem sons curtos pela segunda vez, os acampamentos do sul começarão a marchar. Os sons curtos serão o sinal para começar a marchar.
Mas quando se quiser convocar toda a comunidade, o som será diferente: tocarão sons longos, não tocarão sons curtos.
Os filhos de Aarão, os sacerdotes, serão os encarregados de tocar as trombetas. Esta será uma lei que sempre obedecerão todos vocês e também as gerações por vir.
— Quando estiverem na sua terra e o inimigo os atacar, vocês terão que sair para lutar. Nessas ocasiões toquem as trombetas e gritem forte, assim eu, o SENHOR, seu Deus, prestarei atenção e os salvarei dos seus inimigos.
Também deverão tocar as trombetas em ocasiões de alegria, como nos dias de festa e em suas festas de Lua Nova. Também tocarão quando oferecerem suas ofertas que devem ser queimadas completamente e suas ofertas para festejar. Assim, eu me lembrarei de vocês porque eu sou o SENHOR, seu Deus.
No dia vinte do segundo mês do segundo ano a nuvem se levantou da Tenda da Aliança.
Então o povo de Israel começou sua viagem desde o deserto do Sinai até o deserto de Parã, que foi onde a nuvem parou.
Assim eles começaram a marchar pela primeira vez ao sinal do SENHOR por meio de Moisés.
A unidade militar do acampamento dos descendentes de Judá começou a marchar primeiro, por tropas. Naassom, filho de Aminadabe estava liderando esta unidade militar,
Natanael, filho de Zuar, estava liderando a unidade militar da tribo de Issacar,
e Eliabe, filho de Helom, estava liderando a unidade militar da tribo de Zebulom.
Depois, desmontaram a Tenda Sagrada e os gersonitas e meraritas, que eram os encarregados de transportá-la, começaram a marchar depois deles.
Em seguida, a unidade militar do acampamento de Rúben começou a marchar por tropas. Elizur, filho de Sedeur, estava liderando esta unidade militar.
Selumiel, filho de Zurisadai, estava liderando a unidade militar da tribo de Simeão
e Eliasafe, filho de Reuel, estava liderando a unidade militar da tribo de Gade.
Depois, os coatitas, que carregavam as coisas sagradas, começaram a marchar. Quando eles chegaram no novo acampamento, encontraram a Tenda Sagrada já instalada.
Depois a unidade militar do acampamento de Efraim começou a marchar por tropas. Elisama, filho de Amiúde, estava liderando esta unidade militar.
Gamaliel, filho de Pedazur, estava liderando a unidade militar da tribo de Manassés,
e Abidã, filho de Gideoni, estava liderando a unidade militar da tribo de Benjamim.
Depois a unidade militar do acampamento de Dã começou a marchar por tropas. Esta unidade militar estava na retaguarda de todos os acampamentos. Aieser, filho de Amisadai, estava encarregado desta unidade militar.
Pagiel, filho de Ocrã, estava liderando a unidade militar da tribo de Aser,
e Aira, filho de Enã, estava liderando a unidade militar da tribo de Naftali.
Esta era a ordem de avanço dos israelitas por unidades militares quando começavam a marchar.
Numa ocasião, Moisés disse ao seu sogro Hobabe, filho de Reuel, o midianita: — Vamos ao lugar que o SENHOR disse que nos daria. Venha conosco e trataremos você com generosidade, porque o SENHOR prometeu ser generoso com os israelitas.
Mas Hobabe disse: — Eu não vou com vocês, é melhor eu ir para minha terra, onde está a minha família.
Então Moisés disse: — Por favor, não nos deixe porque você sabe onde podemos acampar no deserto e nos será útil como guia.
Se vier conosco, compartilharemos com você tudo o que o SENHOR nos der de bom.
Então eles foram embora da montanha do SENHOR e viajaram por três dias. A arca da aliança do SENHOR ia na frente deles nesses três dias. Iam em busca de um lugar para acampar.
Desde que deixaram seu acampamento a nuvem do SENHOR estava sobre eles durante o dia.
Cada vez que eles começavam a marchar com a arca sagrada, Moisés dizia: “Levante-se, SENHOR! Que se dispersem seus inimigos e fujam aqueles que o odeiam”.
Mas quando a arca parava, Moisés dizia: “Volte, SENHOR, para as incontáveis multidões de Israel!”
Certo dia, os israelitas começaram a reclamar ao SENHOR das dificuldades pelas quais eles estavam passando. O SENHOR os ouviu e se irritou tanto que enviou um fogo que incendiou os arredores do acampamento.
O povo, desesperado, pediu ajuda a Moisés, ele orou ao SENHOR por eles e o fogo se apagou.
Então eles chamaram esse lugar de Taberá porque um fogo da parte do SENHOR se acendeu entre eles.
Entre os israelitas havia pessoas de todo tipo que tinham se misturado com eles e só pensavam em comer. Os israelitas deixaram se levar por eles e começaram a chorar e a dizer: — Quem nos dera ter carne para comer!
Como sentimos falta dos peixes que comíamos de graça no Egito, e dos pepinos, melões, alhos bravos, cebolas e alhos.
Mas agora estamos morrendo de vontade de comer algo diferente porque tudo o que vemos é este maná.
(O maná era como sementes de coentro e parecia resina de árvore.
O povo saía para colhê-lo e depois o moía ou o esmagava com pedras. Depois o cozinhavam numa vasilha ou faziam pães com ele. Seu sabor era como o do pão que se amassa com azeite.
Ao cair o orvalho à noite, também caía o maná sobre o acampamento.)
Moisés ouviu o choro dos israelitas e das suas famílias, cada um na entrada da sua tenda. O SENHOR se irritou muito. Moisés também se enfureceu
e disse ao SENHOR: — Por que o Senhor me trata tão mal, eu que sou seu servo? O que o Senhor tem contra mim para pôr sobre mim a responsabilidade deste povo?
Por acaso eu sou a mãe de todos eles? Fui eu quem deu à luz a eles para o Senhor me pedir que os leve nos meus braços, como faz um pai adotivo, para a terra que prometeu aos seus antepassados?
Onde conseguirei carne para dar a todas estas pessoas quando vierem chorando diante de mim e disserem: “Queremos carne para comer”?
Eu sozinho não sou capaz de cuidar de todo este povo; isso é muito para mim.
Se o Senhor vai me tratar desta maneira, suplico que tire a minha vida, pois assim me livrarei de tantos problemas.
O SENHOR disse a Moisés: — Reúna setenta líderes de Israel, mas se assegure que sejam chefes do povo. Leve-os para a Tenda do Encontro e que esperem ali com você.
Eu descerei para falar com você e tomarei parte do Espírito que está em você e o porei neles. Assim eles compartilharão a carga que este povo representa para você, de tal forma que você não tenha que se encarregar deles sozinho.
Depois diga ao povo que se purifiquem para amanhã, pois vão comer carne. Eles foram chorar perante mim, o SENHOR, e disseram: “Quem nos dera ter carne para comer! Estávamos melhor no Egito”. O SENHOR vai lhes dar carne para vocês comer.
Não comerão carne só um dia, ou dois, ou cinco, ou dez ou vinte dias,
mas comerão carne durante um mês até sair pelas suas narinas e lhes causar náuseas. Isso lhes acontecerá por terem rejeitado o SENHOR, que está no meio de vocês, e por ter chorado diante dele dizendo: “Por que tivemos que sair do Egito?”
Então Moisés respondeu: — Estou no meio de um exército de 600.000 homens e o Senhor diz: “Eu lhes darei carne para comer durante um mês”.
Se forem degolados todos os rebanhos e manadas, seria suficiente para todos eles? E se fossem pescados todos os peixes do mar, seria suficiente para eles?
O SENHOR disse a Moisés: — É que por acaso o poder do SENHOR tem limites? Agora você vai ver se o que eu disse acontece ou não.
Então Moisés saiu e disse ao povo o que o SENHOR tinha dito. Reuniu a setenta homens dos líderes de Israel e fez que se colocassem ao redor da tenda.
Depois o SENHOR desceu na nuvem e falou com Moisés; pegou uma parte do Espírito que estava em Moisés e o pôs nos setenta líderes. Quando o Espírito repousou neles começaram a profetizar; mas isto não se repetiu.
Dois dos líderes ficaram no acampamento. Um deles se chamava Eldade e o outro Medade. O Espírito repousou sobre eles, que eram dos líderes escolhidos, embora não tivessem ido à tenda com os outros. Então começaram a profetizar no acampamento.
Um jovem correu e disse a Moisés: — Eldade e Medade estão profetizando no acampamento!
Josué, filho de Num, que era ajudante de Moisés desde jovem, disse a Moisés: — Moisés, SENHOR, proíba-os de fazer isso!
Mas Moisés disse a Josué: — Está ciumento por mim? Como eu gostaria que todo o povo do SENHOR profetizasse, e que o SENHOR pusesse seu Espírito neles.
Depois Moisés e os líderes de Israel regressaram ao acampamento.
O SENHOR fez soprar um vento que trouxe do mar bandadas de codornizes que caíram ao redor do acampamento. Tinha codornizes numa extensão de até um dia de caminho ao redor do acampamento e a uma altura de até quase um metro do chão.
O povo se levantou e recolheu codornizes durante todo o dia, toda a noite e todo o dia seguinte. Quem menos recolheu, recolheu duas toneladas e distribuíram as codornizes em todo o acampamento.
Não tinham nem começado a mastigar a carne quando o SENHOR se irritou com eles e lhes enviou uma terrível doença.
Então eles chamaram esse lugar de Túmulos da Glutonaria porque ali enterraram as pessoas que pensavam somente em comer.
Do lugar dos Túmulos da Glutonaria, o povo partiu até Hazerote e ali ficou.
Míriam e Aarão criticaram Moisés porque ele tinha se casado com uma mulher etíope.
Eles disseram: — Tem falado o SENHOR só por meio de Moisés? Será que ele também não tem falado por meio de nós? E o SENHOR ouviu o que disseram.
(Moisés era muito humilde, mais humilde que qualquer outro homem na terra.)
Então o SENHOR disse a Moisés, a Aarão e a Míriam: — Venham os três à Tenda do Encontro. Então os três foram lá,
e o SENHOR desceu numa coluna de nuvem, se deteve diante da entrada da tenda e chamou a Aarão e Míriam. E, quando eles se aproximaram,
ele lhes disse: — Prestem muita atenção às minhas palavras! Quando há um profeta entre vocês, eu, o SENHOR, me comunico com ele em visões, falo com ele em sonhos.
Porém, não é assim que eu falo com meu servo Moisés, pois ninguém é tão fiel como ele em toda a minha casa.
Eu falo com ele diretamente, com clareza e sem enigmas. Ele até vê a aparência do SENHOR. Como então é que vocês se atreveram a criticar o meu servo Moisés?
O SENHOR se irritou muito com eles e partiu.
Assim que a nuvem saiu de cima da tenda, Míriam ficou leprosa, com a pele branca como a neve. Quando Aarão se virou para Míriam e a viu assim,
disse a Moisés: — Por favor, meu senhor, não nos castigue, pois temos pecado tolamente.
Peço a você que não deixe que ela fique como um menino morto antes de nascer, que sai com o corpo quase desfeito.
Então Moisés suplicou ao SENHOR: — Ó Deus, suplico que a cure!
Depois o SENHOR disse a Moisés: — Se o pai dela tivesse cuspido no rosto dela, não teria durado a sua humilhação sete dias? Então que a mantenham fora do acampamento por sete dias, depois dos quais lhe será permitido entrar de novo no acampamento.
Então eles deixaram Míriam fora do acampamento durante sete dias. O povo permaneceu nesse lugar até que Míriam voltou.
Depois disso o povo deixou Hazerote e acampou no deserto de Parã.
O SENHOR disse a Moisés:
— Envie alguns homens para explorar Canaã, o território que darei aos israelitas. De cada tribo envie um homem que seja chefe dentre eles.
Então Moisés os enviou ao deserto de Parã, cumprindo a ordem do SENHOR. Todos os homens eram chefes dos israelitas.
Estes eram eles: Samua, filho de Zacur, da tribo de Rúben;
Safate, filho de Hori, da tribo de Simeão;
Calebe, filho de Jefoné, da tribo de Judá;
Igal, filho de José, da tribo de Issacar;
Oseias, filho de Num, da tribo de Efraim;
Palti, filho de Rafu, da tribo de Benjamim;
Gadiel, filho de Sodi, da tribo de Zebulom;
Gadi, filho de Susi, da tribo de José, ou seja da tribo de Manassés;
Amiel, filho de Gemali, da tribo de Dã;
Setur, filho de Micael, da tribo de Aser;
Nabi, filho de Vofsi, da tribo de Naftali,
e Guel, filho de Maqui, da tribo de Gade.
Estes foram os homens que Moisés enviou para espiar o território. Quanto a Oseias, filho de Num, Moisés mudou o nome dele e lhe deu o nome de Josué.
Quando Moisés os enviou para explorar a terra de Canaã, lhes disse: — Vão daqui em direção ao sul de Canaã e depois para a região montanhosa.
Observem como é o território; vejam se os habitantes dali são fortes ou fracos, se são poucos ou muitos,
bons ou maus. Prestem atenção como são as suas cidades, se estão em campo aberto ou se são fortificadas e se a terra é boa ou má,
fértil ou pobre, e se tem árvores. Façam tudo da melhor forma que puderem e tragam alguns frutos da terra. Isto aconteceu no tempo dos primeiros frutos das uvas.
Então eles foram e exploraram o território desde o deserto de Zim até Reobe, na direção de Lebo-Hamate.
Subiram até o sul de Canaã e foram a Hebrom, onde viviam Aimã, Sesai e Talmai, descendentes de Enaque. A cidade de Hebrom foi construída sete anos antes que a cidade de Zoã, no Egito.
Depois foram ao vale de Escol, onde cortaram um galho com um cacho de uvas. Dois homens carregaram o cacho, pendurado numa vara. Também levaram figos e romãs.
Aquele lugar foi chamado de vale de Escol por causa do cacho de uvas que os israelitas cortaram ali.
Voltaram de explorar a terra depois de quarenta dias
e se apresentaram a Moisés, a Aarão e a toda a comunidade dos israelitas. Todos estavam no deserto de Parã, em Cades, e foi ali onde eles deram o seu relatório e lhes mostraram o fruto dessa terra.
Informaram a Moisés, assim: — Fomos ao território onde nos enviou e realmente é uma terra boa para semear e criar gado, aqui podem ver os seus frutos.
Mas as pessoas que moram lá são fortes, as cidades são fortificadas e muito grandes, até vimos ali os descendentes de Anaque.
Os amalequitas moram na terra que fica no sul de Canaã; os heteus, os jebuseus e os amorreus moram na região montanhosa, e os cananeus moram ao lado do mar e ao longo do rio Jordão.
Depois Calebe pediu às pessoas que estavam perto de Moisés que se calassem e disse: — Vamos e tomemos posse dessa terra! Certamente a conquistaremos.
Mas os espiões, que foram com ele, disseram: — Não seremos capazes de atacar esse povo porque eles são mais fortes do que nós.
Depois espalharam falsos boatos entre os israelitas sobre a terra que exploraram, dizendo: — A terra que exploramos é uma terra que engole os seus habitantes. Todas as pessoas que vimos eram enormes.
Basta dizer a vocês que até vimos os Nefilim. (Os descendentes de Enaque vêm dos Nefilim.) Diante deles nos sentimos como gafanhotos e eles nos viam assim também.
Então toda a comunidade começou a gritar e os israelitas choraram a noite toda.
Todos os israelitas falavam mal de Moisés e de Aarão e diziam: — Melhor tivesse sido morrer no Egito, ou morrer de uma só vez neste deserto!
Para que nos traz o SENHOR a esta terra? Para morrer em combate e para que as nossas esposas e filhos sirvam como despojo para o inimigo? Não será melhor voltarmos para o Egito?
Depois diziam uns para os outros: — Escolhamos outro chefe e voltemos para o Egito.
Moisés e Aarão se jogaram no chão, rosto em terra, diante de toda a comunidade dos israelitas.
Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefuné, dois dos que exploraram a terra, rasgaram a sua roupa como sinal de tristeza
e disseram para toda a comunidade: — A terra que exploramos é uma terra muito boa.
Se o SENHOR estiver satisfeito conosco, ele nos levará até esta terra para dá-la a nos; é uma terra boa para semear e criar gado.
Não se rebelem contra o SENHOR, e não tenham medo das pessoas dessa terra! Nós os derrotaremos facilmente. Eles não têm quem os proteja, mas o SENHOR está conosco. Portanto, não temos que ter medo dessas pessoas.
Toda a comunidade ameaçou apedrejá-los até a morte, mas, justamente nesse momento, a glória do SENHOR apareceu a todos os israelitas na Tenda do Encontro.
O SENHOR disse para Moisés: — Por quanto tempo este povo me desprezará? Por quanto tempo eles não acreditarão em mim, mesmo com todos os milagres que fiz dentre eles?
Mandarei contra eles uma terrível doença e os destruirei, mas farei de você uma nação maior e mais forte do que eles.
Então Moisés disse ao SENHOR: — Mas o Senhor tirou com poder este povo dentre os egípcios, que saberão o que aconteceu,
e contarão aos habitantes desta terra. Eles têm ouvido falar do SENHOR e sabem que está com este povo e que o SENHOR se mostra face a face. Sabem que a sua nuvem se põe sobre eles, e que vai diante deles na sua coluna de nuvem durante o dia, e na sua coluna de fogo durante a noite.
Se acabar com este povo de um só golpe, então os povos que têm ouvido sobre o Senhor dirão:
“O SENHOR não foi capaz de levar este povo para a terra que prometeu a eles, por isto decidiu matá-los no deserto”.
Por isso, meu Senhor, mostre agora seu grande poder como prometeu:
“O SENHOR não se irrita facilmente por causa do seu amor fiel. Ele perdoa o pecado e a rebeldia, mas não deixa sem castigo o culpado e castiga pelo pecado dos pais desde seus filhos até seus trinetos”.
— Então, suplico ao Senhor que, por causa do seu amor fiel, perdoe o pecado deste povo, assim como os tem perdoado desde que saíram do Egito.
O SENHOR disse: — Eu os perdoo, assim como você me pede.
Mas, enquanto eu viver e toda a terra estiver cheia da glória do SENHOR, prometo que
as pessoas que, tendo visto a minha glória e os milagres que fiz no Egito e no deserto, têm me testado dez vezes e não me obedeceram,
não verão a terra que prometi aos seus antepassados. Essas pessoas não entrarão nessa terra.
Mas meu servo Calebe tem se comportado diferente, pois ele me segue completamente. Por isso o levarei até a terra que esteve explorando e os seus descendentes a possuirão.
Os amalequitas e os cananeus estão morando no vale. Portanto, vocês amanhã deem a volta e vão para o deserto pelo caminho do mar Vermelho.
Assim o SENHOR disse para Moisés e para Aarão:
— Até quando vou ter que suportar os lamentos desta comunidade perversa? Ouvi como falam mal de mim os israelitas.
Diga a eles: “Eu, o SENHOR, prometo por mim mesmo que farei que aconteça com vocês exatamente a mesma coisa que tenho ouvido dizer.
Todos os que se lamentam contra mim, os mais velhos de vinte anos de idade que foram registrados no censo, morrerão no deserto.
Nenhum de vocês entrará na terra que prometi que ia dar a vocês. Só entrarão Calebe, filho de Jefuné, e Josué, filho de Num.
E suas crianças, que vocês pensavam que seriam capturadas, as levarei para essa terra. Serão elas que desfrutarão da terra que vocês rejeitaram
e vocês morrerão neste deserto.
Eles serão pastores no deserto durante quarenta anos, sofrendo pela infidelidade de vocês, até que todos vocês morram no deserto.
Assim como vocês ficaram quarenta dias explorando o território, assim também ficarão sofrendo seu castigo por quarenta anos, um ano para cada dia. Isso é para que aprendam o que acontece quando se colocam contra mim.
Eu, o SENHOR, tenho falado e garanto a vocês que farei que tudo isso aconteça a esta comunidade perversa, que se uniu contra mim; todos morrerão neste deserto”.
A respeito dos homens que Moisés enviou para explorar o território, esses que voltaram e espalharam falsos boatos que fizeram com que o povo se lamentasse,
o SENHOR fez com que eles morressem de uma terrível doença.
Só Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefuné, ficaram com vida.
Quando Moisés contou tudo isso aos israelitas, o povo ficou muito triste.
Acordaram cedo de manhã e começaram a caminhar para a parte mais alta da região montanhosa. Disseram: — Já que estamos aqui, subiremos ao lugar que disse o SENHOR, porque reconhecemos nosso pecado.
Então Moisés disse a eles: — Por que estão desobedecendo novamente à ordem do SENHOR? Essa tentativa não terá sucesso.
Não subam para atacar esse território. O SENHOR não está com vocês, e serão derrotados pelos seus inimigos.
Os amalequitas e os cananeus devem estar ali para enfrentar vocês. Vocês morrerão lutando na batalha porque passaram a estar contra o SENHOR. O SENHOR não estará com vocês.
Mas eles arrogantemente foram para a parte mais alta da região montanhosa. Fizeram isso mesmo não estando com eles a arca da aliança do SENHOR nem Moisés.
Os amalequitas e os cananeus que moravam nessa região desceram, os atacaram e fizeram com que recuassem até Hormá.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que chegará o tempo no qual eles entrarão e morarão na terra que darei para eles.
Eles deverão apresentar uma vaca ou uma ovelha como oferta que deve ser queimada para o SENHOR, ou como sacrifício que deve ser queimado completamente, quer seja como oferta voluntária, quer seja em cumprimento de uma promessa, ou para oferecer um aroma agradável ao SENHOR nas festas que se celebram regularmente.
Aquele que apresentar uma oferta ao SENHOR, deverá trazer também uma oferta de cereal que se componha de dois quilos de farinha da melhor qualidade misturada com um litro de azeite de oliveira.
Além disso é preciso oferecer como oferta de vinho, um litro de vinho por cordeiro que seja trazido como oferta que deve ser queimada completamente ou que seja trazido como sacrifício.
— No caso de ser oferecido um carneiro como sacrifício, é necessário apresentar uma oferta de cereal de quatro quilos de farinha da melhor qualidade misturada com um litro e meio de azeite de oliveira.
Além disso deve se oferecer um litro e meio de vinho como oferta de vinho. Assim o sacrifício do carneiro, será uma oferta de aroma agradável ao SENHOR.
— Também pode acontecer que apresente um bezerro como um sacrifício a ser queimado completamente, ou como um sacrifício para fazer uma promessa especial, ou como um sacrifício de comunhão ao SENHOR.
Então deve ser apresentada uma oferta de cereal que se componha de seis quilos de farinha da melhor qualidade misturada com dois litros de azeite de oliveira.
É preciso oferecer também dois litros de vinho como oferta de vinho. Essa será uma oferta que deve ser queimada, de aroma agradável ao SENHOR.
É preciso fazer a mesma coisa para cada bezerro, carneiro, cordeiro ou cabrito.
Para cada animal que seja apresentado é necessário fazer a sua oferta correspondente, de acordo com o número de animais que sejam trazidos como oferta.
Todo israelita deverá obedecer a essas leis cada vez que ofereça uma oferta que deve ser queimada, de aroma agradável ao SENHOR.
— Os imigrantes que moram entre vocês e queiram apresentar uma oferta que deve ser queimada, de aroma agradável ao SENHOR, deverão fazê-lo da mesma forma que vocês o fazem.
Existirá uma só lei para vocês e para os imigrantes que moram no meio de vocês. Essa será uma lei para sempre para todos os seus descendentes. Vocês e os imigrantes são iguais perante o SENHOR.
Portanto, vocês e os imigrantes que moram com vocês devem estar sob a mesma lei e os mesmos mandamentos.
O SENHOR disse para Moisés:
— Diga aos israelitas que, quando entrarem na terra para a qual eu os levo
e comerem o que ela produz, terão que separar uma parte para dar como oferta ao SENHOR.
Da primeira massa que amassem, deverão apresentar uma torta como oferta vinda do lugar onde se mói o trigo.
Todos os seus descendentes deverão dar uma oferta ao SENHOR, da primeira massa que amassarem.
— Pode acontecer que vocês, sem querer, deixem de obedecer a algum destes mandamentos que o SENHOR disse para Moisés,
de tudo o que o SENHOR lhes ordenou por meio de Moisés desde o dia no qual o SENHOR deu a vocês pela primeira vez os seus mandamentos até agora.
Se a comunidade pecar sem querer, então toda a comunidade deverá oferecer um bezerro como sacrifício que deve ser queimado completamente, de aroma agradável ao SENHOR, com a sua correspondente oferta de cereal e a sua oferta de vinho, assim como está ordenado, e um bode como sacrifício pelo pecado.
Desta forma o sacerdote fará a purificação de toda a comunidade israelita e eu os perdoarei, porque foi um erro e trouxeram a oferta que deve ser queimada ao SENHOR e o seu sacrifício perante o SENHOR pelo pecado involuntário que cometeram.
Toda a comunidade dos israelitas e os imigrantes que morem no meio de vocês serão perdoados, pois todo o povo cometeu o erro involuntário.
— Mas se quem pecar sem querer é um indivíduo só, então terá que oferecer uma cabra de um ano de idade como sacrifício pelo pecado.
Depois o sacerdote purificará perante o SENHOR àquele que cometeu sem querer o pecado e será perdoado.
Isto é válido tanto para o nativo de Israel como para o imigrante que more no meio de vocês nos casos de pecados involuntários.
— Mas quem pecar com intenção, seja nativo ou imigrante, estará mostrando uma falta de respeito para com o SENHOR e será separado da comunidade,
porque se colocou contra a palavra do SENHOR e violou a sua ordem. Será separado completamente e carregará a sua maldade.
Quando os israelitas estavam no deserto, apanharam um homem recolhendo lenha no dia de descanso.
Aqueles que o encontraram o levaram diante de Moisés, diante de Aarão e diante de toda a comunidade.
No começo só o prenderam, porque ainda não se sabia o que devia ser feito com ele.
Então o SENHOR disse para Moisés: — O homem deve ser condenado à morte, que todos os israelitas o matem apedrejando-o fora do acampamento.
Então os israelitas o levaram para fora do acampamento e o mataram apedrejando-o, assim como o SENHOR tinha ordenado para Moisés.
Depois o SENHOR disse para Moisés:
— Diga aos israelitas que eles e os seus descendentes devem fazer umas franjas na borda dos seus vestidos e costurá-los com um cordão roxo.
É para que as franjas ajudem vocês a se lembrarem dos mandamentos do SENHOR para obedecê-los, e para que não atuem de acordo com os seus desejos e paixões nem sejam desleais.
Vocês se lembrarão e guardarão todos os meus mandamentos e dessa forma ficarão consagrados ao seu Deus.
Eu sou o SENHOR, seu Deus, que tirei vocês do Egito para ser seu Deus. Sim, eu sou o SENHOR, seu Deus.
Coré, filho de Isar, neto de Coate e bisneto de Levi, juntamente com uns descendentes de Rúben, chamados Datã e Abirão, filhos de Eliabe e Om, filho de Pelete
rebelaram-se contra Moisés. Tinham o apoio de duzentos e cinquenta israelitas. Todos eles eram pessoas respeitáveis, chefes que a comunidade israelita tinha escolhido.
Eles aliaram-se contra Moisés e Aarão, e lhes disseram: — Vocês passaram dos limites! Todo o povo, toda a comunidade é sagrada! O SENHOR está com todos eles, por que se elevam acima do povo, como chefes do povo do SENHOR?
Quando Moisés os ouviu, inclinou-se no chão, rosto em terra,
e depois disse para Coré e para os seus seguidores: — Amanhã de manhã cedo, o SENHOR fará saber quem pertence a ele e quem é consagrado. Ele declarará quem poderá se aproximar dele e a quem permitirá estar junto dele.
Coré, isto é o que farão você e os seus seguidores: tragam os seus incensários
e ponham neles fogo e incenso perante o SENHOR amanhã. Então o homem consagrado será aquele que o SENHOR escolher. São vocês os que passaram dos limites, filhos de Levi!
Depois Moisés disse para Coré: — Agora escutem, filhos de Levi:
Não foi suficiente para vocês que o Deus de Israel tenha afastado vocês da comunidade de Israel e tenha permitido vocês se aproximarem para que trabalhem na Tenda Sagrada do SENHOR e estejam diante da comunidade para o servir?
Deus mesmo colocou vocês e todos os levitas ao seu lado, e ainda assim também ambicionam o sacerdócio?
O que acontece na realidade é que você, Coré, e os seus seguidores, estão se rebelando contra o SENHOR porque, quem é Aarão para que vocês reclamem em contra dele?
Depois Moisés mandou chamar a Datã e Abirão, filhos de Eliabe, mas eles disseram: — Não iremos ver você!
Não é suficiente que nos tenha tirado de uma terra boa para semear e criar gado para nos fazer morrer no deserto? Agora também quer ser o nosso governador.
Além disso, você não nos levou a nenhuma terra boa para semear e criar gado nem nos deu campos nem vinhas. Quer enganar pessoas como a gente? Não, não iremos ver você!
Então Moisés ficou muito furioso e disse ao SENHOR: — Não aceite a sua oferta! Não tirei deles nem um jumento nem fiz nada ruim para eles.
Depois Moisés disse para Coré: — Você e todos os seus seguidores deverão se apresentar amanhã perante o SENHOR. Aarão também se apresentará.
Cada um de vocês deverá trazer seu incensário e colocar incenso nele. Também você e Aarão deverão trazer os seus incensários e colocá-los perante o SENHOR, juntamente com os outros duzentos e cinquenta incensários.
Então cada um deles pegou seu incensário, colocou nele brasa e incenso e se colocaram na entrada da Tenda do Encontro junto com Moisés e Aarão.
Coré reuniu toda a comunidade que estava contra eles na entrada da Tenda do Encontro. Então a glória do SENHOR apareceu para toda a comunidade
e o SENHOR disse a Moisés e Aarão:
— Afastem-se desse povo porque vou destruí-los num instante.
Eles se prostraram rosto em terra e disseram: — Ó Deus, o Senhor é Deus dos espíritos de toda a humanidade. Será que vai se irritar com todo o povo por causa de um só homem?
Então o SENHOR disse a Moisés:
— Diga a todo o povo: “Afastem-se das tendas de Coré, Datã e Abirão”.
Moisés se levantou, seguido pelos líderes de Israel, e foi onde estavam Datã e Abirão.
Moisés disse ao povo: — Afastem-se das tendas destes perversos e não toquem em nada que seja deles, para que vocês também não morram pelos pecados deles.
O povo se afastou das tendas de Coré, Datã e Abirão. (Datã e Abirão tinham saído e estavam em pé, em frente das suas tendas, com as suas esposas, crianças e bebês.)
Moisés disse: — Com isto provarei para vocês que tudo o que faço é por ordem do SENHOR e não por minha própria conta:
Se estas pessoas morrerem como normalmente morre todo mundo, de morte natural, é que então o SENHOR não tem me mandado,
mas se o SENHOR fizer alguma coisa fora do normal e a terra se abrir e os engolir com tudo o que é deles, se forem enterrados vivos, então é que estes homens ofenderam ao SENHOR.
Assim que Moisés acabou de dizer isto, a terra se abriu debaixo dessas pessoas
e engoliu todos os que se tinham unido a Coré, junto com as suas famílias e bens.
Todos eles caíram no fundo da terra, vivos e com os seus bens, e depois a terra se fechou. Dessa forma foram eliminados do povo.
Todos os israelitas que estavam perto deles correram dizendo: — Não seja que a terra nos engula também!
A seguir o SENHOR enviou fogo e destruiu os duzentos e cinquenta homens que ofereceram incenso.
Então o SENHOR disse para Moisés:
— Diga para Eleazar, filho do sacerdote Aarão, que deve remover os incensários dos restos do incêndio. Que jogue longe as brasas que ainda houver neles, porque estes ficaram consagrados.
Tire os incensários dos que morreram por ter pecado, e transforme-os em lâminas para cobrir o altar, porque eles os trouxeram perante o SENHOR e isso fez que os incensários ficassem consagrados. As lâminas vão servir de advertência aos israelitas.
Então o sacerdote Eleazar pegou os incensários de cobre que tinham oferecido os que morreram pelo fogo, e os transformou em lâminas para recobrir o altar,
assim como o SENHOR tinha lhe ordenado por meio de Moisés. Isto foi feito para advertir aos israelitas que ninguém que não fosse da família de Aarão podia se aproximar do altar para queimar incenso perante o SENHOR, pois do contrário podia lhe acontecer a mesma coisa que aconteceu com Coré e os seus seguidores.
No dia seguinte todo o povo dos israelitas começou a falar mal de Moisés e de Aarão. Eles diziam: — Vocês estão dando morte ao povo do SENHOR.
O povo estava se revoltando contra Moisés e Aarão, então eles avançaram para a Tenda do Encontro. De repente, a nuvem cobriu a tenda e apareceu a glória do SENHOR.
A seguir Moisés e Aarão se colocaram diante da Tenda do Encontro
e o SENHOR disse para Moisés:
— Fique longe deste povo porque o destruirei imediatamente! Então eles se prostraram rosto em terra
e Moisés disse para Aarão: — Pegue o incensário, ponha nele fogo do altar e incenso e vá rapidamente ao povo e purifique-os porque o SENHOR está irritado com eles e a praga já começou.
Então Aarão, obedecendo a Moisés, pegou o incensário, correu entre as pessoas e viu que a praga tinha começado no meio deles. Aarão pôs incenso no incensário e fez a purificação em favor do povo.
Se colocou entre vivos e mortos, e a praga se deteve.
Os que morreram pela praga foram 14.700, sem contar os que tinham sido mortos antes, na rebelião de Coré.
Quando acabou a praga, Aarão voltou para a entrada da Tenda do Encontro, onde estava Moisés.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que cada chefe de tribo deverá trazer uma vara, ou seja, ao todo deverão trazer doze varas. Escreva o nome de cada chefe na sua vara.
Na vara da tribo de Levi escreva o nome de Aarão, porque deve haver uma vara para cada chefe de tribo.
Coloque-as na Tenda do Encontro, em frente da arca da aliança, onde eu me reúno com vocês.
A vara do meu escolhido brotará e assim farei que os israelitas deixem de falar mal de vocês na minha frente.
Então Moisés disse isto aos israelitas e todos os seus chefes trouxeram as doze varas a ele, uma por cada chefe de tribo. A vara de Aarão era uma dessas varas.
Moisés pôs as varas perante o SENHOR na Tenda da Aliança.
No dia seguinte Moisés entrou na Tenda da Aliança e viu que a vara de Aarão tinha brotado. Tinha produzido brotos, flores e também amêndoas.
Então Moisés tirou todas as varas da presença do SENHOR e as mostrou a todos os israelitas. Cada um dos chefes identificou sua vara e a levou embora.
Depois o SENHOR disse a Moisés: — Coloque de novo a vara de Aarão em frente da arca da aliança para que sirva de advertência aos rebeldes e assim deixem de falar mal diante de mim e não morram.
Moisés fez o que o SENHOR tinha ordenado,
mas os israelitas disseram para Moisés: — Todos morreremos! Estamos perdidos!
Todo aquele que se aproxima da Tenda Sagrada do SENHOR morre, vamos morrer todos?
O SENHOR disse para Aarão: — Você, seus filhos e sua tribo serão responsáveis dos erros cometidos contra as coisas sagradas, mas só você e os seus filhos serão responsáveis dos erros que vocês mesmos cometam ao exercer o sacerdócio.
Façam com que os seus irmãos da tribo de Levi, a tribo do seu pai, se unam a vocês, os sacerdotes, para ajudar quando você e os seus filhos estejam exercendo as suas funções diante da Tenda da Aliança.
Eles terão a responsabilidade de ajudar vocês e estarão encarregados da Tenda Sagrada, mas sem se aproximar dos objetos sagrados nem do altar, para que eles não morram nem vocês.
Eles acompanharão você e cumprirão suas responsabilidades no referente à Tenda do Encontro, ou seja o trabalho pesado, mas ninguém que não esteja autorizado poderá se aproximar de vocês,
porque vocês são os encarregados pelo serviço na Tenda Sagrada e no altar. Assim eu não me irritarei outra vez com os israelitas.
Vejam, eu mesmo separei os seus irmãos, os levitas, dentre os israelitas para que eles sejam dados a vocês como um presente. Eles estão consagrados ao SENHOR para fazer o trabalho pesado na Tenda do Encontro.
Mas só você e os seus filhos poderão servir como sacerdotes. Só vocês podem chegar perto do altar e atrás da cortina. Eu dou o ofício do sacerdócio como um presente só a vocês, mas será condenado à morte todo aquele que não estiver autorizado para atuar como sacerdote.
O SENHOR disse a Aarão: — Olhe, eu mesmo encarreguei você das ofertas que me fazem. Eu dou a você e aos seus filhos todas as ofertas sagradas dos israelitas como a parte que lhes corresponde para sempre.
Tudo isso será seu dentre todos os sacrifícios sagrados do altar separados do fogo: cada uma das suas ofertas, incluindo as ofertas de cereal, os sacrifícios pelo pecado e os sacrifícios de restituição que me levem. Todas estas ofertas sagradas pertencerão a você e aos seus filhos.
Todo homem dentre vocês poderá comê-las, mas o fará num lugar consagrado, pois são sagradas.
— Isto também será seu: qualquer outra oferta especial que os israelitas me apresentem será para você e para os seus filhos e filhas que vivem com você, como a parte que corresponde a vocês para sempre. Todo aquele que estiver puro na sua família poderá comer dessa oferta.
Também darei a você os primeiros frutos que os israelitas levem ao SENHOR, o melhor azeite de oliveira, vinho novo e grãos.
Pertencerão a você, além disso, todos os primeiros frutos das colheitas que eles levem ao SENHOR. Todo aquele que estiver puro na sua família poderá comê-los.
Tudo o que for dedicado por completo para Deus em Israel será seu.
— Todos os filhos homens mais velhos dos israelitas ou as primeiras crias dos animais que eles oferecerem ao SENHOR serão para você, mas você aceitará o pagamento pelo resgate de um filho mais velho ou de uma primeira cria de animal impuro.
O resgate se pagará um mês depois do nascimento ao preço de cinco moedas de prata, de acordo com o peso oficial que estabelece que cada moeda de prata deve pesar onze gramas.
— Mas não permitam que se pague resgate pelas primeiras crias das vacas, ovelhas ou cabras, pois são sagradas. Você derramará seu sangue sobre o altar e queimará sua gordura como oferta que deve ser queimada, de aroma agradável para o SENHOR.
Mas a carne será sua, tanto o peito da oferta, à qual se faz o movimento de apresentação, como a coxa direita.
Todas as contribuições sagradas que os israelitas apresentem ao SENHOR, eu as dou a você e aos seus filhos, e também às suas filhas que morem ainda com você. Esta é uma lei permanente, uma aliança feita para sempre diante do SENHOR com você e os seus descendentes.
O SENHOR disse para Aarão: — Você não possuirá um território no país nem será proprietário de terra dentre o que corresponde aos outros israelitas, porque eu sou seu território e sua herança em Israel.
— Eu dou aos levitas a décima parte do que os israelitas têm como a parte que lhes corresponde em compensação pelo trabalho pesado que eles fazem na Tenda do Encontro.
Os outros israelitas não deverão se aproximar da Tenda do Encontro. Se fizerem isso, pecarão e morrerão.
Só os levitas deverão estar encarregados do trabalho na Tenda do Encontro, e serão responsáveis dos erros que cometam. Esta é uma lei permanente que passará de geração em geração: não será dado aos levitas nenhum território no meio dos israelitas
porque eu dou a eles a décima parte do que os israelitas separam para o SENHOR como oferta. É por isso que lhes disse que não receberão nenhum território dentre os israelitas.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos levitas que quando receberem a parte que eu dei a eles, ou seja a décima parte dos produtos dos israelitas, deverão apresentar como oferta ao SENHOR a décima parte dessa décima parte.
Essa será sua oferta que será equivalente às ofertas que dão os israelitas do trigo da nova colheita e do suco de uva com o qual se faz o vinho.
Os levitas também apresentarão uma oferta ao SENHOR da décima parte que receberam dos israelitas, e entregarão a oferta do SENHOR ao sacerdote Aarão.
Então, de tudo o que recebam deverão separar uma parte como oferta ao SENHOR, e essa deverá ser a melhor parte.
— Também diga que depois que eles tenham separado a melhor parte para mim, o que será contado como se fosse seu trigo e o seu vinho,
eles e suas famílias poderão comer o resto, onde queiram. É seu salário pelo trabalho que fazem na Tenda do Encontro.
Depois que tenham separado a melhor parte para mim, já não será pecado que eles comam o resto. Desta forma eles não profanarão as ofertas sagradas dos israelitas e se livrarão de morrer.
O SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— O seguinte mandamento faz parte da lei que eu, o SENHOR, estabeleço. Os israelitas deverão trazer uma vaca vermelha que não tenha nenhum defeito e que nunca tenham colocado jugo nela.
A vaca será dada ao sacerdote Eleazar, quem a retirará do acampamento e mandará que a sacrifiquem em sua presença.
Depois, o sacerdote Eleazar pegará com os seus dedos parte do sangue e o aspergirá sete vezes na direção da Tenda do Encontro.
Depois o sacerdote deverá garantir que queimem a vaca completamente, incluindo os olhos, a pele, a carne, e também o sangue e o esterco.
Em seguida, o sacerdote pegará madeira de cedro, hissopo e pano vermelho, e jogará tudo ao fogo onde estiverem queimando a vaca.
Então o sacerdote deverá lavar suas roupas e tomar banho. Depois de tudo isso, ele poderá voltar ao acampamento, mas permanecerá impuro até o entardecer.
Quem queimar a vaca deverá lavar suas roupas e tomar banho; ele ficará impuro até o entardecer.
— Um homem que esteja puro apanhará depois as cinzas da vaca e as colocará fora do acampamento, num lugar puro. Essas cinzas serão guardadas pelos israelitas para preparar a água de purificação. Tudo isso servirá para purificar quem tiver tocado um corpo morto.
Quem apanhou as cinzas deverá lavar a sua roupa, mas ficará impuro até o entardecer. Esta será uma lei permanente tanto para os israelitas como para os imigrantes que moram entre eles.
— Quem tocar no cadáver de um ser humano ficará impuro por sete dias.
Terá que se purificar com a água da purificação no terceiro e no sétimo dia após ter tocado no cadáver, e só então ficará puro. Mas não ficará puro se não se purificar no terceiro e no sétimo dia.
Qualquer um que tocar num cadáver e não se purificar, contamina a Tenda Sagrada do SENHOR e terá que ser separado de Israel porque, não tendo recebido a água de purificação sobre si, continua com seu estado de impureza.
— Esta é a lei no caso de alguém morrer numa tenda. Se a pessoa morrer dentro da tenda, todo aquele que estiver dentro ou entrar nessa tenda ficará impuro por sete dias.
Todo prato que não esteja tampado ficará impuro.
Também ficará impuro aquele que tenha tocado no cadáver de alguém que morreu, quer seja lutando numa batalha ou de morte natural, e também aquele que tenha tocado num osso humano ou numa tumba.
— Com o fim de purificar a quem ficou impuro, será colocada numa vasilha um pouco da cinza da vaca do sacrifício pelo pecado e será adicionada água fresca.
Alguém que esteja puro pegará no hissopo e o molhará na água, depois a aspergirá sobre a tenda, os pratos e as pessoas que estiverem ali. Aspergirá também esta água sobre quem tocou nos ossos ou no cadáver de alguém que morreu lutando numa batalha ou de morte natural, e também sobre quem tocou numa tumba.
Quem estiver puro aspergirá essa água no terceiro e no sétimo dia sobre quem está impuro; ao sétimo dia já o terá purificado. Em seguida, aquele que está impuro deverá lavar sua roupa e tomar banho, mas ficará impuro até o entardecer.
Em caso de alguém impuro não se purificar, este terá que ser separado do povo porque contaminou o lugar sagrado do SENHOR. A água para a sua purificação não foi derramada sobre ele e ele continua impuro.
Esta lei será permanente. Quem aspergir a água para a purificação lavará a sua roupa e quem tocar na água ficará impuro até o entardecer.
Tudo o que for tocado por alguém impuro, ficará impuro; e aquele que tocar numa pessoa impura, ficará impuro até o entardecer.
No primeiro mês do ano, todo o povo dos israelitas chegou ao deserto de Zim e acampou em Cades. Ali Míriam morreu e foi enterrada.
Houve falta de água para o povo, por isso todo o povo se revoltou contra Moisés e Aarão.
O povo se irritou contra Moisés e disse: — Teria sido melhor se o SENHOR nos tivesse matado com os outros israelitas.
Por que você trouxe o povo do SENHOR para este deserto? Você quer matar a gente? Quer matar o nosso gado?
Por que nos tirou do Egito e nos trouxe a este lugar tão terrível? Neste lugar a gente não pode semear e não há figueiras, nem vinhas, nem romãzeiras, não há nem sequer água para beber!
Então Moisés e Aarão se separaram do povo e se encaminharam para a entrada da Tenda do Encontro. Ali se prostraram rosto em terra, e então a glória do SENHOR apareceu diante eles.
O SENHOR disse a Moisés:
— Tome a vara e vá com Aarão reunir todo o povo. Na frente de todos, fale para a rocha e então jorrará água dela. Assim você fará jorrar água da rocha para que bebam eles e o gado.
Então Moisés pegou a vara que estava perante o SENHOR, assim como ele tinha lhe ordenado.
Depois Moisés e Aarão reuniram o povo na frente da rocha e Moisés lhes disse: — Escutem vocês, rebeldes, será que teremos que tirar água desta rocha para lhes dar?
Então Moisés levantou sua mão e com a sua vara bateu duas vezes na rocha. Em seguida começou a sair água em abundância e bebeu o povo e os seus animais.
Depois o SENHOR disse a Moisés e a Aarão: — Visto que vocês não tiveram suficiente confiança em mim para honrar a minha santidade na frente dos israelitas, agora vocês não levarão os israelitas para a terra que lhes dei.
Essas são as chamadas águas de Meribá, onde os israelitas protestaram contra o SENHOR e com as que ele mostrou a sua santidade dentre eles.
Moisés enviou desde Cades uns mensageiros ao rei de Edom para que lhe dissessem: — Seu irmão Israel diz: “Você sabe todas as dificuldades pelas quais temos passado,
de como nossos antepassados foram ao Egito e que temos morado ali por muito tempo. Os egípcios foram cruéis conosco e com nossos antepassados;
então nós pedimos ajuda ao SENHOR, e ele nos ouviu e enviou um mensageiro que nos tirou do Egito. Agora estamos em Cades, a cidade que está na fronteira do seu território.
Portanto, rogamos a você que nos deixe passar pelo seu território. Não passaremos pelos campos plantados nem pelas vinhas, nem beberemos água dos seus poços, mas iremos pelo caminho principal, sem nos desviar dele, até que passemos pelo seu território”.
Mas o rei de Edom lhes respondeu: — Não passem pelo meu território ou eu sairei ao seu encontro e atacarei vocês.
Então os israelitas disseram: — Iremos pelo caminho principal, e se nós ou nossos animais bebermos da água dos seus poços, pagaremos a você por ela. A única coisa que queremos é que nos deixe passar pelo seu território.
Mas o rei de Edom respondeu a eles: — Vocês não passarão! Então o rei de Edom saiu a enfrentá-los com um exército grande e poderoso.
Devido a que o povo de Edom se negava a deixar Israel passar pelo seu território, os israelitas se viram obrigados a ir por outro caminho.
Então os israelitas partiram de Cades e chegaram ao monte Hor,
perto da fronteira com Edom. Ali, no monte Hor, o SENHOR disse a Moisés e a Aarão:
— Aarão vai morrer e se reunirá com os seus antepassados. Ele não entrará na terra que eu dei aos israelitas porque vocês desobedeceram às minhas ordens em Meribá.
Portanto, Moisés, leve Aarão e o seu filho Eleazar ao topo do monte Hor,
e ali você tirará de Aarão suas roupas sacerdotais e as colocará no seu filho Eleazar. Depois Aarão morrerá e se reunirá com os seus antepassados.
Moisés fez o que o SENHOR tinha lhe ordenado. Diante de toda a comunidade subiram ao monte Hor.
Ali Moisés tirou de Aarão a sua roupa sacerdotal e a colocou em Eleazar, o filho de Aarão. Nesse lugar, no topo do monte, morreu Aarão, e Moisés e Eleazar desceram do monte.
Toda a comunidade soube que Aarão tinha morrido e os israelitas ficaram de luto por Aarão durante trinta dias.
O rei cananeu de Arade, que morava no sul de Canaã, ouviu que os israelitas vinham pelo caminho de Atarim. Então os atacou e capturou alguns deles.
Logo os israelitas fizeram esta promessa ao SENHOR: — Se nos ajudar a vencer este povo, destruiremos completamente as suas cidades.
O SENHOR ouviu o povo e os ajudou a vencer os cananeus. Foi assim que os israelitas destruíram completamente os cananeus e suas cidades, por isso chamaram àquele lugar de Hormá.
Os israelitas partiram do monte Hor pelo caminho do mar Vermelho, dando uma volta para não passar pelo território de Edom. No caminho o povo perdeu a paciência
e começou a falar mal de Deus e de Moisés: — Por que nos tirou do Egito? Para que morramos no deserto? Aqui não tem pão nem água. Já nos cansamos desta comida horrível.
Então o SENHOR enviou contra eles cobras venenosas que os morderam, e muitos israelitas morreram.
O povo se aproximou a Moisés e disse: — Temos pecado ao falar mal do SENHOR e de você. Peça ao SENHOR que afaste as cobras de nós. Então Moisés orou pelo povo,
e o SENHOR disse a Moisés: — Faça uma cobra e que ela seja colocada num poste. Todo aquele que tenha sido mordido e olhar para ela, não morrerá.
Então Moisés fez uma cobra de bronze e a colocou num poste. Quando alguém era mordido por uma cobra e olhava para a cobra de bronze, não morria.
Os israelitas continuaram em frente e acamparam em Obote.
Saíram de Obote e acamparam em Ijé-Abarim, ao leste do território de Moabe.
Depois partiram dali e acamparam no vale de Zerede,
de onde saíram para acampar ao outro lado do rio Arnom, que está no deserto que se estende desde o território dos amorreus. O rio Arnom serve de limite entre Moabe e os amorreus.
A isso faz referência O Livro das Guerras do SENHOR onde diz: “Vaebe, na região de Sufá, os ribeiros do rio Arnom,
a margem dos ribeiros que levam para a região de Ar e rodeiam a fronteira de Moabe”.
Dali continuaram até Beer, o poço onde o SENHOR disse para Moisés: — Reúna o povo que eu lhes darei água.
Nessa ocasião, os israelitas cantaram esta canção: “Poço, jorre água! Cantem ao poço,
aquele que os chefes cavaram, aquele que os nobres do povo fizeram, com o cetro e com os seus bastões”. Depois marcharam do deserto para Mataná.
De Mataná foram para Naaliel, e de Naaliel, para Bamote.
De Bamote foram ao vale que está na região de Moabe até o topo do monte Pisga, de onde o deserto de Jesimom pode ser visto.
Os israelitas enviaram mensageiros para dizer ao rei Seom dos amorreus:
— Deixe-nos passar pela sua terra. Não entraremos nos seus campos nem vinhas, nem beberemos da água dos seus poços. Atravessaremos seu território marchando pelo caminho principal.
Mas Seom não deixou que Israel passasse pelo seu território, mas reuniu todo o seu povo e saiu para enfrentar os israelitas no deserto. Ao chegar a Jaza os atacou,
mas os israelitas o derrotaram e tomaram o seu território desde o rio Arnom até o rio Jaboque, ou seja até a fronteira dos amonitas, que estava fortificada.
Então Israel tomou possessão de todas essas cidades dos amorreus, ou seja, de Hesbom e das suas aldeias mais importantes, e começou a morar nelas.
Hesbom era a cidade do rei amorreu Seom, que tinha lutado contra o rei de Moabe e tinha tomado toda a sua terra até o rio Arnom.
É por isto que os cantores dizem: “Venham para Hesbom! Reconstruam e edifiquem a cidade de Seom.
É que um fogo começou em Hesbom e uma chama saiu da cidade de Seom. O fogo destruiu a Ar, de Moabe, e queimou as montanhas que dominam o Arnom.
Pobre de você, Moabe! Está acabado, povo do deus Camos! Seu deus fez fugir aos seus filhos, e às suas filhas as fez prisioneiras de Seom, rei dos amorreus.
Morreram os seus descendentes, desde Hesbom até Dibom. Os destruímos até Nofá, que está perto de Medeba”.
Então os israelitas se estabeleceram na terra dos amorreus.
Moisés enviou também espiões a Jazar, e os israelitas capturaram as cidades vizinhas e expulsaram dali aos amorreus.
Depois os israelitas foram em direção a Basã, mas então o rei Ogue, de Basã, saiu com todo seu exército para enfrentar os israelitas em Edrei.
O SENHOR disse a Moisés: — Não tenha medo deles porque eu entregarei o rei, o seu povo e a sua terra nas suas mãos. Vocês farão com ele, o mesmo que fizeram com Seom, rei dos amorreus, que reinava em Hesbom.
Então os israelitas mataram Ogue, os seus filhos e todo o seu exército, até não deixar nenhum sobrevivente, e depois ocuparam seu território.
Os israelitas começaram a marchar e acamparam nas planícies de Moabe, do outro lado do Jordão, na frente de Jericó.
Balaque, filho de Zipor, se deu conta do que Israel tinha feito aos amorreus.
Portanto, os moabitas se apavoraram e se angustiaram ao ver que os israelitas eram muitos.
Então os moabitas disseram aos líderes de Midiã: — Essa multidão vai destruir tudo ao seu passo, como quando um bezerro acaba com o pasto de um campo. Balaque, filho de Zipor, era o rei de Moabe nesse tempo.
Ele enviou mensageiros para trazer Balaão, filho de Beor, que estava em Petor, junto ao rio Eufrates, a terra dos seus parentes. Eles disseram: “Olhe, um povo que saiu do Egito tem se estendido por todo o país e está acampando aqui perto.
Agora venha e amaldiçoe estas pessoas por mim, porque são mais fortes do que eu. Talvez eu seja capaz de atacá-los e obrigá-los a sair da terra. Sei que aquele que você abençoa fica bendito e aquele que você amaldiçoa fica maldito”.
Os líderes de Moabe e os líderes de Midiã foram dar a mensagem a Balaão. Eles iam com o dinheiro na mão para pagar as maldições.
Balaão disse a eles: — Fiquem aqui esta noite e eu responderei a vocês o que o SENHOR me falar. Então os chefes de Moabe permaneceram com Balaão.
Deus veio a Balaão num sonho e perguntou a ele: — Quem são esses homens que se hospedam com você?
Balaão respondeu: — Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, os enviou com esta mensagem:
“Olhe, um povo que saiu do Egito tem se estendido por todo o país. Venha e amaldiçoe estas pessoas por mim. Talvez eu seja capaz de atacá-los e obrigá-los a sair da terra”.
Então Deus disse a Balaão: — Não vá com eles nem diga nenhuma maldição contra os israelitas, porque é um povo bendito.
Balaão se levantou de manhã e disse aos chefes de Balaque: — Voltem à sua terra porque o SENHOR não me permite ir com vocês.
Os chefes de Moabe se levantaram e voltaram a Balaque e disseram a ele: — Balaão não quis vir conosco.
Balaque enviou outros chefes, em maior número e mais importantes do que o primeiro grupo,
e eles foram até Balaão e disseram: — Isto é o que Balaque, filho de Zipor, disse: “Não deixe que nada impeça você de vir aqui.
Eu recompensarei você muito bem e farei tudo o que me peça, mas peço a você que venha para amaldiçoar por mim àquele povo”.
Então Balaão respondeu a eles: — Embora Balaque me desse sua casa cheia de ouro e prata, eu não poderia fazer nada, grande nem pequeno, que fosse em contra da ordem do SENHOR, meu Deus.
Então, por favor, fiquem aqui esta noite como fizeram os outros e deixem-me consultar e ver o que mais o SENHOR tem para me dizer.
Essa noite Deus apresentou-se a Balaão num sonho e disse: — Já que estes homens vieram buscar você, levante-se e vá com eles, mas faça só o que eu mandar.
Balaão levantou-se de amanhã, pôs a sela na sua jumenta e foi com os chefes de Moabe.
Então Deus se irritou com ele por ele ter ido, e o anjo do SENHOR se colocou na frente do seu caminho para atacá-lo. Balaão ia montado na sua jumenta acompanhado por dois dos seus servos.
Quando a jumenta viu o anjo do SENHOR parado no caminho com uma espada na sua mão, saiu do caminho e foi em direção ao campo. Então Balaão bateu na jumenta para obrigá-la a voltar ao caminho.
Depois o anjo do SENHOR se pôs numa trilha estreita por onde o caminho passava entre vinhas, com muros de pedra aos dois lados.
A jumenta viu o anjo do SENHOR e se encostou na parede apertando a perna de Balaão, então ele bateu nela de novo.
O anjo do SENHOR se adiantou de novo e se pôs num lugar estreito, sem deixar espaço nem à esquerda nem à direita.
Quando a jumenta viu o anjo do SENHOR se jogou no chão, então Balaão se irritou e bateu nela com a sua vara.
Então o SENHOR fez com que a jumenta falasse e ela disse a Balaão: — O que fiz a você para que me batesse três vezes dessa maneira?
Balaão disse para a jumenta: — Você zombou de mim e se tivesse uma espada na minha mão, mataria você agora mesmo.
A jumenta disse a Balaão: — Por acaso não sou a jumenta que você tem montado toda a sua vida até hoje? Costumo atuar desta maneira? — Não — respondeu Balaão.
O SENHOR permitiu que Balaão pudesse ver o anjo do SENHOR, que estava de pé no caminho com a espada na mão. Balaão se inclinou e se ajoelhou rosto em terra.
O anjo do SENHOR disse: — Por que bateu na sua jumenta nessas três vezes? Olhe, eu mesmo vim para atacar você porque está fazendo o que me desagrada.
Quando a sua jumenta me viu, se afastou de mim essas três vezes. Se não o tivesse feito, eu teria matado você mas teria perdoado a vida dela.
Balaão disse ao anjo do SENHOR: — Pequei porque não sabia que estava ali no caminho para me deter, mas vendo agora que a minha viagem desagrada ao senhor, voltarei para casa.
O anjo do SENHOR disse a Balaão: — Vá com esses homens, mas dirá só o que eu lhe mandar. Então Balaão saiu com os chefes enviados por Balaque.
Quando Balaque ouviu que Balaão vinha, saiu ao seu encontro numa cidade de Moabe, que está na beira do rio Arnom, na parte mais distante da fronteira.
Balaque disse a Balaão: — Por acaso não enviei homens para trazer você? Por que não veio? Por acaso não sou capaz de recompensar você?
Balaão respondeu a ele: — Bem, pois já estou aqui. Mesmo assim, só posso dizer o que Deus me comunicar.
Balaão e Balaque saíram dali para Quiriate-Huzote,
onde Balaque sacrificou gado e ovelhas e as compartilhou com Balaão e com os chefes que estavam com ele.
No outro dia de manhã, Balaque levou Balaão a Bamote-Baal, onde Balaão podia ver uma parte do acampamento israelita.
Balaão disse a Balaque: — Construa para mim sete altares neste lugar e me prepare sete bezerros e sete carneiros.
Balaque fez o que Balaão pediu e juntos ofereceram um bezerro e um carneiro em cada altar.
Depois Balaão disse a Balaque: — Fique ao lado do seu sacrifício que deve ser queimado completamente, e eu vou ver se o SENHOR quer se encontrar comigo; depois direi a você tudo o que ele me revelar. Então Balaão foi para o topo de um monte,
onde Deus se apresentou a ele e Balaão disse: — Fiz sete altares e ofereci um bezerro e um carneiro em cada altar.
Então o SENHOR disse a Balaão o que devia dizer e depois ordenou a ele: — Volte para onde está Balaque e diga a ele o que eu acabo de dizer a você.
Balaão voltou para onde estava Balaque, que estava de pé ao lado do seu sacrifício que deve ser queimado completamente, junto aos chefes de Moabe.
Então Balaão falou. Estas foram as suas palavras: “Balaque me trouxe aqui desde Arã. O rei de Moabe me fez vir desde as montanhas do leste. Venha, me disse, amaldiçoe por mim a Jacó, venha, deseje o mal a Israel.
Mas, como vou amaldiçoar àquele que Deus não amaldiçoa? Como desejar o mal àquele que o SENHOR não deseja?
Posso vê-los desde o topo das montanhas e desde as montanhas os observo. É um povo que vive afastado e não se considera uma nação entre as nações.
Quem pode contar a descendência de Jacó? São tão numerosos como os grãos de pó. Quem pode contar ao menos a quarta parte de Israel? Me deixe morrer como morrem as pessoas boas, e que o meu fim seja como o dos justos!”
Balaque disse a Balaão: — O que é isto que você me fez? Trouxe-o para você amaldiçoar os meus inimigos, mas somente os tem abençoado.
Mas Balaão respondeu: — Não percebe que tenho que dizer só o que o SENHOR me diga?
Balaque disse a Balaão: — Venha comigo a outro lugar desde onde possa vê-los, embora não vai poder ver todo o acampamento mas só uma parte. Daí amaldiçoe o povo de Israel.
Então Balaque o levou ao campo de Zofim, no topo do monte Pisga. Balaque construiu sete altares e ofereceu um bezerro e um carneiro em cada altar.
Balaão disse a Balaque: — Fique aqui junto ao seu sacrifício que deve ser queimado completamente enquanto vou me encontrar com Deus.
O SENHOR foi se encontrar com Balaão e disse a ele o que tinha que dizer. Depois ordenou a ele: — Volte para onde está Balaque e diga isso.
Então Balaão voltou para onde estava Balaque e o encontrou de pé ao lado do sacrifício que deve ser queimado completamente, junto com os chefes de Moabe. Balaque perguntou a ele: — O que disse o SENHOR?
Então Balaão falou. Estas foram as suas palavras: “Fique de pé, Balaque, e ouça, me ouça, filho de Zipor.
Deus não é um ser humano para que minta ou mude de opinião. Por acaso ele não faz o que diz, ou não cumpre o que promete?
Olhe, as minhas ordens são de abençoar. Deus tem abençoado a Israel, e isso eu não posso mudar.
Para os descendentes de Jacó não se prevê calamidade alguma; nem mesmo se espera nenhuma desgraça para Israel. Pois o SENHOR, seu Deus, está com eles; eles o proclamam seu Rei.
Deus, que os tirou do Egito, é para eles a sua força, como os chifres para o touro selvagem.
Contra Jacó não servem os malefícios, nem há bruxaria que sirva contra Israel. De Jacó e de Israel se dirá como se diz agora: ‘Olhe o que Deus fez’.
Este povo se levanta como leoa e se põe em pé como um leão. Não descansará até devorar a sua presa e beber o sangue das suas vítimas”.
Então Balaque disse a Balaão: — Se não vai amaldiçoá-los, então pelo menos não os abençoe!
Depois Balaão disse a Balaque: — Não disse a você que faria tudo o que o SENHOR me dissesse?
Porém, Balaque disse a Balaão: — Venha, levarei você a um outro lugar, talvez Deus queira que você os amaldiçoe dali.
Balaque levou Balaão ao topo do monte Peor, que domina o deserto,
e Balaão disse a Balaque: — Construa para mim sete altares aqui, e me prepare sete bois e sete carneiros.
Balaque fez o que Balaão disse e em cada altar sacrificou um bezerro e um carneiro.
Balaão viu que agradava ao SENHOR abençoar a Israel; portanto, não foi procurar profecias como antes mas olhou para o deserto.
Balaão olhou e viu os israelitas acampados por tribos. Depois o Espírito de Deus tomou posse dele,
e Balaão falou. Estas foram as suas palavras: “Esta é a mensagem de Balaão, filho de Beor, o homem cujos olhos veem claramente,
aquele que ouve palavras de Deus, aquele que tem visões dadas pelo Deus Todo-Poderoso, aquele que cai diante dele e vê claramente.
“Que belas são as suas tendas, Jacó! Que belo é o seu acampamento, Israel!
As suas tendas são como longas filas de palmeiras, como jardins ao lado de um rio, como aloés plantados pelo SENHOR, como cedros à margem da água.
Os baldes dos israelitas transbordarão de água, suas sementes receberão água abundante. Seu rei será maior que Agague, e o seu reino será grande.
“Deus os tirou do Egito; ele é para eles a sua força, como os chifres para o touro selvagem. Israel vencerá os seus inimigos, quebrará os seus ossos e os ferirá com as suas flechas.
Israel se deitará para descansar como um leão. Quem se atreverá a acordá-lo? Bendito seja aquele que o abençoar e maldito seja aquele que o amaldiçoar!”
Então Balaque se irritou com Balaão e batendo as palmas das mãos disse: — Chamei você para que amaldiçoasse os meus inimigos, mas já os abençoou três vezes.
Vá agora para a sua casa! Disse que recompensaria você, mas como pode ver, o SENHOR fez você perder a sua recompensa.
Balaão disse a Balaque: — Por acaso não disse aos mensageiros que me enviou:
“Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de ouro e prata, eu não poderia fazer nada, nem bom nem mau, a não ser obedecer à ordem do SENHOR e falar o que o SENHOR me ordenou que dissesse”?
Bem, volto para a minha vila, mas antes venha, que vou dizer a você o que no futuro este povo fará com o seu povo.
Então Balaão falou. Estas foram as suas palavras: “Esta é a mensagem de Balaão, filho de Beor, o homem cujos olhos veem claramente,
aquele que ouve palavras de Deus, aquele que conhece a ciência do Altíssimo, aquele que tem visões dadas pelo Deus Todo-Poderoso, aquele que cai diante dele e vê claramente.
“Vejo os israelitas vindo, mas não agora, só no futuro. Eu os vejo, mas não perto. Como uma estrela sairá um rei do povo de Jacó. Se levantará um governador dos israelitas. Ele esmagará as cabeças dos Moabitas e as de todos os filhos de Sete.
Tomará posse de Edom, e do seu inimigo Seir. Israel mostrará o seu poder.
“Um governador virá de Jacó e destruirá aos que fiquem nessas cidades”.
Depois Balaão fitou os seus olhos em Amaleque e disse as seguintes palavras: “Amaleque foi a mais importante das nações, mas seu fim será a destruição total”.
Depois Balaão fitou seus olhos nos queneus e disse as seguintes palavras: “O lugar onde vocês moram é seguro como um ninho no topo da montanha.
Mas Caim será destruído quando Assíria o faça prisioneiro”.
Depois Balaão disse as seguintes palavras: “Ninguém poderá viver quando Deus fizer estas coisas.
Virão barcos da costa de Quitim e derrotarão a Assíria e a Héber, mas eles também serão destruídos”.
Então Balaão se levantou e voltou para a sua casa, e Balaque também tomou o seu caminho.
Os israelitas se instalaram em Sitim, e ali os homens começaram a se corromper com as mulheres moabitas.
Elas convidavam os israelitas a acompanhá-las aos sacrifícios para os seus deuses falsos, e os israelitas comiam desses sacrifícios e adoravam esses deuses falsos.
Desta maneira, Israel começou a adorar a Baal-Peor, o que fez com que o SENHOR se irritasse com Israel.
Então o SENHOR disse a Moisés: — Leve a todos os chefes do povo e mate-os publicamente. Deixe os seus corpos pendurados perante o SENHOR, e assim se acalmará a minha ira contra Israel.
Moisés disse a todos os juízes de Israel: — Matem a todos os que dentre vocês se uniram para adorar Baal-Peor.
Justamente nesse momento um dos israelitas veio e trouxe uma mulher midianita para onde estava a sua família. Fez isto diante de Moisés e de todos os israelitas, que se encontravam chorando na entrada da Tenda do Encontro.
Fineias, que era filho de Eleazar e neto do sacerdote Arão, vendo isto, se afastou da reunião, pegou a sua lança
e seguiu ao israelita até a sua tenda. Ali Fineias atravessou pelo estômago ao israelita e à mulher midianita e assim foi como se deteve a praga que afligia os israelitas,
embora a praga já tivesse matado a 24.000 deles.
O SENHOR disse a Moisés:
— Fineias, filho de Eleazar e neto do sacerdote Arão, salvou os israelitas da minha ira ao se irritar como eu contra os que pecaram, portanto eu não destruirei os israelitas na minha ira.
Diga a Fineias que eu faço uma aliança de amizade com ele.
Eu entrego o sacerdócio para sempre a ele e aos seus descendentes porque se indignou em favor do seu Deus e livrou os israelitas.
O nome do israelita que foi morto junto com a mulher midianita era Zinri, filho de Salu, e chefe de uma família da tribo de Simeão.
O nome da mulher midianita que morreu era Cosbi, filha de Zur, o chefe de uma família de Midiã.
O SENHOR disse a Moisés:
— Ataquem e matem os midianitas,
porque em Peor eles atacaram vocês com os seus enganos, como no caso de Cosbi, a filha de um chefe midianita, que foi morta no dia que a praga veio a Israel pelo que aconteceu em Peor.
O SENHOR disse a Moisés e a Eleazar, filho do sacerdote Arão:
— Façam um censo de todos os israelitas, por famílias, no qual se registrem os homens de vinte anos para cima, aptos para o serviço militar.
Moisés e o sacerdote Eleazar falaram com os israelitas nas planícies de Moabe, na margem do rio Jordão, diante de Jericó. Disseram a eles:
— Façam um censo do povo, registrem a todos os homens de vinte anos para cima, assim como o SENHOR ordenou a Moisés. Os israelitas que saíram do Egito foram os seguintes:
Os descendentes de Rúben, o filho mais velho de Israel, foram estes: de Enoque descende o clã enoquita; de Palu, o paluíta;
de Hezrom, o hezronita e de Carmi, o carmita.
Estes foram os clãs de Rúben os quais tinham, de acordo com o censo, 43.730 homens.
Eliabe era filho de Palu.
Os filhos de Eliabe foram Nemuel, Datã e Abirão; estes dois últimos foram os mesmos Datã e Abirão que tinham sido escolhidos pela comunidade, mas se revoltaram contra Moisés e Arão. Eles se uniram a Coré e ao seu grupo quando ele se rebelou contra o SENHOR.
Nessa ocasião a terra abriu a sua boca e os engoliu junto com Coré. Também morreram os seus seguidores quando o fogo queimou os duzentos e cinquenta homens. Tudo isso serviu de advertência para o povo.
Porém, os filhos de Coré não morreram.
Os descendentes de Simeão, por clãs, eram estes: de Nemuel descende o clã nemuelita; de Jamim, o jaminita; de Jaquim, o jaquinita;
de Zerá, o zeraíta e de Saul, o saulita.
Estes eram os clãs de Simeão, os quais tinham, de acordo com o censo, 22.200 homens.
Os descendentes de Gade, segundo os seus clãs, eram estes: de Zefom descende o clã zefonita; de Hagi, o hagita; de Suni, o sunita;
de Ozni, o oznita; de Eri, o erita;
de Arodi, o arodita; de Areli, o arelita.
Estes eram os clãs de Gade, os quais tinham, de acordo com o censo, 40.500 homens.
Os filhos de Judá Er e Onã morreram em Canaã.
Então os descendentes de Judá foram os clãs por parte dos seus filhos Selá, Perez e Zerá. De Selá descende o clã selanita; de Perez, o perezita e de Zerá, o zeraíta.
Os clãs descendentes de Perez foram: de Hezrom, o clã hezronita e de Hamul o hamulita.
Estes foram os clãs de Judá, os quais tinham, de acordo com o censo, 76.500 homens.
Os descendentes de Issacar, segundo os seus clãs, eram estes: de Tolá descende o clã tolaíta; de Puá, o punita;
de Jasube, o jasubita e de Sinrom, o sinronita.
Estes foram os clãs de Issacar, os quais tinham, de acordo com o censo, 64.300 homens.
Os descendentes de Zebulom, pelos seus clãs, eram estes: de Serede descende o clã seredita; de Elom, o elonita e de Jaleel, o jaleelita.
Estes foram os clãs de Zebulom, os quais tinham, de acordo com o censo, 60.500 homens.
Estes são os filhos de José, segundo os seus clãs, Manassés e Efraim.
Os descendentes de Manassés eram estes: de Maquir descende o clã maquirita. Maquir era o pai de Gileade; de Gileade descende o gileadita.
Estes eram os descendentes de Gileade: de Jezer descende o jezerita; de Heleque, o helequita;
de Asriel, o asrielita; de Siquém, o siquemita;
de Semida, o semidaíta e de Héfer, o heferita.
Zelofeade era o filho de Héfer, mas ele não teve filhos, só filhas. Os nomes das suas filhas eram Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza.
Estes foram os clãs de Manassés, os quais tinham, de acordo com o censo, 52.700 homens.
Os descendentes de Efraim, segundo os seus clãs, eram estes: de Sutela descende o clã sutelaíta; de Bequer, o bequerita e de Taã, o taanita.
Estes eram os descendentes de Sutela: de Erã descende o clã eranita.
Estes foram os clãs de Efraim, os quais tinham, de acordo com o censo, 32.500 homens. Todos esses clãs eram descendentes de José.
Os descendentes de Benjamim, segundo os seus clãs, eram estes: de Belá descende o clã belaíta; de Asbel, o asbelita; de Airã, o airamita;
de Sufã, o sufamita e de Hufã, o hufamita.
Os filhos de Belá eram Arde e Naamã. De Arde descende o ardita e de Naamã, o naamanita.
Estes foram os clãs de Benjamim, os quais tinham, de acordo com o censo, 45.600 homens.
Os descendentes de Dã eram os do clã de Suã.
O suamita tinha, de acordo com o censo, 64.400 homens.
Os descendentes de Aser, segundo os seus clãs, eram estes: de Imna descende o clã imnaíta; de Isvi, o isvita e de Berias, o beriaíta.
Os descendentes de Berias eram estes: de Héber descende o clã heberita e de Malquiel, o malquielita.
O nome da filha de Aser era Sera.
Estes foram os clãs de Aser, os quais tinham, de acordo com o censo, 53.400 homens.
Os descendentes de Naftali, segundo os seus clãs, eram estes: de Jazeel descende o clã jazeelita; de Guni, o gunita;
de Jezer, o jeserita e de Silém, o silemita.
Estes foram os clãs de Naftali, os quais tinham, de acordo com o censo, 45.400 homens.
O número de israelitas, de acordo com o censo, foi de 601.730 homens ao todo.
O SENHOR disse a Moisés:
— É necessário dividir o território entre estas tribos para que a cada uma corresponda a sua parte, de acordo com o número de nomes listados.
Para uma tribo grande será dado um território extenso e para uma tribo pequena, um território de menor extensão, cada uma de acordo com o número de pessoas contadas no censo.
Porém, a posição do território de cada uma será estabelecida por sorteio que se efetuará com os nomes das tribos dos seus antepassados.
O território de cada tribo será estabelecido por sorteio, não importa se a tribo é grande ou pequena.
Estes eram os levitas que foram contados segundo os seus clãs: de Gérson descende o clã gersonita; de Coate, o coatita e de Merari, o merarita.
Estes eram os clãs de Levi: o libnita, o hebronita, o malita, o musita e o coreíta. Coate era o pai de Anrão.
O nome da esposa de Anrão era Joquebede, descendente de Levi. Joquebede tinha nascido na tribo de Levi no Egito, e os filhos que teve com Anrão foram Arão, Moisés, e a sua irmã Míriã.
Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar eram filhos de Arão.
Nadabe e Abiú morreram quando ofereceram um fogo não autorizado perante o SENHOR.
O número de levitas, de acordo com o censo, foi de 23.000 homens de um mês de idade para cima. Eles não foram contados no censo junto com os outros israelitas porque eles não iriam receber a sua parte do território como o resto dos israelitas.
Esse foi o resultado do censo dos israelitas que fizeram Moisés e o sacerdote Eleazar. O censo foi feito nas planícies de Moabe, junto ao rio Jordão, em frente de Jericó.
Entre estas pessoas não havia ninguém que tivesse sido contado no censo por Moisés e Aarão no deserto do Sinai
porque o SENHOR tinha dito que eles morreriam no deserto. Nenhum deles sobreviveu a não ser Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.
Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza eram filhas de Zelofeade, da tribo de Manassés, filho de José. Zelofeade era filho de Héfer, neto de Gileade, bisneto de Maquir, e trineto de Manassés.
Elas se apresentaram perante Moisés, perante o sacerdote Eleazar, perante os chefes e perante toda a comunidade na entrada da Tenda do Encontro e expuseram seu caso:
— Nosso pai morreu no deserto. Ele não estava entre os seguidores de Coré, que se uniram contra o SENHOR, mas ele morreu pelo seu próprio pecado e não teve filhos homens.
Desaparecerá do seu clã o nome de nosso pai só porque não teve um filho homem? Nosso pedido é que nos seja dada a nossa parte do território junto com a parte dada aos irmãos do nosso pai.
Moisés levou esse caso perante o SENHOR,
e o SENHOR disse a Moisés:
— O pedido das filhas de Zelofeade é justo. Quando for dividida a terra entre os irmãos do seu pai, que o seu pai seja também incluído nessa divisão e que elas recebam a parte que corresponderia ao seu pai.
— Diga também aos israelitas que, se um homem morrer sem ter filho homem, será transferida sua terra para suas filhas.
Se não tiver nenhuma filha, deverão dar essa terra aos seus irmãos.
Se não tiver irmãos, deverão dar essa terra aos irmãos do seu pai.
Se seu pai não tiver irmãos, então deverão dar sua terra ao parente mais próximo da sua tribo, que a herdará. Esse será o procedimento legal que deverão seguir os israelitas como eu, o SENHOR, ordeno a você, Moisés.
O SENHOR disse a Moisés: — Suba naquele monte das montanhas de Abarim e olhe a terra que estou dando aos israelitas.
Após você ter visto a terra, se reunirá com os seus antepassados assim como aconteceu com seu irmão Aarão,
porque vocês desobedeceram à minha ordem no deserto de Zim, quando o povo se rebelou contra mim. Vocês não honraram minha santidade diante dos israelitas quando eles pediram água. (Isto faz referência às águas de Meribá, perto de Cades, no deserto de Zim.)
Moisés disse ao SENHOR:
— Peço ao SENHOR, Deus de toda a humanidade, que escolha um homem como chefe sobre a comunidade,
que os guie nas batalhas e cuide deles para que assim a comunidade do SENHOR não seja como um rebanho sem pastor.
O SENHOR disse a Moisés: — Chame a Josué, filho de Num, que é um homem em quem está o Espírito, e coloque a sua mão sobre ele.
Faça ele se apresentar diante do sacerdote Eleazar perante toda a comunidade e passe para ele o mando diante de todos eles.
Dê a ele parte de sua autoridade para que toda a comunidade israelita obedeça a ele,
mas para me consultar, ele deve se apresentar diante do sacerdote Eleazar, quem usará o Urim para consultar o SENHOR. Quando Deus o ordenar, Josué e todos os israelitas com ele, irão para a batalha; e voltarão também quando ele o ordenar.
Moisés fez o que o SENHOR mandou a ele, trouxe Josué e fez com que ele se apresentasse perante o sacerdote Eleazar e toda a comunidade.
Depois Moisés pôs as suas mãos sobre a cabeça de Josué e passou para ele a liderança assim como o SENHOR havia ordenado por meio de Moisés.
O SENHOR disse a Moisés:
— Ordene aos israelitas que se assegurem de me apresentar as minhas ofertas no momento indicado; o pão e as ofertas queimadas com o aroma que me agrada.
— Diga a eles que a oferta que devem apresentar ao SENHOR como uma oferta regular cada dia é a seguinte: dois cordeiros de um ano de idade que não tenham defeito algum.
Oferecerão um cordeiro pela manhã e outro ao entardecer.
A oferta de cereal será de dois quilos de farinha da melhor qualidade misturada com um litro de azeite de oliveira prensada.
Este é o sacrifício regular que deverá ser queimado completamente, de aroma agradável, que foi ordenado no monte Sinai como oferta queimada ao SENHOR.
Também apresentem a oferta de vinho correspondente que será de um litro de vinho por cada cordeiro. Esse vinho deverá ser derramado no Lugar Santo perante o SENHOR.
Depois, ofereçam o segundo cordeiro ao entardecer com uma oferta de cereal, e também uma oferta de vinho igual à que se ofereceu pela manhã. É uma oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR.
— No sábado oferecerão dois cordeiros de um ano de idade que não tenham defeito algum. Também oferecerão, como oferta de cereal, quatro quilos e meio de farinha da melhor qualidade misturada com azeite e uma oferta de vinho.
Este é o sacrifício que deverá ser queimado completamente no dia de descanso, que junto com a sua oferta de vinho, será oferecido nos dias de descanso, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente cada dia.
— No primeiro dia de cada mês, vocês oferecerão o seguinte como sacrifício que deve ser queimado completamente ao SENHOR: dois bezerros, um carneiro e sete cordeiros de um ano de idade que não tenham defeito algum.
Também apresentem como oferta de cereal, seis quilos e meio de farinha da melhor qualidade misturada com azeite por cada bezerro; quatro quilos e meio pelo carneiro, e
dois quilos por cada cordeiro. Este é um sacrifício que deve ser queimado completamente, de aroma agradável, uma oferta queimada ao SENHOR.
Suas ofertas de vinho serão de dois litros de vinho por cada bezerro, um litro e meio por cada carneiro e um litro por cada cordeiro. Este é o sacrifício de cada mês que deve ser queimado completamente todos os meses do ano.
Além do sacrifício diário que deve ser queimado completamente, é necessário oferecer ao SENHOR, como sacrifício pelo pecado, um bode com a sua correspondente oferta de vinho.
— O dia catorze do primeiro mês é a Páscoa do SENHOR.
No dia quinze do mesmo mês se celebrará um festival e se comerá pão sem fermento durante sete dias.
No primeiro dia dessa festa terão uma reunião sagrada e não farão nenhum trabalho.
Oferecerão ao SENHOR como sacrifício que deve ser queimado completamente, dois bezerros, um carneiro e sete cordeiros de um ano de idade, que não tenham defeito algum.
A oferta de cereal que será oferecido com eles será de farinha da melhor qualidade misturada com azeite, e se dará assim: seis quilos e meio por cada bezerro, quatro quilos e meio pelo carneiro
e dois quilos por cada um dos sete cordeiros.
É necessário oferecer também para a purificação de vocês, um bode como sacrifício pelo pecado.
Deverão oferecer isto e também o sacrifício regular que deve ser queimado completamente todos os dias pela manhã.
Farão a mesma coisa todos os dias durante os sete dias, como oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOR. Todos estes sacrifícios terão que ser oferecidos com a sua correspondente oferta de vinho, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente e da sua oferta de vinho, que são oferecidos todos os dias.
No sétimo dia vocês terão uma reunião sagrada e nesse dia ninguém trabalhará.
— No dia dos primeiros frutos, a festa das Semanas, quando apresentarem uma oferta de cereal novo ao SENHOR terão uma reunião sagrada e não farão nenhum trabalho.
Oferecerão como sacrifício que deve ser queimado completamente, de aroma agradável ao SENHOR, dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano.
A oferta de cereal que será oferecida com eles será de farinha da melhor qualidade misturada com azeite e se dará assim: seis quilos e meio por cada bezerro, quatro quilos e meio pelo carneiro
e dois quilos por cada um dos sete cordeiros.
Ofereçam também um bode para a purificação de vocês.
Preparem este sacrifício junto com a oferta de vinho, além do sacrifício que deve ser completamente queimado todos os dias e da oferta de cereal. Os animais não devem ter nenhum defeito.
— No primeiro dia do sétimo mês vocês terão uma santa assembleia. Ninguém trabalhará e será o dia de vocês tocarem as trombetas.
Oferecerão como sacrifício que deve ser queimado completamente, de aroma agradável ao SENHOR, um bezerro, um carneiro e sete cordeiros de um ano, que não tenham defeito algum.
A oferta de cereal que se oferecerá com eles será de farinha da melhor qualidade misturada com azeite, e se dará assim: seis quilos e meio pelo bezerro, quatro quilos e meio pelo carneiro
e dois quilos por cada um dos sete cordeiros.
É necessário também oferecer um bode como sacrifício pelo pecado do povo.
Estas ofertas serão trazidas, além dos sacrifícios que devem ser queimados completamente a cada dia e a cada mês, com suas correspondentes ofertas de cereal e ofertas de vinho regulares. Tudo isso será uma oferta que, ao ser queimada, terá um aroma agradável ao SENHOR.
— No dia dez desse sétimo mês, terão uma santa assembleia. Será dia de jejum, e não se trabalhará.
Oferecerão como sacrifício que deve ser queimado completamente, de aroma agradável ao SENHOR, um bezerro, um carneiro e sete cordeiros de um ano. Deverão se assegurar que não tenham nenhum defeito.
A oferta de cereal que se oferecerá com eles será de farinha da melhor qualidade misturada com azeite e se dará assim: seis quilos e meio pelo bezerro, quatro quilos e meio pelo carneiro
e dois quilos por cada um dos sete cordeiros.
Também apresentem um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício pelo pecado do dia do Perdão e além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente e das suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— No dia quinze do sétimo mês terão uma santa assembleia e não se trabalhará. Celebrarão um festival em honra ao SENHOR por sete dias.
Oferecerão como sacrifício que deve ser queimado completamente, oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR: treze bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano de idade, que não tenham defeito algum.
A oferta de cereal que se oferecerá com eles será de farinha da melhor qualidade misturada com azeite e se dará assim: seis quilos e meio por cada bezerro, quatro quilos e meio por cada um dos dois carneiros
e dois quilos para cada um dos cordeiros.
Também é necessário oferecer um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente e das suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— No segundo dia ofereçam doze bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, que não tenham defeito algum.
Também apresentem, nas quantidades requeridas, as ofertas de cereal e as ofertas de vinho que vão com os bezerros, carneiros e cordeiros.
Também apresentem um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente, com as suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— No terceiro dia ofereçam onze bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, que não tenham defeito algum.
Também apresentem, nas quantidades requeridas, as ofertas de cereal e as ofertas de vinho que vão com os bezerros, carneiros e cordeiros.
Também apresentem um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente, com as suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— No quarto dia ofereçam dez bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, que não tenham defeito algum.
Também apresentem, nas quantidades requeridas, as ofertas de cereal e as ofertas de vinho que vão com os bezerros, carneiros e cordeiros.
Também apresentem um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente, com as suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— No quinto dia ofereçam nove bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, que não tenham defeito algum.
Também apresentem, nas quantidades requeridas, as ofertas de cereal e as ofertas de vinho que vão com os bezerros, carneiros e cordeiros.
Também apresentem um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente, com as suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— No sexto dia ofereçam oito bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, que não tenham defeito algum.
Também apresentem nas quantidades requeridas as ofertas de cereal e as ofertas de vinho que vão com os bezerros, carneiros e cordeiros.
Também apresentem um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente, com as suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— No sétimo dia ofereçam sete bezerros, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, que não tenham defeito algum.
Também apresentem, nas quantidades requeridas, as ofertas de cereal e as ofertas de vinho que vão com os bezerros, carneiros e cordeiros.
Também apresentem um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente, com as suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— No oitavo dia terão uma reunião muito importante e não se trabalhará.
Oferecerão como sacrifício que deve ser queimado completamente, oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR: um bezerro, um carneiro e sete cordeiros de um ano, que não tenham defeito algum.
Também apresentem, nas quantidades requeridas, as ofertas de cereal e as ofertas de vinho que vão com os bezerros, carneiros e cordeiros.
Também apresentem um bode como sacrifício pelo pecado, além do sacrifício regular que deve ser queimado completamente, com as suas correspondentes ofertas de cereal e de vinho.
— Nas suas festas apresentarão estas ofertas ao SENHOR, além das suas ofertas em cumprimento de uma promessa, ofertas voluntárias, sacrifícios que devem ser queimados completamente, ofertas de cereal, ofertas de vinho e ofertas para festejar.
Moisés comunicou tudo isso aos israelitas assim como o SENHOR ordenou a ele.
Moisés disse aos chefes de Israel: — O SENHOR ordenou
que quando um homem fizer uma promessa ao SENHOR, ou se comprometer a fazer alguma coisa sob juramento, não deverá quebrar sua palavra mas cumprir tudo o que disse.
— Pode acontecer que uma jovem que ainda viva na casa dos seus pais faça uma promessa ao SENHOR ou se comprometa a fazer alguma coisa.
Se o pai dela ficar sabendo da promessa e não falar nada a ela, então ela terá que cumprir a sua promessa,
mas se o pai dela ficar sabendo e nesse mesmo dia se opor à promessa ou ao que ela se comprometeu, ficará anulada toda promessa que ela tiver feito. O SENHOR a perdoará porque houve oposição do pai.
— Caso ela faça uma promessa ou se comprometa a alguma coisa precipitadamente e depois se casar,
se o marido ficar sabendo e não falar nada a ela, então terá que cumprir as suas promessas.
Também, se o marido ficar sabendo e nesse mesmo dia se opor à promessa ou ao que ela se comprometeu, estará anulando essas promessas, e o SENHOR a perdoará.
— Todas as promessas que uma mulher viúva ou divorciada fizer, terão que ser cumpridas por ela.
— Pode também acontecer que uma mulher casada faça uma promessa ou se comprometa a alguma coisa.
Se seu marido ficar sabendo e não falar nada a ela nem se opor a ela, então ela terá que cumprir todas as suas promessas.
Também, se o marido anular as promessas no dia que ele ficar sabendo delas, então ela não estará obrigada a cumprir essa promessa nem ao que se comprometeu, porque o marido anulou tudo isso, e o SENHOR a perdoará.
O marido pode permitir que ela mantenha todas as suas promessas ou pode anulá-las.
Se o marido não falar nada a ela no dia depois dele ter ficado sabendo da promessa, então, com o seu silêncio, ele estará validando todas as promessas ou compromissos que ela tiver feito.
No entanto, se o marido anular as promessas dela só alguns dias depois, então ele é responsável se ela não as cumprir.
Essas são as ordens que o SENHOR deu a Moisés no que se refere às relações de um homem com a sua esposa e de um pai com a filha que ainda viva em casa.
O SENHOR disse a Moisés:
— Antes que você morra e se reúna com os seus antepassados, quero que tome vingança de parte dos israelitas contra os midianitas.
Então Moisés disse ao povo: — Que alguns de vocês fiquem prontos para lutar contra Midiã porque podemos fazer cair sobre eles a vingança do SENHOR.
Que cada tribo de Israel envie 1.000 homens para a batalha.
Então das divisões militares de cada tribo escolheram 1.000 homens, ao todo 12.000 homens armados para o combate.
Moisés os enviou para a batalha, e com eles foi Fineias, filho do sacerdote Eleazar, levando os objetos sagrados e as trombetas para dar a eles a ordem de ataque.
Atacaram a Midiã assim como o SENHOR ordenou a Moisés, e mataram a todos os homens midianitas.
Mataram também os cinco reis midianitas: Evi, Requém, Zur, Jur e Reba, e também Balaão, filho de Beor.
Os israelitas fizeram prisioneiras às mulheres de Midiã e aos seus filhos, e levaram todos os seus animais, gado e riquezas.
Também incendiaram todas as suas cidades e acampamentos.
Depois reuniram todo o despojo, incluindo pessoas e animais,
e o levaram a Moisés, ao sacerdote Eleazar e à comunidade israelita, ao acampamento nas planícies de Moabe, junto ao rio Jordão, que fica em frente de Jericó.
Então Moisés, o sacerdote Eleazar e os chefes da comunidade foram recebê-los fora do acampamento.
Moisés estava muito irritado com os oficiais do exército, os comandantes de 1.000 homens e os comandantes de 100 homens que voltavam da batalha.
Moisés disse a eles: — Por que deixaram vivas todas as mulheres?
Elas foram exatamente as que seguiram o conselho de Balaão que fez com que os israelitas pecassem contra o SENHOR em Peor, e por isso caiu uma terrível praga sobre a comunidade do SENHOR.
Agora matem todos os meninos e todas as mulheres que não sejam virgens,
mas deixem viver todas as mulheres virgens e tomem-nas para vocês.
Todo aquele que tenha assassinado uma pessoa ou tenha tocado num cadáver fique fora do acampamento por sete dias. Vocês e os prisioneiros devem se purificar no terceiro e sétimo dia,
e devem purificar toda roupa e todo artigo de couro, pelo de cabra e madeira.
Depois, o sacerdote Eleazar disse aos soldados que foram para a batalha: — Esta é uma lei que o SENHOR deu a Moisés:
os objetos de ouro, prata, bronze, ferro, estanho e chumbo,
e tudo o que resista ao fogo, deverá passar pelo fogo para ser purificado, e depois deverão lavá-los com a água da purificação. Com relação aos objetos que não resistam ao fogo, estes deverão ser purificados com a água da purificação.
No sétimo dia, deverão lavar a sua roupa para ficar puros. Depois disso poderão entrar no acampamento.
O SENHOR disse a Moisés:
— Você, o sacerdote Eleazar e os chefes de família da comunidade, deverão fazer uma lista de tudo o que capturaram na batalha, tanto de seres humanos como de animais.
Divida em duas partes o que foi capturado na batalha, e entregue uma parte aos que foram ao combate e a outra, ao resto da comunidade.
Exija daqueles que foram ao combate uma parte do seu despojo para o SENHOR: daquilo que corresponde a eles, tanto de pessoas como dos burros, vacas e ovelhas, tome um de cada quinhentos.
Você tomará isso da parte que correspondeu a eles, aos que foram ao combate, e a entregará ao sacerdote Eleazar como contribuição para o SENHOR.
Agora bem, da parte que correspondeu ao resto dos israelitas, tanto das pessoas como dos burros, vacas e ovelhas, isto é, de todos os animais, você tomará um de cada cinquenta e entregará aos levitas, que estão encarregados do cuidado da Tenda Sagrada do SENHOR.
Moisés e o sacerdote Eleazar fizeram exatamente o que o SENHOR ordenou a Moisés.
Sem tomar em conta o que cada soldado recolheu pela sua parte, o despojo da batalha foi o seguinte: 675.000 ovelhas,
72.000 cabeças de gado,
61.000 jumentos,
e 32.000 pessoas, ou seja as mulheres virgens.
A metade que correspondeu aos soldados foi esta: 337.500 ovelhas,
das quais deram 675 como contribuição ao SENHOR;
36.000 cabeças de gado, das quais deram 72 como contribuição ao SENHOR;
30.500 jumentos, dos quais deram 61 como contribuição ao SENHOR;
16.000 pessoas, das quais deram 32 como contribuição ao SENHOR.
Moisés entregou a contribuição para o SENHOR ao sacerdote Eleazar, assim como o SENHOR ordenou a Moisés.
A metade que corresponde ao resto dos israelitas foi esta:
337.500 ovelhas,
36.000 cabeças de gado,
35.500 jumentos
e 16.000 pessoas.
Moisés pegou da metade que correspondeu ao resto dos israelitas, um de cada cinquenta, tanto de pessoas como de animais, e os deu aos levitas, que estavam encarregados do cuidado da Tenda Sagrada do SENHOR, assim como o SENHOR ordenou a Moisés.
Depois os chefes das divisões militares, os comandantes de 1.000 homens e os comandantes de 100 homens se apresentaram diante de Moisés
e disseram: — Nós, os seus servos, contamos os soldados que tínhamos sob a nossa ordem e nenhum dos israelitas morreu na batalha.
Portanto, trouxemos como oferta ao SENHOR os objetos de ouro que cada um de nós encontrou: pulseiras, braceletes, anéis, brincos e colares. São para dar como resgate pelas nossas vidas ao SENHOR.
Moisés e Eleazar, o sacerdote, receberam deles todos esses objetos de ouro, bem elaborados.
Todo o ouro que os comandantes de 1.000 homens e os comandantes de 100 homens ofereceram como contribuição ao SENHOR pesava 190 quilos,
pois cada um dos soldados tinha saqueado para si mesmo.
Então Moisés e o sacerdote Eleazar pegaram o ouro dos comandantes de 1.000 homens e dos comandantes de 100 homens, e o levaram à Tenda do Encontro para servir como lembrança ao SENHOR em favor dos israelitas.
Os descendentes de Rúben e Gade tinham muito gado e ao ver a terra de Jazer e a terra de Gileade, perceberam que era um bom lugar para a criação do gado.
Portanto foram e disseram a Moisés, a Eleazar, o sacerdote, e aos chefes da comunidade:
— A região ao redor de Atarote, Dibom, Jazer, Ninra, Hesbom, Eleale, Sebã, Nebo e Beom,
que o SENHOR conquistou para o povo de Israel, é uma terra boa para a pecuária e o que nós, os seus servos, temos é exatamente gado.
Se você tem uma boa opinião de nós, os seus servos, nos dê essa terra, e não nos faça atravessar o rio Jordão.
Moisés disse aos de Gade e Rúben: — Pois então os seus irmãos devem ir para a batalha enquanto vocês ficam aqui?
Por que tentam desanimar os israelitas para que não passem para a terra que o SENHOR deu a eles?
Isso foi a mesma coisa que fizeram os seus pais quando os mandei desde Cades-Barneia para explorar a terra.
Foram até o vale de Escol e exploraram a terra, mas eles desanimaram o povo de Israel para que não entrasse na terra que o SENHOR lhes deu.
Nesse dia o SENHOR irritou-se muito e jurou:
“Nenhum dos que vieram do Egito, de vinte anos de idade para cima, verá a terra que prometi a Abraão, Isaque e Jacó, pois eles não me seguiram fielmente;
a não ser Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Eles, sim, seguiram o SENHOR fielmente”.
O SENHOR irritou-se com Israel e fez com que eles vagassem pelo deserto durante quarenta anos, até morrer toda aquela geração que fez com que o SENHOR se irritasse.
Agora até vocês, pecadores, tomaram o lugar dos seus pais para aumentar ainda mais a ira do SENHOR contra Israel.
Se vocês estão em contra dele, então ele os deixará ainda mais tempo no deserto e vocês causarão a destruição de todo este povo.
Os de Rúben e Gade se aproximaram a Moisés e disseram: — Deixe-nos construir aqui currais para nosso gado e edificar cidades para as nossas famílias.
Depois tomaremos as armas para ir na frente dos israelitas até que os levemos ao seu lugar. Enquanto isso as nossas famílias morarão em cidades amuralhadas, a salvo das pessoas que habitam nesta terra.
Nós não voltaremos aos nossos lares até que todos os israelitas tomem possessão da sua herança.
Não pediremos que nos seja dado território junto com eles no outro lado do rio Jordão, nem mais além, porque já recebemos a nossa herança, ao leste do Jordão.
Moisés disse a eles: — Nesse caso, se estão dispostos a cumprir a sua palavra, tomem as armas para ir para a batalha sob as ordens do SENHOR.
Que todos os seus combatentes atravessem o Jordão, sob as ordens do SENHOR, até que ele expulse a todos os seus inimigos.
Quando vocês tomarem possessão da terra diante do SENHOR, então poderão voltar aos seus lares porque o seu serviço para com o SENHOR e Israel terá terminado. Este território será a sua propriedade com a aprovação do SENHOR.
Se vocês não cumprirem com tudo isso, então estarão pecando contra o SENHOR e tenham a plena certeza que serão castigados pelo seu pecado.
Construam, pois, cidades para as suas famílias e currais para o seu gado, mas cumpram com tudo o que disseram.
Os de Gade e Rúben disseram a Moisés: — Sim, senhor. Faremos assim como você manda.
Nossos filhos, mulheres, gado e todos nossos outros animais ficarão aqui, nas cidades de Gileade.
Nós, os seus servos, atravessaremos o Jordão, armados para a batalha, sob as ordens do SENHOR, assim como você disse.
Depois Moisés deu estas ordens ao sacerdote Eleazar, a Josué, filho de Num e aos chefes das tribos israelitas, a respeito dos de Gade e Rúben.
Moisés disse: — Se os de Gade e Rúben atravessarem o Jordão com vocês e irem para a batalha sob as ordens do SENHOR, e conquistarem esse território, então deverão dar a eles a terra de Gileade,
mas se os combatentes deles não atravessarem com vocês para a batalha, então deverão dar a eles um território dentre vocês na terra de Canaã.
Os de Rúben e Gade responderam: — Nós, os seus servos, faremos assim como o SENHOR ordenou.
Atravessaremos armados, sob as ordens do SENHOR, para a terra de Canaã, para a batalha, mas a nossa herança estará ao leste do Jordão.
Então Moisés entregou o reino de Seom, rei dos amorreus, e o reino do rei Ogue, de Basã, às tribos de Gade e Rúben; enquanto que à metade da tribo de Manassés, filho de José, deu a terra com as suas cidades e a região em volta delas.
Os homens de Gade reconstruíram as cidades de Dibom, Atarote, Aroer,
Atarote-Sofã, Jazar, Jogbeá,
Bete-Ninra e Bete-Harã. As fortificaram e construíram também currais para o seu gado.
Os de Rúben construíram as cidades de Hesbom, Eleale, Quiriataim,
Nebo, Baal-Meom (mudando alguns nomes) e Sibma. Eles colocaram nomes novos às cidades que reconstruíram.
Os descendentes de Maquir, filho de Manassés, foram a Gileade, a conquistaram e expulsaram a todos os amorreus que moravam ali.
Moisés deu Gileade aos de Maquir, filho de Manassés, e eles moraram ali.
Jair, filho de Manassés, conquistou os povoados dos amorreus e os chamou “povoados de Jair”.
Noba conquistou Quenate e os povos próximos, e deu seu nome a essa região, Noba.
Estas foram as jornadas da viagem que fizeram os israelitas quando saíram por tropas do Egito sob o comando de Moisés e Arão.
Moisés registrou os nomes dos lugares de onde saíam, etapa por etapa, de acordo com a ordem do SENHOR, e estes foram os lugares de cada etapa:
Deixaram Ramessés no dia quinze do primeiro mês, no dia depois da Páscoa. Os israelitas saíram vitoriosamente, à vista de todos os egípcios,
enquanto os egípcios sepultavam a todos os seus filhos mais velhos, pois o SENHOR os matou. O SENHOR mostrava que também tinha julgado os egípcios.
Os israelitas marcharam de Ramessés e acamparam em Sucote.
Deixaram Sucote e acamparam em Etã, na margem do deserto.
Deixaram Etã e foram para Pi-Hairote, ao leste de Baal-Zefom, e acamparam perto de Migdol.
Deixaram Pi-Hairote e marcharam através do mar em direção do deserto. Marcharam durante três dias pelo deserto de Etã e acamparam em Mara.
Deixaram Mara e foram a Elim. Em Elim tinha doze nascentes e setenta palmeiras, portanto acamparam ali.
Deixaram Elim e acamparam perto do mar Vermelho.
Deixaram o mar Vermelho e acamparam no deserto de Sim.
Deixaram o deserto de Sim e acamparam em Dofca.
Deixaram Dofca e acamparam em Alus.
Deixaram Alus e acamparam em Refidim. Ali não tinha água para que as pessoas bebessem.
Deixaram Refidim e acamparam no deserto do Sinai.
Deixaram o deserto do Sinai e acamparam em Quibrote-Hataavá.
Deixaram Quibrote-Hataavá e acamparam em Hazerote.
Deixaram Hazerote e acamparam em Ritmá.
Deixaram Ritmá e acamparam em Rimom-Perez.
Deixaram Rimom-Perez e acamparam em Libna.
Deixaram Libna e acamparam em Rissa.
Deixaram Rissa e acamparam em Queelata.
Deixaram Queelata e acamparam no monte Séfer.
Deixaram o monte Séfer e acamparam em Harada.
Deixaram Harada e acamparam em Maquelote.
Deixaram Maquelote e acamparam em Taate.
Deixaram Taate e acamparam em Terá.
Deixaram Terá e acamparam em Mitca.
Deixaram Mitca e acamparam em Hasmona.
Deixaram Hasmona e acamparam em Moserote.
Deixaram Moserote e acamparam em Bene-Jaacã.
Deixaram Bene-Jaacã e acamparam em Hor-Gidgade.
Deixaram Hor-Gidgade e acamparam em Jotbatá.
Deixaram Jotbatá e acamparam em Abrona.
Deixaram Abrona e acamparam em Eziom-Geber.
Deixaram Eziom-Geber e acamparam em Cades, no deserto de Zim.
Deixaram Cades e acamparam em Hor, a montanha que fica nos limites de Edom.
O sacerdote Arão subiu ao monte Hor de acordo com a ordem do SENHOR e ali morreu no primeiro dia do quinto mês, quarenta anos depois que os israelitas saíram do Egito.
Arão tinha cento e vinte e três anos de idade quando morreu no monte Hor.
O rei cananeu de Arade, que morava no sul de Canaã, ouviu dizer que vinham os israelitas,
que deixaram o monte Hor e acamparam em Zalmona.
Deixaram Zalmona e acamparam em Punom.
Deixaram Punom e acamparam em Obote.
Deixaram Obote e acamparam em Ijé-Abarim, na fronteira de Moabe.
Deixaram Ijé-Abarim e acamparam em Dibom-Gade.
Deixaram Dibom-Gade e acamparam em Almon-Diblataim.
Deixaram Almon-Diblataim e acamparam nas montanhas de Abarim, perto de Nebo.
Deixaram as montanhas de Abarim e acamparam nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, perto de Jericó.
O acampamento se estendia ao comprimento do rio Jordão, nas planícies de Moabe, desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim.
O SENHOR falou a Moisés nesse lugar e disse:
— Diga aos israelitas que quando atravessarem o rio Jordão para a terra de Canaã,
deverão expulsar todos os seus habitantes, destruir todas as suas estátuas, os seus ídolos de metal e todos os seus lugares de culto.
Depois vocês tomarão possessão do território e habitarão ali porque eu dei essa terra para que vocês a possuam.
Repartirão a terra entre vocês por sorteio, de acordo com os seus clãs. Vai ser dada mais terra aos clãs grandes e menos aos pequenos. O território de cada clã será o que corresponda de acordo com o sorteio. A divisão será feita conforme os clãs dos seus antepassados.
— Deverão expulsar todos os habitantes dessa terra. Se não fizerem isso, os que fiquem atormentarão vocês como farpas nos olhos ou como espinhos no corpo; causarão dificuldades a vocês na terra onde irão morar.
Se não os expulsarem dali, eu farei com vocês o que tinha planejado fazer com eles.
O SENHOR disse a Moisés:
— Ordene aos israelitas que, quando entrarem na terra de Canaã, esta terra será de vocês como herança e estes serão os seus limites:
a fronteira sul limitará com o deserto de Zim ao longo do limite de Edom. A fronteira do extremo sul começará no leste desde o fim do mar Morto,
continuará depois para atravessar a subida de Acrabim, continuará por meio do deserto de Zim e o seu limite no sul será Cades-Barneia. Depois continuará até Hazar-Adar e depois passará por meio de Azmom.
Desde Azmom, a fronteira virará em direção do ribeiro do Egito e terminará no mar Mediterrâneo.
A fronteira oeste limitará com as costas do mar Mediterrâneo.
A fronteira norte será esta: do mar Mediterrâneo tracem uma linha até o monte Hor,
e do monte Hor tracem uma linha até Lebo-Hamate. Depois a linha limite chegará até Zedade,
para continuar até Zifrom, e acabar em Hazar-Enã. Essa será a fronteira norte.
No que diz respeito da fronteira leste, tracem uma linha desde Hazar-Enã até Sefã,
de Sefã descerá até Ribla ao leste de Aim, de onde descenderá até se cruzar com as montanhas ao leste do lago da Galileia.
A fronteira continuará até o rio Jordão e terminará no mar Salgado. Esse será seu país e as suas fronteiras em volta.
Moisés deu esta ordem aos israelitas: — Esta é a terra que herdarão e dividirão por sorteio entre vocês. O SENHOR tem mandado que esta terra seja entregue às nove tribos e meia.
As tribos de Rúben, Gade e a metade da tribo de Manassés já receberam sua parte de acordo com as suas famílias.
As duas tribos e meia já receberam sua parte ao leste, perto do rio Jordão, desde Jericó, ao lado do leste.
Depois o SENHOR disse a Moisés:
— Estes são os nomes dos homens que repartirão a terra entre vocês: o sacerdote Eleazar e Josué, filho de Num,
mas que um chefe de cada tribo ajude também na divisão da terra.
Estes eram os nomes dos chefes das tribos: Calebe, filho de Jefoné, da tribo de Judá;
Samuel, filho de Amiúde, da tribo de Simeão;
Elidade, filho de Quislom, da tribo de Benjamim;
o chefe Buqui, filho de Jogli, da tribo de Dã;
dos descendentes de José: o chefe Haniel, filho de Éfode, da tribo de Manassés;
o chefe Quemuel, filho de Siftã, da tribo de Efraim;
o chefe Elisafã, filho de Parnaque, da tribo de Zebulom;
o chefe Paltiel, filho de Azã, da tribo de Issacar;
o chefe Aiúde, filho de Selomi, da tribo de Aser;
o chefe Pedael, filho de Amiúde, da tribo de Naftali.
O SENHOR ordenou a estes homens que distribuíssem a terra de Canaã entre os israelitas.
O SENHOR falou a Moisés nas planícies de Moabe, junto ao Jordão, em frente da cidade de Jericó:
— Ordene aos israelitas que do território que receberem deverão dar aos levitas cidades onde possam viver, e também os campos de pastagens ao redor dessas cidades.
Nessas cidades habitarão os levitas e os campos de pastagens serão para seu gado e todos os seus animais.
Os campos de pastagens dessas cidades que devem dar aos levitas se estenderão ao redor da cidade, 450 metros para fora da muralha.
Meçam a partir dos limites da cidade 900 metros em direção ao leste, 900 metros em direção ao sul, 900 metros em direção ao oeste e 900 metros em direção ao norte, com a cidade no centro. Essas serão as terras de pastagens para as suas cidades.
— Das cidades que vocês deem aos levitas, seis irão servir de refúgio para quem, sem querer, matar a uma pessoa. Além destas serão dadas outras quarenta e duas cidades,
ou seja, ao todo serão dadas aos levitas quarenta e oito cidades com os seus campos de pastagens.
A maioria das cidades serão cedidas pelas tribos grandes; as tribos pequenas cederão poucas cidades. Cada tribo dará algumas das suas cidades aos levitas, de acordo com a quantidade de território que receberam.
O SENHOR disse a Moisés:
— Diga aos israelitas que quando atravessarem o rio Jordão para chegar a Canaã,
deverão escolher cidades de refúgio para onde possa fugir quem matar uma pessoa sem querer.
Nessas cidades se refugiarão para se proteger do parente do morto que tenha o dever de castigar o assassino. Assim não será morto o assassino sem que se faça primeiro um julgamento diante da comunidade.
Das cidades entregues, seis serão cidades de refúgio.
Três dessas cidades deverão estar ao leste do rio Jordão e as outras três, na terra de Canaã.
Essas seis cidades serão para refúgio dos israelitas e dos imigrantes que vivem entre vocês. Todo aquele que sem querer matar uma pessoa, deverá ir para lá.
— Se alguém bater em outra pessoa com um objeto de ferro e quem receber o golpe morrer, isso é um assassinato, e o assassino deverá ser condenado à morte.
Se alguém bater em outra pessoa com uma pedra que possa causar a morte e quem receber o golpe morrer, se trata de um assassinato, e o assassino deverá ser condenado à morte.
Se alguém bater em outra pessoa com um objeto de madeira que possa causar a morte e quem receber o golpe morrer, se trata de um assassinato, e o assassino deverá ser condenado à morte.
Um parente do morto deverá matar o assassino quando o encontrar.
— Mas pode acontecer de alguém empurrar outra pessoa num ato de ódio, ou lançar a ele alguma coisa de propósito para que morra,
ou bater nele com as suas mãos num ato de ódio com intenção de matá-lo. Se a pessoa morrer, o responsável deverá morrer porque é um assassino. Um parente do morto deverá matar o assassino quando o encontrar.
— Mas também pode acontecer que o responsável o fez sem saber e sem ódio, ou o empurrou ou lançou contra ele um objeto sem má intenção,
ou sem prestar atenção deixou cair uma pedra que poderia causar a morte. Se a pessoa morrer e o responsável não era seu inimigo, nem tinha a intenção de fazer mal,
então, àquele que causou a morte, a comunidade o protegerá da vingança do parente do morto.
Será enviado de volta à cidade de refúgio para onde ele escapou e viverá ali até que morra o sumo sacerdote, que foi ungido com o azeite de consagrar.
— Se o assassino deixar os limites da cidade de refúgio
e o parente do morto o encontrar fora desses limites, então poderá matar o assassino e não será culpado de assassinato.
O assassino terá que permanecer na cidade de refúgio até a morte do sumo sacerdote, depois da qual poderá voltar a sua terra.
Esse será o procedimento legal que vocês continuarão de agora em diante, de geração em geração, onde quer que vivam.
— Um assassino só poderá ser condenado à morte com base no testemunho de várias testemunhas. Ninguém poderá ser morto pelo testemunho de uma só testemunha.
— Vocês não devem aceitar nenhum pagamento em troca da vida de um assassino que seja condenado à morte. Deverá ser morto.
— Quando alguém fugir para uma cidade de refúgio, terá que viver ali até a morte do sumo sacerdote. Não se aceitará nenhum pagamento para que possa voltar a sua terra antes da morte do sumo sacerdote.
— Não corrompam com assassinatos a terra onde moram porque o assassinato contamina o território em que habitam. O único pagamento por um assassinato é a morte do assassino.
Não contaminarão o território no qual moram porque é a terra onde moro. Eu, o SENHOR, habito entre os israelitas.
Os chefes de família do clã de Gileade, filho de Maquir, neto de Manassés, um dos clãs dos descendentes de José, apresentaram-se diante de Moisés e dos chefes de clã de todos os israelitas,
e disseram: — Quando o SENHOR mandou você dar por sorteio a terra aos israelitas como herança, o SENHOR também ordenou que a parte da terra que correspondia a nosso irmão Zelofeade fosse dada às suas filhas.
Mas quando elas se casarem com pessoas de outras tribos israelitas, sua herança será separada da herança dos nossos antepassados e passará a ser possessão da tribo na qual se casem. Assim perderemos a terra que recebemos por sorteio.
Quando o ano de Jubileu chegar para os israelitas, sua herança será acrescentada à herança da tribo na que se casem e essa herança será separada da herança da tribo dos nossos antepassados.
Então Moisés deu esta ordem aos israelitas de acordo com a ordem do SENHOR: — O que a tribo dos descendentes de José diz é justo.
Isto é o que o SENHOR ordena a respeito das filhas de Zelofeade: elas poderão se casar com qualquer homem, sempre e quando seja alguém da mesma tribo do pai delas.
Nenhuma parte da herança dos israelitas deverá ser transferida de uma tribo à outra; cada uma das tribos dos israelitas conservará sua própria herança.
Toda mulher israelita que herde alguma terra deverá se casar com alguém da mesma tribo do pai dela. Assim os israelitas poderão receber em herança a terra dos seus antepassados.
Nenhuma parte da herança dos israelitas deverá ser transferida de uma tribo à outra, mas cada uma das tribos dos israelitas manterá a sua própria herança.
As filhas de Zelofeade fizeram o que o SENHOR mandou a Moisés.
Maalá, Tirza, Hogla, Milca e Noa, as filhas de Zelofeade, se casaram com os filhos dos seus tios.
Elas se casaram dentro dos clãs dos descendentes de Manassés, filho de José. Dessa forma sua herança permaneceu na tribo do pai delas.
Essas foram as ordens e mandamentos que o SENHOR deu aos israelitas por meio de Moisés nas planícies de Moabe, perto do rio Jordão, em frente da cidade de Jericó.
Estas são as palavras que Moisés anunciou a todo o povo de Israel. O povo estava no deserto, no outro lado do rio Jordão, na região de Arabá, perto de Sufe, entre o deserto de Parã e as cidades de Tofel, Labã, Hazerote e Di-Zaabe.
A viagem de Horebe até Cades-Barneia, passando por Seir, demora onze dias.
Mas o povo ainda estava no deserto após quarenta anos, onze meses e um dia. Foi nesse dia que Moisés anunciou ao povo todas as ordens que o SENHOR tinha lhe dado.
Moisés já tinha derrotado Seom, o rei dos amorreus, que vivia em Hesbom, e o rei Ogue, de Basã, que vivia em Astarote, em Edrei.
O povo de Israel estava em Moabe, ao leste do rio Jordão, quando Moisés decidiu que o tempo tinha chegado para ele explicar estes mandamentos ao povo.
Moisés disse: — Quando estávamos acampando na parte baixa do monte Horebe, o SENHOR, nosso Deus, nos disse: “Vocês já passaram muito tempo neste monte.
Levantem o acampamento e caminhem na direção das montanhas onde vivem os amorreus e das regiões vizinhas no Arabá, da região montanhosa, das planícies de Judá, do sul de Canaã, e da costa do mar. Vão para a terra dos cananeus e para a região do Líbano, até o grande rio, o rio Eufrates.
Vejam, eu dou todo esse território a vocês. Entrem ali, essa é a herança que eu, o SENHOR, prometi dar aos seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó, e aos seus descendentes”.
— Naquela ocasião eu disse: “Eu, sozinho, não posso cuidar de vocês todos.
O SENHOR, o Deus de vocês, aumentou o seu número de tal maneira que hoje são tão numerosos como as estrelas do céu.
Que o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, aumente o seu número mil vezes mais e que abençoe vocês como prometeu.
Mas não é possível que eu, sozinho, possa carregar todo o peso das suas dificuldades e disputas.
Portanto, escolham dentre todas as tribos alguns homens para que eu os nomeie chefes do povo. Eles devem ser homens sábios, inteligentes e experientes”.
— E vocês disseram: “Gostamos da sua proposta”.
Então escolhi, dentre todos os chefes das tribos, homens sábios e com experiência e os fiz chefes do povo. Fiz deles chefes dos grupos de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Eles são os responsáveis pelas tribos.
— Nessa mesma ocasião eu disse a esses juízes: “Ouçam as disputas entre os seus irmãos. Sejam sempre justos, não importando se a disputa é entre dois israelitas ou entre um israelita e um imigrante. Cada caso deve ser julgado com justiça.
Não façam distinções entre as pessoas. Tratem os humildes e os poderosos da mesma maneira. Não tenham medo de ninguém, porque a sua sentença vem de Deus. Se houver um caso que não possam resolver, apresentem-no a mim e eu o ouvirei”.
Naquela ocasião, eu dei a vocês todas as instruções sobre o que deveriam fazer.
— Depois, conforme o SENHOR, nosso Deus, nos tinha ordenado, partimos do monte Horebe na direção das montanhas dos amorreus. Vocês viram como atravessamos aquele grande e terrível deserto até chegarmos a Cades-Barneia.
Então eu disse: “Vocês chegaram às montanhas dos amorreus, o país que o SENHOR, nosso Deus, irá nos dar.
Vejam, o SENHOR, seu Deus, colocou esta terra à sua disposição. Vão e conquistem-na, assim como o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, ordenou. Não tenham medo nem desanimem!”
— Então todos vocês se aproximaram de mim e disseram: “Deixe-nos enviar alguns homens à nossa frente para que espiem a terra e nos indiquem o caminho que devemos seguir e as cidades que devemos conquistar”.
Me pareceu certo o que vocês disseram e escolhi doze homens, um homem de cada tribo.
Eles subiram a região montanhosa e exploraram o vale de Escol.
Eles nos trouxeram alguns dos frutos daquela terra e disseram: “A terra que o SENHOR, nosso Deus, nos dá é boa”.
— Mas mesmo assim vocês não quiseram ir e revoltaram-se contra a ordem do SENHOR, seu Deus.
Começaram a murmurar nas suas tendas, dizendo: “O SENHOR nos odeia. Ele nos tirou do Egito para sermos mortos pelos amorreus.
Como poderemos atacar? Os nossos irmãos nos desanimaram quando disseram que aqueles homens são mais fortes e mais altos do que nós. As cidades são enormes e as suas muralhas, muito altas. E também disseram que viram lá os descendentes do gigante Anaque”.
— Então eu disse: “Não se assustem nem tenham medo deles.
O SENHOR, seu Deus, irá diante de vocês. Ele lutará por vocês. Fará como fez no Egito.
Vocês também viram como o SENHOR, seu Deus, levou vocês pelo deserto, ele os levou no colo, como um homem leva o seu filho. Ele carregou vocês durante todo o caminho até chegarem a este lugar”.
— Mas vocês não confiaram no SENHOR, seu Deus.
No entanto, era ele quem ia sempre diante de vocês, quem procurava um lugar para descansarem. De noite ele ia diante de vocês na coluna de fogo e de dia, na nuvem.
— O SENHOR ouviu o que vocês estavam dizendo e ficou irritado. Então prometeu:
“Ninguém desta má geração irá ver a boa terra que prometi dar aos seus antepassados,
exceto Calebe, filho de Jefuné. A ele e aos seus descendentes darei a terra por onde ele andou, porque ele permaneceu fiel ao SENHOR”.
— Foi por causa de vocês que o SENHOR também se irritou comigo e me disse: “Também não entrará na terra.
Será o seu ajudante, Josué, filho de Num, quem entrará nela. Anime-o, pois será ele quem levará o povo de Israel para tomar posse da terra.
Também as suas crianças, que vocês diziam que iriam ser mortas, os seus filhos que ainda não conhecem a diferença entre o bem e o mal, eles entrarão na terra. A eles darei essa terra e eles a possuirão.
Mas vocês devem voltar para o deserto e caminhar na direção do mar Vermelho”.
— Então vocês disseram: “Pecamos contra o SENHOR. Mas agora atacaremos, faremos o que o SENHOR, nosso Deus, nos mandou”. E vocês se prepararam para a batalha, pensaram que seria fácil atacar a região montanhosa.
Mas o SENHOR me disse para avisá-los: “Não ataquem, porque eu não irei com vocês. Se atacarem, serão derrotados pelos seus inimigos”.
— Eu avisei vocês, mas não quiseram me ouvir. Revoltaram-se contra o aviso do SENHOR e, cheios de orgulho, atacaram a região montanhosa.
Os amorreus que viviam lá saíram ao seu encontro e perseguiram vocês como um enxame de abelhas, desde Seir até Hormá.
Vocês voltaram e choraram diante do SENHOR, mas o SENHOR não lhes prestou nenhuma atenção.
E vocês tiveram que ficar em Cades durante muito tempo.
— Depois voltamos de novo para o deserto, na direção do mar Vermelho, tal como o SENHOR tinha me ordenado. E durante muito tempo ficamos andando em volta das montanhas de Seir.
E o SENHOR me disse:
“Vocês já estão há muito tempo caminhando em volta destas montanhas. Agora caminhem para o norte.
E fale para o povo que irão passar pelo território dos seus irmãos, os descendentes de Esaú, que vivem em Seir. Eles terão muito medo de vocês, mas não os provoquem.
Não os provoquem porque eu não darei nem um só palmo da terra deles a vocês. Eu dei a Esaú a região montanhosa de Seir como herança.
Paguem-lhes pela comida que ali comerem e pela água que beberem.
Lembrem-se que nunca faltou nada a vocês porque o SENHOR, o seu Deus, tem abençoado tudo o que vocês têm feito. Deus os cuidou enquanto passavam por este grande deserto. Durante estes quarenta anos o SENHOR, seu Deus, tem estado com vocês e nada têm lhes faltado”.
— Então nos afastamos da terra dos nossos parentes, os descendentes de Esaú, que viviam em Seir. Deixamos o caminho que vai do mar Morto até às cidades de Elate e Eziom-Geber e fomos em direção ao deserto de Moabe.
— E o SENHOR me disse: “Não provoquem aos moabitas, que são descendentes de Ló. Não façam guerra contra eles porque não darei nada do que é deles a vocês. A região de Ar pertence aos descendentes de Ló, é a sua herança”.
(Os emitas tinham vivido antes na região de Ar. Eles eram um povo tão forte e numeroso como os anaquitas, os descendentes do gigante Anaque.
Pensava-se que eles e os anaquitas eram refains, mas os moabitas os chamavam emitas.
Também os horeus tinham vivido anteriormente em Seir, mas tinham sido expulsos pelos descendentes de Esaú que depois ocuparam as suas terras. Israel fez o mesmo com a terra que o SENHOR lhe deu.)
— E Deus disse: “Agora, ponham-se a caminho e atravessem o vale de Zerede”. E assim fizemos.
Tinham passado trinta e oito anos desde que saímos de Cades-Barneia até chegarmos ao vale de Zerede. Durante esse tempo, tal como o SENHOR tinha prometido, morreu toda aquela geração de guerreiros que não tinha confiado em Deus em Cades-Barneia.
O próprio SENHOR os foi eliminando até que todos desapareceram do acampamento.
— Depois de todos os guerreiros terem sido eliminados,
o SENHOR me disse:
“Hoje mesmo você atravessará a fronteira em Ar, na fronteira com Moabe.
Chegará perto do território dos amonitas, não os provoque nem faça guerra contra eles. Pois eu não lhe darei nenhuma parte do território deles. Esse território é a herança que eu dei aos descendentes de Ló”.
(Esse território tinha antes pertencido aos refains, a quem os amonitas chamavam zamezumeus.
Eram tão fortes e numerosos como os anaquitas, mas o SENHOR os destruiu e os amonitas os expulsaram dali e ocuparam o seu lugar.
O SENHOR também ajudou os descendentes de Esaú, que vivem em Seir. Eles destruíram os horeus e ocuparam a terra deles e ainda hoje estão vivendo lá.
O mesmo aconteceu com os aveus, que viviam perto de Gaza. Chegaram os filisteus, que vinham de Creta e destruíram-nos, depois ocuparam a terra deles.)
— Depois o SENHOR me disse: “Fique pronto para atravessar o ribeiro de Arnom. O amorreu Seom, rei de Hesbom, é seu. Declare guerra contra ele e ocupe o seu território.
A partir de este dia farei com que todos os povos tenham medo de vocês. Ficarão cheios de terror e tremendo quando ouvirem falar da sua fama”.
— Enquanto estávamos no deserto de Quedemote, enviei mensageiros a Seom, rei de Hesbom, com a seguinte proposta de paz:
“Deixe-nos passar pela sua terra. Passaremos sem nos afastarmos do caminho, nem para a direita nem para a esquerda.
Pagaremos por toda a comida que nos vender e pela água que bebermos. Só pedimos que nos deixe passar,
assim como fizeram os descendentes de Esaú, que vivem em Seir, e os moabitas, que habitam em Ar. Queremos atravessar o rio Jordão e chegar à terra que o SENHOR, nosso Deus, irá nos dar”.
Mas Seom, rei de Hesbom, não permitiu que passássemos pela terra dele, porque o SENHOR, seu Deus, lhe endureceu o espírito e o coração, para obrigá-lo a se submeter a vocês, como acontece ainda hoje.
— E o SENHOR me disse: “Olhe, a partir de agora, Seom e a sua terra são seus. Entre e tome posse da terra dele”.
Então Seom, com todo o seu exército, foi batalhar contra nós em Jaza.
Mas o SENHOR, nosso Deus, o entregou nas nossas mãos. E nós vencemos a ele, aos seus filhos e a todo o seu exército.
Naquela ocasião capturamos todas as cidades e condenamos à destruição total todas as pessoas: homens, mulheres e crianças. Ninguém escapou com vida.
Só ficamos com os animais e com as coisas de grande valor que havia nessas cidades.
Desde Aroer, junto ao ribeiro de Arnom, e a cidade que fica no mesmo vale, até à região de Gileade, nenhuma cidade nos resistiu. O SENHOR, nosso Deus, nos entregou todas elas.
Só não nos aproximamos da terra dos amonitas, do vale do rio Jaboque, das cidades da região montanhosa e de qualquer outro lugar que o SENHOR, nosso Deus, tinha nos proibido de atacar.
— Depois nós fomos em direção a Basã, mas então o rei Ogue, de Basã, saiu com todo seu exército para nos enfrentar em Edrei.
O SENHOR me disse: “Não tenha medo deles porque eu entregarei o rei, o seu povo e a sua terra nas suas mãos. Vocês farão com ele, o mesmo que fizeram com Seom, rei dos amorreus, que reinava em Hesbom”.
— E o SENHOR, nosso Deus, também entregou Ogue, rei de Basã, nas nossas mãos, com todo o seu exército. Nós os derrotamos e nenhum deles escapou.
Naquela ocasião também conquistamos todas as suas cidades e todas as suas povoações. Ao todo conquistamos sessenta cidades da região de Argobe, que pertencia ao reino de Ogue, em Basã.
Todas essas cidades eram fortificadas com altas muralhas e tinham portões trancados com barras de ferro. Além delas também conquistamos muitas povoações sem muralhas.
Condenamos tudo à destruição, assim como tínhamos feito com Seom, rei de Hesbom: em cada cidade destruímos todos os homens, as mulheres e as crianças.
Mas os animais e os despojos das cidades ficaram para nós.
— Também foi naquele tempo que conquistamos a terra dos dois reis amorreus que viviam ao leste do rio Jordão. Essa terra vai desde o ribeiro de Arnom até o monte Hermom.
(Os fenícios de Sidom chamavam de Siriom ao monte Hermom, e os amorreus o chamavam Senir.)
Conquistamos todas as cidades do planalto, e toda a região de Gileade e de Basã, até Salcá e Edrei. Estas eram as cidades do reino de Ogue.
Ogue, o rei de Basã, era um dos poucos refains que ainda restavam. O seu sepulcro era feito de ferro e tinha quatro metros e meio de comprimento por dois de largura. Ele ainda pode ser visto em Rabá, capital dos amonitas.
— Naquele tempo conquistamos o território que vai desde Aroer, junto ao ribeiro de Arnom, até metade da região montanhosa de Gileade, e todas as suas cidades. Dei às tribos de Rúben e de Gade todo esse território.
A outra parte de Gileade e toda a região de Basão, que tinha pertencido ao reino de Ogue, dei à metade da tribo de Manassés. (Toda a região de Argobe, em Basã, era chamada a terra dos refains.
Jair, da tribo de Manassés, conquistou toda a região de Argobe até à fronteira de Gesur e de Maaca e lhe deu o nome de Havote-Jair. Ainda hoje tem esse nome.)
— Dei a região de Gileade à família de Maquir.
Às tribos de Rúben e de Gade dei ainda parte de Gileade até ao ribeiro de Arnom, tendo o centro do ribeiro como limite, e até ao rio Jaboque, que faz fronteira com os descendentes de Amom.
Dei-lhes também a região da Arabá, tendo o rio Jordão como fronteira ao oeste. Dei-lhes desde o lago Quinerete, no norte, até o mar Morto, que é o mar Salgado, no sul. E até abaixo das encostas do monte Pisga, no leste.
— Naquele tempo eu dei esta ordem: “O SENHOR, seu Deus, já deu toda esta terra para vocês viverem nela. Mas todos os seus guerreiros devem atravessar o Jordão na frente dos outros israelitas.
As suas mulheres, os seus filhos e o seu gado (pois sei que vocês têm muito gado), podem ficar nas cidades que dei a vocês.
Só depois dos seus irmãos terem conquistado a terra que o SENHOR lhes deu, e descansado, é que os seus guerreiros regressarão ao território que lhes dei”.
— Naquele tempo também dei estas ordens a Josué: “Você viu com os seus próprios olhos tudo o que o SENHOR, seu Deus, fez àqueles dois reis. O SENHOR fará o mesmo a todos os reinos por onde vocês passarem.
Não tenham medo deles, porque o SENHOR, seu Deus, lutará por vocês”.
— Naquele tempo eu pedi ao SENHOR que tivesse compaixão de mim. Eu disse:
“Senhor DEUS, eu sei que é grande e poderoso. E eu, o seu servo, só conheço uma pequena parte da sua grandeza. Não há outro Deus, nem no céu nem na terra, que faça as obras e as maravilhas que faz.
Peço ao Senhor que me deixe atravessar o rio Jordão para ver a boa terra do outro lado, as suas belas montanhas e a região do Líbano”.
— Mas o SENHOR estava muito irritado comigo por causa de vocês, e não escutou o meu pedido. O SENHOR me disse: “Chega! Não me fale mais sobre esse assunto.
Suba ao alto do monte Pisga e olhe para o oeste, para o norte, para o sul e para o leste. Pode ver a terra com os seus próprios olhos, mas não atravessará o rio Jordão.
Dê instruções a Josué e ajude-o a ser forte e valente. Pois será ele quem irá levar este povo a atravessar o Jordão e será ele quem repartirá entre as tribos as terras que darei por herança”.
— Então acampamos no vale, perto de Bete-Peor.
— E agora, povo de Israel, ouçam os decretos e as leis que estou ensinando a vocês. Façam o que eu mando para que assim vocês continuem vivendo. Então poderão possuir a terra que o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, lhes dá.
Não acrescentem nenhuma palavra aos mandamentos que eu lhes dou nem tirem nenhuma palavra. Mas obedeçam aos mandamentos do SENHOR, seu Deus, que eu lhes dou.
— Vocês viram o que o SENHOR fez ao povo em Baal-Peor. O SENHOR, seu Deus, destruiu todos aqueles que seguiram o falso deus Baal de Peor.
Mas vocês, que permaneceram fiéis ao SENHOR, seu Deus, ainda hoje estão vivos.
— Vejam! Tenho lhes ensinado os decretos e as leis, como o SENHOR, meu Deus, me mandou fazer. Todos eles são para vocês cumprirem na terra que vão ocupar.
Obedeçam sempre a estas leis, assim os outros povos conhecerão a sua sabedoria e entendimento. Quando ouvirem falar das suas leis, eles dirão: “As pessoas desta grande nação são sábias e inteligentes!”
— O nosso Deus está perto de nós quando lhe pedimos ajuda. Não há outra nação que tenha um Deus como o nosso.
E não há outra nação que tenha leis e decretos tão bons como os que hoje lhes apresento.
Mas tenham cuidado, muito cuidado para que nunca se esqueçam daquilo que vocês viram com os seus próprios olhos. Contem tudo o que viram aos seus filhos e netos.
Lembrem-se do dia em que se apresentaram diante do SENHOR, seu Deus, no monte Horebe. O SENHOR tinha me dito: “Reúna todo o povo para que ouçam as minhas palavras e aprendam a me respeitar todos os dias das suas vidas aqui na terra. E para que também ensinem os seus filhos a me respeitar”.
Vocês se aproximaram e ficaram junto ao monte. O monte estava ardendo e as chamas chegavam até o céu. No entanto, havia uma grande escuridão, uma nuvem escura e densa.
E o SENHOR falou com vocês do meio do fogo. Vocês ouviram as suas palavras, mas não viram a sua forma, só ouviram a sua voz.
E ele anunciou a aliança que vocês devem obedecer: os dez mandamentos. E os escreveu em duas placas de pedra.
O SENHOR me ordenou que lhes ensinasse as leis e os mandamentos que vocês deverão cumprir ao atravessarem a terra que vão possuir.
— No dia em que o SENHOR lhes falou no monte Horebe, do meio do fogo, vocês não viram a forma de ninguém. Portanto, tenham muito cuidado
para não pecarem. Não se corrompam fazendo um ídolo na forma de qualquer imagem para vocês adorarem. Não façam nenhuma imagem nem estátua, seja de homem ou de mulher,
seja de animal da terra ou de ave do céu,
seja de animal rastejante ou de peixe do mar.
Tenham também muito cuidado para que, quando olharem para o céu e virem o sol, a lua, as estrelas e os outros astros, não se sintam tentados a adorá-los e servi-los. O SENHOR, seu Deus, permite que todos os povos da terra adorem essas coisas.
Mas o SENHOR agarrou vocês e os tirou do Egito, daquela fornalha de ferro, para serem o povo que lhe pertence. E é isso que vocês hoje são.
— O SENHOR se irritou comigo por causa de vocês e jurou que eu não atravessaria o rio Jordão nem entraria na boa terra que o SENHOR, seu Deus, vai lhes dar por herança.
Eu vou morrer aqui nesta terra e não atravessarei o rio Jordão. Mas vocês passarão para o outro lado e ocuparão aquela boa terra.
Tenham cuidado para não se esquecerem da aliança que o SENHOR, seu Deus, fez com vocês. Não se esqueçam do que o SENHOR, seu Deus, ordenou: que não fizessem nem adorassem qualquer imagem, com qualquer aparência.
Pois o SENHOR, seu Deus, é como um fogo que queima tudo, um Deus zeloso.
— Portanto, não provoquem o SENHOR. Depois de terem filhos e netos e viverem muito tempo na sua terra, se vocês se corromperem fazendo qualquer tipo de ídolo, o SENHOR ficará irritado com vocês por causa da sua maldade.
Por isso o céu e a terra são hoje minhas testemunhas contra vocês. Se fizerem essa maldade, morrerão rapidamente na terra em que vão entrar e ocupar quando atravessarem o rio Jordão. Viverão pouco tempo nessa terra, porque serão totalmente destruídos.
O SENHOR irá espalhá-los por todas as nações. E só alguns de vocês escaparão do meio dessas nações, para onde o SENHOR os vai levar.
Nessas nações, vocês adorarão deuses feitos por seres humanos. Deuses de madeira e de pedra. Deuses que não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram.
Mas se, nesses países, vocês procurarem o SENHOR, seu Deus, com todo o coração e com toda a alma, então o encontrarão.
Quando todas estas coisas lhes acontecerem e vocês estiverem sofrendo, então voltarão para o SENHOR, seu Deus, e lhe obedecerão.
Pois o SENHOR, seu Deus, é um Deus cheio de bondade, ele não os abandonará nem os destruirá. Ele não se esquecerá da aliança que fez com os seus antepassados e que jurou cumprir.
— Procurem por todo o mundo e vejam se, desde a criação de Adão, alguma vez aconteceu uma coisa tão maravilhosa. Vejam se alguma vez alguém ouviu falar de uma coisa assim. Isto nunca aconteceu antes.
Vocês ouviram a voz de Deus que falava com vocês do meio do fogo e não morreram.
Nenhum outro deus foi libertar um povo de outra nação, para o fazer o seu povo. E o SENHOR fez isso por meio de maravilhas, sinais e milagres. Na guerra, mostrou o seu grande poder e fez coisas impossíveis e que metiam medo. Nunca nenhum deus fez atos como os que o SENHOR, seu Deus, fez no Egito e que vocês todos viram.
— Vocês viram tudo isso para que soubessem que o SENHOR é o Deus verdadeiro. E que não há outro Deus além dele.
Para ensiná-los, ele fez com que vocês ouvissem a sua voz vinda do céu. Na terra, Deus lhes mostrou o seu grande fogo e vocês ouviram as suas palavras vindas do meio do fogo.
Ele mesmo libertou vocês do Egito porque amou os seus antepassados e escolheu os seus descendentes.
A sua intenção era expulsar as outras nações mais fortes e poderosas do que vocês e, agora, dar a vocês essas terras.
— Reconheçam hoje e gravem bem na sua mente que o SENHOR é o único Deus. Ele é o Deus em cima no céu e embaixo na terra. Não há outro Deus!
Obedeçam aos seus decretos e mandamentos que hoje eu lhes ordeno. Assim vocês e os seus filhos serão felizes e viverão muito tempo na terra que o SENHOR, seu Deus, lhes vai dar para sempre.
Moisés escolheu três cidades de refúgio ao leste do Jordão.
Qualquer pessoa que matasse outra sem querer, poderia fugir para uma destas cidades e ficar vivendo lá.
Estas foram as cidades escolhidas: Bezer, no deserto, na zona do planalto, para os descendentes de Rúben; Ramote-Gileade para os descendentes de Gade; e Golã, em Basã, para os descendentes de Manassés.
Esta é a lei que Moisés deu ao povo de Israel.
Estes são os mandamentos, decretos e regras que Moisés transmitiu aos israelitas quando saíram do Egito.
Estavam no outro lado do rio Jordão, no vale que fica em frente de Bete-Peor, na terra de Seom, rei dos amorreus, que reinava em Hesbom. Ele era o rei que Moisés e os israelitas tinham derrotado, depois de saírem do Egito.
Então eles ocuparam a terra dele e a terra de Ogue, rei de Basã, os dois reis amorreus que viviam ao leste do rio Jordão.
Essa terra ia de Aroer, na margem do ribeiro de Armom, até o monte Siriom, isto é, o monte Hermom.
Incluía, também, todo o vale Jordão ao leste do rio Jordão. Para o sul, a terra chegava até o mar Morto, abaixo das encostas do monte Pisga.
Moisés reuniu todo o povo de Israel e lhes disse: — Ouçam, ó Israelitas, os decretos e as regras que hoje lhes dou a conhecer. Vocês deverão aprendê-los e obedecê-los.
O SENHOR, nosso Deus, fez uma aliança conosco no monte Horebe.
O SENHOR não fez essa aliança com os nossos antepassados, mas conosco, com todos nós que estamos vivos aqui hoje.
No monte, o SENHOR falou face a face com vocês, do meio do fogo.
(Naquele tempo, eu fiquei entre o SENHOR e vocês, para lhes anunciar a palavra do SENHOR, porque vocês estavam com medo do fogo e não subiram ao monte.) Ele disse:
“Eu sou o SENHOR, seu Deus, que os libertou do Egito, da terra onde eram escravos.
“Não adorem outros deuses além de mim.
“Não façam nenhum ídolo, nem nenhuma imagem daquilo que existe no céu, ou na terra, ou nas águas debaixo da terra.
Não se inclinem diante deles nem os adorem, porque eu sou o SENHOR, seu Deus, e não tolero que tenham outros deuses. Eu castigo os filhos pelos pecados dos pais e o castigo vai até os netos e bisnetos daqueles que me desprezam.
Mas mostrarei o meu amor fiel aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos e também os seus filhos, até mil gerações.
“Não usem o nome do SENHOR, seu Deus, de maneira indevida. O SENHOR não deixará sem castigo quem assim usar o seu nome.
“Guardem o dia de sábado e considerem-no um dia santo, conforme o SENHOR, seu Deus, mandou.
Façam todo o seu trabalho durante seis dias da semana.
Mas o sábado é o dia de descanso, dedicado ao SENHOR, seu Deus. Ninguém deve trabalhar nesse dia: nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem qualquer outro animal, nem o imigrante que vive nas suas cidades. Façam isso para que os seus escravos descansem como vocês.
Lembrem-se de que foram escravos no Egito e que o SENHOR, seu Deus, os tirou de lá, graças à sua grande força e poder. Por isso o SENHOR, seu Deus, lhes ordena que guardem o dia de descanso.
“Respeitem o seu pai e a sua mãe, como o SENHOR, seu Deus, lhes ordena. Assim viverão muitos anos e serão felizes na terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá.
“Não matem ninguém.
“Não cometam adultério.
“Não roubem nada.
“Não acusem ninguém falsamente.
“Não desejem a esposa do seu próximo. Nem cobicem nada do que lhe pertence, quer seja a sua casa, a sua terra, o seu escravo, a sua escrava, o seu boi, o seu jumento ou qualquer outra coisa”.
— Foram estas as palavras que o SENHOR falou a toda a congregação no monte. Falou com uma voz forte, do meio do fogo, da nuvem e da escuridão, e nada mais disse. Depois escreveu as palavras em duas tábuas de pedra e as deu a mim.
— Quando ouviram a voz que vinha do meio da escuridão, enquanto o monte ardia em chamas, vieram até mim todos os chefes das suas tribos e os seus líderes.
E disseram: “O SENHOR, nosso Deus, mostrou-nos a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz falando do meio do fogo. Agora sabemos que é possível ouvir a voz de Deus e continuar vivos.
Mas se continuarmos aqui, morreremos; pois este grande fogo vai nos queimar. Se continuarmos ouvindo a voz do SENHOR, morreremos.
Pois não há ninguém que possa ouvir a voz do Deus vivo falando do meio do fogo, como nós ouvimos, e continuar vivo.
Vá, aproxime-se você, Moisés, e ouça tudo o que o SENHOR, nosso Deus, falar. Depois, fale para nós tudo o que o SENHOR, nosso Deus, falar para você. Nós ouviremos e obedeceremos à palavra do SENHOR”.
— O SENHOR ouviu o que vocês disseram e me disse: “Ouvi o que o povo disse para você, e eles tem razão no que disseram.
Seria bom se eles sempre me respeitassem e obedecessem aos meus mandamentos. Pois assim eles e os seus descendentes seriam sempre felizes.
Fale para eles que podem regressar para as suas tendas.
Mas você, Moisés, fique aqui comigo e eu vou falar a você todos os mandamentos, decretos e leis que deve lhes ensinar. E eles deverão cumpri-los todos quando ocuparem a terra que eu lhes dou”.
— Tenham cuidado, façam sempre o que o SENHOR, seu Deus, lhes ordenou. Não se afastem nem para a direita nem para a esquerda do que ele disse.
Andem sempre no caminho que o SENHOR, seu Deus, lhes ordenou. Assim viverão e serão felizes durante muitos anos na terra que vão ocupar.
— Estes são os mandamentos, leis e decretos que o SENHOR, seu Deus, ordenou que eu lhes ensinasse. Sejam obedientes a todos eles, na terra para onde vão entrar e possuir.
Cumpram sempre os decretos e as leis que dou a vocês, aos seus filhos e aos seus netos. Assim mostrarão respeito pelo SENHOR, seu Deus, e viverão durante muitos anos.
Ouça e obedeça, ó povo de Israel. Assim tudo correrá bem com vocês e serão um povo muito numeroso. Foi essa a promessa que o SENHOR, Deus dos seus antepassados, fez a vocês. Ele prometeu dar a vocês uma terra boa para semear e criar gado.
— Ouça, ó Israel, o SENHOR é o nosso Deus. O SENHOR é só um.
— Amem o SENHOR, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças.
— Lembrem-se sempre destes mandamentos que hoje dou a vocês.
Repitam-nos muitas vezes aos seus filhos. Falem sobre eles quando estiverem em casa, sentados, ou quando estiverem andando pelos caminhos, antes de dormirem e quando se levantarem.
Escrevam-nos e prendam-nos nos seus braços e nas suas testas para que se lembrem deles.
Escrevam-nos nas portas das suas casas e nas entradas das suas cidades.
— Deus prometeu aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó que iria lhes dar esta terra. Agora Deus vai lhes dar uma terra com grandes e boas cidades que não tiveram que construir;
casas cheias de coisas boas que não tiveram que comprar; poços que não tiveram que cavar; vinhas e olivais que não tiveram que plantar. Comerão e ficarão satisfeitos.
Quando isso acontecer, tenham cuidado para não se esquecerem do SENHOR, que os tirou da terra do Egito, onde vocês eram escravos.
Respeitem o SENHOR, seu Deus, sirvam só a ele, e façam juramentos só em seu nome.
Não vão atrás de outros deuses, os deuses dos povos vizinhos.
Lembrem-se que o SENHOR, seu Deus, que está sempre presente entre vocês, é Deus que não tolera que tenham outros deuses. Portanto, não o irritem para ele não os destruir nessa terra.
— Não ponham à prova o SENHOR, o Deus de vocês, como fizeram em Massá.
Obedeçam cuidadosamente aos mandamentos do SENHOR, o Deus de vocês, aos ensinos e aos decretos que ele lhes ordenou.
Façam o que é justo e bom diante do SENHOR, para que tudo possa correr bem e vocês possam entrar e ocupar a boa terra que o SENHOR prometeu aos seus antepassados.
Se assim fizerem, expulsarão do território todos os seus inimigos, como o SENHOR prometeu.
— Um dia os seus filhos perguntarão: “O que significam estes ensinos, decretos e mandamentos que o SENHOR, nosso Deus, lhes deu?”
Então vocês responderão: “Nós éramos escravos do faraó, no Egito, mas o SENHOR, com o seu grande poder, nos tirou de lá.
Vimos, com os nossos próprios olhos, os grandes sinais e os terríveis milagres que o SENHOR fez contra o Egito, contra o faraó e contra toda a sua casa.
E ele nos tirou daquele lugar para nos trazer aqui e nos dar a terra que tinha prometido aos nossos antepassados.
O SENHOR nos mandou obedecer a todos estes decretos e mandou que o respeitássemos. Assim nos daria vida e tudo nos iria correr bem, como acontece hoje.
Pois seremos justos, diante do SENHOR, nosso Deus, se formos obedientes aos mandamentos, como ele nos manda”.
— Quando o SENHOR, seu Deus, fizer vocês entrarem na terra que irão ocupar, ele expulsará muitas nações: os heteus, os girgaseus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Sete nações maiores e mais fortes do que vocês.
Quando o SENHOR, seu Deus, colocar esses povos nas suas mãos e vocês os tiverem conquistado, terão que destruí-los completamente. Não façam nenhum acordo de paz e não tenham compaixão deles.
Não tenham nenhuma relação com eles. Não deem as suas filhas aos filhos deles, nem casem as filhas deles com os seus filhos.
Pois, se fizerem isso, os seus filhos deixarão de seguir a Deus e irão adorar outros deuses. E o SENHOR ficará irritado com vocês e os destruirá rapidamente.
— O que devem fazer é destruir os seus altares, partir as suas pedras sagradas, cortar os postes de Aserá e queimar os seus ídolos.
Vocês são um povo santo, que pertence ao SENHOR, seu Deus. Foram escolhidos pelo SENHOR, seu Deus, para ser o seu povo, o seu tesouro, entre todos os povos da terra.
Não é por vocês serem o maior povo do mundo que o SENHOR os ama e os escolheu. De fato, vocês eram o povo mais pequeno.
O SENHOR tirou vocês do Egito, com grande poder, e os resgatou da escravidão e do poder do faraó, rei do Egito, porque ele os ama e também para cumprir a promessa que fez aos seus antepassados.
— Portanto, fiquem sabendo que só o SENHOR, seu Deus, é Deus. Durante mil gerações, Deus permanece fiel e mantém a sua aliança e o seu amor com todos aqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos.
Mas Deus também castiga aqueles que não o amam. Aqueles que o desprezam são destruídos rapidamente.
Portanto, obedeçam aos mandamentos, decretos e leis que hoje lhes ordeno.
— Se obedecerem a estas leis e as cumprirem, o SENHOR, seu Deus, manterá a sua aliança e o seu amor fiel, como prometeu aos seus antepassados.
Ele continuará a amá-los e a abençoá-los: terão muitos filhos, os seus campos darão muitos frutos, trigo, vinho e azeite. Abençoará o seu gado com muitas crias e as suas ovelhas com muitos cordeiros. Terão todas estas bênçãos na terra que ele prometeu aos seus antepassados.
— Serão mais abençoados do que todos os outros povos. Não haverá, entre vocês, nenhum homem ou mulher que não possa ter filhos por ser estéril, nem nenhum animal que não possa ter crias.
O SENHOR não deixará que fiquem doentes. Vocês conhecem bem as terríveis doenças que caíram sobre o Egito, mas ele não deixará nenhuma delas cair sobre vocês, mas sim sobre os seus inimigos.
Mas terão que destruir todos os povos que o SENHOR, seu Deus, vai entregar a vocês. Não tenham compaixão deles. Não adorem os seus deuses, pois isso causaria a destruição de vocês.
— Se vocês pensarem: “Estes povos são mais fortes do que nós. Como poderemos expulsá-los?”
Não tenham medo deles. Lembrem-se do que o SENHOR, seu Deus, fez com o faraó e todo o Egito.
Lembrem-se das maravilhas que os seus olhos viram, os sinais e os milagres que o SENHOR realizou. Lembrem-se do grande poder e da força que o SENHOR, seu Deus, mostrou para tirá-los do Egito. Ele fará o mesmo que fez com o Egito às nações de quem agora vocês têm medo.
— Além disso, o SENHOR, seu Deus, enviará vespas contra eles até que todos os que sobrevivam e se escondam de vocês sejam mortos.
Não tenham medo. O SENHOR, seu Deus, está com vocês, e ele é o Deus poderoso e assustador.
O SENHOR, seu Deus, expulsará essas nações, aos poucos. Não deverão destruí-las de uma só vez, para que os animais ferozes não aumentem e ataquem vocês.
O SENHOR, seu Deus, entregará todas essas nações nas suas mãos e causará muita confusão entre elas até que sejam destruídas.
Ele entregará nas suas mãos os reis dessas cidades e vocês os matarão. Ninguém mais vai se lembrar deles. Nenhum deles poderá resistir vocês, serão todos destruídos.
— Queimem todos os seus ídolos. Não guardem os ídolos por serem de prata ou de ouro, para que isso não cause a sua destruição. O SENHOR, seu Deus, odeia os ídolos.
Não levem nenhum desses ídolos para suas casas, para que o SENHOR não odeie também vocês. Considerem os ídolos condenados à destruição total.
— Sejam obedientes a toda a lei que hoje lhes dou. Assim poderão viver, ter muitos descendentes, e ocupar a terra que o SENHOR prometeu aos seus antepassados.
— Lembrem-se de como o SENHOR, seu Deus, guiou vocês pelo deserto durante quarenta anos para lhes ensinar a serem humildes. E também para ver se vocês seriam obedientes aos seus mandamentos ou não.
Ele humilhou vocês e fez com que passassem fome, e lhes deu maná para comerem, que nem vocês nem os seus antepassados conheciam. Ele fez isso para lhes ensinar que o ser humano não vive só de pão, mas de tudo o que o SENHOR diz.
Durante esses quarenta anos as suas roupas não ficaram velhas e os seus pés não incharam.
Lembrem-se, portanto, que o SENHOR, seu Deus, está educando vocês e corrigindo-os como um pai corrige ao seu filho.
— Por isso, obedeçam aos mandamentos do SENHOR, seu Deus, sigam os seus caminhos e tenham todo o respeito por ele.
Pois o SENHOR, seu Deus, vai levar vocês para uma terra boa, onde há rios, fontes e nascentes que surgem nos vales e nas montanhas.
Uma terra onde há trigo e cevada, videiras, figueiras e romãzeiras, onde há azeite e mel.
Uma terra onde não passarão fome porque vocês terão tudo o que precisarem. Uma terra onde as pedras têm ferro e pode ser tirado o cobre das montanhas.
Ali vocês comerão até ficarem satisfeitos, e agradecerão ao SENHOR, seu Deus, pela terra boa que lhes deu.
— Tenham cuidado para vocês não se esquecerem do SENHOR, seu Deus. Obedeçam aos seus mandamentos, decretos e leis que hoje lhes dou.
Assim vocês poderão comer e ficar satisfeitos, construirão casas e nelas viverão.
Assim também aumentará o seu gado e os seus rebanhos, o seu ouro e a sua prata, tudo o que vocês têm aumentará.
Mas quando isso acontecer, tenham cuidado para vocês não ficarem orgulhosos e se esquecerem do SENHOR, seu Deus, que tirou vocês da terra do Egito, da terra da escravidão.
Foi ele quem conduziu vocês pelo deserto imenso e terrível, cheio de cobras e escorpiões venenosos, uma terra seca e sem água. Foi aí que Deus fez sair água de uma pedra sólida para vocês beberem.
E foi no deserto que ele alimentou vocês com o maná, algo que ninguém conhecia: nem vocês nem os seus antepassados. Fez isso para ensiná-los a serem humildes e para pô-los à prova. Mas tudo isso era para que depois vocês fossem prósperos.
Portanto, tenham cuidado para não falarem: “Fui eu quem conseguiu juntar toda esta riqueza, com a minha força e pelo meu poder”.
Lembrem-se do SENHOR, seu Deus, porque é ele quem lhes dá o poder para vocês juntarem essa riqueza. Fazendo isso, ele cumpre a aliança que prometeu aos seus antepassados, tal como faz hoje.
— Mas se vocês se esquecerem do SENHOR, seu Deus, e procurarem pela ajuda de outros deuses, e os adorarem e servirem, então, podem ter absoluta certeza de que a destruição virá sobre vocês.
Serão destruídos como estes povos que o SENHOR vai agora destruir diante de vocês. Assim também ele destruirá vocês se não obedecerem ao SENHOR, seu Deus.
— Ouça, povo de Israel, hoje vocês vão atravessar o rio Jordão, para expulsar as nações que vivem nessa terra. Essas nações são maiores e mais fortes do que vocês, e as suas cidades são grandes e protegidas por muros que chegam ao céu.
Também lá vivem os anaquitas, pessoas altas e fortes. Vocês sabem quem eles são e o que se diz deles: “Quem pode resistir aos anaquitas?”
Portanto, reconheçam que é o SENHOR, seu Deus, quem vai na sua frente, como um fogo que tudo queima. Ele é quem vai vencer e fazer com que essas nações se submetam a vocês. Vocês, então, vão expulsá-las e destruí-las rapidamente, como o SENHOR lhes prometeu.
— Depois do SENHOR, seu Deus, expulsar os povos da sua frente, não fiquem pensando: “É por nós sermos bons que o SENHOR nos trouxe aqui e nos deu esta terra”. Não, o SENHOR vai expulsar estes povos da sua frente porque eles são maus.
Não é por vocês serem bons e justos que vão tomar posse da terra deles. O SENHOR, seu Deus, vai expulsar esses povos da sua frente por causa da maldade deles e por causa da promessa que ele fez aos seus antepassados, Abraão, Isaque e Jacó.
Fiquem, portanto, sabendo que o SENHOR, seu Deus, não está lhes dando esta boa terra por vocês serem bons. Pelo contrário, vocês são um povo muito rebelde.
— Nunca se esqueçam de que, no deserto, vocês provocaram a ira do SENHOR, seu Deus. Lembrem-se que, desde a saída de vocês do Egito até terem chegado aqui, vocês têm sido rebeldes contra o SENHOR.
No monte Horebe, vocês irritaram o SENHOR de tal maneira, que ele estava pronto para destruir vocês.
Quando subi ao monte para receber as tábuas da aliança que o SENHOR fez com vocês, fiquei no monte durante quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber nada.
O SENHOR me deu as duas tábuas de pedra que ele tinha escrito com o seu próprio dedo. Nelas estavam escritos os mandamentos exatamente como o SENHOR tinha lhes proclamado no monte, do meio do fogo, no dia de assembleia.
— No fim dos quarenta dias e quarenta noites, o SENHOR me deu as duas tábuas de pedra: as tábuas da aliança.
E o SENHOR me disse: “Levante-se e desça depressa ao seu povo, pois o povo que tirou do Egito, já se tornou impuro. Não demoraram nada em sair do caminho que eu tinha lhes ordenado, e em fazerem um ídolo de metal para o adorar”.
— Depois o SENHOR me disse: “Tenho visto que este povo é muito desobediente.
Afaste-se de mim para eu eliminá-los e apagar a sua existência da terra. Então farei de você uma nação mais forte e numerosa do que eles”.
— Me afastei e desci do monte, que estava ardendo em chamas. Tinha as duas tábuas da aliança nas minhas mãos.
Vi, então, que vocês tinham pecado contra o SENHOR, seu Deus. Vi que tinham feito um ídolo de metal na forma de um bezerro. Vocês depressa se desviaram do caminho que o SENHOR tinha lhes ordenado.
Então atirei as duas tábuas de pedra ao chão e as quebrei diante de vocês.
Depois, me joguei no chão, diante do SENHOR, por mais quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber. Fiz isto porque vocês irritaram o SENHOR com o seu pecado, vocês fizeram o que ele odeia.
Tive medo da ira e do furor do SENHOR, pois ele estava tão irritado que os queria destruir. Mas de novo o SENHOR atendeu ao meu pedido.
O SENHOR também estava irritado com Aarão. Também o queria destruir, mas eu orei por ele.
Então peguei o bezerro (que era a prova do seu pecado), o queimei no fogo, o parti em pedaços, o moí até virar pó, e atirei o pó no ribeiro que corre do monte.
— Vocês também irritaram o SENHOR em Taberá, Massá e Quibrote-Hataavá.
Quando o SENHOR os enviou de Cades-Barneia, ele lhes disse: “Entrem e tomem posse da terra que lhes dou”. Mas vocês se revoltaram contra a ordem do SENHOR, o Deus de vocês, e não acreditaram nele, nem lhe obedeceram.
Desde o primeiro dia em que os conheci, vocês têm sido rebeldes contra o SENHOR.
— Quando o SENHOR disse que os queria destruir, eu me joguei no chão diante dele durante quarenta dias e quarenta noites,
e orei ao SENHOR, pedindo-lhe: “Ó Senhor DEUS, não destrua o seu próprio povo, eles são a sua propriedade. Foi o Senhor quem os libertou da escravidão do Egito com a sua grande força, e com o seu grande poder.
Lembre-se dos seus servos Abraão, Isaque e Jacó. Não olhe para a teimosia deste povo, para a sua maldade e para o seu pecado.
Se os destruir, os egípcios irão falar: ‘O SENHOR não conseguiu levar o seu povo para a terra que lhes prometeu. E, porque os odiava, levou-os para o deserto para os destruir’.
Mas, eles são o seu próprio povo, eles são a sua propriedade. São o povo que libertou com a sua grande força e poder”.
— Naquele tempo o SENHOR me disse: “Corte duas tábuas de pedra iguais às primeiras, e suba ao monte para se encontrar comigo. Faça também uma arca de madeira.
Eu escreverei nelas os mesmos mandamentos que estavam nas primeiras tábuas, as quais você quebrou, e você colocará as tábuas dentro da arca”.
— Então fiz a arca de madeira de acácia e cortei duas tábuas de pedra iguais às primeiras. Depois, subi ao monte com as duas tábuas na mão.
E o SENHOR escreveu nelas as mesmas palavras que tinha escrito antes, os dez mandamentos que o SENHOR tinha lhes dado no monte, de dentro do fogo, no dia em que vocês estavam reunidos, e me entregou as tábuas.
Eu desci do monte e coloquei as tábuas na arca que tinha feito, e elas ainda lá estão, pois assim o SENHOR me ordenou que fizesse.
(O povo de Israel saiu dos poços dos jaacanitas e foi para Moserá. Foi em Moserá que Aarão morreu e foi sepultado. O seu filho Eleazar passou a ser o novo sacerdote, no lugar dele.
Dali marcharam para Gudgodá e, depois, para Jotbatá, onde havia muitos riachos.
Naquele tempo o SENHOR separou a tribo de Levi das outras tribos e deu a eles o trabalho de servirem o SENHOR. Só eles poderiam transportar a arca da aliança, fazer o serviço dos sacerdotes diante do SENHOR, e abençoar o povo em nome do SENHOR. Ainda hoje é isso que eles fazem.
Por isso a tribo de Levi não recebeu qualquer porção de terra como herança, como fizeram as outras tribos. O SENHOR é a sua herança. Foi essa a promessa que o SENHOR, seu Deus, lhes fez.)
— Fiquei no monte quarenta dias e quarenta noites, como da primeira vez. E o SENHOR ouviu a minha oração e vocês não foram destruídos.
Depois o SENHOR me disse: “Levante-se e conduza este povo para poderem tomar posse da terra, como prometi aos seus antepassados”.
— E agora, ó povo de Israel, o que o SENHOR, seu Deus, quer de vocês? O que Deus quer é que vocês respeitem o SENHOR, seu Deus, e que sigam os seus caminhos; que o amem e que sirvam o SENHOR, seu Deus, com todo o coração e com toda a alma;
que vocês cumpram os mandamentos do SENHOR e os decretos que hoje lhes dou para o seu próprio bem.
— Ao SENHOR, o Deus de vocês, pertencem os céus, mesmo os mais altos. E a ele também pertence a terra e tudo o que há nela.
No entanto, o SENHOR só amou os seus antepassados, e amou vocês também que são descendentes deles. Vocês foram escolhidos dentre todas as nações, como podem ver hoje.
— Portanto, gravem no seus corações que são o povo escolhido, circuncidado, e deixem de ser desobedientes.
Pois o SENHOR, o Deus de vocês, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores. Ele é o grande, poderoso e temível Deus. Ele não faz distinção entre as pessoas, nem aceita subornos.
Ele defende o direito das viúvas e dos órfãos. E ama o imigrante que vive no seu meio e lhes dá comida e roupa.
Portanto, amem os imigrantes, porque vocês também foram imigrantes no Egito.
— Respeitem o SENHOR, o Deus de vocês, e obedeçam a ele. Nunca se afastem dele e façam os seus juramentos somente em nome dele.
É a ele que devem louvar, é ele que é o seu Deus. Foi ele que fez, para seu bem, os grandes e terríveis milagres que vocês viram com os seus próprios olhos.
Quando os seus antepassados foram para o Egito, eles eram só setenta. E agora, o SENHOR, seu Deus, fez de vocês tantos como as estrelas que há no céu.
— Amem o SENHOR, seu Deus, e obedeçam aos seus decretos, leis e mandamentos, durante toda a sua vida.
Lembrem-se hoje que não estou falando com os seus filhos, os quais não passaram pelos ensinos do SENHOR, o Deus de vocês. Eles não viram a sua grandeza, a sua força, o seu poder.
Mas falo com vocês, que viram os sinais que ele fez no Egito contra o faraó e contra toda a sua terra.
Viram o que o SENHOR fez ao exército do Egito, com os seus cavalos e os seus carros de combate, como ele os destruiu completamente nas águas do mar Vermelho, quando eles estavam perseguindo vocês.
Também viram o que o SENHOR fez por vocês no deserto até chegarem a este lugar.
O que ele fez com Datã e Abirão, os filhos de Eliabe, da família de Rúben. Todo o povo viu como a terra se abriu e engoliu todos eles, as suas famílias, tendas, servos e animais.
Vocês viram todos esses grandes atos que o SENHOR fez.
— Por isso, obedeçam a todos os mandamentos que hoje lhes dou, para serem fortes e conquistarem a terra que vão ocupar.
Assim viverão muitos anos na terra que o SENHOR prometeu dar aos seus antepassados e aos descendentes deles, uma terra boa para semear e criar gado.
A terra que vão possuir não é como a terra do Egito, de onde vocês saíram. No Egito, vocês plantavam as sementes e tinham que regá-las com o seu próprio esforço, como numa horta.
Mas a terra que vocês vão possuir é uma terra de montanhas e vales, regada pela chuva do céu.
É o SENHOR, seu Deus, quem toma conta da terra para onde vocês vão. É ele quem olha por ela com os seus próprios olhos, desde o início até o fim do ano.
— Se vocês obedecerem aos mandamentos que hoje lhes dou, amando o SENHOR, seu Deus, e servindo-o com todo o coração e com toda a alma,
então, no tempo certo, ele enviará a chuva sobre a sua terra, tanto no outono como na primavera, e vocês terão boas colheitas de trigo, de vinho novo, e de azeite.
Também fará crescer erva nos campos para os rebanhos e terão muita comida.
— Tenham cuidado, não se deixem enganar, não se desviem para começar a servir outros deuses, nem se ajoelhem diante deles.
Pois o SENHOR ficaria muito irritado com vocês e deixaria de enviar a chuva sobre a sua terra. Então a terra não daria frutos e vocês, e depressa morreriam nessa boa terra que o SENHOR lhes dá.
Portanto, nunca se esqueçam dos meus mandamentos. Vocês devem escrevê-los e prendê-los nas mãos como recordação e na testa como sinal.
Vocês devem ensiná-los aos seus filhos, falem com eles sobre os mandamentos quando estiverem em casa e quando estiverem no caminho, quando se deitarem e quando se levantarem.
Vocês devem escrevê-los nas portas das suas casas e na entrada das suas cidades.
Façam isso para que vocês e os seus filhos vivam muito tempo na terra que o SENHOR prometeu dar aos seus antepassados. Viverão nessa terra enquanto o céu existir sobre a terra.
— Se obedecerem fielmente a todos os mandamentos que eu lhes dou, se amarem o SENHOR e viverem como ele quer e permanecerem fiéis a ele,
então o SENHOR expulsará todos esses povos da sua frente e vocês tomarão posse da terra, que era de povos maiores e mais fortes do que vocês.
Todo lugar por onde caminharem será seu. Desde o deserto até o Líbano. Desde o rio Eufrates até o mar Mediterrâneo.
Ninguém será capaz de resistir vocês. Assim como o SENHOR, o seu Deus, prometeu, ele fará com que todos os povos tenham medo de vocês, em todos os lugares por onde passarem.
— Hoje estou dando a vocês a escolha de serem abençoados ou amaldiçoados.
Serão abençoados se obedecerem aos mandamentos do SENHOR, o Deus de vocês, que hoje lhes dou.
Serão amaldiçoados, se não obedecerem aos mandamentos do SENHOR, seu Deus, e se vocês se afastarem do caminho que hoje lhes ordeno, para seguirem atrás de outros deuses que vocês nunca antes conheceram.
— Quando o SENHOR os levar à terra e a ocuparem, então pronunciarão bênçãos e maldições. As bênçãos serão pronunciadas do monte Gerezim e as maldições, do monte Ebal.
Como sabem, estes montes encontram-se do outro lado do Jordão, na direção oeste, na terra dos cananeus que vivem no vale do Jordão, perto de Gilgal, ao lado dos carvalhos de Moré.
Vocês vão atravessar o rio Jordão para entrarem e tomarem posse da terra que o SENHOR, o Deus de vocês, lhes dá. Quando conquistarem a terra e viverem nela,
tenham muito cuidado para obedecerem a todos os decretos e as leis que hoje lhes dou.
— O SENHOR, o Deus dos seus antepassados, lhes deu esta terra para ser sua. Enquanto viverem nela, devem ter o cuidado de cumprir estes decretos e leis.
Quando conquistarem a terra, devem destruir completamente os lugares onde as nações adoravam os seus deuses, nas altas montanhas, nas colinas e debaixo de qualquer árvore que dá sempre sombra.
Destruam os seus altares, quebrem as suas pedras sagradas, queimem os postes de Aserá e despedacem os seus ídolos. Façam desaparecer os nomes dos deuses falsos daquela terra.
— Não adorem o SENHOR, o Deus de vocês, fazendo o que eles fazem.
Procurem o SENHOR, o Deus de vocês, só no lugar que ele escolher, de entre todas as tribos. Ali será o lugar onde o seu nome irá habitar. Portanto, só nesse lugar deverão ir adorar.
É para lá que devem levar as ofertas queimadas, os sacrifícios, a décima parte do que ganham, as contribuições, as promessas, as ofertas voluntárias e a primeira cria de todos os animais.
E é lá que devem comer com a sua família, na presença do SENHOR, o Deus de vocês, com alegria por tudo de bom que vocês têm realizado e por terem sido abençoados pelo SENHOR, o Deus de vocês.
— Não devem continuar adorando como vocês têm adorado até agora. Pois, até agora, cada um adora Deus da sua maneira.
Fazem isso porque ainda não entraram no lugar de descanso que o SENHOR, o Deus de vocês, lhes dá como herança.
Mas, logo, vocês irão atravessar o rio Jordão e viver na terra que o SENHOR, o Deus de vocês, lhes dá como herança. Ele lhes dará descanso dos seus inimigos e vocês viverão em segurança.
Então o SENHOR, o Deus de vocês, irá escolher um lugar onde o seu nome irá habitar. E vocês levarão para lá tudo o que eu lhes ordenar: sacrifícios queimados e outros sacrifícios, uma décima parte das colheitas e dos animais, outras contribuições e tudo o que tiverem prometido ao SENHOR.
E ali, façam festa, diante do SENHOR, seu DEUS. Alegrem-se vocês e os seus filhos, filhas, servos e também os levitas que vivem nas suas cidades, porque eles não receberam nenhum território entre vocês.
Tenham cuidado para não oferecerem os seus sacrifícios queimados em qualquer outro lugar que virem.
Ofereçam os seus sacrifícios só no lugar que o SENHOR escolher, numa das tribos. E lá que devem fazer tudo o que lhes ordenar.
— No entanto, vocês podem matar e comer toda a carne, em qualquer lugar onde quer que vivam. Conforme o SENHOR, seu Deus, os abençoar matem o animal, como se fosse uma gazela ou um cervo, e comam. Todos podem comer, tanto os que estiverem ritualmente puros como os que estiverem impuros.
Mas não ingiram o sangue do animal. O sangue deve ser derramado no chão como se fosse água.
— Também não devem comer o que pertence a Deus em qualquer lugar onde vocês morarem: a décima parte do seu trigo, vinho e azeite, as primeiras crias dos seus animais, as promessas que tiverem feito, as ofertas voluntárias e as outras ofertas.
Só na presença do SENHOR, no lugar que o SENHOR, seu Deus, escolher é que podem comer essas coisas. Ali deverão comer juntamente com os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas suas cidades. Festejem, com alegria, diante do SENHOR, o sucesso do seu trabalho.
Tenham cuidado para dar ao levita o que lhe pertence, nunca se esqueçam disso enquanto viverem na terra.
— Quando o SENHOR, seu Deus, aumentar o seu território, como lhes prometeu, e alguém falar: “Quero comer esta carne”, então poderá comer a carne que quiser.
Se o lugar que o SENHOR, seu Deus, escolher para sua habitação, ficar muito longe, então poderá matar dos animais que o SENHOR lhe deu, um boi ou uma ovelha, como já disse para vocês. Podem comer a carne que quiserem, no lugar onde estiverem vivendo.
Podem comer essa carne como se fosse carne de gazela ou de cervo. Podem todos comer, tanto a pessoa ritualmente pura, como a impura.
Mas não devem, de maneira nenhuma, ingerir sangue, pois a vida está no sangue. Portanto, não devem comer carne que ainda tem vida.
Não façam isso, mas derramem o sangue no chão como se fosse água.
Se vocês fizerem o que o SENHOR diz que é correto, tudo vai correr bem com vocês e com os seus descendentes.
— Mas devem levar as suas ofertas sagradas e as ofertas que vocês prometeram ao SENHOR, para o lugar que o SENHOR escolher.
Ofereçam as suas ofertas queimadas, tanto a carne como o sangue, no altar do SENHOR, seu Deus. O sangue dos outros sacrifícios deverá ser derramado sobre o altar do SENHOR, seu Deus, mas poderão comer a carne.
Tenham cuidado, obedeçam a estes mandamentos que hoje lhes dou, para que tudo sempre lhes corra bem, a vocês e aos seus descendentes. Assim vocês farão o que o SENHOR diz que é bom e correto.
— O SENHOR, seu Deus, destruirá da sua frente os povos e vocês irão conquistar a sua terra. Quando vocês os expulsarem e ocuparem a sua terra,
depois deles terem sido destruídos da sua frente, tenham cuidado para não fazer o que eles faziam. Tenham cuidado para não seguir os seus deuses. Não digam: “Vamos adorar da mesma maneira que estes povos adoram os seus deuses”.
Não deverão adorar o SENHOR, seu Deus, da mesma maneira que eles. Porque eles adoravam os seus deuses fazendo coisas repugnantes, que o SENHOR odeia, eles até sacrificam aos seus deuses os seus filhos e filhas.
— Tenham cuidado para obedecerem a tudo o que lhes mando, sem acrescentar nem tirar nada.
— Pode acontecer que um profeta, ou alguém que sonha acerca das coisas que vão acontecer no futuro, apareça a vocês e lhes anuncie um sinal ou um milagre.
Se esse sinal ou milagre acontecer e ele falar a vocês: “Vamos seguir outros deuses!”, e quiser levá-los a adorar deuses que vocês não conhecem,
não ouçam o que ele lhes diz. Porque é o SENHOR, o Deus de vocês, que os está provando. Ele quer saber se vocês o amam com todo o seu coração e com toda a sua alma.
Sigam somente o SENHOR, seu Deus e respeitem-no. Cumpram os seus mandamentos e obedeçam às suas ordens, sirvam-no e sejam sempre fiéis a ele.
Mas o tal profeta, ou sonhador de sonhos, deve ser condenado à morte, pois ele quis que vocês se revoltassem contra o SENHOR, seu Deus, que os tirou da terra do Egito e os libertou da escravidão. Ele quis desviá-los do caminho que o SENHOR, seu Deus, lhes mandou seguir. Assim, vocês eliminarão esse mal do seu meio.
— Pode também acontecer que o seu irmão, ou o seu próprio filho ou filha, ou a sua esposa amada, ou o seu melhor amigo, secretamente encorajarem vocês, dizendo: “Vamos adorar outros deuses”, deuses que nem você, nem os seus antepassados conheciam antes.
Não façam o que essa pessoa diz, quer se trate dos deuses dos povos que vivem ao redor de vocês ou dos povos mais distantes, de qualquer parte do mundo.
Não concordem com ela, nem ouçam o que ela diz. Não tenham pena, nem compaixão dela e não a protejam.
Essa pessoa tentou afastar vocês de Deus, não hesitem em matá-la. Deve ser você o primeiro a atirar a pedra e depois todo o povo deve se juntar a você para eliminar essa pessoa.
Ela será apedrejada até morrer, porque tentou afastar vocês do SENHOR, seu Deus, que o tirou do Egito, da terra da escravidão.
Então todo o povo de Israel terá conhecimento disso, e terá temor e ninguém mais voltará a fazer uma maldade dessas.
— Pode também se dar o caso de vocês ouvirem falar que numa das cidades que o SENHOR, seu Deus, lhes deu para vocês viverem,
apareceram homens perversos, israelitas, que levaram os habitantes dessa cidade a abandonarem a Deus, dizendo: “Vamos, adoremos outros deuses” (vocês não chegaram a conhecer estes deuses antes).
Vocês terão, então, que investigar muito bem a questão. Mas se for verdade que algo assim tão terrível aconteceu entre vocês,
toda a cidade deverá ser morta à espada. Tanto os seres humanos como os seus animais.
Juntem todos os objetos de valor no meio da praça pública e queimem a cidade com tudo o que houver nela. Será uma oferta queimada ao SENHOR, seu Deus. Essa cidade deverá ficar num montão de ruínas para sempre, nunca deverão voltar a edificá-la.
Não fiquem com nada do que foi condenado à destruição. Assim o SENHOR deixará de estar irritado e terá compaixão de vocês e fará com que se tornem um povo cada vez mais numeroso, como prometeu aos seus antepassados.
Isto acontecerá se vocês obedecerem ao SENHOR, seu Deus, e se vocês cumprirem todos os mandamentos que hoje lhes dou, fazendo o que o SENHOR, seu Deus, considera correto.
— Vocês são filhos do SENHOR, seu Deus. Portanto, quando alguém morrer, não mostrem a sua tristeza fazendo cortes no corpo ou rapando a parte da frente da cabeça.
Vocês são santos, escolhidos de entre todos os povos, para pertencerem ao SENHOR, seu Deus. Vocês são o seu povo precioso.
— Não devem comer nada que seja proibido pelo SENHOR.
Vocês podem comer estes animais: vacas, ovelhas, cabritos,
veados, gazelas, corças, carneiros selvagens, ovelhas selvagens, antílopes e cabras montesas.
Podem comer todo animal que tenha a unha do pé dividida em dois cascos e que seja ruminante.
Dos animais ruminantes, não devem comer os seguintes: o camelo, a lebre e o coelho, porque embora sejam ruminantes não têm os cascos divididos. Considerem-nos impuros.
Não devem comer carne de porco, porque embora tenha o casco dividido, não é ruminante. Portanto é impuro. Não devem comer da carne desses animais, nem tocar nesses animais, depois de mortos.
— Podem comer de todos os animais que vivem na água e que têm barbatanas e escamas.
Mas não podem comer dos que não têm barbatanas e escamas. Eles são impuros.
— Podem comer as aves que são puras.
Mas não podem comer nenhuma das seguintes aves: a águia, o abutre, a águia-marinha,
o milhafre negro, todas as espécies de falcão,
todas as espécies de corvos,
a avestruz, a andorinha, a gaivota, todas as espécies de gaviões,
a coruja, o mocho,
o pelicano, o corvo marinho, o abutre,
a cegonha, a garça, a poupa e o morcego.
— Todos os insetos com asas são impuros, não devem ser comidos.
Mas podem comer os insetos que são puros.
— Não devem comer nenhum animal que tenha morrido de forma natural. Podem dá-lo ao imigrante que vive nas suas cidades e ele poderá comê-lo, ou podem vendê-lo a um estrangeiro. Mas vocês são um povo que pertence ao SENHOR, o Deus de vocês. — Não cozinhem o cabrito no leite da sua mãe.
— Não se esqueçam de separar, todos os anos, a décima parte de todas as suas colheitas.
Levem essa décima parte para o lugar que o SENHOR, seu Deus, escolher para sua habitação. Só nesse lugar, deverão comer da décima parte do seu trigo, do seu vinho novo, do seu azeite e das primeiras crias dos seus animais. Assim vocês aprenderão a respeitar sempre o SENHOR, seu Deus.
Mas se o SENHOR, seu Deus, abençoar vocês e o lugar que ele escolher para o seu nome ficar muito longe,
podem vender a décima parte do que vocês têm e levar o dinheiro da venda para o lugar escolhido pelo SENHOR, seu Deus.
Com esse dinheiro, poderão comprar o que quiserem: bois, ovelhas, vinho ou bebida forte. Então comam, vocês e as suas famílias, e alegrem-se diante do SENHOR, seu Deus.
Não se esqueçam dos levitas que vivem entre vocês, pois eles não herdaram nenhuma terra.
— No fim de cada três anos, vocês deverão juntar a décima parte de todas as suas colheitas desse ano e guardá-las nas suas cidades.
Essa décima parte será para os levitas, porque eles não têm terra. Será também para os imigrantes, os órfãos e as viúvas que vivem nas suas cidades. Assim eles terão toda a comida que quiserem e o SENHOR, seu Deus, abençoará tudo o que vocês fizerem.
— No fim de cada sete anos, vocês perdoarão todas as dívidas.
Façam assim: quem emprestar dinheiro a outro israelita, deve lhe perdoar a dívida. Ele não deve exigir pagamento, porque o perdão é anunciado em honra ao SENHOR.
Ao estrangeiro vocês poderão exigir pagamento, mas deverão perdoar tudo o que o seu irmão lhes deve.
No entanto, não deverá haver pessoas pobres no meio de vocês, pois o SENHOR certamente abençoará muito vocês, na terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá como herança.
Mas tenham muito cuidado, obedeçam às ordens do SENHOR, seu Deus. Cumpram todos os mandamentos que hoje lhes dou
e o SENHOR, seu Deus, vai abençoar muito vocês, como lhes prometeu. E terão muito para emprestar a muitos povos, mas vocês não precisarão de pedir emprestado. Dominarão muitos povos, mas nenhum dominará vocês.
— E se houver algum israelita pobre numa das cidades da terra que o SENHOR lhes dá, ajudem-no, não sejam egoístas.
Pelo contrário, vocês deverão ser generosos, e emprestar-lhe tudo o que ele precisar.
— Tenham cuidado, não deixem de ajudar o seu próximo só porque o sétimo ano, o ano do perdão, está próximo. Isso seria uma atitude muito má. Não tratem mal o pobre, nem deixem de ajudá-lo. Senão ele poderá se queixar de vocês ao SENHOR, e vocês seriam culpados desse pecado.
Portanto, deem ao pobre generosamente e ajudem-no sem hesitar. Assim o SENHOR, seu Deus, abençoará vocês em todo o seu trabalho por terem feito isso.
Sempre haverá pessoas pobres na terra. Portanto, eu lhes ordeno que sejam generosos com os seus irmãos necessitados e com os pobres que vivem na sua terra.
— Se algum hebreu, homem ou mulher, se tornar seu escravo, só poderá ser seu escravo durante seis anos. No sétimo ano, devem dar-lhe a liberdade.
Quando lhe derem a liberdade, não o devem mandar embora sem nada.
Deverão ser generosos e dar-lhe alguns animais do seu gado, trigo e vinho. Da mesma forma que o SENHOR, seu Deus, abençoou vocês, também abençoem vocês a ele.
Lembrem-se que também foram escravos no Egito e que o SENHOR, seu Deus, libertou vocês. É por isso que hoje lhes dou esta ordem.
— Mas o escravo de um de vocês poderá falar: “Não quero ir embora”, porque não tem falta de nada e porque ama você e a sua família.
Nesse caso, o dono deverá agarrar num furador e furar a orelha dele na porta. Assim será seu escravo para sempre. O mesmo será feito com uma escrava.
— Não se lamentem de terem libertado o seu escravo. Ele fez o serviço de um escravo durante seis anos, um trabalhador contratado teria custado o dobro. E o SENHOR, seu Deus, também abençoará todo o seu trabalho.
— Devem separar para o SENHOR, seu Deus, todo primeiro macho que nascer das suas vacas ou das suas ovelhas. Se for um bezerro, não o devem usar em nenhum trabalho. Se for um cordeiro, não o devem tosquiar.
Levem-nos, todos os anos, ao lugar que o SENHOR, seu Deus, escolher, e comam-nos lá, na presença do SENHOR.
— Mas se o animal for aleijado ou cego, ou tiver qualquer outro defeito, não deverá ser oferecido em sacrifício ao SENHOR, seu Deus.
Poderão comê-lo no lugar onde vocês vivem, como se fosse uma gazela ou um cervo. Poderá ser comido por pessoas ritualmente puras ou impuras.
Mas não poderão comer o seu sangue; derramem-no no chão, como se fosse água.
— Celebrem a festa da Páscoa em honra do SENHOR, seu Deus, no mês de abib. Porque foi durante uma noite, nesse mês, que o SENHOR, seu Deus, tirou vocês do Egito.
Ofereçam como sacrifício da Páscoa ao SENHOR, seu Deus, vacas ou ovelhas. Ofereçam-nas no lugar que o SENHOR escolher para sua habitação.
Não devem comer a carne do animal oferecido com pão fermentado. Durante sete dias, só devem comer pão sem fermento, que é o pão do sofrimento, porque você saiu do Egito com pressa. Assim se lembrarão sempre do dia em que saíram da terra do Egito.
Nesses sete dias, não deve haver nenhum fermento em todo o seu território, nem devem deixar para a manhã seguinte nenhuma carne sacrificada na tarde do primeiro dia.
— Não devem oferecer o sacrifício da Páscoa em qualquer uma das cidades que o SENHOR, seu Deus, lhes dá.
Ofereçam-no só no lugar que o SENHOR, o seu Deus, escolher para sua habitação. É ali que devem oferecer o sacrifício da Páscoa, de tarde, ao pôr do sol. É a festa da sua saída do Egito.
Preparem e comam a carne no lugar escolhido pelo SENHOR, seu Deus e, na manhã seguinte, podem voltar para casa.
Durante seis dias devem só comer pão sem fermento, e no sétimo dia haverá uma reunião sagrada para honrar o SENHOR, seu Deus, nesse dia ninguém trabalhará.
— Contem sete semanas, a partir do dia em que começou a colheita das espigas.
Depois dessas semanas, devem celebrar a festa das Semanas em honra do SENHOR, seu Deus. A sua oferta voluntária deverá ser conforme a colheita com que o SENHOR, seu Deus, abençoou vocês.
Celebrem a festa com alegria diante do SENHOR, seu Deus, no lugar que ele tiver escolhido para sua habitação. Alegrem-se vocês, os seus filhos e filhas, os seus escravos e escravas, os levitas, os imigrantes, os órfãos e as viúvas que vivem no meio de vocês.
Lembrem-se de que também vocês foram escravos no Egito, obedeçam a todos estes decretos.
— Depois de terem feito as colheitas dos cereais e do vinho, vocês deverão celebrar a festa das Tendas durante sete dias.
Celebrem a festa com alegria você, os seus filhos e filhas, os seus escravos e escravas, os levitas, os imigrantes, os órfãos e as viúvas que vivem nas suas cidades.
Celebrem a festa em honra do SENHOR, seu Deus, durante sete dias, no lugar que o SENHOR escolher. E o SENHOR, seu Deus, abençoará todas as suas colheitas e todo o seu trabalho, e será muito feliz.
— Três vezes por ano, todos os homens devem se apresentar ao SENHOR, seu Deus, no lugar que ele tiver escolhido: na festa dos Pães sem Fermento, na festa das Semanas e na festa das Tendas. Todo homem que se apresentar ao SENHOR tem de levar uma oferta.
Cada homem deve levar o que puder, segundo as bênçãos que recebeu do SENHOR, seu Deus.
— Devem nomear juízes e oficiais de justiça para todas as tribos, em todas cidades que o SENHOR, seu Deus, lhes dá. Eles devem julgar o povo com justiça.
Não devem julgar injustamente nem mostrar favoritismo entre as pessoas. Não devem aceitar subornos, porque os subornos cegam os olhos dos sábios e corrompem as palavras dos justos.
Procurem só a justiça, nada mais, para que possam viver uma vida longa e ocupar a terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá.
— Não coloquem nenhum poste sagrado em honra de Aserá ao lado do altar do SENHOR, seu Deus.
Não edifiquem nenhum monumento sagrado de pedra, porque o SENHOR, seu Deus, odeia essas coisas.
— Não devem oferecer em sacrifício ao SENHOR, seu Deus, nenhum boi ou ovelha que tenha qualquer defeito, porque isso seria ofender o SENHOR, seu Deus.
— Pode acontecer que numa das cidades que o SENHOR, seu Deus, vai lhes dar, um homem ou uma mulher transgrida a sua aliança fazendo algo que desagrada a Deus.
Pode acontecer que essa pessoa vá adorar falsos deuses, tais como o sol, a lua, ou as estrelas, e assim desobedecer à lei de Deus.
Quando souberem que algo assim aconteceu, devem investigar com todo o cuidado. Se realmente for provado que alguém em Israel cometeu tal pecado contra Deus,
então a pessoa, seja homem ou mulher, deve ser julgada na entrada da cidade e apedrejada até morrer.
Mas para a pessoa ser condenada à morte deve haver duas ou três testemunhas. Ninguém deve ser condenado à morte se houver uma só testemunha.
As testemunhas serão as primeiras pessoas a atirar as pedras para matá-lo, e depois o povo todo. Assim vocês eliminarão o mal do meio do povo.
— Alguns casos, como assassinatos, contendas e agressões, poderão ser difíceis demais para serem resolvidos nos seus tribunais. Nesse caso, deverão ir ao lugar que o SENHOR, seu Deus, tiver escolhido.
Ali, deverão apresentar o caso aos sacerdotes levitas e a quem for o juiz nessa altura, e eles darão a sua decisão.
O que eles decidirem, no lugar escolhido pelo SENHOR, é exatamente o que deverão fazer.
Vocês deverão aceitar as suas ordens e seguir as instruções que lhes derem. Não deverão mudar nada.
— O sacerdote é o servo do SENHOR, seu Deus. Quem rejeitar e não fizer caso da decisão do sacerdote ou do juiz, será condenado à morte. Assim vocês eliminarão o mal do meio do povo.
E todo o povo saberá o que aconteceu e respeitará o sacerdote, e ninguém voltará a ser rebelde.
— Quando vocês conquistarem a terra que o SENHOR, seu Deus, lhes der, e viverem nela, talvez digam: “Queremos ter um rei que nos governe como todas as outras nações em nossa volta”.
Se isso acontecer, devem ter o cuidado de nomear o rei que o SENHOR, seu Deus, escolher. O rei só poderá ser alguém do seu próprio povo, não poderá ser um estrangeiro.
O rei não deverá acumular muitos cavalos para si mesmo. E também não deverá enviar pessoas para o Egito para ter muitos cavalos, porque o SENHOR disse: “Nunca mais devem voltar por esse caminho”.
Também não deverá se casar com muitas mulheres, pois elas o farão afastar de Deus. Nem deverá querer ter muito ouro e prata.
— Quando começar a reinar, deverá mandar que lhe façam uma cópia desta lei que é guardada pelos sacerdotes levitas. A cópia deverá ser escrita num livro.
E o rei deverá ter esse livro sempre consigo. Durante toda a sua vida, ele deverá lê-lo para aprender a respeitar o SENHOR, seu Deus. Ele deverá aprender também a seguir todas as palavras desta lei, e a praticar todos os seus decretos.
Assim ele não se sentirá superior ao seu povo e não se desviará da lei. Então ele e os seus descendentes governarão o reino de Israel durante muito tempo.
— A tribo de Levi, isto é, os sacerdotes e os outros levitas, não receberão nenhuma terra quando ela for distribuída pelas outras tribos de Israel. Eles se alimentarão da comida oferecida em sacrifício ao SENHOR.
O SENHOR prometeu ser a sua herança, por isso não receberão terra como as outras tribos. O que pertence ao SENHOR é deles.
— Quando o povo for oferecer sacrifícios ao SENHOR, seja bois ou ovelhas, estas partes pertencerão aos sacerdotes: a espádua, as queixadas e o estômago.
E também as primeiras ofertas do trigo, do vinho novo, do azeite e da lã que cortarem das ovelhas.
Pois, de todas as tribos, o SENHOR, seu Deus, escolheu a tribo de Levi e os seus descendentes, para serem sacerdotes e o servirem para sempre.
— Qualquer levita que estiver vivendo em qualquer uma das cidades de Israel, poderá sair de sua casa e ir para o lugar que o SENHOR escolher.
Quando chegar lá, ele poderá servir em nome do SENHOR, seu Deus, como todos os seus irmãos levitas que ali servem na presença do SENHOR.
Ele receberá a mesma porção de comida que os outros sacerdotes, e não terá que dividir o pagamento que recebeu pela venda dos bens da sua família.
— Quando vocês entrarem na terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá, não façam as coisas detestáveis que os povos fazem.
Ninguém de vocês deverá sacrificar o seu filho, ou a sua filha, no fogo do altar. Ninguém deverá praticar adivinhação. Ninguém deverá praticar astrologia. Ninguém deverá utilizar objetos para adivinhar. Ninguém deverá praticar feitiçaria.
Ninguém deverá praticar magia. Ninguém deverá consultar os espíritos. Ninguém deverá falar com os espíritos dos mortos.
Pois o SENHOR, seu Deus, odeia todos os que fazem essas coisas. É por fazerem essas coisas que o SENHOR, seu Deus, está expulsando as nações desta terra, porque os seus atos são detestáveis.
Vocês deverão permanecer sempre fiéis ao SENHOR, seu Deus, não façam o que ele detesta.
— Estas nações que agora estão sendo expulsas escutam o que os feiticeiros dizem, e são guiados pelos astros. Mas o SENHOR, seu Deus, não permite que vocês façam isso.
O SENHOR, seu Deus, irá enviar um profeta como eu, do meio do povo de Israel. É a ele que deverão escutar.
Pois foi isso que vocês pediram a Deus quando estavam reunidos no monte Horebe. Vocês disseram: “Não queremos escutar a voz do SENHOR, nosso Deus, diretamente, nem ver esse grande fogo, senão morreremos”.
— Então o SENHOR me disse: “Concordo com o que eles disseram.
Irei enviar-lhes, do seu próprio povo, um profeta como você. Eu direi a ele tudo o que ele deve falar a vocês, e ele dirá a vocês tudo o que eu lhe ordenar.
E se alguém não escutar o que o profeta falar em meu nome, eu mesmo o castigarei de entre o seu povo”.
— Mas se um profeta tiver a ousadia de falar algo em meu nome que eu não lhe disse para falar, ou se ele falar em nome de outros deuses, será condenado à morte.
Mas talvez vocês perguntem: “Como é que poderemos saber quando a mensagem não é do SENHOR?”
Quando um profeta falar que tem uma mensagem do SENHOR, mas o que ele diz não acontecer, então saberão que não é uma mensagem do SENHOR. Esse profeta fala com arrogância, não tenham medo dele.
— O SENHOR, seu Deus, vai destruir os povos que estão vivendo na terra que vai lhes dar. Vocês expulsarão esses povos e ocuparão as suas casas e cidades.
Quando isso acontecer, deverão escolher três cidades de refúgio, no meio do território que o SENHOR, seu Deus, vai lhes dar como propriedade.
Reparem o caminho para as cidades de refúgio, para que alguém que mate uma pessoa possa fugir depressa para uma dessas cidades. O território, que o SENHOR lhes dá como herança, deverá ser dividido em três partes e cada parte deverá incluir uma cidade de refúgio.
— Esta é a lei para que uma pessoa que mate outra possa fugir e salvar a sua vida. Mas só se matar alguém sem querer.
Por exemplo, um homem foi cortar lenha numa floresta com um amigo. Mas, ao levantar o machado para cortar a árvore, a cabeça do machado saiu do cabo e bateu no amigo, matando-o. Num caso assim, a pessoa poderá salvar a sua vida fugindo para uma dessas cidades.
Mas se ele não puder fugir depressa para uma dessas cidades, o parente do morto poderá persegui-lo, encontrá-lo e matá-lo. Isso poderá acontecer porque o parente está irritado, embora essa pessoa não merecesse ser morta, pois o que aconteceu não foi por mal.
É por isso que eu mando vocês escolherem três cidades de refúgio.
— O SENHOR, seu Deus, prometeu aos seus antepassados que iria aumentar o seu território. Ele vai fazer isso e vai dar a vocês toda a terra que prometeu aos seus antepassados.
Quando isso acontecer, vocês deverão acrescentar mais três cidades de refúgio às outras três. O SENHOR, seu Deus, cumprirá a sua promessa, mas vocês terão de cumprir cuidadosamente tudo o que hoje lhes ordeno: Amem ao SENHOR, seu Deus, e façam sempre o que ele quer.
Por isso, escolham mais três cidades de refúgio para que nenhuma pessoa inocente seja morta na terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá como herança, e para vocês não serem culpados de matar pessoas inocentes.
— Mas poderá dar-se o caso de alguém querer fazer mal a outra pessoa: ele se esconde, ficando à espera da outra pessoa, depois a ataca, mata e foge para uma das cidades de refúgio.
Nesse caso, os líderes deverão mandá-lo prender e entregá-lo ao parente do morto para que seja morto.
Não tenha compaixão dele. Assim o povo de Israel não será culpado de ter derramado sangue inocente e tudo lhe correrá bem.
— Não mudem as pedras que marcam os limites da propriedade do seu vizinho. Devem deixá-las como foram colocadas pelos seus antepassados. Não façam uma coisa dessas na terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá como propriedade.
— Uma só testemunha não será suficiente para acusar alguém de ter cometido um crime ou um pecado qualquer. Uma acusação só é válida quando for feita por duas ou mais testemunhas.
— Pode ser que apareça uma falsa testemunha para acusar o seu vizinho de um crime que ele não cometeu.
Nesse caso, os dois deverão apresentar-se diante do SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que estiverem de serviço nessa ocasião.
E os sacerdotes investigarão tudo, com muito cuidado, para ver se a testemunha mentiu contra o seu vizinho.
Se ficar provado que a testemunha mentiu, então deverá ser castigada com o castigo que ela queria que o seu vizinho recebesse. Assim você eliminará o mal do seu meio.
Quando o povo souber o que aconteceu, ficará com medo e ninguém mais fará uma maldade assim.
— Não tenham compaixão do culpado. Uma vida deve ser paga com outra vida. Deve ser assim: olho por olho, dente por dente, mão por mão e pé por pé. O castigo deve igual ao crime cometido.
— Quando vocês saírem para a guerra contra os seus inimigos e virem cavalos, carros de combate e um exército maior que o de vocês, não tenham medo, porque com vocês está o SENHOR, seu Deus, que tirou vocês do Egito.
— Quando se aproximarem do lugar de batalha, o sacerdote deverá colocar-se à frente de todos e falar:
“Ouça, ó Israel! Hoje vocês vão combater contra os seus inimigos. Não desanimem, nem tenham medo; não entrem em pânico, nem tenham terror deles.
Porque o SENHOR, seu Deus, marcha com vocês, lutando ao seu lado, contra o inimigo. Ele lhes dará a vitória”.
— E os oficiais deverão perguntar ao exército: “Há aqui alguém que acabou de construir a sua casa mas ainda não teve tempo de a dedicar? Então volte para casa, pois poderá morrer na batalha e ser outro que dedique a casa dele.
Há alguém que plantou uma nova vinha e nunca comeu dela? Então volte para casa, pois poderá morrer na batalha e ser outro que coma dos seus frutos.
Há alguém que está noivo de uma mulher e ainda não se casou com ela? Então volte para casa, pois poderá morrer na batalha e ser outro a se casar com ela”.
— E os oficiais dirão também: “Há aqui alguém que tenha medo ou que não tenha coragem? Volte para casa para não tirar a coragem dos companheiros”.
Depois de terem falado ao exército, os oficiais deverão escolher os chefes militares que irão comandar o exército.
— Quando vocês estiverem prontos para atacar uma cidade, devem primeiro enviar-lhe uma proposta de paz.
Se os seus habitantes aceitarem a sua proposta e se submeterem a vocês, então todos eles ficarão sendo seus escravos.
Se não aceitarem a proposta e entrarem em guerra contra vocês, então cerquem a cidade com o seu exército.
E quando o SENHOR, seu Deus, lhes entregar a cidade, vocês matarão todos os homens à espada.
Mas poderão ficar com as mulheres, as crianças, os animais e tudo o que houver na cidade. Serão os despojos do seu inimigo, que o SENHOR, seu Deus, lhes entregou.
É assim que deverão fazer com todas as cidades que ficam longe daqui, que não pertencem aos povos que vivem em volta de vocês.
— Mas nas cidades que o SENHOR, seu Deus, lhes der como herança, não deverão deixar sobreviventes.
Vocês deverão condenar à destruição total os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, assim como o SENHOR, seu Deus, lhes ordenou.
Condenem-nos à destruição total para que eles não lhes ensinem a fazer os mesmos atos detestáveis que eles costumam fazer quando adoram os seus deuses. Assim vocês evitarão ser culpados diante do SENHOR, seu Deus.
— Quando vocês cercarem e combaterem contra uma cidade durante muito tempo, para podê-la capturar, não devem destruir as árvores que dão fruto cortando-as com um machado. Utilizem os seus frutos como alimento, a sua guerra não é contra as árvores, por isso não as cortem.
Mas poderão cortar as árvores que não deem fruto para construírem armas de guerra contra a cidade, até que a tenham conquistado.
— Na terra que o SENHOR, seu Deus, vai lhe dar, alguém pode encontrar no campo o corpo de uma pessoa morta, sem que se saiba quem foi que a matou.
Nesse caso, os líderes e os juízes deverão sair e calcular a distância que há entre o lugar onde o corpo foi encontrado e as cidades mais próximas.
Então os líderes da cidade mais próxima deverão arranjar uma vitela que ainda não tenha feito nenhum trabalho, nem lhe tenha sido colocado o jugo.
E levarão a vitela para um vale que nunca tenha sido lavrado ou semeado e que tenha água sempre correndo e, nesse lugar, quebrarão o pescoço da vitela.
Depois se aproximarão os sacerdotes, descendentes de Levi, pois foram eles os escolhidos pelo SENHOR, seu Deus, para o servirem e para pronunciarem bênçãos em nome do SENHOR, e para resolverem todas as questões ou crimes.
Então todos os líderes da cidade mais próxima do lugar onde foi encontrado o corpo deverão lavar as mãos por cima da vitela cujo o pescoço foi quebrado no vale.
E os líderes devem falar: “Não fomos nós que matamos esta pessoa, nem sabemos como isto aconteceu.
SENHOR, perdoe o seu povo de Israel, o povo que você resgatou. Não culpe o povo de Israel pela morte de uma pessoa inocente”. Assim, não serão culpados de terem morto uma pessoa inocente.
Assim, você estará fazendo o que o SENHOR disse e tirará do meio do povo a culpa da morte de uma pessoa inocente.
— Quando você fizer guerra contra os seus inimigos, e o SENHOR, seu Deus, os entregar na sua mão,
se notar que entre os prisioneiros há uma mulher bonita que lhe agrade, poderá casar-se com ela.
Leve-a para sua casa. Ela rapará a cabeça, cortará as unhas
e tirará a roupa que tinha quando foi capturada. Ficará em sua casa chorando pelos seus pais um mês. Depois disso, poderá aproximar-se dela e ser o seu marido, e ela, sua esposa.
Mas se você deixar de gostar dela, então poderá se divorciar dela e deixará que ela vá para onde quiser. Não poderá vendê-la, nem tratá-la como uma escrava, já que você fez com ela o que bem quis.
— Pode acontecer que um homem tenha duas mulheres, e que ame mais uma do que a outra. As duas podem vir a ter filhos, embora o primeiro filho a nascer seja o filho da mulher menos amada.
Quando chegar o dia de dividir a herança, ele não pode dar os direitos que pertencem ao filho mais velho para o filho da mulher que ele ama mais, pois o filho mais velho é da mulher menos amada.
Ele terá que reconhecer o filho da mulher menos amada como seu primeiro filho, e dar a ele o dobro da porção da herança. Aquele filho é o seu primeiro fruto e é a ele que pertencem os direitos do filho mais velho.
— Se alguém tiver um filho teimoso e rebelde, que não obedece ao seu pai ou à sua mãe mesmo quando é castigado,
então os pais deverão levá-lo à entrada do lugar onde estão os líderes da sua cidade.
E dirão aos líderes: “Este nosso filho é teimoso e rebelde, não nos obedece, só quer comer e beber”.
Então todos os homens da cidade o matarão a pedradas. Assim vocês eliminarão o mal do seu meio e todo o povo ficará sabendo disso e ficará com medo.
— Quando alguém for culpado de um crime e condenado à morte e o seu corpo for pendurado num madeiro,
não deixem o seu corpo pendurado num madeiro durante a noite, mas devem enterrá-lo no mesmo dia. Todo aquele que for pendurado num madeiro é amaldiçoado por Deus. Portanto, não deixem que fique contaminada a terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá por herança.
— Se alguém encontrar o boi ou a ovelha do seu vizinho perdida, não deverá passar de lado. Deverá fazer de tudo para devolvê-la ao seu irmão.
Se o dono viver longe ou a pessoa não souber quem é o dono, então deverá levar o animal para sua casa e guardá-lo até o dono aparecer. Então entregará a ele o animal.
Fará o mesmo com o jumento do seu vizinho, com o seu manto ou com qualquer coisa perdida que encontrar. Não deverá deixar de se importar.
— Se encontrar caído no caminho um boi ou um jumento do seu vizinho, não o ignore. Ajude-o a levantar-se.
— Uma mulher não deve se vestir com a roupa de um homem, nem o homem com roupa de uma mulher. O SENHOR, seu Deus, detesta quem faz essas coisas.
— Se alguém encontrar um ninho de pássaro no seu caminho, numa árvore ou no chão, e a mãe ainda estiver sentada sobre os filhotes ou sobre os ovos, não deve apanhar a mãe e os filhotes.
Deve deixar a mãe fugir e ficar só com os filhotes. Assim tudo vai correr bem com essa pessoa e terá uma vida longa.
— Quando alguém construir uma casa nova, deverá fazer um muro ao redor do terraço para não ser culpado da morte de alguém que venha a cair do terraço.
— Não plantem a suas vinhas com dois tipos de semente. Senão toda a colheita, tanto a semente que plantarem como o produto da vinha, ficarão contaminados.
— Não devem lavrar a terra com um boi e um jumento debaixo do mesmo jugo.
— Não devem usar roupa feita com uma mistura de lã e de linho.
— Façam franjas nas quatro pontas do manto que usam para se cobrirem.
— Pode acontecer de um homem se casar com uma mulher e, depois de ter relações sexuais com ela, decidir que não gosta mais dela.
Então passa a acusá-la de má conduta e a difamar o seu nome, dizendo: “Me casei com esta mulher, mas quando tive relações sexuais com ela, descobri que ela não era virgem”.
Se isso acontecer, o pai e a mãe da jovem deverão levar a prova da virgindade da mulher aos líderes até a entrada da cidade.
O pai da jovem deve falar aos líderes: “Dei a minha filha em casamento a este homem, mas ele não gosta mais dela.
A está acusando de má conduta. Ele me falou: ‘Descobri que a sua filha não era virgem’. Mas aqui está a prova da sua virgindade”. Então deverão estender o lençol da cama diante dos líderes da cidade.
E os líderes deverão prender o homem e castigá-lo.
E deverão também aplicar-lhe uma multa de cem moedas de prata, que ele terá de pagar ao pai da jovem, por ter difamado uma virgem de Israel. Ela continuará sendo sua esposa e ele nunca mais poderá se divorciar dela.
— Mas se a acusação for verdadeira e não houver provas da virgindade da jovem,
então os líderes deverão levá-la até a porta da casa do seu pai e ali os homens da cidade deverão apedrejá-la até ela morrer. Ela cometeu um ato vergonhoso em Israel, tendo relações sexuais antes de se casar, quando ainda vivia na casa do seu pai. Assim você eliminará esse mal do seu meio.
— Se um homem tiver relações sexuais com a esposa de outro homem, ambos deverão ser mortos, tanto o homem como a mulher. Assim vocês eliminarão esse mal de Israel.
— Se numa cidade, um homem encontrar uma mulher virgem, noiva de outro homem, e tiver relações sexuais com ela,
os dois deverão ser levados até a porta da cidade e ser apedrejados. A mulher deverá ser apedrejada porque estava na cidade e não gritou por socorro, e o homem porque violentou a mulher de outro homem. Assim deixará de haver maldade em Israel.
— Mas se for no campo que o homem encontrar a mulher, noiva de outro homem, e a obrigar a ter relações sexuais, então só o homem deverá ser morto.
Não façam nada à jovem. Ela não cometeu nenhum pecado e não merece morrer. O que aconteceu com ela é a mesma coisa que acontece quando um homem ataca a outro e o mata.
O homem encontrou a jovem prometida em casamento no campo, e ela pode ter gritado por socorro, mas não havia ninguém que a pudesse socorrer.
— Se um homem encontrar uma mulher virgem que não está prometida em casamento e a obrigar a ter relações sexuais com ele e isso for descoberto,
então o homem deverá pagar cinquenta moedas de prata ao pai da jovem, e se casar com a jovem. E, porque a humilhou, nunca poderá se divorciar dela.
— Um homem não pode se casar com a mulher do seu pai porque isso seria uma vergonha para o seu pai.
— Nenhum homem que tenha os testículos esmagados, ou o orgão sexual amputado poderá entrar na assembleia do SENHOR.
Nenhum homem que tenha nascido de pais que por lei não podiam se casar, poderá entrar na assembleia do SENHOR. E os seus descendentes, até a décima geração, também não poderão entrar.
— Os descendentes de Amom e de Moabe também não poderão entrar na assembleia do SENHOR. Até a décima geração, nunca poderão entrar.
Porque eles não vieram ao seu encontro e não lhes deram comida nem água, quando vocês passaram pelo seu caminho, depois de terem saído do Egito. E por também terem contratado Balaão, filho de Beor, da cidade de Petor, na Mesopotâmia, para os amaldiçoar.
Mas o SENHOR, seu Deus, não ouviu o pedido de Balaão. E, porque o SENHOR ama muito vocês, o SENHOR, seu Deus, transformou a maldição em bênção.
Nunca façam um tratado de paz com eles. Enquanto vocês viverem não os ajudem.
— Não rejeitem os descendentes de Edom, porque são seus irmãos. Não rejeitem os egípcios, porque foram imigrantes no seu país.
Os descendentes desses povos poderão entrar na assembleia do SENHOR, a partir da terceira geração.
— Quando vocês estiverem em guerra contra os seus inimigos, mantenham-se longe de tudo o que for impuro.
Se um dos seus homens se tornar impuro por ter tido uma polução noturna, ele deverá sair do acampamento.
Ao entardecer, ele deverá se lavar, e ao pôr do sol, poderá voltar para o acampamento.
— Vocês deverão também providenciar um lugar fora do acampamento para as suas necessidades.
E cada homem deverá ter no seu equipamento uma pá para abrir um buraco no chão. Depois de fazer as suas necessidades, ele deverá cobri-las com terra.
Porque o SENHOR, seu Deus, anda no meio do seu acampamento para protegê-los e ajudá-los a derrotarem os seus inimigos. Por isso, o seu acampamento deve ser santo, para que o SENHOR não veja nada indecente e se afaste de vocês.
— Se um escravo escapar do seu senhor e se refugiar entre vocês, não o devolvam ao seu senhor.
Deixem que ele viva em paz no meio de vocês, em qualquer cidade que quiser, e não o oprimam.
— Não deixem que os seus jovens, mulheres ou homens, se prostituam.
E o dinheiro ganho por uma prostituta ou por um cachorro não deve ser levado à casa do SENHOR, seu Deus, para pagar uma promessa. O SENHOR, seu Deus, detesta essas coisas.
— Não devem cobrar juros a um israelita quando lhe emprestarem dinheiro, comida ou qualquer outra coisa.
Aos estrangeiros, poderão cobrar juros, mas não aos israelitas. Assim o SENHOR, seu Deus, abençoará tudo o que vocês fizerem na terra que vão ocupar.
— Quando vocês fizerem uma promessa ao SENHOR, seu Deus, cumpram-na depressa. Pois se vocês não a cumprirem, o SENHOR, seu Deus, irá lhes pedir contas, e serão culpados de terem cometido um pecado.
Evitem fazer promessas, para não pecarem.
Mas qualquer promessa que fizerem ao SENHOR, seu Deus, deverão cumpri-la, pois devem cumprir aquilo que prometeram.
— Quando vocês passarem pela vinha de um israelita, poderão comer até ficarem satisfeitos, mas não deverão levar nenhuma uva com vocês num cesto.
Quando vocês passarem por um campo de trigo, poderão apanhar espigas com as mãos, mas não deverão ceifar o trigo do seu próximo com uma foice.
— Um homem pode se casar com uma mulher e deixar de gostar dela, porque encontra nela algo indecente. Nesse caso, ele deverá entregar à mulher uma certidão de divórcio e mandá-la embora da sua casa.
E ela, depois de sair da casa do primeiro marido, poderá se casar com outro homem.
Esse homem poderá também não gostar dela e lhe dar uma certidão de divórcio e mandá-la embora, ou ele pode morrer.
Nesse caso, o primeiro marido que se divorciou dela, não poderá casar-se novamente com ela, pois para ele, ela é impura. Isso seria algo que ofenderia o SENHOR, seu Deus. Não contaminem a terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá por herança.
— Um homem que tenha se casado há pouco tempo, não será obrigado a ir para o exército ou a prestar qualquer outro serviço. Durante um ano ele estará livre para ficar em casa e fazer feliz a sua mulher.
— Ninguém deverá pedir como garantia de um empréstimo as pedras de um moinho de trigo. Nem a pedra de cima nem a de baixo. Isso seria tirar ao pobre o que ele precisa para sobreviver.
— Se for apanhado um israelita que raptou outro israelita para ser seu escravo ou para o vender, então deverá ser condenado à morte. Assim vocês eliminarão esse mal do meio do povo.
— Em caso de uma doença contagiosa de pele, sigam exatamente as instruções dos sacerdotes e dos levitas. Sejam obedientes a tudo o que eles dizem, pois eles seguem as minhas ordens.
Lembrem-se do que o SENHOR, seu Deus, fez a Míriam no caminho, depois de vocês terem saído do Egito.
— Quando alguém emprestar alguma coisa a outro israelita, não deverá entrar na casa dele para pegar o que ele ofereceu em penhor.
Espere fora da casa, até que o homem a quem você fez o empréstimo traga o penhor para você.
Se a pessoa for pobre, não se deite com a manta que ele lhe deu como penhor.
Devolva-lhe o penhor antes do anoitecer, para que ele possa dormir com a sua manta e abençoar você. Assim você terá feito uma boa ação diante do SENHOR, seu Deus.
— Não devem explorar os seus trabalhadores, pobres e necessitados, quer sejam israelitas ou imigrantes que vivam entre vocês.
Paguem-lhes o salário no mesmo dia em que trabalharem, antes do pôr do sol, pois ele é necessitado e precisa do dinheiro. Se não, ele poderá se queixar ao SENHOR e vocês serão culpados de ter cometido um pecado.
— Os pais não devem ser condenados à morte por culpa dos filhos, nem os filhos por culpa dos pais. Cada um só deve ser condenado à morte por causa do seu próprio pecado.
— Não julguem o imigrante ou o órfão injustamente. Não exijam a manta da viúva como penhor.
Lembrem-se que vocês foram escravos no Egito e que o SENHOR, seu Deus, libertou vocês da escravidão. Por isso lhes ordeno que façam tudo isso.
— Quando estiverem fazendo a colheita e se esquecerem de um feixe de trigo no campo, não voltem atrás para ir buscá-lo. Deixem-no para o imigrante, o órfão ou para a viúva. E o SENHOR, seu Deus, abençoará tudo o que vocês façam.
Quando fizerem a colheita das azeitonas das suas oliveiras, não voltem para apanhar o que ficou nos ramos. Deixem as azeitonas que ficarem para o imigrante, para o órfão e para a viúva.
E quando fizerem a vindima da sua vinha, não voltem para pegar o que ficou nela. Deixem o que ficou para o imigrante, para o órfão e para a viúva.
Lembrem-se que foram escravos na terra do Egito. Por isso lhes ordeno que façam isso.
— Quando dois homens tiverem uma briga entre eles e forem ao tribunal, os juízes deverão decidir a questão e declarar um dos homens, inocente, e o outro, culpado.
Se o culpado merecer ser açoitado, então o juiz deverá mandá-lo deitar e ser açoitado na sua presença com o número de açoites que o seu crime merecer.
Mas nunca devem dar nele mais de quarenta açoites. Pois isso significaria que não se importam com a vida dele.
— Não tape a boca do boi que está trabalhando, debulhando o trigo.
— Quando irmãos viverem juntos e um deles morrer sem deixar filhos, então um dos outros irmãos deverá se casar com a viúva e ter filhos. Assim estará cumprindo as suas obrigações de cunhado. A viúva não deverá se casar com um homem que não é da família.
O primeiro filho a nascer herdará o nome do irmão falecido, para que o seu nome não desapareça de Israel.
Mas se o cunhado não quiser se casar com a viúva, então ela deverá se apresentar na porta da cidade, diante dos líderes do lugar e falar: “O irmão do meu marido não quer que o nome do seu irmão continue existindo em Israel. Ele se recusa a cumprir com as suas obrigações de cunhado”.
Então os líderes da cidade deverão falar com ele. E se ele insistir em falar: “Eu não quero me casar com ela”,
então a viúva deverá aproximar-se dele, diante dos líderes, tirar uma sandália do pé dele, cuspir no rosto dele e falar: “Isto é o que merece o homem que se recusa a dar continuidade à descendência do seu irmão”.
E a família daquele homem ficará conhecida em Israel como “a família do descalçado”.
— Se dois homens estiverem lutando, e a esposa de um, para livrar o seu marido do outro que está batendo nele, agarrar nos órgãos genitais do outro homem,
então deverão cortar-lhe a mão. Não tenham compaixão.
— Não devem trazer na sua bolsa dois pesos diferentes, um mais leve e outro com o peso certo.
Não devem ter em sua casa duas medidas diferentes, uma medida mais pequena do que a outra.
Vocês devem sempre usar pesos e medidas exatas e justas. Assim viverão durante muito tempo na terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá.
Pois o SENHOR, seu Deus, detesta as pessoas que fazem essas coisas e que praticam injustiças.
— Lembrem-se daquilo que os amalequitas fizeram quando vocês estavam a caminho, depois de terem saído do Egito.
Quando vocês estavam cansados e esgotados, eles vieram atacar os mais fracos, que tinham ficado para trás. Eles não tiveram respeito a Deus.
Portanto, quando o SENHOR, seu Deus, tiver dado a vocês paz em toda a terra que irão receber por herança, deverão apagar o nome dos amalequitas de toda a terra. Não devem se esquecer disso.
— Quando vocês entrarem na terra que o SENHOR, seu Deus, vai lhes dar como herança, e tomarem posse da terra e estiverem vivendo nela,
então levarão numa cesta a primeira parte das suas colheitas que a terra produzir (a terra que o SENHOR, seu Deus, lhes dá), ao lugar que o SENHOR, seu Deus, escolher para sua habitação.
Apresentem-se ao sacerdote que estiver de serviço e falem a ele: “Declaro hoje ao SENHOR, seu Deus, que já entrei na terra que o SENHOR prometeu dar aos nossos antepassados”.
— Então o sacerdote tirará a cesta das suas mãos e a colocará diante do altar do SENHOR, seu DEUS.
E cada pessoa dirá diante do SENHOR, seu Deus: “Meu pai era um arameu que andava perdido de um lado para o outro. Ele levou para o Egito a sua pequena família e foi viver lá. No Egito ele se tornou numa grande e poderosa nação.
Mas os egípcios nos trataram mal e nos oprimiram, obrigando-nos a fazer trabalhos pesados.
Então choramos e pedimos ajuda ao SENHOR, o Deus dos nossos antepassados. E o SENHOR ouviu a nossa voz e viu o nosso sofrimento, que estavamos sendo oprimidos e escravizados.
Então o SENHOR nos tirou do Egito com grande poder e força, com atos que metiam medo e com sinais e milagres.
E nos trouxe para este lugar e nos deu esta terra, uma terra boa para semear e criar gado.
Agora aqui lhe ofereço, ó SENHOR, os primeiros frutos da terra que me deu”. — E deixará a cesta diante do SENHOR e se inclinará diante dele em adoração.
Depois, fará uma festa para celebrar todas as coisas boas que o SENHOR, seu Deus, lhe deu, a você e à sua família. Faça a festa com os levitas e os imigrantes que vivam entre vocês.
— De três em três anos vocês oferecerão a décima parte de todos os seus produtos. Será o ano dos dízimos. Ofereçam-nos aos levitas, imigrantes, órfãos e viúvas para que eles possam comer e ficar satisfeitos em todas as suas cidades.
Então cada um de vocês dirá diante do SENHOR, seu Deus: “Já tirei da minha casa a porção sagrada da colheita e a ofereci aos levitas, aos imigrantes, aos órfãos e às viúvas, como me mandou fazer. Não desobedeci aos seus mandamentos nem me esqueci deles.
Não comi da porção sagrada enquanto estava de luto, nem retirei nada dela enquanto estava impuro, e não a ofereci aos mortos. Obedeci ao SENHOR, meu Deus, e fiz tudo o que me ordenou.
Agora, olhe para nós desde os céus, onde fica sua casa sagrada, e abençoe o seu povo, Israel, e a terra que nos deu, conforme prometeu aos nossos antepassados, uma terra boa para semear e criar gado”.
— Hoje o SENHOR, seu Deus, manda que vocês obedeçam a estas leis e decretos. Tenham cuidado para obedecer a tudo, com todo o coração e com toda a alma.
Hoje vocês declararam que o SENHOR é o seu Deus e que irão viver fazendo o que Deus quer, que vão cumprir as suas leis e decretos.
E hoje o SENHOR declarou que vocês, o povo de Israel, é o seu povo, o seu tesouro pessoal, conforme lhes prometeu, e que devem cumprir os seus mandamentos.
Então ele fará de vocês uma nação superior a todas as nações da terra. Ele lhes dará mais glória, fama e honra do que às outras nações que ele criou. Vocês serão um povo consagrado ao SENHOR, seu Deus. Essa é a sua promessa.
Moisés, acompanhado pelos líderes de Israel, deu estas ordens ao povo: — Obedeçam a todos os mandamentos que hoje eu lhes dou.
Assim que atravessarem o rio Jordão e entrarem na terra que o SENHOR, seu Deus, vai lhes dar, ergam umas pedras grandes e pintem-nas com cal
e escrevam nelas todas as palavras desta lei. Façam isso quando atravessarem o rio Jordão e entrarem na terra que o SENHOR, seu Deus, vai dar a vocês. Uma terra cheia de leite e de mel e que o SENHOR, seu Deus, prometeu aos antepassados de vocês.
— Portanto, quando atravessarem o rio Jordão, deverão colocar essas pedras no monte Ebal e pintá-las com cal, assim como hoje lhes ordenei.
Construam, no mesmo lugar, um altar para o SENHOR, seu Deus, feito de pedras que nunca foram trabalhadas com ferramentas de ferro.
Façam o altar do SENHOR, seu Deus, com pedras inteiras e sobre ele ofereçam sacrifícios queimados ao SENHOR, seu Deus.
Ofereçam também sacrifícios de comunhão, e comam deles no mesmo lugar e alegrem-se diante do SENHOR, seu Deus.
Devem escrever sobre essas pedras todas as palavras desta lei de maneira clara e que possam ser lidas facilmente.
Então Moisés e os sacerdotes levitas disseram ao povo de Israel: — Atenção! Escute, ó povo de Israel! Hoje vocês se tornaram o povo do SENHOR, seu Deus.
Obedeçam à voz do SENHOR, seu Deus, e cumpram todos os seus mandamentos e decretos que hoje lhes mando.
Naquele mesmo dia, Moisés também deu estas ordens ao povo:
— Depois de atravessarem o rio Jordão, as tribos de Simeão, Levi, Judá, Issacar, José e Benjamim deverão se apresentar no monte Gerezim para pronunciarem as bênçãos sobre o povo.
E as tribos de Rúben, Gade, Asser, Zebulom, Dã e Naftali deverão estar no monte Ebal para pronunciarem as maldições.
— E os levitas proclamarão em alta voz a todo o povo de Israel:
“Maldito seja quem fizer uma imagem ou um ídolo e o colocar num lugar escondido. São falsos deuses feitos de madeira, pedra ou metal por algum artesão. O SENHOR detesta essas coisas”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem não respeitar o seu pai ou a sua mãe”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem mudar os marcos entre a sua propriedade e a do vizinho”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem desviar um cego do bom caminho”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem cometer uma injustiça contra um imigrante, um órfão ou uma viúva”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem tiver relações sexuais com a esposa do seu pai, desonrando o seu pai”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem tiver relações sexuais com um animal”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem tiver relações sexuais com a sua irmã, mesmo que seja só irmã da parte do pai ou da mãe”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem tiver relações sexuais com a sua sogra”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem matar uma pessoa às escondidas”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem aceitar dinheiro para matar uma pessoa inocente”. — E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Os levitas proclamarão: “Maldito seja quem não colocar em prática ou quem desobedecer às palavras desta lei”. E todo o povo dirá: “Assim seja”.
— Se vocês realmente obedecerem ao SENHOR, seu Deus, e praticarem fielmente todos os seus mandamentos que hoje lhes dou, então o SENHOR, seu Deus, fará de vocês uma nação superior a todas as nações da terra.
E se obedecerem ao que o SENHOR, seu Deus, lhes diz, todas estas bênçãos virão sobre vocês em abundância:
“Serão abençoados na cidade e abençoados no campo.
Serão abençoados com muitos filhos, boas colheitas, e com muitas crias dos seus animais. Serão abençoados com bezerros e cordeiros.
As suas cestas e as suas amassadeiras serão abençoadas com trigo e farinha.
Serão sempre abençoados e abençoado será tudo o que vocês fizerem”.
— O SENHOR lhes dará poder para vencerem todos os inimigos que atacarem vocês. Eles virão contra vocês por um só caminho, mas fugirão de vocês em sete direções diferentes.
— O SENHOR abençoará vocês com celeiros cheios e abençoará tudo o que vocês fizerem. Serão abençoados na terra que o SENHOR, seu Deus, vai lhes dar.
Se obedecerem aos mandamentos do SENHOR, seu Deus, e se viverem como ele quer que vocês vivam, então o SENHOR fará de vocês um povo santo, como prometeu.
E todas as nações da terra verão que vocês pertencem ao SENHOR e terão medo de vocês.
— O SENHOR fará com que vocês sejam muito prósperos. Ele lhes dará muitos filhos, e dará aos seus animais muitas crias. E a terra que o SENHOR prometeu aos seus antepassados que iria lhes dar, dará boas colheitas.
O SENHOR abrirá para vocês o seu grande tesouro no céu e a chuva cairá sobre a sua terra no momento exato. Tudo o que vocês fizerem será abençoado. Terão dinheiro para emprestar às outras nações e não precisarão pedir emprestado.
O SENHOR fará vocês irem na frente de todos e não atrás. Vocês estarão sempre acima de todos e não abaixo, se obedecerem cuidadosamente aos mandamentos do SENHOR, seu Deus, que hoje lhes dou.
Serão abençoados se não se desviarem, nem para a direita nem para a esquerda, das palavras que hoje lhes ordeno. Serão abençoados se não andarem atrás de outros deuses, para adorá-los.
— Mas se vocês não obedecerem às ordens do SENHOR, seu Deus, nem seguirem fielmente todos os seus mandamentos que hoje lhes dou, então todas estas maldições cairão sobre vocês:
“Serão amaldiçoados na cidade e serão amaldiçoados no campo.
As suas cestas e as suas amassadeiras serão amaldiçoadas e vazias.
Serão amaldiçoados com poucos filhos e poucas colheitas. Serão amaldiçoados com poucos bezerros e poucos rebanhos.
Vocês serão sempre malditos e maldito será tudo o que vocês fizerem”.
— Tudo o que vocês fizerem, o SENHOR destruirá. Já que se esqueceram dele e fizeram o mal, o SENHOR vai enviar sobre vocês maldição, confusão e repreensão, até que deixem de existir.
O SENHOR enviará doenças terríveis sobre vocês até que sejam eliminados da terra que vão ocupar.
O SENHOR os castigará com doenças, febres e inflamações. Ele vai enviar-lhes calor e seca, ventos quentes e pragas até vocês desaparecerem.
Por cima de vocês o céu não terá nuvens, será duro como o bronze. E por baixo dos seus pés, a terra será dura como o ferro.
O SENHOR fará com que não caia chuva sobre a sua terra, em vez de chuva cairá cinza e pó, até que sejam destruídos.
— O SENHOR fará com que sejam derrotados pelos seus inimigos. Sairão contra eles por um só caminho, mas fugirão deles em sete direções. Todas as nações da terra ficarão com terror quando virem o mal que acontece com vocês.
Os seus cadáveres serão comidos pelas aves do céu e pelos animais da terra, e ninguém os espantará.
— O SENHOR os castigará com úlceras, como as dos egípcios; com tumores, sarna e tinha, e não conseguirão se curar.
O SENHOR fará que vocês fiquem loucos, cegos e confusos.
Vocês andarão tateando de dia como cegos na escuridão. Tudo o que vocês fizerem irá fracassar. Serão oprimidos e roubados e não haverá ninguém que salve vocês.
— Serão noivos de uma mulher, mas outro homem a possuirá. Construirão casas, mas não viverão nela. Plantarão vinhas, mas não comerão dos seus frutos.
Os seus bois serão mortos diante de vocês, mas não comerão deles. Os seus jumentos serão roubados de vocês e não lhes serão devolvidos. O gado de vocês será dado aos seus inimigos, e não haverá ninguém para salvar vocês.
— Os seus filhos e filhas serão entregues a outras nações e os seus olhos ficarão cansados de procurá-los todos os dias, e nada poderão fazer.
— Uma nação que vocês não conhecem comerá as suas colheitas e todo o fruto do seu trabalho. Serão maltratados e oprimidos continuamente.
Ao ver todas estas coisas vocês ficarão loucos.
O SENHOR castigará vocês com feridas dolorosas nos joelhos, e nas pernas e dos pés à cabeça, e não poderão ser curados.
— O SENHOR levará vocês e o seu rei, para uma nação que nem vocês nem os seus antepassados conheceram. Ali vocês servirão deuses feitos de madeira e de prata.
Nessas nações para onde o SENHOR vai levar vocês, as pessoas ficarão com horror daquilo que lhes aconteceu e zombarão de vocês.
— Semearão muito, mas colherão pouco, porque os gafanhotos comerão quase tudo.
Plantarão vinhas e trabalharão muito nelas, mas não terão vinho, nem colherão uvas, porque os vermes comerão tudo.
Terão oliveiras em todo o seu território, mas não terão azeite porque as azeitonas cairão.
Terão filhos e filhas, mas ficarão sem eles, porque serão levados para o cativeiro.
Insetos destruirão as suas árvores e comerão as suas colheitas.
Os imigrantes que vivem com vocês se tornarão cada vez mais fortes enquanto vocês ficarão cada vez mais fracos.
Eles terão dinheiro para lhes emprestarem, mas vocês não terão nada para emprestar a eles. Eles serão a cabeça e vocês, a cauda.
— Todas estas maldições vão acontecer. Elas vão perseguir, apanhar e destruir vocês. Porque não obedeceram ao SENHOR, seu Deus, e não cumpriram os mandamentos e os decretos que ele lhes deu.
Estas maldições servirão de aviso para vocês e para os seus descendentes do juízo de Deus.
Por não terem adorado o SENHOR, seu Deus, com júbilo e alegria, quando tinham tudo em abundância.
Por isso servirão os inimigos que o SENHOR enviará contra vocês. Terão fome, sede, não terão roupa e terão falta de todas as outras coisas que são necessárias. O SENHOR colocará sobre vocês uma dura escravidão até vocês serem destruídos.
— O SENHOR enviará contra vocês uma nação de longe, do fim da terra, cuja língua vocês não compreendem. Ela virá sobre vocês subitamente como uma águia.
Será uma nação cruel, sem respeito pelos idosos e sem compaixão pelos mais jovens.
Eles comerão as crias dos seus gados e todas as colheitas, até vocês ficarem sem nada. Não deixarão trigo, nem vinho novo, nem azeite. Também não deixarão nenhum bezerro ou cordeiro. Tirarão tudo até que sejam destruídos.
— Essa nação cercará e atacará todas as suas cidades, até caírem as suas muralhas altas e fortes, nas quais vocês têm tanta confiança. Ela cercará todas as cidades, em toda a terra, que o SENHOR, seu Deus, lhes deu.
O inimigo cercará vocês e os fará sofrer. Não terão nada para comer e então comerão os seus próprios filhos, os corpos dos mesmos filhos que o SENHOR, seu Deus, lhes deu.
— Até mesmo o homem mais gentil e carinhoso entre vocês se tornará cruel. Olhará com más intenções para o seu irmão, para a esposa que ama e para o último filho que lhe resta.
Não terá nada para comer, por isso matará ao seu próprio filho para o comer e não repartirá com ninguém a sua carne, nem mesmo com a sua própria família. Esse será o sofrimento que o inimigo provocará em vocês durante o ataque a todas suas cidades.
— A mulher mais gentil e delicada entre vocês se tornará cruel. Mesmo a mulher que era tão delicada e sensível, ao ponto que não precisava andar a pé quando saía de casa, será cruel com o esposo, que ama, e com o seu filho e filha.
Ela se esconderá quando estiver para dar à luz e comerá a criança assim que nascer e a placenta. Ficará escondida para não ter que repartir a criança com ninguém. Tudo isso acontecerá quando os seus inimigos cercarem vocês e os fizerem sofrer em todas as suas cidades.
— Obedeçam, com cuidado, todas as palavras desta lei que estão escritas neste livro. Respeitem o nome glorioso e terrível do SENHOR, seu Deus.
Senão, o SENHOR castigará vocês com desgraças horríveis e prolongadas e com doenças dolorosas e sem cura.
Ele fará cair sobre vocês todas as doenças que enviou contra o Egito, que deixaram vocês com tanto medo, e elas não os deixarão.
Além disso, o SENHOR enviará contra vocês muitas outras desgraças e doenças que não estão escritas neste Livro da Lei, até que sejam destruídos.
E apesar de serem tão numerosos como as estrelas do céu, ficarão reduzidos a um pequeno número, porque não obedeceram ao que o SENHOR, seu Deus, disse para vocês.
— E da mesma maneira como o SENHOR teve alegria em lhes fazer bem e em torná-los mais numerosos, assim também terá alegria em arruinar e destruir vocês, até serem expulsos da terra que vão ocupar.
O SENHOR espalhará vocês por todas as nações, de um lado da terra ao outro. E ali irão servir outros deuses feitos de madeira e de pedra, que nem vocês nem os seus antepassados conheciam.
— Nessas nações não terão paz nem um lugar onde possam descansar. Ali o SENHOR também fará com que o coração de vocês esteja sempre cheio de preocupações; os seus olhos, cansados de esperar; e a alma de vocês, cheia de tristeza.
A vida de vocês estará sempre em perigo, andarão assustados de dia e de noite, e não saberão se vão viver ou morrer.
Terão tanto medo e verão tantas coisas más que de manhã irão falar: “Quem dera que já fosse noite!” e à noite dirão: “Quem dera que já fosse dia!”
O SENHOR enviará vocês de novo para o Egito em barcos, ou pelo caminho que disse que nunca mais voltariam a ver. Ali vocês tentarão vender a si mesmos como escravos aos seus inimigos, mas ninguém irá comprar vocês.
Além da aliança que o SENHOR tinha feito com o povo de Israel no monte Horebe, o SENHOR também fez esta aliança com eles na terra de Moabe.
Moisés chamou todo o povo e lhes disse: — Vocês viram o que o SENHOR fez no Egito, ao faraó, aos seus oficiais e a todo o seu país.
Viram com os seus olhos as grandes provações, os milagres e as grandes maravilhas.
Mas, até hoje, vocês não compreendem o que aconteceu. O SENHOR não lhes deu a entender as coisas que viram e ouviram.
O SENHOR disse: “Fiz vocês caminharem no deserto durante quarenta anos. Durante todo esse tempo, nem a sua roupa se gastou nem as suas sandálias.
Não precisaram levar pão para comerem, nem vinho, nem qualquer outra bebida, para beberem, pois eu tomei conta de vocês. Fiz isso para vocês saberem que eu sou o SENHOR, seu Deus”.
— Quando chegaram a este lugar, vocês viram como o rei Seom de Hesbom e o rei Ogue de Basã nos atacaram, mas nós os derrotamos.
Conquistamos a sua terra e a demos por herança às tribos de Rúben e de Gade e à metade da tribo de Manassés.
— Por isso, obedeçam fielmente a todas as palavras desta aliança para que tenham sucesso em tudo o que fizerem.
Hoje vocês estão aqui todos reunidos diante do SENHOR. Estão aqui os chefes das tribos, os líderes, os oficiais e todos os outros homens de Israel.
Também estão aqui os seus filhos, as suas mulheres e todos os imigrantes que vivem no meio de vocês, desde os que cortam a sua lenha, até os que vão buscar água.
Estão aqui para fazerem uma aliança com o SENHOR, seu Deus. Deus fará esta aliança com juramento.
Deus afirmará hoje que vocês são o seu povo, e que ele é o seu Deus, como jurou a vocês e aos seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó.
Não é só com vocês que o SENHOR fará esta aliança e este juramento.
Deus fará esta aliança com todos os que hoje estão aqui diante do SENHOR, nosso Deus, e com os nossos descendentes que não estão aqui hoje conosco.
— Vocês sabem bem como vivemos no Egito e como passamos por muitas nações para chegarmos aqui.
Viram os seus ídolos detestáveis. Ídolos feitos de madeira, pedra, ouro e prata.
Portanto, tenham muito cuidado para que não haja entre vocês nenhum homem, mulher, família ou tribo cujo coração se afaste do SENHOR, nosso Deus, para servir os deuses daquelas nações. Tenham cuidado para que não haja entre vocês alguém que seja como uma raiz que produz essa planta venenosa e amarga.
— Que uma pessoa assim, não se tranquilize dizendo para si mesmo: “Vou continuar fazendo o que quero, nada de mal vai me acontecer”, pois o resultado será a ruína para todos.
O SENHOR não perdoará a essa pessoa, a sua ira e o seu zelo se acenderão contra ela e todas as maldições escritas neste livro cairão sobre ela. Assim o SENHOR apagará o seu nome de toda a terra.
O SENHOR separará tal pessoa de todas as tribos de Israel para a castigar com todas as maldições escritas neste Livro da Lei.
— Os seus filhos, os seus descendentes e os estrangeiros que vierem de terras distantes irão ver esta terra totalmente destruída e cheia de doenças que o SENHOR irá trazer sobre ela.
Toda esta terra será queimada, coberta com enxofre e sal, onde nada poderá ser plantado, nem a erva brotará. Será como as cidades de Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, que o SENHOR destruiu com a sua intensa ira.
E todos os povos perguntarão: “Por que o SENHOR fez isto a esta terra? Por que ele ficou assim tão furioso com eles?”
E a resposta será: “Porque eles abandonaram a aliança que o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, fez com eles, depois de os ter tirado do Egito.
Eles foram servir e adorar outros deuses. Deuses que não conheciam antes e que o SENHOR tinha lhes proibido de adorar.
Por isso o SENHOR se irritou muito com esta terra, e enviou contra ela todas as maldições escritas neste livro.
O SENHOR ficou tão indignado e furioso com eles que os arrancou da sua terra e os atirou para outras terras, onde estão agora”.
— Há muitas coisas que o SENHOR, nosso Deus, tem escondido pois essas coisas lhe pertencem. Mas ele nos revelou algumas coisas, e o que ele nos ensinou pertence a nós e aos nossos descendentes para sempre. É por isso que devemos obedecer a tudo o que ele nos ensinou, a todos os mandamentos desta lei.
— Todas essas bênçãos e as maldições que mencionei acontecerão. E quando o SENHOR, seu Deus, os espalhar pelas nações, então vocês se lembrarão do que eu disse.
Nesse momento, se vocês e os seus filhos voltarem para o SENHOR, seu Deus, e lhe obedecerem com todo o seu coração e com toda a sua alma, de acordo com tudo o que hoje lhes ordeno,
então o SENHOR libertará vocês. E, por causa do seu grande amor, ele voltará a juntar vocês de todas as nações por onde Deus os tinha espalhado.
Mesmo que tenham sido espalhados para o lugar mais distante do mundo, o SENHOR, seu Deus, buscará vocês lá e os juntará de novo.
O SENHOR, seu Deus, voltará a trazer vocês para a terra que era dos seus antepassados e a dará a vocês. Ele fará com que vocês sejam mais prósperos e mais numerosos do que os seus antepassados.
E o SENHOR, seu Deus, irá circuncidar os seus corações, a vocês e aos seus descendentes, para que amem o SENHOR com todo o coração e com toda a alma, e para que tenham uma vida longa.
— O SENHOR, seu Deus, enviará então todas essas maldições sobre os seus inimigos e sobre todos aqueles que os odeiam e os perseguem.
E vocês voltarão a obedecer ao SENHOR e a cumprir todos os mandamentos que hoje lhes dou.
Então o SENHOR, seu Deus, fará com que tenham êxito em tudo o que fizerem. O SENHOR irá abençoar vocês com muitos filhos, os seus animais com muitas crias, e a sua terra com grandes colheitas. O SENHOR fará com que vocês tenham êxito em tudo e sejam felizes, assim como ele fez com os seus antepassados.
Serão abençoados por terem obedecido ao SENHOR, seu Deus, cumprindo os seus mandamentos e decretos que estão escritos neste Livro da Lei, e por terem voltado para o SENHOR, seu Deus, com todo o coração e com toda a alma.
— Na verdade, obedecer a estes mandamentos que hoje lhes dou não é uma coisa impossível. Estes mandamentos não estão distantes de vocês.
Estes mandamentos não estão no céu para que digam: “Quem é capaz de subir ao céu e trazer para a gente estes mandamentos para que os possamos ouvir e obedecer?”
Nem estão no outro lado do mar para que digam: “Quem é capaz de atravessar o mar e trazer para a gente estes mandamentos para que os possamos ouvir e obedecer?”
Porque a palavra está muito perto de vocês. Está na boca e no coração de vocês para que possam obedecer.
— Hoje lhes dou a escolher entre a vida e a morte, e entre a felicidade e a desgraça.
Se vocês obedecerem às ordens do SENHOR, seu Deus, que hoje lhes dou, se amarem o SENHOR, seu Deus, se vocês fizerem o que ele manda e guardarem os seus mandamentos, leis e decretos, terão vida e serão um povo numeroso. E o SENHOR, seu Deus, abençoará vocês na terra que irão conquistar.
Mas se não o quiserem amar, nem obedecerem a ele, se vocês se deixarem levar por outros deuses e os adorarem,
então hoje eu declaro que vocês certamente serão destruídos. Não viverão durante muito tempo na terra que irão possuir, depois de terem atravessado o rio Jordão.
— Invoco o céu e a terra para serem testemunhas de que hoje lhes dou a escolher entre a vida e a morte, entre a bênção e a maldição. Escolham a vida para que vocês e os seus descendentes possam viver.
O SENHOR, seu Deus, é a sua vida, nunca se desviem dele. Amem o SENHOR e façam o que ele lhes manda. Então vocês viverão muito tempo na terra que o SENHOR prometeu dar aos seus antepassados Abraão, Isaque e Jacó.
Moisés disse ainda estas palavras ao povo de Israel:
— Tenho cento e vinte anos de idade, já não sou capaz de andar com vocês. E o SENHOR também me disse: “Não irá atravessar o rio Jordão”.
Será o próprio SENHOR, seu Deus, que irá à sua frente. Ele destruirá aquelas nações que estão diante de vocês, e ocupará a terra delas. E Josué também irá na sua frente, conforme disse o SENHOR.
— O SENHOR destruirá aquelas nações assim como destruiu Seom e Ogue, reis dos amorreus, e a terra deles.
O SENHOR as entregará no seu poder e vocês deverão fazer com elas tudo o que lhes ordenei.
Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo deles, nem se assustem. Pois o SENHOR, seu Deus, irá com vocês. Ele não os deixará, nem abandonará vocês.
Então Moisés chamou Josué, na frente de todo o povo de Israel, e lhe disse: — Você deve ser forte e corajoso. Será você quem irá guiar este povo para a terra que o SENHOR prometeu dar aos seus antepassados. E será você também que irá repartir essa terra entre eles como herança.
O próprio SENHOR o guiará. Ele estará sempre com você. Ele não o deixará, nem o abandonará. Portanto, não tenha medo, nem desanime.
Então Moisés escreveu esta lei e a entregou aos líderes e aos sacerdotes, descendentes de Levi, que transportam a arca da aliança do SENHOR.
E Moisés lhes deu a seguinte ordem: — No fim de cada sete anos, no ano do perdão das dívidas, durante a Festa das Tendas, vocês devem ler esta lei.
Leiam esta lei quando todo o povo de Israel se apresentar diante do SENHOR, seu Deus, no lugar escolhido por ele. Leiam esta lei para que todo o povo de Israel a possa ouvir.
Reúnam todo o povo, homens, mulheres, crianças e os estrangeiros que vivem nas suas cidades, para poderem ouvir os seus ensinos. Assim aprenderão a respeitar o SENHOR, seu Deus. E cumprirão toda a lei escrita neste Livro de Ensinos.
Assim também os seus filhos, que ainda não conhecem a lei, poderão ouvi-la e aprenderão a respeitar o SENHOR, seu Deus, enquanto viverem na terra da qual tomarão posse quando atravessarem o rio Jordão.
O SENHOR disse a Moisés: — Está próximo o dia da sua morte. Chame a Josué e apresente-se com ele na Tenda do Encontro, pois tenho instruções para lhe dar. Então Moisés e Josué apresentaram-se diante da Tenda do Encontro.
O SENHOR apareceu na Tenda, na forma de uma coluna de nuvem, que se colocou diante da entrada da Tenda.
E o SENHOR disse a Moisés: — Está próxima a hora de você morrer. Depois de se juntar aos seus antepassados, este povo vai tornar-se infiel e adorar os deuses estrangeiros na terra que vão ocupar. Eles vão me abandonar e quebrar a aliança que fiz com eles.
Nesse momento, ficarei furioso com eles e os abandonarei. Eles não me encontrarão e serão destruídos. Cairão sobre eles tantas desgraças e sofrimentos que irão falar: “O nosso Deus já não está conosco, é por isso que estas desgraças nos estão acontecendo”.
Mas eu certamente me esconderei deles, por causa de todo o mal que praticaram quando se voltaram para os outros deuses.
— Agora escrevam este cântico e que seja ensinado aos israelitas. Façam com que eles aprendam este cântico para que sirva de testemunha contra eles.
Eu os levarei para a terra que prometi dar aos seus antepassados, uma terra boa para semear e criar gado. Eles comerão tudo o quiserem e ficarão gordos. Depois disso, eles me rejeitarão e quebrarão a minha aliança, voltando-se para outros deuses e adorando-os.
Mas quando estas desgraças lhes acontecerem e estiverem sofrendo, então este cântico servirá de testemunha contra eles, porque os seus descendentes não se esquecerão dele. É que hoje mesmo, antes de levá-los para a terra que lhes prometi, eu já sei o que irão fazer ali.
E Moisés escreveu, naquele mesmo dia, o cântico e o ensinou aos israelitas.
Depois o SENHOR deu estas instruções a Josué, filho de Num: — Você deve ser forte e corajoso, porque irá guiar os israelitas para a terra que lhes prometi, e eu estarei com você.
Depois de Moisés ter terminado de escrever as palavras desta lei num rolo,
ele deu a seguinte ordem aos levitas que transportavam a arca da aliança do SENHOR:
— Tomem este Livro da Lei e que seja colocado ao lado da arca da aliança do SENHOR, seu Deus. Ficará ao lado da arca para servir de testemunha contra vocês.
Eu sei muito bem que vocês são teimosos e rebeldes. E se agora, que estou vivo e ao seu lado, vocês são rebeldes contra o SENHOR, quanto mais depois de eu ter morrido.
Reúnam junto a mim todos os líderes e os oficiais das tribos. Quero ter certeza de que ouvirão estas palavras, e chamarei o céu e a terra para serem testemunhas contra eles.
Porque sei que depois da minha morte, vocês irão se corromper completamente e não viverão como eu tenho lhes ordenado. Então, no futuro, vocês irão sofrer muito porque farão o que o SENHOR considera pecado e o irritarão com os seus atos.
Então Moisés recitou as palavras deste cântico, diante de toda a comunidade de Israel:
“Prestem atenção, ó céus, ao que eu vou falar. Escute, ó terra, às palavras da minha boca.
Que o meu ensino caia como chuva e as minhas palavras desçam como o orvalho, como chuvisco sobre pasto novo e gotas de chuva sobre plantas tenras.
“Porque proclamarei o nome do SENHOR. Conheçam a grandeza do nosso Deus!
Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, e tudo o que ele faz é justo. Deus é fiel, verdadeiro, digno de confiança, e não atua com maldade.
“Ele não é corrupto, mas os seus filhos têm agido corruptamente. Eles são uma geração pervertida e má.
É assim que vocês pagam ao SENHOR, ó povo insensato e louco? Não é ele o seu Pai, o seu Criador? Não foi ele quem fez vocês e os criou?
“Lembrem-se dos velhos tempos. Pensem nas gerações que já passaram. Perguntem ao seu pai, e ele lhes informará. Perguntem aos seus líderes, e eles lhes contarão o passado.
Quando o Deus Altíssimo separou as nações, quando dividiu a raça humana, ele fixou as fronteiras dos povos, de acordo com o número dos seres celestiais na assembleia de Deus.
Mas o povo de Israel é a propriedade do SENHOR; Jacó é a sua herança.
O SENHOR o encontrou numa terra deserta, numa região árida onde o vento uiva. Então o abraçou e tomou conta dele. Protegeu-o como a pessoa mais amada.
Como a águia que voa sobre o seu ninho e encoraja os filhotes a voar, também ele abriu as suas asas, apanhou-o e o levou nelas.
“Foi o SENHOR sozinho quem o guiou pelo deserto, nenhum deus estrangeiro o ajudou.
Ele o fez passar por cima da região da montanha, e o alimentou com o fruto dos campos. Ele o amamentou com mel das rochas, e com azeite das pedras duras.
Ele lhe deu manteiga de vacas e leite de ovelhas, o alimentou com o os melhores cordeiros e carneiros, gado de Basã e cabritos. Deu-lhe a melhor farinha de trigo, e o melhor vinho espumoso, sangue das uvas.
“Mas Jacó ficou cheio de comida, Jesurum engordou e se revoltou. Tornou-se gordo, corpulento, e abandonou o Deus que o fez, rejeitou a Rocha que o salvou.
Com os seus deuses estrangeiros, provocaram-lhe ciúmes. Irritaram-no com os seus ídolos detestáveis.
Ofereceram sacrifícios a demônios e não a Deus; a deuses que não conheciam, chegados recentemente; deuses que os seus pais não conheceram.
Esqueceram-se da Rocha que lhes deu vida. Esqueceram-se do Deus que os fez nascer.
“O SENHOR viu isso e os rejeitou, porque os seus filhos e as suas filhas o irritaram.
Ele disse: ‘Esconderei o meu rosto deles, para ver o que vai lhes acontecer. Pois eles são um povo rebelde, filhos infiéis.
Provocaram-me ciúmes com aquilo que não é Deus. Irritaram-me com os seus deuses que não servem para nada. Também eu farei que eles fiquem com ciúmes de um povo que não conhecem, com uma nação ignorante, farei com que fiquem irritados.
A minha ira acendeu um fogo, que queimará até o mundo dos mortos. Destruirá a terra e as suas colheitas, e queimará os alicerces dos montes.
Farei cair sobre eles desgraças sem fim, atirarei todas as minhas flechas contra eles.
A fome os enfraquecerá, e uma doença terrível, uma epidemia mortal, os destruirá. Enviarei animais selvagens contra eles, e serpentes venenosas.
A espada os matará nas ruas, e o terror os matará nas suas casas. Os jovens e as jovens morrerão, e também morrerão as crianças e os velhos.
Eu disse que os iria destruir, acabar com eles para sempre.
Mas temi a reação dos inimigos deles, não os destruí para que os seus adversários não dissessem que foram eles que os venceram, pelo seu próprio poder, e não aconteceu pelo poder do SENHOR’.
“Porque eles são uma nação sem entendimento um povo que não tem discernimento.
Se fossem inteligentes, entenderiam o que estava acontecendo. Saberiam discernir o que iria acontecer com eles.
Como é possível que um só homem persiga mil? E como é possível que dois homens persigam dez mil? É porque a sua Rocha os vendeu, o seu SENHOR os entregou nas suas mãos.
Pois a rocha dos nossos inimigos não é como a nossa Rocha. Até os nossos inimigos admitem isso.
São como Sodoma e Gomorra. Bebem o vinho que vem de Sodoma, e das videiras de Gomorra. As uvas são venenosas e os seus cachos, amargos.
O seu vinho é a peçonha das serpentes, o veneno mortal das cobras.
“Deus disse: ‘Tenho esse vinho guardado, bem guardado na minha adega.
A mim pertence o castigo e a vingança, no dia em que escorregarem e caírem. Está próximo o momento da sua desgraça, o seu castigo virá depressa’.
“O SENHOR fará justiça ao seu povo e terá compaixão dos seus servos. Quando perceber que eles já não têm poder, que já não resta ninguém, nem preso nem livre.
Então dirá: ‘Agora, onde estão os seus deuses? Onde está a rocha em que eles confiavam?
Onde estão os deuses que comiam o melhor dos seus sacrifícios e bebiam o vinho das suas ofertas derramadas? Que venham agora ajudá-los! Que venham agora protegê-los!
Fiquem agora sabendo que eu sou o único, eu mesmo, e que não há outro Deus. Só eu tenho poder de matar e dar vida. Eu feri e irei salvar. Ninguém pode escapar do meu poder.
Por isso, levanto a minha mão ao céu e digo: Tão certo como eu vivo para sempre, estas coisas irão acontecer!
Juro que afiarei a minha espada brilhante e farei justiça. Castigarei os meus inimigos. Irei vingar-me daqueles que me desprezam.
As minhas flechas ficarão cobertas de sangue, e a minha espada destruirá a sua carne. Ficarão cobertas com o sangue dos mortos e dos cativos, e das cabeças dos chefes inimigos’.
“Alegrem-se, ó céus, com o povo de Deus. Que todos os filhos de Deus adorem o Senhor! Alegrem-se, ó nações, com o seu povo, pois ele vingará o sangue dos seus servos. Ele se vingará dos seus inimigos, e purificará a sua terra e o seu povo”.
Moisés e Josué, filho de Num, apresentaram-se diante do povo, e Moisés recitou todas as palavras deste cântico para que o povo o aprendesse.
Depois de ter recitado todas estas palavras,
Moisés disse ao povo: — Prestem atenção a todas as palavras que hoje lhes disse. E deem ordens aos seus filhos, para que obedeçam a todas as palavras desta lei.
Não são palavras sem importância, a sua vida depende delas. Por meio delas vocês viverão muito tempo na terra que está no outro lado do rio Jordão e que vocês irão ocupar.
Nesse mesmo dia, o SENHOR falou com Moisés e lhe disse:
— Vá às montanhas de Abarim e suba ao monte Nebo, que fica na terra de Moabe, em frente de Jericó. De lá poderá ver a terra de Canaã que vou dar aos israelitas para ser deles.
Será nesse monte que irá morrer e se reunirá com os seus antepassados, assim como o seu irmão Aarão morreu no monte Hor e se reuniu com os seus antepassados.
Isto acontecerá assim, porque vocês me desobedeceram diante dos israelitas, nas águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim, e não honraram a minha santidade diante dos israelitas.
Portanto, poderá ver, de longe, a terra que vou dar aos israelitas, mas não poderá entrar nela.
Pouco antes de morrer Moisés, o homem de Deus, abençoou os israelitas
com esta bênção: “O SENHOR veio do monte Sinai, brilhou de Seir sobre nós, do monte Parã apareceu em esplendor. Veio acompanhado de dez mil dos seus santos, e com os seus guerreiros à sua direita.
Realmente o SENHOR ama os povos. Ele guarda todos os seus santos na sua mão. E todos se inclinam aos seus pés e obedecem às suas palavras.
No que se refere a nós, Moisés nos deu a lei, a herança da congregação de Jacó.
E Deus se fez rei em Jesurum, quando os chefes do povo se reuniram com as tribos de Israel.
“Que Rúben viva para sempre, mas que os seus homens sejam poucos”.
E Moisés disse a respeito de Judá: “SENHOR, ouça o pedido de Judá, leve-o de volta para o seu povo. Dê-lhe força, ajude-o contra os seus inimigos”.
A respeito de Levi disse: “Dê a Levi o seu Urim e o seu Tumim. Ele é o seu servo fiel. Você o colocou à prova em Massá, e o desafiou nas águas de Meribá.
Obedecer às suas ordens era mais importante para ele do que se preocupar com o seu pai e a sua mãe. Preferiu não saber dos seus irmãos e ignorar os seus filhos, para ser obediente à sua palavra e fiel à sua aliança.
Ensinou as suas ordens a Jacó e a sua lei a Israel. É ele que lhe oferece incenso e sacrifica as ofertas queimadas no seu altar.
Abençoe, SENHOR, tudo o que ele tem, e alegre-se com tudo o que ele faz. Quebre as pernas dos seus adversários e que aqueles que o odeiam não possam se levantar”.
A respeito de Benjamim disse: “O amado do SENHOR viverá em segurança, ao seu lado. Todos os dias, ele o protegerá, como uma mãe que carrega a sua criança nas costas”.
A respeito de José disse: “Que a sua terra seja abençoada pelo SENHOR, com abundantes chuvas do céu e águas das profundezas da terra.
Que todos os anos tenha as melhores colheitas, e o melhor fruto em cada mês.
Que os montes antigos e as montanhas eternas lhe deem as melhores colheitas.
Que José receba abundantemente o melhor que a terra tem para dar. Ele é o escolhido dentre os seus irmãos, por isso aquele que habita no arbusto em fogo dê a ele do melhor que há.
É majestoso como o primeiro filho de um boi, que os seus dois filhos sejam fortes como os chifres de um búfalo. Com eles atacará as nações, até os povos mais distantes da terra. Que sejam assim os dez mil homens de Efraim e também os mil de Manassés”.
A respeito de Zebulom disse: “Que seja feliz, Zebulom, nas suas viagens, e você, Issacar, nas suas tendas.
Eles convidarão outros povos para virem até a montanha deles e nela oferecerão os sacrifícios certos, porque possuirão as riquezas do mar e os tesouros escondidos na areia da praia”.
Moisés disse isto a respeito de Gade: “Abençoado seja quem aumentar o território de Gade. Ele se deita e fica à espera como um leão, então arranca o braço e a cabeça da vítima.
Gade escolheu para si a melhor parte, a parte reservada para o chefe. Tornou-se chefe do povo, cumpriu as leis justas do SENHOR e obedeceu às suas decisões acerca de Israel”.
A respeito de Dã disse: “Dã é como o filhote de um leão que salta de Basã sobre os seus inimigos”.
A respeito de Naftali disse: “Naftali, a bondade do SENHOR o fez rico, e o encheu das suas bênçãos. Você tomará posse da região ao lado do lago da Galileia”.
A respeito de Asser disse: “Que Asser seja o mais abençoado de todos os filhos. Entre todos os irmãos, que seja ele o mais favorecido. Que tenha tanto azeite, que lave os pés nele.
Que as suas portas sejam de ferro e de bronze, que seja sempre forte”.
“Não há ninguém como Deus, ó Jesurum, ele corre dos céus para lhe ajudar e vem sobre as nuvens cheio de glória.
“O Deus eterno é o seu refúgio, o seu grande poder o protegerá. Ele expulsou o inimigo da sua frente e disse: ‘Destrua-o completamente!’
Portanto, viva em sossego, ó Israel, viva descansado, ó Jacó, na terra do trigo e do vinho, onde o orvalho cai do céu em abundância.
É abençoado, ó Israel! Não há outro povo como você, salvo pelo SENHOR! Ele é o escudo que o protege e a espada que lhe dá a vitória. Os seus inimigos terão medo de você e ficarão debaixo dos seus pés”.
Moisés subiu da planície de Moabe para o monte Nebo, ao topo do monte Pisga, que está na frente de Jericó. O SENHOR mostrou-lhe toda a terra: desde Gileade a Dã,
toda a região de Naftali, o território de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar do oeste,
a região sul de Canaã e a planície de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar.
Depois o SENHOR disse a Moisés: — Esta é a terra que prometi a Abraão, Isaque e Jacó. Eu disse: “Darei esta terra aos seus descendentes”. Deixei que você a visse, mas não entrará nela.
Então Moisés, o servo do SENHOR, morreu na terra de Moabe, tal como o SENHOR tinha dito.
O SENHOR o enterrou na terra de Moabe, perto de Bete-Peor, mas até hoje ninguém sabe exatamente onde fica o lugar em que foi enterrado.
Moisés ainda tinha toda a sua força e enxergava claramente quando morreu com cento e vinte anos de idade.
Durante trinta dias os israelitas choraram e fizeram luto por Moisés, na planície de Moabe.
Então Josué, filho de Num, ficou cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés tinha imposto as suas mãos sobre ele. E os israelitas o obedeceram e fizeram o que o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Nunca houve outro profeta em Israel como Moisés, com quem o SENHOR falasse face a face.
Nem outro profeta que fizesse os sinais e os milagres que o SENHOR lhe mandou fazer no Egito, contra o faraó, contra os seus ministros e contra o seu país.
Também nunca ninguém teve tanto poder como Moisés demonstrou ter quando fez os seus grandes milagres diante do povo de Israel.
Josué, filho de Num, era o ajudante de Moisés, o servo do SENHOR. Depois da morte de Moisés, o SENHOR lhe disse:
— O meu servo Moisés morreu. Agora preparem-se, você e todo o povo, para atravessar o rio Jordão e entrar na terra que eu vou dar aos filhos de Israel.
Eu darei a vocês toda a terra onde os seus pés pisarem, pois foi essa a promessa que fiz a Moisés.
Todo este território pertencerá a vocês: todo o território desde o deserto, no sul, até o Líbano, no norte; desde o rio Eufrates, onde habitam os heteus, ao leste, até o mar Mediterrâneo, no oeste.
Durante toda a sua vida, nunca ninguém poderá vencê-lo. Assim como estive com Moisés, agora estou com você. Nunca o deixarei nem abandonarei.
Deve ser forte e corajoso, porque guiará este povo para possuir a terra que prometi dar aos seus antepassados.
Mas tem que ser muito forte e corajoso, para obedecer aos mandamentos que o meu servo Moisés lhe ordenou. Não se afaste deles, nem para a direita nem para a esquerda, para que tenha sucesso em tudo o que você fizer.
Fale sempre das palavras deste Livro da Lei e medite nelas de dia e de noite. Faça tudo o que nele estiver escrito. Então tudo o que você fizer correrá bem e terá sucesso.
Lembre-se que mandei você ser forte e corajoso. Não tenha medo, nem desanime. O SENHOR, seu Deus, estará sempre ao seu lado, em todos os lugares por onde passar.
Então Josué deu estas ordens aos chefes do povo de Israel:
— Vão por todo o acampamento e digam ao povo para preparar tudo o que eles precisam, porque daqui a três dias irão atravessar o rio Jordão e ocupar aquelas terras. As terras que o SENHOR, seu Deus, lhes dá como herança.
Depois Josué disse às tribos de Rúben, de Gade e à metade da tribo de Manassés:
— Lembrem-se da ordem que Moisés, o servo do SENHOR, deu a vocês, quando disse que o SENHOR, seu Deus, lhes daria um lugar para viverem tranquilos.
Moisés deu a vocês este território onde agora estamos, ao leste do Jordão. Portanto, as suas mulheres, os seus filhos e o seu gado poderão ficar aqui. Mas Moisés disse que todos os homens armados para a guerra deveriam ir na frente e ajudar os seus irmãos.
O SENHOR já lhes deu um território para vocês habitarem. Agora ajudem os seus irmãos até que eles também tenham um lugar para descansar, um lugar que Deus lhes dá. Depois vocês poderão voltar para a sua própria terra e ficarão vivendo neste lado do Jordão, no lado leste. Esta é a terra que Moisés, o servo do SENHOR, deu a vocês.
Eles responderam a Josué: — Faremos tudo o que nos mandar fazer e iremos para onde nos mandar ir.
Assim como obedecemos a Moisés, obedeceremos a você. Só pedimos que o SENHOR, seu Deus, esteja com você como esteve com Moisés.
Se alguém se revoltar contra você e desobedecer às suas ordens, será morto. Só pedimos que seja forte e corajoso.
Então Josué, filho de Num, mandou secretamente desde Acácias dois espiões e lhes disse: — Explorem a terra, especialmente a cidade de Jericó. Eles foram e entraram na casa de uma prostituta chamada Raabe para ali passarem a noite.
Mas alguém informou o rei de Jericó: — Entraram aqui esta noite alguns israelitas. Eles vieram espiar a terra.
Então o rei de Jericó enviou esta mensagem a Raabe: — Entregue esses homens que entraram na sua casa porque eles são espiões.
Mas Raabe escondeu os dois homens e respondeu ao rei: — É verdade que alguns homens entraram na minha casa mas eu não sabia de onde eles eram.
Partiram ao anoitecer, um pouco antes de se fecharem as portas da cidade. Não sei para onde foram, mas se forem depressa, talvez ainda os possam alcançar.
O que realmente tinha acontecido é que ela tinha levado os espiões para o terraço da sua casa e tinha-os escondido entre o linho que ali tinha.
Então os homens do rei saíram em perseguição dos espiões e fecharam imediatamente as portas da cidade. Eles procuraram os espiões até chegarem ao lugar onde o caminho atravessa o rio Jordão.
Antes dos espiões se deitarem, Raabe subiu ao terraço
e lhes disse: — Eu sei que o SENHOR deu esta terra a vocês. Estamos com um medo terrível, as pessoas desta terra estão morrendo de medo.
Sabemos que o SENHOR secou a água do mar Vermelho quando vocês saíram do Egito e o que vocês fizeram, no outro lado do Jordão, com os dois reis amorreus, Seom e Ogue. Vocês os destruíram.
Quando soubemos o que tinha acontecido, ficamos sem coragem e cheios de medo, porque o SENHOR, seu Deus, é o Deus do céu e da terra.
Jurem-me agora pelo SENHOR que assim como eu tratei bem vocês, vocês também tratarão bem a mim e à minha família. E deem-me também uma garantia
de que pouparão a vida do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos, das minhas irmãs e das suas famílias. Prometam que nos salvarão da morte.
Os espiões responderam: — Se não disser a ninguém o que estamos fazendo, daremos a nossa vida pela sua. Quando o SENHOR nos der esta terra, vamos tratá-la bem e cumpriremos o que juramos.
Então, como a sua casa fazia parte do muro da cidade, Raabe os ajudou a descer pela janela com uma corda.
Mas antes lhes disse: — Vão para as montanhas! Dessa forma os homens do rei não os apanharão. Escondam-se lá durante três dias, até que eles regressem à cidade. Depois poderão seguir o seu caminho.
E os homens lhe disseram: — Cumpriremos o juramento que lhe fizemos,
mas quando voltarmos aqui, prenda esta corda vermelha na sua janela. E reúna em sua casa o seu pai, a sua mãe, os seus irmãos e toda a sua família.
Toda pessoa que sair para fora da sua casa será responsável pela sua própria morte. Nós não teremos culpa. Só seremos responsáveis pela morte de alguém que estiver dentro da sua casa.
Mas se você contar a alguém o que estamos prestes a fazer, já não seremos obrigados a cumprir o juramento que fizemos.
Então ela respondeu: — Seja assim como vocês disseram. Então ela se despediu deles e eles foram embora. Depois disso, ela prendeu a corda vermelha na sua janela.
Eles foram para as montanhas e ali permaneceram durante três dias. Os homens do rei os procuraram por todos os caminhos e depois regressaram para a cidade sem os terem encontrado.
Então os espiões desceram das montanhas, atravessaram o Jordão e apresentaram-se diante de Josué, filho de Num, para lhe informar de tudo o que tinha acontecido.
Eles disseram: — Na verdade o SENHOR nos deu toda aquela terra, porque todos os seus habitantes estão tremendo com medo de nós.
Na manhã seguinte, Josué e todos os israelitas se levantaram cedo, saíram de Sitim e foram acampar na margem do rio Jordão, sem atravessar o rio.
Passados três dias, os oficiais do povo percorreram o acampamento
e deram esta ordem ao povo: — Quando virem a arca da aliança do SENHOR, seu Deus, ser transportada pelos sacerdotes levitas, deixem o acampamento e sigam atrás da arca.
Mas mantenham-se perto de um quilômetro de distância da arca. Também não a percam de vista, para saberem o caminho que devem seguir, pois vocês nunca passaram por lá antes.
Então Josué disse ao povo: — Purifiquem-se porque amanhã o SENHOR fará coisas maravilhosas diante de vocês.
Depois disse aos sacerdotes: — Levantem a arca da aliança e vão na frente do povo. Eles levantaram a arca e foram na frente do povo.
Então o SENHOR disse a Josué: — Daqui para frente, eu vou honrá-lo diante de todos os israelitas. Eles ficarão sabendo que eu estou com você como estive com Moisés.
Diga aos sacerdotes que levam a arca da aliança: “Ao chegarem junto ao rio Jordão, entrem na água e parem”.
Então Josué disse aos israelitas: — Venham ouvir as palavras do SENHOR, seu Deus.
Depois Josué disse: — Agora vocês ficarão sabendo que o Deus vivo está entre vocês e que ele expulsará da sua frente os cananeus, os heteus, os heveus, os ferezeus, os girgaseus, os amorreus e os jebuseus.
Vejam! A arca da aliança do Senhor de toda a terra está pronta para atravessar o rio Jordão na frente de vocês.
Escolham doze homens, um de cada uma das tribos de Israel.
E quando os sacerdotes que levam a arca do SENHOR, o Senhor de toda a terra, colocarem os pés deles na água do Jordão, a água que vem de cima ficará cortada e formará uma represa.
Quando o povo saiu do acampamento para atravessar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança iam na frente de todos.
Era o tempo da colheita, quando o rio Jordão está cheio, prestes a transbordar pelas margens. Mas assim que os pés dos sacerdotes que levavam a arca tocaram na água,
o rio deixou de correr. E, na parte de cima do rio, as águas se amontoaram até Adã, um povoado longe dali, perto de Zaretã. Na parte de baixo, o rio secou. E todo o povo conseguiu atravessar o rio Jordão, perto de Jericó.
Os sacerdotes que levavam a arca da aliança do SENHOR ficaram parados em terra seca, no meio do rio, até todo o povo tê-lo atravessado.
Depois de todo o povo ter atravessado o Jordão, o SENHOR disse a Josué:
— Escolham doze homens, um de cada tribo,
e digam a eles para apanharem doze pedras do meio do Jordão, do lugar onde estavam os sacerdotes, e levá-las para o lugar onde vão acampar esta noite.
Então Josué chamou os doze homens que tinha escolhido das tribos de Israel, um de cada tribo,
e disse: — Vão até o meio do rio, na frente da arca do SENHOR, seu Deus. E cada um de vocês traga uma pedra sobre o ombro, doze pedras ao todo, uma por cada tribo de Israel.
Essas pedras servirão para vocês se lembrarem do que aconteceu aqui. No futuro, quando os seus filhos perguntarem: “Que significado estas pedras têm para vocês?”,
respondam que as águas do Jordão se abriram quando a arca da aliança do SENHOR atravessou o rio. Estas pedras estão aqui para que os israelitas se lembrem sempre do que aconteceu aqui.
Os israelitas fizeram como Josué mandou: tiraram do rio Jordão doze pedras, uma por cada tribo de Israel, e as levaram para o lugar onde iam acampar, como o SENHOR ordenou.
Josué mandou também colocar outras doze pedras no meio do Jordão, no lugar onde os sacerdotes que levavam a arca da aliança tinham parado. Essas pedras ainda hoje estão lá.
Os sacerdotes que levavam a arca da aliança ficaram parados no meio do rio Jordão enquanto o povo atravessava o rio apressadamente. O povo fez tudo o que o SENHOR tinha ordenado a Josué, por meio de Moisés.
Quando todos tinham atravessado, a arca do SENHOR e os sacerdotes também atravessaram e se colocaram de novo na frente do povo.
Os homens da tribo de Rúben, de Gade e da metade da tribo de Manassés atrevessaram na frente dos outros israelitas. Eles iam preparados para a guerra como Moisés tinha lhes ordenado.
Cerca de 40.000 homens, prontos para a guerra, passaram diante do SENHOR. Eles iam em direção à planície de Jericó.
Naquele dia o SENHOR honrou a Josué diante de todo o povo de Israel. E, durante toda a sua vida, todos o respeitaram, como tinham respeitado Moisés.
O SENHOR disse a Josué:
— Diga aos sacerdotes que levam a arca da aliança para saírem do rio Jordão.
Então Josué disse aos sacerdotes: — Saiam do Jordão.
Quando os sacerdotes que levavam a arca da aliança do SENHOR saíram do Jordão, e os seus pés tocaram a terra seca, as águas do Jordão voltaram ao seu lugar, transbordando pelas margens.
O povo atravessou o Jordão no décimo dia do primeiro mês e acamparam em Gilgal, ao leste de Jericó.
E Josué ergueu um monumento com as doze pedras que tinham tirado do rio Jordão.
E disse aos israelitas: — No futuro, quando os filhos perguntarem aos pais: “Que significam estas pedras?”,
digam: “Israel atravessou o rio Jordão caminhando sobre terra seca”.
Porque o SENHOR, seu Deus, fez secar as águas do Jordão para vocês poderem atravessá-lo, tal como o SENHOR, seu Deus, fez secar o mar Vermelho para nós podermos atravessá-lo.
Ele fez isso para que todos os povos da terra soubessem que o SENHOR é poderoso, e para vocês respeitarem sempre o SENHOR, seu Deus.
Quando todos os reis dos amorreus que viviam ao oeste do rio Jordão e os reis cananeus que habitavam junto à costa do mar souberam que o SENHOR tinha secado o Jordão para os israelitas passarem, perderam toda a força. Todos ficaram cheios de medo e sem coragem para lutar contra os israelitas.
E o SENHOR disse a Josué: — Prepare algumas facas de pedra e volte a circuncidar os israelitas.
Josué mandou fazer facas de pedra e circuncidou os israelitas no monte Aralote.
Josué os circuncidou porque todos os homens adultos, que tinham saído do Egito com idade para combater, tinham morrido no deserto.
Esses homens tinham sido circuncidados, mas os homens que tinham nascido no deserto não tinham sido circuncidados.
Durante quarenta anos os israelitas andaram pelo deserto, e todos os homens que tinham saído do Egito morreram porque não obedeceram ao SENHOR. E o SENHOR jurou que não os deixaria entrar na terra que o SENHOR tinha prometido aos seus antepassados que iria lhes dar, uma terra boa para semear e criar gado.
Assim, no lugar desses homens, Deus colocou os seus filhos. E Josué os circuncidou porque não tinham sido circuncidados durante a viagem.
Toda a nação ficou acampada até ficarem curados todos os que foram circuncidados.
Depois o SENHOR disse a Josué: — Hoje tirei de vocês a vergonha de serem escravos no Egito. (Por isso aquele lugar ainda hoje se chama Gilgal.)
Enquanto acampavam em Gilgal, na planície de Jericó, os israelitas celebraram a Páscoa, na noite do dia catorze do mês.
No dia depois da Páscoa, os israelitas começaram a comer dos produtos da terra, pão sem fermento e grãos de trigo torrados.
A partir desse dia, o maná deixou de aparecer e os israelitas passaram a comer o que a terra de Canaã produzia.
Numa ocasião, quando Josué se aproximava de Jericó, ele viu um homem na sua frente com uma espada na mão. Então Josué se aproximou e perguntou: — Você é nosso amigo ou inimigo?
Ele respondeu: — Não sou inimigo! Eu sou o comandante do exército do SENHOR. Acabo de chegar. Então Josué se inclinou até o chão em sinal de respeito e disse: — Eu sou seu servo, Senhor. Há alguma mensagem para mim?
O comandante do exército do SENHOR disse a Josué: — Tire as sandálias, porque o lugar onde está é sagrado. E Josué obedeceu.
As portas de Jericó foram fechadas e fortificadas quando se soube que os israelitas estavam vindo. Ninguém podia entrar nem sair.
Mas o SENHOR disse a Josué: — Vou entregar nas suas mãos a cidade de Jericó, o seu rei e os seus soldados.
Uma vez por dia, marche em volta da cidade com todos os soldados. Faça isso durante seis dias.
Na frente da arca irão sete sacerdotes, cada um deles com uma trombeta feita de chifre de carneiro. Mas, no sétimo dia, vocês darão sete voltas ao redor da cidade, enquanto os sacerdotes tocam as trombetas.
Quando for ouvido um toque prolongado das trombetas, o povo gritará com toda a força, e o muro da cidade cairá. Então o povo atacará a cidade, cada um entrando pelo lugar que estiver diretamente na sua frente.
Josué, filho de Num, reuniu os sacerdotes e lhes disse: — Levantem a arca da aliança do SENHOR e sete sacerdotes, com sete trombetas de chifre de carneiro, marchem na frente da arca.
Depois disse ao povo: — Marchem uma vez em volta da cidade, com o exército na frente da arca do SENHOR.
Quando Josué acabou de falar, os sete sacerdotes que levavam as sete trombetas diante do SENHOR saíram na frente, tocando as trombetas. A arca da aliança do SENHOR seguia atrás deles.
O exército marchava na frente dos sete sacerdotes que tocavam as trombetas. Os outros homens de guerra marchavam atrás da arca. Enquanto marchavam as trombetas estavam sempre tocando.
Mas Josué tinha ordenado ao povo: — Não gritem, nem levantem a voz! Não digam uma só palavra até o dia em que eu falar: “Gritem!”, só então poderão gritar.
Josué ordenou que a arca desse uma volta ao redor da cidade. Depois voltaram para o acampamento, onde passaram a noite.
No dia seguinte, Josué se levantou cedo e os sacerdotes levaram outra vez a arca do SENHOR.
Todos marcharam em volta da cidade como no dia anterior: na frente ia o exército, depois os sete sacerdotes tocando as trombetas diante da arca do SENHOR, seguiam os sacerdotes que levavam a arca e, por fim, os outros homens.
No segundo dia, também deram uma volta ao redor da cidade e regressaram ao acampamento. Fizeram a mesma coisa durante seis dias.
No sétimo dia, os israelitas se levantaram ao amanhecer e marcharam em volta da cidade como tinham feito antes. Mas, nesse dia, eles deram sete voltas ao redor da cidade.
Na sétima vez, quando os sacerdotes tocaram as trombetas, Josué disse a todos: — Gritem! O SENHOR já lhes deu a vitória, esta cidade é de vocês!
A cidade e tudo o que nela existe deverá ser considerado consagrado ao SENHOR. Por isso devem destruir tudo. Só a prostituta Raabe e aqueles que estiverem na casa dela não serão destruídos, porque ela escondeu os mensageiros que enviamos.
Lembrem-se, todo o restante deverá ser totalmente destruído. Não tirem nada da cidade pois tudo está consagrado ao SENHOR para destruição. Se alguém tirar alguma coisa, trará a destruição e a desgraça para o acampamento de Israel.
Também são sagrados e pertencem ao SENHOR a prata, o ouro, os objetos de bronze e de ferro. Todas essas coisas deverão ser colocadas no tesouro do SENHOR.
Então os sacerdotes tocaram as trombetas. Ao som das trombetas, o povo gritou com toda a força e o muro caiu. O povo entrou na cidade e a conquistou.
Consagraram tudo à destruição. Mataram à espada homens e mulheres, jovens e velhos, bois, ovelhas e jumentos.
Josué disse aos dois homens que tinham ido espiar a terra: — Entrem na casa da prostituta e tirem de lá aquela mulher e toda a sua família, como lhe juraram.
Então os dois homens, que tinham ido espiar a terra, foram buscar Raabe, seu pai, sua mãe, seus irmãos, todos os seus parentes e todos os que estavam com ela. E levaram todos para um lugar seguro, fora do acampamento de Israel.
Depois disso, os israelitas queimaram toda a cidade e tudo o que havia nela. Só a prata, o ouro e os objetos de bronze e de ferro é que guardaram no tesouro do santuário do SENHOR.
Mas Josué poupou a vida da prostituta Raabe, de todos os seus parentes e dos que estavam com ela. Ele fez isso porque ela escondeu os mensageiros que Josué tinha enviado a Jericó para espiar a terra.
Nesse momento Josué lançou a seguinte maldição: “Que o SENHOR amaldiçoe quem tentar reconstruir a cidade de Jericó. Que morra o primeiro filho de quem colocar os alicerces e que morra o filho mais novo de quem restaurar as suas portas”.
O SENHOR esteve com Josué e ele ficou conhecido em toda aquela terra.
Mas os israelitas não obedeceram à ordem sobre as coisas que eram consagradas a Deus para destruição. Um homem chamado Acã (filho de Carmi, neto de Zabdi, bisneto de Zera), da tribo de Judá, tirou para si mesmo algumas coisas consagradas à destruição. E o SENHOR ficou furioso com os israelitas.
Josué enviou alguns homens de Jericó à cidade de Ai, que fica perto de Bete-Áven, ao leste de Betel. Ele lhes disse: — Espiem aquela região. Os homens foram e espiaram Ai.
Quando voltaram a Josué, disseram: — Não é preciso enviar todo o exército, pois os homens de Ai são poucos. Envie só 2.000 ou 3.000 homens, os outros podem descansar.
Então cerca de 3.000 homens atacaram a cidade, mas foram derrotados e tiveram que fugir.
Os homens de Ai mataram cerca de trinta e seis israelitas. Eles perseguiram os outros desde a porta da cidade até às pedreiras e mataram mais na descida. Assim o povo de Israel ficou com medo e perdeu a coragem.
Josué rasgou a sua roupa e se inclinou com o rosto em terra diante da arca do SENHOR. Ele e os líderes de Israel ficaram ali até a noite, pondo pó sobre as suas cabeças porque estavam muito tristes.
Josué disse: — SENHOR Deus! Por que nos fez atravessar o Jordão? Foi para nos entregar aos amorreus e nos destruir? Era melhor termos ficado vivendo no outro lado do rio.
Que poderei dizer, Senhor, agora que Israel foi vencido pelos seus inimigos?
Os cananeus e todos os povos que vivem nestas terras vão saber o que aconteceu. Depois vão nos cercar e matar. Que fará para que as pessoas acreditem no seu grande nome?
O SENHOR disse a Josué: — Levante-se! Por que está deitado na terra?
O povo de Israel pecou. Quebrou a aliança que fiz com eles. Tiraram das coisas consagradas à destruição. Roubaram, mentiram e ficaram com as coisas sagradas.
Foi por isso que os israelitas não puderam resistir aos seus inimigos e foram obrigados a fugir deles. Vocês estão também condenados à destruição. Eu não estarei mais com vocês enquanto não destruírem o que foi consagrado à destruição e que está no meio de vocês.
Purifique o povo. Diga a eles que se purifiquem para amanhã, porque eu, o SENHOR, o Deus de Israel, digo: “Israel! Vocês têm coisas consagradas à destruição entre os seus bens. Enquanto não tirarem essas coisas, não poderão vencer os seus inimigos”.
Amanhã, de manhã, cada tribo deverá se apresentar diante do SENHOR. A tribo que o SENHOR indicar, deverá depois se apresentar por clãs. O clã que o SENHOR indicar deverá depois se apresentar por famílias. A família que o SENHOR indicar deverá depois se apresentar por homens.
O homem que for apanhado com as coisas consagradas à destruição será queimado com tudo o que é dele. Ele quebrou a aliança do SENHOR e cometeu um ato louco contra Israel.
Josué se levantou cedo na manhã seguinte e fez desfilar o povo de Israel por tribos e foi escolhida a tribo de Judá.
Depois fez desfilar os clãs de Judá e foi escolhido o clã de Zera. Depois desfilou o clã de Zera e foi escolhida a família de Zabdi.
Josué fez passar à frente a família de Zabdi, um homem de cada vez. E foi escolhido Acã (filho de Carmi, neto de Zabdi), da tribo de Judá.
Então Josué disse a Acã: — Meu filho, dê glória ao SENHOR, Deus de Israel, e confesse a ele o que fez. Diga-me, agora, o que você fez e não esconda nada de mim.
Então Acã respondeu a Josué: — Na verdade, fui eu que pequei contra o SENHOR, Deus de Israel. Foi isto o que aconteceu:
vi entre as coisas que capturamos, um belo manto feito na Babilônia, duzentas moedas de prata e uma barra de ouro que pesava mais de meio quilo. Gostei tanto delas que as tirei. Estão enterradas debaixo da minha tenda, a prata está por baixo de tudo.
Então Josué enviou alguns mensageiros que foram até a tenda e encontraram todas as coisas escondidas, com a prata por baixo de tudo.
Pegaram as coisas e as levaram a Josué e a todos os israelitas e as colocaram diante do SENHOR.
Então Josué e os israelitas levaram Acã, filho de Zera, para o vale de Acor. Também levaram a prata, o manto, a barra de ouro, os filhos e as filhas, os bois, os jumentos e as ovelhas, a tenda e tudo o que lhe pertencia.
Josué disse: — Já que nos causou esta desgraça, o SENHOR também lhe causará muita desgraça. Então os israelitas o apedrejaram. Todos eles foram apedrejados e queimados no fogo.
E ergueram sobre ele um monte de pedras. Esse monte de pedras ainda permanece até hoje. É por isso que esse lugar se chama o vale de Acor. Assim o SENHOR deixou de estar furioso com Israel.
O SENHOR disse a Josué: — Não tenha medo nem desanime. Leve com você todo o exército e avance contra Ai. Pois eu já lhe entreguei o rei de Ai, o seu povo, a sua cidade e toda a sua terra.
Fará com Ai e com seu rei o mesmo que você fez com Jericó e com seu rei. Mas desta vez poderá ficar com a sua riqueza e os seus animais como despojo. Prepare uma emboscada atrás da cidade.
Então Josué se preparou com todo o exército para atacar Ai. Ele escolheu 30.000 dos seus melhores soldados e mandou que avançassem durante a noite,
com as seguintes ordens: — Ouçam! Escondam-se atrás da cidade, mas não muito longe dela, e estejam prontos para atacá-la.
Eu e todos os que forem comigo nos aproximaremos da cidade. Quando eles saírem para nos atacar, nós fugiremos deles, como da primeira vez.
Então eles nos perseguirão porque vão pensar: “Eles estão fugindo de nós como fizeram antes”. E nós os afastaremos da cidade.
Então vocês sairão do lugar onde estão escondidos e entrarão na cidade. O SENHOR, seu Deus, já lhes deu a vitória, a cidade está nas suas mãos.
Depois de entrarem, queimem toda a cidade, pois assim o SENHOR ordenou. Façam isso, estas são as minhas ordens.
Eles foram se esconder atrás da cidade como Josué tinha lhes mandado. Esconderam-se entre Betel e Ai, ao oeste da cidade. Josué passou a noite com o seu povo.
Na manhã seguinte, ele se levantou cedo e reuniu os seus homens e avançou na frente do exército, com os líderes de Israel, contra Ai.
Todos os soldados que estavam com ele avançaram e se aproximaram da entrada da cidade. Acamparam ao norte de Ai, no outro lado do vale.
Josué colocou de emboscada 5.000 homens entre Betel e Ai, ao oeste da cidade.
Assim organizaram o acampamento principal ao norte da cidade e os outros soldados se esconderam ao oeste da cidade. Nessa noite Josué avançou para o vale.
Quando o rei de Ai viu isso, ele e todos os seus homens saíram depressa, de manhã cedo, para lutar contra Israel no vale do Jordão. Mas ele não sabia que havia homens escondidos atrás da cidade.
Josué e o seu exército fingiram que estavam derrotados e fugiram em direção ao deserto.
Então todos os homens que estavam na cidade foram chamados para os perseguirem.
Não ficou nenhum homem em Ai nem em Betel. Todos saíram em perseguição dos israelitas e deixaram a cidade aberta.
O SENHOR disse então a Josué: — Aponte a lança que tem na mão para o lado de Ai, porque lhe entreguei a cidade. Josué assim fez e apontou a sua lança para a cidade.
Assim que Josué apontou a lança, os homens que estavam escondidos atrás da cidade correram e entraram nela. Facilmente a conquistaram e colocaram fogo nela.
Os homens de Ai olharam para trás e viram a fumaça da cidade subindo para o céu. Então viram que não podiam escapar, pois os israelitas que antes fugiam deles tinham-se voltado e agora os perseguiam.
Pois quando Josué e todo Israel viram que os israelitas que estavam escondidos tinham capturado a cidade e que a cidade estava ardendo, deixaram de fugir e passaram a atacar os homens de Ai.
Ao mesmo tempo, os israelitas que tinham entrado na cidade saíram contra o inimigo, que ficou cercado por todos os lados. Israel continuou o ataque até que todos foram mortos, ninguém escapou.
Mas o rei de Ai foi capturado e levado a Josué.
Os israelitas, depois de terem matado todos os habitantes de Ai que tinham saído em sua perseguição, voltaram para Ai e mataram as pessoas que tinham ficado na cidade.
Nesse dia morreram ao todo 12.000 pessoas, homens e mulheres. Morreram todos os habitantes de Ai.
Josué não descansou o braço com que mantinha a lança apontada para Ai até que todos os habitantes de Ai foram completamente destruídos.
Os israelitas ficaram com todos os animais e com tudo o que tinha valor, tal como o SENHOR tinha ordenado a Josué.
Assim Josué incendiou a cidade de Ai e fez dela um monte de ruínas para sempre. As suas ruínas ainda estão lá hoje.
Josué também matou o rei de Ai, pendurando-o numa árvore até o entardecer. Mas ao pôr do sol deu ordens para que o corpo fosse tirado da árvore e lançado na entrada da cidade. Depois ergueram sobre ele um grande monte de pedras que ainda hoje está lá.
Então Josué construiu um altar ao SENHOR, Deus de Israel, no monte Ebal,
tal como Moisés, o servo do SENHOR, tinha ordenado aos israelitas. Ele o construiu de acordo com o que está escrito no Livro da Lei de Moisés: “Um altar de pedras brutas, que não tenham sido trabalhadas por nenhuma ferramenta”. Depois ofereceram ao SENHOR sacrifícios queimados e sacrifícios de comunhão.
E ali, diante de todos os israelitas, Josué gravou nas pedras uma cópia da Lei que Moisés tinha escrito.
Todos em Israel, tanto imigrantes como cidadãos, com os seus chefes, os seus oficiais e os seus juízes estavam em pé, nos dois lados da arca da aliança do SENHOR, que era transportada pelos sacerdotes levitas. Metade do povo estava do lado do monte Gerezim e a outra metade estava do lado do monte Ebal. Tudo conforme ao que Moisés, servo do SENHOR, tinha antes ordenado que fizessem, para que o povo de Israel fosse abençoado.
Então Josué leu todas as palavras da lei, as bênçãos e as maldições, tal como estão escritas no Livro da Lei.
Josué leu tudo o que Moisés tinha escrito, palavra por palavra, sem deixar nada de fora. Todos ouviram, até mesmo as mulheres, as crianças e os imigrantes que viviam entre eles.
Todos os reis que viviam no lado oeste do Jordão, nas montanhas, nas planícies e em toda a costa do mar Mediterrâneo souberam de tudo o que tinha acontecido. Eram eles os reis dos heteus, dos amorreus, dos cananeus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.
Então fizeram uma aliança entre eles para atacar Josué e os israelitas.
Mas quando os habitantes de Gibeom souberam o que Josué tinha feito a Jericó e Ai,
resolveram agir com esperteza. Disfarçaram-se e foram ao encontro de Josué, carregando os seus burros com sacos velhos e odres de vinho também velhos e cheios de remendos.
Calçaram sandálias velhas e remendadas e vestiram roupas muito usadas. E levaram para comer pão duro e podre.
Eles encontraram Josué no acampamento em Gilgal e disseram a ele e aos israelitas: — Somos de um país que fica muito longe daqui. Pedimos que façam um acordo conosco.
Mas os israelitas disseram: — Talvez vocês vivam aqui por perto. Se for assim, não poderemos fazer um acordo com vocês.
Então eles disseram a Josué: — Somos seus servos. Josué lhes perguntou: — Quem são vocês e de onde vêm?
Eles disseram: — Somos seus servos, viemos de um país que fica muito longe. Viemos porque soubemos da glória do SENHOR, seu Deus, de tudo o que ele fez no Egito.
Também soubemos de tudo o que ele fez com os dois reis amorreus que viviam no outro lado do Jordão: Seom, o rei de Hesbom e Ogue, o rei de Basã que reinava em Astarote.
Por causa disso, os nossos chefes e todos os habitantes do nosso país nos disseram: “Juntem provisões para a viagem, vão se encontrar com eles e digam que somos seus servos e queremos que façam um acordo conosco”.
Olhem para o nosso pão. No dia em que o embrulhamos e saímos de casa para vir ao seu encontro, ele ainda estava quente, agora está seco e duro.
Olhem também para os nossos odres de vinho, estavam cheios, agora estão rasgados. As nossas roupas e sandálias estão gastas por causa da viagem ter sido tão longa.
E os homens de Israel examinaram algumas das provisões e não consultaram o SENHOR.
E Josué fez um acordo de paz com eles, prometendo não os matar. Também os chefes dos israelitas fizeram um juramento confirmando o acordo.
Três dias depois do acordo, os israelitas descobriram que os gibeonitas eram vizinhos e viviam perto deles.
Por isso partiram e, depois de três dias, chegaram às cidades dos Gibeonitas: Gibeom, Cefira, Beerote e Quiriate-Jearim.
Mas os israelitas não as atacaram, porque os chefes da congregação tinham feito um juramento pelo SENHOR, Deus de Israel. No entanto o povo criticou os chefes.
Então eles responderam à congregação: — Fizemos um juramento em nome do SENHOR, Deus de Israel, por isso não podemos lhes fazer mal.
Faremos assim: vamos deixá-los viver, para que o castigo de Deus não caia sobre nós por quebrarmos o juramento que fizemos.
Depois disseram: — Poupamos a vida de vocês, mas serão feitos lenhadores e carregadores de água para todo o povo. E os chefes assim fizeram e cumpriram a sua promessa.
Josué chamou os Gibeonitas e lhes disse: — Por que é que nos enganaram dizendo: “Somos de uma terra muito longe daqui”, quando na realidade vivem entre nós?
Por causa disso são amaldiçoados, vocês serão sempre escravos, cortando lenha e carregando água para a casa do meu Deus.
Eles responderam a Josué: — Fizemos isso porque foi dito aos seus servos que o SENHOR, seu Deus, ordenou que o seu servo Moisés lhes desse toda esta terra e que destruísse todos os habitantes desta região. Ficamos com muito medo que nos matassem e foi por isso que fizemos isso.
Agora pertencemos a você, por isso faça conosco o que achar bom e justo.
Então Josué os protegeu e não deixou que os israelitas os matassem.
Nesse mesmo dia, Josué fez dos gibeonitas lenhadores e carregadores de água para a comunidade e para o altar do SENHOR, no lugar que o SENHOR escolhesse. Ainda hoje, esse é ainda o trabalho deles.
Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, ficou com muito medo quando soube que Josué tinha capturado e destruído a cidade de Ai, e que tinha feito o mesmo a Jericó e ao seu rei. E também soube que os habitantes de Gibeom tinham feito uma acordo de paz com Israel e que viviam com eles.
Gibeom era uma cidade grande, tão grande como as cidades reais. Era maior que Ai e todos os seus homens eram bons guerreiros.
Por isso Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, enviou a seguinte mensagem a Hoão, rei de Hebrom; a Piram, rei de Jarmute; a Jafia, rei de Láquis; e a Debir, rei de Eglom:
— Venham ajudar-me a atacar os gibeonitas porque fizeram um acordo de paz com Josué e os israelitas.
Então os cinco reis dos amorreus de Jerusalém, Hebrom, Jarmute, Láquis e Eglom uniram-se e vieram com todos os seus exércitos para cercar e atacar Gibeom.
Então os gibeonitas enviaram esta messagem a Josué, que estava acampado em Gilgal: — Não abandone os seus servos. Venha depressa para nos salvar! Ajude-nos, porque todos os reis amorreus que vivem nas montanhas se uniram para nos atacar.
Então Josué partiu de Gilgal com todo o seu exército e com os seus melhores guerreiros.
E o SENHOR disse a Josué: — Não tenha medo deles, pois já os entreguei nas suas mãos. Nem um só deles lhe poderá resistir.
Josué partiu de Gilgal, andou toda a noite e atacou os amorreus de surpresa.
O SENHOR fez com que os amorreus entrassem em pânico ao virem os israelitas e sofressem uma grande derrota em Gibeom. Então os israelitas perseguiram os amorreus na subida para Bete-Horom e os mataram por todo o caminho, até Azeca e Maqueda.
Enquanto fugiam dos israelitas na descida de Bete-Horom para Azeca, o SENHOR lançou sobre eles grandes pedras de granizo e mais pessoas foram mortas pelo granizo do que pelas espadas dos israelitas.
No dia em que o SENHOR entregou os amorreus aos israelitas, Josué, diante de todo o povo de Israel, disse ao SENHOR: “Sol, fique parado sobre Gibeom! Lua, pare sobre o vale de Aialon!”
O sol e a lua ficaram parados no céu, de maneira que a nação de Israel se vingou dos seus inimigos. Isto está escrito no Livro de Jasar. O sol permaneceu no meio do céu, foi um dia perfeito.
Nunca antes nem depois, houve um dia como este. Um dia em que o SENHOR fez a vontade de um homem, porque o SENHOR combatia por Israel.
Depois disto, Josué e os israelitas voltaram para o acampamento em Gilgal.
Os cinco reis fugiram e se esconderam na caverna de Maqueda,
mas alguém disse a Josué: — Encontramos os cinco reis escondidos na caverna de Maqueda.
Então Josué deu esta ordem: — Fechem a entrada da caverna com grandes pedras e deixem lá homens vigiando.
Mas não fiquem vocês lá. Continuem perseguindo e atacando os inimigos. Não deixem que eles escapem para as suas cidades, porque o SENHOR, seu Deus, já os entregou a vocês.
Assim Josué e os israelitas destruíram completamente os seus inimigos. No entanto, alguns deles conseguiram escapar, fugindo para as cidades fortificadas.
Os israelitas voltaram vitoriosos para o acampamento em Maqueda, onde Josué estava.
E Josué disse: — Abram a entrada da caverna e tragam-me os cinco reis que estão lá.
Eles assim fizeram, trouxeram os reis de Jerusalém, de Hebrom, de Jarmute, de Láquis e de Eglom.
Então Josué reuniu todo o povo e disse aos comandantes do exército que o tinham acompanhado na batalha: — Aproximem-se e ponham os seus pés nos pescoços destes reis. E eles assim fizeram.
Então Josué lhes disse: — Não tenham medo nem se assustem. Sejam fortes e corajosos, porque o SENHOR fará isto a todos os inimigos contra quem vocês combaterem.
Depois Josué matou os reis e mandou que fossem pendurados em cinco árvores. Eles ficaram pendurados nas árvores até o fim da tarde.
Ao pôr do sol, Josué ordenou que os tirassem das árvores e os lançassem para dentro da caverna onde tinham se escondido antes. Fecharam a entrada da caverna com grandes pedras que ainda hoje estão lá.
Naquele mesmo dia, Josué capturou a cidade de Maqueda. Ele atacou a cidade e matou todos os seus habitantes e o seu rei. Destruiu tudo, não deixando nenhum sobrevivente. Fez com o rei de Maqueda o mesmo que tinha feito com o rei de Jericó.
Depois Josué e todos os israelitas, partiram de Maqueda e atacaram Libna.
O SENHOR permitiu que Israel também derrotasse Libna e o seu rei. Mataram todos os habitantes da cidade, não deixando nenhum sobrevivente. E fizeram com o seu rei o mesmo que tinham feito com o rei de Jericó.
Depois Josué e todos os israelitas partiram de Libna e foram cercar e atacar Láquis.
No dia seguinte o SENHOR também permitiu que Israel capturasse Láquis. Mataram todos os habitantes da cidade, como tinham feito em Libna.
Entretanto Horão, o rei de Gezer, foi ajudar Láquis, mas Josué também o derrotou, a ele e ao seu exército, não deixando nenhum deles vivo.
Depois Josué e todos os israelitas foram de Láquis até a cidade de Eglom. Eles a cercaram e atacaram.
Nesse mesmo dia mataram todos os seus habitantes, como tinham feito em Láquis.
Depois Josué e todos os israelitas deixaram Eglom e foram atacar Hebrom.
Conquistaram a cidade e mataram o seu rei e todos os que viviam na cidade. Também mataram todas as pessoas que viviam nas redondezas. Não deixaram nenhum sobrevivente, fizeram como tinham feito em Eglom. Como oferta a Deus, destruíram toda a cidade e todas as pessoas que viviam nela.
A seguir, Josué e todos os israelitas foram atacar Debir.
Capturaram a cidade, o seu rei e todos os povos vizinhos. Mataram todas as pessoas, não deixaram nenhum sobrevivente. Josué fez com Debir e o seu rei o mesmo que tinha feito com Hebrom, Libna e os seus reis.
Josué conquistou todo o território: as montanhas, o sul de Canaã, os vales e as descidas e subidas, e todos os seus reis. Não deixou nenhum sobrevivente. Como oferta a Deus, destruiu todos os seres vivos, como o SENHOR, Deus de Israel, tinha lhe ordenado.
E Josué conquistou toda a região desde Cades-Barneia até Gaza, e toda a terra de Gósen até Gibeom.
Josué capturou, de uma só vez, todos esses reis e as suas terras, porque o SENHOR, o Deus de Israel, estava combatendo ao lado de Israel.
Depois disto, Josué e todo o povo voltaram para o acampamento em Gilgal.
Quando Jabim, rei de Hazor, soube destes acontecimentos, decidiu avisar os outros reis. Enviou mensageiros ao rei Jobabe, de Madom; ao rei de Sinrom; ao rei de Acsafe;
aos reis do norte que viviam nas montanhas e no deserto. E também enviou mensageiros aos reis da região da Galileia, do sul de Canaã, dos vales costeiros e ao rei de Nafote-Dor, ao oeste.
Enviou também mensageiros aos cananeus que viviam nos dois lados do rio Jordão, aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos jebuseus das montanhas e aos heveus, que viviam junto ao monte Hermom, na região de Mispá.
Todos eles partiram com os seus guerreiros, formando um exército tão numeroso como a areia da praia e com muitos cavalos e carros de combate.
Todos esses reis se juntaram e acamparam junto ao riacho de Merom, para lutar contra Israel.
O SENHOR disse a Josué: — Não tenha medo deles. Eu darei poder aos israelitas e amanhã a esta hora eles estarão todos mortos. Cortem as patas dos cavalos do inimigo e queimem os seus carros de combate.
Josué avançou rapidamente com todo o seu exército e atacou de surpresa, junto ao riacho de Merom.
E o SENHOR lhes deu poder para vencer. Os israelitas perseguiram os seus inimigos até a grande cidade de Sidom e as águas de Misrefote, até o vale de Mispá, ao leste. Eles perseguiram e atacaram os seus inimigos até nenhum deles sobreviver.
Josué os tratou como o SENHOR tinha mandado: cortou as patas dos cavalos e queimou os seus carros de combate.
De regresso, Josué conquistou a cidade de Hazor e matou o seu rei à espada. Até esse momento Hazor tinha sido a capital de todos esses reinos.
Os israelitas mataram tudo o que tinha vida na cidade, como oferta a Deus, ninguém escapou. Depois queimaram a cidade.
Josué conquistou todas essas cidades reais e matou à espada os seus reis, assim como Moisés, o servo do SENHOR, tinha ordenado.
No entanto, os israelitas não colocaram fogo nas cidades das montanhas. Hazor foi a única dessas cidades que foi incendiada.
Os israelitas saquearam e se apoderaram de todos os bens e do gado dessas cidades, e mataram à espada todos os habitantes, não deixaram ninguém com vida.
Tudo o que o SENHOR tinha ordenado ao seu servo Moisés, Moisés ordenou a Josué, e Josué fez tudo o que o SENHOR tinha mandado. Não deixou de fazer uma única coisa do que o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Assim Josué conquistou todo o país: o território montanhoso, o sul de Canaã, a terra de Gósen, os vales, o vale do Jordão, as montanhas e as colinas de Israel;
desde o monte Halaque, que se eleva em direção a Seir, até Baal-Gade, no vale do Líbano, junto do monte Hermom. Josué capturou e matou todos os seus reis
depois de ter combatido contra eles durante muito tempo.
Só os heveus que viviam em Gibeom fizeram um acordo de paz com os israelitas, todas as outras cidades foram conquistadas em combate.
Pois foi o SENHOR que fez com que esses povos teimassem em lutar contra Israel e fossem destruídos. Assim os israelitas não tiveram compaixão deles e os mataram, como o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Também naquele tempo Josué atacou os anaquitas dos montes de Hebrom, de Debir, de Anab e de todos os montes de Judá e de Israel. Como oferta a Deus, Josué consagrou as suas cidades à destruição e matou todos os habitantes.
Não ficou nenhum anaquita no território dos israelitas. Só ficaram alguns em Gaza, em Gate e em Asdode.
Josué conquistou toda a terra, conforme o SENHOR tinha ordenado a Moisés e a deu em herança a Israel. Então Josué repartiu a terra pelas tribos e não houve mais guerra.
Os israelitas já tinham conquistado e ocupado as terras ao leste do Jordão, desde o vale de Arnom até o monte Hermom, incluindo o vale ao leste do Jordão. Foram estes os reis que eles derrotaram:
Seom, o rei dos amorreus que viviam em Hesbom. O seu reino estendia-se desde Aroer, na margem do ribeiro de Arnom, até o rio Jaboque, que fazia fronteira com Amom. Incluía também metade de Gileade.
Seom também reinava sobre o vale ao leste do Jordão: desde o lago da Galileia até o mar Morto (mar Salgado) estendendo-se até Bete-Jesimote, e mais ao sul, até junto das encostas do monte Pisga.
Ogue, rei de Basã, foi outro rei que os israelitas derrotaram, ele reinava em Astarote e Edrei, e era um dos últimos refains.
O seu reino incluía o monte Hermom, Salcá e toda a Basã, até a fronteira do povo de Gesur e de Maaca e ainda metade de Gileade, até a fronteira de Seom, rei de Hesbom.
Moisés, o servo do SENHOR, com os israelitas, derrotou esses reis. E o próprio Moisés, servo do SENHOR, deu esse território às tribos de Rúben, de Gade e a metade da tribo de Manassés.
Esses são os reis que Josué e os israelitas derrotaram no lado oeste do rio Jordão, desde Baal-Gade, no vale do Líbano, até o monte Halaque, que se ergue na direção de Seir. Josué repartiu esse território pelas tribos de Israel de acordo com o que foi atribuído a cada uma.
Faziam parte desse território a região das montanhas, os vales ao oeste do Jordão, o vale do Jordão, as encostas das montanhas, o deserto e o sul de Canaã. Estas terras tinham pertencido aos heteus, aos amorreus, aos cananeus, aos ferezeus, aos heveus e aos jebuseus. Estes foram os reis derrotados:
O rei de Jericó, o rei de Ai, perto de Betel,
o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom,
o rei de Jarmute, o rei de Láquis,
o rei de Eglom, o rei de Gezer,
o rei de Debir, o rei de Géder,
o rei de Hormá, o rei de Arade,
o rei de Libna, o rei de Adulão,
o rei de Maqueda, o rei de Betel,
o rei de Tapua, o rei de Héfer,
o rei de Afeque, o rei de Lasarom,
o rei de Madom, o rei de Hazor,
o rei de Sinrom-Merom, o rei de Acsafe,
o rei de Tanaque, o rei de Megido,
o rei de Quedes, o rei de Jocneão, no Carmelo,
o rei de Dor, em Nafote-Dor, o rei de Goim, em Gilgal,
e o rei de Tirza. Foram derrotados trinta e um reis ao todo.
Quando Josué já estava muito velho, o SENHOR lhe disse: — Você já é muito velho e ainda há muita terra por conquistar.
Ainda falta a terra dos filisteus e a dos gesureus,
que vai desde o rio Sior, ao leste do Egito, até a fronteira de Ecrom, ao norte, que pertence aos cinco chefes filisteus: de Gaza, Asdode, Ascalom, Gate e Ecrom.
No sul, falta ainda conquistar a terra dos cananeus e Meará, que é dos sidônios, até Afeque, que faz fronteira com os amorreus.
Ainda falta a terra dos gibleus e todo o Líbano, para o leste, desde Baal-Gade, junto ao monte Hermom, até a entrada de Hamate.
Eu mesmo expulsarei todos eles da frente dos israelitas. Mas, como lhe ordenei, você deve repartir toda a terra entre os israelitas, para ser a sua herança.
Portanto, divida o território entre as nove tribos e a metade da tribo de Manassés.
As tribos de Rúben e de Gade e a outra metade da tribo de Manassés já tinham recebido a sua parte da herança que Moisés, o servo do SENHOR, tinha lhes dado ao leste do rio Jordão.
Os seus territórios estendiam-se desde Aroer, junto ao ribeiro de Arnom e da cidade no meio do vale, e incluíam todo o planalto de Medeba e chegavam até Dibom.
Também lhes foram dadas todas as cidades de Seom, rei dos amorreus, que reinava desde Hesbom até as terras dos amonitas.
Também incluía Gileade, o território dos gesureus e macateus, toda a região do monte Hermom e toda a região de Basã, até Salcá.
A região de Basã incluía todo o território do rei Ogue, que reinava desde Astarote até Edrei. Ele era um dos últimos refains que Moisés tinha derrotado e conquistado as suas terras.
Os israelitas também não expulsaram os habitantes de Gesur e de Maaca que continuam vivendo no território de Israel até hoje.
Moisés não deu nenhum território à tribo de Levi, pois Deus tinha prometido que a sua herança seria os sacrifícios oferecidos no altar ao SENHOR, o Deus de Israel.
Moisés deu terras à tribo dos rubenitas, de acordo com o número das suas famílias.
Eles receberam as terras que vão desde Aroer, junto ao ribeiro de Arnom e da cidade que fica no meio do vale, incluindo o planalto de Medeba,
até Hesbom e todas as cidades do planalto, incluindo Dibom, Bamote-Baal, Bete-Baal-Meon,
Jaza, Quedemote, Mefaate,
Quiriataim, Sibma, Zaret-Shaar, que fica na encosta do vale,
Bete-Peor, as encostas do Pisga e Bete-Jesimote.
Incluía todas as cidades do planalto e todo o reino de Seom, rei amorreu, que governava Hesbom. Moisés o derrotou e também derrotou os chefes de Midiã que eram seus aliados e viviam naquela terra: Evi, Requém, Zur, Hur e Reba.
Os israelitas também mataram Balaão, filho de Beor, que praticava a adivinhação.
A fronteira da tribo de Rúben era o rio Jordão. Essa foi a herança dada às famílias da tribo de Rúben, incluindo as cidades e as vilas.
Moisés também deu território à tribo de Gade, segundo o número das suas famílias.
O seu território incluía Jazer e todas as cidades de Gileade. Metade da terra dos amonitas até Aroer, perto de Rabá.
O seu território ia desde Hesbom até Ramate-Mispá e Betonim, e desde Maanaim até o território de Debir.
No vale do Jordão, foi lhe dado Bete-Arã, Bete-Ninra, Sucote e Zafom, que era o restante do reino de Seom, rei de Hesbom, a área do leste do Jordão até chegar ao lago da Galileia.
Essa foi a herança dada às famílias da tribo de Gade, incluindo as cidades e as suas vilas.
À metade da tribo de Manassés, Moisés deu, de acordo com o número de famílias, este território:
as terras do Maanaim, incluindo todo o reino de Ogue de Basã, e as sessenta vilas que Jair conquistou.
O seu território também incluía metade de Gileade e Astarote e Edrei (as cidades de Ogue, rei de Basã). Tudo isto foi dado à metade das famílias descendentes de Maquir, filho de Manassés.
Estas foram as terras que Moisés deu em herança quando estava na planície de Moabe, do outro lado do Jordão, ao leste de Jericó.
Mas Moisés não deu nenhuma terra à tribo de Levi, pois o SENHOR, o Deus de Israel, é a herança deles, como tinha prometido.
Foram estas as terras que os israelitas receberam em Canaã como herança. As terras foram repartidas pelo sacerdote Eleazar, por Josué e pelos chefes dos clãs das tribos israelitas.
A distribuição das terras foi feita por sorteio às nove tribos e meia, como o SENHOR tinha ordenado por meio de Moisés.
Às outras duas tribos e meia, Moisés já tinha dado terras no outro lado do Jordão. A tribo de Levi não recebeu nenhuma terra.
Os filhos de José formaram duas tribos, a tribo de Manassés e a tribo de Efraim. Os levitas não receberam nenhuma terra, mas receberam cidades para viverem, com pastagens para os seus rebanhos e animais.
Assim os israelitas dividiram a terra entre eles conforme o SENHOR tinha ordenado a Moisés.
Certo dia um grupo de pessoas da tribo de Judá foram a Gilgal falar com Josué. Um deles, Calebe, o quenizeu, filho de Jefuné, lhe disse: — Você sabe o que o SENHOR disse a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barneia a nosso respeito.
Eu tinha quarenta anos quando Moisés, o servo do SENHOR, me enviou de Cades-Barneia para espiar a terra. Quando voltei dei a minha sincera opinião sobre a terra.
Mas os outros espiões que tinham ido comigo fizeram com que o povo tivesse medo e ficasse desanimado. Eu, porém, acreditei que o SENHOR, meu Deus, nos ajudaria a conquistar a terra.
Por isso, Moisés me fez esta promessa: “A terra que vocês pisaram há de pertencer a você e aos seus filhos para sempre, porque você acreditou totalmente no SENHOR, meu Deus”.
— Agora, já passaram quarenta e cinco anos desde que o SENHOR disse isso a Moisés, quando Israel caminhava pelo deserto, mas o SENHOR me manteve vivo, como tinha prometido. Agora tenho oitenta e cinco anos,
mas continuo com tanta força como no dia em que Moisés me enviou. Tenho a mesma força de sempre e estou pronto para sair em combate.
Dê-me, portanto, a região montanhosa que o SENHOR me prometeu naquele dia. Você sabe que os anaquitas vivem lá com as suas cidades grandes e fortificadas. Mas, se o SENHOR estiver comigo, eu os expulsarei de lá, como o SENHOR prometeu.
Então Josué abençoou Calebe, filho de Jefuné, e lhe deu a cidade de Hebrom como sua herança.
Por isso, Hebrom pertence aos filhos de Calebe, filho de Jefuné, o quenizeu, até hoje. Pois ele acreditou totalmente no SENHOR, o Deus de Israel.
Antes a cidade de Hebrom era chamada Quiriate-Arbá, porque Arbá era o homem mais famoso entre os anaquitas. Depois houve paz na região.
A terra entregue por sorteio aos clãs da tribo de Judá, estendia-se até a fronteira com Edom, até o deserto de Zim, no extremo sul.
A sua fronteira sul começava na ponta sul do mar Morto,
passava ao sul da subida dos Escorpiões e prosseguia até Zim. De Zim até o sul até Cades-Barneia. Depois passava por Hezrom e ia até Adar, virando depois para Carca.
De Carca continuava para Azmom e ia até o ribeiro do Egito, terminando no mar. Esta era a fronteira sul deles.
A fronteira leste era o mar Morto, e ia até a foz do rio Jordão. A fronteira norte começava na foz do Jordão, ao norte do mar Morto,
subia até Bete-Hogla, passava ao norte de Bete-Arabá, e subia até a rocha de Boã, filho de Rúben.
Depois subia do vale de Acor até Debir, virava para o norte, em direção a Gilgal, que fica em frente da subida de Adumim, ao sul do ribeiro. Depois, a fronteira passava pela fonte de En-Semes e ia até En-Rogel.
Depois subia pelo vale de Ben-Hinom, ao sul da encosta dos jebuseus, ou seja, Jerusalém. E continuava até o alto da montanha que fica ao oeste do vale de Hinom e ao norte do vale de Refaim.
Do alto da montanha a fronteira prosseguia para a fonte de Neftoa, chegava às cidades do monte Efrom e descia em direção de Baalá, ou seja, Quiriate-Jearim.
De Baalá curvava em direção ao oeste, até o monte Seir, passando pela encosta norte do monte Jarim, ou seja, Quessalom e continuava até Bete-Semes. Daí passava por Timna
e continuava até o monte ao norte de Ecrom. A fronteira depois virava em direção de Sicron, passava pelo monte Baalá e chegava até Jabnel, acabando no mar Mediterrâneo.
A fronteira ao oeste era o mar Mediterrâneo. São estes os limites da fronteira do território que foi dado à tribo de Judá, de acordo com os seus clãs.
Conforme o SENHOR tinha mandado, Josué deu a Calebe, filho de Jefuné, uma parte do território de Judá: Quiriate-Arbá, ou seja, Hebrom. Arbá era o pai de Anaque.
Calebe expulsou de lá três descendentes de Anaque: Sesai, Aimã e Talmai.
Depois Calebe atacou a cidade de Debir, que antes se chamava Quiriate-Sefer.
Calebe fez uma promessa: — Darei a minha filha Acsa como esposa a quem atacar e conquistar a cidade de Quiriate-Sefer.
Calebe tinha um irmão chamado Quenaz, o qual tinha um filho chamado Otoniel. Otoniel foi quem conquistou a cidade de Quiriate-Sefer. Então Calebe lhe deu a sua filha Acsa como esposa.
Depois do casamento com Otoniel, ele convenceu Acsa para pedir ao seu pai um campo. Ela desceu do seu jumento e Calebe perguntou: — O que deseja?
Acsa respondeu: — Quero lhe pedir uma coisa. O senhor me deu o campo no sul de Canaã, peço que me dê também as fontes de água. Calebe lhe deu o que pedia. Deu-lhe as fontes que estão em Hebrom, tanto as que estão nas terras altas como as que estão nas terras baixas.
Esta é a herança da tribo de Judá, segundo os seus clãs.
Estas são as cidades que pertenciam à tribo de Judá na parte sul, junto à fronteira com Edom: Cabzel, Éder, Jagur,
Quina, Dimona, Adada,
Quedes, Hazor, Itnã,
Zif, Telem, Bealot,
Hazor-Hadatá, Queriote-Hezrom, ou seja, Hazor,
Amã, Semá, Moladá,
Hazar-Gada, Hesmon, Bete-Pelete,
Hazar-Sual, Berseba, Biziotia,
Baalá, Jim, Azém,
Eltolad, Quessil, Hormá,
Ziclague, Madmana, Sansana,
Lebaot, Shilim, Ain e Rimom. Ao todo eram vinte e nove cidades com as suas vilas.
Na planície: Estaol, Zora, Asná,
Zanoa, En-Ganim, Tapua, Enã,
Jarmute, Adulão, Socó, Azeca,
Saaraim, Aditaim e Gederá ou Gederotaim. Ao todo eram catorze cidades com as suas vilas.
Zenã, Hadassa, Migdal-Gade,
Dileã, Mispá, Jocteel,
Láquis, Boscat, Eglom,
Cabon, Laamás, Quitlis,
Guederot, Bete-Dagom, Naamá e Maqueda. Ao todo eram dezesseis cidades com as suas vilas.
Libna, Éter, Ashã,
Jiftá, Asná, Nezib,
Queila, Aczibe e Maressa. Eram nove cidades com as suas vilas.
Ecrom com as suas cidades e vilas;
de Ecrom até ao mar, todas as cidades perto de Asdode e das suas vilas.
Asdode com as suas cidades e vilas, Gaza com as suas cidades e vilas até o ribeiro do Egito e a costa do mar Mediterrâneo.
Na região montanhosa: Samir, Jatir, Socó,
Daná, Quiriate-Saná, que é Debir,
Anab, Estemoa, Anim,
Gósen, Holon e Guilo. Eram onze cidades com as suas vilas.
Arab, Dumá, Esã,
Janum, Bete-Tapua, Afeca,
Humtá, Quiriate-Arbá, que é Hebrom e Zior. Eram nove cidades com as suas vilas.
Maon, Carmel, Zif, Jutá,
Jezreel, Jocdeão, Zanoa,
Caim, Guibeá e Timna. Eram dez cidades com as suas vilas.
Halul, Bete-Zur, Guedor,
Marat, Bete-Anot e Eltecon. Eram seis cidades com as suas vilas.
Quiriate-Baal, ou seja, Quiriate-Jearim e Rabá. Eram duas cidades com as suas vilas.
No deserto: Bete-Arabá, Midin, Secacá,
Nibsã, a cidade do Sal e En-Gedi. Eram seis cidades com as suas vilas.
Mas os descendentes de Judá não conseguiram expulsar os jebuseus, que viviam em Jerusalém. Portanto, os jebuseus ainda hoje vivem com o povo de Judá.
A fronteira das terras dadas por sorteio aos descendentes de José começava no lado oeste do Jordão, perto de Jericó, e seguia para as águas de Jericó. Depois subia pelo deserto até à montanha que vai de Jericó a Betel.
Ao sul, a fronteira começava em Betel, ia para Luz e passava para o território dos arquitas, em Atarote.
Depois descia para o oeste em direção à terra dos jafletitas, até a região Bete-Horom-de-Baixo e continuava até Gezer, terminando no mar Mediterrâneo.
Foi esta a herança que os descendentes de Manassés e Efraim receberam. Eles eram filhos de José.
Este é o território que receberam os clãs da tribo de Efraim: a fronteira ao leste começava em Atarote-Adar, perto de Bete-Horom-de-Cima.
A fronteira ao oeste começava em Micmetat, no norte, e seguia para o leste até Tanat-Siló, e continuava até Janoa.
Depois descia de Janoa para Atarote e Naará, até tocar em Jericó e terminar no rio Jordão.
De Tapua a fronteira seguia para o oeste até o vale de Canaã e terminava no mar Mediterrâneo. Foi este o território herdado pelos clãs da tribo de Efraim.
Algumas cidades fronteiriças da tribo de Efraim, e também as suas vilas, ficaram dentro do território dos descendentes de Manassés.
Os descendentes de Efraim não puderam expulsar os cananeus que viviam em Gezer. Por isso eles ainda vivem lá até hoje, mas são obrigados a trabalhar como escravos.
Estas foram as terras distribuídas à tribo de Manassés, filho mais velho de José. As terras de Gileade e de Basã foram dadas a Maquir, filho mais velho de Manassés, pai de Gileade, homem guerreiro.
Também foram dadas terras para os clãs dos outros filhos de Manassés: Abiezer, Helec, Asriel, Siquém, Héfer e Semida. Estes são os filhos descendentes de Manassés, filho de José, de acordo com os seus clãs.
Mas Zelofeade, filho de Héfer, neto de Gileade e bisneto de Maquir, o filho de Manassés, não teve nenhum filho, só filhas, que eram Maalá, Noa, Hogla, Milca e Tirza.
Então elas se apresentaram ao sacerdote Eleazar, a Josué, filho de Num, e aos chefes do povo, e disseram: — O SENHOR ordenou a Moisés que nos fossem dadas terras, tal como foram dadas aos nossos parentes. Então deram a elas uma parte do território, como aos seus parentes, conforme o SENHOR tinha mandado.
Portanto, a tribo de Manassés recebeu dez partes de terra, além das terras de Gileade e Basã, que ficam ao leste do Jordão,
porque as filhas de Manassés também receberam terras, tal como os filhos. A terra de Gileade foi para os outros descendentes de Manassés.
O território da tribo de Manassés ia desde Asser até Micmetat, perto de Siquém. A fronteira continuava em direção ao sul até as terras dos habitantes de En-Tapua.
A terra perto de Tapua pertencia a Manassés, mas a cidade de Tapua, na fronteira de Manassés, pertencia aos descendentes de Efraim.
Depois a fronteira descia em direção ao sul até o vale de Canaã. Esta região pertencia a Manassés, mas as cidades pertenciam aos descendentes de Efraim. A fronteira de Manassés ficava no norte do vale e terminava no mar.
No lado sul do vale, a terra pertencia a Efraim. No lado norte, pertencia a Manassés. No oeste, o mar era a sua fronteira. No norte, a tribo de Manassés fazia fronteira com a tribo de Asser e, no leste, com a tribo de Issacar.
Nos territórios de Issacar e Asser, Manassés tinha as cidades de Bete-Sã, Ibleã, Dor, En-Dor, Tanaque e Megido, assim como as cidades e vilas que estavam ao redor. Também se instalaram em Nafote.
Mas os descendentes de Manassés não conseguiram conquistar estas cidades porque os cananeus estavam decididos a ficar lá.
Quando os israelitas se tornaram mais fortes, obrigaram os cananeus a trabalharem para eles, mas não os expulsaram completamente.
Os descendentes de José, Efraim e Manassés, perguntaram a Josué: — Por que é que nos deu só uma parte do território como herança? Precisamos de mais terras, porque o SENHOR nos abençoou com um povo muito numeroso.
Josué respondeu: — Se vocês são tão numerosos e as montanhas de Efraim têm pouco espaço, então cortem e limpem a floresta para que possam habitar lá, na terra dos ferezeus e dos refains.
Os descendentes de José responderam: — O monte é pequeno demais para nós. E os cananeus que vivem nos vales de Bete-Sã e de Jezreel, e nas suas vilas, têm carros de ferro para combaterem.
Então Josué disse a Efraim e a Manassés, descendentes de José: — Vocês são um povo numeroso e muito forte, por isso não ficarão só com uma parte.
Também terão a montanha. É uma floresta mas vocês podem cortá-la, limpá-la e viver nela. Quanto aos cananeus, vocês podem expulsá-los, apesar de serem fortes e de terem carros de ferro.
Toda a comunidade israelita se reuniu em Siló, e ali armaram a Tenda do Encontro, depois de terem conquistado todo aquele território.
Mas sete tribos israelitas ainda não tinham recebido a sua herança.
Então Josué disse aos israelitas: — Até quando é que vocês vão esperar para ocuparem a terra que o SENHOR, o Deus dos seus pais, deu a vocês?
Escolham três homens de cada tribo, e eu os enviarei por todo o país, para que me façam um mapa de todo o país, de acordo com a herança de cada tribo.
Dividam o país em sete partes. Os descendentes de Judá ficarão no seu território, no sul, e os descendentes de José, no seu território, no norte.
Depois de fazerem o mapa e o dividirem em sete partes, tragam-no a mim. Eu tirarei sortes diante do SENHOR, nosso Deus, para atribuir a terra.
Mas os levitas não receberão nenhuma parte, porque a sua herança é serem sacerdotes do SENHOR. A tribo de Gade e de Rúben e a primeira metade da tribo de Manassés já receberam a sua parte da herança, que lhes foi dada por Moisés, o servo do SENHOR, no lado leste do Jordão.
Quando os homens estiveram prontos para partir e fazer o mapa da terra, Josué lhes deu esta ordem: — Vão por todo o país e escrevam num livro o que encontrarem nele. Depois voltem e eu tirarei as sortes aqui, em Siló, diante do SENHOR.
Os homens partiram e percorreram o país. Depois escreveram, num livro, um mapa contendo todas as cidades, dividido em sete partes, e voltaram para junto de Josué, no acampamento de Siló.
Então Josué fez o sorteio em Siló, na presença do SENHOR. E repartiu a terra entre os israelitas, dando a cada tribo a sua parte.
Feito o sorteio, a terra que ficava entre Judá e José foi dada aos clãs da tribo de Benjamim.
No lado norte a sua fronteira começava no Jordão, seguia pela encosta ao norte de Jericó, subia pela montanha para o oeste e terminava em Bete-Áven.
Dali ia para a encosta sul de Luz, ou seja, Betel, e descia para Atarote-Adar, no monte que fica a sul de Bete-Horom-de-Baixo.
No monte, sul de Bete-Horom, a fronteira voltava para o lado sul e seguia ao longo do lado oeste do monte. A fronteira ia para Quiriate-Baal, ou seja Quiriate-Jearim, que pertencia a Judá. Esta era a fronteira ao oeste.
Do lado sul, a fronteira começava perto de Quiriate-Jearim e chegava à fonte de Neftoa.
Depois descia até junto ao monte, perto do vale de Ben-Hinom, que fica ao norte do vale de Refaim. Depois continuava descendo pelo vale de Hinom, ao longo da encosta sul da cidade dos jebuseus, e ia até En-Rogel.
Mudava depois de rumo e ia em direção ao norte, passando por En-Semes. Continuava até Gelilote, que está em frente da subida de Adumim, e descia até a pedra de Boã, que era o nome de um dos filhos de Rúben.
Prosseguia para o norte, para o lado que fica na frente do vale do Jordão, e descia ao vale.
Do vale continuava para a parte norte de Bete-Hogla e terminava na baía ao norte do mar Morto, na foz do Jordão. Esta era a fronteira sul.
O Jordão constituía a fronteira leste. Estes eram os limites do território dado aos clãs de Benjamim.
As cidades que pertenciam à tribo de Benjamim, conforme os seus clãs, eram estas: Jericó, Bete-Hogla, Emec-Queziz,
Bete-Arabá, Zemaraim, Betel,
Avim, Pará, Ofra,
Quefar-Amonai, Ofni e Gueba; doze cidades com suas vilas.
Também tinham: Gibeom, Ramá, Beerote,
Mispá, Cefira, Mozá,
Requém, Irpeel, Tarala,
Zela, Elef, Jebus, ou seja Jerusalém, Guibeá e Quiriate. Ao todo eram catorze cidades com as suas vilas. Esta foi a parte do território que foi dado aos clãs de Benjamim.
Depois Josué deu, por sorteio, terra a todos os clãs da tribo de Simeão. A terra que receberam ficava dentro do território de Judá.
Estas foram as cidades que eles receberam: Berseba, ou Seba, Moladá,
Hazar-Sual, Baalá, Azem,
Eltolad, Betul, Hormá,
Ziclague, Bete-Marcabote, Hazar-Sussá,
Bete-Lebaot e Saruém; treze cidades e as suas vilas.
Também receberam Ain, Rimom, Éter e Ashan, ou seja, quatro cidades e as suas vilas.
E ainda todas as outras vilas que havia ao redor dessas cidades até Baalate-Ber, cidade de Ramá, no sul de Canaã. Esta foi a terra que foi dada aos clãs da tribo de Simeão.
Na realidade, a herança de Simeão tinha sido tirada do território que tinha pertencido a Judá, porque Judá tinha recebido mais do que precisava.
O terceiro território foi dado, por sorteio, aos clãs da tribo de Zabulom. A fronteira da sua terra estendia-se até Sarid.
De lá subia para o oeste, em direção a Maralá, e chegava a Dabeset. Seguia depois até o vale que fica ao leste de Jocneão.
De Sarid a fronteira virava para o leste, para o nascer do sol, em direção a Quislot-Tabor. Seguia para Daberate e depois subia a Jafia.
Depois continuava para o leste, em direção a Gate-Héfer e ia até Et-Cazim. Continuava até Rimom e virava em direção a Neá.
Do lado norte, a fronteira chegava até Hanatom e terminava no vale de Iftá-El.
O seu território também incluía Catat, Nalal, Chimeron, Idalá e Belém; doze cidades com as suas vilas.
Foram estas as cidades e as vilas que foram dadas aos clãs da tribo de Zabulom.
O quarto território foi dado, por sorteio, aos clãs da tribo de Issacar.
O seu território incluía Jezreel, Quessulot, Suném,
Hafaraim, Shion, Anaarat,
Rabit, Quishion, Abez,
Rémet, En-Ganim, En-Hadá e Bete-Pazes.
A fronteira chegava também até Tabor, Saazima e Bete-Semes e terminava no Jordão. Eram ao todo dezesseis cidades com as suas vilas.
A terra recebida pela tribo de Issacar incluía todas essas cidades e vilas.
O quinto território foi dado, por sorteio, aos clãs da tribo de Asser.
O seu território incluía Helcat, Hali, Béten, Acsafe,
Alameleque, Amad e Mishal. No oeste a fronteira chegava a Carmelo e Shior-Libnat.
Dali virava para o leste e ia até Bete-Dagom. Depois chegava a Zebulom e ao vale de Jefta-El, e continuava para o norte, para Bete-Émec e Neiel, passando ao norte de Cabul.
Abdom, Reobe, Hamom e Canaã até a grande cidade de Sidom.
A fronteira voltava para Ramá, até a cidade fortificada de Tiro. Depois a fronteira virava em direção a Hossa, até acabar no mar Mediterrâneo. Também incluía Maaleb, Aczibe,
Umá, Afeque e Reobe. Ao todo eram vinte e duas cidades com as suas vilas.
Foi este o território que foi dado aos clãs da tribo de Asser, incluindo as cidades e vilas.
O sexto território foi dado, por sorteio, aos clãs da tribo de Naftali.
A sua fronteira ia desde Helef, a partir do carvalho de Zananim, Adami-Nequeb e Jabnel até Lacum, e terminava no Jordão.
Em Aznot-Tabor a fronteira mudava de direção e ia para Hucoque. Chegava até Zebulom ao sul, Asser ao oeste, e o Jordão ao leste.
As cidades fortificadas eram Zidim, Zer, Hamate, Racat, Quinerete,
Adamá, Ramá, Hazor,
Quedes, Edrei, En-Hazor,
Irom, Migdal-El, Horém, Bete-Anat, Bete-Semes. Eram ao todo dezenove cidades com as suas vilas.
Foi esta a terra que foi dada aos clãs da tribo de Naftali, incluindo as cidades e as vilas.
O sétimo território foi dado, por sorteio, aos clãs da tribo de Dã.
O território incluía Zora, Estaol, Ir-Shemes,
Saalabim, Aialon, Itla,
Elom, Timna, Ecrom,
Elteque, Guibetom, Baalate,
Jeúde, Bene-Berac, Gate-Rimom,
Me-Jarcom e Racom, e a região perto de Jope.
Mas a tribo de Dã não conseguiu conquistar o seu território. Então foram atacar Léssem. Conquistaram a cidade, mataram os seus habitantes ao fio da espada e ocuparam-na. Deram-lhe o nome de Dã, em honra ao seu antepassado.
Foi este o território que foi dado aos clãs da tribo de Dã.
Quando os chefes terminaram de distribuir a terra pelas tribos, os israelitas deram também uma parte da terra a Josué, filho de Num.
Por ordem do SENHOR, deram-lhe a cidade que ele tinha pedido, Timnat-Sera, nas montanhas de Efraim. Ele reconstruiu a cidade e ficou vivendo nela.
Foram estes os territórios que o sacerdote Eleazar; Josué, filho de Num; e os chefes dos clãs das tribos sortearam e distribuíram. A distribuição foi feita em Siló, diante do SENHOR, na entrada da Tenda do Encontro. E assim terminou a distribuição das terras.
Depois o SENHOR disse a Josué:
— Vá falar com os israelitas e fale para eles que escolham cidades de refúgio, como ordenei por meio de Moisés.
Quem matar uma pessoa sem querer, por acidente, poderá fugir para uma dessas cidades e proteger-se do parente que tem o dever de matá-lo.
— Se alguém matar uma pessoa sem querer, ele deverá fugir para uma dessas cidades. Ao chegar à entrada da cidade, ele deverá explicar aos chefes da cidade o que aconteceu. E os chefes deverão deixá-lo entrar e dar-lhe um lugar onde habitar.
Quando chegar o parente da pessoa que morreu, e que tem o dever de fazer justiça, não devem lhe entregar o refugiado. Pois a morte foi por acidente, sem querer, e não por serem inimigos.
Ele viverá nessa cidade até ser julgado diante da congregação e até que morra o sumo sacerdote. Só então poderá voltar para sua casa, para a cidade de onde fugiu.
Escolheram então as seguintes cidades: Quedes, na Galileia, na região montanhosa de Naftali; Siquém, na região montanhosa de Efraim; Quiriate-Arbá, ou seja, Hebrom, na região montanhosa de Judá.
No outro lado do Jordão, ao leste de Jericó, escolheram Bezer, no planalto do deserto, no território da tribo de Rúben; Ramote-Gileade, da tribo de Gade; Golã, na região de Basã, na tribo de Manassés.
Foram estas as cidades escolhidas para refúgio dos israelitas e dos estrangeiros que vivam entre eles. Qualquer pessoa que matar outra, sem querer, poderá fugir do parente da vítima que tem o dever de matá-lo. Assim ele escapará, pelo menos até ser julgado diante da congregação.
Os chefes de família dos levitas foram falar com o sacerdote Eleazar, com Josué, filho de Num, e com os chefes de família das outras tribos de Israel.
Reuniram-se em Siló, na terra de Canaã, e os chefes dos levitas disseram: — O SENHOR ordenou a Moisés que vocês nos dessem cidades onde pudéssemos habitar e campos para pastarmos os nossos animais.
Por isso, de acordo com o que o SENHOR tinha ordenado, os israelitas deram aos levitas as seguintes cidades e campos de pastagens:
Os clãs de Coate foram os primeiros a serem sorteados, eles eram levitas, descendentes do sacerdote Aarão. Uma parte dos coatitas recebeu treze cidades nos territórios das tribos de Judá, de Simeão e de Benjamim.
Os outros coatitas receberam dez cidades dentro dos territórios dos clãs das tribos de Efraim, de Dã, e da metade da tribo de Manassés.
Os descendentes de Gérson receberam treze cidades dos clãs das tribos de Issacar, Asser, Naftali e da outra metade da tribo de Manassés que vive em Basã.
Os clãs descendentes de Merari, receberam doze cidades das tribos de Rúben, de Gade e de Zebulom.
Assim os israelitas deram aos levitas estas cidades com os seus campos de pastagens como o SENHOR tinha ordenado que fizessem por meio de Moisés.
São estes os nomes das cidades que foram dadas aos levitas pelas tribos de Judá e de Simeão.
Os levitas do clã de Coate, descendentes de Aarão, escolheram as cidades que queriam porque foram os primeiros a serem sorteados.
Foi-lhes dado Quiriate-Arbá, ou seja, Hebrom, na região montanhosa de Judá, e os campos de pastagens ao seu redor. Arbá foi o pai de Anaque.
Mas os campos e as vilas ao redor da cidade pertenciam a Calebe, filho de Jefuné.
Portanto, aos descendentes do sacerdote Aarão foi dada a cidade de Hebrom. Era uma cidade de refúgio para quem matasse alguém sem querer. Também lhes foram dadas as cidades de Libna,
Jatir, Estemoa,
Holon, Debir,
Ain, Jutá e Bete-Semes. Ao todo os descendentes de Aarão receberam daquelas duas tribos nove cidades com os seus campos de pastagens.
Da tribo de Benjamim receberam Gibeom, Gueba,
Anatote e Almon. Ao todo, quatro cidades com os seus campos de pastagens.
Todas as cidades dadas aos sacerdotes, descendentes de Aarão, foram treze, com os seus campos de pastagens.
Aos outros clãs coatitas, dos levitas, foram dadas quatro cidades dentro de Efraim:
Nas montanhas de Efraim, receberam quatro cidades: Siquém, que era uma cidade de refúgio para quem matasse alguém sem querer, Gezer,
Quibzaim e Bete-Horom, cada uma com os seus campos de pastagens.
Da tribo de Dã receberam quatro cidades: Elteque, Guibetom,
Aialon e Gate-Rimom, cada uma com os seus campos de pastagens.
Da metade da tribo de Manassés receberam duas cidades com os seus campos de pastagens: Tanaque e Gate-Rimom.
Portanto, foram dez as cidades com os seus campos que foram dadas aos outros clãs coatitas.
Os descendentes de Gérson, um dos clãs dos levitas, receberam duas cidades com os seus campos da metade da tribo de Manassés: Golã, em Basã, que era uma cidade de refúgio para quem matasse alguém sem querer e Besterá.
Da tribo de Issacar receberam Quishion, Daberate,
Jarmute e En-Ganim. Ao todo receberam quatro cidades com os seus campos de pastagens.
Da tribo de Asser receberam Mishal, Abdon,
Helcat e Reobe. Ao todo foram quatro cidades com os seus campos de pastagens.
Da tribo de Naftali receberam três cidades com os seus campos de pastagens: Quedes, na Galileia, que também era uma cidade de refúgio para quem matasse alguém sem querer, Hamot-Dor e Cartá.
Ao todo, os clãs dos descendentes de Gérson receberam treze cidades com os seus campos de pastagens.
Os restantes levitas, os clãs meraritas, receberam da tribo de Zebulom, quatro cidades com os seus campos de pastagens: Jocneão, Cartá,
Dimna e Nalal.
Da tribo de Rúben receberam quatro cidades com os seus campos de pastagens: Bezer, Jaza,
Quedemote e Mefaate.
Da tribo de Gade receberam quatro cidades com os seus campos de pastagens: Ramote-Gileade, que era uma cidade de refúgio para quem matasse alguém sem querer, Maanaim,
Hesbom e Jazer.
Ao todo, os restantes clãs dos levitas, os meraritas, receberam ao todo doze cidades.
Foram quarenta e oito cidades, com os seus campos de pastagens, que os levitas receberam dentro do território israelita.
Todas as cidades tinham os seus campos de pastagens à sua volta.
Assim o SENHOR deu aos israelitas toda a terra que tinha prometido dar aos seus antepassados. Tomaram posse dela e viveram nela.
O SENHOR deu-lhes paz em todos os lados, como tinha prometido aos seus antepassados. Nenhum dos seus inimigos foi capaz de resistir aos israelitas. O SENHOR deu-lhes a vitória sobre todos os seus inimigos.
Não falhou nenhuma das boas promessas que o SENHOR tinha feito à nação de Israel. Todas se cumpriram.
Então Josué reuniu as tribos de Rúben, de Gade e a parte leste da tribo de Manassés.
E lhes disse: — Vocês foram obedientes a tudo o que Moisés, o servo do SENHOR, ordenou, e também fizeram tudo o que eu ordenei.
Durante todo este tempo, até hoje, vocês não abandonaram os seus irmãos, e têm cumprido as ordens do SENHOR, seu Deus.
Agora o SENHOR, seu Deus, já deu um lugar seguro aos seus irmãos como tinha prometido. Por isso, vocês já podem voltar para as suas tendas, para a terra que o SENHOR deu a vocês, no outro lado do Jordão.
Somente lhes digo que cumpram fielmente os mandamentos e a lei que Moisés, o servo do SENHOR, deu: amem o SENHOR, seu Deus, façam sempre a sua vontade, obedeçam aos seus mandamentos, mantenham-se unidos a ele, e sirvam-no com todo o coração e com toda a sua alma.
Então Josué os abençoou e se despediu deles, e eles voltaram para os seus lugares.
A uma parte da tribo de Manassés, Moisés tinha dado um território em Basã. À outra parte, foi Josué quem lhes deu terras no lado oeste do Jordão, entre os outros israelitas. Quando Josué mandou que voltassem para as suas tendas, ele os abençoou,
dizendo: — Voltem para as suas tendas com a riqueza que juntaram: todo o gado, prata, ouro, bronze, ferro e muita roupa. Repartam com os seus o que tiraram do inimigo.
Assim foi como os rubenitas, os gaditas e metade da tribo de Manassés deixaram os outros israelitas em Siló, na terra de Canaã, e voltaram para as suas próprias terras em Gileade. Eram essas as terras que lhes pertenciam de acordo com a ordem do SENHOR, dada por meio de Moisés.
As tribos de Rúben, Gade e a metade da tribo de Manassés chegaram a Guelilot, perto do Jordão, na terra de Canaã, e ali construíram um grande altar.
Os outros israelitas souberam que as tribos de Rúben, Gade e a metade da tribo de Manassés tinham construído esse altar na fronteira de Canaã, em Guelilot, perto do Jordão, no lado israelita.
Então todos os israelitas se reuniram em Siló para lutar contra eles.
Os israelitas enviaram Fineias, filho do sacerdote Eleazar, à terra de Gileade, para falar com os rubenitas, os gaditas e a metade tribo de Manassés.
Foram com ele dez chefes, um de cada tribo de Israel. Cada um deles era o chefe das suas respectivas famílias dentre os clãs de Israel.
Quando chegaram à terra de Gileade, disseram aos rubenitas, aos gaditas e à metade tribo de Manassés:
— Assim diz toda a congregação do SENHOR: “O que vocês estão fazendo? Estão cometendo traição contra o Deus de Israel. Ao construírem um altar, vocês estão abandonando o SENHOR e estão se revoltando contra ele.
Não bastou o pecado cometido em Peor? Deus castigou toda a comunidade do SENHOR com uma doença terrível e ainda hoje estamos sofrendo por causa disso.
E agora vocês estão fazendo a mesma coisa. Se vocês hoje se revoltarem contra o SENHOR, amanhã a ira do SENHOR cairá sobre toda a comunidade de Israel.
Se não podem erguer um altar na sua terra por ela ser impura, venham para a terra do SENHOR onde está a Tenda Sagrada do SENHOR e fiquem com uma parte do território entre nós. Mas não se revoltem contra o SENHOR, nem contra nós, construindo um altar diferente do altar do SENHOR, nosso Deus.
Lembrem-se de Acã, filho de Zera, que se revoltou contra a ordem de destruir todas as coisas. Por causa disso, toda a nação de Israel foi castigada. Não foi só Acã que morreu por causa do seu pecado”.
Então os rubenitas, os gaditas e a metade tribo de Manassés responderam aos chefes dos clãs de Israel:
— O SENHOR é o Deus de todos os deuses! Afirmamos de novo que o SENHOR é o Deus de todos os deuses! Ele sabe por que fizemos isto e queremos que Israel também o saiba. Se nos revoltamos ou desobedecemos ao SENHOR, vocês podem nos condenar e matar.
Que o SENHOR nos castigue se foi para abandonarmos o SENHOR que construímos este altar! Que o SENHOR nos castigue se nele oferecermos sacrifícios queimados, ofertas de cereais ou ofertas de comunhão!
Construímos o altar porque estamos preocupados que, no futuro, os seus descendentes possam dizer aos nossos para não adorarem o SENHOR, Deus de Israel.
Eles poderiam dizer que o SENHOR separou os povos de Rúben e Gade do povo deles, dando-lhes a terra no outro lado do Jordão, não fazendo mais parte do povo do SENHOR. Assim os seus descendentes poderiam obrigar os nossos a deixarem de adorar o SENHOR.
— Foi por isso que decidimos construir este altar. Não para oferecer sacrifícios queimados ou qualquer outro tipo de sacrifício,
mas para servir de testemunho entre nós e vocês e os nossos descendentes. Testemunho de que temos o direito de vir adorar o SENHOR, na sua presença, com sacrifícios queimados, sacrifícios e ofertas de comunhão. Assim os seus descendentes não poderão dizer que os nossos não fazem parte do povo do SENHOR.
Também pensamos que se algum dia alguém falar isso a nós, ou aos nossos descendentes, então diremos: “Vejam a réplica do altar do SENHOR que os nossos antepassados construíram, não para oferecer sacrifícios queimados ou outras ofertas, mas como testemunho entre nós e vocês”.
— Nunca pensamos em nos revoltar contra o SENHOR ou em deixar o SENHOR, construindo outro altar. Sabemos que o único altar onde devem ser oferecidos sacrifícios queimados, ofertas de cereais ou ofertas de comunhão é no altar que está diante da Tenda do Encontro. Esse é o altar do SENHOR, o nosso Deus.
Quando o sacerdote Fineias e os chefes da congregação, os chefes dos clãs dos israelitas, ouviram o que disseram os homens de Rúben, de Gade e de Manassés, ficaram satisfeitos.
Então Fineias, filho do sacerdote Eleazar, disse aos rubenitas, aos gaditas e aos manasseítas: — Agora sabemos que o SENHOR está conosco e que vocês não desobedeceram ao SENHOR. Por isso o povo de Israel não será castigado pelo SENHOR.
Então Fineias, filho do sacerdote Eleazar, e os chefes partiram do encontro com os homens de Rúben e de Gade em Gileade, e foram para Canaã para informarem os israelitas sobre o que tinha acontecido.
Todos ficaram satisfeitos com a informação e agradeceram a Deus. Depois disso, não pensaram mais em atacar as tribos de Rúben e Gade, nem em destruir as suas terras.
Os rubenitas e os gaditas deram o nome ao altar de Testemunho, porque diziam: — É um testemunho entre nós de que só o SENHOR é Deus.
Já tinha passado muito tempo depois de Deus ter dado descanso aos israelitas das guerras contra os inimigos ao seu redor, Josué já era muito velho.
Então Josué reuniu todo o povo de Israel, com os seus líderes, os chefes, os juízes e os oficiais, e lhes disse: — Eu já estou velho.
Vocês viram tudo o que o SENHOR, seu Deus, fez para expulsar as nações. Foi o SENHOR, seu Deus, que combateu por vocês.
Lembrem-se que eu já reparti pelas tribos todas as terras das nações. Já dei as terras que conquistei desde o Jordão até o mar Mediterrâneo, no oeste. E também já lhes dei as terras que ainda faltam ser conquistadas.
O SENHOR, seu Deus, irá expulsar diante de vocês os habitantes dessas terras e irá dá-las a vocês, assim como o SENHOR prometeu.
— Portanto, sejam fortes! Obedeçam cuidadosamente a tudo o que está escrito no livro da Lei de Moisés. Não se desviem dele, nem para a direita nem para a esquerda.
Não se associem com as nações que vivem entre vocês. Não orem aos seus deuses, nem jurem pelos seus nomes. Não os sirvam e não se inclinem diante deles.
Façam só a vontade do SENHOR, seu Deus, como vocês têm feito até hoje.
— O SENHOR expulsou da sua frente nações que eram grandes e poderosas. E até hoje ninguém conseguiu resistir a vocês.
Um só de vocês pode vencer mil homens, porque é o SENHOR, seu Deus, que luta por vocês, como prometeu.
Por isso guardem os seus corações, para amarem só o SENHOR, seu Deus!
— Não se afastem de Deus e não façam alianças com os povos que fiquem no meio de vocês. Não se casem com eles, não se juntem a eles nem deixem que eles se juntem a vocês.
Porque se fizerem isso, podem ter certeza de que o SENHOR, seu Deus, não expulsará essas nações da terra que vocês querem ocupar. Essas nações serão um laço e uma armadilha para apanhar vocês. Serão como um chicote rasgando as suas costas, como espinhos cegando os seus olhos. Não há de ficar nenhum de vocês nesta boa terra que o SENHOR, seu Deus, lhes deu.
— Agora estou quase morrendo. E vocês sabem, com todo o seu coração e com toda a sua alma, que o SENHOR, seu Deus, cumpriu todas as boas promessas que fez. Ele cumpriu todas as promessas, não falhou em nada.
Tudo o que o SENHOR, seu Deus, lhes prometeu de bom, aconteceu. Assim também irão acontecer todas as coisas ruins se não obedecerem ao SENHOR. Todos vocês serão destruídos desta boa terra que ele lhes deu.
Se violarem as leis da aliança que o SENHOR, seu Deus, fez com vocês, e servirem outros deuses e se inclinarem diante deles, então o SENHOR ficará muito irritado e não deixará nenhum de vocês nesta boa terra que ele lhes deu.
Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém. Convocou todos os líderes, os chefes, os juízes e os oficiais. Todos compareceram diante de Deus.
Então Josué disse a todo o povo a mensagem do SENHOR, o Deus de Israel: — Há muito tempo, os seus antepassados, Tera e os seus filhos, Abraão e Naor, viviam no outro lado do rio Eufrates e adoravam outros deuses.
Mas eu tirei o pai de vocês, Abraão, do outro lado do rio e o conduzi por toda a terra de Canaã e lhe dei muitos descendentes: a Abraão eu dei Isaque,
e a Isaque dei Jacó e Esaú. A Esaú dei as montanhas de Seir, mas Jacó e os seus filhos foram para o Egito.
Mais tarde, enviei Moisés e Aarão para lá e castiguei os egípcios com as coisas que fiz no meio deles, e tirei vocês do Egito.
Os seus antepassados saíram do Egito e chegaram até o mar. E os egípcios os perseguiram com carros de guerra e cavaleiros até o mar Vermelho.
Então os seus antepassados gritaram por mim e eu coloquei uma grande escuridão entre vocês e os egípcios e fiz com que eles morressem afogados no mar. Vocês viram com os seus próprios olhos o que eu fiz aos egípcios. — Depois disto vocês viveram muito tempo no deserto.
E eu os levei para a terra dos amorreus que viviam ao leste do Jordão. Eles fizeram guerra contra vocês, mas eu os entreguei nas suas mãos. Eu os destruí para vocês ficarem com a terra deles.
Também Balaque, o rei de Moabe, filho de Zipor, foi combater contra Israel. Ele mandou buscar Balaão, filho de Beor, para amaldiçoar vocês.
Mas eu não dei atenção às palavras de Balaão e fiz com que ele tivesse que abençoar vocês muitas vezes. Assim eu livrei vocês do seu poder.
— Depois vocês atravessaram o rio Jordão e chegaram a Jericó. Os habitantes de Jericó lutaram contra vocês, assim como também fizeram os amorreus, os ferezeus, os cananeus, os heteus, os girgaseus, os heveus e os jebuseus. Eu fiz com que vocês vencessem todos eles.
Enviei um grande terror diante de vocês e expulsei os dois reis amorreus. Não foi pela espada nem pelo arco que vocês os venceram.
Dei-lhes terras que vocês não cultivaram e cidades que não construíram. É nelas que vocês vivem agora. E é das vinhas e dos olivais que vocês não plantaram, que agora comem.
Então Josué disse ao povo: — Portanto, agora obedeçam ao SENHOR e sirvam-no com sinceridade e lealdade. Joguem fora os deuses que os seus pais serviam no outro lado do rio Eufrates e no Egito e sirvam ao SENHOR.
— Se não quiserem servir ao SENHOR, escolham hoje a quem vão servir: os deuses que os seus antepassados serviam no outro lado do rio Eufrates ou os deuses dos amorreus em cuja terra vocês vivem. Mas eu e a minha família serviremos ao SENHOR.
Então todo o povo respondeu: — Nunca deixaremos o SENHOR para servir outros deuses!
Pois foi o SENHOR, nosso Deus, quem nos tirou, a nós e aos nossos antepassados, da terra do Egito onde éramos escravos. Foi ele quem realizou aqueles grandes milagres que nós vimos. Foi ele quem nos protegeu durante toda a viagem e ao passarmos pelas terras das nações.
Também foi o SENHOR que expulsou diante de nós todas as nações e os amorreus que viviam nesta terra. Por tudo isso, nós também serviremos ao SENHOR, porque ele é o nosso Deus.
Então Josué avisou o povo: — Vocês não vão poder servir ao SENHOR, porque ele é Deus santo! Ele é um Deus zeloso! Ele não perdoará a sua rebelião e os seus pecados.
Se vocês abandonarem o SENHOR e servirem os deuses das nações, então ele se voltará contra vocês. E mesmo depois de ter feito tanto bem a vocês, ele os castigará e destruirá.
Então o povo disse a Josué: — Não! Nós serviremos ao SENHOR!
Então Josué perguntou ao povo: — Vocês mesmos são testemunhas de que escolheram servir ao SENHOR. E eles responderam: — Sim, somos testemunhas.
Josué continuou: — Então, joguem fora todos os deuses estrangeiros que vocês têm e dediquem-se com todo o coração ao SENHOR, o Deus de Israel.
E todas as pessoas disseram a Josué: — Serviremos o SENHOR, nosso Deus, e faremos o que ele mandar.
Naquele dia, Josué fez uma aliança com o povo em Siquém e lhes deu normas e leis.
E Josué as escreveu no livro da Lei de Deus. Depois pegou uma grande pedra e a colocou debaixo do carvalho que estava no santuário do SENHOR.
E disse ao povo: — Vejam, esta pedra ficará como testemunha contra vocês, pois ouviu tudo o que o SENHOR nos disse. Se vocês negarem o SENHOR, ela será testemunha contra vocês.
Depois Josué despediu o povo, e cada um foi para a terra que lhe foi dada.
Passado algum tempo, Josué, filho de Num, servo do SENHOR, morreu. Tinha cento e dez anos de idade.
Foi enterrado na terra que lhe foi dada, em Timnat-Sera, que fica nas montanhas de Efraim, ao norte do monte Gaás.
Israel serviu ao SENHOR durante a vida de Josué e durante a vida dos líderes que ficaram depois da sua morte. Eles tinham conhecimento de tudo o que o SENHOR fez por Israel.
Os ossos de José, que os israelitas tinham trazido do Egito, foram enterrados em Siquém, no terreno que Jacó tinha comprado por cem moedas de prata aos filhos de Hamor. Aquele terreno ficou sendo propriedade dos descendentes de José.
Eleazar, filho de Aarão, morreu também e foi enterrado em Gibeá, nas montanhas de Efraim. Gibeá era a cidade que o seu filho Fineias tinha recebido como herança.
Depois da morte de Josué, os israelitas perguntaram ao SENHOR: — Qual das tribos deve ir primeiro combater os cananeus?
O SENHOR respondeu: — A tribo de Judá deve atacar primeiro. Prestem atenção: tenho entregue esta terra nas mãos da tribo de Judá.
Então os homens da tribo de Judá disseram aos homens da tribo de Simeão: — Deus prometeu nos dar esse território. Venham então nos ajudar e nós também ajudaremos vocês quando tiverem que conquistar sua terra. Então os homens da tribo de Simeão se uniram aos da tribo de Judá.
Os homens da tribo de Judá avançaram e o SENHOR os ajudou a ganhar a batalha contra os cananeus e os ferezeus. Foram derrotados 10.000 homens na cidade de Bezeque.
Eles encontraram o governador de Bezeque na sua cidade, lutaram contra ele e venceram a batalha contra os cananeus e os ferezeus.
O governador de Bezeque tentou escapar, mas os homens da tribo de Judá o perseguiram e prenderam. Cortaram os polegares das suas mãos e os dedões dos seus pés.
Então o governador de Bezeque disse: — Eu cortei os polegares das mãos e os dedões dos pés de setenta reis. Eles foram obrigados a comer o que caía da minha mesa. Agora Deus fez comigo o mesmo que eu fiz com eles. Os homens da tribo de Judá levaram o governador de Bezeque para Jerusalém e ali ele morreu.
Os homens da tribo de Judá atacaram e conquistaram Jerusalém. Eles mataram todos à espada e queimaram a cidade.
Em seguida, eles atacaram os cananeus que viviam nas montanhas, na região do sul de Canaã, e também os que viviam na região da planície.
Mais tarde os homens da tribo de Judá atacaram os cananeus que viviam na cidade de Hebrom, antes chamada Quiriate-Arbá, e derrotaram Sesai, Aimã e Talmai.
Depois Calebe atacou a cidade de Debir, que antes se chamava Quiriate-Sefer.
Calebe fez uma promessa: — Darei a minha filha Acsa como esposa a quem atacar e conquistar a cidade de Quiriate-Sefer.
Calebe tinha um irmão mais novo chamado Quenaz, o qual tinha um filho chamado Otoniel. Otoniel foi quem conquistou a cidade de Quiriate-Sefer. Então Calebe lhe deu a sua filha Acsa como esposa.
Depois do casamento com Otoniel, ele convenceu Acsa para pedir ao seu pai o campo. Ela desceu do seu jumento e Calebe perguntou: — O que deseja?
Acsa respondeu: — Quero lhe pedir uma coisa. O senhor me deu o campo no sul de Canaã, peço que me dê também as fontes de água. Calebe lhe deu o que pedia. Deu-lhe as fontes que estão em Hebrom, tanto as que estão nas terras altas como as que estão nas terras baixas.
Os quenitas, que eram da família do sogro de Moisés, saíram da Cidade das Palmeiras e foram com a tribo de Judá. Ficaram vivendo no deserto de Judá com o povo dessa região. O deserto ficava no sul de Canaã, perto de Arade.
Também havia cananeus na cidade de Zefate. Então os homens da tribo de Judá e os da tribo de Simeão juntaram-se para atacá-los. Destruíram completamente a cidade e deram-lhe o nome de Hormá.
Os homens da tribo de Judá também conquistaram as cidades de Gaza, Ascalom e Ecrom, e todos os territórios ao redor dessas cidades.
O SENHOR ajudava os homens da tribo de Judá e eles iam conquistando todas as terras nas regiões montanhosas, porém não puderam expulsar o povo que vivia na região dos vales porque eles tinham carros de combate feitos de ferro.
Moisés tinha prometido a Calebe que lhe entregaria a terra de Hebrom. Calebe tomou a terra e expulsou de lá os três filhos de Enaque.
Mas a tribo de Benjamim não pôde expulsar os jebuseus de Jerusalém e eles ainda vivem lá com a tribo de Benjamim.
Os homens da tribo de José foram atacar a cidade de Betel, pois tinham a ajuda do SENHOR.
Enviaram espiões à cidade de Betel, que antes se chamava Luz.
Os espiões viram um homem que saía da cidade, e disseram: — Mostre-nos uma forma de entrar na cidade e não lhe faremos mal.
O homem mostrou-lhes como entrar na cidade e eles entraram e mataram as pessoas à espada, mas não mataram aquele homem nem a sua família.
Então o homem foi viver na terra dos heteus, onde construiu uma cidade, à qual deu o nome de Luz, e ainda hoje tem esse nome.
Havia cananeus que viviam nas cidades de Bete-Sã, Taanaque, Dor, Ibleã, Megido e em outras regiões ao redor dessas cidades. Mas os homens da tribo de Manassés não expulsaram das suas terras os habitantes dessas cidades. Os cananeus continuaram vivendo nas suas casas.
Mais tarde, quando os israelitas se tornaram mais fortes, eles obrigaram os cananeus a fazer trabalho forçado, mas não os expulsaram de lá.
O mesmo aconteceu com os homens da tribo de Efraim, eles não expulsaram os cananeus que viviam em Gezer. Portanto, os cananeus continuaram vivendo em Gezer juntamente com a tribo de Efraim.
Os homens da tribo de Zebulom também não expulsaram das suas terras os cananeus que viviam nas cidades de Quitrom e Naalol. Os cananeus continuaram vivendo ali, juntamente com o povo da tribo de Zebulom, embora o povo da tribo de Zebulom os obrigasse a fazer trabalhos forçados.
O mesmo aconteceu com os homens da tribo de Asser. Eles não expulsaram o povo que vivia em Aco, Sidom, Alabe, Aczibe, Helba, Afeque e Reobe.
Os homens da tribo de Aser não conseguiram obrigar os cananeus a sair de sua terra; portanto, eles continuaram vivendo ali com o povo de Asser.
Os homens da tribo de Naftali também não expulsaram das suas terras os cananeus que viviam em Bete-Semes e Bete-Anate. Portanto, os cananeus dessas cidades continuaram vivendo lá com os israelitas. No entanto, o povo de Naftali obrigou os cananeus de Bete-Anate a fazer trabalhos forçados.
Os amorreus obrigaram a tribo de Dã a viver nas regiões montanhosas, impedindo-os de ficar no vale.
Os amorreus também estavam decididos a permanecer no monte Heres, em Aijalom e em Saalbim. Mas quando os homens da tribo de José se tornaram mais fortes, eles obrigaram os amorreus a fazer trabalho forçado.
O território dos amorreus ia desde a subida dos Escorpiões até Selá, e ainda mais para cima.
O enviado do SENHOR saiu da cidade de Gilgal e foi a Boquim. Ele disse aos israelitas: — Trouxe vocês do Egito para esta terra que tinha prometido aos seus antepassados. Eu lhes disse que nunca quebraria a aliança que tenho com vocês.
Mas vocês também não deveriam fazer qualquer tipo de aliança com os povos desta terra. Ao contrário, vocês deveriam destruir os seus altares. Foi isso que lhes ordenei, mas vocês não me obedeceram.
Por isso, agora lhes digo que já não expulsarei este povo do meio de vocês. Eles se tornarão num problema para vocês e os seus deuses serão uma armadilha para apanhar vocês.
Depois de ouvir as palavras do enviado do SENHOR, todo o povo de Israel chorou em alta voz.
Por isso chamaram aquele lugar Boquim. E ali ofereceram sacrifícios ao SENHOR.
Depois Josué despediu o povo e cada tribo foi tomar posse do território que lhe pertencia.
Os israelitas serviram o SENHOR durante toda a vida de Josué e também durante a vida dos líderes que sobreviveram a Josué. Esses líderes tinham visto tudo o que o SENHOR tinha feito pelo povo de Israel.
Josué, filho de Num, servo do SENHOR, morreu com a idade de cento e dez anos.
Foi enterrado na terra que tinha recebido por herança, em Timnate-Heres, ao norte do monte Gaás, na região montanhosa de Efraim.
Depois dessa geração ter morrido, nasceu uma nova geração que não conhecia o SENHOR, nem sabia o que ele tinha feito por Israel.
Então os israelitas pecaram contra o SENHOR: eles começaram a servir os deuses falsos dos cananeus, os baalim.
Eles abandonaram o SENHOR, o Deus dos seus antepassados, que os tinha tirado da terra do Egito, e começaram a adorar os deuses dos povos que viviam ao redor deles. Por isso o SENHOR irritou-se com Israel.
Eles abandonaram o SENHOR e começaram a adorar Baal e Astarote.
O SENHOR se irritou com os israelitas e permitiu que os seus inimigos os atacassem e tirassem tudo o que tinham. Também permitiu que os inimigos de Israel os fizessem escravos.
Os israelitas perdiam todas as batalhas, porque o SENHOR estava contra eles para lhes fazer mal. O SENHOR tinha lhes avisado que perderiam todas as batalhas se servissem os deuses dos povos que viviam ao redor deles. Como os israelitas foram desobedientes ao SENHOR, eles sofreram muito.
Então o SENHOR levantou alguns líderes, chamados juízes. Esses líderes libertaram os israelitas dos inimigos que os assaltavam.
Mas os israelitas também não obedeceram aos líderes e foram infiéis a Deus: eles continuaram adorando os falsos deuses. Os seus antepassados tinham obedecido aos mandamentos do SENHOR, mas agora os israelitas tinham se desviado e não obedeciam a Deus.
Quando o SENHOR levantava líderes, ele abençoava o líder e o povo, livrando-os dos seus inimigos durante todo o tempo de vida daquele líder. O SENHOR se compadecia dos israelitas porque via a opressão e o sofrimento que seus inimigos mantinham sobre eles.
Mas, cada vez que um líder morria, os israelitas voltavam a pecar ao adorar outros deuses. Nesse tempo os israelitas eram muito rebeldes e se negavam a mudar o seu mau comportamento.
Portanto, o SENHOR se enfureceu contra Israel e disse: — Este povo quebrou a aliança que eu fiz com seus antepassados. Eles não me obedecem.
Por isso, eu não expulsarei mais dessa terra nenhum dos outros povos que Josué deixou quando morreu.
Vou usá-los para pôr à prova o povo de Israel, para ver se voltam a obedecer a mim, o SENHOR, como fizeram seus antepassados.
O SENHOR permitiu então que esses povos ficassem ali no território e não os obrigou a sair imediatamente da terra; e não deu ao exército de Josué a força necessária para vencê-los.
Estes são os povos que o SENHOR deixou na terra para pôr à prova os israelitas que não participaram nas batalhas da conquista de Canaã.
Ele fez isto para que os que nunca estiveram no campo de batalha aprendessem a guerrear.
Ficaram os cinco chefes dos filisteus, todos os cananeus, o povo de Sidom e os heveus, que viviam nos montes do Líbano, desde o monte Baal-Hermom até Lebo-Hamate.
Deus deixou que esses povos permanecessem na terra para testar os israelitas, para ver se obedeceriam aos seus mandamentos, que tinha lhes dado desde o tempo dos seus antepassados por meio de Moisés.
Os israelitas tiveram que viver no meio dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus.
Os israelitas começaram a se casar com as filhas desses povos. Assim eles permitiram também que suas próprias filhas se casassem com os filhos daqueles povos. O povo de Israel também começou a adorar os deuses daqueles povos.
Os israelitas fizeram o que não agradava ao SENHOR. Eles se esqueceram do SENHOR, seu Deus, e serviram os deuses Baal e Astarote.
Portanto, o SENHOR irritou-se com Israel e permitiu que Cuchã-Risataim, o rei de Arã-Naaraim, derrotasse o povo de Israel e os governasse. Os israelitas ficaram submetidos a este rei durante oito anos.
Então o povo de Israel pediu ajuda ao SENHOR, e ele enviou um homem chamado Otoniel para salvá-los, e ele conseguiu libertar os israelitas. Ele era filho de Quenaz, que por sua vez era o irmão mais novo de Calebe.
O Espírito do SENHOR veio sobre Otoniel para que derrotasse Cuchã-Risataim. Otoniel saiu à batalha como líder de Israel, e o SENHOR lhe deu uma grande vitória sobre o rei de Arã.
Então a terra esteve em paz durante quarenta anos até a morte de Otoniel, filho de Quenaz.
Novamente os israelitas fizeram o que não agradava ao SENHOR. Portanto, o SENHOR deu poder a Eglom, rei de Moabe, para que derrotasse os israelitas já que haviam feito o que não agradava ao SENHOR.
Eglom recebeu ajuda dos amonitas e dos amalequitas. Todos se uniram para atacar aos israelitas. Eglom e o seu exército derrotaram o povo de Israel e os obrigaram a sair da cidade das Palmeiras.
Eglom, rei de Moabe, oprimiu o povo de Israel durante dezoito anos.
Os israelitas pediram ajuda do SENHOR e ele enviou um homem chamado Eúde para libertá-los. Eúde era filho de Gera, que pertencia à tribo de Benjamim. Eúde tinha sido enviado para combater com a sua mão esquerda. Os israelitas enviaram Eúde com um presente para Eglom, rei de Moabe.
Eúde havia feito uma espada que continha dois gumes e media meio metro de comprimento. Ele a amarrou na sua perna direita e a escondeu debaixo de sua roupa.
Então Eúde levou o presente para Eglom, rei de Moabe, que era muito gordo.
Depois de dar o presente, Eúde mandou embora os homens que haviam ajudado no transporte da oferta,
mas quando chegou no local onde estavam as estátuas, perto de Gilgal, voltou ao palácio do rei. Então Eúde disse ao rei Eglom: — Sua Majestade, tenho uma mensagem secreta para o senhor. O rei ordenou silêncio e pediu aos servos que se retirassem da sala.
O rei estava sentado sozinho em um lugar elevado para poder se refrescar. Então Eúde lhe disse: — Tenho uma mensagem de Deus para o senhor. Quando o rei se levantou do trono, ficou muito perto de Eúde.
Então Eúde, sem que o rei percebesse, moveu a sua mão esquerda para seu lado direito, onde tinha uma espada amarrada na sua coxa. Ele tirou a espada e a enfiou na barriga do rei,
enfiando-a tão fundo que foi até o cabo da espada. Eúde deixou a espada dentro da sua barriga e saíram todas as fezes do rei.
Eúde saiu da sala deixando ali o rei, depois de ter trancado as portas.
Depois de Eúde sair da sala principal, os servos voltaram, encontrando fechadas as portas da sala principal. Então disseram: — Certamente o rei se fechou na sala privada para fazer suas necessidades.
Os servos esperaram por um tempo longo mas o rei não abria a porta. Finalmente os servos ficaram preocupados e foram pegar a chave para abrir a porta. Quando entraram, viram o seu rei caído no chão e morto.
Enquanto os servos esperavam que o rei saísse da sala, Eúde conseguiu escapar. Passou perto das estátuas e foi a um lugar chamado Seirá.
Quando Eúde chegou a Seirá, tocou a trombeta na região montanhosa de Efraim. Os israelitas ouviram a trombeta e desceram do monte juntamente com Eúde, que os guiava.
Eúde lhes disse: — Sigam-me! O SENHOR nos ajudou a vencer os nossos inimigos, os moabitas. Então os israelitas seguiram Eúde e foram com ele para tomar posse da passagem onde o povo podia atravessar com facilidade o rio Jordão para chegar à terra de Moabe. Eles não permitiram que ninguém atravessasse o rio Jordão.
Os israelitas mataram mais de 10.000 moabitas fortes e corajosos; nenhum escapou.
Desde esse dia o povo de Israel governou o povo de Moabe, e houve paz nessa terra durante oitenta anos.
Depois de Eúde libertar os israelitas, outro homem veio para salvar Israel. Esse homem se chamava Sangar, filho de Anate. Sangar matou seiscentos filisteus com uma vara para arrear bois.
Depois da morte de Eúde, os israelitas voltaram a fazer o que não agradava ao SENHOR.
Portanto, o SENHOR deixou que Jabim, um rei de Canaã, derrotasse Israel. Jabim governou numa cidade chamada Hazor. Sísera, comandante do exército do rei, morava numa região chamada Harosete-Hagoim.
Sísera tinha novecentos carros de ferro, eles tinham sido muito cruéis com os israelitas durante vinte anos. Então os israelitas pediram ajuda ao SENHOR.
Débora era líder de Israel. Era profetisa e esposa de Lapidote.
Débora sempre sentava-se debaixo de uma palmeira, conhecida como “Palmeira de Débora”, e os israelitas vinham a ela para que ela julgasse seus problemas. A palmeira de Débora ficava entre Ramá e Betel, na região montanhosa de Efraim.
Débora mandou chamar um homem chamado Baraque, filho de Abinoão, que morava na cidade de Quedes, no território de Naftali. Débora disse a Baraque: — O SENHOR, Deus de Israel, lhe ordena o seguinte: “Reúna 10.000 homens das tribos de Naftali e Zebulom, e leve-os ao monte Tabor.
Eu farei com que Sísera, o comandante do exército de Jabim, vá até vocês. Farei com que Sísera vá com seu exército e seus carros até o rio Quisom e aí ajudarei vocês a derrotá-los”.
Baraque disse a Débora: — Se você for comigo, eu irei; mas se você não for comigo, eu não irei.
Débora respondeu: — Claro que irei com você, mas por causa da sua atitude, não receberá a honra quando Sísera for derrotado. O SENHOR fará com que uma mulher derrote Sísera. E Débora saiu com Baraque para a cidade de Quedes.
Estando em Quedes, Baraque reuniu as tribos de Zebulom e Naftali. Ao todo vieram 10.000 homens. Eles o acompanharam e Débora também ia com eles.
Héber, o queneu, tinha se afastado dos outros queneus, que eram como ele descendentes de Hobabe, o sogro de Moisés, e tinha montado seu acampamento em Zaanim, perto de Quedes.
Pessoas informaram a Sísera que Baraque, filho de Abinoão, tinha subido ao monte Tabor.
Portanto, Sísera mandou juntar seus novecentos carros de ferro e todo seu exército. Todos marcharam desde Harosete-Hagoim até o rio Quisom.
Depois Débora disse a Baraque: — Hoje é o dia que o SENHOR ajudará você a vencer Sísera. O SENHOR irá diante de você. Então Baraque desceu o monte Tabor com seus 10.000 homens
e atacaram a Sísera. Durante a batalha, o SENHOR fez com que Sísera e o seu exército se assustassem e não soubessem o que fazer. Baraque e seus homens ganharam a batalha e Sísera saiu do carro e fugiu a pé.
Mas os homens de Baraque continuaram lutando contra o exército de Sísera. Eles perseguiram Sísera, o seu exército e os seus carros até Harosete-Hagoim. Os homens de Baraque mataram com o fio de espada todo o exército de Sísera. Não deixaram nenhum homem com vida.
Mas Sísera escapou a pé e foi a um lugar onde morava uma mulher chamada Jael, esposa de Héber, que pertencia ao grupo dos queneus. A família de Héber estava em paz com Jabim, rei de Hazor.
Jael viu que Sísera se aproximava e foi recebê-lo. Jael disse a Sísera: — Senhor, entre na minha tenda e não tenha medo. Então Sísera entrou, e Jael o cobriu com um tapete.
Sísera disse a Jael: — Tenho sede, por favor dê-me água para beber. Jael lhe deu um pouco de leite que tinha numa jarra de couro e depois o cobriu.
Sísera disse a Jael: — Agora vá até a entrada e espere ali. Se vier alguém e lhe perguntar: “Há alguém aí dentro?”, diga que não.
Sísera estava tão cansado que acabou dormindo. Enquanto isso, Jael foi ver se conseguia uma estaca e um martelo, entrou sem fazer barulho e fincou a estaca na cabeça de Sísera. A estaca atravessou a cabeça dele e enterrou-se na terra. Assim foi como morreu Sísera.
Pouco tempo depois chegou Baraque procurando por Sísera. Jael saiu para recebê-lo e lhe disse: — Entre e lhe mostrarei o homem que está buscando. Então Baraque entrou e viu Sísera morto no chão, com a estaca atravessada em sua cabeça.
Nesse dia Deus derrotou a Jabim, rei de Canaã, e deu a vitória ao povo de Israel.
E depois disso, o povo de Israel atacou a Jabim com mais e mais força até que o destruiu.
Esta é a canção que Débora e Baraque, filho de Abinoão, cantaram nesse dia:
“Louvado seja o SENHOR porque os líderes de Israel declararam a guerra e o povo esteve pronto para combater.
“Que escutem todos os reis, que prestem atenção todos os governantes. Eu mesmo cantarei ao SENHOR, vou compor uma música para o SENHOR, o Deus de Israel.
“SENHOR, no passado o Senhor veio desde os montes de Seir, marchando desde a terra de Edom. Quando o Senhor marchou a terra estremeceu, o céu se abalou e as nuvens derramaram toda sua chuva.
Os montes tremeram perante o SENHOR, o Deus do monte Sinai; perante o SENHOR, o Deus de Israel.
“Nos tempos de Sangar, filho de Anate, e nos tempos de Jael, ninguém utilizava as estradas principais. Caravanas e viajantes tinham que usar as estradas laterais.
Não havia soldados até você chegar, Débora; até que viesse como mãe de Israel.
Deus designou novos líderes para combater nas entradas das aldeias. Dos 40.000 soldados de Israel, nenhum pôde encontrar nem um escudo nem uma espada.
Meu coração está com os líderes de Israel e com aqueles que quiseram ir à batalha. Louvado seja o SENHOR!
“Prestem atenção todos os que andam em jumentos brancos, os que andam sobre tapetes, os que andam a pé nas estradas.
Há barulho nas cisternas; ouve-se música de instrumentos. O povo canta as vitórias do SENHOR; as vitórias ganhas em favor dos vilarejos de Israel. O povo do SENHOR se fez presente nas entradas das cidades.
“Desperte, Débora, desperte! Desperte, desperte e cante a canção! Levante-se, Baraque, filho de Abinoão! Vá e conquiste os seus inimigos, filho de Abinoão.
“Então os israelitas desceram para combater contra os poderosos. O povo do SENHOR desceu por mim e combateram os guerreiros.
Os homens de Efraim vieram desde as montanhas de Amaleque. Eles vinham seguindo a Benjamim e sua tribo. Vieram também comandantes da família de Maquir. Os líderes da tribo de Zebulom vieram com suas varas de bronze.
Os líderes de Issacar apoiaram Débora; a tribo de Issacar era fiel a Baraque. Todos marcharam a pé pelo vale. Sim! Na tribo de Rúben havia muitos homens valentes.
Mas, por que permaneceram sentados nas trincheiras, olhando os pastores chamarem suas ovelhas? Os homens valentes de Rúben pensaram muito sobre a batalha, mas permaneceram em suas casas ouvindo música.
O povo de Gileade se acomodou em seus campos, do outro lado do rio Jordão. E vocês, os da tribo de Dã, por que permaneceram nos seus barcos? O povo de Aser parou no litoral, junto aos portos.
Mas os homens da tribo de Zebulom e Naftali arriscaram suas vidas combatendo nas regiões montanhosas.
“Os reis de Canaã vieram para combater mas não levaram nenhum tesouro para casa. Eles combateram na cidade de Taanaque, perto do rio Megido.
As estrelas combateram do céu, por seu caminho através de todo o céu, lutaram contra Sísera.
O rio Quisom, esse rio antigo, derrotou o exército de Sísera. Minha alma, marche com firmeza!
Seus cavalos afundaram-se e os cavalos valentes de Sísera não puderam sair da lama.
O anjo do SENHOR disse: ‘Que caia uma forte maldição sobre a cidade de Meroz e sobre seus habitantes por não terem ajudado o SENHOR, ajudado os soldados do SENHOR!’
“Que Jael, a esposa de Héber, o queneu, seja bendita mais do que todas as mulheres.
Sísera pediu água; Jael lhe trouxe leite. Deu-lhe leite numa bacia digna de reis.
Com a sua mão esquerda Jael trouxe a estaca e com a sua mão direita, o martelo. Bateu na cabeça de Sísera e com a estaca atravessou as têmporas dele.
Sísera caiu aos pés de Jael, e ali ficou. Ali onde caiu, aos pés de Jael, ficou morto.
“A mãe de Sísera olha pela janela, olha chorando através da cortina. ‘Por que demora tanto o carro de Sísera? Por que não ouço seus carros?’
“Suas servas mais sábias responderam tentando convencê-la:
‘Com certeza ganharam a batalha e estão pegando o despojo. Devem estar repartindo o que ganharam! Cada soldado deve estar tomando para si uma ou duas mulheres. Talvez Sísera tenha encontrado uma roupa colorida, ou talvez duas. Tecidos bordados para o pescoço do vencedor’.
“Que todos seus inimigos morram, ó SENHOR! E que todo povo que o ama seja tão forte como o sol do amanhecer!” E houve paz nessa terra durante quarenta anos.
Mais uma vez os israelitas fizeram o que não agradava ao SENHOR. Por isso durante sete anos o SENHOR permitiu que os midianitas oprimissem os israelitas.
Os midianitas trataram com crueldade os israelitas, por isso os israelitas tiveram que construir esconderijos nas montanhas. Escondiam suas provisões em cavernas e em passagens difíceis de se encontrar.
Eles tinham que fazer assim porque os midianitas, os amalequitas e os outros povos do leste vinham e destruíam o que eles haviam cultivado.
Esses povos acampavam na terra dos israelitas e destruíam todas as colheitas da região até perto de Gaza, e não deixavam comida para os israelitas. Não deixavam também nenhuma ovelha, nem boi, nem jumento nem nada.
Os midianitas vinham e acampavam com todas suas famílias e animais. Eram tantos que pareciam uma praga de gafanhotos e iam destruindo tudo. Não podia ser contado quantas pessoas nem quantos camelos tinham.
O povo de Israel se empobreceu por causa dos midianitas e, desesperados, clamaram chorando ao SENHOR para que os ajudasse.
Os midianitas fizeram muita maldade, e os israelitas pediram ajuda ao SENHOR.
Então o SENHOR mandou um profeta que disse aos israelitas o que o SENHOR tinha falado: — Vocês eram escravos na terra do Egito, mas eu os libertei e os tirei daquela terra.
Eu os salvei novamente do poder dos seus opressores e fiz com que aquele povo saísse da sua terra e a entregasse a vocês.
E depois lhes disse: “Eu sou o SENHOR, seu Deus. Vocês viverão na terra dos amorreus; mas não devem adorar aos seus deuses”. Mas vocês não me obedeceram.
Depois, o anjo do SENHOR foi para o lugar onde estava um homem chamado Gideão. O anjo sentou-se debaixo do carvalho que ficava na região de Ofra. Essa árvore era de Joás, pai de Gideão, da família de Abiezer. Gideão estava malhando o trigo em um tanque onde se pissava a uva para fazer o vinho. Gideão estava ali para poder esconder o trigo rapidamente dos midianitas.
O anjo do SENHOR apareceu diante de Gideão e disse: — Que o SENHOR esteja com você, bom guerreiro.
Gideão disse: — Perdão, mas se o SENHOR está conosco, então por que temos tantas dificuldades? Sabemos que o Senhor fez milagres em favor dos nossos antepassados. Eles nos contaram que o SENHOR os tirou da terra do Egito, mas o SENHOR nos tem abandonado e tem permitido que os midianitas nos oprimam.
O SENHOR olhou para Gideão e disse: — Use sua força e liberte o povo de Israel do poder dos midianitas. Eu o envio para que os salve!
E Gideão respondeu: — Perdão, SENHOR, mas como poderei salvar a Israel, se minha família é a mais pobre de todas as famílias de Manassés, e eu sou o mais jovem de todos?
O SENHOR disse: — Mas eu vou estar com você. Você poderá derrotar os midianitas como se estivesse lutando contra um homem só.
Respondeu Gideão: — Se é verdade que está ao meu favor, então me mostre um sinal para saber que realmente o Senhor é quem tem falado comigo.
Peço ao SENHOR que espere aqui até eu regressar. Vou trazer minha oferta e a colocarei diante do Senhor. O SENHOR lhe respondeu: — Esperarei aqui até você regressar.
Então Gideão entrou na sua casa e preparou um cordeiro na água fervendo. Também preparou pão sem fermento com vinte quilos de farinha. Depois, colocou a carne em um cesto e colocou o caldo numa vasilha. Gideão levou toda essa comida e a colocou sob o carvalho.
O anjo de Deus disse: — Ponha a carne e o pão sem fermento sobre essa rocha e derrame o caldo. Gideão fez como o anjo lhe ordenou.
O anjo do SENHOR tinha uma vara e tocou a carne e o pão com sua ponta. Em seguida saiu fogo da rocha, a carne e o pão se queimaram por completo e o anjo do SENHOR desapareceu.
Então Gideão entendeu que estava falando com o anjo do SENHOR, e gritou muito forte: — Senhor DEUS! Tenho visto o anjo do SENHOR face a face!
E o SENHOR lhe disse: — Fique tranquilo, não tenha medo, você não vai morrer.
Então Gideão construiu um altar para o SENHOR nesse exato lugar. Gideão chamou o altar de “O SENHOR é paz”. Esse altar ainda se encontra na cidade de Ofra, que é onde vive a família de Abiezer.
Nessa mesma noite o SENHOR veio a Gideão e lhe disse: — Tome um bezerro maior e forte da casa de seu pai, que esse bezerro seja de sete anos de idade. Leve o bezerro até o altar que seu pai fez para Baal e destrua-o. Derrube também o poste que está junto ao altar porque esse poste é da deusa Aserá.
Depois faça ali um altar digno para o SENHOR, seu Deus. Mate um bezerro e faça uma fogueira com a madeira do poste que você derrubou. Queime ali o bezerro e ofereça-o como sacrifício para o SENHOR.
Gideão chamou dez dos seus homens para que o ajudassem a fazer o que o SENHOR havia lhe ordenado. Mas Gideão tinha medo de que a sua família e o povo da cidade visse, então fez isso durante a noite em vez de durante o dia.
Na manhã seguinte, o povo se surpreendeu muito quando viu que o altar de Baal e o poste de Aserá, que estava do lado, tinham sido destruídos. Todos viram, também, o bezerro que tinha sido oferecido sobre o novo altar edificado.
Eles perguntaram entre si: — Quem pôde ter feito isso? Depois de muito procurar e perguntar, alguém disse que tinha sido Gideão, o filho de Joás.
Então alguns homens do povo se aproximaram de Joás e disseram: — Seu filho destruiu o altar de Baal e o poste de Aserá, que estava ao lado. Traga seu filho porque ele tem que morrer.
Então Joás disse a todos os que estavam ali: — Vocês vão defender a Baal e lutar a favor dele? Vão resgatá-lo? Se alguém está a favor de Baal, que morra antes do amanhecer. Se Baal é um Deus de verdade, que ele mesmo se defenda quando alguém destrói seu altar.
Joás disse: — Se Gideão destruiu o altar de Baal, então que Baal se defenda. E nesse mesmo dia Joás deu outro nome ao seu filho. Chamou-o de Jerubaal.
Os midianitas, os amalequitas e o povo do leste se reuniram, e atravessaram o rio Jordão e acamparam no vale de Jezreel.
Mas o Espírito do SENHOR tomou conta de Gideão e lhe deu muito poder. Gideão tocou uma trombeta para chamar a tribo de Abiezer.
Também enviou mensageiros por todas as partes para que chamassem as tribos de Manassés, Aser, Zebulom e Naftali. A todos mandou chamar para que se reunissem com ele e lutassem juntos.
Então Gideão disse a Deus: — O SENHOR prometeu que me ajudaria a salvar o povo de Israel. Dê-me uma prova!
Vou colocar a pele de uma ovelha no caminho onde se malha o trigo. Se pela manhã a pele da ovelha estiver molhada mas o chão estiver seco, saberei que me usará para salvar o povo de Israel assim como me falou.
E isso foi exatamente o que aconteceu. Gideão se levantou cedo no dia seguinte e torceu a pele da ovelha. Com o que torceu da pele, encheu uma taça de água.
Então Gideão disse a Deus: — Não se irrite comigo. Deixe-me pedir só mais uma coisa. Dê-me outra prova com a pele da ovelha. Desta vez que a pele da ovelha fique seca e que o chão amanheça molhado de orvalho.
Naquela noite Deus fez isso. A pele amanheceu seca, mas o chão amanheceu molhado por causa do orvalho.
De madrugada Jerubaal, ou seja, Gideão, e seus homens armaram seu acampamento à margem do rio Harode. O acampamento dos midianitas estava ao norte deles, no vale perto do monte de Moré.
O SENHOR disse a Gideão: — Vou ajudá-lo a vencer os midianitas. Mas há muitos homens no seu exército, e não quero que os israelitas acreditem que eles sozinhos se salvaram.
Portanto, chame os seus homens e diga a eles: “Quem tiver medo deles pode partir daqui e regressar à sua casa”. Foram embora 22.000 homens mas ainda ficaram 10.000.
Então o SENHOR disse a Gideão: — Ainda são muitos homens. Leve-os para perto da água e ali farei uma prova com eles. Se eu falar: “Este homem irá com você”, então esse homem irá, mas se eu falar: “Este homem não irá com você”, então esse homem não irá.
Então Gideão levou seus homens para tomar água. Ali o SENHOR disse: — Divida os seus homens em dois grupos assim: coloque em um grupo os que beberem a água em suas mãos lambendo como um cachorro e coloque em outro grupo os que se ajoelharem para beber.
Só trezentos homens beberam a água com as mãos, todos os outros se ajoelharam para beber.
Então o SENHOR disse a Gideão: — Os trezentos homens que beberam com as mãos são suficientes. Eu farei com que vocês derrotem os midianitas. Todos os outros podem voltar para as suas casas.
Gideão mandou os outros homens de volta para suas casas e ficou só com os trezentos homens, mas ficou com o armamento e as trombetas dos homens que se foram. Os midianitas estavam acampando no vale, mais abaixo do acampamento de Gideão.
Naquela noite o SENHOR disse a Gideão: — Levante-se! Farei com que vocês derrotem o exército dos midianitas. Desça já e ataque-os!
Se tem medo de descer sozinho, então leve com você seu servo Pura. Desça ao acampamento dos midianitas
e ouça o que dizem, assim não terá medo de atacá-los. Então Gideão e seu servo Pura desceram até a fronteira onde estavam os soldados do acampamento inimigo.
Os midianitas, os amalequitas e os homens do deserto estavam acampando nesse vale. Eram tantos homens que pareciam uma praga de gafanhotos, e eram tantos camelos que era como se fossem grãos de areia na praia.
Quando Gideão chegou ao acampamento, ouviu que um soldado estava contando um sonho a outro soldado. O soldado dizia: — Sonhei que um pão de cevada vinha rodando em direção do acampamento dos midianitas e batia na tenda tão forte que a tenda caía e ficava do avesso.
O outro soldado sabia do significado do sonho e disse: — Seu sonho se trata de Gideão, o filho de Joás, e significa que Deus fará com que Gideão destrua todo o exército midianita.
Depois de ouvir o sonho e o seu significado, Gideão adorou a Deus, depois regressou ao acampamento de Israel e disse: — Levantem-se todos! O SENHOR nos ajudará a vencer os midianitas.
Gideão dividiu os trezentos homens em três grupos. A cada homem deu uma trombeta e um jarro vazio com uma tocha dentro.
Gideão disse aos seus homens: — Quando chegarem ao acampamento inimigo, prestem atenção em mim e façam o que eu fizer.
Todos rodeiem o acampamento. O grupo que for comigo e eu tocaremos as trombetas. Depois vocês toquem também suas trombetas e gritem: “Pelo SENHOR e por Gideão!”
Gideão e os cem homens que estavam com ele chegaram à borda do acampamento inimigo. Chegaram à meia-noite, logo quando estavam alterando a guarda. Gideão e seus homens tocaram suas trombetas e quebraram os jarros.
Então os três grupos tocaram suas trombetas e quebraram os jarros. Na mão esquerda tinham as tochas e na mão direita tinham trombetas. Todos gritaram: — Uma espada pelo SENHOR e uma por Gideão!
Cada um dos homens de Gideão parou em seu posto rodeando o acampamento inimigo. Os homens do exército midianita gritaram e correram.
Quando os trezentos homens de Gideão tocaram suas trombetas, o SENHOR fez com que os midianitas matassem uns aos outros com suas espadas. O exército inimigo fugiu para a cidade de Bete-Sita, que fica perto da cidade de Zererá, e correram até a cidade de Abel-Meolá, que fica perto de Tabate.
Então foi dito aos soldados das tribos de Naftali, Aser e Manassés que perseguissem os midianitas.
Gideão enviou mensageiros por todas as montanhas de Efraim. Os mensageiros gritaram: — Saiam antes que os midianitas cheguem! Os homens de Efraim saíram e tomaram controle dos rios até Bete-Bara.
Eles também capturaram a Orebe e Zeebe, os dois comandantes midianitas. Mataram Orebe em um lugar conhecido como a rocha de Orebe. E mataram Zeebe em um lugar com o mesmo nome, onde se pisavam as uvas para fazer vinho. Os homens de Efraim continuaram perseguindo os midianitas, mas primeiro levaram as cabeças de Orebe e Zeebe para Gideão, no lugar onde se atravessa o rio Jordão.
Os homens da tribo de Efraim disseram a Gideão quando o encontraram: — Por que nos tratou assim? Por que não nos chamou para combater os midianitas? E eles tiveram uma forte discussão com ele.
Gideão respondeu: — Eu não fiz nada comparado com o que vocês fizeram. Vocês, os homens da tribo de Efraim, têm conseguido uma colheita muito melhor do que da minha família, os de Abiezer.
Deus permitiu que vocês capturassem a Orebe e Zeebe, os comandantes midianitas. Como alguém poderá comparar tudo o que eu fiz com o que vocês fizeram? Depois de ouvir estas palavras, os homens da tribo de Efraim deixaram de se irar contra Gideão.
Gideão e seus trezentos homens chegaram ao rio Jordão e atravessaram para a outra margem, mas estavam muito cansados e tinham fome.
Gideão disse aos habitantes de Sucote: — Por favor, dê alguma coisa de comer aos meus homens, já que estão muito cansados. Temos perseguido os reis midianitas Zeba e Salmuna.
Mas os habitantes de Sucote responderam: — Por que temos que dar de comer aos seus homens? Por acaso já capturaram Zeba e Salmuna?
Gideão disse: — Não vão me dar comida, mas o SENHOR me ajudará a capturar Zeba e Salmuna, e depois voltarei aqui. Daí eu baterei vocês no corpo todo com espinhos e espinheiros do deserto.
Gideão e seus homens saíram dali e foram para Penuel. Ali Gideão pediu o mesmo favor aos habitantes de Penuel, mas eles responderam igual aos de Sucote.
Gideão disse aos habitantes de Penuel: — Depois de conquistar a vitória regressarei e destruirei esta torre.
Zeba e Salmuna estavam na cidade de Carcor com seu exército de 15.000 homens. Era tudo o que havia restado do exército do povo do leste, pois já tinham sido mortos em batalha 120.000 homens.
Gideão e seus homens continuaram pelo caminho que fazia fronteira com o deserto, ao leste das cidades de Noba e Jogbeá. Gideão chegou até a cidade de Carcor e atacou seus inimigos, que não estavam preparados para o ataque.
Zeba e Salmuna, os dois reis midianitas, saíram fugindo, mas Gideão os perseguiu e os capturou. Gideão e seus homens derrotaram o exército inimigo.
Gideão, filho de Joás, e seus homens voltaram da batalha por um caminho chamado “Passo de Heres”.
Gideão capturou um jovem da cidade de Sucote e lhe fez algumas perguntas. O jovem escreveu os nomes dos comandantes e dos oficiais da cidade de Sucote. Ao todo escreveu setenta e sete nomes.
Então Gideão regressou à cidade de Sucote e disse: — Vocês zombaram de mim, dizendo: “Por que temos que dar de comer aos seus homens? Por acaso já capturaram Zeba e Salmuna?” Pois bem, aqui estão Zeba e Salmuna.
Gideão pegou espinhos e espinheiros do deserto e começou a bater nos líderes de Sucote.
Depois destruiu a torre da cidade de Penuel e matou a todos os homens que viviam ali.
Gideão perguntou a Zeba e Salmuna: — Como eram os homens que vocês mataram no monte Tabor? Zeba e Salmuna responderam: — Eles eram como você, cada um parecia como um príncipe.
Gideão disse: — Eles eram os meus irmãos, filhos da minha mãe. Tão certo como o SENHOR vive, garanto a vocês que se vocês não os tivessem matado, eu não mataria vocês agora.
Então, Gideão disse a Jéter, seu filho mais velho: — Levante-se e mate-os! Mas Jéter era ainda muito jovem e não se atreveu a tirar sua espada.
Zeba e Salmuna disseram a Gideão: — Venha você mesmo e mate-nos, pois é homem maduro e forte o suficiente para fazê-lo. Gideão se levantou e matou a Zeba e Salmuna. Depois arrancou os adornos reais em forma de lua que tinham pendurado nos camelos de Zeba e Salmuna.
Os israelitas disseram a Gideão: — Você nos salvou dos midianitas. Agora queremos que seja nosso governante. Queremos que você, seu filho e seu neto sejam nossos governantes.
Mas Gideão respondeu: — Nem meu filho nem eu seremos seus governantes, o SENHOR será o seu governante.
E também lhes falou: — Quero que façam uma coisa por mim: cada um de vocês me dê uma argola de ouro, daquelas que obtiveram no despojo. É que os midianitas sempre usavam argolas de ouro.
E eles responderam: — Claro que lhe daremos o que pede. Estenderam uma capa no chão e cada um colocou ali uma joia.
O ouro das joias que puseram pesava ao todo dezenove quilos, sem incluir os outros presentes que o povo de Israel entregou a Gideão: adornos em forma de lua crescente e em forma de lágrimas, roupas de purpuras que eram dos reis midianitas, e os colares dos seus camelos.
Gideão fez um manto com o ouro e o levou a Ofra, sua cidade natal. Todo Israel adorou o manto e não foi fiel ao SENHOR. Por isso o manto virou uma armadilha que fez com que Gideão e sua família pecassem.
Os midianitas ficaram subjugados a Israel e não voltaram a causar dificuldades. Houve paz nessa região durante quarenta anos, até que Gideão morreu.
Jerubaal, filho de Joás, voltou para a sua casa.
Gideão teve setenta filhos, pois tinha muitas esposas.
Tinha uma outra esposa que morava na cidade de Siquém. Essa mulher teve também um filho de Gideão, a quem chamou de Abimeleque.
Gideão, filho de Joás, morreu muito velho. Ele foi enterrado na tumba de seu pai, em Ofra, onde vive toda a família de Abiezer.
Depois da morte de Gideão, Israel abandonou a Deus e voltou a adorar a Baal-Berite como seu deus.
Assim, os israelitas se esqueceram do SENHOR, seu Deus, que os tinha libertado dos inimigos que tinham por todos lados.
Israel se esqueceu muito depressa da família de Jerubaal, ou seja, Gideão, ainda que ele tinha lhes feito muito bem.
Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siquém, na casa dos seus tios maternos, e disse a eles e a toda a família da sua mãe:
Pergunte aos líderes da cidade de Siquém se é melhor para vocês que todos os setenta filhos de Gideão sejam seus governantes, ou se é melhor que um só dos seus filhos seja o governante. Lembrem-se que eu sou parte da sua família.
Os tios de Abimeleque falaram com os líderes de Siquém e lhes fizeram a pergunta. Os líderes decidiram apoiar a Abimeleque e disseram: — Afinal de contas, ele é nosso irmão.
Portanto, os líderes de Siquém deram a Abimeleque setenta gramas de prata que tiraram do templo de Baal-Berite. Abimeleque usou a prata para contratar alguns homens detestáveis que o seguiam por toda parte.
Abimeleque foi a Ofra, na casa do seu pai, e matou na mesma hora todos os seus irmãos, os setenta filhos de Jerubaal. Somente Jotão, o filho mais novo, pôde esconder-se e se salvar.
Depois os líderes de Siquém e Bete-Milo se reuniram ao redor do grande carvalho e da pedra sagrada, e estabeleceram Abimeleque como seu rei.
Jotão ouviu dizer que os líderes de Siquém tinham feito Abimeleque rei. Então subiu ao monte Gerizim e gritou para que todos o escutassem: — Escutem, todos os líderes de Siquém, e logo Deus os ouvirá:
“Certo dia as árvores decidiram nomear um rei para que as governasse, então pediram à árvore de oliveira que fosse seu governante.
Mas a árvore de oliveira lhes disse que não, porque para ser rei teria que deixar de produzir seu azeite. Esse azeite é muito usado para honrar a Deus e aos homens.
“Depois pediram à figueira que fosse seu governante.
Mas a figueira respondeu que não, porque para ser rainha teria que deixar de produzir seus doces e saborosos frutos.
“Então as árvores pediram à videira que fosse seu rei.
Mas a videira disse que não, porque para ser rei teria que deixar de produzir vinho. E o vinho traz alegria a Deus e aos homens.
“Finalmente as árvores pediram à árvore de espinhos que fosse seu rei.
Mas a árvore de espinhos respondeu: ‘Se de verdade querem que eu seja o rei, então venham procurar minha sombra. Mas se não querem, então que saia fogo dos espinhos e que se queimem todos os cedros do Líbano’”.
— E agora lhes peço que reflitam se vocês foram completamente honestos quando fizeram de Abimeleque um rei. Reflitam se foram justos com Jerubaal e sua família, e se agiram bem com Jerubaal da mesma forma que ele tratou vocês.
Meu pai lutou por vocês, arriscou sua vida e os libertou do poder dos midianitas.
Mas vocês se revoltaram contra o meu pai e mataram todos os seus filhos, todos na mesma hora. Vocês têm escolhido Abimeleque para que seja o rei de Siquém. Ele é o único filho da escrava do meu pai, mas o tornaram rei porque é seu parente.
Se vocês têm sido completamente honestos com Jerubaal e sua família, então espero que estejam alegres com Abimeleque e que ele também esteja feliz com vocês.
Porém, líderes de Siquém e Bete-Milo, se vocês não têm feito o que é certo, então que saia fogo da boca de Abimeleque e que os queime a todos, e que saia fogo da boca de vocês para que queime Abimeleque.
Depois de dizer tudo isso, Jotão saiu fugindo e saiu para uma cidade chamada Beer e ali permaneceu pois tinha medo do seu irmão Abimeleque.
Abimeleque governou Israel durante três anos,
mas Deus causou dificuldades entre Abimeleque e os líderes de Siquém, que deixaram de ser fiéis a Abimeleque.
Isso aconteceu para que pagassem pelo que haviam feito, pois Abimeleque tinha matado seus próprios irmãos, os setenta filhos de Jerubaal, e os líderes de Siquém tinham ajudado a Abimeleque em tal assassinato.
Eles enviaram homens às montanhas para que assaltassem aos que passavam por ali e Abimeleque ouviu dizer o que estava acontecendo.
Um homem chamado Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos se mudaram para a cidade de Siquém. Os líderes de Siquém confiaram em Gaal e o seguiram.
Certo dia todos saíram ao campo para a colheita de uvas. Eles apanhavam as uvas e as pisavam para fazer vinho e celebrarem. Depois entraram no templo do seu deus, comeram, beberam e almadiçoaram Abimeleque.
Gaal, filho de Ebede, disse: — Quem é esse tal Abimeleque? É um dos filhos de Jerubaal, e Zebul é seu ajudante. Por que temos que servi-lo e obedecer-lhe? Nós não temos que obedecer a Abimeleque! Devemos obedecer ao nosso próprio povo, os filhos de Hamor.
Se me deixarem governar a este povo, eu sei que posso derrotar Abimeleque. Direi a Abimeleque: “Prepare o seu exército e venha lutar”.
Zebul era o governador da cidade de Siquém. Zebul ficou sabendo o que tinha dito Gaal, e se enfureceu
e mandou mensageiros à cidade de Arumá, onde estava Abimeleque, com esta mensagem: “Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos chegaram a esta cidade e estão colocando o povo contra você.
Portanto, você e os seus homens devem sair daí esta noite e esconder-se no campo.
Amanhã, quando sair o sol, ataquem a cidade. Gaal e seus homens sairão para atacar, e você poderá fazer como bem entender”.
Assim Abimeleque e seus homens saíram durante a noite e se esconderam. Eles se dividiram em quatro grupos e se esconderam perto da cidade de Siquém.
Gaal, filho de Ebede, saiu em direção à entrada da cidade e os homens de Abimeleque saíram dos seus esconderijos.
Gaal viu os soldados e disse a Zebul: — Veja! Há homens se aproximando pelas montanhas. Mas Zebul lhe respondeu: — Não! Só são as sombras das montanhas, você está confundindo com as sombras de homens.
Mas Gaal voltou a dizer: — Veja! Há homens vindo do “Centro da Terra” e há outros que vêm do “Cedro dos Adivinhos”.
E Zebul respondeu: — E por que não faz nada agora? Você mesmo disse “Quem é esse Abimeleque? Por que devemos obedecer a ele?” Você ridicularizou estes homens; agora então vá e lute contra eles.
Então Gaal se juntou aos líderes de Siquém e saíram todos para lutar contra Abimeleque.
Mas Abimeleque e seus homens perseguiram a Gaal e aos que estavam com ele. Os homens de Gaal fugiram para a entrada da cidade de Siquém, mas muitos morreram antes de chegar até a entrada.
Abimeleque regressou para a cidade de Arumá e Zebul obrigou a Gaal e seus irmãos a sair de Siquém.
No dia seguinte os homens de Siquém foram trabalhar no campo e Abimeleque ficou sabendo.
Então Abimeleque aproveitou para atacar de surpresa a cidade. Abimeleque dividiu seus homens em três grupos e lhes disse que se escondessem no campo. Quando viu que os homens de Siquém saíram da cidade, Abimeleque se levantou e os atacou.
Abimeleque e o grupo que estava com ele correram para a entrada da cidade; os outros grupos saíram em direção do campo e mataram a todos os que estavam ali.
Abimeleque esteve combatendo todo o dia, invadiu a cidade e matou a todos os seus habitantes. Destruiu a cidade completamente e derramou sal por toda parte.
Havia alguns que viviam na torre de Siquém. Quando ficaram sabendo do que havia acontecido em Siquém, reuniram-se na sala mais segura do templo do deus Baal-Berite.
Quando Abimeleque ouviu dizer que todos os líderes estavam reunidos ali,
ele e seus homens foram em direção ao monte Salmom. Abimeleque levou alguns machados para cortar lenha, pegou a lenha que tinha cortado e a levou nos seus ombros. Abimeleque disse aos homens que estavam com ele: — Façam a mesma coisa que eu faço.
Todos cortaram lenha e seguiram Abimeleque. Eles chegaram ao templo de Baal-Berite e ali juntaram toda a lenha na sala mais segura do lugar. Depois colocaram fogo em toda a lenha e queimaram aos que estavam dentro da sala, matando mais de 1.000 pessoas que viviam perto da torre.
Abimeleque foi a Tebas, a atacou e a conquistou.
Na cidade tinha uma grande torre e todos os habitantes de Tebas se fecharam ali e subiram até o telhado.
Abimeleque se aproximou da torre para atacar. Ele chegou até a porta e esteve a ponto de queimá-la
quando uma mulher lançou uma pedra de moinho da torre. A pedra caiu na cabeça de Abimeleque e quebrou o crânio dele.
Imediatamente Abimeleque chamou o ajudante que carregava as armas e lhe disse: — Pegue sua espada e me mate para que ninguém possa dizer que uma mulher matou a Abimeleque. O ajudante enfiou a espada nele e Abimeleque morreu.
Quando os israelitas viram que Abimeleque estava morto, todos voltaram para as suas casas.
Assim Deus castigou a Abimeleque, devolvendo a ele todo o mal que ele fez com o seu pai quando matou seus setenta irmãos.
Deus também castigou os líderes de Siquém por todas as coisas más que fizeram. E se cumpriu tudo o que disse Jotão, filho mais novo de Jerubaal.
Depois da morte de Abimeleque, surgiu outro líder para salvar o povo de Israel. Esse líder se chamava Tolá, filho de Puá e neto de Dodo. Tolá era da tribo de Issacar e morava na cidade de Samir, que ficava na região montanhosa de Efraim.
Tolá foi comandante do povo de Israel durante vinte e três anos. Depois morreu e foi enterrado na cidade de Samir.
Depois da morte de Tolá, Deus enviou outro líder chamado Jair, que morava na cidade de Gileade. Ele foi comandante de Israel durante vinte e dois anos.
Jair tinha trinta filhos. Cada um deles tinha seu próprio jumento e governava um povo da região de Gileade. Até hoje esse povo é conhecido como o povo de Jair.
Jair morreu e foi enterrado na cidade de Camom.
Novamente os israelitas fizeram o que não agradava ao SENHOR. Começaram a adorar os deuses Baal e Astarote. Além disso adoraram os deuses do povo da Síria, de Sidom, de Moabe, de Amom e dos filisteus. O povo de Israel se afastou do SENHOR e deixou de servi-lo.
Então o SENHOR irritou-se com os israelitas e permitiu que os filisteus e os amonitas os derrotassem.
Nesse mesmo ano os filisteus e os amonitas derrotaram os israelitas que viviam ao leste do rio Jordão, na região de Gileade. Essa era a região onde viviam os amorreus. Os israelitas sofreram durante dezoito anos.
Os amonitas atravessaram o rio Jordão para combater as tribos de Judá, Benjamim e Efraim. Eles causaram muitas dificuldades aos israelitas.
Então os israelitas pediram ajuda ao SENHOR e disseram: — Pecamos contra o Senhor, temos abandonado o nosso Deus e adorado o falso deus Baal.
E o SENHOR lhes respondeu: — Vocês me pediram ajuda quando os egípcios, os amorreus, os amonitas e os filisteus lhes causaram dificuldades. Eu os ajudei e os salvei dessa gente.
Vocês me pediram ajuda quando os sidônios, os amalequitas e os midianitas lhes causaram dificuldades. Eu também os salvei desses povos.
Mas logo vocês me abandonaram e começaram a adorar deuses estranhos, por isso agora já não quero salvá-los outra vez.
Peçam ajuda a esses deuses que escolheram. Que eles os salvem quando estiverem em dificuldades.
Os israelitas disseram ao SENHOR: — Pecamos. Faça conosco o que desejar, mas salve-nos agora, por favor!
Então os israelitas deixaram de adorar a outros deuses, voltaram a servir ao SENHOR, e ele não pôde suportar mais o sofrimento dos israelitas.
Os amonitas reuniram-se para ir à guerra e levantaram seu acampamento na região de Gileade. Por sua vez, os israelitas se reuniram e levantaram seu acampamento em Mispá.
Os líderes que viviam nessa região de Gileade disseram: — Quem nos comandar no ataque contra os amonitas será o líder de todo o povo de Gileade.
Jefté era um guerreiro de Gileade, mas era filho de uma prostituta e de um homem chamado Gileade.
A esposa de Gileade tinha vários filhos e quando cresceram não aceitaram a Jefté. Todos os filhos obrigaram Jefté a sair do povoado e disseram: — Você não vai receber nenhum dos bens do nosso pai, pois é filho de outra mulher.
Assim Jefté fugiu dos seus irmãos e foi viver na região de Tobe, onde reuniu um grupo de criminosos que o seguiram.
Depois de um tempo, os amonitas lutaram contra Israel.
Por causa da luta entre amonitas e israelitas, os líderes de Gileade foram procurar a Jefté na região de Tobe.
Eles disseram a Jefté: — Queremos que seja o líder de nosso exército para poder lutar contra os amonitas.
Jefté respondeu: — Vocês me odeiam e me tiraram da casa do meu pai. Então, por que vêm me procurar agora que estão com dificuldades?
Os líderes disseram: — Exatamente por isso o procuramos, para pedir que venha lutar contra os amonitas. Você será o comandante de todo o povo de Gileade.
Jefté respondeu: — Se vocês querem que eu regresse a Gileade para lutar contra os amonitas, suponhamos que o SENHOR me ajude a vencer, então serei eu seu novo líder?
Os líderes disseram: — O SENHOR é a nossa testemunha: prometemos fazer tudo o que você mandar.
Então Jefté foi com os líderes de Gileade. Jefté tornou-se líder e comandante de Gileade. Em Mispá, Jefté repetiu perante o SENHOR tudo o que antes tinha dito.
Jefté enviou mensageiros ao rei de Amom com esta mensagem: — Qual é seu problema com os israelitas? Por que vieram nos atacar em nossa terra?
O rei dos amonitas respondeu: — Estamos lutando contra os israelitas porque, ao saírem do Egito, eles roubaram nossas terras desde do rio Arnom até os rios Jaboque e Jordão. Se quiser, convença os israelitas a nos devolverem nossas terras pacificamente.
Os mensageiros voltaram onde estava Jefté e levaram a mensagem. E Jefté voltou a enviar os mensageiros para falar com o rei dos amonitas.
Esta era a mensagem de Jefté: — Os israelitas não roubaram a terra dos moabitas nem dos amonitas.
Quando os israelitas saíram do Egito, atravessaram pelo deserto e atravessaram o mar Vermelho até chegar a Cades.
Os israelitas mandaram mensageiros ao rei de Edom para pedir um favor. Eles disseram ao rei: “Por favor, permita que o nosso povo atravesse por seu território”, mas o rei de Edom não deu-lhes permissão. Então os israelitas enviaram a mesma mensagem ao rei de Moabe, mas ele não os quis ajudar e os israelitas tiveram que ficar em Cades.
— Depois, os israelitas voltaram a andar pelo deserto e andaram ao redor dos territórios de Moabe e Edom. Chegaram à terra que fica ao leste de Moabe e levantaram o acampamento na outra margem do rio Arnom. Os israelitas não entraram no território de Moabe porque o rio Arnom era fronteira de Moabe.
— Depois os israelitas enviaram mensageiros a Seom, o rei dos amorreus. Seom era o rei de Hesbom. A mensagem dizia: “Rogamos que nos deixe passar por seu território, para chegarmos até a nossa terra”.
Mas Seom, o rei dos amorreus, não confiou nos israelitas e não os deixou atravessar pelo seu território, mas sim reuniu seu exército e levantou um acampamento em Jasa. Então o exército de Seom lutou contra os israelitas,
mas o SENHOR, Deus de Israel, ajudou os israelitas a vencer o exército de Seom. Assim, os israelitas ganharam a terra dos amorreus.
Os israelitas ocuparam todo o território dos amorreus, desde o rio Arnom até o rio Jaboque e desde o deserto até o rio Jordão.
— Assim, foi o SENHOR quem obrigou os amorreus a saírem do seu território e quem deu essa terra aos israelitas. Pensa que pode obrigar os israelitas a sair dessa terra?
Com certeza vocês podem viver na terra que o seu deus Camos tem dado a vocês. De igual forma, nós vamos viver na terra que o SENHOR, nosso Deus, nos deu.
Por acaso é melhor que Balaque, o filho de Zipor? Ele era o rei de Moabe e nunca foi lutar nem discutir com os israelitas.
Os israelitas têm morado em Hesbom e nos povoados a margem do rio Arnom durante trezentos anos. Por que em todo esse tempo não tem tentado recuperar suas terras?
Eu não lhe fiz nenhum mal, mas você faz muito mal ao me atacar. Que o SENHOR, que é o verdadeiro juiz, decida hoje quem é que têm razão, os israelitas ou os amonitas.
Mas o rei dos amonitas não fez caso da mensagem de Jefté.
Jefté, cheio do Espírito do SENHOR, atravessou Gileade e Manassés. Em Gileade passou pela cidade de Mispá e dali foi para a terra dos amonitas.
Jefté fez uma promessa ao SENHOR, dizendo:
— Se me ajudar a vencer os amonitas, então, ao regressar vitorioso para minha casa, irei oferecer ao SENHOR um sacrifício todo queimado. O sacrifício será a primeira pessoa que sair da minha casa para me receber.
Jefté foi lutar contra os amonitas e o SENHOR o ajudou a ganhar.
Jefté conquistou vinte povoados desde Aroer até Minite e continuou até Abel-Queramim. Assim foi como os israelitas dominaram os amonitas.
Jefté regressou a sua casa na cidade de Mispá. A primeira pessoa que saiu a recebê-lo foi sua filha. Ele não tinha outro filho ou filha. Ela saiu feliz tocando música e dançando.
Quando Jefté viu que sua filha saiu primeiro, rasgou a roupa para mostrar sua tristeza, e disse: — Filha, estou angustiado! Me está causando uma grande tristeza! Fiz uma promessa ao SENHOR e não posso quebrá-la!
Sua filha lhe disse: — Pai, se você fez uma promessa ao SENHOR, cumpra o que prometeu. Pois afinal de tudo, o SENHOR o ajudou a vencer seus inimigos, os amonitas.
E depois a menina disse ao seu pai: — Faça-me este favor: permita que eu tenha dois meses a minha disposição. Assim poderei ir às montanhas para chorar com minhas amigas, porque já não me casarei ou terei filhos.
Jefté respondeu: — Pode ir. Portanto, ele a mandou longe durante dois meses. A menina e suas amigas foram às montanhas e choraram porque a menina nunca se casaria nem teria filhos.
Depois de dois meses a menina regressou para onde estava seu pai e Jefté cumpriu o que tinha prometido. A filha de Jefté nunca teve relações sexuais com ninguém. E entre o povo de Israel tornou-se um costume
das mulheres de Israel chorarem durante quatro dias, cada ano, para recordar a filha de Jefté de Gileade.
Os homens da tribo de Efraim reuniram todo seu exército. Depois atravessaram o rio e foram à cidade de Zafom e ali disseram a Jefté: — Por que lutou contra os amonitas e não nos chamou para ajudar? Vamos queimar a sua casa com você dentro.
Jefté respondeu: — Os amonitas nos estavam causando muitas dificuldades, por isso o meu povo e eu tivemos que lutar contra eles. Eu os chamei mas vocês não vieram nos ajudar.
Quando me dei conta que não viriam nos ajudar, eu decidi arriscar minha vida indo lutar contra os amonitas. O SENHOR me ajudou na luta e ganhei a batalha. Não entendo por que agora vocês vêm brigar comigo.
Então Jefté reuniu a todos os homens de Gileade e lutou contra Efraim e o derrotou. Os homens de Gileade lutaram contra Efraim porque eles tinham insultado os homens de Gileade dizendo: — Vocês, homens de Gileade, são desertores, não pertencem a Efraim nem a Manassés.
Os homens de Gileade tomaram controle dos lugares por onde o povo atravessava o rio Jordão para ir ao território de Efraim. Cada vez que algum dos homens de Efraim chegava a fugir e pedia que os deixasse atravessar, os homens de Gileade lhe perguntavam: — Você é da tribo de Efraim? Se o homem respondia que não,
eles pediam que falasse a palavra “Chibolete”. Se o homem dizia “Sibolete”, porque não conseguia pronunciar bem a palavra, eles sabiam que ele era de Efraim e o matavam. Assim eles mataram 42.000 homens de Efraim.
Jefté foi líder dos israelitas durante seis anos. Então morreu e o enterraram em sua cidade, em Gileade.
Depois da morte de Jefté, o próximo líder dos israelitas foi um homem chamado Ibsã, que era de Belém.
Ibsã tinha trinta filhos e trinta filhas. Ele disse às suas filhas que se casassem com homens que não fossem da sua família. E também conseguiu que trinta mulheres, que não eram da sua família, se casassem com os seus trinta filhos. Assim Ibsã conseguiu ter o apoio de muitas famílias e ser líder do povo de Israel durante sete anos.
Depois morreu e foi enterrado na cidade de Belém.
Depois de Ibsã, o próximo líder do povo de Israel foi Elom, que era da tribo de Zebulom. Foi líder de Israel durante dez anos.
Depois Elom, da tribo de Zebulom, morreu e foi enterrado na cidade de Aijalom, no território de sua família.
Depois da morte de Elom, o próximo líder do povo de Israel foi Abdom, filho de Hilel. Ele era da cidade de Piratom.
Abdom tinha quarenta filhos e trinta netos. Eles andavam em setenta jumentos. Abdom foi líder de Israel durante oito anos.
Abdom, filho de Hilel, morreu e foi enterrado em Piratom, que fica na terra de Efraim, nas montanhas onde viviam os amalequitas.
Mais uma vez os israelitas fizeram o que era mau perante os olhos do SENHOR, por isso o SENHOR permitiu que os filisteus os dominassem durante quarenta anos.
Na cidade de Zora havia um homem chamado Manoá, que pertencia à tribo de Dã. A esposa de Manoá não podia ter filhos.
Mas o anjo do SENHOR apareceu à esposa de Manoá e disse: — Até agora você não conseguiu ter filhos, mas você vai engravidar e terá um filho.
Contudo, deverá ser cuidadosa, não tome vinho nem nenhuma bebida forte nem coma nenhum alimento impuro.
Pois vai ter um filho que será consagrado a Deus como nazireu, mesmo antes de nascer. Por isso também o cabelo dele nunca deverá ser cortado. Seu filho vai libertar o povo de Israel do poder dos filisteus.
Então a mulher foi ao encontro do seu marido e lhe disse: — Veio a mim um homem de Deus. Era muito impressionante, parecia um anjo de Deus. Eu não lhe perguntei de onde era e ele não me disse o seu nome.
A única coisa que me disse foi que eu ficaria grávida de um menino. Também me disse que não deveria beber vinho nem bebidas fermentadas, nem comer alimentos impuros, porque meu filho seria um nazireu dedicado a Deus mesmo antes de nascer e até o dia que morresse.
Então Manoá fez uma oração ao SENHOR e disse: — Peço ao SENHOR que envie novamente aquele homem de Deus. Faça com que ele nos ensine o que devemos fazer por esse menino que está prestes a nascer.
Deus ouviu a oração de Manoá. O anjo do SENHOR voltou a aparecer à mulher quando ela estava sentada no campo, mas Manoá não estava com sua esposa.
Então a mulher saiu correndo para avisar o seu marido e disse: — Veja! O homem que veio da outra vez voltou a aparecer.
Manoá se levantou e seguiu sua esposa até onde estava o homem e disse: — É você quem tem falado com esta mulher? E o homem respondeu: — Sim, sou eu.
Manoá disse: — Quando nosso filho irá nascer e como será a vida dele? O que nós devemos fazer?
O anjo respondeu: — Sua esposa deve fazer tudo o que lhe disse.
Não deve comer nada que venha da vinha, nem beber vinho ou qualquer bebida fermentada. Também não deve comer nenhum alimento impuro. Ela deve fazer cuidadosamente tudo o que lhe ordenei.
Manoá disse ao anjo do SENHOR: — Nos gostaríamos que o senhor ficasse um pouco mais, queremos preparar um cabrito para que coma.
O anjo do SENHOR respondeu: — Eu posso ficar mas não vou comer o que me deem. Se quiserem preparar algo, então ofereçam isso ao SENHOR como um sacrifício queimado completamente. Manoá não entendia que esse homem era na realidade o anjo do SENHOR.
Então Manoá perguntou ao anjo do SENHOR: — Qual é o seu nome? Queremos saber para agradecer-lhe quando acontecer o que nos disse.
O anjo do SENHOR respondeu: — Por que me perguntam meu nome? Esse é um mistério maravilhoso.
Então Manoá matou um cabrito e o ofereceu junto com uma oferta de cereal. Essa oferta o fez para o SENHOR. Então o anjo fez um milagre perante Manoá e sua esposa.
Manoá e sua esposa estavam observando o que acontecia. À medida que as chamas iam crescendo no altar, o anjo do SENHOR ia subindo ao céu com o fogo. Quando Manoá e sua esposa viram isso, se prostraram tocando o chão com sua face.
E Manoá entendeu que esse homem era na realidade o anjo do SENHOR, mas o anjo do SENHOR nunca voltou a aparecer a Manoá.
Manoá disse a sua esposa: — Vimos a Deus! Certamente vamos morrer por isso.
Mas a esposa disse: — Mas o SENHOR não quer nos matar, senão não teria aceitado nossa oferta do cabrito e a oferta de cereal, nem nos teria mostrado tudo isso nem nos teria falado nada.
Depois a mulher teve o menino e o chamou Sansão. Ele cresceu com todas as bênçãos do SENHOR.
O Espírito do SENHOR começou a se manifestar em Sansão quando ele estava num campo de Dã. O campo estava entre as cidades de Zora e Estaol.
Sansão foi à cidade de Timna e viu ali uma mulher filisteia.
Quando Sansão regressou para a sua casa, disse aos seus pais: — Vi uma mulher filisteia em Timna e quero que a tragam para que seja minha esposa.
Os pais de Sansão responderam: — Mas deve haver uma mulher do nosso clã ou do povo de Israel com quem você possa se casar. Por que tem que se casar com uma mulher filisteia? Os filisteus não estão circuncidados. Sansão disse: — Tragam-me essa mulher, que é a que me agrada.
Os pais de Sansão não sabiam que o SENHOR queria que isso acontecesse. Deus estava procurando uma forma de fazer alguma coisa contra os filisteus. Nesse tempo os filisteus dominavam Israel.
Então Sansão foi de novo a Timna com seus pais. Sansão estava nas vinhas de Timna e, de repente, um leão jovem o atacou rugindo.
De repente, o Espírito do SENHOR veio sobre Sansão dando-lhe grande poder. Sansão matou o leão com suas próprias mãos, sem usar nenhuma arma. Para Sansão foi tão fácil matar o leão que parecia como se tivesse matado um cabrito pequeno. Sansão não contou nada disso aos seus pais.
Sansão chegou à cidade e falou com a mulher que tinha lhe agradado.
Uns dias depois Sansão regressou para casar-se com a mulher. Pelo caminho, Sansão parou para ver o leão morto, e ficou surpreso! Havia um enxame de abelhas e mel no corpo do leão.
Sansão tirou o mel com as mãos e foi comendo pelo caminho. Quando chegou à sua casa, repartiu o mel com seus pais e eles também comeram, mas Sansão não lhes contou que havia tirado o mel do corpo do leão morto.
O pai de Sansão foi à casa da mulher filisteia e, como era costume que o noivo oferecesse uma festa, Sansão deu ali uma festa.
Quando os filisteus viram que Sansão estava fazendo uma festa, enviaram trinta homens para acompanhá-lo.
Sansão disse aos trinta homens: — Esta festa vai durar sete dias. Eu vou lhes contar um enigma, se vocês o puderem resolver durante o tempo que dure a festa, então lhes darei trinta roupas de linho e trinta mudas de roupa.
Mas se não acharem a resposta, então vocês me darão trinta roupas de linho e trinta mudas de roupa. Os homens disseram: — Conte-nos de uma vez o enigma, queremos ouvir.
Sansão disse: — Do que come saiu comida, e do que era forte saiu doçura. Os trinta homens tentaram encontrar a resposta durante três dias, mas não conseguiram adivinhar.
No quarto dia, os homens disseram a esposa de Sansão: — Por acaso nos convidou aqui para nos tornar pobres? Ajude-nos a enganar seu marido para que nos diga a resposta do enigma. Se não fizer isso queimaremos a casa do seu pai com você junto.
A mulher aproximou-se de seu marido e chorando disse: — Você não me quer, me odeia. Você contou um enigma para o meu povo e não me disse a resposta. Sansão disse: — Não falei a resposta nem para o meu pai nem para a minha mãe, tampouco tenho que dizer a você.
A mulher chorou durante o resto dos dias que durou a festa e continuou incomodando seu marido para que lhe falasse a resposta. Finalmente, no sétimo dia, Sansão lhe deu a resposta. Ela saiu então e explicou a resposta para o seu povo.
Dessa forma, antes do entardecer do sétimo dia, os trinta homens tinham a resposta. Os homens foram onde estava Sansão e disseram: “O que é mais doce do que o mel? O que é mais forte do que um leão?” Sansão disse: “Se não tivessem arado com minha novilha, não teriam encontrado a resposta”.
O Espírito do SENHOR veio com poder sobre Sansão, o qual foi a Ascalom e venceu trinta homens. Sansão pegou as roupas dos mortos e as deu aos trinta homens que tinham adivinhado o enigma. Depois foi para a casa dos seus pais.
Sansão não permaneceu com sua esposa, mas ela foi dada a um amigo dele.
Depois de um tempo, na época da colheita de trigo, Sansão foi visitar sua esposa e levou um cabrito de presente. Sansão disse: — Quero entrar no quarto da minha esposa para me deitar com ela. Mas o pai da mulher não o deixou entrar,
e disse: — Pensei que a odiasse, por isso deixei que se casasse com um dos seus amigos. Preste atenção, a irmã dela mais nova é mais bonita do que ela, case-se com a irmã mais nova em lugar da mais velha.
Sansão disse: — Agora tenho uma boa razão para fazer mal a vocês, filisteus, já não podem me acusar de nada.
Sansão saiu e pegou trezentas raposas. Ele as amarrou pelo rabo de duas a duas e colocou uma tocha no meio de cada nó.
Sansão colocou fogo nas tochas e depois deixou que as raposas saíssem correndo pelos cultivos dos filisteus. Assim foram queimadas todas as plantas dos campos e todos os grãos que tinham colhido. Também foram queimadas as vinhas e as árvores de oliveiras.
Os filisteus perguntaram: — Quem fez isto? E eles responderam: — Foi Sansão, porque seu sogro, o timnita, tirou a esposa dele e a casou com outro homem, um amigo de Sansão. Então os filisteus foram e queimaram a esposa de Sansão e o pai dela.
Depois Sansão disse a eles: — Vocês agiram mal comigo, mas garanto que terão que pagar pelo mal que fizeram. Não descansarei até me vingar de vocês.
Então Sansão atacou os filisteus, matando muitos homens. Depois foi a uma caverna e ali ficou. A caverna estava em um lugar chamado “Rocha de Etã”.
Os filisteus foram à terra de Judá e se alojaram em um lugar chamado Leí. Ali acamparam e começaram a se preparar para a batalha.
Os homens da tribo de Judá perguntaram: — Filisteus, por que vieram a esta terra para combater contra nós? Os filisteus responderam: — Viemos aqui por causa de Sansão, queremos levá-lo como nosso prisioneiro e castigá-lo por tudo o que fez ao nosso povo.
Então 3.000 homens foram até a caverna na rocha de Etã para procurar Sansão e disseram: — O que você fez conosco? Por acaso não sabe que os filisteus nos têm dominado? E Sansão respondeu: — Eu somente os castiguei pelo que fizeram comigo.
Eles disseram: — Viemos para amarrá-lo e entregá-lo aos filisteus. Sansão disse: — Prometam que vocês não me farão mal.
Os homens da tribo de Judá disseram: — Nós somente vamos amarrá-lo e entregá-lo aos filisteus. Não vamos matá-lo. Então os homens amarraram Sansão com duas cordas novas e o tiraram da caverna.
Sansão chegou à cidade de Leí e os filisteus saíram a recebê-lo gritando de alegria. Nesse momento o Espírito do SENHOR veio sobre Sansão com muito poder, e então ele pôde quebrar as cordas como se fossem simples linhas queimadas. As cordas caíram dos seus braços como se tivessem se derretido.
Sansão encontrou um osso da queixada de um jumento, o usou como arma e assim matou mais de 1.000 filisteus.
Sansão disse: “Com a queixada de um jumento, matei os 1.000 homens; com a queixada de um jumento, os juntei ”.
Quando Sansão acabou de falar, soltou a queixada e chamou aquele lugar de Ramate-Leí.
Sansão tinha muita sede e disse ao SENHOR: — Sou seu servo, o Senhor me fez ganhar esta grande vitória. Peço que não me deixe morrer de sede agora. Por favor, não deixe que homens que não foram circuncidados me capturem.
Havia um buraco em Leí e Deus fez com que do buraco brotasse água. Sansão bebeu daquela água e recuperou sua força. Esse lugar foi chamado En-Hacoré. Essa fonte ainda existe hoje em Leí.
Assim Sansão foi chefe de Israel durante vinte anos, na época em que os filisteus governavam.
Certo dia Sansão foi à cidade de Gaza, onde encontrou uma prostituta e se deitou com ela.
As pessoas de Gaza ouviram dizer que Sansão estava na cidade. Todos queriam matar Sansão e por isso o rodearam, e vigiaram as portas da cidade e se mantiveram calados durante toda a noite. Diziam: — Ao amanhecer iremos matar Sansão.
Sansão passou tempo com a prostituta só até a meia-noite. Nessa hora Sansão saiu e arrancou as portas e os pilares que estavam na entrada da cidade. Depois colocou tudo nos seus ombros e o carregou até o topo da colina próxima de Hebrom.
Depois de um tempo, Sansão se apaixonou por uma mulher chamada Dalila, que morava na cidade de Soreque.
Os líderes dos filisteus disseram à mulher: — Engane aquele homem para que lhe diga o segredo da sua grande força. Descubra como podemos vencê-lo para podermos amarrá-lo e torturá-lo. Se nos ajudar, cada um de nós lhe dará 1.100 moedas de prata.
Dalila disse a Sansão: — Por favor, conte-me qual é o segredo da sua grande força, diga-me como alguém pode derrotá-lo, amarrá-lo e o torturar.
Sansão respondeu: — Se alguém me amarrar com sete cordas de arco que ainda não estiverem secas perderei minha força e serei como um homem qualquer.
Então os líderes dos filisteus deram a Dalila as sete cordas de arco que não estavam secas. Dalila amarrou Sansão com as cordas
enquanto alguns homens permaneceram escondidos no seu quarto. Dalila disse: — Sansão, os filisteus atacam! Então Sansão quebrou as cordas como se tivessem sido derretidas pelo fogo. Os filisteus não souberam do segredo da força de Sansão.
Então Dalila disse a Sansão: — Você mentiu pra mim! Você tem me ridicularizado. Agora diga-me a verdade, como pode alguém amarrar e derrotar você?
Sansão respondeu: — Se me amarrarem com cordas novas que não tenham sido usadas antes, perderei minha força e serei como um homem qualquer.
Dalila trouxe cordas novas e amarrou Sansão. Enquanto alguns homens esperavam escondidos na casa ao lado, Dalila disse: — Sansão, os filisteus atacam! Mas Sansão quebrou as cordas como se fossem simples fios.
Então Dalila disse: — Quantas vezes mais vai zombar de mim? Já não me diga mais mentiras mas conte-me como podem amarrar e derrotar você. Sansão disse: — Se você fizer sete tranças no meu cabelo, entrelaçadas com pano de tecer e as amarrar em um pino de tecer, feito de madeira, serei igual a qualquer homem.
Enquanto Sansão dormia, Dalila fez uma trança em seu cabelo com um pedaço de madeira de tecelão e a amarrou bem. Depois Dalila disse: — Sansão, os filisteus atacam! Mas Sansão se levantou e arrancou do chão o pedaço de madeira do tecelão.
Dalila disse: — Como é possível que diga que me ama se não confia em mim? Esta é a terceira vez que mente para mim e não me diz o segredo da sua grande força.
Ela continuou perturbando Sansão todos os dias e Sansão estava já tão desesperado que queria morrer.
Assim certo dia revelou o segredo de sua força. Sansão disse: — Ninguém nunca cortou o meu cabelo porque fui dedicado a Deus desde antes de nascer. Se alguém cortar o meu cabelo perderei a minha força e serei como um homem qualquer.
Dalila sabia que desta vez Sansão lhe havia revelado o segredo de sua força. Então mandou uma mensagem aos líderes filisteus, que dizia: — Voltem, que Sansão me contou tudo. Os filisteus voltaram e levaram o dinheiro que tinham lhe prometido.
Sansão estava dormindo com a cabeça nas pernas de Dalila e ela chamou um filisteu para cortar o cabelo de Sansão. O homem cortou as sete tranças e Sansão perdeu toda a sua força.
Então Dalila disse: — Sansão, os filisteus atacam! Sansão acordou e pensou que podia escapar como nas vezes anteriores, mas desta vez Sansão não sabia que o SENHOR o tinha abandonado.
Então os filisteus apanharam Sansão, tiraram os olhos dele e o levaram a Gaza. Ali o amarraram com correntes de bronze e o puseram a trabalhar no moinho da prisão.
Mas o cabelo de Sansão voltou a crescer.
Os líderes dos filisteus reuniram-se para celebrar. Queriam oferecer um grande sacrifício ao seu deus Dagom e diziam: — Nosso deus nos ajudou a vencer o nosso inimigo Sansão.
Quando os filisteus viram Sansão, todos adoraram o deus deles, dizendo: “Este homem destruiu nossos cultivos! Este homem matou a muitos de nossos homens! Mas nosso deus nos ajudou a capturar o nosso inimigo”.
Todos estavam muito alegres na celebração e gritavam: — Tragam Sansão para ele nos divertir. Então trouxeram Sansão, e o obrigaram a parar no meio das duas colunas do templo de Dagom e todos riram dele.
Um servo levava Sansão pela mão. Sansão lhe disse: — Coloque-me onde eu possa tocar as duas colunas que sustentam o templo, quero me apoiar nelas.
O lugar estava cheio de gente, todos os líderes estavam ali. No terraço, havia também umas 3.000 pessoas vendo o espetáculo.
Sansão orou ao SENHOR assim: — SENHOR Deus, lembre-se de mim. Peço, ó Deus, que me dê força uma vez mais. Deixe-me fazer alguma coisa para castigar a estes filisteus por terem arrancado os meus olhos.
Então Sansão tocou com as mãos as duas colunas que sustentavam o templo. Apoiou-se forte contra as colunas
e disse: — Morra eu com estes filisteus! E Sansão empurrou tão forte como pôde e todo o templo se desabou sobre os líderes e as pessoas que estavam ali. Assim Sansão matou mais filisteus quando morreu do que quando estava vivo.
Seus irmãos e toda a sua família vieram levar seu corpo e o enterraram na tumba de Manoá, seu pai, que fica entre as cidades de Zora e Estaol. Sansão foi líder de Israel durante vinte anos.
No território de Efraim havia um homem chamado Mica.
Ele disse à sua mãe: — Sabe quem roubou as 1.100 moedas de prata que tinha? Uma vez ouvi você amaldiçoando o ladrão por causa desse roubo. Agora confesso que fui eu quem as roubou, eu tenho as moedas. A mulher disse: — Que o SENHOR o abençoe, meu filho!
Mica devolveu as moedas para a sua mãe e ela disse: — Estas moedas de prata serão uma oferta ao SENHOR. Vou entregar as moedas ao meu filho para que ele faça um ídolo de madeira e o cubra de prata. Portanto, meu filho, eu lhe devolvo as moedas.
Mas ele devolveu as moedas de prata a sua mãe e ela pegou duzentas moedas e as levou para fundir, para que fosse feito um ídolo de madeira, coberto de prata. Quando a estátua ficou pronta, eles a levaram para a casa de Mica.
Na casa dele havia um altar sagrado. Então Mica fez um éfode e algumas pequenas estátuas dos seus ancestrais e nomeou um dos seus filhos como sacerdote.
(Mica fez essas coisas porque nesse tempo o povo de Israel não tinha rei, e cada um fazia o que melhor lhe parecia.)
Havia um jovem levita que era da cidade de Belém de Judá. Ele estava vivendo entre a tribo de Judá.
Este jovem saiu de Belém de Judá, procurando um lugar para viver. Enquanto estava viajando, subiu ao monte de Efraim e chegou até a casa de Mica.
Mica lhe perguntou: — De onde você vem? O jovem respondeu: — Venho de Belém de Judá, sou levita e estou procurando um lugar para viver.
Então Mica disse: — Pode ficar comigo e ser meu pai e meu sacerdote. Pagarei a você dez moedas de prata por ano. Além disso lhe darei roupa e comida. O levita ficou ali.
O jovem aceitou a proposta de Mica e chegou a ser como mais um dos seus filhos.
Mica o escolheu como sacerdote e ele acabou vivendo ali.
Mica disse: — Agora sei que o SENHOR me abençoará porque tenho um levita como sacerdote.
Nessa época Israel não tinha rei. A tribo de Dã estava à procura de um território para habitar. Todas as outras tribos já tinham sua terra, mas a de Dã ainda não tinha conseguido território.
Então escolheram dentre as famílias da tribo cinco homens corajosos, e os enviaram de Zora e Estaol para explorar a região e encontrar um lugar bom para viver. Os cinco guerreiros foram à região montanhosa de Efraim, chegaram até a casa de Mica e ali passaram a noite.
Quando os homens estavam na casa de Mica, reconheceram a voz do jovem levita. Então se aproximaram dele e lhe perguntaram: — Quem o trouxe até aqui? O que está fazendo aqui? O que é que procura?
O levita contou-lhes o que Mica tinha feito por ele e lhes disse: — Mica me contratou e me tornei seu sacerdote.
Os homens disseram ao jovem: — Suplicamos que pergunte a Deus se a nossa viagem vai ser vitoriosa.
O sacerdote disse: — Vão em paz. O SENHOR os acompanhará nesta viagem.
Os homens continuaram sua viagem e chegaram até Laís. Ali viram que as pessoas moravam tranquilamente. O povo estava sendo governado pelos líderes de Sidom. Tudo estava calmo e em paz. Não tinham inimigos e não lhes faltava nada. Moravam longe dos sidônios e não tinham acordo com ninguém.
Os cinco homens voltaram às cidades de Zora e Estaol. Os seus irmãos lhe perguntaram: — O que encontraram?
Eles responderam: — Encontramos uma terra muito boa, mas temos que atacá-los agora. Não podemos ficar aqui sem fazer nada. Temos que nos apossar da terra.
Ao chegar ao lugar vão ver que o território é muito grande. Ali não falta nada, as pessoas são pacíficas e não estão preparadas para um ataque. Com certeza Deus nos dará essa terra.
Então seiscentos homens da tribo de Dã saíram das cidades de Zora e Estaol, armados e prontos para o ataque.
A caminho da cidade de Laís, os soldados acamparam em um lugar ao oeste de Quiriate-Jearim. Esse lugar onde acamparam se chama “Acampamento de Dã” até hoje.
Depois continuaram seu caminho para a região montanhosa de Efraim e chegaram até a casa de Mica.
Ali os cinco homens que antes haviam ido explorar disseram aos outros: — Sabem que numa dessas casas há um éfode, algumas pequenas estatuas dos seus ancestrais, uma estátua esculpida, e um ídolo coberto de prata? Decidam agora o que fazer.
Então eles foram até a casa de Mica. Ali estava o jovem levita e o saudaram.
Os seiscentos soldados de Dã ficaram na entrada. Todos os homens estavam armados e prontos para atacar.
O sacerdote parou na entrada com os seiscentos soldados.
Os outros cinco homens entraram na casa e tiraram a estátua esculpida, o éfode, algumas pequenas estatuas dos seus ancestrais, e a imagem de prata. Quando o sacerdote os viu, perguntou: — O que estão fazendo?
Os cinco homens disseram: — Fique quieto! Não diga uma só palavra e venha conosco, queremos que seja nosso pai e nosso sacerdote. Não acha melhor ser o sacerdote de uma tribo toda de Israel do que da família de um só homem?
O sacerdote ficou muito alegre, pegou o éfode, as pequenas estatuas dos ancestrais e a estátua de madeira, e saiu com os soldados de Dã.
Todos saíram da casa de Mica levando na frente as crianças, os animais e os bens.
Os homens de Dã já estavam longe da casa de Mica, mas ele e seus vizinhos reuniram-se e saíram a procurar os homens de Dã e os alcançaram.
Mica começou a gritar e os homens de Dã voltaram e disseram: — O qué aconteceu para você ter convocado estes homens?
Mica disse: — Vocês roubaram os deuses que eu mesmo tinha feito e levaram também o meu sacerdote, e ainda me perguntam o que está acontecendo? Vocês me deixaram sem nada!
Os homens de Dã responderam: — É melhor que não discuta conosco porque alguns dos soldados têm mau-caráter e se ficarem irritados podem atacar vocês. Nesse caso você e a sua família seriam mortos.
Então os homens de Dã seguiram seu caminho. Mica viu que aqueles homens eram muito fortes para poder combater contra eles. Portanto, deu a meia-volta e regressou para sua casa.
Os homens de Dã continuaram andando com o sacerdote e as estátuas que Mica tinha feito. Chegaram a Laís e atacaram seus habitantes, que eram muito pacíficos e não estavam preparados para o ataque. Os homens de Dã mataram todos os de Laís com a espada e queimaram a cidade.
As pessoas de Laís estavam muito longe dos sidônios e não tinham acordo com ninguém, por isso não houve ninguém que os ajudasse. A cidade de Laís estava num vale do povo de Bete-Reobe. Depois os homens de Dã voltaram a construir a cidade e ficaram vivendo ali.
A cidade se chamava Laís mas os homens de Dã trocaram o nome por Dã em honra ao seu antepassado Dã, que era filho de Israel.
Na nova cidade de Dã colocaram a estátua de madeira. O sacerdote era Jonatâs, filho de Gérson, neto de Moisés. Jônatas e os seus filhos foram sacerdotes de Dã até o exílio do povo de Israel.
As pessoas de Dã adoraram a estátua que Mica tinha feito e continuaram a adorá-la enquanto a casa de Deus esteve em Siló.
Na época em que Israel não tinha rei, houve um levita que morava nas montanhas de Efraim. Esse homem tinha uma esposa que era da cidade de Belém, em Judá.
Certo dia ela se irritou com o levita e regressou para a casa de seu pai, em Belém de Judá. A mulher permaneceu com seu pai durante quatro meses.
Depois de um tempo, o levita foi procurar a mulher, queria falar com ela para que voltasse de novo com ele. O levita levou seus servos e seus jumentos até a casa do pai da mulher. Ao chegar ao lugar, o pai da mulher saiu muito contente para saudar o levita
e o convidou para ficar ali. O levita ficou na casa do seu sogro durante três dias. Ali eles comeram, beberam, e dormiram.
No quarto dia, o levita levantou-se cedo e começou a preparar a viagem, mas o pai da mulher disse: — Coma alguma coisa antes de viajar, então poderá sair tranquilo.
Então sentaram-se os dois e comeram e beberam juntos, e o pai da mulher disse ao levita: — Fique esta noite conosco e divirta-se.
O levita se levantou para partir mas o sogro insistiu tanto que ele ficou mais uma noite.
No quinto dia, o levita levantou cedo e começou a preparar a viagem, mas o sogro disse: — Coma alguma coisa, fique até a tarde. E novamente comeram e beberam juntos.
O levita, a mulher e o servos se levantaram para partir, mas o sogro disse: — Já é tarde, é melhor que fique esta noite, pois está muito escuro para viajar. Permaneça esta noite e fique à vontade. Amanhã poderão sair cedo para a sua casa.
Mas o levita não queria ficar, portanto, saiu com a mulher e os jumentos. Naquela noite chegaram até a cidade de Jebus, que é o outro nome de Jerusalém.
Já era muito tarde e o servos disseram ao levita: — SENHOR, vamos entrar nesta cidade e passar aqui a noite.
O levita respondeu: — Não! Não podemos entrar em uma cidade que não é de Israel. Temos que ir até a cidade de Gibeá.
Sigamos andando até chegar a Gibeá ou Ramá e ali passaremos a noite.
Eles continuaram andando e o sol se ocultou quando chegaram a Gibeá, no território de Benjamim.
Então entraram em Gibeá para passar a noite ali. Chegaram até a praça e sentaram-se, mas ninguém aproximou-se para convidá-los a passar a noite em sua casa.
Um ancião que voltava de trabalhar no campo chegou à praça da cidade. O ancião era da região montanhosa de Efraim, mas estava vivendo como estrangeiro em Gibeá. O povo de Gibeá era da tribo de Benjamim.
O ancião viu o levita na praça e disse: — Para onde o senhor vai e de onde vem?
O levita respondeu: — Viemos de Belém de Judá e vamos para a parte mais distante da região montanhosa de Efraim. Eu sou de Efraim, faz dias que saí de Belém de Judá e agora vou para minha casa mas ninguém nos ofereceu alojamento até agora.
Temos palha e grãos para os jumentos e há pão suficiente e vinho para os três que viajamos. Não precisamos de nada.
O ancião disse: — Não pode passar a noite na praça. É bem-vindo na minha casa, eu me encarregarei de tudo o que precisar.
Então o ancião levou os três viajantes para a sua casa, deu comida aos jumentos e depois eles lavaram seus pés, comeram e beberam.
Quando todos estavam muito alegres, uns homens muito maus rodearam a casa e bateram na porta dizendo: — Tire o homem que tem em sua casa, queremos ter relações sexuais com ele.
O dono da casa saiu e disse: — Não façam essa maldade. Este homem é um convidado na minha casa. Não cometam esse pecado terrível.
Vejam, aqui está a minha filha que nunca teve relações sexuais, e também está aqui a esposa deste homem. Podem fazer o que quiserem com elas, mas não cometam esse pecado terrível contra este homem.
Mas os homens não lhe fizeram caso. Então o levita foi buscar sua mulher e a obrigou a sair. Os homens a obrigaram a ter relações sexuais e abusaram dela a noite toda. De madrugada a deixaram ir embora.
A mulher foi para a casa do ancião e caiu prostrada na porta. Ela ficou ali até o amanhecer.
De manhã, o levita abriu a porta para sair e viu a mulher ali estendida no chão.
O levita disse à mulher: — Levante-se e vamos. Mas a mulher não respondeu, pois estava morta. Então o levita levantou a mulher e a pôs sobre o jumento para continuar a viagem.
Quando chegaram em casa, o levita pegou uma faca e cortou a mulher em doze pedaços. Depois enviou um pedaço para cada uma das doze tribos de Israel.
Todos os que viam aquilo diziam: — Nunca antes tinha acontecido alguma coisa assim em Israel. Nunca tínhamos visto algo parecido desde que saímos do Egito. Temos que pensar nisto e decidir o que vamos fazer.
Todos os israelitas saíram como um só homem, desde Dã até Berseba, e de Gileade. Toda a congregação se reuniu perante o SENHOR, em Mispá.
Todos os líderes de todas as tribos de Israel chegaram para a reunião. Cada um tinha seu lugar na reunião do povo de Deus. Ao todo havia 400.000 soldados com espadas.
Os homens da tribo de Benjamim souberam da reunião dos israelitas em Mispá. Na reunião, os israelitas disseram ao levita: — Conte-nos como esta coisa tão terrível aconteceu.
O levita respondeu: — Eu cheguei com minha esposa à cidade de Gibeá, no território de Benjamim. Ali passamos a noite.
Mas durante a noite os homens da cidade chegaram à casa onde eu estava. Rodearam a casa porque queriam me matar, abusaram da minha mulher e depois ela morreu.
Depois eu trouxe a minha mulher e a cortei em pedaços e enviei um pedaço a cada uma das tribos de Israel para que todos ficassem sabendo desta vergonhosa e terrível coisa que os homens da tribo de Benjamim fizeram contra nós.
Agora peço a vocês, israelitas, que decidam o que devemos fazer.
Então todos os que estavam ali se levantaram ao mesmo tempo e disseram: — Nenhum de nós voltará para a nossa tenda ou casa.
O que devemos fazer é lançar a sorte para ver quem deverá atacar Gibeá.
Vamos escolher de entre todas as tribos de Israel dez homens de cada cem, cem homens de cada mil e mil homens de cada dez mil para que consigam alimentos para o exército. Depois o exército irá a Gibeá, no território de Benjamim, para castigar esse povo por esta ofensa que cometeram contra Israel.
Todos os homens de Israel reuniram-se na cidade de Gibeá e estavam de acordo sobre o que tinham que fazer.
As tribos de Israel enviaram homens à tribo de Benjamim com uma mensagem. A mensagem dizia: — Que crime é este que alguns de vocês cometeram?
Entreguem-nos os criminosos de Gibeá para que os matemos. Temos que limpar esse mal de Israel. Mas os homens da tribo de Benjamim não prestaram atenção à mensagem dos seus irmãos de Israel.
Os homens da tribo de Benjamim saíram das suas casas para reunirem-se em Gibeá. Todos foram a Gibeá para lutar contra os homens de Israel.
Ao todo haviam 26.000 soldados com espadas entre os homens de Benjamim. Além disso em Gibeá havia 700 homens treinados para a batalha
e 700 homens treinados para combater com sua mão esquerda. Cada um deles podia usar a funda com tanta precisão que podiam lançar uma pedra e acertar um cabelo sem falhar.
Da sua parte, os israelitas tinham 400.000 guerreiros prontos para combater.
Todos se preparam e foram a Betel. Ali pediram a Deus que lhes mostrasse qual tribo de Israel deveria atacar primeiro a tribo de Benjamim. O SENHOR disse a eles que os homens da tribo de Judá seriam os primeiros.
Na manhã seguinte, os israelitas levantaram seu acampamento perto da cidade de Gibeá.
Os homens de Israel se prepararam para combater e foram lutar contra o exército de Benjamim em Gibeá.
Também os homens da tribo de Benjamim foram combater e nesse dia mataram 22.000 homens de Israel na batalha.
Os homens de Israel foram se lamentar perante o SENHOR até o anoitecer. Pediram ao SENHOR que lhes dissesse se deveriam combater novamente contra os seus irmãos do exército de Benjamim.
O SENHOR respondeu que deviam combater de novo. Então os homens de Israel se animaram e foram combater como haviam feito da primeira vez.
No segundo dia, os israelitas saíram novamente para combater contra os homens da tribo de Benjamim.
Também no segundo dia o exército de Benjamim saiu da cidade de Gibeá para lutar contra o exército de Israel. Nesta batalha o exército de Benjamim matou 18.000 soldados de Israel.
Então todo o exército de Israel foi a Betel para chorar e se lamentar perante o SENHOR. Nesse dia ficaram sem comer nada até a noite. Depois ofereceram sacrifícios queimados e ofertas de comunhão ao SENHOR.
Eles consultaram ao SENHOR, já que naquele tempo a arca da aliança de Deus estava em Betel.
Fineias, filho de Eleazar e neto de Arão, servia como sacerdote perante a arca. Os soldados de Israel lhe perguntaram: — Devemos combater novamente contra nossos irmãos da tribo de Benjamim ou será melhor que não lutemos mais? O SENHOR lhes respondeu: — Sim, devem lutar novamente. Amanhã eu lhes ajudarei a vencer o exército de Benjamim.
Então o exército de Israel mandou que alguns homens fossem se esconder ao redor da cidade de Gibeá.
E no terceiro dia os soldados de Israel subiram para combater contra os da tribo de Benjamim, como haviam feito antes.
Uma vez mais, os homens da tribo de Benjamim saíram de Gibeá para lutar contra Israel. Os israelitas deixaram que os homens da tribo de Benjamim os perseguissem e saíssem da cidade. Como das vezes anteriores, os soldados de Benjamim começaram a matar alguns dos soldados de Israel. Mataram trinta homens no campo e pelo caminho de Betel e de Gibeá.
Os homens da tribo de Benjamim pensaram que estavam ganhando como das outras vezes, mas não foi assim. Os homens de Israel saíram fugindo para que os inimigos pensassem que estavam ganhando. Na realidade, os israelitas estavam fazendo-os sair da cidade e ir para as estradas.
Os israelitas que estavam escondidos saíram dos seus esconderijos e se prepararam para lutar em Baal-Tamar. Os que estavam escondidos ao oeste de Gibeá saíram e atacaram a cidade.
Os 10.000 melhores soldados de Israel atacaram a cidade de Gibeá. A batalha foi muito dura e os homens da tribo de Benjamim não sabiam que estavam a ponto de perder.
O SENHOR castigou os homens da tribo de Benjamim diante do exército de Israel pela maldade que eles tinham feito. Nesse dia, o exército de Israel matou 25.100 soldados, treinados para a guerra, da tribo de Benjamim.
Os homens da tribo de Benjamim viram que estavam derrotados. Eles viram que os israelitas só tinham recuado porque confiavam nos homens que estavam escondidos para atacar Gibeá.
Os homens que estavam escondidos entraram na cidade de Gibeá, invadiram a cidade e mataram à espada todos os que estavam ali.
Os soldados de Israel tinham um sinal para se comunicar com os que estavam escondidos. Os que estavam escondidos deviam fazer uma grande nuvem de fumaça para avisar os outros quando tivessem atacado a cidade.
Quando os homens que estavam fugindo vissem o sinal da fumaça, deviam regressar e lutar contra os homens da tribo de Benjamim. Os homens da tribo de Benjamim conseguiram matar trinta soldados de Israel e por isso pensaram que estavam ganhando como das outras vezes,
mas os soldados de Israel viram a grande nuvem de fumaça. Também os homens da tribo de Benjamim viram a fumaça e que a cidade toda estava em chamas.
Então os israelitas se voltaram contra os homens da tribo de Benjamim, os quais se encheram de terror e entenderam que estavam vencidos.
Os homens da tribo de Benjamim saíram fugindo em direção ao deserto, mas não conseguiram escapar dos israelitas, e os que estavam na cidade saíram e os mataram.
Os homens de Israel rodearam os homens da tribo de Benjamim e os perseguiram sem descansar, até que os derrotaram ao leste da cidade de Gibeá.
Os israelitas mataram 18.000 soldados valentes da tribo de Benjamim.
Os outros soldados da tribo de Benjamim correram em direção ao deserto e chegaram a um lugar chamado “Rocha de Rimom”. O exército de Israel matou pelo caminho 5.000 soldados da tribo de Benjamim. Os soldados de Israel continuaram perseguindo os homens da tribo de Benjamim até chegarem em Gidom. Ali mataram mais 2.000 homens da tribo de Benjamim.
Nesse dia o exército de Israel matou 25.000 soldados valentes da tribo de Benjamim.
Mas 600 soldados da tribo de Benjamim se esconderam no deserto. Esses homens chegaram até a rocha de Rimom e ficaram ali durante quatro meses.
Os homens de Israel voltaram ao território de Benjamim e mataram todos os que encontraram no seu caminho. Destruíram tudo o que encontraram, mataram todos os animais e queimaram todas as cidades pelas quais passaram.
Os homens de Israel tinham feito uma promessa quando se reuniram em Mispá. Prometeram que não deixariam que nenhuma das suas filhas se casassem com um homem da tribo de Benjamim.
Os israelitas foram a Betel, clamaram e choraram amargamente diante de Deus até a noite.
Todos diziam: — SENHOR, Deus de Israel, por que aconteceu tudo isso? Por que Israel ficou sem uma das suas tribos?
No dia seguinte todos se levantaram bem cedo e construíram um altar. Eles colocaram no altar ofertas para sacrifícios queimados e sacrifícios de comunhão.
Depois os israelitas disseram: — Há alguma tribo de Israel que não veio se reunir conosco perante o SENHOR? Fizeram esta pergunta porque tinham jurado que matariam quem não se reunisse com as outras tribos perante o SENHOR em Mispá.
Os homens de Israel lamentaram pelos seus irmãos da tribo de Benjamim e disseram: — Hoje Israel perdeu uma das suas tribos.
Nós prometemos ao SENHOR que não deixaríamos as nossas filhas se casarem com os homens da tribo de Benjamim. Agora, o que podemos fazer pelos homens que não morreram para que possam ter uma família novamente?
Então voltaram a perguntar: — Há alguma tribo que não tenha ido ao encontro que tivemos com o SENHOR em Mispá? Tem que haver alguma que não tenha ido! E se lembraram que nenhum homem da cidade de Jabes-Gileade havia estado na reunião com as outras tribos de Israel.
Quando passaram as listas, viram que não havia ninguém dali.
Então enviaram 12.000 soldados a essa cidade com esta ordem: — Levem as suas espadas e matem todos os habitantes dessa cidade, incluindo mulheres e crianças.
Matem todos os homens e todas as mulheres que não sejam virgens, mas não façam mal às virgens. Os soldados cumpriram essa ordem.
Eles encontraram quatrocentas mulheres virgens e as levaram ao acampamento de Siló, em Canaã.
Depois os homens de Israel mandaram uma mensagem aos homens da tribo de Benjamim, que estavam no lugar chamado “Rocha de Rimom”. Na mensagem os homens de Israel diziam que queriam fazer as pazes.
Então os homens de Benjamim voltaram a Israel e os israelitas lhes deram as mulheres que haviam trazido de Jabes-Gileade. Mas não havia mulheres suficientes para todos os homens da tribo de Benjamim.
Os israelitas sentiram pena dos homens da tribo de Benjamim, porque o SENHOR os tinha separado das outras tribos de Israel.
Os líderes de Israel disseram: — Estão mortas as mulheres da família de Benjamim. Agora, onde poderemos encontrar esposas para os homens de Benjamim que ainda estão vivos?
Os homens da tribo de Benjamim devem ter filhos para que continue existindo essa tribo e para que não desapareça nenhuma tribo de Israel.
Mas nós não podemos dar as nossas filhas para que se casem, pois fizemos uma promessa. Nós juramos que um grande mal aconteceria a quem desse uma esposa a um homem da tribo de Benjamim.
Mas temos uma ideia. Estamos na época da festa em honra ao SENHOR. Esta festa é celebrada a cada ano em Siló. (A cidade de Siló fica ao norte da cidade de Betel, ao leste do caminho que liga Betel com Siquém, e ao sul da cidade de Lebona.)
Então, os líderes falaram com os homens da tribo de Benjamim sobre essa ideia e disseram: — Escondam-se nas vinhas e fiquem atentos!
Esperem até as mulheres de Siló saírem para dançar e, então, saiam vocês. Cada um pode tomar uma mulher e levá-la ao território de Benjamim para casar-se com ela.
Os pais ou os irmãos dessas mulheres virão se queixar a nós, mas lhes diremos: “Tenham piedade dos homens da tribo de Benjamim, permitam que se casem com essas mulheres! Durante a batalha não pudemos conseguir esposas para cada um deles e como vocês não lhes entregaram voluntariamente as mulheres, vocês não quebraram seu juramento”.
Os homens da tribo de Benjamim seguiram o conselho dos líderes. Cada um se casou com uma das dançarinas e permaneceram vivendo ali.
Depois, cada um dos homens de Israel regressou para a sua respectiva tribo e família. Cada um regressou para a terra da sua herança.
Nesse tempo Israel não tinha rei e cada um fazia o que melhor lhe parecia.
No tempo em que os líderes que governavam Israel eram chamados de “juízes”, houve uma grande fome naquele país. Um homem chamado Elimeleque, que era de Belém, cidade de Judá, foi viver durante algum tempo em Moabe com a sua mulher e os seus dois filhos.
A sua mulher se chamava Noemi e os seus filhos, Malom e Quiliom. Eles eram efrateus de Belém e, por causa da fome, foram para o país de Moabe e ali ficaram.
Passado algum tempo, Elimeleque, o marido de Noemi, morreu e Noemi ficou sozinha com os seus dois filhos.
Eles se casaram com mulheres moabitas: uma se chamava Orfa e a outra, Rute. Dez anos depois,
Malom e Quiliom também morreram e Noemi ficou sozinha, sem marido e sem filhos.
Um dia Noemi soube que o SENHOR tinha abençoado ao seu povo com boas colheitas e resolveu sair de Moabe, com as suas duas noras,
e regressar a Judá. Por isso, Noemi e as noras deixaram o lugar onde tinham vivido juntas e partiram para Judá.
No caminho, porém, Noemi disse às suas noras: — É melhor que cada uma de vocês volte para a casa da sua mãe. Vocês têm sido muito boas para comigo e para com os meus falecidos filhos. Que o SENHOR também seja bom com vocês e as abençoe!
Que o SENHOR permita que se casem e que cada uma viva em paz nos seus lares! Então Noemi beijou as suas duas noras e se despediu delas, mas elas começaram a chorar
e lhe disseram: — Nós queremos ir com a senhora para junto do seu povo.
Noemi lhes disse: — Minhas filhas, voltem para as suas casas. Porque querem ir comigo? Não tenho mais filhos com quem vocês possam se casar.
Vão, minhas filhas, voltem. Já não tenho filhos e sou velha demais para me casar outra vez. E mesmo que me casasse e ficasse grávida hoje à noite,
certamente vocês não iriam esperar até eles crescerem e se tornarem homens. Não seria possível para vocês ficarem tanto tempo sem se casar. Voltem, minhas filhas, a vida é pior para mim do que para vocês, porque o SENHOR está contra mim.
As noras começaram a chorar de novo. Orfa, então, beijou a sua sogra e se despediu dela, mas Rute ficou com ela.
Noemi, então, lhe disse: — A sua cunhada voltou para o seu povo e para adorar os seus deuses. Volte você também.
Mas Rute lhe disse: — Não me obrigue a deixá-la e ficar longe da senhora! Para aonde a senhora for, eu também irei; onde a senhora viver, eu também viverei. O seu povo será o meu povo, o seu Deus será o meu Deus.
Onde a senhora morrer, eu também morrerei e aí serei enterrada. Que o SENHOR me castigue duramente se eu não cumprir esta promessa: nada, a não ser a morte, poderá nos separar!
Quando Noemi viu que Rute estava decidida a ir com ela, deixou de insistir.
Assim as duas continuaram a viagem até Belém. Chegando lá, toda a população ficou agitada. Todos falavam delas e as mulheres perguntavam: — Não é esta Noemi?
Mas ela dizia: — Não me chamem mais de Noemi. A partir de agora devem me chamar de Mara, porque o Deus Todo-Poderoso me fez muito infeliz.
Quando saí daqui, tinha muito, mas agora o SENHOR me fez regressar sem nada. Por isso não me chamem Noemi, porque o SENHOR Todo-Poderoso me fez sofrer muito.
Foi assim que Noemi regressou com a sua nora Rute, a moabita, de Moabe. Elas chegaram a Belém quando a colheita da cevada estava prestes a começar.
Havia um homem rico e importante que vivia em Belém, o seu nome era Boaz. Como era parente de Elimeleque, ele era um dos responsáveis por Noemi.
Um dia, Rute, a moabita, disse a Noemi: — Deixe-me ir ao campo para ver se acho alguma pessoa boa que me permita apanhar as espigas que os trabalhadores costumam deixar cair. Noemi lhe disse: — Está bem, minha filha, vá.
Rute foi então para o campo e ia atrás dos trabalhadores. Ela começou a apanhar as espigas que os trabalhadores deixavam cair. E aconteceu que aquela parte do campo pertencia a Boaz, um parente de Elimeleque.
Pouco tempo depois, Boaz chegou de Belém e cumprimentou os seus trabalhadores, dizendo: — Que o SENHOR esteja com vocês! E eles responderam: — Que o SENHOR abençoe você!
Depois Boaz perguntou ao encarregado dos seus trabalhadores: — Quem é aquela jovem?
E ele respondeu: — É a jovem moabita, que veio com Noemi.
Ela me pediu que a deixasse andar atrás dos trabalhadores para apanhar as espigas que eles deixassem cair. Chegou aqui de manhã cedo e até agora não parou de trabalhar. Ela só descansou um pouco na sombra.
Então Boaz disse a Rute: — Ouça, minha filha, não precisa ir trabalhar em outro campo. Fique com as outras mulheres que trabalham para mim.
Vá aonde elas forem apanhar espigas. Eu vou dar ordem aos meus trabalhadores para não incomodarem você. Quando você tiver sede, pode beber da água dos potes que os meus trabalhadores encheram.
Rute inclinou-se respeitosamente e disse a Boaz: — Por que é que o senhor me trata assim tão bem, a mim, que sou uma estrangeira?
Boaz lhe respondeu: — É que me contaram todo o bem que você fez pela sua sogra depois que o seu marido morreu. Me contaram como você deixou a sua família e o seu país para vir morar com ela aqui, com um povo que você não conhecia.
Que o SENHOR recompense você pelo que tem feito! Que o SENHOR, o Deus de Israel, a abençoe ricamente por ter procurado proteção debaixo das suas asas.
Ela disse: — O senhor foi muito bom comigo ao me receber muito bem, e eu nem sequer sou uma das suas trabalhadoras.
Na hora do almoço, Boaz disse a Rute: — Venha comer conosco aqui. Molhe o seu pão no molho de vinagre. Então ela sentou-se com os trabalhadores e Boaz lhe deu grão de trigo torrado. Ela comeu até ficar satisfeita e ainda sobrou comida.
Depois do almoço ela se levantou e continuou apanhando espigas. Enquanto isso, Boaz disse aos seus trabalhadores: — Deixem que ela apanhe espigas, até as que estão entre os feixes, e não a repreendam!
Também deixem cair espigas de propósito para que ela as possa apanhar, e não lhe façam mal!
Rute esteve apanhando espigas no campo até o fim da tarde. Depois retirou os grãos das espigas e os colocou num saco. Os grãos chegaram a pesar mais de vinte quilos.
Depois ela regressou com os grãos à cidade. Ao chegar em casa, Rute mostrou para Noemi o que tinha apanhado e lhe deu o que tinha sobrado do seu almoço.
Noemi lhe perguntou: — Onde você esteve trabalhando hoje para apanhar tantas espigas? Que seja abençoado o homem que se importou com você! Então Rute contou para Noemi o que Boaz tinha feito para ajudá-la. Ela disse: — O homem com quem trabalhei hoje chama-se Boaz.
Noemi disse para Rute: — Que o SENHOR, que é bom para com os vivos e para com os mortos, o abençoe. Depois acrescentou: — Boaz é um dos nossos parentes mais próximos, e por isso ele é um dos nossos protetores.
Rute, a moabita, disse: — Ele também me disse para continuar trabalhando no seu campo com as suas trabalhadoras até o fim da colheita.
Noemi disse para Rute: — Filha, é bom que siga trabalhando com elas. Alguém poderia lhe fazer mal se você for trabalhar em outros campos.
Assim Rute ficou apanhando espigas com as mulheres até o fim da colheita da cevada e do trigo. No entanto, ela continuava morando com Noemi.
Certo dia, Noemi, a sogra de Rute, disse a ela: — Minha filha, tenho que achar um bom lar para você.
Tenho estado pensando em Boaz. Ele é um dos nossos parentes e você já o conhece porque tem estado trabalhando com as suas trabalhadoras. Esta noite ele vai estar trabalhando no lugar onde se retira o grão das espigas de cevada.
Faça isto: tome um bom banho, coloque perfume, vista-se com o seu melhor vestido e vá a esse lugar. Não deixe que Boaz a veja até ele ter comido e bebido.
Depois observe bem o lugar onde ele vai se deitar. Quando ele estiver dormindo, aproxime-se dele, levante a manta dele e deite-se aos seus pés. Então ele lhe dirá o que você deve fazer.
Rute disse: — Vou fazer o que diz.
Ela desceu até o lugar onde se retira o grão das espigas e fez tudo o que a sua sogra tinha lhe dito.
Boaz comeu, bebeu e ficou satisfeito. Então se deitou ao lado de um monte de cevada. E Rute chegou silenciosamente, levantou a manta que cobria os pés dele e deitou-se.
No meio da noite, Boaz acordou assustado e procurou fugir, mas viu que a pessoa deitada ao seu lado era uma mulher.
Então Boaz lhe perguntou: — Quem é você? Ela disse: — Sou Rute, a sua serva. Proteja-me debaixo das suas asas, pois o senhor é o protetor da nossa família.
Ele lhe respondeu: — O SENHOR a abençoe, minha filha. Esta sua boa ação é mais nobre do que a sua primeira, porque veio falar comigo em vez de procurar por algum jovem, pobre ou rico.
Agora, minha filha, não tenha medo. Vou fazer tudo o que me pediu, porque todos sabem que você é uma mulher de boas qualidades.
Realmente eu sou um dos parentes que tem a obrigação de protegê-la e casar-se com você, mas há outro parente que tem mais direito do que eu.
Fique aqui esta noite. Amanhã, se o outro parente quiser ser responsável por você, tudo bem, que o seja. Porém, se ele não quiser, prometo diante do SENHOR que eu tomarei conta de você. Fique aqui até o amanhecer.
E ela ficou ali com ele até quase amanhecer, mas levantou-se antes disso para que ninguém a visse. Boaz pensou: “Ninguém deve saber que ela esteve neste lugar”.
E disse a Rute: — Traga aqui o seu manto e segure-o. Ela segurou o manto, e ele colocou vinte quilos de cevada no manto e a ajudou a pôr o manto no ombro. Depois ela voltou para a cidade.
Quando Rute chegou na casa da sua sogra, ela lhe perguntou: — Como foi, minha filha? Então Rute contou-lhe tudo o que Boaz tinha feito por ela.
E lhe disse: — Ele também me deu estes vinte quilos de cevada e me disse que era para eu não voltar de mãos vazias para a casa da senhora, minha sogra.
Noemi disse: — Fique aqui até saber o que irá acontecer. Boaz não vai descansar hoje, até que tudo fique resolvido.
Boaz foi à porta da cidade e sentou-se. Nesse momento, passou por ali o tal parente que ele tinha mencionado a Rute. Então Boaz o chamou: — Amigo, venha aqui e sente-se. E ele foi e sentou-se.
Boaz também chamou dez líderes da cidade e lhes disse: — Sentem-se. E eles se sentaram.
Boaz disse ao outro parente: — Noemi, a mulher que voltou de Moabe, está disposta a vender o terreno que pertenceu ao nosso parente Elimeleque.
Quero lhe informar disso diante dos líderes do povo, que estão sentados aqui, para ver se deseja comprar o terreno. Você é o parente mais próximo e tem esse direito. Se quiser comprá-lo, então, compre-o. Se não quiser, diga-me, pois, depois de você, eu sou o parente mais próximo. Então o outro parente disse: — Eu comprarei o terreno.
E Boaz lhe disse: — Quando você comprar o terreno de Noemi, também terá que se casar com Rute, a moabita, mulher do falecido Malom, para que o seu nome e a sua herança sejam restaurados.
Ao ouvir isto, o parente disse: — Nesse caso, não posso usar o meu direito de comprar o terreno. Isso seria a ruína da minha herança. Compre você o terreno, eu não posso comprá-lo.
(Naquele tempo, para confirmar um negócio, era costume em Israel uma das duas pessoas tirar uma das suas sandálias e dá-la ao outro.)
Quando o parente disse a Boaz: “Compre você o terreno”, ele tirou uma sandália do pé e a deu a Boaz.
Boaz disse então aos líderes do povo e a todo o povo presente: — Vocês são testemunhas hoje de que compro de Noemi tudo o que pertenceu a Elimeleque e aos seus filhos Quiliom e Malom.
Também recebo por esposa a moabita Rute, viúva de Malom. Recebo-a por esposa para que o nome de Malom se mantenha na herança e, ao mesmo tempo, seu nome não desapareça nem da família nem do seu povo. Disto vocês são testemunhas!
Então os líderes e todos os que ali estavam disseram: — Sim, somos testemunhas. Que o SENHOR faça com que essa mulher, que hoje entra em sua casa, seja como Raquel e Lia, que são as mães do povo de Israel. Que seja poderoso em Efrata e que o seu nome seja famoso em Belém!
Que os filhos que o SENHOR lhe der dessa jovem sejam tantos como os filhos da família de Perez, filho de Tamar e Judá.
Assim Boaz tomou Rute por esposa e dormiu com ela. O SENHOR a abençoou, e ela ficou grávida e teve um filho.
Então as mulheres da cidade disseram a Noemi: — Louvado seja o SENHOR que lhe deu um neto. Que o seu nome seja famoso em Israel.
Ele cuidará de você na sua velhice, porque foi a sua nora, que ama você, a que lhe deu o neto. Ela é melhor para você do que sete filhos.
Então Noemi pegou o menino no colo e cuidou dele.
As vizinhas lhe deram o nome de Obede, dizendo: — Agora Noemi tem um filho. Obede foi o pai de Jessé e avô de Davi.
Este é o registro da família de Perez: Perez foi o pai de Esrom
e Esrom foi o pai de Rame. Rame foi o pai de Aminadabe
e Aminadabe foi o pai de Naassom. Naassom foi o pai de Salmom
e Salmom foi o pai de Boaz. Boaz foi o pai de Obede
e Obede foi o pai de Jessé. Jessé foi o pai de Davi.
Na terra de Efraim vivia um homem zufita, de Ramataim. Seu nome era Elcana, filho de Jeroão, neto de Eliú e bisneto de Toú. Toú era filho de Zufe, da tribo de Efraim.
Elcana tinha duas esposas. Uma se chamava Ana e a outra, Penina. Penina tinha filhos, mas Ana não.
Todos os anos Elcana saía da sua cidade e ia até Siló para adorar e oferecer sacrifícios ao SENHOR Todo-Poderoso. Hofni e Fineias, filhos de Eli, serviam como sacerdotes do SENHOR em Siló.
Quando Elcana oferecia sacrifícios, ele dava várias porções da carne à sua esposa Penina, para ela comer com os seus filhos.
Mas a Ana, a esposa que ele mais amava, ele dava o dobro porque o SENHOR não tinha dado nenhum filho a ela.
Penina estava sempre incomodando Ana e fazendo com que ela se sentisse mal porque o SENHOR não lhe permitia ter filhos.
Isso acontecia todos os anos quando ela ia ao santuário, em Siló. Certo dia Elcana estava oferecendo sacrifícios, mas Ana não comia nada na festa porque estava incomodada, e chorava.
Elcana, seu marido, lhe disse: — Ana, por que você está chorando? Por que não quer comer? Por que está triste? Você tem a mim, eu sou seu marido. Não sou eu mais importante para você do que ter dez filhos?
Depois de comer, Ana se levantou calada e saiu para orar no santuário. O sacerdote Eli estava sentado numa cadeira, perto da porta do santuário do SENHOR.
Ana estava muito triste e chorava muito enquanto orava ao SENHOR.
Ela fez uma promessa a Deus: — SENHOR Todo-Poderoso, veja a tristeza da sua serva e lembre-se de mim! Não se esqueça de mim! Se me conceder um filho, eu o dedicarei ao Senhor enquanto ele viver! Ele nunca beberá vinho nem nenhuma bebida alcoólica e nunca cortará o cabelo.
Ana orou ao SENHOR durante um longo período. Eli observava os lábios de Ana enquanto ela orava.
Ela orava só no seu coração: embora seus lábios se moviam, não pronunciava as palavras em voz alta. Por isso, Eli pensou que Ana estava bêbada,
e disse: — Você tem bebido muito! Pare de beber!
Ana respondeu: — Senhor, não tenho tomado vinho nem bebida alcoólica. Estou muito aflita e estava contando os meus problemas ao SENHOR.
Não pense que sou uma mulher má. Tenho estado orando todo este tempo, porque estou muito triste por causa dos meus problemas.
Eli respondeu: — Vá em paz. Que o Deus de Israel lhe dê o que você pediu.
Ana disse: — Espero que pense sempre bem de mim. Depois Ana saiu, comeu alguma coisa e sentiu-se melhor.
Cedo, na manhã seguinte, a família de Elcana se levantou, adoraram ao SENHOR e depois voltaram para a sua cidade em Ramá. Elcana teve relações com sua esposa Ana, e o SENHOR se lembrou de Ana.
Ela concebeu e nessa data, no ano seguinte, deu à luz um filho. Ana lhe deu o nome de Samuel, pois disse: — Seu nome é Samuel porque o pedi ao SENHOR.
Nesse ano, Elcana foi a Siló com sua família para oferecer sacrifícios e cumprir as promessas que tinha feito ao SENHOR,
mas Ana não o acompanhou, pois disse: — Não irei a Siló até que o menino tenha idade suficiente para comer comida sólida. Então o entregarei ao SENHOR, será um nazireu e permanecerá em Siló.
O marido de Ana disse: — Faça o que lhe parecer melhor. Pode ficar em casa até que o menino tenha idade suficiente para comer comida sólida. Que o SENHOR faça o que você prometeu. Então Ana permaneceu em casa para criar seu filho até que ele tivesse idade suficiente para comer comida sólida.
Quando o menino teve idade suficiente, Ana o levou ao santuário do SENHOR, em Siló. Também levou um bezerro de três anos, vinte quilos de farinha e uma garrafa de vinho.
Apresentaram-se perante o SENHOR. Elcana matou o bezerro como sacrifício ao SENHOR, como de costume. Depois Ana entregou o menino a Eli,
e lhe disse: — Perdão, senhor, eu sou a mesma mulher que você viu orar ao SENHOR. Garanto que é verdade.
Orei por este filho, e o SENHOR respondeu à minha oração, dando-me este filho.
Agora eu o entrego ao SENHOR, e ele servirá o SENHOR por toda a sua vida. Então Ana deixou ali o menino e ele adorou o SENHOR.
Ana disse: O meu coração alegra-se no SENHOR; no SENHOR me fortaleço. Agora, posso rir dos meus inimigos, porque você me salvou e fez com que eu ficasse muito feliz.
Não há Deus santo como o SENHOR, não há outro Deus, só o Senhor! Não há rocha como o nosso Deus!
Não sejam tão arrogantes nem falem com tanto orgulho, porque o SENHOR Deus conhece tudo. Ele julga o que as pessoas fazem.
O arco dos soldados fortes é quebrado, mas os fracos ganham forças.
Os que antes tinham comida em abundância, agora têm que trabalhar para comer. Mas os que antes tinham fome, agora têm o que comer. A mulher que não podia ter filhos, agora tem sete. Mas a mulher que tinha muitos filhos, agora está triste, porque agora ficou sem nenhum.
O SENHOR mata, mas também dá a vida. Ele faz as pessoas descer ao sepulcro, e as levanta de novo.
O SENHOR dá a alguns pobreza, e a outros, riqueza; a alguns, ele humilha, e a outros, ele exalta.
Ele levanta do pó os pobres; e tira a sua tristeza. Ele se importa com os pobres e faz com que eles se sentem ao lado de príncipes, nos lugares de honra. O SENHOR fez todo o mundo, e todo o mundo lhe pertence!
Ele guia os passos dos fiéis, para que não tropecem. Mas os maus serão destruídos, eles cairão na escuridão, porque ninguém triunfa pela sua própria força.
O SENHOR destrói os seus inimigos, quando do céu envia trovões contra eles! O SENHOR julgará toda a terra. Ele dá força ao seu rei, poder ao seu escolhido!
Elcana regressou para sua casa em Ramá, mas o menino ficou em Siló para ajudar o sacerdote Eli no serviço do SENHOR.
Os filhos de Eli eram maus e não se importavam com o SENHOR
nem tratavam o povo da maneira que os sacerdotes deviam tratar. O que os sacerdotes deviam fazer era o seguinte: sempre que alguém oferecia um sacrifício, os sacerdotes deviam cozinhar a carne numa panela. Depois um ajudante do sacerdote devia pegar num garfo de três dentes
e, com ele, tirar alguma carne da panela ou do caldeirão. Era essa a carne que pertencia ao sacerdote e era isso o que os sacerdotes deviam fazer sempre que os israelitas vinham a Siló para oferecer os seus sacrifícios.
Mas, mesmo antes da gordura ser oferecida no altar, o ajudante falava com a pessoa que estava prestes a fazer o sacrifício e lhe dizia: — Dê uma parte da carne para o sacerdote assar, pois ele não quer carne cozida.
Se o homem respondesse: — Primeiro ofereça a gordura, e depois pode levar o que quiser. Então o ajudante do sacerdote respondia: — Não, dê-me a carne agora. Se não me der, eu a tirarei à força!
Assim, Hofni e Fineias mostravam que não respeitavam as ofertas que o povo apresentava ao SENHOR. O SENHOR considerava isso um pecado muito grave!
Mas Samuel servia o SENHOR como ajudante, vestido com um éfode de linho.
Todos os anos, a sua mãe lhe fazia uma pequena túnica e a levava quando ia a Siló com seu marido para oferecer o sacrifício anual.
Eli abençoava Elcana e a sua esposa, dizendo: — Que o SENHOR lhe dê mais filhos com Ana, em pagamento pelo menino que ela ofereceu e dedicou ao SENHOR. Elcana e Ana voltaram para casa.
O SENHOR foi bondoso com Ana e lhe concedeu três filhos e duas filhas, enquanto Samuel crescia servindo ao SENHOR.
Eli era muito idoso. Muitas vezes ouvia falar das coisas más que os seus filhos faziam aos israelitas em Siló e também que eles dormiam com as mulheres que serviam na entrada da Tenda do Encontro.
Então ele disse aos seus filhos: — O povo me conta todo o mal que vocês fazem. Por que fazem isso?
Parem com isso. Todo o povo do SENHOR fala mal de vocês.
Se alguém pecar contra um ser humano, Deus pode ajudá-lo, mas se alguém pecar contra o SENHOR, quem é que vai ajudá-lo? Mas os filhos de Eli não queriam ouvir o pai, e o SENHOR decidiu matá-los.
No entanto, o jovem Samuel continuava crescendo e agradando o SENHOR e o povo.
O SENHOR falou a seguinte mensagem para Eli através de um homem de Deus: — Os seus pais eram escravos do faraó, mas eu me revelei a eles.
Dentre todas as tribos de Israel, eu escolhi a sua tribo para que vocês fossem sacerdotes, oferecessem sacrifícios no altar, queimassem incenso e vestissem o éfode. Também deixei que a sua família recebesse a carne dos sacrifícios que o povo de Israel me oferece.
Então por que despreza os meus sacrifícios e as minhas ofertas? Por que honra os seus filhos mais do que a mim? Vocês engordam com o melhor da carne que o povo de Israel me oferece.
— Eu, o SENHOR, Deus de Israel, prometi que a sua família e os seus descendentes seriam os meus sacerdotes para sempre, mas agora eu digo que isso nunca acontecerá! Pois honrarei aqueles que me honram e humilharei aqueles que me desprezam.
Chegarão os dias em que destruirei toda a sua família, ninguém da sua família chegará a ser velho.
Farei bem a Israel, mas, na sua casa, só haverá calamidades, ninguém viverá muitos anos.
Não acabarei de uma só vez com os seus descendentes, um deles continuará servindo no meu altar e chegará à velhice. Mas os outros serão mortos pela espada.
Isto será o sinal de que vou fazer isso: os seus dois filhos, Hofni e Fineias, morrerão no mesmo dia.
Eu mesmo colocarei um sacerdote fiel, que me ouvirá e fará tudo o que eu quero. Farei que sempre tenha descendentes e ele sempre servirá diante do meu rei escolhido.
Então toda pessoa que restar da sua família virá se inclinar diante dele para pedir dinheiro ou pão. Eles dirão: “Por favor, dê-me trabalho como sacerdote, não tenho nada para comer”.
O jovem Samuel servia ao SENHOR, ajudando Eli. Naquela época, o SENHOR raramente falava com as pessoas através da sua palavra ou de visões.
Os olhos de Eli estavam tão fracos que ele quase não via. Uma noite Eli foi se deitar no lugar de costume.
Samuel estava dormindo no santuário do SENHOR, onde estava a arca de Deus, e a lâmpada de Deus estava acesa.
Nessa noite o SENHOR chamou Samuel e ele respondeu: — Aqui estou.
E Samuel correu para Eli e disse: — Aqui estou, por que me chamou? Mas Eli respondeu: — Eu não chamei você, volte para a sua cama. Samuel voltou para a sua cama.
De novo, o SENHOR chamou: — Samuel! E novamente Samuel correu para Eli e disse: — Aqui estou, por que me chamou? Eli disse: — Eu não chamei você, volte para a sua cama.
Samuel não conhecia a voz do SENHOR, pois o SENHOR nunca tinha falado diretamente com ele.
O SENHOR chamou Samuel pela terceira vez e de novo Samuel se levantou, foi até Eli e lhe disse: — Aqui estou, por que me chamou? Então Eli entendeu que era o SENHOR que estava chamando o jovem,
e disse a Samuel: — Volte para a sua cama, e se ele chamar você de novo, diga: “Fale, SENHOR, porque o seu servo está ouvindo”. E Samuel voltou para a sua cama.
O SENHOR veio e ficou ali. E o chamou, como das outras vezes: — Samuel, Samuel! Samuel disse: — Fale, SENHOR, o seu servo está ouvindo.
O SENHOR disse a Samuel: — Vou fazer uma coisa terrível em Israel. As pessoas que ouvirem o que vou fazer ficarão apavoradas.
Farei tudo o que disse que faria contra Eli e sua família, desde o princípio até o fim.
Disse a Eli que ia castigar a sua família para sempre, porque ele sabia que os seus filhos disseram e fizeram coisas más contra mim, mas não os corrigiu.
Por isso eu jurei à família de Eli que as ofertas e os sacrifícios nunca conseguirão apagar os seus pecados.
Samuel permaneceu deitado até de manhã cedo. Depois se levantou e abriu as portas da casa do SENHOR. Mas estava com medo de contar a visão a Eli.
Então Eli disse a Samuel: — Samuel, meu filho! Samuel respondeu: — Sim, senhor.
Eli perguntou: — Que mensagem você recebeu? Não me esconda nada porque se você fizer isso, Deus o castigará.
Samuel disse tudo a Eli sem esconder nada. Eli disse: — Ele é o SENHOR! Que faça o que lhe parecer melhor.
O SENHOR estava com Samuel enquanto ele crescia, e tudo o que revelava a Samuel, acontecia.
Então todo o povo de Israel, desde Dã até Berseba, soube que Samuel era um verdadeiro profeta do SENHOR.
E o SENHOR continuou se revelando a Samuel em Siló; ali o SENHOR se revelava a Samuel e lhe comunicava a palavra do SENHOR.
As notícias a respeito de Samuel se espalharam por todo Israel. Eli era muito velho e seus filhos seguiam fazendo maldades perante o SENHOR. Nessa época, os israelitas foram combater contra os filisteus. Eles acamparam em Ebenézer, enquanto os filisteus acamparam em Afeca.
Os filisteus se prepararam para atacar Israel e, após o início do combate, eles conseguiram derrotar os israelitas, matando na batalha por volta de 4.000 soldados do exército de Israel.
Os soldados israelitas voltaram ao seu acampamento. Então os líderes de Israel perguntaram: — Por que nos derrotou o SENHOR diante dos filisteus? Tragamos a arca da aliança do SENHOR desde Siló e levemos a arca para a batalha conosco. Assim Deus nos salvará dos nossos inimigos.
Então o povo enviou homens a Siló para que trouxessem a arca da aliança do SENHOR Todo-Poderoso. Na parte superior da arca estavam os querubins. Estes são como o trono em que Deus se assenta. Os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, chegaram com a arca.
Quando a arca do SENHOR chegou ao acampamento, todos os israelitas gritaram tão forte que fizeram com que a terra tremesse.
Os filisteus ouviram o grito, e se perguntaram: — Por que há tanto alvoroço no acampamento dos hebreus? Então os filisteus entenderam que tinham trazido a arca do SENHOR ao acampamento de Israel.
Se atemorizaram e disseram: — Os deuses vieram para o acampamento deles! Coitado de nós porque nunca antes tinha nos acontecido isto!
Ai de nós! Quem poderá nos salvar destes poderosos deuses? Estes são os mesmos deuses que mandaram essas pragas e essas terríveis doenças aos egípcios.
Sejam corajosos, filisteus! Lutem como homens! Antes os hebreus foram nossos escravos. Lutem como homens ou vocês se tornarão escravos deles!
Então os filisteus lutaram muito duro e derrotaram os israelitas, que correram fugindo para as suas tendas. Foi uma derrota terrível para Israel, uma matança de 30.000 soldados.
Os filisteus se apoderaram da arca de Deus e mataram a Hofni e Fineias, os dois filhos de Eli.
Um homem da tribo de Benjamim saiu em direção a Siló, aonde chegou no mesmo dia, fugindo do combate. Ele rasgou suas roupas e colocou pó na cabeça, demonstrando assim sua profunda tristeza.
Quando chegou a Siló, Eli estava sentado em sua cadeira, observando perto da entrada da cidade, porque estava preocupado com a arca de Deus. Então o homem da tribo de Benjamim entrou na cidade e deu as más notícias e todo o povo começou a gritar.
Ao ouvir o grito, Eli perguntou: — Por que fazem tanto alvoroço? Um homem se aproximou para dar a notícia a Eli.
(Eli tinha noventa e oito anos de idade e já estava completamente cego.)
O homem disse: — Venho do combate, acabo de fugir da batalha! Eli lhe perguntou: — O que aconteceu, meu filho?
O homem respondeu: — Os israelitas fugiram dos filisteus e o exército perdeu muitos soldados. Os seus dois filhos morreram e os filisteus se apoderaram da arca de Deus.
Ao ouvir menção da arca de Deus, Eli caiu de costas da sua cadeira, perto da entrada. Como já era velho e pesava muito, quebrou o pescoço ao cair e morreu. Eli tinha liderado Israel durante quarenta anos.
A nora de Eli, esposa de Fineias, estava grávida, a ponto de dar à luz. Ao ouvir a notícia que tinham tomado a arca de Deus e que seu sogro e o seu marido haviam morrido, começou a ter as dores de parto e deu à luz.
Ela esteve a ponto de morrer por causa da dificuldade do parto, mas as parteiras que a ajudavam disseram: — Fique calma, você deu à luz um menino. A nora de Eli não respondeu nem deu atenção,
e lhe deu o nome de Icabode, que significa “Eles têm tirado a glória de Israel”. Ela lhe deu este nome porque haviam tomado a arca de Deus e porque tanto seu sogro como seu marido estavam mortos.
Ela disse: — Foi tirada a glória de Israel, porque os filisteus tiraram a arca de Deus.
Os filisteus levaram a arca de Deus de Ebenézer a Asdode.
Eles a levaram ao templo de Dagom e a colocaram ao lado da estátua desse deus.
Na manhã seguinte, quando os habitantes de Asdode se levantaram, viram que a estátua de Dagom estava caída no chão, de boca para baixo, diante da arca do SENHOR. Então a levantaram e a colocaram no seu lugar.
Mas quando se levantaram na manhã seguinte, outra vez encontraram a estátua caída no chão diante da arca do SENHOR! Desta vez a cabeça e as mãos da estátua estavam quebradas, caídas na entrada. O único que ficou inteiro foi o corpo da estátua.
É por isso que até hoje os sacerdotes de Dagom e todas as pessoas que entram no templo de Dagom em Asdode não pisam na entrada.
O SENHOR fez a vida do povo de Asdode e de seus vizinhos difícil. Ele causou muitos problemas e fez com que eles tivessem tumores. Também lhes enviou ratazanas que andaram por todos seus barcos e depois foram para sua terra. O povo da cidade tinha muito medo delas.
O povo de Asdode viu o que estava acontecendo e disse: — A arca do Deus de Israel não pode ficar aqui! Deus está castigando a nós e ao nosso deus Dagom.
O povo de Asdode convocou os cinco governantes filisteus e lhes perguntou: — O que devemos fazer com a arca do Deus de Israel? Os governantes responderam: — Levem a arca até a cidade de Gate. E eles assim fizeram.
Mas quando os filisteus levaram a arca de Deus a Gate, o SENHOR castigou essa cidade e as pessoas se atemorizaram. Deus causou muitos problemas a todo o povo, jovens e líderes, e fez com que eles tivessem tumores.
Portanto, os filisteus enviaram a arca de Deus à cidade de Ecrom, mas quando a arca chegou a essa cidade, o povo de Ecrom começou a se queixar, gritando: — Por que trouxeram a arca do Deus de Israel a esta cidade? Querem matar todos nós?
O povo de Ecrom convocou todos os governantes filisteus e lhes disse: — Devolvam a arca do Deus de Israel ao seu lugar, antes que nós e o nosso povo sejamos mortos. Os habitantes de Ecrom tinham muito medo deles. Deus fez com que a vida deles ficasse impossível nesse lugar,
e aos que não morreram lhes saíram tumores. Os gritos do povo de Ecrom chegaram até o céu.
Os filisteus mantiveram a arca do SENHOR na terra deles durante sete meses.
Chamaram os seus sacerdotes e magos, e lhes disseram: — O que devemos fazer com a arca do SENHOR? Diga-nos como devemos devolver a arca ao seu lugar.
Os sacerdotes e os magos responderam: — Se vocês devolverem a arca do Deus de Israel, não a enviem vazia. Vocês devem enviá-la com ofertas para o Deus de Israel. Então vocês serão curados. Façam isso para que Deus deixe de castigá-los.
Os filisteus perguntaram: — Que tipo de oferta devemos enviar para que o Deus de Israel nos perdoe? Os sacerdotes e os magos responderam: — Como há cinco líderes filisteus e todo o povo e seus líderes tiveram os mesmos problemas, façam cinco estátuas de ouro que pareçam cinco tumores e cinco estátuas de ouro que pareçam cinco ratazanas.
Façam estátuas dos tumores e das ratazanas que estão arruinando o país e que sejam apresentadas ao Deus de Israel como pagamento. Talvez então o Deus de Israel deixe de castigar vocês, seus deuses e sua terra.
Não sejam teimosos como o faraó e os egípcios, a quem Deus castigou. Por isso os egípcios deixaram escapar o povo israelita.
— Vocês têm que fazer uma carroça nova e conseguir duas vacas com crias que nunca tenham arado o campo. Amarrem-nas à carroça para que a puxem, levem os bezerros para o estábulo e não deixem que sigam as vacas.
Ponham a arca do SENHOR na carroça e as estátuas de ouro na sacola dentro da arca. As estátuas de ouro são as suas ofertas para que Deus perdoe os seus pecados. Enviem a carroça
e fiquem observando. Se ela for para Bete-Semes, no seu próprio território, então quer dizer que Deus nos tem mandado esta desgraça. Mas se as vacas não forem diretamente a Bete-Semes, então saberemos que o Deus de Israel não nos tem castigado, mas que a nossa desgraça foi só uma coincidência.
Os filisteus fizeram o que disseram os sacerdotes e os magos. Encontraram duas vacas que acabavam de dar cria. Amarraram as vacas na carroça e colocaram os bezerros no estábulo.
Depois colocaram a arca do SENHOR na carroça, junto com a sacola das estátuas dos tumores e ratazanas.
As vacas foram mugindo pelo caminho, diretamente a Bete-Semes, sem se desviarem para nada. Os governantes dos filisteus seguiram as vacas até os limites da cidade de Bete-Semes.
O povo de Bete-Semes estava colhendo trigo no vale quando levantaram seus olhos e viram a arca. Se alegraram de ver a arca de novo e correram a recebê-la.
A carroça chegou até a plantação que pertencia a Josué de Bete-Semes e parou junto a uma grande pedra. Então o povo de Bete-Semes colocou lenha na carroça e ofereceu as vacas nesse dia como sacrifício que deve ser queimado completamente ao SENHOR.
Alguns levitas tinham descarregado a carroça, a arca do SENHOR e a sacola que continha as estátuas de ouro, e puseram tudo na pedra grande. Nesse dia os homens de Bete-Semes ofereceram ao SENHOR sacrifícios que foram queimados completamente e outros sacrifícios.
Os cinco governantes filisteus viram o povo de Bete-Semes fazer tudo isso e depois voltaram a Ecrom nesse mesmo dia.
Assim os filisteus enviaram ao SENHOR as estátuas de tumores como ofertas pelos seus pecados. Enviaram uma estátua de ouro por cada povo filisteu: Asdode, Gaza, Asquelom, Gate e Ecrom.
Também enviaram estátuas de ouro com forma de ratazanas. A quantidade destas ratazanas de ouro era a mesma que todos os povos que pertenciam aos cinco governantes filisteus. Cada povo tinha muralhas e vilas ao redor. O povo de Bete-Semes pôs a arca do SENHOR sobre a pedra, a qual ainda se encontra na plantação de Josué, de Bete-Semes.
Então Deus matou alguns dos homens de Bete-Semes por terem olhado para dentro da arca da aliança do SENHOR. Ao todo foram setenta homens os que morreram. O povo sentiu muita tristeza e chorou porque o SENHOR os castigou de maneira tão dura.
Eles disseram: — Não tem um sacerdote que possa servir diante do SENHOR, este Deus santo? Para onde esta arca deve ser levada?
Em Quiriate-Jearim havia um sacerdote, por isso o povo de Bete-Semes enviou esta mensagem ao povo dessa cidade: — Os filisteus devolveram a arca do SENHOR. Venham e levem esta arca para a cidade de vocês.
O povo de Quiriate-Jearim foi e levou a arca do SENHOR até a casa de Abinadade, que ficava na colina. Fizeram uma cerimônia a fim de preparar seu filho Eleazar para cuidá-la.
A arca permaneceu em Quiriate-Jearim durante muito tempo. Passaram vinte anos e o povo de Israel começou a chorar, pedindo ajuda ao SENHOR novamente.
Samuel disse a eles: — Se em realidade querem voltar para o SENHOR de todo o coração, então livrem-se dos seus deuses estrangeiros e dos ídolos de Astarote. Dediquem-se completamente ao SENHOR. Só a ele devem servir! Então ele os salvará dos filisteus.
Então os israelitas se livraram das suas estátuas de Baal e Astarote e serviram somente ao SENHOR.
Samuel disse: — Reúnam todo o povo de Israel em Mispá para que eu ore por vocês.
O povo se reuniu em Mispá, conseguiram água e a derramaram perante o SENHOR. Deste modo começaram um período de jejum. Não comeram nenhuma comida nesse dia e confessaram seus pecados, dizendo: — Pecamos contra o SENHOR. E Samuel serviu como líder de Israel em Mispá.
Os filisteus ouviram que os israelitas estavam se reunindo em Mispá e os governantes dos filisteus foram lutar contra eles. Ao ouvirem que os filisteus vinham, os israelitas se atemorizaram
e disseram a Samuel: — Não deixe de pedir ao SENHOR por nós! Peça que nos salve dos filisteus!
Então Samuel pegou um cordeiro e o ofereceu como sacrifício que deve ser queimado completamente ao SENHOR. Depois suplicou ao SENHOR em favor de Israel e o SENHOR respondeu a sua oração.
Enquanto Samuel estava oferecendo o sacrifício que deveria queimar completamente, os filisteus atacaram Israel, mas o SENHOR enviou fortes trovões contra os filisteus, confundindo a todos e causando grande temor entre eles. Então os israelitas derrotaram os filisteus.
Os homens de Israel saíram de Mispá e perseguiram os filisteus até um lugar abaixo de Bete-Car, matando-os pelo caminho.
Depois disso Samuel pegou uma pedra, a pôs entre Mispá e Sem, e lhe deu o nome de “A pedra da ajuda” porque disse: — O SENHOR nos ajudou até agora.
Os filisteus foram derrotados e não invadiram mais o território de Israel. O SENHOR esteve contra os filisteus durante toda a vida de Samuel.
Os israelitas recuperaram as cidades que os filisteus tinham tirado deles, desde Ecrom até Gate. Também houve paz entre Israel e os amorreus.
Samuel liderou o povo de Israel toda a sua vida
e ia de um lugar a outro para julgar o povo. Cada ano viajava a Betel, Gilgal e Mispá e por todo o país atuava como juiz e governador do povo em todas estas regiões.
Mas a sua casa estava em Ramá, para onde sempre regressava e de onde julgava o povo. Ali construiu um altar ao SENHOR.
Quando Samuel envelheceu, nomeou seus filhos como líderes de Israel.
Seu filho mais velho se chamava Joel, e o segundo, Abias. Ambos lideravam em Berseba.
Os filhos de Samuel não levavam a mesma vida de seu pai, mas queriam ganhar dinheiro, por isso começaram a aceitar subornos. Eles recebiam dinheiro em segredo e nos tribunais mudavam de opinião, pervertendo a justiça.
De maneira que todos os líderes de Israel se reuniram e foram a Ramá para falar com Samuel,
e disseram: — Você está velho e os seus filhos não levam a mesma vida que você levava, não são como você. Por isso escolha agora um rei para que nos governe, assim como acontece nas outras nações.
Samuel não gostou nada que o povo pedisse um rei, e orou ao SENHOR.
O SENHOR disse: — Faça o que o povo lhe pede. Não estão rejeitando a você, mas a mim! Não me querem como rei deles!
Estão fazendo o mesmo de sempre. Eu os tirei do Egito, mas eles me abandonaram e serviram outros deuses. Agora estão fazendo a mesma coisa com você.
Portanto, escute-os, mas que eles estejam cientes do que um rei fará com eles! Diga a eles como um rei governa seu povo.
Samuel falou ao povo o que o SENHOR disse:
— O rei fará o seguinte com vocês: tomará seus filhos e os obrigará a servir como soldados para que fiquem encarregados dos carros militares e da cavalaria. Vocês se tornarão seus guardas para abrir caminho para o carro real.
— O rei os obrigará a se tornarem soldados e oficiais, e nomeará quem será encarregado de 1.000 soldados e quem será encarregado de 50 soldados. — O rei obrigará vocês a semear e colher, e a fabricar armas de batalha e acessórios para seus carros.
— O rei também tomará suas filhas para que lhe façam perfumes, comidas e pães.
— O rei tomará posse dos seus melhores campos, vinhas e olivais. Tomará tudo isso e o dará aos seus oficiais.
Pegará a décima parte dos seus grãos e uvas e a dará aos seus oficiais e servos.
— O rei pegará para si os servos e as servas de vocês. Ele se apoderará do seu melhor gado e dos seus burros para que trabalhem para ele.
Também tomará a décima parte dos seus rebanhos. — E vocês mesmos se transformarão em seus escravos.
Quando chegar esse tempo, vocês chorarão por causa do rei que escolheram, porém o SENHOR não lhes responderá.
Mas o povo não ouviu a Samuel e disse: — Não! Queremos ter um rei que nos governe
para que sejamos como todas as outras nações. Nosso rei nos guiará, irá diante de nós e lutará as nossas batalhas.
Samuel ouviu o povo e disse tudo isso ao SENHOR.
Então o SENHOR respondeu: — Atenda-os e dê-lhes um rei. Assim Samuel disse ao povo de Israel que fosse cada um para a sua casa.
Havia um homem importante chamado Quis, da tribo de Benjamim. Quis era filho de Abiel, neto de Zeror, bisneto de Becorate e trineto de Afia, o qual era descendente de Benjamim.
Quis tinha um filho chamado Saul, que era de boa aparência como nenhum outro jovem israelita. Também era o mais alto.
Certo dia os burros de Quis se extraviaram, então Quis disse a Saul: — Pegue um dos servos e vá procurar os burros.
E Saul saiu para procurá-los. Ele andou pelas montanhas de Efraim e pela região de Salisa. Mas Saul e o servo não conseguiram encontrá-los. Então eles foram até a região de Saalim, mas eles não os encontraram ali. Depois passaram para a terra de Benjamim, mas ali não encontraram os burros.
Finalmente, quando chegaram na região de Zufe, Saul disse ao servo: — Voltemos, pois meu pai começará a se preocupar mais conosco do que com os burros.
Mas o servo respondeu: — Nesta região há um homem de Deus a quem o povo respeita. Tudo o que ele diz se cumpre. Vamos até a cidade, talvez esse homem nos diga para onde ir.
Saul disse ao seu servo: — Podemos ir, mas o que daremos a esse homem? Não temos nenhum presente nem comida em nossas bolsas. O que lhe daremos?
O servo lhe respondeu: — Olhe, aqui tenho um pouco de dinheiro. Se dermos isso ao homem, ele nos dirá para onde devemos ir.
(Antigamente os israelitas chamavam os profetas de videntes. Quando queriam pedir alguma coisa a Deus, diziam: “Vamos ver o vidente”.)
Saul disse ao seu servo: — Boa ideia! Vamos! E foram para a cidade onde estava o homem de Deus.
Quando iam subindo pelo monte, Saul e o servo encontraram umas jovens que iam tirar água, e perguntaram a elas: — Se encontra por aqui o vidente?
As jovens responderam: — Sim, aqui está, mais adiante. Acaba de chegar hoje. Alguns estão com ele para celebrar um sacrifício no lugar da adoração.
Se vocês forem até a cidade, o encontrarão ali. Se vocês se apressarem, poderão alcançá-lo antes de ele comer. O vidente é encarregado por dar graças a Deus pelo sacrifício, portanto, as pessoas não começarão a comer até que ele chegue. Rápido, apressem-se para que o alcancem.
Saul e o servo começaram a subir a colina e, ao chegar na cidade, viram Samuel se dirigindo a eles. Ele ia saindo da cidade a caminho do lugar da adoração.
No dia anterior, o SENHOR tinha dito a Samuel:
— Amanhã, a esta hora, enviarei um homem da tribo de Benjamim a você. Deverá ungi-lo e nomeá-lo como o novo líder sobre meu povo. Ele salvará Israel dos filisteus. Tenho visto meu povo e ouvido o seu lamento.
Samuel viu Saul e o SENHOR disse a Samuel: — Este é o homem do qual lhe falei. Ele governará o meu povo.
Saul se aproximou para pedir informação a um homem que estava perto da porta. Esse homem era Samuel. Saul disse: — Desculpe-me, poderia me dizer onde está a casa do vidente?
Samuel respondeu: — Eu sou o vidente. Sigam em direção do lugar da adoração e logo os alcançarei. Você e seu servo comerão comigo e pela manhã os deixarei regressar para a sua casa. Ali responderei todas as suas perguntas.
E não se preocupem com os burros que se extraviaram há três dias. Já foram encontrados, mas todo Israel está à procura de algo e é você e sua família!
Saul respondeu: — Mas eu sou da tribo de Benjamim, a tribo mais pequena de Israel e minha família é a mais pequena da tribo de Benjamim. Por que disse que Israel me procura?
Então Samuel levou Saul e seu servo para comer. Por volta de trinta pessoas tinham sido convidadas para o banquete. Samuel deu a Saul e ao seu servo o lugar de honra na mesa,
e disse ao cozinheiro: — Traga a carne que lhe dei, a parte que disse que guardasse.
O cozinheiro tirou a coxa e a cauda gorda e os pôs na mesa, diante de Saul. Samuel disse: — Coma a carne que foi lhe servida. Ela foi separada para você comer neste momento em que convoquei o povo. Assim foi como Saul comeu com Samuel nesse dia.
Depois desceram do lugar da adoração e voltaram para a cidade. Samuel preparou uma cama para Saul no terraço
e Saul foi dormir. De manhã cedo, Samuel chamou a Saul e lhe disse: — Levante-se, é hora de partir. Saul se levantou e saiu daquela casa com Samuel.
Enquanto Saul caminhava com seu servo e com Samuel perto dos limites da cidade, Samuel lhe disse: — Diga a seu servo que vá na frente. Mas você fique aqui por um tempo porque tenho que lhe dar uma mensagem da parte de Deus.
Samuel pegou um frasco de azeite e o derramou sobre a cabeça de Saul. Depois o beijou e disse: — O SENHOR o escolheu para ser líder do seu povo. Você será o líder do povo de Deus e o salvará dos inimigos que estão ao seu redor. Aqui está o sinal que confirmará o que eu disse:
Depois de você ir embora, encontrará dois homens perto do sepulcro de Raquel, em Zelza, no território de Benjamim. Eles lhe dirão que alguém encontrou os burros que procura. Também dirão que seu pai está preocupado com você e se pergunta o que deve fazer para encontrar você.
— Dali você seguirá a Tabor, até onde está o carvalho e ali encontrará três homens que estarão a caminho de Betel para adorar a Deus, levando suas ofertas para o santuário. Um deles levará três cabritos; o outro, três pães; e o outro, um odre de vinho.
Os três homens o saudarão e lhe oferecerão duas ofertas de pão para consagrar, e você os aceitará.
Depois irá a Gibeá de Deus, onde se encontra um forte filisteu. Quando você chegar, sairá a recebê-lo um grupo de profetas do lugar da adoração. Eles virão profetizando, tocando harpas, pandeiros, flautas e liras.
Então o Espírito do SENHOR virá sobre você com grande poder e acontecerá uma mudança em você. Será uma pessoa diferente e começará a profetizar como eles.
Depois poderá fazer o que achar melhor porque Deus estará com você.
Vá até Gilgal antes de mim. Ali me unirei a você para apresentar sacrifícios que devem ser queimados completamente e ofertas para festejar. Mas espere ali sete dias até eu ir lhe falar o que deverá fazer.
Desde o momento em que Saul partiu, Deus mudou a vida dele. Tudo aconteceu assim como disse Samuel.
Saul e o seu servo foram a Gibeá para se unirem a um grupo de profetas. O Espírito de Deus se apoderou de Saul e ele profetizou com eles.
Algumas pessoas, que tinham conhecido Saul antes, viram Saul profetizando e começaram a se perguntar: — O que está acontecendo com o filho de Quis? Ele é um dos profetas?
Um homem que morava ali disse: — Sim! E parece ser o líder. Por isso ficou famoso o ditado: “Será Saul também um dos profetas?”
Depois de profetizar, Saul foi ao lugar da adoração.
O tio de Saul perguntou a ele e ao servo onde tinham estado. Saul disse: — Estávamos procurando os burros, mas como não podíamos encontrá-los, fomos ver Samuel.
O tio pediu que eles contassem o que Samuel disse.
Saul respondeu: — Nos disse que já haviam encontrado os burros. Mas não contou o que Samuel lhe disse sobre o reino.
Samuel convocou todo o povo de Israel para que se unissem com o SENHOR em Mispá.
Ali disse a eles o seguinte: — O SENHOR, Deus de Israel, diz: “Eu tirei Israel do Egito. Eu os salvei do controle do Egito e dos outros reinos que tratavam de lhes fazer mal.
Eu, seu Deus, salvou vocês de todas as suas dificuldades. Mas vocês disseram que querem um rei para reinar sobre vocês. Portanto, agora apresentem-se perante o SENHOR tribo por tribo”.
A seguir Samuel pediu às tribos que se aproximassem. A primeira tribo escolhida foi a tribo de Benjamim.
Da tribo de Benjamim, escolheu à família de Matri, e pediu aos homens dessa família que se aproximassem. Dessa família escolheu Saul, filho de Quis. Também, quando o povo procurou por Saul, não conseguiram encontrá-lo.
Então perguntaram ao SENHOR se Saul não havia chegado ainda. O SENHOR respondeu: — Saul está escondido entre o equipamento.
Então foram e o tiraram dali. Ao colocá-lo entre o povo, viram que era tão alto que as pessoas apenas chegavam até o ombro dele.
Samuel disse ao povo: — Vejam o homem que o SENHOR escolheu! Não há ninguém como ele em todo o povo. Então o povo começou a gritar: — Viva o rei!
Samuel explicou as leis do reino ao povo. Ele as escreveu em um livro que colocou diante do SENHOR. Depois disse a eles que fossem para casa.
Também Saul foi para sua casa em Gibeá. Deus tocou o coração de alguns homens corajosos e eles começaram a seguir Saul.
Mas alguns homens de mau-caráter começaram a dizer: — Como este homem pode nos salvar? Falavam mal de Saul e se negavam a levar presentes, mas ele não dizia nada. Naás, o rei dos amonitas, tinha oprimido os gaditas e os rubenitas. Ele tinha tirado o olho direito de todos os homens israelitas dessas tribos que moravam ao leste do rio Jordão e não tinha deixado que ninguém os ajudasse. Isto causou muito temor em Israel. Mas 7.000 israelitas escaparam dos amonitas e foram a Jabes-Gileade.
Por volta de um mês depois, Naás, o amonita, e o seu exército rodearam Jabes-Gileade. Todos os homens dessa cidade disseram a Naás: — Se você fizer uma aliança conosco, serviremos você.
Mas Naás respondeu: — Farei uma aliança com vocês somente se me deixarem tirar o olho direito a cada um de vocês. Assim causarei desgraça a todo Israel!
Os líderes de Jabes disseram a Naás: — Dê-nos sete dias para enviar mensageiros por todo Israel. Se ninguém vier nos ajudar, nós mesmos iremos a você e nos renderemos.
Quando os mensageiros chegaram a Gibeá, onde vivia Saul, e deram a notícia ao povo, todos começaram a chorar.
Ao regressar de arrear os bois no campo, Saul ouviu o povo chorando e perguntou: — O que aconteceu com o povo? Por que choram? Então o povo disse a Saul o que tinham dito os mensageiros de Jabes.
Enquanto os ouvia, o Espírito de Deus se apoderou dele com grande poder. Com fúria
pegou dois bois e os despedaçou. Depois deu os pedaços aos mensageiros e lhes ordenou que os levassem por toda a terra de Israel e que entregassem a seguinte mensagem ao povo: — Quem não sair para unir-se com Saul e Samuel terá a mesma sorte que estes bois! O temor do SENHOR se apoderou do povo e todos se uniram.
Saul reuniu 300.000 soldados de Israel e 30.000 de Judá.
Saul e o seu exército disseram aos mensageiros de Jabes: — Digam ao povo de Jabes-Gileade que amanhã, ao meio-dia, iremos ajudá-los. Os mensageiros levaram a mensagem de Saul ao povo de Jabes e todos se alegraram muito.
Então os habitantes de Jabes disseram a Naás: — Amanhã nos renderemos e poderá fazer o que quiser conosco.
No dia seguinte, antes do amanhecer, Saul dividiu os seus homens em três grupos e invadiram o acampamento dos amonitas. Antes do meio-dia, tinham derrotado os amonitas. Os soldados amonitas corriam por todos os lados, ficando completamente dispersos.
Depois o povo disse a Samuel: — Onde estão os que não queriam que Saul nos governasse? Tragam-nos para que os matemos!
Mas Saul disse: — Não! Não matem ninguém hoje, pois o SENHOR deu a vitória ao povo de Israel.
Então Samuel disse ao povo: — Venham! Vamos a Gilgal para confirmar Saul como rei.
Todos foram a Gilgal e, diante do SENHOR, o povo confirmou Saul como rei, apresentaram perante o SENHOR ofertas para festejar, e Saul e todos os israelitas tiveram uma celebração bem grande.
Samuel falou a todo Israel: — Fiz tudo o que queriam que fizesse. Escolhi um rei para
guiá-los. Já estou velho e cheio de cabelos brancos, mas os meus filhos estão aqui com vocês. Tenho sido seu líder desde jovem,
aqui estou. Se fiz alguma coisa má, podem me acusar perante o SENHOR e diante do seu rei escolhido. Alguma vez roubei o boi ou o jumento de alguém? Alguma vez fiz mal a alguém? Alguma vez tomei dinheiro para favorecer a alguém quando eu julgava? Se fiz alguma dessas coisas, a corrigirei.
Os israelitas responderam: — Não! Nunca nos fez nada de mal; não nos enganou nem nos roubou.
Samuel disse aos israelitas: — O SENHOR e o seu rei escolhido são testemunhas do que disseram. Sabem que não encontraram nada de mal em mim. E o povo respondeu: — Sim! Ele é testemunha.
Então Samuel disse ao povo: — O SENHOR viu o que aconteceu. Foi ele quem escolheu Moisés e Arão e quem tirou os nossos antepassados do Egito.
Agora eu os acuso perante o SENHOR. Defendam-se como puderem perante o SENHOR, que vou lhes contar o que o SENHOR fez para salvar vocês e seus antepassados.
Jacó foi para o Egito. Depois os egípcios fizeram a vida dos seus descendentes impossível. Estando eles desesperados, pediram ajuda ao SENHOR, e o SENHOR lhes enviou Moisés e Arão. Eles tiraram seus antepassados do Egito e os trouxeram para morar aqui.
Mas como os seus antepassados se esqueceram do SENHOR, seu Deus, o SENHOR permitiu que se tornassem escravos de Sísera, que era o comandante do exército de Hazor. Também permitiu que se tornassem escravos dos filisteus e do rei de Moabe. Todos eles lutaram contra os seus antepassados.
Mas os seus antepassados clamaram ao SENHOR: “Somos pecadores. Abandonamos o SENHOR para servir os falsos deuses Baal e Astarote. Livre-nos agora dos nossos inimigos e o serviremos”.
— Então o SENHOR enviou Jerubaal, Baraque, Jefté e Samuel, e os livrou dos seus inimigos e viveram a salvo.
Assim também, quando viram que Naás, rei dos amonitas, iria atacá-los, disseram: “Queremos que um rei nos governe!” Mas o SENHOR, seu Deus, já era o seu rei.
Agora aqui está o rei que vocês escolheram, o SENHOR o colocou sobre vocês.
Devem temer e respeitar o SENHOR, servi-lo e não desobedecer aos seus mandamentos. Não se voltem contra ele. Vocês e o rei que os governa devem obedecer ao SENHOR, seu Deus, para que ele os resgate.
Se não obedecerem ao SENHOR, ele lhes fará mal. Se rejeitarem o que o SENHOR manda com sua boca, o SENHOR se voltará contra vocês. Com mão dura destruirá vocês e seu rei!
— Agora, prestem atenção e vejam com seus próprios olhos as grandes obras que o SENHOR fará.
Agora é o momento da colheita do trigo. Pedirei ao SENHOR que envie trovões e chuva. Então saberão que fizeram o que não é do agrado do SENHOR quando pediram um rei.
No mesmo dia em que Samuel orou ao SENHOR, o SENHOR enviou trovões e chuva, e o povo teve grande temor do SENHOR e de Samuel.
Todos diziam a Samuel: — Peça ao SENHOR, seu Deus, por nós, os seus servos. Não nos deixe morrer! Temos pecado muito e agora pecamos novamente quando pedimos por um rei.
Samuel respondeu: — Não tenham medo. É verdade que fizeram todo esse mal, mas não deixem de seguir ao SENHOR. Sirvam ao SENHOR com todo o coração.
Os ídolos são só estátuas que não podem ajudar em nada! Não os adorem, eles não podem ajudar nem salvar. Não são nada!
Assim também, o SENHOR não abandonará o seu povo. O SENHOR se agradou em fazê-los o seu povo. Portanto, por amor do seu nome, não os abandonará.
E quanto a mim, nunca deixarei de orar por vocês, porque se deixasse de fazê-lo, então pecaria contra o SENHOR. Continuarei ensinando a vocês o caminho reto para viverem da maneira que ele manda.
Mas respeitem o SENHOR e sirvam-no com todo o coração. Lembrem-se de todas as maravilhas que fez por vocês!
Se forem teimosos em fazer o mal, Deus lançará fora vocês e seu rei, como se joga fora a poeira quando se varre.
Saul tinha certa idade quando começou a reinar e reinou em Israel por quarenta e dois anos.
Saul escolheu 3.000 soldados israelitas: 2.000 ficaram com ele em Micmás, nas terras de Betel, e 1.000 ficaram com Jônatas, em Gibeá de Benjamim. Saul enviou os demais soldados para suas casas.
Jônatas atacou a guarnição dos filisteus em Geba e venceu. Os outros filisteus souberam disso. Então Saul disse para os que estavam com ele: — Deixem que todos os hebreus saibam o que aconteceu aqui. Saul lhes ordenou que tocassem as trombetas por todo o país.
Todos os israelitas ouviram a notícia: — Saul matou o líder filisteu, e agora os filisteus nos odeiam! Então os israelitas se reuniram com Saul em Gilgal, e
os filisteus reuniram-se para lutar contra Israel. Os filisteus acamparam em Micmás, ao leste de Bete-Avém, com 3.000 carros de combate e 6.000 cavalos. Havia tantos filisteus como a areia da praia.
Os israelitas viram que estavam com problemas e sentiram que estavam sem saída. Correram para se esconder onde podiam: em cavernas, gretas, túneis, poços de água e trincheiras.
Alguns hebreus até atravessaram o rio Jordão para a terra de Gade e Gileade. Saul ainda estava em Gilgal com todo seu exército tremendo de medo deles.
Como Samuel disse que se reuniria com Saul em Gilgal, Saul ficou ali por sete dias. Mas Samuel não chegava e os soldados começaram a abandonar Saul.
Portanto, Saul disse: — Tragam os sacrifícios que devem ser queimados completamente e as ofertas para festejar. E Saul ofereceu o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Quando Saul acabou de oferecer o sacrifício, Samuel chegou. Saul saiu a recebê-lo
e Samuel lhe perguntou: — O que você fez? Saul respondeu: — Vi que os soldados estavam me abandonando, e como você não chegava e os filisteus estavam se reunindo em Micmás,
eu pensei: “Os filisteus virão e me atacarão em Gilgal e nem sequer pedi ajuda ao SENHOR!” Foi por isso que eu me atrevi a oferecer o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Samuel respondeu: — Você é um tolo! Não obedeceu ao SENHOR, seu Deus. Se tivesse obedecido à sua ordem, então o SENHOR teria deixado que sua família governasse Israel para sempre.
Mas agora seu reinado não permanecerá. O SENHOR tem buscado um homem que obedecerá a ele e o tem encontrado. O SENHOR o nomeará como o novo líder do seu povo. Como não obedeceu à ordem do SENHOR, ele nomeará um novo líder.
Então Samuel se levantou e saiu de Gilgal. Saul e o resto do exército saíram de Gilgal rumo a Gibeá, de Benjamim. Saul contou os homens que ainda estavam com ele e eram seiscentos.
Saul, seu filho Jônatas e os soldados foram a Geba, de Benjamim. Os filisteus estavam acampando em Micmás.
O exército filisteu começou a atacar dividido em três grupos. Um grupo avançou pelo caminho de Ofra, perto de Saul;
outro, pelo caminho de Bete-Horom, ao oeste; e o terceiro, pela fronteira do vale de Zeboim, em direção ao deserto.
Nenhum dos israelitas sabia como trabalhar o ferro, pois não havia nenhum ferreiro. Os filisteus não ensinaram aos israelitas como utilizá-lo porque tinham medo que fizessem espadas e lanças.
Somente os filisteus sabiam afiar as ferramentas. Os israelitas dependiam dos filisteus quando necessitavam afiar os seus arados, enxadas, machados e foices.
Por um arado ou uma enxada os filisteus cobravam oito gramas de prata; e por um ferrão, um machado ou uma aguilhada cobravam quatro gramas.
Portanto, no dia da batalha o exército israelita não tinha espadas nem lanças, a não ser Saul e Jônatas.
Então um grupo de filisteus avançou até o desfiladeiro da terra de Micmás.
Nesse dia, Jônatas, o filho de Saul, disse ao jovem que levava as suas armas: — Vamos ao campo filisteu do outro lado do vale. Mas Jônatas não contou nada disto ao seu pai.
Saul estava sentado debaixo de uma árvore de romãs, em Migrom, na fronteira de Gibeá. Mais ou menos seiscentos homens o acompanhavam.
Um deles se chamava Aías, filho de Aitube, que era irmão de Icabode. (Icabode era filho de Fineias e neto de Eli, o sacerdote do SENHOR em Siló.) Agora Aías era o sacerdote e carregava a arca. Esses homens não sabiam que Jônatas havia saído
e que para chegar ao acampamento filisteu estava planejando atravessar por uma passagem que havia entre duas rochas que eram chamadas de Bozez e Sené.
Uma delas estava em direção ao norte, para Micmás, e a outra, ao sul, para Geba.
Então Jônatas disse ao seu escudeiro: — Vamos ao acampamento desses pagãos. Talvez o SENHOR nos permitirá vencê-los. Nada pode deter o SENHOR. Não importa se temos muitos soldados ou somente uns poucos.
O escudeiro de Jônatas disse: — Faça o que achar melhor, que eu o apoio.
Jônatas disse: — Vamos! Atravessemos e vamos até onde estão os guardas filisteus. Deixemos que nos vejam!
Se nos falarem que devemos esperar até que eles venham, nós permaneceremos onde estamos, não avançaremos mais.
Mas se disserem que devemos avançar, faremos isso. Esse será o sinal que o SENHOR fará que nós os derrotemos.
Jônatas e o seu ajudante deixaram que os filisteus os vissem. Os guardas disseram: — Vejam! Os hebreus estão saindo do seu esconderijo!
E gritaram: — Aproximem-se para que lhes demos uma boa lição! Jônatas disse ao seu ajudante: — Siga-me, que o SENHOR nos deixará vencê-los!
Então Jônatas subiu para combater e lutou contra os que vinham de frente. O ajudante de Jônatas vinha detrás dele e matava os filisteus que caíam feridos.
O espaço onde combatiam era pequeno, mas neste primeiro ataque mataram vinte soldados inimigos.
Todos os soldados filisteus se atemorizaram: os que estavam no campo, no acampamento e no forte. Até os mais corajosos estavam assustados. Então a terra começou a tremer e eles se apavoraram ainda mais!
Desde Gibeá, de Benjamim, os guardas de Saul viam os filisteus correndo por todos os lados.
Saul disse ao seu exército: — Contem os nossos soldados para ver quem falta. Eles contaram os soldados e faltavam Jônatas e o seu ajudante.
Saul disse para Aías que trouxesse a arca. Nesta época Aías tinha posse da arca.
Mas enquanto Saul falava com ele, aumentaram o barulho e a confusão no acampamento. Por fim, Saul disse a Aías: — Já basta, retire a sua mão da arca! Não há tempo para consultar ao SENHOR.
Saul reuniu seu exército e foi ao combate. Os filisteus estavam tão confusos que lutaram entre sim com espadas.
Os hebreus que antes tinham se unido aos filisteus agora se uniram aos israelitas que estavam com Saul e Jônatas.
Os israelitas que estavam escondidos na terra de Efraim ouviram que os filisteus estavam escapando, e então eles também se uniram à batalha e começaram a perseguir os filisteus.
Assim o SENHOR salvou os israelitas naquele dia. A batalha se estendeu mais além de Bete-Avém. Todo o exército estava com Saul, que agora tinha por volta de 10.000 soldados. A batalha se estendeu em cada cidade da terra de Efraim.
Naquele dia Saul cometeu um grave erro porque forçou ao povo a fazer a seguinte promessa: — Quem comer antes que anoiteça e antes que derrote os meus inimigos, será castigado! Por isso, nenhum soldado israelita provou comida.
Ao chegar o exército da floresta viram que tinha mel no chão.
Quando o povo entrou na floresta, viram que corria mel mas não comeram porque temiam quebrar a promessa.
Mas Jônatas não sabia nada da promessa. Não tinha ouvido quando seu pai forçou o povo a fazer a promessa. Portanto, pegou um pouco de mel com a ponta de uma vara que trazia na mão e provou do mel. Após isso ele se sentiu melhor.
Um dos soldados disse a Jônatas: — Seu pai forçou os soldados a fazer uma promessa e disse que quem comesse hoje seria castigado. Por isso os homens estão fracos.
Jônatas disse: — Meu pai fez muito mal ao povo. Vejam como eu me sinto melhor logo que comi um pouco de mel.
Teria sido muito melhor comer do que pegaram dos seus inimigos hoje. Assim teríamos podido matar muitos mais filisteus.
Naquele dia os israelitas derrotaram os filisteus combatendo desde Micmás até Aijalom. Como o povo estava cansado e faminto,
mataram as ovelhas, as vacas e os bezerros que tinham tirado dos filisteus, e comeram tudo com o sangue.
Mas alguém foi contar a Saul: — Olhe! Os homens estão pecando contra o SENHOR. Eles estão comendo carne que ainda tem sangue nela. Saul disse: — Povo pecador! Tragam para mim uma pedra grande rolando até aqui agora mesmo!
Também disse a eles: — Vão e digam a todos que tragam seus novilhos ou suas ovelhas e que os matem aqui. Não pequem contra o SENHOR! Não comam carne com sangue. Essa noite todos levaram seus animais e os mataram ali.
Depois Saul construiu um altar para o SENHOR. Esta foi a primeira vez que ele construiu um altar para o SENHOR.
Saul disse: — Vamos atrás dos filisteus esta noite. Tomemos tudo e não deixemos ninguém vivo. O exército respondeu: — Faça o que achar melhor. Mas o sacerdote disse: — Primeiro perguntemos a Deus.
Então Saul perguntou a Deus: — Devo perseguir os filisteus? Nos ajudará a vencê-los? Mas Deus não respondeu a Saul naquele dia.
Saul disse: — Tragam para mim todos os líderes! Vejamos quem pecou hoje.
Juro pelo SENHOR de Israel que o culpado morrerá, mesmo que ele seja o meu filho Jônatas. Ninguém disse nada.
Então Saul disse aos israelitas: — Fiquem todos deste lado. Eu e o meu filho Jônatas ficaremos do outro lado. Os soldados responderam: — Como você quiser, senhor!
Então Saul orou: — SENHOR, Deus de Israel, por que não tem respondido ao seu servo hoje? Se meu filho Jônatas ou eu pecamos, SENHOR Deus de Israel, que seja Urim. Se pecou seu povo, que seja Tumim. A sorte caiu sobre Saul e Jônatas, e os outros ficaram livres.
Saul disse: — Tiremos a sorte de novo para ver se o culpado é meu filho Jônatas ou eu. A sorte caiu sobre Jônatas.
Então Saul disse: — Diga-me o que fez. Jônatas disse: — Somente comi um pouco de mel com a ponta da minha vara, devo morrer por isso?
Saul jurou: — Que Deus me castigue duramente se você não morrer hoje, Jônatas!
Mas os soldados defenderam Jônatas dizendo: — Jônatas deu uma grande vitória a Israel hoje. Tem que morrer? Nunca! Pelo SENHOR vivo que nem um cabelo de sua cabeça cairá no chão. Hoje Deus esteve com Jônatas no combate contra os filisteus. Dessa maneira o povo livrou Jônatas da morte.
Saul deixou de perseguir os filisteus. Os filisteus regressaram para a sua terra.
Saul tomou controle completo de Israel combatendo todos os inimigos que moravam ao redor de Israel: os moabitas, os amonitas, os edomitas, o rei de Zobá e os filisteus. Onde quer que lutava, Saul derrotava os inimigos de Israel.
Com valentia livrava Israel de todos os seus inimigos que tentavam se apoderar dos bens do povo. Até derrotou os amalequitas!
Os filhos de Saul eram Jônatas, Isvi e Malquisua. A filha mais velha se chamava Merabe, e a mais nova, Mical.
Sua esposa era Ainoã, filha de Aimaás. O comandante do exército de Saul era Abner, filho de Ner, tio de Saul.
Ner e Quis, o pai de Saul, eram irmãos, filhos de Abiel.
Saul sempre lutou duro contra os filisteus enquanto viveu. Quando ele via um homem forte e valente o recrutava para o seu exército.
Samuel disse a Saul: — O SENHOR me enviou para ungi-lo como rei sobre o seu povo Israel. Agora ouça a sua mensagem.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Quando os israelitas saíram do Egito, os amalequitas trataram de impedir que fossem a Canaã. Eu vi o que fizeram os amalequitas.
Agora vá e enfrente os amalequitas, destrua-os completamente com todos os seus bens. Não deixe nada com vida: mate os homens, as mulheres, as crianças e os recém-nascidos, bois e ovelhas e todos os seus camelos e burros”.
Saul reuniu o exército em Telaim. Eram 200.000 soldados de infantaria e 10.000 soldados de Judá.
Depois se dirigiram à cidade de Amaleque e esperaram no vale.
Saul disse aos queneus: — Afastem-se dos amalequitas para que não os destrua junto com eles. Vocês foram bons com os israelitas quando saíram do Egito. Então os queneus se afastaram dos amalequitas.
Saul lutou contra os amalequitas, os perseguiu desde Havilá até Sur, perto da fronteira do Egito, e os derrotou.
Saul capturou vivo Agague, rei dos amalequitas. Saul lhe perdoou a vida, mas matou o seu povo.
Saul e seus soldados se sentiram mal por terem destruído tudo, então perdoaram a vida de Agague, e ficaram com o melhor do gado, as melhores ovelhas e os carneiros. Ficaram com tudo o que tinha valor e destruíram o que não tinha muito valor.
Depois Samuel recebeu a palavra do SENHOR:
— Saul deixou de me seguir. Eu estou arrependido de tê-lo nomeado rei porque não me obedece. Samuel ficou muito chateado e clamou ao SENHOR durante toda a noite.
Na manhã seguinte, bem cedo, Samuel foi ver a Saul, mas o povo disse a Samuel: — Saul foi para Carmelo. Ali ele fará um monumento em honra de si mesmo. Depois disso ele irá a vários lugares e por fim irá a Gilgal. Então Samuel foi aonde estava Saul e o encontrou oferecendo, daquilo que havia tomado dos amalequitas, um sacrifício que deve ser queimado completamente ao SENHOR.
Samuel se aproximou de Saul e este o cumprimentou assim: — Que o SENHOR o abençoe! Obedeci aos mandamentos do SENHOR.
Mas Samuel disse: — Então, o que é esse barulho? Por que eu ouço o barulho de ovelhas e de gado?
Saul respondeu: — Os soldados os tomaram dos amalequitas e ficaram com o melhor para sacrificá-los ao SENHOR, seu Deus, mas destruímos todo o resto.
Samuel disse a Saul: — Espere! Deixe-me dizer o que o SENHOR me disse essa noite. Saul respondeu: — Está bem, diga-me o que lhe disse.
Samuel disse: — Antes o considerava alguém sem importância, mas depois você se tornou o líder das tribos de Israel. O SENHOR o escolheu como rei de Israel.
O SENHOR o enviou em uma missão e lhe disse: “Vá e destrua todos os amalequitas porque são malvados. Lute contra eles até destruí-los completamente”.
Por que não obedeceu ao SENHOR mas permaneceu com o despojo fazendo o que não é do agrado do SENHOR?
Saul respondeu: — Sim obedeci ao SENHOR! Fui para onde o SENHOR me enviou e destruí os amalequitas, trouxe o rei Agague
e os soldados tomaram as melhores ovelhas e gado para sacrificar ao SENHOR, seu Deus, em Gilgal.
Mas Samuel disse: — O que agrada mais ao SENHOR: sacrifícios ou obediência aos seus mandamentos? É melhor obedecer do que oferecer sacrifícios. É melhor obedecer do que oferecer a gordura dos carneiros.
Recusar-se a obedecê-lo é tão mau quanto a feitiçaria. Ser teimoso e fazer a vontade própria é como o pecado de pedir conselho às estátuas de ancestrais. Você se recusou a obedecer à ordem do SENHOR, por isso ele agora se recusa a aceitar você como rei.
Então Saul disse a Samuel: — Pequei. Não obedeci aos mandamentos do SENHOR nem fiz o que me disse. Tive medo do povo e lhes fiz caso.
Agora peço a você que me perdoe por haver pecado. Venha comigo para que faça culto ao SENHOR.
Mas Samuel disse a Saul: — Não regressarei com você. Da mesma forma como você rejeitou a ordem do SENHOR, ele também rejeita você como rei de Israel.
Quando Samuel se virou para partir, Saul agarrou a borda do manto, e este se rasgou.
Então Samuel disse a Saul: — Hoje mesmo o SENHOR rasgou de você o reino de Israel. Este será dado a um dos seus amigos que é melhor que você.
Deus, que é a Glória de Israel, vive para sempre. Não mente nem muda de ideia. Não é como os homens que mudam de opinião.
Saul respondeu: — Está bem, pequei! Mas por favor, volte comigo. Demonstre-me algo de respeito diante dos líderes e do povo de Israel. Volte comigo para que possa adorar ao SENHOR, seu Deus.
Samuel regressou com Saul e este adorou ao SENHOR.
Depois Samuel disse: — Tragam-me Agague, o rei dos amalequitas. Trouxeram-no aprisionado, mas muito tranquilo, pois estava certo que Samuel não o mataria.
Mas Samuel disse a Agague: — Como com sua espada tirou os filhos de muitas mães, agora sua mãe ficará sem filho. E ali mesmo o despedaçou diante do SENHOR.
Depois Samuel regressou a Ramá e Saul foi para sua casa em Gibeá.
Samuel sentia grande tristeza por Saul e nunca mais voltou a vê-lo. O SENHOR se arrependeu de ter feito a Saul rei de Israel.
O SENHOR disse a Samuel: — Até quando vai estar triste por causa de Saul? Eu não o quero mais como rei de Israel. Leve um chifre de azeite e vá a Belém ver um homem chamado Jessé, pois tenho escolhido um dos seus filhos para ser o novo rei.
Mas Samuel disse: — Se eu for, Saul ficará sabendo e tentará me matar. O SENHOR disse: — Vá a Belém. Leve um bezerro e diga que vai oferecer um sacrifício ao SENHOR.
Convide Jessé para o sacrifício e eu lhe direi o que fazer. Ungirá a quem eu lhe mostrar.
Samuel fez o que o SENHOR ordenou, mas ao chegar em Belém os líderes se assustaram e lhe perguntaram: — Aconteceu alguma coisa, vidente?
Samuel respondeu: — Não aconteceu nada, só vim oferecer um sacrifício ao SENHOR. Purifiquem-se e venham comigo ao sacrifício. Samuel purificou Jessé e seus filhos e os convidou a estarem com ele no sacrifício.
Quando chegaram, Samuel olhou para Eliabe e pensou: — Com certeza é este a quem o SENHOR tem escolhido.
Mas o SENHOR disse a Samuel: — Eliabe é alto e arrojado, mas não preste atenção nisso. Deus não olha as coisas da mesma forma que as pessoas olham. As pessoas só prestam atenção na aparência, mas o SENHOR vê seu coração. Eliabe não é o homem que tenho escolhido.
Então Jessé chamou Abinadade, seu segundo filho, e este se aproximou de Samuel, mas Samuel disse: — Tampouco este é o escolhido do SENHOR.
Jessé lhe apresentou Samá, mas Samuel disse de novo: — Nem é este o escolhido do SENHOR.
Jessé apresentou sete dos seus filhos a Samuel, mas este disse: — Nenhum deles é o escolhido do SENHOR.
Então Samuel perguntou a Jessé: — Você não tem mais filhos? Jessé respondeu: — Sim, tenho outro filho, o mais novo, mas está cuidando do rebanho. Samuel disse: — Mande trazê-lo. Não começaremos a comer até que ele chegue.
Jessé mandou que fossem procurá-lo. Seu filho mais novo era um jovem de boa aparência, saudável e arrojado. O SENHOR disse a Samuel: — Este é meu escolhido, levante-se e unja-o.
Samuel pegou o chifre de azeite e derramou o azeite no filho mais novo de Jessé, perante os seus irmãos. O Espírito do SENHOR veio com poder sobre Davi e desde aquele dia esteve com ele. Depois Samuel regressou a Ramá.
O Espírito do SENHOR abandonou Saul e o SENHOR lhe enviou um espírito maligno que o atormentava.
Os servos de Saul disseram: — Como você sabe, um espírito maligno da parte de Deus o está atormentando.
Portanto, se o senhor ordenar, podemos procurar um músico. Ele irá tocar quando o espírito maligno vier sobre o senhor. Dessa forma o senhor se sentirá melhor.
Saul disse aos servos: — Procurem um bom músico e tragam-no.
Um dos servos disse: — Um dos filhos de Jessé, de Belém, sabe tocar a harpa. É um guerreiro valente, prudente no falar e de boa aparência. Além do mais, o SENHOR está com ele.
Saul enviou mensageiros a Jessé para falar a ele: — Envie-me seu filho Davi, aquele que cuida do rebanho.
Jessé pegou um jumento, pão, um couro de vinho e um cabrito, e os enviou a Saul como presente por intermédio de Davi.
Davi se apresentou diante de Saul, e Saul chegou a apreciá-lo muito, e o fez seu escudeiro.
Saul enviou uma mensagem a Jessé: — Davi me causou uma boa impressão, deixe que ele fique ao meu serviço.
Assim, cada vez que o espírito maligno da parte de Deus incomodava Saul, Davi tocava a sua harpa. O espírito ia embora, e Saul se sentia melhor.
Os filisteus juntaram seus exércitos para a batalha. Eles se encontraram em Socó, na região de Judá. Acamparam entre Socó e Azeca, em um povoado chamado Efes-Damim.
Saul e os soldados israelitas também se reuniram e acamparam no vale de Elá. Estavam em ordem de batalha para lutar contra os filisteus.
Os filisteus estavam em um monte, e os israelitas estavam em outro monte. Havia um vale que ficava entre eles.
Um guerreiro famoso de Gate, chamado Golias, saiu do acampamento filisteu. Media quase três metros de altura.
Levava um capacete de bronze e uma armadura também de bronze em forma de escamas de peixe que pesava ao redor de cinquenta e cinco quilos.
Tinha caneleiras de bronze nas pernas e um dardo no ombro.
A parte de madeira da sua lança era tão grande como um poste de madeira, e a ponta pesava quase sete quilos. Seu escudeiro marchava na sua frente com seu escudo.
Golias saía todos os dias e desafiava o exército israelita, dizendo: — Por que estão todos em ordem de batalha? Vocês são servos de Saul, eu sou filisteu. Escolham um homem e que ele venha combater comigo.
Se ele me matar, ele ganha e os filisteus serão seus escravos. Mas se eu o matar, então eu ganho e vocês serão nossos escravos. Vocês terão que nos servir!
Golias também disse: — Hoje eu desafio o exército de Israel. Enviem um dos seus soldados para lutar comigo!
Saul e o exército ouviam o desafio de Golias e tinham muito medo.
Davi era um dos oito filhos de Jessé, efrateu de Belém de Judá. No tempo de Saul, Jessé já era avançado em idade.
Os três filhos mais velhos de Jessé tinham ido à batalha com Saul. O mais velho era Eliabe; o segundo, Abinadade; e o terceiro, Samá.
Os três faziam parte do exército de Saul. Davi, porém,
se afastava de vez em quando de Saul para ir cuidar do rebanho de seu pai em Belém.
Golias saía pela manhã e pela tarde para desafiar o exército israelita. Isso aconteceu durante quarenta dias.
Certo dia Jessé disse ao seu filho Davi: — Tome esta cesta com trigo cozido e estes dez pães e leve-os aos seus irmãos no acampamento.
Também leve estes dez pedaços de queijo para o comandante deles. Averigue como estão os seus irmãos e traga uma prova de que estão bem.
Os seus irmãos estão com Saul e todo o exército israelita no vale de Elá, lutando contra os filisteus.
Na manhã seguinte, depois de deixar o rebanho com outro pastor, Davi pegou a comida e se dirigiu ao acampamento, como havia lhe ordenado Jessé. Ao chegar no acampamento, os soldados estavam saindo para ocuparem suas posições no campo de batalha, dando gritos de guerra.
Os israelitas e os filisteus estavam alinhados e prontos para a batalha.
Davi entregou a comida ao encarregado das provisões e correu aonde estavam os soldados para saber sobre seus irmãos.
Enquanto falava com seus irmãos, Golias saiu do acampamento filisteu, desafiando como sempre aos gritos o exército israelita, e Davi o ouviu.
Os soldados israelitas viram Golias e correram de medo.
Os soldados diziam entre eles: — Novamente saiu o gigante para nos desafiar! Quem o matar, será rico. O rei lhe dará uma grande recompensa, dará a sua filha como esposa e além disso sua família não terá que pagar impostos nem cumprir o serviço militar.
Davi perguntou a um homem que estava perto dele: — O que disse que vão dar àquele que matar a este filisteu e devolver honra a Israel? Quem é este Golias? Não é mais que um pagão. Ele é só um filisteu. Quem ele pensa que é para desafiar o exército do Deus vivo?
O soldado contou a Davi sobre a recompensa por matar Golias.
Eliabe, o irmão maior de Davi, se irritou muito ao vê-lo falar com os soldados e se queixou: — O que você está fazendo aqui? Com quem deixou o rebanho no deserto? Já sei porque veio! Não quis fazer os seus deveres e só veio para ver a batalha.
Davi disse: — O que foi que eu fiz agora? Só perguntava.
Davi perguntou a mesma coisa a outros soldados e todos lhe responderam a mesma coisa.
Alguns ouviram falar de Davi e o levaram diante de Saul para dizer o que ele estava dizendo.
Davi disse a Saul: — O povo não deveria ficar intimidado por esse tal Golias. Como servo seu, eu enfrentarei aquele filisteu.
Saul respondeu: — Você não pode sair para enfrentar este filisteu. Nem sequer é soldado. Além do mais, Golias tem sido guerreiro desde menino.
Mas Davi insistiu: — Quando cuido do rebanho do meu pai e vem um leão ou um urso para pegar uma das ovelhas,
eu o persigo e o ataco, recuperando a ovelha. O animal selvagem pula, mas eu o agarro pela pele debaixo do seu focinho e bato nele até matá-lo.
Assim matei um leão e um urso. E assim matarei aquele filisteu pagão! Morrerá por haver ridicularizado o exército do Deus vivo.
O SENHOR me salvou do leão e do urso, e também me salvará deste filisteu. Saul disse a Davi: — Vá e que o SENHOR acompanhe você.
Saul vestiu Davi com sua própria roupa, dando a ele um capacete de bronze e uma armadura.
Davi prendeu a espada num cinto e tentou caminhar com o uniforme de Saul, mas não estava acostumado com o peso do uniforme. Davi disse a Saul: — Não posso combater com tanta coisa, não estou acostumado. Então ele tirou tudo.
Pegou sua vara e foi a procurar cinco pedras lisas no ribeiro. Ele colocou as cinco pedras em sua bolsa de pastor, pegou sua funda, e saiu para enfrentar o filisteu.
O filisteu caminhou lentamente na direção de Davi, com seu escudeiro na sua frente,
olhando-o com desprezo porque Davi era só um menino, saudável e de boa aparência.
Golias disse a Davi: — Para que você trouxe essa vara? Para me mandar embora como um cachorro? Golias começou a nomear seus deuses para amaldiçoar Davi.
Golias disse a Davi: — Venha, e darei seu corpo aos animais selvagens e às aves de rapina!
Davi disse ao filisteu: — Você vem contra mim com espada, lança e dardo, mas eu vou contra você no nome do SENHOR Todo-Poderoso, o Deus dos exércitos de Israel! Você tem falado mal dele.
Hoje mesmo o SENHOR não deixará que você escape. Hoje matarei você e cortarei a sua cabeça. Darei seu cadáver aos animais selvagens e às aves de rapina. E a mesma coisa faremos com todos os outros filisteus, e todos saberão que há um Deus em Israel.
Todos os que se encontram reunidos aqui saberão que o SENHOR não necessita de espadas nem de lanças para salvar o seu povo. A batalha é do SENHOR! E ele nos ajudará a vencer todos vocês, filisteus.
Golias começou a atacar Davi, aproximando-se mais e mais dele, porém Davi correu ao encontro de Golias.
Davi pegou uma pedra da sua bolsa e com a sua funda a lançou contra Golias. A pedra pegou exatamente na testa de Golias, indo se encravar no fundo da cabeça dele. Então Golias caiu no chão, com o rosto para baixo.
Foi assim que Davi derrotou o filisteu, somente com uma funda e uma pedra. Golpeou o filisteu e o matou. Como Davi não tinha espada,
correu e parou ao lado do filisteu. Então Davi tirou a espada de Golias e com ela cortou a cabeça dele. Foi assim que Davi matou o filisteu. Quando os outros filisteus viram que seu herói estava morto, deram a volta e saíram correndo.
Os soldados de Israel e de Judá gritaram e se lançaram contra os filisteus, perseguindo-os até a entrada de Gate e as portas de Ecrom. Mataram muitos filisteus. Os seus corpos ficaram espalhados pelo caminho de Saaraim, até Gate e Ecrom.
Depois de perseguirem os filisteus, os israelitas voltaram ao acampamento filisteu para saqueá-lo.
Então Davi levou a cabeça de Golias a Jerusalém, mas deixou as armas em casa.
Ao ver Davi saindo para combater Golias, Saul perguntou a Abner, o comandante do exército: — Quem é o pai deste menino? Abner respondeu: — Eu lhe garanto que não sei, senhor.
Então o rei Saul disse: — Verifiquem de quem é filho.
Quando Davi regressou após ter matado Golias, Abner o trouxe a Saul. Davi ainda tinha na mão a cabeça de Golias.
Saul lhe perguntou: — Menino, quem é seu pai? Davi respondeu: — Sou filho do seu servo Jessé, de Belém.
Quando Davi terminou de falar com Saul, Jônatas começou uma boa amizade com Davi, considerando-o como a si mesmo.
Daquele dia em diante Saul manteve Davi com ele, sem deixá-lo voltar para a casa de seu pai.
Jônatas e Davi fizeram uma aliança, porque Jônatas o queria como a si mesmo.
Jônatas tirou o manto que levava e o deu a Davi. Também lhe deu todo o seu uniforme, até a sua espada, o seu arco e o seu cinturão.
Saul enviou Davi para lutar em muitas batalhas, e em todas tinha sucesso. Também o deixou encarregado dos soldados, o qual foi do agrado de todos, até dos oficiais.
Quando Davi voltou de matar os filisteus, as mulheres dos povos de Israel saíram cantando e dançando para receber o rei Saul. Gritando tocavam pandeiros e liras,
e exclamavam: “Saul matou 1.000, mas Davi matou 10.000!”
Saul não gostou nada disso e se irritou muito. Pensava: “As mulheres dão crédito a Davi de ter matado 10.000, mas a mim de só ter matado 1.000. Mais um pouco e vão dar a ele todo o reino”.
A partir daquele momento Saul começou a olhá-lo com receio.
No dia seguinte, um espírito maligno da parte de Deus se apoderou de Saul, fazendo com que ele agisse como louco em casa. Davi tocou a harpa como de costume. Mas Saul tinha uma lança na mão
e pensou: “Encravarei Davi na parede”. Saul tentou fazer isso duas vezes, mas em ambas ocasiões Davi saltou e se desviou da lança.
Saul tinha medo de Davi porque o SENHOR já não estava mais com ele, mas sim com Davi.
Saul mandou Davi para longe como comandante de 1.000 soldados. Davi os comandava nas batalhas.
Davi era bem-sucedido porque o SENHOR estava com ele.
Ao ver seu sucesso, Saul cada vez mais tinha medo de Davi.
Mas todos em Israel e Judá apreciavam Davi porque os comandava nas batalhas.
Um dia Saul disse a Davi: — Aqui está Merabe, minha filha maior. Case-se com ela e assim se tornará um soldado poderoso. Você será como um filho para mim. Logo irá e lutará as batalhas do SENHOR. Na realidade, Saul pensava: “Assim não terei que matar Davi eu mesmo, mas os filisteus o matarão”.
Mas Davi disse: — Eu não posso me casar com a filha do rei. Não venho de uma família importante nem mesmo sou importante.
Mas quando chegou a hora de Davi se casar com Merabe, Saul a entregou a Adriel, de Meolá.
Mical, a outra filha de Saul, estava apaixonada por Davi. Quando Saul soube disso, gostou da notícia,
e pensou: “Vou deixar que Mical se case com Davi, mas vou usar Mical como uma armadilha para Davi ser morto pelos filisteus”. Assim Saul falou com Davi novamente: — Pode casar-se com minha filha hoje mesmo.
Saul ordenou aos seus oficiais que falassem com Davi em particular e lhe dissessem: — Olhe, o rei o aprecia e seus oficiais também. Você deverá se casar com sua filha.
Os oficiais falaram com Davi, mas ele respondeu: — Pensam que é muito fácil ser genro do rei? Eu não sou mais do que um homem qualquer.
Os oficiais disseram a Saul o que Davi tinha dito.
Saul disse a eles: — Digam a Davi que o rei não quer que ele pague dinheiro pela sua filha. Saul só quer se vingar dos seus inimigos, por isso ele pede cem prepúcios dos filisteus para lhe dar sua filha em casamento. Esta era a armadilha que Saul tinha preparado contra Davi. Ele pensava em segredo que os filisteus matariam Davi.
Os oficiais falaram de novo com Davi, que ficou contente com esta oportunidade de ser genro do rei, e logo se pôs em ação.
Davi e seus soldados foram lutar contra os filisteus e chegaram a matar duzentos deles. Em seguida eles levaram os prepúcios a Saul para assim Davi poder se tornar genro do rei. Saul entregou sua filha Mical em casamento.
Então Saul se deu conta de que o SENHOR estava com Davi e que sua filha Mical amava Davi.
Por isso, ficou com mais medo de Davi e sempre se colocava contra ele.
Além disso, os comandantes filisteus continuaram saindo para lutar contra os israelitas, mas Davi sempre os derrotava, e aumentava sua fama por ser o melhor oficial.
Saul mandou que Jônatas e seus oficiais matassem Davi, mas Jônatas gostava muito de Davi,
e o avisou: — Tenha cuidado. Saul está procurando uma oportunidade para matar você. Vá amanhã ao campo e esconda-se ali.
Eu sairei com meu pai para o campo onde você estiver e falarei de você. Quando descobrir quais são os seus planos, eu lhe farei saber.
Jônatas falou com Saul, seu pai, e disse em favor de Davi: — Você é o rei e Davi é o seu servo, ele não lhe fez nada de mal. Não lhe faça nada. Sempre foi bom com você.
Até arriscou sua vida quando matou Golias. Você viu quando o SENHOR deu essa grande vitória a todo Israel, e ficou muito contente. Por que agora quer matar Davi? Ele é inocente, não há razão para matá-lo.
Saul ouviu a Jônatas e fez uma promessa: — Tão certo como o SENHOR vive, Davi não morrerá.
Então Jônatas chamou Davi e disse tudo o que haviam falado. Depois o levou de novo diante de Saul para que estivesse ao seu serviço como antes.
A guerra começou de novo. Davi saiu para lutar contra os filisteus, e os derrotou tão violentamente que eles saíram fugindo.
Mas enquanto Saul escutava Davi tocar a harpa, veio sobre Saul um espírito maligno mandado pelo SENHOR.
Saul tentou encravar Davi na parede com uma lança que tinha na mão, mas Davi se desviou, deixando a lança espetada na parede. Assim Davi fugiu na mesma noite.
Saul enviou homens para que vigiassem a casa de Davi por toda a noite. Planejavam matá-lo pela manhã, mas Mical, a esposa de Davi, o avisou dizendo: — Se você não escapar esta noite e ficar a salvo, amanhã será um homem morto.
Em seguida Mical o ajudou a escapar por uma janela, e assim ele saiu fugindo.
Depois pegou uma estátua de um dos ancestrais e o vestiu, o colocou na cama e pôs um tecido de pelo de cabra na cabeça do ídolo.
Saul enviou homens para prender Davi, mas Mical disse a eles que Davi estava ferido.
Os homens comunicaram a Saul, mas ele os enviou de novo, dizendo: — Tragam-me Davi de qualquer jeito, mesmo que o tenham que trazer com cama e tudo. Eu quero que morra.
Os homens voltaram à casa de Davi. Mas quando entraram para procurá-lo, viram que em sua cama estava só uma estátua com pelo de cabra.
Então Saul disse a Mical: — Por que você me enganou? Deixou escapar o meu inimigo. Ela respondeu: — Davi ameaçou me matar se não o deixasse escapar.
Davi foi a Ramá e disse a Samuel tudo o que Saul tinha feito com ele. Então Davi e Samuel foram ao acampamento e ficaram ali.
Quando Saul soube que Davi estava em Naiote, de Ramá,
mandou seus homens para que o prendessem. Mas quando os homens chegaram onde estava Davi, encontraram um grupo de profetas liderados por Samuel, que estavam profetizando. O Espírito de Deus veio sobre os homens de Saul, e eles também começaram a profetizar.
Ao ouvir isso, Saul enviou outro grupo, mas eles também começaram a profetizar. Enviou então um terceiro grupo, que também começou a profetizar.
Por último, Saul, foi ele mesmo a Ramá. Ao chegar ao grande poço que estava junto ao lugar de onde se debulha o trigo, em Seco, perguntou onde estavam Samuel e Davi. O povo respondeu: — Eles estão nos acampamentos de Ramá.
Então Saul saiu para procurá-los perto de Ramá. O Espírito de Deus veio sobre Saul e ele também começou a profetizar. Profetizou durante todo o caminho até chegar aos acampamentos de Ramá.
Depois tirou a sua roupa e profetizou na presença de Samuel. E ficou deitado no chão, nu, durante todo o dia e toda a noite. Por isso o povo dizia: — Por acaso Saul também é um dos profetas?
Davi escapou do acampamento e foi perguntar a Jônatas: — O que foi que eu fiz? Que crime cometi para que seu pai queira me matar?
Jônatas respondeu: — Não pode ser! Meu pai não está tentando matá-lo. Nunca fez nada sem antes me dizer. Sempre me fala tudo, não importando se é algo grande ou pequeno, seja qual for a questão. Por que ele não me diria que quer matá-lo? Não, não pode ser verdade.
Então Davi disse: — Ele bem sabe que sou seu amigo. Com certeza pensou que se lhe contasse, você me colocaria em alerta. Mas, tão certo como você e o SENHOR vivem, eu lhe garanto que estou muito perto da morte.
Jônatas disse a Davi: — Farei o que você quiser que eu faça.
Davi disse: — Olhe, amanhã é a festa da Lua Nova. Eu deveria comer com o rei nessa festa mas deixe que me esconda no campo até o anoitecer do terceiro dia.
Se seu pai perceber que não estou, diga: “Davi foi a Belém porque sua família está celebrando esta festa do mês. Ele me pediu muito que o deixasse ir para se reunir com sua família”.
Se seu pai dizer que está bem, então estarei a salvo; mas se ele ficar irritado, então você saberá que ele quer me matar.
Seja leal comigo, Jônatas, eu sou seu servo. Você fez uma aliança comigo perante o SENHOR. Se sou culpado, então você mesmo pode me matar, mas não me leve diante de seu pai.
Jônatas respondeu: — Claro que não! Eu avisarei a você se meu pai planeja matá-lo.
Davi disse: — Quem me avisará se seu pai responder mal?
Jônatas disse: — Venha, vamos ao campo. Uma vez ali,
Jônatas disse a Davi: — Eu prometo perante o SENHOR, Deus de Israel, que averiguarei o que meu pai pensa sobre você. Ficarei sabendo se pensa bem de você ou não e lhe enviarei uma mensagem ao campo.
Se meu pai quiser lhe fazer mal, eu farei com que você saiba. Deixarei você viver e estará a salvo. Que o SENHOR me castigue se eu não fizer o que acabei de falar. Que o SENHOR esteja com você como esteve com meu pai.
Mostre o amor fiel do SENHOR comigo enquanto vivo, e depois quando eu morrer,
não deixe de mostrar seu amor fiel com minha família. O SENHOR apagará da face da terra todos os seus inimigos.
Se nossas famílias devem se separar, que assim seja, e que o SENHOR castigue os seus inimigos.
Jônatas pediu a Davi que confirmasse o juramento de amizade que tinham feito pela estima que lhe tinha, pois o queria como a si mesmo.
Jônatas disse a Davi: — Amanhã é a festa da Lua Nova. Meu pai perceberá que você não está quando ele notar que o lugar onde você costuma se sentar está vazio.
Depois de três dias, vá ao mesmo lugar onde você se escondeu quando começou tudo isso. Espere perto dessa colina.
Então eu irei e pretenderei estar atirando três flechas no alvo.
Direi ao meu criado que vá buscar as flechas. Se tudo estiver bem, direi ao escudeiro: “Você já passou! As flechas estão mais perto. Volte para que as encontre”. Se eu dizer isso, significa que pode sair do seu esconderijo. Prometo, tão certo como o SENHOR vive, que então não haverá perigo e que você estará a salvo.
Mas se tiver problemas, então direi ao meu criado: “As flechas estão mais além. Vá buscá-las”. Se dizer isso, você deverá fugir. O SENHOR quer que você vá embora.
Lembre-se desta aliança entre você e eu. O SENHOR é testemunha para sempre.
Davi se escondeu no campo. Quando chegou a hora da festa da Lua Nova, o rei se sentou para comer
perto da parede onde sempre se sentava. Jônatas se sentou diante dele e Abner ao seu lado, mas o assento de Davi estava vazio.
Saul não disse nada nesse dia, pois pensou que talvez alguma coisa tivesse acontecido a Davi que o tivesse deixado impuro.
No dia seguinte, no segundo dia do mês, o assento de Davi continuava vazio. Então Saul disse ao seu filho Jônatas: — Por que o filho de Jessé não veio à festa nem ontem nem hoje?
Jônatas respondeu: — Ele me pediu muito que o deixasse ir a Belém
porque sua família ia oferecer um sacrifício ali. Seu irmão tinha lhe pedido que fosse, portanto em nome de nossa reconciliação me pediu que o deixasse ir ver seus irmãos. Por isso não está aqui.
Então Saul se enfureceu com Jônatas e disse: — Você não quer obedecer porque é filho de uma escrava perversa e rebelde. Eu sei que está do lado de Davi, para vergonha sua e de sua mãe.
Enquanto viver o filho de Jessé, não será rei nem terá nenhum reino. Vá e me traga Davi agora mesmo! Ele já está condenado!
Jônatas perguntou ao seu pai: — Por que Davi tem que morrer? Que mal ele fez?
Mas Saul tentou matá-lo com sua lança. Assim Jônatas se convenceu de que Saul tinha decidido matar Davi.
Jônatas se retirou da mesa, furioso. Estava tão irritado com seu pai que não comeu nada nesse dia. Estava furioso porque Saul o tinha humilhado e queria matar Davi.
Na manhã seguinte, Jônatas saiu para o campo para se encontrar com Davi, como tinham planejado. Um dos seus criados mais jovens ia com ele.
Jônatas disse ao criado: — Vá e procure as flechas que vou atirar. O criado foi correndo e Jônatas atirou as flechas sobre sua cabeça.
O criado correu ao lugar onde tinham caído as flechas, mas Jônatas gritou: — Estão mais para lá!
Ande! Não fique aí parado, vá atrás delas! O criado recolheu as flechas e as trouxe para seu senhor
sem saber de nada do que estava acontecendo, pois só Davi e Jônatas sabiam disso.
Jônatas deu o arco e as flechas ao criado e disse que voltasse ao povoado.
Quando o criado foi embora, Davi saiu do seu esconderijo e inclinou seu rosto diante de Jônatas. Depois de se prostrar três vezes, se beijaram e choraram juntos, até que Davi se despediu.
Jônatas disse a Davi: — Vá em paz. No nome do SENHOR, nós prometemos que seremos amigos e que o SENHOR será testemunha entre nós e nossa descendência para sempre.
Então Davi foi embora e Jônatas voltou para a cidade.
Davi foi a um povoado chamado Nobe para ver o sacerdote Aimeleque. Quando Davi chegou ali, Aimeleque saiu ao seu encontro. Ele tremia de medo e lhe perguntou: — Por que você está sozinho? Por que não veio ninguém com você?
Davi respondeu: — Cumpro uma ordem do rei e ele me ordenou não comentar com ninguém sobre esta missão. Eu disse aos meus homens onde deveriam me encontrar.
O que tem pra comer? Dê-me cinco peças de pão ou o que tiver para comer.
O sacerdote disse a Davi: — Aqui não tenho pão comum e fresco, mas sim tenho um pouco de pão sagrado. Os seus oficiais poderão comer se eles não tiveram relações sexuais com nenhuma mulher.
Davi lhe respondeu: — Nós não estivemos com nenhuma mulher. Os meus homens mantém seu corpo puro cada vez que vamos à batalha, mesmo em missões normais. E especialmente hoje, que nossa missão é especial.
Como o sacerdote só tinha do pão que era sagrado, ele deu a Davi desse pão. Era o pão que os sacerdotes colocavam na mesa sagrada perante o SENHOR. Todos os dias o tiravam e o trocavam por pão fresco.
Nesse dia estava ali um dos oficiais de Saul, chamado Doegue, o edomita, que tinha ficado no santuário do SENHOR. Ele era o líder dos pastores de Saul.
Davi perguntou a Aimeleque: — Tem alguma lança ou espada por aqui? O assunto do rei é muito importante. Tive que sair depressa e não trouxe minha espada nem outra arma.
O sacerdote respondeu: — A única espada que tem aqui é a de Golias, o filisteu que você matou no vale de Elá. Está atrás da arca, coberta com um pano. Pode pegá-la se quiser. Davi disse: — Dê-me esta. Não há nenhuma espada como a de Golias.
Nesse mesmo dia Davi saiu e continuou fugindo de Saul. Ele foi procurar Aquis, rei de Gate.
Os oficiais de Aquis disseram: — Este é Davi, o rei do país, de quem cantam os israelitas. Por ele dançam e cantam: “Saul matou 1.000, mas Davi matou 10.000!”
Davi colocava muita atenção no que diziam, pois tinha medo de Aquis, rei de Gate.
Portanto, Davi fingiu estar louco diante de Aquis e seus oficiais enquanto estava com eles. Fazia rabiscos nas portas e deixava que a saliva lhe corresse pela barba.
Aquis disse aos oficiais: — Basta olharem isso! Este homem está louco! Por que o trouxeram?
Já tenho loucos suficientes. Não necessito de mais um que venha fazer suas loucuras diante de mim! Nunca mais deixem que ele entre na minha casa!
Davi saiu de Gate e escapou para a caverna de Adulão. Quando seus irmãos e parentes ficaram sabendo que Davi estava em Adulão, foram até lá e ficaram com ele.
Muitos outros também se uniram a Davi. Uns estavam metidos em algum problema, outros deviam muito dinheiro e alguns outros não estavam satisfeitos com as suas vidas. Uns quatrocentos homens se uniram a Davi e ele se tornou o líder deles.
Davi foi a Mispá, em Moabe, e pediu ao rei desse lugar: — Deixe que meus pais venham viver com vocês até que eu saiba o que Deus tem planejado para mim.
Então Davi deixou seus pais com o rei de Moabe e ficaram ali enquanto Davi estava no forte.
Mas o profeta Gade disse a Davi: — Não fique no forte, vá para a terra de Judá. Davi saiu dali e permaneceu na floresta de Herete.
Enquanto estava sentado debaixo da sombra de uma árvore, no monte de Gibeá, Saul ouviu dizer que seu exército tinha ouvido de Davi e seus homens. Com sua lança na mão
foi aos oficiais que estavam ao seu redor: — Escutem bem, homens de Benjamim! Acreditam que o filho de Jessé lhes dará campos e vinhas? Acreditam que um homem de Judá promoverá vocês e os fará oficiais de 1.000 e oficiais de 100 homens?
Vocês estão conspirando contra mim! Fizeram planos em segredo. Nenhum de vocês me advertiu sobre meu filho Jônatas nem que tinha feito uma aliança com o filho de Jessé. Ninguém cuida dos meus interesses. Ninguém me disse que meu próprio filho encoraja Davi a se esconder e me atacar. Isso é o que está acontecendo agora.
Doegue, o edomita, que se encontrava entre os oficiais disse: — Eu vi o filho de Jessé em Nobe quando fui ver Aimeleque, filho de Aitube.
Aimeleque orou ao SENHOR por Davi e lhe deu provisões e a espada de Golias.
Então o rei Saul mandou chamar ao sacerdote Aimeleque, filho de Aitube, e a todos seus parentes, que eram sacerdotes em Nobe. Quando chegaram,
Saul disse a Aimeleque: — Ouça, filho de Aitube. — Sim, senhor — respondeu Aimeleque.
Saul lhe perguntou: — Por que você e o filho de Jessé conspiram contra mim? Você lhe deu pão e uma espada, e orou por ele. E agora está pronto para me atacar!
Respondeu Aimeleque: — Davi é fiel ao senhor. Nenhum dos seus oficiais é tão fiel como ele. Além do mais é seu genro e capitão da sua guarda. A sua própria família o respeita.
Não é a primeira vez que oro por Davi, oro por ele muitas vezes. Não culpe a mim nem a minha família, já que somos somente seus servos e não sabemos nada sobre isto.
Mas o rei disse: — Aimeleque, você e sua família morrerão!
Nesse momento, o rei ordenou aos guardas que o acompanhavam: — Matem os sacerdotes do SENHOR porque estão do lado de Davi! Sabiam que Davi estava fugindo e mesmo assim não me avisaram. Mas os oficiais do rei não se atreveram a fazer mal aos sacerdotes do SENHOR.
Então o rei ordenou a Doegue que os matasse. Nesse dia Doegue, o edomita, matou oitenta e cinco sacerdotes.
Saul matou todo o povo de Nobe, o povo dos sacerdotes: homens, mulheres, crianças e bebês. Também matou o gado, os burros e as ovelhas.
Porém Abiatar, um dos filhos de Aimeleque, escapou e foi aonde estava Davi.
Abiatar contou a Davi que Saul tinha matado os sacerdotes do SENHOR.
Então Davi disse a Abiatar: — Eu sou o responsável pela morte da sua família. Quando naquele dia vi o edomita Doegue em Nobe, sabia que ele iria avisar Saul.
Mas não tenha medo, fique comigo. O homem que tentou matá-lo é o mesmo que quer me matar. Eu o protegerei se você ficar aqui.
O povo disse a Davi: — Olhe, os filisteus estão atacando a cidade de Queila e saqueando os celeiros.
Davi consultou o SENHOR: — Devo ir lutar contra os filisteus? O SENHOR lhe respondeu: — Sim, vá e lute contra eles e liberte Queila.
Mas os homens de Davi disseram: — Olhe, se estando aqui em Judá temos medo, imagine como estaremos se formos para onde está o exército filisteu.
Davi consultou novamente o SENHOR, e o SENHOR lhe respondeu: — Vá a Queila que eu ajudarei você a derrotar os filisteus.
Davi e seus homens foram a Queila, lutaram contra os filisteus e se apoderaram do gado. Assim Davi libertou o povo de Queila.
Quando Abiatar, filho de Aimeleque, escapou e foi para onde estava Davi, tinha levado o éfode com ele.
O povo disse a Saul que Davi estava em Queila, e Saul disse: — Deus entregou Davi para mim! Ele está sem saída, numa cidade com portas e fechaduras.
Saul convocou todo o seu exército para a batalha. Eles se prepararam para descer até Queila e cercar ali a Davi e seus homens.
Davi ficou sabendo dos planos de Saul e disse a Abiatar: — Traga o éfode.
Davi orou: — SENHOR, Deus de Israel, estou sabendo dos planos de Saul de vir e destruir Queila por minha causa.
Virá realmente? O povo de Queila me entregará a Saul? Diga-me, SENHOR, Deus de Israel, eu sou seu servo. O SENHOR respondeu: — Saul virá.
Davi perguntou novamente: — O povo de Queila entregará a mim e o meu povo? O SENHOR respondeu: — Sim, o entregarão.
Portanto, Davi e seus homens saíram de Queila. Uns seiscentos homens iam com Davi de um lado para o outro. Saul, ao saber que Davi tinha fugido de Queila, não foi à cidade.
Davi parou num forte que estava nos montes do deserto de Zife. Dia após dia, Saul procurava Davi, mas o SENHOR não permitia encontrá-lo.
Davi se encontrava em Horesa no deserto de Zife. Tinha medo porque Saul vinha matá-lo.
Mas Jônatas, o filho de Saul, foi a Horesa para ver Davi e o encorajou a ter mais confiança no SENHOR.
Jônatas disse a Davi: — Não tenha medo, meu pai não lhe fará nenhum mal. Você será o rei de Israel, e eu serei seu segundo. Até meu pai sabe disso.
Jônatas e Davi fizeram uma aliança perante o SENHOR. Depois Jônatas regressou para sua casa e Davi parou em Horesa.
O povo de Zife foi ver Saul em Gibeá para lhe dizer: — Davi está escondido em nosso território, em Horesa, na colina de Haquilá, ao sul de Jesimom.
Nosso dever é entregar Davi ao senhor. Vá e prenda-o quando quiser.
Saul respondeu: — Que o SENHOR os abençoe por me avisar.
Vão e investiguem mais sobre o paradeiro de Davi, onde se esconde e quem tem ido vê-lo ali. Fui avisado de que Davi é muito astuto e está preparando uma armadilha para mim.
Procurem em todos os seus esconderijos e voltem para me informar de tudo. Então eu irei com vocês e se Davi estiver no seu território, eu o encontrarei, mesmo que tenha que procurá-lo no meio de todas as famílias de Judá.
O povo voltou a Zife, e Saul foi depois. Enquanto isso, Davi e seus homens estavam no deserto de Maom, ao sul de Jesimom.
O povo avisou a Davi que Saul o estava procurando. Então Davi foi para “A Pedra”, um esconderijo no deserto de Maom. Saul, ao saber que Davi tinha fugido para aquele lugar, se dirigiu para lá.
Saul se encontrava em um lado da montanha e Davi e seus homens no outro lado. Saul e o seu exército estavam rodeando a montanha para capturar Davi e seus homens,
quando um mensageiro de Saul chegou e disse: — Apresse-se, Sua Majestade, que os filisteus estão atacando Israel!
Então Saul deixou de perseguir Davi e foi lutar contra os filisteus. Por isso esse lugar se conhece como “A Pedra Escorregadia”.
Davi saiu do deserto de Maom para os esconderijos perto de En-Gedi.
Depois de perseguir os filisteus, o povo disse a Saul que Davi estava no deserto de En-Gedi.
Saul escolheu 3.000 homens israelitas e foram procurar Davi e seus homens na região das Rochas das Cabras.
Saul chegou a um curral de ovelhas no caminho. Perto dali havia uma caverna, onde entrou para fazer suas necessidades. Davi e seus homens estavam escondidos no fundo da caverna.
Os homens disseram a Davi: — Este é o dia ao qual o SENHOR se referia quando lhe disse: “Entregarei a você o seu inimigo para que faça com ele o que melhor desejar”. Então Davi se aproximou de Saul sem fazer barulho e cortou a borda do manto de Saul sem que ele se desse conta.
Mas Davi ficou com peso na consciência pelo que havia feito,
e disse aos seus homens: — Que o SENHOR me livre de fazer alguma coisa ao rei! Saul é quem o SENHOR escolheu como rei. Eu não devo fazer nada contra ele porque ele foi escolhido pelo SENHOR.
Davi disse isto a seus homens para contê-los e não permitiu que fizessem nenhum mal a Saul. Saul saiu da caverna e foi embora.
Davi o seguiu, gritando: — Sua Majestade! Saul olhou para trás e viu Davi inclinado, rosto em terra.
Davi disse a Saul: — Por que Sua Majestade dá ouvidos para os que dizem que eu quero lhe fazer mal?
Pode ver com seus próprios olhos que hoje mesmo, nesta caverna, o SENHOR tinha entregado sua vida nas minhas mãos, mas eu não quis matá-lo. Respeitei a sua vida e disse: “Não farei nenhum mal ao meu senhor, porque ele é o rei que o SENHOR escolheu”.
Olhe o pedaço de pano da borda do seu manto que tenho na minha mão. Eu poderia tê-lo matado quando o cortei, mas não fiz isso. Entenda bem e saiba que eu não planejo nada contra o senhor. Eu não lhe fiz nada e, contudo, o senhor me cerca e tenta me matar.
Que seja o SENHOR quem julgue! Talvez o SENHOR o castigue pelo mal que me fez, mas eu não levantarei minha mão contra o senhor.
Porque como diz o provérbio: “Dos maus vem a maldade”, mas eu não levantarei minha mão contra o senhor.
A quem persegue? Contra quem vai combater o rei de Israel? Persegue alguém que não tem feito mal algum. É como perseguir um cão morto ou a uma pulga.
Que seja o SENHOR quem julgue entre nós dois. Que ele me ajude e mostre que estou certo, e me livre do senhor.
Quando Davi acabou de falar, Saul perguntou: — É você quem fala comigo, meu filho? E em seguida começou a chorar, e depois disse:
— Você é mais leal do que eu. Você tem sido bom comigo e eu, ao contrário, tenho sido mau.
Você tem me contado o bem que tem feito. O SENHOR me colocou nas suas mãos e mesmo assim não me matou.
Não se apanha uma presa para depois deixá-la ir! Não se paga bem por mal. Que o SENHOR recompense você por ser bom comigo no dia de hoje.
Eu sei que será o novo rei, reinará sobre o reino de Israel.
Prometa-me, no nome do SENHOR, que não destruirá os meus descendentes, mesmo depois da minha morte. Prometa-me que não apagará o nome da minha família.
Davi fez a promessa a Saul de que não mataria sua família. Depois Saul regressou a sua casa, e Davi voltou ao forte.
Samuel morreu e todo o povo de Israel se reuniu para lamentar por ele e o enterraram em Ramá. Depois disso, Davi foi ao deserto de Maom.
Em Maom morava um homem muito rico que tinha 3.000 ovelhas e 1.000 cabras. Ele se encontrava em Carmelo tomando conta dos seus negócios e tosquiando suas ovelhas.
Ele era da família de Calebe, e se chamava Nabal. Sua esposa se chamava Abigail, que era uma mulher bela e inteligente, mas Nabal era insolente e mau.
Quando Davi estava no deserto, ouviu dizer que Nabal estava tosquiando suas ovelhas.
Então enviou dez jovens para que falassem com Nabal. Davi lhes disse: — Vão a Carmelo e levem uma saudação da minha parte a Nabal,
e digam a ele: “Que você e sua família, e tudo o que possui se encontrem bem.
Por meio dos seus pastores, que estiveram um tempo conosco, fiquei sabendo que está tosquiando a lã das suas ovelhas. Tratamos bem os seus pastores e nada que fosse deles foi roubado enquanto estavam em Carmelo.
Pode perguntar aos seus servos e eles lhe dirão que é verdade. Portanto, peço a você que receba bem aos meus jovens neste dia de celebração, e que lhes dê o que puder. Peço isto por mim, seu amigo Davi”.
Quando os homens de Davi chegaram, deram a mensagem a Nabal,
mas Nabal os insultou, dizendo: — Quem é esse Davi? Quem é o filho de Jessé? Hoje em dia, muitos escravos escaparam de seus senhores!
Tenho pão e água, e também carne que preparei para os servos que tosquiaram as ovelhas, mas por que vou compartilhar com pessoas que nem sequer conheço!
Os homens de Davi voltaram e disseram a Davi o que Nabal tinha dito.
Então Davi disse a seus homens: — Peguem suas espadas! Davi e seus homens pegaram suas espadas. Ao redor de quatrocentos homens acompanharam Davi, enquanto duzentos ficaram cuidando das suas poses.
Um dos servos avisou Abigail, esposa de Nabal: — Davi enviou mensageiros ao deserto para falar com nosso senhor, mas Nabal foi mau com eles.
Eles nos trataram muito bem. Enquanto pastoreávamos as ovelhas nos campos, os homens de Davi nos acompanharam todo o tempo e nunca nos fizeram mal. Nunca nos roubaram,
mas sim cuidaram de nós de dia e de noite. Era como se uma muralha nos rodeasse, nos protegendo enquanto estávamos com eles cuidando das ovelhas.
Pense nisso e decida o que é necessário fazer. Nabal foi insensato ao dizer o que disse. Sobrevirá um problema tremendo sobre o nosso senhor e toda a sua família.
Imediatamente Abigail pegou duzentos pães, duas garrafas de vinho, cinco ovelhas assadas, quarenta quilos de trigo queimado, cem cachos de uvas passas e duzentas tortas de figos. Depois de carregá-los sobre burros,
disse a seus servos que fossem adiante e que ela os seguiria. Mas não disse nada a Nabal, seu marido.
Montada em um jumento, Abigail descia uma curva do monte quando se encontrou com Davi e seus homens que avançavam em direção contrária.
Davi vinha pensando: “De nada me serviu proteger os bens de Nabal no deserto. Eu garanti que não perdesse nenhuma das suas ovelhas. No entanto, me pagou o bem que eu lhe fiz com o mal.
Que o SENHOR me castigue se deixar vivo mais um dia a um só dos homens da família de Nabal”.
Nesse exato momento, chegou Abigail. Ao ver Davi, ela desceu do seu jumento e se ajoelhou rosto em terra, prostrada diante dele.
Se deitou aos seus pés, e disse: — Meu senhor, permita-me falar, peço que ouça a mim, sua serva. Foi minha culpa o que aconteceu.
Eu não vi os homens que mandou. Não dê atenção ao insensato do Nabal, que bem faz honra ao seu nome, que significa “insensato”. Na realidade ele é um homem insensato.
O SENHOR tem evitado que pessoas inocentes morressem pelas suas mãos. Tão certo como o meu senhor Davi e o SENHOR vivem, que os seus inimigos e todos os que queiram lhe fazer mal passem pela mesma coisa que Nabal.
Sua serva trouxe este presente para que dê aos seus homens.
Peço que perdoe minhas faltas. Certamente o SENHOR fortalecerá sua família porque o meu senhor luta as batalhas em favor do SENHOR. Nunca em sua vida seja achada qualquer falta.
Se alguém o perseguir para matá-lo, protegerá sua vida como algo precioso para ele. Mas aos seus inimigos os atirará longe como pedra de fundo.
Quando o SENHOR cumprir o que lhe prometeu, o fará líder de Israel.
Quando isso acontecer, vai querer ter a lembrança de um massacre? O senhor vai querer ter a fama de alguém que não espera que Deus resolva seus problemas? Peço que se lembre de mim quando o SENHOR o fizer líder de Israel.
Davi respondeu a Abigail: — Louvado seja o SENHOR, Deus de Israel, por ter enviado você ao meu encontro.
Que Deus a abençoe por seu bom julgamento. Você evitou que matasse pessoas inocentes no dia de hoje.
Tão certo como o SENHOR, Deus de Israel, vive, se você não tivesse sido rápida em vir ao meu encontro, nem sequer um só homem da família de Nabal teria visto o dia de amanhã.
Então Davi aceitou os presentes de Abigail, e disse: — Volte em paz para sua casa. Escutei sua petição e a concederei.
Quando Abigail regressou à sua casa, Nabal estava dando um banquete como rei. Estava bêbado e muito alegre. Abigail não disse nada do que tinha feito até o dia seguinte.
Pela manhã, Nabal estava sóbrio, assim sua esposa lhe contou o que havia acontecido. Nabal teve um ataque e ficou paralisado.
Por volta de dez dias depois, o SENHOR fez com que Nabal morresse.
Quando Davi ficou sabendo que Nabal havia morrido, disse: — Louvado seja o SENHOR! Nabal me tratou mal, mas Deus me fez justiça. O SENHOR me impediu de fazer o mal e fez morrer Nabal pelo mal que fez. Então Davi enviou uma mensagem a Abigail pedindo que se casasse com ele.
Quando os servos de Davi chegaram a Carmelo, disseram a Abigail: — Davi nos enviou para lhe propor em casamento.
Abigail se ajoelhou rosto em terra, e postrada, disse: — Eu sou a serva de Davi, pronta para servir e disposta a lavar os pés dos seus servos.
Imediatamente Abigail montou em um jumento e saiu com os mensageiros de Davi, junto com cinco dos seus criados. Depois se casou com ele.
Davi também estava casado com Ainoã, de Jezreel. Portanto, ambas foram suas esposas.
Também Mical, filha de Saul, era sua esposa, mas Saul a tinha entregue a Palti, filho de Laís, da aldeia de Galim.
Os de Zife foram a Gibeá para dizer a Saul: — Davi se esconde no monte de Haquila, em frente de Jesimom.
Saul foi ao deserto de Zife com os 3.000 soldados israelitas que havia escolhido para procurar Davi.
Saul acampou no monte de Haquila, na frente do deserto, à beira da estrada. Quando Davi, que morava no deserto, ouviu dizer que Saul o estava seguindo,
enviou espiões para confirmar se Saul estava em Haquila.
Então Davi foi ao acampamento de Saul e viu onde estavam dormindo Saul e Abner. Abner, filho de Ner, era o comandante do exército de Saul. Saul estava dormindo dentro do acampamento com todo o exército ao seu redor.
Davi perguntou a Aimeleque, o heteu, e a Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe: — Quem quer ir comigo ao acampamento de Saul? Abisai respondeu: — Eu vou com você.
Quando veio a noite, Davi e Abisai foram ao acampamento de Saul e o encontraram dormindo dentro do acampamento, com sua lança enfiada no chão, perto de sua cabeça. Abner e os outros soldados estavam dormindo ao redor de Saul.
Abisai disse a Davi: — Hoje é o dia que Deus lhe entregou o seu inimigo. Deixe-me encravar Saul no chão com sua própria lança, um golpe só e pronto!
Mas Davi disse a Abisai: — Não o mate! Quem fizer mal ao rei que o SENHOR escolheu será castigado!
Tão certo como o SENHOR vive, que ele mesmo o castigará. Talvez Saul sofra uma morte natural ou talvez seja morto na batalha,
mas eu peço ao SENHOR que nunca me permita fazer mal ao rei que o SENHOR escolheu. Pegue a lança e a jarra de água que estão perto da cabeça de Saul e vamos embora.
Davi mesmo pegou a lança e a jarra que estavam perto de sua cabeça e os dois saíram do acampamento sem que ninguém os visse nem se dessem conta do que tinha acontecido. Ninguém sequer acordou. O SENHOR havia feito com que Saul e o seu exército caíssem em um sono profundo.
Davi atravessou o vale até o monte, em frente do acampamento de Saul, deixando uma boa distância entre eles.
Dali, Davi gritou ao exército e a Abner, filho de Ner: — Abner! Abner respondeu: — O que é que você quer?
Davi disse: — Não é você o mais valente em todo Israel? Então, por que não protegeu ao seu senhor, o rei? Alguém do povo entrou em seu acampamento para matar o rei.
E você nem se deu conta disso. Tão certo como o SENHOR vive, você e seus homens merecem a morte por não ter protegido o rei, o escolhido do SENHOR. Vá ver onde estão a lança e a jarra de água que estavam perto da cabeça de Saul.
Saul reconheceu a voz de Davi, e disse: — Davi, meu filho, é você? Davi respondeu: — Sim, Sua Majestade, sou eu.
Também disse: — Senhor meu, por que me persegue? Que mal tenho lhe feito? Do que me acusa?
Peço a Sua Majestade que ouça as minhas palavras. Se quem o põe contra mim for o SENHOR, com uma oferta se resolveria. Mas se são os homens que estão contra mim, que o SENHOR os amaldiçoe. Por eles tive que deixar a terra que o SENHOR me deu e me disseram que deveria servir a outros deuses.
Não faça que eu morra longe da presença do SENHOR. Para que procurar uma simples pulga como eu? É como caçar perdizes nos montes!
Então Saul disse: — Tenho sido um pecador. Davi, meu filho, regresse. Hoje você demonstrou que respeita minha vida, e por isso não lhe farei mal nenhum. Tenho me portado como um insensato e tenho cometido um grave erro.
Davi lhe respondeu: — Aqui está a lança do meu rei. Envie a um dos seus homens para que a apanhe.
O SENHOR dá o pagamento a cada um segundo os seus feitos: recompensa a quem faz o bem e castiga a quem faz o mal. O SENHOR o pôs nas minhas mãos no dia de hoje, mas eu não fiz nenhum mal ao rei que o SENHOR escolheu.
Hoje lhe demonstrei que respeito sua vida. Que o SENHOR me livre de qualquer problema.
Então Saul disse a Davi: — Que Deus o abençoe, Davi, meu filho. Você fará grandes coisas e triunfará. Davi partiu e Saul regressou à sua casa.
Contudo, Davi pensou: “Algum dia Saul me pegará. Melhor será escapar para a terra dos filisteus. Assim Saul deixará de me procurar em Israel e estarei fora do seu alcance”.
Assim Davi e seu exército de seiscentos homens saíram de Israel, e avançaram até a terra de Gate, para ver Aquis, filho de Maoque.
Ali se estabeleceram Davi, seu exército e suas famílias, debaixo da proteção de Aquis. Davi tinha consigo suas duas esposas: Ainoã, de Jezreel; e Abigail, de Carmelo. Abigail era a viúva de Nabal.
O povo informou a Saul que Davi tinha escapado para Gate. Portanto, Saul deixou de persegui-lo.
Davi disse a Aquis: — Se tenho o favor de Sua Majestade, peço que me permita viver em um dos povoados do campo. Sou só um servo seu, e não tenho razão para morar na capital do reino.
Nesse mesmo dia Aquis deu a Davi a cidade de Ziclague, e desde então esta pertence aos reis de Judá.
Davi viveu no território filisteu durante um ano e quatro meses.
Davi e seus homens lutaram contra os gesuritas, gersitas e amalequitas, que viviam na região de Telem perto do Sul e acima do Egito. Eles os derrotavam e saqueavam suas riquezas.
Davi derrotava o povoado, tomava suas ovelhas, gado, burros, camelos e suas roupas, e os levava a Aquis, mas nunca deixava alguém vivo.
Assim fez Davi muitas vezes, e cada vez que Aquis perguntava a Davi onde tinha atacado e se apoderado de tudo, Davi respondia que tinha atacado o sul de Judá, ou o sul de Jerameel, ou os queneus.
Davi nunca levava prisioneiros a Gate, porque pensava: “Se deixar uma pessoa viva, esta poderá contar a Aquis o que fiz”. Assim fez Davi durante todo o tempo que viveu no território filisteu.
Aquis começou a confiar em Davi, e dizia a si mesmo: “Agora o próprio povo de Davi o odeia. Todo Israel o odeia, e agora Davi sempre me servirá”.
Depois os filisteus reuniram suas tropas para combater contra Israel, e Aquis disse a Davi: — Você e seus homens subirão comigo para combater contra Israel.
Davi respondeu: — Com certeza! Então o senhor verá o que pode fazer este servo seu. Aquis disse: — Nesse caso, será meu guarda-costas. Você me protegerá de agora em diante.
Depois da morte de Samuel, todo Israel tinha feito lamentos por ele, e o tinham enterrado em sua cidade Ramá. (Saul tinha expulsado de Israel os espíritas e os feiticeiros.)
Os filisteus se prepararam para a batalha, acampando em Suném. Saul reuniu os israelitas e acamparam em Gilboa.
Ao ver o exército filisteu, Saul se atemorizou.
Consultou o SENHOR, mas o SENHOR não lhe respondeu nem em sonhos, nem pelo Urim, nem por meio dos profetas.
Por fim, Saul disse aos seus oficiais: — Tragam-me um espírita para que eu o consulte. Seus oficiais lhe responderam: — Há uma espírita em En-Dor.
Saul se disfarçou com outra roupa para que ninguém o reconhecesse, e nessa mesma noite ele e seus homens foram consultar a espírita. Saul disse: — Quero que invoque um espírito que possa me falar do futuro. Faça aparecer a pessoa que eu lhe falar.
Mas a espírita disse a Saul: — Você não sabe o que fez Saul? Expulsou do país todos os espíritas e os feiticeiros. Você está tramando contra mim uma armadilha e expondo-me à morte.
Saul fez esta promessa a ela no nome do SENHOR: — Tão certo como o SENHOR vive, que você não será castigada por fazer o que lhe digo.
A mulher perguntou: — Quem quer que invoque? Saul respondeu: — Samuel.
Quando a espírita viu Samuel, deu um grito, e disse: — Você me fez uma armadilha! Você é Saul!
O rei disse à adivinha: — Não tema. O que é que você vê? A adivinha disse: — Vejo um espírito que está saindo da terra.
Saul perguntou: — Como ele se parece? A mulher respondeu: — Como um ancião que leva um manto. Saul se ajoelhou rosto em terra ao se dar conta de que era Samuel.
Samuel disse a Saul: — Por que está me incomodando fazendo-me subir? Saul respondeu: — Estou com problemas! Os filisteus estão me atacando e Deus se afastou de mim. Já não me responde, nem por meio dos profetas nem por sonhos. Por isso chamei você. Necessito que me diga o que fazer.
Samuel disse: — O SENHOR abandonou você, e agora está do lado do seu inimigo, por que me chama?
O SENHOR está fazendo o que lhe advertiu através de mim. O SENHOR decidiu tirar o reino das suas mãos, e dá-lo a Davi.
Não obedeceu ao SENHOR, não destruiu os amalequitas nem lhes mostrou a ira de Deus. Por isso o SENHOR está fazendo isso com você agora.
O SENHOR entregará você e o povo de Israel nas mãos dos filisteus. Amanhã você e seus filhos estarão aqui comigo. O SENHOR também permitirá que os filisteus derrotem o exército de Israel.
Na mesma hora Saul, embora fosse muito alto, caiu muito assustado por causa daquilo que Samuel havia dito. Saul também estava fraco porque não tinha comido nada o dia inteiro e a noite toda.
Ao ver como Saul estava amedrontado, a mulher se aproximou, e disse: — Eu, sua serva, obedeci arriscando minha vida ao fazer o que me pediu.
Agora peço que me ouça. Deixe que traga alguma coisa para você comer. Você necessita comer para recuperar a energia e seguir seu caminho.
Mas Saul se negou a comer dizendo: — Não quero comer. Os oficiais de Saul se uniram à mulher e insistiram que comesse. Por fim, Saul os ouviu, se levantou e ficou sentado na cama.
A mulher matou um bezerro gordo que tinha em sua casa e amassou farinha para assar pão sem fermento.
Depois serviu a Saul e seus oficiais. Nessa mesma noite, depois de comer, seguiram seu caminho.
Os filisteus reuniram seus soldados em Afeque, enquanto os israelitas acampavam junto ao manancial que está em Jezreel.
Os líderes filisteus avançaram em companhias de 100 e de 1.000 homens, seguidos por Aquis e Davi com seus homens.
Os generais filisteus perguntaram: — O que estão fazendo aqui estes hebreus? Aquis disse aos generais: — É Davi. Ele antes era um dos oficiais de Saul, mas tem estado comigo por muito tempo, e nunca vi nada que me fizesse desconfiar dele.
Mas os generais filisteus ficaram chateados com Aquis e disseram: — Ordene que ele regresse à cidade que você lhe deu. Ele não pode nos acompanhar na batalha. Por acaso não vê que faríamos um inimigo em nosso próprio grupo? Ele poderia ganhar a benevolência do seu rei matando nossos homens.
Esse é o Davi do qual os israelitas dançavam e cantavam: “Saul matou 1.000, mas Davi matou 10.000”.
Então Aquis chamou Davi e disse: — Tão certo como o SENHOR vive, que você é leal a mim, e gostaria que me servisse no meu exército. Não tenho tido nada para desconfiar de você desde o primeiro dia que você chegou e também os líderes filisteus pensam bem de você.
Volte para sua casa e não faça nada que desagrade os líderes filisteus.
Davi perguntou: — Mas que mal tenho feito? Tem algo, Sua Majestade, para desconfiar de mim desde que eu cheguei? Por que não me permite combater contra os inimigos de Sua Majestade?
Aquis respondeu: — Eu sei que você é um bom homem, como um anjo de Deus, mas os generais filisteus insistiram que você não nos acompanhasse na batalha.
Cedo pela manhã, você e seus homens deverão regressar à cidade que lhe dei, e não faça caso do que os generais dizem de você. Você é um bom homem; portanto, volte assim que amanhecer.
Na manhã seguinte Davi e seus homens partiram rumo ao território filisteu, enquanto os filisteus avançaram para Jezreel.
Depois de três dias, Davi e seus homens chegaram a Ziclague. Os amalequitas tinham invadido a região do sul de Canaã, e também atacado e queimado a cidade de Ziclague.
Eles chegaram a capturar todo o povo: mulheres, jovens e líderes; embora não tivessem matado ninguém.
Quando Davi e seus homens chegaram a Ziclague, encontraram a cidade em chamas. Os amalequitas tinham levado cativos suas esposas, filhos e filhas.
Davi e os demais homens do seu exército choraram e gritaram até ficar sem forças.
Os amalequitas também tinham levado cativas as duas esposas de Davi: Ainoã, de Jezreel, e Abigail, que tinha sido a esposa de Nabal, de Carmelo.
Todo o exército estava tão triste e furioso porque seus filhos e filhas tinham sido levados cativos, que queriam apedrejar Davi até a morte. Ele ficou alarmado, mas recuperou as forças no SENHOR, seu Deus,
e disse ao sacerdote Abiatar, o filho de Aimeleque, que trouxesse o éfode.
Então Davi consultou o SENHOR: — Devo perseguir os que levaram as nossas famílias cativas? Poderei alcançá-los? Ele respondeu: — Persiga-os, que os alcançará e resgatará suas famílias.
Davi foi ao ribeiro de Besor acompanhado de seiscentos homens. Ali ficaram
duzentos homens porque estavam muito fracos e cansados para continuar. Davi continuou perseguindo os amalequitas com quatrocentos homens.
Os homens de Davi encontraram um egípcio no campo e o levaram a Davi. Eles lhe deram de comer e de beber,
e também um pedaço de massa de figos e dois cachos de uva passa, pois tinha três dias e três noites que ele não provava comida. Quando o egípcio comeu, recuperou as forças.
Davi perguntou ao egípcio: — A quem pertence? De onde você vem? O egípcio respondeu: — Sou egípcio, escravo de um amalequita. Faz três dias que fiquei doente, e meu senhor me abandonou.
Tínhamos invadido a região do sul de Canaã, onde vivem os queretitas. Atacamos o território de Judá e de Calebe, e também incendiamos Ziclague.
Davi disse ao egípcio: — Guie-nos para que encontremos esses bandidos. O egípcio respondeu: — Levarei vocês, mas jure por Deus que não me matará nem me entregará de novo ao meu senhor.
O egípcio os guiou onde estavam os amalequitas. Os encontraram dispersos pelo chão, comendo e bebendo, celebrando o grande despojo que tinham tomado do território filisteu e de Judá.
Davi os atacou e os matou. Lutaram desde o amanhecer até o anoitecer do dia seguinte. Nenhum dos amalequitas conseguiu escapar, a não ser quatrocentos homens que montaram em seus camelos e fugiram.
Davi recuperou o despojo que os amalequitas tinham tomado, inclusive suas duas esposas.
Não faltou nada. Encontraram todas as crianças e líderes, e também todos os seus filhos e filhas, e todos os seus bens de valor.
Davi se apoderou das ovelhas e do gado. As pessoas levavam tudo na frente do grupo e diziam: — Este é o despojo de Davi!
Davi regressou ao ribeiro de Besor, onde tinham ficado os duzentos homens que estavam fracos e cansados para segui-lo. Os homens saíram ao encontro de Davi e os soldados que o tinham acompanhado.
Entre os homens que tinham acompanhado Davi, havia alguns que eram maus e problemáticos, e reclamaram: — Estes homens não foram conosco; portanto, não devemos compartilhar o despojo com eles. Que tomem só suas esposas e filhos e ir embora.
Davi disse a eles: — Não, irmãos meus, não façam isso. Pensem no que o SENHOR lhes deu. Ele nos permitiu derrotar o inimigo que nos atacou.
Ninguém lhes fará caso. Tudo será repartido em partes iguais entre os homens que ficaram cuidando das provisões e os que foram à batalha.
Davi estabeleceu essa lei e regulamento em Israel, e assim continua até hoje.
Depois de chegar a Ziclague, Davi enviou algumas das coisas que tomou dos amalequitas aos seus amigos, os líderes de Judá, dizendo: — Aqui lhes envio um presente daquilo que tomamos dos inimigos do SENHOR.
Também enviou algumas das coisas aos líderes de Betel, de Ramote que fica no sul de Canaã, de Jatir,
de Aroer, de Sifmote, de Estemoa,
de Racal, das cidades de Jerameel, das cidades dos queneus
de Horma, de Borasã, de Atace,
de Hebrom, e aos líderes de todos os lugares onde Davi e seus homens tinham vivido.
Os filisteus lutaram contra Israel, e os israelitas saíram fugindo. Muitos israelitas morreram no monte Gilboa.
Então os filisteus se dedicaram a perseguir Saul e seus filhos, conseguindo matar Jônatas, Abinadade e Malquisua.
A batalha se tornou cada vez pior para Saul, e os arqueiros o alcançaram e o feriram gravemente com suas flechas.
Então Saul disse ao seu escudeiro: — Pegue sua espada e me mate para que esses pagãos não venham fazer escárnio de mim. Mas o escudeiro de Saul teve medo e se negou a matá-lo. Então Saul pegou sua própria espada e se matou.
Ao ver que Saul estava morto, seu escudeiro atravessou a si mesmo com sua própria espada e morreu junto com Saul.
Deste modo morreram Saul, seus três filhos e o seu escudeiro nesse dia.
Ao ver que o exército israelita fugia e que Saul e seus filhos tinham morrido, os israelitas que viviam do outro lado do vale abandonaram suas cidades e também fugiram. Então os filisteus passaram a ocupar essas cidades.
No dia seguinte, quando os filisteus voltaram para despojar os cadáveres, encontraram Saul e seus filhos mortos no monte Gilboa.
Então decapitaram Saul, tomaram todas as armas e enviaram mensageiros para que espalhassem a notícia aos filisteus e a todos os templos dos seus ídolos.
Puseram suas armas no templo da deusa Astarote. Depois penduraram seu cadáver na parede de Bete-Sã.
Quando o povo de Jabes-Gileade ouviu dizer o que os filisteus tinham feito,
os soldados de Jabes caminharam durante toda a noite em direção a Bete-Sã para recuperarem os corpos de Saul e dos seus filhos. Depois de baixá-los do muro, voltaram a Jabes, onde os queimaram.
Depois pegaram os ossos e os enterraram debaixo de uma sombra de tamarisco de Jabes. E jejuaram por sete dias.
Depois de Davi ter derrotado os amalequitas, ele regressou a Ziclague. Isso aconteceu após Saul ser morto. Davi ficou lá dois dias.
No terceiro dia chegou um jovem guerreiro do acampamento de Saul. As roupas dele estavam rasgadas e a sua cabeça, coberta de cinzas, em sinal de grande tristeza. Ele se ajoelhou diante de Davi, com o rosto em terra.
Davi lhe perguntou: — De onde você vem? Ele respondeu: — Fugi do acampamento israelita.
Então Davi perguntou: — Fale tudo o que aconteceu. O jovem disse: — O nosso exército fugiu da batalha, muitas pessoas morreram. Também morreram o rei Saul e o seu filho Jônatas.
Davi perguntou ao jovem guerreiro: — Como você sabe que Saul e o seu filho estão mortos?
O jovem respondeu: — Por acaso, eu estava no monte Gilboa e vi que Saul se apoiava na sua lança, enquanto os carros de combate e a cavalaria dos filisteus estavam quase em cima dele.
Saul se virou e, quando me viu, me chamou e eu lhe respondi.
Ele me perguntou quem eu era e eu lhe disse que era um amalequita.
Então Saul me disse: “Venha aqui e me mate, pois estou cheio de dores, prestes a morrer”.
Quando vi que ele estava sofrendo, eu o matei. Depois tirei a coroa da sua cabeça e o bracelete do seu braço e os trouxe para lhe entregar, meu senhor.
Então Davi e todos os que estavam com ele rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza.
Tristes, choraram e jejuaram até o fim do dia pela morte de Saul e Jônatas. Também choraram pelo exército do SENHOR e pela nação de Israel. Saul, Jônatas e muitos israelitas tinham sido mortos naquela batalha.
Depois Davi falou com o jovem que trouxe a notícia da morte de Saul e lhe perguntou: — De onde você é? — Sou amalequita, filho de um imigrante — respondeu o jovem.
— Como é que não teve medo de matar o rei escolhido do SENHOR? — perguntou Davi ao jovem.
E Davi ordenou a um dos seus servos que matasse o amalequita, e ele assim fez.
Davi tinha dito ao amalequita: — Você é responsável pela sua morte. Você se condenou ao declarar que matou o rei, o escolhido do SENHOR.
Davi compôs este lamento em honra de Saul e do seu filho Jônatas,
e ordenou que seus homens o ensinassem ao povo de Judá. Davi lhe deu o nome de “Cântico do Arco”, e encontra-se no Livro do Justo:
“A glória do povo de Israel caiu por terra nos seus montes! Caíram os heróis!
Não contem o que aconteceu na cidade de Gate, nem o proclamem nas ruas de Asquelom, para que as cidades dos filisteus não se alegrem, nem dancem de alegria esses infiéis.
“Ó montes de Gilboa, que nunca mais caia sobre vocês orvalho nem chuva, que os seus campos nunca mais produzam trigo para as ofertas. Porque em Gilboa caiu o escudo dos heróis, aí foi manchado o escudo de Saul.
Muitas vezes as flechas de Jônatas penetraram o corpo dos inimigos e derramaram o sangue dos valentes! A espada de Saul sempre conseguiu fazer o que queria!
“Saul e Jônatas foram muito amados em vida, e nem a morte conseguiu separá-los. Eram mais rápidos do que as águias, mais fortes do que os leões!
Chorem por Saul, ó filhas de Israel, pois ele as cobriu com vestidos vermelhos bonitos e com joias de ouro.
“Como caíram os heróis no meio da batalha! Jônatas está morto nos montes de Gilboa!
Estou tão triste por você, Jônatas, meu irmão! A sua amizade era mais preciosa do que o amor das mulheres.
Caíram os heróis! Falharam as suas armas de guerra!”
Depois, Davi perguntou ao SENHOR: — Devo tomar posse de alguma das cidades de Judá? — Sim — respondeu o SENHOR. — Qual delas? — perguntou Davi. — Hebrom — foi a resposta.
Então Davi e as suas duas esposas foram para Hebrom. As suas esposas eram Ainoã, a jezeerita, e Abigail, que tinha sido esposa de Nabal, de Carmelo.
Davi também levou consigo os seus homens e as famílias deles, e todos se instalaram em Hebrom e nos povoados vizinhos.
Então os habitantes de Judá foram a Hebrom, e ali consagraram Davi como rei de Judá. Quando Davi soube que os habitantes de Jabes-Gileade tinham sepultado Saul,
ele lhes enviou a seguinte mensagem: “Que o SENHOR os abençoe por terem sido bondosos com Saul, o seu rei, e o terem sepultado.
Que o SENHOR seja bondoso e fiel com vocês. Eu também tratarei vocês bem, por causa daquilo que fizeram.
Agora, sejam fortes e tenham coragem, pois embora o seu rei Saul tenha morrido, o povo de Judá me consagrou para ser seu rei”.
Abner, filho de Ner, general do exército de Saul, levou Is-Bosete, filho de Saul, para Maanaim.
E ali o proclamou rei de Gileade, de Guesuri, de Jezreel, de Efraim, de Benjamim e de todo Israel.
Is-Bosete, filho de Saul, tinha quarenta anos quando começou a reinar sobre Israel; e ele reinou durante dois anos. Era só o povo de Judá que seguia Davi.
De Hebrom, Davi governou o povo de Judá durante sete anos e seis meses.
Abner, filho de Ner, saiu de Maanaim para Gibeom com os exércitos de Is-Bosete, filho de Saul.
Joabe, filho de Zeruia, e os exércitos de Davi também foram para Gibeom. Os dois exércitos se encontraram em lados opostos da lagoa de Gibeom.
Abner disse a Joabe: — Proponho que os soldados jovens saiam e lutem aqui. Joabe disse: — Sim, estou de acordo.
Os dois grupos escolheram seus homens para o combate, doze da tribo de Benjamim para lutar por Is-Bosete, filho de Saul, e doze das tropas de Davi.
Cada um pegou seu adversário pela cabeça e enfiou a espada ao seu lado, de maneira que os guerreiros de ambos os grupos morreram ao mesmo tempo. Por isso esse lugar de Gibeom foi chamado “Campo das Espadas”.
Naquele dia a batalha foi muito violenta. Abner e os israelitas foram derrotados pelos soldados de Davi.
Estavam lá os três filhos de Zeruia: Joabe, Abisai e Asael. Este último corria tão rápido como o cervo do campo.
Asael correu atrás de Abner até alcançá-lo.
Abner olhou para trás e perguntou: — É você, Asael? Asael disse: — Sim, sou eu.
E Abner disse a Asael: — Deixe-me em paz. Persiga outro soldado e fique com a armadura dele. Mas Asael não parou de perseguir Abner.
Então Abner disse de novo a Asael: — Deixe-me em paz ou terei que matar você. E se eu fizer isso nunca mais poderei olhar para o rosto do seu irmão Joabe.
Mas Asael não parou de persegui-lo. Então Abner espetou a parte de trás da sua lança no estômago de Asael e a lança saiu pelas costas dele. Asael morreu imediatamente. O corpo dele ficou caído no chão, e todos os homens que passavam por ali paravam para vê-lo.
Mas Joabe e Abisai continuaram perseguindo Abner. Ao pôr do sol, chegaram à colina de Amá, diante de Gia, a caminho do deserto de Gibeom.
Os homens da tribo de Benjamim rodearam Abner no alto da colina.
Abner gritou a Joabe e disse: — Vamos continuar esta matança? Isto só trará tristeza, diga ao povo que deixe de perseguir os seus irmãos.
E Joabe disse: — Tão certo como Deus vive que se não tivesse dito nada, amanhã os soldados continuariam perseguindo os seus irmãos.
Então Joabe tocou a trombeta e os soldados deixaram de perseguir os israelitas e pararam de lutar.
Nesta noite Abner e seus homens caminharam pelo vale do Jordão, até atravessar o rio, e continuaram durante o dia até chegar a Maanaim.
Joabe deixou de perseguir Abner e regressou. Ao reunir os seus homens, ele verificou que faltavam dezenove soldados e Asael.
Mas os soldados de Davi tinham matado trezentos e sessenta benjamitas, soldados de Abner.
Os soldados de Davi pegaram o corpo de Asael e o sepultaram no túmulo do seu pai, em Belém. Joabe e os seus homens marcharam toda a noite e chegaram a Hebrom de manhã cedo.
A guerra entre as famílias de Saul e de Davi durou muito tempo. No entanto, Davi ficava cada vez mais forte, enquanto a família de Saul estava cada vez mais fraca.
Os filhos de Davi que nasceram em Hebrom foram: O primeiro foi Amnom, o filho mais velho, filho de Ainoã, a jezeerita;
o segundo, Daluia, filho de Abigail, viúva de Nabal de Carmelo; o terceiro, Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai de Gesur;
o quarto, Adonias, filho de Hagite; o quinto, Sefatias, filho de Abital;
o sexto, Itreão, filho de Eglá. Esses foram os filhos de Davi que nasceram em Hebrom.
Enquanto as famílias de Saul e Davi lutavam entre si, Abner ia ganhando mais poder na família de Saul.
Saul tinha uma esposa chamada Rispa, filha de Aiá, e Is-Bosete foi perguntar a Abner: — Por que se deitou com a esposa do meu pai?
Abner ficou muito irritado e disse: — Eu sempre fui fiel a Saul e à sua família e não o entreguei nas mãos de Davi. Não sou nenhum traidor que trabalha para Judá! Agora você me acusa de ter estado com essa mulher?
Pois bem, que Deus me castigue se não fizer por Davi tudo o que o SENHOR lhe prometeu:
vou tirar o reino da família de Saul e colocar Davi no trono de Israel e de Judá, desde Dã, no norte, até Berseba, no sul.
Is-Bosete ficou cheio de medo e nada disse.
Então Abner enviou esta mensagem a Davi: — Quem é que deve governar este país? Faça uma aliança comigo e eu me juntarei a você para levar o povo de Israel para o seu lado.
Davi respondeu: — Está bem. Farei uma aliança com você, mas com uma condição: que me traga Mical, a filha de Saul.
Depois Davi enviou esta mensagem a Is-Bosete, filho de Saul: — Devolva a minha esposa Mical, ela me pertence, pois por ela matei cem filisteus.
Então Is-Bosete mandou que os seus homens a tirassem do seu marido Paltiel, filho de Laís.
Paltiel os seguiu chorando por todo o caminho até Baurim, até que Abner ordenou que ele voltasse e Paltiel obedeceu.
Depois Abner enviou esta mensagem aos líderes de Israel: — Há muito tempo que vocês querem que Davi seja seu rei.
Pois façam-no rei, porque o SENHOR referia-se a Davi quando disse: “Por meio do meu servo Davi, salvarei os israelitas dos filisteus e de todos os seus inimigos”.
Abner também disse o mesmo à família de Benjamim. Depois foi a Hebrom e contou a Davi tudo o que o povo de Israel e a família de Benjamim tinham concordado.
Quando Abner foi a Hebrom para falar com Davi, ele levava vinte homens com ele e Davi fez uma festa para eles todos.
Depois Abner disse a Davi: — Permita-me reunir todos os israelitas para fazerem uma aliança com você e assim reinará sobre todo Israel, tal como deseja. Davi deixou Abner ir, e ele saiu em paz.
Entretanto chegaram os soldados de Davi e Joabe, traziam muitas coisas que tinham capturado do inimigo. Abner já tinha saído de Hebrom, depois de ter se despedido de Davi em paz.
Ao chegarem a Hebrom, contaram o seguinte a Joabe: — Abner, filho de Ner, se apresentou diante do rei Davi, e o rei deixou que ele partisse em paz.
Joabe foi falar com o rei e lhe perguntou: — O que é que fez, ó rei? Abner veio apresentar-se diante de você e deixou que ele saísse sem fazer nada!
Conhece bem Abner, ele só veio para enganar você, para saber onde estava e descobrir os seus planos.
Depois de falar com Davi, Joabe enviou alguns mensageiros para ir atrás de Abner. Encontraram-no no poço de Sirá e o trouxeram de volta, sem que Davi soubesse.
Quando Abner chegou a Hebrom, Joabe o levou para um lado da porta da cidade, fingindo que queria falar com ele a sós. Ali lhe deu uma facada no estômago e o matou. Assim Joabe vingou a morte do seu irmão Asael.
Quando Davi soube da notícia, ele disse: “Declaro que eu e o meu reino somos completamente inocentes, diante do SENHOR, da morte de Abner, filho de Ner.
Os responsáveis são Joabe e a sua família, eles serão os culpados. Por isso eles sofrerão muito: terão doenças sexuais, lepra, serão coxos, morrerão na guerra e passarão fome”.
Joabe e o seu irmão Abisai tinham planejado matar Abner, porque na batalha de Gibeom, Abner tinha matado Asael, o irmão deles.
Depois Davi disse a Joabe e a todos os que estavam com ele que rasgassem as suas roupas e se vestissem de luto e fizessem lamentos por Abner. Davi participou no funeral
em Hebrom, onde Abner foi enterrado. O rei chorou aos gritos junto ao túmulo de Abner e todos choraram com ele.
O rei Davi cantou este lamento por Abner: “Abner, você não morreu como um criminoso qualquer!
As suas mãos não estavam amarradas nem os seus pés, presos. Você foi morto como quem é morto por homens criminosos!” E todo o povo chorou de novo por Abner.
Todos tentaram encorajar Davi a comer, mas Davi tinha feito a promessa de não comer, dizendo: — Que Deus me castigue se eu comer pão ou qualquer outra comida antes do sol se pôr.
O povo gostou da atitude do rei. De fato, o povo gostava de tudo o que o rei fazia.
Naquele dia, todo o povo de Judá e todo Israel ficou sabendo que Davi não teve nada a ver com a morte de Abner, filho de Ner.
O rei Davi disse aos seus oficiais: — Como vocês sabem, hoje morreu um líder importante de Israel,
ao mesmo tempo que eu fui escolhido como rei. Os filhos de Zeruia são muito violentos, que o SENHOR lhes dê o castigo que merecem.
Quando Is-Bosete, filho de Saul, ouviu dizer que Abner tinha morrido em Hebrom, ficou sem forças, e todo o povo de Israel ficou com medo.
A chefia do exército passou então para dois irmãos, Recabe e Baaná, filhos do benjamita Rimom. (Eles eram dois chefes das forças de ataque do filho de Saul e eram de Beerote, da tribo de Benjamim,
embora o povo de Beerote não vivesse mais lá, pois todos tinham fugido para Gitaim, onde vivem ainda hoje.)
Também vivia um filho de Jônatas, neto do rei Saul, que se chamava Mefibosete. Mefibosete era aleijado dos dois pés. Ele tinha cinco anos quando seu pai e o seu avô morreram. Ao receber a notícia da morte deles, a sua ama fugiu correndo, mas o menino caiu e ficou aleijado.
Recabe e Baaná, filhos do berotita Rimom, foram para a casa de Is-Bosete ao meio-dia. Ele estava descansando porque fazia muito calor.
Os dois entraram na casa de Is-Bosete, como se fossem tirar um pouco de trigo, e o mataram espetando um punhal na barriga dele. Depois fugiram.
(Eles mataram Is-Bosete quando este estava dormindo no seu quarto e depois cortaram a sua cabeça.) Durante toda a noite, eles fugiram pelo vale do Jordão
e, quando chegaram a Hebrom, entregaram a cabeça a Davi, dizendo: — Aqui está a cabeça do seu inimigo Is-Bosete. Ele era filho de Saul, que queria matar você. Mas hoje o SENHOR castigou Saul e a família dele pelo mal que lhe fizeram.
Mas Davi respondeu a Recabe e ao seu irmão Baaná: — Tão certo como vive o SENHOR, o qual tem me livrado de todos os meus problemas, que vocês não continuarão com vida!
Já uma vez antes alguém pensou que me trazia boas notícias quando me disse: “Saul está morto”, mas eu agarrei aquele homem e o matei em Ziclague. Essa foi a recompensa que lhe dei pela sua notícia.
Agora vou fazer o mesmo com vocês: eliminá-los da terra. Vocês são traiçoeiros, mataram uma pessoa inocente enquanto dormia na sua própria cama!
Então Davi ordenou aos soldados que matassem Recabe e Baaná. Eles cortaram as mãos e os pés deles e os penduraram perto da lagoa de Hebrom. Depois pegaram a cabeça de Is-Bosete e a enterraram em Hebrom, no mesmo lugar onde Abner tinha sido enterrado.
Todas as tribos de Israel se apresentaram diante de Davi em Hebrom para lhe dizer: — Somos da mesma família, temos o mesmo sangue.
Mesmo quando Saul era o nosso rei, era você quem nos dirigia nas batalhas. E o SENHOR também lhe disse: “Você será o pastor do meu povo, Israel, e reinará sobre ele”.
Então os líderes de Israel se reuniram com o rei Davi em Hebrom. Ali o rei Davi fez uma aliança com eles, diante do SENHOR, e os líderes o consagraram rei de Israel.
Davi tinha trinta anos quando começou a reinar, e reinou durante quarenta anos.
Em Hebrom, foi rei de Judá durante sete anos e meio e, em Jerusalém, foi rei de todo Israel e Judá durante trinta e três anos.
O rei e os seus soldados atacaram os jebuseus, que moravam em Jerusalém. Os jebuseus disseram a Davi: — Você não entrará nesta cidade! Até os cegos e os coxos a podem defender! Diziam isso porque não acreditavam que Davi pudesse entrar na cidade.
Mas Davi conquistou a fortaleza de Sião, que passou a se chamar Cidade de Davi.
Nesse dia Davi disse aos seus soldados: — Quem quiser atacar os jebuseus, esses cegos e coxos que eu odeio, terá que entrar pelo canal da água. (É por isso que se diz: “Nenhum cego nem coxo entrará na casa ”.)
Depois Davi passou a morar na fortaleza e lhe deu o nome de Cidade de Davi. Construiu uma muralha desde Milo até o palácio.
Davi se fortalecia mais e mais porque o SENHOR Todo-Poderoso estava com ele.
Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, os quais lhe trouxeram toras de madeira de cedro, juntamente com carpinteiros e pedreiros para construir uma casa para ele.
Então Davi compreendeu que o SENHOR o tinha confirmado como rei de Israel, e que tinha feito com que o seu reino fosse importante, pelo amor que tinha ao seu povo Israel.
Quando Davi mudou de Hebrom para Jerusalém, arranjou mais esposas, com as quais teve mais filhos e filhas.
Estes são os nomes dos filhos de Davi que nasceram em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão,
Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia,
Elisama, Eliada, Elifelete.
Quando os filisteus souberam que Davi tinha sido consagrado rei de Israel, foram procurá-lo para matá-lo. Mas Davi ficou sabendo dos seus planos e foi para a fortaleza, em Jerusalém.
Os filisteus acamparam no vale de Refaim.
Então Davi perguntou ao SENHOR: — Devo atacar os filisteus? O Senhor me dará a vitória? O SENHOR disse: — Sim, eu lhe darei a vitória.
Então Davi foi para Baal-Perazim e venceu os filisteus. Depois ele disse: — Como uma enchente que destrói tudo, assim o SENHOR destruiu os meus inimigos. Por isso Davi chamou aquele lugar de Baal-Perazim.
Os filisteus abandonaram as estátuas dos seus deuses, e Davi e os seus homens as levaram com eles.
Os filisteus acamparam de novo no vale de Refaim.
Davi consultou o SENHOR, e ele respondeu: — Não ataque pela frente. Rodeie-os e ataque-os pela parte de trás, do outro lado das árvores do bálsamo.
Assim que você ouvir, por cima das amoreiras, o rumor de pessoas marchando, ataque imediatamente. Esse é o momento em que o SENHOR irá na sua frente para vencer os filisteus.
Davi obedeceu ao SENHOR e derrotou os filisteus. Ele os perseguiu desde Gibeom até Gezer.
Novamente, Davi reuniu 30.000 dos melhores soldados de Israel.
Ele partiu com todos eles para Baalá, de Judá, para trazer de lá a arca de Deus. (É lá que o povo invoca o nome do SENHOR, Todo-Poderoso, que se senta no trono, no meio dos querubins.)
Os homens de Davi tiraram a arca de Deus da casa de Abinadabe, que estava situada num monte, e a colocaram num carro de bois novo. Os filhos de Abinadabe, Uzá e Aiô, guiavam o carro de bois
com a arca de Deus. Aiô caminhava na frente da arca.
Enquanto isso, Davi e todo o povo de Israel dançavam diante do SENHOR ao ritmo dos instrumentos musicais. Eles cantavam enquanto tocavam harpas, liras, tamborins, chocalhos, e címbalos.
Quando chegaram ao lugar onde se debulha o trigo, na eira de Nacom, os bois tropeçaram e Uzá estendeu a mão e segurou a arca de Deus para que não caísse.
Mas o SENHOR ficou furioso com Uzá e o matou, pela sua falta de respeito. Uzá morreu ali mesmo, ao lado da arca.
Davi ficou irritado pela maneira como o SENHOR destruiu Uzá e chamou aquele lugar “Perez-Uzá”. Ainda hoje esse é o seu nome.
Nesse dia Davi teve medo do SENHOR e pensou: “Não há maneira de eu levar a arca do SENHOR comigo”.
Então Davi decidiu não levar a arca do SENHOR para a Cidade de Davi, e ordenou que a levassem para a casa de Obede-Edom, de Gate.
A arca do SENHOR permaneceu na casa de Obede-Edom durante três meses e o SENHOR abençoou a ele e a toda a sua família.
Então disseram a Davi: — O SENHOR tem abençoado Obede-Edom e toda a família dele, porque a arca de Deus está em sua casa. E Davi pensou: — Vou trazer essa bênção para a minha família. Então Davi, cheio de alegria, foi buscar a arca na casa de Obede-Edom. Dali ele a levou para a Cidade de Davi.
Quando os homens que levavam a arca do SENHOR avançaram apenas seis passos, Davi sacrificou um boi e um bezerro gordo.
Vestido com um éfode de linho, Davi começou a dançar com muita alegria, diante do SENHOR.
Davi e todo o povo de Israel acompanhavam a arca do SENHOR com gritos de alegria e ao som de trombetas.
Quando a arca do SENHOR entrou na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, olhou pela janela e, ao ver Davi saltando e dançando diante do SENHOR, sentiu desprezo por ele.
Os israelitas colocaram a arca do SENHOR numa tenda que Davi tinha preparado para a arca. Depois Davi ofereceu ao SENHOR os sacrifícios que deveriam ser queimados completamente e as ofertas de paz.
Depois de ter oferecido os sacrifícios, Davi abençoou o povo no nome do SENHOR Todo-Poderoso.
Também repartiu um pão, uma torta de passas e outra de tâmaras por todo o povo de Israel que ali estava, por cada homem e cada mulher. Depois disso, o povo foi para casa.
Quando Davi voltou para casa, para abençoar a sua família, Mical saiu ao seu encontro e lhe disse: — O rei de Israel não se comportou nada bem hoje, despindo-se como um louco qualquer diante das servidoras dos seus oficiais!
Então Davi respondeu: — Me alegrei diante do SENHOR, que me escolheu para ser líder do seu povo, o povo de Israel. Ele não escolheu o seu pai nem ninguém da família dele.
Ainda irei me humilhar e rebaixar mais. Talvez você não me respeite, mas as escravas de quem você fala se orgulham de mim.
E Mical, filha de Saul, morreu sem ter filhos.
O rei Davi estava instalado no seu palácio e não havia guerra com nenhum dos seus inimigos, graças ao SENHOR.
Então o rei disse ao profeta Natã: — Olhe, agora vivo num palácio de cedro, mas a arca de Deus se encontra numa tenda. O que eu posso fazer?
Natã respondeu ao rei: — Faça tudo o que quiser, pois o SENHOR está com você.
Mas naquela noite o SENHOR falou a Natã o seguinte:
“Fale ao meu servo Davi que eu, o SENHOR, falo que não será ele quem irá construir uma casa para eu morar.
Desde que tirei o povo de Israel do Egito até hoje, nunca habitei em nenhuma casa. Acompanhei sempre o povo e habitei numa tenda.
Acompanhei sempre os filhos de Israel, mas nunca pedi a nenhum dos líderes, que escolhi para guiar o meu povo, que me construísse uma casa de cedro.
Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, escolhi você, Davi, quando ainda era pastor das ovelhas nos campos. Tirei você de lá e fiz de você o líder do meu povo, Israel.
Tenho andado sempre com você por toda parte, venci todos os seus inimigos e farei de você uma das pessoas mais importantes do mundo.
Também escolhi um lugar para o meu povo Israel. Eu o estabeleci nesse lugar para que tenha um lugar próprio e ali ninguém o incomode nem a gente má o oprima como aconteceu antes,
no tempo em que eu enviava juízes para governar o meu povo. Mas agora, eu, o SENHOR, livrarei você de todos os seus inimigos e declaro que eu farei de você uma grande família.
“Quando você chegar ao fim da sua vida e se juntar aos seus antepassados na sepultura, farei com que um dos seus próprios filhos seja o próximo rei e estabelecerei o seu reino.
Ele construirá uma casa para mim, e eu fortalecerei o seu reino para sempre.
Eu serei seu pai e ele será meu filho. Quando ele fizer algum mal, eu o castigarei como um pai castiga ao seu filho.
Mas nunca retirarei de você o meu amor fiel, como retirei de Saul, quando o afastei para que você pudesse ser rei.
A sua família e o seu reino existirá para sempre. O seu trono será estabelecido para sempre”.
Natã informou a Davi sobre essa visão e tudo o que Deus tinha falado.
Então o rei Davi foi e se sentou na presença do SENHOR e disse: “Senhor DEUS, quem sou eu e quem é a minha família para sermos honrados desta maneira?
Senhor DEUS, tenho recebido tanto e ainda me dá mais. O Senhor fez a mim, servo seu, grandes promessas sobre o futuro da minha dinastia. O Senhor, meu DEUS, deixou que eu visse mais do futuro do que um ser humano pode entender.
O que mais posso dizer? Senhor DEUS, sabe que sou somente um servo.
Toda esta grandeza é obra sua, porque o Senhor quis assim por causa da sua promessa e porque assim decidiu e revelou tudo ao seu servo.
Meu Senhor DEUS, por isso é tão grande! Tudo o que temos escutado com os nossos próprios ouvidos nos leva a uma só conclusão: o Senhor é o único Deus e não existe outro igual.
Que outra nação na terra é como o seu povo Israel? O Senhor o salvou para fazer dele o seu povo e tornou o seu nome famoso ao fazer pelo seu povo milagres e maravilhas. Expulsou as nações e os seus deuses de diante do seu povo, o povo que resgatou do Egito.
O SENHOR se tornou Deus de Israel e fez de Israel o seu povo. Israel é o seu povo para sempre e o Senhor é o seu Deus.
“Agora, ó SENHOR Deus, confirme para sempre a promessa que fez a respeito de mim, o seu servo, e da minha família. Faça tudo o que prometeu.
Então o seu nome será exaltado para sempre e o povo dirá: ‘O SENHOR Todo-Poderoso é o Deus de Israel! Que a família do seu servo se mantenha firme diante da sua presença’.
SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, por causa de ter revelado ao seu servo que estabelecerá a minha dinastia, eu tive coragem de fazer esta oração.
Senhor DEUS, as suas palavras são verdadeiras porque é Deus, e fez estas grandes promessas a mim, o seu servo.
Agora, peço que abençoe a minha dinastia, para que lhe seja sempre fiel. Senhor DEUS, como prometeu, abençoe a minha dinastia para que seja bendita para sempre”.
Depois de um tempo, Davi enfrentou os filisteus e os derrotou. Tirou Metegue-Amá do poder dos filisteus.
Davi também derrotou os moabitas. Ele os obrigou a se deitarem no chão e os mediu com uma corda: os que ficavam dentro das primeiras duas medidas da corda eram mortos, mas os que ficavam dentro da terceira medida eram deixados com vida. Dessa maneira, os moabitas se tornaram servos de Davi e começaram a lhe pagar tributo.
Davi foi para uma região próxima do rio Eufrates para erguer um monumento em sua honra. Também Davi venceu ali o rei de Zobá, Hadadezer, filho de Reobe.
Davi conquistou 1.000 carros de combate, 7.000 cavaleiros e 20.000 soldados da infantaria de Hadadezer. Levou cem cavalos dos carros de combate e cortou os tendões das patas de todos os outros.
Os sírios de Damasco vieram ajudar Hadadezer, rei de Zobá, mas Davi os derrotou, matando 22.000 sírios.
Depois Davi colocou tropas em Damasco e os sírios passaram a ser servos de Davi e começaram a lhe pagar tributo. O SENHOR dava vitória a Davi onde quer que ele fosse.
Davi pegou todos os escudos de ouro que levavam os oficiais de Hadadezer e os levou para Jerusalém.
Também apanhou muitos objetos de bronze de Tebá e Beerote, cidades do reino de Hadadezer.
Quando Toú, rei de Hamate, ouviu dizer que Davi tinha derrotado o exército de Hadadezer,
ele enviou o seu filho Jorão ao rei Davi para cumprimentá-lo pela vitória sobre Hadadezer, pois Toú também tinha lutado antes contra Hadadezer. Jorão lhe trouxe objetos de prata, ouro e bronze.
O rei Davi tomou todos esses objetos e os dedicou ao SENHOR e os colocou junto com os outros objetos que tinha tirado das nações e consagrado a Deus.
Davi derrotou os edomitas, os moabitas, os amonitas, os filisteus e os amalequitas. Ele derrotou também Hadadezer, filho de Reobe, rei de Zobá.
Davi tornou-se ainda mais famoso quando regressou para casa depois de derrotar 18.000 edomitas no vale do Sal.
Davi estabeleceu tropas por toda a terra de Edom. Todos os edomitas passaram a ser servos de Davi e o SENHOR lhe dava a vitória em todos os lugares por onde ele ia.
Davi governou sobre todo Israel com justiça e retidão.
Joabe, filho de Zeruia, era o chefe do exército. Josafá, filho de Ailude, era o arquivista.
Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes. Seraías era o secretário.
Benaia, filho de Joiada, estava encarregado dos mercenários cretenses e filisteus, e os filhos de Davi eram sacerdotes.
Davi perguntou: — Há alguém da família de Saul que não tenha morrido? Eu gostaria de ajudar essa pessoa por causa de Jônatas.
Então os servos de Davi mandaram chamar um servo da família de Saul, chamado Siba. O rei Davi lhe perguntou: — Você é Siba? E Siba disse: — Sim, eu sou Siba, o seu servo.
O rei disse: — Há alguém ainda vivo da família de Saul a quem eu possa mostrar a bondade de Deus? Siba disse ao rei Davi: — Jônatas tem um filho que é aleijado dos dois pés.
O rei perguntou a Siba: — Onde está ele? Siba lhe respondeu: — Em Lo-Debar, na casa de Maquir, filho de Amiel.
Então o rei Davi enviou seus oficiais a Lo-Debar para procurar o filho de Jônatas na casa de Maquir, filho de Amiel.
Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, apresentou-se diante de Davi e se ajoelhou, rosto em terra, diante dele. Davi lhe perguntou: — Você é Mefibosete? Mefibosete lhe respondeu: — Sim, sou eu, o seu servo.
Davi disse: — Não tenha medo. Eu quero lhe fazer bem, por causa do seu pai Jônatas. Quero lhe devolver toda a terra do seu avô Saul. Também quero que se sente sempre à minha mesa.
Mefibosete se inclinou diante de Davi novamente e disse: — Quem sou eu, para que se preocupe comigo? Eu sou como um cão morto.
Então o rei Davi chamou Siba, servo de Saul, e lhe disse: — Tudo o que pertenceu a Saul e à família dele, agora dou ao neto do seu senhor.
Você, os seus filhos e os seus servos trabalharão na terra de Mefibosete e guardarão as colheitas para que o neto do seu senhor tenha comida em abundância. Mas Mefibosete, o neto do seu senhor, irá se sentar para comer à minha mesa sempre. Siba tinha quinze filhos e vinte servos.
Siba disse ao rei Davi: — Eu, o seu servo, farei tudo o que o senhor ordenar. Assim Mefibosete se sentava para comer com Davi, como se fosse um dos seus filhos.
Mefibosete tinha um filho pequeno chamado Mica. Toda a família de Siba estava agora ao serviço de Mefibosete.
Mas Mefibosete, que era aleijado dos dois pés, foi morar em Jerusalém, pois comia sempre com o rei.
Depois de um tempo morreu o rei dos amonitas. O seu filho Hanum reinou no seu lugar.
Davi disse: — Vou ser leal com Hanum, filho de Naás, porque seu pai foi leal comigo. Então Davi enviou alguns mensageiros para expressarem suas condolências a Hanum pela morte de seu pai. Os representantes de Davi chegaram à terra dos amonitas.
Mas os líderes amonitas disseram ao seu rei Hanum: — Olhe, não foi para honrar o seu pai que Davi enviou os seus oficiais com as suas condolências. Davi enviou esses homens para espiar a cidade e para saber como a pode destruir.
Então Hanum prendeu os representantes de Davi, fez com que eles raspassem a barba e que rasgassem suas roupas até as nádegas. Depois os enviou de volta.
Quando Davi foi informado do que tinha acontecido, enviou mensageiros para que fossem ao encontro dos representantes, pois os homens estavam envergonhados. O rei Davi lhes disse: — Esperem em Jericó até que lhes cresça a barba de novo e depois regressem.
Ao ver que tinham se tornado inimigos de Davi, os amonitas contrataram 20.000 soldados sírios de Bete-Reobe e Zobá. E também contrataram o rei de Maacá com 1.000 homens e 12.000 homens de Tobe.
Quando Davi soube disso, enviou Joabe com todos os soldados do exército.
Os amonitas ficaram prontos para a batalha e se posicionaram na entrada da cidade. Os sírios de Zobá e Reobe e os homens de Tobe e Maacá formaram um grupo separado e se posicionaram em campo aberto.
Ao ver que ia ser atacado pela frente e pela retaguarda, Joabe escolheu as melhores tropas israelitas e as colocou de maneira a enfrentarem os sírios.
Depois encarregou os outros homens a seu irmão Abisai para que enfrentassem os amonitas.
Joabe disse a Abisai: — Se os sírios forem mais fortes do que eu, venha me ajudar, e se os amonitas forem mais fortes do que você, eu irei ajudar você.
Sejamos fortes e lutemos com coragem por nosso povo e as cidades do nosso Deus. Que o SENHOR faça sua vontade!
Então Joabe e seus homens atacaram os sírios, os quais fugiram deles.
Ao ver que os sírios fugiam, os amonitas fugiram de Abisai e voltaram para a sua cidade. Então Joabe suspendeu a batalha e voltou para Jerusalém.
Ao se verem derrotados por Israel, os sírios se uniram e formaram um grande exército.
Hadadezer enviou mensageiros para reunir a todos os sírios que estavam do outro lado do rio Eufrates. Eles chegaram a Helã e ficaram sob o comando de Sobaque, comandante do exército de Hadadezer.
Quando Davi soube disso, reuniu todos os israelitas e juntos atravessaram o rio Jordão em direção a Helã. Os sírios se agruparam e atacaram os israelitas,
mas tiveram que fugir deles. Davi matou setecentos condutores dos carros de guerra e 40.000 soldados de cavalaria. Também matou a Sobaque, o comandante do exército sírio.
Ao ver que os israelitas os tinham derrotado, os reis que serviam Hadadezer fizeram um acordo de paz e se submeteram a eles. Os sírios ficaram com medo e não voltaram a ajudar os amonitas.
Na primavera, época em que os reis saíam em campanha militar, Davi enviou Joabe, seus oficiais e todos os israelitas para destruir os amonitas. O exército de Joabe atacou a capital, Rabá, mas Davi ficou em Jerusalém.
Uma tarde, Davi se levantou da cama e foi passear pelo terraço do seu palácio. Dali ele viu uma mulher tomando banho, e a mulher era muito bonita.
Então ele mandou chamar os seus oficiais e lhes perguntou quem era a mulher. Um deles respondeu: — É Bate-Seba, filha de Eliã, esposa de Urias, o heteu.
Então Davi enviou mensageiros para que lhe trouxessem a mulher. Quando ela chegou, ele se deitou com ela. Depois ela voltou para casa. Bate-Seba tinha recentemente terminado o período menstrual e completado os ritos de purificação.
Bate-Seba engravidou e mandou informar a Davi de que estava grávida.
Então Davi enviou esta mensagem a Joabe: — Envie-me Urias, o heteu. E Joabe fez isso.
Urias se apresentou e Davi lhe perguntou como estavam Joabe e os soldados, e como ia a guerra.
Depois Davi disse a Urias: — Vá para casa e descanse. Urias saiu do palácio com um presente que o rei tinha lhe dado.
Mas Urias não foi para casa, ele foi dormir à entrada do palácio, com os outros servos do rei.
Os servos informaram a Davi que Urias não tinha ido para casa. Então Davi disse a Urias: — Você teve uma viagem longa, por que não foi para casa?
Urias respondeu: — A arca sagrada e os soldados de Israel e de Judá estão acampados em Sucote. Joabe, o meu chefe, e os seus oficiais acampam ao ar livre. Não é justo que eu vá para casa, coma, beba e me deite com minha esposa. Juro pela vida do rei que não farei isso.
Davi disse: — Fique aqui esta noite e amanhã regressará para a batalha. Urias ficou em Jerusalém aquela noite.
No dia seguinte, Davi o convidou para comer. Urias comeu e bebeu com Davi até que Davi o embriagou. Mesmo assim, Urias não foi para casa. Nessa noite ele dormiu de novo com os servos do rei.
Então, na manhã seguinte, Davi escreveu uma carta a Joabe e a enviou com o próprio Urias.
Na carta Davi dizia a Joabe que pusesse Urias na frente do combate, onde a luta fosse mais dura, e que o deixasse sozinho até que fosse morto pelo inimigo.
Joabe observou a cidade para ver onde estavam os amonitas mais fortes e mandou Urias para esse lado.
Os homens da cidade foram combater contra Joabe. Alguns dos oficiais de Davi foram mortos, e morreu também Urias, o heteu.
Então Joabe enviou um mensageiro para dar a Davi um relatório detalhado da batalha.
Disse o seguinte ao mensageiro: — Quando você terminar de dar ao rei o relatório completo,
se ele se irritar e perguntar: “Por que é que o exército de Joabe se aproximou tanto da cidade? Será que ele não sabe que há homens nas muralhas da cidade que podem matar os seus soldados com flechas?
Será que ele não se lembra que uma mulher lançou uma pedra de moinho sobre Abimeleque, o filho de Jerusebete, em Tebas, e o matou? Então por que ele se aproximou tanto da muralha?” Se o rei Davi falar isso, então informe também ao rei que o oficial Urias, o heteu, também morreu.
O mensageiro foi e disse a Davi tudo o que Joabe tinha lhe indicado:
— Os amonitas nos atacaram no campo, lutamos e os perseguimos até a entrada da cidade,
mas os soldados que estavam nas muralhas lançaram flechas contra nós e alguns dos seus oficiais morreram. Entre eles Urias, o heteu.
Então Davi disse ao mensageiro: — Diga a Joabe que não se preocupe tanto com o passado, a espada tanto pode matar um homem como outro. Fale para ele que organize um ataque mais forte contra Rabá até conseguir a vitória.
Quando Bate-Seba ouviu falar que Urias, seu marido, tinha morrido, chorou por ele.
Depois do luto, Davi mandou que a trouxessem ao palácio. Davi se casou com ela e ela lhe deu um filho, mas o SENHOR não gostou daquilo que Davi tinha feito.
O SENHOR mandou o profeta Natã ir falar com Davi. Ele foi e lhe disse: — Havia dois homens que moravam numa cidade. Um era rico e o outro, pobre.
O rico tinha muitas ovelhas e vacas.
Mas o pobre não tinha nada, a não ser uma pequena ovelha que tinha comprado e criado. A ovelhinha cresceu com ele e com os seus filhos na sua própria casa. Ela comia da sua comida, bebia do seu copo e dormia nos seus braços. A ovelha era como uma filha para o pobre.
Um dia apareceu um viajante na casa do homem rico. O rico quis preparar algo para o visitante comer, mas não quis matar nenhuma das suas ovelhas nem das suas vacas. Então matou a ovelhinha do pobre.
Davi ficou muito furioso com o homem rico e disse a Natã: — Juro pelo SENHOR, que o homem que fez isso merece morrer!
Terá que pagar quatro vezes o valor da ovelhinha, porque fez tal coisa e não teve compaixão do pobre.
Então Natã disse a Davi: — Esse homem é você! O SENHOR, o Deus de Israel, diz: “Eu o escolhi para ser rei de Israel. Livrei você do poder de Saul.
Dei a você a família do seu senhor, entreguei as mulheres dele nos seus braços. Fiz de você rei sobre Israel e Judá. E se ainda você quisesse mais, eu lhe daria mais.
Então, por que você desprezou o mandamento do SENHOR? Por que fez mal a Urias, o heteu? Por que você deixou que os amonitas o matassem? É como se você mesmo o tivesse matado.
Por isso, também haverá sempre guerra entre a sua família! Você me desprezou quando tratou a esposa de Urias, o heteu, como se fosse sua esposa.
Agora eu, o SENHOR, garanto que farei com que a sua própria família traga desgraça para você. Diante de você tirarei as suas mulheres e as entregarei a outro homem da sua família. Ele dormirá com elas diante de todos.
Você se deitou com Bate-Seba às escondidas, mas será castigado à vista de todo o povo de Israel”.
Então Davi disse a Natã: — Pequei contra o SENHOR! Natã disse a Davi: — O SENHOR perdoa a você este pecado. Não morrerá.
Mas, já que você desprezou o SENHOR, o seu filho morrerá.
Depois disso Natã voltou para casa. Então o SENHOR fez com que o filho que Davi teve com a esposa de Urias ficasse muito doente.
Davi orou muito a Deus pelo menino e não quis comer nem beber nada. Foi para casa e passou a noite deitado no chão e orando.
Os líderes da sua família tentaram levantá-lo, mas ele não quis se levantar nem comer com eles.
No sétimo dia o menino morreu. E os servos de Davi tiveram medo de lhe dizer que o menino tinha morrido, porque pensavam que ele poderia fazer algum mal a si mesmo, já que quando o menino ainda era vivo, ele tinha se recusado a ser consolado.
Mas Davi, ao ver que seus servos falavam entre eles em voz baixa, compreendeu que o menino tinha morrido. Então perguntou aos servos: — O menino morreu? Os servos responderam: — Sim, morreu.
Então Davi se levantou, tomou banho, mudou de roupa, e foi adorar o SENHOR no templo. Depois disso, regressou para sua casa e pediu aos seus servos que lhe dessem comida.
Então os servos lhe perguntaram: — Quando o menino estava vivo, o senhor chorava e não queria comer, mas agora que ele está morto o senhor se levanta e come. Como é possível isso?
Davi respondeu: — Quando o menino estava vivo, jejuei e chorei porque pensei: “Quem sabe? Talvez o SENHOR se compadeça de mim e deixe o menino viver”.
Mas agora que o menino morreu, por que não vou comer? Já não há nada que possa fazer para lhe dar vida. Um dia eu irei para onde ele está, mas ele não pode voltar para mim.
Depois Davi foi consolar a sua esposa Bate-Seba e se deitou com ela. Bate-Seba ficou grávida de novo e teve outro filho, a quem Davi chamou de Salomão. O SENHOR amou o menino
e enviou o profeta Natã para dizer que dessem o nome de Jedidias à criança.
Joabe atacou a capital dos amonitas, Rabá, e cercou a fortaleza do rei.
Então enviou mensageiros a Davi para lhe dizer: — Ataquei Rabá e capturei os depósitos de água.
Agora, junte o restante do exército e ataque a cidade, para que seja você a capturá-la e não eu. Se não, darão o meu nome à cidade.
Então Davi reuniu os seus soldados, atacou e conquistou Rabá.
Depois tirou a coroa do deus Moloque, que era feita de ouro e de pedras preciosas e pesava trinta e três quilos. E ele colocou a coroa na sua cabeça. Davi também levou uma grande quantidade dos bens da cidade.
Ele também expulsou os habitantes da cidade de Rabá e os colocou para trabalhar com serras, picaretas e machados e os obrigou a fabricar tijolos. Depois de ter feito o mesmo em todas as cidades dos amonitas, regressou com o seu exército para Jerusalém.
Absalão, filho de Davi, tinha uma irmã muito bonita chamada Tamar. Davi também tinha outro filho, de outra mulher, chamado Amnom.
Amnom estava tão apaixonado pela sua meia-irmã, Tamar, que andava doente. Mas como Tamar era uma jovem virgem, Amnom considerava que era impossível ele poder tê-la, e então não fazia nada.
Amnom tinha um amigo muito inteligente, chamado Jonadabe. Ele era filho de um irmão de Davi, chamado Semeia.
Um dia Jonadabe disse a Amnom: — O que está acontecendo com você? A cada dia que passa, você está ficando mais triste. Alegre-se, você é filho do rei! Amnom disse a Jonadabe: — Estou apaixonado por Tamar, a irmã do meu meio-irmão Absalão.
Então Jonadabe lhe disse: — Deite-se na cama e finja que está doente. Quando o seu pai vier vê-lo, diga a ele que só comerá se a sua irmã Tamar vier ver você e preparar aqui comida para lhe dar.
Então Amnom se deitou e fingiu estar doente. Quando o rei Davi foi vê-lo, Amnom lhe disse: — Deixe que a minha irmã Tamar venha me ver e que, aqui mesmo, prepare dois bolos para eu comer.
Então Davi enviou mensageiros para a casa de Tamar para lhe dizerem: — Por favor, vá para casa do seu irmão Amnom e prepare alguma coisa para ele comer.
Então Tamar foi até a casa do seu irmão Amnom, que estava deitado. Ela pegou um pouco de farinha, amassou-a e cozinhou os bolos, à vista do irmão.
Depois Tamar tirou os bolos e os serviu a Amnom. Mas ele não quis comer e mandou que os servos fossem embora, ficando a casa sem nenhum servo.
Depois Amnom disse a Tamar: — Traga você mesma a comida aqui, no meu quarto. Tamar pegou os bolos que tinha preparado e os levou ao quarto do seu irmão.
Quando ela se aproximou dele para lhe dar de comer, ele a agarrou e disse: — Venha se deitar comigo, minha irmã.
Tamar disse: — Não, irmão! Não me humilhe dessa maneira! Isso não se faz em Israel. Não cometa essa loucura!
Eu nunca poderia me livrar dessa vergonha e você seria visto pelo povo como um criminoso. Será melhor você falar com o rei, ele aceitará que eu seja sua mulher.
Mas Amnom não quis ouvir Tamar. Como era mais forte do que ela, ele a obrigou a se deitar com ele.
Depois de tê-la violado, ele sentiu um grande ódio por ela. Um ódio muito maior do que o amor que tinha sentido por ela antes. Então lhe disse: — Levante-se e sai daqui!
Mas ela lhe disse: — Não me mande embora agora, isso seria pior do que acaba de me fazer. Mas Amnom não a quis ouvir.
Chamou o seu criado e disse: — Tire esta mulher daqui e coloque-a na rua! E depois tranque a porta.
E o criado de Amnom a expulsou e trancou a porta. Tamar vestia uma túnica especial, de muitas cores, pois era assim que se vestiam as princesas virgens.
Quando saiu, ela rasgou a túnica e pôs cinza na cabeça. Depois com as mãos na cabeça, saiu chorando.
Absalão, o seu irmão, lhe perguntou: — Foi o seu irmão Amnom quem lhe fez isto? Não diga a ninguém, irmã, pois ele é seu irmão. Esqueça o que aconteceu. E, arruinada, Tamar foi viver na casa do seu irmão Absalão.
Ao saber disso, o rei Davi ficou furioso. Mas não castigou Amnom, porque ele era o seu filho mais velho, o seu preferido.
Então Absalão não disse nada a Amnom, pois o odiava por ele ter desonrado a sua irmã.
Dois anos depois, os homens de Absalão foram cortar a lã das suas ovelhas em Baal-Hazor, perto da fronteira com Efraim. Absalão convidou todos os filhos do rei para festejarem com ele.
Absalão foi falar com o rei e lhe disse: — Chegou o tempo da tosquia do rebanho deste seu servo. Por favor, ó rei, venha festejar com os seus servos.
O rei disse a Absalão: — Não, meu filho. Não iremos para não ter muitas despesas com todos nós. Absalão ainda insistiu, mas o rei recusou ir. No entanto, ele lhe deu a sua bênção.
Absalão então disse: — Se o rei não quer ir, então deixe, por favor, que o meu irmão Amnom vá conosco. E o rei lhe perguntou: — Por que quer que ele vá com você?
Mas Absalão tanto insistiu que Davi consentiu que Amnom e os seus outros filhos fossem com ele.
Então Absalão deu a seguinte ordem aos seus servos: — Prestem atenção! Quando Amnom estiver bêbado e alegre por causa do vinho, eu direi para vocês o atacarem e o matarem. Não tenham medo, porque eu serei o responsável por tudo. Sejam fortes e corajosos!
E assim, como Absalão tinha mandado, os servos de Absalão mataram Amnom. Os outros filhos de Davi fugiram, montados nas suas mulas.
Eles ainda não tinham chegado, quando disseram ao rei que Absalão tinha matado todos os seus filhos, que nenhum tinha escapado.
Então o rei se levantou, rasgou a sua roupa e ficou deitado no chão. Os seus oficiais também rasgaram as suas roupas.
Mas Jonadabe, o qual era filho de um irmão de Davi chamado Simeia, disse: — Ó rei, não pense que morreram todos os seus filhos, só morreu Amnom. Esse era o plano de Absalão desde o dia que Amnom violou a sua irmã Tamar.
Portanto, ó rei, não dê atenção a esses rumores, pois o único que morreu foi Amnom.
Enquanto isso, Absalão fugiu. Naquele momento, o soldado que estava de guarda viu muita gente a descer o monte, no caminho que vinha de Horonaim, e foi anunciá-lo ao rei.
Então Jonadabe disse ao rei: — São os filhos do rei que estão chegando, tal como eu tinha dito.
Assim que Jonadabe disse isso, chegaram os filhos de Davi chorando alto. Davi e seus oficiais também começaram a chorar amargamente.
Davi chorava pelo seu filho todos os dias. Absalão fugiu para o território de Talmai, filho de Amiúde, rei de Gesur.
Absalão ficou morando três anos em Gesur.
Com o tempo, Davi se conformou com a morte de Amnom e o seu espírito deixou de procurar Absalão.
Joabe, filho de Zeruia, sabia que o rei Davi sentia muita falta de Absalão.
Então mandou buscar uma mulher esperta de Tecoa e disse à mulher: — Vista-se de luto e não ponha nenhum perfume em você. Finja que está muito triste e chorando há vários dias por alguém que morreu.
Vá falar com o rei e diga a ele o que eu vou lhe dizer. Então Joabe disse à mulher o que ela deveria dizer.
Quando a mulher de Tecoa foi ver o rei, ajoelhou-se, rosto em terra, e disse: — Ajude-me, ó rei!
O rei lhe perguntou: — O que lhe aconteceu? A mulher disse: — Sou viúva, o meu marido morreu.
Tinha dois filhos, um dia, eles lutaram no campo e não houve quem os pudesse separar, e um matou o outro.
Agora toda a família está contra mim e querem que lhes entregue o assassino para se vingarem da morte do irmão e, ao mesmo tempo, acabarem com o herdeiro. Assim destruirão a única possibilidade do meu marido vir a ter descendentes e do seu nome continuar existindo na terra.
Então o rei disse à mulher: — Volte para casa, eu me encarregarei do seu caso.
Mas a mulher de Tecoa disse: — Ó rei, meu senhor, toda a culpa vai cair sobre mim e sobre a minha família, pois o rei é inocente.
Então o rei disse: — Se alguém ameaçar você, mande-o vir falar comigo, e ele nunca mais voltará a incomodá-la.
A mulher disse: — Por favor, ó rei, invoque o nome do SENHOR, seu Deus, e prometa não deixar que me façam sofrer mais matando o meu filho pela morte do seu irmão. Davi disse: — Juro pelo SENHOR, Deus vivo, que nem um só cabelo do seu filho cairá por terra!
A mulher disse: — Permita, ó rei, que esta sua serva diga mais uma coisa. O rei disse: — Fale.
A mulher disse: — Então, ó rei, por que faz algo parecido contra o povo de Deus? Ao dizer isso, e não deixar o seu filho regressar do estrangeiro, você mesmo se condenou.
Todos nós iremos morrer, seremos como água derramada na terra que não pode ser recolhida de novo. Mas Deus não tira a vida, ele faz planos para que aquele que está longe possa regressar.
Vim dizer isto ao rei porque o povo me ameaçou. Eu mesma pensei: “Vou falar com o rei, talvez ele me ajude.
Certamente o rei me ajudará e me livrará do homem que nos quiser destruir, a mim e ao meu filho, da herança que Deus nos deu”.
Sei que as palavras do rei me darão descanso porque o meu senhor e rei é como um anjo de Deus. O meu rei sabe distinguir entre o bem e o mal e o SENHOR, seu Deus, sempre o acompanha.
O rei disse à mulher: — Agora me fale uma coisa, sem esconder nada de mim. A mulher disse: — Fale, por favor, meu senhor e rei.
Então o rei disse: — Foi Joabe quem lhe mandou dizer tudo isso, não foi? A mulher respondeu: — Meu senhor e rei está certo. Juro pela sua vida que foi o seu servo Joabe quem me mandou dizer tudo isso.
O seu servo Joabe fez isso para mudar a situação. Mas o meu rei é tão sábio como os anjos de Deus e sabe tudo o que acontece no país.
O rei então falou com Joabe e disse: — Cumprirei a minha promessa, vá buscar o meu filho Absalão.
Joabe se ajoelhou, rosto em terra, abençoou o rei Davi e disse: — Hoje sei que conto com o favor de Sua Majestade porque aceitou o que lhe pedi.
Então Joabe foi a Gesur e trouxe Absalão para Jerusalém.
Mas o rei Davi disse: — Absalão pode regressar a sua casa, mas eu não o quero ver. Assim Absalão foi para a sua casa e não apareceu diante do rei.
Todo o povo admirava a grande beleza de Absalão, em todo Israel não havia homem como ele. Da cabeça até aos pés não tinha nenhum defeito.
No fim de cada ano, Absalão cortava o cabelo e o pesava. O cabelo dele pesava mais de dois quilos.
Absalão teve três filhos e uma filha. A filha se chamava Tamar e era muito bonita.
Absalão viveu dois anos em Jerusalém sem poder ver o rei.
Depois disso, Absalão mandou chamar Joabe para o enviar ao rei, mas Joabe não apareceu. Então Absalão o chamou de novo, mas de novo Joabe não foi.
Então Absalão disse aos seus servos: — Olhem, Joabe tem um campo de trigo junto ao meu. Vão e ponham fogo ao trigo. Os servos de Absalão foram e queimaram todo o campo de Joabe.
Então Joabe foi a casa de Absalão e lhe disse: — Por que os seus servos colocaram fogo no meu campo?
Absalão disse a Joabe: — Enviei mensagens para você vir falar comigo, mas você não veio. Queria enviá-lo ao rei para você lhe perguntar por que me pediu para regressar de Gesur. Teria sido melhor eu ter ficado lá. Quero ir ver o rei: se sou culpado de alguma coisa, que me mande matar.
Joabe foi falar com o rei e lhe contou o que Absalão tinha dito. Então o rei mandou chamar Absalão, que veio e se ajoelhou diante do rei. E o rei o abraçou e beijou.
Depois disto, Absalão obteve um carro e cavalos, e também cinquenta guardas reais que corriam diante do carro.
Então se levantava cedo e ia ficar junto à entrada da cidade e falava com as pessoas que vinham ao rei para que as suas questões fossem julgadas. E Absalão perguntava a eles: “De que cidade você é?” E a pessoa respondia: “Sou desta ou daquela tribo de Israel”.
Então Absalão dizia a eles: “Olhe, tem razão, a sua causa é válida. Mas o representante do rei não vai ouvir você”.
Depois dizia: “Quem é que vai me fazer juiz desta nação? Se eu fosse juiz poderia resolver com justiça todas as causas que me trouxessem”.
E se alguém se aproximava dele e se inclinava em respeito, então Absalão o abraçava e beijava.
Fazia isto com todas as pessoas que vinham pedir justiça ao rei. Assim Absalão ganhou o coração de todo o povo de Israel.
Depois de quatro anos, Absalão disse ao rei: — Por favor, ó rei, deixe-me ir a Hebrom para cumprir uma promessa que fiz ao SENHOR.
Quando ainda estava em Gesur, de Arã, prometi ao SENHOR que se ele me deixasse regressar a Jerusalém, eu iria fazer um sacrifício ao SENHOR em Hebrom.
O rei Davi disse: — Vá em paz. E Absalão foi para Hebrom.
Mas, de Hebrom, Absalão mandou secretamente mensageiros a todas as tribos de Israel para lhes dizer: “Quando ouvirem o som da trombeta, então digam que Absalão tornou-se rei em Hebrom”.
Absalão convidou duzentos homens para que fossem com ele. Eles foram mas não sabiam dos seus planos.
Enquanto Absalão oferecia sacrifícios, ele mandou chamar Aitofel, um dos conselheiros de Davi, da cidade de Gilo. A revolta ganhou força e muita gente começou a apoiar Absalão.
Então um mensageiro foi dizer a Davi: — Todos os israelitas se juntaram a Absalão.
E Davi disse aos oficiais que ficaram com ele em Jerusalém: — Vamos, fujamos daqui, senão não poderemos escapar de Absalão! Fujamos depressa, para que ele não nos apanhe e destrua, e mate toda a população da cidade.
Os oficiais reais disseram ao rei: — Faremos tudo o que o senhor, nosso rei, quiser.
Então o rei saiu com toda a sua família e todos os da sua casa, só ficaram dez esposas para tomarem conta das suas coisas.
O rei saiu a pé com todo o seu povo e pararam na última casa.
Todos os oficiais passaram pelo rei, assim como todos os mercenários cretenses, filisteus e seiscentos homens giteus que o acompanhavam desde Gate.
Então o rei disse a Itai, de Gate: — Por que nos acompanha? Volte e fique com o novo rei Absalão. Você é estrangeiro, esta não é a sua terra.
Você chegou há pouco tempo. Eu nem sei para onde vou e não posso obrigá-lo a ir comigo. Você e os seus irmãos voltem para trás, e que o SENHOR seja bom e fiel com você.
Mas Itai respondeu ao rei: — Juro pelo Deus vivo e pela vida do rei, meu senhor, que ficarei com o rei, meu senhor, para todos os lados que for, quer viva ou morra.
Davi disse a Itai: — Está bem, pode nos acompanhar. E Itai, de Gate, e todo o seu povo atravessaram com ele o ribeiro de Cedrom.
Todo aquele povo chorava amargamente. O rei Davi atravessou o ribeiro de Cedrom e todo o povo saiu em direção ao deserto.
Zadoque e os levitas que iam com ele levavam a arca da aliança. Puseram a arca no chão enquanto Abiatar orava e o povo saía de Jerusalém.
O rei disse a Zadoque: — Leve de novo a arca de Deus para a cidade. Se o SENHOR me quiser abençoar, ele me trará de volta e eu verei de novo a arca e o templo.
Mas se dizer que não está satisfeito comigo, então ele fará comigo aquilo que achar melhor.
O rei disse ainda a Zadoque: — Escute-me, volte em paz para a cidade. Leve com você o seu filho Aimaás, Abiatar e o seu filho Jonatás.
Ficarei no lugar onde se atravessa o rio em direção ao deserto. Ficarei esperando, até você me enviar notícias.
Então Zadoque e Abiatar levaram a arca da aliança novamente para Jerusalém e ficaram lá.
Davi subiu o monte das Oliveiras chorando, com a cabeça coberta e os pés descalços. Todos os que estavam com ele também tinham a cabeça coberta e choravam.
Quando alguém contou a Davi que Aitofel era um dos conspiradores que apoiava Absalão, Davi fez esta oração: “Peço a você, SENHOR, que os planos de Aitofel não se realizem”.
Davi chegou ao alto do monte das Oliveiras, onde se adorava a Deus. Esperando ali por ele estava Husai, o arquita. Ele tinha a roupa rasgada e cinzas na cabeça. Ele fez isso em sinal de tristeza pelo que tinha acontecido com Davi.
Davi lhe disse: — Não adianta de nada você vir comigo.
Mas se você regressar a Jerusalém, poderá fazer com que os planos de Aitofel falhem. Fale a Absalão: “Rei, estou aqui para servi-lo da mesma maneira que servi o seu pai”.
O sacerdote Zadoque e Abiatar estarão lá também, então conte a eles tudo o que ouvir no palácio do rei.
Aimaás, filho de Zadoque, e Jônatas, filho de Abiatar, devem também estar lá e eles me informarão de tudo o que você ouvir.
Husai, amigo de Davi, chegou à cidade ao mesmo tempo que Absalão.
Um pouco depois de ter passado pelo alto do monte, Davi se encontrou com Siba, o servo de Mefibosete. Siba tinha dois burros que carregavam duzentos pães, cem cachos de uvas secas, cem figos e uma vasilha de couro cheia de vinho.
O rei Davi perguntou a Siba: — O que são estas coisas? Siba respondeu: — Os burros são para que a família do rei os monte; o pão e os figos são para os seus servos; e o vinho é para beberem os que começarem a ficar fracos no deserto.
Então o rei perguntou: — E onde está Mefibosete? Siba respondeu: — Em Jerusalém. Ele acredita que hoje é o dia em que os israelitas lhe devolverão o reino do seu avô.
Então o rei lhe disse: — De agora em diante, tudo o que pertencia a Mefibosete passa a pertencer a você. Siba respondeu: — Me ajoelho diante de você, ó rei, meu senhor. Espero sempre merecer o seu favor.
Quando o rei Davi chegou a Baurim, um homem da família de Saul, chamado Simei, filho de Gera, saiu da cidade e começou a amaldiçoar Davi.
Lançava pedras contra Davi e contra os seus oficiais, mas o povo e os soldados o protegiam.
Simei continuou a amaldiçoá-lo, dizendo: — Vá embora! Vá embora, assassino, que você não vale nada!
O SENHOR está castigando você por todas as pessoas que matou da família de Saul. Tirou o trono a Saul e agora passa pela mesma situação. O SENHOR deu o reino ao seu filho Absalão, porque você é um assassino.
Abisai, filho de Zeruia, disse ao rei: — Como se atreve esse cão morto a amaldiçoar o rei, meu senhor? Deixe-me ir cortar-lhe a cabeça.
Mas o rei respondeu: — Filhos de Zeruia, isto não tem nada a ver com vocês. Pode ser que Simei me amaldiçoe por ordem do SENHOR. Quem vai dizer a ele para não me amaldiçoar?
Davi disse também a Abisai e a todos seus servos: — Se o meu próprio filho está tentando me matar, o que posso esperar deste homem da tribo de Benjamim? Que ele me amaldiçoe, se o SENHOR lhe falou.
Talvez o SENHOR veja as coisas más que me estão acontecendo e o SENHOR me pague com boas coisas no lugar de todas as maldições de Simei.
Davi e os seus homens continuaram pelo caminho enquanto Simei os seguia, caminhando pelo outro lado do caminho. Ele continuava amaldiçoando Davi, atirando-lhe pedras e terra.
O rei Davi e a sua gente chegaram ao rio Jordão cansados e ficaram lá descansando.
Absalão, Aitofel e todo o povo de Israel chegaram a Jerusalém.
O arquita Husai, amigo de Davi, foi ver Absalão e disse: — Viva o rei! Viva o rei!
Absalão perguntou: — Por que não é fiel ao seu amigo Davi? Por que não fugiu de Jerusalém com ele?
Husai disse: — Pertenço a quem o SENHOR escolher. Esta gente e o povo de Israel o escolheram, e eles só servirão ao senhor.
Antes eu servi o pai, agora servirei o filho.
Absalão disse a Aitofel: — Fale o que devemos fazer.
Aitofel disse a Absalão: — Deite-se com as esposas que o seu pai deixou tomando conta do palácio. Assim todos os israelitas ficarão sabendo que o seu pai o ficará odiando, e todos os que estão com o senhor se encherão de coragem.
Então puseram uma tenda no terraço do palácio para que Absalão se deitasse com as outra esposas de seu pai à vista de todo Israel.
Naquele tempo os conselhos de Aitofel eram considerados como a palavra de Deus, tanto Absalão como Davi faziam o que ele dizia.
Aitofel disse a Absalão: — Deixe-me escolher 12.000 homens e perseguir Davi esta noite.
Eu o surpreenderei enquanto ele está fraco e em desvantagem. O seu exército fugirá, o rei ficará sozinho e eu o matarei.
Depois trarei todo o seu povo como uma noiva voltando ao seu marido. Uma vez morto Davi, todo o povo regressará em paz.
O plano pareceu bom a Absalão e a todos os líderes de Israel.
Mas Absalão disse: — Chame agora Husai, o arquita, porque quero ouvir sua opinião.
Quando Husai chegou, Absalão disse: — Este é o conselho de Aitofel. Devemos seguir o seu plano ou não? Qual é a sua recomendação?
Husai disse a Absalão: — Desta vez o conselho de Aitofel não é bom.
Você sabe que o seu pai e os seus homens são fortes e perigosos, e estão furiosos como uma ursa selvagem da qual roubaram os filhotes. Você também sabe que o seu pai é um guerreiro experiente e não passará a noite com o exército.
Agora mesmo ele deve estar escondido em alguma caverna ou em outro lugar. Se o seu pai atacar os seus homens primeiro, então o povo saberá disso e dirão: “Foram mortos muitos dos homens de Absalão!”
Então até os mais valentes, corajosos como um leão, vão ficar com medo. Pois os israelitas sabem que o seu pai é um grande guerreiro e que todos os seus homens são corajosos.
— Esta é a minha sugestão: reúna todos os homens de Israel, desde Dã até Berseba, serão tantos como a areia do mar, e você mesmo os guiará para a batalha.
Encontraremos Davi onde quer que ele esteja escondido e ali o atacaremos com muitos soldados, seremos como o orvalho que cobre a terra. Ele e todos os seus homens serão mortos, nenhum escapará vivo.
Se ele escapar para alguma cidade, então todos os israelitas trarão cordas e derrubarão as suas muralhas, e as lançarão para o vale, até que não fique nem uma pedra na cidade.
Absalão e os israelitas disseram: — O conselho de Husai, o arquita, é melhor do que o de Aitofel. Eles disseram isso porque esse era o plano do SENHOR. O SENHOR queria castigar Absalão e fez com que eles não aceitassem o bom conselho que Aitofel tinha lhes dado.
Depois Husai foi contar aos sacerdotes Zadoque e Abiatar o que Aitofel tinha sugerido a Absalão e aos líderes de Israel e o que ele próprio tinha dito. E lhes disse:
— Depressa! Enviem uma mensagem a Davi. Digam-lhe que não fique durante a noite nos lugares por onde as pessoas atravessam para o deserto, mas que atravesse o rio imediatamente. Se o atravessar, então ele e os seus homens não serão destruídos.
Os filhos dos sacerdotes Jônatas e Aimaás estavam à espera em En-Rogel, para não serem vistos entrando na cidade. Eles eram informados por uma jovem serva e, depois, eles iam informar o rei Davi.
Mesmo assim, um jovem os viu e correu para avisar Absalão. Então Jônatas e Aimaás fugiram depressa até chegar na casa de um homem que morava em Baurim. A casa tinha um poço no quintal, e Jônatas e Aimaás se esconderam dentro dele.
A esposa do homem estendeu uma manta sobre a boca do poço e cobriu-a com trigo.
Ao chegarem a essa casa, os servos de Absalão perguntaram à dona da casa: — Onde estão Aimaás e Jônatas? A mulher disse aos servos de Absalão: — Eles atravessaram o ribeiro. Então os servos de Absalão procuraram Jônatas e Aimaás, mas, como não os encontraram, voltaram para Jerusalém.
Depois dos servos de Absalão terem ido embora, Jônatas e Aimaás saíram do poço e foram informar o rei Davi. Eles disseram: — Depressa, ó rei, atravesse o rio, porque Aitofel tem um plano para apanhar você.
Então Davi e toda sua gente atravessaram o rio Jordão. Antes que saísse o sol, todo o povo de Davi já tinha atravessado o rio Jordão.
Ao ver Aitofel que os israelitas não tinham seguido seu conselho, selou um jumento e saiu para a sua cidade natal. Depois de deixar em ordem os seus assuntos familiares, se enforcou. Ele foi sepultado no túmulo do seu pai.
Davi já tinha chegado a Maanaim quando Absalão e os israelitas atravessaram o rio Jordão.
Absalão nomeou Amasa como capitão do exército, em lugar de Joabe. Amasa era filho de um ismaelita, chamado Itrá. Itrá tinha tido relações sexuais com Abigail (filha de Najás e irmã de Zeruia), mãe de Joabe.
Absalão e os israelitas acamparam na terra de Gileade.
Quando Davi chegou a Maanaim encontrou Sobi, Maquir e Barzilai. Sobi era filho de Najás, da cidade de Rabá, capital dos amonitas. Maquir, filho de Amiel, era de Lo-Debar. Barzilai era de Rogelim, em Gileade.
Os três trouxeram camas, taças e vasilhas de barro, trigo, cevada, farinha, grão queimado, feijão, lentilhas, sementes secas,
mel, manteiga, ovelhas e queijo de vaca para Davi e para todos os que estavam com ele. Pois eles sabiam que Davi e os seus homens estavam cansados, cheios de fome e de sede por causa do deserto.
Davi contou todos os seus homens e colocou capitães sobre eles, capitães de cem e de mil soldados.
Depois os enviou para o combate. Um terço dos soldados eram chefiados por Joabe, um terço pelo seu irmão, Abisai, filho de Zeruia, e um terço por Itai, o guitita. O rei Davi também disse ao exército: — Eu irei combater com vocês.
Mas os soldados disseram: — Não deve ir combater. Se perdermos a batalha e fugirmos, eles não se importarão muito. Mesmo que matem metade do exército, não será muito importante para eles. Mas o senhor vale tanto como 10.000 soldados! É melhor o senhor ficar na cidade e mandar ajuda.
O rei respondeu: — Farei o que vocês acharem melhor. Então o rei ficou à entrada da cidade e o exército saiu em grupos de cem e de mil.
O rei deu esta última ordem a Joabe, Abisai e Itai: — Por favor, tratem bem o jovem Absalão! E todo o exército ouviu a ordem do rei a respeito de Absalão.
O exército de Davi saiu ao campo para lutar contra os israelitas que estavam de parte de Absalão. Eles lutaram na floresta de Efraim.
O exército de Davi derrotou os israelitas matando 20.000 homens nesse dia.
A batalha se espalhou por todo o país, mas nesse dia mais homens morreram na floresta do que pela espada.
Ao se encontrar com os oficiais de Davi, Absalão montou em sua mula e tentou escapar. A mula passou por debaixo de um grande carvalho e a cabeça de Absalão ficou presa nos ramos. A mula seguiu galopando, deixando-o pendurado na árvore.
Ao ver isto, um homem disse a Joabe: — Vi Absalão pendurado em uma árvore.
Joabe disse ao homem: — Por que não o matou e o derrubou? Eu teria lhe dado um cinturão e dez peças de prata!
O homem disse a Joabe: — Eu nem sequer tentaria matar o filho do rei embora me desse 1.000 peças de prata, porque bem ouvi a ordem que o rei deu a você, a Abisai e a Itai, dizendo: “Cuidado para não fazer mal ao jovem Absalão”.
Se tivesse matado Absalão, o rei ficaria sabendo, e você mesmo me castigaria.
Joabe disse: — Não vou perder mais tempo falando com você! Absalão ainda estava vivo pendurado na árvore, mas Joabe pegou três lanças e as espetou no coração de Absalão.
Os dez jovens soldados que eram companheiros de batalha de Joabe rodearam Absalão e o mataram.
Joabe tocou a trombeta e ordenou ao povo que deixasse de perseguir os israelitas.
Então os homens de Joabe tomaram o corpo de Absalão, o jogaram em um poço grande na floresta e depois o cobriram com muitas pedras. Enquanto isso todos os israelitas fugiram para suas casas.
Quando Absalão estava vivo, tinha mandado construir um monumento de pedras no Vale do Rei, dizendo: “Não tenho descendência que mantenha vivo o meu nome”. No monumento de pedras pôs seu próprio nome, e por isso até hoje se conhece como “O Monumento de Absalão”.
Aimaás, filho de Zadoque, disse a Joabe: — Me deixe ir e levar a notícia ao rei Davi. Direi que o SENHOR tem destruído seu inimigo.
Joabe respondeu a Aimaás: — Não, não dê a ele a notícia hoje. Você fará isso outro dia, mas hoje não, porque quem está morto é o filho do rei.
Então Joabe disse a um etíope: — Vá dizer ao rei o que viu. O etíope se inclinou diante de Joabe e correu para informar Davi.
Mas Aimaás, filho de Zadoque, implorou de novo a Joabe: — Aconteça o que acontecer, deixe que eu também vá com o etíope. Joabe disse: — Irmão, por que você quer levar a notícia? Não receberá nenhuma recompensa.
Aimaás respondeu: — Aconteça o que acontecer, quero ir. Joabe disse então: — Então vá e informe ao rei Davi. Aimaás correu então pelo vale Jordão e passou o etíope.
Davi se encontrava sentado entre as duas portas da cidade. O guarda subiu ao telhado dos muros da entrada e viu um homem que corria sozinho.
O guarda avisou ao rei Davi, o qual disse: — Se vem sozinho, é porque traz notícias. O homem se aproximava cada vez mais da cidade.
Então o guarda viu outro homem que corria e se aproximava cada vez mais da cidade e disse ao guarda da porta: — Olhe! Vem outro homem correndo sozinho. O rei disse: — Também está trazendo notícias.
O guarda disse: — Me parece que o primeiro corre como Aimaás, filho de Zadoque. O rei disse: — Aimaás é um bom homem, deve trazer boas notícias.
Aimaás disse ao rei: — Tudo está bem. Aimaás se ajoelhou rosto em terra perante o rei e disse: — Louvado seja o SENHOR! Deus de Sua Majestade, que tem derrotado os homens que estavam contra o meu senhor e rei.
O rei perguntou: — Está bem o jovem Absalão? Aimaás respondeu: — Quando Joabe me enviou, vi muito barulho mas não soube o que acontecia.
Então o rei disse: — Vá e espere ali. Aimaás foi e esperou ali.
Quando o etíope chegou, disse: — Trago notícias para Sua Majestade. Hoje o SENHOR tem castigado os que estavam contra você.
O rei perguntou ao etíope: — Está bem o jovem Absalão? O etíope respondeu: — Que todos seus inimigos e os que tentem fazer-lhe mal sofram igual a este jovem.
Ao ouvir isto, o rei ficou muito mal e subiu para sua habitação acima da entrada da cidade gritando: — Ó, Absalão, meu filho! Meu filho Absalão, quisera eu ter morrido e não você! Ó, meu filho Absalão!
O povo informou a Joabe que o rei chorava e estava triste por Absalão.
Portanto, a alegria da vitória se tornou em tristeza para todo o povo. Foi um dia muito triste porque o povo sabia que o rei estava muito triste por seu filho.
O povo entrou em silêncio na cidade, como se tivesse sido derrotado em batalha e fugido.
O rei tinha coberto o rosto e chorava amargamente: “Ó Absalão, meu filho! Absalão, meu filho!”
Joabe foi ao palácio do rei e disse: — Sua Majestade, está humilhando seus oficiais! Eles salvaram a sua vida hoje e também salvaram a vida dos seus filhos, filhas, e esposas.
A Sua Majestade ama os que o odeiam e odeia os que o amam. Hoje tem deixado claro que não se importa com seus oficiais e seus soldados. Acho que você estaria feliz e contente se Absalão vivesse e nós todos tivéssemos morrido hoje!
Por favor, vá agora e anime seus oficiais. Se não fizer isso agora mesmo, juro pelo SENHOR que não terá ninguém ao seu lado nesta mesma noite, e isso seria pior que qualquer um dos problemas que teve desde sua infância.
Então o rei foi à entrada da cidade para retomar o comando. Ao correr a notícia de que o rei estava na entrada de Maanaim, as tropas se apresentaram diante ele. Todos os israelitas que estavam do lado de Absalão tinham fugido.
As diferentes tribos discutiam e diziam: — O rei Davi nos salvou dos filisteus e dos nossos inimigos, mas fugiu de Absalão.
Por isso elegemos Absalão como rei, mas agora que Absalão morreu na batalha, devemos pedir ao rei Davi que volte.
O rei Davi enviou os sacerdotes Zadoque e Abiatar com a seguinte mensagem para os líderes de Judá: — Por que são vocês a última tribo a aceitar que eu, o rei Davi, volte ao meu palácio? Todos os israelitas estão me pedindo que volte ao palácio.
Vocês são meus irmãos, minha família. Então, por que vocês seriam os últimos a aceitar que eu volte?
Também mandou a seguinte mensagem para Amasa: — Você faz parte da minha família. Que Deus me castigue se não o nomeio capitão do exército em vez de Joabe.
Amasa conquistou o coração de todo o povo de Judá, de maneira que todos estavam de acordo como se fossem uma pessoa só. O povo de Judá enviou esta mensagem ao rei: — Volte ao palácio com os seus oficiais.
O rei Davi foi ao rio Jordão. O povo de Judá foi encontrar o rei em Gilgal para ajudá-lo a atravessar o rio.
Simei, filho de Gera, da família de Benjamim, morava em Baurim. Simei se apressou para ir receber o rei Davi junto com o povo de Judá.
Ao redor de 1.000 pessoas da tribo de Benjamim foram com Simei. O servo da família de Saul, Siba, também foi com seus quinze filhos e vinte servos. Todos se apressaram para ir ao rio Jordão para receber o rei Davi.
O povo atravessou o rio Jordão para ajudar a família do rei em seu regresso a Judá. O povo fazia com que o rei se sentisse agradecido. Enquanto o rei atravessava o rio, ele se aproximou de Simei, filho de Gera. Simei prostou seu rosto em terra diante do rei
e disse: — Rogo a Sua Majestade que esqueça minhas más atitudes. Não se lembre das coisas más que fiz quando saiu de Jerusalém.
Sua Majestade sabe que pequei, por isso sou o primeiro da família de José a vir recebê-lo.
Mas Abisai, filho de Zeruia disse: — Devemos matar Simei porque amaldiçoou o rei que o SENHOR escolheu.
Então Davi lhes disse: — O que vou fazer com vocês, filhos de Zeruia? Será que ainda estão contra mim? Mas hoje não mataremos ninguém em Israel! Hoje sei que de novo sou rei de Israel!
Então o rei disse a Simei: — Não morrerá. O rei prometeu a Simei que ele não o mataria.
Também Mefibosete, neto de Saul, foi receber o rei Davi. Desde que o rei tinha saído de Jerusalém até que regressou em paz, Mefibosete não tinha lavado os pés nem cortado o bigode nem trocado de roupa.
Quando Mefibosete viu o rei em Jerusalém, o rei disse: — Mefibosete, por que não me acompanhou quando saí de Jerusalém?
Mefibosete respondeu: — Meu servo me enganou, Sua Majestade. Como sou aleijado, disse ao meu servo Siba que me preparasse um jumento para ir com o rei,
mas me enganou e me amaldiçoou. Mas Sua Majestade é como um anjo de Deus e fará o que lhe parecer correto.
Sua Majestade podia ter matado toda a família do meu avô, mas não o fez. Pelo contrário, me fez assentar à sua mesa, e por isso não tenho direito de me queixar de nada perante o rei.
O rei disse a Mefibosete: — Não tem que dizer mais nada. Está decidido que você e Siba dividirão a terra.
Mefibosete disse ao rei: — Estou contente com que Sua Majestade tenha regressado em paz. Deixe que Siba fique com a terra.
Barzilai, o gileadita, saiu de Rogelim para ir ao rio Jordão com o rei Davi. Acompanhou o rei para guiá-lo ao atravessar o rio.
Barzilai era um homem velho de oitenta anos. Ele tinha alimentado e tinha dado outras coisas a Davi quando estava em Maanaim porque era muito rico.
Davi disse a Barzilai: — Me acompanhe ao rio, eu cuidarei de você se vier viver comigo em Jerusalém.
Mas Barzilai disse ao rei: — Sua Majestade sabe quantos anos tenho? Acredita que posso acompanhá-lo a Jerusalém?
Tenho oitenta anos! Estou velho, sem sentido comum e não provo o gosto da comida nem da bebida. Estou muito velho para ouvir o cântico dos homens e mulheres. Por que Sua Majestade está se preocupando comigo?
Não necessito nada do que queira me dar. Atravessarei o rio Jordão com Sua Majestade,
mas depois deixe-me ir para minha casa para que morra com o meu povo e seja sepultado na tumba dos meus pais. Sua Majestade pode ficar com meu servo Quimã. Deixe que o acompanhe e faça com ele o que desejar.
O rei respondeu: — Então que me acompanhe Quimã. Por você, o tratarei bem, e a ele darei o que quiser.
O rei se despediu de Barzilai e o abençoou. Barzilai regressou para sua casa, e o rei e todo o povo atravessaram o rio
rumo a Gilgal, acompanhado de Quimã. Todo o povo de Judá e a metade do povo de Israel atravessaram o rio com Davi.
Os israelitas se aproximaram do rei e disseram: — Como é que nossos irmãos, o povo de Judá, têm se apropriado do rei ao atravessar o rio Jordão com seus soldados?
O povo de Judá respondeu aos israelitas: — Por que se irritam com isso? Fizemos isso porque o rei é nosso parente próximo. Não temos comido por conta do rei nem ele deu presente a ninguém.
Os israelitas responderam: — Nós temos dez vezes mais direito sobre Davi do que vocês, mas vocês nos ignoraram. Nós fomos os primeiros a querer trazer de volta o rei. As palavras do povo de Judá eram mais duras do que as palavras dos israelitas.
Nesse lugar tinha um homem mau da tribo de Benjamim que se chamava Seba, filho de Bicri. Seba tocou a trombeta para reunir o povo e disse: “Não somos herança de Davi. Não temos nada a ver com o filho de Jessé. Vamos para casa, Israel, para nossas próprias tendas”.
Então todos os israelitas deixaram Davi e seguiram Seba, filho de Bicri. Mas o povo de Judá ficou com seu rei todo o caminho, do rio Jordão até Jerusalém.
Quando Davi regressou ao palácio em Jerusalém, pôs as dez esposas que tinha deixado encarregadas do palácio numa casa sob vigilância. Davi se encarregava delas e lhes dava de comer, mas nunca voltou a deitar-se com elas. Ali permaneceram como se fossem viúvas, até que morreram.
O rei disse a Amasa: — Diga ao povo de Judá que se reúna comigo em três dias. Você também deve estar ali.
Amasa foi reunir o povo, mas levou mais tempo do que o previsto.
Então Davi disse a Abisai: — Seba, filho de Bicri, representa mais perigo para nós do que Absalão. Portanto, persiga-o com meus oficiais. Apresse-se para que não entre nas cidades com altos muros, porque se o fizer, não poderemos pegá-lo.
Joabe saiu de Jerusalém para perseguir Seba, filho de Bicri. Joabe levou seus próprios soldados junto com os cretenses e filisteus.
Quando Joabe e o exército chegaram à grande rocha que está em Gibeom, Amasa foi ao seu encontro. Tinha posto seu uniforme, com cinturão e a espada embainhada. Mas ao caminhar, a espada dele caiu.
Joabe perguntou a Amasa: — Como você está, irmão? Com a mão direita, Joabe o pegou da barba para saudá-lo com um beijo.
Amasa não viu que Joabe tinha uma espada na mão. Joabe a enfiou no estômago de Amasa, fazendo com que suas entranhas se derramassem pelo chão. Joabe não teve que enfiar a espada de novo, pois ele já estava morto. Então Joabe e o seu irmão Abisai começaram a perseguir Seba, filho de Bicri.
Um dos soldados jovens parou com o corpo de Amasa e disse: — Todos os que apoiam Joabe e Davi, sigam Joabe!
Ali estava o corpo de Amasa todo coberto de sangue no meio do caminho. O homem que o vigiava viu que todo o exército parava para vê-lo. Então o tirou do caminho, o pôs no campo e o cobriu com um pano.
Depois de tirar o corpo do caminho, o povo passava e seguia Joabe, unindo-se a ele na perseguição de Seba, filho de Bicri.
Seba, filho de Bicri, atravessou as terras de todas as tribos de Israel rumo a Abel-Bete-Maacá. Os beritas também seguiram Seba.
Ao chegar a Abel-Bete-Maacá, Joabe e seus homens rodearam o povo. Construíram uma rampa contra a muralha da cidade para poder escalá-la e também começaram a derrubar a muralha.
Ao vê-los, uma mulher sábia que morava nessa cidade gritou: — Escutem! Digam a Joabe que venha aqui para que possa falar com ele.
Quando Joabe foi falar com a mulher, esta lhe perguntou: — É você Joabe? Joabe respondeu: — Sim, sou eu.
Então a mulher disse: — Antigamente as pessoas diziam: “Peça ajuda em Abel e encontrará o que necessita”.
Eu sou uma das muitas pessoas pacíficas e fiéis deste povo. Você está prestes a destruir uma das grandes cidades de Israel. Por que quer destruir algo que pertence ao SENHOR?
Joabe respondeu: — Eu não quero destruir nem acabar com nada!
Mas na sua cidade há um homem da terra de Efraim que se chama Seba, filho de Bicri. Este homem tem se revoltado contra o rei Davi. Somente me entregue Seba e deixarei a cidade em paz. A mulher disse a Joabe: — Está bem. Jogaremos a cabeça dele por cima da muralha.
Então a mulher falou de forma muito inteligente a todos os habitantes da cidade. O povo cortou a cabeça de Seba, filho de Bicri, e a lançaram a Joabe por cima da muralha. Joabe tocou a trombeta e o exército saiu da cidade. Os soldados voltaram para casa e Joabe regressou a Jerusalém, onde estava o rei.
Joabe era capitão de todo o exército de Israel. Benaia, filho de Joiada estava no comando dos cretenses e filisteus.
Adonirão supervisionava os homens que realizavam trabalho forçado. Josafá, filho de Ailude, era o secretário.
Seva era o arquivista real. Zadoque e Abiatar eram os sacerdotes;
e Ira, o jairita, era o sacerdote pessoal de Davi.
Durante o reinado de Davi, houve escassez de alimentos por três anos. Davi orou ao SENHOR, e o SENHOR respondeu: — Saul e sua família assassina são a causa desta escassez de alimentos. Ele mandou matar os gibeonitas.
(Os gibeonitas não eram israelitas, mas amorreus, e os israelitas tinham prometido não lhes fazer mal, mas Saul os matou por causa da inveja que tinha do povo de Israel e Judá.) O rei Davi reuniu os gibeonitas
e lhes perguntou: — O que posso fazer por vocês? Como posso reparar o mal do pecado de Israel para que vocês abençoem o povo do SENHOR?
Os gibeonitas responderam: — Não há ouro nem prata suficiente que pague pelo que fez a família de Saul. Mas nós não temos o direito de matar ninguém em Israel. Davi disse: — Então, o que posso fazer por vocês?
Os gibeonitas responderam: — Saul fez planos contra nós. Tentou destruir nossa gente que morava na terra de Israel.
Entregue-nos sete dos filhos de Saul, o escolhido do SENHOR, para que os executemos perante o SENHOR no monte Gibeá, de Saul. O rei disse: — Eu os entregarei.
Mas o rei protegeu o filho de Jônatas, Mefibosete. Jônatas era filho de Saul, mas como Davi tinha feito uma promessa a Jônatas com o SENHOR como testemunha, o rei não deixou que mal algum acontecesse a Mefibosete.
Davi lhes entregou Armoni e Mefibosete, filhos de Saul e sua esposa Rispa, filha de Aías. Saul também tinha uma filha chamada Merabe, quem estava casada com Adriel, filho de Barzilai, o meolatita. Davi pegou os cinco filhos de Merabe e Adriel,
e entregou estes sete homens aos gibeonitas, que os levaram ao monte e os executaram perante o SENHOR. Assim morreram ao mesmo tempo os sete durante o princípio da colheita de cevada.
Então Rispa, filha de Aiá, pegou um pano de luto e o pôs sobre a rocha. Ali ficou o pano desde que começou a colheita até que chegaram as chuvas. Rispa vigiava os corpos dia e noite. Ela não deixava que as aves de rapina se aproximassem de dia, nem os animais selvagens de noite.
Então o povo disse a Davi o que Rispa estava fazendo.
Então Davi recolheu os ossos de Saul e Jônatas que estavam em Jabes-Gileade. (Os homens de Jabes-Gileade tinham tirado os ossos de Saul e Jônatas quando eles foram mortos em Gilboa. Os filisteus tinham pendurado seus corpos numa parede em Bete-Sã, mas os homens de Jabes-Gileade os tinham roubado.)
Davi recolheu os ossos de Saul e Jônatas que estavam em Jabes-Gileade junto com os corpos dos sete homens que estavam pendurados.
Sepultaram os ossos de Saul e de seu filho Jônatas na região de Benjamim, num dos túneis da tumba de Quisom, pai de Saul. Deus ouviu as orações do povo dessa terra porque faziam tudo o que o rei lhes ordenava.
Os filisteus atacaram o povo de Israel. Davi e seus homens foram combater contra eles, mas Davi se sentiu muito cansado e fraco.
Então Isbi-Benobe, um dos soldados consagrados ao deus Rafá, pensou em matar Davi. Tinha uma espada nova e sua lança pesava mais de três quilos.
Mas Abisai, filho de Zeruia, salvou a vida a Davi e matou o filisteu. Então os homens de Davi lhe rogaram: — De agora em diante, que Sua Majestade nunca vá conosco para a batalha, que não aconteça que Israel perca seu melhor líder!
Depois houve outra batalha contra os filisteus em Gobe. O jusatita Sibecai matou Safe, outro dos soldados consagrados ao deus Rafá.
De novo houve outra batalha em Gobe contra os filisteus. Elanã, filho de Jair Oreguim, de Belém, matou Golias, o guitita. Sua lança era tão grande como o tear de um tecelão.
Houve outra batalha em Gate. Havia ali outro soldado consagrado ao deus Rafá que tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão e seis em cada pé.
Este homem se pôs a desafiar os israelitas e a zombar deles. Então Jônatas, filho de Simeia, que era irmão de Davi, o matou.
Davi e seus homens mataram esses quatro soldados consagrados ao deus Rafá de Gate.
Davi cantou ao SENHOR esta canção quando o SENHOR o livrou de Saul e de todos os seus inimigos.
O SENHOR é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador.
Deus é o meu refúgio, a minha proteção; o meu escudo, a minha poderosa salvação. Ele é o meu esconderijo mais alto, o meu protetor e salvador. O senhor me salva da violência!
O SENHOR é digno de louvor! Pedi a sua ajuda, e ele me livrou dos meus inimigos.
Ondas mortais batiam ao meu redor. Torrentes mortais me levavam embora.
O lugar dos mortos me envolveu nas suas cordas, estendeu diante de mim as suas armadilhas fatais.
Na minha angústia clamei ao SENHOR, e pedi ajuda ao meu Deus. Do seu templo, ele ouviu os meus lamentos, e ouviu os meus gritos pedindo ajuda.
Então a terra estremeceu em todas as direções, as bases dos céus foram abaladas; a terra estremeceu porque Deus estava furioso.
Saía fumaça das suas narinas e chamas da sua boca; dele saíam brasas vivas.
Deus abriu o céu e desceu sobre uma nuvem negra.
Montado num querubim, ele voou, deslizou sobre as asas do vento.
Ele estava escondido no meio de nuvens, espessas e escuras, que o cobriam completamente.
Então a glória de Deus brilhou nas nuvens jogando granizo e emitindo fortes relâmpagos.
A voz do SENHOR trovejou do céu, o Altíssimo se fez ouvir e houve relâmpagos e granizo.
Deus lançou as suas flechas e dispersou o inimigo. Ele lançou muitos relâmpagos e todos fugiram espantados.
O SENHOR enviou a sua repreensão e soprou um vento forte que deixou o fundo do mar à vista. Os fundamentos da terra ficaram descobertos.
Ele estendeu a sua mão e me segurou; ele me tirou das águas profundas.
Ele me salvou dos meus poderosos inimigos e dos que me odiavam, dos que eram mais fortes do que eu.
Quando eu estava em dificuldades e os meus inimigos me atacavam, o SENHOR me deu seu apoio e proteção.
Ele me livrou porque me ama; me levou para um lugar seguro.
O SENHOR me recompensou justamente, porque me comportei com justiça. Ele me recompensou porque não fiz nada errado.
Tenho o cuidado de viver como o SENHOR quer que eu viva. Por isso, eu não fiz nada que pudesse me separar de Deus.
Tenho sempre em mente os seus ensinamentos e nunca me desvio das suas leis.
Fui sempre honesto com ele e tenho me mantido afastado do mal.
Por isso, o SENHOR me recompensará conforme a minha justiça. Ele fará isso desde que eu não pratique o mal.
Deus é fiel com os que lhe são fiéis; sincero com os que lhe são sinceros.
O Senhor é bom e puro com aquele que é bom e puro; mas mostra ser mais esperto do que as pessoas enganosas.
O Senhor salva os humildes e humilha os arrogantes.
O SENHOR ilumina meu caminho; é a minha luz na escuridão, SENHOR.
Meu Deus, com a sua ajuda poderei correr com os soldados. Com a sua ajuda saltarei as muralhas dos meus inimigos.
O caminho de Deus é perfeito; as promessas do SENHOR são dignas de confiança. Ele protege os que procuram a sua ajuda e proteção.
O SENHOR é o único Deus, o nosso Deus é a única rocha.
Ele é quem me fortalece e aperfeiçoa o meu caminho.
Ele me ajuda a correr tão depressa como uma gazela e me mantém firme mesmo nos lugares mais altos.
Ele me prepara para a batalha, e dá força aos meus braços para que possam lançar dardos poderosos.
Meu Deus, o Senhor me deu o escudo da sua salvação, e tem me ajudado a prosperar.
O Senhor dá forças às minhas pernas, para que eu possa correr tão depressa.
Assim posso perseguir e destruir meus inimigos; não descansarei até derrotá-los.
Acabarei com eles, eu os derrotarei de tal modo que eles nunca mais possam se levantar; todos eles estarão debaixo dos meus pés.
Meu Deus, o Senhor me dá forças na batalha; faz com que aqueles que me perseguem tenham que se inclinar diante de mim.
O Senhor me ajuda a derrotar os meus inimigos e a derrubar os que me odeiam.
Eles procuraram ajuda, mas ninguém veio ajudá-los. Também chamaram pelo SENHOR, mas ele não lhes respondeu.
Dispersei os meus inimigos como o pó da terra, eu os pisei como se fossem a lama das ruas.
O Senhor me salvou dos conflitos dos povos, e me fez governante de nações. Povos que eu não conhecia antes, agora me servem.
Assim que me ouvem, me obedecem, os que não me conheciam antes se submetem a mim agora.
Eles terão temor de mim, e sairão dos seus esconderijos tremendo de medo.
O SENHOR vive! Bendita seja a minha rocha! Louvado seja Deus, meu Salvador.
Deus castiga meus inimigos e os coloca debaixo do meu poder.
Ele me salva do meu inimigo, me ajuda a vencer os que me atacam, ele me salva do inimigo mais cruel.
Por isso louvo ao SENHOR entre as nações, e canto louvores ao seu nome.
Deus dá grandes vitórias a Davi, o rei que ele escolheu. A ele, e aos seus descendentes, Deus mostra sempre a sua bondade.
Estas são as últimas palavras de Davi: Esta é a mensagem de Davi, filho de Jessé. Esta mensagem é do homem a quem Deus fez grande. Ele é o rei escolhido pelo Deus de Jacó, o doce cantor de Israel.
O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio e tem posto sua palavra na minha língua.
O Deus de Israel tem falado comigo, o refúgio de Israel me disse: “Quem governe o povo com justiça, respeitando a Deus,
será como a luz da aurora, como uma manhã sem nuvens, como erva que brilha depois da chuva”.
Não está assim a minha casa com Deus? Deus fez comigo uma aliança eterna, completamente regulamentada e segura. Estou seguro que ele me dará total vitória e fará com que sejam cumpridos todos meus desejos.
Mas as pessoas más são como espinhos arrancados, que não se pode segurar com a mão.
Se alguém os segurar, os faz com um ferro ou uma lança e os joga ao fogo para que ardam completamente.
Estes são os nomes dos homens mais corajosos de Davi: Josebe-Bassebete, o tacmonita, que era o capitão dos três heróis, matou com sua lança oitocentos homens em uma só batalha.
Depois estava Eleazar, filho de Dodô, o aoíta, que era um dos três famosos e estava com Davi quando desafiou os filisteus que tinham se reunido em Pas-Damim para a batalha. Os israelitas fugiram,
mas Eleazar parou e lutou contra os filisteus até que ele cansou tanto a sua mão que ela ficou grudada na espada. Nesse dia o SENHOR ganhou uma grande vitória. O povo de Israel regressou, mas só para tomar os bens dos mortos.
Depois estava Samá, filho de Agé, o hararita, que quando os filisteus se reuniram para combater, lutou em um campo de lentilhas. O povo fugiu dos filisteus,
mas Samá parou no meio do campo e o defendeu, até derrotar os filisteus. Assim o SENHOR os salvou com uma grande vitória.
Uma vez, no começo da colheita, três dos trinta heróis desceram até a caverna de Adulão para unir-se a Davi. Um destacamento filisteu estava acampado no vale de Refaim.
Davi estava no forte e, nesse tempo, as tropas dos filisteus ocupavam Belém.
Davi ficou com sede e disse: — Se pudesse beber só um pouco da água do poço que está na entrada de Belém!
Então os três heróis forçaram passagem por entre o exército filisteu e tiraram água do poço que ficava próximo da entrada da cidade de Belém. Então os três heróis levaram a água a Davi, mas em vez de beber a água, ele a derramou na terra como oferta ao SENHOR.
Davi disse: — Perante o meu Deus não posso beber esta água. Seria como beber o sangue dos que arriscaram sua vida para trazê-la até mim. Por isso Davi se negou a tomar aquela água. Os três heróis fizeram muitos atos desse tipo.
Abisai, irmão de Joabe, filho de Zeruia, era o chefe dos três heróis. Abisai matou trezentos inimigos com sua lança e por isso se tornou famoso entre os três.
Abisai foi tão famoso como os três heróis e se tornou o chefe deles, embora não fosse um deles.
Depois estava Benaia, filho de Joiada, que era de Cabzeel e tinha muito poder. Benaia matou os dois filhos de Ariel, de Moabe. Certo dia de neve, Benaia se meteu num poço vazio e matou um leão.
Também matou um soldado egípcio de grande estatura, embora o egípcio tivesse uma lança na mão. Benaia o atacou com um pau, tirou a lança dele e o matou com essa mesma lança.
Benaia, filho de Joiada, fez muitas coisas desse tipo e ficou tão famoso como os três heróis.
Era mais famoso do que os trinta heróis, embora não fosse parte deles. Mesmo assim Davi o nomeou chefe da sua escolta.
Os seguintes homens estavam entre os trinta heróis: Asael, irmão de Joabe; Elanã, filho de Dodô, de Belém;
Samá, o harodita; Elicá, o harodita;
Helez, o pelete; Irá, filho de Iques, o tecoíta;
Abiezer, o anatotita; Mebunai, o husatita;
Zalmom, o aoíta; Maarai, o netofatita;
Helede, filho de Baaná, o netofatita; Itai, filho de Ribai, de Gibeá, de Benjamim;
Benaia, o piratonita; Hidai, dos ribeiros de Gaás;
Abi-Albom, o arbatita; Azmavete, o baurita;
Eliaba, o saalbonita; os filhos de Jasém; Jônatas;
o filho de Samá, o hararita; Aião, filho de Sarar, o hararita;
Elifelete, filho de Aasbai, o macateo; Eliã, filho de Aitofel, o gilonita;
Hezrai, o carmelita; Paarai, o árabe;
Igal, filho de Natã, de Zobá; o filho de Hagri;
Zeleque, o amonita; Naarai, o beerotita, escudeiro de Joabe, filho de Zeruia;
Irá, o jatita; Garebe, o jatita;
e Urias, o heteu. No total eram trinta e sete.
Uma vez mais o SENHOR se irritou com Israel e fez com que Davi se voltasse contra os israelitas ordenando: — Levante um censo de Israel e de Judá.
Portanto, o rei Davi disse a Joabe, comandante do exército: — Vá por todas as tribos de Israel e levante um censo, desde Dã até Berseba, para que eu saiba quantos podem cumprir o serviço militar.
Mas Joabe disse ao rei: — Que o SENHOR, seu Deus, multiplique cem vezes o número das suas tropas e que Sua Majestade possa ver com seus próprios olhos mas, por que deseja fazer tal coisa?
No entanto o rei Davi ordenou energicamente a Joabe e aos outros capitães do exército que fossem fazer o censo. Eles saíram para fazer o que o rei pedia.
Atravessaram o rio Jordão e acamparam em Aroer, ao lado direito da cidade. A cidade estava no meio do vale de Gade, a caminho de Jazar.
Depois avançaram ao leste, a Gileade, até Cades. Depois ao norte a Dã-Jaã e aos redores de Sidom.
Foram ao forte de Tiro e a todas as cidades dos heveus e dos cananeus. Depois avançaram ao sul, a Berseba, no sul de Judá.
Levou nove meses e vinte dias fazer este recorrido pelo país. Depois deste tempo, voltaram a Jerusalém,
e Joabe entregou o resultado do censo ao rei. Tinha 800.000 homens em Israel que podiam combater à espada, e 500.000 em Judá.
Então Davi se sentiu envergonhado de ter ordenado o censo e disse ao SENHOR: — SENHOR, tenho cometido um grande pecado! Fui um tolo, peço que me perdoe.
Quando Davi se levantou na manhã seguinte, Gade, o vidente de Davi, recebeu esta mensagem do SENHOR
para dizer a Davi: — Escolha dentre estes três castigos. Qual prefere?
Gade foi ver a Davi, lhe informou do assunto e disse: — Escolha dentre estes três castigos: três anos de escassez de alimentos para você e sua terra; perseguição da parte dos seus inimigos durante três meses; ou três dias de epidemia no seu país. Pense, escolha e diga-me para que eu fale ao SENHOR, que me enviou.
Então Davi disse a Gade: — Estou em uma verdadeira angústia! Mas é melhor que meu castigo venha do SENHOR e não de homens, pois sua misericórdia é grande.
Portanto, o SENHOR enviou uma epidemia contra Israel. Começou pela manhã e continuou até o tempo designado. Morreram 70.000 homens desde Dã até Berseba.
O anjo levantou seu braço para destruir Jerusalém, mas o SENHOR decidiu parar o castigo que tinha enviado e disse ao anjo que estava destruindo o povo: — Basta! Pare sua mão. O anjo do SENHOR estava junto ao lugar onde se debulha o trigo, propriedade de Araúna, o jebuseu.
Quando Davi viu que o anjo matou o povo, disse ao SENHOR: — Quem pecou fui eu! Sou eu quem fez o mal! Esta gente só fez o que lhes ordenei, só me seguiram como ovelhas. Não fizeram nada de mal. Que seu castigo caia sobre mim e a família do meu pai.
Nesse dia Gade foi ver Davi e disse: — Vá e construa um altar para o SENHOR no lugar onde se debulha o trigo, propriedade de Araúna, o jebuseu.
E Davi fez o que o SENHOR disse e foi ver Araúna.
Ao ver Araúna que o rei Davi e seus oficiais se aproximavam, saiu e se prostrou diante dele,
dizendo: — Em que posso servir ao meu senhor e rei? Davi respondeu: — Venho comprar o lugar onde se debulha o trigo para poder construir um altar ao SENHOR e assim acabará a epidemia.
Araúna disse a Davi: — Tome, meu senhor e rei, o que queira para oferecer sacrifício. Aqui tem bois para oferecer em sacrifício que deve ser queimado completamente, as cangas de debulhar e os jugos das juntas para que use como lenha.
Tudo é de Sua Majestade! Araúna também disse: — Que o SENHOR, seu Deus, aceite com agrado suas ofertas.
Mas o rei disse a Araúna: — Não. Eu comprarei de você o lugar a preço justo porque não vou oferecer ao SENHOR algo que lhe pertence. Nem mesmo vou oferecer sacrifícios que não me custem nada. Assim Davi comprou os bois e o lugar onde se debulha o trigo por cinquenta moedas de prata.
Davi construiu ali um altar para o SENHOR e ofereceu sacrifícios que devem ser queimados completamente e ofertas de paz. O SENHOR ouviu a oração de Davi por seu país e deteve a enfermidade que havia enviado a Israel.
O rei Davi já estava muito velho, e ainda que fosse coberto com várias cobertas, não conseguia se aquecer.
Depois de falar com ele, os seus servos procuraram uma jovem que cuidasse dele e o ajudasse, além de dormir ao seu lado para aquecê-lo.
Procuraram em todo Israel uma jovem bonita e encontraram a Abisague, a sunamita, e a puseram ao serviço do rei.
Ela era muito bonita e ajudava e servia ao rei, porém, ele não teve relações sexuais com ela.
Então Adonias, filho de Hagite, se rebelou dizendo: — Eu serei o novo rei. Ele arranjou uma carruagem com cavalos e cinquenta guarda-costas.
Naquele momento, o seu pai não lhe disse nenhuma palavra de repreensão, como por exemplo: “Por que fez isto?” Adonias era muito formoso, como Absalão, mas tinha nascido depois dele.
Por um lado, Joabe, filho de Zeruia, e o sacerdote Abiatar estavam de acordo e apoiavam a Adonias.
Por outro lado, o sacerdote Zadoque, Benaia, filho de Joiada, o profeta Natã, Simei, Reí e os homens fortes de Davi não seguiam a Adonias.
Então Adonias celebrou junto à pedra de Zoelete, perto da fonte de En-Rogel, um sacrifício de ovelhas, gado e bezerras gordas, e convidou a todos os seus irmãos, os filhos do rei e a todos os homens de Judá que serviam ao rei.
Mas Adonias não convidou o profeta Natã, nem Benaia, nem os militares, nem mesmo o seu irmão Salomão.
Então Natã falou com Bate-Seba, a mãe de Salomão, e lhe perguntou: — Não ficou sabendo que Adonias, filho de Hagita, se fez rei e que o nosso senhor Davi não sabe de nada?
Agora bem, me deixe lhe dar um conselho para que salve a sua vida e a vida do seu filho Salomão.
Vá e entre onde está o rei Davi e fale com ele. Diga: “Sua Majestade, você não tinha jurado a esta sua serva que meu filho Salomão seria rei depois de você e que ele iria se assentar no seu trono? Então, por que Adonias é rei?”
Enquanto estiver falando com ele, eu entrarei por trás de você e confirmarei o que você falar.
Então Bate-Seba foi ver o rei em seu quarto. O rei estava muito velho e a sunamita Abisague o estava ajudando.
Bate-Seba se inclinou perante o rei e ele perguntou: — O que acontece com você?
Então Bate-Seba disse: — Sua Majestade, perante o SENHOR, seu Deus, você prometeu, à sua serva, que meu filho Salomão seria o próximo rei e que ele governaria depois de você.
Porém, Adonias se proclamou rei e a Sua Majestade não sabe disso.
Adonias está celebrando com um grande sacrifício de bois, bezerras gordas e ovelhas. Convidou a todos os filhos do rei, ao sacerdote Abiatar e a Joabe, o comandante do exército, mas não convidou Salomão.
Agora, Sua Majestade, declare a todo Israel quem vai substituí-lo no trono,
pois, caso contrário, depois da morte de Sua Majestade seremos considerados inimigos eu e o meu filho Salomão.
Enquanto Bate-Seba ainda falava com Davi, Natã entrou
e disseram ao rei: — Aqui está o profeta Natã perante Sua Majestade. Quando anunciado, Natã se ajoelhou rosto em terra perante o rei
e disse: — Sua Majestade já decidiu que Adonias fosse o próximo rei e que se assentasse em seu trono?
Porque ele foi hoje festejar com grande sacrifício de bois, bezerras gordas e ovelhas. Convidou os filhos do rei, os comandantes do exército e também o sacerdote Abiatar. Eles estão comendo e bebendo com ele, e dizem: “Viva o rei Adonias!”
Mas não me convidou, nem a Zadoque, o sacerdote, nem a Benaia, filho de Joiada, nem a Salomão, seu servo.
Por acaso Sua Majestade deu esta ordem sem informar aos seus servos quem será o rei depois do senhor?
Então o rei Davi respondeu: — Chame aqui Bate-Seba. Ela entrou e ficou de pé perante o rei.
E o rei disse: — Juro pelo SENHOR, quem tem salvo a minha vida em todos os momentos de crise,
que cumprirei hoje mesmo o que jurei a você pelo SENHOR, Deus de Israel, quando disse que Salomão, seu filho, seria rei depois de mim.
Então Bate-Seba se ajoelhou rosto em terra perante o rei e disse: — Viva para sempre Sua Majestade, o rei Davi!
Então o rei Davi disse: — Chamem o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaia, filho de Joiada. Eles se apresentaram perante o rei,
e ele disse: — Tomem consigo os ministros reais e levem o meu filho Salomão montado na minha própria mula até a fonte de Giom.
Ali o sacerdote Zadoque e o profeta Natã o consagrarão como rei de Israel, então vocês tocarão a trombeta e gritarão: “Viva o rei Salomão!”
Depois voltem aqui para que ele se sente no meu trono e seja rei no meu lugar, porque eu o escolhi para que seja o rei de Israel e de Judá.
Benaia, filho de Joiada, respondeu ao rei: — Assim seja. Pois assim disse o SENHOR, o Deus de Sua Majestade.
Que o SENHOR esteja com Salomão como tem estado com você. Que o reino de Salomão seja ainda mais poderoso do que o do rei Davi!
Então o sacerdote Zadoque, o profeta Natã, Benaia, o filho de Joiada, e os mercenários cretenses e filisteus obedeceram à ordem do rei Davi. Fizeram com que Salomão montasse na mula do rei Davi e o acompanharam até à fonte de Giom.
O sacerdote Zadoque pegou o chifre cheio de azeite que estava na Tenda Sagrada e consagrou a Salomão. Tocaram a trombeta e todo o povo proclamou: — Viva o rei Salomão!
Então todo o povo subiu a Jerusalém seguindo Salomão com muita alegria, tocando música com a flauta. Faziam tanto barulho que a terra tremia.
Enquanto isso Adonias e os seus convidados estavam terminando de comer. E Joabe ouviu o som da trombeta e perguntou: — O que é esse barulho que vem da cidade?
Enquanto Joabe dizia isso, chegou Jônatas, o filho do sacerdote Abiatar. Adonias disse: — Venha aqui, bom homem, me dê as boas notícias.
Porém Jônatas respondeu: — As notícias não são boas para você. O rei Davi proclamou rei a Salomão
e ordenou que o sacerdote Zadoque, o profeta Natã, Benaia, filho de Joiada, e os mercenários cretenses e filisteus fizessem montar Salomão na mula do rei.
Então o sacerdote Zadoque e o profeta Natã consagraram Salomão rei perto da fonte de Giom. Voltaram todos para cidade celebrando e agora há muito barulho na cidade. O barulho que vocês ouviram se deve a isso.
Além disso, Salomão já se assentou no trono do rei!
Os servos do rei já foram cumprimentá-lo e expressar os seus bons desejos, dizendo: “Que o reino de Salomão seja mais forte do que o de Davi!” e também: “Que seu Deus faça Salomão ainda mais famoso do que fez a Davi!” Até o rei Davi está ali. Da sua cama ele também se prostrou diante de Salomão,
e disse: “Louvado seja o SENHOR, Deus de Israel, que hoje escolheu um dos meus filhos para reinar e permitiu que o vejam os meus olhos”.
Todos os convidados de Adonias se assustaram e cada um saiu por onde pôde.
Adonias também teve medo de Salomão, foi ao altar e se agarrou às pontas do altar.
Então alguém foi informar o rei Salomão: — Adonias tem medo do rei Salomão. Ele tem se refugiado na Tenda Sagrada e está agarrado às pontas do altar. Não quer sair, e diz: “Digam ao rei Salomão que sou seu servo, que não me mate”.
Então Salomão respondeu: — Se Adonias se comportar como um homem bom, nem um cabelo da sua cabeça cairá ao chão; mas se for descoberto que tem maldade, morrerá.
Então o rei Salomão o mandou trazer do altar e Adonias entrou e se prostrou perante o rei Salomão, que lhe disse: — Vá para sua casa.
Se aproximava o dia no qual Davi morreria, então ele deu esta ordem para o seu filho Salomão:
— Estou prestes a morrer, como é o destino que espera a todo o mundo. Seja forte e comporte-se como um homem.
Agora, obedeça cuidadosamente a todos os mandamentos do SENHOR, seu Deus, e cumpra cuidadosamente todos os seus decretos, mandamentos, decisões e princípios. Obedeça a tudo o que está escrito nos ensinos de Moisés para que tenha sucesso em tudo o que fizer e por onde quer que for.
Dessa maneira o SENHOR cumprirá a promessa que me fez: “Se os seus filhos sinceramente tiverem cuidado de viver como eu quero, e se o fizerem de todo o coração e com toda a alma, então o rei de Israel sempre será um homem da sua descendência”.
Davi também disse: — Você sabe bem o que Joabe, filho de Zeruia, fez contra mim. Quando já não estávamos em batalha, matou dois comandantes do exército de Israel: a Abner, filho de Ner, e a Amasa, filho de Jéter. O cinto e as botas que Joabe usa estão manchados com sangue. Eu devia tê-lo castigado.
Use a sua inteligência e não deixe que ele morra tranquilamente de velho.
Mantenha a minha aliança e mostre lealdade aos filhos de Barzilai, de Gileade. Que estejam entre os seus amigos que compartilham as suas provisões. Eles me ajudaram quando eu tive que fugir do seu irmão Absalão.
— E lembre-se que Simei, filho de Gera, ainda está por aí. Ele é da tribo de Benjamim e mora em Baurim. Lembre-se que ele me lançou uma maldição quando tive que fugir a Maanaim; mas quando ele veio me cumprimentar no rio Jordão, prometi perante o SENHOR que não iria matá-lo com espada.
Agora, da sua parte, não o perdoe; você é um homem inteligente e sabe o que deve fazer com ele para que não morra tranquilamente em sua velhice, mas sim de morte violenta.
Morreu Davi e foi sepultado na Cidade de Davi.
Davi foi rei de Israel durante quarenta anos. Governou sete anos em Hebrom e trinta e três anos em Jerusalém.
O reino então passou às mãos de Salomão, que reinou em lugar do seu pai Davi. Seu poder se consolidou firmemente.
Então Adonias, filho de Hagita, foi ver a Bate-Seba, a mãe de Salomão. Bate-Seba lhe perguntou: — Vem em paz? Adonias respondeu: — Sim. É uma visita pacífica.
Quero perdir algo. Bate-Seba disse: — Pois fale.
Adonias lhe disse: — Lembra-se que num momento dado o reino era meu? Todos os israelitas aceitaram que eu seria o rei. Contudo, as coisas mudaram. Agora meu irmão é o rei porque o SENHOR assim quis.
Portanto, peço um favor para você, não me negue isso. Bate-Seba respondeu: — Fale.
Adonias disse: — Sei que o rei Salomão fará o que você lhe pedir. Peça que me permita casar com Abisague, a sunamita.
Então Bate-Seba disse: — Está bem, falarei da sua parte perante o rei.
Bate-Seba foi ver o rei Salomão para falar em favor de Adonias. O rei Salomão a viu e levantou-se para a saudar. Inclinou-se perante ela e depois se assentou em seu trono. Aos servos disse que trouxessem um trono para ela. E ela se assentou à direita do rei.
Bate-Seba disse: — Peço um pequeno favor para você; não me negue isso. O rei respondeu: — Peça o que quiser, não negarei o que me pedir.
Então Bate-Seba disse: — Permita que seu irmão Adonias se case com Abisague, a sunamita.
O rei Salomão respondeu à sua mãe: — Por que está dizendo que dê Abisague para Adonias? Por que não pede para fazê-lo rei também, já que é maior do que eu? O sacerdote Abiatar e Joabe o apoiam.
Então Salomão jurou pelo SENHOR dizendo: — Que Deus me trate severamente se Adonias não pagar por isto. Este erro vai lhe custar a vida!
O SENHOR me fez rei de Israel e me deu o trono que pertencia ao meu pai Davi, e prometeu dar o reino a mim e aos meus descendentes. Agora, tão seguro como Deus existe, prometo que Adonias morrerá hoje mesmo.
O rei Salomão deu ordem a Benaia, que foi e matou Adonias.
Então o rei Salomão disse ao sacerdote Abiatar: — Deveria matá-lo, mas lhe permitirei regressar para sua casa em Anatote. Hoje não o matarei, porque você levava a arca sagrada do SENHOR Deus e foi companheiro do meu pai Davi. Você compartilhou com o meu pai momentos difíceis que ele passou.
Salomão disse a Abiatar que não continuaria sendo sacerdote do SENHOR. Isto cumprindo o que o SENHOR disse sobre o sacerdote Eli e a sua família quando moravam em Siló.
Quando Joabe ouviu as notícias, teve medo deles. Tinha apoiado a Adonias e não a Salomão. Joabe saiu correndo para a Tenda Sagrada do SENHOR para se agarrar às pontas do altar.
Alguém disse ao rei Salomão que Joabe estava agarrado ao altar na tenda do SENHOR. Então Salomão ordenou a Benaia que fosse matá-lo.
Benaia foi para a tenda do SENHOR e disse a Joabe: — O rei ordena que saia daí. Mas Joabe respondeu: — Não! Aqui morrerei. Benaia regressou onde estava o rei e contou o que Joabe tinha dito.
Então o rei deu esta ordem a Benaia: — Faça o que ele diz! Mate-o ali e depois sepulte-o. Desta maneira livrará a minha família da culpa que ele causou por ter assassinado pessoas inocentes.
Joabe matou dois homens mais justos e melhores do que ele: Abner, filho de Ner, e Amasa, filho de Jéter. Abner foi o comandante do exército de Israel e Amasa foi o comandante do exército de Judá. Naquele tempo, meu pai Davi não soube que Joabe os tinha assassinado. Por isso o SENHOR castigará Joabe pelos homens que matou.
Desta maneira a culpa da sua morte cairá sobre Joabe e a sua família para sempre, mas o SENHOR trará a paz para Davi, os seus descendentes, a sua família e a sua dinastia para sempre.
Então Benaia, filho de Joiada, matou Joabe, que foi sepultado perto da sua casa no deserto.
Salomão nomeou comandante do exército a Benaia, filho de Joiada, no lugar de Joabe. Também Salomão nomeou Zadoque como sacerdote, no lugar de Abiatar.
Depois o rei mandou procurar a Simei e disse: — Construa uma casa aqui em Jerusalém, more nela e não saia da cidade.
Mas tenha certeza que no dia em que você sair de Jerusalém, além do vale de Cedrom, morrerá, e a culpa será sua.
Então Simei respondeu: — Muito bem, Sua Majestade, obedecerei. Simei morou em Jerusalém por muito tempo.
Mas depois de três anos, dois dos seus escravos escaparam para Aquis, filho de Maaca, o rei de Gate. Simei ouviu que os seus escravos estavam em Gate.
Então selou seu jumento e foi para Gate, onde estava o rei Aquis, para recuperar os seus escravos. Após encontrá-los, fez com que eles saíssem de Gate.
Mas alguém disse a Salomão que Simei tinha ido a Gate e voltado a Jerusalém.
Portanto, Salomão o mandou procurar e disse: — Fiz você jurar pelo SENHOR que não sairia de Jerusalém e o adverti que se fosse a qualquer parte morreria. Esteve de acordo e disse que iria obedecer.
Por que então não cumpriu o juramento que fez diante do SENHOR e a ordem que lhe dei?
Você sabe todo o mal que fez a Davi, meu pai. O SENHOR castigará você por tudo o que fez.
Mas a mim, rei Salomão, o SENHOR abençoará e fará com que o reino de Davi seja consolidado.
Então o rei ordenou que Benaia matasse Simei, e ele assim o fez. Desta maneira Salomão consolidou a sua autoridade como rei.
Salomão fez uma aliança com o faraó, rei do Egito, ao se casar com a filha dele. Salomão a levou para a Cidade de Davi enquanto ainda estavam em plena construção do palácio, do templo do SENHOR e do muro ao redor de Jerusalém.
Nesses dias não existia um templo em honra ao SENHOR. Por isso as pessoas ainda faziam sacrifícios nos santuários, nas montanhas.
Mas Salomão mostrou que ele amava o SENHOR ao obedecer a tudo o que seu pai Davi disse. Mesmo assim, Salomão ainda continuava oferecendo sacrifícios e incenso nos santuários, nas montanhas.
O rei Salomão ofereceu um sacrifício em Gibeom porque ali era o santuário mais importante. Ele ofereceu 1.000 animais como sacrifícios que devem ser queimados completamente.
Enquanto Salomão estava em Gibeom, o SENHOR lhe apareceu num sono. Deus disse: — Peça o que você quiser e eu lhe darei.
Salomão respondeu: — O Senhor mostrou muito amor fiel para o meu pai Davi. Ele o seguiu fielmente, com justiça e retidão de coração. E o Senhor continuou constante ao lhe mostrar o seu amor fiel: permitindo que hoje o seu filho tome o trono em seu lugar.
SENHOR, meu Deus, embora tenha permitido que eu reinasse em lugar do meu pai, eu ainda me sinto como um menino. Não tenho a sabedoria necessária para cumprir meu trabalho.
Sou seu servo no meio do povo que o Senhor escolheu. É uma nação tão numerosa que ninguém pode contá-la.
Dê-me uma mente que entenda como governar o seu povo e que saiba a diferença entre o bem e o mal. Se não for assim, quem será capaz de governar este seu povo tão numeroso?
O pedido de Salomão agradou ao SENHOR.
E Deus disse: — Por ter pedido sabedoria para governar e não uma vida longa, nem riquezas, nem que matasse os seus inimigos,
concederei o que pediu. Darei a você a mente mais sábia e entendida de todos os tempos.
Também darei a você o que não pediu: uma riqueza tão grande como nunca nenhum outro rei terá.
Siga-me e obedeça às minhas decisões e mandatos, assim como fez seu pai Davi, e darei a você uma vida longa.
Salomão acordou, reconhecendo que Deus tinha lhe falado num sonho. Então Salomão foi a Jerusalém e, em pé perante a arca sagrada do SENHOR, ofereceu sacrifícios que devem ser queimados completamente e apresentou ofertas para festejar. Também convidou para uma festa todos os chefes e oficiais que o ajudavam a reinar.
Um dia, entraram duas prostitutas para apresentar-se diante do rei.
A primeira falou assim: — Peço a Sua Majestade que ouça meu caso. Esta mulher e eu moramos na mesma casa e eu tive um bebê.
Três dias depois esta mulher também teve um bebê. Não tinha ninguém mais em casa, só nós duas.
Então durante a noite morreu o bebê desta mulher porque ela se deitou sobre ele.
Ela se levantou durante a noite e tirou o meu menino, estando eu dormindo, e o pôs na cama com ela. Depois pôs o bebê morto junto comigo na cama.
Quando me levantei de madrugada para amamentar o meu filho, vi que estava morto. Mas de manhã me dei conta que esse não era meu bebê.
A segunda mulher disse: — Não! Meu filho está vivo e o seu está morto. Mas a primeira respondia: — Não! Seu filho é o morto e o meu está vivo! Assim falavam ao rei.
O rei pensou: “Esta mulher diz que seu bebê é o que está vivo e o bebê da outra é o que está morto. A outra afirma o contrário, que o bebê dela é o que está vivo e que o bebê que está morto é o bebê desta mulher”.
Então o rei Salomão mandou que um servo dele trouxesse uma espada e o servo assim o fez.
Depois o rei disse: — Cortem o bebê vivo em duas partes e deem metade a cada uma delas.
A verdadeira mãe do menino sentiu compaixão por ele e disse: — Por favor, Sua Majestade, dê o menino a ela, mas por favor, não o matem! A outra mulher dizia: — Não será nem para mim nem para ela; dividam o bebê.
Então o rei Salomão disse: — Não matem o bebê! Deem a criança à primeira mulher. Ela é a mãe.
Toda a nação de Israel ouviu a decisão do rei Salomão. Tiveram temor e muito respeito pelo rei, porque era muito sábio. Reconheceram que a sabedoria divina habitava nele dando-lhe a capacidade de tomar decisões justas.
O rei Salomão era rei de todo Israel.
Os líderes que o ajudaram a governar foram os seguintes: Azarias, filho de Zadoque, era o sacerdote.
Eliorefe e Aías, filhos de Sisa, eram os secretários da corte. Josafá, filho de Ailude, era o historiador.
Benaia, filho de Joiada, era o comandante do exército. Zadoque e Abiatar eram sacerdotes.
Azarias, filho de Natã, estava encarregado dos governantes dos diferentes distritos. Zabude, filho de Natã, era sacerdote e conselheiro do rei Salomão.
Aisar era o administrador do palácio real. Adonirão, filho de Abda, estava encarregado dos escravos.
Israel foi dividido em doze regiões chamadas distritos. Salomão nomeou um governador para cada distrito e ordenou aos governadores que juntassem alimentos em cada distrito para o rei e a sua família. Cada um dos doze governantes era responsável por juntar os alimentos necessários para um mês.
Os doze governadores eram: Ben-Hur, governador da região montanhosa de Efraim.
Ben-Dequer, governador de Macaz, Saalbim, Bete-Semes e Elom-Bete-Hanã.
Ben-Hesede, governador de Arubote, Socó e Héfer.
Ben-Abinadade, governador de Nafote-Dor, casado com Tafate, filha de Salomão.
Baaná, filho de Ailude, era governador de Taanaque e Megido e de todo Bete-Seã junto a Zaretã, embaixo de Jezreel, desde Bete-Seã até Abel-Meolá, em frente de Jocmeão.
Ben-Geder, governador de Ramote-Gileade, governava todas as vilas e povos de Jair, filho de Manassés, que estava em Gileade. Também era o governador do distrito de Argobe que estava em Basã. Nesta região havia sessenta cidades protegidas por grandes muros com barras de bronze que reforçavam as portas.
Ainadabe, filho de Ido, governador de Maanaim.
Aimaás, governador de Naftali. Estava casado com Basemate, filha de Salomão.
Baaná, filho de Husai, governador de Aser e Bealote.
Josafá, filho de Parua, governador de Issacar.
Simei, filho de Elá, governador de Benjamim.
Geber, filho de Uri, governador de Gileade. Gileade era o país onde viveu Seom, rei dos amorreus, e o país onde viveu Ogue, rei de Basã. Mas Geber era o único governador desses distritos.
Houve tantas pessoas em Judá e Israel como a areia na praia. Viviam alegres com comida e bebida em abundância.
Salomão dominava todos os reinos, desde o rio Eufrates até a terra dos filisteus e até o território do Egito. Os reis destes países levavam tributo a Salomão e o serviram toda a sua vida.
Esta era a quantidade de comida necessária para Salomão e os que dependiam das provisões do rei: 5.000 quilos de farinha fina, 10.000 quilos de farinha comum,
10 bois alimentados com trigo, 20 bois alimentados no campo, 100 ovelhas; animais silvestres como cervos, gazelas, corças e aves de caça.
Salomão dominava todos os países ao oeste do rio Eufrates, ou seja, todo o território e os reis localizados ao oeste do rio Eufrates, desde Tifsa até Gaza. Por todos lados houve paz em seu reino.
Durante todo o tempo do seu reinado, Judá e Israel, desde Dã até Berseba, desfrutaram de paz e segurança. Cada pessoa sentava-se debaixo da sua própria figueira e da sua própria videira.
Salomão tinha 4.000 cocheiras para os cavalos que puxavam os seus carros e tinha 12.000 cavalos.
Cada mês um dos doze governadores dos distritos dava ao rei Salomão todo o necessário para servir a todos os que dependiam das provisões do rei. Nunca faltava nada.
Também cada um pela sua parte trazia os cavalos de guerra e os de carga que levavam carregamento de cevada e palha.
Deus deu sabedoria e muito entendimento a Salomão. A sua inteligência era extraordinária e o seu entendimento não podia ser contado, era como a areia na praia.
A sabedoria de Salomão era maior do que a sabedoria dos sábios do Oriente e que toda a sabedoria do Egito juntas.
Ele era mais sábio do que qualquer pessoa, até do que Etã, o ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, os filhos de Maol. O rei Salomão chegou a ser muito famoso entre as nações do mundo daquele tempo.
Durante sua vida Salomão compôs 3.000 provérbios e 1.005 canções.
Salomão também entendia sobre a natureza. Ele ensinava sobre plantas, desde os cedros altos do Líbano até as trepadeiras. Também ensinava sobre os animais grandes, aves e bichos de todo tipo.
Os reis enviavam pessoas de todas as nações para ouvir sua sabedoria.
O rei Hirão de Tiro sempre havia sido amigo de Davi. Quando Hirão ouviu que tinham consagrado a Salomão como rei em lugar do seu pai Davi, mandou seus servos a Salomão.
Salomão mandou dizer ao rei Hirão:
“Sabe que meu pai, o rei Davi, não pôde construir um templo em honra ao SENHOR, seu Deus, porque teve que combater guerras por todos lados. Estava esperando até que o SENHOR lhe desse a vitória sobre os seus inimigos.
Mas agora o SENHOR, meu Deus, me deu paz por todos lados; não tenho nenhum inimigo. Meu povo já não está em perigo.
“Ao meu pai Davi, o SENHOR prometeu que o filho que fosse rei depois dele construiria um templo em sua honra. Portanto, agora estou planejando construir esse templo em honra ao SENHOR, meu Deus.
Mande seus homens ao Líbano para que cortem árvores para mim. Os meus servos trabalharão com os seus e pagarei a eles o preço que você decidir. Mas preciso da sua ajuda, pois os carpinteiros sidônios são melhores do que os carpinteiros israelitas”.
Quando Hirão ouviu o que Salomão pedia, ficou muito contente e disse: — Agradeço ao SENHOR hoje por dar a Davi um filho sábio para governar esta grande nação.
Então Hirão mandou uma mensagem a Salomão que dizia: “Aceito o seu pedido. Darei a você todo o cedro e pinho que deseja.
Os meus servos descerão com a madeira do Líbano até o mar e eu a amarrarei em forma de jangadas no mar e a mandarei ao lugar que você indicar. Ali a deixarei e você a poderá ir buscar. Em troca, desejo que forneça alimento para o meu palácio”.
Assim Hirão deu a Salomão todo o cedro e o pinho que ele desejava.
Salomão pagou anualmente a Hirão 5.000 toneladas de trigo e perto de 400.000 litros de azeite puro de oliveira.
O SENHOR deu sabedoria a Salomão, assim como tinha lhe prometido. E houve paz entre Hirão e Salomão. Estes dois reis fizeram uma aliança entre eles.
O rei Salomão convocou 30.000 israelitas para ajudarem neste trabalho.
Ele escolheu como chefe um homem chamado Adonirão e dividiu os trabalhadores em três grupos. Tinha 10.000 homens em cada grupo. Cada grupo trabalhava um mês no Líbano e depois passava dois meses em casa.
Salomão convocou também 80.000 homens para cortar pedra na região montanhosa. Havia 70.000 homens para transportar as pedras.
Também mandou 3.300 oficiais da corte do rei para supervisionar a obra.
O rei Salomão mandou que cortassem pedras grandes e valiosas para o alicerce do templo.
Então os construtores de Salomão e Hirão e os homens de Gebal cortaram as pedras. Assim prepararam as pedras e a madeira para edificar o templo.
Portanto, Salomão começou a construir o templo do SENHOR quatrocentos e oitenta anos depois dos israelitas terem saído do Egito. A obra começou no quarto ano do reinado de Salomão em Israel, no mês de zive, que é o segundo mês do ano.
O templo que o rei Salomão construiu para o SENHOR media vinte e sete metros de comprimento por nove metros de largura, por treze metros e meio de altura.
A entrada do templo media nove metros de comprimento por nove metros de largura. De largura media a mesma medida que o templo.
Fez também janelas com grades estreitas.
Ao redor da sala central do templo, Salomão construiu quartos em fila junto à parede do templo. A fila de quartos ao redor do templo era de três andares.
A largura do espaço interior do andar de baixo era de dois metros e cinquenta centímetros; a do primeiro andar era de dois metros e setenta centímetros; e a do terceiro andar era de três metros e quinze centímetros. Esse tipo de construção permitia que os quartos estivessem fora do templo sem se apoiar na parede do templo.
Os construtores usaram pedras inteiras. As pedras usadas para a construção vinham lavradas desde a pedreira. Não se escutava o som de martelada, de machadada ou de qualquer ferramenta de ferro durante a construção do templo.
Usando uma escada em espiral ao lado sul do templo, podia se entrar no primeiro andar dos quartos. Do primeiro andar podia se chegar ao terceiro andar.
Assim Salomão acabou de construir a sala central do templo e por dentro finalizou com madeira de cedro.
Cada andar dos quartos externos do templo o construiu com uma altura de dois metros e vinte e cinco centímetros. Os suportes do templo eram de cedro.
O SENHOR disse a Salomão:
— No que diz respeito a esta casa que está construindo, se você obedecer aos meus decretos, respeitar as minhas decisões e cumprir com atenção os meus mandamentos, eu cumprirei com você a promessa que fiz a seu pai Davi.
Eu habitarei entre os israelitas e não abandonarei o meu povo Israel.
Assim Salomão acabou a construção do templo.
Depois acabou de forrar as paredes interiores com madeira. Cobriu as paredes com madeira de cedro do chão até as vigas do teto. O chão foi revestido com madeira de pinho.
Os últimos dez metros do fundo do templo foram revestidos completamente com cedro desde o chão até as vigas do telhado. Esta parte a construiu como o santuário interno, o Lugar Santíssimo.
A parte do templo diante do Lugar Santíssimo media dezoito metros de comprimento.
A parte interior do templo estava revestida de cedro enfeitado com figuras de frutos e flores abertas. Todo o interior era de cedro e não se via nenhuma pedra.
Salomão preparou o santuário no fundo do templo, para colocar lá a arca sagrada do SENHOR.
O santuário media nove metros de comprimento por nove de largura, por nove de altura. Salomão o revestiu de ouro puro e também revestiu de ouro puro o altar de cedro;
revestiu também o interior do templo de ouro, fechou o Lugar Santíssimo com uma corrente de ouro, e o revestiu de ouro.
Ele revestiu de ouro toda a parte interior do templo e também o altar que estava diante do Lugar Santíssimo.
Também mandou fazer um par de querubins de madeira de oliveira no Lugar Santíssimo. Cada um media ao redor de cinco metros de altura.
Cada asa dos querubins media dois metros e vinte e cinco centímetros até a ponta.
Ao todo, as duas asas mediam quatro metros e meio.
Os dois querubins mediam quatro metros e meio de altura, e eram idênticos.
Colocou os dois querubins no meio do templo. As suas asas se estendian até serem tocadas as pontas e as pontas tocavam a parede.
Revestiu os querubins de ouro.
Toda a parede interior dos quartos internos e externos foi esculpida com estátuas de querubins, palmeiras e flores abertas.
Também o chão dos espaços internos e quartos externos os revestiu de ouro.
Para a entrada do Lugar Santíssimo fez portas de madeira de oliveira. Havia cinco batentes que se encaixavam como degraus ao redor das portas.
Fez duas portas de madeira de oliveira e nelas esculpiu querubins, palmeiras e flores abertas, e todas foram revestidas de ouro.
Assim também fez com a porta da entrada do templo. Os batentes eram de madeira de oliveira, mas divididos em quatro lados.
As duas portas eram de pinho e giravam sobre dobradiças fixas.
Esculpiu as portas com estátuas de querubins, palmeiras e flores abertas, e revestiu de ouro cada figura esculpida.
Fez o pátio de três filas de pedras, uma sobre a outra, a última com vigas de cedro cortado.
No quarto ano do reinado de Salomão, durante o mês de zive, foram colocadas as bases do templo do SENHOR.
O templo foi acabado no mês de bul, o oitavo mês, do ano décimo primeiro do seu reinado. A construção do templo durou sete anos e ficou assim como tinha sido planejado.
O rei Salomão levou treze anos para construir e acabar seu próprio palácio.
Construiu o palácio da Floresta do Líbano, que media quarenta e cinco metros de comprimento por vinte e dois metros e meio de largura, por treze metros e meio de altura. Ele tinha uma estrutura de três filas de pilares de cedro, unidas a vigas curtas de cedro.
O teto era de cedro acima dos quartos que se apoiavam nos quarenta e cinco pilares que estavam em três filas de quinze pilares cada uma.
Havia três filas de três janelas cada uma.
Tanto as entradas como as janelas tinham estruturas quadradas e havia três filas de três janelas cada uma.
Fez o Pórtico das Colunas, que media vinte e dois metros e meio de comprimento por treze metros e meio de largura. Na frente do pórtico fez uma entrada com colunas e uma cobertura que se estendia além das colunas.
Salomão também fez uma sala com um trono, chamada a Sala da Justiça, porque era ali que ele ditava as sentenças. A sala estava revestida de madeira de cedro desde o chão até o teto.
O palácio onde Salomão vivia foi construído em volta do pátio, atrás da Sala da Justiça e com o mesmo estilo. Salomão também fez um palácio com o mesmo estilo para a sua esposa, a filha do faraó do Egito.
Em todas essas construções foram usadas pedras de muito valor, cortadas com as medidas certas e alisadas por dentro e por fora. Foram usadas tais pedras desde os alicerces até as vigas dos tetos. Também foram usadas desde o exterior até o grande pátio.
Os alicerces estavam feitos com pedras valiosas, que eram muito grandes. Algumas eram de quatro metros, outras de três.
Dali para cima colocaram pedras de muito valor, cortadas de acordo com as medidas necessárias.
O grande pátio era rodeado por um muro de três filas de pedras cortadas e uma fila de vigas de cedro. O pátio interior do templo do SENHOR e o pórtico do templo foram feitos da mesma maneira.
O rei Salomão mandou chamar Hirão, de Tiro, para que viesse a Jerusalém.
A mãe de Hirão era uma viúva israelita da tribo de Naftali e o pai era de Tiro e trabalhava em bronze. Hirão tinha muita habilidade, entendimento e experiência na fabricação de artigos de bronze. Portanto, o rei Salomão pediu que viesse, e Hirão aceitou ir. O rei Salomão o encarregou de todo o trabalho em bronze, e Hirão fez tudo o que lhe foi pedido.
Hirão fez duas colunas de bronze, cada uma de oito metros de altura e cinco metros e meio de circunferência. As colunas eram ocas com uma grossura de oito centímetros.
Hirão também fez capitéis de bronze de dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento e os colocou no alto das colunas.
Fez uma rede de correntes suspensas para adornar a parte superior das colunas.
Fez duas fileiras de balões de bronze parecidos a romãs e as colocou nas redes para cobrir a parte superior da coluna.
Os capitéis que estavam em cima das colunas mediam um metro e oitenta centímetros e tinham forma de flores.
Os capitéis de três metros de altura estavam no alto das colunas. A rede pendia sob os capitéis e ali estavam as vinte romãs em filas ao redor das colunas.
Hirão instalou as colunas de bronze no pátio do templo. Uma estava ao lado sul e a outra estava ao lado norte. A coluna do lado sul se chamava Jaquim, e a do lado norte se chamava Boaz.
Quando colocaram os capitéis sobre as colunas, acabaram esse trabalho.
Então Hirão fez um grande tanque de água, redondo. A circunferência do tanque era de treze metros e meio, seu diâmetro era de quatro metros e meio, e tinha uma altura de dois metros e vinte e cinco centímetros.
Debaixo da borda do tanque de água havia fileiras de abóboras feitas de bronze, formando uma só peça com o tanque, dez a cada meio metro.
O tanque grande de água descansava sobre doze touros virados para fora. Três olhavam para o norte, três para o leste, três para o sul e três para o oeste.
A grossura das paredes do tanque grande era de oito centímetros; sua borda em forma de cálice era semelhante a uma flor de lírio. O tanque grande de água tinha uma capacidade de 44.000 litros.
Hirão também fez dez carretas de bronze. Cada uma media um metro e oitenta centímetros de comprimento, um metro e oitenta de largura e um metro e trinta e cinco de altura.
As carretas eram feitas de placas de bronze montadas numa armação.
Cada placa, entre a armação, tinha figuras em bronze de leões, bois e querubins. Nas armações, por cima e por baixo destas figuras, havia desenhos de flores esculpidos em bronze.
As carretas tinham quatro rodas de bronze com eixos também de bronze. Nos quatro cantos de cada uma havia suportes de bronze onde se apoiava um tanque de água. Os suportes tinham desenhos de flores esculpidos em bronze.
Havia uma armação acima de cada tanque que sobressaía quarenta e cinco centímetros acima do tanque de água. A abertura para cada tanque de água era de sessenta e sete centímetros de diâmetro.
Por baixo da armação estavam as quatro rodas que mediam sessenta e sete centímetros de altura; os eixos e rodas formavam uma só peça com cada carreta.
As rodas eram como as rodas de uma carruagem e tudo o que estava nas rodas era de bronze: os eixos, os aros, os raios e cubos.
Os quatro suportes estavam nos cantos das carretas e formavam uma só peça com as carretas.
Sobre cada carreta havia uma placa de bronze que formava uma só peça com a carreta.
Os lados de cada carreta e a armação tinham figuras de querubins, leões e palmeiras esculpidas em bronze. Estas figuras estavam esculpidas por todas partes nas carretas onde havia espaço.
Hirão fez iguais as dez carretas de bronze fundido.
Hirão também fez dez tanques de água para as dez carretas, um tanque para cada carreta. Cada tanque de água media um metro e oitenta centímetros de diâmetro e tinha uma quantidade de oitocentos e oitenta litros.
Hirão colocou cinco das carretas no lado sul do templo e as outras cinco no lado norte. Pôs o tanque de água grande na esquina sudeste do templo.
Hirão também fez caldeiras, pás e bacias, e terminou o trabalho que o rei Salomão queria que fizesse no templo do SENHOR,
ou seja: as duas colunas; os dois capitéis redondos que estavam em cima delas; as duas grades que decoravam os capitéis;
as quatrocentas romãs em duas fileiras para cada uma das grades que decoravam a parte de cima das colunas;
as dez carretas e os dez tanques que iam sobre as carretas;
o tanque grande de água apoiado sobre os doze touros;
as jarras, as pás e as bacias. Hirão fez de bronze polido todos estes objetos que o rei Salomão queria para o templo do SENHOR.
Conforme a ordem do rei, tudo foi feito fundido em moldes de argila, perto do rio Jordão, entre Sucote e Zaretã.
Tinha tantas coisas de bronze que Salomão não se interessou em calcular o peso total do bronze que usou.
Salomão mandou fazer todos os outros objetos que havia no templo do SENHOR: o altar de ouro; a mesa sobre as quais era oferecido o pão consagrado a Deus;
os candelabros de ouro puro, cinco no lado sul e cinco no lado norte, em frente ao Lugar Santíssimo; as flores, as lâmpadas e as tenazes de ouro;
as caldeiras, os cortadores de pavio, as bacias, os recipientes e os utensílios para levar as brasas, de ouro puro; as dobradiças de ouro para as portas do Lugar Santíssimo e para as da sala principal do templo.
O rei Salomão terminou todo o trabalho que tinha planejado fazer para o templo do SENHOR. Então reuniu tudo o que seu pai Davi tinha consagrado, a prata, o ouro e os objetos. Levou tudo isso e o depositou nos tesouros do templo do SENHOR.
Então o rei Salomão reuniu em Jerusalém todos os líderes de Israel, os chefes das tribos e os líderes das famílias de Israel para transportar a arca da aliança do SENHOR desde Sião, a Cidade de Davi, para o templo.
Todos os israelitas se reuniram com o rei Salomão durante a festa do mês de etanim, o sétimo mês do ano.
Todos os líderes de Israel vieram e os sacerdotes levantaram a arca sagrada.
Os sacerdotes e os levitas levaram a arca do SENHOR, a Tenda do Encontro e os utensílios sagrados que havia na tenda.
O rei Salomão e todos os israelitas reunidos com ele para este propósito celebraram o sacrifício de tantas ovelhas e gado perante a arca da aliança, que ninguém conseguiu contá-las.
Então os sacerdotes colocaram a arca sagrada do SENHOR em seu lugar, debaixo das asas dos querubins, dentro do Lugar Santíssimo, no templo.
Porque os querubins estendiam as suas asas por cima da arca sagrada e dos seus cabos usados para transportá-la.
Os cabos eram longos e desde o Lugar Santo podiam ser vistas as pontas sobressaindo do Lugar Santíssimo. Mesmo assim, não se via de fora e estão ali até hoje.
Os únicos objetos que havia dentro da arca sagrada eram as duas tábuas de pedra que Moisés colocou dentro da arca em Horebe, onde o SENHOR fez aliança com os israelitas, depois que saíram do Egito.
Quando os sacerdotes saíram do Lugar Santo, a nuvem encheu o templo do SENHOR
e não conseguiram continuar de pé e continuar seu trabalho porque o templo do SENHOR se encheu da glória do SENHOR.
Então Salomão disse: “O SENHOR fez o sol para brilhar no céu, mas habita numa nuvem escura.
Eu construí um templo maravilhoso, um lugar onde o SENHOR habitará para sempre”.
O rei então se virou para frente da congregação de Israel para pronunciar a bênção sobre todos eles, os quais estavam de pé.
Disse assim: — Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, que com a sua mão cumpriu o que prometeu ao meu pai Davi quando disse:
“Desde o dia em que tirei do Egito o meu povo Israel, eu não tinha escolhido nenhuma cidade dentre todas as tribos de Israel para construir um templo na minha honra. Mas agora escolho Davi para governar o meu povo Israel”.
— Meu pai Davi tinha muito desejo de construir um templo em honra ao SENHOR, Deus de Israel.
Também o SENHOR disse ao meu pai Davi: “Sei que você tem construir um desejo grande de construir um templo em minha honra, e isso é bom.
Mas você não construirá o templo, e sim um filho que você terá. Será ele quem construirá o templo onde me será dada honra”.
— O SENHOR cumpriu a sua promessa e eu tenho assumido o poder no lugar do meu pai Davi, sou o rei de Israel, assim como o SENHOR prometeu, e construí o templo em honra ao SENHOR, Deus de Israel.
Fiz um lugar no templo para a arca sagrada; dentro da qual está a aliança que o SENHOR fez com os nossos antepassados ao tirá-los do Egito.
Então Salomão, de pé perante o altar do SENHOR, em presença de toda a congregação de Israel, levantou os seus braços para o céu
e disse: — SENHOR, Deus de Israel, não há nenhum outro Deus como o Senhor acima nos céus nem aqui, embaixo na terra. O Senhor fez a aliança com seu povo porque o ama. O Senhor mantém a sua aliança e o seu amor fiel com as pessoas que o servem de todo o coração.
O Senhor cumpriu o que prometeu ao seu servo Davi, meu pai, revelando assim com feitos o que o Senhor disse com palavras.
Agora, SENHOR, Deus de Israel, cumpra as outras promessas que fez ao meu pai Davi. O Senhor disse: “Davi, se os seus filhos me obedecerem cuidadosamente, como você fez, sempre haverá um descendente seu que governe em Israel”.
Agora, Deus de Israel, peço que cumpra a promessa que fez ao meu pai, seu servo Davi.
— Mas, na realidade, pode viver Deus na terra? Se nem os céus mais profundos podem conter o Senhor, então como será adequado para o Senhor este templo que me fez construir?
Mesmo assim, peço ao Senhor que preste atenção ao pedido e à súplica do seu servo. SENHOR, meu Deus, ouça o grito de pedido que faço diante do Senhor como seu servo.
Mantenha o seu olhar neste templo dia e noite, porque o Senhor disse sobre este lugar: “Ali se dará honra ao meu nome”. Ouça ao seu servo quando ore voltado para este lugar.
Ouça quando seu povo Israel e o seu servo pedirem o seu favor neste lugar. Por favor, nos escute! Embora o Senhor habite nos céus, ouça-nos e perdoe-nos.
— Por exemplo, pode acontecer que alguém peque contra seu próximo e seja colocado sob juramento. Quando o caso chegar perante o altar deste templo,
ouça do céu. Faça justiça aos seus servos, condenando o culpado pelo mal que fez e reivindicando o inocente por fazer o bem.
Quando o seu povo pecar e por isso for derrotado em batalha pelo inimigo, se então o povo voltar para o Senhor e o honrar, orar e suplicar desde este templo,
ouça do céu e perdoe o pecado do seu povo Israel. Faça-os voltar para a terra que o Senhor deu aos seus antepassados.
Quando houver seca e faltar a chuva porque pecaram contra o Senhor, se eles orarem voltados para este lugar, louvando seu nome e abandonando seu pecado quando os castigar,
ouça do céu e perdoe o pecado dos seus servos, seu povo Israel. Ensine-lhes o bom caminho para que o sigam e dê a chuva que necessita a terra que o Senhor deu a eles como herança.
— Se houver fome, epidemia ou se as colheitas forem destruídas por qualquer tipo de praga, seja por mofo, por gafanhotos ou por vermes; ou quando o inimigo sitiar alguma cidade, ou em fim, se houver qualquer praga ou doença,
se alguém do seu povo Israel orar ou lhe suplicar, consciente da sua dor e sua aflição, levantando os braços para este lugar,
ouça do céu, onde o Senhor vive, e perdoe-o. Responda sua petição e dê a cada um conforme o que o Senhor sabe da sua vida e atitude. Porque só o Senhor conhece o coração de cada ser humano.
Desta maneira eles respeitarão o Senhor todos os dias que viverem na terra que deu aos nossos antepassados.
— Que aconteça a mesma coisa quando um estrangeiro que não é do seu povo Israel vier de um país distante por causa do seu nome.
Os povos conhecerão o seu grande nome, a sua mão forte e braço poderoso. Quando esse estrangeiro se aproximar e orar neste templo,
ouça-o do céu, onde vive, e conceda tudo o que pedir, para que todas as nações do mundo conheçam seu nome e o respeitem como faz seu povo Israel. Assim eles saberão que seu nome é invocado neste templo que construí.
— Quando obedecendo às suas ordens seu povo sair para a batalha contra o inimigo e pedir ao SENHOR em oração voltado para esta cidade, que o Senhor escolheu, e para o templo, que construí para que se dê honra ao seu nome,
ouça do céu o seu pedido e defenda a sua causa.
É possível que eles pequem contra o Senhor, pois não há ser humano que não peque. É possível que o Senhor se irrite com eles, que acabem sendo prisioneiros pelo inimigo e que sejam levados para uma terra que pode ficar perto ou longe.
Quando isso acontecer, se na terra onde estiverem prisioneiros começarem a refletir, voltarem para o Senhor e suplicarem pela sua ajuda, dizendo: “Pecamos e somos culpados da maldade que fizemos”,
se voltarem ao Senhor com todo o coração e de toda alma, na terra dos seus inimigos onde estiverem cativos, e orarem ao Senhor voltados para a terra que deu aos seus antepassados, para a cidade que escolheu e para o templo que construí para dar honra ao seu nome,
ouça a oração no céu, o lugar onde o Senhor habita, defenda a sua causa
e perdoe ao seu povo que pecou contra o Senhor. Perdoe a rebeldia que cometeram contra o Senhor e faça que aqueles que levaram os prisioneiros tenham compaixão deles.
Porque são a sua herança e o seu povo que tirou do Egito como de um forno para fundir ferro.
— Ouça, as orações do seu povo Israel. Ouça quando seu servo pedir um favor para o seu povo Israel.
Porque o Senhor os separou dentre todos os povos para serem o seu povo querido, como fez por meio do seu servo Moisés ao tirar os nossos antepassados do Egito, SENHOR Deus.
Salomão orou de joelhos perante o altar do SENHOR, com os braços levantados. Quando acabou de orar ao SENHOR, se pôs de pé.
Então, com voz muito forte, pediu que Deus abençoasse todo o povo de Israel. Disse:
— Bendito seja o SENHOR! Prometeu dar paz a Israel e assim o fez. Por meio do seu servo Moisés prometeu muitas coisas boas, e não falhou nem uma só promessa!
Peço ao SENHOR, nosso Deus, que nunca nos abandone e que esteja conosco, assim como esteve com os nossos antepassados.
Quando nos dispusermos a seguir os seus ensinos, poderemos obedecer aos mandamentos, decretos e decisões que Deus mandou aos nossos antepassados.
Que o SENHOR, nosso Deus, sempre se lembre desta oração. Eu peço que sempre faça isto pelo seu servo o rei e pelo seu povo Israel, dia e noite.
Se fizer tudo isso, então todos os povos do mundo saberão que o SENHOR é o único Deus verdadeiro.
Sejam todos leais e fiéis ao SENHOR, nosso Deus, e continuem sempre obedecendo a todos os seus decretos e mandamentos. Obedeçam no futuro assim como fazem agora.
Então o rei e todo o povo de Israel ofereceram sacrifícios perante o SENHOR.
Salomão ofereceu como sacrifício 22.000 bois e 120.000 ovelhas ao SENHOR como sacrifício de comunhão. Desta maneira o rei e o povo dedicaram o templo ao SENHOR.
Nesse mesmo dia o rei Salomão também dedicou a parte central do pátio que está diante do templo do SENHOR. Celebrou com sacrifícios que devem ser queimados completamente, ofertas de cereal e com a gordura de animais que se usaram como sacrifício de comunhão. Estes sacrifícios os fez no pátio que está diante do templo porque o altar que estava diante do SENHOR não dava conta.
Nessa ocasião Salomão celebrou a festa, e com ele uma multidão muito grande de todo Israel, desde a entrada de Hamate, que ficava ao norte, até o ribeiro do Egito, ao sul. Um grande número do pessoas comeu, bebeu e celebrou junto ao SENHOR por sete dias. Depois decidiram ficar outros sete dias mais assim. Ao todo celebraram durante duas semanas.
No dia seguinte, Salomão despediu o povo e eles agradeceram, e voltaram para casa alegres por todas as coisas boas que o SENHOR fez por seu servo Davi e pelo seu povo Israel.
Salomão construiu o templo do SENHOR e o seu próprio palácio. Salomão construiu tudo o que ele tinha se proposto construir.
Então o SENHOR apareceu a Salomão de novo, assim como aconteceu em Gibeom.
O SENHOR disse: — Ouvi a sua oração e o pedido que fez. Você construiu este templo e eu o fiz um lugar santo. Eu serei honrado aqui para sempre. Cuidarei dele e prestarei atenção nele.
— E quanto a você, se me servir com honestidade e retidão como fez Davi, seu pai, me obedecer em tudo o que tenho lhe ordenado e cumprir minhas leis e decretos,
então eu me assegurarei que sempre um descendente seu reine sobre o povo de Israel, conforme a promessa que fiz a Davi, seu pai. Eu lhe prometi que sempre governaria um descendente dele no trono de Israel.
— Mas se você e os seus descendentes deixarem de me seguir e se afastarem de mim para servir e adorar a outros deuses, e já não cumprirem os mandamentos e leis que lhes dei,
eu arrancarei Israel da terra que dei a eles e também lançarei da minha vista o templo que consagrei para que o meu nome fosse honrado. Israel se tornará em objeto de zombaria e escárnio entre todas as nações.
Então este templo virará um monte de ruínas; todos os que passarem por ele ficarão impressionados e dirão: “Por que o SENHOR fez algo tão horrível a este país e a este templo?”
E a resposta será: “Isso aconteceu porque eles abandonaram o SENHOR, seu Deus. Ele tirou os seus antepassados do Egito, mas eles decidiram seguir outros deuses. Eles começaram a adorá-los e servi-los. Por isso o SENHOR fez acontecer este desastre contra eles”.
Salomão levou vinte anos para construir o templo do SENHOR e o palácio do rei.
E depois dos vinte anos o rei Salomão deu vinte vilas da Galileia a Hirão, rei de Tiro. Salomão deu ao rei Hirão estas vilas porque Hirão o ajudou a construir o templo e o palácio. Hirão deu a Salomão todo o cedro, pinho e ouro que ele queria.
Hirão partiu desde Tiro para ver as vilas que Salomão tinha lhe dado. Mas Hirão não gostou nem um pouco quando as viu.
Ele disse: — Que são estas vilas que me deu, meu irmão? Ele chamou aquele território de Cabul, e até o dia do hoje essa região se chama assim.
Hirão mandou ao rei Salomão 3.960 quilos de ouro para a construção do templo.
O rei Salomão obrigou aos trabalhadores a estar ao seu serviço para a construção do templo do SENHOR e do seu próprio palácio. Depois os usou para construir o Milo, o muro ao redor da cidade de Jerusalém e depois para reconstruir as cidades do Hazor, Megido e Gezer.
O faraó, rei do Egito, lutou contra a cidade do Gezer e a incendiou, matando os cananeus que moravam ali. Salomão se casou com a filha do faraó e o faraó deu essa cidade a Salomão como presente de casamento.
Salomão a reconstruiu e também construiu a cidade do Bete-Horom de baixo.
Ele construiu as cidades do Baalate e Tadmor, no deserto do Judá.
Também construiu cidades-armazéns, quartéis para os seus carros, quartéis para hospedarem a cavalaria e tudo o que ele quis construir tanto em Jerusalém como no Líbano e em todo o território que governou.
O povo que restava dos amorreus, heteus, ferezeus, heveus e jebuseus, os quais não eram israelitas,
ou seja, os descendentes deles que ainda ficaram no país e que os israelitas não conseguiram destruir totalmente, Salomão os obrigou a trabalhos forçados como escravos, e assim seguem até hoje.
Mas nenhum israelita foi obrigado a ser escravo de Salomão. Ele os empregava como soldados, comandantes e oficiais dos carros de combate e da cavalaria.
Havia quinhentos e cinquenta deles que o serviam como supervisores dos capatazes encarregados dos projetos de Salomão. Eles supervisavam as pessoas que realizavam o trabalho.
A filha do faraó se mudou da Cidade de Davi ao palácio que Salomão construiu para ela. Depois ele construiu o Milo.
Três vezes por ano Salomão oferecia sacrifícios que deviam ser queimados completamente e ofertas para festejar no altar que construiu para o SENHOR. O rei Salomão também queimava incenso perante o SENHOR. Ele conseguiu o que precisava para o templo.
O rei Salomão também construiu barcos em Eziom-Geber, que fica perto do Elate, às margens do mar Vermelho, na terra de Edom.
O rei Hirão tinha homens muito experientes no que diz respeito ao mar. Ele os mandou para servir na frota de Salomão e trabalhar junto com os seus homens.
Os navios de Salomão foram a Ofir e dali voltaram com quase 14.000 quilos de ouro que foi entregue ao rei Salomão.
A fama do rei Salomão chegou ao conhecimento da rainha de Sabá. O rei honrava ao SENHOR com a sua fama. Então ela foi para pô-lo à prova com perguntas difíceis.
Ela viajou até Jerusalém com uma escolta muito grande, camelos carregados de especiarias, pedras preciosas e muito ouro. Quando ela conheceu a Salomão, fez a ele todo tipo de perguntas.
Salomão respondeu a todas as perguntas; nenhuma delas foi muito difícil para ele.
A rainha de Sabá comprovou a grande inteligência de Salomão e viu o palácio que ele havia construído.
Também viu o que eles comiam, onde viviam seus servos, como serviam seus ministros e como eles se vestiam. Viu seus conselheiros, e o sacrifício que devia ser queimado completamente em honra ao SENHOR. Ela ficou extremamente impressionada
e disse ao rei: — Tudo aquilo que me falaram no meu país sobre as suas grandes obras e a sua sabedoria é verdade.
Não podia acreditar nas notícias que me falavam até eu vir e olhar com meus próprios olhos. Só ali me dei conta que não tinham me contado nem metade delas. A sua sabedoria e riqueza ultrapassam o que tinha escutado.
Que afortunados são as suas esposas e os seus servos! Eles o servem e ouvem sua sabedoria todos os dias.
Bendito seja o SENHOR, seu Deus! Ele se agradou em fazê-lo rei de Israel. O SENHOR Deus sempre amou a Israel e por isso o fez rei, para que governe com justiça e retidão.
Então a rainha de Sabá deu ao rei cerca de 3.960 quilos de ouro. Também lhe deu muitas especiarias e pedras preciosas. Ninguém nunca antes viu tantas especiarias como as que ela deu ao rei Salomão.
Os barcos de Hirão trouxeram ouro de Ofir e também muita madeira de junípero e pedras preciosas.
Salomão usou a madeira para fazer corrimãos no templo do SENHOR e no palácio. Também usou a madeira para fazer harpas e liras para os cantores do templo. Nunca antes foi importada madeira de junípero nem depois disso se voltou a trazer.
Então o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela quis e pediu, além do que o rei generosamente já tinha lhe dado. Depois ela e os seus ministros voltaram ao seu país.
Cada ano o rei Salomão recebia cerca de 22.000 quilos de ouro,
além dos impostos cobrados dos que estavam de passagem e dos lucros dos comerciantes, e dos impostos pagos por todos os reis árabes e pelos governadores das províncias.
O rei Salomão fez duzentos escudos de ouro batido. Cada escudo continha cerca de seis quilos e meio de ouro.
Também fez trezentos escudos menores de ouro batido; cada um pesava um quilo e meio. O rei os colocou no palácio chamado “Floresta do Líbano”.
O rei Salomão também construiu um trono grande de marfim e o revestiu de ouro puro.
O trono tinha seis degraus. Seu espaldar era redondo. O assento tinha braços em cada lado e havia duas estátuas de leões, uma estátua em cada lado.
Em cada degrau havia dois leões erguidos; eram doze ao todo. Nenhum outro reino tinha algo semelhante.
Todas as taças e vasilhas que Salomão usava eram de ouro. Todos os utensílios do palácio da Floresta do Líbano eram de ouro puro. Nada no palácio era feito de prata porque no tempo de Salomão o povo não dava muito valor à prata.
O rei também tinha uma frota de navios de carga que enviava para fazer comércio com outros países. Cada três anos a frota de Társis voltava com um carregamento de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.
Salomão ultrapassou todos os reis do mundo em sabedoria e riqueza.
Pessoas de toda a terra queriam ver o rei Salomão para ouvir a grande sabedoria que Deus tinha lhe dado.
Cada ano, todos levavam presentes para ele: objetos de prata e ouro, vestidos, armaduras, especiarias, cavalos e mulas.
Salomão reuniu um grande número de carros de combate e de cavalos: 1.400 carros e 12.000 cavalos. Salomão construiu guarnições para os carros e também deixou alguns carros em Jerusalém.
O rei fez com que a prata fosse tão comum em Jerusalém como a pedra. Ele também fez com que a madeira de cedro fosse tão comum como as figueiras que crescem na planície.
Os cavalos de Salomão eram importados do Egito e da Cilícia. Os comerciantes da corte compravam os cavalos na Cilícia.
Eles importavam um carro do Egito a um custo de seiscentas moedas de prata e um cavalo por cento e cinquenta moedas de prata, para depois vendê-los a todos os reis heteus e sírios.
O rei Salomão gostava muito de mulheres, especialmente das que vinham de outras partes do mundo. Além da filha do faraó, tinha mulheres heteus e mulheres moabitas, amonitas, edomitas e fenícias de Sidom.
O SENHOR disse ao povo de Israel: — Não devem se casar com mulheres de outras nações. Fazer isso os levará a seguir os deuses das outras nações. Também Salomão se apaixonou por essas mulheres.
Ele teve setecentas esposas, filhas de outros chefes de estado, e outras trezentas esposas. Elas o afastaram de Deus.
Quando Salomão era velho, as suas esposas o convenceram a seguir outros deuses e o seu coração não estava completamente entregue ao SENHOR, ao contrário do que seu pai Davi havia feito.
Salomão adorou Astarote, deusa dos fenícios de Sidom. Também adorou Moloque, o ídolo horrível dos amonitas.
Salomão fez mal diante os olhos do SENHOR e não seguiu de todo o coração ao SENHOR, como o fez seu pai Davi.
Num monte junto a Jerusalém, Salomão construiu um lugar para adorar Camos, o ídolo horrível dos moabitas. No mesmo monte, Salomão construiu um lugar para adorar Moloque, ídolo horrível dos amonitas.
Salomão fez a mesma coisa para agradar todas as suas esposas estrangeiras. As suas esposas queimavam incenso e faziam sacrifícios aos seus deuses.
Salomão deixou de seguir ao SENHOR, Deus de Israel. O SENHOR, quem lhe havia aparecido duas vezes, se irritou muito com Salomão.
Ele disse a Salomão que não devia seguir a outros deuses, mas Salomão não obedeceu à ordem do SENHOR.
Então o SENHOR disse a Salomão: — Você escolheu não manter a aliança comigo nem obedecer aos meus decretos. Portanto, eu lhe prometo que vou tirar o reino de você e o darei a um dos seus servos.
Contudo, como amei a seu pai Davi, não farei isso enquanto você viver. Esperarei até que seu filho chegue a ser o rei e então o tirarei dele.
Mas não tirarei dele todo o reino, deixarei que governe uma tribo. Davi era meu servo, o farei por ele e por Jerusalém, a cidade que eu escolhi.
Durante aquele tempo, o SENHOR fez que Hadade, o edomita, se tornasse inimigo de Salomão. Hadade era da família do rei de Edom.
Aconteceu assim: Davi tinha derrotado a Edom antes, quando Joabe era o líder do exército de Davi. Joabe entrou a Edom para sepultar os mortos e matou todos os homens que ainda moravam ali.
Joabe e todo Israel ficaram em Edom por seis meses. Durante esse tempo mataram a todos os homens de Edom.
Mas sendo apenas um menino, Hadade fugiu ao Egito com alguns servos do seu pai.
O deixaram em Midiã e foram a Parã, onde se uniram com outros refugiados enquanto iam para o Egito. Pediu ajuda ao faraó, rei do Egito, e o faraó deu a Hadade uma casa e terra. O faraó também o apoiava e lhe proporcionava alimentos.
Hadade agradou muito ao faraó e este deu a Hadade a sua cunhada como esposa. A esposa do faraó era a rainha Tafnes.
A irmã de Tafnes se casou com Hadade e tiveram um filho chamado Genubate. A rainha Tafnes permitiu que Genubate se criasse na casa do faraó com os seus filhos.
Enquanto estava no Egito, Hadade ficou sabendo da morte de Davi e da morte de Joabe, comandante do exército. Portanto, Hadade disse ao faraó: — Quero ir ao meu país.
Mas faraó respondeu: — Dei a você tudo o que precisa aqui, por que quer voltar? Hadade respondeu: — Deixe-me ir, por favor.
Deus fez também que Rezom, filho de Eliada, se tornasse inimigo de Salomão. Ele havia fugido do seu dono, Hadadezer, o rei de Zobá.
Davi tinha derrotado o exército de Zobá, e depois Rezom juntou alguns homens e chegou a ser o chefe de um pequeno exército. Rezom foi a Damasco e ali permaneceu como rei.
Rezom governou em Síria e odiava Israel. Ele continuou sendo inimigo de Israel durante todo o tempo da vida de Salomão. Rezom e Hadade causaram muitas dificuldades a Israel.
Jeroboão, filho de Nabate e Zerua, se rebelou contra o rei. Jeroboão era um dos servos de Salomão e era da tribo de Efraim. Sua mãe era uma viúva, da aldeia de Zeredá.
Esta é a explicação da rebelião de Jeroboão contra o rei. Salomão estava trabalhando na construção do Milo e estava arrumando o muro da cidade do seu pai Davi.
Jeroboão era um homem forte. Salomão viu que era um bom trabalhador, então o fez chefe encarregado dos trabalhadores da tribo de José.
Certo dia Jeroboão estava viajando fora de Jerusalém. Aías, o profeta de Siló, se encontrou com ele pelo caminho. Aías vestia um manto novo; os dois estavam sozinhos no campo.
Aías pegou o seu manto novo e o rasgou em doze pedaços.
Então Aías disse a Jeroboão: — Pegue dez pedaços deste manto. O SENHOR, Deus de Israel, diz: “Eu tirarei o reino de Salomão e darei a você dez tribos.
Deixarei que a família de Davi mantenha controle sobre só uma tribo, em honra do meu servo Davi e de Jerusalém, a cidade que eu escolhi de todas as tribos de Israel.
Eu tirarei o reino de Salomão porque ele deixou de me seguir e adora Astarote, a deusa falsa de Sidom. Também adorou a Camos, o deus falso de Moabe, e a Moloque, o deus falso dos amonitas. Salomão deixou de fazer tudo o que eu considero correto. Já não obedece aos meus decretos e não obedece às minhas ordenanças, diferente de como fez seu pai Davi.
— “Portanto, tirarei o reino da família de Salomão, mas não completamente, porque quero honrar o seu pai Davi, quem cumpriu com as minhas decisões e decretos. Por isso eu decidi colocar Salomão, filho de Davi, como príncipe durante toda a sua vida,
mas tirarei o reino do seu filho. A você, Jeroboão, permitirei governar sobre as dez tribos,
e ao filho de Salomão, sobre uma tribo. Farei isso para que a lâmpada do meu servo Davi nunca se apague enquanto os seus descendentes governem em Jerusalém, a cidade que eu escolhi como minha.
Mas farei que você governe tudo o que quiser, você governará sobre todo Israel.
Se cumprir com os meus ensinos e me seguir, se fizer o que eu considero correto de tal maneira que cumpra os meus decretos igual que Davi meu servo, então de igual modo eu vou estar com você e farei de você uma dinastia firme, como no caso de Davi, dando Israel a você.
Aos filhos de Davi os castigarei, mas não para sempre”.
Salomão tentou matar a Jeroboão, mas Jeroboão escapou e foi ao Egito, sob a proteção de Sisaque, rei do Egito, e ali permaneceu até que morreu Salomão.
As demais coisas que Salomão fez, a sua sabedoria e tudo o que fez, está escrito no livro As Crônicas de Salomão.
Durante quarenta anos Salomão governou em Jerusalém sobre todo Israel.
Depois morreu e foi sepultado com os seus antepassados na Cidade de Davi, seu pai. Então seu filho Roboão reinou no seu lugar.
Roboão foi até Siquém porque todos os israelitas foram lá para proclamá-lo rei.
Jeroboão, filho de Nabate, estava ainda no Egito, aonde tinha ido para escapar de Salomão. Ali ouviu dizer que Salomão havia morrido. Então regressou para sua cidade de Zeredá, na região montanhosa de Efraim.
Todo o povo de Israel mandou chamá-lo, e juntos se apresentaram perante Roboão. Eles disseram:
— Seu pai nos obrigou a trabalhar muito duro. Agora, faça com que o nosso trabalho se torne mais leve e nós serviremos você.
Roboão respondeu: — Voltem daqui a três dias e lhes darei uma resposta. Então eles foram embora.
Havia alguns líderes que costumavam aconselhar Salomão quando ele ainda estava vivo. O rei Roboão perguntou a eles: — Como devo responder a este povo?
Eles responderam: — Se hoje você quiser servir o povo e responder de forma que eles recebam o que pediram, o povo continuará servindo você para sempre.
Mas Roboão não deu atenção ao que eles falaram. Então pediu conselho aos seus amigos jovens que tinham sido criados com ele.
Roboão disse: — O povo falou o seguinte: “Faça com que o nosso trabalho se torne mais leve do que nos impôs seu pai”. Como vocês acham que eu deveria responder? O que digo a eles?
Os jovens, que tinham sido criados com ele, disseram: — Seu pai os obrigou a fazer trabalhos pesados e você vai permitir que eles façam trabalhos mais leves? Diga a eles isto: “Meu dedo mínimo é mais pesado do que a cintura do meu pai.
Embora meu pai fizesse com que vocês trabalhassem muito pesado, eu farei com que vocês trabalhem ainda mais pesado! Se ele os castigou com açoites, eu os castigarei com chicotes que têm metal na ponta”.
Visto que Roboão havia dito ao povo para voltar em três dias, todos os israelitas voltaram três dias depois e Jeroboão estava com eles.
Então o rei Roboão falou duramente com eles e não seguiu o conselho sugerido pelos líderes.
Fez o que os seus amigos aconselharam. Então Roboão disse ao povo: — Meu pai os obrigou a trabalhar muito, mas eu lhes darei ainda mais trabalho. Meu pai os castigou com açoites, mas eu os castigarei com chicotes que têm pedaços de metal na ponta.
(O rei não fez o que o povo queria porque o SENHOR assim o quis para cumprir a promessa que fez a Jeroboão, filho de Nebate, por meio do profeta Aías, de Siló.)
Todos os israelitas viram que o novo rei não queria ouvi-los. Por isso disseram ao rei: “Por acaso somos parte da família de Davi? Nos deram a terra de Jessé? Por isso, Israel, vá cada um para sua casa, que o filho de Davi governe sobre os que são da sua própria família!” Então os israelitas foram para as suas casas.
E Roboão passou a governar somente sobre os que moravam nas cidades de Judá.
Um homem chamado Adonirão era um dos que dirigia os trabalhadores. O rei enviou Adonirão para falar com o povo, mas os israelitas o apedrejaram e ele morreu. Roboão subiu rapidamente na sua carruagem e fugiu para Jerusalém.
(Assim Israel se rebelou contra a dinastia de Davi e isso continua até o dia de hoje.)
Quando todos os israelitas ouviram que Jeroboão tinha voltado, o chamaram para uma reunião e o proclamaram rei sobre todo Israel. A tribo de Judá foi a única que seguiu fiel à família de Davi.
Ao voltar, Roboão reuniu um exército de homens vindo de todas as famílias de Judá e de Benjamim: 180.000 homens para combaterem contra os israelitas e recuperar seu reino.
Mas Deus falou assim a um homem de Deus chamado Semaías:
— Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e também a todas as pessoas da tribo de Judá e Benjamim e ao resto do povo
que eu, o SENHOR, lhes ordeno que não devem ir lutar contra os israelitas, seus irmãos. Volte cada um para sua casa. Eu sou a causa de tudo isso! Os homens do exército de Roboão obedeceram à ordem do SENHOR. Assim como o SENHOR mandou, voltaram para casa.
Siquém era uma cidade da região montanhosa de Efraim. Jeroboão a fortificou e morou ali. Depois se mudou para a cidade de Peniel e a tornou num forte.
Jeroboão pensou: “A dinastia de Davi recuperará o reino
se as pessoas continuarem indo a Jerusalém para oferecer sacrifícios no templo do SENHOR. O povo então buscará que Roboão, rei de Judá, seja também rei de Israel. Se isso acontecer eles me matarão”.
Portanto, o rei pediu conselho aos seus sábios no que diz respeito ao que devia fazer. Eles deram a sua opinião e Jeroboão fez dois bezerros de ouro. O rei Jeroboão disse ao povo: — Não devem ir mais a Jerusalém para adorar. Israel, estes são os deuses que os tiraram do Egito.
O rei Jeroboão colocou um bezerro em Betel e outro na cidade de Dã.
Os israelitas viajavam para as cidades de Betel e Dã para adorar os bezerros. Isto foi um pecado muito grave.
Também Jeroboão construiu templos em santuários sobre as montanhas. Escolheu sacerdotes das diferentes tribos de Israel. Não escolheu sacerdotes que eram só da tribo de Levi.
O rei Jeroboão também inaugurou uma nova festa como a celebrada em Judá. Mas esta festa era celebrada no dia quinze do oitavo mês, e o rei ofereceu sacrifícios no altar da cidade de Betel e também escolheu sacerdotes em Betel para que prestaram serviço nos santuários que fez.
O rei Jeroboão decidiu a data que ele quis para a festa dos israelitas: no dia quinze do oitavo mês. Nessa data oferecia sacrifícios e queimava incenso no altar que construiu em Betel.
O SENHOR disse a um homem de Deus de Judá para ir para a cidade de Betel. Quando chegou o homem de Deus, o rei Jeroboão estava em pé junto ao altar oferecendo incenso.
O SENHOR disse ao homem de Deus que falasse contra o altar. Ele disse: — Altar, altar! O SENHOR diz a você que a família de Davi terá um filho chamado Josias. Embora há sacerdotes que agora servem nos santuários sobre as montanhas e oferecem sacrifícios sobre você, Josias sacrificará os sacerdotes sobre você e queimarão ossos humanos sobre você, altar.
Nesse dia o homem de Deus demonstrou para as pessoas que isso aconteceria em realidade. Disse: — Esta é o sinal que o SENHOR tem falado. Ele disse que este altar será quebrado em pedaços, e as cinzas que estão nele cairão no chão.
Quando o rei Jeroboão ouviu a mensagem do homem de Deus sobre o altar que estava em Betel, tirou sua mão do altar e apontou para o homem de Deus. Disse: — Prendam esse homem! Mas ao dizer isto, o seu braço ficou paralisado, e não conseguiu mexer o seu braço.
O altar se quebrou em pedaços e as cinzas se espalharam. Esta foi a prova que o SENHOR havia prometido.
Então o rei Jeroboão disse ao homem de Deus: — Por favor, ore por mim ao SENHOR, seu Deus, para que cure meu braço. Então o homem de Deus orou ao SENHOR, e o braço do rei voltou a ser como antes.
E o rei disse ao homem de Deus: — Vamos comigo lá em casa, me faça uma visita por um longo período e darei a você um presente.
Mas o homem de Deus respondeu ao rei: — Não iria com você, nem comeria com você nem beberia sequer um copo de água neste lugar, embora me desse até a metade dos seus bens.
O SENHOR me disse para não beber nada aqui e não voltar pelo mesmo caminho por onde vim.
Então o homem de Deus partiu de volta por um caminho diferente do que usou para chegar a Betel.
Havia um profeta velho que morava no cidade de Betel. Os seus filhos contaram a ele o que havia acontecido com o altar de Betel e o que o homem de Deus havia dito ao rei Jeroboão.
O profeta velho disse: — Por qual caminho saiu? E lhe mostraram qual era o caminho que o profeta de Judá havia tomado.
O profeta velho pediu que pusessem a sela no seu jumento. Assim o fizeram e ele saiu.
O profeta velho estava à procura do homem de Deus e o encontrou sentado debaixo de um carvalho. Ele lhe perguntou: — É você o homem de Deus que veio de Judá? O homem de Deus respondeu: — Sim, sou eu.
Então o profeta velho disse: — Por favor, venha para minha casa e coma comigo.
Mas o homem de Deus respondeu: — Não posso ir para sua casa, não posso comer nem beber neste lugar.
O SENHOR me disse: “Não coma nem beba nada nesse lugar. E não volte pelo mesmo caminho que você veio”.
Então o profeta ancião disse: — Mas eu também sou um profeta como você. Ele mentiu dizendo: — Um anjo do SENHOR veio e me disse que levasse você a minha casa e oferecesse alguma coisa de comer e de beber.
O homem de Deus foi com o velho profeta e comeu e bebeu com ele.
Enquanto ainda estavam na mesa, o SENHOR falou ao velho profeta.
Em voz alta disse ao homem de Deus: — O SENHOR diz que você não obedeceu. Não fez o que o SENHOR mandou.
Mandou que não comesse nem bebesse nada neste lugar, mas você voltou, comeu e bebeu. Por isso não será sepultado no túmulo da sua família.
O homem de Deus acabou de comer e beber. Então o velho profeta selou um jumento e o homem de Deus saiu.
Enquanto voltava, um leão o atacou e o matou. O corpo do profeta ficou ali, e o jumento e o leão ficaram parados junto ao cadáver.
Outros viajantes passaram por ali e viram o corpo e o leão parados do lado. Os homens foram aonde morava o velho profeta e contaram o que tinham visto no caminho.
Quando o velho profeta ouviu isto, disse: — Esse é o homem de Deus que não obedeceu à ordem do SENHOR. Portanto, o SENHOR mandou um leão para matá-lo, assim como o SENHOR havia lhe dito.
Então o profeta disse aos seus filhos: — Selem o jumento. E eles fizeram isso.
Quando o velho profeta encontrou o cadáver, o jumento e o leão estavam ainda parados perto do corpo. O leão não tinha comido o corpo nem tinha ferido o jumento.
O profeta colocou o cadáver acima do jumento e o levou de volta para cidade a fim de lamentar a sua morte e sepultá-lo.
Sepultou ao homem no sepulcro da sua própria família e chorou por ele, dizendo: — Ai, meu irmão, sinto pena por você!
Assim o profeta velho sepultou o cadáver e disse aos seus filhos: — Quando eu morrer, quero ser sepultado no mesmo sepulcro e que os meus ossos sejam colocados no mesmo lugar, junto aos deste homem.
Com certeza se cumprirá o que o SENHOR falou por meio dele contra o altar que está em Betel e contra os outros santuários que estão nas cidades de Samaria.
Depois disto, Jeroboão não mudou a sua conduta e seguiu seu mal caminho como se nada tivesse acontecido. Continuou escolhendo pessoas de qualquer tribo para serem sacerdotes dos santuários sobre as montanhas. Ele lhes dava autoridade de serem sacerdotes dos santuários sobre as montanhas a qualquer um que quisesse ser sacerdote.
Foi esta questão que ocasionou que a dinastia de Jeroboão pecasse e que finalmente a levou a ser destruída e desaparecer da face da terra.
Nesse tempo Abias, filho de Jeroboão, ficou doente.
Jeroboão disse para a sua esposa: — Vá a Siló e procure pelo profeta Aías. Ele foi quem me disse que eu seria o rei de Israel. Vista-se de maneira que as pessoas não saibam que você é minha esposa.
Dê ao profeta dez pães, algumas tortas e um pote de mel. Depois pergunte a ele o que vai acontecer com o nosso filho e ele dirá a você.
Então a esposa do rei fez o que ele pediu. Foi até a casa do profeta Aías, que estava em Siló. Aías já estava velho e cego,
mas o SENHOR lhe disse: — A esposa de Jeroboão vem perguntar se você tem uma mensagem referente ao seu filho, que está doente. Também disse a Aías o que ele tinha que dizer. A esposa de Jeroboão chegou a casa de Aías, tentando disfarçar quem ela era.
Mas quando Aías ouviu passos na porta, disse: — Entre, esposa de Jeroboão. Por que está tentando disfarçar quem você é? Tenho más notícias.
Vá e diga a Jeroboão que o SENHOR, Deus de Israel, diz isto: “Jeroboão, eu o escolhi dentre todos os israelitas e o coloquei para governar sobre o meu povo.
A família de Davi reinava sobre Israel, mas eu tirei o reino deles e o dei a você. Mas você não é como meu servo Davi, que sempre obedeceu aos meus mandamentos e me seguiu de coração e fez somente o que penso que é correto.
Você fez mais mal do que todos os reis anteriores. Você fez deuses estranhos e imagens de metal fundido para me deixar furioso.
Por isso, Jeroboão, vou trazer muitas dificuldades a sua família. Eu matarei todos os homens da sua família. Destruirei completamente a sua família como o fogo queima o esterco.
Qualquer um da sua família que morrer na cidade será devorado pelos cães. E qualquer um da sua família que morrer nos campos será devorado pelas aves de rapina. É a decisão do SENHOR”.
— Agora, volte para a sua casa e assim que você entrar na cidade, seu filho morrerá.
Todo Israel chorará por ele e será o único da família de Jeroboão que será sepultado. De toda aquela família, ele foi o único em quem o SENHOR, Deus de Israel, encontrou algo de bom.
O SENHOR logo estabelecerá um novo rei em Israel e o novo rei destruirá a família de Jeroboão.
Assim o SENHOR sacudirá fortemente a Israel e as pessoas se atemorizarão, tremerão como uma planta do rio. Expulsará a Israel desta boa terra que deu aos seus antepassados e os dispersará ao outro lado do rio Eufrates. O SENHOR está furioso com o seu povo, pois eles o provocaram ao fazer imagens em honra a Assera.
Jeroboão pecou e fez pecar aos israelitas. Portanto, Deus permitirá que os israelitas sejam vencidos.
A esposa de Jeroboão voltou a Tirza, e assim que entrou em casa, o seu filho morreu.
Todo Israel o sepultou e o lamentou, tal como o SENHOR disse por meio do seu servo, o profeta Aías.
O rei Jeroboão fez muitas outras coisas. Fez guerras e continuou governando o povo. Tudo o que fez está em As Crônicas dos Reis de Israel.
Jeroboão reinou durante vinte e dois anos. Depois morreu e foi sepultado com os seus antepassados. Então seu filho Nadabe, reinou no seu lugar.
Quando Roboão, filho de Salomão, chegou a ser o rei de Judá, tinha quarenta e um anos de idade. Governou na cidade de Jerusalém dezessete anos. Jerusalém é a cidade onde o SENHOR queria ser honrado. De todas as cidades de Israel, ele escolheu Jerusalém. A mãe de Roboão era Naamá, uma amonita.
As pessoas de Judá pecaram e atuaram mal diante dos olhos do SENHOR. Os seus pecados provocaram a ira de Deus, mais do que os de todos os seus antepassados.
Elas também construíram santuários sobre as colinas e altares, e ao lado deles levantaram estátuas dedicadas à deusa Aserá. Prepararam os seus santuários em cada colina alta e debaixo de cada árvore verde.
Havia homens que representavam estes deuses e cobravam dinheiro por ter relações sexuais. Assim o povo de Judá cometeu muita maldade, da mesma forma que as pessoas que moravam antes nessa terra, a qual o SENHOR tirou deles para dar aos israelitas.
No quinto ano do reinado de Roboão, Jerusalém foi atacada por Sisaque, rei do Egito.
Sisaque levou embora os tesouros depositados no templo do SENHOR e os do palácio do rei. Também roubou os escudos de ouro que Davi havia tirado dos oficiais de Hadadezer, o rei da Síria. Davi os levou a Jerusalém, mas Sisaque levou todo o armamento de ouro que havia.
O rei Roboão fez outros escudos de bronze para colocá-los em seu lugar, e os deu aos guardas que vigiavam a porta do palácio do rei.
Cada vez que o rei ia ao templo do SENHOR, os guardas iam com ele levando seus escudos, e depois de terminarem, voltavam a guardar os escudos na parede do quarto da guarda.
Todas as outras coisas que o rei Roboão fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Judá.
Roboão e Jeroboão sempre estiveram em guerra um contra o outro.
Roboão morreu e foi sepultado com os seus antepassados na Cidade de Davi. Sua mãe era Naamá, uma mulher amonita. O filho de Roboão, Abias, reinou no seu lugar.
Abias começou a reinar em Judá quando Jeroboão, filho de Nabate, já tinha reinado por dezoito anos em Israel.
Abias governou em Jerusalém durante três anos. Sua mãe era Maaca, filha de Absalão.
Abias cometeu todos os pecados que o seu pai tinha cometido antes dele. Abias foi infiel ao SENHOR, seu Deus. Ele não foi como o seu avô, Davi, que tinha sido tão fiel.
Contudo, em honra a Davi, o SENHOR, seu Deus, permitiu que Abias reinasse em Jerusalém e tivesse um filho. Ele também manteve a cidade de Jerusalém em segurança.
Davi sempre fez o que era reto diante do SENHOR, obedecendo sempre aos seus mandatos. Na única ocasião que Davi não obedeceu foi no caso com Urias, o heteu.
Roboão e Jeroboão sempre estiveram em guerra um contra o outro.
Quanto aos demais feitos de Abias, eles estão escritos em As Crônicas dos Reis de Judá. Durante todo o reinado de Abias houve guerra entre ele e Jeroboão.
Abias morreu e foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho Asa reinou no seu lugar.
Jeroboão tinha reinado vinte anos em Israel quando Asa começou a reinar em Judá.
Asa governou em Jerusalém por quarenta e um anos. O nome da sua avó era Maaca, filha de Absalão.
Asa fez o que o SENHOR considerava correto, assim como o fez seu antepassado Davi.
Havia homens que representavam outros deuses e cobravam dinheiro por ter relações sexuais com pessoas que queriam ter relações sexuais com os deuses. Asa os expulsou do país. Também tirou os ídolos que fizeram os seus antepassados.
Maaca também destituiu a sua avó da posição de rainha-mãe, porque ela tinha feito uma imagem terrível da deusa falsa Aserá. Asa derrubou essa terrível imagem e a queimou no vale do Cedrom.
Asa não destruiu os santuários sobre as montanhas, mas ele foi fiel ao SENHOR durante toda a sua vida.
Asa e o seu pai ofertaram ao SENHOR ouro, prata e outras coisas. Asa depositou tudo isso no templo.
Enquanto Asa foi o rei de Judá sempre houve guerra contra Baasa, rei de Israel.
Um dia Baasa atacou Judá e capturou a cidade de Ramá. Ele fez dessa cidade o seu quartel-general para poder impedir que as pessoas saíssem ou entrassem em Judá, o país de Asa.
Então Asa pegou toda a prata e o ouro dos depósitos do templo do SENHOR e do palácio do rei, e com os seus servos os mandou a Ben-Hadade. Ben-Hadade era filho de Tabrion e neto de Hezion e o atual rei da Síria. Ele governava em Damasco.
Asa também mandou esta mensagem: — Façamos uma aliança de paz como a que fizeram meu pai e o seu. Eu lhe envio presentes de prata e ouro. Não mantenha mais a sua aliança com Baasa, rei de Israel, para que assim ele saia do meu país e nos deixe tranquilos.
O rei Ben-Hadade fez uma aliança com Asa e mandou seu exército combater contra as vilas israelitas de Ijom, Dã, Abel-Bete-Maacá, as vilas perto do lago da Galileia e a região de Naftali.
Quando Baasa ficou sabendo disso, deixou de fortificar Ramá, abandonou a cidade e voltou para Tirza.
Então o rei Asa mandou que todas as pessoas de Judá, sem exceção, ajudassem a tirar todas as pedras e madeira que Baasa tinha usado para fortificar a cidade de Ramá. Ele usou todo esse material para fortificar a cidade de Geba, no território de Benjamim, e também a cidade de Mispá.
Os demais feitos de Asa estão escritos em As Crônicas dos Reis de Judá. Ali se fala sobre as grandes obras e as cidades que construiu. Infelizmente Asa ficou doente de gota na sua velhice
e morreu. Ele foi sepultado com os seus antepassados na Cidade de Davi. Então Josafá, o filho de Asa, reinou no seu lugar.
Asa havia governado como rei de Judá por dois anos quando Nadabe, filho de Jeroboão, chegou a ser o rei de Israel. Nadabe governou Israel por dois anos
mas fez o que era mau aos olhos do SENHOR. Pecou da mesma maneira que seu pai, Jeroboão, cujo pecado foi motivo para que os israelitas pecassem.
Baasa, filho de Aías, da tribo de Issacar, fez um plano para matar a Nadabe. Durante aquele tempo Nadabe e todo Israel estavam atacando a aldeia de Gibetom, uma aldeia filisteia. Nesse lugar Baasa assassinou a Nadabe,
no terceiro ano de Asa, rei de Judá. Então Baasa passou a ser o seguinte rei de Israel.
Quando Baasa chegou a ser o novo rei, matou toda a família de Jeroboão sem deixar ninguém vivo. Isto aconteceu como o SENHOR tinha dito, quando falou por meio do seu servo Aías, de Siló.
O rei Jeroboão fez com que os israelitas cometessem muitos pecados, o que irritou muito ao SENHOR, Deus de Israel.
Os demais feitos de Nadabe estão escritos em As Crônicas dos Reis de Israel.
Durante todo o tempo que Baasa governou em Israel, ele esteve em guerra contra Asa, rei de Judá.
Baasa, filho de Aías, passou a ser o rei de Israel quando Asa havia governado em Judá por três anos. Baasa governou em Tirza vinte e quatro anos,
mas Baasa fez o que era mau diante do SENHOR. Cometeu os mesmos pecados que cometeu Jeroboão, quem fez pecar aos israelitas.
Então o SENHOR deu esta mensagem a Jeú, filho de Hanani, dirigida a Baasa:
— Eu tornei você numa pessoa importante quando você só era pó, e o engrandeci para ser o líder do meu povo Israel. Mas você continuou com os mesmos pecados que cometeu Jeroboão. Você arrastou o povo de Israel para o pecado, e isso me irritou muito.
Portanto, Baasa, eu o jogarei fora como se joga o lixo. Com você e com a sua família farei a mesma coisa que fiz com a família de Jeroboão, filho de Nabate.
Se alguém da família de Baasa morrer na cidade será comido pelos cães, e se alguém morrer no campo será comido pelas aves do céu.
Quanto aos demais feitos de Baasa e as grandes obras que ele realizou, estão escritos em As Crônicas dos Reis de Israel.
Baasa morreu e foi sepultado em Tirza e o seu filho Elá reinou no seu lugar.
O SENHOR mandou uma mensagem contra Baasa e a sua família por meio do profeta Jeú. Baasa fez muita maldade contra o SENHOR e o fez irritar porque cometeu os mesmos pecados que a família de Jeroboão, que esteve antes dele e pelos quais destruiu a toda essa família.
Elá, filho de Baasa, começou a governar em Israel quando Asa levava vinte e seis anos reinando em Judá. Foi rei em Tirza por dois anos.
Zinri, um dos oficiais do rei Elá, tinha ao seu cargo a metade dos carros de combate do rei, mas fazia planos para derrocar a Elá. O rei Elá estava em uma festa em Tirza e se embriagou na casa de Arsa, o administrador do palácio de Tirza.
Zinri entrou na casa e matou ao rei Elá. Isto aconteceu no ano vinte e sete do reinado de Asa, em Judá. Então Zinri começou a reinar em Israel em vez de Elá.
Assim que Zinri ocupou o trono e começou a reinar, matou toda a família de Baasa. Não deixou vivo a nenhum homem da família. Zinri também matou todo aquele que teria direito de vingar a morte de Elá, até aos seus amigos.
Assim Zinri destruiu toda a família de Baasa, assim como dizia a mensagem que o SENHOR mandou contra Baasa por meio do profeta Jeú.
Isto aconteceu por causa de todos os pecados de Baasa e do seu filho Elá. Eles fizeram com que o povo de Israel pecasse ao adorar ídolos. Isso fez com que o SENHOR Deus ficasse irritado.
Quanto aos demais feitos de Elá, estão escritos em As Crônicas dos Reis de Israel.
Zinri começou a governar em Israel no ano vinte e sete do reinado de Asa, em Judá. Zinri governou em Tirza só sete dias. O exército israelita estava em Gibetom, que estava sob o controle dos filisteus.
No acampamento os soldados ficaram sabendo que Zinri havia derrocado e assassinado ao rei. Portanto, os soldados no acampamento proclamaram Onri como o novo rei. Ele era comandante do exército.
Então Onri saiu de Gibetom, e foi para Tirza com todo o exército de Israel, rodearam a cidade e a atacaram.
Quando Zinri viu que haviam tomado a cidade, entrou no recinto do palácio, mas os soldados queimaram o palácio com todos os que estavam dentro e ele morreu.
Zinri morreu porque pecou e fez o que era mau perante o SENHOR. Ele continuou com o mesmo pecado que cometeu Jeroboão e com o qual fez pecar aos israelitas.
A história sobre os planos que fez Zinri para o derrocamento e os demais feitos, estão escritos em As Crônicas dos Reis de Israel.
Os israelitas se dividiram em dois partidos, uns apoiavam a Tibni, filho de Ginate, e o queriam fazer rei, os outros seguiam a Onri.
Mas os seguidores de Onri eram mais fortes do que os de Tibni, filho de Ginate. Então Tibni morreu e Onri passou a ser o rei.
No ano trinta e um do reinado de Asa em Judá, Onri começou a reinar em Israel. Onri governou Israel durante doze anos, seis dos quais foram desde a cidade de Tirza.
Mas Onri comprou a Sêmer o monte de Samaria por sessenta e seis quilos de prata. Onri construiu uma cidade no monte e lhe deu o nome de Samaria, de acordo com o nome Sêmer, o antigo dono do monte.
Onri fez o que era mau perante o SENHOR, foi pior que todos os reis que viveram antes dele.
Seguiu com o mesmo pecado que cometeu Jeroboão, filho de Nabate. Ele fez com que o povo de Israel pecasse ao adorar ídolos. Isso fez com que o SENHOR ficasse irritado.
Quanto aos demais feitos de Onri e as grandes obras que realizou, estão escritos em As Crônicas dos Reis de Israel.
Onri morreu e foi sepultado em Samaria, e o seu filho Acabe reinou no seu lugar.
Acabe, filho de Onri, chegou a ser rei de Israel no ano trinta e oito de Asa, em Judá. Acabe governou em Israel desde a cidade de Samaria durante vinte e dois anos.
Acabe pecou contra o SENHOR ao fazer o mal. Ele foi pior que os reis que viveram antes dele.
Não sendo suficiente que Acabe cometesse os mesmos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, cometeu, ele também se casou com Jezabel filha de Et-Baal, rei dos sidônios. Então Acabe começou a servir e a adorar a Baal.
Acabe construiu um templo em Samaria para a adoração de Baal e dentro do templo construiu um altar.
Acabe também instalou uma imagem para adorar à deusa Aserá. Acabe deu mais motivos para irritar o SENHOR, Deus de Israel, que todos os outros reis que viveram antes dele.
Durante a tempo de Acabe, Hiel de Betel, construiu de novo a cidade de Jericó. Quando começou a obra, morreu Abirã, seu filho mais velho, e quando pôs as portas da cidade morreu seu filho mais jovem, Segube. Aconteceu assim como o SENHOR anunciou que aconteceria quando falou por meio de Josué, filho de Num.
Elias era um profeta da aldeia de Tisbe, que está em Gileade. Foi e disse ao rei Acabe: — Venho da presença do SENHOR vivo, o Deus de Israel. Pelo seu poder, garanto que nem chuva nem orvalho cairão nos próximos anos, até que eu dê a ordem.
Então o SENHOR disse a Elias:
— Saia deste lugar, em direção ao leste, e fique escondido perto do ribeiro de Querite, que está do outro lado do Jordão.
Você poderá beber água do ribeiro, e eu já ordenei aos corvos que levem comida para você.
Elias fez o que o SENHOR disse e foi morar perto do ribeiro Querite, ao leste do rio Jordão.
Cada dia os corvos levavam para ele carne e pão, tanto pela manhã como ao entardecer, e bebia água do ribeiro.
Como não chovia, depois de um tempo o ribeiro secou.
Então o SENHOR disse a Elias:
— Vá a Sarepta, em Sidom, e more ali. Naquele lugar mora uma viúva a quem eu ordenei que lhe dê comida.
Então Elias foi para Sarepta e, ao entrar pela porta da aldeia, viu uma viúva que estava apanhando lenha para o fogo. Elias disse: — Pode me trazer um pouco de água para beber?
Enquanto ela ia procurar a água, Elias acrescentou: — E um pedaço de pão, por favor?
A mulher respondeu: — Garanto a você perante o SENHOR, seu Deus, que não tenho pão. Só tenho um pouco de farinha numa vasilha e um pouco de azeite de oliveira na jarra. Hoje vim apanhar dois gravetos, para assar em casa a última comida que tenho. Meu filho e eu pensávamos comer essa comida e depois morrer de fome.
Elias disse à mulher: — Não se preocupe, vá e faça a comida que disse, mas primeiro me faça um pãozinho da farinha que tem e traga para mim. Depois cozinhe para você e seu filho.
O SENHOR, Deus de Israel, diz: “Aquela vasilha de farinha nunca acabará nem se esgotará o azeite e assim continuará até que o SENHOR mande chuva à terra”.
Então a mulher fez o que Elias tinha lhe dito e tanto ele quanto a mulher e o seu filho tiveram suficiente comida por muito tempo.
A vasilha de farinha e a jarra de azeite nunca ficaram vazias, assim como o SENHOR disse por meio de Elias.
Depois de um tempo, o filho da viúva, que era a dona da casa, ficou doente. Ele foi piorando até que parou de respirar.
Então a mulher disse a Elias: — Você é um homem de Deus. Pode me ajudar? Ou veio aqui só para me lembrar dos meus pecados e matar o meu filho?
Elias disse: — Dê-me o seu filho. Elias o levou ao quarto de cima, onde ele se hospedava, e o deitou sobre sua cama.
Depois Elias suplicou ao SENHOR em voz alta: — SENHOR, meu Deus. Esta mulher está me hospedando. Por que o Senhor fez isso com ela? Por que o Senhor fez com que seu filho pagasse com a sua vida em recompensa?
Então Elias se estendeu três vezes sobre o menino suplicando ao SENHOR em voz alta: — SENHOR, meu Deus, permita que este menino viva de novo.
O SENHOR respondeu à oração de Elias e o menino começou a respirar de novo. Estava vivo!
Elias o levantou e o desceu do quarto à casa da mulher e o entregou a sua mãe. Ele lhe disse: — Olhe, seu filho está vivo.
A mulher respondeu: — Agora sei que de verdade você é um homem de Deus e sei que o SENHOR verdadeiramente fala por meio de você.
Depois de passar muito tempo, no terceiro ano, o SENHOR disse a Elias: — Vá e apresente-se ao rei Acabe, porque logo mandarei chuva.
Portanto Elias foi ver a Acabe. A fome que se padecia em Samaria era muito grave.
Portanto, o rei Acabe mandou chamar a Obadias, o administrador do palácio do rei. Obadias era um verdadeiro seguidor do SENHOR.
No momento que Jezabel decidiu acabar com os profetas do SENHOR, Obadias pegou cem profetas e os escondeu em duas cavernas, cinquenta em cada uma, e lhes dava água e alimentos.
O rei Acabe disse a Obadias: — Venha comigo, visitaremos cada fonte e rio do país para ver se podemos encontrar suficiente pasto para manter vivos os cavalos e as mulas, e assim não ter que matá-los.
Cada um escolheu a parte do país que percorreria. Acabe saiu por um lado e Obadias pelo outro.
Enquanto Obadias fazia o percurso, encontrou-se com Elias, se ajoelhou rosto em terra perante Elias e disse: — É você mesmo, meu senhor Elias?
Elias respondeu: — Sim, sou eu. Vá e diga ao seu senhor que Elias está aqui.
Então Obadias disse: — Se eu dizer a Acabe que sei onde você está, ele me matará! Não fiz nunca mal a você, por que você quer que eu morra?
Tão certo como vive o SENHOR, seu Deus, que o rei tem procurado por você em todas partes. Ao procurar num país, se o governador daquele país dizia que você não estava ali; então Acabe obrigava o governador a jurar que você não estava ali.
E agora o senhor quer que eu fale ao rei que você está aqui.
Se eu fizer isso, então o Espírito do SENHOR o levará a outro lugar, virá aqui o rei Acabe, e ao não o encontrar me matará. Isso não vai ser justo porque eu tenho seguido o SENHOR desde menino.
Você ficou sabendo o que fiz quando Jezabel matava os profetas do SENHOR e como eu escondi cem profetas do SENHOR em cavernas, cinquenta numa caverna e cinquenta em outra. Eu lhes levava comida e água.
Agora você diz: “Vá e diga a seu SENHOR que Elias está aqui”. Ele vai me matar.
Elias respondeu: — Tão certo como vive o SENHOR Todo-Poderoso, em cuja presença tenho estado, eu lhe digo que hoje verei o rei.
Obadias foi se encontrar com o rei Acabe e disse onde estava Elias. O rei Acabe foi se encontrar com Elias,
e quando o viu, disse: — É você o homem que causa tantas dificuldades em Israel?
Elias respondeu: — Eu não causo dificuldades em Israel. Você e a família do seu pai têm sido a causa das dificuldades. Cometeu um grande erro quando deixou de obedecer ao que diz o SENHOR e começou a seguir deuses falsos.
Agora, diga a todo Israel que se junte comigo no monte Carmelo e traga também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas da deusa falsa Aserá, que dependem da rainha Jezabel.
Acabe convocou todos os israelitas e os profetas a um encontro no monte Carmelo.
Elias se aproximou de todo o povo e disse: — Até quando continuarão duvidando? Decidam se o SENHOR é o Deus verdadeiro, para então segui-lo. Mas se Baal é o Deus verdadeiro, então sigam a Baal. As pessoas não responderam nem uma só palavra.
Então Elias disse: — Eu sou o único profeta do SENHOR aqui, mas há quatrocentos e cinquenta profetas de Baal.
Tragam dois bois. Os profetas de Baal deverão escolher um, e após matá-lo, deverão cortá-lo em pedaços. Eles deverão trazer madeira, mas sem acender o fogo. Depois eu farei a mesma coisa com o outro bezerro e também não acenderei fogo ao sacrifício.
Vocês, os profetas de Baal, orem ao seu deus. Eu orarei ao SENHOR. O deus que responder com fogo é o verdadeiro Deus. O povo achou tudo isso uma boa ideia.
Então Elias disse aos profetas de Baal: — Já que vocês são a maioria, escolham primeiro seu bezerro, preparem-no e orem aos seus deuses, mas sem acender fogo ao sacrifício.
Os profetas pegaram o novilho que as pessoas lhes deram e o prepararam. Oraram a Baal até o meio-dia. Eles pediram aos gritos: — Baal, por favor, responda-nos! Mas só houve silêncio, não houve resposta enquanto os profetas dançavam ao redor do altar que tinham construído.
Ao meio-dia, Elias começou a rir deles. Eles lhes disse: — Gritem mais forte! Ele é deus. Talvez esteja ocupado ou fazendo as suas necessidades ou talvez saiu por um longo período. Porventura está dormindo e se orarem um pouco mais forte o despertarão.
E começaram a gritar mais forte e a se cortar com facas, espadas e lanças até derramarem sangue, como era seu costume.
Se fez tarde, mas o fogo ainda não aparecia. Os profetas continuaram profetizando até chegar o momento de fazer o sacrifício da tarde, mas não aconteceu absolutamente nada. Baal não fez nenhum barulho. Não respondeu nada. Ninguém os escutava.
Então Elias disse a todo o povo: — Juntem-se comigo. Todo o povo chegou perto de Elias. O altar do SENHOR havia sido destruído, portanto, Elias o arrumou.
Elias encontrou doze pedras, uma por cada uma das doze tribos nomeadas pelos doze filhos de Jacó, a quem o SENHOR chamou de Israel.
Elias usou as pedras para arrumar o altar em honra ao SENHOR. Depois fez uma trincheira ao redor do altar, que podia conter quinze litros de água.
Depois Elias arrumou a madeira no altar, cortou o bezerro em pedaços e os colocou sobre a madeira.
Então lhes disse: — Encham quatro cântaros de água e derramem toda a água sobre os pedaços de carne. Depois Elias disse: — Façam isso de novo. Depois disse: — Façam isso pela terceira vez.
A água correu até encher a trincheira ao redor do altar.
Ao chegar o momento do sacrifício da tarde o profeta Elias se aproximou do altar e orou assim: — SENHOR, Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Agora lhe peço que dê uma prova que o Senhor é o Deus de Israel e que eu sou seu servo. Mostre a eles que o Senhor me ordenou fazer tudo isso.
SENHOR, responda a minha oração, mostre às pessoas, SENHOR, que o Senhor é Deus. Assim as pessoas saberão que é o Senhor quem os está fazendo voltar para si.
Então o SENHOR fez descer fogo que queimou o sacrifício, a madeira, as pedras e até a terra ao redor do altar. O fogo também secou toda a água da trincheira.
Todo o povo viu isto, se ajoelhou e começou a dizer: — O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!
Então Elias disse: — Prendam os profetas de Baal! Que não escape nenhum! Então as pessoas os prenderam e Elias os levou ao ribeiro Quisom e matou todos eles.
Então Elias disse ao rei Acabe: — Agora, coma e beba, porque vem uma chuva forte.
Então o rei Acabe comeu. Ao mesmo tempo, Elias subiu ao monte Carmelo. No alto do monte, Elias se inclinou e pôs sua cabeça entre os joelhos
e disse ao seu servo: — Olhe em direção do mar. O servo se aproximou até onde podia ver o mar, mas respondeu: — Não vejo nada! Elias disse que fosse de novo, e assim o fez por sete vezes.
Ao voltar pela sétima vez, o servo disse a Elias: — Vejo uma nuvem pequena, do tamanho do punho de um homem, vindo do mar. Elias disse ao servo: — Vá e diga ao rei Acabe que prepare a sua carruagem para ir para casa. Se ele não sair agora, a chuva o deterá.
Passou o tempo, o céu se escureceu com as nuvens, soprava o vento e começou uma chuva forte. Então Acabe subiu à carruagem para partir para Jezreel.
O SENHOR deu poder a Elias e este se prendeu a roupa para correr, e correu tanto que chegou a Jezreel antes que Acabe.
O rei Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias fez, até como Elias tinha assassinado com a espada a todos os profetas.
Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias dizendo: — Eu lhe garanto que amanhã a esta hora o matarei, assim como matou a esses profetas. Se não tiver sucesso, que me castiguem os deuses.
Elias se assustou tanto ao ouvir isto que escapou para salvar sua vida, levando consigo o seu servo. Foram a Berseba, que está em Judá, e Elias deixou o seu servo ali.
Então Elias caminhou todo o dia pelo deserto, se sentou debaixo de um arbusto e com vontade de morrer, disse: — Já basta, SENHOR! Me deixe morrer, que não sou melhor do que os meus antepassados!
Então Elias se deitou ali, debaixo do arbusto, e dormiu. Um anjo se aproximou a Elias, o tocou e lhe disse: — Levante-se e coma!
Elias viu que perto dele havia um pão cozido sobre um fogo de carvão e uma jarra de água. Elias comeu e bebeu e depois voltou a dormir.
Mais tarde o anjo do SENHOR se aproximou novamente, tocou nele e lhe disse: — Levante-se e coma! Se não fizer isso, não terá a força necessária para a viagem.
Então Elias se levantou, comeu e bebeu. A comida lhe deu força suficiente para caminhar por quarenta dias e quarenta noites até chegar a Horebe, o monte de Deus.
Ali Elias entrou numa caverna e passou toda a noite. Então o SENHOR disse a Elias: — Elias, por que está aqui?
Ele respondeu: — SENHOR, Deus Todo-Poderoso, eu sempre o servi da melhor maneira que pude, mas os israelitas quebraram a aliança que tinham com o Senhor. Eles destruíram os seus altares e mataram os seus profetas. Eu sou o único dos seus profetas que ficou com vida e agora eles querem me matar.
Então o SENHOR disse: — Vá, e fique de pé diante do monte perante mim e eu passarei diante de você. Então passou o SENHOR e soprou um vento tão forte que quebrou uma parte do monte e quebrou grandes pedras diante do SENHOR, mas o SENHOR não estava no vento. Depois do vento, houve um terremoto, mas o SENHOR também não estava no terremoto.
Depois do terremoto passou um fogo mas o SENHOR também não estava no fogo. Depois do fogo, se ouviu um som muito suave.
Quando Elias o ouviu, cobriu o rosto com seu manto. Então saiu e ficou parado na entrada da caverna e uma voz lhe disse: — Elias, por que está aqui?
Elias disse: — SENHOR, Deus Todo-Poderoso, eu sempre o servi da melhor maneira que pude, mas os israelitas quebraram a aliança que tinham com o Senhor. Destruíram os seus altares e mataram aos seus profetas. Eu sou o único dos seus profetas que ficou com vida e agora eles querem me matar.
O SENHOR respondeu: — Volte pelo caminho que leva ao deserto perto de Damasco, entre e consagre a Hazael como rei da Síria.
Depois consagre a Jeú, filho de Ninsi, como rei de Israel, e depois consagre a Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, como o profeta que tomará seu lugar.
Jeú matará os que escaparem da espada de Hazael, e Eliseu matará àquele que escapar da espada de Jeú.
Além disso, ainda há 7.000 em Israel que não adoraram Baal nem o beijaram. Estes são os que eu deixarei com vida.
Elias saiu desse lugar e foi encontrar a Eliseu, filho de Safate. Eliseu estava arando doze fanegadas de terra e já estava por acabar quando Elias se aproximou e pôs seu manto nele.
De imediato Eliseu deixou seu arado e correu para alcançar a Elias e lhe disse: — Me deixe dar um beijo de despedida em meu pai e minha mãe, e depois o seguirei. Elias respondeu: — Claro, faça isso, não o impedirei.
Eliseu saiu e matou dois bois, e usando o jugo como lenha cozinhou a carne. Então a deu às pessoas e a comeram como uma oferta para festejar. Então Eliseu começou a seguir a Elias e se tornou o seu ajudante.
Ben-Hadade, rei da Síria, ajuntou todo seu exército. Entre eles tinha trinta e dois reis que tinham cavalos e carruagens. Eles atacaram Samaria e a rodearam.
Ben-Hadade mandou mensageiros à cidade e ao rei Acabe de Israel
com a seguinte mensagem: — Ben-Hadade diz que a sua prata e ouro, os seus melhores filhos e as suas mulheres mais lindas pertencem a ele.
O rei de Israel mandou lhe dizer: — É como diz, Sua Majestade, tudo o que é meu é dele.
Então os mensageiros voltaram novamente onde estava Acabe e disseram: — Ben-Hadade diz que já tinha lhe avisado que seu ouro, sua prata, as suas esposas e os seus filhos são dele e você deve dar tudo a ele.
Ainda mais, amanhã a esta hora ele mandará os servos dele procurarem todos os membros da sua família. Eles pegarão o que é mais valioso e o levarão para as suas próprias casas.
Então o rei Acabe convocou uma reunião com todos os líderes do seu país e lhes disse: — Vejam, Ben-Hadade só quer nos fazer mal. Primeiro me disse que desse a ele as minhas esposas, os meus filhos, a prata e o ouro, e concordei em entregá-los a ele.
Todos os líderes e o povo disseram: — Não o obedeça nem esteja disposto a entregar tudo.
Acabe mandou uma mensagem a Ben-Hadade que dizia: — Farei o que disse no começo, mas não posso obedecer à sua segunda ordem. Os homens do rei Ben-Hadade levaram a mensagem ao rei.
Então eles voltaram com outra mensagem do rei Ben-Hadade que dizia: — Eu destruirei completamente a cidade de Samaria. Eu lhe prometo que não ficará nada da cidade, nem sequer para que os meus homens levem consigo um punhado de pó de lembrança. Que os deuses façam comigo alguma coisa pior se eu não fizer isso!
O rei Acabe respondeu: — Digam a Ben-Hadade que não cante vitória antes do tempo.
O rei Ben-Hadade estava bebendo em sua tenda junto com os outros reis quando os mensageiros voltaram e lhe deram a mensagem do rei Acabe. Então o rei Ben-Hadade ordenou que os seus soldados preparassem o ataque e ocupassem posições para a batalha.
Nesse momento chegou um profeta, se apresentou ao rei Acabe e disse: — O SENHOR lhe diz: “Vê aquele grande exército? Eu permitirei que você o derrote hoje. Então você saberá que eu sou o SENHOR”.
Acabe disse: — Quem será usado para derrotá-lo? O profeta respondeu: — O SENHOR diz: “Usarei os jovens ajudantes dos ministros do governo”. Então o rei perguntou: — Quem deve estar liderando o exército? O profeta respondeu: — Você o fará.
Acabe ajuntou os duzentos e trinta e dois ajudantes jovens dos ministros do governo e todo o exército de Israel. Eram em total 7.000 homens.
Ao meio-dia, Acabe atacou enquanto o rei Ben-Hadade e os trinta e dois reis que o ajudavam estavam ainda bebendo e se embriagando dentro das suas tendas.
Os ajudantes jovens atacaram primeiro. Os homens do rei Ben-Hadade disseram que havia soldados saindo de Samaria.
Então Ben-Hadade lhes disse: — Talvez eles vêm para combater ou pode ser que estejam procurando fazer as pazes. Que eles sejam trazidos com vida.
Os homens jovens do rei Acabe atacaram com o exército de Israel por trás deles.
Cada homem de Israel matou o homem que vinha contra ele, e os homens da Síria fugiram enquanto o exército de Israel os perseguia. O rei Ben-Hadade fugiu no cavalo de um carro de combate.
O rei Acabe esteve liderando o exército e conquistou todos os cavalos e carros do exército da Síria. O rei Acabe conseguiu uma grande vitória contra o exército arameu.
Então o profeta foi ver ao rei Acabe e disse: — Ben-Hadade, o rei da Síria, virá para combater contra você na próxima primavera. Portanto, vá e prepare o exército para que seja mais forte e planejem cuidadosamente a sua defesa.
Os oficiais do rei da Síria disseram: — Já que os deuses de Israel são deuses das montanhas, os israelitas ganharam ao receberem ajuda dos seus deuses. Porém, se lutarmos na planície, veremos que somos mais fortes do que eles.
Portanto, cada um dos reis coloque um governador em seu lugar.
Você ajunte um exército como aquele que foi destruído antes, com a mesma quantidade de cavalos e carros de combate, e lutemos contra os israelitas na planície. Certamente teremos a vitória. Ben-Hadade aceitou o conselho e fez como lhe propuseram.
Quando chegou a primavera, Ben-Hadade chamou ao povo da Síria e atacou a Afeque para começar a batalha contra Israel.
Também os israelitas tinham preparado e equipado seu exército e saíram para enfrentar o exército sírio. Fizeram seu acampamento na frente do acampamento sírio. Comparado com as forças do inimigo, Israel parecia como duas pequenas manadas de cabras, enquanto que os soldados arameus eram tantos que cobriam a terra.
Um homem de Deus se aproximou ao rei de Israel com esta mensagem: — O SENHOR disse: “Os arameus dizem que eu, o SENHOR, sou um deus das montanhas. Pensam que não tenho poder nos vales. Portanto, farei com que você derrote a toda esta multidão. Então você saberá que eu sou o SENHOR em todo lugar”.
Os exércitos acamparam um em frente do outro por sete dias. No sétimo dia começou a batalha e os israelitas mataram a 100.000 soldados da Síria num só dia.
O resto dos soldados arameus escapou para a cidade de Afeque, mas a muralha da cidade desabou sobre 27.000 deles. Ben-Hadade fugiu, tratando de se esconder em alguma casa da cidade.
Os servos do rei arameu lhe disseram: — Vejam, ouvimos que os reis da nação de Israel são reis que respeitam os tratados. Vistamos panos de saco e cordas no pescoço e falemos com o rei de Israel, talvez nos deixe com vida.
Então vestiram panos de saco, puseram cordas no pescoço, foram onde estava o rei de Israel e disseram: — Seu servo, Ben-Hadade, diz: “Peço a você que me perdoe a vida”. Acabe disse: — Ainda vive? Ele é como meu irmão!
Ben-Hadade procurava um sinal que mostrasse que Acabe não o mataria. Ao ouvir essas palavras de Acabe, os conselheiros de Ben-Hadade entenderam logo e disseram: — Claro! Ben-Hadade é seu irmão. Acabe disse: — Tragam-no. Ben-Hadade saiu para ver ao rei Acabe. E o rei Acabe pediu que ele subisse na sua carruagem com ele.
Ben-Hadade disse: — Acabe, darei a você as vilas que meu pai tirou do seu. Poderá pôr negócios em Damasco, assim como fez meu pai em Samaria. Acabe respondeu: — Se está de acordo com esta aliança, então o deixarei em liberdade. Então os dois reis fizeram um acordo de paz e o rei Acabe deixou em liberdade a Ben-Hadade.
Então, um profeta disse a outro: — Bata em mim! Disse isto porque o SENHOR o mandou, mas o outro profeta não quis fazê-lo.
Portanto, o primeiro profeta disse: — Por não ter obedecido à ordem do SENHOR, um leão o matará quando sair deste lugar. O homem saiu e um leão o matou.
E o primeiro profeta encontrou a um homem e lhe disse: — Bata em mim. O homem o bateu tão forte que o feriu.
O profeta cobriu os olhos com seu manto para que o rei não o reconhecesse. Ele saiu e esperou pelo rei.
Quando o rei passava por ali, o profeta gritou: — Seu servo saiu da batalha porque um homem me encarregou vigiar um prisioneiro. Ele me disse que se escapasse teria que dar minha vida por ele ou pagar uma multa de 3.000 moedas de prata.
E enquanto seu servo fazia isto e outras coisas, o prisioneiro desapareceu. O rei respondeu: — Você mesmo pronunciou a sua própria sentença.
De repente o profeta tirou o manto do seu rosto e o rei se deu conta que era um dos profetas.
Então o profeta disse ao rei: — O SENHOR lhe diz: “Por ter deixado em liberdade aquele que eu queria que morresse, morrerá você em lugar dele. Morrerão você e o seu povo”.
Então o rei voltou a Samaria furioso e mal-humorado.
Depois disto aconteceu que o rei Acabe tinha seu palácio na cidade de Samaria, mas justo ao lado do palácio havia uma vinha de um homem jezreelita chamado Nabote.
Certo dia Acabe disse a Nabote: — Dê-me a sua vinha para que eu a torne uma horta. Sua vinha está justo ao lado do meu palácio. Em seu lugar, eu lhe darei uma vinha melhor, ou se prefere, pagarei o valor em dinheiro.
Nabote respondeu: — Que o SENHOR não o permita! Nunca darei a você a vinha que é a terra que herdei da minha família.
Acabe regressou para casa furioso e mal-humorado, porque não gostou do que lhe disse Nabote, o homem de Jezreel, quem disse que não lhe daria a terra que tinha herdado da sua família. Acabe se deitou e não queria ver ninguém nem comer nada.
Jezabel, a esposa de Acabe, entrou para vê-lo e lhe perguntou: — Por que está tão irritado? Por que você não come?
Acabe respondeu: — Eu pedi a vinha a Nabote, o homem de Jezreel. Disse que lhe pagaria um bom preço, ou se ele preferia, lhe daria outra vinha. Mas Nabote não quis me dar a vinha.
Jezabel respondeu: — Mas se você é o rei de Israel! Levante-se e coma alguma coisa, que eu me encarregarei de conseguir para você a vinha de Nabote. Assim se sentirá melhor.
Então Jezabel escreveu algumas cartas como se fossem de Acabe e as selou com o selo real. Então as mandou aos líderes e aos homens importantes que moravam na aldeia de Nabote.
Nas cartas ela escreveu: “Anunciem que haverá uma reunião para proclamar um dia de jejum. Ponham no lugar de honra a Nabote.
Procurem alguns homens que estejam dispostos a mentir. Eles devem dizer que Nabote falou contra o rei e contra Deus. Então que o tirem da reunião e o matem, apedrejando-o”.
Os líderes e homens importantes de Jezreel obedeceram à ordem.
Os líderes anunciaram que teria uma reunião para proclamar um dia de jejum. Colocaram Nabote num lugar especial perante o povo.
Então dois homens disseram que Nabote tinha falado contra Deus e contra o rei. Por isso o povo tirou a Nabote da cidade e o mataram apedrejando-o.
Então os líderes mandaram uma mensagem a Jezabel, que dizia: — Nabote foi morto apedrejado.
Quando Jezabel ouviu que Nabote morreu apedrejado, disse a Acabe: — Nabote morreu. Agora vá e tome possessão da vinha que você queria.
Então Acabe foi para a vinha e tomou possessão dela.
Depois o SENHOR falou a Elias, o profeta de Tisbe, e disse:
— Vá ver o rei Acabe em Samaria, o qual está na vinha de Nabote tomando possessão dela.
Diga a Acabe que eu, o SENHOR, lhe digo: “Acabe, você matou Nabote e agora toma possessão da sua terra!” E diga a ele que o SENHOR também diz isto: “No mesmo lugar que os cães lamberam o sangue de Nabote, ali mesmo lamberão o seu sangue!”
Elias foi ver a Acabe e quando Acabe o viu, disse a Elias: — Meu inimigo! De novo me encontrou! Elias respondeu: — Sim, eu torno a encontrá-lo porque você não para de pecar diante do SENHOR. Está dedicado completamente a fazer o mal!
Por isso, Deus diz ao seu respeito: “Eu o destruirei e matarei junto com todos os homens da sua família.
Farei com a sua família a mesma coisa que fiz com a família do rei Jeroboão, filho de Nebate, e com a família do rei Baasa, porque me irritou e fez com que Israel pecasse”.
E também o SENHOR diz respeito a Jezabel: “Os cães devorarão a sua esposa Jezabel na cidade de Jezreel.
Qualquer um da sua família que morrer na cidade será comido pelos cães, e qualquer um que morrer no campo será comido pelas aves de rapina”.
(Ninguém se dedicou a fazer tanto mal diante do SENHOR como fez Acabe, incitado pela sua esposa Jezabel.
O mais horrível que fez Acabe foi adorar as estátuas de madeira, assim como o faziam os amorreus, a quem o SENHOR lhes tirou a sua terra para dá-la aos israelitas.)
Depois que Elias acabou de falar, Acabe se pôs muito triste, rasgou a sua roupa, se vestiu de panos de saco e não comeu nada. Até dormia com panos de saco e andava deprimido.
O SENHOR disse a Elias, o profeta de Tisbe:
— Vejo que Acabe tem se humilhado diante mim; portanto, não lhe causarei dificuldades enquanto ele viver. Esperarei até que o seu filho seja rei em seu lugar, então trarei desgraça à família de Acabe.
Durante os seguintes dois anos houve paz entre Israel e Síria.
Porém, durante o terceiro ano, o rei Josafá de Judá visitou ao rei Acabe de Israel.
Acabe perguntou aos seus oficiais: — Lembram que o rei da Síria nos tirou Ramote-Gileade? E não temos feito nada para recuperá-la!
Então Acabe perguntou ao rei Josafá: — Irá comigo para me ajudar a atacar Ramote-Gileade? Josafá respondeu: — Claro que o ajudarei. Os meus soldados e os meus cavalos estão tão dispostos quanto os seus.
Mas primeiro consultemos ao SENHOR para ver o que ele diz.
Então Acabe convocou os profetas para uma reunião. Havia uns quatrocentos profetas. Acabe lhes perguntou: — Devemos ir lutar contra o exército da Síria e atacar Ramote-Gileade ou devemos esperar um outro momento? Os profetas responderam: — Vá combater agora porque o SENHOR lhe entregará a cidade.
Mas Josafá lhes disse: — Há outros profetas do SENHOR por aqui? Se esse for o caso, devemos lhes perguntar o que Deus diz.
O rei Acabe respondeu: — Há outro profeta, Micaías, filho de Inlá, mas o detesto porque quando ele fala da parte do SENHOR nunca me diz nada agradável. Sempre diz o que não gosto. Josafá disse: — O rei não deveria falar assim.
O rei Acabe disse a um dos seus oficiais que fosse depressa procurar Micaías, filho de Inlá.
Os dois reis estavam sentados, cada um em seu trono e vestidos com as suas roupas reais. Estavam nos tribunais, perto da porta de Samaria, e todos os profetas estavam de pé diante deles. Enquanto profetizavam,
Zedequias, filho de Quenaaná, um dos profetas, fez alguns chifres de ferro. Então ele disse a Acabe: — O SENHOR diz: “Com estes chifres você será capaz de lutar contra o exército da Síria e derrotá-lo completamente”.
Os outros profetas concordaram com Zedequias, dizendo: — Que marche já seu exército para lutar contra o exército da Síria em Ramote-Gileade. Você os vencerá porque o SENHOR lhe dará a vitória.
Enquanto isso, um oficial foi buscar Micaías e lhe disse após achá-lo: — Todos os profetas estão dizendo que o rei vai ter sucesso. Portanto, convém você falar a mesma coisa.
Mas Micaías respondeu: — Nada disso! Eu lhe garanto pelo poder do SENHOR que eu direi ao rei o que o SENHOR me falar.
Então Micaías se apresentou perante o rei Acabe. O rei disse: — Micaías, devemos o rei Josafá e eu atacar o exército da Síria em Ramote-Gileade ou não? Micaías respondeu: — Ataque agora, porque o SENHOR permitirá que você os vença!
Mas Acabe disse: — Quantas vezes tenho que lhe lembrar que está sob juramento e que deve dizer somente o que o SENHOR lhe falar?
Portanto, Micaías respondeu: — Isto é o que vai acontecer: o exército de Israel será dispersado pelas montanhas como ovelhas sem pastor. O SENHOR diz: “Estes não têm líderes. Que voltem para casa e não façam guerra”.
Então Acabe disse a Josafá: — Vê? Não é como lhe disse? Este profeta não diz nada bom para mim, mas sempre diz o que não quero ouvir.
Mas Micaías disse: — Ouça esta mensagem que o SENHOR tem para você. Vi o SENHOR sentado no seu trono no céu. Todo o exército do céu estava presente com ele à sua direita e à sua esquerda.
O SENHOR lhes disse: “Quem enganará a Acabe para que ataque Ramote-Gileade e morra ali?” Uns falavam uma coisa, e outros falavam outra.
Então saiu um espírito e se pôs diante do SENHOR e disse: “Eu o enganarei!” O SENHOR respondeu: “Como fará isso?”
O espírito disse: “Confundirei todos os profetas de Acabe, direi mentiras aos profetas para que enganem o rei Acabe. Suas profecias serão mentiras”. Então o SENHOR disse: “De acordo! Vá e faça isso, que terá sucesso em enganar o rei Acabe”.
Micaías disse: — Efetivamente, é o que tem acontecido. O SENHOR inspirou seus profetas para que o enganem. O SENHOR decidiu que tudo lhe sairá mal.
Então o profeta Zedequias, filho de Quenaaná, aproximou-se de Micaías e lhe deu um tapa. Zedequias disse: — Realmente pensa que o Espírito do SENHOR me deixou e agora fala por você?
Micaías respondeu: — Olhe, em breve acontecerá o que eu falei! Você vai ver isso no dia em que estiver tentando escapar de quarto em quarto.
Então o rei Acabe ordenou a um dos seus oficiais: — Prenda Micaías e leve-o a Amom, o governador da cidade, e ao príncipe Joás.
Diga a eles que o ponham na prisão e só lhe deem um pouco de pão e água. Que seja mantido ali até eu voltar da batalha.
Micaías disse em voz alta: — Escutem todos! Se o rei Acabe voltar são e salvo desta batalha, o SENHOR não falou por meio de mim.
Então o rei Acabe e o rei Josafá foram lutar contra o exército da Síria em Ramote-Gileade.
Acabe disse a Josafá: — Quando formos para a batalha, eu vou me disfarçar para ocultar que sou o rei. Mas você deve vestir as roupas reais. Então o rei de Israel começou a batalha vestido como qualquer soldado.
O rei da Síria tinha trinta e dois comandantes de carros de combate e lhes disse que ninguém tinha tanta importância para ele como o rei de Israel. Por isso lhes ordenou procurar o rei de Israel e matá-lo sem se preocupar com os outros soldados inimigos.
Durante a batalha, os comandantes de carruagem viram o rei Josafá. Pensando que ele era o rei de Israel, mudaram o rumo para atacá-lo. Josafá então começou a gritar.
Quando os comandantes viram que não era o rei Acabe, deixaram de persegui-lo.
Mesmo assim um soldado atirou uma flecha, sem apontar para nada em particular, e a flecha entrou por um pequeno espaço entre a malha e a armadura de Acabe, o rei de Israel. Então Acabe disse ao condutor do carro: — Fui ferido por uma flecha! Saia deste lugar e leve-me para longe da batalha.
Os exércitos continuaram em batalha naquele dia. O rei Acabe ficou de pé em seu carro olhando para o exército da Síria. O sangue da sua ferida corria pelo chão do carro, e à tarde o rei morreu.
Ao pôr do sol, gritaram no acampamento: — Volte cada um para a sua cidade e para a sua própria terra!
Assim morreu o rei Acabe. Alguns homens levaram seu corpo para Samaria e ali o sepultaram.
Os homens limparam a carruagem de Acabe no açude que está em Samaria, e os cães lamberam o sangue do rei Acabe. Também as prostitutas usaram a água para se lavar. Tudo aconteceu assim como o SENHOR tinha dito.
Tudo o que fez o rei Acabe durante o tempo que governou em Israel está escrito em As Crônicas dos Reis de Israel. Ali também se comenta sobre o palácio de marfim e todas as cidades que o rei construiu.
Acabe morreu e foi sepultado com os seus antepassados. Seu filho Acazias reinou no seu lugar.
Durante o quarto ano do reinado de Acabe em Israel, Josafá filho de Asa chegou a ser rei de Judá.
Josafá tinha trinta e cinco anos quando chegou ao poder e reinou em Jerusalém vinte e cinco anos. A sua mãe se chamava Azuba filha de Sili.
Josafá foi um bom rei, como o seu pai, pois fez tudo o que o SENHOR considera certo. Mas não destruiu os santuários sobre as montanhas. As pessoas continuavam oferecendo sacrifícios e queimando incenso nesses lugares, fora do templo.
Josafá fez as pazes com o rei de Israel.
As outras coisas que Josafá fez, incluindo as suas façanhas e as suas guerras, estão escritas em As Crônicas dos Reis de Judá.
Josafá expulsou o restante das pessoas que se dedicavam a vender sexo em nome de um deus. Alguns tinham ficado desde o tempo de Asa, seu pai.
Nesse tempo não havia rei que governasse Edom, e Josafá governou como rei de Edom.
O rei Josafá construiu uma frota de barcos de carga. Ele pretendia enviá-los a Ofir para trazer ouro, mas os barcos nunca saíram porque se despedaçaram no porto de Eziom-Geber.
O rei de Israel, Acazias, filho de Acabe, se ofereceu para ajudar e pediu a Josafá para deixar que alguns dos seus marinheiros fossem nos barcos, mas Josafá não quis aceitar a ajuda de Acazias.
Josafá morreu e foi sepultado com os seus antepassados na Cidade de Davi. Então seu filho Jeorão reinou no seu lugar.
Acazias, filho de Acabe, tornou-se rei de Israel no ano dezessete do reinado de Josafá, de Judá. Acazias governou em Samaria por dois anos.
Ele pecou contra o SENHOR e fez o mesmo mal que seu pai Acabe, a sua mãe Jezabel, e Jeroboão, filho de Nebate, fizeram. Todos estes líderes levaram os israelitas a pecar cada vez mais.
Acazias adorou e serviu ao deus falso Baal, como fez seu pai antes dele, e fez com que o SENHOR, Deus de Israel, ficasse muito irritado.
Depois da morte de Acabe, Moabe se rebelou contra Israel.
Certo dia Acazias estava no primeiro andar da sua casa e, ao ceder o chão sob os seus pés, caiu e ficou gravemente ferido. Estando de cama, mandou chamar os seus mensageiros e lhes disse: — Vão consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom, e perguntem a ele se me recuperarei deste acidente ou não.
Mas o anjo do SENHOR disse a Elias, o tesbita: — Vá, encontre os mensageiros do rei Acazias e diga a eles o seguinte: “Por acaso não há um Deus em Israel? Por que vão consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?
Por ter feito isso eu, o SENHOR, digo que Acazias não se levantará da cama, mas irá morrer”. E Elias saiu.
Quando os mensageiros voltaram, Acazias lhes perguntou: — Por que voltaram tão depressa?
Os mensageiros disseram a Acazias: — Nós encontramos um homem que nos disse que voltassemos para o rei que nos mandou e lhe comunicassemos o que diz o SENHOR: “Se há um Deus em Israel, por que mandou mensageiros para consultar o futuro a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por ter feito isso, não se levantará da cama. Certamente morrerá!”
Acazias perguntou aos seus mensageiros: — Como era o homem com quem se encontraram? Eles disseram:
— O homem levava um manto de pele e um cinto de couro cingido à cintura. Acazias respondeu: — Era Elias, o tesbita.
Acazias ordenou que um capitão fosse procurar Elias e levasse cinquenta soldados. Eles o encontraram sentado no alto de um monte, e o capitão disse a Elias: — Homem de Deus, o rei ordena que você desça.
Elias respondeu: — Se sou um homem de Deus, que caia fogo do céu e destrua você e toda a sua tropa. Então caiu fogo do céu e destruiu o capitão e os cinquenta soldados.
Acazias mandou outro capitão com cinquenta soldados. O capitão disse a Elias: — Homem de Deus, o rei lhe ordena descer.
Elias disse: — Se sou um homem de Deus, que caia fogo do céu e destrua você e toda a sua tropa. Então, caiu fogo do céu e destruiu o capitão e os cinquenta soldados.
Acazias mandou um terceiro capitão com cinquenta soldados. Este se encontrou com Elias, se pôs de joelhos e implorou a Elias: — Homem de Deus, peço a você que respeite a minha vida e a vida dos meus cinquenta soldados.
Já desceu fogo do céu e devorou os dois capitães anteriores com as suas tropas. Peço a você que leve em conta a minha vida.
O anjo do SENHOR disse a Elias: — Vá com o capitão; não tenha medo deles. Elias foi com o capitão para ver o rei Acazias.
Elias disse a Acazias: — Assim diz o SENHOR: “Por ter mandado mensageiros para consultar o futuro com Baal-Zebube, deus de Ecrom, como se não tivesse um Deus em Israel a quem consultar, não se levantará da cama. Certamente morrerá!”
Acazias morreu, assim como disse o SENHOR por meio de Elias. Seu irmão Jorão reinou no seu lugar porque Acazias não teve filhos. Jorão começou a reinar durante o segundo ano de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.
Todas as outras coisas que Acazias fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Quando se aproximou o momento em que o SENHOR levaria a Elias para o céu num redemoinho, Elias e Eliseu estavam prestes a sair de Gilgal.
Elias disse a Eliseu: — Fique aqui, pois o SENHOR me disse que fosse para Betel. Mas Eliseu disse: — Tão certo como o SENHOR existe e como você vive, não me separarei de você. Então eles foram juntos a Betel.
Um grupo de profetas estava em Betel. Eles se encontraram com Eliseu e lhe disseram: — Sabe que hoje o SENHOR levará o seu mestre? Eliseu disse: — Sim, eu sei disso. Calem-se.
Elias disse a Eliseu: — Fique aqui, pois o SENHOR me disse que fosse a Jericó. Porém, Eliseu disse: — Tão certo como o SENHOR existe e como você vive, não me separarei de você. Então os dois foram para Jericó.
O grupo de profetas que estava em Jericó se aproximou para ver Eliseu e disseram: — Você sabe que hoje o SENHOR levará o seu mestre? Eliseu lhes respondeu: — Sim, já sei disso, mas não digam nada.
Elias disse a Eliseu: — Por favor, fique aqui, pois o SENHOR me disse que fosse para o rio Jordão. Eliseu respondeu: — Tão certo como o SENHOR existe e como você vive, não me separarei de você. Então os dois foram para o rio Jordão.
Cinquenta homens do grupo de profetas os estavam seguindo. Elias e Eliseu pararam à margem do rio Jordão. Os cinquenta homens ficaram a certa distância de Elias e Eliseu.
Elias tirou o manto, o dobrou e com ele bateu a água. Então a água do rio se dividiu em duas partes e tanto Elias quanto Eliseu atravessaram o rio caminhando sobre terra seca.
Enquanto atravessavam o rio, Elias disse a Eliseu: — Peça o que quiser que faça por você antes que seja separado de você. Eliseu declarou: — Ah, se pudesse receber uma porção dobrada do seu espírito.
Elias disse: — Você pediu uma coisa difícil, mas se conseguir me ver quando eu for separado de você, receberá o que você pediu. Mas se não conseguir me ver, então não receberá o que pediu.
Elias e Eliseu estavam caminhando juntos enquanto conversavam. De repente, um carro puxado por cavalos que pareciam de fogo separou Elias de Eliseu. Elias foi levado ao céu num redemoinho.
Ao vê-lo, Eliseu gritou: — Meu pai, meu pai! Carro de Israel e seus cavalos! Eliseu nunca mais o viu. Então Eliseu rasgou em duas partes a sua roupa.
O manto de Elias caiu no chão, então Eliseu o pegou e voltou. Esteve de pé à margem do Jordão,
bateu na água com o manto e disse: — Onde está o SENHOR, o Deus de Elias? Quando Eliseu bateu na água, o rio se separou em duas partes e Eliseu o atravessou.
O grupo de profetas que estava em Jericó viu Eliseu e disse: — O espírito de Elias agora está em Eliseu! Eles se aproximaram, se inclinaram diante de Eliseu,
e lhe disseram: — Temos cinquenta homens fortes aqui. Podemos ir e procurar ao seu mestre. Talvez o Espírito do SENHOR levantou a Elias e o lançou por ali, num monte ou num vale. Mas Eliseu lhes respondeu: — Não mandem procurar a Elias.
Mas tanto rogaram a Eliseu que ele chegou a ficar envergonhado. Então lhes disse: — Mandem os homens procurar Elias. O grupo dos profetas mandou os cinquenta homens procurar Elias e o procuraram durante três dias, mas não o encontraram.
Então os homens voltaram para Jericó, onde tinha ficado Eliseu, e este lhes disse: — Eu disse que não fossem.
Os homens da cidade disseram a Eliseu: — Como você pode ver, este lugar é agradável, mas a água é ruim, e por isso a terra é estéril.
Eliseu lhes disse: — Tragam para mim um prato fundo novo, e ponham nele sal. Eles levaram o prato fundo para Eliseu.
Então Eliseu saiu para a fonte de água, jogou o sal na água e disse: — O SENHOR diz: “Purifico esta água e de hoje em diante não produzirá mais a morte nem fará a terra estéril”.
A água ficou purificada até hoje, assim como disse Eliseu.
Eliseu saiu dali para Betel. Enquanto subia o monte para entrar na cidade, alguns jovens que saíam da cidade zombaram dele, dizendo: — Suba, careca! Suba, careca!
Eliseu se virou, os olhou e os amaldiçoou em nome do SENHOR. De repente saíram duas ursas da floresta e os atacaram, despedaçando a quarenta e dois deles.
Eliseu saiu de Betel e foi para o monte Carmelo. Dali regressou para Samaria.
Então Jorão, filho de Acabe, governou como rei de Israel em Samaria. Começou a reinar durante o ano dezoito do reinado de Josafá, rei de Judá. Jorão governou durante doze anos.
O que ele fazia não agradava ao SENHOR. Mesmo assim, não foi tão mau como seu pai nem como a sua mãe, porque tirou o pilar que tinha feito seu pai para adorar a Baal.
Nisto ele fez bem, mas cometeu os mesmos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que foram motivo para que os israelitas pecassem.
Messa, rei de Moabe, era criador de gado e tinha muitas ovelhas. Ele pagava ao rei de Israel 100.000 cordeiros e 100.000 ovelhas com a sua lã.
Mas quando morreu Acabe, o rei de Moabe se rebelou contra o rei de Israel.
Então Jorão saiu de Samaria tendo reunido a todos os homens de Israel.
Jorão mandou chamar a Josafá, rei de Judá, e lhe disse: — O rei de Moabe se revoltou contra mim. Irá comigo para lutar contra Moabe? Josafá respondeu: — Sim, eu irei com você. Os meus soldados e os meus cavalos estão tão dispostos como os seus.
Josafá perguntou a Jorão: — Por qual caminho iremos? Jorão respondeu: — Iremos pelo deserto de Edom.
Então o rei de Israel saiu junto com os reis de Judá e de Edom. Mas como tiveram que dar uma volta pelo deserto que durou sete dias, não houve água suficiente para o exército nem para os animais.
Finalmente o rei de Israel disse: — Ai! O SENHOR trouxe a estes três reis para o deserto para nos entregar nas mãos dos moabitas.
Mas Josafá disse: — Certamente um dos profetas do SENHOR está aqui, perguntemos a ele o que o SENHOR diz. Um dos servos do rei de Israel disse: — Eliseu, filho de Safate e servo de Elias, está aqui.
Josafá disse: — A palavra do SENHOR está com Eliseu! Então o rei de Israel, Josafá e o rei de Edom foram ver Eliseu.
Eliseu disse ao rei de Israel: — O que tem você a ver comigo? Vá e consulte os profetas do seu pai e da sua mãe! O rei de Israel disse a Eliseu: — Me diga se é certo que o SENHOR nos ajuntou, nós três, para nos entregar aos moabitas.
Eliseu disse: — Eu respeito Josafá, rei de Judá, e sirvo ao SENHOR Todo-Poderoso. Tão certo como Deus existe, que vim aqui só por Josafá. Se não fosse por ele, não obedeceria a você, nem sequer olharia para você.
Agora, chamem alguém para tocar a harpa. Quando o músico começou a tocar a música, o poder do SENHOR começou a operar por meio de Eliseu.
Então Eliseu disse: — O SENHOR diz que cavem poços por todo este vale.
Assim diz o SENHOR: “Não verão um vento nem chuva; contudo, o vale ficará cheio de água e então vocês, seu gado e os seus outros animais terão água para beber.
E tudo isso é pouco aos olhos do SENHOR, quem também entregará Moabe nas mãos de vocês.
Atacarão todas as cidades fortificadas e importantes, cortarão todas as árvores boas, tamparão todos os poços de água e arruinarão toda a terra arável com pedras”.
No dia seguinte, na hora do sacrifício da manhã, começou a correr água desde Edom e encheu todo o vale.
Os moabitas ouviram que os reis tinham saído para combater contra eles. Por isso reuniram todos os homens em idade de cumprir o serviço militar e esperaram na fronteira.
Quando os moabitas se levantaram de madrugada, saiu o sol e o reflexo da água parecia sangue.
Os moabitas disseram: — Vejam, sangue! Os reis devem ter lutado entre si e acabado um com o outro. Agora tudo o que era deles será nosso despojo de batalha.
Os moabitas se aproximaram do acampamento israelita, mas os israelitas contra-atacaram e os moabitas fugiram. Então os israelitas perseguiram os moabitas e acabaram com eles.
Destruíram as suas cidades, lançaram pedras na terra cultivável, tamparam os poços de água e cortaram todas as boas árvores. Continuaram a luta por todo o país, sitiaram a cidade de Quir-Haressete e a atacaram.
O rei de Moabe viu que a batalha piorava, portanto, pegou setecentos homens com espadas para abrir uma brecha e atacar o rei de Edom, mas fracassou.
Então o rei de Moabe pegou o seu filho mais velho, o herdeiro do trono, e o ofereceu como um sacrifício que deve ser queimado completamente. Isso deixou os israelitas tão chateados que abandonaram o ataque e voltaram para o seu país.
A esposa de um dos homens do grupo dos profetas se aproximou de Eliseu gritando: — Meu marido foi um dos seus servos, e agora está morto. Você sabe como honrava ao SENHOR. Mas devia dinheiro a um homem que agora vem levar os meus dois filhos para que sejam os seus escravos!
Eliseu respondeu: — Como posso ajudá-la? Fale o que tem na sua casa? A mulher disse: — Não tenho nada, só um vasilha de azeite de oliva.
Então Eliseu disse: — Vá e fale com os seus vizinhos e peça emprestadas todas as vasilhas vazias que tenham.
Entre em casa e feche a porta, que estejam só você e os seus filhos dentro. Use a vasilha de azeite e encha cada vasilha vazia, uma atrás da outra.
Ela saiu depois de falar com Eliseu, entrou em casa e fechou a porta, somente com ela e os seus dois filhos dentro. Os seus dois filhos levavam as vasilhas para ela as encher.
Quando todas as vasilhas já estavam cheias, ela perguntou ao seu filho: — Não tem mais vasilhas? Ele lhe disse: — Não tem mais. Então o azeite deixou de fluir.
Depois contou ao homem de Deus o que aconteceu, e Eliseu disse: — Vá, venda o azeite e pague sua dívida. Com o que sobrar poderão se sustentar você e os seus filhos.
Certo dia Eliseu foi para Suném, onde morava uma mulher importante. Ela insistiu que Eliseu ficasse para comer em sua casa. Assim cada vez que Eliseu passava por aquele lugar se detinha para comer ali.
A mulher disse ao seu marido: — Olhe, você sabe que Eliseu é um homem santo de Deus e que sempre passa por nossa casa.
Por favor, façamos para ele um quarto no andar de cima. Coloquemos uma cama no quarto com uma mesinha, uma cadeira e uma lâmpada. Então, quando ele se hospedar na nossa casa, poderá ter seu próprio quarto.
Certo dia Eliseu se hospedou naquela casa e entrou no quarto para descansar.
Eliseu disse ao seu servo Geazi: — Chame a esta mulher sunamita. O servo a chamou e ela veio e o ajudou.
Eliseu lhe disse: — Agora diga a ela: “Olhe, fez o melhor que pode para nos atender. O que podemos fazer por você? Quer que falemos da sua parte ao rei ou ao comandante do exército?” Ela respondeu: — Estou contente morando no meio do meu povo.
Eliseu disse a Geazi: — Que podemos fazer por ela? Ele respondeu: — Já sei! Ela não tem filhos e o seu marido já é velho.
Então Eliseu disse: — Chame-a de novo. Então Geazi a chamou e ela aproximou-se para atendê-lo.
Eliseu disse: — Na próxima primavera terá nos braços o seu próprio filho. A mulher respondeu: — Não, SENHOR! Que o homem de Deus não minta para mim!
Mesmo assim, a mulher ficou grávida e na primavera seguinte deu à luz um filho, assim como Eliseu tinha lhe falado.
O menino cresceu e chegou o dia no qual já podia sair para trabalhar na colheita com seu pai.
Quando ele estava ajudando o seu pai, ele gritou: — Ó, minha cabeça! Me dói a cabeça! O pai disse ao criado: — Levem-no para a sua mãe.
Então o levaram para onde estava a mãe dele e ela o deitou no seu colo e de tarde o menino morreu.
A mulher subiu e fez o menino se deitar na cama do homem de Deus. Fechou a porta e saiu do quarto.
Ela chamou ao seu marido e disse: — Por favor, mande-me um dos servos com um jumento para ir depressa procurar o homem de Deus, e voltar em seguida.
O homem respondeu: — Por que vai procurá-lo hoje se não é festa da Lua Nova nem dia de descanso? Ela disse: — Adeus!
Então selou o jumento e disse ao seu servo: — Vamos, ande! Não diminua a marcha a não ser que eu fale a você.
A mulher foi para o monte Carmelo procurando pelo homem de Deus. Quando o homem de Deus viu que a sunamita se aproximava, ele disse ao seu servo Geazi: — Olhe, ali está a sunamita!
Corra ao seu encontro! Pergunte: “O que acontece com você? Está bem? Está bem seu marido? Está bem o menino?” Ela respondeu ao criado: — Está tudo bem.
A sunamita subiu até onde estava o homem de Deus e se segurou nos pés de Eliseu. Geazi se aproximou para a afastar, mas o homem de Deus disse a Geazi: — Deixe-a em paz! Está desconsolada e o SENHOR não me advertiu, me ocultou esta notícia.
Então ela disse: — Senhor, eu não lhe pedi um filho. E lhe disse: “Não brinque comigo”.
Então Eliseu disse a Geazi: — Prepare-se para a viagem. Pegue o meu cajado e vá já! Se encontrar alguém pelo caminho, não o cumprimente, e se alguém o cumprimentar, não se detenha para responder o cumprimento. Ponha meu cajado no rosto do menino.
Mas a mãe do menino disse: — Jure pelo SENHOR vivo e pela sua vida que não sairei sem você! Então Eliseu se levantou e a seguiu.
Geazi chegou na casa dela antes que Eliseu e a mulher sunamita. Geazi colocou o cajado no rosto do menino, mas o menino não falou nem respondeu nada. Então Geazi voltou a se encontrar com Eliseu e disse: — O menino não acorda!
Eliseu entrou na casa e ali estava o menino, morto, estendido na sua cama.
Eliseu entrou no quarto e fechou a porta. Então orou ao SENHOR.
Depois Eliseu se aproximou da cama e se deitou sobre o menino. Pôs os seus olhos onde estavam os olhos do menino, a sua boca na boca do menino, as suas mãos sobre as mãos do menino. Ele se deitou sobre o menino até esquentá-lo.
Então Eliseu voltou e saiu do quarto. De novo entrou no quarto até que o menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.
Eliseu chamou a Geazi e lhe disse: — Chame a sunamita! Geazi a chamou e ela se aproximou de Eliseu, quem lhe disse: — Pegue seu menino!
Então a mulher sunamita entrou no quarto e lançou-se aos pés de Eliseu, se ajoelhou diante ele. Então ela pegou o seu filho e saiu.
Eliseu novamente foi para Gilgal num tempo de grande escassez de alimentos no país. Um grupo de profetas estava sentado diante de Eliseu, o qual disse ao seu servo: — Coloque uma vasilha grande no fogo e faça sopa para os profetas.
Um dos profetas foi ao campo para apanhar umas ervas e encontrou uma planta de abóboras silvestres. Apanhou as abóboras e as colocou na sua ropa. Ele as levou, as cortou e as cozinhou na sopa sem saber o que eram.
Serviram aos homens para comerem, mas quando começaram a comer, gritaram: — Esta sopa está envenenada. E já não comeram mais.
Mas Eliseu disse: — Tragam farinha! Eliseu acrescentou a farinha na sopa e disse: — Deem esta sopa para que as pessoas comam. E a sopa não lhes fez mal.
Um homem chegou de Baal-Salisa com pão feito da primeira colheita para o homem de Deus. Tinha vinte pães de cevada e trigo inteiro num saco. Então Eliseu disse: — Deem tudo isso para as pessoas comerem.
O servo de Eliseu respondeu: — O que me disse? Aqui há mais de cem homens. Como alimentarei com esta comida a todos eles? Mas Eliseu insistiu: — Dê a comida para as pessoas comerem. O SENHOR diz: “Comerão suficiente e ainda sobrará comida”.
O servo de Eliseu pôs a comida a disposição do grupo de profetas. Comeram suficiente e ainda sobrou. Aconteceu assim como o SENHOR disse.
Naamã, general do exército do rei da Síria, era muito importante e valioso para o seu rei porque o SENHOR o usou para dar a vitória à Síria. Mas ainda que Naamã fosse um homem importante e poderoso, padecia de lepra.
Num dos ataques que o exército de Síria fez contra Israel, uma menina israelita foi capturada. Ela passou a ser serva da esposa de Naamã.
A menina disse para a sua senhora: — Se só meu senhor conhecesse o profeta que mora em Samaria, ele curaria Naamã da lepra.
Naamã se aproximou do seu rei e lhe falou o que dissera a israelita.
O rei da Síria lhe disse: — Vá agora, que eu mandarei uma carta ao rei de Israel. Então Naamã saiu para Israel. Levou de presente 30.000 moedas de prata, 6.000 moedas de ouro e dez mudas de roupa.
Naamã levou a carta do rei da Síria ao rei de Israel. A carta dizia: — Sirva esta carta para lhe informar que lhe mando o meu servo Naamã para que o cure da sua lepra.
Quando o rei de Israel leu a carta, rasgou as roupas e disse: — Por acaso sou Deus? Não tenho poder sobre a vida e a morte para que o rei da Síria me mande um homem para que o cure da lepra. Prestem atenção: o que ele quer é me atacar.
Eliseu, o homem de Deus, ouviu que o rei de Israel tinha rasgado suas roupas. Então lhe mandou esta mensagem: — Por que rasgou as suas roupas? Que Naamã venha a mim e então saberá que há profeta em Israel.
Então Naamã foi com os seus cavalos e carruagens aonde morava Eliseu e ficou esperando fora da casa.
Eliseu lhe mandou um mensageiro que lhe disse: — Ande e lave-se no rio Jordão sete vezes e ficará sarada a sua pele: ficará puro e limpo.
Naamã se irritou e saiu dizendo: — Pensei que Eliseu sairia e ficaria diante de mim, pediria no nome do SENHOR, seu Deus, e depois passaria a mão sobre meu corpo para curar a lepra.
Os rios de Damasco, o Abana e o Farfar são melhores do que toda a água de Israel, por que não posso me lavar naqueles rios de Damasco e me limpar ali? Naamã irritou-se muito e deu meia volta para partir.
Mas os servos de Naamã foram e lhe disseram: — Senhor, se o profeta lhe tivesse dito que fizesse alguma coisa muito difícil, teria feito isso, não é verdade? Quanto mais agora que só lhe disse: “Lave-se e ficará puro e limpo”.
Então Naamã fez o que o homem de Deus disse. Ele desceu e se lavou no Jordão sete vezes, e ficou puro e limpo! Sua pele tornou-se tão suave como a de um bebê.
Naamã e os seus homens voltaram para ver ao homem de Deus. Naamã se deteve diante de Eliseu e lhe disse: — Olhe, agora sei que não há nenhum outro Deus no mundo, a não ser em Israel. Aceite um presente da minha parte, por favor.
Mas Eliseu disse: — Eu lhe garanto como vive o SENHOR, ao qual eu sirvo, que eu não aceitarei nenhum presente. Naamã tentou obrigar Eliseu a que aceitasse o presente, mas Eliseu recusou.
Então Naamã disse: — Se não aceitar o presente, então, ao menos faça que me deem terra para encher a carga das minhas duas mulas, porque nunca mais oferecerei sacrifícios que devem ser queimados completamente nem ofertas a nenhum outro deus. Só oferecerei sacrifícios ao SENHOR.
Agora ore ao SENHOR para que me perdoe isto: quando no futuro meu senhor, o rei, for ao templo do deus Rimom para adorar, o rei irá querer se apoiar em mim; portanto, terei que me ajoelhar no templo de Rimom. Por favor, peça ao SENHOR que me perdoe quando eu tiver que fazer isso.
Então Eliseu disse a Naamã: — Vá em paz. Naamã saiu do lado de Eliseu e tinha percorrido uma distância não muito longa,
quando Geazi, o servo de Eliseu, o homem de Deus, disse para si mesmo: “Meu senhor se despediu de Naamã, o sírio, sem aceitar o presente que trouxe. Tão certo como o SENHOR vive, que irei atrás dele para ver o que consigo dele”.
Então Geazi foi atrás de Naamã. Naamã viu que alguém o seguia. Desceu da carruagem para se encontrar com Geazi. Naamã disse: — Está tudo bem?
Geazi disse: — Sim, tudo bem. Meu senhor me enviou para lhe dizer isto: “Olhe, dois jovens do grupo de profetas da região montanhosa de Efraim vieram diante de mim. Por favor, dê a eles 3.000 moedas de prata e umas mudas de roupa”.
Naamã disse: — Por favor, pegue 6.000. Naamã convenceu Geazi que levasse a prata. Pôs as 6.000 moedas de prata em duas bolsas e lhe deu as mudas de roupa. Naamã entregou tudo isso aos seus servos para que o levassem na frente de Geazi.
Ao passar pelo topo do monte, Geazi recebeu tudo dos servos, os despidiu e escondeu tudo em casa.
Geazi entrou para falar com seu senhor. Eliseu disse a Geazi: — Aonde foi, Geazi? Geazi respondeu: — A lugar nenhum.
Eliseu disse a Geazi: — Mentira! Na minha mente vi quando o homem voltou em sua carruagem para ver você. Não é o momento de aceitar dinheiro, roupa, azeitonas, uvas, ovelhas, gado, nem homens nem mulheres como servos.
Agora você e os seus filhos contrairão a doença de Naamã. Sempre será leproso! No momento em que Geazi saiu dali, a sua pele ficou tão branca como a neve e ficou doente de lepra.
Os discípulos dos profetas disseram a Eliseu: — O lugar onde moramos é muito pequeno.
Vamos até o rio Jordão e que cada um traga madeira. Construiremos ali um lugar para morar. Eliseu respondeu: — Vão pois.
Um deles disse: — Por favor, venha conosco. Eliseu disse: — Muito bem, irei.
Então Eliseu foi com eles. Ao chegar ao rio Jordão, começaram a cortar a madeira.
Mas enquanto um homem cortava com o machado uma árvore, o ferro do machado caiu e ele gritou: — Ó senhor! Era um machado emprestado.
O homem de Deus disse: — Por onde caiu? O homem indicou a Eliseu o lugar onde tinha caído o machado. Então Eliseu cortou um pau e o lançou para a água. O pau fez com que o machado de ferro flutuasse.
Eliseu disse: — Pegue-o. O homem estendeu a mão e o pegou.
O rei da Síria estava em guerra contra Israel. Numa reunião com os seus conselheiros disse: — Em tal e tal lugar terei meu acampamento.
Mas o homem de Deus mandou uma mensagem ao rei de Israel. Eliseu disse: — Tenha cuidado. Não passem por esse lugar porque os sírios estão escondidos ali.
O rei de Israel avisou os homens do lugar que o homem de Deus tinha lhe indicado e assim salvou a vida de vários homens.
Por causa disto, o rei da Síria se irritou muito. Convocou os seus servos e lhes disse: — Quem dos nossos está do lado do rei de Israel?
Um dos oficiais do rei da Síria respondeu: — Meu senhor e rei, nenhum de nós é um espia. Eliseu, o profeta de Israel, declara ao rei de Israel muitas coisas secretas, até o que o senhor diz no seu quarto.
O rei da Síria ordenou: — Vão e procurem Eliseu. Os servos disseram ao rei da Síria: — Eliseu está em Dotã.
Então o rei da Síria mandou cavalos, carros e uma tropa numerosa para Dotã. Chegaram de noite e rodearam a cidade.
O servo de Eliseu se levantou essa manhã. Ao sair de casa, viu um exército rodeando a cidade com cavalos e carros. O servo disse a Eliseu: — O que vamos fazer agora, senhor meu?
Eliseu disse: — Não tenha medo deles. O exército que luta por nós é maior do que o que luta por eles.
Então Eliseu orou e disse: — SENHOR, abra os olhos do meu servo para que possa ver. O SENHOR abriu os olhos do jovem e o servo viu que a montanha estava cheia de carros de fogo e cavalos ao redor de Eliseu.
Os sírios se aproximaram até onde estava Eliseu, então ele orou ao SENHOR e disse: — Peço ao Senhor que fira de cegueira a estas pessoas. Então ele fez o que Eliseu tinha pedido: deixou cego ao exército sírio.
Eliseu disse ao exército: — Vão pelo caminho errado, esta não é a cidade que procuram. Venham comigo, que eu os levarei até o homem que estão procurando. Então Eliseu os levou a Samaria.
Quando chegaram a Samaria, Eliseu disse: — SENHOR, abra os olhos destes homens para que vejam. O SENHOR então abriu seus olhos e o exército Sírio viu que estavam na cidade de Samaria.
O rei de Israel viu ao exército sírio e disse a Eliseu: — Devo matá-los, meu pai, devo matá-los?
Eliseu respondeu: — Não, não os mate. Por acaso vai matá-los com a sua espada e com o seu arco como se fossem prisioneiros que você mesmo capturou? Dê a eles pão e água. Que comam e bebam e voltem para casa daquele que os mandou.
O rei de Israel preparou muita comida para o exército sírio. Depois deles terem comido e bebido, foram mandados de volta para o seu senhor. Os sírios não mandaram mais soldados para atacar Israel.
Depois disto, Ben-Hadade, rei da Síria, reuniu todo o seu exército e cercou e atacou a cidade de Samaria.
Os soldados não permitiam que ninguém entrasse na cidade com alimentos, por isso houve uma grande falta de alimentos na cidade. Foi tanta a fome que a cabeça de um jumento era vendido por oitenta moedas de prata e um quarto de litro de esterco por cinco moedas de prata.
O rei de Israel caminhava pelo muro da cidade e ouviu uma mulher que gritou: — Meu senhor e rei, por favor, me ajude.
O rei de Israel lhe disse: — Se o SENHOR não ajudar você, como posso ajudá-la? Não posso dar a você grãos do lugar onde se trilha nem vinho do lugar onde se pisa a uva.
Em seguida o rei lhe perguntou: — Mas o que acontece com você? Ela disse: — Esta mulher me disse: “Me dê o seu filho e nós o comeremos hoje, e amanhã comeremos o meu”.
Então cozinhamos o meu filho e o comemos. No outro dia lhe disse: “Me dê seu filho para que o comamos, mas ela o escondeu”.
Quando o rei ouviu o que disse a mulher, rasgou as suas roupas. Enquanto caminhava pelo muro, as pessoas viram que levava como roupa interior a roupa áspera, que significava que estava triste.
O rei disse: — Que Deus me castigue se não corto a cabeça de Eliseu, filho de Safate, antes que acabe este dia!
O rei mandou um mensageiro até Eliseu, que estava sentado em casa junto com os líderes. Antes que chegasse o mensageiro, Eliseu disse aos líderes: — Vejam, aquele filho de assassino manda alguém para cortar a minha cabeça. Quando chegue o mensageiro, fechem e tranquem a porta contra ele, não o deixem entrar. Já ouço os passos do seu senhor por trás dele.
Enquanto Eliseu estava com os líderes, chegou o mensageiro com esta mensagem: — Os problemas que temos vêm do SENHOR. Que mais posso esperar do SENHOR?
Eliseu respondeu: — Escutem a mensagem do SENHOR! O SENHOR diz: “Amanhã a esta hora, na entrada da cidade, poderão comprar três quilos de farinha fina por tão só uma moeda de prata, e seis quilos de cevada pelo mesmo preço”.
Então o oficial ajudante do rei respondeu ao homem de Deus: — Isso não aconteceria ainda que o SENHOR abrisse as janelas do céu. Eliseu disse: — Você vai ver isso com os seus próprios olhos, mas não poderá comer nada.
Quatro leprosos que estavam na porta da cidade disseram uns aos outros: — De que nos serve estar aqui sentados esperando a morte?
Não há comida em Samaria e, se entrarmos na cidade, ali morreremos. Se ficarmos aqui também morreremos. Melhor irmos para o acampamento sírio. Se nos deixarem viver, bem. Se nos matarem, então morreremos.
E assim naquela tarde os quatro leprosos foram ao acampamento dos sírios. Quando chegaram na beira do acampamento, não havia ninguém.
O SENHOR tinha feito com que os sírios escutassem o som de carros, cavalos e um grande exército. Por isso os sírios disseram uns aos outros: — O rei de Israel contratou aos heteus e aos egípcios para nos atacar.
E fugindo essa tarde deixaram tudo para trás. Abandonaram as suas tendas, cavalos e burros, e escaparam.
Os leprosos se aproximaram da beira do acampamento e entraram em uma tenda. Depois de ter comido e bebido, levaram dali prata, ouro e roupa. Então foram e esconderam algumas coisas. Depois entraram em outra tenda e levaram coisas dali e as esconderam.
Então disseram uns aos outros: — Não estamos agindo bem. Hoje é um dia de boas notícias e nós guardamos silêncio. Se esperarmos até o amanhecer, descobrirão que somos culpados. Entremos agora no palácio e demos o aviso.
Portanto, os homens se aproximaram dos porteiros da cidade e lhes disseram: — Nós fomos ao acampamento dos sírios e, olhe, não há ninguém. Não se ouve nada, só o barulho dos cavalos e dos jumentos que estão amarrados. As tendas foram deixadas assim como estavam.
Os porteiros, gritando a notícia, avisaram ao palácio.
Como era de noite, o rei se levantou e disse aos seus servos: — Deixem-me dizer o que os soldados sírios querem fazer. Sabem que estamos passando fome, por isso saíram do acampamento e se esconderam no campo, pensando: “Quando os israelitas saírem da cidade, os pegaremos e entraremos na cidade”.
Um dos oficiais do rei disse: — Que enviem homens em cinco dos cavalos que restaram. Depois de tudo, vão morrer como todas as pessoas de Israel. Enviemos esses homens para saber o que aconteceu.
Os homens pegaram dois carros com cavalos e o rei os mandou para onde devia estar o exército dos sírios, dizendo: — Vejam o que aconteceu.
Os homens procuraram o exército sírio até o rio Jordão. Por todo o caminho havia roupa e armas abandonadas. Os sírios tinham jogado tudo enquanto se apressavam pelo caminho. Os mensageiros voltaram para Samaria e informaram tudo ao rei.
Então as pessoas saíram para o acampamento dos sírios. O resultado foi que três quilos de farinha fina eram vendidos por uma só moeda de prata e seis quilos de cevada eram vendidos por uma só moeda de prata também, assim como o SENHOR disse.
O rei mandou a um dos seus oficiais ajudantes para a porta da cidade, mas as pessoas o pisaram e morreu. Tudo aconteceu assim como o homem de Deus tinha falado quando o rei tinha ido para a casa de Eliseu.
Eliseu tinha falado: — Poderão ser comprados seis quilos de farinha fina com somente uma moeda de prata e seis quilos de cevada poderão ser comprados também pelo mesmo preço no mercado que está na porta de Samaria.
Mas esse oficial tinha falado ao homem de Deus: — Isso não acontecerá nem ainda que o SENHOR abrisse as janelas do céu. E Eliseu disse ao oficial: — Você vai ver isso com os seus próprios olhos, mas não poderá comer nada.
E isso lhe aconteceu, pois morreu quando o povo o pisou na porta da cidade.
Eliseu falou com a mulher cujo filho ele tinha revivido. Ele lhe disse: — Você e a sua família devem se mudar para outro país, porque o SENHOR tem decidido que haverá uma fome aqui. Durará sete anos.
Então a mulher fez o que o homem de Deus tinha lhe falado. Ela foi morar com a sua família na terra dos filisteus por sete anos.
Depois desse tempo regressou para a sua terra e foi falar com o rei para averiguar como recuperar sua casa e terras.
O rei estava conversando com Geazi, o servo do homem de Deus. O rei lhe dizia: — Por favor, me conte todas as coisas maravilhosas que Eliseu fez.
Geazi contou sobre aquela vez que Eliseu ressuscitou a um morto. Nesse momento, a mulher cujo filho Eliseu tinha revivido se aproximou do rei, já que queria recuperar a sua casa e terra. Geazi a viu e disse: — Meu senhor e rei, esta é a mulher e este é o filho que Eliseu fez voltar à vida!
O rei lhe perguntou o que ela queria e depois lhe designou um oficial para que se encarregasse de devolver a ela tudo o que lhe pertencia. Inclusive, todas as colheitas produzidas desde que ela saiu de Israel até o dia que regressou.
Depois Eliseu foi a Damasco. Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente e lhe informaram que tinha chegado o homem de Deus.
Então o rei Ben-Hadade disse a Hazael: — Leve um presente e vá ao encontro do homem de Deus. Peça-lhe que pergunte ao SENHOR se vou sarar desta doença ou não.
Então Hazael saiu ao encontro de Eliseu levando consigo um presente com tudo de bom que há em Damasco. Foram necessários quarenta camelos para carregar tudo. Ao chegar diante de Eliseu, Hazael disse: — Seu seguidor, Ben-Hadade, rei da Síria, me enviou para lhe perguntar se ele vai sarar da sua doença.
Então Eliseu disse a Hazael: — Ande e diga a Ben-Hadade que vai sarar, mas a verdade é que o SENHOR me disse que de qualquer maneira vai morrer.
Eliseu olhou fixamente a Hazael até Hazael ficar envergonhado. O homem de Deus começou a chorar.
Hazael lhe perguntou: — Senhor, por que chora? Eliseu respondeu: — Choro porque eu sei o mal que você fará aos israelitas. Você incendiará as suas cidades fortificadas. Matará à espada os seus jovens e os seus bebês e abrirá os ventre das mulheres grávidas.
Hazael disse: — Eu não sou mais do que um cão, como posso fazer tais coisas? Eliseu respondeu: — O SENHOR me mostrou que você será o rei da Síria.
Então Hazael se retirou de onde estava Eliseu e foi ver o rei. Ben-Hadade perguntou a Hazael: — Que lhe disse Eliseu? Hazael respondeu: — Eliseu me disse que você viverá.
Mas no dia seguinte Hazael pegou um trapo molhado, cobriu o rosto de Ben-Hadade e o sufocou. Ao morrer Ben-Hadade, Hazael reinou no seu lugar.
Jeorão, filho de Josafá, começou a reinar em Judá no quinto ano do reinado de Jorão, filho de Acabe, rei de Israel.
Jeorão tinha trinta e dois anos quando começou seu reinado e governou oito anos em Jerusalém.
Mas Jeorão atuou como os reis de Israel e fez o que não agradava ao SENHOR. Jeorão atuou como a família de Acabe porque a sua esposa era filha de Acabe.
Mas o SENHOR não destruiu o povo de Judá por causa da promessa que havia feito com Davi. Ele tinha prometido que sempre reinaria alguém da sua família.
No tempo de Jeorão, o país de Edom se rebelou contra Judá e nomeou o seu próprio rei.
Então Jeorão foi a Zair com todos os seus carros de combate. O exército edomita os rodeou, mas ele atacou durante a noite e conseguiu fugir. Os soldados de Jeorão fugiram cada um para a sua casa.
Assim Edom se rebelou contra Judá e até hoje mantém a sua independência. Nessa mesma época, Libna também se rebelou contra Judá.
Tudo o que Jeorão fez está escrito em As Crônicas dos Reis de Judá.
Jeorão morreu e foi sepultado com os seus antepassados na Cidade de Davi. Acazias, filho de Jeorão, reinou no seu lugar.
Acazias, filho de Jeorão, começou a reinar em Judá no ano doze do reinado de Jeorão, filho de Acabe, rei de Israel.
Acazias tinha vinte e dois anos quando começou a reinar, e governou um ano em Jerusalém. Sua mãe se chamava Atalia, a qual era filha de Onri, rei de Israel.
Acazias fez o que o SENHOR considerava mau, assim como fez a família de Acabe porque a sua esposa era da família de Acabe.
Acazias se aliou com Jorão, filho de Acabe, para combater em Ramote-Gileade contra Hazael, rei da Síria. Na batalha os sírios feriram Jorão.
Por isso o rei Jorão teve que voltar a Jezreel, para se recuperar das suas feridas. Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, foi visitá-lo.
O profeta Eliseu chamou a um dos discípulos dos profetas e disse: — Fique preparado, pegue esta jarra na sua mão e vá a Ramote-Gileade.
Quando chegar ali, procure por Jeú, o filho de Josafá e neto de Ninsi. Afaste-o dos seus irmãos e leve-o para um quarto.
Pegue a jarra de azeite, derrame-o sobre a cabeça e diga a ele: “Assim diz o SENHOR: Consagro você para ser o novo rei de Israel”. Depois corra depressa e escape. Não se detenha por nenhum motivo.
Então este jovem profeta foi a Ramote-Gileade.
Quando chegou o jovem, viu que todos os capitães do exército estavam sentados e disse: — Capitão, tenho uma mensagem para você. Jeú perguntou: — Para qual de nós é a mensagem? O jovem disse: — Para você, senhor.
Jeú se levantou e entrou na casa. Então o jovem profeta derramou o azeite na cabeça de Jeú e disse: — O SENHOR Deus de Israel diz: “Eu o consagro como o novo rei de Israel, o povo do SENHOR.
Você terá que destruir a família do seu rei Acabe e assim castigarei a Jezabel pela morte dos meus servos os profetas e a de todos os servos do SENHOR que foram assassinados.
Assim toda a família de Acabe morrerá. Não ficará em Israel nenhum filho da família de Acabe, seja escravo ou livre.
A família de Acabe terminará como a família de Jeroboão filho de Nebate e como a família de Baasa filho de Aías.
Os cães comerão a Jezabel na região de Jezreel, e ninguém a sepultará”. E o jovem profeta abriu a porta e saiu correndo.
Jeú regressou aos oficiais do rei. Um deles perguntou a Jeú: — Está tudo bem? Para que se lhe aproximou esse louco? Jeú respondeu aos oficiais: — Já o conhecem e sabem das locuras que diz.
Os oficiais disseram: — Não! Diga-nos a verdade. O que lhe disse? Jeú contou aos oficiais o que o jovem profeta tinha lhe falado. Jeú disse: — Me disse assim e assim, e que o SENHOR diz: “Eu o tenho consagrado para ser o novo rei de Israel”.
Então cada oficial tirou o manto e o pôs nos degraus perante Jeú. Tocaram a trombeta e proclamaram: — Viva o rei Jeú!
Portanto Jeú, filho de Josafá e neto de Ninsi, conspirou contra Jorão. Naquele tempo Jorão e os israelitas estavam defendendo Ramote-Gileade contra o ataque de Hazael, rei da Síria.
O rei Jorão tinha lutado contra Hazael, rei da Síria. Mas os sírios o feriram, e o rei tinha ido a Jezreel para curar as feridas. Então Jeú disse aos oficiais: — Se concordam com que eu seja o novo rei, então não permitam que ninguém escape da cidade para contar as notícias em Jezreel.
Jorão estava descansando em Jezreel, portanto Jeú subiu ao seu carro e foi até Jezreel. Acazias, rei de Judá, também tinha ido a Jezreel para ver a Jorão.
Um guarda estava em pé na torre de Jezreel. Quando ele viu ao grupo de Jeú se aproximando, avisou: — Vêm muita gente! Então Jeorão disse: — Mandem ao seu encontro um mensageiro a cavalo para saber se vêm em paz.
Portanto o mensageiro foi ao encontro de Jeú e disse: — O rei Jeorão lhe pergunta: “Vem em paz?” Jeú lhe disse: — A você não lhe interessa se venho em paz. Venha e me siga. O guarda avisou a Jorão: — O mensageiro saiu ao encontro do grupo, mas não regressou.
Então Jorão mandou um segundo mensageiro a cavalo. Se aproximou ao grupo de Jeú e lhes disse: — O rei Jorão diz: “Paz”. Jeú respondeu: — A você não lhe interessa se venho em paz. Venha e me siga.
O guarda avisou a Jorão: — O segundo mensageiro não tem voltado. Há um homem guiando um carro como louco! Deve ser Jeú, filho de Ninsi.
Jorão disse: — Me tragam o carro! Portanto os servos trouxeram o carro de Jorão. Tanto Jorão, rei de Israel, como Acazias, rei de Judá, subiram aos seus carros e saíram ao encontro de Jeú. Eles se encontraram com Jeú na propriedade de Nabote, de Jezreel.
Jorão viu Jeú e lhe perguntou: — Você vem em paz, Jeú? Jeú respondeu: — Não há paz enquanto a sua mãe Jezabel continuar praticando prostituição e bruxaria.
Jorão deu meia volta para escapar e disse a Acazias: — Traição, Acazias!
Mas Jeú pegou seu arco e disparou a Jorão nas costas, penetrando seu coração. Jorão caiu morto no seu carro.
Jeú disse a Bidcar, o oficial ajudante que guiava seu carro: — Leve o corpo de Jorão e jogue-o na vinha de Nabote de Jezreel. Lembre que quando você e eu cavalgávamos com seu pai Acabe, o SENHOR disse que isso aconteceria.
O SENHOR disse: “Ontem vi o sangue de Nabote e dos seus filhos, e assim castigarei a Acabe neste campo”. Portanto leve o corpo de Jorão e jogue-o no campo, assim como disse o SENHOR.
Quando Acazias, rei de Judá, viu tudo isso, tentou escapar pela casa do jardim, mas Jeú o perseguiu, dizendo: — Matem também a Acazias! Feriram a Acazias enquanto este fugia no seu carro no caminho para Gur, perto de Ibleã. Ele conseguiu chegar a Megido, mas ali morreu.
Os servos de Acazias levaram seu corpo no carro até Jerusalém e o sepultaram na tumba com os seus antepassados na Cidade de Davi.
Acazias havia começado a reinar em Judá no décimo primeiro ano do reinado de Jorão filho de Acabe em Israel.
Jeú se aproximou de Jezreel, e Jezabel ficou sabendo das notícias. Ela maquiou os seus olhos, arrumou seu cabelo e olhou pela janela.
Quando Jeú entrou na cidade, Jezabel disse: — Olá, Zinri. Assim como ele, você matou a seu senhor.
Jeú olhou para a janela e disse: — Quem está do meu lado? Quem? Então apareceram dois ou três oficiais,
e Jeú lhes disse: — Joguem a Jezabel! Então os oficiais lançaram a Jezabel pela janela. O sangue de Jezabel salpicou as paredes e os cavalos pisaram o seu corpo.
Então Jeú entrou na casa para comer e beber, e disse: — Agora embora essa mulher seja amaldiçoada, encarreguem-se para que seja sepultada, porque afinal de contas era filha de um rei.
Quando os homens foram sepultar Jezabel, não encontraram seu cadáver. Só encontraram o crânio, os pés e as palmas das mãos.
Contaram isso a Jeú, quem lhes disse: — O SENHOR falou ao seu servo Elias o tesbita: “Os cães comerão o corpo de Jezabel em Jezreel.
Seu corpo será como um campo onde se guarda esterco em Jezreel e ninguém o poderá reconhecer”.
Acabe tinha setenta filhos em Samaria. Jeú escreveu umas cartas e as enviou a Samaria para os chefes e líderes da cidade, e para os tutores dos filhos de Acabe, dizendo:
— Reconheço que vocês estão numa posição vantajosa: os filhos do seu senhor estão com vocês, assim como os carros, os cavalos, uma cidade fortificada e armas. Portanto, assim que receberem esta carta,
escolham o melhor e mais capaz dos filhos do seu senhor e lutem pela dinastia do seu senhor.
Porém, os líderes e os líderes de Jezreel temeram e disseram: — Se dois reis não conseguiram deter Jeú, muito menos nós.
Então o administrador do palácio de Acabe, o governador da cidade, os líderes e os que tomavam conta dos filhos do rei mandaram esta mensagem a Jeú: — Somos os seus servos e faremos o que você falar. Não vamos declarar ninguém como rei, portanto, faça o que considerar melhor.
Então Jeú escreveu outra carta: — Se realmente me apoiam e me obedecem, então cortem a cabeça dos filhos de Acabe e tragam essas cabeças a Jezreel amanhã a esta hora. Acabe tinha setenta filhos, os quais moravam com os líderes da cidade, que os estavam criando.
Quando os líderes receberam a carta, tomaram os filhos do rei e mataram a todos. Depois puseram as cabeças em cestos e as mandaram a Jeú, que estava em Jezreel.
Um mensageiro chegou onde estava Jeú e disse: — Trouxeram as cabeças dos filhos do rei. Então Jeú disse: — Façam dois montes com todas essas cabeças, coloquem-nas na porta da cidade e que fiquem ali até amanhã.
No dia seguinte Jeú saiu e disse ao povo: — Vocês são inocentes. Vejam, eu fiz planos contra o meu senhor e o matei; mas, quem matou a todos os filhos de Acabe?
Saibam bem que tudo o que o SENHOR diz, acontece. O SENHOR disse de antemão por meio de Elias o que aconteceria com a família de Acabe. O SENHOR fez o que disse que aconteceria.
Então Jeú matou a todos os parentes de Acabe que moravam em Jezreel, a todas as pessoas importantes, aos seus amigos e aos seus sacerdotes. Não deixou com vida a nenhum dos que apoiaram Acabe.
Jeú saiu de Jezreel e foi para Samaria. No caminho, Jeú parou num lugar chamado “Acampamento dos Pastores”.
Jeú encontrou ali alguns parentes de Acazias, rei de Judá, e lhes perguntou: — Quem são vocês? Eles responderam: — Somos parentes de Acazias, rei de Judá. Viemos visitar os filhos do rei e os filhos da mãe do rei.
Então Jeú disse: — Que sejam capturados vivos! Os homens de Jeú capturaram ali os parentes de Acazias. Eram quarenta e dois, e Jeú os matou perto de Bete-Equede. Não deixou nenhum vivo.
Depois que Jeú saiu dali, encontrou Jonadabe, filho de Recabe. Jonadabe ia ver Jeú, o qual o saudou e lhe disse: — Você é um amigo tão fiel como eu sou? Jonadabe respondeu: — Sim, sou. Jeú disse: — Se você é fiel para comigo, me dê a sua mão. Então Jeú segurou a Jonadabe e o meteu no carro.
Jeú disse: — Venha comigo e lhe mostrarei a minha decisão de compromisso com o SENHOR. Jonadabe foi com Jeú em seu carro.
Jeú chegou a Samaria e matou a todos os da família de Acabe que ainda ficaram vivos em Samaria. Fez o que o SENHOR tinha dito a Elias.
Jeú reuniu a todo o povo e disse: — Acabe serviu a Baal pouco, mas Jeú o servirá muito mais.
Reúnam todos os sacerdotes e profetas de Baal junto com todos os que o adoram. Que não falte nenhum à reunião. Vou oferecer um grande sacrifício e matarei todo seguidor de Baal que não venha à reunião. Mas era uma armadilha. Jeú queria destruir os adoradores de Baal.
Depois disse: — Preparem uma assembleia solene para Baal. Então os sacerdotes proclamaram a reunião.
Jeú mandou uma mensagem por toda a terra de Israel e vieram todos os que adoravam Baal. Ninguém ficou em casa. Eles entraram no templo de Baal, o qual se encheu de uma extremidade à outra.
Jeú disse aos encarregados do guarda-roupa: — Peguem roupas para todos os adoradores de Baal. Eles levaram roupas para os adoradores de Baal.
Então Jeú e Jonadabe, filho de Recabe, foram ao templo de Baal. Jeú disse aos adoradores de Baal: — Observem bem e prestem atenção que não haja entre vocês alguém que adore ao SENHOR, mas só os que adoram Baal.
Os que adoravam Baal entraram no templo desse deus para oferecer sacrifícios e ofertas que devem ser queimados completamente. Fora do templo, Jeú pôs oitenta homens e lhes disse: — Que não escape ninguém. Quem deixar escapar alguém, pagará com a sua própria vida.
Imediatamente depois de oferecer o sacrifício que deve ser queimado completamente, Jeú ordenou aos guardas e aos capitães: — Vão e matem aos adoradores de Baal! Que ninguém saia com vida do templo! Então os capitães mataram a fio de espada aos adoradores de Baal e lançaram os corpos dali. Depois os guardas e capitães entraram no santuário do templo de Baal,
tiraram as pedras sagradas que estavam dentro do templo e as queimaram.
Derrubaram os pilares do templo de Baal e o transformaram num monte de pedras, assim como é até o dia de hoje.
Desta maneira Jeú acabou com o hábito de adorar Baal em Israel.
Mas não se apartou completamente dos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, fez cometer a todo Israel, pois Jeú não destruiu os bezerros de ouro que estavam em Betel e em Dã.
O SENHOR disse a Jeú: — Fez bem. Obedeceu ao que lhe ordenei e destruiu a família de Acabe, assim como eu queria que o fizesse. Por isso os seus descendentes reinarão em Israel por quatro gerações.
Mas Jeú não foi cuidadoso em cumprir com a lei do SENHOR de todo o seu coração. Jeú não deixou de cometer o mesmo pecado que Jeroboão fez e levou o povo de Israel a pecar.
Naquele tempo, o SENHOR começou a tirar partes do território de Israel para dá-los a outras nações. Hazael, rei da Síria, derrotou aos israelitas em todas as fronteiras de Israel.
Conquistou todo o território ao leste do rio Jordão, ou seja, o território de Gileade, até a terra que pertencia às tribos de Gade, Rúben e Manassés. Ocupou também toda a terra de Aroer pelo vale de Arnom até Gileade e Basã.
Todas as outras coisas que Jeú fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Jeú morreu e foi sepultado com os seus antepassados em Samaria. O filho de Jeú, Jeoacaz, reinou em Israel.
Jeú governou em Samaria durante vinte e oito anos.
Atalia, a mãe de Acazias, ao ver que seu filho estava morto, matou toda a família do rei.
Jeoseba, a filha do rei Jeorão e irmã de Acazias, pegou Joás, um dos filhos do rei Acazias, e enquanto matavam as outras crianças, o escondeu junto com a sua babá no seu próprio quarto. Dessa forma Jeoseba e a babá o esconderam de Atalia e salvaram a vida dele.
Ele permaneceu escondido com ela seis anos no templo do SENHOR. Durante esse tempo Atalia reinou em Judá.
No sétimo ano, o sumo sacerdote Joiada mandou chamar os capitães dos cários e os guardas, e os reuniu no templo do SENHOR. Então Joiada fez uma aliança com eles, e lhes fez jurar no templo do SENHOR. Depois disso lhes mostrou o filho do rei.
Então Joiada lhes deu esta ordem: — Uma terceira parte de vocês virá cada dia de descanso aqui no templo para proteger o filho do rei.
A outra terceira parte estará na porta sul, e a outra terceira parte estará na porta por trás da guarda. Desta maneira serão como uma muralha protetora para Joás.
No final de cada dia de descanso, duas terceiras partes de vocês farão guarda no templo do SENHOR e protegerão o rei Joás.
Rodearão o rei em todo momento onde quer que for, cada um de armas na mão. Matarão a qualquer um que se aproximar.
Os capitães obedeceram ao sacerdote Joiada em tudo o que ordenou. Cada capitão levou os seus soldados. Cada um reuniu os seus homens, tanto os que estavam de serviço no templo no dia de descanso como os que estavam saindo. Todos foram até o sacerdote Joiada,
e ele lhes deu lanças e escudos. Eram as lanças e os escudos que tinham pertencido ao rei Davi e se encontravam guardados no templo do SENHOR.
Os guardas estavam todos em seus postos, cada um com sua lança na mão, à direita e à esquerda do templo e ao redor do rei.
Depois Joiada levou para fora a Joás, o filho do rei, colocou a coroa nele e lhe deu o memorial da aliança entre o rei e Deus. Então o consagraram com azeite e o proclamaram novo rei, aplaudindo e gritando: — Viva o rei!
Atalia ouviu o barulho dos guardas e do povo. Então foi para o templo do SENHOR onde estavam todos reunidos.
Atalia viu o rei junto da coluna onde normalmente ficava o rei de pé, os líderes e os homens tocando trombetas em honra ao rei. Viu também as pessoas muito alegres. Então Atalia rasgou as suas roupas e gritou: — Traição, traição!
O sacerdote Joiada ordenou aos capitães que estavam encarregados dos soldados: — Levem Atalia fora da área do templo e matem a todos os que a sigam, mas não os matem dentro do templo do SENHOR.
Então os soldados prenderam Atalia e a mataram quando passou pela entrada dos cavalos do palácio.
Então Joiada fez uma aliança entre o SENHOR, o rei e o povo, todos se comprometendo a ser o povo do SENHOR. Joiada também fez um acordo entre o povo e o rei.
Depois todo o povo foi para o templo de Baal. Destruíram a estátua de Baal e os seus altares, quebrando tudo em muitos pedaços. Também mataram a Matã, o sacerdote de Baal, na frente de um dos altares. Então o sacerdote Joiada colocou guardas encarregados da manutenção do templo do SENHOR.
O sacerdote levou o povo do templo do SENHOR até a casa do rei, por meio da entrada dos guardas. Os cários e os capitães iam junto ao rei e o resto do povo os seguia. O rei Joás sentou-se no trono.
Todo o povo esteve contente e a cidade ficou em paz depois que Atalia foi morta à espada perto da casa do rei.
Joás tinha sete anos quando se tornou rei.
Joás começou a reinar durante o sétimo ano do reinado de Jeú em Israel. Joás reinou em Jerusalém quarenta anos. A mãe de Joás era Zíbia, de Berseba.
Joás fez o que agradava ao SENHOR, obedecendo-o toda a sua vida e fez o que o sacerdote Joiada lhe ensinou.
Mas não destruiu os santuários sobre as montanhas. As pessoas continuavam oferecendo sacrifícios e queimando incenso naqueles santuários.
Joás disse aos sacerdotes: — Há muito dinheiro no templo do SENHOR. As pessoas têm dado ofertas ao templo, têm pago o imposto do templo quando foi feito o censo e têm doado dinheiro ao templo simplesmente porque queriam fazê-lo. Tomem vocês esse dinheiro e que seja usado para reparar o templo do SENHOR.
Cada sacerdote pegará o dinheiro que recebe das pessoas às que ele serve e o usará para reparar os danos feitos ao templo do SENHOR.
Já era o ano vinte e três do reinado de Joás e os sacerdotes não tinham reparado o templo.
Então o rei Joás chamou ao sacerdote Joiada e aos outros sacerdotes e lhes disse: — Por que não repararam o que é necessário reparar do templo? Não tomem para vocês o dinheiro das pessoas que ofertam. Esse dinheiro será usado para reparar o templo.
Os sacerdotes concordaram em não cobrar mais dinheiro ao povo, pois não estavam preparados para reparar o templo.
O sacerdote Joiada pegou uma caixa, fez uma abertura na tampa e a colocou ao lado direito do altar. No lugar onde se entra na casa do SENHOR, ali colocavam os sacerdotes que cuidavam a porta todo o dinheiro que se trazia à casa do SENHOR.
E acontecia que quando o escrivão e o sumo sacerdote viam a grande quantidade de dinheiro que estava dentro da caixa, eles subiam e contavam o dinheiro que havia no templo do SENHOR.
Eles entregavam o dinheiro que tinha sido pesado aos supervisores encarregados de fazer a obra da casa do SENHOR, e eles o entregavam aos carpinteiros, construtores e aos que reparavam a casa do SENHOR.
Eles pagavam aos pedreiros e cortadores de pedras, e aos que compravam madeira e pedra para cortar e reforçavam a parte destruída do templo do SENHOR, e tudo o que era necessário para o templo.
Mas com o dinheiro que se trazia ao templo do SENHOR não se fizeram fontes de prata, cortadores de pavio, pratos fundos, nem nenhuma fonte de ouro nem prata para o templo do SENHOR.
Porque dava-se o dinheiro às pessoas que realizavam a obra de reforçar o templo do SENHOR,
e não pediam contas aos homens que administravam o dinheiro para dá-lo aos que realizavam a obra porque atuavam com diligência.
O dinheiro da oferta pela culpa e o sacrifício pelo pecado não entrava no templo do SENHOR, mas era para os sacerdotes.
Então Hazael, rei da Síria, atacou a cidade de Gate e a conquistou. Depois fez planos para atacar Jerusalém.
Josafá, Jeorão e Acazias tinham sido reis de Judá, antepassados de Joás, tinham dado muito ao SENHOR, e esses presentes eram guardados no templo. Joás também tinha feito muitos presentes. Então pegou tudo o que tinha guardado no templo e na sua própria casa e o enviou a Hazael, rei da Síria, e o rei da Síria se retirou de Jerusalém.
Todas as grandes obras que Joás realizou estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Os oficiais de Joás conspiraram contra ele e o mataram na casa de Milo pelo caminho que desce até Sila.
Jozabade, filho de Simeate, e Jeozabade, filho de Somer, foram os oficiais de Joás que o assassinaram. As pessoas sepultaram Joás com os seus antepassados, na Cidade de Davi, e o seu filho Amazias reinou no seu lugar.
Jeoacaz, filho de Jeú, começou a ser rei de Israel em Samaria no ano vinte e três do reinado de Joás, filho de Acazias, em Judá. Jeoacaz governou por dezessete anos.
Jeoacaz fez o que não agradava ao SENHOR. Seguiu com os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, quem fez pecar a Israel. Não fez nada para parar essas coisas.
Então o SENHOR se irritou com Israel e permitiu que Hazael, rei da Síria, e o seu filho Ben-Hadade tomassem controle de Israel.
Então Jeoacaz implorou ao SENHOR que o ajudasse e o SENHOR o ouviu, pois viu as dificuldades que atravessava Israel por causa da opressão do rei da Síria.
Então o SENHOR mandou um homem para salvar Israel, livrando-os dos sírios e fazendo com que voltassem para suas casas como antes.
Os israelitas não deixaram de cometer os pecados que a família de Jeroboão cometeu e levou a Israel ao pecado. Os israelitas continuaram cometendo os mesmos pecados e mantiveram os postes de Aserá em Samaria.
O rei da Síria derrotou o exército de Jeoacaz e destruiu quase tudo. Jeoacaz ficou somente com cinquenta homens de cavalaria, dez carros de combate e 10.000 homens de infantaria. Os soldados de Jeoacaz eram como a palha espalhada pelo vento no tempo da trilha do trigo.
As grandes coisas que fez Jeoacaz estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Jeoacaz morreu e foi sepultado com os seus antepassados em Samaria e o seu filho Joás reinou no seu lugar.
Jeoás, filho de Jeoacaz, chegou a ser rei de Israel em Samaria no ano trinta e sete do reinado de Joás, rei de Judá. Jeoás governou Israel durante dezesseis anos.
Jeoás, rei de Israel, fez o que não agradava ao SENHOR. Ele seguiu cometendo os mesmos pecados cometidos por Jeroboão, filho de Nebate, que tinham feito pecar a Israel.
Todas as grandes obras que Jeoás fez e as suas guerras contra Amazias, rei de Judá, estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Jeoás morreu e foi sepultado com os seus antepassados, os outros reis de Israel. Jeroboão reinou no seu lugar.
Eliseu estava ferido de morte e Jeoás, rei de Israel, foi visitá-lo. Jeoás chorou por ele e disse: — Pai meu, pai meu! Carro de Israel e a sua cavalaria!
Eliseu disse a Jeoás: — Tome um arco e umas flechas. Jeoás pegou um arco e umas flechas.
Então Eliseu disse ao rei de Israel: — Coloque a sua mão no arco. Jeoás pôs a sua mão no arco. Então Eliseu pôs as suas mãos nas mãos do rei.
Eliseu disse: — Abra a janela que dá para o leste. Jeoás abriu a janela e Eliseu disse: — Atire. Jeoás atirou. Então Eliseu disse: — Essa é a flecha da vitória do SENHOR. A flecha da vitória sobre a Síria. Você os derrotará em Afeque e os destruirá.
Eliseu disse novamente: — Tome as flechas. Jeoás pegou as flechas. Então Eliseu disse ao rei de Israel: — Atire para a terra. Jeoás atirou três vezes e parou.
O homem de Deus se irritou com Jeoás. Eliseu disse: — Devia ter atirado cinco ou seis vezes! Então teria derrotado a Síria até destruí-la. Mas agora derrotará a Síria só três vezes.
Depois disto, Eliseu morreu e foi sepultado. Uma vez a cada primavera, um grupo de soldados moabitas vinha e atacava a Israel.
Alguns israelitas estavam sepultando uma pessoa quando foram surpreendidos pelo ataque. Então eles o jogaram na tumba de Eliseu. Quando o morto tocou os ossos de Eliseu, o homem voltou à vida e se pôs de pé!
Durante todo o tempo do reinado de Jeoacaz, Hazael, rei da Síria, causou dificuldades a Israel.
Mas o SENHOR foi bom com os israelitas, teve compaixão deles e os ajudou pela aliança que tinha com Abraão, Isaque e Jacó. Não quis destruir aos israelitas nem se desfazer deles até hoje.
Morreu Hazael, rei da Síria, e seu filho Ben-Hadade reinou no lugar dele.
Antes de morrer, Hazael tirou umas cidades de Jeoacaz, pai de Jeoás, mas Jeoás as tirou de Ben-Hadade, o filho de Hazael. Jeoás derrotou a Ben-Hadade três vezes e tomou o controle daquelas cidades de Israel.
Amazias, filho de Joás, rei de Judá, começou a reinar no segundo ano do reinado de Jeoás, filho de Jeoacaz, em Israel.
Amazias tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e governou vinte e nove anos em Jerusalém. A mãe de Amazias era Jeoadã, de Jerusalém.
Amazias fez o que agradava ao SENHOR, mas não seguiu a Deus completamente, como fez seu antepassado Davi. Amazias fez tudo o que Joás, seu pai, fez.
Não destruiu os santuários sagrados sobre as montanhas do campo. O povo continuou sacrificando animais e queimando incenso nesses lugares de adoração.
Quando Amazias se firmou no controle do seu reino, matou os oficiais que tinham assassinado o seu pai.
Mas não matou os filhos dos que mataram o seu pai, seguindo assim o ensino do Livro da Lei de Moisés. O SENHOR deu a ordem na lei de Moisés: “Os pais não devem ser mortos pelos crimes que fizeram os seus filhos, e os filhos não devem ser mortos pelos crimes que fizeram os seus pais. Cada um deve ser morto pelo seu próprio pecado”.
Amazias matou 10.000 edomitas no vale do Sal. Durante a batalha, Amazias conquistou Selá e a chamou “Jocteel”, nome que tem até hoje.
Amazias mandou mensageiros a Jeoás, rei de Israel, que era filho de Jeoacaz e neto de Jeú. Na mensagem o desafiava para se enfrentar com ele.
Jeoás, rei de Israel, mandou esta resposta a Amazias, rei de Judá: — No Líbano o espinheiro mandou esta mensagem ao cedro: “Entregue a sua filha para que se case com o meu filho”, mas passou um animal selvagem e esmagou o espinheiro.
É verdade que você derrotou os edomitas e está orgulhoso, mas alegre-se com isso, fique em casa e não arranje mais problemas. Vale a pena procurar mais problemas e cair não só você mas também Judá com você?
Mas Amazias não obedeceu ao aviso de Jeoás. Então Jeoás, rei de Israel, lutou contra Amazias, rei de Judá. Eles se enfrentaram no povoado de Bete-Semes, em Judá.
Israel derrotou Judá e os homens de Judá fugiram para suas casas.
Em Bete-Semes, Jeoás, rei de Israel, prendeu Amazias, rei de Judá, filho de Joás e neto de Acazias. Jeoás capturou Amazias e o levou para Jerusalém. Ali ele fez abrir uma brecha de cento e oitenta metros no muro de Jerusalém desde a porta de Efraim até a porta da Esquina.
Então Jeoás levou todo o ouro, a prata e os objetos do templo do SENHOR. Ele levou também os tesouros que estavam na casa do rei e fez prisioneiros. Depois ele voltou para Samaria.
Todas as coisas que Jeoás fez, inclusive a sua luta contra Amazias, rei de Judá, estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Jeoás morreu e o sepultaram com os seus antepassados em Samaria, junto com os reis de Israel. Jeroboão, filho de Jeoás, reinou no seu lugar.
Amazias, filho de Joás, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, rei de Israel, filho de Jeoacaz.
Todas as coisas que Amazias fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Judá.
O povo conspirou contra Amazias em Jerusalém. Então ele fugiu para Láquis. Mesmo assim os seus inimigos foram até lá e o mataram.
O seu corpo foi levado para Jerusalém sobre cavalos e foi sepultado junto com os seus antepassados, na Cidade de Davi.
Então a população de Judá proclamou Azarias como rei. Ele tinha dezesseis anos.
Depois que seu pai, o rei Amazias, morreu e foi sepultado com os seus antepassados, o rei Azarias reconstruiu a cidade de Elate e fez com que voltasse a ser parte de Judá.
Jeroboão, filho de Jeoás, rei de Israel, começou a reinar em Samaria no ano quinze do reinado de Amazias, filho de Joás, rei de Judá. Jeroboão governou quarenta e um anos
e fez o que não agradava ao SENHOR. Não deixou de cometer os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fizeram pecar a Israel.
Jeroboão recuperou a terra de Israel desde Lebo-Hamate até o mar Morto. Aconteceu assim como o SENHOR de Israel disse a Jonas, filho de Amitai, o profeta de Gate-Héfer.
O SENHOR viu que os israelitas tinham muitas dificuldades, tanto os escravos como os livres, e que não havia ninguém para ajudar Israel.
Então o SENHOR não disse que apagaria a recordação de Israel do mundo, mas usou a Jeroboão, filho de Joás, para os salvar.
Todas as coisas que Jeroboão realizou estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel. Inclusive ali está a história de como Jeroboão recuperou Damasco e Lebo-Hamate para Israel, que antes haviam pertencido a Judá.
Jeroboão morreu e foi sepultado junto aos seus antepassados. Zacarias, filho de Jeroboão, reinou no seu lugar.
Azarias, filho de Amazias, rei de Judá, começou a reinar no ano vinte e sete do reinado de Jeroboão, rei de Israel.
Azarias tinha dezesseis anos quando começou a reinar e governou por cinquenta e dois anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Jecolias, de Jerusalém.
Azarias fez o que era reto diante do SENHOR, assim como fez o seu pai Amazias,
mas não destruiu os santuários sobre as montanhas. As pessoas continuavam sacrificando animais e queimando incenso naqueles lugares de adoração.
O SENHOR afligiu Azarias com lepra, e ele sofreu dessa doença até o dia da sua morte. Ele teve que viver isolado na sua casa, e por isso seu filho Jotão ficou encarregado do palácio e assumiu o governo do país.
Todas as outras coisas que Azarias fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Judá.
Azarias morreu e foi sepultado junto com os seus antepassados, na Cidade de Davi. Então o seu filho Jotão reinou no seu lugar.
Zacarias, filho de Jeroboão, começou seu reinado em Israel no ano trinta e oito do reinado de Azarias, rei de Judá, e reinou durante seis meses em Samaria.
Zacarias fez o que não agradava ao SENHOR, igual que os seus antepassados. Não deixou de cometer os mesmos pecados que cometeu Jeroboão, filho de Nebate, que fizeram pecar a Israel.
Salum, filho de Jabes, conspirou contra Zacarias e o matou em Ibleão, reinando em seu lugar.
Todas as outras coisas que Zacarias fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Desta maneira se cumpriu a palavra do SENHOR. Ele tinha prometido a Jeú que durante quatro gerações os seus descendentes seriam reis de Israel.
Salum, filho de Jabes, começou a reinar em Israel no ano trinta e nove do reinado de Uzias, rei de Judá. Salum governou por um mês em Samaria.
Menaém, filho de Gadi, chegou de Tirza a Samaria. Ele matou a Salum, filho de Jabes, e reinou no seu lugar.
Tudo o que Salum fez, até os seus planos contra Zacarias, está escrito em As Crônicas dos Reis de Israel.
Marchando desde Tirza, Menaém saqueou a cidade de Tifsa e os seus arredores. Os moradores de Tifsa se negaram a abrir a porta da cidade e Menaém os atacou e abriu o ventre à espada de todas as mulheres grávidas da cidade.
Menaém, filho de Gadi, começou a reinar em Israel no ano trinta e nove do reinado de Azarias. Menaém governou dez anos em Samaria.
Fez o que não agradava ao SENHOR e não deixou de fazer os mesmos pecados que cometeu Jeroboão, filho de Nebate, que fizeram pecar a Israel.
Pul, rei de Assíria, atacou a Israel, e Menaém deu a Pul 33.000 quilos de prata para que o ajudasse a se manter no poder.
Menaém conseguiu a prata através de um imposto que impôs sobre os ricos e poderosos, pois cada um deles devia dar aproximadamente meio quilo de prata. Então Menaém deu a prata ao rei da Assíria, o qual se retirou e parou de invadir a Israel.
Todas as grandes obras que Menaém fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Menaém morreu e foi sepultado junto aos seus antepassados. Seu filho Pecaías reinou no seu lugar.
No ano cinquenta do reinado de Azarias em Judá, Pecaías, filho de Menaém, começou a reinar em Israel em Samaria e governou durante dois anos.
Pecaías fez o que não agradava ao SENHOR, pois não deixou de cometer os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fizeram pecar a Israel.
O comandante do exército de Pecaías foi Peca, filho de Remalias. Peca matou a Pecaías, a Argobe e a Arié, em Samaria, no palácio do rei, com o apoio de cinquenta homens de Gileade, e reinou no seu lugar.
Todas as grandes obras que Pecaías fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Peca, filho de Remalias, começou a reinar a Israel em Samaria no ano cinquenta e dois do reinado de Azarias em Judá. Peca governou durante vinte anos
e fez o que não agradava ao SENHOR. Ele não deixou de cometer os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fizeram pecar a Israel.
Tiglate-Pileser, rei de Assíria, atacou a Israel durante o reinado de Peca. Ele conquistou a Ijom, Abel-Bete-Maacá, Janoa, Quedes, Hazor, Gileade, Galileia e toda a região ao norte de Naftali. Ele também fez prisioneiros aos habitantes e os levou para Assíria.
No ano vinte do reinado de Jotão, filho de Uzias, em Judá; Oseias, filho de Elá, fez planos contra Peca, filho de Remalias. Oseias o matou e reinou no seu lugar.
Todas as grandes obras que Peca realizou estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
No segundo ano do reinado de Peca em Israel, Jotão, filho de Uzias, chegou a ser o rei de Judá.
Jotão tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e governou durante dezesseis anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Jerusa, filha de Zadoque.
Jotão fez o que era reto diante do SENHOR, assim como fez o seu pai Uzias.
Mas não destruiu os santuários sobre as montanhas. As pessoas continuaram sacrificando animais e queimando incenso naqueles lugares de adoração. Jotão construiu a porta superior do templo do SENHOR.
Todas as outras coisas que Jotão fez e tudo o que realizou estão escritos em As Crônicas dos Reis de Judá.
Durante aquele tempo, o SENHOR mandou Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, para que atacassem Judá.
Jotão morreu e foi sepultado junto com os seus antepassados na Cidade de Davi, seu antepassado. O seu filho Acaz reinou no seu lugar.
Era o ano dezessete do reinado de Peca, filho de Remalias, em Israel. Nesse ano Acaz, filho de Jotão, começou a reinar em Judá,
com a idade de vinte anos. Ele governou durante dezesseis anos em Jerusalém. Ele não foi como seu antepassado Davi, pois não fez o que agradava ao SENHOR.
Seguiu o exemplo dos reis de Israel e chegou ao ponto de sacrificar o seu próprio filho no fogo copiando os pecados terríveis das nações que o SENHOR expulsou do país quando vieram os israelitas.
Acaz sacrificava animais e queimava incenso nos santuários sobre as montanhas, nos montes e sob toda árvore frondosa.
Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Israel, vieram e atacaram a Jerusalém. Rezim e Peca cercaram Acaz, mas não conseguiram derrotá-lo.
Ao mesmo tempo, Rezim, rei da Síria, reconquistou a cidade de Elate. Rezim expulsou o povo de Judá de Elate. Depois, os sírios se instalaram em Elate, e ali moram até hoje.
Acaz mandou mensageiros com esta mensagem para Tiglate-Pileser, rei de Assíria: — Eu sou seu servo; sou como um filho para você. Venha me salvar do rei da Síria e do rei de Israel que vieram me atacar.
Acaz pegou a prata e o ouro que havia no templo do SENHOR e os tesouros que havia na tesouraria do rei, e os mandou como presente ao rei da Assíria.
O rei da Assíria respondeu afirmativamente ao pedido de Acaz e atacou Damasco, conquistou a cidade, deportou os seus habitantes a Quir e matou a Rezim.
O rei Acaz foi a Damasco para se reunir com Tiglate-Pileser, rei da Assíria. Quando viu ali o altar que tinham em Damasco, mandou um modelo e o projeto do altar ao sacerdote Urias.
Então, antes que o rei Acaz voltasse de Damasco, Urias construiu um altar seguindo o modelo que o rei Acaz viu em Damasco.
Quando o rei regressou de Damasco, viu o altar, ofereceu sacrifícios ali
e queimou os sacrifícios que devem ser queimados completamente e as ofertas de cereal. Também ofereceu as ofertas líquidas e aspergiu no altar o sangue das ofertas para festejar.
Acaz pegou o altar de bronze, que estava diante do SENHOR, na frente do templo, entre o altar de Acaz e o templo do SENHOR, e o pôs ao norte do seu próprio altar.
Acaz disse ao sacerdote: — Use o altar grande para queimar o sacrifício da manhã, as ofertas de cereal da tarde e a oferta derramada de todo o povo. Asperjam neste altar todo o sangue dos sacrifícios que devem ser queimados completamente. Eu usarei o altar de bronze para consultar a Deus.
O sacerdote Urias fez tudo o que o rei Acaz lhe mandou fazer.
Havia plataformas móveis com painéis de bronze e tanques para que os sacerdotes lavassem as mãos. O rei Acaz moveu tudo e quebrou as plataformas. Tirou o tanque grande de bronze que estava sobre os bois de bronze e o pôs no pavimento de pedra.
Os trabalhadores tinham construído uma cobertura fora do templo do SENHOR para reuniões nos dias de descanso, mas Acaz fez tirar o lugar coberto e a entrada para o rei. Fez estas mudanças para agradar o rei da Assíria.
Todas as coisas que Acaz fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Judá.
Acaz morreu e foi sepultado junto com os seus antepassados, na Cidade de Davi. Seu filho Ezequias reinou no seu lugar.
Quando Acaz tinha doze anos de reinado em Judá, Oseias filho de Elá começou a reinar a Israel em Samaria, e governou por nove anos.
Ele fez o que não agradava ao SENHOR, embora não fosse tão ruim como os reis de Israel que reinaram antes dele.
Salmaneser, rei da Assíria, veio e fez a batalha contra Oseias e o derrotou; por causa disso, Oseias teve que pagar tributo a Salmaneser.
Mais tarde, Oseias mandou mensageiros a Sô, rei do Egito, para pedir ajuda. Nesse ano Oseias não pagou tributo ao rei da Assíria como tinha feito nos anos anteriores. O rei da Assíria ouviu dizer que Oseias tinha planos contra ele, portanto o capturou e o pôs na prisão.
O rei da Assíria invadiu muitos lugares de Israel. Ele chegou a Samaria e a cercou durante três anos.
Ele tomou posse de Samaria no ano nono do reinado de Oseias em Israel. Também fez prisioneiros aos israelitas e os deportou para Hala, que fica nas proximidades da região do rio Habor, em Gozã, e para outras cidades dos medos.
Estas coisas aconteceram porque os israelitas pecaram contra o SENHOR, seu Deus. Ele os tirou do Egito, livrando-os do faraó, rei do Egito, mas os israelitas adoraram outros deuses
e fizeram a mesma coisa que faziam os outros povos que o SENHOR tinha expulsado da terra para que os israelitas vivessem nela. Os israelitas também seguiram os costumes pagãos dos reis que os governaram
e, secretamente, fizeram iniquidades contra o SENHOR seu Deus. Os israelitas construíram santuários pagãos em todo lugar: desde o mais insignificante povoado até a maior cidade.
Também os israelitas colocaram monumentos de adoração e postes de Aserá em cada monte e sob toda árvore frondosa.
Os israelitas queimavam incenso ali em todos os santuários sobre as montanhas, assim como era o costume das outras nações, as quais o SENHOR tinha expulsado da terra antes deles. Os israelitas fizeram coisas ruins e fizeram irar muito ao SENHOR.
Eles adoraram ídolos, apesar do SENHOR ter falado com eles para não fazer isso.
O SENHOR, ainda assim, enviou a todo profeta e vidente para advertir a Israel e a Judá. Ele disse: “Abandonem a iniquidade que estão cometendo. Obedeçam aos meus mandamentos e decisões. Cumpram com as leis que mandei aos seus antepassados por meio dos meus servos os profetas que lhes enviei”.
Mas as pessoas não obedeceram; foram teimosos como os seus antepassados que não creram no SENHOR seu Deus.
As pessoas rejeitaram as decisões e a aliança que Deus fez com os seus antepassados e o testemunho que deu a eles. Eles seguiram o que não tinha sentido e eles mesmos perderam o sentido seguindo os costumes das nações vizinhas, que o SENHOR tinha lhes ordenado que não seguissem.
As pessoas abandonaram todos os mandamentos do SENHOR, seu Deus. Elas fizeram duas imagens de bezerros e postes de Aserá, adoraram todas as estrelas do céu e serviram a Baal.
Também sacrificaram os seus filhos e filhas no fogo, praticaram a magia e feitiçaria para adivinhar o futuro e se empenharam em fazer o que o SENHOR lhes disse que era mau. Desta maneira provocaram a ira de Deus.
Então o SENHOR se irou muitíssimo com Israel e os expulsou da sua presença. Não ficou nem um israelita, só ficou a tribo de Judá.
Mas nem mesmo as pessoas de Judá obedeceram aos mandamentos do SENHOR, seu Deus. As pessoas de Judá viveram da mesma forma como viveram os israelitas.
O SENHOR rejeitou a todos, fazendo-os passar por muitas dificuldades. Ele permitiu que fossem saqueados em tudo o que tinham e, finalmente, expulsou-os para longe da sua presença.
O SENHOR cortou a Israel da família de Davi e os israelitas proclamaram rei a Jeroboão filho de Nebate. Jeroboão apartou os israelitas de seguir ao SENHOR e os levou a cometer um grande pecado.
Por isso os israelitas continuaram cometendo todos os pecados de Jeroboão e não se apartaram deles.
Finalmente, o SENHOR os expulsou da sua presença assim como tinha prometido por meio dos seus servos os profetas. Ele os desterrou do seu país e os levou para Assíria, onde estão até hoje.
O rei da Assíria levou os israelitas da Samaria e pôs em seu lugar outras pessoas da Babilônia, Cuta, Ava, Hamate e Sefarvaim. Eles ocuparam as cidades da Samaria e moraram ali.
Quando essas pessoas começaram a morar ali, não adoraram ao SENHOR, e por isso o SENHOR mandou leões para atacá-los e matá-los.
Foi relatado assim ao rei da Assíria: — As pessoas que o Senhor levou para morar nas cidades de Samaria ignoraram as leis do deus desse país. Por isso Deus mandou leões para atacá-los, e os matou, porque não entendem as leis do deus desse país.
Então o rei da Assíria deu esta ordem: — Que seja levado para morar em Samaria um dos sacerdotes que foram trazidos prisioneiros dali e que ele ensine para as pessoas a lei do deus daquele lugar.
Assim, um dos sacerdotes que os assírios tinham trazido da Samaria foi morar a Betel. Este sacerdote ensinou às pessoas a honrar ao SENHOR.
Mas as pessoas fizeram os seus próprios deuses e os colocaram nos templos e nos santuários sobre as montanhas. Os samaritanos fizeram isso onde quer que morassem.
As pessoas da Babilônia fizeram o deus Sucote-Benote. As pessoas de Cuta fizeram o deus Nergal. As pessoas de Hamate fizeram o deus Asima.
As pessoas de Ava fizeram os deuses Nibaz e Tartaque. As pessoas de Sefarvaim queimavam aos seus filhos no fogo para honrar os seus deuses Adrameleque e Anameleque.
Mas também adoraram ao SENHOR, e escolheram dentre o povo a sacerdotes para que servissem nos santuários sobre as montanhas. Estes sacerdotes fizeram sacrifícios para as pessoas nos templos e nesses lugares de adoração.
Adoravam ao SENHOR, mas também aos seus próprios deuses, assim como o faziam nos países de onde tinham vindo.
Até o dia de hoje continuam morando da mesma maneira. Não honram ao SENHOR e não obedecem às regras e aos mandamentos dos israelitas. Não obedecem à lei nem aos mandamentos que o SENHOR deu aos descendentes de Jacó.
O SENHOR fez uma aliança com os israelitas e lhes mandou: “Não devem honrar a outros deuses. Não os sirvam nem os adorem nem façam sacrifícios a eles.
Sigam só a mim, o SENHOR, o Deus que os tirou do Egito mostrando sua grande força e poder. Portanto devem me respeitar e adorar só a mim. Ofereçam sacrifícios na minha honra.
Obedeçam às normas, leis, ensinos e mandamentos que eu escrevi para vocês. Obedeçam a tudo isso sempre. Não adorem a outros deuses.
Não se esqueçam da aliança que faço com vocês e não tenham medo de deuses alheios.
Adorem só a mim, o SENHOR, seu Deus, e assim eu os salvarei de todos os seus inimigos”.
Mas os israelitas não obedeceram. Continuaram na mesma situação de antes.
Essas nações adoravam ao SENHOR, mas também aos seus próprios ídolos. Os seus filhos e netos fizeram a mesma coisa que os seus antepassados, e continuam fazendo isso até hoje.
Ezequias, filho de Acaz, começou a reinar em Judá. Isso aconteceu no terceiro ano do reinado de Oseias, filho de Elá, em Israel.
Ezequias tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e governou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Abias, filha de Zacarias.
Ezequias fez o que era reto diante do SENHOR, assim como fez o seu antepassado Davi.
Destruiu os santuários sobre as montanhas, quebrou os monumentos de adoração e cortou as colunas de Aserá. Ezequias quebrou em pedaços a cobra de bronze que Moisés tinha feito, pois os israelitas queimavam incenso em honra dela e a chamavam de Neustã.
Ezequias confiava no SENHOR, Deus de Israel. Não houve ninguém como ele entre todos os reis de Judá antes ou depois dele.
Ezequias foi muito fiel ao SENHOR, não se separou dele. Obedeceu aos mandamentos que o SENHOR tinha dado a Moisés.
O SENHOR apoiava a Ezequias e teve sucesso em tudo o que fazia. Ezequias se rebelou contra o rei de Assíria e não continuou servindo a ele,
derrotou os filisteus até Gaza e suas redondezas e todas as cidades filisteias, desde a menor até a maior.
Salmaneser, rei da Assíria, foi lutar contra Samaria e o seu exército cercou a cidade. Isso aconteceu no quarto ano do reinado de Ezequias, rei de Judá. Também era em Israel o ano sétimo do reinado de Oseias, filho de Elá.
Ao final do terceiro ano, Salmaneser conquistou Samaria e tomou posse da cidade durante o sexto ano do reinado de Ezequias, que era ao mesmo tempo o nono do reinado de Oseias em Israel.
O rei de Assíria tomou prisioneiros aos israelitas, os levou a Assíria e os deportou a Hala, no rio Habor, o rio de Gozã, e às cidades dos medos.
Isso aconteceu assim porque os israelitas não obedeceram ao SENHOR, seu Deus, nem mantiveram a sua aliança. Também não cumpriram com tudo o que mandou Moisés, servo do SENHOR; nem deram atenção ao que lhes ensinou nem o puseram em prática.
Durante o ano catorze do reinado de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, saiu para atacar todas as cidades fortificadas de Judá e as conquistou.
Então Ezequias, rei de Judá, mandou esta mensagem ao rei de Assíria que estava em Láquis: “Cometi um grave erro, retire-se e pagarei o tributo que me pedir”. Então o rei de Assíria exigiu a Ezequias, rei de Judá, que pagasse 9.900 quilos de prata e 990 quilos de ouro.
Ezequias entregou toda a prata que estava no templo do SENHOR e na tesouraria real.
Naquele tempo Ezequias tirou o ouro que cobria as portas do templo do SENHOR e as colunas das portas, que ele mesmo tinha colocado ali, e o entregou ao rei da Assíria.
O rei da Assíria enviou os seus três comandantes mais importantes com um grande exército para atacar ao rei Ezequias em Jerusalém. Saindo de Láquis eles foram a Jerusalém e tomaram as suas posições junto ao aqueduto, perto do açude superior que está a caminho do Campo do Lavandeiro.
Então chamaram o rei e saíram ao seu encontro Eliaquim, filho de Hilquias, que era o administrador do palácio real, o escrivão Sebna e o secretário Joá, filho de Asafe.
Um dos comandantes assírios, o comandante-chefe, disse a eles para dizer a Ezequias o seguinte: — O grande rei, o rei da Assíria quer saber quem vai ajudar você. Em quem você confia?
Você disse que a estratégia e a força militar são inúteis. Elas não são nada, mas só palavras vãs. Então em quem você confia para se revoltar contra mim?
Olhe, você está agora confiando nessa vara lascada que é o Egito. Se você se apoiar nela, ferirá e perfurará sua mão. Isso é o que o faraó, rei do Egito, faz com todos os que se apoiam nele.
Talvez você diga: “Confiamos no SENHOR, nosso Deus”. Mas foi Ezequias quem destruiu os seus altares e lugares altos e que disse a Judá e a Jerusalém: “Só devem adorar no altar de Jerusalém”.
— Agora, faça um tratado com o meu senhor, o rei da Assíria. Eu lhe darei 2.000 cavalos se você puder arranjar cavaleiros suficientes para montá-los.
Como você pode rejeitar a minha oferta, mesmo que como capitão eu seja um dos servos menos importantes do meu senhor? Prefere ficar confiando no rei do Egito para que lhe dê carros de combate e cavalos?
Você pensa que vim destruir este país sem a ajuda do SENHOR? Não! Foi o SENHOR quem me disse para atacar e destruir este país.
Então Eliaquim, filho de Hilquias, Sebna e Joá disseram ao comandante assírio: — Por favor, fale em idioma aramaico, pois nós os seus servos entendemos esse idioma. Não nos fale em hebraico, o idioma de Judá, porque o povo que está sobre a muralha nos está escutando.
Mas o comandante-chefe disse: — Por acaso meu senhor me mandou falar somente com o seu senhor e com vocês? Não! Ele me mandou falar com as pessoas que estão sentadas na muralha e com vocês. Todos vocês irão comer as suas próprias fezes e beber a sua própria urina!
Depois ele ficou de pé e gritou forte em hebraico, o idioma de Judá: — Ouçam o que diz o grande rei, o rei da Assíria!
Isto é o que ele diz: “Não se deixem enganar por Ezequias, porque ele não poderá salvá-los do poder do grande rei”.
Não deixem que Ezequias os leve a confiar no SENHOR, dizendo: “Certamente o SENHOR nos livrará e não deixará que esta cidade caia em mãos do rei da Assíria”.
— Não prestem atenção a Ezequias, porque isto é o que diz o rei da Assíria: “Façam as pazes comigo e rendam-se. Assim permitirei que cada um de vocês coma da sua própria videira e da sua própria figueira, e beba água do seu próprio poço.
Ficarão assim até que eu venha e os leve para um país como o de vocês, um país de trigo e de vinho, terra de pão e de vinhas. É uma terra de azeite de oliva e de mel. Ali poderão viver e não morrerão”. — Tenham cuidado, não se deixem convencer por Ezequias quando ele falar: “O SENHOR nos salvará”.
Por acaso os deuses dos outros povos foram capazes de salvá-los do poder do rei da Assíria?
Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Algum desses deuses conseguiu livrar a cidade de Samaria de cair nas minhas mãos?
Qual deus conseguiu impedir que essas nações caíssem nas minhas mãos? Como pois poderá o SENHOR livrar Jerusalém de mim?
Mas o povo ficou calado. Eles não responderam ao comandante, porque o rei Ezequias tinha dado ordem para não responderem nada.
Então o administrador do palácio real Eliaquim, filho de Hilquias; Sebna, o escrivão; e Joá, filho de Asafe, o secretário, rasgaram as suas roupas e foram contar a Ezequias tudo o que o comandante tinha falado.
O rei Ezequias ouviu tudo o que eles disseram. Então ele rasgou as suas roupas, vestiu roupas de luto e foi ao templo do SENHOR.
Depois enviou o administrador do palácio real Eliaquim, o escrivão Sebna, e os chefes dos sacerdotes ao profeta Isaías, filho de Amoz. Todos eles estavam vestidos com roupas de luto.
Eles disseram ao profeta: — Isto é o que disse Ezequias: “Este é um dia de tristeza, castigo e angústia. É como o dia em que uma criança está pronta para nascer, mas a mãe não tem forças para dar à luz.
Que o SENHOR, seu Deus, tenha ouvido as palavras do comandante-chefe que o rei da Assíria enviou. Ele insultou o Deus vivo. Que seja castigado por ter falado essas palavras que o SENHOR, seu Deus, ouviu. Portanto, faça uma oração pelo povo que tem sobrevivido”.
Quando os oficiais do rei Ezequias foram ver Isaías,
este lhes disse: — O SENHOR diz: “Não tenha medo das palavras que você tem ouvido: os insultos que os servos do rei da Assíria disseram contra mim.
Olhe, vou enviar um espírito contra o rei da Assíria. Ele ouvirá uma notícia que o fará regressar para a sua terra. Ali, na sua terra, ele será morto à espada”.
O comandante-chefe se retirou e soube que o rei da Assíria tinha saído de Láquis e estava lutando contra Libna.
Então o rei da Assíria recebeu a notícia que o rei Tiraca, da Etiópia, vinha atacá-lo. Então o rei da Assíria enviou mensageiros a Ezequias com esta mensagem:
“Não deixe que o Deus em quem você confia o engane dizendo: ‘Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria’.
Você sabe bem tudo o que os reis da Assíria fizeram com as outras nações, como as destruíram completamente. Não pense que vai se salvar.
Os deuses de Gozã, Harã, Rezefe e do povo de Éden, que vivia em Telassar, não conseguiram impedir que os meus antepassados destruíssem essas nações.
Onde estão os reis de Hamate, de Arpade, de Sefarvaim, de Hena e de Iva?”
Ezequias recebeu as cartas da mão dos mensageiros e as leu. Depois subiu ao templo do SENHOR e estendeu as cartas diante do SENHOR.
Depois Ezequias orou perante o SENHOR e disse: — Ó SENHOR, Deus de Israel, que está sentado no seu trono entre os querubins, o Senhor é o único Deus de todas as nações da terra. O Senhor fez os céus e a terra.
SENHOR, ouça-me, por favor. Abra os seus olhos, SENHOR, e veja. Ouça as palavras que Senaqueribe enviou para insultá-lo, o Deus vivo.
SENHOR, é verdade que os reis da Assíria destruíram todas essas nações e os seus territórios.
Eles jogaram todos os deuses dessas nações para o fogo. Mas eles não eram deuses: foram feitos por seres humanos. Eram estátuas de madeira e de pedra, por isso foram destruídos.
Agora SENHOR, nosso Deus, salve-nos das mãos desse rei, para que todos os reinos saibam que o SENHOR é o único Deus.
Então Isaías, filho de Amoz, recebeu uma mensagem do SENHOR, Deus de Israel. Ele enviou esta mensagem para Ezequias: — Eu escutei o que você me pediu acerca de Senaqueribe, rei da Assíria.
Isto é o que eu, o SENHOR, falo a respeito dele: “A filha virgem de Sião despreza você. A cidade de Jerusalém abana a cabeça, zombando de você.
A quem você insultou? De quem você riu? Contra quem falou e levantou o seu olhar arrogante? Falou contra o Santo de Israel!
Você enviou os seus mensageiros para insultar o SENHOR. Você disse: ‘Vim com muitos carros de combate aos montes altos. Vim desde as profundidades do Líbano. Cortei os cedros mais altos e os melhores cipreses do Líbano. Subi contra a parte mais alta do Líbano, até a floresta mais frondosa.
Cavei poços e bebi água em terras estrangeiras. Com as solas dos meus pés sequei todos os rios do Egito’.
“Mas será que nunca ouviu nada disso? Eu planejei tudo isso há muito tempo. Nos tempos antigos eu preparei isto. Agora faço com que o meu plano se realize, que você destrua cidades fortificadas e as transforme em ruínas.
Os seus habitantes, que já estão sem força e sem esperança, estão envergonhados. Ainda que hoje pareçam estar vivos, um vento do leste os secará como faz com as plantas do campo e com a erva verde que cresce no telhado.
Eu sei quando você se levanta e quando se senta, quando sai e quando entra. Sei quando fica irado contra mim.
Na sua fúria, você falou palavras arrogantes contra mim. Eu ouvi as suas palavras e vou prendê-lo com uma argola no nariz, e um freio na boca, e farei você regressar pelo caminho por onde veio”.
E também disse: — Este será o sinal que provará que esta mensagem é verdadeira: “Neste ano comerão o que crescer por si no campo, no segundo ano também comerão o que crescer dali. A partir do terceiro ano semearão e colherão, plantarão vinhas e comerão do seu fruto.
Os sobreviventes da tribo de Judá lançarão raízes debaixo da terra e darão frutos por cima.
Porque uma parte do meu povo sobreviverá e sairá de Jerusalém, os sobreviventes sairão do monte Sião. É o grande desejo do SENHOR Todo-Poderoso com que tudo isso aconteça”.
— Isto é o que diz o SENHOR acerca do rei da Assíria: “Ele não entrará nesta cidade nem atirará uma única flecha. Não se aproximará dela com escudos, nem construirá rampas contra ela.
Ele voltará pelo mesmo caminho por onde veio, e não entrará nesta cidade. Assim diz o SENHOR.
Eu protegerei e salvarei esta cidade. Farei isso por causa de mim e por causa do meu servo Davi”.
Nessa mesma noite o anjo do SENHOR foi ao acampamento assírio e matou 185.000 soldados. Quando o povo se levantou no dia seguinte, estavam ali todos os corpos dos mortos.
Então Senaqueribe, rei da Assíria, regressou a Nínive e permaneceu ali.
Certo dia, enquanto estava adorando no templo do seu deus Nisroque, foi assassinado à espada pelos seus filhos Anameleque e Sarezer. Eles escaparam para o país de Ararate. Seu filho Esar-Hadom o sucedeu no trono.
Por aqueles dias Ezequias ficou doente e esteve à beira da morte. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi ver Ezequias e disse: — O SENHOR diz: “Coloque os seus assuntos em ordem porque você vai morrer, não vai se curar”.
Então Ezequias virou o rosto para a parede e orou assim ao SENHOR:
— SENHOR, lembre-se de que eu sempre o servi com todo o coração e fiz o que lhe agradava. E Ezequias chorou amargamente.
Antes que Isaías saísse do pátio, veio esta mensagem do SENHOR:
— Volte e diga a Ezequias, líder do meu povo, que assim diz o SENHOR, Deus do seu antepassado Davi: “Tenho ouvido a sua oração. Tenho visto as suas lágrimas e vou curar você. No terceiro dia você subirá ao templo do SENHOR.
Acrescentarei quinze anos à sua vida e salvarei esta cidade do poder do rei da Assíria. Protegerei esta cidade por causa de mim mesmo e pela promessa que fiz ao meu servo Davi”.
Então Isaías disse: — Façam uma mistura de figos. Então fizeram a mistura e a aplicaram na chaga de Ezequias, e ele se recuperou.
Ezequias disse a Isaías: — Qual será o sinal de que o SENHOR me curará e que no terceiro dia poderei subir ao templo do SENHOR?
Isaías respondeu: — Terá este sinal do SENHOR e de fato o SENHOR o fará: o meu rei quer que a sombra se adiante dez degraus ou que retroceda?
Ezequias respondeu: — É fácil que a sombra se adiante dez degraus, mas não que retroceda.
Então Isaías orou ao SENHOR, e ele fez a sombra recuar dez degraus no relógio de Acaz.
Por volta daquele tempo Merodaque-Baladã, filho de Baladã, era o rei da Babilônia. Ele ouviu dizer que Ezequias tinha estado doente. Então enviou mensageiros com cartas e presentes para ele.
Ezequias recebeu os enviados da Babilônia e mostrou a todos eles os seus tesouros: ouro, prata, especiarias, azeite fino, as armas que tinha no seu arsenal e tudo o que havia na tesouraria real. Ele lhes mostrou tudo o que havia no seu palácio e no seu reino.
Então o profeta Isaías foi falar com o rei Ezequias e lhe perguntou: — De onde vieram aqueles homens e o que lhe disseram? Ezequias respondeu: — Eles vieram de muito longe, da Babilônia.
Então Isaías perguntou: — O que eles viram no seu palácio? Ezequias disse: — Eles viram tudo o que há no palácio e nos depósitos. Não houve nada que eu não lhes mostrasse.
Então Isaías disse a Ezequias: — Ouça a mensagem do SENHOR:
“Chegará o dia em que levarão para a Babilônia tudo o que há no seu palácio e tudo o que os seus antepassados guardaram até hoje. Não ficará nada.
Levarão até alguns dos seus descendentes para serem eunucos no palácio do rei de Babilônia”.
Ezequias disse a Isaías: — A mensagem do SENHOR é boa. (Ele disse isso porque pensou: “Pelo menos nos meus dias haverá paz e segurança”.)
Todas as outras coisas que Ezequias fez, e de como construiu o açude e o aqueduto para levar água até a cidade, estão escritos em As Crônicas dos Reis de Judá.
Ezequias morreu e foi sepultado junto com os seus antepassados. Seu filho Manassés reinou no seu lugar.
Manassés tinha doze anos quando começou a reinar e governou por cinquenta e cinco anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Hefzibá.
Ele fez o que não agradava ao SENHOR. Cometeu os pecados terríveis que cometiam as nações que o SENHOR expulsou do país quando os israelitas entraram.
Manassés construiu de novo os santuários sobre as montanhas que seu pai Ezequias tinha destruído. Também construiu altares de adoração para Baal e fez um poste de Aserá, assim como tinha feito Acabe, rei de Israel. Manassés adorou e serviu as estrelas do céu,
construiu altares em honra a deuses falsos no templo do SENHOR, sobre o qual o SENHOR tinha dito: “Eu porei meu nome em Jerusalém”.
Manassés construiu altares para as estrelas do céu no pátio do templo do SENHOR,
queimou o seu próprio filho em sacrifício. Praticou a magia e a adivinhação. Ele também consultou médiuns e feiticeiros. Manassés fez tantas coisas que desagradavam ao SENHOR, que causou a sua ira.
Manassés fez uma estátua de Aserá, e a colocou no templo. O SENHOR tinha dito a Davi e ao seu filho Salomão acerca do templo: — Escolhi Jerusalém em todo Israel. Porei meu nome em Jerusalém para sempre.
Eu não farei com que os israelitas saiam da terra que dei aos seus antepassados, mas deixarei que fiquem se obedecerem a tudo o que ordenei e aos ensinamentos do meu servo Moisés.
Mas eles não ouviram a Deus, e Manassés os levou a fazer piores maldades do que as outras nações que moravam antes de Israel na terra de Canaã, e que o SENHOR destruiu quando vieram os israelitas para tomar posse da terra.
O SENHOR usou os seus servos os profetas para enviar esta mensagem:
— Manassés, rei de Judá, fez tantas perversidades, maiores que as dos amorreus que viveram aqui antes. Ele fez pecar o povo de Judá com os seus ídolos.
Portanto, eu, o SENHOR de Israel, prometo que trarei tantas dificuldades a Jerusalém e a Judá que todo aquele que ficar sabendo se impresionará.
Medirei a Jerusalém com a mesma medida que medi a Samaria e usarei o mesmo prumo que usei para julgar à família de Acabe. Limparei Jerusalém como se lava e esfrega um prato e o vira cabeça para baixo.
Deixarei abandonado o resto do meu povo e os entregarei ao poder dos seus inimigos, que os saquearão e os despojarão.
Eles fizeram o que eu considero mau e provocaram a minha ira desde o dia que saíram do Egito até hoje.
Também Manassés assassinou muitas pessoas inocentes em Jerusalém e fez muitas coisas que não agradaram a mim, o SENHOR.
Todas as outras coisas que Manassés fez e os pecados que cometeu estão escritos em As Crônicas dos Reis de Judá.
Manassés morreu e foi sepultado junto com os seus antepassados no palácio, no jardim de Uzá. Seu filho Amom reinou no seu lugar.
Amom tinha vinte e dois anos quando começou a reinar e governou durante dois anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Mesulemete, filha de Haruz, de Jotbá.
Como o seu pai Manassés, Amom fez as mesmas maldades perante o SENHOR;
seguiu seu mal exemplo e adorou e serviu aos mesmos ídolos que seu pai tinha adorado.
Amom abandonou ao SENHOR, Deus dos seus antepassados, e não viveu como agradava ao SENHOR.
Os oficiais de Amom conspiraram contra ele e o mataram dentro da sua própria casa,
mas as pessoas do povo mataram aos oficiais que participaram da conspiração contra o rei Amom e em seu lugar colocaram como rei a Josias, filho de Amom.
Todas as outras coisas que Amom fez estão escritas em As Crônicas dos Reis de Judá.
Amom foi sepultado no jardim de Uzá. Seu filho Josias reinou no seu lugar.
Josias tinha oito anos quando começou a reinar e governou trinta e um anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Jedida, filha de Adaías, de Bozcate.
Josias fez o que era reto diante do SENHOR e seguiu todo o caminho do seu antepassado Davi, sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda.
No ano dezoito do reinado de Josias, ele mandou o escrivão Safã, filho de Azalias e neto de Mesulão, ao templo do SENHOR e lhe disse:
— Vá ver o sumo sacerdote Hilquias e diga a ele que pegue o dinheiro que foi levado ao templo do SENHOR e que os porteiros tem recolhido das pessoas.
Que seja entregue aos encarregados de supervisionar os trabalhos de reparação do templo do SENHOR para que eles paguem aos trabalhadores que fazem a obra de reparação do prédio do templo do SENHOR;
que lhes paguem aos carpinteiros, aos construtores, aos pedreiros e que comprem madeira e pedra de cantaria para reconstruir o templo.
Não é preciso dizer a eles que prestem contas pelo que se lhes entregar porque são pessoas que atuam com honestidade.
O sumo sacerdote Hilquias disse ao secretário Safã: — Encontrei o Livro da Lei no templo do SENHOR. Ele o entregou, e Safã o leu.
Depois Safã saiu para se encontrar com o rei Josias e informá-lo do seguinte: — Os seus servos juntaram todo o dinheiro que estava no templo e o entregaram aos que fazem o trabalho no templo do SENHOR.
Safã também contou ao rei sobre o livro: — O sacerdote Hilquias encontrou este livro. Safã leu o livro diante do rei.
Quando o rei ouviu as palavras do Livro da Lei, rasgou a sua roupa.
Então deu esta ordem ao sacerdote Hilquias; a Aicão, filho de Safã; a Acbor, filho de Micaías; ao secretário Safã e a Asaías, oficial do rei:
— Vão e consultem ao SENHOR por mim, pelo povo e por todo Judá sobre as palavras deste livro que encontramos. O SENHOR deve estar muito irado conosco porque nossos antepassados não prestaram atenção às palavras deste livro nem obedeceram a tudo o que se ordena nele.
O sacerdote Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías foram ver à profetisa Hulda, mulher de Salum, que morava na parte nova de Jerusalém. Salum era o encarregado do vestuário, e era filho de Ticvá e neto de Harás.
Então Hulda lhes disse: — O SENHOR, Deus de Israel, manda dizer àquele que os tem enviado:
“Eu, o SENHOR, vou enviar contra este lugar e os seus habitantes os castigos que estão escritos no livro que leu o rei de Judá.
Vocês me abandonaram e queimaram incenso a outros deuses, me provocaram com o que fizeram. Por isso, eu me irritei e me enfureci contra este lugar e não ficarei calmo.
Mas ao rei de Judá, que os enviou para me consultar, eu, o SENHOR, o Deus de Israel, digo o seguinte: ‘Já que você prestou atenção ao que ouviu,
e o seu coração mudou e se humilhou perante mim, o SENHOR, rasgando seu vestido e chorando ao ouvir o que falei contra este lugar e os seus habitantes, que serão arrasados e amaldiçoados, eu também ouvi você.
Eu deixarei que morra em paz e o juntarei com os seus antepassados. Não verá a desgraça que irei trazer sobre este lugar’”. E eles levaram essa resposta ao rei.
O rei Josias mandou chamar todos os líderes de Judá e Jerusalém convocando-os a uma reunião.
Então o rei foi ao templo do SENHOR com todo o povo de Judá, os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, desde o menos até o mais importante. Ali o rei leu em voz alta o livro da aliança, que havia sido encontrado no templo do SENHOR.
Depois o rei, que estava de pé perto da coluna real, fez uma aliança com o SENHOR, se comprometendo a seguir o SENHOR e obedecer aos seus mandamentos, à aliança e as suas condições. Disse que, com todo o coração e alma, cumpriria a aliança que estava escrita no livro. E todo o povo se pôs de pé para mostrar que também estava de acordo em cumprir a aliança.
Então o rei ordenou ao sumo sacerdote Hilquias, aos outros sacerdotes e aos porteiros, que tirassem do templo do SENHOR todos os objetos que foram feitos para a adoração de Baal, de Aserá e das estrelas do céu. Então Josias queimou tudo isso fora de Jerusalém, nos campos do vale do Cedrom, e levaram as cinzas a Betel.
Depois demitiu dos seus cargos os sacerdotes que os reis de Judá tinham escolhido para queimar incenso nos santuários das cidades de Judá e nos arredores de Jerusalém e também aos que queimavam incenso em honra a Baal, o sol, à lua, às constelações e a todas as estrelas do céu. Josias acabou com tudo isso.
Tirou o poste de Aserá do templo do SENHOR e o queimou fora da cidade, no vale do Cedrom. Ali destruiu os pedaços queimados até os tornar pó e os espalhou sobre a fossa comum.
O rei Josias também destruiu os quartos que estavam no templo do SENHOR dedicados à prostituição idólatra entre homens e onde também as mulheres teciam cobertores para a deusa Aserá.
Josias ordenou que fossem levados a Jerusalém todos os sacerdotes das cidades de Judá e destruiu todos os santuários onde os sacerdotes queimavam incenso, desde Geba até Berseba, e também os santuários que estavam ao lado esquerdo, perto da porta de Josué, governador da cidade.
Nesse tempo os sacerdotes desses santuários não iam ao altar do SENHOR em Jerusalém, mas comiam pão sem fermento nas cidades e vilas ordinárias.
O rei também destruiu o santuário Tofete no vale de Ben-Hinom, onde o povo sacrificava os seus filhos, queimando-os num altar dedicado ao deus Moloque. Josias arruinou o lugar para que não pudesse ser usado mais.
Ele também fez tirar os cavalos em honra ao deus sol, que no passado os reis de Judá tinham colocado perto da entrada do templo do SENHOR, junto ao quarto de Natã-Meleque, o oficial encarregado das dependências, e fez queimar os carros que estavam ali em honra ao deus sol.
Josias despedaçou os altares que os reis de Judá tinham construído sobre o terraço da sala de Acaz e os que Manassés tinha construído nos dois pátios do templo do SENHOR. Depois jogou os entulhos no vale do Cedrom.
Destruiu os santuários que Salomão tinha feito construir no leste de Jerusalém, no monte do Destruidor, cujos sacerdotes estavam ao lado sul do monte, e que estavam dedicados a Astarote, a deusa abominável dos sidônios; a Camos, o ídolo abominável dos moabitas; e a Moloque, o ídolo abominável dos amonitas.
Também destruiu as pedras sagradas e as colunas de Aserá e encheu de ossos humanos os locais onde tinham estado.
Josias derrubou o altar e o santuário construído por Jeroboão, filho de Nebate, em Betel com o que fez pecar a Israel. Não só o derrubou, mas o incendiou até virar cinzas. Ele queimou também o poste de Aserá.
Olhando em redor, Josias viu os túmulos que estavam no monte e mandou alguns homens para tirar os ossos dos túmulos e queimá-los no altar com o propósito de contaminá-lo. Fazendo isso, ele cumpriu a mensagem do SENHOR que foi anunciado pelo homem de Deus contra o altar, quando Jeroboão estava perante o altar na festa.
Então Josias perguntou: — O que é aquele monumento que vejo? O povo da cidade lhe respondeu: — É a tumba do homem de Deus que veio de Judá. Ele preveu tudo o que você fez com o altar aqui em Betel.
Então Josias disse: — Deixem-no como está, que ninguém mexa nos seus ossos. Portanto, eles deixaram os ossos em seu lugar e também os do homem de Deus de Samaria.
Josias também destruiu os templos e santuários das cidades de Samaria que os reis de Israel tinham construído e com os que fizeram irar ao SENHOR. Josias os destruiu assim como destruiu o santuário em Betel.
Josias matou sobre os seus próprios altares a todos os sacerdotes dos santuários e queimou os ossos de homens mortos sobre os santuários. Depois voltou para Jerusalém.
Então o rei Josias deu esta ordem a todo o povo: — Celebrem a Páscoa em honra ao SENHOR, seu Deus. Façam assim como está escrito no livro da aliança.
Não tinha sido celebrada a Páscoa assim desde o tempo dos juízes, que eram os líderes de Israel. Nenhum dos reis de Israel ou de Judá tinha celebrado a Páscoa como foi feito por Josias.
Esta Páscoa foi celebrada no ano dezoito do reinado de Josias, em Jerusalém, em honra do SENHOR.
Josias acabou também com os médiuns, feiticeiros, estátuas dos ancestrais, ídolos e todas as coisas detestáveis que eram adoradas em Judá e em Jerusalém. Ele fez isso para obedecer à lei que estava escrita no livro que o sacerdote Hilquias tinha encontrado no templo do SENHOR.
Nunca houve um rei como Josias, nem antes nem depois dele, que se convertesse ao SENHOR com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças, obedecendo em tudo à lei de Moisés.
Mesmo assim, a ira do SENHOR contra o povo de Judá não diminuiu devido a tudo o que Manassés havia feito.
O SENHOR disse: — Eu expulsei os israelitas do seu país e farei a mesma coisa com Judá. Tirarei Judá da minha presença e não aceitarei Jerusalém, a cidade que eu escolhi, nem o templo do que tinha falado: “Meu nome estará ali”.
Todas as grandes obras que Josias realizou estão escritas em As Crônicas dos Reis de Judá.
Nesse tempo, o faraó Neco, rei do Egito, subiu em direção do rio Eufrates para combater contra o rei da Assíria. Josias saiu ao seu encontro em Megido, mas o faraó o matou quando o viu.
Os oficiais de Josias puseram seu cadáver num carro. Depois o levaram de Megido para Jerusalém e o sepultaram na sua própria tumba. Então as pessoas do povo tomaram a Jeoacaz, filho de Josias, para consagrá-lo. Depois disso fizeram com que fosse rei em lugar do seu pai.
Jeoacaz tinha vinte e três anos quando começou a reinar, e governou durante três meses em Jerusalém. O nome da sua mãe era Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.
Jeoacaz fez o que não agradava ao SENHOR, igual que os seus antepassados.
O faraó Neco prendeu a Jeoacaz na prisão em Ribla, no país de Hamate, para que não pudesse reinar em Jerusalém, e impôs a Judá um tributo de 3.300 quilos de prata e 33 quilos de ouro.
O faraó Neco pôs a Eliaquim, filho de Josias, como rei em lugar do seu pai. Além disso mudou o seu nome de Eliaquim para Jeoaquim. Levou a Jeoacaz para o Egito, onde morreu.
Jeoaquim deu o tributo de prata e ouro para o faraó, mas ele fez isso impondo um imposto sobre o povo do país, com base nos bem de cada um. Assim pôde entregar o tributo ao faraó Neco.
Jeoaquim tinha vinte e cinco anos quando começou seu reinado e governou durante onze anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Zebida, filha de Pedaías, de Ruma.
Jeoaquim fez o que não agradava ao SENHOR, cometeu os mesmos pecados que os seus antepassados.
Durante o reinado de Jeoaquim, Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacou Judá e a oprimiu durante três anos, mas depois Jeoaquim se rebelou contra Nabucodonosor.
Então o SENHOR mandou grupos de babilônios, arameus, moabitas e amonitas para combater contra Jeoaquim e destruir Judá. Aconteceu assim como o SENHOR tinha falado por meio dos seus servos os profetas.
Tudo isso aconteceu com Judá por ordem do SENHOR, porque os queria expulsar da sua presença devido a todos os pecados que tinha cometido Manassés.
Ele matou muitas pessoas inocentes e encheu Jerusalém com o seu sangue. O SENHOR não quis perdoar esses pecados.
Todas as outras coisas que Jeoaquim realizou estão escritas em As Crônicas dos Reis de Judá.
Jeoaquim morreu e foi sepultado junto com os seus antepassados. Seu filho Joaquim reinou no seu lugar.
O rei do Egito não saiu mais do seu país porque o rei da Babilônia conquistou todo o território que antes estava sob seu domínio, desde rio do Egito até o rio Eufrates.
Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar, e governou por três meses em Jerusalém. O nome da sua mãe era Neusta, filha de Elnatã, de Jerusalém.
Joaquim fez o que não agradava ao SENHOR, assim como tinha feito seu pai.
Naquele tempo, os exércitos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, chegaram até Jerusalém e a cercaram.
Quando já a tinham cercado, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, chegou à cidade.
Joaquim, rei de Judá, saiu para se entregar ao rei da Babilônia. A mãe de Joaquim, seus oficiais, os líderes, e os oficiais também o acompanhavam. Então o rei da Babilônia capturou a Joaquim no oitavo ano do reinado de Nabucodonosor.
Nabucodonosor levou de Jerusalém todos os tesouros do templo do SENHOR e todos os tesouros do rei. Nabucodonosor, assim como o SENHOR disse, fez em pedaços os artigos de ouro que Salomão, rei de Israel, tinha posto no templo do SENHOR.
Nabucodonosor conquistou todo o povo de Jerusalém, os líderes e outras pessoas importantes. Ao todo levou 10.000 prisioneiros. Não deixou ninguém no país, com exceção dos pobres.
De Jerusalém, Nabucodonosor levou prisioneiros para Babilônia a Joaquim, sua mãe, suas esposas, seus oficiais e as pessoas mais importante do país.
Também levou como prisioneiros para a Babilônia 7.000 soldados e 1.000 artesãos e ferreiros, todos eles com formação militar.
O rei da Babilônia nomeou rei a Matanias, tio de Joaquim, no lugar de Joaquim, e mudou o seu nome pelo de Zedequias.
Tinha vinte e um anos quando começou a reinar, e governou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamutal, filha de Jeremias, e era de Libna.
Zedequias fez o que não agradava ao SENHOR, como Jeoaquim também tinha feito.
Por causa disso, o SENHOR ficou muito irado contra Jerusalém e Judá. Então ele os expulsou da sua presença. Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia.
Então Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacou com todo seu exército a Jerusalém no dia dez, do décimo mês do nono ano do reino de Zedequias. Nabucodonosor cercou a Jerusalém com todo seu exército e construiu um muro de terra ao redor da cidade.
A cidade esteve cercada até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias, rei de Judá.
A fome se fez cada vez pior dentro da cidade e no dia nove não tinha mais alimentos para o povo.
O exército de Nabucodonosor abriu uma brecha no muro da cidade. Aquela mesma noite o rei Zedequias e todo seu exército fugiram por uma porta secreta que passava pelo muro duplo da cidade, perto do jardim do rei. Os soldados inimigos cercaram a cidade, mas Zedequias e os seus homens escaparam pelo caminho do Arabá.
Mas o exército babilônio perseguiu o rei e o alcançou na planície de Jericó. Ali todo o exército de Zedequias fugiu e se dispersou.
Os babilônios capturaram o rei e o levaram perante o rei da Babilônia em Ribla. Nabucodonosor ditou a sua sentença contra Zedequias.
Os filhos de Zedequias foram degolados na frente do seu pai. Depois tiraram os olhos de Zedequias, o acorrentaram e o levaram prisioneiro para a Babilônia.
No sétimo dia do quinto mês do ano dezenove do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzaradã, comandante-geral da guarda e alto funcionário do governo, conseguiu entrar em Jerusalém.
Ele incendiou o templo do SENHOR, o palácio do rei, e todas as casas, especialmente as das pessoas mais importantes.
Então todo o exército da Babilônia, que estava sob seu mando, derrubou as muralhas de Jerusalém.
Nebuzaradã conquistou todo o povo que estava na cidade e o levou prisioneiro, até os que tinham se passado para o grupo do rei da Babilônia.
Mas ele deixou as pessoas mais pobres do povo para que cuidassem das vinhas e colheitas.
Os babilônios quebraram todos os objetos de bronze do templo do SENHOR: as colunas de bronze, as plataformas de bronze, e o grande tanque de bronze. Então levaram todo o bronze para a Babilônia.
Também levaram as panelas, as pás, os cortadores de pavio, as colheres e todos os utensílios de bronze que eram utilizados no serviço do templo.
O comandante da guarda levou também os incensários e os pratos fundos, tudo feito de ouro e de prata.
Não foi possível calcular o peso das duas colunas de bronze, do enorme tanque de bronze, e das bases de bronze que o rei Salomão tinha feito para o templo do SENHOR porque pesavam muito.
Cada coluna media oito metros de altura. O capitel de bronze que estava sobre cada coluna media dois metros de altura e estava enfeitado com uma grade e romãs gravadas em volta sua. As duas colunas tinham o mesmo desenho.
O comandante da guarda também levou como prisioneiros Seraías, o sumo sacerdote; Sofonias, o segundo sacerdote; e os três porteiros do templo.
Dos que ficaram na cidade, ele levou presos o comandante que estava encarregado dos soldados, os cinco conselheiros do rei, o chefe de recrutamento do exército, e sessenta pessoas de importância que ainda estavam na cidade.
Nebuzaradã, comandante da guarda, prendeu todos eles e os levou perante o rei da Babilônia, que estava em Ribla.
Este deu a ordem ali mesmo em Ribla, no território de Hamate, que os executassem. Assim foi como a nação de Judá foi desterrada.
Nabucodonosor, rei da Babilônia, nomeou governador sobre o povo que deixou em Judá a Gedalias, filho de Aicão e neto de Safã.
Quando os oficiais do exército souberam que Gedalias tinha sido escolhido como governador pelo rei da Babilônia, foram vê-lo em Mispá. Eles eram: Ismael, filho de Netanias; Joanã, filho de Careá; Seraías, filho de Tanumete, de Netofa; e Jazanias, filho de Maacá.
Gedalias fez esta promessa aos oficiais e aos seus homens: — Não tenham medo dos oficiais babilônios. Fiquem aqui, sirvam ao rei da Babilônia e tudo lhes irá bem.
No mês sétimo, Ismael foi com dez homens até Mispá e matou Gedalias. Também matou os babilônios e os judeus que acompanhavam Gedalias. Ismael era filho de Netanias e neto de Elisama. Elisama era da família real.
Então todo o povo, tanto os mais importantes como os mais humildes, junto com os oficiais do exército, fugiram para o Egito. Eles fizeram isso porque ficaram com medo dos babilônios.
O rei Joaquim, de Judá, ficou preso por trinta e sete anos. No ano trinta e sete de Joaquim estar preso, Evil-Merodaque se tornou rei da Babilônia. Antes desse ano acabar, no dia vinte e sete do mês doze, o rei mandou tirar Joaquim da prisão.
O rei o tratou bem e o favoreceu com um cargo mais importante que o dos outros reis que estavam com ele na Babilônia.
Joaquim deixou de usar uniforme de prisioneiro e até o dia da sua morte fez parte da mesa do rei.
Além disso, o rei Evil-Merodaque deu a Joaquim uma pensão diária pelo resto da sua vida.
Adão, Sete, Enos,
Cainã, Maalalel, Jarede,
Enoque, Matusalém, Lameque e
Noé. Os filhos de Noé foram Sem, Cam e Jafé.
Os filhos de Jafé foram Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tirás.
Os filhos de Gômer foram Asquenaz, Rifate e Togarma.
Os filhos de Javã foram Elisá, Társis, Quitim e Rodanim.
Os filhos de Cam foram Cuxe, Egito, Pute e Canaã.
Os filhos de Cuxe foram Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá. Os filhos de Raamá foram Sabá e Dedã.
Cuxe foi o pai de Nimrode, quem foi o primeiro homem poderoso na terra.
Egito foi o antepassado das tribos dos luditas, anamitas, leabitas, naftuítas,
os patrusitas, os casluítas (deles vieram os filisteus), e os caftoritas.
Canaã foi o pai de Sidom, seu primeiro filho, e de Hete.
Canaã também foi o antepassado dos jebuseus, amorreus, girgaseus,
heveus, arquitas, sineus,
arvadeus, zemareus e hamateus.
Os filhos de Sem foram Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. Os filhos de Arã foram Uz, Hul, Géter e Meseque.
Arfaxade foi o pai de Salá, e Salá foi o pai de Héber.
Héber teve dois filhos. Um se chamou Pelegue, que quer dizer “divisão”. Colocaram esse nome nele porque, na época em que viveu, o mundo se dividiu em muitos idiomas. O irmão de Pelegue se chamava Joctã.
Joctã foi o pai de Almodá, Salefe, Hazar-Mavé, Jerá,
Adorão, Uzal, Dicla,
Obal, Abimael, Sabá,
Ofir, Havilá e Jobabe. Todos estes foram filhos de Joctã.
Sem, Arfaxade, Salá,
Héber, Pelegue, Reú,
Serugue, Naor, Terá
e Abrão, que é o mesmo Abraão.
Os filhos de Abraão foram Isaque e Ismael.
Isaque e Ismael tiveram vários descendentes. Nebaiote, foi o primeiro filho de Ismael; depois nasceram Quedar, Adbeel, Mibsão,
Misma, Dumá, Massá, Hadade, Temã,
Jetur, Nafis e Quedemá. Todos eles foram os filhos de Ismael.
Estes foram os filhos que teve Quetura, a outra esposa de Abraão: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Os filhos de Jocsã foram Sabá e Dedã.
Os filhos de Midiã foram Efá, Éfer, Enoque, Abida e Elda. Todos estes foram descendentes de Quetura.
Abraão foi o pai de Isaque. Os filhos de Isaque foram Esaú e Israel.
Os filhos de Esaú foram Elifaz, Reuel, Jeús, Jalão e Corá.
Os filhos de Elifaz foram Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz. Elifaz teve outro filho com Timna e o chamou Amaleque.
Os filhos de Reuel foram Naate, Zerá, Samá e Mizá.
Os filhos de Seir foram Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Ézer e Disã.
Os filhos de Lotã foram Hori e Homã. A irmã de Lotã foi Timna.
Os filhos de Sobal foram Alvã, Manaate, Ebal, e Onã. Os filhos de Zibeão foram Aiá e Aná.
Aná foi o pai de Disom. Os filhos de Disom foram Hendã, Esbã, Itrã e Querã.
Os filhos de Ézer foram Bilã, Zaavã e Acã. Os filhos de Disã foram Uz e Arã.
Edom teve vários reis que governaram na terra de Edom antes que os israelitas tivessem rei. O primeiro rei foi Belá, filho de Beor. Sua cidade se chamava Dinabá.
Belá morreu e Jobabe, filho de Zera, de Bosra, reinou no seu lugar.
Jobabe morreu e Husã, da terra dos temanitas, reinou no seu lugar.
Husã morreu e Hadade, filho de Bedade, reinou no seu lugar. Hadade foi quem derrotou Madiã na terra de Moabe. O nome da sua cidade era Avite.
Hadade morreu e Samlá de Masreca, reinou no seu lugar.
Samlá morreu e Saul reinou no seu lugar. Saul era de Reobote, que fica perto do rio Eufrates.
Saul morreu e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou no seu lugar.
Baal-Hanã morreu e Hadade reinou no seu lugar. O nome da sua cidade era Paú e a esposa dele era Meetabel, filha de Matrede e neta de Mezaabe.
Depois da morte de Hadade, governaram em Edom vários chefes: Timna, Alva, Jetete,
Oolibama, Elá, Pinom,
Quenaz, Temã, Mibzar,
Magdiel e Irã. Estes foram os chefes de Edom.
Os filhos de Israel foram Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom,
Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser.
Judá e uma mulher de Canaã chamada Bate-Suá tiveram três filhos: Er, Onã e Selá. O mais velho era Er, mas por ser tão mau o SENHOR tirou a vida dele.
A nora de Judá, chamada Tamar, teve com ele outros dois filhos: Perez e Zerá. Judá teve cinco filhos ao todo.
Os filhos de Perez foram Hezrom e Hamul.
Os filhos de Zera foram Zinri, Etã, Hemã, Calcol, Darda, cinco no total.
Carmi foi o pai de Zinri, quem teve um filho chamado Acar. Este Acar foi quem causou dificuldades a Israel quando atuou de má-fé e ocultou o que Deus havia ordenado destruir como oferta a Deus.
O filho de Etã foi Azarias.
Os filhos de Hezrom foram Jerameel, Rão e Calebe.
Rão foi o pai de Aminadabe. Aminadabe foi o pai de Naassom, chefe do povo de Judá.
Naassom foi o pai de Salomão. Salomão foi o pai de Boaz.
Boaz foi o pai de Obede, e Obede foi o pai de Jessé.
Jessé foi o pai de vários filhos. O primeiro foi Eliabe; o segundo, Abinadade; o terceiro, Simeia;
o quarto, Natanael; o quinto, Radai;
o sexto, Ozém; e o sétimo, Davi.
Suas filhas foram Zeruia e Abigail. Os três filhos de Zeruia foram Abisai, Joabe e Asael.
Abigail teve um filho chamado Amasa. O pai de Amasa foi o ismaelita Jéter.
Calebe foi o filho de Hezrom. Calebe era casado com Azuba e seus filhos foram Jeriote, Jeser, Sobabe e Ardom.
Quando Azuba morreu, Calebe casou-se com Efrate e ela deu à luz a Hur.
Hur foi o pai de Uri, e Uri foi o pai de Bezalel.
Quando Hezrom tinha sessenta anos, casou-se com a filha de Maquir e teve relações sexuais com ela. Maquir foi o pai de Gileade. A filha de Maquir ficou grávida e teve Segube.
Segube foi o pai de Jair. Jair tinha vinte e três cidades em Gileade.
Mas Gesur e Arã tomaram todas as cidades de Jair. Uma dessas cidades foi Quenate, com seus povoados ao redor. Ao todo foram sessenta povos. Todos esses lugares pertenciam aos filhos de Maquir, pai de Gileade.
Depois da morte de Hezrom, Calebe casou-se com Efrate. Efrate teve um filho chamado Asur, e ele foi o fundador de Tecoa.
O filho mais velho de Hezrom foi Jerameel. Os filhos de Jerameel foram Arão (o maior), Buna, Orém, Ozém e Aías.
Jerameel teve outra esposa chamada Atara, mãe de Onã.
O filho mais velho de Jerameel foi Arão. Os filhos de Arão foram Maaz, Jamim e Equer.
Os filhos de Onã foram Samai e Jada. Os filhos de Samai foram Nadabe, e Abisur.
A esposa de Abisur se chamava Abiail, com quem teve Abã e Molide.
Os filhos de Nadabe foram Selede e Apaim. Selede morreu sem ter filhos.
O filho de Apaim foi Isi. O filho de Isi foi Sesã. O filho de Sesã foi Alai.
Samai era irmão de Jada. Jada foi pai de Jéter e Jônatas. Jéter morreu sem ter filhos.
Os filhos de Jônatas foram Pelete e Zaza. Esses foram os descendentes de Jerameel.
Sesã não teve filhos homens, só teve filhas. Sesã tinha um servo egípcio chamado Jará.
Sesã entregou uma das suas filhas para que se casasse com Jará, e ela deu à luz a Atai.
Atai foi o pai de Natã. Natã foi o pai de Zabade.
Zabade foi o pai de Eflal, e Eflal foi o pai de Obede.
Obede foi o pai de Jeú. Jeú foi o pai de Azarias.
Azarias foi o pai de Helez, e Helez foi o pai de Eleasa.
Eleasa foi o pai de Sismai. Sismai foi o pai de Salum.
Salum foi o pai de Jecamias, e Jecamias foi o pai de Elisama.
Jerameel era irmão de Calebe. O filho mais velho de Calebe foi Messa, quem foi o pai de Zife; o segundo filho foi Maressa, quem foi o pai de Hebrom.
Os descendentes de Hebrom foram Corá, Tapua, Requém e Sema.
Sema foi o pai de Rão, quem foi o pai de Jorqueão. Requém foi o pai de Samai.
Samai teve um filho chamado Maom, quem foi o pai de Bete-Zur.
Efá foi uma das esposas de Calebe e deu à luz a Harã, Mosa e Gazez. Harã foi o pai de Gazez.
Os filhos de Jadai foram Requém, Jotão, Gesã, Pelete, Efá e Saafe.
Maaca foi a outra esposa de Calebe e mãe de Seber e Tiraná.
Maaca também teve Saafe, quem foi o pai de Madmana; e a Seva, quem foi o pai de Macbena e Gibeá. A filha de Calebe foi Acsa.
Todos eles foram os descendentes de Calebe. O filho mais velho de Efrate foi Hur. Hur teve vários filhos: Sobal, pai de Queriate-Jearim;
Salma, pai de Belém; e Harefe, pai de Bete-Gader.
Sobal, o pai de Queriate-Jearim, também foi o pai de Haroé, a metade dos manaatitas,
e destes clãs de Queriate-Jearim: os itritas, os fateus, os sumateus e os misraeus. Os zoratitas e os estaoleus também são descendentes desses clãs.
Os filhos de Salma foram Belém, os netofatitas, Atarote-Bete-Joabe, a metade dos manaatitas, os zoreus,
e os clãs dos soferitas que moravam em Jabes. Esses clãs eram os tiratitas, os simeatitas e os sucatitas. Eles são os quenitas que eram os filhos de Hamate, o pai da família de Recabe.
Estes foram os filhos de Davi nascidos em Hebrom: O mais velho foi Amnom, filho de uma mulher jezeerita chamada Ainoã. O segundo foi Daniel, filho de Abigail, uma mulher de Carmelo.
O terceiro foi Absalão nascido de Maaca, a qual era filha do rei Talmai de Gesur. O quarto filho foi Adonias, filho de Hagite.
O quinto filho foi Sefatias, filho de Abital; e o sexto foi Itreão, filho de Eglá, outra esposa de Davi.
Estes seis filhos de Davi nasceram em Hebrom, onde ele foi rei durante seis anos e seis meses. Depois Davi foi rei de Jerusalém por trinta e três anos.
Estes são os nomes dos filhos de Davi que nasceram em Jerusalém: Simeia, Sobabe, Natã e Salomão nascidos de Bate-Seba, filha de Amiel.
Os outros nove filhos foram Ibar, Elisama, Elifelete,
Nogá, Nefegue, Jafia,
Elisama, Eliada e Elifelete.
Todos eles foram filhos de Davi, junto com outros filhos que teve com suas outra esposas. Tamar era a irmã deles.
Os descendentes de Salomão em linha direta foram: Roboão, Abias, Asa, Josafá,
Jorão, Acazias, Joás,
Amazias, Azarias, Jotão,
Acaz, Ezequias, Manassés,
Amom e Josias.
Os filhos de Josias foram: o mais velho, Joanã; o segundo, Jeoaquim; o terceiro, Zedequias; e o quarto, Salum.
Os filhos de Jeoaquim foram Joaquim e Zedequias.
Os filhos de Joaquim, o exilado, foram Sealtiel,
Malquirão, Pedaías, Senazar, Jecamias, Hosama e Nedabias.
Os filhos de Pedaías foram Zorobabel e Simei. Os filhos de Zorobabel foram Mesulão e Hananias, e sua filha Selomite.
Zorobabel teve outros cinco filhos que foram Hasubá, Oel, Berequias, Hasadias e Jusabe-Hesede.
Os filhos de Hananias foram Pelatias e Jesaías. O filho de Jesaías foi Refaías. O filho de Refaías foi Arnã. O filho de Arnã foi Obadias. O filho de Obadias foi Secanias.
O filho de Secanias foi Semaías. Os filhos de Semaías foram Hatus, Igal, Bariá, Nearias e Safate. Ao todo foram seis filhos.
Nearias teve três filhos: Elioenai, Ezequias e Azricão.
Elioenai teve sete filhos: Hodavías, Eliasibe, Pelaías, Acube, Joanã, Delaías e Anani.
Os filhos de Judá foram: Perez, Hezrom, Carmi, Hur e Sobal.
O filho de Sobal foi Reaías. Reaías foi o pai de Jaate. Jaate foi o pai de Aumai e Laade. Eles formaram o clã dos zoratitas.
Os filhos de Etã foram Jezreel, Ismá e Idbás. Eles tiveram uma irmã chamada Hazelelponi.
Penuel foi o pai de Gedor. Ézer foi o pai de Husá. Estes foram descendentes de Hur. Hur foi o filho mais velho de Efrate e o fundador de Belém.
Asur foi o pai de Tecoa e ele teve duas esposas, Helá e Naará.
Naará teve Auzã, Héfer, Temeni e Haastari. Esses foram os filhos de Naará.
Os filhos de Helá foram Zerete, Zoar, Etnã e Coz.
Coz foi o pai de Anube e Zobeba e antepassado dos clãs de Aarel, o filho de Harum.
Jabes foi mais respeitado que seus irmãos. Sua mãe disse: — Coloquei esse nome nele porque tive muita dor quando ele nasceu.
Jabes orou assim ao Deus de Israel: — Peço a você que me abençoe e aumente meu território. Fique junto comigo e livre-me do mal para que eu não venha a sofrer. Deus lhe concedeu o que pediu.
Quelube, irmão de Suá, foi o pai de Meir, e Meir foi o pai de Estom.
Estom foi o pai de Bete-Rafa, Paseia e Teína. Teína foi o pai de Ir-Naás. Esses foram os homens de Reca.
Os filhos de Quenaz foram Otoniel e Seraías. Os filhos de Otoniel foram Hatate e Meonotai.
Meonotai foi o pai de Ofra. Seraías foi o pai de Joabe. Joabe foi o fundador de Ge-Harasim, porque seus habitantes se dedicavam ao trabalho manual e artesanal.
Os filhos de Calebe filho de Jefoné foram Iru, Elá e Naã. O filho de Elá foi Quenaz.
Os filhos de Jealelel foram Zife, Zifa, Tiria e Azareel.
Os filhos de Ezra foram Jéter, Mérede, Éfer e Jalom. Mérede casou-se com Bitia, filha do faraó, e teve com ela Miriã, Samai e Isbá, pai de Estemoa. Mérede teve outra esposa que era de Judá e teve com ela Jérede, pai de Gedor, a Héber, pai de Socó, e a Jecutiel, pai de Zanoa.
Os filhos de Hodias, o qual casou-se com a irmã de Naã, foram: o garmita Queila e o maacatita Estemoa.
Os filhos de Simão foram Amnom, Riná, Bene-Hanã e Tilom. Os filhos de Isi foram Zoete e Ben-Zoete.
Os descendentes de Selá, filho de Judá, foram: Er, pai de Lecá, e Lada, pai de Maressa e das famílias que trabalhavam com o linho em Bete-Asbeia,
Joaquim e os habitantes de Cozeba, Joás e Sarafe, que, segundo as crônicas antigas, foram e se casaram com mulheres moabitas e depois regressaram a Belém.
Eles eram oleiros e moravam nas regiões de Netaim e Gederá, onde trabalhavam para o rei.
Os filhos de Simeão foram Nemuel, Jamim, Jaribe, Zerá e Saul.
O filho de Saul foi Salum; o filho de Salum foi Mibsão; o filho de Mibsão foi Misma;
o filho de Misma foi Hamuel; o filho de Hamuel foi Zacur; o filho de Zacur foi Simei.
Os irmãos de Simei não tiveram muitos filhos, mas ele teve dezesseis filhos e seis filhas. Os seus clãs não foram tão numerosos como os de Judá.
Habitaram em Berseba, Moladá, Hazar-Sual,
Bila, Azém, Tolade,
Betuel, Hormá, Ziclague,
Bete-Marcabote, Hazar-Susim, Bete-Biri e Shaaraim. Esses foram seus territórios até o reinado de Davi.
Eles tinham outros cinco povoados: Etã, Aim, Rimom, Toquém e Asã.
Os campos que rodeavam essas cidades se estendiam até Baal. Eles viviam nesses lugares e estes foram seus registros familiares.
Mesobabe, Janleque e Josa (filho de Amazias),
Joel, Jeú (filho de Josibias, neto de Seraías, bisneto de Asiel),
Elioenai, Jaacobá, Jesoaias, Asaías, Adiel, Jesimiel, Benaia,
Ziza (filho de Sifi, neto de Alom, bisneto de Jedaías, trineto de Sinri, tetraneto de Semaías).
Todos os mencionados anteriormente foram líderes de seus clãs. Como suas famílias cresceram muito e chegaram a ser muito numerosas,
foram até a entrada de Gedor, ao oriente do vale, à procura de um bom lugar para seus rebanhos.
Encontraram bons pastos, terra fértil e lugares calmos e tranquilos. Ali tinham vivido os descendentes de Cam,
mas durante o governo do rei Ezequias de Judá vieram os homens mencionados anteriormente e atacaram as tendas e habitações dos descendentes de Cam. Eles começaram a viver ali em lugar dos descendentes de Cam já que encontraram bom pasto para seus rebanhos.
Quinhentos deles, descendentes de Simeão, foram até o monte Seir sob o comando de Pelatias, Nearias, Refaías e Uziel, filhos de Isi.
Eles destruíram os amalequitas que ficaram e permaneceram ali até hoje.
Rúben era o filho mais velho de Israel, mas como teve relações sexuais com a esposa de seu pai, perdeu os privilégios de filho mais velho. Esses privilégios passaram a ser dos filhos de José, outro filho de Israel.
É certo que Judá chegou a ser mais poderoso que seus irmãos e se tornou líder deles, mas os privilégios de filho mais velho passaram a ser de José.
Os filhos de Rúben, o filho mais velho de Israel, foram Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.
Os descendentes de Joel foram Semaías, Gogue, Simei,
Micaías, Reaías, Baal
e Beera, chefe dos rubenitas. Beera foi levado prisioneiro pelo rei da Assíria Tiglate-Pileser.
Os irmãos de Joel estão escritos assim como aparecem nos registros de famílias: o maior era Jeiel, Zacarias
e Belá (filho de Azaz e neto de Sema. Sema era filho de Joel). Viviam na região de Aroer, Nebo e Baal-Meom.
Em direção do oriente ocuparam os territórios que vão desde o deserto até o rio Eufrates. Viveram nessas terras porque seus rebanhos cresceram muito na região de Gileade.
Durante o reinado de Saul, a tribo de Rúben entrou em guerra contra os hagarenos e os venceu. Depois, os rubenitas viveram na terra dos hagarenos até a região ao oriente de Gileade.
Os descendentes de Gade viveram na frente dos rubenitas nas terras de Basã até a região de Salcá.
Joel era o chefe na terra de Basã, depois Safã, Janai e Safate.
Seus parentes por ordem de família foram: Micael, Mesulão, Sabá, Jorai, Jacã, Zia e Héber, sete ao todo.
Todos eles eram filhos de Abiail (filho de Huri; Huri era filho de Jaroa; Jaroa era filho de Gileade; Gileade era filho de Micael; Micael era filho de Jesisai; Jesisai era filho de Jado filho de Buz).
O chefe das suas famílias foi Ali (filho de Abdiel e neto de Guni).
Eles ocuparam a região de Gileade, os povos vizinhos de Basã e todos os campos de pastagens perto de Sarom.
Os registros familiares de todos eles se inscreveram durante o governo do rei Jotão de Judá e durante o governo do rei Jeroboão de Israel.
Os rubenitas, os gaditas, e a metade da tribo de Manassés tinham um exército de 44.760 homens bem treinados para a batalha e hábeis no uso de espadas, arco e flechas.
Eles lutaram contra os hagarenos e contra Jetur, Nafis e Nodabe,
recebendo a ajuda de Deus em suas lutas. Deus os permitiu derrotar os hagarenos e seus aliados porque tinham plena confiança nele e lhe pediram ajuda.
Quando ganharam a batalha ficaram com 50.000 camelos, 250.000 ovelhas e 2.000 jumentos. Além disso tomaram mais de 100.000 prisioneiros.
Muitos hagarenos morreram na batalha porque Deus já tinha decidido o resultado. As vitoriosas duas tribos e meia habitaram na terra dos hagarenos até o tempo do exílio.
A metade da tribo de Manassés era muito numerosa e morava no território que se estende de Basã até Baal-Hermom, Senir e Hermom.
As famílias de Manassés tinham vários líderes que eram muito famosos e corajosos. Eles eram Éfer, Isi, Eliel, Azriel, Jeremias, Hodavias e Jadiel.
Mas se revoltaram contra o Deus dos seus antepassados, pois se dedicaram à adoração de outros deuses, do povo da região, os quais Deus mesmo tinha lhes ajudado a destruir.
Portanto o Deus de Israel despertou a fúria do rei Pul da Assíria, que é o rei Tiglate-Pileser, e o ajudou a expulsar os rubenitas, os gaditas e a metade da tribo de Manassés. Os levaram a Hala, Habor, Hara e à região do rio Gozã, onde hoje ainda estão vivendo.
Os filhos de Levi foram Gérson, Coate e Merari.
Os filhos de Coate foram Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
Os filhos de Anrão foram Arão, Moisés e Míriam. Os filhos de Arão foram Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
Eleazar foi o pai de Fineias; Fineias foi o pai de Abisua;
Abisua foi o pai de Buqui; Buqui foi o pai de Uzi;
Uzi foi o pai de Zeraías; Zeraías foi o pai de Meraiote;
Meraiote foi o pai de Amarias; Amarias foi o pai de Aitube;
Aitube foi o pai de Zadoque; Zadoque foi o pai de Aimaás;
Aimaás foi o pai de Azarias;
Azarias foi o pai de Joanã; Joanã foi o pai de Azarias, quem serviu como sacerdote no templo que Salomão construiu em Jerusalém.
Azarias foi o pai de Amarias; Amarias foi o pai de Aitube;
Aitube foi o pai de Zadoque; Zadoque foi o pai de Salum;
Salum foi o pai de Hilquias; Hilquias foi o pai de Azarias;
Azarias foi o pai de Seraías, e Seraías foi o pai de Jeozadaque.
Jeozadaque foi condenado a viver fora da sua terra quando o SENHOR expulsou a Judá e a Jerusalém das suas terras por meio de Nabucodonosor.
Os filhos de Levi foram Gérson, Coate e Merari.
Os filhos de Gérson se chamavam Libni e Simei.
Os filhos de Coate foram Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
Os filhos de Merari foram Mali e Musi. A continuação dos nomes dos clãs dos levitas estão enumerados segundo seus ancestrais:
Os descendentes de Gérson em linha direta foram Libni, Jaate, Zima,
Joá, Ido, Zerá e Jeaterai.
Os descendentes de Coate em linha direta foram Aminadabe, Corá, Assir,
Elcana, Ebiasafe, Assir,
Taate, Uriel, Uzias e Saul.
Os filhos de Elcana foram Amasai e Aimote.
Os descendentes de Aimote em linha direta foram Elcana, Zofai, Naate,
Eliabe, Jeroão, Elcana e Samuel.
O filho mais velho de Samuel foi Joel e o segundo foi Abias.
Os descendentes de Merari em linha direta foram Mali, Libni, Simei, Uzá,
Simeia, Hagias e Asaías.
Estes são os cantores que Davi escolheu para o templo do SENHOR desde que a arca de Deus foi colocada ali.
Eles estavam encarregados de cantar os cânticos na Tenda Sagrada até Salomão construir o templo do SENHOR em Jerusalém, onde continuaram seu trabalho de acordo com seus costumes e tradições.
Estes são os nomes dos cantores e seus descendentes: Do grupo de Coate estava o cantor Hemã, filho de Joel, descendente em linha direta de Samuel,
Elcana, Jeroão, Eliel, Toá,
Zufe, Elcana, Maate, Amasai,
Elcana, Joel, Azarias, Sofonias,
Taate, Assir, Ebiasafe, Corá,
Isar, Coate, Levi e Israel.
O parente de Hemã do seu lado direito era Asafe, filho de Berequias, descendente em linha direta de Simeia,
Micael, Baaseias, Malquias,
Etni, Zerá, Adaías,
Etã, Zima, Simei,
Jaate, Gérson e Levi.
À esquerda de Hemã, ficava Etã, filho de Quisi, do grupo de Merari, descendente de linha direta de Obadias, Maluque,
Hasabias, Amazias, Hilquias,
Anzi, Bani, Sêmer,
Mali, Musi, Merari e Levi.
Seus parentes os levitas estavam encarregados do serviço na Tenda Sagrada, que era a casa de Deus.
Só Arão e seus filhos estavam encarregados de apresentar as ofertas no altar dos sacrifícios e no altar do incenso. Faziam os trabalhos dos locais mais sagrados e as cerimônias para purificação do povo de Israel. Eles faziam tudo de acordo com os mandamentos que Deus tinha ordenado ao seu servo Moisés.
Os descendentes de Arão em linha direta foram Eleazar, Fineias, Abisua,
Buqui, Uzi, Zeraías,
Meraiote, Amarias, Aitube,
Zadoque e Aimaás.
Estes foram os lugares e os territórios onde habitaram os descendentes de Arão. Os dos clãs de Coate foram os primeiros a receber sua parte das terras. Eles receberam por sorteio
Hebrom, na terra de Judá, com seus campos de pastagens.
As terras ao redor da aldeia deram a Calebe filho de Jefoné.
Os descendentes de Arão receberam Hebrom, que era cidade de refúgio; Libna, com seus campos de pastagens; Jatir e Estemoa, com seus campos de pastagens;
Hilém, Debir,
Asã, Jutá e Bete-Semes, com seus campos de pastagens.
Deram a eles também estas cidades da tribo de Benjamim: Geba, Alemete e Anatote, cada uma com seus respectivos campos de pastagens. Ao todo receberam treze cidades, divididas entre seus clãs.
O resto da família de Coate recebeu por sorteio dez cidades da metade da tribo de Manassés.
Os filhos de Gérson receberam treze cidades das tribos de Issacar, Aser, Naftali e da metade da tribo de Manassés que vivia em Basã.
Os filhos de Merari receberam doze cidades das tribos de Rúben, Gade e Zebulom.
Dessa maneira os israelitas entregaram cidades com seus campos de pastagens aos levitas.
Entregaram por sorteio as cidades já mencionadas das tribos de Judá, Simeão e Benjamim.
Alguns descendentes de Coate receberam por sorteio cidades que eram da tribo de Efraim.
Eles receberam Siquém, na região montanhosa de Efraim, com seus campos de pastagens e como cidade de refúgio; Gezer,
Jocmeão e Bete-Horom junto com seus campos de pastagens.
Aijalom e Gate-Rimom com seus campos de pastagens.
Os israelitas deram às outras famílias de Coate as cidades de Aner e Bileã, da metade da tribo de Manassés, com seus campos de pastagens.
A metade da tribo de Manassés deu aos descendentes de Gérson as cidades de Golã de Basã, e Astarote, com seus campos de pastagens.
A tribo de Issacar deu a eles Quedes, Daberate,
Ramote e Aném, com seus campos de pastagens.
A tribo de Aser deu a eles Masal, Abdom,
Hucoque e Reobe, com seus campos de pastagens.
A tribo de Naftali deu a eles Quedes de Galileia, Hamom e Quiriataim, com seus campos de pastagens.
O resto dos descendentes de Merari receberam da tribo de Zebulom as cidades de Jocneam, Najalal, Rimom e Tabor, com seus campos de pastagens.
A tribo de Rúben estava no lado oriental do rio Jordão, do outro lado de Jericó. Eles deram Bezer, no deserto, Jaza,
Quedemote e Mefaate, cada uma com seus campos de pastagens.
A tribo de Gade deu a eles Ramote-Gileade, Maanaim,
Hesbom e Jazar, cada uma com seus campos de pastagens.
Os quatro filhos de Issacar foram Tolá, Puá, Jasube e Sinrom.
Os filhos de Tolá eram os chefes das suas famílias e se destacaram por serem guerreiros corajosos. Eles eram Uzi, Refaías, Jeriel, Jamai, Ibsão e Samuel. No tempo de Davi eram 22.600.
Uzi foi o pai de Israías. Os filhos de Israías foram Micael, Obadias, Joel e Issias. Ao todo foram cinco e todos eram chefes das suas famílias.
Pelo fato de terem muitos filhos e esposas, de acordo com os registros das famílias, chegaram a ter uma tropa de 36.000 homens de guerra.
O número total dos parentes de Issacar, de acordo com os registros familiares de seus clãs, chegava a 87.000 soldados corajosos.
Os três filhos de Benjamim foram Belá, Bequer e Jediael.
Belá teve cinco filhos que foram grandes guerreiros e chefes das suas famílias. Eles foram Esbom, Uzi, Uziel, Jeremote e Iri. De acordo com os registros familiares, seus descendentes chegaram a 22.034.
Os filhos de Bequer foram Zemira, Joás, Eliézer, Elioenai, Onri, Jeremote, Abias, Anatote e Alemete. Todos eles eram filhos de Bequer
e, de acordo com os registros familiares, eram 20.200 soldados.
O filho de Jediael foi Bilã. Os filhos de Bilã foram Jeús, Benjamim, Eúde, Quenaaná, Zetã, Társis e Aissar.
Todos eles eram descendentes de Jediael e grandes guerreiros. Ao todo eram 17.200 soldados prontos para a batalha.
Os filhos de Ir foram Supim e Jupim. O filho de Aer era Jusim.
Os filhos de Naftali foram Jaziel, Guni, Jezer e Silém. Todos eles eram descendentes de Bila.
Manassés e a sua esposa arameia tiveram Asriel e Maquir, que foi o pai de Gileade.
Maquir casou-se com uma mulher da família de Jupim e Supim. O nome da sua irmã era Maaca. O segundo filho de Maquir foi Zelofeade, que só teve filhas.
Maaca, esposa de Maquir, teve um filho a quem chamou Perez, quem foi irmão de Seres e pai de Ulão e Requém.
Bedã era filho de Ulão. Estes foram os filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés.
A irmã de Maquir se chamava Hamolequete e deu à luz a Isode, Abiezer e Maalá.
Os filhos de Semida foram Aiã, Siquém, Liqui e Anião.
Os descendentes de Efraim em linha direta foram: Sutela, Berede, Taate, Eleada, Taate,
Zabade, Sutela, Ézer e Eleade. Os dois últimos desceram para a região de Gate para roubar gado, e os habitantes do lugar os mataram.
Efraim, o pai de Ézer e Eleade, ficou de luto por eles durante muito tempo e seus parentes vieram para consolá-lo.
Depois Efraim teve relações sexuais com sua esposa, ela ficou grávida e teve um filho a quem chamou Berias, porque sua família estava passando por um momento ruim.
A filha de Efraim era Seerá. Ela mandou construir as cidades de Bete-Horom-de-Cima, Bete-Horom-de-Baixo, e Uzém-Seerá.
Os descendentes de Berias em linha direta foram Refa, Rezefe, Telá, Taã,
Ladã, Amiúde, Elisama,
Num e Josué.
Todos eles viveram na região de Betel e suas aldeias; Naarã, ao oriente em Naarã; Gezer e suas aldeias ao oeste; e Siquém e suas aldeias que chegavam até a região de Aiá e suas aldeias.
Os descendentes de Manassés possuíam as regiões de Bete-Seã, Taanaque, Megido e Dor, todas com suas aldeias. Nessa área morava toda a família de José, o filho de Israel.
Os filhos de Aser foram Imna, Isvá, Isvi e Berias. A filha de Aser se chamava Sera.
Os filhos de Berias foram Héber e Malquiel, o pai de Birzavite.
Héber foi o pai de Jaflete, Somer, Hotão e Suá, irmã deles.
Os filhos de Jaflete foram Pasaque, Bimal e Asvate.
Os filhos do seu irmão Somer foram Roga, Jeubá e Arã.
Os filhos do seu irmão Hélem foram Zofa, Imna, Seles e Amal.
Os filhos de Zofa foram Suá, Harnefer, Sual, Beri, Inra,
Bezer, Hode, Samá, Silsa, Itrã e Beera.
Os filhos de Jéter foram Jefoné, Pispa e Ara.
Os filhos de Ula foram Ara, Haniel e Rizia.
Todos eles foram descendentes de Aser e chefes das suas famílias paternas, homens importantes e soldados corajosos. De acordo com seus registros de famílias ao todo eram 26.000 soldados prontos para a batalha.
Benjamim teve cinco filhos. O maior foi Belá; o segundo, Asbel; o terceiro, Aará;
o quarto, Noá; e o quinto, Rafa.
Os filhos de Belá foram Adar, Gera, Abisua,
Abisua, Naamã, Aóa,
Gera, Sefufá e Hurão.
Estes foram os filhos de Eúde, chefes de família que viviam em Geba e depois foram obrigados a viver em Manaate:
Naamã, Aías e Gera, o pai de Uzá e Aiúde, a quem os obrigou a sair para Manaate.
Saaraim se separou das suas esposas Jusim e Baara e depois teve dois filhos no país de Moabe.
Casou-se com Hodes e tiveram Jobabe, Zíbia, Messa, Malcã,
Jeús, Saquias e Mirma. Todos eles eram chefes das suas famílias.
Saaraim também teve filhos com Jusim, eles se chamavam Abitube e Elpaal.
Os filhos de Elpaal foram Héber, Misã e Semede. Este último foi quem construiu as cidades de Ono e Lode, com suas aldeias.
Berias e Sema eram os chefes das famílias paternas que viviam em Aijalom e expulsaram das suas terras aos habitantes de Gate.
Os irmãos de Berias e Sema foram Aiô, Sasaque e Jeremote.
Zebadias, Arade, Éder,
Micael, Ispa e Joá foram os filhos de Berias.
Zebadias, Mesulão, Hizqui, Héber,
Ismerai, Izlias e Jobabe foram os filhos de Elpaal.
Jaquim, Zicri, Zabdi,
Elienai, Ziletai, Eliel,
Adaías, Beraías e Sinrate foram os filhos de Simei.
Ispán, Héber, Eliel,
Abdom, Zicri, Hanã,
Hananaías, Elão, Antotias,
Ifdeias e Penuel foram os filhos de Sasaque.
Sanserai, Searias, Atalias,
Jaaresias, Elias e Zicri foram os filhos de Jeroão.
De acordo com os registros das famílias, todos eles foram chefes de famílias paternas e viveram em Jerusalém.
Jeiel fundou Gibeom e viveu ali. Sua esposa se chamava Maaca.
Seu filho mais velho era Abdom. Seus outros filhos eram Zur, Quis, Baal, Ner, Nadabe,
Gedor, Aiô, Zequer
e Miclote, o pai de Simeia. Eles moravam perto dos seus irmãos em Jerusalém.
Ner foi o pai de Quisom. Quisom foi o pai de Saul. Saul foi o pai de Jônatas, Malquisua, Abinadade e Esbaal.
O filho de Jônatas foi Meribe-Baal. Meribe-Baal foi o pai de Mica.
Os filhos de Mica foram Pitom, Meleque, Tareia e Acaz.
Acaz foi o pai de Jeoada; Jeoada foi o pai de Alemete, Azmavete e Zinri; Zinri foi o pai de Mosa;
Mosa foi o pai de Binea; Binea foi o pai de Rafá; Rafá foi o pai de Eleasa, e Eleasa foi o pai de Azel.
Azel teve seis filhos: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã.
Azel era irmão de Eseque. O filho mais velho de Eseque foi Ulão; o segundo, Jeús; e o terceiro, Elifelete.
Os filhos de Ulão foram guerreiros corajosos e muito hábeis no uso do arco e da flecha. Tiveram muitos filhos e netos, no total de cento e cinquenta. Todos estes foram os descendentes de Benjamim.
Assim todos os israelitas ficaram registrados nas listas das famílias e inscritos no livro dos reis de Israel. O povo de Judá foi levado prisioneiro para a Babilônia por ser infiel a Deus.
Os primeiros a regressarem para sua terra natal foram alguns israelitas, sacerdotes, levitas e ministros do templo.
Em Jerusalém se estabeleceram alguns descendentes de Judá, Benjamim, Efraim e Manassés.
Da família de Perez, filho de Judá, estava Utai, que era filho de Amiúde; Amiúde era filho de Onri; Onri era filho de Inri, e Inri era filho de Bani.
Dos silonitas estava Asaías, que era o filho mais velho, junto com os seus filhos.
Dos zeraítas estava toda a família de Jeuel, que eram 690 ao todo.
Da tribo de Benjamim estava Salu, que era filho de Mesulão; Mesulão era filho de Hodavias, e Hodavias era filho de Hassenua.
Também de Benjamim estavam Ibnias, filho de Jeroão; Elá, filho de Uzi e neto de Micri; Mesulão, filho de Sefatias, neto de Reuel e bisneto de Ibnias.
Junto com eles estavam todos os seus irmãos, ao todo eram 956. Todos eles eram chefes de famílias.
Dentre os sacerdotes estavam Jedaías, Jeoiaribe, Jaquim
e Azarias, filho de Hilquias, neto de Mesulão, bisneto de Zadoque, trineto de Meraiote, tetraneto de Aitube; o supervisor chefe do templo de Deus.
Também estavam Adaías, filho de Jeroão, neto de Pasur e bisneto de Malquias; e Masai, filho de Adiel e neto de Jazera. Jazera era filho de Mesulão; Mesulão era filho de Mesilemite; Mesilemite era filho de Imer.
Junto com eles estavam também todos os parentes. Eram ao todo 1.760, todos muito capazes nos assuntos do serviço no templo de Deus.
Dos levitas estava Semaías, filho de Hassube, neto de Azricão e bisneto de Hasabias. Todos eles eram descendentes de Merari.
Também estavam Baquebacar, Heres, Galal, e Matanias, filho de Mica, neto de Zicri e bisneto de Asafe.
Além, Obadias, filho de Semaías, neto de Galal e bisneto de Jedutum; e Berequias, filho de Asa e neto de Elcana. Eles moravam nas aldeias dos netofatitas.
Os porteiros eram Acube, Talmom, Aimã e Salum, que era o chefe de todos.
Ainda hoje são eles os que devem cuidar da porta do rei que se encontra ao oriente. Eles têm sido os porteiros do acampamento dos levitas.
Salum (filho de Coré, neto de Ebiasafe, bisneto de Coré) e seus parentes coreítas eram os responsáveis em guardar a entrada da Tenda do Encontro assim como seus antepassados tinham guardado a entrada do acampamento do SENHOR.
Muito antes, o chefe deles foi Fineias, filho de Eleazar, e o SENHOR estava com ele.
Zacarias, filho de Meselemias, era o guarda da entrada da Tenda do Encontro.
Ao todo foram nomeados 212 homens como guardas das portas. Todos eles estavam inscritos nos livros de registros das famílias e, como eram dignos de confiança, foram escolhidos para seus cargos por Davi e Samuel o vidente.
Eles e as suas famílias estavam encarregados de vigiar a entrada da tenda que se usava como templo do SENHOR.
Os porteiros estavam posicionados nos quatro pontos cardinais: norte, sul, oriente e ocidente.
As suas famílias vinham ajudá-los em turnos de sete dias.
Os quatro chefes da guarda estavam de serviço constantemente. Eram levitas e eram responsáveis pela vigilância das salas e os tesouros no templo de Deus.
Eles passavam a noite no corredor da entrada do templo, pois seu trabalho era vigiar e abrir as portas pela manhã.
Alguns estavam encarregados do inventário dos utensílios do serviço. Deviam contar tudo o que saía e tudo o que entrava.
Outros estavam encarregados dos móveis, de todos os utensílios sagrados, da farinha fina, o azeite de oliva, o vinho, o incenso e as especiarias,
mas os filhos dos sacerdotes eram os encarregados de misturar os ingredientes para as especiarias.
Matitias era um dos levitas, o filho mais velho de Salum, o coreíta. Matitias estava encarregado de fazer as tortas para a oferta.
Alguns dos seus parentes coatitas estavam encarregados de preparar o pão consagrado, que se colocava sobre a mesa todo sábado.
Também havia cantores que eram chefes de famílias levitas, livres de outras responsabilidades, porque estavam a serviço dia e noite.
Estes eram os chefes de família dos levitas, de acordo com seus registros de famílias. Todos eles moravam em Jerusalém.
Jeiel fundou Gibeom e viveu ali. Sua esposa se chamava Maaca.
Seu filho mais velho era Abdom. Seus outros filhos eram Zur, Quis, Baal, Ner, Nadabe,
Gedor, Aiô, Zacarias e Miclote.
Miclote foi o pai de Simeiam. Eles moravam perto dos seus irmãos em Jerusalém.
Ner foi o pai de Quisom; Quisom foi o pai de Saul, e Saul foi o pai de Jônatas, Malquisua, Abinadade e Esbaal.
O filho de Jônatas foi Meribe-Baal, e Meribe-Baal foi o pai de Mica.
Os filhos de Mica foram Pitom, Meleque, Tareia e Acaz.
Acaz foi o pai de Jadá; Jadá foi o pai de Alemete, Azmavete e Zinri. Zinri foi o pai de Mosa;
Mosa foi o pai de Binea; Binea foi o pai de Refaías; Refaías foi o pai de Eleasa; e Eleasa foi o pai de Azel.
Azel teve seis filhos: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias e Hanã.
Os filisteus lutaram contra Israel, e os israelitas saíram fugindo. Muitos israelitas morreram no monte Gilboa.
Então os filisteus se dedicaram a perseguir Saul e seus filhos, conseguindo matar Jônatas, Abinadade e Malquisua.
A batalha se tornou cada vez pior para Saul, e os arqueiros o alcançaram e o feriram com suas flechas.
Então Saul disse ao seu escudeiro: — Pegue sua espada e me mate para que esses pagãos não venham fazer escárnio de mim. Mas o escudeiro de Saul teve medo e se negou a matá-lo. Então Saul pegou sua própria espada e se matou.
Ao ver que Saul estava morto, seu escudeiro atravessou a si mesmo com sua própria espada e morreu junto com Saul.
Deste modo morreram Saul, seus três filhos e toda sua dinastia.
Ao ver que o exército fugia e que Saul e seus filhos tinham sido mortos, os israelitas que moravam no vale abandonaram suas cidades e também fugiram. Então os filisteus passaram a ocupar essas cidades.
No dia seguinte, quando os filisteus voltaram para despojar os cadáveres, encontraram Saul e seus filhos mortos no monte Gilboa.
De Saul tiraram tudo o que tinha, pegaram sua cabeça e armas, e enviaram mensageiros para que espalhassem a notícia aos filisteus e a todos os templos dos seus ídolos.
Puseram suas armas no templo dos seus deuses e penduraram sua cabeça no templo de Dagom.
Quando o povo de Jabes-Gileade ouviu dizer o que os filisteus tinham feito,
os soldados de Jabes recuperaram os corpos de Saul e dos seus filhos, e os levaram a Jabes. Ali os enterraram sob um carvalho e jejuaram durante sete dias.
Saul morreu porque foi infiel ao SENHOR; não obedeceu aos mandamentos do SENHOR. Saul até consultou a um médium para que o guiasse,
em vez de pedir ajuda ao SENHOR. Então o SENHOR fez com que Saul morresse e entregou o reino a Davi, o filho de Jessé.
Todas as tribos de Israel se apresentaram diante de Davi em Hebrom para lhe dizer: — Somos da mesma família, temos o mesmo sangue.
Mesmo quando Saul era nosso rei, era você quem nos dirigia nas batalhas, quem levava o povo para a batalha. O mesmo SENHOR, seu Deus, disse a Sua Majestade: “Será o pastor do meu povo, Israel, e reinará sobre ele”.
Então os líderes de Israel se reuniram com o rei Davi em Hebrom. Ali o rei Davi fez uma aliança com eles, diante do SENHOR, e os líderes o consagraram rei de Israel, assim como o SENHOR havia falado por meio de Samuel.
Davi e todo Israel foram a Jerusalém, que é o mesmo que Jebus, onde moravam os jebuseus.
Os habitantes de Jebus disseram a Davi: — Você não entrará nesta cidade! Mas Davi conquistou a fortaleza de Sião, que passou a se chamar Cidade de Davi.
Davi fez esta promessa: — Quem for o primeiro a atacar os jebuseus será escolhido comandante e chefe. Joabe, filho de Zeruia, foi o primeiro e tornou-se chefe.
Depois Davi passou a morar na fortaleza e lhe deu o nome de Cidade de Davi.
Ele construiu a cidade ao redor desde a região chamada Milo até seus arredores e Joabe reconstruiu o resto da cidade.
Davi se fortalecia mais e mais porque o SENHOR Todo-Poderoso estava com ele.
Davi teve o apoio de militares e chefes durante seu reinado em Israel. Eles estavam sempre do seu lado para cumprir a ordem do SENHOR com respeito ao povo de Israel.
Aqui está a lista dos principais guerreiros de Davi: Jasobeão, filho de Hacmoni, que era o capitão dos três heróis, matou com sua lança trezentos homens numa só batalha.
Depois, Eleazar, filho de Dodô, o aoíta, que também era um dos mais famosos.
Ele estava com Davi na plantação de cevada de Pas-Damim, onde os filisteus se reuniram para a batalha. Quando os israelitas fugiam dos filisteus,
Eleazar seguiu firme no lugar e o defendeu até derrotar os filisteus. Assim o SENHOR os salvou com uma grande vitória.
Uma vez três dos trinta heróis desceram até a caverna de Adulão para unir-se com Davi. O exército filisteu estava acampado no vale de Refaim.
Davi estava no forte e, nesse tempo, as tropas dos filisteus ocupavam Belém.
Davi ficou com sede e disse: — Se pudesse beber só um pouco da água do poço que está na entrada de Belém! (Mas na realidade só falou por falar.)
Então os três heróis forçaram passagem por entre o exército filisteu e tiraram água do poço que ficava próximo da entrada da cidade de Belém. Então os três heróis levaram a água a Davi, mas em vez de beber a água, ele a derramou na terra como oferta ao SENHOR.
Davi disse: — Perante o meu Deus não posso beber esta água. Seria como beber o sangue dos que arriscaram sua vida para trazê-la até mim. Por isso Davi se negou a tomar aquela água. Os três heróis fizeram muitos atos desse tipo.
Abisai, irmão de Joabe, era o chefe dos três heróis. Abisai matou trezentos inimigos com sua lança e por isso foi muito famoso entre os três.
Abisai foi tão famoso como os três heróis e se tornou o chefe deles, embora não fosse um deles.
Depois estava Benaia, filho de Joiada, que era de Cabzeel e tinha muito poder. Benaia matou os dois filhos de Ariel de Moabe. Certo dia de neve, Benaia se meteu num poço e matou um leão.
Também matou um soldado egípcio de grande estatura, que media uns dois metros e meio. Embora o egípcio tivesse uma lança na mão, muito grande e pesada, Benaia o atacou com um pau, tirou a lança dele e o matou com a mesma lança.
Benaia, filho de Joiada, fez muitas coisas desse tipo e ficou tão famoso como os três heróis.
Era mais famoso do que os trinta heróis, embora não fosse parte deles. Mesmo assim Davi o nomeou chefe da sua escolta.
Os soldados mais corajosos foram: Asael, irmão de Joabe; Elanã, filho de Dodô, de Belém;
Samote, o harorita; Helez, o pelonita;
Irá, filho de Iques, o tecoíta; Abiezer, o anatotita;
Sibecai, o husatita; Ilai, o aoíta;
Maarai, o netofatita; Helede, filho de Baaná, o netofatita;
Itai, filho de Ribai, de Gibeá, descendente de Benjamim; Benaia, o piratonita;
Hurai, dos ribeiros de Gaás; Abiel, o arbatita;
Azmavete, o baurita; Eliaba, o saalbonita;
Hasém, o gizonita; Jônatas, filho de Sage, o hararita;
Aião, filho de Sacar, o hararita; Elifal, filho de Ur;
Héfer, o mequeratita; Aías, o pelonita;
Hezro, o carmelita; Naarai, filho de Ezbai;
Joel, irmão de Natã; Mibar, filho de Hagri;
Zeleque, o amonita; Naarai, o beerotita, escudeiro de Joabe, filho de Zeruia;
Irá, o jatita; Garebe, o jatita;
Urias, o heteu; Zabade, filho de Alai;
Adina, filho de Siza, o rubenita, embora fosse chefe dos rubenitas também era um dos trinta heróis;
Hanã, filho de Maaca; Josafá, o mitenita;
Uzias, o asterotita; Sama e Jeiel, filhos de Hotão, o aroerita;
Jediael, filho de Sinri, e o seu irmão Joá, o tizeu;
Eliel, o maavita; Jeribai e Josavias, filhos de Elnaão; Itma, o moabita;
Eliel, Obede e Jaasiel, de Mezoba.
Davi se escondeu de Saul, filho de Quis, em Ziclague. Ali foram se reunir com ele vários guerreiros que o tinham ajudado nas batalhas.
Eram homens muito hábeis no uso do arco e da flecha e podiam lançá-las com ambas as mãos. Esta é a lista com seus nomes: Da tribo de Benjamim e parentes de Saul:
O chefe Aieser e Joás, ambos eram filhos de Semaá, de Gibeá; Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete; Beraca e Jeú de Anatote;
Ismaias, nascido em Gibeom, que era um dos trinta guerreiros e chefe deles; Jeremias, Jaaziel, Joanã e Jozabade, nascido em Gederate.
Também estavam Eluzai, Jeremote, Bealias, Semarias, Sefatias o harufita,
os coreítas Elcana, Issias, Azareel, Joezer e Jasobeão;
Joelá e Zebadias, filhos de Jeroão, de Gedor.
Também alguns da tribo de Gade se uniram a Davi quando estava na fortaleza do deserto. Eles eram guerreiros corajosos, sempre prontos para a batalha. Eram hábeis com o escudo e a lança; ferozes como leões e ágeis como gazelas nas montanhas. Esta é a lista com seus nomes:
Ézer, o chefe; Obadias, o segundo no comando; Eliabe, o terceiro;
Mismana, o quarto; Jeremias, o quinto;
Atai, o sexto; Eliel, o sétimo;
Joanã, o oitavo; Elzabade, o nono;
Jeremias, o décimo, e Macbanai, o décimo primeiro.
Estes de Gade eram chefes militares. O de patente menor estava encarregado de 100 homens e o de patente maior comandava mais de 1.000 homens.
Eles foram os homens que atravessaram o rio Jordão no primeiro mês, quando o rio estava muito alto. Colocaram para correr todos os que moravam nos vales em direção ao oriente e ao ocidente.
Alguns homens da tribo de Benjamim e Judá também se uniram a Davi na fortaleza.
Davi foi se encontrar com eles e lhes disse: — Se vocês estão vindo para me ajudar, me alegro muito que se unam comigo. Mas se estão vindo para me trair, eu espero que o Deus dos seus antepassados os condene, já que não tenho matado ninguém.
Então o Espírito veio sobre Amasai, o chefe dos trinta, e ele disse assim: “Estamos do seu lado, Davi! Estamos com você, filho de Jessé! Paz, sim, paz para você e para os que o ajudam, porque Deus o tem ajudado!” Então Davi os recebeu e os levou junto com os chefes do seu exército.
Alguns homens da tribo de Manassés também se juntaram a Davi. Isso aconteceu quando ele chegou com os filisteus para lutar contra Saul. Mas os filisteus fizeram uma reunião de líderes antes do combate. Nessa reunião pensaram que Davi poderia unir-se com Saul e isso lhes custaria a vida. Então decidiram tirar Davi e por isso ele não ajudou os filisteus.
Os homens da tribo de Manassés que se uniram a Davi quando ele foi a Ziclague foram os seguintes: Adna, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú e Ziletai. Eles eram chefes dos clãs de Manassés.
Todos eles eram guerreiros e oficiais do exército, portanto conseguiram ajudar Davi no combate contra o grupo de invasores.
Cada dia mais homens se uniam a Davi. Dessa forma conseguiram formar um exército tão grande como se fosse um exército de Deus.
Muitos homens equipados para a batalha chegaram até Hebrom para se unirem a Davi. Ali lhe deram o poder do reino de Saul, assim como havia falado o SENHOR. Aqui está o total de homens:
Da tribo de Judá chegaram 6.800 homens com seus escudos e lanças, equipados para a batalha.
Da tribo de Simeão se uniram 7.100 guerreiros valentes.
Da tribo de Levi apresentaram-se 4.600 homens.
Joiada, chefe da família de Arão, chegou com 3.700 homens.
Zadoque, jovem guerreiro, chegou com 22 comandantes de sua família.
Da tribo de Benjamim, a mesma de Saul, apresentaram-se 3.000 homens. Quase todos eles tinham permanecido fiéis à família de Saul.
Da tribo de Efraim chegaram 20.800 guerreiros famosos em seus clãs.
A metade da tribo de Manassés escolheu diretamente 18.000 homens para irem proclamar Davi como rei.
A tribo de Issacar entendeu muito bem o que acontecia nesse tempo e sabia o que Israel deveria fazer. Por isso enviaram 200 chefes e todos os seus parentes sob as suas ordens.
Da tribo de Zebulom chegaram 50.000 homens com o firme propósito de ajudar. Todos estavam preparados para o combate e levavam todo tipo de armas.
A tribo de Naftali enviou 1.000 comandantes e 37.000 soldados com escudos e lanças.
Da tribo de Dã chegaram 28.600 homens prontos para a batalha.
Da tribo de Aser apresentaram-se 40.000 homens dispostos para a guerra e preparados para a batalha.
Das tribos do outro lado do Jordão, ou seja a tribo de Rúben, a de Gade e a metade da tribo de Manassés, chegaram 120.000 homens com todo tipo de armas.
Todos estes guerreiros se reuniram em Hebrom e formaram um só exército. Todos eles e todo o povo de Israel estavam decididos a estabelecer Davi como rei de todo Israel.
Todos eles estiveram com Davi, bebendo e celebrando durante três dias. Todos seus parentes lhes davam comida e bebida.
Também os vizinhos perto e até os de Issacar, Zebulom e Naftali lhes enviaram provisões em camelos, jumentos, mulas e bois. Lá receberam grandes quantidades de farinha, tortas de figos, pasas, vinho, azeite de oliva, bois e ovelhas, porque todo Israel estava em festa.
Davi se reuniu com todos os comandantes, tanto com os de 1.000 como com os de 100 homens.
Depois dirigiu estas palavras para todo o povo de Israel: — Se vocês estão de acordo e é a vontade do SENHOR, nosso Deus, enviemos mensageiros a cada cidade do território de Israel. Assim poderemos nos comunicar com nossos irmãos, com os sacerdotes e com os levitas em suas regiões de pastagens para que venham nos acompanhar.
E além disso, tragamos de novo a arca do nosso Deus, já que desde o tempo de Saul não temos procurado a Deus para que nos guie.
A ideia agradou a cada um dos presentes e todos ficaram de acordo.
Os israelitas viviam em vários povoados, desde o rio Sior, no Egito, até Lebo-Hamate. Davi conseguiu que todos se unissem para trazer a arca de Deus desde Queriate-Jearim,
e partiu com todos eles para Baalá de Judá. (Baalá era outro nome dado a Queriate-Jearim.) Eles foram lá para trazer a arca de Deus, no qual se invoca o nome do SENHOR, que reina sobre os querubins.
Carregaram a arca de Deus desde a casa de Abinadade em uma carroça nova guiada por Uzá e Aiô.
Davi e todo o povo de Israel celebraram diante de Deus com muito entusiasmo. Dançavam e cantavam ao som de harpas, liras, tamborins, pratos e trombetas.
Quando chegaram ao lugar onde se debulha o trigo, na eira de Quidom, os bois tropeçaram, fazendo cair a arca, mas Uzá conseguiu segurá-la antes que caísse.
Mas o SENHOR ficou furioso com Uzá e o matou por ter tocado a arca. Uzá morreu ali mesmo diante de Deus.
Davi ficou irritado pela maneira como o SENHOR matou Uzá, portanto chamou à aquele lugar “Perez-Uzá ”, e até hoje esse é seu nome.
Nesse dia Davi teve medo de Deus e pensou: “É melhor que eu não leve a arca de Deus”.
Então Davi não levou a arca para a Cidade de Davi, mas para a casa de Obede-Edom, de Gate.
Ali permaneceu a arca durante três meses, e o SENHOR abençoou a Obede-Edom, a toda sua família e a tudo o que tinha.
Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, junto com madeira de cedro, carpinteiros e pedreiros para construir uma casa para ele.
Davi se deu conta que realmente o SENHOR o tinha posto como rei de Israel e tinha feito com que seu reino fosse importante por consideração ao seu povo Israel.
Davi tomou como esposas várias mulheres de Jerusalém e teve mais filhos e filhas.
Estes são os nomes dos filhos de Davi que nasceram em Jerusalém: Samua, Sobabe, Natã, Salomão,
Ibar, Elisua, Elpalete,
Nogá, Nefegue, Jafia,
Elisama, Beeliada e Elifelete.
Quando os filisteus souberam que Davi tinha sido consagrado rei de todo Israel, foram procurá-lo para matá-lo, mas Davi ficou sabendo dos seus planos e foi enfrentá-los.
Os filisteus atacaram o povo do vale de Refaim e roubaram tudo o que puderam.
Então Davi perguntou a Deus: — Devo atacar os filisteus? O Senhor me dará a vitória? O SENHOR disse: — Sim, eu lhe darei a vitória.
Então Davi foi para Baal-Perazim e venceu os filisteus. Depois ele disse: — Como uma enchente que destrói tudo, assim o SENHOR destruiu os meus inimigos. Por isso Davi chamou aquele lugar de Baal-Perazim.
Os filisteus abandonaram as estátuas dos seus deuses e Davi ordenou que as queimassem.
Os filisteus voltaram a atacar no vale de Refaim.
Davi consultou de novo o SENHOR, e ele respondeu: — Não ataque pela frente. Rodeie-os e ataque-os pela parte de trás, do outro lado das árvores do bálsamo.
Assim que você ouvir, por cima das árvores, o rumor de pessoas marchando, ataque imediatamente. Esse é o momento em que Deus irá na sua frente para vencer os filisteus.
Davi obedeceu a Deus e derrotou os filisteus, os quais foram perseguidos e mortos por todo o caminho, desde Gibeom até Gezer.
Então a fama de Davi se estendeu por todas as regiões e o SENHOR fez com que todas as nações tivessem temor de Davi.
Davi mandou construir várias casas para ele na Cidade de Davi, preparou um lugar para a arca de Deus e levantou uma tenda para a arca.
Davi advertiu a todos: — Somente os levitas podem transportar a arca de Deus, porque o SENHOR os escolheu para levar a arca do SENHOR e para servi-lo sempre.
Depois Davi reuniu todo o povo de Israel em Jerusalém para levar a arca do SENHOR para o lugar que havia preparado.
Também Davi reuniu os descendentes de Arão e os levitas:
Dos descendentes de Coate estava Uriel, que era o chefe, junto com 120 parentes.
Dos descendentes de Merari estava Asaías, que era o chefe, junto com 220 parentes.
Dos descendentes de Gérson estava Joel, que era o chefe, junto com 130 parentes.
Dos descendentes de Elizafã estava Semaías, que era o chefe, junto com 200 parentes.
Dos descendentes de Hebrom estava Eliel, que era o chefe, junto com 80 parentes.
Dos descendentes de Uziel estava Aminadabe, que era o chefe, junto com 112 parentes.
Depois Davi se reuniu com alguns sacerdotes e levitas. Os sacerdotes eram Zadoque e Abiatar. Os levitas eram Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe.
Na reunião Davi lhes disse: — Vocês são os líderes e chefes das famílias dos levitas, portanto purifiquem-se e façam com que todos os levitas se purifiquem diante de Deus. Assim poderão levar a arca do SENHOR, Deus de Israel, para o lugar que eu preparei.
Como vocês não estavam conosco da primeira vez, o SENHOR, nosso Deus, se enfureceu conosco porque não o consultamos da maneira que ele havia mandado.
Então os sacerdotes e os levitas se purificaram para poder levar a arca do SENHOR, Deus de Israel.
Os levitas carregaram a arca sobre os seus ombros utilizando as varas, assim como o SENHOR havia mandado por meio de Moisés.
Davi também pediu aos chefes dos levitas que falassem com seus familiares músicos e para que animassem a celebração. Davi queria que todos estivessem cheios de alegria cantando ao som de liras, harpas e pratos.
Os levitas chamaram então Hemã, filho de Joel, e seu parente Asafe, filho de Berequias. Também chamaram Etã, filho de Cuxaías, dos descendentes de Merari.
Junto com eles estavam outros parentes que lhe seguiam em categoria no serviço. Estes são seus nomes: Zacarias, Jaaziel, Semiramote, Jeiel, Uniu, Eliabe, Benaia, Maaseias, Matitias, Elifeleu, Micneias, e os porteiros Obede-Edom e Jeiel.
Hemã, Asafe e Etã eram músicos e tocavam os pratos de bronze.
Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uniu, Eliabe, Maaseias e Benaia tinham harpas para tocar segundo Alamote.
Matitias, Elifeleu, Micneias, Obede-Edom, Jeiel e Azazías tinham liras para tocar segundo Seminite.
Quenanias era o diretor musical dos levitas. Como ele era muito talentoso e competente, estava encarregado de dirigir e coordenar todos os músicos.
Berequias e Elcana eram guardas da arca.
Os sacerdotes Sebanias, Josafá, Natanael, Amasai, Zacarias, Benaia e Eliézer tocavam as trombetas. Obede-Edom e Jeías também eram guardas da arca.
Davi, os líderes de Israel e os comandantes de 1.000 soldados estavam encarregados de trazer a arca da aliança do SENHOR desde a casa de Obede-Edom. Todos iam cheios de alegria.
Como Deus ajudou os levitas que levavam a arca da aliança do SENHOR, sacrificaram sete bois e sete carneiros.
Davi, os levitas que levavam a arca, os músicos, os cantores e Quenanias (que era o diretor musical) levavam túnicas finas de linho, e Davi estava vestido também com um éfode de linho.
Todo o povo de Israel escoltou a arca da aliança do SENHOR. Eles iam cheios de júbilo cantando ao ritmo de chifres de carneiros, trombetas, pratos, harpas e liras.
Quando a arca da aliança do SENHOR entrou na Cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, olhou pela janela e, ao ver Davi saltando e dançando com alegria, sentiu desprezo por ele.
Os israelitas colocaram a arca de Deus numa tenda que Davi tinha preparado para a arca, e ofereceram diante de Deus os sacrifícios que deveriam ser queimados completamente e as ofertas de paz.
Depois de ter oferecido os sacrifícios, Davi abençoou o povo no nome do SENHOR.
E a cada um dos israelitas, homens e mulheres, lhes deu um pão, uma torta de tâmaras e uma torta de passas.
Davi escolheu alguns levitas para que servissem perante a arca do SENHOR. Ele os escolheu para que proclamassem, agradecessem e adorassem o SENHOR, Deus de Israel.
Asafe era o chefe e Zacarias era seu assistente. Depois deles vinham Jeiel, Semiramote, Jeiel, Matitias, Eliabe, Benaia, Obede-Edom e Jeiel com as harpas e as liras. Asafe estava encarregado dos pratos.
Benaia e Jaaziel eram os sacerdotes que estavam sempre encarregados de tocar as trombetas perante a arca da aliança de Deus.
Nesse dia Davi ordenou pela primeira vez que Asafe e seus parentes fossem os encarregados por este louvor de ação de graças ao SENHOR:
“Agradeçam ao SENHOR, louvem o seu nome. Contem às nações tudo o que ele tem feito.
Cantem louvores a Deus; falem das maravilhas que ele faz.
Sintam-se orgulhosos do seu santo nome. Que se alegre o coração dos que buscam o SENHOR.
Busquem forças no SENHOR; procurem sempre pela sua ajuda.
Lembrem-se dos milagres que ele fez, dos seus sinais, e das sentenças que ele pronunciou.
Vocês pertencem à família do seu servo Abraão. Vocês são filhos de Jacó, o povo que Deus escolheu.
“O SENHOR é nosso Deus; ele governa o mundo inteiro.
Ele nunca se esquecerá da sua aliança, ele cumprirá o que prometeu, por mil gerações.
Deus será fiel à aliança que fez com Abraão, ao juramento que fez com Isaque.
Ele tornou a promessa numa lei com Jacó, numa aliança eterna com Israel.
Deus disse: ‘Vou lhe dar a terra de Canaã, a herança que lhe pertence’.
“Mesmo quando eram poucos, uns poucos estrangeiros na terra;
que viajavam de nação em nação, de um reino a outro,
Deus não permitiu que ninguém os oprimisse, mas advertiu os reis:
‘Não toquem nos meus escolhidos, não façam mal aos meus profetas’.
“Que todo o mundo cante ao SENHOR e anunciem todos os dias a sua salvação.
Proclamem entre as nações a sua glória, contem a todos os povos as suas obras maravilhosas.
O SENHOR é grande e digno de louvor; é mais temível do que todos os deuses.
Os deuses das outras nações são apenas ídolos; mas o SENHOR fez os céus.
Na sua presença, há esplendor e majestade, no seu santo templo há poder e beleza.
“Louvem o SENHOR, ó famílias das nações! Deem glória e honra ao SENHOR!
Louvem o nome do SENHOR; levem ofertas diante dele. Louvem ao SENHOR no seu belo templo;
que toda a terra trema diante dele. O mundo permanece firme, nunca será abalado.
Que o céu se alegre; que a terra fique contente. Que todo o mundo diga: ‘O SENHOR é nosso rei!’
Que gritem de alegria o mar e tudo o que nele há; que estejam alegres os campos e tudo o que cresce neles.
Que as árvores da floresta cantem de alegria perante o SENHOR, porque ele vem para governar o mundo.
“Deem graças ao SENHOR, porque ele é bom; seu amor fiel dura para sempre.
Pedimos: ‘Salve-nos, nosso Deus! Reúna-nos e nos salve dentre as nações. Assim lhe daremos graças e o louvaremos cheios de alegria’.
Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, que sempre tem vivido e sempre viverá”. Então todo o povo disse: “Assim seja”, e louvaram ao SENHOR.
Davi deixou Asafe e seus parentes encarregados da arca da aliança do SENHOR. Também os deixou encarregados de fazer os serviços necessários para cada dia,
junto com Obede-Edom e seus sessenta e oito parentes. Obede-Edom, filho de Jedutum, e Hosa eram os porteiros.
Ao sacerdote Zadoque e seus companheiros deixou encarregados da tenda do SENHOR, que está posicionada no santuário sobre Gibeom.
Eles tinham que oferecer constantemente ao SENHOR os sacrifícios que devem ser queimados completamente no altar. Eles faziam isso pela manhã e pela tarde, assim como está escrito nos mandamentos que o SENHOR deu a Israel.
Também deixou com eles: Hemã, Jedutum e todos os outros escolhidos e designados por nome para agradecer ao SENHOR cantando: “Porque seu amor fiel é para sempre”.
Hemã e Jedutum entregavam aos músicos as trombetas, os pratos e outros instrumentos musicais que acompanhavam as canções dirigidas a Deus. Os filhos de Jedutum estavam encarregados da entrada.
Depois cada um foi para sua casa, e Davi também foi abençoar sua família.
Quando Davi se instalou em seu palácio, disse ao profeta Natã: — Olhe, agora vivo num palácio de cedro, enquanto que a arca da aliança do SENHOR se encontra numa tenda.
Natã respondeu a Davi: — Faça tudo o que quiser, pois Deus está com você.
Mas naquela noite Deus falou a Natã o seguinte:
— Fale ao meu servo Davi que eu, o SENHOR, falo que não será você quem irá construir uma casa para eu morar.
Quando tirei o povo de Israel, eu não morava numa casa, mas viajava de tenda em tenda e de lugar em lugar.
Tenho estado por todo Israel, mas por acaso tenho pedido a algum dos chefes que escolhi para guiar o meu povo que me construa uma casa de cedro?
— Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, escolhi você, Davi, quando ainda era pastor das ovelhas nos campos. Tirei você de lá e fiz de você o líder do meu povo, Israel.
Tenho andado sempre com você por toda parte, venci todos os seus inimigos e farei de você uma das pessoas mais importantes do mundo.
Também escolhi um lugar para o meu povo Israel. Eu o estabeleci nesse lugar para que tenha um lugar próprio e ali ninguém o incomode nem a gente má o oprima como aconteceu antes,
no tempo em que eu enviava juízes para governar o meu povo. Mas agora, eu, o SENHOR, livrarei você de todos os seus inimigos e declaro que eu farei de você uma grande família.
Quando você chegar ao fim da sua vida, irá onde estão os seus antepassados, e então farei que um dos seus filhos seja rei e estabelecerei o seu reino.
Ele construirá uma casa para mim, e eu fortalecerei o seu reino para sempre.
Eu serei seu pai e ele será meu filho. Não retirarei meu amor fiel dele, como o fiz com aquele que governou antes de você.
A sua família e o seu reino existirá para sempre. O seu trono será estabelecido para sempre.
Natã informou a Davi sobre essa visão e tudo o que Deus tinha falado.
Então o rei Davi foi e se sentou na presença do SENHOR e disse: — SENHOR Deus, quem sou eu e quem é a minha família para o Senhor nos honrar desta maneira?
Ó Deus, tenho recebido tanto do Senhor e ainda me dá mais. O Senhor fez a mim, servo seu, grandes promessas sobre o futuro da minha dinastia. O SENHOR Deus me permitiu ver mais do futuro do que um ser humano pode entender.
O que mais posso dizer? O Senhor tem feito muito por mim. O Senhor tem honrado a mim, seu servo.
SENHOR, toda esta grandeza é obra sua, porque quis assim e por causa do seu servo, para dar a conhecer todas estas grandezas.
— Tudo o que temos ouvido com nossos próprios ouvidos nos leva a uma só conclusão: o SENHOR é o único Deus e não existe ninguém igual!
Qual outra nação é como seu povo Israel? O Senhor o salvou para fazê-lo seu povo e fez com que seu nome fosse conhecido ao fazer prodígios e maravilhas por seu povo. O Senhor expulsou as nações diante do seu povo, que resgatou do Egito.
O SENHOR se tornou Deus de Israel e o fez seu povo. Israel é seu povo para sempre, e o Senhor é seu Deus.
— Agora, SENHOR, confirme para sempre a promessa que fez a respeito de mim, o seu servo, e da minha família. Faça tudo o que prometeu.
Então seu nome receberá honra para sempre, e o povo dirá: “O SENHOR, Deus Todo-Poderoso, é rei de Israel. Que a dinastia do seu servo Davi continue forte a seu serviço”.
— O Senhor, meu Deus, revelou ao seu servo que estabelecerá a minha dinastia, por isso eu, o seu servo, tive coragem de orar diante do Senhor.
O SENHOR é Deus e fez estas grandes promessas a mim, o seu servo.
O Senhor tem sido muito generoso em abençoar minha dinastia para que continue para sempre a seu serviço. O SENHOR tem abençoado minha dinastia e ela será bendita para sempre.
Depois de um tempo, Davi enfrentou os filisteus e os derrotou. Tirou a cidade de Gate e os povos vizinhos do poder dos filisteus.
Davi também derrotou os moabitas. Estes se tornaram servos de Davi e começaram a lhe pagar tributo.
Davi foi para uma região próxima do rio Eufrates para erguer um monumento em sua honra. Ali, em Hamate, Davi venceu o rei Hadadezer de Zobá.
Davi conquistou 1.000 carros de combate, 7.000 cavaleiros e 20.000 soldados de infantaria de Hadadezer. Também cortaram as patas dos cavalos que puxavam os carros, deixando sãos só 100.
Os sírios de Damasco vieram ajudar Hadadezer, rei de Zobá, mas Davi os derrotou, matando 22.000 sírios.
Depois Davi colocou tropas em Damasco e os sírios passaram a ser servos de Davi e começaram a lhe pagar tributo. O SENHOR dava vitória a Davi onde quer que ele fosse.
Davi pegou todos os escudos de ouro que levavam os oficiais de Hadadezer e os levou para Jerusalém.
Tebá e Cum eram cidades do reino de Hadadezer. Davi trouxe muito bronze dali. Tempo depois, com esse bronze, Salomão construiu o tanque de bronze, os utensílios e as colunas do templo.
Quando Toú, rei de Hamate, ouviu dizer que Davi tinha derrotado o exército de Hadadezer, de Zobá.
Ele enviou o seu filho Adorão ao rei Davi para cumprimentá-lo pela vitória sobre Hadadezer, pois Toú também tinha lutado antes contra Hadadezer. Toú também enviou vários objetos de ouro, prata e bronze para Davi.
O rei Davi tomou todos esses objetos e os dedicou ao SENHOR, junto com os objetos que tinha tirado das outras nações que Davi derrotou: os edomitas, os moabitas, os amonitas, os filisteus e os amalequitas.
Abisai, filho de Zeruia, matou 18.000 edomitas no vale do Sal
e estabeleceu tropas por toda a terra de Edom. Todos os edomitas passaram a ser servos de Davi e o SENHOR lhe dava a vitória em todos os lugares por onde ele ia.
Davi governou sobre todo Israel com justiça e retidão.
Joabe, filho de Zeruia, era o chefe do exército. Josafá, filho de Ailude, era o arquivista.
Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes; Sausa era o secretário.
Benaia, filho de Joiada, era o chefe dos guardas cretenses e filisteus. Os filhos de Davi eram altos oficiais, ao serviço do rei.
Depois de um tempo, morreu Naás, rei dos amonitas, e o seu filho reinou no seu lugar.
Davi disse: — Vou ser leal com Hanum, filho de Naás, porque seu pai foi leal comigo. Então Davi enviou alguns mensageiros para expressarem suas condolências a Hanum pela morte de seu pai. Os representantes de Davi chegaram à terra dos amonitas para expressar suas condolências a Hanum.
Mas os líderes amonitas disseram ao seu rei Hanum: — Olhe, não foi para honrar o seu pai que Davi enviou os seus oficiais com as suas condolências. Davi enviou esses homens para espiar a cidade e para saber como a pode destruir.
Então Hanum prendeu os representantes de Davi, fez com que eles raspassem a barba e que rasgassem suas roupas até as nádegas. Depois os enviou de volta.
Quando Davi foi informado do que tinha acontecido, enviou mensageiros para que fossem ao encontro dos representantes, pois os homens estavam envergonhados. O rei Davi lhes disse: — Esperem em Jericó até que lhes cresça a barba de novo e depois regressem.
Os amonitas reconheceram que tinham ofendido Davi. Então Hanum dispôs de 33.000 quilos de prata para contratar carros e cavalos de Arã-Naaraim, de Arã-Maaca e de Zobá.
Os amonitas contrataram 3.200 carros de combate. Também pediram ao rei de Maaca que enviasse o seu exército para ajudá-los. O povo de Maaca foi e acampou perto de Medeba. Os amonitas que moravam em outras cidades se uniram ao exército e se alistaram para a batalha.
Quando Davi soube disso, enviou Joabe com todos os soldados do exército.
Os amonitas ficaram prontos para a batalha e se posicionaram na entrada da cidade, enquanto que os reis que também tinham vindo ficaram longe, em campo aberto.
Ao ver que ia ser atacado pela frente e pela retaguarda, Joabe escolheu as melhores tropas israelitas e as colocou de maneira a enfrentarem os sírios.
Depois encarregou os outros homens a seu irmão Abisai para que enfrentassem os amonitas.
Joabe disse a Abisai: — Se os sírios forem mais fortes do que eu, venha me ajudar. Se os amonitas forem mais fortes do que você, eu irei ajudar você.
Sejamos fortes e lutemos com coragem por nosso povo e as cidades do nosso Deus. Que o SENHOR faça sua vontade!
Então Joabe e seus homens atacaram os sírios, os quais fugiram deles.
Ao ver que os sírios fugiam, os amonitas fugiram de Abisai, o irmão de Joabe, e se puseram na cidade. Então Joabe regressou para Jerusalém.
Ao se verem derrotados por Israel, os sírios se uniram e enviaram mensageiros para reunir a todos os sírios que estavam do outro lado do rio Eufrates e ficaram sob o comando de Sofaque, comandante do exército de Hadadezer.
Quando Davi ficou sabendo disto, reuniu todos os israelitas e juntos atravessaram o rio Jordão e chegaram até onde estavam os sírios. Ali Davi organizou seus homens em posição de batalha para combaterem contra os sírios, que saíram ao seu encontro e atacaram,
mas acabaram fugindo dos israelitas. Davi matou 7.000 soldados dos carros e 40.000 de infantaria, e também matou Sofaque, comandante do exército sírio.
Ao ver que os israelitas os tinham derrotado, os servos de Hadadezer fizeram um acordo de paz com Davi e se renderam. Os sírios já não estavam dispostos a ajudar os amonitas.
Na primavera, época em que os reis saíam em campanha militar, Davi ficou em Jerusalém, mas Joabe saiu com suas tropas e destruiu a terra dos amonitas. Depois Joabe seguiu até a cidade de Rabá, a sitiou e a destruiu completamente.
Davi tirou a coroa do deus Moloque, que era feita de ouro e de pedras preciosas e pesava trinta e três quilos. E Davi colocou a coroa na sua cabeça. Davi também levou uma grande quantidade dos bens da cidade.
Davi também expulsou os habitantes da cidade de Rabá e os pôs a trabalhar com serras, com picaretas e machados. Depois de ter feito o mesmo em todas as cidades dos amonitas, regressou com o seu exército para Jerusalém.
Depois houve uma batalha contra os filisteus em Gezer. O jusatita Sibecai matou a Sipai, que era descendente dos gigantes. Todos esses filisteus ficaram submetidos a Israel.
De novo houve outra batalha contra os filisteus. Elanã, filho de Jair, matou a Lami, que era irmão de Golias, o guitita. Sua lança era tão grande como o rolete de um tecelão.
Houve outra batalha em Gate. Havia ali outro soldado descendente dos gigantes que tinha vinte e quatro dedos, seis em cada mão e seis em cada pé.
Este homem se pôs a desafiar os israelitas e a zombar deles. Então Jônatas, filho de Simeia, que era irmão de Davi, o matou.
Davi e seus homens mataram esses soldados descendentes dos gigantes.
Satanás se pôs contra Israel e incitou Davi para fazer um censo em Israel.
Então Davi ordenou a Joabe e aos comandantes do exército: — Vão e levantem um censo de Israel, desde Berseba até Dã, e tragam-me um relatório para que eu saiba quantas pessoas há.
Mas Joabe disse: — Que o SENHOR multiplique cem vezes o número de pessoas que há e que Sua Majestade possa ver com seus próprios olhos. Que importância tem saber quantos há se todos são seus servos? Por que Sua Majestade vai criar um motivo de culpa para Israel?
Mesmo assim, o rei Davi manteve-se firme na ordem. Portanto, Joabe foi fazer a contagem por toda a terra de Israel e regressou a Jerusalém.
Joabe entregou o resultado do censo a Davi. Havia em todo Israel 1.100.000 homens que podiam combater com a espada e 470.000 em Judá.
Joabe não concordava com a ordem do rei e por isso não contou as pessoas da tribo de Levi nem de Benjamim.
Deus também se incomodou com essa ordem do rei, e por isso castigou Israel.
Davi disse a Deus: — Tenho cometido um grande pecado! Fui um tolo, peço que me perdoe.
Então o SENHOR falou a Gade, profeta de Davi:
— Diga a Davi que eu tenho três formas de castigá-lo. Ele terá que escolher uma delas.
Gade foi ver Davi e disse: — O SENHOR me enviou para dizer a você que deve escolher um destes três castigos:
três anos de fome, três meses fugindo derrotado do ataque de seus inimigos, ou três dias com o castigo do SENHOR, isto é, peste por toda parte e o anjo do SENHOR destruindo pessoas por todo o território de Israel. Pense, escolha e diga-me para que eu vá comunicar ao SENHOR, que me enviou.
Então Davi disse a Gade: — Estou em uma verdadeira angústia! Mas é melhor que meu castigo venha do SENHOR e não de homens, pois sua misericórdia é grande.
Então o SENHOR enviou uma epidemia contra Israel, a qual causou a morte de 70.000 israelitas.
Deus enviou também um anjo para destruir Israel. Mas quando o anjo começou seu trabalho, o SENHOR mudou de opinião e disse ao anjo: — Basta! Pare sua mão! O anjo do SENHOR estava junto ao lugar onde se debulha o trigo, propriedade de Araúna, o jebuseu.
Davi olhou em direção do céu e viu o anjo do SENHOR parado entre o céu e a terra com uma espada apontada para Jerusalém. Depois Davi e todos os líderes, vestidos com roupas de pano de saco, se prostraram rosto em terra.
Davi disse a Deus: — Fui eu quem ordenou o censo. Fui eu quem pecou e atuou perversamente. Esta gente só fez o que lhe ordenei, só me seguiram como ovelhas. Não fizeram nada de mal. SENHOR, meu Deus, que seu castigo caia sobre mim e a família do meu pai, mas lhe suplico que a epidemia não se estenda mais sobre o povo.
Então o anjo do SENHOR disse a Gade que mandasse Davi construir um altar para o SENHOR no lugar onde se mói o trigo, propriedade de Araúna o jebuseu.
Portanto Davi foi e fez o que Gade tinha lhe dito em nome do SENHOR.
Araúna estava debulhando o trigo com seus quatro filhos quando viu o anjo, e seus quatro filhos foram se esconder.
Araúna viu que Davi estava aproximando-se e saiu do lugar para prostrar-se diante dele.
Davi disse a Araúna: — Venda-me o lugar onde mói seu trigo para que eu possa fazer um altar ao SENHOR. Venda-me pelo preço justo para que acabe a epidemia que ataca ao povo.
Araúna lhe respondeu: — Tome-o. Que o senhor meu rei faça o que achar mais conveniente. Olhe, eu ofereço meus bois para serem sacrificados. Dou a madeira para a fogueira. Também dou o trigo para as ofertas. Eu lhe entrego tudo.
Mas o rei Davi disse novamente a Araúna: — Não. Eu lhe compro o lugar por um preço justo porque não vou oferecer ao SENHOR algo que lhe pertence. Nem mesmo vou lhe oferecer sacrifícios que não me custem nada.
Então Davi pagou a Araúna o equivalente a seiscentas moedas de ouro pelo lugar.
Davi construiu ali um altar para o SENHOR e ofereceu sacrifícios que devem ser queimados completamente e ofertas de paz. Davi orou e o SENHOR respondeu enviando fogo sobre o altar dos sacrifícios.
Depois o SENHOR ordenou ao anjo que guardasse sua espada.
Davi viu que o SENHOR tinha lhe respondido no lugar em que Araúna, o jebuseu, debulhava o trigo e lhe ofereceu sacrifícios.
A Tenda Sagrada do SENHOR que Moisés tinha construído estava no santuário sobre Gibeom e ali também estava o altar dos sacrifícios que devem ser queimados completamente,
mas Davi não pôde ir a esse lugar para pedir ajuda a Deus porque ficou atemorizado ao ver a espada do anjo do SENHOR.
Portanto Davi disse: — Aqui ficará o templo do SENHOR Deus e o altar onde Israel oferecerá o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Depois Davi mandou juntar todos os estrangeiros que moravam na terra de Israel, e dentre eles designou pedreiros para que arassem as pedras para a construção do templo de Deus.
Davi preparou também uma grande quantidade de ferro para os dentes e as dobradiças das portas e uma quantidade incalculável de bronze
e de madeira de cedro, que o povo de Sidom e de Tiro tinham trazido em abundância.
Davi pensou: “Meu filho Salomão é ainda muito jovem para ficar encarregado da construção do templo do SENHOR. Este templo tem que ser tão grande e glorioso que a sua fama chegue a ser conhecida entre todas as nações. Portanto eu mesmo me encarregarei de todos os preparativos”. Então, antes de morrer, Davi se assegurou de deixar pronto muitos materiais para a construção.
Davi chamou o seu filho Salomão e o designou para construir o templo do SENHOR, Deus de Israel.
Davi disse a Salomão: — Meu filho, minha intenção era construir um templo para o SENHOR, meu Deus,
mas o SENHOR me enviou esta mensagem: “Davi, você tem participado de muitas guerras e tem matado muita gente diante de mim, por isso não poderá construir um templo para honrar meu nome.
Mas você vai ter um filho que será um homem de paz e eu farei que não tenha que se preocupar com nenhum inimigo. Seu nome será Salomão e durante seu reinado Israel viverá em paz.
Ele construirá um templo para honrar meu nome. Ele será como meu filho e eu serei como seu pai. Além disso farei com que sua dinastia governe Israel para sempre”.
— Então, meu filho, que o SENHOR o guie para que possa construir o templo do SENHOR, seu Deus, assim como ele lhe disse.
Que o SENHOR o encha de inteligência e sabedoria para governar Israel e para obedecer à lei do SENHOR, seu Deus.
Se tiver o cuidado de cumprir os decretos e mandamentos que o SENHOR deu a Moisés para Israel, certamente lhe irá bem.
— Tenho me esforçado muito para deixar tudo pronto para o templo do SENHOR. Já tenho 3.300 toneladas de ouro, 33.000 toneladas de prata, e bronze e ferro em quantidades incalculáveis. Também está pronta a madeira e a pedra, mas deve conseguir mais.
Além disso já tem com você muitos trabalhadores. Estão os cortadores de pedras, os pedreiros, os carpinteiros e todo tipo de especialistas artesãos
que trabalham com o ouro, a prata, o bronze e o ferro. Assim pois, levante-se e mãos à obra! Que o SENHOR esteja com você.
Davi também ordenou que todos os chefes de Israel ajudassem seu filho. Disse a eles:
— Por acaso o SENHOR, seu Deus, não está com vocês? Ele tem lhes dado paz em todo momento. Foi ele quem me permitiu derrotar os habitantes desta terra, ficando eles submetidos ao SENHOR e ao seu povo.
Agora dediquem-se com todo o coração e com toda sua alma a buscar ao SENHOR, seu Deus. Deem início à construção do templo do SENHOR para que assim possam levar a arca da aliança do SENHOR e os objetos sagrados ao templo, que vai ser construído para honrar o nome do SENHOR.
Quando Davi estava já muito velho e prestes a morrer, nomeou seu filho Salomão como rei de Israel
e mandou reunir todos os chefes de Israel, os sacerdotes e os levitas.
Contaram os levitas de trinta anos em diante e o total foi de 38.000 homens:
24.000 deles ficaram encarregados de governar a obra do templo do SENHOR; 6.000 foram nomeados como ministros e juízes;
4.000 foram nomeados como porteiros e os outros 4.000 ficaram encarregados de louvar ao SENHOR com os instrumentos que Davi havia mandado fazer com esse fim.
Davi os dividiu em grupos de acordo com os filhos de Levi, assim: os descendentes de Gérson, os descendentes de Coate e os descendentes de Merari.
Os filhos de Gérson: Ladã e Simei.
Os três filhos de Ladã foram Jeiel, o mais velho, Zetã e Joel.
Os três filhos de Simei foram Selomite, Jaaziel e Harã. Todos eles eram os chefes das famílias israelitas de Ladã.
Simei tinha quatro filhos.
O mais velho foi Jaate, o segundo Ziza, e depois Jeús e Berias. Mas Jeús e Berias não tiveram muitos filhos, por isso foram contados como uma só família.
Os quatro filhos de Coate foram Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
Os filhos de Anrão eram Arão e Moisés. Arão e os seus foram escolhidos para serem os mais santos para sempre apresentar os sacrifícios perante o SENHOR, servir e adorá-lo para sempre.
A Moisés, homem de Deus, e seus descendentes os incluiu entre os da tribo de Levi.
Os filhos de Moisés foram Gérson e Eliézer.
O filho mais velho de Gérson foi Sebuel.
O filho mais velho de Eliézer foi Reabias. Eliézer não teve mais filhos, mas Reabias sim teve muitos.
O filho mais velho de Isar foi Selomite.
O primeiro filho de Hebrom foi Jerias, o segundo foi Amarias, o terceiro foi Jaaziel e o quarto foi Jecameão.
O primeiro filho de Uziel foi Mica e o segundo foi Issias.
Os filhos de Merari foram Mali e Musi. Os filhos de Mali foram Eleazar e Quis.
Eleazar só teve filhas, e elas se casaram com os filhos de Quis.
Os três filhos de Musi foram Mali, Éder e Jeremote.
Todos eles foram os descendentes de Levi, organizados por famílias paternas, segundo estavam registrados por nome no censo como chefes de família. Todos deviam dedicar-se ao serviço do templo do SENHOR após cumprirem vinte anos.
Davi tinha falado: — O SENHOR, Deus de Israel, tem dado descanso ao seu povo e continuará vivendo em Jerusalém.
Portanto, os levitas já não precisam continuar carregando a arca de Deus nem os objetos para seu serviço.
As últimas palavras de Davi foram para fazer o censo dos descendentes da tribo de Levi de vinte anos de idade em diante,
cujo trabalho consistia em ajudar a Arão e seus descendentes no serviço do templo do SENHOR. Eram responsáveis pelos pátios, pelos quartos, pela purificação dos objetos sagrados e por qualquer outro serviço no templo de Deus.
Igualmente, os levitas eram os responsáveis pelo pão consagrado que se colocava em fileiras na mesa do SENHOR, pela farinha para as ofertas de cereal, pelo bolo de pão sem fermento, pelas ofertas preparadas na panela e as cozidas, e por todos os pesos e medidas.
Os levitas tinham que cumprir com sua obrigação de louvar e agradecer ao SENHOR todas as manhãs e todas as tardes,
e oferecer ao SENHOR todos os sacrifícios que devem ser queimados completamente nos dias de descanso, nos dias de Lua Nova e nas outras festas. Sempre adoravam e agradeciam ao SENHOR segundo o número e rito que tinha sido designado a eles.
Tinham também sob sua responsabilidade o cuidado da Tenda do Encontro e do santuário. Eles realizavam seus trabalhos no templo do SENHOR sob as ordens dos seus parentes, os descendentes de Arão.
Os descendentes de Arão se organizaram por grupos. Os filhos de Arão foram Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
Nadabe e Abiú não tiveram filhos, e morreram antes que seu pai. Então Eleazar e Itamar ficaram encarregados do sacerdócio.
Davi, ajudado por Zadoque, descendente de Eleazar, e por Aimeleque, descendente de Itamar, organizou por turnos os sacerdotes para o exercício das suas funções.
Viu-se que havia mais homens descendentes de Eleazar que de Itamar, então os repartiram assim: dezesseis chefes descendentes de Eleazar e oito de Itamar.
Todos foram repartidos por sorteio, pois tanto entre os descendentes de Eleazar como entre os de Itamar houve ministros do santuário e ministros de Deus.
O secretário Semaías, filho do levita Natanael, escreveu um por um os nomes dos que eram escolhidos na presença dos reis, dos chefes, do sacerdote Zadoque, dos chefes de família dos sacerdotes e dos levitas, e de Aimeleque, filho de Abiatar. Era escolhido por turno um nome do grupo de Eleazar e um do grupo de Itamar.
O primeiro turno correspondia a Jeoiaribe; o segundo, a Jedaías,
o terceiro, a Harim; o quarto, a Seorim,
o quinto, a Malquias; o sexto, a Miamim;
o sétimo, a Hacoz; o oitavo, a Abias;
o nono, a Jesua; o décimo, a Secanias;
o décimo primeiro, a Eliasibe; o décimo segundo, a Jaquim;
o décimo terceiro, a Hupá; o décimo quarto, a Jesebeabe;
o décimo quinto, a Bilga; o décimo sexto, a Imer;
o décimo sétimo, a Hezir; o décimo oitavo, a Afsés;
o décimo nono, a Petaías; o vigésimo, a Jeezquel;
o vigésimo primeiro, a Jaquim; o vigésimo segundo, a Gamul;
o vigésimo terceiro, a Delaías; e o vigésimo quarto, a Maazías.
Dessa maneira foram repartidos os turnos para o serviço no templo do SENHOR, assim como tinha ordenado Arão, antepassado deles, quem por sua vez cumpria o que o SENHOR, Deus de Israel, tinha lhe ordenado.
Estes são os outros levitas: Dos descendentes de Anrão, seu filho Subael; de Subael, seu filho Jedias.
De Reabias, seu filho mais velho, Issias;
de Isar, Selomote. Dos descendentes de Selomote, seu filho Jaate.
Dos filhos de Hebrom: Jerias, o mais velho; Amarias, o segundo; Jaaziel, o terceiro; e Jecameão, o quarto.
De Uziel estavam Micaías, Samir, filho de Mica,
Issias, irmão de Mica, Zacarias, filho de Issias,
Mali e Musi, filhos de Merari, e Jaazias, filho de Musi.
Dos descendentes de Merari por parte do seu filho Jaazias estavam Beno, Soão, Zacur e Ibri.
Por parte de Mali estava Eleazar, que não teve filhos.
De Quis estava seu filho Jerameel.
Os filhos de Musi eram Mali, Éder e Jeremote. Todos eles eram levitas e estavam distribuídos de acordo com suas famílias israelitas.
Da mesma forma que seus parentes os descendentes de Arão, também eles foram repartidos por sorteio na presença do rei Davi, de Zadoque, de Aimeleque e dos chefes das famílias dos sacerdotes e dos levitas. Trataram igualmente tanto os das famílias dos irmãos mais velhos como dos irmãos mais novos.
Davi e os chefes do exército separaram para o serviço os filhos de Asafe, de Hemã e de Jedutum. Eles profetizavam acompanhados de harpas, liras e pratos. Esta é a lista dos encarregados deste trabalho conforme seu serviço:
Dos filhos de Asafe estavam Zacur, José, Netanias e Asarela. Asafe os dirigia, e ele profetizava debaixo das ordens do rei.
Dos filhos de Jedutum eram seis: Gedalias, Zeri, Isaías, Simei, Hasabias e Matitias. Jedutum os dirigia e ele, ao som da harpa, profetizava para agradecer e louvar ao SENHOR.
Dos filhos de Hemã estavam Buquias, Matitias, Uziel, Sebuel, Jeremote, Hananias, Hanani, Eliata, Gidalti, Romanti-Ézer, Josbecasa, Maloti, Hotir e Maaziote.
Todos eles eram filhos de Hemã, vidente do rei. Deus tinha prometido a Hemã que o tornaria um homem muito poderoso. Hemã teve ao todo catorze filhos e três filhas.
O pai deles dirigia a todos quando cantavam no templo do SENHOR, com acompanhamento de pratos, harpas e liras nos serviços da casa de Deus. Asafe, Hemã e Jedutum estavam debaixo da direção do rei.
Ao todo eles eram duzentos e oitenta e oito músicos peritos, incluindo seus outros parentes que eram cantores capacitados para louvar ao SENHOR.
Sorteavam entre eles os turnos do serviço, sem distinção entre mais velhos e mais novos nem entre mestres e discípulos.
O primeiro turno correspondia a José, o asafita; o segundo, a Gedalias e seus doze parentes;
o terceiro, a Zacur com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o quarto, a Izri com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o quinto, a Netanias com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o sexto, a Buquias, com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o sétimo, a Jesarela com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o oitavo, a Isaías com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o nono, a Matanias com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo, a Simei com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo primeiro, a Azareel com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo segundo, a Hasabias com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo terceiro, a Subael com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo quarto, a Matitias com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo quinto, a Jeremote com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo sexto, a Hananias com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo sétimo, a Josbecasa com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo oitavo, a Hanani com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o décimo nono, a Maloti com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o vigésimo, a Eliata com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o vigésimo primeiro, a Hotir com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o vigésimo segundo, a Gidalti com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o vigésimo terceiro, a Maaziote com seus filhos e parentes, doze ao todo;
o vigésimo quarto, a Romanti-Ézer com seus filhos e parentes, doze ao todo.
Os turnos dos porteiros ficaram assim: Dos coreítas: Meselemias filho de Coré, dos filhos de Asafe.
Os filhos de Meselemias foram: Zacarias, o mais velho; Jediael, o segundo; Zebadias, o terceiro; Jatniel, o quarto;
Elão, o quinto; Joanã, o sexto; e Elioenai, o sétimo.
Os filhos de Obede-Edom foram: Semaías, o mais velho; Jeozabade, o segundo; Joá, o terceiro; Sacar, o quarto; Natanael, o quinto;
Amiel, o sexto; Issacar, o sétimo; e Peuletai, o oitavo. Obede-Edom foi muito abençoado por Deus ao ter tantos filhos.
Semaías filho de Obede-Edom também teve filhos que foram chefes das suas famílias paternas, pois eram muito capazes e corajosos.
Estes foram os filhos de Semaías: Otni, Rafael, Obede, Elzabade, Eliú e Semaquias.
A família de Obede-Edom tinha ao todo oitenta e dois homens, todos muito corajosos e capazes para o trabalho.
Os filhos e irmãos de Meselemias eram dezoito no total. Todos eles foram homens muito corajosos.
Hosa, dos filhos de Merari, teve estes filhos: Sinri, que embora não fosse o filho mais velho, seu pai o nomeou chefe;
Hilquias, o segundo; Tebelias, o terceiro, e Zacarias, o quarto. Ao todo os filhos e famílias de Hosa eram treze.
Dessa forma foi como ficou estabelecido os turnos dos porteiros, tanto dos chefes como dos seus parentes, para que fizessem seus trabalhos no templo do SENHOR.
A guarda de cada porta foi feita por sorteio entre todas as famílias, e a todas se tratou por igual.
A Selemias coube por sorteio a entrada oriental; ao seu filho Zacarias, conselheiro inteligente, coube a entrada norte.
A Obede-Edom coube a entrada sul, e aos seus filhos, a guarda do depósito.
A Supim e a Hosa coube a entrada de Salequete, ao oeste, no caminho da subida. Cada família tinha seus guardas posicionados na entrada que lhes foi designada:
na entrada oriental havia seis levitas de guarda todos os dias; tanto na entrada norte como na entrada sul havia quatro levitas todos os dias; na entrada do depósito havia dois.
Na parte ocidental havia dois guardas na entrada e quatro no caminho.
Assim foram divididos os porteiros descendentes de Coré e descendentes de Merari.
Os outros levitas estavam encarregados de cuidar dos tesouros do templo de Deus, das ofertas e objetos sagrados.
Ladã era da família de Gérson, e Jeiel era um dos chefes de família entre os vários grupos de Ladã.
Os filhos de Jeiel eram Zetã e Joel. Eles estavam encarregados dos tesouros do templo do SENHOR.
Também haviam homens encarregados de certas tarefas, os quais procediam das famílias de Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
Moisés foi o pai de Gérson e Gérson foi o pai de Sebuel. Sebuel era o chefe dos oficiais encarregados dos tesouros do templo.
Seus parentes em linha direta por parte de Eliézer foram: Reabias, Isaías, Jeorão, Zicri e Selomote.
Selomote e seus familiares estavam encarregados de cuidar das ofertas que faziam o rei Davi, os comandantes de 1.000 e 100 homens e os comandantes do exército.
Eles tiravam esses presentes dos despojos que conseguiam em suas batalhas. Esses presentes eram para fazer a manutenção do templo do SENHOR.
Selomote e seus parentes cuidavam de todos os tesouros que haviam consagrado ao vidente Samuel; a Saul, filho de Quis; a Abner, filho de Ner; e a Joabe, filho de Zeruia.
Dos descendentes de Isar estavam Quenanias e seus filhos. Eles estavam encarregados dos assuntos de fora do templo como oficiais e juízes de Israel.
Da família de Hebrom estavam Hasabias e seus familiares. Eram ao todo 1.700 homens muito capazes. Eles estavam encarregados de supervisionar Israel no trabalho do SENHOR e no serviço do rei ao oeste do rio Jordão.
Jerias era o chefe dos descendentes de Hebrom, assim como aparece nos registros das famílias. No ano quarenta do governo de Davi foi feita uma investigação nos registros das famílias e foi descoberto que havia muitos homens capazes em Jazer-de-Gileade.
Jerias tinha 2.700 parentes que eram homens muito capazes e chefes de famílias. O rei Davi os nomeou como chefes das famílias de Rúben, de Gade e da metade da tribo de Manassés. Esses 2.700 homens ficaram encarregados de todos os assuntos de Deus e do rei.
Esta é a lista dos israelitas que eram chefes de família, comandantes de 1.000 e de 100 homens e oficiais que estavam ao serviço do rei nos assuntos relacionados com as divisões militares. Cada divisão tinha 24.000 homens e prestavam serviço ao rei em turnos mensais durante todo o ano:
Jasobeão, filho de Zabdiel, estava encarregado da primeira divisão de 24.000 homens durante o primeiro mês.
Ele era descendente de Perez e era o comandante-chefe de todos os oficiais do exército que faziam seu turno no primeiro mês.
Dodai, descendente de Aoí, era o encarregado da divisão de 24.000 homens que prestavam serviço durante o segundo mês. Miclote era o comandante-chefe desta divisão.
Benaia, filho do sumo sacerdote Joiada, era o chefe da terceira divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no terceiro mês.
Benaia era um dos guerreiros e chefe do grupo dos trinta; seu filho Amisabade supervisionava esta divisão.
Asael, irmão de Joabe, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no quarto mês. O sucedeu seu filho Zebadias.
Samute, descendente de Izra, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no quinto mês.
Ira, filho de Iques, o tecoíta, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no sexto mês.
Helez, o pelonita, descendente de Efraim, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no sétimo mês.
Sibecai, de Husá, descendente de Zerá, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no oitavo mês.
Abiezer, de Anatote, descendente de Benjamim, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no nono mês.
Maarai, de Netofate, descendente de Zera, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no décimo mês.
Benaia, de Piratom, descendente de Efraim, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no décimo primeiro mês.
Heldai, de Netofate, descendente de Otoniel, era o comandante da divisão de 24.000 homens que fazia seu turno no décimo segundo mês.
Esta é a lista dos chefes das tribos de Israel: Eliézer, filho de Zicri, da tribo de Rúben; Sefatias, filho de Maaca, de Simeão;
Hasabias, filho de Quemuel, da tribo de Levi; Zadoque, da tribo de Arão;
Eliú, irmão de Davi, da tribo de Judá; Onri, filho de Micael, da tribo de Issacar;
Ismaías, filho de Obadias, da tribo de Zebulom; Jeremote, filho de Azriel, da tribo de Naftali;
Oseias, filho de Azazias, da tribo de Efraim; Joel, filho de Pedaías, da metade da tribo de Manassés;
Ido, filho de Zacarias, da outra metade da tribo de Manassés em Gileade; Jaasiel, filho de Abner, da tribo de Benjamim.
Azareel, filho de Jeroão, da tribo de Dã. Todos eles eram os chefes das tribos de Israel.
Davi não contou no censo os menores de vinte anos porque o SENHOR tinha prometido que o povo de Israel seria tão numeroso como as estrelas do céu.
Joabe, filho de Zeruia, tinha começado o censo mas não pôde terminá-lo. Israel recebeu um castigo de Deus devido a este censo e por isso esses dados não aparecem nas Crônicas do rei Davi.
Azmavete, filho de Adiel, era o tesoureiro do rei. Jônatas, filho de Uzias, estava encarregado dos depósitos do campo, dos povos, das cidades e das fortalezas.
Ezri, filho de Quelube, estava encarregado dos agricultores que cultivavam a terra.
Simei, da família de Ramate, estava encarregado das vinhas. Zabdi, da família de Sifá, estava encarregado de armazenar o vinho nas garrafas.
Baal-Hanã, da família de Gederá, estava encarregado das oliveiras e das florestas de figueiras silvestres que ficam nas planícies de Judá. Joás estava encarregado da produção de azeite de oliva.
Sitrai, de Sarom, estava encarregado do gado que pastava em Sarom, e Safate, filho de Adlai, era o encarregado do gado que pastoreava nos vales.
Obil, o ismaelita, estava encarregado dos camelos. Jedias, de Meronote, estava encarregado dos burros.
Jaziz, o hagareno, estava encarregado dos rebanhos de ovelhas. Todos eles eram os administradores dos bens do rei Davi.
Jônatas, tio de Davi, trabalhava como um dos principais acessores do rei. Jônatas era um homem muito inteligente, sábio e com muita educação e conhecimento. Jeiel, filho de Hacmoni, era responsável pelo cuidado dos filhos do rei.
Aitofel era outro acessor do rei. Husai, o arquita, era homem de confiança do rei.
Depois de Aitofel seguiam no comando Abiatar e Joiada, filho de Benaia. Joabe era o comandante-chefe do exército do rei.
Davi se reuniu em Jerusalém com todas as autoridades de Israel: os chefes das tribos, os comandantes das divisões que serviam ao rei, os chefes de 1.000 e 100 soldados, os administradores das propriedades e do gado que pertenciam ao rei e aos seus filhos, os ministros de palácio, os militares e as pessoas importantes do povo.
O rei Davi se pôs de pé e disse: — Escutem, todos vocês, irmãos e povo meu! Eu tinha a intenção e o desejo de construir uma casa para a arca da aliança do SENHOR: um lugar que fosse como o trono de Deus. Eu fiz todos os preparativos para sua construção,
mas Deus me disse: “Você não pode construir uma casa para louvar meu nome porque tem participado de muitas guerras e tem matado muita gente”.
Mesmo assim o SENHOR, Deus de Israel, me escolheu dentre minha família para ser rei de Israel para sempre. Ele escolheu a tribo de Judá como a tribo governante; dessa tribo escolheu a minha família; e dentre os meus irmãos escolheu a mim, para ser rei de Israel.
O SENHOR me deu muitos filhos, mas dentre todos eles Salomão foi o escolhido para ocupar o trono do SENHOR no reino de Israel.
Deus me disse: “Seu filho Salomão é quem vai construir meu templo e os meus pátios. Eu o escolhi para que seja como meu filho e eu serei como seu pai.
Sempre protegerei o reino de Salomão, se ele continuar cumprindo meus mandamentos como tem feito até agora”.
— Aqui diante de todo Israel, que é o povo do SENHOR, e diante de Deus, que nos escuta, peço a todos que cumpram os mandamentos do SENHOR, seu Deus, para que conservem esta boa terra e seus filhos possam herdá-la por todas as gerações que estão por vir.
— Salomão, meu filho, peço a você que reconheça a autoridade do Deus do seu pai. Lhe peço que sempre o sirva com um coração puro e um espírito espontâneo, porque o SENHOR sempre olha o coração e conhece todos os pensamentos dos homens. Se você o buscar, ele deixará que o encontre. Mas se você o abandonar, ele o rejeitará para sempre.
Salomão, filho, veja que o SENHOR o escolheu para construir uma casa para seu santuário, seja forte, e mãos à obra!
Em seguida, Davi entregou a Salomão os planos da construção. Esses planos mostravam o corredor da frente, o templo principal, os depósitos, as salas de cima, as salas internas e a sala para a cobertura da arca.
Davi falou também a Salomão o que tinha em mente para os pátios do templo do SENHOR, para os quartos ao redor, para os tesouros do templo de Deus e para os depósitos das ofertas sagradas.
Davi também explicou a Salomão tudo o era necessário sobre os turnos dos sacerdotes e levitas, o trabalho que eles fariam no templo e os utensílios que seriam usados no templo.
Davi mostrou a Salomão como medir o ouro e a prata que seriam usados para fazer os utensílios e todos os outros objetos necessários em qualquer atividade do serviço,
os candelabros de acordo com sua utilidade,
cada uma das mesas onde se coloca o pão consagrado,
cada garfo, cada bacia e cada jarro.
Davi também mostrou a Salomão a quantidade de ouro refinado para o altar de ofertas e o projeto para a carruagem dourada que tinha o anjo com asas estendidas para cobrir a arca da aliança do SENHOR.
Davi entregou tudo a Salomão por escrito. Isso foi escrito segundo as instruções que o SENHOR deu a Davi para que entendesse todas e cada uma das especificações e detalhes dos projetos.
Davi disse a Salomão: — Filho, seja forte, atue com firmeza, e mãos à obra! Não tenha medo, porque o SENHOR Deus, meu Deus, estará sempre ao seu lado, nunca abandonará você. Ao contrário, ele ajudará você a completar todo o trabalho que é necessário para o serviço do templo do SENHOR.
Aqui estão os turnos dos sacerdotes e levitas para o serviço no templo de Deus. Também tem à sua disposição todos os peritos em qualquer classe de trabalho. Os líderes do povo estarão totalmente prontos para cumprir suas ordens.
O rei Davi disse a todo o povo de Israel: — Meu filho Salomão, o único a quem Deus tem escolhido, você é ainda muito jovem e inexperiente, e o trabalho que lhe espera é grande, porque o templo não é para homens senão para o SENHOR Deus.
Eu tenho me esforçado para deixar pronto tudo o que é necessário para o templo do meu Deus. Consegui já o material certo para cada objeto; tenho o ouro, a prata, o bronze, o ferro e a madeira para usar segundo corresponda. Também estão listadas as pedras de ônix para as instalações, as turquesas de várias cores, todo tipo de pedras preciosas e grande quantidade de mármore.
Além de tudo o que já tenho preparado para o templo, vou dar meu tesouro pessoal de ouro e prata. Estou disposto a entregá-lo por inteiro para o templo do meu Deus.
Tenho 100.000 quilos de ouro de Ofir e duzentas e sessenta toneladas de prata refinada para cobrir as paredes de cada sala.
Entrego ouro para os objetos de ouro e prata para os objetos de prata nas mãos de artesãos especializados. Agora, quem de vocês está disposto hoje a dedicar-se ao SENHOR?
Então os chefes de família, os chefes das tribos de Israel, os chefes de 1.000 e de 100 soldados, e os oficiais da administração do rei fizeram voluntariamente suas doações.
Foi ofertado para o serviço da casa de Deus 165.000 quilos de ouro, 10.000 moedas de ouro, 330.000 quilos de prata, ao redor de 600.000 quilos de bronze e 3.300.000 quilos de ferro.
Todos os que tinham pedras preciosas as doaram para a tesouraria do templo do SENHOR, que estava a cargo de Jeiel, o gersonita.
Todo o povo estava alegre por causa da generosidade ao dar: eles tinham dado com todo o coração e voluntariamente ao SENHOR. O rei Davi também estava muito contente.
Depois Davi fez esta oração de louvor ao SENHOR diante de todo o seu povo: — Bendito seja para sempre, SENHOR, Deus de Israel e pai nosso!
SENHOR, a majestade e o poder, a glória, o esplendor e a honra lhe pertencem. Porque tudo o que existe no céu e na terra é do Senhor. O SENHOR é o único Soberano e seu é o reino.
A riqueza e a honra vêm do Senhor; pois governa tudo. O Senhor tem nas suas mãos o poder, a força, e o poder de decidir a quem fará grande e poderoso.
Nosso Deus, agora lhe agradecemos e louvamos o seu santo nome.
— Quem sou eu ou quem é meu povo para trazer ao Senhor estas ofertas? Na realidade tudo vem do Senhor. Simplesmente estamos lhe dando daquilo que temos recebido do Senhor.
Porque diante do Senhor não somos mais do que imigrantes; viajantes estrangeiros como foram nossos antepassados. Nossos dias na terra são só sombra sem esperança.
SENHOR, Deus nosso, temos juntado todas estas riquezas para construir ao Senhor um templo para honrar seu nome. Tudo isso vem do Senhor e lhe pertence.
Eu sei, Deus meu, que o Senhor examina o coração das pessoas e lhe agrada a pessoa íntegra e correta. Por isso, lhe entrego tudo isso, com generosidade e com todo o coração. Também tenho visto como toda esta gente aqui presente se sente alegre em ofertar para o Senhor tudo o que tem.
SENHOR, Deus dos nossos antepassados Abraão, Isaque e Jacó, peço ao Senhor que conserve sempre esta boa vontade no coração do seu povo; guie o coração deles para o Senhor.
Dê um coração íntegro ao meu filho Salomão para que possa seguir cumprindo e colocando em prática seus mandamentos, estatutos e decretos. Faça que ele possa construir o templo para o qual tenho feito todos os preparativos.
Depois Davi disse a todos: — Louvem ao SENHOR, seu Deus. Então todos louvaram ao SENHOR, Deus dos seus antepassados, e se prostraram perante o SENHOR e perante o rei.
No dia seguinte sacrificaram animais ao SENHOR e lhe ofereceram sacrifícios que devem ser queimados completamente. Foram sacrificados 1.000 bois, 1.000 carneiros e 1.000 cordeiros. Foram feitas ofertas de vinho e sacrifícios abundantes por todo Israel.
Nesse dia todos beberam e comeram alegres em honra ao SENHOR. Também proclamaram, pela segunda vez, como rei, a Salomão, filho de Davi. Ali o consagraram rei perante o SENHOR e nomearam Zadoque como sacerdote.
Então Salomão sentou-se no trono do SENHOR como rei, em lugar de seu pai Davi, e teve muito sucesso. Todo Israel lhe obedeceu.
Todos os chefes, guerreiros e os outros filhos do rei Davi prometeram ser fiéis ao rei Salomão.
O SENHOR engrandeceu a Salomão diante de todo Israel e lhe concedeu o esplendor e a glória que nenhum outro rei teve antes dele em Israel.
Davi, filho de Jessé, foi rei de todo Israel
durante quarenta anos. Governou sete anos em Hebrom e trinta e três anos em Jerusalém.
Davi morreu de idade avançada, cheio de riqueza, honra e glória. Seu filho Salomão reinou no seu lugar.
Todos os feitos que ocorreram durante o reinado de Davi, do primeiro ao último, estão listados nas crônicas do vidente Samuel, do profeta Natã e do vidente Gade.
Ali há uma descrição completa do reinado de Davi, do seu grande poder, e de todos os eventos que afetaram a ele, a Israel e aos países vizinhos.
Salomão, filho de Davi, consolidou seu reino, pois o SENHOR, seu Deus, estava com ele e fez com que seu poder aumentasse grandemente.
Salomão falou com todo Israel, ou seja, com os chefes de 1.000 e 100 soldados, com os líderes e com os chefes de Israel, isto é, os chefes das famílias paternas.
Então Salomão e todo Israel avançaram para o santuário que estava em Gibeom, porque ali estava a Tenda do Encontro de Deus, a qual Moisés, servo do SENHOR, tinha construído no deserto.
Davi tinha levado a arca de Deus desde Queriate-Jearim até uma tenda que tinha armado em Jerusalém.
Contudo, como o altar de bronze que fez Bezalel, filho de Uri e neto de Hur, estava em Gibeom, em frente da Tenda Sagrada do SENHOR, Salomão e os israelitas foram ali para consultá-lo.
Ali Salomão subiu até o altar de bronze, que estava na Tenda do Encontro, diante do SENHOR, e ofereceu 1.000 sacrifícios que deveriam ser queimados completamente.
Naquela noite Deus apareceu a Salomão e disse: — Peça o que você quiser e eu lhe darei.
Salomão respondeu: — O Senhor tratou com muito amor fiel ao meu pai Davi e me fez rei em seu lugar.
Então, SENHOR Deus, cumpra a promessa feita a meu pai Davi porque o SENHOR me fez rei sobre uma nação tão numerosa como o pó da terra.
Dê-me agora a sabedoria e o conhecimento necessários para governar este povo porque, quem será capaz de governar este seu povo tão grande?
Então Deus disse a Salomão: — Já que esse foi seu desejo e não pediu para ser rico nem famoso nem que matasse seus inimigos nem que lhe fosse concedido uma vida longa, a não ser sabedoria e conhecimento para governar meu povo, sobre o qual eu o fiz rei,
lhe darei, junto com a sabedoria e o conhecimento, também a riqueza e a honra como nenhum rei jamais teve nem terá depois de você.
Depois disso, desde a Tenda do Encontro que estava no santuário que ficava em Gibeom, Salomão regressou a Jerusalém e começou a reinar sobre Israel.
Salomão reuniu um grande número de carros de combate e de cavalos: 1.400 carros e 12.000 cavalos. Salomão construiu guarnições para os carros e também deixou alguns carros em Jerusalém.
O rei fez com que a prata e o ouro fossem tão comuns em Jerusalém como a pedra. Ele também fez com que a madeira de cedro fosse tão comum como as figueiras que crescem na planície.
Os cavalos de Salomão eram importados do Egito e da Cilícia. Os comerciantes da corte compravam os cavalos na Cilícia.
Eles importavam um carro do Egito a um custo de seiscentas moedas de prata e um cavalo a cento e cinquenta, para depois vendê-los a todos os reis heteus e sírios.
Salomão decidiu construir um templo em honra ao SENHOR e um palácio real para si mesmo.
Recrutou uns 70.000 carregadores e 80.000 pedreiros para cortar madeira e pedra nas montanhas. Além disso, escolheu 3.600 chefes para supervisarem a obra.
Salomão mandou dizer a Hirão, rei de Tiro: “Faça comigo assim como fez com meu pai Davi: envie-me cedro do Líbano para que seja construído um palácio onde eu more.
Pois vou construir um templo em honra ao SENHOR, meu Deus, para consagrar a ele, queimar incenso aromático em sua honra, colocar continuamente pães consagrados e oferecer sacrifícios que devem ser queimados completamente pela manhã pela tarde, nos dias de descanso, festas da Lua Nova e nas outras festas do SENHOR, nosso Deus. Isso se fará para sempre em Israel.
“O templo que vou construir será grande, porque nosso Deus é maior do que todos os deuses.
Quem poderá construir um templo se nem os céus mais profundos podem contê-lo? Quem sou eu para construir um templo ainda que seja somente para queimar incenso diante dele?
“Envie-me, pois, um perito na fabricação de objetos de ouro, prata, bronze, ferro, pano púrpura, vermelho e azul, e que saiba fazer esculturas, para que trabalhe com os hábeis construtores que meu pai Davi me deixou.
Envie-me também do Líbano madeira de cedro, ciprés e junípero. Eu sei que os seus servos têm experiência em cortar madeira e os meus servos trabalharão junto com eles.
É necessário preparar muita madeira porque o templo que vou construir será grande e maravilloso.
Pagarei aos seus homens 9.000 toneladas de trigo, 9.000 toneladas de cevada, 440.000 litros de vinho e 440.000 litros de azeite de oliva”.
Hirão, rei de Tiro, respondeu com uma carta que dizia assim: “O SENHOR o fez rei de Israel porque ama seu povo.
Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, que fez o céu e a terra, porque tem dado ao rei Davi um filho sábio, instruído e inteligente, o qual vai construir um templo em honra ao SENHOR e um palácio para seu reino.
Envio Hirão-Abi, o qual é um homem sábio e inteligente.
Ele é um filho de uma mulher descendente da tribo de Dã e um homem da cidade de Tiro. Além disso ele é um perito metalúrgico e trabalha tanto o ouro como a prata, o bronze e o ferro, assim como também a pedra e a madeira, tecido púrpura, azul, e vermelho; e o linho. Também é perito em esculturas de todo tipo de figuras e realizará o projeto que lhe for encarregado juntamente com os seus peritos e os do seu pai Davi.
“No que diz respeito ao trigo, a cevada, o azeite e o vinho que menciona, enviarei a você meus servos.
Nós cortaremos toda a madeira que necessita, e as enviaremos através de jangadas pelo mar, do Líbano até Jope. Vocês então se encarregarão de levar a madeira para Jerusalém”.
Salomão fez um censo de todos os homens estrangeiros que haviam em Israel. Este censo foi feito depois daquele que fez seu pai Davi. O censo mostrou que havia 153.600 homens estrangeiros.
Deles, ele recrutou 70.000 para que servissem como carregadores, 80.000 para que servissem como pedreiros nas montanhas e 3.600 como chefes para fazer com que o povo trabalhasse.
Salomão começou a construir o templo do SENHOR em Jerusalém, no monte Moriá, onde o SENHOR tinha aparecido ao seu pai Davi. Esse era o lugar que Davi tinha destinado para eles, ou seja o lugar onde Araúna, o jebuseu, debulhava o trigo.
Salomão começou a obra no dia dois do segundo mês do quarto ano do seu reinado.
Salomão determinou que as medidas dos alicerces do templo fossem de vinte e sete metros de comprimento por nove de largura.
O pórtico que estava diante do templo media a mesma coisa que a largura do templo, ou seja, nove metros de comprimento; sua altura também era de nove metros. Salomão fez recobrir de ouro puro as paredes e o seu teto.
Revestiu a parte principal do templo com madeira de ciprés e revestiu a madeira com ouro puro gravado com figuras de palmeiras e correntes.
Adornou o templo com pedras preciosas e com ouro da melhor qualidade trazido de Parvaim.
As vigas, os batentes, as paredes e as portas do templo estavam chapeadas com ouro e as paredes estavam gravadas com figuras de querubins.
No templo fez construir o Lugar Santíssimo. Ele media igual à largura do templo, ou seja nove metros de comprimento por nove de largura. Depois o revestiu com vinte e três toneladas de ouro fino.
Usaram pregos que pesavam meio quilo de ouro puro cada um. Também revestiu de ouro as salas do andar de cima.
Dentro do Lugar Santíssimo esculpiu dois querubins, que também estavam revestidos de ouro.
As asas dos dois querubins se estendiam com um comprimento de nove metros ao todo. Cada asa dos querubins media dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento, uma asa tocava a parede e a outra tocava a ponta da asa do outro querubim.
Cada asa do segundo querubim media igual: dois metros e vinte e cinco centímetros, e uma delas tocava a ponta da asa do primeiro querubim e a outra tocava a parede.
As asas estendidas dos dois querubins mediam nove metros. Estavam de pé fazendo guarda, com o rosto em direção ao Lugar Santo.
Salomão mandou fazer uma cortina de pano azul e roxo, vermelho e linho fino, e fez bordar querubins nela.
Para a fachada do templo fez duas colunas de dezesseis metros de altura com capitéis de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura.
Como tinha feito um desenho de correntes dentro do santuário, o fez também para a parte mais alta das colunas, e fez cem romãs e as pôs nas correntes.
Hirão instalou as colunas na fachada do templo, uma à direita e outra à esquerda. A coluna que estava à direita foi chamada de Jaquim, e a que estava à esquerda, de Boaz.
Salomão fez um altar de bronze que media nove metros de comprimento por nove de largura e tinha uma altura de quatro metros e cinquenta centímetros.
Então Hirão fez um grande tanque de água, redondo. A circunferência do tanque era de treze metros e meio, seu diâmetro era de quatro metros e meio, e tinha uma altura de dois metros e vinte e cinco centímetros.
Debaixo da borda do tanque de água havia fileiras de abóboras feitas de bronze, formando uma só peça com o tanque, dez a cada meio metro.
O tanque grande de água descansava sobre doze touros virados para fora. Três olhavam para o norte, três para o leste, três para o sul e três para o oeste.
A grossura das paredes do tanque grande era de oito centímetros; sua borda em forma de cálice era semelhante a uma flor de lírio. O tanque grande de água tinha uma capacidade de 66.000 litros.
Ele fez também dez tanques e pôs cinco do lado direito e cinco à esquerda da lagoa para que fossem lavados os objetos utilizados para fazer os sacrifícios que devem ser queimados completamente. Os sacerdotes usavam o tanque grande para se lavar.
Salomão fez também dez candelabros de ouro, conforme o modelo prescrito, e os colocou no templo: cinco à direita e cinco à esquerda.
Fez também dez mesas e as colocou no templo, cinco à direita e cinco à esquerda. Fez também cem taças de ouro.
Fez construir um pátio para os sacerdotes e outro pátio grande, com suas portas para acessá-los. As portas foram revestidas de bronze.
Pôs o tanque ao sul do templo, virado para o sudeste.
Hirão-Abi também fez caldeiras, pás e bacias, e terminou o trabalho que o rei Salomão queria que fizesse no templo de Deus,
ou seja: as duas colunas, os dois capitéis redondos que estavam em cima delas, as duas grades que decoravam os capitéis;
as quatrocentas romãs em duas fileiras para cada uma das grades que decoravam a parte de cima das colunas.
Fez também as dez plataformas móveis e os dez tanques que iam sobre as plataformas,
o tanque grande de água apoiado sobre os doze touros,
as jarras, as pás, os garfos e todos os utensílios. Hirão-Abi fez de bronze polido todos estes objetos que o rei Salomão queria para o templo do SENHOR.
Conforme a ordem do rei, tudo foi feito fundido em moldes de argila perto do rio Jordão, entre Sucote e Zeredá.
Salomão fez tantas coisas de bronze para o templo que nunca ficou conhecido qual foi o peso total do bronze que usou.
Salomão mandou fazer todos os outros objetos que havia no templo de Deus: o altar de ouro; as mesas sobre as quais era oferecido o pão consagrado a Deus;
os candelabros e as lâmpadas de ouro puro para iluminar o Lugar Santíssimo, assim como estava ordenado;
as flores, as lâmpadas e as tenazes, também de ouro puro;
os cortadores de pavio, as bacias, os recipientes e utensílios para levar brasas de ouro puro; as dobradiças do templo para as portas interiores que conduziam ao Lugar Santíssimo e para as portas da sala principal do templo, todas de ouro.
Assim, o rei Salomão terminou o trabalho que queria fazer no templo do SENHOR. Então reuniu tudo o que seu pai Davi tinha consagrado, a prata, o ouro e todos os objetos. Levou tudo isso e o depositou nos tesouros do templo de Deus.
Então o rei Salomão reuniu em Jerusalém todos os líderes de Israel, os chefes das tribos e os líderes das famílias de Israel para transportar a arca da aliança do SENHOR desde Sião, a Cidade de Davi, para o templo.
Todos os israelitas se reuniram perante o rei durante a festa do sétimo mês.
Todos os líderes de Israel vieram e os levitas levantaram a arca sagrada.
Os sacerdotes e os levitas levaram a arca, a Tenda do Encontro e os utensílios sagrados que havia na tenda.
O rei Salomão e todos os israelitas reunidos com ele para este propósito celebraram o sacrifício de tantas ovelhas e gado perante a arca da aliança, que ninguém conseguiu contá-las.
Então os sacerdotes colocaram a arca sagrada do SENHOR em seu lugar, debaixo das asas dos querubins, dentro do Lugar Santíssimo, no templo.
Os querubins estendiam as suas asas por cima da arca sagrada e dos seus cabos usados para transportá-la.
Os cabos eram longos e desde o Lugar Santo podiam ser vistas as pontas sobressaindo da arca. Mesmo assim, não se via de fora e estão ali até hoje.
A única coisa que havia dentro da arca sagrada eram as duas tábuas que Moisés havia colocado dentro da arca em Horebe, onde o SENHOR fez a aliança com os israelitas depois que saíram do Egito.
Quando os sacerdotes saíram do Lugar Santo, todos os sacerdotes que se encontravam ali haviam se purificado indiferente da sua distribuição nos turnos.
Os levitas cantores (todos os de Asafe, Hemã e Jedutum, seus filhos e seus parentes) estavam de pé do lado oriental do altar, vestidos de linho e com címbalos, liras e harpas. Com eles estavam cento e vinte sacerdotes trombetistas.
Eles tocavam as trombetas e cantavam em uníssono, louvando e dando graças ao SENHOR. Eles faziam soar as trombetas, os pratos e os outros instrumentos musicais enquanto cantavam e louvavam ao SENHOR, dizendo: — Porque ele é bom e seu amor é para sempre. Nesse momento o templo do SENHOR se encheu com uma nuvem.
Devido à nuvem, os sacerdotes não puderam seguir celebrando o culto porque o templo de Deus estava cheio da glória do SENHOR.
Então Salomão disse: “O SENHOR disse que ele habitaria em torno de uma nuvem escura.
Eu construí um templo maravilhoso, um lugar onde o SENHOR habitará para sempre”.
O rei então se virou para frente da congregação de Israel para pronunciar a bênção sobre todos eles, os quais estavam de pé.
Disse assim: — Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, que com a sua mão cumpriu o que prometeu ao meu pai Davi quando disse:
“Desde o dia em que tirei o meu povo do Egito, eu não tinha escolhido nenhuma cidade dentre todas as tribos de Israel para construir um templo na minha honra. Nem mesmo havia escolhido um homem para ser o líder do meu povo Israel.
Mas agora escolho Jerusalém como a cidade onde receberei honra; e tenho escolhido Davi para governar meu povo Israel”.
— Meu pai, Davi, tinha muito desejo de construir um templo em honra ao SENHOR, Deus de Israel.
Mesmo assim o SENHOR disse ao meu pai Davi: “Sei que você tem um desejo grande de construir um templo em minha honra, e isso é bom.
Mas você não construirá o templo, e sim um filho que você terá. Será ele quem construirá o templo onde me será dada honra”.
— O SENHOR cumpriu a sua promessa e eu tenho assumido o poder no lugar do meu pai Davi, sou o rei de Israel, assim como o SENHOR prometeu, e construí o templo em honra ao SENHOR, Deus de Israel.
Tenho colocado a arca sagrada, dentro da qual está o aliança que o SENHOR fez com Israel.
Então Salomão, de pé perante o altar do SENHOR e na presença de toda a congregação de Israel, levantou os seus braços.
Salomão tinha feito uma plataforma de bronze e a tinha colocado no meio do pátio. Ela media dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento, dois metros e vinte e cinco centímetros de largura e um metro e trinta e cinco centímetros de altura. Tendo se detido ali para pronunciar a bênção diante de toda a congregação de Israel, Salomão levantou os braços ao céu
e disse: — Senhor, Deus de Israel, não há nenhum outro Deus como o Senhor nos céus e na terra. O Senhor fez uma aliança com seu povo porque o ama. O Senhor manteve sua aliança e seu amor fiel com o povo que o serve com todo o coração.
O Senhor tem cumprido o que prometeu ao seu servo Davi, meu pai, demonstrando assim com feitos o que disse em palavras.
Agora, SENHOR, Deus de Israel, cumpra as demais promessas que fez ao meu pai Davi. O Senhor disse: “Davi, se os seus filhos obedecerem cuidadosamente à lei que eu lhes dei, como você fez, sempre haverá um descendente seu que governe em Israel”.
Agora, SENHOR, Deus de Israel, peço que cumpra a promessa que fez ao seu servo Davi.
— Mas, na realidade, pode viver Deus com a humanidade na terra? Se nem os céus mais profundos podem conter o Senhor, então como lhe será adequado este templo que me fez construir?
Mesmo assim, peço que preste atenção ao pedido e à súplica do seu servo. SENHOR, meu Deus, ouça o grito de pedido que faço diante do Senhor como seu servo.
Portanto olhe para este templo dia e noite, porque tem prometido que neste lugar se dará honra ao seu nome. Ouça ao seu servo quando ore voltado para este lugar.
Ouça quando seu povo Israel pedir seu favor e seu servo orar em favor do seu povo em este lugar. Por favor, nos escute! Embora o Senhor habite nos céus, nos ouça e nos perdoe.
— Por exemplo, pode acontecer que alguém peque contra seu próximo e seja colocado sob juramento. Quando o caso chegar perante o altar deste templo,
ouça do céu. Faça justiça aos seus servos, condenando o culpado pelo mal que fez e reivindicando o inocente por fazer o bem.
Quando seu povo pecar e por isso for derrotado na batalha pelo inimigo, e voltar-se para você para dar-lhe honra, orar e lhe suplicar desde este templo,
ouça do céu e perdoe o pecado do seu povo Israel. Faça-os voltar para a terra que deu a eles e seus antepassados.
— Quando houver seca e faltar a chuva porque pecaram contra o Senhor, se eles orarem voltados para este lugar, louvando seu nome e abandonando seu pecado quando os castigar,
ouça do céu e perdoe o pecado dos seus servos, seu povo Israel. Ensine-lhes o bom caminho para que o sigam e dê a chuva que necessita a terra que deu a eles como herança.
— Se houver fome, epidemia ou se as colheitas forem destruídas por qualquer tipo de praga, seja por mofo, por gafanhotos ou por vermes; ou quando o inimigo sitiar alguma cidade, ou em fim, se houver qualquer praga ou doença.
Se alguém do seu povo Israel orar ou lhe suplicar, consciente da sua dor e sua aflição, levantando os braços para este lugar,
ouça do céu, onde o Senhor vive, e perdoe-o. Responda sua petição e dê a cada um conforme o que o Senhor sabe da sua vida e atitude. Porque só o Senhor conhece o coração de cada ser humano.
Desta maneira eles o respeitarão e andarão nos seus caminhos todos os dias que viverem na terra que deu aos nossos antepassados.
— Que aconteça a mesma coisa quando um estrangeiro que não é do seu povo Israel vier de um país distante por causa do seu grande nome, sua mão forte e braço poderoso. Quando esse estrangeiro se aproximar e orar neste templo,
ouça-o do céu, onde vive, e conceda tudo o que pedir, para que todas as nações do mundo conheçam seu nome e o respeitem como faz seu povo Israel. Assim eles saberão que seu nome é invocado neste templo que construí.
— Quando, obedecendo às suas ordens, seu povo sair para a batalha contra o inimigo e lhe pedir em oração voltado para esta cidade, que o Senhor escolheu, e para o templo, que construí para que se dê honra ao seu nome,
ouça do céu o seu pedido e defenda a sua causa.
— É possível que eles pequem contra o Senhor, pois não há ser humano que não peque. É possível que o Senhor se irrite com eles, que acabem sendo feito prisioneiros pelo inimigo e que sejam levados para uma terra que pode ficar perto ou longe.
Quando isso acontecer, se na terra onde estiverem prisioneiros começarem a refletir, voltarem para o Senhor e suplicarem pela sua ajuda, dizendo: “Pecamos e somos culpados da maldade que fizemos”,
se voltarem ao Senhor com todo o coração e de toda alma, na terra dos seus inimigos onde estiverem cativos, e orarem ao Senhor voltados para a terra que deu aos seus antepassados, para a cidade que escolheu e para o templo que construí para dar honra ao seu nome,
ouça do céu a oração deles, do lugar onde habita, defenda a causa deles e perdoe seu povo que pecou contra o Senhor.
Agora, meu Deus, que os seus olhos estejam abertos e seus ouvidos atentos à oração que for feita neste lugar. Salomão também disse:
“Levante-se, SENHOR Deus, venha para o lugar do seu descanso, o Senhor e a arca do seu poder! Que os seus sacerdotes, SENHOR Deus, se vistam de salvação e os seus fiéis se alegrem no bem.
SENHOR Deus, não rejeite os seus ungidos; lembre-se do amor fiel do seu servo Davi”.
Quando Salomão terminou sua oração, um fogo do céu desceu e consumiu o sacrifício que deve ser queimado completamente e os outros sacrifícios, e a glória do SENHOR encheu o templo.
Os sacerdotes não puderam entrar no templo do SENHOR porque a glória do SENHOR havia enchido o templo.
Ao verem descer o fogo e a glória do SENHOR no templo, os israelitas se ajoelharam e, prostrando o rosto em terra, começaram a adorar e dar graças ao SENHOR, dizendo: “Porque ele é bom e seu amor fiel é para sempre”.
Então o rei e todo o povo ofereceram sacrifícios perante o SENHOR.
O rei ofereceu como sacrifício 22.000 bois e 120.000 ovelhas. Assim foi como o rei e todo o povo dedicaram o templo de Deus.
Os sacerdotes estavam em seus postos, assim como os levitas, com os instrumentos musicais que Davi tinha feito para dar graças e louvar ao SENHOR com o cântico que diz: — Porque ele é bom e o seu amor fiel é para sempre. Os sacerdotes tocavam as trombetas na frente dos levitas, enquanto todo Israel se mantinha de pé.
Salomão consagrou a região central do pátio que está na frente do templo do SENHOR, porque ali tinha oferecido os sacrifícios que devem ser queimados completamente e a gordura dos sacrifícios para festejar. Pois no grande altar de bronze que Salomão fez não cabiam os sacrifícios que deviam ser queimados completamente, as ofertas de cereal e a gordura.
Nessa ocasião Salomão celebrou a festa por sete dias, e com ele uma multidão muito grande de todo Israel, desde a entrada de Hamate, que ficava ao norte, até o ribeiro do Egito, ao sul.
No dia após os sete dias foi convocada uma assembleia solene, porque a dedicação do altar durou sete dias e a festa durou sete dias.
No dia vinte e três do sétimo mês, Salomão enviou o povo para as suas casas. Eles voltaram para casa contentes por tudo de bom que o SENHOR havia feito por Davi, Salomão e seu povo Israel.
Salomão completou o templo do SENHOR e o palácio real, e teve êxito em tudo o que havia se proposto fazer com relação ao templo do SENHOR e ao seu palácio.
Então o SENHOR apareceu a Salomão durante a noite e disse: — Ouvi a sua oração e escolhi este lugar como templo para que sejam feitos sacrifícios na minha honra.
Quando eu não permitir que chova, ou quando eu mandar os gafanhotos para que devorem os campos, ou enviar epidemia sobre meu povo,
e se meu povo se identificar usando o meu nome e se humilhar, orar, me buscar e abandonar sua má conduta, então eu o escutarei do céu, perdoarei seus pecados e restaurarei o bem-estar do país.
Meus olhos estarão abertos e meus ouvidos atentos à oração que se fizer neste lugar,
pois agora tenho escolhido e consagrado este templo para que viva meu nome para sempre. Minha atenção e meus pensamentos estarão sempre ali.
E quanto a você, se me servir como fez Davi, seu pai, me obedecer em tudo o que tenho lhe ordenado e cumprir minhas leis e decretos,
então eu me assegurarei que um descendente seu reine, conforme a aliança que fiz com Davi seu pai. Eu lhe prometi que sempre governaria um descendente dele no trono de Israel.
— Mas se vocês se afastarem de mim para servirem e adorarem outros deuses e já não cumprirem os mandamentos e leis que lhes dei,
eu arrancarei Israel da terra que dei a eles e também lançarei da minha vista o templo que eu consagrei para que o meu nome fosse honrado. Farei com que Israel se torne em objeto de zombaria e escárnio entre todas as nações.
E então todos os que passarem por este templo, que agora se vê tão glorioso, ficarão impressionados e dirão: “Por que o SENHOR fez algo tão horrível a este país e a este templo?”
E a resposta será: “Isso aconteceu porque eles abandonaram o SENHOR, o Deus dos seus antepassados. Ele tirou os seus antepassados do Egito, mas eles decidiram seguir outros deuses. Eles começaram a adorá-los e servi-los. Por isso o SENHOR fez acontecer este desastre contra eles”.
Salomão levou vinte anos para construir o templo do SENHOR e o seu próprio palácio.
Depois reconstruiu as cidades que Hirão deu a ele e fez com que israelitas morassem ali.
Depois Salomão foi contra a cidade de Hamate-Zobá e a conquistou.
Reconstruiu então a cidade de Tadmor, no deserto, e todas as cidades-armazéns que construiu em Hamate.
Reconstruiu também Bete-Horom a de cima e Bete-Horom a de baixo, cidades fortificadas com muralhas, portas e barras.
Também construiu a cidade de Baalate, as cidades-armazéns, quartéis para os seus carros, quartéis para hospedarem a cavalaria e tudo o que ele quis construir tanto em Jerusalém como no Líbano e em todo o território que governou.
O povo que restava dos amorreus, heteus, ferezeus, heveus e jebuseus, os quais não eram israelitas,
ou seja, alguns dos descendentes deles que ainda ficaram no país e que os israelitas não destruíram, Salomão os obrigou a trabalhos forçados como escravos, e assim seguem até hoje.
Mas nenhum israelita foi obrigado a ser escravo de Salomão. Ele os empregava como soldados, comandantes e oficiais dos carros de combate e da cavalaria.
Havia duzentos e cinquenta deles que o serviam como supervisores dos capatazes. Eles supervisavam as pessoas que realizavam o trabalho.
Salomão trouxe sua esposa, a filha do faraó, da Cidade de Davi ao palácio que construiu para ela, pois disse: — Nenhuma esposa minha viverá na casa de Davi, rei de Israel, porque os lugares onde tem estado a arca do SENHOR são sagrados.
Naquele tempo, Salomão oferecia os sacrifícios que devem ser queimados completamente ao SENHOR no altar do SENHOR que havia construído diante do pórtico.
Ele os oferecia conforme a instrução para cada dia, de acordo com o que manda a lei de Moisés, semanalmente nos dias de descanso, mensalmente nas luas novas e durante as festas que se realizavam três vezes ao ano: a festa dos Pães sem Fermento, a festa das Semanas e a festa das Tendas.
De acordo com o ordenado por seu pai Davi, estabeleceu turnos para que os sacerdotes realizassem seu serviço e para que os levitas levassem a cabo seus deveres de louvar e servir diante dos sacerdotes de acordo com o ordenado para cada dia. Também designou turnos aos porteiros em cada porta.
Foi cumprida fielmente a ordem do rei no que se diz respeito aos sacerdotes, aos levitas e também quanto à tesouraria.
Todo o trabalho de Salomão foi levado a cabo desde o dia em que colocaram os alicerces do templo do SENHOR até o dia em que tudo foi terminado. Assim pois, o templo do SENHOR ficou perfeitamente concluído.
Então Salomão foi a Eziom-Geber e a Elate na costa de Edom.
Hirão, por meio dos seus oficiais, mandou uma frota de barcos com navegantes especializados. Eles e os oficiais de Salomão foram a Ofir e dali voltaram com quase 15.000 quilos de ouro que foi entregue ao rei Salomão.
A fama do rei Salomão chegou ao conhecimento da rainha de Sabá. Ela viajou até Jerusalém para pô-lo à prova com perguntas difíceis. Foi com uma escolta muito grande, camelos carregados de especiarias, pedras preciosas e muito ouro. Quando ela conheceu a Salomão, fez a ele todo tipo de perguntas.
Salomão respondeu a todas as perguntas; nenhuma delas foi muito difícil para ele.
A rainha de Sabá comprovou a grande inteligência de Salomão e viu o palácio que ele havia construído.
Também viu o que eles comiam, onde viviam seus servos, como serviam seus ministros e como eles se vestiam. Viu seus conselheiros, e o sacrifício que devia ser queimado completamente em honra ao SENHOR. Ela ficou extremamente impressionada
e disse ao rei: — Tudo aquilo que me falaram no meu país sobre as suas grandes obras e a sua sabedoria é verdade.
Não podia acreditar nas notícias que me falavam até eu vir e olhar com meus próprios olhos. Só ali me dei conta que não tinham me contado nem metade da grandeza da sua sabedoria. Você tem ultrapassado o que havia escutado.
Que afortunados são as suas esposas e os seus servos! Eles o servem e ouvem sua sabedoria todos os dias.
Bendito seja o SENHOR, seu Deus! Ele se agradou em fazê-lo rei. O SENHOR, seu Deus, sempre amou a Israel, e por isso o fez rei, para que governe com justiça e retidão.
Então a rainha de Sabá deu ao rei cerca de 3.960 quilos de ouro. Também lhe deu muitas especiarias e pedras preciosas. Ninguém nunca antes viu tal abundância de especiarias como as que ela deu ao rei Salomão.
Os servos de Hirão e os de Salomão trouxeram ouro de Ofir e também muita madeira de junípero e pedras preciosas.
Salomão usou a madeira para fazer escadarias no templo do SENHOR e no palácio. Também usou a madeira para fazer harpas e liras para os cantores do templo. Nunca tinha sido visto em Judá algo semelhante.
Então o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo o que ela quis e pediu. Ele lhe deu mais do que ela havia trazido ao rei. Depois ela e seus servos regressaram ao seu país.
Cada ano o rei Salomão recebia ao redor de 22.000 quilos de ouro,
além dos impostos cobrados dos que estavam de passagem, dos comerciantes e de todos os reis árabes, e o ouro e a prata que os governadores das províncias traziam a Salomão.
O rei Salomão fez duzentos escudos de ouro batido. Cada escudo continha cerca de seis quilos e meio de ouro.
Também fez trezentos escudos menores de ouro batido, que pesavam cerca de três quilos cada um. O rei os colocou no palácio chamado “Floresta do Líbano”.
O rei Salomão também construiu um trono grande de marfim e o revestiu de ouro puro.
O trono tinha seis degraus, um estrado de ouro unido ao trono. O assento tinha braços em cada lado e havia duas estátuas de leões, uma estátua em cada lado.
Em cada degrau havia duas estátuas de leões; eram doze ao todo. Nenhum outro reino tinha algo semelhante.
Todas as taças e vasilhas que Salomão usava eram de ouro. Todos os utensílios do palácio da Floresta do Líbano eram de ouro puro. Nada no palácio era feito de prata porque no tempo de Salomão o povo de Israel não dava muito valor à prata.
O rei também tinha uma frota de navios de carga que ia até Társis com os servos de Hirão. Cada três anos a frota de Társis voltava com um carregamento de ouro, prata, marfim, macacos e pavões.
Salomão ultrapassou todos os reis do mundo em sabedoria e riqueza.
Todos os reis da terra queriam ver o rei Salomão para ouvir a grande sabedoria que Deus tinha lhe dado.
A cada ano, todos levavam presentes para ele: objetos de prata e ouro, vestidos, armaduras, especiarias, cavalos e mulas.
Salomão tinha 4.000 estábulos para cavalos e carros de combate. Tinha 12.000 cavalos que ele posicionou nas cidades dedicadas à cavalaria e aos carros, e em seu palácio em Jerusalém.
Salomão reinou sobre todos os reis desde o Eufrates até o território dos filisteus e até a fronteira do Egito.
O rei fez com que a prata fosse tão comum em Jerusalém como a pedra. Ele também fez com que a madeira de cedro fosse tão comum como as figueiras que crescem na planície.
Os cavalos de Salomão eram importados do Egito e de todos os outros países.
As demais coisas que Salomão fez, do fim ao início, estão escritos em As crônicas do profeta Natã, A profecia de Aías o silonita e As visões do vidente Ido (neste último se fala sobre Jeroboão, filho de Nebate).
Durante quarenta anos, Salomão governou em Jerusalém sobre todo Israel.
Depois morreu e foi sepultado com os seus antepassados na Cidade de Davi, seu pai. Seu filho Roboão reinou no seu lugar.
Roboão foi até Siquém porque todos os israelitas foram lá para proclamá-lo rei.
Jeroboão, filho de Nabate, estava ainda no Egito, aonde tinha ido para escapar de Salomão. Ali ouviu dizer que Salomão havia morrido. Então voltou de lá.
Todo o povo de Israel mandou chamá-lo, e juntos se apresentaram perante Roboão. Eles disseram:
— Seu pai nos obrigou a trabalhar muito duro. Agora, faça com que o nosso trabalho se torne mais leve e nós serviremos você.
Roboão respondeu: — Voltem daqui a três dias e lhes darei uma resposta. Então eles foram embora.
Havia alguns líderes que costumavam aconselhar Salomão quando ele ainda estava vivo. O rei Roboão perguntou a eles: — Como devo responder a este povo?
Eles responderam: — Se o rei quiser servir o povo e responder de forma que eles recebam o que pediram, o povo continuará servindo-o para sempre.
Mas Roboão não deu atenção ao que eles falaram. Então pediu conselho aos seus amigos jovens que tinham sido criados com ele.
Roboão disse: — O povo falou o seguinte: “Faça com que o nosso trabalho se torne mais leve do que nos impôs seu pai”. Como vocês acham que eu deveria responder? O que digo a eles?
Os jovens que tinham sido criados com ele disseram: — Seu pai os obrigou a fazer trabalhos pesados e você vai permitir que eles façam trabalhos mais leves? Diga a eles isto: “Meu dedo mínimo é mais pesado do que a cintura do meu pai.
Embora meu pai fizesse com que vocês trabalhassem muito pesado, eu farei com que vocês trabalhem ainda mais pesado! Se ele os castigou com açoites, eu os castigarei com chicotes que têm metal na ponta”.
Visto que Roboão havia dito ao povo para voltar em três dias, todos os israelitas voltaram três dias depois e Jeroboão estava com eles.
Então o rei Roboão falou duramente com eles e não seguiu o conselho sugerido pelos líderes.
Fez o que os seus amigos aconselharam. Então Roboão disse ao povo: — Meu pai os obrigou a trabalhar muito, mas eu lhes darei ainda mais trabalho. Meu pai os castigou com açoites, mas eu os castigarei com chicotes que têm pedaços de metal na ponta.
(O rei não fez o que o povo queria porque o SENHOR assim o quis para cumprir a promessa que fez a Jeroboão, filho de Nebate, por meio do profeta Aías, de Siló.)
Todos os israelitas viram que o novo rei não queria ouvi-los. Por isso disseram ao rei: — Por acaso somos parte da família de Davi? Nos deram a terra de Jessé? Por isso, Israel, vá cada um para sua casa, que o filho de Davi governe sobre os que são da sua própria família! Então todos os israelitas foram para as suas casas.
E Roboão passou a governar somente sobre os que moravam nas cidades de Judá.
Um homem chamado Adonirão era um dos que dirigia os trabalhadores. O rei enviou Adonirão para falar com o povo, mas os israelitas o apedrejaram e ele morreu. Roboão subiu rapidamente na sua carruagem e fugiu para Jerusalém.
(Assim Israel se rebelou contra a dinastia de Davi e isso continua até o dia de hoje.)
Ao voltar, Roboão reuniu um exército de homens vindo de todas as famílias de Judá e de Benjamim: 180.000 homens para combaterem contra os israelitas e recuperar seu reino.
Mas o SENHOR falou assim a um homem de Deus chamado Semaías:
— Diga a Roboão, filho de Salomão, rei de Judá, e também a todas as pessoas das tribos de Judá e de Benjamim
que eu, o SENHOR, lhes ordeno que não devem ir lutar contra os israelitas, seus irmãos. Volte cada um para sua casa. Eu sou a causa de tudo isso! Então os homens do exército de Roboão obedeceram à ordem do SENHOR. Assim como foi ordenado a eles, voltaram e não lutaram contra Jeroboão.
Roboão se estabeleceu em Jerusalém e construiu estas cidades como fortificações para defender Judá.
Fortificou Belém, Etã, Tecoa,
Bete-Zur, Socó, Adulão,
Gate, Maressa, Zife,
Ado-Raim, Láquis, Azeca,
Zora, Aijalom e Hebrom. Essas cidades fortificadas ficaram em Judá e em Benjamim.
Roboão reforçou as fortificações que tinham, posicionou guarnições de soldados com comandantes militares e armazenou alimentos, azeite e vinho.
Armou com escudos e lanças todas as cidades e as fortificou muito bem. Assim ficou em possessão de Judá e de Benjamim.
Os sacerdotes e levitas de todo Israel vieram se unir a Roboão.
Abandonaram seus campos de pastagens e suas terras e se refugiaram em Judá e em Jerusalém porque Jeroboão e seus filhos não lhes permitiram servir como sacerdotes do SENHOR.
Jeroboão estabeleceu seu próprio sacerdócio nos santuários, sobre as colinas, para adorar os demônios e os bezerros que ele fez.
As pessoas que, de todas as tribos de Israel, eram seguidores sinceros do SENHOR, Deus de Israel, foram atrás dos levitas. Todos eles foram a Jerusalém para oferecer sacrifícios ao SENHOR, Deus dos seus antepassados.
Esta gente apoiou Roboão e ajudou a fortalecer o reino de Judá, pois viveram de acordo com o exemplo de Davi e Salomão durante três anos.
Roboão se casou com Maalate. Ela era filha de Jeremote, um filho que Davi teve com Abiail, filha de Eliabe e neta de Jessé.
Os filhos de Roboão e Maalate foram Jeús, Semarias e Zaão.
Depois Roboão se casou com Maaca, filha de Absalão, e os filhos que ela teve dele foram Abias, Atai, Ziza e Selomite.
Roboão amava mais a Maaca que suas outras mulheres. Teve ao todo setenta e oito esposas que lhe deram vinte e oito filhos e sessenta filhas.
Roboão escolheu Abias, filho de Maaca, como chefe dos seus irmãos, pois queria que ele fosse rei.
Roboão atuou com inteligência, pois conseguiu muitas esposas para seus outros filhos e lhes deu muitos alimentos, repartindo-os ao longo e largura do território de Judá e de Benjamim e nas cidades fortificadas.
Depois que Roboão estabilizou seu reino e sua autoridade, ele e todo Israel abandonaram a lei do SENHOR.
No quinto ano do reinado de Roboão, Jerusalém foi atacada por Sisaque, rei do Egito. Isso aconteceu porque Israel foi infiel ao SENHOR.
Sisaque tinha 1.200 carros, uma cavalaria de 60.000 cavalos e um exército incontável. No seu exército havia líbios, suquitas e cuxitas.
Sisaque conquistou as cidades fortificadas de Judá e chegou também até Jerusalém.
O profeta Semaías foi ver Roboão e os líderes de Judá que haviam se refugiado em Jerusalém por causa de Sisaque, e lhes disse: — Isto lhes diz o SENHOR: “Vocês me abandonaram. Por isso eu também tenho abandonado vocês, e serão vencidos por Sisaque”.
Então os líderes de Judá se humilharam e disseram: — O SENHOR está sendo justo.
Quando o SENHOR viu que tinham se humilhado, Semaías recebeu uma mensagem do SENHOR que dizia: — Como vocês têm se humilhado, já não vou destruir vocês. Deixarei que alguns poucos escapem e não descarregarei toda minha ira contra Jerusalém por intermédio de Sisaque.
Mas vocês serão dominados por ele para que saibam a diferença entre servir a mim e servir os reis das outras nações.
Sisaque, rei do Egito, veio e atacou Jerusalém. Sisaque levou embora os tesouros depositados no templo do SENHOR e os do palácio do rei. Ele levou tudo, inclusive os escudos de ouro que Salomão tinha feito.
O rei Roboão fez outros escudos de bronze para colocá-los em seu lugar, e os deu aos guardas que vigiavam a porta do palácio do rei.
Cada vez que o rei ia ao templo do SENHOR, os guardas iam com ele levando seus escudos, e depois de terminarem, voltavam a guardar os escudos na parede do quarto da guarda.
Já que Roboão se humilhou, a ira do SENHOR se apartou dele e por isso não o destruiu completamente, e também porque havia pessoas fazendo em Judá o que Deus considera certo.
O rei Roboão se reafirmou em Jerusalém e seguiu como rei. Tinha quarenta e um anos quando começou a reinar e governou dezesseis anos em Jerusalém, a cidade que o SENHOR escolheu entre todas as tribos de Israel para habitar nela. A mãe de Roboão era uma amonita chamada Naamá.
Roboão agiu mal porque não tomou a decisão de seguir ao SENHOR com todo o coração.
Os feitos de Roboão, do princípio ao fim, estão escritos nas crônicas do profeta Semaías e do vidente Ido. Eles editaram os registros das famílias. Houve também constantemente guerra entre Roboão e Jeroboão.
Roboão morreu e foi sepultado com os seus antepassados na Cidade de Davi, e seu filho Abias reinou no seu lugar.
Abias começou a reinar em Judá quando Jeroboão, filho de Nabate, já tinha reinado por dezoito anos em Israel.
Abias governou em Jerusalém durante três anos. Sua mãe era Maaca, filha de Uriel, de Gibeá. Houve guerra entre Abias e Jeroboão.
Abias enfrentou Jeroboão com uma força armada de 400.000 soldados, e Jeroboão apareceu com um exército de 800.000 soldados.
Abias se posicionou no monte Zemaraim, que está na região montanhosa de Efraim, e gritou: — Escutem, Jeroboão e todo Israel!
Não sabem vocês que o SENHOR, Deus de Israel, deu a Davi e seus filhos a autoridade para reinar sobre Israel para sempre através de uma aliança de sal?
Mesmo assim, Jeroboão, filho de Nebate, que era servo de Salomão, filho de Davi, se rebelou contra ele.
Ele, junto com outros homens ociosos e perversos, se colocaram contra Roboão, filho de Salomão, que não pôde resistir a eles por ser um jovem inexperiente.
— Agora vocês têm se proposto a resistir a autoridade do SENHOR, a qual está nas mãos dos descendentes de Davi. Ficaram animados por serem muitos e por terem os bezerros de ouro que Jeroboão lhes pôs como deuses.
Por acaso não expulsaram os sacerdotes do SENHOR, os descendentes de Arão e os levitas? Por acaso não nomearam seus próprios sacerdotes como fazem os povos pagãos? Não é verdade que consagram como sacerdote dos que não são deuses a qualquer um que tenha como pagar o preço de um bezerro e sete carneiros?
— Mas nós, ao contrário, não temos abandonado o SENHOR, porque ele é nosso Deus. Os sacerdotes que servem perante o SENHOR são descendentes de Arão e os que fazem o trabalho do templo são levitas.
Eles ofereciam ao SENHOR, toda manhã e toda tarde, os sacrifícios que devem ser queimados completamente e o incenso. Além disso, toda tarde colocam sobre a mesa limpa as fileiras de pão consagrado e acendem as lâmpadas do candelabro de ouro. Pois nós mantivemos o culto ao SENHOR, nosso Deus, mas vocês o têm rejeitado.
Vejam que à frente de nós estão Deus e seus sacerdotes. As trombetas estão prontas para dar a ordem de ataque contra vocês. Portanto, israelitas, não lutem contra o SENHOR, Deus dos seus antepassados, porque não terão êxito!
Mas Jeroboão preparou uma emboscada e deu uma volta com parte de seu exército para atacá-los tanto de frente como na retaguarda.
Quando os de Judá olharam para trás, perceberam isso, mas era tarde demais, já estavam rodeados. Então clamaram ao SENHOR e os sacerdotes tocaram as trombetas.
Quando os de Judá deram o grito de guerra, Deus mesmo atacou Jeroboão e todo Israel diante de Abias e de Judá.
Israel fugiu, e Deus deu a vitória a Judá.
Abias contra-atacou com seu exército e os derrotou. Isso causou muitas perdas para as forças de Israel, pois matou 500.000 excelentes soldados de Israel.
Nessa ocasião os israelitas foram vencidos, e os de Judá ganharam porque dependeram do SENHOR, Deus dos seus antepassados.
Abias perseguiu Jeroboão e tirou dele nessa batalha as cidades de Betel, Jesana e Efraim com suas respectivas vilas.
Durante o reinado de Abias, Jeroboão já não pôde recuperar seu poder e, finalmente, o SENHOR o feriu gravemente e ele morreu.
Por sua vez, Abias se tornou cada vez mais forte. Ele teve catorze esposas, vinte e dois filhos e dezesseis filhas.
O resto da história de Abias, sua vida e obras, está escrito no comentário que fez o profeta Ido.
Abias morreu e foi sepultado na Cidade de Davi. Seu filho Asa reinou no seu lugar e o país desfrutou de paz durante dez anos.
Asa fez o que o SENHOR, seu Deus, considerava correto.
Tirou os altares de culto estranho e os santuários sobre as colinas. Despedaçou as pedras sagradas e cortou em pedaços as colunas de Aserá.
Ordenou que Judá seguisse ao SENHOR, Deus dos seus antepassados, e que fizesse o que diziam suas leis e mandamentos.
Obrigou todas as cidades de Judá a tirarem os santuários sobre as colinas e os lugares onde queimavam incenso. Houve paz durante seu reinado.
Asa construiu em Judá cidades fortificadas aproveitando que o país esteve em paz. Naqueles anos não houve guerra porque o SENHOR lhe deu descanso.
Disse a Judá: — Fortifiquemos estas cidades rodeando-as de muralhas, fortificadas com torres, portas e trancas enquanto temos oportunidade, porque temos seguido o SENHOR, nosso Deus, e ele nos deu paz em todas nossas fronteiras. Então construíram a obra e a concluíram com sucesso.
Asa teve um exército de 300.000 soldados de Judá, armados com escudos e lanças, e 280.000 soldados de Benjamim, armados com escudos pequenos e arcos. Todos eles eram soldados corajosos.
Zerá, o etíope, marchou contra eles com um exército de 1.000.000 de homens e 300 carros, chegando até Maressa.
Asa saiu ao encontro com seu exército e se preparou para a batalha no vale de Sefatá, em Maressa.
Asa pediu ajuda ao SENHOR, seu Deus: — Senhor, sei que quando decide nos ajudar não importa se somos muitos ou se somos poucos. Portanto, ajude-nos, SENHOR, nosso Deus, porque confiamos no Senhor e em seu nome vamos contra este exército numeroso. O SENHOR é nosso Deus, não permita que nenhum ser humano lhe oponha resistência.
O SENHOR derrotou os etíopes diante de Asa e de Judá, e os etíopes fugiram,
mas Asa e o exército os perseguiram até Gerar e morreram tantos que não puderam reorganizar seu exército, o qual ficou completamente destruído perante o SENHOR e seu exército. Os de Judá levaram um despojo grande e valioso,
saquearam as cidades perto de Gerar. O terror do SENHOR se apoderou deles e os de Judá levaram muitos despojos daquelas cidades.
Também atacaram os acampamentos dos pastores e capturaram muitas ovelhas e camelos. Depois disso voltaram para Jerusalém.
O Espírito de Deus veio sobre Azarias filho de Odede.
Então ele foi ver Asa e lhe disse: — Escute-me, Asa e todo Judá e Benjamim! O SENHOR está com vocês se vocês continuarem com ele. Se o buscarem, o encontrarão, mas se o abandonarem, ele abandonará vocês.
Durante muito tempo Israel esteve sem servir ao Deus verdadeiro, sem sacerdote que ensinasse a verdade e sem a lei.
Mas quando passaram por dificuldades, quando mudaram de atitude, quando regressaram ao SENHOR, Deus de Israel, e o buscaram, ele deixou que o encontrassem.
Naquele tempo não houve paz nem ninguém podia viajar com segurança porque ocorriam muitas desgraças em todas as nações.
As nações e cidades destruíam umas as outras porque Deus os afligia com todo tipo de calamidades.
Mas vocês fiquem fortes e não fiquem desanimados, porque seu trabalho terá recompensa.
Quando Asa ouviu a profecia de Odede, o profeta, se animou a tirar os ídolos repugnantes de toda a região de Judá, de Benjamim e das cidades que havia capturado da região montanhosa de Efraim. Reconstruiu também o altar do SENHOR que estava diante do pórtico do templo do SENHOR.
Depois Asa convocou toda tribo de Judá e de Benjamim e também muitos de Efraim e de Manassés e da tribo de Simeão. Estas tribos de Israel haviam se aliado com Judá quando viram que o SENHOR, seu Deus, estava com eles.
Reuniram-se em Jerusalém no terceiro mês do ano quinze do seu reinado.
Ofereceram sacrifícios nesse dia com o despojo de gado que haviam trazido. Sacrificaram 700 bezerros e 7.000 ovelhas.
Depois fizeram um pacto de seguir ao SENHOR, Deus dos seus antepassados, de todo o coração e de toda a alma.
Também decidiram que todo aquele que não seguisse ao SENHOR, Deus de Israel, teria que morrer, fosse adulto ou criança, homem ou mulher.
Então fizeram esse juramento perante o SENHOR em voz alta e em meio a gritos de alegria e toques de trombetas e chifres de carneiros.
Todo Judá esteve muito contente de ter feito o juramento, porque o fizeram com todo o coração. Eles buscaram com sinceridade o SENHOR e, por isso, ele deixou que o encontrassem. E assim houve paz em todas suas fronteiras.
Maaca também destituiu a sua avó da posição de rainha-mãe, porque ela tinha feito uma imagem terrível da deusa falsa Aserá. Asa derrubou essa terrível imagem e a queimou no vale do Cedrom.
Asa não destruiu os santuários sobre as montanhas de Israel, mas ele foi fiel a Deus durante toda a sua vida.
Asa e o seu pai ofertaram ao SENHOR ouro, prata e outras coisas. Asa depositou tudo isso no templo.
E não houve mais guerra no país até o ano trinta e cinco do reinado de Asa.
No ano trinta e seis do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, atacou Judá e capturou a cidade de Ramá. Ele fez dessa cidade o seu quartel-general para poder impedir que as pessoas saíssem ou entrassem em Judá, o país de Asa.
Então Asa pegou toda a prata e o ouro dos depósitos do templo do SENHOR e do palácio do rei, e os mandou a Ben-Hadade. Ben-Hadade era o rei da Síria e governava em Damasco.
Asa também mandou esta mensagem: — Façamos uma aliança de paz como a que fizeram meu pai e o seu. Eu lhe envio presentes de prata e ouro. Não mantenha mais a sua aliança com Baasa, rei de Israel, para que assim ele saia do meu país e nos deixe tranquilos.
Então o rei Ben-Hadade fez uma aliança com Asa e mandou seu exército lutar contra as vilas israelitas de Ijom, Dã, Abel-Maim e todas as cidades-armazéns que havia em Naftali.
Quando Baasa ficou sabendo disso, deixou de fortificar Ramá e suspendeu as obras.
Então o rei Asa levou todas as pessoas de Judá para tirarem todas as pedras e madeira que Baasa tinha usado para fortificar a cidade de Ramá. Ele usou todo esse material para fortificar as cidades de Geba e de Mispá.
Nesse tempo o vidente Hanani foi ver Asa, rei de Judá, e disse: — Por ter colocado sua confiança no rei da Síria ao invés de confiar no SENHOR, seu Deus, o exército da Síria escapou das suas mãos.
Por acaso os etíopes e líbios não tinham um grande exército com carros e muita cavalaria? Entretanto, por você ter dependido do SENHOR, ele lhe deu a vitória.
Porque os olhos do SENHOR correm o mundo inteiro para fortalecer aqueles que confiam nele com todo o coração. Já que você agiu como um louco nesta questão, desde este momento em diante terá mais guerra contra você.
Asa se irritou com Hanani e o colocou na prisão porque estava furioso com ele. Também nesse tempo Asa oprimiu a alguns do povo.
Se o leitor quiser verificar, os feitos de Asa, do princípio ao fim, estão escritos em As Crônicas dos Reis de Judá e de Israel.
No ano trinta e nove do seu reinado, Asa pegou uma doença grave dos pés. Mesmo assim, não buscou ser curado pelo SENHOR, mas buscou ajuda dos médicos.
Asa morreu e foi sepultado com seus antepassados no ano quarenta e um do seu reinado.
Ele tinha feito cavar uma tumba nova na Cidade de Davi e o enterraram ali em um leito cheio de perfumes e especiarias aromáticas hábilmente preparados. Depois fizeram uma grande fogueira em sua honra.
Josafá, filho de Asa, reinou no seu lugar e tornou Judá forte para poder resistir Israel.
Colocou tropas em todas as cidades fortificadas de Judá e guarnições ao longo do território de Judá e até nas cidades de Efraim que seu pai Asa havia conquistado.
O SENHOR esteve com Josafá porque ele viveu assim como viveu anteriormente seu antepassado Davi. Não buscou ajuda de Baal
porque Josafá seguia ao Deus dos seus antepassados e vivia de acordo com suas leis. Não seguiu o mal exemplo dos israelitas.
O SENHOR afirmou o reino sob o poder de Josafá. Todo Judá pagava os impostos a ele, teve riqueza e muita honra.
Ele tentou fazer tudo o que agradava ao SENHOR: tirou os santuários sobre as colinas e as colunas de Aserá que havia em Judá.
No terceiro ano do seu reinado, Josafá mandou oficiais para dar ensino em Judá. Entre eles foram Bene-Hail, Obadias, Zacarias, Natanael e Micaías.
Junto com eles estavam os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobe-Adonias e os sacerdotes Elisama e Jeorão.
Levavam com eles o Livro da Lei do SENHOR para dar ensino em Judá. Faziam caminho por todas as cidades de Judá ensinando ao povo.
Por isso o temor do SENHOR caiu sobre todos os reinos e países vizinhos de Judá e não se atreviam a fazer guerra contra Josafá.
Dos filisteus chegavam tributos de prata e os árabes lhe trouxeram também 7.700 carneiros e 7.700 bodes.
Josafá ia se fazendo cada vez mais poderoso e construiu em Judá fortalezas e cidades-armazéns.
Josafá fez muitas obras nas cidades de Judá e manteve em Jerusalém um exército de homens experientes para a guerra.
Eles estavam organizados por grupos familiares e esta é a lista deles: Dos comandantes de 1.000 de Judá: O general Adna, que comandava um exército de 300.000 soldados corajosos.
O seguia o líder Joanã, no comando de um exército de 280.000 soldados;
depois estava Amazias, filho de Zicri, que tinha se oferecido voluntariamente para servir ao SENHOR e comandava 200.000 soldados.
De Benjamim: Eliada, valente guerreiro, liderando uma força de 200.000, armados com arcos e escudos.
Depois estava Jeozabade, liderando uma força de 180.000 soldados bem treinados para a guerra.
Esses soldados serviam o rei Josafá. Além deles havia outros soldados que estavam nas cidades fortificadas de todo o território de Judá.
Josafá chegou a ser muito rico e poderoso. Fez um acordo com o rei Acabe e chegaram a ser consogros.
Então Josafá foi visitar Acabe em Samaria e juntos celebraram sacrifícios de ovelhas e muito gado junto ao povo. Depois Acabe convenceu a Josafá a atacar Ramote-Gileade.
Acabe, o rei de Israel, perguntou a Josafá, rei de Judá: — Irá comigo para me ajudar a atacar Ramote-Gileade? Josafá respondeu: — Mas é claro que o ajudarei. Os meus soldados estão tão dispostos para a guerra como os seus.
Mas primeiro consultemos ao SENHOR para ver o que ele diz.
Então Acabe convocou os profetas para uma reunião. Havia uns quatrocentos profetas. Acabe lhes perguntou: — Devemos ir lutar contra o exército da Síria e atacar Ramote-Gileade ou devemos esperar um outro momento? Os profetas responderam: — Vá combater agora porque Deus lhe entregará a cidade.
Mas Josafá lhes disse: — Há outros profetas do SENHOR por aqui? Se esse for o caso, devemos lhes perguntar o que Deus diz.
O rei Acabe respondeu: — Há outro profeta, Micaías, filho de Inlá, mas o detesto porque quando ele fala da parte do SENHOR nunca me diz nada agradável. Sempre diz o que não me agrada. Josafá disse: — O rei não deveria falar assim.
Portanto o rei Acabe disse a um dos seus oficiais que fosse depressa procurar Micaías, filho de Inlá.
Os dois reis estavam sentados cada um em seu trono e vestidos com as suas roupas reais. Estavam nos tribunais perto da porta de Samaria e todos os profetas estavam de pé diante deles. Enquanto profetizavam,
Zedequias, filho de Quenaaná, um dos profetas, fez alguns chifres de ferro. Então ele disse a Acabe: — O SENHOR diz: “Com estes chifres você será capaz de lutar contra o exército da Síria e derrotá-lo completamente”.
Os outros profetas concordaram com Zedequias, dizendo: — Que marche já seu exército para lutar contra o exército da Síria em Ramote-Gileade. Você os vencerá porque o SENHOR lhe dará a vitória.
Enquanto isso, um oficial foi buscar Micaías e lhe disse após achá-lo: — Todos os profetas estão dizendo que o rei vai ter sucesso. Portanto, convém você falar a mesma coisa.
Mas Micaías respondeu: — Nada disso! Eu lhe garanto pelo poder do SENHOR que eu direi ao rei o que meu Deus me falar.
Então Micaías se apresentou perante o rei Acabe. O rei disse: — Micaías, devemos o rei Josafá e eu atacar o exército da Síria em Ramote-Gileade ou não? Micaías respondeu: — Ataquem agora, porque Deus permitirá que vocês os vençam!
Mas Acabe disse: — Quantas vezes tenho que lhe lembrar que está sob juramento e que deve dizer somente o que o SENHOR lhe falar?
Portanto, Micaías respondeu: — Isto é o que vai acontecer: o exército de Israel será dispersado pelas montanhas como ovelhas sem pastor. O SENHOR diz: “Estes não têm líderes. Que voltem para casa e não façam guerra”.
Então Acabe disse a Josafá: — Vê? Não é como lhe disse? Este profeta não diz nada bom para mim, mas sempre diz o que não quero ouvir.
Mas Micaías disse: — Ouça esta mensagem que o SENHOR tem para você. Vi o SENHOR sentado no seu trono no céu. Todo o exército do céu estava presente com ele à sua direita e à sua esquerda.
O SENHOR lhes disse: “Quem enganará a Acabe, rei de Israel, para que ataque Ramote-Gileade e morra ali?” Uns falavam uma coisa, e outros falavam outra.
Então saiu um espírito e se pôs diante do SENHOR e disse: “Eu o enganarei!” O SENHOR respondeu: “Como fará isso?”
O espírito disse: “Confundirei todos os profetas de Acabe, direi mentiras aos profetas para que enganem o rei Acabe. Suas profecias serão mentiras”. Então o SENHOR disse: “De acordo! Vá e faça isso, que terá sucesso em enganar o rei Acabe”.
Micaías disse: — Efetivamente, é o que tem acontecido. O SENHOR inspirou seus profetas para que o enganem. O SENHOR decidiu que tudo lhe sairá mal.
Então o profeta Zedequias, filho de Quenaaná, aproximou-se de Micaías e lhe deu um tapa. Zedequias disse: — Realmente pensa que o Espírito do SENHOR me deixou e agora fala por você?
Micaías respondeu: — Olhe, em breve acontecerá o que eu falei! Você vai ver isso no dia em que estiver tentando escapar de quarto em quarto.
Então o rei Acabe ordenou aos seus oficiais: — Prendam Micaías e levem-no a Amom, o governador da cidade, e ao príncipe Joás.
Digam a eles que o ponham na prisão e só lhe deem um pouco de pão e água. Que seja mantido ali até eu voltar da batalha.
Micaías disse em voz alta: — Escutem todos! Se o rei Acabe voltar são e salvo desta batalha, o SENHOR não falou por meio de mim.
Então o rei Acabe e o rei Josafá foram lutar contra o exército da Síria em Ramote-Gileade.
Acabe disse a Josafá: — Quando formos para a batalha, eu vou me disfarçar para ocultar que sou o rei. Mas você deve vestir as roupas reais. Então o rei de Israel começou a batalha vestido como qualquer soldado.
O rei da Síria tinha comandantes de carros de combate e lhes disse que ninguém tinha tanta importância para ele como o rei de Israel. Por isso lhes ordenou procurar o rei de Israel e matá-lo sem se preocupar com os outros soldados inimigos.
Durante a batalha, os comandantes de carruagem viram o rei Josafá. Pensando que ele era o rei de Israel, mudaram o rumo para atacá-lo. Josafá então começou a gritar, e o SENHOR o ajudou, fazendo com que deixassem de persegui-lo.
Quando os comandantes viram que não era o rei Acabe, deixaram de persegui-lo.
Mesmo assim um soldado atirou uma flecha, sem apontar para nada em particular, e a flecha entrou por um pequeno espaço entre a malha e a armadura de Acabe, o rei de Israel. Então Acabe disse ao condutor do carro: — Fui ferido por uma flecha! Saia deste lugar e leve-me para longe da batalha.
Os exércitos continuaram em batalha naquele dia. O rei Acabe ficou de pé em seu carro, olhando para o exército da Síria até cair a tarde, e ele morreu ao pôr do sol.
Josafá, rei de Judá, voltou para sua casa em Jerusalém são e salvo,
mas o vidente Jeú, filho de Hanani, disse ao rei Josafá: — Por que ajuda ao mau e faz reconciliação com os inimigos do SENHOR? Por causa disso o SENHOR está irritado com você.
Porém, tem a seu favor que tirou as colunas de Aserá do país e tomou a decisão de seguir a Deus de todo coração.
Embora Josafá morasse em Jerusalém, saía para visitar seu povo, desde Berseba até a região montanhosa de Efraim, para fazê-los voltar ao SENHOR, Deus dos seus antepassados.
Josafá então estabeleceu juízes em cada uma das cidades fortificadas de Judá.
Ele disse aos juízes: — Prestem atenção no que fazem. Não estão exercendo seu cargo em nome de seres humanos, mas sim em nome do SENHOR, que estará com vocês quando declararem a sentença.
Portanto, respeitem o SENHOR e julguem com muito cuidado, porque o SENHOR, nosso Deus, não permite injustiça, favoritismos nem subornos.
Em honra ao SENHOR, Josafá também estabeleceu em Jerusalém uma administração de justiça que tratava das legalizações. Estava formada por membros do grupo dos levitas, dos sacerdotes e dos líderes das famílias. Então voltaram para Jerusalém.
Josafá deu a eles esta ordem: — Atuem com o devido respeito ao SENHOR, tenham fidelidade e integridade.
Quando o povo das suas cidades lhes trouxer casos nos que devem decidir se uma morte foi produto de um crime ou não, casos com relação à lei, aos mandamentos, aos estatutos ou aos decretos, advirtam a eles que não pequem contra o SENHOR para que Deus não se irrite com vocês e com eles. Se atuarem assim, não terão culpa.
— O sumo sacerdote Amarias os presidirá em toda questão que tenha a ver com o SENHOR. Zebadias, filho de Ismael, se encarregará de todos os assuntos do rei em Judá, e os levitas ajudarão vocês como escribas. Tenham cuidado em fazer o que é certo para que o SENHOR esteja com vocês.
Depois, os moabitas, os amonitas e os meunitas declararam guerra contra Josafá.
Isto foi informado a Josafá: — Vem um grande exército contra você desde Edom, desde o outro lado do mar Morto, e já está em Hazazom-Tamar, isto é, em En-Gedi.
Josafá se encheu de temor e buscou a ajuda do SENHOR. Então proclamou jejum em todo Judá.
Os de Judá se reuniram para pedir ajuda ao SENHOR. Também pessoas de todas as cidades de Judá chegaram para pedir ajuda ao SENHOR.
Josafá se pôs de pé diante do pátio novo do templo do SENHOR, diante da congregação de Judá e Jerusalém,
e lhes disse: — Senhor, Deus dos nossos antepassados, por acaso não é o Senhor o Deus dos céus e domina todas as nações? Por acaso não está nas suas mãos o poder e a força e não há quem o possa vencer?
Foi o Senhor quem expulsou os habitantes desta terra para dá-la aos descendentes do seu amigo Abraão.
Eles a habitaram e fizeram um templo em sua honra, dizendo:
“Se nos vier algum mal, seja espada, ou julgamento, ou epidemia, ou fome, nos apresentaremos diante deste templo e diante do Senhor, porque neste templo se dá honra ao seu nome; clamaremos ao Senhor e nos ouvirá e nos salvará”.
— Pois aqui estão os amonitas, os moabitas e os do monte Seir. Não deixou que nós os atacássemos quando saímos do Egito: os deixamos tranquilos e não os destruímos.
Agora eles em pagamento nos atacam para expulsar-nos da terra que nos deu em possessão.
Nosso Deus, por acaso não vai castigá-los? Pois não temos força para enfrentar semelhante exército que vem sobre nós. Não sabemos o que fazer e por isso nossos olhos estão fixos no Senhor.
Todos os homens de Judá estavam de pé diante do SENHOR, junto com seus filhos, suas mulheres e suas crianças de colo.
De repente, veio o Espírito do SENHOR sobre Jaaziel, filho de Zacarias, neto de Benaia, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias. Jaaziel era um levita dos filhos de Asafe.
Ele disse: — Prestem atenção vocês, todo Israel e habitantes de Jerusalém, e você, rei Josafá. O SENHOR diz que não devem ter medo assim como não devem perder a esperança diante deste grande exército, porque esta guerra não é de vocês, mas sim de Deus.
Ele descerá contra eles amanhã. Eles virão subindo pela inclinação de Zis e vocês os encontrarão no final do vale, na frente do deserto de Jeruel.
Vocês não terão que lutar nesta batalha, fiquem quietos em seus postos e verão como o SENHOR os salvará. Habitantes de Judá e Jerusalém, não tenham medo nem se acorvadem. Saiam amanhã para enfrentá-los, que ele, o SENHOR, estará com vocês.
Josafá, todo Judá e os habitantes de Jerusalém se prostraram rosto em terra perante o SENHOR e adoraram ao SENHOR.
Os levitas descendentes de Coate e de Corá se levantaram para louvar em voz muito alta ao SENHOR, Deus de Israel.
Se levantaram no dia seguinte bem cedo e foram ao deserto de Tecoa. Enquanto saíam Josafá disse: — Escutem, habitantes de Judá e Jerusalém, confiem no SENHOR, seu Deus, e serão salvos; confiem em seus profetas e terão êxito.
Depois de consultar o povo, Josafá colocou à frente do exército alguns cantores para louvar ao SENHOR, porque ele é santo e grandioso. Cantavam assim: “Agradeçam ao SENHOR, porque seu amor fiel é eterno”.
No momento em que começaram a cantar e a louvar a Deus, o SENHOR fez uma emboscada para os amonitas, os moabitas, e os do monte de Seir que vinham contra Judá, e os derrotou.
Os amonitas e os moabitas começaram a atacar os edomitas e acabaram com eles. Depois que mataram os edomitas, se atacaram e mataram entre si.
Os homens de Judá foram ao lugar de observação de onde se vê o deserto. Eles procuraram ver a posição do exército inimigo, mas só viram os cadáveres estendidos no chão. Não havia nem um só sobrevivente.
Então Josafá e o exército de Judá foram levar o despojo e encontraram entre os cadáveres muito gado, riquezas, roupa e joias muito valiosas, mais do que podiam levar. Levaram três dias recolhendo o despojo porque era muito grande.
No quarto dia reuniram-se no vale de Beraca e ali agradeceram ao SENHOR. Por isso chamam aquele lugar de vale de Beraca até hoje.
Josafá voltou para Jerusalém à frente de todos os homens de Judá. Todos iam muito alegres porque o SENHOR tinha derrotado seus inimigos.
Entraram em Jerusalém com a música de harpas, liras e trombetas, e se dirigiram ao templo do SENHOR.
O temor de Deus se apoderou de todos os povos vizinhos quando eles souberam que o SENHOR havia lutado contra os inimigos de Israel.
Por isso o reinado de Josafá teve tranquilidade, pois Deus lhe deu paz em todas as fronteiras.
Josafá reinou sobre Judá. Tinha trinta e cinco anos quando chegou ao poder e reinou em Jerusalém vinte e cinco anos. Sua mãe se chamava Azuba, filha de Sili.
Josafá foi um bom rei, como o seu pai, pois fez tudo o que o SENHOR considera certo.
Mas não destruiu os santuários sobre as montanhas, porque o povo não foi completamente fiel ao Deus dos seus antepassados.
As outras coisas que Josafá fez, do princípio ao fim, estão escritas em A história de Jeú, filho de Hanani, que estão incluídas em O livro dos reis de Israel.
Depois destas coisas, Josafá, rei de Judá, fez aliança com Acazias, rei de Israel, um homem perverso,
para fazer uma frota de barcos de carga que iria a Társis. Os barcos eram feitos em Eziom-Geber.
Então Eliézer, filho de Dodô, profetizou assim contra Josafá enquanto estava em Maressa: — Por ter se aliado a Acazias, o SENHOR destruirá o que está fazendo. E assim aconteceu: os barcos se despedaçaram e não conseguiram ir a Társis.
Josafá morreu e foi sepultado com os seus antepassados na Cidade de Davi. Então seu filho Jeorão reinou no seu lugar.
Estes foram os irmãos de Jeorão: Azarias, Jeiel, Zacarias, Azarias, Micael e Sefatias. Todos eles foram filhos de Josafá, rei de Judá.
Josafá deu a eles muitos objetos de prata, ouro e outros objetos de valor, além de cidades fortificadas em Judá. Porém deixou o reino para Jeorão, já que ele era seu filho mais velho.
Quando Jeorão assumiu o reino do seu pai e se consolidou no poder, matou à espada todos seus irmãos e também alguns chefes de Israel.
Jeorão tinha trinta e dois anos quando começou seu reinado e governou oito anos em Jerusalém.
Mas Jeorão procedeu como os reis de Israel e fez o que não agradava ao SENHOR. Jeorão procedeu como a família de Acabe porque a sua esposa era filha de Acabe.
Mas o SENHOR não destruiu a dinastia de Davi por causa da aliança que havia feito com Davi. Ele tinha prometido que sempre reinaria alguém da sua família.
No tempo de Jeorão, o país de Edom se rebelou contra Judá e nomeou o seu próprio rei.
Então Jeorão, com seus comandantes e todos os seus carros de combate, invadiu Edom. O exército edomita os rodeou, mas ele atacou durante a noite e conseguiu fugir.
Assim Edom se rebelou contra Judá e até hoje mantém a sua independência. Nessa mesma época, Libna também se rebelou contra Judá porque Jeorão abandonou ao SENHOR, Deus dos seus antepassados.
Jeorão também reconstruiu os santuários sobre as colinas, na região montanhosa de Judá. Ele fez com que os habitantes de Jerusalém deixassem de obedecer à vontade de Deus e fez com que Judá se afastasse de Deus.
Jeorão recebeu uma carta do profeta Elias que falava desta maneira: “Assim diz o SENHOR, Deus do seu antepassado Davi: ‘Você não tem seguido o bom exemplo do seu pai, Josafá, nem o de Asa, rei de Judá,
só o mal exemplo dos reis de Israel. Esta é a causa pela qual Judá e os habitantes de Jerusalém são infiéis, como a família de Acabe. Além disso você matou seus próprios irmãos, que eram melhores que você.
Por causa disso, o SENHOR vai fazer cair uma grande calamidade sobre seu povo, seus filhos, suas mulheres e tudo o que lhe pertence.
A você vai mandar uma grave doença do estômago que dia após dia ficará pior até lhe saírem os intestinos’”.
Então o SENHOR incitou contra Jeorão os filisteus e os árabes que vivem perto dos etíopes.
Eles atacaram Judá, a invadiram e saquearam o palácio. Levaram os bens do rei, seus filhos e suas mulheres. Não deixaram filho algum, a não ser Jeoacaz, o mais novo.
Depois de tudo isso, o SENHOR fez com que Jeorão tivesse uma doença incurável do estômago.
Ele piorava a cada dia. Depois de dois dias, os seus intestinos saíram por causa da doença e morreu em meio a terríveis dores. Seu povo não acendeu nenhuma fogueira em sua honra, como haviam feito com seus antepassados.
Quando Jeorão começou a reinar, tinha trinta e dois anos e governou durante oito anos em Jerusalém. Ninguém fez luto por ele e foi sepultado na Cidade de Davi, mas não no túmulo dos reis.
Os habitantes de Jerusalém proclamaram Acazias rei em lugar de seu pai, o filho mais novo de Jeorão, pois os outros filhos tinham sido mortos pelo grupo de ladrões que, junto com os árabes, haviam invadido o acampamento. Por isso Acazias, filho de Jeorão, reinou sobre Judá.
Acazias tinha vinte e dois anos quando começou a reinar e governou um ano em Jerusalém. Sua mãe se chamava Atalia, a qual era filha de Onri, rei de Israel.
Acazias viveu assim como viveram os descendentes de Acabe, porque sua mãe lhe aconselhava a fazer o mal.
Acazias pecou contra o SENHOR ao fazer o mal, assim como fez a família de Acabe. De fato, eles foram seus conselheiros depois da morte de seu pai e isso causou sua destruição.
Como Acazias seguia os conselhos deles, fez aliança com Jeorão, filho de Acabe, para combater em Ramote-Gileade contra Hazael, rei da Síria. Na batalha os sírios feriram Jorão.
Por isso este teve que voltar a Jezreel, para se recuperar das suas feridas. Então Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, foi visitar Jorão, filho de Acabe, em Jezreel, porque este estava ferido.
Deus tinha decidido que Acazias morreria quando fosse visitar Jorão. Foi encontrar-se com Jeú filho de Ninsi, a quem o SENHOR havia escolhido para destruir a família de Acabe.
Quando Jeú estava fazendo justiça contra a família de Acabe, se encontrou com os chefes de Judá e com os parentes de Acazias que o serviam, e os matou.
Jeú mandou buscar Acazias, do qual havia tratado de se esconder em Samaria, mas foi capturado, levado diante Jeú e executado. Mesmo assim eles o sepultaram, pois disseram: — É filho de Josafá, quem seguiu ao SENHOR de todo coração. Na família de Acazias não houve ninguém capaz o bastante para recuperar o poder no reino.
Atalia, a mãe de Acazias, ao ver que seu filho estava morto, ordenou matar todo aquele da família que poderia se tornar rei de Judá.
Mas Jeoseba, a filha do rei, pegou Joás, um dos filhos do rei Acazias, e o escondeu junto com a sua babá no seu próprio quarto. Dessa forma Jeoseba salvou a vida dele. Jeoseba era a esposa do sacerdote Joiada e irmã de Acazias. Atalia não pôde matar Joás porque não o encontrou.
Ele permaneceu escondido com eles seis anos no templo de Deus. Durante esse tempo Atalia reinou em Judá.
No sétimo ano, Joiada tomou coragem e fez um acordo com os seguintes capitães do exército: Azarias, filho de Jeroão; Ismael, filho de Jeoanã; Azarias, filho de Obede; Maaseias, filho de Adaías; e Elisafate, filho de Zicri.
Eles foram por todo Judá e juntaram os levitas de todas as cidades de Judá e também os líderes das famílias de Israel, e foram para Jerusalém.
A congregação fez um acordo com o rei no templo de Deus. Joiada lhes disse: — Aqui vocês têm o filho do rei. Ele será rei, assim como disse o SENHOR aos descendentes de Davi.
Portanto, façam o seguinte: uma terceira parte de vocês, sacerdotes e levitas que estão de serviço no dia de descanso, farão guarda nas portas do templo,
outra terceira parte vigiará o palácio real e a outra terceira parte cuidará da porta dos alicerces, enquanto todo o povo deverá estar no pátio do templo do SENHOR.
Não deixem que entre no templo do SENHOR ninguém além dos sacerdotes e levitas que estão de serviço, pois eles estão consagrados. O resto do povo deve obedecer à ordem do SENHOR.
Os levitas rodearão o rei, cada um com suas armas na mão, e qualquer um que se atreva a entrar no templo, morrerá. Ficarão com o rei para onde quer que ele for.
Os levitas e todo o povo de Judá obedeceram ao sacerdote Joiada em tudo o que ordenou. Cada um reuniu seus homens, tanto os que estavam de serviço no templo no dia de descanso como os que ficaram livres, porque o sacerdote Joiada não deixou ir os que terminavam seu turno.
O sacerdote Joiada dividiu entre os capitães de cem soldados as lanças e os escudos grandes e pequenos que tinham pertencido ao rei Davi e se encontravam guardados no templo de Deus.
Ele colocou todos em seus postos, cada um com sua lança na mão, à direita e à esquerda do templo e ao redor do rei.
Depois levaram para fora Joás, o filho do rei, colocaram a coroa nele e lhe deram o memorial da aliança entre o rei e Deus. Então Joiada e seus filhos o consagraram com azeite e o proclamaram o novo rei, gritando: — Viva o rei!
Atalia ouviu o barulho do povo que corria e aclamava o rei. Então foi para o templo do SENHOR onde estavam todos reunidos.
Atalia viu o rei na entrada, junto à coluna. O rei estava com os líderes, e todo o povo estava alegre e tocando trombetas. Os cantores estavam com seus instrumentos musicais à frente da celebração. Então Atalia rasgou as suas roupas e gritou: — Traição, traição!
O sacerdote Joiada ordenou aos capitães que estavam encarregados dos soldados: — Levem Atalia fora da área do templo e matem a todos os que a sigam, mas não os matem dentro do templo do SENHOR.
Então os soldados prenderam Atalia e a mataram quando passou pela Entrada dos Cavalos do palácio.
Joiada fez uma aliança com o rei e todo o povo, pela qual se comprometiam a ser o povo do SENHOR.
Depois todo o povo foi para o templo de Baal. Destruíram a estátua de Baal e os seus altares, quebrando tudo em muitos pedaços. Também mataram a Matã, o sacerdote de Baal, na frente de um dos altares.
Então o sacerdote Joiada colocou um grupo encarregado da manutenção do templo do SENHOR. Estavam debaixo das ordens dos sacerdotes e dos levitas que Davi havia organizado para servir por turnos no templo do SENHOR. Ofereciam os sacrifícios que devem ser queimados completamente ao SENHOR, assim como está escrito na lei de Moisés. Faziam isso com muita alegria e cantando, assim como ordenou Davi.
Joiada também escolheu os porteiros do templo do SENHOR para que ninguém que estivesse impuro entrasse ali.
O sacerdote levou o povo do templo do SENHOR até a casa do rei por meio da porta superior. Os capitães, os nobres e os capitães do povo iam junto ao rei, e o resto do povo os seguiam. Ali fizeram sentar Joás no trono do rei.
Todo o povo esteve contente e a cidade ficou em paz depois que Atalia foi morta à espada.
Joás tinha sete anos quando começou a reinar, e governou quarenta anos em Jerusalém. A mãe de Joás era Zíbia, de Berseba.
Durante toda a vida do sacerdote Joiada, Joás fez o que era reto diante do SENHOR.
Joiada lhe conseguiu duas mulheres e teve filhos e filhas com elas.
Algum tempo depois, Joás decidiu restaurar o templo do SENHOR.
Reuniu os sacerdotes e os levitas e lhes disse: — Vão às cidades de Judá e coletem de todos os israelitas o dinheiro necessário para reparar cada ano o templo de Deus. Façam isso imediatamente. Mas os levitas tardaram em fazê-lo,
portanto Joás chamou o sumo sacerdote Joiada e lhe disse: — Por que não fez que os levitas fossem a Judá e Jerusalém para recolher a contribuição que Moisés, servo do SENHOR, impôs sobre a congregação de Israel para a Tenda da Aliança?
(A perversa Atalia e seus seguidores haviam entrado no templo de Deus e haviam retirado todos os artigos sagrados do templo do SENHOR para usá-los na adoração de Baal.)
Então o rei mandou fazer uma arca e ordenou que fosse colocada na parte de fora, junto da porta do templo do SENHOR.
Depois fez anunciar por todo Judá e Jerusalém para fazerem chegar ao SENHOR a contribuição que Moisés, servo de Deus, tinha ordenado aos israelitas no deserto.
Todos os chefes e o povo levaram com gosto sua contribuição e a depositaram na arca até enchê-la.
Os levitas faziam chegar a arca aos ministros do rei para que a examinassem. Quando viam que tinha muito dinheiro, vinha o arquivista real do rei e um funcionário escolhido pelo sumo sacerdote e esvaziavam a arca e voltavam a colocá-la no seu lugar. Faziam isto diariamente e dessa forma recolheram muito dinheiro.
Joás e Joiada davam então o dinheiro aos que dirigiam as obras do templo do SENHOR. Estes, por sua vez, contratavam os pedreiros, carpinteiros e as pessoas que trabalhavam com o bronze e o ferro, para reparar o templo do SENHOR.
Os que dirigiam as obras cumpriram bem seu trabalho e o fizeram de tal maneira que o templo ficou reparado conforme aos planos originais e em muito bom estado.
Quando acabaram, levaram ao rei e a Joiada o dinheiro restante. Com esse dinheiro eles mandaram fazer utensílios para o serviço do templo do SENHOR, tanto para o culto como para os sacrifícios que devem ser queimados completamente, e colheres e outros artigos de ouro e prata. Enquanto viveu Joiada, foram oferecidos continuamente no templo do SENHOR os sacrifícios que devem ser queimados completamente.
Joiada envelheceu e morreu muito ancião, aos cento e trinta anos.
O sepultaram na Cidade de Davi com os reis porque tinha servido bem a Israel, a Deus e ao templo.
Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá foram apresentar-se perante o rei e lhe renderam homenagem. Ele se deixou aconselhar por eles,
e então abandonaram o templo do SENHOR, Deus dos seus antepassados, e começaram a adorar as imagens de Aserá e de outros ídolos. Por causa desse pecado, Deus irritou-se muito com Judá e com Jerusalém.
Então o SENHOR enviou profetas para fazer que o povo voltasse a ele, mas o povo não quis dar ouvidos a eles.
O Espírito de Deus veio sobre Zacarias, filho do sacerdote Joiada. Ele se pôs de pé diante do povo em um lugar elevado e disse a mensagem de Deus: — Por que desobedeceram aos mandamentos do SENHOR? Assim vocês não prosperarão. Já que vocês têm abandonado ao SENHOR, ele também irá abandonar vocês.
Mas eles fizeram planos para matar Zacarias. Eles o mataram atirando pedras nele. Isto aconteceu no pátio do templo do SENHOR por ordem do rei.
Joás não levou em conta que Joiada, o pai de Zacarias, tinha sido fiel a ele: o rei matou o filho dele. Zacarias, enquanto morria, disse: — Que o SENHOR veja isto e faça justiça!
Por volta de um ano o exército sírio invadiu Judá e Jerusalém. Mataram os principais dentre o povo e enviaram todo o despojo ao rei de Damasco.
Os sírios tinham chegado com um pequeno exército, mas o SENHOR deu a eles a vitória sobre o exército de Joás, que era muito numeroso. Isso aconteceu porque tinham abandonado ao SENHOR, Deus dos seus antepassados. Este foi o castigo bem merecido que Joás sofreu.
Os sírios se retiraram e deixaram Joás gravemente ferido. Os ministros de Joás conspiraram contra ele e o mataram em sua própria cama pelo que havia feito ao filho do sacerdote Joiada. Depois o sepultaram na Cidade de Davi, mas não no túmulo real.
Os que realizavam o complô contra Joás foram o amonita Zabade, filho de Simeate, e o moabita Jeozabade, filho de Sinrite.
Quanto aos filhos de Joás, as profecias famosas pronunciadas contra eles, e a restauração do templo de Deus, tudo isso está escrito em O comentário do livro dos reis. Seu filho Amazias reinou no seu lugar.
Amazias tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e governou vinte e nove anos em Jerusalém. A mãe de Amazias era Jeoadã, de Jerusalém.
Amazias fez o que era reto diante do SENHOR, embora não com todo o coração.
Quando Amazias se firmou no controle do seu reino, matou os oficiais que tinham assassinado o seu pai.
Mas não matou os filhos dos que mataram o seu pai, seguindo assim o ensino do Livro da Lei de Moisés. O SENHOR deu a ordem na lei de Moisés: “Os pais não devem ser mortos pelos crimes que fizeram os seus filhos, e os filhos não devem ser mortos pelos crimes que fizeram os seus pais. Cada um deve ser morto pelo seu próprio pecado”.
Amazias reuniu os da tribo de Judá e os reorganizou segundo suas famílias com chefes de 1.000 e de 100 soldados. Depois fez um censo de todos os homens de vinte anos para cima. Como resultado percebeu que Judá e Benjamim tinham 300.000 homens aptos para a guerra, capazes de usar lança e escudo.
Amazias contratou também 100.000 soldados corajosos de Israel por 3.300 quilos de prata.
Mas um homem de Deus foi e disse: — Sua Majestade, não deixe que o exército de Israel vá com você porque o SENHOR não está com Israel, nem com esse povo de Efraim.
Agora bem, se decidir ir assim mesmo, pode ficar pronto para a briga, mas Deus o fará cair na frente dos seus inimigos, porque Deus é quem ajuda ou faz cair na batalha.
Então Amazias perguntou ao homem de Deus: — Mas então, como recupero os 3.300 quilos de prata que paguei ao exército de Israel? E o homem de Deus lhe respondeu: — O SENHOR tem e pode lhe dar muito mais.
Amazias então separou suas tropas das de Efraim e fez voltar a estas últimas para suas casas. Os de Efraim se enfureceram muito com Judá e voltaram muito irritados para suas casas.
Amazias se encheu de coragem e levou seu exército até o vale de Sal em Edom e matou 10.000 homens de Seir.
Os de Judá também capturaram outros 10.000 homens e os levaram para cima de um monte rochoso de onde os empurraram ao precipício. Todos morreram destroçados contra as rochas.
Enquanto isso, o exército dos israelitas que Amazias tinha feito voltar para as suas casas e não havia levado com ele à guerra, começaram a saquear as cidades de Judá, desde Samaria até Bete-Horom, mataram 3.000 pessoas e levaram muito despojo.
Depois que Amazias voltou de derrotar os edomitas, trouxe os deuses deles e os adotou como seus deuses, os adorou e lhes queimou incenso.
O SENHOR se irritou muito com ele e mandou um profeta que disse a ele: — Por que segue os deuses de uma nação da qual eles mesmos não puderam livrá-los das suas mãos?
Mas o rei o interrompeu e disse: — Quem o nomeou conselheiro real? Deixe de falar se não quer que o matem. O profeta deixou de insistir, mas disse: — Eu sei que Deus tem decidido destruí-lo porque fez isso e não seguiu meu conselho.
Então Amazias, rei de Judá, pediu conselho e mandou mensageiros a Joás, rei de Israel, que era filho de Jeoacaz e neto de Jeú. Na mensagem o desafiava a enfrentá-lo.
Jeoás, rei de Israel, mandou esta resposta a Amazias, rei de Judá: — No Líbano o espinheiro mandou esta mensagem ao cedro: “Entregue a sua filha para que se case com o meu filho”, mas passou um animal selvagem e esmagou o espinheiro.
Você está muito orgulhoso por ter derrotado os edomitas, mas é melhor que fique em casa e não arranje problemas. Vale a pena buscar problemas e cair não só você mas todo o povo de Judá com você?
Amazias não obedeceu ao aviso de Jeoás, porque Deus tinha decidido assim, já que seu propósito era entregá-lo a Israel por ter seguido os deuses de Edom.
Então Jeoás, rei de Israel, lutou contra Amazias, rei de Judá. Eles se enfrentaram no povoado de Bete-Semes, em Judá.
Israel derrotou Judá e os homens de Judá fugiram para suas casas.
Em Bete-Semes, Jeoás, rei de Israel, prendeu Amazias, rei de Judá, filho de Joás e neto de Acazias. Jeoás capturou Amazias e o levou para Jerusalém. Ali ele fez abrir uma brecha de cento e oitenta metros no muro de Jerusalém desde a porta de Efraim até a porta da Esquina.
Então Jeoás levou todo o ouro, a prata e os objetos do templo de Deus que estavam ao cuidado de Obede-Edom. Ele levou também os tesouros que estavam na casa do rei e fez prisioneiros. Depois ele voltou para Samaria.
Amazias filho de Joás, rei de Judá, viveu quinze anos depois da morte de Jeoás, rei de Israel, filho de Jeoacaz.
Todas as coisas que fez Amazias, do princípio ao fim, estão escritos em O livro dos reis de Judá e de Israel.
Desde o momento em que Amazias deixou de seguir ao SENHOR, o povo conspirou contra Amazias em Jerusalém. Então ele fugiu para Láquis. Mesmo assim os seus inimigos foram até lá e o mataram.
O seu corpo foi levado para Jerusalém sobre cavalos e foi sepultado junto com os seus antepassados, na Cidade de Davi.
Todo o povo de Judá escolheu Uzias, que tinha dezesseis anos de idade, e o fizeram rei em lugar do seu pai Amazias.
Depois que Amazias morreu e foi sepultado com seus antepassados, Uzias reconstruiu Elate e a recuperaram para Judá.
Uzias tinha dezesseis anos quando começou a reinar, e governou por cinquenta e dois anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Jecolias, de Jerusalém.
Uzias fez o que era reto diante do SENHOR, assim como fez o seu pai Amazias.
Enquanto viveu Zacarias, um homem sábio que lhe ensinou a seguir e respeitar a Deus, Uzias seguiu a Deus. Enquanto seguiu ao SENHOR, Deus fez que lhe fosse bem.
Uzias atacou os filisteus e derrubou as muralhas de Gate, Jâmnia e Asdode. Também construiu cidades na região de Asdode, em território filisteu.
Deus o ajudou em sua luta contra os filisteus, contra os árabes que vivem em Gur-Baal e contra os meunitas.
Os amonitas lhe pagaram tributo, e Uzias se tornou tão poderoso que sua fama chegou até a fronteira do Egito.
Uzias também construiu torres em Jerusalém: na porta da Esquina, na porta do Vale e no canto da muralha.
Construiu também torres no deserto e abriu muitos poços porque tinha muito gado na planície e no planalto. Também tinha homens trabalhando em campos e vinhas que possuía na região montanhosa e nos vales, pois era amante da agricultura.
Uzias tinha um exército treinado para a guerra, que saía para a batalha organizado em divisões militares, de acordo com a lista feita pelo arquivista real Jeiel e o oficial Maaseias, sob o comando de Hananias, um dos generais do rei.
O total dos chefes de família era 2.600.
Debaixo de seu comando tinha um exército de 307.500 soldados que ajudavam o rei em sua batalha contra o inimigo.
Uzias equipou seu exército com escudos, lanças, capacetes, couraças, arcos e fundas.
Também deu ao exército máquinas de guerra inventadas por homens inteligentes. As instalou nas torres e nos cantos da muralha. Essas máquinas de guerra lançavam flechas e grandes pedras. A fama de Uzias ficou conhecida por toda parte, pois Deus lhe ajudou tanto que chegou a ser muito poderoso.
Depois de Uzias ficar poderoso, ele se tornou arrogante. E a sua arrogância o levou à ruína. Ele pecou contra o SENHOR, seu Deus, ao entrar no templo do SENHOR e tentar queimar incenso no altar do incenso.
O sacerdote Azarias entrou por detrás dele junto com oitenta sacerdotes valentes do SENHOR.
Eles enfrentaram o rei Uzias e disseram: — Não é certo que Sua Majestade ofereça incenso ao SENHOR. Essa função corresponde aos sacerdotes descendentes de Arão. Eles são os que estão consagrados para fazê-lo. Saia agora mesmo do santuário porque está cometendo uma infidelidade ao SENHOR, e não vai receber honra do SENHOR Deus por fazer isto.
Uzias, com o incensário na mão, pronto para oferecer incenso, ficou furioso com os sacerdotes. Nesse mesmo instante, diante dos sacerdotes no templo do SENHOR e estando junto ao altar de incenso, apareceu lepra na sua testa.
Ao ver isto, o sacerdote Azarias e os outros sacerdotes reconheceram que havia surgido lepra em sua testa e o tiraram apressadamente. Até mesmo ele queria sair rapidamente, pois o SENHOR o tinha castigado.
Uzias ficou leproso até o dia da sua morte e teve que viver isolado em uma casa. Ele foi proibido de entrar no templo do SENHOR. Seu filho Jotão ficou encarregado do palácio e assumiu o governo do país.
Todas as outras coisas que Uzias fez, do princípio ao fim, foram escritas pelo profeta Isaías, filho de Amoz.
Uzias morreu e foi sepultado perto dos seus antepassados, em um campo próximo ao túmulo dos reis, por causa da lepra. Então o seu filho Jotão reinou no seu lugar.
Jotão tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e governou durante dezesseis anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Jerusa, filha de Zadoque.
Jotão fez o que agradava ao SENHOR, assim como fez o seu pai Uzias, com a exceção de que não entrou no templo do SENHOR. Mesmo assim, o povo continuou com suas práticas perversas.
Jotão construiu a porta superior do templo do SENHOR. Também fez muitas obras na muralha de Ofel.
Construiu cidades na região montanhosa de Judá e fortalezas e torres nas florestas.
Jotão esteve em guerra contra o rei dos amonitas e o derrotou. Durante três anos lhe pagaram um tributo de 3.300 quilos de prata, 1.000 toneladas de trigo e 1.000 toneladas de cevada.
Jotão se tornou poderoso porque tomou a decisão de seguir ao SENHOR, seu Deus.
Todas as outras coisas que Jotão fez, todas suas batalhas e sua maneira de viver, estão escritas no livro dos reis de Israel e de Judá.
Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e governou durante dezesseis anos em Jerusalém.
Jotão morreu e foi sepultado na Cidade de Davi. O seu filho Acaz reinou no seu lugar.
Acaz tinha vinte anos quando começou a reinar, e governou durante dezesseis anos em Jerusalém. Ele não foi como seu antepassado Davi, pois não fez o que agradava ao SENHOR.
Seguiu o exemplo dos reis de Israel e chegou ao ponto de fazer imagens dos baalins,
queimar incenso no vale de Ben-Hinom e sacrificar seus filhos no fogo; copiando os pecados terríveis das nações que o SENHOR expulsou do país quando vieram os israelitas.
Acaz sacrificava animais e queimava incenso nos santuários sobre as montanhas, nos montes e debaixo de toda árvore frondosa.
Por causa disso, o SENHOR, seu Deus, o entregou ao poder do rei da Síria. Os sírios o derrotaram e levaram muitos prisioneiros para Damasco. Também Deus o entregou ao poder do rei de Israel, que lhe causou uma grande derrota.
Na verdade, Peca, filho de Remalias, matou em Judá num só dia 120.000 soldados corajosos, porque eles tinham abandonado ao SENHOR, Deus dos seus antepassados.
Zicri, um guerreiro de Efraim, matou a Maaseias, o filho do rei; a Azricão, oficial encarregado do palácio real; e a Elcana, segundo em importância depois do rei.
Dentre seus irmãos de Judá, os israelitas levaram prisioneiros 200.000 pessoas, incluindo mulheres e crianças. Além disso levaram um despojo enorme.
Odede, um profeta do SENHOR, estava ali e saiu ao encontro do exército quando regressava a Samaria e lhes disse: — O SENHOR, Deus dos seus antepassados, irritou-se contra Judá e os entregou nas suas mãos, mas vocês os tem matado com tanta violência que isso chegou até o céu.
E agora vocês estão pensando em fazer escravos os habitantes de Judá e Jerusalém. Mas, será que vocês não são também culpados de ter pecado contra o SENHOR, seu Deus?
Portanto façam-me um favor e devolvam os prisioneiros que fizeram dentre seus próprios irmãos, porque o SENHOR está muito irado com vocês.
Então Azarias, filho de Joanã; Berequias, filho de Mesilemote; Ezequias, filho de Salum; e Amasa, filho de Hadlai; que eram chefes de Efraim, enfrentaram o exército que voltava da guerra
e lhes disseram: — Não tragam aqui os prisioneiros, porque isso nos fará culpados perante o SENHOR. O que vocês pensam fazer aumentará os pecados e a culpa que já temos diante de Deus. Ele está muito irado com Israel.
Então os soldados entregaram os prisioneiros e o despojo diante dos oficiais e de toda a congregação.
Foram escolhidos alguns para que ficassem a cargo dos prisioneiros. Com a roupa e o sapato do despojo vestiram aos que estavam nus, deram a eles de comer e beber, os ungiram com azeite, e aos que estavam fracos os montaram em jumentos e os levaram até Jericó, a cidade das palmeiras, para devolvê-los às suas famílias. Depois foram a Samaria.
Naquele tempo, o rei Acaz foi aos reis da Assíria para que o ajudassem,
porque também os edomitas os atacaram e os levaram prisioneiros.
Por outro lado, os filisteus tinham saqueado as cidades da planície e do sul de Canaã, tomaram as cidades de Bete-Semes, Aijalom, Gederote, Socó, Timna e Ginzo, com as suas respectivas vilas, e ocuparam esses lugares.
Desta maneira o SENHOR humilhou a Judá, porque Acaz, rei de Israel, tinha fomentado o desenfreio em Judá e tinha cometido grande infidelidade contra o SENHOR.
Então veio Tiglate-Pileser, rei da Assíria. Mas, em vez de ajudar Acaz, se colocou contra ele.
Acaz entregou ao rei de Assíria tudo o que havia no templo do SENHOR, no palácio e nas casas dos seus comandantes, mas esse rei não o ajudou em nada.
E embora estivesse numa situação difícil, Acaz continuou sendo infiel ao SENHOR.
Fez sacrifícios aos deuses de Damasco que o haviam derrotado, pensando assim: “Já que os deuses dos sírios os ajudaram, também me ajudarão se lhes oferecer sacrifícios”. Mas esses deuses foram a causa de sua ruína e de todo Israel.
Acaz juntou todos os artigos usados no templo de Deus, os quebrou em pedaços, fechou as portas do templo do SENHOR e mandou fazer altares em cada esquina de Jerusalém.
Em cada cidade de Judá, Acaz fez santuários pagãos onde se queimava incenso a outros deuses, fazendo irar assim o SENHOR, Deus dos seus antepassados.
Todas as coisas que Acaz fez, do princípio ao fim, estão escritas em O livro dos reis de Judá e de Israel.
Acaz morreu e foi sepultado junto com os seus antepassados, em Jerusalém, mas não o colocaram no túmulo dos reis de Israel. Seu filho Ezequias reinou no seu lugar.
Ezequias tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e governou vinte e nove anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Abias, filha de Zacarias.
Ezequias fez o que era reto diante do SENHOR, assim como fez seu antepassado Davi.
No primeiro mês do primeiro ano do seu reinado, Ezequias mandou abrir as portas do templo do SENHOR e as reparou.
Fez vir os sacerdotes e os levitas e os reuniu na praça oriental do templo.
Disse a eles: — Escutem, levitas! Purifiquem-se agora e purifiquem o templo do SENHOR, Deus dos seus antepassados. Tirem deste santo templo tudo o que seja impuro,
porque os nossos antepassados se rebelaram e fizeram o que era mau perante o SENHOR, nosso Deus. Deram as costas ao SENHOR e desprezaram o lugar onde ele mora.
Fecharam as portas do pórtico, apagaram as lâmpadas, deixaram de queimar incenso e não ofereceram mais os sacrifícios que devem ser queimados completamente no santo templo do Deus de Israel.
— Por causa disso o SENHOR se irritou com Judá e com Jerusalém, e permitiu que fossem feitos motivo de espanto, desolação e desprezo, assim como vocês podem comprovar com seus próprios olhos.
Nossos antepassados caíram mortos à espada e nossos filhos, filhas e esposas foram levados prisioneiros.
Portanto eu tenho tomado a decisão de fazer uma aliança com o SENHOR, Deus de Israel, para que cesse de se irritar conosco.
Então, meus filhos, não é o momento para que sejam negligentes, porque o SENHOR tem escolhido vocês para servi-lo, para que sejam seus servos e lhe queimem incenso.
Estes são os levitas que estiveram dispostos a trabalhar imediatamente: Dos descendentes de Coate: Maate, filho de Amasai, e Joel, filho de Azarias. Dos descendentes de Merari: Quisom, filho de Obadias, e Azarias, filho de Jealelel. Dos descendentes de Gérson: Joá, filho de Zima, e Éden, filho de Joá.
Dos descendentes de Elizafã: Sinri e Jeuel. Dos descendentes de Asafe: Zacarias e Matanias.
Dos descendentes de Hemã: Jeuel e Simei. Dos descendentes de Jedutum: Semaías e Uziel.
Eles reuniram seus parentes, se purificaram e entraram no templo do SENHOR para purificá-lo, assim como o rei havia mandado conforme as palavras do SENHOR.
Depois os sacerdotes entraram no interior do templo do SENHOR para purificá-lo. Tiraram do átrio do templo do SENHOR todas as coisas impuras que encontraram. Os levitas jogaram tudo isso no ribeiro de Cedrom.
Começaram a purificar o templo no primeiro dia do primeiro mês, e por volta do oitavo dia do mês já tinham chegado ao pórtico do templo do SENHOR. Demoraram mais oito dias para purificar o resto do templo do SENHOR e por volta do dia dezesseis do primeiro mês já haviam terminado.
Depois foram e se apresentaram perante o rei Ezequias e disseram: — Já purificamos todo o templo do SENHOR, até o altar dos sacrifícios que devem ser queimados completamente e todos seus utensílios; também a mesa onde se colocam as fileiras do pão consagrado, com todos seus utensílios.
Da mesma forma resgatamos e purificamos todos os utensílios que, por causa de sua infidelidade, o rei Acaz havia rejeitado durante seu reinado. Agora estão perante o altar do Senhor.
Ezequias levantou-se bem cedo, reuniu os líderes da cidade e foi ao templo do SENHOR.
Levaram sete bois, sete carneiros, sete cordeiros e sete cabritos como sacrifício pelo pecado em favor do reino, do templo e de Judá. O rei ordenou aos sacerdotes descendentes de Arão que os oferecessem no altar do SENHOR como sacrifício que deve ser queimado completamente.
Eles mataram os bois, recolheram o sangue e o jogaram sobre o altar. Depois sacrificaram os carneiros e os cordeiros e jogaram o sangue deles sobre o altar.
Tiraram os cabritos para o sacrifício da purificação perante o rei e a congregação, e colocaram as mãos sobre a cabeça dos animais e as empurraram para baixo.
Em seguida os sacerdotes mataram os cabritos e derramaram o sangue sobre o altar como sacrifício pelo pecado de todo Israel. Fizeram isto porque o rei tinha ordenado que tanto o sacrifício que deve ser queimado completamente como o sacrifício pelo pecado fossem oferecidos pelo perdão dos pecados de todo Israel.
Ezequias restabeleceu novamente no templo do SENHOR os levitas que tocavam címbalos, harpas e liras, assim como havia mandado Davi, o profeta Natã e o vidente Gade. Essa ordem o SENHOR havia dado por intermédio de seus profetas.
Então os levitas tomaram seus lugares com os instrumentos de Davi, e os sacerdotes tocaram as trombetas.
Depois Ezequias deu a ordem para oferecerem no altar o sacrifício que deve ser queimado completamente. Nesse exato momento começaram a entoar cânticos em honra ao SENHOR, acompanhado pelo som das trombetas e dos instrumentos de Davi, rei de Israel.
Toda a congregação permaneceu adorando de joelhos enquanto os cantores cantavam e tocavam as trombetas; tudo isso durou até que se consumisse o sacrifício que deve ser queimado completamente.
Quando foi concluído o sacrifício, o rei e todos os que estavam com ele se ajoelharam para adorar a Deus.
O rei Ezequias e os líderes ordenaram aos levitas que cantassem louvores ao SENHOR de acordo com as palavras de Davi e Asafe o vidente. Louvaram com alegria, se inclinaram e se prostraram.
Depois o rei Ezequias disse: — Agora que vocês têm se consagrado ao SENHOR, tragam ao altar sacrifícios e ofertas de ações de graça para o templo do Senhor. Então a congregação trouxe sacrifícios e ofertas de ações de graça. Também os que queriam fazê-lo ofereceram sacrifícios que devem ser queimados completamente.
De tal maneira que a congregação ofereceu como sacrifícios que devem ser queimados completamente sete bois, cem carneiros e duzentos cordeiros. Tudo foi oferecido como sacrifício que deve ser queimado completamente ao SENHOR.
As ofertas consagradas foram de 600 bois e 3.000 ovelhas.
Mas como os sacerdotes eram poucos e não podiam tirar a pele de tantos animais, seus parentes os levitas tiveram que ajudá-los a terminar o trabalho até que os outros sacerdotes se purificassem, pois os levitas tinham se mostrado mais dispostos a purificar-se que os sacerdotes.
Então houve uma grande quantidade de sacrifícios que deviam ser queimados completamente, além da gordura das ofertas para festejar e das ofertas de vinho. Foi assim que se restabeleceu o culto no templo do SENHOR.
Ezequias e todo Israel se alegraram porque Deus ordenou ao povo que fizessem tudo depressa.
Ezequias mandou uma mensagem a todo Israel e Judá. Também enviou cartas às tribos de Efraim e Manassés convidando-os para irem ao templo do SENHOR em Jerusalém para festejar a Páscoa em honra ao SENHOR, Deus de Israel.
O rei, os chefes e toda a congregação concordaram em celebrar a Páscoa no segundo mês
já que não tinham podido celebrá-la no seu devido tempo porque não havia número suficiente de sacerdotes que tivessem sido purificados nem o povo havia se congregado em Jerusalém.
A mudança da data pareceu bem ao rei e a toda a congregação,
portanto avisaram a todo Israel, desde Berseba até Dã, para que viessem celebrar a Páscoa do SENHOR, Deus de Israel, em Jerusalém. Nunca um grupo tão grande havia celebrado a Páscoa como estava ordenado.
Então os mensageiros saíram por todo Israel e Judá com as cartas do rei e de seus ministros, que diziam segundo a ordem do rei: “Filhos de Israel, voltem ao SENHOR, Deus de Abraão, Isaque e Israel. Assim Deus voltará a vocês, que são o restante que se salvou de ser banido pelos reis da Assíria.
Não sejam como seus antepassados nem como seus irmãos, que foram infiéis ao SENHOR, Deus dos seus antepassados. Por isso ele os entregou à destruição, como podem ver.
Então não sejam teimosos como foram seus antepassados. Submetam-se ao SENHOR e venham ao seu templo, que ele consagrou para sempre, e sirvam ao SENHOR, seu Deus. Assim ele fará que sua ardente ira se desvie de vocês.
Se vocês voltarem ao SENHOR, os que levaram seus parentes e seus filhos terão misericórdia e os deixarão voltar a esta terra, porque o SENHOR, seu Deus, é compassivo e misericordioso. Se vocês voltarem a ele, ele voltará a vocês”.
Então os mensageiros foram de cidade em cidade, por todo o território de Efraim e Manassés até Zebulom, mas o povo ria e debochava deles.
Mesmo assim alguns homens das tribos de Aser, Manassés e Zebulom se humilharam e foram a Jerusalém.
Também em Judá o poder de Deus esteve presente e motivou o povo a cumprir com a ordem do rei e dos ministros, segundo a mensagem do SENHOR.
Portanto, uma grande multidão se reuniu em Jerusalém no segundo mês para celebrar a festa dos Pães sem Fermento.
Tiraram de Jerusalém todos os altares e lugares onde se queimava incenso e jogaram tudo no ribeiro de Cedrom.
No dia catorze do segundo mês mataram os cordeiros da Páscoa. Os sacerdotes e os levitas, envergonhados, se purificaram e levaram ao templo do SENHOR os animais para os sacrifícios que devem ser queimados completamente.
Depois se colocaram em seus postos, como de costume, de acordo com a lei de Moisés, homem de Deus. Os sacerdotes espalhavam o sangue que os levitas lhes entregavam.
Muita gente não pôde fazer seu próprio sacrifício porque não haviam se purificado. Por isso, com o propósito de consagrá-los ao SENHOR, os levitas tiveram que sacrificar por eles os cordeiros da Páscoa.
De fato, muita gente de Efraim, Manassés, Issacar e Zebulom participaram da ceia da Páscoa sem ter se purificado, e assim não agiam conforme o estabelecido. Por isso Ezequias orou assim por eles: — Senhor, sabendo que é bom, peço que apague o pecado de todo aquele que decidiu de coração segui-lo,
SENHOR, Deus dos nossos antepassados, embora não estejam purificados como exigem as normas de purificação do templo.
O SENHOR ouviu a oração de Ezequias e perdoou o povo.
Os israelitas que se encontravam em Jerusalém celebraram com grande alegria durante sete dias a festa dos Pães sem Fermento. Os levitas e sacerdotes adoravam o SENHOR cada dia com todas as suas forças. Acompanhavam seus louvores com o forte som de instrumentos em honra ao SENHOR.
Ezequias saudou a todos os levitas que haviam demonstrado tamanha disposição e servir ao SENHOR. Participaram da ceia da festa durante sete dias, apresentando ofertas para festejar e dando graças ao SENHOR, Deus dos seus antepassados.
Então toda a congregação decidiu prolongar a festa mais sete dias e assim o fizeram com alegria
porque Ezequias, rei de Judá, deu ao povo 1.000 bois e 7.000 ovelhas; também os chefes deram ao povo 1.000 bois e 10.000 ovelhas. Muitos sacerdotes se consagraram para o serviço.
Toda a congregação de Judá ficou muito alegre, assim como os sacerdotes, os levitas e todo o povo que tinha vindo de Israel, e também os imigrantes que moravam em Israel e os que moravam em Judá.
Houve grande alegria em Jerusalém porque desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não se havia celebrado a Páscoa dessa maneira em Jerusalém.
Depois os levitas e os sacerdotes se puseram de pé e abençoaram o povo. Deus os escutou e a oração que eles fizeram chegou até o lugar santo onde vive Deus, o céu.
Quando acabou tudo isso, todos os israelitas que estavam ali foram para as cidades de Judá e quebraram em pedaços as pedras sagradas, cortaram em pedaços as colunas de Aserá e derrubaram os altares e santuários sobre os montes que haviam em todo Judá, Benjamim, Efraim e Manassés. Depois os israelitas voltaram para suas cidades, cada um para sua casa.
Ezequias estabeleceu os turnos dos sacerdotes e os levitas para que cada um servisse de acordo com seu trabalho e assim ofereceram os sacrifícios que devem ser queimados completamente e as ofertas para festejar; deram graças, cantaram os louvores e serviram nas portas do templo do SENHOR.
O rei dedicou parte dos seus bens para os sacrifícios que devem ser queimados completamente cada dia, pela manhã e pela tarde; e para os dias de descanso, festas da Lua Nova e das festas solenes, assim como está escrito na lei do SENHOR.
Também ordenou ao povo de Jerusalém que entregasse aos sacerdotes e levitas a parte que lhes correspondia, para que estes pudessem se dedicar à lei do SENHOR.
Quando a ordem foi divulgada, os israelitas deram em abundância as primícias da sua colheita, do vinho, do azeite, do mel e de todo tipo de produtos agrícolas. Trouxeram também a décima parte de todos os produtos, em grandes quantidades.
Também os que moravam em Israel e em outras cidades de Judá trouxeram a décima parte do seu gado e das suas ovelhas. Igualmente trouxeram a décima parte das coisas consagradas ao SENHOR, seu Deus. Colocaram tudo isso em pilhas.
O povo começou a formar as pilhas no terceiro mês e acabaram no sétimo mês.
Então Ezequias e os líderes foram ver as pilhas e abençoaram o SENHOR e seu povo Israel.
Ezequias pediu aos sacerdotes e aos levitas que lhe informassem com relação às pilhas.
Então o sumo sacerdote Azarias, da família de Zadoque, disse: — Desde que o povo começou a trazer suas ofertas para o templo do SENHOR, temos o que comer e ainda sobra alimento, porque o SENHOR tem abençoado seu povo. Todas estas pilhas são o que tem sobrado.
Ezequias então ordenou que preparassem alguns depósitos no templo do SENHOR, e assim o fizeram.
Todos permaneceram levando fielmente as ofertas, os dízimos e as coisas consagradas. Foram nomeados para administrar tudo isso o levita Conanias e, como ajudante, seu irmão Simei.
Conanias e seu irmão Simei supervisionavam os seguintes inspetores: Jeiel, Azarias, Naate, Asael, Jerimote, Jozabade, Eliel, Ismaquias, Maate e Benaias. Eles tinham sido nomeados pelo rei Ezequias e por Azarias, administrador do templo de Deus.
O levita Corá, filho de Imna, porteiro da porta Leste, estava encarregado das ofertas voluntárias que eram trazidas para Deus. Ele também distribuía as ofertas dedicadas ao SENHOR e as coisas consagradas.
Ele estava encarregado de Éden, Minjamim, Jesua, Semaías, Amariá e Secanias, que estavam nas cidades dos sacerdotes e conforme os turnos repartiam as ofertas entre seus companheiros, tanto dos mais velhos como dos mais novos.
Estes faziam a distribuição entre os que vinham diariamente para prestar seus serviços ao templo do SENHOR, segundo seus turnos e ofícios, sempre e quando estivessem inscritos nos registros das famílias, onde apareciam todos os homens de três anos de idade em diante.
A distribuição para os sacerdotes se fazia conforme os registros dos grupos familiares e dos levitas de vinte anos de idade em diante, segundo seus ofícios e turnos.
Toda a comunidade (crianças, mulheres, filhos e filhas dos levitas) estava incluída na distribuição porque se mantinha fielmente consagrada em santidade.
Alguns sacerdotes, descendentes de Arão, viviam junto aos levitas das cidades, e possuíam terras em distintas cidades do país. Alguns deles estavam encarregados de distribuir parte da oferta a estes descendentes de Arão; se distribuía a todos os homens e aos levitas registrados.
Ezequias fez assim em todo o território de Judá, atuando com bondade, honestidade e fidelidade perante ao SENHOR, seu Deus.
Tudo o que fez e tudo o que começou para o serviço do templo, o fez seguindo a Deus com todo o coração, e teve sucesso.
Depois de toda esta prova de fidelidade de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, veio contra Judá e sitiou as cidades fortificadas, decidido a conquistá-las.
Quando Ezequias viu que Senaqueribe também vinha atacar Jerusalém,
consultou os líderes civis e militares e lhes propôs secar as fontes de água que estavam fora da cidade; e eles decidiram apoiá-lo.
Então juntaram um número grande de pessoas, e secaram todas as fontes de água e o ribeiro que corria no meio dessa região. Isso foi feito para que, quando chegassem os reis da Assíria, não encontrassem água em abundância.
Preparando-se com empenho, Ezequias fortificou e reparou as brechas da muralha. Reconstruiu as torres sobre ela e fez uma muralha exterior sobre a que havia. Fortificou o Milo da Cidade de Davi e fabricou muitas lanças e escudos.
Também colocou líderes militares à frente do povo. Convocou todos na praça que está na frente da entrada da cidade e os animou com estas palavras:
— Sejam fortes e corajosos! Não tenham medo, nem se espantem perante o rei da Assíria e o exército numeroso que ele traz consigo, porque conosco há algo maior do que com ele.
Do lado dele está a força humana mas do nosso lado está o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e lutar nossas batalhas. O povo teve confiança nas palavras de Ezequias, rei de Judá.
Depois disto, Senaqueribe, rei da Assíria, enquanto atacava Láquis com todas suas forças, enviou a Jerusalém um dos seus servos para que dissesse o seguinte a Ezequias e a todos os de Judá que estavam em Jerusalém:
“Eu, Senaqueribe, rei da Assíria, quero saber em quem vocês confiam já que ainda permanecem em Jerusalém, uma cidade sitiada!
Não veem que Ezequias está enganando vocês ao lhes falar: ‘O SENHOR, nosso Deus, nos salvará do poder do rei da Assíria’? Ele vai levá-los a morrer de fome e de sede!
Por acaso não foi Ezequias quem acabou com os santuários e altares e disse a Judá e a Jerusalém que só adorassem e queimassem incenso diante de um altar?
Não sabem vocês o que eu e meus antepassados temos feito a todos os povos da terra? Por acaso os deuses dessas nações conseguiram livrá-los do meu poder?
Qual dos deuses de todas essas nações que meus antepassados destruíram poderá salvar seu país do meu poder? Por que acreditam que o Deus de vocês poderá salvá-los?
Portanto, não deixem que Ezequias os engane e continue iludindo vocês. Não acreditem mais nisso porque se nenhum deus dentre todas aquelas nações conseguiu impedir que o seu povo caísse nas minhas mãos ou nas dos meus antepassados, quanto menos o deus de vocês poderá livrá-los de cair nas minhas mãos!”
Tudo isso e muito mais diziam os oficiais do rei da Assíria contra o SENHOR Deus e contra seu servo Ezequias.
Também escreveu cartas nas quais insultava ao SENHOR, Deus de Israel, e no que dizia contra ele: “Assim como os deuses das nações dos outros países não puderam salvar seus povos do meu poder, tampouco o Deus de Ezequias poderá salvar seu povo do meu poder”.
Então os ministros de Senaqueribe gritaram em hebraico ao povo de Jerusalém que estava na muralha. Eles fizeram isso para assustá-los e intimidá-los, a fim de capturar a cidade.
Diziam a eles que o Deus de Jerusalém era igual aos deuses dos outros povos da terra: obra do ser humano.
Devido a isto, o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amoz, oraram e pediram ajuda ao céu.
Então o SENHOR mandou um anjo que matou todos os soldados, capitães e comandantes do acampamento do rei da Assíria e este se viu obrigado a voltar ao seu país, coberto de vergonha. Quando entrou no templo do seu deus, seus próprios filhos o mataram à espada.
Assim foi que o SENHOR salvou Ezequias e os habitantes de Jerusalém das mãos do rei da Assíria e de todos seus inimigos, e lhe deu paz em todas suas fronteiras.
Então muita gente foi a Jerusalém com ofertas para o SENHOR e presentes caros para Ezequias, rei de Judá. O prestígio de Ezequias aumentou diante de todas as outras nações.
Por aqueles dias Ezequias ficou doente e esteve à beira da morte. Então orou ao SENHOR, que lhe respondeu e lhe deu um sinal.
Mas Ezequias não agradeceu o favor recebido, mas sim se encheu de orgulho, e isso fez com que Deus se irasse contra ele e também contra Judá e Jerusalém.
Mas depois Ezequias deixou o orgulho do seu coração e se humilhou junto com os habitantes de Jerusalém. Enquanto Ezequias viveu, o SENHOR não voltou a descarregar sua ira contra eles.
Ezequias teve muitas riquezas e honras. Adquiriu tesouros de prata e ouro, pedras preciosas, perfumes, escudos e todo tipo de objetos valiosos.
Fez também depósitos para armazenar o trigo, o vinho e o azeite. Mandou fazer estábulos para todo tipo de gado e também para os rebanhos.
Ezequias edificou também cidades e adquiriu gado e rebanhos em abundância porque Deus havia lhe dado muitas riquezas.
Ezequias foi também quem secou a saída superior das águas do Giom e as canalizou debaixo da terra para o lado oeste da Cidade de Davi. Assim, Ezequias teve sucesso em tudo o que se propôs fazer.
No entanto, quando os príncipes da Babilônia enviaram mensageiros para investigar o milagre que tinha acontecido no país, Deus deixou a Ezequias para colocá-lo à prova e conhecer tudo o que havia no seu coração.
Todas as outras coisas que Ezequias fez e suas obras que mostraram sua fidelidade estão escritas na visão do profeta Isaías, filho de Amoz e no livro dos reis de Judá e de Israel.
Ezequias morreu e o sepultaram na parte superior do túmulo dos descendentes de Davi. Recebeu honra fúnebre de todo Judá e dos habitantes de Jerusalém. Seu filho Manassés reinou no seu lugar.
Manassés tinha doze anos quando começou a reinar, e governou por cinquenta e cinco anos em Jerusalém.
Ele fez o que não agradava ao SENHOR. Cometeu os pecados terríveis que cometiam as nações que o SENHOR expulsou do país quando os israelitas entraram.
Manassés construiu de novo os santuários sobre as montanhas que seu pai Ezequias tinha destruído. Também construiu altares de adoração para Baal e fez um poste de Aserá. Manassés adorou e serviu as estrelas do céu,
construiu altares em honra a deuses falsos no templo do SENHOR, sobre o qual o SENHOR tinha dito: “Eu porei meu nome em Jerusalém para sempre”.
Manassés construiu altares para as estrelas do céu no pátio do templo do SENHOR,
queimou o seu próprio filho em sacrifício no vale de Ben-Hinom. Praticou a magia, a adivinhação e a feitiçaria. Ele também consultou médiuns e feiticeiros. Manassés fez tantas coisas que desagradavam ao SENHOR, que causou a sua ira.
Manassés pôs no templo de Deus uma estátua de um ídolo que havia feito. Deus tinha dito a Davi e ao seu filho Salomão acerca do templo: “Escolhi Jerusalém em todo Israel. Porei meu nome em Jerusalém para sempre.
Eu não farei com que os israelitas saiam da terra que dei aos seus antepassados, os deixarei ali se obedecerem a tudo o que ordenei. Os israelitas devem obedecer a toda a lei, estatutos e mandamentos que lhes dei por meio de Moisés”.
Manassés levou o povo de Judá e os habitantes de Jerusalém a fazer piores maldades do que as outras nações que moravam antes de Israel na terra de Canaã, e que o SENHOR destruiu quando vieram os israelitas para tomar posse da terra.
O SENHOR advertiu Manassés e seu povo, mas não lhe fizeram caso.
Por isso o SENHOR fez com que os comandantes do exército da Assíria invadissem o país. Eles capturaram Manassés e o levaram para a Babilônia amarrado com ganchos e correntes de bronze.
Mas quando se viu em situação tão angustiante, ele rogou ao SENHOR, seu Deus, e se humilhou profundamente perante o Deus dos seus antepassados.
Manassés orou a Deus, ele atendeu sua súplica e lhe permitiu voltar a Jerusalém e governar. Assim foi como Manassés entendeu que o SENHOR é Deus.
Depois de tudo isso, Manassés construiu uma muralha alta ao redor da Cidade de Davi, a qual ia do oeste do ribeiro de Giom, no vale, até o portal do Peixe e rodeava Ofel. Além disso colocou comandantes militares em todas as cidades fortificadas de Judá.
Também tirou do templo do SENHOR os deuses estrangeiros, o ídolo e todos os altares que havia construído no monte do templo do SENHOR e em Jerusalém, e os jogou para fora da cidade.
Depois restaurou o altar do SENHOR, apresentou nele ofertas para festejar e ofertas de ações de graça, e ordenou a Judá que servisse ao SENHOR, Deus de Israel.
Mesmo assim, o povo seguiu oferecendo sacrifícios nos santuários sobre os montes, embora os oferecia só ao SENHOR, seu Deus.
Todas as outras coisas que Manassés fez, a sua oração a Deus e as palavras dos videntes que o advertiram no nome do SENHOR, Deus de Israel, estão escritas em As Crônicas dos Reis de Israel.
Sua oração e a resposta que recebeu, assim como tudo o que tem a ver com seu pecado e infidelidade, os lugares onde fez santuários sobre os montes e onde colocou colunas de Aserá e os ídolos que fez antes de se humilhar diante de Deus, tudo isso está escrito em As crônicas dos videntes.
Manassés morreu e foi sepultado no seu palácio, com seus antepassados. Seu filho Amom reinou no seu lugar.
Amom tinha vinte e dois anos quando começou a reinar, e governou durante dois anos em Jerusalém.
Como o seu pai Manassés, Amom fez as mesmas maldades perante o SENHOR. Ofereceu sacrifícios aos mesmos ídolos que seu pai havia oferecido, e os adorou.
Mas, diferente do seu pai, Amom não se humilhou perante o SENHOR, e por isso tornou a pecar mais e mais.
Os oficiais de Amom conspiraram contra ele e o mataram dentro da sua própria casa,
mas as pessoas do povo mataram aos oficiais que participaram da conspiração contra o rei Amom e em seu lugar colocaram como rei a Josias, filho de Amom.
Josias tinha oito anos quando começou a reinar, e governou trinta e um anos em Jerusalém.
Josias fez o que era reto diante do SENHOR e seguiu o caminho do seu antepassado Davi, sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda.
Depois de reinar oito anos, quando ainda era um jovem, começou a seguir ao Deus do seu antepassado Davi. No décimo segundo ano do seu reinado começou a purificar ao povo de Judá e de Jerusalém tirando os santuários sobre os montes, as colunas de Aserá, os ídolos de pedra e as imagens de metal fundido.
Fez destruir na sua presença os altares dos baalins e fez despedaçar os incensários que haviam em cima dos altares. Ordenou que despedaçassem as colunas de Aserá e os ídolos de pedra e de metal fundido. Os reduziu a pó e fez com que os espalhassem sobre os túmulos daqueles que faziam sacrifícios em sua honra.
Queimou os ossos dos sacerdotes dos baalins e espalhou as cinzas sobre seus altares para purificar Judá e Jerusalém deles.
Nas cidades de Manassés, Efraim, Simeão e até Naftali, retirou seus templos.
Em todo Israel derrubou altares e colunas de Aserá, reduziu a pó os ídolos e cortou em pedaços todos os altares para queimar incenso, e depois voltou a Jerusalém.
No ano dezoito do seu reinado, Josias, depois de ter purificado o país e o templo, mandou Safã, filho de Azalias; Maaseias, o prefeito da cidade; e o secretário real Joá, filho de Joacaz, para repararem o templo do SENHOR, seu Deus.
Eles foram ver o sumo sacerdote Hilquias e deram a ele o dinheiro que havia sido recolhido no templo de Deus e que os porteiros levitas do templo haviam recebido do povo de Manassés e Efraim, do resto que havia ficado em Israel, Judá e Benjamim, e dos habitantes de Jerusalém.
Eles entregaram o dinheiro aos supervisores encarregados do templo do SENHOR e com isso eles pagaram os obreiros que trabalhavam nas obras de reparação do templo do SENHOR.
Pagaram aos carpinteiros e construtores para que comprassem pedra lavradas e madeira para as juntas e as vigas dos edifícios que os reis de Judá tinham deixado se deteriorar.
Estes homens fizeram o trabalho com fidelidade. Quem estava encarregado deles eram os levitas Jaate e Obadias, descendentes da família de Merari; e Zacarias e Mesulão, descendentes da família de Coate. Os levitas que sabiam tocar instrumentos musicais
estavam também encarregados de supervisionar todos os que transportavam os materiais e os que trabalhavam na obra, sem importar sua função. Entre os levitas havia secretários, oficiais e porteiros.
Quando tiraram o dinheiro que havia sido levado ao templo do SENHOR, o sacerdote Hilquias encontrou o Livro da Lei do SENHOR, dado por intermédio de Moisés.
Hilquias disse ao secretário Safã: — Encontrei o Livro da Lei no templo do Senhor. E o entregou a Safã.
Então Safã levou o livro ao rei e disse: — Os servos de Sua Majestade estão fazendo tudo o que lhes foi ordenado.
Juntaram o dinheiro que estava no templo do SENHOR e os deram aos supervisores e aos que estão realizando as obras.
Então Safã disse: — O sacerdote Hilquias me entregou um livro. E ele leu o livro diante do rei.
Quando o rei ouviu as palavras da lei, rasgou suas roupas
e deu esta ordem a Hilquias; a Aicão, filho de Safã; a Abdom, filho de Micaías, ao secretário Safã e a Asaías, oficial do rei:
— Vão e consultem ao SENHOR por mim e pelo resto do povo que permanece em Israel e em Judá com relação ao que diz este livro que encontraram. Porque deve ser tremenda a ira que o SENHOR tem descarregado sobre nós pelo fato de que nossos antepassados não obedeceram à mensagem do SENHOR, pois não cumpriram o que está escrito neste livro.
Hilquias e os homens comissionados a mando do rei foram ver à profetisa Hulda, mulher de Salum, que morava na parte nova de Jerusalém. Salum era o encarregado do vestuário, e era filho de Ticvá e neto de Harás. Disseram a ela sobre o assunto
e Hulda lhes disse: — O SENHOR, Deus de Israel, manda dizer àquele que os tem enviado:
“Eu, o SENHOR, vou enviar contra este lugar e os seus habitantes os castigos que estão escritos no livro que leu o rei de Judá.
Porque vocês me abandonaram e queimaram incenso a outros deuses, e me provocaram com o que fizeram. Por isso eu me irritei e me enfureci contra este lugar e não ficarei calmo.
Mas ao rei de Judá, que os enviou para me consultar, eu, o SENHOR, o Deus de Israel, digo o seguinte: ‘Já que você prestou atenção ao que ouviu,
e seu coração mudou e se humilhou perante mim, rasgando seu vestido e chorando ao ouvir o que falei contra este lugar e os seus habitantes, que serão arrasados e amaldiçoados, eu também ouvi você.
Eu deixarei que morra em paz e o juntarei com os seus antepassados. Não verá a desgraça que irei trazer sobre este lugar e sobre seus habitantes’”. E eles levaram essa resposta ao rei.
O rei Josias mandou chamar todos os líderes de Judá e Jerusalém, convocando-os a uma reunião.
Então o rei foi ao templo do SENHOR com todo o povo de Judá, os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os levitas e todo o povo, desde o menos até o mais importante. Ali o rei leu em voz alta o livro da aliança, que havia sido encontrado no templo do SENHOR.
Depois o rei, que estava de pé perto da coluna real, fez uma aliança com o SENHOR, se comprometendo a seguir o SENHOR e obedecer aos seus mandamentos, à aliança e as suas condições. Disse que, com todo o coração e alma, cumpriria a aliança que estava escrita no livro.
Depois fez com que todos os que se encontravam em Jerusalém e em Benjamim se comprometessem também a cumpri-la. E assim os habitantes de Jerusalém se comprometeram a viver conforme a aliança com Deus, o Deus dos seus antepassados.
Josias proibiu todos os costumes horríveis que havia em todo o território dos israelitas e a todos os que se encontravam em Israel os fez servir ao SENHOR, seu Deus. Durante a vida de Josias não deixaram de seguir o SENHOR, Deus dos seus antepassados.
Josias celebrou a Páscoa em honra ao SENHOR em Jerusalém. Sacrificaram os cordeiros da Páscoa no dia catorze do primeiro mês.
Josias deu aos sacerdotes suas respectivas funções e os animou a se dedicarem ao serviço do templo do SENHOR.
Disse o seguinte aos levitas, que eram os encarregados de ensinar a todos os israelitas e que estavam consagrados ao SENHOR: — Ponham a arca sagrada no templo que construiu Salomão, filho de Davi, rei de Israel, para que já não tenham que carregá-la nos ombros. Agora dediquem-se a servir ao SENHOR, seu Deus, e a seu povo Israel.
Organizem-se em turnos, de acordo com suas famílias, de acordo com o que foi escrito por Davi, rei de Israel, e por seu filho, o rei Salomão.
Tomem seus lugares no templo por divisões, conforme suas famílias, como representantes dos outros grupos familiares dos seus irmãos israelitas, de tal maneira que a cada grupo familiar do povo lhe corresponda um grupo familiar dos levitas.
Sacrifiquem os cordeiros da Páscoa, consagrem-se e prepararem tudo para que seus irmãos possam cumprir o que o SENHOR ordenou por meio de Moisés.
Josias deu animais do seu próprio gado à gente do povo que se encontrava ali para que pudessem celebrar a Páscoa. Entre cordeiros e cabritos, deu uns 30.000 e deu também 3.000 bois.
Também os chefes, voluntariamente, fizeram doação ao povo, aos sacerdotes e aos levitas. Hilquias, Zacarias e Jeiel, ministros do templo de Deus, deram 2.600 ovelhas e 300 bois aos sacerdotes para celebrarem a Páscoa.
Conanias e seus irmãos Semaías e Natanael, Hasabias, Jeiel e Jozabade, líderes dos levitas, entregaram aos levitas 5.000 ovelhas e 500 bois para celebrar a Páscoa.
Quando tudo já estava pronto para a celebração, os sacerdotes tomaram seus lugares e os levitas se organizaram segundo seus turnos, de acordo com o ordenado pelo rei.
Sacrificaram os animais para a Páscoa e, enquanto faziam isso, os sacerdotes aspergiram o sangue que lhes entregavam os levitas e também os levitas tiravam a pele dos animais.
Depois repartiram os sacrifícios que devem ser queimados completamente para cada divisão dos grupos familiares do povo, para que os oferecessem ao SENHOR, assim como manda o livro de Moisés, e fizeram a mesma coisa com os bois.
Assaram os animais no fogo de acordo com a ordem. Cozinharam as partes sagradas em potes, caldeirões e panelas.
Depois os levitas prepararam o que correspondia a eles e aos sacerdotes. Pois os sacerdotes, descendentes de Arão, estiveram ocupados até ao anoitecer oferecendo os sacrifícios que devem ser queimados completamente e a gordura.
Os cantores descendentes de Asafe estavam também em seus postos, segundo o ordenado por Davi, Hemã e Jedutum, vidente do rei. Os porteiros estiveram em suas respectivas portas; nenhum deles teve que abandonar seu posto, porque seus companheiros, os levitas, prepararam a parte que correspondia a eles.
Assim se organizou naquele dia todo o serviço ao SENHOR para celebrar a Páscoa e oferecer no altar do SENHOR os sacrifícios que devem ser queimados completamente, como o rei Josias havia ordenado.
Nessa ocasião, os israelitas que se encontravam em Jerusalém celebraram a Páscoa e a festa dos Pães sem Fermento durante sete dias.
Não se havia celebrado a Páscoa dessa maneira desde os tempos do profeta Samuel. Jamais rei algum de Israel celebrou a Páscoa como foi feito por Josias, os sacerdotes e levitas, e todo o povo de Judá e Israel que se encontrava ali com os habitantes de Jerusalém.
Esta Páscoa foi celebrada no ano dezoito do reinado de Josias.
Depois de tudo isto, quando Josias já havia reparado o templo, Neco, rei do Egito, saiu para a batalha de Carquemis, junto ao Eufrates, mas Josias saiu ao seu encontro.
O rei do Egito mandou esta mensagem: “Que tenho eu com você, rei de Judá? Minha briga não é com você, mas hoje vou contra o reino do qual estou em guerra. Deus disse que me apressasse, portanto não se coloque contra Deus, que está do meu lado, para que não o destrua”.
Mesmo assim, Josias não fez caso da advertência que Deus lhe deu por meio de Neco. Ele se disfarçou e foi ao vale de Megido para combater contra Neco.
Os arqueiros atingiram o rei Josias e ele disse aos seus servos: — Retirem-me daqui, pois estou gravemente ferido.
Seus servos o colocaram em outro carro e o levaram para Jerusalém, onde morreu. O sepultaram no túmulo dos seus antepassados e todo Judá e Jerusalém choraram sua morte.
Jeremias compôs um canto de lamento em honra a Josias por sua morte. Até o dia de hoje todos os cantores e cantoras mencionam Josias em suas canções fúnebres. Essas canções tornaram-se populares em Israel e estão escritas em O livro de lamentos.
Todas as outras coisas que Josias fez e o amor fiel que mostrou conforme o que está escrito na lei do SENHOR,
e os seus feitos, do princípio ao fim, estão escritos em As Crônicas dos Reis de Israel e de Judá.
Então as pessoas do povo tomaram a Jeoacaz, filho de Josias, para consagrá-lo. Depois disso fizeram com que fosse rei em Jerusalém, em lugar do seu pai.
Jeoacaz tinha vinte e três anos quando começou a reinar, e governou durante três meses em Jerusalém.
O rei do Egito o destronou em Jerusalém e impôs a Judá um tributo de 3.300 quilos de prata e 33 quilos de ouro.
Depois nomeou Eliaquim, irmão de Jeoacaz, como o rei de Judá e de Jerusalém e mudou seu nome para Jeoaquim. A Jeoacaz fez prisioneiro e o levou para o Egito.
Jeoaquim tinha vinte e cinco anos quando começou seu reinado, e governou durante onze anos em Jerusalém, mas fez o que era mau perante o SENHOR, seu Deus.
Devido a isso, Nabucodonosor, rei da Babilônia, o atacou e o levou prisioneiro com correntes de bronze até a Babilônia.
Nabucodonosor levou para a Babilônia parte dos objetos do templo do SENHOR e os colocou no seu templo na Babilônia.
Todas as outras coisas que Joaquim fez, as coisas horríveis e como Deus o julgou, estão escritos em As Crônicas dos Reis de Israel e de Judá. Seu filho Joaquim reinou no seu lugar.
Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar, e governou três meses e dez dias em Jerusalém. Fez o que não agradava ao SENHOR.
Por volta de um ano, o rei Nabucodonosor ordenou que o levassem para a Babilônia junto com os objetos mais valiosos do templo do SENHOR e colocou ao seu irmão Zedequias como rei de Judá e Jerusalém.
Zedequias tinha vinte e um anos quando começou a reinar, e governou onze anos em Jerusalém.
Zedequias fez o que não agradava ao SENHOR, seu Deus. Não se humilhou perante o profeta Jeremias quando lhe falava da parte do SENHOR.
Zedequias chegou até a rebelar-se contra o rei Nabucodonosor, embora ele o tinha feito jurar por Deus que seria leal a ele. Se tornou muito duro, endureceu seu coração e não quis voltar ao SENHOR, Deus de Israel.
Também todos os líderes dos sacerdotes e o povo aumentaram sua infidelidade, pois cometeram os mesmos pecados horríveis das nações vizinhas e contaminaram o templo do SENHOR, que ele havia consagrado em Jerusalém.
O SENHOR, Deus dos seus antepassados, lhes enviava constantemente advertências através de seus mensageiros porque tinha compaixão do seu povo e do lugar onde ele morava,
mas eles zombavam dos mensageiros de Deus, desprezavam suas mensagens e zombavam dos seus profetas, até que finalmente o SENHOR descarregou sua ira contra seu povo e já não teve remédio.
Então Deus lançou contra eles o rei dos babilônios, que matou à espada seus jovens no próprio templo. Não teve compaixão dos jovens nem das mulheres nem dos líderes nem dos enfermos. Deus entregou a todos nas suas mãos.
Nabucodonosor levou todos os objetos do templo de Deus, grandes e pequenos, os tesouros do templo do SENHOR, os tesouros do palácio real e dos seus oficiais; levou tudo para a Babilônia.
Ordenou que incendiassem o templo de Deus, derrubou a muralha de Jerusalém e colocou fogo em todos os palácios e destruiu tudo o que era de valor.
Nabucodonosor deportou para a Babilônia aqueles que se salvaram da matança e ali os tornou em seus escravos e de seus filhos até que se fundou o império persa,
cumprindo assim a profecia do SENHOR por meio de Jeremias. Dessa maneira a terra desfrutou de descanso o tempo todo que esteve em ruínas, até que se completaram setenta anos.
No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, o SENHOR fez com que Ciro proclamasse um decreto. Ciro o fez circular por escrito em todo o seu reino. Isto aconteceu para que se cumprisse a profecia que o SENHOR tinha anunciado a Jeremias. O decreto era este:
“Eu, Ciro, rei da Pérsia, decreto que o SENHOR, Deus do céu, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de construir um templo em Jerusalém, que está no território de Judá. Portanto, todo aquele que pertencer ao povo de Deus, que o SENHOR, seu Deus, o acompanhe e que vá para lá”.
No primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, o SENHOR fez com que Ciro proclamasse um decreto. Ciro o fez circular por escrito em todo o seu reino. Isto aconteceu para que se cumprisse a profecia que o SENHOR tinha anunciado a Jeremias. O decreto era este:
“Eu, Ciro, rei da Pérsia, proclamo que o SENHOR, Deus do céu, me deu todos os reinos da terra e me encarregou de construir um templo em Jerusalém, no território de Judá.
Portanto, todo aquele que pertencer ao povo de Deus, que o SENHOR, seu Deus, o acompanhe. Todo aquele desse povo que decidir ir para Jerusalém de Judá, não deve ser impedido. Devem deixá-lo ajudar a construir o templo do SENHOR, o Deus de Israel, que está em Jerusalém.
Todo aquele desse povo que decidir ficar neste país, que ajude aqueles que vão. Que enviem desde onde moram ouro, prata, bens e gado junto com ofertas para o templo de Deus em Jerusalém”.
Então os chefes das famílias de Judá e Benjamim, os sacerdotes e os levitas se prepararam para ir a Jerusalém para reconstruir o templo do SENHOR junto com todos aqueles que Deus tinha animado.
Todos os seus vizinhos deram a eles voluntariamente muitos presentes: ouro, prata, gado e outros objetos de valor.
O rei Ciro também ordenou que fossem entregues os objetos que pertenciam ao templo do SENHOR. (Esses objetos tinham sido levados de Jerusalém por Nabucodonosor. Ele os tinha colocado no templo do seu deus.)
Ciro, rei da Pérsia, disse a Mitredate, seu tesoureiro, que tirasse os objetos, os contasse e os entregasse a Sesbazar, líder de Judá.
Estes são os objetos que Mitredate trouxe: 30 bacias de ouro, 1.000 bacias de prata, 29 facas,
30 taças de ouro, 410 taças de prata e 1.000 coisas mais.
Ao todo foram 5.400 objetos de ouro e prata. Sesbazar levou todos estes objetos quando os exilados saíram da Babilônia e voltaram a Jerusalém.
Esta é a lista dos exilados dessa província que voltaram. No passado, o rei Nabucodonosor da Babilônia os tinha levado como prisioneiros para a Babilônia. Todos estavam agora de volta para Jerusalém e Judá, cada um para o seu próprio povo.
Estes são os líderes dos israelitas que voltaram: Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías, Mardoqueu, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum e Baaná. Esta é a lista e o número dos israelitas que voltaram:
Os descendentes de Parós, 2.172;
de Sefatias, 372;
de Ará, 775;
de Paate-Moabe, isto é, os descendentes de Jesua e Joabe, 2.812;
de Elão, 1.254;
de Zatu, 945;
de Zacai, 760;
de Bani, 642;
de Bebai, 623;
de Azgade, 1.222;
de Adonicã, 666;
de Bigvai, 2.056;
de Adim, 454;
de Ater, isto é, de Ezequias, 98;
de Besai, 323;
de Jora, 112;
de Hasum, 223;
de Gibar, 95;
do povo de Belém, 123.
Os homens do povo de Netofate, 56;
do povo de Anatote, 128;
do povo de Azmavete, 42;
dos povos de Quiriate-Jearim, Cefira e Beerote, 743;
dos povos de Ramá e Geba, 621;
do povo de Micmás, 122;
dos povos de Betel e Ai, 223;
do povo de Nebo, 52.
Os descendentes de Magbis, 156.
Os homens do outro povo de Elão, 1.254;
do povo de Harim, 320;
dos povos de Lode, Hadide e Ono, 725.
Os homens do povo de Jericó, 345;
do povo de Senaá, 3.630.
Sacerdotes: Os descendentes de Jedaías, da família de Jesua, 973;
de Imer, 1.052;
de Pasur, 1.247;
de Harim, 1.017.
Levitas: Os descendentes de Jesua e de Cadmiel, da família de Hodavias, 74.
Cantores: Os descendentes de Asafe, 128.
Porteiros: Os descendentes de Salum, Ater, Talmom, Acube, Hatita e Sobai, 139.
Ministros do templo: Os descendentes de Zia, Hasufa, Tabaote,
Queros, Sia, Padom,
Lebana, Hagaba, Acube,
Hagabe, Salmai, Hanã,
Gidel, Gaar, Reaías,
Rezim, Necoda, Gazão,
Uzá, Paseia, Besai,
Asná, Meunim, Nefusim,
Baquebuque, Hacufa, Harur,
Bazlite, Meída, Harsa,
Barcos, Sísera, Tamá,
Nesias e Hatifa.
Descendentes dos ministros de Salomão: Os descendentes de Sotai, Soferete, Peruda,
Jaala, Darcom, Gidel,
Sefatias, Hatil, Poquerete-Hazebaim e Ami.
No total os ministros do templo e os descendentes dos ministros de Salomão somaram 392.
Estes são os que voltaram a Jerusalém de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adom e Imer, mas não conseguiram mostrar que os seus antepassados eram de Israel:
Os descendentes de Delaías, Tobias e Necoda, 652.
Dos sacerdotes, os seguintes também não conseguiram mostrar que os seus antepassados eram israelitas: Os descendentes de Habaías, Coz e Barzilai (este Barzilai tinha em realidade outro nome, mas como se casou com a filha de um homem de Gileade chamado Barzilai, decidiu ficar com esse nome).
Eles procuraram os registros dos seus familiares na lista oficial mas não os encontraram e, como não conseguiram provar que os seus antepassados eram sacerdotes, foram excluídos do sacerdócio.
O governador disse que não lhes permitiria participar da comida sagrada até ter um sacerdote para usar o Urim e o Tumim e perguntar a Deus o que fazer.
O grupo que regressou totalizava 42.360 pessoas,
sem contar os 7.337 escravos e escravas e os 200 homens e mulheres cantores que os acompanhavam.
Eles tinham 736 cavalos, 245 mulas,
435 camelos e 6.720 jumentos.
Esse grupo chegou ao templo do SENHOR em Jerusalém. Depois, os chefes de família ofereceram doações para construir o templo de Deus no mesmo lugar onde estava o templo que havia sido destruído.
Deram tudo o que conseguiram: 488 quilos de ouro, 2.740 quilos de prata e 100 túnicas das que usavam os sacerdotes.
Então os sacerdotes, os levitas e uma parte do povo foram morar em Jerusalém. Este grupo incluía os porteiros, os cantores, e os ministros do templo. A outra parte do povo ficaram nas suas respectivas vilas.
Chegando o sétimo mês, os israelitas já estavam morando nos seus povos de origem. Então todos reuniram-se em Jerusalém. Todos estavam unidos como um só povo.
Depois, tanto Jesua (filho de Jozadaque) e os sacerdotes que estavam com ele como Zorobabel (filho de Sealtiel) e o povo que o acompanhava começaram a construção do altar do Deus de Israel para assim poder oferecer sacrifícios diante dele, assim como diz na lei de Moisés, homem de Deus.
Os que estavam ali tinham medo dos habitantes das redondezas, mas isso não os deteve. Eles construíram o altar na sua antiga localização e ofereceram ali sacrifícios ao SENHOR pela manhã e pela noite.
Depois celebraram a Festa das Cabanas assim como está escrito. Então ofereceram o número exato de sacrifícios ordenado para cada dia da festa.
Depois disso, eles começaram a oferecer os sacrifícios que devem ser queimados completamente dia a dia, os de Lua Nova e os de todas as outras festas e dias sagrados ordenados pelo SENHOR. O povo também começou a dar ao SENHOR outras ofertas voluntárias.
Portanto, no primeiro dia do sétimo mês, o povo começou a oferecer novamente sacrifícios ao SENHOR embora as bases do templo do SENHOR ainda não tivessem sido colocadas.
Então contrataram carpinteiros e cortadores de pedras. Eles deram comida, vinho e azeite de oliva aos habitantes de Tiro e de Sidom como pagamento por terem trazido troncos de cedro em embarcações desde o Líbano até o povo do litoral de Jope. Ciro, o rei da Pérsia, tinha lhes dado permissão para fazer tudo isso.
Assim no segundo mês do segundo ano depois da sua chegada ao templo em Jerusalém, Zorobabel (filho de Sealtiel) e Jesua (filho de Jeozadaque) começaram a trabalhar junto com os seus irmãos, os sacerdotes, os levitas e todos os que voltaram para Jerusalém depois do seu cativeiro. Nomearam jovens levitas maiores de vinte anos para que fossem os líderes na reconstrução do templo do SENHOR.
Os escolhidos foram Jesua com os seus irmãos e os seus filhos, Cadmiel e os seus filhos (os descendentes de Judá), os filhos de Henadade e os seus irmãos, os levitas.
Quando os construtores acabaram de colocar os alicerces do templo do SENHOR, os sacerdotes vestiram as suas roupas sagradas e pegaram as suas trombetas. Os levitas que eram filhos de Asafe levaram os seus címbalos. Todos ocuparam os seus lugares para louvar ao SENHOR conforme Davi, rei de Israel, tinha ordenado no passado.
Uns cantavam canções de louvor e os outros respondiam: “Louvado seja o SENHOR, porque ele é bom; seu amor fiel dura para sempre”. E todo o povo louvava ao SENHOR bem alto, porque haviam colocados os alicerces do templo do SENHOR.
Mas muitos dos sacerdotes, levitas e chefes de família mais velhos choravam porque eles tinham visto o primeiro templo e se lembravam de quão belo era. Enquanto eles choravam de saudade, os outros gritavam de alegria.
Essa mistura de grito de alegria com o choro que as pessoas faziam criava um barulho que podia ser ouvido de longe.
Muitos na região eram inimigos de Judá e de Benjamim. Quando souberam que o templo do SENHOR, Deus de Israel, estava sendo reconstruído pelos que tinham voltado do exílio,
foram falar com Zorobabel e os chefes de família e disseram a eles: — Deixem-nos ajudar a construir o templo, porque assim como vocês, também nós oramos ao mesmo Deus. Nós temos oferecido sacrifícios desde o tempo em que Esar-Hadom, rei da Assíria, nos trouxe aqui.
Mas Zorobabel, Jesua e os outros chefes de família de Israel responderam: — Não, vocês não têm nada a ver conosco. Vocês não podem nos ajudar porque de acordo com o que ordenou Ciro, o rei da Pérsia, só nós podemos construir o templo do SENHOR, o Deus de Israel.
Então, essas pessoas se irritaram e começaram a intimidar e a desanimar os judeus para que não continuassem com a construção do templo.
Subornaram empregados do governo para que trabalhassem contra os judeus e fizessem o possível para deter os planos da construção do templo. Esta oposição continuou durante todo o tempo em que Ciro foi rei da Pérsia até que Dario tornou-se o novo rei.
No ano em que Xerxes subiu ao trono da Pérsia, os inimigos dos judeus escreveram uma carta ao rei acusando a todos os judeus de Jerusalém e Judá.
Mais tarde, quando Artaxerxes tornou-se o novo rei da Pérsia, Bislão, Mitredate, Tabeel e outros que estavam com eles escreveram outra carta reclamando dos judeus. A carta estava escrita em aramaico e traduzida.
Reum (o oficial encarregado) e Sinsai (o secretário) também escreveram uma carta ao rei Artaxerxes contra as pessoas de Jerusalém. Assim dizia a carta:
“Esta carta é enviada por Reum (o oficial encarregado), Sinsai (o secretário), os juízes, os altos ministros de Trípoli, da Pérsia, de Ereque, da Babilônia, do povo Elamita de Susã,
e de todos os outros povos que o grande e poderoso Assurbanípal trouxe para a cidade de Samaria e para outros lugares da região que está ao oeste do rio Eufrates”.
Esta é a cópia da carta enviada ao rei Artaxerxes: “Dos seus ministros que vivem ao oeste do rio Eufrates, para o rei Artaxerxes.
“Sua Majestade, desejamos lhe informar que já chegaram a Jerusalém os judeus que o senhor enviou para cá e estão tentando reconstruir essa cidade má e rebelde. Esses judeus já colocaram os alicerces e agora tratam de reparar as muralhas.
“O rei deve saber que se Jerusalém for reconstruída e as suas muralhas forem levantadas, essas pessoas não pagarão tributo nem contribuição nem imposto, e no fim, esta cidade causará prejuízo para o tesouro do rei.
“Temos uma responsabilidade com o rei e não queremos que aconteçam essas coisas. Por isso estamos enviando esta carta para informar ao rei o que está acontecendo.
“Sugerimos à Sua Majestade que sejam investigados os arquivos dos reis que governaram antes do senhor. Assim ficará comprovado que Jerusalém é uma cidade rebelde, já que tem causado muitas dificuldades a outros reis e nações. Nesta cidade se deram muitas rebeliões há muito tempo, por isso foi destruída.
“Nós lhe fazemos saber que, se essa cidade e as suas muralhas forem resconstruídas, o senhor perderá o controle da região ao oeste do rio Eufrates”.
Então o Rei Artaxerxes enviou esta resposta: “A Reum (o oficial encarregado), a Sinsai (o secretário) e a todo o povo que vive com eles em Samaria e em outros lugares ao oeste do rio Eufrates: Saudações.
“A carta que nos enviaram foi lida e traduzida na minha presença.
Dei ordem para procurarem os arquivos dos reis anteriores a mim e encontramos que Jerusalém tem uma longa história de rebelião contra os reis. Jerusalém foi um lugar em que as rebeliões e as revoltas aconteciam com frequência.
Houve também em Jerusalém reis poderosos que controlaram Jerusalém e todas as províncias ao oeste do rio Eufrates. A eles pagavam tributos, impostos e rendas.
“Portanto, autorizo que se escreva um decreto para que os judeus detenham a reconstrução de Jerusalém até nova ordem.
Sejam muito cuidadosos com essa questão para que o problema não passe a ser pior. Não quero que o tesouro real sofra prejuízo”.
Uma cópia da carta que enviou o rei Artaxerxes foi lida diante Reum, Sinsai e o povo que os acompanhava. Imediatamente eles comunicaram a decisão do rei aos judeus em Jerusalém e os obrigaram a parar com a construção.
O trabalho no templo de Deus em Jerusalém foi suspenso e só foi reiniciado no segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.
Nessa época, os profetas Ageu e Zacarias (filho de Ido) começaram a profetizar aos judeus de Jerusalém e Judá no nome do Deus de Israel, que estava com eles.
Então Zorobabel (filho de Sealtiel) e Jesua (filho de Jozadaque) começaram de novo a reconstruir o templo de Jerusalém. Todos os profetas de Deus estavam com eles e os ajudavam.
Nesse tempo, Tatenai governava a região oeste do rio Eufrates. Tatenai, Setar-Bozenai e os homens que os acompanhavam foram ver a Zorobabel, a Jesua e aos outros que estavam na construção e lhes perguntaram: — Quem deu a vocês autorização para construírem este templo? Quem deu a vocês permissão para acabarem o prédio?
Quais são os nomes dos homens que estão construindo este templo?
Mas Deus estava protegendo aos líderes do seu povo e por isso Tatenai e os que estavam com eles não conseguiram deter o trabalho dos judeus. Então foi enviado um relatório ao rei Dario. Enquanto isso, os judeus continuaram trabalhando até que o rei enviasse a sua resposta.
Tatenai (o governador da região oeste do rio Eufrates), Setar-Bozenai e o povo importante que os acompanhavam enviaram uma carta ao rei Dario.
Esta é uma cópia da carta: “Ao Rei Dario: Receba uma muita cordial saudação.
“Sua Majestade deve saber que fomos até a província de Judá e ao templo do grande Deus. O povo de Judá está reconstruindo esse templo com pedras lavradas. Estão colocando vigas de madeira nas paredes e trabalhando árdua e cuidadosamente. A construção será concluída em breve.
“Perguntamos aos seus líderes quem tinha dado a eles autorização para construir esse templo.
Também perguntamos quais eram os seus nomes para enviá-los por escrito e assim o senhor pudesse saber quem são eles.
Esta é a resposta que nos deram: “Somos os ministros do Deus do céu e da terra. Estamos reconstruindo o templo que um grande rei de Israel construiu faz muitos anos.
Mas nossos antepassados fizeram irar o Deus do céu. Por isso Deus os entregou a Nabucodonosor, o rei da Babilônia, quem destruiu este templo e os levou prisioneiros para a Babilônia.
Mas no primeiro ano do reinado de Ciro como rei da Babilônia, ele fez um decreto para permitir que o templo de Deus fosse reconstruído.
O rei Ciro ordenou que fosse trazido do templo do deus da Babilônia todos os objetos de ouro e prata que Nabucodonosor tinha tirado do templo de Jerusalém. O rei Ciro entregou esses objetos de ouro e prata a Sesbazar, a quem tinha escolhido como governador.
O rei Ciro disse a Sesbazar para pegar estes objetos de ouro e prata e levá-los de volta para o templo de Jerusalém. Sesbazar também devia construir de novo o templo de Deus no mesmo lugar onde estava anteriormente.
Então Sesbazar veio e construiu os alicerces do templo de Deus em Jerusalém e desde esse dia até hoje o trabalho continua. Mesmo assim, ainda não está terminado.
“Agora, se é do seu agrado, pedimos ao rei que seja investigado nos arquivos oficiais se é verdade que o rei Ciro deu ordem de reconstruir o templo de Deus em Jerusalém. Depois, rogamos a Sua Majestade que nos envie uma carta informando o que decidiu fazer a respeito”.
Então o rei Dario deu ordem para que procurassem o decreto do rei Ciro nos arquivos que se conservavam na tesouraria da Babilônia.
Na fortaleza de Ecbatana, localizada na província da Média, encontraram um pergaminho que dizia: “Nota oficial:
Ciro ditou este decreto sobre o templo de Deus em Jerusalém durante o primeiro ano do seu reinado. “Que seja construído um templo para oferecer sacrifícios e que sejam colocados os seus alicerces. O lugar deve ter vinte e sete metros de altura por vinte e sete metros de largura.
A parede que o cerca deve ter três fileiras de pedras grandes e uma fileira de vigas grandes de madeira. O custo da construção do templo deve ser pago pela tesouraria do rei.
Os objetos de ouro e prata do templo de Deus que Nabucodonosor tirou e levou para a Babilônia devem ser trazidos de volta para o seu lugar no templo de Deus em Jerusalém”.
Depois de ler o pergaminho, o rei Dario deu esta ordem a Tatenai (o governador da província oeste do rio Eufrates), a Setar-Bozenai e a todos os ministros que vivem nessas províncias: “Eu ordeno a vocês que fiquem longe de Jerusalém.
Não incomodem aos trabalhadores nem tentem deter a construção do templo de Deus. Deixem que o governador judeu e os líderes judeus o reconstruam no mesmo lugar em que estava antes.
“Isto é o que lhes ordeno que façam em favor dos líderes judeus que estão reconstruindo o templo de Deus: o custo da construção deverá ser pago na sua totalidade pela tesouraria do rei. Esse dinheiro sairá dos impostos recebidos nas províncias da região oeste do rio Eufrates. Obedeçam a esta ordem rapidamente para que a construção não seja detida.
Deem a eles todos os bezerros, carneiros, ou cordeiros que precisem para oferecer sacrifícios ao Deus do céu. Igualmente, se os sacerdotes de Jerusalém precisarem de trigo, sal, vinho ou azeite, deem a eles todos os dias sem falta
para que ofereçam sacrifícios ao Deus do céu e orem pela vida do rei e dos seus filhos.
“Eu também lhes dou esta ordem: se alguém desobedecer às minhas ordens, que retirem uma viga da sua casa e atravessem o seu corpo com ela. A sua casa será destruída até virar um monte de pedras.
“Que Deus, o qual pôs o seu nome ali em Jerusalém, destrua a qualquer rei ou pessoa que trate de mudar esta ordem ou de destruir o templo que está em Jerusalém. “Eu, Dario, tenho dado esta ordem. Deve ser obedecida rápida e completamente”.
Então Tatenai (o governador da região oeste do rio Eufrates), Setar-Bozenai e os homens que estavam com eles obedeceram de imediato à ordem do rei Dario.
Os líderes judeus continuaram com sucesso a construção. Tudo saiu muito bem porque seguiram cuidadosamente as profecias que lhes davam o profeta Ageu e Zacarias (filho de Ido). Eles acabaram com a construção do templo pela ordem do Deus de Israel e as ordens de Ciro, Dario e Artaxerxes, reis da Pérsia.
O templo foi concluído no terceiro dia do mês de adar, durante o sexto ano do reinado de Dario.
Os israelitas celebraram com muita alegria a dedicação do templo de Deus. Os sacerdotes, os levitas e todos os que voltaram do cativeiro se uniram à celebração.
Para a dedicação do templo de Deus ofereceram cem bois, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros. Como oferta de purificação dos pecados de Israel, foram sacrificados doze bodes, um para cada uma das tribos de Israel.
Depois foi feita a escala dos sacerdotes e dos levitas para assim poderem servir no culto do templo de Jerusalém, como ordena a lei de Moisés.
Os judeus que voltaram do cativeiro celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês.
Os sacerdotes e levitas estavam já purificados e por isso sacrificaram o cordeiro da Páscoa por todos os judeus que tinham regressado do cativeiro, pelos seus irmãos os sacerdotes e por eles mesmos.
Todas as pessoas de Israel que tinham voltado do cativeiro tiveram a sua ceia da Páscoa. Também ceiaram todos os que renunciaram à impureza das pessoas do país e se uniram para procurar ao SENHOR, o Deus de Israel.
Celebraram a Festa dos Pães sem Fermento com muita alegria durante sete dias. O SENHOR os encheu de alegria porque mudou a atitude do rei da Assíria fazendo que os ajudasse no trabalho de reconstrução do templo do Deus de Israel.
Depois disso, durante o reinado do rei Artaxerxes da Pérsia, Esdras partiu da Babilônia para Jerusalém. Ele era descendente de Seraías, o qual era filho de Azarias, o qual era filho de Hilquias,
o qual era filho de Salum, o qual era filho de Zadoque, o qual era filho de Aitube,
o qual era filho de Amarias, o qual era filho de Azarias, o qual era filho de Meraiote,
o qual era filho de Zeraías, o qual era filho de Uzi, o qual era filho de Buqui,
o qual era filho de Abisua, o qual era filho de Fineias, o qual era filho de Eleazar e do sumo sacerdote Arão.
Esdras era um escrivão, perito na lei de Moisés, a mesma que o SENHOR, Deus de Israel, tinha dado ao seu povo. O SENHOR, Deus de Esdras, estava com ele e por isso o rei lhe concedeu tudo o que pediu. Então Esdras partiu da Babilônia para Jerusalém.
Esdras voltou para Jerusalém no sétimo ano de governo do rei Artaxerxes acompanhado de alguns sacerdotes, levitas, cantores, guardas e ministros do templo.
Esdras chegou a Jerusalém no quinto mês do sétimo ano do reinado de Artaxerxes.
Esdras saiu da Babilônia no primeiro dia do primeiro mês e chegou a Jerusalém no primeiro dia do quinto mês, pois contou com a proteção de Deus.
Esdras se dedicava a estudar a lei do SENHOR, a praticá-la e a ensinar aos israelitas as suas leis e mandamentos.
Esta é uma cópia da carta que o rei Artaxerxes deu a Esdras, sacerdote e escrivão dos mandamentos e leis que o SENHOR deu a Israel:
“Do Rei Artaxerxes para Esdras, o qual é sacerdote e escrivão da lei do Deus do céu: cordial saudação.
“Tenho ordenado que toda pessoa, sacerdote ou levita de Israel que habite no meu reino e queira ir com você a Jerusalém, pode fazê-lo.
“Esdras, você é perito na lei de Deus e por isso os meus sete conselheiros e eu o enviamos para Judá e para Jerusalém para ver como está obedecendo seu povo à lei de Deus que lhe foi confiada.
Você foi escolhido para levar o ouro e a prata que os meus conselheiros e eu temos oferecido ao Deus de Israel, que está em Jerusalém.
Também deve ir por todas as províncias da Babilônia recolhendo as ofertas do povo e dos sacerdotes para o templo de Deus em Jerusalém.
“Use esse dinheiro para comprar bois, carneiros e cordeiros, com as suas respectivas ofertas de cereal e vinho, para oferecer no altar do templo do seu Deus em Jerusalém.
Você e os outros judeus podem gastar como vocês quiserem a prata e o ouro que sobrar, mas que seja de acordo com a vontade do seu Deus.
Certifique-se de levar ao templo de Deus em Jerusalém tudo o que lhe foi entregue para adorá-lo no seu templo.
O que ainda precisar para o templo do seu Deus, será dado pela tesouraria do rei.
“Agora, eu, o Rei Artaxerxes dou esta outra ordem: que os ministros que guardam o dinheiro do rei na província oeste do rio Eufrates deem a Esdras tudo o que ele pedir. Ele é sacerdote e escrivão da lei do Deus do céu. Cumpram a minha ordem cabalmente e com rapidez.
Deem a Esdras até 3.300 quilos de prata, 22.000 litros de trigo, 2.200 litros de azeite de oliva e todo o sal que Esdras pedir.
Vocês devem suprir rapidamente a Esdras tudo o que o Deus do céu lhe ordenou que busque para o seu templo. Não queremos que Deus se irrite com o meu reino nem com os meus filhos.
“Quero que vocês saibam que os sacerdotes, os levitas, os cantores, os guardas, e os ministros deste templo de Deus não devem pagar impostos, contribuição ou pedágios.
Esdras, você tem a sabedoria que Deus lhe deu, por isso o autorizo para nomear magistrados e juízes. Eles julgarão a todas as pessoas que vivem na província oeste do rio Eufrates. Estas pessoas são as que praticam e aceitam as leis do seu Deus. E se alguém desconhece essas leis, ensine-as.
Qualquer pessoa que desobedeça à lei do seu Deus, ou à lei do rei, deve ser castigada. Dependendo da falta, será castigada com morte, desterro, uma multa ou prisão”.
Esdras disse: — Bendito seja o SENHOR, o Deus de nossos antepassados. Deus pôs no coração do rei a ideia de honrar o templo do SENHOR em Jerusalém.
Ele me mostrou o seu amor fiel diante do rei, os seus conselheiros e altos ministros. O SENHOR meu Deus estava comigo, e por isso fui corajoso. Eu reuni os líderes de Israel para que fossem comigo para Jerusalém.
Estes são os nomes dos chefes de família e os registros familiares daqueles que vieram comigo da Babilônia para Jerusalém quando governava o rei Artaxerxes:
Dos descendentes de Fineias estava Gérson; dos de Itamar estava Daniel; dos de Davi estava Hatus,
filho de Secanias. Dos descendentes de Parós estavam Zacarias e cento e cinquenta homens mais.
Dos descendentes de Paate-Moabe estavam Elioenai, filho de Zeraías, e duzentos homens mais.
Dos descendentes de Zatu estavam Secanias, filho de Jaaziel, e trezentos homens mais.
Dos descendentes de Adim estavam Ebede, filho de Jônatas, e cinquenta homens mais.
Dos descendentes de Elão estavam Isaías, filho de Atalias, e setenta homens mais.
Dos descendentes de Sefatias estavam Zebadias, filho de Micael, e oitenta homens mais.
Dos descendentes de Joabe estavam Obadias, filho de Jeiel, e duzentos e dezoito homens mais.
Dos descendentes de Bani estavam Selomite, filho de Josifias, e cento e sessenta homens mais.
Dos descendentes de Bebai estavam Zacarias, filho de Bebai, e vinte e oito homens mais.
Dos descendentes de Azgade estavam Joanã, filho de Hacatã, e cento e dez homens mais.
Dos últimos descendentes de Adonicão estavam Elifelete, Jeiel, Semaías e sessenta homens mais.
Dos descendentes de Bigvai estavam Utai, Zabude e sessenta homens mais.
Os reuni junto ao rio que corre para Aava e acampamos ali três dias. Ao passar em revista o povo e os sacerdotes percebi que não tinha nenhum levita.
Então chamei estes líderes: Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, Zacarias e Mesulão. Também chamei a Joiaribe e Elnatã, que eram homens prudentes.
Eu pedi a todos eles que fossem procurar Ido, que é o líder do povo de Casifia. Disse-lhes o que deviam dizer a Ido, aos seus irmãos e aos ministros em Casifia para que nos enviassem ministros para o templo de nosso Deus.
Já que Deus estava conosco, os parentes de Ido nos enviaram a Serebias (um sábio dos descendentes de Mali, que era um dos descendentes de Levi, filho de Israel). Mali foi enviado com os seus filhos e irmãos. Ao todo eram dezoito homens dessa família.
Também nos enviaram a Hasabias e Jesaías (dos descendentes de Merari), com os seus irmãos e sobrinhos. Ao todo eram vinte homens dessa família.
Também nos enviaram duzentos e vinte trabalhadores do templo cujos antepassados tinham sido escolhidos por Davi e os seus oficiais importantes para ajudar aos levitas. Os nomes de todos eles estavam na lista.
Lá perto do rio Aava, anunciei a todos que deviamos jejuar para humilhar-nos diante Deus e assim poder pedir que fosse concedida uma viagem segura para nós, nossos filhos e nossos bens.
Eu não quis pedir ao rei Artaxerxes que nos desse soldados e cavaleiros para que nos protegessem dos inimigos durante toda a viagem porque tínhamos falado: — Nosso Deus está com todos os que confiam nele e se irrita com os que se afastam dele.
Então, jejuamos e oramos ao nosso Deus por nossa viagem e ele respondeu as nossas orações.
Depois escolhi doze chefes dos sacerdotes, a Serebias, a Hasabias e a dez dos seus irmãos.
A eles entreguei o ouro, a prata e as outras coisas que o rei Artaxerxes, os seus conselheiros, os seus oficiais importantes e todos os israelitas que estavam na Babilônia deram para o templo de Deus.
Pesei todas essas coisas e ao todo tinha 22.450 quilos de prata, 3.300 quilos de pratos e objetos de prata e 3.300 quilos de ouro.
Dei a eles 20 taças de ouro que pesavam 8 quilos e 2 formosos pratos de bronze brilhante tão valiosos como o ouro.
Depois disse aos sacerdotes: — Vocês e todos estes objetos são sagrados para o SENHOR. Todos estes objetos de ouro e prata são ofertas para o SENHOR, o Deus dos seus antepassados.
Portanto, levem tudo isso com muito cuidado. São sua responsabilidade até que os entreguem aos chefes dos sacerdotes, aos levitas e aos chefes de família de Israel, que o pesarão e o colocarão nos quartos do templo do SENHOR em Jerusalém.
Os sacerdotes e levitas receberam o ouro, a prata, e os utensílios que Esdras tinha pesado e tinha lhes entregado para que os levassem ao templo de Deus em Jerusalém.
No dia doze do primeiro mês partimos do rio Aava para Jerusalém. Deus estava conosco e nos protegeu de inimigos e ladrões durante todo o caminho.
Assim chegamos a Jerusalém e descansamos ali por três dias.
No quarto dia fomos ao templo e pesamos o ouro, a prata e os utensílios e os entregamos ao sacerdote Meremote (filho de Urias). Eleazar (filho de Fineias) estava com Meremote assim como os levitas, Jozabade (filho de Jesua) e Noadias (filho de Binui).
Contamos e pesamos tudo e registramos o peso total.
Depois os judeus que voltaram do cativeiro ofereceram ao Deus de Israel sacrifícios que devem ser queimados completamente: doze bois por todo Israel, noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros e doze bodes como sacrifício pelo pecado. Todos foram oferecidos como sacrifícios que devem ser queimados completamente ao SENHOR.
Também entregaram a carta do rei Artaxerxes aos oficiais reais e aos governadores da província oeste do rio Eufrates. Os oficiais e governadores apoiaram o povo e o templo de Deus.
Depois que foi feito tudo isso, os chefes se aproximaram de mim e me disseram: — Esdras, o povo de Israel, os sacerdotes e os levitas não conseguiram se manter afastados dos costumes daqueles que moram ao nosso redor, ou seja dos cananeus, dos heteus, dos ferezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus.
Os israelitas e os seus filhos se casaram com mulheres estrangeiras, e a raça santa se misturou com outros povos. Os líderes e altos ministros de Israel deram mal exemplo com esse comportamento desleal a Deus.
Quando ouvi isso, rasguei as minhas roupas, arranquei o cabelo da minha cabeça e da barba, e me sentei muito confundido e aborrecido.
Todos os que respeitavam a lei do Deus de Israel se juntaram a mim quando souberam da ofensa dos que acabavam de voltar do cativeiro. Fiquei sentado e confundido até a hora do sacrifício da tarde.
Quando chegou a hora de fazer o sacrifício da tarde, me levantei da minha aflição e, ainda vestido com a minha roupa rasgada, me ajoelhei com as mãos estendidas para o SENHOR, meu Deus,
e disse: — Meu Deus, me sinto muito envergonhado para poder levantar o meu rosto na sua presença. Estou envergonhado porque nossos pecados são enormes: nossa culpa chega até o céu.
Temos sido culpados de muitos pecados desde os dias dos nossos antepassados até agora. Pecamos e nossos reis e sacerdotes foram castigados. Reis estrangeiros nos atacaram e levaram para longe o nosso povo. Eles levaram as nossas riquezas e nos humilharam. E hoje tudo continua igual.
— Mas agora, SENHOR, nosso Deus, o Senhor tem sido bom conosco. Nos deixou escapar do cativeiro e nos deu um lugar seguro no seu santuário. Nos concedeu alívio na nossa escravidão e nos deu uma nova esperança.
Éramos escravos, mas o Senhor não permitiu que continuássemos assim para sempre. Foi bom conosco e fez que os reis da Pérsia fossem bons também conosco. Seu templo foi destruído, mas o Senhor nos deu uma nova vida para que pudéssemos recontruí-lo e deixá-lo como novo. Deus, o Senhor, nos permitiu ter uma muralha para proteger Judá e Jerusalém.
— Agora, nosso Deus, que podemos dizer? Novamente temos desobedecido aos mandamentos que nos deu por meio dos profetas.
Meu Deus, o Senhor usou os seus servos, os profetas, para que nos dessem estas ordens: “A terra onde irão viver e que será de vocês é uma terra arruinada pelas maldades que foram feitas pelo povo que mora ali. Eles contaminaram esta terra de ponta a ponta com os seus pecados.
Portanto, israelitas, não deixem que os seus filhos se casem com os filhos desse povo. Não se unam a eles, nem desejem as coisas que eles têm. Obedeçam às minhas ordens e serão fortes e desfrutarão o bom da terra. Depois poderão manter este território e deixá-lo aos seus filhos”.
— Todo o mal que temos sofrido foi por nossa culpa. Temos feito o mal e pecado muito. Mas o Senhor, nosso Deus, nos castigou muito menos do que merecíamos por nossos terríveis pecados, e deixou que alguns de nós escapássemos do cativeiro.
Por acaso vamos novamente desobedecer às suas ordens nos casando com esse povo que pratica o mal? Não o deixaremos irritado conosco até o ponto de ele nos destruir sem deixar um só sobrevivente?
— SENHOR, Deus de Israel, o Senhor é bom e justo. O Senhor deixou sobreviver alguns de nós. Estamos diante do Senhor confessando que somos culpados e por isso nenhum de nós é digno de estar diante do Senhor.
Enquanto Esdras orava, fazia essa confissão e chorava postrado diante do templo de Deus, um grande grupo de homens, mulheres e crianças israelitas reuniram-se ao seu redor. Eles também choravam amargamente.
Então Secanias (filho de Jeiel, um dos descendentes de Elão) disse a Esdras: — Não temos sido fiéis ao nosso Deus porque temos nos casado com pessoas dos povos vizinhos. Mas ainda assim há esperança para Israel.
Agora façamos uma aliança diante do nosso Deus para expulsar todas essas mulheres e os seus filhos. Assim seguiremos o seu conselho e o das pessoas que respeitam as leis do nosso Deus.
Fique em pé, Esdras! Embora isto seja responsabilidade sua, nós o apoiaremos. Seja valente e faça isso!
Então Esdras se levantou. Fez jurar aos chefes dos sacerdotes, aos levitas e a todos os israelitas que cumpririam o que tinham proposto. Todos concordaram e fizeram a promessa.
Então Esdras se afastou da casa de Deus e foi para o quarto de Joanã (filho de Eliasibe). Ali passou a noite sem comer nem beber nada. Ficou muito triste porque os que tinham voltado do desterro eram infiéis a Deus.
Depois enviou uma mensagem para Judá e Jerusalém. A mensagem dizia que todos os judeus que tinham voltado do cativeiro deviam se reunir em Jerusalém.
Os altos ministros e os líderes decidiram que a pessoa que não chegasse a Jerusalém num período de três dias teria que renunciar às suas propriedades e não pertenceria mais à comunidade dos que tinham voltado do exílio.
Portanto em três dias todos os homens de Judá e Benjamim reuniram-se em Jerusalém. No vigésimo dia do nono mês todo os homens se reuniu no pátio do templo. Por causa dessa questão e da forte chuva que caía nesse momento, o povo tremia.
Então o sacerdote Esdras se pôs de pé e disse: — Vocês não foram fiéis a Deus ao se casarem com mulheres estrangeiras. Fazendo isso vocês tornaram o povo de Israel mais culpado.
Agora, vocês devem confessar ao SENHOR, o Deus dos seus antepassados, que pecaram. Façam o que agrada a Deus, e fiquem longe das pessoas que vivem ao seu redor e das mulheres estrangeiras.
Então todo o grupo que se reuniu respondeu a Esdras: — Muito bem, faremos o que disse.
Mas há muitas pessoas aqui e estamos na época mais chuvosa do ano, portanto não podemos permanecer fora. Este problema não pode ser resolvido em um ou dois dias porque somos muitos os que temos cometido este pecado.
Permita que nossos líderes decidam por todo o grupo que está aqui. A seguir todos aqueles que estiverem casados com mulheres estrangeiras deverão vir até Jerusalém em uma hora determinada. Deixe-os vir com os líderes e juízes dos seus povos. Então Deus deixará de estar irritado conosco.
Só uns poucos homens se opunham a este plano: Jônatas (filho de Asael), Jaseías (filho de Ticvá), Mesulão e Sabetai (o levita).
Assim os que tinham voltado do cativeiro aceitaram o plano. O sacerdote Esdras escolheu um chefe de família de cada clã. No primeiro dia do décimo mês os homens escolhidos começaram a estudar cada um dos casos.
Aproximadamente no primeiro dia do primeiro mês acabaram de discutir os casos de todos os homens que tinham se casado com mulheres estrangeiras.
Estes são os nomes dos descendentes dos sacerdotes que se casaram com mulheres estrangeiras: Dos irmãos e descendentes de Jesua (filho de Jozadaque): Maaseias, Eliézer, Jaribe e Gedalias.
Todos eles prometeram se divorciar das suas esposas e ofereceram um carneiro do rebanho pelo seu pecado.
Dos descendentes de Imer: Hanani e Zebadias.
Dos descendentes de Harim: Maaseias, Elias, Semaías, Jeiel e Uzias.
Dos descendentes de Pasur: Elioenai, Maaseias, Ismael, Natanael, Jozabade e Eleasa.
Dos levitas: Jozabade, Simei, Quelaías (também chamado Quelita), Petaías, Judá e Eliézer.
Dos cantores: Eliasibe. Dos guardas: Salum, Télem e Uri.
Dos outros israelitas: Dos descendentes de Parós: Ramias, Jezias, Malquias, Miamim, Eleazar, Malquias e Benaia.
Dos descendentes de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jeremote e Elias.
Dos descendentes de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jeremote, Zabade e Aziza.
Dos descendentes de Bebai: Joanã, Hananias, Zabai e Atlai.
Dos descendentes de Bani: Mesulão, Maluque, Adaías, Jasube, Seal e Jeremote.
Dos descendentes de Paate-Moabe: Adna, Quelal, Benaia, Maaseias, Matanias, Bezalel, Binui e Manassés.
Dos descendentes de Harim: Eliézer, Issias, Malquias, Semaías, Simeão,
Benjamim, Maluque e Semarias.
Dos descendentes de Hasum: Matenai, Matatá, Zabade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei.
Dos descendentes de Bani: Maadai, Anrão, Uel,
Benaia, Bedias, Queluí,
Vanias, Meremote, Eliasibe,
Matanias, Matenai e Jaasai.
Dos descendentes de Binui: Simei,
Selemias, Natã, Adaías,
Macnadebai, Sasai, Sarai,
Azareel, Selemias, Semarias,
Salum, Amarias e José.
Dos descendentes de Nebo: Jeiel, Matitias, Zabade, Zebina, Jadai, Joel e Benaia.
Todos esses homens tinham se casado com mulheres estrangeiras e alguns deles tinham filhos com essas mulheres.
Estas são as palavras de Neemias, filho de Hacalias. Eu, Neemias, estava na cidade de Susã, no mês de quisleu, no ano vinte do rei Artaxerxes.
Aconteceu que chegou Hanani, um dos meus irmãos, junto com outros homens de Judá. Então perguntei a eles sobre os judeus que tinham voltado do exílio para ir morar em Judá, e também sobre a cidade de Jerusalém.
Eles me disseram: — Os judeus que sobreviveram ao cativeiro passam por grandes dificuldades e humilhação. Os muros de Jerusalém continuam derrubados e as suas portas consumidas pelo fogo.
Quando ouvi isto, me sentei para chorar, cheio de dor. Durante vários dias me senti muito triste. Eu jejuei e orei ao Deus do céu.
Depois eu disse: — SENHOR, Deus do céu, grande e maravilhoso, o Senhor é fiel a sua promessa de amar as pessoas que o amam e obedecem aos seus mandamentos.
— Eu, seu servo, peço ao Senhor que ouça a oração que faço dia e noite pelos seus servos, os israelitas. Confesso que nós, os israelitas, pecamos. Confesso que eu e a minha família pecamos contra o Senhor.
Nós, os israelitas, temos feito muito mal diante do Senhor e não temos obedecido aos mandamentos, ordens e leis que deu ao seu servo Moisés.
— Peço ao Senhor que se lembre do mandamento que deu ao seu servo Moisés quando disse: “Se não forem fiéis, os dispersarei e os mandarei a viver entre nações estrangeiras.
Mas se voltarem a mim e estiverem dispostos a me obedecer, então os reunirei de novo. Ainda estando espalhados nas terras mais distantes, eu os trarei ao lugar que tenho escolhido para ser adorado”.
— Eles são os seus servos e o seu povo. O Senhor os livrou com seu grande poder.
SENHOR, peço que ouça a oração deste servo e de todos os seus servos que se agradam em lhe dar honra. Faça que tenha sucesso hoje e, quando me apresentar perante o rei, ajude-me a ganhar o seu favor. Nesse tempo eu era o copeiro do rei.
Era um dia do mês de nisã, no ano vinte do rei Artaxerxes, quando levaram vinho à mesa do rei e eu o servi. Nunca antes tinha estado triste quando estava com o rei, mas nesse dia estava triste.
O rei me perguntou: — Por que está triste? Não acho que esteja doente, deve ser uma tristeza do coração. Senti muito medo,
mas ainda assim disse ao rei: — Que viva o rei para sempre! Como não vou estar triste se a cidade na que estão enterrados os meus antepassados está em ruínas e as suas portas foram consumidas pelo fogo?
Então o rei me disse: — Como posso ajudar? Antes de responder, orei ao Deus do céu.
Então disse ao rei: — Se a Sua Majestade concordar e acreditar que este servo seu merece ajuda, peço que me envie a Judá, para a cidade de Jerusalém. Essa é a cidade dos meus antepassados e gostaria de poder ajudar a reconstruí-la.
A rainha estava sentada ao lado do rei e ambos me perguntaram: — Quanto tempo durará sua viagem? Quando voltará? Disse-lhe exatamente quanto tempo levaria e o rei concordou em me enviar para Judá.
Eu lhe sugeri: — Se a Sua Majestade concordar, peço que me entregue cartas dirigidas aos governadores das províncias que ficam ao oeste do rio Eufrates. Eu preciso destas cartas para que os governadores me deixem passar livremente até eu chegar a Judá.
Peço que uma dessas cartas esteja dirigida a Asafe, o administrador das florestas do rei, para que me dê madeira para as vigas das portas do templo, para o muro da cidade e para a casa onde vou morar. O rei me deu o que pedi porque Deus estava comigo.
Então me apresentei perante os governadores da região ao oeste do rio Eufrates e entreguei a eles as cartas do rei. O rei tinha me dado uma escolta de cavalaria comandada por oficiais do exército.
Quando Sambalate, o horonita, e Tobias, o servo amonita, souberam o que eu estava fazendo, se enfureceram muito ao saber que tinha chegado alguém disposto a ajudar as pessoas de Israel.
Três dias depois de chegar a Jerusalém,
saí de noite, a cavalo, acompanhado de alguns homens. Não contei a ninguém o que Deus tinha me motivado a fazer por Jerusalém. Eu era o único que cavalgava, o resto ia a pé.
Atravessamos a porta do Vale, que ficava no caminho para a fonte do Dragão. Passamos depois pela porta do Esterco e revisei os muros de Jerusalém: estavam todos derrubados e as portas consumidas pelo fogo.
Depois fui para a porta da Fonte e para o açude do Rei mas, quando me aproximei, percebi que o meu cavalo não podia passar por ali.
Então, durante a noite, subi pelo vale e revisei o muro. Finalmente, dei meia-volta, entrei pela porta do Vale e voltei.
Os ministros da cidade não sabiam aonde eu tinha ido, nem o que estava fazendo. Até então eu não tinha contado nada sobre meu trabalho nem aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos ministros, nem a ninguém.
Então lhes disse: — Vocês conhecem a situação na qual estamos: Jerusalém está em ruínas e as suas portas estão consumidas pelo fogo. Vamos trabalhar juntos para reconstruir o muro de Jerusalém! Assim deixaremos de sofrer esta humilhação.
Também lhes contei quão bom Deus tinha sido comigo e o que tinha me falado o rei. Eles disseram todos animados: — Mãos à obra!
Mas quando Sambalate (o horonita), Tobias (o empregado amonita) e Gesém (o árabe) souberam disto, zombaram de nós, nos ridiculizaram e disseram: — O que vocês estão fazendo? Pensam em se rebelar contra o rei?
Mas eu lhes respondi com esta mensagem: — O Deus do céu é quem nos ajuda, pois somos os seus servos. Portanto vamos reconstruir a cidade e vocês não terão parte nela.
O sumo sacerdote Eliasibe, junto com outros sacerdotes, seus irmãos, reconstruíram a porta das Ovelhas, colocaram as portas e a consagraram. O trecho que reconstruíram ia desde a torre dos Cem até a torre de Hananeel.
O trecho seguinte foi reconstruído pelos homens de Jericó e o trecho ao lado, por Zacur, filho de Inri.
Os filhos de Senaá reconstruíram a porta do Peixe, puseram os alicerces e colocaram portas, ferrolhos e grades.
Meremote, filho de Urias, reconstruiu a seguinte parte da muralha. Junto com eles trabalhava Mesulão, filho de Berequias e neto de Mesezabel. O trecho seguinte o reconstruiu Zadoque, filho de Baaná.
Os homens de Tecoa reconstruíram o trecho seguinte, mas os seus líderes se recusaram a colaborar na obra do SENHOR.
Joiada, filho de Paseia e Mesulão, filho de Besodias, reconstruíram a porta Jesana. Sentaram as bases e colocaram as portas, os ferrolhos e as grades.
Melatias, de Gibeom, e Jadom, de Meronote, repararam o trecho seguinte da muralha, com ajuda dos homens de Gibeom e Mispá, que era a sede do governador da região oeste do rio Eufrates.
Uziel, filho de Haraías, um dos ourives, reconstruiu o trecho seguinte da muralha. Ao seu lado trabalhava Hananias, o fabricante de perfumes. Os dois reconstruíram o muro de Jerusalém até o muro Largo.
Refaías, filho de Hur, que era o prefeito de metade do distrito de Jerusalém, trabalhou junto com os outros para reconstruir o trecho seguinte da muralha.
Jedaías, filho de Harumafe, reconstruiu o trecho seguinte, que ficava justo na frente da sua casa. A parte seguinte foi reconstruída por Hatus, filho de Hasabneias.
Malquias, filho de Harim, e Hassube, filho de Paate-Moabe, reconstruíram o trecho seguinte até a torre dos Fornos.
Salum, filho de Haloês, que era prefeito da outra metade do distrito de Jerusalém reconstruiu a seguinte parte da muralha, com as suas filhas.
Hanum e os habitantes de Zanoa reconstruíram a porta do Vale. A repararam e colocaram as portas, os ferrolhos e as grades. Também edificaram quinhentos metros de muralha até a porta do Esterco.
Malquias, filho de Recabe, governador do distrito de Bete-Haquerém, reconstruiu a porta do Esterco e colocou as portas, os ferrolhos e as grades.
Salum, filho de Col-Hozé, governador do distrito de Mispá, reconstruiu a porta da Fonte e lhe colocou o telhado, as portas, os ferrolhos e as grades. Também reconstruiu o muro do açude de Siloé, que está junto ao jardim do Rei, até os degraus que descem da Cidade de Davi.
Neemias, filho de Azbuque, governador de uma metade do distrito de Bete-Zur, reconstruiu a parte alta do trecho seguinte da muralha, até a parte que está em frente à tumba de Davi. Seu trabalho chegou até o açude artificial e até a Casa dos Soldados.
O trecho seguinte foi reconstruído pelos levitas, sob a direção de Reum, filho de Bani. Imediatamente estava trabalhando Hasabias, governador da metade do distrito de Queila. Ele ajudava na reparacão do seu distrito.
Os seus colegas também ajudaram na seguinte parte do muro: Binui, filho de Henadade, governador da outra metade do distrito de Queila.
Depois Ézer, filho de Jesua, governador de Mispá, reconstruiu outra parte do muro, desde o depósito de armas até a esquina do muro.
O trecho que vai desde essa esquina até a entrada da casa do sumo sacerdote Eliasibe foi reconstruído por Baruque, filho de Zabai, quem trabalhou com muito entusiasmo nisso.
Meremote, filho de Urias e neto de Hacoz, reconstruiu o trecho que vai no comprimento de todo o terreno da casa de Eliasibe.
Depois dele, os sacerdotes que moravam nesse setor fizeram reparos no muro.
Benjamim e Hassube reconstruíram a parte do muro que ficava em frente das suas casas. Azarias, filho de Maaseias e neto de Ananias, reconstruiu o trecho do muro que ficava junto à sua casa.
Binui, filho de Henadade, reconstruiu o trecho do muro que vai desde a casa de Azarias até o reforço do muro e a esquina.
A seguir, Palal, filho de Uzai, reconstruiu o trecho que fica em frente da esquina do muro e da torre alta que sobressai do palácio real, perto do pátio da guarda real. O trecho seguinte foi reconstruído por Pedaías, filho de Parós.
Os ministros do templo que moravam em Ofel fizeram reparos no lado leste da porta das Águas e na torre próxima.
Os de Tecoa reconstruíram o resto dessa parte, desde a grande torre até o muro de Ofel.
Os sacerdotes reconstruíram a parte do muro que ficava em frente das suas casas, na parte de cima da porta dos Cavalos.
O trecho seguinte foi reconstruído por Zadoque, filho de Imer. Essa parte ficava em frente da sua casa. Semaías, filho de Secanias, guarda da porta Leste, reconstruiu a seguinte parte.
Depois dele, Hananias, filho de Selemias, e Hanum, o sexto filho de Zalafe, reconstruíram o resto dessa parte do muro. Mesulão, filho de Berequias, reconstruiu o trecho seguinte que ficava em frente da sua casa.
Malquias, um dos ourives, reconstruiu a seguinte parte do muro, desde as casas dos ministros do templo e dos comerciantes, diante da porta da Inspeção, até o posto de vigia sobre a esquina do muro.
Os ourives e os comerciantes reconstruíram a parte do muro que vai desde o posto de vigia até a porta das Ovelhas.
Quando Sambalate ouviu que estávamos reconstruindo o muro de Jerusalém, se enfureceu e começou a zombar dos judeus.
Ele falou perante os seus amigos e o exército de Samaria dizendo: — O que estão fazendo estes judeus miseráveis? Pois acreditam que vamos deixá-los reconstruir o muro e voltar a oferecer sacrifícios? Talvez pensem que vão poder acabar o muro num dia e que poderão tirar pedras novas desse monte de pó e ruínas queimadas.
Tobias, o amonita, que estava ao seu lado, disse: — O que eles acham que estão fazendo? Até uma raposa pode derrubar esses muros somente ficando em pé sobre eles.
Então eu fiz esta oração: — Ouça, nosso Deus, essas pessoas nos humilham e nos insultam. Faça com que os seus insultos se voltem contra eles e castigue-os como se castiga aos que são levados prisioneiros para longe das suas terras.
Não perdoe as suas maldades nem apague os seus pecados porque eles insultaram a nós, que estamos reconstruindo o templo.
Então reconstruímos os muros da cidade. O povo trabalhou com muito entusiasmo e por isso conseguimos terminar metade da altura dos muros.
Sambalate, Tobias, os árabes, os amonitas e os homens de Asdode se enfureceram muito quando ficaram sabendo que os muros de Jerusalém estavam sendo reconstruídos e que estávamos fechando as brechas.
Então planejaram vir para combater contra nós e criar confusão em Jerusalém,
mas nós oramos ao nosso Deus e colocamos guardas nos muros para que vigiassem de dia e de noite.
Nesse tempo o povo de Judá começou a reclamar: — Os trabalhadores estão cansandos e há muito entulho no caminho. Nunca seremos capazes de reconstruir o muro nós sozinhos.
Nossos inimigos planejavam chegar sem serem notados. Assim poderiam entrar no nosso meio para nos matar e parar o trabalho.
Mas os judeus que moravam perto dos nossos inimigos vieram várias vezes nos avisar: — Eles virão atacar por todos os lados.
Então coloquei alguns por trás das partes mais baixas do muro e nas brechas, e ordenei que o povo se juntasse por famílias com espadas, lanças e arcos.
Depois verifiquei tudo isso e falei aos líderes, aos oficiais e ao resto das pessoas assim: — Não tenham medo dos nossos inimigos. Saibam que nosso Deus é grande e poderoso. Ele lutou pelos seus irmãos, pelos seus filhos e filhas, pelas suas esposas e pelos seus lares.
Nossos inimigos perceberam que conhecíamos os seus planos e que Deus os tinha frustrado. Portanto se retiraram. Nós voltamos ao nosso trabalho no muro.
Desde aquele dia, a metade do meu povo trabalhava no muro e a outra metade vigiava com os seus escudos, lanças, arcos e armaduras. Os líderes militares permaneciam atrás de todo o povo de Judá.
Os construtores e os seus ajudantes faziam seu trabalho mantendo com uma mão a carga e com a outra, a espada.
Cada um dos construtores tinha sua espada sujeita a um lado do seu corpo enquanto trabalhava e o que tocava a trombeta estava do meu lado.
Então falei com os dirigentes, os oficiais e o resto da pessoas e lhes disse: — Este é um trabalho muito grande e estamos muito separados uns dos outros no muro.
Se ouvirem a trombeta, corram todos para se agrupar neste lugar. Todos nos juntaremos e o nosso Deus lutará por nós.
Então continuamos nosso trabalho com a metade dos homens mantendo as lanças na mão, desde a primeira luz da manhã até saírem as estrelas.
Nesse momento também disse ao povo: — Que todos os construtores e os seus ajudantes passem a noite em Jerusalém para que vigiem durante a noite e trabalhem durante o dia.
Assim nenhum de nós terá que trocar de roupa e sempre teremos pronta nossa arma.
Os pobres e as suas mulheres protestaram contra os seus irmãos judeus.
Alguns diziam: — Temos muitos filhos e precisamos de trigo para comer e não morrer de fome.
Outros diziam: — Estamos passando fome e temos que hipotecar nossos campos, nossas vinhas e as nossas casas para conseguir grãos e ter alguma coisa que comer.
E outros diziam: — Tivemos que hipotecar as nossas terras e nossas vinhas para pagar o imposto ao rei.
Somos da mesma nação que os nobres e nossos filhos são iguais aos seus filhos, mas nós não podemos evitar vendê-los como escravos. Algumas das nossas filhas já são as suas escravas e não podemos fazer nada porque as nossas terras e vinhas pertencem a outros.
Eu me irritei muito ao ouvir o protesto e as suas queixas.
Depois de pensar bem, repreendi desta maneira os nobres e os oficiais: — Todos vocês estão obrigando ao seu próprio povo a pagar juros sobre o dinheiro que lhes emprestaram. Isso não pode continuar. Portanto os convoquei uma grande reunião
onde lhes disse: — Temos feito tudo o possível por comprar todos os irmãos judeus que tinham sido vendidos como escravos a outras nações. Nós os compramos para lhes dar a sua liberdade mas agora vocês os estão vendendo novamente como escravos. Eles ficaram em silêncio e não sabiam o que dizer.
Então disse: — Isso não está bem, todos devem mostrar com a sua forma de vida que respeitam o nosso Deus. Assim evitaremos que os nossos inimigos zombem de nós.
Eu mesmo, os meus ajudantes e os meus parentes temos emprestado dinheiro e comida ao povo, mas o fizemos sem cobrar juros.
Portanto lhes peço que devolvam a eles hoje as suas terras, as suas vinhas, os seus campos de oliveira, as suas casas e os juros que cobraram deles a cada mês pela comida e o dinheiro que lhes emprestaram.
Então eles disseram: — Está bem, faremos o que você disse e lhes devolveremos tudo sem murmurar nada. Portanto chamei os sacerdotes para que os nobres e os oficiais jurassem diante deles que fariam o prometido.
Também sacudi a minha roupa e disse: — Que Deus faça a mesma coisa com quem não cumprir este compromisso, que o sacuda e perca tudo o que tem. Então todos os ali reunidos concordaram e disseram: — Assim seja. E louvaram o SENHOR. Todos cumpriram a sua promessa.
Desde o ano vinte do rei Artaxerxes até o ano trinta e dois fui governador de Judá. Durante esses doze anos, nem eu nem os meus irmãos cobramos o salário que era assignado ao governador.
Os governadores anteriores foram muito exigentes com as pessoas e obrigavam a todos a pagar quarenta moedas de prata e a dar vinho e comida. Até os seus ministros oprimiam o povo, mas eu não fiz a mesma coisa que eles porque respeitava a Deus.
Mas, sim trabalhei duro, junto com todos os meus ministros, na reconstrução do muro de Jerusalém e não tirei de ninguém a sua terra.
Normalmente na minha mesa eram bem-vindos cento e cinquenta ministros judeus junto com os que tinham vindo desde as nações vizinhas.
Todos os dias eu mandava preparar para os que se sentavam à minha mesa um boi, seis boas ovelhas e algumas aves. Cada dez dias era servido vinho em grande quantidade; mesmo assim, nunca pedi o salário que foi atribuído ao governador porque sabia que o trabalho que o povo devia fazer para pagar os impostos era muito duro.
Lembre-se de mim, meu Deus, e de tudo o que fiz por este povo.
Sambalate, Tobias, o árabe Gesém e o resto dos nossos inimigos ouviram que eu tinha reconstruído o muro sem deixar nenhuma brecha nela (embora ainda faltasse colocar as portas).
Assim Sambalate e Gesém me enviaram esta mensagem: — Venha e encontremo-nos no povo de Quefirim, no vale de Ono. Mas na realidade o que eles queriam era me fazer mal.
Então lhes enviei mensageiros com esta resposta: — Estou fazendo um trabalho muito importante e não tenho tempo para falar com vocês. Não vou parar as obras para me encontrar com vocês.
Me enviaram a mesma mensagem quatro vezes e todas as vezes lhes respondi a mesma coisa.
Na quinta vez, Sambalate me enviou o seu ajudante com a mesma mensagem, numa carta que não estava selada.
A carta dizia: “Está circulando um boato no povo e Gesém diz que é verdade. Dizem que você e os judeus planejam uma revolta contra o rei e por isso estão reconstruindo o muro. Também estão dizendo que você está prestes a se tornar o novo rei dos judeus
e que nomeou profetas para proclamar em Jerusalém que há um rei em Judá. Esta informação será enviada ao rei Artaxerxes, então será melhor que venha e se reúna conosco”.
Então lhe enviei esta mensagem a Sambalate: — Nada do que você disse é verdade, é pura invenção sua.
Nossos inimigos estavam tentando nos atemorizar, pensando que assim iríamos parar as obras, mas eu orei: — Meu Deus, me dê mais forças.
Um dia fui à casa de Semaías, filho de Delaías e neto de Meetabel. Ele estava preso na sua casa e me falou muito preocupado: — Neemias, vamos à casa de Deus e fiquemos dentro do templo com as portas fechadas porque virão esta noite para matá-lo.
Mas eu lhe respondi: — Por que um homem como eu tem que fugir? Eu não fiz nada de errado. Por isso eu não tenho que entrar no templo para salvar a minha vida. Eu não tenho que me esconder de ninguém.
Percebi que Semaías não falava no nome de Deus, senão que dizia essa profecia contra mim porque Tobias e Sambalate tinham lhe pagado para falar isto.
Ele foi contratado por eles para me assustar e fazer que cometesse pecado ao abandonar o meu trabalho. Com isso, eles planejavam ter uma razão para me desacreditar.
“Meu Deus, castigue Tobias e Sambalate pelo que fizeram. Repreenda também a profetisa Noadias e o restante dos profetas que tentaram me atemorizar”.
A reconstrução do muro durou cinquenta e dois dias e acabou no dia vinte e cinco do mês de elul.
Quando todos os nossos inimigos e as nações vizinhas souberam que tínhamos acabado o muro, perderam a confiança em si mesmos e se encheram de temor. Entenderam que essa obra tinha sido feita com ajuda de Deus.
Nesses dias, Tobias mantinha constante envio de cartas com pessoas importantes de Judá,
já que muitas pessoas de Judá tinham lhe prometido lealdade a Tobias por ser o genro de Secanias, filho de Ara, e porque seu filho Joanã havia se casado com a filha de Mesulão, filho de Berequias.
Eles sempre me falavam bem dele e lhe informavam tudo o que eu fazia. Mas ele continuava me enviando cartas para me atemorizar.
Uma vez que o muro foi reconstruído e foram colocadas as portas, foram nomeados os porteiros, os cantores e os ajudantes dos sacerdotes.
Depois deixei o meu irmão Hanani junto com Hananias, o chefe militar, encarregado de Jerusalém. Hanani era um homem honesto e respeitava a Deus mais do que a maioria das pessoas.
Então lhes disse: — As portas de Jerusalém devem se abrir somente quando o sol começar a aquecer, e devem ser fechadas e trancadas enquanto os guardas estiverem no seu plantão de vigia. Escolham pessoas que morem em Jerusalém para fazer escalas de vigia, tanto em postos de guarda como diante das suas próprias casas.
A cidade era muito grande mas tinha poucos habitantes e não tinha um número suficiente de casas reconstruídas,
portanto Deus me inspirou para que juntasse todo o povo. Juntei as pessoas importantes, os oficiais e o resto do povo para que fossem registrados por famílias. Encontrei o livro dos registros familiares dos primeiros exilados que voltaram, e isto estava escrito nele:
Esta é a lista dos exilados dessa província que voltaram. No passado, o rei Nabucodonosor da Babilônia os tinha levado exilados para a Babilônia. Todos estavam agora de volta para Jerusalém e Judá, cada um para o seu próprio povo.
Estes são os líderes dos israelitas que voltaram: Zorobabel, Jesua, Neemias, Azarias, Raamias, Naamani, Mardoqueu, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum e Baaná. Esta é a lista e o número dos israelitas que voltaram:
Os descendentes de Parós, 2.172;
de Sefatias, 372;
de Ará, 652;
de Paate-Moabe, isto é, os descendentes de Jesua e Joabe, 2.818;
de Elão, 1.254;
de Zatu, 845;
de Zacai, 760;
de Binui, 648;
de Bebai, 628;
de Azgade, 2.322;
de Adonicã, 667;
de Bigvai, 2.067;
de Adim, 655;
de Ater, isto é, os de Ezequias, 98;
de Hasum, 328;
de Besai, 324;
de Harife, 112;
de Gibeão, 95.
Dos povos de Belém e Netofa voltaram 188;
de Anatote, 128;
de Bete-Azmavete, 42;
de Quiriate-Jearim, Cefira e Beerote, 743;
de Ramá e Geba, 621;
de Micmás, 122;
dos povos de Betel e Ai, 123;
do outro povo de Nebo, 52;
do outro povo de Elão, 1.254;
de Harim, 320;
de Jericó, 345;
dos povos de Lode, Hadide e Ono, 721;
de Senaá, 3.930.
Sacerdotes: Os descendentes de Jedaías, da família de Jesua, 973;
de Imer, 1.052;
de Pasur, 1.247;
de Harim, 1.017.
Levitas: Os descendentes de Jesua, principalmente os de Cadmiel, da família de Hodavias, 74.
Cantores: Os descendentes de Asafe, 148.
Porteiros: Os descendentes de Salum, Ater, Talmom, Acube, Hatita e Sobai, 138.
Ministros do templo: Os descendentes de Zia, Hasufa, Tabaote,
Queros, Sia, Padom,
Lebana, Hagaba, Salmai,
Hanã, Gidel, Gaar,
Reaías, Rezim, Necoda.
Gazão, Uzá, Paseia,
Besai, Meunim, Nefusim,
Baquebuque, Hacufa, Harur,
Bazlite, Meída, Harsa,
Barcos, Sísera, Tamá,
Nesias e Hatifa.
Descendentes dos ministros de Salomão: Os descendentes de Sotai, Soferete, Perida,
Jaala, Darcom, Gidel,
Sefatias, Hatil, Poquerete-Hazebaim, e Amom.
No total os ministros do templo e os descendentes dos ministros de Salomão somaram 392.
Estes são os que voltaram a Jerusalém de Tel-Melá, Tel-Harsa, Querube, Adom e Imer, mas não conseguiram mostrar que os seus antepassados eram de Israel:
Os descendentes de Delaías, Tobias e Necoda, 642.
Dos sacerdotes, os seguintes também não conseguiram mostrar que os seus antepassados eram israelitas: Os descendentes de Habaías, Coz e Barzilai (este Barzilai tinha em realidade outro nome, mas como se casou com a filha de um homem de Gileade chamado Barzilai, decidiu ficar com esse nome).
Eles procuraram os registros dos seus familiares na lista oficial mas não os encontraram e, como não conseguiram provar que os seus antepassados eram sacerdotes, foram excluídos do sacerdócio.
O governador disse que não lhes permitiria participar da comida sagrada até ter um sacerdote para usar o Urim e o Tumim e perguntar a Deus o que fazer.
O grupo que regressou totalizava 42.360 pessoas,
sem contar os 7.337 escravos e escravas e os 245 homens e mulheres cantores que os acompanhavam.
Tinham também 736 cavalos, 245 mulas,
435 camelos e 6.720 jumentos.
Alguns chefes de família doaram dinheiro para a construção. O governador contribuiu com aproximadamente 8 quilos de ouro, 50 taças e 530 túnicas para os sacerdotes.
Os chefes de família doaram aproximadamente 160 quilos de ouro e perto de 1.210 quilos de prata.
O resto das pessoas doaram cerca de 160 quilos de ouro, 1.100 quilos de prata e 67 túnicas para os sacerdotes.
Os sacerdotes, levitas, porteiros, cantores, pessoas do povo, ministros do templo e algumas das pessoas comuns se instalaram em Jerusalém. Desta maneira todo Israel se instalou nas suas cidades. Quando chegou o sétimo mês, todo o povo de Israel estava estabelecido nas suas cidades.
Todo o povo de Israel se reuniu na praça diante da porta das Águas. Eles pediram ao mestre Esdras que trouxesse o Livro da Lei de Moisés, que o SENHOR tinha entregue ao povo de Israel para que o obedecesse.
Então o sacerdote Esdras levou o Livro da Lei perante a multidão, que estava composta por homens e mulheres capazes de ouvir e entender. Era o primeiro dia do sétimo mês do ano.
Desde o amanhecer até o meio-dia, Esdras leu o Livro da Lei na praça diante da porta das Águas. Todos os homens e mulheres que estavam escutando prestaram muita atenção à leitura do livro.
O mestre Esdras se posicionou numa torre de madeira feita especialmente para a ocasião. À sua direita estavam Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaseias. Ao seu lado esquerdo estavam Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
Esdras abriu o livro diante dos olhos de todos, já que ele estava em pé sobre uma torre. Quando abriu o livro, todos se levantaram.
Esdras abençoou ao SENHOR, o grande Deus e todos com as mãos levantantadas responderam: — Assim seja, assim seja. Todos se prostraram rosto em terra e louvaram ao SENHOR.
Os levitas Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaseias, Quelita, Azarias, Jozabede, Hanã e Pelaías ensinaram a lei ao povo, que permanecia em pé junto deles.
Eles leram o Livro da Lei de Deus e explicaram parte por parte o seu significado para que todos pudessem entender.
O governador Neemias, o sacerdote e mestre Esdras, e os levitas que estavam ensinando disseram a todos: — Este dia é sagrado para o SENHOR, seu Deus. Não chorem nem estejam tristes. Falavam isto porque todo o povo chorava ouvindo as palavras de Deus na lei.
Esdras lhes disse: — Vão, comam a ceia, bebam vinho doce e deem uma parte àqueles que não têm nada preparado, porque este dia é sagrado para nosso SENHOR. Não estejam tristes porque a alegria no SENHOR é a sua força.
Os levitas ajudavam ao povo a se acalmar dizendo: — Fiquem calmos, este dia é sagrado, não se entristeçam.
Então todos foram comer, beber, compartilhar a comida e celebrar com muita alegria porque tinham entendido as palavras que tinham lhes sido explicado.
No segundo dia do mês, os chefes de todas as famílias, os sacerdotes e os levitas se reuniram com o mestre Esdras para estudar as palavras da lei.
Encontraram escrito na lei o que o SENHOR ordenou por meio de Moisés: que os israelitas deviam viver em tendas durante a festa do sétimo mês.
Além disso deviam ir por todos os povos e por Jerusalém dizendo: — Saiam ao monte e tragam ramos de oliveira, de murta, de palmeiras e de qualquer árvore para fazer as suas tendas assim como o ordena a lei.
Então o povo saiu e trouxe ramos para fazer tendas nos terraços, nos pátios das casas, nos pátios do templo, na praça próxima à porta das Águas e à porta de Efraim.
Todo o grupo de pessoas que tinha voltado do cativeiro fez tendas e acampou ali. Desde o tempo de Josué, filho de Num, até esse dia, o povo de Israel não tinha celebrado a festa das Tendas dessa maneira. Sua alegria foi imensa.
Esdras leu o Livro da Lei de Deus desde o primeiro até o último dia da festa. Eles celebraram o festival durante sete dias e no oitavo dia houve uma cerimônia, como o mandava a lei.
No dia vinte e quatro do mesmo mês, o povo de Israel se reuniu para jejuar. Eles se vestiram com roupas ásperas e puseram pó sobre suas cabeças.
Os descendentes de Israel se separaram de todos os estrangeiros, se levantaram e confessaram os seus pecados e os dos seus antepassados.
Ficaram ali por três horas lendo o Livro da Lei do SENHOR, seu Deus, e outras três horas mais confessando os seus pecados e louvando ao SENHOR, seu Deus.
Então Jesua subiu à plataforma dos levitas junto com Bani, Cadmiel, Sebanias, Buni, Serebias, Bani e Quenani e chamaram em voz alta ao SENHOR, seu Deus.
Depois Jesua, Cadmiel, Bani, Hasabneias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías disseram: “Levantem e louvem ao SENHOR, seu Deus! Bendito seja para sempre. Louvado seja seu glorioso nome, ainda que todas as bênçãos e louvores não sejam suficientes.
“Só o SENHOR é Deus. O Senhor criou as estrelas, a terra e tudo o que há nela; fez o mar e tudo o que há neles. O Senhor deu vida a tudo, e todos os anjos do céu o adoram.
“O SENHOR é o Deus que escolheu a Abrão, o tirou de Caldeia, na Babilônia, e o chamou de Abraão.
O Senhor viu que ele era fiel ao Senhor e por isso fez uma aliança com ele. Prometeu dar aos seus descendentes a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos jebuseus e dos girgaseus. O Senhor foi fiel a sua promessa porque é justo.
“O Senhor viu o sofrimento dos nossos antepassados no Egito e ouviu os seus lamentos no mar Vermelho.
O Senhor fez sinais e milagres contra o faraó, seus ministros e todas as pessoas dessa terra, porque sabia que eles maltratavam o nosso povo. Assim o Senhor se tornou famoso e ainda continua sendo.
O Senhor dividiu o mar Vermelho diante deles para que pudessem passar andando no meio das águas, sobre terra seca. Lançou ao mar os soldados egípcios que os perseguiam, e afundaram-se como uma rocha no meio das águas.
O Senhor guiou o seu povo com uma nuvem durante o dia e com uma coluna de fogo durante a noite para iluminar o caminho que deveriam seguir.
“O Senhor desceu ao monte Sinai e lhes falou desde o céu. Deu a eles regras justas, ensinamentos verdadeiros, ordens boas e mandamentos.
Falou com eles sobre o seu dia de descanso: o sábado. Usou o seu servo Moisés para lhes dar as ordens, mandamentos e leis.
“Deus os alimentou do céu para acalmar a sua fome, e tirou água de uma rocha para acalmar a sua sede. Disse a eles que fossem e ocupassem a terra que tinha lhes prometido.
“Mas nossos antepassados atuaram com arrogância. Foram teimosos e não obedeceram às suas ordens.
Se negaram a ouvir e se esqueceram dos milagres que tinha feito diante deles. Foram teimosos e decidiram voltar para o Egito e se tornar de novo escravos. Mas o Senhor é um Deus que perdoa. Ele é compassivo e misericordioso, não se ira com facilidade e está cheio de amor fiel e por isso não os abandonou.
“O Senhor não os abandonou nem sequer quando fizeram com metal uma imagem de um bezerro e disseram que esse era o deus que os tinha tirado do Egito. Quando o ofenderam tanto,
não os abandonou no meio do deserto, por causa da sua grande bondade. A nuvem não deixou de guiá-los de dia e a coluna de fogo não deixou de iluminar o caminho que deveriam seguir de noite.
“Deus deu a eles seu bom Espírito para que lhes ensinasse. Também deu a eles seu maná para acalmar a sua fome e água para acalmar a sua sede.
Ele cuidou deles durante quarenta anos no deserto e ali não lhes faltou nada. As suas roupas não se gastaram e os seus pés não se incharam.
“Deus deu a eles reinos e nações, terras distantes nas que moravam poucas pessoas. Eles receberam as terras de Seom, rei de Hesbom e de Ogue, rei de Basã.
O Senhor fez que os seus descendentes fossem tão numerosos como as estrelas do céu. Então os trouxe à terra que prometeu aos seus antepassados.
As crianças entraram e ocuparam essa terra e o Senhor humilhou os cananeus que moravam ali. O Senhor deixou que os nossos antepassados fizessem o que quiseram com os cananeus e com os seus reis.
Eles capturaram cidades fortes e terras férteis. Eles tomaram posse de casas cheias de coisas boas, de poços já escavados, de vinhas, de oliveiras e de muitas árvores frutíferas. Eles comeram até se fartarem e engordarem. Eles desfrutaram da sua grande bondade.
“Mas eles foram desobedientes e se revoltaram contra o Senhor. Eles lançaram ao chão os seus ensinos. Então mataram os seus profetas que lhes tinham advertido que voltassem para o Senhor. Eles o insultaram terrivelmente.
“Por isso o Senhor entregou o nosso povo aos inimigos que os trataram muito mal. Quando estavam em dificuldades, gritaram pedindo a sua ajuda e o Senhor os ouvia do céu. Graças a sua grande bondade, o Senhor enviou salvadores que os resgataram do poder dos seus inimigos.
Mas assim que se livravam dos seus inimigos, voltavam a fazer o que o Senhor considera ser errado e por isso os abandonou e os deixou sob o poder dos seus inimigos para que os governassem. Mas quando lhe imploraram ajuda de novo, o Senhor os ouviu do céu e os resgatou graças a sua bondade.
O Senhor lhes advertiu que voltassem para a sua lei, mas eles foram nécios e não obedeceram às suas ordens. Eles violaram as suas leis, que são as que dão vida a quem as obedecem. Eles foram teimosos e desobedientes.
“O Senhor foi paciente com eles durante muitos anos e lhes advertiu por meio do seu Espírito, por meio dos seus profetas. Mas eles não ouviram, portanto o Senhor os entregou às nações.
Mas graças à sua bondade, não os destruiu completamente e não os abandonou porque o Senhor é um Deus bom e compassivo.
“Nosso Deus, grande Deus, Deus poderoso e assombroso, bom e leal, O Senhor que cumpre as suas promessas, não ignore todo o sofrimento que nós temos passado, nossos reis, nossos líderes, nossos sacerdotes e todo seu povo desde os tempos dos reis da Assíria até hoje.
O Senhor foi justo em fazer que nos acontecesse tudo o que nos aconteceu. O Senhor tinha razão, nós estávamos errados.
Nossos reis, líderes, sacerdotes e antepassados se esqueceram da sua lei. Eles não prestaram atenção aos seus mandamentos nem às advertências que lhes deu.
Não se dedicaram a servi-lo, nem sequer quando governavam, e desfrutavam de toda a prosperidade e da terra grande e fértil que lhes deu. Não o serviram nem se afastaram do mal.
“Olhe, hoje somos escravos. Sim, somos escravos na mesma terra que deu para os nossos antepassados, para que comessem dos seus frutos e desfrutassem de todas as suas coisas boas.
Todas as colheitas desta terra pertencem aos reis debaixo dos quais nos colocou por nossos pecados. Eles governam a nós e aos nossos animais e fazem o que querem conosco. Por isso sofremos bastante”.
Por causa de tudo isto, fazemos uma aliança por escrito que não poderá ser mudada. Esta aliança está assinada e selada por nossos líderes, levitas e sacerdotes.
Estes são os nomes que aparecem no documento selado: O governador Neemias, que era filho de Hacalias, e depois Zedequias,
Seraías, Azarias, Jeremias,
Pasur, Amarias, Malquias,
Hatus, Sebanias, Maluque,
Harim, Meremote, Obadias,
Daniel, Ginetom, Baruque,
Mesulão, Abias, Miamim,
Maazías, Bilgai e Semaías. Os anteriores eram os nomes dos sacerdotes que assinaram o documento selado.
Estes foram os nomes dos levitas que assinaram o documento selado: Jesua, filho de Azanias, Binui, dos descendentes de Henadade, Cadmiel
e os seus irmãos Sebanias, Hodias, Quelita, Pelaías, Hanã,
Mica, Reobe, Hasabias,
Zacur, Serebias, Sebanias,
Hodias, Bani e Beninu.
Estes são os nomes dos líderes do povo que assinaram o documento selado: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani,
Buni, Azgade, Bebai,
Adonias, Bigvai, Adim,
Ater, Ezequias, Azur,
Hodias, Hasum, Besai,
Harife, Anatote, Nebai,
Magpias, Mesulão, Hezir,
Mesezabel, Zadoque, Jadua,
Pelatias, Hanã, Anaías,
Oseias, Hananias, Hassube,
Haloês, Pilea, Sobeque,
Reum, Hasabna, Maaseias,
Aías, Hanã, Anã,
Maluque, Harim e Baaná.
O resto do povo, os sacerdotes, os levitas, os guardas, os cantores, os ministros do templo, isto é, todos os que se separaram dos povos da região para seguir a lei de Deus, junto com as suas esposas e todos os seus filhos e filhas capazes de entender,
se uniram às suas famílias e aos seus chefes e se comprometeram a obedecer à lei de Deus, que foi dada por meio do seu servo Moisés. Todos nos comprometemos a obedecer a todos os mandamentos, regras e ensinos do SENHOR, nosso Deus.
Nos comprometemos a não deixar que as nossas filhas se casem com outros povos desta região nem que os nossos filhos se casem com as suas filhas.
Nos comprometemos a não trabalhar no dia de descanso. Se as pessoas desta região trouxerem mercadoria ou comida para vender no dia de descanso, não lhes compraremos nada nem nesse dia nem nenhum outro dia de festa. Cada sétimo ano deixaremos de plantar e de trabalhar os cultivos e perdoaremos as dívidas que nossos irmãos tivessem conosco.
Nos obrigamos a doar quatro gramas de prata ao ano para cobrir os gastos do templo do nosso Deus.
Esse dinheiro será destinado para o pão que os sacerdotes servem na mesa do templo, para as ofertas diárias de trigo, para as ofertas diárias de animais, para as ofertas dos dias de descanso, para as festas de Lua Nova, para as ofertas dos dias de festa, para as ofertas sagradas, para as ofertas de purificação que apagam os pecados de Israel e para qualquer outro gasto que seja preciso no templo de nosso Deus.
Nós, os sacerdotes, os levitas e todas as pessoas, lançamos sorte para decidir em que momento do ano devia trazer cada uma das nossas famílias a oferta de madeira para o altar do SENHOR nosso Deus, assim como está escrito na lei.
Nos comprometemos a trazer a cada ano ao templo do SENHOR os primeiros frutos das nossas colheitas e das árvores frutíferas.
Também, como está escrito na lei, nos comprometemos a trazer os nossos filhos mais velhos e as primeiras crias dos nossos gados, rebanhos e manadas ao templo do nosso Deus. Nós levaremos aos sacerdotes que servem no templo do nosso Deus.
Também levaremos aos armazéns do templo do nosso Deus, para os sacerdotes, o melhor dos nossos cereais, dos frutos de todas as árvores, do vinho e do azeite. Daremos aos levitas a décima parte das nossas colheitas mas eles subirão para pegar tudo nas aldeias onde trabalhamos.
Quando os levitas forem pegar as colheitas, devem ir com um sacerdote da família de Arão e depois devem levar a décima parte para os armazéns do templo do nosso Deus.
O povo de Israel e os levitas devem levar as suas ofertas de trigo, de vinho e de azeite para os armazéns onde estão os utensílios do templo e onde estão os sacerdotes, porteiros, guardas e cantores. Nos comprometemos a não descuidar o templo do nosso Deus.
Os chefes do povo se instalaram em Jerusalém. Mas o resto do povo teve que participar num sorteio para que um em cada dez se estabelecesse na cidade santa de Jerusalém e os nove restantes se estabeleceriam nas suas respectivas aldeias.
Alguns se ofereceram voluntariamente para se estabelecer em Jerusalém, e os outros lhes agradeciam e os abençoavam.
Estes são os chefes das províncias que se estabeleceram em Jerusalém. (Alguns israelitas, sacerdotes, levitas, ministros do templo e descendentes dos ministros de Salomão moravam nos povos de Judá. Todos moravam nas suas propriedades em diferentes povos.
Alguns da tribo de Judá e outros da tribo de Benjamim também se estabeleceram em Jerusalém.) Estes são os descendentes de Judá que partiram para morar em Jerusalém: Ataías (filho de Uzias, neto de Zacarias, bisneto de Amarias. Amarias era filho de Sefatias, neto de Maalaleel, que era descendente de Perez);
e Maaseias (filho de Baruque, neto de Col-Hozé, bisneto de Hazaías, trineto de Adaías, tetraneto de Joiaribe, pentaneto de Zacarias, hexaneto de Selá).
Os descendentes de Perez que partiram para morar em Jerusalém eram ao todo 468 guerreiros corajosos.
Estes são os descendentes de Benjamim que partiram para morar em Jerusalém: Salu (filho de Mesulão, neto de Joede, bisneto de Pedaías, trineto de Colaías, tetraneto de Maaseias, pentaneto de Itiel, hexaneto de Jesaías).
Também com eles estavam Gabai e Salai. Eles eram ao todo 928 homens.
Tinham como chefe a Joel (filho de Zicri), enquanto que Judá (filho de Hassenua) foi encarregado de governar o segundo distrito de Jerusalém.
Estes são os sacerdotes que partiram para morar em Jerusalém: Jedaías (filho de Joiaribe), Jaquim,
Seraías (filho de Hilquias, neto de Mesulão, bisneto de Zadoque, trineto de Meraiote, tetraneto de Aitube). Seraías era o supervisor do templo de Deus,
e 822 dos seus parentes que trabalhavam para o templo. Também estavam Adaías (filho de Jerõao, neto de Pelaías, bisneto de Anzi, trineto de Zacarias, tetraneto de Pasur, pentaneto de Malquias)
e 242 chefes de família que eram os seus parentes. Estavam também Amassai (filho de Azareel, neto de Azai, bisneto de Mesilemote, trineto de Imer)
e 128 parentes de Amassai que eram guerreiros corajosos. Eles tinham como chefe a Zabdiel, filho de Gedolim.
Estes são os levitas que partiram para morar em Jerusalém: Semaías (filho de Hassube, neto de Azricão, bisneto de Hasabias, trineto de Buni);
Sabetai e Jozabade, dois dos chefes levitas que estavam encarregados das obras exteriores do templo de Deus;
Matanias (filho de Mica, neto de Zabdi, bisneto de Asafe), o qual era o diretor do coro que entoava canções de louvor nos momentos de oração; Baquebuquias, o segundo encarregado dos seus irmãos; e Abda (filho de Samua, neto de Galal, bisneto de Jedutum).
Ao todo 284 levitas partiram para morar na Cidade Santa.
Estes foram os porteiros que partiram para morar em Jerusalém: Acube e Talmom, e os seus parentes. Ao todo 172 vigias nas portas.
Os outros israelitas, sacerdotes e levitas moravam em todos os outros povos de Judá, cada um na propriedade dos seus antepassados.
Os ministros do templo moravam no monte de Ofel, sob a autoridade de Zia e Gispa.
O chefe dos levitas de Jerusalém era Uzi (filho de Bani, neto de Hasabias, bisneto de Matanias, trineto de Mica). Uzi era descendente de Asafe. Os descendentes de Asafe eram os encarregados do canto no serviço do templo de Deus.
Os cantores estavam sob uma regulamentação real que determinava os seus trabalhos diários.
Petaías (filho de Mesezabel, um descendente de Zerá, filho de Judá) tinha sido escolhido representante do rei em assuntos relacionados com o povo.
Alguns da tribo de Judá se estabeleceram em vários povos: em Quiriate-Arbá e as suas redondezas, em Dibom e as suas redondezas, em Jecabzeel e as suas redondezas,
em Jesua, em Moladá, em Bete-Pelete,
em Hazar-Sual, em Berseba e as suas redondezas,
em Ziclague, em Meconá e as suas redondezas,
em En-Rimom, em Zora, em Jarmute,
em Zanoa e as suas redondezas, em Adulão e as suas redondezas, em Láquis e a sua zona rural, e em Azeca e as suas redondezas. Eles ocuparam todo o país, desde Berseba até o vale de Hinom.
O povo da tribo de Benjamim se estabeleceu em Geba, em Micmás, em Aía, em Betel e as aldeias da sua região,
em Anatote, em Nobe, em Ananias,
em Hazor, em Ramá, em Gitaim,
em Hadide, em Zeboim, em Nebalate,
em Lode e em Ono, no vale dos Artesãos.
Alguns levitas de Judá também partiram para morar nesses lugares com os da tribo de Benjamim.
Estes são os sacerdotes e levitas que voltaram a Jerusalém com Zorobabel, filho de Sealtiel, e com Jesua: Seraías, Jeremias, Esdras,
Amarias, Maluque, Hatus,
Secanias, Reum Meremote,
Ido, Ginetom, Abias,
Miamim, Maadias, Bilga,
Semaías, Joiaribe, Jedaías,
Salu, Amoque, Hilquias e Jedaías. Eles eram os chefes dos sacerdotes e os seus parentes nos tempos de Jesua.
Os levitas eram Jesua, Binui, Cadmiel, Serebias, Judá e Matanias. Matanias e os seus irmãos estavam encarregados dos cânticos de louvor a Deus.
Baquebuquias e Uniu eram irmãos desses levitas e ficavam em frente deles nos serviços.
Os descendentes de Jesua eram Joiaquim, Eliasibe, Joiada,
Jônatas e Jadua.
No tempo de Joiaquim, estes eram os chefes das famílias dos sacerdotes: O chefe da família de Seraías era Meraías; o da família de Jeremias era Hananias;
o da família de Esdras era Mesulão; o da família de Amarias era Joanã;
o da família de Maluqui era Jônatas; o da família de Secanias era José;
o da família de Harim era Adna; o da família de Meremote era Helcai;
o da família de Ido, era Zacarias; o da família de Ginetom era Mesulão;
o da família de Abias era Zicri; o da família de Miniamim e de Maadias era Piltai;
o da família de Bilga era Samua; o da de Semaías, era Jônatas;
o da família de Joiaribe era Matenai; o da família de Jedaías era Uzi;
o da família de Salai era Calai; o da família de Amoque era Héber;
o da família de Hilquias era Hasabias; e o da família de Jedaías era Natanael.
Os nomes dos chefes das famílias dos levitas e dos sacerdotes nos tempos de Eliasibe, Joiada, Joanã e Jadua foram inscritos durante o reinado de Dario, rei da Pérsia.
Os chefes de família dos descendentes dos levitas estavam inscritos no livro de registros até o tempo de Joanã (filho de Eliasibe).
Os chefes dos levitas eram: Hasabias, Serebias, Jesua (filho de Cadmiel) e os seus irmãos que ficavam em frente deles para louvar e dar graças a Deus durante seu plantão respectivo assim como o ordenou Davi, homem de Deus.
Matanias, Baquebuquias, Obadias, Mesulão, Talmom e Acube eram porteiros que vigiavam os armazéns perto das entradas.
Eles serviram nos dias de Joiaquim (filho de Jesua e neto de Jozadaque) e nos dias do governador Neemias e do mestre e sacerdote Esdras.
Quando o muro de Jerusalém foi inaugurado, chegaram a Jerusalém todos os levitas que vieram dos povos onde moravam. Os levitas vieram para celebrar, cantando hinos de louvor e agradecimento a Deus, e tocando címbalos, harpas e liras.
Os cantores também vieram a Jerusalém dos povos próximos, das vilas de Netofate,
de Bete-Gilgal, de Geba e de Azmavete, pois eles tinham fundado vilas nas redondezas, de Jerusalém.
Numa cerimônia, os sacerdotes e levitas se purificaram a si mesmos e purificaram o povo, as entradas e o muro de Jerusalém.
Então eu disse aos chefes de Judá que subissem e ficassem na parte alta do muro e organizei dois grandes coros para dar graças a Deus. Um foi para a direita do muro, para a porta do Esterco.
Junto com eles iam Hosaías e a metade dos líderes de Judá.
Também iam Azarias, Esdras, Mesulão,
Judá, Benjamim, Semaías, e Jeremias.
Com eles iam alguns sacerdotes com trombetas e Zacarias, filho de Jônatas, neto de Semaías, bisneto de Matanias, trineto de Micaías, tetraneto de Zacur, pentaneto de Asafe.
Também iam os seus parentes Semaías, Azareel, Milalai, Gilalai, Maai, Natanael, Judá e Hanani, os quais levavam os instrumentos musicais de Davi, homem de Deus. O mestre Esdras ia à frente de todos os que estavam ali para a inauguração do muro.
Foram à porta da Fonte e depois subiram a escada que ia para a cidade de Jerusalém. Passaram pela Cidade de Davi e partiram para a porta das Águas.
O segundo coro seguiu para a esquerda. Eu ia com a outra metade das pessoas seguindo o coro. Subimos pelo muro desde a torre dos Fornos até o grande muro.
Depois passamos por cima da porta de Efraim, a porta da Cidade Antiga, a porta do Peixe, a torre de Hananeel, e a torre dos Cem até a porta das Ovelhas e paramos na porta da Guarda.
Os dois coros ficaram nos seus respectivos lugares na casa de Deus. Também eu procurei o meu lugar, assim como a metade dos oficiais
e os sacerdotes Eliaquim, Maaseias, Miniamim, Micaías, Elioenai, Zacarias e Hananias, que levavam as suas trombetas.
Maaseias Semaías, Eleazar, Uzi, Joanã, Malquias, Elão e Ézer também se colocaram nos seus lugares. Os coros começaram a cantar sob a direção de Jezraías.
Nesse dia os sacerdotes ofereceram grandes sacrifícios e ficaram muito alegres porque Deus os encheu de alegria. Até as mulheres e as crianças celebraram. A celebração em Jerusalém podia ser ouvida desde muito longe.
Nesse dia foram nomeados muitos homens para que se encarregassem dos depósitos onde se armazenavam as ofertas. O povo trazia os seus primeiros frutos e a décima parte das suas colheitas. Os que estavam encarregados guardavam tudo nos depósitos. O povo estava feliz pelos sacerdotes e os levitas que faziam os seus serviços e por isso trouxeram muitas coisas para guardar nos depósitos.
Os sacerdotes e levitas ofereceram seu trabalho a Deus e faziam as cerimônia de purificação. Os cantores e os porteiros faziam seu trabalho como haviam ordenado Davi e o seu filho Salomão.
Em tempos antigos, no tempo de Davi, Asafe era o líder dos cantores e tinha muitas canções de louvor e agradecimento a Deus.
No tempo de Zorobabel e de Neemias, o povo de Israel dava cada dia porções para os cantores e porteiros. Também separavam dinheiro para os outros levitas e os levitas separavam dinheiro para os descendentes de Arão.
Naquele dia foi lido o livro de Moisés ao povo e encontraram nele uma lei que dizia que nenhum amonita ou moabita deveria participar nas reuniões de adoração a Deus.
Essa lei se escreveu porque essas pessoas não tinham oferecido aos israelitas pão nem água e porque tinham contratado Balaão para fazer uma maldição contra o povo de Israel. Mas nosso Deus tornou essa maldição numa bênção para nós.
Quando ouviram essa lei, separaram de imediato de Israel a todos os que tinham se misturado com estrangeiros.
Mas antes disso, Eliasibe, o sacerdote encarregado dos depósitos do templo de nosso Deus, como era parente próximo de Tobias,
tinha dado a ele um quarto grande que se usava como bodega. Ali eram guardadas as ofertas de trigo, o incenso, os utensílios do templo e a décima parte do trigo, do vinho e do azeite para os levitas, os cantores e os porteiros. Ali também se guardavam os presentes para os sacerdotes.
Quando aconteceu tudo isso, eu não estava em Jerusalém porque no ano trinta e dois do reinado de Artaxerxes, rei da Babilônia, eu tinha voltado para o serviço do rei. Depois pedi permissão ao rei para voltar a Jerusalém.
Então voltei para Jerusalém e ali soube do mal que Eliasibe tinha feito dando a Tobias um quarto no templo do nosso Deus.
Me irritei muito com isso e lancei todas as coisas de Tobias na rua.
Depois ordenei que esses quartos fossem purificados e coloquei de novo ali os utensílios do templo de Deus, junto com as ofertas de trigo e o incenso.
Também fiquei sabendo que aos levitas não estavam entregando as porções que lhes correspondiam e que por isso os levitas e os cantores tinham voltado a trabalhar nos seus campos.
Reprendi os ministros e lhes disse: — Por que descuidaram o templo de Deus? Depois reuni todos os levitas e lhes disse que voltassem a trabalhar no templo.
Então todo o povo de Judá trouxe a décima parte do trigo, do vinho e do azeite aos depósitos do templo.
Depois encarreguei dos depósitos ao sacerdote Selemias, ao escriba Zadoque e a um levita chamado Pedaías. Eu encarreguei como ajudante a Hanã (filho de Zacur e neto de Matanias). Eu sabia que podia confiar neles por causa da sua honestidade. Eles tinham a responsabilidade de dar a seus irmãos as porções que lhes correspondiam.
“Lembre-se, meu Deus, de tudo o que fiz. Não se esqueça das boas obras que fiz pelo templo do meu Deus e pelo seu serviço”.
Naqueles dias vi em Judá pessoas que estavam fazendo vinho no dia de descanso, e traziam montanhas de trigo e o levavam sobre os jumentos. Vi pessoas no dia de descanso carregando vinho, uvas, figos e todo tipo de coisas para levá-las a Jerusalém. Portanto lhes repreendi e lhes adverti que não deviam comercializar no dia de descanso.
Alguns da cidade de Tiro que moravam em Judá traziam peixe e todo tipo de mercadoria, e as vendiam no dia de descanso ao povo de Judá e Jerusalém.
Discuti com os líderes de Judá e lhes disse: — O que estão fazendo? Estão profanando o dia de descanso tornando-o um dia normal.
Por acaso não sabem que os seus antepassados fizeram a mesma coisa e que por isso nosso Deus trouxe todo esse desastre sobre nós e sobre esta cidade? Agora vocês estão trazendo mais desgraça sobre Israel, profanando o dia de descanso.
Então ordenei que cada sexta-feira de tarde, antes que escurecesse, os porteiros fechassem e trancassem as portas de Jerusalém e que não fossem abertas a não ser até depois do dia de descanso. Coloquei alguns dos meus homens nas entradas para impedir que passasse carga alguma à cidade no dia de descanso.
Uma ou duas vezes os comerciantes e vendedores de todo tipo de artigos tiveram que passar a noite fora de Jerusalém.
Eu os avisei que se voltassem para permanecer durante a noite diante do muro, seriam prendidos. Dali em diante não voltaram a vender a sua mercadoria no dia de descanso.
Depois disse aos levitas que deviam se purificar e vigiar as entradas para manter o dia de descanso como um dia sagrado. “Meu Deus, lembre-se de mim por isto, seja bom comigo e me mostre o seu amor fiel”.
Nesses dias também percebi que alguns judeus haviam se casado com mulheres de Asdode, Amom e Moabe.
Parte dos filhos desses casamentos não falavam o idioma de Judá, mas o idioma de Asdode, Amom ou Moabe.
Por isso os reprendi, os amaldiçoei e até bati em alguns dos seus homens e lhes arranquei o cabelo. Fiz prometer a eles, no nome de Deus, que as suas filhas não se casariam com os filhos desses outros povos e as filhas desses povos não se casariam com os seus filhos.
Disse-lhes que se lembrassem do rei Salomão. Entre todas as nações nunca houve um rei como ele. Deus o tinha escolhido como soberano de Israel, mas mulheres estrangeiras fizeram ele pecar.
Disse-lhes que não estavam sendo fiéis a Deus por estar cometendo novamente o mesmo pecado.
Um dos filhos de Joiada, filho de Eliasibe, o sumo sacerdote, era genro de Sambalate, o horonita. Portanto o obriguei a sair do lugar e a fugir.
“Meu Deus, lembre-se dessas pessoas e dê a elas o castigo porque contaminaram o sacerdócio e não cumpriram a aliança que tinham feito com os sacerdotes e os levitas”.
Eu purifiquei os sacerdotes e os levitas de todas as coisas estranhas que lhes tinham ensinado os estrangeiros e designei funções a cada um.
Também me certifiquei de que o povo trouxesse as suas ofertas de madeira e os primeiros frutos nos dias que lhes correspondia. “Meu Deus, lembre-se de mim por ter feito tudo isso e me abençoe”.
Isto aconteceu quando Xerxes era o rei da Pérsia. Xerxes reinava sobre cento e vinte e sete províncias que iam desde a Índia até à Etiópia.
Naquele tempo, o rei Xerxes tinha o seu trono em Susã, a capital.
No terceiro ano do seu reinado, o rei ofereceu um banquete para os seus príncipes e oficiais. Estavam presentes os chefes mais importantes das províncias e os oficiais do exército da Pérsia e da Média.
A festa durou cento e oitenta dias e, durante esse tempo, o rei mostrou o esplendor e as riquezas do seu reino e a grande beleza do seu palácio.
Depois dos cento e oitenta dias, o rei ofereceu outra festa e convidou a toda a população da cidade de Susã, desde os mais humildes até os mais importantes, para essa festa. A festa foi no jardim interior do palácio e durou sete dias.
No jardim havia cortinas grandes feitas de linho fino, de cor branca e azul, suspensos por cordões de púrpura colocados em anéis de prata e fixos às colunas de mármore. Havia sofás feitos de ouro e prata. O pavimento estava decorado com várias figuras de mármore branco e verde, madrepérola e outras pedras preciosas.
As bebidas eram servidas em taças de ouro e cada taça era diferente das outras. O rei se mostrava generoso para com os convidados: havia muito vinho para todos.
Foi servido vinho em abundância, embora ninguém fosse obrigado a beber. O rei tinha dado ordens aos seus servos para deixarem os convidados decidir quanto vinho queriam beber.
Ao mesmo tempo, a rainha Vasti também oferecia uma festa para as mulheres no palácio do rei Xerxes.
No sétimo dia da festa o rei já estava alegre por causa do vinho que tinha bebido. Então chamou os sete eunucos que o serviam: Meumã, Bizta, Harbona, Bigta, Abagta, Zetar e Carcas.
Ele lhes ordenou que fossem chamar a rainha Vasti para que ela se apresentasse diante dele usando a coroa real. Vasti era uma mulher muito bela e atraente, e o rei queria mostrar a beleza dela a todo o povo e aos oficiais.
Os servos comunicaram à rainha Vasti a ordem do rei, mas ela não quis obedecer. O rei ficou muito irritado ao saber disso.
Então o rei, como era seu costume, consultou os seus sábios, homens que conheciam os tempos, e pediu o conselho dos especialistas da lei e da justiça.
O rei tinha muita confiança nestes sábios. Os seus nomes eram Carsena, Setar, Adamata, Társis, Marsena e Memucam. Eles eram os sete príncipes da Pérsia e da Média e podiam entrar na presença do rei em qualquer momento. Eram os mais altos oficiais do reino.
O rei lhes perguntou: — Segundo a lei, o que devemos fazer com a rainha Vasti por ela ter desobedecido à ordem que lhe enviei pelos eunucos?
Então Memucam respondeu ao rei diante dos outros oficiais: — A rainha Vasti cometeu um erro muito grave. Ela não só ofendeu ao rei, como também ofendeu a todos os chefes e a todo o povo das províncias do rei.
Digo isto porque todas as outras mulheres vão saber o que a rainha Vasti fez e vão também perder o respeito e desobedecer aos seus maridos. Elas vão dizer que o rei Xerxes ordenou que a rainha Vasti se apresentasse diante dele mas ela não obedeceu.
Hoje mesmo, as mulheres dos chefes da Pérsia e da Média vão saber o que a rainha fez e vão seguir o seu mau exemplo. Elas não darão ouvidos ao que os chefes do reino dizerem e irão tratá-los sem o devido respeito.
Por isso, se o rei achar que é uma boa ideia, sugiro que Sua Majestade dê uma ordem que fique escrita nas leis dos persas e dos medos para que não possa ser anulada. A ordem do rei deve ser que nunca mais seja permitido a Vasti se apresentar diante do rei e que o rei dê o lugar da rainha a alguém melhor do que ela.
Assim, quando a ordem do rei for anunciada em toda parte do seu grande reino, todas as mulheres, seja qual for a sua situação, respeitarão aos seus maridos.
O rei e os seus oficiais consideraram que o conselho de Memucam era muito bom e o rei assim fez.
O rei enviou cartas para todas as partes do reino, a cada província na sua própria escrita e a cada povo na sua própria língua. As cartas proclamavam, no idioma de cada um, que cada homem devia exercer autoridade dentro de sua casa.
Passado algum tempo, quando o rei Xerxes já não estava tão irritado, lembrou-se do que a rainha Vasti tinha feito e da ordem que tinha dado a respeito dela.
E os seus servos pessoais disseram: — Que sejam procuradas jovens lindas e virgens para o rei!
Que o rei nomeie supervisores em todas as províncias do império para trazerem as jovens mais belas para Susã, e que elas vivam na casa onde vivem as mulheres do rei. Que sejam entregues a Hegai, o eunuco responsável pelas mulheres do rei, e que ele faça com que elas recebam o tratamento de beleza.
E que a jovem que mais agrade ao rei seja a nova rainha no lugar de Vasti. O rei gostou da sugestão e assim ele fez.
Naquele tempo, vivia em Susã um judeu chamado Mardoqueu. Ele era da tribo de Benjamim, filho de Jair, neto de Simei e bisneto de Quis.
Ele tinha sido deportado de Jerusalém para a Babilônia pelo rei Nabucodonosor. Ele fazia parte do grupo de pessoas que tinha sido deportado com Jeconias, rei de Judá.
Mardoqueu tinha uma prima chamada Hadassa, ou Ester, que não tinha pai nem mãe. Desde que eles tinham morrido, Mardoqueu tinha tomado conta dela como se ela fosse sua própria filha. Ester era muito bonita e atraente.
Quando a ordem do rei foi proclamada, muitas jovens foram trazidas a Susã e entregues a Hegai. Ester foi uma dessas jovens que foi levada ao palácio do rei e deixada ao cuidado de Hegai, o responsável pelas mulheres do rei.
Hegai gostou muito de Ester e a tratou de maneira especial. Ele lhe ofereceu vários tratamentos de beleza e lhe deu da melhor comida. Hegai também escolheu sete mulheres que serviam no palácio do rei e as deu a Ester. Hegai fez com que Ester e as suas servidoras ocupassem o melhor lugar da casa das mulheres.
Ester não disse a ninguém que era judia, nem a qual família pertencia, porque Mardoqueu havia lhe ordenado para não falar disso a ninguém.
Todos os dias, Mardoqueu passava diante do lugar onde viviam as mulheres para saber como Ester estava e o que tinha lhe acontecido.
O momento de se apresentar diante do rei Xerxes se aproximava cada vez mais. Mas para uma jovem se apresentar diante do rei devia completar antes um tratamento de beleza que durava doze meses: seis meses com óleo de mirra e mais seis meses com perfumes e com outros produtos de beleza.
Cumprido este tempo, as jovens podiam ir ao palácio do rei e levar o que quisessem da casa das mulheres.
A jovem escolhida ia ao palácio do rei à noite, e de manhã era levada para o outro lado da casa das mulheres onde ficava ao cuidado de Saasgaz, o eunuco responsável pelas esposas do rei. A jovem não podia voltar de novo à presença do rei, a não ser que o rei tivesse gostado dela e a mandasse chamar.
Ester era filha de Abiail e filha adotiva de Mardoqueu. Quando chegou o momento dela se apresentar diante do rei, ela não pediu nada, só levou o que Hegai, o eunuco do rei responsável por cuidar das mulheres, tinha lhe recomendado que levasse. Por isso, todos os que a viam ficavam admirados e com uma boa impressão dela.
Ester foi levada à presença do rei Xerxes no décimo mês, o mês de tebete, no sétimo ano do seu reinado.
E o rei gostou mais de Ester do que de qualquer outra mulher. Ela ficou sendo a favorita do rei e ele colocou a coroa real sobre a sua cabeça e a proclamou rainha no lugar de Vasti.
O rei ofereceu um grande banquete em honra de Ester e convidou todos os ministros e oficiais ao banquete. Ele declarou que aquele dia seria um dia de festa em todas as províncias e enviou presentes ao povo, como só um rei generoso pode fazer.
Quando as jovens foram reunidas pela segunda vez, Mardoqueu estava sentado na entrada do palácio do rei.
Ester ainda mantinha em segredo o fato de ser judia e não tinha falado a ninguém sobre a sua família. Foi Mardoqueu quem a mandou fazer isso, e ela o continuava obedecendo como tinha feito antes, quando ele tomava conta dela.
Certo dia Mardoqueu estava sentado na entrada do palácio do rei. Estavam ali também dois oficiais do rei chamados Bigtã e Teres, os quais guardavam a entrada. Eles tinham ficado muito indignados com o rei e faziam planos para matá-lo.
Mardoqueu soube dos planos e informou à rainha Ester. Ela contou ao rei e também lhe disse que tinha sido Mardoqueu quem descobriu os planos para matá-lo.
A informação foi investigada e comprovou-se que Mardoqueu tinha dito a verdade. Então, os dois guardas que tinham planejado matar o rei foram enforcados. Este acontecimento foi registrado na presença do rei e ficou nos livros da história do reino.
Passado algum tempo, o rei Xerxes promoveu Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague. O rei deu a Hamã uma posição mais alta do que a de qualquer outro ministro.
O rei tinha dado ordens para que os oficiais que trabalhavam na entrada do palácio se ajoelhassem e honrassem Hamã. Mas Mardoqueu não se ajoelhava diante dele nem o honrava.
Os oficiais que trabalhavam na entrada do palácio perguntavam a Mardoqueu porque é que ele não obedecia à ordem do rei.
Todos os dias eles falavam com Mardoqueu para que ele obedecesse à ordem do rei, mas Mardoqueu se recusava em obedecer a essa ordem. Ele alegava ser judeu, e isso significava que ele não poderia ajoelhar-se diante de Hamã. Então os oficiais contaram a Hamã o que estava acontecendo para ver o que ele iria fazer a Mardoqueu.
Hamã ficou furioso quando viu que Mardoqueu se recusava a ajoelhar-se diante dele para honrá-lo.
E quando lhe disseram que Mardoqueu não o honrava por ser judeu, ele não achou suficiente destruir só a Mardoqueu, mas queria também encontrar uma maneira de perseguir ao povo de Mardoqueu, isto é, todos os judeus que se encontravam no império de Xerxes.
No mês de nisã, isto é no primeiro mês do décimo segundo ano, do reinado do rei Xerxes, foi lançado o pur diante de Hamã para que fosse escolhido o dia e o mês para a destruição dos judeus. E foi escolhido o décimo segundo mês, o mês de adar.
Hamã foi, então, diante do rei Xerxes e lhe disse: — Existe um povo espalhado por todas as províncias do reino que não se junta com os outros povos e que tem costumes diferentes de todos os outros. Eles não obedecem às leis do rei e não é conveniente que o rei permita que eles continuem vivendo no seu reino.
Por isso, se lhe parecer bem, sugiro que dê uma ordem para que eles sejam destruídos e eu garanto que entregarei aos oficiais do tesouro do rei mais de 330.000 quilos de prata.
Então o rei tirou do dedo o anel oficial e o deu a Hamã, filho de Hamedata, descendente de Agague, inimigo dos judeus.
O rei lhe disse: — O povo e o seu dinheiro são seus, faça o que quiser com eles.
No dia treze do primeiro mês reuniram-se todos os secretários do rei. Eles escreveram num decreto todas as ordens de Hamã e enviaram esse decreto a todos os povos. Cada povo teve esse decreto traduzido para a sua própria escrita e a sua própria língua. O decreto foi enviado a todos os chefes do exército, aos governadores das diferentes províncias e aos chefes de cada povo. O decreto foi escrito com a autorização do rei Xerxes e selado com o seu anel.
Os mensageiros levaram as cartas a todas as províncias do rei com a ordem de destruir, matar e exterminar todos os judeus, incluindo jovens e velhos, mulheres e crianças. A ordem era para que fossem todos mortos num só dia: o dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar. Os seus bens seriam saqueados como despojos de guerra.
Uma cópia da carta devia ser apresentada como decreto real em todas as províncias e devia dar-se a conhecer a todos os povos do reino para que se preparassem para esse dia.
Os mensageiros saíram rapidamente para publicar o decreto do rei em Susã, a capital. Enquanto o rei e Hamã se sentavam para beber, em toda a cidade reinava uma grande confusão.
Quando Mardoqueu soube da ordem do rei contra os judeus, ele rasgou as suas roupas, se vestiu de luto e pôs cinza na sua cabeça. Depois foi para a cidade e chorou alto e amargamente.
Mas só foi até a entrada do palácio do rei porque não era permitido que alguém entrasse no palácio vestido de luto.
Em todas as províncias aonde chegasse a ordem do rei, havia muito choro e tristeza entre os judeus: jejuavam, choravam, se lamentavam. Muitos se deitavam no chão vestidos de luto e cobertos de cinza.
Os eunucos e as mulheres que serviam Ester foram vê-la e lhe contaram o que estava acontecendo a Mardoqueu. Ela começou a tremer muito e lhe mandou roupas para que ele se vestisse e pudesse entrar no palácio, mas ele não as quis aceitar.
Então Ester chamou Hatá e lhe disse que fosse saber o que tinha acontecido e porque é que Mardoqueu estava tão perturbado. Hatá era um dos eunucos do rei que tinha sido escolhido para ajudar a rainha.
Hatá saiu e foi falar com Mardoqueu na praça que ficava em frente do palácio real.
Mardoqueu lhe contou tudo o que tinha acontecido. Até lhe disse a quantia de dinheiro que Hamã tinha prometido dar ao tesouro do rei para que o rei lhe permitisse matar os judeus.
Mardoqueu também entregou a Hatá uma cópia da ordem do rei contra os judeus e explicou que tinha sido escrita e anunciada em toda a cidade de Susã. Ele queria que Hatá mostrasse a ordem a Ester e que lhe contasse tudo o que tinha acontecido. E lhe ordenou que fosse falar com o rei para pedir que ele tivesse compaixão do seu povo.
Hatá voltou e contou a Ester tudo o que Mardoqueu tinha lhe dito.
Então ela pediu a Hatá que desse a seguinte mensagem a Mardoqueu:
“Todos os oficiais do rei e todos os povos das províncias sabem que há uma lei que é válida para todos, homens ou mulheres. Essa lei diz que a pessoa que se apresentar diante do rei sem ter sido chamada será morta. Quem desobedecer a essa lei, só poderá se salvar se o rei estender o seu cetro de ouro sobre ela. Infelizmente já faz trinta dias que não sou chamada à presença do rei”.
Mardoqueu recebeu a mensagem de Ester
e mandou lhe dizer: “Não pense que você vai ser a única judia a se salvar pelo fato de viver no palácio do rei.
Pois se ficar calada agora, a ajuda e a libertação dos judeus virá de outro lugar, mas você e a sua família serão mortos. Quem sabe, se não foi por causa deste momento que foi eleita rainha”.
Então Ester mandou esta resposta:
“Mardoqueu, junte todos os judeus de Susã e peça a eles que jejuem por mim. Não comam nem bebam nada durante três dias e três noites. Eu e as minhas servas iremos também jejuar. Depois de jejuarmos, irei falar com o rei. Sei que isso é contra a lei, mas mesmo assim vou fazê-lo; e se eu tiver que morrer, morrerei!”
Assim, Mardoqueu foi embora e fez o que Ester tinha lhe pedido.
No terceiro dia, Ester se vestiu com os seus trajes reais e entrou na parte interior do palácio, diante do salão do rei. O rei estava sentado no trono ao fundo da sala e virado para a entrada.
Quando o rei viu a rainha Ester, a presença dela lhe agradou! Então lhe estendeu o cetro de ouro. No mesmo instante Ester entrou na sala e tocou na ponta do cetro.
Então o rei lhe perguntou: — O que quer, rainha Ester? O que deseja? Peça e eu lhe darei, mesmo que seja a metade do meu reino!
Ester respondeu: — Se for do agrado do rei, gostaria de convidá-lo hoje para vir com Hamã a uma festa que preparei em honra ao rei.
O rei então disse: — Chamem Hamã imediatamente para que se cumpra o pedido de Ester! Então o rei e Hamã foram à festa que Ester tinha lhes preparado.
Enquanto serviam o vinho, o rei perguntou de novo a Ester: — Qual é o seu pedido? O que pedir lhe será dado. O que quer? Eu darei o que você quiser, mesmo que seja a metade do meu reino.
Ester respondeu:
— Se for do agrado do rei conceder o meu pedido, peço-lhe que venha amanhã com Hamã a outra festa que oferecerei em sua honra, então lhe direi o que realmente desejaria ter.
Nesse dia Hamã saiu do palácio do rei alegre e sentindo-se bem. Mas quando viu Mardoqueu sentado na entrada do palácio, e que ele não se levantou, nem lhe mostrou o devido respeito, ficou furioso.
Mas controlou a sua ira e foi para casa. Ao chegar a casa, chamou os seus amigos e a sua esposa, Zeres, e
começou a se gloriar das suas riquezas, dos filhos que tinha e das muitas maneiras em que o rei o tinha honrado. Sentia-se muito orgulhoso ao dizer que o rei o tinha promovido a uma posição mais alta do que a de todos os outros ministros.
Hamã acrescentou: — Eu fui o único convidado a estar presente na festa que a rainha ofereceu hoje ao rei. E também sou o único convidado para a festa que a rainha vai dar amanhã.
Mesmo assim, nada pode me fazer verdadeiramente feliz enquanto tiver que ver aquele judeu Mardoqueu sentado na entrada do palácio do rei.
Então Zeres, a esposa de Hamã, e todos os seus amigos tiveram uma ideia e disseram: — Mande fazer uma torre de madeira de vinte e cinco metros de altura e amanhã de manhã, peça ao rei que mande empalar Mardoqueu nela. Depois vá para a festa com o rei e divirta-se. Hamã gostou da ideia e mandou fazer a torre.
Nessa noite, o rei não podia dormir, e mandou que fossem buscar o livro das crônicas do reino e que o lessem na sua presença. O livro continha a história de todos os acontecimentos importantes.
E foi lido a parte que contava como Mardoqueu tinha revelado o plano que Bigtã e Teres tinham feito para matar o rei. Bigtã e Teres eram dois dos oficiais do rei Xerxes que guardavam a entrada do palácio.
Então o rei perguntou: — Que grande honra foi dada a Mardoqueu pelo que ele fez? Os oficiais responderam: — Nada foi feito por Mardoqueu.
Hamã tinha acabado de entrar na parte exterior do palácio do rei para lhe pedir que Mardoqueu fosse empalado na torre de madeira que ele tinha mandado fazer. E o rei perguntou: — Quem acaba de entrar no pátio?
Os oficiais responderam: — Hamã acaba de entrar e está no pátio. Então o rei ordenou que o mandassem entrar.
Quando Hamã se apresentou, o rei lhe perguntou: — Hamã, que se deve fazer ao homem a quem o rei deseja homenagear? Hamã disse para consigo: “Eu sou a única pessoa a quem o rei quer homenagear, não há mais ninguém”.
Por isso disse: — Deve-se fazer isto ao homem a quem o rei quer homenagear:
ordene que seja trazido um manto que o próprio rei já tenha vestido e um cavalo em que o rei tenha montado. Na cabeça do cavalo deve estar a coroa real.
A seguir, que um dos príncipes mais importantes do rei se encarregue de colocar o manto sobre o homem a quem o rei deseja homenagear e de conduzi-lo a cavalo pelas ruas da cidade, proclamando em voz alta: “Isto é o que o rei faz a quem ele quer homenagear!”
Então o rei disse a Hamã: — Depressa, vá buscar o manto e o cavalo e faça com Mardoqueu, o judeu que está sentado na entrada do palácio, tudo o que acaba de dizer. Faça exatamente como você disse!
Assim, Hamã foi buscar o manto e o cavalo, vestiu Mardoqueu e o conduziu montado no cavalo pelas ruas da cidade enquanto proclamava: — Isto é o que o rei faz a quem ele quer homenagear!
Depois disso, Mardoqueu voltou para a entrada do palácio do rei, enquanto que Hamã correu para casa com a cabeça coberta, cheio de vergonha.
Hamã contou à sua esposa Zeres e a todos os seus amigos o que tinha acontecido. A esposa de Hamã e os homens que o tinham aconselhado lhe disseram: — Se Mardoqueu é judeu, você não poderá vencê-lo. Você já começou a cair e certamente será derrotado.
Enquanto eles ainda estavam falando, os eunucos do rei chegaram na casa de Hamã e o levaram depressa à festa que Ester tinha preparado.
Assim, o rei e Hamã foram ao banquete da rainha Ester.
Enquanto estavam bebendo vinho nesse segundo dia, o rei perguntou de novo à rainha Ester: — Rainha Ester, qual é o seu pedido? O que pedir lhe será dado. Mesmo que seja metade do meu reino, lhe será concedido.
A rainha Ester respondeu: — Se mereço a sua consideração e se Sua Majestade achar bem, peço-lhe que salve a minha vida e também a vida do meu povo. Peço isso,
porque o meu povo e eu fomos vendidos para sermos mortos, exterminados por completo. Se só tivéssemos sido vendidos como escravos, eu teria ficado calada porque isso não seria um problema assim tão importante que merecesse incomodar o rei.
Então o rei Xerxes perguntou à rainha Ester: — Quem foi e onde está o homem que se atreveu a fazer tal coisa?
E Ester respondeu: — O homem que está contra nós, o inimigo do meu povo, é o malvado Hamã! Hamã ficou aterrorizado diante do rei e da rainha.
O rei ficou furioso e levantou-se, deixou o seu vinho e saiu para o jardim. Hamã ficou dentro da sala com a rainha para lhe suplicar que salvasse a vida dele pois já sabia que o rei iria mandar matá-lo.
De repente o rei voltou do jardim, entrou na sala e viu Hamã inclinado sobre o sofá onde estava Ester e disse furioso: — Até diante de mim, na minha própria casa, quer atacar a rainha? Assim que o rei disse isto, os oficiais entraram e cobriram o rosto de Hamã.
A seguir, Harbona, um dos eunucos que serviam o rei, disse: — Perto da casa de Hamã há uma torre de madeira de vinte e dois metros de altura que ele fez para empalar Mardoqueu, o mesmo que salvou a vida do rei. Então o rei disse: — Empalem Hamã lá!
Assim, empalaram Hamã na torre de madeira que ele tinha preparado para Mardoqueu e com isso o rei se acalmou.
Nesse mesmo dia, o rei Xerxes deu à rainha Ester tudo o que pertencia a Hamã, o inimigo dos judeus. Mardoqueu apresentou-se diante do rei porque Ester tinha lhe dito que ele era seu primo.
O rei pegou o anel que tinha dado a Hamã e deu-o a Mardoqueu. E Ester fez Mardoqueu o administrador de tudo o que tinha pertencido a Hamã.
Ester foi falar novamente com o rei, caiu aos seus pés, começou a chorar e lhe pediu que fizesse algo para ajudar os judeus e assim evitar a destruição deles conforme o plano maligno de Hamã, o descendente de Agague.
O rei estendeu o cetro de ouro a Ester, e ela levantou-se diante dele
e disse: — Sua Majestade, se for de sua vontade e eu merecer a sua estima, peço que aprove o que vou dizer. Se achar bem, por favor, dê uma ordem por escrito que anule as cartas que Hamã, o descendente de Agague, enviou como parte do seu plano para destruir os judeus que vivem nas províncias do reino.
Peço isto ao rei porque não poderia suportar se essa grande desgraça chegasse acontecer com o meu povo. Não poderia suportar ver a minha família assassinada.
O rei Xerxes disse à rainha Ester e a Mardoqueu, o judeu: — Dei a Ester a propriedade que pertenceu a Hamã. Os meus soldados o empalaram na torre de madeira por ter conspirado contra os judeus.
Agora é o momento de escreverem outro decreto em nome do rei para ajudar os judeus. Façam isso da maneira que vocês acharem melhor. Depois selem esse decreto com o anel oficial do rei. Pois nenhuma carta escrita em nome do rei e selada com o anel do rei pode ser anulada.
Nesse mesmo dia foram chamados os secretários do rei, no dia vinte e três do terceiro mês, o mês de siván. E os secretários escreveram todas as ordens de Mardoqueu para os judeus, os chefes do exército, os governadores, e os chefes das cento e vinte e sete províncias que iam desde a Índia até à Etiópia. Essas ordens foram escritas no alfabeto de cada província e foram traduzidas para a língua de cada povo. As cartas também foram enviadas para os judeus na sua própria língua e no seu próprio alfabeto.
Mardoqueu escreveu as ordens em nome do rei Xerxes. Depois selou as cartas com o anel oficial e as enviou por meio de mensageiros que iam a cavalo. Os mensageiros montavam cavalos velozes especialmente treinados para o serviço do rei.
Mardoqueu escreveu que o rei autorizava em todas as cidades que os judeus se reunissem e lutassem pelas suas vidas. Dava-lhes o direito de destruir, e exterminar completamente qualquer exército de qualquer nação que os atacasse ou que atacasse as suas mulheres e filhos. Também lhes dava o direito de ficarem com os bens dos seus inimigos.
Esta autorização foi concedida aos judeus de todas as províncias do rei Xerxes no dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar.
Foram distribuídas cópias da carta com a ordem do rei e ficou sendo lei em todas as províncias. A lei foi anunciada aos povos de todas as nações do reino para que os judeus estivessem prontos para se vingar dos seus inimigos nesse dia.
Seguindo as instruções do rei, os mensageiros apressaram-se a sair nos cavalos da corte real. A ordem também foi decretada em Susã, a capital.
Mardoqueu saiu do palácio real vestido com roupas reais, em azul e branco e com uma grande coroa de ouro. Também levava vestido um manto de cor de púrpura feito do melhor linho. O povo de Susã, ao vê-lo, gritava de alegria.
Foi um dia especialmente feliz para os judeus, um dia de grande júbilo e orgulho.
Em todas as províncias, cidades, e lugares onde chegava a ordem do rei, havia júbilo e alegria entre os judeus, que celebravam com festas e banquetes. Por todo o reino muitos tornavam-se judeus por causa do temor que tinham aos judeus.
Supunha-se que no dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar, os povos teriam que obedecer à primeira ordem do rei. Nesse dia os inimigos dos judeus esperavam derrotá-los, mas aconteceu o contrário. Os judeus agora eram mais fortes do que os seus inimigos.
Os judeus reuniram-se nas suas cidades, em todas as províncias do rei Xerxes, para atacar todos aqueles que os queriam destruir. Ninguém foi suficientemente forte para enfrentar os judeus pois todos tinham medo deles.
Todos os oficiais das províncias, os chefes do exército, os governadores e os príncipes do rei ajudaram os judeus porque tinham medo de Mardoqueu.
Mardoqueu tinha se tornado um homem muito importante no palácio do rei e em todas as províncias as pessoas tinham ouvido falar dele. Dia após dia, Mardoqueu se tornava cada vez mais poderoso.
Os judeus venceram à espada todos os seus inimigos, matando-os e aniquilando-os. Fizeram o que quiseram com os seus inimigos.
Os judeus mataram quinhentos homens, destruindo estes inimigos na capital, Susã.
Também mataram Parsandata, Dalfom, Aspata,
Porata, Adalia, Aridata,
Farmasta, Arisai, Aridai e Vaisata,
os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata e inimigo dos judeus. Os judeus mataram todos esses homens, mas não tiraram nada do que lhes pertencia.
Nesse dia o rei soube do número de mortos no palácio, em Susã,
e disse à rainha Ester: — Os judeus mataram quinhentos homens em Susã, incluindo os dez filhos de Hamã. Sem contar com o que fizeram nas outras províncias! O que mais deseja? Peça e lhe darei.
Ester respondeu: — Se o rei achar bem, peço-lhe que dê mais um dia para os judeus em Susã fazerem o mesmo que fizeram hoje, e que também sejam empalados os corpos dos dez filhos de Hamã.
Então o rei concedeu o pedido de Ester. A lei continuou por mais um dia em Susã e os corpos dos filhos de Hamã foram empalados.
Os judeus em Susã reuniram-se no dia catorze do mês de adar e mataram ali trezentos homens, mas não levaram nada do que lhes pertencia.
Ao mesmo tempo, os judeus que viviam nas outras províncias também se reuniram para se defenderem. Livraram-se dos seus inimigos e mataram 75.000 inimigos, mas não tiraram nada do que lhes pertencia.
Isso aconteceu nas províncias no dia treze do mês de adar e no dia catorze descansaram. Os judeus que viviam nas províncias fizeram dessa data um dia de festa e alegria.
Mas os judeus que viviam em Susã tinham se reunido para se defender nos dias treze e catorze do mês de adar. Só no dia quinze é que descansaram e celebraram a data com festas.
Por isso, para os judeus que vivem no campo e em povoações pequenas, é no dia catorze do mês de adar que se celebra esta festa e se trocam presentes.
Mardoqueu escreveu tudo o que tinha acontecido e enviou cartas a todos os judeus em todas as províncias do rei Xerxes.
Mardoqueu enviou essas cartas para que todos os anos os judeus celebrassem os dias catorze e quinze do mês de adar.
Deviam festejar esses dias porque nessas datas é que os judeus se livraram dos seus inimigos, e o mês em que a sua tristeza e o seu choro viraram alegria e celebração. Eram dias de festa e alegria, de troca de presentes e de ajudar os pobres.
Os judeus, de acordo com o que Mardoqueu tinha lhes pedido, começaram a celebrar aquela data todos os anos.
Hamã, filho de Hamedata, o descendente de Agague, inimigo de todos os judeus, tinha planejado um plano maligno para destruí-los. Ele lançou o pur para ser escolhido o dia em que iria arruinar e destruir os judeus.
Mas Ester contou esse plano maligno ao rei e o rei deu novas ordens que fizeram com que todo o mal que Hamã queria fazer aos judeus caísse sobre ele mesmo. Assim, Hamã e os seus filhos foram empalados na torre de madeira.
Visto que Hamã lançou o pur, estes dias de festa são chamados dias de Purim. Visto que Mardoqueu escreveu uma carta dizendo aos judeus para celebrarem este dia de festa e por causa do que tinham visto e tinha lhes acontecido,
os judeus, e todos os que se juntam a eles, celebram estes dois dias todos os anos na data certa e da maneira determinada.
Todas as gerações e todas as famílias se lembram destes dois dias e os festejam em cada província e em cada nação. Os descendentes judeus comemoram sempre os dias de Purim.
A rainha Ester, filha de Abiail, e Mardoqueu, o judeu, escreveram juntos uma carta oficial a respeito do Purim, para confirmar a primeira.
A carta foi enviada a todos os judeus das cento e vinte e sete províncias do reino de Xerxes com desejos de paz e lealdade.
As cartas foram enviadas para lembrar a todos os judeus o seu dever de celebrar o Purim nas datas determinadas e da maneira prescrita pela rainha Ester e Mardoqueu, o judeu, assim como celebram as outras festas de jejum e de luto pelo mal que tinha lhes acontecido.
A carta de Ester oficializou as normas para o Purim e tudo ficou registrado num livro.
O rei Xerxes obrigou todas as províncias do império a pagar impostos, mesmo àquelas terras mais distantes da costa.
A história do grande poder do rei Xerxes está escrita no Livro das Crônicas dos Reis da Média e da Pérsia. Também nesse livro, está escrito de que forma o rei Xerxes promoveu Mardoqueu a uma posição de muita importância no império.
Mardoqueu, o judeu, ocupou o lugar de maior importância depois do rei Xerxes. Entre os judeus foi um homem honrado e estimado porque procurou o bem dos seus irmãos e do seu povo, e trouxe paz para a sua nação.
No país de Uz havia um homem chamado Jó. Ele era um homem muito honesto, que respeitava a Deus e não fazia mal a ninguém.
Jó tinha sete filhos e três filhas.
Tinha também 7.000 ovelhas, 3.000 camelos, 500 juntas de bois, 500 burras e muitos servos. Ele era o homem mais rico do Oriente.
Quando qualquer um dos seus filhos fazia aniversário, ele convidava os outros irmãos e irmãs para um banquete na sua casa. Juntos comiam e bebiam.
No fim de cada festa, Jó dava instruções aos seus filhos para se purificarem. Ele mesmo se levantava cedo de manhã para oferecer um sacrifício queimado por cada um dos filhos. Ele fazia isso porque pensava que talvez os seus filhos tivessem pecado ou amaldiçoado a Deus com os seus pensamentos.
Um dia os seres celestiais do SENHOR vieram se apresentar diante dele e Satanás também veio.
Então o SENHOR perguntou a Satanás: — Por onde você tem andado? E Satanás respondeu ao SENHOR: — Tenho andado pela terra de um lugar ao outro.
E o SENHOR lhe perguntou: — Você reparou no meu servo Jó? Em toda a terra não há ninguém como ele. Ele é um homem muito honesto, me respeita e rejeita o mal.
Satanás respondeu ao SENHOR: — Sim, mas Jó tem motivos para respeitá-lo.
Ele só deseja que o Senhor siga derramando bênçãos sobre ele, sua família e suas coisas. Ele tem recebido tantas bênçãos que ninguém tem tantos animais como ele.
Mas se o Senhor tirar tudo o que ele tem, ele o amaldiçoará, mesmo estando na sua presença.
O SENHOR disse então a Satanás: — Faça o que quiser com tudo o que ele tem, mas não faça nenhum mal a ele. Então Satanás retirou-se da presença do SENHOR.
No dia em que os filhos e as filhas de Jó estavam comendo e bebendo vinho na casa do irmão mais velho,
um mensageiro veio dizer a Jó: — Os seus bois estavam lavrando e as suas mulas estavam pastando por perto
quando os sabeus nos atacaram. Eles levaram os animais e mataram os seus servos, só eu escapei para vir lhe dar a notícia.
Enquanto ele ainda estava falando, chegou outro mensageiro e disse a Jó: — Caiu um raio do céu e matou todas as suas ovelhas e os seus trabalhadores. Só eu escapei para vir lhe dar a notícia.
Enquanto este ainda estava falando, chegou outro mensageiro e disse a Jó: — Os caldeus enviaram três grupos de soldados que nos atacaram, levaram os camelos e mataram todos os seus servos à espada. Só eu escapei para vir lhe dar a notícia.
Enquanto este ainda estava falando, chegou outro mensageiro e disse a Jó: — Os seus filhos e as suas filhas estavam comendo e bebendo vinho na casa do seu primeiro filho
e, de repente, veio do deserto um vento forte e destruiu a casa. A casa caiu sobre os seus filhos e todos eles morreram. Só eu escapei para vir lhe dar a notícia.
Quando Jó ouviu tudo isso, levantou-se, rasgou a sua roupa e rapou a cabeça. Depois inclinou-se por terra e adorou a Deus,
dizendo: “Saí nu do ventre da minha mãe e nu sairei deste mundo. O SENHOR deu e o SENHOR tirou. Louvado seja o nome do SENHOR”.
Em tudo isso, Jó não cometeu nenhum pecado nem culpou a Deus pelo que tinha acontecido.
Chegou o dia em que os seres celestiais vieram se apresentar diante do SENHOR. Satanás também veio com eles para se apresentar diante do SENHOR.
O SENHOR perguntou a Satanás: — Por onde você tem andado? Satanás lhe respondeu: — Tenho andado pela terra de um lugar ao outro.
Então o SENHOR disse a Satanás: — Você reparou no meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, um homem sem pecado e honesto. Um homem que me respeita e rejeita o mal. Ele continua sem pecado, apesar de você ter pedido que eu o arruinasse. E eu permiti você fazer isso embora ele não tivesse feito nenhum mal.
Satanás respondeu ao SENHOR: — Pele por pele! O homem é capaz de dar tudo o que tem para salvar a sua própria vida.
Mas estenda a sua mão e faça com que ele sofra no seu próprio corpo, então irá ver que ele o amaldiçoará mesmo estando na sua frente.
Então o SENHOR disse a Satanás: — Faça o que quiser com Jó, mas não o mate.
Satanás retirou-se da presença do SENHOR e afligiu Jó com feridas terríveis que cobriam todo o seu corpo, desde os pés até a cabeça.
Jó foi se sentar sobre um monte de cinzas e começou a raspar as feridas com um pedaço de caco.
A sua mulher viu isso e lhe disse: — Você ainda não quer pecar? Amaldiçoe a Deus e morra!
Mas Jó respondeu à sua esposa: — Você está falando tolices. Devemos aceitar tudo o que Deus nos dá, tanto o bem como o mal. E Jó não pecou em nada do que disse.
Três amigos de Jó souberam das desgraças que tinham caído sobre ele e saíram dos seus lugares para ir visitá-lo. Eles eram: Elifaz, da região de Temã; Bildade, da região de Suá; e Zofar, da região de Naamá. Os três concordaram ir juntos para consolar e confortar Jó.
Mas quando os três amigos se aproximaram dele, não puderam reconhecê-lo. Cheios de dor, começaram a chorar, rasgaram as suas roupas e lançaram cinzas para o ar e sobre as suas cabeças.
Depois, durante sete dias e sete noites, ficaram sentados no chão com Jó sem falar uma só palavra porque viam que Jó estava sofrendo muito.
No fim Jó amaldiçoou o dia em que tinha nascido.
Ele disse:
“Que desapareça o dia em que nasci. Que a noite em que disseram: ‘É um menino!’ seja eliminada completamente.
Que Deus fale para esse dia se tornar escuridão, e que a luz não brilhe sobre ele, nem Deus, nas alturas, se importe com ele.
Que esse dia pertença à profunda escuridão. Que as nuvens escuras o cubram, que a escuridão tome posse dele.
Que a escuridão domine essa noite, que a data desse dia não exista no calendário.
Que ninguém nasça nessa noite, que não haja nela nenhuma alegria.
Que esse dia seja amaldiçoado por quem sabe amaldiçoar os dias e pelos que são capazes de acordar o Leviatã.
Que não brilhem as estrelas dessa manhã, que essa noite espere ansiosamente pela chegada da luz, mas que não haja luz.
Que todas as maldições caiam sobre essa noite, porque ela não fechou o ventre da minha mãe, nem impediu os meus olhos de olharem tanta desgraça.
“Por que não morri no ventre da minha mãe ou ao sair dele?
Por que houve braços para me abraçar e peitos para me amamentar?
Se tivesse morrido, agora estaria deitado, descansando em paz.
Estaria com os reis e os sábios da terra, os quais construíram grandes edifícios que agora estão em ruínas.
Estaria com os príncipes que possuíam ouro e encheram os seus palácios de prata.
Por que não me enterraram logo ao nascer, como se fosse um aborto, ou como as crianças que nunca viram a luz?
Na morte os malvados já não podem fazer o mal. Na morte os cansados têm descanso.
Ali os prisioneiros descansam, porque já não ouvem mais a voz do opressor de escravos.
Ali estão os humildes e os poderosos, e os escravos estão livres dos seus senhores.
“Por que o angustiado vê a luz, e recebem a vida as pessoas que só irão sofrer?
Por que recebem a vida os que esperam ansiosamente pela morte, os que a buscam mais do que a um tesouro escondido?
Por que recebem a vida aqueles que ficariam cheios de alegria se descessem para a cova?
Por que recebe a vida um homem que não encontra o seu caminho, a quem Deus cercou de problemas?
Em vez de comida, tenho lágrimas, e lamentos em vez de água para beber.
Aconteceu comigo aquilo que eu mais temia.
Não tenho paz nem sossego. Não tenho descanso, só desespero”.
Elifaz de Temã respondeu:
“Se nós falarmos, não fique irritado, ninguém aguenta ficar mais tempo calado.
Jó, você ensinou muita gente e deu força aos que precisavam.
Os seus conselhos seguraram os que estavam caindo, e fortaleceram os fracos.
Mas agora que algo de mal está lhe acontecendo, você está incomodado, abatido e angustiado.
Será que já não confia na sua fé? Será que já não tem esperança na sua vida justa?
“Pense no seguinte: os inocentes não são castigados nem os justos são condenados à morte.
Segundo o que tenho visto, as pessoas colhem aquilo que elas plantam. Se as pessoas plantarem o mal e as desgraças, são essas coisas o que elas irão colher.
Deus põe fim a essas pessoas, ele as destrói com o seu sopro.
Elas podem rugir como um leão, podem gritar bem alto, mas Deus quebra os dentes dos mais fortes.
Sem comer, o leão morre e os seus filhotes se espalham.
“Eu recebi uma mensagem em segredo, foi um sussurro que entrou no meu ouvido.
Ouvi isto enquanto dormia, estando eu num sono profundo.
Fiquei tremendo e cheio de medo, até os meus ossos estremeceram.
Um espírito roçou o meu rosto ao passar, fiquei todo arrepiado.
Deteve-se na minha frente, mas não consegui ver bem a sua forma, só um vulto diante de mim. De repente, no silêncio, ouvi um sussurro que dizia:
‘Poderá algum ser humano ser inocente diante de Deus? Comparado com Deus, não há ninguém puro’.
Se Deus não confia nem nos seus servos, e encontra defeitos nos seus seres celestiais,
com maior razão, ele não irá confiar nos seres humanos, os quais foram feitos do barro, e Deus pode esmagá-los como se fossem insetos.
A qualquer momento do dia, pessoas morrem e voltam ao pó; não tendo alicerces seguros, elas são destruídas para sempre.
As cordas das suas tendas são arrancadas, e morrem sem ter encontrado a sabedoria.
“Grite! Quem vai responder? A qual dos seres celestiais vai pedir ajuda?
Porque a ira do insensato acaba com ele, e o ressentimento destrói o tolo.
Vi o ignorante começando a lançar raízes, mas, de repente, a sua casa foi amaldiçoada.
Ninguém prestou ajuda aos seus filhos, nem houve ninguém para defendê-los no tribunal.
Aqueles que tinham fome comeram toda a sua colheita, levaram o trigo plantado entre os espinhos, e que aqueles que tinham sede ficaram com a sua fortuna.
Porque as dificuldades não aparecem do nada, nem o sofrimento brota da terra.
As dificuldades são criadas pelos seres humanos, assim como as fagulhas saltam do fogo.
“Mas se eu fosse você, começaria a procurar por Deus e então o louvaria.
Ele faz obras maravilhosas que ninguém pode entender. Os seus milagres são tantos que ninguém pode contá-los.
É Deus quem envia a chuva sobre a terra e quem faz a água correr pelos campos.
Ele enaltece os humildes e dá segurança aos que choram.
Ele frustra os planos dos espertos, para que não consigam fazer o que querem.
Deus apanha os sábios nas suas espertezas, e os seus planos não servem para nada.
Eles caminham às escuras mesmo durante o dia; em pleno dia, andam apalpando como se fosse noite.
Mas Deus salva o pobre da língua dos espertos, que é como uma espada; e da mão dos poderosos.
Por isso, há esperança para o pobre e a maldade fica calada.
“Sem dúvida feliz é aquele a quem Deus corrige. Por isso, não despreze a disciplina do Todo-Poderoso.
Porque é ele quem fere e quem limpa a ferida; é ele quem dá o golpe e quem cura com a sua própria mão.
Mesmo que venham seis desgraças, ele salvará você de todas elas; mesmo que venham sete desgraças, ele não deixará que lhe aconteça nenhum mal.
No tempo de fome, ele o salvará da morte; e no tempo de guerra, ele o livrará da espada.
Você será protegido das más línguas e não terá receio quando chegar a ruína.
Você vai rir da ruína e da fome, e não terá medo dos animais selvagens.
Porque até as pedras do campo serão suas aliadas, e viverá em paz com os animais selvagens.
Saberá que a sua tenda é segura e que, quando fizer as contas, não lhe faltará nada.
Saberá que os seus filhos serão muitos, que a sua família será tão grande como as ervas da terra.
Morrerá sem ter perdido as suas forças, como um feixe de espigas recolhido no tempo certo.
Nós temos aprendido tudo isso e vimos que é assim. Escute e verá que falamos a verdade”.
Então Jó respondeu:
“Se o meu sofrimento pudesse ser medido, se as minhas desgraças pudessem ser pesadas numa balança,
elas pesariam mais do que a areia dos mares, por isso falo sem pensar nas consequências.
As flechas do Todo-Poderoso estão dentro de mim, e o meu espírito bebe o seu veneno. Os terrores de Deus caem sobre mim sem parar.
Por acaso zurra o jumento quando tem erva ou muge o boi quando tem pasto?
Quem gosta de comer algo sem gosto e sem sal? Quem gosta da baba da beldroega?
Não posso tocar em tal coisa, essa comida me faz vomitar.
Só gostaria que Deus me desse o que lhe pedi, que me concedesse o que quero:
que Deus deixe que eu seja esmagado, que me deixe escapar da sua mão e me mate.
Assim eu teria o consolo e a alegria de, no meio de tanto sofrimento, não ter parado de falar a verdade sobre o santo Deus.
Já não tenho mais forças nem paciência para viver. O que há no futuro para que eu ainda tenha esperança?
Será que sou de pedra ou de ferro para suportar tanta dor?
Não sou capaz nem de ajudar a mim mesmo, estou totalmente indefeso.
“Um homem desesperado deveria contar com o amor dos seus amigos, mesmo quando tivesse pecado contra o Todo-Poderoso.
Mas os meus amigos são traiçoeiros. Eles enganam como um ribeiro sem água, são perigosos como um rio que transborda.
Eles são como o gelo e a neve derretida: aumentam de volume e não são de confiança.
Mas também se evaporam depressa; quando chega o calor, desaparecem completamente.
Como caravanas que se perdem no caminho, que entram no deserto e perecem.
As caravanas de Temã procuram água, os viajantes de Sabá têm esperança de encontrar água.
Mas quando chegaram ao lugar onde devia haver água, não encontraram nada e ficaram desesperados.
Assim são vocês também para mim. Viram a minha desgraça e ficaram cheios de medo.
Será que eu pedi alguma coisa de vocês? Não pedi que me dessem a sua riqueza para poder me salvar.
Não pedi que me resgatassem do poder de quem está me oprimindo, nem do poder de quem me ameaça com violência.
“Ensinem-me e ficarei calado, digam-me qual foi o meu erro.
As palavras verdadeiras têm grande poder, mas os argumentos de vocês nada provam.
Pretendem corrigir o que eu digo, mas consideram as palavras de quem está desesperado como palavras levadas pelo vento.
Vocês seriam capazes de sortear um órfão e de vender um dos seus amigos?
Agora olhem bem para mim, pois eu não seria capaz de lhes mentir.
Reconsiderem a questão e não sejam injustos. Pensem bem, porque está em jogo a minha reputação.
Será que disse alguma coisa para enganá-los? Será que a minha boca já não distingue a mentira da verdade?
“Não é dura a luta dos seres humanos aqui na terra? Não são os seus dias como os de um trabalhador pobre?
O homem é um escravo que geme pela sombra da tarde, um trabalhador que espera ansioso pelo seu salário.
A minha recompensa tem sido meses de frustação; e noite após noite de angústia.
Quando me deito, peço que a manhã venha depressa, mas a noite é sempre longa. Passo a noite me virando de um lado para o outro, até o amanhecer.
O meu corpo está coberto de vermes e pó. A minha pele é uma ferida aberta e cheia de pus.
A minha vida passa mais depressa do que uma lançadeira, e chega ao fim sem qualquer esperança.
“Lembre-se, ó Deus, que a minha vida é como o vento, e eu nunca mais voltarei a ter alegria.
Quando me quiser ver, já será tarde, quando me procurar, já não irá me encontrar.
Como a nuvem que passa e se desfaz, assim é quem desce ao lugar dos mortos, ele nunca mais subirá de lá,
não voltará mais para casa, nem a sua habitação o conhecerá mais.
Por isso, não ficarei calado. Falarei da angústia que sinto, me queixarei com amargura sobre tudo o que preciso dizer.
Será que sou o Mar ou o Monstro do Mar para que o Senhor sempre esteja me vigiando?
Se eu falar: ‘Na minha cama me sentirei melhor, o meu colchão me dará alívio’,
então o Senhor me assusta com sonhos, e me aterroriza com visões.
Eu prefiro morrer estrangulado do que continuar com este sofrimento todo.
Não quero continuar vivendo. Deixe-me em paz, porque a minha vida é como o vento.
“O que é o ser humano para que o Senhor fique perdendo o seu tempo com ele ou para que se preocupe com ele?
Por que o vigia todas as manhãs e o põe à prova todos os dias?
Por que não me deixa em paz? Pelo menos poderia me deixar engolir a saliva em paz.
Se eu pequei, como é que isso afeta o Senhor, ó guarda da humanidade? Por que faz de mim o seu alvo? Será que me tornei um peso para o Senhor?
Por que não perdoa o meu pecado e não apaga as minhas ofensas? Pois depressa estarei deitado no pó, quando o Senhor me procurar, já não existirei mais”.
Então Bildade, de Suá, respondeu:
“Até quando vai continuar falando dessa maneira? Quanto tempo mais vai continuar falando como se a sua boca fosse um furacão?
Deus nunca distorce a justiça. O Todo-Poderoso faz sempre o bem.
Quando os seus filhos pecaram contra Deus, ele os castigou como mereciam, pelo mal que fizeram.
Mas se procurar a Deus diligentemente, se pedir misericórdia ao Todo-Poderoso,
se for justo e bom, então ele tomará conta de você e o restaurará ao lugar que você merece.
O que tinha anteriormente não será nada comparado com o que terá no futuro.
“Pergunte às gerações anteriores e aprenda tudo o que puder dos seus antepassados,
porque nós só nascemos ontem e não sabemos nada, a nossa vida na terra é como uma sombra.
Deixe que eles o ensinem, que eles falem com você. Então talvez eles lhe ensinem algo do que aprenderam.
O papiro não cresce fora do pântano e o junco não pode crescer onde não há água.
Eles murcham antes das outras plantas, murcham quando ainda estão verdes e sem que ninguém os tenha cortado.
Pois assim também é a vida daqueles que se esquecem de Deus, a esperança de quem não confia em Deus será destruída.
Quem confia em coisas fracas, agarra-se a teias de aranha.
Se ele encostar na casa, ela cairá em cima dele, se ele se agarrar a ela, ele não se aguentará em pé.
O infiel é como uma planta bem regada à luz do sol, os seus ramos se espalham pelo jardim
e as suas raízes estendem-se por entre as pedras e penetram os muros das casas,
mas se a planta for arrancada do seu lugar, então esse lugar não saberá quem ela é e dirá: ‘Nunca a vi antes’.
Assim termina a sua vida alegre, e da terra nascem outras plantas.
“Deus não abandona as pessoas boas, nem ajuda as más.
Ele fará você rir de novo e dar gritos de alegria,
mas cobrirá de vergonha os seus inimigos e a tenda onde eles moram desaparecerá”.
Então Jó respondeu:
“Sim, eu sei que é verdade o que você diz. Como pode um ser humano argumentar contra Deus?
Quem quiser discutir contra ele, não será capaz de responder uma só de mil perguntas que por acaso Deus lhe fizer.
Deus é sábio e o seu poder é imenso. Ninguém o pode enfrentar e vencer.
Na sua ira, Deus faz as montanhas saírem dos seus lugares sem que elas percebam.
Ele sacode a terra do seu lugar, e os seus alicerces estremecem.
Deus dá ordem ao sol e ele deixa de brilhar, ele apaga as estrelas e elas deixam de dar luz.
Sozinho Deus estendeu os céus e caminha sobre o mar profundo.
“Deus é o criador da Ursa, Órion, e das Plêiades. E foi ele quem fez as constelações do sul.
Deus faz grandes maravilhas, ninguém as pode explicar. Os seus prodígios não têm fim.
Deus passa por mim e eu não o vejo, caminha ao meu lado sem que eu saiba.
Se nos tirar alguma coisa, quem é que pode impedi-lo? Quem é que vai pedir contas a ele pelo que faz?
Deus não conterá a sua ira. Até os ajudantes de Raabe se submetem a ele.
Portanto, como poderia eu discutir com ele? Não teria nenhum argumento.
Embora seja inocente, não poderia argumentar com ele, a única coisa que posso fazer é pedir ao meu juiz que tenha misericórida de mim.
Mesmo que eu o chamasse e ele me respondesse, não creio que ele prestasse atenção ao que eu iria falar.
Ele me esmagaria com uma tempestade e, de novo, me feriria sem qualquer motivo.
Não me deixaria recuperar a respiração, e eu ficaria cheio de amargura.
Quando se trata de força, ele é o mais forte. Quando se trata de justiça, quem me iria representar?
Mesmo sendo inocente, a minha própria boca iria me condenar. Embora não tenha pecado, ela iria me declarar culpado.
Sou inocente, mas não dou valor à minha vida, não quero viver mais.
“Por isso, digo que tudo vale a mesma coisa. Deus tanto destrói quem é bom como quem é mau.
Quando chega o desastre e, com ele, vem a morte, ele ri do desespero do inocente.
A terra está entregue às pessoas más, e Deus não deixa que os juízes vejam isso. Se não é Deus quem está fazendo isso, então quem é?
Os meus dias correm mais depressa do que um atleta. Voam e não há felicidade neles.
Passam rápidos como barcos de papiro, mais velozes do que uma águia caindo sobre a presa.
Se eu falar: ‘Vou esquecer o sofrimento, pintar um sorriso no meu rosto’,
continuarei tendo medo dos meus sofrimentos, pois sei que não me considera inocente.
Já que sou culpado, de nada me serve continuar lutando.
Mesmo que me lavasse com sabão e esfregasse as mãos com lixívia,
o Senhor me lançaria para um poço de lama, e a minha própria roupa teria nojo de mim.
“Deus não é um ser humano como eu, por isso, eu não posso responder às suas acusações num tribunal.
Não há ninguém que possa ser nosso mediador, ninguém tem essa autoridade, ninguém pode nos julgar.
Se alguém pudesse tirar de Deus a vara para que ele não me batesse mais e eu deixasse de ter medo,
então poderia falar sem temor, mas não é esse o meu caso.
“Não suporto a minha vida. Não vou deixar de me queixar. Vou falar de toda a dor que tenho na alma.
Deus, não me condene! Diga-me de que me acusa?
Será que gosta de perseguir e rejeitar o que criou? Que prazer o Senhor tem em apoiar os planos dos maus?
São os seus olhos como os olhos de um ser humano? Será que vê as coisas como o ser humano vê?
São os seus dias como os dias de qualquer mortal? São os seus anos como os anos do homem?
Investigue o meu pecado, e procure por um só erro.
Sabe que não sou culpado mas não tenho como escapar das suas mãos.
“Foram as suas mãos que me formaram e me criaram, e depois o Senhor me deu as costas e me destruiu!
Lembre-se que me formou do barro. Por que agora quer me devolver ao pó?
O Senhor me verteu como se eu fosse leite, e me coalhou como se eu fosse queijo.
O Senhor me vestiu de carne e pele, e me formou com ossos e músculos.
O Senhor me deu vida e amor, e cuidou do meu espírito.
Mas agora vejo as suas intenções, tinha este segredo:
o Senhor ficou esperando que eu pecasse, para me castigar pelos meus erros.
Se eu pecasse, ai de mim; se sou inocente, não posso levantar a minha cabeça, estou sempre envergonhado e me sinto humilhado.
Se me atrevo a defender-me, o Senhor fica me perseguindo como um leão, e mostra contra mim o seu poder maravilhoso.
O Senhor encontra sempre a maneira de mostrar que sou culpado, e de aumentar a sua ira contra mim. O Senhor envia contra mim os seus exércitos mais fortes.
“Por que me deixou nascer? Preferia ter morrido e não ter sido visto por ninguém.
Deveria ser como quem nunca existiu, ter passado do ventre para o túmulo.
Restam-me poucos dias, afaste-se de mim para eu ter algum alívio
antes de ir para o lugar de onde ninguém volta, para o país da sombra e das trevas,
para a terra negra e sombria, a terra de trevas e caos, onde até a luz é escuridão”.
Então Zofar, de Naamate, respondeu:
“Será que tantas palavras poderão ficar sem resposta? Será que por falar muito irá ter razão?
Pensa que por falar muito ninguém irá lhe responder? Pensa que ao falar assim de Deus todos nós ficaremos calados?
Você diz a Deus: ‘O que digo é a verdade, e pode ver que sou puro’.
Gostaria que Deus viesse falar com você e lhe respondesse.
Ele lhe revelaria os segredos da sua sabedoria, a qual acha o equilíbrio perfeito entre dois lados. Então iria compreender que ele não lhe deu o castigo que merece.
“Será você capaz de compreender os mistérios de Deus? Será capaz de entender perfeitamente a sabedoria do Deus Todo-Poderoso?
A sabedoria de Deus é mais alta do que os céus, o que você pode fazer? É mais profunda que o lugar dos mortos, o que você pode saber?
A sabedoria de Deus é mais comprida do que a terra, mais larga do que o mar.
“Se ele prender você e o levar para julgamento, quem poderá impedi-lo?
Ele conhece bem as pessoas que não falam a verdade, e não pode esquecer o mal que vê.
Os insensatos só vão compreender quando um jumento der à luz um homem.
Mas se preparar o seu coração para servi-lo, se estender as suas mãos em oração,
se separar de você o mal e não deixar que o pecado viva na sua tenda,
então poderá levantar o seu rosto sem ter vergonha, estará firme e livre de temor.
Esquecerá a sua desgraça a sua recordação será como águas passadas.
A sua vida brilhará mais do que o sol do meio-dia; os seus momentos difíceis serão como a luz da manhã.
Viverá com confiança e com esperança. Mesmo quando tiver dificuldades, dormirá descansado.
Ninguém irá perturbar o seu sono, e muitos pedirão a sua ajuda.
Mas os maus que procurarem ajuda não encontrarão refúgio; a sua esperança irá acabar”.
Então Jó respondeu:
“Vocês são pessoas importantes; não há dúvida que quando vocês morrerem, morrerá também a sabedoria.
Mas eu também sou inteligente, mais do que vocês. Quem não sabe de tudo isso que vocês disseram?
“Meus amigos zombam de mim. Eles dizem: ‘Ele orou a Deus e recebeu a sua resposta’. Eu, um homem bom e inocente, agora me tornei numa piada.
Aqueles que estão bem desprezam os que sofrem e batem nos que caem.
Mas nos lares dos ladrões está tudo bem, e aqueles que ofendem a Deus vivem em segurança, pois Deus anda com eles e os protege.
“Mas vocês dizem: ‘Pergunte aos animais para que eles ensinem você, e às aves do céu para que elas aconselhem você.
Fale com a terra e você aprenderá, e com os peixes do mar e eles também ensinarão você.
Qual de todas essas criaturas não sabe que foi a mão do SENHOR que as fez?
A vida de todo ser vivo está nas mãos de Deus. Dependem dele a todo momento para que lhes dê a respiração.
Por acaso o ouvido não distingue as palavras e o paladar não reconhece os sabores da comida?
A sabedoria chega com a idade e o entendimento com a longa vida’.
“Mas a sabedoria e o poder pertencem a Deus, o bom conselho e o entendimento são dele.
Realmente, o que ele destrói não pode ser reconstruído. Quem Deus prende ninguém pode libertar.
Quando ele retém a chuva, chega a seca; quando a liberta, tudo fica inundado.
Ele tem poder e sabedoria; ele controla tanto quem engana como quem é enganado.
Ele deixa os conselheiros sem resposta e faz os juízes de tolos.
Ele tira o poder dos reis e faz deles escravos.
Ele deixa na ruína os sacerdotes e derruba os poderosos.
Ele faz que os conselheiros fiquem sem saber o que dizer e tira o juízo dos idosos.
Ele derrama desprezo sobre os nobres e tira a força dos poderosos.
Ele revela os segredos mais profundos e traz à luz tudo o que está escondido.
Ele engrandece e derruba as nações; estende as suas fronteiras e depois leva-as à destruição.
Ele tira a inteligência dos chefes das nações, faz com que eles percam o caminho e entrem no deserto.
Andam às cegas e sem rumo pela escuridão. Deus faz com que eles andem tropeçando como bêbados.
“Realmente os meus olhos viram tudo isso; já o ouvi antes e compreendo.
Conheço tanto como vocês, não sou menos do que vocês.
Desejo falar com o Todo-Poderoso, prefiro discutir estes assuntos com Deus.
É que vocês são mentirosos; médicos que não valem nada.
Se vocês querem parecer sábios, o melhor é ficarem calados.
“Deixem-me expor o meu caso, e prestem atenção aos argumentos que vou apresentar.
Será que vão defender a causa de Deus com mentiras e falsidades?
É essa a forma imparcial de falarem por ele? A forma de agirem como seus advogados?
Se Deus os julgasse, acham que vocês seriam aprovados? Seriam capazes de enganá-lo como se engana uma pessoa?
Sem dúvida vocês seriam reprovados, se, em segredo, inclinassem a balança a favor dele.
Será que vocês não temem a majestade de Deus? Vocês não têm medo do seu castigo?
Os argumentos que vocês têm valem tanto como a cinza; as suas respostas têm tanta força como uma parede de lama.
Fiquem calados e deixem-me falar, e que aconteça comigo o que tiver que acontecer.
Estou pronto para arriscar a minha pele, para pôr em perigo a minha vida.
Mesmo que Deus me mate, tenho confiança de poder me defender diante dele.
Mas se ele decidir não me matar, será porque tenho essa confiança, pois nenhuma pessoa injusta se aproximaria dele.
“Escutem cuidadosamente a minha declaração, prestem atenção ao que vou dizer.
Tenho a minha defesa bem preparada. Sei que sou inocente e que serei justificado.
Quem pode me acusar de ter pecado? Se houver alguém, eu me calarei e aceitarei a morte.
Ó Deus, só peço duas coisas para não ter que me esconder do Senhor.
Deixe de me fazer sofrer, e não me assuste mais.
Depois, fale comigo e eu responderei, ou deixe que eu fale com o Senhor e me responda.
Quais são os meus pecados e os meus crimes? Mostre-me o mal que fiz, revele a minha culpa.
Por que se esconde de mim e me trata como um inimigo?
Será que quer fazer mal a uma folha levada pelo vento? Será que quer correr atrás de uma palha seca?
Falo assim porque o Senhor me acusa de coisas terríveis, e me faz sofrer pelos pecados da minha juventude.
O Senhor prende os meus pés com correntes, mal posso me mexer. O Senhor vigia todos os meus passos.
A minha vida se desfaz como uma coisa que apodrece, desaparece como roupa comida pela traça.
“A vida do ser humano é curta e cheia de sofrimento.
É como a flor que nasce e murcha, como a sombra que passa e desaparece.
Então por que fixa o seu olhar em mim, que sou alguém sem importância, e me leva ao julgamento?
Quem pode tornar puro o que é impuro? Não há ninguém!
Os dias do homem estão determinados, só o Senhor sabe quantos dias ele vai viver, e estabeleceu limites que ninguém pode ultrapassar.
Então deixe de vigiá-lo e deixe que ele termine o seu trabalho, como um empregado que termina o seu dia de trabalho.
“Uma árvore tem sempre esperança. Ainda que seja cortada, ela poderá voltar a crescer e a produzir galhos.
As suas raízes podem envelhecer na terra e o seu tronco pode secar no chão,
mas logo que sinta a água, ela poderá voltar a crescer e a produzir galhos como quando foi plantada.
Mas o homem forte morre, o ser humano adoece e deixa de existir. E para onde ele vai?
Assim como se evapora a água dos lagos e secam os rios,
também o homem morto não voltará a viver. Até que o mundo termine, os mortos não acordarão, nem se levantarão do sono.
“Esconda-me no lugar dos mortos, oculte-me nele até que passe a sua ira; até a data escolhida para se lembrar de mim.
Quando um homem morre, poderá ele voltar a viver? Se assim fosse, aguentaria todo este sofrimento até chegar a minha libertação.
Então o Senhor chamaria por mim e eu responderia; e ficaria satisfeito comigo, pois o Senhor me criou.
Certamente o Senhor conheceria todos os meus passos, mas não faria caso do meu pecado.
Meu pecado ficaria fechado num saco, e o Senhor apagaria todo o meu mal.
Mas assim como a montanha se desfaz e a rocha é tirada do seu lugar,
assim como a água desgasta as pedras e as enchentes arrastam a terra, assim também o Senhor destrói a esperança do ser humano.
O Senhor domina o homem e ele se afasta para sempre. O Senhor muda a sua aparência e o manda embora.
Se os filhos dele tiverem êxito na vida, ele nunca saberá disso. Se os seus filhos errarem, ele não se dará conta.
Só sente a dor do seu corpo, só lamenta o seu próprio sofrimento”.
Então Elifaz, da região de Temã, respondeu:
“Um homem sábio não responderia com ideias tão vazias, nem estaria tão cheio de vento quente.
Não discutiria com palavras inúteis, nem com discursos que nada servem.
Mas você quer destruir o respeito que devemos ter por Deus, e não dá importância à oração.
O que sai da sua boca mostra o seu pecado, você engana as pessoas com palavras espertas.
Não sou eu que o acuso, são as suas próprias palavras; o que você diz é o que o condena.
“Pensa que foi o primeiro homem a nascer? Que veio ao mundo antes das montanhas?
Que sabe os planos secretos de Deus? Pensa que a sabedoria é só sua?
O que sabe você mais do que nós? O que entende você que nós não entendemos?
Fomos ensinados por homens de muita idade, pessoas mais velhas do que o seu pai.
Por que não dá importância ao consolo que vem de Deus, às nossas palavras cheias de carinho?
Por que o seu coração o engana? Por que não vê a verdade?
Por que descarrega a sua ira contra Deus? Por que saem essas acusações dos seus lábios?
Há alguma pessoa que seja pura? Há algum ser humano que seja correto diante de Deus?
Se Deus não considera os seus seres celestiais fiéis, se aos olhos de Deus nem os que habitam nos céus são puros,
quanto mais o homem que é impuro e corrupto, e que bebe a maldade como se fosse água?
“Ouça, vou lhe explicar uma coisa. Vou lhe dizer o que descobri.
É uma coisa que os sábios ensinaram, e que já era conhecida pelos antepassados deles,
e foi dada a terra a eles, antes de haver qualquer estrangeiro entre eles:
os maus sofrem toda a vida, assim como os que fazem o mal aos outros.
Eles estão sempre ouvindo vozes que os deixam com medo, e no meio da sua prosperidade, são atacado por ladrões.
Vivem sem poder escapar da escuridão, e estão destinados a morrer violentamente.
Andam de um lado para o outro, os abutres esperam para comê-los, eles sabem que a escuridão da morte está perto.
A aflição e a angústia enchem os maus de pavor, e cercam os tiranos como um rei pronto para atacá-los.
A escuridão está perto deles porque levantaram a mão contra Deus, desafiaram o Todo-Poderoso,
atirando-se contra Deus, com um escudo grande e forte.
“Os maus podem ser ricos e estar bem alimentados, com os seus rostos gordos e as suas cinturas largas,
mas as cidades onde vivem serão destruídas, e eles irão viver entre as ruínas de casas desabitadas.
Nem o mau nem a sua riqueza durarão para sempre. Os seus bens não cobrirão a terra.
Ele não poderá escapar da escuridão. O fogo queimará os seus galhos e o sopro da boca de Deus os espalhará.
O mau se engana confiando no que não tem valor, por isso a sua recompensa não terá valor.
Ele será como a árvore que morre antes do tempo, e os seus ramos nunca voltam a ser verdes.
Será como a videira que perde as uvas sem amadurecerem, como a oliveira que deixa cair a flor.
Porque os planos dos maus não darão certo: as suas casas, construídas com subornos, serão consumidas pelo fogo.
Eles dão nascimento à maldade e dão à luz a desgraça. Enganam os outros e também a si mesmos”.
Então Jó respondeu:
“Já ouvi tudo isso antes. Que miseráveis consoladores vocês são!
Será que essas palavras inúteis nunca acabam? Que tipo de consolação é essa que me oferecem?
Eu também falaria como vocês falam, se vocês estivessem no meu lugar. Eu também poderia fazer longos discursos mas pelo menos teria compaixão.
Arranjaria palavras para animá-los, com carinho lhes daria esperança.
“Falo, mas a minha dor continua, e se deixo de falar, continuo sofrendo.
O Senhor me deixou sem nenhuma força, e deixou a todos os da minha família horrorizados.
Sou só pele e osso, e quem me vê assim diz que eu pequei.
“O meu adversário está furioso comigo e me despedaça; ele me odeia e range os dentes contra mim. Ele não tira os olhos de mim.
Todos se juntam contra mim, abrem a boca para me insultar e batem no meu rosto para me humilhar.
“Deus me entregou nas mãos dos maus, e me atirou nas garras dos malvados.
Eu estava bem, mas ele me destruiu. Ele me agarrou pelo pescoço e me despedaçou. Fez de mim o alvo das suas flechas.
Os seus arqueiros me rodeiam, e Deus deixa que eles perfurem os meus rins e derrama na terra a minha bílis sem piedade.
Nunca deixa de me atacar e se lança sobre mim uma e outra vez.
Triste, vesti roupas rasgadas e, humilhado, enterrei a minha cabeça no pó.
Meu rosto está vermelho de tanto chorar e tenho olheiras negras e profundas,
embora nunca tenha sido violento e a minha oração tenha sempre sido sincera.
“Ó terra, não cubra o meu sangue, nem dê descanso à minha queixa.
Pois agora mesmo, há alguém que é minha testemunha no céu, alguém nas alturas que me defende.
Quando as lágrimas dos meus olhos chamam por Deus, o meu amigo fala por mim.
Ele defende a causa do ser humano diante de Deus, como quem defende um amigo.
Porque dentro de pouco tempo, irei para o lugar de onde ninguém mais volta.
“O meu espírito está destruído, a minha vida, acabada, e o túmulo, esperando por mim.
A verdade é que todos se riem de mim, estou cansado de vê-los me provocando.
Peço, ó Deus, que o Senhor seja a minha garantia, ninguém mais poderá me ajudar.
O Senhor fechou as mentes deles para que não tenham entendimento, por isso não os exalte.
Aquele que trair os seus amigos por dinheiro, é como um homem que convida os seus amigos pobres para uma festa enquanto as crianças deles estão passando fome.
Deus fez de mim esse provérbio, todos cospem no meu rosto.
Os meus olhos estão inchados de tanto chorar, e o meu corpo é apenas uma sombra.
Os justos ficam admirados ao ver a minha condição, e o inocente fica indignado diante do mau.
O justo se torna cada vez mais justo, e o inocente fica cada vez mais forte.
Mas voltem aqui todos, venham de novo, e não encontrarei um só sábio entre vocês.
Meu coração está desfeito, a minha vida desapareceu; fracassaram todos os meus planos e esperanças.
Eles chamam noite ao dia, e luz à escuridão.
“Se a minha única esperança é ter uma casa no lugar dos mortos e estender a minha cama na escuridão.
Se o meu desejo é dizer ao túmulo: ‘Você é o meu pai’, e aos vermes: ‘Vocês são a minha mãe e as minhas irmãs’.
Então, que esperança tenho eu? Alguém vê nisso alguma esperança?
Será que a esperança descerá comigo ao lugar dos mortos? Desceremos juntos ao pó?”
Mas assim respondeu Bildade, da região de Suá:
“Até quando vai continuar falando dessa maneira? Pense primeiro e depois poderemos falar.
Por que nos considera como animais? Julga que não temos juízo?
A sua ira só faz mal a você mesmo. Por sua causa, deve a terra ser abandonada? Devem as rochas mudar de lugar?
“A realidade é esta: a luz dos maus se apagará, a sua chama deixará de brilhar.
A luz da tenda onde ele habita escurecerá e a lâmpada da sua vida se apagará.
Os seus passos deixarão de ser fortes e rápidos, ele é derrubado pelos seus próprios planos.
Porque os seus pés ficarão presos numa armadilha, cairá nela e ficará preso.
A armadilha prenderá o pé dele, e o manterá preso.
A armadilha que o prende está escondida no chão, esperando por ele no caminho.
Terrores de todos os lados o deixam com medo, espreitam-no a cada passo.
Ele passará fome e a desgraça está pronta para fazê-lo tropeçar.
Doenças comerão a pele dele, e o primeiro filho da morte devorará os seus membros.
Ele será arrancado da segurança da tenda onde vive e levado à força ao rei dos terrores.
Viverá na sua tenda como um estranho, enxofre ardente será espalhado sobre a sua habitação.
As suas raízes secarão, e morrerão os seus galhos.
Ninguém se lembrará dele na terra, ninguém falará dele nas ruas onde viveu.
Ele será lançado da luz para a escuridão, e expulso para fora deste mundo.
Não deixará filho nem descendente entre o seu povo, não haverá nenhum sobrevivente dele no lugar onde viveu.
As pessoas do oeste terão medo ao ver o que aconteceu com ele, e as pessoas do leste terão pavor.
Esse é o fim dos maus, daqueles que não conhecem a Deus”.
Então Jó respondeu:
“Até quando vocês vão me atormentar? Até quando vão me esmagar com as suas palavras?
Já me insultaram dez vezes, vocês não têm vergonha de me atacar?
Se eu tivesse me desviado, então eu devia ser castigado.
Vocês devem pensar que são melhores do que eu, pois usam a minha desgraça como prova da minha maldade.
Mas fiquem sabendo que foi Deus que me tratou mal. Foi ele que estendeu a sua rede para me apanhar.
“Eu grito: ‘Ajudem-me! Estão me matando!’, mas ninguém me defende; não há justiça.
Deus bloqueou os meus passos, e escureceu o meu caminho.
Ele tirou toda a minha honra, tirou a coroa da minha cabeça.
Ele me atirou ao chão, até acabar comigo. Arrancou toda a minha esperança, como uma árvore que é arrancada pela raiz.
Soltou toda a sua ira contra mim, me tratou como um dos seus inimigos.
Todo o seu exército avança contra mim. As suas tropas acampam em volta de mim.
“Deus afastou de mim os meus familiares, e os meus melhores amigos me tratam como um estranho.
Os meus parentes me deixaram e os meus amigos se esqueceram de mim.
Aqueles que vinham me visitar e as minhas servas agora me tratam como se não me conhecessem.
Chamo o meu servo e ele não vem, mesmo que lhe implore, ele não me responde.
A minha mulher sente o mau cheiro da minha boca, e os meus irmãos detestam o meu cheiro.
Até as crianças me desprezam, me rejeitam quando me aproximo delas.
Os meus melhores amigos me rejeitam; e as pessoas que amo se voltam contra mim.
Sou só pele e ossos, mal consigo viver.
“Tenham pena de mim, meus amigos, tenham pena de mim, porque Deus está contra mim.
Por que vocês também me perseguem como Deus? Não se cansam de me fazer mal?
Como gostaria que as minhas palavras fossem escritas, que fossem escritas num livro!
Como gostaria que fossem gravadas na pedra com um pedaço de ferro!
Eu sei que o meu libertador vive, e, no fim, triunfará sobre os que são feitos de pó.
Eu sei que depois da minha pele ter desaparecido, eu irei ver a Deus ainda neste corpo.
Eu próprio verei a Deus. Com os meus olhos olharei para ele, com os meus próprios olhos, e não com outros. Como estou ansioso para que isso aconteça!
“Vocês podem dizer: ‘Como castigaremos Jó para ele ver que os seus problemas surgiram por causa dele mesmo?’
Cuidado, tenham medo da espada de Deus, Deus a pode usar contra vocês! E então ficarão sabendo que há julgamento”.
Então Zofar, da região de Naamate, respondeu:
“Estou perturbado, tenho que lhe responder, por causa do que sinto.
Me sinto insultado pela sua repreensão, por isso, a minha mente me obriga a lhe dar uma resposta.
“É claro que sabe que estas coisas são assim desde o princípio, desde o tempo em que o ser humano foi posto na terra:
a alegria dos maus dura pouco tempo, a satisfação dos que rejeitam a Deus passa depressa.
Mesmo que o orgulho do mau chegue até o céu e a sua cabeça até as nuvens,
tal como as suas fezes, ele desaparecerá para sempre. Os que o conheceram dirão: ‘Ele foi embora!’
Ele desaparecerá como um sonho, e ninguém mais sabe dele. Ele sumirá como uma visão da noite.
Os seus conhecidos já não o verão mais, nunca mais será visto no lugar onde viveu.
Os seus filhos terão que pedir ajuda aos pobres, e terão que devolver o que ele roubou.
Quando era jovem, os seus ossos eram fortes, mas depressa serão cobertos pelo pó, assim como a força que ele tinha.
“A maldade tem bom sabor na boca do mau, é como um doce na sua língua.
Por isso, ele não engole a maldade, mas fica com ela na boca para sentir o seu gosto.
Mas torna-se amargo no seu estômago, como se tivesse bebido veneno.
Todas as riquezas que ele engoliu serão vomitadas. Deus as fará sair para fora.
“Quem é mau chupa o veneno de cobras, e será morto por uma cobra venenosa.
E nunca verá os ribeiros, os rios, que correm com leite e mel.
Ele terá que devolver tudo o que produziu e não disfrutará tudo o que ganhou com o seu trabalho.
Tudo isso porque oprimiu os pobres e não os ajudou; apoderou-se de casas que não construiu.
“O mau nunca está satisfeito, nada escapa ao seu apetite,
não deixa nada para mais ninguém. Por isso, a sua prosperidade não durará muito tempo.
No momento em que se sentir satisfeito, a desgraça virá sobre ele; cairá sobre ele todo tipo de aflição.
Quando ele tiver a barriga cheia, Deus fará cair sobre ele a sua ira. Deus fará chover sobre ele o castigo do seu furor.
Se escapar da espada de ferro, uma flecha com ponta de bronze o atingirá.
Essa flecha atravessará o seu corpo e sairá pelas suas costas, mas não sem antes a ponta da flecha ter atingido o seu fígado. E ele ficará aterrorizado.
Tudo o que tem será reservado para a escuridão total. Ele será consumido por um fogo que ninguém poderá apagar. Um fogo que consumirá toda a sua casa.
O céu revelará sua maldade e a terra se levantará contra ele.
A sua casa será inundada por uma enchente, no dia em que Deus deixar correr a sua ira como um rio.
Esse é o destino que Deus dá aos maus, é a herança que Deus determinou para os perversos”.
Então Jó respondeu:
“A melhor consolação que podem me dar é prestarem atenção ao que eu vou dizer.
Escutem com paciência o que eu digo. Se quiserem zombar de mim, zombem depois de eu ter terminado.
Será que estou me queixando de um ser humano? Será que não tenho razão por estar impaciente?
Olhem para mim e ficarão espantados, cheios de terror.
Quando penso no que me aconteceu, fico angustiado e o meu corpo começa a tremer.
Por que as pessoas más tem uma vida longa? Por que se tornam ricos conforme vão envelhecendo?
Os seus filhos crescem diante deles e se estabelecem. O mesmo acontece com os seus netos.
As suas casas estão em paz e sem medo, e Deus não os castiga.
Os seus bois estão sempre procriando, e as crias das suas vacas não morrem ao nascer.
Deixam os seus filhos brincar nos campos como ovelhas, e eles brincam com alegria.
“Os maus tocam tambores e liras, e dançam ao som da flauta.
São ricos e vivem toda a vida com alegria. Por fim descem descansados ao lugar dos mortos.
Dizem a Deus: ‘Deixe-nos! Não queremos andar no seu caminho.
Quem é o Todo-Poderoso? Não precisamos servi-lo! E não ganhamos nada com fazer orações!’
Mas é Deus quem faz com que prosperem, embora eles pensem que prosperam pelo esforço deles mesmos. Mas eu não sigo o conselho dos maus.
“Quantas vezes a lâmpada dos maus se apaga? Quantas vezes eles sofrem calamidades? Quantas vezes Deus se irrita com eles e os castiga?
Quantas vezes eles são arrastados como o vento arrasta as folhas? Quantas vezes são levados como o furacão leva a palha?
Vocês dirão: ‘Deus não os castiga, mas irá castigar os filhos deles pelo seu pecado’. Mas eu digo que Deus deveria castigar aquele que pecar para que aprendesse a lição.
É o pecador que deve ser castigado e sentir a ira do Todo-Poderoso.
Será que depois de morto, ele vai se importar com o que irá acontecer com os seus filhos?
“No entanto, ninguém pode dar lições a Deus! Ele é quem julga a todos, até os mais importantes.
Uma pessoa morre em paz e sossego, teve uma vida próspera
e um corpo forte e saudável.
Outra, porém, morre sem ter nada na vida, e muito triste.
Mas tanto uma como a outra serão sepultados no pó e cobertos de vermes.
“Mas eu sei o que vocês estão pensando, sei o que vocês estão tramando para me fazer sofrer.
Vocês dizem: ‘Onde está agora a casa daquele grande homem? Onde está a tenda onde viviam os maus?’
Será que vocês já falaram com aqueles que viajam? Será que vocês conhecem as suas histórias? São eles os que contam
que os maus escapam da desgraça, e que se salvam do dia da ira.
Ninguém acusa o mau da sua má conduta. Niguém o faz pagar pelos seus atos.
No seu enterro, o seu túmulo é vigiado por guardas.
Milhares acompanham o corpo, uns na frente e outros atrás. Até a terra com que é enterrado parece ser mais suave.
Portanto, não tentem me consolar com palavras vazias. O que vocês dizem é pura mentira”.
Então Elifaz, de Temã, respondeu:
“Será que Deus precisa do ser humano? Mesmo que ele seja sábio, o que Deus ganha com isso?
Se for justo, o que Deus ganha com isso? E se você não tiver pecado, o que lucra Deus com isso?
Será pelo respeito que ele tem por Deus que Deus o disciplina e castiga?
Claro que não! É por causa da sua maldade, por causa de estar sempre pecando.
Porque, sem necessidade, você exigia fiança dos seus familiares. Porque, como garantia de pagamento, tirava a roupa do pobre e ele ficava nu.
Porque não dava água a quem tinha sede, nem comida a quem tinha fome.
É poderoso e dono de muitas terras e todos o respeitam;
mas mandava as viúvas embora de mãos vazias, e maltratava os órfãos.
Por isso, está cercado de armadilhas e o terror cai repentinamente sobre você.
Por isso, tudo é escuridão e não consegue ver nada; e as águas da enchente o afogam.
“Não vive Deus acima dos mais altos céus? Você não vê a que altura estão as estrelas mais distantes?
Mas você diz: ‘O que Deus sabe do que acontece aqui? Poderá ele nos julgar através de tão grande escuridão?
Nuvens espessas o ocultam de nós, ao ponto dele não conseguir nos ver. Deus está longe de nós, caminhando entre as estrelas’.
“Jó, será que vai continuar no velho caminho, onde caminham os perversos?
Eles foram destruídos antes do tempo; os seus alicerces foram destruídos por uma enchente.
Eles falaram a Deus que os deixasse em paz. Eles falaram ao Todo-Poderoso que não precisavam dele,
muito embora Deus estivesse sempre abençoando os seus lares. É por isso que me afasto dos conselhos dos maus.
“Os justos veem a ruína dos maus, e se alegram; os bons zombam deles, e dizem:
‘Os nossos inimigos foram destruídos! A sua riqueza foi queimada pelo fogo!’
“Reconcilie-se com Deus, faça as pazes com ele, e verá as coisas boas que vão acontecer com você.
Aceite o ensino de Deus e guarde as suas palavras no seu coração.
Se você voltar para o Todo-Poderoso, ficará curado; mas primeiro afaste o mal da sua tenda.
Considere o seu tesouro como o pó, e o seu ouro de Ofir como as pedras do rio.
Deixe que o Todo-Poderoso seja o seu ouro, e a sua prata mais valiosa.
Então encontrará prazer no Todo-Poderoso, e sentirá alegria na presença de Deus.
Quando lhe pedir alguma coisa, ele o escutará; e você cumprirá as promessas que fez.
As suas decisões serão abençoadas, e o seu futuro cheio de luz.
Quando alguém for humilhado, e você disser: ‘Que Deus o exalte’, o humilde será salvo.
Até aqueles que são culpados serão perdoados, serão salvos por causa dos bons atos que você fizer”.
Então Jó respondeu:
“Mais uma vez me queixo com amargura, não posso evitar que os gemidos saiam da minha boca.
Como gostaria de saber onde está Deus, para poder ir me encontrar com ele.
Gostaria de lhe apresentar o meu caso, de lhe explicar os meus argumentos.
Ficaria sabendo qual é a sua resposta, e iria entender as suas palavras.
Será que Deus usaria o seu grande poder contra mim? Não, estou certo de que ele me ouviria.
Diante dele, o justo pode apresentar o seu caso, e eu ficaria para sempre livre de quem me acusa.
“Mas, se vou para o leste, ele não está lá; se vou para o oeste, também não o vejo.
Procuro-o no norte, onde ele trabalha, mas não o encontro. Quando eu me viro para o sul, não o consigo ver.
Mas ele sabe que andei sempre no seu caminho; se me colocar à prova, sairei puro como o ouro.
Os meus pés seguiram os seus passos, fui sempre pelo seu caminho, sem me desviar.
Nunca me afastei dos seus mandamentos, dei mais valor às suas palavras e as guardei no meu coração.
“Mas Deus nunca muda. Quem pode fazê-lo mudar? Ele faz tudo o que quer.
“Ele fará comigo o que determinou fazer, e ainda tem outros planos para mim.
É por isso que eu tenho medo dele, fico cheio de terror ao pensar nisso.
Deus me fez perder a coragem; tenho pavor do Todo-Poderoso.
Mas não me calo diante da escuridão, da densa escuridão que cobre o meu rosto.
“Por que o Todo-Poderoso não marca uma data para julgar os maus? Por que os seus fiéis têm que esperar tanto tempo para que a justiça seja feita?
“Os maus mudam os marcos que dividem as propriedades. Eles roubam o rebanho alheio e o apascentam como se fosse deles.
Eles levam o jumento que pertence ao órfão e tiram o boi da viúva até ela pagar o que deve.
Eles expulsam os pobres do seu caminho, e os necessitados são obrigados a ficarem escondidos.
Como jumentos selvagens, os pobres vão ao deserto tentando achar comida para alimentar os seus filhos.
Os pobres trabalham nas lavouras dos maus, e apanham o que os maus deixam depois da colheita.
Passam muito frio durante as noites, porque eles não têm mantas para se cobrir.
Molhados pelas chuvas das montanhas e sem abrigo, se abrigam nos rochedos.
“A criança sem pai é arrancada do peito da sua mãe, e o recém-nascido do pobre é levado para pagar uma dívida.
Os pobres andam nus porque não têm roupa, e os famintos trabalham carregando trigo.
Os pobres espremem azeite no moinho e pisam as uvas nos tanques para fazer vinho, mas não podem beber nada disso.
Na cidade, ouve-se o sofrimento dos que estão prestes a morrer, e os feridos pedem socorro, mas Deus não culpa ninguém pelo que está acontecendo.
Há aqueles que se revoltam contra a luz, não reconhecem os caminhos de Deus, e não fazem o que ele quer.
O assassino levanta-se de manhã cedo para matar o pobre e o indefeso, e de noite sai para roubar.
O adúltero espera até chegar a noite, e diz: ‘De noite, ninguém me vê’, e cobre o rosto para não ser reconhecido.
O ladrão rouba as casas durante a noite, e de dia se tranca na sua casa, ele não sabe o que é a luz.
A luz do dia incomoda os que fazem o mal, mas gostam da escuridão da noite.
“Os que fazem o mal são como a espuma levada pela água, as suas terras são amaldiçoadas e ninguém quer ir trabalhar nas suas vinhas.
Assim como o tempo seco e o calor fazem desaparecer a neve derretida, também a morte fará desaparecer esses pecadores.
Serão esquecidos pela sua própria mãe, comida gostosa para os vermes. Ninguém mais se lembrará deles. Assim a maldade será quebrada como quem quebra um galho.
Eles maltratam a mulher estéril, a que nunca teve filhos; e recusam-se a ajudar as viúvas.
Mas Deus derruba os poderosos por meio de seu poder, mesmo os mais fortes ficam sem esperança.
Eles podem se sentir seguros e firmes, mas Deus vê tudo o que eles fazem.
Podem ter sucesso durante algum tempo, mas depois desaparecem. Assim como todos os outros, eles também serão derrubados e destruídos; cortados como as espigas do trigo.
E se isso não é assim, que alguém mostre que sou mentiroso e que estou errado”.
Então Bildade, da região de Suá, respondeu:
“Deus é soberano e o seu poder, terrível. Ele faz reinar a paz nas alturas.
Os seus exércitos são tão numerosos que ninguém pode contá-los. A sua luz brilha sobre todos.
Diante de Deus, ninguém pode afirmar que é justo. Nenhum ser humano pode dizer que é puro.
Se diante de Deus a lua não tem brilho e as estrelas não são puras,
muito menos o ser humano, que não passa de um verme”.
Então Jó respondeu:
“Que grande ajuda você foi para mim, que estou cansado! Como foi grande o seu auxílio para comigo, que não tenho mais forças!
Deu bons conselhos para mim, que nada sei! Sem dúvida, você tem uma grande sabedoria!
Quem lhe ensinou tudo isso? Que espírito inspirou as suas palavras?
“Os espíritos dos mortos estremecem debaixo das águas, e também todos os que lá vivem.
Para Deus, o lugar dos mortos está descoberto, o lugar de destruição não pode se ocultar.
Deus estende os céus sobre o espaço vazio; suspende a terra sobre o nada.
Ele coloca as águas nas nuvens e as nuvens não se rompem com o peso.
Deus cobre a frente do seu trono, estendendo sobre ele as suas nuvens.
Ele desenhou um círculo em volta do mar, para fazer divisão entre a luz e a escuridão.
As colunas do céu tremem quando Deus as ameaça.
Ele acalmou o mar com o seu poder, com a sua sabedoria despedaçou Raabe, o monstro dos mares.
Com o seu sopro limpou os céus, com a sua mão matou a cobra que fugia.
E isso é só uma amostra do que Deus pode fazer; só conhecemos uma pequena parte do que ele faz. Quem é capaz de compreender a grandeza do seu poder?”
Então Jó continuou o seu discurso:
“Juro pelo Deus vivo, que não quer me fazer justiça, pelo Todo-Poderoso, que enche a minha vida de amargura.
Juro que, enquanto continuar vivo e Deus me deixar respirar,
não direi nada falso, nenhuma mentira sairá da minha boca.
Nunca vão me ouvir dizer que vocês têm razão; até o dia da minha morte, manterei a minha integridade.
Nunca deixarei de acreditar que sou um homem justo; a minha consciência nunca irá me acusar.
“Que os meus inimigos sejam castigados da mesma forma que os injustos. Que aconteça com os meus adversários o mesmo que acontece com os maus.
Que esperança têm as pessoas que não acreditam em Deus no momento em que Deus tirar a vida deles?
Deus não ouvirá os pedidos de socorro quando cair sobre eles a aflição.
Será tarde demais para eles implorarem pela ajuda do Todo-Poderoso, ainda que eles insistam em pedir a sua ajuda.
“Vou ensinar a vocês sobre o poder de Deus; não vou esconder de vocês os planos do Todo-Poderoso.
Se já conhecem o poder de Deus, por que continuam dizendo essas coisas inúteis?” Então Zofar, da região de Naamate, respondeu:
“Este é o castigo que Deus determinou para o injusto, a herança que o malfeitor recebe do Todo-Poderoso.
Se tiver filhos, eles serão mortos na guerra, e os seus descendentes não terão comida.
Aqueles que sobreviverem, adoecerão e morrerão, e as suas viúvas não chorarão por eles.
Mesmo que junte riqueza como o pó e acumule roupas como a areia,
será o justo quem usará a sua roupa e o inocente quem gastará a sua riqueza.
O mau constrói uma casa mas ela não dura muito tempo; cairá como uma teia de aranha, como uma cabana no campo.
Ele se deita sendo rico, mas acorda sem nada. Ao abrir os olhos, as suas riquezas desapareceram.
De dia, o terror apodera-se dele como uma enchente. De noite, ele é arrastado pela tempestade.
O vento leste o leva e ele desaparece, o vendaval o arrasta para longe da sua casa.
Mesmo que tente fugir do seu poder, o vendaval baterá contra ele sem piedade.
Bate na sua cara e zomba dele enquanto ele foge para longe”.
Existem minas de onde se tira a prata e lugares onde se refina o ouro.
O ferro é extraído da terra e da pedra se funde o bronze.
O mineiro ilumina a mina e procura minério nos lugares mais escondidos, na mais profunda escuridão.
Os mineiros abrem túneis longe de onde vivem as pessoas, onde ninguém nunca esteve. Lá, longe dos outros seres humanos, eles se suspendem nas cordas.
Por cima deles, a terra produz comida, mas embaixo, tudo é diferente, é como um fogo fervendo que derrete tudo.
No meio das rochas existem safiras e ouro no pó da terra.
As aves de rapina não conhecem a trilha que leva a esses tesouros, nem os olhos do falcão conseguem distinguir qual é esse caminho.
Os animais selvagens jamais desceram nas minas profundas, o leão nunca esteve nesses lugares.
O mineiro escava as rochas duras e derruba montanhas inteiras.
Ele faz túneis através das rochas e encontra todo tipo de pedras preciosas.
Ele faz represas nas fontes dos rios e traz à luz as riquezas que estavam escondidas.
E quanto à sabedoria, onde ela se encontra? Onde pode ser achado o entendimento?
O homem não conhece o caminho que leva à sabedoria, ela não se encontra neste mundo.
As profundezas do oceano dizem: “Não é aqui que se encontra a sabedoria”. O mar diz: “Aqui também não”.
Não pode ser dado ouro fino em troca dela, e não há prata que a compre.
Não pode ser comprada nem com o ouro puro de Ofir, nem com o precioso ônix, nem com safiras.
Vale mais do que o ouro ou o vidro. Não pode ser trocada por joias de ouro fino.
Nem vale a pena mencionar o coral e o jaspe, a sabedoria é mais valiosa do que os rubis.
O topázio da Etiópia não vale nada comparado com a sabedoria. Não se adquire a sabedoria em troca de ouro puro.
Então, onde pode ser achada a sabedoria? Onde mora o entendimento?
A sabedoria está oculta aos olhos de todo ser vivo, nem as aves do céu sabem onde ela está.
O mundo dos mortos e a própria Morte dizem: “Só ouvimos falar dela”.
Só Deus sabe onde ela está, só ele conhece o caminho que leva até ela.
Deus consegue ver o que há nos limites da terra, ele enxerga tudo o que acontece debaixo dos céus.
Quando ele decidiu quão forte devia ser o vento e quão grandes deviam ser os oceanos;
quando ele decidiu onde a chuva devia cair e por onde a tempestade e os trovões deviam passar;
foi ali que ele olhou para a sabedoria e viu o quanto ela valia, foi ali que ele a examinou e deu a sua aprovação a ela.
Então disse aos homens: “O homem que vive no temor do SENHOR é quem de verdade achou a sabedoria. O homem que não faz o mal é quem de verdade achou o entendimento”.
Jó continuou com o seu discurso:
“Tenho saudades dos meses que já passaram, do tempo em que Deus cuidava de mim.
Quando a sua luz brilhava sobre mim, eu caminhava na escuridão guiado por ela.
Estava eu na minha melhor idade, quando a minha amizade com Deus protegia a minha casa.
“Nesse tempo, o Todo-Poderoso ainda estava comigo; e ao meu lado estavam os meus filhos.
Lavava os meus pés com leite e das rochas saía azeite para mim.
Eu ia até a porta da cidade e me sentava no meu lugar na praça.
Os jovens me viam e se retiravam, os velhos se levantavam e ficavam de pé.
Os príncipes guardavam silêncio e cobriam a boca com a mão.
Até os nobres se calavam e deixavam de falar.
Parecia-lhes bem tudo o que eu dizia, e aprovavam tudo o que eu fazia.
Porque quando um pobre pedia ajuda, eu o ajudava; e também ajudava o órfão que não tinha quem o ajudasse.
O desamparado me abençoava; e a minha ajuda fazia com que a viúva cantasse de alegria.
A minha roupa era a honestidade, estava vestido com ela. A justiça era o meu manto e o meu turbante.
Eu era os olhos do cego, os pés do aleijado,
e um pai para os necessitados. Ajudava as pessoas que nem sequer eu conhecia, estudava bem o seu caso e as defendia no tribunal.
Quebrava os dentes dos maus e retirava a presa dos seus dentes.
“Pensava: ‘Morrerei rodeado de toda a minha família, e os meus dias serão tão numerosos como os grãos de areia.
Sou como uma árvore plantada junto à água, o orvalho molha os meus galhos.
As minhas forças renovam-se constantemente e sinto o arco como novo nas minhas mãos’.
“Antes as pessoas escutavam atentamente o que eu dizia; guardavam silêncio enquanto esperavam o meu conselho.
Quando eu terminava de falar, as pessoas que me escutavam não tinham nada a dizer; os seus ouvidos aprovavam as minhas palavras.
As pessoas esperavam que eu falasse, como quem espera que chegue a chuva. Bebiam as minhas palavras como quem bebe a chuva de verão.
Quando eu sorria para elas, era como se recebessem uma bênção; alegravam-se só de ver o meu rosto.
Eu era o chefe deles e indicava o caminho que deviam seguir; eu morava no meio deles como um rei no meio das suas tropas; eu era como aquele que consola os que sofrem.
“Mas agora zombam de mim pessoas mais jovens do que eu; cujos pais eu não teria sequer contratado para ajudar os meus cães a cuidar dos meus rebanhos!
A força das suas mãos não tinha valor para mim, pois eles não tinham força alguma.
Viviam na pobreza, mortos de fome, comiam raízes numa terra desolada e deserta.
Apanhavam ervas do mato e raízes secas para comer.
Eram expulsos da comunidade e o povo gritava atrás deles, como se fossem ladrões.
Viviam nas margens dos rios secos, nas cavernas e nos buracos no chão.
Rugiam no mato e se juntavam debaixo dos arbustos.
Monte de inúteis, pessoas sem valor; eram açoitados e obrigados a sair do país.
“Mas agora até os filhos deles zombam de mim e fazem piadas contra mim.
Eles me detestam e se afastam de mim, não param de cuspir na minha cara.
Deus tirou a corda do meu arco e me humilhou, me deixou sem defesa, eles fazem de mim tudo o que querem.
Eles se juntam para me atacar de todos os lados, colocam armadilhas para me fazer cair e procuram uma forma de me matar.
Eles arruinam a minha vida, procuram me destruir, e não tenho ninguém para me ajudar.
Avançam através de uma grande brecha, lançando-se contra mim de forma violenta.
Eu tremo de medo. A minha dignidade é levada pelo vento e a minha prosperidade passa como uma nuvem.
“Agora estou quase morrendo, dias de aflição se apoderaram de mim.
De noite os meus ossos doem, e o meu sofrimento não para.
Deus me agarra pela roupa, me pega pela gola da minha veste,
e me lança na lama; sou só pó e cinza.
“Grito para que me ajude, ó Deus, mas não me responde; me levanto do chão mas não me dá atenção.
O Senhor se tornou cruel comigo, usa o seu poder para me fazer mal.
Com um forte vento, me levanta e me arrasta para longe; e faz com que eu vire lodo no meio de uma tempestade.
Sei que me levará à morte, ao lugar onde irão todos os que agora estão vivos.
“Com certeza ninguém ataca uma pessoa prestes a morrer, alguém que sofre e grita por ajuda.
Por acaso não tenho chorado com aqueles que passavam por dificuldades? Não tive compaixão do pobre?
Esperava o bem, mas só veio o mal. Esperava a luz, mas tudo ficou escuro para mim.
O meu interior não para de estar agitado, só me esperam dias de sofrimento.
Estou queimado, mas não pelo sol; me levanto diante do povo e peço que me ajudem.
Me tornei irmão dos chacais, amigo das corujas.
A minha pele escurece e o meu corpo queima de tanta febre.
A minha alegria se transformou em tristeza, a minha felicidade é agora choro.
“Fiz uma aliança com os meus olhos: nunca iria cobiçar uma jovem.
Que recompensa nos dá o Deus do céu? Que herança é que o Todo-Poderoso nos manda?
Ele manda a ruína para o criminoso e a desgraça para quem faz o mal.
Deus sabe tudo o que eu faço e vê cada passo que dou.
“Nunca menti a ninguém, e nunca tentei enganar as pessoas.
Que Deus me pese numa balança justa e verá que sou inocente.
Se os meus pés se desviaram do caminho, se os meus olhos me fizeram pecar, ou se me deixei levar pela cobiça,
que eu plante e outros comam, ou que as minhas colheitas sejam destruídas.
“Se me deixei seduzir por uma mulher ou se fiquei à espera de pecar com a mulher do meu vizinho,
então que a minha esposa cozinhe para outro homem, e que outros homens se deitem com ela.
Seria vergonhoso me deixar seduzir, e um crime me deitar com a mulher do meu vizinho.
Esses pecados são como o fogo que consome até a destruição, que consumiria tudo o que tenho.
“Quando os meus escravos e as minhas escravas se queixavam de mim, eu sempre fui justo com eles.
Se não fosse assim, o que eu faria quando estivesse diante de Deus? Que resposta lhe daria quando ele me julgasse?
Pois quem me criou no ventre da minha mãe também criou a eles, foi o mesmo Deus que deu vida tanto a eles como a mim, mesmo antes de termos nascido.
“Nunca recusei ajudar os pobres nem deixei que as viúvas passassem fome.
Nunca fui egoísta com a minha comida, sempre a compartilhei com os órfãos,
fui como um pai para eles desde a minha juventude e tenho cuidado das viúvas durante toda a minha vida.
Quando vi alguém sofrendo por não ter roupa, ou um pobre sem cobertor,
ofereci roupa para ele se vestir, usei a lã das minhas próprias ovelhas para cobri-lo. E o pobre me abençoou pelo que fiz.
Nunca maltratei um órfão aproveitando da minha influência no tribunal.
Se fiz alguma dessas coisas, que o meu braço se desprenda do seu lugar e seja arrancado do meu ombro.
Porque o que mais temo é o castigo de Deus, e não sou capaz de estar diante da sua glória.
“Nunca coloquei a minha confiança nas riquezas, nem disse ao ouro: ‘Você é a minha garantia’.
Nunca me orgulhei das minhas riquezas, nem das coisas que tinha.
Observei o esplendor do sol e a beleza da lua no seu andar,
mas não me deixei seduzir por eles, nunca os adorei.
Isso sim seria um crime digno de castigo porque teria sido infiel ao Deus do céu.
Nunca me alegrei da desgraça dos meus inimigos, nem senti prazer com os seus sofrimentos.
Nunca deixei a minha boca falar mal dos meus inimigos nem desejar a morte deles.
Os empregados da minha casa diziam: ‘Não há ninguém que não fique satisfeito com a porção de carne que recebe de Jó’.
Nenhum estrangeiro tinha que dormir na rua, a minha porta estava sempre aberta para o viajante.
Nunca tentei ocultar o meu pecado como fazem algumas pessoas, nem escondi os meus pecados no meu coração.
Nunca fiquei calado dentro de casa por medo do que a multidão poderia pensar, ou com receio do desprezo da minha família.
“Não haverá ninguém que me ouça? Coloco a minha assinatura em tudo o que eu disse. Que o Todo-Poderoso me responda; que o meu adversário escreva as suas acusações num documento.
Levaria esse documento nos ombros; e o usaria na cabeça como uma coroa.
Haveria de informá-lo sobre tudo o que tenho feito; teria que me aproximar dele como um príncipe.
“A minha terra nunca gritou pelo mal que fiz, nem os seus sulcos choraram,
pois sempre paguei aos trabalhadores pelos produtos dos meus campos, não os deixei morrer de fome.
Se fiz algum desses males, então que nos meus campos cresçam espinhos e ervas em vez de trigo e cevada”. Aqui terminam as palavras de Jó.
Então os três amigos desistiram de discutir com ele, porque Jó estava convencido da sua inocência.
Mas Eliú, filho de Baraquel, da tribo de Buz, da família de Rão, ficou irritado com Jó. Ficou irritado com ele por ele se julgar mais justo do que Deus.
Eliú também ficou irritado com os três amigos por eles terem condenado Jó sem terem conseguido mostrar que ele estava errado.
Enquanto Jó e os seus três amigos estiveram falando, Eliú esteve calado porque os outros eram mais velhos do que ele.
Mas se irritou com os três amigos quando viu que eles tinham ficado sem respostas.
Então Eliú, filho de Baraquel, decidiu que ele mesmo iria responder a Jó: “Eu ainda sou jovem, vocês são mais velhos, por isso tive receio e hesitei em lhes falar aquilo que sei.
Eu pensei: ‘Os mais velhos é que devem falar; os que já viveram muitos anos é que devem revelar a sabedoria’.
Mas a sabedoria vem do espírito que está na pessoa, é o sopro do Todo-Poderoso que lhe dá entendimento.
Portanto, não são os mais velhos que são os mais sábios, nem os idosos que sabem o que é certo e errado.
“Por isso escutem-me, eu também vou falar o que sei.
Esperei com paciência enquanto vocês falavam. Ouvi as respostas que vocês davam, as melhores explicações que encontraram.
Ouvi o que vocês disseram com muita atenção, e a verdade é que nenhum de vocês foi capaz de mostrar que Jó está errado. Nenhum de vocês respondeu aos seus argumentos.
Não digam que descobriram a sabedoria, a resposta terá que vir de Deus e não dos homens.
Jó não esteve falando comigo, e eu não vou lhe responder como vocês fizeram.
“Jó, os seus amigos se deram por vencidos, eles não têm mais nada para dizer, ficaram todos calados.
Esperei até que parassem de falar e não tivessem mais nada do que falar.
Agora é a minha vez de falar, também vou dizer o que sei.
Pois tenho muito o que falar, o espírito dentro de mim me obriga a falar.
Dentro de mim estou quase estourando, como vinho fermentado em odres novos.
Por isso, deixem-me falar para poder desabafar; deixem-me abrir a boca para dar uma resposta.
Não vou estar do lado de nenhum de vocês, não vou procurar agradar ninguém.
Não sou bom em bajular; se fosse assim, o meu Criador me castigaria.
“Mas agora, Jó, escute os meus argumentos e preste atenção às minhas palavras.
Agora vou abrir a minha boca e dizer claramente o que sei.
Falo com toda a honestidade e sou sincero no que digo.
Foi o Espírito de Deus que me criou, o sopro do Todo-Poderoso que me deu a vida.
Responda-me se puder e prepare-se para me enfrentar.
Diante de Deus, nós somos iguais; eu também fui feito do barro.
Por isso, não há razão para ter medo de mim; e não vou ser duro com você.
“Mas ouvi bem o que você falou, sei o que disse.
Disse: ‘Sou inocente, não pequei; nada fiz de mal, não sou culpado.
Mas, mesmo assim, Deus encontra motivos para me atacar, ele me trata como se eu fosse o seu inimigo.
Ele amarra os meus pés com correntes, e observa tudo o que eu faço’.
“Nisso, Jó, você não tem razão, pois Deus é maior do que qualquer ser humano.
Por que acusa a Deus de não responder às suas acusações?
A verdade é que Deus fala de muitas maneiras, e nós nem sempre nos damos conta disso.
Às vezes, Deus nos fala de noite, por meio de sonhos ou de visões, quando um sono profundo cai sobre os homens, e eles dormem nas suas camas.
Nessas horas, Deus fala com o homem e também o assusta com as suas advertências.
Deus faz isso para afastá-lo do mau proceder, e para impedir que ele se encha de orgulho.
Assim Deus livra a alma dele da cova, e a vida dele da morte.
“Para corrigir o homem, Deus também o faz ficar doente de cama, com dores constantes nos ossos,
sentindo-se tão mal que nem quer comer, chegando a detestar a comida mais deliciosa.
Fica tão magro que até dá para ver os seus ossos, que antes estavam cobertos.
Sua vida está à beira do abismo, e os mensageiros da morte estão chegando.
“Uma vez em cada mil, poderá aparecer um anjo ao seu lado, um mediador, e defender o homem declarando o bem que ele fez.
O anjo terá misericórdia e dirá a Deus: ‘Livre-o de descer até a sepultura, porque encontrei resgate para ele’.
Então o seu corpo recupera a sua juventude, volta a ser como quando era jovem.
O homem ora a Deus e Deus o atende com prazer. Ele adora a Deus com alegria, e Deus faz com que ele seja novamente justo.
Depois o homem confessará diante de todos: ‘Pequei, fui contra a lei de Deus, mas ele não me deu o castigo que eu merecia’.
Ele resgatou a minha vida e me livrou da morte. Agora tenho prazer de viver de novo.
“Deus faz essas coisas, duas ou três vezes, durante a vida do homem.
Ele faz isso para impedi-lo de morrer, para que seja iluminado pela luz da vida.
Preste atenção, Jó, escute o que digo, guarde silêncio e me deixe falar.
Se tiver algo que responder, fale, porque desejo que seja de novo justo;
mas se não tiver nada que dizer, então escute em silêncio e eu lhe ensinarei a sabedoria”.
Então Eliú continuou falando:
“Ouçam o que eu digo, ó sábios. Escutem-me, ó vocês que têm conhecimento.
Pois o ouvido prova as palavras, como a língua prova a comida.
Vamos examinar o que é justo para nós mesmos; entre nós, vamos conhecer o que está certo.
Jó declara: ‘Eu sou inocente, mas Deus não quer me fazer justiça.
Embora eu tenha razão, sou considerado um mentiroso. Não cometi nenhum crime, mas a minha ferida é incurável’.
“Haverá alguém que se atreva a falar como Jó fala? Ele insulta a Deus como quem bebe água.
Ele é amigo dos que fazem o mal, e caminha com os pecadores,
e diz: ‘Não se ganha nada em procurar agradar a Deus’.
Por isso, escutem-me, vocês que são sensatos! Deus não tem nada a ver com o mal! O Todo-Poderoso não comete qualquer injustiça!
Deus paga ao homem conforme os seus atos, dá a cada um o que merece.
“Deus nunca faz o mal. O Todo-Poderoso não perverte a justiça.
Deus é quem governa a terra, e não presta contas a ninguém acima dele por cuidar do mundo inteiro.
Se Deus decidisse retirar o seu espírito do homem e levar para si mesmo o seu sopro,
todos os seres vivos morreriam, e o ser humano voltaria para o pó.
“Portanto, se você tiver inteligência, ouça isto, escute o que eu digo.
Poderá alguém governar e odiar a justiça? Será que você quer condenar aquele que é justo e poderoso?
Ele é capaz de falar a um rei: ‘Você não vale nada’, ou aos príncipes: ‘Vocês são criminosos’.
Deus não favorece os príncipes, nem se importa mais com o rico do que com o pobre, porque Deus criou os dois.
Ambos morrem num momento; no meio da noite, estremecem e desaparecem. Os poderosos são eliminados por Deus, sem precisar de ajuda humana.
“Pois Deus vê tudo o que as pessoas fazem, está atento a cada passo que dão.
Não há lugar suficientemente escuro onde os maus possam se esconder de Deus,
nem o homem tem que marcar o dia para Deus julgá-lo.
Deus não precisa investigar para saber quem faz o mal, ele destrói o poderoso e coloca outro no seu lugar.
Deus sabe muito bem o que eles fazem; por isso, numa noite, ele os derruba e os esmaga.
Ele os castiga diante de todos pelo mal que fizeram,
porque deixaram de seguir a Deus e não se preocuparam em obedecer à sua lei.
Fizeram tanto mal ao pobre que ele teve que pedir socorro a Deus, e Deus ouviu o choro dos oprimidos.
Mas se Deus decidir ficar calado, quem poderá condená-lo? Se esconder o seu rosto, quem poderá encontrá-lo? No entanto, ele reina sobre cada pessoa e sobre todas as nações.
Ele é quem impede o injusto de ser rei e levar o seu povo à ruína.
“Mas se alguém falar a Deus: ‘Fui levado ao erro; eu deixarei de ser injusto.
Ensine-me o que não vejo, me mostre qual foi o meu erro, e não voltarei a pecar mais’.
Jó, como pode querer que Deus o recompense se você rejeita a sua justiça? Mas é você quem precisa decidir e não eu, portanto, diga para mim o que pensa.
Com certeza aqueles que me escutam, os que são sensatos e sábios, irão falar:
‘Jó não sabe o que está falando, as suas palavras não têm sentido’.
Gostaria que Jó fosse provado um pouco mais, porque as suas respostas são como as dos ímpios.
Aos seus outros pecados, ele acrescenta o pecado da desobediência. Jó nos despreza e multiplica as suas acusações contra Deus”.
Eliú continuou falando:
“Jó, você realmente entende o que é a justiça? Por que então diz: ‘Eu sou mais justo do que Deus’?
Por que também lhe pergunta: ‘De que adianta eu tentar agradá-lo? O que eu ganho se não pecar?’
Vou responder a você e aos seus amigos.
Olhe com atenção para o céu, veja como as nuvens são muito mais altas do que você.
Será que o seu pecado afeta a Deus? Será que a sua desobediência faz mal a Deus?
Se você for justo, que ganha Deus com isso? O que você pode lhe oferecer?
A sua maldade só afeta as pessoas que são como você, e a sua bondade só ajuda os seres humanos.
“As pessoas choram porque são cruelmente oprimidas, gritam por socorro por causa do poder dos fortes.
Mas ninguém diz: ‘Onde está Deus, o meu Criador, que nos dá canções para cantarmos durante a noite;
que nos ensina mais do que aos animais da terra, e que nos faz mais sábios do que as aves do céu?’
Quando pedem pela sua ajuda e Deus não lhes responde é por causa da arrogância dos maus.
São pedidos vazios, Deus não os ouve, o Todo-Poderoso não lhes dá atenção.
Portanto, Jó, Deus também não vai ouvir você, quando se queixar de não vê-lo, quando dizer que o seu caso está diante dele e que está esperando que ele lhe responda.
E também quando diz que Deus não se irrita nem castiga os maus, que ele não se importa com o pecado.
É por isso que Jó abre a boca mas Deus não lhe responde; ele fala muito, mas não sabe o que diz”.
Eliú disse ainda:
“Esperem um pouco mais, tenho algo para lhes ensinar, ainda tenho que falar outras palavras a favor de Deus.
O meu conhecimento vem de longe, mostrarei que o meu Criador é justo.
Jó, tenho certeza de que falo a verdade, sei muito bem o que digo.
“Deus é poderoso e não despreza ninguém. Ele é poderoso e conhece todas as coisas.
Ele não deixa que os maus vivam, mas faz justiça aos pobres.
Ele vê o que o justo faz e o exalta, coloca-o no trono dos reis para sempre.
Quando os pecadores estão acorrentados, amarrados com cordas de sofrimento,
Deus mostra a eles o mal que fizeram, o pecado que cometeram por serem arrogantes.
Deus faz com que eles ouçam o seu aviso e fala para eles deixarem de pecar.
Se eles obedecerem e servirem a Deus, passarão o resto das suas vidas em prosperidade, e os seus anos de vida serão cheios de satisfação.
Mas se não obedecerem a Deus, cairão no abismo, morrerão como os ignorantes.
“Os que gostam de pecar ficam furiosos quando Deus os castiga. Eles recusam-se a pedir ajuda a Deus.
Morrem na sua juventude, como os jovens prostitutos dos templos.
Mas Deus usa o sofrimento para salvar os que sofrem; por meio da dor, Deus faz com que eles o ouçam.
Jó, Deus quer salvá-lo do seu sofrimento, quer levá-lo para um lugar espaçoso e livre, e quer encher a sua mesa de comida.
Mas agora você está recebendo o castigo dos maus, a sua sentença é justa.
Cuidado, não deixe ser enganado pela sua riqueza; não deixe ser desviado pelo suborno.
Poderá a sua riqueza ajudá-lo para não ter que pedir socorro?
Não seja como aqueles que desejam que a escuridão os esconda, que a noite os faça desaparecer repentinamente.
Tenha cuidado para não se voltar para o mal; parece que você gosta mais de fazer o mal do que de sofrer.
“Na verdade, o poder de Deus é grande! Não há quem ensine como ele!
Quem pode lhe dizer o que deve fazer? Quem pode lhe dizer que se enganou?
Lembre-se de louvar a Deus por tudo o que ele faz; muitas pessoas lhe dedicam hinos de louvor.
Todos podem ver as obras de Deus, mesmo de longe todas as pessoas as admiram.
Deus é grande! Muito mais do que podemos imaginar! Ninguém pode contar os seus anos!
“Deus faz subir a água da terra, transforma-a em nuvens e faz descer as chuvas para os rios.
Ele faz as nuvens choverem e os aguaceiros caírem sobre a terra.
Ninguém pode entender como ele estende as suas nuvens, ou o barulho dos trovões no céu, onde Deus mora.
Observe como ele espalha os seus relâmpagos por todo lado, brilham até mesmo no mar profundo.
É assim que Deus governa os povos, e dá a todos comida em abundância.
Com as suas mãos, ele lança o relâmpago para o alvo que deve atingir.
O trovão anuncia a tempestade, e até o gado sabe quando vai chover.
“Diante disso o meu coração estremece e salta do seu lugar.
Escutem atentamente o trovejar da sua voz e o estrondo que sai da sua boca.
Deus solta os seus relâmpagos para descerem o céu e brilharem até nos confins da terra.
Depois do relâmpago, ouve-se a voz de Deus; troveja a sua voz majestosa. Os relâmpagos continuam ao mesmo tempo que estronda a sua voz.
A voz de Deus troveja de forma maravilhosa, ele faz grandes coisas que não podemos entender.
Deus dá ordens e a neve cai sobre a terra; ele fala e as chuvas caem fortemente.
Deus faz com que todos parem de trabalhar e admirem a sua obra.
Os animais correm para os seus esconderijos, e sentem-se protegidos nas suas tocas.
A tempestade vem do sul e os ventos frios, do norte.
Do sopro de Deus o gelo se forma e grandes porções de águas ficam congeladas.
Deus enche as nuvens de água e delas faz brilhar o relâmpago.
As nuvens andam dando voltas e mudam de direção de acordo com os seus planos.
Algumas vezes Deus faz chover para castigar os homens, outras vezes, para regar a terra e mostrar o seu amor fiel.
“Jó, escute isto, fique quieto e considere as maravilhas de Deus.
Você sabe como Deus controla as nuvens ou como ele faz brilhar os seus relâmpagos?
Você sabe como Deus suspende as nuvens no céu, para citar uma das maravilhas daquele que tem toda a sabedoria?
Tudo o que você sabe é que fica incomodado e cheio de calor quando tudo fica calmo e quieto debaixo do vento quente do sul.
“Pode você ajudar Deus a estender as nuvens e fazê-las brilhar como um espelho de metal fundido?
Então ensine-nos o que devemos dizer a ele, pois não sabemos como nos defender diante dele, estamos às escuras.
Será que devo dizer que quero falar com ele? Não será isso como pedir a minha própria destruição?
Se ninguém consegue olhar para o sol, pois o seu brilho é forte demais depois do vento ter soprado as nuvens para longe,
quem então conseguirá olhar para Deus quando vier do norte? Ele está rodeado de uma luz dourada cujo brilho é fora do comum.
Não podemos nos aproximar do Todo-Poderoso, nem do seu poder imenso. Mas ele também é justo e não oprime ninguém.
Por isso, devemos respeitá-lo; Deus não gosta das pessoas que julgam ser sábias ”.
Do meio da tempestade, o SENHOR respondeu a Jó:
“Quem é este homem que apaga o meu conselho, falando sem conhecimento?
Mostre que é homem, prepare-se para me enfrentar, e responda às perguntas que vou lhe fazer.
“Onde você estava quando eu criei a terra? Responda se acha que sabe de alguma coisa.
Quem é que decidiu as dimensões que a terra deveria ter? Certamente que sabe disso. E quem foi que fez as medições com a linha de medir?
Os alicerces da terra estão apoiados em quê? Quem colocou a sua primeira pedra,
enquanto as estrelas da manhã cantavam em coro e todos os seres celestiais clamavam de alegria?
“Quem prendeu o mar fechando as suas portas, quando ele saltava do ventre da terra?
Quando o vesti com nuvens, e o cobri com a neblina,
quando fixei os limites até onde ele podia sair e o coloquei atrás de portas trancadas,
quando lhe disse: ‘Daqui para a frente, não pode passar, e as suas ondas orgulhosas só podem chegar até aqui’.
“Alguma vez na sua vida disse para a manhã aparecer ou mostrou à aurora o lugar onde deve ficar
para encher toda a terra de luz e fazer desaparecer os maus?
A luz transforma a terra como o selo molda o barro, as suas paisagens ganham cor como um vestido.
Mas a luz cega os maus, e o poder do violento é quebrado.
“Jó, você já foi às nascentes do mar? Você já passeou pelas profundezas do oceano?
Você conhece os portões do lugar dos mortos? Você viu as portas da sombra da morte?
Você tem pensado na imensidão da terra? Diga-me, se sabe de tudo isso.
“Como é que se vai para o lugar onde mora a luz? E onde é que habita a escuridão?
Pode levá-los até os seus limites? Você conhece o caminho para os seus lugares?
Você já sabe de tudo isso pois nasceu antes deles! Será que você já viveutantos anos?
“Você já foi aos depósitos da neve? Você viu os reservatórios do granizo,
que tenho guardado para os tempos difíceis, para o dia de guerra e combate?
Onde é que o calor é criado para depois ser espalhado sobre a terra pelo vento leste?
Quem abre um canal para a chuva torrencial correr, ou um caminho para o estrondo do trovão,
para fazer chover onde não há ninguém; ou no deserto onde ninguém vive.
Essa chuva enche o deserto seco e faz brotar a erva.
Por acaso tem a chuva um pai? Quem criou as gotas do orvalho?
Quem é a mãe do gelo? Quem dá à luz o granizo dos céus?
Com eles a água se congela como a pedra; e a superfície do abismo também.
“Você pode prender as Plêiades com cordas ou desatar as cordas de Órion?
Você pode fazer aparecer as constelações no seu devido tempo? Você é capaz de guiar a Ursa com os seus filhotes?
Você conhece as leis que governam os céus? Você pode fazer com que elas governem a terra?
Você pode fazer com que as nuvens ouçam a sua voz e a sua chuva caia sobre você em abundância?
Será que os relâmpagos obedecem à sua voz? Será que eles lhe dizem: ‘Estamos prontos’?
“Quem foi que deu sabedoria ao coração e inteligência à mente?
Quem é suficientemente sábio para contar as nuvens? Quem é capaz de despejar a água dos céus,
quando a terra se torna dura e os torrões se agarram entre si?
É você que caça a presa para a leoa e mata a fome aos leõezinhos,
quando se deitam nas suas tocas ou se agacham entre os arbustos?
Quem dá comida aos corvos quando os seus filhotes nada têm e pedem ajuda a Deus?
“Você sabe quando nascem as cabras monteses? Já viu as gazelas darem à luz?
Já contou os meses que elas têm de gravidez? Você sabe quando é o momento delas darem à luz?
Quando elas sentem as dores de parto, deitam-se no chão e as suas crias nascem.
Os seus filhotes crescem fortes nos campos, deixam as suas mães e não voltam mais.
“Quem deu liberdade ao jumento selvagem? Quem soltou as suas cordas?
Eu lhe dei o deserto para ele morar e a terra salgada para ele descansar.
Ele se ri do barulho das cidades, e não tem que ouvir os gritos do dono.
Ele percorre os montes, que são o seu pasto, em busca de tudo o que é verde.
“Será que o boi selvagem deseja servi-lo, ou passar a noite no seu curral?
Permitirá ele ser atrelado ao arado para lavrar a terra? Irá ele atrás de você abrindo sulcos nas áreas de cultivo?
Por ele ser forte, poderá confiar nele e deixar que ele faça o seu trabalho pesado?
Você acha que ele vai recolher o seu trigo e levá-lo para a eira?
“A avestruz bate alegremente as suas asas, mas as suas asas e plumagem não são como as da cegonha.
A avestruz põe os seus ovos na terra e deixa-os chocar com o calor da areia.
Esquece que alguém pode pisá-los, ou que algum animal selvagem pode quebrá-los.
Trata mal os seus filhotes, como se não fossem dela, e não se importa que o seu trabalho seja destruído.
Isso acontece porque Deus não lhe deu sabedoria nem lhe concedeu inteligência.
Mas quando a avestruz se levanta para correr, ela se ri da lentidão do cavalo e do cavaleiro.
“Foi você que deu força ao cavalo ou que enfeitou o seu pescoço com a crina?
É você que o faz saltar como um gafanhoto e assustar as pessoas com os seus relinchos.
Esgaravata no chão com fúria, alegre com a força que tem, corre veloz para a batalha.
Não tem medo de nada e não se enfraquece, nem foge da batalha.
Ao seu lado as setas assobiam, e brilham a lança e o dardo.
Excitado e impaciente, ele devora as distâncias; ao som da trombeta, não consegue ficar quieto.
Quando ouve a trombeta, relincha porque sente de longe o cheiro da batalha, e ouve as vozes de comando e os gritos de combate.
“É você que faz o falcão levantar voo, e estender as suas asas em direção ao sul?
É por sua ordem que a águia se eleva e constrói o seu ninho nas alturas?
A águia vive sobre os rochedos e passa lá a noite, a sua fortaleza é a escarpa rochosa.
É de lá que ela sai à procura de comida, e os seus olhos veem a presa de longe.
Os seus filhotes gostam das presas que estão sangrando, e onde há um corpo morto, ali se juntam as águias”.
Então o SENHOR perguntou a Jó:
“Será que aquele que acusava o Todo-Poderoso está pronto para corrigi-lo? Que responda a Deus aquele que o criticava”.
Então Jó respondeu ao SENHOR:
“Sou demasiado pequeno, como posso responder? Ponho a minha mão sobre a minha boca.
Falei uma vez, não voltarei a falar. Não acrescento nada ao que já disse”.
Então o SENHOR falou a Jó do meio da tempestade:
“Mostre que é homem e responda às perguntas que vou lhe fazer.
Vai duvidar da minha justiça? Vai querer me condenar para mostrar que eu sou injusto na forma como governo a terra?
Será que tem a mesma força que Deus tem? É a sua voz como o som do trovão como é a dele?
Então vista-se de glória e de majestade, cubra-se com esplendor e honra.
Solte a sua grande fúria, faça desaparecer os orgulhosos com um só olhar.
Humilhe os arrogantes com um só olhar. Destrua os maus por todos os lugares onde eles se encontram.
Enterre-os a todos no pó; prenda-os a todos no túmulo.
Então eu mesmo o louvarei e admitirei que você é capaz de salvar a si mesmo.
“Olhe bem para o Beemote, criado por mim, como você também foi criado. Ele come capim como o boi.
Repare no poder do seu corpo e na força dos músculos do seu ventre,
quando ergue a cauda como um tronco de cedro, contraindo os tendões das suas coxas.
Os seus ossos são como tubos de bronze; os seus membros, como barras de ferro.
É o maior dos seres que Deus criou; só o Criador pode se aproximar dele e vencê-lo.
Os montes lhe dão o alimento que precisa, e os animais selvagens brincam ao seu lado.
Dorme debaixo das plantas de lótus e esconde-se entre os juncos do pântano.
As plantas de lótus o encobrem, e os salgueiros do rio lhe oferecem a sua sombra.
Quando a corrente do rio é forte, ele não se assusta; mesmo que o Jordão chegue até a sua boca, ele não tem medo.
Quem é capaz de cegá-lo para poder capturá-lo? Quem é capaz de apanhá-lo numa armadilha ou prendê-lo pelo focinho com um gancho?
“Você é capaz de pescar o Leviatã com um anzol ou prender a sua língua com uma corda?
Você consegue fazer passar um laço pelo seu nariz ou atravessar com um gancho o seu queixo?
Você pensa que o Leviatã vai pedir que o deixe em paz ou falar com você de maneira amável?
Você acha que ele vai fazer um acordo com você e prometer ser seu servo para sempre?
Você vai brincar com o Leviatã como se fosse um passarinho ou prendê-lo com um laço e deixar que as suas filhas brinquem com ele?
Será que os pescadores vão negociar com ele ou reparti-lo entre os negociantes?
Você poderá penetrar a pele dele com arpões ou a sua cabeça com farpões?
Experimente colocar a sua mão sobre ele e vai se lembrar da luta para sempre, nunca mais voltará a fazer tal coisa.
Não pense que pode dominá-lo, uma pessoa fica cheia de medo só de vê-lo.
Quem tem coragem de acordá-lo? Então, quem é capaz de enfrentá-lo?
Quem é que já o enfrentou e saiu vencedor? Tudo o que há no mundo me pertence.
“Agora, vou falar das pernas do Leviatã, da sua força e beleza.
Quem é capaz de traspassar o couro que o cobre, de furar a sua dupla couraça?
Quem é capaz de obrigá-lo a abrir a boca cheia de dentes terríveis?
As suas costas são cobertas de fileiras de escudos, fortemente unidos e selados;
tão juntos um com o outro, que nem o ar pode passar entre eles.
Estão tão agarrados uns com os outros que ninguém consegue separá-los.
Quando espirra, saem relâmpagos de luz; os seus olhos são como os raios do sol da manhã.
Da sua boca saem chamas, saltam faíscas de fogo.
Das suas narinas sai fumaça; como se uma panela estivesse fervendo.
O seu sopro faz arder o carvão e da sua boca saem chamas.
O seu pescoço é tão forte que diante dele todos sentem medo e fogem.
As dobras da sua pele são tão fortemente ligadas que ninguém é capaz de separá-las.
O seu coração é duro como a pedra, tão forte como a pedra do moinho.
“Quando o Leviatã se levanta, até os deuses tremem e fogem de medo.
Nada o consegue ferir, nem espada, nem lança, nem flecha.
O ferro é para ele como palha; o bronze, como madeira velha.
As flechas não o fazem fugir; as pedras lançadas com a funda são leves como folhas secas.
Quando o bastão o atinge é como se fosse palha, e se ri ao ver a lança.
A sua barriga parece feita de cacos afiados que deixam o seu rastro na lama como o trilho de debulhar.
Quando entra na água ela borbulha como um caldeirão quente e agita o mar como se o óleo estivesse fervendo.
Deixa atrás de si um rastro luminoso, como se o abismo tivesse uma cabeleira branca.
Não há nada igual a ele na terra, pois foi feito para não ter medo de ninguém.
Olha com desprezo para os mais arrogantes, e entre os mais orgulhosos ele é rei”.
Então Jó respondeu ao SENHOR:
“Sei que para o Senhor tudo é possível, e que ninguém pode impedir a realização dos seus planos.
O Senhor me perguntou: ‘Quem é este homem que fala sem conhecimento e escurece a sabedoria?’ Fui eu que falei sem saber o que dizia. Falei de assuntos tão maravilhosos que fogem da minha compreensão.
“O Senhor disse: ‘Escute o que vou falar com você. Responda às perguntas que vou fazer’.
Na verdade, eu só tinha ouvido falar de o Senhor, mas agora o vi com os meus próprios olhos.
Por isso, retiro o que disse, pois reconheço que só sou pó e cinza”.
Depois de falar estas coisas a Jó, o SENHOR disse também a Elifaz, de Temã: — Estou muito irritado com você e com os seus dois amigos, pois vocês não falaram a verdade ao meu respeito, como Jó falou.
Por isso, vão até onde está o meu servo Jó e levem com vocês sete bois e sete carneiros. Ofereçam um sacrifício queimado com os animais. Depois o meu servo orará por vocês e eu o ouvirei. Mas não ouvirei vocês diretamente porque não disseram a verdade ao falarem de mim, como o meu servo Jó fez.
Então Elifaz, de Temã; Bildade, de Suá; e Zofar, de Naamate; obedeceram ao SENHOR e o SENHOR aprovou a oração de Jó.
Depois que Jó orou pelos seus três amigos, o SENHOR fez com que ele ficasse rico de novo. O SENHOR lhe deu o dobro do que tinha antes.
Então todos os seus irmãos e irmãs, e todos os seus conhecidos o visitaram e comeram com ele em sua casa. Todos compartilharam da sua dor e o consolaram de todo o mal que o SENHOR permitiu que ele sofresse. Cada um ofereceu a Jó uma moeda de prata e um anel de ouro.
O SENHOR abençoou a última parte da vida de Jó mais do que a primeira. Jó teve 14.000 ovelhas, 6.000 camelos, 2.000 bois e 1.000 jumentos.
Teve também sete filhos e três filhas.
Jó deu o nome de Pomba à primeira filha; de Canela à segunda; e de Bonita à terceira.
As filhas de Jó se tornaram as mulheres mais belas de todo o país. E Jó dividiu a sua herança com todos os seus filhos e filhas.
Jó viveu ainda cento e quarenta anos, o suficiente para ver os seus filhos, netos, bisnetos e trinetos.
Morreu quando era velho, depois de ter vivido uma longa vida.
Feliz é a pessoa que não segue o conselho dos maus, nem vive como os pecadores, nem faz parte dos que zombam do que é bom.
Pelo contrário, ela tem prazer nos ensinamentos do SENHOR e medita nesses ensinamentos dia e noite.
Essa pessoa é como uma árvore plantada junto a um rio: dá o seu fruto no momento certo e as suas folhas nunca caem. Tudo o que essa pessoa faz tem êxito.
Mas os maus não são assim, eles são como a palha que o vento leva para longe.
Os maus serão condenados, os pecadores não farão parte do grupo dos justos.
Pois o SENHOR guia os justos, mas a maneira de viver dos maus os leva para a destruição.
Por que se revoltam as nações e por que os povos fazem planos fúteis?
Juntam-se os reis da terra e os governantes para lutar contra o SENHOR e contra o seu rei escolhido.
Eles dizem: “Cortemos as cordas que nos prendem e fiquemos livres das suas correntes!”
Mas aquele que está no céu se ri deles, o SENHOR zomba dos seus planos.
Então, furioso, enche-os de medo, e irritado, fala para eles:
“Fui eu mesmo que consagrei este homem para ser o meu rei em Jerusalém, o meu monte santo”.
E o rei escolhido diz: “Proclamarei o decreto do SENHOR, ele me disse: ‘Você é o meu filho! Hoje me tornei seu pai!
Peça-me e lhe darei as nações por herança, o mundo inteiro será seu.
Você poderá quebrá-las com o seu cetro de ferro e deixá-las em pedaços como se fossem um vaso de barro’”.
Por isso, ó reis e governantes da terra, sejam sábios e prestem atenção ao meu aviso.
Obedeçam ao SENHOR com temor e respeito. Adorem-no com alegria.
Beijem o filho para que ele não se irrite e vocês não sejam destruídos, pois é fácil provocar a sua ira. Felizes são aqueles que procuram a sua proteção!
SENHOR, são tantos os meus inimigos! São tantas as pessoas que me atacam!
Muitos falam mal de mim e dizem: “Deus não o salvará”.
Mas o SENHOR é o escudo que me protege; é o Senhor que me honra e me dá esperança.
Peço ajuda ao SENHOR e ele me responde do seu monte santo.
Eu me deito, durmo e acordo de novo, porque o SENHOR me protege.
Não tenho medo dos milhares de inimigos que me atacam de todos os lados.
Levante-se, SENHOR! Salve-me, ó meu Deus! Pois é o Senhor quem quebra os queixos dos meus inimigos e fere os dentes dos maus.
O SENHOR é quem nos dá a salvação, é quem abençoa o seu povo.
Ó meu Deus, o Senhor me defende, me responde quando peço a sua ajuda. O Senhor me ajudou quando eu estava em dificuldades. Por isso, ouça a minha oração e tenha compaixão de mim.
Ó homens, até quando continuarão me desonrando? Gostam de contar coisas falsas a meu respeito e de inventar mentiras contra mim.
Saibam que o SENHOR escolhe aquele que lhe é fiel. E que o SENHOR ouve as minhas orações.
Tenham medo e deixem de pecar. Ao se deitarem, pensem e fiquem calados.
Façam o bem, que é o verdadeiro sacrifício, e confiem no SENHOR.
Muita gente diz: “Quem nos dará a felicidade?” Mas nós falamos: “SENHOR, a sua presença é a nossa luz!”
O Senhor faz com que eu tenha mais alegria do que aqueles que têm trigo e vinho em abundância.
Eu me deito e durmo em paz, porque o SENHOR me faz viver tranquilo.
SENHOR, ouça as minhas palavras! Considere os meus gemidos.
Atenda ao meu pedido de ajuda, meu Rei e meu Deus! É ao Senhor que elevo a minha oração.
De manhã, SENHOR, apresento-lhe a minha oferta e fico esperando o seu socorro. Todas as manhãs o Senhor ouve a minha oração.
Meu Deus, o Senhor não tem prazer no mal, os maus não podem estar perto do Senhor.
Os orgulhosos não podem estar com o Senhor, pois rejeita os que fazem o mal
e destrói os mentirosos. O SENHOR detesta os violentos e os que fazem planos para enganar as pessoas.
Mas eu entrarei na sua casa por causa do seu amor fiel. Poderei adorá-lo com profunda reverência no seu santo templo.
SENHOR, mostre-me como viver uma vida justa, porque os meus inimigos estão à espreita esperando que eu caia, tire os obstáculos do caminho por onde me leva.
Os meus inimigos nunca dizem a verdade, só querem destruir as pessoas. A sua boca é um sepulcro aberto, a sua língua só engana.
Castigue-os, ó meu Deus! Faça com que eles caiam nas suas próprias armadilhas. Revoltaram-se contra o Senhor, castigue-os pelos seus crimes.
Alegrem-se para sempre todos os que confiam na sua proteção, cantem sempre com alegria porque o Senhor os protegerá. Que aqueles que o amam se encham de alegria.
Pois o SENHOR abençoa aquele que lhe obedece, a sua bondade é como um escudo que protege o fiel.
SENHOR, não me castigue quando estiver irado, não me corrija na sua fúria.
Tenha compaixão de mim, SENHOR, porque me sinto sem forças e doente. Venha me curar, SENHOR, porque estou fraco, todo o meu corpo dói.
Estou tremendo, quando é que o SENHOR virá me ajudar?
SENHOR, venha me libertar. Por causa do seu amor fiel, salve a minha vida da morte.
Pois os mortos não se lembram do Senhor, ninguém lhe canta louvores no mundo dos mortos.
Passo a noite gemendo e chorando, a minha cama fica cheia de lágrimas.
Os meus inimigos me deixam triste, e os meus olhos se gastam de tanto chorar.
Afastem-se de mim, vocês que fazem o mal! O SENHOR ouviu o meu choro.
O SENHOR escutou o meu pedido, o SENHOR aceitou a minha oração.
Os meus inimigos ficarão cheios de medo e vergonha. Todos eles fugirão e de repente serão humilhados.
SENHOR, meu Deus, é o meu refúgio. Salve-me e livre-me daqueles que me perseguem!
Não permita que eles, como leões, me apanhem e me despedacem, sem que ninguém me salve.
SENHOR, meu Deus, nada fiz para merecer isso. Não sou culpado de nenhum crime.
A nenhum amigo fiz mal, nem oprimi sem razão o meu inimigo.
Se isso não for verdade, então que o meu inimigo me persiga. Que ele me agarre e me atire por terra. Que me mate e me desfaça em pó.
Ó SENHOR, levante-se e mostre a sua ira! O meu inimigo está furioso, levante-se contra ele. Desperte e faça a justiça que o Senhor pronunciou.
As nações reúnem-se à sua volta, o Senhor reina sobre elas do alto do seu trono.
Ó, SENHOR, julgue as nações. Ó, SENHOR, julgue-me. Mostre que sou justo e inocente.
Ponha fim à maldade dos maus e apoie o justo. Porque o Senhor, ó Deus, é justo, o Senhor conhece todos os nossos pensamentos e desejos.
O Deus Altíssimo é o meu escudo. Ele protege os puros de coração.
Deus é um juiz justo que condena sempre a maldade.
Se o mau não se arrepender da sua maldade, Deus afiará a espada e colocará a sua seta no arco.
As suas armas mortais estão sempre prontas contra os que fazem o mal, as suas setas são de fogo.
O mau concebe a maldade, gera sofrimento e dá à luz a tudo o que é falso.
Ele cai na armadilha que prepara para os outros.
O sofrimento que planeja contra os outros cai sobre ele mesmo, e a sua violência desce sobre a sua própria cabeça.
Agradecerei ao SENHOR, porque ele é justo. Cantarei salmos ao SENHOR Altíssimo.
Ó SENHOR, nosso Deus, magnífico é o seu nome em toda a terra! Mais alta do que os céus é a sua glória!
Fez com que as crianças e os pequeninos lhe cantassem louvores. Cantaram por causa dos seus adversários, para porem fim ao inimigo vingador.
Quando olho para os céus, para a sua criação, e vejo a lua e as estrelas que o Senhor colocou nos seus lugares,
fico pensando: “Ó Deus! O que é o homem para que o Senhor se lembre dele? Ou o filho do homem para que o Senhor se interesse por ele?”
O Senhor o fez um pouco abaixo dos seres celestiais e o cobriu de glória e honra.
O Senhor lhe deu autoridade sobre toda a sua criação e colocou todas as coisas sob o seu poder:
todas as ovelhas, os bois e os animais selvagens,
as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que passa pelas correntes dos mares.
SENHOR, nosso Deus, magnífico é o seu nome em toda a terra!
Quero louvá-lo, ó SENHOR, com todo o meu coração, e contar todas as coisas maravilhosas que o Senhor tem feito.
No Senhor tenho alegria e prazer! Ao Senhor cantarei louvores, ó Deus Altíssimo!
Diante do Senhor os meus inimigos recuam, tropeçam e são destruídos.
Pois o Senhor fez justiça ao defender a minha causa. Sentado no seu trono, julgou com justiça.
Repreendeu as nações e destruiu os maus, apagou para sempre a memória da sua existência.
Os meus inimigos foram completamente arruinados, o Senhor derrubou todas as suas cidades, ninguém mais se lembrará deles.
Mas o SENHOR é rei para sempre, ele estabeleceu o seu trono de justiça.
Ele mesmo julgará o mundo com justiça; com retidão, ele julgará todos os povos.
O SENHOR é o refúgio dos oprimidos; a fortaleza nos tempos de aflição.
Os que o conhecem, SENHOR, confiam no Senhor, pois nunca abandona aqueles que procuram pela sua ajuda.
Cantem louvores ao SENHOR, que reina em Sião. Proclamem às nações o que ele tem feito.
Pois ele é quem se lembra de pedir contas a quem derrama sangue, não ignora os gritos dos aflitos.
SENHOR, tenha compaixão de mim! Olhe como me perseguem os meus inimigos; salve-me das portas da morte.
Salve-me para poder louvar em Jerusalém todos os seus grandes atos, e me alegrar na sua salvação.
As nações caíram na cova que fizeram, os seus pés ficaram presos na rede que esconderam.
O SENHOR se dá a conhecer pela sua justiça. Os maus caem nas suas próprias armadilhas.
Os maus, os povos que não querem saber de Deus, voltam ao pó, para o mundo dos mortos.
Porque o pobre não será esquecido para sempre, nem a esperança dos oprimidos será sempre em vão.
Levante-se, SENHOR, julgue as nações! Não deixe que os seres humanos tenham toda a força.
SENHOR, faça com que eles tremam de medo, faça-os saber que são só seres humanos.
Ó SENHOR, por que está tão distante? Por que se esconde nos tempos de angústia?
Com arrogância, os maus perseguem os pobres. Faça-os cair nas suas próprias armadilhas.
O injusto orgulha-se dos seus desejos maus, ele abençoa quem rouba e despreza o SENHOR.
O injusto é arrogante, pensa que não tem que prestar contas a Deus, que Deus não quer saber o que ele faz.
Ele tem tudo o que precisa, não se interessa pelas suas ordens e despreza todos os seus inimigos.
Pensa que nunca lhe acontecerá nada de mal, que nunca terá dificuldades.
A sua boca está cheia de pragas, mentiras e insultos. Na sua língua só há maldade e violência.
Ele se esconde perto das aldeias e fica à espreita para matar algum inocente que passe por ali, os seus olhos procuram uma vítima.
Ele é como um leão escondido no mato, pronto para atacar os infelizes, que caem na sua armadilha.
As suas vítimas, apanhadas nas suas redes fortes, são lançadas ao chão e esmagadas.
Ele faz isso porque pensa que Deus se esqueceu das pessoas, que não está olhando para nós e que nunca vê o que acontece aqui.
Levante-se, SENHOR! Ó Deus, castigue os maus! Não se esqueça das pessoas que estão sofrendo.
O homem mau não respeita a Deus, porque pensa que Deus nunca o vai julgar.
Mas o Senhor vê tudo o que acontece, o Senhor conhece a dor e o sofrimento das pessoas. Os que sofrem confiam no Senhor, o Senhor é o protetor dos órfãos.
Por favor, destrua o poder dos maus e dos pecadores. Castigue a maldade que eles pensavam que nunca seria descoberta.
O SENHOR é o rei para todo o sempre! Que as nações sejam expulsas da terra dele.
O SENHOR ouviu a oração dos humildes, eles sentem-se seguros porque ouviu a sua oração.
Proteja os órfãos e os que sofrem, para que o ser humano nunca mais lhes cause terror.
O SENHOR é quem me protege. Como se atrevem a me dizer: “Fuja para os montes como um passarinho”?
Os maus se escondem na escuridão, prontos com os seus arcos e flechas, para atacar as pessoas honestas.
O que podem fazer os justos quando os fundamentos estão sendo destruídos?
O SENHOR está no seu santo templo; o SENHOR está no seu trono lá no céu. O seu olhar vê tudo o que acontece; os seus olhos examinam o que os seres humanos fazem.
O SENHOR aprova os justos, mas detesta os maus e os que amam a violência.
O SENHOR fará chover brasas e enxofre sobre os maus. Não merecem nada, a não ser um vento abrasador.
Pois o SENHOR é justo e ama a justiça, os que fazem o bem entrarão na sua presença.
Salve-me, SENHOR! Já não há ninguém fiel, os fiéis desapareceram do mundo.
Só dizem mentiras uns a outros. Dizem bem de alguém só para agradar e enganar aquela pessoa.
Que o SENHOR corte os lábios mentirosos e toda língua arrogante.
Eles dizem: “A nossa força é a nossa língua. Confiamos nos nossos lábios. Ninguém nos poderá vencer”.
Mas o SENHOR diz: “Eu defenderei a causa dos pobres porque eles são oprimidos e maltratados. Eu lhes darei a segurança que eles tanto desejam”.
As palavras do SENHOR são verdadeiras, como a prata refinada sete vezes no forno.
SENHOR, ajude os necessitados, proteja-os sempre da gente má deste mundo.
Os maus andam por todo lado, exaltando a maldade.
SENHOR, até quando irá se esquecer de mim? Para sempre? Por quanto tempo irá me ignorar?
Até quando terei que sofrer e sentir esta tristeza? Até quando o meu inimigo vai se orgulhar de ter me vencido?
Olhe para mim e me responda, SENHOR, meu Deus. Faça que eu veja a sua glória, senão cairei no sono da morte.
Não deixe que os meus inimigos digam que me venceram; não deixe que eles festejem a minha queda.
Porém eu confio na sua lealdade. Eu espero ter alegria por causa da sua salvação.
Cantarei ao SENHOR por todo o bem que me fez.
O insensato diz no seu coração: “Não preciso levar em conta a Deus na minha vida”. As suas ações são corruptas e detestáveis. Não há nenhum deles que faça o bem.
Do alto do céu, o SENHOR olhou para os seres humanos, para ver se havia alguém sábio, alguém que procurasse por Deus.
Mas todos tinham se afastado de Deus tornando-se perversos. Não havia ninguém que fizesse o bem. Ninguém!
Será que os maus nunca aprendem? Eles devoram o meu povo como se fosse pão, e nunca procuram o SENHOR!
Os que fazem o mal ficarão cheios de terror quando Deus os castigar, porque Deus está sempre do lado dos justos.
Os maus tentam sempre frustrar os planos dos necessitados, mas o SENHOR é a sua proteção.
Que a salvação de Israel venha daquele que habita no monte Sião! Quando o SENHOR restaurar a sorte do seu povo, Jacó será feliz, e Israel será alegre!
SENHOR, quem pode chegar ao seu templo? Quem pode estar no seu monte santo?
Só aquele que vive com honestidade, que faz o que é justo, que é sincero e verdadeiro no que diz.
Aquele que não fala mal de ninguém, e que não faz mal aos seus semelhantes, nem insulta os seus vizinhos.
Só aquele que se afasta das pessoas que Deus despreza, e que respeita as pessoas que têm temor pelo SENHOR. A pessoa que cumpre o que promete, ainda que tenha que se sacrificar para fazer isso.
A pessoa que não cobra juros quando faz empréstimos, e que não se deixa subornar para prejudicar os inocentes. Só quem leva uma vida assim poderá estar sempre junto a Deus.
Proteja-me, ó meu Deus, pois no Senhor me refugio.
Alguns disseram: “O SENHOR é o meu Senhor, todo o bem que tenho vem do Senhor”.
E ao mesmo tempo disseram aos deuses do país: “Vocês também são fortes e muito agradáveis”.
Os que seguem outros deuses sofrerão muito. Eu não participarei das ofertas sangrentas que eles oferecem aos seus ídolos. Nem sequer permitirei que os meus lábios pronunciem o nome desses deuses.
O SENHOR é a porção que me foi dada e o meu cálice. O meu futuro está nas suas mãos!
Foi me dado um lugar maravilhoso, a minha herança é a mais bela.
Louvarei o SENHOR porque ele me guia; até de noite, ele dirige e guia os meus passos.
Para mim o SENHOR é sempre o primeiro; nada pode me abalar, pois ele está ao meu lado.
Por isso o meu coração e a minha alma estão cheios de alegria e o meu corpo viverá em segurança para sempre.
Porque não me abandonará no lugar dos mortos, não deixará o seu santo ficar na cova.
Ensine-me o caminho que conduz à vida, à alegria sem fim de estar na sua presença, às delícias de estar ao seu lado direito para sempre.
SENHOR, escute-me, peço que me faça justiça; ouça-me quando chamo pelo Senhor. Escute a minha oração, pois as minhas palavras são sinceras.
Julgue a meu favor, observe ao redor e olhe para o que é justo.
O Senhor examinou o meu coração; esteve comigo durante toda a noite, me interrogou e não encontrou nenhum mal em mim. Examinou os meus planos e não encontrou nada de mal neles.
Eu tenho sido obediente a tudo o que disse, não como os outros; evito seguir o exemplo dos que são violentos.
Guie os meus passos para que nunca tropece.
Peço que me ajude, ó Deus, responda ao meu pedido. Escute-me! Ouça a minha oração.
Mostre-me o seu amor fiel e maravilhoso. Quando os inimigos atacam, os que confiam no Senhor procuram a sua ajuda; e o Senhor os salva e os leva para o seu lado.
Proteja-me como a menina dos seus olhos; esconda-me debaixo da sombra das suas asas.
Proteja-me dos perversos que querem me destruir. Salve-me dos meus inimigos mortais que têm me rodeado.
Eles não têm compaixão e orgulham-se dos seus planos.
Eles me perseguiram e rodearam para me atacar.
Os meus inimigos são como leões prontos para devorar a sua presa. Ficam escondidos para atacar a sua vítima.
Levante-se, ó SENHOR! Enfrente os meus inimigos e faça que se rendam. Salve-me com a sua espada dessa gente perversa.
Use o seu poder, ó SENHOR, salve-me dos perversos. Eles têm a sua recompensa nesta vida. Que fiquem cheios do que tem reservado para eles. Que os seus filhos fiquem satisfeitos e também os seus netos.
Quanto a mim, eu faço o que é correto, por isso ficarei satisfeito quando despertar e ver o seu rosto.
SENHOR, eu o amo. O Senhor é a minha força!
O SENHOR é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador. O meu Deus é o meu refúgio, a minha proteção; o meu escudo, a minha poderosa salvação e o meu esconderijo mais alto.
O SENHOR é digno de louvor! Pedi a sua ajuda, e ele me livrou dos meus inimigos.
Cordas mortais me cercaram. Torrentes mortais me levavam embora.
O lugar dos mortos me envolveu nas suas cordas, estendeu diante de mim as suas armadilhas fatais.
Na minha angústia clamei ao SENHOR, e pedi ajuda ao meu Deus. Do seu templo, ele ouviu os meus lamentos, e ouviu os meus gritos pedindo ajuda.
Então a terra estremeceu fortemente; as bases das montanhas foram abaladas. A terra estremeceu porque Deus estava furioso.
Fumaça saía das suas narinas; chamas e brasas saíam da sua boca.
Deus abriu o céu e desceu sobre uma nuvem negra.
Montado num querubim, ele voou, deslizou sobre as asas do vento.
Ele estava escondido no meio de nuvens espessas e escuras, que o cobriam completamente.
Então a glória de Deus brilhou nas nuvens negras e lançou sobre a terra granizo e fortes relâmpagos.
A voz do SENHOR trovejou do céu, o Altíssimo se fez ouvir.
Deus lançou as suas flechas e dispersou o inimigo. Ele lançou muitos relâmpagos e todos fugiram espantados.
O SENHOR enviou a sua repreensão com o sopro das suas narinas, um vento forte que deixou o fundo do mar à vista. Os fundamentos da terra ficaram descobertos.
Ele estendeu a sua mão e me segurou; ele me tirou das águas profundas.
De poderosos inimigos ele me salvou, dos que me odiavam pois tinham mais força.
Quando eu estava em dificuldades e os meus inimigos me atacavam, o SENHOR me deu o seu apoio e proteção.
Ele me livrou porque me ama; me levou para um lugar seguro.
O SENHOR me recompensou justamente, porque me comportei com justiça. Ele me recompensou porque não fiz nada errado.
Tenho o cuidado de viver como o SENHOR quer que eu viva. Por isso, eu não fiz nada que pudesse me separar de Deus.
Tenho sempre em mente os seus ensinamentos e nunca me desvio das suas leis.
Fui sempre honesto com ele e tenho me afastado do mal.
Por isso, o SENHOR me recompensará conforme a minha justiça. Ele fará isso desde que eu não pratique o mal.
Deus é fiel com os que lhe são fiéis; sincero com os que lhe são sinceros.
O Senhor é bom e puro com aquele que é bom e puro; mas o Senhor mostra ser mais esperto do que as pessoas ardilosas.
O Senhor salva os humildes e humilha os arrogantes.
O SENHOR ilumina o meu caminho; o Senhor, meu Deus, é a minha luz na escuridão.
Meu Deus, com a sua ajuda poderei correr com os soldados. Com a sua ajuda saltarei as muralhas dos meus inimigos.
O caminho de Deus é perfeito; as promessas do SENHOR são dignas de confiança. Ele protege os que procuram a sua ajuda e proteção.
O SENHOR é o único Deus; o nosso Deus é a única rocha.
Ele é quem me fortalece e aperfeiçoa o meu caminho.
Ele me ajuda a correr tão depressa como uma gazela e me mantém firme mesmo nos lugares mais altos.
Ele me prepara para a batalha, e dá força aos meus braços para que possam lançar dardos poderosos.
Meu Deus, o Senhor me deu o escudo da sua salvação, tem sido o meu apoio, e tem me ajudado a prosperar.
O Senhor dá forças às minhas pernas, para que eu possa correr tão depressa,
para poder perseguir e destruir meus inimigos; não descansarei até derrotá-los.
Eu os derrotarei de tal modo que eles nunca mais possam se levantar; todos eles estarão debaixo dos meus pés.
Meu Deus, o Senhor me dá forças na batalha; faz com que aqueles que me perseguem tenham que se inclinar diante de mim.
O Senhor me ajuda a derrotar os meus inimigos e a derrubar os que me odeiam.
Eles pediram ajuda, mas ninguém veio. Também clamaram ao SENHOR, mas não houve resposta.
Dispersei os meus inimigos como o vento dispersa o pó, os pisei como se fossem a lama das ruas.
O Senhor me salvou dos conflitos dos povos, e me fez governante de nações. Povos que eu não conhecia antes, agora me servem.
Assim que me ouvem, me obedecem, os que não me conheciam antes se submetem a mim agora.
Eles terão temor de mim, e sairão dos seus esconderijos tremendo de medo.
O SENHOR vive! Bendita seja a minha rocha. Louvado seja Deus, meu Salvador.
Deus castiga os meus inimigos e os coloca debaixo do meu poder.
Ele me salva do meu inimigo; me ajuda a vencer os que me atacam, me salva do inimigo mais cruel.
Por isso louvo ao SENHOR entre as nações, e canto louvores ao seu nome.
Deus dá grandes vitórias a Davi, o rei que ele escolheu. A ele, e aos seus descendentes, Deus mostra sempre a sua bondade.
Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento revela a obra das suas mãos.
Um dia fala dessa glória ao dia seguinte; uma noite revela isso à outra noite.
Não se ouvem discursos, nem palavras, nem se ouvem as suas vozes,
no entanto as suas vozes atravessam o mundo inteiro, as suas palavras chegam aos confins da terra. No céu, Deus fez um lugar para o sol habitar.
Como um noivo, ele sai do seu lugar cheio de alegria; como um atleta, ele está cheio de força para a corrida.
Ele sai correndo de uma ponta do céu e atravessa o céu todo até chegar à outra ponta, nada na terra escapa ao seu calor.
A lei do SENHOR é perfeita e dá vida nova. Os mandamentos do SENHOR são dignos de confiança, transformam os simples em sábios.
As ordens do SENHOR são justas, dão alegria ao coração. As regras do SENHOR são boas, mostram o caminho da vida.
O temor do SENHOR purifica, e permanece para sempre. As decisões do SENHOR são justas, e são sempre corretas.
Os seus ensinos valem mais do que o ouro, mais inclusive do que o ouro puro; eles são mais doces do que o mel, mais inclusive do que o mel tirado do favo.
Na verdade, os seus ensinos avisam os seus servos de todos os perigos. Os obedientes serão recompensados.
Quem pode conhecer todos os seus erros? Perdoe os pecados que eu cometo sem saber.
Guarde-me de fazer aquilo que sei que é pecado, não deixe que o pecado domine a minha vida. Só assim poderei ser puro e livre do pecado de rebelião.
O SENHOR é a minha rocha; o Senhor é quem me salva. Que as palavras que digo e todos os pensamentos que tenho lhe deem prazer.
Que o SENHOR responda à sua oração quando estiver em dificuldades. Que o Deus de Jacó proteja você.
Que ele envie ajuda para você do seu santo templo. Que auxilie você do monte Sião.
Que se lembre das suas ofertas e aceite os seus sacrifícios.
Que Deus lhe dê tudo o que você deseja e faça com que todos os seus planos se realizem.
Cantaremos de alegria pela sua vitória. Festejaremos com bandeiras erguidas pelo que Deus fez. Que o SENHOR satisfaça todos os seus pedidos!
Agora sei que o SENHOR dará a vitória ao seu rei escolhido. Deus responde do seu céu santo ao seu rei escolhido e o salva com o seu grande poder.
Uns confiam nos seus carros de guerra, outros nos seus cavalos; mas nós confiamos no nome do SENHOR, nosso Deus.
Eles cairão na guerra, mas nós sairemos vitoriosos.
SENHOR, dê a vitória ao rei; nos responda quando pedirmos a sua ajuda.
SENHOR, o rei está contente pela força que lhe dá, e se alegra na vitória que o Senhor lhe concede.
O Senhor lhe deu tudo o que o seu coração desejava, não rejeitou o pedido dos seus lábios.
Abençoou o rei com grandes bênçãos, colocou na sua cabeça uma coroa de ouro puro.
Ele pediu ao Senhor pela sua vida e o Senhor deu a ele uma vida longa e eterna.
A sua salvação lhe trouxe glória, o cobriu de majestade e honra.
O Senhor o aceitou na sua presença e o abençoou, fez com que ele ficasse feliz para sempre.
O rei confia no SENHOR, e, por causa do amor fiel do Altíssimo, ele não será abalado.
O rei vencerá todos os seus inimigos, é mais forte do que aqueles que o odeiam.
Quando o Senhor aparecer diante deles, eles serão queimados como se estivessem num forno aceso. Na sua fúria, o SENHOR os consumirá com fogo.
Todos os seus filhos serão destruídos, os seus descendentes serão expulsos da terra.
Eles queriam fazer mal ao rei, prepararam tudo, mas nada conseguiram.
Porque ele apontou o seu arco e os fez fugir.
Mostre, ó SENHOR, a sua força! Nós cantaremos louvores ao seu poder.
Meu Deus, meu Deus, por que me abandonou? Por que está tão longe de me salvar? Por que não ouve os meus lamentos?
Meu Deus, eu chamo pelo Senhor de dia e de noite, mas o Senhor não me ouve, não me dá descanso.
O Senhor é santo, rodeado pelos louvores de Israel!
Os nossos antepassados confiaram no Senhor; confiaram e o Senhor os livrou.
Pediram ajuda ao Senhor e foram salvos; confiaram no Senhor e não ficaram desapontados.
Mas eu não sou homem, sou um verme, insultado e desprezado pelo povo.
Todos os que me veem me desprezam, zombam de mim e abanam a cabeça com desprezo.
Eles dizem: “Peça ao SENHOR que o salve! Que o SENHOR o salve, já que o ama tanto”.
Mas foi o Senhor que me tirou do ventre da minha mãe, foi o Senhor que me fez sentir seguro no peito dela.
O Senhor tem sido o meu Deus desde o dia em que nasci; quando saí do ventre da minha mãe, foram os seus braços que me seguraram.
Por isso, não me deixe, porque o perigo está perto e não tenho ninguém que me ajude.
Os meus inimigos me rodeiam como touros, como touros fortes de Basã, prontos para me atacarem.
Rugem como leões, abrem a boca como leões famintos.
Me sinto fraco, como água derramada no chão. Os meus ossos estão deslocados. O meu coração tornou-se como cera e se derrete dentro de mim.
A minha boca está seca como o pó, a minha língua fica grudada ao céu da minha boca. O Senhor me deixou no pó, à beira da morte.
Os maus me cercaram; eles se aproximam como se fossem cães. Eles prenderam as minhas mãos e os meus pés como se eu fosse um leão.
Posso contar todos os meus ossos. Os meus inimigos não tiram os olhos de mim.
Repartem as minhas roupas entre eles e jogam dados para ver quem fica com a minha túnica.
SENHOR, não me deixe sozinho! O Senhor é a minha força, venha me ajudar depressa!
Salve-me da morte, salve a minha vida destes cães.
Salve-me da boca do leão, e dos chifres dos touros. E o Senhor ouviu a minha oração!
Contarei ao meu povo o que fez, no meio da assembleia cantarei os seus louvores.
Louvem o SENHOR, todos aqueles que o temem. Deem-lhe toda a glória, todos os descendentes de Jacó. Respeitem-no, todos os descendentes de Israel.
Porque ele nunca se esquece dos pobres que estão sofrendo. Nem se envergonha deles. Quando o procuram, ele não se esconde e quando o chamam, ele responde.
O Senhor é a razão do meu louvor na grande assembleia. No meio daqueles que o temem cumprirei as promessas feitas.
Todos os pobres, venham comer até ficarem satisfeitos. Aqueles que buscam o SENHOR, irão adorá-lo e viverão para sempre.
Que todas as nações se lembrem e voltem para o SENHOR. Que todas as nações se prostrem e o adorem.
Porque o SENHOR é rei, ele reina sobre todas as nações.
Todos os fortes da terra, adorem-no, ajoelhem-se diante dele, todos os que estão prestes a morrer e os que já não têm vida.
Os nossos filhos servirão ao Senhor e os que ainda não nasceram ouvirão falar dele.
Cada geração contará aos seus filhos tudo o que o Senhor fez.
O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Ele me faz descansar em campos verdes, ele me leva para junto de águas tranquilas.
Ele renova a minha vida. Ele me guia por caminhos bons porque ele é bom.
Mesmo que eu caminhe pelo vale mais escuro, não terei medo de nada, porque o Senhor está comigo; a sua vara e o seu cajado são a minha proteção.
Ele prepara um banquete para mim à vista dos meus inimigos. O Senhor me recebeu com todas as honras e encheu o meu copo até transbordar.
A sua bondade e o seu amor me acompanharão durante a minha vida, e voltarei sempre à casa do SENHOR enquanto eu viver.
Toda a terra é do SENHOR, o mundo e tudo o que nele existe.
Ele fundou o mundo sobre os mares, e firmou os seus alicerces sobre as correntes do oceano.
Quem poderá subir ao monte do SENHOR? Quem poderá entrar e adorar a Deus no seu santo templo?
Só aquele que é justo e sincero, que não adora os ídolos e não faz promessas falsas.
Ele será abençoado pelo SENHOR, e Deus, o seu Salvador, lhe fará justiça.
Essas são as qualidades de quem busca a Deus, de quem procura o Deus de Jacó.
Atenção, portas, abram-se, portões eternos, porque o Rei da Glória está entrando!
Quem é o Rei da Glória? É o SENHOR Todo-Poderoso! O SENHOR, guerreiro valente.
Atenção, portas, abram-se, portões eternos, porque o Rei de Glória está entrando!
Quem é o Rei da Glória? É o SENHOR Todo-Poderoso! Ele é o Rei da Glória!
SENHOR, eu lhe entrego a minha alma.
Ó meu Deus, confio no Senhor, não deixe que me humilhem, nem que os meus inimigos se riam de mim.
Quem crê no Senhor nunca será vencido; mas os traidores serão vencidos e humilhados.
SENHOR, mostre-me os seus caminhos. Ensine-me o que devo fazer.
Guie-me e ensine-me a sua verdade, porque o Senhor é o meu Salvador e no Senhor ponho sempre a minha esperança.
Lembre-se, ó SENHOR, de ser bom comigo e ter compaixão, como sempre teve.
Esqueça, ó SENHOR, os pecados que cometi na minha juventude, quando era rebelde. Mostre-me a sua bondade, lembre-se de mim com amor.
O SENHOR é bom e justo, por isso ensina o caminho verdadeiro aos pecadores.
Ele guia os humildes pelo bom caminho, e ensina-lhes a viver à sua maneira.
O SENHOR mostra sempre o seu amor e a sua lealdade àqueles que seguem os mandamentos da sua aliança.
SENHOR, os meus pecados são muitos; perdoe-me, porque é um Deus misericordioso.
O SENHOR guia os que o temem e respeitam; lhes ensina o caminho que devem seguir.
Eles serão felizes, e os seus filhos herdarão a terra.
O SENHOR é amigo daqueles que o temem; Ele lhes ensina fielmente a sua aliança.
Eu procuro sempre o SENHOR, porque é ele que sempre me salva do perigo.
Ó meu Deus, olhe para mim e tenha compaixão de mim, porque estou só e muito triste.
Liberte-me das minhas angústias, e tire-me de todos os perigos.
Veja todo o meu sofrimento e perdoe todos os meus pecados.
Olhe os muitos inimigos que tenho, que me odeiam e querem me fazer mal.
Proteja-me e salve-me. Confio no Senhor, não me deixe ficar envergonhado.
Dependo do Senhor, que a sua honestidade e bondade me protejam.
Ó meu Deus, salve a Israel de todos os seus inimigos.
SENHOR, julgue-me, veja que tenho vivido com honestidade; SENHOR, veja que sempre confiei no Senhor.
Examine os meus sentimentos, SENHOR, ponha à prova os meus pensamentos mais profundos.
Nunca me esqueço do seu amor e sou fiel em todos os meus passos.
Não me junto com os que procuram fazer mal; não gosto de gente hipócrita.
Detesto e evito a companhia dos perversos e não me junto aos criminosos.
SENHOR, lavo as mãos para declarar que sou inocente, para me aproximar do seu altar.
Canto hinos de gratidão e conto a todos os seus atos maravilhosos.
Ó SENHOR, eu amo estar em sua casa, no lugar que está cheio da sua glória.
Não me dê o castigo dos pecadores, nem tire a minha vida quando o Senhor castigar os maus.
Eles estão sempre planejando fazer mal aos outros, sempre enganando as pessoas.
Mas eu levo uma vida honrada. Por isso, peço que tenha compaixão de mim e me salve.
Estou salvo de todo perigo quando o louvo, ó SENHOR, no meio de toda a assembleia.
O SENHOR é a minha luz e a minha salvação, de quem terei medo? O SENHOR defende a minha vida, quem me fará tremer?
Ainda que os maus me ataquem e queiram me matar, ainda que eles, os meus inimigos, venham contra mim, serão eles que vão tropeçar e cair.
Não terei medo mesmo que um exército me cerque, confiarei em Deus mesmo que declarem guerra contra mim.
Só uma coisa pedi ao SENHOR; isto é o que mais quero: viver na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para ter uma visão da glória do SENHOR e falar com ele no seu templo.
Ele me protegerá nos dias de perigo, ele me esconderá em sua casa. Ele me colocará no alto de uma rocha, onde ninguém poderá chegar.
O SENHOR me ajudará a vencer os inimigos que me cercam. Eu oferecerei alegre sacrifícios no seu templo com cânticos de louvor.
SENHOR, ouça-me quando chamo pelo Senhor, tenha compaixão de mim e me responda.
Quero conversar de todo o coração com o SENHOR, estou aqui para adorá-lo.
Não se afaste de mim, não ignore o seu servo. Meu Deus, o Senhor é o meu Salvador. Não me abandone, não me deixe sozinho.
Ainda que os meus pais me abandonem, o SENHOR tomará conta de mim.
Ó SENHOR, ensine-me a viver segundo a sua vontade. Guie-me pelo caminho seguro; ajude-me porque tenho inimigos.
Não permita que os meus inimigos me vençam, porque são muitos os que dizem mentiras ao meu respeito e querem me fazer mal.
Mas eu tenho a certeza de que irei ver a bondade do SENHOR ainda nesta vida.
Portanto, aguardem, confiem no SENHOR! Sejam fortes e corajosos! Esperem pela ajuda do SENHOR.
Ó SENHOR, minha rocha de proteção, eu peço a sua ajuda. Não tampe os seus ouvidos quando eu orar. Se não me responder, serei como os mortos, que descem à sepultura.
Escute-me quando pedir que me ajude, quando elevar as minhas mãos na direção do seu santo templo.
Não me castigue juntamente com os maus, com os que praticam o mal. Eles falam de paz ao seu próximo, e, ao mesmo tempo, querem lhe fazer mal.
Dê-lhes o castigo que merecem, castigue-os com o mal que fazem aos outros. Faça a eles o mesmo que eles querem fazer aos outros; dê-lhes o castigo que merecem.
Eles não se importam com o que o SENHOR faz, nem com as suas obras maravilhosas, por isso, o Senhor os destruirá, e os destruirá para sempre.
Bendito seja o SENHOR porque respondeu às minhas súplicas.
O SENHOR é quem me dá a força e quem me defende. O meu coração está cheio de alegria porque ele me ajudou, a ele canto louvores.
O SENHOR dá força ao seu povo e protege o seu rei escolhido.
Salve o seu povo! Abençoe os que lhe pertencem! Como um pastor, guie-os e cuide deles para sempre!
Louvem o SENHOR, ó seres celestiais! Atribuam ao SENHOR a glória e o poder que lhe pertence!
Louvem o glorioso nome do SENHOR; Adorem o SENHOR no esplendor do seu templo.
A voz do SENHOR ressoa sobre o mar; o Deus glorioso faz trovejar sobre o oceano; o SENHOR troveja sobre as muitas águas.
A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é gloriosa.
A voz do SENHOR quebra os cedros; o SENHOR quebra os cedros do Líbano.
Ele sacode os montes: faz o Líbano saltar como um bezerro, o Siriom como um touro selvagem.
A voz do SENHOR faz brilhar os relâmpagos,
a voz do SENHOR faz tremer o deserto, a voz do SENHOR faz tremer o deserto de Cades.
A voz do SENHOR faz torcer as árvores mais fortes, e derruba todas as folhas da floresta. No seu templo todos louvam a sua glória.
O SENHOR está no seu trono, sobre as águas do céu; o SENHOR vai reinar para sempre.
O SENHOR dá força ao seu povo, o SENHOR abençoa o seu povo com a paz.
SENHOR, eu o louvarei porque me tirou do perigo. Eu o louvarei porque não deixou que os meus inimigos se alegrassem da minha desgraça.
SENHOR, meu Deus, pedi a sua ajuda e o Senhor me curou.
O SENHOR me tirou da morte; estava já no túmulo e o Senhor me fez viver.
Cantem louvores ao SENHOR todos os que lhe são fiéis, louvem o seu santo nome.
A sua ira só dura um instante, mas a sua bondade dura toda a vida. O choro vem de noite, mas a alegria vem de manhã.
Eu pensava que estava muito seguro, que nada poderia me vencer.
Pensava isso, ó SENHOR, porque enquanto é bom comigo, me deixa firme como uma montanha. Mas quando se desvia de mim, fico cheio de medo.
Pedi ajuda ao SENHOR, implorei a sua compaixão.
Disse ao Senhor: Se eu morrer, se descer à sepultura, não ganhará nada com isso. Se eu virar pó, não poderei louvá-lo mais, nem falar das coisas boas que faz.
SENHOR, ouça a minha oração, tenha compaixão de mim. Ajude-me, SENHOR!
Então mudou a minha tristeza em dança. Tirou as minhas roupas de luto e me vestiu de alegria.
Assim, ó SENHOR, meu Deus, eu o louvarei com todo o meu ser, eu o louvarei para sempre.
No SENHOR procuro me proteger, nunca deixe que me envergonhem. Livre-me dos meus inimigos, porque o Senhor é justo.
Ouça a minha oração, venha me salvar depressa. Peço ao Senhor que seja o meu protetor, o meu abrigo, a fortaleza onde posso me salvar.
Pois o Senhor é a minha rocha e a minha fortaleza. Para glória do seu nome, guie-me e conduza-me.
Não me deixe cair na armadilha que prepararam contra mim, pois o Senhor é o meu refúgio.
SENHOR, nas suas mãos entrego o meu espírito. Salve-me, ó Deus fiel.
Detesto aqueles que adoram ídolos falsos; eu, porém, confio no SENHOR.
O seu grande amor me enche de alegria e júbilo, porque viu o meu sofrimento e conheceu a minha angústia.
Não me entregou nas mãos dos meus inimigos, o Senhor me deu um lugar onde estou seguro.
SENHOR, tenha compaixão de mim, estou desesperado. Os meus olhos estão cansados de tanto chorar, me dói todo o corpo.
A minha vida está cheia de tristeza, passo o tempo me queixando. As minhas aflições me tornam fraco, e o meu corpo já não aguenta mais.
Os meus inimigos me desprezam e os meus vizinhos também. Os meus parentes têm medo de mim; fogem de mim quando me encontram na rua.
Todos se esqueceram de mim, é como se eu tivesse morrido, ou como se fosse um prato quebrado.
Escuto o que dizem em voz baixa contra mim, e sinto uma angústia terrível. Juntam-se, fazem planos contra mim, querem me matar.
Mas eu confio no SENHOR, e digo: “O Senhor é o meu Deus”.
A minha vida está nas suas mãos; salve-me dos meus inimigos e daqueles que me perseguem.
Por favor, receba-me bem porque sou seu servo. Salve-me pelo seu amor.
SENHOR, pedi que me ajudasse e sei que vai me ajudar. Mas os maus ficarão envergonhados e descerão em silêncio para a sepultura.
Que sejam silenciados os lábios mentirosos, os lábios que desafiam os justos, com arrogância e desprezo.
O Senhor tem muitas bênçãos reservadas para aqueles que o honram. O Senhor as preparou e à vista de todos, para dá-las àqueles que confiam no Senhor para sua proteção.
O Senhor aceita os justos no seu santo templo para escondê-los daqueles que lhes querem fazer mal. O Senhor os protege dos ataques daqueles que os odeiam.
Louvem o SENHOR, porque o seu amor fiel é maravilhoso. Ele é a fortaleza nos momentos difíceis.
Tinha medo e disse: “Deus não pode me ver”. Mas quando pedi que me ajudasse, ele ouviu o meu pedido!
Amem o SENHOR, todos os que seguem a Deus fielmente. O SENHOR protege os fiéis, mas dá aos orgulhosos o castigo que merecem.
Sejam fortes e corajosos, todos vocês que confiam na ajuda do SENHOR.
Feliz é a pessoa que foi perdoada pelo mal que fez, e que os seus pecados foram apagados.
Feliz é a pessoa que o SENHOR considera inocente, a pessoa em quem não há maldade.
Enquanto eu não confessei os meus pecados, o meu corpo ficava fraco e cheio de dores.
O Senhor me castigava de dia e de noite, e eu estava abatido como terra seca no verão.
Então, SENHOR, confessei os meus pecados e não escondi os meus erros, confessei as minhas culpas, e o Senhor me perdoou.
Por isso, todos os seus fiéis seguidores devem orar ao Senhor. E quando estiverem em grandes dificuldades, nenhum mal lhes acontecerá.
O Senhor é o meu refúgio, me protege do perigo. À minha volta, todos cantam com alegria pela sua salvação.
“Vou ensinar a você e lhe mostrar o caminho que deve seguir. Olharei por você e serei o seu conselheiro.
Não seja como o cavalo ou o burro, que não têm entendimento, e precisam ser controlados com freios e rédeas, para não fugirem de você”.
Os maus sofrem muitas coisas, mas o amor fiel do SENHOR protege aqueles que confiam nele.
Por isso, alegrem-se e sejam felizes no SENHOR. Cantem com alegria todos vocês que são sinceros e honestos.
Que os justos cantem com alegria ao SENHOR. Fica bem, aos bons, louvarem a Deus.
Louvem o SENHOR com harpa, cantem a ele salmos com lira de dez cordas.
Louvem-no com um cântico novo; Toquem harpa e cantem bem alto.
Porque a palavra do SENHOR é verdadeira, ele é fiel em tudo o que faz.
Ele ama a retidão e a justiça. O amor fiel do SENHOR enche toda a terra.
Por meio da sua palavra, o SENHOR fez os céus, pelo sopro da sua boca foram feitas as estrelas.
Deus amontoou as águas do mar, e colocou o oceano no seu lugar.
Que toda a terra respeite o SENHOR, que todos os habitantes do mundo tremam diante dele.
Porque ele falou e aconteceu, deu uma ordem e ela foi cumprida.
O SENHOR desfaz os planos das nações, arruína os projetos dos povos.
Mas as decisões do SENHOR permanecem para sempre, os seus planos, por todas as gerações.
Feliz é a nação que tem o SENHOR como seu Deus, feliz o povo que ele escolheu para ser dele.
O SENHOR olha para a terra do céu, ele vê toda a humanidade.
Do seu trono, ele observa os habitantes da terra.
Foi ele que formou a mente do ser humano, e vê tudo o que fazem.
O rei não se salva por causa dos muitos soldados que tem, nem os guerreiros ganham por causa da sua força.
Os cavalos não garantem a vitória, apesar da sua força, não são eles que livram da morte.
É o SENHOR que protege os fiéis. É ele que cuida daqueles que confiam no seu amor fiel.
Ele os salva da morte, dá vida a eles mesmo no tempo de fome.
Nós confiamos no SENHOR para nos ajudar, porque ele é o nosso apoio e o nosso protetor.
Ele é quem nos dá toda a alegria; confiamos nele, porque ele é verdadeiro.
SENHOR, que o seu amor fiel esteja conosco, pois confiamos no Senhor.
Louvarei o SENHOR em todo momento, terei sempre um cântico de louvor na minha boca.
O SENHOR é a glória da minha vida! Os necessitados que ouçam e se alegrem!
Exaltem o SENHOR comigo! Louvemos o seu nome juntos!
Eu pedi ajuda ao SENHOR e ele me respondeu, ele me salvou de todos os meus medos.
Aqueles que olharem para ele ficarão radiantes de alegria, nunca ficarão desiludidos.
Eu estava aflito, pedi ajuda ao SENHOR, e ele escutou e me livrou de todos os meus perigos.
O anjo do SENHOR acampa ao redor dos que o temem e proteção recebem de todo perigo.
Provem, vejam como o SENHOR é bom! Feliz é aquele que se protege nele.
Temam ao SENHOR, vocês que são os seus santos, porque nada falta aos que o temem.
Até os mais ricos passam fome, porque lhes falta comida. Mas nada faltará àqueles que procuram a ajuda do SENHOR.
Venham, meus filhos, escutem. Eu lhes ensinarei a temer o SENHOR.
Quem ama a vida e deseja ter uma vida feliz,
tenha cuidado para não falar mal de ninguém e para não mentir.
Afaste-se do mal e faça o bem; procure a paz e não desista até alcançá-la.
O SENHOR cuida dos justos e ouve as suas orações.
Mas o SENHOR se opõe aos injustos; eles morrem e serão esquecidos imediatamente.
Os justos oram ao SENHOR e serão ouvidos. Ele os salvará de todos os perigos.
O SENHOR está pronto para ajudar os que sofrem, ele salva os que perderam a esperança.
Se alguém é justo, pode passar por muitas dificuldades, mas o SENHOR o livra de todas elas.
Ele o protege completamente; nenhum dos seus ossos será quebrado.
Os maus serão destruídos pela sua própria maldade, os inimigos dos justos serão castigados.
O SENHOR protege a vida dos seus servos, e os que procuram a sua proteção não serão condenados.
SENHOR, ataque os que me atacam, lute contra os que lutam comigo.
Pegue os seus escudos, o grande e o pequeno, levante-se e venha me ajudar.
Empunhe a sua lança e o seu machado contra os meus perseguidores. Acalme a minha alma, diga a ela que vem para salvá-la.
Que sejam humilhados e castigados os que querem me matar. Que fujam envergonhados os que querem me fazer mal.
Que sejam levados para longe como folhas levadas pelo vento, que o anjo do SENHOR os expulse.
Que o caminho por onde escapam seja escuro e escorregadio e que sejam perseguidos pelo anjo do SENHOR.
Porque, sem motivo, armaram uma armadilha contra mim, cavaram um poço para eu nele cair.
Que sejam castigados subitamente, que sejam presos na sua própria armadilha e que caiam no poço que cavaram.
Então ficarei cheio de alegria pelos atos que o SENHOR fez, e feliz porque ele me salvou.
E direi com toda a minha força: “SENHOR, não há Deus como o Senhor! O Senhor salva os necessitados daqueles que os querem oprimir, os pobres e os necessitados daqueles que os querem explorar”.
Os maus me odeiam e me acusam de crimes que não cometi.
Eles me pagam o bem com o mal, e me causam tristeza e dor.
Mas, quando eles estavam doentes, me vesti com roupas de luto, e, na minha tristeza, jejuei e orei por eles. Quando um deles morreu,
chorei como se fosse por um amigo ou irmão. Fiquei triste e de luto como se fosse pela minha mãe.
Mas, quando eu caí, riram e se juntaram para me atacar. Não pararam de me atacar, me bateram pessoas que eu nem conhecia.
Eles me desprezaram e me insultaram cruelmente; estavam cheios de fúria e de ódio.
SENHOR, quanto tempo vai ficar olhando sem fazer nada? Salve a minha vida, não tenho mais nada. Salve-me dos que rugem como leões, dos que querem me destruir.
Louvarei o Senhor na grande assembleia, o exaltarei entre a multidão.
Não permita que estes meus inimigos mentirosos continuem rindo de mim. Não deixe que me ataquem sem motivo. Me odeiam e fazem planos contra mim, mas não ficarão sem castigo.
Falam de paz, quando na realidade fazem planos para atacar as pessoas.
Da sua boca saem acusações falsas. Dizem: “Vimos o mal que o Senhor fez”.
Mas o SENHOR sabe da verdade. Não continue calado, Senhor, não me abandone.
Desperte, meu Deus, levante-se e defenda-me, meu Senhor.
SENHOR, meu Deus, faça-me justiça. Não deixe que se riam de mim.
Não os deixe pensar que conseguiram fazer o que queriam, não permita que digam que me venceram.
Sejam humilhados e envergonhados todos os que se alegram com a minha desgraça. Faça com que os meus inimigos sejam cobertos de vergonha e desgraça.
Que se encham de alegria os que me apoiam. Que eles digam sempre que o SENHOR é maravilhoso; ele deseja o melhor para o seu servo.
Então direi a todos que o Senhor é justo e o louvarei o dia inteiro.
Há uma voz no fundo do coração do perverso que lhe diz para fazer o que é errado. Ele não teme, nem respeita a Deus.
Mentem a si mesmos já que não veem as suas faltas, e por isso não se sentem mal com o que fazem.
As suas palavras são só maldades e traições; deixaram de ser sensatos e de fazer o bem.
Quando se vão deitar, planejam o mal que querem fazer. No dia seguinte se levantam prontos para fazer o mal e não param de fazê-lo.
Mas o seu amor, SENHOR, chega até ao céu, a sua fidelidade, até às nuvens.
A sua justiça é grande como as mais altas montanhas; as suas decisões, profundas como o oceano. O SENHOR protege os seres humanos e os animais.
Não há nada mais precioso do que o seu amor. Os seres humanos procuram proteção debaixo das suas asas.
Eles se alegram com tudo o que há de bom na sua casa, e deixa que eles bebam do seu rio maravilhoso.
O Senhor é a fonte que dá vida e a luz que nos ilumina.
Mostre o seu amor aos que o conhecem e a sua justiça aos que são sinceros.
SENHOR, não me deixe cair na armadilha dos orgulhosos, nem permita que me façam fugir deles.
Daqui posso ver que os maus estão caídos, lançados ao chão, nunca mais poderão se levantar.
Não deixe que os maus o irritem, nem tenha inveja deles.
Eles murcharão como o capim, secarão como a erva verde.
Confie no SENHOR e faça o bem; assim ele cuidará de você na terra.
Procure a sua felicidade confiando no SENHOR, e ele lhe dará tudo o que deseja.
Coloque a sua vida nas mãos do SENHOR, confie nele e ele irá ajudá-lo.
Como o sol é visto ao meio-dia, também verão as suas boas obras e que a sua causa é justa.
Confie no SENHOR, coloque a sua esperança no que ele faz, e não tenha inveja da riqueza dos maus.
Não se irrite nem fique furioso, não deixe que a sua ira também o leve a fazer o mal.
Porque os maus serão destruídos, mas os que confiam no SENHOR receberão a terra prometida.
Dentro de pouco tempo os maus deixarão de existir; por mais que os procure, não os irá encontrar.
Mas os humildes receberão a terra, os pobres terão felicidade e paz.
Os maus estão sempre fazendo planos contra os justos, olham para eles com ódio.
Mas o SENHOR se ri deles, porque sabe que o seu castigo não demorará.
Os maus empunham a espada e preparam o arco para matar os pobres e os necessitados, para assassinarem os honestos.
Mas os seus arcos serão quebrados, e os seus corações serão atravessados pelas suas próprias espadas.
Melhor é o pouco que o justo tem do que todas as riquezas dos maus.
Porque o poder dos maus será quebrado, mas o SENHOR apoia os que praticam o bem.
O SENHOR sabe quem são os bons e a herança deles existirá para sempre.
Eles não sofrerão quando chegarem os maus momentos, e terão comida quando houver fome.
Mas os maus serão destruídos, os inimigos do SENHOR serão como as flores do campo que morrem, como a fumaça que desaparece.
Os maus pedem dinheiro emprestado e nunca pagam. Mas os justos têm compaixão e dão.
Aqueles a quem o SENHOR abençoa receberão a terra como herança, mas os que ele amaldiçoa serão destruídos.
Quando a nossa vida agrada ao SENHOR, ele nos mostra o caminho para não cairmos.
Se tropeçarmos, não cairemos, porque o SENHOR estará ao nosso lado para nos dar a mão.
Já vivi muitos anos, mas nunca vi o justo desamparado, nem os seus filhos pedindo comida.
O justo está sempre disposto a dar, sem esperar nada em troca, e os seus filhos são uma bênção.
Afaste-se do mal, faça o bem e viverá em paz na terra, para sempre.
Pois o SENHOR ama os que fazem o bem, e nunca abandona os fiéis. Os fiéis serão sempre protegidos, mas os filhos dos maus serão expulsos das suas terras.
Os justos herdarão a terra e viverão nela para sempre.
O justo fala com sabedoria e as suas decisões são justas.
O justo traz no coração a lei de Deus, e caminha com segurança.
Mas o mau está sempre à espreita para matar o bom.
No entanto, o SENHOR não abandona o bom nas mãos do mau, ele não deixa que o justo seja condenado.
Confiem na ajuda do SENHOR e continuem fazendo o que ele quer. Deus protege os justos e lhes dará a terra, mas os maus serão destruídos.
Uma vez conheci um homem poderoso e cruel. Como a uma árvore grande e forte, parecia que tudo ia bem com ele.
Mas um dia deixei de vê-lo, ele desapareceu, nunca mais o encontrei.
Sigam o exemplo dos bons e das pessoas honestas, e terão um futuro cheio de paz.
Mas os criminosos serão destruídos. A sua descendência deixará de existir.
O SENHOR salva os justos, lhes dá força nos momentos difíceis.
O SENHOR ajuda os justos e os salva do perigo. Deus protege os bons dos maus, porque eles confiam nele.
SENHOR, não me repreenda na sua ira, nem me castigue no seu furor.
O Senhor me feriu com as suas setas e me atirou por terra com a sua mão.
Por causa do seu castigo, todo o meu corpo está doente. Por causa do meu pecado, todos os meus ossos sofrem.
Os meus pecados me sufocam completamente, eles pesam mais do que eu posso suportar.
Por pecar e não ter juízo, as minhas feridas apodrecem e cheiram mal.
Ando abatido e deprimido, choro o dia inteiro.
Estou muito doente, queimando de febre.
Estou abatido e desanimado, a minha ansiedade me faz gritar.
SENHOR, sabe o que desejo, pois ouve todos os meus lamentos.
O meu coração bate depressa, estou fraco, mal consigo ver.
Os meus amigos já não se aproximam de mim por causa da minha doença. Até a minha família foge de mim.
Os meus inimigos preparam armadilhas para me destruir, passam o dia falando mal de mim.
Mas eu me faço de surdo e os ignoro, finjo que sou mudo e nada digo.
Sou como aquele que não ouve e não pode se defender.
SENHOR, eu confio no Senhor, meu Deus, o Senhor é quem me defende.
Não permita que os meus inimigos se alegrem com a minha desgraça, nem celebrem a minha queda.
Estou prestes a cair, a dor não me deixa.
Confesso a minha culpa, o meu pecado me deixa angustiado.
Os meus inimigos são fortes, são muitos os que me odeiam sem razão.
Eles me pagam o bem com o mal, se voltam contra mim, porque me esforço por fazer o bem.
SENHOR, não me abandone. Meu Deus, não fique longe de mim,
venha depressa e ajude-me. O Senhor é o meu salvador.
Eu disse: “Terei cuidado com o que fizer, e não pecarei com as minhas palavras; manterei a minha boca fechada quando estiver rodeado pelos maus”.
Por isso, fiquei calado, sem sequer dizer coisas boas. Mas me sentia cada vez pior.
O meu coração ardia, e quanto mais pensava, mais quente ficava. Então eu disse:
“SENHOR, fale o que será de mim, quantos dias ainda viverei. Deixe-me saber quanto tempo ainda me falta.
A vida que me deu é muito curta. Para o Senhor a minha vida dura poucos dias. O ser humano não é mais que um sopro.
“A vida do ser humano é como uma sombra; desaparece rapidamente. Não lhe serve de nada juntar riquezas, pois não sabe quem é que vai ficar com elas.
“E agora, Senhor, que posso esperar? Só o Senhor é a minha esperança!
Salve-me de todos os meus pecados. Não deixe que os insensatos se riam de mim.
Estou calado, não digo nada, porque foi o Senhor quem me fez sofrer.
Pare de me castigar, estou quase morrendo.
O Senhor corrige o homem, castigando-o quando ele peca, e destrói como a traça aquilo que ele mais gosta. Na verdade, o ser humano é apenas um sopro.
“SENHOR, ouça a minha oração! Escute os meus lamentos! Não ignore as minhas lágrimas! Como um estrangeiro nesta terra, eu dependo do Senhor. Sou um estrangeiro como os meus antepassados.
Pare de me castigar, para que eu possa morrer em paz”.
Coloquei toda a minha confiança no SENHOR. Gritei por socorro, e ele se inclinou e me ouviu.
Ele me levantou do poço da morte, cheio de lama, e me colocou sobre uma rocha firme, onde posso andar com segurança.
O SENHOR pôs um cântico novo na minha boca, um cântico de louvor. Muitos louvarão a Deus e decidirão pôr a sua confiança nele ao verem o que ele fez.
Feliz é a pessoa que põe a sua confiança no SENHOR e não procura a ajuda dos ídolos, nem se volta para os falsos deuses.
Ó SENHOR, meu Deus, fez tanto por nós. Os seus planos são maravilhosos! Não há ninguém como o Senhor! Gostaria de anunciar e de proclamar todas as suas maravilhas, mas são tantas, que não sou capaz.
O SENHOR me fez entender isto: não são os sacrifícios e as ofertas de cereais que lhe dão prazer. O Senhor não nos pediu sacrifícios queimados e ofertas pelo pecado.
Então eu disse: “Aqui estou, pronto para fazer o que está escrito sobre mim no livro”.
Tenho grande alegria em fazer a sua vontade, ó meu Deus, tenho a sua lei no meu coração.
Proclamei a notícia da sua salvação a todos na grande assembleia. E o SENHOR sabe que nunca deixarei de anunciar isso.
SENHOR, não tenho guardado para mim mesmo a notícia da sua salvação. Tenho falado da sua fidelidade e da sua salvação. Não escondi o seu amor nem a sua verdade na grande assembleia.
Ó SENHOR, nunca deixe de ter compaixão de mim, que o seu amor fiel e a sua fidelidade sempre me protejam.
Estou rodeado de dificuldades, os meus pecados me alcançaram e já não posso escapar mais. Os meus pecados são mais do que o número dos meus cabelos, estou sem nenhuma força.
SENHOR, por favor, salve-me. SENHOR, venha me ajudar depressa.
Que os que querem me matar sejam humilhados e envergonhados. Que aqueles que querem me fazer mal fujam sem conseguir nada.
Que os que zombam de mim voltem para trás envergonhados.
Mas que os que procuram a sua ajuda encontrem alegria e felicidade. E os que amam a sua salvação sempre digam: “Grande é o SENHOR!”
Senhor, tenha compaixão de mim, pois eu sou pobre e indefeso. Ó meu Deus, o Senhor é quem me salva e me protege, por favor, venha depressa.
Felizes são aqueles que se interessam pelos pobres! O SENHOR os ajudará quando estiverem em dificuldades.
O SENHOR os protegerá e os manterá vivos. Ele lhes dará felicidade e não os deixará cair nas mãos dos seus inimigos.
Quando estiverem fracos, o SENHOR lhes dará força. Quando estiverem doentes, de cama, ele os curará.
Eu disse: “SENHOR, pequei contra o Senhor, mas, por favor, tenha compaixão de mim e cure-me”.
Os meus inimigos falam mal de mim, eles dizem: “Quando ele irá morrer e será esquecido?”
Vieram me visitar, mas não com bons motivos; só vieram ouvir o que se dizia para depois irem falar mal de mim.
Todos os meus inimigos murmuravam e faziam planos para me fazer mal.
Eles diziam: “Está quase morrendo, nunca mais se levantará da cama”.
Até o meu melhor amigo, em quem eu mais confiava e com quem eu dividia o meu pão, se voltou contra mim.
Por isso, ó SENHOR, tenha compaixão de mim. Levante-me para que possa me vingar deles.
Não deixe que eles me vençam, e assim saberei que está satisfeito comigo.
Quanto a mim, o Senhor me defende porque sou inocente, e me permite ficar para sempre na sua presença.
Louvado seja o SENHOR, o Deus de Israel, ele sempre existiu e, para sempre, existirá! Amém! Amém!
Assim como a corça procura pelas águas do rio quando tem sede, também eu procuro pelo Senhor, ó meu Deus.
Tenho sede de Deus, do Deus vivo! Quando estarei na presença de Deus?
As minhas lágrimas são a minha comida de dia e de noite, porque os meus inimigos me atormentam o tempo todo e estão sempre perguntando: “Onde está o seu Deus?”
Choro quando me lembro do tempo em que conduzia a multidão à casa de Deus. Quando íamos à festa santa cantando louvores com alegria e dando graças a Deus.
Por que estou tão triste e sofrendo tanto? Ficarei esperando em Deus! Voltarei a louvar o meu Deus e o meu Salvador.
Porque estou muito triste, digo: “Vou me lembrar do Senhor, aqui, em Mizar, onde o monte Hermom e o rio Jordão se encontram”.
As águas das profundezas da terra chamam outras águas profundas, com o barulho das suas cascatas. As suas fortes ondas me cobrem e me afogam.
Mostre-me, ó SENHOR, o seu amor fiel durante o dia. De noite, cantarei louvores, uma oração ao Deus vivo.
Perguntarei a Deus, minha rocha: Por que se esqueceu de mim? Por que devo sofrer tanta crueldade dos meus inimigos?
Sinto muita dor quando eles se riem de mim, e me perguntam: “Onde está o seu Deus?”
Por que estou tão triste e sofrendo tanto? Ficarei esperando em Deus! Voltarei a louvar o meu Deus e o meu Salvador.
Faça-me justiça, ó Deus, defenda a minha inocência. Proteja-me das pessoas que não lhe são fiéis, dessa gente má e mentirosa.
Pois o Senhor, ó Deus, é o meu refúgio. Por que me abandonou? Por que tenho que andar triste e oprimido pelo inimigo?
Envie a sua luz e a sua verdade, para que elas me guiem e me levem ao seu monte santo, ao lugar onde vive.
Assim chegarei ao altar de Deus, do Deus que me enche de grande alegria. Com a harpa, cantarei louvores a ele, pois só o Senhor é o meu Deus.
Por que estou tão triste e sofrendo tanto? Ficarei esperando em Deus! Voltarei a louvar o meu Deus e o meu Salvador.
Ó Deus, nós ouvimos falar do Senhor. Os nossos antepassados nos contaram as maravilhas que fez durante as suas vidas, nos tempos antigos.
Contaram para a gente como o Senhor, pelo seu poder, expulsou as nações e estabeleceu os nossos pais nas terras deles. Destruiu as nações, e os nossos antepassados ocuparam a terra.
Não foi com as suas espadas que eles conquistaram a terra, nem pela sua força que eles venceram. Eles venceram pelo seu grande poder, e porque a luz da sua presença estava com eles, porque amava o seu povo.
O Senhor é o meu rei e o meu Deus, dê a ordem para que o povo de Jacó vença.
Com a sua ajuda, os nossos inimigos fogem; com o Senhor derrotamos os que nos atacam.
Não confio no meu arco nem na minha espada, não são eles que me levam à vitória.
É o Senhor quem nos dá a vitória e humilha os nossos inimigos.
A Deus, damos glória o dia inteiro. A ele, louvamos eternamente.
Mas o Senhor nos rejeitou e humilhou; deixou de estar conosco na batalha.
O Senhor nos fez fugir dos nossos inimigos, e aqueles que nos odeiam possuem o que é nosso.
O Senhor nos entregou para sermos devorados como ovelhas e nos dispersou pelo mundo todo.
O Senhor vendeu o seu povo por pouco dinheiro, sem se importar com o preço.
O Senhor nos transformou em objeto de insultos dos povos vizinhos; as nações que nos rodeiam zombam de nós e nos humilham.
A nossa desgraça serve de piada para as nações. Quando nos veem, se riem e abanam a cabeça.
Me sinto humilhado, e o meu rosto está sempre coberto de vergonha
por causa das palavras de desprezo e dos insultos daqueles que querem se vingar da gente.
Tudo isto aconteceu com a gente, sem termos nos esquecido do Senhor, nem quebrado a sua aliança.
Nunca o abandonamos, nem nos afastamos do Senhor.
Porém, o Senhor nos espancou, e nos deixou num lugar de cães raivosos, e nos cobriu com uma profunda escuridão.
Se tivéssemos nos esquecido do nosso Deus e orado aos outros deuses,
o Senhor iria saber, pois conhece os nossos segredos mais íntimos.
Por lhe sermos fiéis estamos sempre em perigo de morte. Somos considerados como ovelhas que vão para o matadouro.
Acorde, Senhor! Por que está dormindo? Levante-se! Não nos rejeite para sempre.
Por que se esconde de nós? Não ignore a nossa dor e o nosso sofrimento.
Fomos completamente humilhados; arrastados pelo chão.
Levante-se e venha nos ajudar! Salve-nos pelo seu amor fiel.
Eu recito os meus poemas para o rei e o meu coração se comove com os lindos versos. Estas palavras vêm da minha boca como se viessem da mão de um bom escritor.
Você é o mais belo dos seres humanos. A graça de Deus está sempre nos seus lábios, por isso Deus abençoou você para sempre.
Prenda a espada à cintura, ó rei poderoso, cheio de glória e majestade.
Cheio de majestade, avança e cavalga triunfante. Defende a verdade, a humildade e a justiça. Que a sua mão poderosa faça grandes obras.
Que as suas flechas afiadas atravessem o coração dos seus inimigos e que as nações caiam aos seus pés.
O seu reino, ó Deus, vai durar para sempre. E a justiça é o poder do seu reino.
Você ama o que é justo e odeia o que é mau. Por isso Deus, o seu Deus, ungiu você como rei. Ele derramou sobre você óleo, e lhe fez sentir uma alegria; uma felicidade maior do que os seus companheiros já sentiram.
Todas as suas roupas são perfumadas com mirra, aloés e cássia. Em palácios de marfim, músicos alegram você com instrumentos de corda.
Entre as damas da sua corte há filhas de reis; a rainha está sentada à sua direita, adornada de ouro puro de Ofir.
Ouça, minha filha, preste atenção ao que lhe digo: esqueça o seu povo e a sua família.
Deixe que o rei deseje a sua beleza, pois ele é o seu esposo e você deve honrá-lo.
Até a cidade de Tiro lhe trará presentes; e os seus habitantes mais ricos vão querer agradar você.
A princesa está radiante de beleza, e o seu vestido bordado com fios de ouro.
Levem a princesa com o seu belo vestido à presença do rei, acompanhada pelas suas damas de honra.
Elas chegam e entram no palácio do rei cheias de alegria.
Os seus filhos ocuparão o trono dos seus pais, fará deles príncipes em todo o país.
Farei com que seja conhecido por todas as gerações, e que as nações o louvem para sempre.
Deus é o nosso refúgio e a nossa força; ele é sempre a nossa ajuda nos momentos mais difíceis.
Por isso, não teremos medo mesmo que a terra trema e os montes se afundem no mar;
mesmo que as águas do mar se enfureçam e a sua fúria faça os montes estremecerem.
Há um rio cujas águas alegram a cidade de Deus, o Lugar Santo onde o Altíssimo habita.
Deus vive no meio dessa cidade e ela nunca será abalada. Desde o amanhecer, Deus está pronto para defendê-la.
As nações agitam-se e os reinos tremem. Deus faz ouvir a sua voz e a terra se desfaz.
O SENHOR Todo-Poderoso está conosco. O Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Venham ver as obras do SENHOR, as coisas espantosas que ele fez na terra.
Ele acabou com as guerras em todo o mundo: quebrou os arcos, partiu as lanças e queimou os carros de combate.
Deus disse: “Parem com a guerra! Fiquem sabendo que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações. Sim, serei exaltado por toda a terra”.
O SENHOR Todo-Poderoso está conosco. O Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Aplaudam, todos os povos! Louvem o SENHOR com gritos de alegria!
Porque o SENHOR, o Altíssimo, deve ser temido; ele é o grande rei de toda a terra.
Ele nos ajudou a vencer os nossos inimigos, e os submeteu ao nosso poder.
Deus escolheu e nos deu, por herança, a nossa terra, que é o orgulho de Jacó, a quem amou.
Deus subiu ao seu trono entre gritos de alegria, o SENHOR subiu ao som das trombetas.
Cantem louvores a Deus! Cantem, cantem louvores ao nosso rei!
Louvem a Deus com entendimento, porque ele é o rei de toda a terra.
Deus está assentado no seu santo trono, e reina sobre todas as nações.
Os governantes dos povos se reúnem com o povo do Deus de Abraão. Todos os reis do mundo lhe pertencem, Deus é rei de todos.
Grande é o SENHOR e digno de louvor na cidade do nosso Deus, no seu monte santo;
o qual é alto, belo, e dá alegria ao mundo inteiro. O monte Sião é o verdadeiro monte de Deus, a cidade do grande rei.
Nos palácios da cidade, sabe-se que Deus é refúgio seguro.
Eis aqui que os reis se reuniram e decidiram atacar esta cidade.
Quando a viram, ficaram espantados, tiveram medo e fugiram.
O medo se apoderou deles, tremiam de dores como uma mulher que dá à luz.
Com o vento leste o Senhor despedaçou os navios de Társis.
Na cidade do nosso Deus, a cidade do SENHOR dos exércitos, verificamos com os nossos olhos tudo o que tínhamos ouvido. Deus estabelecerá a sua cidade para sempre.
No seu templo, ó Deus, meditamos sobre o seu amor fiel.
Deus, o Senhor é louvado por todos os povos, é conhecido em todo o mundo, porque todas as suas decisões são justas.
O monte Sião alegra-se, a população de Judá sente-se feliz porque as suas decisões são justas.
Caminhem ao redor de Sião e contem as suas torres,
reparem nas suas muralhas e examinem as suas fortalezas, para que possam anunciar às gerações futuras
que este Deus é o nosso Deus, agora e para sempre, ele nos guiará eternamente.
Ouçam isto, todas as nações! Escutem bem, ó habitantes da terra,
pobres e ricos, poderosos e humildes.
A minha boca falará com sabedoria e o meu coração com inteligência.
Darei atenção aos provérbios, e explicarei o seu sentido ao som da harpa.
Não terei medo dos dias difíceis, quando a maldade dos meus inimigos me cercar.
Os maus confiam que serão salvos pela sua riqueza e orgulham-se do dinheiro que têm.
Mas ninguém pode comprar a sua salvação, nem pagar a Deus para resgatar a sua vida.
O resgate de uma vida é muito caro, e não tem dinheiro que seja suficiente
para livrar uma pessoa da morte e lhe dar a vida eterna.
Reparem que os sábios morrem, e que morrem também os loucos e os ignorantes. Todos deixam as suas riquezas para os outros.
Mesmo que tenham possuído grandes propriedades, as suas sepulturas serão as suas casas para todo o sempre, as suas habitações por todas as gerações.
A importância de uma pessoa não a salva da morte, essa pessoa morrerá, como todos os animais.
Esse é o destino daqueles que confiam em si mesmos, e dos que os seguem.
Como um pastor leva as suas ovelhas, também a morte leva os maus para a sepultura. Pela manhã, os justos governarão sobre eles. Não haverá nenhum rastro deles e a sepultura será a sua casa.
Mas Deus me livrará da morte, pois ele me levará para junto dele.
Não se preocupe com as pessoas que são ricas e que têm casas grandes.
Elas nada levarão quando morrerem, nem as suas casas irão com elas para a sepultura.
Uma pessoa rica pode pensar que nada lhe falta na vida e que é admirada pelos outros,
mas quando ela morrer, vai juntar-se aos seus antepassados, e nunca mais voltará a ver a luz do sol.
A pessoa que é rica e sem entendimento é como os animais que morrem e acabam.
O SENHOR, o Deus dos deuses, falou. Chamou todos os habitantes da terra, do nascer do sol até ao pôr do sol.
De Sião, o monte de perfeita beleza, Deus mostra o seu esplendor.
O nosso Deus vem e não fica calado. Na sua frente vem um fogo abrasador, ao seu redor, uma tempestade violenta.
Deus chama o céu e a terra para serem testemunhas, porque vem julgar o seu povo.
“Reúnam-se à minha volta todos os que me são fiéis, todos os que fizeram uma aliança comigo, oferecendo-me um sacrifício”.
Os céus proclamam que Deus é um juiz justo.
“Escute, meu povo! Apresento o meu caso contra você, ó Israel. Eu que sou Deus, o seu Deus!
Eu não o acuso por causa das ofertas e dos sacrifícios que você sempre me oferece.
Não preciso dos novilhos do seu gado, nem dos cabritos dos seus currais.
Eu sou dono de todos os animais da floresta e do gado em todos os montes.
Eu conheço todas as aves dos montes, e são meus todos os animais dos campos.
Se tivesse fome, não iria lhe pedir comida, porque a mim pertence o mundo e tudo o que há nele.
Eu não como carne de touros, nem bebo sangue de cabritos.
O sacrifício que Deus quer é que você o agradeça, e que cumpra as promessas que faz ao Altíssimo.
Chame por mim quando estiver aflito, e eu o salvarei, e você me louvará”.
Mas Deus diz ao infiel: “Deixe de recitar as minhas leis e de falar da minha aliança!
Porque não gosta que o corrija, nem quer ouvir as minhas palavras.
Gosta dos que andam roubando e é amigo dos que cometem adultério.
Está sempre fazendo o mal, sempre mentindo e enganando os outros.
Fala mal dos seus próprios irmãos, espalha calúnias a respeito do filho da sua própria mãe.
Fez tudo isso e eu não disse nada; então pensou que eu era como você. Mas agora vou repreender você, vou acusá-lo diretamente.
“Vocês que se esquecem de Deus pensem bem nisto, para que eu não os despedace, sem que ninguém os possa salvar.
Aquele que está agradecido comigo fará o sacrifício que me honra, e eu darei a minha salvação àquele que vive segundo a minha lei”.
Tenha compaixão de mim, ó meu Deus, pelo seu amor fiel; pela sua grande misericórdia, apague os meus pecados.
Lave-me de toda a minha culpa e limpe todo o meu pecado.
Eu reconheço os meus erros, e nunca esqueço os meus pecados.
Pequei contra o Senhor, fiz o mal que detesta. Por isso, a sua sentença é justa, e tem razão quando me condena.
De fato, sou mau desde que nasci, sou pecador desde que fui concebido.
O Senhor ama o coração sincero, e me ensina a ter sabedoria.
Limpe-me do meu pecado, e ficarei puro; lave-me, e ficarei mais branco do que a neve.
Fale para mim palavras de alegria e felicidade, e os ossos que esmagou se alegrarão de novo.
Não olhe para os meus pecados e apague toda a minha maldade.
Deus, crie em mim um coração puro; renove em mim um espírito fiel.
Não me expulse do seu lado; não tire de mim o seu santo Espírito.
Dê-me novamente a alegria de estar salvo; e fortaleça-me com um espírito obediente.
Então ensinarei as suas leis aos desobedientes, e os pecadores voltarão ao Senhor.
Livre-me da culpa de ter derramado sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e proclamarei a sua justiça.
SENHOR, dê-me as palavras, e a minha boca o louvará.
O Senhor não quer ofertas, senão eu as traria; não tem prazer nos sacrifícios queimados.
Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito de humildade; um coração humilde e arrependido, nunca rejeitará, ó Deus.
Trate Sião com bondade e ajude-a, construa de novo as muralhas de Jerusalém.
Então o Senhor aceitará com prazer os sacrifícios certos, as ofertas e os sacrifícios queimados. Então serão oferecidos novilhos no seu altar.
Ó guerreiro, por que se orgulha do mal que faz? Você só desonra a Deus.
A sua língua só planeja o mal aos outros, é como navalha afiada, cheia de mentiras.
Ama mais o mal do que o bem, gosta mais de mentir do que de dizer a verdade.
Ama as discórdias, só diz mentiras.
Por isso, Deus o destruirá para sempre. Ele pegará você e o expulsará da sua tenda; ele o tirará do mundo dos vivos.
Os justos verão isso e respeitarão a Deus; eles vão rir de você, dizendo:
“Vejam o que aconteceu a este homem que não procurou a proteção de Deus. Este tolo confiou nas suas riquezas, e procurou ser forte fazendo mal aos outros”.
Mas eu sou como uma oliveira verde no templo de Deus. Confio no amor fiel de Deus para todo o sempre.
Sempre o louvarei pelo que fez. Anunciarei a todo o seu povo que o Senhor é bom.
Os insensatos dizem dentro de si: “Não precisamos levar em conta a Deus nas nossas vidas”. As suas ações são corruptas e detestáveis. Não há nenhum deles que faça o bem.
Do alto do céu, Deus olhou para os seres humanos, para ver se havia alguém sábio alguém que procurasse por Deus.
Mas todos tinham se afastado de Deus, tornando-se perversos. Não havia ninguém que fizesse o bem. Nem uma só pessoa!
Será que os maus nunca aprendem? Eles devoram o meu povo como se fosse pão, e nunca procuram a Deus!
Mas há de apoderar-se deles um grande terror, como nunca sentiram antes. Porque Deus espalhou os ossos daqueles que o cercavam. Humilhou os seus inimigos, porque Deus os rejeitou.
Que a salvação de Israel venha daquele que habita o monte Sião! Quando Deus restaurar a sorte do seu povo, Jacó será feliz, e Israel ficará alegre!
Salve-me, ó Deus, porque é fiel, pelo seu poder, faça-me justiça.
Ouça a minha oração, ó Deus, e escute as minhas palavras.
Sou atacado por pessoas estranhas, pessoas violentas que não se importam com Deus, procuram me matar.
Mas Deus, o Senhor é a minha ajuda. O Senhor protege a minha vida.
Que o mal que os meus inimigos querem me fazer recaia sobre eles. Destrua-os, porque o Senhor é fiel.
Ó SENHOR, de boa vontade lhe oferecerei sacrifícios, e louvarei o seu nome, porque o Senhor é bom.
Me salvou de todos os perigos, com os meus próprios olhos vi a derrota dos meus inimigos.
Ouça a minha oração, ó meu Deus, não ignore o meu pedido.
Escute o que digo e me responda; estou muito aflito e perturbado,
com as ameaças do inimigo, e a opressão dos maus. Eles aumentam o meu sofrimento e me perseguem com fúria.
O meu coração treme no meu peito, tenho medo de morrer.
Todo o meu corpo treme, o terror tomou conta de mim.
Se tivesse asas como uma pomba, voaria para longe, para um lugar onde pudesse descansar.
Fugiria para muito longe daqui, iria para o deserto.
Escaparia depressa para me proteger desta ventania e tempestade.
Senhor, faça com que os maus não se entendam, destrua os seus planos. Porque só vejo violência e conflitos na cidade.
A maldade e as intrigas andam pelas suas muralhas de dia e de noite.
O crime e a injustiça estão nas suas ruas; mentirosos e enganadores andam por todos os lados.
Se fosse um inimigo quem tivesse me insultado, poderia suportar; se fosse alguém que tivesse ódio de mim, poderia me esconder dele.
Mas foi você, meu colega, meu companheiro, meu grande amigo.
Éramos amigos, íamos juntos ao templo de Deus, alegres entre a multidão.
Que os meus inimigos morram depressa! Que a terra se abra e os engula vivos, pois estão cheios de maldade.
Mas eu gritarei para que Deus me ajude, e o SENHOR me salvará.
De manhã, de tarde e de noite, rogarei a Deus, e ele ouvirá a minha oração.
Ele me resgatará completamente e me salvará da batalha pois são muitos os que estão contra mim.
Deus, o Rei eterno, me ouvirá e os castigará, pois eles não mudam a sua conduta e não temem a Deus.
Quem antes era meu amigo me ataca agora e não cumpre as suas promessas.
As suas palavras são macias como a manteiga, mas fazem planos de guerra nas suas mentes. Dizem coisas mais suaves do que o azeite, mas no fundo cortam como uma faca.
Deixe as suas preocupações com o SENHOR e ele cuidará de você. Ele não permitirá que o justo fique caído no chão para sempre.
Ó Deus, o Senhor destruirá esses assassinos, esses mentirosos morrerão no meio das suas vidas. Eu, porém, confio no Senhor.
Tenha compaixão de mim, ó Deus, porque não param de me perseguir e oprimir.
Os meus inimigos nunca param de me oprimir, são muitos os que me atacam, ó Altíssimo.
Mas quando sinto medo, ponho toda a minha confiança no Senhor.
Confio em Deus e lhe agradeço pela sua promessa. A minha confiança está em Deus, o ser humano não pode me fazer mal!
Os meus inimigos me acusam de dizer o que não disse, só querem me fazer mal.
Reúnem-se, ficam à espreita, querem saber tudo o que faço, para poderem me matar.
Mas eles não irão escapar da sua própria maldade. Ó meu Deus, na sua ira, faça com que esses povos caiam.
O Senhor viu o meu sofrimento, ele guarda todas as minhas lágrimas, está tudo registrado no seu livro.
Os meus inimigos fugirão quando pedir a sua ajuda; sei que Deus está do meu lado.
Dou graças a Deus pela sua promessa, louvo o SENHOR pela promessa que me fez.
Não tenho medo, a minha confiança é em Deus, o ser humano não pode me fazer mal.
Ó Deus, cumprirei todas as promessas que fiz; por tudo o que o Senhor fizer, eu lhe agradecerei.
Porque me salvou da morte, não me deixou tropeçar e cair. Por isso, andarei na sua presença, na luz que só os vivos podem ver.
Tenha compaixão, ó Deus, tenha compaixão de mim! Confio no Senhor para me proteger. Procuro me esconder debaixo das suas asas, até o perigo passar.
Peço ajuda ao Deus Altíssimo, ao Deus que me defende.
Do céu ele envia a sua ajuda e salvação, ele castiga todos os que me atacam. Do céu ele envia o seu amor e a sua fidelidade.
Estou rodeado de inimigos que são como leões, que comem as pessoas. Os seus dentes são como lanças e flechas, a sua língua é como uma espada afiada.
Ó Deus, que a sua grandeza seja mais alta do que os céus, que toda a terra fique cheia da sua glória!
Os meus inimigos armaram uma armadilha para me apanhar, cavaram um buraco para eu cair nele, mas foram eles que caíram nele.
O meu coração está decidido, ó Deus, a cantar hinos que lhe deem louvor.
Acorde, ó minha alegria! Acordem, harpa e lira! Hoje acordarei o sol!
Senhor, eu o louvarei entre as nações, no meio dos povos lhe cantarei salmos.
Porque o seu amor é mais alto do que o céu, a sua fidelidade chega até às nuvens.
Ó Deus, que a sua grandeza seja mais alta do que os céus, que toda a terra fique cheia da sua glória!
Será que vocês, governantes, falam com justiça? Será que julgam as pessoas com retidão?
Não! Vocês só pensam em fazer o mal, em cometer crimes violentos na terra.
Os maus começam a fazer o mal desde o dia em que nascem, os mentirosos se desviam logo ao nascer.
O seu veneno é como o veneno das serpentes. Os mentirosos tapam os ouvidos, como uma cobra que se faz de surda
para não ouvir a música dos encantadores mais hábeis.
Ó Deus, quebre os dentes deles! Arranque os dentes desses leões, ó SENHOR!
Que a sua força desapareça como água que corre entre os dedos e desaparece! Que sequem como a erva!
Que desapareçam como um caracol que se desfaz em nada! Que sejam como um bebê que nasce morto e nunca vê a luz do sol!
Que, repentinamente, ardam como espinhos que se queimam para aquecer a panela. Que sejam arrancados violentamente, como erva má de entre a boa.
Que o justo se alegre ao se ver vingado, que lave os seus pés no sangue dos maus.
Então todos dirão: “De fato, os justos são recompensados. Sim, há um Deus que faz justiça na terra”.
Ó meu Deus, salve-me dos meus inimigos; proteja-me daqueles que me atacam.
Livre-me dos maus, salve-me dos assassinos.
Ó SENHOR, olhe! Eles querem me matar. Homens cruéis que me atacam sem que eu tenha feito qualquer maldade ou pecado.
Não fiz mal nenhum, mas eles correm para me atacar. Levante-se e ajude-me! Veja o que está me acontecendo!
Ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel! Levante-se e castigue todas as nações, não tenha pena dos traidores perversos.
Os perversos voltam ao cair da tarde, passam por toda a cidade, latindo como cães.
Ouça as suas ameaças, ameaçam me matar, e pensam que ninguém vai lhes fazer nada.
Mas o SENHOR vai rir deles, vai zombar de todas essas nações.
Eu o louvarei porque o Senhor, ó Deus, é o meu refúgio.
Deus virá ao meu encontro com o seu amor fiel, ele me fará ver o castigo dos meus inimigos.
Ó Deus, não os mate de uma só vez, se não as pessoas vão se esquecer. Ó Senhor e Protetor, disperse-os e destrua-os com todo o seu poder.
Eles pecam cada vez que abrem a boca, cada vez que dizem alguma coisa. Que sejam apanhados no seu próprio orgulho. Pelas suas mentiras e maldições,
destrua-os com toda a sua fúria, até que não fique nem um só deles. Então todos saberão que Deus reina sobre o povo de Jacó e o seu domínio vai até os confins da terra.
Os perversos voltam ao cair da tarde, passam por toda a cidade, latindo como cães.
Andam pelas ruas procurando comida, mas nunca ficam satisfeitos e começam a rosnar.
Mas eu louvarei o seu poder, e de manhã louvarei o seu amor fiel, porque o Senhor é o meu refúgio, a minha proteção nos tempos de perigo.
Ao Senhor, ó meu Deus, cantarei louvores. O Senhor é a minha força e a minha proteção; o Senhor é o Deus que me ama.
Ó Deus, o Senhor nos rejeitou e nos dispersou. Estava irritado conosco, mas nos faça fortes de novo.
Fez a terra tremer e se abrir, fecha as suas brechas, porque está se desmoronando.
Fez o seu povo sofrer muito, o Senhor nos fez beber o vinho que nos deixa loucos.
Levantou uma bandeira para mostrar aos seus fiéis onde reunir-se, para assim escaparem do ataque inimigo.
Ouça a nossa oração e salve-nos com o seu grande poder; salve o seu amado povo.
Deus disse no seu santuário: “Quando eu vencer, dividirei entre o meu povo as terras de Siquém e o vale de Sucote.
Gileade e Manassés são meus; Efraim é o meu capacete, e Judá é o meu cetro de rei.
Moabe será a bacia onde me lavo, e Edom será o escravo que me traz as sandálias. Cantarei a vitória sobre os filisteus”.
Ó Deus, quem me guiará à cidade fortificada? Quem me guiará até Edom?
Ó Deus, será que nos abandonou? Será que deixou de sair com os nossos exércitos?
Ajude-nos a derrotar o inimigo, pois a ajuda dos homens é inútil.
Com a ajuda de Deus alcançaremos a vitória; ele mesmo esmagará os nosos inimigos!
Ó Deus, ouça o meu pedido de ajuda, preste atenção à minha oração.
De uma terra muito longe, chamo pelo Senhor, porque estou angustiado. Proteja-me na rocha que é mais alta do que eu.
O Senhor é o meu refúgio, a torre forte que me protege dos meus inimigos.
Quero viver na sua tenda sagrada para sempre, protegido debaixo das suas asas.
Ó Deus, o Senhor ouviu as minhas promessas e me deu a herança que pertence aos que o respeitam.
Conceda ao rei uma longa vida, que viva por muitos, muitos anos.
Faça com que ele reine sempre na sua presença. Proteja-o com o seu amor e fidelidade.
Assim sempre o louvarei, e sempre cumprirei as minhas promessas.
Só em Deus encontro paz, ele é o único que pode me salvar.
Só ele é a minha rocha e a minha salvação. Ele é o meu refúgio, nunca serei vencido.
Até quando vocês continuarão me atacando? Querem me derrubar, a mim, que sou uma parede prestes a cair, um muro em ruínas.
Só pensam em me tirar do trono, em me destruir. Ficam felizes mentindo a meu respeito. Falam bem de mim quando estão em público, mas, quando estão sozinhos, só falam mal de mim.
Só em Deus encontro paz, e nele ponho a minha esperança.
Só ele é a minha rocha e a minha salvação. Ele é o meu refúgio, nunca serei vencido.
A minha glória e a minha salvação vêm de Deus, ele é a minha proteção e o meu refúgio.
Confiem sempre em Deus, contem a ele todos os problemas que têm, Deus é o nosso refúgio.
Os seres humanos são só um sopro, por isso não ponham a sua esperança neles. Eles não têm nenhum peso, mesmo se pesados juntos na balança.
Não confiem no dinheiro roubado, nem nos bens roubados; não ponham a esperança nas grandes riquezas.
Uma vez ouvi Deus dizer que ele é poderoso. Mas eu ouvi Deus dizer mais de uma vez
que o seu amor é sempre fiel. Ó Senhor, cada pessoa receberá a sua recompensa de acordo com as suas ações.
Ó Deus, o Senhor é o meu Deus, eu o procuro ansiosamente. A minha alma tem muita sede do Senhor nesta terra seca, cansada e sem água. Todo o meu ser deseja estar com o Senhor!
Eu o contemplei no seu templo, vi o seu poder e a sua glória.
O seu amor é melhor do que a própria vida, sempre o louvarei.
Toda a minha vida o louvarei; levantarei as minhas mãos para adorá-lo.
Ficarei satisfeito, como se tivesse comido a melhor refeição. Os meus lábios o louvarão com alegria.
Quando estou deitado, lembro do Senhor; penso no Senhor toda a noite,
porque o Senhor é a minha ajuda, e eu canto de alegria à sombra das suas asas.
A minha alma está unida ao Senhor, a sua mão direita me segura.
Mas os que querem me matar serão destruídos; descerão ao fundo do túmulo.
Eles serão mortos pela espada e os seus corpos serão comidos pelos animais selvagens.
O rei se alegrará pelo que Deus fez, e todos os que o amam o louvarão. Mas a boca dos mentirosos será fechada.
Ó Deus, ouça a minha queixa, proteja a minha vida do inimigo que me causa terror.
Defenda-me dos planos dos maus, das multidões de malvados.
Eles afiam a língua como espada e lançam palavras venenosas como flechas.
Escondem-se para ninguém os ver, e atiram as suas flechas contra os inocentes.
Encorajam uns aos outros a fazer o mal. Planejam juntos como apanhar as pessoas nas suas armadilhas e pensam que ninguém os pode descobrir.
Fazem planos cheios de maldade, planos perfeitos. O ser humano pode tornar-se num ser muito mau, é difícil saber como é possível alguém pensar assim.
Mas Deus lançará as suas flechas contra eles, de repente, cairão feridos.
As suas próprias palavras os farão cair. Quem os vê zombará deles.
Todas as pessoas temerão a Deus, e proclamarão o seu poder. Todos saberão o que Deus pode fazer.
Os justos se alegram no SENHOR e procuram nele a sua proteção. Os bons de coração se encherão de orgulho.
Que em Sião todos o louvem, ó Deus, e cumpram as promessas que lhe fizeram.
O Senhor ouve as orações, todos se aproximam do Senhor.
Quando os nossos pecados se tornam pesados demais para nós, o Senhor perdoa as nossas ofensas.
Felizes são aqueles que o Senhor escolhe para se aproximarem e viverem ao seu lado. No seu santo templo, ficamos satisfeitos com todas as bênçãos da sua casa.
Ó Deus, nosso Salvador, o Senhor responde à nossa oração com atos maravilhosos, mostrando a sua justiça. As pessoas que vivem longe, mesmo do outro lado do mar, confiam no Senhor.
O Senhor fez as montanhas pelo seu poder, e assim mostra a sua grande força.
Acalma o rugido dos mares e o barulho das suas ondas, e também a gritaria das nações.
Até mesmo aqueles que vivem nos lugares mais afastados, se maravilham com os seus atos; pessoas de todo o mundo lhe dão louvor.
É o Senhor que cuida e rega a terra, que leva água aos rios e aos mares e que faz crescer o trigo. Assim prepara as terras para o cultivo.
É o Senhor que enche os sulcos de água, que desfaz os torrões, que amolece a terra com as chuvas abundantes e que abençoa as colheitas.
O Senhor coroa o ano com as suas bênçãos, e por onde passa há grandes colheitas.
As pastagens do deserto estão regadas e verdes, e as colinas se vestem para celebrar.
Os campos estão cobertos de ovelhas, e os vales cheios de trigo. Todos cantam e gritam de alegria.
Cantem a Deus com alegria, habitantes de toda a terra!
Toquem e cantem cânticos de louvor a ele; louvem-no com hinos gloriosos.
Digam a Deus: “As suas obras são maravilhosas, o seu poder é tão grande que os seus inimigos se inclinam diante do Senhor, cheios de medo.
O mundo inteiro o adora; todos cantam cânticos de louvor em sua honra”.
Venham e vejam as obras que Deus fez; as suas maravilhas enchem de temor os seres humanos.
Ele transformou o mar em terra seca, e o seu povo atravessou o rio a pé, e ali mesmo festejamos pelo que ele fez.
Deus governa o mundo com grande poder, os seus olhos vigiam as nações. Que ninguém se revolte contra ele.
Que todos os povos louvem o nosso Deus! Que os seus cânticos de louvor se ouçam bem alto.
Foi Deus que nos deu a vida, e não nos deixa cair.
Deus nos submeteu à prova; nos purificou como se faz com a prata.
Fez com que nós caíssemos na armadilha; colocou um fardo muito pesado sobre as nossas costas.
Fez com que os nossos inimigos cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água, mas no fim nos deu a liberdade.
Agora venho ao seu templo oferecer sacrifícios queimados; cumprirei as promessas
que lhe fiz quando atravessava dificuldades.
Trarei animais gordos para os sacrifícios queimados, junto com ofertas de carneiros, novilhos e cabritos.
Todos vocês que respeitam a Deus venham e escutem, porque vou lhes dizer o que ele fez por mim.
Com a minha boca o chamarei, com a minha língua o louvarei.
Se as minhas intenções tivessem sido más, o Senhor não teria me escutado.
Mas ele ouviu a minha oração e me respondeu.
Louvado seja Deus, que não se afastou de mim e que me mostrou o seu amor fiel.
Ó Deus, tenha compaixão de nós e abençoe-nos. Olhe para nós com alegria.
Assim toda a terra o conhecerá, e a sua salvação será conhecida em todas as nações.
Que todos os povos o louvem, ó Deus! Que todos os povos o louvem!
Que todo mundo se alegre e grite de alegria, porque o Senhor julga os povos com justiça e governa as nações do mundo.
Que todos os povos o louvem, ó Deus! Que todos os povos o louvem!
Ó Deus, nosso Deus, abençoe-nos: que a terra produza o seu fruto.
Que Deus nos abençoe, e que todos os habitantes da terra o temam.
Que Deus se levante e destrua os seus inimigos. Que todos os que o odeiam fujam diante dele.
Que eles desapareçam, como fumaça levada pelo vento; como cera derretida pelo fogo, assim sejam os maus destruídos na presença de Deus.
Mas os justos alegram-se e festejam na presença de Deus. Que se encham de alegria!
Cantem a Deus, cantem cânticos de louvor ao seu nome. Exaltem aquele que cavalga sobre as nuvens; o seu nome é YAH. Alegrem-se na sua presença!
Deus no seu santo templo é pai dos órfãos e defensor das viúvas.
Deus dá lar aos desamparados e liberdade aos prisioneiros. Mas os que se revoltam contra ele viverão numa terra deserta.
Ó Deus, o Senhor libertou o seu povo do Egito e o guiou pelo deserto.
A terra tremeu e a chuva caiu do céu, diante de Deus, o Deus do Sinai e de Israel.
Fez cair muita chuva, refrescou toda a terra cansada.
O seu povo habitou na terra, que a sua bondade, ó Deus, preparou para o pobre.
O Senhor deu uma ordem e muitas mulheres foram contar as boas notícias:
“Os reis e os seus exércitos fogem para longe! Em casa, as mulheres dividem o que tiraram do inimigo.
Até os que ficaram entre os rebanhos, receberam asas de pombas cobertas de prata e penas de ouro reluzente”.
Quando o Deus Todo-Poderoso fez os reis fugirem, caiu neve sobre o monte Zalmom.
O monte de Basã é um monte altíssimo, um monte com altos cumes.
Por que tem inveja do monte Sião? Foi o monte onde Deus escolheu viver. E é lá que o SENHOR viverá para sempre.
Com milhares e milhares de carros de guerra o Senhor veio do monte Sinai para o seu Lugar Santo.
Subiu às alturas, levou junto muitos prisioneiros. Recebeu ofertas das pessoas, até mesmo das pessoas rebeldes. É ali que o SENHOR Deus vive.
Bendito seja o Senhor, nosso Deus e Salvador; todos os dias ele leva as nossas cargas!
Ele é o nosso Deus, o Deus que nos salva; o Senhor DEUS nos salva da morte.
Deus esmaga a cabeça dos seus inimigos, daqueles que teimam em viver no pecado.
O SENHOR disse: “Trarei de Basã os seus inimigos, irei buscá-los no mais fundo mar,
para que você possa lavar os seus pés no seu sangue, e os seus cães possam lamber o sangue à vontade”.
Já pode ser vista a marcha triunfal do meu Deus e Rei a caminho do santuário.
Na frente vão os cantores, depois os músicos, acompanhados pelas jovens que tocam os tamborins.
Louvem o SENHOR! Louvem o SENHOR na grande assembleia! Louvem a Deus, filhos de Israel!
Na frente vai Benjamim, a tribo mais pequena; depois, os chefes de Judá com os seus grupos, seguidos pelos chefes de Zebulom e Naftali.
Mostre-nos o seu poder, ó Deus, o poder que mostrou no passado.
Que os reis tragam ofertas para o seu templo em Jerusalém.
Castigue o Egito, a fera entre os juncos, e castigue as nações que se juntam a ele, como uma manada de bezerros guiados por touros. Humilhadas, que lhe ofereçam prata, pois o Senhor venceu as nações que gostam da guerra.
Que elas tragam as riquezas do Egito. Que os etíopes tragam a Deus as suas ofertas.
Cantem a Deus, reinos da terra. Cantem cânticos de louvor ao Senhor.
Ele corre a cavalo pelos céus eternos, e faz ouvir a sua voz poderosa.
Reconheçam o poder de Deus, a sua majestade sobre Israel, e o seu poder revelado nos céus.
Ó Deus, é maravilhoso no seu templo. O Deus de Israel dá força e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!
Salve-me, ó meu Deus, pois as águas chegaram até o meu pescoço!
Estou prestes a me afundar no lodo e não tenho onde me agarrar. Estou num mar de águas profundas, arrastado pela corrente.
Estou cansado de tanto chamá-lo; a minha garganta está seca de tanto gritar; os meus olhos cansados de tanto procurar pelo meu Deus.
Tenho mais inimigos do que cabelos na cabeça; me odeiam sem razão. Querem me destruir e mentem a meu respeito; mentem, me acusam de ter roubado, e agora tenho que devolver o que não roubei.
Ó Deus, o Senhor sabe das loucuras que tenho cometido, não posso esconder os meus pecados do Senhor.
Senhor DEUS, Todo-Poderoso, não permita que os que confiam no Senhor se sintam envergonhados por causa de mim. Ó Deus de Israel, não deixe que os que o procuram se sintam frustrados por minha culpa.
Por amor ao Senhor suportei insultos, e tenho passado vergonha.
Os meus irmãos me tratam como um estranho; os filhos da minha mãe, como um desconhecido.
O amor que tenho pela sua casa me queima por dentro; quando o ofendem, eu sinto a dor dos seus insultos.
Quando choro e faço jejum, eles riem de mim.
Me visto de luto e sou insultado.
Falam mal de mim nas praças; os bêbados se divertem à minha custa.
SENHOR, ouça a minha oração. Por favor, me aceite. Por causa do seu amor fiel me responda, ó Deus. Salve-me como prometeu.
Tire-me da lama, não deixe que me afunde; Livre-me dos meus inimigos e das águas profundas.
Não deixe que seja arrastado pela corrente, nem afogado pelas águas profundas, nem engolido pela sepultura.
Responda-me, SENHOR, pelo seu amor fiel; ajude-me pela sua grande compaixão.
Não se esconda de mim, o seu servo. Estou sofrendo, me responda depressa.
Venha me resgatar, livre-me dos meus inimigos.
O Senhor conhece a minha dor, vergonha e desonra; sabe quem são os meus inimigos.
Os insultos partiram o meu coração, estou doente; procurei alguém que tivesse pena de mim, mas não encontrei ninguém; esperei que alguém viesse me consolar, mas ninguém veio.
Me deram veneno quando tinha fome e vinagre quando tinha sede.
Que os seus banquetes se tornem numa armadilha e as suas festas os façam cair;
que fiquem cegos e percam toda a sua força.
Faça-os sentir toda a sua fúria, ó Deus, que sejam apanhados pela sua ira.
Destrua os seus lugares; que ninguém fique vivo nas suas tendas.
Eles perseguem aqueles que o Senhor castigou e zombam do sofrimento daqueles que o Senhor feriu.
Dê a eles maldade sobre maldade; não deixe que alcancem a sua justiça.
Apague os seus nomes do livro da vida; que não apareçam inscritos na lista dos justos.
Grande é a minha aflição e a minha dor; ó Deus, levante-me e salve-me.
Louvarei com cânticos o nome de Deus e o honrarei com ações de graças.
Isso agradará ao SENHOR mais do que os sacrifícios de bois ou dos novilhos com os seus chifres e cascos.
Os humildes que vieram adorar a Deus ficarão contentes ao ver isso.
O SENHOR ouve os necessitados e não esquece o seu povo na prisão.
Louvem o Senhor, ó céus e terra, ó mar e todos os seres que vivem neles.
Porque Deus salvará Sião; ele construirá de novo as cidades de Judá; O povo viverá ali de novo e a terra será sua.
Os descendentes dos seus servos a herdarão, e nela viverão os que amam o nome de Deus.
Ó Deus, por favor, salve-me. SENHOR, venha me ajudar depressa!
Que os que querem me matar sejam humilhados e envergonhados. Que aqueles que querem me fazer mal fujam sem conseguir nada.
Que os que zombam de mim voltem para trás envergonhados.
Mas que os que procuram a sua ajuda encontrem alegria e felicidade. Que aqueles que amam a sua salvação possam louvá-lo dizendo: “Deus é grande!”
Ó Deus, venha me ajudar depressa, pois eu sou pobre e indefeso. É o SENHOR quem me salva e me protege, por favor, venha depressa!
Ó SENHOR, confio na sua proteção, não deixe que me humilhem.
Proteja-me e livre-me, porque é justo. Ouça-me e salve-me.
Peço ao Senhor que seja a minha rocha de abrigo, o lugar onde me sinto seguro, porque o Senhor deu ordem para me salvar, o Senhor é a minha rocha, minha fortaleza.
Ó meu Deus, livre-me das garras dos maus, do poder dos perversos e violentos.
O Senhor DEUS é a minha esperança. Confiei no Senhor desde a minha juventude.
Mesmo antes de nascer já dependia do Senhor. O Senhor me ajudou quando eu ainda estava no ventre da minha mãe. Eu sempre o louvarei.
O Senhor é o meu refúgio seguro, por isso me tornei num sinal para muitos.
Todo o dia o honro e louvo, estou sempre falando do Senhor.
Não me rejeite agora que sou velho, não me abandone quando já não tiver forças.
Os meus inimigos fazem planos contra mim, fazem alianças para me matar.
Eles dizem: “Ele não tem ninguém que o salve. Deus o abandonou, está perdido!”
Ó meu Deus, não me abandone; venha depressa e salve-me.
Que os meus inimigos sejam humilhados e destruídos; que os que querem me fazer mal sejam envergonhados e humilhados.
Eu sempre confiarei no Senhor, e o louvarei cada vez mais.
Todo o dia falarei da sua justiça e salvação, apesar de ninguém poder contá-las como deve ser.
Ó Senhor DEUS, cantarei das suas obras poderosas, recordarei os seus atos justos, falarei somente da sua justiça.
O Senhor me ensinou, ó Deus, desde a minha juventude, e nunca deixei de falar das suas obras maravilhosas.
Ó meu Deus, não me abandone, agora que estou velho e de cabelos brancos, para poder falar da sua força aos nossos filhos e do seu poder às novas gerações.
A sua justiça, ó Deus, chega até o céu; fez grandes coisas, não há Deus como o Senhor.
Ainda que tenha me feito passar por momentos difíceis e de sofrimento, sei que me dará vida de novo, e me irá tirar das profundezas da terra.
Aumentará a minha glória e voltará a consolar-me.
Ao Senhor cantarei louvores com a harpa, porque é fiel, ó Deus. Ao Senhor louvarei com a harpa, ó Santo de Israel.
Cantarei louvores ao Senhor porque me salvou. Cantarei louvores ao Senhor com todas as minhas palavras e com todo o meu ser.
Falarei sempre da sua justiça, pois aqueles que me queriam destruir foram derrotados e humilhados.
Ó Deus, dê discernimento ao rei, ensine o filho do rei a ser justo.
Que o rei governe o seu povo com honestidade e com justiça os pobres.
Que os montes tragam a paz ao povo e as colinas, a justiça.
Que o rei defenda os oprimidos, ajude os filhos dos pobres, e esmague os opressores.
Que todos o respeitem, ó Deus, de geração em geração, enquanto o sol e a lua brilharem no céu.
O rei será como a chuva que cai sobre os campos; como água fresca que cai sobre a terra.
Que a justiça floresça enquanto o rei viver, e haja grande paz enquanto a lua existir.
Que o seu reino se estenda por toda a terra, de um mar a outro.
Que os seus inimigos, os habitantes do deserto, beijem o chão que ele pisa e se inclinem diante dele.
Que os reis de Társis e das ilhas lhe tragam tributo; que os reis de Sabá e de Seba lhe ofereçam presentes.
Que todos os reis se inclinem diante dele, que todas as nações o sirvam.
Porque o nosso rei ajuda os necessitados, os indefesos que procuram a sua proteção.
O nosso rei tem compaixão dos pobres e dos fracos e salva a vida dos necessitados.
Ele os livra da opressão e violência, a vida deles é muito importante para o rei.
Viva o rei! Deem-lhe o ouro de Sabá! Orem sempre por ele e abençoem-no durante todo o dia.
Que haja trigo em abundância por todo o país, que encha o alto dos montes, que cresça como no Líbano. Que as cidades tenham tantas pessoas como o campo tem erva.
Que o nome do rei permaneça para sempre; que o seu nome seja lembrado enquanto existir o sol. Que todo o povo o abençoe, e que todo o mundo seja abençoado por ele.
Bendito seja o SENHOR, o Deus de Israel, que faz obras maravilhosas.
Bendito seja sempre o seu glorioso nome, que a sua glória encha o mundo inteiro. Amém! Amém!
Assim terminam as orações de Davi, filho de Jessé.
Deus é realmente bom para Israel, bom para com os puros de coração.
Estive prestes a tropeçar, por pouco não me afastei do caminho.
Senti inveja ao ver a prosperidade dos arrogantes, a riqueza dos maus.
Eles não têm que lutar para sobreviver, são gordos e saudáveis.
Eles não têm medo da morte, nem sofrem com os problemas humanos.
Por isso, o orgulho é o seu colar, e a violência é a sua roupa.
Os seus olhos estão inchados de gordura, e não podem esconder as suas más intenções.
Zombam dos outros e, arrogantes, ameaçam com maldade e opressão.
Falam contra os céus e com a língua dominam a terra.
Por isso, o povo de Deus vai atrás deles e faz o que eles dizem.
Os infiéis dizem: “Deus não sabe o que fazemos! O Deus Altíssimo não vai ter conhecimento!”
Eles vivem sem preocupações e tornam-se cada vez mais ricos.
Então, de que adianta ser bom? Que importância tem o não fazer mal a ninguém?
Sofro todos os dias, e sou castigado todas as manhãs.
Se tivesse continuado falando assim, teria traído o seu povo.
Tentei compreender essas coisas, mas era difícil demais para mim.
Porém quando fui ao templo de Deus, entendi o que vai acontecer com os maus.
Vi então que o Senhor os colocou à beira do perigo. Num lugar onde facilmente podem cair e morrer.
Eles serão destruídos quando menos esperam. Coisas terríveis acontecem a eles, e morrem.
Senhor, eles são como um sonho mau que esquecemos logo que acordamos. O Senhor fará com que eles desapareçam como desaparecem os monstros de um pesadelo.
De fato, fiquei cheio de amargura e cheio de inveja.
Eu me comportei com o Senhor como um animal, louco e ignorante.
Mas tenho estado sempre ao seu lado, o Senhor me conduz pela mão.
O Senhor me guia e me dá bons conselhos, e depois me receberá com honras.
Só ao Senhor tenho no céu, e se estou com o Senhor na terra, não preciso de mais nada.
Mesmo que o meu corpo e o meu coração desfaleçam, Deus é a rocha da minha vida e a minha herança para sempre.
Aqueles que se afastam do Senhor serão destruídos. O Senhor destruirá todos os que lhe são infiéis.
Mas eu permaneci ao lado de Deus, essa é a minha alegria. Coloquei toda a minha confiança no Senhor DEUS, proclamarei a todos os atos que ele fez.
Ó Deus, por que nos abandonou para sempre? Por que está tão irado com as ovelhas que lhe pertencem?
Não se esqueça do povo que adquiriu já há tanto tempo, das tribos que resgatou para lhe pertencer. Lembre-se do monte Sião, do lugar onde o Senhor vivia.
Venha caminhar por estas ruínas antigas; veja como o inimigo destruiu o Lugar Santo.
Os seus inimigos rugem no seu templo e levantam as suas bandeiras em sinal de vitória.
Os soldados inimigos usaram machados contra as portas, como se estivessem cortando uma floresta.
Com machados e martelos destruíram todas as peças de madeira que havia no seu templo.
Queimaram o seu santuário; não respeitaram o lugar que foi construído para honrá-lo.
Eles resolveram nos destruir completamente; queimaram todos os lugares sagrados do país.
Já não vemos os seus sinais poderosos, já não temos profetas. E não sabemos quanto tempo esta situação vai durar.
Ó Deus, até quando vai deixar que o inimigo zombe do Senhor? Vai deixar que ele o insulte para sempre?
Por que retirou de nós a sua proteção? Por que fica de braços cruzados?
Ó Deus, o Senhor tem sido o nosso Rei desde há muito tempo; nos salvou muitas vezes.
Abriu o mar Vermelho com o seu poder; esmagou as cabeças dos monstros do mar.
Despedaçou as cabeças do Leviatã, e fez que as feras do deserto comessem o seu corpo.
Fez correr fontes e riachos, e secou rios cheios de água.
O dia e a noite são seus, o Senhor criou o sol e a lua.
O Senhor marcou os limites da terra e fez o verão e o inverno.
Ó SENHOR, lembre-se que são os seus inimigos que zombam do Senhor; que são os insensatos que odeiam o seu nome.
Não permita que esses animais selvagens nos matem como se fôssemos uma pomba. Não se esqueça do seu povo, pobre e sofrido.
Lembre-se da aliança e proteja-nos, porque há violência em todos os cantos do país.
Não permita que o oprimido continue sofrendo; faça que o pobre e o necessitado louvem o seu nome.
Levante-se, ó Deus, defenda a nossa causa! Lembre-se que esses insensatos têm ofendido o Senhor muitas vezes.
Não se esqueça dos gritos de triunfo dos seus inimigos, nem do rugido constante dos rebeldes.
Agradecemos ao Senhor, ó Deus. Agradecemos ao Senhor por estar perto de nós; todos falam das coisas maravilhosas que fez.
Deus diz: “No momento determinado, vou julgar a todos com justiça.
Quando a terra tremer e estiver prestes a derreter-se com tudo o que contém, sou eu que a sustentarei”.
Digo aos orgulhosos: “Não sejam orgulhosos”. E aos ímpios: “Não se gabem de serem importantes.
Não tenham tanta certeza de que vão ganhar, não sejam arrogantes”.
A recompensa não vem do leste, nem do oeste, nem do deserto;
pois é Deus quem julga, é ele quem condena e exalta.
O SENHOR tem na sua mão uma taça cheia do vinho forte da sua ira. Ele dá esse vinho aos maus da terra, e eles bebem-no até à última gota.
Mas eu falarei sempre do que Deus faz! Cantarei louvores ao Deus de Jacó.
Deus disse: “Destruirei o poder dos maus, mas aumentarei o poder dos justos”.
O povo de Judá conhece Deus muito bem, grande é o seu nome em Israel.
O seu templo está em Salém; a sua casa, no monte Sião.
Ali Deus quebrou as armas de guerra, as flechas em fogo, os escudos e as espadas.
Deus, o Senhor é esplêndido, glorioso, descendo das montanhas onde derrotou os seus inimigos.
Eles pensavam que eram fortes, mas agora estão mortos. Despojados de tudo, não puderam se defender.
O grito de guerra do Deus de Jacó paralisou os cavalos e cavaleiros.
Ó Deus, o Senhor é temível! Ninguém pode resistir ao Senhor quando está irado.
Do céu deu a conhecer a sua sentença, e toda a terra ficou calada, cheia de medo,
quando o Senhor se levantou para julgar e para salvar os pobres e os oprimidos da terra.
Todos o respeitam quando castiga os maus. O Senhor mostra a sua ira contra as pessoas, e as que sobrevivem farão uma festa em sua honra.
Façam promessas ao SENHOR, seu Deus, e cumpram-nas. Todos os povos vizinhos, tragam ofertas àquele que deve ser temido.
Deus humilha os grandes governantes do mundo, os reis da terra tremem diante dele.
Grito para Deus me ajudar, grito bem alto para ele me ouvir.
No dia em que estava angustiado, procurei o SENHOR. Levantei as mãos em oração toda a noite, mas não encontrei consolo.
Penso em Deus e choro; começo a meditar e fico desanimado.
O Senhor não me deixa dormir; quero falar mas não posso, porque estou muito angustiado.
Penso no passado, nas coisas que aconteceram há muito tempo.
De noite me lembro das minhas canções. Falo comigo mesmo e procuro encontrar uma resposta.
Pergunto a mim mesmo se o Senhor nos abandonou para sempre, se ele nunca mais quer estar conosco.
Será que ele nunca mais vai nos amar? Será que as suas promessas acabaram para sempre?
Será que ele deixou de ter compaixão? Será que a sua ira tomou o lugar da sua compaixão?
Então disse: “Fico doente ao pensar que o Altíssimo deixou de nos mostrar o seu poder”.
Recordarei as suas maravilhas, as maravilhas que fez antigamente.
Pensarei em tudo o que fez, meditarei em todas as suas obras.
Ó Deus, tudo o que faz é santo. Não há nenhum deus tão grande como o nosso Deus.
O Senhor é o Deus que faz milagres; mostrou o seu poder entre as nações.
Pelo seu poder resgatou o seu povo, os descendentes de Jacó e de José.
Ó Deus, quando as águas o viram, tremeram de medo; até os abismos do mar estremeceram.
As nuvens deixaram cair a sua chuva, o som dos trovões ressoou no céu e das nuvens saíram os seus raios como flechas.
O som dos trovões ecoou nos ares e os seus raios iluminaram o mundo; a terra tremeu e estremeceu.
Abriu o seu caminho através do mar, caminhou pelas águas profundas sem deixar pegadas.
Guiou o seu povo como se guia um rebanho, por meio de Moisés e Aarão.
Escute, meu povo, o meu ensino, preste atenção ao que eu lhe digo.
Vou lhe contar uma história, falar de provérbios antigos.
Coisas que ouvimos e aprendemos e que os nossos pais nos ensinaram.
Não esconderemos essas coisas dos nossos filhos; iremos passá-las às gerações seguintes. Louvaremos sempre ao SENHOR e falaremos do seu poder e das maravilhas que ele fez.
Ele fez uma aliança com Jacó, e deu os seus mandamentos ao povo de Israel. E ordenou aos nossos antepassados que os ensinassem aos seus filhos.
Os seus filhos ficariam conhecendo-os e, por sua vez, eles os ensinariam aos filhos deles que ainda não tinham nascido.
Assim eles porão a sua confiança em Deus; nunca esquecerão o que ele fez e serão obedientes aos seus mandamentos.
Eles não se revoltarão contra Deus como fizeram os seus antepassados, que não obedeceram a Deus e foram rebeldes e teimosos.
Os homens da tribo de Efraim armados com arcos e flechas fugiram no dia da batalha.
Eles não foram fiéis à aliança que fizeram com Deus, recusaram-se a obedecer aos seus ensinos.
Esqueceram-se do que Deus tinha feito por eles, das maravilhas que ele tinha lhes mostrado.
Eles esqueceram os milagres que Deus tinha feito à vista dos seus antepassados na terra do Egito, na região de Zoã.
Deus dividiu o mar e ajudou o povo a atravessá-lo, contendo as águas como se fosse uma barragem.
Todos os dias Deus os guiava com uma nuvem, e todas as noites os conduzia pela luz do fogo.
Ele partiu as rochas no deserto e lhes deu água para beber das profundezas da terra.
Deus fez a água sair da rocha e correr como um rio.
Mesmo assim os nossos antepassados continuaram pecando contra Deus; se revoltaram contra o Altíssimo no deserto.
Decidiram pôr Deus à prova, pedindo-lhe a comida que queriam.
Duvidaram dele, dizendo: “Alguma vez será Deus capaz de nos dar comida no deserto?
Sabemos que ele bateu na rocha e fez sair dela rios de água, mas vamos ver se ele também nos pode dar pão e carne”.
O SENHOR ouviu o que eles disseram e ficou furioso com o povo de Jacó, ficou irritado contra o povo de Israel,
porque eles não confiaram em Deus, nem creram que ele podia salvá-los.
Apesar disso, ele deu ordens às nuvens, abriu as portas dos céus
e fez chover maná para o povo comer; deu-lhes o pão do céu.
As pessoas comeram o pão dos anjos. Deus enviou-lhes comida em abundância.
Depois Deus enviou do céu o vento leste e pelo seu poder fez soprar o vento sul.
Fez chover carne sobre eles, fez cair tantas aves como a areia do mar.
Deus fê-las cair no meio do acampamento, em volta das tendas.
Eles comeram até ficarem mais do que satisfeitos, e assim Deus fez o que eles desejavam.
Mas quando ainda não tinham se fartado, quando ainda tinham a comida na boca,
Deus mostrou a sua ira matando os mais fortes, os jovens de Israel.
Mesmo depois desses milagres, eles ainda continuaram pecando e não acreditando que Deus podia fazer maravilhas.
Por isso Deus destruiu as suas vidas como um sopro e como um terror repentino.
Mas sempre que Deus matava alguns, os outros corriam para ele, se convertiam e regressavam para Deus.
Se lembravam, então, que Deus era quem os protegia, que o Deus Altíssimo era quem os resgatava.
Tentavam enganar a Deus com os seus louvores, tudo o que saía da boca deles era falso.
O coração deles não era sincero, nem eram fiéis à sua aliança.
Mas Deus tinha misericórdia deles, perdoava-lhes os seus pecados e não os destruía. Muitas vezes conteve a sua ira para não destruí-los.
Deus se lembrava de que eles eram mortais, um vento que passa e não volta mais.
Quantas vezes eles se revoltaram contra Deus! Quantas vezes Deus ficou triste por causa deles!
Muitas vezes puseram à prova a sua paciência, afligiram o Santo de Israel.
Eles se esqueceram do seu poder, das vezes que ele os salvou do perigo.
Eles se esqueceram dos sinais poderosos que Deus fez no Egito, e dos milagres na região de Zoã.
Deus transformou os rios em sangue, e os egípcios não puderam beber dessa água;
mandou milhares de moscas para atormentá-los, e rãs para arruiná-los;
enviou insetos para arruinarem as plantações, e gafanhotos para comer as colheitas;
destruiu as vinhas com granizo e as figueiras com pedaços de gelo;
destruiu também o gado com o granizo, e os rebanhos com os raios;
soltou a sua fúria e mostrou a sua indignação. Descarregou contra os egípcios a sua ira ardente, e enviou os seus anjos destruidores.
Deus dirigiu toda a sua ira contra eles, os matou com uma praga e não os salvou da morte.
Ele matou todos os filhos mais velhos do Egito, fez morrer todo primeiro filho da família de Cam.
Depois, Deus levou o povo de Israel para o deserto, conduziu o seu povo como um pastor conduz o seu rebanho.
Deus os conduziu com toda a segurança para eles não terem medo, mas afundou os seus inimigos no mar.
Deus levou o seu povo à sua terra santa, ao monte que ele mesmo conquistou com o seu poder,
e expulsou dessa terra as nações que lá estavam. Depois, distribuiu a terra pelo seu povo como sua herança, e instalou as tribos de Israel nas tendas dessas nações.
Mas os israelitas puseram o Deus Altíssimo à prova, revoltando-se contra ele e desobedecendo aos seus mandamentos.
Rebelaram-se contra ele, foram infiéis como os seus pais, desleais como um bumerangue.
Provocaram a ira de Deus ao construir altares para adorar outros deuses. Causaram-lhe ciúmes fazendo estátuas de deuses falsos.
Quando Deus soube disso, ficou furioso e rejeitou Israel completamente.
Deus abandonou o lugar de adoração que havia em Siló, a tenda onde ele habitava entre os seres humanos.
Permitiu que o inimigo capturasse a arca da aliança, o símbolo do seu poder e da sua glória.
Deixou que o seu povo fosse morto à espada, pois estava irritado com o povo que lhe pertencia.
Os jovens foram consumidos pelo fogo e as noivas não puderam se casar.
Os sacerdotes foram mortos à espada, e as suas viúvas não puderam chorar por eles.
Então o Senhor despertou como de um sono profundo, como um guerreiro que acorda da sua bebedeira.
Obrigou os seus inimigos a fugirem, derrotados e humilhados para sempre.
Também rejeitou os descendentes de José, não escolheu a tribo de Efraim.
No lugar deles, escolheu a tribo de Judá, e o seu amado monte Sião.
Construiu o seu santuário para existir para sempre, um santuário alto como o céu e firme como a terra.
Deus escolheu o seu servo Davi, tirando-o do curral das ovelhas.
Deus o tirou de onde ficava cuidando dos rebanhos e o colocou como pastor de Jacó, o seu povo, o povo de Israel, a sua herança.
E Davi cuidou deles com honestidade, com sabedoria conduziu o povo de Deus.
Ó Deus, as nações invadiram o seu povo. Destruíram o seu templo sagrado e deixaram Jerusalém em ruínas.
Deixaram os corpos dos seus servos para alimento das aves do céu; os corpos dos seus fiéis para serem devorados pelas feras selvagens.
O sangue do seu povo corria como água por toda a cidade de Jerusalém; e não havia ninguém para enterrar os mortos.
Somos desprezados pelos nossos vizinhos; os países que nos rodeiam zombam de nós.
SENHOR, até quando ficará indignado conosco? Deixará que a sua ira nos queime para sempre?
Derrame a sua ira sobre as nações que não o conhecem, sobre os povos que não o adoram.
Pois foram eles que destruíram Jacó, que deixaram em ruínas o país.
Não nos castigue pelos pecados dos nossos antepassados. Mostre-nos depressa a sua compaixão, pois estamos sem nenhuma força.
Ó nosso Deus e Salvador, ajude-nos! Salve-nos para glória do seu nome; perdoe os nosso pecados por causa da sua honra.
Não deixe que os outros povos nos perguntem: “Onde está agora o seu Deus?” Deixe-nos ver o castigo daqueles que derramam o sangue dos seus servos.
Ouça os lamentos dos prisioneiros, mostre todo o seu poder e salve os condenados à morte.
Ó Senhor, castigue as nações vizinhas sete vezes mais do que elas nos fizeram! Castigue-as pelos insultos com que o ofenderam!
Nós somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho, sempre o louvaremos. De geração em geração lhe cantaremos louvores.
Ouça-nos, ó Pastor de Israel! Escute-nos, ó Senhor, que guia o povo de José! O Senhor está sentado no trono, entre os querubins; por favor, revele a sua glória
diante de Efraim, Benjamim e Manassés. Mostre o seu poder, e venha nos salvar.
Aceite-nos de novo, ó Deus, mostre-nos a sua bondade e salve-nos.
Ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso, até quando ficará irado com o seu povo? Quando vai ouvir as suas orações?
Fez o seu povo chorar em vez de comer, e deu para ele beber um copo cheio de lágrimas.
Fez com que as nações vizinhas nos atacassem, e que os nossos inimigos zombassem de nós.
Aceite-nos de novo, ó Deus Todo-Poderoso, mostre-nos a sua bondade e salve-nos.
Do Egito, o Senhor trouxe uma videira, expulsou as nações e plantou a sua videira.
Limpou o terreno, e a videira lançou raízes e encheu a terra.
Os montes ficaram cobertos pela sua sombra, e os seus ramos cobriram os cedros mais altos.
Os seus ramos se estenderam até o Mar, e os seus rebentos, até o rio Eufrates.
Senhor, por que derrubou os muros que protegiam a sua vinha? Agora todos os que passam por ela apanham as suas uvas.
Os javalis da floresta destroem a sua vinha, e os animais selvagens a devoram.
Ó Deus Todo-Poderoso, volte para nós. Olhe para a sua videira desde lá do céu e tome conta dela.
É a videira que plantou com as suas próprias mãos, o rebento que cultivou para ser seu.
A sua videira foi queimada pelo fogo como se fosse lixo; mostre a sua ira e destrua aqueles que a queimaram.
Proteja de novo o seu povo escolhido, o povo que fez crescer como se fosse um homem.
Nunca mais nos afastaremos do Senhor, deixe-nos viver e louvaremos o seu nome.
Aceite-nos de novo, ó SENHOR Deus Todo-Poderoso, mostre-nos a sua bondade e salve-nos.
Cantem com alegria a Deus, nossa força. Gritem de alegria ao Deus de Jacó.
Comecem a música! Toquem os tamborins, a harpa melodiosa e a lira.
Toquem a trombeta no dia da nossa festa, quando chegarem a lua nova e a lua cheia.
Isso é um decreto para Israel, uma ordem do Deus de Jacó.
Deus fez esse acordo com o povo de José, quando o tirou do Egito. Numa voz que eu nunca tinha ouvido antes, Deus disse:
“Tirei o peso dos seus ombros e, das mãos, os cestos cheios de tijolos.
Quando vocês estavam angustiados, chamaram por mim e eu os salvei. Respondi do meio de uma nuvem escura e de trovões. Eu coloquei o meu povo à prova nas águas de Meribá.
“Meu povo, escutem bem o meu aviso! Ó Israel, seria tão bom se vocês ouvissem o que digo!
Não tenham nenhum outro deus entre vocês. Não adorem os deuses que as nações adoram.
Eu sou o SENHOR, seu Deus, que tirou vocês do Egito. Deixem que eu os alimente.
“Mas o meu povo não me escutou, Israel não me obedeceu.
Portanto, deixei-os fazer o que teimavam fazer, e eles fizeram o que lhes dava vontade.
Como seria bom se o meu povo me ouvisse, se Israel me obedecesse!
Depressa eu derrotaria os seus inimigos e castigaria os seus adversários.
Os que odeiam o SENHOR seriam derrotados e castigados para sempre.
Mas eu alimentaria o meu povo com o melhor trigo, e os deixaria satisfeitos com o melhor mel”.
Deus preside à assembleia dos deuses, ele julga no meio dos deuses.
“Até quando vocês vão julgar injustamente? Até quando vão ajudar os ímpios?
“Defendam os pobres e os órfãos, façam justiça aos oprimidos e aos indefesos!
Ajudem os pobres e os necessitados, salvem-nos do poder dos maus!
“Eles nada sabem, nem têm nenhum entendimento. Andam em trevas enquanto os alicerces da terra tremem”.
Eu disse: “Vocês são deuses, são filhos do Deus Altíssimo.
Mas morrerão como os homens morrem, cairão como os outros governantes”.
Levante-se, ó Deus, julgue a terra, pois são suas todas as nações!
Ó Deus, não fique em silêncio! Não se cale, ó Deus, faça alguma coisa.
Os seus inimigos estão agitados, os que o odeiam revoltam-se contra o Senhor.
Fazem planos contra o seu povo; planos para fazer mal àqueles que o Senhor protege.
Eles dizem: “Vamos destruir Israel completamente, para que nunca mais ninguém se lembre do seu nome”.
Todos estes povos se juntam para conspirar e fazer uma aliança contra o Senhor:
o povo de Edom, os ismaelitas, o povo de Moabe, os descendentes de Agar,
o povo de Gebal, Amom, Amaleque, os filisteus e os habitantes de Tiro.
Até a Assíria se juntou a eles, e deu armas aos descendentes de Ló.
Ó Senhor, trate-os como tratou os midianitas, como tratou Sísera e Jabim no rio Quisom.
Eles foram destruídos em En-Dor e os seus corpos apodreceram na terra.
Trate os seus nobres como tratou Orebe e Zeb; faça com todos os seus chefes como fez com Zeba e Zalmuna,
que disseram: “Vamos ficar com as pastagens que pertencem a Deus”.
Ó Deus, disperse-os como folhas num remoinho; faça-os desaparecer como palha levada pelo vento.
Assim como o fogo destrói a floresta e as chamas queimam os montes,
persiga-os com o seu vendaval e encha-os de terror com a sua tempestade.
Envergonhe-os, SENHOR, para que venham adorá-lo.
Que sempre se sintam humilhados e cheios de terror! Que morram de vergonha!
Assim saberão que só o Senhor é Deus, que o seu nome é YAVÉ, e que o Senhor é o Altíssimo que governa toda a terra.
SENHOR Todo-Poderoso, como amo o lugar onde vive!
Tenho saudades dos pátios do templo, ó SENHOR, estou ansioso por estar lá. O meu coração canta de alegria, com todo o meu ser canto ao Deus vivo.
Ó SENHOR Todo-Poderoso, meu Rei e meu Deus, até os pássaros encontraram um lugar no seu templo, perto do altar, onde fazem os seus ninhos e têm os seus filhotes.
Felizes são os que vivem no seu templo, louvando-o continuamente.
Felizes são os que sabem que a sua força depende do Senhor, os que desejam ir ao seu templo.
Quando passam pelo vale de Baca, o vale transforma-se num oásis, abençoado pelas primeiras chuvas.
Eles caminham de aldeia em aldeia até chegar ao monte Sião e se apresentar diante de Deus.
Ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso, ouça a minha oração! Ó Deus de Jacó, escute o que eu digo.
Ó Deus, nosso protetor, olhe e trate com bondade o seu rei escolhido.
Um dia no seu templo é melhor do que mil dias em qualquer outro lugar. Prefiro ficar na entrada da casa do meu Deus, do que morar nas casas dos ímpios.
O SENHOR Deus é a nossa luz e proteção, ele concede a graça e a honra. O SENHOR não recusa nenhuma coisa boa aos que vivem com integridade.
Ó SENHOR Todo-Poderoso, felizes são aqueles que confiam no Senhor!
SENHOR, como tem sido bom para a sua terra, restaurou o bem-estar do povo de Jacó.
Perdoou a maldade do seu povo, e cobriu todos os seus pecados.
Deixou de estar irritado conosco, a sua ira terrível já passou.
Ó Deus, nosso Salvador, salve-nos mais uma vez, e aceite-nos de novo.
Ficará indignado conosco por todas as gerações? Será que a sua ira nunca acabará?
Por favor, volte novamente para nós e dê-nos vida. Faça o seu povo se sentir alegre por lhe pertencer.
Mostre-nos o seu amor, ó SENHOR, e dê-nos a salvação.
Estarei atento ao que Deus, o SENHOR, diz. Ele promete paz para o seu povo, para os seus fiéis, se eles não voltarem para a vida sem sentido que viviam antes.
Deus está pronto para salvar aqueles que o respeitam; a sua glória habitará de novo em nossa terra.
Então o amor de Deus se encontrará com os seus fiéis, a justiça e a paz os cumprimentarão com um beijo.
A lealdade brotará dos fiéis da terra, e do céu, Deus lhes mostrará a sua justiça.
O SENHOR nos dará o que é bom, e a nossa terra produzirá bons frutos.
A justiça irá adiante de Deus, para lhe preparar o caminho.
SENHOR, eu sou pobre e necessitado. Ouça, por favor, a minha oração.
Sou fiel, por favor, proteja-me. Eu sou seu servo e o Senhor é o meu Deus. Confio no Senhor, venha me salvar.
Tenha compaixão de mim, Senhor, passo o dia inteiro pedindo que me ajude.
Senhor, ponho a minha vida nas suas mãos; encha-me de alegria pois sou seu servo.
O Senhor é bom, cheio de compaixão, e ama os que lhe pedem ajuda.
SENHOR, escute a minha oração, peço que tenha compaixão.
Quando estou angustiado, eu o chamo, porque sei que irá me responder.
Entre os deuses não há ninguém como o Senhor, ninguém pode fazer o que o Senhor faz.
Todas as nações que o senhor criou virão na sua presença, irão se prostrar e adorar o seu nome.
O Senhor é poderoso e faz maravilhas! O Senhor, e só o Senhor, é Deus.
Ó SENHOR, ensine-me o que devo fazer, e serei obediente aos seus ensinos. Dê-me um coração dedicado só ao Senhor, para que possa honrá-lo.
Senhor, meu Deus, eu o louvo com todo o meu coração; adorarei o seu nome para sempre.
Grande é o amor que tem por mim, o Senhor me salvou do mundo dos mortos.
Ó Deus, estou sendo atacado por pessoas orgulhosas. Um bando de pessoas violentas querem me matar, pessoas que não têm nenhum respeito pelo Senhor.
Mas o Senhor é um Deus compassivo e bondoso, um Deus que não se irrita com facilidade; cheio de amor e fiel.
Por isso, escute e tenha compaixão de mim. Mostre o seu poder e salve-me, pois sou seu servo, como também a minha mãe foi sua serva.
Dê-me uma prova do seu amor. Faça os meus inimigos se sentirem envergonhados ao verem que o SENHOR me ajuda e consola.
Deus edificou a sua cidade sobre Sião, o monte santo.
O SENHOR tem mais amor pela cidade de Jerusalém do que por qualquer outro lugar de Israel.
Ó cidade de Deus, todos falam das suas coisas maravilhosas.
Deus disse: “Alguns do meu povo vivem no Egito e na Babilônia. E outros nasceram na Filisteia, em Tiro, e até na Etiópia”.
Mas dos que vivem em Sião, Deus disse: “Eu conheço cada pessoa que nasce em Jerusalém”. É a cidade construída pelo Deus Altíssimo.
O SENHOR escreverá no registro dos povos: “Esta pessoa nasceu em Sião”.
O povo de Deus dançará e cantará, dizendo: “Sião é o lugar onde recebemos tudo o que é bom”.
Ó SENHOR, meu Deus e Salvador, passo o dia e a noite pedindo que me ajude.
Tenha compaixão de mim, escute a minha oração, ouça o meu pedido.
Eu já sofri bastante e estou perto de morrer.
Estou quase morto, não tenho força nenhuma.
Procure por mim entre os mortos, entre os que estão na sepultura. Pois eu sou como um morto, como alguém de quem já não se lembra. Estou afastado do Senhor e do seu cuidado.
Atirou-me para o mundo dos mortos, para a escuridão do abismo.
A sua ira é como um peso que me esmaga; ela vem contra mim como ondas do mar, sem parar.
O Senhor me deixou sem nenhum amigo; fez que todos me desprezassem. Estou preso e não posso escapar.
Os meus olhos doem de tanto chorar. Eu oro ao SENHOR todos os dias; a ele levanto as mãos em oração.
Será que faz milagres para os mortos? Será que os mortos se levantam para louvá-lo?
Alguém falará do seu amor no túmulo ou da sua fidelidade no mundo dos mortos?
Será que as suas maravilhas são conhecidas naquela escuridão? Alguém conhece o seu amor na terra do esquecimento?
Mas eu, SENHOR, peço a sua ajuda; de manhã cedo, começo a orar.
SENHOR, por que me abandona? Por que não quer me escutar?
Tenho sofrido tanto, tenho estado à beira da morte desde a minha mocidade. O Senhor me fez passar por sofrimentos terríveis; já não aguento mais.
Descarregou a sua ira sobre mim, estou acabado.
As minhas dores nunca me deixam, são como uma enchente.
O Senhor me afastou dos meus amigos e dos meus queridos; e agora o meu melhor amigo é a escuridão.
Cantarei sempre do amor do SENHOR. De geração em geração, anunciarei que ele é fiel.
Eu disse: “O seu amor fiel dura para sempre, a sua fidelidade é eterna como o céu”.
Deus disse: “Fiz uma aliança com o meu rei escolhido, fiz esta promessa ao meu servo Davi:
Davi, farei com que a sua dinastia se prolongue para sempre, e o seu reino continuará por todas as gerações”.
Os céus louvam as suas maravilhas, ó SENHOR, a assembleia dos santos louvam a sua fidelidade.
Ninguém nos céus é como o SENHOR! Nenhum deus se compara com o Senhor!
Na assembleia dos santos, todos temem a Deus; ele é maior e mais poderoso do que todos os que o rodeiam.
Ó SENHOR, Deus Todo-Poderoso, não há ninguém como o senhor! É poderoso e sempre fiel.
Domina o mar bravo, acalma as ondas mais fortes.
Esmagou Rahabe, o monstro dos mares; com o seu poder, dispersou os seus inimigos.
Tudo o que há no céu e na terra é seu; o Senhor criou o mundo e tudo o que nele existe,
também criou o Norte e o Sul. O monte Tabor e o monte Hermom louvam o seu nome.
O Senhor tem todo o poder! Grande é a sua força! A vitória é sua!
A retidão e a justiça são os alicerces do seu reino. É fiel e cheio de amor em tudo o que faz.
Felizes são, ó SENHOR, os que sabem louvá-lo com alegria. Eles caminham na luz da sua presença.
Eles se alegram no Senhor, e o louvam porque é justo.
O Senhor é o poder glorioso deles, e é quem lhes dá a sua força.
O nosso escudo é o SENHOR. O nosso Rei é o Santíssimo de Israel.
Um dia, numa visão, disse aos seus fiéis: “Dei força a um guerreiro; exaltei um jovem escolhido dentre o povo.
Encontrei o meu servo Davi e o ungi com azeite sagrado para ser rei.
A minha força lhe dará apoio, o meu poder lhe dará força.
O inimigo não será capaz de derrotar o meu escolhido; os maus nunca o vencerão.
Derrubarei os seus inimigos diante dele; e destruirei os que o odeiam.
Ele poderá sempre contar com o meu amor fiel e, por causa do meu poder, ele vencerá sempre.
Ele terá poder sobre o mar e domínio sobre os rios.
Ele me dirá: ‘O Senhor é o meu Pai, o meu Deus, a rocha que me salva’.
Eu o nomearei como o meu filho mais velho, e ele será rei sobre todos os reis do mundo.
Eu sempre o amarei e a minha aliança com ele nunca terá fim.
Os seus descendentes sempre serão reis, e o seu reino permanecerá enquanto existirem os céus.
“Quando os seus filhos desobedecerem à minha lei e não seguirem as minhas ordens,
quando eles não forem obedientes aos meus ensinamentos e não cumprirem os meus mandamentos,
então terei que castigá-los por causa dos seus erros, e de açoitá-los por causa dos seus pecados,
mas nunca deixarei de amá-los e de cumprir o que lhes prometi.
Não quebrarei a aliança que fiz com ele, nem modificarei as minhas promessas.
De uma vez por todas, jurei pela minha santidade, que nunca mentiria a Davi.
A sua descendência permanecerá para sempre, o seu reino durará enquanto existir o sol.
Existirá para sempre, como a lua. Os céus testemunham essa aliança em que se pode confiar”.
Mas o Senhor se irritou com o seu rei escolhido; o rejeitou e o abandonou.
Quebrou a aliança que tinha feito, e deitou por terra a coroa do rei.
Derrubou a muralha que protegia a cidade e destruiu todas as suas fortalezas.
Os que passam roubam tudo o que querem, os seus vizinhos zombam dele.
O Senhor apoiou os seus inimigos e fez com que os seus adversários se alegrassem.
Também tirou as armas dele e não o ajudou na batalha.
Não permitiu que ele ganhasse, derrubou o seu trono.
Encurtou os dias da sua juventude, e o encheu de vergonha.
SENHOR, até quando vai nos ignorar? Será que a sua ira nunca deixará de nos queimar?
Lembre-se de que a vida é curta. O Senhor nos criou para vivermos por pouco tempo e depois morrermos.
Nenhum homem vive para sempre. Ninguém escapa à morte.
Ó Senhor, onde está o seu amor antigo? Onde está a fidelidade que o Senhor jurou a Davi?
Lembre-se, Senhor, dos insultos que o seu servo tem sofrido. Trago no peito os ultrajes de muitas nações,
com que os seus inimigos nos ofendem, SENHOR; Eles estão sempre insultando o seu escolhido!
Bendito seja o SENHOR para sempre! Amém! Amém!
Senhor, como tem sido o nosso refúgio em todas as gerações!
Antes das montanhas terem nascido; antes da terra e do mundo existirem; desde sempre e para sempre, o Senhor é Deus.
O Senhor pode reduzir o ser humano ao pó, dizendo apenas: “Voltem a ser pó!”
Para o Senhor, mil anos são como um dia que já passou, como as horas da noite que passam depressa.
O Senhor semeia os seres humanos ano após ano; eles são como a erva
que brota e cresce pela manhã, mas seca e morre de tarde.
Somos consumidos pela sua ira, o seu furor nos enche de terror.
O Senhor conhece todas as nossas maldades. Ninguém pode esconder os seus pecados à luz da sua presença.
Passamos a vida debaixo da sua ira; depressa como um sopro, os nossos anos chegam ao fim.
Vivemos uns setenta anos, talvez oitenta para os mais fortes. Vivemos sempre trabalhando, sofrendo e, de repente, a nossa vida termina e nós desaparecemos.
Ninguém conhece o poder da sua ira, nem sentiu o temor e o respeito que o seu furor deveria causar.
Ensine-nos que a vida é curta, para vivermos com sabedoria.
SENHOR, volte de novo para o nosso lado. Trate os seus servos bem.
Encha-nos todas as manhãs com o seu amor fiel e cantaremos de alegria toda a nossa vida.
Dê-nos tantos anos de alegria, como nos deu de sofrimento.
Deixe que os seus servos vejam as maravilhas que faz, e permita que os filhos deles vejam a sua glória.
Que o Senhor, nosso Deus, seja bom para nós, que nos dê sucesso em tudo o que fizermos. Sim, que nos dê sucesso em tudo!
Aquele que habita no abrigo do Altíssimo, descansará na sombra protetora do Todo-Poderoso.
Digo ao SENHOR: “O Senhor é o meu refúgio e a minha fortaleza. Eu confio no Senhor, pois é o meu Deus”.
Deus guardará você dos perigos escondidos e da peste mortal.
Ele protegerá você com as suas asas, você estará seguro debaixo delas. Deus é fiel, ele será o seu escudo e a sua muralha protetora.
Não tenha medo dos perigos da noite, nem das flechas lançadas de dia.
Não tema a peste que se espalha na escuridão, nem os males que matam à luz do dia.
Mesmo que mil pessoas caiam mortas à sua esquerda, e dez mil, à sua direita, nenhum mal lhe acontecerá.
Olhe e verá que os maus receberão o castigo que merecem.
Se você confiar no SENHOR como o seu refúgio, e no Altíssimo como a sua proteção,
nenhum mal lhe acontecerá, nenhuma peste chegará a sua tenda.
Porque Deus dará ordem aos seus anjos para protegerem você em todos os seus caminhos.
Com as suas mãos, eles o segurarão para que nenhuma pedra faça você tropeçar.
Você pisará no leão e na cobra, triunfará sobre o leão feroz e a serpente.
Deus diz: “Porque ele me ama, eu o salvarei; porque ele é fiel, eu o protegerei.
Quando ele me chamar, eu responderei, e estarei com ele quando estiver em dificuldades. Eu irei livrá-lo e fazer com que todos o honrem.
Irei recompensá-lo com uma vida longa, e lhe mostrarei a minha salvação”.
Como é bom agradecer ao SENHOR, cantar louvores ao seu nome, ó Altíssimo!
Como é bom proclamar pela manhã o seu amor e à noite, a sua fidelidade,
ao som da lira e da cítara, e com a música suave da harpa.
Pois tudo o que fez, SENHOR, me dá grande alegria! As suas obras me fazem cantar de felicidade!
Maravilhosas são as suas obras, SENHOR, e profundos, os seus pensamentos.
Os tolos não entendem estas coisas, nem os insensatos as compreendem.
Mesmo que os pecadores cresçam como a erva e os maus floresçam, eles serão destruídos para sempre.
Pois o SENHOR é exaltado para sempre.
Os seus inimigos, SENHOR, serão destruídos, os infiéis serão derrotados!
O Senhor me deu a força de um touro selvagem e me refrescou derramando óleo novo sobre mim.
Os meus olhos irão ver a derrota dos meus inimigos. Ouvirei os gritos de angústia dos que se voltaram contra mim.
Os bons florescem como as palmeiras, crescem como os cedros do Líbano.
Eles são como árvores plantadas no templo do SENHOR, que dão bons frutos nos pátios do nosso Deus.
Como árvores novas e fortes, eles continuam dando frutos mesmo na velhice,
e proclamando que o SENHOR é justo. Ele é a minha rocha e nele não há injustiça.
O SENHOR é rei! O SENHOR se veste de majestade e poder! Ele está pronto, por isso a terra está firme e não poderá ser abalada.
O seu trono está seguro desde sempre, porque o Senhor existe antes de tudo!
As águas se levantam, SENHOR, e se revoltam. Ouve-se o barulho das ondas que se levantam e fazem estrondo.
Mas o SENHOR que está no alto céu, é mais forte do que o barulho das águas, mais poderoso do que o rebentar do mar.
As suas leis são de confiança, ó SENHOR. A santidade do seu templo é a sua beleza para sempre.
SENHOR, meu Deus, que castiga a maldade! Aparece em glória, ó Deus vingador!
Levante-se, ó Juiz da terra, pague aos orgulhosos o que eles merecem!
Até quando, ó SENHOR, os maus vão continuar sem serem castigados?
Até quando continuarão essas pessoas más celebrando todo o mal que fazem?
SENHOR, eles oprimem o seu povo, e fazem sofrer os que lhe pertencem.
Eles matam as viúvas e os estrangeiros, eles assassinam os órfãos.
Dizem que o SENHOR não se dá conta do mal que eles fazem, que o Deus de Jacó não sabe o que acontece.
Insensatos, procurem entender! Aprendam, tenham juízo.
Será que quem fez os ouvidos não ouve vocês? Será que quem fez os olhos não vê o que vocês fazem?
Aquele que disciplina as nações também vai corrigir vocês. É ele que dá conhecimento ao homem.
O SENHOR sabe que o pensamento do homem está nas coisas que não têm valor.
Feliz é a pessoa que o SENHOR corrige; aqueles a quem ensina a maneira correta de viver.
Quando chegam os dias maus, eles têm paz. Mas os ímpios serão enterrados.
O SENHOR não abandonará o seu povo; não desamparará aqueles que lhe pertencem.
Voltará a ter justiça nos julgamentos, e as pessoas honestas a apoiarão.
Quem me ajudou contra os ímpios? Quem lutou ao meu lado contra os maus?
Se o SENHOR não tivesse me ajudado, eu teria sido destruído.
Quando eu disse: “Estou prestes a escorregar”, o amor fiel do SENHOR veio me ajudar.
Eu estava muito preocupado e aflito, mas o Senhor me consolou e me encheu de alegria.
Deus, o Senhor não é amigo dos juízes corruptos, que usam a lei para fazer mal às pessoas.
Eles se unem para matar o justo, e condenam à morte o inocente.
Mas o SENHOR é a minha fortaleza, o meu Deus e a rocha que me protege.
Ele vai castigar o mau por todo o mal que fez, irá destruí-lo pela sua maldade. O SENHOR, nosso Deus, os destruirá!
Venham, cantem com alegria ao SENHOR! Louvem a rocha que nos salva.
Vamos ao seu encontro com ações de agradecimento; vamos honrá-lo com cânticos de louvor.
Porque o SENHOR é o grande Deus, o grande rei acima de todos os deuses.
Desde as profundezas da terra até aos cumes dos montes, tudo lhe pertence.
O mar é dele, pois foi ele que o criou; e ele fez a terra com as suas próprias mãos.
Venham, vamos nos prostrar em adoração, vamos nos ajoelhar diante do SENHOR, que nos criou!
Ele é o nosso Deus, e nós somos o povo que ele conduz, o rebanho do qual ele cuida. Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, prestem atenção:
“Não sejam teimosos como foram os seus antepassados em Meribá e em Massá, no deserto.
Ali eles me colocaram à prova, apesar de terem visto as obras que tinha feito.
Durante quarenta anos, fiquei irado com aquela geração e disse: ‘São um povo infiel pois não querem fazer o que lhes ordeno’.
Fiquei indignado com eles e jurei que nunca entrariam no meu lugar de descanso”.
Cantem ao SENHOR uma nova canção; que todo o mundo cante ao SENHOR.
Cantem ao SENHOR, falem sempre bem dele, anunciem todos os dias a sua salvação.
Proclamem entre as nações a sua glória, contem a todos os povos as suas obras maravilhosas.
O SENHOR é grande e digno de louvor; é mais temível do que todos os deuses.
Os deuses das outras nações são apenas ídolos; mas o SENHOR fez os céus.
Na sua presença, há esplendor e sua majestade, no seu santo templo há poder e beleza.
Louvem o SENHOR, ó famílias das nações! Deem glória e honra ao SENHOR!
Louvem o nome do SENHOR; levem ofertas ao seu templo.
Louvem ao SENHOR no seu belo templo; que toda a terra trema diante dele.
Anunciem às nações: “O SENHOR é Rei!” Ele estabeleceu o mundo e o mundo não será abalado. O SENHOR julgará os povos com imparcialidade.
Que o céu se alegre; que a terra fique contente; que o mar e tudo o que há nele gritem de alegria;
Alegrem-se os campos e tudo o que neles cresce. Que as árvores da floresta cantem de alegria.
Que todo o mundo se alegre porque o SENHOR vem governar o mundo. Ele governará o mundo com justiça e as nações com retidão.
O SENHOR é rei. Alegre-se a terra! Alegrem-se as ilhas mais remotas.
Nuvens espessas e escuras o rodeiam; a justiça e a retidão são as bases do seu reino.
Na frente dele vai um fogo que devora os seus inimigos por todos os lados.
Os seus relâmpagos iluminam o mundo, a terra treme ao vê-los.
As montanhas se derretem como cera, diante do SENHOR, o dono de toda a terra.
Os céus proclamam a sua justiça, e as nações veem a sua glória.
Os que adoram estátuas ficam envergonhados, os que se orgulham dos ídolos. Todos os deuses se inclinam diante dele!
Sião ouve e alegra-se, as cidades de Judá sentem alegria com as sentenças do SENHOR.
O SENHOR é o Altíssimo, que governa toda a terra! É exaltado acima de todos os deuses.
Vocês, que amam o SENHOR, odeiem o mal. Ele protege a vida dos seus fiéis e os livra do poder dos maus.
A luz brilha sobre o justo e a alegria sobre as pessoas honestas.
Que os justos se alegrem no SENHOR e louvem o seu santo nome.
Cantem um cântico novo ao SENHOR, porque ele fez coisas maravilhosas! Ele obteve salvação pela sua própria força e pelo seu santo poder.
Diante de todas as nações, o SENHOR mostrou a sua salvação e revelou a sua justiça.
Deus se lembrou do seu amor e foi fiel às promessas que fez ao povo de Israel. As pessoas de terras mais distantes viram o que o nosso Deus fez para nos salvar.
Que todo mundo cante com alegria ao SENHOR! Louvem-no com cânticos alegres e ao som da música!
Cantem louvores ao SENHOR ao som da harpa e com belas músicas!
Cantem com alegria ao SENHOR, nosso Rei, ao som das trombetas e cornetas!
Gritem de alegria, o mar e tudo o que há nele e o mundo e todos os que nele habitam.
Aplaudam os rios e cantem os montes.
Cantem ao SENHOR, porque ele vem julgar o mundo. Ele julgará o mundo com justiça e os povos com retidão.
O SENHOR é o Rei! As nações tremem de medo! O seu trono está sobre os querubins! Abala-se a terra!
Grande é o SENHOR em Sião; ele está acima de todos os povos.
Que todos louvem o Senhor, porque ele é grande e temível. Santo é o seu nome.
O Senhor é rei poderoso e ama a justiça. O Senhor estabeleceu o direito de cada pessoa. Agiu com justiça, e retidão com Jacó.
Louvem o SENHOR, nosso Deus, e ajoelhem-se diante do estrado dos seus pés. Ele é santo!
Moisés e Aarão eram sacerdotes, e Samuel orava a Deus. Eles chamavam ao SENHOR, e ele lhes respondia.
Deus lhes falava desde a coluna de nuvem, e eles cumpriam as suas leis e obedeciam às suas ordens.
O SENHOR, nosso Deus, respondeu a eles. Mostrou-lhes que é um Deus que perdoa, mas que também castiga os pecados.
Louvem o SENHOR, nosso Deus. Ajoelhem-se diante do seu monte santo, porque o SENHOR, nosso Deus, é santo.
Cantem com alegria ao SENHOR, ó habitantes de toda a terra!
Adorem o SENHOR com alegria e entrem na sua presença com cânticos alegres.
Reconheçam que o SENHOR é Deus. Foi ele que nos criou e é a ele que pertencemos. Nós somos o seu povo, e ovelhas do seu rebanho.
Entrem pelas portas do seu templo com cânticos de agradecimento, e nos seus pátios com cânticos de louvor. Agradeçam-lhe e louvem o seu nome!
Pois o SENHOR é bom, o seu amor dura para sempre, e ele é fiel por todas as gerações.
Cantarei do amor e da justiça. É para o SENHOR que eu quero cantar.
Farei de tudo para viver sem pecar. Quando virá se encontrar comigo? Andarei com o coração puro dentro do meu palácio.
Não fixarei o meu olhar naquilo que não presta, detesto quem faz isso. Não me agarrarei a essas coisas.
Não tomarei parte em nada desonesto; não farei nada de errado.
Não deixarei ninguém falar mal dos outros pelas costas. Não suportarei os orgulhosos e os arrogantes.
Procurarei as pessoas que são fiéis a Deus, e elas viverão ao meu lado. Só terei ao meu serviço pessoas sinceras.
Quem engana os outros não entrará no meu palácio. O mentiroso não permanecerá diante de mim.
Todos as manhãs destruirei os ímpios da terra, expulsarei da cidade do SENHOR todos os que praticam o mal.
SENHOR, ouça a minha oração, escute o meu grito de socorro!
Não se esconda de mim quando estou angustiado. Escute-me e me responda depressa quando pedir pela sua ajuda.
A minha vida desaparece como a fumaça; os meus ossos queimam como se estivessem no fogo.
Estou sem forças, como a erva seca. Me esqueço até de comer.
Sou só pele e osso de tanto chorar.
Me sinto como uma ave num deserto, como uma coruja nas ruínas de uma casa.
Não posso dormir, sou como um pássaro em cima de um telhado.
Os meus inimigos me insultam o dia todo; zombam de mim e usam o meu nome para me amaldiçoar.
Tristeza é a minha comida e as minhas lágrimas misturam-se com a minha bebida,
por causa da sua indignação e da sua ira. O Senhor me levantou e atirou para longe.
A minha vida passa como uma sombra; vou secando como a erva.
O SENHOR é rei para sempre e será lembrado por todas as gerações.
O Senhor se levantará e terá compaixão de Sião, pois o tempo de ter pena dela já chegou.
Os seus servos amam as suas pedras e têm pena das suas ruínas.
As nações respeitarão o SENHOR e todos os reis da terra temerão a sua glória.
O SENHOR reconstruirá a cidade de Sião e a sua glória será vista por todos.
Deus responderá às orações dos sobreviventes e escutará os seus pedidos.
Escrevam isso para que o saibam as gerações futuras, para que elas louvem o SENHOR nos dias por vir.
O SENHOR olhou desde o seu santuário nas alturas; desde o céu ele olhou para a terra
a fim de escutar as orações dos prisioneiros e libertar os condenados à morte.
O nome do SENHOR será proclamado em Sião e louvado em Jerusalém
quando as nações e os reinos se reunirem para adorar o SENHOR.
No meio da minha vida Deus me deixou sem forças, ele encurtou a minha vida.
Então eu pedi: “Ó meu Deus, que vive para sempre, não deixe que eu morra no meio da minha vida.
Há muito tempo o Senhor criou a terra, e com as suas próprias mãos o Senhor fez o céu.
A terra e os céus irão acabar, mas o Senhor permanecerá para sempre. Eles se desgastarão e tornarão velhos como acontece com as roupas usadas, o Senhor os trocará como se troca a roupa velha, e eles serão jogados fora.
Mas o Senhor, ó Deus, é o mesmo e os seus anos jamais terão fim.
Somos os seus servos, os nossos filhos viverão aqui em segurança, e os filhos dos nossos filhos viverão na sua presença”.
Louve o SENHOR, ó minha alma! Que todo o meu ser louve o seu santo nome!
Quero louvar o SENHOR com toda a minha alma e não me esquecer de nenhuma das suas bênçãos!
É ele quem perdoa todos os meus pecados e cura todas as minhas doenças.
É ele quem me salva da morte e quem me coroa com amor e compaixão.
É ele quem me enche com coisas boas, e renova a minha vida como a da águia.
O SENHOR faz justiça, ele defende a causa dos oprimidos.
Deus revelou os seus planos a Moisés, e deixou que o povo de Israel visse as suas maravilhas.
O SENHOR é misericordioso e compassivo, é paciente e cheio de amor.
Ele não nos acusa por toda a vida, nem a sua ira dura para sempre.
Ele não nos dá o castigo que merecemos quando pecamos, nem nos paga conforme os nossos pecados e maldades.
Pois assim como é grande a altura entre o céu e a terra, assim é grande o seu amor por aqueles que o temem.
Assim como o Oriente está afastado do Ocidente, assim também Deus afasta os nossos pecados de nós.
Assim como um pai trata com amor os seus filhos, assim o SENHOR trata aqueles que o temem.
Deus sabe do que somos feitos, lembra-se que somos pó.
A vida do ser humano é como a erva; floresce como a flor do campo,
mas morre assim que o vento sopra sobre ela, e ninguém se lembra que um dia existiu nem do lugar onde estava.
Mas o SENHOR sempre amou aqueles que o temem e vai continuar amando-os para sempre e bondoso com os seus descendentes.
Ele vai ser bom para com aqueles que guardam a sua aliança e obedecem sempre aos seus mandamentos.
O SENHOR estabeleceu o seu trono no céu, o seu reino se estende sobre tudo o que existe.
Anjos, louvem o SENHOR! Vocês são soldados poderosos, que ouvem as suas ordens e lhe obedecem.
Louvem o SENHOR todos os seus exércitos, servos que cumprem a sua vontade.
Louvem o SENHOR, toda a sua criação, em todo o seu reino. Louve o SENHOR, ó minha alma!
Louve o SENHOR, ó minha alma! SENHOR, meu Deus, quão grande é o Senhor! Glória e majestade são as suas roupas
e se cobre com um manto de luz. Ele estende os céus como se fossem uma cortina
e constrói a sua casa sobre as águas dos céus. Ele faz das nuvens o seu carro, viaja nas asas do vento;
faz dos ventos os seus mensageiros, e das chamas de fogo, seus servos.
Colocou a terra sobre bases firmes, ela nunca será abalada.
Cobriu a terra com o mar como se fosse um manto, as águas cobriram os montes.
Mas quando o Senhor ameaçou as águas, elas fugiram; ao ouvirem a sua voz de trovão, elas saíram correndo.
As águas correram pelos montes e desceram pelos vales, até chegarem ao lugar que tinha determinado para elas.
O Senhor colocou limites para as águas não voltarem a cobrir a terra.
O Senhor faz sair a água das nascentes e os rios que correm entre as montanhas.
Dessa água bebem todos os animais selvagens, e os jumentos selvagens se aproximam dela para beber.
As aves do céu fazem os ninhos junto às águas e cantam nos galhos das árvores.
Do seu lar no alto, o Senhor rega os montes, e enche a terra com o fruto das suas obras.
Faz crescer a erva para o gado, e as plantas que as pessoas cultivam para comer e beber:
o vinho, que alegra as pessoas; o azeite, que lhes dá felicidade, e o pão, que lhes dá a força.
As árvores do SENHOR são bem regadas, os cedros do Líbano que ele plantou.
Neles as aves fazem os seus ninhos, e as cegonhas fazem as suas casas.
Os montes altos são os lugares para as cabras, e os coelhos se escondem entre os rochedos.
O Senhor fez a lua para marcar o começo das festas mensais e o sol sabe a hora de se pôr.
O Senhor fez a escuridão, chegando a noite, os animais da floresta saem.
Os leões rugem quando atacam, porque pedem comida a Deus.
Quando o sol nasce, os animais vão se deitar nas suas tocas
e as pessoas saem para trabalhar até o anoitecer.
SENHOR, numerosas são as suas obras! Com sabedoria fez todas elas! A terra está cheia de tudo o que criou.
O mar, imenso e vasto, está cheio de criaturas; tantas que não podem ser contadas, grandes e pequenas.
No mar viajam os barcos e brinca o Leviatã, o monstro marinho que criou.
Todos eles dependem do Senhor para receber comida quando tiverem fome.
É o Senhor que lhes dá a comida que eles apanham, o Senhor abre a sua mão e eles comem até ficarem satisfeitos.
Se o Senhor se afastar deles, eles ficam com medo; e se tirar a respiração deles, eles morrem e voltam de novo ao pó.
Mas se enviar o seu Espírito, eles são criados, e assim o Senhor renova a face da terra.
Que a glória do SENHOR dure para sempre; que o SENHOR se alegre com a sua criação.
Ele olha para a terra e ela treme; toca nos montes e deles sai fumaça.
Cantarei ao SENHOR enquanto viver; louvarei o meu Deus enquanto existir.
Que o SENHOR se alegre com as minhas palavras, pois é dele que vem a minha alegria.
Que os pecadores desapareçam da terra, que os maus deixem de existir. Louve o SENHOR, ó minha alma. Aleluia!
Agradeçam ao SENHOR, louvem o seu nome. Contem às nações tudo o que ele tem feito.
Cantem louvores a Deus; falem das maravilhas que ele faz.
Sintam-se orgulhosos do seu santo nome. Que fique alegre o coração dos que buscam o SENHOR.
Busquem forças no SENHOR; procurem sempre pela sua ajuda.
Lembrem-se dos milagres que ele fez, dos seus sinais e das sentenças que ele pronunciou.
Vocês pertencem à família do seu servo Abraão. Vocês são filhos de Jacó, o povo que Deus escolheu.
O SENHOR é nosso Deus; ele governa o mundo inteiro.
Ele nunca se esquecerá da sua aliança, ele cumprirá o que prometeu, por mil gerações.
Deus será fiel à aliança que fez com Abraão, ao juramento que fez com Isaque.
Ele tornou a promessa numa lei com Jacó, numa aliança eterna com Israel.
Deus disse: “Vou lhe dar a terra de Canaã, a herança que lhe pertence”.
Mesmo quando eram poucos, uns poucos estrangeiros na terra;
que viajavam de nação em nação, de um reino ao outro,
Deus não permitiu que ninguém os oprimisse, mas advertiu os reis:
“Não toquem nos meus escolhidos, não façam mal aos meus profetas”.
Deus fez com que houvesse fome naquela terra e que as pessoas ficassem com fome.
Mas enviou um homem na frente deles chamado José, que tinha sido vendido como escravo.
Prenderam-no com correntes nos pés e com uma argola de ferro no pescoço.
José foi escravo até que se cumpriu o que ele tinha dito. A palavra do SENHOR provou que José estava certo.
Então o rei mandou libertá-lo, o chefe da nação o tirou da prisão,
e deu a José o cargo de administrar toda a sua casa e todos os seus bens.
Também deu a José autoridade sobre os seus oficiais e poder para instruir os conselheiros do rei.
Depois Israel foi para o Egito, Jacó viveu como estrangeiro no país de Cam.
Deus aumentou muito o número do seu povo, e o tornou mais forte do que os seus inimigos.
E fez com que os egípcios começassem a odiar o seu povo e a fazer planos contra os seus servos.
Então Deus enviou o seu servo Moisés, e Aarão, que tinha escolhido para ser sacerdote.
Eles fizeram muitos sinais e maravilhas na terra de Cam.
Deus mandou uma escuridão que cobriu a terra, mas os egípcios não lhe prestaram atenção.
Ele converteu a água em sangue, e matou todos os seus peixes.
O país dos egípcios ficou cheio de rãs, até mesmo o palácio do rei.
Deus deu uma ordem, e moscas e insetos invadiram todo o país.
Deus fez chover granizo, em vez de chuva, e fez cair fortes raios sobre a terra.
Deus destruiu as suas videiras e figueiras; e derrubou todas as árvores do país.
Ele deu ordem, e vieram gafanhotos, tantos, que não podiam ser contados,
e comeram todas as plantas do país, tudo o que a terra produziu.
Ele matou o filho mais velho de todas as famílias egípcias, o primeiro fruto do seu vigor.
Então Deus tirou o seu povo do Egito, e eles saíram cheios de ouro e prata. No povo não havia ninguém fraco entre todas as suas tribos.
Os egípcios ficaram contentes ao vê-los sair, porque estavam cheios de medo.
Deus estendeu uma nuvem para cobri-los, e um fogo para iluminá-los de noite.
O povo pediu comida e Deus lhes deu codornizes, e enviou pão do céu com fartura.
Abriu a rocha e dela saiu água, correndo como um rio pelo deserto.
Deus se lembrou da promessa sagrada que tinha feito ao seu servo Abraão.
Deus fez sair o seu povo escolhido; saíram de lá cantando e gritando de alegria.
Deus deu ao seu povo a terra onde viviam outros povos, receberam os frutos dos trabalhos dos outros.
Deus fez isto para que o seu povo fosse obediente às suas leis e guardasse os seus ensinamentos. Louvado seja o SENHOR!
Aleluia! Deem graças ao SENHOR, porque ele é bom, e o seu amor fiel dura para sempre.
Quem pode contar todos os atos poderosos do SENHOR? Quem pode proclamar o louvor que ele merece?
Felizes são aqueles que praticam a justiça, que fazem sempre o que é justo.
SENHOR, quando tiver compaixão do seu povo, lembre-se de mim; pense em mim quando o salvar.
Deixe-me ver a prosperidade dos seus escolhidos, participar na alegria do seu povo, e me orgulhar com aqueles que lhe pertencem.
Pecamos como os nossos antepassados pecaram; fizemos o que não devíamos, fomos rebeldes.
No Egito, os nossos antepassados não deram importância aos seus grandes milagres. Eles se esqueceram das vezes que Deus mostrou o seu amor por eles. Junto ao mar Vermelho, eles se revoltaram contra o Senhor.
Mesmo assim, Deus os salvou como tinha prometido, mostrando o seu grande poder.
Repreendeu o mar Vermelho, e o mar secou. Fez com que eles passassem pelo mar profundo como se fosse um deserto.
Livrou-os dos seus inimigos, do poder daqueles que os odiavam.
As águas sepultaram os seus inimigos, nem um só escapou.
Então acreditaram nas suas promessas e cantaram louvores a ele.
Mas depressa esqueceram do que Deus tinha feito por eles e não esperaram pelas suas instruções.
No deserto, só quiseram saber da comida, e puseram Deus à prova.
Deus lhes deu o que pediram, mas também lhes enviou uma doença terrível.
No acampamento, tiveram inveja de Moisés e de Aarão, a quem o SENHOR tinha feito sacerdote.
Então a terra se abriu, engoliu Datã e enterrou Abiram e o seu grupo.
Depois, fogo consumiu os seus seguidores e queimou todos aqueles ímpios.
No monte Horebe, fizeram um bezerro e adoraram uma imagem feita de metal.
Trocaram o Deus glorioso pela imagem de um animal que come erva.
Deus salvou os nossos antepassados, mas eles se esqueceram dele. Eles esqueceram os milagres que Deus fez no Egito,
as maravilhas que ele fez no país de Cam, e as coisas espantosas que fez no mar Vermelho.
Por isso Deus quis matar os israelitas; mas Moisés, o seu escolhido, ficou entre Deus e o povo e evitou que a fúria de Deus destruísse o povo.
Mais tarde, eles se recusaram a entrar naquela terra deliciosa, porque não acreditavam no que Deus lhes dizia.
Nas suas tendas se queixavam do SENHOR e não obedeciam às suas ordens.
Então Deus levantou a sua mão para jurar que eles iriam morrer no deserto.
E que os seus descendentes seriam derrotados e espalhados pelas nações.
No monte Peor se entregaram ao deus Baal e comeram dos sacrifícios oferecidos aos mortos.
Com as suas más ações, provocaram a ira de Deus e foram atacados por uma praga terrível.
Mas Fineias levantou-se e fez justiça; a sua intervenção conteve a praga.
Por causa do que ele fez, ele será sempre considerado justo, por todas as gerações.
Junto às águas de Meribá, provocaram a ira de Deus e, por causa deles, Moisés foi castigado,
porque o irritaram tanto que ele falou sem pensar.
Eles também não destruíram os povos pagãos, como o SENHOR tinha ordenado.
Em vez disso, juntaram-se a eles e copiaram os seus maus costumes.
Adoraram os seus ídolos e foram apanhados numa armadilha:
ofereceram os seus próprios filhos e filhas em sacrifício aos demônios.
Derramaram sangue inocente, o sangue dos seus filhos e filhas, sacrificados aos ídolos de Canaã. A terra se tornou impura por causa do sangue derramado.
E eles se tornaram impuros pelos seus atos e se prostituíram pelas suas ações.
O SENHOR ficou irado com eles e rejeitou o povo que lhe pertencia.
Os entregou nas mãos das nações e deixou que fossem dominados pelos seus inimigos.
Foram oprimidos e humilhados pelo poder dos inimigos.
Deus os libertou muitas vezes, mas eles continuavam sendo rebeldes e se afundavam cada vez mais na sua maldade.
Apesar disso, Deus viu a sua angústia e ouviu os seus gritos.
Lembrou-se da aliança que tinha feito com eles, e, por causa do seu amor fiel, deixou de castigá-los.
Deus fez com que os seus opressores tivessem compaixão deles.
Salve-nos, ó SENHOR, nosso Deus! Reúna-nos dentre as nações. Assim lhe daremos graças e o louvaremos cheios de alegria.
Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, que sempre tem vivido e sempre viverá! Que todo o povo diga: “Amém!” Aleluia!
Deem graças ao SENHOR, porque ele é bom! O seu amor dura para sempre!
Repitam isso todos aqueles que o SENHOR salvou, aqueles que ele resgatou do poder do inimigo.
Louvem-no aqueles que ele fez voltar de todas as terras, do leste e do oeste, do norte e do sul.
Andavam perdidos num deserto vazio, à procura de uma cidade onde pudessem viver, mas não a encontravam.
Estavam fracos, com fome e com sede, quase morrerendo.
Na sua angústia, pediram ajuda ao SENHOR e ele os livrou das suas aflições.
Ele os levou pelo caminho certo para a cidade onde podiam viver.
Deem graças ao SENHOR pelo seu amor e pelas coisas maravilhosas que ele faz pelos seres humanos.
Deus dá água aos que têm sede e comida aos que têm fome.
Eles se encontravam na mais profunda escuridão, estavam presos com correntes e aflitos.
Tinham se revoltado contra as ordens de Deus, rejeitado os ensinamentos do Altíssimo.
Deus os fez sofrer para humilhá-los; eles tropeçaram e caíram, e não havia ninguém para ajudá-los.
Na sua angústia, pediram ajuda ao SENHOR, e ele os livrou das suas aflições.
Deus os tirou da profunda escuridão e quebrou as correntes que os prendiam.
Deem graças ao SENHOR pelo seu amor e pelas coisas maravilhosas que ele faz pelos seres humanos.
Ele derrubou as portas de bronze e partiu as correntes de ferro para libertá-los.
Estavam loucos, eram rebeldes, sofriam por causa do mal que tinham feito.
Estavam tão doentes que nem tinham vontade de comer, estavam prestes a morrer.
Na sua angústia, pediram ajuda ao SENHOR, e ele os livrou das suas aflições.
Deus enviou a sua palavra e os curou. Ele os livrou da morte.
Deem graças ao SENHOR pelo seu amor e pelas coisas maravilhosas que ele faz pelos seres humanos.
Ofereçam sacrifícios de gratidão e proclamem com cânticos de alegria o que ele tem feito.
Foram para o mar em navios, atravessaram o oceano para fazer negócios;
eles viram as obras do SENHOR, as suas maravilhas no alto mar.
Deus falou e se levantou um vento tempestuoso, as ondas se tornaram cada vez mais altas.
Os navios se elevavam até o céu e desciam até o fundo do mar. No meio desse perigo, os homens perdiam todas as forças.
Eles tropeçavam e caíam como bêbados. De nada lhes servia serem bons marinheiros.
Na sua angústia, pediram ajuda ao SENHOR, e ele os livrou das suas aflições.
Transformou a tempestade num vento leve e acalmou as ondas.
Todos se alegraram ao ver o mar calmo e Deus os levou ao porto desejado.
Deem graças ao SENHOR pelo seu amor e pelas coisas maravilhosas que ele faz pelos seres humanos.
Louvem-no na assembleia do povo e louvem-no na assembleia dos líderes do povo.
Deus converteu os rios em desertos e fez secar as fontes de água;
e por causa da maldade dos seus habitantes, transformou a terra fértil em salinas.
Mas, para os necessitados, ele converteu o deserto num lago e a terra seca em fontes de água.
Ele levou para essa terra os famintos e eles construíram uma cidade para viver nela.
Semearam campos, plantaram vinhas e tiveram boas colheitas.
Deus abençoou o seu povo e lhes deu muitos filhos e muitos animais.
Os orgulhosos são cada vez menos, eles são derrotados, oprimidos e sofrem com muitas dores.
Deus humilha os mais poderosos e os faz passar por desertos sem caminhos.
Deus resgata os necessitados da sua aflição e aumenta as suas famílias como rebanhos.
Os justos se alegram ao ver tudo isso, mas os injustos não dizem nada.
Que o sábio se lembre dessas coisas e medite na fidelidade e no amor do SENHOR.
O meu coração está decidido, ó Deus, a cantar hinos que lhe deem louvor.
Acordem, harpa e lira! Acordarei o sol!
Ó SENHOR, eu o louvarei entre as nações, no meio dos povos lhe cantarei salmos.
Porque o seu amor é mais alto do que o céu, a sua fidelidade chega até às nuvens.
Ó Deus, que a sua grandeza seja mais alta do que os céus, que toda a terra fique cheia da sua glória.
Salve-nos com o seu grande poder! Responda à minha oração e salve o seu amado povo.
Deus disse no seu santuário: “Quando eu vencer, dividirei entre o meu povo as terras de Siquém e as do vale de Sucote.
Gileade e Manassés são meus; Efraim é o meu capacete e Judá é o meu cetro de rei.
Moabe será a bacia onde me lavo, e Edom será o escravo que me traz as sandálias. Cantarei a vitória sobre os filisteus”.
Ó Deus, quem me guiará à cidade fortificada? Quem me guiará até Edom?
Ó Deus, será que nos abandonou? Será que deixou de sair com os nossos exércitos?
Ajude-nos a derrotar o inimigo, pois a ajuda dos homens é inútil.
Com a ajuda de Deus alcançaremos a vitória; ele mesmo esmagará os nosos inimigos!
Ó Deus, a quem eu louvo, ouça a minha oração.
Pessoas más e mentirosas falam mal de mim, dizem coisas falsas contra mim.
Falam de mim com ódio e me atacam sem razão.
Eu continuo orando porque eles me acusam, embora eu os ame.
Eles pagam o bem com o mal, o amor com o ódio.
Eles disseram: “Escolham uma testemunha falsa contra ele. Alguém perto dele que o acuse.
Usem até a sua oração contra ele, declarem-no culpado.
Que morra depressa e que outra pessoa fique com o seu cargo.
Que os seus filhos fiquem órfãos e a sua esposa fique viúva.
Que os seus filhos fiquem sem lar e andem pedindo esmolas.
Que os credores fiquem com tudo o que é deles, que estranhos fiquem com tudo o que ele ganhou na vida.
Que ninguém tenha compaixão dele, nem se compadeça dos seus filhos órfãos.
Que a sua descendência seja destruída, que o seu nome nunca mais seja conhecido.
Que o SENHOR se lembre dos pecados do seu pai e nunca perdoe os pecados da sua mãe.
Que o SENHOR sempre se lembre dos seus pecados, mas que faça a sua família desaparecer para sempre.
“Pois esse homem nunca fez nada de bom, perseguia e matava os pobres, os aflitos e os necessitados.
Como tinha prazer em amaldiçoar os outros, que a maldição caia sobre ele agora. Como não desejava abençoar os outros, que agora também não seja abençoado.
Que a maldição o cubra como um vestido; que entre dentro dele como a água e se agarre à sua pele como o óleo.
Que a maldição o cubra como um manto, e que o aperte sempre como um cinto”.
Que o SENHOR assim pague àqueles que me acusam, aos que falam mal de mim!
Mas quanto a mim, ó Senhor DEUS, trate-me o melhor possível pela sua honra. Livre-me pelo seu amor fiel.
Eu sou pobre e necessitado e tenho o coração ferido.
Vou desaparecendo como uma sombra ao anoitecer; me sinto como se fosse um inseto que as pessoas enxotam.
Os meus joelhos tremem de tanto jejuar e estou cada vez mais magro e fraco.
As pessoas zombam de mim; me veem e abanam a cabeça com desprezo.
SENHOR, ajude-me! Salve-me, pelo seu amor que nunca falha.
Assim os meus inimigos ficarão sabendo que é o Senhor quem me ajuda, que é o Senhor quem me salva.
Que eles me amaldiçoem, mas que o Senhor me abençoe! Que os meus perseguidores caiam de vergonha, e que eu, o seu servo, me alegre!
Que os meus acusadores sejam desonrados; que sejam cobertos por um manto de vergonha.
Agradecerei sempre ao SENHOR e o louvarei na frente de todos.
Irei louvá-lo porque ele está sempre do lado dos pobres, e os salva daqueles que os condenam.
O SENHOR disse ao meu Senhor: “Sente-se à minha direita, até eu pôr os seus inimigos debaixo dos seus pés”.
O SENHOR fará com que o poder do seu reino se estenda desde Sião até que domine todos os seus inimigos.
No dia de batalha, o seu povo o seguirá de boa vontade. Brilhando com santidade, você se reunirá com os seus jovens de manhã cedo. Eles estarão à sua volta como o orvalho da manhã.
O SENHOR jurou e não voltará atrás: “Você é sacerdote para sempre, de acordo com a ordem do sacerdócio de Melquisedeque”.
O Senhor, à direita de Deus, esmagará os reis no dia da sua ira.
Ele julgará as nações e os mortos ficarão amontoados. Ele esmagará as suas cabeças em toda a terra.
No caminho beberá água de um ribeiro, e levantará a sua cabeça.
Aleluia! Darei graças ao SENHOR com todo o meu coração, na reunião dos justos, diante da assembleia.
Maravilhosas são as obras do SENHOR para quem as aprecia.
Esplêndidos e gloriosos são os seus feitos, tudo o que ele faz é bom e dura para sempre.
O SENHOR faz as suas maravilhas para nos lembrar da sua bondade e da sua compaixão.
Ele dá comida àqueles que o respeitam e se lembra sempre da sua aliança.
Ele mostrou o seu poder ao seu povo, dando-lhes as terras de outras nações.
Tudo o que ele faz é bom e justo, podemos confiar em todos os seus mandamentos.
Eles permanecem para sempre e devem ser cumpridos com verdade e honestidade.
Ele deu liberdade ao seu povo e fez com eles uma aliança eterna. O seu nome é santo e temível!
O respeito pelo SENHOR é o princípio da sabedoria; todos os que cumprem os seus mandamentos mostram que são inteligentes. Que seja louvado para sempre!
Aleluia! Feliz é aquele que teme o SENHOR e que gosta de fazer o que ele manda!
Os seus filhos serão poderosos na terra. Ele abençoará os justos.
Haverá riqueza na sua casa e as suas boas ações durarão para sempre.
Para os bons haverá luz no meio da escuridão, para quem é misericordioso, compassivo e justo.
Feliz é quem empresta com generosidade e é justo nos seus negócios.
O justo nunca cairá, ele será lembrado para sempre.
Não terá medo das más notícias, porque o seu coração está firme, confiando no SENHOR.
O seu coração está seguro, por isso não sente medo e vencerá os seus inimigos.
O justo semeia, dá generosamente aos pobres, e o bem que ele faz dura para sempre. Ele será vitorioso e honrado.
Ao ver isso, o mau fica furioso, e cheio de raiva ele morre. Os maus nunca conseguirão o que eles mais desejam.
Aleluia! Louvem, ó servos do SENHOR, louvem o nome do SENHOR!
Que o nome do SENHOR seja bendito, agora e para sempre!
Que o nome do SENHOR seja louvado em todo o mundo, desde o nascer do sol até o pôr do sol.
O SENHOR é rei sobre todas as nações, a sua glória é mais alta do que os céus.
Não há ninguém como o SENHOR, nosso Deus! Ele é exaltado no seu trono
e desce dali para observar o que acontece no céu e na terra.
É ele que levanta o fraco do pó e que tira o pobre do lixo.
Ele faz que eles se sentem com os príncipes, com os príncipes do seu povo.
Ele enche de alegria a mulher estéril, fazendo que ela seja dona de casa e mãe de filhos. Aleluia!
Quando Israel saiu do Egito, quando a casa de Jacó deixou aquele povo de língua estrangeira,
Judá se tornou o santuário de Deus e Israel ficou sendo o seu reino.
Quando o mar Vermelho soube disso, fugiu; e o rio Jordão voltou para trás.
As montanhas saltaram como cabras, e as colinas, como cordeiros.
Mar Vermelho, por que fugiu? Rio Jordão, por que voltou para trás?
Montanhas, por que saltaram como cabras? Colinas, por que saltaram como cordeiros?
A terra treme diante da presença do Senhor! Treme diante do Deus de Jacó.
Das rochas, ele fez lagos, e das pedras, ele fez fontes de água.
Não a nós, ó SENHOR, não a nós! Ao Senhor, e só ao Senhor, seja dada toda a glória. Pois só o Senhor tem amor verdadeiro, só o Senhor é sempre fiel.
Por que as nações nos perguntam: “Onde está o seu Deus?”
O nosso Deus está no céu; ele faz o que lhe agrada!
Os ídolos deles são de ouro e de prata, foram feitos pelos homens.
Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem.
Têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram.
Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam. Das suas gargantas não sai qualquer som.
Que sejam como os seus ídolos, aqueles que os fizeram e os que neles confiam.
Ó israelitas, confiem no SENHOR! Porque ele ajuda e protege.
Confiem no SENHOR, ó sacerdotes, descendentes de Aarão. Porque ele ajuda e protege.
Todos os que temem o SENHOR, confiem nele! Porque ele ajuda e protege.
O SENHOR se lembra de nós e nos abençoará; ele abençoará os israelitas e os sacerdotes, os filhos de Aarão.
Ele abençoará todos os que temem o SENHOR, desde o mais humilde até o mais importante.
Que o SENHOR multiplique os seus filhos, e os filhos deles.
Que o SENHOR, o Criador dos céus e da terra, abençoe vocês!
Os céus pertencem ao SENHOR, mas a terra ele deu aos seres humanos.
Os mortos, os que desceram ao mundo do silêncio, não louvam o SENHOR.
Mas nós louvaremos o SENHOR, agora e para sempre. Aleluia!
Amo o SENHOR, porque ele ouve a minha voz quando peço a sua ajuda.
Ele me ouve e eu chamarei por ele toda a minha vida.
A morte me apertava com as suas cordas, o lugar dos mortos se fechava sobre mim. Estava aflito e sofrendo.
Então chamei pelo nome do SENHOR e disse: “Ó SENHOR, por favor, salve-me da morte!”
O SENHOR é compassivo e justo; o nosso Deus é misericordioso.
O SENHOR protege os indefesos; quando já não tinha forças, ele me salvou.
Posso descansar, porque o SENHOR foi bom para mim.
Ele me salvou da morte, secou as minhas lágrimas e não me deixou cair.
Por isso, continuarei fazendo o que agrada ao SENHOR, enquanto estiver na terra dos vivos.
Mesmo quando disse: “A minha aflição é muito grande”, continuei confiando nele.
No meu desespero, cheguei a dizer: “Não posso confiar em ninguém”.
Como posso pagar ao SENHOR por todo o bem que ele me fez?
Darei graças a Deus pelo sacrifício que me salvou e chamarei sempre pelo nome do SENHOR.
Cumprirei as promessas que fiz ao SENHOR na presença de todo o seu povo.
O SENHOR se preocupa com a morte dos seus fiéis.
Ó SENHOR, eu sou seu servo e a minha mãe também era sua serva! O Senhor quebrou as correntes que me prendiam.
Eu lhe oferecerei um sacrifício de agradecimento e chamarei pelo nome do SENHOR.
Cumprirei as promessas que fiz ao SENHOR na presença de todo o seu povo,
nos pátios do templo do SENHOR, no meio de você, ó Jerusalém! Aleluia!
Todas as nações, louvem o SENHOR! Exaltem-no, todos os povos!
Porque grande é o seu amor por nós! A fidelidade do SENHOR é eterna. Aleluia!
Deem graças ao SENHOR, porque ele é bom, o seu amor dura para sempre.
Que Israel diga: “O seu amor dura para sempre!”
Que os sacerdotes, os filhos de Aarão, digam: “O seu amor dura para sempre!”
Que todos os que temem o SENHOR digam: “O seu amor dura para sempre!”
Quando estava aflito, chamei pelo SENHOR; o SENHOR respondeu e me colocou num lugar seguro.
O SENHOR está comigo, não terei medo, ninguém poderá me fazer mal.
O SENHOR está comigo, é ele quem me ajuda. Por isso, verei os meus inimigos vencidos.
É melhor procurar a proteção do SENHOR, do que confiar nas pessoas.
É melhor procurar a proteção do SENHOR do que confiar na bondade dos príncipes.
Muitas nações me cercaram, mas, em nome do SENHOR, eu me defendi delas.
Voltaram a me cercar muitas vezes, mas, em nome do SENHOR, eu me defendi delas.
Me cercaram como um enxame de abelhas, mas me apagaram como o fogo de espinhos. No nome do SENHOR me defendi delas.
Me empurraram com força para me fazer cair, mas o SENHOR me ajudou.
O SENHOR é a minha força e o meu cântico de louvor! Foi ele que me salvou!
Nas tendas dos justos se ouvem gritos de alegria. A mão do SENHOR é poderosa.
O SENHOR levanta a sua mão em sinal de vitória. A mão do SENHOR é poderosa.
Não morrerei, vou viver para contar o que o SENHOR tem feito.
O SENHOR me castigou com dureza, mas não me deixou morrer.
Abram para mim os portões onde a justiça mora, para eu entrar e agradecer ao SENHOR.
Esta é a entrada para a presença do SENHOR, por ela entram os justos.
Dou graças ao Senhor porque me respondeu e foi a minha salvação.
A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a pedra mais importante de todas.
Isso foi feito pelo SENHOR, e é um grande milagre para nós vermos.
Este é o dia maravilhoso que o SENHOR fez, alegremo-nos e cantemos nele!
Salve-nos, ó SENHOR, salve-nos! Faça-nos prosperar, ó SENHOR!
Bendito é aquele que vem em nome do SENHOR! Do templo do SENHOR, nós abençoamos vocês.
O SENHOR é Deus, e é ele que nos ilumina. Juntem-se à festa e levem os ramos até as pontas do altar.
O Senhor é o meu Deus e eu lhe darei graças! Ó meu Deus, eu o exaltarei!
Deem graças ao SENHOR, porque ele é bom, o seu amor dura para sempre.
Felizes são os que andam no caminho certo, que vivem de acordo com a lei do SENHOR.
Felizes são os que cumprem as suas regras, os que procuram Deus com todo o coração.
Felizes os que não praticam o mal, que andam nos caminhos de Deus.
O Senhor mesmo deu as suas instruções e nos disse para cumpri-las fielmente.
Que o meu desejo seja obedecer sempre às suas ordens.
Então não ficarei envergonhado, quando estudar todos os seus mandamentos.
Então eu lhe darei graças com um coração sincero, ao aprender os seus justos ensinamentos.
Nunca me abandone, pois sempre irei cumprir as suas ordens.
Como pode um jovem manter a sua vida pura? Vivendo de acordo com a sua palavra!
Deus, eu o procuro com todo o meu coração, não deixe que eu me desvie dos seus mandamentos.
Guardo a sua palavra no meu coração para não pecar contra o Senhor.
Bendito seja, SENHOR! Ensine-me as suas leis.
Anunciarei com os meus lábios, os ensinamentos da sua boca.
Eu tenho mais alegria em seguir as suas ordens do que ter grandes riquezas.
Meditarei nas suas instruções e prestarei atenção aos seus caminhos.
Os seus decretos são o meu prazer e não me esqueço da sua palavra.
Trate com bondade este seu servo, para que eu tenha vida e obedeça à sua palavra.
Abra os meus olhos para que veja as maravilhas da sua lei.
Estou só de passagem nesta terra, não esconda de mim os seus mandamentos.
Desejo sempre obedecer aos seus mandamentos, desejo obedecer com toda a minha alma.
O Senhor castiga os orgulhosos e os malditos, aqueles que se desviam dos seus mandamentos.
Não deixe que me insultem e me desprezem, pois eu guardo os seus mandamentos.
Mesmo que os príncipes se reúnam e falem mal de mim, eu sempre serei seu servo e meditarei nos seus decretos.
Os seus mandamentos são o meu prazer, eles são os meus conselheiros.
Estou desanimado, caído no pó; deixe-me viver, como prometeu.
Contei-lhe tudo sobre a minha vida e o Senhor me respondeu; agora, ensine-me os seus decretos.
Deixe-me entender o propósito das suas instruções, meditar nos seus ensinamentos maravilhosos.
Estou cansado e choro de tristeza; fortaleça-me, como prometeu.
Não me deixe andar no caminho errado; pela sua bondade, ensine-me a sua lei.
Eu escolhi andar na verdade, decidi obedecer às suas ordens.
Tenho seguido os seus mandamentos, ó SENHOR, não me deixe ficar envergonhado.
Estou sempre pronto para cumprir os seus mandamentos, para que me dê mais entendimento.
SENHOR, ensine-me a andar nos seus decretos e viverei sempre neles.
Dê-me entendimento para obedecer à sua lei e para a cumprir de todo o coração.
Guie-me no caminho dos seus mandamentos, porque é neles que encontro a felicidade.
Dê-me o desejo de ser obediente aos seus mandamentos, em vez de querer ajuntar riquezas.
Tire da minha mente os pensamentos inúteis, ajude-me a viver nos seus caminhos.
Cumpra a promessa que fez ao seu servo, a promessa que faz aos que lhe obedecem.
Afaste de mim as ofensas que me fazem ter medo, porque as suas ordens são boas.
Quero obedecer às suas instruções; porque o Senhor é justo, deixe-me viver.
SENHOR, mostre o seu amor fiel por mim e salve-me como prometeu.
Então responderei àqueles que me ofendem, porque confio na sua palavra.
Deixe-me falar sempre a verdade, pois eu confio nos seus ensinamentos.
Guardarei a sua lei continuamente e para sempre.
Viverei tranquilo, porque quero seguir as suas instruções.
Falarei dos seus mandamentos diante de reis, sem ficar envergonhado.
Sinto prazer nos seus mandamentos, pois tenho amor por eles.
Serei fiel aos mandamentos que amo e estudarei os seus decretos.
Lembre-se da promessa que fez ao seu servo, é ela que me dá esperança.
A sua promessa é o meu consolo no sofrimento; a sua palavra me dá vida.
As pessoas que se julgam melhores do que eu zombam de mim, mas eu não me afasto da sua lei.
SENHOR, lembro-me dos seus ensinamentos antigos, são eles que me dão consolo.
Fico indignado ao ver que os maus rejeitam a sua lei.
Onde quer que eu esteja, as suas ordens são o tema dos meus cânticos.
SENHOR, de noite me lembro do Senhor, e obedecerei às suas ordens.
Este é o meu dever: ser obediente às suas instruções.
O SENHOR é tudo o que tenho, prometo guardar os seus mandamentos.
Peço ao Senhor com todo o meu coração que me trate com bondade, como prometeu.
Examinei a minha vida e resolvi voltar a viver na sua lei.
Sem perder tempo, me apressei a ser obediente aos seus mandamentos.
Os maus querem me prender nas suas cordas, mas eu não esqueço a sua lei.
No meio da noite, acordo e me levanto para lhe agradecer pelos seus justos ensinamentos.
Sou amigo dos que o temem, de todos os que são obedientes às suas instruções.
SENHOR, a terra está cheia do seu amor fiel, ensine-me os seus decretos.
O SENHOR tratou o seu servo com bondade, cumpriu a sua promessa.
Dê-me sabedoria e conhecimento, pois confio nos seus mandamentos.
Antes de sofrer, vivia no pecado, mas agora obedeço à sua palavra.
O Senhor é bom e faz o bem, ensine-me os seus decretos.
Os arrogantes falam mal de mim, mentem, mas eu continuo a cumprir as suas instruções com todo o meu coração.
Eles têm o coração endurecido, mas eu tenho prazer na sua lei.
Foi bom para mim ter sofrido, porque assim aprendi os seus decretos.
A lei que o Senhor deu vale mais para mim do que todo o ouro e a prata do mundo.
O Senhor é o meu criador, as suas mãos me formaram, agora dê-me entendimento para aprender os seus mandamentos.
Os que o temem alegram-se quando me veem, porque a minha esperança está na sua palavra.
SENHOR, eu sei que as suas decisões são justas e que me castigou porque é fiel.
Mas agora, peço ao Senhor que me console com o seu amor fiel, tal como prometeu ao seu servo.
Tenha compaixão de mim e deixe que eu viva, pois tenho prazer na sua lei.
Que sejam castigados os arrogantes e os mentirosos que me atacam, pois eu quero me dedicar aos seus ensinamentos.
Que os que o temem, os que conhecem os seus mandamentos, voltem para junto de mim.
Que me dedique com todo o meu coração aos seus decretos, para não ficar envergonhado.
Enquanto espero que me salve, me sinto cada vez mais fraco, mas tenho confiança na sua palavra.
Os meus olhos estão cansados de esperar pela sua promessa e pergunto: “Quando vem me consolar?”
Estou seco e acabado, mas não me esqueço dos seus decretos.
Quanto tempo mais o seu servo terá que esperar até o Senhor castigar aqueles que me perseguem?
Os arrogantes que não obedecem à sua lei cavaram um buraco para eu cair nele.
Os seus mandamentos são verdadeiros, os arrogantes me perseguem com mentiras. Ajude-me!
Quase me tiraram a vida, mas eu não me desviei dos seus ensinamentos.
Porque o seu amor é fiel, deixe-me viver e cumprirei os mandamentos que o Senhor deu.
Para sempre, ó SENHOR, a sua palavra está firme no céu.
A sua verdade dura por todas as gerações, o Senhor formou a terra e ela continua firme.
Por sua ordem, a terra continua a existir, todo o universo está ao seu serviço.
Se não fosse a alegria que a sua lei me dá, eu já teria morrido de tanto sofrer.
Jamais esquecerei as suas instruções, são elas que me dão vida.
Salve-me, pois eu sou seu e quero obedecer às suas instruções.
Os maus estão à espera para me destruir, mas eu sigo os seus ensinamentos.
Vi que tudo tem os seus limites, só os seus mandamentos são infinitos.
Quanto amo a sua lei! Penso nela o dia inteiro.
Os seus mandamentos estão sempre comigo e me fazem mais sábio do que os meus inimigos.
Estou sempre pensando nos seus ensinamentos, por isso sou mais sábio do que os meus professores.
Tenho mais entendimento do que os líderes, porque obedeço às suas instruções.
Me afasto do caminho do mal, para poder obedecer à sua palavra.
Não me desvio dos seus ensinos, porque é o Senhor quem me ensina.
Como são doces as suas palavras na minha língua! São mais doces do que o mel na minha boca.
Os seus ensinamentos me dão entendimento, por isso odeio tudo o que engana as pessoas.
A sua palavra é a lâmpada que guia os meus passos, a luz que ilumina o meu caminho.
Cumprirei o juramento que fiz, obedecerei aos seus justos ensinamentos.
SENHOR, já sofri durante muito tempo; deixe-me viver, conforme prometeu.
SENHOR, aceite o louvor que lhe ofereço, e ensine-me os seus ensinamentos.
A minha vida está em perigo muitas vezes, mas não me esqueço dos seus ensinamentos.
Os maus querem me apanhar numa armadilha, mas eu não me desvio dos seus ensinamentos.
Os seus mandamentos são a minha herança para sempre, eles são a alegria do meu coração.
Resolvi ser sempre obediente aos seus decretos.
Detesto quem não é sempre dedicado, eu amo a sua lei.
O Senhor é o meu refúgio, a minha proteção; confio na sua palavra.
Afastem-se de mim os que fazem o mal, eu sou obediente aos mandamentos do meu Deus.
Sustente-me como prometeu e deixe-me viver; confio no Senhor, não deixe que a minha esperança seja em vão.
Ajude-me e estarei salvo, e darei atenção aos seus decretos para sempre.
O Senhor despreza todos os que se desviam dos seus decretos, porque os seus planos são falsos e enganadores.
O Senhor considera como lixo os ímpios desta terra, por isso amo os seus mandamentos.
O meu corpo treme de medo, tenho medo dos seus julgamentos.
Tenho feito o que é justo e honesto; não me deixe nas mãos dos meus inimigos.
Faz bem ao seu servo, não deixe que os arrogantes me oprimam.
Os meus olhos estão cansados de esperar pela sua salvação, de esperar que cumpra a sua promessa.
Trate o seu servo com amor fiel, ensine-me os seus decretos.
Eu sou o seu servo, dê-me entendimento para compreender os seus testemunhos.
É hora do SENHOR fazer alguma coisa, pois eles estão quebrando a sua lei.
Amo os seus mandamentos mais do que o ouro, mais do que o ouro puro,
por isso obedeço às suas instruções e odeio o caminho da falsidade.
As suas regras são maravilhosas, por isso as cumpro de todo o coração.
A explicação da sua palavra ilumina e dá entendimento aos mais simples.
Estou ansioso para comer, tenho fome dos seus mandamentos.
Olhe para mim e tenha compaixão de mim, como costuma ter daqueles amam o seu nome.
Guie-me como prometeu; não deixe que o pecado me domine.
Livre-me da opressão dos homens, para que possa obedecer às suas instruções.
Olhe com bondade para mim, este seu servo, e ensine-me os seus decretos.
Estou sempre chorando porque as pessoas não obedecem à sua lei.
O SENHOR é justo, e os seus ensinamentos são certos.
Os mandamentos que nos deu são justos, podemos confiar neles.
Eu fico muito indignado, porque os meus inimigos se esquecem da sua palavra.
Este seu servo ama a sua promessa, já se provou muitas vezes que ela sempre se cumpre.
Posso ser jovem e desprezado, mas não esqueço as suas instruções.
A sua justiça é para sempre, a sua lei é verdadeira.
Tenho sofrido muito na vida, tenho tido muitas dificuldades, mas os seus mandamentos me dão sempre prazer.
As suas regras são sempre justas, dê-me entendimento para poder viver.
Eu o chamo com todo o meu coração, me responda, ó SENHOR, pois quero obedecer às suas ordens.
Peço-lhe que me salve, ajude-me a ser obediente aos seus ensinamentos.
Levanto-me de manhã cedo para pedir a sua ajuda, confio na sua promessa.
Fico acordado toda a noite meditando na sua palavra.
Ouça-me, SENHOR, de acordo com o seu amor fiel. Deixe-me viver, segundo a sua justiça.
Os maus que me perseguem aproximam-se, os que não querem saber da sua lei.
Mas o SENHOR está perto de mim, e eu confio em todos os seus mandamentos.
Há muito tempo que sei que as suas regras são válidas para sempre.
Olhe para o meu sofrimento e livre-me, porque nunca me esqueci da sua lei.
Defenda a minha causa e salve-me, deixe-me viver como prometeste.
Os maus estão longe de ser salvos, pois eles não seguem as suas ordens.
SENHOR, a sua compaixão é muito grande, conforme a sua justiça deixe-me viver.
São muitos os meus inimigos e perseguidores, mas nunca deixarei de cumprir as suas ordens.
Vejo esses traidores e sinto nojo, porque não obedecem à sua palavra.
Vê como amo todas as suas instruções, deixe-me viver, segundo o seu amor fiel.
Todas as suas palavras são verdadeiras; eternos e justos são todos os seus juízos.
Os príncipes me atacam sem razão, mas eu só temo a sua palavra.
A sua palavra me faz feliz, como se tivesse encontrado um grande tesouro.
Odeio e detesto a falsidade, mas amo a sua lei.
Sete vezes por dia eu o louvo, porque os seus ensinos são justos.
Os que amam a sua lei encontram a paz verdadeira, e nada os fará cair.
Ó SENHOR, a minha esperança é que me salve, eu obedeço aos seus mandamentos.
Faço o que as suas ensinamentos mandam e tenho muito amor por eles.
Cumpro as suas instruções e as suas normas, o Senhor sabe tudo o que eu faço.
Que o meu grito de socorro chegue ao SENHOR, dê-me a sabedoria, como prometeu.
Ouça a minha oração e salve-me como prometeu.
Sempre o louvarei, pois o Senhor me ensinou os seus decretos.
Cantarei a respeito da sua palavra, porque todos os seus mandamentos são justos.
Que a sua mão esteja pronta para me ajudar, porque eu gosto das suas instruções.
O meu desejo é que me salve, ó SENHOR, porque a sua lei é o meu prazer.
Que eu viva para louvá-lo, que os seus ensinamentos me ajudem.
Tenho andado perdido como uma ovelha, agora procure o seu servo, pois eu nunca me esqueci dos seus mandamentos.
Quando estava em dificuldades, pedi ajuda ao SENHOR, e ele me respondeu.
Proteja-me, SENHOR, daqueles que tratam de me enganar.
Ó mentirosos, de nada serve mentir, vocês nada ganham com isso.
Serão castigados pelas flechas afiadas de um guerreiro, pelas brasas ardentes de zimbro.
Ai de mim! Vivo como estrangeiro em Meseque, moro entre as tendas de Quedar.
Há muito tempo que moro com pessoas que odeiam a paz.
Quando digo “paz”, eles dizem “guerra”.
Olho para os montes e penso: “Quem é que virá me socorrer?”
O meu socorro vem do SENHOR, que fez os céus e a terra.
Deus não deixará você cair, o seu protetor não dormirá.
O protetor de Israel nunca dorme, nem tem sono.
O SENHOR é o seu protetor. O SENHOR está sempre ao seu lado como uma sombra, para guardar você.
O sol não lhe fará mal de dia, nem a lua, de noite.
O SENHOR protegerá você de todo o mal, ele protegerá a sua vida.
O SENHOR protegerá todos os seus passos, quando você sair e quando voltar, agora e para sempre.
Que alegria eu senti quando me disseram: “Vamos ao templo do SENHOR”.
Agora aqui estamos, entrando pelas portas de Jerusalém.
Jerusalém, construída como uma cidade forte e unida!
É para lá que sobem as tribos do SENHOR, conforme a ordem dada a Israel, para louvarem o nome do SENHOR.
Nela estão os tribunais de justiça, onde os descendentes do rei Davi julgam o seu povo.
Orem para que haja paz em Jerusalém: “Que vivam em paz os que amam Jerusalém.
Que haja paz dentro das suas muralhas e segurança nas suas fortalezas”.
Para o bem dos meus irmãos e dos meus vizinhos, direi: “Que haja paz em você”.
Para o bem do templo do SENHOR, nosso Deus, pedirei pelo seu bem-estar.
Para o Senhor levanto os meus olhos, para o Senhor, que tem o seu trono nos céus.
Assim como os escravos olham para os seus donos e as escravas para as suas senhoras, também nós olhamos para o SENHOR, nosso Deus, esperando que ele tenha compaixão de nós.
SENHOR, tenha compaixão de nós, estamos cansados de tanto desprezo.
Estamos cansados dos insultos dos orgulhosos e do desprezo dos arrogantes!
Que teria acontecido se o SENHOR não estivesse do nosso lado? Que Israel diga:
“Se o SENHOR não estivesse do nosso lado, quando os homens nos atacaram,
eles teriam nos engolido vivos, tão grande era a sua fúria contra nós.
Teríamos sido arrastados pelas águas, as torrentes nos teriam afogado.
Teríamos morrido afogados, tão grande era a violência das águas”.
Bendito seja o SENHOR, que não permitiu que fôssemos destruídos, como presa para os seus dentes.
Escapamos como passarinhos da armadilha do caçador. A rede se rompeu e nós escapamos.
A nossa ajuda vem do SENHOR, que fez os céus e a terra.
Aqueles que confiam no SENHOR são como o monte Sião, eles não tremem, nem caem.
Assim como Jerusalém está rodeada de montanhas, assim o SENHOR protege o seu povo agora e para sempre.
Os maus não governarão a terra dos justos por muito tempo; se não fosse assim, até os justos fariam o mal.
SENHOR, faça o bem aos que fazem o bem, aos que são honestos.
Mas aos que se desviam por caminhos maus, o SENHOR castigará como faz aos que fazem o mal. Que haja paz em Israel!
Quando o SENHOR nos trouxe de volta para Sião, era como se estivéssemos sonhando.
Estávamos tão alegres, que não parávamos de rir e de cantar. As outras nações diziam: “O SENHOR fez coisas maravilhosas por eles”.
Sim, o SENHOR fez coisas maravilhosas por nós, por isso estávamos cheios de alegria.
SENHOR, dê-nos de novo essa alegria; faça que sejamos como o deserto transformado pelas chuvas.
Os que semeiam com lágrimas, irão colher com cânticos de alegria.
Quem sai chorando para plantar a semente, voltará com alegria quando apanhar as espigas.
Se o SENHOR não edificar a casa, os seus construtores trabalham em vão. Se o SENHOR não guardar a cidade, os seus guardas vigiam em vão.
Sem Deus, de nada vale trabalhar desde a manhã até à noite, para ganhar o pão. Deus dá o pão para os que ele ama, mesmo que eles estejam dormindo.
Os filhos são um presente que o SENHOR nos dá, a recompensa é uma criança recém-nascida.
Os filhos da nossa juventude são como flechas nas mãos de um guerreiro.
Feliz é o homem que tem um saco cheio dessas flechas. Quem tem muitos filhos não será envergonhado quando os seus inimigos o enfrentarem no tribunal.
Feliz é a pessoa que teme o SENHOR, que faz o que ele manda!
Comerá do fruto do seu trabalho, será feliz e tudo irá correr bem com ele.
Na sua casa, a sua mulher será como uma parreira cheia de uvas; em volta da sua mesa, os seus filhos serão como rebentos de oliveira.
Assim será abençoado todo aquele que teme o SENHOR.
Que, do monte Sião, o SENHOR o abençoe! Que veja as bênçãos de Jerusalém durante toda a sua vida!
Que viva para ver os filhos dos seus filhos! Que haja paz em Israel!
Tive muitos inimigos desde a minha juventude. Que Israel diga:
Tive muitos inimigos desde a minha juventude, mas nenhum conseguiu me vencer.
Como o arado abre sulcos na terra, assim eles abriram feridas fundas nas minhas costas.
Mas o SENHOR é justo, ele me livrou das cordas dos que fazem o mal.
Que todos os que odeiam Sião sejam humilhados e obrigados a fugir!
Que sejam como a erva no telhado que seca antes de crescer!
Que sejam como a erva que não serve para ceifar, nem para fazer feixes.
Que ninguém que passe por eles diga: “Que o SENHOR abençoe vocês; nós os abençoamos em nome do SENHOR”.
Peço que me ajude, ó SENHOR, do fundo do meu desespero.
Escute a minha voz, ó Senhor, ouça o meu pedido de socorro.
SENHOR, se fizer uma lista dos nossos pecados, ninguém será salvo.
Mas o Senhor nos perdoa, para que tenhamos reverência diante do Senhor.
Toda a minha esperança está no SENHOR. Confio na sua palavra.
Espero ansiosamente pelo Senhor, mais do que os guardas esperam pelo amanhecer.
Israel, confie no SENHOR. Só o SENHOR é fiel. Confie no seu amor e salvação.
Ele salvará Israel de todos os seus pecados.
SENHOR, não sou orgulhoso, nem me considero muito importante. Não corro atrás de grandezas, nem me preocupo com as coisas que estão fora do meu alcance.
Pelo contrário, estou tranquilo e calmo, como uma criança depois de ser amamentada no colo da sua mãe. A minha alma está satisfeita como uma criança amamentada.
Israel, confie no SENHOR, agora e para sempre!
SENHOR, lembre-se de Davi e de tudo o que ele sofreu.
Lembre-se da promessa que ele fez ao SENHOR; ao poderoso Deus de Jacó:
“Não entrarei na minha casa, nem me deitarei na minha cama;
não descansarei, nem fecharei os meus olhos por um instante,
até encontrar um lugar para o SENHOR, um templo para o poderoso Deus de Jacó”.
Ouvimos dizer que a arca estava em Efrata; mas fomos encontrá-la nos Campos de Jaar.
Vamos para o lugar onde Deus habita. Vamos nos ajoelhar diante dos seus pés.
Levante-se, SENHOR, venha para o lugar do seu descanso, o Senhor e a arca do seu poder!
Que os seus sacerdotes se vistam de vitória e os seus fiéis cantem de alegria!
Por amor ao seu servo Davi, não rejeite o rei que o Senhor escolheu.
O SENHOR fez uma promessa firme a Davi, e não deixará de cumpri-la: “Colocarei no seu trono um dos seus descendentes.
Se os seus filhos forem fiéis à minha aliança e às regras que eu irei lhes ensinar, também os filhos deles se sentarão no trono para sempre”.
O SENHOR escolheu Sião para ser a sua morada.
Ele disse: “Este será o meu lugar de descanso para sempre; é aqui que desejo pôr o meu trono.
Abençoarei Sião com muita comida; até os pobres terão o pão que quiserem.
Eu vestirei de vitória os sacerdotes e os fiéis gritarão de alegria.
Ali farei renascer o poder de Davi e a luz do meu rei escolhido nunca se apagará.
Cobrirei de vergonha os seus inimigos, mas ele terá uma coroa brilhante”.
Como é bom e agradável quando o povo de Deus se junta, unidos como irmãos!
É como azeite perfumado derramado sobre a cabeça de Aarão, que desce pela sua barba e corre pelas roupas.
É como o orvalho do monte Hermom quando cai sobre os montes de Sião. É ali que o SENHOR promete dar a sua bênção, a vida eterna.
Todos os servos do SENHOR, louvem-no, todos os servos que trabalham de noite no templo do SENHOR.
Levantem os braços na direção do Lugar Santo e louvem o SENHOR!
Que o SENHOR, que fez o céu e a terra, o abençoe desde Sião.
Aleluia! Louvem o nome do SENHOR! Louvem-no, servos do SENHOR,
vocês que estão no templo do SENHOR, nos pátios do templo do nosso Deus.
Louvem o SENHOR, porque ele é bom; cantem louvores ao seu nome, porque ele é amável.
Porque o SENHOR escolheu Jacó para si; Israel lhe pertence.
Eu sei que o SENHOR é grande, que o nosso Senhor é maior do que todos os deuses.
O SENHOR faz o que quer no céu, na terra, nos mares e nas profundezas dos mares.
Ele faz subir as nuvens dos fins da terra, faz cair a chuva e os relâmpagos, e abre as portas para soltar o vento.
Foi ele quem matou os filhos mais velhos do Egito, tanto dos homens como dos animais.
Ele fez milages e coisas maravilhosas no meio do Egito contra o faraó e todos os seus servos.
Ele destruiu muitas nações e matou reis poderosos:
Seom, rei dos amorreus, Ogue, rei de Basã, e todos os reis de Canaã.
E a terra desses reis, ele deu como herança a Israel, o seu povo.
O seu nome, SENHOR, permanece para sempre! Será lembrado, SENHOR, por todas as gerações!
O SENHOR defende a causa do seu povo e tem compaixão dos seus servos.
Os ídolos das nações são feitos de ouro e de prata, são feitos por seres humanos.
Eles têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem;
têm ouvidos, mas não ouvem; e não há respiração na sua boca.
E assim como são os ídolos, também serão aqueles que os fazem e aqueles que confiam neles.
Louvem o SENHOR, ó povo de Israel! Louvem o SENHOR, ó filhos de Aarão!
Louvem o SENHOR, ó levitas! Louvem o SENHOR, todos os que temem o SENHOR!
De Sião, louvem o SENHOR, aquele que vive em Jerusalém. Aleluia!
Deem graças ao SENHOR, porque ele é bom. O seu amor dura para sempre.
Deem graças ao Deus dos deuses, porque o seu amor dura para sempre.
Deem graças ao Senhor dos senhores, porque o seu amor dura para sempre.
Ao único que faz grandes maravilhas, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que fez os céus com sabedoria, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que estendeu a terra sobre as águas, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que fez o sol, a lua e as estrelas, porque o seu amor dura para sempre.
O sol para governar o dia, porque o seu amor dura para sempre.
A lua e as estrelas para governarem a noite, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que matou os filhos mais velhos dos egípcios, porque o seu amor dura para sempre.
E tirou do Egito o povo de Israel, porque o seu amor dura para sempre.
Com uma mão forte e um braço poderoso, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que dividiu o mar Vermelho, porque o seu amor dura para sempre.
E fez Israel passar pelo meio dele, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que afundou o faraó e os seus soldados no mar Vermelho, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que conduziu o seu povo pelo deserto, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que derrotou reis poderosos, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que matou reis poderosos, porque o seu amor dura para sempre.
Seom, rei dos amorreus, porque o seu amor dura para sempre.
Ogue, rei de Basã, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que deu a terra deles por herança, porque o seu amor dura para sempre.
Como herança ao seu servo Israel, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que se lembrou de nós quando fomos humilhados, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que nos salvou dos nossos inimigos, porque o seu amor dura para sempre.
Ao que dá comida a todos os seres vivos, porque o seu amor dura para sempre.
Deem graças ao Deus dos céus, porque o seu amor dura para sempre!
Sentados junto aos rios da Babilônia, chorávamos, quando nos lembrávamos de Sião.
Pendurávamos as nossas harpas nas árvores que havia lá.
Ali os que nos levaram cativos nos pediam que cantássemos; os que tinham nos oprimido pediam que os alegrássemos com canções de Sião.
Mas como poderíamos cantar as canções do SENHOR numa terra estrangeira?
No dia que em que me esquecer de você, ó Jerusalém, que a minha mão direita nunca mais possa tocar a harpa.
Que a minha língua nunca mais possa cantar, se eu não me lembrar de você, se Jerusalém não for a minha maior alegria.
Castigue os edomitas, SENHOR, por terem pedido que Jerusalém fosse totalmente destruída, quando a cidade foi capturada.
Babilônia, você será destruída. Feliz aquele que a castigar pelo mal que fez a Jerusalém.
Feliz aquele que pegar os seus filhos e os despedaçar contra as rochas.
Eu lhe agradeço de todo o coração. Diante dos deuses lhe cantarei louvores.
Voltado para o seu templo, eu me ajoelharei para louvá-lo, por causa do seu amor e da sua fidelidade. Acima de tudo está o seu nome, por isso o Senhor sempre cumpre o que promete.
Quando lhe pedi ajuda, o Senhor me ouviu, me deu força e coragem.
Todos os reis da terra o louvarão, ó SENHOR, quando escutarem as suas palavras.
Cantarão louvores ao SENHOR por tudo o que ele fez, pois grande é a glória do SENHOR.
O SENHOR está acima de todos, mas se interessa pelos humildes. Lá de longe, ele sabe o que fazem os orgulhosos.
Mesmo que eu esteja rodeado de perigos, o Senhor protege a minha vida. O Senhor está contra a fúria dos meus inimigos e, pelo seu poder, me salva.
O SENHOR cumprirá o que me prometeu. O seu amor dura para sempre, ó SENHOR. Não me despreze, foi o Senhor que me fez.
O SENHOR examina o meu coração e me conhece.
Sabe quando me sento e quando me levanto; mesmo de longe, o Senhor conhece todos os meus pensamentos.
O Senhor sabe para onde vou e onde me deito, sabe tudo o que eu faço.
SENHOR, antes das palavras saírem da minha boca, já sabe o que eu vou dizer.
O Senhor está atrás de mim, e na minha frente, e está em volta de mim! O Senhor me guarda na palma da sua mão.
O seu conhecimento é maravilhoso demais para mim, não sou capaz de entendê-lo.
Não há nenhum lugar onde o seu Espírito não esteja; nenhum sítio onde possa escapar da sua presença.
Subindo ao céu, acho o senhor lá; descendo ao lugar dos mortos, também o encontro lá.
Mesmo que eu pudesse me levantar no leste como o sol, e fosse parar no outro lado do mar,
também estaria lá a sua mão para me guiar, a sua mão direita para me segurar!
Se pensasse em me esconder na escuridão, até a noite se tornaria dia à minha volta.
A escuridão não é escuridão para o Senhor. Para o Senhor a noite brilha como o dia, e a escuridão é como a luz.
O Senhor criou todo o meu ser: tudo o que sou e o que sinto. Foi o Senhor quem me deu forma quando estava no ventre da minha mãe.
Eu lhe agradeço porque me fez de forma admirável e maravilhosa. Sei bem que todas as suas obras são maravilhosas. Eu sei disso muito bem.
O Senhor sabe tudo sobre mim. Viu os meus ossos sendo formados quando eu crescia sem ninguém ver, tecido nas profundezas da terra.
Os seus olhos me viram quando ainda não tinha forma. Todos os dias da minha vida, nem um só escapou, foram escritos no seu livro antes de qualquer um deles existir.
Os seus pensamentos são profundos, ó Deus, não posso entendê-los. São tantos que não podem ser contados!
Se quisesse contá-los, seriam mais numerosos do que a areia e antes de terminar eu já teria morrido.
Deus, como gostaria que matasse os maus! Afastem-se de mim, assassinos!
Eles falam mal do Senhor, usam o seu nome para jurar em falso.
SENHOR, eu odeio aqueles que o odeiam; eu desprezo os que o desprezam.
Odeio completamente aqueles que o odeiam! Eles também são meus inimigos!
Examine-me, ó Deus, e conheça o meu coração; ponha-me à prova e conheça os meus pensamentos.
Veja se ando atrás dos ídolos, e guie-me no caminho eterno.
SENHOR, livre-me dos maus; proteja-me dos violentos,
dos que estão sempre fazendo o mal, dos que provocam conflitos a cada momento.
As suas línguas são como as das serpentes venenosas, as suas palavras são como veneno de cobras.
Proteja-me, SENHOR, do poder dos maus; proteja-me dos violentos que fazem planos para me fazer tropeçar.
Esses orgulhosos escondem armadilhas contra mim; estendem redes junto ao caminho e armam laços para me apanhar.
Eu digo ao SENHOR: “O Senhor é o meu Deus; SENHOR, tenha compaixão, ouça o meu pedido”.
Ó SENHOR, meu Deus, meu poderoso salvador, é o Senhor quem protege a minha cabeça no dia de guerra.
SENHOR, não faça a vontade dos maus. Não deixe que os seus planos se realizem.
Que o mal que aqueles que me cercam dizem contra mim, caia sobre as suas próprias cabeças.
Que caiam brasas sobre eles, que sejam lançados ao fogo; que sejam atirados para um poço de onde nunca mais possam sair.
Que aqueles que falam mal dos outros desapareçam da terra; que a desgraça persiga os violentos até que eles sejam destruídos.
Eu sei que o SENHOR fará justiça aos pobres e defenderá os direitos dos necessitados.
Por isso, os justos o louvarão, e as pessoas honestas viverão na sua presença.
SENHOR, eu o chamo, venha depressa! Escute a minha voz quando eu o chamo.
Receba a minha oração como uma oferta de incenso, e que as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde.
SENHOR, ajude-me a controlar o que eu digo, não deixe que eu fale qualquer coisa má.
Não permita que eu deseje fazer o mal, nem que me envolva com os que fazem o mal; que nunca participe nas suas festas.
Aceito que uma pessoa justa me corrija, considero um ato de bondade a sua repreensão; que eu nunca rejeite essa correção. Que continue assim, orando contra a maldade dos injustos.
Que os seus juízes os atirem do alto dos rochedos, então todos saberão que eu dizia a verdade.
Como pedras partidas e espalhadas num campo, assim estão os nossos ossos espalhados na entrada do túmulo.
Mas os meus olhos estão fixos no Senhor, meu DEUS; só confio no Senhor, não me deixe morrer.
Proteja-me das armadilhas e dos planos que os maus preparam para me pegar.
Que os maus caiam nas suas próprias redes, e que eu escape delas.
Em voz alta chamo o SENHOR; em voz alta peço ao SENHOR que tenha compaixão de mim.
Diante dele posso derramar toda a minha angústia; a ele posso dizer todos os meus problemas.
Quando estou fraco prestes a desistir, o Senhor conhece bem a minha situação, o caminho por onde eu ando. Os meus inimigos esconderam uma armadilha no meu caminho.
Olhe à minha volta e veja que estou sozinho, não tenho ninguém ao meu lado. Não há lugar onde possa me esconder. Ninguém quer me salvar.
Por isso, chamo pelo SENHOR, só o Senhor é o meu refúgio; o Senhor é tudo o que tenho neste mundo.
Peço-lhe que me ajude; preciso do Senhor, me sinto muito fraco. Livre-me dos que me perseguem, pois são mais fortes do que eu.
Deixe-me escapar desta prisão, e eu darei graças ao seu nome. Então os justos se reunirão comigo, por ter me recompensado.
SENHOR, ouça a minha oração, tenha compaixão de mim. O Senhor é fiel e justo, responda à minha oração.
Diante do Senhor, ninguém é inocente, portanto não condene este seu servo.
Tenho inimigos que me perseguem e querem me esmagar na terra. Eles me empurram para a escuridão do túmulo, como se eu já tivesse morrido há muito tempo.
Estou fraco e prestes a morrer, o meu coração está muito triste.
Mas me lembro do que fez nos tempos antigos; penso sobre tudo o que fez
e levanto as minhas mãos em louvor. Preciso tanto do Senhor, como a terra seca precisa de água!
Responda-me depressa, SENHOR, estou prestes a morrer. Não se esconda de mim, ou serei como os que já desceram à cova.
Faça com que eu veja todas as manhãs o seu amor fiel, pois eu confio no Senhor. Mostre-me o caminho que devo seguir, porque eu me entrego ao Senhor.
O SENHOR é o meu esconderijo, livre-me dos meus inimigos.
Ensine-me a fazer a sua vontade, pois o Senhor é o meu Deus. Que o seu Espírito seja bom para mim e me guie pelo bom caminho.
Por causa do seu nome, ó SENHOR, deixe-me viver. Porque o Senhor é justo, livre-me desta aflição.
Por causa do seu amor fiel, mate os meus inimigos. Destrua os que me perseguem porque eu sou o seu servo.
Bendito seja o SENHOR! Ele é a minha Rocha. Ele me treina para a batalha e me prepara para a guerra.
Ele me ama e me protege. Ele é a minha fortaleza, a torre que me protege. Ele me salva. Ele é o meu escudo. Confio nele. Ele faz com que as nações se submetam a mim.
SENHOR, que é o ser humano para que se importe com ele? O filho do homem é pó, por que pensa nele?
O ser humano é como um sopro, a sua vida é como uma sombra que passa.
SENHOR, incline os céus e desça à terra. Toque nas montanhas para que se encham de fumaça.
Envie relâmpagos e disperse os seus inimigos; atire as suas flechas e faça que eles fujam.
Lá do alto, estenda a sua mão, tire-me das águas profundas e salve-me. Livre-me do poder dos estrangeiros.
Eles só sabem mentir, mesmo quando juram que estão dizendo a verdade.
Ao Senhor, ó Deus, cantarei uma nova canção. Tocarei harpa de dez cordas e lhe cantarei louvores.
É o Senhor quem salva os reis, que livra o seu servo Davi das armas dos seus inimigos.
Livre-me e salve-me do poder dos pagãos estrangeiros que estão sempre mentindo, mesmo quando juram que não estão.
Que os nossos filhos sejam fortes como árvores na sua juventude. Que as nossas filhas sejam tão bonitas como as colunas esculpidas dos palácios.
Que os nossos celeiros se encham de todo tipo de alimento. Que haja milhares e milhares de ovelhas nos nossos campos.
Que o nosso gado esteja carregado com crias. Que nenhum inimigo passe pelas nossas portas. Que ninguém seja levado para o exílio. Que não haja gritos de dor nas nossas ruas.
Feliz é o povo que vive assim; Feliz é o povo cujo Deus é o SENHOR!
Anunciarei a sua grandeza, meu Deus e meu Rei; louvarei o seu nome para todo o sempre!
Todos os dias o louvarei; louvarei o seu nome, para todo o sempre!
Grande é o SENHOR e digno de louvor; a sua grandeza, ninguém pode entender.
Cada geração contará à seguinte as suas grandes obras, os seus atos poderosos serão sempre anunciados.
Meditarei na sua glória e sua majestade, e nas suas obras maravilhosas.
Os seus atos poderosos e terríveis serão sempre proclamados e eu falarei da sua grandeza.
Sempre se falará da sua grande bondade e se cantará da sua generosidade.
O SENHOR é bondoso e compassivo, paciente e cheio de amor fiel.
O SENHOR é bom para com todos, ele mostra a sua compaixão por toda a criação.
Que toda a criação lhe agradeça, ó SENHOR, que os seus fiéis o louvem.
Que eles anunciem a glória do seu reino e falem dos seus feitos poderosos.
Assim os seres humanos ficarão conhecendo os seus feitos poderosos e o esplendor glorioso do seu reino.
O seu reino é eterno e o seu poder permanece por todas as gerações. O SENHOR cumpre todas as suas promessas, e tudo o que ele faz é bom.
O SENHOR ajuda os que estão quase caindo e levanta os que caem.
Todos olham para o Senhor com esperança, e o Senhor lhes dá a comida no momento certo.
Abre a sua mão e dá aos seres vivos tudo o que necessitam.
O SENHOR é justo em tudo o que faz e bondoso em todos os seus atos.
O SENHOR está perto de todos os que pedem a sua ajuda, daqueles que a pedem com sinceridade.
Ele faz a vontade daqueles que o temem; ouve os seus pedidos de ajuda e os salva.
O SENHOR protege todos os que o amam, mas destruirá todos os que fazem o mal.
Que a minha boca sempre louve ao SENHOR! Que todos os povos louvem o Santo Deus, agora e para sempre!
Aleluia! Louvarei o SENHOR com toda a minha alma!
Louvarei o SENHOR toda a minha vida. Enquanto eu viver, cantarei louvores ao SENHOR.
Não confiem nas pessoas importantes, pois são apenas seres humanos, que não podem salvar ninguém.
Elas também morrem e voltam ao pó; nesse mesmo dia terminam todos os seus planos.
Feliz é aquele que recebe ajuda do Deus de Jacó; aquele que confia no SENHOR, seu Deus.
Foi ele que fez os céus, a terra, o mar e tudo o que há neles, ele é sempre fiel.
O SENHOR defende os oprimidos, dá comida a quem tem fome e dá liberdade aos prisioneiros.
O SENHOR dá vista aos cegos; o SENHOR levanta os que caem; o SENHOR ama os justos.
O SENHOR protege o estrangeiro, cuida dos órfãos e das viúvas, mas amarga a vida dos que praticam o mal.
O SENHOR reinará eternamente! Ó Sião, o seu Deus reinará de geração em geração. Aleluia!
Aleluia! Como é bom cantar louvores ao nosso Deus; como é agradável louvar o seu nome.
O SENHOR reconstrói Jerusalém, e traz de volta os israelitas dispersos.
Ele cura os que têm o coração partido e cuida das suas feridas.
Ele determina o número das estrelas e chama cada uma delas pelo nome.
Grande é o nosso Senhor e grande é o seu poder! A sua sabedoria não tem limites!
O SENHOR apoia os pobres, mas lança os maus ao chão.
Cantem agradecidos ao SENHOR. Cantem louvores ao nosso Deus ao som da harpa.
Deus enche o céu de nuvens e faz cair a chuva sobre a terra; ele faz crescer a erva nos montes.
Deus dá de comer aos animais e alimenta os filhotes dos corvos quando eles pedem.
Não é a força do cavalo que agrada a Deus, nem o poder dos soldados.
O que agrada ao SENHOR é a pessoa que o teme, a pessoa que confia no seu amor fiel.
Louve o SENHOR, ó Jerusalém! Ó Sião, louve o seu Deus!
Pois ele reforçou as trancas das suas portas e abençoou os seus habitantes.
Ele mantém a paz na nação, e dá para você do melhor trigo em abundância.
Deus dá uma ordem à terra, e ela lhe obedece imediatamente.
Ele faz cair a neve como lã, e espalha a geada como cinza.
Ele faz cair do céu pedras de gelo que gelam a terra.
Depois dá outra ordem, e o vento sopra, o gelo se derrete e a água corre.
Deus revelou a sua palavra a Jacó, deu as suas leis e as suas ordens a Israel.
Ele não fez isso a nenhuma outra nação; nenhuma outra nação conhece as suas leis. Aleluia!
Aleluia! Do céu louvem o SENHOR, louvem-no os que estão nas alturas!
Louvem-no todos os seus anjos! Louvem-no todos os seus exércitos!
Louvem-no Sol e Lua! Louvem-no todas as estrelas brilhantes!
Louvem-nos os mais altos céus e as águas que estão sobre os céus!
Louvem o nome do SENHOR, porque ele deu uma ordem e tudo foi criado.
Ele fixou tudo nos seus lugares para sempre; deu-lhes uma ordem que não mudará.
Da terra louvem o SENHOR! Louvem-no monstros do mar e oceano sem fundo,
relâmpagos e granizo, neve e nuvens, ventos fortes que obedecem à sua palavra!
Louvem-no colinas e montanhas, cedros e árvores que dão fruto,
animais selvagens e domésticos, aves e répteis!
Louvem-no reis e nações, chefes e governantes do mundo,
homens e mulheres, velhos e crianças!
Louvem todos o nome do SENHOR, pois o seu nome está acima de todos os nomes, a sua glória está acima do céu e da terra!
Deus deu a vitória ao seu povo! Que todos os que lhe são fiéis o louvem, os israelitas, o povo do seu amor. Aleluia!
Aleluia! Cantem ao SENHOR uma nova canção, louvem-no na reunião dos seus fiéis!
Alegre-se Israel com o seu Criador, que o povo de Sião se regozije com o seu Rei!
Louvem a Deus com danças e música, com o tamborim e com a harpa.
O SENHOR está contente com o seu povo; ele honra os humildes dando a eles a vitória.
Que os seus fiéis se alegrem com a vitória e cantem alegremente até quando vão se deitar.
Gritem bem alto louvores a Deus, com uma espada de dois gumes na mão,
para se vingar dos povos e castigar as nações,
para prender os reis e os chefes com correntes de ferro.
Que castiguem as nações como Deus mandou! Essa é a glória de todos os seus fiéis. Aleluia!
Aleluia! Louvem a Deus no seu templo! Louvem-no no seu poderoso céu!
Louvem-no pelo poder que ele tem! Louvem-no pela sua imensa grandeza!
Louvem-no ao som da trombeta, louvem-no com a harpa e a lira.
Louvem-no com tamborins e danças, louvem-no com flautas e instrumentos de cordas.
Louvem-no com címbalos sonoros, louvem-no com címbalos ressonantes.
Que tudo o que respira louve o SENHOR! Aleluia!
Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel.
Os provérbios ensinam a sabedoria e a disciplina, dão entendimento das coisas mais profundas.
Servem para educar e ensinar a prudência, a honestidade, a justiça e a retidão.
Eles dão inteligência aos inexperientes, conhecimento e prudência aos jovens.
Que os sábios e os inteligentes aprendam estes provérbios, para serem mais sábios e mais entendidos na vida.
Assim entenderão os provérbios, as parábolas, os ditados e os enigmas dos sábios.
O respeito e o temor pelo SENHOR é o princípio da sabedoria, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina.
Meu filho, preste atenção quando o seu pai o corrige e não ignore o que a sua mãe lhe ensina.
Os seus ensinamentos são a sua beleza, são como uma coroa para a sua cabeça ou como um colar para o seu pescoço.
Meu filho, não se deixe enganar pelos pecadores.
Se lhe disserem: “Venha conosco. Vamos nos esconder e atacar as pessoas que passam. Matemos quem quer que seja.
Vamos engolir as pessoas, tirar-lhes a vida, como faz o lugar dos mortos ou o sepulcro.
Então ficaremos ricos e as nossas casas ficarão cheias de tudo o que roubamos.
Vamos, junte-se ao nosso bando. Tudo o que roubarmos será dividido igualmente entre nós”.
Meu filho, não vá atrás dessas pessoas, nem sequer pense em fazer o que eles fazem,
porque eles correm para o mal, têm pressa de matar alguém.
Mas de nada serve estender uma rede quando os passarinhos estão vendo.
Assim também esses homens estão pondo em perigo as suas próprias vidas, eles mesmos serão apanhados pelas suas armadilhas.
Assim acabam os gananciosos, são mortos pela sua própria ganância.
A sabedoria grita nas ruas, ela levanta a sua voz nas praças,
ela clama nas esquinas cheias de gente, ela proclama nas portas da cidade:
“Ó ignorantes, quando vão deixar de amar a ignorância? Ó zombadores, quando vão parar de ficar zombando das pessoas? Ó insensatos, quando vão querer aprender?
Prestem atenção à minha repreensão, e eu derramarei o meu espírito sobre vocês e revelarei todo o meu conhecimento.
Chamei vocês, mas não quiseram me ouvir; ofereci ajudar vocês, mas não aceitaram.
Rejeitaram os meus conselhos e não quiseram aceitar a minha repreensão.
Por isso também vou rir quando vocês estiverem em dificuldades, e zombarei de vocês quando estiverem cheios de medo,
quando a desgraça cair sobre vocês como uma tempestade, quando aquilo que tanto temem apanhar vocês como um vendaval.
“Nessa hora, vocês chamarão por mim, mas eu não responderei; de manhã cedo, procurarão por mim, mas não me encontrarão.
Isso acontecerá porque vocês desprezaram a sabedoria e não quiseram respeitar o SENHOR.
Vocês não quiseram ouvir os meus conselhos e não fizeram caso das minhas repreensões.
Por isso comerão do fruto das suas ações e ficarão cheios do fruto dos seus planos.
Os inexperientes morrem porque não seguem a sabedoria e os insensatos são destruídos porque se recusam a aprender,
mas os que me obedecem viverão tranquilos, seguros e sem medo de qualquer desgraça”.
Meu filho, aceite o que lhe digo e guarde os meus mandamentos no seu coração.
Abra os seus ouvidos à sabedoria e o seu coração ao entendimento.
Com toda a sua força, peça inteligência e entendimento a Deus.
Procure a sabedoria como se fosse prata, como se fosse um tesouro escondido.
Então você entenderá o que é o respeito pelo SENHOR, e ficará conhecendo a Deus.
Porque o SENHOR é quem dá a sabedoria; o saber e o entendimento vêm dos seus lábios.
Ele guarda a inteligência para os justos, e protege os bons.
Ele cuida dos que são honestos e protege o caminho dos seus fiéis.
Assim você compreenderá o que é a justiça, a honestidade e a retidão, e todo bom caminho.
Pois a sabedoria entrará no seu coração, e o conhecimento lhe dará prazer.
A prudência o protegerá, e o entendimento cuidará de você.
A prudência o salvará do mau caminho, dos homens que fazem planos para o mal;
dos que se afastam do bom caminho para andar pelos caminhos das trevas;
dos que se alegram em fazer o mal e têm prazer em serem maus;
dos que andam por caminhos tortuosos e se desviam do caminho reto.
A sabedoria também o livrará da mulher imoral, da adúltera que o tenta seduzir com as suas palavras,
que abandona o marido com quem se casou quando era jovem e se esquece das promessas que fez diante do seu Deus.
Quem vai para a casa dela, vai para a sua própria morte; quem vai com ela, caminha para o túmulo.
Todos os que vão com ela estão perdidos, nunca mais encontram o caminho da vida.
Portanto, siga o caminho dos bons e ande no caminho dos justos.
Pois as pessoas honestas habitarão na terra e os íntegros permanecerão nela.
Mas os maus serão eliminados da terra, e os infiéis serão arrancados dela.
Meu filho, não se esqueça da minha lei e guarde os meus mandamentos no seu coração.
Eles acrescentarão muitos anos à sua vida e lhe darão prosperidade e paz.
Nunca deixe de praticar o bem e de ser fiel. Amarre a bondade e a fidelidade ao seu pescoço, escreva-as no seu coração.
Assim terá o favor e a aprovação de Deus e das pessoas.
Confie no SENHOR de todo o seu coração e não se apoie na sua própria inteligência.
Em tudo o que fizer, procure a sabedoria, e ela o guiará durante toda a sua vida.
Não se julgue mais sábio do que os outros; respeite e tema ao SENHOR e afaste-se do mal.
Isso dará saúde ao seu corpo e o refrescará por dentro.
Honre ao SENHOR com as suas riquezas e com os primeiros frutos de todas as suas colheitas;
então os seus celeiros ficarão cheios de trigo e os seus barris transbordarão de vinho.
Meu filho, não despreze a correção que vem do SENHOR, nem fique desanimado quando você for reprovado por ele,
pois o SENHOR repreende quem ele ama, como um pai a um filho querido.
Feliz é a pessoa que acha a sabedoria, que adquire entendimento.
A sabedoria vale mais do que a prata e é mais preciosa do que o ouro.
A sabedoria é melhor do que as pedras preciosas, nada do que você possa desejar se compara com ela.
Com a mão direita, a sabedoria oferece uma vida longa; com a esquerda, riquezas e honra.
Os caminhos da sabedoria são agradáveis, eles conduzem sempre à paz.
A sabedoria é a árvore da vida para quem se dedica a ela; feliz é quem se agarra a ela.
Pela sua sabedoria o SENHOR fundou a terra e pela sua inteligência fixou os céus;
pelo seu conhecimento ele separou os mares, e as nuvens produzem o orvalho.
Meu filho, não perca de vista a sabedoria. Guarde com você a sensatez e a discrição.
Elas serão uma fonte de vida para você; serão um enfeite para o seu pescoço.
Com elas na sua vida, estará sempre seguro e nunca cairá.
Quando você se deitar, não terá medo; ao descansar, o seu sono será tranquilo.
Não terá medo dos desastres repentinos nem da desgraça que cairá sobre os maus,
porque o SENHOR o guardará em segurança e o livrará de cair em qualquer armadilha.
Se puder, não deixe de ajudar aqueles que têm necessidade.
Não diga ao seu próximo: “Hoje não posso, volte amanhã”, se você puder ajudá-lo hoje.
Não faça planos para fazer mal ao seu próximo, que vive perto de você e confia em você.
Não acuse ninguém sem motivo, sem que ele tenha feito qualquer mal a você.
Não tenha inveja das pessoas violentas, nem faça o que elas fazem.
Pois o SENHOR detesta os maus, mas é o melhor amigo dos justos.
O SENHOR amaldiçoa a casa dos maus, mas abençoa o lar dos justos.
Ele humilha os orgulhosos, mas concede a sua graça aos humildes.
Os sábios são dignos de honra, mas os insensatos só merecem a desonra.
Meus filhos, ouçam os ensinamentos de um pai; prestem atenção para assim obterem inteligência.
Pois tudo o que eu lhes ensino é bom e importante, por isso nunca esqueçam os meus ensinos.
Eu também fui jovem; era o menino do meu pai e o filho querido da minha mãe.
O meu pai me ensinava e dizia: “Lembre-se do que eu lhe digo, faça o que lhe ordeno e você viverá.
Procure obter sabedoria e entendimento; não esqueça as minhas palavras e siga sempre os meus ensinamentos.
Não abandone a sabedoria e ela o protegerá; ame a sabedoria e ela cuidará de você”.
O primeiro passo para ser sábio é procurar a sabedoria. Use tudo o que tem para adquirir a sabedoria e a conseguirá.
Ame a sabedoria e ela engrandecerá você; abraçe-a e ela o honrará.
Ela enfeitará a sua cabeça com um belo diadema e uma coroa gloriosa.
Escute, meu filho, faça o que eu falo e terá uma vida longa.
Eu ensino a você o caminho da sabedoria e o guio pelo caminho correto.
Ande por esse caminho e os seus pés não serão apanhados numa armadilha; mesmo quando você correr, não cairá.
Lembre-se sempre desta instrução e nunca se esqueça dela, porque é ela que lhe dá vida.
Não siga o caminho dos maus, não faça o que eles fazem.
Afaste-se do mal, não se aproxime dele; passe longe dele e não se detenha.
Os maus só conseguem dormir após fazer o mal, eles só descansam após fazer o mal a alguém.
A sua comida é a maldade e a sua bebida, a violência.
O caminho dos justos é como a luz do amanhecer, que brilha cada vez até que se torne a luz do dia.
Mas o caminho dos maus é só escuridão; nem sabem aquilo em que tropeçam.
Meu filho, preste atenção no que eu digo a você e ouça atentamente as minhas palavras.
Não se afaste delas e guarde-as no seu coração.
Pois elas dão vida a quem as escuta e saúde para todo o corpo.
Acima de tudo, guarde os seus pensamentos porque deles depende a sua vida.
Não deixe que a falsidade saia da sua boca nem que os seus lábios digam mentiras.
Olhe sempre para a frente, fixe o seu olhar no que está adiante.
Olhe bem onde coloca os seus pés e todos os seus passos serão seguros.
Não se desvie nem para um lado nem para o outro, afaste-se do mal.
Meu filho, preste atenção à minha sabedoria, escute atentamente os meus conselhos.
Assim terá prudência e terá cuidado com o que diz.
Os lábios da mulher imoral são doces como o mel, a sua boca é mais suave do que o azeite.
Mas, no fim, só fica a amargura e a dor; ela corta mais do que uma espada bem afiada.
Ela leva você para a morte; os seus passos conduzem para o mundo dos mortos.
Ela não quer saber do caminho da vida, anda perdida e não sabe.
Agora, ouça, meu filho, e faça o que eu lhe digo.
Afaste-se da mulher que comete adultério; nem sequer se aproxime da porta da sua casa,
para que não perca o melhor da sua vida nem alguém estranho fique com o que é seu após tantos anos de trabalho;
para que nenhum estranho se encha com os seus bens, nem o fruto do seu trabalho vá para uma casa que não é sua.
No fim da sua vida, você chorará por ter arruinado a sua saúde e todos os seus bens.
Então dirá: “Por que não escutei os meus pais? Por que não ouvi os meus mestres?
Não quis ser corrigido nem repreendido.
Agora estou praticamente arruinado diante de toda a comunidade”.
Beba só da água da sua própria fonte, das águas do seu poço.
Não se torne pai de filhos nascidos fora do matrimônio.
Não tenha filhos para outros criarem, eles devem ser só seus.
Que a sua esposa seja abençoada com muitos filhos! Alegre-se com a mulher que você se casou quando era jovem:
gazela querida, corça encantadora. Que os seios da sua esposa o satisfaçam completamente, que o seu amor o atraia para sempre.
Meu filho, não se deixe seduzir pela mulher de outro homem, não vá para a cama com uma mulher que não é sua.
O SENHOR está atento ao que cada pessoa faz, ele vê para onde a pessoa vai.
O mau fica preso pela sua própria maldade; os seus pecados o prendem como cordas.
A sua falta de disciplina o levará à morte, a sua insensatez acabará com ele.
Meu filho, não concorde em pagar as dívidas do seu próximo. Se deu a sua palavra por um estranho,
então você foi apanhado numa armadilha pelas suas palavras, você ficou preso pelas suas palavras.
Como está no poder dessa pessoa, meu filho, faça isto para se livrar: não deixe que o seu orgulho o impeça de incomodar essa pessoa.
Vá sem demora, não durma, não deixe para amanhã.
Livre-se disso, como a gazela se livra do caçador, livre-se disso, como o pássaro foge da armadilha.
Siga o exemplo da formiga, ó preguiçoso, veja o que ela faz e aprenda a ser sábio.
A formiga não tem chefe, nem governador, nem supervisor,
mas armazena a sua comida no verão, ajunta o que vai comer na época da colheita.
Até quando vai ficar deitado, ó preguiçoso? Quando vai se levantar?
O preguiçoso diz: “Preciso descansar, vou me deitar um pouco”.
Mas, enquanto ele dorme, vem a pobreza e tira tudo dele, como se ele tivesse sido atacado por um ladrão armado.
A pessoa má e sem virtude alguma anda sempre dizendo mentiras.
Pisca os olhos, faz sinais com os pés e aponta com os dedos.
Passa o tempo fazendo planos para causar o mal e confusão em todo lugar que vai.
Por isso a desgraça cairá sobre ele de repente: ele será destruído e morrerá.
O SENHOR odeia seis coisas, ou melhor, há sete que ele detesta:
o olhar orgulhoso, a língua mentirosa, as mãos que matam pessoas inocentes,
o coração que só pensa em fazer o mal, os pés que correm para fazer maldades,
as testemunhas falsas e mentirosas, e aquela pessoa que provoca divisões entre membros da família.
Meu filho, obedeça aos mandamentos do seu pai e não ignore o ensino da sua mãe.
Prenda-os ao seu pescoço, escreva-os no seu coração.
Eles o guiarão para onde quer que for, cuidarão de você quando estiver dormindo e falarão com você quando acordar.
Porque o mandamento é uma lâmpada, o ensino é uma luz e a repreensão que disciplina é o caminho que conduz à vida.
Eles o protegerão da mulher má, da mulher de outro homem e da língua que seduz.
Não cobice a sua beleza no seu coração, nem se deixe prender pelos seus olhares.
A prostituta pode custar um pedaço de pão, mas a mulher de outro homem custa a sua vida.
Pode alguém colocar fogo no seu peito sem queimar a sua roupa?
Pode alguém caminhar sobre as brasas sem queimar os seus pés?
Assim acontece com o homem que se deita com a mulher de outro, ele não ficará sem castigo.
Não se despreza um ladrão que rouba porque tem fome,
mas se o apanharem, ele terá que pagar sete vezes o que roubou, mesmo que tenha que dar tudo o que tem em casa.
Mas o homem que se deita com a mulher de outro é um insensato, ele destrói a si mesmo.
Ele apanhará e será envergonhado, e nunca poderá apagar a humilhação.
Porque o homem ciumento é como o fogo, ele não perdoará no momento da vingança;
não aceitará nenhum pagamento, nem se contentará com os melhores presentes.
Meu filho, obedeça às minhas palavras e não se esqueça dos mandamentos que lhe dou.
Obedeça aos meus mandamentos e você viverá; guarde os meus ensinos como o que tem de mais valioso na vida.
Ate-os aos seus dedos, escreva-os no seu coração.
Trate a sabedoria como irmã e a inteligência como membro da família.
Elas o guardarão da mulher imoral, da desconhecida que quer seduzir você com as suas palavras.
Um dia eu estava olhando pela janela da minha casa, por trás das grades,
e vi alguns jovens inexperientes, então reparei num que não tinha juízo.
Ele atravessou a rua, perto da esquina, e foi para a casa de uma mulher imoral.
Era já tarde, quase de noite.
A mulher saiu para se encontrar com ele, vestida como prostituta e cheia de más intenções.
Provocadora e sem-vergonha, ela não para em casa.
Anda sempre pelas ruas e pelas praças à espreita para ver se apanha alguém.
A mulher abraçou o rapaz e o beijou. Ela lhe disse sem nenhuma vergonha:
“Hoje ofereci um sacrifício de comunhão, cumpri a minha promessa.
Tenho em casa muita carne, por isso saí para convidar você, ainda bem que o encontrei.
Estendi sobre a minha cama lençóis lindos de linho do Egito.
Perfumei a minha cama com aromas de mirra, aloés e canela.
Venha comigo, vamos fazer amor a noite inteira, gozemos as delícias do prazer.
Pois o meu marido não está em casa, partiu para uma longa viagem.
Levou a bolsa cheia de dinheiro e não voltará antes do fim do mês”.
Ela o convenceu com essas palavras, e o atraiu com palavras suaves.
O jovem correu atrás dela, como um boi que vai para o matadouro, como um animal que corre para a armadilha,
e uma flecha lhe atravessa o coração; como uma ave que voa para a rede, sem saber que vai perder a vida.
Portanto, filho, escute, ouça o que eu vou lhe dizer.
Não deixe que o seu coração se desvie para essa mulher, não se perca nos seus caminhos.
Pois ela já feriu de morte muitas pessoas, numerosas são as suas vítimas.
A casa dela é o caminho que leva ao túmulo, a sua cama conduz diretamente à morte.
A sabedoria proclama, a inteligência se faz ouvir.
A sabedoria está de pé no alto das colinas, ela coloca-se nos cruzamentos dos caminhos.
Junto às portas da cidade, na entrada, ela proclama:
“Proclamo para todos, falo para todas as pessoas.
Que os inexperientes aprendam a ser sábios e os insensatos aprendam a ser prudentes.
Ouçam, o que vou dizer é importante, vou lhes dizer o que é certo.
A minha boca fala a verdade, os meus lábios nunca falam mentiras.
Todas as minhas palavras são justas, nelas não há a menor falsidade.
Para quem tem conhecimento, as minhas palavras são claras; elas são justas para quem tem entendimento.
Procurem a minha instrução, mais do que a prata, e o conhecimento, mais do que o ouro.
A sabedoria vale mais do que as pérolas; a sabedoria vale mais do que qualquer outro desejo.
“Eu, a sabedoria, vivo com a inteligência, e com o conhecimento e a prudência.
Respeitar o SENHOR é odiar o mal. Detesto o orgulho e a arrogância, os maus caminhos e as mentiras.
Os bons conselhos e o bom senso me pertencem. Meus são a inteligência e o poder.
É através de mim que os reis reinam, e os governantes decretam leis justas.
Através de mim os chefes governam e as autoridades dão sentenças justas.
Amo os que me amam, e quem me procura me encontra.
Tenho riquezas e honra para dar; dou também o bem-estar e a prosperidade.
O que dou é melhor do que o ouro mais puro. O que ofereço é melhor do que a prata mais fina.
Ando pelo bom caminho, pelos caminhos onde se faz o bem.
Concedo riqueza a quem me ama e encho as suas casas de tesouros.
O SENHOR me criou em primeiro lugar, antes de fazer qualquer coisa.
Fui formada desde a eternidade mais distante, antes de existir a terra.
Nasci quando ainda não existia o mar, quando não havia fontes nem rios cheios de água.
Nasci antes das montanhas serem formadas, antes das colinas existirem.
Antes de Deus fazer a terra e os campos, e o primeiro pó com que fez o mundo.
Eu estava com Deus quando ele estabeleceu os céus e quando traçou o horizonte sobre o mar;
quando colocou as nuvens no céu e estabeleceu as fontes do mar profundo;
quando impôs limites ao mar, para que as águas não passassem dali, quando colocou os alicerces da terra,
eu estava com ele, ao seu lado, como mestre de obra. Eu era o seu prazer todos os dias e estava sempre alegre ao seu lado.
Estava alegre com o mundo que ele tinha criado e contente com os seres humanos.
“Agora, filhos, escutem: felizes são as pessoas que seguem os meus caminhos.
Ouçam o que eu ensino, sejam sábios, e não ignorem a minha instrução.
Felizes são as pessoas que me ouvem, que se apresentam na minha porta todos os dias e esperam na entrada da minha casa.
Porque quem me encontra, encontra a vida e recebe os favores do SENHOR.
Mas quem me rejeita, faz mal a si mesmo. Quem me odeia, ama a morte”.
A sabedoria construiu a sua casa; a firmou com sete colunas.
Matou animais para o banquete, preparou o vinho e pôs a comida na mesa.
Depois enviou as suas criadas para proclamarem do ponto mais alto da cidade:
“Venham todos os que precisam aprender”. E também convidou os inexperientes, dizendo:
“Venham comer a minha comida e beber o vinho que preparei.
Procurem ter juízo e terão vida. Sigam o caminho do conhecimento”.
Quem corrigir o zombador ou repreender o mau só ganhará insultos e desprezo.
Não repreenda ao arrogante, porque ele acabará por odiar você; corrija o sábio e ele o amará.
Ensine ao sábio e ele será ainda mais sábio; dê instrução ao justo e ele aumentará o seu saber.
O respeito pelo SENHOR é o princípio da sabedoria, e ser inteligente é ter conhecimento do Deus santo.
A sabedoria prolongará os seus dias, aumentará os anos da sua vida.
Se você é sábio, é para o seu bem, mas se é arrogante, sofrerá as consequências.
A insensatez é uma mulher que não tem vergonha, tola e que nada sabe.
Ela senta-se na entrada da sua casa, no ponto mais alto da cidade,
e chama as pessoas que passam por ali seguindo o seu caminho:
“Venha aqui quem é inexperiente!” Aos que não têm juízo, ela diz:
“A água roubada é mais doce, e o pão que se come às escondidas é mais gostoso”.
Eles não sabem que na casa dela estão os espíritos dos mortos, que os seus convidados entram no fundo do mundo dos mortos.
Provérbios de Salomão. Um filho sábio dá alegria ao seu pai, mas um filho sem juízo é a tristeza da sua mãe.
O dinheiro obtido de forma desonesta não tem valor; mas a honestidade salva da morte.
O SENHOR satisfaz os desejos dos bons, mas não deixa os maus obterem o que querem.
Quem é preguiçoso fica pobre, mas quem gosta de trabalhar fica rico.
O filho sábio trabalha durante a colheita, mas o filho que dorme no tempo da ceifa é uma desgraça.
Os justos são sempre abençoados, mas as palavras dos maus escondem a violência.
Os justos deixam boas recordações, os maus são esquecidos depressa.
Os sábios obedecem às leis, mas quem só diz tolices cai na ruína.
Quem é honesto vive em segurança, mas quem é desonesto será apanhado.
Segredos maliciosos causam sofrimento, mas quem diz a verdade traz a paz.
As palavras do justo são fonte de vida, mas as palavras do mau escondem a violência.
O ódio cria conflitos, mas o amor perdoa todas as ofensas.
A sabedoria está nos lábios do sábio, mas quem não tem juízo só aprende se for castigado.
Os sábios guardam a sabedoria, mas quando os tolos falam, o perigo está perto.
A riqueza protege os ricos, e a pobreza arruína os pobres.
O trabalho do justo produz a vida, mas a pessoa má só produz o pecado.
Quem aceita a correção mostra aos outros como se deve viver, mas quem rejeita a correção leva os outros a andar pelo caminho errado.
O mentiroso esconde o seu ódio, e quem não tem juízo espalha a calúnia.
Quem muito fala, muito erra; o sábio aprende a ficar calado.
As palavras do bom são como a prata pura; mas as ideias do mau não têm valor.
As palavras do justo ajudam muitas pessoas; mas o mau morre porque não tem entendimento.
A bênção do SENHOR traz riqueza, riqueza sem preocupações.
O insensato diverte-se fazendo o mal; o prudente tem prazer em ser sábio.
Tudo o que o mau mais teme lhe acontecerá; mas o justo alcançará tudo o que quer.
Quando a tempestade passa, os maus desaparecem; mas os justos permanecem firmes para sempre.
Se você mandar o preguiçoso fazer alguma coisa, ele ficará irritado; é como pôr vinagre na boca ou fumaça nos olhos.
Quem respeita o SENHOR vive muitos anos, mas os anos dos maus serão cortados.
A esperança dos justos resulta em alegria; mas a esperança dos maus não resulta em nada.
O SENHOR protege quem cumpre os seus mandamentos, mas destrói os que praticam o mal.
Os justos nunca serão arruinados, mas os maus não permanecerão na terra.
Da boca dos justos sai a sabedoria, mas a língua dos maus será arrancada.
As palavras dos justos são agradáveis, mas os maus só dizem maldades.
O SENHOR detesta as balanças falsas, mas os pesos justos lhe dão prazer.
Depois do orgulho chega a desonra, mas a sabedoria vem com a humildade.
Os justos são guiados pela honestidade, os desonestos são destruídos pela falsidade.
No dia do julgamento divino as riquezas de nada servem, mas a bondade salva da morte.
O bem que os bons fazem melhora a sua vida, mas a maldade dos maus os faz cair.
O bem que a pessoa honesta faz a deixa livre, mas os infiéis são presos pelos seus desejos.
O mau morre e com ele morrem todas as suas esperanças, tudo o que ele mais desejava é destruído.
O justo é salvo das dificuldades, é o mau que as recebe em seu lugar.
As palavras dos infiéis destroem os outros, mas pelo conhecimento o justo se salva.
Quando os justos vivem bem, toda a cidade se alegra, mas todos saltam de alegria quando os maus morrem.
A bênção dos bons engrandece a cidade, mas as palavras dos maus a destroem.
Quem fala mal dos outros não tem juízo, quem tem entendimento sabe ficar calado.
Não pode se confiar em quem anda revelando segredos, mas digno de confiança é quem os guarda.
Sem bons conselheiros a nação cai, o que a salva é ter muitos conselheiros.
Quem ficar fiador das dívidas de outros acabará sofrendo, mas quem se recusar a ser fiador viverá em paz.
Uma mulher bondosa ganha respeito, mas os violentos só ganham dinheiro.
Quem é bondoso faz bem a si mesmo, mas quem é cruel causa o seu próprio mal.
O golpista engana as pessoas, mas no longo prazo perderá seus ganhos. Quem age com honestidade, garante seus ganhos.
As pessoas que fazem o bem caminham para a vida, mas quem vai atrás do mal caminha para a morte.
O SENHOR detesta os que gostam de fazer o mal, mas gosta dos que querem fazer o bem.
Mais tarde ou mais cedo, os maus receberão o seu castigo, mas os justos escaparão do castigo.
Como anel de ouro em focinho de porco, assim é a mulher bonita que não tem juízo.
O desejo dos justos só leva ao bem, mas a esperança dos maus é o castigo.
Uma pessoa dá generosamente e a sua riqueza aumenta, mas outra não dá o que deveria dar e acaba na pobreza.
Uma pessoa generosa prosperará, quem ajuda os outros receberá ajuda.
O povo amaldiçoa os que retêm o trigo, mas abençoa aqueles que o vendem.
Quem faz o bem ganha o respeito das pessoas, mas quem faz o mal só ganha problemas.
Quem confia nas riquezas murchará, mas quem pratica o bem crescerá como uma árvore verde.
Quem prejudica a sua própria família, cairá na ruína; o insensato será servo do sábio.
Quem pratica o bem é árvore de vida; e o sábio dá vida nova às pessoas.
Se o justo recebe a sua recompensa aqui na terra, com certeza a pessoa má e pecadora receberá o que merece.
Quem gosta de aprender gosta que o corrijam, mas quem detesta a disciplina é insensato.
O homem que faz o bem é aprovado pelo SENHOR, mas quem quer fazer o mal é condenado.
Ninguém se estabelece fazendo o mal, mas a raiz dos justos não pode ser arrancada.
A boa esposa é a glória do seu marido, mas a que não tem vergonha é como uma doença nos seus ossos.
Os planos dos justos são sinceros, mas os conselhos dos maus enganam.
As palavras dos maus são uma armadilha que mata os inocentes, mas as palavras do justo os salvam.
Os maus caem e são destruídos, mas a família dos justos permanece firme.
O homem é louvado pela sabedoria que tem, mas o insensato é desprezado.
Mais vale ser menosprezado e ter comida do que fingir ser importante e passar fome.
O justo cuida dos seus animais, mas o mau é cruel com eles mesmo quando quer ser bom.
Quem trabalha a sua terra terá muita comida, mas quem não tem juízo desperdiça o tempo com fantasias.
A cobiça é uma armadilha que prende o mau, mas o justo consegue ser próspero pelo bem que faz.
O mau é apanhado pelo mal que diz, mas o justo livra-se das dificuldades.
Cada pessoa ficará satisfeita com o que recebe pelo bem que diz, e todo o bem que a pessoa faz será recompensado.
O insensato pensa que tudo o que faz é perfeito, mas quem é sábio ouve os conselhos.
O insensato mostra logo a sua ira, mas a pessoa prudente não responde aos insultos.
A testemunha fiel conta a verdade, mas o mentiroso é uma testemunha falsa.
Quem fala sem pensar fere como uma espada que corta, mas as palavras do sábio trazem alívio.
Quem diz a verdade permanece para sempre, mas quem mente dura só um momento.
A falsidade está no coração dos que planejam o mal, mas quem promove a paz tem alegria no coração.
Nenhum mal acontece aos justos, mas os maus estão cheios de desgraças.
O SENHOR destesta os mentirosos, a sua alegria está com aqueles que dizem a verdade.
Quem é prudente esconde a sua sabedoria, mas quem é insensato fala do que não sabe.
Quem trabalha com diligência torna-se chefe, mas o preguiçoso será sempre escravo.
As preocupações tiram a felicidade da pessoa, mas uma boa palavra lhe dá alegria.
O justo guia bem ao seu próximo, mas os maus estão sempre perdidos.
O preguiçoso fica sem nada, mas quem trabalha diligentemente torna-se rico.
Quem anda no caminho da justiça acha a vida, quem anda nele se salva da morte.
O filho sábio aceita a correção do pai, mas o filho rebelde rejeita a repreensão.
A pessoa boa fica satisfeita com o bem que diz, mas os infiéis só comem do fruto da violência.
Quem toma cuidado com o que diz protege a sua vida, mas quem fala demais se destrói.
O preguiçoso não alcança o que deseja, mas quem trabalha diligentemente consegue o que quer.
Os justos odeiam a falsidade, mas os maus fazem coisas que trazem desonra e vergonha.
A retidão protege quem é honesto, mas a maldade destrói o pecador.
Algumas pessoas fingem que são ricas mas não têm nada, outras fingem que são pobres mas são muito ricas.
O rico pode ter que pagar resgate para não ser morto, mas o pobre não recebe ameaças.
A luz do justo brilha com fulgor, mas a lâmpada do mau se apaga.
O orgulho só traz problemas, mas a sabedoria está com os que ouvem conselhos.
A riqueza que se ganha depressa diminui depressa, mas a que se junta aos poucos torna-se grande.
Quem perde a esperança entristece o coração, mas o desejo alcançado é árvore de vida.
Quem não obedece a uma ordem terá que pagar por isso, mas quem a respeita será recompensado.
Os ensinos do sábio são fonte de vida e salvam das armadilhas da morte.
Uma pessoa com juízo ganha o respeito dos outros, mas a vida é dura para os infiéis.
Quem é prudente pensa antes de agir, mas quem não tem juízo mostra que é ignorante.
Um mau mensageiro provoca a desgraça, mas um bom mensageiro traz a cura.
Quem despreza a correção cai na pobreza e na vergonha, mas quem a aceita ganha o respeito das pessoas.
Quem alcança o que deseja tem alegria, mas o insensato não quer abandonar o mal.
Quem anda com os sábios será sábio, quem anda com os insensatos terá problemas.
O mal persegue os pecadores, mas os justos alcançam a paz e o bem.
O homem bom deixa herança para os netos, mas a riqueza dos pecadores está reservada para os justos.
As terras dos pobres produzem muita comida, mas tudo se perde por falta de justiça.
Quem não corrige o seu filho é porque não o ama, quem ama o seu filho o disciplina.
O justo come e fica satisfeito, mas o mau sempre fica com fome.
A mulher sábia constrói a sua casa, mas a insensata a destrói com as suas próprias mãos.
Quem anda na retidão respeita o SENHOR, quem sai do seu caminho o despreza.
O arrogante recebe chicotadas por causa das suas palavras, mas as palavras do sábio o protegem.
Quando não há bois a manjedoura pode estar vazia, mas é com a força dos bois que há uma boa colheita.
A testemunha verdadeira não mente, mas a testemunha falsa só fala mentiras.
O zombador procura a sabedoria mas não a encontra, mas quem é inteligente aprende depressa.
Não seja amigo de quem não tem juízo, pois ele não tem nada para ensinar.
A pessoa prudente é sábia porque pensa no que faz, mas o tolo não tem juízo porque engana a si mesmo.
Os insensatos zombam daqueles que pagam multas mas os justos procuram agradar a Deus.
Só o coração conhece as suas próprias amarguras, e não compartilha a sua felicidade com estranhos.
A casa dos maus será destruída, mas a tenda dos justos prosperará.
Há caminhos que parecem corretos ao homem, mas na realidade levam para a morte.
Mesmo quando alguém sorri, o coração pode estar triste; e no final a tristeza volta a aparecer.
Os que fazem o mal serão castigados, mas os que fazem o bem serão recompensados.
A pessoa simples acredita em tudo o que lhe dizem, mas o prudente pensa antes de dar qualquer passo.
O sábio é cauteloso e afasta-se do mal, mas o insensato não quer saber e é arrogante.
Quem se irrita facilmente faz loucuras, e quem é mau é desprezado.
As pessoas simples herdarão a insensatez, mas os sábios serão recompensados com mais conhecimento.
Os maus terão que se submeter aos bons, e os perversos aos justos.
O pobre não tem amigos nem vizinhos, mas o rico tem muitos amigos.
Quem despreza o seu semelhante comete pecado, mas feliz é quem tem compaixão dos pobres.
Os que só pensam em fazer o mal perderão o caminho, mas os que fazem o bem encontrarão amor e lealdade.
Quem gosta de trabalhar terá lucro, mas o muito falar só leva à pobreza.
A riqueza é a recompensa dos sábios, e a estupidez é a recompensa de quem não tem juízo.
A testemunha que diz a verdade salva vidas, mas a testemunha falsa espalha mentiras.
Quem respeita o SENHOR vive em segurança, e os seus filhos também se sentem seguros.
Quem respeita o SENHOR dá vida a todos e escapa da armadilha da morte.
É uma honra para um rei governar sobre um povo numeroso, mas o governante está arruinado se não tiver povo.
Quem se mantém calmo é inteligente, mas quem se irrita facilmente é insensato.
A mente tranquila é saúde para o corpo, mas a inveja causa a doença.
Quem explora os pobres ofende o Criador, mas quem tem compaixão deles honra a Deus.
A maldade faz cair os maus, mas a honestidade protege os justos.
A sabedoria está no coração do sábio, mas no coração do insensato ela não é conhecida.
A justiça torna grandes as nações, mas o pecado é a vergonha de qualquer povo.
O rei favorece ao ministro inteligente, mas castiga o indigno.
Uma resposta amável acalma a ira, mas uma resposta dura aumenta a ira.
As pessoas gostam de ouvir os sábios, mas os insensatos dizem só loucuras.
Os olhos do SENHOR estão em toda parte, ele observa tanto os bons como os maus.
A palavra amável dá vida a todos; a palavra perversa destrói o espírito.
O insensato rejeita a correção do pai, mas quem aceita a repreensão mostra que é inteligente.
Na casa do justo há de tudo em abundância, mas tudo o que o desonesto ganha só lhe traz problemas.
Os lábios dos sábios espalham conhecimento, mas o que dizem os tolos não vale a pena escutar.
O SENHOR detesta as ofertas dos maus, mas gosta das orações dos justos.
O SENHOR odeia o modo de vida dos maus, mas ama a quem procura ser justo.
Quem se desvia do bom caminho será castigado, e quem odeia que o corrijam será destruído.
O SENHOR conhece bem o sepulcro e a morte, e conhece ainda melhor o pensamento das pessoas.
O zombador não gosta que o corrijam, nem procura o conselho dos sábios.
O coração contente torna o rosto feliz, mas o coração triste deprime o espírito.
O sábio procura ganhar mais conhecimento, mas os tolos só querem saber de tolices.
Para quem é pobre e está aflito, todos os dias são tristes; mas para quem está alegre a vida é uma festa.
É melhor ser pobre e respeitar o SENHOR, do que ser rico e ter preocupações.
Mais vale comer pouco onde há amor, do que comer muito onde há ódio.
Quem se irrita com facilidade arma confusão, mas quem tem paciência acalma as coisas.
Para quem é preguiçoso, a vida está cheia de espinhos, mas para os justos a vida é uma estrada plana.
O filho sábio dá alegria ao seu pai, mas o filho sem juízo despreza a sua mãe.
O insensato é feliz fazendo tolices, mas o sábio faz o que é certo.
Os planos fracassam por falta de conselho, mas têm sucesso quando há muitos conselheiros.
Bom é dar a resposta certa, ainda melhor é o bom conselho no momento certo.
O caminho da vida leva o sábio para as alturas, e assim ele não desce para o mundo dos mortos.
O SENHOR destrói a casa dos orgulhosos, mas protege a propriedade da viúva.
O SENHOR detesta os pensamentos dos maus, mas gosta das palavras sinceras.
Quem deseja ficar rico desonestamente, arruína a sua família; mas viverá quem recusa o suborno.
O justo pensa antes de responder, mas da boca do mau só sai a maldade.
O SENHOR afasta-se dos maus, mas está atento às orações dos justos.
Um olhar bondoso alegra o coração, e uma boa notícia dá nova força.
Quem aceita a correção justa terá um lugar entre os sábios.
Quem despreza a correção despreza a si mesmo, mas quem aceita a correção obtém entendimento.
A sabedoria ensina a respeitar o SENHOR, é preciso que a pessoa seja humilde antes de ser honrada.
As pessoas podem fazer planos, mas só o SENHOR pode torná-los realidade.
Cada pessoa pensa que o que faz é bom, mas o SENHOR é quem julga as intenções.
Ponha nas mãos do SENHOR tudo o que faz, para que os seus planos se tornem realidade.
Tudo o que o SENHOR fez tem um propósito, até a pessoa má foi feita para o dia do castigo.
O SENHOR detesta os que pensam que são mais do que os outros; com certeza, os orgulhosos serão castigados.
Com o amor fiel e a verdade o pecado é perdoado, e quem respeita o SENHOR afasta-se do pecado.
Quando o SENHOR aprova a conduta de alguém, ele faz que até os seus inimigos vivam em paz com ele.
É melhor ganhar pouco honestamente do que muito com injustiça.
A pessoa pode fazer planos, mas é o SENHOR que decide o que vai acontecer.
As palavras do rei têm autoridade divina, por isso devem ser sempre justas.
O SENHOR quer que as balanças e os pesos sejam certos e que os negócios sejam honestos.
Os reis destestam as pessoas que praticam o mal porque é a justiça que faz o governo ser forte.
O rei alegra-se quando as pessoas são honestas e gosta de quem lhe diz a verdade.
A ira do rei pode matar uma pessoa, mas o sábio pode acalmar a sua ira.
Quando o rei está contente a vida é melhor para todos, e a sua bondade é como a chuva da primavera.
A sabedoria vale mais do que o ouro, e a inteligência mais do que a prata.
As pessoas boas desviam-se do mal, quem tem cuidado com o que faz protege a sua vida.
Depois do orgulho vem a humilhação; depois da arrogância vem a queda.
É melhor ser humilde e viver com os pobres do que participar das riquezas roubadas pelos orgulhosos.
Quem é inteligente encontra coisas boas num negócio, mas feliz é quem confia no SENHOR.
É chamada de inteligente a pessoa que pensa bem, e quanto mais amável for a sua palavra, melhor convence.
Quem tem inteligência tem uma fonte que lhe dá vida, mas a tolice só traz castigo aos insensatos.
Quem é sábio pensa antes de falar; fala bem e vale a pena escutar o que ele diz.
As palavras amáveis são como o mel: fáceis de aceitar e boas para a saúde.
Há caminhos que parecem corretos ao homem, mas na realidade levam para a morte.
O apetite leva a pessoa a trabalhar, pois a sua fome a obriga.
O mau só faz planos para o mal, as suas palavras destroem como o fogo.
O mau provoca contendas, e quem espalha mentiras divide bons amigos.
O violento engana ao seu semelhante, e o leva para o mau caminho.
Quem pisca o olho faz planos para enganar, quem sorri está quase fazendo o mal.
Os cabelos brancos são uma coroa de glória para quem tem vivido honestamente.
Vale mais ter paciência do que ser forte como um guerreiro; é melhor dominar a ira do que conquistar uma cidade.
As pessoas põem os dados no saco para tirar à sorte, mas quem determina o resultado é o SENHOR.
Mais vale comer pão duro e viver em paz, do que ter um banquete numa casa cheia de brigas.
O servo que é sábio terá mais poder do que o filho que envergonhou a família, e receberá parte da herança com os outros irmãos.
O ouro e a prata são testados e refinados pelo fogo, mas é o SENHOR quem testa e purifica o coração das pessoas.
Os maus só prestam atenção aos maus conselhos, e os mentirosos gostam de ouvir mentiras.
Quem zomba do pobre ofende o Criador; quem se alegra ao ver alguém sofrendo não escapará de ser castigado.
Os netos são a glória dos avós, e as crianças se orgulham dos pais.
Não é sábio que o insensato fale muito, nem que um governante diga mentiras.
O suborno parece ser uma pedra mágica para quem o oferece: ele tem sucesso em todo lugar.
Perdoe alguém e criará amor entre as pessoas, mas fale sempre da ofensa e destruirá a maior amizade.
Uma pessoa inteligente aprende mais com uma repreensão do que o insensato com cem açoites.
Quem é revoltado só quer fazer o mal, mas no fim um mensageiro virá castigá-lo.
É melhor encontrar uma ursa enfurecida, por terem roubado os seus filhotes, do que um tolo fazendo tolices.
Não faça o mal a quem lhe faz o bem, senão passará o resto da sua vida sofrendo.
Começar uma briga é como abrir brecha numa represa; o melhor é desistir antes que haja problemas.
O SENHOR detesta estas duas coisas: que o justo seja condenado e que o mau seja declarado inocente.
De nada serve ao tolo ter dinheiro, pois quem não tem juízo não compra a sabedoria.
Um amigo ama em todos os momentos, ele é um irmão em tempos difíceis.
Só o insensato se compromete a ser fiador das dívidas de outros.
Quem gosta de discutir provoca brigas, quem constrói portões altos procura a ruína.
Quem é perverso não alcançará o bem; o mentiroso cairá na desgraça.
O pai do tolo só tem tristeza, quem tem um filho insensato não pode ter alegria.
Um coração alegre dá boa saúde, mas o espírito abatido faz mal ao corpo.
A pessoa má aceita subornos às escondidas, para distorcer a justiça.
A sabedoria está perto de quem é inteligente, mas o insensato procura outras coisas.
O filho tolo é a vergonha do pai, e a amargura da mãe que lhe deu nascimento.
Não é bom castigar o inocente, e é errado açoitar quem merece ser honrado.
Quem é inteligente tem cuidado com o que diz, quem sabe o que faz mantém a calma.
O insensato que se cala passa por sábio; se não abrir a boca, ele é considerado inteligente.
Quem se separa dos outros só quer fazer o que quer, despreza qualquer conselho que seja dado a ele.
O tolo não quer compreender os outros, só quer que os outros o compreendam.
Quem faz o mal é desprezado, e com a desonra vem a vergonha.
As palavras que saem do homem são águas profundas, rios transbordantes e fonte de sabedoria.
Não é justo favorecer o culpado e deixar de fazer justiça ao inocente.
O tolo abre a boca para criar discórdia; pelo que diz, ele está pedindo para ser castigado.
A conversa do tolo é a sua ruína; ele destrói a si mesmo com o que diz.
As palavras do caluniador são como os doces, elas descem até o íntimo do estômago.
Quem é preguiçoso no seu trabalho é amigo daquele que o destrói.
O nome do SENHOR é uma torre forte, os justos correm para ela e encontram salvação.
A riqueza do rico é a sua proteção, ele pensa dela como se fosse uma cidade com uma muralha alta.
Primeiro é o orgulho, depois a ruína; mas a humildade conduz à honra.
Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e fica envergonhado.
O bom ânimo ajuda a curar o doente, mas ninguém pode ajudar a pessoa deprimida.
Quem é inteligente quer aprender mais e ouve com atenção para aumentar o seu conhecimento.
As portas são abertas a quem dá presentes, e o conduzirão às pessoas importantes.
Quem fala primeiro parece ter razão, até chegar alguém que o examina.
Lançar sortes resolve a questão e põe fim à contenda entre fortes adversários.
Um amigo ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte. E discussões separam amigos mais do que as grades dos portões de um palácio.
As palavras de uma pessoa são como o fruto delicioso: ela se satisfaz com as palavras dos seus lábios.
Aquilo que uma pessoa diz pode dar vida ou pode matar; quem gosta de falar comerá do fruto do que falar.
Quem encontra uma esposa encontra um grande bem, ela é um presente do SENHOR.
O pobre implora com humildade e o rico responde com dureza.
É bom estar com amigos, e um amigo verdadeiro é melhor do que um irmão.
Mais vale ser pobre e sincero, do que trapaceiro e tolo.
Não é bom ter zelo sem conhecimento, pois quem se apressa erra.
Há pessoas insensatas que estragam as suas próprias vidas, mas depois culpam o SENHOR.
A riqueza multiplica os amigos, mas os amigos abandonam o pobre.
Quem dá falso testemunho será castigado, e o mentiroso não escapará do castigo.
Muitas pessoas procuram agradar a quem é generoso, e todos querem ser amigos de quem dá presentes.
O pobre não tem amigos, e até a sua própria família o despreza. Mesmo que lhes fale, de nada serve.
Quem adquire inteligência ama a si mesmo, e quem age com inteligência será recompensado.
A falsa testemunha será castigada, o mentiroso será morto.
Não é bom que um tolo viva no luxo, e muito menos que um escravo governe os príncipes.
A pessoa inteligente tem muita paciência, e mostra a sua grandeza quando perdoa a quem lhe faz mal.
A ira do rei é como o rugido de um leão; e a sua bondade é como o orvalho sobre a erva.
Um filho insensato é a desgraça do seu pai; e a esposa que não para de se queixar é como a água que não para de pingar.
Casas e riquezas são a herança dos pais, mas uma boa esposa é o SENHOR quem dá.
A preguiça faz dormir muito, e o preguiçoso passa fome.
Quem obedece à lei de Deus salva a sua vida; mas quem despreza os seus ensinamentos morrerá.
Quem ajuda os pobres, empresta ao SENHOR, e será recompensado por ele.
Corrija o seu filho enquanto puder, mas não se irrite ao ponto de matá-lo.
Quem não souber dominar a sua ira terá que ser punido; se não for castigado, repetirá o erro.
Ouça os conselhos e aceite a correção; assim aprenderá a ser sábio.
As pessoas têm muitos planos, mas eles só se tornarão realidade se o SENHOR quiser.
O que se requer de uma pessoa é que seja fiel e sincera; mais vale ser pobre do que mentiroso.
Respeitar o SENHOR conduz à vida, uma vida feliz e sem castigo.
O preguiçoso coloca a mão no prato mas tem preguiça até de levar a comida à boca.
Se você castigar o arrogante, o insensato aprenderá a ter juízo; uma pequena repreensão é suficiente para o sábio aprender.
Um filho traz desgraça e envergonha a família quando rouba o seu pai e expulsa a sua mãe.
Meu filho, se deixar de escutar a instrução, nunca chegará a ser sábio.
Uma testemunha falsa zomba da justiça; os maus gostam de fazer o mal.
O castigo está pronto para quem zomba dos outros, e o açoite existe para quem não tem juízo.
O vinho torna a pessoa arrogante, e as bebidas fortes provocam brigas; quem bebe demais não é sábio.
A ira do rei é como o rugido de um leão; quem o provoca pode perder a vida.
Quem evita discussões é digno de respeito, mas os insensatos provocam brigas.
No tempo da sementeira o preguiçoso não lavra a terra, e no tempo da colheita procura comida, mas nada encontra.
Um bom conselho é como a água num poço fundo, mas quem é inteligente sabe como obtê-lo.
Muitos dizem que são bons amigos, mas é difícil encontrar alguém em quem pode se confiar.
O justo vive honestamente; felizes serão os seus filhos!
Quando o rei se senta no tribunal, ele deve olhar e discernir o mal.
Quem poderá dizer: “O meu coração está limpo, não tenho nenhum pecado”?
O SENHOR detesta quem utiliza pesos falsos e medidas desonestas.
Até o jovem mostra quem ele é pelas suas ações, pelo que ele faz mostra se é honesto e bom.
O ouvido foi feito para ouvir e o olho para ver, foi para isso que o SENHOR os fez.
Não passe o tempo dormindo ou ficará pobre, mantenha-se acordado e terá comida de sobra.
“É mau e caro!” diz o comprador, mas após ir embora gaba-se do bom negócio que fez.
Ouro e joias enriquecem a qualquer um, mas quem fala com sabedoria é ainda mais rico.
Que tirem até a camisa de quem ficar como fiador da dívida de um estranho!
O pão roubado é saboroso, mas no fim a boca fica cheia de areia.
Procure bons conselhos quando você fizer planos, não se entra numa guerra sem uma boa estratégia.
Quem fala mal dos outros não merece confiança, não queira ser amigo de quem fala demais.
Se alguém amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe, morrerá da pior forma possível.
A herança obtida com ganância no princípio, não tem a bênção divina no fim.
Não queira se vingar do mal que lhe fazem, confie no SENHOR e ele lhe dará a vitória.
O SENHOR detesta pesos falsos e condena quem usa balanças desonestas.
O SENHOR é quem dirige os passos do ser humano; ninguém pode saber o dia de amanhã.
Quem faz uma promessa a Deus sem pensar e depois reconsidera fica preso numa armadilha.
O rei sábio separa os maus dos outros e os esmaga debaixo de uma roda de moinho.
O espírito da pessoa é como uma lâmpada do SENHOR, que lhe revela tudo o que há dentro dessa pessoa.
O rei que tem amor e lealdade continuará a ser rei, o seu amor dá estabilidade ao seu trono.
Admira-se a força dos jovens, e respeita-se os cabelos brancos dos mais velhos.
O castigo limpa a maldade do mau, os açoites lavam o interior da pessoa.
Como um canal guia a água do rio assim também o SENHOR guia o pensamento do rei, ele o dirige para onde quer.
Cada pessoa pensa que o que faz está certo, mas o SENHOR é quem julga as intenções.
Fazer o que é bom e justo agrada mais ao SENHOR do que oferecer sacrifícios.
O olhar arrogante e o coração orgulhoso são os pecados que guiam os maus.
Planos cuidadosos dão bons resultados, mas feitos com pressa levam à pobreza.
A riqueza conseguida enganando os outros desaparece depressa e leva à morte.
A maldade dos maus os leva para a morte, porque se recusam a fazer o bem.
Os maus querem sempre enganar os outros, mas os bons são honestos e justos.
É melhor viver no fundo do quintal, do que dentro de casa com uma mulher que está sempre discutindo.
A pessoa má só pensa em fazer o mal, não tem compaixão de ninguém.
Castigue quem não tem respeito pelas pessoas e servirá de exemplo para todos. Uma pequena repreensão é suficiente para o sábio aprender.
O Deus justo considera o que acontece na casa de quem não é justo e o condena à ruína.
Quem recusar ajudar os pobres, também não será ajudado quando precisar.
Um presente dado em segredo acalma a ira, uma oferta às ocultas aplaca a maior fúria.
Quando se faz justiça, os justos se alegram, mas os maus ficam com medo.
Quem se afasta da sabedoria, caminha para a morte.
Quem ama os prazeres acaba na pobreza, quem ama o vinho e os perfumes nunca ficará rico.
O mau é dado em pagamento pelo bom, e os infiéis são o pagamento pelos justos.
É melhor viver num deserto, do que com uma esposa que nunca está satisfeita e está sempre discutindo.
O sábio guarda na sua casa os seus tesouros e azeite, mas quem não tem juízo gasta tudo o que tem.
Quem procura fazer o bem e ter amor fiel encontrará vida, justiça e honra.
O sábio conquista a cidade dos valentes e derruba as muralhas em que eles confiavam.
Quem tem cuidado com o que diz e com o que fala não terá problemas na vida.
A pessoa orgulhosa gosta de zombar dos outros, e faz tudo com grande arrogância.
O preguiçoso morre de fome porque não quer trabalhar.
O preguiçoso passa o dia desejando o que não tem, enquanto que o justo reparte tudo o que tem.
Os sacrifícios dos maus não agradam a Deus, especialmente quando os oferecem com más intenções.
A testemunha falsa será destruída, mas quem contar a verdade sairá ganhando.
O mau finge que está seguro, mas o justo sabe o que faz.
Não há sabedoria, nem inteligência, nem qualquer plano que possa contrariar a vontade do SENHOR.
O exército pode estar preparado para a batalha, mas a vitória depende do SENHOR.
Mais vale ser respeitado do que ser rico, porque o bom nome é mais importante do que ouro e prata.
O rico e o pobre têm isto em comum: os dois foram criados pelo SENHOR.
A pessoa prudente vê o perigo e se afasta; os insensatos seguem em frente e acabam sofrendo.
Quem respeita o SENHOR e é humilde, terá riqueza, honra e uma vida longa e feliz.
O mau vive cheio de dores e dificuldades, quem ama a sua vida fica longe dele.
Ensine a criança a andar no bom caminho, e quando crescer não se afastará dele.
Os ricos mandam nos pobres; quem pede emprestado é servo do que empresta.
Quem semeia a injustiça, colhe a desgraça e será castigado.
Quem é generoso será abençoado, porque reparte a sua comida com os pobres.
Se você expulsar o arrogante, os problemas, as discussões e os insultos irão embora.
Quem é honesto e sincero no que diz, ganhará a amizade do rei.
O SENHOR vigia e protege o conhecimento, mas ele destrói as palavras dos infiéis.
O preguiçoso diz: “Não posso ir trabalhar, porque há um leão lá fora que pode me matar”.
As palavras da mulher adúltera são como uma armadilha muito funda, nela cairão aqueles que são castigados pelo SENHOR.
É natural que os jovens pensem em fazer tolices, mas pelo castigo serão corrigidos.
Estas duas pessoas acabarão na pobreza: a pessoa que oprime ao pobre para se tornar rica e a pessoa que dá presentes aos ricos.
Ouça com atenção o que vou lhe ensinar, dedique-se ao estudo dos ditados dos sábios.
Terá prazer em aprendê-los e estarão sempre na ponta da sua língua.
Quero lhe ensinar estes ditados para que você confie no SENHOR.
Escrevi para você estes trinta ditados que contêm bons conselhos e sabedoria.
Ensino-lhe a verdade, palavras dignas de confiança, para que você possa levar uma resposta certa àqueles que o enviaram.
Não roube os pobres por serem pobres, nem oprima os necessitados nos tribunais.
Pois o SENHOR está do lado deles e defenderá os pobres. Ele tirará a vida de quem lhes tirar as coisas.
Não seja amigo de quem está sempre irado, nem ande com quem é violento.
Não aprenda os seus maus costumes ou nunca mais escapará.
Não se comprometa a pagar as dívidas de outros, nem fique fiador de ninguém.
Pois se você não puder pagar, até a cama onde se deita será tirada de você.
Não mude de lugar os marcos antigos, que foram colocados pelos seus antepassados para dividir os terrenos.
Quem faz bem o seu trabalho estará ao serviço de reis e não terá que servir pessoas de pouca importância.
Quando for convidado para comer com alguém importante, lembre-se de como deve se comportar.
Não coma depressa, mesmo que tenha fome,
e não deseje comer da melhor comida que ele lhe dá, porque ele pode querer alguma coisa de você.
Não se mate trabalhando para ficar rico, pare de pensar nessas coisas.
Assim que você colocar os olhos nelas, irão desaparecer; até parece que elas têm asas como as águias.
Não se sente à mesa de quem é avarento, nem deseje a sua comida mesmo que seja boa,
pois ele só pensa no dinheiro que gastou. Ele diz: “Coma e beba!”, mas não está sendo sincero.
Você vomitará o pouco que comeu, e os seus elogios não servirão para nada.
Não tente ensinar os tolos, porque eles não querem saber das suas palavras sábias.
Não mude de lugar os marcos antigos, nem ocupe as terras dos órfãos,
porque o poderoso Deus que os defende estará contra você.
Discipline os seus pensamentos, e preste atenção às palavras que dão conhecimento.
Não deixe de corrigir o jovem, uns bons açoites, quando for preciso, não o matarão.
Fazendo isso poderá salvá-lo da morte.
Meu filho, seja sábio, e assim me dará muita alegria.
Sentirei uma grande felicidade, quando ouvir você falar com sabedoria.
Nunca tenha inveja dos pecadores, e respeite sempre o SENHOR.
Assim terá o que quer, e você não perderá a sua esperança.
Ouça, meu filho, procure ser sábio, preocupe-se em viver honestamente.
Não seja amigo de quem gosta de beber, nem se junte com os que estão sempre comendo.
Os bêbados e os comilões só querem dormir, acabam na pobreza, vestidos de farrapos.
Ouça o que o seu pai lhe diz, foi ele quem lhe deu a vida. Respeite a sua mãe, mesmo quando ela envelhecer.
Compre a verdade, a sabedoria, a instrução e a inteligência, e nunca venda nenhuma delas.
O pai do justo é feliz, e quem tem um filho sábio tem alegria:
dê essa alegria ao seu pai e à sua mãe, esse prazer a quem lhe deu à luz.
Meu filho, aprenda comigo e siga o meu exemplo com prazer,
pois a prostituta é como uma cova profunda e a mulher adúltera é como um poço estreito.
Ela fica à espreita como se fosse um ladrão, e faz com que os homens se tornem pecadores.
Quem é a pessoa que se queixa que tudo lhe dói? Quem anda sempre se lamentando e brigando? Quem tem ferimentos sem saber o porquê tem os olhos avermelhados?
É a pessoa que passa o dia bebendo vinho e à procura de bebidas misturadas.
Não seja tentado pelo vinho tinto que brilha no copo, que se bebe suavemente.
No fim, ele morde como uma cobra e fere como uma víbora.
O vinho fará você ver coisas estranhas e dizer tolices.
Você irá achar que está no meio do mar, deitado no topo do mastro de um navio.
E pensará: “Fui espancado, mas não me doeu; me bateram e nada senti. Quando puder me levantar, vou beber outra vez”.
Não tenha inveja dos maus, nem deseje fazer parte deles.
Eles só pensam na violência e só falam em fazer o mal.
É com sabedoria que se constrói uma casa, e com inteligência que ela se estabelece.
Com conhecimento, os quartos ficam cheios de coisas valiosas e bonitas.
Quem tem sabedoria tem poder, o conhecimento vale mais do que a força.
Pois quem faz guerra precisa de bons planos, e é com muitos conselheiros que se consegue a vitória.
A sabedoria está fora do alcance do insensato: quando se discutem assuntos importantes ele não sabe o que falar.
Quem faz planos para o mal, será conhecido como o chefe das intrigas.
As intrigas do insensato são pecados, e ninguém suporta a pessoa arrogante.
É nos momentos difíceis que você mostra a força que tem.
Salve os que estão sendo levados para a morte; e ajude os que estão quase caindo na matança.
Ainda que diga: “Mas nós não sabíamos que precisávamos fazer isso”, será que quem julga os corações não entende isso? Será que quem guarda a sua vida não a conhece? Ele sabe tudo, e pagará a cada um conforme as obras que tiver feito.
Meu filho, coma mel porque é bom para a saúde. O favo de mel é doce na língua.
Assim é a sabedoria para a sua vida. A sabedoria é a boa esperança para o futuro.
Não faça planos para assaltar a casa do justo, não destrua o seu lar.
Pois sete vezes o justo pode cair, e se levantará; mas a desgraça acaba com os maus.
Não se alegre quando o seu inimigo cair, nem festeje a sua desgraça.
Porque o SENHOR poderia não gostar disso e deixaria de castigar o seu inimigo.
Não se preocupe com os maus, nem tenha inveja dos injustos.
Pois os maus não têm futuro, os injustos são como uma lâmpada que se apaga.
Meu filho, respeite o SENHOR e o rei, e não se junte com os rebeldes.
De repente, eles serão arruinados, e ninguém sabe o castigo que os espera.
Mais alguns ditados dos sábios: Não é bom haver discriminação nos julgamentos.
O juiz que falar ao mau: “Você é justo”, será amaldiçoado pelo povo, e até as nações falarão mal dele.
Mas os que condenarem o culpado serão louvados e abençoados.
Dar uma boa resposta é tão bom como dar um beijo.
Termine o seu trabalho lá fora e prepare os seus campos, depois construa a sua casa.
Não testemunhe contra ninguém sem razão, não diga coisas falsas.
Não diga: “Vou fazer com ele o mesmo que ele me fez. Ele vai pagar pelo que fez”.
Dei uma volta pelo campo do preguiçoso, pela vinha do homem sem juízo.
Havia espinhos e mato por todo lado, e o muro de pedras tinha caído.
Observei tudo e aprendi esta lição:
Durma um pouco, feche os olhos, cruze os braços para descansar,
e então a pobreza cairá sobre você como um ladrão, e a miséria atacará você como um homem armado que ataca ao outro.
Estes são outros provérbios de Salomão, copiados pelos servos de Ezequias, rei de Judá:
A glória de Deus está naquilo que ele esconde de nós, e a glória do rei está em descobrir o que está escondido.
O céu é alto e a terra é profunda, assim também são os pensamentos dos reis.
Tire as impurezas da prata e o ourives fará coisas belas.
Tire os maus da presença do rei e a justiça fortalecerá o seu reino.
Não se gabe na presença do rei, nem se sente nos lugares mais importantes.
Pois é melhor que o rei chame você para o seu lado, do que ser envergonhado por ele diante dos príncipes.
Não se apresse em ser testemunha contra alguém, pois se for provado que você está errado, não poderá fazer nada.
Quando você tiver uma discussão com o seu vizinho, não revele os segredos de ninguém.
Pois será envergonhado e nunca mais se livrará da sua má fama.
Dizer a palavra certa no momento exato é como servir uma maçã de ouro numa bandeja de prata.
A correção dos sábios é mais valiosa do que um anel de ouro ou um colar de ouro fino.
Um mensageiro digno de confiança é como a água fria da neve nos dias quentes da colheita, ele refresca a vida dos seus senhores.
Os que se gloriam do que vão dar, mas não dão, são como nuvens e ventos sem chuva.
Com paciência pode se mudar a maneira de pensar dos governantes, e as palavras amáveis têm muito poder.
Se você encontrar mel, coma só o suficiente; não coma demais para não vomitar.
Não esteja sempre na casa do seu vizinho, para que ele não se canse de você e se torne seu inimigo.
Quem mente no tribunal é tão perigoso como uma espada, um pau ou uma flecha afiada.
Confiar no mentiroso em tempos de dificuldade é como ter um dente quebrado ou um pé aleijado.
Cantar canções alegres a quem está triste é como tirar a roupa num dia de frio ou misturar cloro com vinagre.
Se o seu inimigo tiver fome, dê algo para ele comer; se ele tiver sede, dê algo para ele beber.
Porque assim acalmará a ira dele e o SENHOR recompensará você.
O vento que sopra do norte traz a chuva, e a má língua traz a fúria.
É melhor viver no fundo do quintal, do que dentro de casa com uma mulher que está sempre discutindo.
Como água para quem tem sede, assim é a boa notícia que chega de um país distante.
O justo que treme diante do mau é como uma fonte de água suja ou um poço poluído.
Não é bom comer muito mel, nem procurar muita honra.
Quem não sabe se controlar é como uma cidade sem muros para a proteger.
Honrar um tolo é tão impróprio como ter neve no verão ou chuva na colheita.
Como pássaro que foge ou andorinha que voa sem pousar, assim a maldição injusta não pousa sobre ninguém.
É necessário castigar os cavalos, pôr freios nas mulas e castigar os tolos.
Ao responder ao insensato, não seja tolo como ele.
Responda ao insensato como ele merece, para que ele não pense que é sábio.
Enviar uma mensagem por meio de um tolo é como cortar os próprios pés ou procurar problemas.
Um insensato que tenta dizer um provérbio é como um coxo que tenta andar.
Honrar um insensato é tão absurdo como amarrar uma pedra na funda.
Como o bêbado que não sente o espinho na mão, assim é o insensato quando fala um provérbio.
Como um arqueiro que atira ao acaso, assim é quem dá emprego ao insensato ou a alguém que não conhece.
Como o cão que volta ao seu vômito, assim é o insensato que volta a fazer a mesma loucura.
Há mais esperança para o insensato, do que para quem pensa que é muito sábio.
O preguiçoso diz: “Não posso ir trabalhar, porque há um leão lá fora que pode me matar”.
Como a porta gira nas dobradiças, o preguiçoso vira-se de um lado para o outro na cama.
O preguiçoso coloca a mão no prato, mas tem preguiça até de levar a comida à boca.
O preguiçoso se julga mais sábio do que sete sábios querendo dar conselhos a ele.
Quem se mete numa discussão alheia é como quem agarra um cão pelas orelhas.
Como o louco que lança flechas mortais
é a pessoa que engana a outra e depois diz que era só uma brincadeira.
Sem lenha o fogo se apaga; sem difamador acaba a contenda.
Com carvão se avivam as brasas, com lenha se aviva o fogo, com pessoas agressivas se avivam as brigas.
As palavras do caluniador são como os doces, elas descem até o íntimo do estômago.
Como verniz de prata sobre um vaso de barro, são as palavras bonitas mal intencionadas.
A pessoa má esconde o ódio que tem com as suas palavras, mas no seu coração planeja o mal.
O que ela diz parece correto, mas não acredite nela, pois o seu coração está cheio de maus pensamentos.
Embora ela tente esconder o seu ódio, no fim todos ficarão conhecendo a sua maldade.
Quem abre um buraco, cairá nele; quem rola uma pedra, será esmagado por ela.
O mentiroso mostra com as suas mentiras que odeia aqueles a quem engana, e a pessoa que fala bem de outra pessoa, porém tem más intenções, provoca a ruína.
Não se glorie no dia de amanhã, pois não sabe o que o dia de amanhã poderá trazer.
Nunca elogie a você mesmo, deixe que sejam os outros que o façam.
As pedras e a areia são muito pesadas, mas a ira do insensato é mais difícil de suportar.
A ira é cruel e a fúria destrói, mas a inveja é muito pior.
Mais vale uma repreensão aberta, do que um amor encoberto.
Mais digno de confiança é o amigo que nos magoa do que o inimigo que nos beija.
Quem está satisfeito até o mel despreza, mas para quem tem fome até o amargo é doce.
Uma pessoa fora da sua casa é como um pássaro fora do seu ninho.
Assim como os perfumes alegram o coração, o conselho de um amigo torna a vida mais doce.
Não se esqueça dos seus amigos, nem dos amigos da sua família. Assim não terá que correr para a casa do seu irmão quando tiver problemas. Mais vale um vizinho perto do que um irmão longe.
Meu filho, dê-me a felicidade de ser sábio, então eu poderei dar uma resposta a quem me criticar.
A pessoa prudente vê o perigo e se afasta; os insensatos seguem em frente e acabam sofrendo.
Que tirem até a camisa de quem ficar fiador da dívida de um estranho.
Um grito de “bom dia!” de manhã cedo, será recebido pelo seu vizinho como uma maldição.
Uma mulher briguenta é como o gotejar constante num dia de chuva.
Querer que ela pare é como querer parar o vento ou agarrar azeite com a mão.
O ferro é afiado com ferro, e o ser humano aprende com outro ser humano.
Quem cuida da figueira come dos seus frutos, e quem cuida do seu senhor será recompensado.
Assim como a água reflete o rosto, o nosso coração mostra quem nós somos.
O mundo dos mortos e a destruição nunca estão satisfeitos, assim também é a ambição humana.
O fogo prova o ouro e a prata; os elogios provam o ser humano.
Mesmo você batendo no insensato até ele ficar moído como a farinha, ele continuará sendo insensato.
Cuide bem das suas ovelhas e das suas cabras, e faça por elas o melhor que puder,
porque as riquezas não duram para sempre, nem mesmo a coroa está garantida ao filho do rei.
Corte o capim e, quando ele crescer de novo, junte o feno dos montes.
Corte a lã das suas ovelhas para fazer roupa, e venda cabritos para comprar um terreno.
Terá abundância de leite de cabra para alimentar a sua família e sustentar as suas servas.
Os maus fogem, mesmo quando ninguém os persegue, mas os justos são corajosos como o leão.
Quando há desordem no país, os governantes são muitos. Mas um homem com entendimento e sabedoria sabe manter a ordem.
Um governante pobre e que oprime os pobres é como a chuva forte que destrói as colheitas.
Os que não obedecem à lei estão do lado dos maus; mas quem obedece à lei luta contra eles.
Os maus não entendem a justiça, mas os que procuram o SENHOR entendem tudo.
É melhor ser pobre e honesto do que rico e desonesto.
O filho que obedece à lei é inteligente, mas o que anda com glutões envergonha o pai.
Quem acumula riqueza emprestando dinheiro a juros, irá perdê-la para alguém que tenha compaixão dos pobres.
Quem não quer saber da lei, até a sua oração é destestável.
Quem leva uma pessoa honesta pelo mau caminho, cairá na sua própria armadilha; mas boas coisas acontecerão a quem faz o bem.
O rico pensa que é muito sábio, mas o pobre que é inteligente sabe muito bem quem ele é.
Quando os justos triunfam, todos se alegram; mas quando os maus ganham o poder, todos se escondem.
Quem esconde os seus pecados, nunca terá sucesso; mas quem os confessa e os abandona, será perdoado.
Feliz é a pessoa que sempre vive no temor de Deus, mas quem é teimoso cairá na desgraça.
Um mau governante que domina um povo pobre é como um leão que ruge ou um urso com fome.
Um líder que não tem entendimento explora o povo, mas o que não é ganancioso governará por muito tempo.
O assassino nunca terá paz, andará fugindo até morrer; que ninguém o ajude!
Quem vive honestamente será salvo, mas o mau morrerá de repente.
Quem trabalha terá muita comida, mas quem passa a vida sonhando não sairá da pobreza.
A pessoa fiel será muito abençoada, mas quem quer ser rico depressa, não escapará do castigo.
Não é justo julgar mostrando parcialidade, mas algumas pessoas podem ser subornadas até pelo preço de um pão.
O ganancioso só pensa em ficar rico e não entende que está perto de se arruinar.
No final, quem corrige o outro é melhor amigo do que quem o está sempre elogiando.
Quem rouba os pais e afirma que não fez nada de errado, é amigo de bandidos.
O ganancioso provoca brigas, mas prosperará quem confia no SENHOR.
Quem só confia em si mesmo é insensato, mas o sábio foge do perigo.
Quem ajuda os pobres não terá falta de nada; mas quem recusa ajudá-los terá muitos sofrimentos.
Quando os maus ganham o poder, as pessoas se escondem; mas quando eles desaparecem, os justos aparecem de todo lado.
Quem é repreendido muitas vezes, mas é teimoso, não muda; será destruído de repente e para sempre.
Quando os justos triunfam, todos são felizes; mas quando os maus ganham, o povo sofre.
Quem ama a sabedoria, faz o seu pai feliz, mas quem anda com prostitutas desperdiça a sua fortuna.
Um rei que é justo dá estabilidade ao país, mas quem cobra impostos demais, arruína a nação.
Quem está sempre elogiando o outro lhe prepara uma armadilha.
Na maldade do mau há sempre uma armadilha, mas o justo canta de alegria.
O justo se interessa pelos direitos dos pobres; mas o mau não se importa com isso.
Os arrogantes agitam a cidade inteira, mas os sábios acalmam as pessoas.
Quando um sábio discute com um tolo, não importa se este ri ou se irrita, o sábio não vai conseguir nada.
Os assassinos odeiam as pessoas honestas e querem matar as pessoas boas.
O insensato solta toda a sua ira, mas o sábio se controla.
Se um governante prestar atenção a mentiras, todos os seus ministros se tornarão corruptos.
O pobre e os opressores têm isto em comum: é o SENHOR quem dá vida aos dois.
O rei que é justo com os pobres, reinará durante muito tempo.
A vara da correção dá sabedoria, mas o filho que faz o que quer envergonha a sua mãe.
Quanto mais poder tiverem os maus, mais o pecado irá aumentar; mas os justos verão a ruína dos maus.
Se você corrigir o seu filho, você viverá em paz e alegria.
Quando o povo não é guiado por Deus somente acha desordem, feliz é a nação que obedece à lei de Deus.
Não se corrige um escravo só com palavras, mesmo que ele entenda, não fará caso delas.
Há mais esperança para o insensato do que para quem fala sem pensar.
O escravo tratado com mimos desde a infância, não vai querer fazer nada quando crescer.
Uma pessoa irada causa brigas, e quem é violento comete muitos pecados.
Quem tem orgulho será humilhado, mas a humildade resulta em muitas honras.
Quem ajuda um ladrão prejudica a si mesmo, ouvindo o juramento fica em silêncio.
Ter medo das pessoas é cair numa armadilha, mas confiar no SENHOR é estar seguro.
Muitos querem ser amigos do governante, mas é o SENHOR quem dá o que a pessoa merece.
Os justos detestam os perversos, e os perversos detestam os justos.
Estas são as palavras de Agur, filho de Jaque. Mensagem divina. O homem que fala para Itiel e Ucal:
“Com certeza eu sou mais ignorante do que qualquer homem, e não tenho a inteligência de uma pessoa!
Nunca aprendi a sabedoria, nem conheço o Deus santo!
Quem já subiu aos céus e desceu à terra? Quem pode apanhar o vento com as mãos? Quem embrulha o mar dentro da sua capa? Quem fixou os limites da terra? Você sabe como ele se chama e qual é o nome do seu filho?
Toda palavra de Deus é pura, digna de confiança; ele é o escudo que protege aqueles que o procuram.
Não acrescente coisa alguma à sua palavra para que ele não castigue você por ser mentiroso.
Só peço que me dê duas coisas antes de morrer:
afaste de mim a falsidade e a mentira, e não me faça pobre nem rico. Dê-me apenas o alimento que preciso para viver.
Porque se eu tiver mais do que o necessário, posso pensar que não preciso do SENHOR; e se ficar pobre, posso começar a roubar e assim desonrar o nome do meu Deus.
“Não calunie o escravo diante do seu senhor, porque o servo o amaldiçoará e será culpado.
“Há pessoas que insultam o próprio pai e não respeitam a sua mãe.
Há pessoas que pensam que são puras, mas elas ainda não foram lavadas.
Há pessoas que se julgam importantes e desprezam os outros.
Há pessoas que têm bocas como espadas e dentes como facas, para devorarem os pobres e os necessitados da terra.
“Quem é ganancioso só gosta de duas coisas: ‘Dê-me! Dê-me!’ “Há três coisas que nunca estão satisfeitas, ou melhor, quatro que nunca têm o suficiente:
o mundo dos mortos, a mulher sem filhos, a terra que precisa de chuva, e o fogo que ninguém pode apagar.
“Quem ri do seu pai e não obedece à sua mãe, merece ter seus olhos arrancados pelos corvos e comidos pelos filhotes da águia.
“Há três coisas que não compreendo bem, ou melhor, quatro que não consigo entender:
a águia que voa no céu, a cobra que rasteja na rocha, o barco sobre o mar, e o homem que conquista o amor de uma mulher.
“A mulher infiel faz isto: come, limpa a boca, e finge que nada aconteceu.
“Há três coisas que fazem tremer a terra, ou melhor, quatro que ela não pode suportar:
o escravo que se torna rei, o insensato que tem comida de sobra,
a mulher desprezada que arranja marido, e a escrava que toma o lugar da senhora.
“Há quatro criaturas na terra, que são muito pequenas, mas muito sábias:
as formigas são muito pequenas e não têm força, mas guardam a sua comida no verão;
os coelhos não são fortes, mas fazem as suas casas entre as rochas;
os gafanhotos não têm rei, mas andam em perfeita ordem;
as lagartixas cabem nas nossas mãos, mas vivem nos palácios dos reis.
“Há três seres que caminham com orgulho, ou melhor, quatro de andar elegante:
o leão, o mais poderoso dos animais e que não foge de nada;
o galo, que anda de peito erguido; o bode; e o rei à frente do seu povo.
“Se tem atuado como louco, se tem exaltado a si mesmo ou feito planos contra alguém, então pare e pense bem:
bater o leite produz manteiga, apertar o nariz faz sair sangue e provocar alguém causa brigas”.
Ditados de Lemuel, rei de Massá. Ditados que a sua mãe lhe ensinou:
“Ó meu filho, filho do meu ventre, filho que pedi a Deus!
Não gaste com mulheres a sua força e o seu vigor, pois elas são a ruína dos reis.
“Lemuel, os reis não devem beber vinho, nem os governantes devem querer bebidas fortes.
As bebidas fortes fazem esquecer a lei e violar os direitos dos pobres.
Dê bebida forte àqueles que estão prestes a morrer, dê vinho aos que estão angustiados.
Quando eles bebem esquecem a sua miséria e não se lembram dos seus problemas.
Fale a favor de quem não pode falar, defenda os direitos dos desamparados.
Levante a sua voz e faça justiça a eles; defenda os direitos dos pobres e dos necesitados”.
Feliz é o homem que encontra uma mulher exemplar. Ela vale muito mais do que as pérolas.
O seu marido confia nela totalmente e ela nunca deixará de lhe ser útil.
Durante toda a sua vida, ela só lhe faz bem, nunca lhe faz mal.
Ela procura lã e linho e com prazer trabalha com as suas mãos.
É como um navio mercante que traz de longe provisões para casa.
Levanta-se quando ainda é noite, prepara a comida para a família, e dá uma parte às criadas.
Faz planos e compra um terreno, e planta nele uma vinha com o seu próprio dinheiro.
Ela entrega-se ao trabalho com vigor, os seus braços são fortes.
Verifica que todos os seus negócios estejam correndo bem, e a sua lâmpada fica acesa durante toda a noite.
Ela trabalha com lã e linho e tece a sua própria roupa.
Está sempre pronta para ajudar os pobres e é generosa com os necessitados.
Ela não teme pela família quando chega o frio, pois todos andam vestidos de lã.
Ela faz lençóis para as camas e veste-se de linho e púrpura.
O seu marido é respeitado por todos, é um dos juízes da terra.
Ela faz e vende roupa de linho, e fornece cintos aos comerciantes.
É elogiada pelas pessoas e respeitada por todos, e tem confiança no futuro.
Fala com sabedoria e ensina com amor.
Ela cuida de tudo na sua casa e não é preguiçosa.
Os seus filhos a elogiam, e o seu marido diz:
“Pode haver muitos mulheres exemplares, mas você é a melhor de todas”.
A formosura engana e a beleza passa depressa, mas a mulher que respeita ao SENHOR é digna de louvor.
Que ela receba o reconhecimento que merece e seja parabenizada publicamente pelo bem que faz!
Isto é o que disse o Mestre, filho de Davi e rei de Jerusalém.
Isto é a maior de todas as ilusões! O Mestre disse que isto é a maior de todas as ilusões! Tudo isto é ilusório.
Que vantagem a mais obtemos em esforçarmos até a exaustão quando trabalhamos aqui, “debaixo do sol ”?
Mesmo neste ir e vir de pessoas (enquanto algumas morrem, outras nascem) a terra continua a mesma de sempre: não muda.
O sol se levanta, depois se oculta e acelera para se levantar de novo no mesmo lugar.
O vento sopra para o sul e depois vira para o norte. Continua dando sempre as mesmas voltas.
Todos os rios correm uma e outra vez para o mesmo lugar. Vão para o mar e, mesmo assim, o mar não se enche.
Tudo o que as pessoas dizem hoje, já foi dito antes por outras pessoas; não é possível dizer algo “novo”. Mesmo assim, nós continuamos querendo ouvir algo novo. Nós continuamos querendo ver algo que faça sentido.
O que aconteceu antes? A mesma coisa que acontecerá depois. O que foi feito antes? A mesma coisa que será feita depois. Não há nada “novo” aqui, “debaixo do sol”.
Alguns dizem que tal coisa é “nova”, mas na realidade sempre esteve ali. Estava ali antes que existíssemos.
As pessoas de hoje em dia não se lembram do que aconteceu faz muito tempo. No futuro, as pessoas não se lembrarão do que está acontecendo agora. E mais tarde, as pessoas de épocas futuras não saberão o que fizeram os que viveram antes delas.
Eu, o Mestre, fui rei de Israel em Jerusalém.
Decidi estudar e usar a minha sabedoria para aprender de tudo o que se faz “debaixo do céu”. Aprendi que Deus deu uma tarefa muito agoniante aos homens.
Observei tudo o que se faz aqui, “debaixo do sol”, e concluí que tudo não passa de ilusão. É como tentar segurar o vento.
O mundo está torcido e já não pode ser endireitado. Por mais contas que se façam, nunca poderá se incluir na conta o que não existe.
Um dia pensei: “Tenho muita fama e sou mais sábio que todos os reis que viveram em Jerusalém antes de mim. Sou capaz de investigar a sabedoria e o entendimento”.
Então me dediquei a investigar a sabedoria e o entendimento e acabei em bobagens e tolice. Procurar a sabedoria é como tentar segurar o vento,
porque quanto mais sábio você se tornar, mais triste você irá ficar; e quanto mais você conhecer, mais dor você irá experimentar.
Então resolvi o seguinte: “Vou me divertir e provar os prazeres e todas as coisas boas da vida”, mas eu aprendi que isto também é ilusório.
É uma tolice passar o tempo todo sorrindo; não fazer outra coisa além de se divertir não serve de nada.
Portanto, decidi encher meu copo de vinho enquanto enchia minha mente de sabedoria. Tratei de fazer essa loucura porque queria ver se esse era o único bem que o ser humano pode encontrar para desfrutar na sua curta vida.
Então comecei a fazer grandes obras. Construí palácios, plantei vinhas,
cultivei jardins, fiz parques e plantei neles todo tipo de árvores frutíferas.
Mandei construir açudes de água para regar as árvores recem-plantadas.
Comprei escravos e escravas, e tive escravos nascidos na minha casa. Tinha muitos bens, gado e rebanhos de ovelhas, mais do que qualquer um em toda Jerusalém.
Juntei muita prata e ouro para mim além dos tesouros que recebia de reis e das suas nações. Os cantores, tanto homens como mulheres, cantavam para mim. Desfrutei de tudo aquilo que alguém pode desejar.
Me tornei muito rico e famoso, mais do que qualquer um que tivesse vivido em Jerusalém antes de mim. Além disso a sabedoria sempre estava ali para me ajudar.
Não me neguei nada do que desejei nem recusei nenhum prazer. Sempre conseguia o que desejava porque me sentia feliz com todo o trabalho que fazia. Pelo menos para mim ficou essa satisfação.
Mas quando considerei tudo o que tinha conseguido com o fruto do meu esforço, percebi que tudo era ilusório, que era como segurar o vento e que não se consegue ter nenhuma vantagem com o que se faz aqui, “debaixo do sol”.
Depois considerei novamente a sabedoria, as tolices e loucuras. Que mais pode fazer o sucessor de um rei a não ser o que já foi feito antes?
Vi que a sabedoria é melhor do que a tolice, assim como a luz é melhor do que a escuridão.
O sábio pode ver por onde ele vai. Mas o tolo é como quem caminha na escuridão. Mesmo assim, também percebi que o destino final do tolo e do sábio é o mesmo.
Então pensei: “Se o destino final do louco é igual ao meu, de que me serve a sabedoria? Que vantagem a mais obtive com me esforçar tanto para ser sábio?” Percebi que isso também não faz sentido.
Tanto o sábio como o tolo vão morrer e ninguém se lembrará de nenhum deles por muito tempo. O povo irá se esquecer de tudo o que fizeram. Como dói saber que a morte atinge tanto ao sábio como ao tolo!
Isso me fez odiar a vida, me entristeceu muito pensar que tudo o que é feito aqui, “debaixo do sol”, é ilusório. É como tratar de segurar o vento.
Odiei todo o trabalho que tinha feito “debaixo do sol” pois ao final teria que deixar tudo isso ao meu sucessor.
E pensei: “Quem sabe se ele vai ser um sábio ou um tolo? E será dono de tudo o que consegui com tanto trabalho e sabedoria. Isso também não faz sentido”.
Portanto me deprimi muito ao pensar em todo o trabalho que tinha feito “debaixo do sol”:
após ter trabalhado com sabedoria, entendimento e dedicação, teria que deixar tudo o que consegui daquele trabalho a outra pessoa, que não trabalhou nada para conseguir isso. Isso não é justo e não faz sentido.
O que resta ao ser humano depois de tanto trabalhar e lutar aqui, “debaixo do sol”?
Toda a sua vida está cheia de sofrimento, frustrações e trabalho duro. Nem sequer de noite descansa a sua mente. Isso também não faz sentido.
O melhor que a pessoa pode fazer é comer, beber e desfrutar do trabalho que ela faz. Também vi que isto vem de Deus.
Há alguém que tenha tratado de desfrutar da vida mais do que eu o fiz?
Todavia, Deus dá sabedoria, entendimento e alegria a quem ele aprova. Mas, ao pecador, Deus o faz trabalhar para que junte e acumule riquezas para depois irem parar nas mãos da pessoa em quem Deus se agrada. Por isso acumular riquezas também é ilusório: é como tratar de segurar o vento.
Existe um momento certo para tudo; tudo o que acontece debaixo do céu acontece de acordo com um plano.
Existe um momento certo para nascer e outro para morrer; um momento certo para plantar e outro para arrancar as plantas.
Existe um momento certo para matar e outro para curar; um momento certo para destruir e outro para construir.
Existe um momento certo para chorar e outro para rir; um momento certo para estar triste e outro para pular de alegria.
Existe um momento certo para espalhar pedras e outro para ajuntá-las; um momento certo para abraçar e outro para deixar de abraçar.
Existe um momento certo para procurar e outro para deixar de procurar. Existe um momento certo para guardar e outro para descartar.
Existe um momento certo para rasgar e outro para costurar; um momento certo para ficar em silêncio e outro para falar.
Existe um momento certo para amar e outro para odiar; um momento certo para fazer guerra e outro para fazer paz.
Qual a vantagem que o trabalhador consegue a mais trabalhando tanto?
Tenho visto todo o duro trabalho que Deus deu aos homens para mantê-los ocupados.
Tudo acontece no seu devido tempo. Mesmo assim, Deus pôs na mente humana a habilidade de entender o passo do tempo, embora ninguém consiga entender completamente a obra de Deus desde o começo até o fim.
Aprendi que a única boa escolha que a gente pode fazer é ser feliz e desfrutar enquanto viver,
pois Deus quer que todos comam, bebam e desfrutem do seu trabalho. Poder desfrutar deste tipo de vida é um dom de Deus.
Aprendi que tudo o que Deus faz dura para sempre e que os homens não podem acrescentar nem tirar nada ao que Deus faz: Deus fez que isso fosse assim para que a gente o respeite.
O que acontece agora, já tinha acontecido; o que vai acontecer, já aconteceu. Deus se encarregará do que está além da comprensão dos homens.
Também percebi algo mais que acontece aqui, “debaixo do sol”: nos tribunais reina a maldade e a injustiça, sendo que ali deveria reinar a honestidade e a justiça.
Portanto pensei: “Deus tem planejado um momento certo para julgar tudo o que faz o povo. Ele julgará tanto a bons como a maus”.
Pensei também no que o povo faz, e disse para mim mesmo: “Deus está testando as pessoas para que comprovem que elas não têm nenhuma vantagem sobre os animais”.
Achar que existe alguma vantagem para o ser humano sobre o animal é ilusório: ambos morrem e também ambos respiram e vivem. Tudo isso não faz sentido.
Tanto o ser humano como o animal vão para um mesmo lugar, vêm do pó e para o pó voltarão.
Quem sabe o que acontece com o espírito de um animal? Será mesmo que o espírito de um homem sobe às alturas e o de um animal desce para a terra?
Portanto percebi que o melhor que se pode fazer é desfrutar do seu trabalho. Isso é tudo o que se tem. O povo não deveria se preocupar com o futuro porque ninguém pode lhe dizer o que vai acontecer.
Depois percebi que existem muitas pessoas oprimidas neste mundo. Vi os oprimidos chorando sem ter quem os consolassem. Vi algumas pessoas sendo oprimidas por pessoas cruéis no poder e não havia quem as consolassem.
Concluí que estão melhor os que já morreram que os que ainda estão vivos
e que os que nunca nasceram tiveram melhor sorte que todos eles porque não tiveram que ver todo o mal que é feito aqui, “debaixo do sol”.
Vi que as pessoas tentam triunfar e querem ser melhores do que os outros por inveja; não gostam que os outros tenham mais do que elas. Isso também é ilusório, é como tentar segurar o vento.
Alguns dizem que é tolice cruzar os braços e não fazer nada, e a pessoa que não trabalhar morrerá de fome.
Talvez isso esteja certo, mas acho que é melhor estar satisfeito com o pouco que se tem do que estar sempre lutando para conseguir mais.
Comprovei uma coisa mais que não faz sentido:
há pessoas que não têm família, nem um filho nem um irmão e mesmo assim continuam trabalhando duro. Nunca estão satisfeitas com o que têm, trabalham duro e nenhuma delas se detém para se perguntar: “Para que estou trabalhando tão duro? Por que não desfruto da vida?” Isso também não faz sentido.
Dois é melhor do que um, pois trabalhar unidos é melhor para ambos.
Se um cair, o outro o levanta. Mas aquele que está sozinho padece muito quando cai porque não tem quem o ajude.
Se dois se deitam juntos, se aquecerão, mas se alguém dorme sozinho, não haverá quem o aqueça.
Uma pessoa sozinha pode ser vencida, mas dois se defendem melhor. E três pessoas são ainda por cima mais fortes. Elas são como uma corda de três fios a qual não pode ser rompida facilmente.
É melhor ser jovem pobre mas sábio, do que rei velho mas néscio, porque este último já não leva em consideração os conselhos que recebe.
Talvez esse jovem tenha nascido pobre nesse reino ou tenha saído da prisão para tomar o poder,
mas conheço bem as pessoas e sei que seguirão àquele jovem e ele será o novo rei.
Serão muitos os seguidores desse jovem, ainda que depois eles mesmos já não se sentirão bem com ele. Isso também é ilusório, é como tratar de segurar o vento.
Tome muito cuidado quando você for adorar a Deus. É melhor obedecer a Deus do que oferecer sacrifícios como qualquer que carece de entendimento que continuamente faz o mal e não percebe.
Tome cuidado quando fizer promessas a Deus, meça as suas palavras. Não deixe que os seus sentimentos o façam falar sem pensar. Lembre-se que Deus está no céu e você, um simples ser humano, na terra. Portanto seja breve, porque como diz o ditado:
Os maus sonhos chegam com muitas preocupações, e os tontos com muitas palavras.
Se você fizer uma promessa a Deus, cumpra-a, porque Deus não se agrada das pessoas com falta de seriedade. Cumpra a Deus o que você prometeu.
É melhor não prometer do que prometer e não cumprir.
Portanto não deixe que as suas palavras o façam pecar. Não diga ao sacerdote: “Não queria dizer o que disse”. Se você fizer isso, Deus se irritará por causa das suas palavras e destruirá tudo o que você conseguiu com o seu trabalho.
Não deixe que os seus sonhos inúteis e as suas ostentações lhe causem dificuldades. Mostre respeito para com Deus!
Quando você perceber que numa província há opressão contra os pobres, que reina a injustiça e o direito lhes é negado, não se surpreenda. Isso acontece porque um alto oficial é protegido por outro mais elevado e ambos são protegidos por outros superiores.
Até o rei obtém a sua parte no lucro: a riqueza de um país é dividida entre eles.
Quem ama o dinheiro nunca se satisfaz com o que tem, sempre quer mais e mais. Isso também é ilusório.
Quanto mais riqueza se tem, mais gastos há. A única coisa que se ganha em ter riquezas é contemplá-las.
O trabalhador chega em casa e dorme em paz, tenha pouco ou muito que comer; mas o rico não pode dormir porque a sua riqueza lhe traz muitas preocupações.
Há uma coisa muito triste que vi acontecer aqui, “debaixo do sol”: há pessoas que acumulam riquezas em prejuízo próprio,
pois ao fazer um mal negócio, perde tudo e não fica nada para deixar para os seus filhos.
Nada trouxemos ao nascer e nada levaremos conosco ao morrer. O povo trabalha duro para conseguir coisas, mas quando morre não pode levar nada.
Isso é muito triste, a pessoa parte do mundo da mesma forma em que chegou. Então, o que obtém da sua tentativa de segurar o vento?
Só consegue dias cheios de tristeza e dor. No final, fica frustrado, doente e irritado.
Vi que isto é o melhor que pode ser feito: comer, beber e desfrutar do nosso trabalho durante o número de dias determinado para a nossa existência nesta terra. Deus nos concede a vida com um número de dias determinado e isso é tudo o que temos.
Se Deus dá a alguém riqueza, propriedades e a capacidade de desfrutar delas, é necessário aproveitar, aceitar o que Deus dá como presente, o fruto do nosso trabalho.
Deus manterá a cada um ocupado no que gosta de fazer para que assim ninguém fique pensando muito no número de dias que tem.
Tenho percebido mais uma coisa injusta que acontece aqui, “debaixo do sol”:
há pessoas a quem Deus dá riquezas, propriedades e honra. Elas têm tudo o que precisam e podem desejar, mas depois Deus não lhes permite desfrutar disto; vem outro e fica com tudo. Isso está muito mal e não faz sentido.
Pode ser que alguém viva 100 anos e tenha 100 filhos, mas se não for feliz e seus filhos se lembrar dele quando morrer, acho que foi muito melhor o destino daquele que morreu ao nascer do que o desta pessoa.
Realmente não faz sentido que um bebê nasça morto. É sepultado rapidamente sem pelo menos ter recebido um nome.
Esse bebê nunca viu o sol nem conheceu nada, mas encontra mais descanso que o homem que nunca aproveitou o que Deus lhe deu.
Talvez esse homem viva 2.000 anos, mas se não é feliz, o bebê que nasceu morto encontrou um caminho mais fácil para chegar ao mesmo fim.
A gente trabalha e trabalha para poder comer e nunca se farta.
Portanto não vejo nenhuma vantagem no sábio com relação ao que carece de entendimento. É melhor ser como o pobre que sabe aceitar a vida como ela é.
É melhor ser feliz com o que se tem do que querer sempre ter cada vez mais. Essa pressa por ter cada vez mais é ilusória. É como tratar de segurar o vento.
Tudo o que foi criado é conhecido e tem recebido seu nome. Nós sabemos o que o ser humano é. Nós também sabemos que uma pessoa não pode vencer num debate com Deus, porque Deus é mais poderoso que ela.
É certo que onde há muitas palavras, há muitas tolices, e o que se ganha com isso?
Quem sabe o que é melhor para uma pessoa durante sua curta vida na terra? Sua vida passa como uma sombra e ninguém pode lhe dizer o que acontecerá depois, “debaixo do sol”.
É melhor ter um bom nome do que ter um bom perfume. O dia no qual se morre é muito melhor do que o dia no qual se nasce.
É melhor ir para um funeral que sair para uma festa, porque todos devem morrer, e os que estão vivos devem aceitar isso.
A dor é muito melhor que o riso, porque quando estamos tristes, tentamos ser bons.
O sábio pensa na morte, mas o que carece de entendimento só pensa em se divertir.
É melhor ser criticado por um homem sábio, do que ser louvado por alguém que carece de entendimento.
O riso dos tolos é como o crepitar da lenha que se queima no fogão, e também não faz sentido.
Até um homem sábio se esquecerá da sua sabedoria se alguém lhe pagar um bom suborno. Esse dinheiro irá corromper seu entendimento.
É melhor acabar alguma coisa do que começá-la. É melhor ser gentil e paciente do que ser orgulhoso e ansioso.
Não se irrite com facilidade, porque irritar-se é uma tolice.
Não é inteligente se perguntar: Por que os dias passados foram melhores do que estes?
Ser sábio é como ser rico. Na realidade, o sábio conseguirá muita riqueza.
A sabedoria e o dinheiro podem protegê-lo, mas é muito melhor ter sabedoria porque esse conhecimento pode salvar a sua vida.
Observe a criação de Deus. Você não pode mudar nem uma só coisa ainda que pense que está mal.
Desfrute os bons tempos; mas quando estiver em dificuldades lembre-se que Deus nos dá momentos bons e maus, e que ninguém sabe o que virá no futuro.
Na minha curta vida tenho visto todo tipo de situação: gente boa que morre jovem e gente má que vive muito tempo.
Não é necessário chegar aos limites da honestidade e da sabedoria. Para que tentar acabar consigo mesmo?
Não é necessário chegar aos limites da maldade e da insensatez. Para que morrer antes de tempo?
É melhor segurar bem isto, sem soltar aquilo da mão. Quem tem respeito por Deus sairá bem em tudo isso.
A sabedoria dá força, um sábio vale mais do que dez prefeitos.
Não existe ser humano que consiga fazer sempre o que Deus considera que é certo. Todos, de alguma forma, já pecaram em algum momento das suas vidas.
Não é necessário ficar prestando atenção a tudo o que diz o povo, assim não ouvirá quando falar mal de você quem está ao seu serviço,
pois sabe muito bem que também muitas vezes você falou mal dos outros.
Tudo isso pensei com sabedoria, pois eu queria ser sábio, mas foi impossível para mim.
Não consigo entender o porquê das coisas serem como são. Isso é muito difícil de entender.
Estudei e tentei encontrar a verdadeira sabedoria, uma razão para cada coisa, e aprendi que não faz sentido ser mau e que é insensato agir como um tolo.
Também encontrei que certas mulheres são tão perigosas como uma armadilha, o coração delas é como uma rede e os seus braços são como correntes. É melhor morrer que cair nas suas redes. O seguidor de Deus se afasta delas; mas o pecador cairá nas suas redes.
Disse o Mestre: “Tentei dar coerência a tudo isto para ver que resposta podia encontrar.
Sempre pensei que este ditado fosse verdade: ‘Em mil pessoas, você encontrará apenas um homem bom, mas nenhuma boa mulher!’
Isso é o que finalmente descobri ser verdade: Deus fez todas as pessoas boas. Mas todas elas encontraram maneiras de serem más”.
Ninguém pode entender ou explicar as coisas como faz um sábio. A sua sabedoria o alegra e faz com que as pessoas mudem o rosto de tristeza para alegria.
Cumpra as ordens do rei porque assim você se comprometeu diante de Deus.
Não tema fazer sugestões ao rei e não apoie qualquer coisa que esteja mal, mas lembre-se que o rei faz o que quiser.
O rei tem autoridade para dar ordens e ninguém pode lhe dizer o que fazer.
Quem obedece às ordens do rei, não terá dificuldades; e o sábio entende quando é o momento certo de dar a sua opinião e quando é o momento certo de obedecer às ordens do rei.
Há um momento e uma maneira certa para fazer tudo o que é necessário fazer, mas o problema do ser humano é que
nunca sabe o que vai acontecer e não há quem possa lhe dizer.
Ninguém é dono do seu espírito nem pode comandá-lo já que ninguém é dono da morte. Quando chega a guerra, não pode enviar outro no seu lugar. A maldade que a pessoa faz não lhe servirá de proteção.
Percebi tudo isso e pensei muito em tudo o que acontece aqui, “debaixo do sol”. Vi que o povo sempre luta por conseguir poder para dominar os outros, mas isso não é bom para ele.
Vi que para as pessoas perversas eram feitos grandes e fastuosos funerais e vi também as pessoas falarem bem dessas pessoas perversas. Isto acontecia ainda nos lugares onde as pessoas perversas tinham feito muitas maldades. Isso não faz sentido.
Alguns recebem o seu castigo imediatamente depois de praticar o mal, mas quando o castigo tarda outros não veem problema em praticar o mal.
Um pecador pode fazer muitas iniquidades e ter vida longa, mas sei com certeza que é melhor obedecer e respeitar a Deus.
Os maus não respeitam a Deus e por isso não obterão o que é realmente bom nem terão vida longa. A sua vida não será como a sombra que se faz cada vez mais longa quando o sol se esconde.
Há uma coisa mais que acontece na terra e que eu acho injusta. O malvado deveria receber o mal e o bondoso o bem, mas algumas vezes acontece o contrário. Isso não é justo.
Portanto decidi que afinal de contas é melhor desfrutar da vida. O melhor que a pessoa pode fazer é comer, beber e desfrutar da vida. Isso pelo menos fará a vida mais fácil em vista do duro trabalho que Deus decidiu que o homem fizesse aqui, “debaixo do sol”.
Estudei com cuidado tudo o que as pessoas fazem nesta vida, vi como estão ocupadas trabalhando dia e noite, quase sem dormir.
Também vi todas as coisas que Deus faz e vi que aos homens não é possível entender todo o trabalho que Deus faz na terra. Alguém o pode tentar, mas não o conseguirá. Embora apareça um sábio dizendo que ele o pode entender, não é verdade. Ninguém pode entender tudo isso.
Meditei cuidadosamente em tudo isso. Percebi que Deus controla a vida das pessoas sábias e boas, e o que estas pessoas fazem. O ser humano não sabe se será amado ou odiado porque não sabe o que acontecerá no futuro.
Mas há uma coisa que acontece a todos igualmente: todos nós vamos morrer, tanto bons como maus. A morte atinge todos, os puros e impuros, os que oferecem sacrifícios e os que não oferecem sacrifícios, o bom e o pecador, os que fazem promessas a Deus e os que não fazem promessas a Deus.
O mais triste de tudo o que acontece aqui, “debaixo do sol”, é que a todos espera o mesmo fim. Assim pois, a mente do ser humano está cheia de maldade, vive guiado pela tolice, e no final de tudo, a morte.
Enquanto há vida há esperança, pois é melhor cão vivo do que leão morto.
Nós, que estamos vivos, sabemos que vamos morrer, mas os mortos não sabem nada, não têm consciência de nada e serão esquecidos.
Depois de morrer, o homem já não sente amor nem inveja; nunca mais volta a experimentar o que se faz “debaixo do sol”.
Portanto vá agora, coma com alegria, beba com prazer, já que Deus quer que você desfrute destas coisas.
Vista-se bem e que a sua aparência se veja bem.
Desfrute a vida com a esposa que ama, todos os dias da sua curta existência que Deus lhe permita viver aqui, “debaixo do sol”. Isso é o que corresponde à sua vida e ao seu trabalho “debaixo do sol”.
Cada vez que encontre um trabalho para fazer, dê o melhor de si. Na sepultura não há trabalho, nem pensamento, nem conhecimento nem sabedoria e para lá vamos todos nós.
Também fui testemunha de outras injustiças que existem nesta vida: quem corre mais depressa nem sempre ganha a corrida; o exército mais poderoso nem sempre ganha a batalha; o mais sábio nem sempre consegue deixar de ser pobre; o mais astuto nem sempre enriquece e uma pessoa educada nem sempre recebe a recompensa que merece. Bons e maus momentos estão reservados para todos.
Nenhuma pessoa sabe o que acontecerá com ela: assim como o peixe preso numa rede ou o pássaro dentro de uma armadilha não sabem o que vai acontecer com eles, também as pessoas, presas pelos momentos difíceis que chegam de repente, não sabem o que vai acontecer com elas.
Tive a oportunidade de ver um sábio fazendo alguma coisa que me pareceu muito inteligente.
Havia uma aldeia pequena e com poucos habitantes. Veio um rei muito poderoso e cercou com os seus exércitos àquela aldeia.
Nessa aldeia, porém, havia um sábio que, embora fosse pobre, usou a sua inteligência para salvar a aldeia. No entanto, uma vez acabado tudo, se esqueceram do sábio pobre.
Contudo, eu acho que a melhor fortaleza que pode se ter é a sabedoria, e ainda que essas pessoas se esqueceram desse sábio pobre e deixaram de escutá-lo, eu continuo achando que a sabedoria é melhor.
Umas poucas palavras faladas em voz baixa por um sábio são muito melhores que as palavras gritadas por um governante tolo.
A sabedoria é melhor do que as armas na guerra, mas um ignorante pode acabar com tudo o que é bom.
Até o melhor perfume cheira mal por causa de umas poucas moscas mortas; um pouco de ignorância arruína muita sabedoria e honra.
Os pensamentos do sábio o levam pelo caminho correto; os pensamentos do que carece de entendimento o levam pelo mal caminho.
Um ignorante mostra sua estupidez ainda que esteja simplesmente andando pela rua. Todo o mundo percebe o tolo que ele é.
Não abandone o seu posto só porque seu governante se irrita com você. Se permanecer calmo pode corrigir grandes erros.
Há uma coisa mais que tenho visto nesta vida e que não é justa. É um erro muito comum entre os governantes.
Dão funções importantes às pessoas incapazes, enquanto que os sábios ocupam posições sem importância.
Tenho visto servos andando a cavalo, e as pessoas que deveriam ser governantes andando como escravos junto deles.
Aquele que cava um buraco, cairá nele; aquele que derruba uma parede, será mordido por uma cobra.
Aquele que move grandes pedras, sairá machucado; aquele que corta árvores, corre o perigo de que lhe caiam em cima.
A sabedoria faz qualquer tarefa mais fácil. É muito difícil cortar com um machado sem fio, mas se a pessoa afiar o machado, o trabalho se tornará mais fácil.
Pode ser que alguém saiba encantar cobras, mas de nada serve ter essa habilidade se for mordido por elas antes de conseguir encantá-las.
As palavras do sábio trazem glória, mas as do ignorante, destruição.
O que carece de entendimento começa a falar loucuras e termina dizendo burrices.
Não se cansa de falar dos seus projetos, mas ninguém sabe o que acontecerá no futuro nem o que acontecerá mais adiante.
Para o tolo a inteligência não é suficiente nem sequer para aprender o caminho para a cidade. Portanto durante toda a sua vida passará dificuldades.
Um país se prejudica quando seu governante é muito jovem e quando os seus líderes estão o tempo todo em reuniões sociais.
Para um país é conveniente que seu governante seja de uma família respeitável e que os seus líderes sejam moderados na comida e na bebida. Devem se alimentar para repor as suas forças, não para se embriagar.
Quem é preguiçoso para o trabalho em breve verá sua casa com avarias e o telhado cair.
Comer agrada às pessoas, o vinho lhes alegra a vida e o dinheiro lhes resolve muitas dificuldades.
Não fale mal do governante nem pense mal dele. Não fale mal dos ricos, nem sequer estando só, porque um passarinho pode contar a eles.
Para onde quer que vá, faça o bem, porque depois de um tempo o bem que fez lhe será devolvido.
Invista o que tem em diferentes negócios, porque não se sabe que tipo de calamidade pode acontecer nesta vida.
Há várias coisas das que se pode ter certeza: se as nuvens estão carregadas, com certeza vai chover. Se uma árvore cair, seja para o sul, seja para o norte, ali ela ficará.
Esperar o clima perfeito nunca permitirá semear; e acreditar que choverá o tempo todo impedirá de fazer a colheita.
Assim como ninguém sabe como entra o espírito numa criatura que está no ventre da sua mãe, assim também ninguém consegue saber o que Deus, o criador de tudo, faz.
Semeie de manhã e volte a semear de tarde porque não tem jeito de saber qual das semeaduras sairá melhor, se uma ou outra, ou se ambas darão bom resultado.
Que bom é viver e ver a luz do sol!
É necessário desfrutar cada dia enquanto estamos vivos, não importando quanto tempo irá durar nossa existência. Mas é necessário também considerar que algum dia vamos morrer e iremos permanecer assim mais tempo do que vivemos: quando estivermos mortos não poderemos fazer mais nada.
Jovens: usem a sua juventude, sejam felizes, sigam os impulsos do seu coração e desfrutem da vida. Mas sempre tenham em mente que Deus os julgará por tudo o que façam.
Não se deixem dominar pelo mau humor nem permitam que os desejos do seu corpo os façam pecar. Os piores erros são cometidos quando um é jovem.
Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que cheguem os maus tempos e o perturbe a velhice. Assim não terá que dizer: “Gastei inutilmente a minha vida”.
Considere sempre ao seu Criador enquanto é ainda jovem, antes que chegue o momento em que o sol, a lua e as estrelas se apaguem para você, e cheguem as dificuldades uma após a outra como uma tempestade atrás da outra.
Quando chegar esse tempo, os seus braços perderão a força; as suas pernas se enfraquecerão e se dobrarão; cairão os seus dentes e não poderá morder bem a comida; e sua visão ficará embaçada.
Não ouvirá bem, não ouvirá o barulho nas ruas, nem sequer o da pedra que mói seu trigo. Não ouvirá o cantar das mulheres, mas o canto de um pássaro o acordará na madrugada porque não poderá dormir.
Temerá as alturas e o tropeçar com alguma coisa no caminho. Seu cabelo se tornará branco como as flores de uma árvore de amêndoas. Se arrastará como um gafanhoto quando ande. Perderá o desejo de viver. Depois irá para o seu lar eterno. Sempre há pranteadores nas ruas.
Lembre-se do seu Criador antes que se rompam as cordas de prata, e se quebre o cálice de ouro, e se rompa o cântaro contra a fonte, e se despedace a polia do poço.
Seu corpo veio da terra, e quando morrer, voltará para a terra. Mas seu espírito veio de Deus e quando morrer, voltará para Deus.
Isto é a maior de todas as ilusões! O Mestre disse que tudo isto é ilusório.
O Mestre foi muito sábio e usou sua inteligência para educar as pessoas. Estudou e preparou cuidadosamente grande quantidade de sábios ensinos.
Se esforçou muito para encontrar as palavras certas e escreveu os seus ensinos, que são a mais pura verdade.
As palavras dos sábios são como aguilhões, e as coleções de ditos são como varas pontudas, dadas por um só pastor.
Portanto, filho, estude estes ensinos, mas tenha cuidado com outros livros. O povo sempre escreve livros e muito estudo o cansará.
Agora bem, que ensino se pode tirar deste livro quando tudo já foi falado? Que o melhor que o ser humano pode fazer é honrar e respeitar a Deus, o que se traduz pela obediência aos seus mandamentos.
Deus conhece tudo o que o povo faz de bom e de mau, até o mais secreto, e ele vai julgar tudo isso.
Este é o mais bonito dos cânticos, feito por Salomão.
Encha-me com seus beijos, porque o seu amor é mais doce do que o vinho.
O seu aroma é uma delícia! E o seu nome é como o melhor dos perfumes. Por isso as jovens amam você.
Leve-me com você, fujamos juntos! Que o rei me leve à sua habitação! Ficamos alegres por você e nos lembraremos que o amor que você tem é mais doce do que o vinho. Com toda a razão as jovens amam você.
Filhas de Jerusalém, eu sou morena, mas bonita. Sou morena como as tendas de Quedar e de Salmã.
Não prestem atenção na cor da minha pele que o sol tem escurecido. É que os meus irmãos ficaram chateados comigo e me mandaram cuidar das suas vinhas, mas não cuidei de mim mesma.
Amor da minha vida, diga para mim aonde leva pastar o seu rebanho. Diga para mim aonde o leva para descansar ao meio-dia. Se me falar isso, poderei estar ao seu lado. Não terei que estar procurando por você às escondidas entre os rebanhos dos seus amigos, como uma mulher coberta com véu.
Como você não saberia onde me encontrar, ainda mais você, que é a mais bonita das mulheres? Se você não souber isso, siga as pisadas do rebanho e leve pastar os seus cabritos, junto às tendas dos pastores.
Amada minha, como você chama a atenção dos homens! É como uma égua entre os cavalos que puxam as carruagens do faraó.
As suas faces ficam bonitas com enfeites, e o seu pescoço fica lindo com um colar.
Faremos para você uma cadeia de ouro incrustada de prata.
Meu perfume vai cobrindo o rei em toda a sua volta enquanto descansa ao meu lado em seu leito.
Meu amado é como uma bolsa pequena de mirra que passa a noite entre os meus peitos.
Meu amado é como um ramalhete de flores de hena das vinhas de En-Gedi.
Amada minha, você é mesmo bonita! É realmente muito bonita! Os seus olhos são tão lindos como os das pombas.
E você é tão bonito, amor meu! É tão encantador! O pasto fresco e agradável é o nosso leito!
Os cedros são as vigas da nossa casa, e o nosso telhado é o cipreste.
Sou só uma flor de Sarom, um lírio dos vales.
Amada minha, entre todas as mulheres, você é para mim como um lírio entre os espinhos.
Amor meu, entre todos os homens, você é para mim como uma macieira entre as árvores silvestres. Tenho gostado de descansar debaixo da sua sombra e saborear o seu doce fruto.
Com a intenção de plantar sua bandeira de amor sobre mim, meu amado me levou à casa do vinho.
Estou debilitada por causa de amar tanto. Por isso deem-me de comer passas e alimentem-me com maçãs.
Ele coloca um dos seus braços debaixo da minha cabeça e com o outro, me abraça.
Mulheres de Jerusalém, jurem pelas gazelas e cervos do campo que não incomodarão nem acordarão o amor até que seja o momento indicado.
Escutem! É a voz do meu amado! Olhem para ele! Lá vem apressado, saltando entre as montanhas e brincando pelos montes.
Parece uma gazela ou um cervo jovem. Olhem para ele ali, escondido atrás da parede, olhando pela janela e espiando por entre as grades.
Meu amado me disse: “Levante-se, amada minha; venha comigo, preciosa.
Olhe que já não faz mais frio e parou de chover.
Nasceram novas flores e os pássaros voltaram a cantar! O som dos pombos se ouve em nossa terra.
A figueira faz com que os seus figos fiquem maduros, e as vinhas florescem e espalham a sua fragância. Levante-se, amada minha; venha comigo, preciosa.
Pomba minha, que anda nas fendas das rochas e nos penhascos das montanhas, deixe-me ver o seu rosto, deixe-me ouvir a sua voz; porque a sua voz é doce e o seu rosto, bonito”.
Peguem as raposas, as raposas pequenas que estragam as vinhas, porque nossa vinha está agora florescendo.
Ele é meu e eu sou sua! Ele se alimenta entre as flores da primavera.
Enquanto a brisa do dia respira e as sombras vão crescendo, volte, amado meu, como gazela ou cervo novo, por entre montanhas bem perfumadas.
De noite, na minha cama, procurei pelo meu amado. Procurei por ele, mas não podia encontrá-lo!
Pensei: “Me levantarei! Percorrerei a cidade! Pelas ruas e as praças procurarei o amor da minha vida!” Procurei por ele, mas não consegui encontrá-lo!
Encontrei os guardas que fazem a ronda pela cidade e lhes perguntei se tinham visto o meu amado.
Apenas acabei de falar com eles, encontrei o amor da minha vida! Abracei-o e não o soltei até que chegamos à casa da minha mãe, à habitação daquela que me gerou.
Mulheres de Jerusalém, jurem pelas gazelas e cervos do campo que não incomodarão nem acordarão o amor até que seja o momento certo.
Quem é essa mulher que sobe do deserto? Ela deixa ao seu passo uma nuvem de fumaça perfumada de incenso, mirra e todo tipo de perfumes importados.
Vejam! É a carruagem de Salomão, escoltada por sessenta guerreiros, dos mais corajosos de Israel.
Todos são soldados experientes, muito habilidosos com a espada. Levam espadas para se proteger dos perigos da noite.
O rei Salomão fez sua carruagem com madeira fina do Líbano.
As suas colunas as fez de prata, a cobertura de fio dourado, o assento de púrpura. Seu interior está decorado com motivos de amor.
Mulheres de Sião, saiam e vejam o rei Salomão! Vejam a coroa que a sua mãe colocou nele no dia do seu casamento, quando o seu coração pulava de alegria.
Quão bela é você, amada minha, realmente muito bela. Os seus olhos parecem duas pombas por trás do véu. O seu cabelo é comprido e ondulado; cai como um rebanho de cabras que descem pelos montes de Gileade.
Os seus dentes são brancos, como ovelhas tosquiadas que acabaram de tomar banho. Todas têm gêmeos, não falta nenhuma.
Os seus lábios e a sua boca são lindos, como um fio de cor vermelha. As suas faces, debaixo do seu véu, parecem pedaços de romã.
O seu pescoço mantém a cabeça erguida, é como a torre de Davi, feita para guardar o armamento. Na sua cabeça são pendurados mil escudos de corajosos soldados.
Os seus seios são como dois cervos gêmeos que se alimentam entre as flores da primavera.
Subirei nessas montanhas perfumadas de incenso e mirra enquanto o dia continuar respirando o vento fresco e as sombras forem aumentando.
Amada minha, tudo em você é lindo! Você não tem defeito algum.
Venha comigo, noiva minha, desça comigo do Líbano. Desça depressa do alto do Amana, do topo do Senir e do Hermom, das covas dos leões, do monte dos leopardos.
Amada minha, você roubou o meu coração; roubou o meu coração com um só dos seus olhares, com uma só pérola do seu colar.
Amada minha, o seu amor é maravilloso! É mais doce do que o vinho. O aroma da sua pele é muito melhor do que o aroma que qualquer outra fragância possa ter!
Noiva minha, seus lábios sabem a mel; há leite e mel debaixo da sua língua. E a fragância da sua roupa é tão doce e fresca!
Amada minha, noiva minha, você é tão pura como um jardim no qual ninguém tem entrado ainda; como uma fonte que ninguém tem tocado ainda.
O seu corpo é como um jardim cheio de romãs, que dão o seu melhor fruto, perfumado com flores de hena,
nardos e açafrão com cálamo e canela; com todas as árvores de incenso, mirra e aloés; com os melhores perfumes.
Você é como uma fonte de água fresca que desce das montanhas do Líbano.
Acorde, vento norte! Venha aqui, vento sul! Soprem no meu jardim e espalhem a sua suave fragância para que meu amado entre e prove dos seus deliciosos frutos.
Amada minha, noiva minha, entrei no meu jardim, peguei a minha mirra e as minhas especiarias, o meu mel do seu favo, e tenho bebido do meu néctar e do meu vinho. Ó, queridos amigos, comam e bebam, fiquem embriagados de amor!
Eu durmo, mas o meu coração vigia. Ouça, meu amado está chamando: “Abra a porta, amada e companheira minha, minha pomba, minha amada perfeita. Abra a porta, que a minha cabeça está coberta de orvalho e a chuva da noite tem molhado o meu cabelo”.
Eu lhe respondi: “Já tirei a minha roupa, terei que vesti-la de novo? Já lavei os meus pés, terei que sujá-los de novo?”
Mas quando percebi que meu amado tentava abrir a porta, senti uma pena profunda dele.
Então me levantei para abrir a porta; as minhas mãos estavam cobertas de mirra que escorria pelos meus dedos enquanto tentava abrir a porta.
Abri a porta, mas ele já tinha ido embora. Quase morri ao ver que ele não estava mais lá. Procurei por ele, mas não o encontrei; chamei por ele mas não respondeu.
Os guardas da cidade me encontraram e bateram em mim. Me feriram e tiraram o meu véu.
Mulheres de Jerusalém, prometam-me que se virem o meu amado lhe dirão que estou doente de amor.
Bela entre as belas, o que seu amado tem que outros homens não tenham? O que ele tem que os outros não tenham para que nos obrigue a fazer essa promessa?
O meu amado é muito bonito e tem uma linda pele acastanhada como a cor da canela. Poderia reconhecê-lo embora ele estivesse entre dez mil homens.
A sua cabeça brilha como o ouro puro; seu cabelo é ondulado e de cor negra como a cor do corvo.
Os seus olhos são tranquilos, como duas pombas ao lado de uma fonte; são limpos, lavados em leite, combinam bem com ele como se fossem joias.
As suas faces são suaves e fragantes, os seus lábios são como lírios perfumados.
Os seus braços são fortes e bonitos, como varas de ouro enfeitadas com pedras preciosas. Seu tronco é como marfim polido coberto com safiras.
As suas pernas são como colunas de mármore sobre bases de ouro puro. É alto como o mais majestoso cedro do Líbano.
Os seus lábios são os mais doces de todos e é o homem mais desejado. Assim é o meu amado, filhas de Jerusalém, assim é o meu companheiro.
Ó, mulher bonita, aonde foi o seu amado? Por qual caminho foi embora? Diga para a gente, a fim de que ajudemos você a procurá-lo.
Meu amado foi ao seu jardim de flores perfumadas. Ele foi para descansar nos jardins e colher alguns lírios.
Eu pertenço ao meu amado e ele me pertence. Ele descansa entre os lírios.
Amada minha, é tão bonita como Tirza, encantadora como Jerusalém, majestosa como um exército que levanta as suas bandeiras.
Não me olhe, porque os seus olhos me perturbam muito. O seu cabelo é comprido e ondulado, cai como um rebanho de cabras que descem pelos montes de Gileade.
Os seus dentes são brancos, como ovelhas tosquiadas que acabaram de tomar banho. Todas têm gêmeos, não falta nenhuma.
Suas faces debaixo do seu véu parecem pedaços de romã.
Embora um rei possa ter sessenta rainhas, oitenta esposas e uma infinidade de mulheres,
para mim só existe uma mulher, a minha amada perfeita, a minha pomba. Ela é a filha favorita da sua mãe. Quando as jovens a veem… a louvam! Até as rainhas e as esposas a louvam!
Quem é essa mulher que surge como a aurora, bela como a lua, radiante como o sol e maravilhosa como as estrelas?
Desci ao jardim das nogueiras para ver as plantas novas do vale, ver se brotava a videira e se floreciam as romãs.
De súbito me fez sentir como um príncipe entre as carruagens do meu povo. Eu mesmo não sabia mais quem eu era.
Volte, sulamita, volte! Volte, pois queremos vê-la! Por que olham tão fixamente para a sulamita quando ela dança a dança dos campamentos?
Princesa, que belos são os seus pés nessas sandálias! O seu quadril parece uma joia feita pelo melhor artista.
O seu umbigo é como uma taça sempre cheia do melhor vinho. A sua cintura é como o trigo cercado de flores.
Os seus seios são como dois cervos gêmeos de uma gazela.
O seu pescoço é comprido e fino como uma torre de marfim. Os seus olhos são claros como as piscinas de Hesbom, ao lado da entrada de Bate-Rabim. O seu nariz é tão perfeito como a torre do Líbano, que olha diretamente para Damasco.
A sua cabeça é tão bela como o monte Carmelo; e o seu cabelo é de cor vermelho-escura, como a cor da seda, o rei está preso nas suas tranças.
Amada minha, você é muito bonita! Muito encantadora!
É alta, tão alta como a palmeira. E seus seios são como os cachos dessa palmeira.
Gostaria de subir nela e me pendurar nos seus ramos. Que os seus seios sejam cachos de uvas e o seu hálito tenha o fresco aroma das maças!
Os seus beijos são como o vinho. Vinho que passa suavemente para o meu amado, e passa sobre a minha língua e os meus dentes.
Eu pertenço ao meu amado, e ele me deseja!
Venha, amor meu, saiamos ao campo e passemos a noite entre as plantas de hena.
Vamos acordar cedo e ir ver as vinhas, para ver se já deram novos frutos e se os botões já brotaram. Vejamos se as romãs já floresceram. Ali entregarei a você todo o meu amor.
Amor meu, cheire o doce aroma das mandrágoras e de todos os frutos deliciosos que há na nossa porta. Todos esses frutos maravilhosos, amor meu, os tinha guardado para você: alguns secos e outros frescos.
Como eu gostaria que você fosse como um irmãozinho meu, um bebê da minha mãe. Se o encontrasse na rua, beijaria você e ninguém me desprezaria por isso.
Levaria você para a casa da minha mãe, onde você me ensinaria sobre o amor; e ali lhe daria de beber vinho de bom sabor, meu doce suco de romã.
Ele coloca um dos seus braços debaixo da minha cabeça e com o outro me abraça.
Mulheres de Jerusalém, jurem que não incomodarão o amor, que não o acordarão até que seja o momento indicado.
Quem é essa mulher que sobe do deserto, encostada no seu amado? Debaixo da macieira acordei você, ali onde a sua mãe concebeu você, ali onde ela deu à luz.
Leve-me como uma tatuagem gravada no seu coração; leve-me como uma tatuagem gravada na sua pele. O amor é mais forte do que a morte e a paixão é mais forte do que o sepulcro. As suas brasas são de fogo, como uma chama divina.
Nada pode acabar com o amor, nada pode destruí-lo. Se um homem oferecesse toda a sua fortuna para comprar o amor, as pessoas o desprezariam.
Temos uma irmã pequena, ainda é uma menina. Que devemos fazer quando os homens começarem a dar em cima dela?
Se ela fosse uma parede, construiríamos ao seu redor uma torre de defesa. E se fosse uma porta, a reforçaríamos com barras de aço.
Eu sou uma parede e os meus seios são as suas torres. Quando eu olho os olhos do meu amado, me sinto bem.
Salomão tinha uma vinha em Baal-Hamom e ordenou a alguns homens que a cuidassem. Cada homem trazia seu fruto que valia mil moedas de prata.
Salomão, pode ficar com suas mil moedas de prata; reparta duzentas moedas com os que trouxeram as uvas, mas eu fico com o meu campo de uvas.
Você está ali, sentada no jardim, seus amigos ouviram você. Deixe-me ouvir a sua voz dizer:
“Venha depressa, amor meu, como gazela, como um cervo jovem por entre as montanhas de bom aroma”.
Esta é a visão que Isaías, filho de Amoz, viu acerca do que iria acontecer com Judá e Jerusalém. Isaías viu estas coisas durante o reinado dos seguintes reis de Judá: primeiro, Uzias; depois de Uzias, Jotão; depois de Jotão, Acaz; e depois de Acaz, Ezequias.
Ouçam céus e terra! Vocês são testemunhas contra Israel. Prestem atenção ao que o SENHOR vai falar: “Eu tomei conta dos meus filhos quando me tornei o pai deles, mas eles se revoltaram contra mim quando cresceram.
O boi conhece o seu dono e o jumento sabe onde o seu senhor põe a comida, mas Israel não sabe quem eu sou, o meu povo não tem entendimento”.
Nação cheia de culpa, povo cheio de pecados! Semente má, filhos perversos! Abandonaram o SENHOR, insultaram e rejeitaram o Santo de Israel.
Por mais que vocês sejam castigados, continuam sendo rebeldes. Toda a cabeça de vocês está ferida e o corpo inteiro está sofrendo.
Desde os pés até a cabeça não há nenhum lugar que não esteja ferido. Só tem feridas, golpes e chagas abertas, que não foram tratadas com azeite, nem cobertas com ligaduras.
O país está em ruínas, e as suas cidades, destruídas pelo fogo. Vocês viram as suas terras serem exploradas e arrasadas por estrangeiros. Como é o costume deles, deixaram tudo em ruínas.
A cidade de Sião ficou sozinha, como uma plantação de uvas sem ter alguém para afastar os ladrões, como um campo de melões rodeado de ladrões e sem ter um vigia no posto, como uma cidade vigiada pelos inimigos.
O povo de Jerusalém diz: “Se o SENHOR Todo-Poderoso não tivesse deixado alguns de nós sobreviver, seríamos agora como Sodoma e como Gomorra”.
Portanto, ouçam a mensagem do SENHOR, ó governantes de Sodoma! Ó povo de Gomorra, escutem a instrução do nosso Deus!
O SENHOR diz: “Não aceito os sacrifícios que vocês me oferecem. Estou cansado dos seus sacrifícios queimados e da gordura dos seus animais. Não tenho nenhum prazer no sangue dos bois, dos cordeiros e dos cabritos que me oferecem.
Quem foi que pediu que vocês se apresentassem diante de mim e pisassem no pátio do meu templo?
Não me tragam mais ofertas inúteis. Não gosto do cheiro do seu incenso. Não suporto mais as suas festas nas luas novas, nos sábados e nas outras reuniões, pois vocês não deixam de praticar o mal.
Detesto as suas Festas da Lua Nova e as outras festas religiosas. Elas são um grande peso para mim, já não as suporto.
Quando levantarem as mãos em oração, eu não as ouvirei. Quando multiplicarem as orações eu não prestarei atenção. Eu farei isso porque as suas mãos estão cheias de sangue.
Limpem-se! Purifiquem-se! Tirem da minha vista os seus pecados! Parem de fazer o mal
e aprendam a fazer o bem. Sejam honestos, ajudem os oprimidos, protejam os direitos dos órfãos e defendam a causa das viúvas.
Sou eu, o SENHOR, quem está falando. Venham, vamos conversar juntos. Mesmo que os seus pecados sejam vermelhos, eles poderão ficar brancos como a neve. Mesmo que sejam vermelhos como a púrpura, eles poderão ficar como a lã.
Se estiverem dispostos a obedecer, comerão dos melhores produtos desta terra.
Mas se continuarem sendo desobedientes e rebeldes, serão mortos pelos seus inimigos”. Assim diz o SENHOR.
Olhem para Jerusalém. Ela era uma cidade fiel. Por que ela se tornou numa prostituta? Antes estava cheia de pessoas justas, a justiça habitava nela, mas agora está cheia de assassinos.
A sua prata tornou-se escória; o seu bom vinho se misturou com água.
Os seus governantes são rebeldes, amigos de ladrões. Todos gostam de subornos e procuram presentes. Não protegem os direitos dos órfãos nem defendem a causa das viúvas.
Por isso o Soberano, o SENHOR Todo-Poderoso, o Forte de Israel, anuncia: “Chega! Vou-me vingar dos meus inimigos, acertar contas com os meus adversários.
Levantarei a minha mão contra você, ó Jerusalém, para purificá-la, assim como o metal é purificado pelo fogo.
Farei com que os seus juízes sejam justos como eram no passado, e os seus conselheiros, como eram no princípio. Então será chamada novamente, ‘Cidade fiel! Cidade Justa!’”
A cidade de Sião será resgatada quando ela fizer o que é justo, e os que se arrependerem não tenham mais que ser castigados.
Mas os rebeldes e os pecadores serão destruídos, todos os que abandonarem o SENHOR morrerão.
Vocês, idólatras, terão vergonha das árvores sagradas, daquelas que vocês tanto gostam, e irão se arrepender dos jardins onde adoram os falsos deuses.
Vocês serão como uma árvore de folhas murchas, ou como um jardim sem água.
O mais poderoso será como palha, e as suas obras, como faísca. Tanto ele como as suas obras serão queimadas e ninguém poderá apagar o fogo.
Este é a mensagem que foi revelada a Isaías, filho de Amoz, acerca de Judá e Jerusalém:
Nos últimos dias, o monte do templo do SENHOR será o monte mais alto de todos. Ele será elevado acima de todas as montanhas. Os rostos das pessoas de todas as nações vão brilhar de alegria.
Muitos povos virão e dirão: “Vamos subir ao monte do SENHOR, ao templo do Deus de Jacó. Ele nos ensinará o que devemos fazer e nós o seguiremos”. Pois é desde Sião que a lei será anunciada, é desde Jerusalém que o SENHOR ensinará.
Ele será o juiz entre as nações e o mediador entre os povos. Então eles converterão as suas espadas em enxadas e as suas lanças em foices. Toda a guerra entre as nações acabará, e ninguém mais será treinado para combater.
Venham, ó família de Jacó, andemos na luz do SENHOR.
Ó Deus, certamente abandonou o seu povo, a família de Jacó, porque o país está cheio de adivinhos que vêm do Leste, e de feiticeiros, como os filisteus, e porque fazem acordos com estrangeiros.
O país está cheio de prata e ouro, e os seus tesouros são tantos que não podem ser contados. Há tantos cavalos e carros de guerra que não têm fim.
O país está cheio de ídolos, adoram o que fizeram com as suas próprias mãos.
Aqueles que fazem isso serão humilhados e rebaixados. Que não sejam perdoados!
Escondam-se entre as rochas, cubram-se de terra, escondam-se da terrível presença do SENHOR e da sua glória majestosa.
Virá o dia em que os orgulhosos serão humilhados e os arrogantes serão abatidos. Nesse dia, só o SENHOR será exaltado.
Pois o SENHOR Todo-Poderoso tem um dia reservado para castigar os orgulhosos, os arrogantes e todos os que se exaltam a si mesmos.
Poderão ser altos como os cedros do Líbano, ou grandes como os carvalhos de Basã, mas o SENHOR os derrubará.
Poderão ter a altura dos montes ou das montanhas, mas no fim todos cairão.
Poderão ser fortes como as torres ou as muralhas da cidade, mas no fim todos serão derrubados.
Poderão ser tão rápidos como os navios de Társis e cheios de tesouros, mas no fim todos serão afundados.
A arrogância do homem e o orgulho humano serão humilhados. Nesse dia só o SENHOR será exaltado.
Todos os ídolos desaparecerão completamente.
Escondam-se nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, longe da terrível presença do SENHOR e da sua gloriosa majestade. Quando ele se levantar, fará tremer a terra.
Naquele dia todos pegarão os seus ídolos de prata e ouro que fizeram para adorar, e os jogarão nas cavernas onde vivem os ratos e os morcegos.
Irão meter-se nos buracos das rochas e nas fendas dos penhascos, para escaparem da terrível presença do SENHOR e da sua gloriosa majestade. Isso acontecerá quando Deus fizer tremer a terra.
Deixem de confiar nos seres humanos; a vida deles passa num instante e não têm nenhum valor.
Vejam que o Soberano, o SENHOR Todo-Poderoso, está prestes a tirar de Jerusalém e de Judá todo o sustento: a comida e a água,
os heróis, os guerreiros, os juízes, os profetas, os adivinhos, os líderes,
os oficiais do exército, os altos funcionários, os conselheiros, os sábios e os encantadores.
O SENHOR diz: “Eu vou colocar os jovens como chefes, e vocês serão governados por crianças.
As pessoas atacarão umas às outras, até atacarão as pessoas que conhecem. Os jovens não respeitarão os idosos, e a população desafiará os nobres”.
Um homem agarrará um da sua família e lhe dirá: “Pelo menos você tem roupa para se cobrir; torne-se nosso chefe, governe este monte de ruínas”.
Mas o outro responderá: “Não posso ajudá-lo. Não tenho comida nem roupa na minha casa. Não me façam chefe do povo”.
Jerusalém está em ruínas, Judá caiu e está sofrendo, porque ofendem o SENHOR com o que dizem e com o que fazem. Eles revoltam-se contra a glória de Deus.
O seu próprio rosto mostra que são culpados, nem sequer escondem o mal que fazem. Pecam como o povo de Sodoma e se orgulham disso. Coitados! Causam a sua própria desgraça.
Felizes os justos! Tudo lhes correrá bem. Eles serão recompensados pelo que fizeram.
Mas, ai dos maus! Tudo lhes correrá mal. O que fizeram aos outros será feito com eles.
O meu povo é oprimido por crianças e governado por mulheres. Ó meu povo, os seus chefes enganam você e o levam por caminhos errados.
O SENHOR toma o seu lugar no tribunal, ele se levanta para julgar o seu povo.
O SENHOR está pronto para fazer esta acusação contra os líderes e os chefes do seu povo: “Vocês devoraram a minha vinha, as suas casas estão cheias das coisas que roubaram dos pobres!
Maltrataram o meu povo e esmagaram os pobres!” Isto foi dito pelo Soberano, o SENHOR Todo-Poderoso.
O SENHOR diz: “As filhas de Sião tornaram-se muito arrogantes. Andam de cabeça erguida, olham com desprezo, caminham com passos curtos, e fazem ouvir o som dos braceletes nos seus pés.
Por isso o SENHOR cobrirá de feridas as cabeças das filhas de Sião, o SENHOR tirará todo o cabelo delas”.
Naquele dia, o SENHOR arrancará das mulheres todos os seus enfeites: os anéis que elas usam nos tornozelos, os colares em forma de sol e de lua,
os brincos, as pulseiras e os véus;
os lenços da cabeça, as correntes dos tornozelos, os cintos, os frascos de perfume e os amuletos;
os anéis para os dedos e o nariz,
as roupas elegantes, as capas, os xales e as bolsas;
os espelhos, as roupas de linho, os turbantes e as mantilhas.
Em vez de andarem perfumadas, elas cheirarão mal; em vez de cintos belos, elas usarão cordas; em vez de exibirem um penteado elegante, elas terão a cabeça raspada; em vez de vestido de luxo, elas usarão roupa de luto; em vez de mostrarem beleza, elas ficarão cheias de feridas.
Os homens de Jerusalém cairão na guerra, os seus guerreiros morrerão na batalha.
Haverá choro e tristeza na cidade, ela será como uma mulher abandonada, como uma mulher que fica sentada no chão.
Nesse dia, sete mulheres vão agarrar um só homem e dizer: “Nós mesmas arranjaremos a nossa comida e roupa. Dê-nos apenas o seu nome, livre-nos da vergonha de não sermos casadas”.
Nesse dia, o que o SENHOR plantar crescerá belo e cheio de glória, o produto da terra será o orgulho e a honra dos sobreviventes de Israel.
Aqueles que ficarem em Sião, que permanecerem em Jerusalém, todos os que têm os seus nomes na lista das pessoas para viverem em Jerusalém, serão chamados “santos”.
O Senhor lavará as impurezas das filhas de Sião e limpará o sangue derramado em Jerusalém, por meio de um espírito de julgamento e de fogo.
Então o SENHOR criará sobre o monte Sião e sobre o povo lá reunido uma nuvem brilhante durante o dia e um clarão de fogo durante a noite. Assim a sua glória, como um abrigo,
os protegerá do calor do dia, e lhes servirá de refúgio contra a tempestade e a chuva.
Agora vou cantar para o meu amado. A minha canção de amor é sobre a sua vinha. O meu amado tinha uma vinha numa encosta protegida por oliveiras.
Ele cavou a terra, tirou as pedras e plantou as melhores videiras. No meio construiu uma torre de vigia e um tanque para fazer vinho. Esperava que as videiras produzissem boas uvas, mas só produziram uvas amargas.
O meu amigo respondeu: “Agora, ó habitantes de Jerusalém e povo de Judá, digam-me de quem é a culpa, minha ou da minha vinha?
Não poderia ter feito mais do que fiz pela minha vinha. E quando esperava que produzisse boas uvas, só produziu uvas amargas.
Agora vou dizer o que vou fazer com a minha vinha: Vou derrubar a sua cerca, para que seja destruída, e destruir o seu muro, para que seja arrasada.
Acabarei com a vinha, ela não será mais podada, nem a terra será cavada. Nela crescerão espinhos e ervas daninhas. E ordenarei às nuvens que não derramem mais chuva”.
A nação de Israel é a vinha do SENHOR Todo-Poderoso. O povo de Judá é a sua plantação preferida. Ele esperava que as pessoas fossem boas, mas só encontrou sangue derramado; esperava que fossem justas, mas só ouviu gritos de aflição.
Ei, vocês que acumulam mais e mais casas, que compram mais e mais terrenos, até não haver mais nenhum lugar e vocês serem donos de toda a terra.
Ouvi o SENHOR Todo-Poderoso dizer: “Muitas casas vão ser destruídas; casas grandes e belas ficarão vazias.
Uma vinha grande só produzirá um pouco de vinho, e dez medidas de semente só produzirão uma cesta de trigo”.
Ei, vocês que se levantam de manhã cedo para irem beber um copo de vinho, e ali ficam até escurecer, completamente embriagados.
Nos seus banquetes têm harpas, liras, tamborins, flautas e vinho. Por isso não veem o que o SENHOR está fazendo, nem conhecem as suas obras.
Portanto, o meu povo será levado prisioneiro para outro país, pois ninguém tem entendimento. Os nobres morrerão de fome, e o povo morrerá de sede.
O mundo dos mortos abrirá bem a garganta e a sua boca enorme para engolir os nobres e o povo, e todos os que vivem nas farras e nas festas.
Todos se inclinarão, as pessoas serão humilhadas, quem se exalta será rebaixado.
O SENHOR Todo-Poderoso será exaltado ao julgar, o Deus Santo mostrará a sua santidade ao fazer justiça.
A cidade se transformará em pastos para as ovelhas, e os cordeiros comerão entre as ruínas das casas dos ricos.
Ei, vocês que puxam a maldade com cordas de falsidade, e o pecado com cordas de carroça.
Eles dizem: “Que o SENHOR faça depressa o que disse que vai fazer, para podermos ver a sua obra! Que o plano do Santo de Israel se cumpra rapidamente para que possamos conhecê-lo!”
Ei, vocês que dizem que o mau é bom, e que chamam ao que é bom, mau. Eles dizem que a escuridão é luz, e que a luz é escuridão. Dizem que o amargo é doce, e que o doce é amargo.
Ei, vocês que se acham muito sábios e pensam que são muito inteligentes.
Ei, vocês que são campeões em beber vinho e mestres em servir cerveja.
Eles recebem dinheiro para deixar em liberdade os culpados e recusam fazer justiça ao inocente.
Por isso, assim como o fogo devora a palha, e a erva seca é queimada pelas chamas, assim também a sua raiz há de apodrecer, e a sua flor, como pó, será levada pelo vento. Porque eles rejeitaram a lei do SENHOR Todo-Poderoso, e desprezaram os mandamentos do Santo de Israel.
Por isso o SENHOR ficou irado com o seu povo, levantou a sua mão e os castigou. Os montes tremeram e os cadáveres ficaram nas ruas como lixo. Mesmo assim a sua ira não diminuiu, e a sua mão está pronta para castigar de novo.
Ele faz sinais a uma nação distante, assobia para chamá-la dos confins da terra. Vejam, ela vem depressa, chega rapidamente!
Nenhum deles se cansa, nem tropeça; nenhum deles tem sono, nem dorme. Não tiram os cintos, nem desatam a correia das sandálias.
As suas flechas estão bem afiadas e os seus arcos estão esticados. Os cascos dos seus cavalos parecem fortes pedras brilhantes e as rodas dos seus carros de guerra rodeiam como um remoinho.
Eles rugem como um leão, rugem como leões ferozes; rosnam enquanto agarram as vítimas e as arrastam, sem que ninguém as possa resgatar.
Nesse dia, o rugido do inimigo contra Judá será como o rugir do mar. Quem olhar para o país só verá escuridão e aflição, nuvens negras esconderão a luz do dia.
No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor sentado num trono muito alto. A orla do seu manto enchia todo o templo.
Acima dele estavam umas criaturas voadoras; cada uma delas tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com as outras duas voavam.
E diziam em voz alta umas para as outras: “Santo, santo, santo é o SENHOR Todo-Poderoso. Toda a terra está cheia da sua glória”.
Os suportes das portas tremeram ao som das suas vozes e o templo ficou cheio de fumaça.
Então eu disse: — Ai de mim! Estou perdido! Porque os meus lábios são impuros, vivo no meio de um povo de lábios impuros e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR Todo-Poderoso.
Então uma das criaturas voou até mim. Ela tinha na mão uma brasa ardente, que tinha tirado do altar com uma tenaz.
Ela tocou os meus lábios com a brasa e disse: — Esta brasa tocou os seus lábios, agora está limpo da sua culpa e perdoado dos seus pecados.
E ouvi a voz do Senhor perguntar: — Quem vou enviar? Quem irá por nós? E eu respondi: — Aqui estou eu. Envie-me a mim.
Ele disse: — Fale a este povo: “Por mais que ouçam, vocês não vão entender; por mais que vejam, não vão compreender”.
Isaías, feche a mente deste povo, tape os ouvidos deles, feche os olhos deles. Caso contrário, eles entenderiam o que veem e o que ouvem, e voltariam para mim e eu os curaria.
Então perguntei: — Até quando, Senhor? E ele respondeu: “Até que as cidades estejam em ruínas e sem habitantes. Até que as casas fiquem abandonadas e os campos fiquem arrasados e desolados.
Até que o SENHOR expulse o seu povo para muito longe e o país seja um deserto.
E mesmo que fique no país uma décima parte do povo, também eles serão queimados. O que ficar será como um rebento que fica quando um carvalho ou um terebinto é cortado. Esse rebento representa a semente santa que irá brotar”.
Acaz, filho de Jotão e neto de Uzias, era rei de Judá. Nesse tempo o rei Rezim governava a Síria. O rei Peca, filho de Remalias, governava Israel. Os reis Rezim e Peca decidiram atacar Jerusalém mas não conseguiram conquistá-la.
Quando Acaz, o herdeiro de Davi, foi informado de que a Síria e Efraim tinham feito uma aliança, ele e todo o seu povo ficaram tremendo, como árvores da floresta agitadas pelo vento.
Então o SENHOR disse a Isaías: — Vá com o seu filho Sear-Jasube ao encontro de Acaz. Ele está no lugar onde termina o canal do reservatório superior, no caminho que leva ao Campo do Lavandeiro.
Diga a ele para ter cuidado e calma! Não deve desanimar, nem ter medo do que resta desses dois pedaços de lenha fumegantes: não deve ter medo da fúria de Rezim, o sírio, nem do filho de Remalias.
A Síria e Israel fizeram planos contra o rei Acaz. Eles disseram:
“Vamos invadir, apavorar e dividir o reino de Judá entre nós. Depois vamos instalar o filho de Tabeel como rei”.
Mas isto é o que eu, o SENHOR Deus, digo: “Esse plano não será bem-sucedido, isso não irá acontecer.
Quem manda na Síria é Damasco, e quem manda em Damasco é Rezim. Dentro de sessenta e cinco anos Efraim será destruído e deixará de existir.
Quem manda em Efraim é Samaria, e quem manda em Samaria é o filho de Remalias. Acreditem nisto, ou vocês não sobreviverão”.
O SENHOR enviou outra mensagem a Acaz:
— Peça ao SENHOR, seu Deus, para lhe enviar um sinal. Pode vir do fundo do mundo dos mortos ou do mais alto céu.
Mas Acaz disse: — Não vou pedir isso! Não vou pôr o SENHOR à prova.
Então Isaías disse: — Escutem, herdeiros de Davi! Não basta testarem a paciência dos homens? Querem agora também testar a paciência de Deus?
Pois bem! O próprio Senhor lhes dará um sinal: “Uma jovem ficará grávida e dará à luz um filho. Ela lhe dará o nome de Emanuel.
Ele comerá creme de leite e mel, até ter idade de rejeitar o mal e escolher o bem.
Mas antes dele saber fazer essa escolha, a terra desses dois reis que você teme estará desolada.
“Mas o SENHOR trará um tempo de angústia contra você, contra o seu povo e contra a família do seu pai. Esse sofrimento será o pior que já houve desde o tempo em que Efraim se separou de Judá. Isso vai acontecer quando Deus trouxer o rei da Assíria contra vocês.
“Naquele dia, o SENHOR assobiará para que os egípcios venham, como se fossem moscas, dos distantes rios do Egito. Ele também assobiará para que os assírios, como se fossem abelhas, da terra da Assíria.
Eles virão e pousarão nos vales profundos, nas fendas das rochas, nos matagais espinhosos e em todos os lugares onde o gado bebe água.
Naquele dia, o SENHOR vai contratar o rei da Assíria, que vive no outro lado do rio Eufrates, e o utilizará como uma navalha, para cortar o cabelo, a barba e os pelos do corpo de todas as pessoas.
“Naquele dia, quem tiver uma vaca e duas cabras
terá leite para fazer e comer creme de leite. Todos os sobreviventes comerão creme de leite e mel.
Naquele dia, nos lugares onde havia mil videiras que custavam mil moedas de prata, só haverá mato e espinheiros.
Só poderão entrar lá caçadores com arco e flechas, pois todo o país estará coberto de mato e espinheiros.
Já não se poderá ir aos montes onde as pessoas cultivavam com enxada, porque estarão cheios de mato e espinheiros; nesses montes os bois andarão pastando e as ovelhas correrão livremente”.
O SENHOR me disse: — Pegue um rolo de papiro ou couro e escreva nela com letra comum: Maher-Shalal-Hash-Baz.
Assim fiz, diante de duas testemunhas de confiança: Urias, o sacerdote, e Zacarias, filho de Jeberequias.
Depois me deitei com a minha mulher, a profetisa, e ela ficou grávida e deu à luz um filho. O SENHOR me disse: — Dê-lhe o nome de Maher-Shalal-Hash-Baz.
Pois antes que o menino aprenda a dizer “pai” ou “mãe”, todas as riquezas de Damasco e de Samaria serão levadas pelo rei da Assíria.
O SENHOR falou comigo outra vez:
“Este povo desprezou as águas de Siloé, que correm mansamente, e preferiu Rezim e o filho de Remalias”.
Portanto, o Senhor vai enviar contra eles uma enorme inundação, as águas do rio Eufrates. Ele enviará o rei da Assíria com todo o seu poder. As águas transbordarão dos seus canais, encobrirão todas as suas margens
e inundarão Judá, chegando até o seu pescoço. Mas Deus estenderá as suas asas sobre toda a sua terra. Deus está conosco!
Ó povos, vocês serão derrotados, destruídos. Ouçam, ó terras distantes, preparem-se para a batalha, mas serão destruídas! Preparem-se para a batalha, mas serão destruídas!
Façam planos, mas não terão sucesso. Deem as suas ordens, mas tudo será inútil, porque Deus está conosco!
O SENHOR falou comigo, agarrou-me com força e me avisou para não fazer as coisas que o povo faz. Ele disse:
“Não chamem de conspiração a tudo o que este povo chama de conspiração. Não tenham medo daquilo que eles têm medo; não se assustem.
Pelo contrário, só considerem santo ao SENHOR Todo-Poderoso; só a ele é que devem honrar, só a ele é que devem temer.
Se vocês o respeitassem, ele seria um lugar de refúgio. Mas vocês não o respeitam, por isso ele é a pedra onde vocês tropeçam. Ele é a rocha que faz cair os dois reinos de Israel. Ele se tornou uma armadilha e um laço para os habitantes de Jerusalém.
Muitos deles tropeçarão, cairão e serão destruídos, apanhados nessa armadilha, sem poderem sair.
Feche bem o testemunho, sele o ensino entre os meus discípulos”.
Esperarei pelo SENHOR, embora ele tenha escondido o seu rosto da família de Jacó. Nele ponho a minha esperança.
Vejam, aqui estou com os filhos que o SENHOR me deu. Somos sinais e símbolos para Israel, da parte do SENHOR Todo-Poderoso que vive no monte Sião.
Quando disserem a vocês: “Procurem os feiticeiros e os espíritos dos mortos que sussurram e assobiam como os pássaros. Não deve um povo consultar os seus deuses, pedir aos mortos que ajudem os vivos?”
Respondam: “O que devemos fazer é consultar a lei e o testemunho!” Se não concordarem com estas palavras, não verão a luz da manhã.
Andarão pelo país sofrendo e cheios de fome. Furiosos e famintos olharão para o céu e amaldiçoarão o seu rei e o seu Deus.
Depois olharão para a terra e só verão sofrimento e escuridão, trevas e angústia e serão atirados para densas trevas.
Mas não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado, Deus humilhou as terras de Zebulom e de Naftali, mas agora honrará o caminho do mar, a terra do outro lado do rio Jordão e a Galileia, onde muitos estrangeiros vivem.
O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; uma luz brilhou sobre os que viviam nas trevas da morte.
Ó Deus, o Senhor fez crescer a nação e aumentou a alegria do seu povo. Eles alegram-se diante do Senhor como se fosse tempo da colheita, ou como se repartissem riquezas tomadas na guerra.
Pois o Senhor quebrou o jugo do inimigo que os prendia, a barra que estava sobre os seus ombros, a vara com que o opressor batia neles. O Senhor fez como no tempo em que derrotou os midianitas.
As botas do inimigo, que faziam barulho, e todos os seus uniformes manchados com o nosso sangue serão lançados no fogo e ficarão queimados.
Porque um menino nasceu, um filho foi nos dado. Deus colocou toda a autoridade sobre os seus ombros. Ele será chamado: Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.
Ele vai alargar o seu poder e governar em paz para sempre. Ele reinará sobre o trono de Davi e sobre o seu reino. Ele estabelecerá e sustentará o reino com justiça e retidão, desde agora e para sempre. Tudo isso acontecerá, porque é esse o desejo ardente do SENHOR Todo-Poderoso.
O Senhor enviou uma mensagem contra Jacó, a sentença caiu sobre Israel.
Todo o povo a conhecia, o povo de Efraim e o rei de Samaria. Mas disseram com orgulho e arrogância:
“Se eles destruírem as nossas casas feitas de tijolos, nós as construiremos de novo com pedras. Se eles destruírem as nossas casas feitas de figueiras, nós as construiremos de novo com madeiras de cedros”.
Por isso o SENHOR deu força aos adversários enviados por Rezim, e incitou contra eles os seus inimigos.
Síria, ao leste, e os filisteus, ao oeste, engoliram Israel de uma só vez. Mesmo assim, a sua ira não se acalma, a sua mão está pronta para castigar.
Israel, porém, não voltou para aquele que o tinha castigado, nem procurou o SENHOR Todo-Poderoso.
Por isso o SENHOR cortará a cabeça e a cauda de Israel, cortará a palmeira e os juncos num só dia.
Os líderes e as pessoas importantes são a cabeça, os profetas que ensinam mentiras são a cauda.
Os dirigentes estão enganando o povo, e o povo será destruído porque se deixa enganar.
Por isso o Senhor não perdoará aos jovens, e não terá compaixão dos órfãos nem das viúvas. Nenhum deles respeita a Deus, todos são maus e só dizem tolices. Mesmo assim, a sua ira não se acalma, a sua mão está pronta para castigar.
Certamente a maldade arde como um fogo, que destrói o mato e os espinheiros; que queima as árvores da floresta e lança nuvens de fumaça para o ar.
A ira do SENHOR Todo-Poderoso fará arder o país. As pessoas serão como lenha para o fogo, e ninguém terá pena de ninguém.
As pessoas comerão, mas ficarão com fome; comerão novamente e não ficarão satisfeitas. Até comerão os seus próprios filhos!
Manassés lutará contra Efraim, Efraim contra Manassés, e os dois lutarão contra Judá. Mesmo assim, a ira de Deus não se acalma, a sua mão está pronta para castigar.
Ei, vocês que fazem leis injustas, e estão sempre escrevendo regras para oprimir o povo.
Não deixam que a justiça seja feita aos pobres e violam os direitos dos necessitados do meu povo. Roubam o que é das viúvas e exploram os órfãos.
Mas o que vocês farão no dia do castigo? Quando virem que a destruição se aproxima e que vem de um lugar distante? A quem vão pedir ajuda e onde é que vão esconder as suas riquezas?
Vocês serão humilhados e presos, ou mortos no massacre. Mesmo assim, a ira de Deus não se acalma, e a sua mão está pronta para castigar.
“Ei, vocês! Devem saber que a Assíria é a vara que uso para castigar aqueles com quem estou irado.
Eu a envio contra uma nação que não teme a Deus, mandei a Assíria contra o povo com quem estou irado, para saquear a sua riqueza e pisá-lo como se fosse lama da rua.
Mas não foi isso que os assírios pensaram, isso não fazia parte dos seus planos. O que eles queriam era destruir, exterminar todas as nações que pudessem.
O rei da Assíria dizia: ‘Os chefes do meu exército são todos reis!
Tanto faz ser Calno ou Carquemis, Hamate ou Arpade, Samaria ou Damasco, tudo foi conquistado!
Eu tomei posse de todos esses reinos cujos deuses eram superiores aos de Jerusalém e de Samaria.
Eu farei com Jerusalém e as suas imagens o mesmo que fiz com Samaria e os seus ídolos’”.
Mas quando o Senhor terminar tudo o que se propôs fazer contra o monte Sião e contra Jerusalém, ele castigará o orgulho do rei da Assíria e o seu olhar arrogante.
Pois esse rei diz: “Fiz tudo isto pela minha própria força e com a minha sabedoria, pois tenho inteligência. Acabei com as fronteiras entre as nações e saqueei todas as suas riquezas. Como um herói, dominei todos os seus habitantes.
Como quem mete a mão num ninho, assim apanhei a riqueza das nações. Como quem apanha ovos abandonados, assim tomei posse de toda a terra. Não houve ninguém que batesse as asas ou que abrisse o bico para piar”.
Será que o machado é mais importante do que aquele que o segura? Será a serra superior àquele que a usa? O pau não domina quem o levanta, e a vara não levanta a pessoa!
Por isso o Soberano, o SENHOR Todo-Poderoso, enviará uma doença que deixará sem forças os seus fortes guerreiros. Em vez de honrá-los, mandará um fogo que os consumirá como uma chama ardente.
A Luz de Israel se tornará num fogo; o seu Santo Deus será uma chama. Num só dia, ele queimará o mato e os espinheiros da Assíria.
A beleza da sua floresta e do seu jardim será totalmente destruída, como um homem é destruído pela doença.
Serão tão poucas as árvores que ficarão de pé, que até um menino as poderá contar.
Nesse dia, os poucos que restarem de Israel, os sobreviventes da família de Jacó, não confiarão mais nos assírios que os fizeram sofrer, mas confiarão no SENHOR, o Santo Deus de Israel.
Os poucos que restarem da família de Jacó voltarão para o Deus Poderoso.
Embora o povo seja agora tão numeroso como a areia do mar, só alguns conseguirão voltar. Pois Deus determinou que o país seja destruído; a justiça virá como uma enchente.
O Soberano, o SENHOR Todo-Poderoso, trará a destruição sobre todo o país, pois assim decidiu.
Portanto o Soberano, o SENHOR Todo-Poderoso, assim diz: “Ó meu povo que vive em Sião, não tenha medo da Assíria, mesmo que bata em você com um bastão e o castigue com uma vara, como tinham feito antes os egípcios.
Pois dentro de pouco tempo o meu furor contra vocês passará, e a minha ira se voltará contra eles para destruí-los”.
O SENHOR Todo-Poderoso está prestes a castigá-los com um chicote, como fez contra os midianitas, perto do rochedo de Orebe. Deus levantará o seu cajado sobre o mar e o usará como fez contra o Egito.
Naquele dia Deus tirará a carga dos seus ombros e o jugo que puseram sobre o seu pescoço será destruído. O invasor sai de Rimom,
o inimigo chega a Aiate, passa por Migrom e guarda munições em Micmás.
Atravessam o vale e dizem: “Acampemos em Geba”. Ramá treme de medo, Guibeá, a cidade de Saul, foge.
Gritem, pessoas de Galim! Ouçam os gritos, habitantes de Laís! Respondam, ó povo de Anatote!
Os moradores de Madmena estão em fuga, o povo de Guebim se esconde.
Hoje o inimigo se detém em Nobe, ameaçando atacar o monte Sião, a colina de Jerusalém.
Mas, vejam! O Soberano, o SENHOR Todo-Poderoso, cortará todos os seus ramos com grande força. As árvores mais altas serão cortadas e as mais elevadas serão lançadas ao chão.
Ele cortará as árvores da floresta com um machado e o poderoso Líbano cairá.
Um novo ramo sairá do tronco de Jessé, das suas raízes brotará um rebento.
O Espírito do SENHOR estará sempre sobre ele: o Espírito lhe dará sabedoria e entendimento, o Espírito o aconselhará e lhe dará força, o Espírito o encherá de conhecimento e respeito pelo SENHOR.
O respeito pelo SENHOR será todo o seu prazer. Não julgará segundo as aparências, nem decidirá a sentença pelo que ouve dizer.
Mas julgará com justiça os pobres, e defenderá honestamente os direitos dos indefesos. As suas ordens serão como uma vara para castigar os violentos, e as suas palavras condenarão os maus à morte.
A justiça será a faixa do seu peito, e a honestidade, o seu cinturão.
O lobo viverá em paz com o cordeiro, e o leopardo dormirá ao lado do cabrito. O bezerro e o leão pastarão juntos, e serão guiados por um menino.
A vaca pastará com o urso, e as suas crias descansarão juntas. O leão comerá erva como o boi.
O bebê brincará em paz junto à toca da cobra, e a criança não terá medo de meter a mão no buraco da víbora.
Não existirá nem o mal nem a destruição em todo o meu monte santo, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, assim como as águas cobrem o mar.
Naquele dia, haverá alguém especial vindo da descendência de Jessé. Ele será como uma bandeira levantada para os povos: as nações virão procurá-lo e a sua morada será gloriosa.
Naquele dia, o Senhor voltará a estender a sua mão para resgatar o resto do seu povo da Assíria, do Egito, de Patros, de Etiópia, de Elam, da Suméria, de Hamate e de outros países distantes.
Ele levantará uma bandeira para que as nações saibam que ele vai reunir os exilados de Israel, que ele vai juntar o povo de Judá que está disperso pelos quatro cantos da terra.
Efraim deixará de ter inveja e Judá não será mais o seu inimigo. Efraim já não terá inveja de Judá, e Judá deixará de estar irado com Efraim.
Juntos se lançarão contra os filisteus, os quais moram ao oeste. Unidos saquearão os povos do leste, os edomitas, os moabitas e os amonitas se submeterão a eles.
O SENHOR secará o golfo do Egito e ameaçará o Eufrates com a sua mão erguida. Com um vento muito forte, dividirá o rio em sete riachos, de modo que as pessoas poderão atravessá-lo com as sandálias calçadas.
Assim haverá um caminho para o seu povo na Assíria, como houve um caminho para Israel quando saiu do Egito.
Naquele dia, você dirá: “Eu o louvarei, SENHOR, porque embora estivesse irado comigo, a sua ira já passou e o Senhor me consolou.
Deus é a minha salvação! Confiarei nele e não terei medo. O SENHOR DEUS é a minha força e a minha proteção; ele foi quem me salvou ”.
Vocês beberão água das fontes da salvação cheios de alegria.
Naquele dia, vocês dirão: “Louvem o SENHOR! Invoquem o seu nome! Anunciem entre as nações tudo o que ele fez, façam saber a grandeza do seu nome.
Louvem ao SENHOR com cânticos, pois ele fez obras maravilhosas, proclamem-nas pelo mundo todo!
Gritem e cantem de alegria, ó habitantes de Sião! Pois grande é o Santo de Israel, que está no meio de vocês”.
Esta é a profecia contra a Babilônia, que Isaías, filho de Amoz, recebeu numa visão:
Levantem a bandeira de combate em cima de um monte, num lugar onde se possa ver bem. Deem a ordem para começar o ataque, levantem a mão para que entrem nas casas dos príncipes.
Eu mesmo dei ordens aos meus escolhidos, chamei os meus guerreiros, os que se alegram com a minha vitória, para castigarem os que me irritaram.
Escutem! Ouve-se um grande barulho nas montanhas. É o barulho de uma grande multidão! Ouçam a gritaria que fazem os reinos e as nações que se reuniram! O SENHOR Todo-Poderoso está preparando um exército para a batalha.
Os exércitos vêm de muito longe, do outro lado do horizonte. O SENHOR vem com eles, com as armas da sua ira, para destruir todo o país.
Chorem, porque o dia do SENHOR está perto, e virá com o poder destruidor do Todo-Poderoso.
Por isso, todas as mãos tremerão de medo, todos perderão a coragem
e ficarão apavorados. Dominados pelo medo e pela angústia, sofrerão como uma mulher que dá à luz. Apavorados, olharão uns para os outros, com os rostos vermelhos de vergonha.
Vejam, o dia do SENHOR está perto! Será um dia cruel, de ira e grande furor. A terra ficará um deserto e os pecadores que vivem nela serão destruídos.
As estrelas do céu e as suas constelações deixarão de brilhar. O sol ficará escuro logo ao amanhecer, e a lua não dará a sua luz.
“Castigarei os maus pelas suas maldades e os pecadores pelos seus pecados. Acabarei com a arrogância dos vaidosos e humilharei o orgulho dos tiranos.
Farei com que as pessoas sejam mais escassas do que o ouro, mais raras do que o ouro de Ofir.
Por isso farei os céus tremerem e a terra sair do seu lugar”. Isso acontecerá por causa da ira do SENHOR Todo-Poderoso, no dia da sua ira ardente.
Então as pessoas da Babilônia irão fugir, como uma gazela perseguida ou uma ovelha sem pastor, cada pessoa voltará para o seu próprio país, cada pessoa correrá para a sua terra.
Todos os que forem apanhados serão apunhalados, os que forem alcançados serão mortos à espada.
Diante dos seus próprios olhos, as suas crianças serão despedaçadas, as suas casas serão roubadas e as suas mulheres, violadas.
“Vou fazer com que os medos ataquem a Babilônia! Eles não se importam com a prata nem se interessam com o ouro.
Com as suas flechas matarão os jovens; e matarão os bebês e as crianças sem compaixão nem piedade.
E Babilônia, a mais bela cidade de todos os reinos, a glória e o orgulho dos babilônios, será destruída por mim, o Senhor, e ficará como Sodoma e Gomorra.
Ninguém voltará a viver na Babilônia, nunca mais será habitada. Os árabes não voltarão a acampar nela, nem os pastores descansarão ali as suas ovelhas.
Os únicos animais morando lá serão os animais selvagens do deserto. As pessoas não morarão mais nas suas casas da Babilônia. Nessas casas viverão avestruzes e grandes aves, e bodes selvagens dançarão entre as ruínas.
As hienas uivarão nas suas torres e os chacais, nos seus belos palácios. O fim da Babilônia está próximo, e os seus dias não serão prolongados”.
Mas o SENHOR terá compaixão de Jacó. Ele voltará a escolher o povo de Israel e os estabelecerá na sua própria terra. Povos estrangeiros se juntarão a eles e farão parte da família de Jacó.
Muitas nações irão levar os israelitas para a sua terra, a terra do SENHOR. E os israelitas farão escravos àqueles de quem antes eram escravos e dominarão sobre aqueles que antes os dominavam.
Quando o SENHOR lhe der descanso das suas tristezas, sofrimentos e da cruel escravidão a que foi submetido,
então você cantará esta canção a respeito do rei da Babilônia: Vejam o fim do opressor! Vejam como terminou a sua arrogância!
O SENHOR quebrou o cetro do mau, e a vara do tirano.
Na sua fúria o rei da Babilônia golpeava as nações, e na sua ira oprimia os povos e os perseguia sem parar.
Agora toda a terra descansa e está em paz, as pessoas celebram com alegria.
Até os pinheiros e os cedros do Líbano se alegram com a sua derrota e dizem: “Desde que você caiu, ninguém veio nos derrubar”.
Nas profundezas, o mundo dos mortos se agita esperando que você chegue. Ele acorda os espíritos dos mortos para o receberem, todos os que eram reis na terra, todos os que governavam as nações levantam-se dos seus tronos.
Todos eles lhe dirão: “Também você ficou sem força! Agora é igual a nós!”
O seu orgulho foi lançado ao mundo dos mortos, e a música das suas harpas também. Você dorme numa cama feita de vermes, e as minhocas são o seu cobertor.
Você caiu do alto dos céus, ó estrela da manhã! Você que derrubava as nações, foi lançado por terra!
Você dizia no seu coração: “Subirei ao céu, levantarei o meu trono por cima das estrelas de Deus. Eu reinarei desde Zafom, ao norte, o monte sagrado onde os deuses se reúnem.
Subirei bem alto, acima das nuvens mais altas, e serei como o Altíssimo”.
Mas você foi lançado até o fundo do mundo dos mortos, as profundezas do abismo.
Os que o veem, ficam olhando para você. Eles pensam e dizem: “Não é este o homem que fazia tremer a terra e que abalava os reinos?
Não é ele que transformava o mundo num deserto, que arrasava as cidades e não deixava os prisioneiros voltar para casa?”
Todos os reis das nações são sepultados com glória e honra, cada rei no seu próprio túmulo.
Mas você não foi sepultado, foi atirado como o lixo na rua. Você é como aqueles que morrem na batalha, como aqueles que são lançados para as rochas no fundo de um buraco para que ninguém os pise.
Você não será sepultado como os outros reis, porque arruinou o seu próprio país, matou o seu povo. Por causa da sua maldade, os seus filhos nunca mais serão mencionados.
Preparem um lugar para matar os seus filhos por causa da maldade dos seus pais; eles não irão possuir a terra, nem encher o mundo com as suas cidades.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Eu me levantarei contra eles, destruirei a Babilônia e acabarei com a sua fama. Não deixarei sobreviventes, nem filhos, nem netos”. Assim diz o SENHOR.
“Farei da sua terra um lugar de ouriços e um terra cheia de lama. Vou varrer essa nação com a vassoura da destruição”, diz o SENHOR Todo-Poderoso.
O SENHOR Todo-Poderoso fez esta promessa: “Certamente aquilo que planejei será feito; acontecerá exatamente como decidi fazer.
Destruirei a Assíria no meu país, vou esmagá-la no meu monte. Livrarei o meu povo da escravidão, tirarei o peso de cima dos seus ombros.
Esse é o meu plano contra todo o mundo; a minha mão está levantada contra as nações.
Ninguém é capaz de impedir os planos do SENHOR Todo-Poderoso. Ninguém pode abaixar a sua mão quando ela está levantada”.
Esta profecia foi dada no ano em que o rei Acaz morreu:
Ó filisteus, não se alegrem por ter sido quebrada a vara que lhes batia! Pois da família da cobra sairá uma víbora, e do seu ovo sairá uma serpente veloz.
Os pobres comerão em paz e os necessitados descansarão em segurança. Mas eu farei com que as famílias de vocês, filisteus, morram de fome; todos os sobreviventes morrerão.
Chore, ó porta! Grite, ó cidade! Encha-se de medo toda a Filisteia. Porque do norte vem um exército como uma nuvem de fumaça, e não há nenhuma pessoa fraca nas suas fileiras.
Que resposta vão dar aos mensageiros dessa nação? Respondam: “O SENHOR fortaleceu Sião e nela os pobres do seu povo encontrarão refúgio”.
Esta é uma profecia contra Moabe: Numa só noite a cidade de Ar foi destruída e a sua riqueza, arruinada! Numa só noite a cidade de Quir foi destruída e a sua riqueza, arruinada!
O povo de Dibom subiu aos seus lugares altos de adoração para chorar. Moabe chora pelas cidades de Nebo e Medeba. Todos raparam a cabeça e cortaram a barba para mostrar a sua tristeza.
Todos andam pelas ruas vestidos de roupas de luto; choram e gritam nos terraços e nas praças.
Os gritos de dor do povo de Hesbom e Eleale se ouve em Jaaz. Por isso os guerreiros de Moabe gritam com medo e tremem.
Eu choro pelo povo de Moabe. As pessoas fogem até Zoar e até Eglate-Selisia. Por causa da destruição, alguns sobem a colina de Luíte chorando, outros gritam de dor a caminho de Horonaim.
O riacho de Ninrim secou, depois secou a pastagem e morreram as plantas, não ficou nenhuma verdura.
Por isso as pessoas juntaram tudo o que tinham e foram para o outro lado do riacho dos Salgueiros.
Ouvem-se gritos por todo lugar em Moabe. As suas lamentações chegam a Eglaim, até o poço de Elim.
As águas de Dimom estão cheias de sangue, mas farei uma coisa ainda pior contra Dimom: um leão devorará os moabitas que fogem e os que permanecem no país.
País de Moabe, você é como uma parreira, mas será que conseguirá atingir a cidade de Jerusalém enviando os seus galhos através do deserto?
As mulheres de Moabe, quando atravessam o rio Arnom, são como aves espantadas, lançadas para fora do ninho.
Elas dizem: “Aconselhe-nos, diga o que devemos fazer. Esconda-nos em pleno dia com a sua sombra, torne o dia em noite. Proteja os refugiados, não entregue aos inimigos aqueles que querem se salvar.
Deixe que os refugiados moabitas vivam entre vocês, dê-nos asilo contra o destruidor”. Quando terminar a agressão, quando acabar a destruição e desaparecer do país o agressor,
então um trono será estabelecido em amor e fidelidade. Nele se assentará um descendente de Davi, ele será um governante honesto e pronto para fazer justiça.
Sabemos que os moabitas são orgulhosos, conhecemos a sua grande arrogância, o seu orgulho e a sua soberba. Mas tudo isso não vale nada.
Por isso choram os moabitas, todos eles choram. Completamente em desgraça, eles choram pelos bolos de uvas de Quir-Haressete.
As vinhas de Hesbom e as videiras de Sibma murcharam. Os governantes das nações pisaram as melhores videiras. Antes elas estendiam-se até Jazer, chegavam até o deserto, os seus ramos estendiam-se até o mar.
Por isso eu choro com as pessoas de Jazer e de Sibma, porque as suas vinhas estão destruídas. Juntamente com as pessoas de Hesbom e de Eleale eu não paro de chorar, porque não se ouvem mais os gritos de alegria que davam quando faziam as colheitas.
Tiraram deles a alegria e a felicidade dos seus campos férteis. Já ninguém canta nem grita de alegria nas suas vinhas. Já ninguém pisa as uvas nos lugares onde se faz o vinho, pois fiz cessar todos esses gritos de alegria.
Estou muito comovido por Moabe. O meu coração estremece pelo que acontece em Quir-Haressete, como as cordas de uma harpa tocando no funeral.
De nada valerá que Moabe se canse de ir adorar nos seus lugares altos, ou de ir ao templo orar, nada conseguirá.
O SENHOR deu essa mensagem contra Moabe há muito tempo.
Mas agora o SENHOR diz: “Exatamente daqui a três anos, a honra e a glória de Moabe desaparecerá, juntamente com a sua grande população. Só alguns sobreviverão: os pequenos e os fracos”.
Profecia contra Damasco: “Prestem atenção! Damasco deixará de ser uma cidade e se tornará num monte de ruínas.
As cidades ao seu redor serão abandonadas para sempre. Elas se transformarão num lugar onde os rebanhos se deitam, sem que ninguém os expulse.
Não haverá mais fortalezas em Israel, e Damasco deixará de ser um reino. O resto dos arameus terão a mesma sorte que o povo de Israel vai ter”. Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso.
“Naquele dia Jacó deixará de ser como era antes, já não será rico, nem próspero, nem gordo.
Ficará sem nada, como um campo de trigo depois do trabalhador recolher os feixes de trigo. Jacó será como o vale de Refaim depois das espigas serem apanhadas.
Só ficarão algumas espigas, como acontece quando se sacode uma oliveira, só ficam duas ou três azeitonas nos ramos mais altos, e quatro ou cinco nos ramos mais cheios. Acontecerá da mesma maneira com aquelas cidades”. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel.
Naquele dia, as pessoas olharão de novo para o seu Criador, todos se voltarão para o Santo Deus de Israel.
Não olharão mais para os altares que fizeram com as suas próprias mãos, nem para as imagens da deusa Aserá, nem para os altares de incenso que fizeram com as suas mãos.
Naquele dia as suas cidades fortificadas serão abandonadas, como foram abandonadas as cidades dos amorreus e dos heveus por causa dos israelitas. Tudo ficará em ruínas.
Isso acontecerá porque Israel se esqueceu do Deus que o salvou, e não se lembrou da sua rocha de refúgio. Você trouxe de lugares distantes as melhores videiras, mas mesmo que você as plante, elas não darão fruto.
Elas crescerão no mesmo dia em que forem plantadas, germinarão no dia em que forem semeadas, mas no dia da colheita você encontrará tudo destruído: uma doença matará todas as plantas.
Ai das muitas nações! A sua gritaria é como o barulho do mar. Ai dos povos! O seu rugir é como o estrondo das ondas do mar.
Os povos rugem como o mar, mas Deus os repreende e eles fogem para longe. São como a palha levada pelo vento, como galhos arrancados pela tormenta.
Ao entardecer cai sobre eles um terror repentino; de manhã, eles já não existem. Assim acontecerá com os nossos inimigos, é esse o destino dos que querem nos destruir!
Ei! Terra de onde pode ser ouvido o zumbido dos insetos, a terra que fica além dos rios da Etiópia,
que envia mensageiros pelo rio Nilo, em barcos de papiro, velozes sobre as águas. Vão depressa, mensageiros, para esse povo alto e de pele macia, temido em todas as partes, povo forte e vitorioso, cuja terra é dividida por rios.
Todos vocês que vivem no mundo, que habitam na terra olhem bem quando virem a bandeira levantada nos montes; escutem quando a trombeta tocar.
Pois o SENHOR me disse: “Do lugar onde vivo, vou estar quieto e vigiando. Eu serei como o calor do sol brilhante, como a nuvem de orvalho no tempo quente da colheita.
Algo terrível acontecerá antes da colheita, como quando já não há flores nas videiras, e as uvas já amadureceram, o inimigo cortará os rebentos sem fruto, e lançará fora os ramos que não prestam.
As vinhas serão deixadas para os abutres das montanhas e os animais selvagens: os abutres comerão delas no verão, e os animais selvagens, no inverno”.
Naquele tempo, o SENHOR Todo-Poderoso receberá as ofertas apresentadas por um povo alto e de pele macia, temido em todas as partes, forte e vitorioso, cuja terra é dividida por rios. Eles trarão as suas ofertas ao monte Sião, ao lugar onde habita o SENHOR Todo-Poderoso.
Esta é uma profecia contra o Egito: Vejam, o SENHOR vai entrar no Egito montado numa nuvem veloz. Os deuses falsos do Egito tremerão diante dele e todo o povo ficará cheio de medo.
“Eu farei com que os egípcios se ataquem entre eles: irmão contra irmão, vizinho contra vizinho, cidade contra cidade, província contra província.
Os egípcios ficarão com medo e sem coragem, pedirão ajuda aos falsos deuses e aos espíritos dos mortos, consultarão feiticeiros e adivinhos, mas eu farei os seus planos fracassarem.
Entregarei o Egito nas mãos de um ditador cruel, serão governados por um rei violento”. Assim diz o Soberano, o SENHOR Todo-Poderoso.
A água do Nilo secará, o rio desaparecerá.
Os canais cheirarão mal. As águas continuarão diminuindo, até os riachos secarem. Os juncos e as canas murcharão
e também as plantas na foz do rio. Tudo o que for semeado ao longo do rio secará, será levado pelo vento e desaparecerá.
Os pescadores chorarão amargamente; todos os que pescam com anzol no Nilo e os que lançam as redes na água ficarão desanimados.
Os que fazem tecidos de linho ficarão desiludidos, e os tecelões ficarão aflitos.
Os que fazem tecidos ficarão deprimidos, e os trabalhadores ficarão tristes.
Os príncipes de Zoã, os sábios conselheiros do faraó, só dão maus conselhos. Mesmo assim dizem ao faraó: “Sou um dos sábios, instruído nos livros dos antigos reis”.
Onde estão agora os seus sábios conselheiros? Que eles lhe digam, se é que sabem, os planos do SENHOR Todo-Poderoso contra o Egito.
Os príncipes de Zoã tornaram-se loucos, e os da cidade de Mênfis andam enganados; os governadores das províncias levam o Egito pelo caminho errado.
O SENHOR espalhou entre eles um espírito de confusão. Eles fazem com que os egípcios se enganem em tudo o que fazem. Parecem bêbados escorregando no seu próprio vômito.
Ninguém conseguirá ajudar o Egito, tanto faz ser rei ou escravo, chefe ou pessoa humilde.
Naquele dia, os egípcios serão como mulheres assustadas: ficarão tremendo de medo porque o SENHOR Todo-Poderoso levantará a sua mão para castigá-los.
A terra de Judá será um terror para o Egito; quem ouvir o nome de Judá ficará cheio de medo, por causa dos planos do SENHOR Todo-Poderoso contra eles.
Naquele dia, cinco cidades do Egito falarão a língua hebraica e jurarão ser fiéis ao SENHOR Todo-Poderoso. Uma dessas cidades será chamada “Cidade do Sol”.
Naquele dia, haverá um altar dedicado ao SENHOR no centro do Egito e um monumento em sua honra, junto à fronteira.
Eles serão um sinal e um testemunho do SENHOR Todo-Poderoso para a terra do Egito. Quando o povo for oprimido e pedir ajuda ao SENHOR, ele lhes enviará um salvador para defendê-los e libertá-los dos seus inimigos.
Assim o SENHOR se dará a conhecer aos egípcios, e o Egito conhecerá o SENHOR. Então eles o adorarão com sacrifícios e ofertas; farão promessas ao SENHOR e as cumprirão.
O SENHOR ferirá os egípcios, mas depois os curará. Eles voltarão para o SENHOR e ele responderá às suas orações e os curará.
Naquele dia, haverá uma estrada que ligará o Egito à Assíria. Os assírios irão ao Egito e os egípcios, à Assíria. E tantos os egípcios como os assírios adorarão o SENHOR.
Naquele dia, Israel se juntará ao Egito e à Assíria, e as três nações serão uma bênção para todo o mundo.
O SENHOR Todo-Poderoso os abençoará: “Bendito seja o meu povo, o Egito; e o povo que eu criei, a Assíria; e o meu próprio povo, Israel”.
Era o ano em que o general enviado por Sargão, rei da Assíria, atacou e conquistou Asdode.
Nessa ocasião o SENHOR disse por meio de Isaías, filho de Amoz: — Dispa-se da sua roupa de saco e das suas sandálias. E Isaías fez isso e andava praticamente nu e descalço.
O SENHOR depois disse: — O meu servo Isaías andou durante três anos nu e descalço como um sinal e aviso do que vai acontecer com o Egito e a Etiópia.
Assim será o Egito envergonhado: o rei da Assíria levará nus e descalços os prisioneiros egípcios e os exilados etíopes, jovens e velhos, mostrando as suas nádegas.
Então aqueles que confiavam na Etiópia e se orgulhavam do Egito terão medo e ficarão envergonhados.
Naquele dia, o povo que vive ao lado do mar dirá: “Vejam o que aconteceu com as nações em quem nós confiávamos e a quem fomos pedir proteção contra o rei da Assíria! E agora, como é que iremos escapar?”
Profecia contra o pântano grande no deserto junto ao mar: Vem como um forte vendaval que sopra no sul de Canaã. Vem do deserto, de uma terra que mete medo.
Eu vi uma visão terrível: eu vi traidores se voltando contra você e pessoas destruindo tudo o que você tem. Elamitas, ataquem! Medos, cerquem a cidade! Acabarei com todos os gemidos.
Todo o meu corpo dói por causa da visão. Dores como as de uma mulher dando à luz. O que ouvi me deixou desesperado, o que vi me deixou apavorado.
A minha cabeça está cheia de confusão, estou tremendo de medo. A noite, de que eu tanto gostava, transformou-se em terror para mim.
Preparem a mesa e estendam as toalhas! Comam e bebam! De pé, comandantes! Preparem os escudos!
Pois isto é o que o SENHOR me disse: “Vá e coloque um sentinela que anuncie tudo o que olhar.
Que preste muita atenção se olhar carros de guerra puxados por cavalos, ou pessoas montadas em jumentos ou camelos”.
O vigia gritou: “Senhor, estou na torre de vigia todos os dias e fico de guarda todas as noites.
Atenção! Aproxima-se um homem num carro de guerra puxado por cavalos”. Depois voltou a gritar dizendo: “Caiu, caiu a Babilônia! Todas as imagens dos seus deuses estão despedaçadas no chão”.
Ó meu povo, pisado como trigo na eira! Anunciei a vocês o que ouvi do SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel.
Esta é uma profecia contra Dumá: Alguém me grita desde Seir: “Sentinela, quanto falta para acabar a noite? Sentinela, quanto mais durará a noite?”
O sentinela responde: “Vem a manhã e também a noite. Se quer uma resposta, volte mais tarde”.
Esta é uma profecia contra a Arábia: Uma caravana de dedanitas passou a noite entre as moitas do deserto da Arábia.
Eles deram água aos que tinham sede. Os que vivem em Temã deram pão aos que estão fugindo.
Porque eles fogem de uma batalha feroz, da espada preparada para ferir, e do arco esticado para matar.
Porque o SENHOR me disse: “Daqui a um ano, nem mais nem menos, desaparecerá toda a glória de Quedar.
Serão poucos os sobreviventes dos flecheiros e dos guerreiros de Quedar”. Assim disse o SENHOR, Deus de Israel.
Esta profecia é contra o vale da Visão: O que acontece com vocês? Por que vocês todos subiram aos terraços das casas?
Por que a cidade está festejando, cheia de barulho e tumulto? Os seus soldados que morreram não foram mortos pela espada, não morreram por combater.
Todos os oficiais fugiram juntos, fugiram para muito longe; mas foram capturados sem terem atirado uma só flecha. Foram todos apanhados e presos.
Por isso, digo: “Afastem-se de mim, deixem-me chorar amargamente. Não quero que me consolem pela destruição do meu povo”.
Porque o SENHOR Deus Todo-Poderoso enviou um dia de terror, derrota e humilhação no vale da Visão. Um dia de derrubar muralhas e das pessoas gritarem para que o monte as ajude.
Elão preparou as suas flechas, e avançou com os seus carros de guerra e cavaleiros. Os soldados de Quir prepararam os escudos.
Os vales mais férteis de Judá ficaram cheios de carros de guerra, e cavaleiros ocuparam posições junto às entradas das cidades.
Judá ficou sem conseguir se defender. Naquele dia, vocês olharam para as armas do palácio da Floresta.
Examinaram as brechas nas muralhas da Cidade de Davi e guardaram água no tanque dentro da cidade.
Vocês contaram as casas de Jerusalém e demoliram algumas delas para repararem a muralha.
Vocês construíram um depósito de água entre as duas muralhas para lá colocarem as águas do tanque antigo. Mas não pediram a ajuda de Deus, embora tenha sido ele quem fez todas estas coisas. Vocês não se lembraram dele, o qual preparou tudo isso desde muito tempo atrás.
O SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, pediu que chorassem de tristeza, que mostrassem o seu arrependimento rapando as suas cabeças e se vestindo de luto.
Mas em vez disso, vocês fazem festa e barulho, sacrificam vacas e matam ovelhas, comem carne e bebem vinho. E dizem: “Comamos e bebamos porque amanhã morreremos”.
O SENHOR Todo-Poderoso me disse ao ouvido: “Certamente este pecado nunca lhes será perdoado enquanto viverem”. Assim diz o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso.
Assim diz o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso: “Vá falar com Sebna, o administrador do palácio e diga a ele:
“O que você está fazendo aqui? Quem lhe deu autorização para construir um túmulo seu aqui? Por que está escavando um túmulo na rocha, ou um lugar de descanso no ponto mais alto?
Você é um homem grande, mas o SENHOR vai atirá-lo para longe. Ele agarrará você e o prenderá.
Ele fará de você uma bola e o atirará para um campo vasto. Ali você morrerá. Você se orgulha muito dos seus carros de guerra, mas naquela terra distante o seu novo governante terá melhores carros de guerra. E os seus carros de guerra não serão tão importantes na casa do seu senhor.
Vou demitir você da sua alta posição, vou tirar você do seu alto cargo.
“Naquele dia, chamarei o meu servo Eliaquim, filho de Hilquias.
Colocarei sobre ele o seu manto e lhe darei o seu cinto; e entregarei a ele toda a sua autoridade. Ele será como um pai para os habitantes de Jerusalém e para as pessoas de Judá.
Porei sobre os seus ombros a chave do palácio de Davi: o que ele abrir ninguém poderá fechar, o que ele fechar ninguém poderá abrir.
Eu o farei firme como um prego numa parede sólida. Ele será como um trono de glória para a sua família.
Tudo o que há de importante e honroso na família do seu pai dependerá dele: tanto os filhos como os netos; e os utensílios, desde os copos até as jarras.
“Naquele dia, o prego que estava bem fixo cederá e cairá. E toda a carga que ele sustentava se quebrará”. Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso.
Profecia contra Tiro: Chorem, barcos que vêm de Társis! Chorem porque a cidade de Tiro foi arrasada e todas as casas foram destruídas. Foi da ilha de Chipre que vocês receberam essa notícia.
Fiquem espantados, habitantes da costa do mar. Os comerciantes de Sidom, ficaram ricos enviando barcos pelo mar.
Eles viajaram pelos mares procurando por trigo do Egito. Os homens de Tiro ficaram ricos vendendo para todo o mundo o trigo e as colheitas que vinham do vale do Nilo.
Fique triste, Sidom, porque o mar e a Fortaleza do Mar falam: “Não tenho filhos! Nunca tive dores de parto, nem dei à luz; não criei filhos nem eduquei filhas”.
Quando as notícias chegarem ao Egito, todos ficarão aflitos por causa do que aconteceu com Tiro.
Navios, regressem a Társis! Chorem, ó habitantes da costa do mar!
Será esta a cidade alegre que foi fundada há tantos anos atrás? É esta a cidade que enviou homens para habitarem em terras distantes?
Quem foi que planejou isso contra Tiro, a cidade que coroava reis? Os seus comerciantes eram como príncipes, e os seus negociantes eram respeitados em todo o mundo.
Foi o SENHOR Todo-Poderoso quem planejou isso. Ele fez isso para abater todo o orgulho e a vaidade, e humilhar os que são considerados importantes na terra.
Ó povo de Társis, cultive a sua terra como se faz nas margens do rio Nilo, porque já não tem porto para os seus negócios.
O SENHOR levantou a mão sobre o mar e fez com que as nações ficassem iradas contra Tiro. Ele mandou Canaã destruir as fortalezas da sua segurança.
Ele disse: “Não haverá mais alegria para você, ó cidade de Sidom, é como uma virgem violada. Levante-se, atravesse o mar até Chipre; mas mesmo lá você não encontrará descanso”.
Considere a terra dos babilônios; é um povo que já não existe. Os assírios a transformaram num lugar para animais selvagens. Eles construíram torres para a atacar, demoliram os seus palácios e deixaram tudo em ruínas.
Chorem, barcos de Társis, porque a sua fortaleza foi destruída.
Naquele tempo, Tiro será esquecida durante setenta anos, que é o tempo que vive um rei. No fim desses setenta anos, acontecerá com Tiro o que diz o cântico da prostituta:
“Pegue na harpa e caminhe pela cidade, ó prostituta esquecida. Toque bem e cante muitas vezes a sua canção para que talvez alguém se lembre de você”.
No fim dos setenta anos, o SENHOR visitará Tiro. Ela voltará aos seus negócios, prostituindo-se com todos os reinos da terra.
Mas os seus lucros não serão guardados nem depositados. Eles serão dedicados ao SENHOR e dados aos que vivem na presença do SENHOR, para que tenham comida abundante e roupas finas.
Olhem! O SENHOR vai destruir a terra e a deixará vazia. Ele vai destruir a superfície da terra e espalhar os seus habitantes.
Acontecerá a mesma coisa com todos: o povo e os sacerdotes, o escravo e o senhor, a escrava e a senhora, quem compra e quem vende, quem empresta e quem recebe, o credor e o devedor.
A terra será devastada e saqueada completamente. Pois foi o SENHOR quem disse isso.
A terra vai secar e murchar. O mundo desfalecerá e murchará. Os nobres desta terra desfalecerão.
A terra está impura por causa dos seus habitantes. Eles violaram as leis de Deus, desobedeceram às suas ordens e quebraram a aliança eterna.
Por isso a maldição consome a terra e os que habitam nela são culpados e serão castigados. Por isso os habitantes da terra têm desaparecido, e poucos são os que restam.
O vinho novo está secando, a videira está murchando, todos os que tinham alegria andam sofrendo.
O som alegre dos tamborins acabou. Já não se ouve o barulho dos que festejam, nem o som alegre das harpas.
Acabaram os tempos de vinho e canções. A cerveja sabe mal a quem a bebe.
A cidade está arruinada e desolada, as portas das casas estão trancadas, ninguém pode entrar.
Nas ruas as pessoas lamentam a falta de vinho. As festas acabaram, desapareceu a alegria da terra.
A cidade ficou em ruínas, os portões estão em pedaços.
Assim como poucas azeitonas ficam nas oliveiras e poucas uvas nas videiras depois de terminada a colheita, assim também será no meio da terra e entre as nações, serão poucas as pessoas que irão escapar.
Os que escapam levantam as suas vozes e gritam de alegria. Desde o Oeste louvem a majestade do SENHOR.
Deem também glória ao SENHOR desde o Leste. Nas ilhas do mar exaltem o nome do SENHOR, o Deus de Israel.
Desde os confins da terra ouvimos cantar: “Glória ao Deus Justo!” Mas eu lhes conto um segredo: “Os traidores continuam traindo o povo. Só há falsidade no mundo”.
Habitantes da terra, o que espera por vocês é o terror, a cova, e a armadilha.
Quem fugir do grito de terror cairá na cova; quem sair da cova cairá na armadilha. Porque se abriram as comportas do céu e tremem os alicerces da terra.
A terra se parte em pedaços, devido aos fortes tremores de terra.
A terra cambaleia como um bêbado, é sacudida de um lado para o outro como uma cabana pelo vento. O peso do seu pecado faz com que a terra caia e nunca mais se levante.
Naquele dia, o SENHOR castigará os poderes dos céus e os reis da terra.
Muitos serão presos e atirados para uma cova. Depois de muito tempo presos, eles serão castigados.
A lua será humilhada e o sol, envergonhado; porque o SENHOR Todo-Poderoso reinará com grande majestade no monte Sião, em Jerusalém, na presença dos seus líderes.
Ó SENHOR, meu Deus, eu o exaltarei e louvarei o seu nome, pois o Senhor fez coisas maravilhosas. Coisas planejadas desde há muito tempo e agora feitas exatamente como o Senhor tinha decidido.
O Senhor fez da cidade um montão de pedras e destruiu a cidade fortificada. A fortaleza dos estrangeiros já não existe e nunca mais será reconstruída.
Por isso um povo forte honrará o Senhor, e as cidades das nações terríveis o respeitarão.
Porque o Senhor tem sido o protetor dos pobres, e o defensor dos necessitados na sua aflição. O Senhor foi abrigo contra as tempestades e sombra contra o calor. Quando os violentos atacam, são como uma tempestade de inverno,
como o calor do deserto, mas o Senhor silencia a arrogância dos estrangeiros. Como uma nuvem refresca o ar com a sua sombra, assim o Senhor calou os gritos de vitória das pessoas cruéis.
Neste monte o SENHOR Todo-Poderoso fará um banquete para todas as nações. Nele haverá as melhores comidas e os melhores vinhos, carne tenra e vinhos finos.
Neste monte ele destruirá o véu que cobre todos os povos, a cortina que tapa todas as nações.
O Senhor DEUS destruirá a morte para sempre, e secará as lágrimas de todos os rostos. Ele retirará de toda a terra a vergonha do seu povo. Foi o SENHOR quem disse isso.
Naquele dia, as pessoas dirão: “Vejam, é o nosso Deus! Ele veio para nos salvar. É o nosso SENHOR! Estávamos esperando por ele. Vamos nos alegrar e celebrar a sua salvação”.
Porque o SENHOR protegerá este monte, mas Moabe será pisado, como se pisa a palha num monte de lixo.
Moabe moverá os braços, como faz o nadador ao nadar, mas apesar da sua habilidade ele afundará enquanto tenta escapar.
As altas torres das suas muralhas serão derrubadas, lançadas ao pó da terra.
Naquele dia este hino será cantado na terra de Judá: “Temos uma cidade forte, Deus a protege com muros e fortalezas.
Abram as portas para que entre a nação justa, o povo que se mantém fiel.
O Senhor dá paz total àqueles que confiam nele, porque eles têm fé no Senhor.
Confie no SENHOR para sempre, pois só no SENHOR DEUS você terá um refúgio eterno.
Ele derruba a cidade arrogante, e humilha todos os que vivem nela. Ele derruba a cidade e a lança no chão.
Assim ela será pisada pelos humildes e os oprimidos”.
O caminho do justo é reto. Deus, o Senhor prepara o caminho do justo.
Nós continuamos esperando pela sua justiça, ó SENHOR. O nosso desejo é pensar sempre no Senhor e no seu nome.
Eu o procuro durante a noite, o meu espírito o procura de manhã cedo, porque quando o Senhor julga a terra, as pessoas aprendem a viver com justiça.
Quando o Senhor mostra compaixão aos maus, eles não aprendem a ser justos. Mesmo na terra onde há justiça, eles continuam sendo injustos e não veem a grandeza do SENHOR.
O SENHOR tem a mão erguida para castigá-los mas eles não a veem! Que se envergonhem ao verem o grande amor que tem pelo seu povo. Que o fogo que tem reservado para os seus inimigos os devore.
O SENHOR é quem nos dá a paz e nos garante todo o nosso sucesso.
O SENHOR é o nosso Deus, mas no passado seguimos outros senhores. Outros senhores nos governaram antes, mas agora só louvamos o seu nome.
Agora eles estão mortos e os seus espíritos não se levantarão da morte. O Senhor os destruiu e apagou completamente a sua lembrança.
Fez a nação crescer, ó SENHOR, fez a nação crescer. O Senhor alargou todas as fronteiras do país e revelou a sua glória.
SENHOR, no meio da nossa aflição, nós o procuramos. Quando nos castigou, oramos ao Senhor.
Como uma mulher grávida prestes a dar à luz dá gritos de dor, assim nós gritamos por causa do seu castigo, ó SENHOR.
Nós engravidamos, sentimos as dores de parto, mas só demos à luz o vento. Não fizemos nada para salvar a terra, nem trouxemos um novo ser ao mundo.
Mas os seus mortos viverão, os seus corpos ressuscitarão. Levantem-se e cantem de alegria, vocês que estão no pó. Porque o seu orvalho é o orvalho de luz, e a terra dará à luz aqueles que não passam de espíritos mortos.
Vamos, meu povo, todos entrem nos seus quartos e fechem as portas por dentro. Fiquem escondidos por um tempo até que passe a ira.
Olhem! O SENHOR está saindo da sua morada para castigar os habitantes da terra que são culpados. A terra revelará o sangue dos que foram mortos e não esconderá mais as vítimas.
Naquele dia o SENHOR castigará o Leviatã, a serpente que foge. Com a sua espada, poderosa, terrível e grande, ele punirá o Leviatã, a serpente que se enrola. Ele matará o monstro que está no mar.
“Naquele dia, cantem sobre a minha vinha deliciosa.
Eu, o SENHOR, sou quem cuida dela, e sempre a rego; eu a guardo de dia e de noite, para impedir que alguém lhe faça mal.
Não estou mais irado com ela. Eu farei guerra contra os espinhos e as ervas daninhas sempre que os encontrar na minha vinha. Eu destruirei as ervas daninhas com fogo.
A não ser que procurem a minha proteção e façam as pazes comigo. Sim, que façam as pazes comigo”.
No futuro, Jacó lançará raízes, Israel produzirá botões e flores, e encherá todo o mundo com os seus frutos.
Israel não foi tão castigado como foram aqueles que o feriram. Deus não matou tantos israelitas como matou os que eram seus inimigos.
Deus os castigou com o exílio e os expulsou com um sopro terrível, como quando sopra o vento leste.
Assim será perdoado todo o pecado de Jacó. O resultado será que as pedras dos altares pagãos serão esmagadas, como se fossem cal, e os postes da deusa Aserá serão derrubados, e também os altares de incenso.
A cidade protegida por muralhas está em ruínas, abandonada e sem habitantes, como o deserto. Ali pastam os bezerros, deitam-se nela e comem os seus ramos.
Quando os ramos estão secos e se quebram, vêm as mulheres e fazem fogo com eles. Porque este povo não quer entender, também o seu criador não terá compaixão dele, aquele que o formou não terá piedade dele.
Naquele dia o SENHOR reunirá o seu povo, desde o rio Eufrates até o ribeiro do Egito. E vocês, israelitas, serão recolhidos um a um.
Naquele dia soará uma grande trombeta. Os que estavam perdidos na Assíria e os que estavam exilados no Egito virão e adorarão o SENHOR no monte santo, em Jerusalém.
Ai da Samaria, coroa orgulhosa dos bêbados de Efraim! A sua beleza maravilhosa, situada sobre um vale fértil, é agora como uma flor murcha, na cabeça de pessoas dominadas pelo vinho.
Vejam, o SENHOR envia alguém forte e poderoso, como a força da chuva de granizo e o vento destruidor, com uma grande inundação. Com as suas próprias mãos, ele derrubará
a coroa orgulhosa dos bêbados de Efraim e a pisará com os seus pés.
A sua beleza maravilhosa, situada sobre um vale fértil, é agora uma flor murcha. Ela será como o primeiro figo que amadurece antes da colheita, quem o vê, logo o apanha e o come.
Naquele dia, o SENHOR Todo-Poderoso será como uma bela coroa, um diadema glorioso para os restantes do seu povo.
Ele será o espírito de justiça para os juízes, e de força para aqueles que defendem as portas da cidade dos ataques dos inimigos.
Vejam como estes também caem de tanto vinho e tropeçam por causa das bebidas fortes: sacerdotes e profetas cambaleiam por causa da cerveja, andam confusos por causa do vinho, e caindo por causa das bebidas fortes. Confundem-se quando têm visões, tropeçam quando dão sentenças.
Todas as mesas estão cobertas de vômitos e não há um só lugar que esteja limpo.
E eles falam: “A quem ele está ensinando? A quem ele está explicando a sua mensagem? A crianças que foram desmamadas há pouco tempo e a bebês que acabam de deixar o peito da mãe?
Ele nos diz: ‘Cuidado com a sujeira! Bebê, não toque! Está sujo aqui! Bebê, não toque! Tem um pouco ali, tem um pouco lá’”.
Pois bem, vocês vão ter que ouvir essas advertências do próprio Deus! Ele irá usar estrangeiros, cuja língua é estranha, para falar com este povo.
Ele já lhes disse antes: “Este é o lugar de descanso. Deixem descansar o cansado”, mas não quiseram escutar a ele.
Agora o SENHOR lhes dirá: “Cuidado com a sujeira! Bebê, não toque! Está sujo aqui! Bebê, não toque! Tem um pouco ali, tem um pouco lá”. Quando vocês saírem, cairão de costas, ficarão feridos, serão apanhados na armadilha e capturados.
Portanto, ouçam a mensagem do SENHOR, vocês, arrogantes, que em Jerusalém governam este povo.
Vocês afirmam: “Fizemos uma aliança com a morte, um pacto com o mundo dos mortos. Por isso, quando o castigo terrível chegar, não vai nos destruir. As nossas mentiras serão o nosso refúgio, e a nossa falsidade, o nosso esconderijo”.
Por isso, o SENHOR Deus diz: “Vejam, vou colocar uma pedra em Sião, uma pedra escolhida, uma pedra angular preciosa, para um alicerce firme. Quem nela confiar não será abalado.
Eu farei com que a justiça sirva de nível e a honestidade seja como fio de prumo. O granizo arrasará o refúgio das mentiras, e as águas inundarão o seu esconderijo.
A sua aliança com a morte será anulada e o seu pacto com o mundo dos mortos será desfeito. Quando vier o terrível castigo, vocês serão esmagados por ele.
Todas as vezes que o castigo passar, vocês irão sofrer; ele passará todas os dias, de manhã e de noite”. Quando vocês entenderem esta mensagem que Deus está falando, vocês ficarão muito aterrorizados.
Porque a cama é curta demais para alguém se deitar, e o cobertor é pequeno demais para alguém se cobrir.
O SENHOR se levantará como fez no monte Perasim, e se irritará como no vale de Gibeom. Ele realizará o seu trabalho, a sua obra misteriosa. Ele fará a sua tarefa, a sua tarefa estranha.
Portanto, vocês parem de zombar, ou as suas correntes ficarão mais pesadas. Pois o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, me disse que ordenou a destruição de todo o país.
Ouçam, escutem a minha voz. Prestem atenção e ouçam bem o que eu digo:
quando um agricultor quer semear, ele não vai só arar, abrindo sulcos na terra para prepará-la.
Não, depois de preparar a terra, ele semeia as sementes do endro e do cominho. Ele planta o trigo em fileiras, a cevada no lugar certo, e o centeio nas bordas.
Deus é quem o instrui e lhe ensina a melhor forma de fazer isso.
O agricultor não debulha o endro com o trilho de ferro, nem faz passar as rodas da carroça por cima do cominho; mas ele sacode o endro com a vara, e o cominho, com um pedaço de madeira.
As pessoas moem o trigo para fazer pão, mas não ficam moendo para sempre. O trabalhador passa por cima do grão as rodas da carroça, mas ele não deixa que os seus cavalos pulverizem o grão.
Isso tudo também vem da parte do SENHOR Todo-Poderoso. Ele é maravilhoso em dar conselhos e magnífico em sabedoria.
“Ei, Ariel! Ei, Ariel, a cidade onde acampou Davi. Vocês continuarão celebrando as suas festas religiosas ano após ano.
Mas eu vou castigar você, Ariel. A cidade ficará cheia de tristeza e choro. E para mim Ariel será como uma fornalha do altar.
Acamparei ao redor dela, você será rodeada por soldados inimigos e levantarei rampas de ataque contra você.
Você será lançada ao chão. Do pó, as suas palavras serão como um sussurro, como a voz de um fantasma. A sua voz será apenas um murmúrio vindo do pó.
“Mas os seus muitos inimigos serão como o pó, como a palha levada pelo vento será a multidão dos seus agressores. Tudo isso acontecerá repentinamente, num instante.
Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, virei para resgatar você com trovões, terremotos, estrondos, tempestades, ventos fortes e chamas de um fogo devorador.
Então todas as nações poderosas que lutam contra Ariel sumirão como se tudo fosse um sonho. Todos os que cercam e atacam a cidade desaparecerão como uma visão da noite.
Eles serão como um homem que tem fome e sonha que está comendo, mas acorda com o estômago vazio. Eles serão como uma pessoa que está com sede e sonha que está bebendo, mas acorda fraco e com sede. Assim acontecerá com todas as nações que lutam contra o monte Sião”.
Admirem-se, fiquem espantados! Vocês são completamente cegos à verdade. Estão bêbados, mas não de vinho, cambaleiam, mas não pela bebida.
Porque o SENHOR derramou sobre vocês um sono profundo: fechou os seus olhos, que são os profetas, e cobriu as suas cabeças, que são as pessoas que têm visões.
Para vocês toda esta visão é como palavras num livro fechado e selado. Se derem esse livro a alguém que sabe ler e lhe disserem: “Leia-o, por favor”. Ele dirá: “Não posso ler isso porque está fechado e selado”.
E se pedirem a alguém que não sabe ler para ler, ele dirá: “Não sei ler”.
O SENHOR diz: “Este povo se aproxima de mim com palavras e me louva com os lábios, mas não quer saber do que eu digo. A sua adoração a mim não passa de memorizar mandamentos humanos.
Por isso mais uma vez deixarei este povo espantado, farei coisas incríveis e maravilhosas. Os sábios não poderão entendê-las, nem os mais inteligentes poderão compreendê-las”.
Ai dos que escondem os seus planos do SENHOR, que fazem as suas maldades na escuridão e dizem: “Ninguém pode nos ver! Ninguém nos conhece!”
Como pensam tudo ao contrário! Vocês pensam que o barro e o oleiro são iguais! Será que o pote pode dizer da pessoa que o fez: “Não foi ela que me fez”? Poderá o vaso dizer do oleiro: “Ele não sabe nada”?
Dentro de pouco tempo o Líbano se transformará num pomar, e o pomar será como uma floresta.
Naquele dia, os surdos ouvirão a leitura do livro; e os cegos, que estavam na escuridão e nas trevas, poderão ver.
Os humildes voltarão a se alegrar no SENHOR, e os necessitados encontrarão felicidade no Santo de Israel.
O opressor deixará de existir, o arrogante desaparecerá; e eles serão destruídos. Todos os que estão prontos para fazer o mal:
os que acusam falsamente os inocentes, os que subornam os juízes, e os que, por meio de mentiras, impedem que seja feita justiça aos inocentes.
Por isso, o SENHOR que resgatou Abraão, diz aos descendentes de Jacó: “O povo de Jacó nunca mais será envergonhado, e o seu rosto não tornará a ficar pálido.
Quando ele vir todos os seus filhos, feitos por mim, proclamarão que o meu nome é santo. Eles reconhecerão que eu sou o Deus santo de Jacó. Todos respeitarão, o Deus de Israel.
Aqueles que perderam o espírito de entender, terão conhecimento. E os que se queixavam aceitarão o ensino”.
O SENHOR diz: “Ei, vocês, filhos rebeldes! Vocês fazem planos sem me consultarem e estabelecem alianças sem consultarem o meu Espírito. Assim cometem um pecado atrás do outro.
Pois, sem pedirem o meu conselho, eles descem ao Egito para pedirem a proteção do faraó e se refugiarem debaixo da sombra do Egito.
Mas a proteção do faraó só lhes vai trazer vergonha, e a sombra do Egito será a sua desgraça.
Os seus ministros já estão em Zoã e os seus embaixadores chegaram até Hanes.
Mas eles serão envergonhados, porque os egípcios não os poderão ajudar em nada. Pelo contrário, só lhes trarão vergonha e desgraça”.
Esta é uma profecia contra os animais do sul de Canaã: Os enviados transportam as suas riquezas em jumentos e os seus tesouros em camelos por uma terra perigosa e difícil, cheia de leões e leoas ferozes, de cobras venenosas e cobras voadoras. Eles levam os tesouros para uma nação que não pode ajudar ninguém.
A ajuda do Egito não vale nada. Por isso eu o chamo de “Besta destruída”.
Agora vá, escreva estas coisas numa tábua para que todos possam ver. Escreva estas coisas num livro para que no futuro seja um testemunho para todos os tempos.
Porque este povo é rebelde e se recusa a obedecer. São filhos mentirosos, filhos que não querem obedecer à lei do SENHOR.
Eles dizem aos videntes: “Não tenham visões”, e aos profetas: “Não nos revelem a verdade. Digam-nos coisas boas, profetizem ilusões.
Parem de falar para nós o que Deus tem falado para vocês. Saiam do nosso caminho. Estamos cansados de ouvir falar do Santo de Israel”.
Por isso, o Santo Deus de Israel diz: “Vocês rejeitaram esta mensagem, e confiaram na opressão e na desonestidade.
Por isso esse pecado será para vocês como uma brecha que se abre numa muralha alta e faz que ela caia, repentinamente e num instante.
Ela se desfaz em pedaços como um vaso de barro que se quebra em mil pedaços e nenhum deles nem sequer serve para tirar brasas do fogo ou água do tanque”.
Assim diz o Senhor DEUS, o Santo de Israel: “Voltem para mim, tenham calma, e serão salvos. Só se permanecerem calmos e confiarem em mim é que serão fortes.
Mas vocês disseram: ‘Não! Vamos fugir nos nossos cavalos’. Por isso, vocês terão que fugir! Vocês também disseram: ‘Iremos em cavalos velozes’. Por isso, mais velozes serão os cavalos dos seus perseguidores!
Um só inimigo fará fugir mil de vocês e cinco deles bastarão para que todos vocês fujam. Por fim, os que restarem serão como um mastro no alto de um monte, ou como uma bandeira sobre uma colina”.
No entanto, o SENHOR espera o momento de ser bondoso com vocês, ele quer mostrar a vocês sua compaixão. Porque o SENHOR é um Deus justo. Felizes são todos os que esperam pela sua ajuda.
Ó povo de Sião, que vive em Jerusalém, já não terá que chorar mais. Deus terá compaixão de você quando ouvir o seu pedido de socorro. Assim que ele ouvir você, ele responderá.
Embora o SENHOR lhe dê o pão de sofrimento e a água de aflição, ele é o seu mestre e não se esconderá mais de você. Os seus próprios olhos o verão.
Quando você se desviar para a esquerda ou para a direita, ouvirá uma voz que lhe dirá: “Este é o caminho que deve seguir”.
Então você considerará os seus ídolos de prata e as suas imagens de ouro como algo impuro. Você terá repugnância deles e os lançará fora como se fossem fraldas sujas, e dirá: “Fora daqui!”
Deus também lhe dará chuva para as sementes que você semear na terra, e a terra produzirá muita comida boa. Naquele dia o seu gado pastará em grandes pastagens.
Os seus bois e jumentos que lavram a terra comerão da melhor ração com sal.
No dia do grande massacre, quando caírem as torres, haverá nascentes e rios sobre todos os montes e colinas.
A luz da lua brilhará como a luz do sol, e a luz do sol será sete vezes mais brilhante, como se num dia brilhasse a luz de sete dias. Será o dia em que o SENHOR cuidará das feridas do seu povo, e curará os ferimentos dos seus castigos.
Vejam, é o SENHOR em pessoa que vem de longe! A sua ira é ardente, a sua fúria é terrível. Ele fala indignado e a sua palavra queima como o fogo.
O seu sopro é como uma enchente que chega até ao pescoço das pessoas. Ele peneira as nações até as tornar em pó; coloca um freio nos queixos dos povos e leva-os à destruição.
Mas vocês cantarão como nas noites das festas sagradas. Estarão tão cheios de alegria ao caminharem para o monte do SENHOR, ouvindo o som da flauta ao irem adorar a Rocha de Israel.
O SENHOR fará ouvir a sua voz majestosa e mostrará o seu grande poder. A sua fúria será acompanhada por um fogo devorador. Haverá chuvas torrenciais, raios e pedras de granizo.
A voz do SENHOR fará a Assíria em pedaços, ele a castigará com a sua vara.
Cada pancada que o SENHOR lhe der será acompanhada pelos sons do tamborim e da harpa, enquanto fizer guerra contra eles.
Pois Tofete já está pronta há muito tempo; preparada para o rei. A sua fogueira é funda e larga, cheia de lenha para o fogo. O sopro do SENHOR a incendiará como uma torrente de enxofre ardente.
Ei, vocês que descem ao Egito para pedir ajuda! Vocês confiam num país com muitos cavalos e carros de guerra, com muitos cavaleiros valentes para salvá-los. Mas não confiam no Santo Deus de Israel, nem procuram o SENHOR.
Mas Deus também é sábio e vai trazer a desgraça. Ele sempre faz o que diz. Ele se levantará contra os que fazem o mal e contra os que ajudam os maus.
Os egípcios são apenas seres humanos, não são Deus. Os seus cavalos são apenas carne, e não espírito. Quando o SENHOR estender o seu braço, tanto os que ajudam como os que recebem ajuda tropeçarão e cairão, os dois serão destruídos.
Isto foi o que o SENHOR me disse: “O leão e o leãozinho rugem sobre a sua presa. Um bando de pastores grita e faz barulho para espantar os leões. Mas eles não se assustam com os seus gritos, nem se incomodam por causa do seu barulho. Assim também o SENHOR Todo-Poderoso descerá para combater sobre o monte Sião.
Como as aves voam sobre o ninho para protegê-lo, assim o SENHOR Todo-Poderoso protegerá Jerusalém. Ele a protegerá e a salvará; ele a defenderá e a livrará”.
Povo de Israel, voltem para aquele contra quem vocês se revoltaram tanto.
Pois nesse dia vocês rejeitarão os ídolos de ouro e prata que as suas mãos pecadoras fizeram.
Assíria cairá por uma espada que não foi feita por um ser humano. Uma espada, não feita por seres humanos, a destruirá. Todos fugirão da espada, mas os seus jovens serão feitos escravos.
A sua fortaleza cairá por causa do medo; e os seus oficiais fugirão quando virem a bandeira da batalha. Quem o anuncia é o SENHOR, que tem o seu fogo em Sião, a sua fornalha em Jerusalém.
Olhem! Um rei reinará com honestidade, os seus ministros governarão com justiça.
Cada um deles será como um refúgio contra o vento, um lugar seguro contra a tempestade; como um rio em terra seca e como a sombra de uma grande rocha num lugar deserto.
Os olhos dos que veem não se fecharão mais, os ouvidos dos que ouvem estarão atentos.
Os impulsivos aprenderão a compreender, os gagos falarão com facilidade e clareza.
Os insensatos não serão chamados de nobres e os enganadores não serão chamados de ilustres.
Porque os insensatos só dizem loucuras, só pensam no mal que vão fazer. Eles praticam maldades e dizem coisas falsas acerca do SENHOR, para deixarem os que têm fome sem comida e os que têm sede sem bebida.
As armas do mentiroso são perversas. Ele inventa planos maldosos para destruir o pobre com mentiras, mesmo quando o necessitado tem razão.
Mas as pessoas honestas fazem planos honestos e permanecem firmes neles.
Levantem-se e ouçam, mulheres sem preocupações! Vocês que se sentem tão confiantes, ouçam o que vou lhes dizer.
Daqui a um ano vocês tremerão de medo, vocês que agora não têm preocupações. A colheita das uvas falhará, e não haverá outra colheita.
Mulheres, vocês estão tranquilas agora, mas vocês deveriam estar tremendo de medo. Vocês se sentem tão seguras agora, mas vocês deveriam estar preocupadas. Tirem as suas roupas e vistam-se de luto, coloquem-nas ao redor da cintura.
Batam no peito e chorem pelos belos campos e as vinhas férteis.
Chorem pela terra do meu povo, coberta de espinhos e mato. Chorem pelas casas e pela cidade que antes eram cheias de alegria.
O palácio será abandonado e a cidade ficará deserta. A cidadela e a torre de vigia serão transformadas para sempre em covis de animais. Os jumentos selvagens se sentirão bem nelas, e nelas pastarão as ovelhas.
Isto acontecerá até que sobre nós o Espírito seja derramado do céu. Então o deserto se transformará num campo fértil, e o campo fértil, numa floresta.
A justiça habitará no deserto, e a honestidade viverá no campo fértil.
A justiça trará paz e segurança para sempre.
O meu povo habitará em segurança nos seus lares, num lugar pacífico e de descanso.
Mesmo que a floresta seja abatida e a cidade, destruída;
vocês serão felizes, semeando perto das águas e deixando os bois e os jumentos pastarem à vontade.
Ei, você, destruidor, que ainda não foi destruído; ai de você, traidor, que ainda não foi traído. Quando você acabar de destruir os outros, você também será destruído. Quanto você acabar de trair os outros, você também será traído.
SENHOR, tenha compaixão de nós, pois confiamos no Senhor. Dê-nos força em cada novo dia, salve-nos no momento de perigo.
Os povos fogem quando ouvem o estrondo da sua voz. As nações se espalham quando o Senhor se levanta.
Tudo o que vocês roubaram desaparece como se tivesse sido comido por gafanhotos, como se gafanhotos novos se lançassem sobre o despojo.
Glória ao SENHOR, que vive nas alturas! Ele encherá Sião de justiça e bondade.
Ele é a sua constante segurança, dando a vocês salvação, sabedoria e conhecimento. Ele dará esse tesouro a todos os que respeitam o SENHOR.
Olhem, os embaixadores gritam nas ruas, os negociadores de paz choram amargamente.
As estradas estão desertas, ninguém passa pelos caminhos. As pessoas não respeitam umas às outras. Elas quebraram os acordos que tinham feito, e elas não querem acreditar nas testemunhas.
A nação está doente e fica sem forças: as árvores do Líbano murcham e secam, a planície de Sarom é como um deserto, Basã e Carmelo perderam toda a sua vegetação.
O SENHOR diz: “Agora é a minha vez de me levantar, de mostrar a minha grandeza e poder.
O que nasce de vocês é como a palha, o que dão à luz é lixo. O seu sopro é como um fogo que consome vocês.
As nações ficarão reduzidas a cinzas; arderão no fogo como espinhos cortados”.
Vocês, que estão longe, vejam bem o que eu fiz. E vocês, que estão perto, conheçam o meu poder.
Em Sião os pecadores estão cheios de medo. O tremor se apoderou dos que não respeitam a Deus. Eles perguntam: “Quem de nós pode viver eternamente num fogo devorador? Quem de nós pode viver eternamente numa fogueira?”
Quem vive com justiça e fala a verdade, quem rejeita o dinheiro obtido pela exploração do povo, quem não aceita subornos, quem se recusa a matar pessoas, e quem afasta os seus olhos do mal.
É essa pessoa que vive segura, que se refugia numa fortaleza nas rochas. Ela terá sempre o que comer e beber.
Os seus olhos verão o rei em todo o seu esplendor e verão uma terra muito grande.
Você vai lembrar, então, os terrores passados e irá perguntar: “Onde está o fiscal? Onde está o cobrador? Onde está o contador das torres?”
Não verá mais as pessoas arrogantes que falavam numa língua difícil de entender, numa linguagem que ninguém entende.
Olhe para Sião, a cidade das nossas festas religiosas. Os seus olhos verão Jerusalém, um lugar de paz, uma tenda fixa. As suas estacas nunca serão arrancadas, e as suas cordas nunca serão tiradas.
Ali o SENHOR estará conosco, cheio de majestade. Será como um lugar com rios e canais largos, mas neles não entrarão barcos de guerra, nem passarão grandes navios.
Porque o SENHOR, o nosso juiz, o SENHOR, o nosso legislador, o SENHOR, o nosso rei, nos salvará.
Agora as suas cordas estão frouxas, o mastro não está seguro, e as velas não estão estendidas, mas depois será dividido um grande despojo, e até os coxos levarão a sua parte.
Nenhum habitante dirá: “Estou doente”. E os pecados do povo que ali vive serão perdoados.
Aproximem-se, nações, e escutem. Povos, prestem atenção. Ouçam a terra e tudo o que há nela, o mundo e tudo o que ele produz.
O SENHOR está irado contra todas as nações e contra todos os seus exércitos. As nações estão condenadas à destruição e entregues à morte.
Os mortos não serão enterrados, os seus corpos cheirarão mal e o seu sangue correrá pelos montes.
As estrelas se apagarão, e o céu se enrolará como um rolo de papiro. Todos os astros cairão como folhas secas de uma videira ou de uma figueira.
Deus diz: “Quando a minha espada estiver satisfeita nos céus, descerei até Edom, este povo condenado à morte”.
A espada do SENHOR está coberta de sangue e gordura: sangue tirada de cordeiros e gordura tirada dos rins de carneiros. Pois o SENHOR oferecerá um sacrifício em Bozra, uma grande matança na terra de Edom.
Juntamente com eles serão mortos bois selvagens, bezerros e touros. A sua terra ficará ensopada de sangue e o chão, coberto de gordura.
Porque o SENHOR tem determinado um dia de vingança: Ele escolheu um ano em que Edom irá pagar todo o mal que fez a Sião.
Os rios de Edom se transformarão em piche e o chão, em enxofre. E a sua terra será como piche ardente.
O fogo não irá se apagar nem de dia nem de noite, e subirá fumaça para sempre. A terra de Edom ficará para sempre desolada e ninguém mais passará por ali.
As aves e os animais pequenos serão donos dela. As corujas e os corvos farão lá os seus ninhos. O SENHOR irá olhar cuidadosamente sobre Edom e fará com que ela fique vazia e inútil.
Os seus nobres não terão nada que possam chamar de reino; todos os seus príncipes irão desaparecer.
As suas fortalezas estarão cheias de espinhos e nas suas cidades protegidas crescerão urtigas e espinheiros. Será um lugar onde vivem os chacais e onde moram as corujas.
Será um lugar de encontro para os gatos do mato e para as hienas. Ali as cabras selvagens chamarão umas às outras. Ali viverão as criaturas da noite e ninguém lhes fará mal.
Ali as corujas farão ninhos e porão os ovos; debaixo das suas asas chocarão os ovos e protegerão os seus filhotes. Será também o lugar onde os abutres irão se juntar, cada um com o seu par.
Examinem o livro do SENHOR e leiam o que diz em voz alta: Nenhuma dessas criaturas faltará, todas estarão lá com o seu par. O SENHOR disse que isso acontecerá, por isso o seu Espírito os juntará.
Deus lançou os dados para decidir a sua sorte, e a sua mão foi quem lhes ensinou o seu lugar de habitação. Habitarão ali para sempre e viverão nela de geração em geração.
O deserto e a terra seca cantarão de alegria. O deserto será feliz e cheio de flores!
Coberto de flores se alegrará e gritará de alegria. A beleza do Líbano será sua, e também o esplendor do monte Carmelo e de Sarom. Eles verão a glória do SENHOR, o esplendor e a majestade do nosso Deus.
Fortaleçam as mãos cansadas, e firmem os joelhos fracos.
Digam aos que têm medo: “Sejam fortes, não temam! Aqui está o nosso Deus, ele vem para nos vingar! Para castigar os nossos inimigos pelo mal que nos fizeram, ele vem para nos salvar”.
Então os cegos verão, e os surdos ouvirão.
Os coxos saltarão como cervos, e os mudos cantarão de alegria. Porque correrão rios na terra seca e riachos no deserto.
A areia ardente se tornará num lago, e a terra seca numa fonte de água. No lugar onde descansavam os chacais, crescerão juncos e canas.
E ali haverá uma estrada que será chamada “Caminho da Santidade”. As pessoas impuras não passarão por esse caminho, só passarão por lá os que seguirem a maneira certa de viver. Os insensatos não entrarão nele por engano.
Ali não haverá leões, e os animais selvagens não passarão por aquele caminho. Apenas andarão nele as pessoas que foram resgatadas.
As pessoas que o SENHOR resgatou voltarão e entrarão em Sião cantando de alegria. Elas serão sempre felizes. Elas viverão transbordando de gozo e alegria. A tristeza e os lamentos desaparecerão.
Durante o ano catorze do reinado de Ezequias, Senaqueribe, rei da Assíria, saiu para atacar todas as cidades fortificadas de Judá e as conquistou.
Então o rei da Assíria enviou o seu comandante com um grande exército para atacar o rei Ezequias em Jerusalém. Saindo de Láquis foram a Jerusalém e tomaram as suas posições junto ao aqueduto, perto do açude superior que está a caminho do Campo do Lavandeiro.
Então Eliaquim, filho de Hilquias, que era o administrador do palácio real, foi ao seu encontro. Ele foi acompanhado do escrivão Sebna e do secretário Joá, filho de Asafe.
O comandante-chefe lhes disse: — Digam a Ezequias que isto é o que diz o grande rei, o rei da Assíria: “Quem vai ajudar você? Em quem você confia?
Eu digo para você não confiar na estratégia ou na força militar, porque são inúteis. Elas não são nada, mas só palavras vãs. Então em quem você confia para se revoltar contra mim?
Olhe, você está agora confiando nessa vara lascada que é o Egito. Se você se apoiar nela, ferirá e perfurará sua mão. Isso é o que o faraó, rei do Egito, faz com todos os que se apoiam nele.
Talvez você diga: ‘Confiamos no SENHOR, nosso Deus’. Mas foi Ezequias que destruiu os seus altares e lugares altos, e que disse a Judá e a Jerusalém: ‘Só devem adorar no altar de Jerusalém’.
“Agora, faça um tratado com o meu senhor, o rei da Assíria. Eu lhe darei 2.000 cavalos se você puder arranjar cavaleiros suficientes para montá-los.
Como você pode rejeitar a minha oferta, mesmo que como capitão eu seja um dos servos menos importantes do meu senhor? Prefere ficar confiando no rei do Egito para que lhe dê carros de combate e cavalos?
Você pensa que vim destruir este país sem a ajuda do SENHOR? Não! Foi o SENHOR quem me disse para atacar e destruir este país”.
Então Eliaquim, Sebna e Joá disseram ao comandante assírio: — Por favor, fale em idioma aramaico. Nós, os seus servos, entendemos esse idioma. Não nos fale em hebraico, o idioma de Judá, porque o povo que está sobre a muralha nos está escutando.
Mas o comandante-chefe disse: — O meu senhor me mandou falar com todos, além do seu senhor e de vocês. Eu devo também falar com as pessoas que estão sentadas na muralha. Quando nós cercarmos a sua cidade, eles também irão sofrer. Como você, eles também ficarão famintos. Todos vocês irão comer as suas próprias fezes e beber a sua própria urina!
Depois ele ficou de pé e gritou forte em hebraico, o idioma de Judá: “Ouçam o que diz o grande rei, o rei da Assíria!
Isto é o que ele diz: ‘Não se deixem enganar por Ezequias, porque ele não poderá salvá-los’.
Não deixem que Ezequias os leve a confiar no SENHOR, dizendo: ‘Certamente o SENHOR nos livrará! Ele não deixará que esta cidade caia nas mãos do rei da Assíria’.
“Não prestem atenção a Ezequias, porque isto é o que diz o rei da Assíria: ‘Façam as pazes comigo e rendam-se. Assim permitirei que cada um de vocês coma da sua própria videira e da sua própria figueira, e beba água do seu próprio poço.
Ficarão assim até que eu venha e os leve para um país como o de vocês, um país de trigo e de vinho, terra de pão e de vinhas’.
“Tenham cuidado, não se deixem convencer por Ezequias quando ele falar: ‘O SENHOR nos salvará’. Por acaso os deuses dos outros povos foram capazes de salvá-los do poder do rei da Assíria?
Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim? Algum desses deuses conseguiu livrar a cidade de Samaria de cair nas minhas mãos?
Qual deus conseguiu impedir que essas nações caíssem nas minhas mãos? Como pois poderá o SENHOR livrar Jerusalém de mim?”
Mas o povo ficou calado. Eles não responderam ao comandante, porque o rei Ezequias tinha dado ordem para não responderem nada.
Então Eliaquim, administrador do palácio real e filho de Hilquias; o escrivão Sebna; e o secretário Joá, filho de Asafe, rasgaram as suas roupas e foram contar a Ezequias tudo o que o comandante tinha falado.
O rei Ezequias ouviu tudo o que eles disseram. Então ele rasgou as suas roupas, vestiu roupas de luto e foi ao templo do SENHOR.
Depois enviou o administrador do palácio real Eliaquim, o escrivão Sebna, e os chefes dos sacerdotes ao profeta Isaías, filho de Amoz. Todos eles estavam vestidos com roupas de luto.
Eles disseram ao profeta: — Isto é o que disse Ezequias: “Este é um dia de tristeza, castigo e angústia. É como o dia em que uma criança está pronta para nascer, mas a mãe não tem forças para dar à luz.
Que o SENHOR, seu Deus, tenha ouvido as palavras do comandante-chefe que o rei da Assíria enviou. Ele insultou o Deus vivo. Que seja castigado por ter falado essas palavras que o SENHOR, seu Deus, ouviu. Portanto, faça uma oração pelo povo que tem sobrevivido”.
Quando os oficiais do rei Ezequias foram ver Isaías,
este lhes disse: — O SENHOR diz: “Não tenha medo das palavras que você tem ouvido: os insultos que disseram contra mim os servos do rei da Assíria.
Olhe, vou enviar um espírito contra o rei da Assíria. Ele ouvirá uma notícia que o fará regressar para a sua terra. Ali, na sua terra, ele será morto à espada”.
O comandante-chefe se retirou e soube que o rei da Assíria tinha saído de Láquis e estava lutando contra Libna.
Foi aí que o rei da Assíria recebeu a notícia que o rei Tiraca, da Etiópia, vinha atacá-lo. Então o rei da Assíria enviou mensageiros a Ezequias com esta mensagem:
“Não deixe que o Deus em quem você confia o engane dizendo: ‘Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria’.
Você sabe bem tudo o que os reis da Assíria fizeram com as outras nações, como as destruíram completamente. Não pense que vai se salvar.
Os deuses de Gozã, Harã, Rezefe e do povo de Éden, que vivia em Telassar, não conseguiram impedir que os meus antepassados destruíssem essas nações.
Onde estão os reis de Hamate, de Arpade, de Sefarvaim, de Hena e de Iva?”
Ezequias recebeu as cartas da mão dos mensageiros e as leu. Depois subiu ao templo do SENHOR e estendeu as cartas diante do SENHOR.
Depois Ezequias orou perante o SENHOR e disse:
— Ó SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, que está sentado no seu trono entre os querubins, o Senhor é o único Deus de todas as nações da terra. O Senhor fez os céus e a terra.
SENHOR, ouça-me, por favor. Abra os seus olhos, SENHOR, e veja. Ouça as palavras que Senaqueribe enviou para insultá-lo, o Deus vivo.
SENHOR, é verdade que os reis da Assíria destruíram todas essas nações e os seus territórios.
Eles jogaram todos os deuses dessas nações para o fogo. Mas eles não eram deuses: foram feitos por seres humanos. Eram estátuas de madeira e de pedra, por isso foram destruídos.
Agora SENHOR, nosso Deus, salve-nos das mãos desse rei, para que todos os reinos saibam que o SENHOR é o único Deus.
Então Isaías, filho de Amoz, recebeu uma mensagem do SENHOR, o Deus de Israel. Ele enviou esta mensagem para Ezequias: — Eu escutei o que você me pediu acerca de Senaqueribe, rei da Assíria.
Isto é o que eu, o SENHOR, falo a respeito dele: “A filha virgem de Sião despreza você. A cidade de Jerusalém abana a cabeça, zombando de você.
A quem você insultou? De quem você riu? Contra quem falou e levantou o seu olhar arrogante? Falou contra o Santo de Israel!
Você enviou os seus servos para insultar o SENHOR. Você disse: ‘Vim com muitos carros de combate aos montes altos. Vim desde o interior do Líbano. Cortei os cedros mais altos e os melhores ciprestes do Líbano. Subi até a parte mais alta do Líbano, até a floresta mais frondosa.
Cavei poços e bebi água em terras estrangeiras. Com as solas dos meus pés sequei todos os rios do Egito’.
“Mas será que nunca ouviu nada disso? Eu planejei tudo isso há muito tempo. Nos tempos antigos eu preparei isto. Agora faço com que o meu plano se realize, que você destrua cidades fortificadas e as transforme em ruínas.
Os seus habitantes, que já estão sem força e sem esperança, estão envergonhados. Ainda que hoje pareçam estar vivos, um vento do leste os secará como faz com as plantas do campo e com a erva verde que cresce no telhado.
Eu sei quando você se levanta e quando se senta, quando sai e quando entra. Sei quanto fica irado contra mim.
Na sua fúria, você falou palavras arrogantes contra mim. Eu ouvi as suas palavras e vou prendê-lo com uma argola no nariz, e um freio na boca, e farei você regressar pelo mesmo caminho por onde veio”.
E também disse: — Este será o sinal que provará que esta mensagem é verdadeira: “Neste ano comerão o que cresce por si no campo, no segundo ano o que cresça dali, e no terceiro ano semearão e colherão, plantarão vinhas e comerão do seu fruto.
Os sobreviventes da tribo de Judá lançarão raízes debaixo da terra e darão frutos por cima.
Porque uma parte do meu povo sobreviverá e sairá de Jerusalém, os sobreviventes sairão vivos do monte Sião. É o grande desejo do SENHOR Todo-Poderoso com que tudo isso aconteça”.
Isto é o que diz o SENHOR acerca do rei da Assíria: “Ele não entrará nesta cidade nem atirará uma única flecha. Não se aproximará dela com escudos, nem construirá rampas contra ela.
Ele voltará pelo mesmo caminho por onde veio, e não entrará nesta cidade. Assim diz o SENHOR.
Eu protegerei e salvarei esta cidade. Farei isso por causa de mim e por causa do meu servo Davi”.
Então o anjo do SENHOR foi ao acampamento assírio e matou 185.000 soldados. Quando o povo se levantou no dia seguinte, estavam ali todos os corpos dos mortos.
Então Senaqueribe, rei da Assíria, regressou a Nínive e permaneceu ali.
Certo dia, enquanto estava adorando no templo do seu deus Nisroque, foi assassinado à espada pelos seus filhos Anameleque e Sarezer. Eles escaparam para o país de Ararate. Seu filho Esar-Hadom o sucedeu no trono.
Por aqueles dias Ezequias ficou doente e esteve à beira da morte. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi ver Ezequias e disse: — O SENHOR diz: “Coloque os seus assuntos em ordem porque você vai morrer, não vai se curar”.
Então Ezequias virou o rosto para a parede e orou assim ao SENHOR:
— SENHOR, lembre-se de que eu sempre o servi com todo o coração e fiz o que lhe agradava. E Ezequias chorou amargamente.
Então veio esta mensagem do SENHOR a Isaías:
— Volte e diga a Ezequias que assim diz o SENHOR, Deus do seu antepassado Davi: “Tenho ouvido a sua oração. Tenho visto as suas lágrimas e vou curar você.
Acrescentarei quinze anos à sua vida e salvarei esta cidade do poder do rei da Assíria.
O SENHOR vai dar um sinal a você. Assim você saberá que fará o que diz.
Este será o sinal: o SENHOR fará com que a sombra do sol volte para atrás dez degraus na escadaria do relógio de sol de Acaz”. E a luz do sol voltou para atrás os dez degraus que já tinha avançado.
Este é o salmo que o rei Ezequias escreveu depois dele ter sido curado da sua doença:
“Eu pensei: ‘Entrarei pelas portas do mundo dos mortos quando for velho. Mas o resto dos meus dias foram cortados’.
Também pensei: ‘Não tornarei a ver o SENHOR DEUS no mundo dos vivos, não vou voltar a ver ninguém que vive neste mundo.
Tiraram a minha vida, como se fosse a tenda de um pastor. A minha vida foi enrolada, como uma peça de tecido que o tecelão enrola. Ele cortou a minha vida como o tecelão corta um fio. Dia e noite ele foi acabando comigo’.
“Toda a noite eu pedi ajuda. Mas ele partiu todos os meus ossos como um leão, dia e noite ele foi acabando comigo.
Pio como uma andorinha, e gemo como uma pomba. Os meus olhos estão cansados de tanto olhar para o céu. Meu Deus, estou muito aflito, ajude-me.
Mas, que posso eu dizer? Foi ele que decidiu e que fez. Andarei devagar todos os dias da minha vida por causa da aflição da minha alma.
“Senhor, é para estas coisas que as pessoas vivem, e que o meu espírito vive também. Dê-me saúde, deixe-me viver!
Foi para o meu bem que sofri tanto. Mas você salvou a minha vida da cova, porque atirou para trás de você todos os meus pecados.
No mundo dos mortos ninguém pode agradecer o Senhor; os mortos não podem louvá-lo. Os que vão para o sepulcro já não estão esperando o Senhor ser fiel ao que diz.
São os que estão vivos, somente os vivos, que podem agradecer o Senhor, como eu faço hoje. Os pais ensinam aos seus filhos como o Senhor é fiel.
O SENHOR me salvou. Por isso cantaremos com instrumentos de música, no templo do SENHOR, todos os dias da nossa vida”.
Isaías tinha dito: — Façam uma mistura de figos. Então fizeram a mistura e a aplicaram na chaga de Ezequias, e ele se recuperou.
Ezequias tinha perguntado: — Qual será o sinal de que poderei subir ao templo do SENHOR?
Por volta daquele tempo Merodaque-Baladã, filho de Baladã, era o rei da Babilônia. Ele ouviu dizer que Ezequias tinha estado doente. Então enviou mensageiros com cartas e presentes para ele.
Ezequias ficou muito contente e mostrou a todos eles os seus tesouros: ouro, prata, especiarias, azeite fino, as armas que tinha no seu arsenal e tudo o que havia na tesouraria real. Ele lhes mostrou tudo o que havia no seu palácio e no seu reino.
Então o profeta Isaías foi falar com o rei Ezequias e lhe perguntou: — De onde vieram aqueles homens e o que lhe disseram? Ezequias respondeu: — Eles vieram de muito longe, da Babilônia.
Então Isaías perguntou: — O que eles viram no seu palácio? Ezequias disse: — Eles viram tudo o que há no palácio e nos depósitos. Não houve nada que eu não lhes mostrasse.
Então Isaías disse a Ezequias: — Ouça a mensagem do SENHOR Todo-Poderoso:
“Chegará o dia em que levarão para a Babilônia tudo o que há no seu palácio e tudo o que os seus antepassados guardaram até hoje. Não ficará nada.
Levarão até alguns dos seus descendentes para serem eunucos no palácio do rei de Babilônia”.
Ezequias disse a Isaías: — A mensagem do SENHOR é boa. (Ele disse isso porque pensou: “Pelo menos nos meus dias haverá paz e segurança”.)
O seu Deus diz: “Consolem, consolem o meu povo.
Falem com Jerusalém com carinho. Digam-lhe que a sua escravidão chegou ao fim, que já cumpriu o seu castigo. Eu, o SENHOR, castiguei você em dobro pelos pecados que cometeu”.
Uma voz grita: “Preparem no deserto o caminho para o SENHOR! No deserto, abram uma estrada reta para o nosso Deus!
Façam tudo igual, elevem os vales e rebaixem os montes e as colinas. Deixem retas as estradas e nivelem os terrenos escarpados.
Então será revelada a glória do SENHOR e todos os seres humanos a verão. Assim declara o SENHOR”.
Uma voz diz: “Grite!” e eu pergunto: “O que vou gritar?” A voz responde: “Todos os seres humanos são como a erva do campo e as suas promessas são como as flores do campo.
A erva seca e as flores murcham, quando o SENHOR sopra sobre elas. Certamente as pessoas são como a erva.
A erva morre, as flores murcham e caem, mas a palavra do nosso Deus permanece para sempre”.
Sião, você tem boas notícias para anunciar. Suba a um alto monte e proclame as boas notícias. Jerusalém, você tem boas notícias para anunciar. Não tenha medo, proclame-as bem alto. Anuncie a todas as cidades de Judá: “Vejam, o seu Deus está vindo!”
O Senhor DEUS vem com poder. Com o seu grande poder ele estabelece o seu governo. Vejam, a sua recompensa vem com ele, e o seu pagamento vem na frente dele.
Como um pastor, ele cuida do seu rebanho. Com o braço junta os cordeiros e os leva no colo, enquanto guia com cuidado as ovelhas que deram à luz recentemente.
Quem mediu as águas do mar na palma da sua mão? Quem mediu a dimensão do céu com a sua mão? Quem pesou o pó da terra? Quem pesou as montanhas e os montes numa balança?
Quem entende a mente do SENHOR? Ou quem tem sabedoria para ser seu conselheiro?
A quem ele pediu conselhos e quem lhe ensinou a justiça? Quem foi que lhe ensinou a ciência e lhe deu a conhecer a sabedoria?
Diante dele as nações são como a gota de água que fica num balde, são como o pó que fica no prato da balança. Vejam, para ele as nações distantes pesam tanto como um grão de areia.
As florestas do Líbano não são suficientes para o fogo do seu altar, nem os seus animais para as ofertas queimadas.
Diante dele todas as nações são como nada; para ele são menos do que nada, elas não têm nenhum valor.
Com quem Deus pode ser comparado? Com que imagem ele se parece?
Com um ídolo esculpido por um artista e coberto de ouro por um ourives, que coloca correntes de prata nele?
Quem realmente sabe como fazer um ídolo escolhe uma madeira de lei que não vai rachar. Depois ele usa toda a sua habilidade para fazer um ídolo que não caia! E a pessoa que é pobre demais para comprar esse ídolo escolhe um pedaço de madeira que não apodrece, e procura um bom artista para lhe fazer um ídolo que não caia.
Será que vocês não sabem? Será que não ouviram dizer? Será que ninguém contou a vocês como o mundo foi criado? Será que não compreendem quem fez o mundo?
O SENHOR está sentado sobre o círculo da terra, e os seus habitantes são como gafanhotos. Ele estende os céus como um véu, e espalha os céus como uma tenda para neles habitar.
Ele reduz a nada os governantes, e faz com que os chefes do mundo não sejam nada.
Eles são como plantas que são semeadas, mas assim que começam a lançar raízes na terra, Deus sopra sobre eles e eles secam imediatamente; e depois são levados por um forte vento como palha.
O Santo Deus diz: “Com quem vão me comparar? Quem é como eu?”
Levantem os olhos e olhem para os céus, quem criou tudo isso? É aquele que põe as estrelas em marcha como um exército bem ordenado. Ele chama cada uma delas por nome e todas elas lhe obedecem, por causa do seu grande poder e força.
Ó Jacó, por que você sempre está se queixando? Ó Israel, por que você diz: “O SENHOR não se interessa pelo que eu faço, o meu Deus não se preocupa em me julgar”?
Será que você não sabe? Será que você nunca ouviu dizer? O SENHOR é o Deus eterno, o Criador de toda a terra. Ele não se cansa, nem perde as forças. A sua sabedoria está além de todos.
Ele dá forças ao cansado e enche de poder o fraco.
Os jovens se cansam e ficam fracos; até os adolescentes ficam exaustos e caem.
Mas aqueles que confiam na ajuda do SENHOR encontrarão novas forças. Voarão como águias, correrão sem se cansarem, andarão sem nunca perderem as forças.
“Silêncio, diante de mim, ó povos distantes. Que as nações renovem as suas forças! Venham apresentar o seu caso, vamos nos reunir para decidir a questão.
Quem despertou o homem que vem do leste, que é vitorioso em todas as partes? Quem lhe entregou as nações e lhe deu o poder para dominar reis? Com a sua espada ele os converteu em pó, e com o seu arco os espalha como palha.
Ele persegue exércitos sem nunca ser ferido, e os seus pés não tocam no chão.
Quem permite que isso aconteça? É aquele que desde o princípio controla a história. Sou eu, o SENHOR. Eu estava aqui no princípio, e estarei aqui quando todas as coisas chegarem ao fim.
“Os povos além do mar viram o meu poder, e tremem. Toda a terra treme de medo. Todos chegam perto, todos se aproximam.
Ajudam-se uns aos outros e dizem: ‘Coragem!’
O artesão encoraja o ourives, e o que bate o ferro com o martelo encoraja o escultor, dizendo: ‘A soldadura está pronta’. E com pregos fixam o ídolo no lugar para não cair.
“Mas você, ó Israel, é o meu servo; Jacó, o meu escolhido; descendente de Abraão, o meu amigo.
Fui buscar você até os confins da terra, chamei você dos lugares mais distantes do mundo, e disse: ‘Você é o meu servo. Eu escolhi você e nunca o rejeitei’.
Não tema, estou com você. Eu sou o seu Deus, não tenha medo. Eu fortalecerei você e o ajudarei. Eu o protegerei com a minha mão direita vitoriosa.
“Olhe, todos os que estão furiosos com você serão envergonhados e cairão na desgraça. Os seus inimigos serão reduzidos a nada e destruídos.
Mesmo que procure os seus adversários não os encontrará. Os que fizeram guerra contra você serão reduzidos a nada.
Porque eu sou o SENHOR, o seu Deus, seguro você pela mão direita e digo: ‘Não tenha medo, eu mesmo o ajudarei’.
“Povo de Israel, descendentes de Jacó, vocês são fracos e insignificantes, mas não tenham medo. Eu mesmo ajudarei vocês”. Assim diz o SENHOR. “Eu sou seu salvador, sou o Santo de Israel.
Olhe, vou fazer de você uma grade de debulhar o trigo, uma grade com pontas de ferro afiadas. Você irá desfazer os montes até ficarem pó, e reduzir as colinas a palha.
Você irá peneirá-los e o vento os levará, um vento forte os espalhará. Então você se alegrará no SENHOR e se orgulhará do Santo de Israel.
“O pobre e o necessitado buscam água, mas não a encontram; a sua língua está ressequida de sede. Mas eu, o SENHOR, vou ajudá-los; eu, o Deus de Israel, não os abandonarei.
Farei correr rios dos montes secos, e fontes nos vales. Transformarei o deserto num lago e abrirei nascentes nas terras áridas.
Plantarei no deserto cedros, acácias, moitas e oliveiras. E plantarei na terra seca ciprestes, pinheiros e abetos.
Farei isto para que o povo possa ver e saber, para que todos possam compreender, que fui eu, o SENHOR, quem fez isto, que fui eu, o Santo de Israel, quem criou isto”.
O SENHOR, o rei de Jacó, diz: “Venham, apresentem a sua defesa, mostrem-nos as suas provas.
Aproximem-se e proclamem as coisas que vão acontecer. Digam-nos o que anunciaram no passado e veremos se isso se cumpriu. Profetizem o que vai acontecer no futuro!
Revelem-nos o que vai acontecer no futuro, para sabermos se vocês são deuses de verdade. Pelo menos façam alguma coisa, seja boa ou má, para ficarmos admirados ou cheios de medo.
Mas vocês são menos do que nada! Vocês nunca fizeram nada! Quem adora vocês é repugnante.
“Despertei um homem do norte e ele já vem a caminho. Desde o Oriente ele chama por mim. Ele pisa nos reis como se fossem lama, ele os amassa assim como o oleiro amassa o barro.
Qual de vocês declarou isso desde o princípio, para ficarmos sabendo que ele estava certo? Quem o anunciou antes de acontecer para podermos dizer: ‘Ele tinha razão’? Certamente nenhum de vocês proclamou isso! Certamente ninguém ouviu vocês anunciá-lo.
Desde o princípio disse a Sião: ‘Olhe, isso vai acontecer’, a Jerusalém darei um mensageiro com boas notícias.
“Procuro mas não há ninguém, entre os deuses não há nenhum conselheiro que que responda às minhas perguntas.
Olhem, todos eles são nada e não fazem nada. As suas imagens são coisas sem vida e inúteis.
“Aqui está o meu servo, é a ele que eu apoio. Ele é o meu escolhido, que me enche de alegria. Dei-lhe o meu Espírito para trazer justiça às nações.
Não discutirá nem gritará, nem tentará ser ouvido nas ruas.
Não quebrará a cana esmagada, nem apagará a vela que está fraca. Ele fará sempre justiça.
Ele não ficará fraco nem será esmagado até que estabeleça a justiça na terra e ensine nações distantes”.
Assim falou o SENHOR Deus, que criou e estendeu os céus; que formou a terra e tudo o que ela produz; que deu a respiração às pessoas que nela habitam e vida a todos os que andam sobre ela.
“Eu, o SENHOR, chamei você para fazer justiça e levo você pela mão. Protegi você e o nomeei para ser o mediador da aliança com o povo, para ser a luz das nações,
para abrir os olhos dos cegos, e para tirar da cadeia os presos. Você irá tirar da prisão os que vivem na escuridão.
Eu sou Yavé, esse é o meu nome! Não darei a minha glória a outro nem o louvor que me pertence aos ídolos.
Vejam, o que tinha anunciado a vocês já aconteceu. Agora vou lhes anunciar coisas novas, anuncio estas coisas antes delas acontecerem”.
Cantem ao SENHOR um cântico novo! Louvem-no desde os confins da terra. Vocês, que navegam no mar, louvem-no, com todos os animais do mar. Louvem-no as nações distantes com todos os seus habitantes.
Louvem-no o deserto e as suas cidades, e os acampamentos dos que habitam em Quedar! Que cantem de alegria os habitantes de Selá, que gritem do alto das montanhas.
Deem glória ao SENHOR e louvem-no nos lugares mais distantes.
O SENHOR avança como um herói, como um guerreiro enche-se de coragem para a luta. Ele lança o seu grito de guerra, e mostra o seu poder aos inimigos.
“Tenho guardado silêncio durante muito tempo. Tenho me contido, ficando calado. Mas agora gritarei como uma mulher que dá à luz. A minha respiração está ficando rápida e barulhenta.
Destruirei montes e colinas e secarei toda a sua vegetação. Farei baixar o nível dos rios e secarei os lagos.
Guiarei os cegos por um caminho desconhecido, vou levá-los por uma estrada que não conhecem. Eu tornarei a escuridão em luz para eles e aplanarei os caminhos pedregosos. Farei essas coisas e não os abandonarei.
Mas os que confiam em imagens esculpidas, que dizem aos ídolos: ‘Vocês são nossos deuses’, ficarão para trás cheios de vergonha.
“Ouçam, ó surdos! Olhem e vejam, ó cegos!
Ninguém é tão cego como o meu servo nem tão surdo como o meu enviado. Ninguém é tão cego como o meu povo escolhido, o servo do SENHOR.
Ele vê muitas coisas mas não as entende, tem os ouvidos abertos mas não ouve nada”.
O SENHOR quer que eles façam o que é justo. Ele quer que eles exaltem os seus maravilhosos ensinamentos.
Mas este povo foi assaltado e saqueado. Foram todos presos em côvas e colocados em prisões. Foram capturados e ninguém vai libertá-los. Foram levados e ninguém diz: “Deixem que eles voltem!”
Qual de vocês estará atento a estas coisas? Quem prestará muita atenção no futuro?
Quem deixou que o povo de Jacó fosse despojado? Quem deixou que Israel fosse roubado? Não foi o SENHOR, contra quem pecamos? O povo não quis seguir os seus caminhos, nem obedecer à sua lei!
Por isso ele derramou sobre Israel a sua grande ira e a violência da guerra. Foi como se eles estivessem rodeados de chamas, mas mesmo assim eles não quiseram saber. Foi como se eles estivessem queimando, mas mesmo assim eles não quiseram saber.
Assim diz o SENHOR, aquele que criou você, ó Jacó, aquele que o formou, ó Israel: “Não tenha medo, porque eu o resgatei. Eu dei a você seu nome, e por isso me pertence.
Quando você atravessar as águas, estarei com você. Quando você atravessar os rios, não se afogará. Quando você passar pelo fogo, não se queimará, as chamas não o alcançarão.
Porque eu sou o SENHOR, seu Deus, o Santo de Israel, o seu Salvador. Dou o Egito como resgate pela sua libertação, entrego a Etiópia e Sebá em pagamento por você.
Para mim, você é muito precioso, digno de estima e eu o amo muito. Troco outros por você, e nações pela sua vida.
Não tenha medo, pois eu estou com você. Trarei os seus filhos desde o leste, e desde o oeste os juntarei a você.
Darei esta ordem ao norte: ‘Soltem-nos!’ e ao sul: ‘Deixem eles saírem!’ Tragam os meus filhos de lá longe, tragam as minhas filhas dos confins da terra.
Tragam a mim todos os que são meus, as pessoas que têm o meu nome. Eu fiz todos eles para minha glória. Eu formei todos eles, e eles são meus.
“Que venha o povo que tem olhos, mas é cego; que tem ouvidos, mas é surdo.
Que se juntem todas as nações, e se reúnam todos os povos. Quem entre os deuses predisse que isto iria acontecer? Quem anunciou o que já aconteceu no passado? Que apresentem o seu testemunho como prova de que estavam certos e que as pessoas digam se é verdade ou não.
“Vocês são as minhas testemunhas, e o meu servo, aquele que eu escolhi, para saberem, acreditarem e compreenderem que eu sou Deus. Antes de mim não houve nenhum deus, e depois de mim não haverá outro.
Eu, e só eu, sou o SENHOR, e além de mim não há outro Salvador.
Fui eu quem disse a vocês, e fui eu quem os salvei. Eu também lhes revelei essas coisas. Fui eu, e não um deus estrangeiro entre vocês. Vocês são as minhas testemunhas, e eu sou Deus.
Eu sou Deus desde sempre, ninguém pode se livrar da minha mão; e o que eu faço ninguém pode desfazer”.
O SENHOR, aquele que os liberta, o Santo de Israel, declara: “Por vocês enviarei um exército contra a Babilônia e todos eles fugirão. Os seus gritos de vitória se transformarão em gritos de lamento.
Eu sou o SENHOR, o seu Santo, aquele que criou Israel, o seu Rei”.
O Senhor está abrindo um caminho no meio do mar, uma estrada no meio das águas turbulentas para o seu povo. Assim diz o SENHOR:
“Todos aqueles que lutam contra mim serão destruídos, mesmo que venham com os seus carros, cavalos e guerreiros. Todos eles cairão e não se levantarão mais. Desaparecerão, serão apagados como quando se apaga uma vela.
Por isso não se lembrem mais do que aconteceu antes, nem pensem mais no passado.
Agora vou fazer uma coisa nova. Já está acontecendo! Vocês já podem vê-la! Vou fazer um caminho no deserto e rios na terra árida.
Os animais selvagens me respeitarão, os chacais e as corujas. Porque farei brotar água no deserto e haverá rios nas terras áridas para dar de beber ao meu povo escolhido.
Esse povo que formei para mim mesmo contará as minhas obras gloriosas.
“Mas você não me chamou, ó Jacó; pois ficou cansado de mim, ó Israel.
Não me trouxe cordeiros para os sacrifícios queimados, nem me honrou com os seus sacrifícios. Eu não o incomodei pedindo ofertas, nem pedindo incenso.
Você não gastou dinheiro para comprar incenso para mim, nem me agradou com a gordura dos seus sacrifícios. Mas me fez suportar os seus pecados e me cansou com as suas maldades.
Eu, sim, eu sou quem apaga as suas transgressões. Eu faço isso porque sou fiel. Eu não me lembrarei dos seus pecados.
Lembre-me o que tem contra mim, apresente o seu caso no tribunal, mostre-me que tem razão.
O pai da sua nação pecou e os seus mediadores revoltaram-se contra mim.
Por isso envergonhei os príncipes do templo, deixei que destruíssem Jacó e que Israel fosse humilhado.
“Mas agora ouça, ó Jacó, meu servo, e Israel, a quem escolhi.
Eu sou o SENHOR, aquele que fez você. Eu sou aquele que o formou no ventre da sua mãe, e que vai ajudá-lo. Não tenha medo, Jacó, meu servo, Jesurum, meu escolhido.
Porque eu regarei com água o país que tem sede e com rios a terra seca. Derramarei o meu Espírito sobre os seus filhos e as minhas bênçãos sobre os seus descendentes.
Eles crescerão como erva bem regada, como salgueiros nas margens dos rios.
Um dirá: ‘Pertenço ao SENHOR’. Outro dará a si mesmo o nome de Jacó. Outro escreverá na sua mão: ‘Sou do SENHOR’, e tomará para si o nome de Israel”.
Assim diz o SENHOR, o Rei de Israel, e o seu Redentor, o SENHOR Todo-Poderoso: “Eu sou o primeiro e eu sou o último; só eu sou Deus, não há outro.
Existe alguém como eu? Se existir, que esse deus fale agora. Que ele anuncie as coisas que fez desde os tempos antigos, quando eu fiz as pessoas. Que ele mostre todos os sinais que ele revelou, provando que ele sabia dos acontecimentos do futuro!
Não tenham medo, não temam. Eu sempre disse e anunciei, desde tempos antigos, tudo o que iria acontecer com vocês. Vocês são minhas testemunhas. Há outro Deus que não seja eu? Não, eu sou o único. Não há outra rocha de refúgio, eu sou o único”.
Os que fazem ídolos não são nada e os ídolos que eles tanto estimam não têm valor. Aqueles que são suas testemunhas são cegos e não entendem nada, para assim serem envergonhados.
Quem fez este deus falso? Quem fez este ídolo que não serve para nada?
Todos os que o adoram serão envergonhados, pois adoram o que foi feito por seres humanos. Que todos se juntem e se apresentem. Eles ficarão tremendo e cheios de vergonha.
O ferreiro corta o metal sobre as brasas com a sua ferramenta. Dá forma ao ídolo com o martelo, e com a força dos seus braços. Mas precisa de comida porque se sente fraco, bebe porque está esgotado.
O carpinteiro tira as medidas com a régua, faz um desenho como o lápis. Dá forma ao ídolo com um formão e o marca com um compasso. Dá a ele a forma de um homem, para colocá-lo num templo.
Ele corta um cedro, escolhe um cipreste ou um carvalho e deixa que eles cresçam entre as outras árvores da floresta. Ou então planta um pinheiro e espera que a chuva o faça crescer.
Quando cresce, a sua madeira serve de lenha para o lume. Com parte da madeira o homem se aquece; com outra parte ele faz fogo e coze o pão; e com outra parte ele faz um deus e o adora, faz um ídolo e inclina-se diante dele.
Com a madeira, acende o fogo, assa a carne, come e fica satisfeito. Com ela também se aquece e diz: “Me sinto bem esquentando-me com este fogo”.
Com o resto da madeira, ele faz um deus, um ídolo, e inclina-se diante dele para adorá-lo. Depois ora ao ídolo dizendo: “Salve-me, porque você é o meu deus!”
Eles não sabem nada! Eles não entendem nada! Os seus olhos estão cobertos para não ver, e as suas mentes, cobertas para não entender.
Ninguém pensa, ninguém tem o conhecimento nem a inteligência para dizer: “Usei metade da árvore para acender o fogo, cozi pão nas brasas, e assei um pedaço de carne para comer. Como é possível que agora eu faça um ídolo vergonhoso com o resto da lenha? Como é possível que me ajoelhe diante de um pedaço de madeira?”
Quem faz isso alimenta-se de cinza. A sua mente confusa o desvia. Ele não pode salvar a si mesmo, nem dizer: “O que tenho na minha mão direita é um deus falso”.
“Lembre-se destas coisas, ó Jacó, porque você é o meu servo, ó Israel. Fui eu que fiz você, por isso é o meu servo. Nunca esquecerei de você, ó Israel.
Como a nuvem se dissipa, assim eu dissipei as suas maldades, e os seus pecados, como a neblina da manhã”.
Cantem, ó céus, pelo que o SENHOR fez! Gritem de alegria, ó profundezas da terra! Cantem de júbilo, vocês, montanhas, florestas e todas as suas árvores. Porque o SENHOR salvou Jacó, ele mostra a sua glória através de Israel.
Assim diz o SENHOR, o seu Salvador, que lhe deu forma no ventre da sua mãe: “Eu sou o SENHOR, o Criador de tudo, sozinho eu estendi os céus, e formei a terra sem a ajuda de ninguém”.
Eu não deixo que se cumpram as mensagens dos falsos profetas, faço de tolos os adivinhos. Obrigo os sábios a voltarem atrás e transformo a sua sabedoria em loucura.
Mas realizo as palavras do meu servo e faço que se cumpram os planos dos meus mensageiros. Sou eu quem digo acerca de Jerusalém: “Você voltará a ser habitada”. E acerca das cidades de Judá: “Vocês serão reconstruídas”, e das suas ruínas: “Voltarei a edificá-las”.
Sou eu quem digo ao mar profundo: “Torne-se em terra seca! E que os seus afluentes sequem também”.
Sou eu quem digo a Ciro: “Você é o meu pastor”. Ele fará tudo o que me agrada. Ele dirá acerca de Jerusalém: “Que seja reconstruída”, e do templo: “Sejam novamente lançados os seus alicerces”.
Assim diz o SENHOR a Ciro, o seu rei escolhido: “Eu dei a você força para conquistar as nações e tirar os seus reis do poder, para abrir as portas das cidades, de maneira que ninguém as possa fechar de novo.
“Caminharei diante de você para aplanar as muralhas das cidades. Derrubarei as portas de bronze e cortarei as grades de ferro.
Vou dar a você tesouros escondidos e riquezas guardadas em lugares secretos. Assim você saberá que eu sou o SENHOR, o Deus de Israel, que chama você pelo seu nome.
Por amor ao meu servo Jacó e a Israel, meu escolhido, eu chamei você pelo seu nome e lhe dei um título de honra embora não me conheça.
“Eu sou o SENHOR, e não há outro; eu sou o único Deus que existe. Dei a você o poder, embora não me conheça.
Dei a você o poder para que todos saibam, de leste a oeste, que eu sou o único Deus que existe. Eu sou o SENHOR, e não há mais ninguém.
Eu faço a luz e crio a escuridão. Eu trago a paz e crio a desgraça. Eu, o SENHOR, faço todas essas coisas.
Que a chuva caia dos altos céus, que as nuvens derramem justiça! Que a terra se abra para deixar a salvação nascer, e assim ela possa produzir justiça. Eu, o SENHOR, criei isso.
“Ai daquele que discute com aquele que o fez, a pessoa é apenas um vaso de barro. Pode o barro dizer ao oleiro: ‘O que está fazendo’? Pode o barro dizer ao oleiro: ‘Por que fez uma coisa assim’?
Ai do filho que diz ao seu pai: ‘Por que me gerou?’ Ai do filho que diz à sua mãe: ‘Por que me fez nascer?’”
Assim diz o SENHOR, o Santo de Israel, o seu Criador: “Serão vocês que irão me ensinar a criar filhos? Vão me dar lições sobre o que devo fazer?
Fui eu que fiz a terra e nela criei as pessoas. Estendi os céus com as minhas próprias mãos e dei ordem para as estrelas aparecerem.
Fui eu que despertei Ciro para uma causa justa. Vou facilitar o seu trabalho. Ele reconstruirá a minha cidade, e libertará o meu povo do exílio, sem querer pagamento nem recompensa. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, falei isso”.
Assim diz o SENHOR: “Será sua toda a riqueza do Egito, as mercadorias da Etiópia e dos sabeus, povo de alta estatura, e eles serão seus escravos. Eles se inclinarão diante de você e dirão: ‘Certamente Deus está com você. Ele é o único Deus que existe, não há outro Deus’”.
Na verdade, o Senhor é um Deus que se esconde, o Deus de Israel, o Salvador.
Todos os que fazem falsos deuses ficarão envergonhados; todos eles serão desonrados.
Mas o SENHOR salvou Israel, a sua salvação é eterna. Vocês nunca mais serão envergonhados nem desonrados.
Deus é o Criador do céu e da terra. Ele é Deus e SENHOR. Ele fez a terra e lhe deu forma. Não a criou para ficar vazia, mas lhe deu forma para ser habitada. Ele diz: “Eu sou o SENHOR, e não existe nenhum outro Deus.
Não falei em segredo, nem num lugar escondido da terra. Eu não disse aos descendentes de Jacó: ‘Procurem-me em vão’. Eu, o SENHOR, falo o que é certo e digo a verdade.
“Vocês, sobreviventes das nações, venham e reúnam-se diante de mim. As pessoas que levam imagens em procissões são ignorantes. Elas oram a um deus que não pode salvá-las, mas elas não sabem o que fazem.
Venham e mostrem as suas provas. Consultem uns aos outros sobre esta questão. Quem anunciou isso desde há muito tempo? Desde tempos antigos, alguém disse que isso iria acontecer? Não fui eu, o SENHOR? Não existe outro Deus que não seja eu; um Deus justo e Salvador. Eu sou o único Deus que existe.
“Povos da terra, venham a mim para serem salvos, porque eu sou Deus e não existe nenhum outro.
Juro por mim mesmo, o que digo é verdadeiro, e não deixará de acontecer. Diante de mim todos se ajoelharão, e jurarão me obedecer.
E dirão: ‘Só no SENHOR se encontra a justiça e o poder’. Todos os que se irritaram contra ele virão diante dele e serão envergonhados.
Mas todos os descendentes de Israel encontrarão justiça no SENHOR e o louvarão”.
O deus Bel inclina-se e o deus Nebo quase cai. Os seus ídolos têm que ser levados por animais de carga. As estátuas são pesadas e os animais ficam cansados.
Os animais param e se inclinam nos seus joelhos. Ninguém é capaz de carregar esses pesados ídolos. As pessoas e os seus deuses vão para o cativeiro.
“Ouçam-me, ó pessoas de Jacó, todos os que restam da família de Israel. Eu os tenho levado no colo desde que nasceram, desde que estavam no ventre, eu tenho carregado vocês.
Continuarei levando todos vocês quando envelhecerem e tiverem cabelos brancos. Fui eu quem fiz vocês e eu os cuidarei; eu os levarei e os salvarei.
“Com quem vocês podem me comparar? Com quem podem me igualar? Tem alguém igual a mim para vocês me compararem?
Alguns tiram o ouro que têm nas suas bolsas, pesam a sua prata numa balança e contratam um ourives para fazer um ídolo de ouro para eles. Depois inclinam-se diante do ídolo e o adoram.
Eles o colocam nos ombros, e o colocam num certo lugar para que fique ali. E o ídolo fica onde o colocaram. Não responde a quem lhe grita, nem salva ninguém das suas dificuldades.
“Lembrem-se disso e permaneçam firmes, nunca se esqueçam, ó pecadores.
Lembrem-se das coisas passadas, do que aconteceu há muito tempo. Porque eu sou Deus e não há outro; Eu sou Deus e não há nenhum outro como eu.
Eu anunciei o fim desde o princípio; muito antes de acontecer, eu o declaro. Eu afirmei: ‘O meu plano se cumprirá e farei tudo o que quero’.
Chamo um homem do Oriente para fazer o que eu quero; ele virá como uma águia desde um país distante. Já decidi e farei com que aconteça; fiz o plano e vou realizá-lo.
Escutem-me, vocês de coração de pedra, vocês que estão longe da justiça.
Eu trago para perto de vocês a minha salvação. Ela não está longe nem demora. Vou trazer a minha salvação a Sião e a minha glória a Israel.
“Desça do trono e sente-se no pó, ó virgem, filha da Babilônia. Sente-se no chão, pois já não tem trono, ó capital dos caldeus. Já não será chamada de suave e delicada.
Pegue as pedras do moinho e faça farinha! Tire o véu e as suas roupas chiques. Levante a saia e fique pronta para atravessar os riachos!
Você ficará nua diante de todos e será violentada. Vou me vingar e não me permitirei ter pena de você”.
Diz o nosso redentor, o SENHOR Todo-Poderoso é o seu nome, o Santo de Israel.
“Sente-se e cale-se, filha dos caldeus, vá para a escuridão, porque já não será chamada: ‘Rainha das nações’.
Estava irritado com o meu povo; rejeitei o povo que me pertence e o entreguei nas suas mãos. Mas você não teve compaixão, até sobre os mais velhos colocou um peso enorme.
Você falava: ‘Vou viver para sempre como uma rainha’. Não pensou no que estava fazendo, nem no que podia lhe acontecer mais tarde.
“Agora ouça, mulher sem-vergonha, que está tranquila e diz a si mesma: ‘Eu sou a única. Não há outra como eu. Nunca ficarei viúva nem perderei os meus filhos’.
Mas essas desgraças vão acontecer com você, de repente, num só dia. Ficará viúva e perderá os seus filhos. De nada servirá a sua feitiçaria nem a sua grande magia.
Você estava muito segura nas suas maldades e pensava: ‘Ninguém me vê’. A sua sabedoria e conhecimento levaram você a se perder. Você dizia: ‘Eu sou a única, não há outra como eu’.
Mas virá sobre você a desgraça, e as suas feitiçarias não poderão ajudá-la. A ruína cairá sobre você, e não poderá se proteger. O desastre vai surpreendê-la, quando menos o espera.
“Você continua com as suas feitiçarias e as suas magias, que é o que tem feito desde a sua juventude. Quem sabe talvez funcionem! Talvez consiga assustar alguém!
Está cansada de tantos conselheiros. Que se levantem os astrólogos e venham salvá-la, essas pessoas que observam as estrelas e que todos os meses predizem o que vai acontecer.
Eles não são mais do que palha que o fogo devorará. Eles não podem salvar a si mesmos do poder das chamas. Não será um fogo para eles se sentarem, nem será um fogo para eles se aquecerem.
Isso é tudo o que os seus sócios podem fazer por você, com quem tem negociado desde a sua juventude. Cada um deles fugirá para o seu canto, e não haverá ninguém que possa salvá-la.
“Ouça o que vou dizer, ó família de Jacó! Vocês que são chamados pelo nome de Israel, que são descendentes de Judá, que juram pelo nome do SENHOR, que adoram o Deus de Israel, mas não fazem isso com honestidade e lealdade.
Mas mesmo assim vocês dizem que são cidadãos da cidade santa e que confiam no Deus de Israel, o SENHOR Todo-Poderoso!
“Há muito tempo que eu tinha predito as coisas do passado. Falei tudo para vocês e foram avisados. De repente fiz o que anunciei antes, e as coisas aconteceram.
Pois eu sei que você é um povo teimoso, que tem a cabeça dura como o ferro e a testa como o bronze.
Por isso anunciei tudo o que iria acontecer, com muita antecedência. Portanto, não diga: ‘Foi o meu ídolo que fez isso acontecer; foram as minhas imagens de metal e de madeira que ordenaram tudo isso’.
Você ouviu o que anunciei e viu o que aconteceu, então reconheça que tudo aconteceu como eu disse. Agora vou dizer a você coisas novas, coisas que estavam escondidas e que ninguém conhecia.
Coisas que só agora foram criadas, e não nos tempos antigos. Até o dia de hoje, você nunca tinha ouvido falar dessas coisas, para você não falar: ‘Eu já sabia disso’.
De fato, você nunca ouviu nem entendeu. Há muito tempo que os seus ouvidos estão surdos. Pois eu sei que não é fiel, você é rebelde desde que nasceu.
Por amor a mim mesmo contenho a minha ira e pela minha honra tenho tido paciência para não destruí-lo.
Olhe, eu purifiquei você, não como a prata, mas no forno do sofrimento.
Fiz isso por amor a mim mesmo, porque não permito que o meu nome seja desonrado. Não dou a minha glória a ninguém.
“Escute-me, ó povo de Jacó! Israel, eu chamei você para ser o meu povo. Eu sou o Primeiro e eu sou o Último.
A minha mão fez a terra. A minha mão direita estendeu os céus. Quando chamo o nome deles, todos eles se levantam.
“Venham e ouçam bem. Quem foi que anunciou o que vai acontecer? O amado do SENHOR cumprirá o seu propósito contra a Babilônia, ele atacará o povo dos caldeus.
Fui eu que falei. Eu o chamei e fiz com que ele viesse; e a sua missão terminará em sucesso.
Aproximem-se de mim e ouçam isto! Eu estava lá desde que a Babilônia começou como nação. Desde o princípio eu não falei em segredo para que as pessoas pudessem saber o que eu disse”. Agora o Senhor DEUS me envia junto com o seu Espírito para falar estas coisas.
Assim diz o SENHOR, o seu Salvador, o Santo de Israel: “Eu, o SENHOR, sou o seu Deus, que lhe ensina o que é bom e que o leva pelo caminho que deve andar.
Se você tivesse obedecido aos meus mandamentos, a sua paz seria como um rio, a sua salvação como as ondas do mar.
Os seus descendentes seriam tão numerosos como a areia, como os grãos de areia. Eles não teriam sido destruídos nem eliminados de diante de mim”.
Saiam da Babilônia! Fujam dos caldeus! Anunciem com gritos de alegria! Digam isso a todos! Proclamem isso até os confins da terra! Digam: “O SENHOR pagou o resgate pelo seu servo Jacó”.
Não tiveram sede quando ele os conduziu pelo deserto, quando ele fez sair água da rocha para eles.
O SENHOR diz: “Mas não haverá paz para os maus”.
Escutem-me, povos das ilhas, ouçam-me, nações distantes. O SENHOR me chamou antes de eu nascer. Ele chamou o meu nome quando eu ainda estava no ventre da minha mãe.
Ele fez a palavra da minha boca penetrante como uma espada e me escondeu na sombra da sua mão. Ele fez de mim uma seta afiada e me escondeu na sua aljava.
Ele me disse: “Você é o meu servo, Israel, e por meio de você mostrarei a minha glória”.
Eu pensei: “Fiquei cansado de trabalhar em vão; gastei a minha força para nada. Mas quem me defende é o SENHOR, é o meu Deus quem me recompensa”.
Foi o SENHOR que me formou desde o ventre para ser o seu servo. Ele quis que eu convencesse a voltar para ele todo o povo de Jacó e Israel. Diante do SENHOR eu sou honrado, e é de Deus que vem a minha força.
E agora ele diz: “Você é um servo muito importante para mim. Por isso, você fará mais do que só trazer de volta o meu povo: as tribos de Jacó e os que restam de Israel. Também farei de você a luz das nações. Você mostrará a todas as pessoas da terra como podem ser salvas”.
O SENHOR, o Salvador de Israel, o Santo de Israel, diz àquele que foi desprezado, odiado pelas nações e servo dos governantes: “Reis e príncipes se levantarão ao ver você e se inclinarão em submissão. Porque o SENHOR é de confiança, e porque foi o Santo de Israel que escolheu você”.
Assim diz o SENHOR: “Respondi às suas orações no momento do meu favor, ajudei você no dia de salvação. Eu guardarei você e farei que seja uma aliança para o povo; a terra está agora abandonada, mas você irá restaurá-la e distribuí-la.
Você dirá aos cativos: ‘Saiam!’ e aos que vivem na escuridão: ‘Apareçam!’ Ao lado dos caminhos haverá pastagens e encontrarão comida nos montes áridos.
Não terão fome nem sede; o sol não lhes fará mal nem o vento quente do deserto. Porque aquele que lhes tem amor os levará para fontes de água e os refrescará.
Transformarei os meus montes em caminhos e as minhas estradas serão erguidas.
Vejam, como as pessoas vêm de longe! Algumas vêm do Norte, outras do Oeste e outras da região do Egito”.
Cantem os céus, alegre-se a terra e gritem de alegria as montanhas! Porque o SENHOR consola o seu povo e tem compaixão dos seus aflitos.
Mas Sião disse: “O SENHOR me abandonou, o Senhor se esqueceu de mim”.
Pode uma mãe se esquecer do seu bebê? Pode ela deixar de amar o filho que ela própria deu à luz? Mesmo que isso acontecesse, eu nunca me esqueceria de você.
Pois eu gravei o seu nome na palma da minha mão; as suas muralhas estão sempre diante de mim.
Os seus filhos se apressam em voltar para você; os que derrubaram e destruíram você já vão embora.
Levante os seus olhos e olhe ao seu redor. Todos eles se reúnem e voltam para você. O SENHOR diz: “Tão certo como eu vivo, eles serão para você como um vestido de joias. Eles serão como um adorno de noiva.
“Você foi arruinada e abandonada; a sua terra está destruída. Mas agora será pequena demais para conter todos os seus habitantes, e aqueles que destruíram você estarão muito longe.
Chegará o dia em que os filhos, que você pensava estarem perdidos, dirão: ‘Este lugar é muito pequeno, precisamos de um lugar maior para viver’.
Então você dirá a si mesma: ‘Quem me deu todos estes filhos? Eu perdi os meus filhos e não podia ter mais nenhum. Estava exilada e abandonada. Quem criou estes filhos? Eu estava sozinha. De onde vieram estes filhos?’”
Assim diz o Senhor DEUS: “Eu vou fazer um sinal para as nações com a minha mão, vou levantar a minha bandeira para ser vista pelos povos. Eles irão trazer os seus filhos nos seus braços e as suas filhas nos seus ombros.
Reis serão mestres dos seus filhos, e as suas princesas cuidarão deles. Eles se inclinarão diante de você e lamberão o pó dos seus pés. Então você saberá que eu sou o SENHOR; os que confiam em mim não ficarão desiludidos”.
Pode alguém tirar do valente os seus despojos, ou arrancar os prisioneiros do vencedor?
Assim diz o SENHOR: “Sim, os prisioneiros serão tirados do valente e os despojos serão arrancados do vencedor. Eu mesmo enfrentarei os seus opressores e libertarei os seus filhos.
Obrigarei os seus opressores a comerem a sua própria carne e a beberem o seu próprio sangue como se fosse vinho. Então todos saberão que o SENHOR salvou você. Todos saberão que o Deus forte de Jacó salvou você”.
Assim diz o SENHOR: “Onde está a certidão de divórcio que prova que eu me separei de Jerusalém, a sua mãe? Pensam que eu vendi vocês como escravos para pagar as minhas dívidas? Não, vocês foram vendidos por causa dos seus pecados. Eu mandei embora a sua mãe porque são rebeldes.
Porque não encontrei ninguém quando cheguei? Quando chamei, porque ninguém respondeu? Será que o meu braço é curto demais para poder salvá-los? Será que não tenho força para poder resgatá-los? Com uma simples ordem, eu seco o mar, transformo os rios em desertos e os peixes morrem de sede e apodrecem por falta de água.
Posso vestir os céus de negro e cobri-los com roupas de luto”.
O Senhor DEUS me ensinou o que devo dizer, por isso posso ajudar quem está cansado. Ele me acorda todas as manhãs e me faz ficar atento como um bom discípulo.
O Senhor DEUS me ensinou a escutar e eu não fui rebelde, nem deixei de obedecer.
Deixei que me batessem nas costas e ofereci o rosto àqueles que me arrancavam a barba. Deixei que me cuspissem na cara e que me insultassem.
O Senhor DEUS me ajuda, assim os insultos não me ferirão. Por isso me mantenho determinado e firme, sei que não serei envergonhado.
Aquele que me defende está perto. Quem vai me acusar? Apresentemo-nos diante do juiz! Quem irá me condenar? Que ele se aproxime de mim!
Vejam, o Senhor DEUS é quem me ajuda. Quem se atreve a condenar-me? Todos eles desaparecerão, serão como roupa comida pela traça.
Quem entre vocês respeita ao SENHOR, quem obedece à palavra do seu servo? Aquele que anda na escuridão, sem luz, deve colocar a sua confiança no SENHOR e apoiar-se no seu Deus.
“Olhem, vocês que acendem o fogo, vocês que acendem as tochas, caminhem entre a luz do fogo que vocês mesmos começaram. Vejam o que receberão de mim: vocês serão colocados num lugar de sofrimento”.
“Escutem, os que procuram ser justos, os que buscam o SENHOR. Olhem para a rocha da qual foram cortados, para a pedreira de onde foram tirados;
olhem para Abraão, o pai de vocês; e para Sara, de quem nasceram. Quando o chamei, ele não tinha filhos, mas eu o abençoei e dei a ele muitos descendentes”.
O SENHOR vai consolar Sião, ele terá compaixão das suas ruínas. Ele converterá as suas terras secas no jardim do Éden, e o deserto será como o jardim do SENHOR. Ali haverá alegria e júbilo, ações de graças e cânticos de louvor.
“Preste atenção, ó meu povo! Escute o que eu digo, ó nação minha! Eu mesmo ensinarei vocês e a minha justiça brilhará como luz para as nações.
A minha justiça está próxima, está a caminho a minha salvação. Governarei as nações com poder. As nações distantes colocam a sua esperança em mim e confiam no meu poder.
Levantem os olhos para o céu, olhem para baixo, para a terra; os céus desaparecerão como a fumaça e a terra se desgastará como a roupa, e os que vivem nela morrerão como as moscas. Mas a minha salvação é eterna, a minha justiça não acabará.
Escutem-me, vocês que sabem o que é justo, quem têm a minha lei no coração. Não tenham medo das maldades que as pessoas dizem, nem desanimem por causa dos seus insultos.
Porque eles serão destruídos como a traça destrói a roupa, serão comidos como os vermes comem a lã. Mas a minha justiça será eterna e a minha salvação por todas as gerações”.
Desperte! Desperte! Vista-se de força, ó braço do SENHOR! Use o seu poder como fez no passado, como no tempo dos nossos antepassados! Não foi o Senhor que cortou o monstro Raabe em pedaços? Não foi o Senhor que matou aquele monstro dos mares?
Não foi o Senhor que secou o mar, as águas do grande oceano? Não foi o Senhor que abriu um caminho no fundo do mar para que o povo que ele salvou pudesse atravessar nele?
Aqueles que o SENHOR resgatou voltarão. Entrarão em Sião com gritos de alegria e a felicidade reinará para sempre sobres eles. Estarão cheios de júbilo e alegria, a tristeza e a dor desaparecerão.
“Sou eu mesmo aquele que consola você. Porque tem medo de um simples mortal, de um ser humano que é tão fraco como a erva?
Você se esqueceu do SENHOR, seu criador, que estendeu os céus e firmou os alicerces da terra? Você estará sempre tremendo diante da fúria do opressor? O opressor quis destruí-lo, mas onde está a fúria dele agora?
“Os prisioneiros serão libertados, eles não morrerão na prisão, nem terão falta de comida.
Eu sou o SENHOR, seu Deus, sou eu que agito mar para que as suas ondas rujam. O SENHOR Todo-Poderoso é o meu nome.
Eu coloquei as minhas palavras na sua boca e escondi você com a sombra da minha mão. Fui eu que estendi os céus, firmei os alicerces da terra e disse a Sião: ‘Você é o meu povo’”.
Desperte! Desperte! Levante-se, ó Jerusalém! O SENHOR esteve muito irado com você. Ele castigou você. Era um cálice que você tinha de beber e você bebeu até a última gota, até ficar embriagado.
De todos os filhos que teve, não há nenhum que guie você; de todos os filhos que criou, não há nenhum que leve você pela mão.
Estas duas duplas de desgraças caíram sobre você: Ruína e destruição, fome e morte. Mas ninguém consola você ou lhe mostra misericórdia.
Os seus filhos estão sem forças, caídos pelas esquinas das ruas, como antílopes apanhados na rede. Foram apanhados pela ira do SENHOR, pelas ameaças do seu Deus.
Portanto, ouçam isto, vocês que estão sofrendo, que estão embriagados, mas não com vinho.
O Senhor é quem defende o seu povo. O SENHOR, seu Deus, diz: “Já tirei o cálice da sua mão, o cálice que fazia o povo cair. Você não beberá mais dele, do cálice da minha ira.
Vou colocar o cálice nas mãos dos que lhe faziam sofrer, dos que lhe diziam: ‘Incline-se até chegar no chão, para passarmos por cima de você!’ E você teve que se deitar no chão como se fosse uma rua para eles passarem por cima de você”.
Desperte! Desperte, ó Sião! Vista-se de força. Vista-se com os seus lindos vestidos, ó Jerusalém, cidade santa, porque os incircuncisos e os impuros não voltarão a entrar em você.
Ó Jerusalém, fique em pé e tire o pó de você! Ó Sião, cidade cativa, sente-se no seu trono, mas livre-se das correntes do seu pescoço,
pois assim diz o SENHOR: “Quando vocês foram vendidos ninguém teve que pagar nada, agora também serão resgatados sem pagamento”.
Assim diz o Senhor DEUS: “No princípio o meu povo desceu ao Egito e morou lá por algum tempo. Mais tarde, ele foi oprimido pela Assíria sem qualquer motivo.
E agora o que aconteceu? Outra nação levou o meu povo”, diz o SENHOR. “Uma nação que não pagou pelo meu povo, mas que o oprime e zomba dele, e não para de me insultar”. O SENHOR é quem diz estas coisas.
“Por isso, o meu povo saberá quem eu sou. Naquele dia eu direi: ‘Aqui estou!’”
Como é belo ver sobre os montes os pés do mensageiro que chega e anuncia a paz, que traz boas notícias, que anuncia a salvação. Ele diz a Sião: “O seu Deus é rei”.
Escute! Todas as suas sentinelas gritam de alegria, porque veem com os seus próprios olhos o regresso do SENHOR a Sião.
Gritem de alegria, ó ruínas de Jerusalém, porque o SENHOR consolou o seu povo, ele resgatou Jerusalém.
O SENHOR mostrou o seu poder diante de todas as nações. Até as nações que vivem nos lugares mais distantes serão testemunhas de como Deus salva ao seu povo.
Saiam, saiam dali! Não toquem em nada impuro! Vocês que transportam os utensílios do SENHOR, saiam da Babilônia e sejam puros.
Mas não saiam correndo, não saiam como se fossem fugitivos. O SENHOR irá na frente de vocês, e o Deus de Israel irá também atrás de vocês para protegê-los.
O Senhor diz: “Vejam, o meu servo terá sucesso naquilo que irá fazer; e ele será exaltado a uma posição de muita honra.
Muitas pessoas ficaram espantadas por causa dele. Bateram tanto nele que elas mal podiam reconhecê-lo quando o viram. Ele estava tão desfigurado que nem parecia ser uma pessoa.
Mas também é verdade que muitas nações ficarão maravilhadas por causa dele. Os reis olharão para ele e ficarão sem palavras. Eles não irão ouvir a história sobre o meu servo, mas eles verão isso acontecendo! Eles não irão ouvir essa história, mas eles a entenderão!”
Quem acreditou naquilo que ouvimos? Quem viu nele o grande poder do SENHOR?
Ele sempre esteve com Deus. Ele cresceu como um rebento, como uma raiz em terra seca. Ele não tinha beleza ou majestade para atrair a nossa atenção; não havia nada na sua aparência para que gostássemos dele.
Ele foi desprezado pelas pessoas, e até os seus amigos o abandonaram. Ele foi um homem que sofreu muita dor. Nós o tratamos como se fosse alguém sem importância, como se fosse alguém que as pessoas evitam ou nem olham para ela.
Na verdade, foram os nossos sofrimentos que ele levou sobre si mesmo; ele sofreu as nossas dores. Embora nós pensássemos que Deus o tinha castigado, ferido e humilhado pelo que ele tinha feito,
na realidade ele foi castigado por causa daquilo que nós tínhamos feito. Ele foi esmagado pelas nossas maldades. Ele recebeu o castigo que nós merecíamos, e isso nos trouxe a paz. Nós fomos curados pelas suas feridas!
Todos nós andávamos perdidos como ovelhas; cada um seguia o seu próprio caminho. Mas o SENHOR fez cair sobre ele o castigo que nós merecíamos.
Ele foi tratado cruelmente e torturado, mas ele não protestou. Ele ficou calado como um cordeiro que é levado para o matadouro. Ele era como uma ovelha que fica calada diante dos seus tosquiadores. Ele nunca abriu a sua boca para se defender.
Depois de ter sido preso e condenado injustamente, ele foi levado para ser morto sem que ninguém se importasse com isso! Mas na realidade ele foi morto por causa dos pecados do seu povo.
Ele nunca fez mal a ninguém. Ele nunca enganou ninguém. Mas ele foi sepultado ao lado de criminosos. Ele foi enterrado com os ricos.
Mas o SENHOR quis que o seu humilde servo fosse esmagado e sofresse muito, para que a sua vida fosse um sacrifício pelo nosso pecado. Por isso o seu servo verá os seus descendentes e viverá por muito tempo. Ele será bem-sucedido fazendo a vontade do SENHOR.
Depois desse terrível sofrimento, ele verá a luz, e ficará satisfeito com o resultado daquilo que ele fez. O Senhor diz: “O meu servo, que é justo, vai receber o castigo das maldades de muitos para que eles não sejam condenados.
Eu irei aceitá-los, e eles serão para ele como a sua herança. Eles serão a sua recompensa pela sua vitória. Eu farei isso porque ele entregou voluntariamente a sua vida por eles e foi tratado como um criminoso ao levar sobre si o castigo de muitos. Agora ele está diante de mim e defende aqueles que tinham se rebelado contra mim”.
O SENHOR diz: “Grite de alegria, ó mulher estéril, você que nunca teve dores de parto, grite de júbilo e de alegria. Porque os filhos da mulher abandonada serão mais do que os da mulher que tem marido.
Faça tudo o que puder para alargar o espaço da sua tenda e aumentar as suas cortinas. Estique as suas cordas e prenda bem as estacas.
Porque você crescerá para a direita e para a esquerda. Os seus descendentes dominarão as nações e ocuparão as cidades abandonadas.
Não tenha medo porque não voltará a sofrer vergonha. Não desanime, não voltará a ser humilhada. Esquecerá a vergonha da sua juventude e nunca mais se lembrará da humilhação da sua viuvez.
Porque o seu Criador é o seu marido, o seu nome é o SENHOR Todo-Poderoso. O Santo de Israel é o seu Salvador. Ele é conhecido como o Deus de todo o mundo.
“Você era como uma esposa abandonada e aflita, como uma mulher casada, rejeitada quando ainda era jovem. Mas o SENHOR chamou você e disse:
‘Abandonei você por um instante, mas voltarei a unir-me com você com muita compaixão.
Cheio de ira e por pouco tempo me escondi de você, mas com amor eterno terei compaixão de você’. Assim diz o SENHOR, o seu Salvador.
“Assim como prometi a Noé que as águas do dilúvio nunca mais iriam encher a terra, prometo agora também nunca mais me irritar com você e nunca mais tornar a ameaçá-la.
Embora os montes sejam abalados e as colinas tremam, o meu amor fiel por você continuará firme e a minha aliança de paz não será removida”. Assim diz o SENHOR, que ama você.
“Cidade aflita, sacudida por tempestades e sem ninguém que a console. Eu mesmo vou reconstruí-la, colocarei as suas pedras sobre turquesas e colocarei os seus alicerces sobre safiras.
Com rubis construirei as suas torres e com joias, as suas portas. Construirei os seus muros com pedras preciosas.
Todos os seus filhos serão ensinados pelo SENHOR, e grande será a prosperidade dos seus filhos.
Sobre a justiça será estabelecida, livre de qualquer opressão e sem nenhum temor. Não terá mais terror, porque o terror não se aproximará de você.
Se alguém atacar você, não fui eu que o enviei; e quem atacar você, cairá na sua frente.
“Olhe, fui eu quem criou o ferreiro que sopra nas brasas do fogo e produz todo tipo de ferramentas de trabalho. E fui eu também quem criou o destruidor para destruir.
Qualquer arma fabricada para lhe fazer mal nunca terá sucesso. Todo aquele que quiser condená-la será ele mesmo condenado. Essa é a vantagem que têm os servos do SENHOR, e esta é a defesa que lhes prometo”. Assim declara o SENHOR.
“Venham! Venham beber desta água todos os que têm sede! Venham os que não têm dinheiro, comprem trigo e comam! Comprem vinho e leite de graça, sem terem que pagar!
Por que gastam dinheiro para comprar o que não é a verdadeira comida? Por que trabalham tanto naquilo que não satisfaz completamente? Mas se ouvirem o que eu digo, comerão o que é bom e ficarão satisfeitos.
Prestem atenção e venham a mim, ouçam-me e vivam para sempre! Farei com vocês uma aliança eterna, cumprirei as boas promessas que fiz a Davi.
Vejam, fiz dele a minha testemunha para as nações, o chefe e governante dos povos.
Vocês chamarão povos que antes não conheciam e eles virão correndo. Porque assim o SENHOR, seu Deus, o Santo de Israel honrou vocês”.
Procurem o SENHOR enquanto vocês têm oportunidade de encontrá-lo; chamem por ele enquanto está perto.
Que o ímpio deixe de fazer o mal e o mau deixe os seus planos desonestos. Que eles voltem para o SENHOR e ele terá compaixão deles. Que voltem para o nosso Deus, pois ele está pronto para perdoá-los.
Pois o SENHOR diz: “Os meus pensamentos são muito diferentes dos seus pensamentos, e a minha maneira de fazer as coisas é muito diferente da maneira de vocês.
Assim como o céu é mais alto do que a terra, também o que faço é superior ao que vocês fazem, e os meus pensamentos são superiores aos seus.
A chuva e a neve caem dos céus e não voltam para lá sem primeiro regarem a terra, tornando-a fértil e fazendo-a germinar. Então a terra produz sementes para o semeador e comida para as pessoas.
O mesmo acontece com a palavra que sai da minha boca, não voltará para mim sem fazer nada. Primeiro realizará a minha vontade e cumprirá o meu propósito.
“Vocês sairão de lá com alegria e serão conduzidos em segurança. Os montes e as montanhas cantarão com alegria e as árvores do campo baterão palmas.
Em vez de espinhos, crescerão pinheiros e em vez de urtigas crescerão moitas. Isso trará honra ao SENHOR, e será um sinal eterno, que nunca será destruído”.
O SENHOR diz: “Pratiquem a justiça e façam o bem, porque a minha salvação está quase chegando e a minha justiça está prestes a ser revelada.
Feliz é o homem justo, a pessoa que permanece firme. A pessoa que respeita e cumpre o dia de sábado e tem cuidado para não fazer nenhum mal”.
O estrangeiro que quer se unir ao SENHOR não deve dizer: “O SENHOR não me ama como ama o seu povo”. O eunuco não deve dizer: “Não sou nada, sou apenas uma árvore seca”.
Pois assim diz o SENHOR: “Há eunucos que escolhem fazer o que me agrada. Eles obedecem às leis sobre os meus sábados e guardam à minha aliança com fidelidade.
Por isso eu vou colocar um monumento no meu templo com os seus nomes para que eles possam ser lembrados na minha cidade. Sim, eu darei a eles algo que vale muito mais do que ter filhos e filhas. Eu darei a eles um nome eterno! Eles nunca serão cortados do meu povo.
“Há estrangeiros que escolhem fazer o que agrada a mim, o SENHOR. Eles me amam e querem ser os meus servos. Eles guardam o sábado como um dia especial e obedecem à minha aliança em cada detalhe.
Por isso eu os conduzirei ao meu monte santo e os encherei de alegria na minha casa de oração. Aceitarei no meu altar as suas ofertas e os seus sacrifícios, e a minha casa será chamada casa de oração para todas as nações.
Eu sou o Senhor DEUS, que reúne os exilados de Israel. Eu digo que reunirei ainda outros àqueles que já foram reunidos”.
Venham todos vocês, animais selvagens e animais da floresta, venham e comam!
Os vigias de Israel estão cegos, não sabem nada. Todos eles são cães mudos, que não podem ladrar. Eles se deitam e sonham, só gostam de dormir.
São como cães cheios de fome que comem sem nunca ficarem satisfeitos. São pastores sem entendimento. Todos fazem só o que lhes interessa, sem se importarem com mais ninguém.
Eles dizem: “Vamos todos beber, vamos nos embriagar com bebidas fortes. Amanhã será o mesmo que hoje, ou ainda melhor”.
As pessoas boas morrem e ninguém pensa nisso; os fiéis são levados e ninguém sabe o porquê. É para escaparem de tanta maldade que as pessoas boas são levadas.
As pessoas honestas entrarão na paz e no descanso.
“Mas vocês, filhos de feiticeira, venham aqui! Raça de adúlteros e de prostitutas,
de quem estão rindo? A quem vocês fazem caretas? A quem mostram a língua? Vocês são filhos do pecado, raça de gente falsa!
Vocês ardem de desejo entre os carvalhos e debaixo da sombra de qualquer árvore. Sacrificam os seus filhos nos vales e nas cavernas das rochas.
“Entre as pedras lisas dos ribeiros estão os seus deuses, é a eles que vocês se dedicam. A eles vocês derramam ofertas de vinho e apresentam ofertas de cereais. Pensam vocês que eu fico muito contente com isso?
Você preparou a sua cama num monte bem alto e foi lá para oferecer sacrifícios.
Atrás das portas e ombreiras colocou os seus símbolos religiosos, você se afastou de mim. Você tirou a sua roupa, subiu para a cama e se entregou a eles. Fez um acordo, você amou a sua cama e olhou para a sua nudez.
Você se encontrou com o seu deus Moloque e levou azeite para ele além de muitos perfumes. Você enviou os seus mensageiros a lugares distantes, desceu até o mundo dos mortos.
Você se cansou de tanto caminhar, mas não disse: ‘É tudo em vão’. Pelo contrário, você recuperou as forças e continuou, porque você se deleitava neles.
“De quem tem tanto medo? Quem assustou você tanto? Você me enganou e se esqueceu de mim. Porque não pensa mais em mim? Eu fiquei quieto durante muito tempo. Foi por isso que deixou de me honrar?
Falarei das suas boas ações e dos seus atos religiosos, mas eles não irão lhe ajudar.
Quando você gritar por ajuda, que os seus muitos ídolos venham salvá-la. Eles são levados pelo vento, um só sopro e eles desaparecem. Mas quem confia em mim, receberá a terra como herança e possuirá o meu monte santo”.
Alguém dirá: “Preparem, preparem o caminho! Limpem a estrada para o meu povo poder passar”.
Porque assim diz o Altíssimo, cuja morada é eterna e cujo nome é santo: “Eu moro num lugar alto e santo, mas também moro com quem tem um espírito humilde e abatido. Darei vida aos humildes e força aos abatidos.
Não vou estar sempre acusando o meu povo. Não vou estar sempre irado com eles. Se eu continuasse mostrando a minha ira, o espírito humano iria desfalecer, embora eu tenha dado a eles o sopro de vida.
Por causa da sua ganância fiquei irritado e os castiguei, fiquei triste e não queria mais vê-los. Mas eles continuaram a desobedecer e a serem rebeldes.
Eu vi a maneira como são, mas vou curá-los e dar-lhes descanso. Mais uma vez darei consolo aos que choram.
Porei palavras de louvor nos seus lábios e darei paz aos que estão longe e aos que estão perto. Eu os curarei”. Assim diz o SENHOR.
Mas os maus são como o mar agitado, que não pode se acalmar, as suas ondas estão cheias de lama e de lixo.
Assim diz o meu Deus: “Não há paz para os maus”.
“Grite bem alto e não se detenha. Levante a voz como uma trombeta. Revele ao meu povo a sua transgressão, e à família de Jacó, o seu pecado.
Eles me procuram dia após dia, pretendem querer conhecer a minha vontade, como se fossem uma nação que pratica a justiça, e que nunca abandonou os mandamentos do seu Deus. Eles me pedem que seja justo e estão ansiosos para se aproximar de mim.
Perguntam: ‘De que adianta jejuar se o Senhor não vê? Por que devemos nos humilhar se não presta atenção?’ “Porque no dia de jejum vocês fazem o que querem, exploram os seus trabalhadores.
O seu jejum consiste em discussões e lutas, em bater nos outros sem piedade. Esta não é a forma de jejuar se vocês quiserem que as suas orações sejam ouvidas nos céus.
Não é esse o tipo de jejum que eu quero, um jejum em que as pessoas deixam de comer e andam de cabeça baixa como um junco. Eu não quero ver vocês sentados sobre as cinzas. Eu não quero um dia de luto! Vocês acham que eu, o SENHOR, quero esse tipo de jejum?
“Não! Eu vou dizer para vocês qual é o jejum que desejo: um dia para libertar as pessoas. Quero um dia onde vocês levem as cargas pesadas dos outros. Quero um dia onde vocês deem liberdade aos oprimidos e levem as cargas pesadas deles.
Quero que repartam a sua comida com quem tem fome. Quero que procurem os pobres que não têm onde morar e os recebam nas casas de vocês. Quando vocês virem pessoas que não têm o que vestir, deem a elas das suas próprias roupas! Não se escondam da sua própria família quando eles procurarem pela ajuda de vocês.
“Então a sua luz brilhará como o amanhecer e as suas feridas irão curar rapidamente. Na sua frente irá a sua justiça e a glória do SENHOR estará ao seu lado.
Então vocês chamarão e o SENHOR responderá. Vocês pedirão ajuda e ele falará: ‘Aqui estou’. “Não continuem oprimindo as pessoas. Não falem coisas com o propósito de machucá-las nem digam mentiras para acusá-las de terem cometido algum crime.
Façam o que puderem para ajudar a quem tem fome. Cuidem daqueles que estão necessitados. Então a sua luz brilhará na escuridão. Você será de noite como a luz do meio-dia.
O SENHOR sempre o guiará e o sustentará mesmo você estando no deserto. Ele renovará a força dos seus ossos. Você será como um jardim, como uma fonte de água que nunca acaba.
Você reconstruirá as velhas ruínas. Você restaurará os alicerces antigos. Você será chamado ‘Aquele que levanta os muros caídos’ e ‘Aquele que faz com que as ruas sejam habitadas de novo’.
“Guarde o sábado e deixe de tratar dos seus negócios no meu dia santo. Chame ao sábado ‘dia de alegria’, ‘dia santo do SENHOR’ e ‘dia de respeito’. Você irá respeitar o sábado não trabalhando nem viajando nem falando de negócios nesse dia.
Então você encontrará a sua alegria no SENHOR e farei com que seja próspero. Farei com que tenha muita comida no país que dei ao seu antepassado Jacó. Eu, o SENHOR, falei isto”.
Olhem, não é que o braço do SENHOR seja curto demais para poder salvar, nem são surdos os seus ouvidos que não possam ouvir.
O que separa vocês de Deus são as suas maldades, são os seus pecados que fazem com que ele se esconda de vocês e não ouça as suas orações.
As suas mãos estão manchadas de sangue e os seus dedos sujos, de maldades. Vocês mentem com os seus lábios e dizem maldades com a sua língua.
Ninguém diz a verdade no tribunal e ninguém se defende com a justiça. Confiam na mentira e nas palavras falsas. Neles geram a maldade e dão à luz o pecado.
Chocam ovos de cobra e tecem teias de aranha. Quem come os seus ovos morre, e quando os ovos se quebram saem cobras venenosas.
As suas teias não servem para fazer roupa, nem para eles mesmos se cobrirem com o que tecem. Eles estão cheios de maldade e as suas mãos, cheias de violência.
Os seus pés correm para fazer o mal, apressam-se para matar gente inocente. Eles estão sempre pensando em fazer o mal e por onde passam causam ruína e destruição.
Não conhecem o caminho que leva à paz, não há justiça nas suas ações. Os seus caminhos são errados e quem anda neles nunca conhecerá a paz.
Por isso a justiça está longe de nós e a salvação não nos alcança. Queremos a luz, mas só temos escuridão; desejamos uma luz brilhante, mas caminhamos nas trevas.
Caminhamos apalpando a parede como os cegos, tateando como os que não veem. Tropeçamos ao meio-dia como se fosse de noite. Estamos entre os vivos, mas somos como os mortos.
Gritamos como os ursos e gememos como as pombas. Queremos justiça, mas não a temos; salvação, mas ela está longe de nós.
Pois muitas são as nossas maldades diante do Senhor, os nossos pecados são testemunhas contra nós. Reconhecemos as nossas maldades e conhecemos muito bem os nossos pecados.
Somos rebeldes e tentamos enganar o SENHOR, viramos as costas ao nosso Deus. Promovemos a revolta e a opressão, dizemos mentiras inventadas pela nossa mente.
Por isso a justiça recua e a retidão se mantém longe de nós. A verdade tropeça na cidade e a honestidade não entra nela.
Não há ninguém leal e quem quer se afastar do mal é roubado. O SENHOR percebeu o que estava acontecendo e ficou indignado porque não havia justiça.
Viu que ninguém fazia nada e ficou espantado porque não havia ninguém para falar em favor do seu povo. Então o seu próprio poder o levou a salvar, apoiando-se na sua justiça.
Colocou a justiça como couraça e a salvação como capacete. O Senhor vestiu a manta da sua indignação e cobriu-se com o seu zelo.
Ele pagará a todos o que merecem: ira para os seus adversários, castigo para os seus inimigos. E também dará aos países distantes o que eles merecem.
Então os povos do oeste respeitarão o nome do SENHOR, e os povos do leste respeitarão a sua glória. Porque ele virá como uma inundação impelida pelo sopro do SENHOR.
Assim diz o SENHOR: “Ele virá como o Salvador de Sião e daqueles que do povo de Jacó se arrependerem dos seus pecados”.
E o SENHOR diz ainda: — Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles: o meu Espírito estará sobre você, colocarei as minhas palavras na sua boca e nunca mais as retirarei, nem de você nem dos seus filhos nem dos seus netos, desde agora e para sempre.
Levante-se e brilhe, ó Jerusalém, porque chegou a sua luz e a glória do SENHOR brilha sobre você como o sol da manhã.
A escuridão cobre a terra, densas trevas cobrem as nações, mas o SENHOR brilha sobre você e sobre você aparecerá a sua glória.
Então as nações virão para a sua luz e reis serão atraídos pelo brilho do seu amanhecer.
Levante os olhos, olhe ao seu redor. Todos se reúnem e vêm para você. Os seus filhos vêm de longe e as suas filhas estão ao lado deles.
Então você verá isso e ficará radiante de alegria, ficará emocionada e cheia de orgulho. Os tesouros de nações distantes pertencerão a você e as riquezas das nações serão entregues a você.
Uma multidão de camelos virá de Midiã e de Efá. A sua terra ficará coberta por eles. Virão todos os de Sabá, eles trarão ouro e incenso, e cantarão louvores ao SENHOR.
Todos os rebanhos de Quedar se juntarão a você. Os carneiros de Nebaiote estarão à sua disposição. O SENHOR diz: “Eles serão uma oferta agradável no meu altar. Assim honrarei o meu glorioso templo.
“Quem são estas multidões que voam como nuvens, e como pombas voltam para o seu pombal?
São nações distantes que se juntam a mim; na frente vêm os navios de Társis. Trazem de longe os seus filhos, com ouro e prata, para honrar o SENHOR, seu Deus, o Santo de Israel, que encheu você com honra.
Estrangeiros reconstruirão as suas muralhas, e os seus reis servirão você. “Castiguei você quando eu estava irado, mas agora, com amor, mostrarei a minha boa vontade.
As suas portas permanecerão sempre abertas, elas não se fecharão nem de dia nem de noite. Assim você poderá estar sempre recebendo as riquezas das nações que os seus reis vão trazer.
Pois toda nação ou reino que não servir você perecerá, será completamente destruído.
A glória do Líbano será sua: pinheiros, abetos e ciprestes serão seus, para embelezar o meu santo templo; glorificarei o lugar do meu trono.
Os descendentes dos que a oprimiram virão inclinar-se diante de você. Todos os que a desprezaram cairão aos seus pés. Eles a chamarão de ‘A cidade do SENHOR’, ‘A Sião do Santo de Israel’.
“Em vez de abandonada e desprezada, sem ninguém que a visitasse, farei com que seja uma fonte permanente de orgulho e de alegria para todas as gerações futuras.
Você beberá o leite das nações, será amamentada pelos seios de rainhas. Assim saberá que eu sou o SENHOR, o seu Salvador, o seu Redentor, o Deus Poderoso de Jacó.
Em vez de bronze vou trazer ouro para você, prata em vez de ferro, bronze em vez de madeira, e ferro em vez de pedras. Farei com que a paz seja o seu supervisor, e a justiça, o seu governador.
Não se ouvirá mais falar de violência na sua terra, nem de ruína e destruição dentro das suas fronteiras. Você chamará as suas muralhas de ‘Salvação’ e as suas portas, de ‘Louvor’.
“Não será o sol que iluminará você durante o dia, nem o brilho da lua durante a noite, porque o SENHOR será a sua luz para sempre, o seu Deus será o seu esplendor.
O seu sol nunca mais vai se pôr, e a lua não diminuirá o seu brilho, pois o SENHOR será a sua luz para sempre, e nunca mais haverá dias de luto.
Todo o seu povo será justo e possuirá a terra para sempre. Eles são o renovo que plantei, a obra das minhas mãos, são eles que mostram a minha glória.
A família mais pequena terá milhares de pessoas, e a pessoa menos importante se tornará numa nação poderosa. Eu sou o SENHOR; na hora certa farei com que tudo aconteça depressa”.
O Espírito do Senhor DEUS está sobre mim, o SENHOR me escolheu para anunciar as boas notícias aos pobres. Ele me enviou para curar os aflitos, proclamar a libertação dos cativos e anunciar a liberdade aos prisioneiros.
Ele me enviou para proclamar o ano em que o SENHOR mostrará a sua bondade, e o dia em que o nosso Deus se vingará. Fui enviado para consolar os que choram,
e para pôr sobre os que choram em Sião uma coroa em vez de cinzas, o óleo de alegria em vez de luto, e um manto de louvor em vez de um espírito de tristeza. Então serão chamados de árvores da justiça, carvalhos plantados pelo SENHOR.
Eles reconstruirão as velhas ruínas e levantarão as casas destruídas. Reconstruirão as cidades arruinadas, destruídas há muito tempo.
Estrangeiros cuidarão dos seus rebanhos e as pessoas de fora trabalharão nos seus campos e vinhas.
Vocês serão chamados sacerdotes do SENHOR, e servos do nosso Deus. Vocês gozarão da riqueza das nações e terão orgulho dos bens que eles tinham.
Em vez da vergonha, o meu povo receberá o dobro da riqueza deles; em vez da desonra, ele receberá terras e ficará alegre. Sim, o meu povo possuirá uma porção dupla na sua terra e terá uma alegria eterna.
“Porque eu, o SENHOR, amo a justiça, mas odeio o roubo e a maldade. Eu cumprirei o que prometi ao meu povo e farei com eles uma aliança eterna.
Os seus descendentes serão conhecidos entre as nações e os seus filhos entre os povos. Todos os que os virem reconhecerão que eles são um povo abençoado pelo SENHOR”.
O SENHOR me encheu de alegria, todo o meu ser está cheio de felicidade! Ele me vestiu de salvação e pôs sobre mim o manto de justiça. Fiquei como um noivo vestido para o seu casamento, como uma noiva cheia de joias.
Porque, assim como a terra produz as plantas e as sementes brotam no jardim, assim o Senhor DEUS fará crescer a justiça, e o seu louvor diante de todas as nações.
Por amor a Sião não ficarei em silêncio, por amor a Jerusalém não me calarei; até que a sua justiça brilhe como o amanhecer, e a sua salvação brilhe como uma chama.
Então as nações verão a sua justiça, e todos os reis, a sua glória. Todos a chamarão por um novo nome que o próprio SENHOR lhe dará.
Você será como uma coroa brilhante na mão do SENHOR; como um turbante real que pertence a Deus.
Não será mais chamada de “Cidade abandonada”, nem a sua terra, “Destruída”. O seu nome será “Meu prazer”, e a sua terra, “Minha esposa”, porque o SENHOR tem muito prazer em você, e a sua terra se casará com ele.
Como um jovem que se casa com uma jovem, assim quem a reconstrói se casará com você. Como uma noiva é a alegria do noivo, assim também você será a alegria de Deus.
Coloquei sentinelas sobre as suas muralhas, ó Jerusalém. Que eles orem sempre, de dia e de noite, que nunca se calem. Nunca se cansem de lembrar ao SENHOR as suas promessas.
Não deixem que o SENHOR descanse até que tenha restaurado Jerusalém e faça dela o louvor de toda a terra.
O SENHOR jurou com a sua mão direita, e pelo poder do seu braço: “Nunca mais darei o seu trigo aos seus inimigos. Nunca mais os estrangeiros levarão o vinho novo que vocês cultivaram com tanto trabalho.
Mas serão os que ceifam o trigo que irão comer dele e dar graças ao SENHOR. Serão os que apanham as uvas que irão beber do seu vinho no meu santuário”.
Passem, passem pelos portões! Preparem o caminho para o povo! Construam, construam a estrada! Retirem as pedras! Levantem uma bandeira como sinal para as nações!
Vejam, o SENHOR anunciou em toda a terra: “Digam à cidade de Sião que o seu Salvador está chegando. Ele traz consigo a sua recompensa e o seu galardão vem na sua frente”.
Eles serão chamados de “Povo Santo”, “Resgatados pelo SENHOR”. E você se chamará “A cidade que Deus deseja”, “A cidade não abandonada”.
Quem é este homem que vem de Bosra, capital de Edom, com as roupas manchadas de vermelho? Quem é este homem que se veste ricamente e que marcha cheio de poder? Ele diz: “Sou eu, que anuncio o que é justo, e que tenho o poder para salvar”.
Alguém pergunta: “Por que as suas roupas estão vermelhas? Por que as suas roupas parecem de quem tem estado pisando uvas para fazer vinho?”
O Senhor responde: “Eu sozinho pisei as uvas no lagar, nenhuma nação veio me ajudar. Pisei os povos com toda a minha ira e os destruí com todo o meu furor. O seu sangue salpicou as minhas roupas e manchou as minhas roupas.
Porque este é o dia que eu estava esperando para me vingar, chegou o tempo da minha vingança.
Olhei, mas não encontrei ninguém para me ajudar. Fiquei admirado por não ter ninguém para me apoiar. Então fiz tudo com o meu próprio poder e a minha ira foi o meu apoio.
Pisei os povos com a minha ira, eu os destruí com o meu furor e derramei o seu sangue sobre a terra”.
Anunciarei as obras fiéis do amor do SENHOR, pelas quais o SENHOR deve ser louvado. Falarei de tudo o que o SENHOR fez por nós, das muitas coisas boas que ele fez pela família de Israel, porque ele teve muito amor e grande e fiel bondade.
Ele disse: “Certamente este é o meu povo, são os filhos que não irão me trair”. Assim ele se tornou seu Salvador.
Foi ele mesmo quem os salvou de todas as suas angústias, não foi nenhum mensageiro nem anjo. Foi ele que os resgatou com o seu amor e compaixão. Ele os levantou nos seus braços e os transportou como tinha feito há muito tempo atrás.
Mas eles se revoltaram e entristeceram o seu Espírito Santo. Por isso ele se tornou inimigo deles e lutou contra eles.
Então eles se lembraram do passado, dos dias de Moisés: Onde está aquele que os fez passar pelo mar, com o pastor do seu rebanho? Onde está aquele que pôs o seu Espírito Santo entre eles?
Onde está aquele que levou Moisés pela mão com o seu poder maravilhoso? Onde está aquele que dividiu o mar diante deles e tornou o seu nome famoso para sempre?
Onde está aquele que os conduziu através das águas profundas? Eles eram como um cavalo que corre num campo plano, nunca tropeçaram.
Eram como uma manada que desce por um vale, o Espírito do SENHOR deu descanso a eles. Assim o Senhor guiou o seu povo e fez para si mesmo um nome glorioso.
Olhe dos altos céus, desde a sua morada santa e gloriosa. Onde está o seu zelo e o seu poder? Onde está a sua compaixão e o seu amor? Eu não os sinto.
Mas o Senhor é o nosso Pai, ainda que Abraão e Israel nos rejeitem. O SENHOR é o nosso Pai. Foi chamado de “nosso Redentor” desde os tempos antigos.
SENHOR, por que nos deixou desviar dos seus caminhos? Por que nos deixou ser tão teimosos e desobedientes? Volte, por amor dos seus servos, pois somos as tribos que lhe pertencem.
O seu povo santo só possuiu o seu templo por pouco tempo, depois os nossos inimigos o pisaram.
Nós somos seus desde há muito tempo, mas eles não são governados pelo Senhor, nem lhe pertencem.
Como seria bom se o Senhor rompesse os céus e descesse! As montanhas ficariam tremendo diante da sua presença!
O Senhor seria como um fogo que queima a lenha seca, ou que faz ferver a água. Os seus inimigos ficariam sabendo quem o Senhor é, as nações tremeriam diante da sua presença.
Seria como quando fez coisas tremendas, coisas que não esperávamos, quando desceu e as montanhas tremeram diante do Senhor.
Nunca ninguém ouviu falar de tal Deus. Desde os tempos antigos, nunca ninguém ouviu tal história. Ninguém viu outro Deus fazer as coisas que fez pelas pessoas que confiam no Senhor.
O Senhor vai ao encontro daqueles que praticam o bem com alegria, que são obedientes ao Senhor. Mas nós desobedecemos e o Senhor ficou irritado. Mesmo assim, sempre nos salvou.
Todos nós nos tornamos impuros, todas as nossas boas obras são como panos menstruais sujos. Todos nós murchamos e caímos como uma folha seca, e os nossos pecados nos arrastam como o vento.
Não há quem o chame, nem quem procure o seu apoio, pois o Senhor se escondeu de nós e nos deixou no poder do nosso próprio pecado.
Mas o SENHOR é o nosso Pai. Nós somos o barro e o Senhor é o oleiro. Fomos todos feitos pelo Senhor.
SENHOR, não se irrite tanto, não fique pensando no nosso pecado. Olhe que somos o seu povo.
As suas santas cidades ficaram abandonadas. Sião ficou vazia, Jerusalém está em ruínas.
O nosso belo e santo templo, onde os nossos antepassados o louvavam, foi queimado. Tudo o que era precioso para nós foi destruído.
Diante de tudo isso, SENHOR, por que não faz nada? Vai continuar calado e nos castigar ainda mais?
“Apareci a quem não perguntava por mim, fui achado por quem não me procurava. Disse a uma nação que não me chamava: ‘Estou aqui, estou aqui!’
Eu tenho esperado por este povo o dia inteiro, mas é um povo rebelde, sempre andando pelo mau caminho, pensando e fazendo apenas o mal.
É um povo que não tem vergonha e que sempre está me provocando. Eles oferecem sacrifícios nos seus jardins e queimam incenso nos seus altares.
Eles se sentam nos cemitérios e passam as noites entre as covas. Eles comem carne de porco e as suas panelas estão cheias de sopa de carne impura.
Eles dizem a quem se aproxima: ‘Afaste-se de mim, porque eu sou muito mais santo do que você’. Essas pessoas me irritam, são como fumaça no meu nariz, como um fogo que está sempre ardendo.
“Olhem, tenho aqui uma lista dos seus pecados e não ficarei calado até que paguem pelo mal que fizeram. Vou dar a eles a recompensa que merecem.
Serão castigados em dobro, pelos seus pecados e pelos pecados dos seus antepassados. Eu, o SENHOR, digo isto! Eles irão receber o que merecem porque me insultavam nas colinas e queimavam incenso sobre os montes”.
Assim diz o SENHOR: “Quando ainda há sumo nas uvas, o povo diz: ‘Não as destruam, por que ainda se aproveita o vinho’. Por causa dos meus servos, eu também não destruirei o povo completamente.
Deixarei alguns descendentes de Jacó, e o povo de Judá possuirá os meus montes. Os meus escolhidos herdarão a terra e os meus servos habitarão nela.
Então para o meu povo que me procurou, Sarom será um campo para seus rebanhos e o vale de Acor um curral para o seu gado.
“Mas para vocês que abandonaram o SENHOR e se esqueceram do meu monte santo, que prepararam a mesa da deusa Fortuna e encheram as taças de vinho para o deus Destino,
eu tenho destinado uma morte violenta. Todos vocês se inclinarão para serem degolados, porque eu chamei e vocês não responderam, falei e vocês não me escutaram. Vocês fizeram o mal diante de mim, e escolheram o que eu não gosto”.
Portanto, assim diz o Senhor DEUS: “Os meus servos comerão, mas vocês passarão fome. Os meus servos terão o que beber, mas vocês terão sede. Os meus servos terão alegria, mas vocês serão envergonhados.
Os meus servos cantarão cheios de alegria, mas vocês gritarão de dor e gemerão de tristeza.
O seu nome será lembrado como maldição pelos meus escolhidos; e o Senhor Deus matará vocês. Mas aos meus servos, eu darei outro nome.
Quem quiser ser abençoado neste país, será abençoado pelo Deus da verdade. Quem fizer uma promessa neste país, que o faça pelo Deus da verdade. Porque os problemas do passado serão esquecidos, escondidos de mim.
“Vejam, eu vou criar novos céus e nova terra. As coisas passadas serão esquecidas; ninguém mais pensará nelas.
Portanto, alegrem-se e sejam felizes para sempre, por causa do que eu vou criar. Criarei Jerusalém para dar alegria e o seu povo, para dar prazer.
Jerusalém me dará alegria e o meu povo me dará prazer. Não será mais ouvido choro nem gritos de aflição.
As suas crianças nunca mais morrerão na sua juventude, nem os líderes morrerão antes de serem velhos. Quem morrer com cem anos será considerado que morreu ainda jovem, e quem morrer antes dos cem anos será considerado que morreu amaldiçoado.
“Eles construirão casas e viverão nelas, plantarão vinhas e comerão do seu fruto.
Não construirão casas para outros viverem nelas, nem plantarão vinhas para outros comerem. O meu povo viverá uma vida longa como as árvores e os meus escolhidos gozarão do trabalho das suas mãos.
Não se cansarão trabalhando para nada, nem criarão filhos para a infelicidade. Pois eles e os seus descendentes serão um povo abençoado pelo SENHOR.
Mesmo antes de pedirem, eu os abençoarei. Quando eles ainda estiverem orando, eu responderei.
O lobo e o cordeiro comerão juntos, o leão comerá erva como o boi; e a comida da cobra será o pó. Ninguém mais fará mal nem destruirá o outro no meu monte santo”. Assim diz o SENHOR.
Assim diz o SENHOR: “O céu é o meu trono e a terra é o lugar onde ponho os meus pés. Que tipo de casa vocês pensam construir para mim? Onde pensam construir o lugar para eu descansar?
Pois fui eu que fiz tudo o que existe e tudo é meu”, diz o SENHOR. “Esta é a pessoa que eu procuro: a pessoa humilde e arrependida, que ouve a minha palavra com todo o respeito.
Mas aquele que sacrifica um boi é como quem mata um homem. Quem sacrifica um cordeiro é como quem quebra o pescoço de um cão. Quem apresenta uma oferta de cereal é como quem oferece o sangue de um porco. Quem queima incenso a Deus é como quem adora um ídolo. Eles escolheram os seus próprios caminhos e têm prazer nas suas práticas detestáveis.
Por isso eu também vou fazê-los sofrer, fazendo com que aconteça com eles o que mais temem. Pois chamei, mas ninguém respondeu; falei, mas ninguém me ouviu. Eles fizeram coisas que eu disse serem más. Eles escolheram fazer o que eu não gosto”.
Ouçam o que diz o SENHOR, vocês que respeitam a sua palavra: “Por causa de mim, vocês são odiados e expulsos pelos seus irmãos. Eles dizem: ‘Que o SENHOR seja glorificado para vermos se são vocês que irão se alegrar’. Mas eles serão envergonhados.
Ouçam! Um grande estrondo vem da cidade, uma voz vem do templo. É a voz do SENHOR dando aos seus inimigos o castigo que eles merecem.
“Antes das dores de parto, ela deu à luz; antes das contrações, ela teve um menino.
Quem já ouviu algo assim? Quem já viu uma coisa dessas? Pode uma nação nascer num dia só? Pode um povo nascer de uma vez só? Mas assim que Sião sentiu as dores de parto, nasceram os seus filhos!
Sou eu quem abre o ventre e sou eu quem faz nascer”, diz o SENHOR. “Sou eu que faço nascer e sou eu que fecho o ventre”, diz o seu Deus.
Todos vocês que amam Jerusalém, alegrem-se com ela e cantem de alegria! Todos os que antes choraram por causa dela alegrem-se agora!
Pois ela é como uma mãe que dá de mamar ao seu filho, assim também vocês se alimentarão dela e ficarão satisfeitos com a sua grande abundância.
Pois o SENHOR diz: “Farei com que a prosperidade corra como um rio em direção a Jerusalém, e a riqueza das nações transbordará sobre ela como uma enchente. Vocês serão alimentados nos braços dela e confortados nos seus joelhos.
Assim como uma mãe consola o seu filho, eu também consolarei vocês. Em Jerusalém vocês serão consolados”.
Quando vocês virem tudo isso, ficarão cheios de alegria e a sua força brotará como a relva. O SENHOR mostrará o seu poder aos seus servos e a sua fúria aos seus inimigos.
Vejam! O SENHOR vem como um fogo e os seus carros, como uma tempestade. Ele castigará com a sua fúria e repreenderá com as chamas do seu fogo.
Pois com fogo e com a espada o SENHOR julgará toda a humanidade; e muitos serão mortos pelo SENHOR.
Assim diz o SENHOR: — Essas pessoas se lavam e purificam para adorar nos seus jardins sagrados. Colocam-se atrás de quem está no meio e comem carne de porco, ratos e outras coisas impuras. Todos elas serão destruídas ao mesmo tempo.
— Eu sei o que elas fazem e o que pensam. Eu virei para reunir todas as nações e pessoas de todas as línguas. Todos os povos virão e verão a minha glória.
— Colocarei neles um sinal e enviarei os salvos às nações. Eu os enviarei às pessoas de Espanha, da Líbia, da Lídia (os seus atiradores de flechas são famosos), de Tubal, da Grécia e às pessoas das terras mais distantes. Eles proclamarão a minha glória aos povos que nunca ouviram falar de mim nem viram a minha glória.
De todos esses países, eles trarão os seus irmãos para o meu monte santo, em Jerusalém, como oferta ao SENHOR. Eles os trarão a cavalo, em carros e carroças, em mulas e camelos. Será como quando os israelitas trazem as suas ofertas de cereal ao templo do SENHOR em vasos sagrados.
Eu escolherei alguns deles para serem sacerdotes e levitas. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Assim diz o SENHOR: “Eu vou fazer novos céus e nova terra. Eles existirão sempre na minha presença. Assim também durarão os seus descendentes e o seu nome estará sempre diante de mim.
De mês a mês e todos os sábados, pessoas de todos os povos virão me adorar. Isto é o que eu, o SENHOR, falei.
“Lá fora, eles olharão os cadáveres daqueles que se rebelaram contra mim. Os vermes deles não morrerão e o fogo que os devora nunca se apagará. Eles serão um horror para toda a humanidade”.
Este livro é sobre a história e as mensagens de Jeremias, filho de Hilquias. Jeremias vinha de uma família de sacerdotes que morava em Anatote. Essa vila ficava na terra de Benjamim.
Jeremias começou a receber as mensagens do SENHOR no ano treze em que o rei Josias, filho de Amom, governou Judá.
Jeremias continuou recebendo as mensagens proféticas durante o reinado de Jeoaquim, filho de Josias e rei de Judá. As mensagens que Jeremias vinha recebendo continuaram até o ano décimo primeiro do rei Zedequias, filho de Josias e rei de Judá. Nesse mesmo ano, no quinto mês, o povo de Jerusalém foi levado prisioneiro.
Veio a mim esta mensagem do SENHOR:
“Antes de eu formar você no ventre da sua mãe, já o conhecia. Antes de você nascer, eu o escolhi para ser um profeta para as nações”.
Então eu lhe respondi: — Ai! Por favor, não, SENHOR Deus! Eu sou muito jovem e não sei falar em público.
E o SENHOR me disse: “Não diga que é muito jovem, porque irá a quem eu o enviar e dirá tudo o que eu lhe ordenar.
Não tenha medo das pessoas, porque eu estarei protegendo você. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
Depois o SENHOR estendeu a sua mão e tocou a minha boca. O SENHOR me disse: “Eu coloquei as minhas palavras na sua boca.
Hoje escolhi você para realizar uma tarefa que afetará nações e reinos. Você as removerá e provocará a sua queda. Fará com que desapareçam e sejam destruídas. Também fará com que sejam reconstruídas e edificadas de novo”.
Chegou esta mensagem do SENHOR: — O que você vê, Jeremias? Eu respondi: — Vejo um galho de amendoeira.
O SENHOR me disse: — Você viu bem, porque eu me encarregarei de que se cumpra tudo o que eu falar.
Veio a mim pela segunda vez a mensagem do SENHOR, dizendo: — O que você vê, Jeremias? Eu respondi: — Vejo uma panela com água fervendo. Essa panela está derramando a sua água desde o norte para cá.
O SENHOR me disse: “Do norte derramarei a desgraça sobre todos os habitantes de Judá.
Olhe, chamarei a todas as famílias dos reinos do norte. Os reis dessas nações virão e cada um deles colocará o seu trono na própria entrada de Jerusalém. Atacarão as muralhas que a cercam e atacarão todas as cidades de Judá.
Eu anunciarei o castigo contra esse povo por que eles são maus e me abandonaram. Eles ofereceram sacrifícios a outros deuses e adoraram imagens que fabricaram com as suas mãos.
“Mas você, Jeremias, prepare-se como se fosse ir para uma batalha; vá e diga a eles tudo o que eu lhe ordeno. Não tenha medo deles, senão eu farei com que você fique com mais medo diante deles.
Hoje eu o coloco como uma cidade amuralhada, como uma coluna de ferro, como uma parede de bronze. Você deverá enfrentar todo o país, todos os reis de Judá, todos os seus príncipes, os seus sacerdotes e todos os seus habitantes.
Eles lutarão contra você mas não poderão derrotá-lo, porque eu estarei com você para ajudá-lo. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
O SENHOR me deu esta mensagem
para anunciar ao povo de Jerusalém: “Eu lembro do amor fiel que me demonstrava quando você era jovem; o carinho que sentia por mim quando era minha esposa. Lembro que você me seguia pelo deserto, numa terra não cultivada.
Israel era só do SENHOR, a melhor parte da sua colheita de uvas; todo aquele que se atrevia a devorá-la recebia seu castigo, o desastre caía sobre ele. Eu, o SENHOR, falei isso”.
Descendentes de Jacó e famílias de Israel, escutem a mensagem do SENHOR.
Isto é o que ele diz: “Que viram de mal em mim os seus antepassados para que se afastassem de mim? Eles foram adorar o que não valia nada e acabaram eles mesmos sem valor.
Nunca perguntaram: ‘Onde está o SENHOR, que nos tirou do Egito, que nos guiou pelo deserto, por terra seca e em ruínas, que nos guiou por uma terra escura e perigosa, uma terra inexplorada onde não mora ninguém?’
“Eu os trouxe a uma terra fértil para que comessem os seus frutos e tudo de bom que ela produzia. Mas vocês poluíram a minha terra com o seu pecado; converteram a minha propriedade num lugar detestável.
“Os sacerdotes não se perguntaram: ‘Onde está o SENHOR?’ O povo que lida com a lei não me reconheceu. Os líderes se colocaram contra mim; os profetas se tornaram em vozeiros de Baal e adoraram ídolos que não servem para nada”.
Por isso, o SENHOR diz: “Os acusarei de novo, e acusarei os filhos dos seus filhos.
Vão até as ilhas de Chipre e vejam o que ali acontece. Enviem alguém a Quedar para que observe com cuidado o que ali acontece, para saber se tem acontecido coisa semelhante,
que uma nação tenha trocado de deuses, e isso que os seus deuses nem sequer são de verdade. Mas meu povo tem trocado a glória de Deus por ídolos que não servem para nada.
Fiquem espantados, ó céus! Fiquem comovidos e completamente turbados”. Esta mensagem é do SENHOR.
“Meu povo cometeu dois pecados contra mim: Eles me abandonaram, embora eu fosse a fonte de água viva; e depois cavaram as suas próprias cisternas; mas essas cisternas estão rachadas e não podem lhes dar água.
“Por acaso é Israel um escravo? É escravo de nascimento? Então, por que o saqueiam?
Os leões rugem ao seu redor, lançam fortes rugidos. Tornaram Israel num monte de ruínas, queimaram as suas cidades até as deixar desabitadas.
Até os homens de Mênfis e Tafnes a humilharam.
Tudo isso aconteceu com você por ter abandonado ao SENHOR, seu Deus, quando ele o guiava pelo caminho.
E agora, de que lhe serve ir até o Egito para beber água do Nilo? Por que quer ir até a Assíria para beber água do Eufrates?
A sua própria maldade recairá sobre você e a sua rebeldia lhe dará uma lição. Assim você verá e entenderá como é mau e amargo abandonar o SENHOR, seu Deus, e não me respeitar como deveria. Eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, falei isso.
“Faz muito tempo você rompeu o seu jugo e tirou as correntes que atavam você a mim. Você disse que já não me serviria e como uma prostituta você se deitava em cada monte e debaixo de toda árvore frondosa.
Mas eu a plantei como uma videira seleta, toda ela da melhor semente. Como é que você se degenerou tanto ao ponto de se tornar uma videira estranha?
Mesmo que você se lave com lixívia e muito sabão, para mim sempre continuará manchada pelos seus pecados. Eu, o SENHOR Deus, falei isso.
“Judá, como se atreve a me dizer: ‘Eu sou inocente porque eu não tenho adorado deuses falsos’? Pense naquilo que fez no vale. Reflita no que fez. Você é como uma jovem camela que anda de um lugar para o outro.
Você é como uma jumenta selvagem que vive no deserto. Quando arde de desejos, ela cheira o vento. Quando está no cio, não há quem a controle. O macho que queira acasalar com ela, não terá que procurar muito porque é fácil de encontrar quando está em tempo do cio.
Não vá atrás desses ídolos, mesmo estando com os pés descalços! Não vá atrás deles até ficar sem fôlego e com a sua garganta seca! Mas você disse: ‘Não adianta, não há esperança! Eu gosto dos estranhos e sairei após eles’.
“Assim como um ladrão fica envergonhado quando é apanhado, assim se envergonhará a nação de Israel, os seus reis e os seus líderes, junto com os seus sacerdotes e profetas.
É que a uma árvore dizem: ‘Você é meu pai’; e a uma pedra dizem: ‘Você é minha mãe’. Eles me viraram as costas, não o rosto; mas quando estavam sofrendo me disseram: ‘Levante-se e nos salve’.
Judá, onde estão os deuses que você fez? Você tem tantos deuses como as suas cidades; pois que eles venham e a salvem quando estiver em desgraça.
“Eu, o SENHOR, pergunto: ‘Por que vocês ficam disputando comigo se todos vocês se rebelaram contra mim?’
Não serviu de nada castigar os seus filhos, não aprenderam a lição que lhes dei. Como um feroz leão vocês devoraram à espada os seus profetas.
“E vocês, pessoas desta geração, prestem atenção ao que eu, o SENHOR, digo. Por acaso fui como um deserto para Israel? Fui como uma terra escura e perigosa para eles? Então, por que vocês disseram, povo meu: ‘Somos livres, nunca mais voltaremos para você’?
Pode esquecer uma esposa as suas joias e o vestido de noiva? Porém, meu povo há muito tempo que se esqueceu de mim.
“Judá, você sabe bem como procurar outros amantes! Até as mulheres piores aprendem de você!
A saia do seu vestido está manchada de sangue, sangue de pessoas pobres e inocentes. Não os surpreendeu roubando a sua casa, contudo você os matou,
e disse: ‘Sou inocente, na realidade Deus já não está irritado comigo’. Vou julgar você por ter falado: ‘Não pequei’.
Que fácil fica para você mudar de caminho; mas assim como a Assíria a enganou, também o Egito vai enganá-la.
Então você será levada para longe daqui. Você sairá toda envergonhada. Eu, o SENHOR, tenho rejeitado aquelas nações em quem você confia; elas não conseguirão ajudá-la.
“Se um homem se divorciar da sua esposa, e depois ela se casar com outro homem, o primeiro homem não pode voltar para ela. Por acaso alguma coisa assim não contaminaria a terra? Mas você, que se prostituiu com muitos amantes, porque pensa que poderá voltar para mim? Eu, o SENHOR, digo isso.
“Levante seu olhar e observe os montes, tente encontrar um lugar onde você não tenha pecado sexualmente. Você se senta à beira dos caminhos esperando os seus amantes como um árabe no deserto. Você contaminou a terra com a sua prostituição e a sua maldade.
Por isso desapareceram as chuvas refrescantes, e já não cai a chuva da primavera. Eu a vejo tão descarada como uma prostituta que não tem vergonha alguma.
Mas agora você me diz: ‘Pai, o Senhor é o companheiro da minha juventude!
O Senhor vai continuar irritado? Vai ficar com ira para sempre?’ E enquanto você diz isso, faz todo o mal que pode”.
Depois, durante o reinado de Josias em Judá, o SENHOR me disse: — Você viu o que fez a infiel Israel? Se prostituiu com outros deuses em todos os lugares onde tivessem os seus santuários.
E eu pensei que depois de fazer tudo isso, ela voltaria para mim. Mas não voltou. Judá, a sua irmã infiel, viu tudo isso,
e também viu que por todos os pecados sexuais que cometeu Israel eu a enviei para longe e me separei dela. Mesmo assim, Judá não teve temor algum e também se prostituiu.
Judá contaminou toda a terra com o seu adultério, ao adorar árvores e pedras. Porém ela achou que isso era uma coisa insignificante.
Apesar de tudo o que acontecia, Judá voltou para mim só de aparência, não de todo o coração. O SENHOR disse isso.
Depois o SENHOR me disse: — Israel foi infiel a mim, mas ela resultou ser mais justa do que a infiel Judá.
Vá você ao norte e diga estas palavras: “Volte para mim, infiel Israel, já não estarei aborrecido com você porque tenho compaixão. Não estarei com raiva de você para sempre,
só reconheça o seu pecado e admita que você se rebelou contra o SENHOR, seu Deus; que você se prostituiu com outros deuses debaixo de toda árvore frondosa e que não obedeceu à minha voz”. O SENHOR disse isso.
— Voltem para mim, filhos infiéis, porque eu sou seu dono. De vocês tirarei um de cada cidade e dois de cada clã, e os trarei de volta a Sião.
Eu lhes darei governantes que tenham a minha aprovação e eles os guiarão com conhecimento e sabedoria.
Nesses dias, quando vocês aumentarem em número e habitarem todo o país, o povo já não falará mais da arca da aliança do SENHOR, nem pensarão mais na arca nem se lembrarão dela; não sentirão a sua falta nem farão outra.
Nesses dias, o povo dirá que Jerusalém é o Trono do SENHOR. Todas as nações se reunirão em Jerusalém, no nome do SENHOR, e já não se deixarão guiar pela teimosia dos seus corações perversos.
Nesses dias, a tribo de Judá se unirá a Israel e virão juntas desde a terra do norte para a terra que eu entreguei aos seus antepassados.
“Eu mesmo disse para mim: ‘Eu quero tratá-los como aos meus próprios filhos. Eu quero lhes dar uma terra agradável, a terra mais bonita entre todas as nações’. Pensei que você me chamaria ‘Pai meu’ e que nunca me abandonaria,
mas você me foi infiel, como uma mulher que engana o seu marido”. O SENHOR disse isso.
São ouvidas vozes nos montes desolados, é o choro e as súplicas dos israelitas. Eles se perverteram, esquecendo-se do SENHOR, seu Deus.
“Voltem, filhos rebeldes, que eu perdoarei a sua infidelidade”. “Ao Senhor voltamos porque ele é o SENHOR, nosso Deus.
Na realidade os montes são uma fraude e o escândalo que se faz sobre os montes não serve para nada. A salvação de Israel se encontra no SENHOR, nosso Deus.
A vergonhosa idolatria nos roubou tudo aquilo pelo qual os nossos antepassados trabalharam tanto: as suas ovelhas, o seu gado, os seus filhos e filhas.
Que a nossa vergonha faça com que nos humilhemos. Que nós sejamos cobertos pela nossa desgraça. Nós pecamos contra o SENHOR, nosso Deus. Nós e nossos antepassados temos pecado. Nós não temos obedecido ao SENHOR, nosso Deus, desde a nossa juventude”.
O SENHOR diz: “Israel, se você quiser voltar para mim, então volte. Afaste da minha vista os seus ídolos detestáveis. Não vá atrás de outros deuses.
Se fizer essas coisas, então você vai poder usar o meu nome para fazer uma promessa. Você vai poder dizer: ‘Tão certo como o SENHOR vive’. Você vai poder usar essas palavras com sinceridade, justiça e honestidade. Se você fizer essas coisas, então eu, o Senhor, abençoarei as nações, e elas cantarão louvores sobre o que o Senhor tem feito”.
Isto é o que o SENHOR diz ao povo de Judá e de Jerusalém: “Cultivem os campos não arados e não plantem sementes entre os espinhos.
Povo de Judá e de Jerusalém, circuncidem os seus corações para assim poderem honrar o SENHOR. Que não fique nada do que vocês eram antes. Não seja que, por toda a sua maldade, a minha ira se derrame sobre vocês como fogo e arda a minha fúria sem que ninguém possa acalmá-la”.
Diga isto para o povo de Judá: “Habitantes de Jerusalém: ‘Toquem a trombeta por todo o país’. Gritem forte e digam: ‘Juntem-se todos e vão para as cidades com altos muros’.
Levantem uma bandeira para advertir a Sião que o desastre está perto. Corram e procurem um refúgio, não percam tempo. Do norte vou trazer desastre e grande destruição”.
Um leão saiu da sua caverna e o destruidor das nações já está a caminho. Ele saiu do seu lugar para destruir a terra de vocês. As suas cidades serão transformadas num monte de ruínas desoladas.
Vistam as suas túnicas de luto e lamentem a sua pena, pois a ardente fúria do SENHOR não se afastou de nós.
O SENHOR diz: “Quando isso acontecer, o rei e os seus comandantes perderão a coragem, os sacerdotes ficarão aterrorizados e os profetas ficarão maravilhados”.
Então eu disse: — Isso é terrível, SENHOR Deus! O Senhor enganou Judá e Jerusalém dizendo que estariam bem. Mas na realidade eles têm uma espada ameaçando as suas gargantas.
Nesse momento será dito a este povo e a Jerusalém: “Um vento que queima sopra desde os montes no deserto e vai contra o meu querido povo. Não é o vento que ajuda a separar o trigo da palha,
mas é um vento mais forte do que esse. Eu farei que venha porque pronunciarei a sentença contra eles”.
Vejam! O inimigo se levanta como as nuvens, os seus carros de combate parecem uma tempestade, os seus cavalos são mais rápidos do que as águias. Ai de nós, estamos perdidos!
Jerusalém, limpe todo o mal do seu coração, para que possa ser salva. Quanto tempo mais você vai acolher na sua cabeça pensamentos maus?
Alguém traz notícias desde a terra de Dã; se anuncia o mal desde os montes de Efraim.
“Que as nações escutem o que acontece com Jerusalém, desde terras distantes vêm inimigos dando gritos de guerra contra as cidades de Judá.
Eles a cercaram como guardas que vigiam um campo, porque se rebelou contra mim”. É a decisão do SENHOR.
“Tudo isso acontece com ela pela sua má conduta e pelo mal que fez. Este é o seu castigo, castigo cruel que fere o seu coração”.
Que dor! Que dor! Dói até o mais profundo do meu ser. Meu coração se agita no meu interior, não vou me calar. É que ouvi o som da trombeta, e o grito de guerra.
Um desastre trás outro! Todo o país está em ruínas! Num momento foram destruídas as minhas tendas e arrancadas as minhas cortinas.
Quanto tempo mais terei que ver a bandeira e ouvir o som da trombeta de guerra?
O SENHOR diz: “Meu povo é louco. Eles não me conhecem. São crianças insensatas que não entendem nada. São muito inteligentes para fazer o mal, mas não sabem fazer o bem”.
Olhei para a terra, mas reinava o caos e não tinha nada nela. Olhei para o céu, mas não tinha luz.
Olhei para as montanhas e elas estavam tremendo. Todos os montes se estremeceram.
Olhei e vi que não havia nenhum ser humano, e todas as aves do céu tinham desaparecido.
Vi que a terra fértil tinha virado um deserto e todas as cidades tinham sido destruídas pela obra do SENHOR. A sua fúria ardente fez isso.
O SENHOR diz: “Toda a terra será arrasada, mas não a destruirei completamente.
Por isso a terra estará de luto e o céu se escurecerá. Eu falei e não vou me arrepender; tomei uma decisão e não mudarei de opinião.
“Quando ouvirem o barulho de cavalos e de arqueiros, os habitantes de todas as cidades fugirão. Alguns se esconderão em cavernas, outros em matagais, e alguns outros subirão pelos rochedos. Todas as cidades serão abandonadas e não ficará ninguém nelas.
“E você, completamente desolada, o que vai fazer? O que faz vestida de vermelho tão elegante? Usa joias de ouro e bastante maquiagem nos olhos. Mas você se arruma para nada, pois os seus amantes a desprezam e agora o que eles querem é matá-la.
Ouço gritos de dor, como o de uma mulher que se queixa ao dar à luz o seu primeiro filho. São os gritos de dor da bonita Sião, ofegante, estende os braços e diz: ‘Pobre de mim, já não posso mais e vou morrer nas mãos de assassinos!’”
“Percorram as ruas de Jerusalém e observem com cuidado o que acontece ali. Procurem por todas as praças para ver se encontram uma pessoa que faça justiça e procure pela verdade. Se a acharem, perdoarei Jerusalém.
Embora jurem no nome do SENHOR serem fiéis, não cumprem o que prometem”.
SENHOR, eu sei que deseja que o seu povo seja fiel. O Senhor deu um tapa neles, mas não sentiram nada. Fez picadinho deles, mas não aceitaram a disciplina. São mais teimosos do que uma rocha; eles se recusam a mudar a sua forma de pensar e de viver.
Então eu disse: “Esses são só os pobres e ignorantes, por isso atuam assim. Não conhecem a justiça que o SENHOR requer nem o que seu Deus ordenou.
Irei então às pessoas ricas e importantes e falarei. Com certeza elas conhecem o caminho do SENHOR e o que ele ordenou”. Mas todos eles também tinham quebrado o jugo e quebrado as amarras.
Por isso os atacará o leão da selva. O lobo do deserto os destruirá. Um leopardo está escondido perto das suas cidades para destruir todos os que saem delas. Isso acontecerá porque cometeram muitos crimes e rebeliões.
O SENHOR diz: “Por que tenho que perdoar? Os seus filhos me abandonaram e juram por deuses que não existem. Dei a eles tudo o que necessitavam, mas eles foram infiéis. Todos foram em bando para a casa das prostitutas.
Como cavalos ansiosos, cada um relincha atrás da mulher do outro.
Não tenho que castigá-los por isso? Será que não vou me vingar de uma nação como essa?
“Vão para as vinhas de Judá e destruam as videiras, mas não completamente. Cortem todos os seus ramos porque já não são do SENHOR.
O povo de Israel e o povo de Judá foi completamente desonesto comigo”. Diz o SENHOR.
Negaram ao SENHOR e dizem: “Deus não existe. Nenhum mal vai nos acontecer. Os nossos olhos não verão guerra nem fome.
Os profetas são só vento. Deus não lhes disse nada. O que dizem é o que acontecerá com eles mesmos”.
Portanto, isto diz o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso: “Por ter dito tudo isso, vou fazer que as minhas palavras sejam como fogo na sua boca, e que este povo seja como lenha que esse fogo consumirá”.
Israel, esta é a mensagem do SENHOR: “Trarei de longe uma nação forte e com uma longa história. Você não conhece o idioma dessa nação e não entende o que dizem.
Todos eles são guerreiros corajosos; a bolsa onde levam as suas flechas é como um sepulcro aberto.
Eles consumirão toda sua colheita e alimentos; eles devorarão seus filhos e suas filhas. Eles comerão suas ovelhas e gado, suas uvas e seus figos. Eles destruirão ao fio da espada suas cidades fortificadas nas que você tanto confia”.
O SENHOR diz: — Mas nem sequer nesses dias destruirei Judá completamente.
E quando lhe perguntarem: “Por que o SENHOR, nosso Deus, fez tudo isso conosco?”, então você lhes dirá: “Vocês me abandonaram e serviram a deuses estrangeiros na sua própria terra. Por isso vocês também terão que servir a pessoas estrangeiras na terra de outros”.
“Enviem esta mensagem para a família de Jacó e façam com que seja ouvida em Judá.
Ouça, povo insensato e ignorante, que tem olhos, mas não vê, que tem ouvidos, mas não ouve.
Por acaso vocês não me temem?”, diz o SENHOR. “Não deveriam tremer diante da minha presença? Eu coloquei a areia como limite do oceano, para que o mar nunca transborde. As ondas vêm e vão, mas não podem atravessar o limite; embora rujam, não poderão ir além dele.
Mas este povo tem um coração duro e rebelde. Eles se desviaram e cada um foi pelo seu lado.
Não param para pensar nem dizem: ‘Respeitemos ao SENHOR, nosso Deus, que ao seu devido tempo nos dá a chuva de outono e primavera. Ele se assegura que tenhamos a colheita no tempo certo’.
Mas por causa das suas maldades, tudo isso tem mudado. Os seus pecados não têm permitido que vocês disfrutem desses bens.
Porque há pessoas perversas no meio do meu povo, que estão alertas como quem caça pássaros, que colocam armadilhas para prender os outros.
Igual a uma jaula cheia de pássaros, as suas casas estão cheias de mentiras; assim é como eles se tornaram ricos e importantes.
Estão gordos e suaves, e as suas maldades não têm fim. Eles não fazem justiça ao órfão nem defendem os direitos dos pobres.
Será que não devo castigá-los por isso? Será que não devo me vingar de uma nação assim?” Assim diz o SENHOR.
“Algo horrível e espantoso aconteceu neste país.
Os profetas falam mensagens falsas e os sacerdotes governam conforme esses profetas querem, e é assim que o meu povo gosta! Mas, que farão vocês quando isso chegar ao seu fim?”
“Povo de Benjamim, saiam de Jerusalém e vão para um lugar seguro. Toquem a trombeta em Tecoa e levantem uma bandeira de advertência em Bete-Haquerém. Do norte se aproxima o sofrimento. A destruição está chegando até vocês.
Acabarei com a bela filha de Sião, a delicada cidade de Jerusalém.
Contra ela virão pastores com os seus rebanhos. Eles levantarão as suas tendas por todos lados e cada um se apoderará de uma parte da terra”.
Eles dizem: “Preparem-se para combater contra Jerusalém. Levantem-se! Nós vamos atacar ao meio-dia! Ai de nós, o fim do dia se aproxima, as sombras da tarde são mais compridas.
Levantem-se! Nós vamos atacar de noite e destruiremos as fortificações de Jerusalém”.
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso: “Cortem árvores e façam uma rampa contra Jerusalém. É necessário castigar esta cidade porque está cheia de injustiça.
Como um manancial mantém frescas as suas águas, assim Jerusalém mantém frescas as suas maldades. Dentro de Jerusalém se ouve violência e destruição, dor e doença é o que vejo o tempo todo.
Aprenda a sua lição, Jerusalém, e assim não me separarei de você. Se não me escutar, a tornarei numa terra destruída e desolada”.
Isto diz o SENHOR Todo-Poderoso: “Que procurem pelas pessoas que ficaram de Israel, como quem colhe uvas numa vinha. Repasse de novo cada galho, como faz quem colhe uvas”.
A quem irei falar e advertir? Quem me escutará? Eles têm tampados os ouvidos e não podem escutar. Eles se envergonham da palavra do SENHOR. Eles não gostam da sua mensagem.
Mas eu estou cheio da ira do SENHOR, já não posso contê-la. “Derrame-a sobre o menino da rua e sobre os grupos de jovens, porque serão pegos o marido e a mulher, o velho e o ancião com muitos anos.
As suas casas serão entregues a outros junto com os seus campos e as suas mulheres. Eu vou levantar a minha mão contra os habitantes deste país. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Desde o menor até o maior, andam vendo o que podem roubar. Os profetas e os sacerdotes são todos enganadores.
Eles curam as feridas do meu povo de modo superficial, e dizem: ‘Tudo ficará em paz, fiquem calmos’, quando na realidade tudo está mal.
Por acaso ficaram envergonhados pelas coisas horríveis que fizeram? Eles não sentem vergonha de nada, nem sequer sabem o que é sentir vergonha. Por isso eles também cairão junto quando eu castigar os outros”. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Isto diz o SENHOR: “Detenham-se e considerem os seus caminhos. Perguntem onde fica o caminho antigo. Procurem o bom caminho e caminhem por ele. Assim encontrarão descanso para vocês. Mas vocês disseram: ‘Não queremos seguir o bom caminho’.
Coloquei homens para montar guarda por vocês e lhes adverti: ‘Estejam atentos ao som da trombeta’. Mas eles disseram: ‘Não estaremos atentos’.
Por isso, nações, escutem isto! Vejam o que vai acontecer com este povo!
Que toda a terra ouça isto: Eu vou trazer uma desgraça sobre o povo de Judá. Vou fazer isso por causa dos seus planos perversos, e porque não deram atenção às minhas palavras. Eles rejeitaram os meus ensinos.
O que eu ganho com o incenso que me trazem de Sabá? Porque vocês me trazem o aroma da cana de terras distantes? Os seus sacrifícios que devem ser queimados completamente não me deixam feliz. Os seus sacrifícios não me agradam”.
Por isso o SENHOR diz isto: “Colocarei tropeços a este povo para que caia. Pais e filhos, vizinhos e amigos, todos morrerão”.
Isto diz o SENHOR: “Vejam, do norte vem um exército. Uma grande nação se aproxima desde os confins da terra.
Os seus soldados levam arcos e lanças. Eles são cruéis e não têm compaixão. Os seus gritos soam como o rugido do mar, e vão montando em cavalos. O seu exército está vindo em perfeita ordem, como um só homem. Eles vêm para atacá-la, filha de Sião!”
Ouvimos falar desse exército, e trememos de medo. A angústia tomou conta de nós, como uma dor de mulher dando à luz.
Não saiam ao campo, nem andem pelo caminho, porque ali está a espada do inimigo e há terror por todas partes.
Povo meu, vista-se com roupas feitas de panos de saco e cubram-se de cinza. Faça duelo como se tivesse morto seu único filho, porque o destruidor cairá depressa sobre nós.
“Jeremias, quero que você examine o meu povo, que o olhe bem para observar e avaliar a sua maneira de viver.
Todos eles são rebeldes e vão semeando calúnias por todos lados. São como o bronze e o ferro, todos eles destruidores.
O fole sopra com força e o fogo derrete o chumbo; mas de nada serve fazer isso com eles porque o perverso ainda está junto.
Portanto, eles serão chamados de ‘prata rejeitada’ porque o SENHOR os rejeitou”.
O SENHOR deu a Jeremias uma mensagem
e lhe ordenou ir até a porta do templo do SENHOR. Chegando ali, Jeremias tinha que proclamar essa mensagem a todos os habitantes de Judá que entrassem pelas portas do templo para adorar ao SENHOR.
Esta é a mensagem do SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, que Jeremias tinha que proclamar a eles: — Dediquem-se a seguir o caminho do bem para que assim eu deixe que vocês continuem vivendo neste país.
Não confiem nas palavras daqueles que enganam vocês dizendo: “Este é o templo do SENHOR, nada menos do que o templo do SENHOR, aqui está o templo do SENHOR!”
— Se realmente seguirem o bom caminho, se realmente tratarem com justiça uns aos outros,
se não explorarem os imigrantes nem os órfãos nem as viúvas, se não matarem pessoas inocentes neste lugar nem adorarem outros deuses, pois o que só conseguem com isso é a sua própria destruição,
então eu deixarei que vocês continuem vivendo neste país, na terra que dei aos seus antepassados para que vivessem nela para sempre.
— Mas vocês depositam a sua confiança em palavras enganosas que não servem para nada.
Vocês vão continuar roubando e assassinando? Vocês vão continuar cometendo adultério? Vocês vão continuar jurando falsamente para acusar as pessoas inocentes? Vocês vão continuar queimando incenso a Baal e adorando outros deuses que não conhecem?
Se vocês continuam cometendo todas essas abominações, acham que podem vir e ficar diante de mim nesta casa onde oram no meu nome? Vocês acham que podem vir e dizer: “Nós estamos em segurança” só para continuar fazendo essas abominações?
É que esta casa onde oram no meu nome tornou-se para vocês uma caverna de ladrões? Eu estou sempre vendo vocês. Eu, o SENHOR, falei isso.
— Vão ao meu lugar sagrado em Siló e vejam o que eu fiz ali. Esse lugar é onde no princípio eu fiz uma casa para o meu nome. Vão lá e vejam o que eu fiz com esse lugar por causa da maldade que o meu povo Israel fez.
E agora vocês também fizeram muitas maldades. Eu lhes adverti uma e outra vez, mas vocês não me deram atenção. Eu os chamei, mas vocês não responderam. Eu, o SENHOR, estou falando.
Por isso eu vou destruir a casa em Jerusalém que me dedicaram. Eu vou destruir esse templo como destruí Siló. E essa casa em Jerusalém que leva o meu nome é o templo que vocês tanto confiam. Eu dei esse lugar a vocês e aos seus antepassados.
Expulsarei vocês da minha presença, assim como fiz com todos os seus irmãos, os descendentes de Efraim.
O Senhor também disse: — Jeremias, não ore pelo povo de Judá nem tente defendê-lo. Não levante nenhuma oração por eles porque não a escutarei.
É que você não vê o que eles fazem nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém?
Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo e as mulheres preparam a massa para fazer bolos para a Rainha do Céu. Também derramam ofertas de vinho a outros deuses para provocarem a minha ira.
Mas na realidade não é a mim que eles estão ofendendo, mas a si mesmos para a sua própria vergonha. Eu, o SENHOR, estou falando.
— Por isso eu, o SENHOR, vou derramar todo o meu furor e a minha ira sobre este lugar. Eu vou punir os seres humanos e os animais. Eu vou punir as árvores do campo e os frutos da terra. A minha ira será como fogo ardente: ninguém conseguirá apagá-la.
— Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, ordeno que coloquem também a carne dos seus sacrifícios queimados nos sacrifícios de celebração. Comam a carne de todos esses sacrifícios e ofertas.
Quando tirei os seus antepassados do Egito não lhes falei nada sobre os sacrifícios que devem ser queimados completamente nem dos outros sacrifícios.
O que lhes ordenei foi isto: “Obedeçam à minha voz, e assim eu serei seu Deus e vocês serão o meu povo. Vivam da maneira que eu lhes ordeno para que tudo lhes vá bem”.
Mas eles não me obedeceram nem me deram atenção, antes, foram teimosos e se deixaram guiar pelos seus próprios desejos; viraram as costas para mim.
Desde o dia em que os seus antepassados saíram do Egito até hoje, eu lhes enviei uma e outra vez os meus servos, os profetas.
Mas não me obedeceram nem me deram atenção. Pelo contrário, eles me rejeitaram e se comportaram pior do que os seus antepassados.
— Jeremias, você lhes dirá tudo isso, mas eu sei que eles não lhe obedecerão. Você os chamará, mas eu sei que eles não lhe responderão.
Então deve dizer a eles: “Esta é a nação que não obedeceu à voz do SENHOR, seu Deus, nem aceitou a sua correção. A verdade morreu, está ausente da boca deles.
— “Corte o cabelo e jogue-o fora; cante um lamento nas colinas desoladas, porque o SENHOR rejeitou e abandonou esta geração que provocou a sua ira”.
O SENHOR diz: — O povo de Judá fez uma coisa que eu considero errada. Eles colocaram os seus ídolos detestáveis no templo que leva o meu nome. Eles profanaram o meu templo com os seus falsos deuses!
Além disso, eles construíram os altares de Tofete, no vale de Ben-Hinom, para queimarem a seus próprios filhos e filhas. Eu nunca lhes ordenei isso. Nunca passou pela minha mente tal pensamento.
Por isso, chegará o dia quando não mais o chamarão Vale de Ben-Hinom, mas Vale da Matança. Eles darão esse nome porque enterrarão os mortos em Tofete até não haver mais lugar.
Então os cadáveres deste povo servirão de comida para as aves do céu. Os animais da terra irão comer os corpos dessas pessoas. Ninguém será deixado vivo para afugentar as aves e os animais.
Acabarei com os sons de alegria e felicidade, e as celebracões de casamento nos povoados de Judá e nas ruas de Jerusalém. Todo o país se tornará um deserto.
O SENHOR diz: — Nesse momento os inimigos tirarão dos seus túmulos os ossos dos reis e dos governantes. Eles também vão tirar os ossos dos sacerdotes e dos profetas, e dos habitantes de Jerusalém.
Os ossos serão expostos ao sol, à lua e às estrelas, que eles amaram e serviram, consultaram e adoraram. Ninguém apanhará esses ossos para serem enterrados. Eles ficarão espalhados pela terra como se fossem esterco.
Eu vou espalhar o povo de Judá para longe das suas casas e da sua terra. Eles serão levados para terras distantes. Algumas pessoas do povo de Judá irão sobreviver, mas falarão: “Teria sido melhor se tivéssemos sido mortos”. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, afirmo isso.
Também esta é a mensagem do SENHOR: “Os que caem, por acaso não se levantam? Quem se desvia, por acaso não volta ao caminho?
Então, por que este povo continua se afastando de mim? Por que Jerusalém está sempre indo para longe de mim? Eles acreditam nas suas próprias mentiras e não querem voltar para mim.
Eu tenho escutado com atenção, mas o que eles dizem não é certo. Não há ninguém que se arrependa da sua maldade e diga: ‘O que foi que eu fiz?’ Cada um segue a sua própria corrida, como um cavalo que se lança na batalha.
Até a cegonha no céu conhece as suas estações; a rola, a andorinha e o grou sabem quando é hora de migrar. Mas o meu povo não presta atenção ao que o SENHOR ordena.
“Vocês ficam dizendo: ‘Somos sábios porque temos os ensinos do SENHOR’. Mas isso não é verdade porque os escribas são mentirosos. Eles mentiram ao distorcer o significado dos ensinos de Deus.
Mas esses sábios cairão no ridículo, acovardados e presos. Eles rejeitaram os ensinos do SENHOR, então, que sabedoria é essa?
Por isso, darei as suas esposas a outros homens, e as suas terras a outros donos. Porque desde o menor até o maior do povo de Judá andam vendo o que podem roubar. Os profetas e os sacerdotes são todos eles enganadores.
Eles curam as feridas do meu povo de maneira superficial, e dizem: ‘Tudo ficará em paz, tranquilos’, quando na realidade tudo está mal.
Por acaso ficam envergonhados pelas coisas horríveis que fizeram? Não sentem vergonha de nada, nem sequer sabem o que é envergonhar-se. Por isso cairão junto com todos os outros. Quando eu castigar os outros, eles também cairão”. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
O SENHOR diz: “Tirarei as suas colheitas, não haverá uvas nas vinhas, nem figos na figueira; até as folhas se secarão. O que lhes dei desaparecerá das suas mãos.
“Eles vão dizer: ‘O que estamos fazendo aqui sentados? Vamos juntos para as cidades fortificadas. Se o SENHOR, nosso Deus, nos destruirá, então que nos matem ali. Pecamos contra o SENHOR, e por isso ele nos deu água envenenada para beber.
Esperávamos ter paz, mas não veio nada de bom. Esperávamos que ele lhes perdoasse, mas só veio o desastre.
Desde Dã se ouve o resfolegar dos seus cavalos; toda a terra treme quando eles relincham. Eles vêm para destruir o país e tudo o que há nele. Eles vêm para destruir todas as cidades e todos os seus habitantes’”.
O Senhor diz: “Povo de Judá, vou enviar cobras venenosas para atacar vocês; e nenhuma magia os salvará. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
Me invadiu a tristeza, me dói o coração.
Ouço o lamento do meu povo que desde terras distantes diz: “Já não está em Sião o SENHOR? Já não está mais ali o rei de Sião?” Mas ele responde: “Por que provocaram a minha ira com os seus ídolos inúteis que copiaram das outras nações?”
E o povo diz: “Passou o tempo da colheita, acabou o verão, e não fomos salvos”.
Meu povo sofre e me dói seu sofrimento. Estou muito triste, o desespero se apoderou de mim.
Será que não há remédio em Gileade? Por acaso não há ali algum médico? Por que será, então, que não foram curadas as feridas do meu povo?
Gostaria que a minha cabeça fosse um manancial e os meus olhos fossem uma fonte de lágrimas. Assim poderia chorar dia e noite por todos os do meu povo que foram mortos pela espada.
Se tivesse um lugar no deserto, para abandonar o meu povo, eu me afastaria dele! Todos eles são infiéis, são um bando de traidores.
O SENHOR diz: “A sua língua é como um arco e as suas mentiras são as flechas. No país a mentira domina e não a verdade. Eles cometem um pecado atrás do outro e não me conhecem”.
Cuidado com o seu vizinho, não confiem nem no seu irmão, porque todo irmão é um enganador e todos andam caluniando.
Todos mentem para o seu próximo; não falam a verdade. Eles treinaram a língua para mentir e pecam até não poder mais.
O SENHOR diz: “O Senhor habita no meio de traidores. Por causa da sua falsidade, eles se recusam a reconhecer-me”.
Por isso o SENHOR Todo-Poderoso diz: “Vou refiná-los e prová-los. Eu não tenho outra escolha, pois o meu povo pecou.
A língua deles é como uma flecha afiada. Eles só falam mentiras. Falam de modo amável com o seu próximo mas no seu interior planejam tirar proveito dele.
Será que não devo castigá-los por tudo isso? Sim, eu devo castigá-los. Eu darei a este povo o que merece”. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Chorarei e prantearei pelos montes; entoarei uma canção fúnebre pelas pastagens do deserto, porque estão tão desoladas que já ninguém passa por elas. Já não se ouve o mugido do gado; os pássaros foram embora para longe, os animais fugiram.
O Senhor diz: “Farei da cidade de Jerusalém um monte de ruínas. Será um covil de chacais. Transformarei num deserto as cidades de Judá, e ficarão sem habitantes”.
Existe algum sábio que possa entender tudo isso? Existe alguém a quem o SENHOR tenha ensinado isso para que o possa explicar? Por que foi destruído este país? Por que ficou como um deserto pelo qual já ninguém passa?
O SENHOR respondeu: — Isso aconteceu porque eles abandonaram a lei que lhes entreguei. Não me obedeceram, nem viveram conforme os meus ensinos.
Insistiram em seguir o desejo teimoso dos seus corações de servir aos baalins, assim como lhes ensinaram os seus pais.
Por isso, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, darei a eles de comer comida amarga. Também darei a eles de beber água envenenada.
Eu os espalharei pelas outras nações. Eles habitarão em nações que eles nem os seus pais conheceram antes. Enviarei atrás deles a espada até acabar com eles.
Isto diz o SENHOR Todo-Poderoso: “Vejam o que vai acontecer! Contratem as mulheres que choram nos funerais. Chamem as melhores mulheres desse ofício”.
Que essas mulheres venham depressa e chorem por nós. Então nossos olhos transbordarão de lágrimas, e das nossas pálpebras sairão fontes de água.
Em Sião se ouve um grande lamento: “Estamos completamente destruídos, cheios de vergonha; devemos abandonar nossa terra porque nossos lares estão em ruínas”.
Mulheres, escutem a mensagem do SENHOR! Prestem atenção às palavras da sua boca. Ensinem suas filhas a lamentar-se. Que cada uma ensine a sua vizinha este canto fúnebre:
“A morte penetrou pelas nossas janelas e entrou nos nossos palácios para matar os nossos filhos nas ruas e os jovens nas praças”.
Assim diz o SENHOR: “Os cadáveres cairão como esterco sobre os campos, como grãos que caem quando passa o segador, e não haverá ninguém que os apanhe”.
Assim diz o SENHOR: “Que o sábio não se orgulhe em sua sabedoria, nem o forte em sua força, nem o rico na sua riqueza.
Se alguém quiser se orgulhar de alguma coisa, que se orgulhe de me conhecer e entender que eu sou o SENHOR. Eu sou aquele que cumpre com as suas promessas. Eu sou aquele que julga com retidão e espalha a justiça pela terra. Estas são as coisas que me agradam. Eu, o SENHOR, falei”.
Assim diz o SENHOR: — Está se aproximando o momento em que castigarei todas as pessoas que são circuncidadas só no corpo.
Eu estou falando das pessoas que moram no Egito, em Judá, em Edom, em Amom, em Moabe, e quem vive no deserto e rapa as suas têmporas. Todas essas pessoas não estão circuncidadas. As pessoas do povo de Israel também serão castigadas porque elas não circuncidaram os seus corações.
Povo de Israel, ouçam a mensagem do SENHOR.
Isto diz o SENHOR: “Não aprendam a viver como vivem os outros povos. Não tenham medo dos sinais do céu, como acontece com essas nações.
Os costumes desses povos não têm valor nenhum. Eles cortam um tronco da floresta, e um artesão o esculpe com seu formão.
Eles o enfeitam depois com ouro e prata, e o mantém firme com pregos e martelo para que não caia.
Os ídolos parecem espantalhos numa plantacão de melões. Eles não podem falar. Eles têm que ser carregados porque não podem caminhar. Portanto não tenham medo desses ídolos, pois não podem fazer nenhum mal; e muito menos poderão fazer algum bem!”
Não há ninguém como o SENHOR. O Senhor é magnífico, e o seu nome é grande e poderoso.
Quem não o temerá, Rei das nações? O Senhor é digno de ser temido. Entre todos os sábios das nações e entre todos os reis do mundo, não há ninguém como o SENHOR.
Todos eles se tornaram tolos e insensatos. O único ensino que eles recebem vêm de um pedaço de madeira!
Eles usam a prata de Társis e o ouro de Ufaz para fazer os seus ídolos. Esses ídolos são feitos por artesãos e ourives, que os vestem com roupa luxuosa, roxo e azul. Todos podem ver que esses ídolos são feitos por artesãos!
Mas o SENHOR é o Deus verdadeiro. Ele é o único Deus vivo. Ele é o Rei que reina para sempre. Quando ele se irrita, treme a terra. As nações não podem sobreviver à sua ira.
Digam esta mensagem às nações: “Esses deuses falsos não criaram nem o céu nem a terra. Eles serão destruídos e desaparecerão do céu e da terra”.
O SENHOR foi quem fez a terra com o seu poder. Ele criou o mundo com a sua sabedoria. Ele estendeu os céus com a sua inteligência.
Quando ele fala, soa uma tempestade no céu e de todos os cantos da terra se levanta vapor. Ele é quem envia os relâmpagos com a chuva e tira o vento dos seus depósitos.
Todo ser humano é tolo e ignorante de conhecimento. Deus faz que todo ourive se envergonhe do ídolo que faz. Esses ídolos são uma fraude. Não há vida neles.
Eles não tem valor nenhum, são ridículos. Quando chegue a sua hora serão destruídos.
Mas o Deus de Jacó não é como esses ídolos. Ele é o Criador de todas as coisas. Israel é a família que ele escolheu para que fosse o seu povo. O seu nome é o SENHOR Todo-Poderoso.
Habitante da cidade cercada pelos inimigos, levante as suas malas do chão!
Porque isto diz o SENHOR: “Desta vez, lançarei para longe os habitantes deste país. Eu trarei sofrimento e dor sobre eles, e os seus inimigos os descobrirão”.
Pobre de mim que estou em pedaços! A minha ferida dói muito, e eu que pensei que poderia suportar a dor.
A minha tenda foi destruída. Todas as suas cordas estão arrebentadas. Os meus filhos me abandonaram, não ficou nenhum deles. Não há ninguém que arme a minha tenda nem coloque as minhas cortinas.
Os pastores são ignorantes. Eles não buscam conselhos do SENHOR. Por isso eles não conseguem ser bem-sucedidos, e todo o seu rebanho está disperso.
Ouçam a notícia! Do país do norte vem um grande exército que destruirá as cidades de Judá e as deixará transformadas em covil de chacais.
Jerusalém diz: “SENHOR, eu sei que o ser humano não pode dispor da sua vida. Nós não temos controle sobre o que acontece.
SENHOR, corrija-nos! Mas faça isso com moderação. Não nos castigue com ira ou nos destruirá completamente.
Se estiver irado, então castigue as outras nações. Esses povos não invocam o seu nome. Eles destruíram o povo de Jacó. Eles destruíram Israel completamente. Eles destruíram todo o território de Israel”.
Esta é a mensagem que Jeremias recebeu do SENHOR:
— Ouçam as palavras desta aliança, homens de Judá e habitantes de Jerusalém.
Jeremias, fale para eles que eu, o SENHOR, o Deus de Israel, amaldiçoarei aquele que não escutar as palavras desta aliança.
Eu estou me referindo à aliança que fiz com os seus antepassados quando os tirei do Egito, onde estavam como num forno para fundir ferro. Eu lhes disse: “Se me obedecerem e fizerem o que lhes ordeno, então vocês serão o meu povo e eu serei o seu Deus.
Assim cumprirei a promessa que fiz aos seus antepassados de lhes dar uma terra boa para semear e criar gado, a qual vocês têm agora”. Eu respondi: — Assim seja, SENHOR.
Então o SENHOR me disse para anunciar esta mensagem nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém: — Escutem todas as palavras desta aliança e cumpram tudo o que ela diz.
Desde o dia que os tirei do Egito até hoje, tenho advertido insistentemente aos seus antepassados para que me obedeçam.
Mas eles não me ouviram nem prestaram atenção. Eles permaneceram na teimosia do seu coração mau. Eu lhes ordenei que cumprissem essa aliança, mas eles não quiseram. Por isso eu lhes enviei todos os castigos que estão na aliança.
Depois o SENHOR me disse: — Jeremias, eu sei que os homens de Judá e os habitantes de Jerusalém fizeram planos secretos.
Eles estão repetindo os pecados que cometeram os seus antepassados. Eles foram os primeiros em se recusar a ouvir as minhas palavras. Eles seguiram a outros deuses e os adoraram. O povo de Israel e o povo de Judá quebraram a aliança que eu fiz com os seus antepassados.
— Por isso, eu, o SENHOR, trarei um castigo do qual não poderão escapar. Pedirão a minha ajuda, mas não os escutarei.
Então o povo das cidades de Judá e os habitantes de Jerusalém irão pedir ajuda aos deuses que eles ofereceram sacrifícios queimados. Mas esses deuses não poderão salvá-los quando chegar a hora do castigo.
Judá, você tem tantos deuses como o número das suas cidades. Os habitantes de Jerusalém levantaram tantos altares como o número das suas ruas para queimar incenso ao vergonhoso deus Baal.
— Mas você não peça por este povo. Não suplique nem ore por eles. Eu não escutarei quando eles me pedirem ajuda em meio do seu sofrimento.
— Judá é a única que eu amo, mas por que ela está na minha casa? Ela fez muitas maldades. Judá, acha que festas e sacrifícios vão evitar que você seja destruída? Você acha que eu vou deixar que desfrute das suas iniquidades?
— O SENHOR a chamava: “Verde árvore de oliveira, com frutos formosos”. Mas no meio de muito barulho, ele queimará essa árvore e os seus ramos arderão.
— O SENHOR Todo-Poderoso, quem plantou você, ordenou uma desgraça contra você por culpa da iniquidade do povo de Israel e do povo de Judá. Eles causaram a si mesmos este sofrimento. Eles provocaram a minha ira ao oferecer incenso a Baal.
O SENHOR me contou e depois me fez ver o que eles faziam.
Eu estava como um cordeiro manso que é levado para ser morto, sem saber o que planejavam contra mim. Eles diziam: “Destruamos a árvore enquanto ainda está saudável! Vamos arrancá-la da terra dos vivos para que ninguém volte a lembrar dela”.
SENHOR Todo-Poderoso, juiz justo. O Senhor examina todo o nosso ser. Permita que eu veja como se vinga deles, porque coloquei o meu caso nas suas mãos.
O SENHOR me disse: — Aqueles homens de Anatote estão tratando de matá-lo. Eles dizem que não deve profetizar mais em nome do SENHOR, senão eles irão matá-lo.
Isto é o que eu tenho para dizer a respeito deles: “Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, prometo que irei castigá-los. Os jovens morrerão à espada e os seus filhos e filhas morrerão de fome.
Não ficará nem um só deles, porque chegará a hora em que darei aos homens de Anatote o que merecem”.
O SENHOR é justo, ainda que eu tenha perguntas a respeito da sua justiça. Mesmo assim, vou lhe expor meus argumentos. Por que os maus prosperam? Por que todos os traidores se saem bem?
O Senhor os plantou e criaram raízes, cresceram e até deram fruto. Eles o invocam sempre, mas no seu interior não estão perto do Senhor.
Mas o SENHOR conhece o meu coração. O Senhor me vê e sabe muito bem o que eu penso. Arraste-os como ovelhas ao matadouro e reserve-os para o dia da matança.
Até quando estará seca a terra e murcha a erva de todos os campos? Por causa da iniquidade daqueles que moram no país, os animais e as aves desapareceram. Eles se atrevem a dizer: “Deus não verá nosso futuro”.
“Se você fica esgotado quando compete com os que correm, como vai poder competir com os cavalos? Se só se sente seguro numa terra tranquila, que fará quando estiver na densa selva do Jordão?
Porque até os seus irmãos e sua própria família o traíram e soltam um grito atrás de você. Ainda que falem com você de modo amável, não confie neles.
“Abandonei a minha casa, deixei a minha herança. Entreguei o amor da minha vida nas mãos dos seus inimigos.
Ela virou contra mim como um leão na selva; levanta um rugido contra mim, por isso a odeio.
Meu povo está rodeado por aves de rapina; que venham todos os animais do campo comer aqui.
Muitos pastores destruíram a minha vinha; pisaram completamente a terra que me pertencia. Eles transformaram a minha terra querida numa terra deserta e desolada.
A transformaram num deserto seco e morto no qual ninguém vive lá. Toda a terra está destruída porque ninguém obedece às minhas palavras.
Vieram destruidores desde todos os lugares do deserto. Tudo isso acontece porque o SENHOR está castigando a todos, desde uma extremidade do país à outra. Não haverá paz para ninguém.
Semearam trigo, mas só colheram espinhos. Trabalharam duro, mas não conseguiram nada. Sentirão vergonha dos seus resultados por causa da ira do SENHOR”.
Isto diz o SENHOR: — No que diz respeito aos maus vizinhos que invadiram a terra que eu dei como possessão ao meu povo Israel, eu os arrancarei da sua terra. Expulsarei junto com eles o povo de Israel.
Mas depois de expulsá-los, voltarei a ter compaixão deles e os trarei de volta, cada um para a sua herança e para o seu próprio país.
E se verdadeiramente aprenderem a religião do meu povo, jurarem no meu nome e falarem: “Pelo SENHOR”, assim como antes ensinaram o meu povo a jurar fidelidade a Baal, então lhes permitirei viver no meio do meu povo.
Mas se não ouvirem, expulsarei completamente essa nação e a destruirei. É a decisão do SENHOR.
Isto é o que me disse o SENHOR: — Jeremias, vá e compre um cinto de linho, ponha-o na cintura e nunca o tire dali, nem mesmo para lavá-lo.
Então comprei o cinto e amarrei a minha cintura com ele, como o SENHOR tinha me falado.
Depois, o SENHOR me deu uma segunda mensagem:
— Tome o cinto que comprou e que traz na cintura, vá para Perate e esconda-o ali numa rocha.
Eu fui para Perate e o escondi lá, assim como tinha ordenado o SENHOR.
Depois de muito tempo, o SENHOR me disse: — Levante-se, vá para Perate e tome o cinto que eu ordenei você esconder lá.
Portanto, fui a Perate. Ali eu cavei e tirei o cinto do lugar onde o tinha escondido. O cinto já estava podre e não prestava para nada.
Então o SENHOR me deu esta mensagem:
— Assim como destruí este cinto, destruirei o esplendor de Judá e de Jerusalém.
Eles se recusam a ouvir as minhas palavras. Eles são arrogantes e fazem só o que eles querem fazer. Eles foram atrás de outros deuses para servi-los e adorá-los. Eles são como este cinto que não presta para nada.
Assim como se ajusta o cinto à cintura, assim fiz que todo o povo de Israel e de Judá se ajustasse a mim. Eu queria que eles fossem meu povo e me dessem fama, honra e glória, mas não me obedeceram.
— Diga também que eu, o SENHOR, Deus de Israel, digo: “Toda jarra deve ficar cheia de vinho”. E eles lhe dirão: “É claro que sabemos que toda jarra deve ficar cheia de vinho!”
E você lhes dirá que isto diz o SENHOR: “Farei com que fiquem embriagados todos os habitantes deste país; os reis que se assentam no trono de Davi, os sacerdotes, os profetas e todos os habitantes de Jerusalém.
Farei com que se despedacem uns contra os outros, pais e filhos por igual. Não haverá nada que me impeça de destruir vocês. Eu não terei compaixão nem piedade nem pena”. É a decisão do SENHOR.
Escutem e deem atenção. Não sejam orgulhosos, pois o SENHOR falou com vocês.
Deem glória ao SENHOR, seu Deus, antes que venha a escuridão e os seus pés comecem a tropeçar nas colinas escuras. Façam isso antes que ele torne em profunda escuridão e em densas trevas a luz que vocês esperam.
Se vocês não ouvirem isto, chorarei em segredo por causa da sua rebeldia. Derramarei amargas lágrimas, porque o rebanho do SENHOR será levado prisioneiro.
Diga isto ao rei e à mãe do rei: “Desçam dos seus tronos e se assentem com o resto das pessoas, pois caíram da cabeça as suas belas coroas”.
As cidades do sul de Canaã estão fechadas e não há ninguém que as abra. Todos os habitantes de Judá foram expulsos da sua terra, foram todos desterrados.
“Levantem os seus olhos e vejam aqueles que vêm do norte. Onde está o rebanho que lhe foi entregue, aquele rebanho que era o seu orgulho?
O que você dirá quando ele colocar como os seus chefes aqueles a quem você mesma ensinou? Não sentirá uma dor tão grande como a que sente uma mulher que dá à luz?
E se você se perguntar: ‘Por que me acontece isto?’ É pelos seus muitos pecados. Por isso eles levantaram a sua saia e você foi violentada.
Pode o etíope mudar a cor da sua pele? Pode um leopardo mudar as suas manchas? Da mesma forma, vocês não podem fazer o bem, estando tão acostumados a fazer o mal.
“Eu os espalharei por todas as partes como a palha que o vento do deserto leva para longe.
Isso é o que vai acontecer com você. Isso é o que eu planejei para você. Eu, o SENHOR, afirmo isso. “Tudo isso acontecerá por terem me esquecido e confiado em deuses falsos.
Eu também levantarei a sua saia até cobrir o rosto para expor a sua vergonha.
Eu tenho visto tudo, as suas infidelidades, os seus relinchos, a vergonha da sua prostituição nas colinas e os seus horríveis pecados nos campos. Ai de você, Jerusalém! Até quando continuará impura?”
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a Jeremias por causa da seca:
“Judá está de luto e as suas cidades decaem; o povo se arrasta pelo chão, e em Jerusalém aumentam os gritos de dor.
Os ricos mandam os seus servos buscar água, mas eles vão aos tanques de água e não a encontram. Regressam com as suas vasilhas vazias, envergonhados e humilhados cobrem a cabeça.
A terra está rachada pela falta de chuva porque não há chuva no país; os lavradores envergonhados cobrem a cabeça.
Até as corças no campo têm as suas crias e depois as abandonam porque não há pastos.
Os animais selvagens ficam parados sobre os lugares desolados; farejam o ar como lobos, mas os seus olhos se fecham porque já não há pasto para comer”.
O povo diz: “SENHOR, sabemos que os nossos pecados nos condenam, mas faça alguma coisa para nos ajudar por sua própria honra. Nos afastamos do Senhor muitas vezes e temos pecado contra o Senhor.
O Senhor é a esperança de Israel, seu salvador em tempos de dificultade. Por que agora atua como um estranho no país, um viajante que só fica uma noite?
Por que parece que foi pego de surpresa, como um guerreiro que não pode ajudar? SENHOR, sabemos que está aqui conosco, somos conhecidos como o seu povo, por isso não nos abandone”.
Isto diz o SENHOR acerca deste povo: — Como eles gostam de vaguear! Não deixam descansar os seus pés. Por isso o SENHOR não os quer. Agora lembrará da sua iniquidade e os castigará pelos seus pecados.
Depois o SENHOR me disse: — Jeremias, não ore pelo bem-estar deste povo.
Embora jejuem, não escutarei os seus gritos de socorro. Embora me ofereçam sacrifícios, não vou me sentir satisfeito com eles. Eu os destruirei com guerra, fome e doença.
E eu disse: — Como assim, SENHOR Deus? Pois os profetas dizem ao povo que não temam a fome nem a guerra porque nunca passarão por isso, senão que o Senhor lhes dará paz permanente neste lugar.
Então o SENHOR me disse: — Os profetas estão profetizando mentiras no meu nome. Eu não os enviei nem lhes dei nenhuma ordem. Pois nem sequer falei com eles. O que estão profetizando para vocês são visões falsas, mensagens sobre o futuro que não têm valor nenhum e invenções da sua própria imaginação.
Por isso eu, o SENHOR, digo o seguinte sobre os profetas que profetizam no meu nome: eu não os enviei. Eles dizem: “Não haverá guerra nem fome neste país”, mas eles mesmos morrerão pela guerra e pela fome.
E o povo a quem eles profetizam será jogado nas ruas de Jerusalém e morrerá por causa da fome e da guerra; e não haverá quem os sepulte: eles, suas mulheres, seus filhos, suas filhas. Derramarei sobre eles a sua própria iniquidade.
— Então dê esta mensagem: “Choro sem cessar dia e noite por causa da destruição que sofreu meu povo querido; sua ferida é muito dolorida.
Se eu for para o campo, vejo os mortos pela guerra. Se eu for para a cidade, vejo as doenças que traz a fome. Os profetas e os sacerdotes andam pelo país e não sabem nada”.
O povo diz: “O Senhor rejeitou completamente a Judá? O Senhor desprezou a Sião? Por que nos feriu sem esperança? Esperávamos ter paz, mas nada de bom aconteceu. Esperávamos ser curados, mas só chegou o terror.
SENHOR, reconhecemos nossos pecados e o pecado dos nossos antepassados; pecamos contra o Senhor.
Por sua própria honra, não nos rejeite e assim a sua reputação será engrandecida. Não desonre o seu trono glorioso. Lembre da sua aliança conosco, não a anule.
Por acaso há algum ídolo que possa fazer chover? Podem os céus enviar a chuva por si mesmos? Só o SENHOR, nosso Deus, pode fazer tudo isso. Por isso esperamos no Senhor”.
Então o SENHOR me disse: — Ainda que Samuel e Moisés estivessem presentes aqui, eu não teria compaixão deste povo. Afaste-os de mim e faça com que saiam daqui.
E se lhe perguntarem para onde devem ir, diga que assim diz o SENHOR: “Os destinados para morrer, morrerão; os destinados a cair na batalha, cairão na batalha; os destinados à fome, morrerão de fome; e os destinados ao desterro, serão desterrados”.
Assim diz o SENHOR: — Os castigarei de quatro maneiras: morrerão na guerra, serão arrastados pelos cães, os comerão as aves do céu e serão devorados por animais selvagens.
Farei com que todas as nações da terra tenham medo ao ver o que vou fazer com eles. Eu vou fazer isso por causa do que Manassés, filho de Ezequias e rei de Judá, fez com Jerusalém.
“Quem terá compaixão de você, Jerusalém? Quem sentirá pena de você? Quem vai se preocupar com seu bem-estar?
Você me deixou, diz o SENHOR, voltou para trás; por isso, cansado de ter compaixão, levantarei a minha mão contra você e a destruirei.
Eu os espalharei como palha pelas portas das cidades do país; eu os deixarei sem filhos, destruirei o meu povo pelos seus pecados, por não ter voltado para mim.
Haverá mais viúvas do que areia no mar. No meio-dia, trarei destruição contra todas as mães dos jovens. Farei que caia rapidamente sobre elas o temor e a dor.
A mulher que deu à luz sete filhos ficará débil e morrerá. O sol já não brilhará sobre ela e será humilhada e envergonhada. Os filhos sobreviventes morrerão na batalha nas mãos dos seus inimigos. É a decisão do SENHOR”.
Ai de mim, minha mãe, porque me trouxe ao mundo para discutir e contender com toda a nação! Nunca emprestei nem tomei emprestado; ainda assim, todos me amaldiçoam.
Certamente, SENHOR, eu tenho lhe servido muito bem. Em tempos de sofrimento e dificuldades, supliquei pelos meus inimigos.
“Pode alguém quebrar o ferro, o ferro do norte e o bronze?
Por causa de todos os seus pecados, entregarei a outros a sua fortuna e os seus tesouros como despojo de guerra, em todas as suas fronteiras.
Farei com que os seus inimigos os levem como escravos. A minha ira acendeu um fogo que queimará todos vocês”.
O SENHOR sabe o que está acontecendo. Lembre-se de mim, proteja-me e vingue-me daqueles que me perseguem. Não tenha tanta paciência com eles e aceite-me. Compreenda que pelo Senhor suporto a afronta.
Quando eu recebia as suas palavras, eu as devorava. Elas eram a minha felicidade e a alegria do meu coração porque o Senhor me escolheu, SENHOR, Deus Todo-Poderoso.
Não me assentei para celebrar com os que andam em festas. Me assentei sozinho porque lhe pertenço. O Senhor me encheu de indignação contra eles.
Por que não acaba a minha dor? Por que é tão grave e incurável a minha ferida que não quer se curar? O Senhor será como uma miragem para mim ou como uma fonte que não tem água?
Então isto disse o SENHOR: “Se você mudar e voltar para mim, eu o restaurarei e você estará diante de mim. Se você deixar de falar bobagens e falar o que na realidade tem valor, então você será quem falará por mim. São eles os que têm que voltar-se para você e não você quem tem que voltar-se para eles.
Eu farei que você seja forte como um muro de bronze, que possa resistir os ataques deste povo. Eles lutarão contra você, mas não poderão derrotá-lo. Pode ter certeza disso porque eu estou com você para salvá-lo e resgatá-lo. É a decisão do SENHOR.
Eu o salvarei do poder dos maus e o resgatarei das mãos dos violentos”.
Depois recebi esta mensagem do SENHOR:
— Não se casará, nem terá filhos nem filhas neste lugar.
Assim diz o SENHOR a respeito dos filhos e filhas que nascerem neste lugar, a respeito das mães que os trouxerem ao mundo e a respeito dos pais que os gerarem:
— Eles morrerão de muitas doenças e não haverá ninguém que chore por eles nem quem os sepulte. Serão como esterco sobre a terra. Morrerão na guerra e de fome. Os seus corpos serão a comida das aves do céu e dos animais da terra.
Isto diz o SENHOR: — Não entre numa casa onde há luto nem numa casa onde se ouçam lamentos. Não chore por eles porque deste povo tirei a minha paz, meu amor fiel e a minha compaixão. É a decisão do SENHOR.
Grandes e pequenos morrerão nesta terra. Ninguém os sepultará nem chorará por eles. Ninguém se ferirá no corpo nem se rapará a cabeça por eles.
Ninguém oferecerá uma comida para consolar os que choram os seus mortos. Ninguém lhes oferecerá o cálice da consolação, nem sequer se quem morreu é a mãe ou o pai.
— Jeremias, não entre numa casa em que há festa para se sentar com eles e comer e beber do seu lado.
Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, digo isso. Enquanto viverem, vou fazer desaparecer deste lugar o som das canções alegres, das festas e dos casamento alegres.
— Quando você falar esta mensagem ao povo, eles lhe dirão: “Por que o SENHOR decidiu nos fazer este mal tão grande? Qual é nosso crime? Que pecado cometemos contra o SENHOR, nosso Deus?”
Você lhes dirá que assim diz o SENHOR: “É porque os seus antepassados me abandonaram, seguiram outros deuses, os serviram e os adoraram. Eles me abandonaram e não obedeceram à minha lei.
Mas vocês fizeram ainda mais maldades do que os seus antepassados. Todos vocês seguem teimosamente o seu malvado coração em vez de me escutar.
Portanto, eu os expulsarei desta terra e os levarei para uma terra que nem vocês nem os seus antepassados conheceram. Ali servirão de dia e de noite a outros deuses. Eu não irei ajudá-los nem lhes farei nenhum favor”. Assim diz o SENHOR:
— Vêm dias em que as pessoas já não jurarão dizendo: “Juro pelo SENHOR, que tirou os israelitas da terra do Egito”.
Antes jurarão dizendo: “Juro pelo SENHOR, que tirou os israelitas da terra do norte, de todos os lugares para onde os havia expulsado”. E eu os trarei de volta para a sua própria terra, a terra que dei aos seus antepassados.
— Eu, o SENHOR, mandarei muitos pescadores que os pescarão. E depois mandarei muitos caçadores que os caçarão em todas as montanhas, em todos os montes e nas fendas das rochas.
Eu observo todas as suas ações, nenhuma é um segredo para mim. Todos os seus crimes estão diante dos meus olhos.
Primeiro, eu lhes retribuirei em dobro os seus crimes e os seus pecados porque contaminaram a minha terra com os seus ídolos, que não tem valor nenhum, e encheram a minha terra com objetos nojentos.
SENHOR, força e proteção minha, meu refúgio na hora do perigo; as nações virão ao Senhor desde todos os cantos da terra e dirão: “Os nossos antepassados tiveram ídolos falsos. Eles adoraram esses ídolos falsos que não prestam para nada, mas esses ídolos não os ajudaram”.
O SENHOR diz: “Por acaso pode o ser humano fazer os seus próprios deuses? Mas esses não são deuses de verdade!
Por isso, agora vou lhes dar uma lição. Vou lhes ensinar a respeito do meu poder e da minha força. Assim eles aprenderão que meu nome é YAVÉ”.
“O pecado de Judá foi escrito com uma talhadeira de ferro; gravado com ponta de diamante na pedra do seu coração e nos chifres dos seus altares.
Os seus filhos se lembram dos altares e das estátuas de Aserá que estavam junto das árvores frondosas, nos altos montes.
Eu entregarei como um prêmio pelo qual ninguém pagará nada: meu monte e os seus campos, a sua riqueza e todos os seus tesouros. Farei isso por causa do pecado que há dentro das suas fronteiras.
Pela sua culpa, perderá o que lhe dei como herança. Eu a tornarei escrava dos seus inimigos num país que nem conhece, porque fez acender a minha ira como um fogo que arderá para sempre”.
Assim diz o SENHOR: “Coisas ruins irão acontecer com aqueles que confiam nas pessoas. Coisas ruins irão acontecer com aqueles que dependem do exército de homens. Isso é porque eles pararam de confiar no SENHOR.
Eles serão como um arbusto no deserto que não experimentará a chegada do bem, pois está plantado nos lugares secos do deserto; terra árida, onde não vive ninguém.
“Benditos aqueles que confiam no SENHOR. O SENHOR será a sua confiança.
Eles serão como árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não teme quando chega o calor. Não se preocupa no tempo da seca e nunca deixa de dar fruto.
“Não há nada mais enganoso do que o coração; não tem esperança. Quem o conhece?
Eu, o SENHOR, que examino os pensamentos e esquadrinho as intenções do coração; para dar o que merece a cada um, a colheita das ações que semearam”.
“Quem acumula riquezas de maneira desonesta é como perdiz que choca ovos que não botou. Na metade da sua vida o abandonarão, e no fim ficará como um tolo”.
Desde o princípio, nosso templo foi um trono glorioso.
O SENHOR é a esperança de Israel. Todo aquele que o abandone será envergonhado. Os que se afastam do SENHOR ficarão inscritos no pó porque abandonaram ao SENHOR, fonte de água fresca.
SENHOR, cure-me e ficarei curado; salve-me e serei salvo, porque o Senhor é a quem eu quero louvar.
O povo de Judá diz: “Onde está a palavra do SENHOR? Que se cumpra já!”
Mas eu nunca deixei de ser um pastor a seu serviço, nem desejei que chegue o dia do desastre. O Senhor conhece todas as minhas palavras, pois as disse na sua presença.
Não se torne um motivo de terror para mim, pois o Senhor é o meu refúgio em tempos de desgraça.
Envergonhe a todos os que me perseguem, mas não envergonhe a mim. Faça com que eles tenham medo, não eu. Traga sobre eles a desgraça e quebrante-os em grande maneira.
Isto é o que me disse o SENHOR: — Vá e fique em pé no Portão do Povo, pela qual entram e saem os reis de Judá. Proclame a minha mensagem a todas as pessoas. Depois vá também aos outros portões de Jerusalém e faça o mesmo.
Diga aos reis de Judá e aos habitantes de Jerusalém, a todos os que entram por estes portões, que eu, o SENHOR, digo isto:
“Tenham cuidado de não levarem cargas no dia de descanso. Tampouco tragam essas cargas pelos portões de Jerusalém.
Não levem nenhuma carga para fora das suas casas no dia de descanso. Não façam nenhum trabalho nesse dia. Façam do dia de descanso um dia sagrado. Eu ordenei a mesma coisa aos seus antepassados,
mas eles não me obedeceram. Eles não me deram atenção. Eles foram muito teimosos. Eu os castiguei mas não surtiu efeito. Eles continuaram a me rejeitar.
Mas vocês devem me obedecer. Vocês não devem trazer cargas pelo portão desta cidade no dia de descanso. Vocês devem fazer do dia de descanso um dia sagrado. Vocês vão fazer isso ao não fazer nenhum trabalho nesse dia.
— “Se vocês fizerem isso, então aqueles que governam Judá como reis continuarão sendo da família de Davi. Eles e os seus príncipes entrarão pelos portões desta cidade nas suas carruagens. As pessoas de Judá e de Jerusalém se unirão a eles. E esta cidade será habitada para sempre.
Pessoas virão a Jerusalém das cidades e dos povoados de Judá, da terra de Benjamim, das planícies de Judá e do sul de Canaã. Elas trarão sacrifícios que devem ser queimados completamente, outros sacrifícios, ofertas de cereal, incenso e ofertas de agradecimento ao templo do SENHOR.
— “Mas se vocês não me obedecerem, coisas ruins vão acontecer. Se vocês levarem cargas para Jerusalém no Sábado, vocês não o estão consagrando como um dia de descanso. Então eu acenderei um fogo nos portões de Jerusalém que não poderá ser apagado. Ele queimará todos os seus palácios”.
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a Jeremias:
— Levante-se e desça à casa do oleiro. Quando estiver lá, darei a você as minhas palavras para o povo.
Então eu desci à casa do oleiro e vi que ele estava trabalhando com a roda.
Ele estava fazendo uma vasilha de barro. Mas alguma coisa saiu de errado com a vasilha. Então ele usou o mesmo barro para fazer outra vasilha. A vasilha ficou com a forma que ele queria.
E veio a mim esta mensagem do SENHOR:
— Povo de Israel, será que não posso fazer com vocês a mesma coisa que o oleiro fez com o barro? Vocês são nas minhas mãos como o barro é nas mãos do oleiro. Eu, o SENHOR, estou falando.
Poderá acontecer que algumas vezes eu anuncie que destruirei uma nação ou um reino. Eu poderei dizer que eu irei arrancá-la até tirar as suas raízes.
Mas se as pessoas dessa nação deixar de fazer o mal que estavam fazendo, então eu também deixarei de enviar o castigo que tinha planejado para eles.
Poderá acontecer que algumas vezes eu anuncie que vou construir e fazer progredir a uma nação ou a um reino.
Mas se essa nação fizer o mal e não me obedecer, então eu não farei mais o bem que tinha planejado para eles.
Portanto, diga isto ao povo de Judá e aos habitantes de Jerusalém que assim diz o SENHOR: “Estou preparando o castigo para vocês. Estou fazendo planos contra vocês. Por isso afastem-se dos seus maus caminhos. Cada pessoa deve mudar e fazer o bem”.
Mas eles continuaram dizendo: — Vale a pena incomodarnos? Continuaremos nossos próprios planos e seguiremos fazendo todo o mal que queremos.
Isto diz o SENHOR: “Pergunte às outras nações: ‘Ouviram alguma vez de um povo como este?’ Israel deveria ser como uma filha virgem mas fez uma coisa horrível.
Alguma vez a neve do Líbano abandona as suas montanhas rochosas? Alguma vez se secam as águas frescas que fluem de terras distantes?
Mas o meu povo me esqueceu e queima sacrifícios a ídolos que não são nada. Eles se desviaram do seu caminho, do caminho antigo, para andar por veredas e não pelo caminho verdadeiro.
Seu país se tornará num deserto, será motivo de zombaria permanente. Todo aquele que passar por ali balançara a cabeça assustado.
Como o vento do leste, eu dispersarei a esse povo e o entregarei aos seus inimigos. Eu me afastarei deles. Eu lhes darei as costas e não o rosto no dia do desastre”.
Eles disseram: — Venham e façamos planos em contra de Jeremias. Nós sempre teremos sacerdotes que continuem ensinando a lei. Nós sempre teremos sábios que continuem nos dando conselhos. Nós sempre teremos profetas que continuem anunciando as mensagens do SENHOR. Falemos mal dele e não ouçamos as suas mensagens.
SENHOR, atenda-me e ouça o meu caso.
Será que o bem se paga com o mal? Eles estão cavando a minha tumba! Lembra de como intercedi diante do Senhor para defendê-los? Eu fiz isso para que não desatara a sua ira contra eles.
Pois então faça agora com que os seus filhos morram de fome ou que os matem na guerra. Faça com que as suas mulheres fiquem viúvas e sem filhos; que os seus esposos sejam assassinados e os seus jovens morram na batalha.
Faça com que se ouça um grito de angústia nas suas casas, quando fizer cair de repente sobre eles os saqueadores. Eles cavaram um buraco para me apanhar e colocaram armadilhas aos meus pés.
Mas o Senhor conhece todos os planos que eles têm para me matar. Não perdoe os seus crimes, nem apague os seus pecados da sua memória. Castigue-os com a sua ira.
Isto é o que disse o SENHOR: — Vá e compre do artesão uma vasilha de barro. Leve com você alguns líderes do povo e alguns líderes dos sacerdotes.
Saia para o vale de Ben-Hinom que achará ao sair pela porta dos oleiros e ali anuncie a mensagem que vou lhe dar.
Diga aos reis de Judá e habitantes de Jerusalém que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, vou trazer um castigo tão terrível a este lugar que todo aquele que ouvir falar dele ficará com zumbido nos ouvidos de aturdimento.
Eu vou fazer isso porque eles me abandonaram. Eles poluíram este lugar ao queimar incenso para outros deuses que nem eles nem os seus antepassados nem os reis de Judá conheciam. Eles encheram este lugar com o sangue de pessoas inocentes.
Eles construíram altares onde queimam os seus filhos em honra a deuses falsos. Eles apresentam ofertas religiosas a Baal que eu nunca ordenei nem falei. Eu nunca tive tal pensamento.
As pessoas chamam agora este lugar de “Tofete” e “Vale de Ben-Hinom”. Eu, o SENHOR, afirmo que se aproximam dias em que as pessoas chamarão este lugar “Vale da Matança”.
Eu destruirei os planos de Judá e de Jerusalém neste lugar. Farei com que caiam na batalha diante dos seus inimigos, nas mãos dos que querem matá-los. Entregarei os seus corpos como comida para as aves do céu e os animais da terra.
Farei com que esta terra seja motivo de horror e zombaria. Todo aquele que passar por ali ficará chocado e zombará de como foi destruído esse lugar.
Farei com que comam aos seus filhos e filhas e que se devorem uns aos outros por causa do ataque e a aflição aos que serão submetidos pelos seus inimigos, os que querem matá-los.
— E você, Jeremias, quebrará a vasilha à vista dos homens que o acompanharem,
e lhes dirá que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, vou destruir este povo e esta cidade como quem quebra em mil pedaços a vasilha de um oleiro, que já não pode ser consertada; e em Tofete enterrarão os mortos porque não haverá mais lugar.
Assim é como tratarei este lugar e os seus habitantes. Eu, o SENHOR, afirmo isso. Farei deste lugar um lugar como Tofete.
As casas de Jerusalém e dos reis de Judá ficarão impuras como Tofete. Isso vai acontecer porque o povo adorou falsos deuses nos terraços das suas casas. Eles adoraram as estrelas e ofereceram sacrifícios para honrá-las. Eles deram ofertas de vinho a outros deuses.
Então Jeremias voltou de Tofete, onde o SENHOR o tinha enviado para profetizar. Ele foi para o templo do SENHOR e ficou em pé no pátio. Ali ele disse ao povo:
— Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel: “Escutem, eu disse que iria trazer muitos desastres sobre Jerusalém e todas as vilas ao seu redor. Eu farei com que isso aconteça logo porque me rejeitaram com teimosia e não ouviram as minhas palavras”.
O sacerdote Pasur, filho de Imer, que era o inspetor-chefe do templo do SENHOR, ouviu o que profetizou Jeremias.
Então ele mandou bater no profeta Jeremias e prendê-lo no cepo que estava na porta superior de Benjamim, junto ao templo do SENHOR.
No dia seguinte, Pasur tirou a Jeremias do cepo. Então Jeremias lhe disse que o SENHOR já não o chamaria Pasur senão “O Rodeado de Terror”,
porque assim o SENHOR tinha falado para ele: “Vou trazer o terror sobre você e sobre todos os seus seres queridos. Eles morrerão em batalha nas mãos dos seus inimigos e você o verá com os seus próprios olhos. Entregarei todos os habitantes de Judá ao rei da Babilônia. Ele os levará para Babilônia, onde os matará à espada.
Entregarei aos seus inimigos todos os tesouros desta cidade, toda a produção, todos os seus bens e todos os tesouros dos reis de Judá. Os babilônios os saquearão e os levarão para Babilônia.
E você, Pasur, irá prisioneiro para Babilônia junto com todos os seus seres queridos. Ali morrerá e será sepultado junto com todos os seus amigos, a quem você profetizou falsidades”.
O SENHOR me convenceu, e eu me deixei convencer; foi mais forte do que eu e ganhou de mim. Sou escarnecido cada dia, todos zombam de mim.
Quando falo, grito; anuncio a dor e a violência. A mensagem do SENHOR é a causa da minha desgraça. Tem se tornado em motivo para que o povo zombe de mim o tempo todo.
Eu disse: “Não anunciarei mais sobre ele; não voltarei a falar em seu nome”, mas a sua mensagem dentro de mim se torna num fogo ardente que queima até os meus ossos. Faço tudo o que posso para contê-lo, mas já não é possível.
Ouvi muitos que cochicham zombando: “O terror o cercou! Denunciem o terror, vamos denunciá-lo!” Até os meus amigos me observam para ver se eu tropeço, e dizem: “Esperemos que tropece e assim o venceremos para nos vingar dele”.
Mas o SENHOR está comigo como um poderoso guerreiro. Por isso os que me perseguem tropeçaram e não poderão ganhar; fracassarão e ficarão envergonhados. A sua desonra será permanente, nunca será esquecida.
SENHOR Todo-Poderoso, que julga o que está bem, que vê os nossos desejos e pensamentos, me deixe ver a sua vingança contra eles. Eu peço isso porque tenho colocado a minha causa nas suas mãos.
Cantem ao SENHOR! Louvem o SENHOR! Porque ele salva o pobre das mãos dos malvados.
Maldito seja o dia em que nasci; maldito seja o dia em que a minha mãe me trouxe ao mundo.
Maldito seja o homem que fez feliz a meu pai quando lhe anunciou: “É um menino!”
Que esse homem seja como as cidades que o SENHOR destruiu sem compaixão. Que ouça gritos de dor de manhã, e de guerra ao meio-dia.
Por que não me matou no ventre? A minha mãe teria sido meu sepulcro e eu nunca teria saído do seu ventre.
Por que tive que sair do ventre da minha mãe? Para ver toda esta dor e sofrimento e para ficar envergonhado o resto da minha vida?
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a Jeremias. Isto aconteceu quando o rei Zedequias enviou a Pasur, filho de Malquias, e ao sacerdote Sofonias, filho de Maaseias, para ver Jeremias. Eles disseram a Jeremias:
— Consulte quais são os planos do SENHOR para nós porque Nabucodonosor, rei da Babilônia, está nos atacando. Talvez o SENHOR faça alguma maravilha por nós como fez no passado e o obrigue a se retirar.
Então Jeremias lhes disse: — Vocês dirão a Zedequias
que assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: “Você têm armas de guerra nas suas mãos e com as quais se estão defendendo dos babilônios e do seu rei. Mas eu farei com que essas armas sejam inúteis. O exército da Babilônia está fora da cidade. Dentro de pouco eu trarei os babilônios para o centro desta cidade.
Eu mesmo lutarei contra vocês, povo de Judá, com a minha mão estendida, com o meu braço forte, com a minha fúria e com a minha ira.
Destruirei todos os habitantes desta cidade, tanto homens como animais. Eles morrerão de doenças terríveis.
E depois deixarei que Nabucodonosor, rei da Babilônia, capture Zedequias, rei de Judá, e os seus oficiais. Eu também vou deixar que ele capture todo o povo que ficar vivo nesta cidade: as pessoas que não morreram pela peste, guerra ou fome. Eu vou colocar todos eles nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e nas mãos dos inimigos que querem matá-los. Nabucodonosor os matará à espada sem mostrar compaixão ou piedade. É a decisão do SENHOR.
— “Eu, o SENHOR, porei diante de vocês dois caminhos que terão que escolher: o caminho da vida e o caminho da morte.
Quem ficar nesta cidade morrerá na batalha, de fome ou de peste, mas quem sair desta cidade e se entregar aos babilônios que lutam contra vocês, viverá, e a sua própria vida será seu despojo de guerra.
Estou decidido a castigar esta cidade e não a recompensá-la. Entregarei esta cidade nas mãos do rei da Babilônia e ele a queimará”. É a decisão do SENHOR.
— Diga à família do rei de Judá que escutem a seguinte mensagem do SENHOR.
Assim diz o SENHOR: “Dinastia de Davi, façam justiça todos os dias e salvem ao explorado das mãos do explorador; não seja que pelas suas maldades a minha ira se acenda como o fogo e arda sem que seja possível apagá-la.
Eu estou contra você, a que reina no vale como pedra na planície. Eu, o SENHOR, estou falando. Vocês dizem: ‘Quem será capaz de nos atacar? Quem poderá chegar até nosso refúgio?’
Eu os castigarei como merecem as suas ações; acenderei fogo em sua floresta e esse fogo queimará tudo ao redor. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
Assim diz o SENHOR: — Jeremias, desça até o palácio do rei de Judá e anuncie esta mensagem:
“Ouça a palavra do SENHOR, rei de Judá, que se assenta no trono de Davi. Você e os seus servos devem escutar esta mensagem do Senhor.
O SENHOR diz: ‘Façam o que é correto e justo. Protejam o explorado do poder do explorador. Não tirem vantagem do imigrante, do órfão ou da viúva. Não matem pessoas inocentes.
Se fizerem o que eu estou mandando, então aqueles que governam Judá, como os seus reis, seguirão sendo da família de Davi. Eles, os seus servos e o seu povo passarão pelos portões deste palácio nas suas carruagens ou cavalos.
Mas se não obedecerem a estes mandamentos, prometo por mim mesmo que este palácio será destruído. É a decisão do SENHOR’”.
Assim diz o SENHOR sobre o palácio do rei de Judá: Você é para mim como Gileade, como o cume do Líbano, mas prometo que farei de você um deserto. As suas cidades ficarão sem habitantes.
Enviarei contra você destruidores, cada um com as suas armas. Eles cortarão os seus cedros mais finos e os lançarão ao fogo.
— Pessoas de muitas nações passarão por esta cidade e se perguntarão: “Por que o SENHOR fez isso com esta grande cidade?”
E a resposta será: “Porque eles abandonaram a aliança que tinham feito com o SENHOR, seu Deus. Eles adoraram e serviram a outros deuses”.
Não chorem pelo rei que foi morto. Não façam lamentos por ele. Chorem melhor pelo rei que deve deixar este lugar. Chorem por ele porque nunca mais voltará nem verá a terra onde nasceu.
Assim diz o SENHOR sobre Salum, filho de Josias, que foi rei de Judá depois do seu pai Josias, e que saiu desse lugar: — Não voltará aqui.
Ele morrerá no lugar para onde foi levado e nunca mais verá esta terra.
“O rei Jeoaquim vai se dar muito mal. Ele faz de tudo, até coisas más, contanto que o seu palácio seja construído. Ele engana as pessoas para poder ter feitos os quartos no andar superior do seu palácio. Ele faz com que pessoas do seu próprio povo trabalhem de graça, ao não pagar o salário delas.
“Jeoaquim disse: ‘Construirei para mim um grande palácio com amplos quartos no andar superior’. Então ele fez as janelas. Ele revestiu tudo com madeira de cedro e o pintou de vermelho.
“Jeoaquim, você acha que reinará só por usar tanta madeira de cedro? Seu pai estava satisfeito com ter comida e bebida. Ele governou com justiça e retidão, e por isso lhe foi bem.
Ele defendia os direitos do pobre e do necessitado, e por isso lhe foi bem. Isso sim é me conhecer verdadeiramente. O SENHOR diz isso.
“Mas você só pensa em ganhar dinheiro desonestamente, em matar pessoas inocentes, em explorar e oprimir”.
Assim diz o SENHOR a respeito de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá: “O povo não chorará a sua morte. Ninguém dirá: ‘Coitado do meu irmão!’ ‘Coitada da minha irmã!’ Ninguém fará lamentos dizendo: ‘Pobre de mim SENHOR!’ ‘Pobre de Sua Majestade!’
Ele será enterrado como se fosse um jumento. Eles o arrastarão e o expulsarão para fora das portas de Jerusalém.
“Suba aos montes do Líbano e grite de dor; grite nos montes de Basã. Grite desde Abarim porque todos os seus amantes foram destruídos.
“Judá, eu lhe falei quando lhe ia muito bem mas você disse que não escutaria. Isso é o que você tem feito desde que era jovem, nunca me obedeceu.
O vento levará para longe todos os seus pastores e os seus amantes serão feitos prisioneiros. Nesse momento se sentirá envergonhada e será humilhada por causa de toda a sua iniquidade.
“Rei, você parece estar seguro no seu palácio de cedros. É como se você estivesse habitando no Líbano. Mas você vai sofrer quando vier o seu sofrimento. Você sentirá dores como as que sente uma mulher quando dá a luz”.
O SENHOR diz: — Tão certo como eu vivo, farei o seguinte com você, Joaquim, filho de Jeoaquim, rei de Judá. Ainda que você fosse um anel de selar na minha mão direita, eu o arrancaria dali.
Joaquim, eu o entregarei nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e dos babilônios. Eles são os que você tanto teme. Eles querem tirar a sua vida.
Eu vou lançar você e sua mãe numa terra onde vocês não nasceram e ali morrerão.
Nunca retornarão para a terra que tanto desejam.
Joaquim é uma vasilha de barro desprezada e destruída. Ele é como um objeto que ninguém quer. Por que foi rejeitado e por que os seus filhos foram expulsos para uma terra que não conhecem?
Terra, terra, terra, ouça a mensagem do SENHOR.
Assim diz o SENHOR: “Escrevam sobre Joaquim no registro como um ‘homem sem filhos’. Joaquim não teve sucesso na vida porque nenhum dos seus descendentes conseguirá se sentar no trono de Davi. Nenhum deles reinará em Judá”.
O SENHOR diz: — Ei vocês, pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto.
Assim diz o SENHOR, Deus de Israel, aos pastores que guiam o meu povo: — Vocês dispersaram as minhas ovelhas, as afugentaram e não cuidaram delas. Portanto, me encarregarei de dar a vocês o que merecem pelo mal que fizeram.
Eu mesmo reunirei o que resta das minhas ovelhas nos países para onde as espalhei. Eu as trarei de volta à sua pastagem para que se multipliquem e cresçam em número.
Eu nomearei pastores para as minhas ovelhas, que cuidarão delas para que já não tenham medo nem se apavorem nem se perca nenhuma delas. É a decisão do SENHOR.
O SENHOR diz: — Vem o dia em que darei a Davi um renovo legítimo. Será um rei que reine com sucesso e mantenha a justiça e o direito no país.
Durante o seu reinado, Judá será salva e Israel viverá seguro. O nome do rei será: “O SENHOR é a nossa vitória”.
— Vem o dia, diz o SENHOR, em que o povo não mais jurará dizendo: “Juro pelo SENHOR, que tirou os israelitas do Egito”.
Em vez disso jurarão dizendo: “Juro pelo SENHOR, que tirou os israelitas do país do norte e de todos os outros países onde os tinha jogado”. E viverão na sua própria terra.
Esta é uma mensagem a respeito dos profetas: “Eu estou muito triste: o meu coração está quebrantado. Os meus ossos estão fracos. Eu sou como um bêbado; como um homem dominado pelo vinho. Me sinto assim por causa do SENHOR e as suas santas palavras.
A terra está cheia de adúlteros. Eles são infiéis de várias formas. Por causa disso Deus amaldiçoou a terra, e ela se tornou árida. As pastagens estão secas e se tornaram num deserto. Os profetas são maus e se afastam para fazer o mal.
“Os profetas e os sacerdotes pecaram na terra. Até no meu próprio templo encontrei a sua iniquidade. Eu, o SENHOR, estou falando.
Por isso o caminho se tornará escorregadio para eles. Eles serão empurrados para a escuridão e cairão nela. Quando chegar o dia do castigo deles, trarei sobre eles o desastre. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Entre os profetas de Samaria vi algo horrível: Eles profetizam em nome de Baal e desviaram o meu povo Israel.
Eu inclusive vi os profetas de Jerusalém fazendo coisas horríveis: eles cometem adultério e vivem na falsidade. Eles fortalecem os perversos e ninguém se afasta da sua iniquidade. Para mim, eles são como Sodoma e os seus habitantes como Gomorra”.
Por isso, assim diz o SENHOR Todo-Poderoso contra os profetas: “Farei com que comam comida amarga e bebam água envenenada. Eu farei isso por causa da depravação deles, a qual saiu de Jerusalém e se espalhou por todo o país”.
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso: “Não obedeçam às palavras que lhes dizem os profetas, porque estão alimentando em vocês falsas esperanças. As visões que eles falam são invenções deles mesmos, não vêm do SENHOR.
Vivem dizendo aos que me desprezam: ‘O SENHOR disse que vocês terão paz’. E dizem aos que são arrogantes e fazem o que bem entendem, ‘Nada de mal lhes acontecerá’”.
Mas, quem deles esteve presente na reunião secreta do SENHOR? Quem deles viu ou ouviu a sua mensagem? Quem deles ouviu e deu atenção à sua mensagem?
Eis que a tempestade do SENHOR vem com fúria; um tornado se agita sobre a cabeça dos malvados.
A ira do SENHOR não se deterá até que alcance os seus propósitos. Quando tudo acabar, vocês irão compreender por que teve de acontecer tudo isso.
“Eu não enviei esses profetas, mas eles correram para dar as suas mensagens. Não falei com eles, mas eles falaram por mim.
Se eles tivessem estado presentes na minha reunião secreta, comunicariam a minha mensagem para o meu povo e o fariam afastar-se da sua iniquidade”.
O SENHOR diz: “Acaso sou Deus só do que está perto? Por acaso não alcança meu poder divino o que está longe?
Poderá um ser humano se esconder num esconderijo onde eu não possa vê-lo? Eu, o SENHOR, estou falando. Não encho com a minha presença os céus e a terra?” O SENHOR falou isso.
— Eu ouvi o que dizem esses profetas. Ouvi as mentiras que profetizam no meu nome. Eles dizem: “Tive um sonho! Tive um sonho!”
Até quando continuarão os profetas fazendo isso? Até quando continuarão anunciando mentiras e enganos que eles mesmos inventaram?
Com os sonhos que contam uns aos outros querem fazer com que meu povo esqueça meu nome, como os seus antepassados esqueceram o meu nome e adoraram a Baal.
O profeta que teve um sonho, que conte o sonho; mas quem receber a minha mensagem, que fale fielmente. Que tem a ver a palha com o trigo? Eu, o SENHOR, pergunto.
Por acaso não é a minha mensagem como o fogo, e como o martelo que despedaça a rocha? Eu, o SENHOR, estou falando.
— Por isso estou contra os profetas que roubam uns dos outros as minhas palavras, diz o SENHOR.
Estou contra os profetas que inventam mensagens e dizem que vêm do SENHOR.
Estou contra os que profetizam falsos sonhos, que com as suas mentiras e espetáculos fazem com que meu povo se perca. Eu não os enviei nem lhes ordenei que falassem. Eles não trazem nenhum benefício a este povo, diz o SENHOR.
— Quando alguém deste povo ou um profeta ou sacerdote lhe perguntar qual é a carga pesada do SENHOR, vocês lhe dirão: “Qual carga pesada?” “Vocês são uma carga pesada para mim e eu vou me livrar de vocês”, diz o SENHOR.
— E se alguém do povo, ou um profeta ou sacerdote dizer: “Esta é a carga pesada do SENHOR”, eu castigarei a ele e a sua família.
Assim devem se perguntar entre semelhantes e irmãos: “Qual é a resposta do SENHOR?” ou “O que disse o SENHOR?”
Mas não devem usar a expressão “carga pesada do SENHOR”, porque em carga pesada tornarei as palavras de cada um, pois vocês perveteram a mensagem do Deus vivo, do SENHOR Todo-Poderoso, nosso Deus.
— Se alguém quiser aprender sobre a mensagem de Deus, deverá perguntar ao profeta: “Qual foi a resposta que lhe deu o SENHOR?” “O que disse o SENHOR?”
Mas não digam: “carga pesada do SENHOR”. Se vocês disserem isso, então o SENHOR dirá: Vocês não deveriam ter falado “carga pesada do SENHOR”. Eu falei para vocês não usarem essas palavras.
Mas vocês chamaram de carga pesada a minha mensagem. Por isso eu os levantarei, como se levanta uma carga, a vocês e à cidade que dei a vocês e aos seus antepassados, e os lançarei longe de mim.
Eu trarei sobre vocês uma desgraça eterna e humilhação que nunca será esquecida.
Depois que Nabucodonosor, rei da Babilônia, deportou de Jerusalém a Jeconías, filho de Jeoaquim, rei de Judá, junto com os chefes de Judá, os artesãos e os chaveiros de Jerusalém, o SENHOR me mostrou dois cestos de figos que estavam diante do templo do SENHOR.
Dentro de um cesto tinha figos muito bons, do tipo que logo amadurece; dentro do outro tinha figos muito ruins, tão ruins que não podiam ser comidos.
Então o SENHOR me disse: — O que vê, Jeremias? E eu disse: — Vejo figos. Os figos bons são excelentes, mas os ruins são tão ruins que não podem ser comidos.
Então a mensagem do SENHOR veio até mim:
— Eu, o SENHOR, Deus de Israel, digo ao povo de Judá, que enviei banido daqui ao país dos babilônios, que o tratarei como a estes figos bons.
Eu os protegerei e os trarei de volta para esta terra. Eu os restaurarei e não os destruirei. Eu os plantarei e não os arrancarei mais.
Eu lhes darei inteligência para que me conheçam porque eu sou o SENHOR. Eles serão meu povo e eu serei seu Deus, pois voltarão comigo com todo o coração.
— Mas como aos figos ruins, tão ruins que não podem ser comidos, diz o SENHOR, assim tratarei a Zedequias, rei de Judá, aos seus chefes, ao resto do povo de Jerusalém, aos que ficaram no país e aos que vivem no Egito.
Eu os tornarei motivo que cause temor e rejeição a todas as nações da terra. Eu os tornarei em modelo de repreensão, provérbio, zombaria e maldição em todos os lugares para onde os dispersei.
Eu enviarei a guerra, a fome e a doença contra eles até serem apagados da terra que dei a eles e aos seus antepassados.
Esta é a mensagem que recebeu Jeremias a respeito de todo o povo de Judá no quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá. Esse foi o primeiro ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia.
Esta é a mensagem que o profeta Jeremias anunciou a todo o povo de Judá e a todos os habitantes de Jerusalém:
— Eu tenho sido um profeta durante vinte e três anos, desde o décimo terceiro ano em que Josias, filho de Amom, foi rei de Judá. E desde esse tempo até hoje eu tenho anunciado as mensagens do SENHOR para vocês muitas vezes mas vocês não deram ouvidos.
O SENHOR tem enviado a todos os seus servos, os profetas. Os tem enviado com insistência, mas vocês não os ouviram nem lhes deram atenção.
Os profetas disseram: “Afastem-se dos seus maus caminhos e das suas más ações para que possam viver na terra que o SENHOR deu para sempre a vocês e aos seus antepassados.
Não sigam outros deuses para servi-los nem os adorem. Não me provoquem com os deuses que vocês fazem com as suas próprias mãos. A única coisa que conseguirão com isso é trazer a desgraça sobre vocês mesmos”.
Mas vocês não me ouviram, diz o SENHOR. Provocaram a minha ira com os deuses que fazem com as suas próprias mãos para trazer a desgraça sobre vocês mesmos.
— Por isso, assim diz o SENHOR Todo-Poderoso: “Vocês não ouviram as minhas mensagens.
Por isso eu convocarei os exércitos de todos os povos do norte, diz o SENHOR, e também a meu servo Nabucodonosor, rei da Babilônia. Eu trarei a todos contra este país, contra seus habitantes e contra todas as nações vizinhas. Eu as destruirei e farei delas para sempre um objeto de horror, zombaria e rejeição.
Farei desaparecer desses lugares o som de alegria e celebração; as canções alegres dos casamentos, o barulho da comida que se prepara e a luz da lâmpada.
Toda esta terra se tornará num deserto espantoso e durante setenta anos estas nações servirão ao rei da Babilônia.
Mas quando completarem esses setenta anos, eu lhes darei o que merecem pelo seu crime ao rei da Babilônia e a essa nação, o país dos babilônios, e serão desolados para sempre, diz o SENHOR.
Farei que sobre essa terra se cumpram todas as palavras que anunciei contra ela. Jeremias escreveu sobre essas coisas neste livro. E tudo o que Jeremias profetizou contra todas as nações irá acontecer.
Portanto, eles também terão que servir a muitas nações e a grandes reis. Eu retribuirei a eles segundo o que fizeram e pelos deuses que construíram com as suas mãos”.
Assim me disse o SENHOR, Deus de Israel: — Tome a minha mão este cálice cheio do vinho da minha fúria e faça que bebam dele todas as nações às quais eu lhe enviar.
Elas beberão, se embriagarão e ficarão como loucas por causa da guerra que enviarei contra elas.
Então tomei o cálice da mão do SENHOR e fiz com que todas as nações às quais o SENHOR me enviou bebessem dele.
Fiz com que Jerusalém e as cidades de Judá bebessem do vinho. Fiz com que também os seus reis e os seus chefes bebessem para transformar Judá numa terra seca e desolada, num objeto de zombaria e modelo de maldição, como acontece hoje em dia.
Também fiz com que as seguintes pessoas bebessem desse cálice: o faraó, rei do Egito; os seus servos; os príncipes; todo o seu povo;
e todos os habitantes do deserto. Eu também dei desse cálice a todos os reis do país de Uz e a todos os reis do território dos filisteus. Estes eram os reis de Ascalom, Gaza, Ecrom e o que restou de Asdode.
Eu também dei desse cálice às pessoas de Edom, Moabe, Amom,
e também a todos os reis de Tiro, Sidom, e aos reis das costas do outro lado do mar.
Eu também dei desse cálice aos povos de Dedã, Temã e Buz e a todos os povos que rapam o cabelo das suas têmporas.
Eu também dei desse cálice a todos os reis da Arábia, que vivem no deserto;
a todos os reis de Zinri, Elão e Média.
Eu também dei desse cálice a todos os reis do norte, os de perto e os de longe, um depois do outro; e a todos os reinos que há sobre a face da terra. Por último, o rei da Babilônia também beberá dele depois de todos eles.
— Jeremias, diga a essas nações que assim diz o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel: “Bebam, fiquem bêbados, vomitem, caiam e não se levantem por causa da guerra que enviarei”.
E se eles se recusarem em pegar da sua mão o cálice para beber dele, você lhes dirá que assim diz o SENHOR Todo-Poderoso: “Terão que bebê-lo queiram ou não.
Vejam, na cidade que leva o meu nome, começarei a causar sofrimento. E vocês acreditam que ficarão sem castigo? De jeito nenhum! Vocês não escaparão. Eu enviarei a guerra sobre todos os habitantes da terra”, diz o SENHOR Todo-Poderoso.
— Você, Jeremias, profetize contra eles tudo isso. Diga o seguinte: “O SENHOR ruge do alto, lança a sua voz desde o santo lugar onde habita. Está gritando para o seu rebanho, gritos como os que dão os que pisam a uva; grita contra todos os habitantes da terra.
O estrondo se ouve em todos os cantos da terra porque o SENHOR acusa a todas as nações. Ele começará um julgamento contra todo ser humano e condenará à morte aos perversos. É a decisão do SENHOR”.
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso: “O desastre se espalhará de nação em nação; uma tempestade horrível se levanta desde os cantos da terra”.
Nesse momento os corpos que o SENHOR matou ficarão espalhados por toda a terra, desde uma extremidade até a outra. Ninguém fará lamentos por eles nem os sepultarão. Eles serão deixados sobre a face da terra como esterco.
Pastores de Israel, gritem e lamentem de dor. Rolem no pó, guias do rebanho. Chegou a hora de vocês serem degolados. Eu os quebrantarei em pedaços e vocês cairão como um copo precioso.
Os pastores não poderão fugir, e não haverá escapatória para os líderes do rebanho.
Posso ouvir os gritos dos pastores e os gemidos dos líderes do rebanho, porque o SENHOR está destruindo os seus campos.
Os pastos formosos serão destruídos pela tremenda fúria do SENHOR.
Ele abandonou o seu país como um leão abandona a sua cova. A terra deles ficou destruída pelos ataques do exército inimigo e pela terrível ira do SENHOR.
Esta mensagem do SENHOR veio a mim no começo do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá.
Assim me disse o SENHOR: — Fique de pé no pátio do templo do SENHOR. Fale para o povo de Judá, para aqueles que vêm adorar no templo do SENHOR. Diga a eles tudo o que eu lhe dizer, sem omitir uma só palavra.
Bem pode ser que deem atenção e abandonem a sua iniquidade. Se fizerem isso, então desistirei de trazer sobre eles a desgraça para castigá-los. Eu tinha planejado isso por causa da iniquidade deles.
Você lhes dirá que assim diz o SENHOR: “Eu lhes dei as minhas leis. Vocês devem me obedecer e viver de acordo com essas leis.
Vocês devem obedecer às palavras dos meus servos os profetas. Eu os tenho enviado vez após vez, mas vocês não obedeceram a eles.
Se vocês não me obedecerem, então farei com este templo a mesma coisa que fiz com Siló. Eu tornarei esta cidade num modelo de maldição para todas as nações da terra”.
Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram Jeremias dizer estas palavras no templo do SENHOR.
Quando Jeremias acabou de dizer ao povo tudo o que o SENHOR tinha lhe ordenado dizer, os sacerdotes, os profetas e todo o povo o prenderam e disseram: — Você vai morrer.
Por que profetiza no nome do SENHOR dizendo que este templo ficará como Siló e que esta cidade será destruída e ficará desabitada? E todo o povo se ajuntou em volta de Jeremias no templo do SENHOR.
E ouvindo tudo isso, os chefes de Judá foram do palácio do rei até a casa do SENHOR. Sentaram-se na entrada da Porta Nova do templo do SENHOR.
Os sacerdotes e os profetas disseram aos chefes e a todo o povo: — Este homem deve ser condenado à morte porque com os nossos próprios ouvidos escutamos que profetizou contra esta cidade.
Então Jeremias disse a todos os chefes e a todo o povo: — O SENHOR me enviou para profetizar contra este templo e contra esta cidade toda a mensagem que vocês ouviram.
Agora corrijam as suas vidas e os seus atos, e obedeçam ao SENHOR, seu Deus. Talvez o SENHOR mude de ideia a respeito do desastre que tem anunciado contra vocês.
Quanto a mim, estou nas suas mãos; façam comigo o que acharem bom.
Mas em todo caso, saibam muito bem que se me matarem, estarão manchando com sangue inocente as suas mãos, a cidade e os seus habitantes. A verdade é que o SENHOR me enviou a vocês para dizer claramente tudo o que ouviram.
Os chefes e todo o povo disseram aos sacerdotes e aos profetas: — Este homem não deve ser condenado à morte porque nos tem falado em nome do SENHOR, nosso Deus.
Então ficaram de pé alguns dos líderes do país e disseram a todos os que estavam ali reunidos:
— Miqueias, de Moresete, costumava profetizar nos dias de Ezequias, rei de Judá, e falava a todo o povo de Judá a seguinte mensagem do SENHOR Todo-Poderoso: “Sião será um território arado, Jerusalém um monte de ruínas, e o monte do templo se tornará num monte coberto de floresta”.
— Por acaso o rei Ezequias e o povo de Judá o mataram? Não teve temor do SENHOR e procurou a aprovação do SENHOR e o SENHOR desistiu do castigo que tinha lhes anunciado? Será que vamos trazer sobre nós mesmos um mal tão grande?
Houve outro homem chamado Urias, filho de Semaías, de Queriate-Jearim, quem também profetizava no nome do SENHOR contra esta cidade e contra este país, dizendo a mesma coisa que Jeremias.
Quando o rei Jeoaquim, todos os seus oficiais e todos os seus altos ministros ouviram as suas palavras, o rei procurou matá-lo; mas Urias ficou sabendo, teve temor e fugiu para o Egito.
Então o rei Jeoaquim enviou para o Egito a Elnatã, filho de Acbor, com alguns homens.
Eles tiraram a Urias do Egito e o levaram ao rei Jeoaquim, quem o mandou matar à espada e fez jogar o corpo numa vala comum.
Mas Aicam, filho de Safã, protegeu Jeremias e evitou que fosse entregue nas mãos do povo para ser morto.
No início do reinado de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, eu, Jeremias, recebi esta mensagem do SENHOR:
— Faça para você umas cordas de jugo e coloque-as no seu pescoço.
Envie então uma mensagem aos reis de Edom, Moabe, Amom, Tiro, e Sidom. Envie a mensagem por meio dos mensageiros que vêm a Jerusalém para ver Zedequias, rei de Judá.
Ordene que digam aos seus senhores a seguinte mensagem do SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel:
“Eu criei a terra e todas as pessoas que vivem nela. Eu criei todos os animais que há sobre a terra. Eu fiz isso com o meu grande poder e com o meu braço forte. Eu posso dar a terra a quem eu quiser.
E eu entreguei todas as terras de vocês nas mãos do meu servo Nabucodonosor, rei da Babilônia. Entreguei até os animais selvagens para que fiquem ao seu serviço.
E todas as nações servirão a ele, ao seu filho e ao seu neto. Então virá o dia em que ele e a sua terra também serão dominados por muitas nações e grandes reis.
Se alguma nação não servir a Nabucodonosor, rei da Babilônia, e não se sujeitar ao jugo do rei da Babilônia, eu a castigarei com guerra, fome e doença. Eu, o SENHOR, afirmo isto. Eu castigarei essa nação até que Nabucodonosor a domine completamente.
— “Não escutem os seus profetas, os seus advinhos, os que recebem mensagens em sonhos, os seus videntes e os seus feiticeiros que lhes dizem que não se sujeitem ao rei da Babilônia,
porque eles profetizam mentiras com o propósito de que vocês se afastem do seu país. Eu os expulsarei e vocês morrerão.
Mas se uma nação se sujeitar ao jugo do rei da Babilônia, eu a deixarei na sua terra. Essa nação irá cultivar a sua terra e viver nela. É a decisão do SENHOR”.
E a Zedequias, rei de Judá, eu disse o seguinte: — Submetam-se ao jugo do rei da Babilônia e sirvam a ele e ao seu povo. Se fizerem isso, então vocês irão viver.
Se vocês não concordarem em servir o rei da Babilônia, você e seu povo irão morrer pela guerra, ou fome ou a doença. O SENHOR disse que isso acontecerá com toda nação que não servir o rei da Babilônia.
Não deem atenção às palavras dos profetas que lhes dizem que não sirvam o rei da Babilônia. Eles só estão profetizando mentiras.
Eu não enviei esses profetas, diz o SENHOR, e ainda assim estão anunciado mensagens no meu nome. Isso causará que eu expulse vocês e morram assim como esses profetas.
Também falei aos sacerdotes e a todo o povo. Disse-lhes: — Assim diz o SENHOR: “Não escutem as palavras dos seus profetas que profetizam que os utensílios da casa do SENHOR serão trazidos de volta logo da Babilônia. Isso que eles profetizam é mentira.
Não ouçam esses profetas. Submetam-se ao rei da Babilônia. Aceitem a sua punição e irão viver. Não há motivo para que esta cidade se torne um montão de ruínas.
Mas se são profetas verdadeiros e têm realmente a palavra do SENHOR, então deixem que eles orem. Deixem que eles orem ao SENHOR Todo-Poderoso sobre os utensílios que ficam na casa do SENHOR, no palácio do rei de Judá, e em Jerusalém. Deixem que eles orem para que essas coisas não sejam levadas para a Babilônia”.
— Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso acerca das colunas, da fonte de bronze, das bases e do resto dos objetos que foram deixados nesta cidade.
Essas são as coisas que Nabucodonosor, rei da Babilônia, não tomou quando levou para a Babilônia a Joaquim, filho de Jeoaquim, rei de Judá. Nabucodonosor também levou para lá todos os príncipes de Judá e Jerusalém.
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, acerca dos objetos que foram deixados na casa do SENHOR, no palácio do rei e em Jerusalém:
“Eles serão levados para a Babilônia e permanecerão ali até que chegue o dia em que eu perdoe vocês, diz o SENHOR. Depois os trarei de volta a este lugar”.
Nesse mesmo ano, no início do reinado de Zedequias, rei de Judá, no quinto mês do quarto ano, Hananias, filho de Azur, o profeta de Gibeom, me falou no templo do SENHOR perante os sacerdotes e de todo o povo e disse:
— Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel: “Quebrei o jugo que o rei da Babilônia colocou sobre o povo de Judá.
Dentro de dois anos trarei de volta a este lugar todos os objetos do templo do SENHOR. Esses objetos são os que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou deste lugar para a sua terra.
Eu também trarei de volta Joaquim, filho de Jeoaquim, rei de Judá. Eu também trarei de volta todos os habitantes de Judá que foram banidos para a Babilônia. Eu quebrarei o jugo que impôs o rei da Babilônia. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
Então o profeta Jeremias respondeu ao profeta Hananias. Eles estavam no templo do SENHOR. Os sacerdotes e todo o povo que estava ali também ouviram a resposta de Jeremias.
O profeta Jeremias disse: — Assim seja! Que o SENHOR faça o que você disse. Que o SENHOR cumpra as palavras que você profetizou. Que traga de volta a este lugar os utensílios do templo do SENHOR e todos os que foram banidos para a Babilônia.
Mas ouça isto que digo a você e a todo o povo:
“Todos os profetas que viveram antes de você e de mim profetizaram guerra, fome e doença contra muitas nações e grandes reinos.
Mas quando um profeta profetizar paz, será conhecido que é um profeta enviado pelo SENHOR se acontecer o que ele falou”.
Então o profeta Hananias tomou o jugo que estava no pescoço do profeta Jeremias e o quebrou.
Então Hananias disse diante de todo o povo: — Assim diz o SENHOR: “Do mesmo modo, dentro de dois anos eu quebrarei do pescoço de todas as nações o jugo que impôs Nabucodonosor, rei da Babilônia”. Então o profeta Jeremias continuou seu caminho.
Algum tempo depois Jeremias recebeu uma mensagem do SENHOR. Isso aconteceu depois de Hananias quebrar o jugo do pescoço do profeta Jeremias. A mensagem dizia o seguinte:
— Vá dizer a Hananias que eu, o SENHOR, afirmo que embora ele tenha quebrado um jugo de madeira, eu o substituirei por um jugo de ferro.
Porque eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, coloquei um jugo de ferro no pescoço dessas nações. Eu fiz isso para que elas se submetam a Nabucodonosor, rei da Babilônia, e o sirvam. Também dei a ele poder sobre os animais selvagens.
Então o profeta Jeremias disse ao profeta Hananias: — Escute-me, Hananias. O SENHOR não o enviou. Você deu a este povo falsas esperanças.
Por isso o SENHOR diz que o enviará para fora deste mundo. Você vai morrer este ano porque fomentou deslealdade contra o SENHOR.
E o profeta Hananias morreu no sétimo mês desse ano.
Esta é a carta que o profeta Jeremias enviou aos cativos na Babilônia. Ele enviou a carta aos líderes, aos sacerdotes, aos profetas e a todo o povo que Nabucodonosor tirou de Jerusalém para levá-los até a Babilônia.
Assim aconteceu depois que o rei Joaquim tinha saído de Jerusalém com a rainha-mãe, os ministros reais, os príncipes de Judá e Jerusalém, os artesãos e os guardas do palácio.
Jeremias enviou a carta com Eleasa, filho de Safã, e com Gemarias, filho de Hilquias, os quais Zedequias, rei de Judá, enviou para a Babilônia ao rei Nabucodonosor. A carta dizia:
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, a todos os exilados que deportei de Jerusalém para a Babilônia:
“Construam casas e morem nelas. Plantem hortas e comam o que se produz nelas.
Casem-se e tenham filhos e filhas e deem eles em casamento para que também eles tenham os seus filhos e filhas. Multipliquem-se ali e não diminuam.
Procurem o bem-estar da cidade para onde os enviei e orem por ela ao SENHOR, porque o bem-estar de vocês depende do bem-estar dela”.
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel: “Não permitam que os enganem os profetas que estão entre vocês e os advinhos. Não deem atenção aos sonhos que eles têm.
O que eles profetizam em meu nome é mentira. Eu não os enviei”, diz o SENHOR.
Assim diz o SENHOR: “Quando se completem os setenta anos da Babilônia, eu os visitarei e cumprirei a promessa que fiz em favor de vocês, de trazê-los de volta para este lugar.
Sei muito bem o que planejei para vocês, são planos para seu bem-estar, não para causar mal. São planos de lhes dar um futuro e uma esperança.
Então vocês me chamarão, virão e orarão, e eu os escutarei.
Me procurarão e me encontrarão quando me procurem com todo o coração.
Deixarei que vocês me encontrem. Eu farei com que vocês sejam bem-sucedidos e lhes devolverei o que lhes tiraram e os trarei de volta de todos os lugares para onde os espalhei. Eu os trarei de volta para o lugar de onde os desterrei. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
Vocês falaram: “O SENHOR nos deu profetas na Babilônia”,
mas isto é o que o SENHOR diz sobre do rei que está sentado no trono de Davi e de todo o povo que ainda vive nesta cidade, ou seja sobre os seus irmãos que não foram com vocês para o exílio.
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso: “Enviarei contra eles guerra, fome e doença. Eu os tornarei como esses figos podres que são tão ruins que não podem ser comidos.
Eu os perseguirei com guerra, fome e doença. Farei com que todas as nações do mundo fiquem horrorizadas ao ver vocês. Eu os tornarei em maldição, horror, coisa desprezível e censurável em todas as nações para onde os lancei.
Assim acontecerá porque vocês não deram atenção às minhas palavras, que várias vezes lhes enviei por meio dos meus servos os profetas. Assim diz o SENHOR.
Portanto vocês, os exilados que fiz deportar de Jerusalém para a Babilônia, obedeçam ao que diz a mensagem do SENHOR”.
Isto é o que diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, sobre Acabe, filho de Colaías, e sobre Zedequias, filho de Maaseias, aqueles que no meu nome profetizam mentiras para vocês: “Eu os entregarei a Nabucodonosor, rei da Babilônia. Ele os matará diante de vocês.
Eles serão usados como exemplo de maldição para todos os desterrados de Judá que estão na Babilônia, os quais dirão: ‘Que o SENHOR lhe faça a mesma coisa que a Zedequias e a Acabe, a quem o rei de Babilônia assou no fogo’.
Isso lhes acontecerá por agir de modo insensato em Israel: cometeram adultério com a mulher de outro; e no meu nome disseram mentiras, coisa que eu nunca lhes ordenei. Eu sei de tudo isso e sou testemunha disso. Eu, o SENHOR, falei”.
E você dirá a Semaías, o neelamita,
que assim diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel: — Você enviou uma carta no seu nome para todo o povo de Jerusalém e ao sacerdote Sofonias, filho de Maaseias, e a todos os outros sacerdotes, dizendo:
“O SENHOR lhe fez sacerdote em lugar do sacerdote Joiada para que tenha vigias no templo do SENHOR. Todo aquele que aja como louco e fale como um profeta, você deverá prendê-lo e amarrá-lo com correntes.
Por que não repreendeu Jeremias de Anatote, que está falando a vocês como um profeta?
Ele nos enviou uma mensagem para a Babilônia dizendo: Vocês viverão ali por muito tempo. Construam casas e morem nelas; plantem hortos e comam o que eles produzem”.
Então o sacerdote Sofonias leu esta carta para o profeta Jeremias.
Então veio a mensagem do SENHOR a Jeremias dizendo:
— Envie esta mensagem a todos os que estão no exílio dizendo que assim diz o SENHOR sobre Semaías, o neelamita: “Semaías lhes profetizou sem que eu o tivesse enviado. Ele deu a vocês falsas esperanças.
Por causa disso, eu, o SENHOR, castigarei a Semaías, o neelamita, e a sua descendência. Ninguém da sua família viverá para ver o bem que farei para o meu povo, porque ele fala mentiras contra mim, o SENHOR”.
Esta é a mensagem que o SENHOR, o Deus de Israel, deu a Jeremias: — Escreva num livro todas as mensagens que eu lhe falei
porque chegará o momento em que eu recuperarei tudo o que foi tirado do meu povo, Israel e Judá. Vou trazê-los de volta para a terra que dei aos seus antepassados, e a possuirão. Eu, o SENHOR, falei.
O SENHOR falou sobre Israel e Judá. Estas são as suas palavras:
“O povo disse: ‘Escutamos um grito de terror’. Só há terror, não há paz.”
“Perguntem agora se é possível que um homem dê à luz. Por que vejo então a todos os guerreiros com as suas mãos nos quadris como uma mulher que está dando à luz? Por que seu rosto está tão pálido?
Esse dia será muito importante, não há outro dia igual; um momento de angústia para Jacó, mas será livrado”.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: — Nesse dia eu quebrarei do seu ombro o jugo que lhes impôs a Babilônia. Tirarei as suas amarras e já não serão mais escravos de estrangeiros.
Eles servirão ao SENHOR, seu Deus, e a um descendente do rei Davi, a quem eu farei reinar sobre eles.
“Não tema, Jacó, servo meu, e não trema, Israel. Eu vou resgatá-los desse país distante e resgatarei os seus filhos da terra onde estão exilados. Jacó voltará e estará em paz e seguro; ninguém o atemorizará.
Eu estou com você, para resgatá-lo. Eu, o SENHOR, afirmo isso. Acabarei com todas as nações entre as quais eu o dispersei. Mas não destruirei você, senão que o corrigirei com justiça, de jeito nenhum o deixarei sem castigo”.
Assim diz o SENHOR: “Sua ferida é incurável, não há esperança para sua chaga.
Não tem advogado para defender a sua causa, nem remédio para ser curado.
Todos os seus amantes a esqueceram; já não se preocupam com você; porque eu a golpeei duramente como o faria um inimigo cruel, por causa da sua maldade tão grande e porque são muitos os seus pecados.
Por que se queixa das suas feridas? A sua dor é incurável. Fiz tudo isso porque é muito grave a sua iniquidade e por seus muitos pecados.
Mas todos os que agora a devoram serão devorados; e todos os seus inimigos irão para o exílio. Todos os que a saqueiam serão saqueados; e farei que sejam roubados os que agora roubam você.
Eu devolverei a sua saúde e curarei as suas feridas. Eu, o SENHOR, afirmo isso, mesmo que a chamem ‘a abandonada’ e falem: ‘Essa é Sião, ninguém se preocupa com ela’”.
Assim diz o SENHOR: “Eu recuperarei o que foi tirado das tendas de Jacó, e terei compaixão dos seus lares. A cidade será reconstruída de novo, e o palácio ficará onde estava.
Eles entoarão canções de gratidão e darão gritos de alegria. Eu os multiplicarei e não serão poucos. Eu os farei importantes, nada insignificantes.
Eu restaurarei os descendentes de Jacó; serão abençoados como foi o povo de Israel no passado, e castigarei a todos os seus opressores.
Seu líder virá dentre eles mesmos; seu governador será um deles. Eu farei com que ele se aproxime de mim, e ele chegará ao meu lado, porque quem se atreveria a se aproximar de mim sem ser chamado? Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Vocês serão o meu povo, e eu serei o seu Deus”.
Vejam! É a tempestade do SENHOR, ela sai como um tornado que se precipita girando sobre a cabeça dos perversos.
A ardente ira do SENHOR não se deterá até que faça completamente tudo o que tinha planejado. No final, vocês comprenderão tudo isso.
O SENHOR disse: — Nesse tempo eu serei o Deus de todas as famílias de Israel, e elas serão o meu povo.
Esta mensagem vem do SENHOR: “Eu olhei favoravelmente para o resto dos israelitas que escaparam da morte pela espada. Dei descanso a eles enquanto estavam no deserto e marchavam para o seu lar.
Eu, o SENHOR, apareci a eles de longe. Com amor eterno os amei e por isso continuo mostrando o meu amor fiel por vocês.
Eu a construirei de novo, Israel. Você será reedificada. Você se enfeitará de novo com os seus pandeiros e sairá para dançar e festejar com alegria.
De novo você plantará uvas nos montes de Samaria. Quem plantar esses campos desfrutará da colheita.
Chegará o dia em que os sentinelas gritarão nos montes de Efraim: ‘Venham e subamos a Sião para adorar ao SENHOR, nosso Deus!’”
Assim diz o SENHOR: “Fiquem alegres e cantem por Jacó; gritem de felicidade pela nação mais importante de todas. Gritem, cantem e digam: ‘O SENHOR resgatou o seu povo, o resto que ficava de Israel!’
Eu os trarei do país do norte e os reunirei desde todos os cantos da terra. Entre todos eles haverá cegos, coxos, mulheres grávidas e as que acabam de dar à luz. Voltará uma grande multidão!
Virão chorando, mas eu terei compaixão deles e os conduzirei de volta. Farei que andem junto a fontes de água; por caminho plano onde não tropeçarão. Pois eu sou o Pai de Israel e Efraim é o meu filho mais velho”.
“Nações todas, escutem a mensagem do SENHOR e anunciem até nos lugares mais distantes. Digam o seguinte: ‘Deus dispersou Israel, mas o reunirá e o protegerá como um pastor protege o seu rebanho’.
O SENHOR resgatará a Jacó. Ele o resgatará das mãos de uma nação mais poderosa.
Virão e cantarão alegres no topo de Sião. Estarão radiantes de alegria pela generosidade do SENHOR: comida, vinho novo, azeite puro, ovelhas e vacas. Sua vida será como um jardim bem regado, e não voltarão a murchar.
“Então as jovens dançarão alegremente, e os jovens junto com os velhos. Eu tornarei a sua tristeza em alegria e os consolarei. A alegria deles será maior do que foi a sua dor.
Darei aos sacerdotes alimentos em abundância, e encherei de bens o meu povo. É a decisão do SENHOR”.
Isto diz o SENHOR: “Um som é ouvido em Ramá, som de choro e dor. É Raquel que chora por seus filhos, e não quer ser consolada porque eles já estão mortos”.
Isto diz o SENHOR: “Deixe de chorar. Não derrame mais lágrimas, pois haverá uma recompensa por seu trabalho, os seus filhos voltarão do país inimigo. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Há esperança no seu futuro; os seus filhos voltarão para a sua pátria. É a decisão do SENHOR.
Ouvi Efraim queixar-se tristemente: ‘Você me castigou como a um bezerro indomado; faça com que eu volte para ser restaurado, pois você, SENHOR, é meu Deus.
Após eu voltar para o Senhor, lamentei o errado que eu estava; e depois que entendi que tinha pecado, me culpei a mim mesmo. Estou envergonhado e humilhado pelos pecados que cometi na minha juventude’.
Por acaso não é Efraim o meu filho querido? Não é o meu filho preferido? Embora o tenha repreendido muito, verdadeiramente sempre está no meu coração. Eu o amo profundamente e sinto uma grande compaixão por ele. Eu, o SENHOR, falei.
“Faça para você marcas no caminho, coloque sinais. Preste atenção no caminho principal, no caminho que você percorreu. Volte, virgem Israel, volte para as suas cidades.
Até quando você continuará se afastando de mim? O SENHOR criará algo novo na terra: a mulher marchará ao redor do homem ”.
Esta é a mensagem do SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel: — Quando eu mudar a sorte do povo de Judá, quando trouxer de novo os prisioneiros e eles estiverem de novo na sua terra e nas suas cidades, o povo de novo dirá: “Que o SENHOR o abençoe, lar de justiça, monte santo”.
O povo de Judá e de todas as suas cidades viverá ali em harmonia. Os agricultores e os pastores com os seus rebanhos viverão também ali.
Refrescarei os sedentos e fortalecerei os que estiverem enfraquecidos.
Nesse momento despertei e abri os olhos. Tinha sido um bom sonho.
O SENHOR diz: — Chegará o dia no qual plantarei muitos homens e animais em Israel e em Judá.
E assim como os vigiei para arrancar pela raiz, destruir e causar sofrimento, da mesma forma cuidarei deles para restaurar e voltar a plantar. É a decisão do SENHOR.
— Nesses dias ninguém dirá mais: “Os pais comeram uvas amargas e os dentes dos filhos se embotaram”.
Pelo contrário, aquele que comer uvas amargas embotará os seus dentes. Cada qual morrerá pela sua própria maldade.
O SENHOR diz: — Virão dias em que estabelecerei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá.
Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os seus antepassados. Eu fiz essa aliança no dia em que os levei pela mão e os tirei da terra do Egito. Eu era como um marido para eles, mas eles quebraram a minha aliança.
— Esta é a aliança que eu farei com o povo de Israel depois daqueles dias: porei a minha lei nas suas mentes e a escreverei nos seus corações. Eu serei o Deus deles e eles serão o meu povo.
Ninguém jamais terá que ensinar ao seu próximo, ou ao seu irmão, dizendo: “Conheça ao Senhor”, porque todos me conhecerão, desde o menos importante até o mais importante. Eu perdoarei as faltas que eles cometerem. Nunca mais me lembrarei dos seus pecados. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Esta é a mensagem do SENHOR. Ele criou o sol para iluminar o dia, e a lua e as estrelas para iluminar a noite. Ele agita o mar para que as suas ondas rujam, e o seu nome é o SENHOR Todo-Poderoso:
“Israel só deixará de existir como uma nação se deixarem de estar em vigor as leis que determinam quando aparece o sol, a lua, as estrelas e as ondas do mar”.
Esta é a mensagem do SENHOR: “Se alguém conseguir medir os céus e explorar as bases da terra, então eu também rejeitarei toda a descendência de Israel por tudo o que fez”.
Assim diz o SENHOR: — Chegará o dia em que a cidade de Jerusalém será reconstruída para o SENHOR, desde a torre de Hananeel até a porta da Esquina.
Os limites se estenderão até o monte de Garebe e depois girarão até Goa.
O vale inteiro onde agora lançam os cadáveres e as cinzas, e todos os campos que se estendem até o ribeiro de Cedrom e até a esquina da porta dos cavalos ao leste, serão terra consagrada ao SENHOR. Nunca mais será arrasada nem destruída a cidade.
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a Jeremias no décimo ano do reinado de Zedequias, rei de Judá, que era o ano décimo oitavo do reinado de Nabucodonosor.
Nesse tempo, o exército do rei da Babilônia cercava Jerusalém. O profeta Jeremias estava preso no pátio do palácio do rei de Judá.
Zedequias, rei de Judá, foi quem mandou que o prendessem. Ele não tinha gostado das coisas que Jeremias disse. Jeremias tinha dito: — Assim diz o SENHOR: “Entregarei esta cidade ao rei da Babilônia. Ela ficará sob o seu poder.
Zedequias, rei de Judá, não escapará do poder dos babilônios, mas será entregue nas mãos do rei da Babilônia e o verá face a face.
Nabucodonosor levará Zedequias para a Babilônia e ali permanecerá até que eu volte a cuidar dele. Vocês lutarão contra os babilônios, mas não vencerão. É a decisão do SENHOR”.
Enquanto Jeremias estava preso, ele disse que o SENHOR falou:
— Hanameel, filho do seu tio Salum, virá a você logo. Ele pedirá que compre um campo que ele tem em Anatote. Ele fará isso porque você tem o direito de comprá-lo por ser seu parente mais próximo.
E exatamente como disse o SENHOR, meu primo Hanameel veio a mim no pátio da prisão e me propôs comprar o campo que ele tinha em Anatote, na terra de Benjamim, porque eu tinha obrigação de comprá-lo e tomar possessão dele por ser seu parente mais próximo. Então soube que essa era uma mensagem do SENHOR
e comprei do meu primo Hanameel o campo que estava em Anatote por dezessete peças de prata.
Assinei a escritura, a selei. Então eu chamei algumas testemunhas para presenciar a compra e paguei.
Logo eu levei a escritura selada, o contrato, as condições de compra e a cópia sem o selo.
Entreguei a escritura a Baruque, filho de Nerias e neto de Maaseias. Eu fiz isso perante Hanameel e as testemunhas que presenciaram a compra. E muitos outros judeus também viram isso pois estavam sentados no pátio da prisão.
— Depois disse a Baruque diante de todos eles
que o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, disse: “Tome estes documentos, a escritura selada e a cópia aberta, e coloque-os numa vasilha de barro para que se conservem por muito tempo”.
Porque diz o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel: “Meu povo comprará de novo casas, campos e plantações de uvas nesta terra”.
— Depois que entreguei a escritura da compra a Baruque, filho de Nerias, orei ao SENHOR dizendo:
“SENHOR Deus, você fez o céu e a terra com o seu grande poder e com o seu braço estendido. Não há nada difícil demais para o Senhor.
O Senhor mostra amor fiel para milhares de pessoas, mas da mesma forma castiga os filhos pelo pecado dos seus pais. É Deus grande e poderoso, e o seu nome é o SENHOR Todo-Poderoso.
Os seus planos são grandiosos e as suas obras são maravilhosas. O Senhor vê tudo o que fazem os homens para dar a cada qual o que merece de acordo com as suas ações.
Você fez milagres e maravilhas no Egito e continua a fazer hoje em Israel e em todos os povos. O Senhor fez que o seu nome fosse famoso.
Tirou o seu povo Israel do Egito com milagres e maravilhas, usando a sua forte mão, o seu braço estendido e o seu grande poder.
Deu ao povo de Israel esta terra que o Senhor tinha prometido aos seus antepassados, uma terra que transborda de leite e de mel.
Mas quando eles vieram e tomaram posse desta terra, não obedeceram nem seguiram as suas leis. Eles não fizeram o que o Senhor ordenou. Por isso o Senhor trouxe todo este sofrimento.
“Agora os babilônios construíram rampas ao redor da cidade para conquistá-la. A guerra, a fome e as doenças farão a cidade cair nas mãos dos babilônios que lutam contra ela. Está se cumprindo o que o Senhor disse que aconteceria e o Senhor está vendo tudo isso.
Embora a cidade esteja sendo entregue nas mãos dos babilônios, o SENHOR Deus me disse: ‘Compre o campo à vista e chame testemunhas para que presenciem a compra’”.
Então veio a mensagem do SENHOR a Jeremias:
— Eu sou o SENHOR, o Deus de todos os seres humanos. Acaso há alguma coisa impossível para mim?
Eu, o SENHOR, vou fazer que esta cidade caia nas mãos dos babilônios e do seu rei Nabucodonosor. O exército deles vai conquistar esta cidade.
Os babilônios que atacam esta cidade entrarão e porão fogo nela. Eles queimarão as casas sobre cujos terraços queimaram incenso a Baal e ofereceram vinho a outros deuses. As pessoas de Jerusalém fizeram isso para provocar a minha ira.
Desde que eram jovens, os povos de Israel e Judá fizeram o mal diante de mim. O povo de Israel não deixou de provocar a minha ira com os ídolos que fabrica com as suas mãos.
Desde o dia em que foi construída até hoje, esta cidade sempre tem provocado a minha ira e o meu furor. Eles me provocaram tanto que eu devo fazer com que desapareça da minha frente.
Eu vou destruir Jerusalém por todo o mal que fizeram tanto o povo de Israel como o povo de Judá. Todos eles me deixaram furioso: reis, príncipes, sacerdotes, profetas, o povo de Judá e as pessoas de Jerusalém.
Eles me viraram as costas. E, embora, eu os tenha ensinado com paciência, não quiseram aceitar os meus ensinos.
Eles levaram os seus ídolos para o templo que leva o meu nome e assim o contaminaram.
Eles também construíram altares para Baal no vale de Ben-Hinom. Ali eles queimaram os seus filhos e filhas em honra do deus Moloque. Eu não ordenei fazer isso e nunca imaginei que fariam uma coisa tão terrível. Ao fazer tudo isso fizeram pecar a Judá.
— Mas agora eu, o SENHOR, o Deus de Israel, falo o seguinte sobre esta cidade, que vocês dizem que cairá nas mãos do rei da Babilônia por meio da guerra, a fome e a doença:
“Eu os reunirei e os trarei de todas as terras por onde os espalhei por causa da minha ira e do meu grande furor. Eu os trarei de volta para este lugar e farei que vivam em segurança.
Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus.
Eu darei a eles um só coração e um só caminho para que sempre temam a mim, para seu próprio bem e o dos seus descendentes.
Eu farei com eles a aliança eterna de fazer sempre o bem a eles e porei no seu coração tal respeito por mim que nunca se afastarão do meu lado.
Eu me alegrarei fazendo o bem e com todo o meu coração e a minha alma os plantarei nesta terra”.
— Assim diz o SENHOR: “Eu trouxe todo este sofrimento sobre o povo de Israel e de Judá. Da mesma forma, eu trarei sobre eles boas coisas. Eu prometo fazer boas coisas para eles.
De novo irão comprar campos nesta terra da qual vocês dizem que está destruída e desabitada, e que foi entregue nas mãos dos babilônios.
Na terra de Benjamim e nas redondezas de Jerusalém, nas cidades de Judá, nas cidades do monte, nas cidades das planícies de Judá e nas cidades do sul de Canaã irão comprar campos com dinheiro, e serão escritos documentos de compra que serão selados e assinados diante de testemunhas. Eu lhes devolverei o que lhes foi tirado. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
O SENHOR deu uma segunda mensagem a Jeremias enquanto ainda estava preso no pátio da prisão:
— Eu sou o SENHOR, que criou a terra. Eu, o SENHOR, dei forma à terra e a coloquei com firmeza no seu lugar. O meu nome é YAVÉ, e esta é a minha mensagem:
“Judá, me chame, que eu responderei e lhe contarei segredos grandiosos e inimagináveis que você não conhece.
Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, falo o seguinte sobre as casas desta cidade e sobre os palácios dos reis de Judá: eles estão em ruínas. Ir contra o cerco e as rampas de assalto para lutar contra
os babilônios e inútil. Isso só fará com que esta cidade fique cheia de cadáveres daqueles que serão vítimas da minha ira. Deixarei de proteger esta cidade por todo o mal que fez.
— “Mas depois darei a vocês saúde, e farei que desfrutem de paz e segurança.
Mudarei a sorte de Judá e de Israel e os voltarei a construir para que fiquem como no princípio.
Eu os purificarei de todos os pecados que cometeram contra mim e de todas as maldades com que se rebelaram contra mim.
Então esta cidade será para mim motivo de orgulho e alegria diante de todas as nações da terra. Elas ouvirão sobre todo o bem que eu farei com vocês. As nações temerão ao ouvir sobre todas as bênçãos e a prosperidade que darei a essa cidade”.
O SENHOR diz: — Vocês dizem que este lugar está deserto e que não há nele seres humanos nem animais. Mas nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém, que hoje estão vazias, sem pessoas nem animais, de novo se escutará
o som de alegria e de celebração, o canto do noivo e da noiva, e das pessoas que dizem: “Louvem ao SENHOR Todo-Poderoso porque o SENHOR é bom e o seu amor fiel é eterno”. Isso é o que novamente dirão aqueles que vierem para o templo do SENHOR para fazer as suas ofertas de ação de graças, porque eu mudarei a sorte deste país para que volte a ser como era no princípio. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso: — Neste lugar agora deserto, sem homens nem animais, e em todas as suas cidades, haverá novamente pastos onde os pastores levarão para descansar os seus rebanhos.
Os pastores vão contar os seus rebanhos enquanto caminham na frente deles. Eles irão contar os seus rebanhos por todas as partes deste país: nas cidades das montanhas, nas cidades das planícies de Judá e da região sul, na terra de Benjamim, e nos povoados em volta de Jerusalém e nas cidades de Judá. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
O SENHOR diz: — Chegará o dia em que cumprirei a promessa de bênção que fiz ao povo de Israel e ao povo de Judá.
“Nesses dias e naquele tempo farei nascer para a família de Davi um renovo justo que estabelecerá o direito e a justiça no país.
Nesses dias Judá será salva e Jerusalém viverá em segurança. O nome do renovo será: ‘O SENHOR é nossa justiça’”.
Assim diz o SENHOR: — Nunca faltará um descendente de Davi que ocupe o trono da nação de Israel.
Nunca faltará descendentes aos sacerdotes levitas para que ofereçam diante de mim sacrifícios que devem ser queimados completamente, que queimem ofertas de cereal e que apresentem sacrifícios cada dia.
Veio a mensagem do SENHOR a Jeremias:
— Eu, o SENHOR, afirmo que se vocês puderem quebrar a aliança que tenho com o dia e com a noite, de modo que não apareçam no tempo determinado,
então a aliança que tenho com o meu servo Davi também poderá ser quebrada para que nunca um filho dele governe no seu trono e a minha aliança com os meus servos, os sacerdotes levitas, poderá ser quebrada também.
Assim como não se pode contar as estrelas do céu ou a areia do mar, eu multiplicarei os filhos do meu servo Davi e dos levitas que me servem.
Veio mensagem do SENHOR a Jeremias dizendo:
— Por acaso você não escutou estas pessoas dizendo que: “As duas famílias que o SENHOR mesmo tinha escolhido, agora ele as rejeita”? Eles desprezam o meu povo e já não o consideram uma nação.
Assim diz o SENHOR: — Com certeza nunca mudará a minha aliança com o dia e a noite e as leis que controlam o céu e a terra.
Então também com certeza nunca rejeitarei os filhos de Jacó e do meu servo Davi. Eu sempre escolherei dentre os seus filhos aquele que governe os filhos de Abraão, Isaque e Jacó. Eu mudarei a sua sorte e terei compaixão deles.
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a Jeremias quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, seu exército e todos os reinos da terra que ele controlava atacavam Jerusalém e todas as suas cidades.
Isto diz o SENHOR, Deus de Israel: — Jeremias, vá e fale isto a Zedequias, rei de Judá, que assim diz o SENHOR: “Vou entregar esta cidade nas mãos do rei da Babilônia para que a queime.
E você, Zedequias, não escapará do seu poder, será capturado e cairá nas suas mãos. Você vai ver o rei da Babilônia frente a frente, lhe falará face a face e será levado para a Babilônia”.
Mesmo assim, ouça esta mensagem do SENHOR, Zedequias, rei de Judá. Isto diz o SENHOR sobre você: “Não morrerá a fio de espada.
Morrerá em paz e assim como se queimou perfume em honra dos seus antepassados, os reis anteriores a você, também se queimará perfume na sua honra. O povo se lamentará por você dizendo: ‘Que dor, SENHOR!’ Porque assim o tenho decidido”, diz o SENHOR.
Então o profeta Jeremias disse tudo isso a Zedequias, rei de Judá, em Jerusalém.
O exército do rei da Babilônia estava atacando Jerusalém, Láquis e Azeca, que eram as únicas cidades fortificadas que ainda ficavam em Judá.
O SENHOR deu uma mensagem a Jeremias depois que o rei Zedequias fez uma aliança com todo o povo de Jerusalém para dar liberdade aos escravos.
A aliança consistia em que os que tivessem escravos ou escravas hebreus os deixassem em liberdade para que nenhum judeu tivesse como escravo a outro judeu.
Todos os chefes e todo o povo que tinham se comprometido a cumprir a aliança, obedeceram e deixaram em liberdade os seus escravos.
Mas depois se arrependeram de tê-los libertado. Eles os obrigaram a voltar e os escravizaram novamente.
Então o SENHOR deu esta mensagem a Jeremias:
— Isto diz o SENHOR, Deus de Israel: “Eu fiz uma aliança com os seus antepassados quando os tirei do Egito, onde eram escravos. Eu lhes ordenei
que cada sete anos dessem liberdade a todo escravo hebreu que se tivesse vendido a eles e que lhes tivesse servido durante seis anos. Mas os seus antepassados não prestaram atenção nem me obedeceram.
Vocês, ao contrário, tinham mudado seu modo de viver e tinham feito o que conta com a minha aprovação, ao dar a eles a liberdade, cada um ao seu compatriota. Vocês fizeram uma aliança diante mim no templo que leva meu nome.
Mas depois mudaram de opinião e desprezaram meu nome ao escravizar de novo a cada um dos escravos e escravas que tinham libertado”.
— Então isto diz o SENHOR: “Vocês não tem me obedecido, pois não deixaram em liberdade aos seus irmãos. Portanto, eu, o SENHOR, vou deixar em liberdade a guerra, as doenças e a fome, para que façam com vocês algo que seja motivo de horror a todos os reinos da terra.
Aos homens que quebraram a minha aliança e que não cumpriram as palavras da aliança que fizeram diante mim, eu farei com eles a mesma coisa que acontece ao bezerro que eles cortaram em dois para depois caminhar pelo meio das suas duas partes.
Os que caminharam pelo meio das duas partes do bezerro quando fizeram a aliança diante mim foram os príncipes de Judá e de Jerusalém, os ministros, os sacerdotes e todo o povo da terra.
A todos eles os entregarei em mãos dos seus inimigos e daqueles que os querem matar. Seu corpo será a comida das aves do céu e dos animais da terra.
Entregarei a Zedequias, rei de Judá, e aos seus príncipes nas mãos dos seus inimigos, daqueles que os querem matar, e também nas mãos do exército do rei da Babilônia, que por enquanto foi embora.
Eu, o SENHOR, vou dar a ordem para eles regressarem a esta cidade. Eles a atacarão, a capturarão e a queimarão. Tornarei as cidades de Judá em lugares desolados, sem nenhum habitante”.
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a Jeremias no tempo de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá:
— Vá à família dos recabitas e fale com eles para virem a uma das salas do templo do SENHOR. Quando eles chegarem lá ofereça vinho a eles.
Então tomei a Jazanias, filho de Jeremias e neto de Habazinias, aos seus irmãos, aos seus filhos e a toda a família dos recabitas,
e os levei ao templo do SENHOR, à sala dos filhos de Hanã, que era filho de Jigdalias. Jigdalias era um homem de Deus. A sala ficava junto ao quarto dos príncipes que estava acima do quarto de Maaseias, filho de Salum. Maaseias era o guarda do tesouro.
Coloquei jarras cheias de vinho, e taças na frente dos recabitas e lhes disse: — Bebam o vinho.
Mas eles disseram: — Nós não bebemos vinho porque nosso antepassado Jonadabe, filho de Recabe, nos ordenou, dizendo: “Nunca bebam vinho vocês nem os seus descendentes.
Não construam casas nem semeiem sementes, nem cultivem campos de uvas. Morem sempre em tendas para que possam viver por muito tempo na terra onde são imigrantes”.
Nós obedecemos a todas as ordens que nos deu o nosso antepassado Jonadabe, filho de Recabe. Nunca em nossa vida bebemos vinho, nem as nossas esposas nem nossos filhos e filhas.
Nunca construímos casas para morar nelas e não temos campos de uvas nem nenhum outro tipo de plantação.
Vivemos em tendas e cumprimos obedientemente tudo o que nosso antepassado Jonadabe nos ordenou fazer.
Mas quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio combater contra a terra de Judá, nós dissemos: “Vamos! Vamos entrar a Jerusalém para escapar do exército dos babilônios e do exército dos sírios”. E ficamos morando em Jerusalém.
Então o SENHOR deu esta mensagem a Jeremias:
— Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, quero que vá e diga às pessoas de Judá e a todos os habitantes de Jerusalém: “Não vão aprender esta lição e obedecer às minhas palavras?”
Os descendentes de Jonadabe, filho de Recabe, têm cumprido a ordem que ele deu de não beber vinho, e até hoje eles não bebem vinho porque obedecem à ordem do seu antepassado. Mesmo assim, eu tenho falado continuamente a vocês mas não me obedecem.
Enviei com insistência os meus servos os profetas, dizendo: “Afastem-se todos vocês dos seus maus caminhos e corrijam as suas ações. Não sigam e não adorem a outros deuses e assim poderão viver na terra que dei a vocês e aos seus antepassados”. Mas vocês não me deram atenção nem me ouviram.
Os descendentes de Jonadabe, filho de Recabe, cumpriram a ordem que seu antepassado lhes deu, mas este povo não me obedece.
— Por isso, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, o rei de Israel trarei a Judá e a todos os habitantes de Jerusalém toda a dor que lhes anunciei, porque eu falei com vocês e não me ouviram. Eu os chamei, mas não responderam.
Então Jeremias disse à família dos recabitas: — Isto diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel: “Vocês obedeceram à ordem do seu pai Jonadabe e cumpriram tudo o que ele ordenou”.
Por isso, o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz: “Sempre haverá um descendente da família de Jonadabe, filho de Recabe, para me servir”.
Esta mensagem do SENHOR veio ao profeta Jeremias no quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá:
— Pegue um rolo e escreva nele a mensagem que falei a respeito de Israel, Judá e todas as nações desde o tempo de Josias até hoje.
Talvez o povo de Judá deixe o seu caminho de maldade quando souber do castigo que planejo trazer sobre eles. Se eles fizerem isso eu perdoarei as suas perversões e pecados.
Jeremias chamou Baruque, filho de Nerias, para que escrevesse no rolo enquanto ditava a mensagem que tinha recebido do SENHOR.
Depois Jeremias deu a seguinte ordem a Baruque: — Como estou proibido de entrar no templo do SENHOR,
você irá ao templo do SENHOR e lerá ao povo que estiver jejuando a mensagem do SENHOR que eu ditei e você escreveu no rolo. Também você lerá essa mensagem a todo o povo de Judá que veio das suas cidades.
Talvez peçam ao SENHOR que tenha piedade deles, e se afastem da sua maldade. Digo isto porque é muito grande a ira do SENHOR contra eles.
Baruque, filho de Nerias, cumpriu fielmente tudo o que Jeremias lhe ordenou. Ele leu o rolo da mensagem no templo do SENHOR.
No nono mês do quinto ano de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, foi convocado o povo de Jerusalém e todo o povo que vinha das cidades de Judá para celebrarem um jejum em honra ao SENHOR.
No templo do SENHOR, Baruque leu a mensagem de Jeremias a todo o povo na sala de Gemarias, filho do escrivão Safã, desde o pátio superior à entrada da porta nova do templo do SENHOR.
Micaías, filho de Gemarias, neto de Safã, ouviu toda a mensagem do SENHOR que estava escrita no rolo.
Então foi até a sala dos escrivãos no palácio, onde se reuniam todos os altos funcionários. Ali estava o escrivão Elisama; Delaías, filho de Semaías; Elnatã, filho de Acbor; Gemarias, filho de Safã; Zedequias, filho de Hananias; e todos os outros funcionários.
Micaías lhes disse o que tinha ouvido quando Baruque leu a mensagem ao povo.
Então os funcionários enviaram Jeudi, filho de Netanias, neto de Selemias e bisneto de Cuchi, para que dissesse a Baruque: — Pegue o rolo que você leu perante o povo e venha. Baruque, filho de Nerias, pegou o rolo e se apresentou diante eles.
Os funcionários disseram: — Sente-se e leia a mensagem. E Baruque leu para eles.
Quando ouviram a mensagem, se olharam com temor e disseram a Baruque: — Temos que informar tudo isso ao rei.
Depois perguntaram a Baruque: — Diga-nos como foi que você escreveu tudo isso. Foi Jeremias que ditou?
Baruque respondeu: — Sim, escrevi com tinta no rolo enquanto ele me ditava a mensagem.
Então os ministros disseram a Baruque: — Vá e esconda-se. Faça com que Jeremias se esconda também. Ninguém deve saber onde estão.
Então eles foram até o pátio para se apresentar ao rei, mas colocaram o rolo na sala do escrivão Elisama, e informaram ao rei tudo o que tinha acontecido.
Então o rei enviou a Jeudi para trazer o rolo da sala de Elisama, e Jeudi o leu ao rei e aos funcionários que estavam com o rei.
Era o nono mês e por isso o rei estava na sua casa de inverno, sentado perto do fogo.
Cada vez que Jeudi lia três ou quatro colunas do rolo, o rei cortava essa parte do rolo com um canivete de escrivão e a jogava no fogo. Assim continuou até que queimou todo o rolo.
Nem o rei nem os seus funcionários tiveram temor nem rasgaram as suas vestiduras.
Elnatã, Delaías e Gemarias rogaram ao rei que não queimasse o rolo, mas ele não deu ouvidos.
O rei mandou o seu filho Jerameel; Seraías, filho de Azriel; e Selemias, filho de Abdeel, para que prendessem ao escrivão Baruque e ao profeta Jeremias. Mas o SENHOR os tinha escondido.
Depois que o rei queimou o rolo com as palavras que Jeremias tinha ditado a Baruque, o SENHOR disse a Jeremias:
— Pegue outro rolo e escreva nele a mesma mensagem que você escreveu no primeiro rolo que queimou Jeoaquim, rei de Judá.
A Jeoaquim, rei de Judá, você dirá que eu, o SENHOR, vi você queimando este rolo e dizendo: “Por que escreveu que com certeza o rei da Babilônia virá e destruirá esta terra e exterminará o povo e os animais?”
Por isso eu, o SENHOR, afirmo sobre você, Jeoaquim, rei de Judá que nenhum dos seus descendentes ocupará o trono de Davi, seu cadáver será lançado e ficará exposto ao calor e às geadas da noite.
Castigarei a sua iniquidade, a de seus descendentes e a dos seus servos. Enviarei sobre eles e sobre os habitantes de Jerusalém e o povo de Judá todo o sofrimento que lhes adverti porque não me obedeceram.
Então Jeremias pegou outro rolo e o deu a Baruque, filho do escrivão Nerias. Baruque escreveu nele tudo o que Jeremias lhe ditava, ou seja tudo o que estava escrito no rolo que Jeoaquim, rei de Judá, tinha queimado. Também acrescentou muitas outras mensagens semelhantes.
Nabucodonosor, rei da Babilônia, pôs como rei de Judá a Zedequias, filho de Josias, no lugar de Joaquim, filho de Jeoaquim.
Mas nem Zedequias nem os seus funcionários nem o povo deram ouvidos à mensagem que o SENHOR lhes dava por meio do profeta Jeremias.
Mesmo assim, o rei Zedequias enviou a Jucal, filho de Selemias, e a Sofonias, filho do sacerdote Maaseias, ao profeta Jeremias com a seguinte mensagem: — Ore por nós ao SENHOR, nosso Deus.
Jeremias estava livre e se movia com toda liberdade entre o povo porque ainda não o tinham prendido e colocado na prisão.
Enquanto isso, o exército do faraó tinha saído do Egito. Quando os babilônios que estavam cercando Jerusalém souberam da notícia, retiraram o cerco contra Jerusalém.
Então veio mensagem do SENHOR ao profeta Jeremias dizendo:
— Eu, o SENHOR, Deus de Israel digo ao rei de Judá, que os mandou para me consultar, que o exército do faraó que saiu para os ajudar vai voltar para o Egito
e os babilônios voltarão para atacar esta cidade, a tomarão e a incendiarão.
Eu, o SENHOR, digo para não se enganarem pensando que os babilônios se retirarão, porque eles não farão isso.
Ainda que vocês derrotassem todo o exército babilônio que ataca vocês e só ficassem alguns soldados feridos no acampamento, eles se levantariam e incendiariam esta cidade.
Quando o exército dos babilônios se retirava de Jerusalém por causa da saída do exército do faraó,
Jeremias saiu de Jerusalém para se encaminhar à terra de Benjamim para receber uma herança.
Mas ao chegar à porta de Benjamim, um capitão da guarda chamado Jerias, filho de Selemias e neto de Hananias, deteve o profeta Jeremias dizendo: — Você vai se unir aos babilônios.
Jeremias disse: — Isso não é certo, não vou me unir aos babilônios! Mas Jerias não quis ouvi-lo. Ele prendeu Jeremias e o levou aos oficiais.
Os oficiais, furiosos com Jeremias, bateram nele e o prenderam na casa do escrivão Jônatas, a qual tinham convertido em prisão.
Jeremias permaneceu na prisão, ou seja na cela subterrânea, onde permaneceu por muitos dias.
O rei Zedequias mandou trazer Jeremias e o interrogou em segredo no palácio, dizendo: — Tem alguma mensagem do SENHOR? E Jeremias respondeu: — Sim, sim tenho. A mensagem é que você será entregue nas mãos do rei da Babilônia.
Então Jeremias disse ao rei Zedequias: — Em que pequei contra Sua Majestade, os seus servos e o seu povo para que me colocasse na prisão?
Onde estão os profetas que profetizavam que o rei da Babilônia não vinha contra vocês nem contra este país?
Escute-me agora, Sua Majestade, peço que tenha compaixão de mim e não me faça voltar à casa do escrivão Jônatas, não seja que eu morra ali.
Então o rei Zedequias ordenou que pusessem Jeremias no pátio da prisão e que, enquanto tivesse pão na cidade, dessem a ele um pedaço assado da rua dos Padeiros. Assim, Jeremias permaneceu no pátio da prisão.
Sefatias, filho de Matã; Gedalias, filho de Pasur; Jucal, filho de Selemias; e Pasur, filho de Malquias, ouviram que Jeremias dizia a todo o povo:
— O SENHOR diz que quem ficar nesta cidade morrerá na batalha, ou de fome ou de doenças, mas quem se render aos babilônios viverá. Será entregue como despojo de guerra, mas pelo menos salvará a sua vida.
O SENHOR também diz que esta cidade será entregue nas mãos do exército do rei da Babilônia e será capturada.
Então os oficiais disseram ao rei: — É necessário matar este homem porque com estas mensagens está desanimando os soldados que restam nesta cidade e todo o povo. Na realidade este homem não procura o bem deste povo, senão seu sofrimento.
O rei Zedequias disse: — Façam o que quiserem, eu já nem posso me opor a vocês.
Então eles pegaram Jeremias e o desceram com cordas na cisterna do pátio da prisão, a qual era de Malquias, o filho do rei. Mas como a cisterna não tinha água, senão lama, Jeremias afundou nela.
O etíope Ebede-Méleque, oficial do palácio, ouviu que tinham jogado Jeremias na cisterna. Enquanto o rei estava na porta de Benjamim,
Ebede-Méleque saiu do palácio para falar com o rei, e disse:
— Sua Majestade, esses homens cometeram um crime por tudo o que fizeram com o profeta Jeremias. Eles o jogaram na cisterna. Jeremias morrerá de fome ali, pois não há mais pão na cidade.
O rei ordenou ao etíope Ebede-Méleque o seguinte: — Leve com você três homens sob as suas ordens e tire o profeta Jeremias da cisterna antes que morra.
Assim fez Ebede-Méleque, e foi ao depósito de roupa do palácio e tirou tecidos e trapos velhos, os quais desceu para dentro da cisterna por meio de cordas para tirar Jeremias.
Então o etíope Ebede-Méleque disse a Jeremias: — Coloque os trapos debaixo das suas axilas, entre as cordas e a sua pele. E assim fez Jeremias.
Os homens puxaram as cordas e o tiraram da cisterna. Então Jeremias ficou no pátio da prisão.
O rei Zedequias mandou trazer o profeta Jeremias para que se apresentasse diante dele na terceira porta do templo do SENHOR. O rei disse ali a Jeremias: — Quero fazer uma pergunta a você e espero que não me esconda nada.
Então Jeremias respondeu a Zedequias: — Se eu responder à pergunta da Sua Majestade, o mais seguro é que me mande matar, e se lhe dou o meu conselho, não me ouvirá.
O rei Zedequias jurou em segredo a Jeremias isto: — Juro pelo SENHOR, que nos criou e nos deu a vida, que não matarei você nem o entregarei nas mãos desses homens que querem a sua morte.
Então Jeremias disse a Zedequias: — O SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, diz que se a Sua Majestade se render aos oficiais do rei da Babilônia, salvará a sua vida, esta cidade não será incendiada, e as pessoas da sua família viverão.
Mas se não se render aos oficiais do rei da Babilônia, então esta cidade será entregue nas mãos dos babilônios. Eles a incendiarão e a Sua Majestade não poderá escapar deles.
O rei Zedequias disse a Jeremias: — Tenho medo dos judeus que passaram para o lado dos babilônios porque podem me entregar nas suas mãos para que me torturem.
Jeremias lhe respondeu: — Isso não acontecerá. Ouça Sua Majestade a mensagem do SENHOR que lhe estou dando e tudo sairá bem, e viverá.
Mas se recusar a se render, isto é o que o SENHOR me mostrou que acontecerá:
todas as mulheres que ficarem no palácio do rei de Judá serão entregues aos oficiais do rei da Babilônia, e elas dirão: “Os seus melhores amigos traíram você e o venceram. Você tem os pés afundados na lama e os seus aliados lhe deram as costas”.
— Todas as mulheres e os filhos de Sua Majestade serão entregues aos babilônios. Sua Majestade não poderá escapar deles, senão que cairá nas mãos do rei da Babilônia e esta cidade será incendiada.
Então Zedequias disse a Jeremias: — Se valoriza em alguma coisa a sua vida, não fale com ninguém desta conversa.
Se os ministros souberem que falei com você e perguntarem o que você me disse e prometerem não matá-lo se você contar tudo para eles,
você lhes dirá que estava me suplicando para não mandá-lo de volta à casa de Jônatas para morrer ali.
De fato, os ministros foram interrogar Jeremias e ele respondeu como o rei tinha lhe indicado. Então eles o deixaram em paz, porque ninguém tinha ouvido a conversa.
E Jeremias permaneceu no pátio da prisão até o dia em que os babilônios o capturaram.
No mês décimo do ano nono do reinado de Zedequias, rei de Judá, chegou Nabucodonosor, rei da Babilônia, e todo seu exército veio a Jerusalém e a cercaram.
No dia nove do quarto mês do ano décimo primeiro do reinado de Zedequias, o muro da cidade foi derrubado.
Logo todos os oficiais do rei da Babilônia entraram na cidade. Eles se acomodaram ao lado da porta central da cidade. Estes são os nomes daqueles oficiais: Nergal-Sarezer, governador de Sangar, um oficial muito importante; Nergal-Sarezer, também um oficial importante; e outros oficiais importantes também estavam ali.
Ao vê-los, Zedequias, rei de Judá, e todos os seus soldados fugiram da cidade. Saíram de noite pelo jardim real, pela porta que está entre os dois muros, tomando o caminho do Arabá.
Mas o exército dos babilônios perseguiu o rei e o alcançou na planície de Jericó. Eles o levaram perante Nabucodonosor, rei da Babilônia, em Ribla, território de Hamate, onde ditou sentença contra Zedequias.
Nesse mesmo lugar, o rei da Babilônia mandou degolar os filhos de Zedequias e todos os nobres de Judá enquanto Zedequias olhava.
Depois Nabucodonosor fez furar os olhos a Zedequias. Ele mandou acorrentá-lo e levá-lo como prisioneiro para a Babilônia.
Os babilônios incendiaram o palácio do rei e as casas do povo, e derrubaram as muralhas de Jerusalém.
Nebuzaradã, comandante da guarda, levou prisioneiros para a Babilônia a todos os que ficaram na cidade e aos que tinham fugido.
Ele só deixou no território de Judá algumas pessoas das mais pobres e lhes deu campos e vinhas.
No que diz respeito a Jeremias, o rei Nabucodonosor deu a seguinte ordem a Nebuzaradã, comandante da guarda:
— Ache Jeremias e tome conta dele. Não lhe faça nenhum mal. Dê a ele o que lhe pedir.
Então Nebuzaradã, comandante da guarda; Nebusazbã, um alto oficial do exército; Nergal-Sarezer, um alto oficial; e todos os outros oficiais do rei da Babilônia,
mandaram tirar Jeremias do pátio da prisão e o puseram nas mãos de Gedalias, filho de Aicam, neto de Safã, para que o levasse de novo para a sua casa. Então Jeremias viveu no meio do povo.
Quando ainda estava preso Jeremias no pátio da prisão, a palavra do SENHOR veio a ele, dizendo:
— Vá dizer a Ebede-Méleque, o etíope, que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, afirmo que vou cumprir a mensagem que anunciei contra esta cidade, para mal e não para bem. Você será testemunha no dia em que isso acontecer.
Mas naquele dia eu o protegerei, para que não seja entregue nas mãos daqueles a quem teme.
Pode ter certeza que eu, o SENHOR, vou salvá-lo. A sua vida será o seu despojo de guerra por ter confiado em mim.
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a Jeremias depois que foi libertado por Nebuzaradã, comandante da guarda, em Ramá. Ali Nebuzaradã o tinha encontrado preso e acorrentado entre todos os prisioneiros de Jerusalém e de Judá, que iam deportados para Babilônia.
O comandante da guarda tomou separadamente a Jeremias e lhe disse: — O SENHOR, seu Deus, advertiu a todos sobre este desastre contra este lugar.
O SENHOR agora cumpriu sua ameaça. Tudo isso aconteceu porque vocês pecaram contra o SENHOR e não o obedeceram.
Mesmo assim, hoje o liberto das correntes que prendem as suas mãos. Se quiser vir comigo para a Babilônia, venha que eu cuidarei de você. Mas se não quiser vir, não venha. Você pode escolher qualquer lugar deste país para ir morar.
Você também pode voltar para junto de Gedalias, filho de Aicão, neto de Safã. O rei da Babilônia tem nomeado Gedalias como governador das cidades de Judá. Vá e fique com ele e com seu povo. Você também pode ir para onde melhor lhe parecer. Então o comandante da guarda lhe deu provisões e um presente, e o deixou em liberdade.
Jeremias foi para onde estava Gedalias, filho de Aicão, em Mispá. Ele ficou morando com Gedalias e com o povo que restava no país.
Todos os oficiais do exército e os seus soldados que ainda estavam no campo ficaram sabendo que o rei da Babilônia tinha nomeado a Gedalias, filho de Aicão, governador do país. Ele passou a estar encarregado das pessoas que foram deixadas nessa terra. Essas pessoas eram homens, mulheres e crianças, as quais eram muito pobres. Todos eles não foram deportadas para a Babilônia.
Os seguintes homens foram a Mispá e apresentaram-se diante de Gedalias: Ismael, filho de Netanias; Joanã e Jônatas, filhos de Careá; Seraías, filho de Tanumete; os filhos de Efai, de Netofate; e Jezanias, filho de um homem de Maaca, junto com seus soldados.
Gedalias, filho de Aicão, neto de Safã, fez esta promessa aos oficiais e aos seus homens: — Não tenham medo dos oficiais babilônios. Fiquem aqui, sirvam ao rei da Babilônia e tudo lhes irá bem.
Eu vou ficar em Mispá para representar vocês diante dos babilônios que vierem aqui. Mas vocês devem armazenar vinho, frutas e azeite de oliva. Fiquem morando nas cidades que ocuparam.
Todos os judeus que moravam em Moabe, entre os amonitas, em Edom e em todos os outros países, ficaram sabendo que o rei da Babilônia tinha deixado um resto em Judá e que tinha nomeado governador a Gedalias, filho de Aicão, neto de Safã.
Então estes judeus deixaram os lugares onde estavam dispersos e foram para a terra de Judá. Eles apresentaram-se em Mispá, perante Gedalias. Também começaram a armazenar vinho e frutas em abundância.
Joanã, filho de Careá, e todos os oficiais do exército que estavam no campo apresentaram-se perante Gedalias, em Mispá,
e disseram: — Não sabe que Baalis, rei dos amonitas, enviou a Ismael, filho de Netanias, para matar você? Mas Gedalias, filho de Aicão, não acreditou nele.
Então Joanã, filho de Careá, disse em segredo a Gedalias, em Mispá: — Deixe-me matar Ismael, filho de Netanias, sem que ninguém fique sabendo quem o fez. Por que vamos permitir que ele mate você? Isso causaria que todo o povo de Judá, que se reuniu agora, seja espalhado e que o resto de Judá seja destruído.
Gedalias, filho de Aicão, disse a Joanã, filho de Careá: — Não faça isso, porque o que disse sobre Ismael não é certo.
No mês sétimo, Ismael, filho de Netanias e neto de Elisama, que era da família real e um dos oficiais do rei, foi com dez dos seus homens a Mispá para se apresentar perante Gedalias, filho de Aicão. Ismael era membro da família real e tinha sido um dos oficiais do rei. Enquanto comiam juntos em Mispá,
Ismael, filho de Netanias, e os dez homens que estavam com ele prenderam a Gedalias, filho de Aicão e neto de Safã, e o mataram à espada. Assim mataram a quem o rei da Babilônia tinha nomeado governador do país.
Ismael também matou a todos os judeus que estavam com Gedalias em Mispá e aos soldados da Babilônia que se encontravam ali.
No dia após o assassinato de Gedalias e quando ainda ninguém tinha percebido isso,
chegaram de Siquém, Siló e Samaria oitenta homens com a barba raspada, a roupa rasgada e o corpo cheio de cortes que eles fizeram neles mesmos. Eles trouxeram ofertas de cereal e incenso, para oferecer ao SENHOR no templo.
Ismael, filho de Netanias, saiu de Mispá para cumprimentá-los, chorando pelo caminho. Ao chegar onde eles estavam, ele lhes disse: — Venham ver Gedalias, filho de Aicão.
Quando os homens entraram na cidade, Ismael e os seus homens mataram os oitenta homens e os jogaram num poço fundo.
Mas dez desses oitenta homens disseram: — Não nos matem! Temos trigo, cevada, azeite de oliva e mel escondidos no campo. Então Ismael não os matou como aos seus companheiros.
O rei Asa tinha feito um poço quando foi atacado por Baasa, rei de Israel. Foi nesse poço que Ismael colocou os corpos dos homens que tinha matado.
Depois Ismael capturou as filhas do rei e o resto do povo que estava em Mispá. Nebuzaradã, comandante da guarda, tinha nomeado a Gedalias, filho de Aicão, como governador de todas essas pessoas. Depois de Ismael, filho de Netanias, ter capturado essas pessoas ele fugiu para onde estavam os amonitas.
Joanã, filho de Careá, e todos os chefes militares que estavam com ele ficaram sabendo do crime que tinha cometido Ismael, filho de Netanias.
Eles reuniram os seus homens e foram combater contra ele. Eles o encontraram perto do grande açude que está em Gibeom.
Quando o povo que Ismael tinha como prisioneiro viu a Joanã, filho de Careá, e aos oficiais do seu exército que estavam com ele, ficaram muito alegres.
Então todo o povo que Ismael tinha capturado em Mispá deu meia-volta e foi com Joanã, filho de Careá.
Mas Ismael e oito dos seus homens escaparam de Joanã e foram viver com os amonitas.
Então Joanã, filho de Careá, e os oficiais do seu exército que estavam com ele resgataram o povo. Ismael tinha capturado essas pessoas em Mispá depois de ter matado a Gedalias. Entre os resgatados havia homens, soldados, mulheres, crianças e altos ministros. Joanã trouxe todos eles de Gibeom.
Joanã e os oficiais do seu exército ficaram com medo dos babilônios. O rei da Babilônia tinha escolhido Gedalias para ser o governador de Judá, mas Ismael tinha assassinado Gedalias. Joanã tinha medo de que os babilônios ficassem com raiva por causa disso. Então eles fugiram para o Egito. No caminho eles ficaram em Gerute-Quimã, que está junto a Belém.
Enquanto eles estavam em Gerute-Quimã, Joanã, filho de Careá, e Jezanias, filho de Hosaías, foram ver o profeta Jeremias. Todos os oficiais do exército foram com eles. Todo o povo, desde o mais importante até o mais humilde, também foram com eles.
Eles disseram: — Ouça a nossa petição e rogue ao SENHOR, seu Deus, pelos que ficamos. Como pode ver, só restamos uns poucos em comparação dos muitos que éramos antes.
Rogue ao SENHOR, seu Deus, que nos diga qual caminho devemos seguir e o que devemos fazer.
O profeta Jeremias lhes disse: — Eu os ouvi. Orarei ao SENHOR, seu Deus, como pediram. Direi a vocês tudo o que o SENHOR me responda sem ocultar nada.
Eles disseram a Jeremias: — Que o SENHOR, seu Deus, seja uma testemunha fiel e verdadeira contra nós se não fizermos tudo o que o SENHOR nos falar por meio de você.
Gostemos ou não, nós obedeceremos ao SENHOR, a quem agora o enviamos para consultar. Nós obedeceremos ao que ele falar. Assim faremos que tudo vá bem conosco. Sim, nós vamos obedecer ao SENHOR, nosso Deus.
Depois de dez dias, veio a mensagem do SENHOR a Jeremias.
Então ele convocou a Joanã, filho de Careá, aos oficiais do exército que estavam com ele, e a todo o povo, tanto as pessoas importantes como as humildes.
Ele lhes disse: — Isto diz o SENHOR, Deus de Israel, a quem me enviaram para apresentar o pedido de vocês:
“Se ficarem nesta terra, eu os edificarei e não os destruirei. Eu os plantarei e não os arrancarei. Eu vou fazer isso porque lamento tê-los feito sofrer.
Não temam ao rei da Babilônia, a quem agora vocês temem tanto. Não tenham medo dele porque eu estou com vocês, eu os resgatarei e os salvarei das mãos dele. Eu, o SENHOR, afirmo isto.
Eu terei compaixão de vocês, de maneira que o rei da Babilônia também terá compaixão de vocês e os deixará voltar ao país de vocês.
— “Mas se não ficarem nesta terra, se desobedecerem ao SENHOR, seu Deus,
e falarem: ‘Vamos para o Egito, onde não veremos guerra e não escutaremos o som da trombeta de guerra nem morreremos de fome’,
então vocês, os que de Judá estão aqui, escutem a mensagem do SENHOR. Isto diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel: ‘Se vocês insistirem em ir para o Egito e viver lá como imigrantes,
a guerra que tanto temem os alcançará. A fome que tanto os preocupa os perseguirá, e morrerão ali.
Todos os que insistirem em partir para morar no Egito, morrerão na guerra, de fome ou de doença. Não haverá sobreviventes nem ninguém que se livre do sofrimento que enviarei sobre vocês’.
— “Podem estar certos disto porque o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz: ‘Assim como descarreguei a minha ira e fúria sobre os habitantes de Jerusalém, da mesma forma descarregarei a minha fúria sobre vocês se forem para o Egito. Serão um exemplo do que é ser amaldiçoado, desolado e objetos de zombaria. Nunca mais verão de novo este lugar’.
O SENHOR deu a vocês, que ficaram em Judá, instruções de não ir para o Egito. Saibam bem que eu os adverti.
Vocês mesmos cometeram um erro fatal quando me enviaram ao SENHOR, o Deus de vocês, dizendo: ‘Rogue por nós ao SENHOR, nosso Deus, e diga-nos exatamente o que falar o SENHOR, nosso Deus, e nós faremos’.
Eu falei para vocês o que ele me disse, mas vocês não querem obedecer ao SENHOR, seu Deus, em nada do que ele me mandou dizer.
Portanto, saibam bem que vocês morrerão na guerra, de fome ou de doença no país em que vocês querem morar”.
Então Jeremias acabou de dizer ao povo a mensagem do SENHOR, Deus deles. Ele lhes falou tudo o que o SENHOR, Deus deles, mandou dizer.
Azarias, filho de Hosaías; Joanã, filho de Careá; e outros indivíduos arrogantes disseram a Jeremias: — Você está mentindo! O SENHOR, nosso Deus, não o enviou dizer que nós não devemos ir viver no Egito.
É esse Baruque, filho de Nerias, quem o instiga contra nós para nos entregar nas mãos dos babilônios. Ele quer que eles nos matem e nos deportem para a Babilônia.
Então nem Joanã, filho de Careá, nem os oficiais do exército, nem ninguém do povo obedeceu ao SENHOR, que disse que permanecessem na terra de Judá.
Em vez disso, Joanã, filho de Careá, e os oficiais do exército levaram os que restavam do povo para morar no Egito. No passado os inimigos tinham levado os sobreviventes para outras nações, mas eles tinham voltado para Judá.
Eles levaram os homens, as mulheres e as crianças para o Egito. Entre essas pessoas estavam os filhos do rei. (Nebuzaradã tinha deixado essas pessoas sob o cuidado de Gedalias, filho de Aicão, neto de Safã. Nebuzaradã era o comandante da guarda do rei da Babilônia.) Joanã levou também o profeta Jeremias e Baruque, filho de Nerias.
Essas pessoas não obedeceram ao SENHOR. Todos eles se dirigiram para o Egito e chegaram até a cidade de Tafnes.
Em Tafnes veio a mensagem do SENHOR para Jeremias, dizendo:
— Pegue nas suas mãos algumas pedras grandes. Leve-as e enterre-as com cimento no andar ladrilhado em frente da entrada do palácio do faraó em Tafnes. Faça isso enquanto os judeus estão olhando para você.
Então diga a eles que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel mandarei chamar o meu servo Nabucodonosor, rei da Babilônia. Sobre estas pedras que escondi aqui colocarei o seu trono, e ele estenderá a sua tenda real sobre elas.
Ele virá para o Egito e o atacará. Quem estiver destinado para morrer, morrerá. Quem estiver destinado para o exílio, irá para o exílio. Quem estiver destinado para morrer na batalha, morrerá na batalha.
Nabucodonosor incendiará os templos dos deuses do Egito. Ele os queimará e os levará como se fossem prisioneiros. Ele sacudirá a terra do Egito como um pastor sacode a sua capa para se livrar dos bichos e depois sairá dali como se nada tivesse acontecido.
Ele destruirá os obeliscos de Bete-Semes e incendiará os templos dos deuses do Egito.
Jeremias recebeu a mensagem do SENHOR para todos os judeus que moravam no Egito, ou seja os que moravam em Migdol, Tafnes, Mênfis e na região do sul. Jeremias disse a eles a seguinte mensagem
do SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel: — Vocês viram todo o sofrimento que trouxe contra Jerusalém e todas as cidades de Judá. Hoje estão em ruínas e ninguém mora ali.
Tudo isso aconteceu por causa da maldade que cometeram, pois provocaram a minha ira adorando e queimando incenso a outros deuses que nem eles, nem vocês nem os seus antepassados conheceram.
Vez após vez enviei a eles os meus servos, os profetas, com a advertência que não cometessem essas abominações que eu detesto.
Mas não me ouviram nem deram atenção, senão que continuaram oferecendo incenso a outros deuses.
Portanto, eu mostrei a minha ira contra eles. Eu castiguei as cidades de Judá e as ruas de Jerusalém. A minha fúria fez com que elas ficassem em ruínas e vazias até hoje.
— Agora eu, o SENHOR, Deus Todo-Poderoso, o Deus de Israel, pergunto: por que se causam vocês mesmos um mal tão grande? Por que provocam a morte do povo de Judá, homens, mulheres e crianças, e até de recém-nascidos, até não restar ninguém?
Por que provocam a minha ira com as suas ações e oferecem incenso a outros deuses na terra do Egito, onde vieram morar? Tudo o que vão conseguir é a sua própria destruição. As outras nações os verão como exemplo do que é ser amaldiçoado e humilhado.
Pois já esqueceram todas as maldades que cometeram os seus antepassados e os reis de Judá e as suas esposas, e as maldades que vocês mesmos e as suas esposas cometeram nas ruas de Judá?
Até o dia de hoje vocês não se humilharam, não tiveram temor nem viveram de acordo com as leis e estatutos que dei a vocês e aos seus antepassados.
— Portanto, eu, o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel afirmo que enfrentarei vocês e acabarei com todo o povo de Judá.
Farei com que os sobreviventes de Judá que teimosamente decidiram partir e morar no Egito morram ali. Todos morrerão, desde o mais humilde até o mais importante. Todos eles morrerão na batalha ou a fome acabará com eles. Eles serão vistos como um exemplo de maldição, de aniquilação, de espanto e de humilhação,
pois castigarei aos que vivem no Egito como castiguei a Jerusalém: com guerra, fome e doenças.
Nem um só desses poucos que ficaram de Judá e que foram viver no Egito, voltará para Judá. E embora desejem voltar a Judá para viver lá, não voltarão. Só alguns refugiados voltarão para lá.
Então os homens que sabiam que as suas esposas ofereciam incenso a outros deuses, assim como as mulheres que estavam presentes, os quais formavam um grupo grande, mais todo o povo que morava no Egito, responderam a Jeremias:
— Não vamos dar atenção à mensagem que você nos deu da parte do SENHOR.
Pelo contrário, nós continuaremos fazendo tudo o que dissemos que faríamos. Continuaremos oferecendo incenso e ofertas de vinho à Rainha do Céu, como nós sempre fizemos e como também nossos antepassados, nossos reis e chefes fizeram nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém. Então tínhamos comida em abundância, nos ia bem e não tínhamos nenhum sofrimento.
Mas desde que deixamos de oferecer incenso e ofertas de vinho à Rainha do Céu, nos tem faltado tudo e a guerra e a fome estão nos matando.
E as mulheres acrescentaram: — Quando oferecíamos holocaustos e bebidas à Rainha do Céu, por acaso não sabiam os nossos esposos que fazíamos bolos com a sua imagem e ofertas de vinho?
Então Jeremias respondeu a todo o povo, isto é, a todos os homens e mulheres:
— Vocês acreditam que o SENHOR não se lembrava ou não percebia que vocês, os seus antepassados, os seus reis, os seus chefes e o povo ofereciam incenso nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém?
O SENHOR já não podia resistir mais as suas más ações e as imundices que vocês faziam. Isso foi o que causou que seu país se transformasse em exemplo de maldição, num lugar em ruínas e sem habitantes, assim como está hoje.
A tragédia que vocês sofreram foi causada exatamente porque vocês queimaram incenso a outros deuses e pecaram contra o SENHOR, por não darem ouvidos ao SENHOR nem terem obedecido às suas leis, nem às suas ordenanças nem aos seus mandamentos.
Então Jeremias disse ao povo e às mulheres: — Povo de Judá que habita na terra do Egito, ouça a mensagem do SENHOR.
Isto diz o SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel: “Vocês e as suas esposas disseram que certamente cumpririam a promessa de oferecer incenso e ofertas de vinho à Rainha do Céu. Bom, com os seus feitos mostram que cumprem o que prometem, vão pois e cumpram as suas promessas.
Ouça povo de Judá que vive no Egito! Eu, o SENHOR, jurei por meu grande nome, que ninguém do povo de Judá que vive no Egito voltará a pronunciar o meu nome dizendo: ‘Jure pelo Senhor DEUS’.
Eu estarei velando para trazer sobre vocês sofrimento em vez de prosperidade. Todo o povo de Judá que vive no Egito morrerá na batalha ou de fome, até que não fique ninguém.
Só uns poucos sobreviverão da guerra e voltarão à terra de Judá desde o Egito. Todos os sobreviventes de Judá que foram morar no Egito saberão qual foi a palavra que se cumpriu, se a minha ou a deles.
Isto lhes servirá de sinal de que eu, o SENHOR, cumprirei a minha ameaça de trazer dor e sofrimento.
Eu entregarei o faraó Hofra, rei do Egito, nas mãos dos seus inimigos e nas mãos de aqueles que querem a sua morte, assim como entreguei a Zedequias, rei de Judá, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, que queria matá-lo”.
Esta é a mensagem que o profeta Jeremias deu a Baruque, filho de Nerias, no quarto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá. Baruque escrevia num rolo enquanto Jeremias ditava seguinte mensagem:
— Eu, o SENHOR, Deus de Israel, tenho ouvido você, Baruque.
Você disse: “Pobre de mim! Além de dor, o SENHOR me enviou angústia. Estou exausto de tanto gemer e não encontro descanso”.
Eu, o SENHOR, afirmo que destruirei o que construí e arrancarei o que plantei: acabarei com este país.
Está procurando grandes coisas para você? Deixe de procurar grandes coisas para você porque eu enviarei a destruição para todo ser humano. Mas eu, o SENHOR, prometo que irei protegê-lo da morte onde quer que você for.
Esta é a mensagem do SENHOR para o profeta Jeremias sobre as nações.
Esta é a mensagem acerca do Egito quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, derrotou o exército egípcio do faraó Neco. Isso aconteceu em Carquemis, junto ao rio Eufrates, no quarto ano do governo de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá.
“Prepararem os escudos e marchem para a batalha.
Selem os cavalos e preparem as carruagens. Ponham os capacetes e tomem posições. Afiem as lanças, ponham as couraças”.
O SENHOR diz: “O que estou vendo? Os guerreiros retrocedem, fogem derrotados. Fogem sem olhar para trás; há terror por todos os lados.
O mais rápido não pode fugir, nem o mais forte pode escapar. No norte, junto ao rio Eufrates, eles tropeçaram e caíram.
“Quem é esse que cresce como as águas agitadas do Nilo?
É o Egito que cresce como as agitadas águas do Nilo, e diz: ‘Subirei e cobrirei a terra; destruirei as cidades e os seus habitantes’.
Ao ataque, cavalaria. Que avancem furiosamente os carros de combate. Que marchem os guerreiros. Que os soldados de Cuxe e de Pute tomem os seus escudos. Que os soldados da Lídia prepararem os arcos.
“Esse será o dia do SENHOR Deus Todo-Poderoso; o dia em que se vingará dos seus inimigos. A espada devorará até ficar satisfeita e apagará a sua sede com sangue. É o sacrifício para o SENHOR Deus Todo-Poderoso na terra do norte, ao lado do rio Eufrates.
“Pobre a virgem filha do Egito, você sobe até Gileade e busca bálsamo. Mas em vão multiplica os remédios, pois você não tem cura.
As nações já souberam da sua humilhação; os seus gritos são ouvidos por toda a terra; tropeça guerreiro contra guerreiro e juntos caem no chão”.
Esta é a mensagem que o SENHOR enviou ao profeta Jeremias quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, vinha para atacar o Egito:
“Anunciem isto no Egito, proclamem isto em Migdol, Mênfis e Tafnes: ‘Assumam posições! Preparem-se! Porque a espada devora o que está ao seu redor’.
Por que está caído o touro que adora? Por que não pode se manter em pé? Porque o SENHOR o derrubou.
Fez com que muitos tropeçassem, caíssem uns sobre os outros. Eles disseram: ‘Levante-se, voltemos para o nosso povo, à terra onde nascemos, longe deste ataque opressor’.
Coloquem o seguinte apelido no faraó do Egito: ‘Fez muito barulho, mas já era tarde’.
“Tão certo como eu, o Rei, estou vivo, e o meu nome é o SENHOR Todo-Poderoso, que como o Tabor, que sobressai dentre os montes, e como o Carmelo, que se eleva sobre o mar, assim será o inimigo que vem.
Filha do Egito, faça a bagagem para o exílio, porque Mênfis se tornará num deserto, num monte de ruínas abandonadas.
O Egito é uma bonita novilha, mordida por um moscão do norte.
Até os seus mercenários contratados são como novilhos gordos, mas também eles viraram as costas, fugiram todos sem parar porque chegou o dia da sua destruição, a hora do seu castigo.
O Egito assobia como uma cobra em fuga, porque os seus inimigos avançam com força. Eles se aproximam para atacar com machados, como lenhadores.
Derrubam as suas florestas impenetráveis, porque os lenhadores são muito numerosos. Eles são mais numerosos do que os gafanhotos, e ninguém os pode contar.
A bela Egito foi envergonhada e entregue às pessoas do norte”.
O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz: — Castigarei a Amom, deus de Tebas, e também ao Egito, aos seus deuses, aos seus reis, ao faraó, e a todos os que confiam nele.
Eu os entregarei nas mãos dos que os querem matar, nas mãos de Nabucodonosor e seus servos. Depois disto, será habitado como antes. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Mas você, meu servo Jacó, não tema. Não desanime, Israel. Eu o resgatarei desse país distante, a você e aos seus descendentes, da terra onde moram exilados. Jacó voltará a viver em paz, tranquilo, e ninguém o fará temer.
Jacó, servo meu, não tema, porque eu estou com você. Exterminarei todas as nações para onde o tenho desterrado, mas não destruirei você. Eu sim o corrigirei justamente, pois não o deixarei sem castigo. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
Esta é a mensagem do SENHOR ao profeta Jeremias sobre os filisteus, antes de que o faraó atacara Gaza.
O SENHOR diz: “Sobem as águas do norte, como um rio que está transbordando e cubrindo o país e tudo o que há nele, a cidade e os seus habitantes. O povo gritará, e todo habitante do país gemerá.
Eles ouvirão o galope dos cavalos, o estrondo dos carros de combate e o barulho das rodas. Os pais fugirão enfraquecidos, sem nem sequer voltar para buscar os seus filhos,
porque chegou o dia de destruir todos os filisteus. Chegou o momento de destruir todos os que ajudam Tiro e Sidom. O SENHOR destruirá os filisteus e o resto da ilha de Caftor.
O povo de Gaza rapou a cabeça. O povo de Ascalom permanece mudo. Ó descendentes dos Anakim, até quando farão cortes nas suas próprias carnes?”
Jeremias diz: “Filisteus, vocês dizem: ‘Espada do SENHOR! Quando descansará? Volte para o seu lugar, fique calma e quieta’.
Mas como a espada do Senhor descansará se o SENHOR ordenou que ela atacasse? Ela tem a missão de atacar Ascalom e a costa do mar”.
O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz a respeito de Moabe: “Pobre de Nebo, porque será destruída! Quiriataim será capturada e humilhada. A sua força será derrotada e destruída.
Já não há louvores para Moabe, em Hesbom fazem planos contra ela. Eles falam: ‘Venham, façamos desaparecer esta nação’. Madmém, você também ficará calada e será perseguida pela guerra.
Ouvem-se gritos desde Horonaim: ‘Destruição e ruína imensa!’
Moabe foi destruída, e ouvem-se os gritos dos seus pequenos.
Choram enquanto sobem pelo caminho de Luíte; e pela descida de Horonaim ouvem-se gritos de dor por causa da destruição.
Fujam! Salve-se quem puder! Sejam como os arbustos do deserto.
“Por confiar nas suas obras e nas suas riquezas, você também será capturada. O seu deus Camos irá para o exílio, junto com os seus sacerdotes e altos funcionários.
O destruidor irá sobre cada cidade, e nenhuma escapará. Também o vale será arrasado e o planalto ficará em ruínas, assim como decidiu o SENHOR.
Ponham uma lápide a Moabe porque será destruída. As suas cidades ficarão em ruínas e sem habitantes.
Maldito o que só finge fazer o trabalho do SENHOR; maldito o que não mancha com sangue a sua espada.
“Moabe tem descansado desde a sua juventude; tem descansado como vinho guardado. Ele não tem passado de uma vasilha para outra, nunca foi para o exílio. Por isso conservou o seu sabor e não perdeu o seu aroma”.
O SENHOR diz: “Chegará o dia, quando enviarei pessoas para derramar Moabe; esvaziarão as suas vasilhas e quebrarão os seus cântaros.
“Moabe se envergonhará por ter confiado em Camos, como o povo de Israel se envergonhou de ter confiado naquele deus em Betel.
“Como podem dizer: ‘Somos guerreiros, soldados corajosos’?
Um destruidor se levantou contra Moabe e as suas cidades; os seus melhores jovens descerão para serem degolados. Eu, o Rei, afirmo isso. O meu nome é SENHOR, o Todo-Poderoso.
O desastre de Moabe é iminente, a sua desgraça se aproxima.
Chorem por ele, todos os que estão em volta, os que conhecem a sua fama. Digam: ‘Como se quebrou o cetro poderoso, a vara senhorial?’
“Habitante de Dibom, desça do seu lugar de honra e sente-se no chão ressequido, porque o destruidor de Moabe se levanta contra você e destrói as suas fortalezas.
“Habitante de Aroer, fique na beira do caminho e observe. Pergunte àquele que foge e àquele que escapa: ‘O que aconteceu?’
“Moabe está humilhado porque foi aniquilado. Chorem e lamentem; anunciem no rio Arnom que Moabe foi destruído.
Chegou o julgamento determinado contra o planalto: contra Holon, Jaza e Mefaate;
contra Dibom, Nebo, Bete-Diblataim,
Quiriataim, Bete-Gamul, Bete-Meom,
também contra Queriote, Bozra, e contra todas as cidades de Moabe, próximas e distantes.
O poder de Moabe foi cortado, e o seu braço foi quebrantado. Eu, o SENHOR, estou falando.
“Embriaguem Moabe porque se encheu de orgulho perante o SENHOR. Ela rolará no seu próprio vômito e será objeto de zombaria.
Você não zombava de Israel como se tivesse sido surpreendido por ladrões? Porque cada vez que falava dele, você o fazia com desprezo.
Habitantes de Moabe, abandonem as cidades, e vão habitar nas rochas, como pombas que fazem o seu ninho na beira dos precipícios”.
Temos ouvido do orgulho de Moabe, da sua arrogância, insolência e altivez.
“Eu, o SENHOR, conheço a sua soberba, mas isso não lhe ajudará, não conseguirá nada com a sua arrogância.
Por isso gemam por Moabe, chorem por todos os seus habitantes, e derramem lágrimas pelo povo de Quir-Heres.
Choro por você, videira de Sibma, mais que choro por Jazar. Os seus ramos iam além do mar e chegavam até Jazar. Mas o destruidor cairá sobre a sua colheita de figos e sobre a sua colheita de uvas.
Foi embora a alegria e a felicidade dos férteis campos de Moabe. Fiz com que deixasse de fluir o vinho dos seus lagares; já não há quem pise as uvas com gritos de alegria; se há gritos, não são de felicidade.
“O grito de angústia de Hesbom chega até Eleale e Jaaz. E desde Zoar até Horonaim e Eglate-Selisia, porque até as águas de Ninrim secaram.
Aniquilarei de Moabe àquele que oferecer sacrifícios nos altares e queimar incenso aos seus deuses. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“O meu coração geme como o som de uma flauta, por Moabe e pelo povo de Quir-Heres, porque se perderam as riquezas que acumularam.
Toda cabeça está rapada e toda barba, cortada. Todos se fizeram cortes nas mãos, e se vestiram de luto.
Há gemidos em todos os terraços de Moabe e em todas as praças, porque fiz em pedaços a Moabe, como se fosse uma vasilha que não presta para nada. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Como ficou arrasada! Como gemem! Moabe virou as costas envergonhada. Tornou-se para os seus vizinhos em objeto de zombaria e horror”.
O SENHOR diz: “O inimigo voa como uma águia com as asas estendidas sobre Moabe.
As suas cidades serão capturadas e as suas fortalezas, conquistadas. Nesse dia, o coração dos guerreiros de Moabe será como o de uma mulher em trabalho de parto.
Moabe deixará de ser um povo, porque se rebelou contra o SENHOR.
“Por isso, virão sobre você, habitante de Moabe, o terror, a cova e a armadilha. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Quem foge do terror cairá na trincheira, e quem sair da trincheira cairá na armadilha. Porque eu faço que chegue a Moabe o momento do seu castigo.
“Os que fogem detêm-se enfraquecidos à sombra de Hesbom. Mas sai fogo de Hesbom e uma chama da casa de Seom que queima as têmporas de Moabe e a cabeça dos arrogantes.
Coitado de você, Moabe! O povo de Camos ficou destruído; os seus filhos foram capturados, levados para o exílio, as suas filhas para o cativeiro.
Mas nos últimos dias mudarei a sorte de Moabe. Eu, o SENHOR, afirmo isso”. Aqui termina a sentença contra Moabe.
Esta mensagem é sobre os amonitas. Assim diz o SENHOR: “Por acaso Israel não tem filhos? Por acaso Israel não tem herdeiro? Por que o deus Moloque tomou possessão de Gade e o seu povo vive nas suas cidades?
Chegará o dia contra Rabá dos amonitas, no qual farei soar a trombeta de guerra. Rabá se converterá em um monte de ruínas e as suas cidades serão incendiadas. Então Israel tomará posse daquilo que eles lhe tiraram. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Chorem por Hesbom, porque Ai foi destruída. Gritem, filhas de Rabá; vistam-se de luto e lamentem. Corram de um lado para outro dentro dos muros, porque Moloque vai ao exílio junto com os seus sacerdotes e altos ministros.
Por que se orgulha da sua força? Não vê que ela já está acabando? Filha rebelde que confia nas suas riquezas e diz: ‘Quem me atacará?’
Farei que o terror o cerque por todas partes. Eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, afirmo isso. Serão lançados fora todos, cada um pelo seu lado, e não haverá quem os junte de novo.
Mas depois de tudo isso, darei de volta o que foi tomado dos amonitas. Eu, o SENHOR, falei isso”.
Esta mensagem é sobre os edomitas. O SENHOR Todo-Poderoso diz o seguinte: “Já não há sabedoria em Temã? Os inteligentes não podem aconselhar mais? Será que deixaram de ser sábios?
Habitantes de Dedã, fujam e escondam-se nas profundidades. Eu estou prestes a castigar Esaú por todas as coisas más que ele fez.
“Se os que colhem uvas viessem até você, não deixariam uns poucos cachos? Se ladrões viessem de noite, não levariam somente o que precisam?
Mas eu deixarei sem nada a Esaú, até deixar ao descoberto os seus esconderijos, de maneira que não tenha onde se esconder. Os seus descendentes, a sua família, e os seus parentes e vizinhos serão destruídos e ele deixará de existir.
Abandone os seus órfãos, que eu os cuidarei; e as suas viúvas confiarão em mim”.
Porque assim diz o SENHOR: — Se os que não estavam condenados a beber o cálice do castigo tiveram que bebê-lo, você vai se livrar do castigo? De certo que não ficará sem castigo e você vai também ter que bebê-lo.
Prometo por mim mesmo, o SENHOR, que Bozra ficará como um exemplo de horror, humilhação, ruína e maldição. Todas as suas cidades ficarão em ruínas para sempre.
Tenho ouvido uma mensagem do SENHOR, um mensageiro foi enviado para falar às nações: “Reúnam-se, ataquem Edom, preparem-se para a guerra”.
“Farei com que você se torne insignificante entre as nações e elas irão desprezar você.
Sua grandeza e seu orgulho o enganam. Você, que habita nas fendas das rochas e nos montes altos, ainda que como as águias faça os seus ninhos nas alturas, dali o farei cair. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Edom será um lugar desolado e todos os que passem ficarão maravilhados ao ver as suas feridas.
Será como aconteceu com Sodoma e Gomorra e as suas cidades vizinhas quando foram destruídas. Nunca mais ninguém morará ali, nem sequer para se hospedar temporariamente. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Como um leão que sai dos matagais do rio Jordão para as verdes pastagens, assim depressa expulsarei Edom da sua terra. Nomearei sobre eles a quem eu escolher. Porque, quem é como eu? Quem pode me desafiar? Que pastor pode me enfrentar?”
Ouça o plano que o SENHOR tem contra Edom. Ouça o plano que ele preparou contra os habitantes de Temã. “Eu prometo que o inimigo vai arrastar os menores do rebanho e as suas pastagens ficarão desoladas.
A terra vai tremer pelo som da sua destruição; os seus gritos serão ouvidos até no mar Vermelho”.
Como uma águia que voa alto e se lança com as asas abertas, assim atacará o inimigo a Bozra. Nesse dia, o coração dos guerreiros de Edom se angustiará como mulher que está em trabalho de parto.
Esta mensagem é sobre a cidade de Damasco: “Hamate e Arpade estão comovidas pelas más notícias. Eles se afundaram no medo como o que afunda num mar enfurecido que ninguém pode acalmar.
Damasco está enfraquecida. Ela tentou fugir mas a dominou o pânico. Ela foi dominada pela angústia e dor, como a uma mulher que está em trabalho de parto.
Por que não foi abandonada a cidade tão famosa, que era minha alegria?
Nesse dia as suas jovens cairão nas ruas, todos os seus soldados morrerão. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, afirmo isso.
Ascenderei fogo à muralha de Damasco, e consumirei os palácios de Ben-Hadade ”.
Mensagem do SENHOR acerca de Quedar e dos reinos de Hazor que Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacou: “Levantem e ataquem Quedar! Destruam aos povos do Oriente.
As suas tendas e rebanhos serão arrebatados junto com as cortinas das tendas, seus móveis e os seus camelos. O povo lhes gritará: ‘Terror por todas partes!’
Fujam, escondam-se, habitantes de Hazor! Eu, o SENHOR, falei isto. Nabucodonosor, rei da Babilônia, tem traçado um plano contra vocês.
Vão e ataquem essa nação que vive tão confiada. Ela não tem portas nem fechaduras, seu povo vive isolado.
Os seus camelos e grande quantidade de gado serão o despojo. Dispersarei em todas as direções aos que se rapam as têmporas. De todos lados lhes trarei destruição. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
Para sempre Hazor se tornará num deserto e covil de chacais. Ninguém viverá de novo ali, nenhum ser humano se hospedará nela”.
Esta foi a mensagem do SENHOR para o profeta Jeremias no que diz respeito a Elão. Ele recebeu esta mensagem no início do reinado de Zedequias, rei de Judá:
“Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, quebrarei o arco de Elão, seu poder maior.
Soltarei contra Elão os quatro ventos desde os quatro pontos cardinais. Eu os dispersarei pelos quatro ventos. Os elamitas serão levados cativos para todos os países.
Despedaçarei Elão na presença dos seus inimigos, diante daqueles que os querem matar. Eu os farei sofrer para que vejam a minha ira e os perturbarei militarmente até que acabe com eles.
Estabelecerei meu trono em Elão e destruirei o rei e os seus oficiais.
Mas no futuro mudarei a sorte de Elão, eu, o SENHOR, afirmo isso”.
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a respeito da Babilônia e do seu povo, por meio do profeta Jeremias:
“Anunciem esta mensagem entre as nações para que todos a conheçam. Levantem bandeira para chamar a atenção; não ocultem nada, mas digam: ‘Babilônia será conquistada! Bel será humilhado! Marduque ficará apavorado! As imagens e os ídolos da Babilônia serão ridicularizados e apavorados’.
Porque uma nação do norte se levantou contra a Babilônia para torná-la um deserto. Todos, homens e animais, fugirão e ninguém viverá de novo ali.
“Nesses dias, por esse tempo, o povo de Israel junto com o povo de Judá virão chorando e procurando por mim, o SENHOR, seu Deus.
Perguntarão pelo caminho de Sião e sairão para lá, dizendo: ‘Venham e nos ajuntemos com o SENHOR numa aliança eterna, que nunca será esquecida’.
“Meu povo foi como um rebanho extraviado; os seus pastores o desencaminharam e o dispersaram pelas montanhas. Foram de monte em monte e se esqueceram do seu curral.
Aqueles que o encontravam o devoravam. Os seus inimigos diziam: ‘Não somos culpados, porque eles pecaram contra o SENHOR, seu lugar de descanso; contra o SENHOR, a esperança dos seus antepassados’.
“Fujam da Babilônia, saiam desse país. Sejam como os bodes que guiam às ovelhas.
Porque eu levantarei contra a Babilônia uma aliança de nações poderosas do norte. Elas se posicionarão contra ela e dali a conquistarão. As suas flechas serão como habilidosos guerreiros, que não voltam com as mãos vazias.
Elas saquearão aos babilônios, e os seus saqueadores se fartarão. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Vocês se alegraram, porque destruíram a minha propriedade. Saltem como novilha no campo, relinchem como garanhões.
Mas a sua mãe ficará humilhada, aquela que os deu à luz ficará envergonhada. Será a última das nações, feita um deserto, uma terra seca e árida.
Por causa da ira do SENHOR não será habitada, senão que ficará completamente deserta. Todo aquele que passar por ali ficará impressionado ao ver todas as feridas que recebeu.
“Tomem posição, arqueiros, em volta da Babilônia! Atirem contra ela e não poupem flechas, porque ela pecou contra o SENHOR!
Cerquem a cidade e gritem: ‘Babilônia se rende!’ Caem as suas torres, são derrubadas as suas muralhas. Esta é a vingança do SENHOR; vinguem-se dela e façam com ela a mesma coisa que ela fez com os outros.
Aniquilem aquele que semeia na Babilônia e aquele que usa a foice na colheita. Diante da espada do opressor, cada qual voltará para seu povo, cada um irá para sua terra.
“Israel é um rebanho desencaminhado, disperso por leões. O primeiro leão que o atacou era o rei da Assíria. Agora Nabucodonosor, rei da Babilônia, esmagou todos os seus ossos”.
O SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, diz: “Castigarei o rei da Babilônia e a sua terra, da mesma maneira que castiguei o rei da Assíria.
Farei voltar Israel para o seu campo para que coma pasto no Carmelo e em Basã. Nos montes de Efraim e Gileade terá comida em abundância.
Nesses dias e naquele tempo, a maldade de Israel não aparecerá mais, ainda que procurem por ela. Também procurarão pela maldade de Judá, mas não a encontrarão, porque eu perdoarei aos que deixei com vida. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Dirija o seu ataque contra a terra de Merataim e os habitantes de Pecode. Mate-os à espada, acabe com eles. Faça tudo o que eu, o SENHOR, estou mandando.
“No país se ouve estrondo de guerra e grande destruição.
Como foi quebrado e cortado o martelo de toda a terra! Como ficou desolada a Babilônia entre as nações!
Montei uma armadilha para você, Babilônia, e nem percebeu. Foi achada e conquistada porque você se opôs a mim, o SENHOR.
Eu, o SENHOR, abri o meu arsenal e puxei as armas da minha ira. Eu, o SENHOR Deus Todo-Poderoso, tenho uma missão que cumprir no país dos babilônios.
“Venham contra ela dos confins da terra, abram os seus celeiros. Empilhem-na e destruam-na completamente; não deixem nada dela.
Matem todos os seus novilhos, levem-nos para serem degolados. Pobre deles! Porque chegou a hora do seu castigo.
Ouvem-se as vozes das pessoas que fugiram, são os que escaparam da Babilônia. Elas vêm para proclamar em Sião a vingança do SENHOR, nosso Deus, a vingança pelo que aconteceu no seu templo.
“Chamem os arqueiros para que ataquem a Babilônia, a todos os que usam o arco. Acampem ao redor dela e não deixem escapar ninguém. Retribuam a ela conforme as suas obras, façam com ela assim como ela fez com os outros. Porque foi arrogante com o SENHOR, o Santo de Israel.
Os jovens da Babilônia cairão mortos na ruas, e todos os seus soldados morrerão nesse dia. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, estou contra você, nação rebelde! Chegou a hora do seu castigo.
O arrogante tropeçara e cairá, e ninguém o ajudará a se levantar. Incendiarei todas as suas cidades, e o fogo consumirá tudo ao seu redor”.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “O povo de Israel e o de povo de Judá estão sendo oprimidos; os seus inimigos os têm feito prisioneiros e não os deixam em liberdade.
Mas o seu Redentor é mais forte; o seu nome é o SENHOR Todo-Poderoso. Ele se encarregará de defendê-los, trará paz ao país, mas terror aos habitantes da Babilônia”.
O SENHOR diz: “Guerra contra a Babilônia, os seus habitantes, os seus altos ministros e os seus sábios.
Guerra contra os seus embusteiros, que fiquem loucos. Guerra contra os seus soldados, que tremam de terror.
Guerra contra seus cavalos e os seus carros de combate. Guerra contra seus mercenários, que se tornem fracos. Guerra contra seus tesouros, que sejam saqueados.
Guerra contra suas águas, que se sequem. Porque é uma terra de ídolos que fazem perder a razão.
Animais do deserto se hospedam ali junto com as avestruzes. Nunca mais voltará a ser habitada, nunca mais haverá quem more ali.
Será como aconteceu com Sodoma e Gomorra e as suas cidades vizinhas quando foram destruídas. Nunca mais ninguém morará ali, nem sequer para se hospedar temporariamente. Eu, o SENHOR, afirmo isso.
“Vejam! Um povo vem do norte. Eles vêm de uma grande nação. Muitos reis vêm juntos de todos os cantos da terra.
Eles vêm armados com arcos e lanças. Eles são cruéis e sem compaixão. A voz deles ruge como o mar quando avança a sua cavalaria. Eles marcham em formação de combate contra você, Babilônia.
Quando recebeu esta notícia, o rei da Babilônia sentiu desfalecer. A confusão tomou conta dele. Ele sente dor como uma mulher que está em trabalho de parto.
Como um leão que sai dos matagais do rio Jordão para as verdes pastagens, assim depressa expulsarei os babilônios da sua terra. Nomearei sobre eles a quem eu escolher. Porque, quem é como eu? Quem pode me desafiar? Que pastor pode me enfrentar?”
Ouça o plano que o SENHOR tem contra a Babilônia. Ouça o plano que ele preparou contra o país dos babilônios. “Eu prometo que o inimigo vai arrastar os menores do rebanho e as suas pastagens ficarão desoladas.
A terra vai tremer pelo som da sua destruição; as outras nações ouvirão os seus gritos”.
O SENHOR diz: “Levantarei um vento destruidor contra a Babilônia e os habitantes de Lebe-Camai.
Enviarei estrangeiros contra a Babilônia que a lançarão ao ar até deixá-la vazia. Quando chegar o dia do seu sofrimento, eles a atacarão por todas partes.
Que o arqueiro não arme seu arco, que não vista sua armadura. Não perdoem a vida aos seus jovens, aniquilem completamente o seu exército.
Eles cairão mortos na terra dos babilônios e serão feridos pela lança nas ruas.
Porque embora Israel e Judá encheram de pecado seu país contra o Santo de Israel, eles não foram abandonados pelo seu Deus, o SENHOR Todo-Poderoso”.
Jeremias diz: “Fujam da Babilônia! Salve-se quem puder! Não sejam mortos por causa do pecado dela. É hora da vingança do SENHOR, ele lhe dará o que merece.
Nas mãos do SENHOR, a Babilônia era um cálice de ouro que embriagava todo o mundo. As nações enlouqueceram porque beberam do seu vinho.
Mas a Babilônia cairá de repente e ficará despedaçada. Chorem por ela! Tragam bálsamo para sua dor, talvez se cure”.
Os estrangeiros dizem: “Tentamos curá-la, mas não sarou. Abandonemos a Babilônia e volte cada um para a sua terra. Deus, que está nos céus, vai decidir qual será o seu castigo. Ele vai decidir o que acontecerá com ela”.
O povo de Judá e Israel diz: “O SENHOR nos fez justiça. Vamos e contemos em Sião o que fez o SENHOR, nosso Deus”.
Jeremias diz: “Afiem as suas flechas, carreguem as suas armas. O SENHOR despertou o espírito dos reis da Média porque tem o plano de destruir a Babilônia. Esta é a vingança do SENHOR pelo que fizeram com o seu templo.
Levantem a bandeira de ataque contra os muros da Babilônia. Reforcem a guarda. Ponham os sentinelas nos seus lugares. Preparem a emboscada. O SENHOR fará o que disse e planejou contra os habitantes da Babilônia.
Babilônia, você habita junto às muitas águas. Você tem grandes tesouros, mas o seu fim chegou. Agora é o fim da sua existência.
O SENHOR Todo-Poderoso jurou por si mesmo: ‘O encherei de inimigos como gafanhotos, e cantarão vitória sobre você’.
“Deus foi quem fez a terra com o seu poder. Ele criou o mundo com a sua sabedoria. Ele estendeu os céus com a sua inteligência.
Quando ele fala, soa uma tempestade no céu e de todos os cantos da terra se levanta vapor. Ele é quem envia os relâmpagos com a chuva e tira o vento dos seus depósitos.
Todo ser humano é tolo e ignorante de conhecimento. Deus faz que todo ourive se envergonhe do ídolo que faz. Esses ídolos são uma fraude. Não há vida neles.
Eles não tem valor nenhum, são ridículos. Quando chegue a sua hora serão destruídos.
Mas o Deus de Jacó não é como esses ídolos. Ele é o Criador de todas as coisas. Israel é a família que ele escolheu para que fosse o seu povo. Seu nome é o SENHOR Todo-Poderoso”.
O SENHOR diz: “Você é meu bastão, minha arma de guerra. Com você mato nações e destruo reinos.
Com você destruo cavalos e cavaleiros; despedaço cocheiros e carros de combate.
Com você destruo homens e mulheres; despedaço velhos e jovens, rapazes e moças.
Com você destruo pastores e rebanhos, lavradores e bois, chefes e governantes.
Mas diante de vocês mesmos, eu castigarei a Babilônia e todos os babilônios por todo o mal que fizeram a Sião. É a decisão do SENHOR.
“Eu, o SENHOR, estou contra você, monte de destruição, contra você que é o destruidor de toda a terra. Estenderei a minha mão contra você, farei que role pelas rochas, farei de você um monte queimado.
Ninguém usará nenhuma das suas pedras para ser usada como pedra principal ou pedra de alicerce, porque ficará desolada para sempre, diz o SENHOR.
“Levantem no país a bandeira de atacar, toquem a trombeta entre as nações; prepararem às nações para a guerra contra ela. Convoquem contra ela as nações do Ararate, Mini e Asquenaz. Nomeiem a um general para que a comande e avance os cavalos como praga de gafanhotos.
Convoquem as nações contra ela, os reis da Média, os seus governadores e oficiais, e todo o território do seu império.
A terra treme e se estremece de angústia porque se cumprem os planos do SENHOR contra a Babilônia: fazer dela um deserto desolado.
Os guerreiros da Babilônia pararam de combater. Eles se escondem nas suas fortalezas. Eles desfalecem. Eles ficaram como mulheres assustadas. As suas casas foram incendiadas e as suas fechaduras, destruídas.
Corre um mensageiro trás outro para avisar ao rei da Babilônia que toda a cidade foi capturada.
Os passos dos rios foram ocupados. As fortalezas foram incendiadas. O pânico se propaga entre os soldados”.
O SENHOR Todo-Poderoso, o Deus de Israel, diz: “A Babilônia é como uma eira no momento da debulha, pronta para ser pisada; e já está próximo o tempo de ser colhida”.
Isto é o que a cidade de Jerusalém diz: “Nabucodonosor, o rei da Babilônia, me devorou e me confundiu, me deixou como um prato vazio. Ele me engoliu como faz uma cobra: encheu o seu estômago com as minhas delícias, e depois me vomitou.
Que caia sobre a Babilônia a violência que tem feito comigo. Os habitantes de Sião dirão: ‘Que se derrame meu sangue sobre a Babilônia’”.
Portanto, isto diz o SENHOR: “Vou defender sua causa e a vingarei. Tornarei seu mar num deserto e secarei as suas nascentes.
A Babilônia ficará convertida num monte de ruínas, em covil de chacais, em objeto de horror e de zombaria, em um lugar desabitado.
“Eles rugem como leões, e rosnam como filhotes de leão.
Quando fiquem com fome, farei para eles banquetes e farei que se embriaguem, para que se divirtam, e então durmam um sono eterno do qual não acordarão, diz o SENHOR.
“Vou fazer com que desçam ao matadouro como se fossem cordeiros, carneiros e bodes.
“Como foi tomada a Babilônia! Como foi capturado o orgulho de toda a terra! Como a Babilônia se tornou num objeto de horror entre as nações!
O mar subiu contra a Babilônia, as suas ondas a cubriram.
As suas cidades se tornaram em terra deserta, seca e árida. Elas estão desabitadas e ninguém mais passa por ali.
Castigarei a Bel na Babilônia, farei que vomite o que engoliu. Os rostos das pessoas de todas as nações não vão mais brilhar de alegria quando o vejam, e os muros da Babilônia cairão.
“Povo meu, saia dali, e que cada um salve sua vida da ira ardente do SENHOR.
Não se desanimem nem temam pelos boatos que se ouvem no país. Ano trás ano surgirão boatos de violência na terra e de guerra entre governantes.
O dia se aproxima no qual castigarei os ídolos da Babilônia. Toda ela será humilhada e todos eles cairão mortos no meio dela.
O céu e a terra, e tudo o que neles habita, gritarão de alegria sobre a Babilônia destruída. Porque do norte virão contra ela os seus destruidores, diz o SENHOR.
“A Babilônia tem que cair pelas vítimas que causou a Israel, assim como pelas vítimas que causou por toda a terra.
Vocês que escaparam do combate, corram, não fiquem ali. Não importa o longe que estiverem, pensem no SENHOR e não esqueçam de Jerusalém”.
“Nós, as pessoas de Judá, nos sentimos envergonhados porque ouvimos os insultos. Estamos cobertos de humilhação porque os estrangeiros entraram nos santos lugares do templo do SENHOR”.
O SENHOR diz: “Portanto, se aproxima o dia, no qual castigarei os ídolos da Babilônia, e por todo esse país se ouvirá o gemido dos seus feridos.
Ainda que a Babilônia suba até os céus para fortificar nas alturas as suas defesas, até ali eu enviarei destruidores, diz o SENHOR.
“Nós podemos ouvir terríveis gritos vindo da Babilônia pela grande destruição do país dos babilônios.
Pois o SENHOR está destruindo a Babilônia e está acabando com seu barulho. Os seus inimigos rugem como ondas poderosas, ressoa o estrondo da voz deles.
Chega um destruidor contra a Babilônia. Os seus guerreiros serão castigados, e os seus arcos serão destruídos. Porque o SENHOR é um Deus que dá a cada qual o que merece.
Embriagarei os seus ministros, sábios, governadores, magistrados e militares. Dormirão um sono eterno do qual não acordarão”. É a decisão do Rei; seu nome é o SENHOR Todo-Poderoso.
Assim diz o SENHOR Todo-Poderoso: “Os largos muros da Babilônia serão completamente derrubados, e as suas altas portas serão incendiadas. Os povos trabalharam em vão e as nações se cansaram só para o que é devorado pelo fogo”.
Esta é a mensagem que o profeta Jeremias deu a Seraías, filho de Nerias e neto de Maaseias. Isso aconteceu quando saiu com o rei Zedequias de Judá para a Babilônia, no quarto ano do seu reinado. Seraías era o funcionário real encarregado dessa viagem.
Jeremias tinha escrito num rolo todo o sofrimento que cairia sobre a Babilônia.
Jeremias disse a Seraías: — Quando você for para a Babilônia, tenha cuidado de ler a eles em voz alta toda esta mensagem.
Diga a eles: “O SENHOR disse que acabará com este lugar. Ninguém viverá mais aqui: nem homens nem animais. Este lugar ficará convertido num deserto para sempre”.
E quando tiver terminado de ler o rolo, amarre a ele uma pedra e lance-o ao rio Eufrates.
Então diga: “Assim se afundou a Babilônia e nunca mais se levantará da destruição que farei cair sobre ela”. Aqui terminam as palavras de Jeremias.
Zedequias tinha vinte e um anos quando começou a reinar, e governou onze anos. Sua mãe se chamava Hamutal, filha de Jeremias, e era de Libna.
Zedequias fez o que não agradava ao SENHOR, como Jeoaquim também tinha feito.
Por causa disso, o SENHOR ficou muito irado contra Jerusalém e Judá. Então ele os expulsou da sua presença. Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia.
Então Nabucodonosor, rei da Babilônia, atacou com todo seu exército a Jerusalém. Isso aconteceu no dia dez, do décimo mês do nono ano do reinado de Zedequias. Os babilônios cercaram Jerusalém com seu exército e construíram um muro de terra ao redor da cidade.
A cidade esteve cercada até o décimo primeiro ano do reinado de Zedequias.
A fome se fez cada vez pior dentro da cidade e no dia nove do quarto mês não tinha mais alimentos para o povo.
O exército de Nabucodonosor abriu uma brecha no muro da cidade. Aquela mesma noite o rei Zedequias e todo seu exército fugiram por uma porta secreta que passava pelo muro duplo da cidade, perto do jardim do rei. Os soldados inimigos cercaram a cidade, mas Zedequias e os seus homens escaparam pelo caminho do Arabá.
Então o exército babilônio perseguiu ao rei Zedequias e o alcançou na planície de Jericó. Todo o exército de Zedequias o abandonou e se dispersou.
Então os babilônios capturaram o rei e o levaram perante o rei da Babilônia, em Ribla, na região de Hamate. Ali Nabucodonosor ditou sentença contra Zedequias.
Diante de Zedequias, o rei da Babilônia mandou degolar os filhos de Zedequias, e também fez executar em Ribla a todos os chefes de Judá.
Depois ordenou que arrancassem os olhos de Zedequias. Logo, Zedequias foi acorrentado e enviado para a Babilônia onde permaneceu prisioneiro até o dia que morreu.
Aos dez dias do quinto mês do ano dezenove do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nebuzaradã, comandante-geral da guarda e alto funcionário do governo, conseguiu entrar em Jerusalém.
Ele incendiou o templo do SENHOR, o palácio do rei, e todas as casas, especialmente as das pessoas mais importantes.
Então todo o exército da Babilônia, que estava sob seu mando, derrubou as muralhas de Jerusalém.
Nebuzaradã, comandante da guarda, deportou o povo que ainda estava na cidade, os que fugiram e se uniram ao rei da Babilônia, e o resto dos artesãos.
Mas ele deixou as pessoas mais pobres do povo para que cuidassem das vinhas e colheitas.
Os babilônios quebraram todos os objetos de bronze do templo do SENHOR: as colunas de bronze, as plataformas de bronze, e o grande tanque de bronze. Então levaram todo o bronze para a Babilônia.
Também levaram as panelas, as pás, os cortadores de pavio, as taças, as colheres e todos os utensílios de bronze que eram utilizados no serviço do templo.
O comandante da guarda levou também as fontes, os incensários, os pratos fundos, as panelas e os candelabros, as colheres e os vasos, tudo feito de ouro e de prata.
Não foi possível calcular o peso das duas colunas de bronze, do enorme tanque de bronze, dos doze bois que estavam debaixo da fonte e das bases de bronze que o rei Salomão tinha feito para o templo do SENHOR porque pesavam muito.
Cada coluna media oito metros de altura, cinco e meio de circunferência, oito centímetros de largura, e era oca por dentro.
O capitel de bronze que estava sobre cada coluna media dois metros de altura e estava enfeitado com uma grade e romãs gravadas em volta sua. A segunda coluna era igual à primeira, com as romãs.
Tinham noventa e seis romãs, e com as que estavam ao redor da grade eram cem romãs no total.
O comandante da guarda também levou como prisioneiros Seraías, o sumo sacerdote; Sofonias, o segundo sacerdote; e os três porteiros do templo.
Dos que ficaram na cidade, ele levou presos o comandante que estava encarregado dos soldados, os sete conselheiros do rei, o chefe de recrutamento do exército (que era quem reunia às pessoas e elegia os que tinham que cumprir o serviço militar), e sessenta pessoas de importância que ainda estavam na cidade.
Nebuzaradã, comandante da guarda, prendeu todos eles e os levou perante o rei da Babilônia, que estava em Ribla.
Este deu a ordem ali mesmo em Ribla, no território de Hamate, para que os executassem. Assim foi como a nação de Judá foi desterrada.
Esta é a quantidade de pessoas que Nabucodonosor desterrou: no sétimo ano do seu reinado, 3.023 judeus;
no ano dezoito do seu reinado, 832 pessoas de Jerusalém;
no ano vinte e três do seu reinado, Nebuzaradã, o capitão da guarda real, desterrou 645 judeus. Ao todo foram exilados 4.600 pessoas.
O rei Joaquim, de Judá, ficou preso por trinta e sete anos. No ano trinta e sete de Joaquim estar preso, Evil-Merodaque se tornou rei da Babilônia. Antes desse ano acabar, no dia vinte e sete do mês doze, o rei mandou tirar Joaquim da prisão.
O rei o tratou bem e o favoreceu com um cargo mais importante que o dos outros reis que estavam com ele na Babilônia.
Joaquim deixou de usar uniforme de prisioneiro e até o dia da sua morte fez parte da mesa do rei.
Além disso, o rei Evil-Merodaque deu a Joaquim uma pensão diária pelo resto da sua vida, até o dia da sua morte.
Pobre cidade! Ficou tão sozinha a que antes estava cheia de pessoas. Era uma das cidades mais importantes, mas agora é como uma viúva. A que antes era a princesa das nações, agora se tornou uma escrava.
Chora amargamente de noite e as lágrimas enchem o seu rosto. Nenhum dos amigos que tinha a consola agora. Todos os seus amigos a traíram; eles se tornaram seus inimigos.
Depois de sofrer e ter sido oprimida, Judá foi feita prisioneira. Ela vive entre nações estrangeiras, mas não encontra um lugar onde descansar. Todos os que a perseguem a encurralaram e a deixaram sem saída.
Os caminhos que levam a Sião estão chorando; ninguém mais vem aos festivais. Todos os seus portões estão desertos. Os sacerdotes se lamentam, levam dela as jovens e Sião está cheia de amargura.
Os seus inimigos a governam e os que a odeiam descansam com conforto. Isto aconteceu porque o SENHOR a castigou por todos os seus pecados. Os seus inimigos capturaram os seus filhos e os levaram para longe.
Toda a beleza da filha de Sião desapareceu. Os seus príncipes ficaram como cervos que não encontram lugar onde pastar. Ficaram sem força e os seus caçadores os apanharam.
Jerusalém se lembra quando foi angustiada e perdeu o seu lugar. Lembra-se de todas as coisas belas que tinha no passado. Lembra-se de quando o seu povo caiu diante do poder do inimigo e não houve ninguém que a ajudasse. Os seus inimigos a olhavam e riam da sua derrota.
Jerusalém cometeu um grande pecado e por isso se tornou impura. Todos os que a estimavam, agora a desprezam porque a viram nua. Ela chora e se afasta envergonhada.
O vestido de Jerusalém se sujou. Ela não pensou no seu futuro. Quando caiu em desgraça, não houve ninguém que a consolasse. “SENHOR, olhe para meu sofrimento! O meu inimigo ganhou!”
O inimigo estendeu sua mão e levou todos os tesouros de Jerusalém. Ela viu como pessoas de outras nações invadiam seu templo. Você tinha ordenado que essas nações nunca entrassem em nosso templo!
Toda a população de Jerusalém chora amargamente enquanto procura algo para comer. Entregam os seus tesouros em troca de comida, para poder sobreviver. “SENHOR, olhe e veja o quanto estou abatida!”
A todos os que passam pelo caminho, ela grita: “Vejam, olhem para mim! Existe um sofrimento como o meu? Há sofrimento como o que me enviou o SENHOR quando se irritou comigo?
“Ele enviou fogo do alto e o fez penetrar até nos meus ossos. Ele estendeu uma rede para me apanhar e me fez cair. Ele me transformou numa terra desolada e me fez estar doente o dia todo.
“A mão do SENHOR teceu todos os meus pecados e os transformou num jugo. Esse jugo foi colocado no meu pescoço e levou toda a minha força. O SENHOR me pôs debaixo do domínio de pessoas mais fortes do que eu.
“O SENHOR rejeitou todos os guerreiros que havia na minha cidade. Reuniu um exército contra mim para que destruísse os meus jovens soldados. O SENHOR pisoteou sobre todo o corpo da filha virgem de Judá como são pisadas as uvas para fazer vinho.
“Por tudo isso é que choro; as lágrimas descem pelo meu rosto porque longe está de mim quem me console. Longe está quem pode me dar força de novo. Os meus filhos ficaram abandonados porque os seus inimigos os derrotaram”.
Sião grita pedindo ajuda, mas não há quem a console. O SENHOR ordenou aos vizinhos de Jacó que se tornassem os seus inimigos. Jerusalém tornou-se impura entre as nações inimigas.
“O SENHOR é justo ao me castigar porque lhe desobedeci. Escutem todos na terra e vejam a minha dor. Os meus jovens, homens e mulheres, foram levados prisioneiros.
“Chamei os que me amavam, mas eles me traíram. Os meus sacerdotes e líderes morreram na cidade, enquanto procuravam comida para poder sobreviver.
“SENHOR, olhe para o meu sofrimento! As minhas entranhas revoltam-se. Meu coração está cheio de remorso porque tenho sido muito rebelde. As crianças foram assassinadas na rua, e dentro das casas estava a morte.
“As pessoas ouviram o meu lamento, mas não há ninguém que me console. Todos os meus inimigos sabem do meu sofrimento e se alegram por causa do que você me fez. Espero que chegue o dia que você tem anunciado e que aconteça com eles o mesmo que aconteceu comigo.
“Espero que você se dê conta do mal que eles fazem e que os trate com a mesma dureza com que você me tem tratado por todos os meus pecados. Faça isso porque estou cheia de sofrimento e meu coração está muito dolorido”.
Olhe com que desprezo tem tratado o SENHOR na sua ira à filha de Sião. Ele fez com que a glória de Israel caísse lá do céu até tocar o chão. No dia da sua ira, ele se esqueceu do lugar onde descansam os seus pés.
O SENHOR destruiu tudo e nenhuma das casas de Jacó ficou em pé. Na sua ira destruiu as fortalezas da filha de Judá. Fez com que Judá caísse e feriu o seu reino e os seus príncipes.
No ardor da sua fúria, tirou toda a força de Israel. Retirou a sua mão protetora quando se aproximou o inimigo. Ele veio contra Jacó como um grande fogo que queima tudo o que há ao seu redor.
Como um inimigo, preparou o seu arco; agarrou a espada com a sua mão direita. Como se fosse o inimigo, matou os nossos seres amados. Ele derramou a sua ira como fogo sobre as tendas de Sião.
O SENHOR tornou-se nosso inimigo e destruiu Israel. Destruiu todas as suas fortalezas e as suas cidades com altos muros. Multiplicou as queixas e lamentos da filha de Judá.
Ele arrancou o seu templo como se fosse um jardim. Arruinou o seu festival. O SENHOR fez que em Sião fossem esquecidos os festivais e o dia de descanso. No meio da sua violenta fúria, mostrou desprezo pelo rei e pelo sacerdote.
O SENHOR rejeitou o seu altar; o seu santuário lhe causava repugnância. Pôs nas mãos do inimigo as muralhas de Jerusalém. Os inimigos gritaram de alegria na casa do SENHOR como se estivessem numa festa.
O SENHOR decidiu destruir a muralha da filha de Sião. Fez os seus planos muito cuidadosamente e não hesitou em destruí-la. Ele fez que as fortificações e as muralhas se lamentassem e se enfraquecessem.
Os seus portões vieram abaixo, ele quebrou em pedaços as suas barras de ferro. O rei e os seus príncipes foram espalhados por todas as nações e não ficou ninguém para ensinar a lei ao povo. Nem sequer os profetas podem receber uma visão do SENHOR.
Os líderes da filha de Sião sentam-se no chão em silêncio. Colocam pó sobre as suas cabeças e se vestem com roupa áspera. As jovens de Jerusalém inclinam a sua cabeça para a terra.
Os meus olhos estão cheios de lágrimas, ardem as minhas entranhas. Estou desconsolado por causa da destruição do meu povo e por ver morrer nas ruas da cidade as crianças e os bebês.
Eles perguntam às suas mães: “Onde estão o pão e o vinho?” Como feridos de morte, caem nas praças da cidade. Choram de dor e morrem nos braços das suas mães.
Que posso dizer a você? Com o que a posso comparar, filha de Sião? Com o que a posso comparar para lhe trazer consolo, filha virgem de Sião? Realmente, a sua ruína é tão imensa como o mar. Quem poderá curá-la?
Os seus profetas lhe contaram as suas visões, mas essas visões eram falsas e sem valor. Eles não trataram de melhorar o seu destino advertindo você dos seus crimes. Pelo contrário, só contaram as suas “profecias” as quais só eram palavras vazias e falsas.
Os que passam pelo caminho espantam-se ao vê-la. Fazem gestos e sacodem a sua cabeça ao ver a filha de Jerusalém. Ao vê-la, perguntam: “É esta a cidade que diziam ser a mais bela de todas? É esta a cidade que toda a terra admirava?”
Todos os seus inimigos falam contra você. Fazem escândalo e dizem: “Nós os destruímos. Este é o dia que tanto esperamos. Esse dia chegou e o vimos”.
O SENHOR fez o que planejou. Cumpriu a sua ameaça; o que prometeu há tanto tempo. Ele nos destruiu e não teve compaixão. Deu a vitória aos seus inimigos e fez com que eles celebrassem a nossa derrota.
Muralha da filha de Sião, grite com todo o seu coração ao SENHOR! Que as suas lágrimas corram como um rio dia e noite. Não se detenha, não permita que os seus olhos se detenham.
Levante-se e grite de noite, no início de cada hora. Implore por piedade diante do SENHOR. Eleve as suas mãos a ele para o bem dos seus filhos, que morrem de fome em todas as ruas da cidade.
SENHOR, olhe e pense se alguém foi tratado antes desta maneira. Está certo ver as mulheres comendo os seus filhos que elas tanto amam? Está certo ver os sacerdotes e profetas sendo assassinados no templo do SENHOR?
Os jovens e velhos estão mortos nas ruas da cidade. As minhas moças e homens jovens caíram na batalha. Você os matou no dia da sua ira; destruindo-os sem compaixão.
Você convidou de todas partes as pessoas que me aterrorizavam, como se estivesse convidando pessoas para um festival. Ninguém escapou nem sobreviveu quando você, SENHOR, mostrou a sua ira. O meu inimigo tem destruído as crianças que eu acariciei e criei.
“Eu sou um homem que tem visto o sofrimento quando Deus castiga cheio de ira.
Ele me guiou e me fez caminhar na escuridão, não na luz.
Ele se pôs contra mim uma e outra vez, todo o tempo.
“Enfraqueceu o meu corpo e a minha pele, quebrou os meus ossos.
Ele me encurralou e me cercou de pobreza e amargura.
Ele me fez viver na escuridão, como aqueles que morreram há muito tempo.
“Construiu um muro em torno de mim para eu não poder escapar. Ele me atou com correntes de bronze bem pesadas.
Apesar de eu ter chorado e pedido a ele para me resgatar, ele ignorou a minha oração.
Bloqueou com muralhas de pedra os caminhos que eu queria seguir; desviou o meu caminho.
“O SENHOR parecia um urso pronto para se atirar sobre mim. Um leão escondido pronto para atacar.
Ele me afastou do caminho e me quebrou em mil pedaços. Ele me deixou completamente só.
O SENHOR preparou o seu arco, e me usou como alvo para praticar.
“Lançou as suas flechas diretamente ao meu coração.
As pessoas do meu povo se riem de mim; me desprezam cantando todo o dia.
Ele me encheu de amargura; me deu para beber a bebida mais amarga.
“Ele me atirou ao chão e me fez comer pedras. Esmagou-me no pó.
A paz se afastou da minha alma; já esqueci o que significa estar bem.
Disse comigo mesmo: ‘A minha força e esperança no SENHOR desapareceram’.
“Lembre-se de que estou triste e não tenho lugar para morar. Lembre-se da bebida amarga e do veneno que me deu.
Tenho bem presente todos os meus problemas e me sinto triste demais.
Mas nunca esquecerei algo que sempre me dará esperança.
“O amor fiel do SENHOR nunca termina; sua compaixão não tem fim,
cada manhã se renovam. Imensa é sua fidelidade!
Minha alma disse: ‘O SENHOR é tudo o que tenho e necessito’; por isso sempre terei esperança nele.
“O SENHOR é bom com os que acreditam nele; com os que o buscam.
É bom esperar pacientemente a salvação que o SENHOR traz.
É melhor para nós aprender a levar o jugo desde que somos jovens.
“Devemos aprender a estar sozinhos e calmos quando o SENHOR coloca o seu jugo sobre nós.
Devemos aprender a ajoelhar-nos e inclinar as nossas cabeças até tocar o chão em sinal de submissão: talvez ainda haja esperança.
Devemos aprender a dar a outra face quando nos batem. Devemos aprender a aceitar a humilhação.
“O SENHOR não rejeita as pessoas para sempre.
Embora ele cause sofrimento nelas, ele também tem compaixão e grande é o seu amor fiel.
Ele não deseja fazer mal às pessoas nem lhes causar sofrimento.
“Ele não gosta quando alguém esmaga os prisioneiros da terra;
o Altíssimo não gosta quando uma pessoa viola os direitos de outra pessoa
ele não gosta quando uma pessoa impede que outra receba justiça no tribunal, o SENHOR se dá conta de tudo isto.
Ninguém pode fazer que algo aconteça a não ser que o SENHOR o tenha ordenado.
As coisas boas e as desagradáveis chegam porque o Altíssimo as ordena.
Ninguém deve queixar-se do castigo que recebe pelos seus pecados enquanto estiver vivo.
“Examinemos e avaliemos a nossa conduta e voltemos para o SENHOR.
Elevemos o nosso coração e as nossas mãos para Deus, que está no céu.
Fomos rebeldes e desobedientes e por isso não nos perdoou.
“Ele se vestiu com a sua ira e nos perseguiu, matando-nos sem piedade.
Ele se cobriu com uma nuvem para que as nossas orações não chegassem até ele.
Ele nos fez parecer porcaria e lixo diante das pessoas.
“Todos os nossos inimigos se riem de nós e nos insultam.
Fomos presa do pânico e caímos na fossa. Sofremos a ruína e fomos destruídos.
Pelo meu rosto correm rios de água por causa da destruição do meu povo amado.
“Os meus olhos estão cheios de lágrimas que não deixam de correr,
até que o SENHOR olhe do céu e veja o que acontece.
Eu me sinto triste ao ver o destino das jovens da minha cidade.
“Sem razão nenhuma, os meus inimigos me agarram como eles agarram a um pássaro.
Trataram de acabar com a minha vida numa fossa e lançaram pedras contra mim.
A água chegava até a minha cabeça e pensei que a minha vida tinha terminado.
“SENHOR, chamo você pelo seu nome do fundo da fossa.
Peço a você que ouça a minha voz e não tampe os ouvidos da minha oração.
Aproxime-se quando o chamo e diga-me: ‘Não tenha medo’.
“SENHOR, defenda a minha causa e me devolva a vida.
SENHOR, olhe o mal que me fizeram e faça com que eu obtenha justiça no tribunal.
Você viu todas as ações dos meus inimigos e os seus planos contra mim.
“SENHOR, você tem ouvido os seus insultos e os seus planos contra mim.
As palavras e pensamentos dos meus inimigos estão contra mim o tempo todo.
Sou objeto da sua zombaria em todos os momentos; quando estão sentados e quando estão de pé.
“Espero, SENHOR, que lhes dê o que se merecem pelo que fizeram.
Tire-lhes a capacidade de entender e faça cair sobre eles as suas maldições.
Persiga-os com a sua ira e destrua-os desde o céu, SENHOR!”
Em cada esquina das ruas há joias atiradas ao chão. O ouro mudou; como perdeu o seu brilho!
Os cidadãos de Sião eram tão valiosos que valiam o seu peso em ouro, mas agora são considerados vasilhas baratas feitas por um artesão qualquer.
Até as lobas dão leite às suas crias; deixam que se alimentem do seu peito. Mas a filha do meu povo tornou-se mais cruel do que o animal mais selvagem do deserto.
A língua dos bebês pega-se ao céu da boca de tanta sede que eles têm. Os jovens pedem pão, mas não há ninguém para lhes dar algo.
Os que estavam acostumados com comidas finas, estão famintos nas ruas. Os que antes se vestiam com roupa fina, agora juntam trapos.
Os crimes de Jerusalém eram maiores do que o pecado de Sodoma e Gomorra. Sodoma foi destruída num segundo, embora nunca fosse atacada.
Os nazireus de Jerusalém eram mais puros do que a neve, mais brancos do que o leite. O seu corpo era forte como o carvalho, e o seu cabelo era bonito como a safira.
Agora tornaram-se mais negros do que o carvão. Ninguém os reconhece nas ruas. A pele se grudou aos ossos e está tão seca como a madeira.
Tiveram melhor sorte os que morreram na batalha do que os que morreram de fome. Quando falta uma colheita, os famintos enfraquecem lentamente.
Com as suas próprias mãos, as mulheres mais amorosas cozinharam os seus filhos. Ficaram sendo a sua comida, quando o meu povo foi vencido.
O SENHOR desatou toda a sua fúria; derramou o fogo da sua ira. Incendiou um fogo em Sião que queimou até aos confins da terra.
Os reis da terra e os seus habitantes não acreditaram no que tinha acontecido; não podiam acreditar que um inimigo pudesse atravessar os portões de Jerusalém.
Por causa dos pecados dos seus profetas e os crimes dos seus sacerdotes, foi derramado dentro de Jerusalém o sangue de pessoas justas.
Os profetas e sacerdotes vagaram como cegos pelas ruas, tão manchados de sangue que ninguém queria tocar nos seus vestidos.
“Afastem-se, impuros!”, gritavam-lhes os outros. “Afastem-se, não nos toquem!” Porque a ruína tinha caído sobre eles e ficaram sem lugar, as pessoas lhes diziam: “Já não queremos que vivam conosco”.
O SENHOR mesmo os destruiu e já não cuida deles. Ele não mostrou respeito pelos sacerdotes nem teve consideração com os líderes.
Nossos olhos ficaram cansados de tanto procurar ajuda em vão. Da nossa torre de vigilância buscamos e procuramos uma nação que nos salvasse, mas nenhuma chegou.
Os nossos inimigos seguiram os nossos passos para que não pudéssemos caminhar nas nossas ruas. O nosso fim estava perto, os nossos dias estavam contados.
Os homens que nos perseguiam eram mais rápidos do que as águias do céu. Eles nos perseguiram nas montanhas e preparam uma emboscada no deserto para nos apanhar.
Apanharam o nosso rei, o consagrado pelo SENHOR e que era para nós como o ar que respiramos. Nós acreditávamos que o nosso rei nos protegeria de todas as nações.
Cante e celebre, povo de Edom, que vive na terra de Uz, mas lembre-se que o cálice do sofrimento também chegará até você. Beberá desse cálice, ficará embriagado e ficará nu.
O seu castigo terminou, Sião; não voltarão a fazê-la prisioneira. Agora, povo de Edom, o SENHOR castigará o seu crime; castigará você pelos seus pecados.
SENHOR, lembre-se do que nos têm acontecido; observe e veja a nossa desgraça.
A terra que herdamos dos nossos antepassados foi entregue a estrangeiros e as nossas casas são ocupadas por estranhos.
Ficamos órfãos; as nossas mães ficaram viúvas.
Temos que pagar pela água que bebemos e pagar também pela nossa lenha.
Somos obrigados a levar uma corrente nos nossos pescoços. Estamos fracos e não encontramos descanso.
Fizemos uma aliança com o Egito e com a Assíria para ter suficiente comida.
Os nossos antepassados pecaram e agora estão mortos, mas nós sofremos as consequências dos seus crimes.
Os servos nos governam e não há quem nos liberte do seu poder.
Arriscamos as nossas vidas para conseguir comida no meio dos perigos do deserto.
A nossa pele está tão quente como um forno pela febre que nos causa a fome.
Os soldados inimigos violaram as mulheres de Sião, as virgens das cidades de Judá.
Os inimigos penduraram os nossos príncipes; não mostraram o devido respeito pelos nossos líderes.
Nossos jovens devem carregar a pedra do moinho e caem ao chão ao tropeçar com as cargas de madeira.
Os líderes já não estão no portão da cidade. Os jovens já não fazem música.
A nossa felicidade terminou. A nossa dança se tornou em lamento.
A coroa já caiu da nossa cabeça. Estas coisas terríveis aconteceram porque pecamos.
Por tudo isto estamos desanimados; perdemos a esperança.
As raposas andam rondando pelo monte Sião, que está deserto.
Mas você, SENHOR, governa para sempre. O seu trono permanece de geração em geração.
Por que então nos ignora todo o tempo? Por que então nos tem abandonado durante tanto tempo?
SENHOR, restaure a nossa relação com você e nós regressaremos a você. Faça com que a nossa vida volte a ser como era no passado.
Será que nos tem rejeitado completamente? Será que está assim tão irritado conosco?
No quinto dia do quarto mês do ano trinta, enquanto vivia com os exilados, junto ao rio Quebar, o céu se abriu e vi visões celestiais.
Isso aconteceu no quinto dia do mês, no quinto ano do exílio do rei Joaquim.
Eu declaro que a visão que eu vi na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar da Babilônia, foi uma mensagem do SENHOR e senti o seu poder quando isso aconteceu. Eu sou Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote.
Vi que do norte vinha um forte vento de tormenta, como uma nuvem com relâmpagos por todos os lados. No seu interior havia uma luz âmbar resplandecente como o fogo.
No meio do fogo tinha algo parecido com quatro seres viventes cuja aparência era a seguinte:
eles tinham forma humana, mas cada um tinha quatro rostos e quatro asas.
As pernas de cada ser eram retas. Os seus pés eram parecidos com cascos de bezerro, e o brilho dos seus cascos era como o brilho do bronze polido.
Cada um dos quatro seres viventes tinha quatro rostos e quatro asas, além de mãos humanas debaixo das asas.
As asas de um apenas encostava nas asas do outro. E ao invés de se virarem ao avançar, se mexiam indo para a frente.
O rosto de cada um deles tinha a seguinte aparência: de frente, tinham rosto de homem; do lado direito, rosto de leão; do lado esquerdo, rosto de touro; e na parte de trás, rosto de águia.
Tais eram os seus rostos. Quanto às suas asas, elas eram separadas em cima. Cada ser tinha duas que estavam tocando as asas dos outros, enquanto as outras duas asas estavam cobrindo seu corpo.
Os seres iam aonde o espírito fosse, sem ter que dar uma volta, indo no sentido de qualquer rosto.
Pareciam carvões acesos, como tochas que se mexiam entre eles. O fogo resplandecia e atirava relâmpagos.
Correndo para lá e para cá entre as criaturas, havia algo que parecia com o relâmpago.
Enquanto olhava para os seres viventes, percebi que uma roda tocava o chão junto a cada um deles.
Quanto à aparência e estrutura das rodas, elas brilhavam como o berilo. Todas as quatro rodas tinham a mesma forma; a aparência e estrutura de cada uma era de duas rodas, uma atravessando a outra.
As quatro rodas podiam avançar em qualquer direção sem ter que se virar.
Os aros das rodas eram majestosos e impressionantes, e estavam cobertos de olhos.
Quando os seres viventes se mexiam, as rodas do seu lado também se mexiam, e quando os seres viventes voavam, as rodas também voavam junto com eles.
Os seres viventes iam aonde o espírito os levava, e as rodas iam com eles, porque o espírito dos seres viventes estava nas rodas.
Quando os seres viventes se mexiam, as rodas também se mexiam. Quando paravam de se mexer, as rodas também paravam de se mexer. Quando voavam, as rodas também voavam, porque o espírito dos seres viventes estava nas rodas.
Sobre as cabeças dos seres viventes se estendia algo como uma plataforma com forma de domo cristalino. Era impressionante.
Debaixo da plataforma, os quatro seres viventes tinham suas asas estendidas, com a asa de um apenas tocando na asa do outro. Com as outras duas, cada um cobria o seu corpo.
Quando os seres viventes avançavam, eu podia escutar o ruído das suas asas. Era como o rugir das águas do mar, como a voz do Todo-Poderoso, como o ruído tumultuoso de um campo militar. Quando paravam de se mexer, dobravam as suas asas.
Então, quando estavam parados com suas asas dobradas, foi ouvida uma voz que vinha da bóveda que estava sobre as suas cabeças.
Na parte de cima da plataforma tinha algo semelhante a um trono de safira, e sobre o que parecia ser um trono de safira tinha algo que parecia com um ser humano.
Da cintura para cima, parecia ter um fogo dentro de algo que era como o âmbar, rodeado de um brilho forte. Da cintura para baixo, vi algo como um fogo com um brilho forte ao seu redor.
Aquele brilho forte era como o arco-íris que aparece nas nuvens após a chuva. Esta imagem era a glória do SENHOR. Portanto, apenas vi isso, fiquei curvado até encostar o meu rosto no chão. Então ouvi uma voz que falava comigo.
A voz me disse: — Homem mortal, fique em pé, que vou falar com você.
Quando falou comigo, o Espírito entrou em mim e me manteve em pé para que pudesse escutar àquele que falava comigo.
Ele me disse: — Homem mortal, vou enviar você ao povo de Israel, gente rebelde, que se rebelou contra mim. Seus antepassados se rebelaram contra mim, e os filhos deles fazem o mesmo no dia de hoje.
Eles são teimosos e obstinados. Vou enviar você para levar a minha mensagem a eles. Você lhes dirá: “Assim diz o Senhor DEUS”.
Pode ser que eles queiram ouvir a minha mensagem. Mas por eles serem um povo rebelde é possível que eles não queiram ouvir a minha mensagem. Não importa! Ao menos eles saberão que há um profeta no seu meio.
Você, homem mortal, não tenha medo deles nem do que falam, ainda que seja como viver entre sarças, espinhos e escorpiões. Não tenha medo das palavras nem da aparência deles, porque são pessoas rebeldes.
Você tem que levar a minha mensagem para eles. Não importa se, por causa deles serem rebeldes, não o escutarem nem mudarem a maneira como eles estão se comportando.
Você, homem mortal, preste atenção no que eu lhe falar. Não seja rebelde como eles. Abra a sua boca e coma o que vou lhe dar.
Então vi uma mão com um rolo escrito que se estendia na minha direção.
O rolo se abriu bem diante de mim e pude ver o que estava escrito nos dois lados: lamentos, gemidos e ameaças.
Então me disse: — Homem mortal, coma o que você encontrar ali. Engula esse rolo e depois vá falar sobre estas coisas ao povo de Israel.
Portanto, abri a boca para tratar de engolir o rolo.
Ele tornou a insistir comigo: — Homem mortal, bom proveito! Coma com vontade e encha seu estômago com o rolo que dou a você. Então comi o rolo, senti na minha boca o sabor do mel, por causa da sua doçura.
Então ele me disse: — Homem mortal, vá ao povo de Israel e fale para eles o que eu lhe falar.
Não envio você a um povo que fala um idioma complicado e difícil, mas ao povo de Israel.
Existem vários lugares neste mundo aos quais eu poderia enviar você. Nesses lugares as pessoas falam idiomas que são complicados e difíceis de aprender. Mas posso assegurar a você que se o enviasse a esses lugares, as pessoas certamente escutariam a sua mensagem.
Mas o povo de Israel não vai querer escutar você visto que não quer me escutar. Todos eles são teimosos e obstinados.
Eles são um povo rebelde, mas eu farei de você uma pessoa tão teimosa e obstinada como eles!
Não tenha medo deles. Você será como o diamante, mais duro do que uma pedra.
Depois me disse: — Homem mortal, escute e entenda bem cada uma das minhas palavras,
depois vá com os seus aonde estiverem exilados e dê minha mensagem a eles, falando o seguinte: “Assim diz o Senhor DEUS”, ainda que não escutem você nem deixem de fazer o mal.
Então o Espírito me levantou e por trás de mim escutei uma voz de trovão que dizia: — Bendita seja a glória do SENHOR onde ele habita!
Também ouvi um ruído como o de um grande terremoto e foi produzido pelo roçar das asas dos seres viventes, os quais as batiam uma contra a outra, e pelo ruído das rodas que estavam junto a elas.
O Espírito me levantou e me levou. Assim fui embora, amargurado e chateado, mas sob o poder do SENHOR.
Eu fui a Tel-Abibe, junto ao rio Quebar, onde vivia a comunidade dos exilados. Ali fiquei sentado em silêncio durante sete dias.
Depois de sete dias, o SENHOR me disse:
— Homem mortal, tenho colocado você como sentinela do povo de Israel. Portanto, quando você receber uma mensagem da minha parte, terá que avisar a quem a mensagem for dirigida.
Se eu dizer a uma pessoa malvada: “Você morrerá!” e você não falar com ela nem lhe avisar que deve mudar sua conduta, ela será declarada culpada e sofrerá a pena de morte. Morrerá pelo seu crime, mas eu também farei que você seja responsável pela sua morte.
Porém, se apesar da advertência que você lhe fizer, ela não deixar de fazer o mal nem mudar a sua conduta, então ela será declarada culpada e sofrerá a pena de morte, mas você se salvará.
Se um homem bom deixar de fazer o bem e começar a fazer o mal quando eu lhe colocar alguma pedra de tropeço, ele morrerá se você não lhe avisar. Não serão levadas em conta suas boas ações, e farei com que você seja o responsável pela sua morte.
Porém, caso você avisar a um homem bom para não pecar, e este seguir fazendo o bem e não pecar, ele conservará a sua vida por ter feito caso do seu aviso, e você se salvará.
Então, nesse lugar, senti que o poder do SENHOR me tocou. Ele me disse: — Fique em pé e vá ao vale, que ali falarei com você.
Portanto, me levantei e me dirigi ao vale. De repente vi a glória do SENHOR, como a que tinha visto no rio Quebar. Caí curvado até tocar com o meu rosto o chão,
mas o Espírito entrou em mim e me colocou em pé. Então me disse: — Vá e fique dentro da sua casa!
Eles o amarrarão com cordas para que você não possa sair da sua casa nem andar em público.
Farei com que a sua língua fique grudada ao paladar para que você não possa falar. Você não poderá repreendê-los, porque são pessoas rebeldes.
Mas quando eu falar com você, soltarei a sua língua para que você lhes fale: “Assim diz o Senhor DEUS”. Quem quiser escutar, que escute; e quem não quiser escutar, que não escute; porque são um povo rebelde.
Deus me disse: — Homem mortal, pegue um tijolo e coloque-o diante de você. Faça nele um desenho da cidade de Jerusalém.
Construa uma muralha ao redor da cidade e uma rampa que chegue até ela. Ponha um acampamento como sendo do inimigo. Cerque aquela cidade com máquinas para que seja derrubada.
Tome uma lâmina de ferro e coloque-a como se fosse uma muralha entre você e a cidade. Fixe seu olhar nela para assim mostrar que você está contra a cidade. Isto servirá de sinal aos israelitas.
— Fique deitado sobre seu lado esquerdo e leve sobre você a culpa do povo de Israel. Todo o tempo em que você estiver atacando a cidade, você levará a culpa dela.
Você deverá sofrer pela culpa de Israel durante trezentos e noventa dias. Isso mostrará quanto tempo Israel será punido: um dia para cada ano. Este é o tempo durante o qual você levará a culpa de Israel.
Após esse tempo, você vai ficar deitado no seu lado direito e sofrer pela culpa de Judá durante quarenta dias. Isso mostrará quanto tempo Judá será punida: um dia para cada ano.
Você terá que ficar concentrado no cerco de Jerusalém, terá que levantar seu braço em sinal de castigo e profetizar contra ela.
Amarrarei você com cordas para que não se vire de um lado para outro até terminar o cerco.
— Você vai fazer o seguinte para ter comida. Você deverá ter algum grão para fazer pão. Pegue trigo, cevada, feijão, lentilhas, trigo miúdo e aveia. Misture todos esses alimentos num recipiente, amasse todos eles e faça pão suficiente para os trezentos e noventa dias nos quais você ficará deitado. Cada dia que você permanecer deitado, poderá comer um pão.
Você só poderá usar para fazer pão apenas duzentos e trinta gramas de farinha para cada dia. Você vai comer o pão aos poucos durante todo o dia.
Também tomará meio litro de água aos poucos durante todo o dia.
Cada dia assará um pão de cevada diante do povo, usando fezes humanas como combustível.
Depois, o SENHOR também disse: — O povo de Israel deverá comer deste jeito o pão impuro quando eles estiverem vivendo no meio dos estrangeiros.
Então exclamei: — Ó Senhor DEUS, não pode ser! Eu nunca comi nada impuro. Jamais provei nada nojento nem nada que algum animal tenha matado. Desde que era um menino até agora, nunca comi nada impuro.
Então Deus me disse: — Pode usar cocô de vaca em vez de fezes humanas como combustível para assar o seu pão.
Depois me disse: — Vou cortar os alimentos em Jerusalém e comerão com ansiedade, e mesmo assim beberão da água que também vou cortar.
Que fiquem espantados pela escassez de pão e água! Que apodreçam por causa dos seus pecados!
— Homem mortal, pegue uma espada afiada e use-a como navalha de barbear. Com ela irá rapar a sua cabeça e barbear a sua barba. Depois tome uma balança e divida o cabelo em três partes.
Quando o cerco terminar, queime uma terceira parte do cabelo na cidade, corte a outra terceira parte na parte de fora da cidade e espalhe a última parte ao vento. Eu os atacarei com minha espada.
Pegue também alguns cabelos e guarde esses cabelos no seu bolso.
Depois pegue alguns deles e jogue esses cabelos no fogo. Dali se espalhará o fogo por todo o povo de Israel.
— Este tijolo representa a cidade de Jerusalém. Eu a coloquei entre nações e territórios estrangeiros.
Mas esta mesma Jerusalém é a que se rebelou contra meus decretos e leis para fazer um mal maior do que foi feito por todas as nações. Rejeitou meus decretos e não obedeceu às minhas leis.
— Vocês têm sido mais rebeldes do que as nações ao seu redor e não obedeceram às minhas leis nem guardaram os meus decretos. Nem sequer cumprem com os requisitos que lhes impõem as nações ao seu redor.
Eu também estou contra vocês e efetuarei o castigo contra vocês à vista de todas essas nações.
Por todas as coisas horríveis que fizeram, farei com vocês o que nunca jamais fiz nem nunca jamais tornarei a fazer.
Assim, por causa dos seus atos, os pais comerão os seus filhos, e os filhos comerão os seus pais. Realizarei o meu juízo contra vocês e espalharei os seus restos ao vento.
— Prometo por mim mesmo que os destruirei! Não terei misericórdia nem compaixão! Porque vocês profanaram meu templo com suas horríveis, abomináveis e detestáveis práticas.
Uma terceira parte de vocês morrerá de enfermidade e fome; outra terceira parte cairá pela minha espada nos campos que cercam a cidade; e espalharei a outra parte ao vento. Assim ameaçarei de morte o meu povo com minha espada.
Quando minha ira tiver se acalmado, após me vingar contra meu povo, saberão que eu, o SENHOR, tenho falado com zelo e que tenho saciado a minha ira contra meu povo.
— Deixarei que morram pela espada e farei com que sejam objeto de zombaria das nações vizinhas e de todos os que passarem por ali.
Quando eu executar meu juízo e minha fúria os repreender, serão objeto de zombaria e desgraça, servirão de lição e serão objeto de espanto para todas as nações que os cercam. Podem ter certeza disto!
Tudo isto acontecerá quando enviar contra vocês tempos terríveis de fome. A fome fará com que sejam destruídos pois não haverá o que comer.
Certamente enviarei fome e animais selvagens para tirar os seus seres queridos de vocês. A enfermidade e a violência os visitarão. Mandarei a espada contra vocês. Podem ter certeza disto!
O SENHOR falou comigo o seguinte:
— Homem mortal, olhe em direção aos montes de Israel e profetize contra eles.
Diga a eles: “Montes de Israel, escutem a voz do Senhor DEUS nos montes e colinas, nos rios secos e nos vales. Eu, o Senhor DEUS, vou fazer vir contra vocês a espada e destruirei seus lugares altos de idolatria.
Destruirei seus altares e os lugares onde queimam incenso e jogarei seus mortos diante dos seus ídolos.
Jogarei os cadáveres dos israelitas diante dos seus deuses nojentos e espalharei seus ossos pelos seus altares.
Todas suas cidades virarão ruínas e seus lugares de adoração serão destruídos. Assim tudo ficará desolado: os seus altares serão derrubados, os seus ídolos nojentos serão feitos em pedaços e ficarão mudos, os seus altares de incenso serão destruídos e os seus ídolos sumirão.
Pessoas cairão mortas no meio de vocês! Então vocês aprenderão que eu sou o SENHOR!
— “Mas deixarei que alguns de vocês se salvem da minha espada e sejam espalhados entre as nações.
Ali os sobreviventes se lembrarão de mim e da minha dor ao ver o que eles faziam. Eles se apartaram de mim e foram atrás desses ídolos vãos. Eles foram infiéis a mim, como uma mulher que tem o desejo de se prostituir. Então ficarão com nojo por causa da maldade que fizeram e da forma como se contaminaram, e já não terão mais vontade de continuar fazendo isso.
Então saberão que eu sou o SENHOR e quando eu falar que vou fazer alguma coisa, irei fazê-lo! Eles saberão que fui eu a causa de todas as suas desgraças.
— “Celebrem por toda a maldade detestável de Israel. Eles serão mortos pela guerra, pela fome e pelas doenças.
Os que estiverem longe morrerão doentes e os que estiverem perto morrerão pelo fio da espada. Os que conseguirem ficar escondidos morrerão de fome. Só desse jeito acalmarei a minha ira!
Assim aprenderão que eu sou o SENHOR: quando os cadáveres ficarem espalhados nos altares, em todos os lugares onde eram oferecidos sacrifícios de agradável aroma aos seus terríveis ídolos.
Com a minha mão os castigarei e farei com que a sua terra fique deserta, desde o deserto até Ribla. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR!”
O SENHOR falou comigo o seguinte:
— Homem mortal, assim diz o Senhor DEUS: “É o fim! Está chegando o fim de toda a terra.
Chegou o seu fim, o momento em que irei descarregar a minha ira contra vocês, quando eu julgá-los conforme o seu comportamento e ajustar contas com vocês por todos seus atos abomináveis.
Não terei piedade de vocês, nem mostrarei compaixão alguma; ao contrário, castigarei vocês pela sua conduta e por todos seus atos detestáveis. Assim todos aprenderão que eu sou o SENHOR.
“Assim diz o Senhor DEUS: Uma desgraça após a outra virá contra vocês, uma após a outra.
Acabou! Chegou o fim! Está pronta a colheita com relação a vocês. Aqui está.
Habitantes do país: chegou o desastre. Já chegou a hora, o dia está perto. Começou a guerra, não é o som da colheita o que se ouve nas montanhas.
Pronto derramarei a minha fúria contra vocês e descarregarei a minha ira contra vocês. Julgarei vocês por causa da sua conduta e me prestarão contas dos seus atos abomináveis.
Quando eu vir vocês assim, não os salvarei nem terei compaixão de vocês. Darei a vocês o troco que merecem e vocês apodrecerão por causa dos seus horríveis atos, de maneira que saibam que fui eu, o SENHOR, quem feriu vocês.
“Já chegou o dia, está chegando o desastre. Nasce e brota o caule; floresce a arrogância.
Cresce a violência até ser como bastão de maldade. Quando termine o desastre, não restará nenhum deles, nem da gente comum nem dos ricos. Não haverá diferença.
Chegou a hora, é o dia que lhes corresponde. Que não se alegre aquele que compra nem se entristeça aquele que vende, porque a ira de Deus será contra todos, e o vendedor não poderá retornar para a terra que vendeu.
O vendedor não voltará para sua propriedade, ainda que o vendedor e o comprador estiverem vivos. A visão é para todo o povo; não será anulada. Não ficará firme quem praticar o pecado.
“Ainda que toquem a trombeta, não se prepararão nem irão à batalha, porque eu mostrarei a minha ira contra a multidão.
Fora da cidade está o inimigo, enquanto dentro estão a peste e a fome. Os que estiverem nos campos morrerão pelo fio da espada. Os que estiverem na cidade morrerão pela peste e pela fome.
Os sobreviventes conseguirão escapar e fugirão aos montes. Como pombas do vale, cada um chorará pelo seu pecado.
Por causa do susto seus braços cairão e se urinarão, ficando os seus joelhos molhados.
Colocarão neles roupas de luto e tremerão de medo. Envergonhados, todos ficarão se lamentando.
Jogarão seus ídolos de prata na rua e os de ouro serão como lixo. Seus ídolos de prata e ouro não conseguirão fazer com que se salvem, quando o SENHOR mostrar a sua ira. O dinheiro não conseguirá satisfazer o seu apetite nem encher o seu estômago.
Porque Deus fez da formosa cidade da sua aliança um lugar de honra; mas o povo introduziu nela seus horríveis e abomináveis ídolos. Por isso, tenho convertido esses ídolos em lixo.
Entregarei esses ídolos a estrangeiros para que os tirem à sorte, e aos dirigentes de seus países para que os levem como saque e façam com que esses ídolos virem lixo.
Virarei as costas, e os estrangeiros entrarão no meu santuário para que seja profanado. Os invasores entrarão e o profanarão.
“Prepare as cadeias para os prisioneiros, porque muitos nesta terra estão condenados à morte, porque a terra está cheia de violência.
Trarei pessoas malvadas para que tomem possessão das casas dos israelitas. Acabarei com a glória dos poderosos e seus centros de adoração serão profanados.
Um tempo terrível se aproxima! Procurarão pela paz, mas não a acharão, porque a paz não existirá mais.
Uma tragédia seguirá a outra, só existirão más notícias. O povo pedirá por visões, mas os profetas já não terão visões. Os sacerdotes não saberão mais a lei de Deus; e os líderes não terão mais nenhum bom conselho.
O rei chorará, o governante vestirá roupas de luto e as mãos do povo tremerão. Eu os castigarei pelos seus atos. Eu os julgarei e receberão o castigo que merecem. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR”.
No dia cinco do sexto mês do sexto ano, estando eu na minha casa em companhia dos líderes de Judá, o Senhor DEUS colocou sua mão sobre mim.
Ao olhar, vi que de súbito apareceu uma imagem que parecia com o fogo, e parecia arder da cintura para baixo. Da cintura para cima, parecia brilhar de maneira semelhante ao âmbar.
Nesse momento, algo parecido com uma mão se esticou e me pegou do cabelo. Então o Espírito me levantou até eu ficar entre o céu e a terra, e me levou, na visão divina, para Jerusalém. Ele me levou até a porta da entrada norte, onde tinham colocado o ídolo talhado, que fez com que Deus ficasse furioso.
De súbito, apareceu a glória do Deus de Israel com todo o seu esplendor, como na visão que tive no vale.
Deus me disse: — Homem mortal, olhe em direção ao norte! Fiz isso e vi que ali, ao norte da entrada do altar, estava o ídolo que fez com que Deus ficasse furioso.
Também me disse: — Homem mortal, você está vendo as atrocidades que os israelitas fazem neste lugar? Eles adoram esses ídolos inúteis e com isso me estão obrigando a deixar este templo. Se você vier comigo, irá ver coisas ainda piores.
Ele me levou em direção à entrada do pátio, onde vi um furo na parede,
e me disse: — Homem mortal, cave e faça com que esse furo fique maior. Fiz isso e achei uma porta.
Então ele me disse: — Entre e veja a maldade e as atrocidades que fazem aqui!
Entrei e por toda a parede vi pinturas de todo tipo de criaturas e animais impuros e dos ídolos nojentos de Israel.
Setenta chefes israelitas estavam de pé em frente aos ídolos. Entre eles se encontrava Jazanias, filho de Safã. Cada um tinha um incensário do qual saíam nuvens cheirosas de incenso.
E me disse: — Homem mortal, você está vendo o que os chefes de Israel fazem às escondidas com seus ídolos? Eles dizem: “O SENHOR não nos vê. O SENHOR abandonou esta terra!”
Então ele me disse: — Você vai ver coisas ainda piores do que estas.
Então Deus me levou à entrada norte do templo do SENHOR, onde as mulheres estavam sentadas, chorando pelo deus Tamuz.
Ele me disse: — Homem mortal, você está vendo o que elas fazem? Pois você vai ver coisas ainda piores!
Então ele me levou ao pátio interior do templo do SENHOR. Na entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, vinte e cinco homens estavam adorando o sol, de costas ao templo do SENHOR e olhando em direção ao leste.
Deus me disse: — Você está vendo isso, homem mortal? Não é suficiente com que eles desprezem o templo e façam atrocidades ali? Também eles tinham que encher a terra com violência e provocar a minha ira ainda mais? Olhe como esfregam seus ramos pelo nariz.
Por isso farei com que vejam a minha fúria e não terei compaixão deles! E ainda que me implorem a gritos, não os escutarei.
Enquanto eu escutava, Deus gritou com voz forte: — Que façam vir os carrascos da cidade! Cada um deve trazer sua arma!
Então, pela entrada superior que dá ao norte, apareceram seis homens levando garrotes. Um deles estava vestido de linho com um estojo de escriba na cintura. Entraram e ficaram em pé perto do altar de bronze.
Nesse momento, a glória do Deus de Israel saiu do lugar junto aos querubins, onde tinha permanecido antes, e ficou suspendida na entrada do templo. Então chamou pelo homem que estava vestido de linho e que levava um estojo de escriba na cintura.
O SENHOR lhe disse: — Vá por toda a cidade de Jerusalém e coloque um sinal na testa de todos os que gemem e se lamentam por todas as atrocidades que estão sendo feitas.
Ouvi que Deus disse aos demais: — Vão após ele e matem a todos os que não tenham esse sinal na testa. Não tenham piedade nem compaixão!
Matem os líderes e os jovens, as jovens, as crianças e as mulheres, mas não façam nenhum mal aos que levam o sinal na testa. Comecem por aqui, pelo templo. Então começaram com os líderes que estavam na frente do templo.
Depois lhes disse: — Profanem o templo com o sangue destes homens e encham o pátio de cadáveres. Depois saiam da cidade e matem todos os que não tenham o sinal.
Portanto, quando mataram a todos, eu fui o único que restou. Rapidamente caí curvado até o meu rosto encostar na terra e disse: — Ai, Senhor DEUS, vai destruir o que resta de Israel deixando que a ira que o Senhor tem venha contra Jerusalém?
Ele me disse: — A culpa de Israel e Judá é muito grande. A terra está cheia de sangue e a cidade está cheia de injustiça. Eles dizem: “O SENHOR abandonou esta terra e não vê o que está acontecendo”.
Por isso, eu não terei piedade nem compaixão. Eu os castigarei pelo que eles fizeram.
Então o homem vestido de linho com o estojo de escriba na cintura respondeu: — Tenho feito tudo o que me foi ordenado.
De súbito, sobre a bóveda que parecia safira, a que estava sobre os querubins, vi que surgia sobre eles algo semelhante a um trono.
Então ele disse ao homem vestido de linho: — Fique entre as rodas que estão debaixo dos querubins e com as mãos pegue do carvão do altar que está entre os querubins, e espalhe esse carvão pela cidade. O homem passou na minha frente para fazer o que lhe foi ordenado.
Os querubins estavam em pé, ao sul do templo. Quando o homem se aproximou, a nuvem começou a encher o pátio interior.
Quando a glória do SENHOR se havia elevado sobre os querubins, indo em direção à entrada do templo, a nuvem encheu o templo e a luz gloriosa do SENHOR inundou o pátio.
O som das asas dos querubins podia ser ouvido até o pátio exterior, como uma voz de trovão do Deus Todo-Poderoso.
Portanto, quando o Senhor ordenou ao homem vestido de linho que pegasse o fogo que estava entre as rodas, ou seja na área que estava entre os querubins, ele foi e ficou parado ao lado das rodas.
Um dos querubins estendeu a mão no fogo que estava entre eles e pegou um carvão ardente. Logo ele o colocou nas mãos do homem que estava vestido de linho, que o recebeu e foi embora.
Debaixo das asas, os querubins tinham algo parecido com as mãos humanas.
Notei que havia quatro rodas perto dos querubins, uma por cada querubim. As rodas pareciam com o topázio e todas eram iguais.
Todas as quatro rodas pareciam iguais. Cada roda parecia estar atravessada por dentro de outra roda.
Os quatro animais avançavam juntos. Não se viravam, mas aonde ia a parte da frente, a parte de trás a seguia. Não se viravam ao avançar.
Os quatro querubins estavam cobertos de olhos por todo o corpo, as costas, os braços, as asas e as rodas.
Ouvi que as rodas eram chamadas de “as rodas que giram”.
Cada querubim tinha quatro rostos: o primeiro, de querubim; o segundo, de homem; o terceiro, de leão; e o quarto, de águia.
(Então percebi que os querubins que se elevaram eram os mesmos animais da visão que tive junto ao rio Quebar.)
Quando os querubins avançavam, as rodas também avançavam, e quando os querubins abriam as asas para se elevar, as rodas permaneciam com eles.
Quando os querubins paravam, as rodas também paravam; quando se elevavam, as rodas também se elevavam, pois o espírito dos animais estava com eles.
Portanto, a glória do SENHOR deixou a entrada do templo e se colocou sobre os querubins.
Então os querubins abriram as asas e se elevaram no ar junto com as rodas, diante dos meus próprios olhos. Depois pararam na entrada leste do templo do SENHOR, com a glória do Deus de Israel sobre eles.
Eram os mesmos seres viventes que havia visto debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar, e percebi que eram querubins.
Cada um tinha quatro rostos, quatro asas, e embaixo das asas havia algo parecido com mão de homem.
Os quatro rostos eram os mesmos rostos que tinha visto junto ao rio Quebar, e cada um deles avançava de frente.
O Espírito me levantou e me levou até a entrada leste do templo do SENHOR. Ali havia vinte e cinco homens. Entre eles reconheci a Jazanias, filho de Azur, e a Pelatias, filho de Benaias. Eles eram chefes do povo.
Deus me disse: — Homem mortal, estes são os que tramam a maldade e aconselham mal na cidade.
São os que dizem: “Ainda não é o momento de reconstruir casas. A cidade é a panela e nós somos a carne”.
Por isso, homem mortal, profetize contra eles. Profetize, homem mortal!
O Espírito do SENHOR veio sobre mim e o SENHOR me ordenou que falasse o seguinte: — Vocês têm falado certo, casa de Israel. Eu sei das grandes coisas que estão planejando.
Aumentaram suas atrocidades nesta cidade e encheram as ruas de cadáveres.
Portanto, eu, o Senhor DEUS, asseguro a vocês que as atrocidades que fizeram nesta cidade são a carne e Jerusalém é a panela.
Temem a espada, mas é o que usarei contra vocês. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
— Expulsarei vocês da cidade, colocarei vocês nas mãos de estrangeiros e os castigarei com justiça.
Vocês morrerão pelo fio da espada. Julgarei vocês não importando em que lugar de Israel estiverem, e assim aprenderão que eu sou o SENHOR.
Jerusalém não será a panela que os protegerá, mas vocês serão a carne dentro dela. Julgarei vocês não importando em que lugar de Israel estiverem.
Então saberão que eu sou o SENHOR, cujas leis não obedeceram e cujos regulamentos não guardaram. Ao contrário, seguiram os costumes das nações.
Enquanto eu profetizava, Pelatias, filho de Benaias, caiu morto. Então caí com o rosto encostado na terra e exclamei: — Ai, Senhor DEUS! O Senhor vai destruir por completo o resto de Israel?
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, os habitantes de Jerusalém falam mal de seus irmãos, dos seus parentes e de todo o povo de Israel. Eles dizem: “Eles se afastaram do SENHOR e por isso nós temos herdado a terra”.
— Por tanto, fale para eles que isto é o que o Senhor DEUS diz: “Tenho enviado vocês para longe daqui, para nações estrangeiras. Eu os dispersei para outras terras. Por um tempo curto serei um templo para vocês.
Eu, o Senhor DEUS, afirmo que irei recolher vocês do meio dessas nações. Eu os reunirei do meio dos países aonde os dispersei e lhes darei a terra de Israel.
Quando retornarem, jogarão dali todas as coisas detestáveis e tudo o que profana a terra de Israel.
Então lhes darei um coração sincero e um espírito novo. Mudarei o coração de pedra que vocês têm por um de carne
para que cumpram as minhas leis e obedeçam aos meus mandamentos. Então vocês serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
Mas eu castigarei os que continuam com os ídolos, por causa dos seus atos detestáveis e nojentos. Terão que me prestar contas dos seus atos. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto”.
Depois os querubins levantaram suas asas, com as rodas ao lado deles e a glória do Deus de Israel por cima deles.
Assim, a glória do SENHOR subiu e saiu da cidade e se deteve no monte das Oliveiras, ao leste da cidade.
Ao mesmo tempo, na visão, o Espírito de Deus me levantou e me levou à terra dos caldeus, onde estavam os exilados. Depois, a visão sumiu.
Depois disse aos exilados tudo o que o SENHOR tinha me mostrado.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, você mora no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver, mas não veem; ouvidos para escutar, mas não escutam, porque são um povo rebelde.
Portanto, homem mortal, prepare sua bagagem e vá ao exílio em plena luz do dia, à vista de todos. Saia daqui e vá ao exílio. Talvez reconheçam que são um povo rebelde.
Tire a sua bagagem em plena luz do dia, à vista de todos, como se fosse a bagagem de um exilado. Ao entardecer, também à vista de todos, você deverá sair como se fosse um exilado,
e, diante de todos, faça um buraco pequeno no muro, saia por ali com a sua bagagem
e, diante da vista de todos, ponha a sua bagagem no ombro. Cubra o seu rosto para que não veja a terra, porque usarei você como um sinal para o povo de Israel.
Então eu cumpri essas ordens. Durante o dia tirei a minha bagagem, como se fosse um exilado. À tarde, fiz um buraco pequeno no muro com as minhas mãos. Depois de escurecer, carreguei a minha bagagem sobre o ombro à vista de todos.
Na manhã seguinte o SENHOR me disse:
— Homem mortal, esses rebeldes não lhe perguntaram o que você estava fazendo?
Diga a eles que eu, o Senhor DEUS, digo que esta triste mensagem diz respeito às pessoas importantes de Jerusalém e ao seu governante.
Diga a eles também que você serve como sinal a todos eles. O que você fez também acontecerá com eles. Serão feitos prisioneiros e serão levados ao exílio.
E o seu governante colocará a sua bagagem no ombro e sairá da cidade de noite. Ele fará um buraco pequeno no muro para tirar as suas coisas. O governante cobrirá o seu rosto para que não veja a terra com seus próprios olhos.
Jogarei a minha rede sobre ele e cairá na minha armadilha. Depois o levarei para a Babilônia, a terra dos caldeus, mas não poderá ver essa cidade. Ele morrerá ali.
Dispersarei todos seus conselheiros e seus exércitos em todas as direções. Eles serão perseguidos por soldados com espadas que eu enviarei atrás deles.
Assim, quando os dispersar entre as nações e países, aprenderão que eu sou o SENHOR.
— Mas deixarei que alguns sobrevivam à espada, à fome e às pragas para que falem às nações todos os atos horríveis que fizeram em Judá. Assim saberão que eu sou o SENHOR.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, quando comer, atue como se estivesse nervoso. Quando beber água, atue como se estivesse chateado e preocupado.
Você falará ao povo que eu, o Senhor DEUS, digo o seguinte: “As pessoas que vivem em Jerusalém, na terra de Israel, comerão com medo e beberão água em silêncio porque sua terra será destruída pela violência dos que vivem em Jerusalém.
As cidades habitadas virarão ruínas e o país ficará desolado. Assim saberão que eu sou o SENHOR”.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, por que o povo de Israel diz este provérbio: “O tempo passa, e as visões não se cumprem”?
Diga a eles que eu, o Senhor DEUS, acabarei com esse provérbio. O povo já não recitará esse provérbio em Israel. Em vez disso, recite você este outro provérbio: “Já chegou a hora, e as visões se cumprem”.
Já não haverá visões falsas nem feiticeiros que falem coisas agradáveis em Israel.
Porque eu, o SENHOR, falarei, e o que eu falar se cumprirá. Não demorará mais, porque darei a ordem enquanto vocês ainda estiverem vivos, povo rebelde, e farei que se cumpra. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, o povo de Israel diz que a visão que você teve acontecerá dentro de muito tempo, que você profetiza sobre o futuro.
Portanto, diga a eles que eu, o Senhor DEUS, digo que não demorará mais em se cumprir. Quando eu der a ordem, tudo acontecerá. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, profetize contra os profetas de Israel que profetizam pela sua própria conta. Diga a eles que escutem a mensagem do SENHOR.
Assim diz o Senhor DEUS: “Ai dos profetas insensatos que preferem seguir sua própria opinião sem terem visto nada!
Israel, seus profetas têm sido como chacais que procuram o que comer entre as ruínas.
Não levantaram as brechas dos muros nem as defesas ao redor da casa de Israel para poder resistir na batalha, quando o SENHOR mostrar sua ira.
Eles veem visões falsas e inventam mentiras, dizendo que são mensagens do SENHOR, ainda que eu, o SENHOR, nunca os tenha enviado. E, depois, esperam que eu faça com que essas mensagens se tornem realidade!
Falsos profetas, não é certo que viram alucinações falsas e inventaram mentiras afirmando que eram mensagens do SENHOR? Mas eu nunca lhes disse nada”.
— Portanto, o Senhor DEUS diz: “Estou contra vocês por ter apresentado visões falsas e por ter inventado mentiras.
Castigarei os profetas que veem visões falsas e os adivinhos que inventam mentiras. Já não os incluirei nas reuniões do meu povo. Seus nomes já não estarão escritos no livro da casa de Israel. Não retornarão à terra de Israel. Assim aprenderão que eu sou o Senhor DEUS.
— “Isto acontecerá por terem enganado o meu povo ao lhe falar que haveria paz quando na realidade não iria ter nada de paz. As pessoas constroem um muro de má qualidade e, depois, os profetas o cobrem de gesso.
Diga a esses gesseiros que o seu trabalho se desmoronará. Eu vou enviar as chuvas, e o granizo baterá no seu muro com um vento forte que destruirá tudo.
Quando o muro cair, as pessoas lhes perguntarão de que adiantou engessar o muro”.
— Portanto, o Senhor DEUS diz: “Na minha ira destruirei o muro com furacões; na minha fúria enviarei chuvas que desgastem o muro; e na minha ira destruirei o muro com granizo.
Assim destruirei o muro que engessaram até que suas bases fiquem à vista. E quando Jerusalém cair, vocês também serão destruídos entre as ruínas. Então saberão que eu sou o SENHOR.
Assim a minha ira ficará satisfeita e lhes direi: ‘Chega daquela parede e daqueles pedreiros!’
Em outras palavras, chega daqueles profetas de Israel que profetizaram para Jerusalém com visões de paz quando não haveria nada de paz. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso”.
“Agora você, homem mortal, enfrente as mulheres do seu povo que profetizam pela sua conta. Profetize contra elas.
Diga a elas que eu, o Senhor DEUS, condeno aquelas mulheres que fazem benzeduras nos braceletes e nos véus que cobrem as suas cabeças. Elas fazem isso para assim poderem fisgar pessoas que as mantenham!
Com suas mentiras fizeram com que meu povo me profanasse. Elas fazem isso por uns poucos grãos de trigo e alguns pedaços de pão. Dessa forma matam os que não mereciam morrer e deixam viver os que não mereciam viver”.
Portanto, assim diz o Senhor DEUS: “Olhe que me oponho às benzeduras nos braceletes e nos véus que cobrem as suas cabeças com os quais fisgam as pessoas que procuram liberdade. Quebrarei seus braceletes e os tirarei dos seus braços e libertarei os que fisgou quando estes procuravam libertação.
Rasgarei seus véus e resgatarei o meu povo das suas mãos! Nunca mais ficarão presos sob seu poder. Então saberão que eu sou o SENHOR.
Vocês enganaram e desanimaram um povo bom, a quem eu não teria lastimado. E animaram as pessoas malvadas para que continuassem seu modo de viver e não mudassem e se salvassem.
Portanto, já não verão visões falsas e já não farão adivinhações. Porque eu resgatarei o meu povo do seu poder e vocês saberão que eu sou o SENHOR”.
Vieram a mim uns líderes de Israel e se sentaram na minha frente.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, estes homens ainda pensam nos seus ídolos nojentos. Eles têm esses obstáculos que os fazem tropeçar! Por que agora devo permitir que eles venham pedir a minha ajuda?
Portanto, fale e diga a eles que eu, o Senhor, DEUS, vejo que alguns israelitas ainda adoram os seus ídolos nojentos e colocam o seu pecado como uma pedra de tropeço para si mesmos. E por sua vez acodem aos profetas por ajuda! Pois eu, o SENHOR, direi a eles para que peçam ajuda dos seus ídolos.
Farei isto porque desejo ganhar de novo a confiança e lealdade do povo de Israel, os quais me abandonaram para servir aos seus ídolos nojentos.
— Portanto, diga ao povo de Israel que eu, o Senhor DEUS, mando que eles fiquem longe de todos seus ídolos nojentos, e deixem de fazer coisas horríveis.
Se algum israelita ou imigrante que vive em Israel vier a mim para pedir conselho, eu responderei a ele. Eu, o SENHOR, responderei a ele ainda que tenha se apartado de mim para ir adorar esses ídolos nojentos, ou para colocar pedra de tropeço diante dele mesmo. A resposta que eu darei a ele será
de que irei enfrentá-lo e ele servirá como exemplo de punição aos demais, os quais falarão a respeito dele. Já não fará parte do meu povo. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR!
— E se algum profeta for tão insensato em dar a sua resposta afirmando que se trata de uma mensagem profética, então eu, o SENHOR, me encarregarei de mostrar àquele profeta a sua insensatez. Levantarei a minha mão contra ele para que seja destruído e expulso do meu povo.
Esse profeta será tão culpado como o idólatra que buscava pela sua ajuda.
Farei isso para que não possam fazer com que o povo de Israel cometa mais erros e se afastem de mim, e para que os profetas não sejam profanados pela culpa de todo o povo. Então eles serão meu povo e eu serei seu Deus. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, se alguma nação pecar contra mim e fizer com que o seu povo me veja como o seu inimigo, eu castigarei essa nação com escassez de alimentos e fome, destruindo de este modo tanto a seres humanos como a animais.
Mesmo que Noé, Daniel e Jó vivessem entre vocês, sua retidão só salvaria a eles mesmos. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso.
— Pode acontecer de eu enviar animais selvagens para tornar esta terra num deserto e deixá-la arruinada, a ponto de ninguém se atrever a passar por temor aos animais perigosos.
Eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que, ainda que esses três homens vivessem ali, não poderiam salvar sequer os seus filhos. Só salvariam a si mesmos enquanto o resto do país viraria um deserto.
— Posso também decidir enviar um inimigo para destruir o país, tanto a seres humanos como a animais.
Eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que, embora esses três homens vivessem ali, não salvariam sequer os seus filhos, senão que só salvariam a si mesmos.
— Pode acontecer também de eu enviar uma praga contra essa nação ou bater nela com o furor da minha ira, destruindo tanto a seres humanos como a animais.
Eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que, embora Noé, Daniel e Jó vivessem nessa nação, não salvariam sequer os seus filhos. Só salvariam a si mesmos pela sua retidão.
— Eu, o Senhor DEUS, enviarei os quatro piores castigos: exército inimigo, fome, animais selvagens e pragas contra Jerusalém, para assim destruir tanto a seres humanos como a animais.
Alguns conseguirão escapar. Eles irão trazer os seus filhos e filhas até vocês, pedindo por ajuda. Então vocês irão ver o tipo de vida que eles levaram e a maldade que fizeram. Vocês terão consolo a respeito da calamidade que enviei contra Jerusalém e tudo o que fiz contra ela.
Terão consolo ao ver o tipo de vida que levaram e a maldade que fizeram. Então saberão que Jerusalém mereceu todo o castigo que enviei contra ela! Eu, o Senhor DEUS, falei isto.
O SENHOR me disse:
“Homem mortal, qual é a diferença entre a lenha da parreira e a madeira das demais árvores?
Por acaso a usam os artesãos para o seu trabalho? É que as pessoas sequer a usam para fazer um cabide?
A lenha da parreira só serve como combustível. O fogo a consome pelos extremos até queimá-la por dentro. Será que pode ser usada desse jeito pelo artesão?
Sequer servia quando estava inteira, quanto mais após o fogo a consumir!
“Portanto, eu, o Senhor DEUS, afirmo que assim como tenho destinado a lenha da parreira para o fogo, mais que a outro tipo de madeira; assim também tenho destinado para o mesmo fim os habitantes de Jerusalém.
Enfrentarei a cada um deles. Talvez sobrevivam a um fogo, mas algum outro acabará com eles. E quando os enfrentar, saberão que eu sou o SENHOR.
Tenho planejado destruir este país pela rebeldia dos seus habitantes. Eu, o Senhor DEUS, falei isto”.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, mostre a Jerusalém as abominações que ela vem fazendo.
Eu, o Senhor DEUS, digo que ela é cananeia de origem e de nascimento; seu pai era amorreu e sua mãe era heteia.
Ela foi como uma bebê abandonada ao nascer. Ninguém cortou o seu cordão umbilical, ninguém lhe deu banho, para que ela ficasse limpa. Ninguém a esfregou com sal, para que ela ficasse livre de qualquer infecção, nem a envolveu com fraldas.
Ninguém mostrou a mais mínima compaixão por ela nem a consolou. No mesmo dia em que ela nasceu, foi rejeitada e abandonada.
Então, passei por ali e a vi enquanto se revolvia no seu sangue. Então lhe falei: “Por favor, viva!” Mesmo ela estando coberta de sangue lhe falei: “Por favor, viva!”
Criei ela e cresceu como a erva. Ela cresceu e se desenvolveu até se tornar uma mulher. Seus seios se formaram e surgiram os seus pelos pubianos, mas você ainda estava nua.
— Tempo depois passei por ali novamente, eu a vi e notei que estava na idade do amor, assim que estendi as minhas asas sobre ela e cobri a sua nudez. Eu me comprometi com ela, fiz uma aliança com ela, e ela passou a ser minha. Eu, o Senhor DEUS, estou falando isto.
Dei banho nela, limpei o seu sangue e a perfumei.
Depois a vesti com uma roupa muito bonita e coloquei nos seus pés finas sandálias de couro. Coloquei uma faixa de linho na sua cintura e um véu de seda na sua cabeça.
Eu a adornei com joias, coloquei braceletes nas suas mãos, um colar no seu pescoço,
brincos nas suas orelhas, uma coroa na sua cabeça e um anel no seu nariz.
Ela ficou adornada de ouro e prata, vestida de linho e seda. Ela se alimentou com o melhor trigo, mel e azeite. Ela era tão bela como uma rainha.
A sua beleza lhe deu fama entre as demais nações. A sua beleza era perfeita visto que coloquei sobre ela os meus adornos. Eu, o Senhor DEUS, estou falando isto.
— Mas ela começou a confiar na sua beleza, a prostituir sua fama. Sem pudor algum ela se prostituía com o primeiro que passasse por ali.
Depois, ela pegou aquela roupa bonita que lhe dei e a usou para decorar os seus santuários dedicados à fertilidade e ali ela se prostituiu de uma maneira nunca antes vista.
Com o ouro e a prata das joias ela fez para si mesma ídolos e se prostituiu com eles.
Ela vestiu os seus ídolos com aquela tela bonita que eu tinha lhe dado. Depois, ela lhes ofereceu do meu azeite e incenso.
Ela lhes ofereceu o que lhe dei, o melhor trigo, o azeite e o mel, como um sacrifício que tinha cheiro a perfume, para que fossem seduzidos. Eu, o Senhor DEUS, estou falando isto.
— Ela também pegou os filhos e filhas que teve comigo e os ofereceu como alimento para esses ídolos. Será que a sua prostituição não foi suficiente?
Ela sacrificou os meus filhos quando os jogou vivos ao fogo, como oferta para os seus ídolos.
Quando ela se prostituía e fazia todas estas abominações, nunca pensou sobre a relação que tivemos quando ela era jovem, quando a achei nua e coberta de sangue.
— Portanto, ai de ela! Foi muita a sua maldade. Eu, o Senhor DEUS, estou falando isto.
Ela fez um monte de pedras e construiu prostíbulos em cada esquina
e ali profanou sua beleza. Ela fez favores sexuais a todo aquele que passava por ali e, cada vez, se prostituía mais e mais.
Depois foi com os egípcios, seus vizinhos que têm os genitais grandes, e ela se prostituiu com eles. Para me deixar furioso ela se prostituía cada vez mais.
— Então eu a castiguei. Tirei a sua parte da terra. Deixei que seus inimigos fizessem com ela o que bem desejassem. Até as suas vizinhas filisteias ficaram chocadas com as abominações que ela fazia.
Depois ela foi se deitar com os assírios, mas nem assim ficou satisfeita. Mesmo se prostituindo com eles, ela ainda não estava satisfeita.
Então ela se prostituiu ainda mais indo à terra dos cananeus, mas nem ainda assim ela ficou satisfeita.
— Ela tinha tanta vontade de cometer imoralidade sexual que ela fez tudo isso como uma prostituta que não tem vergonha. Eu, o Senhor DEUS, estou falando isto.
Ela construiu prostíbulos em cada esquina dos povos que lhe pertencem e também plataformas para ela se exibir em cada praça. Mas diferentemente de qualquer outra prostituta, ela não cobrava,
senão que era infiel, preferindo estranhos a seu próprio esposo.
Os homens pagam dinheiro às prostitutas, mas ela pagava dinheiro aos seus amantes. Ela os subornava para que viessem dos países vizinhos para se prostituir aqui.
Ela fazia o contrário da maioria das prostitutas: os homens não procuravam por ela, mas ela procurava por eles; ela não recebia dinheiro deles, mas ela pagava a eles. Isso era o que diferenciava ela das demais prostitutas.
— Portanto, agora você, prostituta, escute esta mensagem do SENHOR.
O Senhor DEUS diz que você exibiu a sua nudez e gastou o seu dinheiro ao se prostituir com seus amantes e seus ídolos nojentos. Você tem derramado o sangue dos seus filhos como oferta para esses ídolos.
Por isso, reunirei todos os seus amantes de todos os países, seja os que você amou, seja os que você rejeitou, e exibirei a sua nudez e a sua vergonha.
Julgarei você por ter sido adúltera e assassina, e farei com que você vire um objeto sangrento de abuso e fúria.
Entregarei você a eles e eles destruirão os prostíbulos e as plataformas que pertencem a você. Arrancarão de você a sua roupa e levarão as suas joias até você ficar completamente nua.
Depois se amotinarão para lançar pedras contra você e, com suas espadas, cortarão você em pedaços.
Depois queimarão suas casas e castigarão você em público. Desta maneira farei com que você pare de se prostituir e deixe de pagar os seus amantes.
Então deixarei de sentir ira e se acalmará o meu ciúme. Ficarei calmo e não terei mais ira.
Farei com que você seja feita responsável pelos seus atos e receba o castigo pelos mesmos, já que você não se lembrou do que aconteceu na sua juventude e me deixou furioso com a sua conduta. Este é um decreto do Senhor DEUS. Além disso você não tem mostrado qualquer remorso pelos seus horríveis atos.
— Os que costumam dizer provérbios dirão este em relação a você: “Tal mãe, tal filha”.
Você é igualzinha à sua mãe, contaminando o seu esposo e filhos. E você é igual às suas irmãs, que contaminaram os seus esposos e filhos. Sua mãe era heteia e seu pai, amorreu.
Sua irmã maior é Samaria e os povos dela estão ao norte. Sua irmã menor é Sodoma e os povos dela estão ao sul.
Você tem se comportado exatamente como elas, não é verdade? Você tem feito os mesmos atos detestáveis. De fato, em pouco tempo, todos os seus atos chegaram a ser mais corruptos do que as duas juntas.
Garanto por mim mesmo, o Senhor DEUS, que nem sequer sua irmã Sodoma e os povos dela fizeram a maldade que fizeram os povos que pertencem a você.
Sua irmã Sodoma e os povos dela foram culpáveis de arrogância, glutonaria, apatia e indiferença em relação ao pobre e ao necessitado.
Ficaram cheios de arrogância e fizeram coisas terríveis diante de mim. É por isso que as destruí, como você deve ter notado.
Samaria não pecou nem a metade do que você pecou. Você cometeu muitas maldades. Em relação a você, Sodoma e Samaria parecem inocentes.
Então você deve aceitar a sua desgraça. Você favoreceu as suas irmãs, porque os muitos pecados que você praticou fizeram com que elas fossem vistas como santas. Portanto, você deveria estar envergonhada e aceitar a sua desgraça, porque você pecou tanto que fez com que suas irmãs parecessem inocentes.
— Eu farei que se tornem o que deviam ser. Mudarei Sodoma, Samaria e os povos vizinhos delas, e também mudarei você.
Farei isso para que você possa carregar com sua desgraça e para que fique envergonhada de tudo o que você fez, quando fez com que elas se sentissem melhor.
Suas irmãs Sodoma e Samaria e os povos delas retornarão a ser o que eram antes, ao igual que você e seus povos.
Acaso você não zombava da sua irmã Sodoma? Isso aconteceu quando você era arrogante,
antes de vir à tona a maldade que feita por você. As filhas de Aram e seus vizinhos, os filisteus, humilharam você ao fazer com que você ficasse cercada, para mostrar-lhe o quanto a desprezam.
Agora você enfrenta as consequências da sua imoralidade e as coisas horríveis que você fez. O SENHOR falou isto.
— Eu, o Senhor DEUS, afirmo que tratarei você da mesma forma que você me tratou quando profanou seus votos, quebrando a aliança.
Quanto a mim, eu me lembro da aliança que fiz com você na sua juventude. Foi uma aliança que teria que durar para sempre.
Quando você tiver o controle desses povos que são tanto maiores como menores do que você, então se lembrará do que fez antes, e ficará envergonhada. Entregarei esses povos a você para que passem a ser povos seus, o que vai além do que eu prometi na nossa aliança.
Então eu mesmo estabelecerei a minha aliança com você e você reconhecerá que eu sou o SENHOR.
Farei isso para que você se lembre do que fez e fique envergonhada. Desta forma você não terá mais que carregar com a vergonha das coisas que fez quando eu apagar todos os seus pecados. Eu, o Senhor DEUS, falei isto.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, diga a seguinte estória ao povo de Israel
para que eles saibam que eu, o Senhor DEUS, falei isto. “Chegou ao Líbano uma águia enorme, de grandes asas, com muita plumagem e muitas cores. Ela pousou sobre o alto de um cedro
e arrancou um broto dele. Ela levou o broto a um país de comerciantes e o plantou numa das cidades daqueles comerciantes.
Pegou uma semente daquela terra e a semeou num campo; brotou um caule de salgueiro. Depois plantou o caule junto a águas abundantes.
A semente germinou e virou uma parreira de primeira. Tinha pouca altura antes dos seus galhos começarem a crescer, mas tinha boas raízes. Virou uma parreira com sarmentos e chegou a dar fruto.
Mas havia outra águia enorme, com asas grandes e abundante plumagem. A parreira voltou em direção a ela suas raízes e seus galhos, para receber mais água.
Mas a parreira estava plantada em terra fértil e tinha água em abundância para produzir muitos galhos e frutos, e poder, assim, virar uma bonita parreira.
“Eu, o Senhor DEUS, pergunto: ‘Ela irá sobreviver? Não cortará suas raízes e seus frutos? Não se murchará e morrerão seus brotos? Claro que sim. Não será necessário muito esforço para que seja arrancada desde a raiz.
Ela irá sobreviver se for plantada em outro lugar? Não, o vento quente do leste soprará sobre ela e ela se secará. Morrerá no lugar onde devia brotar’”.
Então o SENHOR me disse:
— Pergunte a este povo rebelde se tem ideia do significado de tudo isso. O rei da Babilônia veio a Jerusalém e levou para a Babilônia seus reis e príncipes.
Depois escolheu um dos descendentes reais e fez uma aliança com ele e fez que se comprometesse com um novo juramento que anulava o juramento que o país tinha feito antes.
Com este novo juramento o reino se manteria obediente, sem nenhuma oportunidade de chegar ao poder de novo, forçado a obedecer a essa nova aliança para poder sobreviver.
Mas o descendente real se rebelou contra ele e enviou mensageiros ao Egito para conseguir cavalos e um grande exército de soldados. Mas, sobreviverá o descendente real? Escapará do castigo que lhe espera? Escapará quem quebrar a aliança?
— Eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que aquele que profanou o juramento que tinha feito e quebrou a aliança, morrerá na Babilônia, na terra do rei que o levou ao trono.
E as poderosas forças do faraó e a grande multidão de soldados não acudirão para ajudá-lo na guerra, quando os babilônios levantarem rampas sobre os muros e prepararem as máquinas de assalto para matar muita gente.
Zedequias quebrou o seu juramento e a sua aliança: ele deu a sua terra para selar a aliança, mas não cumpriu a sua parte. Podem ter acontecido todas estas coisas, mas ele certamente não escapará.
— Portanto, eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que o farei sofrer todos os castigos mencionados na aliança que ele quebrou e anulou.
Jogarei as minhas redes sobre ele e cairá na minha armadilha. Então o levarei para a Babilônia, onde o condenarei pela sua rebeldia contra mim.
Muitos soldados com suas respectivas tropas tentarão fugir, mas morrerão pelo fio da espada. Os que sobreviverem serão espalhados pelos quatro ventos. Então saberão que eu, o SENHOR, tenho falado isto.
“Eu, o Senhor DEUS, afirmo que cortarei o broto do alto do cedro. Arrancarei um broto dos galhos mais altos, e o plantarei num monte elevado.
Eu o plantarei num monte elevado de Israel, onde crescerão seus galhos e produzirá frutos. Virará um magnífico cedro, em cujos galhos farão ninhos todo tipo de aves e viverão embaixo da sua sombra.
Então, todas as demais árvores da floresta saberão que eu, o SENHOR, corto a árvore maior e faço crescer a menor, seco a árvore verde e faço florescer a que estiver seca. Todos saberão que eu, o SENHOR, falei isto e que vou cumprir o que falei”.
Então o SENHOR me disse:
— Por que repetem este provérbio sobre Israel: “Os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos ficaram fracos?”
— Eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que já não repetirão mais este provérbio em Israel.
Para mim, cada pessoa é igual. Trato o pai e o filho da mesma forma, porque para mim são iguais. A pessoa que pecar é quem receberá o castigo.
— O homem que continua sendo bom e generoso,
não come nos altares dos ídolos nem apresenta ofertas aos detestáveis deuses da casa de Israel, nem profana a mulher do outro, nem tem relações sexuais com mulher nos dias da sua menstruação, esse não será condenado à morte.
Este homem não se aproveita dos que estão atravessando momentos difíceis, devolve ao devedor o que este deu como garantia e não rouba, alimenta ao faminto e veste ao nu.
O homem honesto não cobra juros nem tira lucro do dinheiro que empresta aos demais. Não só evita fazer o mal, senão que também ajuda aos demais a serem honestos uns com outros.
Segue as minhas leis e os meus regulamentos para fazer o que é verdadeiramente justo. Este é um homem bom, e não será condenado à morte. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
— Mas é possível que esse homem bom tenha um filho rebelde, assassino e que faz a maldade.
Ou seja que faz o seguinte: come nos santuários proibidos das montanhas, desonra a mulher do outro,
oprime o pobre e o desamparado roubando deles e não devolvendo o que estes deram como garantia, adora esses ídolos nojentos.
Empresta dinheiro, mas só a juros, a fim de ter lucro. Este será culpável e não lhe será permitido viver. Tem que morrer por ter feito tudo o que me desagrada!
— Agora bem, pode acontecer que este filho rebelde venha a ter um filho que, mesmo vendo todas as maldades que o seu pai faz, tenha respeito por Deus e não faça essas maldades.
Em outras palavras, ele não vai aos santuários proibidos das montanhas nem adora os ídolos nojentos do povo de Israel nem desonra a mulher do outro.
Também não oprime as pessoas; nem trata de roubar, ao ficar com o que o devedor lhe deu como garantia. Ao contrário, alimenta ao faminto e veste ao nu,
evita fazer o mal, não trata de cobrar juros nem tira lucro do dinheiro que empresta aos demais e obedece às minhas normas e leis. Esse filho é inocente e não será condenado à morte pelo pecado do pai. Portanto, ele irá viver.
— O pai dele oprimiu os demais, roubou deles e fez outras maldades, por isso morreu.
Então vocês se perguntarão: “Por que o filho não sofre pelo que fez o pai?” Porque o filho era justo e fez o bem, cumpriu minhas leis e me obedeceu. Logo, é inocente e irá viver.
O que peque, morrerá. O filho não receberá o castigo pelo pecado do pai nem o pai receberá o castigo pelo pecado do filho. O bom será recompensado pela sua bondade, e o mau será castigado pela sua maldade.
— E se o mau se arrepender do seu pecado, cumprir minhas leis e fizer justiça e boas obras, então também será inocente e irá viver. Não será condenado à morte.
Nenhuma das suas maldades será utilizada contra ele devido às boas obras que fez e se lhe permitirá viver.
Eu, o Senhor DEUS, pergunto: “Vocês acham que eu quero realmente que o perverso morra? Está claro que se ele se arrepender da sua maldade, se lhe permitirá viver”.
— Mas, se o bom se arrepender da sua bondade e começar a fazer o mesmo mal que faz o perverso, nenhuma das suas boas obras serão levadas em conta para dar o veredito. Deverá morrer pelos atos rebeldes e o pecado que praticou.
Talvez vocês digam: “Não é justo que o meu Senhor faça isso!” Escute, povo de Israel! Vocês falam que a minha conduta não é justa, mas é a conduta de vocês a que não é justa.
Quando alguém bom deixar de fazer o bem para fazer o mal, então morrerá. Será condenado à morte pela sua maldade.
Porém, se o perverso deixar de fazer o mal para fazer o bem e o que é justo, então salvará sua própria vida.
Portanto, se ele compreender que deve se arrepender das suas maldades, com certeza não será condenado à morte.
— Com que direito diz o povo de Israel: “O Senhor faz o que não está certo”? Na verdade são vocês os que fazem o que não está certo.
Eu, o Senhor DEUS, sou quem julga a cada pessoa pela sua maneira de viver. Assim sendo, mudem sua maneira de pensar e de viver, e fiquem longe do pecado! Desta forma a maldade não será mais um obstáculo para vocês.
Fiquem longe de todas as maldades que vocês têm cometido. Sejam pessoas de um coração e espírito novo. Por que vocês têm que sofrer o castigo da morte, povo de Israel?
Não quero que morra nenhum dos que foram condenados. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
— Em relação a você, Ezequiel, cante este cântico fúnebre que diz respeito dos governantes de Israel.
“A mãe de você era como uma leoa no meio dos animais selvagens. Deitada entre os leões, ela criava os seus filhotes.
Um dos filhotes que ela criou chegou a ser o líder dos leões. Aprendeu a pegar sua presa e a devorar os homens.
“As nações escutaram seu rugido e o capturaram nas suas armadilhas. Colocaram cadeias nele e o levaram vivo ao Egito.
“Ao ver que o tempo passava, a leoa perdeu a esperança de ver o seu filhote retornar. Portanto, escolheu a outro dos seus filhotes e fez com que virasse um leão feroz.
Este leão começou a passear orgulhoso entre as leoas, já que ele era o novo líder dos leões. Aprendeu a pegar sua presa e a devorar os homens.
Tinha relações com suas viúvas e destruía suas cidades. Todos os habitantes estavam amedrontados com o seu rugido.
As nações vizinhas o atacaram. Jogaram sobre ele uma rede, e o leão caiu nessa armadilha.
Depois, colocaram cadeias nele e o colocaram numa jaula e o levaram ao rei da Babilônia, que o colocou numa prisão, para que o seu rugido já não pudesse ser escutado nos montes de Israel.
“A mãe de vocês é como uma parreira cheia de frutos, porque estava plantada perto dos canais de irrigação. É cheia de frutos e folhas devido à água abundante.
Seus fortes galhos cresceram muito alto e viraram cetros de governantes. A parreira cresceu tanto que chegou até as nuvens, era tão alta que podia ser vista de longe, ela podia ser vista porque era uma árvore alta e cheia de folhas.
Mas com ira foi arrancada desde a raiz e jogada no chão. Depois, o vento quente do leste fez com que seus frutos murchassem, caíssem da árvore e ficassem secos. E os galhos fortes foram destruídos no fogo.
“E agora ela está plantada no deserto, em terra árida e seca.
O fogo sai dos seus galhos e consome seus frutos. De maneira que ela já não tem galhos fortes nem cetro algum sai dos seus galhos. Este é um cântico fúnebre, e deve ser cantado como tal”.
No dia dez do mês quinto do sétimo ano, alguns dos chefes de Israel vieram consultar o SENHOR, e se sentaram diante de mim.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, diga aos chefes de Israel que eu, o Senhor DEUS, digo a eles: “Vocês vieram me consultar? Pois prometo por mim mesmo que não lhes darei nenhuma mensagem! Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso”.
— Julge-os você, homem mortal, e faça com que eles vejam os atos horríveis dos seus antepassados e que eles sejam informados do seu veredito.
Diga a eles que eu, o Senhor DEUS, no dia em que escolhi Israel, ergui a minha mão e fiz um juramento aos descendentes da casa de Jacó. Fiz uma aliança com eles na terra do Egito ao erguer a minha mão e falar o seguinte: “Eu, o SENHOR, sou seu Deus”.
E nesse dia com a mão erguida jurei que os tiraria da terra do Egito e os levaria para uma terra que eu mesmo tinha explorado, uma terra boa para semear e criar gado. A mais bonita de todas!
Então lhes disse para tirar esses ídolos nojentos que tinham diante deles. Disse a eles para não se contaminar com esses ídolos porque eu, o SENHOR, era o seu Deus.
— Mas eles se rebelaram contra mim e preferiram não me escutar. Ninguém se desfez daqueles ídolos nojentos que tinham diante de si e ninguém abandonou aqueles ídolos do Egito. Por isso, pensei em açoitar a casa de Israel com toda a força da minha ira quando eles ainda estavam no Egito.
Mas eu os tirei dali e os levei ao deserto para manter a minha reputação entre as demais nações em que viviam, às quais havia anunciado publicamente que tiraria a casa de Israel do Egito.
Eu os tirei do Egito e os levei ao deserto.
Ali dei a eles as minhas leis e os meus decretos com a promessa de que todo aquele que obedecesse, viveria.
Até lhes dei os dias sagrados de repouso como uma aliança entre mim e eles, para lhes mostrar que eu, o SENHOR, sou quem os faz santos.
— Mas a casa de Israel se rebelou contra mim no deserto. Não seguiram as minhas leis e rejeitaram os meus decretos que lhes dariam vida se os obedecessem. Com frequência eles ignoravam os meus dias sagrados de descanso. Portanto, pensei em açoitar a casa de Israel com a minha ira e destruí-los no deserto.
Mas para manter minha reputação entre as nações que me viram tirar vocês do Egito, não os destruí.
— Levantei a minha mão no deserto e jurei que não os levaria até a terra que tinha para eles, a uma terra boa para semear e criar gado em abundância, a terra mais bonita de todas!
Fiz isso porque eles rejeitaram os meus decretos e não obedeceram às minhas leis. Profanaram meus dias sagrados de repouso, porque no seu coração já serviam a seus ídolos nojentos.
— Mas eu mostrei que tive misericórdia deles ao não os destruir. Não os destruí completamente no deserto,
senão que falei aos seus filhos que não vivessem como seus pais, que não obedecessem às leis que seus pais obedeceram, que não seguissem os seus costumes e que não se contaminassem com seus ídolos nojentos.
Também lhes disse: “Eu, o SENHOR, sou seu Deus. Portanto, obedeçam às minhas leis, mantenham os meus decretos,
respeitem meus dias sagrados de descanso como sinal da aliança entre mim e vocês e para que aprendam que eu, o SENHOR, sou seu Deus”.
— Mas os filhos se rebelaram contra mim: não obedeceram às minhas leis, nem mantiveram os meus decretos, nem cumpriram as normas que lhes dariam vida. Até profanaram os meus dias sagrados de repouso. Portanto, pensei em açoitar a casa de Israel com a minha ira e destruí-los no deserto.
Mas me contive de fazer isso para seguir mantendo a minha reputação entre as nações de onde os tirei.
Até levantei a minha mão e fiz uma promessa contra eles no deserto. Eu prometi espalhá-los entre as nações, enviá-los a diferentes países.
Eles não obedeceram aos meus decretos, senão que rejeitaram as minhas leis. Eles ignoraram os meus dias sagrados de descanso e seguiram os ídolos nojentos dos seus pais.
Então lhes dei leis que não eram boas e decretos que não davam vida.
Eu os contaminei com suas próprias ofertas, permitindo que eles oferecessem os seus filhos maiores em sacrifício. Fiz isso para destruí-los e para que aprendessem que eu sou o SENHOR.
— Portanto, homem mortal, fale ao povo de Israel que seus antepassados seguiram me mostrando desprezo e constantes revoltas contra mim, o Senhor DEUS.
Mas, apesar de tudo, eu os levei à terra que havia prometido dar a eles. Mas em cada monte alto que viam e embaixo de cada árvore verde ofereciam sacrifícios aos seus ídolos. Ali ofereciam seus sacrifícios de ira, queimavam incenso e derramavam as suas ofertas líquidas.
Então lhes perguntei: “O que significa esse santuário pagão ao qual vão?” (E assim ficou conhecido esse lugar como um lugar de adoração pagã, porque ainda hoje é conhecido pelo nome de Santuário Pagão.)
— Portanto, diga à casa de Israel que eu, o Senhor DEUS, pergunto por que ainda estão se contaminando como os seus antepassados e se prostituindo com seus ídolos nojentos?
Até hoje se contaminam com seus ídolos, apresentam ofertas passando os seus filhos pelo fogo, e ainda assim esperam que lhes permita vir até mim procurando por conselho! Povo de Israel, eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que não permitirei isso!
Mas a ideia que estão pensando não acontecerá, já que dizem: “Sejamos como as demais nações, como os povos de outros países que servem a ídolos de madeira e pedra”.
— Prometo que eu, o Senhor DEUS, terei mão firme e derramarei a minha ira para reinar sobre vocês!
Com mão firme e derramando a minha ira os tirarei do meio das nações e os reunirei de volta, não importando onde estiverem.
Levarei vocês ao deserto e ali os julgarei, estando frente a frente com vocês!
Assim como julguei os seus antepassados no deserto do Egito, assim também os julgarei. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso.
— Farei com que você passe embaixo do bastão e o forçarei a obedecer às obrigações da aliança.
Então apartarei da sua terra os rebeldes e os que continuam se rebelando contra mim. Não colocarão o seus pés em chão israelita de novo. Então aprenderão que eu sou o SENHOR!
— Eu, o Senhor DEUS, também digo que vocês, família de Israel, podem fazer o que for da sua vontade. Já que não querem me escutar, de agora em diante cada um siga seus ídolos e adore-os, mas eu não aceitarei mais as suas ofertas. Vocês profanam o meu nome quando trazem para mim ofertas e adoram ao mesmo tempo esses ídolos.
Porque é no monte santo, naquele monte elevado de Israel, que todo o povo de Israel me adorará! Ali os aceitarei e deixarei que procurem por mim e eu lhes responderei quando me trouxerem ofertas e sacrifícios santos.
Aceitarei vocês, como se fossem uma oferta de cheiro perfumado, quando os fizer sair do meio desses povos. As nações me honrarão quando juntar vocês das terras aonde os dispersei.
Quando eu os devolver a Israel, a terra que prometi dar aos seus antepassados, saberão que eu sou o SENHOR.
Então se lembrarão de como se comportaram e de todo o mal que fizeram; sentirão nojo de todas as maldades que fizeram e não terão mais vontade de voltar a fazer isso.
Então, povo de Israel, vocês aprenderão que eu sou o SENHOR, quando os tratar de uma maneira que honre meu nome, em vez de castigá-los conforme às suas maldades e às coisas destrutivas que vocês fizeram. Eu, o Senhor DEUS, falei isto.
Depois o SENHOR me disse:
— Homem mortal, vá em direção a Temã, ao sul, e fale contra Darom, profetize contra a floresta do sul de Canaã.
Diga à floresta do sul de Canaã que eu, o SENHOR Deus, digo: “Vou acender um fogo dentro de você que consumirá tanto as árvores verdes como as secas. Nada poderá apagar estas chamas, as quais se alastrarão por toda a terra e a queimarão de norte a sul.
Então todos verão que eu, o SENHOR, sou quem acendeu este fogo e não poderá ser apagado”.
Então eu me queixei: — Ai, Senhor DEUS, este povo diz que eu só falo por meio de parábolas!
O SENHOR me disse de novo:
— Homem mortal, olhe em direção a Jerusalém e fale contra os lugares sagrados, profetize contra a terra de Israel.
Diga para a terra de Israel que eu, o SENHOR, digo: “Estou contra você. Tiro a minha espada da bainha para acabar com justos e pecadores.
E como vou matar tanto a justos como a perversos, o fio da minha espada acabará com todos, de norte a sul.
Então todos saberão que eu, o SENHOR, tirei a espada da bainha e não a colocarei de volta”.
— Agora você, homem mortal, diante de todos, chore amargamente e com o coração cheio de angústia.
Quando lhe perguntarem por que chora assim, diga a eles que é por uma mensagem que você recebeu. Isso fará com que todos eles fiquem com medo, que suas mãos percam as forças, que eles fiquem desanimados e que urinem de susto nas suas calças. Tudo isso está quase acontecendo, já está chegando o momento. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, profetize e diga que assim diz o Senhor: “Tem sido afiada uma espada, e também tem sido polida.
Tenho afiado uma espada para matar. Poli essa espada para que brilhe como o raio. Filho meu, você desprezou a vara que usei para castigar você. Você não quis receber seu castigo vindo de uma vara.
A espada foi polida para que a mão a agarre com firmeza. A espada foi afiada para a mão do assassino.
Homem mortal, chore e grite, porque a espada será usada contra o meu povo e contra os líderes de Israel. Os que serão feridos pela espada são do meu povo. Portanto, mostre sua angústia.
Este é um desafio; você não quis receber o castigo com uma vara de madeira. Então, com o que castigarei você agora? Com a espada? Eu, o Senhor DEUS, falei isto.
“Quanto a você, homem mortal, profetize e aplauda. Tire a espada da bainha duas vezes, volte a tirar a espada da bainha três vezes mais. Quantos corpos! A espada que causa este massacre atravessa um corpo atrás do outro.
Ela quer tirar a coragem das pessoas e aumentar o número dos caídos. Tenho causado uma matança com a espada perto da entrada de cada uma das cidades. A espada brilhou como um relâmpago, tirada da bainha para a matança!
Espada, continue afiada, fira à direita, perfure fundo. Fira à esquerda, fira para onde quer que vá.
Eu também aplaudirei para mostrar a minha ira e deixar que ela escorra. Eu, o SENHOR, falei isto”.
Depois o SENHOR me disse:
— Homem mortal, faça um mapa que mostre uma bifurcação de estradas que leve à Babilônia. É para o rei da Babilônia. Na bifurcação coloque um sinal que indique o caminho das duas cidades.
Faça com que o mapa indique os caminhos, para que a espada possa chegar à cidade amonita de Rabá e a Jerusalém, a cidade fortificada de Judá.
Porque o rei da Babilônia está numa bifurcação, tratando de decidir qual caminho tomar.
À direita, os sinais indicam que ele deve ir a Jerusalém com os aríetes para dar a ordem do massacre, soar a trombeta para que os aríetes arrombem as portas, construir rampas e preparar as máquinas de guerra.
Os israelitas acharam que se tratava de uma adivinhação falsa, já que se sentiam seguros por causa da aliança que tinham feito com Deus. Mas ele lhes lembrou que a maldade deles faria com que fossem capturados.
— Portanto, assim diz o Senhor DEUS: “Visto que você, Jerusalém, deixou à vista de todos a sua própria culpa em tudo o que você fazia, revelando a sua rebelião e mostrando o seu pecado, você será capturada violentamente.
E quanto a você, governante de Israel, criminoso e perverso, chegou a hora do seu castigo final!
Eu, o Senhor DEUS, digo isto: Tirem dele o turbante e a coroa! Nada será como antes. Exaltem o mais humilde e derrubem o arrogante.
Mudarei tudo o que era antes, mas isso só acontecerá quando vier aquele que castiga, aquele a quem tenho escolhido”.
— Quanto aos amonitas e seus insultos, isto é o que eu, o Senhor DEUS, digo: “Uma espada! Uma espada está fora da bainha para a matança. Está afiada para devorar e brilhar como um raio.
As suas visões são falsas e as suas adivinhações não lhe servirão, pois são um monte de mentiras. A espada está agora no pescoço dos perversos e eles acabarão sendo só cadáveres. Chegou a hora do seu castigo final.
“Que a espada volte a à bainha! Eu mesmo a castigarei no lugar onde foi forjada, no seu país de origem.
Derramarei sobre você a minha ira ardente. Soprarei o fogo da minha ira sobre você e a entregarei a pessoas cruéis, habilidosas em destruir.
Você será o pasto das chamas, seu sangue correrá por todo o país e a sua lembrança será apagada da face da terra. Eu, o SENHOR, afirmo isto”.
Então o SENHOR me disse:
— Você, homem mortal, julgará esta cidade cruel e lhe dirá todas as coisas horríveis que ela fez?
Diga a eles que eu, o Senhor DEUS, tenho visto que Jerusalém é uma cidade que derrama sangue e que procura ser castigada. Fez ídolos nojentos para desonrar a si mesma.
Jerusalém, você receberá o castigo pelo sangue que derramou e será desonrada pelos ídolos nojentos que fez. Chegou a sua hora! O fim dos seus dias chegou! Portanto, farei com que as pessoas zombem de você em todos os países.
Todas as nações zombarão de você. O seu nome foi desonrado por tantas provocações.
— Jerusalém, todos os líderes de Israel que estão no seu meio levantaram as armas para derramar sangue.
No seu meio os pais não são respeitados. Os imigrantes que vivem ali são maltratados, e tanto as viúvas como os órfãos se queixam por não receber ajuda.
Você desprezou o sagrado e profanou os meus dias de descanso.
Jerusalém, no seu meio moram pessoas mentirosas que derramam sangue com as suas mentiras. Sobem às montanhas para comer suas comidas sagradas.
— As pessoas fazem coisas detestáveis dentro dos seus muros. Os homens cometem pecados sexuais com as esposas dos seus pais. Violam as mulheres e até as desonram durante sua menstruação.
Os homens fazem coisas detestáveis com as mulheres dos seus vizinhos. Os homens desonram com lascívia as suas próprias noras. Eles violam as suas irmãs, filhas do seu próprio pai!
Os líderes que moram no seu meio aceitaram suborno para derramar sangue. Você tem emprestado a juros e tem se beneficiado ilegalmente dos seus vizinhos por meio da extorsão. Você tem se esquecido totalmente de mim. Eu, o Senhor DEUS, estou falando.
— Mas eu mostrarei a minha ira contra toda exploração praticada por você e contra o sangue inocente derramado dentro dos seus muros.
Você ainda acha que aguentará ser valente após eu fazer o que estou falando que farei com você? Eu, o SENHOR, falo e cumpro.
Espalharei você por todas as nações, em terras estrangeiras, e acabarei com a sua profanação.
Você será uma desonra diante das nações, mas então aprenderá que eu sou o SENHOR.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, o povo de Israel virou escória. São como o cobre, o estanho, o ferro e o chumbo que fica no forno, apesar de que uma vez foram prata pura.
Portanto, já que viraram escória, eu, o Senhor DEUS, estou reunindo todos agora em Jerusalém.
Serão como uma coleção de prata, cobre, ferro, chumbo e estanho que se joga ao forno para ser derretida pelas chamas. Da mesma forma, reunirei vocês e os jogarei ao forno da minha ira ardente para que sejam derretidos.
Vocês serão reunidos, serão queimados com a minha ira e serão derretidos em Jerusalém.
Como a prata se derrete no forno, assim também vocês serão derretidos em Jerusalém. Então saberão que eu, o SENHOR, derramei a minha ira ardente sobre vocês.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, diga a Israel: “Você é uma terra impura que não foi lavada com a chuva no dia da ira”.
O grupo de profetas em Israel são como leões que rugem e devoram a sua presa até consumir a sua vida. Eles se apoderam da riqueza e de coisas valiosas enquanto fazem aumentar o número de viúvas.
Seus sacerdotes violaram os meus ensinamentos. Eles têm profanado o que é sagrado, não fizeram distinção entre o sagrado e o profano. Não ensinam a ninguém sobre o puro e o impuro, não querem observar meus dias sagrados de descanso, e desta forma eu tenho sido profanado entre eles.
Os líderes de Israel são como lobos que devoram a sua presa, derramando sangue, destruindo vidas para conseguir ganância ilegal.
Seus profetas escondem a verdade, colocando nas paredes gesso que cai. Eles têm visões falsas e predições mentirosas. Afirmam que o Senhor DEUS falou isto quando na realidade eu, o SENHOR, não lhes falei nada.
Oprimem as pessoas do povo, roubando delas o seu dinheiro. Oprimem o pobre e o necessitado. Oprimem o imigrante que vive em Israel e não lhe fazem justiça.
— Tenho buscado a alguém que seja um pacificador, alguém que fique entre mim e o povo que vou destruir, mas não o tenho achado.
Portanto, derramarei a minha ira contra eles. Eles serão consumidos pelo fogo da minha ira. E eles me prestarão contas dos seus atos. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, havia uma vez duas mulheres, filhas de uma mesma mãe.
Ao se tornarem jovens, elas se prostituíram com os egípcios, perdendo sua virgindade.
A maior se chamava Aolá e a menor, Aolibá. Fiz delas as minhas esposas e tive com elas filhos e filhas. Aolá representa Samaria e Aolibá representa Jerusalém.
Depois Aolá se comportou como uma prostituta e me foi infiel, indo atrás dos seus amantes da Assíria.
Eram generais vestidos com os seus uniformes de púrpura, governantes e oficiais, todos sendo o melhor da cavalaria e dos cavaleiros.
Assim, Aolá se entregou ao melhor que os assírios tinham, aos quais ela quis, e se contaminou com seus ídolos nojentos.
Não deixou a prostituição que iniciou desde a sua juventude no Egito, onde dormiram com ela. Ela se deitou com muitos que acariciaram seus peitos virgens e descarregaram sua paixão nela.
Portanto, permiti que seus amantes, os assírios que ela havia desejado, a tomassem.
Eles a violaram, levaram os seus filhos e filhas e a mataram com a espada. Seu castigo virou advertência para as outras mulheres.
— Tendo a sua irmã Aolibá visto isso, ela se contaminou com seus desejos e adultério ainda mais que a sua irmã Aolá!
Ela também se entregou aos assírios, fossem eles governantes, oficiais ou generais com seus grandiosos uniformes. Ela desejou os cavaleiros montando os seus cavalos. Ela queria o melhor do melhor.
Percebi que ela também se contaminou. As duas tinham seguido o mesmo caminho.
Aolibá continuou com seu adultério. Ela olhava as imagens dos homens caldeus pintados de vermelho vivo na parede,
com cintos e turbantes; eles se pareciam com os cavaleiros, os filhos nascidos na Babilônia.
Por causa do seu desejo por eles, enviou mensageiros aos caldeus.
Os filhos da Babilônia vieram se deitar com ela. Eles a contaminaram tanto que ela se enjoou deles!
Quando mostrou a sua nudez e a sua infidelidade, também me enjoei dela como também tinha me enjoado da sua irmã.
Mas ela aumentou sua prostitução se lembrando da sua juventude, quando vivia como prostituta no Egito.
Tinha se enamorado perdidamente dos egípcios, cujos genitais eram como os de um asno e seu esperma como o de um cavalo.
— Assim, se lembrou da imoralidade da sua juventude, quando os homens apalpavam os seus seios e acariciavam os seus peitos virgens.
Por isso, eu, o Senhor DEUS, vou fazer com que seus amantes, aqueles de quem você se enjoou, fiquem contra você, Aolibá. De todas partes trarei contra você
os babilônios, todos os caldeus, os de Pecode, Soa e Coa. Também trarei os assírios, os jovens soldados, os oficiais e os governantes, o melhor dos oficiais da cavalaria e dos cavaleiros.
Eles virão contra você com toda a força das suas carruagens. Cercarão você com um grande exército vindo de todas as nações, com suas lanças, escudos e elmos. Eu lhes explicarei o que você fez e eles tirarão suas próprias conclusões e a castigarão.
Então derramarei o meu ciúme contra você, com todo furor cortarão o seu nariz e as suas orelhas, e a matarão com a espada. Tomarão os seus filhos e filhas, e o seu destino será ser consumida pelo fogo.
Deixarão você nua e sem joias.
Assim, porei fim à sua conduta promíscua e à prostituição que você tem praticado desde que esteve no Egito. Já não os olhará com olhos sedutores.
Assim diz o Senhor DEUS: — Olhe, agora vou entregar você nas mãos daqueles que você se apartou.
Eles mostrarão a você o seu ódio. Tirarão de você todas as suas possessões até deixar você nua, revelando sua prostituição.
Farão com você tudo isto por causa da sua prostituição com aqueles nojentos deuses das nações, com os quais você se contaminou.
Já que você seguiu o exemplo da sua irmã, também segurará nas suas mãos o mesmo cálice de veneno.
Assim diz o Senhor DEUS: “Beberá do mesmo cálice de veneno da sua irmã. Um cálice fundo e largo, cheio de zombaria e escárnio. Beberá todo ele.
É um cálice cheio de embriaguez e dor, de destruição e desolação. É o cálice da sua irmã Samaria!
Beberá até a última gota até terminar seu veneno amargo. Depois você rasgará os seus seios, porque eu falei isso. É a decisão do Senhor DEUS”.
— Portanto, já que você se esqueceu de mim, o Senhor DEUS, e me virou as costas, agora vai ter que sofrer o castigo merecido pela sua conduta libertina e a sua prostituição.
O SENHOR me disse: — Homem mortal, julgue Aolá e Aolibá. Jogue na cara delas as suas abominações,
porque elas cometeram adultério e suas mãos estão cheias de sangue. Praticaram adultério com seus ídolos nojentos e passaram pelo fogo os filhos que tiveram comigo para que fossem oferecidos como comida aos seus deuses.
Fazendo tudo isso, também profanaram o lugar sagrado e os dias de descanso.
Além disso, quando sacrificaram seus filhos aos seus ídolos nojentos, entraram ao lugar sagrado para profaná-lo. Isso é o que fizeram na minha própria casa!
— Quando os homens vieram até você, eles a acharam de banho tomado, maquiada e adornada com joias.
Você estava num sofá muito decorado, frente a uma mesa cheia de comida, junto com meu incenso e meus perfumes aromáticos.
Podia-se ouvir o ruído de uma multidão. Eram os sabeus, que vinham do deserto e vinham para a festa onde havia pessoas de muitas nações. As mulheres foram vestidas com roupa apropriada para a festa, braceletes e preciosas coroas.
Depois perguntei à mulher desgastada pelos seus adultérios: “Continuarão você e eles praticando adultério?”
E se deitaram com elas da mesma forma como alguém se deita com uma prostituta. Assim foi como se deitaram com essas mulheres promíscuas chamadas Aolá e Aolibá.
Os homens justos farão juízo em contra delas e as declararão culpáveis de adultério e de derramar sangue inocente, porque essas mulheres eram adúlteras e suas mãos estavam cobertas de sangue.
Assim diz o Senhor DEUS: — Que seja chamada uma multidão contra elas para que as humilhem e zombem delas.
Que a multidão as apedreje e as façam pedaços com suas espadas. Que queimem seus filhos e filhas, da mesma forma que suas casas.
Dessa forma, deterei a conduta vergonhosa desta terra, e o resto das mulheres aprenderão a lição ao ponto que não praticarão as mesmas imoralidades que vocês praticaram.
Receberão o castigo que merecem pela sua conduta vergonhosa, e serão culpáveis de adorar ídolos nojentos. Assim aprenderão que eu sou o Senhor DEUS.
No dia dez do mês décimo do nono ano, o SENHOR me disse:
— Homem mortal, escreva uma nota dizendo que no dia de hoje o rei da Babilônia atacou Jerusalém.
Diga ao povo rebelde que eu, o Senhor DEUS, lhes envio a seguinte parábola: “Coloque a panela sobre o fogo e ponha água nela.
Adicione pedaços de carne, o melhor da coxa e do lombo, e o melhor dos ossos da melhor ovelha do rebanho.
Junte a lenha debaixo dela para que a água ferva bem e os ossos fiquem bem cozidos”.
Portanto, o Senhor DEUS diz: “Ai de Jerusalém, cidade cruel! Ai dessa panela enferrujada cujas manchas não podem ser tiradas! Tire para fora todos os pedaços de carne, mas não os reparta com ninguém.
Ainda tinha sangue nessa cidade. Derramaram o sangue na pedra do altar em vez de derramar o sangue no chão e o cobrir com pó, como a lei manda.
Eu coloquei o sangue sobre a pedra para que não fosse coberto pelo pó, e assim se acendera a minha ira para me vingar do sangue inocente que foi derramado”.
Portanto, o Senhor DEUS diz: “Ai da cidade cruel! Eu mesmo jogarei mais lenha ao fogo.
Jogue mais lenha e acenda o fogo! Cozinhe bem a carne até que fique bem cozida. Preparem-na com as especiarias e que os ossos fiquem bem queimados.
Ponha a panela vazia sobre o carvão para que o cobre fique no vermelho vivo. Que as suas impurezas acabem e sua ferrugem termine.
“Está tão enferrujada que é impossível fazer com que fique limpa. Nem o fogo a pode purificar”.
— Tentei purificar você da sua repugnante libertinagem, mas como não mostrou querer ser pura, já não tentarei purificar você mais até que minha ira consuma você. Eu, o SENHOR, afirmo isto.
Chegou a hora de fazer o que falei para vocês. Não me deterei nem passarei por alto nada. Não terei compaixão. Receberá o castigo pela sua conduta e por todas as suas más ações. É a decisão do Senhor DEUS.
Depois o SENHOR me disse:
— Olhe, homem mortal, num abrir e fechar de olhos tirarei de você a luz da sua vida, mas não lamente nem chore por ela. Não derrame lágrima alguma.
Gema em silêncio, como se estivesse morto. Não demonstre que está de luto. Coloque o seu turbante e seus sapatos como de costume. Não cubra com véu o bigode nem coma a comida que trouxerem para consolar você.
Minha esposa morreu de noite, e de manhã avisei ao povo. Na manhã seguinte fiz o que me foi ordenado.
O povo me perguntou se eu ia dizer o que significava tudo isso.
Eu lhes respondi o que o SENHOR queria
que eu falasse ao povo de Israel: — Vou destruir o meu lugar sagrado, o orgulho dos seus cânticos, a luz das suas vidas, a paixão das suas almas. Os filhos e filhas que foram abandonados por vocês morrerão pela espada.
E vocês farão o mesmo que Ezequiel. Não cobrirão com véu seus bigodes nem comerão a comida que é trazida para consolar os parentes.
Em vez disso, usarão seus turbantes e seus sapatos como de costume. Não lamentarão nem chorarão, mas apodrecerão de culpa gemindo mutuamente.
Ezequiel será um sinal para vocês. Quando isso acontecer, vocês farão tudo o que ele tiver feito, e então aprenderão que eu sou o Senhor DEUS.
— Homem mortal, vai chegar o dia em que irei tirar deles a sua fortaleza, seu contentamento maravilhoso, o desejo do seu olhar, o orgulho da sua alma, e os seus filhos e as suas filhas.
No dia que isso acontecer, um fugitivo virá avisar você.
Nesse mesmo dia, a sua língua ficará livre, como a língua daquele fugitivo, e você então poderá falar. Você será um sinal, e então aprenderão que eu sou o SENHOR.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, profetize contra os amonitas.
Diga a eles que escutem a mensagem do Senhor DEUS! Vocês zombaram quando meu santuário estava sendo profanado, quando o meu povo estava sendo destruído e quando as pessoas de Judá estavam sendo levadas ao exílio.
Por isso, eu farei dos povos do oriente os meus herdeiros. Eles armarão as tendas militares deles entre vocês. Eles comerão as suas frutas e beberão o leite de vocês.
Tornarei Rabá, a cidade dos amonitas, numa pastagem de camelos e ovelhas. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR.
— Vocês se divertiram muito, batendo palmas e pisando forte para celebrar, quando zombaram do povo de Israel. Por isso, eu, o Senhor DEUS, vou estender minha mão contra vocês e os entregarei às nações como despojo.
Arrancarei vocês das demais nações. Destruirei vocês e os apagarei do mapa. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR.
Assim diz o Senhor DEUS: — Moabe e Seir falaram que o povo de Judá é como qualquer outra nação.
Portanto, vou tirar todas as cidades das montanhas de Moabe, incluindo as cidades espalhadas pela fronteira com Israel, desde Bete-Jesimote até Baal-Meom e Quiriataim.
Entregarei vocês aos povos do oriente e as nações irão se esquecer dos amonitas.
Darei a sentença contra Moabe, e assim aprenderão que eu sou o SENHOR.
Assim diz o Senhor DEUS: — Edom virou inimigo de Judá e se vingou, sendo assim mais grave sua culpa.
Portanto, eu, o Senhor DEUS, estenderei minha mão contra Edom. Irei arrancar dele seus habitantes e seus animais e farei com que vire um deserto árido e vazio. O povo morrerá pela espada desde Temã até Dedã.
Então me vingarei de Edom e mostrarei a minha ira e o meu furor através do meu povo Israel. Assim Edom saberá da minha vingança. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
Assim diz o Senhor DEUS: — Os filisteus se vingaram. Eles foram muito cruéis. Eles deixaram com que o seu ódio de há muito tempo viesse à tona.
Por isso, eu, o Senhor DEUS, estenderei minha mão contra os filisteus, aniquilando os habitantes de Creta e destruindo o restante espalhado pela costa.
A minha vingança será dura contra eles e serão castigados pela minha ira. Então aprenderão que eu sou o SENHOR.
No primeiro dia do mês do décimo primeiro ano, o SENHOR me disse:
— Homem mortal, Tiro zombou de Jerusalém, dizendo: “As portas que protegem os habitantes de Jerusalém foram derrubadas. Saquearei a cidade e me rodearei com a sua riqueza”.
— Portanto, diga a ela que o Senhor DEUS diz: “Tiro, estou contra você, e assim como o mar levanta suas ondas eu farei com que se levante muita gente contra você.
Derrubarão as muralhas que cercam Tiro e destruirão suas torres. Varrerei o entulho e deixarei Tiro como rocha nua.
Você ficará no meio do mar para que os pescadores estendam suas redes. O Senhor DEUS afirma isto. Tiro será objeto de zombaria das nações.
Os habitantes das populações da costa morrerão pela espada. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR.
“Sou eu, o SENHOR, quem está falando isto! Olhe, vou trazer Nabucodonosor, rei da Babilônia, desde o norte. O rei de reis virá com a cavalaria, carruagens de combate e um grande exército.
Os habitantes que vivem na costa, morrerão pela espada. Ele construirá lugares para cercar você, levantará muros ao seu redor e construirá rampas sobre esses muros.
Atacará seus muros a golpes de aríetes e derrubará suas torres com ferramentas afiadas.
Você ficará coberta pelo pó levantado pelo galope dos cavalos e pelas suas carruagens. Seus muros cairão quando o rei da Babilônia entrar pelas suas portas. Será como quem passa por muros caindo aos pedaços.
O rei da Babilônia vai chegar cavalgando pela sua cidade. As suas ruas tremerão com o galope dos cavalos do rei. Ele matará os seus habitantes com a espada e derrubará os monumentos que comemoram sua fortaleza.
Os soldados do rei saquearão as suas riquezas e levarão embora tudo o que tirarem de você. Eles destruirão seus muros e derrubarão suas luxuosas casas. Depois jogarão na água as pedras, as vigas e o entulho.
Então silenciarei o som dos seus cânticos e não se ouvirá mais o som das suas harpas.
Farei com que você vire uma rocha nua, um lugar onde os pescadores possam estender as redes para ficarem secas. Não será reconstruída. É a decisão do SENHOR. Assim afirma o Senhor DEUS”.
O Senhor DEUS diz a Tiro: — As populações da costa tremerão com o som da sua destruição, com os gemidos dos que forem caindo, enquanto os assassinos matam seus habitantes dentro dos seus muros.
Então todos os governantes do mar descerão dos seus tronos, tirarão suas capas e roupas elegantes e se vestirão de luto. Ficarão sentados no chão e tremerão de medo pelo desastre repentino, surpreendidos pelo que lhes aconteceu.
Então cantarão o seguinte cântico fúnebre sobre você: “Como sumiu do mar, cidade famosa! Você era uma potência do mar. Vivia ali aterrorizando a todos os que moravam na costa.
Agora tremem na costa, porque é o dia da sua destruição, e as ilhas ficarão aterrorizadas quando você for destruída”.
Assim diz o Senhor DEUS: — Farei com que você vire uma ruína, igual a uma cidade desabitada, quando levantar contra você as águas e cobrir você com o mar profundo.
Jogarei você ao lado dos seus antepassados que já estão no mundo dos mortos. Você ficará nas partes mais baixas da terra como as ruínas antigas, com os mortos. Você nunca recuperará a sua beleza nem aparecerá de novo no mundo dos vivos.
Farei com que você vire algo espantoso; deixará de existir. Quando alguém procurar por você, jamais tornará a encontrá-la. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, cante um cântico fúnebre para Tiro,
cidade que domina o comércio com muitos povos da costa à beira do mar. Diga a ela que o Senhor DEUS diz: “Tiro, você tem afirmado ser a mais formosa embarcação,
suas fronteiras se estendem através dos mares. Aqueles que construíram você a coroaram de beleza.
Construíram as tábuas do navio com pinhos do monte Hermom e fizeram o mastro com cedros do Líbano.
Fizeram seus remos com carvalho de Basã. Cobriram as paredes do convés com cipreste de Chipre com adornos de marfim.
Fizeram as velas com linho bordado do Egito, as quais serviram de bandeira. O toldo foi feito com tela azul e vermelha, da costa de Elisá.
Os habitantes de Sidom e de Arvade serviram como remeiros. Seus homens habilidosos serviram como marinheiros.
Homens habilidosos de Gebal consertaram as brechas do seu navio. Marinheiros de todas as partes faziam negócios no seu porto.
Homens da Pérsia, Lídia e Pute têm servido no seu exército. Eles fizeram você ficar bela com seus escudos e capacetes pendurados nos seus muros”.
— Os homens de Arvade, assim como seus próprios soldados ficavam de guarda à beira dos seus muros e penduravam seus escudos nos muros que cercam a cidade. Os homens de Gamade estavam situados com seus arqueiros nas suas torres, fazendo você ficar ainda mais bela.
Os homens de Társis eram seus comerciantes. Em troca das suas mercadorias eles ofereciam todo tipo de riquezas, como prata, ferro, estanho e chumbo.
Grécia, Turquia e Meseque também negociavam com você e em troca da sua mercadoria lhe oferecia escravos e bronze.
Você trocava as suas mercadorias por cavalos, por equipes de cavalos para carruagens de combate e por mulas da família real de Bete-Togarma.
Os habitantes de Rodes também negociavam com você. Eles proporcionavam lucro ao vender o ébano e os dentes de marfim.
Síria negociava com você e trocava seus artigos feitos à mão por turquesas, tecidos coloridos de púrpura, tecidos bordados, linho fino, coral e pérolas.
Judá e Israel trocavam sua mercadoria por trigo de Minite, resina, mel, azeite e bálsamo.
Damasco trocava a grande variedade dos seus artigos feitos à mão por vinho de Helbom e lã de Saar.
Também os danitas e os gregos trocavam sua mercadoria por ferro trabalhado, canela e cana.
Dedã negociava com artigos para montar nos animais,
pois Arábia e todos os governantes de Quedar negociavam com você com cordeiros, carneiros e bodes.
Sabá e Raamá negociavam com as melhores especiarias, pedras preciosas e ouro.
Também Harã, Cane, Éden, Assíria e Quilmade negociavam com você.
Eles davam tecidos caros, túnicas de púrpura, tecidos bordados, tapetes coloridos e cordas muito bem trançadas em troca das suas mercadorias.
Você usava grandes navios de Társis para transportar suas mercadorias. “Lotada de bens, de maneira impressionante era dada honra a você em alto-mar.
Os remadores levaram você ao mar aberto, mas os poderosos ventos que sopram do leste farão com que você naufrague em alto-mar.
No dia do seu naufrágio, cairão no mar sua riqueza, sua mercadoria, seus produtos, assim como os seus marinheiros e timoneiros. Tanto os reparadores de fendas e os comerciantes, os guerreiros e toda a tripulação irão juntos ao fundo do mar.
Seus marinheiros gritarão no mar enquanto as populações da costa tremerão de medo.
Todos os remadores abandonarão o barco e os marinheiros ficarão em terra.
Chorarão e se lamentarão por você, colocarão pó na cabeça e rolarão por entre as cinzas.
Para mostrar a sua tristeza raparão a cabeça e vestirão roupas de luto. Com amargura chorarão e se lamentarão por você.
Farão tristes canções sobre você e cantarão seus cânticos fúnebres. Dirão que não houve nenhuma outra cidade como Tiro no meio dos mares.
Com seu comércio marítimo você manteve a muitos. A riqueza dos seus produtos enriqueceu a reis de todo o mundo.
Mas ao naufragar em alto-mar, no profundo do oceano, pereceram sua mercadoria e todos seus passageiros.
Todos os habitantes das costas estavam em pedaços pela sua causa, seus reis estão atônitos e horrorizados.
Os comerciantes de todas as nações se lamentam por você. Sua destruição foi horrível e nunca mais você poderá se recuperar”.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, diga ao rei de Tiro que o Senhor DEUS diz o seguinte: “Você ficou cheio de arrogância e falou que é um deus, que passou a ocupar o trono dos deuses em alto-mar. Mas você não é deus, senão um simples ser humano, ainda que ache que é tão inteligente como um deus.
Você se acha mais sábio do que Daniel? Não desconhece nenhum segredo?
Você aumentou o seu poder com a sua sabedoria e o seu entendimento, e tem guardado a prata e o ouro entre seus tesouros.
Com sua grande sabedoria fez negócios para aumentar a sua riqueza e o seu poder. Mas o seu poder deixou você arrogante.
“Sou eu, o SENHOR, quem está falando isto! Já que você se considera tão inteligente como um deus,
farei com que venham estrangeiros contra você, nações cruéis, que tirarão as suas espadas e destruirão os magníficos edifícios que você construiu com sua sabedoria.
Mandarão você para a sepultura em alto-mar, e morrerá como todos os demais que tem matado.
Você seguirá insistindo em que é um deus mesmo diante daqueles que vão matar você? O que você fará quando eles executarem você e ficar claro que você não passa de um ser humano?
Morrerá como se estivesse na miséria, como um incircunciso nas mãos de estranhos, porque eu tenho ordenado deste jeito. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto”.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, cante um cântico fúnebre sobre o rei de Tiro e diga a ele que assim diz o Senhor DEUS: “Você é a mesma imagem da perfeição, cheio de sabedoria e beleza.
Você estava no Éden, no jardim de Deus. Você estava adornado com pedras preciosas: rubi, topázio, esmeralda, topázio, ônix, jaspe, safira, turquesa e berilo. Estavam colocadas nos seus lindos tambores e encaixes de ouro que foram desenhados para você no dia em que foi criado.
Foi escolhido como um querubim protetor, você caminhava sobre o carvão ardente. Eu coloquei você como um deus de deuses no monte sagrado.
Você era puro e honesto quando eu o criei, até que você se tornou mau.
Todos os seus negócios se encheram de violência e você pecou. Portanto, fiz com que saísse do monte de Deus como algo profano, e o querubim que protegia você tirou você do meio das estrelas.
Sua beleza fez você virar arrogante. Seu esplendor corrompeu sua sabedoria. Por isso, atirei você diante dos outros reis, para humilhar você.
Profanou seu lugar sagrado por culpa dos seus maus negócios. Por isso fiz sair de você um fogo que o consumiu e assim fiz de você pó na frente de todos.
Todos seus amigos estrangeiros ficaram atônitos pelo que lhe aconteceu. Você ficou um horror, deixou de existir”.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, observe a Sidom e profetize contra ela.
Diga a ela que assim diz o Senhor DEUS: “Sidom, estou contra você; por meio de você receberei honra. Quando anuncie meu juízo nessa cidade, o povo aprenderá que eu sou o SENHOR. Então serei tratado com respeito.
Enviarei pragas e sangue para as suas ruas e muitos morrerão nessa cidade cercada pelos exércitos. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR!”
— As nações vizinhas que desprezam Israel já não serão como puas nem espinhos pontiagudos para a família real de Israel. Terão aprendido que eu sou o Senhor DEUS.
Assim diz o Senhor DEUS: — O povo de Israel foi espalhado entre as nações, mas eu o reunirei de novo. Quando isso acontecer, farei que Israel viva separado, como um povo consagrado diante daquelas nações. Então as pessoas do meu povo retornarão à terra que dei a meu servo Jacó.
Ali viverão seguros, construirão suas casas e plantarão vinhas em paz. Mas eu irei escolher juízes sobre todos aqueles que os trataram tão mal. Então Israel aprenderá que eu sou o SENHOR, seu Deus.
No dia doze do décimo mês do décimo ano, o SENHOR me disse:
— Homem mortal, olhe em direção ao faraó, rei do Egito.
Diga a ele que o Senhor DEUS diz o seguinte: “Faraó, rei do Egito, estou contra você, grande monstro que mora no rio e fala: ‘O Nilo é meu, é minha criação’.
Porei ganchos no seu queixo. Farei com que os peixes fiquem grudados nas suas escamas. Puxarei você para fora do rio, com todos os peixes grudados nas suas escamas.
Depois jogarei ao deserto você e todos os peixes do rio. Cairão em terra árida e seus ossos não serão sepultados. Você servirá de alimento para os animais selvagens e os abutres.
Então todos os habitantes do Egito aprenderão que eu sou o SENHOR. Você tem sido um bastão frágil para Israel.
Quando Israel segurou em você, você quebrou, e rasgou a mão e o braço de Israel. Quando se apoiaram em você, você quebrou, permitindo que Israel caísse e ferisse as suas costas”.
Portanto, eu, o Senhor DEUS, digo isto: — Trarei contra você a espada e destruirei tanto os seres humanos como os animais.
Então o Egito virará um deserto e ficará arruinado. Os egípcios aprenderão que eu sou o SENHOR. Isso acontecerá porque o faraó disse: “O Nilo é meu, é minha criação”.
É por isso que estou contra você e contra o seu rio. O Egito ficará em ruínas. Todo o país virará um deserto, desde Migdol até Assuã.
Ninguém viajará por ali, nem seres humanos nem animais. Ninguém habitará no Egito durante quarenta anos.
Então transformarei o Egito numa das terras mais devastadas. Suas cidades ficarão arrasadas por quarenta anos, e espalharei os egípcios para as outras nações.
O Senhor DEUS diz: — Findo os quarenta anos, reunirei os egípcios do meio das nações para as quais eles foram espalhados.
Devolverei aos egípcios cautivos Patros, sua terra de origem, e ali serão uma nação insignificante.
Sim, serão mais uma nação insignificante no meio das outras e já não representarão nenhuma ameaça para qualquer nação. Diminuirei o seu poder a tal ponto que não conseguirão mais governar as demais nações.
Egito deixará de servir como apoio para Israel, não será mais que uma lembrança do erro que Israel praticou ao procurar se apoiar no Egito. Então Israel aprenderá que eu sou o Senhor DEUS.
No primeiro dia do primeiro mês do vigésimo sétimo ano, o SENHOR me disse:
— Homem mortal, Nabucodonosor, o rei da Babilônia, obrigou o seu exército a lutar muito duramente contra Tiro. Todos ficaram com a cabeça e ombros sem cabelo algum por terem carregado tanto peso. Mas eles não receberam recompensa alguma pela sua luta contra Tiro.
Por isso, eu, o Senhor DEUS, digo o seguinte: “Agora dou a Nabucodonosor, rei da Babilônia, a terra do Egito. Ele tirará para fora o grande povo do Egito, saqueará riquezas e bens como recompensa para o seu exército.
Entregarei o Egito por todo o esforço que ele fez por mim. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso”.
— Naquele momento, aumentarei a força do povo de Israel, e darei a você, Ezequiel, a oportunidade de lhes falar com liberdade. Então aprenderão que eu sou o SENHOR.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, profetize e proclame que eu, o Senhor DEUS, digo isto: “Gemam: ‘Ai desse dia!’
O dia do SENHOR se aproxima. Sim, já se aproxima o dia do juízo. Será um dia cinzento para todas as nações.
A espada entrará no Egito e a angústia se apoderará da Etiópia. Muitos cairão no Egito quando o povo for capturado, e a base da sociedade egípcia for destruída.
Os soldados da Etiópia, Líbia, Pute e Cube, que lutaram como aliados do Egito, inclusive os guerreiros do povo de Deus, cairão pela espada na guerra”.
Assim diz o SENHOR: “Cairão todos os países que apoiam o Egito. A espada cairá sobre todas suas arrogantes cidades, desde Migdol até Assuã. É a decisão do Senhor DEUS.
Serão os países mais devastados de todos. Suas cidades serão as mais destruídas.
Então, quando eu puser o Egito em chamas e destruir todos os seus aliados, todos aprenderão que eu sou o SENHOR.
“Nesse momento, enviarei mensageiros em barcos para que levem as más notícias que amedrontarão a confiada Etiópia. Então a angústia se apoderará deles no dia do juízo contra o Egito, porque esse dia está perto”.
Assim diz o Senhor DEUS: “Por meio de Nabucodonosor, rei da Babilônia, destruirei as multidões do Egito.
Ele e seu exército de soldados violentos serão levados ao Egito para destruir esse país. O sangue de muitos egípcios será derramado pela espada e o país se encherá de cadáveres.
Farei com que os rios fiquem secos. Venderei esse povo para serem escravos de senhores cruéis. Eu farei com que estrangeiros venham até este país para tornar tudo o que está nele um deserto. Eu, o SENHOR, tenho decidido isso”.
Assim diz o Senhor DEUS: “Destruirei seus ídolos abomináveis e todos os deuses falsos de Mênfis. Egito já não terá um líder egípcio, e eu farei que tenham temor de Deus.
Destruirei Patros, porei fogo em Zoã e declararei o meu juízo contra Tebas.
“Deixarei a minha ira fluir sobre Sim, a fortaleza do Egito. Destruirei as multidões de Tebas.
Porei fogo no Egito, a cidade de Sim tremerá de medo. Tebas será partida em duas metades, como se alguém a golpeasse com um machado, e Mênfis será atacada todos os dias.
Os melhores soldados de Om e de Bubastis cairão pela espada e as mulheres serão feitas prisioneras.
O dia escurecerá em Tafnes quando o poder do Egito quebrar. Então seus habitantes arrogantes estarão acabados. Uma nuvem cinza os cubrirá e suas cidades ficarão cativas.
Assim castigarei o Egito, declararei o meu juízo contra o Egito, e assim aprenderão que eu sou o SENHOR”.
No sétimo dia do primeiro mês do décimo primeiro ano do meu exílio, o SENHOR falou comigo:
— Homem mortal, quebrei o braço do faraó, rei do Egito. Não enfaixaram nem curaram o braço dele. Ninguém o enfaixou para que ficasse forte e pudesse segurar a sua espada.
— Portanto, eu, o Senhor DEUS, afirmo que estou contra o faraó, rei do Egito. Quebrarei os dois braços dele, o bom e o que já está fraturado, para fazer com que a espada caia da sua mão.
Então espalharei os egípcios entre as nações e os países estrangeiros.
Fortalecerei o braço do rei da Babilônia e porei a espada na sua mão. Depois quebrarei os braços do faraó e este gemerá como se tivesse sido ferido de morte.
Assim fortalecerei os braços do rei da Babilônia enquanto os braços do faraó ficarão inúteis. De este modo, quando puser a minha espada nas mãos do rei da Babilônia, e ele a apontar contra o Egito, todos aprenderão que eu sou o SENHOR.
— Sim, quando dispersar o Egito entre as nações e os países estrangeiros, então aprenderão que eu sou o SENHOR.
No primeiro dia do terceiro mês do décimo primeiro ano, o SENHOR me disse:
— Homem mortal, fale com o faraó, o rei do Egito, e com toda sua corte o seguinte: “A quem você se compara em grandeza?
Seguramente à Assíria, o Cedro do Líbano. Com seus belos galhos, sua sombra é como a de uma floresta completa. Seu topo chega até as nuvens.
As águas o fizeram crescer e as correntes de águas que estão debaixo da terra com que crescesse mais ainda. Os rios banham a terra onde está plantado. Seus canais irrigam todas as demais árvores do campo.
Com toda a água dos canais, o cedro cresceu mais que todas as demais árvores da floresta e seus galhos cresceram.
Todas as aves do céu construíram ninhos nos seus galhos e todos os animais davam à luz embaixo das suas folhas. Pessoas de muitas nações descansavam por debaixo da sua sombra.
Ficava mais belo por causa da sua grande altura e dos galhos compridos. Isso acontecia graças às suas raízes terem suficiente água no fundo da terra.
Os cedros do jardim de Deus não podem se comparar com ele. Os galhos das demais árvores não podem se comparar aos daquele cedro, nem sequer os galhos da bananeira. Nenhuma árvore do jardim de Deus chegou a ser tão bela.
Fiz com que aquele cedro fosse belo, com seus galhos cheios de folhas. Todas as demais árvores do Éden, o jardim de Deus, têm inveja dele”.
— Fale também que eu, o Senhor DEUS, notei que à medida que crescia tão alto, e após seu topo chegar até as nuvens, ele começou a se achar importante devido à sua grande altura.
Por causa disso, eu fiz com que fosse entregue a um governante estrangeiro para que o tratasse como se merecia.
As nações mais violentas o cortaram e o deixaram jogado nas montanhas. Seus galhos caíram nos vales e nos rios secos. Todas as pessoas abandonaram sua sombra e o deixaram só.
As aves do céu fizeram ninho no seu tronco caído, e os animais da floresta habitaram nos seus galhos mais altos.
Isto aconteceu para que nenhuma outra árvore bem regada crescesse tão alto, para que o topo de nenhuma chegasse até as nuvens e para que nenhuma das árvores que se alimentam da mesma água estivesse junto a ele. Porque todas foram destinadas à morte e enviadas ao mundo que fica embaixo da terra como todos os seres humanos.
O Senhor DEUS também disse: — No dia que desceu ao lugar dos mortos, eu o encarcerei no mais profundo lugar e detive as águas que estão debaixo da terra. Detive todos os rios e as fortes correntes. Vesti de luto o Líbano e todas as árvores murcharam.
Fiz tremer as nações com o ruído da sua caída. Quando o enviei ao lugar dos mortos com os demais mortais, todas as árvores bonitas do Éden e as árvores do Líbano, as melhores e as mais bem regadas, encontraram alívio no mundo que fica embaixo da terra.
Porque ainda eles desceram ao lugar dos mortos para estar com aqueles que seu braço matou pela espada. As demais árvores se sentaram embaixo da sombra das nações.
Com qual das árvores do Éden você pode ser comparada em tamanho e glória? Será enviada ao mundo que fica embaixo da terra com as árvores do Éden, onde morará entre os que não foram circuncidados e caíram pela espada. — Isto se refere ao faraó e ao seu pessoal. É a decisão do Senhor DEUS.
No dia primeiro do décimo segundo mês do décimo segundo ano, o SENHOR falou comigo:
— Homem mortal, cante um cântico fúnebre a respeito do faraó, rei do Egito, que fale o seguinte: “Você tem se comparado a um leão das nações, mas na realidade você é um monstro marinho. Você pula do rio deixando a água turva, pisoteia a água com os seus pés.
“Quando eu, o Senhor DEUS, juntar as muitas nações, jogarei minha rede sobre você e o pegarei.
Deixarei você em terra, jogado no campo. Então farei com que as aves e os animais selvagens se alimentem de você até ficarem satisfeitos.
Espalharei a sua carne pelas montanhas e encherei os vales com ela.
Empaparei a terra seca com o seu sangue, com ela encherei os vales até o topo das montanhas.
E quando você estiver acabado, cubrirei o céu e apagarei as estrelas. Cubrirei o sol com nuvens e a lua não iluminará mais o céu.
Por sobre você apagarei toda luz lá no céu e espalharei escuridão sobre sua terra. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso.
“Quando as notícias da sua destruição chegarem até as nações, em terras que você nunca conheceu,
farei com que muitas nações fiquem com medo. Seus reis ficarão horrorizados quando virem o que vou fazer com você. Ficarão com os cabelos arrepiados quando eu empunhar a minha espada contra seu rosto! Todos tremerão quando souberem da sua destruição”.
Assim diz o Senhor DEUS: “A espada do rei da Babilônia virá contra você.
Cortarei os seus poderosos homens com as espadas dos guerreiros. Levarão todo o orgulho do Egito e toda sua multidão será destruída.
Destruirei também todo seu gado ao lado de águas abundantes. Nenhum pé de homem ou unhas de gado agitará aquelas águas de novo.
Deixarei que as águas se assentem e farei que os rios possam fluir tranquilos, como o azeite. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso.
Quando eu entregar o Egito para ser destruído, quando eu destruir os seus habitantes, a terra perderá sua abundância. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR!”
— Este é um cântico fúnebre que as mulheres de outras nações cantarão sobre toda sua multidão. É a decisão do Senhor DEUS.
No décimo quinto dia do mesmo mês do décimo segundo ano, o SENHOR falou comigo:
— Homem mortal, cante um cântico fúnebre para as multidões do Egito. Mande esse cântico ao mundo que fica embaixo da terra. Desta forma esse cântico será ouvido pelos que já desceram a fossa.
“Acaso você acha que é mais privilegiado do que os outros? Desça ao túmulo e fique deitado com os não circuncidados ”.
— Egito e suas multidões cairão pela espada no meio dos mortos, os quais os atraem em direção à fossa.
Desde o lugar dos mortos, os chefes e seus ajudantes dirão a respeito do Egito e dos seus aliados: “Eles desceram e se deitaram no meio daqueles que foram mortos pela espada”.
— Assíria e todas suas multidões o cercaram junto com os seus túmulos. Todos eles foram mortos pela espada.
Todos os que semeavam o terror na terra dos vivos estão mortos no mais profundo da fossa. É a multidão que cerca o seu túmulo, todos mortos, pela espada.
— Elão e todas suas multidões cercam seu túmulo. Todos eles foram mortos pela espada e, sem terem sido circuncidados, desceram até o mundo que fica embaixo da terra. Eles semeavam o medo na terra dos vivos, mas agora carregam a sua vergonha com os que desceram até a fossa.
Estenderam uma cama para ele entre os que foram mortos pela espada. Uma multidão está ao redor do seu túmulo, todos os que não foram circuncidados. Já que tinham semeado medo na terra dos vivos, carregaram sua vergonha com os que desceram até a fossa, sendo colocado entre os que foram mortos pela espada.
— Meseque, Tubal e as suas multidões cercam seu túmulo. Todos eles, que não foram circuncidados, foram feridos pela espada, porque tinham semeado o medo na terra dos vivos.
Não estão com os guerreiros que caíram das multidões dos não circuncidados, que desceram ao lugar dos mortos com suas armas de guerra, cujas espadas estão embaixo da cabeça. Em seus ossos carregarão sua culpa por ter semeado o medo na terra dos vivos.
— Quanto a você, será quebrantado com os que não foram circuncidados e ficará deitado no meio dos que foram mortos pela espada.
Ali está Edom, com seus reis e todos seus príncipes, os quais foram enviados com os que foram mortos pela espada, apesar do poder que tinha. Estão no meio dos que não foram circuncidados, dos que desceram até a fossa.
Ali estão todos os líderes do norte e todos os de Sidom que desceram com os mortos pela espada em seu terror, humilhados apesar de seu poder. Os pagãos estão com os que foram mortos pela espada e carregam sua vergonha com os que desceram até a fossa.
— O faraó os verá e ficará consolado com as multidões de mortos pela espada. O faraó e seu exército serão destruídos. É a decisão do Senhor DEUS.
— Eu semeei medo na terra dos vivos, e tanto o faraó como as suas multidões ficarão deitados no meio dos pagãos que foram mortos pela espada. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isso.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, fale o seguinte ao seu povo. Pode acontecer que eu decida trazer soldados inimigos para atacar um povo qualquer. Para se protegerem, as pessoas desse povo irão nomeiar alguém como sentinela para ficar vigiando.
A função da sentinela é tocar a trombeta para avisar o povo que o inimigo se aproxima dali.
Se acontecer de alguém ouvir o aviso da trombeta mas o ignorar, essa pessoa será responsável pela sua própria morte quando o inimigo chegar naquele lugar.
A sentinela tocou a trombeta, e essa pessoa ouviu o som de aviso, mas não lhe deu atenção. A culpa é toda sua.
Porém pode também acontecer do inimigo se aproximar daquele lugar, e da sentinela não tocar a trombeta para avisar o povo. Por causa disso, pessoas daquele povo poderão vir a ser mortas quando o inimigo chegar ali. Nesse caso, muito embora essas pessoas venham a morrer por terem pecado de alguma forma, a sentinela também será considerada responsável de que tenham sido mortos.
— Pois a você, homem, tenho colocado como sentinela do povo de Israel. Portanto, quando ouvir uma mensagem de minha parte, deverá avisar a eles.
É possível que lhe fale para avisar ao perverso que ele certamente morrerá. Se você não falar com ele para avisá-lo que deve mudar a sua conduta, então ele morrerá pelo seu pecado, mas farei com que você também seja responsável da sua morte.
Porém, se você avisá-lo de que deve mudar a sua conduta e de que deve voltar para mim, e ele não fizer isso, então ele morrerá pelo seu pecado, mas você terá se salvado.
— Portanto, homem mortal, lembre ao povo de Israel o que eles andam dizendo: “Somos culpáveis de crimes e pecados. Estamos apodrecendo neles. Como viveremos?”
— Diga a eles que eu, o Senhor DEUS, afirmo não querer que morra quem faz o mal, senão que volte para mim e assim tenha vida. Povo de Israel, volte para Deus. Fique longe do caminho da maldade para que não morra.
— Homem mortal, diga ao povo que a honestidade do bom não o salvará quando cometer uma falta. Da mesma forma, a maldade do perverso não fará que caia, se este mudar a sua má conduta. O bom não escapará do castigo quando pecar.
Imagine que eu diga ao bom que este viverá. Talvez o bom começa a fazer o mal pensando que a justiça antes praticada o salvará. Se isso acontecer, eu não levarei em conta sua justiça e morrerá pelo mal que fez.
Agora, imagine que diga ao perverso que certamente morrerá. Então ele decide mudar a sua conduta e fazer o bem.
Pode ser que devolva o que roubou dos pobres. Talvez pague todas suas multas. Talvez deixe de fazer o mal e comece a viver conforme as leis que dão vida. Então esse viverá! Não morrerá!
Não se levará em conta para ser usado contra ele nenhum dos seus pecados de antes. Por ele ter começado a fazer o bem, certamente viverá.
— Talvez seu povo dirá: “A forma como o Senhor age não é justa!” Mas é a forma como eles agem que não é justa!
Se o bom deixar de fazer o bem e começar a fazer o mal, morrerá por seu mau comportamento.
E se o mau se envergonhar das suas maldades e começar a fazer o bem, então viverá pelo seu bom comportamento.
Portanto, povo de Israel, a forma como Deus age é justa, porque ele julgará a cada um pelos seus atos.
No quinto dia do décimo mês do décimo segundo ano do nosso exílio, um fugitivo de Jerusalém veio me ver e me disse: — Jerusalém foi capturada.
Na noite anterior à que o fugitivo veio me ver, o poder do SENHOR me deu a habilidade de falar de novo. Minha língua se soltou e deixei de estar mudo. Isto aconteceu antes de que o fugitivo chegasse pela manhã.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, as pessoas que vivem entre as ruínas de Israel dizem: “Abraão era só um homem e herdou a terra. Nós somos muitos, assim que receberemos esta terra como herança”.
Portanto, diga a eles que assim diz o Senhor DEUS: “Realmente acreditam que podem beber sangue, adorar seus ídolos nojentos, assassinar pessoas e ainda assim receber esta terra?
Dependem da violência, fazem coisas horríveis, cada um de vocês desonra a si mesmo com a esposa do outro, e ainda acham que receberão esta terra?”
— Ezequiel, diga a eles que o Senhor DEUS diz: “Prometo por mim mesmo que morrerão pela espada nessas ruínas. Os que forem deixados moribundos nos campos servirão como alimento para os animais selvagens. Os que se esconderem na sua fortaleza e nas suas cavernas morrerão pela praga.
Farei com que esta terra vire um deserto e a destruirei. A sua maravilhosa força se esgotará e ninguém mais passará pelas montanhas de novo.
Então, quando faça que esta terra vire um deserto inóspito e destruído pelos seus atos horríveis, aprenderão que eu sou o SENHOR!”
— Quanto a você, homem mortal, seu mesmo povo está falando ao seu respeito perto dos muros e de todas as entradas. Dizem uns aos outros: “Vamos, escutemos a próxima mensagem do SENHOR!”
Meu povo acude a você quando é a hora da reunião, fica sentado diante de você e escuta suas palavras, mas não colocam em prática o que você fala. Ao contrário, eles fazem comentários eróticos e procuram o que é para seu próprio benefício.
Para eles você é só um cantor de canções eróticas. Você tem uma voz melodiosa e toca música bonita; eles o escutam, mas não lhe obedecem.
Mas quando vierem os problemas, e certamente virão, então saberão que realmente você é um profeta!
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, profetize a respeito dos pastores de Israel. Profetize e dê esta mensagem aos pastores. Eu, o Senhor DEUS, digo isto: “Ouçam, pastores de Israel, que só costumam cuidar de si mesmos! Não era para os pastores cuidarem do rebanho?
Vocês comem o queijo, usam a lã e matam as ovelhas mais gordas, mas não cuidam do rebanho!
Não fortalecem a ovelha fraca, não cuidam da doente, nem curam a que está ferida. Não tentam trazer a que se desvia nem procuram pelas perdidas. E abusaram das fortes e as trataram com crueldade!
Eles as dispersaram sem que tivessem pastor, assim elas se tornaram presa dos animais selvagens.
Minhas ovelhas caminham sem rumo pelos montes e colinas. Foram dispersas por toda a face da terra, e ninguém foi procurar por elas.
— “Portanto, pastores, escutem bem o que eu, o SENHOR, vou falar.
Eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que vocês, pastores, serão castigados. Farei isso por vocês terem tratado as minhas ovelhas como um saque, por terem deixado que elas ficassem sem pastor à mercê dos animais selvagens, por nem sequer terem tentado ir atrás delas, por não terem se preocupado com elas e sim consigo mesmos.
Portanto, pastores, escutem bem o que eu, o SENHOR, vou falar.
Prestem atenção! Eu, o Senhor DEUS, estou contra esses pastores e demandarei deles as minhas ovelhas! Expulsarei esses pastores, não os deixarei pastorear as minhas ovelhas nunca mais! Resgatarei as minhas ovelhas das suas bocas, e os pastores já não se alimentarão mais delas”.
— Eu, o Senhor DEUS, irei procurar as minhas ovelhas!
Eu as pastorearei como um pastor pastoreia o seu rebanho quando anda entre suas ovelhas que se dispersaram. Assim as pastorearei. Resgatarei as minhas ovelhas de todos os lugares aonde foram dispersas num dia escuro e cheio de nuvens.
Trarei as minhas ovelhas das nações, e as reunirei, e farei com que venham de novo à sua terra. Então as pastorearei nos montes de Israel, pelos vales e por todos os povos do país.
Pastorearei as minhas ovelhas nos melhores pastos e seu prado se estenderá até os montes mais altos de Israel. Descansarão em bons pastos e se alimentarão nos melhores pastos dos montes de Israel.
Eu mesmo cuidarei das minhas ovelhas! Farei que descansem. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
Procurarei pela perdida, irei pela desgarrada, cuidarei da ferida, fortalecerei a doente, protegerei a gorda e forte. Pastorearei todas elas com justiça.
— Eu, o Senhor DEUS, digo isto: “Rebanho meu, eu farei justiça quando discutirem entre vocês, entre uma ovelha e outra, entre os carneiros e os bodes.
Não é suficiente para vocês ter bons pastos para se alimentar? Por que vocês têm que pisotear o que resta? Quando você bebe de águas cristalinas, por que deixa turva a água que fica para as demais?”
— Minhas ovelhas se alimentam dos campos que pisoteiam e bebem da água que sujam com as suas patas.
Portanto, Eu, o Senhor DEUS, serei quem julgue entre as ovelhas gordas e as magras.
Porque vocês empurraram a si mesmos com os lados do corpo e as costas, e atacaram dando chifradas às débeis, até elas se dispersarem.
Mas eu resgatarei as minhas ovelhas e já não serão sua presa. Eu farei justiça entre uma ovelha e outra.
Então escolherei o meu servo para ser seu pastor e cuidar delas. Um descendente de Davi as pastoreará. Ele será seu pastor!
Então eu, o SENHOR, serei seu Deus, e o meu servo Davi as guiará. Eu, o SENHOR, afirmo isto.
Então farei uma aliança de paz com elas: farei desaparecer do país as feras para que as minhas ovelhas descansem seguras no deserto e durmam em paz na floresta.
— Então meu povo será uma bênção ao redor do meu monte. Enviarei chuvas no momento certo e estas serão uma bênção.
Até as árvores do campo darão fruto, a terra dará as suas colheitas e elas viverão seguras na sua terra. Quando eu quebrar seu jugo e as libertar daqueles que as escravizam, então saberão que eu sou o SENHOR.
Já não serão presa das nações e os animais selvagens não as comerão. Viverão seguras e ninguém as espantará.
Darei a elas uma terra fértil e nunca mais terão fome. Não terão mais que engolir os insultos das nações.
Então saberão que eu, o SENHOR, seu Deus, estou com elas, e que elas são meu povo, Israel. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
Vocês são minhas ovelhas, meu rebanho de seres humanos no meu pasto, e eu sou seu Deus! Eu, o Senhor DEUS, falei isto.
O SENHOR falou comigo:
— Homem mortal, vire o rosto em direção a Edom e profetize contra ele.
Diga a ela que assim diz o Senhor DEUS: “Estou contra você, montanha de Seir, tenho o meu braço levantado contra você e destruirei completamente seu país.
Deixarei suas cidades em ruínas, e você será destruído. Assim aprenderá que eu sou o SENHOR.
— “Porque você sempre foi inimigo de Israel, e entregou o povo para morrer pela espada no momento da sua destruição, no momento do seu castigo final.
Por isso, eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que me vingarei, e a vingança perseguirá você. Juro que irá detestar a vingança, mas a vingança perseguirá você!
Deixarei a montanha de Seir totalmente um deserto e ninguém mais passará por ali.
Cobrirei com vítimas assassinadas pela espada seus montes e colinas, seus vales e os leitos dos seus rios.
Seu país será destruído para sempre e suas cidades não voltarão a ser habitadas. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR!
— “Porque vocês disseram: ‘O SENHOR morava nesta terra que era das nações e dos povos, mas agora será nossa!’
Por isso, eu, o Senhor DEUS, prometo por mim mesmo que tratarei você com a mesma ira que você tem! Castigarei você com o mesmo ciúme e ódio! Tomarei como base o que aconteceu com eles para julgar você!
Então você saberá que eu sou o SENHOR! Ouvi você insultando os montes de Israel, falando: ‘Foram destruídos! São nossa presa!’
Vocês me desafiavam cheios de presunção! Eu ouvi vocês!
— “Portanto, eu, o Senhor DEUS, vou destruir você e toda a terra vai festejar.
Assim como se alegraram com a destruição da terra que pertencia ao povo de Israel, assim também eu ficarei alegre. Não só o monte Seir, senão todo Edom será destruído! Assim aprenderão que eu sou o SENHOR”.
— Homem mortal, profetize aos montes de Israel para que escutem a seguinte mensagem do SENHOR.
Eu, o Senhor DEUS, digo isto: “O inimigo diz o seguinte de vocês: Esses montes antigos serão nossos agora”.
Mas por terem dito isto, profetize a eles tudo o que eu, o Senhor DEUS, digo a seguir. Aqueles que os cercam queriam que vocês fossem divididos entre o resto das nações. Por isso, eles devastaram e arrasaram vocês. Logo vocês se tornaram motivo de fofoca e difamação.
Portanto, escutem a mensagem do Senhor DEUS, montes de Israel. O Senhor DEUS fala aos montes e colinas, aos barrancos e vales, às ruínas assoladas, às cidades abandonadas que as nações vizinhas têm saqueado e arrasado.
Por isso, eu, o Senhor DEUS, com o meu zelo mais ardente, declaro que a minha pessoa está contra o resto das nações e contra todo o país de Edom, o qual se apoderou da minha terra com profundo desprezo, tomou possessão dela e a usou como pasto para os animais.
— Portanto, profetize a respeito da terra de Israel e diga aos montes e colinas, aos barrancos e vales, que assim diz o Senhor DEUS: “Por terem suportado humilhações das outras nações, agora eu falo com todo meu zelo e ira!
Portanto, eu, o Senhor DEUS, levanto a minha mão para jurar que as nações que cercam vocês serão humilhadas como elas humilharam Israel.
E agora, montes de Israel, no seu meio crescerão árvores que darão fruto para o meu povo, Israel, e pronto estarão aqui.
Porque eu estou com vocês. Farei com que vocês possam ser cultivados e semeados.
Cobrirei vocês com todo o povo de Israel. Suas cidades serão povoadas de novo e as suas ruínas serão reconstruídas.
Farei que tanto os homens como os animais se multipliquem. Serão frutíferos e se multiplicarão, e vocês serão como antes. Farei que prosperem ainda mais que antes. Então vocês saberão que eu sou o SENHOR.
Farei com que o povo de Israel ande de novo pelo seu território. Vocês pertencerão ao povo de Israel. Já não separarão vocês dos seus filhos”.
— Eu, o Senhor DEUS, digo isto: “Seus inimigos dizem que vocês devoram as pessoas e deixam sem filhos o seu país.
Mas vocês já não devorarão as pessoas nem tampouco deixarão o país sem filhos, porque eu, o Senhor DEUS,
nunca mais permitirei que vocês ouçam os insultos nem a repreensão das nações. Não se fará mais que a nação caia. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto”.
O SENHOR falou comigo o seguinte:
— Homem mortal, quando o povo de Israel morou na sua terra, eles a profanaram por causa da sua maneira de viver e dos seus atos. Para mim, a forma como eles viviam era como o período de menstruação da mulher, que a torna impura.
Portanto, descarreguei toda minha ira sobre eles em virtude do sangue que derramaram e dos ídolos nojentos com os que profanaram esta terra.
Então os julguei pela sua maneira de viver e pelos seus atos malvados, depois os espalhei entre as demais nações e os fiz estrangeiros em outros países.
Mas estando entre as outras nações, também profanaram meu santo nome. Isto acontecia quando as pessoas lhes diziam: “Eles são o povo do SENHOR, por que então saíram da sua terra?”
Então fiquei preocupado com o meu nome, o qual tinha sido profanado pelo povo de Israel no meio das nações aonde tinham ido.
— Portanto, diga ao povo de Israel que assim diz o Senhor DEUS: “Povo de Israel, não fiz de você uma nação pela sua causa, senão pelo meu santo nome, o qual vocês profanaram nas nações aonde foram.
Voltarei a santificar meu santo nome, que foi profanado nas nações, ou melhor, foram vocês que o profanaram enquanto moravam nessas nações. E então, quando eu santificar o meu nome, as nações saberão que eu sou o SENHOR. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto. Isto acontecerá quando me tratarem de forma digna, como devo ser tratado diante dessas nações.
Então tirarei vocês do meio dessas nações e os reunirei de todos esses países e os levarei até a terra de vocês.
Então derramarei água pura sobre vocês e serão limpos de todas suas impurezas.
Darei a vocês um coração novo e farei que vocês tenham um novo espírito. Tirarei de vocês esse coração de pedra e porei no seu lugar um coração de carne.
Porei o meu Espírito em vocês. Farei isso para que vivam pelas minhas leis e para que obedeçam aos meus regulamentos.
Retornarão à terra que dei aos seus antepassados. Então vocês serão meu povo e eu serei seu Deus.
Resgatarei vocês de tudo o que profanaram. Farei que tenham trigo em abundância e que nunca mais tenham fome.
Multiplicarei o fruto das árvores e as colheitas dos campos para que nunca mais tenham fome no meio das nações.
Quando se lembrarem da maldade que faziam e dos seus maus atos, terão nojo pelos pecados que fizeram e pelo jeito como se contaminaram, e não terão mais vontade de seguir fazendo isso.
Eu, o Senhor DEUS, não faço isto por vocês. Saibam bem disso, família de Israel! Fiquem com vergonha e fiquem tristes pelo que fazem”.
Assim diz o Senhor DEUS: — Quando os purificar de toda sua culpa, isto é o que verão os que passarem por ela:
porei vocês nas suas cidades e as ruínas serão reconstruídas, a terra que agora está assolada será cultivada.
Então, os que passarem por ela falarão: “É este jardim do Éden a mesma terra que antes estava deserta? São estas fortalezas as mesmas cidades que estavam antes arruinadas, desertas e destruídas?”
Então as nações ao seu redor que sobreviveram saberão que eu, o SENHOR, sou quem reconstruiu e voltou a semear nesta terra deserta. Saberão que eu, o SENHOR, falei isto e irei cumprir.
Assim diz o Senhor DEUS: — Tem algo mais que vou fazer pelo povo de Israel: farei com que se multipliquem até que sejam muitos, como um rebanho.
Serão como ovelhas sagradas, como o rebanho de Jerusalém durante as festas. Sim, estas cidades em ruínas se encherão de ovelhas. Então saberão que eu sou o SENHOR.
O poder do SENHOR veio sobre mim. O SENHOR me tirou da cidade por meio do seu Espírito e me levou ao vale. O vale estava cheio de ossos humanos.
Fez com que eu passasse por onde estavam os ossos, todos ao redor de mim. Tinha muitos ossos por todo o vale e estavam completamente secos.
Então ele me disse: — Homem mortal, estes ossos secos conseguirão viver de novo? Eu respondi: — Ó, Senhor DEUS, o Senhor é quem sabe disso.
Ele me disse: — Profetize sobre estes ossos e diga a eles que escutem a mensagem do SENHOR.
Fale que eu, o Senhor DEUS, digo isto a estes ossos: “Vou fazer com que entre em vocês sopro de vida para que vivam novamente.
Porei em vocês ligamentos e os cobrirei com carne e pele. Porei em vocês um espírito que lhes dará vida. Então saberão que eu sou o SENHOR!”
Então profetizei como me foi mandado. Enquanto profetizava, foi ouvido um grande ruído que fez a terra tremer e os ossos então começaram a se encaixar.
Quando percebi, vi que já tinham novos ligamentos e que estavam cobertos com carne e pele, mas ainda não tinham espírito.
Então Deus me disse: — Homem mortal, profetize e diga ao espírito que assim diz o Senhor DEUS: “Espírito, venha dos quatro pontos cardinais e sopre o seu fôlego nestes corpos mortos para que voltem a viver”.
Então profetizei como me foi mandado. O espírito entrou neles e começaram a viver. Depois todos se levantaram. Era uma multidão de soldados.
Então ele me disse: — Homem mortal, estes ossos são um símbolo do povo de Israel. Olhe o que diz o povo de Israel: “Temos secos os ossos, ficamos sem esperança, estamos acabados”.
Portanto, profetize e diga a eles que eu, o Senhor DEUS digo isto: “Povo meu, eu abrirei seus túmulos e tirarei todos com vida para que retornem à terra de Israel.
E então, povo meu, vocês saberão que eu sou o SENHOR.
Darei a vocês do meu Espírito e morarão na sua própria terra. Vocês saberão que eu, o SENHOR, falei e cumpri tudo isso”. Eu, o SENHOR, afirmo isto.
Então o SENHOR me disse:
— Homem mortal, tome um pedaço de madeira e escreva: “Isto pertence a Judá e aos descendentes de Israel que se relacionam com ela”. Depois tome outro pedaço de madeira e escreva: “Isto pertence a José, a vara de Efraim, e a toda a casa de Israel que se relaciona com ele”.
Depois una os pedaços de madeira para que sejam um só na sua mão.
— Quando seus compatriotas israelitas lhe preguntarem o que significa tudo isso,
diga a eles que o Senhor DEUS diz: “Pegarei o pedaço de madeira que representa a tribo de José, que está nas mãos de Efraim, e as tribos que pertencem a Israel, e as unirei à tribo de Judá e farei de todas elas um só povo. Serão um nas minhas mãos”.
Segure com suas mãos os pedaços de madeira nos quais você escreveu para que eles as vejam,
e, então, diga a eles que eu, o Senhor DEUS, prometo que reunirei ao povo de Israel que está espalhado por todas as nações. Reunirei vocês de todos os lugares e farei com que retornem à sua terra.
Farei de vocês uma nação na sua terra entre os montes de Israel. Também terão um rei que governará a todos. Já não serão das nações nem estarão divididos em dois reinos.
Seus horríveis e nojentos ídolos assim como todos seus crimes já não profanarão vocês. Eu os resgatarei de todos os seus pecados e os purificarei. Eles serão meu povo e eu serei seu Deus.
— Então o meu servo Davi será o seu rei. Portanto, terão um só líder. Viverão conforme com os meus ensinamentos, cumprirão as minhas leis e as colocarão em prática.
Morarão na terra que dei ao meu servo Jacó, onde viveram os seus antepassados. Viverão ali com seus filhos e seus netos para sempre. Meu servo Davi será seu líder para sempre.
Farei com eles uma aliança eterna de paz para seu bem. Farei isso para que se multipliquem. Porei meu templo no meio deles para sempre.
Morarei entre eles. Eu serei seu Deus e eles serão meu povo.
Então as nações saberão que eu, o SENHOR, santifico Israel colocando meu templo entre eles para sempre.
O SENHOR me disse:
— Homem mortal, enfrente a Gogue, da terra de Magogue, príncipe de Meseque e Tubal, e profetize contra ele.
Diga a ele que eu, o Senhor DEUS, digo isto: “Eu estou contra você, Gogue, o chefe mais importante de Meseque e Tubal.
Forçarei você a retornar ao seu esconderijo. Porei anzóis na sua boca e farei você sair com o seu exército, cavalos e cavaleiros. Todos com magníficas roupas, são uma grande multidão, com escudos e armaduras. Todos têm a espada na mão.
Também estão Pérsia, Etiópia e Líbia, todos armados com escudos e capacetes.
Gômer também está ali com todas as suas tropas, e também Bete-Togarma, do distante norte, com todas as suas tropas. Derrotarei você e os muitos povos que estão com você.
— “Portanto, fique preparado para se defender e defender as multidões que o rodeiam.
Depois de muito tempo, você prestará contas do mal que fez. No momento indicado, você irá à terra que a espada recuperou, às montanhas de Israel que estiveram em ruína continuamente. Você irá à terra do povo que foi reunido do meio de muitas nações, que foi tirado das demais nações e, para esse tempo, estará vivendo seguro na sua própria terra.
Então você os atacará como uma tormenta devastadora. Como uma nuvem, você e suas multidões e as muitas nações que estão com você cobrirão a terra”.
O Senhor DEUS continuou falando: — “Nesse momento surgirão pensamentos na sua mente e você terá um plano perverso.
Dirá: ‘Atacarei um país cheio de povos desprotegidos. Os lugares onde o povo vive são tranquilos e seguros. As cidades não têm muros nem trancas.
Eu os atacarei e levarei o saque. Farei isso para pôr as minhas mãos nas ruínas que foram reconstruídas e num povo reunido do meio das nações, um povo que obteve gado e outras possessões e acha que é o centro do mundo’.
A gente de Sabá e Dedã e os comerciantes de Társis e todas suas cidades lhe perguntarão: ‘Você veio levar o saque? Para isso é que você trouxe o seu exército? Você veio levar o ouro e a prata, o gado e o que nos pertence? Você veio levar o grande saque?’”
— Por isso, homem mortal, profetize contra Gogue e diga a ele que assim diz o Senhor DEUS: “Naquele dia, quando o meu povo estiver em segurança, você perceberá esta situação.
Virá desde o distante norte com todo o seu povo. Eles formarão uma grande multidão de exércitos e serão bons cavaleiros.
Você se levantará contra o meu povo como uma nuvem que cobre a terra. No momento indicado, farei com que você, Gogue, venha contra a minha terra para que as nações me conheçam. Por meio de você lhes mostrarei claramente a minha santidade.
Em ocasiões anteriores, faz anos, falei por meio dos meus servos, os profetas de Israel, sobre o que mandaria para castigar Israel. Acaso você acha que esse é você? Eu, o Senhor DEUS, falei”.
Então o Senhor DEUS disse: — Quando Gogue vier à terra de Israel, meu zelo por Israel e minha ira me farão ficar furioso.
Tenho falado na minha ira. Juro que nesse tempo haverá um grande terremoto na terra de Israel.
Tremerão diante mim os peixes do mar e as aves do céu, os animais do campo e os répteis que se arrastam pela terra e todas as pessoas da face da terra. As montanhas serão derrubadas, os precipícios cairão e todos os muros virão abaixo.
Então chamarei todo tipo de terror para que venha contra todas as montanhas. Isto o afirma o Senhor DEUS. Cada homem atacará o seu irmão com sua espada,
e eu julgarei Gogue e Magogue com pragas e chuvas de sangue, tormentas tempestuosas e granizo. Farei chover fogo e enxofre ardente sobre ele, seus exércitos e todos os povos que estão com ele.
Então serei exaltado, santificado e reconhecido diante das muitas nações. Assim eles aprenderão que eu sou o SENHOR!
— Homem mortal, profetize contra Gogue e fale a ele que assim diz o Senhor DEUS: “Estou contra você, Gogue, príncipe de Meseque e Tubal.
Farei você voltar e arrastarei você até aqui, farei você sair do distante norte e o trarei aos montes de Israel.
Farei isso só para tirar de você o arco que leva na mão esquerda e jogar no chão as flechas da sua mão direita.
Você e o seu exército e os outros povos que estão com você morrerão na batalha nos montes de Israel. Deixarei você como alimento para as aves de rapina e os animais do campo.
Pois é no campo aberto onde você cairá morto na batalha, porque eu, o Senhor DEUS, afirmo isto”.
— Eu enviarei fogo contra Magogue, o país de Gogue, e contra os habitantes da costa que se sentem tão seguros. Assim aprenderão que eu sou o SENHOR.
Desta maneira farei que meu povo Israel conheça bem meu nome e não permitirei que meu nome seja profanado de novo. As nações saberão que eu sou o SENHOR, o Santo de Israel.
Esse dia virá, sim! Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto. Esse é o dia do qual eu tenho falado.
— Os habitantes das cidades de Israel sairão ao campo de batalha, queimarão as armas e manterão acendido o fogo com escudos e armaduras, arcos e flechas, paus e lanças. Levarão sete anos para queimar todas as armas.
Não terão que trazer madeira do campo nem cortar nenhuma árvore, porque usarão as armas para o fogo. Saquearão os seus saqueadores e despojarão os seus despojadores. É o que eu, o Senhor DEUS, decidi fazer.
— Naquele dia abrirei uma sepultura para Gogue em Israel, ao leste do mar, no vale dos viajantes. A sepultura bloqueará o caminho dos viajantes. Ali os israelitas sepultarão Gogue e o seu exército e mudarão aquele nome pelo de “Vale das multidões de Gogue”.
O povo de Israel irá demorar sete meses para sepultá-lo, para assim purificar a terra.
A gente do povo o sepultará. Sua fama se espalhará no dia em que me respeite como mereço. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
Um grupo de homens terá como trabalho separar os mortos que ainda estiverem no chão. Estes homens sepultarão os mortos que ainda estiverem no chão para assim purificar a terra. Após esses sete meses, eles farão uma inspeção final do campo de batalha.
Se alguém que passar por ali vir um osso humano, deverá marcá-lo até que o grupo de coveiros o enterrem no vale dos viajantes.
De fato, o nome do cemitério será “O exército”. Purificarão a terra levando todo este tempo para sepultar os inimigos mortos.
O Senhor DEUS me disse o seguinte: — Quanto a você, homem mortal, diga a todas as aves e animais selvagens: “Venham! Fiquem reunidos! Venham ao banquete que sacrifiquei para vocês. Tem um grande banquete nos montes de Israel. Venham comer a carne e beber o sangue.
Vocês comerão a carne dos guerreiros e beberão o sangue da realeza. Todos são como carneiros bem alimentados, como cabras e touros engordados em Basã.
Vocês comerão do banquete que sacrifiquei para vocês até ficarem satisfeitos e beberão até ficarem embriagados.
Na minha mesa ficarão satisfeitos de cavalos e cavaleiros, guerreiros e toda classe de soldados. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto”.
— Eu mostrarei a minha glória entre as nações e todas as nações verão os meus juízos e o poder que terei lhes mostrado.
Desde esse dia em diante o povo de Israel saberá que eu sou o SENHOR, seu Deus.
Todas as nações saberão que eu exilei o povo de Israel por sua culpa, por ter se rebelado contra mim. Me apartei deles e os entreguei aos inimigos, que os mataram pela espada.
Eu os tratei conforme os seus crimes. Me afastei deles.
O Senhor DEUS continuou falando: — Agora restaurarei a sorte de Jacó; terei compaixão da família inteira de Israel. Eu mostrarei a paixão que sinto pelo meu santo nome.
E quando retornem à segurança da sua terra, onde não tem ninguém de quem ter medo, então esquecerão a sua vergonha e já não se rebelarão mais contra mim.
Isso acontecerá ao trazê-los das outras nações e juntá-los do meio dos seus inimigos, então eu mostrarei a minha santidade no meio deles, à vista de muitas nações.
Quando os trazer do meio das nações e os juntar de novo na sua terra sem deixar ninguém, então saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus!
E eu, que tenho derramado o meu Espírito sobre eles, já não me apartarei deles. Eu, o Senhor DEUS, afirmo isto.
No dia dez do primeiro mês do ano vinte e cinco do nosso exílio, isto é, no décimo quarto ano após Jerusalém ter sido derrotada, o SENHOR se apoderou de mim e me levou até Jerusalém.
Em uma visão divina me levou à terra de Israel. Me colocou em um monte alto e, ao sul do monte, podia ser visto o que parecia ser o esboço de uma cidade.
Depois me guiou para lá. Notei que na entrada havia um homem que parecia ser de bronze, o qual estava em pé. Tinha consigo tanto uma corda de linho como uma vara, ambas para medir.
O homem me disse: — Homem mortal, abra os olhos, escute e preste atenção a tudo o que vou lhe mostrar, porque essa é a razão pela qual trouxe você até aqui. Conte ao povo de Israel tudo o que você vai ver.
Notei que um muro rodeava completamente o templo. O homem tinha uma vara de medir de três metros. Com ela tomou a medida do muro, o qual tinha três metros de largura por três metros de altura.
Então foi em direção à porta que dava para o leste e subiu os degraus que davam acesso a um corredor comprido. Em cada lado do corredor havia três celas para os guardas da porta. Cada cela tinha nove metros quadrados, ou seja, media três metros de comprimento por três metros de largura. As celas estavam separadas por um muro de uma espessura de dois metros e meio. Quando o homem tomou a medida da espessura da muralha que fica na parte externa à entrada da porta, obteve a medida de três metros.
Tomou a medida da passagem interna da entrada,
a qual tinha quatro metros de largura, com muros de um metro de largura. Este é o vestíbulo do extremo voltado para dentro da entrada.
Quanto às celas da entrada oriental, havia três celas em cada lado do corredor. Todas as celas mediam igual, e todos seus muros mediam igual em cada direção.
O homem tomou a medida da largura da entrada da porta, e ela tinha cinco metros de largura por seis metros e meio de comprimento.
Frente a cada cela havia um pequeno muro que media meio metro de largura em cada lado. Cada cela media três metros de largura por três metros de comprimento.
Também tomou a medida da porta, desde o teto de uma cela até o teto da cela em frente, e entre uma e outra abertura havia uma distância de doze metros e meio.
Depois tomou a medida até o vestíbulo: media trinta metros.
Ou seja, desde a frente da entrada externa, isto é, desde a fachada, até a frente do vestíbulo da entrada interna havia uma distância de vinte e cinco metros.
As celas e os muros laterais tinham janelas com grades ao redor da parte interna da porta. O vestíbulo também tinha as mesmas janelas no seu interior. As pilastras tinham decorações de gravuras de palmeiras nelas.
Depois me levou ao pátio externo. Ali vi trinta quartos e uma área pavimentada que rodeava o pátio, com os quartos dando para o pátio.
A largura do pavimento, isto é, o pavimento mais embaixo, era igual ao comprimento das portas e ao extremo interno da entrada.
Então o homem tomou a medida da largura do pátio externo, desde a entrada interna até o exterior do pátio interno. Media cinquenta metros. O lado norte é igual ao lado leste.
O homem tomou a medida do comprimento e da largura da porta do lado norte do pátio externo.
Essa porta também tinha três celas nos lados opostos e nos seus muros laterais. Na primeira porta, seus vestíbulos tinham a mesma medida. A porta media vinte e cinco metros de comprimento por doze e meio de largura.
As janelas, os vestíbulos e as palmeiras tinham a mesma medida que a porta do lado leste. As pessoas tinham que subir sete degraus para chegar ao vestíbulo externo.
A porta que levava ao pátio interno estava exatamente em frente à porta externa, ambas no norte e no leste. O homem tomou a medida da distância entre as duas portas e era de cinquenta metros.
Então o homem me levou em direção à porta do pátio que estava ao sul e tomou a medida das pilastras das portas laterais e dos vestíbulos. Tinham a mesma medida que as outras portas.
Também havia janelas com grades ao redor da porta e do vestíbulo, igual que nas outras entradas. A porta media vinte e cinco metros de comprimento por doze metros e meio de largura.
Havia sete degraus para se chegar ao vestíbulo externo. Tinha palmeiras gravadas nas pilastras que estavam em cada lado da porta.
Também havia uma porta em direção ao sul que levava ao pátio interno. O homem tomou a medida da distância do pátio desde uma porta até a outra e media cinquenta metros.
Depois o homem me levou ao pátio interno pela porta sul. Tomou a medida da porta sul e esta media o mesmo que as outras.
As celas, as pilastras e os vestíbulos também tinham a mesma medida que os outros. Também tinha janelas com grades ao redor da porta e do vestíbulo. Media vinte e cinco metros de comprimento por doze metros e meio de largura.
Em cada lado da porta havia vestíbulos que mediam doze metros e meio de largura por dois metros e meio de comprimento.
Quanto ao vestíbulo que dava ao pátio externo, este tinha palmeiras gravadas nas suas pilastras e oito degraus.
Depois me levou até a porta do leste, a qual levava ao pátio interno. Esta porta media o mesmo que as outras.
As celas, os muros e os vestíbulos tinham a mesma medida. Também tinha janelas com grades ao redor da porta e dos vestíbulos. Media vinte e cinco metros de comprimento por doze metros e meio de largura.
O vestíbulo estava ao final da porta que estava perto do pátio externo. Tinha palmeiras gravadas em cada lado e oito degraus que levavam ao vestíbulo.
Depois me levou até a entrada norte, a qual media igual que as outras.
Tinha as mesmas celas, vestíbulos e janelas com grades ao seu redor. Media vinte e cinco metros de comprimento por doze metros e meio de largura.
Os vestíbulos que davam ao pátio externo tinham gravuras de palmeiras nas suas pilastras e havia oito degraus.
Na entrada dos vestíbulos havia uma porta que levava a um quarto onde os sacerdotes limpavam os sacrifícios.
No vestíbulo da entrada havia uma mesa em cada lado da entrada. Nessas mesas eram mortos os animais para o sacrifício que é queimado completamente e os sacrifícios pelo pecado e o de restituição.
Do lado de fora, ao lado da escada que levava à porta norte, havia outras duas mesas.
Havia, pois, quatro mesas por fora e quatro por dentro. No total eram oito as mesas onde os animais eram mortos.
Tinha quatro mesas de pedra que mediam setenta e cinco centímetros de comprimento por setenta e cinco centímetros de largura, e cinquenta centímetros de altura. Sobre as mesas eram colocados os instrumentos para matar o animal do sacrifício que é queimado completamente, assim como para os outros sacrifícios.
No interior, sobre as paredes, havia ganchos de duas pontas que mediam perto de vinte e cinco centímetros de comprimento. A carne das ofertas era colocada sobre as mesas.
No pátio interior, fora das portas internas, havia duas salas para os chefes do templo. As salas davam para o sul. Também havia uma sala junto à porta sul que dava ao norte.
Depois o homem me disse: — Esta sala que dá para o sul é para os sacerdotes que servem no templo.
A sala que dá para o norte é para os sacerdotes que servem no altar. Estes sacerdotes são descendentes de Zadoque e são os únicos dentre os levitas que podem se aproximar do SENHOR para servi-lo como sacerdotes.
Depois tomou a medida do pátio interno, o qual media cinquenta metros de comprimento por cinquenta metros de largura. O altar estava exatamente em frente do templo. Em seguida o homem me levou ao vestíbulo do templo.
O homem tomou a medida dos muros do vestíbulo e o espessor de cada muro era de dois metros e meio. A largura da porta era de sete metros de um lado e sete metros do outro.
O vestíbulo media seis metros de comprimento por dez metros de largura e tinha acesso ao vestíbulo indo por uma escada de dez degraus. Junto a cada pilastra havia uma coluna.
Então o homem me levou ao templo e tomou a medida das pilastras, as quais tinham três metros de largura.
A largura da entrada era de cinco metros, e cada uma das paredes laterais media dois metros e meio de largura. Esta habitação media vinte metros de comprimento por dez de largura.
Depois entrou no recinto interior e tomou a medida das pilastras da entrada, as quais tinham um metro cada uma. A entrada media três metros de largura, e as paredes laterais da entrada mediam três metros e meio cada uma.
A sala media dez metros de comprimento por dez metros de largura. Depois me disse: — Este é o Lugar Santísimo.
Ao redor do perímetro do templo havia uma estrutura de salas laterais. A largura de esta estrutura era de dois metros.
Essas salas laterais estavam distribuídas em três níveis. Havia trinta salas laterais em cada nível. O muro do templo tinha suportes que seguravam as salas laterais. Os suportes dessas salas estavam apoiadas sobre vigas. Desta forma, os suportes não tocavam o muro do templo.
Quanto mais alto o nível, mais largas eram as salas laterais que rodeavam o templo. As salas laterais rodeavam o templo até o topo e, por conta disso, a largura do interior das salas era maior na parte superior. Também havia uma escada que ia do andar inferior, através do andar do meio, até o andar superior.
Notei que uma plataforma de três metros de altura rodeava o templo e servia de base para as salas laterais.
O muro exterior das salas laterais media dois metros e meio de largura. Havia uma área aberta entre as salas laterais do templo
e os quartos dos sacerdotes. Essa área media dez metros de largura e rodeava o templo.
A porta das salas laterais levava para uma área livre. Tinha uma entrada ao norte e outra ao sul. A área livre que rodeava o templo media dois metros e meio de largura.
Nesta área, no lado oeste do templo, havia uma área restrita. Este edifício media trinta e cinco metros de largura, com um muro de dois metros e meio de largura por quarenta e cinco metros de comprimento.
O homem tomou a medida do templo, o qual media cinquenta metros de comprimento. A área restrita e o edifício também mediam cinquenta metros.
A largura da frente do templo, junto com a área restrita em direção ao leste, era de cinquenta metros.
Então o homem tomou a medida do comprimento do edifício, junto com as galerias de ambos lados, até a área restrita posterior em direção ao lado oeste do templo, e era de cinquenta metros. O recinto interior, o interior da nave, os vestíbulos do pátio,
as soleiras, as janelas com grades e as galerias dos três andares, estavam cobertas com madeira de cima para baixo e ao redor, incluso as janelas.
Desde o recinto interior até o exterior, ao redor, em cada muro,
podiam ser vistos gravados de querubins e de palmeiras, os quais estavam colocados de maneira alternada. Cada querubim tinha dois rostos,
um de homem e outro de leão. Cada rosto olhava em direção à palmeira que tinha ao seu lado. Estas imagens estavam gravadas nas paredes do templo
e podiam ser vistas desde o chão até a parte superior das portas, da mesma forma que nas paredes do templo.
Os postes da entrada do templo eram quadrados. Frente à entrada do Lugar Santíssimo havia algo que parecia
ser um altar de madeira, o qual media um metro e meio de altura por um de comprimento e um de largura. Suas esquinas, sua base e seus lados eram de madeira. Então o homem me disse: — Esta é a mesa que está diante do SENHOR.
O templo e o Lugar Santíssimo tinham portas duplas,
isto é, duas folhas giratorias em cada porta.
As portas tinham gravuras de querubins e palmeiras, igual às que tinham nas paredes. Também havia uma ala de madeira na frente do vestíbulo.
As paredes de cada lado da fachada, as das habitações interiores do templo e as das alas tinham janelas com grades e gravuras de palmeiras.
O homem me tirou ao pátio exterior pelo caminho norte e me levou ao lugar que tinha muitas habitações e estava ao lado da área restrita, ao norte do edifício.
A entrada norte estava no caminho, o qual media cinquenta metros de comprimento por vinte e cinco metros de largura.
Ao lado da área de dez metros do pátio interior e do pavimento do pátio exterior, o conjunto se elevava nível por nível em três andares.
Em frente do edifício com muitas habitações, havia um corredor de cinco metros de largura e cinquenta de comprimento que levava ao interior. A entrada dessas habitações estava no lado norte.
As habitações superiores eram mais curtas do que as inferiores por causa das galerias que levavam ao seguinte nível.
Os três andares não tinham colunas como as dos pátios, de maneira que o andar superior era menor do que o andar do meio e o andar inferior.
Tinha um muro fora das habitações laterais, em direção ao pátio exterior, que media vinte e cinco metros de comprimento.
O comprimento das habitações laterais do pátio exterior era de vinte e cinco metros por cinquenta metros, paralelas ao templo.
Por debaixo das habitações paralelas, estava a entrada leste do pátio exterior.
Tinha mais habitações laterais ao longo da parede sul do pátio, no caminho leste, frente à área restrita do edifício.
Tinha um caminho em frente delas, igual às habitações laterais ao longo do caminho norte. As habitações eram quadradas, tinham o mesmo comprimento e largura, as mesmas saídas e o mesmo padrão de entradas.
Servindo de porta para as habitações do sul, havia uma entrada no extremo leste do caminho que era paralela à parede protetora.
Então o anjo me disse: — As habitações ao redor da área restrita, tanto no norte como no sul, são habitações sagradas, onde os sacerdotes que se aproximam do SENHOR comem dos sacrifícios sagrados. Ali é onde deixam os sacrifícios mais sagrados, as ofertas de cereal, os sacrifícios pelo pecado e os de restituição, porque esse lugar é santo.
Portanto, quando os sacerdotes entrarem ali, não deverão sair ao pátio exterior com a vestimenta sagrada com a que serviram, senão que deverão tirá-la, pôr outra roupa e deixar as vestimentas na área sagrada, porque são santas. Só então poderão sair e se aproximar do povo.
Após terminar de medir o interior do templo, ele me levou pela entrada leste. Depois tomou a medida de toda essa área.
O anjo mediu a parede do lado leste, a qual deu duzentos e cinquenta metros.
Tomou a medida da parede do lado norte, a qual também mediu duzentos e cinquenta metros.
Depois tomou a medida da parede do lado sul, a qual também mediu duzentos e cinquenta metros.
Da mesma forma, tomou a medida da parede do lado oeste, a qual também mediu duzentos e cinquenta metros.
Ele mesmo tomou a medida de todo o contorno dos quatro pontos cardinais: duzentos e cinquenta metros de comprimento por duzentos e cinquenta metros de largura. Ele fez isso para distinguir o sagrado do profano.
Então me levou à porta, isto é, à porta que dá para o leste.
Eu notei que a glória do Deus de Israel provinha dali, fazendo um ruído tão forte como o de um mar enfurecido. Sua glória iluminou a terra.
Foi como a visão que eu tive antes, como a visão que tive quando Deus veio destruir a cidade. Também era como a visão que tive junto ao rio Quebar. Me inclinei com o meu rosto em direção à terra.
Depois a glória do SENHOR entrou no templo pela porta que fica em direção ao oriente.
O Espírito me levantou e me levou ao pátio interior. Ali vi que a glória do SENHOR havia enchido o templo.
Ouvi que alguém falava comigo desde o interior do templo enquanto um homem estava parado ao meu lado. A voz me dizia:
— Homem mortal, o povo e seus reis devem deixar de profanar o lugar de meu trono, o lugar onde coloco a planta dos meus pés, onde habito para sempre entre o povo de Israel. O povo de Israel e seus reis não voltarão a profanar meu santo nome com sua infidelidade nem com seus túmulos reais.
Profanaram meu santo nome quando colocaram as soleiras e os batentes deles junto aos meus, quando levantaram só um muro para ficar no meio de nós, quando me fizeram irar tanto com seus horríveis atos, que os destruí.
Agora devem tirar da minha presença sua infidelidade e seus túmulos reais para que eu possa habitar entre eles para sempre.
— Fale ao povo de Israel, homem mortal, sobre o templo. Então quando você lhes falar sobre os planos para com o templo, eles ficarão envergonhados com os seus pecados.
E ficarão envergonhados com todos os seus atos horríveis. Fale para eles sobre os planos do templo. Fale para eles sobre como será construído, sobre onde serão as suas entradas e saídas, tudo o que se relacionar com isso. Ensine a eles sobre todas as regras e regulamentos que tem a ver com o templo. Escreva tudo isso diante deles, para que eles possam obedecer a todas as regras e regulamentos do templo.
Portanto, estas são as instruções sobre o templo; toda a área que rodeia o topo do monte será um lugar santíssimo. Preste atenção! Estas são as instruções para o templo.
Estas são as medidas do altar, conforme as medidas de antes. Ao redor do altar havia um fosso de meio metro de profundidade por meio metro de largura, com uma saliência de vinte e cinco centímetros ao redor da beirada.
Desde o fosso até a parte superior da cornija inferior do altar media um metro de altura por meio metro de largura. Desde a cornija pequena até a parte superior da cornija grande media dois metros de altura por meio metro de largura.
A fornalha do altar media dois metros e dali saíam quatro chifres.
A fornalha do altar era um quadrado perfeito de seis metros de comprimento por seis de largura.
A cornija também era um quadrado de sete metros de comprimento por sete de largura de ponta a ponta, e tinha uma saliência de vinte e cinco centímetros. A fossa ao redor do altar media meio metro de largura e os degraus do altar apontavam para o leste.
Depois o anjo me disse: — Homem mortal, o Senhor DEUS diz: “No dia em que o altar for construído para oferecer sacrifícios e derramar o sangue, estes regulamentos deverão ser seguidos.
Aos sacerdotes levitas descendentes de Zadoque que se aproximarem para me servir, você lhes dará um bezerro para que o ofereçam como sacrifício pelo pecado. Assim diz o Senhor DEUS.
Você purificará e expiará o altar da seguinte maneira: você pegará um pouco do sangue dos bezerros e o derramará sobre os quatro chifres do altar, na cornija e na saliência que a rodeia.
Depois tirará o bezerro que é para o sacrifício pelo pecado e o queimará sob a supervisão de um funcionário do templo.
— “No dia seguinte, oferecerá em sacrifício um carneiro sem defeito. Assim você irá purificar o altar, da mesma forma como fez com o bezerro.
Quando acabar o processo de purificação, ofereça um bezerro e um carneiro sem defeito
diante do SENHOR. Os sacerdotes derramarão sal sobre eles e os oferecerão como sacrifícios que são queimados completamente para o SENHOR.
Por sete dias, os sacerdotes oferecerão um carneiro sem defeito e um bezerro como sacrifício de purificação.
Por sete dias realizarão a cerimônia de purificação do templo e o limparão e o dedicarão para ser usado.
Ao término desses sete dias, e a partir do oitavo, os sacerdotes oferecerão os sacrifícios que são queimados completamente e as ofertas de festejar que vocês oferecerem. Então eu os aceitarei. O Senhor DEUS falou isso”.
O homem me fez retornar até a porta do templo que leva ao pátio exterior que aponta ao leste. A porta estava fechada.
Então o SENHOR me disse: — Esta porta está fechada, e não deverá ser aberta. Nenhum homem poderá entrar por ela, porque o SENHOR, Deus de Israel, entrou por ela. Portanto, deverá seguir fechada.
Só o governante poderá se sentar na entrada para comer diante do SENHOR. Ele poderá entrar e sair pelo caminho que leva ao vestíbulo da entrada.
Então ele me levou pelo caminho que leva em direção à entrada norte que dá ao templo. Prestei atenção e notei que a glória do SENHOR enchia o templo do SENHOR. Portanto, me postrei com o rosto em direção à terra.
Mas o SENHOR me disse: — Homem mortal, preste atenção! Abra bem os olhos e escute bem o que lhe digo. Escute todos os regulamentos e instruções sobre o templo do SENHOR. Observe bem a entrada do templo e todas as saídas do santuário.
Diga ao povo rebelde de Israel que eu, o Senhor DEUS, estou cheio dos seus horríveis atos.
Deixaram que os estrangeiros e os pagãos de corpo e mente entrassem no meu santuário para profanar meu templo. Ofereceram aos seus detestáveis ídolos o pão, a gordura e o sangue que deveriam me oferecer, anulando assim o meu acordo.
Não protegeram meus objetos sagrados e colocaram como guardas do meu santuário outras pessoas em vez de meu povo.
Assim diz o Senhor DEUS: — Não se permitirá entrar no santuário a nenhum dos estrangeiros que vivem entre o povo de Israel, isto é, os estrangeiros que são pagãos de corpo e mente.
Só os levitas entrarão nele, ainda que são tão culpáveis como o resto de Israel, porque se apartaram de mim para seguir os detestáveis ídolos.
Os levitas foram escolhidos para servir no meu santuário. Eles terão que guardar as entradas do templo e fazer o serviço do templo. Eles matarão os animais que são oferecidos como sacrifício que se queima completamente e como sacrifício pelo povo. Eles foram escolhidos para ajudar o povo e servi-lo.
Este é um decreto do Senhor DEUS: Como os levitas serviram o povo na frente dos seus detestáveis ídolos e foram pedra de tropeço para o povo de Israel, os farei responsáveis e os castigarei.
— Não se aproximarão de mim para servir como sacerdotes ou para se aproximar de nenhum dos objetos santos, especialmente os santíssimos. Assim serão envergonhados por seus horríveis atos.
Mas eu os designarei para me servirem como guardas do templo em todos os serviços de adoração e em tudo o que se faz ali.
— Os sacerdotes levitas que são descendentes de Zadoque foram fiéis a mim. Eles permaneceram servindo no meu santuário ainda quando o povo de Israel se afastou de mim. Por isso, eles se aproximarão de mim para me servir. Eles se apresentarão diante de mim para me oferecer a gordura e o sangue dos sacrifícios. Este é um decreto do Senhor DEUS.
Eles entrarão no meu santuário e se apresentarão na minha mesa para me servir. Eles tomarão conta das coisas que eu lhes determinei.
Quando entrarem pelas portas que levam ao pátio interior, usarão sua roupa de linho oficial. Nunca usarão roupa de lã quando servirem no pátio interior ou no templo.
Também usarão turbantes e roupa interior de linho. Não usarão nada que os faça suar.
Quando saírem para o pátio exterior, onde está o povo, deverão tirar a roupa que usaram para servir e deixá-la nos quartos da área sagrada. Em seguida, deverão colocar uma outra roupa. Farão isso para evitar que se transmita a santidade ao povo que possa ter contato com a roupa sagrada.
— Não raparão a cabeça nem deixarão crescer muito o cabelo, senão que o manterão curto.
Não se permitirá que os sacerdotes tomem vinho uma vez que tenham entrado no pátio interior.
Tampouco que se casem com viúvas ou mulheres divorciadas. Só se casarão com viúvas de outros sacerdotes e virgens de pais israelitas.
— Os sacerdotes deverão instruir o meu povo sobre as diferenças entre o santo e o profano, sobre as normas de pureza e impureza.
Os sacerdotes deverão dirigir disputas judiciais. Tomarão decisões legais com meus decretos. Seguirão as minhas instruções e os meus decretos relacionados às minhas assembleias sagradas. Manterão a santidade dos meus dias de descanso.
— Não deverão se aproximar de cadáveres para não se contaminar, a não ser que se trate do pai, ou da mãe, ou de um filho, ou de uma filha, ou de um irmão, ou de uma irmã que não tenha se casado; neste caso poderão se arriscar a ficar contaminados.
Depois de se purificar, deixarão passar sete dias antes de entrar na área sagrada.
Quando entrarem na área sagrada do pátio interior para servir no Lugar Santo, deverão oferecer uma oferta de purificação por si mesmos. É a decisão do Senhor DEUS.
— E que receberão de herança? Eu sou sua herança! Não receberão nenhuma propriedade na terra de Israel. Eu sou a sua propriedade!
Os sacerdotes podem comer as ofertas de cereal, pelo pecado e pelas culpas. Também poderão comer da colheita da terra israelita que foi dedicada ao Senhor.
As primícias de todas as colheitas, as primeiras crias dos animais e todas as ofertas por vontade própria pertencerão aos sacerdotes. Você dará a primeira farinha moída aos sacerdotes para conseguir a bênção sobre sua casa.
Os sacerdotes não comerão nada da carne do animal ou da ave que estiver podre.
— Quando você repartir a terra por sorteio entre o povo, separe também uma área de terra como presente para o SENHOR. Toda essa área será santa e medirá 12.500 metros de comprimento por 10.000 de largura.
Nessa área, separe um terreno de 250 metros de cada lado para o templo sagrado. Ao redor desse terreno haverá um espaço livre de 25 metros de largura.
Portanto, você separará dessa área de terra uma parcela de 12.500 metros de comprimento por 5.000 de largura para o santuário, o Lugar Santíssimo.
Essa área estará separada como uma área sagrada para os sacerdotes que permaneçam perto do SENHOR para servi-lo. Haverá lugar para suas casas e uma área sagrada para o santuário.
Essa área medirá 12.500 metros de comprimento por 5.000 de largura. Haverá vinte habitações como herança permanente para os levitas que servem no templo.
Haverá uma porção de terra de 2.500 metros de largura por 12.500 metros de comprimento que pertencerá à cidade. Também haverá uma área de 10.000 metros de comprimento como presente sagrado para todo o povo de Israel.
— Uma porção da terra será designada para o governante em cada lado do distrito sagrado e da propiedade da cidade, em direção ao leste e ao oeste. Terá o mesmo comprimento, tanto em direção ao leste como em direção ao oeste, que as outras áreas das tribos.
Pelo bem da terra, esta será propiedade do governante, para que os governantes já não oprimam o meu povo e permitam ao povo de Israel manter suas terras.
Assim diz o Senhor DEUS: — Governantes de Israel, estou cansado da má conduta de vocês! Deixem de ser tão violentos e de roubar do meu povo. Pratiquem a justiça e façam o bem. Deixem de expulsar o meu povo de sua terra. Isto é o que diz o Senhor DEUS.
— Usem balanças justas e precisas, para sólidos e líquidos. O efa e o bato terão volumes equivalentes.
Tanto o efa como o bato terão o mesmo que uma décima parte de um ômer.
Um siclo pesará vinte geras. Uma mina será o mesmo que sessenta siclos.
— Esta é a oferta que você terá que apresentar: por cada ômer de trigo, a sexta parte de um efa; por cada ômer de cevada, a sexta parte de um efa;
por cada coro de azeite, a décima parte de um bato de azeite; (isto é o mesmo que dez batos, também a um ômer, já que dez batos são o mesmo que um ômer)
e por cada duzentas ovelhas, uma ovelha. — Também haverá ofertas de vinho de Israel para acompanhar as de cereal, sacrifícios que são queimados completamente e ofertas de festejar para purificação. Assim diz o Senhor DEUS.
— Todo o povo terá que apresentar essa oferta ao governante de Israel.
O governante terá que oferecer os sacrifícios que são queimados completamente, as ofertas de cereal e as ofertas de vinho. Ele fará isso durante os festivais, as luas novas, os dias de descanso e todas as assembleias sagradas da casa de Israel. Também apresentará os sacrifícios pelo pecado para purificar o povo de Israel.
Assim diz o Senhor DEUS: — No primeiro dia do primeiro mês, tome um bezerro sem defeito e descontamine o santuário.
Depois o sacerdote pegará um pouco do sangue da oferta para o perdão dos pecados e o porá nos marcos das portas do templo, nos cantos das quatro paredes do altar e nos marcos da porta do pátio interior.
Ele fará o mesmo no dia sétimo do mês para purificar o templo dos que erraram sem perceber ou sem querer.
— No dia catorze do primeiro mês será celebrada a festa da Páscoa. Durante sete dias só se comerá pão sem fermento.
Nesse momento, o governante apresentará uma oferta pelo perdão dos pecados, por si mesmo e por todo o povo.
Durante cada um dos sete dias dessa festa, o governante oferecerá sacrifícios que são queimados completamente ao SENHOR; sete bezerros e sete carneiros sem defeito, assim como um carneiro como sacrifício pelo pecado.
Também oferecerá um efa de cereal por bezerro, um efa por carneiro e um him de azeite por efa.
— No décimo quinto dia do sétimo mês, durante a festa, oferecerá durante os sete dias completos os mesmos sacrifícios pelo pecado, sacrifícios que são queimados completamente, e as mesmas ofertas de cereal e azeite.
Assim diz o Senhor DEUS: — A porta do leste do pátio interior permanecerá fechada durante os seis dias de trabalho, mas será aberta nos dias de descanso e nos dias de Lua Nova.
O governante entrará pela porta do vestíbulo e se deterá na porta da entrada. Os sacerdotes ficarão responsáveis pela sua oferta ser queimada completamente e pelas ofertas de paz. O governante se postrará com o rosto em direção à terra na soleira da entrada e depois se retirará. Mas a entrada não será fechada até a tarde.
— Nos dias de descanso e de Lua Nova, o povo adorará diante do SENHOR na entrada.
Nos dias de descanso, o governante oferecerá ao SENHOR seis ovelhas e um carneiro sem defeito.
Uma oferta de vinte quilos de cereal acompanhará o carneiro, e os cordeiros irão acompanhados da quantidade de cereal que o governante desejar oferecer.
Nos dias de Lua Nova os sacrifícios consistirão em um bezerro sem defeito, seis cordeiros sem defeito e um carneiro.
As ofertas de cereal que os acompanhem serão de vinte litros para o bezerro, outra para o carneiro, e o que se desejar para os cordeiros. Para cada vinte quilos de cereal terá que oferecer três litros e meio de azeite.
— O governante entrará pelo vestíbulo da entrada e sairá da mesma forma.
Quando o povo for se apresentar diante do SENHOR durante as assembleias sagradas, os que entrarem no pátio exterior pela porta norte deverão sair pela porta sul, e os que entrarem pela porta sul deverão sair pela porta norte. Não deverão sair pela porta que entraram, senão que sairão pela porta contrária.
O governante entrará com o povo e também sairá com ele.
Nos festivais e assembleias sagradas, a oferta de cereal que acompanhará os sacrifícios de animais será de vinte quilos de cereal por bezerro, igual quantidade por carneiro, e o que se desejar oferecer pelos cordeiros, assim como três litros e meio de azeite por cada vinte quilos de cereal.
— Se o governante desejar apresentar uma oferta voluntária ao SENHOR, uma oferta que deverá ser queimada completamente ou uma oferta para festejar, deverá abrir a porta do lado leste para apresentá-las. Após terminar, deverá fechá-la ao sair.
— Cada manhã deverá ser oferecido ao SENHOR um cordeiro de um ano sem defeito.
Você apresentará uma oferta de cereal que o acompanhe, a qual consistirá de sete quilos de farinha e um litro de azeite para umedecer a farinha. Esta é uma oferta de cereal para o SENHOR, conforme as normas sobre as ofertas diárias regulares.
Os sacerdotes deverão oferecer a oferta do carneiro, do cereal e do azeite cada manhã como a oferta diária regular.
Assim diz o Senhor DEUS: — Se o governante der aos seus filhos parte da sua terra como herança, então essa terra será propriedade do filho e dos seus descendentes, pois é sua herança.
Mas se o governante der parte da sua terra aos seus servos, então ela será do servo só até o ano do Jubileu, após o qual voltará a ser propriedade do governante. A terra que ele der aos seus filhos será dos filhos como herança.
O governante não se apoderará da terra do povo, tirando-o da sua propriedade. Deverá usar sua própria terra como herança para seus filhos de maneira que ninguém do meu povo seja tirado da sua terra.
Depois o homem me levou pela entrada que tinha ao lado da porta, a uma série de quartos que davam ao norte, de uso exclusivo dos sacerdotes. Então notei um lugar lá no fundo, em direção ao oeste.
O anjo me disse: — Ali é onde os sacerdotes ferverão a carne dos sacrifícios de restituição pelo pecado e onde cozinharão as ofertas de cereal sem ter que sair ao pátio exterior, onde os objetos sagrados poderiam entrar em contato com o povo.
Depois me levou ao pátio exterior. Me levou por cada esquina do pátio exterior, onde havia um espaço fechado em cada um.
Em cada esquina tinha um espaço fechado de vinte metros de comprimento por quinze metros de largura.
Ao redor dos quatro pátios tinha um muro, e ao redor de todo o muro havia uns fogões.
O anjo me disse: — Estas são as cozinhas onde os levitas, que servem no templo, cozinham os sacrifícios do povo.
Depois me levou de novo até a entrada do templo. Notei que fluía água debaixo da soleira do templo, em direção ao leste. A frente do templo dá em direção ao leste e a água saía debaixo da fachada sul do templo e fluía pelo sul do altar.
Me levou pela porta norte e para fora da porta exterior do lado leste. Notei que saía água debaixo da fachada sul.
O homem se dirigiu em direção ao leste com uma cinta de medir na mão. Mediu quinhentos metros com a água dando nos meus tornozelos.
Mediu outros quinhentos metros pela água, só que agora a água dava nos meus joelhos. Mediu outros quinhentos metros ainda na água, que agora dava na minha cintura.
Continuou medindo outros quinhentos metros, mas a corrente formava um rio que eu não podia atravessar. O rio tinha crescido tanto que dava para nadar nele e era tão profundo que não podia ser atravessado.
Ele me disse: — Homem mortal, você percebeu a profundidade que alcançou aquele ribeiro, não é verdade? Em seguida me levou até a margem do rio,
onde notei que havia muitas árvores nos dois lados do rio.
Então me disse: — Estas águas fluem em direção à região leste, descem até o Arabá e chegam até o mar Morto, onde se tornam águas doces.
Por onde este rio vá, todos os seres que vivem dele viverão. Terá abundância de peixes nele, porque sua água doce dá vida a tudo.
Os pescadores ficarão parados à sua margem desde En-Gedi até En-Eglaim, porque terão lugar para estender e secar suas redes. A variedade e a quantidade de peixes serão como a grande quantidade de peixes do mar Mediterrâneo.
Mas seus pântanos e charcos não serão doces, senão que ficarão salgados.
Todo tipo de árvore frutífera crescerá nos dois lados do rio. Suas folhas nunca murcharão nem se esgotarão seus frutos. Cada mês terão fruto novo graças à água que flui do santuário. Seu fruto produz alimento e suas folhas servem como remédio.
Assim diz o Senhor DEUS: — Estes são os limites do país para as doze tribos de Israel, com duas partes para as tribos de José.
Assim como prometi aos seus antepassados, vocês receberão como herança partes iguais desta terra.
— Estas são suas linhas divisórias: pelo norte, desde o mar Mediterrâneo, indo pelo Hetlom até Zedade, os limites do país serão:
Hamate, Beerote, Sibraim (que está entre Damasco e Haurã) e Hazer-Haticom, que limita com Haurã.
De maneira que o limite ao norte se estenderá desde o mar até Hazer-Enom. Ao norte ficarão os territórios de Hamate e Haurã.
— Pelo leste, a fronteira se estende desde um ponto entre Haurã e Damasco até um ponto entre Gileade e Israel, ao longo do rio Jordão, até o mar Morto. Este será o limite ao leste.
— Pelo sul, a fronteira irá desde Tamar até o oásis de Meribá-Cades, em direção ao rio do Egito, até o mar Mediterrâneo. Este será o limite ao sul.
— Pelo oeste, a fronteira será o mar Mediterrâneo, desde o limite sul até a costa que está a altura de Lebo-Hamate. Este será o limite ao oeste.
— Portanto, você dividirá a terra entre as tribos de Israel.
A terra deverá ser repartida entre vocês e os imigrantes que habitem entre vocês, que tenham tido filhos e tenham virado cidadãos do povo de Israel. Eles serão incluídos entre as tribos de Israel para receber a terra.
Darão a eles uma porção da terra da tribo na qual estejam morando. É a decisão do Senhor DEUS.
— Estes são os nomes das tribos desde o extremo norte, indo pelo caminho a Hetlom e Hazer-Enom (que limita com Damasco e Hamate ao norte). A terra desde a fronteira leste até a oeste foi designada a Dã.
— Fazendo fronteira com Dã, desde o leste até o oeste, está o território de Aser.
— Fazendo fronteira com Aser, desde o leste até o oeste, está o território de Naftali.
— Fazendo fronteira com Naftali, desde o leste até o oeste, está o território de Manassés.
— Fazendo fronteira com Manassés, desde o leste até o oeste, está o território de Efraim.
— Fazendo fronteira com Efraim, desde o leste até o oeste, está o território de Rúben.
— Fazendo fronteira com Rúben, desde o leste até o oeste, está o território de Judá.
— Fazendo fronteira com Judá, desde o leste até o oeste, está o território que será reservado para dedicá-lo ao SENHOR, o qual mede 12.500 metros de largura de norte a sul, com o mesmo comprimento que os territórios das tribos têm, desde o leste até o oeste. O templo estará no meio.
O território que será reservado para dedicá-lo ao SENHOR medirá 12.500 metros de comprimento por cinco mil metros de largura.
Estas são as porções sagradas dos sacerdotes: 12.500 metros em direção ao norte, 5.000 metros de largura em direção ao este, 5.000 metros em direção ao sul, com um comprimento de 12.500 metros. O templo do SENHOR estará no meio.
Essa região será para os sacerdotes que forem descendentes santos de Zadoque e que permaneceram fiéis ao serviço que designei para eles e que não se afastaram com o resto do povo de Israel, quando os demais levitas se afastaram de mim.
Portanto, os sacerdotes receberão uma parte da terra santíssima que limita com a terra dos levitas.
A área dos levitas estará junto à área dos sacerdotes: 12.500 metros de comprimento por 5.000 metros de largura. A largura total é de 12.500 metros de comprimento por 5.000 de metros de largura.
Não se venderá nem se fará troca dessa terra com outra, porque pertence só ao SENHOR.
— Os 2.500 metros por 12.500 metros restantes dessa terra serão considerados de uso comum, um lugar onde o povo poderá habitar, tendo espaço para o pastoreio de animais. No seu centro estará a cidade.
Suas medidas serão as seguintes: 2.250 metros pelo lado norte, 2.250 metros pelo lado sul, 2.250 metros pelo lado leste e 2.250 pelo lado oeste.
A área de pastagem que rodeia a cidade será de 125 metros ao norte, 125 metros ao sul, 125 metros ao leste e 125 metros ao oeste.
O território restante de cada lado da terra sagrada reservada (5.000 metros ao leste e 5.000 metros ao oeste) será usado para dar alimento aos trabalhadores da cidade.
Os trabalhadores virão de todas as tribos de Israel para servir.
— Toda a área da reserva será um quadrado de 12.500 metros por cada lado. Ela separará a reserva sagrada de cada lado da cidade.
— As áreas restantes de cada lado da terra reservada e a propriedade da cidade, paralela às propriedades das tribos, pertencerão ao governante, desde os 12.500 metros de reserva ao oriente até a fronteira e desde os 12.500 metros de reserva ao ocidente até a fronteira. A reserva sagrada e o santuário do templo estarão no meio de esta área.
Assim a propriedade dos levitas e a propriedade da cidade estarão entre a propriedade do governante, Judá ao norte e Benjamim ao sul.
— As unidades restantes das tribos são: desde a fronteira leste até a fronteira oeste, uma parte para Benjamim.
— Ao lado de Benjamim, desde a fronteira leste até a fronteira oeste, uma porção para Simeão.
— Ao lado de Simeão, desde a fronteira leste até a fronteira oeste, uma porção para Issacar.
— Ao lado de Issacar, desde a fronteira leste até a fronteira oeste, uma porção para Zebulom.
— Ao lado de Zebulom, desde a fronteira leste até a fronteira oeste, uma porção para Gade.
— A fronteira ao sul de Gade é a fronteira sul, desde Tamar até as águas de Meribá-Cades e o rio do Egito, até o mar Mediterrâneo.
— Essa é a terra que será dividida entre as tribos de Israel e seus respectivos territórios. É a decisão do Senhor DEUS.
— Esta é a descrição da cidade. As portas da cidade terão os nomes das tribos de Israel. O muro do norte terá 2.250 metros de comprimento. Sobre as três portas do norte: uma terá o nome de Rúben, outra terá o nome de Judá e a outra terá o nome de Levi.
O muro do leste terá 2.250 metros de comprimento. Sobre as três portas deste muro: uma terá o nome de José, outra terá o nome de Benjamim e a outra terá o nome de Dã.
O muro do sul terá 2.250 de comprimento. Sobre as três portas deste muro: uma terá o nome de Simeão, outra terá o nome de Issacar e a outra terá o nome de Zebulom.
O muro do oeste terá 2.250 metros de comprimento. Sobre as três portas deste muro: uma terá o nome de Gade, outra terá o nome de Aser e a outra terá o nome de Naftali.
O perímetro da cidade será de 9.000 metros. Desde então, o nome da cidade será: “Aqui habita o SENHOR”.
Jeoaquim tinha três anos como rei de Judá quando Nabucodonosor, rei da Babilônia, chegou até Jerusalém e cercou a cidade.
O Senhor deixou que Nabucodonosor aprisionasse Jeoaquim, rei de Judá. Nabucodonosor se apoderou de todos os objetos do templo de Deus e levou tudo isso para a Babilônia. Ele colocou essas coisas junto ao tesouro do templo dos seus deuses.
Depois chamou Aspenaz, o chefe dos funcionários que serviam na sua corte, para que escolhesse alguns jovens da nobreza e da família do rei de Israel.
Estes jovens tinham que ter boa aparência e não podiam ter defeito algum. Deviam também ser inteligentes, ter facilidade para aprender as coisas e ser capazes de aplicar aquele conhecimento no dia a dia. Desta forma se esperava que eles pudessem servir com facilidade na corte do rei. Nabucodonosor quis que esses jovens recebessem instrução a respeito da língua e da literatura dos caldeus.
O rei lhes assinalou uma porção diária da sua própria comida. Receberiam todo tipo de instrução durante três anos e depois ficariam ao serviço do rei.
Entre esses jovens estavam Daniel, Ananias, Misael e Azarias, os quais eram da tribo de Judá.
(Mas Aspenaz lhes deu novos nomes: Daniel foi chamado de Beltessazar, Ananias foi chamado de Sadraque, Misael foi chamado de Mesaque e Azarias foi chamado de Abede-Nego.)
Daniel tinha decidido não se contaminar com a comida e o vinho do rei. Por isso pediu permissão a Aspenaz para não comer desses alimentos.
Deus fez com que Aspenaz tivesse compaixão e simpatia por Daniel.
Aspenaz lhe disse: — Tenho medo do meu senhor, o rei. Ele me mandou dar a vocês dos mesmos alimentos e do mesmo vinho que são servidos para ele. Se ele descobrir que vocês estão mais magros e fracos do que os outros jovens da sua idade, poderá ficar irado e mandar que eu seja morto. E tudo isso seria culpa de vocês.
Então Daniel falou com o guarda que Aspenaz tinha designado para cuidar de Daniel, Ananias, Misael e Azarias,
e lhe disse: — Por favor, faça um teste conosco durante dez dias. Permita que só comamos legumes e só bebamos água.
A seguir, compare a nossa aparência com a aparência dos jovens que tiverem comido dos alimentos e bebido do vinho do rei e, então, decida o que fará com a gente, já que somos os seus servos.
O guarda concordou com eles e os testou durante dez dias.
Após os dez dias, eles tinham uma aparência melhor e estavam mais saudáveis do que os jovens que foram alimentados com a comida do rei.
O guarda decidiu, então, não lhes dar da comida e do vinho do rei. Em vez disso, continuou lhes dando legumes.
Deus deu a esses quatro jovens a habilidade e a sabedoria para aprenderem todo tipo de literatura e ciência. Daniel também podia interpretar todo tipo de visões e sonhos.
Quando os três anos de treinamento acabaram, Aspenaz levou os jovens diante do rei Nabucodonosor.
O rei falou com eles e percebeu que Daniel, Ananias, Misael e Azarias eram superiores aos demais, por isso eles se tornaram servos do rei.
Sempre que o rei lhes perguntava sobre qualquer tema importante, eles mostravam ter muito entendimento e sabedoria. O conhecimento desses quatro jovens mostrou ser dez vezes maior que o conhecimento de todos os adivinhos do reino.
Daniel continuou servindo ao rei até o primeiro ano do reinado de Ciro.
Durante o segundo ano que Nabucodonosor foi rei, ele teve vários sonhos que o deixaram preocupado e o assustaram tanto que não podia mais dormir.
Então mandou chamar a todos os adivinhos, feiticeiros, magos e sábios para interpretarem o que ele tinha sonhado. Todos se apresentaram diante do rei e
ele lhes disse: — Tive um sonho que me deixou preocupado e preciso urgentemente saber qual é o seu significado.
Então os caldeus responderam ao rei no idioma aramaico: — Que o rei viva para sempre! Estamos aqui para servi-lo, conte o seu sonho para a gente e lhe diremos qual é o seu significado.
— Eu não vou lhes contar nada. Vocês são os que têm que me falar qual foi o meu sonho e, além disso, o seu significado. Se não me falarem isso, eu farei vocês em pedaços e destruirei as suas casas até elas virarem ruínas.
Mas se me falarem do sonho e do seu significado, serão recompensados com presentes e honra. Por tanto falem a respeito do sonho e do seu significado.
Os caldeus voltaram a lhe responder: — Sua Majestade, somos seus servos. Conte o seu sonho para a gente e lhe diremos qual é o seu significado.
Mas o rei lhes disse: — Vocês só estão ganhando tempo, porque sabem que não irei lhes dizer nada.
Se não me falarem a respeito do sonho, serão castigados, pois vocês combinaram mentir para mim esperando ganhar tempo. Vocês têm que me falar a respeito do sonho, para que eu possa ter certeza de que o significado do qual falarão é o verdadeiro.
Os caldeus lhe responderam: — Ninguém neste mundo tem o poder de fazer o que o rei está pedindo. Além disso, nenhum rei, por mais poder ou grandeza que tenha, pediu algo semelhante a um feiticeiro, adivinho ou caldeu.
O que o rei está pedindo é muito complicado e difícil. Só os deuses podem revelar o sonho de outra pessoa e dizer qual é o seu significado. Mas os deuses não moram com os seres humanos.
O rei se irou muito com essa resposta e condenou à morte todos os sábios da Babilônia.
A ordem do rei foi anunciada publicamente e os guardas do rei saíram para procurar por Daniel e pelos seus companheiros, para eles também serem mortos.
Arioque era o chefe dos guardas e era o encarregado de matar todos os sábios da Babilônia, mas Daniel lhe enviou uma mensagem
com a seguinte pergunta: — Arioque, já que você é o representante do rei, fale para mim o porquê desta ordem do rei ser tão urgente e severa. Arioque, então, lhe explicou a respeito daquela ordem.
Então, Daniel foi e pediu ao rei algum tempo para poder explicar o significado do sonho.
Logo depois, Daniel voltou para casa e contou aos seus companheiros Ananias, Misael e Azarias tudo o que estava acontecendo.
Então pediram ao Deus do céu que tivesse compaixão deles e lhes revelasse aquele sonho, para não serem mortos junto com os demais sábios da Babilônia.
Essa noite, Daniel teve uma visão, e Deus lhe revelou o significado daquele sonho. Então, Daniel louvou ao Deus do céu,
falando o seguinte: “Louvado seja o nome de Deus para sempre! A ele pertencem o poder e a sabedoria!
Ele muda os tempos e as estações, coloca e tira reis. Dá sabedoria aos sábios e inteligência aos peritos.
Ele revela os segredos mais profundos, conhece tudo o que tem na escuridão, porque a luz vive com ele.
Deus dos meus antepassados, agradeço ao Senhor e o louvo, por ter me dado sabedoria e poder; o Senhor me revelou o que lhe pedi. O Senhor me fez conhecer o sonho do rei!”
Depois, Daniel foi até Arioque, o qual tinha recebido a ordem de matar os adivinhos da Babilônia, e lhe disse: — Não mate os adivinhos da Babilônia. Pode me levar até o rei e explicarei o significado do seu sonho.
Arioque e Daniel, então, foram rapidamente até o rei. Quando chegaram, Arioque disse ao rei: — Encontrei, no meio dos judeus que foram exilados, um homem que pode interpretar o seu sonho, ó rei.
Então o rei disse a Daniel, a quem chamavam de Beltessazar: — É verdade que você pode me dizer qual foi o sonho que tive e o seu significado?
Daniel respondeu: — Nenhum dos sábios, feiticeiros, adivinhos ou magos pode revelar este segredo ao rei,
mas existe um Deus no céu que revela esse tipo de segredo. Ele lhe revelou, rei Nabucodonosor, a respeito do que irá acontecer no final dos tempos. A seguir vou falar a respeito do que o senhor viu enquanto estava deitado.
— Enquanto o senhor descansava na sua cama, pensou no que poderia acontecer no futuro. Deus pode revelar segredos: ele mostrou ao senhor o que irá acontecer.
Deus também me revelou esse segredo, não porque eu seja mais sábio do que os outros, mas para eu poder explicar seu significado ao rei e, desta forma, o senhor poder entender o que passou pela sua mente.
— Sua Majestade, no seu sonho o senhor viu uma estátua muito grande, a qual estava diante do senhor. Era uma estátua enorme e muito brilhante, mas sua aparência causava terror.
A cabeça da estátua era de ouro. Os ombros e os braços eram de prata. O ventre e as coxas eram de bronze.
As panturrilhas eram de ferro e os pés eram uma parte de ferro, e uma parte de barro.
Enquanto o senhor olhava para ela, uma rocha se soltou sem que ninguém tivesse tocado nela e acertou a estátua nos seus pés, que em parte eram de ferro e em parte, de barro, e fez com que estes virassem pó.
A seguir, todo o barro, o ferro, o bronze, a prata e o ouro foram feitos em pedaços e viraram pó. Era semelhante ao pó que sobra quando se mói o trigo no verão, mas o vento leva tudo sem deixar rastro. Logo depois, a rocha virou uma grande montanha que ocupou toda a terra.
— Esse foi o sonho, e agora vou dizer ao rei o seu significado.
O senhor é o rei mais importante de todos. O Deus dos céus o escolheu e lhe deu poder e riquezas.
Deus colocou o senhor numa posição desde a qual pudesse mandar sobre os homens, sobre os animais selvagens e sobre as aves do céu. O senhor é essa cabeça de ouro da estátua.
Depois do senhor virá outro reino, mas esse reino não será tão importante como o seu. Logo depois virá um terceiro reino que será tão forte como o bronze e governará sobre toda a terra.
Depois haverá um quarto reino que será tão forte como o ferro. Da mesma forma como o ferro é mais forte e destrói tudo, esse quarto reino destruirá todos os outros reinos.
— Mas o senhor viu que os pés e os dedos da estátua eram em parte de ferro e em parte de barro. Isso quer dizer que este será um reino dividido e terá só um pouco da estabilidade do ferro, porque o senhor viu que o ferro estava misturado com o barro.
Em outras palavras, da mesma forma como uma parte dos pés e dos dedos era de barro e a outra parte era de ferro, este reino será em parte forte e em parte fraco.
Assim como o senhor viu que o ferro e o barro se misturavam, aqueles povos se misturarão entre eles. Mas, por mais que se misturem entre eles, não conseguirão se tornar um só povo, como tampouco o ferro e o barro se misturam totalmente.
E, durante esse tempo, o Deus do céu formará um reino eterno, que não poderá ser destruído. Esse reino não ficará em mãos de estrangeiros. Ao contrário, esse reino destruirá e superará a todos os demais reinos! É um reino que durará para sempre!
Sua Majestade, o senhor viu uma rocha que se soltou da montanha sem que nenhuma mão a empurrasse. Essa rocha destruiu o ferro, o bronze, a prata e o ouro. Isso significa que o Grande Deus estava lhe mostrando a respeito do que acontecerá no futuro. Esse é o sonho e a interpretação do sonho, que é completamente certa.
Então, o rei Nabucodonosor se ajoelhou diante de Daniel e o adorou. Além disso, ordenou que fosse preparada uma oferta de incenso e aromas em honra a Daniel.
O rei disse: — Pode ter certeza que o seu Deus é o mais importante e poderoso. Ele é o Senhor de todos os reis e o que revela todos os segredos. Foi ele quem fez possível você me revelar este sonho.
O rei deu a Daniel muitos presentes e o nomeou chefe da província da Babilônia e também chefe de todos os demais adivinhos e sábios da Babilônia.
Daniel pediu ao rei que também nomeasse a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego para ocuparem cargos importantes na província da Babilônia. O rei fez o que Daniel lhe pediu e Daniel se tornou um dos funcionários mais importantes do rei.
O rei Nabucodonosor mandou construir uma estátua de ouro de trinta metros de altura por três metros de largura. Ordenou que pusessem a estátua no vale de Dura, na província da Babilônia.
Depois mandou reunir todos os vereadores, prefeitos, governadores, conselheiros, tesoureiros, juízes, chefes militares e demais autoridades da província para a cerimônia de inauguração da estátua.
Todos eles se reuniram em frente à estátua que o rei tinha mandado construir, para assim participar da cerimônia de dedicação e inauguração.
O encarregado anunciou em voz alta: — Escutem bem, pessoas de todos os povos, nações e línguas,
cada vez que escutarem o som das trombetas, flautas, cítaras, harpas, liras, gaitas e de outros instrumentos musicais, vocês deverão se ajoelhar e adorar a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor mandou construir.
A pessoa que não se ajoelhar e adorar a estátua, será jogada imediatamente num forno de fogo.
Então, quando foi ouvido o som das trombetas, flautas, cítaras, harpas, liras, gaitas, e de outros instrumentos musicais, o povo se ajoelhou e adorou a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha mandado construir.
Alguns caldeus aproveitaram essa oportunidade para falar mal dos judeus perante o rei.
Eles disseram ao rei: — Que o rei viva para sempre!
Sua Majestade ordenou que todos deveriam se ajoelhar para adorar a estátua de ouro cada vez que fosse ouvido o som das trombetas, flautas, cítaras, harpas, liras, gaitas e de outros instrumentos musicais;
e que fosse jogada ao forno de fogo a pessoa que não se ajoelhasse para adorar a estátua.
Acontece que alguns judeus, que o senhor mesmo os nomeou como importantes funcionários da província da Babilônia, estão desobedecendo às suas ordens. Eles não adoram os deuses e não se ajoelham para adorar a estátua que o senhor mandou construir. Os seus nomes são: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.
Depois de escutar isso, o rei Nabucodonosor se irou e ordenou que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego fossem trazidos até ele naquele instante. Os caldeus, então, os levaram perante o rei.
Nabucodonosor lhes disse: — Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, é verdade que vocês não adoraram os deuses nem se ajoelharam para adorar a estátua de ouro que mandei construir?
Agora bem, quando escutarem o som das trompetas, flautas, cítaras, harpas, liras, gaita e de outros instrumentos musicais, vocês deverão se ajoelhar para adorar a estátua de ouro. Se não fizerem isso nesse exato momento, serão jogados no forno e deus algum poderá salvar vocês do meu castigo!
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam: — Sua Majestade, não é necessário que lhe demos explicações sobre isso.
O Deus, a quem servimos, pode nos salvar do seu castigo e do forno de fogo.
E mesmo que ele não nos salve, a Sua Majestade deve saber que não adoraremos os seus deuses nem nos ajoelharemos diante da estátua de ouro que o senhor mandou construir.
Então Nabucodonosor ficou muito furioso com eles, ao ponto que o seu rosto ficou desfigurado pela ira que sentia. Então, ordenou esquentar o forno sete vezes mais do que o normal.
A seguir, mandou que alguns dos soldados mais fortes do seu exército atassem Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os jogassem no forno de fogo.
Os três jovens foram atados e jogados no forno de fogo com tudo o que estavam vestindo: camisas, calças, chapéus e outros acessórios.
O forno estava muito mais quente do que o normal, porém, o rei queria que sua ordem fosse cumprida imediatamente. Chegando perto do forno para jogar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego nele, os soldados morreram nesse mesmo instante por causa das chamas.
E Sadraque, Mesaque e Abede-Nego caíram atados dentro do forno em chamas.
Nabucodonosor ficou em pé imediatamente e perguntou, espantado, aos seus conselheiros: — Por acaso não jogamos no forno só três homens atados? — Sim, Sua Majestade! — responderam eles.
E o rei tornou a dizer: — Mas eu estou vendo quatro homens, desatados e sem queimaduras, caminhando entre as chamas! Um deles inclusive parece com um deus!
Nabucodonosor se aproximou da porta do forno e gritou: — Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saiam dali! E Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do forno.
Todos os vereadores, prefeitos, governadores e conselheiros que estavam presentes chegaram perto daqueles homens. Todos viram que o fogo não tinha feito mal algum a eles. Não foram chamuscados em parte alguma, e suas roupas não estavam queimadas. Nem sequer estavam com cheiro de fumaça.
Então Nabucodonosor disse: — Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Ele enviou o seu anjo para salvar os seus fiéis servos. Eles confiam tanto nele que desobedeceram à ordem do rei e preferiram arriscar as suas vidas em vez de louvar ou ficar de joelhos para adorar um outro deus.
Agora dou outra ordem: qualquer pessoa, não importando o seu país ou a sua língua, que falar mal ou contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, será feita em pedaços. Sua casa será destruída até que vire um monte de terra e entulho. Isto porque não tem outro deus que possa salvar como este.
Logo depois, o rei Nabucodonosor nomeou Sadraque, Mesaque e Abede-Nego para cargos muito mais importantes na província da Babilônia.
Nabucodonosor enviou esta mensagem a todos os povos de todas as nações, de todas as línguas e de todas as partes do mundo: Saudações a vocês. Desejo que vivam em paz e tenham prosperidade.
Estou muito orgulhoso de poder lhes contar a respeito de todos os sinais e milagres que o Deus Altíssimo tem feito na minha vida.
Quão grandes são os seus sinais! Quão maravilhosos são os seus milagres! O reino de Deus é eterno e o seu poder continuará de geração em geração.
Eu, Nabucodonosor, estava descansando tranquilamente no meu palácio,
quando tive um sonho que me deixou muito assustado e as ideias que passaram pela minha mente me deixaram aterrorizado.
Por isso ordenei que todos os sábios da Babilônia fossem trazidos para interpretar o meu sonho.
Quando os adivinhos, feiticeiros, magos e caldeus chegaram, contei a eles a respeito do sonho, mas eles não conseguiram me dizer qual era o seu significado.
Finalmente, chegou Daniel, o qual é também chamado de Beltessazar, em honra ao meu deus. O espírito dos santos deuses vive nele. E isto foi o que lhe falei a respeito do meu sonho:
— Beltessazar, chefe dos magos, eu sei que o espírito dos santos deuses está com você e não existe segredo algum para você. Peço que me explique a respeito da minha visão e que me fale qual é o seu significado.
Quando estava dormindo na minha cama, comecei a ter umas visões. De repente, vi uma árvore que saía da terra e era muito alta.
Era tão alta e poderosa que chegava até o céu e podia ser vista desde todos os cantos da terra.
Suas folhas eram lindas e seus frutos eram muitos. Tinha suficiente comida para todo o mundo. Os animais selvagens procuravam refúgio debaixo da sua sombra e as aves faziam seus ninhos nos seus galhos. Todos os animais achavam o seu alimento ali.
— Enquanto eu ainda estava na minha cama, tendo esta visão, vi que um santo anjo desceu do céu,
e gritou muito forte: “Cortem essa árvore e tirem dela todos os seus galhos! Tirem dela todas as folhas e espalhem todos os seus frutos! Que os animais que estão debaixo da sua sombra e as aves que estão nos seus galhos saiam daqui!
Mas deixem no chão o tronco e as raízes. Que o tronco seja amarrado com cadeias de ferro e bronze, entre a erva do campo, para que seja molhado pelo orvalho e comparta com os animais selvagens a erva do campo.
Deixará de pensar como um ser humano e terá a mente de um animal. Tudo isso durará sete anos.
Assim foi decretado pelos santos anjos que vigiam tudo, para que todas as criaturas saibam que o Deus Altíssimo governa sobre todos os reinos do homem. Ele dá poder para quem ele quer e, inclusive, coloca no trono o mais humilde dos homens”.
Esse foi o sonho que eu, o Rei Nabucodonosor, tive. Agora, Beltessazar, diga para mim qual é o seu significado. Nenhum outro sábio conseguiu me explicar a respeito disso, mas você poderá fazer isso porque o espírito dos santos deuses está com você!
Daniel, o qual era também chamado de Beltessazar, ficou em silêncio durante uma hora. Estava muito inquieto por todos os pensamentos que passavam pela sua mente. Mas o rei lhe disse: — Beltessazar, não fique assustado nem pelo sonho nem pela interpretação. E Beltessazar lhe respondeu: — Sua Majestade, eu gostaria que este sonho tivesse a ver com os seus inimigos.
O senhor viu uma grande e poderosa árvore. Era tão enorme que chegava até o céu e podia ser vista por toda a terra.
Tinha folhas formosas e muitos frutos, que eram suficientes para alimentar a todos. A sua sombra servia de refúgio para os animais e, nos seus galhos, as aves faziam os seus ninhos.
Sua Majestade, o senhor é essa árvore; o senhor, que se fez grande e poderoso. Sua grandeza chega até o céu e seu domínio se estende por todo o país.
Também o senhor viu descer lá do céu a um dos santos anjos que vigia tudo, o qual falava o seguinte: “Que a árvore seja cortada e destruída! Mas deixem o tronco e as raízes no chão. Que o tronco seja amarrado com cadeias de ferro e bronze para que fique entre a erva do campo. O orvalho cairá encima dele e estará entre os animais selvagens durante sete anos”.
E Daniel continuou: — Sua Majestade, este é o significado do seu sonho. O Deus Altíssimo ordenou que estas coisas aconteçam com o senhor:
será apartado das pessoas e viverá com os animais. Comerá do pasto como o gado e se molhará com o orvalho. Durante sete anos vai viver assim, até que compreenda que o Deus Altíssimo é o único que governa os reinos dos homens. Só Deus decide quem dirige esses reinos.
Quando o anjo disse: “Deixem o tronco e as raízes”, quis dizer que o reino continuará sendo seu. O reino será dado ao senhor de novo quando compreenda que o Deus do céu é a maior autoridade.
Por isso, meu rei, peço que o senhor aceite o conselho que lhe dou: atue com justiça e não peque mais. Em vez de fazer maldades, ajude os pobres. Dessa forma poderá seguir vivendo em paz.
Tudo isso aconteceu com o rei Nabucodonosor.
Um ano depois, o rei caminhava pela terraça do seu palácio na Babilônia, quando disse:
— Olhem, que grande é a Babilônia! Eu construí esta cidade com o meu poder. Fiz com que fosse a capital do meu reino, para mostrar quão grande eu sou!
O rei ainda não tinha terminado de falar, quando foi ouvida uma voz lá do céu, falando o seguinte: — Preste atenção ao que vai lhe acontecer, rei Nabucodonosor! A partir deste momento não terá mais nenhum poder sobre o seu reino.
Você será apartado dos homens. Viverá com os animais, comerá pasto como o gado e se molhará com o orvalho. Viverá assim durante sete anos, até que perceba que o Deus Altíssimo é o único que governa os reinos dos homens. Só Deus decide quem governa sobre esses reinos.
Apenas acabou de ser dada esta mensagem, tudo o que tinha sido dito nela aconteceu. Nabucodonosor foi afastado das pessoas e começou a comer pasto como o gado. Seu corpo ficou molhado com o orvalho. O pelo do seu corpo cresceu até dar a impressão que tinha penas de águia, e as suas unhas cresceram tanto que pareciam as garras de uma ave.
O rei da Babilônia disse: — Quando passaram os sete anos, eu, Nabucodonosor, olhei para o céu e recuperei a razão. Louvei o Deus Altíssimo e dei glória àquele que vive para sempre: “Ele é quem governa eternamente e o seu reino seguirá existindo de geração em geração.
Os habitantes da terra são insignificantes se comparados com ele. Ele sempre faz a sua vontade seja entre os habitantes do céu, seja entre os moradores da terra. Ninguém pode ir contra o seu poder nem perguntar por que faz o que faz”.
— Nesse momento, Deus me curou da minha loucura. Ele me restituiu o reino e a honra que antes eu tinha; meu corpo voltou a ser normal; meus conselheiros e os membros da corte voltaram a confiar em mim. Voltei a ser rei e me tornei mais rico e mais poderoso do que antes.
Por isso eu, Nabucodonosor, louvo o Rei do céu, declaro que ele é bendito e lhe dou glória. Suas obras são justas e seus caminhos são retos. Ele é capaz de humilhar os arrogantes.
O rei Belsazar ofereceu um grande banquete e convidou a mil funcionários da corte. O rei bebeu muito vinho enquanto estava com seus convidados.
O rei Belsazar, se sentiu muito alegre após ter bebido muito vinho, e ordenou que lhe trouxessem os copos de ouro e prata que Nabucodonosor, pai de Belsazar, tinha trazido do templo de Jerusalém. Belsazar queria que seus convidados, suas esposas e suas concubinas usassem esses copos na festa.
Quando lhe trouxeram os copos de ouro que tinham sido levados do templo de Deus em Jerusalém, o rei, seus convidados, suas esposas e suas concubinas beberam neles.
Enquanto bebiam, adoravam a seus deuses de ouro e prata, bronze e ferro, madeira e pedra.
Nesse momento, apareceram os dedos de uma mão humana, os quais começaram a escrever sobre o gesso da parede que estava em frente à lâmpada, de modo que o rei podia ver como aquela mão escrevia.
O rei ficou pálido de susto e estava confuso; as suas pernas tremiam e os seus joelhos batiam um no outro.
Então, o rei ordenou a gritos que lhe trouxessem todos os adivinhos, magos e caldeus. E disse a todos esses sábios da Babilônia: — Darei um cargo muito importante no meu reino a quem puder ler e explicar para mim o que está escrito. Essa pessoa receberá vestimentas de púrpura, um colar de ouro e será o terceiro homem mais importante em todo o meu reino.
Todos os sábios se apresentaram diante do rei, mas ninguém conseguia ler nem entender o que estava escrito.
Então os oficiais ficaram muito preocupados e o rei Belsazar ficou tão assustado que ficou mais pálido ainda.
A rainha, escutando que Belsazar e seus convidados faziam muito ruído, foi ao salão de festa e disse ao rei: — Que o rei viva para sempre! Não fique assustado nem pálido.
Há no seu reino um homem que tem o espírito dos santos deuses. Quando o seu pai era rei, esse homem demonstrou ter uma grande inteligência e sabedoria. Era a sabedoria dos deuses. O seu pai, o rei Nabucodonosor, nomeou esse homem para ser chefe de todos os adivinhos, feiticeiros, magos e caldeus.
Esse homem se chama Daniel e o seu pai lhe deu o nome de Beltessazar. Daniel tem poder espiritual, conhecimento e entendimento para explicar sonhos e solucionar mistérios e problemas. Que ele seja chamado e ele lhe dará a interpretação do que foi escrito na parede.
Então levaram Daniel até o rei e este lhe perguntou: — Você é Daniel? Você veio com os judeus que o meu pai trouxe de Judá à força?
Ouvi que você tem o espírito dos deuses; que é brilhante, inteligente e tem muita sabedoria.
Todos os sábios e magos vieram aqui para ler e me explicar o que está escrito na parede, mas nenhum deles conseguiu entender uma só palavra.
Escutei que você pode interpretar coisas como estas e decifrar mistérios. Se você conseguir ler o que diz na parede e me explicar o seu significado, darei a você uma grande recompensa: receberá vestimentas de púrpura, receberá um colar de ouro e se tornará o terceiro homem mais importante do reino.
Daniel respondeu: — Sua Majestade, guarde seus presentes ou dê os mesmos a outra pessoa. Vou ler o que está escrito na parede e lhe explicar o seu significado.
O Deus Altíssimo deu o reino, a grandeza, o poder e a honra ao seu pai, o rei Nabucodonosor.
Por causa desse poder que recebeu, pessoas de todas as nações, de todos os povos e de todas as línguas o temiam e respeitavam. Nabucodonosor decidia a quem matava ou a quem deixava viver. Se ele quisesse que alguém se tornasse importante, ele o tornava importante e se ele quisesse que alguém se tornasse desprezível, ele o tornava desprezível.
Mas Nabucodonosor se encheu de orgulho e teimosia. Então, o poder que tinha como rei foi tirado dele, e toda a sua glória foi extinta.
Ele foi levado para longe das pessoas e começou a se comportar como um animal. Vivia entre as bestas selvagens, comia do pasto como o gado e o orvalho molhava o seu corpo. Até que no fim reconheceu que só o Deus Altíssimo tem poder sobre todos os reinos dos homens. Só Deus decide quem governa os países.
— Belsazar, o senhor é filho de Nabucodonosor e é igual a ele. Sabe de tudo o que aconteceu com ele, mas não se comportou com humildade.
Ao contrário, o senhor tem se rebelado contra o Senhor do céu. O senhor mandou trazer os copos de ouro e prata que pertencem ao templo e depois, com seus convidados, suas esposas e suas concubinas, bebeu neles. Além disso adorou a deuses de prata e ouro, bronze e ferro, madeira e pedra. Esses deuses são só ídolos falsos que não podem ver, nem ouvir, nem pensar. Mas o senhor não deu honra ao Deus verdadeiro, que tem poder e controla a sua vida e tudo o que o senhor faz.
Por isso ele, com a sua mão, escreveu na parede
e estas são as palavras que foram escritas: mene, mene, tequel, parsim***.
— Estas palavras significam o seguinte: Mene: Deus contou os dias do seu reino e colocou um fim nele.
Tequel: Deus colocou o seu reino na balança e decidiu que você não foi um bom governante.
Parsim: O seu reino foi dividido e agora pertence aos medos e aos persas.
No mesmo instante, Belsazar ordenou que Daniel recebesse o que tinha sido prometido a ele: ele foi vestido de púrpura, colocaram o colar de ouro no seu pescoço, e foi nomeado o terceiro homem mais importante do reino.
Nessa mesma noite Belsazar, rei dos caldeus, foi assassinado.
Dario da Média tinha sessenta e dois anos quando se apoderou do reino.
Dario decidiu nomear cento e vinte homens para que governassem as diferentes províncias do seu reino.
Além disso, escolheu a três ministros aos quais os cento e vinte governadores das províncias deviam prestar contas. Daniel era um daqueles três ministros. O rei nomeou os ministros para que tudo fosse vigiado e não houvesse nenhum risco.
Daniel demonstrou que era muito melhor do que os demais ministros e governadores. O rei estava muito impressionado pelas suas habilidades e sabedoria e queria que ele fosse nomeado como dirigente de todo o reino.
Então os demais governadores e ministros procuraram alguma falta na administração que Daniel fazia dos assuntos do reino. Mas não encontraram nada de errado, porque Daniel era um homem confiável e não aceitava subornos nem era corrupto.
Então eles disseram: — Não vamos encontrar nada de errado no seu trabalho, é melhor procurarmos algo na sua religião com o que ele seja acusado.
Então foram em grupo para falar com o rei e lhe disseram: — Que o rei Dario viva para sempre!
Sua Majestade, os ministros, prefeitos, governadores de províncias e demais colaboradores temos uma proposta. Pensamos em proibir durante trinta dias que as pessoas orem ou façam petições a qualquer deus ou a qualquer pessoa que não seja o rei. Quem não obedecer a esta lei será jogado na cova dos leões.
Sua Majestade deve aprovar e assinar o decreto, para que seja uma só lei. Essa lei não poderá ser mudada, porque as leis dos medos e dos persas não podem ser mudadas nem anuladas.
Então o rei Dario aprovou e assinou a lei.
Daniel, sabendo que o rei tinha assinado essa lei, foi imediatamente para a sua casa, abriu as janelas do segundo andar que davam para Jerusalém e, como sempre tinha feito três vezes ao dia, se ajoelhou para orar e agradecer a Deus.
Enquanto isso, aqueles homens foram até a casa de Daniel e o encontraram orando e louvando o seu Deus.
Então se apresentaram diante do rei e lhe disseram: — Sua Majestade, o senhor assinou uma lei proibindo que se orasse ou fizesse petições a qualquer deus ou a qualquer pessoa além do senhor durante trinta dias. Quem não obedecesse seria jogado na cova dos leões, não é verdade? O rei respondeu: — É verdade. É uma lei para os medos e persas, e não pode ser nem anulada nem mudada.
Então disseram ao rei: — Daniel, uma das pessoas que foram trazidas à força de Judá, não respeita o senhor nem a lei que o senhor assinou. Em vez disso, ora ao seu Deus três vezes ao dia.
O rei ficou muito triste depois de escutar essas palavras. Começou a pensar em alguma solução para salvar Daniel. Esteve até o anoitecer tentando achar uma maneira de salvar Daniel.
Mas aqueles homens insistiam com o rei: — Sua Majestade, o senhor sabe que segundo a lei dos medos e dos persas, as leis e normas assinadas pelo rei não podem ser mudadas.
Então o rei lhes ordenou que trouxessem Daniel e o jogassem na cova dos leões. O rei falou a Daniel: — Espero que seu Deus, a quem você serve com tanta devoção, possa salvá-lo.
A seguir, colocaram uma enorme rocha tapando a cova. O rei colocou seu selo e o dos seus altos funcionários para que ninguém pudesse mudar a sentença contra Daniel.
O rei foi para o seu palácio. Chegando lá se deitou sem querer jantar e não aceitou nenhuma diversão, embora não conseguisse dormir durante toda aquela noite.
No dia seguinte, o rei se levantou assim que saiu o sol e foi para a cova dos leões.
Quando chegou ali, gritou: — Daniel! Você é servo do Deus vivo e sempre está ao seu serviço. O seu Deus conseguiu salvá-lo dos leões?
Daniel respondeu: — Que o rei viva para sempre!
O meu Deus enviou o seu anjo para fechar a boca dos leões e não me fizeram nada, porque ele sabe que sou inocente, e que não fiz ao senhor, Sua Majestade, nenhum mal.
O rei se alegrou e ordenou que tirasem Daniel da cova dos leões. Quando o tiraram dali, viram que não tinha sequer um só arranhão, porque ele tinha confiado no seu Deus.
Então, o rei ordenou que trouxessem diante dele os homens que tinham acusado Daniel. Eles foram trazidos até ali e, a seguir, foram jogados na cova dos leões junto com suas esposas e seus filhos. Apenas entraram na cova foram devorados pelos leões, até mesmo os seus ossos.
O rei Dario escreveu esta mensagem para as pessoas de todas as nações e línguas do mundo: “Meus cumprimentos a todos e desejo que tenham paz e prosperidade.
“Ordeno que em todo meu reino, até na mais pequena província, todos adorem e respeitem o Deus de Daniel. “Ele é o Deus vivo e existe para sempre. Seu reino jamais será destruído; seu poder não tem fim.
Ele salva e livra; faz maravilhas e milagres tanto na terra como no céu. Ele salvou Daniel das garras dos leões”.
Daniel continuou sendo muito importante durante o reinado de Dario e também durante o reinado de Ciro, rei da Pérsia.
Durante o primeiro ano em que Belsazar foi rei de Babilônia, eu, Daniel, tive um sonho e, enquanto estava na minha cama, tive visões na minha mente. Ao acordar, anotei o mais importante do sonho. A seguir irei falar a respeito do que eu escrevi.
Tive uma visão durante a noite. Vi que sopravam os quatro ventos do céu e faziam com que o grande mar ficasse agitado.
De repente, quatro animais gigantes saíram da água. Todos eram diferentes.
O primeiro parecia um leão com asas de águia. Enquanto eu olhava, as suas asas foram tiradas e ele foi levantado para que ficasse sobre dois pés como um homem. E foi lhe dada uma mente de ser humano.
Logo vi outro animal. Este segundo animal parecia um urso e um dos seus lados estava levantado. Tinha três costelas entre seus dentes e uma voz lhe dizia: — Fique em pé e coma toda a carne que você desejar.
Depois, continuei olhando e vi outro animal que parecia um leopardo com quatro asas nas costas e quatro cabeças. A este animal lhe foi dado poder para governar.
Logo depois vi na minha visão o quarto animal. Era um animal terrível, espantoso e de uma força impressionante. Tinha dentes de ferro e devorava várias criaturas. Destruía os ossos delas e pisoteava o que sobrava. Era muito diferente dos outros três animais e tinha dez chifres.
Eu estava olhando os chifres quando surgiu outro entre os dez que já tinha e quebrou três deles. Este novo chifre tinha olhos de ser humano e uma boca que louvava seu grande poder.
Enquanto olhava, apareceram alguns tronos e o Ancião venerável se sentou no seu trono. Sua roupa era branca como a neve; seu cabelo era branco como a lã pura. Seu trono era de fogo, e as chamas eram as suas rodas.
Um rio de chamas corria diante dele. Milhares o serviam, milhões estavam na sua frente. Parecia que um juízo estava prestes a começar, e os livros foram abertos.
Eu continuava impressionado olhando a boca do chifre que louvava seu grande poder. Enquanto isso, mataram aquele animal, fizeram que ficasse em pedaços e o queimaram.
Com relação aos outros animais, tiraram deles o poder que tinham, mas os deixaram viver por mais um pouco.
Eu continuava com estas visões durante a noite. De repente, vi que saía do meio das nuvens alguém parecido com um ser humano. Chegou perto do Ancião venerável e foi apresentado a ele.
Foi dado a ele poder, glória e autoridade para que todos os povos, nações e línguas o sirvam. Seu domínio não terá fim e seu reino nunca será destruído.
Eu, Daniel, estava angustiado e o que tinha visto na visão me deixou preocupado.
Então cheguei perto de um dos que serviam ao Ancião venerável e lhe pedi que me explicasse tudo isso. Ele me explicou:
— Os quatro animais representam quatro reis que vão governar na terra.
Mas os santos de Deus receberão o reino e governarão para sempre.
Eu queria saber o que representava o quarto animal, que era muito diferente dos outros. Esse animal era terrível, assustador e de uma força impressionante. Tinha dentes de ferro e garras de bronze. Ele devorava e triturava tudo, e pisoteava com as patas o que sobrava.
Queria saber o significado dos dez chifres da cabeça, e do último que surgiu e quebrou três dos dez chifres que já tinha. Este novo chifre tinha olhos de homem e uma boca que louvava o seu grande poder; seu tamanho era maior do que os outros.
Enquanto eu olhava, esse pequeno chifre começou a lutar contra os santos de Deus e os derrotava.
Até que apareceu o Ancião venerável e favoreceu os santos do Deus Altíssimo. Por isso os santos derrotaram o monstro e se apoderaram do reino.
Então, aquele que me estava explicando disse: — O quarto animal é o quarto reino, que é diferente dos outros reinos. Devorará toda a terra, pisará nela e a destruirá.
Os dez chifres representam os dez reis desse reino. Depois deles virá outro rei que será muito diferente dos outros. Esse novo rei tirará do poder três reis.
Ele falará contra o Deus Altíssimo e causará dano e sofrimento aos santos de Deus. Também tratará de mudar a lei e os costumes. Os santos de Deus estarão sob seu poder durante três anos e meio.
Mas depois se fará justiça. Todo poder será tirado dele e o seu reino será totalmente destruído.
Quando isso acontecer, todo poder e todos os reinos da terra estarão nas mãos dos santos de Deus. Eles governarão para sempre e o reino deles não terá fim. Todos os governadores e todas as pessoas os respeitarão e estarão ao seu serviço.
Esse foi o final do sonho, mas eu, Daniel, seguia muito preocupado e pálido, por isso não podia deixar de pensar nisso.
Durante o terceiro ano em que Belsazar foi rei, eu, Daniel, tive outra visão. Esta visão aconteceu depois da primeira.
A seguir falarei a respeito da visão que tive. Eu estava à margem do rio Ulai, na cidade de Susã, que é a capital da província de Elão.
Quando levantei o olhar, vi um carneiro à margem do rio. Tinha dois chifres muito compridos, mas um era mais comprido do que o outro, embora tivesse nascido depois.
Vi que o carneiro atacava com seus chifres em direção ao oeste, ao norte e ao sul. Animal algum podia enfrentar o carneiro e nada nem ninguém podia ajudar os outros animais. O carneiro continuava fazendo o que queria e cada vez ficava mais poderoso.
Enquanto olhava o carneiro, vi que um bode surgia desde o oeste. O bode andava por toda a terra sem tocar o chão. Além disso, o bode tinha um chifre muito grande entre os olhos.
O carneiro dos chifres compridos continuava à margem do rio, e o bode, furioso, saiu correndo em direção ao carneiro.
Vi que o bode bateu no carneiro e quebrou os seus dois chifres. O carneiro ficou caído no chão e o bode pisoteou nele e o deixou sem força. Nada nem ninguém conseguiu salvar o carneiro.
O bode ficava cada vez mais forte e, quando conseguiu ter mais poder, o chifre se quebrou. Em seguida, surgiram quatro chifres substituindo aquele que tinha se quebrado. Os quatro novos chifres eram muito compridos e tinham crescido em quatro diferentes direções.
De um desses chifres surgiu um chifre menor, que tinha crescido em direção ao sul e ao leste. Esse chifre tinha crescido em direção da nossa terra formosa.
Esse chifre menor cresceu tanto que chegou até o céu; ali derrubou algumas estrelas, as fez cair até o chão e as pisoteou.
O sol era a maior estrela, mas o chifre continuou crescendo e ficou maior do que o sol. O chifre derrotou o sol e destruiu o seu templo.
O chifre fez maldades: não permitiu que se oferecessem os sacrifícios diários e colocou a verdade no chão. Enfim, continuou fazendo o que bem queria e era bem-sucedido em tudo.
Depois escutei que um dos santos estava falando e outro lhe perguntou quanto tempo mais iria durar o que estava acontecendo com os sacrifícios diários e quando iriam terminar estas terríveis ofensas e pisoteios contra o santuário e as estrelas sagradas.
O santo respondeu que isto iria acontecer durante 2.300 dias. Depois disso, o santuário iria ser purificado.
Eu, Daniel, tive essa visão e tentava entender o seu significado. Enquanto pensava nisso, apareceu diante de mim alguém que parecia um homem.
Então, escutei uma voz que vinha do rio e dizia: — Gabriel, explique a este homem o que ele viu.
Então ele se aproximou de mim, e eu, muito assustado, cai no chão. Porém, ele me falou: — Homem, entenda que esta visão mostra coisas que acontecerão no futuro.
Quando ele falou comigo, eu desmaiei mas ele me levantou e me colocou em pé.
Então me disse: — Agora vou explicar o que você viu. Vou falar para você o que irá acontecer no final do tempo de ira, no tempo estabelecido para o fim.
O carneiro dos dois chifres representa os reis da Média e da Pérsia;
o bode representa o rei da Grécia. O chifre grande, que o bode tem entre os olhos, é o primeiro rei.
Os quatro chifres, que surgiram no lugar do primeiro chifre após este se partir, representam quatro reinos que provêm do primeiro reino, embora não serão tão fortes como esse.
— Quando esses reinos estejam perto do seu fim, existirá então muita gente má e trapaceira. Então surgirá um rei teimoso e muito trapaceiro.
Esse rei será muito forte e poderoso, mas não pelo seu próprio esforço. Causará destruição e será bem-sucedido no que faça. Esse rei destruirá muitos líderes poderosos e muitas pessoas santas.
Esse rei será muito inteligente, mas usará a sua inteligência para fazer as suas trapaças e destruir muitas pessoas. Trairá a muitos e os destruirá quando ninguém estiver esperando. Achará que é muito importante e enfrentará o Príncipe dos príncipes, mas esse rei será destruído e a sua destruição não será por mãos humanas.
A visão desses tempos das manhãs e das tardes é certa, mas faça com que ela fique selada, porque essas coisas levarão muito tempo para acontecer.
Eu, Daniel, estive doente durante vários dias. Após esses dias, eu retornei ao meu trabalho com o rei. Mas continuava preocupado e pasmo pela visão, pois não tinha entendido o seu significado.
Dario era o filho de Assuero e pertencia à nação dos medos. Dario governava sobre a Babilônia, o reino dos caldeus.
Durante o primeiro ano do reinado de Dario, eu, Daniel, estava lendo as Escrituras num certo dia. Enquanto lia, comecei a perceber que a mensagem do SENHOR ao profeta Jeremias falava do templo de Jerusalém ficar em ruínas durante setenta anos.
Então decidi orar ao Senhor, meu Deus, e pedir a sua ajuda. Não comi nada, mas vesti roupas de luto e coloquei cinzas na minha cabeça.
Orei ao SENHOR, meu Deus, e lhe confessei as minhas faltas. Falei para ele: — O Senhor é um Deus grande e poderoso, que guarda a aliança e protege aos que lhe amam e cumprem os seus mandamentos.
Nós temos pecado, cometido crimes, e sido malvados, afastando-nos do Senhor e dos seus ensinos.
Não demos a importância necessária às palavras dos profetas, seus servos, os quais falavam no seu nome aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos pais, e a todo o povo.
— O Senhor é bondoso e justo conosco. O Senhor nos tirou da nossa terra por causa dos nossos pecados. O Senhor fez o que é justo e a culpa é nossa. Os homens de Judá e os habitantes de Jerusalém estão envergonhados. Todos os israelitas, não importando o país onde estejam morando, se é longe ou perto, sentem vergonha pelas faltas que cometeram contra o Senhor.
SENHOR, todos nossos reis, nossos governantes e nossos pais pecaram e por isso sentimos muita vergonha.
O Senhor é compassivo e perdoa ainda que tenhamos nos rebelado.
Não temos obedecido aos seus ensinos, SENHOR, pois nos deu esses ensinos através dos seus profetas, mas nós não os temos escutado.
O povo de Israel não obedeceu aos seus ensinos nem os cumpriu, por isso recai sobre nós a maldição e o juramento que estão escritos na lei do seu servo Moisés.
O Senhor nos alertou que nós e os nossos líderes iríamos ter um castigo. E assim aconteceu. Jerusalém foi destruída e todo o povo sofreu muito. Povo algum sobre a terra tem sofrido tanto como o povo de Jerusalém.
O castigo que foi anunciado pela lei de Moisés se cumpriu tal como estava escrito. Entretanto, nós não mudamos o nosso mau comportamento. Ao contrário, continuamos ofendendo ao SENHOR, nosso Deus, e não obedecemos à sua verdade.
O SENHOR, nosso Deus, esteve alerta a isso e enviou a desgraça contra nós, pois o SENHOR é justo em tudo o que faz e nós não lhe obedecemos.
— O Senhor libertou o povo de Israel com grande poder e desde então até hoje o seu nome ficou famoso, mas nós temos pecado e temos cometido maldades.
Meu Senhor, como é bondoso e justo. Suplico ao Senhor que não continue irado com Jerusalém, que é a sua cidade e o seu monte santo. Nós e os nossos pais cometemos muitos pecados, por isso as pessoas das nações vizinhas zombam do seu povo.
— Deus, nosso Senhor, suplico que escute esta oração do seu servo. Pelo bem do seu povo e de todos, peço que nos ajude e que tenha compaixão da dor que a destruição do seu templo tem causado.
Deus meu, me escute! Olhe as ruínas da cidade que leva o seu nome. Estou suplicando pela sua misericórdia, porque sei que não temos nos comportado bem. Suplico ao Senhor porque sei que é bondoso e misericordioso.
Deus meu, escute a minha oração e perdoe à gente. Deus meu, atenda a gente e não tarde em nos ajudar por amor a si mesmo, e pelo bem do seu povo e da cidade na qual invocamos o seu nome.
Eu estava orando e confessando os meus pecados e os do povo de Israel. Estava pedindo ao SENHOR, meu Deus, que ajudasse o seu monte santo.
Enquanto eu orava, chegou perto de mim o mesmo Gabriel que apareceu a mim uma vez em sonhos. Veio voando no momento da oferta da tarde.
Gabriel me ajudou a entender o que não compreendia e me disse: — Daniel, vim para cá para ajudá-lo a entender.
Quando você começou a sua oração, Deus respondeu. Vim para lhe dizer que Deus ama você e que irá entender a visão que teve porque é um homem inteligente.
Deus deu ao seu povo e à cidade santa um prazo de setenta semanas. Durante esse tempo as pessoas deverão deixar a maldade e o pecado. Elas têm que procurar a purificação pelos erros cometidos. Devem promover uma justiça que dure para sempre. Assim, a visão revelada será confirmada e o lugar santíssimo será consagrado.
— Daniel, entenda muito bem o que irei lhe dizer. Passarão sete semanas desde o momento em que a ordem de retornar e reconstruir Jerusalém for dada até que chegue o rei escolhido. Jerusalém terá de novo uma praça e um canal ao redor para se proteger. A construção durará sessenta e duas semanas, mas existirá muito sofrimento nesse tempo.
Quando passem as sessenta e duas semanas, o rei escolhido morrerá e ficará sem nada. Então, o povo do seguinte governante destruirá a cidade e o santuário. O fim chegará como uma inundação. Haverá guerra até o fim e tudo ficará totalmente destruído, como Deus o determinou.
Depois, o governante fará uma aliança com muita gente durante uma semana. As ofertas ficarão interrompidas durante meia semana. Em vez delas, um homem destruidor porá ídolos abomináveis, mas Deus já ordenou que o destruidor seja completamente destruído.
Ciro levava três anos como rei da Pérsia, quando eu, Daniel, chamado também de Beltessazar, recebi uma mensagem, que embora fosse verdadeira, era muito difícil de entender. Eu fiz muito esforço para entender a mensagem mas finalmente consegui compreender todas as imagens.
Nesse tempo, eu, Daniel, estive muito triste durante três semanas.
Nessas três semanas não comi nenhuma comida deliciosa, nem comi carne nem bebi vinho, nem coloquei azeite na minha cabeça.
No dia vinte e quatro do primeiro mês, eu estava à margem do grande rio Tigre.
Num determinado momento levantei o meu olhar e vi um homem vestido com uma túnica de linho e um cinto de ouro.
Seu corpo parecia uma pedra preciosa. Seu rosto resplandecia como um relâmpago, seus olhos brilhavam como chamas de fogo, seus braços e pernas pareciam bronze polido e, quando falava, sua voz se ouvia como se toda uma multidão estivesse falando.
Tinha gente comigo, mas só eu, Daniel, consegui ver aquele homem. Entretanto, os que estavam ao meu lado se assustaram tanto que saíram correndo para se esconder.
Então eu fiquei sozinho olhando essa grande visão. O terror me deixou sem forças e perdi completamente meu vigor habitual.
O homem começou a falar e eu caí desmaiado, batendo o rosto no chão.
Em seguida senti uma mão que me tocou e me sacudiu fazendo com que eu me mexesse, apoiando-me sobre as minhas mãos e sobre os meus joelhos.
O homem me disse: — Estimado Daniel, preste atenção ao que vou lhe falar. Fique em pé, porque fui enviado até você. Quando disse isso, eu me levantei tremendo.
Ele continuou falando comigo: — Daniel, não tenha medo. Deus escutou a sua oração desde o primeiro dia em que você decidiu entender as coisas difíceis e se humilhar com jejum. Por isso estou aqui.
Miguel, um dos príncipes mais importantes, me ajudou; porque eu fui detido ali junto com os reis da Pérsia.
Vim para ajudá-lo a compreender o que vai acontecer com o seu povo nos últimos dias. Pois essa visão que teve é sobre o futuro.
Enquanto ele dizia isso, eu permanecia com a cabeça baixa, sem pronunciar uma só palavra.
Nesse momento apareceu alguém parecido com um ser humano e tocou nos meus lábios. Eu tornei a falar de novo e disse ao anjo que estava na minha frente: — Senhor, apenas tive essa visão senti câimbra e perdi o controle do meu corpo.
Senhor, sou Daniel, seu servo, e sinto vergonha pelo que tem acontecido comigo. Acha possível que eu possa seguir falando com o Senhor? Neste momento ainda me falta fôlego.
Nesse instante, aquele que parecia um ser humano se aproximou de mim, me tocou e comecei a me sentir melhor.
Ele me disse: — Daniel, não tenha medo. Deus ama você. Recupere a sua força e seja corajoso. Enquanto ele falava comigo, eu comecei a me sentir melhor e disse: — Senhor, fale comigo. As minhas forças já voltaram.
Ele disse: — Sabe por que estou aqui com você? Pronto devo retornar para lutar contra o príncipe da Pérsia. Quando eu for embora, o príncipe da Grécia chegará.
Mas lhe direi o que está escrito no livro da verdade. Ninguém foi o suficientemente valente para me ajudar contra os persas. Só Miguel teve a coragem de me ajudar. Miguel é o príncipe que governa o seu povo.
E o anjo continuou: — Durante o primeiro ano do reinado de Dario da Média, eu ajudei e acompanhei Miguel na sua luta contra o príncipe da Pérsia.
A seguir vou lhe contar a respeito da mensagem verdadeira. — Haverá três reis na Pérsia. Então, aparecerá o quarto rei, o qual terá muito mais riquezas que todos os reis anteriores. Esse rei vai utilizar as suas riquezas para conseguir muito poder, e com seu poder fará que todos os demais estejam contra o reino da Grécia.
Logo depois governará um rei muito poderoso. Esse rei construirá um grande império e fará tudo o que for da sua vontade.
Mas no momento em que o rei tiver mais poder, seu reino será dividido em quatro partes: norte, sul, leste e oeste. Seus descendentes não receberão esse reino como herança e esse reino não será tão poderoso, porque será entregue a mãos estranhas.
— O rei do sul será forte, mas um de seus generais será mais forte do que ele e terá um império enorme.
Depois de algum tempo, o rei do sul e o rei do norte farão uma aliança. Com o objetivo de manter a aliança, o rei do sul dará a sua filha em matrimônio ao rei do norte, mas fracassará, porque tanto ela como seu filho, seu protetor e seus criados serão assassinados.
Entretanto, um descendente da filha do rei chegará ao poder, atacará a fortaleza do rei do norte e se apropiará dela.
Levarão para o Egito vários objetos de ouro e prata e as estátuas dos deuses. Depois os deixará tranquilos durante vários anos.
E o rei do norte atacará ao rei do sul, mas terá que retornar à sua terra.
— Então os filhos do rei do norte farão os preparativos para a guerra e formarão um grande exército. Com seu exército conseguirão avançar tão rapidamente como uma inundação e chegarão até a fortaleza do rei do sul.
O rei do sul ficará tão chateado que sairá para combater e vencerá a batalha contra o grande exército do rei do norte.
O rei do sul derrotará aquele grande exército e matará milhares de pessoas. Ficará orgulhoso por isso, mas seu poder não durará muito tempo.
Anos depois, o rei do norte voltará a combater. Desta vez terá um exército muito maior que aquele que teve e muitas mais armas.
— Nesse momento, terá muita gente contra o rei do sul. Até alguns homens do seu povo, os quais gostam da guerra, irão contra o rei do sul para cumprir uma visão, mas não ganharão.
O rei do norte seguirá avançando com seu exército, construirá uma rampa ao redor de uma cidade cheia de muralhas e a conquistará. O exército do sul não poderá lutar contra o exército do norte. Nem os soldados mais valentes conseguirão deter aquele exército.
O exército do norte fará tudo o que quiser porque ninguém o poderá enfrentar. O rei do norte ganhará muito poder e controlará nossa formosa terra. Seu poder será suficiente inclusive para destruir a nossa terra.
O rei do norte desejará controlar todo o território e por isso fará uma aliança com o rei do sul. Com o propósito de destruir o rei do sul, o rei do norte lhe dará uma das suas filhas em matrimônio, mas não terá êxito nos seus planos.
Depois, o rei do norte dirigirá a sua atenção aos países da costa e conquistará muitas cidades, mas um oficial acabará com os seus insultos. Esse oficial fará com que o rei do norte fique envergonhado.
Então o rei do norte terá que retornar à sua própria terra. Estará debilitado e derrotado e não se voltará a saber dele coisa alguma.
— Logo depois chegará outro rei que enviará a um cobrador de impostos a recolher dinheiro para enriquecer o seu reino, mas depois de alguns dias esse rei será destruído, ainda que isso não aconteça numa batalha.
Em seguida haverá outro rei malvado e cruel. Esse homem não pertencerá a família alguma de reis. Por isso se apropriará do poder com intrigas e atacará a cidade quando esta esteja tranquila.
Esse rei destruirá exércitos grandes e poderosos, inclusive derrotará o príncipe da aliança.
Esse homem malvado e cruel fará alianças com muita gente, mas enganará a todos. Ele terá muito poder, mas só será apoiado por poucas pessoas.
Quando as cidades tiverem paz e tranquilidade, esse homem malvado e cruel as atacará sem que ninguém esteja esperando por isso. Fará o que nem seus pais nem seus avós fizeram, repartirá as riquezas e a pilhagem, atacará com enganos as fortalezas. Terá êxito, mas só por um tempo.
— Então esse homem malvado reunirá o seu exército para lutar contra o rei do sul. O rei do sul terá um exército grande e poderoso para combater, mas terá gente que o trairá, e ele será derrotado.
Muitas pessoas que diziam ser amigas do rei do sul tentarão destruí-lo. O exército do sul será derrotado e muitos soldados morrerão na batalha.
Esses dois reis farão de tudo para um destruir o outro. Sentarão juntos à mesa e só falarão mentiras, mas nada disso adiantará: Deus já tem planejado o fim de cada um.
O rei do norte retornará à sua terra com muitas riquezas. Logo depois não medirá esforços para fazer maldades contra a aliança sagrada. Fará tudo o que tinha planejado e, então, retornará à sua terra.
— No momento indicado, o rei do norte atacará de novo as terras do sul. Mas desta vez não terá o êxito da primeira vez.
Os barcos que vêm desde Chipre atacarão o rei do norte e o obrigarão a se retirar. O rei do norte ficará furioso e descarregará todo seu ódio contra a aliança sagrada. Logo depois retornará à sua terra e ajudará aos que não aceitaram a aliança sagrada.
O rei do norte enviará o seu exército para cometer toda classe de atrocidades no templo de Jerusalém. Farão coisas terríveis e não deixarão que o povo faça as ofertas diárias. Levarão até ali o ídolo abominável.
— O rei do norte utilizará das suas adulações e mentiras para se aproveitar dos que quebram a aliança sagrada. Mas os que conhecem mesmo a Deus continuarão firmes em cumprir a aliança.
Os homens que forem sábios ajudarão para que muita gente entenda o que acontece. Mas também os sábios terão que sofrer muito. Alguns serão mortos com espadas e outros serão queimados. Muitos serão levados presos e a outros tirarão tudo o que eles têm.
Quando sofram tantos castigos, os sábios conseguirão alguma ajuda, mas muitos dos que se unirem a eles o farão com más intenções.
Alguns dos sábios terão dúvida, mas com a perseguição serão purificados, aperfeiçoados e sem pecado até o momento final, que já está determinado.
— O rei do norte fará tudo o que tiver vontade. Ficará tão orgulhoso e poderoso que achará que é mais importante que um deus. Falará coisas espantosas do Deus dos deuses e achará que a sua maldade vai ter êxito até o final. Mas Deus já determinou o que acontecerá.
O rei do norte não ligará para os deuses que os seus pais adoravam. Não ligará para o deus que as mulheres adoram. Dito de outra forma: não ligará para nenhum deus. Achará que está por cima de tudo.
O rei do norte não adorará a nenhum deus, mas adorará ao poder e à força. Os seus pais não ligaram tanto para o poder e a força quanto ele liga. Mas para o rei do norte o poder e a força se constituirão no seu deus e este adorará a esse deus com ouro, prata, joias e presentes caros.
O rei do norte atacará grandes fortalezas e as derrubará com a ajuda de seu suposto deus. O rei dará importância e honra a quem adore ao seu deus. A eles lhes dará controle sobre o povo e lhes entregará parte de seu território. Cada um deles governará o território que receber e pagará uma quota pelo governo que fizer.
— No momento final, o rei do sul e o rei do norte terão um confronto. O rei do norte atacará o rei do sul com carruagens de combate, tropas de cavalos e barcos. O rei do norte virá como se fosse uma grande inundação acabando com tudo por onde ela passa.
O rei do norte também invadirá a nossa formosa terra e haverá muitos mortos, mas se salvarão os moradores de Edom e Moabe e os líderes de Amom.
O rei do norte seguirá atacando muitos países e chegará até o Egito.
Ficará com o ouro, a prata e as riquezas do Egito. Mais tarde chegará até a Líbia e Etiópia,
mas receberá notícias do leste e do norte que o deixarão furioso e assustado. Então sairá furioso para destruir totalmente muitas nações.
Ele armará as suas tendas entre o mar e o formoso monte santo. Ali o malvado rei do norte morrerá e não terá ninguém que o ajude quando chegue o seu fim.
E o anjo continuou: — Nesse momento chegará o grande príncipe Miguel, o qual protege ao seu povo. “Será um tempo de muitas dificuldades e angústia, nunca antes aconteceu algo assim de ruim desde que as nações surgiram sobre a terra. Mas nesse momento, todos os do seu povo, cujos nomes estejam escritos no livro, conseguirão se salvar.
A grande quantidade de mortos que descansa debaixo da terra se levantará. Alguns irão disfrutar da vida eterna, e outros serão envergonhados e rejeitados para sempre.
Os mestres sábios brilharão como a pureza do céu e os que ensinaram ao povo a seguir o caminho certo brilharão para sempre como as estrelas”.
— Daniel, guarde estas palavras como um segredo e sele o livro até o fim. Muita gente irá de um lado ao outro tentando achar o verdadeiro conhecimento. E o conhecimento aumentará.
Então, eu, Daniel, vi que outras duas pessoas estavam de pé. Cada uma delas estava numa das margens do rio.
O homem vestido com a túnica de linho estava sobre as águas do rio. Um dos homens que estava à margem lhe perguntou: — Quanto tempo falta até que todas essas coisas maravilhosas aconteçam?
O homem vestido de linho que estava sobre as águas levantou as mãos em direção ao céu. Escutei que ele fez uma promessa no nome do Deus que vive para sempre e disse: — Serão três anos e meio. O poder do povo santo será destruído e depois acontecerá tudo isto.
Escutei o que o homem falou mas não entendi bem. Por isso lhe preguntei: — Meu Senhor, o que vem depois de tudo isso acontecer?
Ele me respondeu: — Daniel, siga o seu caminho. Tudo isso é um segredo e a mensagem seguirá oculta até o momento final.
Muita gente será provada e sairá purificada e aperfeiçoada. Mas os que têm sido malvados não mudarão e não entenderão nada disto. Em contrapartida, os homens sábios entenderão tudo e muito bem.
— Passarão 1.290 dias desde a proibição da oferta diária até que o ídolo abominável seja colocado no templo.
Será muito afortunado quem conseguir esperar e sobreviver os 1.335 dias.
Daniel, agora siga o seu caminho até o final. Você descansará e, então, nos últimos dias, se levantará para receber a sua recompensa.
Este livro trata da mensagem que o SENHOR deu a Oseias, filho de Beeri. Isto aconteceu na época em que Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias eram reis de Judá; e também na época em que Jeroboão, filho de Joás, era rei de Israel.
Esta foi a primeira mensagem que o SENHOR deu a Oseias. O SENHOR lhe falou o seguinte: — Vá e case-se com uma prostituta e tenha filhos ilegítimos, porque as pessoas deste país têm se comportado como uma prostituta. Elas não têm sido fiéis ao SENHOR.
Então Oseias se casou com Gômer, filha de Diblaim. Gômer ficou grávida e teve um filho.
O SENHOR falou a Oseias: — O nome do seu filho será Jezreel, porque daqui a pouco castigarei a família de Jeú pelo sangue que derramou no vale de Jezreel. Além disso, destruirei o reino da nação de Israel.
Nesse dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel.
Mais tarde, Gômer ficou grávida de novo e teve uma filha. O Senhor disse a Oseias: — O nome da sua filha será “Não-Mais-Piedade”, porque não terei mais piedade dos israelitas e não lhes perdoarei mais.
Mas com Judá terei piedade. Não a salvarei com arco, nem com espada, nem com batalhas, nem com cavalos, nem com cavaleiros. Eu a salvarei com o poder do SENHOR, seu Deus.
Quando terminou de amamentar a Não-Mais-Piedade, Gômer ficou grávida de novo e teve outro filho.
Deus disse: — O nome do seu filho será “Não-É-Meu-Povo”, porque vocês já não são mais o meu povo e eu já não sou mais o seu Deus.
No futuro, os israelitas serão como a areia do mar, que ninguém pode medir nem contar. E no mesmo lugar onde lhes foi dito: “Vocês já não são o meu povo”, também lhes será dito: “Vocês são filhos do Deus vivo”.
Os povos de Judá e de Israel serão reunidos e escolherão para si um único chefe. Transbordarão no país, pois o dia de Jezreel será maravilhoso.
Logo, vocês chamarão aos seus irmãos de “Vocês-São-Meu-Povo”, e às suas irmãs de “Piedade”.
“Enfrentem a sua mãe, porque já não é mais a minha esposa, e eu já não sou mais o seu esposo! Falem para ela que pare de se comportar como uma prostituta e que afaste do seu peito os seus amantes.
Se não fizer isso, tirarei toda a roupa dela e ficará nua, como no dia em que nasceu. Levarei comigo todas as pessoas que moram ali e farei com que se torne um deserto, uma terra deserta e seca. Farei com que morra de sede.
Não terei piedade dos seus filhos, porque são fruto da sua prostituição.
A mãe desses filhos é uma prostituta, a que os concebeu não tinha vergonha. Ela dizia: ‘Irei atrás dos meus amantes, dos que me dão comida, água, a minha lã, o meu linho, o meu azeite de oliva e o meu vinho’.
“Por isso colocarei espinhos no seu caminho como obstáculo. Construirei uma parede ao redor dela, para que não possa encontrar seus caminhos.
Ela irá atrás dos seus amantes, porém não os alcançará. Procurará por eles, mas não os encontrará. Então dirá: ‘Retornarei ao meu primeiro esposo. Minha vida era melhor quando estava com ele’.
Ela não sabia que era eu quem lhe dava o trigo, o vinho e o azeite. Era eu quem cada vez lhe dava mais prata e mais ouro, que logo usou para fazer as estátuas de Baal.
“Por isso, retornarei quando for o tempo da colheita e tirarei dela o meu trigo e o meu vinho. Levarei comigo a minha lã e o meu linho que cobriam a sua nudez.
Exibirei a sua vergonha diante de todos os seus amantes e ninguém poderá resgatá-la do meu poder.
Farei com que terminem as suas comemorações, que não tenham mais as suas festividades, as festas de Lua Nova e os seus dias de descanso. Não existirão mais dias de festa.
Destruirei as suas videiras e as suas figueiras. Ela dizia: ‘Estes são presentes que os meus amantes têm me dado’. Agora eu transformarei seus jardins numa floresta e os animais selvagens comerão seus frutos.
Eu a castigarei por adorar aqueles deuses falsos, ao ter queimado incenso para eles. Ela se enfeitava com anéis e joias, para poder ir atrás dos seus amantes, esquecendo-se de mim.
“Assim que a seduzirei, eu a levarei ao deserto e ali falarei ao seu coração.
Eu lhe darei campos de uvas e transformarei o vale do Desastre numa porta de esperança. Então ela me responderá como ela me respondeu quando era jovem, quando saiu da terra do Egito.
“Nesse momento deixará de me chamar ‘Senhor’ e me chamará de ‘Esposo meu’.
Eu tirarei da sua boca os nomes desses deuses falsos, e ninguém mais se lembrará deles.
“Nesse tempo, farei uma aliança a favor dos israelitas com os animais selvagens, as aves do céu e tudo o que se arrasta sobre a terra. Acabarei com os arcos, as espadas e a guerra, para que possam dormir tranquilos.
Israel, eu me comprometo a ser seu esposo para sempre, farei o que é correto e terei amor fiel; eu prometo ser compassivo com você.
Eu me casarei com você e lhe serei fiel, e conhecerá ao SENHOR de verdade.
“Nesse tempo, eu responderei. Eu falarei com os céus, e eles falarão com a terra.
A terra dará trigo, vinho e azeite, para satisfazer as necessidades de Jezreel.
Eu plantarei muitas sementes na sua terra. Com Não-Mais-Piedade terei piedade. Direi para Não-É-Meu-Povo: ‘Você é o meu povo’, e ele me dirá: ‘O Senhor é o meu Deus’”.
Depois o SENHOR me disse de novo: — A sua esposa tem um amante e tem sido infiel com você. Mas você deve mostrar o seu amor para com ela de novo, porque isso serve como exemplo do amor do SENHOR para com os israelitas. Ele continua a amá-los mesmo que eles tenham se afastado de mim para adorar outros deuses e gostem de comer pastéis de uvas passas.
Então comprei Gômer por cento e oitenta gramas de prata e uma carga e meia de cevada.
Então eu lhe disse: — Deixe já de ser uma prostituta. Você viverá comigo por muito tempo. Não se entregue a nenhum outro; eu serei o seu esposo.
Da mesma forma, o povo de Israel viverá por muito tempo sem rei e sem governante; sem sacrifícios e sem monumentos de pedra; sem vestidos sacerdotais e sem estátuas dos ancestrais.
Depois disso, os israelitas retornarão e procurarão pelo SENHOR, seu Deus, e por Davi, seu rei. E, no futuro, darão honra ao SENHOR pela sua bondade.
Povo de Israel, escute a mensagem do SENHOR, porque o SENHOR tem algo para falar contra aqueles que vivem nesta terra: “Neste país não existe mais honestidade nem piedade. As pessoas não conhecem a Deus.
Neste país há uma onda de maldições, enganos, assassinatos, roubos e adultérios. Um crime é cometido após o outro.
Por isso a terra ficará seca e todos os que ali moram morrerão. Serão destruídos e morrerão junto com os animais selvagens, as aves do céu e até os peixes do mar.
“Que ninguém discuta nem acuse os outros. Minha discussão é com você, sacerdote.
Você tropeçará durante o dia, e de noite também tropeçará com você o profeta; e destruirei a sua mãe.
“Meu povo está sendo destruído, porque não conhece a Deus. Já que você não quis conhecer a Deus, eu também não aceitarei você como o meu sacerdote. Já que você se esqueceu da lei do seu Deus, eu também me esquecerei dos seus filhos.
Eles se tornaram orgulhosos e cada vez pecavam mais e mais contra mim. Por tanto, eu irei mudar sua glória em desgraça.
“Os sacerdotes comem das ofertas para o pecado. Por isso eles gostam quando as pessoas pecam.
Acontecerá com o sacerdote o mesmo que aconteceu com o povo: todos serão castigados pelos seus pecados. Darei a cada um o que merece pelo mal que fez.
Eles comerão, mas não ficarão satisfeitos; se prostituirão, mas não terão filhos. Isso lhes acontecerá por terem abandonado o SENHOR.
“A prostituição, o vinho e as bebidas fortes tiram o bom juízo.
Meu povo pede conselhos a pedaços de madeira, esperando que eles respondam. Da mesma forma que as prostitutas, o meu povo tem sido infiel e abandonou ao seu Deus.
Oferecem sacrifícios no alto dos montes e queimam incenso nas colinas, debaixo das árvores como o carvalho, o álamo e o olmeiro, porque lhes agrada a sombra que dão. Debaixo da sombra, suas filhas se deitam como prostitutas e suas noras cometem adultério.
Mas não castigarei as suas filhas por se comportarem como prostitutas nem as suas noras por cometerem adultério, porque são os homens que procuram pelas prostitutas e contratam as prostitutas do templo para oferecerem seus sacrifícios. Esta é a forma como um povo que carece de entendimiento se destrói a si mesmo.
“Israel, já que você se prostitui, que pelo menos Judá não peque. Não vão para Gilgal nem subam para Bete-Áven. Não jurem pelo nome do SENHOR.
Israel ficou teimoso como uma novilha. Por isso agora o SENHOR não vai ser generoso com eles nem será como o pastor que alimenta suas ovelhas numa grande campina.
Efraim se uniu aos seus ídolos e, por isso, ele tem que ser deixado só.
A bebida é seu melhor amigo; cometem adultério, amam aos seus amantes. Ficam orgulhosos daquilo que deveria fazer com que eles ficassem com vergonha.
Um vento fará com que fiquem envoltos nas suas asas, sejam arrastados e sofram desgraça pelos sacrifícios que ofereceram.
“Sacerdotes e nação de Israel, escutem o seguinte! Família real, preste atenção! Escutem, porque este juízo é contra vocês: Vocês foram uma armadilha em Mispá e uma rede extendida no monte Tabor.
Vocês têm cometido pecados muito grandes e eu castigarei todos vocês.
Eu conheço Efraim e sei de tudo o que Israel tem feito. Efraim, agora você se comporta como uma prostituta, e Israel está impuro.
“Já não podem voltar ao seu Deus, porque as suas práticas não lhes permitem isso. Seu forte impulso em se prostituir não os deixa conhecer o SENHOR.
Será mostrado a Efraim o seu próprio orgulho. Tanto Israel como Efraim cairão pelos seus pecados e também Judá cairá junto com eles.
Com as suas ovelhas e vacas irão procurar pelo SENHOR, mas não o encontrarão. Ele se afastará deles.
Não foram fiéis ao SENHOR, pois tiveram filhos que não são dele, mas de deuses estrangeiros. Agora, o gafanhoto devorará as suas plantações.
“Façam que se escute o berrante em Gibeá. Toquem a trombeta em Ramá. Gritem com força em Bete-Áven. Benjamim, o inimigo está atrás de você!
Efraim será destruído no dia do castigo. Advirto às tribos de Israel que tudo isso acontecerá.
Os líderes de Judá são como os ladrões que roubam a terra dos demais. Derramarei como água a minha fúria sobre eles.
Efraim está esmagado, o direito não é respeitado. Será castigado por ter ido atrás da sujeira.
Eu destruirei Efraim como se destrói a traça que come o tecido. Destruirei Judá como é destruído o fungo que cobre a madeira.
“Efraim percebeu que estava doente, e Judá viu a sua ferida. Efraim pediu a ajuda da Assíria; Judá foi procurar pelo grande rei. Mas ele não poderá sarar vocês nem poderá curar as suas feridas.
Porque eu atacarei Efraim como um leão que ataca. Como um jovem leão atacarei a nação de Judá. Eu os destruirei. Eu os levarei para longe e ninguém os poderá resgatar.
Voltarei ao meu lugar até que reconhecam o seu erro e venham me procurar. Quando estiverem sofrendo, procurarão por mim de verdade”.
Voltemos para o SENHOR. Ele nos destruiu, mas nos sarará. Feriu a gente, mas vendará as nossas feridas.
Daqui a dois dias ele voltará a nos dar vida, e daqui a três dias ele irá nos colocar em pé. Então poderemos viver na sua presença.
Façamos um esforço para conhecer o SENHOR, até estarmos seguros nele. Ele virá a nós! Podemos estar certos disso como a vinda do amanhecer. Virá a nós como a chuva, como a chuva fresca que cai sobre a terra.
“Efraim, o que irei fazer com você? Judá, o que irei fazer com você? A fidelidade de vocês é como as nuvens da tarde ou como o orvalho da manhã, desaparece rapidamente.
Por isso os destruí com as palavras da minha boca; eu os tenho cortado em pedaços por meio dos meus profetas.
Eu quero de vocês um amor fiel em vez de sacrifícios de animais. Quero que vocês me conheçam, não que me façam ofertas.
Mas Efraim e Judá quebraram a aliança em Adã. Ali me enganaram.
Gileade é uma cidade cheia de criminosos; é um lugar cheio de sangue.
Os sacerdotes, como os ladrões, atacam as pessoas no caminho para Siquém. Ali eles colocam em prática os seus planos malignos.
Tenho visto algo horrível na nação de Israel: Efraim não é fiel a Deus. Israel está impuro.
“Judá, para você também haverá tempo de colheita quando eu libertar o meu povo do cativeiro.
“Quando eu curar o povo de Israel, as pessoas conhecerão os pecados de Efraim e todos saberão das maldades cometidas em Samaria. Todos ficarão sabendo que eles criaram deuses falsos e que as suas ruas estão cheias de ladrões.
Não percebem que eu me lembro de todos os seus pecados. Suas más ações os cercaram. Vejo claramente todos os seus pecados.
“Com suas maldades fazem feliz ao rei e com suas mentiras alegram os seus líderes.
Todos eles estão prontos para cometer adultério. São como o forno de um padeiro que vai ficando quente. O padeiro só deixa de esquentar o forno para amassar e deixar crescer a massa.
Na festa do nosso rei, os líderes ficam doentes com o calor do vinho e o líder de alguns traidores lhes dá o sinal que é hora de atacar o rei.
Quando colocam uma armadilha, seus corações ardem de emoção, como um forno. Durante a noite suas emoções crescem e de manhã são como chama ardente.
Todos eles são como um forno quente. Destruíram os seus juízes. Todos os seus reis caíram e nenhum deles pediu a minha ajuda.
“Efraim está misturado com as demais nações. É como um bolo assado por um só lado.
Os estrangeiros têm devorado a sua força, mas ele ainda não tem percebido isso. Tem se enchido de canas, mas ele não percebe isso.
Israel é acusado pelo seu próprio orgulho, mas não volta para o SENHOR, seu Deus. Apesar de todos os problemas que ele teve, segue sem procurar por Deus.
“Efraim é como um pássaro tonto que não tem inteligência: pede ajuda ao Egito e se dirige à Assíria.
Onde quer que eles forem, eu extenderei a minha rede sobre eles. Eu os pegarei como se pega um pássaro do céu. Eu os castigarei por buscarem ajuda em outras nações ao invés de buscarem a minha ajuda.
“Sofrerão por ter se afastado de mim. Serão destruídos por não terem me obedecido. Eu os salvei, mas eles dizem mentiras ao meu respeito.
Não me chamam desde o fundo dos seus corações. Se lamentam e choram nas suas camas. Eles se cortam a si mesmos quando pedem por comida e vinho, mas eles têm se afastado de mim.
Apesar de eu ter lhes ensinado e ter dado força aos seus braços, fizeram planos malvados contra mim.
Mudaram de rumo como um bumerangue e foram adorar a um deus falso. Seus líderes fazem alarde da sua força, mas cairão pelo fio da espada. E todo o povo do Egito zombará deles.
“Toque a trombeta para dar uma advertência. Seja como uma águia sobre a casa do SENHOR, porque os israelitas quebraram a minha aliança e desobedeceram às minhas leis.
Eles gritam e me falam: ‘Ó, Deus de Israel, nós o conhecemos!’
Mas Israel tem rejeitado o bem e, por isso, o inimigo o persegue.
Eles escolheram quem iria ser rei sem me consultarem. Eles escolheram a príncipes que eu não conhecia. Com o seu ouro e com a sua prata fizeram as estátuas dos seus ídolos. Por isso, Israel será destruído.
Samaria, eu tenho rejeitado o seu bezerro. Estou muito chateado com o seu povo. Até quando seguirão pecando?
Esse bezerro foi feito por um artesão de Israel; esse bezerro não é Deus. Por isso o bezerro de Samaria será quebrado em mil pedaços.
“Eles plantarão, quando o vento estiver soprando forte. Eles colherão, quando houver um vento forte e poderoso. O que eles plantaram irá crescer, mas não dará frutos. Não produzirá grão algum, e em caso de produzir algo, os estrangeiros o devorarão.
Israel foi destruído. Seu povo está espalhado entre as nações como um pedaço de ferro-velho.
Israel insiste em ir para a Assíria. São teimosos como mulas. O povo de Efraim tem contratado amantes.
Buscaram amantes entre as nações. Por isso, eu farei com que eles se juntem aos seus amantes, e sofram a opressão do imperador.
“Todos os altares que Efraim construiu para apagar os pecados se converteram em altares para cometer pecados.
Ainda que eu lhes escrevesse dez mil leis, vocês as tratariam como algo estranho.
Fazem sacrifícios com o que eu lhes dei. Fazem ofertas de carne e as comem. O SENHOR não gosta dessas pessoas; ele se lembra dos seus pecados e por isso os castigará. Serão levados como prisioneiros ao Egito.
Israel construía palácios para os seus reis enquanto Judá fazia muitas fortalezas. Mas se esqueceram do seu Criador. Por isso eu enviarei fogo sobre essas cidades, um fogo que devorará as suas fortalezas”.
Israel, não comemore nem festeje como fazem as outras nações, porque você tem sido infiel e tem se afastado do seu Deus. Você cometeu pecados sexuais onde se mói o grão.
Mas nem nos lugares onde se mói o grão nem onde o vinho é produzido haverá alimento.
Os israelitas não viverão mais na terra do SENHOR. Efraim retornará para o Egito e na Assíria comerão o que é considerado impuro.
Não oferecerão vinho ao SENHOR nem lhe apresentarão os seus sacrifícios. Seus sacrifícios serão como pão oferecido num funeral, que torna impuro a todo aquele que o come. Seu pão só servirá para acalmar a fome, mas não entrará na casa do SENHOR.
Que farão quando chegar a festividade, o dia da festa do SENHOR?
Os israelitas fugirão da ruína, o Egito reunirá todos vocês e Mênfis os enterrará. Seus tesouros de prata se encherão de urtigas e nas suas tendas crescerão espinhos.
“Israel, chegou a sua hora de acertar contas pela sua grande culpa”. Mas os israelitas dizem: “O profeta é um tonto. Este homem cheio do Espírito está maluco”. O profeta diz: “Serão castigados pelos seus graves pecados e pelo seu grande ódio”.
Deus e o profeta são como os guardas de Efraim. Mas todos os seus caminhos estão cheios de armadilhas e todos odeiam o profeta, mesmo na casa do seu Deus.
Os israelitas estão completamente arruinados como no tempo de Gibeá. Deus se lembrará dos seus pecados e, por isso, os castigará.
“Quando achei Israel, eles eram como uvas no meio do deserto. Seus pais eram como os primeiros figos da figueira no começo da estação. Mas depois, eles foram a Baal-Peor e se dedicaram a fazer coisas vergonhosas. Eles se tornaram pessoas detestáveis como também eram detestáveis os deuses que adoravam.
“A glória de Efraim voará para longe como um pássaro. Já não existirá mais gravidez, nem mais nascimentos, nem mais bebês entre eles.
E embora consigam criar filhos, eu os tirarei deles. Eu os abandonarei e só terão problemas.
Vejo que Efraim está guiando os seus filhos para uma armadilha; ele os leva até a pessoa que os matará.
SENHOR, que eles tenham o que merecem! Que as suas mulheres não possam ter filhos ou não possam amamentá-los!
“Comecei a ter ódio contra eles em Gilgal, por todas as maldades que fizeram ali. Por causa de todo o mal que fizeram, eu os tirarei da minha casa; deixarei de amá-los. Todos os seus líderes são rebeldes.
Efraim está ferido, bateram nele. Sua raiz está seca. Não produz nenhum fruto. Embora ele tenha filhos, eu matarei os preciosos bebês que saírem do seu ventre”.
Deus não os escutará, porque eles não o escutam. Por isso, sem um lar, vagarão sem rumo entre as nações.
Israel era como uma parreira vigorosa que produzia muito fruto. Mas quanto mais frutos dava, mais altares construía para os deuses falsos. Quanto melhor a terra se tornava, melhores estátuas fazia para honrar os seus deuses.
Seu coração era enganoso, por isso agora deve pagar pelas suas culpas. Deus destruirá seus altares, e fará em pedaços as suas colunas de pedra.
Então, eles dirão: “Não temos rei e não honramos ao SENHOR, por isso o seu rei não poderá fazer nada contra nós”.
Fazem promessas, falsos juramentos e alianças que não cumprem. Seus juízes são como a erva venenosa que cresce no campo.
As pessoas de Samaria adoram os bezerros em Bete-Áven. Seu povo e seus sacerdotes chorarão amargamente e sofrerão com agonia, porque seu bezerro será levado a outras terras, longe deles.
Será levado para Assíria como um presente para o grande rei. Efraim sentirá vergonha; Israel se envergonhará do seu ídolo.
O deus falso de Samaria será destruído. Será como um galho pequeno boiando na superfície da água.
Israel pecou ao construir santuários em Avém, os quais serão destruídos. Seus altares se encherão de espinhos e de erva daninha. Então eles dirão às montanhas: “Cubram a todos nós!” e aos montes: “Caiam sobre nós!”
“Israel, você tem pecado desde a época de Gibeá e as pessoas continuam pecando ali. A guerra fará com que fiquem presas em Gibeá essas pessoas perversas.
Quando eu vier, eu os castigarei. Os exércitos se unirão contra eles, para que sejam castigados pelos seus dois pecados.
Efraim é como uma vaca treinada que gosta de caminhar sobre o grão no lugar onde se trilha. Eu colocarei um jugo no seu pescoço, colocarei as rédeas em Efraim. Judá arará a terra e o próprio Jacó a abrirá.
Semeiem bondade para vocês mesmos, colham amor fiel. Cultivem seu chão virgem, pois agora é o momento de procurar pelo SENHOR. Ele virá e fará que sobre você chova a bondade.
Mas vocês têm semeado maldade e têm colhido o pecado. Vocês têm comido o fruto do seu engano porque confiam só no seu poder e no tamanho do seu exército.
“Por isso se levantará uma multidão entre seu povo, e todas as suas fortalezas serão destruídas. Acontecerá a mesma coisa que aconteceu quando Salmã ganhou na batalha de Bete-Arbel. Ali as mães foram destruídas junto com seus filhos.
A mesma coisa acontecerá com vocês em Betel, por todas suas grandes maldades. Ao amanhecer, o rei de Israel será destruído por completo”.
“Quando Israel era jovem, eu o amava, e chamei o meu filho, e ele veio da terra do Egito.
Mas quanto mais eu chamava os israelitas, mais eles se afastavam de mim. Ofereciam sacrifícios aos deuses falsos e queimavam incenso para os ídolos.
Mas fui eu quem ensinou Efraim a caminhar! Eu o segurei nos meus braços. Eles não sabem que fui eu quem os curou quando estavam feridos.
Eu os guiei como se guia um bezerro com uma corda de couro, com um colar de couro os tratei com carinho. Tirei seu jugo e lhes dei de comer pasto.
“Israel não quis retornar para o SENHOR, por isso retornará ao Egito e o rei da Assíria será seu rei.
Uma espada atacará as cidades de Israel e acabará com os mais fortes, destruirá os seus líderes.
Meu povo espera pelo meu retorno. Eles chamarão por Deus, mas ele não responderá.
“Efraim, não posso abandonar você. Israel, não posso colocar você nas mãos dos seus inimigos. Não posso abandonar você como a Admá. Não posso fazer com você o que fiz com Zeboim. Mudei de opinião, a minha compaixão é muito grande.
Não ficarei irado, não destruirei Efraim de novo. Sou Deus, não homem; sou o Santo Deus que vive no meio de você. Não entrarei na cidade de Samaria.
Rugirei como um leão. Rugirei, e meus filhos virão. Irão atrás de mim, o SENHOR. Virão do oeste tremendo de medo.
Virão desde o Egito tremendo como pássaros. Virão da Assíria tremendo como pombos e eu lhes permitirei retornar para as suas casas. Podem ter certeza disto!
“Efraim me cercou com enganos; Israel se rebelou contra mim. Mas Judá ainda está com Deus, e ainda é fiel com os santos.
“Efraim desperdiça o seu tempo: persegue o vento o dia inteiro. Cada vez mente mais e rouba mais. Tem feito alianças com a Assíria e envia do seu azeite ao Egito”.
O SENHOR tem algo contra Judá; castigará Jacó como ele merece e lhe dará segundo as suas obras.
Desde que estava no ventre da sua mãe, Jacó começou a enganar ao seu irmão. Sendo adulto, enfrentou a Deus.
Lutou contra um anjo e ganhou dele, chorou e lhe pediu um favor. Ele achou a Deus em Betel e lhe falou.
Era o SENHOR Deus Todo-Poderoso. O seu nome é YAVÉ.
Quanto a você, retorne ao seu Deus, ame fielmente, seja justo e confie sempre nele.
Canaã adora enganar às pessoas; usa balanças que foram alteradas.
Efraim disse: “Sou rico! Tenho encontrado um tesouro! Ninguém ficará sabendo dos meus crimes; ninguém conhecerá os meus pecados”.
“Mas eu tenho sido o SENHOR, seu Deus, desde que você vivia no Egito. Farei com que você viva em tendas no deserto, como na época da Tenda Sagrada.
Falei aos profetas e muitas vezes lhes dei a conhecer a minha vontade por meio de visões. Por meio dos profetas contei histórias para ensinar as minhas lições às pessoas”.
Mas as pessoas de Gileade pecaram e em Gilgal fazem coisas piores: sacrificam touros e constroem muitíssimos altares como fileiras de rochas perto dos campos próprios para o cultivo.
Jacó fugiu para Arã. Ali Israel trabalhou para conseguir uma esposa e tomou conta de ovelhas para conseguir outra esposa.
Por meio de um profeta, o SENHOR tirou Israel do Egito; e por meio de um profeta o protegeu.
Mas Efraim fez com que ele ficasse irado. O Senhor o castigará e o fará pagar pela maldade que fez.
Efraim fez de si mesmo alguém muito importante em Israel. Quando falava, todos tremiam de medo. Mas Efraim pecou adorando a Baal, e por isso morreu.
Agora continuam pecando e fazendo ídolos. Constroem ídolos com o seu melhor esforço. São trabalhos feitos pelos melhores artesãos. Eles falam com essas estátuas e beijam os bezerros.
Por isso serão como as nuvens do amanhecer e como o orvalho que some rapidamente. Serão como a palha que é arrastada pelo vento nos lugares onde se mói o grão; como a fumaça que sai de uma chaminé e some.
“Eu tenho sido o SENHOR, seu Deus, desde que você começou a morar no Egito. Você não conheceu outro Deus que não fosse eu. Eu era o único salvador que você tinha.
Eu conheci você no deserto, nessa terra seca.
Enquanto os guiava e os alimentava, tinham muito para comer. Mas se tornaram arrogantes e se esqueceram de mim.
“Por isso serei como um leão para com eles. Serei como um leopardo indo em direção à Assíria.
Eu os atacarei como um urso furioso ataca e farei o seu peito em pedaços. Eu os devorarei como um leão devora sua presa. Eu os destruirei como um animal selvagem destrói sua presa.
“Israel, destruirei você, porque se colocou contra mim. Você se colocou contra aquele que o ajudou.
Onde está o seu rei? Poderá salvar todas as suas cidades? Onde estão os juízes que você pediu ao dizer: ‘Dê para mim um rei e alguns líderes’?
Eu dei para você um rei quando estava com ira e o tirei de você quando ainda estava cheio de ira.
“Efraim tratou de ocultar as suas culpas. Acreditou que os seus pecados estavam ocultos, mas receberá o seu castigo.
Ele sentirá as dores como as que sente uma mulher que dá à luz. Ele não será um menino sábio. Quando chegar a sua hora de nascer, não sobreviverá.
Eu os livrarei do sepulcro; eu os resgatarei da morte. Morte, onde está a sua praga? Sepulcro, onde está o seu poder de ferir? Não vejo razão para lamentação.
Efraim é o mais rico de todos os seus irmãos, mas virá um vento do leste. O sopro do SENHOR soprará desde o deserto. Os mananciais e as fontes de Efraim se secarão. O vento levará os seus tesouros e objetos preciosos.
Samaria é culpada por ter se rebelado contra o seu Deus. Serão mortos pela espada, seus filhos serão despedaçados contra o chão e suas mulheres grávidas terão os seus ventres rasgados”.
Israel, retorne para o SENHOR, seu Deus. Seu pecado fez você cair.
Pensem bem em como pedirão desculpa ao SENHOR. Digam a ele: “Perdoe todos os nossos pecados e não se esqueça do bem que temos feito. Se você fizer isso, nós ofereceremos palavras de louvor e agradecimento.
A Assíria não nos salvará. Não montaremos nos nossos cavalos para ir buscar ajuda na Assíria. Não voltaremos a dizer àquilo que as nossas mãos fizeram: ‘Você é o nosso deus’, porque é o Senhor quem sente compaixão pelo órfão”.
“Eu os perdoarei por terem me abandonado; eu lhes presentearei com o meu amor. Minha fúria contra eles sumiu.
Serei para Israel como o orvalho. Ele florescerá como um lírio. Crescerá como os cedros do Líbano.
Suas raízes se estenderão por todos os lados para obter alimento e retornará tão bela como uma oliveira. Terá o aroma das florestas do Líbano.
As pessoas que viviam debaixo da sua sombra retornarão e crescerão como o grão. Darão fruto como a parreira. Israel será lembrado pelo mundo como o vinho do Líbano.
Efraim, já não terei que me preocupar com os ídolos. Sou eu quem tem respondido a você; sou eu quem protegerá você. Sou como um pinheiro sempre verde. Seu fruto vem de mim”.
Quem é sábio entenderá estas coisas. Quem tem capacidade para entender aprenderá isto: os caminhos do SENHOR são certos; os justos seguirão neles, mas os perversos tropeçarão neles.
Esta é a mensagem que o SENHOR deu a Joel, filho de Petuel.
Joel diz: “Ouçam isto, líderes! Escutem com atenção, todos os moradores do país! Alguma vez aconteceu algo parecido na vida de vocês ou na vida dos seus antepassados?
Contem aos seus filhos, e que eles contem aos filhos deles, e que estes contem à geração seguinte.
O que não foi comido pela larva, foi comido pelo gafanhoto. O que não foi comido pelo gafanhoto, foi comido pelo pulgão. E o que não foi comido pelo pulgão, foi comido pelo grilo.
“Acordem, bêbados, e chorem! Que todos os que bebem muito vinho chorem amargamente, porque já não terão mais vinho doce para provar”.
O Senhor diz: “Uma nação forte e numerosa invadiu meu país. Suas armas são afiadas como os dentes do leão e poderosas como a sua queixada.
Eles destruíram a minha parreira e fizeram em pedaços a minha figueira. Tiraram toda a casca das duas e deixaram os seus galhos nus”.
Joel diz: “Chorem como uma noiva que não acha consolo e se veste de luto pela morte do seu prometido.
Chorem amargamente, sacerdotes, servos do SENHOR, porque não será achado vinho ou grão para oferecer no templo do SENHOR.
A terra está de luto, porque os campos foram destruídos, o trigo foi perdido, já não tem mais vinho novo e acabou o azeite de oliva.
Sintam dor, camponeses; sofram, cuidadores de vinha, pelo trigo e pela cevada, pela colheita perdida.
A parreira ficou seca, a figueira murchou; também ficaram secas as romãzeiras, as palmeiras, as macieiras e todas as árvores do campo. Por isso também acabou a alegria das pessoas.
“Vistam a roupa de luto, sacerdotes; chorem amargamente, encarregados do altar. Venham, servidores do meu Deus e passem a noite em luto. Porque não tem mais oferta de cereal nem oferta de líquidos no templo do seu Deus.
Organizem um dia de jejum. Convoquem uma reunião para os líderes e para todos os moradores do país, no templo do SENHOR, seu Deus, e gritem por ajuda ao SENHOR.
“Ai, o dia do juízo do SENHOR se aproxima. O Todo-Poderoso os destruirá com toda a sua força.
Não percebem que não há mais comida e não há mais alegres comemorações no nosso templo de Deus?
As sementes não dão fruto, ficaram secas por baixo da terra. Os celeiros estão destruídos e os lugares onde se guardam os cereais foram derrubados, porque o trigo murchou.
“Como se queixam os animais! O gado anda perdido, porque não há pasto para comer. Até as ovelhas estão morrendo de fome.
SENHOR, suplico a sua ajuda, porque o fogo tem consumido os pastos do deserto e as árvores do campo.
Até os animais selvagens suplicam para que o Senhor os ajude, porque não tem mais água nos rios, e o fogo tem queimado os pastos”.
Joel diz: “Anunciem com trombetas em Sião! Que toquem o alarme no monte santo de Deus. Que todos os moradores deste país tremam de medo, porque está chegando o dia do juízo do SENHOR.
Será um dia escuro e de tirar o ânimo, como um dia com nuvens de tormenta. Da mesma forma como o amanhecer se estende pelas montanhas, assim também virá um exército grande e numeroso. Nunca existiu um exército como este nem existirá outro igual.
“Este exército destruirá a terra, como um fogo que consome tudo. Antes deste exército passar, o país é como o jardim do Éden; mas depois dele passar por aqui, este país será como um deserto. Nada escapa da sua destruição.
Eles têm a aparência de cavalos, e correm como cavalos de combate.
Fazem ruído como as carruagens de combate quando estas se mexem, cavalgando sobre os cumes das montanhas. Fazem ruído igual ao fogo quando queima o pasto seco, como um exército numeroso em ordem de combate.
“À medida que eles se aproximam, as nações tremem de medo, e todos ficam pálidos.
Eles correm em direção à batalha e escalam a muralha como guerreiros. Correm para atacar, cada um no seu lugar, sem quebrar a formação.
Não ficam se empurrando, mas cada um vai na sua fileira. Se alguém for ferido, os demais seguem em frente.
Atacam a cidade e escalam pelas suas muralhas. Entram nas casas pelas janelas, como ladrões.
“A terra treme e o céu estremece diante deles. O sol e a lua se tornam escuros, e as estrelas perdem o seu resplendor.
O SENHOR dirige o seu exército, dando ordens. Seu exército é grandioso e os que obedecem às suas ordens são poderosos. É verdade que o dia do SENHOR será um dia grande e terrível. Quem poderá suportar tal dia?”
O SENHOR diz: “A minha mensagem é que mudem as suas vidas, e retornem a mim de todo o coração. Façam isso com jejum, choro e lamentações.
Em vez de rasgar as suas roupas, rasguem os seus corações”. Joel diz: “Mudem as suas vidas e voltem para o SENHOR, seu Deus, o qual é bondoso e misericordioso, ele não se ira com facilidade, está cheio de amor fiel e disposto a perdoar.
Quem sabe? Talvez Deus mude sua decisão de castigar vocês, e os abençoe com cereais e vinho para que possam oferecer ofertas ao SENHOR, seu Deus.
“Toquem a trombeta no monte Sião! Proclamem um jejum e convoquem o povo.
Reúnam o povo, que a assembleia se purifique. Reúnam os líderes; tragam os meninos, inclusive os bebês. Que os recém-casados suspendam a sua lua de mel.
Que os sacerdotes, servos do SENHOR, chorem entre o pátio do templo e o altar dizendo: ‘Tenha compaixão do seu povo, SENHOR. Não deixe que as outras nações zombem do seu povo e afirmem que o nosso Deus não tem poder para nos ajudar’”.
Mas o SENHOR ficou muito preocupado com a sua terra e teve compaixão do seu povo.
O SENHOR respondeu ao seu povo da seguinte forma: “Darei a vocês trigo, vinho fresco e azeite de oliva até que fiquem satisfeitos. Não deixarei que sejam envergonhados diante de nações estrangeiras.
Afastarei de vocês os que vêm do norte e os jogarei numa terra seca e destruída. Lançarei para o mar Morto os que vêm na frente e para o mar Mediterrâneo os que vêm atrás de todos. Terão um fortíssimo mau cheiro, porque o SENHOR fará grandes coisas.
“Terra, não tenha medo. Fique alegre e comemore, porque o SENHOR fará grandes coisas.
Animais selvagens, não tenham medo, porque os pastos do deserto ficarão verdes de novo. A árvore dará o seu fruto, e tanto a figueira como a parreira darão sua melhor colheita.
“E vocês, filhos de Sião, fiquem alegres e façam festa ao SENHOR, seu Deus, porque, como uma amostra da sua generosidade, ele lhes mandará no seu devido tempo as chuvas tanto de outono como as de primavera, da mesma forma como ele fazia antes.
Os lugares onde se mói o grão estarão cheios, e haverá tanto vinho fresco e azeite de oliva que o lagar transbordará.
“Eu os compensarei pelos anos de colheita que os gafanhotos comeram, meu grande exército enviado contra vocês.
Vocês comerão até ficarem satisfeitos, e louvarão o nome do SENHOR, seu Deus, quem tem feito maravilhas por vocês. O meu povo nunca mais será envergonhado.
E saberão que o SENHOR vive no meio do povo de Israel, que eu sou seu Deus e que não há outro. O meu povo nunca mais será envergonhado”.
O Senhor diz: “Depois disso, derramarei o meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e filhas profetizarão, os idosos terão sonhos, e os jovens terão visões.
Naqueles dias eu também derramarei o meu Espírito sobre os servos e as servas.
Eu farei grandes maravilhas em cima, no céu, e sinais em baixo, na terra: haverá sangue e fogo e nuvens de fumaça.
O sol se transformará em escuridão e a lua, em sangue. Então virá o grande e glorioso dia do SENHOR.
E será salvo todo aquele que pedir a ajuda do SENHOR. Haverá refúgio no monte Sião e em Jerusalém, como o SENHOR tem falado. Entre os sobreviventes estarão os chamados pelo SENHOR”.
O Senhor diz: “Quando estas coisas acontecerem, eu mudarei a sorte de Judá e Jerusalém.
Também reunirei todas as nações e as levarei ao vale de Josafá. Ali as julgarei pelos seus crimes contra minha possessão, meu povo Israel. Porque o espalharam pelas muitas nações e repartiram entre si a minha terra.
As nações decidiram repartir entre si a terra do meu povo. Trocaram um menino por uma prostituta. Venderam meninas para comprar vinho e ficar bêbados.
“Tiro, Sidom e territórios da Filisteia, o que vocês têm contra mim? Por acaso queriam me castigar por alguma coisa? Tentaram fazer algo para me machucar? Se é assim, pronto farei com que paguem pelo que vocês têm feito.
Vocês, nações, roubaram o meu ouro e a minha prata. Vocês levaram para os seus templos os meus tesouros mais valiosos.
“As pessoas de Judá e Jerusalém foram vendidas aos gregos para que fossem afastadas da sua terra.
Eu vou fazer com que saiam dos lugares aonde vocês os venderam e farei com que paguem pelos seus atos de vingança.
Venderei os seus filhos e filhas ao povo de Judá e eles os venderão aos sabeus, um povo que fica longe daqui. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
O Senhor diz: “Digam às nações: ‘Fiquem preparadas para a guerra! Façam com que os soldados se mexam! Que todos os homens de guerra se preparem para a batalha!
Façam com que as suas ferramentas para semear virem espadas, e as suas ferramentas para podar virem lanças. Que o medroso fale que é valente.
Venham depressa, nações vizinhas, e fiquem reunidas aqui’”. Joel diz: “SENHOR, traga os seus soldados!”
O Senhor diz: “Avisem às nações e vão ao vale de Josafá, porque me sentarei ali para julgar as nações vizinhas.
Juntem a colheita, porque já está madura. Vamos, venham pisar as uvas, porque o lugar onde elas costumam ser pisadas já está cheio. As vasilhas estão derramando o vinho de tanta que é a sua maldade”.
Joel diz: “Muitos povos estão no vale da Decisão, porque se aproxima o dia em que SENHOR julgará a todos.
O sol e a lua ficarão escuros, e as estrelas perderão seu resplendor.
E o SENHOR rugirá desde Sião; desde Jerusalém gritará com a sua voz de trovão, e tanto os céus como a terra tremerão. Mas o SENHOR será um refúgio para o seu povo e uma fortaleza para os filhos de Israel”.
O Senhor diz: “E vocês saberão que eu sou o SENHOR, seu Deus, que vivo em Sião, meu monte santo. Jerusalém será uma cidade santa, e nunca mais será conquistada por estrangeiros.
“Nesse dia, vinho doce jorrará das montanhas, e dos morros ficará escorrendo leite. A água ficará correndo em todas as ladeiras e riachos de Judá. Uma fonte sairá do templo do SENHOR, que regará o vale das Acácias.
O Egito se converterá num terreno abandonado e Edom se converterá num deserto desolado, porque foram cruéis com os filhos de Judá e no seu território derramaram sangue inocente.
Jerusalém e Judá serão habitadas para sempre, de geração em geração.
Não perdoarei a quem derramou o sangue do meu povo, não ficarão sem castigo. E eu, o SENHOR, morarei em Sião”.
Amós era um criador de ovelhas da cidade de Tecoa. Ele teve umas visões a respeito de Israel. Isso aconteceu dois anos antes do terremoto, quando Uzias era rei de Judá e Jeroboão (o filho de Joás) era rei de Israel.
Amós diz: “O SENHOR ruge como um leão desde Sião e a sua voz, que é como o trovão, se escuta desde Jerusalém. Os pastos verdes murcham e morrem. Inclusive o topo do Carmelo murchará”.
O SENHOR diz: “Não perdoarei ao povo de Damasco os tantos crimes que cometeram: usaram seus trilhos de ferro para destruir as pessoas de Gileade.
Por isso, porei fogo no palácio de Hazael, e as chamas destruirão todas as fortalezas de Ben-Hadade.
Abrirei pela força as portas de Damasco e destruirei quem governa o vale de Avém e quem tem o cetro em Bete-Éden. O povo de Aram será levado à força a Quir ”.
O SENHOR diz: “Não perdoarei ao povo de Gaza os tantos crimes que cometeram: eles levaram como prisioneiros todos os moradores de uma nação e os venderam como escravos em Edom.
Por isso, porei fogo nos muros de Gaza, e as chamas destruirão todas as suas fortalezas.
Destruirei quem governa em Asdode e quem tem o cetro em Ascalom. Castigarei a todos os de Ecrom, até que morra o último dos filisteus”.
O SENHOR diz: “Não perdoarei ao povo de Tiro os tantos crimes que cometeram: eles levaram toda uma nação como escrava e a venderam em Edom. Não respeitaram a aliança entre irmãos que tinham feito com essa nação.
Por isso, porei fogo nos muros de Tiro e as chamas destruirão todas suas fortalezas”.
O SENHOR diz: “Não perdoarei ao povo de Edom os tantos crimes que cometeram: eles perseguiram com espadas aos seus irmãos de Israel e não tiveram compaixão deles. Estavam furiosos como animais selvagens e descarregaram toda a sua ira contra o povo de Israel.
Por isso, porei fogo na cidade de Temã, e as chamas destruirão as fortalezas de Bosra ”.
O SENHOR diz: “Não perdoarei ao povo de Amom os tantos crimes que cometeram: eles cortaram o ventre das mulheres grávidas em Gileade para tomar posse daquele território e fazer com que o seu país ficasse maior.
Por isso, porei fogo em Rabá, e as chamas destruirão todas as suas fortalezas e os seus muros. Entre gritos no dia de batalha virá o desastre como uma tormenta, como um redemoinho.
Logo o rei será capturado junto com os seus oficiais e serão expulsos da sua terra”.
O SENHOR diz: “Não perdoarei ao povo de Moabe os tantos crimes que cometeram: eles queimaram os ossos do rei de Edom até virar cinzas.
Por isso, porei fogo em Moabe, e as chamas destruirão todas as fortalezas de Queriote. Moabe será destruída em meio a gritos de guerra e sons de trombetas.
Destruirei o governante de Moabe e matarei a todos os seus oficiais junto com ele”.
O SENHOR diz: “Não perdoarei ao povo de Judá os tantos crimes que cometeram: eles se recusaram a obedecer aos ensinamentos do SENHOR e não cumpriram os seus mandamentos, além de acreditar nos mesmos deuses falsos que seus antepassados acreditaram.
Por isso, porei fogo em Judá, e as chamas destruirão todas as fortalezas de Jerusalém”.
O SENHOR diz: “Não perdoarei ao povo de Israel os tantos crimes que cometeram: eles venderam as pessoas honestas como escravos em troca de um pouco de dinheiro, e venderam a pessoa pobre em troca de um par de sandálias,
eles afundaram a cabeça dos oprimidos no barro e pisaram nos fracos; o pai e o filho têm relações sexuais com a mesma mulher, eles têm desrespeitado o meu santo nome;
eles emprestam dinheiro aos pobres, mas lhes exigem até a roupa como garantia; eles se sentam na frente de qualquer altar com a roupa que tiram dos pobres; obrigam as pessoas a pagar multas injustas e, com esse dinheiro, compram vinho para beber no templo do seu deus.
“Você se esqueceu que fui eu quem destruiu os amorreus que moravam antes de você chegar? Eles eram tão altos como os cedros e tão fortes como os carvalhos. Destruí os seus frutos que estavam lá em cima e as suas raízes que estavam lá embaixo.
Eu mesmo tirei vocês do Egito e os guiei durante quarenta anos pelo deserto. Ajudei vocês a se apropriarem das terras dos amorreus.
Por acaso, israelitas, não escolhi do meio de vocês alguns para que fossem profetas e outros para que fossem nazireus?
“Mas vocês obrigaram os nazireus a tomarem vinho e proibiram aos profetas que profetizassem.
Por isso, farei com que fiquem atolados como uma carroça cheia de grãos.
Nem sequer o corredor mais rápido poderá fugir. Os fortes não terão suficiente força, e os soldados não poderão se salvar.
Os homens que sabem usar tanto o arco como a flecha não resistirão. Os corredores mais rápidos não conseguirão escapar, e os que montam a cavalo tampouco se salvarão.
Nesse momento até os soldados mais valentes sairão fugindo nus. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
Israelitas, escutem esta mensagem que o SENHOR falou contra vocês, a família inteira que ele tirou do Egito:
“Na terra há muitas famílias, mas só escolhi vocês para serem a minha família. Por isso terei que castigar vocês por todas as suas maldades”.
Amós diz: “Se dois andarem juntos, não é porque concordaram nisso?
Se um leão rugir na floresta, não é porque tem na sua frente uma presa? Se um leão novo rugir na sua caverna, não é porque pegou alguma coisa?
Se uma ave cair numa armadilha que estava no chão, não é porque colocaram uma isca? A armadilha só se fecha quando a ave for pega.
Se tocarem a trombeta numa cidade, não é para alertar as pessoas? Se acontecer um desastre na cidade, não é porque o SENHOR o tem enviado?
“Da mesma forma o Senhor DEUS nunca faz nada sem antes anunciar isso aos seus servos, os profetas.
“Se o leão rugir, não ficam assustadas as pessoas? Se o Senhor DEUS falar, quem deixará de profetizar?
“Vão para as fortalezas de Asdode e também para as fortalezas do Egito, e anunciem a seguinte mensagem: ‘Fiquem reunidos nos montes de Samaria. Lá verão que o povo é oprimido e todos os abusos que as pessoas sofrem’”.
O SENHOR diz: “Não sabem fazer o bem; ferem, roubam as pessoas e escondem seus tesouros nas torres das fortalezas.
Por isso, um inimigo virá e cercará o país; deixará a todos sem forças, vencerá a todos e, por último, saqueará as suas fortalezas.
“Eu, o SENHOR, digo que se um leão atacar um cordeiro, o pastor tratará de salvar o cordeiro, mas só conseguirá resgatar algumas partes. Pode ser que o pastor só consiga salvar da boca do leão uma orelha ou uma pata do cordeiro. Da mesma forma, a maioria dos filhos de Israel não poderá se salvar. Os moradores de Samaria só conseguirão salvar um pedaço de cama ou de tela do sofá”.
“Eu, o Senhor, DEUS Todo-Poderoso, quero que prestem muita atenção e avisem à família de Jacó
que Israel pecou e, por isso, o castigarei. Destruirei os altares de Betel. Os chifres do altar ficarão quebrados e cairão ao chão.
Destruirei todas as moradias e as casas de campo dos ricos. Todas as construções decoradas com marfim serão destruídas; as mansões deixarão de existir. Eu, o SENHOR, afirmo isso”.
O Senhor diz: “Escutem esta mensagem, vacas gordas de Basã, que vivem no monte de Samaria: Vocês maltratam as pessoas pobres e pisam sobre os necessitados. Vocês falam aos seus maridos: ‘Um trago, por favor’.
Eu, o Senhor DEUS, prometo pela minha santidade que virão tempos muito difíceis para vocês. As pessoas levarão vocês com ganchos e aos seus filhos com anzóis.
Uma após outra sairá da cidade pelos buracos das muralhas e todas serão jogadas no monte Hermom.
“Pequem em Betel! Pequem em Gilgal e pequem muito mais! Todas as manhãs levem suas ofertas e sacrifícios e a cada terceiro dia levem a décima parte da sua colheita.
Queimem pão com fermento como oferta de gratidão. Anunciem publicamente todas as suas ofertas voluntárias, porque vocês, povo de Israel, gostam de fazer isso.
“Não lhes dei nada de comer, e faltou comida em todas as suas cidades. Mas vocês não quiseram retornar a mim.
“Parei a chuva três meses antes da colheita, e não cresceram os cultivos. Permiti que chovesse numas cidades e em outras não. Uns lugares tiveram chuvas e outros se secaram.
Os refugiados de duas ou três cidades iam para outra cidade em busca de água, pois não tinha suficiente água para todos. Mas ainda assim vocês não retornaram a mim.
“Fiz com que se estragassem os seus cultivos por causa do calor e das pragas. Destruí as suas hortas e as suas parreiras, e os gafanhotos devoraram suas figueiras e oliveiras, mas vocês não retornaram a mim.
“Enviei pragas terríveis como fiz com o Egito. Fiz com que seus jovens morressem nas batalhas junto com seus cavalos. Fiz com que vocês sentissem o mau cheiro do seu exército, mas vocês não retornaram a mim.
“Eu os destruí como fiz com Sodoma e com Gomorra. Pareciam como uma brasa tirada do fogo, mas ainda assim vocês não retornaram a mim. Eu, o SENHOR, estou falando.
“Por isso vou castigar você, Israel. Fique preparado para se encontrar com seu Deus”.
Amós diz: “Quem é ele? Ele é quem criou as montanhas e os ventos, quem dá a conhecer seus pensamentos aos homens, quem transforma a luz em escuridão e quem pode chegar até os lugares mais altos da terra. Seu nome é YAVÉ, o Deus Todo-Poderoso”.
Amós diz: “Povo de Israel, escute esta mensagem, que é como uma lamentação por vocês:
‘A virgem Israel caiu e não se levantará mais. Deixaram que ela ficasse só, deitada no chão e não tem ninguém para ajudá-la’”.
O Senhor DEUS diz: “A cidade de Israel que mandar 1.000 soldados para a guerra, só ficará com 100; o povoado que mandar 100 soldados para a guerra, só ficará com 10.
“Eu, o SENHOR, digo à nação de Israel que se vierem me buscar, então viverão.
Não procurem em Betel, não vão para Gilgal. Não cruzem a fronteira para ir a Berseba, pois todos os moradores de Gilgal serão exilados; Betel será destruída ”.
Amós diz: “Procurem pelo SENHOR e viverão; se não fizerem isso, ele consumirá a casa de José como um fogo, e ninguém em Betel poderá apagá-lo.
Escutem, vocês, que convertem o direito em amargura e deixam a justiça no chão.
Deus é o criador das Plêiades e de Órion. Ele é quem converte a escuridão na luz do dia e transforma o dia em noite. Ele é quem convoca a água dos mares e a derrama sobre a terra. Ele é YAVÉ, esse é o seu nome!
Ele é quem derruba o forte e destrói a fortaleza.
“Vocês odeiam a quem, diante de todos, desmascara a injustiça; detestam ao que fala a verdade.
Vocês têm se aproveitado dos pobres, ao cobrar deles impostos injustos. Com seu mau comportamento conseguiram construir casas luxosas, mas não poderão viver nelas. Vocês têm plantado parreiras bonitas, mas não poderão beber do seu vinho.
Eu sei quantas faltas vocês têm cometido e sei como são terríveis os seus pecados. Vocês oprimem os justos e aceitam subornos. Não deixam que os pobres obtenham justiça nos tribunais.
Por isso, o sábio fica em silêncio, pois são tempos maus.
“Vocês falam que Deus está com vocês, então procurem fazer o bem e não o mal. Assim, vocês viverão e o SENHOR, Deus Todo-Poderoso, estará com vocês.
Odeiem o mal e amem o bem. Façam com que exista justiça nos tribunais. Talvez assim o SENHOR, Deus Todo-Poderoso, tenha compaixão do resto que sobrou de Israel”.
O SENHOR diz: “Eu, o Deus Todo-Poderoso, afirmo que as pessoas chorarão em todas as praças, todos gritarão de dor pelas ruas. Os camponeses estarão de luto e serão contratados profissionais para chorar.
As pessoas chorarão em todas as vinhas quando eu vier castigar vocês”.
Amós diz: “Vocês desejam tanto que chegue o dia do SENHOR, mas vocês não sabem o que estão pedindo! Por acaso não sabem como será esse dia? Será um dia de escuridão e não de luz.
Será como quando alguém foge de um leão e se topa com um urso; ou como quando uma pessoa entra na sua casa, recosta o seu corpo contra a parede e é mordido por uma serpente.
O dia do SENHOR será de escuridão e não de luz. Será um dia negro e sem nenhuma claridade”.
O Senhor diz: “Odeio as suas festas! Não me agradam as suas reuniões religiosas!
Não me agrada nada do que fazem ainda que me ofereçam sacrifícios que devem ser queimados e ofertas de cereais. Não presto atenção às suas ofertas para festejar, aquelas de bezerros gordos.
Afastem de mim o ruído das suas canções! Não escutarei a música das suas harpas!
Melhor é que façam a justiça fluir como a água, e que sejam solidários continuamente como uma fonte que não se esgota.
“Povo de Israel, por acaso vocês me trouxeram ofertas e sacrifícios durante os quarenta anos que estiveram no deserto?
Mas agora, eu farei com que carreguem as estátuas do seu rei Sicute e da sua estrela Quium, imagens que vocês mesmos criaram,
quando eu fizer com que sejam levados para além de Damasco. Eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, falei”.
Amós diz: “Escutem vocês, que levam uma vida fácil em Sião e que moram tão confiantes no monte Samaria. Vocês acham que são dirigentes importantes da nação mais importante, a quem o povo de Israel pede auxílio.
Vão para Calné e observem cuidadosamente, continuem em direção à grande cidade de Hamate, e logo para Gate, cidade dos filisteus. Por acaso vocês são melhores do que esses reinos? Eles têm um território maior do que vocês.
Vocês se recusam a acreditar que vai ter um dia de castigo, e, no entanto, a cada dia vocês fazem com que se aproxime mais o reinado da violência.
“Escutem vocês, que se deitam em camas de marfim e se esticam ali à vontade. Comem banquetes de cordeiros e engordam bezerros para as festas.
Cantam com harpas e fazem como Davi, compondo melodias e canções para si mesmos.
Bebem vinho em taças e usam perfumes finos. Mas não ligam que Israel seja destruído.
Por isso vocês, que vivem à vontade, serão os primeiros a ser exilados. A festa acabou para vocês”.
O Senhor DEUS jurou por si mesmo e disse: “Escutem, vocês do povo de Jacó, eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, deixarei que o inimigo se apodere de sua cidade e de tudo o que tem nela. Pois detesto a arrogância de vocês e odeio as suas fortalezas”.
Então, se sobrarem dez pessoas vivas em uma casa, todas as dez morrerão;
e quando algum parente chegar para tirar o corpo de um ente querido, outro lhe perguntará: — Sobrou mais alguém? O outro lhe responderá: — Não, por D…! E o primeiro o interromperá dizendo: — Fique calado, não mencione o nome do SENHOR!
Amós diz: “Olhe, o SENHOR ordenará seu castigo, as casas grandes serão feitas em pedaços e as pequenas virarão ruínas.
Por acaso os cavalos conseguem subir por entre as rochas? Os bois são levados para arar no mar? Mas vocês fizeram o oposto. Mudaram o direito em veneno, e o fruto da justiça em amargura.
Vocês ficam alegres com a conquista de Lo-Debar e dizem: ‘Nós conquistamos Carnaim com nossa própria força’”.
O Senhor diz: “Povo de Israel, escute com atenção! Eu porei uma nação contra vocês que lhes causará sofrimentos por todo o país, desde Lebo-Hamate até o riacho de Arabá. Eu, o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, afirmo isso”.
O Senhor DEUS me mostrou o seguinte: vi que ele formava uma praga de gafanhotos. Era a época que brotava o que tinha sido semeado após feita a colheita do rei.
Quando os gafanhotos estavam terminando de comer as plantas do nosso país, eu disse: — Senhor DEUS, eu lhe suplico que nos perdoe! Como nós, o povo de Jacó, poderemos sobreviver se este é um país tão pequeno?
Então o SENHOR mudou de opinião e disse: — Isso não vai acontecer.
O Senhor DEUS me mostrou o seguinte: ele estava criando uma grande fogueira que consumia o grande abismo e queimava também a terra.
Nesse momento eu disse: — Senhor DEUS, eu lhe suplico que pare! Como poderia sobreviver Jacó se é tão pequeno?
Então o SENHOR mudou de opinião e disse: — Isso não vai acontecer.
O Senhor também me mostrou o seguinte: ele estava em pé junto a uma parede de latão e segurava na sua mão um pedaço do latão.
Então o SENHOR me disse: — Amós, o que você está vendo aqui? Eu respondi: — Vejo o latão. E ele me disse: — Olhe, tenho colocado sofrimento no meio do meu povo, Israel, porque não vou deixar mais passar sequer um dos seus pecados.
Os santuários de Isaque serão destruídos, os santuários de Israel virarão ruínas, e eu mesmo atacarei com espada a dinastia de Jeroboão.
Amazias, o sacerdote de Betel, enviou esta mensagem a Jeroboão, rei de Israel: — Amós planeja algo contra você em Israel; as pessoas não suportam mais a sua mensagem,
porque isto é o que ele diz: “Jeroboão morrerá pela espada, e certamente as pessoas de Israel serão exiladas”.
Amazias também falou com Amós e lhe disse: — Fora daqui, vidente, vá para Judá, e que lá mantenham você, profetize lá.
Nunca volte a profetizar aqui em Betel, porque este é o lugar sagrado de Jeroboão. Este é o santuário do rei e o templo nacional.
Amós respondeu a Amazias: — Eu não sou profeta profissional nem faço parte do grupo de profetas. Eu tomava conta de animais e figueiras,
mas o SENHOR me tirou do rebanho e me disse: “Vá e profetize ao meu povo Israel”.
Assim que escute a mensagem do SENHOR. Você me pede para não profetizar contra Israel e que não fale nada contra a família de Isaque.
Pois isto é o que diz o SENHOR: “Sua esposa será uma prostituta da cidade, seus filhos e filhas morrerão pela espada. Suas terras serão possuídas por estranhos e serão repartidas entre eles. Você mesmo terminará morto em terra estrangeira, e, certamente, o povo de Israel será exilado”.
O Senhor DEUS me mostrou um cesto cheio de frutas maduras
e me perguntou: — Amós, o que você vê aqui? Eu respondi: — Um cesto de frutas maduras. Então o SENHOR me disse: — Chegou o fim do meu povo, Israel; não vou deixar mais passar sequer um dos seus pecados.
Nesse momento os cânticos do templo virarão tristes lamentos de funeral, haverá muitos cadáveres e serão jogados por todas partes. Que se faça, então, silêncio!
Amós diz: “Escutem bem, vocês que se aproveitam dos necessitados e prejudicam os pobres do país.
Vocês falam: ‘Tomara que passe rápido a festa de Lua nova para poder vender o grão. Tomara que passe rápido o dia de descanso para poder vender o trigo. Vamos alterar as medidas, aumentar os preços, falsificar os pesos e assim calotear os compradores.
Compraremos os pobres por um pouco de dinheiro, e os necessitados em troca de um par de sandálias. Também vamos vender até as sobras do trigo’”.
O SENHOR diz: “Eu juro pelo orgulho de Jacó que nunca esquecerei a maldade destas pessoas.
A terra inteira tremerá por isso. Todos os seus habitantes chorarão pelos mortos. A terra subirá e descerá, como as águas do rio Nilo no Egito.
“Eu, o Senhor DEUS, farei nesse dia com que o sol se oculte ao meio-dia e a terra escureça em pleno dia.
Farei com que suas celebrações virem dias de choro e tristeza. Suas canções virarão lamentos. Todos se vestirão de luto e se raparão a cabeça. Farei com que sofram e se lamentem como quem perdeu o seu único filho. Tudo terá um trágico e amargo final.
“Eu, o Senhor DEUS, afirmo que está chegando o dia em que farei com que a fome venha a este país, mas não por falta de alimento. Terão uma sede terrível, mas não por falta de água. Será fome e sede de ouvir a palavra do SENHOR.
As pessoas caminharão sem rumo, de mar a mar, e desde o norte até o leste. Caminharão todos de um lado ao outro procurando a mensagem do SENHOR, mas não a acharão.
Nesses dias, a sede debilitará as jovens bonitas e os jovens.
Todos os que juraram pelo pecado de Samaria e que disseram: ‘Juramos pela existência do deus de Dã ’ ou: ‘Juramos pela existência do deus de Berseba ’; todos eles cairão e não se levantarão jamais”.
Vi o Senhor junto ao altar me falando o seguinte: “Bata em cima das colunas para que tremam até os umbrais das portas. Que caiam os pedaços sobre a cabeça das pessoas. Se alguém ficar vivo, eu o matarei com espada. Alguns tentarão fugir, mas ninguém poderá escapar.
Ainda que tentem se esconder no lugar mais profundo da terra, mesmo de lá eu farei com que saiam. Ainda que tentem subir até o lugar mais alto dos céus, mesmo de lá eu farei com que desçam.
Se subirem até o cume do monte Carmelo, até lá irei para trazê-los. Se eles se esconderem de mim no fundo do oceano, mandarei o monstro marinho para que sejam destruídos.
Se os seus inimigos os fizerem prisioneiros, até mesmo lá mandarei a minha espada para matar vocês. Vou vigiá-los o tempo todo, mas não para lhes fazer bem, e sim para lhes fazer mal!”
Amós diz: “O Senhor DEUS Todo-Poderoso derreterá a terra inteira com só tocar nela, e todos chorarão pelos seus mortos. Ele fará com que tudo suba e desça, como as águas do Nilo no Egito.
Ele é quem tem a sua morada no mais alto dos céus e construiu a sua base na terra. Ele é quem dá ordens às águas do mar para que caiam sobre a terra. YAVÉ, esse é o seu nome”.
O SENHOR diz: “Por acaso, israelitas, vocês não são para mim iguais aos de Etiópia? Por acaso não tirei vocês do Egito, os filisteus de Caftor, e os arameus de Quir?”
Amós diz: “Prestem bastante atenção, o Senhor DEUS vigia este reino de pecadores”. O SENHOR diz: “Farei com que desapareçam da face da terra, mas não destruirei por completo a família de Jacó.
Darei a ordem, e o povo de Israel será espalhado por todo o mundo. Será como quando se sacode a farinha: a farinha boa passa, mas a farinha ruim fica presa na peneira.
Todos os pecadores do meu povo, que dizem que nada mau vai lhes acontecer, todos eles morrerão pela espada”.
O Senhor diz: “A tenda de Davi foi derrubada, mas virá o dia em que a levantarei de novo. Arrumarei os danos nos seus muros e a resgatarei das suas ruínas para que seja reconstruída da mesma forma como era há muito tempo,
para que eles conquistem o que resta de Edom e todas as nações que uma vez foram minha possessão”. Amós diz: “Assim disse o SENHOR, e ele se encarregará de que aconteça desse jeito”.
O SENHOR diz: “Está chegando o dia em que não terão terminado a colheita, quando já terão começado a semear. Não terão terminado de pisar as uvas, quando já terão começado a semear. Dos montes e colinas descerão manantiais de vinho doce.
Eu irei restaurar a prosperidade do meu povo Israel. Eles voltarão a construir as suas cidades e viverão ali. Irão plantar vinhedos e beber do seu vinho. Irão semear hortos e comer dos seus frutos.
Irei plantar o meu povo na sua terra, e nunca mais serão expulsos da terra que eu lhes dei”.
Isto é o que o Senhor DEUS revelou a Obadias a respeito da nação de Edom. Obadias diz: “Temos ouvido uma mensagem do SENHOR, um mensageiro foi enviado para falar às nações: ‘Vamos! Façamos guerra contra Edom!’”
O SENHOR diz: “Farei com que você se torne insignificante entre as nações e elas irão desprezar você.
A sua arrogância o prejudicou. Você, que vive nas cavernas da montanha, seu lar fica lá em cima. Você pensou: ‘Quem é que pode me derrubar?’
Se você voasse tão alto como a águia e colocasse o seu ninho entre as estrelas, ainda desse lugar derrubaria você.
“Que grande desastre está a ponto de sofrer! Se ladrões viessem de noite, não deixariam alguma coisa para trás? Se os que colhem uvas viessem até você, não deixariam uns poucos cachos?
Mas você, Esaú, não terá a mesma sorte. Os seus inimigos não descansarão até encontrarem os seus tesouros mais escondidos.
Todos os seus aliados o empurrarão em direção à fronteira, aqueles que fizeram uma aliança de paz com você o enganarão e conquistarão o seu território. Os companheiros em quem você tanto confia irão colocar você numa armadilha sem que perceba”.
O SENHOR diz: “Naquele dia destruirei todos os sábios de Edom e toda a inteligência da região montanhosa de Esaú.
Que a cidade de Temã ouça o seguinte: até os seus soldados ficarão aterrorizados. Todos os homens da região montanhosa de Esaú serão massacrados.
“Por causa da violência com a qual você atacou ao seu irmão Jacó, você será envergonhado, será apagado do mapa para sempre.
Você ficou à espreita no dia que os inimigos de Israel levaram a sua riqueza. Você fez isso quando os estrangeiros entraram pelas suas portas. Nesse dia, eles vieram e lançaram sortes sobre Jerusalém para saber quem ficaria com ela. Você, Edom, foi como um deles.
Você não deveria ter zombado do seu irmão no dia da desgraça deste; nem comemorado quando as pessoas de Judá foram destruídas no dia da ruína dela; nem falado com arrogância no dia da aflição dela.
Não deveria ter vindo diante da porta da cidade do meu povo no dia da desgraça dele; nem deveria ter zombado dos seus sofrimentos nesse dia desastroso. Não deveria ter tomado as riquezas do meu povo no dia da sua desgraça.
Não deveria ter ficado parado nas encruzilhadas para exterminar os fugitivos do meu povo. Não deveria ter entregue os sobreviventes no dia da angústia do meu povo.
“Porque o dia do SENHOR se aproxima sobre todas as nações. O que você fez com os outros, será feito a você. As suas más obras recairão sobre a sua cabeça.
Pois assim como você festejou e celebrou a desgraça do meu povo sobre o meu monte santo, todas as nações também festejarão e se embriagarão sem parar até morrerem de tanto festejar”.
O Senhor diz: “Mas o monte Sião será um lugar santo onde estarão as pessoas que se salvaram. Os descendentes de Jacó recuperarão as suas possessões.
Os descendentes de Jacó serão o fogo e os descendentes de José serão a chama. Mas os descendentes de Esaú serão a palha, e eles serão consumidos e queimados. Não sobreviverá nenhum descendente de Esaú, pois o SENHOR decidiu fazer assim”.
Obadias diz: “Os israelitas do sul de Judá conquistarão o monte de Esaú; os israelitas que moram nas planícies de Judá conquistarão a terra dos filisteus. Eles conquistarão o território de Efraim e o território de Samaria, e Benjamim conquistará Gileade.
Esse exército de israelitas, os que foram expulsos, conquistarão o território dos cananeus até Sarepta. As pessoas que foram expulsas de Jerusalém e que vivem em Sefarade tomarão possessão das cidades do sul de Canaã.
Os libertadores subirão ao monte Sião para governar a região montanhosa de Esaú, e tanto o reino como a soberania serão do SENHOR”.
O SENHOR falou a Jonas, filho de Amitai, o seguinte:
— Vá depressa à grande cidade de Nínive. Eu soube das coisas más que as pessoas de lá fazem. Por isso, chegando lá, fale para as pessoas pararem de fazer o mal.
Mas Jonas decidiu fugir para Társis, para longe do lugar onde o SENHOR estava presente. Desceu então à cidade de Jope, onde encontrou um barco que partia para Társis, pagou pela viagem e entrou no barco com os outros que iam para essa cidade, para longe da presença do SENHOR.
Então o SENHOR trouxe um vento forte sobre o mar. Isso causou uma grande tempestade que ameaçava partir o barco ao meio.
Os marinheiros estavam muito assustados e cada um começou a suplicar aos gritos pela ajuda do seu deus. Ao mesmo tempo começaram a atirar a carga ao mar para o barco ficar mais leve. Enquanto isso acontecia, Jonas tinha descido para dentro do barco e, tendo se deitado, dormia profundamente.
O capitão aproximou-se dele e lhe perguntou: — Por que está aqui dormindo? Levante-se já e peça ajuda ao seu deus! Talvez ele ouça você e nos salve!
Entretanto os marinheiros diziam uns aos outros: — Vamos tirar à sorte para ver quem é o culpado desta desgraça que caiu sobre nós. Assim fizeram e a sorte revelou que Jonas era o culpado.
Então lhe disseram: — É por sua culpa que estamos passando por esta desgraça. Diga-nos, qual é a sua profissão? De onde você vem? Qual é o seu país e o seu povo?
Jonas respondeu: — Eu sou hebreu e sirvo o SENHOR, Deus do céu, criador do mar e da terra.
Os homens ficaram com muito medo e lhe perguntaram: — Por que fez isso? (Eles sabiam que Jonas estava fugindo do SENHOR porque Jonas lhes disse antes.)
Como o mar se agitava cada vez mais, perguntaram a Jonas: — Que devemos fazer com você para o mar se acalmar?
Jonas respondeu: — Joguem-me ao mar, e o mar ficará calmo. Eu sei que é por minha culpa que esta violenta tempestade veio contra vocês.
Os marinheiros começaram a remar com toda a força para tentar chegar a terra, mas não conseguiam porque o mar estava cada vez mais violento e contra eles.
Então clamaram ao SENHOR: — SENHOR, não nos mate por tirarmos a vida deste homem. Não diga que somos culpados por matarmos um homem inocente. Sabemos que é o SENHOR e faz como bem quer.
Então agarraram Jonas e o atiraram ao mar e o mar ficou calmo.
Ao olharem o que aconteceu, eles ficaram com muito medo. Eles, então, ofereceram um sacrifício ao SENHOR e lhe prometeram muitas coisas.
O SENHOR enviou um peixe grande para engolir Jonas, e Jonas esteve três dias e três noites dentro do estômago do peixe.
E, de dentro do estômago do peixe, Jonas orou ao SENHOR, seu Deus:
“No meio da minha angústia chamei pelo SENHOR, e ele me respondeu! De dentro do mundo dos mortos pedi a sua ajuda, e ele me ouviu!
“Atirou-me para as profundezas, para o coração do mar; a corrente envolveu-me, e todas as suas poderosas ondas rolaram sobre mim.
Pensei: ‘Deus expulsou-me da sua presença, mas mesmo assim continuarei orando na direção do seu santo templo’.
“As águas sufocaram-me. O abismo cobriu-me por todos os lados, as plantas do mar enrolaram-se à minha cabeça.
Desci até o fundo das montanhas, até onde a terra se fecha para sempre. Mas o SENHOR, meu Deus, me tirou vivo da cova.
Ao sentir que ia morrer, lembrei-me do SENHOR e a minha oração chegou até ele, até o seu santo templo.
“Os que adoram ídolos inúteis desprezam o seu amor fiel;
mas eu com gratidão o louvarei e lhe oferecerei sacrifícios. Cumprirei a promessa que lhe fiz. A salvação vem do SENHOR!”
Então o SENHOR mandou o peixe vomitar Jonas em terra firme.
Pela segunda vez o SENHOR falou com Jonas e lhe disse:
— Vá depressa à grande cidade de Nínive e proclame aos seus habitantes tudo o que estou lhe dizendo.
Jonas foi então para Nínive como Deus havia lhe ordenado. Nínive era uma cidade muito grande e eram necessários três dias para atravessá-la.
Quando chegou lá, Jonas percorreu a cidade durante um dia proclamando em voz alta: — Daqui a quarenta dias Nínive será destruída.
O povo de Nínive acreditou em Deus, proclamou um jejum e todos, desde o maior até o menor, vestiram-se com panos de saco para mostrar o seu arrependimento.
Quando o rei de Nínive soube da notícia, ele levantou-se do seu trono, tirou as roupas reais, se vestiu com panos de saco e sentou-se na cinza.
Depois mandou fazer esta proclamação por toda a cidade: Por ordem do rei e dos seus ministros: Não é permitido a nenhuma pessoa ou animal comer ou beber qualquer coisa. Os bois e as ovelhas não deverão estar pastando nos campos.
Pelo contrário, cubram-se todos, homens e animais, com panos de saco e peçam perdão a Deus com dedicação. Deixem de fazer o mal e de serem violentos.
Quem sabe? Talvez Deus mude de ideia, sinta compaixão por nós e deixe de estar irritado e nós não tenhamos que morrer.
Deus viu o que o povo fez, como deixou de fazer o mal, então sentiu compaixão e decidiu não castigar Nínive como tinha pensado fazer.
Mas Jonas não gostou de Deus ter perdoado a cidade e ficou irritado.
Orou ao SENHOR dizendo: — SENHOR, não era isto mesmo que dizia quando ainda estava no meu país? Foi por isso que no princípio tentei fugir para Társis. Eu sabia que o Senhor é um Deus generoso, cheio de compaixão, que não se irrita com facilidade, cheio de amor e sempre disposto a perdoar.
Agora, SENHOR, eu lhe peço que tire a minha vida pois é melhor morrer do que viver assim.
Então o SENHOR lhe perguntou: — Acha certo ficar assim tão irritado?
Jonas deixou a cidade e foi para um lugar que ficava ao leste. Ali fez um abrigo e sentou-se à sua sombra para ver o que iria acontecer com a cidade.
Então o SENHOR Deus fez crescer uma planta sobre Jonas para lhe dar sombra e assim se sentisse melhor. Jonas ficou muito contente com a planta.
Mas no dia seguinte, ao amanhecer, Deus fez com que uma lagarta fosse atacar a planta e ela secou.
E, quando o sol se levantou, Deus fez soprar um vento quente do leste e o calor do sol bateu diretamente sobre a cabeça de Jonas. Então ele sentiu-se muito fraco e de novo pediu a Deus que o deixasse morrer, ele disse assim: — É melhor morrer do que viver assim.
Então Deus lhe perguntou: — Acha certo ficar tão irritado por causa da planta ter secado? E Jonas respondeu: — Sim, acho certo ficar irritado ao ponto de querer morrer!
Então o SENHOR lhe disse: — Você sente compaixão por uma planta pela qual nada fez, não foi você que a fez crescer; cresceu numa só noite e na noite seguinte morreu.
E eu não devo sentir compaixão por Nínive? Uma cidade grande onde vivem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem a diferença entre o bem e o mal, e onde também vivem muitos animais?
Durante o tempo em que os reis Jotão, Acaz e Ezequias governaram Judá, o SENHOR deu esta mensagem a Miqueias. Ele era da vila de Moresete. A mensagem foi dada por meio de visões a respeito das cidades de Samaria e de Jerusalém.
Miqueias diz: “Escutem, todos os povos, preste atenção, terra e todos os que moram nela. O Senhor DEUS virá desde seu santo templo e o Senhor será testemunha contra vocês.
Vejam! O SENHOR está saindo da sua casa. Descerá e caminhará sobre os lugares mais altos da terra.
As montanhas se derreterão aos seus pés como a cera se derrete junto ao fogo. Os vales se abrirão e serão como água que corre encosta abaixo.
Tudo isto acontecerá por causa da rebelião de Jacó e dos pecados da nação de Israel. Qual foi a rebelião de Jacó? Não é Samaria? Onde praticam a idolatria em Judá? Não é em Jerusalém?”
O Senhor diz: “Farei com que Samaria vire um montão de ruínas, um campo para vinhedos. Jogarei as suas pedras no vale e farei com que as suas bases fiquem visíveis.
Todas as suas imagens serão feitas em pedaços e todos os seus salários de prostituição serão queimados. Destruirei todos os seus ídolos porque Samaria ganhou todas suas riquezas sendo infiel a mim. Esses ídolos virarão outra vez dinheiro de prostitutas”.
Miqueias diz: “Sofrerei e chorarei amargamente por tudo isso. Caminharei descalço e meio nu, uivarei como um chacal e gemerei como os filhotes de avestruz.
A ferida de Samaria não tem cura, e a sua doença se espalhou por Judá. A destruição alcançou até mesmo a porta do meu povo, até Jerusalém.
Não contem sobre isso a Gate; não chorem por isso. Fiquem se revirando de dor no pó de Bete-Leafra.
Moradores de Safir, sigam seu caminho nus e envergonhados. Os moradores de Zaanã não sairão, Bete-Esel estará de luto e tirará deles o seu apoio.
Os moradores de Marote aguardarão com ansiedade que aconteça alguma coisa boa, porque, por ordem do SENHOR, a desgraça desceu até as próprias portas de Jerusalém.
“Moradores de Láquis, atrelem um cavalo veloz à carruagem de combate. Os pecados dos moradores de Sião começaram em Láquis, ali se acham as rebeliões de Israel.
Por isso, você dará presentes de despedida a Moresete de Gate. As casas de Aczibe serão uma armadilha para os reis de Israel”.
O Senhor diz: “Trarei de novo alguém para conquistar você, povo de Maressa. Os líderes brilhantes de Israel terão que se refugiar na caverna de Adulã.
Corte os seus cabelos, rape a cabeça para demonstrar a dor que sente pelos seus amados filhos. Deixe a sua cabeça careca como a de uma águia, porque seus filhos serão feitos prisioneiros e levados para longe”.
Miqueias diz: “Uma coisa terrível irá acontecer com os que só pensam em fazer o mal. Eles fazem seus planos malvados enquanto descansam na sua cama. Na primeira hora do dia, eles colocam em prática o que planejaram, porque eles têm o poder para fazer isso.
Querem as terras dos outros e as tiram deles. Querem as casas dos outros e as tiram deles. Oprimem o homem e se apoderam de sua casa, enganam o outro e tiram a sua terra”.
O SENHOR diz: “Agora sou eu quem está planejando um mal contra esta família, vocês não poderão escapar. Vocês não poderão caminhar mais de cabeça erguida, porque virão tempos de desastre.
Naquele tempo, as pessoas farão canções para zombar de vocês. Elas cantarão uma triste canção que dirá: ‘Nós estamos falidos, o SENHOR tirou de nós a nossa terra e a entregou a outras pessoas. Ele tirou de mim a minha terra. Ele repartiu os nossos campos entre os nossos inimigos.
Por isso, não teremos ninguém medindo a terra e repartindo-a entre o povo do SENHOR’”.
O povo diz: “Não nos chateiem com suas profecias, não profetizem acerca dessas calamidades. Nada ruim nos acontecerá”.
Miqueias diz: “Povo de Jacó, vocês não deveriam falar isso! A paciência do SENHOR não se esgotou, e isto não é obra sua. As minhas palavras fazem o bem a quem faz o que é justo.
Mas vocês atacam o meu povo como inimigos. Vocês tiram a roupa das pessoas que passam despreocupadas ao seu lado. Fazem o mal às pessoas que nem sequer estão pensando em fazer guerra.
Vocês tiram dos seus lares as mulheres do meu povo. Aos seus filhos, tiram a glória que eu dei a eles.
Fiquem de pé e vão embora! Aqui não poderão ficar descansando. Por causa da sua impureza serão destruídos, sofrerão uma ruína terrível.
Estas pessoas não querem me escutar. Entretanto se um mentiroso viesse dizendo: ‘Falarei de vinho e álcool’, ele seria o profeta delas”.
O SENHOR diz: “Sim, eu ajuntarei todos vocês, povo de Jacó. Eu ajuntarei os sobreviventes de Israel, ajuntarei o meu povo como ovelhas num aprisco. Como um rebanho no meio da planície, todos encherão aquele lugar de ruído.
Um deles atravessará a entrada e se dirigirá à frente do seu povo. Atravessarão as entradas e sairão dali. Seu rei marchará diante deles, o SENHOR será seu líder”.
Miqueias diz: “Escutem, líderes de Jacó e chefes da nação de Israel! Por acaso não sabem o que é a justiça?
Vocês odeiam o bem e amam o mal. Vocês tiram a pele das pessoas e a carne dos seus ossos.
Vocês devoram o meu povo: tiram a sua pele; quebram os seus ossos; dividem o meu povo em pedaços como a carne que está sendo preparada para ser jogada ao caldeirão.
Quando chamarem pelo SENHOR, ele não responderá. Ele esconderá seu rosto de vocês por causa de todas as maldades que fizeram”.
O SENHOR diz: “Escutem, profetas falsos! Vocês que desviam o meu povo! Anunciam paz quando vocês têm comida, mas declaram guerra contra quem não lhes dá de comer.
Por isso, tudo o que vocês irão ver será como a noite. Em vez deles ter visões, eles verão tudo escuro”. Miqueias diz: “O sol se ocultará dos profetas, seus dias serão escuros.
Os videntes ficarão envergonhados, os que leem o futuro ficarão no ridículo. Todos eles ficarão calados, porque Deus não lhes responderá.
Em vez disso, eu estou cheio de força; estou cheio do espírito do SENHOR e cheio de justiça e poder. Por isso posso dizer a Jacó qual é a sua rebelião, e a Israel quais são os seus pecados”.
Miqueias diz: “Escutem o seguinte, líderes de Jacó e autoridades de Israel! Vocês detestam a justiça e fazem dano a tudo o que é correto!
Vocês constroem Sião sobre o sangue de gente inocente, constroem Jerusalém com injustiça.
Os seus líderes aceitam suborno para favorecer alguém no tribunal, seus sacerdotes ensinam por dinheiro e seus profetas adivinham o futuro por prata. Mas mesmo assim eles confiam que o SENHOR está do seu lado e dizem: ‘Por acaso o SENHOR não está entre nós? Nenhum mal nos acontecerá’.
“Por isso, por causa de vocês, Sião virará um terreno arado e Jerusalém virará um montão de ruínas. O monte do templo virará uma colina cheia de arbustos”.
Miqueias diz: “Nos últimos dias, o monte do templo do SENHOR será o monte mais alto de todos. Ele será elevado acima de todas as montanhas. Os rostos das pessoas de todas as nações vão brilhar de alegria.
Muitos povos virão e dirão: ‘Vamos subir ao monte do SENHOR, ao templo do Deus de Jacó. Ele nos ensinará o que devemos fazer e nós o seguiremos’. “Pois é desde Sião que a lei será anunciada, é desde Jerusalém que o SENHOR ensinará.
Ele será o juiz entre as nações e o mediador entre os povos. Então eles converterão as suas espadas em enxadas e as suas lanças em foices. Toda a guerra entre as nações acabará, e ninguém mais será treinado para combater.
Cada uma se sentará debaixo da sua parreira e da sua figueira, e não terá ninguém para fazer com que eles fiquem com medo. Porque assim disse o SENHOR Todo-Poderoso.
“Mesmo que todas as nações obedeçam aos seus próprios deuses, nós nunca deixaremos de obedecer ao SENHOR, nosso Deus!”
O SENHOR diz: “Nesse dia juntarei as minhas ovelhas: a que está ferida, a que está com más companhias e a que maltratei.
Aqueles que foram deixados vivos estão feridos, mas eu vou fazer com que tenham um novo começo. Eles foram forçados a deixar suas casas, mas eu farei deles uma nação poderosa. Eu, o SENHOR, reinaré sobre eles no monte Sião daquele dia em diante e para sempre”.
Miqueias diz: “E você, torre do rebanho, pronto chegará o seu momento. Fortaleza dos moradores de Sião, você recuperará o seu poder. O reino voltará para Jerusalém”.
Miqueias diz: “Jerusalém, por que chora tanto? Será que você não tem um rei? Será que seu líder desapareceu? Sua aflição é tanta como a de uma mulher que dá à luz.
Filha de Sião, contraia o seu corpo e grite como se estivesse dando à luz, porque você terá que sair da cidade e viver no campo. Irá para a Babilônia, mas dali será resgatada. O SENHOR livrará você das garras dos seus inimigos.
“Muitas nações têm se unido contra você. Falam: ‘Que seja profanada, disfrutemos vendo a derrota de Sião!’
Mas essas nações não conhecem os pensamentos do SENHOR nem compreendem seu plano, porque ele as ajuntará como as pessoas ajuntam os feixes de espigas no lugar onde se mói o grão”.
O Senhor diz: “Filha de Sião, fique de pé e pise sobre eles. Farei com que seus chifres virem ferro e seus cascos virem bronze. Você destruirá a muitos e entregará a mim, o Senhor de toda a terra, todas as riquezas deles”.
Miqueias diz: “Agora, filha de guerreiros, reúna os seus soldados! Estamos sendo rodeados pelos inimigos! Eles querem bater com uma vara na face do juiz de Israel”.
O Senhor diz: “E você, Belém-Efrata, é pequena entre os clãs de Judá, mas de você sairá o chefe de Israel, o qual logo virá a mim. Sua origem é antiga, de um tempo muito distante”.
Miqueias diz: “Por isso, ele colocará essas nações nas mãos dos seus inimigos até que a mulher dê à luz o filho que ela está esperando. Então o restante dos seus irmãos retornará ao povo de Israel.
Em seguida, ele se levantará e guiará Israel com a força do SENHOR e com a autoridade do nome do SENHOR, seu Deus. Viverão em paz porque sua grandeza chegará até os limites da terra.
Ele trará uma época de paz. “Temos suficientes líderes para contra-atacar quando a Assíria vier ao nosso país e colocar o pé no nosso território.
Eles governarão a Assíria com suas espadas, e governarão a terra de Nimrode com suas facas. Ele nos resgatará dos assírios, quando eles vierem até nossa terra e invadirem nosso país.
“Então o restante de Jacó, que está espalhado entre as nações será como o orvalho que vem do SENHOR, como a chuva que cai sobre a terra, sem depender de homem e sem pôr as suas esperanças no ser humano.
O restante de Jacó, que está disperso entre as nações, no meio de povos numerosos, será como um leão entre os animais da floresta, como um leãozinho entre rebanhos de ovelhas: não há como fugir dele quando ataca com suas garras.
Levantará a sua mão contra seus inimigos e todos eles serão destruídos”.
O SENHOR diz: “Nesse dia matarei os seus cavalos e destruirei as suas carruagens de combate.
Destruirei as cidades do seu país e farei cair todas as suas fortalezas.
Você não poderá mais fazer magia com as suas mãos nem terá alguém que leia o futuro.
Destruirei os seus ídolos e os seus monumentos religiosos e não adorará mais as coisas feitas com suas mãos.
Tirarei da terra os seus postes de Aserá e destruirei os seus deuses falsos.
Com ira e raiva me vingarei contra as nações que não me obedeceram”.
Miqueias diz: “Escutem o que diz o SENHOR! “Senhor, fique de pé e apresente seu caso diante dos montes. Que as colinas escutem sua voz.
Escutem, montes, as acusações do SENHOR; bases da terra, escutem. O SENHOR tem uma denúncia contra seu povo, uma acusação contra Israel”.
O Senhor diz: “Fale para mim, povo meu, o que foi que fiz contra vocês? No que incomodei vocês?
Eu tirei vocês do Egito; livrei vocês da escravidão e enviei Moisés, Aarão e Míriam para que guiassem vocês.
Povo meu, não se esqueçam dos planos do rei Balaque de Moabe e o que lhe respondeu Balaão, filho de Beor. Lembrem-se do que aconteceu na sua viagem desde Sitim até Gilgal, para que compreendam os atos de salvação do SENHOR”.
Alguém do povo diz: “Que devo levar comigo quando me aproximar do SENHOR? Que devo fazer quando me curvar diante do Deus Altíssimo? Deverei me apresentar com sacrifícios e bezerros de um ano?
Será que o SENHOR ficará contente com milhares de carneiros e azeite que não tem fim? Deverei oferecer o meu primeiro filho como pagamento da minha culpa? Deverei oferecer o fruto das minhas entranhas como pagamento pelo meu pecado?”
Miqueias diz: “Homem, o SENHOR já falou para você o que é bom. Ele já falou o que quer de você: que seja justo, que mostre um amor fiel e que viva em humildade com o seu Deus”.
O SENHOR diz à cidade: “O que respeita o nome de Deus é sábio. Portanto, prestem atenção ao castigo e ao que decide isso.
Ainda há tesouros roubados na casa dos perversos? Ainda enganam às pessoas usando cestos de medir nos quais não cabe muito?
Acham que vou perdoar aos que usam balanças alteradas e medidas falsas?
Os ricos estão cheios de violência; seus moradores são mentirosos e enganadores.
Por isso, vou começar a castigar você; destruirei você pelos seus pecados.
Comerá, mas não ficará satisfeita. O seu interior ficará contorcido. Guardará o que lhe pertence, mas não poderá fazer com que fiquem a salvo e o que você conseguir salvar farei com que seja entregue à espada.
Semeará, mas não colherá. Tratará de tirar o azeite das suas azeitonas, mas não conseguirá nada. Pisará nas suas uvas, mas não poderá beber do seu vinho.
Isso acontecerá porque você obedeceu às ordens do rei Omri, porque segue todos os costumes da família do rei Acabe e porque obedece aos seus mandamentos. Por isso, deixarei que seja destruída e as pessoas zombarão dos moradores da cidade. Terá que suportar o desprezo das outras nações”.
Miqueias diz: “Estou me sentindo muito mal! Estou me sentindo como se estivesse num campo, do qual já foi colhido todo fruto; como se estivesse num campo, do qual já foi colhido todas as uvas. Não sobram cachos de uvas para comer nem esses figos frescos que eu tanto gosto.
Já não sobram homens fiéis na terra, não sobram pessoas honestas. Todos estão planejando uma forma de atacar e assassinar pessoas. Caçam com redes uns aos outros.
As pessoas são habilidosas para fazer o mal com suas mãos. O funcionário exige dinheiro e o juiz é subornado. O líder importante faz leis que irão lhe beneficiar e faz com que todas elas sejam cumpridas.
Os melhores deles são como arbustos cheios de espinhos. Os mais honestos deles são piores que as plantas torcidas e cobertas de espinhos. Se aproxima o momento que foi anunciado pelos seus guardas. Logo chegará o dia da desgraça, os perversos serão presa da confusão.
Não acredite no seu vizinho, não confie no seu amigo. Tenha cuidado daquilo que você fala com a sua esposa, inclusive quando você estiver abraçado com ela.
O filho não honrará o seu pai, a filha ficará contra a sua mãe, a nora ficará contra a sua sogra e os inimigos de uma pessoa serão os da sua própria família.
Mas eu estarei alerta, esperando pelo SENHOR. Pacientemente esperarei em Deus, meu Salvador; ele me escutará”.
O povo diz: “Que meus inimigos não se alegrem. Embora tenha caído, eu me levantarei. Embora agora esteja no meio da escuridão, o SENHOR será a minha luz.
Tenho que suportar a ira do SENHOR, porque pequei contra ele. Ele me lançará suas acusações mas fará justiça. Ele me tirará para a luz e me fará justiça.
Meus inimigos vão perceber isso e ficarão envergonhados por ter rido e dito: ‘Onde está o SENHOR, seu Deus?’ Então as pessoas pisaram sobre eles como se fossem a lama das ruas”.
Miqueias diz: “Vem se aproximando o dia em que você reconstruirá suas muralhas; Nesse dia, suas fronteiras se ampliarão.
Nesse dia, seu povo virá até você de todos os lugares: desde a Assíria até o Egito, desde o Egito até o rio Eufrates. Virão de todos os mares e de todas as montanhas.
Mas o país ficará deserto por causa dos seus moradores, como resultado de sua maldade”.
O povo diz: “Guie o seu povo, guie as suas ovelhas com a sua vara. Suas ovelhas vivem sozinhas na floresta e no monte Carmelo. Faça com que vivam em Basã e em Gileade, como viviam no passado.
Mostre para nós os seus milagres como os que o Senhor fez, ao sair do Egito.
Que as nações vejam esses milagres e se envergonhem do poder que elas têm. Que tapem a boca com a mão e fiquem surdos os seus ouvidos.
Que lambam o pó como a cobra, que se arrastem pelo chão como as serpentes. Que venham desde suas fortalezas tremendo de medo ao SENHOR, nosso Deus. Que tremam e tenham temor de você”.
O povo diz: “Não tem Deus como o Senhor, que perdoa as más ações e passa por cima a rebelião do restante do seu povo. Não ficará irado para sempre, porque ele gosta de demonstrar seu amor fiel.
Terá de novo compaixão de nós, perdoará nossas culpas e lançará para fora todos nossos pecados, para o fundo do mar.
Mostre sua lealdade a Jacó e seu amor fiel a Abraão, como o Senhor prometeu faz muito tempo aos nossos antepassados”.
Este livro trata da profecia de Naum de Elcós, a visão que teve da parte de Deus a respeito da cidade de Nínive.
Naum diz: “O SENHOR é Deus ciumento e vingativo. O SENHOR é vingativo, pois não há ira maior do que a sua. O SENHOR se vinga daqueles que estão contra ele e se enfurece contra os seus inimigos.
O SENHOR não se ira com facilidade, embora também seja muito forte. O SENHOR não deixará sem castigo à pessoa que tem culpa. Caminha entre as tempestades e as tormentas de areia; as nuvens são o pó dos seus pés.
Repreende o mar e este se seca; faz todos os rios se evaporarem. Basã e Carmelo se ressecam; as flores do Líbano murcham.
Diante dele tremem as montanhas e se derretem os montes. O mundo inteiro e cada um dos seus moradores tremem diante dele.
Quem o poderá enfrentar quando ele ficar furioso? Quem poderá suportar o calor da sua fúria? Sua ira se espalha como o fogo e até as rochas são destruídas quando ele passa por elas.
“O SENHOR é bom; é refúgio em tempos difíceis e protetor dos que procuram pela sua ajuda.
Mas irá destruir aos seus inimigos por completo: ele virá como uma grande inundação e acabará com eles, perseguindo-os até levá-los para a escuridão.
Que fazem alguns planejando contra o SENHOR? Ele desbaratará esses planos e se assegurará de que não surja de novo a hostilidade.
Embora sejam como espinhos entrelaçados e bêbados saturados de bebida alcoólica, eles serão consumidos como palha seca.
Já foi embora o malvado que fez planos contra você, Judá, e contra o SENHOR”.
O SENHOR diz: “Embora os assírios agora estejam sãos e sejam muitos, ainda assim serão cortados e desaparecerão. Judá, tenho feito você sofrer, mas farei com que você não sofra mais.
Destruirei o jugo que pesa sobre você, quebrarei as ataduras que aprisionam você.
“Mas quanto a você, rei de Nínive, eu, o SENHOR, farei com que não tenha descendentes. Destruirei todo ídolo e toda estátua que exista no templo dos seus deuses. Terei o seu caixão preparado porque você não vale nada”.
Naum diz: “Das montanhas vem um mensageiro que traz boas notícias, que proclama a paz. Judá, comemore as suas festas, cumpra a Deus suas promessas, pois aquele perverso nunca mais atacará você; será completamente destruído”.
Naum diz: “Nínive, um inimigo se aproxima para atacar você. Portanto, proteja as muralhas, cuide dos caminhos. Fortaleça a si mesma e esteja preparada para a batalha!
O SENHOR restaurará a glória de Jacó, a glória de Israel, porque os soldados inimigos saquearam as suas riquezas e destruíram as suas videiras.
São vermelhos os escudos dos soldados e carmesim, seus uniformes. O ferro das suas carruagens é como o vermelho do fogo enquanto se preparam para a batalha e fazem vibrar as suas lanças.
As carruagens de guerra correm livremente pelas ruas e cruzam a toda velocidade pelas praças. Parecem carvão aceso, como o vermelho do fogo; surgem como relâmpagos.
“O inimigo dá ordens aos seus oficiais e eles se chocam uns com os outros por causa da rapidez com que respondem. Eles se apressam em direção à muralha e fazem a torre de asalto.
São abertas as comportas que detêm os rios, de modo que o palácio é destruído.
A rainha é levada cativa, e os soldados tiram para fora as suas servidoras. O choro delas é tão triste como o das pombas; elas batem com as mãos no peito.
Nínive é como um reservatório que se esvazia rapidamente. Ninguém liga mais quando as pessoas gritam: ‘Pare de se esvaziar! Pare de se esvaziar!’
Peguem a prata! Levem o ouro! Não há limite para saquear os tesouros e a abundância de objetos preciosos.
Agora está deserta, destruída, devastada. O coração das pessoas se derrete de medo, os joelhos tremem de medo, um vazio no estômago é sentido e os rostos ficam sem cor.
“O que aconteceu com a cidade que era como a toca dos leões? O leão, a leoa e os seus filhotes viviam ali sem temor algum.
O leão matava a sua presa para alimentar as leoas e os seus filhotes. Ele enchia a sua caverna de presas e a sua toca de carne despedeçada”.
O SENHOR diz: “Eu, o Todo-Poderoso, estou contra você. Vou colocar fogo nas suas carruagens de guerra e farei com que elas virem fumaça. Matarei com espada os seus soldados. Você não voltará a sair para saquear as cidades; ninguém voltará a escutar as notícias dos seus mensageiros”.
Naum diz: “Pobre de você, cidade assassina, você tem falado muitas mentiras. Você está cheia de roubo e sempre anda fazendo vítimas.
Podem ser escutados os sons de chicotes, de rodas e de cavalos galopando com as suas carruagens, pulando atrás deles.
A cavalaria ataca, brilham as espadas, resplandecem as lanças. Há multidões de mortos, muitos cadáveres, não dá para contar. Há tantos mortos que as pessoas tropeçam neles.
Tudo isso aconteceu por causa dessa prostituta, aquela bruxa bela e sedutora, que com as suas seduções escravizou nações, e com as suas feitiçarias, povos inteiros”.
O SENHOR diz: “Eu, o Todo-Poderoso, estou contra você. Vou levantar o seu vestido até chegar ao seu rosto, mostrarei a sua nudez às nações e a sua desonra aos reinos.
Jogarei em cima de você coisas nojentas e a tratarei mal para que todos zombem de você.
A partir desse momento, todo aquele que olhar para você fugirá de perto, dirão: ‘Nínive está em ruínas, quem chorará por ela?’ Onde poderá ser encontrado alguém que a console?”
Naum diz: “Nínive, você se acha melhor do que Tebas, a cidade do rio Nilo? Tebas também tinha água ao seu redor e a usava para se proteger dos seus inimigos.
Etiópia e Egito a protegeram com seu imenso poder, também Pute e Líbia deram o seu apoio a ela.
Mas, ainda assim, Tebas foi levada para longe e os seus moradores foram levados prisioneiros. Em cada esquina das paredes as suas criancinhas foram despedaçadas. Tiraram a sorte sobre os seus cidadãos mais importantes; os seus cidadãos mais poderosos foram acorrentados.
“Da mesma forma, você cairá como um bêbado. Tentará se esconder, procurando refúgio do seu inimigo.
Todas as suas fortalezas serão como as figueiras, que, ao estarem carregadas de figos bem maduros, alguém chega, sacode a árvore e os figos já caem na sua boca.
Os seus soldados são como mulheres. As portas do país estão totalmente abertas para os seus inimigos. O fogo destruiu as trancas que as mantinham fechadas.
“Reserve água para resistir o cerco; reforce as suas defesas. Venha para dentro do barro, pise sobre ele e pegue a forma para fazer tijolos.
Você pode fazer tudo isso mas, mesmo assim, será consumida pelo fogo e será morta pela espada. O fogo devorará você da mesma forma como os gafanhotos que vêm e devoram tudo o que encontram no seu caminho. Aumente o seu número tanto como o dos gafanhotos, aumente o seu número tanto como o dos grilos.
Aumente o número dos seus comerciantes, mais do que as estrelas do céu. Eles são como gafanhotos: comerão tudo e, depois, irão embora.
Os seus governantes são também como gafanhotos. Os seus funcionários são como insetos que acampam nas paredes num dia frio, mas, quando sai o sol, voam; ninguém mais sabe para onde foram embora.
“Rei de Assíria, os seus pastores estão dormindo, os seus cidadãos mais importantes foram descansar; o seu povo está espalhado pelos montes e não há quem o junte de novo.
Não há forma de curar a sua fratura; a sua ferida não tem cura. Qualquer pessoa que ouvir as notícias da sua destruição ficará alegre, pois, quem não sofreu a sua crueldade sem limite?”
Esta é a mensagem que Deus revelou ao profeta Habacuque por meio de uma visão.
SENHOR, por que não me responde embora eu fique pedindo pela sua ajuda? Por quanto tempo será assim? Até quando clamarei por causa da violência? O Senhor não faz nada para salvar os que sofrem.
Por que Senhor me faz ver tanta maldade e perversidade? Por que eu tenho que ver tanto roubo e violência? As pessoas discutem e brigam entre elas.
A lei não é mais cumprida e os juízes julgam de maneira injusta. Nos tribunais, as pessoas más ganham das pessoas que são justas fazendo que a justiça perca seu valor.
“Olhem para as nações e fiquem atônitos, fiquem admirados. Pois eu vou fazer muito em breve algo que vocês jamais acreditarão, mesmo que tivesse alguém para lhes contar.
Porque eu estou trazendo os caldeus, essa gente cruel e impetuosa, que vai por toda a terra tomando para si territórios que não lhe pertencem,
aterrorizando os demais e só respeitando as suas próprias leis.
Os seus cavalos são mais rápidos do que os leopardos e mais velozes do que os lobos noturnos. Farei com que venham galopando desde lugares que ficam longe daqui. Serão tão rápidos como os abutres que se lançam para devorar a sua presa.
Todos eles trarão a violência e avançarão com rapidez em direção às suas vítimas. Farão tantos prisioneiros como os grãos de areia.
Zombarão dos reis e farão piadas dos altos funcionários. Zombarão de todas as cidades fortificadas. Farão rampas para escalar as suas muralhas e capturarão com facilidade essas cidades.
Em seguida, irão embora dali como o vento. Acreditam que a sua força é o deus deles”.
Ó SENHOR, meu santo Deus, o Senhor sempre existiu e nunca morrerá. SENHOR, escolheu a Babilônia para fazer justiça? Rocha minha, criou a Babilônia para castigar Israel?
Os seus olhos são puros demais para olhar o mal. O Senhor seria incapaz de ficar vendo a maldade. Então, por que não fica chateado ao ver esses traidores? Por que fica calado quando o mau destrói quem é menos mau?
O Senhor tem feito com que os seres humanos sejam parecidos com os peixes do mar, como criaturas sem liderança.
A Babilônia pega a todos com o seu anzol e os captura com a sua rede. Ela pega a todos com a sua rede e se sente feliz por isso.
A Babilônia considera que a sua rede é uma deusa: oferece sacrifícios a ela e lhe queima incenso. A Babilônia faz isso porque com a sua rede consegue comida abundante e substanciosa.
Será que a Babilônia seguirá massacrando as nações com a sua espada sem ter compaixão delas?
Ficarei no meu posto como um guarda, estarei pronto na torre de defesa. Esperarei que me fale e responda a queixa que eu tenho apresentado.
O SENHOR me respondeu assim: “Escreva claramente a visão em tábuas para que possa ser lido com facilidade.
Esta visão é testemunha de que já está marcado um dia e uma hora para que isso se cumpra. Ainda que isso demore, fique esperando, porque, com certeza, o momento chegará e não falhará.
“A pessoa que se cansa de esperar o cumprimento desta visão não se comportará conforme ao que foi dito pela visão; mas a pessoa aprovada por Deus viverá pela sua fé.
Com certeza a riqueza engana a pessoa arrogante. Ela nunca está satisfeita, assim como a morte, mas isso não terminará bem. Ao igual que a morte, nunca fica satisfeita; conquista todos os países e toma para si todas as nações.
“Mas depois, toda essa gente zombará dela e farão com que ela seja o assunto de piadas. Dirão: ‘Preste atenção você, que vai juntando aos montes o que não é seu. Você está carregando uma dívida muito grande, até quando irá aguentar assim?’
Não irão se levantar de repente os seus credores contra você? Não acordarão os que irão aterrorizá-lo? Você será roubado por eles.
Da mesma forma que você roubou a muitas nações, as nações que restaram irão roubar de você. Tudo isso acontecerá por causa dos seus assassinatos e da violência que você tem usado contra países, cidades e moradores.
“Preste atenção você, que enriquece se aproveitando dos demais, só consegue arruinar a sua casa, ao fazer isso. Você pensou que colocando o seu ninho lá no alto ficaria a salvo do perigo?
Ao destruir tantas nações, você planejou a vergonha para a sua casa, pecando contra você mesmo.
Até as pedras da muralha gritarão contra você e as vigas do teto repetirão as queixas.
“Preste atenção você, que constrói uma cidade acabando com a vida de inocentes e funda um povo com o crime.
O trabalho dos povos só alimenta o fogo. As nações se cansam em vão. Por acaso não é obra do SENHOR Todo-Poderoso?
A terra inteira se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, assim como a água enche os mares.
“Preste atenção você, que embriaga o seu semelhante; você o obriga a embriagar-se com o cálice da sua ira para humilhá-lo, ao ver sua nudez.
Agora, você beberá do cálice que o SENHOR tem na mão direita. Fique embriagado e mostre a sua nudez. Fique embriagado de sua ira e fique cheio de vergonha, não de honra.
Você assassinou muitas pessoas no Líbano e matou muitos animais. Agora, toda essa maldade vai deixá-lo com medo. Tudo isso acontecerá por causa dos seus assassinatos e da violência que você tem usado contra países, cidades e moradores.
“Qual é a utilidade do ídolo para que um escultor se tome tempo em fazê-lo? Qual é a utilidade de se fazer uma imagem de metal ou uma estátua de um deus falso ao ponto de um escultor colocar toda a sua confiança fazendo ídolos inúteis e mudos?
“Preste atenção você, que fala para a madeira: ‘Acorde!’ e para uma pedra muda: ‘Fique em pé!’ Por acaso os deuses falsos podem ensinar alguma coisa a você? Embora sejam feitos de ouro e prata, eles não têm vida.
Mas o SENHOR está no seu santo templo; que toda a terra fique em silêncio diante dele!”
Oração do profeta Habacuque. Ao estilo sigionot.
SENHOR, tenho ouvido um relato ao seu respeito. Sinto um temor reverente por tudo o que o SENHOR tem feito. Faça de novo os feitos maravilhosos, que o Senhor fez no passado. Faça com que os mesmos sejam conhecidos. Mesmo o Senhor estando cheio de ira, não se esqueça da sua misericórdia.
Eu ouvi que Deus vinha de Temã. O Santo vinha do monte Parã. A majestade do Senhor cobria o céu e a terra estava cheia da sua glória.
O seu esplendor era como o relâmpago, das suas mãos saíam raios deslumbrantes, atrás das nuvens se ocultava o seu poder.
A epidemia marchava diante dele e uma febre muito alta o seguia.
A terra tremeu quando ele ficou em pé. Com um só olhar que ele deu, todas as nações tremeram de medo. As montanhas mais antigas foram destruídas, as velhas colinas foram desmanchadas. Os caminhos antigos foram reduzidos a pó.
Eu ouvi que as tribos de Cuchã e de Midiã tremiam de medo e pavor.
SENHOR, a sua ira foi contra os rios? O Senhor estava irado contra os rios? O Senhor estava irado contra o mar? É por isso que guiou os seus cavalos e a sua carruagem para a vitória?
O Senhor tirou o seu arco e lançou as suas flechas. O Senhor abriu a terra seca com rios.
As montanhas olharam para o Senhor e tremeram de angústia. Espessas nuvens fizeram com que a tormenta caísse sobre a terra. As profundidades do mar rugiram e se levantaram para inundar a terra.
O Senhor fez com que o sol se detivesse e a lua ficasse quieta no seu lugar, enquanto as suas flechas brilhavam e o raio da sua lança iluminava o céu.
No meio da sua ira, o Senhor caminhou sobre a terra e pisoteou as nações.
O Senhor saiu para salvar o seu povo e o rei que escolheu. O Senhor destruiu a casa da pessoa má, ao rasgar aquela casa de cima para baixo.
O Senhor esmagou as cabeças dos soldados com as mesmas lanças que eles tinham. Vinham para nos atacar tão rápido como uma tormenta. Comemoravam da mesma forma que a pessoa que rouba o pobre em segredo.
Mas o Senhor caminhou sobre o mar com os seus cavalos, agitando as poderosas águas.
Ao escutar tudo isso, as minhas entranhas ficaram trêmulas. Os meus lábios tremeram; os meus ossos ficaram fracos e os meus pés se mexeram sem ter firmeza. Só me resta esperar com paciência que chegue esse dia de sofrimento aos que nos atacam.
Por mais que a figueira não floresça nem as videiras deem uvas; por mais que a oliveira não dê azeitonas, nem os campos produzam alimento; por mais que não haja ovelhas no curral, nem vacas no estábulo;
ainda assim, eu me alegrarei no SENHOR, o Deus que me salva.
O Senhor DEUS me fortalece, faz com que os meus pés fiquem firmes como os pés de um cervo para que eu possa caminhar nos lugares altos. Para o diretor musical: que sejam utilizados instrumentos de corda.
Esta é a mensagem que Sofonias recebeu do SENHOR no tempo de Josias, filho de Amom, rei de Judá. Sofonias era filho de Cusi, neto de Gedalias, bisneto de Amarias e trineto de Ezequias.
O SENHOR diz: “Destruirei tudo o que existe sobre a face da terra.
Destruirei os seres humanos e os animais, as aves do céu e os peixes do mar. Farei com que as pessoas más cambaleiem assim como também todas as pessoas.
“Ameaçarei Judá com a mão erguida e a todos os moradores de Jerusalém. Destruirei as pessoas que adoram Baal e os sacerdotes que realizam seu culto;
as pessoas que se ajoelham nos terraços para adorar as estrelas do céu; as pessoas que adoram o SENHOR, mas também juram pelo deus Moloque;
as pessoas que viraram as costas ao SENHOR, as pessoas que não procuram pelo SENHOR e as pessoas que não lhe pedem conselho”.
Sofonias diz: “Guardem silêncio diante do Senhor DEUS, porque o dia do SENHOR está perto! O SENHOR tem planejado um sacrifício; que se consagre cada um dos seus convidados!”
O SENHOR diz: “Naquele dia de juízo castigarei os líderes, os filhos do rei e toda pessoa que se veste com roupas estrangeiras.
Nesse dia castigarei toda pessoa que salta por cima da linha de entrada do templo. Castigarei toda pessoa que enche de mentiras e violência a casa do seu amo.
“Nesse dia haverá gritos de lamentação e aflição desde a porta do Peixe até o outro extremo da cidade. Faltará comida até fora da cidade.
Lamentem, moradores da parte baixa da cidade, porque todos os negociantes e os ricos comerciantes serão destruídos.
“Nesse dia pegarei uma lâmpada e buscarei em toda Jerusalém pelas pessoas que se sentem tão satisfeitas e falam: ‘O SENHOR não faz nada, nem bom nem mau’.
Por causa disso, suas riquezas serão roubadas e suas casas serão destruídas. Construirão casas, mas não poderão viver nelas. Plantarão parreiras de uvas, mas não poderão beber seu vinho”.
Sofonias diz: “O grande dia do SENHOR está perto, se aproxima rapidamente. No dia do SENHOR se escutará ruídos terríveis, gritos de guerra.
Esse será um dia cheio de ira, dificuldades e aflição, dia de ruína, destruição e escuridão, dia de nuvens espessas e escuras,
em que se ouvirão sons de trombetas e gritos de batalha contra as cidades fortificadas e suas torres de defesa”.
O SENHOR diz: “Farei com que a vida dessas pessoas se torne muito difícil. Elas irão tropeçar em todo lugar como se estivessem cegas”. Sofonias diz: “Elas pecaram contra o SENHOR, por isso será derramado o seu sangue e este sangue cobrirá o chão como o pó. Seus corpos ficarão espalhados pelo chão como fezes de animal.
Não poderão se salvar, ainda que tenham muito dinheiro, como eles têm agora. No dia em que o SENHOR mostrar sua fúria, o fogo da sua ira queimará toda a terra. Sim, ele destruirá por completo todos os moradores deste lugar”.
“Você, nação que não sente vergonha, que se junte todo o povo
e se volte a Deus antes de que seja destruída e arrastada como a folha ao entardecer. Retorne antes de que a fúria do SENHOR destrua você, antes de que o dia da fúria do SENHOR chegue até você.
Escutem todas as pessoas humildes que obedecem a Deus. Procurem pelo SENHOR e peçam ajuda a ele. Procurem a justiça e a humildade. Assim talvez poderão se salvar no dia em que o SENHOR mostrar a sua fúria.
“Pois Gaza será abandonada e Ascalom será destruída. Os moradores de Asdode serão expulsos ao meio-dia e Ecrom será expulsa.
Nações que vivem perto do mar, povo de Creta, o SENHOR tem uma mensagem contra vocês!” O SENHOR diz: “Canaã, terra dos filisteus, farei desaparecer todos os seus moradores e você ficará vazia.
As cidades perto do mar virarão campos abandonados com uns poucos pastores e rebanhos.
Depois, essa terra pertencerá aos sobreviventes de Judá. As pessoas de Judá levarão os seus rebanhos a esses campos e, durante a parte da tarde, descansarão nas casas de Ascalom”. Sofonias diz: “O SENHOR, seu Deus, prestará auxílio a elas e lhes devolverá o que tiver sido tirado delas”.
O SENHOR diz: “Eu ouvi os de Moabe e Amom insultando o meu povo. Ouvi as suas zombarias e insultos. Escutei como ficavam alegres por terem tirado o território de Judá.
Por isso, com a mesma certeza de eu ser o SENHOR Todo-Poderoso, Deus de Israel, juro que Moabe e os amonitas serão destruídos por completo, da mesma forma que eu destruí Sodoma e Gomorra. Sua terra será como um campo cheio de espinhos, coberto com sal para que vire ruína. Os sobreviventes do meu povo ficarão com a sua terra”.
Sofonias diz: “Essas pessoas foram arrogantes, insultaram e maltrataram o povo do SENHOR Todo-Poderoso. Mas elas serão castigadas por tudo isso.
O SENHOR Todo-Poderoso fará com que elas fiquem com muito medo, porque destruirá os seus deuses. Então cada um dos moradores da costa se inclinará onde estiver para adorar a Deus”.
O SENHOR diz: “Também vocês, etíopes, serão mortos com a minha espada”.
Sofonias diz: “O Senhor estenderá sua mão em direção ao norte e destruirá Assíria. Ele destruirá Nínive e a converterá num deserto.
Então todos os animais selvagens entrarão nessa cidade. As corujas e os corvos passarão a noite entre suas ruínas. As vozes que entrarão pelas janelas serão as dos corvos. Essas aves de cor negra serão as que acordarão as pessoas.
Isso será o que restará dessa alegre cidade, a cidade que se sentia tão segura, a que se achava a mais importante. Nínive virará um lugar deserto. Será o lugar de descanso dos animais selvagens. Toda pessoa que passar por ali ficará surpresa ao ver aquela cidade, fará gestos com as mãos e assobiará”.
Sofonias diz: “Olhe a Jerusalém, a cidade rebelde. Essa cidade suja que oprimia as pessoas.
A cidade que não quis me escutar. A que ignorou os meus ensinos, a que não confiou no SENHOR nem se aproximou do seu Deus.
Os líderes dessa cidade são como leões que rugem. Seus juízes são como lobos que atacam ao entardecer e devoram completamente os cadáveres.
Seus profetas são pessoas extravagantes que mentem e enganam para obter o que querem. Seus sacerdotes não respeitam as coisas sagradas e violam a lei.
Diferente de tudo isso, o SENHOR é justo nessa cidade. Ele não faz nenhum mal e todos os dias demonstra a sua justiça. Sim, ele é sempre justo nas suas decisões. Nunca faz nada que seja cruel ou perverso”.
O SENHOR diz: “Tenho destruído as nações, suas torres têm sido destruídas. Tenho destruído suas ruas para que ninguém passe mais por elas. Suas cidades foram destruídas para que ninguém mais viva nelas.
Pensei que, ao falar isso, os moradores de Jerusalém sentiriam temor de mim e aprenderiam a lição. Pensei que desta forma eles nunca esqueceriam esta lição. Mas o que aconteceu foi que eles ficaram com vontade de fazer mais maldades.
“Por isso, esperem por mim. Esperem o dia em que me levantarei para castigá-los. Decidi reunir as nações e reinos, para castigar vocês e lhes mostrar como me sinto mal; para lhes mostrar toda a minha ira. Sim, o fogo da minha ira queimará a terra inteira.
Naquele tempo farei com que os lábios de todos os povos fiquem puros e farei com que as pessoas de outras nações clamem pelo nome do SENHOR. Assim, todos poderão me servir como se fossem um só povo.
Até desde lugares além da Etiópia o meu povo, que está espalhado, virá pedindo pela minha ajuda; eles me trarão a oferta que me pertence.
Jerusalém, naquele tempo você já não sentirá mais vergonha por todos os pecados que cometeu contra mim. Tirarei de você os que se acham tão importantes e não existirão mais pessoas arrogantes no meu monte santo.
Só ficarão ali os simples e humildes que confiam no nome do SENHOR”.
Sofonias diz: “Os sobreviventes do povo de Israel não farão o mal, nem dirão coisas falsas, nem mentirão. Eles serão como ovelhas que pastam e se deitam tranquilas, sem medo de serem atacadas”.
Sofonias diz: “Sião, cante com alegria! Israel, grite de felicidade! Jerusalém, fique alegre e comemore com todo o seu coração!
O SENHOR perdoou você e afastou os seus inimigos. O Rei de Israel, o SENHOR, está no seu meio. Por isso, você já não terá mais medo do sofrimento.
Nesse dia, será dito a Jerusalém o seguinte: ‘Sião, não tenha medo, não desista.
O SENHOR, seu Deus, está em seu meio. Ele é um guerreiro que dá a vitória, demonstrará a alegria que sente por você com gozo. Sentirá um novo amor por você. Por causa de você, Deus festejará com cantos alegres,
como se comemora em um dia de festa’”. O Senhor diz: “Já não haverá mais insultos contra você; ninguém mais zombará de você.
Nesse dia, farei com que deixem de fazer dano a você. Resgatarei os feridos e reunirei os que têm sido expulsos da sua terra. Serão famosos e respeitados em todos os lugares nos quais agora sentem vergonha.
Nesse dia vou fazer que retornem. Vou reunir a todos e serão famosos e respeitados entre todos os povos da terra. Isso acontecerá quando fizer voltar os prisioneiros diante dos seus olhos”. Eu, o SENHOR, falei isto.
No primeiro dia do sexto mês do segundo ano em que o rei Dario governava, o profeta Ageu recebeu uma mensagem do SENHOR. A mensagem era dirigida a Zorobabel (o qual era filho de Salatiel e governador de Judá) e a Josué (o qual era filho de Jozadaque e o sumo sacerdote). A mensagem da parte do SENHOR Todo-Poderoso dizia o seguinte:
— Este povo anda dizendo que ainda não é o momento de reconstruir o templo do SENHOR.
Será então que este é o momento de vocês viverem em casas luxuosas enquanto a minha casa está em ruínas?
— Tomem muito cuidado com o que vocês estão fazendo!
Vocês semeiam muito, porém colhem pouco; comem, porém não ficam satisfeitos; bebem, porém não se satisfazem; se vestem, porém não o suficiente para ficarem cobertos. Ganham dinheiro, porém tudo vai embora como se tivessem o bolso furado.
— Tomem muito cuidado com o que vocês estão fazendo!
Vão até as montanhas e tragam madeira para reconstruir o templo, e eu ficarei contente com este templo e receberei glória nele.
Vocês esperavam uma grande colheita, mas foi pequena; depois, quando vocês armazenaram nas suas casas, eu soprei e fiz com que tudo acabasse logo. Por quê? Porque a minha casa está em ruínas enquanto vocês se dedicam às suas casas.
Por causa disso o céu não tem mandado nem um pingo de chuva e a terra não tem mandado nenhum dos seus frutos.
Por isso eu tenho determinado que não venha chuva sobre a terra, as montanhas, o trigo, as parreiras, o azeite e tudo mais que a terra produz; sobre as pessoas, os animais e todo o trabalho de vocês.
Então Zorobabel, o sumo sacerdote Josué, e o resto do povo obedeceram ao que o SENHOR, o Deus deles, tinha falado por meio do profeta Ageu. O povo sentiu respeito e temor diante do SENHOR Deus.
Então Ageu, o mensageiro do SENHOR, disse ao povo o que o SENHOR tinha prometido: — Eu, o SENHOR, estou com vocês!
E o SENHOR animou a Zorobabel, a Josué, e ao resto do povo para que fizessem a obra. Eles começaram a trabalhar na construção do templo do SENHOR, Deus Todo-Poderoso, seu Deus.
Tudo isso aconteceu no dia vinte e quatro do sexto mês do segundo ano em que o rei Dario governava.
No dia vinte e um do sétimo mês, o profeta Ageu recebeu mais uma mensagem do SENHOR. A mensagem da parte do SENHOR Todo-Poderoso dizia o seguinte:
— Diga a Zorobabel, ao sumo sacerdote Josué, e ao resto do povo o seguinte:
“Ainda restam entre vocês algumas pessoas que chegaram a ver o templo anterior, na sua época de esplendor? E o que acham do que vocês estão vendo agora? Não é algo insignificante?
Não perca o ânimo, Zorobabel! Não perca o ânimo, sumo sacerdote Josué! Não perca o ânimo, povo deste país! Continuem trabalhando porque eu estou com vocês. Podem ter certeza disto!
Esta foi a promessa que fiz a vocês quando saíram do Egito: o meu Espírito estará sempre com vocês. Então não tenham medo,
porque eu, o SENHOR Todo-Poderoso, afirmo que logo farei sacudir mais uma vez o céu e a terra,
o mar e a terra firme. Farei sacudir todas as nações, os seus tesouros chegarão até aqui e encherei este templo de esplendor.
Eu, o SENHOR Todo-Poderoso também digo que o ouro e a prata são meus.
Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, digo que o esplendor deste último templo será maior que o esplendor do templo anterior. É neste lugar que farei que exista paz. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, afirmo isso”.
No dia vinte e quatro do nono mês do segundo ano em que o rei Dario governava, o SENHOR falou ao profeta Ageu de novo.
O SENHOR Todo-Poderoso ordenou que Ageu fizesse algumas perguntas aos sacerdotes para estes darem a sua opinião a respeito de uma determinada situação. Ageu lhes perguntou o seguinte:
— O que acontece se alguém levar carne consagrada na sua roupa e mais adiante a ponta da sua roupa encostar em pão ou em algo cozido ou em vinho ou em azeite ou em qualquer tipo de comida? As coisas que tocaram naquela roupa também ficarão consagradas? Os sacerdotes responderam: — Não.
Depois Ageu lhes fez mais uma pergunta: — Se alguém que está impuro por ter tocado num cadáver tocar também essas coisas, aquelas coisas ficarão impuras? Os sacerdotes responderam: — Sim, ficarão impuras.
Ageu então lhes disse: — O SENHOR diz: “Isto também é assim no caso deste povo e de esta nação. Eles não são nem santos nem puros diante de mim, de modo que tudo o que eles produzem e trazem ao templo é impuro.
De agora em diante quero que pensem bem no seguinte: antes de começar a reconstrução do templo do SENHOR,
qual era a situação de vocês? Se alguém esperava obter vinte medidas de grão, só conseguia dez. Se alguém queria obter cinquenta jarras de vinho de um barril, só conseguia vinte.
O que estava acontecendo? Eu estava castigando vocês. Fui eu quem enviou as pragas que acabaram com as plantas; fui eu quem enviou o granizo que destruiu o que vocês tinham trabalhado. Mesmo assim vocês não procuraram fazer as pazes comigo.
Prestem atenção no que vai acontecer a partir de agora. Hoje, dia vinte e quatro do nono mês, vocês têm colocado a base do templo do SENHOR.
Já não há mais sementes no celeiro porque já estão semeadas. As parreiras, as figueiras, as romãzeiras e as oliveiras não podem dar mais colheitas. Mesmo assim, de agora em diante eu abençoarei vocês com boas colheitas”.
O SENHOR falou pela segunda vez a Ageu no mesmo dia vinte e quatro:
— Vá até onde está Zorobabel, que é o governador de Judá, e diga a ele o seguinte: “Vou sacudir os céus e a terra,
derrubar tronos de nações, acabar com as forças dos reinos das nações, virar as carruagens de combate junto com os condutores. Cavalos e cavaleiros cairão e os cavaleiros se matarão uns aos outros com espadas.
Zorobabel, você é o meu servo, eu escolhi você. Eu, o SENHOR, tomarei você nesse dia e o colocarei para governar o meu povo. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, afirmo tudo isso”.
O profeta Zacarias, filho de Baraquias e neto de Ido, recebeu uma mensagem do SENHOR. Isso aconteceu no oitavo mês do segundo ano de Dario como rei da Pérsia.
O Senhor diz: — Eu fiquei irado com os seus antepassados,
portanto, fale ao povo que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, digo que se voltarem para mim, eu voltarei para vocês.
Não sejam como os seus antepassados, a quem os profetas daquele tempo falaram a mensagem que eu, o SENHOR Todo-Poderoso lhes falei: que se afastassem da vida errada que estavam levando e deixassem de fazer o mal. No entanto, eles não me escutaram nem prestaram atenção às minhas palavras.
— Onde estão os seus antepassados? Por acaso os profetas viveram para sempre?
As advertências e decisões que ordenei aos meus servos, os profetas, não chegaram até os seus antepassados? Então eles mudaram de comportamento e disseram: “Assim como o SENHOR Todo-Poderoso tinha planejado, assim ele decidiu tratar a gente: conforme as nossas obras. Ele nos castigou pelo mal que fizemos”.
O profeta Zacarias (o filho de Baraquias e neto de Ido) recebeu outra mensagem do SENHOR. Isso aconteceu no dia vinte e quatro do décimo primeiro mês, o mês de sebat, durante o segundo ano de Dario como rei da Pérsia.
De noite, eu tive uma visão. Vi um cavaleiro montado num cavalo vermelho, o qual estava entre umas moitas. Atrás dele havia outros cavalos de cor vermelha, marrom e branca.
Perguntei a ele: — Senhor, qual é o significado destes cavalos? O anjo, que falava comigo, me disse: — Ensinarei a você o significado.
Então o cavaleiro do cavalo que estava entre as moitas respondeu: — Os cavalos têm sido enviados pelo SENHOR para que percorram a terra.
Depois, os cavaleiros disseram ao anjo do SENHOR, que estava entre as moitas, o seguinte: — Temos percorrido a terra e ela está totalmente tranquila e em paz.
Então o anjo do SENHOR disse: — SENHOR Todo-Poderoso, quando o Senhor terá compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá? O Senhor ficou irado com elas durante os últimos setenta anos.
O SENHOR respondeu ao anjo, que me falava, com palavras de ânimo e consolo.
Foi então quando o anjo me pediu para anunciar o que o SENHOR Todo-Poderoso disse: “Estou muito emocionado por causa de Jerusalém e Sião,
mas estou muito irado com as nações, que pensam estar seguras. Eu fiquei irado com Israel só por um pouco e, por isso, utilizei aquelas nações para castigá-la. Mas aquelas nações causaram sofrimento demais ao meu povo.
Por causa disso retornarei a Jerusalém e lhe mostrarei a minha compaixão. Jerusalém será reconstruída, e a minha casa será levantada ali”.
O anjo também me disse para anunciar o seguinte da parte do SENHOR Todo-Poderoso: “As minhas cidades terão de novo riquezas. O SENHOR consolará a Sião, e escolherá de novo a Jerusalém”.
Depois, levantei o olhar e vi quatro chifres.
Então perguntei ao anjo, que falava comigo, o seguinte: — Qual é o significado desses chifres? Ele me disse: — Esses chifres representam as nações que levaram para longe os habitantes de Judá, Israel e Jerusalém.
Depois disso, o SENHOR me mostrou quatro ferreiros.
Eu perguntei: — O que esses homens vieram fazer? Ele respondeu: — Os chifres representam as nações que levaram para longe o povo de Judá, até o ponto que ninguém podia sequer levantar a cabeça. Esses ferreiros estão vindo para aterrorizar aquelas nações. Eles vão destruir e levar para longe as nações que se levantaram contra Israel e levaram para longe a sua população.
Depois olhei e vi um homem que tinha na sua mão uma corda para medir.
Perguntei a ele: — Aonde você vai? Ele me respondeu: — Vou medir a cidade de Jerusalém para saber a sua extensão.
O anjo que esteve falando comigo já ia embora quando um outro anjo se aproximou dele
e lhe disse: — Corra e fale ao jovem o seguinte da parte do SENHOR: “Jerusalém não terá muralhas porque terá muitos habitantes e muitos animais.
Mas eu serei como uma muralha de fogo ao seu redor, viverei nela e lhe darei glória”.
Assim diz o SENHOR: “Vamos! Vamos! Fujam agora da terra do norte! Sim, é certo que fui eu quem os enviou a terras que ficam longe em todas as direções”.
“Vamos, Sião, fuja da Babilônia!”
O SENHOR Todo-Poderoso me enviou para castigar as nações que roubaram os seus pertences. Ele me enviou para trazer glória a você. Ele diz: “Os que lhe fazem dano estão machucando o que eu mais estimo.
Levantarei a minha mão contra as nações e os seus mesmos escravos furtarão as suas riquezas”. Então você saberá que o SENHOR Todo-Poderoso me enviou.
Assim diz o SENHOR: “Vamos, Sião, cante e festeje! Eu venho para viver no seu meio.
Nesse dia muitas nações virão até mim, o SENHOR, e se tornarão o meu povo, e eu viverei no seu meio”. Então saberá que o SENHOR Todo-Poderoso me enviou a você.
O SENHOR terá de novo a Judá como sua possessão na Terra Santa. Ele voltará a escolher Jerusalém como a sua cidade.
Que todos façam silêncio! O SENHOR está saindo do seu lugar sagrado!
Depois o anjo me mostrou ao sumo sacerdote Josué, que estava em pé diante do anjo do SENHOR. Satanás estava ao lado direito de Josué para atacá-lo.
O anjo do Senhor disse a Satanás: — Que o SENHOR, quem tem escolhido Jerusalém para que seja a sua cidade, repreenda você! Que o SENHOR repreenda você! Por acaso esse homem não é como uma brasa ardente tirada para fora do fogo?
Josué, que vestia uma roupa suja, estava de pé diante do anjo.
O anjo disse aos anjos que estavam junto a ele: — Tirem essa roupa dele! Depois disse a Josué: — Olhe, eu tenho apagado o seu pecado e o vestirei com as roupas finas que os sacerdotes usam.
Também disse: — Coloquem sobre a sua cabeça um turbante limpo. Eles colocaram sobre a sua cabeça o turbante e o vestiram com roupa nova enquanto o anjo do SENHOR permanecia ali.
A seguir o anjo do SENHOR falou com Josué.
A mensagem que o anjo trazia da parte do SENHOR Todo-Poderoso era a seguinte: “Se você obedecer aos meus mandamentos e cumprir fielmente os deveres que eu tenho lhe dado, tomará conta do meu templo e cuidará dos seus pátios. Você poderá entrar livremente no meu templo como os anjos que estão aqui.
Escute, Josué, sumo sacerdote, escute junto com os seus amigos que estão sentados na sua frente. Eles são sinais do que irá acontecer. Logo trarei o meu servo que será chamado ‘Renovo’.
Olhem para a pedra que eu tenho colocado diante de Josué. Esta pedra tem sete faces e nela escreverei algo. Num só dia apagarei o pecado desta terra.
“Nesse dia, cada um de vocês convidará ao seu vizinho para que se sente debaixo da sua parreira e da sua figueira”.
Logo depois, o anjo, que estava falando comigo, retornou e me acordou. Foi como se eu despertasse de um sonho.
Então ele me perguntou: — O que você está vendo? Eu respondi: — Vejo um candelabro de ouro maciço. Em cima dele tem um recipiente para o azeite do qual saem sete tubos. Sete lâmpadas saem dos sete tubos.
Em cada lado do recipiente tem uma oliveira.
Em seguida perguntei ao anjo que estava falando comigo: — Qual é o significado destas coisas, senhor?
O anjo me respondeu: — Você não sabe o que elas significam? E eu respondi: — Não, senhor.
Ele me disse: — Esta é a mensagem do SENHOR para Zorobabel: “Não será pela força nem pelo poder, mas pelo meu Espírito. Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, afirmo isto.
Quem é você, grande montanha? Diante de Zorobabel você não é mais que terra plana. Ele construirá o templo, e quando colocar a pedra principal no seu lugar, as pessoas gritarão: ‘Que linda! Que linda!’”
Depois, recebi esta mensagem do SENHOR:
“Zorobabel colocará as bases deste templo, e será ele mesmo quem acabará a construção. Quando acontecer isso, o povo saberá que foi eu, o SENHOR Todo-Poderoso, quem enviou você.
Todas as pessoas que tenham considerado sem valor este humilde início do templo festejarão quando virem o prumo nas mãos de Zorobabel. As sete lâmpadas representam os olhos do SENHOR, os quais vigiam toda a terra”.
Logo depois, perguntei ao anjo: — Qual é o significado das oliveiras, que estão em cada lado da lâmpada,
e dos dois ramos da oliveira, que estão junto aos tubos dourados, dos quais sai o azeite dourado?
Ele me perguntou: — Você não sabe? E eu lhe disse: — Não, senhor.
Ele, então, me respondeu: — Eles representam os dois homens que foram consagrados com azeite e que estão ao lado do Senhor de toda a terra.
Levantei a vista de novo e vi um rolo de pergaminho que voava.
O anjo me perguntou: — O que você vê? Eu respondi: — Eu vejo um rolo que está voando, o qual mede dez metros de comprimento por cinco de largura.
O anjo me disse: — Nesse rolo está escrito o castigo que vai cair sobre toda a terra. Num lado do rolo está escrito qual será o castigo para todas as pessoas que têm roubado e, no outro lado, está escrito qual será o castigo para todas as pessoas que têm jurado em falso. Todas essas pessoas serão destruídas.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Eu enviarei esse castigo à casa dos ladrões e à casa das pessoas que usam o meu nome para jurar em falso. Esse castigo permanecerá nas suas casas e destruirá até as vigas e pedras”.
Logo depois, o anjo, que falava comigo, se aproximou de mim e me disse: — Olhe e observe o que está se aproximando de nós.
Eu perguntei: — O que é isso? Ele me respondeu: — É um recipiente que representa os pecados das pessoas de toda a terra.
Então ele levantou a tampa de chumbo do recipiente e lá dentro estava sentada uma mulher.
O anjo disse: — Essa mulher representa a maldade. Ele empurrou a mulher para dentro do recipiente e tornou a colocar a tampa de chumbo.
Em seguida olhei para cima e vi duas mulheres se aproximando de nós. Elas tinham asas como as asas de uma cegonha, as quais estavam abertas e batendo no vento. As mulheres levantaram o recipiente.
Perguntei, então, ao anjo que falava comigo: — Aonde estão levando o recipiente?
Ele me respondeu: — Elas vão construir um templo na Suméria para o recipiente e, quando estiver pronto, colocarão o recipiente sobre a sua base para o adorar.
Logo depois, levantei de novo os olhos e vi quatro carruagens que saíam do meio de duas montanhas de bronze.
A primeira carruagem era puxada por cavalos vermelhos, a segunda carruagem era puxada por cavalos pretos,
a terceira carruagem era puxada por cavalos brancos, e a quarta carruagem era puxada por cavalos com manchas: todos os cavalos eram fortes.
Então perguntei ao anjo que falava comigo: — Senhor, qual é o significado desses cavalos?
O anjo me respondeu: — Esses são os quatro ventos do céu que estão saindo do seu lugar junto ao Senhor de toda a terra.
Os cavalos pretos vão em direção ao norte, os cavalos brancos vão em direção ao oeste e os cavalos com manchas vão em direção ao sul.
Esses cavalos fortes estavam impacientes para sair e percorrer toda a terra. O SENHOR, então, disse: — Vão e percorram a terra! E eles fizeram isso.
Logo depois, o SENHOR me chamou e disse: — Olhe, os cavalos que foram ao norte conseguiram acalmar o meu espírito nesse lugar e já não estou mais irado.
A seguir recebi outra mensagem do SENHOR:
— Heldai, Tobias e Jedaías retornaram do seu cativeiro na Babilônia. Pegue o ouro e a prata que eles têm e vá imediatamente à casa de Josias, filho de Sofonias.
Faça ali uma coroa com o ouro e a prata que você pegou e coloque essa coroa na cabeça do sumo sacerdote Josué, filho de Jozadaque. Depois disso, você dará a Josué uma mensagem do SENHOR Todo-Poderoso, a qual diz: “Aqui tem um homem chamado ‘Renovo’; ele crescerá e construirá o templo do SENHOR.
Ele será quem construirá o templo do SENHOR e quem receberá honrarias dignas de um rei. Ele se sentará e governará no seu trono, e um sacerdote se sentará também num trono ao seu lado. Juntos trabalharão em harmonia”.
— A coroa ficará no meu templo para que as pessoas que a vejam se lembrem de Heldai, Tobias, Jedaías e também se lembrem do bem que foi feito por Josias, filho de Sofonias.
As pessoas que vivem em terras que ficam longe daqui virão e ajudarão a construir o templo do SENHOR. Então vocês saberão que foi o SENHOR Todo-Poderoso quem me enviou a vocês. Tudo isso acontecerá se obedecerem cuidadosamente ao SENHOR, seu Deus.
O profeta Zacarias recebeu outra mensagem do SENHOR. Isso aconteceu no mês nono, que é o mês de quisleu, do quarto ano de Dario como rei da Pérsia.
O povo de Betel tinha enviado a Sarezer, a Regém-Meleque, e aos seus homens, para pedir ajuda ao SENHOR.
Eles perguntaram aos sacerdotes do templo do SENHOR e aos profetas: — Devemos seguir chorando e jejuando durante o quinto mês do ano como a gente vem fazendo há muito tempo?
Então recebi outra mensagem do SENHOR Todo-Poderoso:
“Fale o seguinte a todas as pessoas da terra e aos sacerdotes: ‘Quando vocês jejuam e choram tanto no quinto como no sétimo mês do ano, como vocês têm feito durante setenta anos, na realidade não estão fazendo isso para me honrar.
Não é certo que quando comem e bebem é para a satisfação de vocês mesmos que fazem isso?
Não é isso o que o SENHOR tem falado a respeito por meio dos primeiros profetas que ele enviou? Não foi isso mesmo o que ele disse quando Jerusalém e os povos ao redor estavam habitados e seguros e quando as pessoas ainda viviam no sul de Canaã e nas planícies de Judá?’”
E o SENHOR voltou a falar a Zacarias:
“Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, volto a lhes dizer que devem praticar a justiça, e ser verdadeiramente justos. Que deve existir bondade e compaixão entre vocês.
Não devem tratar mal as viúvas, nem os órfãos, nem os imigrantes, nem os pobres. Não devem planejar nos seus corações fazer o mal aos demais”.
Mas eles não quiseram prestar atenção, viraram as costas e se negaram a escutar.
Endureceram os seus corações e não quiseram escutar os primeiros profetas que levavam a eles a lei e os ensinamentos do SENHOR Todo-Poderoso. O SENHOR Todo-Poderoso ficou muito irado.
Por isso, ele, o SENHOR Todo-Poderoso, disse: — Eles não quiseram me escutar quando eu os chamei. Da mesma forma eu também não os escutarei quando me pedirem ajuda.
Eu os enviarei a nações que nem sequer conhecem. A terra deles ficará destruída e ninguém mais passará por ali. Esta terra, que agora é rica, virará ruínas.
Chegou para mim a seguinte mensagem do SENHOR Todo-Poderoso:
“Tenho muito ciúme de Sião, forte ciúme que me enche de ira.
“Retornarei a Sião e viverei em Jerusalém, a qual será chamada de Cidade Fiel. O monte do SENHOR Todo-Poderoso será chamado de Monte Santo.
“Os idosos e as idosas voltarão a descansar nas praças de Jerusalém. Viverão tantos anos que terão que usar um bastão para caminhar.
As ruas da cidade se encherão de meninos e meninas brincando.
“Os sobreviventes deste povo se maravilharão ao ver o acontecido, embora isso não seja maravilhoso para mim.
“Do leste e do oeste vou resgatar o meu povo.
Eu os trarei até aqui e eles viverão em Jerusalém. Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus, em fidelidade e justiça.
“Ânimo e mãos à obra! A mensagem proclamada pelos profetas não mudou desde que as bases foram colocadas para construir o templo do SENHOR Todo-Poderoso.
Antes desse dia, as pessoas não tinham dinheiro suficiente para contratar trabalhadores nem podiam pagar por um animal de trabalho. As pessoas que viajavam estavam sempre em perigo porque eu tinha feito que todos estivessem uns contra os outros.
Agora, porém, não tratarei da mesma forma o resto do povo que sobreviveu à destruição de Judá.
Semearão e terão boas colheitas. A parreira dará o seu fruto, a terra dará o seu alimento e os céus darão a sua chuva. Eu lhes darei tudo isso aos sobreviventes deste povo.
As pessoas falavam que, sobre os povos de Judá e Israel, tinha caído uma maldição. Mas eu os resgatarei e, então, as pessoas falarão que eles foram abençoados. Por isso, não tenham medo! Animem-se!
“Quando seus antepassados fizeram com que eu ficasse irado, decidi, então, enviar sobre vocês o desastre, e não mudei de opinião.
Mas, agora, tenho decidido levar o bem para Jerusalém e para o povo de Judá. Não tenham medo.
Isto é o que vocês têm que fazer: Falem a verdade e nada mais que a verdade. Sejam verdadeiramente justos quando julgarem o povo.
Que ninguém de vocês planeje no seu coração fazer o mal contra o seu próximo. Não façam promessas falsas. Eu odeio todas essas coisas”.
Mensagem que recebi do SENHOR Todo-Poderoso:
“Os dias tristes de jejum do quarto, quinto, sétimo e décimo meses, virarão momentos de alegria e comemoração. Serão dias alegres de festa para as pessoas de Judá. Vocês devem amar a verdade e a paz.
“No futuro, os povos e os moradores de muitas cidades virão a Jerusalém.
Os moradores de uma cidade irão a outra e falarão o seguinte: ‘Procuremos pela ajuda do SENHOR e oremos ao SENHOR Todo-Poderoso’.
Muitos povos e nações poderosas virão adorar o SENHOR Todo-Poderoso em Jerusalém e procurarão pela ajuda do SENHOR.
— Eu, o SENHOR Todo-Poderoso, ainda digo que, naqueles dias, as pessoas de outros países, que falam línguas diferentes, segurarão firme (sim, segurarão firme) a roupa de todo judeu e lhes dirão: “Queremos ir com vocês porque soubemos que Deus está com vocês”.
Esta é a mensagem do SENHOR contra o território de Hadraque e contra a cidade de Damasco: Porque todos os seres humanos voltarão os seus olhos para o SENHOR, assim como todas as tribos de Israel,
e também o território de Hamate, que fica na fronteira com Damasco, e também Tiro e Sidom, embora estas últimas sejam cidades muito sábias.
Tiro construiu uma torre, tem acumulado tanta prata que chega a ser infinito como o pó. Tem tanto ouro que chega a ser coisa comum como o barro nas ruas.
Mas o Senhor vai tirar dela todas as suas riquezas e vai destruir a fortaleza que tem na costa. Essa cidade será consumida pelo fogo.
Ascalom verá tudo o que acontecerá em Tiro e sentirá medo. Gaza também olhará isso e tremerá de angústia. Ecrom também tremerá porque sua esperança desaparecerá. Não haverá mais reis em Gaza, e Ascalom não sobreviverá.
Asdode se encherá de filhos de pai desconhecido. O Senhor diz: “Os filisteus não terão do que se sentirem orgulhosos,
já não poderão comer sangue nem qualquer outro alimento proibido”. Todos os seus sobreviventes pertencerão ao nosso Deus; farão parte das famílias de Judá. “Ecrom também se tornará parte do meu povo, bem como os jebuseus.
Protegerei a minha casa e não permitirei que alguém entre para atacá-la. Nunca mais permitirei que os inimigos se aproveitem do meu povo, pois tenho visto seu sofrimento com os meus próprios olhos”.
Fique alegre, Sião! Grite de alegria, Jerusalém! Olhe, seu rei se aproxima; ele é justo e vitorioso. No entanto, ele também é humilde, anda montado num jumento.
O rei destruirá as carruagens de Efraim e os cavalos de Jerusalém. Destruirá as armas de guerra e anunciará a paz para as nações. Ele governará de mar a mar, desde o rio Eufrates até os lugares mais afastados da terra.
“Jerusalém, a nossa aliança foi selada com sangue. Por isso tirarei os seus prisioneiros desse poço seco.
Prisioneiros, retornem ao seu lar; agora vocês têm uma esperança. Hoje anuncio que retornarei a vocês.
Judá, usarei você como o meu arco; Efraim, você será a minha flecha; Sião, você será a minha espada para lutar contra os gregos”.
O SENHOR aparecerá diante deles e lançará as suas flechas como raios. O Senhor DEUS tocará a trombeta e o exército avançará da mesma forma que uma tormenta de areia avança pelo deserto.
O SENHOR Todo-Poderoso os defenderá. Eles pisotearão as pedras que lhes foram atiradas; eles esmagarão os seus inimigos. Comemorarão com vinho dando gritos de alegria. Ficarão cheios como uma bacia cheia de sangue que se derrama no canto do altar.
Nesse dia o SENHOR, seu Deus, dará a eles a vitória. Os salvará como um pastor que cuida do seu rebanho. Eles serão como joias que brilham na sua terra.
Como será bom e belo tudo isso! Haverá alimentos e vinho que darão força a jovens, homens e mulheres.
Peçam chuva ao SENHOR quando precisarem dela. O SENHOR é o criador dos raios e da chuva. Ele fará crescer as plantações nos campos das pessoas,
por que as estátuas dos ancestrais mentem para quem as adora. As visões das quais falam os adivinhos são uma mentira. Os que interpretam os sonhos falam tolices; o consolo que dão é um engano. Por isso os moradores de Judá são como ovelhas que andam sem rumo longe do seu lar e que sofrem porque não têm pastor.
“Estou muito chateado com os pastores do meu povo e por isso os castigarei”. O SENHOR Todo-Poderoso cuida do seu rebanho, do povo de Judá. Cuida dele como se fosse seu cavalo de guerra mais valioso.
De Judá sairá a pedra principal, a estaca da barraca, o arco de guerra e todos os soldados.
Juntos serão como guerreiros que pisoteiam o inimigo no barro durante a guerra. Eles lutarão porque o SENHOR está com eles e humilharão inclusive os seus inimigos que vão montados nos seus cavalos.
“Eu fortalecerei o povo de Judá e salvarei o povo de José. Farei com que voltem porque terei piedade deles. Será como se nunca os tivesse abandonado. Farei isso porque eu sou o SENHOR, seu Deus, e responderei ao seu chamado.
O povo de Efraim ficará muito feliz, como os soldados que se sentam para beber. Seus filhos olharão o acontecido e comemorarão. Sentirão uma alegria imensa pelo que o SENHOR tem feito por eles.
Eu os salvarei e os chamarei para que se reúnam. Serão um país cheio de habitantes, como no passado.
Eu os enviei a terras desconhecidas, mas, ainda nesses lugares distantes, eles se lembrarão de mim. Sobreviverão junto com seus filhos e retornarão.
Eu farei com que voltem do Egito e os recolherei da Assíria. Eu os levarei à terra de Gileade e do Líbano e não haverá suficiente espaço para todos eles.
Atravessará o mar revolto e baterá nas ondas. Ele fará com que as profundezas do rio Nilo fiquem secas, destruirá a arrogância da Assíria e fará com que o Egito perca o seu poder.
O SENHOR os fortalecerá, e com o seu poder irão aonde queiram ir”. Assim diz o SENHOR.
Líbano, abra as suas portas para que o fogo consuma suas árvores de cedro.
Árvore de cipreste, chore porque os cedros caíram. Essas magníficas árvores foram destruídas. Os carvalhos de Basã chorarão porque a floresta foi destruída.
Escute o choro de tristeza dos pastores: choram porque perderam toda a sua glória. Escute o rugido dos leões: rugem porque a floresta perto do rio Jordão foi destruída.
Então o SENHOR, meu Deus, me disse: — Cuide do rebanho que vai ser sacrificado.
Os donos das ovelhas as matam e não são castigados. Os que vendem as ovelhas dizem: “Glória ao SENHOR, vou ser rico!” Os pastores não sentem compaixão pelas suas ovelhas.
Por isso não terei compaixão dos moradores de Judá. Vou fazer com que cada um deles fique debaixo do controle do seu vizinho e do seu rei. Deixarei que eles destruam a terra de vocês e não salvarei ninguém.
De forma que me dediquei a cuidar das ovelhas que iriam ser sacrificadas, especialmente as coitadinhas do rebanho. Tomei duas varas de pastor, eu chamei a uma de Graça e a outra de União, e com essas varas de pastor guiei as ovelhas.
Num só mês me livrei de três pastores, mas fiquei chateado com as ovelhas e elas também me desprezaram.
Então disse: — Não cuidarei mais delas! Deixarei que morra a que iria morrer, que matem aquela que iriam matar e que as demais acabem umas com as outras.
Então tomei a vara chamada Graça e a quebrei para mostrar que a aliança de Deus com o seu povo estava quebrada.
Nesse momento, a aliança acabou. Os comerciantes de ovelhas que estavam me observando perceberam que isso era uma mensagem do SENHOR.
A seguir falei a eles: — Se vocês acharem que é bom, paguem o meu salário; se vocês acharem que não é bom, então não façam isso. Eles me pagaram trinta peças de prata.
Então o SENHOR me falou: — Isso é o quanto eles acham que eu mereço! Jogue esse dinheiro na tesouraria do templo. Então tomei as trinta peças de prata e as joguei na tesouraria do templo do SENHOR.
A seguir quebrei a segunda vara, a que se chamava “União”, para demonstrar que a irmandade entre Judá e Israel tinha sido quebrada.
Logo depois o SENHOR me disse: — Volte a trabalhar como pastor, mas, agora, você deverá se comportar como um pastor irresponsável.
Isso mostrará que irei escolher para esta terra um pastor que não se importará com as ovelhas perdidas. Um pastor que não procurará as ovelhas pequeninas, que não sarará as que estejam feridas, que não alimentará as saudáveis e que comerá a carne das ovelhas gordas, deixando só os cascos.
Que o mal caia sobre o pastor que abandonou o meu rebanho! Que uma espada atravesse seu braço e uma faca fure seu olho direito! Que seu braço fique paralisado e seu olho direito fique cego!
Esta mensagem do SENHOR tem relação com Israel. Mensagem do SENHOR, quem criou os céus, quem colocou a base da terra, e quem deu forma ao espírito humano:
— Vou converter Jerusalém numa taça que contém drogas. Todas as nações vizinhas irão beber dessa taça e, como consequência, não poderão pensar direito. Jerusalém será atacada, e Judá cairá numa armadilha.
Mas, nesse dia, eu converterei Jerusalém numa pedra muito pesada: qualquer pessoa que tentar carregar aquela pedra ficará muito machucada. E todas as nações da terra se unirão para lutar contra ela.
Porém, nesse dia, aterrorizarei todos os cavalos e farei com que os cavaleiros enlouqueçam. Deixarei cegos a todos os cavalos do inimigo e terei os meus olhos bem abertos para cuidar do povo de Judá.
Os líderes de Judá falarão para si mesmos: “Os habitantes de Jerusalém são fortes graças ao SENHOR Todo-Poderoso, seu Deus.
Nesse dia os líderes do exército serão como fogo queimando numa floresta ou num campo de pasto seco. Destruirão todos os povos vizinhos inimigos, aos do norte e aos do sul, e Jerusalém permanecerá segura em seu lugar”.
O SENHOR resgatará primeiro os exércitos de Judá para que a família de Davi e os habitantes de Jerusalém não se achem mais importantes que Judá.
Mas o SENHOR será um escudo para os habitantes de Jerusalém. Mesmo o mais débil se tornará tão forte como Davi. Os da família de Davi serão como deuses (como o anjo do SENHOR aos olhos das nações).
— Nesse dia destruirei quase por completo qualquer nação que venha contra Jerusalém.
Encherei a família de Davi e os habitantes de Jerusalém com um espírito de bondade e compaixão. Eles me olharão, a quem eles atravessaram com uma lança, e se lamentarão como se estivessem sofrendo a morte de um filho único. Sentirão tanta amargura como quem sofre a morte do filho mais velho.
Haverá tanta tristeza e choro em Jerusalém como quando as pessoas choraram com amargura pela morte de Hadade-Rimom no vale de Megido.
A terra de Judá chorará com amargura, cada família à parte. Os homens descendentes de Davi em um lado, e suas mulheres em outro. Os homens descendentes de Natã em um lado, e suas mulheres em outro.
Os homens descendentes de Levi em um lado, e suas mulheres em outro; os homens descendentes de Simeão em um lado, e suas mulheres em outro.
Todas as famílias que sobreviverem chorarão com amargura: os homens de cada família em um lado, e as mulheres em outro.
Nesse dia se abrirá uma fonte para a família de Davi e para os moradores de Jerusalém. Essa fonte limpará seus pecados e suas impurezas.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: — Nesse dia farei com que as pessoas da terra deixem de adorar as suas estátuas. Se esquecerão até dos nomes daqueles deuses falsos. Farei com que desapareçam da terra os falsos profetas e a vontade de adorar ídolos, o que torna impuro o povo.
Depois daquele momento, a pessoa que pretenda falar como um falso profeta, será castigada. Inclusive o seu próprio pai e a sua própria mãe, falarão: “Você merece a morte, por ter falado mentiras em nome do SENHOR”. O pai e a mãe, que lhe deram a vida, baterão nele cada vez que ele fale as suas mensagens mentirosas.
Nesse dia, os profetas terão vergonha das suas visões. Deixarão de utilizar as roupas feitas de pelos como as que usam os profetas. Deixarão de usar as roupas de um profeta para enganar as pessoas.
Os profetas falarão: “Não sou profeta. Sou um homem do campo e tenho sido assim desde menino”.
E se alguém perguntar a eles: “Que feridas são essas que você tem nos ombros?”, eles responderão: “Briguei com alguém na casa de uns amigos e eles me bateram”.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Espada, fique de pé e lute contra o meu pastor! Lute contra o meu querido amigo! Bata no pastor e as ovelhas fugirão; eu castigarei essas pequeninhas.
Dois terços da população da terra morrerão, podem ter certeza disto, mas um terço sobreviverá.
Então colocarei à prova os sobreviventes. Eu os colocarei à prova da mesma forma como se coloca à prova a pureza da prata no fogo. Eu os avaliarei da mesma forma como se avalia a pureza do ouro. Eles me chamarão e pedirão a minha ajuda e eu lhes responderei: ‘Este é o meu povo’. E eles falarão: ‘O SENHOR é o nosso Deus’”.
Se aproxima o dia no qual o SENHOR virá para julgar, e tudo o que lhes pertence será dividido diante de vocês.
Reunirei todas as nações para que lutem contra Jerusalém. A cidade será conquistada, as casas serão destruídas e as mulheres serão violentadas. A metade da população será expulsa da sua terra, mas o restante dos habitantes permanecerá na cidade.
Então o SENHOR sairá e lutará contra essas nações, como ele tem lutado em batalhas anteriores.
Nesse dia, ele subirá ao monte das Oliveiras, que está na direção leste de Jerusalém, e o monte se dividirá em duas partes iguais. A metade do monte se afastará em direção ao norte e a outra metade se afastará em direção ao sul.
Vocês tentarão fugir entre os montes porque o vale se estenderá cada vez mais. Vocês fugirão da mesma forma como tentaram fugir do terremoto que houve durante o reinado de Uzias, rei de Judá. Então o SENHOR, meu Deus, virá junto com todos os seus santos.
Nesse tempo não haverá nem dia nem noite.
O SENHOR é o único que sabe como isso acontecerá, mas não haverá nem dia nem noite. Será como um dia sem fim; haverá luz inclusive de noite.
Nesse dia sairá água fresca de Jerusalém. A metade da água irá em direção ao mar oriental, e a outra metade irá em direção ao mar do leste. A água correrá durante todo o ano, seja no verão, seja no inverno.
Nesse dia, o SENHOR será o Rei de toda a terra. O SENHOR será o único Deus que as pessoas adorarão.
Toda a terra ao redor de Jerusalém será transformada e ficará deserta como o deserto de Arabá. Será como um deserto desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém. Por outro lado, Jerusalém será reconstruída e será habitada desde a porta de Benjamim até a primeira porta, ou seja a porta da Esquina, e desde a torre de Hananeel até as adegas de vinho do rei.
As pessoas irão viver nessa cidade e nunca mais haverá inimigos nela. Jerusalém viverá segura.
Este será o castigo que o SENHOR levará a todas as nações que lutaram contra Jerusalém: o corpo dos seus inimigos apodrecerá enquanto eles ainda estiverem vivos. Seus olhos apodrecerão nas suas órbitas e a sua língua apodrecerá na sua boca.
O SENHOR fará com que sintam pânico. Lutarão entre eles mesmos e tentarão se matar uns aos outros.
Inclusive Judá lutará em Jerusalém e as riquezas de todas as nações ao redor da cidade serão recolhidas. Será recolhido todo o ouro, a prata e a roupa que houver.
Também sofrerão o mesmo castigo todos os animais dos inimigos: os cavalos, as mulas, os camelos e os burros.
Os sobreviventes de todas as nações que estiveram contra Jerusalém irão adorar o Rei, o SENHOR Todo-Poderoso, ano após ano, e comemorarão a Festa das Barracas.
A nação que não subir a Jerusalém para adorar o Rei, o SENHOR Todo-Poderoso, não receberá nada de chuva.
Se o povo do Egito não subir a Jerusalém, com certeza cairá sobre eles o castigo do SENHOR.
Esse será o castigo para o Egito e para todas as nações que não venham comemorar a Festa das Barracas.
Nesse tempo, até nas rédeas dos cavalos estarão escritas as palavras: “Propriedade sagrada do SENHOR”. As panelas do templo do SENHOR serão tão sagradas quanto as bacias que se colocam diante do altar.
Até o último prato de Jerusalém e de Judá será marcado com as palavras: “Propriedade sagrada do SENHOR Todo-Poderoso”. Todas as pessoas que ofereçam animais como sacrifício virão ao templo e, nas panelas que houver ali, ferverão os seus alimentos reservados para o sacrifício. Já não haverá mais vendedores no templo do SENHOR Todo-Poderoso.
Esta é a mensagem que o SENHOR enviou ao povo de Israel. Deus escolheu a Malaquias para falar esta mensagem ao seu povo.
O SENHOR diz: “Eu sempre amei vocês”. O povo diz: “Como podemos saber que o Senhor sempre nos amou?” O SENHOR responde: “Vocês sabem que Esaú e Jacó eram irmãos e que, no entanto, escolhi Jacó
mas rejeitei Esaú. Eu destruí as montanhas de Esaú e entreguei suas terras aos chacais do deserto”.
O povo de Edom diz: “Fomos destruídos, porém voltaremos a reconstruir as nossas cidades”. O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Vocês poderão reconstruir as suas cidades, mas eu voltarei a destruí-las. Então as pessoas dirão que Edom é território perverso, o qual foi amaldiçoado pelo SENHOR para sempre.
“Vocês do povo de Israel irão ver tudo isso e dirão: ‘O poder do SENHOR vai além das fronteiras de Israel!’”
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Os filhos honram aos seus pais e os servos honram aos seus senhores. Já que eu sou seu pai, por que então vocês não me honram como mereço? Já que eu sou seu senhor, por que então vocês não me respeitam como mereço? Vocês, os sacerdotes, não me respeitam!” Os sacerdotes dizem: “O que fizemos para lhe faltar com o respeito?”
O SENHOR diz: “Vocês têm oferecido alimentos impuros no meu altar”. Os sacerdotes dizem: “Por que o Senhor acha que esses alimentos são impuros?” O SENHOR diz: “Porque vocês têm considerado que o altar do SENHOR é algo desprezível!
Por acaso vocês acham que é certo oferecer como sacrifício um animal cego? Não é errado que sejam sacrificados animais aleijados ou doentes? Levem um desses animais ao seu governador para ver se ele gosta de receber esse tipo de presente. Vocês acham que ele lhes agradeceria por isso?”
Malaquias diz: “Agora, mesmo que peçam a Deus para ter compaixão de vocês, ele não os escutará. E a culpa é de vocês, já que ninguém faz o que agrada a Deus. Foi o SENHOR Todo-Poderoso quem me disse isso”.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Gostaria que um de vocês fechasse as portas do templo. Assim vocês não continuariam oferecendo sacrifícios inúteis. Todos vocês fazem o mal, não aceitarei nada que venha de vocês.
Pois, desde onde nasce o sol até onde ele se põe, o meu nome é honrado entre as nações. Em todo lugar se queima incenso para dar honra ao meu nome e fazem ofertas puras, porque a minha fama é grande entre as nações.
Vocês mancham a minha reputação quando pensam que o altar do SENHOR não merece respeito e quando desprezam a colheita e a comida que se oferece ali.
Também quando vocês dizem: ‘Que nojo!’ Quando vocês olham com desprezo esses alimentos e logo trazem para mim como oferta animais roubados, aleijados e doentes. Por acaso vocês acham que eu os receberei com gosto?
Maldito seja o trapaceiro que promete oferecer um de seus melhores animais ao SENHOR, mas na realidade lhe oferece em sacrifício o animal que tem mais defeitos! Eu sou o grande rei e todas as nações respeitam o meu nome!
“Agora, sacerdotes, eu lhes dou esta ordem:
se não me obedecerem nem respeitarem o meu nome, os castigarei e converterei todas as suas bênçãos em maldições. De fato, eu já os amaldiçoei porque vocês não têm respeitado o meu nome. Vocês podem ter absoluta certeza disto!
“Castigarei os seus filhos, esfregarei no rosto de vocês as fezes dos animais que vocês sacrificarem nas suas festas religiosas. Eu jogarei vocês sobre as fezes desses animais!
Assim vocês aprenderão que fui eu quem lhes deu esta ordem. Eu dei esta ordem para que se mantenha a minha aliança com a tribo de Levi.
“A minha aliança com eles consistia em lhes dar vida e paz, e eu cumpri isso durante todo o tempo em que eles me respeitaram. Eles me respeitavam e sentiam admiração pelo meu nome.
Eles eram leais à lei e nunca apoiaram o mal. Levavam uma vida justa e em paz diante de mim e evitavam que muita gente fizesse o mal.
As pessoas buscam um sacerdote quando elas precisam de conhecimento e instrução, pois eles são mensageiros do SENHOR Todo-Poderoso.
“Mas vocês se afastaram do caminho de Deus e com a sua instrução fizeram que muitos tropeçassem e caíssem. Vocês quebraram a aliança que fiz com Levi.
Vocês não vivem da maneira que eu lhes ordenei e têm se afastado dos meus ensinamentos mostrando parcialidade. Por isso farei com que vocês sintam vergonha e que todos deixem de respeitar vocês. Vocês podem ter absoluta certeza disto!”
Malaquias diz: “Não temos todos nós o mesmo Pai? Não foi o mesmo Deus quem fez a todos nós? Então, por que há quem não mantém a promessa feita ao seu irmão? Ao fazer isso quebram a aliança que Deus fez com os nossos antepassados!
As pessoas de Judá não tem sido leais a Deus. Uma coisa horrível tem sido feita em Israel e em Jerusalém: o povo de Judá tem desrespeitado o templo sagrado do SENHOR, o lugar que ele ama. Os homens de Judá têm se casado com mulheres que adoram um outro deus.
Que o SENHOR tire da nação de Jacó as pessoas que fizeram isso e as testemunhas que apoiaram isso! Não importa as ofertas que elas possam trazer ao SENHOR Todo-Poderoso!
Além disso, vocês inundam de lágrimas e lamentações o altar do SENHOR. Mesmo assim ele não se agrada com as ofertas que vocês lhe trazem. Ele não aceita as ofertas de vocês”.
O povo diz: “Por que ele não aceita as nossas ofertas?” Malaquias responde: “Porque o SENHOR é testemunha da aliança matrimonial que cada um de vocês, quando jovem, fez com a mulher com quem se casou. Mas vocês se divorciaram dela, embora, para vocês, ela fosse ao mesmo tempo uma companheira fiel e uma esposa que pertence ao povo de Deus.
Ninguém com um pouco de lealdade a Deus faria isso. O que faria uma pessoa que fosse leal a Deus? Ela procuraria que seus filhos fossem parte do povo de Deus. Por isso, façam o que é certo e sejam leais à mulher com quem se casaram quando eram jovens!”
O SENHOR, Deus de Israel, diz: “Uma pessoa mostra que ela é uma pessoa cruel quando odeia a sua mulher e se divorcia dela, deixando-a sem condições de se sustentar a si mesma. Isso foi o que o SENHOR Todo-Poderoso disse. Portanto, façam o que é certo e não sejam desleais!”
Malaquias diz: “O SENHOR está cansado de ouvir o que vocês falam”. O povo diz: “Por que se cansou de nos ouvir?” Malaquias responde: “Porque ele está cansado de ouvir vocês dizendo que diante do SENHOR os maus são bons e que Deus se sente à vontade ao lado deles. Ele também está cansado de ouvir vocês perguntando: ‘Onde está o Deus da justiça?’”
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Olhem, eu estou enviando o meu mensageiro para preparar o meu caminho. O Senhor, a quem vocês estão procurando, virá de súbito ao templo; já vem aquele a quem vocês tanto aguardam: o mensageiro da aliança”.
Malaquias diz: “Quem será capaz de resistir quando ele chegar? Quem poderá ficar de pé diante dele quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo que se usa para fazer que a prata fique pura. Ele é também como um alvejante que se usa para lavar a roupa muito suja.
Ele fará com que os filhos de Levi sejam puros da mesma forma como se faz para que a prata seja pura. Ele os limpará da mesma forma como se limpa o ouro e a prata. Então, eles serão sacerdotes do SENHOR e apresentarão ofertas aceitáveis a ele.
Então o SENHOR aceitará as ofertas de Judá e Jerusalém da mesma forma que ele as aceitava no passado”.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Eu os acusarei no juízo e darei o meu rápido testemunho contra aqueles que praticam a bruxaria, contra aqueles que cometem adultério, contra aqueles que mentem nos tribunais, contra aqueles que roubam o salário dos trabalhadores, contra aqueles que oprimem tanto as viúvas como os órfãos e contra aqueles que não respeitam os direitos dos imigrantes: contra toda essa gente que me falta o respeito”.
O SENHOR diz: “Eu sou o SENHOR e por isso continuo sendo fiel à minha aliança com vocês. Vocês são filhos de Jacó e por isso continuam sendo trapaçeiros como ele.
Vocês têm me desobedecido desde os dias dos seus antepassados. Voltem para mim e eu voltarei para vocês”. O povo diz: “Como voltaremos para o Senhor?”
O SENHOR diz: “Pode o ser humano roubar a Deus? Mas vocês estão me roubando!” O povo diz: “No que nós temos lhe roubado?” O SENHOR diz: “Nos dízimos e nas ofertas!
A nação toda está me roubando e por isso está caindo uma maldição sobre todos vocês.
“Vocês deverão trazer todos os dízimos e colocá-los no tesouro do templo. Assim a minha casa terá alimentos. Vocês podem me provar nisso e confirmar se eu não deixarei de abrir as janelas do céu para derramar sobre vocês uma chuva de bênçãos até o ponto que vocês tenham tudo de sobra.
Farei com que as pragas dos campos fiquem longe para que não destruam o que vocês têm cultivado e para que a sua vinha produza fruto. Vocês podem ter absoluta certeza disto!
“Todas as nações falarão bem de vocês, porque vocês terão uma terra boa e rica”.
O SENHOR diz: “Vocês têm falado muito mal de mim”. O povo diz: “O que quer dizer? No que temos falado mal do Senhor?”
O SENHOR responde: “Vocês têm falado que não vale a pena adorar a Deus. É nisso que vocês têm falado mal de mim. Vocês têm dito: ‘Que proveito temos em servir a Deus? Que proveito temos em andar de luto diante do SENHOR Todo-Poderoso?’
Vocês afirmam que as pessoas arrogantes são abençoadas, que tudo dá certo com as pessoas que fazem o mal e que nada acontece às pessoas que desafiam a Deus”.
As pessoas que respeitavam o Senhor falaram umas com as outras sobre isso, e o Senhor as escutou com atenção. Então ele fez com que fosse escrito num livro de memórias os nomes de aquelas pessoas que respeitam o Senhor e dão honra ao seu nome.
O SENHOR Todo-Poderoso diz: “Elas serão o meu tesouro no dia que eu tenho marcado. Terei compaixão delas da mesma forma que o pai tem compaixão do filho que lhe obedece.
Vocês voltarão a notar a diferença que existe entre as pessoas boas e más, entre as pessoas que servem a Deus e as que não lhe servem.
“Está vindo o dia, quente como um forno, no qual todas as pessoas arrogantes e as que fazem o mal serão como a palha que o fogo queima. Elas serão queimadas da mesma forma que os arbustos são queimados e perderão até as suas raízes e ramas.
Mas para vocês, os que respeitam o meu nome, brilhará o sol da justiça que os curará com o seu calor e sairão livremente pulando como bezerros saudáveis.
Vocês, que respeitam o meu nome, pisarão nos perversos da mesma forma que vocês pisam o pó debaixo dos seus pés. Tudo isso acontecerá quando chegar o dia que tenho marcado. Vocês podem ter absoluta certeza disto!
“Não se esqueçam da lei que dei ao meu servo Moisés no monte Sinai. Essa lei contém as leis e as regras para todo o povo de Israel.
“Olhem, vou enviar o profeta Elias a vocês antes que chegue o grande e terrível dia do SENHOR.
Elias ajudará a fazer as pazes entre filhos e pais. Se isto não acontecer, então eu virei e destruirei a terra por completo”.
Esta é a lista dos antepassados de Jesus Cristo, descendente de Davi, que era descendente de Abraão.
Abraão foi pai de Isaque; Isaque, pai de Jacó; Jacó, pai de Judá e de seus irmãos;
Judá, pai de Perez e de Zera. (A mãe deles foi Tamar.) Perez foi pai de Esrom; Esrom, pai de Arão;
Arão, pai de Aminadabe; Aminadabe, pai de Nasom; Nasom, pai de Salmom;
Salmom, pai de Boaz. (A mãe de Boaz foi Raabe.) Boaz foi pai de Obede. (A mãe de Obede foi Rute.) Obede foi pai de Jessé;
Jessé, pai do rei Davi; Davi, pai de Salomão. (A mãe de Salomão tinha sido esposa de Urias.)
Salomão foi pai de Roboão; Roboão, pai de Abias; Abias, pai de Asa;
Asa, pai de Josafá; Josafá, pai de Jorão; Jorão, pai de Uzias;
Uzias, pai de Jotão; Jotão, pai de Acaz; Acaz, pai de Ezequias;
Ezequias, pai de Manassés; Manassés, pai de Amom; Amom, pai de Josias;
Josias, pai de Jeconias e dos seus irmãos. (Nessa época o povo de Israel foi levado prisioneiro para a Babilônia.)
Depois do povo ter sido levado para a Babilônia, Jeconias foi pai de Salatiel; Salatiel, pai de Zorobabel;
Zorobabel, pai de Abiúde; Abiúde, pai de Eliaquim; Eliaquim, pai de Azor;
Azor, pai de Sadoque; Sadoque, pai de Aquim; Aquim, pai de Eliúde;
Eliúde, pai de Eleazar; Eleazar, pai de Matã; Matã, pai de Jacó;
Jacó, pai de José. José foi marido de Maria, e Maria foi a mãe de Jesus, chamado Cristo.
Catorze, portanto, é o número de gerações que separa Abraão de Davi. Catorze, também, é o número de gerações que separa Davi do tempo em que o povo de Israel foi levado prisioneiro para a Babilônia. Catorze, ainda, é o número de gerações que vai desde o cativeiro de Israel na Babilônia até o nascimento de Cristo.
O nascimento de Jesus Cristo aconteceu assim: Maria, sua mãe, ia se casar com José. Antes de se casar, porém, Maria ficou grávida pelo poder do Espírito Santo.
José, seu futuro marido, resolveu anular o contrato de casamento sem dizer nada a ninguém, pois era um homem bom e não queria humilhar Maria.
Enquanto José estava pensando nisso, um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho e disse: — José, descendente de Davi. Não tenha medo de receber Maria como sua esposa. É pelo poder do Espírito Santo que ela está grávida.
Ela terá um filho e você deverá lhe dar o nome de Jesus, pois ele irá salvar o seu povo dos pecados deles.
Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta:
“Olhem, a virgem ficará grávida e dará à luz um filho, ao qual será dado o nome Emanuel”. (Emanuel quer dizer “Deus está conosco”.)
Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor havia mandado. Ele recebeu Maria como esposa,
mas não tiveram nenhuma relação sexual até que o menino nascesse. E quando o menino nasceu, José lhe deu o nome de Jesus.
Jesus nasceu em Belém, na província da Judeia, no tempo em que Herodes era o rei. Nessa mesma época, alguns homens sábios, vindos do Oriente, chegaram a Jerusalém.
Os sábios perguntaram: — Onde está o menino que nasceu para ser o rei dos judeus? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.
Quando o rei Herodes soube disso, ficou muito perturbado e todo o povo de Jerusalém também.
Ele, então, mandou reunir todos os líderes dos sacerdotes e professores da lei, e lhes perguntava onde deveria nascer o Cristo.
Eles responderam: — Em Belém, na província da Judeia, pois foi isto que o profeta escreveu:
“E você, Belém, da terra de Judá, de maneira nenhuma é a menor entre as principais cidades da Judeia. De você virá o líder que será o pastor do meu povo Israel”.
Herodes, então, chamando os sábios para falar a sós com eles, descobriu o momento exato em que a estrela havia aparecido.
Depois, enviando-os para Belém, lhes disse: — Vão e procurem o menino com todo o cuidado e, quando o encontrarem, venham me dizer, para que eu também possa ir adorá-lo.
Os sábios ouviram as palavras do rei e depois partiram para Belém. A estrela que eles tinham visto no Oriente foi adiante deles até que, chegando, parou sobre o lugar onde o menino estava.
Quando viram a estrela, os sábios ficaram extremamente alegres.
Eles entraram na casa e viram o menino com Maria, sua mãe. Então, ajoelhando-se, o adoraram. Depois, abriram as caixas que levavam consigo e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
Deus os avisou em sonho que não voltassem para onde Herodes estava e eles voltaram para sua terra por outro caminho.
Depois dos sábios terem ido embora, um anjo do Senhor apareceu a José num sonho e lhe disse: — Levante-se! Pegue o menino e a mãe dele e fuja para o Egito. Fique lá até eu lhe dizer que você pode voltar. Faça isso, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo.
José se levantou, pegou o menino e sua mãe e partiu para o Egito durante a noite.
Eles ficaram no Egito até a morte de Herodes. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eu chamei o meu Filho, e ele veio da terra do Egito”.
Quando Herodes percebeu que os sábios o tinham enganado, ficou muito furioso. Depois de calcular o tempo, de acordo com os dados fornecidos pelos sábios, mandou matar todos os meninos com menos de dois anos de idade que vivessem tanto em Belém como nos arredores.
Isso aconteceu para que se cumprissem as palavras ditas por Deus por meio do profeta Jeremias:
“Um som foi ouvido em Ramá, som de choro e grande tristeza. Era Raquel que chorava por seus filhos, e não quis ser consolada porque eles já estavam mortos”.
Depois da morte de Herodes, um anjo do Senhor apareceu a José no Egito, durante um sonho,
e disse: — Levante-se! Pegue o menino e a mãe dele e leve-os para Israel, pois as pessoas que queriam matar o menino já morreram.
José, então, se levantou, pegou o menino e a sua mãe e os levou para Israel.
Mas quando soube que Arquelau reinava na Judeia no lugar do seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Entretanto, depois de ter sido avisado por Deus em sonho, partiu dali para a Galileia.
Eles foram morar numa cidade chamada Nazaré, para que assim se cumprisse o que Deus havia dito por meio dos profetas: “Ele será chamado nazareno ”.
Naquele tempo, João Batista apareceu e começou a proclamar no deserto da Judeia,
dizendo: — Mudem a sua forma de pensar e de viver, pois o reino de Deus está próximo.
Era a João Batista que o profeta Isaías estava se referindo quando disse: “Uma voz clama no deserto: Preparem o caminho para o Senhor, e abram estradas retas para ele passar”.
João usava roupas feitas de pelo de camelo e um cinto de couro amarrado na cintura. Ele se alimentava com gafanhotos e mel silvestre.
Muita gente ia até ele para ouvir a sua mensagem. Eram pessoas vindas de Jerusalém, de toda a província da Judeia e também de toda a região das redondezas do rio Jordão.
Elas confessavam os seus pecados e eram batizadas por João no rio Jordão.
Quando João viu que muitos dos fariseus e saduceus estavam se aproximando para serem batizados por ele, lhes disse: — Raça de cobras venenosas! Quem ensinou a vocês como escapar do castigo que Deus vai mandar?
Façam coisas que mostrem que vocês mudaram o seu comportamento.
Não comecem a dizer entre vocês mesmos: “Somos da família de Abraão”. Pois eu lhes digo que até destas pedras Deus é capaz de fazer descendentes de Abraão!
O machado já está pronto para cortar as árvores pela raiz. Toda árvore que não produz bom fruto será cortada e jogada no fogo.
— Eu os batizo em água como prova de que vocês decidiram mudar o seu comportamento. Mas aquele que vem depois de mim os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele é muito mais poderoso do que eu e não sou digno nem de tirar as sandálias dele.
Ele tem uma pá nas mãos para separar o trigo da palha. O trigo será juntado em seu depósito, mas a palha será queimada com um fogo que nunca se apaga.
Naquela mesma época Jesus viajou da Galileia para o rio Jordão e foi ao encontro de João Batista, pois queria que ele o batizasse.
João, porém, queria impedi-lo, pois dizia: — Eu é que devo ser batizado por você e é você que vem a mim pedindo que eu o batize?
Jesus, entretanto, respondeu: — Deixe as coisas como estão por agora. Devemos fazer tudo o que é exigido por Deus. Então, depois de ouvir isto, João concordou em batizar Jesus.
Jesus foi batizado e, assim que se levantou da água, viu o céu se abrir e o Espírito de Deus descer sobre ele como uma pomba.
E uma voz vinda do céu disse: — Este é o meu Filho querido. Ele me dá muita alegria!
Então, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo.
Depois de não comer nada durante quarenta dias e quarenta noites, Jesus teve fome.
Então o diabo se aproximou dele e disse: — Se você é mesmo o Filho de Deus, mande estas pedras se transformarem em pão.
Jesus, porém, respondeu: — As Escrituras dizem: “O ser humano não vive só de pão, mas de tudo o que Deus diz”.
Então o diabo o levou à cidade santa de Jerusalém e o colocou na parte mais alta do templo
e lhe disse: — Se você é mesmo o Filho de Deus, atire-se daqui, pois as Escrituras dizem: “Deus dará ordens aos seus anjos para que cuidem de você. Eles vão segurá-lo com as suas mãos para que nem mesmo os seus pés se machuquem nas pedras”.
Jesus, porém, respondeu: — Mas as Escrituras também dizem: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus”.
Então o diabo o levou para um lugar muito alto e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória que eles tinham.
Depois, disse: — Eu lhe darei tudo isto se você se ajoelhar e me adorar.
Jesus lhe disse: — Vá embora daqui, Satanás! As Escrituras dizem: “Adore ao Senhor, seu Deus, e sirva somente a ele”.
Depois disto, o diabo o deixou e anjos vieram e o serviram.
Quando Jesus ouviu dizer que João tinha sido preso, voltou para a Galileia,
mas não permaneceu em Nazaré. Ele foi viver em Cafarnaum, cidade próxima do lago da Galileia, na região de Zebulom e Naftali.
Isto aconteceu para que se cumprisse o que tinha sido dito por Deus por meio do profeta Isaías:
“Terra de Zebulom e de Naftali! Caminho do mar e terra do outro lado do rio Jordão! Galileia, onde muitos estrangeiros vivem!
O povo que vive na escuridão viu uma grande luz, e até os que vivem nas regiões sombrias da morte foram iluminados por esta luz”.
Daí em diante, Jesus começou a proclamar a mensagem, dizendo: — Mudem a sua forma de pensar e de viver, pois o reino de Deus está próximo.
Jesus estava andando pela beira do lago da Galileia quando viu dois irmãos: Simão, também conhecido como Pedro, e André. Eles eram pescadores e estavam jogando suas redes no lago
quando Jesus lhes disse: — Sigam-me e eu tornarei vocês em pescadores de pessoas.
E eles deixaram as suas redes naquele momento e o seguiram.
Jesus continuou caminhando e encontrou outros dois irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu. Eles estavam no barco com seu pai, consertando as suas redes. Jesus os chamou
e eles, imediatamente, deixaram seu pai e o barco e o seguiram.
Jesus viajou por toda a região da Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando as Boas Novas do reino de Deus e curando todo tipo de doença e de enfermidade entre o povo.
A fama de Jesus se espalhou por toda a região da Síria e o povo levou a ele todos os doentes que sofriam de vários tipos de doenças e males. Ele curou a todos: os que tinham dores, os que estavam possuídos por demônios, os epiléticos e os paralíticos.
Muitas pessoas o seguiam. Esta gente vinha da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia e também de toda a região situada do outro lado do rio Jordão.
Quando Jesus viu a grande multidão, subiu para o alto de um monte e se sentou. Os seus discípulos se aproximaram
e ele começou a ensiná-los, dizendo:
— Felizes são os que reconhecem que precisam de Deus, pois é esse tipo de pessoa que fará parte do reino de Deus.
— Felizes são os que choram, pois Deus os consolará.
— Felizes são os humildes, pois eles herdarão a terra que Deus prometeu.
— Felizes são os que têm fome e sede de justiça, pois Deus fará com que fiquem satisfeitos.
— Felizes são os que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia deles.
— Felizes são os que têm coração puro, pois verão a Deus.
— Felizes são os que promovem a paz, pois Deus os chamará de “filhos”.
— Felizes são aqueles que são perseguidos por fazerem a vontade de Deus, pois a eles pertence o reino de Deus.
— Felizes serão vocês quando forem insultados, perseguidos e receberem todo tipo de calúnias pelo fato de me seguirem.
Alegrem-se e fiquem realmente muito felizes, pois grande é a recompensa que receberão no céu. Foi desta mesma maneira que os profetas que viveram antes de vocês também foram perseguidos.
— Vocês são o sal da terra! Se o sal, porém, perder o seu sabor, não poderá voltar a ser salgado e não presta para mais nada. Só serve para ser jogado fora e pisado pelos que passam.
— Vocês são a luz do mundo! Uma cidade situada no alto de uma montanha não pode ser escondida.
Da mesma forma, ninguém acende um lampião para colocá-lo debaixo de uma bacia, mas sim para colocá-lo em cima de uma mesa, para que possa iluminar a todos os que estão na casa.
Que a luz de vocês brilhe diante das pessoas de tal forma que, ao verem o bom comportamento de vocês, elas deem glória ao Pai que está no céu.
— Não pensem que eu vim para acabar com a lei de Moisés ou com o ensino dos profetas. Não vim acabar com eles, e sim dar o verdadeiro significado deles.
Digo a verdade a vocês: Enquanto o céu e a terra durarem, nem uma letra ou mesmo um único acento desaparecerá da lei até que todas as coisas aconteçam.
Portanto, quem desobedecer ao menor dos mandamentos e ensinar outras pessoas a fazerem o mesmo, será considerado o menor no reino de Deus. Por outro lado, quem obedecer aos mandamentos e ensiná-los a outras pessoas será considerado o maior no reino de Deus.
Digo a verdade a vocês: A não ser que superem os professores da lei e os fariseus em fazer o que Deus quer, jamais entrarão no reino de Deus.
— Vocês ouviram que aos nossos antepassados foi dito isto: “Não mate” e “Quem matar alguém será levado a julgamento”.
Mas eu lhes digo: Qualquer um que ficar com raiva de uma outra pessoa será julgado. Qualquer que insultar uma outra pessoa será levado ao Conselho Superior. Quem chamar uma outra pessoa de “tolo” merece ser jogado no fogo do inferno.
— Portanto, se você for até o altar para dar a sua oferta e se lembrar ali de que alguém tem alguma coisa contra você,
deixe a sua oferta lá mesmo, diante do altar. Primeiro vá e faça as pazes com aquela pessoa; depois volte e dê a sua oferta.
— Entre em acordo sem demora com o seu adversário, enquanto você estiver a caminho com ele. Caso contrário, ele o entregará ao juiz, o juiz o entregará aos guardas e você será colocado na prisão.
Digo a verdade a você: Só sairá de lá após pagar tudo o que deve.
— Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa adultério”.
Eu, porém, lhes digo que todo aquele que olhar para uma mulher desejando possuí-la, já cometeu adultério em seu coração.
Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora, pois é melhor que uma parte do seu corpo seja destruída do que todo o seu corpo ser jogado no inferno.
Da mesma forma, se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora, pois é melhor que uma parte do seu corpo seja destruída do que todo o seu corpo ir para o inferno.
— E também foi dito: “Se alguém se separar de sua esposa deve dar-lhe uma certidão de divórcio”.
Eu, porém, lhes digo que qualquer um que se divorciar de sua esposa sem que ela seja culpada de imoralidade sexual, estará fazendo com que ela cometa adultério. E quem se casar com ela também estará cometendo adultério.
— Vocês também ouviram o que foi dito aos nossos antepassados: “Não quebre um juramento, mas cumpra o que você jurou ao Senhor que ia fazer”.
Eu, porém, lhes digo: Não jurem por nada. Não jurem pelo céu, pois é o trono de Deus;
nem pela terra, pois é onde Deus coloca os seus pés; nem por Jerusalém, pois é a cidade do grande Rei.
Não jurem nem por suas próprias cabeças, pois vocês não são capazes de fazer com que um só fio de cabelo se torne branco ou preto.
Se vocês quiserem dizer “sim”, digam somente “sim”; se vocês quiserem dizer “não”, digam somente “não”. O que passar disso vem do maligno.
— Vocês também ouviram o seguinte: “Olho por olho e dente por dente”.
Eu, porém, lhes digo: Não se oponha aos perversos. Mas, ao contrário, se alguém lhe bater na face direita, vire-lhe também a esquerda.
Se alguém quiser processar você a fim de tomar a sua capa, deixe que leve também a sua túnica.
Se alguém lhe obrigar a carregar uma carga por um quilômetro, leve-a por dois quilômetros.
Dê a quem lhe pedir alguma coisa e não vire as costas a quem lhe pedir emprestado.
— Vocês também ouviram que foi dito: “Ame o seu próximo e odeie os seus inimigos”.
Eu, porém, lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que perseguem vocês.
Dessa forma o Pai de vocês que está no céu os considerará seus filhos. Ele faz com que o sol brilhe tanto para os bons como para os maus. Ele também manda a chuva tanto para os justos como para os injustos.
Se vocês amarem somente as pessoas que amam vocês, o que é que vocês ganham? Até mesmo os cobradores de impostos fazem isto!
E se cumprimentarem somente os vizinhos que são seus amigos, o que fazem de mais? Até mesmo os que não creem em Deus fazem isso.
Portanto, sejam perfeitos assim como o Pai de vocês, que está nos céus, também é perfeito.
— Tenham cuidado! Não pratiquem boas obras em público somente para serem vistos pelos outros. Se vocês fizerem isso, não receberão nenhuma recompensa do Pai que está no céu.
Quando você der alguma coisa a um pobre, não espalhe para todo mundo o que fez. Os hipócritas é que fazem isso nas sinagogas e nas ruas, a fim de receberem elogios das pessoas. Digo a verdade a vocês: Eles já receberam a recompensa deles.
Você, entretanto, quando der alguma coisa aos pobres, não deixe nem que o seu melhor amigo fique sabendo o que você fez.
A sua boa ação de ter dado aos pobres deve ficar em segredo. Assim o seu Pai que vê tudo o que é feito em segredo lhe dará a recompensa.
— E quando vocês orarem, não façam como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas para poderem ser vistos pelo povo. Digo a verdade a vocês: Eles já receberam a recompensa deles.
Você, entretanto, quando orar, vá para o quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.
— Quando vocês orarem, não repitam palavras que não significam nada, como os que não creem no nosso Deus; pois eles pensam que por causa das suas muitas palavras Deus os ouvirá.
Portanto, não sejam como eles, pois o Pai de vocês sabe o que vocês precisam antes mesmo de vocês pedirem.
Quando vocês orarem, orem assim: “Pai nosso, que está no céu, que o seu nome sempre permaneça santo.
Que o seu reino venha a nós. Que a sua vontade seja feita aqui na terra como no céu.
Dê-nos hoje o alimento que precisamos.
Perdoe os nossos pecados assim como nós perdoamos aos que pecam contra nós.
Não nos deixe cair em tentação, mas livre-nos do maligno”.
Pois se vocês perdoarem as ofensas que as outras pessoas lhes fazem, o Pai de vocês que está no céu também lhes perdoará.
Se, entretanto, não perdoarem as ofensas dos outros, o Pai de vocês também não perdoará as suas ofensas.
— Quando vocês jejuarem, não façam cara de doente como os hipócritas, que mudam o aspecto de seus rostos para que todos saibam que estão jejuando. Digo a verdade a vocês: Eles já receberam a recompensa deles.
Quando você jejuar, entretanto, penteie o cabelo e lave o rosto
para que ninguém fique sabendo que está jejuando. O seu Pai, a quem você não pode ver, verá que você está jejuando. E esse mesmo Pai, que vê tudo o que é feito em segredo, lhe dará a recompensa.
— Não ajuntem riquezas para vocês mesmos neste mundo, onde a traça e a ferrugem as destruirão e onde os ladrões arrombam e as roubam.
Ao invés disso, ajuntem riquezas no céu, onde nem a traça nem a ferrugem as destruirão e nem os ladrões arrombam e as roubam.
Lembrem-se disto: onde estiver o seu tesouro, lá também estará o seu coração.
— Os olhos são a fonte de luz para o corpo. Se você olhar às outras pessoas com a intenção de ajudá-las, todo o seu corpo estará cheio de luz.
Se, porém, você olhar às outras pessoas com inveja, todo o seu corpo estará na escuridão. Portanto, se a luz que há em vocês não passa de escuridão, então a escuridão que há em vocês é enorme.
— Ninguém pode servir a dois senhores, pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e às riquezas.
— Por isso eu lhes digo: Não se preocupem com a comida ou com a bebida que precisam para viver ou mesmo com as roupas que precisam para vestir. Pois a vida é mais importante do que comida e o corpo é mais importante do que as roupas.
Reparem nos pássaros do céu; eles não plantam nem colhem, nem juntam em celeiros. No entanto, o Pai de vocês que está no céu lhes dá o que comer. Será que vocês não valem mais do que eles?
Qual de vocês, por mais que se preocupe, pode adicionar uma hora à sua vida?
E por que se preocupam por causa de roupas? Reparem nas flores do campo, como elas crescem! E no entanto, elas não trabalham nem fazem roupas para si mesmas.
Contudo eu lhes digo que nem mesmo o rei Salomão, com toda a sua riqueza, se vestiu como uma delas!
Se Deus veste dessa maneira as plantas do campo, que hoje estão aqui e amanhã são jogadas no fogo, quanto mais ele vestirá vocês, gente de pouca fé?
— Portanto, não fiquem preocupados, dizendo: “O que iremos comer?” ou “O que iremos beber?” ou ainda “Com o que iremos nos vestir?”
As pessoas que não conhecem a Deus é que estão sempre procurando todas essas coisas. Mas o Pai de vocês que está no céu sabe que vocês precisam delas.
Portanto, se vocês colocarem em primeiro lugar nas suas vidas o reino de Deus e aquilo que Deus quer, ele lhes dará todas essas coisas.
Não se preocupem com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã cuidará das suas próprias preocupações. Para cada dia bastam os seus próprios problemas.
— Não julguem os outros para que Deus não julgue vocês.
Pois da mesma maneira como vocês julgam os outros, Deus também julgará vocês. E a mesma medida que usarem com os outros Deus a usará com vocês.
— Por que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não vê o tronco que está no seu próprio olho?
Como é que pode dizer ao seu irmão: “Deixe-me tirar o cisco do seu olho” quando você mesmo tem um tronco no seu próprio olho?
Hipócrita! Tire primeiro o tronco que está no seu olho e então verá muito melhor para tirar o cisco do olho do seu irmão.
— Não deem as coisas sagradas aos cães, pois eles virão e atacarão a vocês. Não atirem as suas pérolas aos porcos, pois os porcos pisarão nas pérolas.
— Não desistam de estar sempre pedindo porque vocês receberão. Não desistam de estar sempre procurando porque vocês acharão. Não desistam de estar sempre batendo na porta porque ela se abrirá.
Pois todo aquele que fica pedindo, recebe. Todo aquele que fica procurando, acha. E a porta se abre para todo aquele que fica batendo.
— Qual de vocês dará uma pedra a um filho se este lhe pedir pão?
Ou lhe dará uma cobra quando ele lhe pedir peixe?
Ora, se até mesmo vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará coisas boas aos que lhe pedirem!
— Portanto, tratem as outras pessoas da mesma maneira que vocês gostariam de ser tratados por elas. Este é o real significado da lei de Moisés e do ensino dos profetas.
— Vocês só podem encontrar a vida com Deus se escolherem o portão estreito! O portão que conduz para a perdição é espaçoso e o caminho que leva até lá é fácil de seguir. Muitas pessoas escolhem esse caminho.
Mas o portão que conduz para a vida com Deus é estreito e o caminho que leva até lá é difícil de seguir. Apenas algumas pessoas escolhem este caminho.
— Tenham cuidado com os falsos profetas! Eles se aproximam de vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos selvagens.
Vocês os reconhecerão pelos seus frutos. Ninguém consegue colher bons frutos das pessoas más, assim como ninguém consegue colher uvas dos espinheiros ou figos do cardo-selvagem.
Uma árvore boa produz bons frutos e uma árvore que não presta produz frutos ruins.
A árvore que é boa não produz frutos ruins, nem a árvore que não presta produz bons frutos.
Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.
Assim, pois, vocês conhecerão os falsos profetas pelos frutos que produzirem.
— Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor” entrará no reino de Deus, mas somente aquele que faz a vontade de meu Pai que está no céu!
Quando aquele Dia chegar, muitas pessoas me dirão: “Senhor, Senhor! Não foi em seu nome que nós profetizamos? Também não foi em seu nome que expulsamos demônios? Não foi em seu nome, ainda, que fizemos muitos milagres?”
Eu, porém, lhes direi abertamente: “Eu nunca os conheci! Afastem-se de mim, todos vocês que fazem o mal!”
— Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as obedece, pode ser comparado a um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha.
Caíram as chuvas, vieram as enchentes e os ventos sopraram com força contra aquela casa, mas ela não desabou porque tinha sido construída sobre a rocha.
Porém, todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as obedece, pode ser comparado a um homem tolo que construiu a sua casa sobre a areia.
Caíram as chuvas, vieram as enchentes e os ventos sopraram com força contra aquela casa e ela desabou completamente, sendo total a sua destruição.
— Quando Jesus acabou de falar essas coisas, todo o povo estava admirado com a sua maneira de ensinar,
pois ele ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei.
Quando Jesus desceu do monte, uma grande multidão o seguiu.
Um homem com lepra se aproximou de Jesus e se ajoelhou diante dele. Então lhe disse: — Eu sei que o senhor pode me curar se quiser.
Jesus estendeu a sua mão, tocou nele e lhe disse: — Eu quero; fique curado! E, no mesmo instante, a lepra desapareceu.
Então Jesus lhe disse: — Olhe, não diga nada disto a ninguém, mas apresente-se ao sacerdote. Depois ofereça o sacrifício que a lei de Moisés manda que seja oferecido pela sua cura. Faça isso para provar que está curado.
Quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano se aproximou dele e lhe implorou:
— Senhor, o meu servo está em casa, de cama, sem poder se mexer e sofrendo dores horríveis.
Jesus lhe disse: — Eu vou lá curá-lo.
O oficial romano, então, lhe disse: — Eu não sou digno de que o senhor entre na minha casa. Dê apenas uma ordem e o meu servo ficará curado.
Digo isto, pois também tenho superiores que me dão ordens e soldados a quem eu dou ordens. Eu digo a um: “Vá”, e ele vai; e a outro: “Venha”, e ele vem. Da mesma forma digo ao meu servo: “Faça isto”, e ele faz.
Quando Jesus ouviu isto, ficou admirado e disse aos que o acompanhavam: — Digo a vocês que nem mesmo entre o povo de Israel achei alguém com tanta fé!
E eu lhes digo ainda mais: Muitas pessoas virão do leste e do oeste, e tomarão seus lugares à mesa no reino de Deus juntamente com Abraão, com Isaque e com Jacó.
E aquelas pessoas a quem esses lugares pertenciam anteriormente serão lançadas fora para a escuridão, onde irão chorar e ranger os dentes.
Depois Jesus disse ao oficial: — Vá para casa. Seja feito conforme a sua fé. E nesse mesmo momento o seu servo foi curado.
Jesus seguiu depois para a casa de Pedro e lá encontrou a sogra deste de cama e com muita febre.
Jesus tocou na mão dela e a febre a deixou. Ela, então, se levantou e começou a servi-lo.
Naquela tarde, muitas pessoas que estavam possuídas por demônios foram levadas a Jesus que, com sua ordem, os expulsou. Jesus também curou todos os doentes.
Essas coisas aconteceram para que as palavras que Deus tinha dito por meio do profeta Isaías se cumprissem: “Ele levou as nossas doenças e carregou as nossas enfermidades”.
Quando Jesus viu a multidão à sua volta, mandou seus discípulos irem para o outro lado do lago.
Um mestre da lei se aproximou dele e lhe disse: — Mestre, eu o seguirei aonde quer que o senhor vá.
Mas Jesus lhe respondeu: — As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde descansar.
Um outro discípulo de Jesus lhe disse: — Senhor, deixe-me primeiro ir enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe disse: — Siga-me e deixe que os mortos enterrem os seus próprios mortos.
Jesus entrou num barco e os seus discípulos o acompanharam.
De repente, uma grande tempestade agitou o lago e as suas ondas eram tão grandes que cobriam o barco. Entretanto, Jesus dormia.
Mas os discípulos foram acordá-lo e lhe disseram: — Salve-nos, Senhor, pois estamos prestes a morrer!
Jesus, porém, lhes disse: — Por que vocês estão com tanto medo, homens de pouca fé? E, levantando-se, repreendeu o vento e o lago e tudo ficou calmo.
Os discípulos ficaram muito espantados e diziam entre si: — Que tipo de homem é este que até o vento e as águas lhe obedecem?
Quando Jesus chegou ao país dos gadarenos, do outro lado do lago, dois homens que estavam possuídos por demônios foram ao seu encontro. Eles tinham saído dos túmulos e estavam tão furiosos que ninguém podia passar por aquele caminho.
Os dois homens se aproximaram de Jesus e gritaram: — O que o senhor quer conosco, Filho de Deus? Veio para nos castigar antes do tempo?
Não muito longe dali havia uma grande manada de porcos comendo.
Os demônios pediram a Jesus: — Se vai nos obrigar a sair destes homens, então permita-nos entrar naqueles porcos.
Jesus lhes disse: — Podem ir! E os demônios, saindo dos homens, entraram nos porcos. Então, todos os porcos se atiraram morro abaixo, para dentro do lago, onde se afogaram.
Os homens que tomavam conta dos porcos fugiram dali e foram para a vila. Ali contaram tudo isso, incluindo o que tinha acontecido com os homens que estavam possuídos pelos demônios.
Então, toda a vila foi ao encontro de Jesus e, quando o viram, lhe imploraram que fosse embora da terra deles.
Jesus entrou no barco e atravessou novamente o lago, voltando para sua própria cidade.
Algumas pessoas lhe trouxeram um paralítico deitado numa maca. Ao ver a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: — Coragem, meu filho! Os seus pecados estão perdoados.
Alguns professores da lei ouviram aquilo e começaram a comentar entre si: — Este homem está insultando a Deus.
Jesus, porém, sabia o que eles estavam pensando e disse: — Por que estão pensando essas coisas malignas?
Talvez vocês pensem que é mais fácil lhe dizer: “Os seus pecados estão perdoados”, porque isso não pode provar que eu tenho autoridade para perdoar os pecados das pessoas. Se eu, porém, lhe dizer: “Levante-se e ande!”
e assim acontecer, então ficará demonstrado que o Filho do Homem tem poder na terra para perdoar pecados. E então disse ao paralítico: — Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa.
E o homem se levantou e foi para casa.
Quando a multidão viu aquilo ficou com muito medo e começou a adorar a Deus por ele ter dado tal poder aos homens.
Quando Jesus estava indo embora, viu um homem sentado no lugar onde as pessoas pagavam os seus impostos. O nome dele era Mateus. Jesus disse a ele: — Siga-me! Mateus se levantou e o seguiu.
Quando Jesus estava comendo na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e pecadores também chegaram e tomaram lugar à mesa com ele e seus discípulos.
Quando os fariseus viram aquilo, perguntaram aos discípulos de Jesus: — Por que o mestre de vocês come com cobradores de impostos e com pecadores?
Jesus, ouvindo a pergunta dos fariseus, lhes respondeu: — Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os que estão doentes.
Vão e procurem entender o que as Escrituras querem dizer: “Eu quero de vocês compaixão em vez de sacrifícios de animais”. Pois eu não vim chamar aqueles que se creem justos, mas sim os pecadores.
Os discípulos de João Batista se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: — Por que tanto nós como os fariseus jejuamos muitas vezes enquanto que os seus discípulos não jejuam?
Jesus lhes respondeu: — Por acaso os convidados do noivo ficam tristes enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas virá o tempo em que o noivo será levado para longe deles. Então eles jejuarão.
— Ninguém remenda uma roupa velha com retalho de pano novo. Se fizer isso, o pano novo vai encolher e rasgar a roupa velha, e o rasgo ficará ainda maior.
Da mesma forma, ninguém coloca vinho novo em odres velhos, pois, se o fizer, os odres se arrebentarão, o vinho se derramará e os odres ficarão arruinados. Ao contrário, vinho novo é colocado em odres novos e ambos se conservam.
Mal Jesus tinha acabado de dizer essas coisas, quando um chefe da sinagoga se aproximou dele e, ajoelhando-se, lhe disse: — Minha filha acaba de morrer; mas venha e coloque as mãos sobre ela para que volte à vida.
Jesus, então, se levantou e o seguiu. Os seus discípulos também foram com ele.
Enquanto caminhavam, uma mulher que há doze anos sofria de hemorragia se aproximou por trás de Jesus e tocou na ponta da sua roupa.
Ela fez aquilo porque pensava: — Se eu ao menos tocar na sua roupa, ficarei curada.
Jesus se virou e, vendo a mulher, lhe disse: — Coragem, minha filha, a sua fé a curou. E desde aquele momento a mulher ficou curada.
Jesus chegou à casa do chefe da sinagoga e viu ali algumas pessoas tocando música de enterro e uma multidão em estado de comoção.
Ao ver aquilo, Jesus disse: — Saiam todos! A menina não está morta; apenas dorme! Muitas pessoas começaram a rir-se dele por causa disso.
Depois de todos terem saído, Jesus entrou no quarto da menina, a pegou pela mão e ela se levantou.
E a notícia a respeito deste fato se espalhou por toda aquela região.
Jesus estava indo embora quando dois cegos o seguiram. Eles gritavam: — Tenha misericórdia de nós, Filho de Davi!
Assim que Jesus entrou na casa, os cegos se aproximaram dele e Jesus lhes perguntou: — Vocês creem que eu posso realmente curá-los? E eles responderam: — Sim, senhor!
Jesus tocou nos olhos deles e disse: — Que seja feito de acordo com a sua fé.
E os olhos dos cegos se abriram. Jesus, entretanto, os avisou severamente, dizendo: — Não deixem que ninguém saiba disso!
Mas assim que eles saíram, espalharam as notícias a respeito de Jesus por toda aquela região.
Depois deles terem ido embora, algumas pessoas levaram um homem até Jesus. Ele era mudo, pois estava possuído por um demônio.
Quando o demônio foi expulso, o homem começou a falar e toda a multidão, admirada, dizia: — Nunca se viu coisa igual a esta em Israel!
Os fariseus, porém, diziam: — É o chefe dos demônios que lhe dá poder para expulsar demônios.
Jesus viajava por todas as cidades e aldeias daquela região e ensinava nas suas sinagogas. Ele proclamava as Boas Novas do reino a todos e curava toda espécie de doenças e enfermidades.
Quando Jesus viu a multidão, teve muita pena, pois as pessoas pareciam aflitas e desamparadas, como ovelhas que não têm pastor.
Jesus, então, disse aos seus discípulos: — A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Portanto, orem ao Senhor para que ele mande mais trabalhadores para a sua colheita, pois ele é o dono dos campos.
Jesus chamou os seus doze discípulos e lhes deu poder tanto para expulsarem demônios como para curarem toda espécie de enfermidade.
Estes são os nomes dos doze apóstolos: Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; os irmãos Tiago e João, filhos de Zebedeu;
Filipe; Bartolomeu; Tomé; Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu;
Simão, que pertencia ao grupo dos zelotes; e Judas Iscariotes, que traiu Jesus.
Jesus enviou estes doze homens com a seguinte ordem: — Não entrem em nenhuma cidade cujo povo não seja judeu, nem em nenhuma das cidades dos samaritanos.
Ao invés disso, procurem as pessoas da nação de Israel, que são como ovelhas perdidas.
Vão e proclamem esta mensagem: “O reino de Deus está próximo!”
Curem os leprosos e os outros doentes, ressuscitem os mortos e expulsem os demônios. Vocês receberam este poder de graça, portanto façam tudo isso de graça.
Vocês não devem levar nenhum dinheiro, nem ouro, nem prata, nem cobre;
e nem sacola de viagem. Também não devem levar nem roupas extras, nem sandálias, nem cajado. Digo isto porque todo trabalhador merece receber o seu alimento.
— Quando vocês chegarem a uma cidade ou a uma vila, procurem uma pessoa de confiança e fiquem com ela até a hora de irem embora.
Quando vocês entrarem numa casa, cumprimentem as pessoas.
Se as pessoas da casa forem dignas, que a paz que vocês desejarem a elas ao cumprimentá-las permaneça sobre elas. Mas se não forem dignas, que a sua paz volte para vocês.
Se alguma casa ou alguma cidade se recusar a recebê-los ou a ouvir o que vocês têm para dizer, então saiam de lá. E quando vocês estiverem indo embora, sacudam a poeira das suas sandálias.
Digo a verdade a vocês: No Dia do Julgamento haverá mais tolerância para com o povo das cidades de Sodoma e de Gomorra do que para com as pessoas daquela cidade.
— Escutem, eu estou enviando vocês como ovelhas para o meio de lobos. Sejam, portanto, espertos como cobras e simples como pombas.
Tenham cuidado com as pessoas, pois elas vão levá-los aos tribunais e vão chicoteá-los nas sinagogas deles.
Vocês serão levados para serem julgados diante de governadores e de reis por minha causa, e lá vocês terão oportunidade de testemunhar tanto aos judeus como também aos que não são judeus.
Quando forem presos, não se preocupem nem com “o que” vocês vão falar nem com “a maneira pela qual” vocês vão falar. Quando chegar a hora certa, lhes será dito o que vocês devem falar.
Lembrem-se de que não serão vocês que estarão falando, e sim o Espírito do Pai é que estará falando por intermédio de vocês.
— Algumas pessoas entregarão seus próprios irmãos para serem mortos e outras entregarão seus próprios filhos. Filhos se voltarão contra seus pais e os matarão.
Vocês serão odiados por todos por causa do meu nome, mas aquele que permanecer firme até o fim será salvo.
Quando vocês estiverem sendo perseguidos numa cidade, fujam para outra, pois eu lhes digo que o Filho do Homem voltará antes que vocês consigam percorrer todas as cidades de Israel.
— Nenhum discípulo é mais importante do que o seu mestre, nem nenhum escravo é mais importante do que o seu senhor.
O discípulo deve ficar satisfeito em ser como o seu mestre e o escravo em ser como o seu senhor. Se até mesmo o chefe da família é chamado de Belzebu, o que então não falarão dos membros da família?
— Não tenham medo daqueles homens, pois não há nada que esteja oculto e que não venha a ser revelado, nem nada que esteja escondido que não seja descoberto.
Eu quero que vocês digam à luz do dia o que estou dizendo às escuras e que gritem em voz alta o que estou dizendo em particular.
Não tenham medo daqueles que podem matar o corpo, mas não podem matar a alma. Mas antes, tenham medo daquele que pode destruir no inferno tanto a alma como o corpo.
Vocês podem comprar dois pardais com pouco dinheiro, mas nem um só deles cai no chão sem a permissão do Pai de vocês.
Até mesmo os fios de cabelo das suas cabeças estão contados!
Por isso, não tenham medo. Vocês valem muito mais do que muitos pardais.
Se alguém afirmar publicamente ser meu seguidor, então eu também afirmarei diante de meu Pai que está no céu que tal pessoa é meu seguidor.
Mas aquele que me negar publicamente, eu também o negarei diante de meu Pai que está no céu.
— Não pensem que vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer paz, mas sim conflito.
Eu vim para fazer com que estas coisas aconteçam: “O filho ficará contra o seu pai, a filha ficará contra a sua mãe, a nora ficará contra a sua sogra
e os inimigos de uma pessoa serão os da sua própria família”.
— Quem ama a seu pai ou a sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim; e quem ama a seu filho ou a sua filha mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem não tomar a sua cruz e me seguir, não é digno de mim.
Aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas aquele que perder sua vida por minha causa, irá salvá-la.
— Quem recebe a vocês, recebe também a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
Quem recebe um profeta pelo fato de ele ser profeta, receberá a recompensa que Deus dá a um profeta. Quem recebe a um homem justo pelo fato de ele ser justo, receberá a recompensa que Deus dá a uma pessoa justa.
E lhes digo também isto: Qualquer pessoa que der mesmo que seja um copo de água fria a qualquer um destes pequeninos, que são meus seguidores, por causa do meu nome, sem dúvida que também receberá a sua recompensa.
Quando Jesus terminou de dar essas instruções a seus doze discípulos, partiu dali e foi ensinar e proclamar a sua mensagem em outras cidades da Galileia.
Quando João, que estava na prisão, ouviu falar a respeito de todas as coisas que Jesus estava fazendo, mandou seus discípulos perguntarem a Jesus:
— O senhor é aquele que ia vir, ou ainda devemos esperar por outro?
E Jesus lhes respondeu: — Vão e digam a João Batista tudo o que vocês estão vendo e ouvindo, isto é:
Os cegos veem, os coxos estão andando normalmente, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e os pobres ouvem as Boas Novas.
Feliz é aquele que não vê dificuldade em me aceitar.
Quando os discípulos de João Batista estavam indo embora, Jesus se dirigiu às multidões e começou a falar a respeito de João, dizendo: — O que vocês esperavam ver no deserto quando foram ao encontro de João? Uma cana sacudida pelo vento?
O que vocês foram ver? Um homem vestido com roupas finas? Ora, os homens vestidos com roupas finas são encontrados nos palácios e não no deserto!
Mas o que é que vocês foram ver? Um profeta? Sim, e eu lhes digo que o homem que vocês viram é muito mais do que um profeta!
João é aquele a respeito de quem está escrito: “Olhem, eu estou enviando o meu mensageiro antes de você, e ele vai à sua frente para preparar o caminho para você”.
— Digo-lhes a verdade: De todos os homens que nasceram, não há nenhum que seja mais importante do que João Batista. E ainda assim, o menor no reino de Deus é maior do que ele.
Desde a época em que João Batista começou a anunciar as Boas Novas até agora, o reino de Deus tem sofrido muito. Ele tem sido atacado violentamente por homens malvados que tentam conquistá-lo à força.
Antes que João viesse, tanto os profetas como a lei de Moisés profetizaram as coisas que iriam acontecer,
e se vocês querem aceitar o que a lei e o que os profetas disseram, João Batista é o Elias que estava para vir.
Quem pode ouvir, ouça.
— Com o que eu poderia comparar esta gente de hoje? São como grupos de crianças que, sentadas na praça, gritam umas às outras:
“Nós tocamos músicas alegres e vocês não dançaram; cantamos músicas tristes e vocês não choraram!”
Isto ocorreu também com João Batista. Ele jejuava e não bebia vinho e, mesmo assim, as pessoas diziam: “Ele tem demônio!”
Depois veio o Filho do Homem. Ele come, bebe vinho e as pessoas dizem: “Olhem para este homem! Não passa de um comilão e beberrão! Ele é amigo de cobradores de impostos e pecadores”. A sabedoria, entretanto, encontra sua razão de ser em suas obras.
Depois Jesus começou a acusar as cidades nas quais tinha feito numerosos milagres, pois os seus moradores não tinham mudado a sua forma de pensar nem de viver. Ele dizia:
— Ai de você, cidade de Corazim! Ai de você, cidade de Betsaida! Digo isto pois, se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos nas cidades de Tiro e de Sidom, há muito que o povo daquelas cidades já teria mudado a sua forma de pensar e de viver e como prova dessa mudança eles teriam usado roupas de saco e derramado cinzas sobre suas cabeças.
Mas eu lhes digo que no Dia do Julgamento haverá mais tolerância para com as cidades de Tiro e de Sidom do que para com vocês!
E você, cidade de Cafarnaum, pensa que será elevada até o céu? Você será jogada no lugar dos mortos. Digo isto pois, se os milagres que foram feitos aí tivessem ocorrido na cidade de Sodoma, ela ainda existiria hoje!
Mas eu lhes digo que no Dia do Julgamento haverá mais tolerância para com o povo da cidade de Sodoma do que para com vocês!
Naquela ocasião Jesus disse: — Pai, Senhor do céu e da terra! Eu lhe agradeço por ter escondido estas coisas dos sábios e dos entendidos e por tê-las mostrado aos que são simples como as crianças.
Sim, Pai, pois esta era a sua vontade.
— Todas as coisas foram dadas a mim pelo meu Pai. Ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar.
Venham a mim todos vocês que estão cansados ou sobrecarregados e eu lhes darei descanso.
Aceitem o meu ensino e aprendam de mim, pois eu sou paciente e tenho espírito humilde. Dessa forma vocês encontrarão descanso para as suas almas.
Eu digo isso pois o meu ensino é agradável e a carga que lhes dou para carregar é leve.
Naquela mesma época, num sábado, Jesus estava atravessando um campo de trigo. Seus discípulos tiveram fome e então começaram a colher algumas espigas e a comê-las.
Quando os fariseus viram aquilo, disseram a Jesus: — Olhe! Os seus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer no sábado!
Jesus, porém, lhes perguntou: — Por acaso vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam com fome?
Davi entrou na casa de Deus e, tanto ele como os seus companheiros comeram dos pães consagrados a Deus, os quais não era permitido comer, nem a ele nem aos seus companheiros. Somente os sacerdotes podiam comê-los.
Ou, por acaso, vocês também nunca leram na lei de Moisés que os sacerdotes, ao ficar trabalhando no templo aos sábados, desobedecem à lei e ficam sem culpa?
Pois eu lhes digo que aqui está alguém que é maior do que o templo.
Se vocês soubessem o que as Escrituras querem dizer com: “Eu quero de vocês compaixão em vez de sacrifícios de animais”, não condenariam pessoas inocentes.
Pois o Filho do Homem é Senhor do sábado.
Jesus saiu dali e foi para a sinagoga deles.
Havia ali um homem que tinha uma das mãos paralizada. Alguns judeus, então, se aproximaram de Jesus e perguntaram: — É permitido curar alguém no sábado? (Eles tinham perguntado aquilo pois queriam arranjar um meio de acusar Jesus de desobedecer a lei.)
Mas Jesus lhes disse: — Suponhamos que um de vocês tenha uma ovelha e que ela caia num poço num sábado. Será que você não se esforçará para tirá-la de lá?
Ora, não vale uma pessoa muito mais do que uma ovelha? Portanto, é permitido fazer o bem no sábado.
Depois Jesus se dirigiu ao homem que tinha a mão paralizada e lhe disse: — Estenda a sua mão. E quando o homem a estendeu, ela sarou completamente, ficando igual à outra.
Os fariseus foram embora e começaram a fazer planos para matar a Jesus.
Quando Jesus descobriu o que os fariseus queriam fazer contra ele, saiu dali. Muitas pessoas o seguiram e ele curou todos os doentes,
e lhes advertiu para que não contassem a ninguém quem ele era.
Isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito por Deus por meio do profeta Isaías:
“Aqui está o meu servo! Fui eu que o escolhi! Eu o amo, e ele me dá muita alegria. Porei nele o meu Espírito, e ele proclamará justiça para todas as nações.
Ele não discutirá nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças.
Ele não quebrará o ramo que já está trincado, e nem tampouco apagará a luz que já está fraca. Ao contrário! Ele persistirá até que a justiça triunfe.
E então, todas as nações depositarão nele suas esperanças”.
Depois disto, algumas pessoas levaram até Jesus um homem cego e mudo, pois estava possuído por um demônio. Jesus o curou e ele passou a falar e a ver.
Todas as pessoas ficaram muito admiradas e começaram a dizer: — Será que este homem é o Filho de Davi?
Quando os fariseus ouviram o que o povo estava falando, pensavam: — É pelo poder de Belzebu, o chefe dos demônios, que ele expulsa os demônios.
Jesus, porém, sabia o que eles estavam pensando e lhes disse: — Todo reino que se divide contra si mesmo ficará arruinado. E toda cidade ou família que se divide contra si mesma não pode perdurar.
Se Satanás expulsa o próprio Satanás, isto quer dizer que o seu reino está dividido contra si mesmo. Como pode o seu reino continuar a existir?
Se é verdade que eu expulso demônios pelo poder de Belzebu, então pelo poder de quem é que os expulsam aqueles que seguem a vocês? Assim, os seus próprios seguidores provam que vocês estão completamente errados.
Porém, se eu expulso demônios pelo poder do Espírito de Deus, isso prova que o reino de Deus chegou até vocês.
Ou, como poderia alguém entrar na casa de um homem forte e lhe roubar tudo o que tem sem primeiro prendê-lo? Somente depois de prender o homem forte é que ele será capaz de roubar a casa.
— Aquele que não está a meu favor, está contra mim; e aquele que não me ajuda a ajuntar, espalha.
É por isso que eu lhes digo: Deus perdoará às pessoas por todo pecado e insulto, mas o insulto contra o Espírito não será perdoado.
Quem fala mal do Filho do Homem será perdoado, mas quem fala mal do Espírito Santo não será perdoado, nem neste mundo nem no mundo que há de vir.
— Para vocês terem bons frutos, vocês devem ter uma árvore boa. Se a árvore não presta, seus frutos também não prestarão. É pelos frutos que se conhece a árvore.
Raça de cobras venenosas! Como podem dizer coisas boas sendo maus? O que a pessoa fala mostra o que existe no seu interior.
A pessoa boa tira coisas boas do bem que tem acumulado em si, enquanto que a pessoa má tira coisas más do mal que tem acumulado em si.
Eu lhes digo isto: No Dia do Julgamento todas as pessoas terão de prestar contas de todas as coisas inúteis que disseram;
pois pelas suas palavras você será declarado justo ou condenado.
Depois, alguns professores da lei e alguns fariseus pediram a Jesus: — Mestre, nós queremos que o senhor faça um milagre que possamos ver.
Jesus, porém, lhes disse: — As pessoas de uma geração má e infiel andam à procura de um sinal. Mas nenhum sinal lhes será dado, a não ser o sinal dado ao profeta Jonas.
Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites dentro do estômago do grande peixe, também o Filho do Homem estará três dias e três noites no mundo dos mortos.
No Dia do Julgamento o povo da cidade de Nínive vai se levantar com as pessoas desta geração e vai condená-las, pois o povo daquela cidade mudou a sua maneira de pensar e de viver quando ouviu a mensagem de Jonas. E eu afirmo que quem está aqui agora é superior a Jonas!
No Dia do Julgamento, a Rainha do Sul vai se levantar com as pessoas desta geração e condená-las, pois ela veio do outro lado do mundo para ouvir a sabedoria de Salomão. E eu afirmo que quem está aqui agora é superior a Salomão.
— Quando um demônio sai de uma pessoa, ele atravessa lugares desertos à procura de descanso. Como não encontra,
diz: “Voltarei para a casa de onde vim”. Quando ele volta, encontra a casa vazia, limpa e arrumada.
Então, sai e vai buscar outros sete demônios piores ainda do que ele e ali vão viver. Assim, o último estado daquela pessoa se torna ainda pior do que o primeiro. E isso é exatamente o que vai acontecer com as pessoas más de hoje.
Jesus ainda estava falando para a multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram. Eles ficaram do lado de fora, mas pediram para falar com ele.
Alguém, então, disse a Jesus: — Sua mãe e seus irmãos estão lá fora, pedindo para falar com o senhor.
Jesus, então, lhe respondeu: — Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?
E apontando para os seus discípulos, disse: — Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos.
Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Naquele mesmo dia Jesus saiu de casa e se sentou à beira do lago.
Uma grande multidão se juntou ao seu redor. Havia tanta gente que Jesus entrou num barco e se sentou; e toda a multidão permanecia de pé na praia.
Jesus lhes ensinou muitas coisas por meio de parábolas. Ele dizia: — Certo homem saiu para semear.
Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram.
Outra parte caiu no meio de pedras, onde havia pouca terra. Essas sementes brotaram depressa pois a terra não era funda,
mas, quando o sol apareceu, elas secaram, pois não tinham raízes.
Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos, os quais cresceram e as sufocaram.
Uma outra parte ainda caiu em terra boa e deu frutos, produzindo trinta, sessenta e até mesmo cem vezes mais do que tinha sido plantado.
Quem pode ouvir, ouça.
Os discípulos de Jesus, então, se aproximaram dele e lhe perguntaram: — Por que o senhor ensina o povo por meio de parábolas?
E Jesus lhes respondeu: — Somente a vocês Deus tem dado o privilégio de conhecer as verdades secretas do reino de Deus e não aos outros.
Pois quem tem, receberá ainda mais e terá em abundância. Mas quem não tem, até o que tem lhe será tirado.
E é por isto que ensino o povo por meio de parábolas: Embora eles olhem, não conseguem ver o que eu faço; embora eles ouçam o que eu ensino, não conseguem nem escutar nem entender o que eu falo.
Portanto, acontece com eles o que disse o profeta Isaías: “Vocês ouvirão mas, mesmo ouvindo, não conseguirão entender; vocês olharão mas, mesmo olhando, não conseguirão ver.
Isto acontece, pois o coração deste povo está endurecido. Eles taparam os ouvidos e fecharam os olhos. Se não fosse assim, eles poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos e entender com o coração, e se voltariam para mim e eu os curaria”.
— Mas felizes são vocês, pois podem ver o que eu faço e ouvir o que eu ensino.
Digo a verdade a vocês: Muitos profetas e homens justos desejaram ver as coisas que vocês veem, mas não viram. Eles desejaram ouvir o que vocês ouvem, mas não ouviram.
— Ouçam o que a parábola daquele que semeia quer dizer.
A semente que caiu à beira do caminho representa a pessoa que ouve a mensagem a respeito do reino, mas não a compreende, e Satanás então vem e tira as coisas que foram semeadas em seu coração.
A semente que caiu no meio de pedras representa a pessoa que ouve a mensagem a respeito do reino e com muita alegria a aceita imediatamente.
Mas, como não tem raiz, não dura muito tempo. Assim que encontra dificuldades ou que é perseguida por causa da mensagem, abandona a sua fé.
A semente que caiu no meio de espinhos representa a pessoa que ouve a mensagem a respeito do reino mas é sufocada pelas preocupações com as coisas desta vida e pela ilusão das riquezas. Essa pessoa não produz nenhum fruto.
Mas a semente que caiu em terra boa representa a pessoa que ouve a mensagem e a compreende. Essa pessoa cresce e produz muitos frutos, algumas vezes 30, outras 60 e outras ainda 100 vezes mais.
Jesus depois lhes disse esta outra parábola: — O reino de Deus pode ser comparado a um homem que semeou boa semente na sua terra.
Mas naquela noite, enquanto todos estavam dormindo, o seu inimigo veio, semeou joio no meio do trigo e foi embora.
Mais tarde, quando as plantas cresceram e se formaram as espigas, o joio também apareceu.
Então, os servos do homem aproximaram-se dele e lhe perguntaram: “O senhor semeou boa semente em sua terra, não é verdade? Então de onde veio este joio?”
E o homem lhes respondeu: “Foi algum inimigo que fez isto”. Os servos, então, perguntaram: “O senhor quer que arranquemos o joio?”
E o homem respondeu: “Não, pois quando vocês forem arrancar o joio poderão arrancar também o trigo.
Deixem que ambos cresçam juntos. Quando chegar a época da colheita eu direi aos ceifeiros: ‘Apanhem primeiro o joio, amarrem-no em feixes e atirem-no ao fogo. Depois, arranquem o trigo e o levem para o celeiro’”.
Jesus contou ainda outra parábola: — O reino de Deus pode ser comparado a uma semente de mostarda que um homem semeou em sua terra.
Ela é a menor de todas as sementes mas, quando cresce, transforma-se na maior de todas as hortaliças; ela se transforma numa árvore e as aves do céu fazem ninhos em seus ramos.
Jesus, então, lhes disse uma outra parábola: — O reino de Deus pode ser comparado a fermento que uma mulher pega e mistura com três medidas de farinha até que tudo fique fermentado.
Jesus ensinou todas essas coisas ao povo por meio de parábolas, e não lhes dizia nada a não ser por meio delas.
Isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito por Deus por meio do profeta: “Eu falarei mediante parábolas, e explicarei coisas que são desconhecidas desde o princípio do mundo”.
Jesus, então, despedindo as multidões, foi para casa. Os discípulos se aproximaram dele e lhe pediram: — Explique-nos a parábola do joio no campo.
E Jesus lhes disse: — Aquele que planta a boa semente é o Filho do Homem.
O campo é o mundo. A boa semente são as pessoas que pertencem ao reino e o joio são as pessoas que pertencem ao Maligno.
O inimigo que semeia o joio é o próprio diabo. A colheita é o fim dos tempos e os ceifeiros são os anjos.
Assim como o joio é arrancado e jogado ao fogo, assim também será no fim dos tempos.
O Filho do Homem enviará os seus anjos e eles arrancarão do seu reino todas as pessoas que fazem com que os outros pequem e também todos os que praticam a maldade.
E os anjos jogarão essas pessoas na fornalha acesa, onde elas vão chorar e ranger os dentes.
Então os justos brilharão como o sol no reino do Pai. Quem pode ouvir, ouça.
— O reino de Deus pode ser comparado a um tesouro que foi enterrado num campo. Certo homem o encontrou e, de tão feliz que ficou, escondeu-o de novo, foi e vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.
— O reino de Deus também pode ser comparado a um homem que negocia e procura boas pérolas.
Quando encontrou uma pérola que era realmente muito valiosa, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquela pérola.
— O reino de Deus ainda pode ser comparado a uma rede que, quando jogada no mar, recolheu peixes de todos os tipos.
Quando a rede ficou cheia, os pescadores a puxaram para a praia e, sentados, escolheram os peixes, colocando os bons em cestos e jogando os ruins fora.
No fim dos tempos também será assim: Os anjos virão para separar as pessoas más das pessoas justas
e depois vão jogar os maus na fornalha acesa, onde eles vão chorar e ranger os dentes.
Jesus perguntou, então, aos seus discípulos: — Vocês entenderam as coisas que eu acabei de lhes dizer? E eles responderam: — Sim, entendemos.
E Jesus lhes disse: — É por isso que todo mestre da lei, quando aprende a respeito do reino de Deus, se torna semelhante a um pai de família que tira de seu depósito tanto coisas novas como coisas velhas.
Quando Jesus terminou de ensinar essas parábolas, deixou aquele lugar
e partiu para a sua cidade natal. Ele começou a ensinar na sinagoga deles e todos ficaram muito admirados e perguntavam: — Onde ele conseguiu essa sabedoria e esse poder de fazer milagres?
Esse homem não é o filho do carpinteiro? O nome da mãe dele não é Maria? Ele não é irmão de Tiago, de José, de Simão e de Judas?
Não vivem as suas irmãs aqui conosco? Então de onde é que ele conseguiu tudo isso?
E não queriam saber dele. Mas Jesus lhes disse: — Todo profeta é respeitado em toda parte, menos em sua própria terra e em sua própria casa.
E Jesus não fez muitos milagres lá, pois o povo não tinha fé.
Naquele tempo Herodes, que era o governador da Galileia, ouviu falar a respeito de Jesus.
Então, disse aos seus empregados: — Esse homem é João Batista! Ele ressuscitou dos mortos e é por isso que tem esse poder para fazer tais milagres.
(Herodes é quem tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão. Ele tinha feito isto por causa de sua cunhada Herodias, esposa de seu irmão Filipe.)
João tinha dito várias vezes a Herodes: “Você não pode viver com a esposa de seu irmão, pois isso é errado”.
E embora Herodes quisesse matar João, ele tinha medo dos judeus, pois eles o consideravam profeta.
No dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou para ele e para os seus convidados e ela agradou muito a Herodes.
Herodes, então, lhe prometeu com juramento dar a ela qualquer coisa que pedisse.
Mas a moça, persuadida pela sua mãe, lhe pediu: — Eu quero que o senhor me dê a cabeça de João Batista num prato.
Herodes ficou muito triste, mas por causa do juramento que tinha feito diante de seus convidados, determinou que dessem à moça o que ela tinha pedido,
e mandou que cortassem a cabeça de João Batista na prisão.
A cabeça de João foi levada num prato e entregue à jovem que, por sua vez, a entregou à mãe.
Os discípulos de João vieram e, levando o corpo, o enterraram. Depois foram e contaram a Jesus o que tinha acontecido.
Quando Jesus ficou sabendo o que tinha acontecido, saiu dali num barco e foi sozinho para um lugar onde não tinha ninguém. Quando a multidão soube disso, deixou os povoados e o seguiu por terra.
Quando Jesus saiu do barco e viu a grande multidão, teve muita pena do povo e curou os doentes.
Ao anoitecer, os discípulos de Jesus se aproximaram e lhe disseram: — Não tem ninguém neste lugar e já é tarde. Despeça estas pessoas para que elas possam ir até as vilas mais próximas e comprem comida para si.
Jesus, porém, lhes disse: — Essa gente não precisa ir embora; por que vocês mesmos não lhes dão alguma coisa para comer?
Eles, no entanto, lhe responderam: — Mas tudo o que temos são cinco pães e dois peixes!
Jesus, então, lhes disse: — Tragam os pães e os peixes aqui.
Depois mandou que a multidão se sentasse na grama. A seguir, Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e agradeceu a Deus pelo alimento. Então, partiu os pães e os deu aos discípulos, os quais os distribuíram entre a multidão.
Todos comeram e ficaram satisfeitos e os discípulos recolheram ainda doze cestos cheios dos pedaços que sobraram.
Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
Logo depois, Jesus mandou que seus discípulos entrassem no barco e partissem para o outro lado do lago da Galileia, enquanto ele despedia a multidão.
Quando a multidão foi embora, Jesus subiu sozinho para o monte a fim de orar. A noite veio e Jesus permanecia ali, sozinho.
O barco, no entanto, já se encontrava há vários quilômetros da praia e estava sendo sacudido pelas ondas, pois o vento soprava contra ele.
Entre três e seis horas da madrugada, Jesus foi ao encontro deles andando em cima do lago.
Os discípulos, porém, quando o viram andando por sobre a água do lago, ficaram apavorados e disseram: — É um fantasma! — e gritaram de medo.
E nesse instante Jesus lhes disse: — Coragem, sou eu! Deixem de ter medo!
Mas Pedro lhe disse: — Se é você mesmo, Senhor, mande que eu ande em cima da água até onde você está.
E Jesus lhe disse: — Pode vir! E Pedro, saindo do barco, andou em cima da água em direção a Jesus.
Porém, ao sentir o forte vento, Pedro teve medo e começou a afundar e gritou: — Salve-me, Senhor!
E Jesus imediatamente estendeu a sua mão e, segurando-o, lhe disse: — Como a sua fé é pequena! Por que é que você duvidou?
E ao entrarem ambos no barco o vento parou de soprar.
Os que estavam no barco o adoraram e disseram: — Realmente o senhor é o Filho de Deus!
Depois de terem atravessado o lago, eles chegaram à praia, em Genesaré.
Quando os habitantes daquele lugar o reconheceram, mandaram avisar toda aquela região sobre a sua chegada. As pessoas, então, levaram a ele todos os que estavam doentes
e lhe imploraram para que deixasse ao menos tocarem na ponta da sua roupa. E todos os que tocaram ficaram curados.
Depois disto, alguns fariseus e professores da lei de Jerusalém se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:
— Por que os seus discípulos não obedecem às tradições dos líderes? Pois eles não lavam as mãos antes de comer.
Jesus, porém, lhes respondeu: — Por que vocês desobedecem aos mandamentos de Deus, seguindo as suas próprias tradições?
Porque Deus disse: “Respeitem o seu pai e a sua mãe” e “Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe, será condenado à morte”.
— Mas vocês dizem que qualquer um que disser a seu pai ou a sua mãe: “Eu não posso ajudá-lo, pois tudo o que tenho está dedicado a Deus”,
não precisa honrar a seus pais. Vocês têm anulado a palavra de Deus por causa das suas tradições!
Hipócritas! Isaías estava certo quando profetizou a respeito de vocês e disse:
“Esse povo me honra com suas palavras, mas o seu coração está longe de mim.
E em vão me adoram, ensinando coisas que são mandamentos de homens”.
Então, chamando a multidão, Jesus lhes disse: — Ouçam e entendam.
Não é o que entra pela boca de uma pessoa que a contamina, mas sim o que sai dela.
Os discípulos de Jesus, então, se aproximaram dele e lhe disseram: — Sabe que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram o que o senhor disse?
Mas Jesus lhes respondeu: — Toda planta que meu Pai que está no céu não plantou será arrancada.
Não se preocupem com eles, pois são cegos, guiando outros cegos. E se um cego guiar outro cego, ambos cairão no buraco!
Pedro, porém, lhe pediu: — Explique-nos o significado do que o senhor falou antes à multidão.
Mas Jesus lhes disse: — Vocês também ainda não entendem?
Vocês não entendem que tudo o que entra pela boca vai para o estômago e depois sai do corpo?
O que sai da boca vem do coração e é isso o que contamina a pessoa.
Pois é do coração que vêm todos os maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidade sexual, roubos, mentiras e insultos.
São essas coisas que contaminam a pessoa; comer sem antes lavar as mãos não contamina ninguém.
Jesus partiu daquele lugar e se dirigiu para a região das cidades de Tiro e de Sidom.
Uma mulher cananeia que morava naquela região se aproximou dele e começou a gritar, dizendo: — Senhor, Filho de Davi, tenha piedade de mim! Minha filha está possuída por um demônio e sofre terrivelmente!
Jesus, porém, não lhe respondeu nada. Seus discípulos, então, se aproximaram dele e lhe disseram: — Mande essa mulher embora, pois ela vem gritando atrás de nós.
Jesus, então, lhe disse: — Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas do povo de Israel.
Mas a mulher, tendo se aproximado, se ajoelhou diante dele e lhe disse: — Ajude-me, Senhor!
Em resposta Jesus lhe disse: — Não está certo tirar a comida dos filhos para dá-la aos cachorrinhos.
Mas a mulher lhe disse: — Isso é verdade, Senhor, porém até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos.
Ao ouvir aquilo, Jesus lhe disse: — A sua fé é grande, senhora! Que seja feito o que a senhora deseja. E naquele mesmo momento sua filha ficou curada.
Jesus, então, partiu daquele lugar e voltou para junto do lago da Galileia. Depois subiu ao monte e se sentou ali.
Uma grande multidão foi até ele, levando consigo coxos, cegos, mancos, mudos e muitos outros doentes. Eles eram colocados aos pés de Jesus e este curava a todos.
Os mudos voltavam a falar, os mancos eram curados, os coxos podiam andar e os cegos recobravam a visão; e todo o povo, ao ver aquilo, ficou muito admirado e deu louvores ao Deus de Israel.
Jesus, então, chamou os seus discípulos e lhes disse: — Eu tenho muita pena de toda essa gente. Já faz três dias que estão comigo e agora não têm nada para comer. Não quero mandá-los embora sem lhes dar comida, pois eles podem desmaiar pelo caminho.
Seus discípulos, então, lhe perguntaram: — Onde é que vamos arranjar tanta comida para dar para toda esta gente num lugar deserto como este?
Mas Jesus lhes perguntou: — Quantos pães vocês têm? E eles responderam: — Temos sete pães e alguns pequenos peixes.
Jesus, então, mandou que a multidão se sentasse no chão.
Depois, pegou os sete pães e os peixes, deu graças a Deus e, partindo-os, os deu aos seus discípulos, que os distribuíram entre a multidão.
Todos comeram e ficaram satisfeitos e os discípulos ainda recolheram sete cestos cheios com os pedaços que sobraram.
E os que comeram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
Depois disto, Jesus despediu a multidão, entrou no barco e partiu para a região de Magadã.
Alguns fariseus e saduceus foram falar com Jesus, pois queriam colocá-lo à prova. Eles pediram que Jesus lhes mostrasse um sinal que provasse que ele vinha de Deus.
Jesus, porém, lhes disse: — Quando está escurecendo vocês dizem: “Vai fazer bom tempo, pois o céu está avermelhado”.
E quando está amanhecendo vocês dizem: “Vai chover, pois o céu está avermelhado e escuro”. Vocês sabem interpretar os sinais do céu e não são capazes de interpretar os sinais do tempo em que vocês estão vivendo.
Uma geração má e infiel pede por um sinal, mas o sinal dado a Jonas é o único que lhes será dado. E, deixando-os, foi embora.
Os discípulos de Jesus atravessaram para o outro lado do lago da Galileia, mas se esqueceram de levar pão.
Jesus, então, disse-lhes: — Tenham cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus.
Quando os discípulos ouviram isso, começaram a discutir entre si sobre o que Jesus queria dizer com aquilo, dizendo: — Ele está falando isso porque nós não trouxemos pão.
Jesus, porém, percebendo o que estava acontecendo, lhes disse: — Como a fé de vocês é pequena! Por que estão discutindo entre si por não terem pão?
Vocês ainda não entenderam? Vocês não se lembram dos cinco pães que foram repartidos entre os cinco mil homens e de quantos cestos vocês encheram com as sobras?
Vocês também não se lembram dos sete pães que foram repartidos entre os quatro mil homens e de quantos cestos vocês encheram com as sobras?
Como é possível que não tenham entendido que eu não lhes falei a respeito de pães? Eu lhes disse para se prevenirem contra o fermento dos fariseus e dos saduceus.
Então eles entenderam que Jesus não lhes tinha dito para se prevenirem contra o fermento usado nos pães, mas sim dos ensinamentos dos fariseus e dos saduceus.
Chegando à região de Cesareia de Filipe, Jesus perguntou aos seus discípulos: — Quem o povo diz que eu, o Filho do Homem, sou?
E eles lhe responderam: — Alguns dizem que você é João Batista; outros dizem que é Elias; outros ainda dizem que é Jeremias ou um dos outros profetas.
E Jesus, então, lhes perguntou: — E vocês? Quem é que vocês dizem que eu sou?
Simão Pedro lhe respondeu: — O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Ao ouvir aquilo, Jesus lhe disse: — Feliz de você, Pedro, filho de João, pois esta verdade não lhe foi revelada por nenhum ser humano, mas sim por meu Pai que está no céu.
Eu lhe digo que você é Pedro, e que sobre esta pedra eu construirei a minha igreja e os poderes da morte não prevalecerão contra ela.
Eu lhe darei as chaves do reino de Deus: aquilo que você proibir aqui na terra será julgado no céu e o que você permitir aqui na terra será permitido no céu.
Depois Jesus advertiu os discípulos para que eles não contassem a ninguém que ele era o Cristo.
Desde aquela época, Jesus começou a explicar a seus discípulos que ele deveria ir a Jerusalém e sofrer muitas coisas nas mãos dos líderes, dos líderes dos sacerdotes e dos professores da lei. Ele também lhes explicou que iria ser morto e que no terceiro dia iria ressuscitar.
Pedro, então, chamando-o de lado, começou a chamar-lhe a atenção, dizendo: — Que Deus não permita! De modo nenhum isso acontecerá com o senhor!
Mas Jesus se virou e disse a Pedro: — Afaste-se de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço no meu caminho, pois não está pensando como Deus pensa, mas sim como as pessoas pensam!
E Jesus, então, disse aos seus discípulos: — Se alguém quiser vir comigo, tem que negar a si mesmo, pegar a sua cruz e me seguir.
Digo isto pois todo aquele que quiser salvar a sua vida a todo custo, irá perdê-la; e todo aquele que perder a sua vida por minha causa, irá salvá-la.
O que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua própria vida? Ou, o que uma pessoa pode dar em troca de sua própria alma?
O Filho do Homem virá com os seus anjos na glória do Pai e retribuirá a todos de acordo com o que cada um fez.
Digo a verdade a vocês: Há entre vocês alguns que não morrerão sem antes ver a vinda do Filho do Homem no seu reino.
Seis dias depois, Jesus chamou a Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago, e os levou em privado para um alto monte.
Ali, Jesus mudou a sua aparência diante deles: o seu rosto brilhava como o sol e as suas roupas se tornaram brancas como a luz.
De repente, Moisés e Elias também apareceram diante deles e ambos começaram a conversar com Jesus.
Pedro, então, disse a Jesus: — É bom que nós estejamos aqui, Senhor! Se quiser eu posso construir aqui três tendas: uma para o senhor, uma para Moisés e outra para Elias.
Pedro mal tinha acabado de falar quando uma nuvem brilhante apareceu e os envolveu. E da nuvem também vinha uma voz que dizia: — Este é o meu Filho! Eu o amo muito e ele me dá muita alegria. Ouçam-no!
Quando os discípulos de Jesus ouviram aquilo, ficaram com tanto medo que caíram de joelhos.
Jesus, então, se aproximou e, tocando neles, lhes disse: — Levantem-se! Deixem de ter medo!
Quando eles olharam, não viram mais ninguém a não ser Jesus.
Ao descerem do monte, Jesus ordenou aos seus discípulos: — Não digam nada a ninguém a respeito do que vocês viram até que o Filho do Homem tenha sido ressuscitado dos mortos.
Então os discípulos perguntaram: — Por que os professores da lei dizem que Elias deve vir antes do Cristo?
E Jesus lhes respondeu: — De fato, Elias virá e colocará todas coisas em ordem.
Eu, porém, lhes digo que Elias já veio e não o reconheceram. Ao contrário! Eles fizeram com ele o que quiseram e agora tratarão o Filho do Homem exatamente da mesma maneira.
Então os seus discípulos entenderam que Jesus estava falando a respeito de João Batista.
Quando voltaram para junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus e, ajoelhando-se aos seus pés,
disse-lhe: — Senhor, tenha piedade do meu filho, pois ele tem ataques e sofre terrivelmente. Ele frequentemente cai no fogo ou na água,
e eu o trouxe aos seus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo.
Jesus, então, lhe disse: — Gente sem fé e desviada! Até quando terei de ficar com vocês? Até quando terei de suportá-los? Tragam o menino aqui.
Jesus deu uma ordem e o demônio saiu do menino; e, no mesmo instante, ele ficou curado.
Os discípulos de Jesus se aproximaram então dele em particular e lhe perguntaram: — Por que nós não fomos capazes de expulsar aquele demônio?
E Jesus lhes respondeu: — Porque a sua fé é pequena! Digo a verdade a vocês: Se a sua fé fosse do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: “Vá daqui para lá” e ele iria. Nada lhes seria impossível.
Mais tarde, os discípulos de Jesus se reuniram na Galileia. Nessa ocasião, Jesus lhes disse: — O Filho do Homem vai ser entregue à vontade dos homens
e estes o matarão, mas ao terceiro dia ele ressuscitará! Ao ouvirem aquilo, os discípulos de Jesus ficaram muito tristes.
Quando Jesus e seus discípulos entraram na cidade de Cafarnaum, aqueles que cobravam o imposto do templo se aproximaram de Pedro e lhe perguntaram: — O professor de vocês não paga o imposto do templo?
E Pedro lhe respondeu: — Sim, paga! Pedro foi para a casa onde Jesus estava e, antes que pudesse falar, Jesus lhe perguntou: — Simão, o que você acha? De quem os reis da terra cobram impostos e taxas: dos seus próprios filhos, ou dos estranhos?
E Pedro, então, lhe respondeu: — Dos estranhos. E Jesus lhe disse: — Os filhos, então, estão isentos.
Nós, porém, não queremos ofender as autoridades. Por isso vá até o lago, jogue o seu anzol e puxe o primeiro peixe que você pescar. Na boca dele você encontrará uma moeda que dará para pagar o seu imposto e o meu. Pegue-a e entregue a eles por mim e por você.
Naquele momento os discípulos de Jesus chegaram perto dele e lhe perguntaram: — Quem é o mais importante no reino de Deus?
Jesus, então, chamou uma criança e, colocando-a diante deles,
lhes disse: — Digo a verdade a vocês: Vocês devem mudar de atitude e se tornar como crianças. Se não fizerem isso, jamais entrarão no reino de Deus!
Portanto, o mais importante no reino de Deus é aquele que se humilha como esta criança.
Todo aquele que, em meu nome, recebe uma criança como esta, é como se estivesse recebendo a mim.
— Se alguém fizer com que um destes pequeninos que tem fé em mim peque, será melhor para essa pessoa que ela seja jogada no mar com uma enorme pedra amarrada no pescoço.
Ai do mundo por causa daquelas coisas que fazem com que as pessoas pequem! Essas coisas têm que acontecer, mas ai dos que são responsáveis por elas!
Se a sua mão ou o seu pé faz com que você peque, corte-o e jogue-o fora. Pois é melhor entrar para a vida eterna manco ou aleijado do que ser jogado no fogo eterno do inferno com as duas mãos ou os dois pés.
Se o seu olho faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora! Pois é melhor entrar para a vida eterna só com um olho do que ser jogado no fogo eterno do inferno com ambos os olhos.
— Tomem cuidado, portanto, para não desprezar nenhum destes pequeninos, pois os anjos deles estão sempre na presença de meu Pai que está no céu.
Digam-me o que vocês acham. Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se perder, será que ele não vai deixar as outras noventa e nove nos montes para procurar aquela que se perdeu?
É claro que vai! E eu lhes digo que quando ele a encontrar, vai ficar mais feliz por causa desta ovelha do que por causa das outras noventa e nove que nunca se perderam.
Da mesma forma, o Pai de vocês também não quer que nenhum destes pequeninos se perca.
— Se o seu irmão pecar contra você, vá e repreenda-o. Mas faça isso em particular, somente entre vocês dois. Se ele lhe der atenção, você terá ganho um irmão de volta.
Se ele, porém, não lhe der atenção, pegue e leve uma ou duas pessoas com você. Assim, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda acusação será confirmada.
Mas se ele não der atenção nem mesmo a elas, informe a igreja. E se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como um pagão ou como um coletor de impostos.
— Digo a verdade a vocês: Tudo o que proibirem na terra será proibido no céu; e tudo o que permitirem na terra será permitido no céu.
E eu também lhes digo que se dois de vocês aqui na terra concordarem e pedirem a mesma coisa em oração, o pedido de vocês será realizado pelo meu Pai que está no céu.
Digo isso pois onde quer que duas ou três pessoas estejam reunidas em meu nome, eu estarei entre elas.
Pedro, então, se aproximou de Jesus e lhe perguntou: — Senhor, se meu irmão continuar pecando contra mim, até quantas vezes eu devo perdoar-lhe? Até sete vezes?
Jesus, porém, lhe respondeu: — Eu não lhe digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
— Por isso o reino de Deus pode ser comparado a um rei que decidiu acertar as contas com os seus servos.
Assim que ele começou, um homem que lhe devia milhões de moedas de prata foi levado até ele.
O homem, entretanto, não tinha como pagar a dívida. O rei, então, mandou que ele fosse vendido, juntamente com sua mulher, seus filhos e tudo o que possuía. Dessa forma a sua dívida seria paga.
O devedor, porém, se ajoelhou aos pés do rei e lhe implorou: “Tenha paciência comigo e eu lhe pagarei tudo que lhe devo”.
— O rei sentiu pena daquele servo e lhe perdoou a dívida, deixando-o ir embora.
Quando o servo saiu, encontrou um outro servo que lhe devia cem moedas de prata. Ele agarrou este outro servo pelo pescoço e, sufocando-o, lhe dizia: “Pague-me o que você me deve”.
Este outro servo, ajoelhando-se aos pés dele, lhe implorou: “Tenha paciência comigo e eu pagarei tudo o que lhe devo”.
— Ele, entretanto, não concordou. Ao contrário, jogou o servo na prisão até que ele pagasse o que lhe devia.
Quando os outros servos viram o que tinha acontecido, ficaram muito tristes e foram à procura do seu senhor para lhe contar o que tinha acontecido.
Então o senhor chamou o primeiro servo e lhe disse: “Você é um mau servo! Você me implorou e eu perdoei toda a sua dívida para comigo.
Por que você não teve pena do outro servo assim como eu tive pena de você?”
O senhor ficou com muita raiva e mandou que aquele servo fosse castigado até que lhe pagasse toda a dívida.
É assim que meu Pai que está no céu fará com vocês, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.
Depois de Jesus ter terminado de dizer estas coisas, partiu da Galileia para a região da Judeia, no outro lado do rio Jordão.
Uma grande multidão o seguiu e ele curou os doentes ali.
Alguns fariseus se aproximaram de Jesus com o fim de colocá-lo à prova e lhe perguntaram: — É permitido ao marido se divorciar de sua esposa por qualquer motivo?
Mas Jesus lhes respondeu: — Vocês nunca leram as Escrituras que dizem: “No princípio o Criador os fez homem e mulher”?
Depois, ainda, Deus disse: “Por isso o homem deve deixar seu pai e sua mãe e unir-se à sua esposa e os dois serão um só corpo”.
Assim, eles não são mais dois, mas sim um só. Portanto, que nenhum homem separe o que foi unido por Deus.
Mas os fariseus tornaram a perguntar a Jesus: — Por que, então, Moisés mandou dar uma certidão de divórcio e repudiar a esposa?
E Jesus lhes respondeu: — Moisés fez isso por causa da dureza do coração de vocês, mas no princípio da criação não era assim.
Eu, certamente, lhes digo: Se um homem se divorciar de sua esposa sem ser por motivo de imoralidade sexual e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério.
Os discípulos de Jesus disseram: — Se é esta a situação entre o homem e sua esposa, então é melhor não se casar!
Jesus, porém, lhes disse: — Não são todas as pessoas as que aceitam este ensinamento, mas apenas aquelas a quem Deus deu a habilidade de aceitá-lo.
Há vários motivos pelos quais alguns homens não se casam; alguns deles não se casam porque nasceram sem ter a habilidade de gerar filhos; outros, porque os homens os fizeram ficar assim; e outros ainda não se casam por causa do reino de Deus. Quem puder, que aceite este ensino.
Algumas pessoas levaram crianças até Jesus para que ele as abençoasse e orasse por elas, mas os seus discípulos as repreenderam.
Jesus, então, disse: — Deixem que as crianças venham até mim. Não as proíbam, pois o reino de Deus pertence às pessoas que são como estas crianças.
E, depois de abençoá-las, foi embora.
Certa ocasião, um jovem se aproximou de Jesus e lhe perguntou: — Senhor! O que devo fazer de bom para herdar a vida eterna?
Mas Jesus lhe respondeu: — Por que você está me perguntando a respeito do que é bom? Somente Deus é bom. Porém, se você quer ter vida eterna, obedeça aos mandamentos.
Mas o rapaz lhe perguntou: — Que mandamentos? E Jesus lhe respondeu: — Estes: “Não mate, não cometa adultério, não roube, não acuse ninguém falsamente,
respeite o seu pai e a sua mãe” e “Ame o seu próximo como você ama a você mesmo”.
Ao ouvir aquilo, o jovem disse a Jesus: — Eu tenho obedecido a todos esses mandamentos. O que mais me falta?
Jesus, então, lhe respondeu: — Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres. Dessa forma você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me.
O jovem, porém, ouvindo aquilo, foi embora triste, pois era muito rico.
Jesus, então, disse aos seus discípulos: — Digo a verdade a vocês: É muito difícil um rico entrar no reino de Deus.
Eu lhes digo que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus!
Quando os discípulos ouviram aquilo, ficaram muito admirados e lhe perguntaram: — Então quem poderá ser salvo?
Mas Jesus, olhando para eles, lhes respondeu: — Para os homens isto é impossível, mas para Deus tudo é possível.
Pedro, então, lhe disse: — Nós abandonamos tudo e seguimos o senhor. O que ganharemos?
E Jesus lhe respondeu: — Digo a verdade a vocês: Quando as coisas forem renovadas, o Filho do Homem se sentará no seu trono glorioso. Então, todos vocês que me seguiram também se sentarão em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
E todos os que, por minha causa, abandonarem casa, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou propriedades, receberão cem vezes mais e também a vida eterna.
Muitos que agora são os primeiros serão os últimos e muitos que agora são os últimos serão os primeiros.
— O reino de Deus é parecido com o dono de uma fazenda que sai de manhã cedo para contratar trabalhadores para trabalhar na sua plantação de uvas.
Ele combinou com os trabalhadores que lhes pagaria uma moeda de prata por dia de trabalho e depois mandou-os para a sua vinha.
Por volta das nove horas, o dono da fazenda saiu novamente e, dirigindo-se à praça do mercado, encontrou ali alguns homens desocupados.
Então, lhes disse: “Por que vocês também não vão trabalhar na minha plantação de uvas? Se forem, eu lhes pagarei o que é justo”.
E os homens foram lá. Por volta de meio-dia e também por volta de três da tarde, o dono da fazenda tornou a fazer a mesma coisa.
Por volta de cinco horas ele saiu novamente e, dirigindo-se à praça do mercado, encontrou alguns homens que estavam por ali. Então, perguntou-lhes: “Por que vocês estão o dia todo aqui, sem fazer nada?”
Mas eles lhe responderam: “É porque ninguém nos contratou”. O dono da fazenda disse aos homens: “Vão vocês também trabalhar na minha vinha”.
— No fim do dia, o dono da fazenda chamou o seu administrador e lhe disse: “Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando pelos que foram contratados por último e terminando pelos que foram contratados primeiro”.
Assim, os trabalhadores que tinham sido contratados às cinco horas da tarde receberam cada um uma moeda de prata.
Quando os trabalhadores que tinham sido contratados primeiro chegaram, pensaram que iam receber mais, mas eles também receberam uma moeda de prata cada um.
Pegaram o dinheiro e foram reclamar com o dono da fazenda:
“Nós trabalhamos o dia inteiro debaixo deste sol quente e estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora. Contudo o senhor pagou a eles o mesmo que a nós!”
— O dono da fazenda disse então a um deles: “Amigo, eu não estou sendo injusto com você. Nós não combinamos que eu lhe pagaria uma moeda de prata?
Pegue o que é seu e vá para casa. Eu quero pagar a este homem que foi contratado por último a mesma coisa que paguei a você.
Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o que é meu? Ou será que você está com inveja porque eu sou bom?”
E, terminando, Jesus disse: — É por isso que eu digo: Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros.
Quando Jesus e seus discípulos estavam caminhando para Jerusalém, ele os chamou de lado e lhes disse:
— Escutem bem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde o Filho do Homem será entregue aos líderes dos sacerdotes e aos professores da lei. Eles o condenarão à morte.
Depois o entregarão aos que não são judeus para que façam pouco dele, batam nele e para que o crucifiquem. No terceiro dia, porém, ele ressuscitará.
Depois, a mãe dos filhos de Zebedeu se aproximou de Jesus com seus filhos e, ajoelhando-se, lhe pediu um favor.
Jesus, então, lhe perguntou: — O que você quer? E ela lhe respondeu: — Eu quero que o senhor me prometa que estes meus dois filhos vão reinar com o senhor, um sentado à sua direita e outro sentado à sua esquerda.
Jesus, porém, lhe respondeu: — Você não sabe o que está pedindo. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber? E eles lhe responderam: — Sim, podemos.
Jesus, então, lhes disse: — Vocês beberão o meu cálice, mas não sou eu que estabeleço quem vai sentar à minha direita ou à minha esquerda. Esses lugares são para as pessoas para quem meu Pai os preparou.
Quando os outros dez discípulos ouviram aquilo, ficaram muito zangados com os dois irmãos.
Mas Jesus chamou a todos para perto dele e disse: — Vocês sabem que aqueles que não são judeus são dominados pelos seus governadores e que os líderes exercem autoridade sobre eles.
Entre vocês, porém, não deve ser assim. Ao contrário! Quem quiser ser importante deve servir aos outros,
e quem quiser ser o primeiro deve ser escravo dos outros.
Vocês devem ser exatamente como o Filho do Homem: Ele não veio para ser servido, mas sim para servir e para dar a sua vida como resgate por muitos.
Quando estavam partindo da cidade de Jericó, uma grande multidão seguiu a Jesus.
Quando dois cegos que estavam sentados à beira da estrada ouviram que Jesus estava passando por ali, gritaram: — Senhor, Filho de Davi! Tenha pena de nós!
A multidão os repreendia, mandando que eles ficassem quietos, mas eles gritaram ainda mais, dizendo: — Senhor, Filho de Davi! Tenha pena de nós!
Jesus, então, parou e, chamando-os, perguntou: — O que vocês querem que eu lhes faça?
E eles lhe responderam: — Nós queremos ser capazes de enxergar, Senhor!
E Jesus, sentindo muita pena, tocou nos olhos deles. No mesmo instante eles recuperaram a visão e o seguiram.
Quando Jesus e seus discípulos se aproximavam da cidade de Jerusalém, chegaram a uma vila chamada Betfagé, no monte das Oliveiras. Dali Jesus enviou dois dos seus discípulos,
com as seguintes instruções: — Sigam até a próxima vila que fica logo adiante e encontrarão presos uma jumenta e um jumentinho. Soltem os dois e tragam-nos até aqui.
Se alguém perguntar alguma coisa, digam o seguinte: “O Senhor precisa deles; ele logo os mandará de volta”.
Isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor tinha dito por meio do profeta:
“Digam à cidade de Sião: Olhem! O seu Rei está chegando! Ele é humilde e está montado numa jumenta, e num jumentinho, filho de animal de carga!”
Os discípulos foram e fizeram exatamente o que Jesus lhes tinha dito,
levando a jumenta e o jumentinho. Depois, colocaram suas capas em cima dos animais e Jesus montou.
Muitas pessoas estenderam suas capas pelo caminho, e muitas outras cortaram ramos de árvores e os espalharam pela estrada.
Todos os que caminhavam, tanto à frente como atrás de Jesus, gritavam: — Glória ao Filho de Davi! Bendito é aquele que vem em nome do Senhor! Glória a Deus que está nas maiores alturas!
Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou agitada e todo mundo perguntava: — Quem é este homem?
E as multidões repetiam sem parar: — Este é o profeta Jesus, da cidade de Nazaré da Galileia.
Quando Jesus entrou no templo, expulsou de lá todos os que compravam e vendiam coisas, e derrubou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos que vendiam pombos.
Ele lhes disse: — As Escrituras dizem: “Minha casa será chamada casa de oração”; vocês, porém, a transformaram num “esconderijo de ladrões”!
Alguns cegos e coxos foram ao encontro de Jesus no templo, e ele os curou.
Quando os líderes dos sacerdotes e os professores da lei viram as maravilhas que Jesus tinha feito e também as crianças do templo gritando: “Glória ao Filho de Davi!”,
ficaram muito zangados, e lhe perguntaram: — O senhor está escutando o que estas crianças estão dizendo? E Jesus lhes respondeu: — Sim. Vocês nunca leram as Escrituras que dizem: “Ó Deus, o senhor ensinou as crianças e os pequeninos a dar louvores”?
Depois, partindo dali, Jesus saiu da cidade de Jerusalém e se dirigiu à cidade de Betânia, onde passou a noite.
No dia seguinte, bem cedo, quando Jesus estava voltando para a cidade de Jerusalém, teve fome.
Ao ver uma figueira à beira da estrada, ele foi até lá, mas não encontrou nada, a não ser as folhas. Então, disse para a árvore: — Que você nunca mais dê frutos! E no mesmo instante a figueira secou completamente.
Quando os seus discípulos viram aquilo, ficaram maravilhados e disseram: — Como a figueira secou depressa!
Jesus, porém, lhes disse: — Digo a verdade a vocês: Se acreditarem plenamente e não duvidarem, serão capazes de fazer não somente o que eu fiz a esta figueira, mas poderão até dizer a este monte: “Levante-se e jogue-se no mar!”,
e isso acontecerá. Se orarem a Deus acreditando que ele irá fazer o que vocês lhe pediram, então ele o fará.
Jesus voltou para o templo e começou a ensinar. Os líderes dos sacerdotes e os líderes do povo, então, se aproximaram dele e lhe perguntaram: — Por meio de que tipo de poder fazes estas coisas e quem te deu este poder?
E Jesus lhes respondeu: — Eu vou lhes fazer uma pergunta. Se me responderem, eu também lhes responderei com que poder faço estas coisas.
Digam-me: De quem João Batista recebeu autorização para batizar: de Deus ou dos homens? Então, discutindo entre si mesmos, diziam: — Nós não podemos dizer que foi de Deus, porque senão ele nos perguntará: “Então por que vocês não acreditaram nele?”
Mas nós também não podemos dizer que foi dos homens. Temos medo do que o povo pode fazer, pois todos consideram João Batista um profeta.
Então lhe responderam: — Não sabemos. E Jesus lhes disse: — Bem, então eu também não vou lhes dizer com que autoridade faço estas coisas.
— O que vocês acham disso? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao mais velho, ele lhe disse: “Filho, vá trabalhar na vinha hoje”.
O rapaz respondeu: “Não quero ir”, mas, mais tarde, ele mudou de ideia e foi.
O homem, então, dirigindo-se ao filho mais novo, lhe disse a mesma coisa e este lhe respondeu: “Sim, senhor”, mas não foi.
Agora eu lhes pergunto: Qual dos dois fez a vontade do pai? E eles lhe responderam: — O mais velho. Jesus, então, lhes disse: — Digo a verdade a vocês: Os coletores de impostos e as prostitutas entrarão no reino de Deus na frente de vocês.
Eu digo isto porque João Batista veio para mostrar a maneira certa de viver e vocês não acreditaram nele. Os cobradores de impostos e as prostitutas, no entanto, acreditaram nele. Vocês, porém, mesmo depois de terem visto que eles estavam aceitando a mensagem e mudando de vida, persistiram em não crer nele.
— Escutem esta outra parábola: Certo homem, dono de um campo, plantou uvas e colocou uma cerca ao redor da plantação. Depois construiu um tanque, onde as uvas seriam amassadas, e uma torre. O homem, então, arrendou a vinha para alguns lavradores e foi viajar.
Quando chegou a época da colheita, o dono da vinha mandou servos até os lavradores a fim de receber a sua parte dos frutos.
Os lavradores, entretanto, bateram num, mataram outro e ainda apedrejaram um outro.
— O dono da vinha, então, numa segunda vez, enviou um número maior de servos, mas os lavradores fizeram a mesma coisa.
Por último, o dono da vinha enviou seu próprio filho, dizendo: “Ao meu filho eles respeitarão”.
Mas quando os lavradores viram o filho, disseram entre si: “Este é o herdeiro! Vamos matá-lo, pois assim poderemos nos apoderar da herança dele”.
E eles, então, o pegaram, o jogaram para fora da vinha e o mataram.
O que é que vocês acham que o dono da vinha irá fazer com aqueles lavradores quando ele chegar?
E eles, então, lhe responderam: — Usará para com eles da mesma crueldade que usaram para com os outros e depois entregará a plantação de uvas a lavradores que lhe deem a sua parte da colheita no tempo certo.
Jesus, então, lhes perguntou: — Vocês nunca leram o que as Escrituras dizem? “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a pedra mais importante de todas. Isso foi feito pelo Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos!”
— Portanto, eu lhes digo: O reino de Deus será tirado de vocês e será entregue às pessoas que vivam de uma maneira que esteja de acordo com o reino.
Se alguém cair em cima desta pedra será quebrado em pedaços; se esta pedra cair em cima de alguém, o esmagará.
Quando os líderes dos sacerdotes e os fariseus ouviram aquelas parábolas, reconheceram que Jesus estava falando a respeito deles.
Embora quisessem prendê-lo, ficaram com medo da multidão, que o considerava um profeta.
Jesus falou novamente ao povo por meio de parábolas, e lhes disse:
— O reino de Deus é parecido com um rei que preparou uma festa de casamento para o seu filho.
Depois, ele mandou que seus servos fossem chamar as pessoas que tinham sido convidadas para a festa, mas elas não quiseram ir.
O rei, então, chamando novamente os seus servos, lhes disse: “Vão a todas as pessoas que foram convidadas e digam: Já está tudo preparado para a festa. Os bois e os bezerros gordos já foram mortos e está tudo pronto. Venham para a festa!”
Os convidados, porém, não se importaram. Um foi para o seu campo, outro foi tratar de seus negócios,
ao passo que outros maltrataram e mataram os servos.
O rei ficou tão furioso que enviou soldados, mandando que matassem aqueles assassinos e incendiassem a cidade deles.
Depois disse aos servos: “A festa de casamento está pronta, mas as pessoas que tinham sido convidadas não mereciam estar nela.
Portanto, vão pelas esquinas e convidem para a festa todas as pessoas que encontrarem”.
Os servos, então, foram pelas ruas e convidaram todas as pessoas que encontraram, fossem elas boas ou más, e o salão da festa ficou lotado.
Quando o rei entrou para ver os convidados, notou um homem que não estava vestido com roupa de festa
e lhe perguntou: “Amigo, como é que você entrou aqui sem roupa de festa?” — Mas o homem não respondeu nada.
O rei, então, disse aos seus servos: “Amarrem as mãos e os pés dele e ponham-no para fora, na escuridão, onde as pessoas vão chorar e ranger os dentes”.
— Digo isto porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
Os fariseus, então, se retiraram e se reuniram para planejar como poderiam fazer para pegar Jesus em algo que dissera.
Depois, mandaram alguns de seus seguidores e alguns membros do partido de Herodes perguntar a Jesus: — Mestre, sabemos que o senhor é honesto, que ensina sobre o caminho de Deus com toda sinceridade e que não se incomoda com a opinião dos outros, pois não trata às personas segundo a sua situação social, mas é imparcial.
Diga-nos o que o senhor acha; é certo pagar impostos ao imperador ou não?
Jesus, porém, conhecendo as más intenções deles, lhes disse: — Como vocês são hipócritas! Por que estão me testando?
Tragam-me uma moeda com a qual se paga imposto. Eles lhe deram a moeda
e Jesus, então, lhes perguntou: — De quem são esta imagem e esta inscrição?
E eles responderam: — São do imperador. Então Jesus lhes disse: — Portanto, deem ao imperador o que é do imperador e deem a Deus o que é de Deus.
Ao ouvirem aquilo, eles ficaram muito admirados e, deixando Jesus em paz, foram embora.
Naquele mesmo dia, alguns saduceus, os quais afirmam não haver ressurreição, se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram:
— Mestre! Moisés nos deixou escrito o seguinte: “Se um homem morrer sem deixar filhos, seu irmão deve se casar com a viúva a fim de terem filhos que serão considerados filhos do irmão que morreu”.
Ora, entre nós havia sete irmãos. O primeiro irmão se casou e algum tempo depois morreu sem deixar filhos. O segundo irmão, então, se casou com a viúva.
A mesma coisa aconteceu com o segundo irmão, com o terceiro e com todos os outros até chegar o sétimo,
e depois deles a mulher também morreu.
Agora, de qual dos sete irmãos a mulher será esposa no dia da ressurreição, uma vez que todos eles se casaram com ela?
Jesus lhes respondeu: — Vocês estão errados, pois não conhecem nem as Escrituras nem o poder de Deus.
Pois quando os mortos ressuscitarem, ninguém se casará; serão todos como os anjos do céu.
E já que estamos falando em ressurreição, vocês nunca leram o que foi dito por Deus? Ele disse:
“Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”. Ora, ele não é Deus dos mortos, mas sim dos vivos.
Quando a multidão ouviu isso, ficou admirada com o ensino de Jesus.
Os fariseus tinham ouvido falar que Jesus havia deixado os saduceus sem resposta. Eles se reuniram
e um deles, que era mestre da lei, testando Jesus, lhe perguntou:
— Mestre, qual é o mandamento mais importante?
E Jesus lhe respondeu: — Este: “Ame o Senhor seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”.
Este é o primeiro mandamento, e também o mais importante.
Há também um segundo mandamento que é parecido com este, e que diz: “Ame o seu próximo como você ama a você mesmo”.
Toda a lei e tudo o que foi escrito pelos profetas depende destes dois mandamentos.
Como os fariseus ainda estavam reunidos, Jesus lhes perguntou:
— O que vocês pensam a respeito do Messias? De quem ele é filho?
E eles lhe responderam: — Ele é filho de Davi! Ao ouvir aquilo, Jesus lhes fez outra pergunta, dizendo: — Então como é que Davi, inspirado pelo Espírito, chamou o Messias de Senhor, quando disse:
“O Senhor disse ao meu Senhor: ‘Sente-se à minha direita, até eu pôr os seus inimigos debaixo dos seus pés’”?
— Agora, se Davi o chama de Senhor, como pode o Messias ser filho de Davi?
Ninguém pôde lhe responder nada e daquele dia em diante ninguém mais teve coragem de lhe fazer nenhuma outra pergunta.
Jesus, então, dirigindo-se aos seus discípulos e à multidão, lhes disse:
— Os professores da lei e os fariseus têm a autoridade de explicar a lei de Moisés.
Por isso, vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles ensinam. O que vocês não devem, entretanto, é imitar as ações deles, pois eles mesmos não fazem o que ensinam.
Amarram cargas pesadas e difíceis de carregar e as colocam sobre os ombros dos outros, entretanto eles mesmos nem com o dedo querem movê-las.
— Eles fazem tudo para serem vistos pelas outras pessoas. Eles levam consigo na frente do corpo umas caixas pequeninhas de couro que contém dentro delas alguns textos das Escrituras. Alargam o tamanho dessas caixinhas e alongam as suas franjas.
Gostam dos lugares de destaque quando se sentam para comer nas festas e dos lugares mais importantes nas sinagogas.
Eles também gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças e ser chamados de “Mestre” pelo povo.
— Vocês, porém, não permitam que as pessoas os chamem de “Mestre”, pois o “Mestre” de vocês é um só, e vocês todos são simplesmente irmãos uns dos outros.
Também não chamem a ninguém de “Pai” aqui na terra, pois vocês têm somente um “Pai”, que está no céu.
Também não deixem que ninguém os chame de “Guia”, pois vocês têm somente um “Guia”: Cristo.
O mais importante entre vocês será o servo de vocês.
Todo aquele que procurar ser honrado pelos homens Deus o humilhará, e todo aquele que se humilhar diante dos homens Deus o honrará.
— Ai de vocês, professores da lei e fariseus, hipócritas! Digo isto pois são vocês mesmos que fecham as portas do reino de Deus para as pessoas; dessa forma vocês nem entram nem deixam que outras pessoas entrem.
— Ai de vocês, professores da lei e fariseus, hipócritas! Digo isto pois vocês fazem longas viagens e atravessam mar e terra com o propósito de converter uma pessoa à religião de vocês e, quando conseguem, tornam essa pessoa duas vezes mais merecedora do inferno do que vocês mesmos.
Ai de vocês, guias cegos! Digo isto pois vocês dizem: “Se uma pessoa jurar pelo templo, não significa nada; mas se jurar pelo ouro do templo, então é obrigada a cumprir com o seu juramento”.
Como vocês são tolos e cegos! Não é o templo que faz com que o ouro seja sagrado? Então, o que é mais importante: o ouro que está no templo ou o próprio templo?
Vocês também dizem: “Se uma pessoa jurar pelo altar, não significa nada; mas se jurar pela oferta que está sobre o altar, então é obrigada a cumprir o seu juramento”.
Como vocês são cegos! Não é o altar que faz com que a oferta seja sagrada? Então, o que é mais importante: a oferta que está sobre o altar, ou o próprio altar?
Se uma pessoa jurar pelo altar, estará jurando tanto pelo altar em si como por tudo o que está sobre ele!
Da mesma forma, se uma pessoa jurar pelo templo, estará jurando tanto pelo templo em si como por aquele que está dentro dele!
Assim também, se uma pessoa jurar pelo céu, estará jurando não só pelo trono de Deus, como também por aquele que está sentado no trono!
— Ai de vocês, professores da lei e fariseus, hipócritas! Digo isto pois vocês dão a Deus um décimo de tudo o que possuem, até mesmo da hortelã, da erva-doce e do cominho, mas deixam de obedecer as coisas mais importantes da lei, que são o de ser tanto justo como misericordioso com as pessoas, assim como o de ser fiel a Deus. É necessário que vocês façam estas coisas sem desprezar aquelas.
Vocês são guias cegos! Coam a bebida e tiram o mosquito, mas engolem o camelo!
Ai de vocês, professores da lei e fariseus, hipócritas! Lavam o copo e o prato por fora, mas por dentro eles estão cheios das coisas que vocês conseguiram por enganarem as outras pessoas e por satisfazerem o seu próprio egoísmo.
Fariseu cego! Limpe primeiro o lado de dentro do copo, pois assim o lado de fora também ficará limpo.
— Ai de vocês, professores da lei e fariseus, hipócritas! Digo isto pois vocês são como túmulos pintados de branco: parecem bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de podridão.
Assim também vocês por fora parecem ser boas pessoas, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.
— Ai de vocês, professores da lei e fariseus, hipócritas! Digo isto pois vocês constroem túmulos e enfeitam as sepulturas dos profetas justos que foram assassinados
e dizem: “Se nós tivéssemos vivido no tempo dos nossos antepassados, não teríamos nos unido a eles para matar os profetas”.
Dessa forma vocês estão confessando para vocês mesmos que são os descendentes daqueles que mataram os profetas.
Continuem, portanto, e terminem o que eles começaram.
— Cobras venenosas! Raça de víboras! Como vocês pensam que podem escapar de serem condenados ao inferno?
Ouçam bem isto: eu estou lhes mandando profetas, homens sábios e também professores. Vocês, porém, vão matar e crucificar a alguns, e vão chicotear a outros nas sinagogas e os perseguir de cidade em cidade.
Por causa disso vocês é que receberão o castigo por todas as pessoas inocentes que os antepassados de vocês mataram, desde o justo Abel até Zacarias, filho de Baraquias, o qual vocês mataram entre o santuário e o altar.
Digo a verdade a vocês: são as pessoas desta geração que receberão o castigo por todos esses pecados.
— Jerusalém, Jerusalém! Você mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe envia! Quantas vezes eu quis ajuntar o seu povo, assim como a galinha ajunta os pintinhos debaixo das suas asas, mas você não quis!
Agora a sua casa ficará completamente abandonada.
Declaro, portanto, que você nunca mais me verá até que diga: “Bendito é aquele que vem em nome do Senhor!”
Jesus tinha saído do templo e estava indo embora sozinho, quando seus discípulos se aproximaram dele para lhe mostrar as construções do templo.
Jesus, porém, lhes disse: — Vocês estão vendo tudo isto? Eu lhes digo que não ficará uma pedra sobre outra, que não seja derrubada.
Quando Jesus se sentou no monte das Oliveiras, seus discípulos se aproximaram dele e lhe perguntaram em particular: — Diga-nos: Quando essas coisas vão acontecer? Qual será o sinal que mostrará que chegou o tempo da sua vinda e do fim do mundo?
E Jesus, então, lhes respondeu: — Tomem cuidado para que ninguém os engane.
Eu digo isso pois muitas pessoas virão em meu nome e dirão: “Eu sou o Cristo!”, e enganarão muita gente.
Não tenham medo quando ouvirem o barulho de batalhas e ficarem sabendo de guerras. Essas coisas devem acontecer, mas ainda não será o fim.
Uma nação fará guerra contra outra, e um país atacará outro. Haverá fome e terremotos por toda parte,
mas essas coisas serão somente o começo, assim como as primeiras dores da mulher que está para dar à luz.
— Nessa época vocês serão presos e entregues para serem castigados. Vocês serão mortos e odiados por todos os povos por causa do meu nome.
Nessa época muitas pessoas vão abandonar a sua fé e vão trair e odiar umas às outras.
Muitos falsos profetas aparecerão e enganarão a muita gente
e a maldade se espalhará de tal maneira que o amor da maioria das pessoas esfriará.
Aquele, porém, que permanecer firme até o fim, será salvo.
E as Boas Novas sobre o reino de Deus serão anunciadas no mundo inteiro como testemunho a toda a humanidade; e então virá o fim.
— Deus falou por meio do profeta Daniel a respeito da “terrível coisa que causa desolação”. Vocês verão essa coisa no templo (quem estiver lendo isto que entenda o que significa).
Então, quem estiver na Judeia deve fugir para as montanhas.
Quem estiver na parte de cima de sua casa não deve descer para pegar coisa alguma
e quem estiver trabalhando no campo não deve voltar para casa para buscar suas roupas.
Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentando nessa época!
Orem para que essa sua fuga não aconteça nem durante o inverno nem num sábado.
Digo isso pois nessa época haverá grandes sofrimentos, como nunca houve desde o começo do mundo e jamais haverá.
Se Deus não tivesse diminuído esse período de sofrimento, ninguém seria salvo. Mas por causa das pessoas que foram escolhidas, esse período de sofrimento será diminuído.
— Portanto, se nessa época alguém lhes disser: “Olhe! Aqui está o Cristo!”, ou então: “O Cristo está aqui!”, não acreditem!
Eu digo isso pois muitos falsos cristos e falsos profetas vão aparecer e fazer milagres e maravilhas a fim de enganar, se possível, até mesmo aqueles que tinham sido escolhidos por Deus.
Prestem atenção que eu estou avisando a vocês antes que estas coisas aconteçam.
— Se algumas pessoas lhes disserem: “Olhem, ele está no deserto!”, não saiam. Ou: “Olhem, ele está dentro da casa!”, não acreditem!
Eu lhes digo isso pois a vinda do Filho do Homem será como o brilho de um relâmpago no céu que sai do leste e se mostra até o oeste.
Onde quer que esteja um cadáver, ali se ajuntarão os urubus.
— Logo depois desse período de sofrimento, “o sol se apagará e a lua não brilhará. As estrelas cairão do céu e os corpos celestes serão abalados”.
Nessa época o sinal da vinda do Filho do Homem será visto no céu e todos os povos da terra chorarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens com poder e grande glória.
Um alto som de trombeta será ouvido, e o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles recolherão de um a outro lado do mundo aqueles que tenham sido escolhidos por Deus.
E Jesus, depois, lhes disse: — Aprendam a lição que a figueira lhes ensina. Assim que os seus galhos se renovam e as suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo.
Da mesma forma, quando vocês virem todas essas coisas acontecerem, saberão que o tempo está próximo, pronto para chegar.
Digo a verdade a vocês: Todas essas coisas acontecerão antes que morram todas as pessoas que agora estão vivas.
O céu e a terra passarão, porém as minhas palavras nunca passarão.
— Ninguém sabe o dia ou a hora em que essas coisas acontecerão, nem os anjos do céu nem o próprio Filho. Somente o Pai sabe quando elas vão acontecer.
Pois assim como foi no tempo de Noé, também será quando o Filho do Homem voltar.
Digo isto pois, antes de vir o dilúvio, as pessoas estavam comendo, bebendo, se casando e se dando em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca.
Ninguém sabia o que ia acontecer até que veio o dilúvio e levou a todos. A mesma coisa acontecerá quando o Filho do Homem voltar.
Nesse dia dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e outro será deixado.
Duas mulheres estarão moendo trigo no moinho: uma será levada, e a outra deixada.
Portanto, estejam preparados, pois vocês não sabem em que dia o Senhor virá.
Lembrem-se disto: Se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria acordado e não deixaria que o ladrão arrombasse a sua casa.
É por isso que eu digo a vocês que devem ficar preparados, pois o Filho do Homem virá na hora em que não estiverem esperando.
— Quem é, então, o servo fiel e prudente a quem o senhor deixou a responsabilidade de tomar conta dos outros servos e de lhes dar comida nas horas certas?
Feliz é o servo que estiver fazendo assim quando o seu senhor chegar.
Digo a verdade a vocês: Ele o colocará para tomar conta de todos os seus bens.
Por outro lado, imaginem um servo mau. Ele diz consigo mesmo: “Meu senhor vai demorar para voltar”,
e então começa a bater nos outros servos e a comer e beber com bêbados.
O senhor desse servo chegará num dia que ele não o espera, e numa hora que ele nem imagina.
Ele o castigará com severidade e o condenará a sofrer o mesmo destino dos hipócritas. E lá eles vão chorar e ranger os dentes.
— Nesse dia o reino de Deus poderá ser comparado a dez moças que pegaram as suas lamparinas e saíram para se encontrar com o noivo.
Dessas dez moças, cinco eram imprudentes e cinco eram prudentes.
As moças que eram imprudentes pegaram as suas lamparinas, mas não levaram óleo de reserva;
as prudentes, porém, além das lamparinas, levaram também vasilhas de óleo.
Como o noivo estava demorando, as moças ficaram com sono e começaram a cochilar.
Quando deu meia-noite, se ouviu um grito: “Olhem, o noivo! Venham se encontrar com ele!”
Quando ouviram aquilo, todas as dez moças se levantaram e prepararam as suas lamparinas;
mas as imprudentes disseram às prudentes: “Deem-nos um pouco do óleo de vocês, pois as nossas lamparinas estão se apagando”.
As prudentes, porém, responderam: “Não, para que não falte nem a nós nem a vocês. Se vocês querem óleo, procurem quem o venda e comprem”.
As moças imprudentes saíram então para comprar óleo e, enquanto estavam fora, o noivo chegou. Sendo assim, as moças que estavam prontas entraram com o noivo para a festa de casamento e, depois de terem entrado, a porta foi fechada.
— Mais tarde, quando as moças imprudentes chegaram, começaram a bater na porta e a gritar, dizendo: “Senhor, senhor! Abra a porta e deixe-nos entrar!”
O noivo, porém, lhes respondeu: “Digo a verdade a vocês: Eu não as conheço”.
É por isso que eu lhes digo: Estejam sempre preparados, pois vocês não sabem nem o dia nem a hora em que o Filho do Homem virá.
— Nesse dia o reino de Deus poderá ser comparado a um homem que precisou fazer uma viagem e, chamando três servos seus, os colocou para tomar conta dos seus bens.
A um ele deu cinco mil moedas de prata, a outro ele deu duas mil, e a outro mil. A cada um deu de acordo com a sua própria capacidade; e então partiu.
O servo que tinha recebido as cinco mil moedas de prata saiu imediatamente e, investindo aquele dinheiro, ganhou outras cinco mil moedas de prata.
A mesma coisa aconteceu com o segundo servo; ele investiu as duas mil moedas de prata e conseguiu outras duas mil.
O terceiro, porém, saindo, cavou um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
— Depois de muito tempo, o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles.
O servo que tinha recebido cinco mil moedas de prata se aproximou do seu senhor e, entregando-lhe as outras cinco mil moedas, lhe disse: “O senhor me deu cinco mil moedas de prata para tomar conta; aqui estão outras cinco mil que ganhei”.
— O senhor, então, lhe disse: “Muito bem! Você é um servo bom e fiel! Como você me foi fiel no pouco, eu vou colocá-lo para tomar conta de muitas coisas. Venha participar da minha alegria”.
— O servo que tinha recebido duas mil moedas de prata se aproximou do senhor e lhe disse: “O senhor me deu duas mil moedas de prata para tomar conta; aqui estão outras duas mil que ganhei”.
— O senhor, então, lhe disse: “Muito bem! Você é um servo bom e fiel! Como você me foi fiel no pouco, eu vou colocá-lo para tomar conta de muitas coisas. Venha e alegre-se comigo”.
— E, finalmente, aquele que tinha recebido mil moedas de prata, se aproximou do seu senhor e lhe disse: “Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe em campo que não plantou e que ajunta onde não semeou.
Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro num buraco na terra. Aqui está o seu dinheiro”.
— O senhor, porém, lhe disse: “Você é um servo mau e preguiçoso! Não foi você mesmo que disse que colho em campo que não plantei e que ajunto onde não semeei?
A sua obrigação, portanto, era ter depositado o meu dinheiro no banco para que eu, quando voltasse, o recebesse com juros.
Tirem dele as mil moedas de prata, e deem-nas ao que já tem dez.
Pois aquele que tem receberá ainda mais, e terá muito mais do que realmente precisa; mas aquele que não tem, até o que ele tem lhe será tirado.
Quanto a este servo inútil, joguem-no para fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes”.
— Quando o Filho do Homem vier, com todo o seu poder e com todos os seus anjos, ele se sentará no seu glorioso trono.
Então, todos os povos da terra se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
Ele colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, vocês que são abençoados por meu Pai! Venham e recebam o reino que está preparado para vocês desde a criação do mundo. Este reino é a recompensa de vocês,
pois eu tive fome e me deram o que comer, tive sede e me deram o que beber, fui estrangeiro e me receberam em suas casas,
não tinha o que vestir e me deram roupas, estive doente e cuidaram de mim, estive na prisão e foram me visitar”.
— Então, os bons perguntarão: “Senhor, quando foi que nós o vimos com fome e lhe demos o que comer, ou o vimos com sede e lhe demos o que beber?
Quando foi ainda que, como estrangeiro, nós o recebemos em nossas casas, ou que o vimos sem ter o que vestir e lhe demos roupas,
ou mesmo que, estando doente ou preso, nós o visitamos?”
— O rei, porém, lhes responderá: “Digo a verdade a vocês: Todas as vezes que vocês fizeram essas coisas ao mais simples dos meus irmãos, na realidade foi a mim que fizeram”.
— E o rei, então, dirá àqueles que estão à sua esquerda: “Saiam daqui! Vocês estão debaixo da maldição de Deus! Vocês irão para o fogo eterno, o qual foi preparado por Deus para o diabo e seus anjos.
Esse é o castigo que merecem, pois eu tive fome, mas mesmo assim vocês não me deram o que comer; tive sede, mas mesmo assim não me deram o que beber;
fui estrangeiro, mas mesmo assim não me receberam nas suas casas; não tinha o que vestir, mas mesmo assim não me deram roupas; estive doente e preso, mas mesmo assim não foram me visitar”.
— Mas eles também lhe perguntarão: “Senhor, quando foi que nós o vimos com fome, ou com sede, ou como estrangeiro, ou sem ter o que vestir, ou mesmo doente ou preso e não o ajudamos?”
— Mas o Rei, então, lhes responderá: “Digo a verdade a vocês: Todas as vezes que deixaram de fazer qualquer uma dessas coisas ao mais simples dos meus irmãos, na realidade foi a mim que vocês deixaram de fazê-la”.
— Estes, portanto, irão para o castigo eterno; mas os bons, irão para a vida eterna.
Depois que Jesus acabou de ensinar todas essas coisas, disse aos seus discípulos:
— Vocês sabem que daqui a dois dias será comemorada a Páscoa; nesse dia o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
Nesse meio tempo os líderes dos sacerdotes e os líderes do povo se reuniram na residência de Caifás, o sumo sacerdote.
Nessa reunião planejaram um meio de prender Jesus à traição, para que depois pudessem matá-lo.
Eles, porém, diziam entre si: — Não vamos prendê-lo durante a festa da Páscoa, porque se o fizermos o povo pode se revoltar.
Jesus estava na cidade de Betânia, na casa de Simão, o leproso,
quando uma mulher chegou. Ela carregava um vaso feito de alabastro, e este estava cheio de um perfume muito caro. Ela se aproximou de Jesus enquanto Ele estava à mesa e derramou todo o perfume sobre a sua cabeça.
Quando os discípulos viram aquilo, ficaram zangados, e perguntaram: — Por que este desperdício?
Esse perfume poderia ter sido vendido por muito dinheiro, e esse dinheiro poderia ter sido dado aos pobres!
Jesus, porém, vendo aquilo, lhes disse: — Por que vocês estão aborrecendo esta mulher? Ela me fez uma coisa muito boa.
Os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não.
Ao derramar este perfume sobre mim, ela preparou o meu corpo para o enterro.
Digo a verdade a vocês: Em todos os lugares onde as Boas Novas forem anunciadas, será contada também a história do que essa mulher fez hoje. Dessa forma ela será lembrada em todo o mundo.
Então, Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, foi falar com os líderes dos sacerdotes. Ele lhes disse:
— Quanto vocês me pagam se eu lhes entregar Jesus? Os sacerdotes lhe deram trinta moedas de prata
e, desse momento em diante, Judas passou a procurar uma boa chance para entregar a Jesus.
No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: — Onde quer que nós preparemos tudo para a Páscoa?
E ele, então, respondeu: — Vão até a cidade. Lá vocês encontrarão um homem; digam-lhe que o Mestre manda dizer o seguinte: “A minha hora está chegando! Meus discípulos e eu vamos comemorar a Páscoa em sua casa”.
Os discípulos fizeram exatamente o que Jesus lhes tinha dito e prepararam tudo para a Páscoa.
Quando anoiteceu, Jesus e seus doze discípulos se colocaram à mesa para jantar.
Enquanto comiam, Jesus lhes disse: — Digo a verdade a vocês: Um de vocês vai me trair.
Todos ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: — Senhor, não acha que sou eu, acha?
Mas Jesus, então, lhes disse: — Quem vai me trair é aquele que molha o pão no prato comigo.
O Filho do Homem será traído. As Escrituras dizem que isso vai acontecer. Porém, ai daquele que vai traí-lo! Seria melhor que ele nunca tivesse nascido!
Então, Judas, que era o traidor, perguntou a Jesus: — Mestre, não acha que sou eu, acha? Mas Jesus lhe respondeu: — Você está dizendo isso.
Enquanto comiam, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus por ele. Depois, partindo-o, o deu a seus discípulos, dizendo: — Peguem e comam; isto é o meu corpo.
Em seguida, Jesus pegou o cálice e deu graças a Deus por ele. Depois, passando-o a seus discípulos, lhes disse: — Bebam deste cálice, todos vocês.
Isto é o meu sangue, que sela a aliança entre Deus e seu povo. Esse sangue é derramado em favor de muitos para que Deus perdõe os pecados deles.
Digo isto pois nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beba com vocês o novo vinho no reino do meu Pai.
Então, depois de terem cantado um hino, eles foram para o monte das Oliveiras.
E Jesus disse então aos seus discípulos: — Esta noite todos vocês não vão crer mais em mim, porque as Escrituras dizem: “Eu matarei o pastor, e as ovelhas do rebanho fugirão”.
— Porém, depois que eu ressuscitar, irei à frente de vocês para a Galileia.
Pedro, então, disse a Jesus: — Mesmo que todos o abandonem, eu nunca o abandonarei.
Ao ouvir aquilo, Jesus lhe disse: — Digo-lhe a verdade: Ainda hoje à noite, antes mesmo que o galo cante, você negará três vezes que me conhece.
Pedro, porém, respondeu: — Eu nunca o abandonarei, mesmo que tenha de morrer com o senhor. E todos os outros discípulos disseram a mesma coisa.
Depois disso, tanto Jesus como seus discípulos foram para um lugar chamado Getsêmani, e lá ele lhes disse: — Sentem-se aqui, enquanto vou até ali adiante para orar.
Jesus levou junto Pedro e os dois filhos de Zebedeu. Depois, ele começou a sentir uma grande tristeza e aflição.
Então lhes disse: — Estou tão triste que me sinto como se estivesse morrendo! Fiquem aqui e vigiem comigo.
Ele foi um pouco mais adiante, se ajoelhou e orou, dizendo: — Meu Pai, se for possível, afaste de mim este cálice de sofrimento. Porém, não seja feito o que eu quero, mas sim o que o senhor quer.
Depois voltou para onde os três discípulos estavam e os encontrou dormindo. Então disse a Pedro: — Será possível que vocês não conseguem ficar acordados comigo nem ao menos por uma hora?
Vigiem e orem para que vocês não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas o corpo é fraco.
Pela segunda vez Jesus foi e orou, dizendo: — Meu Pai, se não for possível que este cálice de sofrimento seja afastado de mim sem que eu o beba, que seja feita a sua vontade.
E, voltando para onde os três discípulos estavam, os encontrou novamente dormindo, pois seus olhos estavam pesados.
Jesus tornou a se afastar deles e foi orar novamente, repetindo as mesmas palavras.
Depois ele voltou para onde os discípulos estavam, e lhes disse: — Vocês ainda estão dormindo e descansando? Olhem, chegou a hora! O Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.
Levantem-se, vamos embora! O traidor está chegando.
Jesus mal tinha acabado de falar aquelas palavras, quando Judas, um dos doze discípulos, chegou. Havia muitos homens com ele e todos carregavam espadas ou cacetes. Eles tinham sido enviados pelos líderes dos sacerdotes e pelos líderes do povo.
O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: “Vocês podem prender o homem que eu beijar o rosto, pois é ele”.
E, sendo assim, Judas se aproximou de Jesus e lhe disse: — Olá, Mestre! — e beijou o seu rosto.
Jesus, porém, respondeu: — Faça de uma vez o que você veio fazer, amigo. E nesse momento os soldados se aproximaram, pegaram Jesus e o prenderam.
Um dos homens que estava com Jesus sacou a sua espada, atacou um dos servos do sumo sacerdote e lhe cortou a orelha.
Jesus, então, lhe disse: — Guarde a sua espada, pois todos os que usam a espada serão mortos pela espada.
Será que você não entende que eu poderia orar ao meu Pai e ele me mandaria, neste exato momento, mais de doze tropas de anjos?
Porém, se fizesse isto, como se cumpririam as passagens das Escrituras que dizem que isso deve acontecer?
E naquele momento Jesus disse aos homens que tinham ido prendê-lo: — Por que vocês vieram me prender com espadas e cacetes, como se eu fosse um bandido? Por que é que vocês não me prenderam quando eu estava no templo? Eu não ia lá todos os dias e me sentava no meio de vocês?
Mas tudo isto está acontecendo desta forma para se cumprir o que os profetas disseram por meio das Escrituras. Então todos os discípulos fugiram e o abandonaram.
Os homens que tinham prendido Jesus o levaram até a residência de Caifás, o sumo sacerdote, onde os professores da lei e os líderes estavam reunidos.
Pedro o seguiu de longe até o pátio do palácio do sumo sacerdote. Depois, resolveu entrar e sentar-se entre os guardas, para ver o que ia acontecer.
Ora, os principais sacerdotes e todo o Conselho Superior dos judeus estavam reunidos com o fim de encontrar algum pretexto para que pudessem acusar a Jesus. O que eles queriam era condená-lo à morte.
Muitas pessoas testemunharam mentiras a respeito de Jesus, mas mesmo assim não conseguiram condená-lo. Finalmente, duas pessoas apareceram
e disseram: — Este homem disse: “Eu posso destruir o templo de Deus e construí-lo de novo em três dias”.
O sumo sacerdote, então, se levantou e perguntou a Jesus: — Você não vai se defender das acusações que estão sendo feitas contra você?
Jesus, porém, não respondeu nada. O sumo sacerdote, então, voltou a lhe perguntar: — Em nome do Deus vivo eu lhe ordeno que você me responda isto: Você é o Messias, o Filho do Deus?
E Jesus respondeu: — Você está dizendo isso. E eu lhe digo que um dia vocês verão o Filho do Homem sentado à direita de Deus, o Todo-Poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu.
O sumo sacerdote, ao ouvir aquilo, rasgou suas roupas e disse: — Ele insultou a Deus. Nós não precisamos mais de nenhuma testemunha! Todos aqui ouviram este insulto contra Deus!
O que é que vocês acham? E todos responderam: — Ele é culpado e merece a morte!
E alguns deles começaram a cuspir no rosto de Jesus, outros a dar-lhe murros e outros ainda lhe davam bofetadas e diziam:
— Adivinhe agora, Messias! Diga quem foi que lhe bateu!
Ora, Pedro estava sentado no pátio quando uma mulher que trabalhava ali se aproximou dele e lhe disse: — Você também não estava com Jesus da Galileia?
Pedro, porém, negou diante de todos que conhecia a Jesus. Ele disse: — Não sei do que você está falando.
E, saindo dali em direção à porta do pátio, ele foi visto por uma outra mulher que trabalhava ali, que disse aos homens que estavam ali: — Este homem também estava com Jesus, o Nazareno.
E Pedro, pela segunda vez, negou que conhecia Jesus, jurando: — Eu não conheço esse homem!
Pouco tempo depois, alguns homens se aproximaram de Pedro e lhe disseram: — Não há dúvida de que você também é um deles; o seu modo de falar o acusa.
Pedro, então, começou a afirmar sob juramento, e assegurando se colocar debaixo da maldição de Deus se estivesse mentindo, disse: — Já disse que não conheço esse homem! E nesse mesmo instante o galo cantou.
Nesse momento Pedro se lembrou do que Jesus tinha lhe dito: “Antes que o galo cante, você negará três vezes que me conhece”. Então Pedro saiu dali, e chorou amargamente.
Quando rompeu o dia, todos os líderes dos sacerdotes e líderes do povo se reuniram para planejar como iriam condenar Jesus à morte.
Eles o amarraram e o levaram até a presença do governador Pôncio Pilatos.
Quando Judas, que o traiu, viu que Jesus tinha sido condenado, ficou cheio de remorso. Ele foi até os líderes dos sacerdotes e líderes, devolveu as trinta moedas de prata que tinha recebido para trair a Jesus
e disse: — Eu pequei, pois traí um homem inocente. Eles, porém, lhe disseram: — Nós não temos nada com isso. Isso é problema seu.
Judas, então, atirou as moedas de prata para dentro do templo, saiu de lá e se enforcou.
Os líderes dos sacerdotes pegaram o dinheiro e disseram os uns aos outros: — Nós não podemos colocar este dinheiro na caixa das ofertas do templo, pois foi usado para matar alguém.
E, depois de entrarem em acordo, eles decidiram usar aquele dinheiro para comprar o Campo do Oleiro, para que servisse de cemitério para os estrangeiros.
E aquele campo, por causa disso, até hoje é conhecido como “Campo de Sangue”.
Dessa forma se cumpriu o que Deus disse por intermédio do profeta Jeremias: “Eles pegaram as trinta moedas de prata, preço que o povo de Israel tinha concordado em pagar por ele,
e compraram o Campo do Oleiro, assim como o Senhor tinha mandado que eu fizesse”.
Jesus estava de pé, diante do governador, e este lhe interrogou, dizendo: — Você é o rei dos judeus? Ao que Jesus lhe respondeu: — Você está dizendo isso.
E, mesmo sendo acusado pelos líderes dos sacerdotes e pelos líderes, Jesus não respondia nada.
Pilatos, então, lhe perguntou: — Não está ouvindo todas as acusações que estão sendo feitas contra você?
Jesus, porém, não respondeu nada e isso impressionou muito o governador.
Era época da Páscoa e, nessa época, o governador costumava soltar um dos prisioneiros, conforme a vontade do povo.
Nessa ocasião, havia um prisioneiro muito conhecido, chamado Barrabás.
Como o povo estava reunido, Pilatos perguntou a todos: — Quem vocês querem que eu solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?
(Pilatos tinha perguntado isso porque ele sabia que Jesus tinha sido entregue por pura inveja
e porque, quando estava sentado no tribunal, tinha recebido um recado de sua mulher, dizendo: Não se envolva no caso desse homem inocente, pois esta noite eu tive um sonho horrível por causa dele.)
Mas os líderes dos sacerdotes e os líderes convenceram o povo a pedir a Pilatos que soltasse a Barrabás e condenasse a Jesus.
Sendo assim, quando o governador Pilatos perguntou ao povo pela segunda vez: “Qual dos dois prisioneiros vocês querem que eu solte?”, eles responderam: — Queremos que o senhor liberte Barrabás.
Pilatos, porém, lhes perguntou: — E o que querem que eu faça com Jesus, chamado Cristo? E todos responderam: — Crucifique-o!
— Que crime ele cometeu? — perguntou Pilatos. Mas o povo, gritando cada vez mais alto, pedia: — Crucifique-o!
Quando Pilatos percebeu que seu esforço para salvar Jesus não estava adiantando de nada, ao contrário, estava fazendo com que as coisas ficassem cada vez piores, pediu que lhe trouxessem água. E, diante de todo o povo, lavou as mãos e disse: — Sou inocente pela morte deste homem. Fiquem vocês com essa responsabilidade.
E o povo todo respondeu: — Que o castigo referente à morte dele caia sobre nós e sobre nossos filhos!
Pilatos, então, soltou a Barrabás e, depois de ter mandado chicotear a Jesus, o entregou para que ele fosse crucificado.
Logo depois os soldados de Pilatos levaram Jesus para o palácio do governador e reuniram toda a tropa ao redor dele.
Tiraram a roupa dele e o vestiram com um manto vermelho.
Fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus e depois lhe deram uma vara para que ele segurasse na mão direita. Ajoelharam-se diante dele e fizeram zombarias, dizendo: — Viva o rei dos judeus!
Eles cuspiram nele, pegaram a vara que lhe haviam dado e bateram com ela na cabeça dele.
Depois de se divertirem bastante às custas dele, tiraram dele o manto vermelho e o vestiram com suas próprias roupas. Em seguida, o levaram para ser crucificado.
Quando estavam saindo, eles encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a levar a cruz de Jesus.
E, ao chegarem a um lugar chamado Gólgota (que significa “Lugar da Caveira”),
deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele, porém, depois de experimentar, não quis beber.
Depois de o crucificarem, os soldados dividiram suas roupas entre si, tirando a sorte com dados, para ver qual seria a parte de cada um.
E, sentados ali, vigiavam Jesus.
Acima da cabeça de Jesus haviam colocado uma placa, onde estava escrita a sua acusação: Este é Jesus, o rei dos judeus***.
Dois ladrões também foram crucificados com Jesus, estando um à sua direita e outro à sua esquerda.
As pessoas que passavam por ali o insultavam e, balançando a cabeça, diziam:
— Não foi você que disse que podia destruir o templo de Deus e construí-lo de novo em três dias? Então, se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz e salve a si mesmo!
E tanto os líderes dos sacerdotes como os professores da lei e os líderes também faziam pouco dele, e diziam:
— Ele salvou a outros, mas não consegue salvar a si mesmo. Se ele é o rei de Israel, então que desça da cruz! Se ele fizer isso, nós acreditaremos nele!
Já que confia em Deus e diz: “Sou Filho de Deus!” Pois então, que Deus venha livrá-lo agora, se de fato lhe quer bem!
E até mesmo os ladrões, que tinham sido crucificados com ele, o insultavam.
Ao meio-dia, toda a região ficou escura, e a escuridão continuou por três horas.
Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: — Eli, Eli, lemá sabactâni? — (que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus! Por que me abandonou?”).
Algumas pessoas que estavam ali por perto, ao ouvirem aquilo, diziam: — Ele está chamando por Elias.
Então alguém correu e molhou uma esponja em vinagre, pôs na ponta de uma vara e deu para Jesus beber.
Algumas pessoas, porém, disseram: — Espere. Vamos ver se Elias vem salvá-lo.
Mas nesse momento, Jesus deu outro grito e morreu.
No mesmo instante a cortina do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo, houve um terremoto e as rochas se partiram.
Os túmulos se abriram e muitos mortos que pertenciam ao povo de Deus ressuscitaram e
saíram dos túmulos. E, depois da ressurreição de Jesus, eles entraram na cidade santa de Jerusalém e apareceram a muita gente.
O comandante do exército romano e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao verem o terremoto e tudo o mais que estava acontecendo, ficaram com muito medo, e disseram: — De fato, este homem era o Filho de Deus.
Algumas mulheres também estavam por ali, observando de longe. Elas tinham seguido a Jesus desde a Galileia para servi-lo.
Entre elas se achavam: Maria Madalena, Maria (a mãe de Tiago e de José), e a mãe dos filhos de Zebedeu.
Quando era quase noite, um homem rico da cidade de Arimateia chegou. Seu nome era José, também discípulo de Jesus.
Este homem foi conversar com Pilatos para lhe pedir o corpo de Jesus e Pilatos permitiu que ele o levasse.
José, então, pegou o corpo de Jesus, o enrolou num lençol de linho limpo
e o colocou em seu próprio túmulo. (O túmulo era novo e tinha sido cavado numa rocha há pouco tempo.) Depois rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo e se retirou dali.
Maria Madalena e a outra Maria estavam sentadas ali, na frente do túmulo.
No dia seguinte, isto é, no sábado, os líderes dos sacerdotes e os fariseus se reuniram e foram falar com Pilatos.
Eles lhe disseram: — Senhor governador, nós nos lembramos de que, enquanto aquele mentiroso estava vivo, ele tinha dito: “Depois de três dias que eu tiver morrido, eu ressuscitarei”.
Dê ordens, portanto, para que o túmulo dele seja guardado até o terceiro dia. Dessa forma nós evitaremos que os discípulos dele venham, roubem o corpo e depois digam ao povo que ele ressuscitou dos mortos. Se isso acontecer, esta segunda mentira será ainda pior do que a primeira.
Pilatos, então, lhes disse: — Vocês podem levar alguns soldados; vão e guardem o túmulo da melhor maneira possível.
Com aquela autorização, eles foram, selaram a pedra que fechava o túmulo e deixaram ali os soldados para o vigiarem.
Passado o sábado, no domingo bem cedo, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o túmulo onde Jesus tinha sido enterrado.
Naquela ocasião houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor tinha descido do céu, removido a pedra que fechava o túmulo e agora estava sentado sobre a pedra.
Ele se parecia com um relâmpago e as suas roupas eram brancas como a neve.
Os guardas tinham ficado com tanto medo, ao ponto que ficaram tremendo e, ao mesmo tempo, paralizados como se estivessem mortos.
Então o anjo disse às mulheres: — Deixem de ter medo! Eu sei que vocês vieram procurar por Jesus, aquele que foi crucificado,
mas ele não está mais aqui. Ele ressuscitou, exatamente como havia dito que iria fazer. Venham ver o lugar onde ele estava deitado.
Agora, vão depressa e digam aos discípulos dele o seguinte: “Jesus ressuscitou dos mortos e vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês o verão novamente”. Façam exatamente como eu falei.
Elas saíram depressa do túmulo, pois estavam com muito medo, mas também muito felizes, e correram para contar aos discípulos o que havia acontecido.
De repente, Jesus apareceu diante delas e disse: — Olá! E elas se aproximaram dele, abraçaram seus pés e o adoraram.
Jesus, então, lhes disse: — Deixem de ter medo! Vão e digam aos meus irmãos para se dirigirem à Galileia. Lá eles me verão novamente.
Quando as mulheres partiram, alguns soldados foram até a cidade e contaram tudo o que tinha acontecido aos líderes dos sacerdotes.
Eles e os líderes, então, se reuniram para decidir o que iriam fazer. Depois, deram uma boa quantia de dinheiro aos soldados
e lhes disseram: — É isto o que vocês devem dizer: “Os discípulos dele vieram de noite e roubaram o corpo enquanto estávamos dormindo”.
Se essas coisas chegarem aos ouvidos do governador, nós o convenceremos de que foi isso mesmo que aconteceu. Vocês não terão problema nenhum.
Os soldados, então, depois de receberem o dinheiro, fizeram exatamente o que os líderes dos sacerdotes e os líderes tinham dito. (E, até hoje, é nessa versão que os judeus acreditam.)
Os onze discípulos seguiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes havia indicado.
Quando o viram, alguns o adoraram, mas alguns duvidaram.
Jesus, porém, se aproximou deles, e lhes disse: — Deus tem me dado autoridade sobre tudo o que está no céu e na terra.
Portanto, vão, façam discípulos em todas as nações da terra, batizem as pessoas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
e ensinem a elas a obedecer todas as coisas que eu ensinei a vocês. E eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.
Isto é o princípio das Boas Novas a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus,
assim como está escrito no livro do profeta Isaías: “Olhem, eu estou enviando o meu mensageiro antes de você. Ele vai preparar o seu caminho.
Escute a voz daquele que clama no deserto: Preparem o caminho para o Senhor, e abram estradas retas para ele passar”.
E foi assim que João Batista apareceu no deserto, anunciando a mensagem de Deus. Ele falava para as pessoas se batizarem. De esta forma, elas iriam mostrar que queriam mudar o seu comportamento, e então os seus pecados iriam ser perdoados.
Todas as pessoas tanto da região da Judeia como da cidade de Jerusalém iam até ele. Elas confessavam os seus pecados e eram batizadas por João no rio Jordão.
João usava roupas feitas de pelo de camelo e um cinto de couro amarrado na cintura. Ele se alimentava com gafanhotos e mel silvestre.
Ele dizia: — Depois de mim virá alguém que é mais poderoso do que eu e eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as correias das suas sandálias.
Eu os batizo com água, mas ele os batizará com o Espírito Santo.
Naquela época Jesus veio de uma cidade da Galileia chamada Nazaré e foi batizado por João Batista no rio Jordão.
Assim que saiu da água, Jesus viu o céu se abrir e o Espírito descer sobre ele como uma pomba.
E ouviu uma voz vinda do céu que disse: — Você é o meu Filho querido e me dá muita alegria.
Logo depois o Espírito Santo levou Jesus ao deserto,
onde ele foi tentado por Satanás durante quarenta dias. Ele esteve até mesmo com animais selvagens, mas anjos cuidaram dele.
Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, anunciando as Boas Novas de Deus.
Ele dizia: — Chegou a hora! O reino de Deus está próximo. Mudem a sua forma de pensar e de viver, e acreditem nas Boas Novas.
Jesus estava andando pela beira do lago da Galileia quando viu Simão Pedro e seu irmão, André. Eles estavam jogando a rede no lago, pois eram pescadores.
Jesus lhes disse: — Sigam-me e eu tornarei vocês em pescadores de pessoas.
E eles deixaram as suas redes naquele momento e o seguiram.
Jesus continuou caminhando e encontrou outros dois irmãos: Tiago e João, filhos de Zebedeu. Eles estavam no barco consertando as suas redes.
Jesus os chamou e eles o seguiram, deixando seu pai Zebedeu no barco com os empregados.
Eles foram para a cidade de Cafarnaum. No sábado seguinte Jesus foi para a sinagoga e começou a ensinar o povo.
Todos ficaram admirados com o ensino de Jesus, pois ele ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei.
Havia na sinagoga um homem que estava possuído por um demônio e, de repente, ele começou a gritar, dizendo:
— O que você quer de nós, Jesus de Nazaré? Você veio para nos destruir? Eu sei que você é o Santo de Deus.
Mas Jesus o repreendeu, dizendo: — Cale-se e saia desse homem.
Então o demônio sacudiu o homem várias vezes e, dando um grito bem alto, saiu dele.
Todos ficaram impressionados e perguntavam uns aos outros: — O que é isso? Que tipo de ensino novo é esse? Vocês viram com que autoridade ele dá ordens até mesmo a demônios e eles lhe obedecem?
E a fama de Jesus se espalhou rapidamente por toda a região da Galileia.
Depois de terem saído da sinagoga, eles foram diretamente para a casa de Simão e André, juntamente com Tiago e João.
A sogra de Simão estava de cama, com febre, e assim que Jesus chegou, eles lhe contaram a respeito dela.
Jesus se aproximou e, tendo pego a mão dela, a levantou. No mesmo momento a febre a deixou e ela começou a servi-los.
No fim da tarde, ao pôr do sol, as pessoas levaram todos os doentes e todos os que estavam possuídos por demônios até Jesus.
E toda a cidade se juntou na porta daquela casa.
Jesus curou muitas pessoas, as quais sofriam de vários tipos de doenças. Ele também expulsou muitos demônios, não permitindo, porém, que eles falassem, pois sabiam quem ele era.
De manhã bem cedo, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi para um lugar solitário, e ali orou.
Pedro e todos os que estavam com ele foram à sua procura e,
encontrando-o, lhe disseram: — Todo mundo está à sua procura.
Mas Jesus lhes disse: — Vamos partir para as cidades próximas para que eu possa anunciar as Boas Novas lá também, pois foi para isso que eu vim.
E Jesus viajou por toda a região da Galileia, anunciando as Boas Novas nas sinagogas e expulsando demônios.
Um homem com lepra se aproximou de Jesus e se ajoelhou diante dele. Então lhe disse: — Eu sei que o senhor pode me curar se quiser.
No princípio, Jesus ficou irado. Mas estendendo a sua mão, tocou nele e disse: — Eu quero; fique curado.
No mesmo instante a lepra o deixou e o homem ficou curado.
Jesus disse então a ele que podia ir embora, mas antes disso fez uma advertência muito séria,
dizendo: — Não diga nada disto a ninguém, mas apresente-se ao sacerdote. Depois ofereça o sacrifício que a lei de Moisés manda que seja oferecido pela sua cura. Faça isso para provar que está curado.
O homem foi embora, mas começou a contar a todo mundo sobre o que lhe tinha acontecido. Por causa disso Jesus não pôde mais entrar em nenhuma cidade abertamente. Ele passou a viver em lugares isolados; mas, mesmo assim, pessoas de todas as partes iam até ele.
Alguns dias depois, Jesus voltou para a cidade de Cafarnaum e a notícia de que ele estava em casa se espalhou.
Então, se juntou tamanha multidão que não havia lugar para ficar nem mesmo perto da porta, do lado de fora. Jesus estava ensinando a sua mensagem a eles
quando quatro homens chegaram, levando um paralítico.
Eles não estavam conseguindo se aproximar de Jesus por causa da multidão. Então, abriram um buraco no telhado acima do lugar onde Jesus estava e, pela abertura, abaixaram até ele a maca onde o paralítico estava deitado.
Ao ver a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: — Os seus pecados estão perdoados, meu filho.
Alguns professores da lei, que estavam ali sentados, começaram a perguntar a si mesmos:
— Por que este homem está dizendo essas coisas? Ele está insultando a Deus. Só Deus pode perdoar pecados!
Imediatamente Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse: — Por que vocês estão pensando essas coisas?
Talvez vocês pensem que é mais fácil lhe dizer: “Os seus pecados estão perdoados”, porque isso não pode provar que eu tenho autoridade para perdoar os pecados das pessoas. Se eu, porém, lhe dizer: “Levante-se, pegue a sua maca e ande!”
e assim acontecer, então ficará demonstrado que o Filho do Homem tem autoridade na terra para perdoar pecados. Então Jesus disse ao paralítico:
— Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa.
E diante de todos o homem se levantou, pegou a sua maca e caminhou para fora. Todos ficaram maravilhados e começaram a adorar a Deus, dizendo: — Nunca vimos nada parecido com isto!
De novo Jesus saiu e foi para a margem do lago. Toda a multidão foi ao seu encontro e Jesus começou a ensiná-los.
Enquanto Jesus caminhava, ele viu Levi, filho de Alfeu. Ele estava sentado no lugar onde as pessoas pagavam os seus impostos. Jesus lhe disse: — Siga-me! Levi se levantou e o seguiu.
Mais tarde, Jesus estava comendo na casa de Levi. Junto com Jesus e seus discípulos estavam muitos cobradores de impostos e pecadores que o seguiam.
Quando os professores da lei, do grupo dos fariseus, viram que Jesus comia com pecadores e com cobradores de impostos, eles perguntaram aos seus discípulos: — Por que ele come com cobradores de impostos e com pecadores?
Jesus, porém, ao ouvir isto, lhes respondeu: — Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os que estão doentes. Por isso eu não vim chamar aqueles que se creem justos, mas sim os pecadores.
Os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Então algumas pessoas se aproximaram de Jesus e lhe perguntaram: — Por que é que tanto os discípulos de João Batista como os fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?
E Jesus lhes respondeu: — Por acaso os convidados do noivo jejuam enquanto o noivo está com eles? Claro que não!
Mas virá o tempo em que o noivo será levado para longe deles. Então eles jejuarão.
— Ninguém remenda uma roupa velha com retalho de pano novo. Se fizer isso, o pano novo vai encolher e rasgar a roupa velha, e o rasgo ficará ainda maior.
Da mesma forma, ninguém coloca vinho novo em odres velhos, pois o vinho arrebentará os odres e tanto o vinho como os odres ficarão arruinados. Vinho novo é colocado em odres novos.
Num sábado, Jesus estava atravessando as searas. Enquanto passavam, seus discípulos começaram a colher espigas.
Os fariseus, então, lhe perguntaram: — Por que os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer no sábado?
Mas Jesus lhes respondeu: — Vocês nunca leram o que Davi fez quando ele e seus companheiros estavam com fome e não tinham o que comer?
Davi entrou na casa de Deus no tempo em que Abiatar era o sumo sacerdote, e comeu do pão consagrado a Deus. Somente os sacerdotes é que podiam comer desse pão, mas Davi não só o comeu como também o repartiu com os homens que estavam com ele.
Depois Jesus lhes disse: — O sábado foi feito para o benefício do homem e não o homem para o benefício do sábado.
Portanto, o Filho do Homem é Senhor até do sábado.
Numa outra ocasião, Jesus entrou novamente na sinagoga. Ali também se encontrava um homem que tinha uma das mãos paralizada.
Algumas pessoas, porém, estavam lá somente para observar Jesus de perto. Eles queriam ver se Jesus iria curar alguém no sábado, pois assim eles poderiam acusá-lo.
Jesus disse ao homem com a mão paralizada: — Levante-se e coloque-se de frente para todos.
Depois Jesus perguntou: — O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal? É permitido salvar uma vida ou destruí-la? Mas ninguém lhe respondeu nada.
Jesus, então, olhou muito zangado para eles à sua volta e, ao mesmo tempo, ficou triste por causa da dureza dos seus corações. Ele se dirigiu ao homem e lhe disse: — Estenda a sua mão. O homem a estendeu e ela ficou curada.
Os fariseus, então, saíram e, encontrando-se com os herodianos, começaram imediatamente a fazer planos para matá-lo.
Jesus partiu com os seus discípulos para o lago da Galileia, mas uma grande multidão o seguia. Eram pessoas vindas das regiões da Galileia e da Judeia,
de Jerusalém e da Idumeia. Muitos também eram de regiões que ficavam do outro lado do rio Jordão e dos arredores das cidades de Tiro e de Sidom. Eles formavam uma enorme multidão e tinham vindo porque ouviram falar de todas as coisas que Jesus fazia.
A multidão era tão grande que Jesus pediu aos seus discípulos que lhe arranjassem um barco para que assim ele não fosse apertado pelo povo.
Ele já tinha curado muita gente e, por causa disso, muitos doentes tentavam a todo custo chegar mais perto de Jesus, a fim de poder tocar nele.
Quando os demônios o viam, caíam no chão na sua frente e gritavam: — Você é o Filho de Deus!
Mas Jesus os advertia severamente para que eles não dissessem quem ele era.
Jesus subiu a um monte e chamou para si aqueles que ele queria. Eles foram e,
dentre eles, Jesus escolheu doze, a quem chamou de apóstolos. Jesus os escolheu para que eles andassem sempre com ele, e também para que pudesse enviá-los a proclamar sua mensagem,
dando-lhes poder até para expulsar demônios.
Estes doze foram os escolhidos: Simão (a quem Jesus deu o nome de Pedro),
Tiago e João, filhos de Zebedeu (aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do Trovão”),
André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, o filho de Alfeu, Tadeu, Simão, que pertencia ao grupo dos zelotes;
e Judas Iscariotes (que foi quem o traiu).
Depois disso Jesus voltou para casa, mas novamente uma grande multidão se reuniu. Havia tanta gente que Jesus e seus discípulos nem sequer podiam comer.
Quando os parentes de Jesus ficaram sabendo dessas coisas, foram buscá-lo, pois as pessoas estavam dizendo que ele tinha perdido a razão.
Os professores da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam: — Ele está possuído por Belzebu, o chefe dos demônios! É pelo poder dele que Jesus expulsa os demônios!
Jesus, então, os chamou para perto dele e, por meio de parábolas, lhes disse: — Como é que Satanás pode expulsar Satanás?
Um reino que estiver dividido e lutar contra si mesmo, não pode durar.
Uma família que estiver dividida e lutar contra si mesma, não pode durar.
Se Satanás se opuser a si mesmo e estiver dividido, ele não durará, porém este será o seu fim.
Ninguém entra na casa de um homem forte para lhe roubar os bens sem primeiro amarrá-lo. Depois de fazer isso, então, o ladrão pode entrar e roubar a casa.
Digo a verdade a vocês: Deus perdoará aos homens todos os pecados que cometerem e também todas as coisas más que disserem contra Deus.
Mas Deus não perdoará ao homem que insulte o Espírito Santo, esse não será perdoado, uma vez que ele é culpado de pecado eterno.
(Jesus disse isto porque eles diziam que ele estava possuído por um demônio.)
Logo em seguida chegaram a mãe e os irmãos de Jesus. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo.
A multidão sentada à tua volta lhe disse: — A tua mãe e os teus irmãos estão aí fora, perguntando por você.
Jesus, então, disse: — Quem é a minha mãe e quem são os meus irmãos?
Depois, olhando para os que estavam sentados no círculo ao seu redor, disse: — Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos!
Todo aquele que faz a vontade de Deus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Jesus voltou a ensinar à beira do lago e uma grande multidão se juntou à sua volta. Ele se sentou então num barco que estava no lago, enquanto as pessoas o escutavam da praia.
Jesus lhes ensinava muitas coisas mediante parábolas; ele dizia:
— Prestem atenção! Certo homem saiu para semear.
Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu pelo caminho e foi comida pelos pássaros.
Outra parte caiu num terreno onde havia muitas pedras. Essas sementes brotaram rapidamente, pois a terra não era profunda.
O sol, porém, queimou todas as plantas e elas secaram pois não tinham raiz.
Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos. Os espinhos cresceram ao redor das plantas e as sufocaram e por isso elas não deram frutos.
Outra parte ainda caiu em terra boa. Elas brotaram, cresceram, deram frutos e produziram trinta, sessenta e até mesmo cem vezes mais.
E depois disso, lhes disse: — Aquele que pode ouvir, ouça.
Quando Jesus ficou só, aqueles que estavam ao redor dele vieram com os doze apóstolos e lhe perguntaram sobre o significado das parábolas.
Jesus lhes respondeu: — A vocês é revelado o mistério do reino de Deus. Mas, aos de fora, tudo é ensinado por meio de parábolas.
Dessa forma, “eles olharão e olharão, mas não conseguirão ver; eles escutarão e ouvirão, mas não conseguirão entender. Isto acontecerá para que eles não venham a arrepender-se e a ser perdoados de seus pecados”.
Jesus, então, lhes perguntou: — Vocês não entendem esta parábola? Como, então, poderão entender as outras parábolas?
O semeador semeia a mensagem de Deus.
Algumas pessoas são como as sementes que caíram à beira do caminho. Elas ouvem a mensagem de Deus, mas logo depois Satanás vem e tira a mensagem que havia sido plantada nelas.
Outras pessoas são como as sementes que caíram no meio das pedras. Elas ouvem a mensagem de Deus e a recebem rapidamente e com alegria,
mas duram pouco, pois não têm raiz. Elas abandonam a fé assim que as dificuldades e perseguições chegam por causa da mensagem.
Outras pessoas são como as sementes que caíram entre os espinhos. Elas ouvem a mensagem de Deus,
mas as preocupações com as coisas desta vida, a ilusão das riquezas e o desejo de outras coisas chegam e sufocam a mensagem, e ela não dá frutos.
Outras pessoas, ainda, são como as sementes que caíram em terra boa. Elas são aquelas que ouvem a mensagem de Deus, aceitam-na e produzem frutos. Umas produzem trinta, outras sessenta, e outras ainda cem vezes mais.
E Jesus continuou: — Por acaso o lampião é colocado debaixo de uma bacia ou debaixo de uma cama? Não, ele é colocado sobre um velador.
Pois tudo o que está escondido virá a ser descoberto, e tudo o que está em segredo virá a ser revelado.
Aquele que pode ouvir, ouça.
Depois, Jesus lhes disse: — Prestem muita atenção a tudo o que vocês ouvem, pois quanto mais atenção vocês tiverem, mais entendimento vocês terão. E além disso, Deus ainda irá dar mais entendimento a vocês.
Quem tem, receberá ainda mais, mas aquele que não tem, até o que ele tem será tirado dele.
E Jesus continuou: — O reino de Deus é assim: Um homem joga a semente na terra.
Quer ele esteja dormindo ou acordado, noite e dia, a semente brota e cresce e ele não sabe como isso acontece.
Pois a terra produz os grãos por si mesma. Primeiro aparece a planta, depois a espiga e depois os grãos que enchem a espiga.
E o homem corta a espiga assim que os grãos amadurecem, pois chegou o tempo da colheita.
E Jesus lhes disse ainda: — O que nós poderíamos dizer a respeito do reino de Deus? A que nós poderíamos compará-lo?
O reino de Deus é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as sementes quando é plantada na terra.
Depois de plantada, porém, a semente brota e a planta cresce, tornando-se a maior de todas as hortaliças. E ela produz grandes ramos a ponto de as aves dos céus poderem fazer ninhos à sua sombra.
Jesus lhes transmitiu a mensagem de Deus com parábolas como estas, ensinando-lhes até o ponto que podiam entender.
Ele somente lhes ensinava por meio de parábolas, mas quando estava sozinho com os seus discípulos, explicava tudo para eles.
Naquele dia, quando estava anoitecendo, Jesus disse aos discípulos: — Vamos atravessar o lago para chegar até o outro lado.
Então, deixando a multidão, entraram no barco onde Jesus estava e o levaram; e outros barcos o seguiram.
Uma ventania muito forte começou a soprar e as ondas batiam contra o barco com tal força que ele já estava quase cheio de água.
E Jesus estava na parte de trás do barco, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e lhe perguntaram: — Mestre, estamos afundando! O senhor não se importa?
Jesus levantou-se e, depois de repreender o vento, disse para o lago: — Pare! Fique calmo! O vento, então, parou de soprar e tudo ficou calmo.
Depois, Jesus lhes disse: — Por que vocês estão com medo? Vocês não têm fé?
Os discípulos, porém, sentiam muito medo, e perguntavam uns aos outros: — Quem é este homem que até o vento e as águas lhe obedecem?
Depois de terem atravessado o lago, eles chegaram à região dos gerasenos.
Assim que Jesus saiu do barco, um homem, possuído por um demônio, foi ao seu encontro. Ele vinha do cemitério,
pois morava entre os túmulos. Ninguém conseguia prendê-lo nem mesmo com correntes.
Por várias vezes, suas mãos e seus pés tinham sido presos com correntes, mas ele sempre quebrava as correntes e ninguém conseguia dominá-lo.
Ele sempre andava pelos túmulos e pelos montes, noite e dia, gritando e ferindo-se com pedras.
Quando viu Jesus de longe, o homem correu até ele, caiu de joelhos diante dele e
gritou bem alto, dizendo: — O que o senhor quer de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Eu lhe imploro que o senhor jure por Deus que não vai me torturar.
(Ele pediu isso porque Jesus estava dizendo: “Demônio, saia desse homem!”)
E Jesus lhe perguntou: — Qual é o seu nome? E ele respondeu: — Meu nome é Legião, pois somos muitos.
Mas o homem continuou a insistir, pedindo que Jesus não os mandasse para fora daquela região.
Havia uma grande manada de porcos pastando num morro ali perto.
Os demônios pediram a Jesus: — Permita-nos entrar naqueles porcos.
E Jesus permitiu que eles saíssem. Então os demônios deixaram o homem e entraram nos porcos. E estes, que eram mais ou menos dois mil porcos, se atiraram morro abaixo, para dentro do lago, onde se afogaram.
Os homens que tomavam conta dos porcos fugiram e contaram tudo isso tanto para os que estavam na cidade como para os que estavam nos campos, e todo o povo correu para ver o que tinha acontecido.
Quando se aproximaram de Jesus, viram o homem que tinha a multidão de demônios sentado, vestido, no seu perfeito juízo; e ficaram com muito medo.
Os que tinham visto todas aquelas coisas contaram tudo o que tinha acontecido com o homem que tinha o demônio e com os porcos.
E todo o povo, então, começou a implorar a Jesus para que saísse daquela região.
Quando Jesus estava entrando no barco, o homem que tinha sido curado pediu-lhe: — Deixe-me ir com o senhor.
Jesus, porém, não o permitiu, mas lhe pediu disse: — Vá para a sua própria casa e para o seu próprio povo, e conte a eles tudo o que o Senhor tem feito por você e também como ele teve misericórdia de você.
O homem, então, foi embora e começou a contar a todas as pessoas em Decápolis tudo quanto Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam maravilhados.
Jesus voltou para o outro lado do lago e uma grande multidão se reuniu em volta dele na praia.
Um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga, também foi. Assim que viu a Jesus, ajoelhou-se aos seus pés,
e insistentemente começou a suplicar: — Minha filhinha está morrendo! Eu lhe peço que venha e coloque as suas mãos sobre ela, para que seja curada e que viva.
Jesus foi com ele e uma grande multidão o seguia, apertando-o de todos os lados.
Havia na multidão uma mulher que há doze anos sofria de hemorragia.
Ela já tinha sofrido muito e já tinha gasto tudo o que possuía tratando-se com vários médicos, mas ao invés de melhorar, ia piorando cada vez mais.
Quando ouviu falar de Jesus, atravessou pelo meio da multidão e, aproximando-se por trás dele, tocou nas suas roupas.
Ela dizia consigo mesma: “Se eu puder ao menos tocar nas roupas dele, ficarei curada”.
Assim que tocou nele, o sangue parou de correr e ela sentiu em seu corpo que estava curada da sua enfermidade.
No mesmo instante Jesus percebeu que havia saído poder dele. Virou-se então para a multidão e perguntou: — Quem tocou na minha roupa?
Os seus discípulos disseram: — Está vendo que a multidão o empurra de todos os lados e ainda pergunta quem o tocou?
Jesus, porém, continuou a olhar para todos para ver quem tinha feito aquilo.
A mulher, então, tremendo de medo e ciente do que havia acontecido, se lhe aproximou, e tendo se ajoelhado aos seus pés, lhe disse toda a verdade.
Jesus disse a ela: — Filha, a tua fé a curou! Vá em paz; você está curada da sua enfermidade.
Jesus ainda estava falando quando alguns homens chegaram, vindos da casa de Jairo, chefe da sinagoga, dizendo: — A sua filha já morreu, Jairo. Não há mais razão para continuar incomodando o Mestre.
Jesus tinha ouvido o que os homens tinham dito ao chefe da sinagoga e lhe disse: — Não tenha medo; simplesmente tenha fé.
E Jesus não deixou que ninguém o acompanhasse a não ser Pedro, Tiago e João, o irmão de Tiago.
Eles chegaram à casa do chefe da sinagoga, e lá Jesus viu às pessoas desesperadas, chorando muito e lamentando-se alto.
Ele entrou e disse a todos: — Por que todo este desespero e todo este choro? A menina não está morta; ela está apenas dormindo.
Todos caçoaram dele. Então, pedindo a todos que se retirassem, levou os pais da criança e os três que estavam com ele para o quarto onde estava a menina.
Depois, pegou na mão dela e disse: — Talita cumi! — (que quer dizer: “Menina, eu lhe mando que se levante!”).
No mesmo instante a menina se levantou e começou a andar pelo quarto, e todos ficaram muito admirados. (A menina tinha doze anos.)
Jesus, então, lhes ordenou que de jeito nenhum contassem nada daquilo a ninguém e também que dessem de comer à menina.
Jesus partiu dali e voltou com seus discípulos para Nazaré, sua cidade,
e começou a ensinar na sinagoga no sábado. Muitas pessoas ficaram admiradas quando o ouviram e perguntavam: — Onde este homem aprendeu todas estas coisas? Que tipo de sabedoria é esta que lhe foi dada? Como é que ele faz esses milagres?
Este homem não é aquele carpinteiro filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Estas moças que estão conosco não são também irmãs dele? Eles não queriam saber dele.
Jesus, então, lhes disse: — Um profeta é respeitado em toda parte, menos em sua própria cidade, entre os seus próprios parentes e dentro de sua própria casa.
E não pôde fazer nenhum milagre em Nazaré, a não ser curar algumas pessoas depois de colocar as mãos sobre elas.
Jesus, então, ficou admirado com a falta de fé deles. E Jesus percorria as vilas vizinhas ensinando o povo.
Ele chamou os seus doze discípulos e começou a enviá-los, dois a dois, dando-lhes poder para expulsar demônios.
Ele também lhes deu instruções para que não levassem nada com eles durante a viagem, a não ser um cajado. Eles não deveriam levar nem comida, nem sacola, nem dinheiro.
Eles deveriam ir calçados de sandálias, mas não poderiam levar roupas extras.
E também lhes disse: — Quando vocês entrarem numa casa, permaneçam lá até que saiam daquela cidade.
E se vocês chegarem a uma cidade e lá não forem bem recebidos nem os ouvirem, saiam de lá e sacudam o pó das suas sandálias como uma advertência para aquela gente.
Eles, então, partiram e começaram a anunciar que todos deveriam mudar o seu comportamento.
Eles expulsaram muitos demônios, e curaram muitas pessoas doentes, derramando azeite sobre elas.
O rei Herodes ouviu falar disso, pois o nome de Jesus tinha se tornado conhecido em toda parte. Algumas pessoas diziam: — João Batista ressuscitou e é por isso que ele tem poder para fazer tais milagres.
Outras diziam: — Ele é Elias. E outras ainda diziam: — Ele é um profeta como um daqueles profetas antigos.
Quando Herodes ouviu essas coisas, disse: — João, o homem de quem eu mandei cortar a cabeça, ressuscitou.
Herodes disse isso pois ele mesmo tinha mandado que João fosse preso e colocado na cadeia. Ele tinha feito isso por causa de Herodias, com quem se casara, apesar de ela ser mulher de seu irmão Filipe.
Herodes tinha mandado prender a João, pois este não parava de dizer: — Não lhe é permitido ter a mulher do seu irmão.
Herodias odiava a João por causa dessas coisas e procurava um jeito de matá-lo, mas não encontrava uma oportunidade para isso.
Herodes, porém, tinha medo de João e, portanto, o protegia, pois sabia que ele era um homem justo e santo. Herodes gostava muito de ouvi-lo, apesar de que João sempre o deixava perplexo.
Certo dia, porém, Herodias teve a sua chance e não a desperdiçou. No seu aniversário, Herodes deu um banquete para os seus mais altos funcionários, para os oficiais militares e também para as pessoas mais importantes da Galileia.
Quando a filha de Herodias entrou e dançou, ela agradou muito a Herodes e a seus convidados. O rei, então, disse: — Peça-me o que você quiser e eu lhe darei.
E prometeu-lhe: — Eu lhe darei o que você quiser, mesmo que seja metade do meu reino.
A moça saiu e perguntou à sua mãe: — O que eu poderia pedir? E Herodias respondeu-lhe: — Peça a cabeça de João Batista.
Então, voltando imediatamente à presença do rei, a jovem lhe pediu: — Quero que o senhor me dê a cabeça de João Batista num prato, agora.
O rei ficou muito triste mas não podia recusar o pedido dela, não só por causa da promessa que tinha feito, como também por causa de seus convidados.
Então, no mesmo momento o rei deu ordens a um soldado para lhe trazer a cabeça de João. Ele foi até a prisão, lhe cortou a cabeça,
a trouxe num prato, a deu à jovem, e esta a deu à sua mãe.
Quando os seus discípulos ouviram o que tinha acontecido, foram buscar seu corpo e o sepultaram.
Os apóstolos voltaram e, tendo se reunido com Jesus, lhe contaram tudo quanto tinham feito e ensinado.
Havia tanta gente indo e vindo que Jesus e seus apóstolos não tinham tempo sequer para comer. Então Jesus lhes disse: — Venham comigo. Vamos sozinhos encontrar um lugar tranquilo para descansar um pouco.
E eles partiram de barco, sozinhos, para um lugar sossegado.
Muitas pessoas, porém, os viram partir e reconheceram quem eles eram. Pessoas de todos os povoados correram para lá, a pé, e chegaram antes deles.
Quando Jesus saiu do barco, viu uma grande multidão e sentiu muita pena deles, pois eram como ovelhas sem pastor. Então, começou a ensinar-lhes muitas coisas.
Quando já estava escurecendo os discípulos de Jesus se aproximaram dele e lhe disseram: — Não tem ninguém neste lugar e já está ficando tarde;
mande esta gente ir embora para que eles possam chegar até as fazendas e vilas mais próximas e comprar alguma coisa para comer.
E Jesus lhes disse: — Por que vocês mesmos não lhes dão alguma coisa para comer? Mas eles lhe disseram: — Para comprar pão para toda essa gente nós precisaríamos de duzentas moedas de prata!
Jesus, então, lhes perguntou: — Quantos pães vocês têm? Vão ver. Depois de verificar, eles voltaram e disseram: — Nós temos cinco pães e dois peixes.
Depois de Jesus ouvir isso, mandou que os discípulos fizessem com que todos se sentassem em grupos na grama verde.
E todos se sentaram em grupos de cem e de cinquenta pessoas.
Jesus, então, pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e agradeceu a Deus pelo alimento. Depois os repartiu em pedaços e deu a seus discípulos para que distribuíssem entre o povo. E ele fez o mesmo com os peixes.
E todos comeram e ficaram satisfeitos,
e depois os discípulos encheram doze cestos com pedaços de pão e peixe.
(Os homens que comeram dos pães eram cinco mil.)
Imediatamente depois, Jesus fez com que os seus discípulos embarcassem e partissem na sua frente para a cidade de Betsaida, do outro lado do lago. Enquanto isso, ele ficaria e despediria a multidão.
Depois de ter-se despedido da multidão, Jesus foi até um monte para orar.
Quando a noite chegou, o barco estava no meio do lago, e Jesus sozinho em terra.
Jesus percebeu que eles estavam tendo dificuldades em remar, pois o vento era contrário. Então, por volta das quatro horas da madrugada, Jesus foi até eles caminhando por sobre as águas do lago. E ele estava quase passando adiante deles, quando
o viram caminhando por sobre as águas. Eles pensaram que se tratava de um fantasma e gritaram.
Estavam todos aterrorizados por tê-lo visto. Mas logo Jesus falou com eles, dizendo: — Coragem, sou eu! Deixem de ter medo!
Depois, Jesus subiu ao barco com eles e o vento se acalmou. Eles ficaram completamente confusos,
pois ainda não tinham entendido nem o milagre dos pães. Eles não conseguiam entender.
Depois de atravessarem o lago, chegaram à cidade de Genesaré, onde amarraram o barco.
Assim que saíram do barco, o povo reconheceu a Jesus.
Então, correndo por toda aquela região, levavam os doentes em seus leitos para onde quer que ouviam que Jesus estava.
E quer Jesus fosse a vilas, quer a cidades, quer a fazendas, as pessoas levavam os seus doentes para as praças e pediam que os deixassem ao menos tocar na barra das suas roupas. E todos aqueles que tocavam nele ficavam curados.
Depois disto, os fariseus e alguns dos professores da lei, que tinham vindo de Jerusalém, se aproximaram de Jesus e
repararam que alguns dos seus discípulos estavam comendo com mãos impuras, isto é, estavam comendo sem antes terem lavado as mãos.
(Pois os fariseus e todos os outros judeus não comem sem antes lavar suas mãos com muito cuidado, mantendo a tradição dos antigos.
Quando voltam dos mercados das praças, eles não comem nada que não tenha sido muito bem lavado. E há também muitas outras tradições que eles observam, tais como a lavagem de copos, de jarros e até de panelas de metal.)
Então os professores da lei e os fariseus perguntaram a Jesus: — Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas ao invés disso, comem com as mãos impuras?
Mas Jesus lhes disse: — Isaías tinha razão quando profetizou a respeito de vocês, hipócritas, quando escreveu: “Este povo me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.
O culto que eles me prestam não vale nada, pois os ensinamentos que eles ensinam são mandamentos feitos por homens”.
— Vocês deixam de lado o mandamento de Deus e se apegam à tradição dos homens.
E lhes disse ainda: — Vocês são muito bons em deixar de lado os mandamentos de Deus e estabelecer os seus próprios ensinamentos.
Por exemplo: Moisés disse: “Respeitem o seu pai e a sua mãe” e ainda: “Quem amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe, será condenado à morte”.
Mas vocês dizem que se alguém se aproximar de seu pai ou de sua mãe e disser: “Todos os recursos que eu poderia usar para ajudar a vocês são Corbã, isto é, oferta para o Senhor”,
então vocês o dispensam de fazer qualquer coisa para ajudar a seu pai ou a sua mãe.
Dessa forma vocês anulam os mandamentos de Deus pelas tradições que vocês têm transmitido. E assim como fazem isto, fazem também muitas outras coisas.
Jesus chamou a multidão para perto de si novamente e lhes disse: — Escutem todos o que eu vou dizer, e entendam:
Não há nada fora de uma pessoa que, ao entrar nela, a torne impura. Mas, o que sai da pessoa é o que a contamina.
Quando Jesus deixou a multidão e foi para casa, os seus discípulos lhe perguntaram o significado daquela parábola.
E ele lhes disse: — Será possível que nem vocês compreendem? Será que vocês não entendem que não há nada fora de uma pessoa que, ao entrar nela, possa contaminá-la,
pois não vai para o seu coração, mas sim para o estômago, e depois sai para fora do corpo? (E, ao dizer isto, ele estava declarando puras todas as comidas.)
Depois, acrescentou: — É o que sai da pessoa que a torna impura,
pois é de dentro, do coração de cada um, que saem os maus pensamentos, os atos imorais, os roubos e os assassinatos.
É do coração também que saem os adultérios, as avarezas, as maldades, a má-fé, a imoralidade, a inveja, as calúnias, a arrogância e a tolice.
Todos estes males vêm de dentro, e são essas coisas que tornam uma pessoa impura.
Jesus partiu dali e foi para as redondezas da cidade de Tiro. Assim que chegou, entrou numa casa, pois não queria que ninguém soubesse que ele estava ali, mas foi impossível esconder-se.
Logo que uma mulher ouviu falar a respeito de Jesus, foi até ele e se ajoelhou a seus pés. (Ela tinha uma filha possuída por um demônio.)
A mulher era grega, da região siro-fenícia, e lhe implorava que expulsasse o demônio de sua filha.
Ele lhe disse: — Deixe que as crianças se alimentem primeiro, pois não está certo tirar a comida das crianças para que seja dada aos cachorrinhos.
Ela, porém, disse: — Sim, Senhor, mas ainda os cachorros que estão debaixo da mesa comem as migalhas que as crianças deixam cair.
Jesus, então, lhe disse: — Por causa da resposta que me deu, você pode ir para sua casa em paz, pois o demônio já saiu da sua filha.
E depois de voltar para casa, a mulher encontrou a filha deitada na cama, pois o demônio já tinha saído dela.
Novamente Jesus partiu das redondezas da cidade de Tiro, e foi para o lago da Galileia, passando pela cidade de Sidom e também pelo território de Decápolis.
Assim que chegou lá, algumas pessoas levaram a ele um homem que era surdo e gago, e lhe pediram que pusesse a mão sobre ele.
Jesus o tirou do meio da multidão e, à parte, tocou nos ouvidos dele com os dedos, e em seguida tocou a língua do homem com saliva.
Depois, olhando para o céu, deu um suspiro profundo e disse: — Efatá! — (que quer dizer: “Abra-se!”).
E no mesmo instante os ouvidos do homem se abriram e a sua língua ficou livre e ele começou a falar normalmente.
Jesus tinha ordenado que eles não dissessem nada a ninguém, mas quanto mais ele pedia, mais eles falavam.
Todo o povo tinha ficado grandemente admirado e todos diziam: — Ele faz tudo tão bem! Faz até mesmo com que os surdos ouçam e com que os mudos falem!
Em outra ocasião, uma outra grande multidão se reuniu e não tinham nada para comer. Jesus, então, chamou seus discípulos e disse-lhes:
— Sinto muita pena de toda esta gente; já faz três dias que estão comigo e não têm nada para comer.
Se eu mandá-los embora sem comer eles morrerão pelo caminho, pois alguns deles têm vindo de muito longe.
Os seus discípulos perguntaram: — Mas onde poderíamos encontrar comida suficiente para toda essa multidão no meio deste deserto?
Mas Jesus lhes perguntou: — Quantos pães vocês têm? Eles responderam: — Sete.
Então, ordenando à multidão que se sentasse no chão, Jesus pegou os sete pães, agradeceu a Deus, partiu-os e os deu aos seus discípulos, que os distribuíram entre a multidão.
E, como tinham também alguns peixinhos, Jesus agradeceu a Deus por eles e os deu aos discípulos para que também fossem distribuídos entre o povo.
Todos comeram e ficaram satisfeitos e, em seguida, recolheram sete cestos cheios com os pedaços que sobraram.
Havia mais ou menos quatro mil pessoas. Depois disso Jesus mandou que todos fossem para suas casas.
Logo depois disto Jesus entrou num barco com os seus discípulos e partiu para a região de Dalmanuta.
Os fariseus chegaram e começaram a discutir com ele e, com o propósito de testá-lo, lhe pediram que lhes mostrasse algum sinal do céu.
Mas Jesus, dando um suspiro profundo, disse: — Por que é que esta geração pede um sinal? Digo a verdade a vocês: nenhum sinal será mostrado para esta geração.
Depois, deixando-os, voltou para o barco e partiu para o outro lado do lago.
Aconteceu que os discípulos tinham se esquecido de levar pão e tinham somente um pão com eles no barco.
Jesus, então, chamando a atenção deles, disse: — Olhem, tenham cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes.
Eles começaram a discutir entre si sobre qual seria o significado das palavras de Jesus, e diziam: — Ele está dizendo isso porque nós não temos pão.
Jesus entendeu o que estava acontecendo com eles e lhes disse: — Por que vocês estão discutindo por não ter pão? Ainda não entenderam? Será que as mentes de vocês são tão estreitas assim?
Vocês têm olhos mas não veem; têm ouvidos mas não ouvem! Será que já se esqueceram?
Quando eu reparti os cinco pães entre aquelas cinco mil pessoas, quantos cestos vocês encheram com o que sobrou? — Doze — responderam eles.
— E quando eu reparti os sete pães para aquelas quatro mil pessoas, quantos cestos vocês encheram com o que sobrou? — Sete — responderam eles.
Então Jesus lhes disse: — Vocês ainda não entenderam?
Depois disso eles chegaram a Betsaida. Lá as pessoas levaram a ele um cego e lhe imploraram para que tocasse nele.
Jesus levou o cego pela mão e o guiou para fora da vila. Depois, lhe cuspiu nos olhos e, colocando as mãos sobre ele, lhe perguntou: — Você está vendo alguma coisa?
Ele olhou e respondeu: — Sim, estou vendo pessoas; e elas se parecem com árvores, mas estão andando.
Jesus colocou novamente as mãos nos olhos do homem. E quando o homem abriu de novo os olhos, sua visão foi restabelecida e podia ver tudo claramente.
Depois disto Jesus mandou que fosse para casa, dizendo: — Não vá para a vila.
Jesus e seus discípulos partiram para as vilas situadas ao redor da cidade de Cesareia de Filipe. No caminho, Jesus perguntou a seus discípulos: — Quem as pessoas dizem que eu sou?
Eles responderam: — Alguns dizem que é João Batista; outros dizem que é Elias; e outros, ainda, dizem que é um dos profetas.
Então Jesus lhes perguntou: — E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? E Pedro respondeu: — É o Cristo.
Ao ouvir isto, Jesus lhes ordenou que não dissessem nada a ninguém a respeito dele.
Depois Jesus começou a ensinar a seus discípulos, dizendo: — É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, que seja rejeitado pelos líderes, pelos líderes dos sacerdotes e pelos professores da lei, que seja morto e que ressuscite no terceiro dia.
Jesus disse estas coisas claramente a eles. Mas Pedro o chamou de lado e começou a repreendê-lo.
Então Jesus se virou e, olhando para os discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: — Afaste-se de mim, Satanás! Você não está interessado nas coisas de Deus, mas nas coisas humanas.
Depois de convocar a multidão e os seus discípulos, lhes disse: — Se alguém quiser vir comigo, tem que negar a si mesmo, pegar a sua cruz e me seguir.
Pois todo aquele que quiser salvar a sua vida a todo custo, irá perdê-la; mas aquele que perder a sua vida por minha causa e por causa das Boas Novas, irá salvá-la.
Que vantagem terá alguém em ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
O que pode um homem dar em troca de sua alma?
As pessoas de hoje em dia são pecadoras. Elas têm sido infiéis a Deus. Enquanto vocês estiverem morando no meio delas, não tenham vergonha de mim nem das coisas que ensino. Se acontecer isso, então eu, o Filho do Homem, também terei vergonha de vocês quando eu vier na glória de meu Pai com os santos anjos.
Depois Jesus lhes disse: — Digo a verdade a vocês: Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão antes de ver a vinda poderosa do reino de Deus.
Seis dias depois Jesus levou Pedro, Tiago e João em privado para um alto monte. Ali Jesus mudou a sua apariência diante deles:
a sua roupa ficou brilhante de tão branca que nenhum lavadeiro na terra poderia branqueá-la daquela forma.
Moisés e Elias também apareceram e começaram a conversar com Jesus.
Pedro, então, disse a Jesus: — Mestre, é bom que nós estejamos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para o senhor, uma para Moisés e outra para Elias.
(Ele não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo.)
Então, uma nuvem veio do céu e cobriu a todos com sua sombra e uma voz, vinda da nuvem, dizia: — Este é o meu Filho querido. Ouçam-no!
E, de repente, quando olharam ao redor deles, não viram mais ninguém com eles, a não ser Jesus.
Depois, enquanto estavam descendo o monte, Jesus lhes ordenou que não contassem a ninguém a respeito das coisas que tinham visto até que o Filho do Homem ressuscitasse dos mortos.
Eles guardaram para si o que tinha acontecido, mas se perguntavam uns aos outros o que seria a “ressurreição dos mortos”.
E lhe fizeram esta pergunta: — Por que é que os professores da lei dizem que Elias deve vir primeiro?
E Jesus lhes respondeu: — É verdade que Elias virá primeiro para colocar todas as coisas em ordem. Mas então, por que está escrito que o Filho do Homem tem que sofrer muito e ser desprezado?
Eu lhes digo que Elias já veio e que já fizeram com ele tudo o que quiseram, exatamente como está escrito a seu respeito.
Quando chegaram perto do lugar onde os outros discípulos estavam, viram uma grande multidão ao redor deles. Viram também que os professores da lei estavam discutindo com eles.
Assim que as pessoas da multidão o viram, ficaram surpresas e correram para cumprimentá-lo.
Ele então lhes perguntou: — O que vocês estão discutindo com eles?
Um homem que estava no meio da multidão respondeu: — Mestre, eu trouxe o meu filho para que o senhor o visse, pois ele está possuído por um demônio que não permite que ele fale.
Quando esse demônio o ataca, atirando-o no chão, ele espuma pela boca, range os dentes e o seu corpo se torna rígido. Pedi aos seus discípulos para expulsarem o demônio, mas eles não conseguiram.
Jesus, então, disse: — Gente sem fé! Até quando tenho que estar entre vocês? Até quando terei que tolerá-los? Tragam o menino até aqui.
E eles o levaram. Quando o demônio viu a Jesus, ele imediatamente sacudiu o garoto com força, fazendo com que rolasse no chão e espumasse pela boca.
Jesus perguntou ao pai do rapaz: — Há quanto tempo o garoto está assim? E ele respondeu: — Desde criança.
Muitas vezes esse demônio o atira no fogo ou na água para matá-lo. Se o senhor puder fazer alguma coisa, tenha compaixão de nós e ajude-nos.
Jesus lhe disse: — Você disse: “Se o senhor puder”. Tudo é possível para quem tem fé.
E imediatamente o pai do rapaz gritou, dizendo: — Eu tenho fé! Ajude-me a ter mais fé!
Quando Jesus viu que uma multidão estava se juntando rapidamente ao redor deles, repreendeu o demônio e lhe disse: — Eu ordeno, demônio surdo e mudo, que saia deste menino e nunca mais entre nele!
O demônio, então, gritando, sacudiu o rapaz com violentas convulsões e saiu dele, deixando-o como morto. A maioria das pessoas dizia que o rapaz tinha morrido.
Mas Jesus o pegou pela mão, ajudou-o a se levantar e ele ficou de pé.
Depois que Jesus chegou a casa, seus discípulos lhe perguntaram em particular: — Por que nós não conseguimos expulsar aquele demônio?
E Jesus lhes respondeu: — Esse tipo somente pode ser expulso por meio da oração.
Jesus e seus discípulos saíram dali e viajaram através da região da Galileia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde eles estavam,
pois queria ensinar os seus discípulos. E lhes disse: — O Filho do Homem está prestes a ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas ele ressuscitará depois de três dias.
Os discípulos não entenderam o que Jesus estava dizendo, mas ficaram com medo de perguntar.
Depois foram para a cidade de Cafarnaum. Logo que chegaram em casa, Jesus lhes perguntou: — O que é que vocês estavam discutindo no caminho?
Eles, porém, não responderam nada, pois durante a viagem tinham discutido a respeito de qual deles seria o mais importante de todos.
Então, sentando-se, ele chamou os doze e disse: — Se alguém quiser ser o primeiro, deve ser o último e deve servir a todos.
Depois, pegou uma criança e a colocou no meio deles. A seguir, abraçou-a e lhes disse:
— Qualquer pessoa que receber uma criança em meu nome, recebe a mim; e quem me recebe, não recebe somente a mim, mas também aquele que me enviou.
João lhe disse: — Mestre, vimos um homem expulsando demônios em teu nome, mas nós o proibimos porque ele não é do nosso grupo.
Mas Jesus explicou: — Não o proíbam, pois não há ninguém que faça um milagre em meu nome e logo a seguir possa falar mal de mim.
Pois, quem não está contra nós, está a nosso favor.
Digo a verdade a vocês: Se alguém lhes der um copo de água por vocês pertencerem a Cristo, com toda a certeza receberá a sua recompensa.
— Se alguém fizer com que um destes pequeninos que tem fé em mim peque, seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada ao mar com uma enorme pedra amarrada ao pescoço.
Se a tua mão faz com que você peque, corte-a fora, pois é melhor entrar para a vida eterna sem uma das mãos do que ter as duas mãos e ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.
E se o teu pé faz com que você peque, corte-o fora. Pois é melhor entrar para a vida eterna aleijado do que ser jogado no inferno com os dois pés.
E se o teu olho faz com que você peque, arranque-o fora. Pois é melhor entrar no reino de Deus somente com um olho do que, tendo os dois, ser jogado no inferno,
onde os vermes nunca morrem e o fogo nunca se apaga.
Todos serão castigados com fogo.
O sal é bom, mas se perder o seu sabor, como é possível restaurar esse sabor? Desenvolvam boas qualidades em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros.
Depois, partindo dali, ele se dirigiu para a região da Judeia, cruzando o rio Jordão. Uma grande multidão se juntou novamente ao redor de Jesus e ele, como era seu costume, tornou a ensiná-los.
Alguns fariseus também se aproximaram dele e lhe perguntaram: — É permitido a um homem se divorciar de sua esposa? (Eles perguntaram isso para colocá-lo à prova.)
Ele respondeu: — O que Moisés lhes ordenou?
Eles responderam: — Moisés permitiu ao homem dar uma certidão de divórcio e mandar a sua mulher embora.
Jesus, porém, lhes disse: — Moisés lhes deu essa lei por causa da teimosia de vocês.
Pois desde o princípio da criação, como foi dito, “Deus os fez homem e mulher”.
“Por isso o homem deve deixar seu pai e sua mãe e unir-se à sua esposa,
e os dois serão um só corpo”. Portanto, eles não são mais dois, mas sim como se fossem uma só pessoa.
Por isso, que ninguém separe o que Deus uniu.
Quando chegaram a casa, os discípulos voltaram a perguntar sobre este assunto.
E Jesus lhes disse: — Quem se divorciar de sua esposa e se casar com uma outra mulher estará cometendo adultério contra sua esposa.
E a mulher que se divorciar de seu marido e se casar com outro homem também estará cometendo adultério.
Depois disso alguns trouxeram algumas crianças para que Jesus as abençoasse, mas os discípulos os repreenderam.
Ao ver isto, Jesus ficou indignado e lhes disse: — Deixem que as crianças venham a mim. Não as impeçam, pois o reino de Deus pertence aos que são como estas crianças.
Digo a verdade a vocês: Quem não receber o reino de Deus assim como uma criança o faz, nunca entrará nele.
E pegando as crianças no colo, colocou as suas mãos sobre elas e as abençoou.
Quando Jesus estava começando de novo a sua viagem, um homem correu ao seu encontro e, ajoelhando-se aos seus pés, perguntou: — Bom Mestre, o que eu devo fazer para herdar a vida eterna?
Jesus lhe respondeu: — Por que você me chama de bom? Só Deus é bom e mais ninguém!
Você conhece os mandamentos: “Não mate, não cometa adultério, não roube, não acuse ninguém falsamente, não seja desonesto, respeite o seu pai e a sua mãe”.
O homem, então, disse: — Mestre, desde pequeno tenho obedecido a todos esses mandamentos.
Jesus olhou para ele e, sentindo um grande amor por ele, lhe disse: — Está faltando somente uma coisa: Vá, venda tudo o que você tem e distribua o dinheiro entre os pobres, pois assim você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me.
O homem, porém, ficou desapontado ao ouvir isso e foi embora triste, pois ele tinha muitos bens.
Jesus olhou ao seu redor e disse aos discípulos: — Como é difícil para os ricos entrarem no reino de Deus!
Os discípulos ficaram admirados com o que Jesus tinha dito, mas ele disse novamente: — Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus!
É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus!
Eles ficaram ainda mais admirados e começaram a perguntar uns aos outros: — Então, quem é que pode ser salvo?
Olhando para eles, Jesus explicou: — É impossível para as pessoas, mas não para Deus, porque para Deus tudo é possível.
Pedro, então, disse: — Olhe, nós deixamos tudo e seguimos o senhor.
E Jesus respondeu: — Digo a verdade a vocês: Aquele que deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou propriedades por minha causa e por causa das Boas Novas,
receberá muito mais, ainda nesta vida. Ele receberá cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e propriedades, com perseguições. E no futuro receberá a vida eterna.
Muitos dos que agora são os primeiros serão os últimos e muitos dos que agora são os últimos serão os primeiros.
Eles estavam viajando para Jerusalém e Jesus caminhava à frente deles. Os discípulos estavam admirados com ele, mas alguns que o seguiam estavam com muito medo. Então, Jesus chamou os doze discípulos de lado e começou a lhes revelar as coisas que iam acontecer a ele, dizendo:
— Escutem bem! Nós estamos indo para Jerusalém. Lá o Filho do Homem será entregue aos líderes dos sacerdotes e aos professores da lei e eles o condenarão à morte e o entregarão aos que não são judeus.
Eles zombarão dele, cuspirão nele, baterão nele e, por fim, o matarão. Três dias depois ele ressuscitará.
Tiago e João, os filhos de Zebedeu, se aproximaram de Jesus e pediram: — Mestre, gostaríamos que nos fizesse uma coisa.
E Jesus perguntou: — O que vocês querem que eu faça?
Eles disseram: — Nós gostaríamos que nos desse o direito de sentar ao seu lado na sua glória, um à sua direita e outro à sua esquerda.
Jesus, porém, lhes disse: — Vocês não sabem o que estão pedindo. Vocês podem, por acaso, beber o cálice que eu bebo ou ser batizados com o batismo com que eu sou batizado?
Eles responderam: — Podemos. E Jesus lhes disse: — Vocês beberão o cálice que eu bebo e serão batizados com o batismo com que eu sou batizado;
mas não sou eu que estabeleço quem vai se sentar à minha direita ou à minha esquerda. Esses lugares são para as pessoas para quem eles foram preparados.
Quando os outros dez ouviram isto, ficaram zangados com Tiago e João.
Mas Jesus os chamou e lhes disse: — Vocês sabem que os que não são judeus são dominados pelos que são considerados seus governadores e são os seus líderes que exercem autoridade sobre eles.
Com vocês, entretanto, isto não deve acontecer. Pelo contrário, aquele que, entre vocês, quiser ser importante, tem que servir a vocês;
e aquele que quiser ser o primeiro entre vocês, tem que ser servo de todos.
Digo isto pois nem mesmo o Filho do Homem veio para ser servido, mas sim para servir e até mesmo para dar a sua vida como resgate por muitos.
Jesus e seus discípulos atravessaram a cidade de Jericó. Quando saíam da cidade, acompanhados por grande multidão, encontraram um mendigo cego sentado à beira da estrada. Seu nome era Bartimeu (isto é, filho de Timeu).
Quando o cego ouviu que era Jesus de Nazaré que estava passando, começou a gritar, dizendo: — Jesus, da família de Davi, tenha pena de mim!
Muitas pessoas o repreenderam, mandando que ele ficasse quieto, mas ele gritava ainda mais: — Jesus, da família de Davi, tenha pena de mim!
Jesus, então, parou e disse: — Chamem-no. E eles chamaram o cego, dizendo-lhe: — Coragem! Levante-se, pois ele está chamando você.
Bartimeu atirou o seu casaco para o lado, levantou-se depressa e foi até Jesus.
Jesus lhe perguntou: — O que você quer que eu faça por você? E o cego respondeu: — Eu quero voltar a ver, Mestre!
Então Jesus lhe disse: — Você pode ir embora agora, pois a sua fé o curou. E no mesmo instante o cego recuperou a sua visão e começou a seguir Jesus estrada fora.
Quando se aproximavam de Jerusalém, Jesus e seus discípulos foram até Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras. Jesus enviou dois dos seus discípulos,
dizendo: — Vão até aquela vila ali adiante. Assim que entrarem na vila vocês encontrarão preso um jumento que nunca foi montado. Soltem-no e tragam-no até aqui.
Se alguém lhes perguntar: “Por que vocês estão fazendo isso?”, respondam: “Porque o Senhor precisa dele, mas logo o devolverá”.
Eles partiram e encontraram o jumento preso do lado de fora, perto da porta de uma casa e o soltaram.
Algumas pessoas que estavam lá lhes perguntaram: — O que vocês estão fazendo? Por que estão soltando o jumentinho?
Os discípulos responderam o que Jesus tinha mandado que eles respondessem e as pessoas deixaram que eles fossem embora.
Eles levaram o jumento até onde Jesus estava, colocaram nele suas capas e Jesus o montou.
Muitas pessoas estenderam as suas capas sobre o caminho e outras espalharam ramos que tinham cortado dos campos.
E todas as pessoas, tanto os que iam à frente de Jesus como os que iam atrás, gritavam: — Glória a Deus! Bendito é aquele que vem em nome do Senhor!
Bendito o reino que vem, o reino do nosso antepassado Davi! Glória a Deus nas maiores alturas!
Jesus entrou na cidade de Jerusalém e se dirigiu para o templo, olhando tudo à sua volta. Como já era tarde, ele partiu para Betânia com seus doze discípulos.
No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus sentiu fome.
Então, ao ver uma figueira ao longe com folhas, se dirigiu até ela para ver se havia algum figo. Mas, ao aproximar-se da árvore, não encontrou nenhum fruto, mas somente folhas, pois não era tempo de figos.
Então Jesus disse: — Que nunca mais ninguém coma dos seus frutos! E os discípulos ouviram isto.
Depois disso Jesus e seus discípulos seguiram para a cidade de Jerusalém. Quando entraram no templo, Jesus começou a expulsar todas as pessoas que estavam comprando ou vendendo alguma coisa lá. Ele virou as mesas daqueles que estavam trocando dinheiro e também daqueles que estavam vendendo pombas.
Também não deixou que ninguém atravessasse o templo carregando coisa alguma.
Depois, ele começou a ensiná-los, dizendo: — Não está escrito: “Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”? Vocês, porém, a transformaram num “esconderijo de ladrões”!
Ao ouvirem isto, tanto os líderes dos sacerdotes como os professores da lei começaram a procurar uma maneira de matá-lo. Eles tinham medo dele, pois a multidão estava maravilhada com o seu ensino.
Quando anoiteceu, eles saíram da cidade.
Na manhã seguinte, quando caminhavam, eles viram a figueira e ela estava seca desde a raiz.
Pedro lembrou e disse a Jesus: — Olhe, Mestre! A figueira que o senhor amaldiçoou ontem secou!
Jesus, então, disse: — Acreditem em Deus!
Digo a verdade a vocês: Se alguém disser a este monte: “Levante-se e atire-se no mar” e acreditar que o que disse vai acontecer, sem ter dúvidas em seu coração, então o que disse acontecerá.
Por isso eu lhes digo que tudo quanto vocês pedirem em oração, acreditem que já receberam e será de vocês.
E, quando vocês estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem a essa pessoa. Dessa forma, o Pai de vocês, que está no céu, também perdoará os seus pecados.
Depois disso eles voltaram para Jerusalém. Enquanto Jesus andava pelo templo, os líderes dos sacerdotes, os professores da lei e os líderes se aproximaram dele
e lhe perguntaram: — Por meio de que tipo de poder fazes isto? Quem te deu este poder para fazer estas coisas?
Então, Jesus lhes disse: — Eu vou lhes fazer uma pergunta. Se me responderem, eu lhes direi quem me deu poder para fazer essas coisas.
Respondam-me isto: Quem deu a João Batista autoridade para batizar: foi Deus ou foram os homens?
Eles começaram a discutir entre si, dizendo: — Se nós dissermos que foi Deus, ele dirá: “Então por que vocês não acreditaram nele?”
Mas não podemos falar que foram os homens (os líderes tinham medo do povo, pois todos acreditavam que João Batista era verdadeiramente um profeta).
Então eles responderam: — Nós não sabemos. Ao que Jesus lhes disse: — Então também não vou dizer com que poder faço essas coisas.
Depois disto Jesus começou a falar com eles mediante parábolas, e disse: — Um homem fez uma plantação de uvas e a cercou com um muro. Depois construiu um tanque, onde as uvas seriam amassadas, e uma torre. Então arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar.
Quando chegou o tempo certo, o dono mandou um servo seu aos lavradores a fim de receber parte dos frutos da sua plantação de uvas.
Os lavradores, porém, pegaram o servo e, dando-lhe uma surra, o mandaram de volta de mãos vazias.
Ele lhes enviou outro, mas eles bateram na cabeça dele e o insultaram. Então lhes enviou um outro que, por sua vez, foi morto por eles.
O dono da plantação de uvas lhes enviou muitos outros, mas eles bateram em alguns e mataram a outros.
Só restava ao dono da plantação enviar seu querido filho. E enviando-o, finalmente, disse: “Ao meu filho eles respeitarão”.
Os lavradores, porém, disseram uns aos outros: “Este é o herdeiro. Se nós o matarmos a herança será nossa”.
Então, agarrando ao filho do dono, mataram-no e jogaram o seu corpo fora da plantação.
Agora eu lhes pergunto: O que o dono da plantação de uvas vai fazer com esse lavradores? Ele virá e os matará e arrendará a sua terra a outros lavradores.
Vocês nunca leram as Escrituras? Elas dizem: “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a pedra mais importante de todas.
Isso foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos!”
Os líderes dos sacerdotes e os professores da lei entenderam que Jesus tinha dito esta parábola contra eles e, embora quisessem prendê-lo, tinham medo do povo. Então, deixando-o, foram embora.
Depois, enviaram alguns fariseus e alguns herodianos até Jesus para ver se o pegavam em alguma coisa que ele dissesse.
E, aproximando-se dele, disseram: — Mestre, nós sabemos que é um homem honesto e que não se importa com o que as pessoas possam pensar, pois o senhor não olha para as aparências, mas ensina sempre o caminho de Deus com toda honestidade. É certo ou não pagar impostos ao imperador? Devemos pagá-los ou não?
Jesus, porém, percebendo a hipocrisia deles, lhes disse: — Por que estão me testando? Tragam-me uma moeda de prata para eu ver.
Eles lhe deram a moeda e ele lhes perguntou: — De quem são esta imagem e esta inscrição? — Do imperador — eles responderam.
Jesus, então, lhes disse: — Deem ao imperador o que é Do imperador e deem a Deus o que é de Deus. E todos ficaram admirados com ele.
Depois, alguns saduceus, os quais dizem não haver ressurreição, se aproximaram dele e perguntaram:
— Mestre, Moisés nos deixou escrito que se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar-se com a viúva para terem filhos que serão considerados filhos do irmão que morreu.
Era uma vez sete irmãos. O primeiro se casou e morreu sem deixar filhos.
O segundo se casou com a viúva e morreu sem deixar filhos. Com o terceiro aconteceu a mesma coisa,
e nenhum dos sete teve filhos. Por último, morreu também a mulher.
No dia da ressurreição, quando todos voltarem à vida, de quem ela será esposa, uma vez que foi casada com todos os sete irmãos?
Jesus, porém, lhes respondeu: — Como vocês estão enganados! E a razão é que não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus.
Quando o dia da ressurreição chegar, ninguém se casará. Porém todos serão como os anjos no céu.
Mas a respeito da ressurreição dos mortos, vocês nunca leram no livro de Moisés, a passagem que fala sobre o arbusto que queimava? Nela Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”.
Ora, ele não é Deus dos mortos, mas sim dos vivos! Vocês estão completamente errados!
Um dos professores da lei aproximando-se de Jesus, ouviu a discussão e, como tivesse gostado da resposta que Jesus havia dado, lhe perguntou: — Qual é o mandamento mais importante?
Jesus respondeu: — O mandamento mais importante é o primeiro: “Ouça, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Ame o Senhor seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de toda a sua força”.
O segundo mandamento é este: “Ame o seu próximo como você ama a você mesmo”. Não há nenhum outro mandamento que seja maior do que estes.
O mestre da lei lhe disse: — O senhor tem razão, Mestre! Está certo quando diz que Deus é único e que não existe outro a não ser ele.
O senhor também está certo quando diz que devemos amá-lo de todo o nosso coração, com todo o nosso entendimento e com toda a nossa força, e que também devemos amar o nosso próximo assim como amamos a nós mesmos, pois tudo isso é superior a quaisquer ofertas de animais queimados ou sacrifícios.
Quando Jesus ouviu aquela resposta sábia do mestre da lei, lhe disse: — Você não está longe do reino de Deus. Depois disto, ninguém se atreveu a fazer-lhe mais perguntas.
Quando Jesus estava ensinando no templo, disse: — Como podem os professores da lei dizer que o Cristo vem da família de Davi?
O próprio Davi, inspirado pelo Espírito Santo, disse: “O Senhor disse ao meu Senhor: ‘Sente-se à minha direita, até eu pôr os seus inimigos debaixo dos seus pés’”.
Se o próprio Davi o chama de Senhor, como pode ele vir da família de Davi? E a multidão o ouvia com prazer.
E enquanto ensinava, dizia: — Tenham cuidado com os professores da lei. Eles gostam de andar com as suas roupas elegantes e de ser cumprimentados com respeito nos lugares públicos.
Eles também gostam de ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nas festas.
Eles exploram as viúvas, roubando delas os seus bens e, ao mesmo tempo, fazem longas orações para serem notados. Estes receberão o pior castigo.
Jesus estava sentado perto da caixa de contribuições do templo e observava como as pessoas punham seu dinheiro nela. Muitos ricos depositavam grandes quantias.
Veio, porém, uma viúva pobre e colocou duas pequenas moedas, correspondentes a um centavo.
Jesus, então, chamando os seus discípulos, lhes disse: — Digo a verdade a vocês: Esta viúva pobre colocou na caixa de contribuições mais do que o fizeram todos os outros!
Digo isto pois todos deram o que tinham sobrando; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver.
Quando Jesus estava saindo do templo, um de seus discípulos lhe disse: — Mestre, veja que beleza de pedras e de edifícios!
Mas Jesus lhe disse: — Você está vendo estes grandes edifícios? Pois eu lhe digo que nenhuma pedra será deixada sobre outra; todas elas serão derrubadas.
Quando Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, em frente ao templo, Pedro, Tiago, João e André foram falar com ele em particular:
— Diga-nos, quando essas coisas vão acontecer? Quais serão os sinais que mostrarão que essas coisas estão prestes a se cumprir?
Jesus, então, começou a dizer-lhes: — Tenham cuidado para que ninguém os engane.
Muitas pessoas virão em meu nome e dirão: “Eu sou ele” e enganarão muita gente.
Não se assustem quando ouvirem sons de batalhas ou notícias de guerra; essas coisas têm que acontecer, mas ainda não será o fim.
Digo isto porque uma nação fará guerra contra outra e um país atacará outro. Haverá terremotos e fome em vários lugares. Essas coisas serão somente o começo, assim como as primeiras dores da mulher que está para dar à luz.
— Vocês precisam ter cuidado! Serão presos e levados aos tribunais e serão espancados nas sinagogas. Também terão de comparecer perante governadores e reis por minha causa a fim de dar testemunho sobre as Boas Novas.
E isto acontecerá porque as Boas Novas devem ser proclamadas primeiro em todas as nações.
Quando vocês forem presos e levados aos tribunais, não se preocupem antes do tempo com o que irão dizer. Naquele momento, digam o que lhes for dado, pois não serão vocês que estarão falando, mas sim o Espírito Santo.
Irmãos entregarão a seus irmãos para serem mortos, e pais entregarão seus próprios filhos. Filhos se levantarão contra seus pais e os matarão.
Vocês serão odiados por todos por causa do meu nome, mas aquele que se mantiver firme até o fim será salvo.
Quando virem “a terrível coisa que causa desolação” no lugar onde não deveria estar (que o leitor entenda o que isto quer dizer), então quem estiver na Judeia deve fugir para as montanhas,
quem estiver em cima da sua casa, no terraço, não deve entrar nela para pegar coisa alguma
e quem estiver no campo não deve voltar atrás para ir buscar seu casaco.
Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentando nessa época!
Orem para que isto não aconteça no inverno.
Porque o sofrimento daqueles dias será tal como nunca aconteceu desde o princípio, quando Deus criou o mundo, até agora. E nunca mais acontecerá.
Se o Senhor não tivesse abreviado aqueles dias, ninguém poderia sobreviver. Mas ele abreviou aqueles dias por causa dos escolhidos que ele selecionou.
E se alguém lhes disser: “Olhe! Aqui está o Cristo!” ou ainda: “Ali está ele!”, não acreditem.
Digo isto porque falsos Cristos e falsos profetas aparecerão e eles farão milagres e maravilhas com a intenção de, se possível, enganar até o próprio povo escolhido de Deus.
Portanto, tenham cuidado! Eu estou lhes avisando com antecedência.
— Mas naqueles dias, depois dos sofrimentos, “o sol escurecerá e a lua não brilhará.
As estrelas cairão do firmamento e os corpos celestes serão abalados”.
E então o Filho do Homem será visto, vindo nas nuvens com muito poder e glória.
Ele enviará os seus anjos por toda a terra e reunirá os escolhidos de Deus, da extremidade da terra até a extremidade do céu.
— Aprendam a lição que a figueira nos ensina: Quando os seus ramos se tornam macios e as suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está chegando.
Da mesma forma, quando vocês virem estas coisas acontecerem, saibam que o tempo está próximo, batendo à porta.
Digo a verdade a vocês: Esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam.
O céu e a terra desaparecerão, as minhas palavras, porém, permanecerão para sempre.
— A respeito daquele dia ou da hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, mas somente o Pai.
Portanto, tenham cuidado! Estejam sempre atentos, pois ninguém sabe quando a hora vai chegar.
— É como se um homem que, saindo do país, deixa a sua casa entregue aos cuidados dos seus servos, cada um com a sua obrigação, e manda o porteiro vigiar.
Vocês também devem vigiar, pois também não sabem quando o senhor da casa vai chegar. Ele pode chegar tanto à tarde como à meia-noite, tanto de madrugada como pela manhã.
Vigiem para que, se ele vier inesperadamente, não os encontre dormindo.
O que, porém, lhes digo, digo a todos: Vigiem!
Faltavam apenas dois dias para a Páscoa e para a Festa dos Pães sem Fermento e tanto os líderes dos sacerdotes como os professores da lei procuravam um meio de prender Jesus à traição, e matá-lo.
Eles diziam: — Não vamos fazer isso durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
Jesus estava na cidade de Betânia, à mesa na casa de Simão, o leproso, quando chegou uma mulher. Ela entrou com um frasco de alabastro cheio de um perfume muito caro feito de nardo puro. Quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus.
Algumas das pessoas que estavam presentes ficaram indignadas e diziam umas para as outras: — Que desperdício! Por que ela fez isso?
Esse perfume poderia ter sido vendido por mais de 300 moedas de prata e o dinheiro distribuído entre os pobres! E começaram a criticá-la severamente.
Mas Jesus lhes disse: — Deixem-na em paz! Por que vocês a estão incomodando? Ela me fez uma coisa boa!
Os pobres estarão sempre com vocês e poderão ajudá-los quando quiserem. Eu, no entanto, não estarei sempre com vocês.
Ela fez o que pôde; derramou perfume sobre o meu corpo antes do tempo e assim o preparou para o enterro.
Digo a verdade a vocês: Em todos os lugares do mundo onde as Boas Novas forem proclamadas, o que ela acabou de fazer será contado em memória dela.
Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, foi falar com os líderes dos sacerdotes a fim de trair Jesus.
Quando ouviram isto, eles ficaram muito felizes e prometeram lhe dar dinheiro. Assim, Judas começou a procurar uma boa oportunidade para trair a Jesus.
No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, quando o cordeiro da Páscoa era sacrificado, os seus discípulos lhe perguntaram: — Onde quer que nós preparemos o jantar da Páscoa?
Jesus, então, chamando dois de seus discípulos, disse-lhes: — Vão até a cidade. Lá, um homem que estará carregando um jarro de água se encontrará com vocês. Sigam-no
e digam isto ao dono da casa onde ele entrar: “O Mestre pergunta: Onde fica a sala na qual eu e meus discípulos poderemos comer o jantar da Páscoa?”
Ele lhes mostrará uma sala grande, toda mobiliada e pronta, no andar de cima da casa; façam ali os preparativos para nós.
Os discípulos partiram e foram para a cidade e, encontrando tudo exatamente como Jesus lhes tinha dito, prepararam o jantar da Páscoa.
Quando anoiteceu, Jesus e os seus doze discípulos foram até lá e,
enquanto estavam à mesa jantando, lhes disse: — Digo a verdade a vocês: Um de vocês, que come comigo, me trairá.
E eles começaram a ficar tristes e a dizer-lhe, um após o outro: — Por acaso sou eu?
Mas Jesus lhes disse: — É um dos doze; um que molha o pão no prato comigo.
O Filho do Homem vai partir, assim como está escrito a respeito dele. Mas ai daquele por quem o Filho do Homem será traído! Seria melhor que ele nunca tivesse nascido!
Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois, partindo-o, o deu a seus discípulos, dizendo: — Tomem; isto é o meu corpo.
Em seguida, Jesus pegou o cálice, deu graças a Deus e o passou aos discípulos e todos beberam dele.
Então Jesus lhes disse: — Isto é o meu sangue, o sangue que sela a aliança entre Deus e seu povo, derramado em favor de muitos.
Digo a verdade a vocês: Eu nunca mais beberei vinho até o dia em que beber do vinho novo no reino de Deus.
Em seguida cantaram um hino e foram todos para o monte das Oliveiras.
Jesus disse a todos: — Vocês pararão de crer em mim, pois as Escrituras dizem: “Eu matarei o pastor e as ovelhas fugirão”.
Mas, depois que eu ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galileia.
Pedro, porém, lhe disse: — Mesmo que todos abandonem a fé, eu nunca a abandonarei.
Então Jesus lhe disse: — Digo-lhe a verdade: Hoje, nesta mesma noite, antes mesmo que o galo cante pela segunda vez, você negará três vezes que me conhece.
Pedro, entretanto, insistiu, dizendo: — Eu nunca negarei que o conheço, nem mesmo que eu tenha que morrer com o senhor. E todos os outros disseram a mesma coisa.
Depois, todos foram para um lugar chamado Getsêmani. Jesus disse aos seus discípulos: — Sentem-se aqui enquanto eu oro.
E levou Pedro, Tiago e João com ele. Jesus começou a sentir-se angustiado e aflito
e então disse aos três: — Como estou extremamente triste! Fiquem aqui e vigiem.
E, afastando-se um pouco, se ajoelhou e orou pedindo que, se fosse possível, Deus lhe poupasse aquela hora.
Ele dizia o seguinte: — Querido Pai! Todas as coisas são possíveis para o senhor. Eu lhe imploro que afaste de mim esse cálice de sofrimento, mas que seja feita a sua vontade, e não a minha.
Depois, voltando até o lugar onde os três discípulos estavam, os encontrou dormindo. Então disse a Pedro: — Você está dormindo, Simão? Será que não pôde ficar acordado nem mesmo por uma hora?
Vigiem e orem, para que vocês não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas o corpo é fraco.
Depois disso Jesus se afastou novamente e orou, pedindo a mesma coisa.
E, voltando pela segunda vez, Jesus os encontrou novamente dormindo, pois os olhos deles estavam pesados. Eles não sabiam o que lhe dizer.
E, voltando pela terceira vez, lhes disse: — Vocês continuam dormindo e descansando? Basta! Chegou a hora. O Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.
Levantem-se e vamos embora! Olhem! Aí vem o homem que está me traindo.
E nesse mesmo instante, enquanto Jesus estava ainda falando, Judas, um dos doze, apareceu. Muitos homens, armados com espadas ou com pedaços de pau, o acompanhavam. Eles tinham sido enviados pelos líderes dos sacerdotes, pelos professores da lei e pelos líderes.
O traidor tinha combinado um sinal com eles, dizendo: “Aquele a quem eu beijar no rosto, é ele; prendam-no e levem-no com segurança”.
Assim que Judas chegou, se aproximou de Jesus e lhe disse: — Mestre! — e o beijou no rosto.
Então os homens que estavam com Judas pegaram a Jesus e o prenderam.
Um dos homens que estava ali puxou a sua espada e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha.
Jesus então disse a eles: — Por que vocês vieram com espadas e pedaços de pau para me prender como se eu fosse algum bandido?
Eu estava com vocês todos os dias, ensinando no templo, e vocês não me prenderam. Mas isto está acontecendo porque as Escrituras têm que ser cumpridas.
Então, todos os discípulos o abandonaram e fugiram.
Um jovem que seguia a Jesus estava usando somente um lençol para cobrir seu corpo. Eles tentaram agarrá-lo pelo lençol,
mas ele, largando o lençol, fugiu completamente nu.
Jesus foi levado ao sumo sacerdote e todos os líderes dos sacerdotes, líderes e professores da lei se reuniram.
Pedro o tinha seguido de longe até chegar ao pátio do palácio do sumo sacerdote, e estava sentado com os guardas perto do fogo, se aquecendo.
Os líderes dos sacerdotes e todo o Conselho Superior de judeus procuravam encontrar alguma prova contra Jesus para que assim pudessem condená-lo à morte, mas não conseguiam.
Muitas pessoas testemunhavam mentiras contra ele, mas os depoimentos não eram coerentes.
Então, alguns homens se levantaram e testemunharam mentiras contra ele, dizendo:
— Nós o ouvimos dizer o seguinte: Eu destruirei este templo feito por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, que não será feito por mãos humanas.
Nem assim o testemunho deles era coerente.
O sumo sacerdote se levantou então diante de todos e perguntou a Jesus: — Você não vai responder nada? Não vai se defender das acusações que estão sendo feitas contra você?
Jesus, no entanto, permaneceu calado, não respondendo nada. O sumo sacerdote se dirigiu novamente a ele e perguntou: — É verdade que você é o Cristo, Filho do Deus Bendito?
Jesus lhe respondeu: — É verdade, e vocês verão o Filho do Homem sentado ao lado direito do Todo-Poderoso, vindo com as nuvens do céu.
O sumo sacerdote, então, rasgando as suas roupas, disse: — Será que ainda precisamos de mais provas?
Vocês ouviram esse insulto contra Deus. O que vocês acham? E todos o julgaram réu de morte.
Algumas pessoas começaram a cuspir nele, a cobrir o seu rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: — Revele-nos quem lhe bateu! E os guardas o pegaram e bateram nele.
Pedro ainda estava no pátio do palácio quando uma das mulheres que trabalhava para o sumo sacerdote chegou.
Quando ela viu Pedro se aquecendo, olhou bem para ele e disse: — Você também estava com Jesus de Nazaré.
Mas ele negou, dizendo: — Eu não o conheço. Não sei do que você está falando. E saiu para o corredor. Logo depois disso o galo cantou.
Mas quando aquela mulher o viu lá, começou a dizer aos que estavam perto: — Este homem é um deles.
E novamente Pedro negou que conhecia Jesus. Pouco tempo depois as pessoas que estavam ali começaram a dizer a Pedro: — Sem dúvida que você também é um deles, pois você também é da Galileia.
Pedro, então, começou a afirmar com juramento, e assegurando estar se colocando debaixo da maldição de Deus se estivesse mentindo, disse: — Eu não conheço esse homem de quem vocês estão falando.
E nesse mesmo instante o galo cantou pela segunda vez, e Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito: “Você negará que me conhece por três vezes antes que o galo cante pela segunda vez”. E caindo em si, começou a chorar.
Assim que amanheceu, os líderes dos sacerdotes, os líderes, os professores da lei e todo o Conselho Superior dos judeus chegaram a uma decisão. Eles amarraram Jesus, o levaram e o entregaram a Pilatos.
Pilatos lhe perguntou: — Você é o rei dos judeus? Ele respondeu: — Você está dizendo isso.
Os líderes dos sacerdotes, então, começaram a acusá-lo de muitas coisas.
Pilatos tornou a perguntar: — Não vai responder nada? Veja quantas acusações estão sendo feitas contra você!
Mas mesmo assim Jesus não respondeu e Pilatos ficou muito admirado.
Durante a festa da Páscoa, Pilatos tinha o costume de soltar um dos prisioneiros, qualquer um que o povo escolhesse.
Havia entre os prisioneiros um homem chamado Barrabás. Ele e outros revolucionários tinham sido presos por terem matado várias pessoas durante um tumulto.
A multidão se ajuntou e começou a pedir que Pilatos fizesse como de costume.
Pilatos, então, lhes perguntou: — Vocês querem que eu solte o rei dos judeus?
(Pilatos disse isso porque sabia que por inveja os líderes dos sacerdotes tinham entregado a Jesus.)
Mas os líderes dos sacerdotes incitaram o povo a pedir que Pilatos lhes entregasse Barrabás ao invés de Jesus.
Pilatos, então, lhes perguntou mais uma vez: — Então, o que querem que eu faça com este homem que vocês chamam de rei dos judeus?
E todos eles gritaram: — Queremos que o senhor o crucifique!
Pilatos, porém, lhes perguntou: — Mas que mal ele fez? A multidão, no entanto, gritava cada vez mais: — Crucifique-o!
Pilatos então, para contentar o povo, soltou Barrabás. Em seguida, mandou que Jesus fosse chicoteado e que depois fosse levado para ser crucificado.
Os soldados levaram Jesus para o pátio interno do palácio do governador e lá reuniram toda a tropa.
Primeiro eles o vestiram com uma capa vermelha. Depois, entrelaçando espinhos em forma de uma coroa, a colocaram sobre a cabeça dele
e começaram a saudá-lo, dizendo: — Viva o Rei dos judeus!
Eles bateram na cabeça dele com um pedaço de pau, cuspiram nele e, ajoelhando-se diante dele, o adoravam.
Depois de terem zombado dele, tiraram a capa vermelha dele e o vestiram com suas próprias roupas. Em seguida, o levaram para fora para ser crucificado.
No caminho eles encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene. Ele era pai de Alexandre e de Rufo e estava vindo do campo quando os soldados o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.
Eles levaram Jesus até um lugar chamado Gólgota (que quer dizer “Lugar da Caveira”),
e lhe ofereceram vinho misturado com mirra para beber, mas ele não aceitou.
Eles o crucificaram e depois dividiram as suas roupas entre si, tirando a sorte com dados para saber qual seria a parte de cada um.
Eram nove horas da manhã quando crucificaram Jesus.
Um pouco acima da cabeça de Jesus, pregaram na cruz uma tabuleta onde estava escrito como acusação: O rei dos judeus***.
Crucificaram-no com dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.
As pessoas que passavam por ali faziam pouco dele e, sacudindo a cabeça, diziam: — Ele não disse que ia destruir o templo e que ia construí-lo de novo em três dias?
Então que desça da cruz e que se salve!
Os líderes dos sacerdotes e os professores da lei também caçoavam dele e diziam uns aos outros: — Salvou outros e não consegue salvar a si mesmo.
Desça da cruz agora o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e possamos acreditar. E até os que foram crucificados com ele o insultavam.
Ao meio-dia uma escuridão cobriu a terra, que permaneceu às escuras por três horas.
Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto: — Eloí, Eloí, lemá sabactâni? — (que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus! Por que me abandonou?”).
Quando algumas pessoas que estavam ali ouviram isto, disseram: — Escutem! Ele está chamando por Elias!
Alguém correu, molhou uma esponja em vinagre e, colocando-a na ponta de uma vara, deu de beber a Jesus. Depois ele disse: — Deixem-no! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz!
Mas Jesus deu um grito forte e morreu.
Nesse mesmo instante a cortina do templo se rasgou em duas partes, de cima até embaixo.
Quando o oficial da guarda que estava em frente de Jesus o ouviu gritar e viu como ele havia morrido, disse: — Realmente este homem era o Filho de Deus!
Algumas mulheres que também estavam ali observavam de longe. Entre elas estavam: Maria Madalena, Salomé e Maria, a mãe de Tiago, o jovem, e de José.
Estas mulheres tinham acompanhado e ajudado a Jesus desde o tempo em que ele estava na Galileia. Muitas outras mulheres que também estavam ali tinham ido com ele para Jerusalém.
Era o dia da preparação, isto é, véspera do sábado. Já era quase noite quando
José de Arimateia, importante membro do Conselho Superior dos judeus e que também esperava pelo reino de Deus, chegou. Com muita coragem José se dirigiu a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
Pilatos ficou admirado quando ouviu que Jesus já tinha morrido. E, chamando um oficial, lhe perguntou se fazia muito tempo que Jesus morrera.
Depois de se certificar da morte de Jesus por informação do oficial, Pilatos permitiu que José levasse o corpo.
José comprou um lençol de linho e, tirando o corpo de Jesus da cruz, o enrolou no lençol. Depois, colocou o corpo num túmulo que tinha sido cavado numa rocha e rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo.
Maria Madalena e Maria, a mãe de José, estavam lá e viram onde o corpo de Jesus tinha sido colocado.
Depois que passou o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para derramar sobre o corpo de Jesus.
Domingo bem cedo, antes mesmo do nascer do sol, elas foram até o túmulo
e, enquanto caminhavam, diziam entre si: — Quem vai rolar a pedra da entrada do túmulo para nós?
(Elas estavam dizendo isso porque a pedra era muito grande.) Ao olharem adiante, porém, viram que a pedra já tinha sido tirada.
Quando elas entraram no túmulo, ficaram muito assustadas, pois viram um rapaz vestido de roupas brancas, sentado ao lado direito.
Ele lhes disse: — Não se assustem. Vocês estão procurando a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado, não é verdade? Mas ele não está mais aqui; ele ressuscitou. Vejam o lugar onde ele tinha sido colocado.
Agora vão e deem este recado aos discípulos e a Pedro: “Ele irá para a Galileia antes de vocês. Vocês o encontrarão lá, exatamente como ele mesmo lhes disse”.
Elas saíram do túmulo correndo, pois estavam apavoradas e fora de si; e, por estarem com medo, não disseram nada a ninguém.
Depois de ter ressuscitado, na madrugada de domingo, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, de quem expulsara sete demônios.
Ela foi e contou o acontecido aos que tinham sido companheiros de Jesus, pois eles estavam muito tristes e choravam.
Quando ouviram que Jesus estava vivo e que ela o tinha visto, eles não acreditaram.
Depois disto, Jesus apareceu, numa forma diferente, a dois de seus discípulos que estavam caminhando em direção ao campo.
Eles voltaram e contaram aos outros discípulos, mas estes novamente não acreditaram no que eles disseram.
Mais tarde Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo. Ele os repreendeu pela sua falta de fé e pela sua teimosia, pois não tinham acreditado nas palavras daqueles que o tinham visto ressuscitado.
Ele lhes disse: — Espalhem-se por todo o mundo e anunciem as Boas Novas a todas as pessoas.
Deus salvará aquele que crer e for batizado, mas Deus condenará a quem não crer.
Estes são os sinais que acompanharão os que creem: eles expulsarão demônios em meu nome e falarão em outras línguas;
se pegarem em cobras com as mãos ou beberem algum veneno, nada de mal lhes acontecerá; eles colocarão suas mãos sobre os doentes e estes ficarão curados.
Depois de ter-lhes dito todas estas coisas, Jesus foi levado ao céu e se sentou à direita de Deus.
Os discípulos, então, partiram e anunciaram a mensagem por todos os lugares. O Senhor os ajudava e confirmava o que eles diziam, realizando por meio deles sinais milagrosos.
Excelentíssimo Teófilo: Muitas pessoas têm procurado compor um relato das coisas que aconteceram entre nós.
Aquelas mesmas coisas que nos foram transmitidas por aqueles que as viram desde o princípio e que anunciaram a mensagem.
Eu também estudei com bastante cuidado essas coisas e achei que seria bom escrever tudo isto em ordem,
para que o senhor saiba toda a verdade a respeito daquilo que lhe ensinaram.
Quando Herodes era rei da Judeia, havia um sacerdote chamado Zacarias, que pertencia ao grupo de sacerdotes de Abias. Isabel, sua esposa, era da família de Arão.
Ambos eram justos diante de Deus e cumpriam sempre todas as leis e mandamentos do Senhor.
Eles, porém, não tinham filhos, pois Isabel era estéril e ambos eram muito velhos.
Um dia, quando o grupo de Zacarias estava de serviço, coube a ele a função de sacerdote perante Deus.
Conforme o costume, fizeram sorteio para ver quem iria entrar no templo e queimar incenso para o Senhor. A sorte coube a Zacarias.
Fora do templo, o povo continuava orando, enquanto o incenso estava sendo queimado.
Então, um anjo do Senhor apareceu a Zacarias do lado direito do altar do incenso.
Ao ver o anjo, Zacarias ficou perturbado e com muito medo.
O anjo lhe disse: — Não tenha medo, Zacarias! O Senhor ouviu a sua oração. Isabel, sua mulher, vai ter um filho e você deverá lhe dar o nome de João.
Ele vai lhe trazer muita alegria e satisfação e muitas pessoas ficarão felizes com o nascimento dele.
Ele será um grande homem diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebidas fortes e até mesmo antes de nascer estará cheio do Espírito Santo.
Ele fará com que muitas pessoas do povo de Israel voltem para o Senhor seu Deus.
Ele irá à frente do Senhor com o espírito e o poder do profeta Elias. Ele fará com que os pais façam as pazes com os filhos e com que os desobedientes sejam prudentes como os justos. E assim vai preparar um povo para receber ao Senhor.
Zacarias disse ao anjo: — Mas como isso pode ser possível? Tanto eu como a minha mulher somos velhos!
O anjo lhe disse: — Eu sou Gabriel e estou sempre diante de Deus. Ele me enviou para falar com você e lhe dar estas Boas Novas.
Tudo o que eu disse vai acontecer no tempo certo. Você, porém, não acreditou nas minhas palavras e, portanto, vai ficar mudo e não será capaz de falar até o dia do nascimento do seu filho.
(Enquanto isso, a multidão lá fora esperava por Zacarias, admirada por ele se demorar tanto no templo.)
Quando Zacarias saiu, não podia falar com eles. Então entenderam que ele tinha tido uma visão no templo. E fazia sinais com as mãos ao povo, pois ele tinha ficado mudo.
Quando terminou o seu trabalho, Zacarias voltou para casa.
Pouco tempo depois, sua mulher Isabel ficou grávida e não saiu de casa durante cinco meses. Ela disse:
— Finalmente o Senhor me ajudou! As pessoas já não me desprezarão mais pelo fato de eu não ter podido ter filhos.
Seis meses depois de Isabel ter ficado grávida, Deus enviou o mesmo anjo, Gabriel, a uma vila na Galileia chamada Nazaré.
Ele apareceu a uma moça virgem que ia se casar com um homem chamado José. José era da família de Davi e o nome da moça era Maria.
Gabriel lhe disse: — Saudações, Maria! Você recebeu uma grande honra! O Senhor está com você.
Ela ficou perturbada e perguntava a si mesma o que aquelas palavras queriam dizer.
O anjo disse a ela: — Não tenha medo, Maria! Deus favoreceu a você.
Escute! Você vai ficar grávida e vai ter um filho a quem deverá lhe dar o nome de Jesus.
Ele será um grande homem e será chamado o Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.
Ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó e o seu reino não terá fim!
Maria então perguntou ao anjo: — Mas como será isso possível se eu nunca tive relações com um homem?
E o anjo respondeu a ela: — O Espírito Santo descerá sobre você e o poder do Altíssimo cobrirá você com uma sombra. Por isso, o menino que vai nascer de você será santo e será chamado Filho de Deus.
Isabel, sua prima, também ficou grávida apesar de sua velhice. Aquela a quem chamavam estéril está grávida de seis meses.
Nada é impossível para Deus!
Maria disse: — Eu sou uma serva do Senhor. Que aconteça comigo conforme o que diz. E o anjo foi embora.
Logo depois disso acontecer, Maria se aprontou e partiu para uma vila na Judeia, na região das montanhas.
E assim que chegou na casa de Zacarias, ela cumprimentou Isabel.
E aconteceu que, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se mexeu em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
E Isabel disse então, em voz alta: — Você é a mais abençoada de todas as mulheres! Abençoado também é o filho que lhe vai nascer!
Mas quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?
O menino dentro de mim se mexeu de alegria assim que ouviu o seu cumprimento.
Você é abençoada por acreditar nas coisas que o Senhor disse que vão acontecer.
Maria então disse: — A minha alma glorifica o Senhor,
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Pois olhou para a sua humilde serva e, de agora em diante, todos me chamarão de abençoada.
Porque o Deus poderoso fez grandes coisas por mim. Santo é o seu nome!
Ele é bondoso para com todas as pessoas que o temem, de geração em geração.
Ele tem feito grandes obras com a sua mão poderosa, e derrota os orgulhosos com os seus conceitos.
Ele derruba os poderosos dos seus tronos, e eleva os humildes.
Ele enche de bens aqueles que têm fome, e manda os ricos embora de mãos vazias.
Ele veio para ajudar o povo de Israel, seu servo, e não esqueceu da sua misericórdia.
Ele tem feito o que prometeu aos nossos antepassados, Abraão e aos que vêm da família dele, para sempre.
Maria permaneceu mais ou menos três meses na casa de Isabel e depois voltou para a sua casa.
Chegou a hora de Isabel ter o seu filho e ela deu à luz um menino.
Os vizinhos e a família dela ouviram como o Senhor tinha sido bondoso com ela e também ficaram felizes.
No oitavo dia, quando vieram para circuncidar o menino, queriam lhe dar o nome de Zacarias, como seu pai.
Porém a mãe dele disse: — Não. O nome do menino será João.
Então eles disseram a ela: — Mas ninguém tem esse nome na sua família!
Então, por meio de sinais, perguntaram ao pai do menino que nome ele queria que lhe dessem.
Zacarias pediu uma tabuinha de escrever e, para surpresa de todos, escreveu: “O seu nome é João”.
Nesse mesmo instante a sua língua ficou solta, a sua boca se abriu e Zacarias começou a falar e a louvar a Deus.
Todos os vizinhos ficaram impressionados e por todos os montes da Judeia as pessoas falavam destas coisas.
Todos os que ouviam estas coisas, meditavam nisto e diziam: — Quem virá a ser esta criança? (Pois era evidente que o poder do Senhor estava sobre ela.)
Então Zacarias, pai de João, cheio do Espírito Santo, profetizou:
— Louvado seja o Senhor, Deus de Israel, porque ele veio para ajudar e dar liberdade ao seu povo.
E nos deu um poderoso Salvador, nascido da família do seu servo Davi.
Já faz muito tempo que Deus prometeu todas essas coisas por meio dos seus profetas.
Ele prometeu nos salvar dos nossos inimigos e do poder de todos os que nos odeiam.
Ele prometeu que ia mostrar misericórdia para com os nossos pais e se lembrar da sua santa aliança.
Ele prometeu a nosso pai Abraão que nos livraria do poder dos nossos inimigos, para que assim nós pudéssemos servir a Deus sem medo.
Ele fez isso para sermos santos e justos diante dele por todos os dias da nossa vida.
E você, menino, será chamado profeta do Altíssimo, porque irá à frente do Senhor, para lhe preparar o caminho.
Você vai anunciar ao seu povo a salvação que vem por meio do perdão dos pecados.
Isto acontecerá porque o nosso Deus é bondoso e cheio de misericórdia. E a luz de um novo dia virá dos céus e brilhará sobre nós.
E essa luz iluminará a todos que vivem na escuridão, na sombra da morte, e guiará os nossos passos no caminho da paz.
O menino crescia e se fortalecia no espírito. Ele viveu no deserto até o dia em que se apresentou ao povo de Israel.
Naquela época, o imperador Augusto mandou publicar uma lei dizendo que todo o mundo romano devia se registrar para um recenseamento.
(Quando foi feito este primeiro recenseamento, Quirino era governador da Síria.)
Então, todos foram para as suas próprias cidades para se registrarem.
José também partiu da vila de Nazaré, na Galileia, para a vila de Belém, na Judeia. José foi para lá porque vinha da família do rei Davi e este tinha nascido em Belém.
Ele foi para lá para se registrar com Maria, que ia se casar com ele e estava grávida.
E aconteceu que, enquanto estavam em Belém, completou-se o tempo da gravidez de Maria
e ela deu à luz o seu primeiro filho. Como não houvesse lugar para eles no quarto de hóspedes, Maria enrolou o menino em panos e o deitou numa manjedoura.
Naquela região havia pastores passando a noite no campo, tomando conta de seus rebanhos.
Um anjo do Senhor apareceu aos pastores e a glória do Senhor brilhou ao redor deles. E eles ficaram com muito medo.
O anjo lhes disse: — Não tenham medo! Eu vim para lhes dar Boas Novas de grande alegria para todo o povo.
Hoje, na mesma vila onde Davi tinha nascido, nasceu o Salvador. Ele é o Cristo, o Senhor!
E isto lhes servirá de sinal: Vocês encontrarão um menino enrolado com panos e deitado numa manjedoura.
De repente, uma multidão de outros anjos vindos do céu juntou-se ao primeiro anjo. E, todos juntos, louvavam a Deus, dizendo:
— Glória a Deus nas alturas do céu! E paz na terra entre os homens a quem ele quer bem!
Quando os anjos foram embora e voltaram para o céu, os pastores disseram uns aos outros: — Vamos até Belém para ver o que aconteceu, aquilo que o Senhor nos contou.
E então eles foram depressa e encontraram Maria e José e viram o menino deitado na manjedoura.
E quando eles o viram, contaram a todos sobre a mensagem que tinham recebido a respeito daquela criança.
Todos os que ouviam o que os pastores diziam ficavam muito admirados.
Maria, porém, guardava todas estas coisas no coração e meditava sobre elas continuamente.
Os pastores retornaram glorificando e louvando a Deus por todas as coisas que eles tinham visto e ouvido. Tudo ocorrera exatamente como o anjo lhes havia dito.
Oito dias depois, no dia da circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, pois esse era o nome que o anjo lhes tinha dado antes mesmo de o menino nascer.
Quando chegou o tempo da purificação deles, de acordo com a lei de Moisés, eles levaram o menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor.
Pois assim está escrito na lei do Senhor: “O primeiro filho homem deve ser dedicado ao Senhor”.
Eles também foram para oferecer um sacrifício, como manda a lei do Senhor: “Um par de rolas, ou dois pombinhos”.
Vivia em Jerusalém um homem justo e piedoso chamado Simeão. Ele estava esperando a libertação do povo de Israel e o Espírito Santo estava sobre ele.
O Espírito Santo lhe tinha prometido que ele não iria morrer antes de ver o Cristo enviado pelo Senhor.
Inspirado pelo Espírito, Simeão foi ao templo. Quando os pais levaram o menino Jesus para fazerem com ele o que a lei requeria,
Simeão segurou o menino em seus braços e louvou a Deus dizendo:
— Agora, Senhor, deixe o seu servo ir em paz, de acordo com a sua promessa.
Os meus olhos já viram a salvação que o Senhor trouxe,
todos os povos poderão ver agora qual é seu plano.
Ele é a luz para guiar as pessoas não-judias e a glória de Israel, o seu povo.
O pai e a mãe do menino ficaram admirados com as coisas que Simeão falou a respeito de Jesus.
Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: — Este menino está destinado a fazer cair e a levantar muita gente em Israel. Ele será também um sinal de Deus que muitos rejeitarão,
para que os pensamentos das pessoas sejam conhecidos. Para você, porém, todas estas coisas serão como espada a atravessar-lhe a própria alma.
Estava lá também uma profetisa chamada Ana. Ela era filha de Fanuel, da tribo de Aser. Ela já era bastante velha e tinha ficado viúva depois de ter vivido com seu marido apenas sete anos após o casamento.
Desde então, ela continuava viúva e estava com oitenta e quatro anos. Ela nunca saía do templo e adorava a Deus continuamente, com jejuns e orações.
Naquele mesmo momento, ela se aproximou deles, deu graças a Deus e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Quando terminaram de fazer tudo o que a lei do Senhor mandava, José e Maria voltaram para a sua vila, Nazaré, na Galileia.
O menino crescia e ficava cada vez mais forte e cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com ele.
Todos os anos os pais de Jesus iam a Jerusalém, para a festa da Páscoa.
Quando Jesus tinha doze anos, foram todos para a festa, como de costume.
Quando a festa terminou, ao voltarem para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem.
Mas eles pensaram que ele estivesse com os companheiros de viagem. Depois de terem viajado um dia inteiro, eles começaram a procurá-lo entre os parentes e amigos.
Como não o encontraram, voltaram a Jerusalém para procurá-lo.
Depois de três dias, eles o encontraram no templo. Ele estava sentado entre os professores, ouvindo e fazendo perguntas a eles.
E todos os que o ouviam estavam admirados com a sua inteligência e com as suas respostas.
Quando os pais dele o viram, ficaram surpresos e sua mãe lhe perguntou: — Filho, por que você fez isso? Seu pai e eu estávamos muito aflitos procurando por você.
Jesus respondeu a eles: — Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?
Os pais dele, porém, não entenderam a sua resposta.
Então Jesus voltou com seus pais para Nazaré e lhes obedecia. Sua mãe, entretanto, guardava todas estas coisas no coração.
Jesus crescia em sabedoria e em altura e tinha a aprovação de Deus e dos homens.
Era o décimo-quinto ano do reinado do Imperador Tibério. Pôncio Pilatos era governador da Judeia e Herodes governador da Galileia. Filipe, irmão de Herodes, governava as regiões de Itureia e Traconites, e Lisânias governava Abilene.
Anás e Caifás eram os sumos sacerdotes. Foi nessa época que Deus falou a João, filho de Zacarias, no deserto.
João, então, andou por toda a região do rio Jordão, anunciando a mensagem de Deus. Ele falava para as pessoas se batizarem. De esta forma, elas iriam mostrar que queriam mudar o seu comportamento, e então os seus pecados iriam ser perdoados.
Isto aconteceu como está escrito no livro do profeta Isaías: “Uma voz clama no deserto: Preparem o caminho para o Senhor, e abram estradas retas para ele passar.
Todos os vales serão aterrados e todos os montes e colinas serão aplanados. Os caminhos tortos serão endireitados e as ruas esburacadas serão alisadas.
E todas as pessoas verão a salvação que vem de Deus”.
João dizia às multidões que vinham para serem batizadas por ele: — Raça de cobras venenosas! Quem ensinou a vocês como escapar do castigo que Deus vai mandar?
Façam coisas que mostrem que vocês mudaram o seu comportamento e não comecem a dizer entre vocês mesmos: “Somos da família de Abraão”. Pois eu lhes digo que até destas pedras Deus é capaz de fazer parentes que vêm da família de Abraão!
O machado já está pronto para cortar as árvores pela raiz. Toda árvore que não produz bom fruto será cortada e jogada no fogo.
E a multidão perguntou a ele: — Então, o que devemos fazer?
Ele lhes respondeu: — Aquele que tem duas túnicas deve dar uma a quem não tem nenhuma. E aquele que tem comida deve repartir com quem não tem.
Alguns cobradores de impostos também vieram para serem batizados e perguntaram a João: — Mestre, o que devemos fazer?
E ele lhes respondeu: — Não cobrem mais do que a lei manda.
Alguns soldados lhe perguntaram: — E o que nós devemos fazer? Ele lhes disse: — Não tirem dinheiro de ninguém nem acusem ninguém injustamente. Contentem-se com o seu próprio salário.
O povo estava cheio de expectativa e perguntava a si mesmo se João não seria o Cristo.
João respondeu assim a todos: — Eu batizo vocês em água, mas virá alguém que é mais poderoso do que eu e eu não sou digno nem de desamarrar as sandálias dele. Ele batizará com o Espírito Santo e com fogo.
Ele tem uma pá nas mãos para separar o trigo da palha. O trigo será juntado em seu depósito, mas a palha será queimada com um fogo que nunca se apaga.
E João anunciava as Boas Novas ao povo com muitas outras admoestações.
(Mas depois João falou contra Herodes, o governador, censurando-o por causa de seu relacionamento com Herodias, mulher do seu irmão, e por todas as outras maldades que ele tinha feito.
Herodes então, além de tudo isso, fez uma maldade ainda pior: mandou prender a João.)
Aconteceu que, quando todas as pessoas estavam sendo batizadas, Jesus também foi batizado. Enquanto ele estava orando, o céu se abriu
e o Espírito Santo desceu sobre ele como pomba. E uma voz vinda do céu disse: — Você é o meu Filho querido. Você me dá muita alegria.
Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou o seu trabalho. Ele era, conforme pensavam, filho de José. José era filho de Eli;
Eli, filho de Matate; Matate, filho de Levi; Levi, filho de Melqui; Melqui, filho de Janai; Janai, filho de José;
José, filho de Matatias; Matatias, filho de Amós; Amós, filho de Naum; Naum, filho de Esli; Esli, filho de Nagai;
Nagai, filho de Maate; Maate, filho de Matatias; Matatias, filho de Semei; Semei, filho de José; José, filho de Joda;
Joda, filho de Joanã; Joanã, filho de Resa; Resa, filho de Zorobabel; Zorobabel, filho de Salatiel; Salatiel, filho de Neri;
Neri, filho de Melqui; Melqui, filho de Adi; Adi, filho de Cosã; Cosã, filho de Elmadã; Elmadã, filho de Er;
Er, filho de Josué; Josué, filho de Eliézer; Eliézer, filho de Jorim; Jorim, filho de Matate; Matate, filho de Levi;
Levi, filho de Simeão; Simeão, filho de Judá; Judá, filho de José; José, filho de Jonã; Jonã, filho de Eliaquim;
Eliaquim, filho de Meleá; Meleá, filho de Mená; Mená, filho de Matatá; Matatá, filho de Natã; Natã, filho de Davi;
Davi, filho de Jessé; Jessé, filho de Obede; Obede, filho de Boaz; Boaz, filho de Sala; Sala, filho de Nassom;
Nassom, filho de Aminadabe; Aminadabe, filho de Admim; Admim, filho de Arni; Arni, filho de Esrom; Esrom, filho de Perez; Perez, filho de Judá;
Judá, filho de Jacó; Jacó, filho de Isaque; Isaque, filho de Abraão; Abraão, filho de Tera; Tera, filho de Naor;
Nacor, filho de Seruque; Seruque, filho de Ragaú; Ragaú, filho de Faleque; Faleque, filho de Éber; Éber, filho de Sala;
Sala, filho de Cainã; Cainã, filho de Arfaxade; Arfaxade, filho de Sem; Sem, filho de Noé; Noé, filho de Lameque;
Lameque, filho de Metusalém; Metusalém, filho de Enoque; Enoque, filho de Jarete; Jarete, filho de Maleleel; Maleleel, filho de Cainã;
Cainã, filho de Enos; Enos, filho de Sete; Sete, filho de Adão; e Adão, filho de Deus.
Jesus estava cheio do Espírito Santo quando voltou do rio Jordão, e foi levado pelo Espírito ao deserto.
Ali, durante quarenta dias ele foi tentado pelo diabo e não comeu nada nesse período. Depois disso Jesus teve fome.
Então o diabo lhe disse: — Se você é mesmo o Filho de Deus, mande esta pedra se transformar em pão.
Jesus respondeu: — As Escrituras dizem: “O ser humano não vive só de pão”.
Então o diabo o levou para um lugar alto e lhe mostrou, num instante, todos os reinos do mundo.
E lhe disse: — Eu lhe darei todo este poder e toda esta glória, pois tudo isto me foi dado e eu posso dar a quem quiser.
Tudo isto será seu se você se ajoelhar e me adorar.
Jesus lhe disse: — As Escrituras dizem: “Adore ao Senhor, seu Deus, e sirva somente a ele”.
Então o diabo o levou a Jerusalém e o colocou na parte mais alta do templo e lhe disse: — Se você é mesmo o Filho de Deus, atire-se daqui.
Pois as Escrituras dizem: “Deus dará ordens aos seus anjos para que cuidem de você;
eles vão segurá-lo com suas mãos para que nem mesmo os seus pés se machuquem nas pedras”.
Jesus, porém, respondeu: — As Escrituras dizem: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus”.
Quando o diabo acabou de tentar a Jesus de todas as maneiras, ele o deixou, até uma outra oportunidade.
Jesus voltou para a Galileia e o poder do Espírito Santo estava com ele. E a sua fama se espalhou por toda a região.
Ele ensinava nas sinagogas e todos o elogiavam.
Jesus foi para Nazaré, onde ele tinha crescido. No sábado foi à sinagoga, como era seu costume. Ali ele se levantou para ler as Escrituras,
e lhe deram o livro do profeta Isaías. Ele o abriu e achou o lugar onde estava escrito:
“O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me escolheu para proclamar as Boas Novas aos pobres e anunciar a liberdade aos presos. Ele me enviou para dar vista aos cegos, para libertar os que estão sendo maltratados e
para anunciar o ano em que o Senhor vai favorecer o seu povo”.
Depois de ler, Jesus fechou o livro, o deu ao ajudante da sinagoga e se sentou para ensinar. E os olhares de todos estavam fixos nele.
Então ele começou a falar: — Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir.
Todos estavam elogiando a Jesus e admirados com as palavras bonitas que ele falava. Eles diziam: — Este não é o filho de José?
Ele lhes disse: — Sem dúvida vocês vão me repetir aquele ditado que diz: “Médico, cure-se a si mesmo!”, e vão também dizer: “Por que não faz aqui, na sua terra, as mesmas coisas que ouvimos dizer que fez em Cafarnaum?”
E disse ainda: — Digo a verdade a vocês: Nenhum profeta é bem recebido em sua própria terra.
Digo a verdade a vocês: Havia muitas viúvas em Israel no tempo do profeta Elias, quando não choveu por três anos e meio e houve grande fome em toda a terra.
Mas Elias foi enviado somente a uma viúva em Sarepta, na região de Sidom, e a nenhuma outra mais.
Havia também muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi curado, com exceção de Naamã, o sírio.
Todos os que estavam na sinagoga ficaram com muita raiva quando ouviram essas coisas.
Então eles se levantaram, o expulsaram da cidade e o levaram para a beira do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de jogá-lo precipício abaixo.
Jesus, porém, passou pelo meio deles e seguiu o seu caminho.
Depois Jesus foi para Cafarnaum, cidade da Galileia. Ali ele ensinava o povo nos sábados.
Todos ficaram admirados com o seu ensino, pois ele ensinava como quem tem autoridade.
Estava na sinagoga um homem que tinha um demônio dentro de si e ele gritou bem alto:
— O que você quer de nós, Jesus de Nazaré? Você veio para nos destruir? Eu sei que você é o Santo de Deus!
Mas Jesus o repreendeu, dizendo: — Cale-se e saia desse homem! Então o demônio jogou o homem no chão no meio de todos e saiu dele sem o machucar.
Todos ficaram impressionados e começaram a comentar uns com os outros: — Que ensino é este? Vocês viram com que autoridade e poder ele dá ordens aos demônios e eles saem?
E a sua fama se espalhou por toda região.
Depois de sair da sinagoga, Jesus foi para a casa de Simão. A sogra dele estava com uma febre muito alta e lhe pediram que a ajudasse.
Jesus se debruçou sobre ela, repreendeu a febre e esta a deixou. No mesmo instante ela se levantou e começou a servi-los.
Ao pôr do sol, todos aqueles que tinham parentes com vários tipos de doenças, os levaram a Jesus. Ele punha as mãos sobre cada um deles e os curava.
Também de muitos deles saíam demônios, gritando: — O senhor é o Filho de Deus! Mas Jesus os repreendeu e não os deixou falar, porque eles sabiam que ele era o Cristo.
Quando amanheceu, Jesus foi para um lugar solitário. A multidão estava à procura dele e, quando o encontraram, não queriam deixá-lo ir embora.
Jesus, porém, disse a eles: — Eu preciso anunciar as Boas Novas a respeito do reino de Deus a outras cidades também, pois foi para isso que Deus me enviou.
E ele proclamava as Boas Novas nas sinagogas da Judeia.
Certo dia, Jesus estava perto do lago de Genesaré e uma multidão se ajuntou ao seu redor, apertando-o para ouvir a mensagem de Deus.
Jesus, então, viu dois barcos perto da praia. Os pescadores tinham desembarcado e estavam lavando as suas redes.
Ele entrou no barco que era de Simão e lhe pediu que afastasse um pouco o barco da praia. Depois ele se sentou e começou a ensinar a multidão.
Quando ele acabou de falar, disse a Simão: — Leve o barco para onde o lago é mais fundo. E você e seus companheiros joguem as redes para pescar.
Simão lhe disse: — Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e não pegamos nada. Mas como me manda jogar as redes, eu obedecerei.
Quando jogaram as redes, pegaram tantos peixes que as redes deles estavam quase arrebentando.
Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco para vir ajudá-los. Eles vieram e encheram os dois barcos de tal maneira que quase se afundaram.
Simão Pedro, quando viu isso, se ajoelhou aos pés de Jesus e lhe disse: — Afaste-se de mim, Senhor, pois eu sou um pecador!
Ele disse isso porque tanto ele como os outros estavam muito assustados com a quantidade de peixes que tinham apanhado.
Tiago e João, filhos de Zebedeu e companheiros de Simão, também estavam muito assustados. Então Jesus disse a Simão: — Não tenha medo! De agora em diante você será pescador de gente.
Eles então arrastaram os barcos para a terra, deixaram tudo, e o seguiram.
E aconteceu que, enquanto Jesus ensinava numa vila, lá também apareceu um homem coberto de lepra. Ao ver Jesus, o homem se ajoelhou e encostou o seu rosto na terra. Então lhe disse: — Eu sei que o senhor pode me curar se quiser.
Jesus estendeu a sua mão, tocou nele e lhe disse: — Eu quero! Fique curado. E no mesmo instante a lepra desapareceu.
Jesus, então, lhe deu esta ordem: — Não diga nada disto a ninguém, mas apresente-se ao sacerdote. Depois ofereça o sacrifício que a lei de Moisés manda que seja oferecido pela sua cura. Faça isso para provar que está curado.
Mas a sua fama se espalhava cada vez mais e grandes multidões se juntavam para ouvi-lo e para serem curadas das suas doenças.
Ele, porém, sempre que podia ia orar em lugares onde poderia estar só.
Um dia, quando Jesus estava ensinando, se achavam presentes fariseus e professores da lei, vindos de todas as vilas da Galileia e da Judeia e da cidade de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com Jesus para realizar curas.
Alguns homens chegaram trazendo um paralítico numa maca e tentavam levá-lo para perto de Jesus.
E, como não tinham conseguido entrar com ele por causa da multidão, subiram no telhado e, por entre as telhas, abaixaram a maca no meio das pessoas que estavam ali e o puseram diante de Jesus.
Ao ver a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: — Homem, os seus pecados estão perdoados!
Os professores da lei e os fariseus começaram a perguntar a si mesmos: — Quem é este homem que está insultando a Deus com estas palavras? Só Deus pode perdoar pecados!
Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse: — Por que vocês estão pensando essas coisas?
Talvez vocês pensem que é mais fácil lhe dizer: “Os seus pecados estão perdoados”, porque isso não pode provar que eu tenho autoridade para perdoar os pecados das pessoas. Se eu, porém, lhe dizer: “Levante-se e ande!”
e assim acontecer, então ficará demonstrado que o Filho do Homem tem autoridade na terra para perdoar pecados. E então disse ao paralítico: — Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa!
E o homem se levantou nesse mesmo instante, pegou sua maca e foi para casa louvando a Deus.
Todos ficaram maravilhados e com muito medo, e por isso louvavam a Deus, dizendo: — Que coisa maravilhosa nós vimos hoje!
Depois disto, Jesus saiu e viu um cobrador de impostos chamado Levi. Ele estava sentado no lugar onde as pessoas pagavam os seus impostos. Jesus lhe disse: — Siga-me!
Levi se levantou, deixou tudo, e o seguiu.
Levi deu um grande banquete em sua casa para Jesus. Muitos cobradores de impostos e outras pessoas estavam comendo com eles.
E os professores da lei e os fariseus começaram a se queixar com os discípulos de Jesus: — Por que vocês comem e bebem com cobradores de impostos e pecadores?
E Jesus lhes respondeu: — Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os que estão doentes.
Por isso eu não vim chamar aqueles que se creem justos, mas sim os pecadores para que mudem a sua maneira de viver.
Eles lhe disseram: — Os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações e o mesmo acontece com os discípulos dos fariseus. Os seus discípulos, porém, estão sempre comendo e bebendo!
Jesus lhes respondeu: — Por acaso vocês podem obrigar os convidados do noivo a jejuarem enquanto o noivo estiver com eles?
Claro que não! Mas virá o tempo em que o noivo será levado para longe deles. Então eles jejuarão.
Jesus lhes contou uma parábola: — Ninguém corta um pedaço de roupa nova para remendar numa roupa velha. Se fizer isso, além de estragar a roupa nova, o pedaço novo não vai combinar com a roupa velha.
Ninguém coloca vinho novo em odres velhos. Se fizer isso, o vinho novo arrebentará os odres velhos, o vinho se derramará e os odres ficarão arruinados.
Deve-se colocar vinho novo em odres novos.
Ninguém, depois de beber vinho velho, quer vinho novo, pois diz: “O vinho velho é melhor!”
Num certo sábado, Jesus estava atravessando um campo de trigo. Os seus discípulos começaram a colher algumas espigas e, debulhando-as, comiam os grãos de trigo.
Então alguns dos fariseus lhes disseram: — Por que vocês estão fazendo o que não é permitido fazer no sábado?
Jesus lhes respondeu: — Vocês não leram o que Davi fez quando ele e os seus companheiros tiveram fome?
Vocês não leram como ele entrou na casa de Deus, pegou o pão sagrado e o comeu, repartindo-o também com os homens que estavam com ele? Entretanto não é permitido a ninguém comer desse pão a não ser aos sacerdotes.
E também disse a eles: — O Filho do Homem é Senhor do sábado!
Num outro sábado, Jesus foi para a sinagoga e começou a ensinar. Lá estava também um homem que tinha sua mão direita paralizada.
Os professores da lei e os fariseus ficaram observando a Jesus para ver se ele ia curar alguém no sábado. Eles procuravam algum motivo para acusar a Jesus de desobedecer à lei.
Jesus conhecia o pensamento deles, mas mesmo assim disse ao homem com a mão paralizada: — Levante-se e fique de pé na frente de todos. Ele se levantou e ficou de pé.
Então Jesus disse a eles: — Agora eu pergunto a vocês: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal? É permitido salvar uma vida ou destruí-la?
E olhando ao seu redor para todos eles, disse ao homem: — Estenda a sua mão. O homem a estendeu e ela ficou boa.
Eles, porém, ficaram furiosos e começaram a planejar o que poderiam fazer contra Jesus.
Naqueles dias Jesus subiu a um monte para orar e passou a noite toda orando a Deus.
Quando amanheceu, ele chamou os discípulos e escolheu doze entre eles, a quem deu nome de apóstolos.
Eram eles: Simão, a quem ele deu o nome de Pedro; André, irmão dele; Tiago; João; Filipe; Bartolomeu;
Mateus; Tomé; Tiago, o filho de Alfeu; Simão, que pertencia ao grupo dos zelotes;
Judas, o filho de Tiago; e Judas Iscariotes (o qual traiu Jesus mais tarde).
Jesus desceu com eles para um lugar plano onde havia uma grande multidão dos seus discípulos. Estavam lá pessoas vindas de toda a Judeia, de Jerusalém e também de Tiro e Sidom, cidades do litoral.
Elas tinham ido para ouvi-lo e para serem curadas das suas doenças. E aqueles que eram atormentados pelos demônios também eram curados.
Toda a multidão o seguia para tocar nele, porque poder saía dele para curar a todos.
Olhando para os seus discípulos, disse: — Felizes são vocês, os pobres, pois é esse tipo de pessoa que fará parte do reino de Deus.
Felizes são vocês que agora têm fome, Deus fará com que fiquem satisfeitos. Felizes são vocês que agora choram, porque irão sorrir.
— Felizes serão vocês quando os homens os odiarem, os expulsarem, os insultarem, e desprezarem os seus nomes por causa do Filho do Homem.
Pulem de alegria, porque uma grande recompensa está guardada para vocês no céu! Os antepassados destas pessoas fizeram o mesmo com os profetas.
— Mas ai de vocês, os ricos, pois vocês já receberam o seu conforto!
Ai de vocês, os que agora têm fartura, porque vão ter fome! Ai de vocês que agora estão rindo, porque vão chorar e lamentar!
Ai de vocês que são elogiados por todos, porque os antepassados destas pessoas também elogiavam os falsos profetas!
Mas eu digo a vocês que estão me escutando: Amem os seus inimigos e façam o bem a quem os odeiam.
Falem bem daqueles que os amaldiçoam e orem por aqueles que maltratam vocês.
Se alguém lhe bater num lado do rosto, vire-lhe também o outro lado. Se alguém pegar a sua capa, deixe que leve também a sua túnica.
Dê para todo aquele que lhe pedir alguma coisa e, se alguém levar o que é seu, não peça de volta.
Tratem as outras pessoas da mesma maneira que vocês gostariam de ser tratados por elas.
— Pois, se vocês amarem somente aqueles que os amam, que louvor vocês esperam receber? Até mesmo os pecadores amam aqueles que os amam!
E se vocês fizerem o bem somente para aqueles que fazem o bem para vocês, que louvor vocês esperam receber? Até mesmo os pecadores fazem isso.
Se vocês emprestarem somente para aqueles que vocês acham que vão pagar, que méritos vocês esperam ganhar? Até os pecadores emprestam a pecadores para receberem de volta a mesma quantia.
Ao contrário, amem os seus inimigos e façam o bem a eles. Emprestem e não esperem receber de volta o que emprestaram, pois assim a sua recompensa será grande e vocês serão chamados filhos do Altíssimo. Façam isto porque Deus também é bom para com os ingratos e maus.
Sejam misericordiosos como o Pai de vocês é misericordioso.
Não julguem os outros para que Deus não julgue vocês. Não condenem os outros para que Deus não condene vocês. Perdoem os outros para que Deus perdoe vocês.
Deem aos outros e Deus também dará a vocês. Vocês receberão muito, uma quantidade generosa que será colocada nas suas mãos, mais do que vocês poderão carregar. Pois a mesma medida que usarem com os outros Deus a usará com vocês.
E Jesus também fez esta comparação: — Pode um cego guiar outro cego? Por acaso não cairão os dois no buraco?
Nenhum discípulo é mais importante do que o seu mestre mas, qualquer um, depois de bem treinado, será igual ao seu mestre.
Por que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não vê o tronco que está no seu próprio olho?
Como você pode dizer: “Irmão, deixe-me tirar o cisco do seu olho”, quando você nem vê o tronco que está no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro o tronco que está no seu olho e então verá muito melhor para tirar o cisco do olho do seu irmão.
Uma árvore de boa qualidade não vai dar frutos de má qualidade, nem a árvore de má qualidade irá dar frutos de boa qualidade.
Cada árvore é conhecida pelos frutos que ela produz. Não se colhe figos de espinheiros e nem uvas de plantas espinhosas.
A boa pessoa faz coisas boas, pois do tesouro do seu coração tira o bem. A má pessoa faz coisas más, pois do tesouro do seu coração tira o mal. Porque a boca fala do que está cheio o coração.
Por que vocês me chamam: “Senhor, Senhor” e não fazem o que eu digo?
Eu vou lhes dizer como é o homem que vem a mim, que ouve as minhas palavras e as obedece.
Ele é como um homem que construiu uma casa. Ele cavou bem fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. Quando vieram as chuvas e as enchentes, a casa não se abalou, pois tinha sido bem construída.
Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as obedece é como um homem que construiu sua casa sobre a terra, sem alicerces. Quando a água bateu sobre aquela casa, ela desabou e ficou completamente destruída.
Assim que Jesus acabou de dizer tudo o que ele queria que as pessoas ouvissem, foi para Cafarnaum.
Lá vivia um oficial romano que tinha um servo que estava morrendo e a quem ele tinha muito apreço.
Quando ouviu falar a respeito de Jesus, enviou alguns líderes dos judeus até ele para pedir que salvasse a vida do seu escravo.
Os líderes chegaram até Jesus e insistiram em que ele fosse até lá, dizendo: — Esse homem merece a sua ajuda,
pois ele construiu a nossa sinagoga mostrando que ama muito o nosso povo.
Jesus, então, foi com eles. Eles não estavam muito longe da casa quando o oficial enviou alguns amigos com este recado para Jesus: — Senhor, não se incomode de vir até aqui, pois eu não sou digno de que o senhor entre na minha casa.
Não sou digno nem de ir falar com o senhor pessoalmente. Mas dê apenas uma ordem e o meu servo ficará curado.
Pois eu também tenho superiores que me dão ordens e soldados a quem eu dou ordens. Eu digo a um: “Vá”, e ele vai; e digo a outro: “Venha”, e ele vem. Da mesma forma, digo ao meu servo: “Faça isto”, e ele faz.
Quando Jesus ouviu isto, ficou admirado e, virando-se para a multidão que o seguia, disse: — Digo a vocês que nem mesmo entre o povo de Israel achei alguém com tanta fé!
Quando aqueles que tinham sido enviados voltaram para casa, encontraram o escravo curado.
Depois Jesus seguiu para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão o acompanhavam.
Quando ele estava perto do portão da cidade, viu um enterro. O morto era o único filho de uma viúva. Havia muitas pessoas da cidade no enterro.
Quando o Senhor a viu, ficou com muita pena dela e disse: — Não chore!
Jesus chegou perto do caixão, tocou nele e os homens que o levavam se detiveram. Jesus, então, disse: — Levante-se, jovem!
O morto se sentou e começou a falar. Então Jesus o entregou à sua mãe.
Todos ficaram com muito medo e começaram a adorar a Deus, dizendo: — Um grande profeta está entre nós! E diziam também: — Deus veio para ajudar o seu povo!
A fama de Jesus se espalhou por toda a Judeia e por todos os arredores.
Os discípulos de João lhe contaram todas estas coisas. Ele então chamou dois de seus discípulos,
e mandou que eles fossem perguntar ao Senhor: “O senhor é aquele que ia chegar, ou ainda devemos esperar outro?”
Quando os homens chegaram a Jesus, lhe disseram: — João Batista mandou que viéssemos e perguntássemos se o senhor é aquele que ia chegar, ou se devemos esperar por outro.
Naquele momento, Jesus curou muitas pessoas que tinham doenças, enfermidades e demônios. Ele curou também muitos cegos.
E depois respondeu a eles: — Voltem a João e digam a ele tudo o que vocês viram e ouviram; os cegos veem, os coxos andam normalmente, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e os pobres ouvem as Boas Novas.
Feliz é aquele que não vê dificuldade em me aceitar.
Depois de os mensageiros de João terem ido embora, Jesus começou a falar à multidão a respeito de João: — O que vocês esperavam ver quando foram ao deserto? A erva sacudida pelo vento?
O que vocês foram ver? Um homem vestido com roupas finas? Ora, os homens que se vestem com roupas finas e vivem com luxo estão nos palácios dos reis.
Mas então, o que vocês foram ver? Um profeta? Sim, e eu lhes digo que o homem que vocês viram é muito mais do que um profeta.
João é aquele a respeito de quem está escrito: “Olhem, eu estou enviando o meu mensageiro antes de você. Ele vai à sua frente para preparar o caminho para você”.
— Eu digo a vocês que, de todos os homens que nasceram, não há nenhum que seja mais importante do que João. Porém, aquele que é o menos importante no reino de Deus, é mais importante do que ele.
Quando todas as pessoas, até mesmo os cobradores de impostos, ouviram isto, reconheceram que os ensinamentos de Deus eram bons, pois eles tinham sido batizados por João.
Os fariseus e os professores da lei, porém, não quiseram ser batizados por João e assim rejeitaram o plano que Deus tinha para eles.
— Com o que eu poderia comparar as pessoas desta geração? Como é que elas são?
São como crianças que se sentam na praça e gritam umas às outras: “Nós tocamos músicas alegres e vocês não dançaram; cantamos músicas fúnebres e vocês não choraram”.
Isto ocorreu também com João Batista. Ele jejuava e não bebia vinho e vocês dizem: “Ele tem demônio!”
O Filho do Homem veio e ele come e bebe com as pessoas e vocês dizem: “É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores!”
Porém, a sabedoria de Deus traz uma nova realidade para aqueles que a praticam.
Um fariseu convidou Jesus para jantar na sua casa. Jesus foi e tomou lugar à mesa.
Naquela cidade vivia uma mulher. Todos a consideravam uma “pecadora”. Quando ela soube que Jesus estava jantando na casa do fariseu, pegou um vaso de alabastro cheio de perfume
e se colocou atrás de Jesus, aos pés dele e começou a chorar. As lágrimas dela caíam sobre os pés dele, molhando-os. Ela então os enxugou com os seus cabelos e os beijava e derramava o perfume neles.
Quando o fariseu que o tinha convidado viu aquilo, disse para si mesmo: “Se este homem fosse mesmo um profeta, saberia que tipo de mulher é aquela que o está tocando. Ele saberia que ela é uma mulher pecadora”.
Jesus se dirigiu ao fariseu e lhe disse: — Simão, quero falar com você. Respondeu ele: — Pois não, Mestre.
E Jesus lhe disse: — Um certo credor tinha dois devedores. Um deles lhe devia quinhentas moedas de prata e o outro, cinquenta.
Como nenhum dos dois conseguia lhe pagar, ele cancelou os empréstimos. Agora eu lhe pergunto: Qual dos dois devedores o amará mais?
Simão lhe respondeu: — Eu acho que é aquele que lhe devia mais. Jesus então disse: — Você está certo.
E, virando-se para a mulher, disse a Simão: — Você está vendo esta mulher? Eu entrei na sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, os lavou com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos.
Você não me cumprimentou com um beijo; ela, porém, não para de beijar meus pés desde que entrei.
Você não derramou óleo sobre a minha cabeça. Ela, porém, derramou perfume nos meus pés.
Por isso eu digo a você: Os muitos pecados dela foram perdoados; e isto é evidente, pois ela mostrou um grande amor. Mas a pessoa a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor.
Então Jesus disse à mulher: — Os teus pecados estão perdoados.
E aqueles que estavam comendo com ele começaram a comentar uns com os outros: — Quem é este que até perdoa pecados?
Então Jesus disse à mulher: — A sua fé a salvou. Vá em paz.
Depois disto Jesus iniciou uma viagem por todas as cidades e vilas, proclamando e anunciando as Boas Novas do reino de Deus. Iam com ele os seus doze discípulos
e algumas das mulheres que tinham sido curadas de demônios e doenças: Maria, chamada Madalena (de quem tinham saído sete demônios);
Joana, mulher de Cuza (que era administrador da casa do rei Herodes); Susana e muitas outras. Estas mulheres ajudavam a Jesus e seus discípulos com o que elas possuíam.
Uma grande multidão se ajuntava e pessoas de várias vilas tinham ido ouvir a Jesus. Ele então contou a todos esta parábola:
— Certo homem saiu para semear. Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu pelo caminho e foi pisada pelas pessoas e comida pelas aves do céu.
Outra parte caiu num terreno onde havia muitas pedras e, quando começou a brotar, secou por falta de umidade.
Outra parte das sementes caiu entre espinhos. Os espinhos cresceram junto com as plantas e as sufocaram.
Uma outra parte ainda caiu em terra boa e, ao crescer, produziu cem vezes mais grãos do que foi semeado. E, depois de dizer estas coisas, exclamou: — Prestem bastante atenção no que eu acabei de lhes falar!
Os discípulos lhe perguntaram o que ele queria dizer com aquela parábola.
Jesus então lhes disse: — A vocês é dado o privilégio de conhecer os segredos do reino de Deus, mas a todas as outras pessoas tudo é dito por meio de parábolas, para que “olhem, mas não enxerguem, ouçam, mas não compreendam”.
— O que a parábola quer dizer é o seguinte: A semente é a mensagem de Deus.
As sementes que caíram pelo caminho representam aqueles que ouvem a mensagem. Mas em seguida vem o diabo e tira a mensagem de seus corações, para que não acreditem e sejam salvos.
As sementes que caíram sobre o terreno onde havia muitas pedras representam aqueles que recebem a mensagem com grande alegria, mas que não têm raiz. Eles acreditam por um tempo mas, quando são postos à prova, abandonam a fé.
As sementes que caíram entre os espinhos representam os que ouvem a mensagem mas, por causa das preocupações, das riquezas e dos prazeres da vida, são sufocados e o seu fruto nunca amadurece.
Aquelas sementes, porém, que caíram em terreno bom representam os que têm corações bons e honestos. Quando eles ouvem a mensagem, a retêm e, pela sua persistência, produzem frutos.
— Ninguém acende um lampião e o cobre com uma jarra ou o coloca debaixo da cama. Ele é colocado em cima de uma mesa, para que as pessoas que entram possam ver a luz.
Isto acontece porque não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem nada que seja secreto e que não venha a ser conhecido.
Por isso, tenham cuidado em como vocês ouvem o que eu falo. Quem tem receberá ainda mais, mas aquele que não tem, até o que ele pensa que tem lhe será tirado.
A mãe e os irmãos de Jesus foram até onde ele estava, mas por causa da multidão não puderam se aproximar.
Então disseram a Jesus: — Sua mãe e seus irmãos estão lá fora procurando por você.
Ele respondeu: — Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e a praticam.
Certo dia Jesus entrou com os seus discípulos num barco e lhes disse: — Atravessemos para o outro lado do lago. E eles partiram.
Enquanto navegavam, Jesus adormeceu. Veio uma tempestade de vento no lago e o barco começou a se encher de água, com o perigo deles se afundarem.
Então acordaram a Jesus e lhe disseram: — Mestre, Mestre! Nós vamos morrer! Jesus se levantou e repreendeu o vento e as ondas. Tudo se acalmou e o lago ficou tranquilo.
Depois Jesus lhes disse: — Onde está a sua fé? Eles, porém, estavam com medo e assustados e diziam uns aos outros: — Quem é este homem? Ele manda até no vento e nas águas, e estes obedecem!
Depois eles navegaram para a região dos gerasenos, do outro lado do lago da Galileia.
Quando Jesus desceu do barco, um homem possuído por demônios foi ao seu encontro. Já fazia muito tempo que ele não se vestia com roupas nem vivia numa casa, porém morava entre os túmulos no cemitério.
Quando viu a Jesus, o homem deu um grito, se ajoelhou diante dele e disse em voz alta: — O que o senhor quer de mim, Jesus, Filho do Altíssimo Deus? Eu lhe suplico que não me atormente.
(Ele disse isso porque Jesus já tinha mandado o demônio sair do homem, pois por muitas vezes tinha se apoderado dele. Embora prendessem as mãos e os pés do homem com correntes de ferro, ele as arrebentava e era levado para o deserto pelo demônio.)
Jesus perguntou a ele: — Qual é o seu nome? Ele lhe disse: — Multidão. (Ele disse isso porque muitos demônios se encontravam nele.)
E os demônios imploravam a Jesus que não os mandasse para a escuridão eterna.
Havia uma grande manada de porcos comendo num monte ali perto. Os demônios então imploraram a Jesus que os deixasse entrar nos porcos, e Jesus permitiu que eles fossem lá.
Os demônios saíram do homem e entraram nos porcos, que se atiraram morro abaixo, para dentro do lago, onde se afogaram.
Quando os homens que tomavam conta dos porcos viram o que tinha acontecido, fugiram e contaram tudo isso tanto para aqueles que estavam na cidade como para os que estavam nos campos.
E, quando as pessoas foram ver o que tinha acontecido, encontraram a Jesus e o homem de quem os demônios tinham saído. Eles encontraram o homem sentado aos pés de Jesus, vestido, no seu perfeito juízo; e ficaram com muito medo.
Aqueles que tinham visto como o endemoninhado tinha sido curado, contaram tudo ao povo.
E toda a população da região dos gerasenos pediu a Jesus que ele fosse embora, pois todos estavam apavorados. Então ele entrou no barco e voltou.
O homem de quem os demônios tinham saído insistia em acompanhar a Jesus. Jesus, porém, o mandou embora, dizendo:
— Volte para sua casa e diga a todos o que Deus fez por você. Então ele foi embora e ia anunciando por toda a vila todas as coisas que Jesus tinha feito por ele.
Ao retornar Jesus para a Galileia, a multidão o recebeu com alegria, pois todos estavam esperando por ele.
Então, um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga, se ajoelhou aos pés de Jesus e lhe implorou que fosse com ele até sua casa.
Pois ele tinha uma filha única de doze anos, que estava morrendo. E enquanto Jesus ia, a multidão que o seguia era tanta que ele era apertado de todos os lados.
Havia na multidão uma mulher que, há doze anos, sofria de hemorragia e que já tinha gastado tudo o que possuía com médicos, mas ninguém tinha conseguido curá-la.
Ela se aproximou de Jesus por trás e tocou na barra da sua roupa. Naquele mesmo momento a hemorragia parou.
Jesus disse: — Quem tocou em mim? Como ninguém se acusava, Pedro lhe disse: — Mestre, as multidões estão à sua volta e o apertam!
Mas Jesus lhe respondeu: — Alguém tocou em mim, pois eu senti que de mim saiu poder.
Quando a mulher viu que não podia mais ficar escondida, veio tremendo e se ajoelhou aos pés de Jesus. Então, na frente de todos, disse porque tinha tocado na barra da sua roupa e como tinha sido curada imediatamente.
Jesus lhe disse: — Filha, a tua fé te curou. Vá em paz!
Jesus ainda estava falando quando chegou uma pessoa da casa de Jairo, o chefe da sinagoga, e disse: — Sua filha já morreu. Não incomode mais o Mestre.
Mas Jesus, tendo ouvido isso, respondeu: — Não tenha medo. Simplesmente tenha fé e ela ficará boa.
Quando chegaram à casa de Jairo, Jesus não permitiu que ninguém entrasse com ele, a não ser Pedro, João, Tiago e os pais da menina.
Todas as pessoas estavam chorando e se lamentando por causa da menina. Jesus então disse a todos: — Não chorem mais, pois a menina não está morta; ela apenas dorme.
Todos caçoaram dele porque sabiam que a menina estava morta.
Depois, Jesus pegou na mão dela e disse em voz alta: — Menina, levante-se!
O espírito voltou para ela e a menina imediatamente se levantou. Jesus então disse que lhe dessem de comer.
Os pais dela ficaram admirados, mas Jesus mandou que não contassem a ninguém o que tinha acontecido.
Depois disto, Jesus chamou seus doze discípulos e lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e também poder para curar doenças.
Então os enviou para anunciar a mensagem sobre o reino de Deus e para curar os doentes.
Ele lhes disse: — Não levem nada para a viagem; nem cajado para se apoiarem, nem sacola, nem comida, nem dinheiro, nem mesmo roupas extras.
Fiquem na casa onde vocês forem recebidos, até saírem daquela cidade.
Se não forem bem recebidos quando chegarem a uma cidade, sacudam o pó de seus pés ao saírem de lá, como uma advertência para aquela gente.
Assim, os discípulos partiram e passaram por todas as vilas, proclamando as Boas Novas e curando pessoas por toda parte.
Quando o governador Herodes ouviu a respeito destas coisas, ficou sem saber o que fazer. Alguns diziam que João tinha ressuscitado dos mortos,
outros diziam que Elias tinha aparecido e outros ainda diziam que um dos antigos profetas tinha ressuscitado.
Herodes, porém, disse: — Eu mandei cortar a cabeça de João! Quem será então este homem de quem eu ouço falar estas coisas? Daí em diante Herodes procurava ver a Jesus.
Quando os apóstolos retornaram, contaram a Jesus tudo o que tinham feito. Ele então os levou para uma cidade chamada Betsaida, para ficar sozinho com eles.
Quando a multidão ficou sabendo disso, o seguiu até lá. Ele os recebeu bem, lhes falou a respeito do reino de Deus e curou os que estavam enfermos.
Quando começou a anoitecer, os doze se aproximaram de Jesus e lhe disseram: — Mande essa gente embora para que possam ir para as vilas e campos aqui por perto e achar lugar onde comer e passar a noite, pois estamos num lugar deserto.
Mas Jesus lhes disse: — Por que vocês mesmos não lhes dão alguma coisa de comer? Eles responderam: — Mas como, se tudo o que temos são cinco pães e dois peixes? A não ser que nós possamos ir a algum lugar para comprar comida para toda essa gente!
(Estavam ali mais ou menos cinco mil homens.) Ele disse aos discípulos: — Digam a todos que se sentem em grupos de mais ou menos cinquenta pessoas.
Eles obedeceram e mandaram que todos se sentassem.
Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e agradeceu a Deus o alimento. Depois os repartiu em pedaços e deu a seus discípulos para que distribuíssem entre a multidão.
Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos encheram doze cestos com os pedaços que sobraram.
Certa vez em que Jesus orava sozinho, os discípulos se aproximaram dele. Jesus perguntou-lhes: — Quem a multidão diz que eu sou?
Eles responderam: — Alguns dizem que é João Batista, outros dizem que é Elias e outros ainda dizem que é um dos antigos profetas que ressuscitou.
Então Jesus lhes perguntou: — E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? Pedro respondeu: — O Cristo enviado por Deus.
Jesus, então, lhes deu ordem para que não contassem isso a ninguém.
E continuou, dizendo: — Pois é necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas e que seja rejeitado pelos líderes, pelos líderes dos sacerdotes e pelos professores da lei, que seja morto e que ressuscite no terceiro dia.
E depois disse a todos: — Se alguém quiser vir comigo, tem que negar a si mesmo, carregar a sua cruz a cada dia e me seguir.
Pois todo aquele que quiser salvar a sua vida, a perderá; mas aquele que perder a sua vida por minha causa, a salvará.
Que vantagem terá alguém em ganhar o mundo inteiro se ele mesmo for destruído ou se perder?
Se alguém tiver vergonha de mim e das minhas palavras, o Filho do Homem também terá vergonha dele quando vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos.
Digo a verdade a vocês: Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão sem antes ver o reino de Deus.
Mais ou menos oito dias depois de ter dito essas coisas, Jesus subiu a um monte para orar e levou consigo a Pedro, João e Tiago.
Enquanto orava, a aparência de seu rosto se modificou e as suas roupas ficaram brilhantes de tão brancas que estavam.
Então, dois homens apareceram e começaram a falar com ele; eram Moisés e Elias.
Eles apareceram rodeados por um brilho e falavam com Jesus a respeito de sua morte, que iria acontecer em Jerusalém.
Pedro e aqueles que estavam com ele tinham adormecido, mas quando acordaram viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.
Quando os homens se despediram de Jesus, Pedro lhe disse: — Mestre, é bom que nós estejamos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para o senhor, uma para Moisés e outra para Elias. (Ele não sabia o que estava dizendo.)
Enquanto dizia estas coisas, uma nuvem apareceu e os envolveu e eles ficaram com muito medo quando a nuvem os cobriu.
E da nuvem vinha uma voz que dizia: — Este é o meu Filho, o meu Escolhido! Ouçam-no!
Quando a voz acabou de falar, Jesus estava sozinho. Então eles se mantiveram calados e, naqueles dias, não disseram nada a ninguém a respeito das coisas que tinham visto.
No dia seguinte, ao descerem do monte, uma grande multidão foi ao encontro de Jesus.
E do meio da multidão um homem gritou: — Mestre, imploro que o senhor veja o meu filho, o meu único filho!
Um espírito se apodera dele e, de repente, o obriga a gritar e faz com que ele tenha convulsões e espume pela boca. O espírito o maltrata e dificilmente o deixa.
Eu pedi aos seus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.
Jesus, então, disse: — Gente sem fé e desviada! Até quando tenho que estar entre vocês? Até quando terei que tolerar vocês? Traga o seu filho aqui.
Quando o menino estava chegando, o demônio o derrubou, fazendo com que entrasse em convulsões. Jesus, então, repreendeu o demônio, curou o menino e o entregou de volta ao pai.
Enquanto todos estavam maravilhados com todas as coisas que Jesus tinha feito, ele disse aos discípulos:
— Prestem muita atenção nisto que vou lhes dizer agora: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.
Mas eles não entenderam o que ele estava dizendo. O significado daquelas palavras lhes era oculto e por isso não podiam compreender. Além disso, tinham medo de lhe perguntar o significado.
Os discípulos começaram a discutir entre eles a respeito de qual deles seria o mais importante.
Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, pegou uma criança, colocou-a de pé a seu lado,
e lhes disse: — Quem receber esta criança em meu nome, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. Porque o mais humilde entre vocês é que é o mais importante.
João disse: — Mestre, vimos um homem expulsando demônios em seu nome, mas nós o proibimos, pois ele não é do nosso grupo.
Mas Jesus lhe disse: — Não o proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de vocês.
Quando estava chegando o tempo de Jesus ir para o céu, ele resolveu ir para Jerusalém.
Ele enviou mensageiros à sua frente, que partiram para uma vila samaritana a fim de prepararem acomodações.
Os samaritanos, porém, não quiseram recebê-lo porque ele ia para Jerusalém.
Quando viram isto, os discípulos Tiago e João disseram: — Você quer que mandemos vir fogo do céu para consumir essa gente?
Porém Jesus se virou e os repreendeu
Depois seguiram para outra vila.
Enquanto eles andavam pelo caminho, um homem lhe disse: — Eu o seguirei aonde quer que o senhor vá.
Jesus lhe disse: — As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde descansar.
Aí ele disse a outro homem: — Siga-me. Mas ele respondeu: — Senhor, deixe-me primeiro ir enterrar meu pai.
E Jesus lhe disse: — Deixe que os mortos enterrem os seus próprios mortos! Vá e anuncie o reino de Deus.
Outro lhe disse: — Eu o seguirei, Senhor, mas deixe-me primeiro ir me despedir da minha família.
Jesus, então, disse a ele: — Ninguém que ponha a mão no arado e olhe para trás serve para o reino de Deus.
Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois homens e os mandou ir, dois em dois a sua frente, para todas as cidades e lugares aonde ele mesmo pretendia ir.
E disse a eles: — A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, orem ao Senhor da colheita para que ele mande trabalhadores para a sua colheita.
Vão e lembrem-se: Eu estou mandando vocês como cordeiros para o meio de lobos.
Não levem nem bolsa, nem sacola, nem sandálias extras e nem parem no caminho para cumprimentar ninguém.
Em qualquer casa que vocês entrarem, a primeira coisa que devem dizer é: “Que a paz esteja nesta casa!”
Se ali morar um homem de paz, a paz de vocês ficará com ele. Mas se aquele que morar ali não for um homem de paz, ela voltará para vocês.
Permaneçam naquela casa e comam e bebam o que derem a vocês, pois todo trabalhador merece o seu salário. Não fiquem andando de casa em casa.
E em qualquer cidade a que vocês chegarem e forem bem recebidos, comam o que as pessoas derem a vocês.
Curem os doentes daquela cidade e digam-lhes: “O reino de Deus está próximo de vocês”.
Mas, em qualquer cidade a que vocês chegarem e não forem bem recebidos, vão para as ruas e digam:
“Até o pó desta cidade que grudou em nossos pés, nós sacudimos contra vocês! Mas saibam disto: O reino de Deus está próximo”.
— E eu lhes digo uma coisa: Naquele dia haverá mais tolerância para com as pessoas de Sodoma do que para com as daquela cidade.
— Ai de você, cidade de Corazim! Ai de você, cidade de Betsaida! Porque se os milagres que foram feitos aí tivessem sido feitos em Tiro e Sidom, há muito tempo que esses povos já teriam decidido mudar a sua forma de pensar e de viver. E para mostrar que tinham decidido mudar a sua forma de pensar e de viver, ficariam sentados, vestidos com roupa de luto e cobertos com cinzas.
Por isso, no julgamento, haverá mais tolerância para com as cidades de Tiro e Sidom do que para com vocês.
E você, cidade de Cafarnaum? Pensa que será elevada até o céu? Você será jogada no lugar dos mortos!
Quem ouve a vocês, ouve a mim. Quem rejeita a vocês, rejeita a mim. E quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.
Os setenta e dois voltaram alegres e disseram: — Senhor, até mesmo os demônios têm se sujeitado a nós em seu nome!
Ele lhes disse: — Vi Satanás cair do céu como um raio!
Escutem: Eu dei a vocês autoridade para pisarem cobras e escorpiões. Dei também autoridade a vocês sobre todo o poder do inimigo. Nada lhes fará mal.
Mas não se alegrem com o fato de que os espíritos têm se sujeitado a vocês. Alegrem-se com o fato de que os nomes de vocês estão escritos no céu.
Naquele momento, pelo poder do Espírito Santo, Jesus ficou muito alegre e disse: — Pai! Senhor do céu e da terra! Eu lhe agradeço por ter escondido estas coisas dos sábios e dos entendidos e por tê-las mostrado aos que são simples. Sim, Pai, pois esta era a sua vontade.
Todas as coisas foram dadas a mim pelo meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar.
Então Jesus virou-se para os discípulos e lhes disse em particular: — Felizes são os olhos que veem aquilo que vocês veem!
Eu digo que muitos profetas e reis desejaram ver as coisas que vocês veem, mas não viram. Eles desejaram ouvir as coisas que vocês ouvem, mas não ouviram.
Numa ocasião, um mestre da lei se levantou e tentou colocar Jesus à prova, dizendo: — Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?
Jesus lhe disse: — O que está escrito na lei? Como você interpreta o que está escrito nela?
Ele respondeu: — “Ame ao Senhor seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de toda a sua força e de todo o seu entendimento”. E também: “Ame o seu próximo assim como você ama a você mesmo”.
Jesus então lhe disse: — Você respondeu corretamente. Faça isso e viverá.
Mas, querendo se justificar, ele disse a Jesus: — E quem é o meu próximo?
Jesus respondeu: — Certo homem ia de Jerusalém para Jericó quando foi assaltado por ladrões. Eles lhe tiraram a roupa, bateram nele e depois foram embora deixando o homem quase morto.
Por acaso um sacerdote estava passando por aquele caminho e, quando viu o homem, atravessou para o outro lado da estrada.
Da mesma forma, um levita também passou por ali e, quando o viu, também atravessou para o outro lado da estrada.
Um samaritano, porém, que também estava viajando por aquele mesmo caminho, teve pena do homem quando o viu.
Chegou perto dele e fez curativos em suas feridas, colocando azeite e vinho nelas. Depois disso, colocou o homem em seu jumento e o levou a uma hospedaria e cuidou dele.
No dia seguinte, o samaritano deu duas moedas de prata ao dono da hospedaria e lhe disse: “Tome conta dele. Se por acaso gastar mais do que isto, pagarei o restante quando voltar”.
— Quem destes três você acha que foi o próximo do homem assaltado pelos ladrões?
O mestre da lei então respondeu: — Aquele que socorreu o homem. Jesus lhe disse: — Vá e faça a mesma coisa.
Jesus e os seus discípulos continuaram seu caminho até chegarem a certa vila, onde foram recebidos por uma mulher chamada Marta.
Marta tinha uma irmã chamada Maria. Maria se sentou aos pés de Jesus para ouvir o que ele dizia,
enquanto Marta estava ocupada com o serviço da casa. Marta, então, chegou perto de Jesus e lhe disse: — O senhor não se importa que a minha irmã me deixe trabalhando sozinha? Diga-lhe para vir me ajudar!
O Senhor lhe respondeu: — Marta, Marta! Você se preocupa e se incomoda com muitas coisas!
Somente uma coisa é necessária! Eu digo isto porque Maria escolheu a melhor parte por si mesma e isso não lhe será tirado.
Numa ocasião, Jesus estava orando em certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos lhe disse: — João ensinou aos seus discípulos a orar. Ensine-nos também a orar, Senhor.
Então Jesus lhes disse: — Quando vocês orarem, digam: “Pai, que o seu nome sempre permaneça santo. Que o seu reino venha a nós.
Dê-nos todos os dias o alimento que precisamos.
Perdoe os nossos pecados, assim como nós também perdoamos aos que pecam contra nós. Não nos deixe cair em tentação”.
Depois Jesus lhes disse: — Suponha que você tivesse um amigo e que, numa ocasião, à meia-noite, você fosse até a casa dele e dissesse: “Amigo! Eu preciso que me empreste três pães,
pois um amigo meu acabou de chegar de viagem e não tenho nada para lhe oferecer”.
— E suponham que ele responda lá de dentro desta maneira: “Não me aborreça! A porta está trancada e tanto eu como meus filhos já estamos deitados. Não vou levantar agora para lhe dar nada!”
— Eu lhes digo que, mesmo que ele não se levante para lhe dar alguma coisa por ser seu amigo, ele se levantará e lhe dará tudo de que você precisa, por causa da sua insistência que não conhece limites.
Por isso eu lhes digo: Não desistam de estar sempre pedindo porque Deus lhes dará; não desistam de estar sempre procurando porque vocês acharão; não desistam de estar sempre batendo na porta porque Deus lhes abrirá a porta.
Pois todo aquele que fica pedindo, recebe; todo aquele que fica procurando, acha; e a porta se abre para todo aquele que fica batendo.
Qual de vocês, que é pai, dará uma cobra a seu filho quando este lhe pedir um peixe?
Ou dará um escorpião a seu filho quando este lhe pedir um ovo?
Ora, se até mesmo vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!
Jesus estava expulsando de um homem um demônio que o tinha deixado mudo. Assim que o demônio foi expulso, o homem começou a falar e a multidão ficou muito admirada.
Mas alguns diziam: — Ele expulsa os demônios pelo poder de Belzebu, o chefe dos demônios!
Outros, porém, para o colocarem à prova, lhe pediam um sinal do céu.
Mas Jesus conhecia os pensamentos deles e disse: — Se um reino está dividido e suas partes lutam entre si, esse reino está condenado à destruição. E se uma família está dividida em grupos que lutam entre si, também será destruída.
Se Satanás está dividido contra si mesmo, como vocês disseram, como pode o seu reino continuar a existir? Eu faço esta pergunta porque vocês disseram que eu expulso demônios pelo poder de Belzebu.
E se é verdade que eu expulso demônios pelo poder de Belzebu, então pelo poder de quem é que os expulsam aqueles que seguem a vocês? Assim, os seus próprios seguidores provam que vocês estão completamente errados.
Mas, se eu expulso os demônios pelo poder de Deus, isso prova que o reino de Deus chegou até vocês.
— Quando um homem forte e bem armado guarda a sua própria casa, todos os seus bens estão seguros.
Mas quando alguém mais forte do que ele o ataca e vence, leva todas as armas em que ele confiava, e reparte todos os bens que tomou dele.
Aquele que não está a meu favor, está contra mim; e aquele que não me ajuda a ajuntar, espalha.
Quando um demônio sai de uma pessoa, ele atravessa lugares desertos à procura de descanso e, quando não o encontra, diz: “Voltarei para a casa de onde vim”.
Quando ele volta, encontra a casa varrida e bem arrumada.
Então, sai e vai buscar mais sete demônios piores do que ele e ali vão viver. Assim, o último estado daquela pessoa se torna ainda pior do que o primeiro.
Enquanto dizia estas coisas, uma mulher que estava no meio da multidão falou bem alto: — Feliz é a mulher que o deu à luz e que o amamentou!
Mas ele lhe disse: — Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a obedecem!
Uma grande multidão se juntava e ele disse: — Esta geração é má! Ela anda à procura de sinais, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal dado a Jonas.
Assim como Jonas foi um sinal para os habitantes de Nínive, também o Filho do Homem será um sinal para esta geração.
No dia do julgamento, a Rainha do Sul vai se levantar com as pessoas desta geração e vai condená-las, pois ela veio de muito longe para ouvir a sabedoria de Salomão. E eu afirmo que quem está aqui agora é superior a Salomão.
No dia do julgamento, o povo da cidade de Nínive vai se levantar com as pessoas desta geração e vai condená-las, pois o povo mudou a sua forma de pensar e de viver quando ouviu a mensagem de Jonas. E eu afirmo que quem está aqui agora é superior a Jonas.
Ninguém acende um lampião e o coloca onde ninguém o possa ver, ou debaixo de uma bacia. Ao contrário, colocam-no em cima de uma mesa, para que todos os que entrem enxerguem bem.
Os seus olhos são a fonte de luz para o corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo ficará cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo estará na escuridão.
Portanto, tome cuidado para que a luz que há em você não vire escuridão.
Pois se todo o seu corpo estiver cheio de luz e sem nenhuma escuridão, você poderá ver tudo claramente, como se um lampião iluminasse a você com sua luz.
Quando Jesus acabou de falar, um fariseu o convidou para comer com ele. Jesus entrou e se sentou.
O fariseu o estava observando e ficou admirado por Jesus não ter lavado as mãos antes da refeição.
Então, o Senhor lhe disse: — Vocês, fariseus, limpam o copo e o prato por fora, mas por dentro vocês estão cheios de violência e maldade.
Tolos! Quem fez o lado de fora não foi o mesmo que fez o lado de dentro?
Deem o que está do lado de dentro aos pobres e então tudo ficará limpo para vocês.
Ai de vocês, fariseus, porque dão um décimo da hortelã, da arruda e de todas as outras hortaliças, mas se descuidam de tratar as pessoas com justiça e de amar a Deus. Vocês devem fazer aquelas primeiras coisas sem se descuidarem destas últimas.
Ai de vocês, fariseus, porque gostam dos lugares de maior importância nas sinagogas e de serem saudados em lugares públicos.
Ai de vocês, porque são como túmulos que ninguém vê e, sobre os quais, as pessoas passam por cima sem saber.
Então, um dos professores da lei lhe disse: — Mestre, falando assim o senhor nos ofende também.
E ele então respondeu: — Ai de vocês também, professores da lei, porque põem cargas tão pesadas sobre as costas das pessoas que elas mal podem carregar, mas vocês mesmos nem com um dedo querem tocar nestas cargas.
Ai de vocês, porque fazem túmulos para os profetas que os pais de vocês mataram.
Dessa forma vocês testemunham e até mesmo aprovam os atos dos pais de vocês, pois eles os mataram, mas vocês lhes fizeram os túmulos.
Foi também por esse motivo que Deus disse na sua sabedoria: “Eu lhes enviarei profetas e apóstolos. Eles matarão alguns e perseguirão outros”.
Assim, esta geração pagará pela morte de todos os profetas que foram assassinados desde o princípio do mundo,
desde a morte de Abel até à morte de Zacarias, que foi morto entre o altar e a casa de Deus. Assim, eu afirmo a vocês que esta geração terá que pagar por estas mortes.
— Ai de vocês, professores da lei, porque vocês não permitem que se tenha um conhecimento correto da Lei de Deus devido à interpretação errada que vocês fazem de dita Lei. Vocês mesmos não aprendem e até mesmo impedem a outros de aprender.
Quando ele foi embora, os professores da lei e os fariseus começaram a atacá-lo e a exigir respostas sobre vários assuntos,
sempre à procura de uma maneira para pegá-lo em alguma coisa errada que ele dissesse.
Milhares de pessoas se juntaram; e eram tantas que pisavam umas nas outras. Jesus, então, começou a falar, dirigindo-se primeiro aos seus discípulos: — Previnam-se contra o fermento dos fariseus, isto é, contra a falsidade deles.
Não há nada que esteja oculto e que não venha a ser revelado; nem nada que esteja escondido e que não venha a ser descoberto.
Portanto, tudo o que vocês disseram às escuras será falado em plena luz; e tudo o que, num quarto fechado, vocês sussurraram aos ouvidos de alguém, será anunciado diante das pessoas.
Eu digo a vocês, meus amigos: Não tenham medo daqueles que matam o corpo mas que não podem fazer mais nada depois disso.
Eu direi a vocês de quem é que vocês devem ter medo: Tenham medo daquele que, depois de matar, tem o poder de lançar vocês no inferno. Deste sim, eu lhes digo que vocês devem ter medo.
— Não se vendem cinco pardais por tão pouco dinheiro? Deus, porém, não se esquece de nenhum deles.
Até mesmo os fios de cabelo da cabeça de vocês estão contados. Não tenham medo de nada; vocês valem mais do que muitos pardais!
Eu digo a vocês: Se alguém afirmar publicamente ser meu seguidor, então o Filho do Homem também afirmará, diante dos anjos de Deus, que essa pessoa é meu seguidor.
Porém, aquele que publicamente me negar, também será negado diante dos anjos de Deus.
Todo aquele que falar contra o Filho do Homem será perdoado. Mas aquele que insultar o Espírito Santo não será perdoado.
— Quando levarem vocês para as sinagogas, diante das autoridades e governadores, não fiquem preocupados pensando em como vão se defender ou o que vão dizer.
Pois, o Espírito Santo ensinará a vocês quando estiverem diante deles o que deverão dizer.
Então, do meio da multidão alguém lhe disse: — Mestre, diga para o meu irmão dividir a herança comigo!
Mas Jesus respondeu: — Homem, quem me nomeou juiz ou árbitro sobre vocês?
E disse a todos: — Tenham cuidado! Evitem todo tipo de avareza, pois a vida de um homem não depende das coisas que ele tem, mesmo que seja muito rico.
E então lhes contou esta parábola: — As terras de certo homem rico tinham produzido uma colheita muito boa.
Então ele pensou: “Eu não tenho lugar para guardar a minha colheita. O que vou fazer?”
Então disse: “Já sei o que vou fazer! Vou demolir os meus celeiros e construir outros maiores. Assim poderei guardar toda a minha colheita e todos os meus bens!
Daí poderei dizer a mim mesmo: ‘Homem, você já tem muitas coisas boas guardadas para muitos anos. Portanto descanse, coma, beba e se divirta!’”
Deus, porém, lhe disse: “Tolo! Esta noite você morrerá. Com quem ficarão todas as coisas que você guardou?”
— A mesma coisa acontecerá para aqueles que acumulam tesouros para si mesmos, mas que não são ricos para com Deus.
Depois disso Jesus disse aos seus discípulos: — Por isso eu lhes digo: Não se preocupem com as coisas que vocês precisam para viver, como a comida ou as roupas.
Pois a vida é mais importante do que a comida e o corpo é mais importante do que as roupas.
Olhem para os corvos: Eles não plantam nem colhem, nem têm celeiros nem armazéns; e mesmo assim Deus lhes dá o que comer. Será que vocês não valem muito mais do que os pássaros?
Qual de vocês, por mais que se preocupe, pode adicionar uma hora à sua vida?
Portanto, se não podem conseguir uma coisa assim tão pequena, por que se preocupam com o resto?
Olhem para os lírios e vejam como eles crescem! Eles não trabalham nem fazem roupas. Contudo eu lhes digo que nem mesmo o rei Salomão, com toda a sua riqueza, se vestiu como um deles!
Se Deus veste dessa maneira as plantas do campo, que hoje estão aqui e amanhã são jogadas no fogo, quanto mais ele vestirá a vocês, gente de pouca fé!
Portanto, não se preocupem com o que vão comer ou beber, nem se aflijam por causa disso.
As pessoas deste mundo que não conhecem a Deus é que estão sempre procurando essas coisas. Mas o Pai de vocês sabe que precisam delas.
Portanto, se vocês procurarem o reino de Deus, ele lhes dará essas coisas.
Não tenha medo, meu pequeno rebanho, pois o seu Pai tem prazer em lhe dar o reino.
Vendam os seus bens e deem o dinheiro aos pobres. Façam para vocês mesmos bolsas que não se estraguem; acumulem um tesouro inesgotável no céu, onde nenhum ladrão o toca e nenhuma traça o destrói.
Lembrem-se disto: onde estiver o seu tesouro, lá também estará o seu coração.
— Estejam preparados e com os seus lampiões acesos.
Sejam como as pessoas que esperam seu senhor voltar da festa de casamento, para que, quando ele chegar e bater à porta, elas possam abrir imediatamente.
Felizes são aqueles servos cujo senhor os encontrar acordados e prontos quando ele chegar! Digo a verdade a vocês: Ele mesmo se preparará e os servirá, enquanto eles estarão à mesa.
E mesmo que ele chegue à meia-noite ou até mais tarde, felizes serão eles se os encontrar preparados.
Porém, tenham certeza disto: Se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente não permitiria que roubasse o que tem na sua casa.
Portanto, estejam vocês também preparados, pois o Filho do Homem virá quando não estiverem esperando.
E Pedro disse: — Senhor, está contando esta parábola para nós, ou para todos?
Então o Senhor disse: — Quem será, então, o mordomo leal e prudente que o Senhor nomeará sobre os seus servos para lhes dar de comer na ocasião certa?
Feliz é o servo que estiver fazendo isso quando o seu senhor chegar!
Digo a verdade a vocês: Ele o colocará para tomar conta de todos os seus bens.
Mas se aquele servo diz consigo mesmo: “O meu senhor está demorando muito” e começar a bater nos outros servos e servas, e a comer e beber e a ficar bêbado.
Então o senhor daquele servo chegará num dia em que ele não espera e numa hora que ele nem imagina, e o castigará severamente e o condenará para sofrer o mesmo destino dos infiéis.
O servo que conhece a vontade de seu senhor e não se prepara, ou não faz aquilo que ele quer, será punido com muitas chicotadas.
Mas o servo que não conhece a vontade de seu senhor e que faz alguma coisa que merece castigo, será punido com poucas chicotadas. Sendo assim, para todo aquele a quem se dá muito, muito será pedido; e daquelas pessoas nas quais foi depositada maior confiança, muito mais será exigido.
— Eu vim para pôr fogo na terra; e como eu gostaria que já estivesse queimando!
Tenho que receber um batismo, e como estou angustiado até que ele seja realizado!
Vocês pensam que eu vim para trazer paz ao mundo? Não! Afirmo a vocês que eu vim para trazer divisões!
Pois, de agora em diante, uma família de cinco pessoas estará dividida: três contra duas e duas contra três.
O pai estará contra o filho e o filho contra o pai; a mãe estará contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra estará contra a nora e a nora contra a sogra.
E Jesus também disse ao povo: — Quando vocês veem uma nuvem subindo no ocidente, logo dizem: “Vai chover!” E assim acontece.
E quando sentem o vento soprando do sul, vocês dizem: “Vai fazer calor!” E assim acontece.
Hipócritas! Se vocês sabem interpretar os sinais do céu e da terra, como é que não sabem interpretar esta época em que vivemos?
E Jesus terminou, dizendo: — Por que vocês não julgam por si mesmos o que é justo?
Se alguém, por algum motivo, quiser levá-lo a um tribunal, faça o possível para chegar a um acordo com ele durante o caminho. Faça isso para que ele não o arraste até o juiz, o juiz o entregue à polícia e a polícia o ponha na cadeia.
Pois eu lhe digo que você só sairá de lá após pagar tudo o que deve.
Nessa ocasião, uns homens que ali se achavam contaram a Jesus como Pilatos tinha assassinado alguns galileus e misturado o sangue deles com o sangue dos sacrifícios que estavam oferecendo.
Jesus lhes disse: — Vocês pensam que esses galileus pecaram mais do que todos os outros por terem sofrido dessa maneira?
Eu lhes digo que não! E se não mudarem o seu comportamento, vocês todos também morrerão, como eles.
E o que me dizem sobre aquelas dezoito pessoas que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre elas? Vocês pensam que elas tinham mais culpa do que todos os outros que moravam em Jerusalém?
Eu lhes digo que não! E se não mudarem o seu comportamento, vocês todos também morrerão, como eles.
Depois ele lhes contou esta parábola: — Um homem tinha uma figueira plantada em sua plantação, mas quando foi procurar figos, não encontrou nenhum.
Então disse ao homem que tomava conta da plantação: “Olhe! Já faz três anos que venho procurar figos nesta figueira, mas jamais achei um só. Portanto, corte-a; para que deixá-la aí somente ocupando espaço?”
Mas o homem lhe respondeu: “Senhor, por favor, deixe-a por mais um ano. Eu vou cavar em volta dela e colocar bastante adubo.
Se ela der figos no ano que vem, muito bem; se não der, o senhor poderá mandar cortá-la”.
Jesus estava ensinando numa das sinagogas no sábado,
e estava presente uma mulher que já há dezoito anos tinha um demônio, que a deixara doente. Ela andava curvada e de maneira nenhuma conseguia se endireitar.
Quando Jesus a viu, a chamou e lhe disse: — Mulher, você está livre da sua enfermidade.
Depois, ele colocou as mãos sobre ela, e imediatamente ela se endireitou e começou a louvar a Deus.
O chefe da sinagoga ficou indignado por Jesus ter curado a mulher no sábado e disse à multidão: — Há seis dias nos quais se trabalha, portanto, venham nesses dias para serem curados, e não no sábado!
O Senhor então lhe respondeu: — Hipócritas! Vocês todos não soltam seus bois ou burros do curral e os levam para beber água no sábado?
Por que então esta mulher, uma descendente de Abraão, a quem Satanás tem presa há dezoito anos, não deveria ser libertada da sua aflição no sábado?
Quando Jesus disse isto, todos aqueles que estavam contra ele ficaram envergonhados, mas a multidão ficou alegre com as coisas maravilhosas que ele fazia.
Então disse: — Como é o reino de Deus? A que pode ser comparado?
É como uma semente de mostarda que alguém plantou no seu jardim. Ela cresceu, se transformou numa árvore e as aves do céu fizeram ninhos nos seus galhos.
E disse ainda: — A que mais eu poderia comparar o reino de Deus?
É como o fermento, que uma mulher misturou com três medidas de farinha, e tudo ficou fermentado.
Jesus passava por cidades e vilas e ensinava enquanto continuava no seu caminho para Jerusalém.
Um homem lhe disse: — Senhor, são poucos os que se salvarão? E ele lhes disse:
— Esforcem-se para entrar pela porta estreita, pois eu lhes digo que muitos tentarão entrar, mas não conseguirão.
Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vocês ficarão do lado de fora. Então vocês baterão na porta, dizendo: “Abra a porta para nós, Senhor!” Mas ele responderá: “Não sei de onde vocês são!”
E vocês então dirão: “Nós comíamos e bebíamos com o senhor! O senhor ensinava em nossas ruas!”
E ele dirá a vocês: “Não sei de onde vocês são! Afastem-se de mim, todos vocês que fazem o mal!”
Vocês verão a Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no reino de Deus, mas vocês mesmos serão lançados fora. Então irão chorar e ranger os dentes.
E muitos virão do leste, do oeste, do norte e do sul, e vão tomar lugar à mesa no reino de Deus.
Prestem atenção! Aqueles que são os últimos, serão os primeiros; e aqueles que são os primeiros, serão os últimos.
Nesse momento, alguns dos fariseus chegaram perto dele e lhe disseram: — Vá embora daqui para algum outro lugar, pois Herodes quer matá-lo.
Jesus então lhes disse: — Vão e digam a essa raposa o seguinte: “Eu expulsarei demônios e curarei pessoas hoje e amanhã e, no terceiro dia, terminarei o meu trabalho”.
Tenho que continuar no meu caminho hoje, amanhã e depois de amanhã, pois um profeta não deve morrer fora de Jerusalém.
Jerusalém, Jerusalém! Você que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe envia! Quantas vezes eu quis juntar o seu povo, como a galinha junta os pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram!
Agora Deus abandonará este templo de vocês e eu lhes digo que vocês não me verão mais até que digam: “Bendito é aquele que vem em nome do Senhor”.
Num sábado, Jesus foi comer na casa de certo líder dos fariseus e todas as pessoas o observavam.
À sua frente se achava um homem muito inchado, que sofria de hidropisia.
Jesus então perguntou aos professores da lei e aos fariseus: — É permitido curar no sábado, ou não?
Mas eles não responderam nada. Jesus então segurou o homem, o curou e depois o mandou embora.
Depois disse a eles: — Imaginem que vocês tivessem um filho ou um boi que caísse num poço. Será que vocês não o tirariam de lá, mesmo sendo sábado?
E eles não puderam responder.
Quando Jesus reparou que os convidados estavam escolhendo os lugares de honra à mesa, ele contou esta parábola:
— Quando alguém o convidar para uma festa de casamento, não ocupe o lugar mais importante à mesa, pois alguém mais importante do que você pode também ter sido convidado.
Então a pessoa que convidou os dois se aproximará de você e dirá: “Dê o seu lugar a este homem”. Você, então, envergonhado, terá que ocupar o lugar de menos importância.
Mas, quando você for convidado, vá e tome o lugar de menor importância. Dessa forma, quando chegar a pessoa que o convidou, dirá: “Aproxime-se mais, meu amigo”. Então você será honrado diante de todos os que estão à mesa com você.
Pois todo aquele que exaltar a si mesmo, será humilhado; e o que se humilhar, será exaltado.
E disse também para aquele que o tinha convidado: — Quando você der um almoço ou um jantar, não convide somente os seus amigos, os seus irmãos, os seus familiares ou os seus vizinhos ricos, para que não aconteça que eles também o convidem e, dessa forma, você seja recompensado.
Porém, quando você der uma festa, convide os pobres, os inválidos, os aleijados e os cegos.
Isso será uma bênção para você, pois eles não têm nada com que retribuir, e você será recompensado na ressurreição dos justos.
Quando um dos homens que estava à mesa com ele ouviu isto, disse: — Felizes são todos os que comerem no reino de Deus!
Mas Jesus lhe disse: — Certo homem estava preparando uma grande festa e convidou muitas pessoas.
Quando chegou a hora, ele mandou o seu servo dizer às pessoas que tinham sido convidadas: “Venham! Já está tudo pronto!”
Mas eles começaram, um por um, a dar desculpas. O primeiro disse ao servo: “Comprei um terreno e preciso ir dar uma olhada nele. Peço-lhe que me desculpe”.
Um outro disse: “Comprei cinco juntas de bois e preciso ir ver se trabalham bem. Peço-lhe que me desculpe”.
E outro ainda disse: “Eu acabei de me casar e, por isso, não posso ir”.
O servo, então, regressou e contou essas coisas ao seu senhor. Este ficou muito bravo e disse: “Vá depressa por todas as ruas da cidade e traga os pobres, os inválidos, os cegos e os aleijados”.
O servo disse: “Eu já fiz o que o senhor mandou, mas ainda há muitos lugares”.
Então o senhor disse ao servo: “Saia pelas estradas e pelos caminhos das vilas e force todas as pessoas a virem, para que a minha casa fique cheia.
Pois uma coisa eu digo: Nenhum daqueles que eu convidei primeiro provará do meu jantar!”
Uma grande multidão seguia a Jesus. Então ele se virou e disse:
— Se alguém vier a mim e amar o seu pai, a sua mãe, a sua mulher, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs, ou amar a sua própria vida mais do que a mim, esse não pode ser meu discípulo.
Se alguém não carregar a sua cruz e me seguir, esse não pode ser meu discípulo.
Se alguém de vocês quer construir uma torre, será que ele não se sentará primeiro e calculará o custo, para ver se o dinheiro dá?
Por outro lado, se ele começar a construção e não conseguir acabá-la, todos os que virem isso debocharão dele e dirão:
“Este homem começou a construir, mas não conseguiu acabar”.
Ou se um rei quiser entrar numa batalha contra outro rei, será que não se sentará primeiro para considerar se com dez mil homens é capaz de enfrentar o outro que vem contra ele com vinte mil?
Se ele não for capaz, terá que enviar uma delegação ao inimigo, enquanto este ainda estiver longe, para perguntar quais são as condições de paz.
Da mesma forma, nenhum de vocês pode vir a ser meu discípulo se não renunciar a tudo o que tem.
— Ora, o sal é bom. Mas, se perder o seu sabor, para que mais ele serve?
Ele não presta para a terra nem para adubo; ele é jogado fora. Aquele que pode me ouvir, ouça!
Muitos cobradores de impostos e pecadores se juntavam para ouvir a Jesus.
Então, tanto os fariseus como os professores da lei começaram a criticá-lo, dizendo: — Este homem acolhe bem os pecadores e come com eles!
Então ele lhes contou esta parábola:
— Imaginem que um pastor tem cem ovelhas mas uma delas se perde. Se um de vocês fosse aquele pastor, o que você faria? Você iria deixar as noventa e nove no pasto e passaria a procurar pela ovelha perdida até encontrá-la.
E, quando a encontrasse, você ficaria muito alegre. Então a colocaria sobre os seus ombros e a levaria para casa.
Chegando lá, iria chamar os seus amigos e vizinhos e falaria assim: “Alegrem-se comigo, pois achei a minha ovelha que estava perdida!”
Pois eu lhes digo que, da mesma maneira, haverá mais alegria no céu por causa de um pecador que muda a sua forma de pensar e de viver, do que por causa de noventa e nove pessoas justas que não precisam de arrependimento.
— Ou imaginem ainda uma mulher que tendo dez moedas de prata venha a perder uma. Será que ela não acenderá um lampião, varrerá a casa e a procurará cuidadosamente até achá-la?
E quando encontrar a moeda, chamará as suas amigas e vizinhas, e dirá: “Alegrem-se comigo, pois encontrei a moeda que tinha perdido!”
Pois eu lhes digo que, da mesma maneira, há alegria na presença dos anjos de Deus por causa de um pecador que muda a sua forma de pensar e de viver.
Depois disse: — Certo homem tinha dois filhos.
O mais novo disse ao pai: “Pai, quero a minha parte da herança agora”. O pai, então, dividiu os seus bens entre os dois filhos.
Poucos dias mais tarde, o filho mais novo juntou tudo o que tinha e partiu para um país distante. Ali desperdiçou toda a herança que tinha recebido, vivendo uma vida libertina.
Quando ele já tinha gastado tudo, houve uma grande fome por todo aquele país, e ele começou a passar necessidades.
Então ele foi procurar emprego com um dos cidadãos daquele país, que o mandou para sua fazenda para dar de comer aos porcos.
Ali, com fome, ele desejava comer até mesmo das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.
Quando ele caiu em si, disse: “Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu estou aqui morrendo de fome!
Vou me levantar, irei para a casa de meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra Deus e contra o senhor
e nem mereço mais ser chamado seu filho. Aceite-me como um de seus empregados”.
Então ele se levantou e foi para a casa de seu pai. Enquanto o moço ainda estava longe, o pai o viu e ficou comovido. Então, correu ao seu encontro, o abraçou e o beijou.
O filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado seu filho”.
Mas o pai disse aos seus servos: “Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam o meu filho com ela e ponham um anel no seu dedo e sandálias nos seus pés.
Também tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comê-lo e nos alegrar.
Pois este meu filho estava morto e voltou a viver; estava perdido e foi achado!” E todos começaram a festejar.
O filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao chegar perto da casa, ouviu o barulho da música e da dança.
Então, chamou um dos servos e lhe perguntou o que estava acontecendo.
E ele disse: “O seu irmão voltou para casa são e salvo, por isso seu pai mandou matar o bezerro gordo”.
O filho mais velho ficou muito irritado e não quis entrar em casa. Seu pai, então, veio para fora e insistiu que ele entrasse.
Mas ele disse a seu pai: “Todos estes anos eu tenho trabalhado para o senhor e nunca desobedeci a nenhuma das suas ordens. Entretanto o senhor nunca me deu sequer um cabrito para eu poder festejar com meus amigos!
Mas quando esse seu filho, que desperdiçou os seus bens com prostitutas, volta, o senhor mata o bezerro gordo para ele”.
O pai então lhe disse: “Meu filho! Você está sempre comigo e tudo o que é meu é seu.
Mas nós tínhamos que festejar e nos alegrar, pois seu irmão estava morto e agora voltou a viver; ele estava perdido e foi achado”.
Jesus disse aos discípulos: — Havia um homem rico que tinha um administrador. Foram dizer a esse homem que o seu administrador estava desperdiçando os seus bens.
Então o homem chamou o administrador e lhe disse: “O que é isso que estou ouvindo dizer a seu respeito? Preste contas da sua administração, pois você não pode mais continuar como meu administrador”.
O administrador, então, disse para si mesmo: “O meu senhor está me despedindo! E agora? O que eu vou fazer? Eu não sou forte o bastante para o trabalho duro e tenho vergonha de pedir esmolas.
Já sei o que eu vou fazer, para que as pessoas me recebam em suas casas, quando eu for mandado embora”.
Então ele chamou todos os devedores do seu senhor. Disse ao primeiro: “Quanto é que você deve ao meu senhor?”
Este lhe disse: “Devo cem barris de azeite”. Então lhe disse: “Aqui está a sua conta; sente-se depressa e escreva cinquenta”.
Depois disse a outro: “E você, quanto deve?” Este lhe respondeu: “Devo trinta mil quilos de trigo”. Então lhe disse: “Aqui está a sua conta; escreva vinte e cinco”.
O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter sido astuto. As pessoas deste mundo são muito mais astutas em seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz.
E eu lhes recomendo: Façam amigos com as riquezas deste mundo mau para que, quando elas se acabarem, vocês sejam recebidos nos lares eternos.
Aquele que é fiel no pouco, também é fiel no muito. Aquele que é desonesto em pouco, também é desonesto em muito.
Pois, se vocês não forem fiéis com as riquezas deste mundo, quem vai confiar a vocês as riquezas verdadeiras?
E se vocês não forem fiéis com o que pertence aos outros, quem lhes dará o que pertence a vocês?
Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao mesmo tempo servir às riquezas.
Como os fariseus gostavam muito de dinheiro, debocharam dele quando o ouviram dizer isto.
Então Jesus lhes disse: — Vocês são aqueles que se fazem de bons aos olhos dos outros, mas Deus conhece os seus corações. Aquilo que os homens pensam que vale muito, para Deus é detestável.
A lei e os profetas valeram até João. Daí em diante as Boas Novas do reino de Deus estão sendo anunciadas, e todos se esforçam para entrar nele.
Mas é mais fácil que o céu e a terra desapareçam do que trocar um simples acento da lei.
— Qualquer homem que se divorciar de sua mulher e se casar com outra, estará cometendo adultério. Quem se casar com uma mulher divorciada pelo seu marido, também estará cometendo adultério.
— Havia um homem rico que se vestia com roupas muito finas e que se divertia com muito luxo todos os dias.
Havia também um homem pobre chamado Lázaro, cujo corpo estava coberto de feridas, e que costumava ficar no portão da casa do homem rico.
Lá ele desejava comer as migalhas que caíam da mesa do rico. E até mesmo os cães vinham lamber as suas feridas.
Lázaro morreu e foi levado pelos anjos e o levaram para junto de Abraão. O homem rico também morreu e foi enterrado.
E no lugar onde estão os mortos, estando atormentado, o homem rico olhou e viu, bem longe, Abraão, e Lázaro ao seu lado.
Então disse em voz alta: “Tenha pena de mim, pai Abraão! Mande Lázaro para que ele possa molhar a ponta de seu dedo em água e me refrescar a língua; pois sofro muito neste fogo!”
Mas Abraão disse: “Meu filho! Lembre-se de que, durante a sua vida, você teve tudo o que era bom, enquanto Lázaro só teve o que era ruim. Agora ele está consolado e você, sofrendo.
Além do mais, um grande abismo foi colocado entre vocês e nós, para que os que queiram passar daqui para o lado de vocês não possam e para que ninguém daí possa atravessar para o nosso lado”.
E o rico lhe disse: “Então eu lhe imploro, pai Abraão, que mande Lázaro até a casa de meu pai,
pois tenho cinco irmãos. Deixe que ele os avise para que eles não venham também para este lugar de tormento”.
Mas Abraão respondeu: “Eles têm Moisés e os profetas. Que os ouçam!”
Ele disse: “Isso não é suficiente, pai Abraão! Mas se alguém dos mortos for até eles, mudarão a sua forma de pensar e de viver”.
Então Abraão disse: “Se eles não escutarem nem a Moisés e nem aos profetas, tampouco se convencerão mesmo que alguém ressuscite”.
Jesus disse aos seus discípulos: — Sempre vão acontecer coisas que farão com que as pessoas pequem; mas ai daquele que as provoca!
Seria melhor para ele ser jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço, do que fazer com que um dos meus seguidores, mesmo o mais vulnerável, peque.
Tenham cuidado! Se o seu irmão pecar contra você, repreenda-o; e se ele mudar o seu comportamento, perdoe-lhe.
E, se o seu irmão pecar contra você sete vezes no mesmo dia, e, se todas as sete vezes ele vier e disser: “Mudarei o meu comportamento”, perdoe-lhe.
Então os apóstolos disseram ao Senhor: — Por favor, aumente a nossa fé.
E o Senhor lhes disse: — Se a sua fé fosse do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a esta árvore: “Arranque-se daqui com raiz e tudo e plante-se no mar” e ela lhes obedeceria.
— Suponhamos que você tenha um servo que trabalhe na lavoura ou que cuide de ovelhas. Quando ele volta do trabalho, será que você vai lhe dizer: “Venha depressa e sente-se para comer”? Claro que não!
Você vai lhe dizer: “Prepare o meu jantar, ponha o seu avental e me sirva, enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber”.
Você não vai agradecer ao seu servo por fazer o que você mandou.
O mesmo acontece com vocês. Depois de fazerem tudo o que lhes foi ordenado fazer, devem dizer: “Somos servos e não merecemos ser elogiados, pois fizemos somente o nosso dever”.
Em seu caminho para Jerusalém, Jesus passou pelo meio da Galileia e Samaria.
Quando se aproximava de uma vila, dez homens com lepra foram ao seu encontro. Eles pararam a certa distância
e gritaram: — Jesus, Mestre, por favor, nos ajude!
Quando Jesus os viu, disse: — Vão e apresentem-se aos sacerdotes. Enquanto eles estavam indo, ficaram curados.
Um deles, porém, quando percebeu que estava curado, retornou louvando a Deus em voz alta.
E se ajoelhou aos pés de Jesus, e lhe agradeceu. Ele era samaritano.
Jesus lhe perguntou: — Não foram dez os homens que foram curados? Onde estão os outros nove?
Nenhum deles retornou para dar graças a Deus a não ser este estrangeiro?
Então Jesus disse ao homem: — Levante-se e vá embora. Você está curado porque acreditou.
Uma vez, quando os fariseus lhe perguntaram quando viria o reino de Deus, ele lhes respondeu: — O reino de Deus não vem de maneira visível.
Nem ninguém poderá dizer: “Está aqui!” ou “está ali!”, porque o reino de Deus está dentro de vocês.
Jesus disse aos seus discípulos: — Dias virão em que vocês desejarão participar da glória do Filho do Homem quando ele voltar, mas não poderão.
Então muitos dirão a vocês: “Aqui está ele!” ou “Lá está ele!” Mas não vão nem os sigam!
Pois, assim como um relâmpago brilha e ilumina o céu de um lado a outro, assim também será no dia em que o Filho do Homem voltar.
Mas, antes disso, ele tem que sofrer muitas coisas e tem que ser rejeitado por esta geração.
Pois assim como aconteceu nos dias de Noé, também acontecerá quando o Filho do Homem voltar:
Eles comiam e bebiam; os homens se casavam e as mulheres eram dadas em casamento; tudo isso até o dia em que Noé entrou na arca. Então veio o dilúvio e destruiu a todos.
Acontecerá a mesma coisa que aconteceu no tempo de Ló: Todos comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam.
Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e destruiu a todos.
Assim será no dia em que o Filho do Homem for revelado.
Nesse dia, aquele que estiver no telhado e tiver as suas coisas em casa, não entre para ir buscá-las. Assim também, aquele que estiver no campo, não volte para casa.
Lembrem-se da mulher de Ló!
Quem tentar salvar a sua vida, irá perdê-la; e quem perder a sua vida, irá salvá-la.
Eu lhes digo uma coisa: Naquela noite, duas pessoas estarão numa cama; uma será levada e a outra, deixada.
Duas mulheres estarão moendo trigo juntas; uma será tirada e a outra, deixada.
Os discípulos, então, lhe perguntaram: — Senhor, onde vai acontecer isto? E Jesus lhes disse: — Onde estiver o morto, ali se ajuntarão os urubus.
Jesus lhes contou uma parábola para lhes ensinar que deveriam orar sempre, sem desanimar.
Ele disse: — Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e nem respeitava a ninguém.
Nessa mesma vila vivia também uma viúva que sempre o procurava, pedindo: “Ajude-me a obter justiça contra o meu adversário”.
Por muito tempo ele se negou a ajudar a viúva, mas um dia disse para si mesmo: “É certo que eu não temo a Deus e que também não respeito a ninguém.
Porém, tenho que ajudar esta viúva a obter justiça, pois ela não para de me aborrecer e, se eu não a ajudar, ela nunca me deixará em paz”.
Então o Senhor disse: — Considerem o que o juiz desonesto disse.
Não fará Deus justiça a favor do seu povo que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo?
Eu lhes digo que ele fará justiça ao seu povo e depressa. Porém, será que o Filho do Homem encontrará fé na terra quando voltar?
Para aqueles que tinham certeza de que eram justos e que desprezavam os outros, ele contou esta parábola:
— Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro cobrador de impostos.
O fariseu se levantou e orou consigo mesmo: “Meu Deus! Eu lhe agradeço por não ser como as outras pessoas: ladrões, desonestos, adúlteros, ou até mesmo como este cobrador de impostos.
Jejuo duas vezes por semana e dou dez por cento de tudo o que ganho”.
O cobrador de impostos, porém, de longe, nem sequer olhava para o céu e, batendo no peito, dizia: “Meu Deus! Tenha compaixão de mim, pois sou pecador!”
Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa em paz com Deus. Pois Deus fará com que todo aquele que se exalte seja humilhado, e aquele que se humilhe seja exaltado.
E levavam até mesmo crianças a Jesus, para que ele pudesse abençoá-las. Quando, porém, os discípulos viram isto, repreenderam aqueles que as levavam.
Mas Jesus, chamando as crianças para perto de si, disse: — Deixem que as criancinhas venham a mim; não as proíbam! Pois o reino de Deus pertence aos que são como estas crianças.
Digo a verdade a vocês: Quem não receber o reino de Deus assim como uma criança o faz, nunca entrará nele.
Certo líder judeu perguntou-lhe: — Bom Mestre, o que devo fazer para herdar a vida eterna?
Jesus lhe respondeu: — Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém.
Você conhece os mandamentos: “Não cometa adultério, não mate, não roube, não acuse ninguém falsamente, respeite o seu pai e a sua mãe”.
E o homem, então, disse: — Desde pequeno tenho obedecido a todos esses mandamentos.
Quando Jesus ouviu isto, disse: — Ainda está faltando uma coisa: Venda tudo o que você tem e distribua o dinheiro entre os pobres; então você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me.
Quando o homem ouviu isto, ficou muito triste, pois era riquíssimo.
Jesus viu que ele estava triste e disse: — Como é difícil para os ricos entrarem no reino de Deus!
É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino de Deus.
Os que o ouviam, disseram: — Então, quem é que pode ser salvo?
Ele disse: — O que é impossível para as pessoas, é possível para Deus.
Então Pedro disse: — Olhe, nós deixamos tudo o que tínhamos para seguir o senhor.
Jesus, então, lhes disse: — Digo a verdade a vocês: Não há ninguém que tenha deixado casa, mulher, irmãos, pais ou filhos por causa do reino de Deus,
e que não receba no presente muitas vezes mais e, no futuro, a vida eterna.
Jesus chamou os doze discípulos de lado e lhes disse: — Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém e todas as coisas que os profetas escreveram a respeito do Filho do Homem acontecerão.
Ele será entregue aos que não são judeus e estes vão zombar dele, insultá-lo, cuspir nele.
E, depois de baterem nele, o matarão. Mas no terceiro dia ele ressuscitará.
Os discípulos, porém, não entenderam nada do que Jesus falou. O sentido daquelas palavras estava escondido deles e eles não sabiam do que Jesus falava.
Jesus estava chegando perto da cidade de Jericó. Um homem cego, sentado à beira da estrada, pedia esmolas
e, quando ouviu a multidão passando, perguntou o que estava acontecendo.
E lhe disseram que Jesus de Nazaré estava passando.
Ao ouvir isto, ele começou a gritar: — Jesus, Filho da família de Davi, por favor, me ajude!
Aqueles que estavam indo na frente diziam para ele ficar quieto, mas ele gritava ainda mais: — Filho da família de Davi, por favor, me ajude!
Jesus, então, parou e mandou que lhe trouxessem o cego. Quando o cego já estava perto dele, Jesus lhe perguntou:
— O que quer que eu faça por você? E ele respondeu: — Quero voltar a ver, Senhor!
Então Jesus lhe disse: — Receba a sua visão. A sua fé o curou.
E, no mesmo instante, o cego recuperou a vista e seguia Jesus e dava glórias a Deus. Todas as pessoas que viram isto louvavam a Deus.
Jesus entrou em Jericó e foi atravessando a cidade.
Ali vivia um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos cobradores de impostos.
Ele queria ver quem era Jesus, mas não conseguia por causa da multidão e também porque era muito baixo.
Então, correndo à frente de todos, Zaqueu subiu em uma figueira-do-mato a fim de ver a Jesus, pois ele ia passar por ali.
Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: — Desça depressa, Zaqueu, pois eu tenho que ficar na sua casa hoje.
Ele desceu depressa e o recebeu com grande alegria.
Todos viram aquilo e começaram a reclamar, dizendo: — Ele vai ficar na casa desse pecador!
Zaqueu se levantou e disse: — Olhe, Senhor! Eu darei metade de tudo o que tenho aos pobres e, se enganei alguém para lhe tirar alguma coisa, eu devolverei quatro vezes mais.
Jesus, então, lhe disse: — Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também vem da família de Abraão.
O Filho do Homem veio para procurar e salvar o perdido.
Todos ouviam o que Jesus dizia. Então, como estavam perto de Jerusalém e como eles pensavam que o reino de Deus estava prestes a aparecer, Jesus continuou e lhes contou esta parábola:
— Um homem nascido de família importante foi para um país distante a fim de tomar posse de um reino e depois voltar.
Então, chamou seus dez servos, deu a eles dez sacos de dinheiro e lhes disse: “Vejam o que vocês podem fazer com este dinheiro até eu voltar”.
Mas o povo do seu reino o odiava, e mandou, então, uma delegação atrás dele, dizendo: “Nós não queremos que este homem reine sobre nós”.
O homem, porém, foi, tomou posse do seu reino e voltou para casa. Aí mandou chamar os servos a quem tinha dado o dinheiro, a fim de verificar quanto dinheiro a mais eles tinham conseguido.
O primeiro chegou e disse: “Senhor, eu ganhei dez vezes mais do dinheiro que o senhor me deu”.
O senhor, então, lhe disse: “Muito bem! Você é um bom servo! Como você foi fiel em uma coisa pequena, vou fazer que tome conta de dez cidades”.
Depois veio o segundo e disse: “Senhor, eu ganhei cinco vezes mais do dinheiro que o senhor me deu”.
Ele disse a este: “Vou nomeá-lo para tomar conta de cinco cidades”.
Então, veio o outro e disse: “Aqui está o seu saco de dinheiro, senhor. Eu o embrulhei num lenço e o guardei.
Eu tive medo porque sei que o senhor é um homem duro, pois tira o que não deu e colhe o que não plantou”.
O senhor então lhe disse: “Você é um mau servo! Eu usarei as suas próprias palavras para condená-lo! Se você sabia que eu era um homem duro, que tira o que não dá e colhe o que não planta,
por que não colocou o meu dinheiro num banco? Se tivesse feito isso, eu receberia mais dinheiro de volta!”
Então, disse para as pessoas que estavam perto: “Tirem dele o saco de dinheiro e deem ao que tem dez sacos”.
E eles responderam: “Mas senhor, ele já tem dez sacos!”
E o senhor falou: “Pois eu lhes digo que, a todo aquele que tem, mais lhe será dado, mas aquele que não tem, até o que ele tem lhe será tirado.
E agora tragam aqui aqueles meus inimigos que não queriam mais que eu fosse rei deles e matem-nos na minha presença”.
Depois de ter dito estas coisas, Jesus seguiu adiante para Jerusalém.
Quando estava próximo de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, com as seguintes instruções:
— Vão até aquela vila ali na frente. Chegando lá, vocês encontrarão um jumentinho preso que nunca foi montado. Soltem-no e tragam-no aqui.
Se alguém lhes perguntar: “Por que vocês o estão soltando?”, digam: “Porque o Senhor precisa dele”.
Os que tinham sido enviados foram e encontraram tudo exatamente como ele tinha dito.
E, enquanto estavam desamarrando o jumentinho, os donos lhes perguntaram: — Por que vocês estão soltando o jumentinho?
Eles responderam: — Porque o Senhor precisa dele.
Então levaram o jumentinho a Jesus, puseram as suas capas em cima do animal e ajudaram Jesus a montá-lo.
Enquanto Jesus seguia, as pessoas estendiam suas capas pelo caminho.
Quando começaram a descer o monte das Oliveiras, toda a multidão de discípulos começou a louvar a Deus alegremente e em alta voz, por todos os milagres que tinham visto.
Eles diziam: — Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória a Deus!
Alguns dos fariseus que estavam na multidão disseram a Jesus: — Mestre, diga a seus discípulos que fiquem quietos!
Ele respondeu: — Eu lhes digo que, se eles ficarem quietos, as próprias pedras gritarão no lugar deles.
Quando Jesus se aproximou e viu a cidade de Jerusalém, chorou
e disse: — Se ao menos hoje você soubesse o que era preciso para conseguir a paz! Mas você não pode ver, pois isso está escondido de seus olhos.
Dias virão em que os seus inimigos levantarão barreiras à sua volta. Eles cercarão você e marcharão contra você de todos os lados.
Eles destruirão completamente a você e a todo o seu povo e não deixarão ficar uma pedra sobre outra, pois você não reconheceu o tempo em que Deus veio para lhe salvar.
Ao entrar no templo, Jesus começou a expulsar de lá os vendedores,
dizendo: — As Escrituras dizem: “A minha casa será uma casa de oração”. Vocês, porém, a transformaram num “esconderijo de ladrões”!
Jesus ensinava no templo todos os dias. Os líderes dos sacerdotes, os professores da lei e os líderes do povo procuravam um meio de matá-lo.
No entanto, não conseguiam encontrar nenhuma forma de fazê-lo, pois todo o povo prestava muita atenção nas palavras dele.
Um dia Jesus estava no templo ensinando o povo e anunciando as Boas Novas, quando os líderes dos sacerdotes, os professores da lei e os líderes se aproximaram dele
e disseram: — Diga-nos que tipo de autoridade tem para fazer essas coisas e quem lhe deu essa autoridade?
Ele respondeu: — Eu também quero lhes fazer uma pergunta. Digam-me isto:
Quem deu a João autoridade para batizar: Deus ou os homens?
Eles começaram a discutir entre si e diziam: — Se nós respondermos: “Foi Deus”, ele nos perguntará: “Por que então vocês não acreditaram nele?”
Se nós respondermos: “Foram os homens”, todo o povo nos apedrejará, pois estão convencidos de que João era um profeta.
Então eles responderam que não sabiam quem tinha dado autoridade a João para ele batizar.
Jesus, então, lhes disse: — Então eu também não vou lhes dizer com que autoridade faço estas coisas.
Depois disto Jesus começou a contar ao povo esta parábola: — Um homem plantou uvas em suas terras, arrendou a plantação a alguns lavradores e depois foi-se embora por muito tempo.
No devido tempo, mandou um servo seu aos lavradores para que eles lhe dessem parte dos frutos da sua plantação de uvas. Os lavradores, porém, bateram no servo e o mandaram de volta de mãos vazias.
Então, ele mandou outro servo. Os lavradores, da mesma forma, também bateram nele, humilharam-no e mandaram-no de volta de mãos vazias.
Então, ele mandou ainda um terceiro servo, mas eles, da mesma forma, o feriram e o expulsaram.
O dono da plantação, então, disse: “O que é que eu vou fazer? Vou mandar o meu querido filho; talvez eles o respeitem!”
Mas, quando os lavradores o viram, conversaram entre eles e disseram: “Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e assim a herança será nossa”.
Então, eles o jogaram para fora da plantação de uvas e o mataram. O que o dono da plantação fará com esses lavradores?
Ele virá e matará esses lavradores e dará a sua plantação para outros. Quando ouviram isto, eles disseram: — Que isso nunca aconteça!
Mas Jesus olhou bem para eles e disse: — Então, o que querem dizer as Escrituras quando dizem: “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a pedra mais importante de todas”?
Todo aquele que cair em cima desta pedra ficará em pedaços; e todo aquele sobre quem a pedra cair será esmagado.
Os professores da lei e os líderes dos sacerdotes sabiam que aquela parábola tinha sido dita contra eles. Por isso eles procuravam um meio de prendê-lo ali mesmo, mas tinham medo do povo.
Então, eles começaram a observá-lo e enviaram espiões que fingiam ser honestos. O plano deles era pegar a Jesus dizendo alguma coisa errada, pois assim poderiam entregá-lo ao poder e à autoridade do governador.
Os espiões, então, fizeram-lhe esta pergunta: — Mestre! Nós sabemos que o senhor só diz e ensina o que é certo, não importando se a pessoa é pobre ou rica, e que ensina o caminho de Deus com toda a honestidade.
Responda-nos, então: Devemos pagar impostos ao imperador ou não?
Mas Jesus percebeu a esperteza deles e respondeu:
— Mostrem-me uma moeda. De quem é a imagem e a inscrição na moeda?
Eles disseram: — Do imperador. Então, ele lhes disse: — Deem ao imperador o que é do imperador e a Deus o que é de Deus.
Eles não conseguiram pegá-lo em nada que ele disse diante do povo. Ao contrário, ficaram admirados com a sua resposta e se calaram.
Alguns saduceus se aproximaram de Jesus e, como não acreditavam em ressurreição, lhe perguntaram:
— Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se um homem casado morrer sem deixar filhos, o seu irmão deve se casar com a viúva e ambos devem ter filhos que serão considerados filhos do irmão que morreu.
Era uma vez sete irmãos. O primeiro se casou e morreu sem ter filhos.
Então, o segundo se casou com a viúva e também morreu sem filhos.
Depois o terceiro. E assim aconteceu com os sete irmãos; eles se casaram e todos morreram sem deixar filhos.
Mais tarde, a mulher também morreu.
Portanto, se todos os sete irmãos se casaram com ela, de quem ela vai ser esposa na ressurreição?
Jesus lhes respondeu: — As pessoas desta época se casam.
Aquelas pessoas, porém, que sejam consideradas dignas de participar na época que ainda virá e na ressurreição dos mortos, não se casarão mais.
Elas não morrerão mais, pois são como anjos. Estas pessoas são filhas de Deus, pois ressuscitaram.
Moisés mesmo mostrou que os mortos ressuscitam. Na passagem do arbusto que se queimava, ele se referiu ao Senhor como Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó.
Ora, ele não é Deus dos mortos, mas sim dos vivos, pois, para ele, todas as pessoas estão vivas.
Alguns dos professores da lei disseram: — O senhor respondeu bem, Mestre!
E ninguém mais se atreveu a lhe fazer perguntas.
Jesus, então, lhes perguntou: — Como vocês podem dizer que Cristo é filho de Davi?
O próprio Davi diz, no livro de Salmos: “O Senhor disse ao meu Senhor: ‘Sente-se à minha direita,
até eu pôr os seus inimigos debaixo dos seus pés’”.
Se o próprio Davi o chama de Senhor, como pode ele ser seu filho?
Enquanto as pessoas escutavam, Jesus disse aos seus discípulos:
— Tenham cuidado com os professores da lei. Eles gostam de andar com as suas roupas elegantes e gostam de ser cumprimentados com respeito em lugares públicos. Eles também gostam muito de ocupar os lugares mais importantes nas sinagogas e nas festas.
Eles exploram as viúvas, roubando delas os bens e, ao mesmo tempo, fazem longas orações para serem notados. Estes receberão o pior castigo.
Jesus viu algumas pessoas ricas colocando dinheiro como oferta na caixa de contribuições do templo.
Viu também uma viúva bastante pobre colocando lá duas moedas de pouco valor.
Então, disse: — Digo a verdade a vocês: Esta viúva pobre deu mais do que todos.
Pois todas as outras pessoas fizeram as suas ofertas dando do dinheiro que tinham sobrando; ela, porém, na sua pobreza, deu tudo o que tinha para viver.
Alguns dos discípulos estavam comentando a respeito do templo, de como ele era bonito, da decoração feita com belas pedras e das ofertas dadas a Deus. Jesus, então, disse:
— Com relação ao que vocês estão vendo, dias virão em que nem uma pedra será deixada sobre a outra. Tudo será derrubado!
Eles lhe perguntaram: — Mestre, quando acontecerão essas coisas? Qual será o sinal de que essas coisas estão prestes a acontecer?
Jesus respondeu: — Tenham cuidado para não serem enganados, pois muitos virão em meu nome e dirão: “Eu sou o Rei escolhido de Deus”, ou ainda: “O tempo está próximo”. Não os sigam!
Não tenham medo quando vocês ouvirem falar de guerras e rebeliões. Todas essas coisas têm que acontecer primeiro, mas isso não quer dizer que o fim está próximo.
Depois Jesus lhes disse: — Uma nação vai fazer guerra contra outra e um país atacará outro.
Haverá grandes terremotos, fome e epidemias em vários lugares. Acontecerão coisas terríveis e grandes sinais serão vistos no céu.
Mas antes de tudo isto acontecer, vocês serão presos e perseguidos. Vocês serão levados para as sinagogas para julgamento e serão postos em prisões. E por minha causa serão levados para diante dos reis e dos governadores.
Isto lhes dará uma oportunidade de dar testemunho a meu respeito.
Portanto, decidam desde já não se preocuparem antes da hora com o que vocês dirão para se defender,
pois Eu lhes darei palavras e sabedoria que nenhum dos seus adversários poderá resistir nem negar.
Vocês serão traídos por seus pais, irmãos, parentes e amigos; alguns de vocês serão mortos.
Vocês serão odiados por todos por causa do meu nome.
Mas, nem um só fio de cabelo de sua cabeça se perderá.
É por meio da perseverança que vocês salvarão suas almas.
Quando virem Jerusalém cercada por exércitos, saberão que a sua destruição está próxima.
Assim, aqueles que estiverem na Judeia, fujam para as montanhas; aqueles que estiverem na cidade, saiam dela; e aqueles que estiverem nos campos, não voltem para a cidade.
Pois estes são os dias de castigo, para que aconteçam todas as coisas que foram escritas.
Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentando nessa época, pois haverá grande aflição na terra e a ira de Deus estará contra este povo.
Muitos serão mortos à espada, outros serão levados como escravos para todos os países e Jerusalém será pisada por aqueles que não são judeus até que se complete o tempo deles.
Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na Terra, as nações estarão desesperadas, com medo do barulho e da agitação do mar.
Muitos desmaiarão de medo e de apreensão com o que vai acontecer ao mundo, pois os corpos celestes serão abalados.
Depois, o Filho do Homem será visto vindo numa nuvem, com poder e grande glória.
Quando estas coisas começarem a acontecer, endireitem os seus corpos e levantem as suas cabeças, pois a libertação de vocês se aproxima.
Jesus, então, lhes contou esta parábola: — Olhem para a figueira ou para qualquer outra árvore.
Quando veem as folhas começarem a brotar, vocês sabem que o verão está chegando.
Assim também, quando vocês virem estas coisas acontecerem, saibam que o reino de Deus está próximo.
Digo a verdade a vocês: Esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam.
O céu e a terra desaparecerão, porém as minhas palavras permanecerão para sempre.
— Vigiem a si mesmos, para que vocês não fiquem procurando encher as suas vidas com excesso de festas, bebidas alcoólicas e as preocupações desta vida. Se vocês não fizerem isso, esse dia virá de repente e pegará vocês como uma armadilha,
pois ele virá sobre todos os que vivem na face da terra.
Vigiem-se a todo momento e orem para que sejam capazes de escapar de tudo o que vai acontecer e de se apresentar diante do Filho do Homem.
Jesus ensinava no templo durante o dia e passava as noites num monte chamado das Oliveiras.
E todo o povo se levantava cedo pela manhã e ia ao templo para ouvi-lo.
Estava próxima a Festa dos Pães sem Fermento, chamada a Páscoa.
Os líderes dos sacerdotes e os professores da lei procuravam um meio de matar a Jesus, mas temiam o povo.
Então Satanás entrou em Judas (chamado Iscariotes), o qual era um dos doze apóstolos e
ele foi falar com os líderes dos sacerdotes e com os chefes da guarda do templo para combinar um jeito de entregar a Jesus nas mãos deles.
Eles ficaram muito contentes e concordaram em lhe dar dinheiro.
Judas aceitou e começou a procurar uma oportunidade de trair Jesus, na qual a multidão não estivesse com ele.
O dia da Festa dos Pães sem Fermento chegou e, nesse dia, o cordeiro da Páscoa era sacrificado.
Jesus, então, enviou Pedro e João com as seguintes instruções: — Vão e preparem o jantar da Páscoa para nós comermos.
Eles lhe disseram: — Onde você quer que nós o preparemos?
Ele lhes respondeu: — Quando vocês entrarem na cidade, um homem, levando uma jarra de água, encontrará com vocês. Sigam-no e entrem na casa em que ele entrar.
Digam ao dono da casa: “O Mestre mandou perguntar onde fica a sala de jantar na qual ele e os seus discípulos poderão comer o jantar da Páscoa”.
Esse homem lhes mostrará uma grande sala mobiliada, no andar de cima da casa; façam ali os preparativos.
Eles foram e encontraram tudo exatamente como ele lhes havia dito. E então prepararam o jantar da Páscoa.
Quando chegou a hora, Jesus tomou seu lugar à mesa com os apóstolos e
lhes disse: — Eu tenho desejado muito comer este jantar da Páscoa junto com vocês, antes do meu sofrimento.
Pois eu lhes digo que nunca mais o comerei até que ele receba o significado completo no reino de Deus.
Então, pegando o cálice, Jesus agradeceu a Deus e disse: — Peguem isto e dividam entre vocês,
pois eu lhes digo: Nunca mais beberei vinho até que chegue o reino de Deus.
E, pegando o pão, agradeceu a Deus, o partiu em pedaços e os deu a seus discípulos, dizendo: — Isto é o meu corpo, que é dado por vocês. Façam isto para se lembrar de mim.
Depois do jantar, Jesus fez o mesmo com o cálice, dizendo: — Este cálice representa a nova aliança entre Deus e seu povo, selada com o meu sangue, que é derramado a favor de vocês.
No entanto, vejam! Aquele que vai me trair está aqui comigo à mesa!
Isto acontece para que o Filho do Homem morra como já foi determinado; mas ai daquele por quem ele é traído!
Eles, então, começaram a perguntar uns aos outros qual deles estaria pensando em fazer aquilo.
E também começaram a discutir entre si, querendo saber qual deles seria considerado o mais importante.
Mas Jesus lhes disse: — Os reis das nações dominam o povo e os governadores fazem com que as pessoas os chamem de amigos do povo.
Mas, entre vocês não deve ser assim. Pelo contrário, o maior entre vocês deve ser como o mais insignificante e o que governa como o que serve.
Pois, quem é mais importante? O que está à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Porém, eu estou entre vocês como aquele que serve.
Vocês têm estado sempre firmes comigo nas minhas provações.
E assim como meu Pai me deu o poder para governar, eu o dou a vocês,
para que vocês possam comer e beber à mesa comigo no meu reino. E vocês, então, se sentarão em tronos e julgarão as doze tribos de Israel.
— Simão, Simão! Satanás pediu para colocar todos vocês à prova, peneirando-os como se peneira o trigo.
Eu tenho orado por você, para que não lhe falte fé. E, quando você voltar, ajude os seus irmãos.
Pedro lhe disse: — Eu estou pronto para ir para a cadeia ou até mesmo morrer pelo senhor!
E Jesus lhe disse: — Eu lhe digo uma coisa, Pedro: Antes que o galo cante hoje, você negará três vezes que me conhece.
E Jesus continuou, dizendo: — Quando eu os enviei sem dinheiro, sem mala, e sem sandálias, por acaso lhes faltou alguma coisa? Eles responderam: — Não, nada.
Ele lhes disse: — Agora, porém, quem tiver dinheiro, que o leve; quem tiver mala, que a leve também; e quem não tiver uma espada, que venda a sua capa e compre uma.
Pois as Escrituras dizem: “Ele foi considerado como um criminoso”. E esta referência, que deve ser cumprida em mim, está prestes a acontecer.
Eles disseram: — Senhor, olhe! Aqui estão duas espadas. — Basta! — disse Jesus.
Depois, como de costume, Jesus saiu e foi para o monte das Oliveiras e os seus discípulos o seguiram.
Quando chegaram ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: — Orem para não caírem em tentação.
E afastando-se deles alguns metros, ajoelhou-se e orou, dizendo:
— Pai, o senhor pode afastar de mim este cálice de sofrimento, se quiser. Mas, que seja feita a sua vontade, e não a minha.
Um anjo do céu apareceu para lhe dar forças.
Jesus, porém, cheio de angústia, orou ainda com mais força e seu suor era como gotas de sangue caindo no chão.
Quando Jesus terminou de orar, se levantou e se aproximou dos discípulos e os encontrou dormindo. (Eles estavam exaustos, pois a tristeza deles era muito grande.)
Então lhes disse: — Por que vocês estão dormindo? Levantem-se e orem para que não caiam em tentação!
Jesus ainda estava falando quando uma multidão apareceu, e Judas, um dos doze discípulos os guiava. Ele se aproximou de Jesus para beijá-lo no rosto,
mas Jesus lhe disse: — Você vai trair o Filho do Homem com um beijo no rosto, Judas?
Quando os discípulos que estavam ao redor de Jesus viram o que ia acontecer, perguntaram: — Senhor, devemos pegar nossas espadas e atacar?
E um deles atacou o servo do sumo sacerdote e lhe cortou a orelha direita.
Jesus, então, lhes respondeu: — Parem com isso! Aí ele tocou na orelha do servo e a curou.
Depois, Jesus disse aos líderes dos sacerdotes, aos chefes dos guardas do templo e aos líderes que tinham ido prendê-lo: — Por que vocês vieram com espadas e cacetes para me prender, como se eu fosse um ladrão?
Eu estive com vocês todos os dias no templo, e ninguém pôs as mãos em mim! Mas esta é a hora de vocês: a hora de reinar a escuridão.
Eles o prenderam e o levaram para a casa do sumo sacerdote. Pedro os seguia de longe.
Eles acenderam uma fogueira no meio do pátio e se sentaram juntos ao redor dela. Pedro estava no meio deles.
Uma das mulheres que trabalhava ali o viu sentado junto ao fogo e, olhando bem para ele, disse: — Este homem também estava com ele!
Mas ele negou, dizendo: — Eu nem o conheço, mulher!
Pouco depois, outra pessoa o viu e disse: — Você também é um deles! Mas Pedro disse: — Não sou, homem!
Mais ou menos uma hora depois, uma outra pessoa começou a insistir, dizendo: — Sem dúvida que este homem também andava com ele, pois também é galileu!
Pedro respondeu: — Eu não sei do que você está falando, homem! E naquele momento, enquanto Pedro ainda falava, um galo cantou.
Então o Senhor se virou e olhou para Pedro e este se lembrou das palavras do Senhor e de como ele tinha dito: “Antes que o galo cante hoje, você negará três vezes que me conhece”.
Pedro, então, saiu de lá e chorou amargamente.
Os homens que estavam tomando conta de Jesus começaram a zombar dele e também a bater nele.
Taparam os olhos dele e começaram a interrogá-lo, dizendo: — Prove para nós que você é um profeta adivinhando quem bateu em você.
E disseram muitas outras coisas para insultá-lo.
Quando amanheceu, houve uma reunião entre os líderes do povo, os líderes dos sacerdotes e os professores da lei. Depois mandaram levar a Jesus ao Conselho Superior deles.
Então, disseram a ele: — Se você é o Cristo, diga-nos! Jesus respondeu: — Mesmo que eu lhes diga, vocês não acreditarão em mim.
E se eu lhes fizer uma pergunta, vocês não responderão.
Mas, de agora em diante, o Filho do Homem estará sentado ao lado direito do Deus Todo-Poderoso.
E todos perguntaram: — Então, você é mesmo o Filho de Deus? E Jesus lhes respondeu: — Vocês dizem que eu o sou e eu não vou negá-lo.
Então eles disseram: — Por que é que precisamos de mais testemunhas? Nós já não o ouvimos confessar com sua própria boca?
Então, todos se levantaram, levaram Jesus até Pilatos
e começaram a acusá-lo, dizendo: — Encontramos este homem enganando o nosso povo! Ele é contra o pagamento de impostos ao imperador e afirma ser o Cristo, ou seja um rei!
Pilatos lhe perguntou: — Você é o rei do judeus? Jesus respondeu: — Você diz que eu o sou e eu não vou negá-lo.
Então Pilatos disse aos líderes dos sacerdotes e à multidão: — Eu não encontro nenhum motivo para condenar este homem!
Mas eles insistiram, dizendo: — Ele está causando desordem entre o povo por toda a Judeia com o seu ensino; ele começou na Galileia e agora chegou até aqui!
Ao ouvir isto, Pilatos perguntou se Jesus era da Galileia.
Quando soube que Jesus era galileu, e que, portanto, estava sob a jurisdição de Herodes, Pilatos o mandou até ele, pois Herodes estava em Jerusalém naqueles dias.
Herodes ficou muito contente quando viu a Jesus, pois fazia muito tempo que queria vê-lo. Herodes tinha ouvido falar muito dele e esperava que fizesse algum milagre.
Herodes fez muitas perguntas a Jesus, mas este não lhe respondeu nada.
Os líderes dos sacerdotes e os professores da lei também estavam presentes e o acusavam insistentemente.
Herodes e os seus soldados trataram Jesus com desprezo e zombaram dele. Depois, vestiram Jesus com uma capa luxuosa e o mandaram de volta a Pilatos.
Pilatos e Herodes, que antes eram inimigos, se tornaram amigos nesse dia.
Pilatos reuniu os líderes dos sacerdotes, os líderes dos judeus e o povo,
e lhes disse: — Vocês me trouxeram este homem, acusando-o de estar enganando o povo. Eu o interroguei diante de vocês e não encontrei nenhum motivo para as acusações que vocês têm contra ele.
Herodes também não encontrou nenhum motivo para acusá-lo, visto que o devolveu a nós. Como vocês veem, ele não fez nada que mereça a morte.
Eu vou mandar castigá-lo com chicotadas e depois vou soltá-lo.
Mas todos começaram a gritar ao mesmo tempo: — Matem esse homem! Solte Barrabás para nós!
(Barrabás tinha sido preso por promover uma rebelião na cidade e também por assassinato.)
Pilatos queria libertar a Jesus e falou novamente com a multidão,
mas eles continuaram a gritar: — Crucifique-o! Crucifique-o!
Pela terceira vez Pilatos lhes disse: — Mas que crime este homem cometeu? Eu não encontro nele nenhum motivo para condená-lo à morte, portanto vou castigá-lo com chicotadas e depois vou soltá-lo.
Mas eles continuaram a gritar para que seu pedido fosse atendido: que Jesus fosse crucificado. Os gritos deles prevaleceram
e Pilatos decidiu fazer o que eles queriam.
Pilatos soltou o homem que tinha sido preso por arruaça e por assassinato (que era o que eles queriam). E lhes entregou Jesus para fazerem com ele o que queriam fazer.
Então os soldados levaram a Jesus. No caminho, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo. Eles o agarraram, puseram a cruz de Jesus sobre ele e o obrigaram a carregá-la, seguindo atrás de Jesus.
Uma grande multidão o seguia, incluindo algumas mulheres que lamentavam e choravam por ele.
Jesus se voltou e disse a elas: — Não chorem por minha causa, filhas de Jerusalém! Chorem, sim, por vocês mesmas e por seus filhos,
pois vão chegar os dias em que as pessoas dirão: “Felizes das mulheres estéreis, das que nunca tiveram filhos e também das que nunca amamentaram”.
E dirão às montanhas: “Caiam sobre nós!” e aos montes: “Cubram a todos nós!”
Pois, se as pessoas fazem estas coisas quando a árvore ainda está verde, o que acontecerá quando a árvore estiver seca?
Dois outros homens, ambos criminosos, também estavam sendo levados com ele para serem mortos.
Quando chegaram a um lugar chamado “A Caveira”, crucificaram a Jesus e os dois criminosos, um à sua direita e outro à sua esquerda.
Então Jesus disse: — Pai, perdoe-lhes, pois eles não sabem o que fazem. E os soldados sortearam as roupas de Jesus entre eles.
O povo permanecia ali, observando, e os líderes faziam pouco dele, dizendo: — Já que ele salvou outros, que salve a si mesmo, se é que ele é mesmo o Cristo, o escolhido de Deus!
Os soldados também se aproximaram e faziam pouco dele e lhe ofereceram vinagre de vinho.
E diziam: — Salve a si mesmo se você é o Rei dos judeus!
Acima dele havia uma inscrição que dizia: Este é o rei dos judeus***.
Um dos criminosos suspensos na cruz o insultava e dizia: — Você não é o Cristo? Então salve a si mesmo e a nós!
Mas o outro repreendeu o primeiro e disse: — Você não teme a Deus? Nós estamos debaixo da mesma condenação!
A nossa condenação é justa, pois merecemos este castigo por causa do que fizemos. Mas este homem não fez mal nenhum!
E depois, disse: — Jesus, lembre-se de mim quando você entrar no seu reino.
E Jesus lhe respondeu: — Digo-lhe a verdade: Hoje mesmo você estará comigo no Paraíso.
Era mais ou menos meio-dia quando uma escuridão cobriu toda a terra até às três horas da tarde
e, durante esse período, o sol não brilhou. A cortina do templo se rasgou pelo meio
e Jesus exclamou em voz alta: — Pai, em suas mãos eu entrego o meu espírito! E, depois de dizer isto, ele morreu.
Quando o oficial romano viu o que tinha acontecido, louvou a Deus e disse: — Esse homem era realmente inocente.
Quando todas as pessoas que tinham se reunido para o espetáculo viram o que tinha acontecido, foram embora batendo no peito.
Todos aqueles que o conheciam ficaram de longe para observar estas coisas. As mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galileia também estavam com eles.
Havia um homem bom e justo chamado José. Ele era membro do Conselho Judeu,
mas não estava de acordo nem com a decisão deles nem com o que eles tinham feito. Ele era de uma cidade da Judeia chamada Arimateia e estava esperando pelo reino de Deus.
Esse homem foi até Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus.
Ele o tirou da cruz e o enrolou num lençol de linho. Depois ele o colocou num túmulo cavado numa rocha e que nunca tinha sido usado antes.
Tudo isso aconteceu na sexta-feira e estava próximo o sábado.
As mulheres que tinham vindo com Jesus da Galileia acompanharam José e viram o túmulo e como o corpo tinha sido colocado ali.
Depois foram para casa e prepararam ervas aromáticas e perfumes para o corpo dele. No sábado elas descansaram, em obediência à lei.
No primeiro dia da semana, bem cedo, as mulheres foram para o túmulo e levaram os perfumes que tinham preparado.
Elas viram que a pedra tinha sido mexida da entrada do túmulo para um outro lugar
e entraram, porém não encontraram o corpo do Senhor Jesus.
Enquanto elas estavam perplexas a esse respeito, apareceram dois homens vestidos com roupas que brilhavam muito, e se colocaram ao lado delas.
Elas ficaram com muito medo e se ajoelharam, levando seus rostos até o chão. Então os dois homens lhes disseram: — Por que vocês estão procurando entre os mortos alguém que está vivo?
Ele não está mais aqui. Ele ressuscitou! Vocês não lembram do que ele disse quando ainda estava na Galileia:
O Filho do Homem tem que ser entregue aos pecadores, ser crucificado e ressuscitar no terceiro dia?
Então elas se lembraram das palavras de Jesus.
Depois voltaram do túmulo e contaram todas estas coisas aos onze e a todos os outros.
Elas eram: Maria Madalena, Joana e Maria, a mãe de Tiago. Elas e as outras mulheres que estavam com elas, estavam contando estas coisas aos apóstolos.
Mas eles acharam que o que elas estavam falando era tolice e não acreditaram nelas.
Pedro, porém, se levantou e correu para o túmulo. E, ao abaixar-se, não viu nada a não ser os lençóis de linho. Então ele foi embora imaginando o que podia ter acontecido.
Naquele mesmo dia, dois dos discípulos estavam indo para uma vila chamada Emaús, situada mais ou menos a onze quilômetros de Jerusalém.
Eles estavam conversando a respeito das coisas que tinham acontecido.
Enquanto falavam e discutiam sobre o assunto, o próprio Jesus se aproximou e começou a andar com eles.
Eles, porém, foram impedidos de o reconhecer.
Jesus lhes perguntou: — Sobre o que vocês discutiam pelo caminho? Eles pararam e seus rostos estavam bem tristes.
Cléopas, um deles, lhe disse: — Você deve ser a única pessoa de Jerusalém que não sabe o que aconteceu por lá nestes últimos dias!
E Jesus perguntou: — Do que vocês estão falando? Eles lhe disseram: — É a respeito de Jesus de Nazaré, um profeta, poderoso em palavras e obras aos olhos de Deus e de todo o povo.
Os nossos líderes e os líderes dos sacerdotes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.
Nós tínhamos esperança de que ele iria ser o libertador de Israel! Além de tudo isso, já faz três dias que essas coisas aconteceram
e algumas mulheres do nosso grupo nos surpreenderam, pois elas foram ao túmulo hoje de manhã cedo
e não encontraram o corpo dele. Então elas voltaram e nos disseram que tinham tido uma visão, na qual anjos lhes tinham dito que ele estava vivo.
Então, alguns daqueles que estavam conosco também foram ao túmulo e o encontraram exatamente como as mulheres tinham dito, mas não viram a Jesus.
Então Jesus lhes disse: — Vocês são tolos e demoram muito para acreditar em todas as coisas que os profetas disseram.
Por acaso não era necessário que o Messias sofresse essas coisas antes de entrar na sua glória?
Depois, Jesus explicou a eles tudo o que os profetas tinham dito a respeito dele em todas as Escrituras, começando por Moisés.
Eles estavam se aproximando da cidade para onde iam e Jesus fez como quem ia para mais longe.
Mas eles insistiram para que ele ficasse, dizendo: — Fique conosco porque é quase noite e o dia já está acabando. Então ele entrou e ficou com os dois discípulos.
Quando Jesus estava à mesa com eles, pegou o pão, deu graças e o repartiu entre eles.
Enquanto ele repartia o pão, os olhos deles se abriram e eles o reconheceram, mas Jesus desapareceu.
Então um disse ao outro: — Não parecia que os nossos corações estavam queimando dentro do peito quando ele falava conosco durante o caminho, explicando as Escrituras?
E imediatamente eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze apóstolos reunidos com os outros.
Os apóstolos e os outros disseram: — O Senhor ressuscitou de verdade! Ele apareceu a Simão!
Então os dois também contaram o que lhes tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido a Jesus quando ele partiu o pão.
Enquanto estavam falando sobre essas coisas, Jesus apareceu no meio dos discípulos e disse: — A paz esteja com vocês!
Eles, porém, ficaram assustados e com muito medo e pensaram que estavam vendo um fantasma.
Mas ele lhes disse: — Por que vocês estão perturbados? Por que duvidam tanto?
Olhem para as minhas mãos e para os meus pés e vejam que sou eu mesmo! Toquem em mim e vejam; um fantasma não tem carne e ossos como vocês estão vendo que eu tenho!
Depois de dizer isto, Jesus lhes mostrou suas mãos e os seus pés.
Os discípulos estavam tão alegres que nem podiam acreditar, mas estavam também muito espantados. Então, Jesus lhes disse: — Vocês têm alguma coisa para comer aqui?
Eles lhe deram um pedaço de peixe assado.
Ele o aceitou e o comeu diante deles
e lhes disse: — Estas são exatamente as coisas sobre as quais eu lhes falei quando ainda estava com vocês. Tudo o que está escrito a meu respeito na lei de Moisés, nos livros dos profetas e nos Salmos tinha que acontecer.
Então ele abriu as mentes deles para que pudessem entender as Escrituras.
E lhes disse: — As Escrituras dizem que o Cristo sofrerá e ressuscitará no terceiro dia
e que o arrependimento para o perdão dos pecados será proclamado em seu nome para todas as nações, começando em Jerusalém.
Vocês são testemunhas destas coisas
e eu lhes mandarei o que o meu Pai prometeu. Mas fiquem na cidade, até que aquele poder lá de cima venha sobre vocês.
Depois Jesus os levou até perto da região de Betânia. Ali ele levantou as mãos e os abençoou.
Enquanto os abençoava, Jesus os deixou e foi levado para o céu.
Então eles o adoraram e voltaram para Jerusalém cheios de alegria.
Eles estavam sempre no templo, adorando a Deus.
No princípio, antes de existir qualquer outra coisa, a Palavra já existia. A Palavra estava com Deus. A Palavra era Deus.
Aquele que era a Palavra estava no princípio com Deus.
Por meio dele tudo o que existe foi criado. Não existe nada que não tenha sido feito por ele.
Nele estava a vida e essa vida era luz para os homens.
A Luz brilha na escuridão e a escuridão não pôde apagá-la.
Havia um homem chamado João que tinha sido enviado por Deus.
Ele veio para falar a respeito da Luz, para que por meio dele todos os homens possam crer na Luz.
João não era a Luz; ele só veio para falar da Luz.
Aquele que era a Luz verdadeira estava vindo para o mundo. A Luz verdadeira ilumina a todos os homens.
Ele estava no mundo. O mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o conheceu.
Ele veio para o mundo, que era seu, mas o seu próprio povo não o recebeu.
Porém algumas pessoas o aceitaram. E para essas pessoas que acreditaram nele, ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus.
Eles não nasceram por um novo nascimento físico, ou por desejo ou decisão humana. Eles nasceram de Deus.
A Palavra se tornou um ser humano e viveu entre nós. A Palavra estava cheia de graça e verdade. Nós vimos a sua glória, glória que pertence somente ao único Filho do Pai.
João testemunhou a respeito dele e disse: — Era deste homem que eu falava: Aquele que vem depois de mim é mais importante do que eu, pois existia antes de mim.
Ele estava cheio de graça e verdade e todos nós temos recebido dele bênçãos e mais bênçãos.
A lei foi dada por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.
Ninguém jamais viu a Deus Pai. Mas o único Filho, que também é Deus e está em perfeita união com o Pai, nos mostrou como Deus é.
Os judeus de Jerusalém mandaram alguns sacerdotes e levitas perguntar a João: — Quem é você? Então João, dando testemunho,
não hesitou em responder e disse claramente: — Eu não sou o Messias.
Eles tornaram a perguntar: — Então, quem é você? Você é Elias? Ele respondeu: — Não, não sou Elias. Depois perguntaram: — Você é o Profeta? Ele respondeu: — Também não sou o Profeta.
Então disseram: — Diga-nos quem você é para que possamos levar uma resposta àqueles que nos enviaram. O que você diz de você mesmo?
João lhes respondeu nas palavras do profeta Isaías: “Eu sou a voz de alguém que clama no deserto: Endireitem o caminho para o Senhor”.
No grupo de judeus enviados a João, estavam também alguns fariseus.
Eles disseram: — Você diz que não é o Messias, nem Elias, nem o Profeta. Então por que está batizando?
João respondeu: — Eu batizo em água, mas entre vocês está um homem que vocês não conhecem,
e que vem depois de mim. Eu nem sequer sou digno de desamarrar os cadarços das suas sandálias.
Tudo isso aconteceu em Betânia, do outro lado do rio Jordão. Era ali que João estava batizando pessoas.
No dia seguinte, quando João viu que Jesus vinha ao seu encontro, disse: — Olhem o Cordeiro de Deus! O Cordeiro que tira os pecados do mundo!
Era deste homem que eu dizia: Um homem que é mais importante do que eu virá depois de mim. Ele é mais importante do que eu porque já existia antes de mim.
Eu mesmo não sabia quem ele era. Mas vim batizando em água para que o povo de Israel pudesse saber quem ele é.
Depois João disse: — Eu não sabia quem era o Messias. Mas Deus me mandou para batizar em água e disse: “Você vai ver o Espírito Santo descer e pousar num homem. Esse é o homem que vai batizar no Espírito Santo”. João continuou: — Eu vi isso acontecer. Vi o Espírito Santo descer do céu, da mesma forma que uma pomba desce, e pousar nele.
Por isso digo a todos: Ele é o Filho de Deus.
No dia seguinte, João estava no mesmo local e com ele estavam dois dos homens que o seguiam.
Ao ver Jesus passar por ali, João disse: — Olhem o Cordeiro de Deus!
Os dois homens que seguiam a João ouviram o que ele disse e foram atrás de Jesus.
Jesus, virando-se para trás, viu que eles o seguiam e disse: — O que vocês querem? Eles perguntaram: — Rabi, onde é que o senhor mora? (Rabi quer dizer “Mestre”.)
Jesus respondeu: — Venham comigo e verão. Então os dois homens foram com ele, viram o lugar onde Jesus morava e ficaram lá com ele nesse dia. Eram mais ou menos quatro horas da tarde.
André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois homens que tinham ido atrás de Jesus depois de terem ouvido João falar dele.
Logo depois, André foi procurar seu irmão Simão e lhe disse: — Encontramos o Messias! (Messias quer dizer “o Rei Escolhido por Deus ”.)
Depois André levou Simão a Jesus. Jesus olhou para Simão e disse: — Você é Simão, filho de João; de agora em diante será chamado Cefas. (Cefas quer dizer “Pedro ”.)
No outro dia, Jesus decidiu ir para a Galileia. Encontrou Filipe e lhe disse: — Siga-me!
Filipe era de Betsaida, onde também moravam André e Pedro.
Filipe encontrou Natanael e disse: — Nós encontramos o homem de quem Moisés escreveu na lei e sobre quem os profetas também escreveram! Ele é Jesus, filho de José. Ele é de Nazaré.
Mas Natanael disse a Filipe: — De Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? — Venha ver — respondeu Filipe.
Jesus viu Natanael vindo em sua direção e disse: — Aqui está um verdadeiro homem do povo de Israel. Nele não há falsidade.
Natanael perguntou: — De onde você me conhece? Jesus respondeu: — Eu vi você quando estava debaixo da figueira, antes de Filipe o chamar.
Então Natanael disse a Jesus: — Mestre, o senhor é o Filho de Deus! O senhor é o Rei do povo de Deus!
Jesus respondeu a Natanael: — Você acredita em mim só por eu ter dito que vi você debaixo da figueira? Irá ver coisas maiores do que esta.
E Jesus continuou: — Digo a verdade a vocês: Vocês todos vão ver o céu aberto e “os anjos de Deus subindo e descendo” sobre o Filho do Homem.
No terceiro dia, houve um casamento na vila de Caná, na Galileia. A mãe de Jesus estava ali.
Jesus e os seus discípulos também foram convidados para o casamento.
Quando o vinho se acabou, a mãe de Jesus lhe disse: — Eles não têm mais vinho.
Jesus respondeu: — Senhora, por que me incomoda? O momento determinado para mim ainda não chegou.
A sua mãe disse aos que serviam ali: — Façam tudo o que ele disser.
Havia nesse lugar seis jarros de pedra para água. Os judeus usavam jarros como estes para as suas purificações religiosas. Em cada jarro cabiam mais ou menos cem litros.
Jesus disse aos que serviam ali: — Encham estes jarros de água. E eles encheram os jarros até a boca.
Depois disse: — Agora tirem um pouco de água e levem ao mestre de cerimônias. E eles levaram a água.
Quando o dirigente da festa provou a água, ela tinha se tornado vinho. O dirigente não sabia de onde tinha vindo o vinho (mas aqueles que tinham trazido a água sabiam). E então chamou o noivo
e disse: — É costume servir o melhor vinho primeiro. Depois dos convidados já terem bebido bastante é que se serve o vinho mais barato. Você, porém, guardou o melhor vinho até agora.
Assim, em Caná da Galileia, Jesus fez o seu primeiro milagre. Ele mostrou a sua glória, e as pessoas que o seguiam creram nele.
Depois disto, Jesus foi para a cidade de Cafarnaum. A mãe de Jesus, os seus irmãos e os seus discípulos foram com ele. Lá ficaram alguns dias.
Mas, como se aproximava a festa da Páscoa dos judeus, Jesus foi para Jerusalém.
No templo, ele viu homens vendendo gado, ovelhas e pombas. Também viu outros sentados às mesas trocando dinheiro.
Jesus fez um chicote com algumas cordas e expulsou a todos do templo e também as ovelhas e os bois. Virou as mesas e espalhou o dinheiro dos cambistas.
Depois disse aos que vendiam pombas: — Tirem tudo isto daqui! Não façam da casa do meu Pai um lugar de compras e vendas!
Quando isto aconteceu, os discípulos se lembraram que estava escrito nas Escrituras Sagradas: “O amor que tenho pela sua casa me queima por dentro”.
Os judeus disseram a Jesus: — Que milagre você vai fazer para provar que tem autoridade para fazer essas coisas?
Jesus respondeu: — Destruam este templo e em três dias eu o construirei de novo.
Os judeus responderam: — Levou quarenta e seis anos para construir este templo! Acredita que pode construí-lo de novo em três dias?
(Mas o templo de que Jesus falava era o seu próprio corpo.
Depois da ressurreição de Jesus, os seus discípulos se lembraram que ele tinha dito isto e creram nas Escrituras Sagradas e nas palavras de Jesus.)
Jesus estava em Jerusalém para a festa da Páscoa. Muitos creram nele porque viram os milagres que ele fez ali.
Mas Jesus não confiava neles, pois conhecia todas as pessoas.
Ele não precisava de que alguém lhe falasse a respeito delas. Ele mesmo sabia o que estava na mente delas.
Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos. Ele era um dos líderes do povo judeu.
Uma noite Nicodemos foi até Jesus e disse: — Mestre, nós sabemos que o senhor foi enviado por Deus para nos ensinar, pois ninguém pode fazer os milagres que o senhor faz a não ser que Deus esteja com ele.
Jesus respondeu: — Digo-lhe a verdade: Se uma pessoa não nascer de novo, ela não pode fazer parte do reino de Deus.
Nicodemos disse: — Mas se um homem já é velho, como pode ele nascer de novo? Ele não pode entrar outra vez no ventre de sua mãe. Portanto, como pode nascer pela segunda vez?
Jesus respondeu: — Digo-lhe a verdade: Se uma pessoa não nascer da água e do Espírito, ela não pode entrar no reino de Deus.
A pessoa que nasce de pais humanos é um ser de este mundo. Mas a pessoa que nasce do Espírito é um ser do mundo espiritual.
Não se admire por eu lhe dizer: “Você tem que nascer de novo”.
O vento sopra onde quer. Você ouve o soprar do vento, mas não sabe nem de onde vem nem para onde vai. O mesmo acontece com todo aquele que nasce do Espírito.
Nicodemos perguntou: — Como isso pode ser possível?
Jesus disse: — Você é um líder importante do povo de Israel e não compreende estas coisas?
Digo-lhe a verdade: Nós falamos do que sabemos e testemunhamos o que vimos. Mas vocês não aceitam o nosso testemunho.
Falei a vocês a respeito de coisas da terra, mas vocês não acreditam. Como então vão acreditar se eu lhes falar a respeito de coisas do céu?
A única pessoa que já subiu ao céu é aquela que desceu do céu: o Filho do Homem.
Moisés levantou a serpente no deserto. Dessa mesma maneira o Filho do Homem também tem que ser levantado.
E ele tem que ser levantado para que todo o que nele crê possa ter a vida eterna.
Pois Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crê não morra, mas tenha a vida eterna.
Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para salvar o mundo por meio dele.
Quem acredita no Filho de Deus não será condenado. Quem não acredita no Filho de Deus já foi condenado, porque não acredita no Filho único de Deus.
Todos são julgados por este fato: A luz já veio ao mundo, mas os homens não amaram a luz. Amaram a escuridão porque faziam o mal.
Toda pessoa que faz o mal odeia a luz. Ela não virá para a luz porque a luz mostrará todo o mal que essa pessoa tem feito.
Mas quem faz o bem conforme a verdade vem para a luz. Então a luz mostrará que as coisas que ele fez foram feitas por intermédio de Deus.
Depois disto, Jesus e os seus discípulos foram para a região da Judeia. Jesus ficou ali com os seus discípulos batizando as pessoas.
João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque ali havia muita água. E as pessoas vinham e eram batizadas.
(Isto aconteceu antes de João ter sido preso.)
Alguns dos discípulos de João tiveram uma discussão com um judeu a respeito das purificações religiosas.
E eles foram falar com João e disseram: — Mestre, aquele que estava com você no outro lado do rio Jordão, do qual você tem testemunhado, está batizando. E todos vão indo ao encontro dele.
João disse: — Um homem só pode receber o que Deus lhe dá.
Vocês próprios me ouviram dizer: Eu não sou o Messias. Eu sou somente aquele que Deus mandou para lhe preparar o caminho.
A noiva só pertence ao noivo. O amigo que ajuda o noivo está esperando por ele. Ele quer ouvir a sua voz e, quando a ouve, se alegra. Essa é a alegria que eu agora sinto.
Ele deve se tornar cada vez mais importante e eu, cada vez menos.
— Aquele que vem de cima é superior a todos. Aquele que é da terra é terrestre e fala daquilo que é da terra. Mas aquele que vem do céu é superior a todos.
Ele fala daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o que ele diz.
Quem aceita o que ele diz dá prova de que Deus é verdadeiro.
Aquele que Deus enviou declara o que Deus diz, porque Deus lhe dá todo o seu Espírito.
O Pai ama o Filho e lhe deu poder sobre todas as coisas.
Quem crê no Filho tem a vida eterna. Mas quem não obedece ao Filho nunca terá essa vida. A ira de Deus permanece sobre ele.
Jesus soube que os fariseus tinham ouvido falar que ele estava fazendo e batizando mais discípulos do que João.
(De fato quem batizava eram os seus discípulos e não Jesus.)
Então ele saiu da Judeia e voltou para a Galileia.
Para ir para a Galileia, Jesus tinha que atravessar Samaria.
Chegou então a uma vila chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José.
Era ali que o poço de Jacó estava situado. Por volta do meio-dia, Jesus, cansado da viagem, sentou-se à beira do poço.
Uma mulher samaritana veio tirar água do poço e Jesus disse: — Por favor, dê-me um pouco de água.
(Isto aconteceu enquanto os discípulos de Jesus tinham ido comprar comida na vila.)
A mulher samaritana disse: — Como me pede água, se você é judeu e eu sou samaritana? (Os judeus não se dão bem com os samaritanos.)
Jesus respondeu: — Você não sabe o que Deus dá, nem quem é aquele que lhe pede água. Se soubesse, você teria me pedido e eu teria lhe dado água viva.
A mulher disse: — Senhor, onde é que vai buscar essa água viva? O poço é fundo e você não tem nada com que tirar a água.
Por acaso você é melhor que o nosso pai Jacó? Foi ele quem nos deu este poço. Ele próprio bebeu dele, assim como seus filhos e também seus rebanhos.
Jesus respondeu: — Toda pessoa que bebe desta água, voltará a ter sede.
Mas aquele que beber da água que eu dou nunca mais terá sede. A água que eu dou se tornará numa fonte de água viva dentro dele. Ela lhe dará a vida eterna.
A mulher disse a Jesus: — Senhor, dê-me dessa água para que eu não tenha mais sede. E assim não terei que voltar aqui para tirar mais água.
Jesus lhe disse: — Vá chamar o seu marido e volte aqui.
A mulher respondeu: — Mas eu não tenho nenhum marido. Jesus disse: — Você tem razão quando diz que não tem nenhum marido.
Realmente você já teve cinco, mas o homem com quem está vivendo agora não é seu marido. Você diz a verdade.
A mulher disse: — Senhor, vejo que é um profeta.
Os nossos pais adoraram a Deus neste monte. Mas vocês, judeus, dizem que é em Jerusalém que se deve adorar a Deus.
Jesus disse: — Senhora, acredite no que lhe digo. Está chegando a hora em que vocês não terão que estar nem em Jerusalém nem neste monte para adorarem ao Pai.
Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem. Nós, judeus, adoramos o que conhecemos. A salvação vem a todos por meio dos judeus.
Mas está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar ao Pai de modo espiritual e verdadeiro. São esses os adoradores que o Pai procura.
Deus é espírito. Os que adoram a Deus têm que adorá-lo em espírito e em verdade.
A mulher disse: — Eu sei que o Messias virá. (Messias é aquele que se chama “Cristo”.) — Quando ele vier, vai nos explicar tudo.
Então Jesus disse: — É ele quem fala com você agora. Sou eu mesmo.
Naquele momento os seus discípulos chegaram da vila. Eles ficaram admirados por verem Jesus falando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: “O que você quer?” ou “Por que você está falando com ela?”
Então a mulher deixou a sua jarra de água e voltou para a vila. E disse ao povo:
— Venham ver um homem que me disse tudo que eu tenho feito. Será que ele não é o Messias?
Então o povo saiu da vila e foi ver a Jesus.
Enquanto a mulher tinha ido para a vila, os discípulos de Jesus diziam: — Mestre, coma alguma coisa!
Mas Jesus respondeu: — Eu tenho uma comida para comer que vocês não conhecem.
Então os discípulos perguntaram uns aos outros: — Será que alguém lhe trouxe comida?
Jesus disse: — A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou. De este modo, poderei acabar o trabalho que ele me deu para fazer.
Ao plantarem, vocês costumam dizer: Daqui a quatro meses poderemos fazer a colheita. Mas eu lhes digo: Abram os olhos e olhem para os campos. Vejam que eles já estão prontos para a colheita.
Agora mesmo, aquele que está colhendo já está sendo pago. Ele está colhendo para a vida eterna. E assim, tanto aquele que planta como aquele que colhe se alegram juntos.
Pois neste caso é verdadeiro o que dizem: É uma a pessoa que planta e outra a que colhe.
Eu mandei vocês colherem o que não plantaram. Outros fizeram o trabalho, e vocês recebem o benefício deste trabalho.
Muitos dos samaritanos naquela vila creram em Jesus porque a mulher lhes disse: “Ele me disse tudo o que eu fiz”.
E, quando os samaritanos foram encontrar Jesus, pediram a ele que ficasse com eles. E ele ficou lá dois dias.
Muitos mais creram em Jesus por causa do que ele lhes disse.
Eles disseram para a mulher: — Agora cremos em Jesus não pelo que você nos disse, mas porque nós mesmos o ouvimos. Sabemos que ele é realmente o Salvador do mundo.
Dois dias depois, Jesus partiu dali e foi para a Galileia.
(Jesus tinha dito antes que nenhum profeta é respeitado na sua própria terra.)
Quando Jesus chegou à Galileia, os galileus o receberam bem, porque tinham visto tudo o que ele tinha feito na festa da Páscoa, em Jerusalém. Eles também tinham estado lá.
Jesus voltou para Caná da Galileia, onde tinha transformado a água em vinho. Um dos oficiais do rei vivia em Cafarnaum e seu filho estava doente.
Quando o oficial ouviu dizer que Jesus tinha voltado da Judeia para a Galileia, ele foi ao seu encontro e pediu-lhe que fosse até Cafarnaum para curar seu filho. O filho dele estava morrendo.
Jesus lhe disse: — Se vocês não virem sinais e obras maravilhosas, de modo nenhum vão acreditar em mim.
O oficial disse: — Senhor, venha depressa, antes que meu filho morra.
Jesus respondeu: — Volte para casa. Seu filho viverá. O homem acreditou na palavra de Jesus e foi para casa.
Quando ia a caminho, os seus criados foram ao seu encontro e disseram: — O seu filho está bem.
Ele então perguntou: — A que horas ele começou a melhorar? Eles responderam: — Ontem, por volta da uma hora da tarde, a febre desapareceu.
O pai reconheceu que tinha sido naquela hora que Jesus tinha dito: “Seu filho viverá”. Então o homem e todas as pessoas da sua casa creram em Jesus.
Este foi o segundo milagre que Jesus fez depois de ir da Judeia para a Galileia.
Depois disso, Jesus foi para Jerusalém por causa de uma festa dos judeus.
Em Jerusalém, perto do Portão das Ovelhas, há um tanque rodeado por cinco pavilhões. Na língua dos judeus o tanque é chamado Betezata.
Muitos doentes estavam deitados nestes pavilhões: cegos, aleijados e paralíticos.
Havia um homem deitado ali, que estava doente há trinta e oito anos.
Jesus, vendo este homem e sabendo que ele estava doente há muito tempo, perguntou a ele: — Você quer ser curado?
Ele respondeu: — Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto eu estou tentando entrar, outro doente entra antes de mim.
Então Jesus disse: — Levante-se, pegue sua maca, e ande.
No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou sua maca, e começou a andar. Isto aconteceu no sábado.
Então os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: — Hoje é sábado, e nossa lei não permite que você carregue a maca.
Ele respondeu: — O homem que me curou disse que eu pegasse minha maca e andasse.
Os judeus perguntaram: — Quem foi o homem que mandou você carregar sua maca?
Mas ele não sabia quem o tinha curado, pois havia muita gente naquele lugar e Jesus já tinha desaparecido.
Mais tarde Jesus o encontrou no templo, e disse: — Agora você está curado. Não peque mais para que não lhe aconteça algo pior.
Então o homem saiu dali e disse aos judeus que tinha sido Jesus quem o tinha curado.
Daí em diante os judeus começaram a perseguir Jesus, porque ele fazia estas coisas no sábado.
Mas Jesus lhes disse: — Meu Pai nunca para de trabalhar e eu também trabalho.
Por causa disso, os judeus procuravam ainda mais matar a Jesus, porque ele não só desobedecia à lei do sábado, como também dizia que Deus era seu Pai, fazendo-se igual a Deus.
Mas Jesus declarou: — Digo a verdade a vocês: O Filho nada pode fazer por si próprio; ele só faz o que vê o Pai fazer, porque tudo que o Pai faz o Filho também faz.
O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo que faz. O Pai ainda vai mostrar ao Filho obras maiores do que estas para o Filho fazer. Então vocês vão se admirar.
Assim como o Pai levanta os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida a quem ele quiser.
Além disso, o Pai não julga a ninguém, mas confiou ao Filho todo o julgamento.
Deus fez isto, para que todos respeitem o Filho assim como respeitam o Pai. Quem não respeita o Filho, também não respeita o Pai que o enviou.
— Digo a verdade a vocês: Quem ouve o que eu digo e acredita naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será julgado; ele já passou da morte para a vida.
— Digo a verdade a vocês: A hora está chegando, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus. Aqueles que a ouvirem terão a vida eterna.
Pois assim como o Pai é a fonte da vida, da mesma maneira ele fez com que o Filho também fosse a fonte da vida.
O Pai deu ao Filho o poder de julgar a todos, porque este Filho é o Filho do Homem.
Não se admirem disso, porque está chegando a hora em que todos os mortos ouvirão a sua voz
e sairão dos túmulos. Aqueles que fizeram o bem, vão ressuscitar para a vida eterna. Mas aqueles que fizeram o mal, vão ressuscitar para ser condenados.
Eu não posso fazer nada por minha própria autoridade. Assim como eu ouço, eu julgo. O meu julgamento é justo, porque não quero agradar a mim mesmo, mas agradar aquele que me enviou.
Se eu falar para as pessoas a respeito de mim mesmo, esse meu testemunho não é válido.
Outro é que fala a meu respeito e eu sei que o seu testemunho é válido.
— Vocês enviaram homens a João e ele testemunhou sobre a verdade.
Eu não preciso que um homem testemunhe a meu respeito. Porém, digo a vocês estas coisas para que vocês possam ser salvos.
João era como uma lâmpada que ardia e dava luz e vocês, durante algum tempo, estavam contentes com a sua luz.
Mas eu tenho um testemunho maior do que o de João: as obras que eu faço, que meu Pai me deu para acabar, testemunham a meu respeito. Elas mostram que o Pai me enviou.
O próprio Pai que me enviou testemunhou a meu respeito, mas vocês não o têm visto nem ouvido a sua voz.
O ensino do Pai não está nos seus corações porque vocês não acreditam naquele que o Pai enviou.
Vocês estudam as Escrituras com muita atenção porque pensam que elas dão a vocês a vida eterna. E são as próprias Escrituras que testemunham a meu respeito.
Mas vocês não querem vir a mim para que possam ter vida.
— Eu procuro agradar a Deus e não preciso da glória que vem dos homens.
Mas eu conheço vocês e sei que vocês não amam a Deus de verdade.
Eu vim em nome do meu Pai, e vocês não me aceitam. Se outro vier em seu próprio nome, a esse vocês vão aceitá-lo.
Como é que vocês podem crer, se gostam de ser elogiados pelas pessoas, e não procuram ser elogiados pelo único Deus?
Não pensem que eu vou acusar vocês diante do meu Pai; Moisés é quem vai acusar vocês, em quem vocês confiam.
Se realmente acreditassem em Moisés, também acreditariam em mim, porque Moisés escreveu a meu respeito.
Mas, se vocês não acreditam no que Moisés escreveu, como podem acreditar naquilo que eu digo?
Depois disto, Jesus atravessou o lago da Galileia (ou lago de Tiberíades).
Uma grande multidão o seguia porque tinha visto os milagres que ele fazia quando curava os doentes.
Jesus subiu para um monte e ali se sentou com os seus discípulos.
Estava próxima a festa da Páscoa dos judeus.
Jesus, então, olhou ao redor dele e, vendo a multidão que se aproximava, disse a Filipe: — Onde podemos comprar pão para toda esta gente?
(Mas Jesus perguntou isto para provar a Filipe; porque ele já sabia o que ia fazer.)
Filipe respondeu: — Duzentas moedas de prata não seriam suficientes para comprar um pedaço de pão para cada pessoa.
Outro discípulo que lá estava, André, irmão de Simão Pedro, disse:
— Está aqui um rapaz com cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente?
Jesus disse: — Digam a todos que se sentem. (Aquele lugar tinha muita grama.) E os homens, mais ou menos cinco mil, se sentaram.
Então Jesus pegou os pães, agradeceu a Deus, e os deu a todos que estavam sentados. Fez o mesmo com os peixes, dando a todos quanto queriam.
Todos ficaram satisfeitos. Quando acabaram de comer, Jesus disse aos seus discípulos: — Recolham todos os pedaços que sobraram para que nada se estrague.
Então eles recolheram os pedaços que tinham sobrado. Quando as pessoas começaram a comer, tinham apenas cinco pães de cevada. Mas os discípulos encheram doze cestos com as sobras.
Quando a multidão viu o milagre que Jesus tinha feito, começou a dizer: — Com certeza este é o Profeta que devia vir ao mundo.
Sabendo Jesus que a multidão estava com a ideia de pegá-lo à força para fazê-lo rei, voltou sozinho para o monte.
Ao anoitecer, os discípulos de Jesus desceram ao lago. Como já era noite e Jesus ainda não tinha chegado, eles decidiram entrar no barco e partir sozinhos para Cafarnaum.
Um vento muito forte começou a soprar e as ondas começaram a se agitar.
Eles já tinham remado cerca de cinco ou seis quilômetros quando viram a Jesus caminhando sobre as águas e se aproximando do barco. Os discípulos ficaram com medo.
Mas Jesus disse: — Sou eu, deixem de ter medo!
Ao ouvirem a Jesus, de bom grado os discípulos o receberam a bordo, e logo o barco chegou ao seu destino.
No dia seguinte, as pessoas que tinham ficado do outro lado do lago, perceberam que somente um barco tinha estado lá. Eles sabiam que Jesus não tinha ido com os discípulos, pois eles tinham partido sozinhos.
Alguns barcos de Tiberíades chegaram perto do lugar onde a multidão tinha comido depois de Jesus ter dado graças.
Quando as pessoas descobriram que nem Jesus nem seus discípulos estavam mais lá, entraram nos barcos e foram para Cafarnaum à procura de Jesus.
Quando encontraram a Jesus no outro lado do lago perguntaram: — Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui?
Jesus respondeu: — Digo a verdade a vocês: Vocês não estão me procurando porque viram os milagres que eu fiz. Vocês só andam atrás de mim porque comeram pão e ficaram satisfeitos.
A comida deste mundo se estraga e apodrece. Por isso, não trabalhem por este tipo de comida, mas trabalhem pela comida que é sempre boa e que lhes dá a vida eterna. O Filho do Homem, em quem Deus Pai impôs o seu selo de aprovação, lhes dará essa comida.
Perguntaram-lhe então: — Quais são as coisas que Deus quer que façamos?
Jesus respondeu: — Este é o trabalho que Deus quer que vocês façam: Que creiam naquele que ele enviou.
Então eles disseram: — Nós gostaríamos de ver o senhor fazer um milagre para que possamos acreditar. O que vai fazer?
Os nossos pais comeram o maná no deserto. Assim como está escrito nas Escrituras Sagradas: “Deus lhes deu pão do céu para comer”.
Jesus disse: — Digo a verdade a vocês: Não foi Moisés quem lhes deu o pão do céu, mas é meu Pai quem lhes está dando o verdadeiro pão do céu.
O pão que vem de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
Disseram-lhe então: — Senhor, dê-nos sempre desse pão.
Jesus disse: — Eu sou o pão que dá vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome. Quem crê em mim nunca mais terá sede.
Mas como lhes disse, vocês já me viram e ainda não acreditam.
Todo aquele que o Pai me dá virá a mim e eu nunca rejeitarei aquele que vier a mim.
Pois eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha vontade.
Esta é a vontade daquele que me enviou: Que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia.
Aquele que vê o Filho e crê nele tem a vida eterna e eu vou ressuscitá-lo no último dia. É esta a vontade de meu Pai.
Então os judeus começaram a se queixar em voz baixa contra Jesus, porque ele tinha dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”.
Os judeus diziam: — Ele não é Jesus, o filho de José? Nós não conhecemos o seu pai e a sua mãe? Como então ele diz que desceu do céu?
Jesus respondeu: — Deixem de se queixar em voz baixa uns com os outros!
Foi o Pai quem me enviou. Ninguém pode vir a mim se o Pai não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.
Os profetas escreveram: “Deus vai ensinar a todos”. Todo aquele que ouve o Pai e aprende do que ele diz, vem a mim.
Nunca ninguém viu o Pai a não ser aquele que veio do Pai. Só ele viu o Pai.
— Digo a verdade a vocês: Aquele que crê em mim tem a vida eterna.
Eu sou o pão que dá vida.
Os seus parentes que viveram na época de Moisés comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram.
Mas este é o pão que desce do céu e quem comer dele nunca morrerá.
Eu sou o pão vivo que desceu do céu e quem comer deste pão viverá para sempre. Este pão é o meu corpo, e eu darei o meu corpo para que o mundo possa ter vida.
Então os judeus começaram a discutir entre eles: — Como pode este homem nos dar para comer o seu próprio corpo?
Jesus disse: — Digo a verdade a vocês: Vocês têm que comer o corpo do Filho do Homem e têm que beber o seu sangue. Se não fizerem isto, vocês não terão vida dentro de vocês.
Quem come do meu corpo e bebe do meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia.
O meu corpo é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.
Quem comer do meu corpo e beber do meu sangue permanece em mim e eu nele.
O Pai me enviou. O Pai vive e eu vivo por causa do Pai. Assim, quem comer a minha carne também viverá por meio de mim.
Eu não sou como o pão que os vossos pais comeram. Eles comeram esse pão e mesmo assim morreram. Eu sou o pão que desceu do céu e quem comer deste pão viverá para sempre.
Jesus disse tudo isto enquanto ensinava na sinagoga de Cafarnaum.
Os discípulos de Jesus ouviram isto e muitos deles disseram: — Estas palavras são muito duras. Quem é que pode aceitá-las?
Jesus sabia que os seus discípulos não tinham gostado do que ele tinha dito e que se queixavam uns com os outros. Então disse: — Vocês não gostaram do que eu disse?
E se virem o Filho do Homem voltar para o lugar de onde ele veio?
É o Espírito que dá vida; o corpo não pode fazer isso. As palavras que eu disse são espírito e portanto dão vida.
Mas alguns de vocês não acreditam. (Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não acreditavam e, também, quem iria traí-lo mais tarde.)
E ele prosseguiu: — Foi por isso que eu disse: Aquele que o Pai não deixar vir a mim, não poderá vir.
Depois de Jesus dizer isto, muitos daqueles que o seguiam o abandonaram.
Então Jesus perguntou aos doze discípulos: — Vocês não querem ir embora, não é verdade?
Simão Pedro respondeu a Jesus: — Senhor, para quem iremos? O senhor é que tem as palavras que dão a vida eterna.
Nós confiamos no senhor e sabemos que é o Santo de Deus.
Então Jesus respondeu: — Eu escolhi a todos vocês, aos doze, e um de vocês é diabo.
Jesus estava falando de Judas, filho de Simão Iscariotes. Judas era um dos doze, mas iria trair a Jesus mais tarde.
Depois disto, Jesus andava pela Galileia. Ele não queria mais andar pela Judeia porque os líderes judeus procuravam matá-lo.
Estava próxima uma das festas dos judeus (a Festa dos Tabernáculos).
Os irmãos de Jesus disseram a ele: — Você deve sair daqui e ir para a Judeia. Assim os seus discípulos que estão lá poderão ver os milagres que você faz.
Quem quer ser bem conhecido não esconde o que faz. Já que você está fazendo estas coisas, mostre-se ao mundo.
(Nem mesmo os irmãos de Jesus acreditavam nele.)
Jesus então respondeu: — Ainda não chegou a hora oportuna para eu ir, mas para vocês qualquer hora serve.
O mundo não pode odiar a vocês, mas me odeia porque eu falo do mal que ele faz.
Portanto, vão vocês para a festa. Eu não vou agora, pois ainda não chegou o momento certo.
Depois de dizer isto, Jesus ficou na Galileia.
Os irmãos de Jesus foram para a festa. Depois deles terem ido, Jesus também foi, mas não deixou que ninguém o visse.
Durante a festa, os líderes judeus procuravam por Jesus. Eles perguntavam para as pessoas: — Onde está aquele homem?
Havia muitas pessoas na festa, e várias falavam em voz baixa a respeito de Jesus. Algumas diziam: — Ele é um bom homem! Outras diziam: — Não, ele está enganando o povo!
Porém, ninguém tinha coragem de falar dele abertamente por terem medo dos líderes judeus.
No decorrer da festa, Jesus foi ao templo e começou a ensinar a todos.
Os judeus, admirados, diziam: — Como é que este homem sabe tanto se ele nunca estudou para isso?
Jesus respondeu: — As coisas que ensino não vêm de mim. O que eu ensino vem daquele que me enviou.
Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, saberá que o meu ensino vem dele e não de mim mesmo.
Quem ensina as suas próprias ideias busca glória para si mesmo. Porém, aquele que procura a glória de quem o enviou fala a verdade e não engana ninguém.
Moisés não deu a lei a vocês? Porém nenhum de vocês obedece a essa lei. Por que vocês querem me matar?
O povo respondeu: — Você tem um demônio. Quem é que quer matá-lo?
Jesus respondeu: — Fiz um milagre e vocês ficaram admirados.
Moisés deu a lei da circuncisão a vocês. (Aliás, nem foi Moisés que deu essa lei. A lei da circuncisão já existia desde os tempos dos nossos pais.) No entanto vocês circuncidam os meninos no sábado.
Se um menino pode ser circuncidado no sábado para se cumprir a lei de Moisés, por que então vocês se irritaram comigo por eu ter curado um homem por completo no sábado?
Deixem de julgar só pelas aparências. Sejam justos e julguem por aquilo que é reto.
Então algumas pessoas que viviam em Jerusalém disseram: — Não é este o homem que eles queriam matar?
Vejam só! Ele está aí falando abertamente a todos e ninguém lhe faz nada! Será que os líderes do povo sabem que este é realmente o Messias?
Nós sabemos de onde este homem vem mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde ele virá.
Jesus, que ainda estava ensinando no templo, exclamou em voz alta: — Vocês me conhecem e sabem de onde eu venho. Porém eu não vim por minha própria vontade. Eu fui enviado por aquele que é verdadeiro e que vocês não conhecem.
Mas eu o conheço. Eu venho dele e foi ele quem me enviou.
Quando Jesus disse isto, o povo tentou prendê-lo, mas ninguém conseguiu sequer tocar nele, pois o momento certo ainda não tinha chegado.
E várias pessoas da multidão que acreditavam nele diziam: — Quando o Messias vier, será que ele vai fazer mais milagres do que este homem?
Os fariseus ouviram a multidão falando de Jesus. Então eles e os líderes dos sacerdotes decidiram mandar os guardas do templo para prenderem Jesus.
Jesus disse: — Estarei com vocês um pouco mais. Depois voltarei para aquele que me enviou.
Vocês vão me procurar, mas não vão me encontrar. E para onde eu vou vocês não podem ir.
Os judeus perguntavam uns para os outros: — Onde é que ele vai que nós não poderemos ir ao seu encontro? Será que ele vai viver com os judeus que vivem nas cidades gregas? Vai ensinar os gregos?
O que ele quer dizer com as palavras: “Vocês vão me procurar, mas não vão me encontrar” e “Para onde eu vou vocês não podem ir”?
No último e mais importante dia da festa, Jesus disse a todos: — Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
E rios de água viva correrão do coração de quem crer em mim. Assim dizem as Escrituras Sagradas.
Jesus estava falando do Espírito Santo. O Espírito ainda não tinha sido dado porque Jesus ainda não tinha sido glorificado. Mais tarde, aqueles que cressem em Jesus iriam receber esse Espírito.
Uma grande multidão ouvia a Jesus. Muitas pessoas diziam: — Com certeza ele é o Profeta.
Outras diziam: — Ele é o Messias. Outras ainda diziam: — O Messias não virá da Galileia.
As Escrituras dizem que o Cristo virá de Belém, da terra e da família de Davi.
E elas não concordavam umas com as outras.
Outras ainda queriam prender a Jesus, mas ninguém fez isso.
Quando os guardas do templo voltaram, os líderes dos sacerdotes e os fariseus perguntaram: — Por que vocês não prenderam Jesus?
Os guardas do templo responderam: — As coisas que ele diz são superiores às palavras de qualquer outro homem.
Os fariseus disseram: — Vocês por acaso também foram enganados por ele?
Por acaso algum dos líderes dos fariseus se tornou discípulo dele?
Essas pessoas que não sabem nada da lei estão debaixo da maldição de Deus.
Nicodemos, aquele que tinha ido visitar a Jesus de noite, embora fosse um dos fariseus, disse:
— Não podemos julgar um homem antes de sabermos o que ele fez. Nossa lei não permite isso.
Os fariseus então responderam: — Você também vem da Galileia? Estude as Escrituras! Você verá que nenhum profeta vem da Galileia.
E todos foram embora para suas casas.
Jesus foi para o monte das Oliveiras.
No outro dia, de manhã cedo, Jesus voltou outra vez para o templo e todo o povo se ajuntou perto dele. Jesus então se sentou e começou a ensinar.
Os professores da lei e os fariseus levaram a Jesus uma mulher que tinha sido apanhada cometendo adultério e puseram a mulher no meio de todos.
Depois disseram a Jesus: — Mestre, esta mulher foi apanhada no ato de adultério.
A lei de Moisés manda apedrejar todas as mulheres que façam isso. Que diz o senhor?
Eles fizeram esta pergunta para comprometer a Jesus, para ver se ele dizia alguma coisa que pudesse ser usada contra ele mesmo. Jesus abaixou-se e começou a escrever na terra com o dedo.
Eles perguntaram de novo. Então Jesus se levantou e disse: — Quem não tem nenhum pecado pode atirar a primeira pedra.
Depois voltou a se abaixar e a escrever na terra.
Um por um, todos os que o ouviram foram embora, começando pelos mais velhos. Jesus ficou sozinho com a mulher, que continuava diante dele.
Jesus levantou-se outra vez e perguntou: — Senhora, foram todos embora? Ninguém condenou você?
Ela respondeu: — Ninguém, senhor. Então Jesus disse: — Eu também não vou condenar você. Pode ir embora, mas não volte a pecar.
Mais tarde, Jesus voltou a falar com o povo. Ele disse: — Eu sou a Luz do mundo. Quem me seguir nunca ficará na escuridão, mas terá luz, a luz que dá a vida.
Mas os fariseus disseram a ele: — Está testemunhando sobre você mesmo e isso não tem nenhum valor.
Jesus respondeu: — Mesmo que eu testemunhe de mim mesmo, o que eu digo é válido. Eu sei de onde eu vim e para onde eu vou. Mas vocês não sabem de onde eu vim ou para onde eu vou.
Vocês me julgam do ponto de vista humano. Eu mesmo não julgo ninguém.
Mas se eu julgo, o meu julgamento é verdadeiro porque eu não estou julgando sozinho. O Pai que me enviou está comigo.
A lei de vocês diz que quando duas testemunhas concordam uma com a outra, o testemunho delas é válido.
Eu, que falo de mim mesmo, sou uma testemunha. O Pai que me enviou é a outra.
Eles perguntaram: — Onde está o seu pai? Jesus respondeu: — Vocês não conhecem a mim nem ao meu Pai. Se me conhecessem, também conheceriam ao meu Pai.
Jesus disse estas coisas quando estava ensinando no templo. Ele estava perto das caixas de ofertas e ninguém o prendeu. O momento determinado para ele ainda não tinha chegado.
Outra vez Jesus disse ao povo: — Eu vou deixar vocês. Vocês vão me procurar, mas morrerão em seus próprios pecados. Vocês não podem ir para onde eu vou.
Então os judeus perguntaram: — Será que ele vai se matar e por isso diz: “Vocês não podem vir para onde eu vou”?
Mas Jesus disse: — Vocês são daqui de baixo, mas eu sou lá de cima. Vocês pertencem a este mundo, mas eu não pertenço a este mundo.
Por isso é que eu disse que vocês morrerão em seus próprios pecados. Se vocês não acreditarem que Eu Sou, certamente morrerão em seus próprios pecados.
Eles perguntaram: — Então quem é você? Jesus respondeu: — Eu sou o que eu venho dizendo que sou desde o princípio.
Tenho muito o que dizer e julgar a respeito de vocês, mas só digo o que ouvi daquele que me enviou. Ele fala a verdade.
Eles não compreenderam que Jesus estava falando do Pai.
Então Jesus disse: — Quando vocês levantarem o Filho do Homem, então saberão que Eu Sou e que nada faço por mim mesmo. Eu só digo aquilo que o Pai me ensinou.
Aquele que me enviou está comigo. Ele nunca me abandonou porque eu sempre faço o que lhe agrada.
Muitas pessoas creram em Jesus quando ele disse estas coisas.
Então Jesus disse aos judeus que tinham acreditado nele: — Se vocês continuarem a obedecer às minhas palavras, serão verdadeiramente meus discípulos.
Então conhecerão a verdade; e a verdade libertará vocês.
Os judeus responderam: — Nós viemos da família de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Por que você diz que nós seremos libertados?
Jesus respondeu: — Digo a verdade a vocês: Todos os que pecam são escravos do pecado.
Ora, um escravo não pertence à família para sempre, mas um filho pertence.
Portanto, se o Filho libertar vocês, então serão realmente livres.
Eu sei que vocês são filhos de Abraão. Mas sei também que vocês querem me matar porque não aceitam o que eu digo.
Eu falo das coisas que meu Pai me mostrou, mas vocês fazem o que ouviram do pai de vocês.
Eles responderam: — Nosso pai é Abraão. Jesus então disse: — Se vocês fossem realmente filhos de Abraão, fariam o que ele fez.
Entretanto vocês querem me matar, a mim, um homem que tem trazido a vocês a verdade que ouvi de Deus. Abraão nunca fez uma coisa dessas.
Vocês fazem as obras do pai de vocês. Mas os judeus diziam: — Nós não somos filhos ilegítimos! Nós temos um pai que é Deus.
Jesus disse: — Se Deus fosse realmente o Pai de vocês, vocês me amariam. Eu vim de Deus e agora estou aqui. Não vim pela minha própria conta, mas porque Deus me enviou.
Vocês não compreendem o que eu ensino porque não conseguem aceitar o que eu digo.
O pai de vocês é o diabo. Vocês pertencem a ele e querem fazer a sua vontade. Ele foi um assassino desde o princípio. Ele é contra a verdade e nele não há verdade nenhuma. Quando mente só diz o que lhe é natural, pois é um mentiroso. Ele é o pai das mentiras.
Eu, porém, digo a verdade, mas vocês não acreditam em mim.
Pode algum de vocês me acusar de um pecado qualquer? Se digo a verdade, por que não acreditam em mim?
Aquele que é de Deus, aceita o que Deus diz. Mas vocês não aceitam o que Deus diz porque não pertencem a Deus.
Os judeus responderam: — Temos ou não razão quando dizemos que você é um samaritano e que tem um demônio?
Jesus respondeu: — Eu não tenho nenhum demônio. Eu honro o meu Pai, mas vocês me desonram.
Eu não estou tentando obter glória para mim mesmo. Há quem esteja tentando obter essa glória para mim. E ele é o Juiz.
Digo a verdade a vocês: Aquele que obedecer aos meus ensinamentos nunca morrerá.
Os judeus disseram a Jesus: — Agora temos certeza de que você tem um demônio! Até mesmo Abraão e os profetas morreram, mas você diz: “Aquele que obedecer aos meus ensinamentos nunca morrerá”.
Você pensa que é superior ao nosso pai Abraão? Abraão morreu e os profetas também morreram. Quem você pensa que é?
Jesus respondeu: — Se eu der glória a mim mesmo, essa glória não vale nada. Quem me dá glória é o meu Pai. Vocês dizem que ele é o Deus de vocês,
mas a verdade é que vocês não o conhecem. Eu o conheço. Se eu dissesse que não o conheço, então seria um mentiroso como vocês. Mas eu o conheço e obedeço a tudo o que ele diz.
Abraão, o pai de vocês, queria muito ver o dia da minha vinda. Ele viu e ficou muito contente.
Os judeus disseram: — O que você está dizendo? Você nunca viu Abraão! Não tem nem cinquenta anos!
Jesus respondeu: — Digo a verdade a vocês: Antes de Abraão nascer, Eu Sou!
Então os judeus pegaram pedras para atirar em Jesus, mas ele se escondeu e depois saiu do templo.
Jesus estava caminhando quando viu um homem que tinha nascido cego.
Os seus discípulos perguntaram: — Mestre, quem é que pecou para que este homem nascesse cego? Ele ou os pais dele?
Jesus respondeu: — Nem ele nem os pais dele. Ele nasceu cego para que o poder de Deus seja mostrado nele.
Enquanto é dia, devemos continuar fazendo o trabalho daquele que me enviou. A noite está chegando. E ninguém pode trabalhar à noite.
Enquanto eu estiver no mundo, eu sou a Luz do mundo.
Depois de Jesus ter dito isto, ele cuspiu no chão e fez um pouco de lama com a saliva. Depois passou a lama nos olhos do cego
e disse: — Vá se lavar no tanque de Siloé. (Siloé quer dizer “Enviado”.) O homem foi ao tanque, lavou o rosto e voltou vendo.
Os vizinhos do homem e aqueles que costumavam vê-lo pedindo esmolas diziam: — Olhem! Não é este o homem que está sempre sentado pedindo esmolas?
Alguns diziam: — É ele mesmo! Mas outros diziam: — Não, só se parece com ele. O homem então dizia: — Sou eu mesmo!
Eles perguntaram: — O que aconteceu? Como é que você agora pode ver?
Ele respondeu: — Um homem chamado Jesus fez lama, passou nos meus olhos e disse para eu ir me lavar no tanque de Siloé. Eu fui, lavei-me e agora estou vendo.
Eles perguntaram: — Onde está esse homem? Ele então respondeu: — Não sei.
O povo então levou o homem que tinha sido cego aos fariseus.
(Foi num sábado que Jesus tinha feito lama e curado os olhos do cego.)
Assim os fariseus perguntaram ao homem: — Como você agora pode ver? Ele respondeu: — Um homem passou lama nos meus olhos, eu me lavei e agora estou vendo.
Alguns dos fariseus estavam dizendo: — Esse homem não é de Deus, pois ele não respeita o sábado. Outros diziam: — Mas um homem pecador não faz milagres como este. E não concordavam uns com os outros.
Voltaram então a perguntar ao homem: — O que você diz dele? Afinal, foram os seus olhos que ele abriu! O homem respondeu: — Ele é um profeta.
Os judeus, no entanto, não acreditaram que ele tivesse nascido cego e que agora podia ver. Mandaram, então, chamar os pais dele
e lhes perguntaram: — Este homem é o filho de vocês? Vocês dizem que ele nasceu cego. Como é que agora ele está vendo?
Os pais dele responderam: — Sabemos que ele é nosso filho e que nasceu cego.
Mas não sabemos nem como ele agora vê e nem quem o curou. Perguntem a ele; ele tem idade suficiente para responder sozinho.
Os pais disseram isto porque tinham medo dos judeus. Os judeus tinham decidido entre eles expulsar da sinagoga qualquer pessoa que dissesse que Jesus era o Messias.
(Foi por isso que os seus pais disseram: “Perguntem a ele; ele tem idade suficiente para responder sozinho”.)
Pela segunda vez, os judeus mandaram chamar o homem que tinha sido cego. Eles disseram: — Você deve dizer a verdade e dar glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é pecador.
Ele respondeu: — Não sei se ele é pecador. Só sei de uma coisa: Eu era cego e agora posso ver.
Os judeus perguntaram: — O que foi que ele fez? Como é que ele curou você?
Ele respondeu: — Já lhes disse uma vez, mas vocês não me escutaram. Por que vocês querem ouvir de novo? Vocês também querem ser discípulos dele?
Então eles o ofenderam, dizendo: — Você é discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés.
Sabemos que Deus falou a Moisés, mas sobre este homem, não sabemos nem de onde ele veio!
O homem disse: — É realmente muito estranho que vocês não saibam de onde ele veio e, contudo, ele curou os meus olhos!
Nós todos sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas ouve aqueles que o adoram e lhe obedecem.
Nunca se ouviu falar de alguém que tivesse curado uma pessoa que tenha nascido cega.
Se ele não fosse de Deus, não poderia ter feito nada.
Eles responderam: — Você nasceu cheio de pecado e agora quer nos ensinar? E o expulsaram.
Quando Jesus ouviu que tinham expulsado o homem, foi ao seu encontro e disse: — Você crê no Filho do Homem?
Ele perguntou: — Senhor, quem é o Filho do Homem? Me fale para que eu possa crer nele.
Jesus disse: — Você já o viu. O Filho do Homem é quem está falando com você agora.
O homem respondeu: — Sim, Senhor, eu creio! E então se ajoelhou e adorou a Jesus.
Jesus disse: — Eu vim para este mundo para que o mundo possa ser julgado. Eu vim para que os cegos possam ver e para que os que veem fiquem cegos.
Alguns dos fariseus que estavam perto de Jesus, ao ouvirem isto, perguntaram: — Você quer dizer que nós somos cegos?
Então Jesus lhes disse: — Se vocês fossem realmente cegos não seriam culpados de pecado. Mas como vocês dizem que veem, então, sim são culpados de pecado.
Jesus disse: — Digo a verdade a vocês: se um homem não entra num curral de ovelhas pela porta, mas sobe pelo outro lado, é ladrão e assaltante.
Mas quem entra pela porta é quem realmente é o pastor das ovelhas.
O vigia abre a porta para ele e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora.
Quando sai com todas as ovelhas, ele vai na frente delas e as guia. Elas o seguem porque conhecem a sua voz.
As ovelhas, porém, nunca seguirão um estranho. Elas fugirão dele porque não conhecem a sua voz.
Jesus usou esta parábola enquanto falava para a multidão, mas as pessoas não compreenderam o que ele queria dizer.
Então Jesus lhes disse outra vez: — Digo a verdade a vocês: Eu sou a Porta das ovelhas.
Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes e as ovelhas não os ouviram.
Eu sou a Porta e quem entrar por mim será salvo. Poderá entrar e sair e achar pasto.
O ladrão vem para roubar, matar e destruir. Eu, porém, venho para dar vida e vida em abundância.
— Eu sou o bom Pastor e o bom Pastor dá sua vida pelas ovelhas.
O trabalhador que é pago para guardar as ovelhas é diferente do pastor. As ovelhas são do pastor e não do trabalhador. Quando o trabalhador vê o lobo, foge e deixa as ovelhas sozinhas. Então o lobo vem, ataca e espalha as ovelhas.
O trabalhador foge porque só é pago para tomar conta das ovelhas e não se importa realmente com elas.
— Eu sou o bom Pastor. Conheço as minhas ovelhas, assim como o meu Pai me conhece. E as minhas ovelhas me conhecem, assim como eu conheço o Pai. Eu dou a minha vida pelas ovelhas.
Tenho outras ovelhas que não são deste rebanho. Eu ainda tenho que trazê-las para este rebanho. Elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho, um só pastor.
O Pai me ama porque eu dou a minha vida para poder recebê-la de novo.
Ninguém pode tirar a minha vida. Eu dou minha própria vida por minha livre vontade. Tenho o direito de dar minha vida, assim como tenho o direito de recebê-la de novo. Foi isto que o meu Pai me mandou fazer.
Mais uma vez os judeus não concordavam entre eles por causa das palavras de Jesus.
Muitos deles diziam: — Ele tem um demônio! Está louco! Por que o ouvimos?
Mas outros diziam: — Um homem louco, com um demônio, não diz as coisas que ele diz. Pode um demônio abrir os olhos dos cegos?
Chegou a época da Festa da Dedicação em Jerusalém. Era inverno.
Jesus estava no templo, no Alpendre de Salomão.
Os judeus se ajuntaram em volta dele e perguntaram: — Quanto tempo ainda vai nos deixar na dúvida a seu respeito? Se você é o Cristo, diga claramente.
Jesus respondeu: — Já disse, mas vocês não acreditaram. Eu faço milagres em nome de meu Pai, e esses milagres mostram quem eu sou.
Vocês não acreditam porque não são das minhas ovelhas.
As minhas ovelhas ouvem a minha voz. Eu as conheço e elas me seguem.
Eu lhes dou a vida eterna e elas nunca morrerão. Ninguém poderá roubá-las da minha mão.
Meu Pai, que me deu as ovelhas, é mais forte do que todos. Ninguém pode roubá-las da mão dele.
O Pai e eu somos um.
De novo os judeus pegaram pedras para matar a Jesus.
Porém Jesus lhes disse: — Eu tenho feito muitas boas obras por parte do Pai e vocês têm visto todas elas. Por qual delas é que vocês querem me apedrejar?
Os judeus responderam: — Nós não queremos apedrejá-lo por nenhuma boa obra que você fez. Mas você diz coisas que são contra Deus. Você é somente um homem, mas se faz de Deus. É por isso que queremos apedrejá-lo.
Jesus respondeu: — Na lei de vocês está escrito que Deus disse: “Vocês são deuses”!
O que a Escritura diz é verdade e a Escritura chamou de deuses as pessoas que receberam a mensagem de Deus.
Eu sou aquele que Deus escolheu e enviou ao mundo. Sendo assim, por que é que vocês dizem que estou falando contra Deus quando digo: Sou Filho de Deus?
Não acreditem em mim se eu não fizer as obras que meu Pai faz.
Mas se eu fizer o que o meu Pai faz, mesmo que não acreditem em mim, acreditem no que eu faço. Então vocês saberão e compreenderão que o Pai está em mim e eu nele.
Os judeus novamente tentaram prender Jesus, mas ele escapou.
Depois Jesus voltou para o outro lado do rio Jordão, para o lugar onde João tinha estado batizando no princípio e ficou ali.
Muitas pessoas chegavam perto dele e diziam: — João nunca fez nenhum milagre, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem é verdade.
E ali muitas pessoas creram nele.
Um homem chamado Lázaro estava doente. Ele vivia na cidade de Betânia, onde também viviam Maria e a sua irmã Marta.
(Maria foi a mulher que, mais tarde, derramou perfume sobre o Senhor e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos. Lázaro, o homem que estava doente, era irmão de Maria.)
Então Maria e Marta mandaram um recado a Jesus, dizendo: — Senhor, aquele a quem o senhor ama está doente.
Quando Jesus ouviu isso, disse: — Esta doença não é para a morte, mas para a glória de Deus; para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.
Jesus amava Marta, sua irmã Maria e Lázaro.
Ainda assim, permaneceu por mais dois dias no lugar onde estava, mesmo sabendo que Lázaro estava doente.
Depois disso, Jesus disse aos seus discípulos: — Vamos voltar para a Judeia.
Os discípulos perguntaram: — Mas Mestre, ainda há pouco tempo atrás os judeus queriam apedrejá-lo, e agora o senhor quer voltar para lá?
Jesus respondeu: — Não há doze horas de luz no dia? Se alguém anda de dia não tropeça porque pode ver com a luz que brilha neste mundo.
Mas se alguém anda de noite, tropeça, pois não há luz para que ele possa ver.
Depois de Jesus ter dito isto, acrescentou: — O nosso amigo Lázaro adormeceu. Eu vou lá para acordá-lo.
Os discípulos disseram: — Senhor, se ele está dormindo, quer dizer que vai ficar bom.
(Jesus queria dizer que Lázaro tinha morrido, mas os discípulos pensaram que ele estivesse falando de sono.)
Então Jesus lhes disse claramente: — Lázaro morreu,
e eu estou contente por não ter estado lá, pois assim vocês podem crer. Vamos até lá para vê-lo.
Então Tomé (o que se chama Dídimo) disse aos outros discípulos: — Vamos nós também, para morrermos com Jesus.
Quando Jesus chegou em Betânia, soube que Lázaro já tinha sido enterrado há quatro dias.
(Betânia ficava cerca de três quilômetros de Jerusalém
e muitos dos judeus tinham ido para lá confortar Marta e Maria pela morte de seu irmão.)
Quando Marta ouviu dizer que Jesus estava chegando, foi ao seu encontro, mas Maria ficou em casa, sentada.
Marta disse a Jesus: — Senhor, se tivesse estado aqui o meu irmão não teria morrido.
Mas eu sei que, mesmo agora, Deus dará tudo o que lhe pedir.
Jesus disse a ela: — O seu irmão se levantará e viverá outra vez.
Marta respondeu: — Eu sei que ele se levantará e viverá outra vez na ressurreição, no último dia.
Jesus lhe disse: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que esteja morto, viverá;
e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Você crê nisto?
Marta respondeu: — Sim, Senhor! Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus, que estava para vir ao mundo.
Depois de ter dito isto, Marta voltou, chamou sua irmã Maria e lhe disse em particular: — O Mestre está aqui e está chamando você.
Ao ouvir isto, Maria se levantou rapidamente e foi ao encontro de Jesus.
(Jesus ainda nem tinha entrado na cidade; ele tinha ficado no lugar onde Marta o havia encontrado.)
Os judeus que estavam na casa de Maria para confortá-la a viram sair às pressas e a seguiram. Eles pensaram que ela estava indo ao túmulo para chorar.
Maria, porém, seguia para o lugar onde Jesus estava. Quando ela o viu, caiu aos pés dele e disse: — Senhor, se tivesse estado aqui o meu irmão não teria morrido.
Quando Jesus viu que Maria estava chorando e que os judeus que tinham vindo atrás dela também choravam, sentiu grande tristeza no coração e ficou muito perturbado.
Então Jesus perguntou: — Onde foi que vocês o enterraram? Eles responderam: — Senhor, venha e verá.
E Jesus começou a chorar.
Então os judeus disseram: — Vejam o quanto ele o amava!
Mas outros disseram: — Se Jesus abriu os olhos do cego, por que não impediu a morte de Lázaro?
De novo Jesus sentiu uma grande tristeza no coração e foi para o túmulo. Era uma gruta fechada por uma grande pedra.
Jesus disse: — Tirem a pedra. Marta, a irmã do morto, então disse: — Senhor, já cheira mal, pois já faz quatro dias que ele morreu.
Jesus disse a ela: — Eu não lhe disse que, se você cresse, veria a glória de Deus?
Então tiraram a pedra da entrada do túmulo. Jesus olhou para o céu e disse: — Pai, obrigado pelo senhor ter me ouvido.
Eu sei que o senhor me ouve sempre, mas digo isto para que as pessoas que estão à minha volta possam crer que o senhor me enviou.
Depois de Jesus ter dito isto, chamou em voz alta: — Lázaro, venha para fora!
O homem que tinha morrido veio para fora. Ele tinha as mãos e os pés envolvidos em faixas de pano e seu rosto também estava coberto por um lenço. Jesus disse ao povo: — Tirem os panos dele e deixem que ele vá embora.
Muitos dos judeus que tinham ido com Maria e visto o que Jesus tinha feito, creram nele.
Outros, porém, foram contar aos fariseus o que Jesus tinha feito.
Então os líderes dos sacerdotes e os fariseus convocaram uma reunião do Conselho Superior dos judeus e perguntaram: — Que devemos fazer? Este homem está fazendo muitos milagres.
Se deixarmos que ele continue fazendo estas coisas, todos vão crer nele e os romanos virão e destruirão nosso templo e nossa nação.
Porém, estava entre eles o sumo sacerdote daquele ano, Caifás, e ele disse: — Vocês não entendem nada.
Vocês não percebem que é muito melhor que um homem morra em lugar do povo em vez de ser destruída toda uma nação?
Caifás não disse isso de si mesmo. Sendo o sumo sacerdote daquele ano, ele estava profetizando que Jesus teria que morrer pela nação dos judeus.
E não só por ela, mas também por todos os filhos de Deus espalhados pelo mundo. E todos seriam um só povo.
A partir daquele dia, eles começaram a planejar uma maneira de matar Jesus.
Por já não poder mais andar livremente entre os judeus, Jesus saiu dali. Ele foi para uma cidade chamada Efraim, perto do deserto, e ali ficou com os seus discípulos.
Estava próxima a festa da Páscoa dos judeus. Muitas pessoas do campo foram para a cidade de Jerusalém, antes da festa, para se purificarem.
O povo procurava Jesus. No templo perguntavam uns aos outros: — Será que ele virá para a festa? O que vocês acham?
Mas os líderes dos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordens que, se alguém soubesse onde Jesus estava, devia informá-los para que eles pudessem prendê-lo.
Seis dias antes da festa da Páscoa Jesus foi para Betânia, onde Lázaro morava. (Lázaro era o homem que Jesus tinha ressuscitado.)
Ali lhe fizeram um jantar e Marta servia a comida. Lázaro era um dos que estavam com ele à mesa.
Maria, então, trouxe cerca de meio litro de um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela o derramou nos pés de Jesus e, depois, os enxugou com os seus cabelos. O aroma do perfume se espalhou por toda a casa.
Judas Iscariotes, um dos doze discípulos de Jesus e que mais tarde iria traí-lo, disse:
— Este perfume vale 300 moedas de prata. Por que ele não foi vendido e não foi dado o dinheiro aos pobres?
(Judas não disse isto porque se importava realmente com os pobres, mas porque era ladrão. Era ele quem guardava a caixa de dinheiro e muitas vezes roubava o que era colocado lá.)
Jesus respondeu: — Deixem-na! Ela fez bem em guardar este perfume para hoje: o dia da preparação para o meu enterro.
Vocês terão sempre os pobres com vocês mas, a mim, nem sempre terão.
Muitos judeus descobriram que Jesus estava em Betânia e então foram para lá. Eles não queriam somente ver Jesus, mas também queriam ver Lázaro, a quem Jesus tinha ressuscitado.
Os líderes dos sacerdotes estavam planejando matar também a Lázaro
pois, por causa dele, muitos judeus estavam se afastando de seus líderes e crendo em Jesus.
No dia seguinte, quando a grande multidão que tinha ido para a festa ouviu dizer que Jesus estava indo para Jerusalém,
pegaram ramos de palmeiras e foram ao seu encontro, clamando: — Glória a Deus! Bendito é aquele que vem em nome do Senhor! Deus abençoe o Rei de Israel!
Jesus encontrou um jumentinho e montou nele, assim como dizem as Escrituras:
“Não tenha medo, cidade de Sião! Aí vem o seu Rei, montado num jumentinho”.
(Os discípulos de Jesus não entenderam estas coisas no princípio, mas depois que Jesus subiu para a sua glória, eles se lembraram que aquelas coisas tinham sido escritas a respeito dele e que o povo as tinha feito a ele.)
Quando Jesus ressuscitou Lázaro e lhe disse para sair do túmulo, várias pessoas tinham estado lá. E agora elas estavam dizendo a todos o que Jesus tinha feito.
(Foi por isso que uma multidão foi ao encontro de Jesus, pois eles tinham ouvido que foi ele quem tinha feito este milagre.)
Então os fariseus diziam entre si: — Vejam, nossos planos não estão funcionando. Olhem como todos estão indo atrás dele!
Muitas pessoas tinham ido a Jerusalém para adorar a Deus durante a festa da Páscoa. Entre eles havia alguns gregos
e eles foram até Filipe (o que era de Betsaida, na Galileia), e pediram: — Senhor, queremos ver a Jesus.
Filipe foi dizer a André e os dois foram falar com Jesus.
Jesus respondeu a eles: — Chegou a hora do Filho do Homem ser glorificado.
Digo a verdade a vocês: Um grão de trigo tem que cair no chão e morrer para produzir muitos frutos. Mas, se não morrer, continuará sendo uma única semente.
Quem ama a sua própria vida vai perdê-la. Mas quem odeia a sua vida neste mundo, vai conservá-la para a vida eterna.
Aquele que é meu servo, tem que me seguir; e onde quer que eu esteja, meu servo também estará. E todo aquele que me serve, será honrado por meu Pai.
— Eu agora estou muito perturbado. Devo dizer: Pai, salve-me desta hora de sofrimento? Não, pois foi com este propósito que eu vim para esta hora.
Pai, glorificado seja o seu nome! Então uma voz veio do céu: — Já o glorifiquei e vou glorificá-lo de novo.
Uma multidão estava ali e ouviu a voz. Alguns diziam que era trovoada. Outros, porém, diziam: — Um anjo falou com ele!
Em resposta, Jesus disse: — Esta voz veio por causa de vocês, e não por minha causa.
Chegou o momento deste mundo ser julgado; agora o príncipe deste mundo será expulso.
Eu serei levantado da terra e, quando isto acontecer, atrairei todas as pessoas para mim.
(Jesus disse isto para mostrar de que maneira iria morrer.)
Então a multidão disse a ele: — Nossa lei diz que o Messias viverá para sempre. Por que você diz que o Filho do Homem tem que ser levantado? Quem é o Filho do Homem?
Jesus então disse: — A luz ainda estará com vocês por um pouco mais de tempo. Andem enquanto vocês têm esta luz para que a escuridão não os apanhe, pois quem anda na escuridão não vê para onde vai.
Enquanto vocês têm a Luz, acreditem nela, pois assim vocês se tornarão filhos da luz. Depois de dizer isto, Jesus saiu e foi para um lugar onde o povo não podia encontrá-lo.
Apesar de Jesus ter feito todos estes milagres diante dos judeus, eles ainda não criam nele.
Isto aconteceu para que pudesse ser cumprido aquilo que o profeta Isaías tinha dito: “Senhor, quem acreditou naquilo que dissemos? Quem viu o poder do Senhor?”
É por isso que as pessoas não podiam acreditar; porque Isaías também disse:
“Deus cegou os olhos deles e fechou as suas mentes. Deus fez isto para que eles não vejam com os olhos e nem entendam com a mente e não se voltem para mim para que eu possa curá-los”.
Isaías disse isto porque viu a glória de Jesus e falou sobre ele.
Contudo, até mesmo muitos entre os líderes dos judeus creram em Jesus. Mas, por causa dos fariseus, ninguém declarava sua fé abertamente, pois não queriam ser expulsos da sinagoga.
Eles amavam mais a glória que vem dos homens do que a glória que vem de Deus.
Então Jesus disse em voz alta: — Quem crê em mim está, na realidade, crendo naquele que me enviou.
Quem me vê está, na realidade, vendo aquele que me enviou.
Eu vim para o mundo como uma luz. Vim para que todo aquele que crê em mim não fique na escuridão.
Não sou eu quem vai julgar aquele que ouve as minhas palavras e não as obedece, pois não vim para julgar o mundo. Eu vim para salvar o mundo.
Há um juiz para quem se recusa a acreditar em mim e não aceita as minhas palavras: As palavras que eu tenho dito vão julgá-lo no último dia!
Aquilo que eu tenho ensinado não veio de mim mesmo. O Pai, que me enviou, me ordenou o que eu deveria dizer e ensinar.
E eu sei que o seu mandamento dá a vida eterna. Portanto, tudo o que eu digo é o que o Pai me mandou dizer.
Estava próxima a festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a hora de ele ir embora deste mundo e voltar para o Pai. Ele tinha sempre amado aqueles no mundo, que eram dele, e mostrou a eles o seu amor até o limite.
Jesus e os seus discípulos estavam jantando. O diabo já tinha convencido Judas Iscariotes a trair Jesus. (Judas era filho de Simão.)
O Pai tinha dado a Jesus poder sobre todas as coisas. Jesus sabia disso. Ele também sabia que tinha vindo de Deus e que ia voltar para Deus.
Por isso, durante a ceia, Jesus se levantou, tirou a sua túnica e, pegando uma toalha, amarrou-a na cintura.
Depois, derramando água numa bacia, começou a lavar os pés dos seus discípulos e a enxugá-los com a toalha que tinha na cintura.
Quando chegou a vez de Simão Pedro, ele disse a Jesus: — Senhor, vai lavar os meus pés?
Jesus respondeu: — Você agora não entende o que eu estou fazendo, mas vai entender mais tarde.
Pedro disse: — Não! O senhor nunca vai lavar os meus pés. Jesus então respondeu: — Se eu não lavar os seus pés, você não terá mais nada a ver comigo.
Simão Pedro pediu: — Senhor, então não lave somente os pés, mas também as mãos e a cabeça!
Jesus disse: — Aquele que toma banho só precisa lavar de novo os pés, pois todo o resto do corpo está limpo. Vocês estão limpos, mas nem todos.
(Jesus sabia quem era aquele que iria traí-lo. Foi por isso que ele disse: “Nem todos vocês estão limpos”.)
Acabando de lavar os pés deles, Jesus vestiu sua túnica, voltou para a mesa e perguntou a todos: — Vocês entenderam o que eu acabei de fazer a vocês?
Vocês me chamam de Mestre e Senhor e têm razão, pois eu o sou.
Se eu, que sou Senhor e Mestre de vocês, lavei os seus pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros.
Eu fiz isto para servir de exemplo a vocês. Assim, como eu fiz a vocês, também façam uns aos outros.
Digo a verdade a vocês: o servo não é superior ao seu senhor, assim como o mensageiro não é superior a quem o enviou.
Se vocês entenderem estas coisas, serão felizes se as praticarem.
Não estou falando de todos vocês, pois eu conheço aqueles que escolhi. Porém, o que a Escritura disse tem que acontecer: “O homem que comeu da minha comida se levantou contra mim”.
Eu estou dizendo isto a vocês agora, antes de acontecer, para que, quando isto acontecer, acreditem que Eu Sou.
Digo a verdade a vocês: Aquele que recebe a quem eu enviar, também me recebe. Aquele que me recebe, também recebe a quem me enviou.
Depois de ter dito estas coisas, Jesus ficou bastante perturbado e falou a todos: — Digo a verdade a vocês: Um de vocês vai me trair.
Os discípulos começaram a olhar uns para os outros, sem saber de quem Jesus estava falando.
Um dos discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado sobre o peito de Jesus.
Simão Pedro fez sinais para que ele perguntasse a Jesus de quem era que ele estava falando.
O discípulo chegou um pouco mais perto de Jesus e perguntou: — Quem é?
Jesus respondeu: — Vou molhar um pedaço de pão no prato e vou dar para aquele que vai me trair. Jesus, então, molhou um pedaço de pão em seu prato e o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão.
Assim que Judas pegou o pedaço de pão, Satanás entrou nele. Então Jesus lhe disse: — Faça depressa o que você pretende fazer!
Nenhum dos que estavam à mesa entendeu porque Jesus tinha dito isto a Judas.
Como era Judas que guardava a caixa de dinheiro, alguns dos discípulos pensaram que Jesus estava dizendo para ele ir comprar as coisas de que iriam precisar para a festa. Outros pensaram que Jesus tinha dito que fosse dar alguma coisa aos pobres.
Judas aceitou o pão que Jesus lhe deu e saiu imediatamente. Era noite.
Depois de Judas ter saído, Jesus disse: — Agora o Filho do Homem será glorificado, e Deus será glorificado por meio dele.
Se Deus é glorificado por intermédio dele, então Deus também glorificará o Filho do Homem nele mesmo. E Deus vai lhe dar essa glória muito em breve.
Queridos filhos! Eu não vou ficar com vocês por muito mais tempo. Vocês vão me procurar; mas, como eu já disse aos líderes dos judeus, repito agora a vocês: Vocês não podem ir para onde eu vou.
Eu lhes dou um novo mandamento: Amem-se uns aos outros. Vocês devem se amar uns aos outros da mesma forma como eu amei a vocês.
Nisto todas as pessoas saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros.
Simão Pedro perguntou a Jesus: — Para onde é que vai, Senhor? Jesus lhe respondeu: — Para onde eu vou, você não pode me seguir agora. Mais tarde, porém, você me seguirá.
Pedro disse a Jesus: — Por que não posso segui-lo agora, Senhor? Estou pronto até a morrer pelo senhor!
Jesus respondeu: — Está mesmo? Você daria realmente sua vida por mim? Digo-lhe a verdade: Antes que o galo cante, por três vezes você dirá que não me conhece.
Jesus disse: — Não fiquem preocupados! Continuem confiando em Deus e continuem acreditando em mim.
Na casa de meu Pai há muitos quartos. Se não fosse assim, eu já lhes teria dito, pois vou preparar um lugar para vocês.
Depois de ir e preparar um lugar para vocês, eu voltarei. Então levarei vocês comigo, para que possam estar onde eu estiver.
Vocês sabem como chegar ao lugar para onde eu vou.
Tomé então disse a Jesus: — Senhor, não sabemos para onde vai! Como podemos saber o caminho?
Jesus respondeu a ele: — Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode chegar até o Pai se não for por mim.
Se vocês realmente me conhecessem, então conheceriam também meu Pai. De agora em diante, vocês o conhecem, pois já o viram.
Filipe disse-lhe: — Senhor, mostre-nos o Pai e ficaremos satisfeitos.
Jesus respondeu: — Já faz tanto tempo que estou com vocês e você ainda não me conhece, Filipe? Quem me viu, viu também o Pai. Como você pode dizer: “Mostre-nos o Pai?”
Você acredita que eu estou no Pai e que o Pai está em mim, não é verdade? As palavras que eu digo a vocês não vêm de mim. O Pai, que vive em mim, está fazendo suas próprias obras.
Acreditem em mim quando digo que eu estou no Pai e que o Pai está em mim. Se não for assim, acreditem, pelo menos, por causa das obras que faço.
Digo a verdade a vocês: Aquele que acredita em mim fará as mesmas coisas que eu faço. E fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o meu Pai.
E tudo o que vocês pedirem em meu nome eu farei, para que o Pai receba glória por meio do Filho.
Qualquer coisa que vocês me pedirem em meu nome, eu farei.
— Se vocês me amam, cumprirão os meus mandamentos.
Pedirei ao Pai e ele lhes dará um outro Auxiliador, para que esteja com vocês para sempre.
O Auxiliador é o Espírito da verdade. O mundo não pode aceitá-lo porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês.
— Não os deixarei órfãos; eu voltarei para vocês.
Daqui a pouco o mundo não me verá mais, mas vocês me verão, porque eu vivo e vocês também viverão.
Nesse dia, vocês saberão que eu estou em meu Pai; e saberão também que vocês estão em mim e que eu estou em vocês.
Aquele que conhece os meus mandamentos e os obedece, é esse que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai e eu também o amarei e me revelarei a ele.
Então Judas (não o Judas Iscariotes) disse: — Mas Senhor, por que vai se revelar a nós e não ao mundo?
Jesus respondeu: — Se alguém me ama, obedecerá ao meu ensino. Meu Pai o amará, nós viremos até ele e viveremos com ele.
Quem não me ama não obedece aos meus ensinamentos. E os ensinamentos que vocês estão ouvindo nem são de fato meus, mas do Pai que me enviou.
— Eu lhes tenho dito todas estas coisas enquanto estou com vocês.
Mas o Auxiliador, que é o Espírito Santo e que o Pai vai mandar em meu nome, vai ensinar tudo a vocês. Ele vai lembrar a vocês de tudo o que eu já lhes disse.
— Eu lhes deixo a paz. A minha própria paz eu dou a vocês. Eu não lhes dou essa paz como o mundo a dá. Portanto seus corações não devem ficar nem perturbados nem com medo.
Vocês me ouviram dizer que eu estou indo embora e que vou voltar para vocês. Se vocês me amassem, estariam felizes por eu estar indo para o Pai, pois ele é maior que eu.
Eu disse isto a vocês agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, vocês acreditem.
Não falarei com vocês por muito mais tempo, pois o príncipe deste mundo está chegando. Ele não tem poder sobre mim.
Porém, o mundo tem que saber que eu amo ao Pai e que, por isso, faço exatamente aquilo que ele me diz para fazer. Levantem-se e vamos embora.
— Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador.
Ele corta todos os galhos que não dão frutos. Mas ele poda e limpa todos os galhos que dão frutos, para que deem ainda mais.
Vocês já estão limpos por causa dos ensinamentos que eu tenho dado a vocês.
Continuem em mim e eu continuarei em vocês. Assim como o galho não pode dar frutos por si mesmo, a não ser que continue na videira, vocês também não podem dar frutos por si mesmos, a não ser que continuem em mim.
— Eu sou a videira e vocês são os galhos. Aquele que continuar em mim e eu nele, dará muitos frutos, porque sem mim vocês não podem fazer nada.
Se alguém, porém, não continuar em mim, é como o galho que é jogado fora e seca. As pessoas juntam os galhos secos e os queimam no fogo.
— Se vocês permanecerem em mim e continuarem obedecendo aos meus ensinamentos, pedirão tudo o que quiserem e será dado a vocês.
Vocês devem dar muitos frutos e assim mostrar que são meus discípulos. Isto trará glória ao meu Pai.
Assim como o Pai mostrou o seu amor por mim, eu também mostrei o meu amor por vocês. Continuem no meu amor.
Eu tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e assim continuo em seu amor. Da mesma forma, se vocês obedecerem aos meus mandamentos, continuarão no meu amor.
Digo estas coisas a vocês para que a minha alegria esteja em vocês e para que a alegria de vocês seja completa.
Este é o meu mandamento: Que vocês se amem uns aos outros, assim como eu tenho amado vocês.
O maior amor que alguém pode demonstrar por seus amigos é dar sua vida por eles.
Vocês são meus amigos se continuarem a fazer aquilo que eu digo.
Eu não os chamo mais de servos, pois o servo não sabe o que o seu senhor faz. Agora eu os chamo de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi de meu Pai.
Vocês não me escolheram; pelo contrário, eu escolhi vocês. Vocês foram escolhidos para irem e darem frutos. E o meu desejo é que esses frutos durem muito. Então o Pai lhes dará tudo o que vocês pedirem em meu nome.
Este é o meu mandamento: Que vocês se amem uns aos outros.
— Se o mundo odeia a vocês, lembrem-se de que ele odiou primeiro a mim.
Se vocês pertencessem ao mundo, então o mundo amaria a vocês da mesma forma que ama a todos os que pertencem a ele. Mas vocês não pertencem ao mundo, pois eu os escolhi e os tirei do mundo. Por isso o mundo odeia a vocês.
Lembrem-se do que eu disse a vocês: “O servo não é maior que o seu senhor”. Se perseguiram a mim, também perseguirão a vocês. Se obedeceram aos meus ensinamentos, também obedecerão aos de vocês.
Eles vão fazer tudo isto a vocês por minha causa, pois não conhecem aquele que me enviou.
Se eu não tivesse vindo e falado com eles, eles não seriam culpados de nenhum pecado. Mas agora eles não têm qualquer desculpa para seus pecados.
Aquele que me odeia também odeia ao meu Pai.
Eu fiz obras entre eles que ninguém jamais fez e, se eu não tivesse feito essas obras, eles não seriam culpados de nenhum pecado. Mas eles viram todas as obras que fiz e, mesmo assim, ainda odeiam a mim e a meu Pai.
Isto, porém, é assim para que aconteça o que está escrito na lei deles: “Eles me odiaram sem nenhum motivo”.
— Eu enviarei a vocês, da parte do Pai, o Auxiliador. Ele é o Espírito da verdade que vem do Pai e, quando ele vier, falará a meu respeito.
Vocês também falarão a meu respeito, porque têm estado comigo desde o princípio.
— Eu digo isto para que vocês não percam a fé.
Vão expulsar vocês das sinagogas e chegará o tempo em que pessoas matarão a vocês, pensando que com isso eles estarão prestando um serviço a Deus.
E farão estas coisas porque nunca conheceram nem ao Pai e nem a mim.
Eu digo estas coisas a vocês agora, antes que elas aconteçam, para que, quando elas acontecerem, vocês se lembrem de que eu os avisei. — Eu não disse estas coisas a vocês no princípio porque eu estava com vocês.
Mas agora eu estou indo embora para aquele que me enviou, e nenhum de vocês me pergunta: “Para onde o senhor vai?”
E porque eu lhes disse estas coisas, os corações de vocês ficaram cheios de tristeza.
Mas eu digo a verdade a vocês: É melhor para vocês que eu vá embora, porque se eu não for, o Auxiliador não virá. Mas se eu for, eu o enviarei para vocês.
Quando ele vier, irá mostrar que o mundo está enganado. Está enganado sobre quem é o verdadeiro pecador nesta situação, quem é que tem a aprovação de Deus e quem é que vai ser condenado por Deus.
Vai mostrar que eles, os que não acreditam em mim, são verdadeiramente os pecadores.
Vai mostrar que eu tenho a aprovação de Deus, porque eu vou para o Pai, e então vocês não vão me ver.
Ele também vai convencer do julgamento porque o príncipe deste mundo já foi julgado.
— Ainda tenho muitas coisas para dizer, mas seria demais para vocês agora.
Porém, quando vier o Espírito da verdade, ele guiará a vocês para toda a verdade. Ele não vai falar por si mesmo; ele vai ensinar o que ouviu e vai falar sobre coisas que ainda vão acontecer.
Ele me glorificará porque vai receber de mim o que vai falar para vocês.
Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso é que eu disse que ele vai receber de mim o que vai falar para vocês.
— Daqui a pouco vocês não vão me ver mais, mas logo depois vocês vão me ver de novo.
Alguns dos discípulos comentaram entre si: — O que será que ele quer dizer com isto: “Daqui a pouco vocês não vão me ver mais, mas logo depois vocês vão me ver de novo” e também com: “Estou indo para o Pai”?
Também se perguntavam: — O que ele quer dizer com: “Daqui a pouco”? Nós não entendemos o que ele está dizendo.
Jesus sabia que eles queriam fazer perguntas a respeito disto e, por isso, disse: — Vocês estão se perguntando o que eu quero dizer com: “Daqui a pouco vocês não vão me ver mais, mas logo depois vocês vão me ver de novo”?
Digo a verdade a vocês: Vocês vão chorar e se lamentar, enquanto o mundo vai estar alegre. Vocês vão estar tristes, mas a tristeza de vocês vai se transformar em alegria.
Quando a mulher está para ter um filho, ela sofre porque sua hora chegou. Mas quando o nenê nasce, ela se esquece do seu sofrimento, pois está feliz por ter trazido um filho ao mundo.
A mesma coisa acontece com vocês. Vocês estão tristes agora, mas eu vou vê-los de novo e vocês vão ficar cheios de alegria. E essa alegria ninguém vai poder tirar de vocês.
E quando chegar esse dia, vocês não vão me perguntar nada. Digo a verdade a vocês: O meu Pai lhes dará tudo o que vocês pedirem em meu nome.
Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Se vocês pedirem, vocês receberão, para que a alegria de vocês seja completa.
— Eu tenho falado estas coisas a vocês por meio de parábolas, mas vai chegar o tempo em que eu não falarei mais assim. Eu falarei a vocês claramente a respeito do Pai.
Nesse dia vocês vão pedir coisas ao Pai em meu nome e eu lhes digo que não vou precisar pedir ao Pai em favor de vocês, porque ele mesmo os ama. Ele ama a vocês porque vocês me têm amado e têm acreditado que eu vim de Deus.
Eu vim do Pai para o mundo. Agora estou deixando o mundo e voltando para o Pai.
Então os discípulos disseram: — Veja, agora o senhor está falando claramente e não com parábolas que são difíceis de entender.
Agora nós sabemos que o senhor conhece todas as coisas e que não precisa que ninguém lhe faça qualquer pergunta. Por isso nós acreditamos que o senhor veio de Deus.
Jesus replicou: — Então agora vocês acreditam?
Ouçam! Está chegando a hora, e na verdade já chegou, em que vocês serão espalhados, cada um de vocês irá para sua casa e me deixarão sozinho. Porém eu não estou sozinho, pois o meu Pai está comigo.
— Eu digo isto a vocês para que, por meu intermédio, vocês encontrem paz. Vocês sofrem neste mundo, mas sejam corajosos. Eu venci o mundo!
Depois de ter falado estas coisas, Jesus olhou para o céu e disse: — Pai, chegou a hora! Glorifique ao seu Filho para que o seu Filho possa glorificá-lo.
Pois você deu a ele poder sobre todos, para que ele pudesse dar a vida eterna para aqueles que o Senhor deu a ele.
(E a vida eterna é esta: Que eles conheçam você, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem você enviou.)
Eu o glorifiquei na terra e acabei o trabalho que me deu para fazer.
Agora, Pai, glorifique-me em sua presença com a mesma glória que eu tinha com você antes do mundo ser criado.
— Você me deu alguns homens do mundo e eu fiz o Senhor conhecido entre eles. Embora eles fossem seus, você os deu a mim e eles têm obedecido a sua palavra.
Agora eles sabem que todas as coisas que você me deu vêm de você mesmo.
Eu dei a eles o mesmo ensinamento que você me deu e eles aceitaram. Eles realmente sabem que eu vim de você e acreditam que você me enviou.
Eu estou orando por eles. Não oro pelo mundo, mas por aqueles que você me deu, pois eles são seus.
Tudo o que eu tenho é seu, e tudo o que você tem é meu; e eu sou glorificado neles.
Agora eu estou indo para onde você está. Eles ainda vão ficar no mundo, mas eu não estarei mais aqui. Pai Santo! Guarde-os pelo poder de seu nome, o nome que você me deu, para que eles sejam um só, assim como nós.
Enquanto eu estava com eles, eu os guardei com o poder do seu nome, o nome que você me deu. Eu os protegi e nenhum se perdeu, a não ser o filho da perdição, para que acontecesse o que a Escritura diz.
— Agora eu estou indo para onde você está. Mas eu estou dizendo estas coisas enquanto ainda estou no mundo para que eles possam sentir dentro deles toda minha alegria.
Eu tenho dado a eles o seu ensinamento, mas o mundo os odiou pois eles não pertencem ao mundo assim como eu também não pertenço.
Não estou pedindo que você os tire do mundo, mas que os guarde do Maligno.
Eles não pertencem ao mundo, assim como eu também não pertenço ao mundo.
Torne-os seus por meio da verdade. O seu ensinamento é a verdade.
Eu os enviei para o mundo assim como você me enviou.
Em favor deles eu me entrego completamente a você. Eu faço isso por eles, para que eles também estejam prontos a se entregarem completamente você.
— Eu não estou orando somente por eles, mas também por aqueles que ainda vão acreditar em mim por intermédio do ensino deles,
para que todos sejam um só. Pai, oro também para que eles estejam em nós, assim como eu estou em você e você está em mim. Que eles sejam um para que o mundo acredite que o senhor me enviou.
Eu dei a eles a glória que você me deu para que eles possam ser um, assim como você e eu somos um:
eu estarei neles e você estará em mim. Assim eles estarão completamente unidos. Então o mundo vai entender que você me enviou e que você os amou assim como me ama.
— Pai, eu quero que aqueles que você me deu estejam comigo onde eu estiver. Eu quero que eles vejam a minha glória, glória que você me deu porque me amou antes do mundo existir.
Pai justo! O mundo não o conhece, mas eu o conheço. E aqueles que acreditam em mim, sabem que você foi quem me enviou.
Eu já mostrei você a eles e ainda vou fazer isso outra vez. Eu vou fazer isso para que eles tenham o mesmo amor que você tem por mim e eu viverei neles.
Quando Jesus acabou de orar, atravessou o vale do Cedrom com os seus discípulos. Eles foram para o outro lado do vale, onde havia um jardim.
(Judas, o traidor, conhecia aquele lugar, pois Jesus costumava ir ali com seus discípulos.)
Então Judas foi para lá se encontrar com ele. Ele estava guiando alguns soldados romanos e um grupo de guardas do templo enviados pelos líderes dos sacerdotes e pelos fariseus. Eles estavam armados e levavam lanternas e tochas.
Jesus sabia tudo o que ia lhe acontecer. Por isso, deu alguns passos à frente e perguntou: — Quem vocês estão procurando?
Eles responderam: — Jesus de Nazaré. Jesus disse: — Eu sou! (Judas, o traidor, estava ali com eles.)
Quando Jesus lhes disse: “Eu sou”, eles se afastaram e caíram no chão.
Então Jesus lhes perguntou outra vez: — Quem vocês estão procurando? E eles responderam: — Jesus de Nazaré.
Jesus disse a eles: — Já lhes disse que sou eu. Se vocês estão procurando por mim, então deixem estes homens irem embora.
Jesus falou isto para que acontecesse o que ele tinha dito antes: “Eu não perdi nenhum daqueles que você me deu”.
Simão Pedro trazia consigo uma espada. Ele a tirou e atacou o criado do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. (O criado se chamava Malco.)
Jesus disse a Pedro: — Guarde a sua espada! Eu tenho que beber do cálice de sofrimento que meu Pai me deu.
Em seguida, os soldados romanos juntamente com o seu comandante e os guardas do templo prenderam a Jesus e o amarraram.
Então, levaram-no primeiro a Anás, sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.
(Caifás foi aquele que disse aos judeus: “É melhor que um homem morra em lugar do povo”.)
Simão Pedro e outro discípulo seguiam atrás de Jesus. O outro discípulo conhecia o sumo sacerdote e, por isso, pôde entrar com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote.
Pedro, porém, teve que ficar do lado de fora, perto da porta. Então, o discípulo que era conhecido do sumo sacerdote foi falar com a servidora que tomava conta da porta, e ela deixou Pedro entrar.
Então, aquela que tomava conta da porta perguntou a Pedro: — Você por acaso não é também um dos discípulos de Jesus? Pedro respondeu: — Não, eu não sou!
Estava frio e, por causa disso, os empregados e os guardas do templo tinham feito uma fogueira e se aqueciam de pé em volta dela. Pedro estava junto com eles.
O sumo sacerdote estava fazendo perguntas a Jesus a respeito de seus discípulos e do seu ensino.
Jesus respondeu a ele: — Eu tenho falado publicamente para todas as pessoas. Eu sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde os judeus se reúnem, e nunca disse nada em segredo.
Por que você está me fazendo todas estas perguntas? Interrogue as pessoas que me ouviram. Elas sabem muito bem o que eu disse.
Quando Jesus falou isto, um dos guardas que estavam ali lhe deu uma bofetada, e disse: — É assim que se responde ao sumo sacerdote?
Jesus disse a ele: — Se eu falei alguma coisa errada, diga a todos em que eu errei. Mas, se eu falei o que é certo, por que você me bate?
Anás então mandou que Jesus fosse levado, ainda amarrado, a Caifás, o sumo sacerdote.
Simão Pedro ainda estava lá, aquecendo-se perto da fogueira. Então lhe perguntaram: — Você não é um dos discípulos deste homem? Pedro negou e disse: — Não sou.
Um dos criados do sumo sacerdote, parente do homem de quem Pedro tinha cortado a orelha, perguntou: — Não foi você que eu vi no jardim com ele?
E mais uma vez Pedro negou. Nesse momento um galo cantou.
Depois disto, levaram Jesus da casa de Caifás para o palácio do governador romano. Já era de manhã cedo. Os judeus, porém, não entraram no palácio, pois queriam continuar puros para poderem comer o jantar da Páscoa.
Então, Pilatos foi até lá fora e perguntou a eles: — De que é que vocês acusam este homem?
Eles responderam: — Se ele não fosse um criminoso, nós não o teríamos trazido até o senhor.
Então Pilatos disse aos judeus: — Por que vocês não o levam e não o julgam vocês mesmos, de acordo com a lei de vocês? Eles responderam: — Nossa lei não permite matar ninguém.
(Isto aconteceu para que se cumprisse o que Jesus tinha dito a respeito da maneira pela qual ele ia morrer.)
Então Pilatos entrou novamente no palácio, chamou a Jesus, e perguntou-lhe: — Você é o rei dos judeus?
Jesus disse: — O senhor está fazendo esta pergunta por si mesmo, ou foram outros que lhe falaram de mim?
Pilatos respondeu: — Você pensa que eu sou judeu? Pois eu não sou! Foi o seu povo e os líderes dos sacerdotes que trouxeram você até mim. O que foi que você fez?
Jesus respondeu: — O meu reino não é deste mundo. Se ele fosse deste mundo, os meus servos lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. O meu reino não é deste mundo.
Pilatos disse: — Então você é um Rei? Jesus respondeu: — O senhor está dizendo que eu sou Rei. Foi para falar sobre a verdade que eu nasci, e foi por causa disso que vim ao mundo. Todos os que estão do lado da verdade ouvem a minha voz.
Pilatos perguntou: — O que é a verdade? Depois de dizer isto, ele foi novamente para onde os judeus estavam e lhes disse: — Eu não encontro nenhum motivo para condenar este homem.
Já que é um costume entre vocês que eu lhes solte um preso na época da Páscoa, vocês querem que eu solte o “Rei dos judeus”?
Então eles começaram a gritar, dizendo: — Não, esse não. Solte Barrabás! (Barrabás era um criminoso.)
Então Pilatos mandou que levassem a Jesus para ser açoitado.
Os soldados fizeram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça de Jesus, e o vestiram com um manto de púrpura.
Depois, chegavam perto dele e diziam: — Viva o rei dos judeus! E davam bofetadas nele.
E, mais uma vez, Pilatos saiu do palácio e disse aos judeus: — Escutem, eu vou trazer Jesus aqui para fora. Eu quero que vocês saibam que não encontro nenhum motivo para condená-lo.
Então Jesus saiu do palácio usando a coroa de espinhos e vestido com o manto de púrpura. Pilatos disse aos judeus: — Aqui está o homem!
Quando os líderes dos sacerdotes e os guardas do templo viram a Jesus, começaram a gritar: — Pregue-o na cruz! Pregue-o na cruz! Então Pilatos respondeu: — Vocês levem-no e preguem-no na cruz, pois eu não encontro nenhum crime nele.
Os judeus responderam: — A nossa lei diz que ele deve morrer, pois ele afirma que é o Filho de Deus!
(Quando Pilatos ouviu isto, ficou com mais medo ainda.)
Pilatos entrou para o palácio outra vez e perguntou para Jesus: — De onde você é? Mas Jesus não respondeu nada.
Pilatos então disse: — Você não quer responder? Você não sabe que tenho autoridade tanto para mandar soltá-lo como para mandar crucificá-lo?
Jesus respondeu: — O senhor só tem autoridade sobre mim porque essa autoridade lhe foi dada por Deus. Por isso, aquele que me entregou ao senhor é mais culpado do que o senhor.
Depois de ouvir isto, Pilatos tentou encontrar um jeito de soltar a Jesus. Os judeus, porém, gritavam: — Se o senhor soltar esse homem, o senhor não é amigo do Imperador! Qualquer um que diz ser rei é inimigo do Imperador!
Ao ouvir o que os judeus diziam, Pilatos levou a Jesus para fora, para um lugar chamado Calçada de Pedra (em aramaico chamava-se Gabatá), e ali se sentou no tribunal.
Era por volta de meio-dia da sexta-feira da semana da Páscoa. Pilatos disse aos judeus: — Aqui está o Rei de vocês!
Os judeus gritavam: — Fora com ele! Fora com ele! Pregue-o na cruz! Pilatos perguntou-lhes: — Vocês querem que eu pregue o seu Rei numa cruz? Os líderes dos sacerdotes responderam: — O único rei que temos é o Imperador.
Então Pilatos entregou Jesus para ser pregado na cruz e os soldados o levaram.
Carregando a sua própria cruz, Jesus se dirigiu para um lugar chamado Caveira (que em aramaico chamava-se Gólgota.)
Ali pregaram a Jesus na cruz. E também outros dois homens foram pregados cada um em sua cruz com ele, um de cada lado e Jesus no meio.
Pilatos também mandou escrever uma placa que dizia: Jesus de Nazaré, rei dos judeus***, e mandou colocá-la na cruz.
Muitos judeus puderam ler a placa porque o lugar onde Jesus foi pregado na cruz ficava perto da cidade e porque ela estava escrita em aramaico, latim e grego.
Os líderes dos sacerdotes disseram a Pilatos: — Por favor, não escreva: “rei dos judeus”, mas escreva: Este homem disse: “Eu sou rei dos judeus”.
Pilatos respondeu: — Aquilo que eu escrevi, escrevi!
Depois de terem pregado a Jesus na cruz, os soldados pegaram as roupas dele e as dividiram em quatro partes, uma para cada um. Pegaram também sua túnica, mas ela era feita de uma só peça de pano, sem costura.
Então disseram uns aos outros: — Não vamos rasgar a túnica! Vamos tirar a sorte para ver quem fica com ela. Isso aconteceu para que se cumprisse o que dizem as Escrituras: “Dividiram a minha roupa entre si, e tiraram a sorte pela minha túnica”. E os soldados assim o fizeram.
A mãe de Jesus estava perto da cruz junto com a irmã dela. Também lá estavam Maria, que era a mulher de Clopas, e Maria Madalena.
Quando Jesus viu que sua mãe e o discípulo que ele amava estavam ali, ele disse para sua mãe: — Senhora, aí está o seu filho.
Depois disse ao discípulo: — Aí está a sua mãe. Daquele momento em diante, o discípulo a levou para morar em sua casa.
Depois disto, Jesus percebeu que tudo já estava terminado. Mas, para que acontecesse o que dizem as Escrituras, ele disse: — Tenho sede!
Havia ali uma vasilha cheia de vinagre de vinho. Os soldados puseram uma esponja numa vara de hissopo, molharam-na no vinagre da vasilha e a levaram até a boca de Jesus.
Depois que Jesus provou o vinagre, disse: — Está terminado! Então abaixou a cabeça e morreu.
Tudo isto aconteceu na sexta-feira. Os judeus não queriam que os corpos ficassem na cruz até o dia seguinte, pois era um sábado muito especial. Pediram então a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos homens e tirar os corpos de lá.
Quando os soldados chegaram, quebraram as pernas do homem que estava de um lado de Jesus. Depois quebraram as pernas do homem que estava do outro lado de Jesus.
Mas, quando chegaram perto de Jesus, viram que ele já estava morto e não quebraram as pernas dele.
Um dos soldados, porém, atravessou o lado de Jesus com uma lança, fazendo sair sangue e água.
(Quem viu isto acontecer deu testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que fala a verdade para que vocês possam ter fé.)
Foi assim para que se cumprisse o que dizem as Escrituras: “Nenhum dos seus ossos será quebrado”.
E também uma outra Escritura diz: “E eles olharão para aquele a quem traspassaram”.
Mais tarde, um homem de Arimateia chamado José pediu a Pilatos o corpo de Jesus. (José era um discípulo de Jesus, mas em segredo, porque tinha medo dos judeus.) Pilatos deu permissão a José e ele veio e levou o corpo de Jesus.
Nicodemos, aquele que tinha ido falar com Jesus à noite, também foi com José. Ele tinha levado um bálsamo feito de uma mistura de mirra e aloés que pesava uns trinta quilos.
Os dois levaram o corpo de Jesus e o enrolaram em tiras de lençóis de linho perfumadas com o bálsamo. (Era assim que os judeus enterravam os mortos.)
Havia um jardim no lugar onde Jesus foi crucificado. Nesse jardim havia um túmulo novo, onde ninguém ainda tinha sido enterrado.
Puseram então o corpo de Jesus nesse túmulo, pois ficava perto e também porque os judeus estavam se preparando para o sábado.
No domingo bem cedo, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi ao túmulo e viu que a pedra tinha sido retirada da entrada.
Então Maria correu e foi se encontrar com Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: — Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o puseram!
Ao ouvir isto, Pedro e o outro discípulo saíram e foram para o túmulo.
Ambos estavam correndo juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou ao túmulo primeiro.
Ele se abaixou para olhar para dentro do túmulo e viu as tiras de lençóis de linho no chão, mas não entrou.
Simão Pedro, que vinha logo atrás, chegou e entrou no túmulo. Ele viu os lençóis de linho,
e viu também o lenço que tinha sido enrolado em volta da cabeça de Jesus. O lenço não estava junto com as tiras de lençóis, mas tinha sido dobrado e estava num lugar separado.
Então o outro discípulo, que tinha chegado ao túmulo primeiro, também entrou. Ele viu e creu.
(Eles ainda não tinham entendido as Escrituras, segundo as quais Jesus tinha que ressuscitar.)
Depois disto, os discípulos foram para casa.
Maria Madalena, porém, ficou chorando do lado de fora do túmulo. Enquanto chorava, ela se abaixou e olhou para dentro do túmulo.
Então, ela viu dois anjos vestidos de branco sentados no lugar onde o corpo de Jesus tinha estado. Um estava no lugar da cabeça e outro no lugar dos pés.
Eles lhe perguntaram: — Por que a senhora está chorando? Ela respondeu: — Tiraram o meu Senhor daqui e eu não sei onde o puseram.
Ao dizer isto, ela se virou e viu Jesus ali em pé, mas não sabia que era ele.
Jesus lhe disse: — Por que a senhora está chorando? Quem a senhora está procurando? Maria pensou que ele fosse o jardineiro e respondeu: — Se foi o senhor que o tirou daqui, diga-me onde o senhor o colocou e eu irei buscá-lo.
Jesus disse a ela: — Maria! Ela então se virou para ele e disse em aramaico: — Raboni! — (que quer dizer “Mestre”).
Jesus lhe disse: — Não me detenha, pois ainda não fui para o meu Pai. Vá e diga isto aos meus irmãos: “Eu vou subir para aquele que é meu Pai e Pai de vocês; meu Deus e Deus de vocês”.
Então Maria Madalena foi e disse aos discípulos: — Eu vi o Senhor! E contou a eles o que o Senhor tinha dito a ela.
Nesse mesmo domingo, ao anoitecer, os discípulos se reuniram. Como tinham medo dos judeus, trancaram as portas. Jesus apareceu no meio deles e disse: — A paz esteja com vocês!
Depois de ter dito isto, Jesus mostrou a eles as suas mãos e o seu lado. Ao verem o Senhor, os discípulos ficaram muito alegres.
E Jesus disse de novo: — A paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu agora também envio vocês.
Depois de ter dito isto, Jesus soprou sobre eles e disse: — Recebam o Espírito Santo.
Sempre que vocês perdoarem os pecados de alguém, Deus também perdoará esses pecados, porém, se vocês não perdoarem esses pecados, Deus também não perdoará esses pecados.
Tomé (chamado Dídimo), um dos doze discípulos, não estava com eles quando Jesus lhes apareceu.
Os outros discípulos disseram a Tomé: — Vimos o Senhor! Ele, porém, respondeu: — Enquanto eu não vir as marcas dos pregos em suas mãos, não tocar nelas com o meu dedo e não puser a minha mão no seu lado, eu não acreditarei.
Uma semana depois, os discípulos se reuniram de novo e, desta vez, Tomé também estava com eles. As portas estavam trancadas, mas Jesus apareceu no meio deles e disse: — A paz esteja com vocês!
Depois disse a Tomé: — Ponha aqui o seu dedo e olhe para as minhas mãos. Estenda também a mão e ponha no meu lado. Não duvide mais, mas acredite.
Tomé respondeu: — Meu Senhor e meu Deus!
Então Jesus lhe disse: — Você acredita porque me viu? Felizes daqueles que acreditam sem me ver!
Certamente Jesus fez diante dos seus discípulos muitos outros milagres que não estão escritos neste livro.
Estes, porém, foram escritos para que vocês acreditem que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenham vida pelo seu nome.
Depois disso, Jesus apareceu outra vez aos seus discípulos perto do Mar de Tiberíades. Foi assim:
Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado Dídimo), Natanael (de Caná da Galileia), os dois filhos de Zebedeu e outros dois discípulos.
Simão Pedro disse aos outros: — Vou pescar. Os outros discípulos disseram: — Nós também vamos com você. Então eles foram e entraram no barco, mas naquela noite não pegaram nada.
De manhã, quando começou a clarear, Jesus estava na praia, mas os discípulos não sabiam que era ele.
Jesus perguntou a eles: — Amigos, vocês não pescaram nada, não é verdade? E eles responderam: — É verdade.
Então Jesus disse a eles: — Joguem a rede do lado direito do barco e vocês encontrarão alguma coisa. Eles jogaram a rede e logo depois já não podiam puxá-la para dentro do barco por causa da grande quantidade de peixes.
O discípulo que Jesus amava disse a Pedro: — É o Senhor! Quando Pedro o ouviu dizer isto, amarrou o roupão à sua volta (pois o tinha tirado) e se jogou na água.
Os outros discípulos continuaram no barco, arrastando a rede cheia de peixes. Eles não estavam muito longe da praia, apenas a uns cem metros.
Quando os discípulos desceram do barco, viram uma fogueira com peixes nas brasas, e pão.
Então Jesus disse: — Tragam alguns dos peixes que vocês acabaram de pescar.
Simão Pedro entrou no barco e puxou a rede até à margem. A rede estava cheia com cento e cinquenta e três grandes peixes e, mesmo assim, ela não arrebentou.
Jesus lhes disse: — Venham comer. (Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem ele era, pois todos sabiam que era o Senhor.)
Jesus chegou perto, pegou o pão e repartiu entre eles. E fez a mesma coisa com os peixes.
(Esta foi a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discípulos depois de ter ressuscitado dos mortos.)
Quando acabaram de comer, Jesus disse a Simão Pedro: — Simão, filho de João, você me ama mais do que estes? Ele respondeu: — Sim, Senhor, você sabe que eu o amo. Jesus disse: — Cuide das minhas ovelhas.
E pela segunda vez Jesus perguntou: — Simão, filho de João, você me ama? E ele respondeu: — Sim, Senhor, você sabe que eu o amo. Jesus disse: — Cuide das minhas ovelhas.
E Jesus perguntou pela terceira vez: — Simão, filho de João, você me ama? Pedro ficou triste, por Jesus ter perguntado ainda uma terceira vez se ele o amava e disse: — Senhor, você sabe tudo! Sabe que eu o amo. Então Jesus lhe disse: — Cuide das minhas ovelhas.
Digo-lhe a verdade: Quando você era jovem, você mesmo amarrava a sua roupa em torno de você e ia para onde queria. Quando, porém, ficar velho, você estenderá as mãos e outra pessoa o amarrará e o levará para onde você não vai querer ir.
(Jesus disse isto para mostrar a maneira pela qual Pedro iria morrer e glorificar a Deus.) Depois Jesus disse a Pedro: — Siga-me!
Pedro se voltou e viu o discípulo que Jesus amava andando atrás dele. (Esse discípulo era o mesmo que se inclinara para perto de Jesus no dia do jantar, perguntando: “Senhor, quem vai traí-lo?”)
Quando Pedro o viu atrás deles, perguntou a Jesus: — E quanto a ele, Senhor?
Jesus respondeu: — Se eu quiser que ele fique aqui até eu voltar, o que você tem com isso? Quanto a você, siga-me!
Por causa disso, espalhou-se entre os seguidores de Jesus um boato de que aquele discípulo não morreria. Mas Jesus não tinha dito que o discípulo não iria morrer, mas sim: “Se eu quiser que ele fique aqui até eu voltar, o que você tem com isso?”
Este é o discípulo que dá testemunho a respeito destas coisas e que as escreveu. E sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.
Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se todas essas coisas fossem escritas, uma por uma, acho que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.
No meu primeiro livro, Teófilo, eu escrevi a respeito de todas as coisas que Jesus fez e ensinou desde o princípio
até o dia em que foi levado para o céu. Antes, porém, por meio do Espírito Santo, ele deu instruções aos apóstolos que tinha escolhido.
Depois de sua morte, Jesus se apresentou vivo aos apóstolos e lhes deu muitas e indiscutíveis provas de que estava vivo. Ele lhes apareceu durante quarenta dias e lhes falou a respeito do reino de Deus.
Numa ocasião, quando estava comendo com eles, ele lhes deu esta ordem: — Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa do Pai, da qual eu lhes falei.
Pois João batizava em água, mas vocês serão batizados no Espírito Santo, daqui a alguns dias.
Quando os apóstolos estavam reunidos com Jesus, eles lhe perguntaram: — É agora, Senhor, que vai devolver o reino para Israel?
Ele lhes disse: — O Pai é o único que tem autoridade de decidir sobre datas e tempos; não cabe a vocês saber essas coisas.
Mas receberão poder, quando o Espírito Santo vier sobre vocês, e então serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a região da Judeia e Samaria e também pelos quatro cantos do mundo.
Depois de dizer isto, Jesus foi levado para o céu diante deles; e uma nuvem o cobriu, escondendo-o deles.
Eles continuaram olhando para o céu enquanto Jesus se afastava. De repente, dois homens vestidos de branco apareceram ao lado deles,
e disseram: — Homens da Galileia, por que vocês estão aqui de pé olhando para o céu? Esse mesmo Jesus que foi levado de vocês para o céu voltará da mesma maneira que o viram partir.
Depois disto, os discípulos voltaram para Jerusalém. Eles estavam no monte das Oliveiras, que ficava mais ou menos a um quilômetro de distância.
Quando chegaram, foram para uma sala que ficava no andar de cima de uma casa, pois era ali que eles iam ficar. Eram eles: Pedro, João, Tiago e André; Filipe, Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago (o filho de Alfeu), Simão (o que pertencia ao grupo dos zelotes) e Judas (o irmão de Tiago).
Eles costumavam orar juntos. Com eles estavam também algumas mulheres, os irmãos de Jesus e Maria, a mãe dele.
Naqueles dias, Pedro se levantou no meio dos irmãos (havia naquele lugar mais ou menos cento e vinte pessoas) e disse:
— Meus irmãos! As coisas que o Espírito Santo revelou por meio de Davi a respeito de Judas, e que estão nas Escrituras, tinham que acontecer. Foi Judas que guiou os homens que prenderam a Jesus.
Esse homem era do nosso grupo e ajudava no nosso serviço.
(Ele comprou um campo com o dinheiro que ganhou pela sua maldade e foi lá que ele caiu de cabeça para baixo e se arrebentou e os seus intestinos se esparramaram.
Todos em Jerusalém ficaram sabendo disso e o campo ficou conhecido na própria língua deles como “Aceldama”, que quer dizer “Campo de Sangue”.)
Pois assim está escrito no livro dos Salmos: “Que a sua habitação fique deserta e que ninguém viva nela”. E também: “Que outra pessoa fique com o seu cargo”.
Por isso, é necessário escolher um dos homens que esteve conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus também esteve,
começando pelo batismo de João, até o dia em que Jesus foi para o céu, para que juntos possamos ser testemunhas da sua ressurreição.
Então eles sugeriram estes dois homens: José, chamado Barsabás, mas também conhecido como Justo, e Matias.
Depois eles oraram, dizendo: — O Senhor conhece os corações de todos. Então, por favor, mostre-nos qual destes dois homens deve trabalhar conosco
e ocupar o cargo de apóstolo que Judas abandonou para ir para o seu próprio lugar.
Eles sortearam entre os dois e a sorte saiu para Matias, que foi incluído no grupo dos onze apóstolos.
Quando chegou o dia de Pentecostes, todos eles estavam reunidos no mesmo lugar.
De repente eles ouviram um som vindo do céu parecido com o de uma ventania. Todos eles, que estavam sentados, ouviram o som por toda a casa.
E então apareceram línguas como de fogo que se espalharam e pousaram sobre cada um deles.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, de acordo com o que o Espírito lhes concedia que falassem.
Estavam morando em Jerusalém judeus cheios de fé, que tinham vindo de todas as partes do mundo conhecido de então.
Ao ouvirem aquele som, a multidão se ajuntou e todos ficaram muito perplexos, pois cada um os ouvia falar em sua própria língua.
Muito surpresos, diziam uns aos outros: — Não são galileus todos estes homens que estão falando?
Como é, então, que cada um de nós os ouve falar em nossa própria língua nativa?
Viemos da Pártia, da Média, do Elão, da Mesopotâmia, da Judeia, da Capadócia, do Ponto, da Ásia,
da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, que fica perto de Cirene. Alguns de nós são de Roma,
outros vieram de Creta e outros da Arábia. Alguns são judeus e outros são convertidos ao judaísmo. Nós os estamos ouvindo falar sobre a grandeza de Deus em nossas próprias línguas!
Eles estavam todos surpresos e sem saber o que pensar, e diziam uns aos outros: — O que quer dizer tudo isto?
Outros, porém, debochavam deles e diziam: — Eles estão bêbados.
Então Pedro se levantou junto com os onze apóstolos e, em voz bem alta, começou a falar para a multidão, dizendo: — Homens da Judeia! Todos vocês que estão morando em Jerusalém! Deixem que eu lhes diga uma coisa e prestem muita atenção ao que eu vou dizer.
Estes homens não estão bêbados como vocês pensam que estão, pois mal passa das nove horas da manhã!
Ao contrário! O que está acontecendo diz respeito ao que o profeta Joel falou:
“Nos últimos dias — diz Deus — derramarei o meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e filhas profetizarão, os jovens terão visões e os idosos terão sonhos.
Sim, naqueles dias derramarei o meu Espírito sobre os meus servos e as minhas servas, e eles profetizarão.
Eu farei grandes maravilhas em cima, no céu, e sinais em baixo, na terra: haverá sangue e fogo e nuvens de fumaça.
O sol se transformará em escuridão e a lua em sangue. Então virá o grande e glorioso dia do Senhor.
E Deus salvará a todos os que chamam por ele”.
— Homens de Israel! Escutem o que eu vou dizer: Jesus de Nazaré foi um homem cujas credenciais foram aprovadas por Deus entre vocês, por meio de muitos milagres, maravilhas e sinais que o próprio Deus realizou por meio dele, como vocês bem sabem.
Esse homem foi entregue a vocês de acordo com o propósito e o prévio conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens maus, mataram-no, crucificando-o.
Deus, porém, o ressuscitou, livrando-o das dores da morte, pois não era possível que ele fosse dominado por ela.
Pois Davi disse isto a respeito dele: “Eu vi o Senhor sempre à minha frente; ele está à minha direita para que eu não seja abalado.
Por isso, o meu coração está feliz, a minha boca fala coisas alegres e o meu corpo vive em esperança.
Isso acontece porque o senhor não abandonará a minha alma no mundo dos mortos e também não permitirá que o seu Santo entre em decomposição.
O Senhor me revelou os caminhos da vida e me encherá de alegria com a sua presença”.
— Irmãos! Eu posso lhes dizer com confiança a respeito do patriarca Davi: Ele morreu, foi sepultado e o seu túmulo se encontra entre nós até os dias de hoje.
Ele era um profeta e sabia que Deus lhe tinha jurado que um dos seus descendentes se sentaria no seu trono.
Vendo antecipadamente, Davi falou a respeito da ressurreição de Cristo. Davi disse que Cristo não seria abandonado no lugar dos mortos e também que seu corpo não entraria em decomposição.
Deus ressuscitou a Jesus e nós somos testemunhas disso.
Depois de ter sido levado para a direita de Deus, ele recebeu do Pai o Espírito Santo, que o próprio Pai havia prometido, e derramou o que vocês agora estão vendo e ouvindo.
Porque não foi Davi quem subiu para o céu e ele mesmo diz: “O Senhor disse ao meu Senhor: ‘Sente-se à minha direita, até eu pôr os seus inimigos
debaixo dos seus pés’”.
Portanto que todo o povo de Israel tenha certeza de que esse mesmo Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo!
Ao ouvirem aquilo, todos sentiram um profundo remorso e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: — O que devemos fazer então, irmãos?
Pedro lhes disse: — Mudem o seu comportamento e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos pecados de vocês. Então receberão um presente de Deus: o Espírito Santo.
Pois esta promessa é para quem o Senhor, nosso Deus, chamar para si: vocês, seus filhos e todos aqueles que estão longe.
E Pedro continuava a testemunhar, e os encorajava com muitas outras palavras, dizendo: — Salvem-se desta geração má!
Aqueles que aceitaram a sua mensagem foram batizados e, mais ou menos, três mil pessoas foram adicionadas naquele dia.
Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos, à comunhão, a comer juntos e às orações.
Os apóstolos fizeram muitos sinais e maravilhas, e um sentimento de muito respeito tomou conta de todos.
Todos os que tinham crido ficavam juntos e repartiam tudo o que tinham.
Eles vendiam suas propriedades e os seus bens e distribuíam entre todos, conforme a necessidade de cada um.
Eles se reuniam no templo todos os dias, e comiam juntos de casa em casa, repartindo a comida com alegria e com sinceridade no coração.
Eles louvavam a Deus e eram estimados por todas as pessoas. E todos os dias o Senhor aumentava aquele grupo com pessoas que iam sendo salvas.
Certo dia, às três horas da tarde (a hora da oração) Pedro e João foram para a área do templo.
Havia no templo um portão chamado Formoso. Todos os dias um homem que era paralítico desde que nascera era carregado até lá. Ele ficava perto do portão pedindo esmolas às pessoas que entravam na área do templo.
Quando este homem viu que Pedro e João estavam prestes a entrar no templo, pediu a eles uma esmola.
Pedro, assim como João, olharam bem para ele. Então Pedro disse ao homem: — Olhe para nós!
O homem olhou para eles, esperando receber alguma coisa deles.
Mas Pedro lhe disse: — Eu não tenho nenhum dinheiro para dar, mas vou lhe dar o que tenho: Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, levante-se e ande!
E, pegando a mão direita do homem, Pedro o puxou até que se levantasse. No mesmo instante, os seus pés e tornozelos ficaram fortes e,
dando um salto, o homem ficou em pé e começou a andar. Ele entrou no templo com eles, andando, saltando e louvando a Deus.
Todas as pessoas o viram andar enquanto louvava a Deus,
e reconheceram que ele era o homem que estava sempre pedindo esmolas perto do portão Formoso do templo. Todos ficaram admirados e maravilhados com o que tinha acontecido com ele.
O homem se agarrou a Pedro e João, e todas as pessoas, admiradas, corriam para onde eles estavam, no lugar chamado Alpendre de Salomão.
Quando Pedro viu isso, disse ao povo: — Homens de Israel! Por que vocês ficaram admirados com isto? Por que vocês nos olham como se fosse pelo nosso próprio poder ou a causa da nossa devoção religiosa que tivéssemos feito este homem andar?
O Deus dos nossos antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, glorificou ao seu servo Jesus. Vocês, porém, o entregaram às autoridades para ser morto e também o rejeitaram diante de Pilatos; e quando Pilatos quis soltá-lo, vocês não quiseram.
Vocês rejeitaram o Santo e o Justo e pediram que um assassino fosse libertado em seu lugar.
Vocês mataram o Autor da vida, mas Deus o ressuscitou, e nós somos testemunhas disso.
Pela fé no poder de Jesus, esse mesmo poder fortaleceu a este homem que vocês veem e conhecem. Sim, foi a fé que vem por meio de Jesus que curou completamente este homem diante de todos vocês.
— Agora, irmãos, eu sei que tanto vocês como os seus líderes fizeram o que fizeram por ignorância.
Foi dessa maneira que Deus fez com que acontecesse aquilo que ele tinha dito pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo tinha de sofrer.
Portanto, mudem o seu comportamento e voltem-se para Deus para que os pecados de vocês sejam apagados;
para que, da presença de Deus, venham tempos de alívio e também para que Deus possa enviar o Cristo que já escolheu para vocês, isto é, Jesus.
— Mas é preciso que Jesus permaneça no céu até chegar o tempo de todas as coisas serem renovadas. Deus nos falou a respeito dessas coisas há muito tempo atrás, pela boca dos seus santos profetas.
Pois Moisés disse: “O Senhor, o Deus de vocês, lhes dará um profeta como eu, e esse profeta virá do meio do seu próprio povo. Vocês devem obedecer a tudo o que ele lhes disser.
Quem não obedecer àquele profeta será completamente eliminado do povo”.
De fato, todos os profetas, começando por Samuel e indo até todos os que vieram depois dele, falaram a respeito destes dias.
Vocês são os descendentes dos profetas e da aliança que Deus fez com os antepassados de vocês. Ele disse a Abraão: “Todas as nações do mundo serão abençoadas através da sua descendência”.
Quando Deus ressuscitou o seu servo, ele o enviou primeiro a vocês, para que cada um de vocês fosse abençoado ao abandonar a sua vida de pecados.
Os sacerdotes, o capitão da guarda do templo e os saduceus se aproximaram enquanto eles ainda estavam falando.
Eles ficaram irritados porque Pedro e João estavam ensinando o povo e proclamando a ressurreição dos mortos por meio de Jesus.
Então prenderam os dois e os puseram na cadeia até o dia seguinte, pois já era muito tarde.
No entanto, muitos dos que ouviram a mensagem acreditaram e o número de homens subiu para cinco mil.
No dia seguinte, os líderes do povo, os líderes e os professores da lei se reuniram em Jerusalém.
Também estavam presentes: Anás, o sumo sacerdote, Caifás, João, Alexandre e todos os que pertenciam à família do sumo sacerdote.
Ao colocar os apóstolos no meio deles, começaram a fazer-lhes perguntas: — Quem deu a vocês poder ou autoridade para curar este homem?
Pedro, então, cheio do Espírito Santo, disse a eles: — Autoridades do povo e anciãos líderes de Israel!
Parece que hoje nós estamos sendo interrogados por causa da boa ação que fizemos ao homem paralítico, e de como ele foi curado.
Muito bem! Então fiquem todos vocês e todo o povo de Israel sabendo que este homem se apresenta curado diante de vocês pelo poder de Jesus Cristo de Nazaré, o mesmo a quem vocês crucificaram e a quem Deus ressuscitou.
Ele é: “A pedra que vocês, os construtores, rejeitaram e veio a ser a mais importante de todas”.
E não há salvação em mais ninguém, pois não há nenhum outro nome debaixo do céu dado entre os homens, pelo qual possamos ser salvos.
Os membros do Conselho Superior ficaram admirados com a coragem de Pedro e de João, pois sabiam que eles eram homens simples e sem cultura. Eles reconheceram, então, que os dois tinham sido companheiros de Jesus.
Eles não puderam dizer nada, pois o homem que tinha sido curado estava de pé, ali, entre eles.
Os membros do Conselho Superior ordenaram que os dois saíssem, e começaram a discutir entre si:
— O que podemos fazer a estes homens? Está claro para todas as pessoas que vivem em Jerusalém que um milagre notável foi feito entre elas e isso nós não podemos negar!
No entanto, para que isto não se espalhe ainda mais pelo povo, vamos ameaçá-los e dizer para que não falem neste nome a mais ninguém.
E, chamando os dois novamente, mandaram que eles nunca mais dissessem nem ensinassem às pessoas coisa alguma sobre Jesus em uma forma que lhe trouxesse prestígio.
Mas Pedro e João lhes disseram: — Vocês decidam se é certo diante de Deus obedecer a vocês ao invés de obedecer a ele.
Nós não podemos deixar de falar a respeito das coisas que vimos e ouvimos!
Então, os membros do Conselho Superior os ameaçaram ainda mais e depois os deixaram ir embora. Eles não viam uma forma sequer de castigá-los, pois todo o povo estava dando graças a Deus pelo que tinha acontecido.
O homem que fora curado pelo milagre tinha mais de quarenta anos.
Quando foram libertados, Pedro e João voltaram para junto de seus companheiros e lhes contaram tudo o que os líderes dos sacerdotes e os líderes tinham dito a eles.
Quando ouviram aquilo, todos juntos oraram a Deus, dizendo: — Mestre! O Senhor fez o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles existe.
O Senhor disse por meio do Espírito Santo, pela boca do nosso antepassado Davi, seu servo: “Por que se revoltam as nações e por que os povos fazem planos fúteis?
Juntam-se os reis da terra e os governantes para lutar contra o SENHOR e contra o seu rei escolhido”.
Sim, pois Herodes, Pôncio Pilatos, os judeus e os que não são judeus se reuniram nesta cidade contra o seu santo servo, Jesus, a quem o Senhor ungiu.
Eles se reuniram para fazer todas as coisas que o Senhor, pelo seu poder e vontade, já, há muito tempo, tinha decidido que deveriam acontecer.
E agora, Senhor, ouça as ameaças deles e dê aos seus servos habilidade para falarem a sua mensagem com toda a coragem.
Enquanto isso, mostre o seu poder para curar, e faça com que sinais e coisas maravilhosas sejam feitos quando nós lhe pedirmos em oração no nome do seu santo servo Jesus.
Quando acabaram de orar, o lugar onde eles tinham se reunido tremeu; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar a mensagem de Deus com coragem.
Todo o grupo dos que creram tinham um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que qualquer coisa que tivesse era só sua, mas de todos: eles repartiam tudo o que tinham.
Com grande poder, os apóstolos davam testemunho a respeito da ressurreição do Senhor Jesus e grandes bênçãos de Deus eram derramadas sobre todos eles.
Ninguém do grupo passava necessidades, pois todos os que tinham casas ou terrenos os vendiam
e levavam o dinheiro da venda para os apóstolos. Então se distribuía a cada um conforme a sua necessidade.
José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé (que quer dizer “filho de encorajamento”), levita, que havia nascido em Chipre,
vendeu um terreno que possuía, levou todo o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos.
Entretanto, havia um homem chamado Ananias que, junto com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade
e levou somente parte do dinheiro para os apóstolos, guardando o restante para ele. Safira sabia disso e concordou com a atitude do marido.
Então Pedro lhe disse: — Ananias, por que você deixou que Satanás enchesse o seu coração, para que mentisse ao Espírito Santo, ficando com parte do dinheiro da venda do terreno?
O terreno não era seu, antes de você vendê-lo? E depois que você o vendeu, não tinha a liberdade de fazer o que quisesse com o dinheiro? Por que decidiu fazer isso? Você não mentiu para os homens, mas sim para Deus!
Ao ouvir estas palavras, Ananias caiu morto, e todos os que souberam dessas coisas ficaram com muito medo.
Alguns jovens se levantaram, cobriram-lhe o corpo, levaram para fora e o enterraram.
Mais ou menos três horas mais tarde chegou Safira, ainda sem saber o que tinha acontecido a seu marido.
Pedro, então, lhe perguntou: — Diga-me uma coisa: Foi por este preço que você e o seu marido venderam o terreno? Ela respondeu: — Sim, foi por essa quantia.
Então Pedro lhe disse: — Por que você e seu marido concordaram em pôr à prova o Espírito do Senhor? Olhe! Os jovens que acabaram de enterrar seu marido estão aí e agora eles vão levar você também.
E no mesmo instante ela caiu morta aos pés de Pedro. Ao entrarem os jovens, viram que ela estava morta e a levaram para fora e a enterraram ao lado de seu marido.
E um grande temor veio sobre toda a igreja e sobre todos aqueles que ficaram sabendo dessas coisas.
Os apóstolos faziam muitos sinais e maravilhas entre o povo e todos se reuniam no Alpendre de Salomão.
Dos restantes, ninguém se atrevia a juntar-se a eles, mas o povo falava muito bem deles.
E mais e mais pessoas, tanto homens como mulheres, criam no Senhor e eram adicionados ao grupo.
E, como resultado disso, o povo levava os doentes para as ruas e os colocava em camas e macas para que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra tocasse em alguns deles.
Multidões de pessoas também vinham das cidades próximas a Jerusalém. Elas levavam os seus doentes e aqueles que eram atormentados por demônios e todos eram curados.
O sumo sacerdote e os seus associados, isto é, os saduceus, ficaram com muita inveja.
Então, mandaram prender os apóstolos e os colocaram numa cadeia pública.
Durante a noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão, os levou para fora e disse:
— Vão para o templo e digam para as pessoas todas as coisas a respeito desta nova vida.
Ao ouvir isto, eles foram para o templo assim que amanheceu, e começaram a ensinar. Quando o sumo sacerdote e os seus associados chegaram, mandaram convocar o Conselho Superior e toda a assembleia dos líderes de Israel. Depois eles mandaram buscá-los na cadeia.
Quando os guardas chegaram à prisão, eles não encontraram os apóstolos. Então voltaram e contaram isto:
— Nós encontramos a prisão bem fechada, e também os guardas ao lado das portas mas, quando as abrimos, não havia ninguém lá dentro.
Quando o capitão da guarda do templo e os líderes dos sacerdotes ouviram isto, ficaram sem saber o que pensar sobre eles e o que poderia acontecer em seguida.
Depois entrou alguém e disse: — Os homens que vocês puseram na cadeia estão no templo ensinando o povo!
Então, o capitão e os guardas foram até lá e os levaram de volta. Eles não usaram de violência porque tinham medo que o povo os apedrejasse.
Eles os levaram para dentro e os puseram diante do Conselho Superior. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo:
— Nós mandamos que vocês não ensinassem mais nesse nome, e vejam o que vocês fizeram! Vocês encheram Jerusalém com esse ensino e querem colocar a culpa da morte dele sobre nós!
Pedro e os outros apóstolos disseram: — Nós devemos obedecer a Deus e não aos homens.
O Deus de nossos antepassados ressuscitou a Jesus, a quem vocês mataram, pendurando-o numa cruz de madeira.
Deus o exaltou, colocando-o à sua direita como Líder, para que ele pudesse guiar Israel a mudar a sua forma de pensar e de viver; e Salvador, para que ele pudesse obter o perdão dos pecados deles.
Nós somos testemunhas destas coisas; e o Espírito Santo, que Deus deu a todos os que lhe obedecem, também é testemunha.
Quando ouviram isto, eles ficaram furiosos e queriam matá-los.
Mas, entre as pessoas que estavam no Conselho Superior, levantou-se certo fariseu chamado Gamaliel. Ele era mestre da lei e todos o respeitavam. Ele mandou que os homens fossem levados para fora por um pouco de tempo e
depois disse ao Conselho: — Homens de Israel! Tenham cuidado com o que vocês vão fazer a estes homens!
Há algum tempo atrás apareceu Teudas, insinuando ser ele alguém muito importante, e mais ou menos quatrocentos homens o seguiram. Teudas foi morto, os que o seguiam foram dispersos, e nada mais aconteceu.
Depois dele veio Judas, o galileu; ele apareceu durante o período do recenseamento e, da mesma forma, várias pessoas o seguiram. Ele também foi morto e todos que o seguiam também foram dispersos.
Portanto, para esta situação de agora eu lhes digo: Afastem-se destes homens e deixem que eles vão embora! Se este plano ou esta obra que eles fazem vem de homens, ela também falhará, como as outras.
Mas se a obra deles vem de Deus, vocês não conseguirão pará-los, e pode ser que vocês se achem lutando contra Deus. O tribunal decidiu aceitar o conselho de Gamaliel.
Eles mandaram chamar os apóstolos e, depois de os açoitarem, ordenaram que não falassem mais no nome de Jesus. Depois disso, deixaram que fossem embora.
Os apóstolos deixaram o Conselho Superior contentes por terem sido considerados dignos de sofrer por causa do nome de Jesus.
E todos os dias, quer no templo, quer de casa em casa, eles nunca paravam de ensinar e proclamar as Boas Novas a respeito de Jesus Cristo.
Naqueles dias, ao se multiplicar o número dos discípulos, houve queixas daqueles judeus que falavam grego contra os judeus que falavam aramaico, pois as suas viúvas não estavam recebendo a sua parte da distribuição diária.
Os doze apóstolos reuniram todo o grupo de discípulos e disseram: — Não está certo deixarmos de ensinar a mensagem de Deus para fazermos a distribuição diária.
Irmãos! Escolham entre vocês sete homens de confiança e que estejam cheios do Espírito e de sabedoria para que nós os encarreguemos deste serviço.
Dessa forma poderemos nos dedicar à oração e ao ensino da mensagem de Deus.
A sugestão agradou a toda a comunidade e eles escolheram: Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, que era de Antioquia e tinha se tornado judeu.
Os discípulos apresentaram estes homens aos apóstolos, e estes oraram e impuseram as suas mãos sobre eles.
A mensagem do Senhor se espalhava. O número de discípulos em Jerusalém se multiplicava e também um grande número de sacerdotes judeus aceitava a fé.
Estêvão, um homem muito abençoado por Deus e cheio de poder, fazia grandes maravilhas e sinais entre o povo.
Mas alguns dos homens da “Sinagoga dos Homens Livres” (era assim que a chamavam), opuseram-se a ele. Eles eram judeus da região de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia e começaram a discutir com Estêvão.
Esses judeus, porém, não conseguiam refutar o que ele dizia porque o Espírito dava a Estêvão sabedoria para falar.
Então eles subornaram algumas pessoas que disseram: — Nós ouvimos esse homem falar coisas ruins contra Moisés e contra Deus!
E dessa forma eles agitaram o povo, os líderes e os professores da lei que o pegaram e o levaram para o Conselho Superior.
Eles arranjaram também testemunhas falsas para falar contra Estêvão, e elas diziam: — Esse homem nunca para de falar contra este lugar santo e contra a lei.
Nós o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré vai destruir este templo e vai mudar todos os costumes que Moisés nos deu.
Todos os que estavam sentados no Conselho Superior olharam bem para Estêvão e viram que o rosto dele parecia o rosto de um anjo.
Então o sumo sacerdote lhe perguntou: — É verdade isso?
Ele respondeu: — Irmãos e pais, escutem! O Deus de glória apareceu ao nosso antepassado Abraão, enquanto ele ainda estava vivendo na Mesopotâmia, antes de ter ido viver em Harã,
e lhe disse: “Deixe o seu país e a sua família e vá para a terra que eu vou lhe mostrar”.
Ele então partiu da terra dos caldeus e se mudou para Harã. Depois que o pai dele morreu, Deus fez com que Abraão se mudasse de lá e viesse viver nesta terra, onde vocês estão vivendo agora.
Não lhe deu nenhuma herança, nem um só metro de terra, mas prometeu dá-la a ele e aos seus descendentes (nessa época Abraão ainda não tinha nenhum filho).
Isto é o que Deus disse a ele: “Os seus descendentes vão viver como estrangeiros em país distante. Eles serão feitos escravos e maltratados durante quatrocentos anos.
Mas eu castigarei a nação que os irá escravizar”. E Deus ainda disse: “Depois disso eles sairão de lá e virão me adorar neste lugar”.
E então Deus e Abraão fizeram uma aliança de circuncisão. Por isso Abraão circuncidou a Isaque no oitavo dia depois do seu nascimento e Isaque fez o mesmo com Jacó e Jacó fez o mesmo com os doze patriarcas.
— Os patriarcas tinham inveja de José e o venderam como escravo para o Egito, mas Deus estava com ele.
Deus o livrou de todos os seus problemas e lhe deu sabedoria e habilidade diante de Faraó, rei do Egito. Faraó o nomeou governador sobre o Egito e sobre toda a sua casa.
Depois, uma grande fome veio sobre toda a região do Egito e de Canaã. Houve muito sofrimento e os nossos antepassados não encontravam nada para comer.
Quando Jacó ouviu dizer que havia trigo no Egito, enviou nossos antepassados para lá pela primeira vez.
Numa segunda visita, José se revelou a seus irmãos e a família de José passou a ser conhecida pelo Faraó.
Então José mandou buscar a seu pai Jacó e toda a sua família, num total de setenta e cinco pessoas.
E Jacó desceu ao Egito e foi lá que tanto ele como nossos antepassados morreram.
Eles foram trazidos de volta para Siquém, onde foram enterrados no túmulo que Abraão tinha comprado dos filhos de Emor por certa quantia.
— O tempo de se cumprir a promessa que Deus havia feito a Abraão estava próximo, e o nosso povo havia se multiplicado muito no Egito.
Então, subiu ao trono do Egito um outro rei que nada sabia a respeito de José.
Com grande astúcia, enganou e maltratou o nosso povo, forçando os pais a abandonar os seus filhos para que eles não vivessem.
Naquele tempo nasceu Moisés. Ele era uma criança muito bonita e, durante três meses, foi mantido na casa de seus pais.
Depois disso ele foi abandonado, mas a filha de Faraó o recolheu e o criou como se fosse seu próprio filho.
Moisés foi educado em toda a sabedoria dos egípcios e era poderoso em palavras e ações.
— Quando Moisés estava com quarenta anos, decidiu visitar os seus irmãos, os israelitas.
Ao ver um deles sendo maltratado, defendeu e vingou o israelita oprimido, matando o egípcio.
Ele pensava que seus irmãos iriam entender que Deus o estava usando para libertá-los, mas eles não entenderam assim.
No dia seguinte, Moisés encontrou alguns homens brigando e, querendo apartar a briga, disse: “Ei, homens! Vocês são irmãos! Por que estão ferindo um ao outro?”
Mas o homem que estava maltratando o outro empurrou Moisés para trás e lhe disse: “Quem foi que o fez nosso chefe e juiz?
Por acaso você quer me matar assim como matou o egípcio ontem?”
Quando Moisés ouviu aquilo, fugiu e foi viver como estrangeiro na terra de Midiã, onde teve dois filhos.
— Quarenta anos depois, um anjo apareceu a Moisés no deserto, perto do monte Sinai, em meio ao fogo de um arbusto que estava em chamas.
Moisés ficou muito admirado com o que viu e, enquanto se aproximava para poder ver melhor, ouviu a voz do Senhor:
“Eu sou o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”. Moisés tremia de medo e não tinha coragem nem de olhar.
Então o Senhor lhe disse: “Tire as suas sandálias dos pés, porque o lugar onde está é terra santa.
Certamente eu tenho visto o sofrimento do meu povo no Egito. Eu ouvi os seus gemidos e desci para libertá-los. Portanto, agora eu lhe envio para o Egito”.
— Este é o mesmo Moisés a quem tinham rejeitado, dizendo: “Quem foi que o fez nosso chefe e juiz?” Ele foi o homem a quem Deus enviou para ser chefe e libertador. Deus enviou a Moisés com a ajuda de um anjo que lhe apareceu no arbusto que estava em chamas.
Ele os libertou e fez maravilhas e sinais no Egito, no Mar Vermelho e no deserto, durante quarenta anos.
Foi este Moisés que disse aos israelitas: “Deus lhes dará um profeta como eu, e esse profeta virá do meio do seu próprio povo”.
Foi ele que esteve reunido em assembleia no deserto. Moisés esteve lá com nossos antepassados e com o anjo que falou com ele no monte Sinai. Foi ele quem recebeu e passou para nós as palavras que dão vida.
— Os nossos antepassados, porém, não quiseram obedecer-lhe. Ao contrário, eles o rejeitaram e desejavam muito voltar para o Egito.
E eles disseram para Arão: “Faça para nós deuses que nos guiem, porque não sabemos o que aconteceu com Moisés, o qual nos tirou do Egito”.
Nessa época eles fizeram uma imagem de um bezerro. Ofereceram sacrifício ao ídolo deles e também fizeram uma festa em honra ao que eles mesmos tinham feito com as suas próprias mãos.
Deus, então, os deixou e os entregou para que adorassem os poderes celestiais, assim como está escrito no livro dos profetas: “Povo de Israel, por acaso vocês me trouxeram ofertas e sacrifícios durante os quarenta anos que estiveram no deserto?
Claro que não! O que vocês carregaram foi a imagem do deus Moloque e também a imagem da estrela do seu deus Renfã, ídolos que vocês fizeram para adorar. Por causa disso, eu os expulsarei para além da Babilônia”.
— A tenda do Testemunho estava com os nossos antepassados no deserto. Essa tenda foi feita conforme Deus tinha dito para Moisés fazer, e de acordo com o modelo que ele tinha visto.
Depois de terem recebido a tenda, nossos antepassados, que eram liderados por Josué, introduziram a tenda na terra conquistada das nações que Deus tinha expulsado de diante deles. E a tenda foi mantida lá até os dias de Davi.
Davi foi favorecido por Deus e lhe pediu se poderia construir um templo onde o povo de Jacó pudesse adorar.
Mas foi Salomão quem construiu a casa para ele.
— Entretanto, o Altíssimo não vive em casas feitas por mãos humanas, assim como diz o profeta:
“O céu é o meu trono — diz o Senhor — e a terra é o lugar onde ponho os meus pés. Que tipo de casa vocês poderiam construir para mim? Onde está o lugar para eu poder descansar?
Não foram as minhas mãos que fizeram todas estas coisas?”
— Gente teimosa! Vocês são surdos e duros de coração, como aqueles que não creem no nosso Deus! Vocês estão sempre resistindo ao Espírito Santo! Vocês são idênticos aos seus antepassados.
Houve algum profeta que eles não perseguiram? Eles até mataram aqueles que, antigamente, anunciaram a vinda do Justo, e agora vocês o traíram e o mataram.
Vocês são aqueles que receberam a lei que foi entregue por anjos, mas não a obedeceram.
Quando os membros do Conselho Superior ouviram o que Estêvão tinha dito, ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele.
Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus à sua direita,
e disse: — Olhem! Vejo o céu aberto e o Filho do Homem em pé à direita de Deus!
Então, eles taparam os ouvidos, começaram a gritar e juntos avançaram contra Estêvão.
Depois o arrastaram para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram as suas capas com um jovem que se chamava Saulo.
Enquanto o apedrejavam, Estêvão gritava, dizendo: — Senhor Jesus, receba o meu espírito.
Depois, Estêvão se ajoelhou e gritou bem alto: — Senhor! Não os condene por causa deste pecado! E, acabando de dizer isso, morreu.
Saulo tinha concordado com a morte de Estêvão. Alguns homens que temiam a Deus o enterraram e choraram muito por causa de sua morte. Daquele dia em diante a igreja em Jerusalém começou a sofrer uma grande perseguição. Todos os discípulos foram dispersos pelas regiões da Judeia e de Samaria, com exceção dos apóstolos.
Saulo procurava destruir a igreja. Ele ia nas casas onde eles costumavam se reunir, arrastava para fora tanto homens como mulheres e os punha na cadeia.
Aqueles que tinham sido dispersos iam a todos os lugares anunciando as Boas Novas.
Filipe foi para a cidade de Samaria e lá proclamava a respeito de Cristo a todos.
Quando a multidão o ouviu e viu os sinais que ele fazia, começou a prestar muita atenção às coisas que ele dizia.
Demônios, gritando alto, saíam de muitas pessoas possuídas por eles, muitos coxos e paralíticos eram curados
e houve grande alegria naquela cidade.
Havia em Samaria um homem chamado Simão que, já há algum tempo, praticava magias e fascinava as pessoas de lá. Ele se dizia ser alguém importante
e todas as pessoas, desde o mais humilde até o mais importante, lhe davam atenção e diziam: — Este homem tem o poder de Deus, chamado “O Grande Poder!”
Todos lhe davam muita atenção porque, já há algum tempo, os vinha fascinando com a sua magia.
Mas muitas pessoas, tanto homens como mulheres, acreditaram no que Filipe lhes tinha dito a respeito das Boas Novas do reino de Deus e de Jesus Cristo e foram batizadas.
Até mesmo Simão acreditou e, depois de ter sido batizado, acompanhava Filipe de perto, e observava fascinado os grandes sinais e milagres que eram feitos.
Em Jerusalém, os apóstolos ouviram dizer que Samaria tinha aceitado a mensagem de Deus. Então eles enviaram a Pedro e João para lá.
Quando os dois chegaram, oraram por eles para que pudessem receber o Espírito Santo.
Eles fizeram isso porque o Espírito Santo ainda não tinha descido sobre nenhum deles, uma vez que eles só tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus.
Então Pedro e João puseram as mãos sobre eles e eles receberam o Espírito Santo.
Simão viu que o Espírito era dado quando os apóstolos punham as mãos sobre as pessoas. Então ele lhes ofereceu dinheiro e disse:
— Deem-me também este poder, para que toda pessoa sobre quem eu puser as minhas mãos receba o Espírito Santo.
Pedro, então, lhe disse: — Que você e o seu dinheiro sejam destruídos para sempre! Você pensa que pode comprar a dádiva de Deus com dinheiro?
Você não pode participar conosco deste ensino, pois o seu coração não é honesto diante de Deus.
Mude a sua forma de pensar e de viver a respeito dessa sua maldade e ore ao Senhor! Assim, talvez, você poderá ser perdoado por ter pensado desta forma.
Pois vejo que está cheio de inveja e amargura e preso pelo pecado!
Então Simão disse: — Orem ao Senhor por mim, para que nenhuma dessas coisas que vocês disseram me aconteça.
Pedro e João voltaram para Jerusalém depois de terem testificado e proclamado a mensagem do Senhor. No caminho, eles foram anunciando as Boas Novas em muitas aldeias samaritanas.
Um anjo do Senhor falou com Filipe e disse: — Prepare-se e vá para o sul, pela estrada que desce de Jerusalém e vai até Gaza. (Aquela estrada é deserta.)
Ele, então, se preparou e partiu. No caminho encontrou um homem etíope que era eunuco. Ele era um alto oficial de Candace, rainha da Etiópia, encarregado de todo o tesouro dela. Ele estava voltando de Jerusalém onde tinha ido adorar a Deus.
Sentado em sua carruagem, ele estava lendo o livro do profeta Isaías.
Então o Espírito disse a Filipe: — Vá até aquela carruagem e fique perto dela.
Filipe correu para perto da carruagem e ouviu o eunuco lendo o livro do profeta Isaías, e então disse: — O senhor realmente entende o que está lendo?
O homem respondeu: — Como posso realmente entender se alguém não me explicar? E convidou a Filipe para subir e sentar-se com ele.
A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como uma ovelha para o matadouro e assim como o cordeiro fica em silêncio diante daquele que corta a sua lã, ele também não abriu a sua boca.
Na sua humilhação, foi-lhe negada justiça e ninguém falará dos seus descendentes, pois a sua vida foi tirada da terra”.
Então o eunuco perguntou a Filipe: — Por favor, diga-me: de quem o profeta está falando? Ele está falando dele mesmo ou de outra pessoa?
Então Filipe anunciou as Boas Novas a respeito de Jesus, começando pela explicação desta passagem da Escritura.
E, prosseguindo pela estrada, chegaram a um lugar onde havia água. O eunuco então disse: — Olhe! água! O que me impede de ser batizado?
Então, mandou que a carruagem parasse e ambos, tanto ele como Filipe, entraram na água e Filipe o batizou.
Quando saíram da água, o Espírito do Senhor pegou a Filipe e o levou embora e o eunuco nunca mais o viu, mas seguiu o seu caminho cheio de alegria.
De repente Filipe se encontrou na cidade de Azoto e, partindo dali, foi anunciando as Boas Novas por todas as cidades, até chegar a Cesareia.
Enquanto isso, Saulo continuava a ameaçar de morte os discípulos do Senhor. Ele foi falar com o sumo sacerdote e
lhe pediu cartas de apresentação para as sinagogas de Damasco, para que, caso encontrasse alguns destes discípulos do Caminho, quer fossem homens quer fossem mulheres, pudesse prendê-los e levá-los de volta para Jerusalém.
Saulo estava indo em seu caminho e já se encontrava perto da cidade de Damasco quando, de repente, uma luz do céu brilhou à sua volta.
Ele caiu no chão e ouviu uma voz que lhe dizia: — Saulo, Saulo, por que você me persegue?
Então ele disse: — Quem é você, Senhor? E a voz respondeu: — Eu sou Jesus, a quem você está perseguindo!
Levante-se e vá para a cidade. Lá você ficará sabendo o que deve fazer.
Os homens que estavam viajando com Saulo permaneceram em pé sem poder dizer nada. Eles ouviam a voz, mas não viam ninguém.
Saulo se levantou mas, quando abriu os seus olhos, não conseguia ver nada. Então os outros o levaram pela mão e o guiaram até Damasco.
Saulo ficou três dias sem conseguir ver nada e, durante esses três dias, ele não comeu nem bebeu nada.
Na cidade de Damasco havia um discípulo de Cristo chamado Ananias. Ele teve uma visão na qual o Senhor lhe disse: — Ananias! E ele disse: — Estou aqui, Senhor.
O Senhor lhe disse: — Prepare-se e vá até a casa de Judas, na rua Direita. Ao chegar lá, pergunte por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está orando e,
numa visão, viu um homem chamado Ananias chegar e colocar as mãos sobre ele para que possa voltar a ver.
Ananias, porém, respondeu: — Senhor, eu tenho ouvido muita gente falar a respeito de todas as maldades que este homem tem feito ao teu povo em Jerusalém.
Eu ouvi também que ele veio aqui com autoridade dos líderes dos sacerdotes para prender todos aqueles que oram a você por ajuda!
O Senhor, então, lhe disse: — Vá! Eu escolhi esse homem para ser o meu servo. Ele irá levar o meu nome às nações e aos reis, bem como ao povo de Israel.
Certamente eu mesmo mostrarei a ele tudo quanto irá sofrer pelo meu nome.
Então Ananias foi, entrou na casa de Judas, colocou as mãos sobre Saulo e disse: — Irmão Saulo! O Senhor Jesus, que lhe apareceu quando você estava vindo para cá, me mandou aqui para que você pudesse ver de novo e ficar cheio do Espírito Santo.
— E imediatamente, umas coisas que pareciam com escamas caíram dos olhos de Saulo e ele pôde ver novamente. Então ele se levantou e foi batizado
e, depois de comer alguma coisa, recuperou as suas forças. Saulo ficou alguns dias com os discípulos de Jesus em Damasco,
mas logo começou a anunciar nas sinagogas, dizendo: — Jesus é o Filho de Deus!
Todos os que o ouviam ficavam admirados e diziam: — Não é este o homem que procurava destruir em Jerusalém aqueles que oram a Jesus pedindo pela sua ajuda? Não foi ele que, com a mesma intenção, veio aqui para prender essas pessoas e levá-las para os líderes dos sacerdotes?
Saulo, porém, se tornava cada vez mais forte na fé e confundia os judeus que viviam em Damasco com as provas que dava de que Jesus é o Cristo.
Algum tempo depois os judeus começaram a fazer planos para matá-lo,
mas Saulo ficou sabendo do plano deles. Eles vigiavam os portões da cidade de dia e de noite para matá-lo.
Uma noite, porém, os discípulos o levaram e, colocando-o dentro de uma cesta, desceram-no pelo muro da cidade.
Quando chegou a Jerusalém, Saulo procurou juntar-se aos discípulos, mas todos eles tinham medo dele, pois não acreditavam que ele fosse realmente um discípulo.
Barnabé, então, levou-o até os apóstolos e explicou-lhes como Saulo tinha visto o Senhor na estrada para Damasco e como o Senhor tinha falado com ele. Barnabé também lhes disse da maneira corajosa com que Saulo tinha falado no nome do Senhor em Damasco.
Depois disso Saulo ficou com eles. Ele andava por toda parte em Jerusalém e falava com muita coragem no nome do Senhor.
Ele falava e discutia com os judeus que falavam grego, mas estes procuravam um meio de matá-lo.
Quando os irmãos em Cristo ficaram sabendo disso, levaram Saulo para a cidade de Cesareia e depois o mandaram para a cidade de Tarso.
Depois disso a igreja teve um período de paz em toda a região da Judeia, Galileia e Samaria. Ela foi sendo fortalecida e, como vivesse temendo ao Senhor e sendo encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número.
Pedro viajava por toda parte, e um dia foi visitar o povo de Deus que vivia na cidade de Lida.
Ao chegar lá, encontrou um homem chamado Eneias. Ele era paralítico e fazia oito anos que estava de cama.
Pedro lhe disse: — Eneias, Jesus Cristo quer curar você! Levante-se e carregue a sua maca. E no mesmo instante ele se levantou.
E todas as pessoas das cidades de Lida e Sarona que o viram se converteram ao Senhor.
Em Jope, havia entre os discípulos uma mulher chamada Tabita (que em grego quer dizer “Dorcas”, que significa “gazela”). Ela estava sempre fazendo boas obras e ajudando os pobres.
Nessa época ela ficou doente e morreu; e depois de lavarem o seu corpo, puseram-no num quarto no andar de cima da casa.
Lida ficava perto de Jope e, quando os discípulos ouviram dizer que Pedro estava em Lida, enviaram dois homens até ele, pedindo: — Por favor, venha conosco. Depressa!
Pedro, então, se aprontou e foi com eles. Quando chegou lá, foi levado para o quarto no andar de cima da casa. Então, todas as viúvas o rodearam e, chorando, mostravam-lhe as túnicas e outras roupas que Dorcas tinha feito enquanto ainda estava com elas.
Pedro mandou que todos saíssem do quarto e, ajoelhando-se, orou. Depois, virando-se para o corpo, disse: — Tabita, levante-se! Ela abriu os olhos e, vendo a Pedro, sentou-se.
Ele estendeu a mão e levantou-a. Depois chamou os discípulos, incluindo as viúvas e a apresentou viva.
Toda a cidade de Jope ficou sabendo disso e muitas pessoas creram no Senhor.
Pedro permaneceu ainda em Jope por vários dias, na casa de um curtidor de couro chamado Simão.
Havia na cidade de Cesareia um homem de nome Cornélio, o qual era comandante do regimento chamado “italiano”.
Ele era um homem muito piedoso e era um não-judeu que adorava a Deus, assim como todos os membros da sua família. Ajudava muito aos pobres e estava sempre orando a Deus.
Um dia, mais ou menos às três horas da tarde, Cornélio teve uma visão e viu claramente um anjo de Deus chegando e lhe dizendo: — Cornélio!
Ele olhou para o anjo e, com muito medo, disse: — O que é, Senhor? E o anjo lhe disse: — As suas orações e a ajuda que você tem dado aos pobres subiram até a presença de Deus e ele se lembrou de você.
Envie homens até a cidade de Jope para que eles tragam de volta um homem de nome Simão, que é conhecido como Pedro.
Ele está hospedado com Simão, o curtidor de couro, cuja casa fica perto do mar.
Quando o anjo que estava falando com ele foi embora, Cornélio chamou dois empregados e um dos soldados que estavam a seu serviço e que também temia a Deus.
Ele lhes contou tudo o que tinha acontecido e mandou que fossem até Jope.
No dia seguinte, os homens que Cornélio tinha enviado estavam chegando a Jope. Nesse meio-tempo, por volta do meio-dia, Pedro subiu ao terraço para orar e
então sentiu fome e quis comer. Enquanto lhe preparavam a comida, Pedro teve uma visão:
Ele viu o céu se abrir e um objeto que parecia um grande lençol descer à terra, pendurado pelas quatro pontas.
Dentro do lençol havia todos os tipos de animais de quatro patas, de bichos que se arrastam e de aves voadoras.
Então uma voz lhe disse: — Levante-se, Pedro! Mate e coma!
Mas Pedro disse: — De maneira nenhuma, Senhor! Eu nunca comi nada que fosse impuro!
E a voz lhe falou pela segunda vez: — Não chame de impuro aquilo que Deus purificou.
Isto aconteceu por três vezes e, depois, o objeto foi elevado de volta para o céu.
Pedro estava tentando entender o que significava a visão que ele tivera. Enquanto isso, os homens que Cornélio tinha enviado já haviam perguntado onde era a casa de Simão e estavam agora no portão da casa.
Eles chamaram e perguntaram se Simão, o qual era conhecido como Pedro, estava hospedado lá.
Pedro ainda estava pensando a respeito da visão quando o Espírito lhe disse: — Escute! Três homens estão procurando por você,
portanto levante-se, desça para o andar de baixo da casa e vá com eles. Vá tranquilo, pois fui eu que os mandei.
Pedro, então, desceu e disse aos homens: — Eu sou aquele a quem vocês estão procurando. Por que vocês vieram?
Eles disseram: — O comandante Cornélio nos enviou. Ele é um homem justo e teme a Deus e todos os judeus falam bem dele. Um anjo santo lhe disse que convidasse você para ir até a casa dele, para que ele ouvisse o que você tem a dizer.
Pedro, então, os convidou a entrar e lhes deu acomodações. No dia seguinte, Pedro se aprontou e foi com eles, levando consigo alguns irmãos que viviam em Jope.
No dia seguinte eles chegaram a Cesareia e Cornélio, que tinha reunido seus parentes e amigos mais chegados, estava esperando por eles.
Quando Pedro estava entrando, Cornélio foi ao seu encontro e, tendo ficado de joelhos diante dele, começou a adorá-lo.
Mas Pedro o levantou e disse: — Levante-se, pois eu sou apenas um homem como você.
Enquanto falava com Cornélio, Pedro entrou na casa e encontrou muitas pessoas reunidas ali.
Então disse a todos: — Vocês sabem que não é permitido a um judeu se associar ou mesmo visitar uma pessoa de outra raça. Deus, porém, me mostrou que não devo considerar ninguém impuro.
Por isso, quando fui convidado, vim de boa vontade. Agora, no entanto, eu lhes pergunto: Por que é que vocês me chamaram?
Cornélio então disse: — Há quatro dias atrás a esta mesma hora, mais ou menos às três horas da tarde, eu estava em minha casa, orando. De repente, um homem vestido com roupas brilhantes apareceu diante de mim
e me disse: “Cornélio, as suas orações foram ouvidas e Deus se lembrou da ajuda que você tem dado aos pobres.
Envie alguém até Jope e convide a Simão, que é conhecido como Pedro, a vir até aqui. Ele está hospedado na casa de Simão, o curtidor de couro, cuja casa fica perto do mar”.
Então mandei chamá-lo imediatamente e você fez muito bem em ter vindo. Agora nós estamos todos aqui, na presença de Deus, para ouvir todas as coisas que o Senhor lhe mandou dizer.
Então Pedro começou a falar: — Agora eu entendo que Deus não trata as pessoas de maneira diferente por elas serem de outras raças ou nações!
Pelo contrário! Ele aceita as pessoas não-judias que o adoram e que praticam o bem, não importando de que nação elas sejam.
Vocês conhecem a mensagem que ele enviou ao povo de Israel, proclamando as Boas Novas de paz através de Jesus Cristo, que é Senhor de todos.
Vocês sabem de tudo o que aconteceu por toda a região da Judeia, começando pela Galileia depois do batismo que João anunciou.
Vocês sabem a respeito de Jesus de Nazaré e de como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder. Vocês também sabem que Jesus andou por todos os lugares fazendo o bem e curando a todos os que estavam debaixo do poder do diabo, pois Deus estava com ele.
Nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na Judeia e também em Jerusalém. E eles o mataram, pendurando-o numa cruz de madeira.
Mas, ao terceiro dia, Deus o ressuscitou e fez com que ele aparecesse para nós.
Cristo não apareceu a todo o povo, mas somente a nós, testemunhas que Deus já tinha escolhido anteriormente. Nós comemos e bebemos com ele depois de Deus o ter ressuscitado dos mortos.
Ele também nos ordenou que anunciássemos para o povo Judeu e que testemunhássemos que ele é o escolhido por Deus para ser juiz dos vivos e dos mortos.
Todos os profetas testemunham a respeito dele dizendo que, em seu nome, todas as pessoas que acreditam nele recebem o perdão de seus pecados.
Pedro ainda estava dizendo estas coisas quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que estavam ouvindo a mensagem.
Então, os judeus que criam em Jesus e que tinham ido com Pedro ficaram admirados, porque o dom do Espírito Santo tinha sido derramado também sobre pessoas que não eram do povo judeu,
pois eles os ouviram falar em línguas e louvar a Deus. Então Pedro disse:
— Pode alguém proibir que estas pessoas sejam batizadas em água? Eles receberam o Espírito Santo da mesma forma como nós recebemos!
Então Pedro mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Depois disso, pediram que Pedro ficasse com eles por alguns dias.
Os apóstolos e os irmãos de toda a região da Judeia souberam que pessoas que não eram judias também tinham aceitado a mensagem de Deus.
Então, quando Pedro foi para Jerusalém, os judeus que eram a favor da circuncisão o criticaram,
dizendo: — Você esteve na casa de homens que não são circuncidados, e até comeu com eles!
Pedro, então, começou a explicar para eles exatamente o que tinha acontecido. Ele disse:
— Eu estava orando na cidade de Jope quando tive uma visão. Eu vi um objeto que parecia um grande lençol suspenso pelas quatro pontas e que desceu do céu até chegar perto de mim.
Eu fixei os meus olhos naquele objeto e vi animais de quatro patas, animais selvagens, répteis e aves voadoras.
Depois, ouvi uma voz que me dizia: “Levante-se, Pedro! Mate e coma!”
Mas eu disse: “De maneira nenhuma, Senhor! Jamais algo impuro tocou na minha boca”.
E a voz falou do céu uma segunda vez: “Você não deve considerar impuro aquilo que Deus purificou”.
Isto aconteceu três vezes e depois tudo foi levado para o céu novamente.
Naquele mesmo momento, três homens que tinham sido enviados de Cesareia chegaram à casa onde eu estava hospedado.
O Espírito tinha me dito que eu deveria ir com eles sem qualquer dúvida. Então, estes seis irmãos também foram comigo e entramos na casa de Cornélio.
Ele nos disse que tinha visto um anjo em sua casa, em pé, dizendo: “Envie alguém até a cidade de Jope e traga Simão, que é conhecido como Pedro.
Ele lhe dirá coisas pelas quais você e toda a sua família serão salvos”.
Quando comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles da mesma forma que desceu sobre nós no princípio.
Então me lembrei do que o Senhor tinha dito: “João batizava em água, mas vocês serão batizados no Espírito Santo”.
Portanto, já que Deus deu aos que não eram judeus o mesmo dom que deu a nós quando acreditamos no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para impedir a Deus?
Ao ouvirem isto, eles pararam de interrogar a Pedro e louvaram a Deus, dizendo: — Então isso quer dizer que Deus deu a oportunidade até para os que não são judeus de mudarem o seu comportamento e terem uma nova vida!
Aqueles que tinham sido espalhados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão tinham chegado até às regiões da Fenícia, de Chipre e da Antioquia, mas eles somente proclamavam a mensagem para aqueles que fossem judeus.
Alguns deles, porém, de Chipre e Cirene, quando foram para Antioquia, começaram a falar também aos que não eram judeus. Eles falavam a todos a respeito das Boas Novas sobre o Senhor Jesus.
O poder do Senhor estava com eles e um grande número de pessoas acreditou e se converteu ao Senhor.
A igreja em Jerusalém ficou sabendo das coisas que estavam acontecendo em Antioquia e, então, lhes mandou Barnabé.
Ao chegar a Antioquia, Barnabé ficou muito contente quando viu a graça de Deus e encorajou todos a permanecerem fiéis ao Senhor de todo o coração.
Ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, e um grande número de pessoas começou a acreditar no Senhor.
Depois, Barnabé partiu para a cidade de Tarso à procura de Saulo e,
quando o encontrou, levou-o consigo para Antioquia. Durante um ano inteiro eles se reuniram com a igreja de lá e ensinaram um grande número de pessoas. Foi também em Antioquia que os discípulos foram chamados cristãos pela primeira vez.
Nessa mesma época alguns profetas foram de Jerusalém para Antioquia.
Ágabo, um desses profetas, se levantou e, pelo poder do Espírito, predisse que haveria uma grande fome em todas as partes do mundo conhecido de então. (Isso aconteceu no tempo em que Cláudio era o Imperador.)
Então todos os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que viviam na Judeia.
E assim eles fizeram, e mandaram as suas ofertas aos presbíteros por intermédio de Barnabé e Saulo.
Nesta ocasião, o rei Herodes prendeu alguns membros da igreja para os maltratar,
e mandou matar Tiago, irmão de João, à espada.
Quando percebeu que isto agradava aos judeus, Herodes mandou também prender Pedro. (Isto aconteceu durante os dias da Festa dos Pães Sem Fermento.)
Depois de tê-lo prendido, Herodes o colocou na prisão, guardado por quatro grupos de soldados com quatro soldados em cada grupo. A sua intenção era de fazê-lo comparecer diante do povo, depois da Páscoa.
Pedro estava preso, mas a igreja orava constantemente a Deus por ele.
Pedro estava dormindo entre dois soldados na noite antes de Herodes apresentá-lo ao povo. Ele estava amarrado com duas correntes e havia guardas vigiando a entrada da prisão.
De repente, um anjo do Senhor apareceu e uma luz brilhou na cela. Ele tocou em Pedro na altura da sua costela e, acordando-o, disse-lhe: — Levante-se depressa! E nesse mesmo momento as correntes caíram das suas mãos.
O anjo lhe disse: — Vista-se e calce as suas sandálias. Depois de Pedro ter feito isto, o anjo lhe disse: — Vista a sua capa e siga-me.
Então Pedro o seguiu para fora da prisão. Ele não sabia que aquilo que o anjo estava fazendo era real, pois pensava que tudo não passava de uma visão que estava tendo.
Depois de terem passado pelo primeiro e pelo segundo guarda, eles chegaram a um portão de ferro que dava para a cidade. Este se abriu sozinho e Pedro e o anjo saíram e continuaram pela rua. Depois, de repente, o anjo desapareceu.
Então, Pedro caiu em si e disse: — Agora eu entendo que tudo isto que está acontecendo é real! O Senhor enviou o seu anjo e ele me libertou das mãos de Herodes e de tudo o que os judeus queriam fazer comigo.
Quando Pedro entendeu o que estava acontecendo, foi até a casa de Maria, mãe de João, que também é conhecido como Marcos. Lá, muitas pessoas estavam reunidas e orando.
Pedro bateu à porta e uma das mulheres que trabalhava ali chamada Rode foi ver quem era.
Ao reconhecer a voz de Pedro, ela ficou tão alegre que, ao invés de abrir a porta, correu para dentro para anunciar que Pedro estava lá fora.
Eles disseram a ela: — Você está louca! Mas, como insistia ela em dizer que era verdade, eles lhe disseram: — É o anjo dele!
Pedro, no entanto, continuava batendo à porta. Quando eles abriram a porta e o viram, ficaram espantados.
Ele fez com a mão um sinal para que fizessem silêncio e lhes explicou como o Senhor o tinha tirado da prisão. Ele disse: — Contem tudo isto a Tiago e aos outros irmãos. Depois partiu e foi para outro lugar.
Quando amanheceu o dia, havia uma grande confusão entre os guardas. Eles não sabiam o que pensar sobre o que tinha acontecido com Pedro.
Herodes procurou por Pedro em toda parte, mas não o encontrou. Então, depois de interrogar os guardas, mandou matá-los. Depois disso, Herodes deixou a região da Judeia e foi para a cidade de Cesareia, onde permaneceu por algum tempo.
Herodes estava com muita raiva das pessoas das cidades de Tiro e de Sidom. Então elas formaram um grupo e, depois de terem conseguido o apoio de Blasto, guarda pessoal do rei, foram visitar a Herodes. Foram pedir paz, pois o país deles recebia alimentos do país do rei.
No dia marcado, Herodes se vestiu com o manto real e, sentando-se em seu trono, fez um discurso para o povo.
O povo gritava: — Isto é a voz de um deus e não de um homem!
Então, de repente, um anjo do Senhor fez com que ficasse doente, pois ele não tinha dado glória a Deus. Herodes foi comido pelos vermes e morreu.
Entretanto, a mensagem do Senhor se espalhava e continuava influenciando cada vez mais pessoas.
Barnabé e Saulo terminaram o seu trabalho em Jerusalém e regressaram para a cidade de Antioquia. Eles levaram consigo a João, que era conhecido como Marcos.
Havia alguns profetas e professores na igreja de Antioquia. Eles eram: Barnabé; Simeão, que tinha como sobrenome Níger; Lúcio, de Cirene; Manaém, que tinha crescido com o governador Herodes; e Saulo.
Enquanto eles estavam servindo ao Senhor e jejuando, o Espírito Santo lhes disse: — Separem para mim Barnabé e Saulo, a fim de que eles façam o trabalho para o qual Eu os chamei.
Então, depois de terem jejuado e orado, puseram as mãos sobre eles e os deixaram partir.
Portanto, tendo sido enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo partiram para a Selêucia e de lá navegaram para Chipre.
Quando chegaram à cidade de Salamina, Barnabé e Saulo começaram a anunciar a mensagem de Deus nas sinagogas dos judeus. (João estava com eles como ajudante.)
Eles percorreram toda a ilha até chegarem à cidade de Pafos, onde encontraram um mágico judeu, falso profeta, chamado Barjesus.
Ele estava a serviço de Sérgio Paulo, governador da ilha. Este era um homem muito inteligente, e mandou chamar a Barnabé e a Saulo, pois queria ouvir a mensagem de Deus.
O mágico Elimas, porém, estava contra Barnabé e Saulo e tentou desviar o governador da fé. (Elimas era o nome grego de Barjesus.)
Então Saulo, que também é conhecido como Paulo, cheio do Espírito Santo, olhou bem firme para Elimas
e disse: — Filho do diabo! Você é inimigo de tudo o que é bom! Você está cheio de todo o tipo de malvadezas e malícias. Será que nunca vai parar de distorcer os retos caminhos do Senhor?
Agora o Senhor vai punir você neste momento! Ficará cego e, por algum tempo, não verá o sol. Imediatamente ele ficou completamente cego não conseguindo ver nada e começou a dar voltas procurando alguém que o guiasse pela mão.
Quando viu o que tinha acontecido, o governador acreditou, admirado com o ensino do Senhor.
Paulo e os seus companheiros embarcaram em Pafos e partiram para a cidade de Perge, na região da Panfília. João, porém, deixou-os e voltou para Jerusalém.
Eles continuaram em sua jornada, partindo de Perge e indo para a cidade de Antioquia, na região da Pisídia. No sábado eles foram a uma sinagoga e se sentaram.
Depois de terem lido a lei de Moisés e os livros dos profetas, os líderes da sinagoga mandaram uma mensagem a Paulo e Barnabé, dizendo: — Irmãos, se vocês têm alguma palavra de encorajamento para o povo, falem.
Paulo, então, se levantou e, fazendo um sinal com a mão, disse: — Homens de Israel e todos vocês que embora não sejam judeus ainda assim adoram a Deus, ouçam!
O Deus do povo de Israel escolheu nossos antepassados e fez deles um grande povo enquanto estavam na terra do Egito. Com o seu grande poder ele os tirou daquela terra
e foi paciente com eles no deserto por quarenta anos.
Ele destruiu sete nações na terra de Canaã e lhes deu essa terra como herança,
o que levou quatrocentos e cinquenta anos. Depois disso, ele lhes deu juízes até o tempo do profeta Samuel,
quando lhe pediram um rei. Deus, então, lhes deu Saul, o filho de Quis, da tribo de Benjamim, que reinou por quarenta anos.
Depois de Saul, Deus deu o trono a Davi, de quem testemunhou, dizendo: “Encontrei em Davi, o filho de Jessé, um homem que me obedecerá. Ele fará tudo o que eu quero que faça”.
E Deus, dos descendentes de Davi, de acordo com a sua promessa, trouxe para Israel um Salvador, que é Jesus.
Antes da vinda de Jesus, João anunciou a todo o povo de Israel que eles deviam ser batizados ao mesmo tempo em que decidiam mudar o seu comportamento.
Mas quando João estava prestes a terminar a sua missão, disse: “Quem vocês pensam que eu sou? Eu não sou o Cristo! Mas, depois de mim virá aquele a quem eu não sou digno nem sequer de desamarrar as suas sandálias”.
— Irmãos, filhos da família de Abraão, e todos vocês que embora não sejam judeus também adoram a Deus! Esta mensagem de salvação foi enviada especialmente para nós.
Os judeus que viviam em Jerusalém e os seus líderes não reconheceram que Jesus era o Salvador e o condenaram. Dessa forma eles fizeram com que se cumprissem as palavras dos profetas que são lidas todos os sábados.
E, apesar de não terem encontrado nada que justificasse uma sentença de morte, pediram a Pilatos que o matasse.
Depois de terem cumprido todas estas coisas que estavam escritas a respeito dele, eles o tiraram da cruz e o colocaram num túmulo.
Deus, porém, o ressuscitou dos mortos
e, durante muitos dias, Jesus apareceu para aqueles que o tinham acompanhado desde a Galileia até Jerusalém. Eles agora são testemunhas dele para o povo.
E nós anunciamos as Boas Novas sobre a promessa que Deus fez aos nossos antepassados.
E foi para nós, que somos os filhos desses antepassados, que Deus cumpriu a promessa que havia feito aos nossos pais. Pois assim como está escrito no segundo Salmo: “Você é o meu Filho e hoje eu me tornei seu Pai”.
— E Deus ressuscitou a Jesus dos mortos para que seu corpo nunca entrasse em decomposição, e disse: “Eu darei a vocês as bênçãos santas e certas que prometi a Davi”.
E Deus também diz em outro lugar: “E o Senhor não permitirá que o seu Santo vire pó”.
Depois de cumprir os planos de Deus em sua geração, Davi morreu e foi enterrado com seus antepassados. Davi virou pó,
mas aquele a quem Deus ressuscitou não entrou em decomposição.
Por isso, irmãos, vocês precisam saber que, por meio de Jesus, é proclamado a vocês o perdão dos pecados. Dessa forma, todas as coisas das quais não podiam ser libertados pela lei de Moisés
vocês agora podem, pois todos os que acreditam são livres em Jesus.
Portanto, tomem cuidado para que não aconteça com vocês aquilo que os profetas disseram:
“Olhem, vocês que fazem pouco caso! Admirem-se e pereçam! Pois eu vou fazer muito em breve algo que vocês jamais acreditarão, mesmo que tivesse alguém para lhes contar”.
Quando Paulo e Barnabé estavam saindo, as pessoas pediram que eles voltassem no sábado seguinte para lhes falar mais a respeito daquelas coisas.
Depois da reunião, muitos judeus e pessoas convertidas ao judaismo seguiram a Paulo e a Barnabé, e ambos, ao falarem com as pessoas, os incentivavam a continuar confiando no generoso amor de Deus.
No sábado seguinte, quase que a cidade inteira se reuniu para ouvir a mensagem do Senhor.
Quando os judeus viram as multidões, ficaram cheios de inveja e começaram a falar coisas contra o que Paulo dizia e a insultá-lo.
Paulo e Barnabé, porém, falavam com mais coragem ainda: — Era preciso que a mensagem de Deus fosse dirigida a vocês em primeiro lugar. Mas, como vocês a rejeitam e não se consideram dignos da vida eterna, nós agora nos voltaremos para os que não são judeus.
Pois esta foi a ordem que Deus nos deu: “Eu fiz de você uma luz para as nações, a fim de que possa levar salvação ao mundo inteiro”.
Ao ouvirem isto, os que não eram judeus ficaram muito felizes e começaram a dar glórias à mensagem do Senhor. E aqueles que tinham sido escolhidos para a vida eterna creram
e a mensagem do Senhor se espalhou por toda aquela região.
Os judeus, então, instigaram as senhoras mais importantes, que embora não fossem judias ainda assim respeitavam a Deus, e os homens de alta posição na cidade, e eles começaram a perseguir a Paulo e Barnabé, forçando-os a sair daquela região.
Eles sacudiram a poeira de seus pés como uma advertência de que as pessoas estavam fazendo o que era errado. Depois eles foram embora para Icônio.
Quanto aos discípulos, eles estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
Em Icônio, como de costume, Paulo e Barnabé foram para a sinagoga dos judeus. Ao chegarem lá, falaram de tal maneira que uma grande multidão, formada tanto de judeus como de não-judeus, creu.
Os judeus que não tinham acreditado, porém, incitaram os que não eram judeus a pensar coisas más contra os irmãos.
Contudo, Paulo e Barnabé se mantiveram lá por muito tempo e falaram, sem medo nenhum, em nome do Senhor. E o Senhor, confirmando a mensagem da sua graça, permitia que muitos sinais milagrosos e coisas maravilhosas fossem feitas pelas mãos deles.
A cidade estava dividida: Uns estavam do lado dos judeus e outros do lado dos apóstolos.
Então, os judeus e os que não eram judeus, juntamente com os seus líderes, fizeram planos para maltratar Barnabé e Paulo e para apedrejá-los.
Quando souberam disso, Barnabé e Paulo fugiram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e para os seus arredores.
Lá eles continuaram a proclamar as Boas Novas.
Havia em Listra um homem que estava sempre sentado, pois era aleijado dos pés. Ele era paralítico de nascença e nunca tinha andado.
Este homem ouviu a Paulo falando e, quando Paulo olhou bem para ele, viu que ele tinha fé em ser curado.
Então Paulo disse em voz alta: — Levante-se! Fique de pé! O homem deu um pulo e começou a andar.
Quando as pessoas da multidão viram o que Paulo tinha feito, gritaram em língua licaônica, dizendo: — Os deuses se transformaram em homens e desceram até nós.
Eles começaram a chamar a Barnabé de Júpiter e Paulo de Mercúrio, pois ele era o principal orador.
O templo do deus Júpiter ficava bem perto da cidade. O seu sacerdote trouxe touros e coroas de flores para os portões da cidade, pois tanto ele como a multidão queriam oferecer sacrifícios a Paulo e a Barnabé.
Quando os apóstolos Barnabé e Paulo ouviram isso, rasgaram as suas roupas e correram para a multidão,
gritando o seguinte: — Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos apenas homens, seres humanos como vocês! Nós estamos aqui para lhes falar das Boas Novas, a fim de que vocês deixem essas coisas que não valem nada e se voltem para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que existe neles.
No passado, Deus deixou que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos.
Mas, nem por isso ele as deixou sem qualquer evidência de quem ele é, pois ele tem feito boas coisas a todos. Ele tem dado chuva do céu e colheitas nos tempos certos. Ele não deixa que lhes falte comida, e enche os corações de vocês de alegria.
Mesmo com estas palavras foi muito difícil impedir que a multidão oferecesse sacrifícios a eles.
Depois disto, alguns judeus que tinham vindo de Antioquia e de Icônio convenceram as multidões e, juntos, apedrejaram a Paulo e o arrastaram para fora da cidade pensando que ele estivesse morto.
Quando os discípulos se juntaram ao seu redor, ele se levantou e voltou para a cidade. No dia seguinte ele e Barnabé partiram para Derbe.
Eles proclamaram as Boas Novas naquela cidade e fizeram muitos discípulos. Depois eles voltaram para as regiões de Listra, Icônio e Antioquia, sempre
animando os discípulos e encorajando-os a continuar na fé. Eles diziam: — Nós temos que passar por muitas aflições para podermos entrar no reino de Deus.
Eles nomearam presbíteros em cada igreja e, orando e jejuando, os entregaram ao Senhor em quem acreditavam.
Depois de Paulo e Barnabé terem passado pela região da Pisídia, chegaram até a região da Panfília.
Lá, depois de anunciarem a mensagem em Perge, foram para a Atália.
Dali eles navegaram para Antioquia onde tinham sido entregues aos cuidados de Deus para o trabalho que tinham agora terminado.
Ao chegarem, eles reuniram toda a igreja e contaram tudo o que Deus havia feito por meio deles e como Deus tinha criado oportunidades para que aqueles que não eram judeus também pudessem acreditar em Jesus.
E por muito tempo eles permaneceram lá com os discípulos.
Alguns homens que tinham vindo da região da Judeia estavam ensinando os irmãos e diziam: — Se vocês não forem circuncidados, de acordo com o costume de Moisés, não poderão ser salvos.
Paulo e Barnabé não concordavam com isso, e tiveram uma discussão muito forte com eles. Resolveu-se, então, mandar Paulo, Barnabé e alguns dos outros para Jerusalém a fim de falarem com os apóstolos e presbíteros a respeito dessa questão.
Eles foram enviados pela igreja e atravessaram as regiões da Fenícia e de Samaria onde, falando a respeito da conversão dos que não eram judeus, causaram grande alegria entre os irmãos.
Quando chegaram a Jerusalém, eles foram recebidos pela igreja, pelos apóstolos e pelos presbíteros e lhes contaram todas as coisas que Deus tinha feito por meio deles.
Porém alguns dos fariseus que tinham crido se levantaram e disseram: — É necessário que eles sejam circuncidados e que obedeçam à lei de Moisés.
Os apóstolos e os presbíteros se reuniram para considerar esta questão
e, depois de uma longa discussão, Pedro se levantou e lhes disse: — Irmãos, vocês sabem que no começo Deus me escolheu para falar a mensagem das Boas Novas aos que não são judeus a fim de que eles viessem a acreditar.
E Deus, que conhece os corações das pessoas, mostrou que os aprovava dando a eles o Espírito Santo, exatamente da mesma forma que ele fez conosco.
Ele não fez nenhuma diferença entre nós e eles, purificando os corações deles por causa de sua fé.
Por que agora vocês querem colocar Deus à prova, pondo sobre os ombros dos discípulos uma carga que nem nós nem nossos antepassados fomos capazes de carregar?
Nós acreditamos que somos salvos pela graça do Senhor Jesus, exatamente como eles são.
Todos os que estavam na assembleia fizeram silêncio e escutaram a Barnabé e a Paulo enquanto eles descreviam todos os sinais e maravilhas que Deus tinha feito por meio deles diante dos que não eram judeus.
Quando acabaram de falar, Tiago disse: — Irmãos, escutem-me.
Simão nos contou como Deus mostrou o seu amor pelos que não são judeus, pois ele os aceitou e escolheu, dentre eles, um povo para ser seu.
E as palavras dos profetas conferem com isto, pois está escrito:
“Depois disto eu voltarei e reconstruirei a casa de Davi que caiu. Eu restaurarei os seus pedaços e tornarei a levantá-la,
para que o resto do mundo possa procurar ao Senhor, isto é, todos os que não são judeus e que são chamados pelo meu nome. Assim diz o Senhor
que faz estas coisas que têm sido conhecidas desde a eternidade”.
— Portanto, eu julgo que nós não deveríamos causar problemas para aqueles que não são judeus e que estão se convertendo a Deus.
Ao invés disso, deveríamos escrever para eles dizendo-lhes que não comam aquela comida que ficou contaminada por ser oferecida aos ídolos, que não cometam imoralidade sexual, que não comam nada estrangulado e nem sangue.
Pois ainda há aqueles que, há muito tempo, vêm anunciando as palavras de Moisés nas sinagogas de todas as cidades, onde também é lida a sua lei todos os sábados.
Então os apóstolos e presbíteros, juntamente com toda a igreja, decidiram escolher entre eles alguns homens para mandá-los para a cidade de Antioquia com Paulo e Barnabé. Os escolhidos foram: Judas (conhecido como Barsabás) e Silas, líderes entre os irmãos.
E eles também enviaram esta carta por meio deles: Nós, os apóstolos e presbíteros, irmãos de vocês, mandamos saudações aos irmãos que não são judeus das cidades de Antioquia, Síria e Cilícia.
Nós soubemos que alguns homens do nosso grupo foram até aí sem a nossa autorização e os preocuparam com suas palavras, perturbando as mentes de vocês.
Nós todos chegamos a um acordo e decidimos escolher alguns homens e enviá-los a vocês com os nossos amados irmãos Barnabé e Paulo,
que arriscaram suas próprias vidas pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo.
Nós lhes estamos enviando Judas e Silas, e eles lhes dirão estas mesmas coisas pessoalmente.
Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não pôr nenhuma carga sobre vocês, a não ser as coisas que são de fato necessárias, como estas:
Vocês não devem comer comidas oferecidas a ídolos, sangue, ou ainda animais que tenham sido estrangulados. Vocês também não devem cometer imoralidades sexuais. Vocês farão bem se ficarem longe dessas coisas. Passem bem.
Então eles partiram e foram para a cidade de Antioquia. Lá eles reuniram a congregação e lhes entregaram a carta.
Depois de ela ter sido lida pelos irmãos, todos ficaram muito contentes pelas palavras de encorajamento que a carta trouxe.
Judas e Silas, que eram ambos profetas, falaram aos irmãos por muito tempo, encorajando-os e fortalecendo-os.
Depois de terem passado algum tempo ali, os irmãos os enviaram de volta em paz, para que eles voltassem para aqueles que os tinham enviado.
Paulo e Barnabé permaneceram ainda algum tempo na cidade de Antioquia e, juntamente com muitos outros, ensinavam e proclamavam a mensagem do Senhor.
Algum tempo depois, Paulo disse a Barnabé: — Vamos voltar e visitar os irmãos em todas as cidades onde já anunciamos a mensagem do Senhor para ver como eles estão indo.
Barnabé queria levar a João (que é conhecido como Marcos) com eles.
Mas Paulo achava que seria melhor não levá-lo, pois ele já os tinha abandonado em Panfília uma vez e não os tinha acompanhado no trabalho.
O desacordo entre eles foi tão forte que se separaram. Barnabé levou Marcos e navegou para a ilha de Chipre.
Paulo escolheu a Silas e partiu, depois de ter sido entregue pelos irmãos aos cuidados do Senhor.
Paulo passou pelas regiões da Síria e da Cilícia, sempre fortalecendo as igrejas.
Depois, Paulo chegou à região das cidades de Derbe e Listra, onde encontrou certo discípulo chamado Timóteo. Ele era filho de uma mulher judia e que também era uma discípula e o seu pai era grego.
Os irmãos das cidades de Listra e de Icônio falavam muito bem dele.
Então Paulo, querendo levá-lo consigo, o circuncidou, por causa dos judeus que estavam naqueles lugares (pois todos sabiam que o pai dele era grego).
E conforme passavam pelas cidades, eles entregavam as decisões tomadas pelos apóstolos e pelos presbíteros em Jerusalém, aconselhando-os a obedecerem a essas decisões.
Dessa forma as igrejas se fortaleciam na fé e cresciam em número a cada dia.
Eles passaram pelas regiões da Frígia e da Galácia, mas foram impedidos pelo Espírito Santo de proclamar a mensagem na Ásia.
Quando chegaram perto da fronteira da Mísia, eles tentaram ir para a cidade de Bitínia, mas o Espírito de Jesus não deixou que eles fossem lá.
Então eles atravessaram Mísia e chegaram a Trôade.
Durante a noite, Paulo teve uma visão. Ele viu um homem da Macedônia de pé que lhe implorava: — Venha para a Macedônia e ajude-nos.
Logo depois de Paulo ter tido a visão, nós imediatamente procuramos partir para a Macedônia, pois concluímos que Deus nos tinha chamado para proclamar as Boas Novas ao povo de lá.
Nós embarcamos no porto de Trôade e seguimos diretamente para a ilha de Samotrácia e, no dia seguinte navegamos para Neápolis.
De lá seguimos para Filipos, onde permanecemos por vários dias. Filipos é a cidade mais importante daquela região da Macedônia e é também colônia romana.
No sábado fomos até o rio que ficava fora dos portões da cidade, pois pensamos que lá acharíamos um lugar de oração. Nos sentamos e começamos a falar com as mulheres que estavam lá reunidas.
Uma das mulheres presentes se chamava Lídia, e era negociante de roupas finas da cidade de Tiatira. Ela temia a Deus e estava nos escutando; o Senhor lhe abriu o coração para que ela prestasse atenção às coisas que Paulo dizia.
Depois de ela e de todas as pessoas de sua casa terem sido batizadas, ela nos convidou, dizendo: — Se vocês acham que eu sou fiel ao Senhor, então fiquem em minha casa. E ela nos convenceu.
Aconteceu que, quando estávamos indo para o lugar de oração, uma jovem escrava veio ao nosso encontro. Ela tinha um espírito oracular e dava muitos lucros aos seus donos, adivinhando o futuro.
Ela seguia a Paulo e a nós e gritava: — Estes homens são servos do Deus Altíssimo! Eles estão anunciando a vocês o caminho da salvação!
Isso se repetiu por vários dias até que Paulo, ficando aborrecido, virou-se e disse ao espírito: — Em nome de Jesus Cristo eu lhe ordeno que saia dela! E naquele mesmo instante o espírito saiu dela.
Quando os donos da escrava viram que ela já não tinha mais aquele espírito, e que eles não poderiam continuar ganhando mais dinheiro, agarraram a Paulo e a Silas e os arrastaram à praça pública, diante das autoridades.
Eles os levaram para os oficiais romanos e disseram: — Estes homens, embora sendo judeus, estão fazendo desordens em nossa cidade!
Eles estão ensinando costumes que estão fora da nossa lei e que nós, os romanos, não podemos aceitar nem tampouco praticar.
A multidão se juntou para atacá-los e os oficiais romanos, então, rasgaram as roupas de Paulo e de Silas e mandaram que eles fossem açoitados com varas.
Depois de terem batido bastante neles, os oficiais os jogaram na prisão e ordenaram ao carcereiro que os vigiasse com toda a segurança.
Depois de receber tal ordem, o carcereiro os levou para a prisão interior e prendeu os pés deles em pedaços de madeira pesados.
Mais ou menos à meia-noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus, enquanto os outros prisioneiros os escutavam.
De repente, houve um terremoto tão grande que abalou até os alicerces da prisão. Nesse instante todas as portas se abriram e todas as correntes que prendiam os presos se quebraram.
O carcereiro acordou e, quando viu as portas da prisão abertas, pensou que os prisioneiros tinham fugido. Então, tirou a espada para se matar,
mas Paulo gritou, dizendo: — Não faça nenhum mal a si mesmo, pois estamos todos aqui.
O carcereiro, então, pediu luz e, entrando depressa, se ajoelhou aos pés de Paulo e Silas tremendo de medo.
Depois, levando-os para fora, lhes disse: — Senhores, o que devo fazer para ser salvo?
Eles disseram: — Creia no Senhor Jesus e você será salvo, você e toda a sua casa.
E lhe anunciaram a mensagem do Senhor, como também a todos os que estavam em sua casa.
O carcereiro os levou, naquela hora da noite mesmo, e lavou os ferimentos deles. Logo depois ele e todos os da sua família foram batizados.
Depois ele levou Paulo e Silas para sua casa e lhes deu comida. Então, tanto ele como toda a sua família ficaram muito felizes por terem acreditado em Deus.
Assim que amanheceu, os oficiais romanos enviaram alguns de seus guardas, dizendo: “Soltem esses homens”.
Então, o carcereiro disse estas palavras a Paulo: — Os oficiais romanos mandaram soltar vocês. Vocês podem ir em paz, agora.
Mas Paulo disse aos guardas: — Nós somos cidadãos romanos, mas mesmo assim, sem um processo formal, eles nos açoitaram publicamente e nos jogaram na prisão. Agora eles querem nos mandar embora às escondidas? Isso não! Eles que venham até aqui em pessoa e nos soltem!
Os guardas disseram estas coisas para os oficiais romanos, e estes ficaram com medo quando souberam que eles eram cidadãos romanos.
Então os oficiais foram pedir desculpas a eles e, depois de libertá-los, lhes pediram que saíssem da cidade.
Ao saírem da prisão, Paulo e Silas foram para a casa de Lídia. Lá eles encontraram os irmãos e, depois de encorajá-los, foram embora.
Depois de terem passado por Anfípolis e Apolônia, Paulo e Silas chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus.
Paulo foi até lá, como era seu costume fazer e, durante três sábados, discutiu com os judeus sobre o que estava escrito nas Escrituras,
explicando e provando a eles que o Cristo tinha que sofrer e ressuscitar dos mortos. Ele dizia: — Este Jesus que eu estou anunciando a vocês é o Cristo.
Alguns deles foram persuadidos e se juntaram a Paulo e Silas. Juntaram-se a eles também um grande número de gregos que temiam a Deus e muitas mulheres importantes.
Os judeus, porém, ficaram com muita inveja e, juntando alguns malandros de rua, formaram um grupo de desordeiros. Esse grupo agitou a cidade e atacou a casa de Jasom à procura de Paulo e Silas para entregá-los ao povo.
Não os encontrando lá, o grupo arrastou a Jasom e a alguns dos irmãos para as autoridades da cidade. Eles gritavam: — Estes homens, que têm causado problemas em vários lugares, chegaram também aqui.
Eles estão hospedados na casa de Jasom e todos desobedecem às leis do Imperador, dizendo que há um outro rei, Jesus.
Ao ouvirem essas coisas, tanto a multidão como as autoridades da cidade ficaram muito agitadas.
Então, fizeram Jasom e os irmãos pagarem uma fiança e depois os soltaram.
Assim que anoiteceu, os irmãos fizeram com que Paulo e Silas partissem para a cidade de Bereia. Ao chegarem lá, eles foram para a sinagoga dos judeus.
As pessoas daquela cidade eram mais nobres do que as de Tessalônica, pois receberam a mensagem com grande entusiasmo. Eles examinavam as Escrituras todos os dias para ver se o que Paulo dizia era realmente verdadeiro.
Com isso muitos deles acreditaram, juntamente com muitas mulheres gregas importantes e muitos homens gregos.
Quando os judeus de Tessalônica souberam que Paulo estava em Bereia proclamando a mensagem de Deus, foram até lá para promover desordens entre o povo e para agitá-lo contra Paulo.
Os irmãos, então, imediatamente, mandaram Paulo para o litoral, mas Silas e Timóteo ficaram em Bereia.
Aqueles que acompanhavam Paulo o levaram até a cidade de Atenas. Depois eles partiram levando instruções para que Silas e Timóteo fossem encontrá-lo em Atenas o mais depressa possível.
Enquanto Paulo esperava por Timóteo e Silas em Atenas, ele se revoltou, pois ele viu que a cidade estava cheia de ídolos.
Na sinagoga ele discutia com os judeus e com os gregos que temiam a Deus. E todos os dias, na praça principal, discutia com aqueles que se encontravam ali.
Um grupo de filósofos epicureus e estoicos começaram a discutir com ele, e alguns diziam: — O que esse tagarela está querendo dizer? Outros diziam: — Parece que ele está anunciando deuses estranhos. (Eles diziam isso porque Paulo estava falando a respeito de Jesus e da ressurreição.)
Paulo, então, foi levado até o Areópago. Lá eles lhe disseram: — Podemos saber que novo ensino é esse que você está nos apresentando?
Você está trazendo coisas estranhas aos nossos ouvidos e, por isso, gostaríamos de saber o que elas significam.
(Eles fizeram isso porque tanto os atenienses como os estrangeiros que lá viviam não faziam mais nada a não ser contar ou ouvir a respeito das últimas novidades.)
Paulo, então, se levantou no Areópago e disse: — Homens de Atenas! Vejo que vocês são bastante religiosos em tudo, pois,
ao andar por aqui observei os objetos de adoração de vocês. Eu encontrei até mesmo um altar no qual estava escrito: Ao deus desconhecido***. E é esse Deus, que vocês adoram mas desconhecem, que eu estou anunciando a vocês.
Esse Deus fez o mundo e tudo o que nele existe. Ele é o Senhor do céu e da terra. Ele não mora em templos feitos por mãos humanas.
Ele não é servido por mãos humanas como se precisasse de alguma coisa, mas é ele quem dá vida, respiração e tudo o mais a todos.
Ele fez todas as raças de homens de um só homem para que eles habitassem toda a terra, e determinou também quanto tempo e onde eles iriam viver.
Ele fez isso com a esperança de que os homens buscassem a Deus e que, procurando, o encontrassem, pois ele não está longe de nenhum de nós.
“Nele vivemos, nos movemos e existimos” e assim como também alguns dos próprios poetas de vocês disseram: “Somos filhos dele”.
Portanto, desde que somos filhos de Deus, não deveríamos pensar que a divindade é como ouro, prata ou pedra, trabalhados pela arte e pela imaginação do homem.
No passado Deus não levou em conta tal ignorância. Agora, porém, ele manda que todas as pessoas em todos os lugares mudem a sua forma de pensar e de viver,
pois ele tem um dia reservado, no qual irá julgar o mundo. Ele julgará o mundo com justiça, por meio de um homem que ele apontou e aprovou diante de todos, ressuscitando-o dos mortos.
Quando ouviram Paulo falar a respeito de ressurreição dos mortos, alguns deles riram, outros, porém, disseram: — Queremos ouvir você falar sobre isto numa outra ocasião.
Paulo, então, foi embora dali.
Algumas pessoas juntaram-se a ele e acreditaram. Entre eles estavam Dionísio, que era membro do Areópago, uma mulher chamada Dâmaris e alguns outros.
Depois disto, Paulo deixou a cidade de Atenas e foi para Corinto.
Lá ele encontrou um judeu chamado Áquila, natural da região do Ponto. Ele e sua esposa, Priscila, tinham vindo da Itália há pouco tempo, porque o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo, então, foi visitá-los e
acabou ficando ali para trabalhar com eles, pois tinham a mesma profissão: fazer tendas.
Todos os sábados Paulo discutia na sinagoga e tentava convencer tanto os judeus como aqueles que não eram judeus.
Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo passou a dedicar todo o seu tempo à proclamação da mensagem, testemunhando aos judeus que Jesus é o Cristo.
Quando os judeus se opuseram a Paulo e o insultaram, ele sacudiu a poeira das suas roupas como uma advertência contra eles e lhes disse: — Se vocês não forem salvos, a culpa será somente de vocês. A minha consciência está tranquila e, de agora em diante, eu irei para os que não são judeus.
E, saindo dali, Paulo foi para a casa de Tício Justo, homem temente a Deus e que morava ao lado da sinagoga.
Tanto Crispo, o chefe da sinagoga, como toda a sua família, creram no Senhor. Muitos dos coríntios, que também ouviram a Paulo, creram e foram batizados.
Uma noite o Senhor disse a Paulo por meio de uma visão: — Continue falando às pessoas sem ter medo delas e não desista,
pois eu estou com você. Ninguém lhe atacará para lhe fazer mal, porque tenho muitas pessoas nesta cidade.
Então Paulo permaneceu ali por um ano e meio, ensinando a mensagem de Deus entre eles.
Quando Gálio era governador da Acaia, os judeus, num esforço conjunto, atacaram a Paulo e o levaram ao tribunal,
dizendo: — Este homem está convencendo o povo a adorar a Deus de maneira contrária à nossa lei.
Quando Paulo ia falar, Gálio disse aos judeus: — Se isto fosse uma injustiça ou um crime sério, seria razoável que eu os escutasse.
Mas desde que isto é uma questão a respeito de palavras, de nomes, e da própria lei de vocês, vocês que a resolvam por si mesmos. Eu me recuso a ser juiz em casos deste tipo.
E os expulsou do tribunal.
Então, todos eles agarraram a Sóstenes, o chefe da sinagoga, e o espancaram em frente do tribunal. Gálio, entretanto, nem se incomodava com isso.
Paulo permaneceu ali ainda por vários dias, mas depois despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria, juntamente com Priscila e Áquila. Em Cencreia Paulo raspou a cabeça, pois tinha feito uma promessa a Deus.
Depois eles chegaram à cidade de Éfeso, onde Paulo deixou a Priscila e Áquila. Ele mesmo, porém, entrando na sinagoga, discutia com os judeus.
Estes lhe pediram para que ficasse com eles por mais tempo, mas Paulo recusou e,
ao partir, disse: — Se Deus quiser, eu voltarei. E partiu da cidade de Éfeso.
Depois de chegar a Cesareia, ele foi para Jerusalém. Ali cumprimentou a igreja e, em seguida, partiu para a cidade de Antioquia.
Depois de ter permanecido lá por algum tempo, Paulo partiu e viajou de cidade em cidade por toda a região da Galácia e da Frígia, fortalecendo a fé de todos os discípulos.
Nesse meio tempo, chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural da cidade de Alexandria. Ele era um bom orador e conhecia muito bem as Escrituras.
Ele tinha sido instruído no caminho do Senhor; falava com bastante entusiasmo e ensinava de maneira correta a respeito de Jesus, apesar de conhecer somente o batismo de João.
Ele falava sem medo na sinagoga e, quando Priscila e Áquila o ouviram, o levaram para a casa deles e lhe explicaram melhor o caminho de Deus.
Apolo, então, quis ir para a região da Acaia. Os irmãos o encorajaram e escreveram aos discípulos de lá pedindo que o recebessem bem quando ele chegasse. Ele foi uma grande ajuda para aqueles que, pela graça, tinham acreditado,
pois derrotava os argumentos dos judeus em público e com muita coragem, provando pelas Escrituras que Jesus é o Cristo.
Enquanto Apolo estava na cidade de Corinto, Paulo viajou pelo interior do continente e chegou até Éfeso. Lá encontrou alguns discípulos e
lhes perguntou: — Vocês receberam o Espírito Santo quando creram? Eles lhe responderam: — Nós nem sequer ouvimos dizer que existe um Espírito Santo.
Paulo lhes perguntou: — Então, que tipo de batismo vocês receberam? Eles responderam: — O batismo de João.
Paulo disse: — João dizia ao povo de Israel que eles deviam ao mesmo tempo se propor em mudar o seu comportamento e ser batizados; ele também dizia que as pessoas deviam acreditar naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus.
Quando ouviram isto, eles foram batizados em nome do Senhor Jesus.
E, quando Paulo colocou suas mãos sobre eles, o Espírito Santo veio sobre todos e eles começaram a falar em línguas e a profetizar.
Eram ao todo uns doze homens.
Durante três meses Paulo continuou indo à sinagoga, onde com muita coragem discutia e tentava convencer a todos a respeito do reino de Deus.
Alguns deles, porém, eram teimosos, se recusavam a acreditar e, ainda por cima, falavam coisas más a respeito do Caminho do Senhor na frente de todos. Por isso, Paulo os deixou e foi embora, levando consigo os discípulos. Depois começou a ensinar todos os dias na escola de um homem chamado Tirano.
E continuou a fazer isso durante dois anos, até que todas as pessoas que viviam na região da Ásia (tanto os judeus como os que não eram judeus) ouviram a mensagem do Senhor.
Deus fazia milagres tão grandes pelas mãos de Paulo
que até mesmo lenços e roupas do seu uso pessoal eram levados aos doentes e eles ficavam curados e os demônios se retiravam.
Alguns dos judeus que viajavam de cidade em cidade expulsando demônios tentaram usar o nome do Senhor Jesus para libertar aqueles que estavam possuídos por demônios. Eles disseram: — Eu lhes ordeno que saiam, em nome de Jesus, a quem Paulo proclama.
(Os sete filhos de um judeu chamado Ceva, que era sumo sacerdote, estavam fazendo isto.)
Mas o demônio lhes disse: — Eu conheço a Jesus e sei quem é Paulo, mas quem são vocês?
E o homem que tinha esse demônio se lançou sobre eles e, dominando a todos, bateu neles até que fugiram daquela casa, nus e feridos.
Todos os moradores de Éfeso, tanto os judeus como os que não eram judeus, souberam dessas coisas e ficaram com muito medo. Isso fez com que o nome do Senhor Jesus fosse ainda mais respeitado.
Muitos dos que tinham acreditado vieram e confessaram publicamente os pecados que tinham cometido.
E muitos daqueles que costumavam praticar bruxarias trouxeram os seus livros e os queimaram na frente de todos. Depois de calcular os preços dos livros, o total chegou a cinquenta mil moedas de prata.
Desta maneira poderosa a mensagem do Senhor se espalhava por toda parte e influenciava mais e mais pessoas.
Depois de todas estas coisas terem acontecido, Paulo decidiu ir até a cidade de Jerusalém, após passar pelas regiões da Macedônia e Acaia. E ele também dizia: — Depois de Jerusalém eu ainda tenho que visitar Roma.
Paulo, então, enviou para a região da Macedônia dois de seus ajudantes, Timóteo e Erasto, enquanto ele mesmo permanecia na Ásia por mais algum tempo.
Nessa ocasião houve um grande tumulto na cidade de Éfeso por causa do Caminho do Senhor.
Tudo começou quando Demétrio, um ourives, convocou uma reunião com todos os que estavam envolvidos em trabalhos desse tipo. (Essas pessoas faziam miniaturas de prata do templo da deusa Diana e esse negócio lhes dava muito lucro.) Demétrio disse a todos: — Homens! Vocês sabem que este trabalho nos dá um bom lucro.
Como vocês podem ver e ouvir, esse tal de Paulo anda persuadindo e desencaminhando muita gente, dizendo que os deuses feitos por mãos humanas não são deuses. E isso vem acontecendo não só em Éfeso, mas também em quase toda a região da Ásia.
Isso é muito perigoso, pois pode trazer má fama para os nossos negócios. E também pode fazer com que o templo da grande deusa Diana perca todo o seu prestígio. Há ainda o perigo de que a majestade de Diana, deusa adorada não somente na Ásia como também em todo o mundo, seja destruída.
Ao ouvirem isto, todos ficaram furiosos e começaram a gritar: — Diana dos Efésios é a maior!
E a confusão tomou conta da cidade! A multidão agarrou os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de viagem de Paulo, e correram para o teatro.
Paulo queria se apresentar ao povo, mas os discípulos não o deixaram fazer isso.
Alguns amigos de Paulo, autoridades provinciais, lhe mandaram um recado pedindo que ele não fosse ao teatro.
Algumas pessoas gritavam uma coisa, outras gritavam outra e toda a assembleia estava numa total confusão. A maior parte deles não sabia nem a razão de estarem todos reunidos.
Então os judeus empurraram Alexandre para a frente e alguns que estavam entre a multidão lhe deram instruções sobre o que falar. Alexandre fez um sinal com a mão e tentou explicar ao povo o que estava acontecendo.
Quando as pessoas da multidão, porém, se deram conta de que ele também era judeu, se puseram a gritar todos juntos: — Diana dos Efésios é a maior! E isto durou mais ou menos duas horas.
Então o secretário da cidade acalmou a multidão e disse: — Povo de Éfeso! Há alguém no mundo que não saiba que a cidade de Éfeso é a guardiã do templo da grande Diana e da pedra sagrada que caiu do céu?
Desde que ninguém pode negar isso, então fiquem calmos e não façam nada precipitadamente.
Por que vocês trouxeram estes homens até aqui? Eles não roubaram nenhum templo e tampouco disseram coisas más a respeito da nossa deusa!
Se Demétrio e seus companheiros têm alguma acusação contra alguém, os tribunais estão abertos e, além do mais, existem os governadores. Eles que se acusem uns aos outros lá.
Mas, se vocês querem saber mais alguma coisa, isso tem que ser resolvido em uma assembleia legal.
Do jeito que as coisas estão, há o perigo de sermos acusados de subversão pelo que aconteceu hoje. Pois não há motivo algum que possamos alegar para justificar este alvoroço.
E, depois de dizer isto, despediu a assembleia.
Quando terminou o alvoroço, Paulo chamou os discípulos e, depois de encorajá-los, se despediu deles e partiu para a Macedônia.
Ele viajou por todas aquelas regiões transmitindo aos discípulos que encontrava muitas palavras de encorajamento. Depois foi para a região da Grécia,
onde permaneceu por três meses. Ele estava pronto para embarcar para a Síria quando ficou sabendo de um plano que os judeus tinham contra ele, então resolveu voltar para a Síria passando novamente pela Macedônia.
Estavam viajando com Paulo: Sópatro, filho de Pirro, da cidade de Bereia; Aristarco e Secundo, de Tessalônica; Gaio, da cidade de Derbe; Timóteo, e também Tíquico e Trófimo, da região da Ásia.
Estes foram à nossa frente e esperaram por nós na cidade de Trôade.
Depois da Festa dos Pães sem Fermento, navegamos de Filipos e, em cinco dias, nos encontramos com eles em Trôade. Lá passamos uma semana.
No primeiro dia da semana, nós nos reunimos para partir o pão. Paulo ia viajar no dia seguinte e, como estávamos reunidos, começou a falar com eles e continuou falando até a meia-noite.
Na sala onde estávamos, no andar de cima, havia muitas lamparinas acesas.
Um jovem chamado Êutico estava sentado no parapeito da janela e pegou num sono profundo durante o prolongado discurso de Paulo. Depois de estar completamente dominado pelo sono, o jovem caiu do terceiro andar e, quando o levantaram, ele já estava morto.
Paulo desceu até onde estava Êutico, o abraçou e disse: — Não se preocupem, pois o rapaz está vivo.
Em seguida ele voltou para o andar de cima, repartiu o pão e comeu. Depois continuou a falar até raiar o dia, quando partiu.
Quanto ao jovem Êutico, este foi levado para casa vivo e todos ficaram grandemente confortados.
Nós partimos antes de Paulo, embarcando para o porto de Assôs, onde deveríamos recebê-lo a bordo. Ele mesmo combinou assim, pois pretendia chegar até Assôs por terra.
Quando Paulo se encontrou conosco em Assôs, nós o recebemos a bordo e partimos para a cidade de Mitilene.
Partimos de lá no dia seguinte e paramos defronte da ilha de Quios. No outro dia atravessamos para a ilha de Samos e no dia seguinte chegamos à cidade de Mileto.
Paulo tinha decidido não passar pela cidade de Éfeso, pois não queria se demorar na Ásia. A sua intenção era chegar à cidade de Jerusalém, se possível, antes do dia de Pentecostes.
De Mileto ele mandou chamar os presbíteros da igreja de Éfeso.
Quando eles chegaram, Paulo lhes disse: — Vocês sabem como eu me comportei durante todo o tempo que estive com vocês, desde o primeiro dia que cheguei na Ásia.
Eu servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas, apesar dos muitos problemas que tive por causa das ciladas que os judeus me prepararam.
Vocês sabem que eu não hesitei em lhes anunciar nada, desde que fosse para o bem de vocês, e de como lhes ensinei tanto publicamente como de casa em casa.
Testemunhei tanto aos judeus como aos que não são judeus a respeito de como era necessário que eles se arrependessem, que voltassem a Deus e que tivessem fé em nosso Senhor Jesus.
E agora vou para Jerusalém, obrigado pelo Espírito, sem saber o que vai me acontecer por lá.
A única coisa que sei é que em todas as cidades o Espírito Santo me avisa que prisões e sofrimentos estão à minha espera.
Porém, não dou valor à minha própria vida a fim de poder terminar a corrida e a missão que recebi do Senhor Jesus para testemunhar a respeito das Boas Novas da graça de Deus.
— E agora sei que nenhum de vocês, em cujo meio passei anunciando o reino de Deus, me verá novamente.
Portanto, quero lhes dizer hoje que não sou mais responsável se algum de vocês não se salvar,
pois não hesitei em lhes proclamar toda a vontade de Deus.
Cuidem tanto de vocês mesmos como também de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os constituiu bispos, para pastorearem a igreja de Deus, a qual ele comprou pagando com o sangue do seu próprio filho.
Digo isto porque sei que, depois que eu for embora, lobos ferozes aparecerão entre vocês e não terão pena do rebanho.
E até mesmo dentre o próprio grupo de vocês, surgirão homens falando coisas erradas para arrastar os discípulos atrás deles.
Portanto, cuidado! Lembrem-se de que durante três anos eu nunca deixei de ensinar a nenhum de vocês como deveriam viver, quer fosse de dia ou de noite, e mesmo com lágrimas.
— Agora portanto, eu os entrego a Deus e à mensagem da sua graça, pois ela é capaz de fortalecê-los e de lhes dar a herança entre todo o povo santo de Deus.
Não cobicei nem a prata, nem o ouro e nem a roupa de ninguém,
e vocês mesmos sabem como trabalhei com minhas próprias mãos para ter o necessário não só para mim como também para os meus companheiros.
Em tudo lhes mostrei que, trabalhando assim, devemos ajudar os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: “Quem dá é mais feliz do que quem recebe”.
Depois de ter dito todas essas coisas, ele se ajoelhou e orou com todos eles.
E todos choraram muito e o abraçaram e beijaram,
pois estavam muito tristes pelo fato de Paulo dizer que eles não voltariam a vê-lo. Depois disso, eles o acompanharam até o navio.
Depois de termos nos separado deles, embarcamos diretamente para a ilha de Cós. No dia seguinte, chegamos em Rodes e, de lá, seguimos para Pátara.
Lá encontramos um navio que ia para a Fenícia. Embarcamos nele e seguimos viagem.
Passamos pela ilha de Chipre e, deixando-a à esquerda, seguimos para a Síria. Quando chegamos à cidade de Tiro, tivemos que desembarcar, pois o navio tinha que ser descarregado.
Ali nós encontramos alguns discípulos e ficamos com eles por uma semana e, pelo poder do Espírito, eles disseram a Paulo que não fosse para Jerusalém.
Passados aqueles dias, nós nos retiramos e continuamos nossa viagem. Todos eles nos acompanharam, com suas mulheres e filhos, da cidade até a praia, onde nos ajoelhamos e oramos.
Depois de nos despedirmos uns dos outros, embarcamos e eles voltaram para suas casas.
Prosseguimos nossa viagem partindo de Tiro e chegando em Ptolemaida. Lá cumprimentamos os irmãos e ficamos com eles por um dia.
No dia seguinte, partimos e seguimos para a cidade de Cesareia. Ao chegar lá, fomos para a casa do evangelista Filipe, que era um dos sete, e ficamos com ele.
Ele tinha quatro filhas solteiras que profetizavam.
Depois de estarmos ali por vários dias, um profeta chamado Ágabo chegou da Judeia.
Ele veio para perto de nós, tirou o cinto de Paulo e, amarrando seus próprios pés e mãos, disse: — Assim diz o Espírito Santo: O dono deste cinto será amarrado desta maneira pelos judeus em Jerusalém e será entregue nas mãos dos que não são judeus.
Quando ouvimos isto, tanto nós como os daquele lugar insistimos com Paulo para que ele não fosse para Jerusalém.
Paulo, porém, disse: — O que vocês pretendem chorando desse jeito e me entristecendo? Eu não só estou pronto para ser amarrado como também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.
Como não conseguimos convencê-lo, paramos de insistir e dissemos: — Que seja feita a vontade do Senhor.
Depois desses dias, nos preparamos e partimos para Jerusalém.
Alguns dos discípulos que eram da cidade de Cesareia nos acompanharam e nos levaram até a casa de Mnasom, onde íamos ficar. Mnasom era da ilha de Chipre e era um dos primeiros discípulos.
Quando chegamos a Jerusalém, fomos recebidos com alegria pelos irmãos.
No dia seguinte, Paulo nos acompanhou em uma visita a Tiago e todos os presbíteros da igreja estavam lá reunidos.
Paulo cumprimentou a todos e lhes contou, uma por uma, todas as coisas que Deus tinha feito entre os que não eram judeus por meio do seu trabalho.
Ao ouvirem isto, todos louvaram a Deus e, depois, disseram a Paulo: — Irmão! Como você pode ver, milhares de judeus creram e acham que é importante seguir a lei de Moisés.
Eles ouviram dizer que você está ensinando a todos os judeus que vivem entre povos que não são judeus a abandonarem a lei de Moisés, dizendo a eles que não devem circuncidar os seus filhos nem seguir os costumes judaicos.
O que é que podemos fazer então? Sem dúvida eles saberão da sua chegada.
Portanto, faça o que vamos lhe dizer: Estão conosco quatro homens que fizeram uma promessa.
Acompanhe esses homens em sua cerimônia de purificação e pague as despesas deles para que possam raspar a cabeça. Dessa forma, todos ficarão sabendo que não é verdade o que ouviram dizer a seu respeito e que, pelo contrário, você mesmo obedece à lei.
Quanto aos que não são judeus e que creram, já lhes escrevemos uma carta, dizendo: “Não comam carne de animais oferecidos a ídolos, nem sangue e tampouco carne de animais que tenham sido estrangulados. E também não cometam imoralidades sexuais”.
No dia seguinte, Paulo levou os homens e participou da cerimônia de purificação juntamente com eles. Depois, foi para o templo para anunciar quando terminariam os dias da purificação para que, no fim desses dias, fosse oferecido um sacríficio para cada um deles.
Quando os sete dias da purificação estavam para acabar, alguns judeus da região da Ásia viram a Paulo no templo. Eles alvoroçaram toda a multidão e, agarrando-o,
gritaram: — Homens de Israel, ajudem-nos! Este é o homem que anda por toda parte ensinando a todos coisas que são contra o nosso povo, contra a lei de Moisés e contra este lugar. E agora ele trouxe até mesmo homens que não são judeus para dentro do templo, tornando impuro este lugar santo.
(Eles tinham dito isto porque tinham visto Paulo na cidade em companhia de Trófimo, um efésio, e assumiram que Paulo o tinha levado ao templo.)
Toda a cidade ficou agitada, e o povo corria, vindo de todos os lados. Eles agarraram a Paulo e o arrastaram para fora do templo, fechando as portas logo em seguida.
Enquanto procuravam matá-lo, o comandante de um batalhão romano foi informado de que toda a cidade de Jerusalém estava em completo alvoroço.
Ele imediatamente reuniu alguns soldados e oficiais e correu para o meio do povo. Quando o povo viu o comandante e os soldados, parou de bater em Paulo.
O comandante, então, chegando perto de Paulo, prendeu-o e mandou que o amarrassem com duas correntes. Depois, dirigiu-se ao povo e lhes perguntou quem ele era e o que tinha feito.
Na multidão, uns gritavam uma coisa e outros, outra. Ele, porém, não podendo apurar a verdade por causa do tumulto, ordenou que Paulo fosse levado para o quartel.
Quando chegaram às escadas, os soldados tiveram que carregá-lo no alto por causa da violência da multidão que,
seguindo-o, gritava: — Matem-no!
Eles estavam prestes a entrar no quartel quando Paulo disse ao comandante: — Posso falar com o senhor? O comandante respondeu: — Oh! Você fala grego?
Você não é o egípcio que há algum tempo atrás organizou uma revolta e levou quatro mil terroristas para o deserto?
Paulo disse: — Não! Eu sou judeu, cidadão de Tarso, cidade importante da Cilícia. Eu lhe peço que me deixe falar com o povo.
Quando o comandante lhe deu permissão, Paulo se colocou de pé nos degraus e fez sinal com a mão para que a multidão fizesse silêncio. Depois que todos ficaram quietos, Paulo começou a falar com eles em língua hebraica:
— Irmãos e pais! Escutem o que vou dizer em minha defesa.
(Quando a multidão ouviu que ele lhes falava em hebraico, ficou ainda mais quieta.) Então Paulo disse:
— Eu sou judeu e nasci na cidade de Tarso, na Cilícia, mas cresci nesta cidade. Fui aluno de Gamaliel e com ele estudei profundamente a lei dos nossos antepassados. Eu era dedicado a Deus exatamente como todos vocês são hoje.
Persegui este Caminho até a morte, prendendo e colocando homens e mulheres na prisão,
assim como podem testemunhar tanto o sumo sacerdote como todos os que fazem parte do Conselho dos líderes. Recebi deles cartas escritas para os irmãos judeus em Damasco e fui para lá a fim de prender os que lá estavam e de trazê-los para Jerusalém como prisioneiros, para serem castigados.
Eu já estava a caminho e me aproximava da cidade de Damasco quando, por volta do meio-dia, de repente, uma luz forte vinda do céu brilhou ao meu redor.
Caí no chão e ouvi uma voz me dizer: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?”
Então perguntei: “Quem é o senhor?” Ele disse: “Sou Jesus de Nazaré, a quem você persegue”.
Os homens que estavam comigo viram a luz, mas não entenderam o que a voz dizia.
Em seguida perguntei: “O que devo fazer, Senhor?” E o Senhor me respondeu: “Levante-se e vá para Damasco. Lá você será informado de tudo o que deve fazer”.
O brilho daquela luz tinha me deixado cego e, por isso, tive de ser guiado pela mão pelos meus companheiros até Damasco.
— Morava em Damasco um homem chamado Ananias. Ele era muito religioso de acordo com a lei e muito respeitado por todos os judeus daquela região.
Ele veio ao meu encontro e, parando de frente para mim, disse: “Irmão Saulo, volte a enxergar!” E naquele mesmo instante eu voltei a enxergar e pude vê-lo.
Ele me disse: “O Deus de nossos antepassados escolheu a você para conhecer a vontade dele, para ver o Justo e também para ouvir a voz da sua boca.
Pois você testemunhará a todos os homens a respeito de tudo o que viu e ouviu.
E agora, o que está esperando? Levante-se, seja batizado e lave os seus pecados, confiando na salvação do Senhor ”.
— Eu voltei para Jerusalém e, quando estava orando no templo, tive uma visão.
E eu vi aquele que estava me dizendo: “Saia imediatamente de Jerusalém, pois este povo não aceitará o seu testemunho a meu respeito”.
Então eu disse: “Senhor, estas pessoas sabem que eu percorri sinagogas, colocando na prisão e açoitando os que acreditavam no senhor.
Elas sabem também que eu estava presente quando o sangue de Estêvão, a sua testemunha, foi derramado. E elas até sabem que eu aprovei aquele crime e que tomei conta das capas dos que o mataram”.
Mas ele me disse: “Vá, pois eu vou enviá-lo para muito longe, para povos que não são judeus”.
Eles escutaram o que Paulo tinha a dizer até aquele ponto, mas depois começaram a gritar, dizendo: — Tirem esse tipo de homem da terra, pois ele não merece viver!
E, enquanto gritavam, eles atiravam suas capas e jogavam poeira para cima.
O comandante, então, ordenou que Paulo fosse levado para o quartel e que, com açoites, fosse interrogado para saber o motivo pelo qual a multidão gritava tanto contra ele.
Mas quando eles o amarraram para açoitá-lo, Paulo perguntou ao oficial que estava perto dele: — Vocês têm permissão para açoitar um cidadão romano, sem este estar condenado?
Quando o oficial ouviu isto, foi ao comandante e disse: — Veja bem o que o senhor vai fazer, pois este homem é um cidadão romano.
O comandante, então, aproximando-se de Paulo, perguntou: — Diga-me uma coisa: Você é realmente cidadão romano? E Paulo respondeu: — Sim, sou.
O comandante então disse: — A mim custou muito dinheiro para conseguir ser cidadão romano. Ao que Paulo respondeu: — Mas eu sou cidadão romano de nascimento.
Imediatamente os homens que estavam ali para interrogá-lo afastaram-se dele e o comandante ficou com medo quando soube que tinha mandado amarrar um romano.
O comandante queria saber exatamente porque Paulo estava sendo acusado pelos judeus. Então, no dia seguinte, depois de soltá-lo, mandou reunir em assembleia os líderes dos sacerdotes e todo o Conselho Superior. Depois ele mandou trazer Paulo e o colocou diante deles.
Paulo olhou bem para os membros do Conselho e disse: — Irmãos! Eu tenho vivido com a consciência limpa diante de Deus até hoje.
Então Ananias, o sumo sacerdote, mandou que os homens que estavam perto de Paulo lhe batessem na boca.
Paulo, então, lhe disse: — Deus vai bater em você, parede branqueada! Você está aí sentado para me julgar de acordo com a lei e, contra a lei, manda me bater?
Os homens que estavam perto dele lhe disseram: — Como é que você insulta assim o sumo sacerdote de Deus?
Paulo respondeu: — Irmãos, eu não sabia que ele era o sumo sacerdote; as Escrituras dizem: “Não fale mal do chefe do seu povo”.
Quando Paulo percebeu que alguns homens do Conselho eram do partido dos saduceus e que outros eram do partido dos fariseus, falou bem alto: — Irmãos! Eu sou fariseu e filho de fariseu, e estou sendo julgado por causa da esperança que tenho na ressurreição dos mortos.
Depois de terem ouvido Paulo dizer isto, os fariseus e os saduceus começaram a discutir e a assembleia se dividiu.
(Os saduceus dizem que não há ressurreição e também que não existem nem anjos nem espíritos, mas os fariseus acreditam em tudo isso.)
Todos os judeus começaram a gritar e alguns professores da lei do partido dos fariseus se levantaram e começaram a protestar: — Não encontramos nada contra este homem; e será que algum espírito ou anjo falou com ele?
A discussão se tornou tão violenta que o comandante ficou com medo que Paulo fosse despedaçado por eles. Então mandou que os soldados fossem até lá, tirassem Paulo do meio deles e que o levassem de volta para o quartel.
Na noite seguinte, o Senhor se colocou ao lado de Paulo e disse: — Tenha coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, você também terá que fazer o mesmo em Roma.
No dia seguinte, os judeus se reuniram e fizeram um juramento que não comeriam nem beberiam nada até que matassem Paulo.
(E o número de homens que conspiravam contra Paulo era de mais de quarenta.)
Depois, foram falar com os líderes dos sacerdotes e com os líderes, dizendo: — Juramos que não comeremos nada até que matemos Paulo.
Portanto, o que vocês e o Conselho têm que fazer é mandar dizer ao comandante para trazê-lo até aqui, dizendo que querem examinar o caso dele mais de perto. Estaremos prontos para matá-lo antes que ele chegue.
O filho da irmã de Paulo, porém, ouviu todo o plano e correu para o quartel a fim de avisar Paulo.
Paulo, então, chamou um dos oficiais e disse: — Leve este rapaz até o comandante, pois tem uma coisa para dizer a ele.
O oficial levou o rapaz até o comandante e disse: — O prisioneiro Paulo me chamou e pediu que eu trouxesse este rapaz até o senhor pois parece que ele tem alguma coisa para lhe dizer.
O comandante levou o rapaz pela mão até um lugar onde poderiam conversar e lhe perguntou: — O que você quer me dizer, rapaz?
Ele disse: — Os judeus combinaram pedir ao senhor que levasse Paulo até o Conselho amanhã com a desculpa de querer examinar o caso dele mais de perto.
Não acredite nisso! Mais de quarenta homens estão escondidos à espera de Paulo para matá-lo. Eles fizeram um juramento de não comer nem beber nada até que o matem. Está tudo pronto; eles só precisam da sua permissão.
O comandante, então, disse: — Você pode ir embora agora, mas não diga a ninguém que me contou essas coisas.
Depois que o rapaz foi embora, o comandante mandou chamar dois oficiais e disse: — Preparem duzentos soldados, setenta cavaleiros e duzentos lanceiros para ir até a cidade de Cesareia. Estejam prontos às nove horas da noite.
Mandem preparar um cavalo para Paulo e levem-no em segurança até o governador Félix.
Depois disto, o comandante escreveu esta carta:
De Cláudio Lísias, ao excelentíssimo governador Félix. Saudações!
Este homem foi agarrado pelos judeus, e eles estavam prestes a matá-lo quando, ao ficarmos sabendo que ele era cidadão romano, eu e meus soldados o tiramos das mãos deles.
Eu queria saber a razão pela qual eles o estavam acusando e, por isso, o levei ao Conselho Superior deles.
Lá percebi que as acusações contra ele diziam respeito à lei deles, mas que ele não era culpado pela nossa lei de nada que merecesse a morte ou a prisão.
Assim que fui informado de um plano traçado para tirar-lhe a vida, resolvi enviá-lo para aí. E também ordenei aos que o acusam que apresentem as suas queixas diante do senhor.
Os soldados cumpriram as ordens que receberam e, durante a noite, levaram Paulo para a cidade de Antipátride.
No dia seguinte, os cavaleiros seguiram com Paulo, mas o restante dos soldados retornou para o quartel.
Quando chegaram à cidade de Cesareia, eles deram a carta ao governador e também lhe entregaram Paulo.
O governador leu a carta e perguntou a Paulo de que província ele era. Quando soube que era da Cilícia,
disse: — Eu o ouvirei assim que os homens que o acusam chegarem. Então mandou que Paulo fosse mantido preso no palácio de Herodes.
Cinco dias depois, Ananias, o sumo sacerdote, chegou à cidade de Cesareia acompanhado de alguns líderes e de um advogado chamado Tértulo. Eles se apresentaram ao governador com acusações contra Paulo.
Este, então, foi chamado e Tértulo iniciou a sua acusação, dizendo: — Graças ao senhor, nós temos atravessado um período de muita paz e muitas reformas que eram necessárias neste país foram feitas por causa da sua sabedoria.
Nós lhe somos muito gratos, excelentíssimo senhor governador, por tudo o que temos recebido em todas as situações e em todos os lugares.
Agora, para não detê-lo por muito tempo, eu lhe peço que tenha a bondade de nos ouvir apenas por um pouco mais.
Nós sabemos que este homem é uma peste e que provoca desordens entre os judeus espalhados por todas as partes do mundo. Sabemos também que ele é o líder da seita dos nazarenos.
Ele tentou até profanar o templo, e foi por isso que nós o prendemos.
Interrogue-o o senhor mesmo! Assim o senhor tomará conhecimento de todas as coisas de que nós o acusamos.
Os judeus também concordaram na acusação, afirmando que estas coisas eram assim.
Depois disto, o governador fez um sinal com a mão para que Paulo falasse. Então Paulo disse: — Eu sei que o senhor tem julgado esta nação por muitos anos, por isso é com muito prazer que faço minha defesa na sua presença.
Como o senhor pode verificar, não faz mais de doze dias que fui para Jerusalém para adorar a Deus.
Quando eles me encontraram no templo, eu não estava discutindo com ninguém. Eles também não me viram provocando desordens entre o povo nem nas sinagogas e em nenhum outro lugar da cidade.
Eles não podem nem sequer lhe provar as acusações que estão fazendo contra mim.
O que eu tenho que confessar ao senhor é: Eu adoro ao Deus de nossos antepassados de acordo com o Caminho, o qual eles dizem ser falso. Acredito em tudo o que a lei de Moisés diz e em tudo o que está escrito nos livros dos profetas.
Tenho a mesma esperança em Deus que eles também têm, isto é, que todos iremos ressuscitar, tanto os que são leais a Deus como os que não são leais a ele.
Portanto, faço o possível para fazer o que eu acredito que seja correto tanto diante de Deus como diante das pessoas.
— Tenho estado fora de Jerusalém por muitos anos e voltei para trazer alguma ajuda ao meu próprio povo e também para oferecer sacrifícios.
E era exatamente isso que eu estava fazendo no templo, depois de já ter sido purificado, quando eles me encontraram. Não havia multidão ou mesmo desordem alguma.
Alguns judeus da Ásia que estavam lá é que deveriam vir à sua presença para me acusar, se é que eles têm alguma coisa contra mim.
Ou mesmo estes homens que estão aqui digam que mal acharam em mim quando estive diante do Conselho Superior,
exceto uma coisa que eu gritei enquanto estava entre eles, que foi: “É por causa da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado por vocês hoje”.
Quando Félix, que estava bem informado a respeito do Caminho, ouviu isso, adiou a audiência e disse: — Decidirei o seu caso quando o comandante Lísias chegar.
Depois, chamou o oficial e lhe deu estas ordens: — Mantenha Paulo sob vigilância, mas dê-lhe alguma liberdade. Permita também que os amigos dele lhe tragam o que ele precisar.
Alguns dias depois, chegando Félix com sua esposa Drusila, que era judia, mandou chamar Paulo e o ouviu falar a respeito da fé em Cristo Jesus.
Quando Paulo lhes falou a respeito de justiça, de domínio próprio e de julgamento futuro, Félix ficou com medo e disse: — Você pode ir embora agora. Eu voltarei a chamá-lo quando tiver outra oportunidade.
Félix esperava que Paulo lhe desse algum dinheiro, por isso mandou chamá-lo várias vezes para conversar com ele.
Dois anos se passaram. Pórcio Festo assumiu o cargo de governador e Félix, querendo garantir o apoio dos judeus, deixou o posto mantendo também Paulo na prisão.
Três dias depois de ter chegado para ocupar o cargo de governador, Festo foi de Cesareia para Jerusalém.
Lá, os líderes dos sacerdotes e os judeus mais importantes da cidade lhe apresentaram as acusações que tinham contra Paulo. Eles também lhe pediram
que lhes fizesse este favor: que enviasse Paulo para Jerusalém. (Eles estavam preparando uma cilada para matá-lo durante a viagem.)
Festo, porém, disse: — Paulo está preso em Cesareia e eu pretendo voltar para lá em breve.
Que alguns dos seus líderes me acompanhem até lá e o acusem, se é que ele fez alguma coisa errada.
Festo ficou com eles não mais do que oito ou dez dias e depois partiu para Cesareia. No dia seguinte, ele tomou o seu lugar no tribunal e mandou que Paulo fosse levado até lá.
Quando Paulo chegou, os judeus que tinham ido de Jerusalém o rodearam e começaram a acusá-lo de várias coisas graves, as quais não eram capazes de provar.
Paulo, então, defendendo-se, disse: — Eu não fiz nada de errado nem contra a lei dos judeus, nem contra o templo e nem contra o Imperador.
Festo, porém, querendo agradar aos judeus, disse a Paulo: — Você quer ir até Jerusalém e ser julgado ali por mim a respeito destas coisas?
Paulo respondeu: — Eu estou diante do tribunal do Imperador e é aqui que devo ser julgado. O senhor sabe muito bem que eu não cometi crime algum contra os judeus.
Se sou culpado de alguma coisa errada, ou se fiz alguma coisa pela qual mereça a morte, eu estou pronto para morrer. Mas, se as acusações que estes homens estão fazendo contra mim não são verdadeiras, ninguém pode me entregar a eles. Eu apelo para ser julgado pelo Imperador.
Depois de conversar com seus conselheiros, Festo disse: — Você apelou para ser julgado pelo Imperador, para o Imperador você irá.
Alguns dias depois, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia para cumprimentar a Festo.
Como eles permaneceram lá por vários dias, Festo apresentou o caso de Paulo ao rei, dizendo: — Está aqui um homem que foi deixado prisioneiro por Félix.
Quando estive em Jerusalém, os líderes dos sacerdotes e os líderes dos judeus me apresentaram muitas acusações contra ele e pediram que fosse condenado.
Eu disse a eles que os romanos não costumam entregar ninguém sem primeiro haver um encontro, frente a frente, entre o acusado e os que o acusam. Dessa forma o acusado tem a chance de se defender das acusações.
Eles vieram comigo até aqui e eu não perdi tempo; no dia seguinte, tomei o meu lugar no tribunal e mandei que o homem fosse trazido.
Os homens que estavam contra ele se levantaram e começaram a acusá-lo, mas não mencionaram nenhum grande crime, como eu pensei que eles fossem fazer.
Ao invés disso eles começaram a discutir com Paulo a respeito de coisas ligadas à religião deles e a respeito de um homem morto chamado Jesus, a quem Paulo afirmava estar vivo.
Como eu não sabia o que fazer num caso destes, perguntei a Paulo se ele queria ir a Jerusalém para ser julgado lá a respeito destas coisas.
Ele, porém, apelou para ficar em custódia para o julgamento do Imperador. Então, eu ordenei que continuasse preso até que eu o enviasse ao Imperador.
Depois de ouvir estas coisas, o rei Agripa disse a Festo: — Eu gostaria de ouvir esse homem. Ao que Festo disse: — O senhor o ouvirá amanhã.
Então, no dia seguinte, Agripa e Berenice chegaram com grande pompa e entraram na sala da audiência juntamente com os comandantes militares e com os homens mais importantes da cidade. Festo mandou que Paulo fosse levado até aquele auditório
e depois disse: — Rei Agripa e todos os que estão presentes aqui! Vejam este homem! Toda a comunidade dos judeus, tanto daqui de Cesareia como da cidade de Jerusalém, recorreu a mim gritando que este homem devia morrer.
Eu, entretanto, não acho que ele tenha feito nada que mereça a morte. Ele apelou para ser julgado pelo imperador e eu, então, decidi enviá-lo ao Imperador.
Eu não tenho nada de concreto para escrever a respeito dele ao soberano. Por isso resolvi trazê-lo diante de todos aqui hoje, e especialmente diante do senhor, rei Agripa, para que, depois do interrogatório, eu tenha alguma coisa para escrever.
Pois me parece absurdo mandar um prisioneiro para julgamento sem indicar as acusações feitas contra ele.
Então Agripa disse a Paulo: — Agora você pode se defender. Paulo estendeu a mão e começou a sua defesa:
— Rei Agripa. Estou muito feliz por ser diante do senhor que vou apresentar hoje minha defesa contra todas as coisas das quais os judeus estão me acusando,
especialmente levando-se em conta todo o seu conhecimento a respeito de todos os costumes e problemas dos judeus. Portanto, lhe peço que me escute com paciência.
— Todos os judeus sabem como eu tenho vivido em meu país e em Jerusalém desde que era jovem.
Eles me conhecem há muito tempo e podem, se quiserem, testemunhar que vivi como fariseu. Os fariseus são a seita mais rigorosa da nossa religião.
Hoje eu estou sendo julgado por causa da esperança que tenho na promessa que Deus fez a nossos antepassados.
As doze tribos de Israel servem a Deus dia e noite na esperança de receber essa mesma promessa. E é por causa dessa esperança, ó rei, que estou sendo acusado pelos judeus.
Por que parece inacreditável a vocês que Deus ressuscite os mortos?
Eu mesmo pensava que tinha de fazer tudo o que pudesse contra o nome de Jesus de Nazaré
e foi exatamente isso o que fiz em Jerusalém. Eu recebi uma autorização dos líderes dos sacerdotes e, com ela, coloquei muitos do povo de Deus na prisão. Quando eles eram condenados à morte, o meu voto também estava contra eles.
Muitas vezes eu os castiguei por todas as sinagogas e tentei até forçá-los a insultar Jesus. Eu estava tão enfurecido contra eles que continuava a persegui-los mesmo em cidades estrangeiras.
— Numa dessas viagens, quando ia para a cidade de Damasco, eu levava uma autorização e também ordens dos líderes dos sacerdotes.
Era por volta do meio-dia e eu já estava a caminho quando vi, ó rei, uma luz do céu. Ela brilhava mais que o sol e iluminou a mim e a todos os que estavam comigo.
Todos nós caímos ao chão e então ouvi uma voz que me dizia, em hebraico: “Saulo, Saulo, por que você me persegue? Você está machucando a si mesmo, como o boi que dá coice contra a ponta do ferrão”.
— Então perguntei: “Quem é o senhor?” E ele me respondeu: “Eu sou Jesus, a quem você está perseguindo.
Mas levante-se e fique de pé. Eu apareci a você para que me sirva de servo e testemunha, tanto com relação ao que você já viu como também com relação ao que eu ainda vou lhe mostrar.
Vou livrá-lo tanto dos povos judeus como também dos que não são judeus, para os quais vou mandá-lo.
Eu vou mandá-lo a eles para que você lhes abra os olhos a fim de que eles se voltem da escuridão para a luz e do poder de Satanás para Deus. Dessa forma, pela fé em mim, eles receberão perdão dos seus pecados e passarão a fazer parte do povo santo de Deus”.
— Portanto, Rei Agripa, eu obedeci à visão celestial que tive.
Comecei a anunciar aos de Damasco. De lá fui para a cidade de Jerusalém e, depois, viajei por toda a região da Judeia, anunciando inclusive para os que não são judeus. Eu anunciava que eles deviam mudar a sua forma de pensar e de viver e voltar para Deus. Também que tudo o que fizessem deveria mostrar que eles estavam realmente arrependidos.
Foi por esse motivo que os judeus me agarraram quando eu estava no templo e tentaram me matar.
Mas Deus tem me ajudado muito até hoje e é por isso que eu agora estou aqui, testemunhando a respeito dele tanto para os que são de condição simples como para os que são importantes. Eu nunca disse nada que fosse além daquilo que tanto os profetas como Moisés já disseram,
isto é, que Cristo iria sofrer e que iria ser o primeiro a ser ressuscitado e que assim anunciaria a luz tanto para os que são judeus como para os que não são judeus.
Paulo estava dizendo estas coisas em sua defesa quando Festo gritou: — Você está louco, Paulo! Você estudou tanto que ficou maluco!
Mas Paulo disse: — Eu não estou maluco, Excelentíssimo Festo. As coisas que eu estou dizendo são verdade e de bom senso.
O próprio rei Agripa aqui presente sabe a respeito dessas coisas e eu tenho certeza de que nenhuma delas escapou ao conhecimento dele, pois nada foi feito às escondidas. É por isso que eu posso falar ao rei abertamente.
Ó rei Agripa, acredita nos profetas? Eu sei que o senhor acredita.
Então o rei disse a Paulo: — Você acha que assim, em pouco tempo, pode me persuadir a me tornar cristão?
Paulo respondeu: — Assim Deus permitisse que, em pouco ou muito tempo, não apenas o senhor, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem como eu sou, só que sem estas correntes.
Então o rei Agripa, o governador, Berenice e todos os que estavam sentados com ele se levantaram
e saíram do auditório, comentando uns com os outros: — Esse homem não fez nada para merecer a morte e nem mesmo a prisão.
E Agripa disse a Festo: — Este homem já podia estar solto se não tivesse pedido para ser julgado pelo Imperador.
Ficou então decidido que navegaríamos para a Itália. Paulo e alguns dos outros presos foram entregues a um oficial chamado Júlio, o qual pertencia ao Regimento Imperial.
Embarcamos num navio que estava pronto para partir da cidade de Adramítio para costear a região da Ásia. Aristarco, um macedônio da cidade de Tessalônica, estava conosco.
No dia seguinte, chegamos ao porto de Sidom. Júlio tratava Paulo com bondade, permitindo inclusive que ele fosse ver seus amigos e que recebesse deles o que precisasse.
De lá nós partimos e navegamos sob a proteção da ilha de Chipre, pois o vento nos era contrário.
Atravessamos os mares do litoral da Cilícia e da Panfília e chegamos à Mirra, cidade da região da Lícia.
Ali o oficial encontrou um barco da cidade de Alexandria com destino à Itália e nos embarcou nele.
Navegamos muito lentamente durante vários dias e foi a muito custo que chegamos perto da cidade de Cnido. O vento, porém, não nos deixava continuar nessa direção. Então navegamos sob a proteção da ilha de Creta, passando pelo porto de Salmona.
Assim fomos navegando bem perto do litoral e, ainda com dificuldade, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, localizado perto da cidade de Laseia.
Tinha-se perdido muito tempo e agora se tornava perigoso navegar, pois o período do jejum já tinha passado. Paulo, então, avisou a todos,
dizendo: — Homens! Vejo que a nossa viagem será terrível e que trará muitos prejuízos, não somente para a carga e para o barco, como também para as nossas próprias vidas.
Mas o oficial romano dava mais crédito ao piloto e ao dono do navio do que ao que Paulo dizia.
Como o porto onde nós estávamos não era seguro para se passar o inverno, a maioria decidiu partir e tentar chegar à cidade de Fenice e passar o inverno ali. Fenice é um porto da ilha de Creta voltado para o sudoeste e para o noroeste.
Um vento fraco começou a soprar do sul. Então todos pensaram que poderiam seguir viagem tranquilamente. Eles levantaram âncora e se puseram a navegar ao longo do litoral de Creta.
Pouco depois, porém, um vento muito forte chamado “Nordeste” veio da ilha. Ele era tão forte como um furacão,
e arrastou o navio de tal maneira que não conseguíamos avançar contra ele. Então desistimos e nos deixamos levar pelo vento.
Protegidos do vento por uma pequena ilha chamada Cauda, conseguimos, com muita dificuldade, amarrar o bote salva-vidas.
Depois de terem suspendido o bote, os marinheiros amarraram o navio com cabos de segurança. Eles tinham medo de que ele fosse levado para a costa e que ficasse encalhado em Sirte. Depois baixaram a vela e deixaram que o navio fosse levado pelo vento.
No dia seguinte, como o vento continuava a soprar fortemente, eles começaram a jogar a carga no mar.
E, no terceiro dia, eles, com as próprias mãos, atiraram a aparelhagem do navio no mar.
Durante muitos dias, não pudemos ver o sol, nem as estrelas, e o vento continuava soprando forte. Finalmente, perdemos toda a esperança de sermos salvos.
Como estávamos muito tempo sem comer nada, Paulo ficou de pé no meio deles, e disse: — Homens, vocês deveriam ter me escutado e ficado em Creta. Assim se teria evitado este dano e perda.
Agora, porém, é preciso que vocês se alegrem pois nenhum de vocês morrerá, mas somente o barco se perderá.
Digo isto porque ontem à noite um anjo de Deus, a quem eu pertenço e sirvo, apareceu junto a mim
e me disse: “Não tenha medo, Paulo, pois você deve aparecer diante do Imperador e Deus, em sua bondade, lhe concedeu as vidas de todos os que estão navegando com você”.
Portanto, alegrem-se, homens! Eu tenho fé em Deus e creio que ele fará exatamente como o anjo me disse.
Mas nós temos que encalhar numa ilha.
Na décima quarta noite, estávamos sendo levados pelo vento através do Mar Adriático quando, por volta da meia-noite, os marinheiros perceberam que estávamos nos aproximando da terra.
Então, jogaram o prumo e viram que ali a água tinha cerca de 40 metros de profundidade. Pouco tempo depois, eles mediram outra vez e deu cerca de 30 metros.
Eles começaram a ficar com medo que o barco batesse contra as rochas. Então foram até a parte de trás do navio e jogaram quatro âncoras no mar. Depois disso começaram a orar para que o dia clareasse logo.
Os marinheiros tentaram escapar do navio. Eles baixaram o bote salva-vidas no mar fingindo estarem jogando a âncora na parte dianteira do barco.
Paulo, porém, disse ao oficial romano e aos soldados: — Se esses homens não ficarem no navio, vocês não conseguirão se salvar.
Os soldados, então, cortaram as cordas do bote salva-vidas e deixaram que ele caísse ao mar.
Um pouco antes de amanhecer, Paulo pediu a todos que comessem alguma coisa, dizendo: — Já faz duas semanas que vocês têm esperado sem comer nada.
Agora, porém, eu lhes peço que comam alguma coisa. Vocês precisam se alimentar para continuar vivendo, pois nenhum de vocês perderá sequer um fio de cabelo.
Depois de dizer isto, Paulo pegou um pedaço de pão e, agradecendo a Deus diante de todos, o partiu e começou a comer.
Todos se sentiram encorajados e também comeram um pouco.
Éramos ao todo duzentas e setenta e seis pessoas no barco.
Depois de terem comido o suficiente, eles jogaram o restante do trigo no mar a fim de aliviar o peso do navio.
Quando amanheceu, eles não reconheceram a terra, mas viram certa baía com praia e resolveram fazer o possível para que o navio encalhasse lá.
Eles cortaram as âncoras e deixaram que elas caíssem no mar e também desamarraram as cordas que prendiam os remos. Depois eles levantaram a vela do lado dianteiro do navio ao vento e se dirigiram para a praia.
Porém bateram contra um banco de areia e o navio ficou encalhado. A parte da frente ficou presa e imóvel, e a parte de trás começou a se arrebentar por causa da força das ondas.
Os soldados, então, resolveram matar todos os prisioneiros, para que eles não nadassem para a terra e fugissem.
O oficial romano, porém, queria salvar Paulo e impediu que os soldados levassem seu plano adiante. Ele ordenou a todos aqueles que soubessem nadar que se atirassem primeiro no mar e que nadassem para a terra.
Mandou também que todos os outros seguissem agarrados em tábuas ou em pedaços do navio. Assim todos chegamos à terra sãos e salvos.
Quando já estávamos todos a salvo soubemos que a ilha se chamava Malta.
Os nativos da ilha nos receberam e nos trataram muito bem. Como começava a chover e fazia frio, eles nos fizeram uma grande fogueira.
Paulo ajuntou um feixe de galhos e, depois de jogá-los no fogo, uma víbora, por causa do calor, se prendeu na mão dele.
Ao verem a cobra pendurada em sua mão, os nativos comentaram uns com os outros: — Este homem deve ser um assassino. Ele escapou do mar, mas mesmo assim a Justiça não permite que continue vivendo.
Paulo, porém, sacudiu a cobra para dentro da fogueira sem sofrer nada.
Os nativos esperavam que ele fosse inchar ou cair morto de repente. Mas, como não aconteceu nada, mesmo depois de terem esperado por um longo tempo, eles mudaram de ideia e começaram a dizer que Paulo era um deus.
Perto daquele lugar, havia alguns campos que pertenciam a Públio, o chefe da ilha. Ele nos recebeu em sua casa e nos hospedou durante três dias.
O pai de Públio estava de cama, doente com febre e com disenteria. Paulo, então, foi visitá-lo e, depois de orar, colocou suas mãos sobre ele e o curou.
Quando isto aconteceu, todos os outros doentes da ilha vieram e foram curados.
Eles nos prestaram muitas honras e, quando embarcamos, nos deram tudo de que precisávamos.
Depois de três meses, partimos num barco de Alexandria que tinha passado o inverno na ilha. O emblema do barco era Dióscuros.
Chegamos à cidade de Siracusa, onde permanecemos por três dias.
Depois seguimos a viagem e chegamos à cidade de Régio. No dia seguinte começou a soprar um vento do sul e em dois dias chegamos à cidade de Potéoli.
Lá encontramos alguns irmãos e eles nos pediram que ficássemos com eles por uma semana. E foi assim que chegamos a Roma.
Os irmãos em Roma ouviram falar de nós e vieram ao nosso encontro à Praça de Ápio e às Três Vendas. Quando Paulo os viu, ele agradeceu a Deus e se sentiu mais animado.
Ao chegar a Roma, foi permitido a Paulo viver sozinho, com um soldado de guarda.
Três dias depois, Paulo chamou os chefes dos judeus para se reunirem com ele. Quando se reuniram, ele lhes disse: — Irmãos, embora não tenha feito nada contra o nosso povo ou contra os costumes dos nossos antepassados, fui preso em Jerusalém e entregue nas mãos dos romanos.
Eles me interrogaram e queriam me soltar, pois eu não tinha feito nada que merecesse a morte.
Mas, como os judeus se opuseram, tive que apelar para o Imperador. Não que eu tenha alguma coisa contra o meu povo.
Esta é a razão porque pedi para falar com vocês. Pois é por causa da esperança de Israel que estou preso com esta corrente.
Eles disseram a Paulo: — Não recebemos nenhuma carta da Judeia a respeito de você e nenhum dos irmãos que vieram de lá falou mal a seu respeito.
Porém, gostaríamos de ouvir as suas ideias, pois sabemos que em toda parte se fala contra esta seita a que você pertence.
Então, depois de marcarem um dia, um grande número deles foi ao encontro de Paulo na sua própria residência. Ele, começando de manhã e indo até a tarde, lhes explicou e deu testemunho a respeito do reino de Deus, tentando persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas.
Alguns foram persuadidos pelo que ele dizia; porém outros continuaram não acreditando.
E, depois de haver uma discussão entre eles, foram embora. Mas antes de saírem, Paulo disse: — Bem falou o Espírito Santo aos seus antepassados, por intermédio do profeta Isaías, quando disse:
“Vai a este povo e diz: Vocês ouvirão e escutarão, mas não compreenderão; olharão e verão, mas não enxergarão.
Pois o coração deste povo está endurecido; eles taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos. Se não fosse assim, eles poderiam ver com os seus olhos, ouvir com os seus ouvidos, e eles se voltariam para mim e eu os curaria”.
— Fiquem sabendo, pois, que esta salvação de Deus foi enviada àqueles que não são judeus. E eles a ouvirão.
Durante dois anos, Paulo morou numa casa alugada por ele. Ali recebia todos que o procuravam.
Ele anunciava o reino de Deus e ensinava com muita coragem e sem impedimento as coisas a respeito do Senhor Jesus Cristo.
Eu, Paulo, servo de Cristo Jesus, fui chamado por Deus para ser apóstolo e escolhido para proclamar a sua mensagem de salvação, as Boas Novas.
Há muito tempo Deus tinha prometido estas Boas Novas, por meio dos profetas, nas Sagradas Escrituras.
Estas Boas Novas falam a respeito de Jesus Cristo, nosso Senhor. Ele, de acordo com a sua natureza humana, nasceu da família de Davi. Mas, de acordo com a sua natureza divina, foi lhe dada toda autoridade para governar como Filho de Deus quando ressuscitou dos mortos.
Por meio de Cristo, tenho o privilégio de ser apóstolo, para que pessoas de todas as nações, tendo fé nele, lhe obedeçam. Dessa forma seu nome será honrado.
E vocês também estão entre as pessoas chamadas para pertencer a Cristo.
Escrevo para todos vocês que estão em Roma, amados de Deus e chamados para ser o seu povo. Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Em primeiro lugar, quero lhes dizer que agradeço ao meu Deus, por meio de Jesus Cristo, por todos vocês, porque em todo o mundo se fala da fé que vocês têm.
Pois Deus, a quem eu sirvo sinceramente com todas as minhas forças ao anunciar as Boas Novas a respeito do seu Filho, é minha testemunha de como me lembro de vocês constantemente.
Em minhas orações, peço sempre a Deus que, de alguma maneira e se essa for a sua vontade, eu possa ir visitá-los.
Eu quero muito vê-los, para lhes dar algum benefício espiritual, e assim fortalecê-los na fé,
isto é, para que, enquanto eu estiver com vocês, possamos encorajar uns aos outros com a fé que temos. A fé de vocês vai me encorajar, e a minha fé vai encorajá-los.
Irmãos, quero que saibam que muitas vezes tentei ir vê-los, mas até agora não foi possível. Eu queria vê-los para que eu pudesse colher algum fruto entre vocês, assim como também consegui frutos entre outros povos que não são judeus.
Devo muito a todos: aos gregos e aos que não são gregos, aos sábios e aos ignorantes.
É por isso que também quero proclamar a mensagem de salvação a vocês que estão em Roma.
Pois eu não tenho vergonha das Boas Novas, porque elas são o poder de Deus para salvar todo aquele que crê: primeiro os que são judeus e depois os que não são judeus.
As Boas Novas mostram a maneira pela qual Deus nos declara justos, e ela está baseada inteiramente na fé, como está escrito: “Aquele, que pela fé é declarado justo, viverá”.
Por isso, a ira de Deus é revelada do céu contra toda a falta de temor a Deus e as injustiças que os homens cometem uns contra os outros, os quais não deixam que a verdade seja conhecida por causa das suas más ações.
Porque o conhecimento a respeito de Deus está bem claro aos homens, pois o próprio Deus deixou este conhecimento claro a eles.
Desde o princípio da criação, as qualidades invisíveis de Deus, tanto o seu poder eterno como a sua natureza divina, são claramente percebidas pelas coisas que Ele fez. Portanto os homens não têm qualquer desculpa.
Pois embora conhecessem a Deus, não lhe deram a glória que lhe pertencia, nem sequer lhe agradeceram. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram inúteis e os seus corações insensatos se encheram de escuridão.
Eles diziam que eram sábios, mas se tornaram loucos.
E então, em vez de darem glória ao Deus imortal, começaram a adorar imagens que fizeram com a aparência de seres humanos, de aves, de animais de quatro patas e de répteis.
Por isso, Deus os abandonou e deixou que eles seguissem os desejos de seus corações, cometendo imoralidades e usando seus corpos para terem relações sexuais uns com os outros de forma vergonhosa.
Trocaram o verdadeiro Deus por um de mentira e começaram a adorar e a servir a criação em vez do Criador, que deve ser louvado para sempre. Amém.
Por isso, Deus os abandonou e deixou que fizessem as ações vergonhosas que eles queriam. Pois até as suas mulheres trocaram as relações naturais por aquelas que são contra a natureza.
Da mesma maneira, os homens deixaram de ter relações sexuais naturais com mulheres e começaram a desejar uns aos outros. Assim, homens começaram a cometer atos imundos com outros homens, recebendo em seus próprios corpos o castigo pela sua perversão.
E como desprezaram o conhecimento a respeito de Deus, o próprio Deus os abandonou e deixou que seguissem seus maus pensamentos para fazerem aquilo que não se deve fazer.
As vidas deles ficaram cheias de todo tipo de injustiça, malícia, ganância, maldade, inveja, crimes, brigas, mentiras, rancor e calúnias.
Eles se tornaram difamadores, inimigos de Deus, insolentes, orgulhosos, arrogantes, homens que inventam coisas más, desobedientes aos pais,
tolos, que não cumprem as promessas que fazem, que não têm carinho por ninguém e nem compaixão para com os outros.
Eles sabem que a lei de Deus diz que quem vive desta maneira merece morrer, mas não só continuam nesta vida, como também aprovam aqueles que praticam estas coisas.
Se você, meu amigo, pensa que pode julgar os outros, está enganado. Porque quando você julga os outros está se condenando, pois você que está julgando pratica as mesmas coisas que condena.
É Deus quem julga aqueles que praticam o mal; e nós sabemos que o seu julgamento é correto.
E você, meu amigo, que julga os que fazem o mal, mas faz o mesmo que eles, pensa que vai escapar do julgamento de Deus?
Ou será que você despreza a grande bondade de Deus, a sua tolerância e a sua paciência? Por acaso não sabe que a bondade dele devia levar você a mudar de atitude e de vida?
Mas você é duro de coração e não quer mudar de atitude. Assim vai fazer com que o seu castigo seja cada vez pior; o castigo que o espera naquele dia de fúria, em que Deus revelará os seus julgamentos justos.
“Ele retribuirá a todas as pessoas de acordo com o procedimento de cada um”.
Algumas pessoas nunca se cansam de fazer o bem. Elas vivem para a glória e honra de Deus e para uma vida que não pode ser destruída. Deus dará vida eterna a elas.
Mas outras pessoas são egoistas. Elas rejeitam o que é certo e escolhem fazer o que é errado. Deus as punirá com toda a sua ira.
Haverá aflições e sofrimentos para todos os que fazem o mal; primeiro para os judeus e depois para todos os que não são judeus.
Mas haverá glória, honra e paz para todos os que fazem o bem; primeiro para os judeus e depois para todos os que não são judeus.
Porque Deus trata a todos da mesma maneira.
Tanto as pessoas que têm a lei, como aquelas que nunca ouviram falar dela, têm a mesma culpa quando pecam. Aquelas que não têm a lei e são pecadoras, estarão perdidas; e também aquelas que têm a lei e são pecadoras, serão condenadas pela lei.
Porque não são aqueles que ouvem a lei que são justos diante de Deus, mas aqueles que praticam o que a lei diz é que são declarados justos.
(As pessoas que não são do povo judeu não têm a lei. Quando, porém, elas fazem o que a lei manda, sem nem mesmo conhecer a lei, então elas mesmas são a sua própria lei.
Elas mostram que a obra exigida pela lei está escrita nos seus corações. As suas próprias consciências provam isso e os seus pensamentos os acusarão ou os defenderão.)
Isto acontecerá no dia em que Deus, por meio de Jesus Cristo, julgar os segredos de todos, de acordo com as Boas Novas que anuncio.
Você diz que é judeu. Você confia na lei de Moisés e se gaba por estar junto de Deus.
Você conhece a vontade de Deus e sabe as coisas que têm importância porque foi educado na lei.
Você está convencido de que é um guia para os cegos e uma luz para os que caminham nas trevas.
Você pensa que é mestre dos ignorantes e professor daqueles que não sabem nada. Você pensa que sabe tudo e que tem toda a verdade porque você tem a lei.
Você ensina aos outros. Por que então não ensina a você mesmo? Você diz aos outros que não se deve roubar. Por que então você rouba?
Você diz que não se deve cometer adultério. Por que então você mesmo comete? Você odeia os ídolos. Por que então rouba os templos?
Você se orgulha da lei. Por que então desonra a Deus desobedecendo a essa mesma lei?
As Escrituras dizem: “Os que não são judeus insultam a Deus por culpa de vocês”.
Se você segue a lei, então a sua circuncisão tem valor; mas, se você não obedece à lei, é como se você nunca tivesse sido circuncidado.
Se um homem não é circuncidado mas mesmo assim obedece aos mandamentos da lei, não será ele contado como um homem circuncidado?
Vocês, que são circuncidados e têm a lei escrita mas a ela não obedecem, serão julgados por aqueles que obedecem a essa lei apesar de não serem fisicamente circuncidados.
Porque não é judeu quem o é apenas no seu corpo físico, pois a verdadeira circuncisão não é feita somente por fora do corpo.
Porém, um verdadeiro judeu é aquele que o é por dentro e a circuncisão verdadeira é aquela feita no coração. Ela é feita pelo Espírito e não pela lei escrita. O verdadeiro judeu recebe honra de Deus e não dos homens.
Então que vantagem há em ser judeu? Qual é a utilidade da circuncisão?
Muita, sob todos os aspectos. Primeiro porque foi aos judeus que Deus entregou as suas palavras.
Que acontece se alguns judeus não foram fiéis a Deus? Será que isso vai impedir que Deus seja fiel?
De maneira nenhuma! Deus continuará a ser fiel mesmo que todos sejam falsos. Como dizem as Escrituras: “Você será provado justo pelas suas palavras, e vencerá quando for julgado”.
Mas se ao fazermos o mal, mostramos mais claramente a justiça de Deus, poderemos nós dizer que Deus é injusto por nos castigar? (Falo em termos humanos.)
De maneira nenhuma! Se Deus não pudesse nos castigar, como ele poderia julgar o mundo?
Alguém pode dizer: “Mas se a minha falsidade serve para que a verdade de Deus seja mais gloriosa, por que sou julgado como pecador?”
Isto é o mesmo que dizer: “Devemos fazer o mal para que venha o bem”. Há pessoas que nos acusam de ensinarmos isso. Tais pessoas estão erradas e deveriam ser condenadas.
Então o que se conclui? Que nós os judeus temos vantagem sobre os outros? De maneira nenhuma! Como já dissemos, todos os homens são igualmente pecadores; tanto os que são judeus como os que não são judeus.
Como dizem as Escrituras: “Não há ninguém sem pecado. Ninguém!
Não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus.
Todos se afastaram, todos ficaram sem qualquer valor. Não há ninguém que faça o bem. Ninguém!
Suas bocas são como túmulos abertos; usam a língua para mentir. O que dizem é como veneno de cobras!
As suas bocas estão cheias de maldições e amargura.
Estão sempre prontos para matar
e para onde quer que vão causam ruína e miséria.
Não conhecem o caminho da paz.
Não têm nenhum temor por Deus”.
Sabemos que tudo o que a lei diz se aplica aos que estão debaixo dela: os judeus. Assim, ninguém poderá dar desculpas, e todo mundo ficará debaixo do julgamento de Deus.
Não há homem nenhum que, por fazer o que a lei manda, possa ser declarado justo diante de Deus. A lei simplesmente mostra o nosso pecado.
Mas agora nos foi revelada a maneira como Deus nos declara justos sem a lei, embora a lei e os profetas já a tivessem anunciado.
Deus declara o homem justo por meio da fé que ele tem em Jesus Cristo. Ele declara justas todas as pessoas que creem em Cristo, porque Deus não faz distinção entre quem é judeu e quem não é judeu,
pois todas as pessoas pecaram e portanto estão afastadas da glória de Deus.
Mas elas são declaradas justas de um modo gratuito, pela graça de Deus. Isto acontece porque, por meio de Jesus Cristo, elas são libertadas do pecado.
Com a morte de Cristo, Deus o apresentou como um sacrifício que traz o perdão dos pecados através da fé. Com este sacrifício, Deus provou que ele é justo mesmo quando, em tempos passados, teve paciência com os homens e não lhes deu o castigo que seus pecados mereciam. Com este sacrifício, Deus também provou que ele é justo nos tempos presentes, quando ele perdoa os homens. Por causa deste sacrifício, Deus se mantém justo e, ao mesmo tempo, declara justos aqueles que têm fé em Jesus.
O que aconteceu então com o orgulho humano? Foi eliminado! Será que ele foi eliminado pela obediência à lei? Não! É pela fé em Cristo.
Assim, cremos que o homem é declarado justo pela fé, e não por obedecer a lei.
Não é verdade que Deus é somente Deus dos judeus? Você não acha que ele também é Deus de todos os que não são judeus? Acho que sim, que ele também é Deus de todos os que não são judeus?
Então concordamos que há um só Deus! Por causa da sua fidelidade ele vai libertar do pecado tanto aos judeus como também aos que não são judeus.
Será que, quando seguimos a fé, estamos destruindo a lei? De maneira nenhuma! A fé nos faz ser o que a lei verdadeiramente quer que sejamos.
O que devemos então dizer a respeito de Abraão, o pai do nosso povo? O que ele descobriu a respeito da fé?
Se Abraão foi declarado justo pelas obras que fez, então tem com o que se gloriar; mas não diante de Deus.
As Escrituras dizem: “Abraão teve fé em Deus e, por causa da sua fé, Deus o aceitou como justo”.
O salário de quem trabalha não é considerado como um favor, mas como um direito.
O pecador não pode fazer qualquer obra que o torne justo. Mas se ele tem fé naquele que declara justo o pecador, pela sua fé, Deus o aceita como justo.
Assim, Davi também falou da felicidade da pessoa a quem Deus aceita como justa, sem olhar para suas obras, quando disse:
“Feliz é a pessoa que foi perdoada pelo mal que fez, e teve seus pecados apagados.
Quando o Senhor a aceita como se não tivesse pecado, então ela é realmente feliz”.
É esta felicidade só para quem é circuncidado? Ou é também para os que não são circuncidados? Nós já dissemos que Deus aceitou a fé que Abraão tinha e que, por ela, Abraão foi aceito como justo.
Como aconteceu isto? Quando foi que Deus aceitou Abraão: antes ou depois da sua circuncisão? Deus o aceitou antes da circuncisão.
Mais tarde Abraão foi circuncidado para mostrar que Deus o tinha aceito. A sua circuncisão era a prova de que Deus o tinha considerado justo pela fé. Assim Abraão é o pai de todos os que têm fé embora não sejam circuncidados e, dessa forma, Deus também aceita como justos a todos eles.
Abraão também é o pai dos que são circuncidados, mas não é a circuncisão deles que o faz ser seu pai. Ele só é pai deles se confiarem em Deus da mesma forma que o nosso pai Abraão confiou em Deus antes de ser circuncidado.
Não foi por obedecer à lei que Abraão e seus descendentes receberam a promessa de que eles iriam herdar o mundo. Mas sim porque Deus, por causa da fé que Abraão tinha, o declarou justo.
Pois, se fosse possível receber a promessa de Deus por obediência à lei, não seria preciso a fé. E a promessa perderia todo o seu valor,
porque a lei provoca a ira de Deus quando as pessoas a ela não obedecem. Mas onde não há lei, não há nada para se desobedecer.
Assim, a promessa de Deus é dada pela fé, como oferta gratuita. Se essa promessa é gratuita, ela vale para todos os descendentes de Abraão. Não é somente para os que vivem sob a lei de Moisés, mas também para os que têm uma fé como a de Abraão. Ele é o pai de todos nós.
Como dizem as Escrituras: “Eu constituí você pai de muitas nações”. Ele é o nosso pai perante Deus. Abraão teve fé em Deus, o Deus que dá vida aos mortos e que faz existir o que não existe.
Não havia esperança alguma de Abraão vir a ter filhos, mas ele teve fé em Deus e continuou a esperar. Por isso veio a ser o pai de muitas nações. Conforme Deus lhe tinha dito: “Você vai ter muitos descendentes”.
Abraão, com quase cem anos, era velho demais para poder ter filhos. Além disso, Abraão sabia que Sara era estéril e não podia ter filhos. Apesar de tudo isso, sua fé não diminuiu.
Ele nunca duvidou de que Deus pudesse cumprir a sua promessa, nunca perdeu a fé. Pelo contrário, a sua fé ficou mais forte e ele deu louvores a Deus.
Abraão tinha a certeza de que Deus tem o poder de fazer aquilo que promete.
Assim, “Deus o aceitou como justo”.
Estas palavras (“Deus o aceitou como justo”), não foram somente escritas para o benefício de Abraão,
mas também foram escritas para nós. Deus também nos aceita porque cremos naquele que ressuscitou da morte a Jesus Cristo, nosso Senhor.
Jesus foi entregue para ser morto por causa dos nossos pecados e foi ressuscitado para que Deus pudesse nos declarar justos.
Portanto, desde que pela fé fomos declarados justos perante Deus, temos paz com ele por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Através dele, pela fé, também pudemos entrar na graça de Deus, na qual agora nos encontramos. Portanto nos alegramos por causa da esperança que temos de participar da glória de Deus.
Além disso, até nos nossos sofrimentos nos alegramos, porque sabemos que o sofrimento produz a paciência;
a paciência produz caráter; e o caráter produz a esperança.
A esperança não nos decepciona, pois Deus derramou o seu amor para encher os nossos corações por meio do Espírito Santo que nos foi dado.
Porque, quando não éramos capazes de nos salvar, Cristo morreu por nós, os pecadores, no momento certo.
Dificilmente alguém morreria para salvar a vida de uma pessoa justa; embora alguém possa ter coragem suficiente para dar a vida por uma pessoa boa.
Porém Deus mostrou o seu próprio amor a nós porque Cristo morreu por nós quando éramos pecadores.
Já que fomos declarados justos pelo sangue de Cristo, muito mais agora, por meio dele, seremos salvos da ira de Deus.
Se, quando éramos inimigos de Deus, ele estabeleceu a paz por intermédio da morte de seu Filho, muito mais agora, que estamos em paz com Deus, ele nos salvará pela vida de seu Filho.
E não é só isso! Nós também nos alegramos por esta nova relação que temos com Deus, pois por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, nós agora estamos em paz com ele.
Assim como o pecado entrou no mundo por meio de um homem, e a morte por intermédio do pecado, também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
Antes da lei de Moisés ser dada, o pecado já existia no mundo. Porém, como não havia lei, o pecado não era levado em conta.
No entanto, desde o tempo de Adão até Moisés, a morte teve poder mesmo sobre aqueles que não pecaram como Adão pecou quando desobedeceu a ordem de Deus. Adão era um modelo daquele que havia de vir.
O pecado não se compara com a oferta gratuita de Deus. Pelo pecado de um homem, muitas pessoas morreram. Pela graça de um homem, Jesus Cristo, muitas pessoas receberam, em abundância, a graça de Deus e a sua salvação.
Adão foi condenado depois de ter pecado uma só vez, mas a oferta de Deus é diferente. A oferta de Deus salva as pessoas mesmo depois de terem pecado muitas vezes.
Pois, se a morte reinou pelo pecado de um homem, muito mais reinarão e viverão aqueles que recebem a graça abundante de Deus e a oferta gratuita de salvação, por meio de Jesus Cristo.
Assim, como por um pecado muitos foram condenados, também por uma ação justa muitos homens são declarados justos e viverão.
Assim, como pela desobediência de um homem muitos se tornaram pecadores, também pela obediência de um homem muitos se tornarão justos.
A lei veio para aumentar o pecado. Mas onde aumentou o pecado, a graça de Deus aumentou ainda mais.
Portanto, assim como o pecado reinou por meio da morte, também a graça de Deus reina para nos dar a vida eterna por meio da justiça por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.
Que diremos então? Vamos continuar a pecar para que a graça de Deus aumente ainda mais?
De maneira nenhuma! Nós já morremos para o pecado. Como poderemos continuar ainda vivendo nele?
Ou vocês já se esqueceram de que nós, que fomos batizados para ser parte de Cristo, fomos também batizados para tomar parte em sua morte?
Assim, quando fomos batizados, morremos com Cristo e fomos sepultados com ele. Fomos sepultados com ele para que, como ele ressuscitou dos mortos pelo poder glorioso do Pai, nós também possamos viver uma vida nova.
Porque, se nós fomos unidos com Cristo, morrendo como ele morreu, seremos também unidos com ele quando ressuscitarmos dos mortos como ele ressuscitou.
Sabemos que a nossa maneira antiga de viver morreu com Cristo na cruz, para que a nossa natureza pecadora não tenha mais poder sobre nós e, assim, não sejamos mais escravos do pecado.
Qualquer pessoa que tenha morrido com Cristo está livre do controle do pecado.
Já que morremos com Cristo, sabemos que também viveremos com ele.
Cristo ressuscitou dos mortos e não pode morrer outra vez. A morte não tem mais poder sobre ele.
Quando Cristo morreu, ele morreu para destruir o poder da morte de uma vez para sempre. Agora ele vive uma vida nova com Deus.
Da mesma maneira, vocês devem se considerar como mortos para o pecado, mas vivos para Deus por meio de Jesus Cristo.
Portanto, não deixem que o pecado os controle em sua vida aqui na terra. Vocês não devem ser governados por aquilo que a sua natureza pecadora quer que façam.
Não ofereçam as partes do seu corpo para servir o pecado e nem usem o seu corpo para fazer o mal. Ao contrário, ofereçam esse corpo para o serviço de Deus, para fazer o bem. Sejam como pessoas que morreram e agora vivem uma vida nova.
O pecado não será senhor de vocês, pois vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça de Deus.
Então o que devemos fazer? Devemos pecar porque vivemos debaixo da graça de Deus e não da lei? De maneira nenhuma!
Vocês sabem muito bem que, quando vocês se entregam a qualquer coisa, são escravos dela e têm que obedecer a ela. Vocês podem se entregar ao pecado, e assim morrer, ou podem entregar-se à obediência, e serem declarados justos diante de Deus.
No passado, vocês eram escravos do pecado, mas, graças a Deus, vocês obedeceram de coração às verdades que estão nos ensinos que receberam.
Vocês foram libertados do pecado e agora são escravos do bem.
Falo em termos humanos porque é difícil para vocês entenderem. Antigamente vocês ofereciam as partes dos seus corpos para serem escravos do mal, vivendo só para o pecado. Agora, da mesma maneira, ofereçam as partes dos seus corpos para serem escravos do bem, vivendo só para Deus.
Porque, quando vocês eram escravos do pecado, o bem não os controlava.
E que resultados vocês tiveram naquele tempo? Somente coisas das quais vocês agora se envergonham. Elas só trazem a morte.
Mas agora vocês estão livres do pecado, são escravos de Deus e, como resultado, têm uma vida dedicada a ele e depois terão a vida eterna.
Porque o salário que o pecado paga é a morte, mas o presente gratuito dado por Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Irmãos, todos vocês entendem a lei de Moisés e, com certeza, sabem que a lei governa a pessoa somente enquanto ela está viva.
Por exemplo, uma mulher deve se manter casada com o seu marido enquanto ele viver. Mas, se ele morrer, ela fica livre para casar com quem quiser.
Entretanto, se ela casar com outro homem enquanto o marido está vivo, a lei diz que ela é culpada de adultério. Mas, se o marido morrer, ela fica livre da lei do casamento e assim pode se casar de novo e não comete adultério.
Da mesma maneira, meus irmãos, vocês morreram para a lei através do corpo de Jesus Cristo. Agora vocês pertencem àquele que ressuscitou da morte. Nós pertencemos a Cristo, para que possamos ser úteis no serviço de Deus.
Porque quando vivíamos de acordo com nossa natureza humana, os nossos desejos pecadores foram despertados pela lei. Eles controlavam nossos corpos e assim nos levavam a morrer espiritualmente.
No passado, a lei nos mantinha como prisioneiros. Porém agora estamos livres da lei, pois morremos para ela. Nós não servimos mais a Deus pela maneira antiga, por meio da lei escrita. Agora nós servimos a Deus de maneira nova, por meio do Espírito.
Não quero com isso dizer que a lei e o pecado sejam a mesma coisa. Não, de maneira nenhuma. Mas a lei era a única maneira de eu vir a saber o que é o pecado. Por exemplo, eu nunca saberia do pecado de desejar o que não me pertence se a lei não dissesse: “Não deseje o que não lhe pertence”.
Mas, por intermédio do mandamento, o pecado encontrou um jeito de criar em mim toda espécie de cobiça. Mas, sem a lei, o pecado não tem poder.
Eu tinha vida sem a lei, antes de conhecer a lei. Mas, quando o mandamento veio, o pecado começou a viver
e eu morri espiritualmente. O mandamento era para dar vida, mas me trouxe somente a morte.
O pecado encontrou um jeito de me enganar por meio do mandamento. Ele usou o mandamento para me fazer morrer espiritualmente.
A lei é santa e o mandamento é santo, reto e bom.
Isto quer dizer que aquilo que é bom me conduziu à morte? De maneira nenhuma! O pecado é que usou o que é bom para me conduzir à morte, a fim de que eu pudesse ver como o pecado realmente é. E assim, por meio do mandamento, o pecado se mostrou ainda mais terrível.
Nós sabemos que a lei é espiritual, mas eu não sou espiritual. O pecado me controla como se eu fosse seu escravo.
Eu não entendo aquilo que faço, porque não faço as coisas boas que quero fazer. Ao contrário, faço as coisas más que odeio fazer.
Se faço as coisas más que não quero fazer, concordo que a lei é boa.
Mas não sou eu que, de fato, faço o mal. É o pecado que vive em mim que o faz.
Sim, eu sei que nada de bom vive em mim, isto é, naquela parte de mim que é humana e pecadora. Eu quero fazer o que é bom, mas não faço.
Eu não faço as coisas boas que quero fazer. Ao contrário, faço as coisas más que não quero fazer.
E, se faço as coisas más que não quero fazer, já não sou eu quem as faz, mas o pecado que vive em mim.
Aprendi então esta regra: quando quero fazer o bem, o mal está presente em mim.
No meu ser interior, estou de acordo com a lei de Deus.
Mas vejo outra lei trabalhando no meu corpo. Ela batalha contra a lei que meu ser interior aprova. Essa outra lei que trabalha no meu corpo é a lei do pecado e ela me faz seu prisioneiro.
Que homem tão miserável que sou! Quem poderá me salvar deste corpo que me conduz para a morte?
Dou graças a Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, em minha mente, sou escravo da lei de Deus, mas naquela parte de mim que é humana e pecadora, sou escravo da lei do pecado.
Portanto, agora já não há condenação para as pessoas que estão em Cristo Jesus.
Já não há condenação pois a lei do Espírito, que nos traz vida em Cristo Jesus, libertou você da lei que traz o pecado e a morte.
A lei não tinha poder, porque tinha sido enfraquecida pela nossa condição humana e pecadora. Mas Deus fez o que a lei não podia fazer. Ele enviou o seu próprio Filho para a terra com um corpo como o nosso, que é humano e pecador. Deus o enviou como sacrifício pelo pecado e assim, por meio desse corpo humano, condenou o pecado.
Deus fez isto para que pudéssemos ser justos, como a lei diz que devemos ser. Agora já não seguimos aquela parte de nós que é humana e pecadora, mas seguimos o Espírito.
Aqueles que vivem e seguem aquela parte de nós que é humana e pecadora, só pensam no que essa parte humana quer. Mas os que vivem e seguem o Espírito, pensam no que o Espírito quer.
O pensamento controlado por aquela parte de nós que é humana e pecadora traz a morte espiritual. Mas o pensamento controlado pelo Espírito traz vida e paz.
Assim, a pessoa cujo pensamento é controlado por aquela nossa parte humana e pecadora está contra Deus. A pessoa que tem esse tipo de pensamento se recusa a obedecer à lei de Deus e, de fato, não é capaz de obedecer a ela.
As pessoas que são governadas por aquela parte de nós que é humana e pecadora não podem agradar a Deus.
Vocês, porém, não são governados por essa parte humana e pecadora, mas pelo Espírito, se de fato o Espírito de Deus vive em vocês. Quem não tem o Espírito de Cristo não pertence a ele.
Mesmo que o corpo de vocês já esteja morto por causa do pecado, se Cristo estiver em vocês, o Espírito lhes dá vida. Isto acontece porque foram declarados justos diante de Deus.
Deus ressuscitou a Jesus da morte. Portanto, se o Espírito de Deus vive em vocês, esse mesmo Deus, que ressuscitou a Cristo da morte, dará também vida aos seus corpos mortais. Ele fará isso por meio do seu Espírito que vive em vocês.
Assim, meus irmãos, temos uma obrigação, que é a de não seguir aquela parte de nós que é humana e pecadora.
Se vocês seguirem essa parte humana e pecadora, vão morrer espiritualmente. Mas se, com a ajuda do Espírito, vocês fizerem morrer as ações pecadoras do corpo, vocês vão viver.
Os verdadeiros filhos de Deus são aqueles que se deixam guiar pelo seu Espírito.
O Espírito que vocês receberam não é um espírito que os faz escravos e os deixa novamente com medo. Ao contrário, vocês receberam o Espírito que os torna filhos adotivos de Deus e, com esse Espírito, vocês dizem: “Querido Pai”.
E esse mesmo Espírito se une ao nosso espírito para afirmar que somos filhos de Deus.
E, como somos filhos de Deus, somos também herdeiros de Deus juntamente com Cristo, se de fato nós participamos dos sofrimentos de Cristo. Assim, também vamos receber glória juntamente com Cristo.
Pois eu penso que os sofrimentos nesta vida não são nada em comparação com a glória que nos vai ser dada.
Toda a criação de Deus espera com ansiedade o momento em que Deus vai revelar ao mundo quem são os seus filhos.
Toda a criação de Deus se tornou inútil, não por sua própria vontade, mas porque Deus quis que fosse assim. Mas sempre houve esta esperança:
que toda a criação pudesse ser libertada da ruína e ter a liberdade cheia de glória que pertence aos filhos de Deus.
Pois sabemos que toda a criação vem gemendo e sofrendo dores até agora, como uma mulher que está prestes a ter um filho.
E não é só a criação, mas nós, que temos o Espírito como a primeira parte da promessa de Deus, também gememos dentro de nós mesmos. E assim, esperamos ansiosamente a nossa completa adoção como filhos de Deus, isto é, que nossos corpos sejam libertados.
E com esta esperança fomos salvos. Mas, se pudéssemos ver aquilo que estamos esperando, isso não seria esperança, pois não se pode ter esperança naquilo que já temos.
Mas se nós temos esperança naquilo que não temos, esperamos com ansiedade e paciência.
Assim como nossa esperança nos ajuda, o Espírito também nos ajuda em nossas fraquezas. Não sabemos orar como devemos, mas o próprio Espírito, com gemidos que as palavras não podem explicar, pede a Deus em nosso favor.
Deus pode ver o que está no coração do homem e sabe o que está na mente do Espírito. E, de acordo com a vontade de Deus, o Espírito pede a favor do seu povo.
Sabemos que, em tudo o que acontece, Deus trabalha para o bem daqueles que o amam, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano.
Deus os conhecia antes de o mundo ser criado e decidiu que eles seriam como o seu Filho, para que esse Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos.
Deus planejou para que essas pessoas fossem como o seu Filho e as chamou. E não só as chamou, como também as declarou justas. E não só as declarou justas como também repartiu a sua glória com elas.
O que diremos então a respeito destas coisas? Se Deus está conosco, ninguém nos vencerá!
Se Deus nos deu até seu Filho, oferecendo-o por todos nós, não nos dará certamente também todas as outras coisas?
Quem pode acusar o povo que Deus escolheu? Ninguém! Deus é quem os declara justos.
Quem pode condenar o povo de Deus? Ninguém! Cristo Jesus é aquele que morreu, mas não só morreu, como também ressuscitou e está ao lado direito de Deus. Ele pede a Deus a nosso favor.
O que vai nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, as perseguições? Será a fome, a miséria, o perigo ou a morte?
Como dizem as Escrituras: “Por lhe sermos fiéis estamos sempre em perigo de morte. Somos considerados como ovelhas que vão para o matadouro”.
Mas em todas estas coisas temos a vitória total, por meio de Deus que demonstrou o seu amor por nós.
Porque eu estou bem certo que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem anjos, nem forças espirituais; nem qualquer coisa do presente, nem do futuro; nem qualquer coisa que está acima de nós ou abaixo de nós; nem poderes nem qualquer criatura poderá nos separar do amor que Deus tem por nós em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Em Cristo eu digo a verdade e não minto. A minha consciência, guiada pelo Espírito Santo, me afirma que
tenho uma grande tristeza e uma dor constante no meu coração pelo povo judeu.
Eles são meus irmãos, a minha família terrestre. Eu quero ajudá-los tanto, que até desejaria ser amaldiçoado e separado de Cristo, se isso pudesse ajudá-los,
pois eles são o povo de Israel, os filhos escolhidos de Deus. Eles têm a glória de Deus e as alianças que Deus fez com eles. Deus lhes deu a lei de Moisés e a maneira correta de o adorarem. A eles também foram feitas as promessas.
Eles são os descendentes dos nossos gloriosos pais, são a família terrestre de Cristo, que é Deus sobre todos e que deve ser louvado para sempre! Amém.
Isto não quer dizer que Deus não cumpriu as promessas que lhes fez. Só algumas pessoas de Israel é que, na verdade, pertencem ao povo de Deus.
Só alguns dos descendentes de Abraão é que são verdadeiramente filhos de Abraão. Pois Deus disse a Abraão: “Os descendentes que eu lhe prometi virão por meio de Isaque”.
Isto quer dizer que nem todos os que nascem fisicamente como descendentes de Abraão são realmente filhos de Deus. Os verdadeiros descendentes de Abraão são aqueles que se tornam filhos de Deus por meio da promessa que Deus fez a Abraão.
A promessa que Deus fez a Abraão foi esta: “No tempo certo eu voltarei e Sara terá um filho”.
E isso não é tudo. Rebeca também tinha dois filhos pelo mesmo pai, o nosso pai Isaque.
Mas para que a escolha de um deles fosse de acordo com o propósito de Deus, ele mesmo disse a Rebeca: “O mais velho servirá o mais moço”. Ele disse isso antes de nascerem e antes mesmo de fazerem qualquer coisa, boa ou má. Assim a escolha de Deus foi baseada no seu próprio chamado e não em qualquer coisa que eles tivessem feito.
Como dizem as Escrituras: “Escolhi Jacó mas rejeitei Esaú”.
Que devemos dizer então? Que Deus é injusto? De maneira nenhuma!
Deus disse a Moisés: “Mostrarei misericórdia para quem eu quiser e terei piedade de quem eu quiser”.
Por isso, nada depende daquilo que os homens querem ou tentam fazer, mas depende da misericórdia de Deus.
Deus disse a Faraó por meio das Escrituras: “Foi para isto mesmo que eu fiz a você rei, para que em você eu possa mostrar o meu poder e para que o meu nome seja conhecido em todo o mundo”.
Assim Deus mostra a sua misericórdia a quem ele quer e endurece o coração de quem ele quer.
Um de vocês me perguntará agora: “Então por que Deus ainda nos acusa? Quem pode resistir à sua vontade?”
Mas quem é você, meu amigo, para discutir com Deus? Pode aquilo que é feito dizer a quem o fez: “Por que você me fez assim?”
Quem trabalha com barro não tem direito de usar o mesmo barro para fazer o que quiser? Ele não pode fazer um vaso especial e um outro comum?
Assim também Deus, porque queria mostrar a sua fúria e o seu poder, tolerou com muita paciência aquelas pessoas com quem estava furioso; pessoas que tinham sido destinadas para a destruição.
Deus as tolerou para revelar as riquezas da sua glória às pessoas que eram objetos da sua misericórdia; pessoas que tinham sido preparadas para a glória.
E somos nós essas pessoas a quem Deus chamou, não somente do povo judeu, mas também dos que não são do povo judeu.
Como dizem as Escrituras no livro de Oseias: “Aqueles que não eram meu povo, eu chamarei de meu povo. E a nação que eu não amei, chamarei de minha amada.
E acontecerá que no mesmo lugar onde foi dito: ‘Vocês não são meu povo’, ali serão chamados filhos do Deus vivo”.
E, a respeito de Israel, Isaías diz: “Embora o povo de Israel seja numeroso como a areia do mar, somente alguns deles serão salvos.
Pois o Senhor julgará rápida e completamente as pessoas na terra”.
É como o profeta Isaías disse: “Se o Senhor Todo-Poderoso não tivesse deixado alguns de nós sobreviver, seríamos agora como Sodoma e como Gomorra”.
Que quer dizer isso então? Quer dizer que os que não eram judeus não procuravam uma maneira de se tornarem justos diante de Deus, mas se tornaram justos pela fé.
Por outro lado, as pessoas de Israel seguiam a lei para se tornarem justas diante de Deus, mas não conseguiram.
Por que não? Porque elas tentaram se tornar justas pelas obras que fizeram e não pela fé em Deus. Elas tropeçaram na pedra que faz as pessoas tropeçarem,
como dizem as Escrituras: “Eis que ponho em Sião uma pedra que fará com que as pessoas tropecem, uma rocha que as fará cair. Mas quem tiver fé nessa rocha nunca será envergonhado”.
Irmãos, aquilo que eu mais quero é que os judeus sejam salvos. Essa é a minha oração a Deus.
Pois eu sou testemunha de que eles realmente se dedicam em seguir a Deus, mas não sabem a maneira correta.
Como os judeus não sabiam a maneira certa pela qual Deus declara os homens justos, eles tentavam se fazer justos pelos seus próprios meios. Sendo assim, eles não se sujeitaram à maneira pela qual Deus declara as pessoas justas.
Cristo é o fim da lei, para que todos os que têm fé nele possam ser declarados justos diante de Deus.
Moisés escreveu a respeito de como tornar-se justo por meio da lei: “Quem fizer o que a lei manda terá vida por meio dela”.
Mas, a respeito de nos tornarmos justos pela fé, as Escrituras dizem: “Não pergunte a você mesmo: ‘Quem irá para o céu?’” (Isto é, para trazer Cristo do céu.)
“Nem pergunte, tampouco: ‘Quem irá descer ao abismo?’” (Isto é, para levantar Cristo da morte.)
Assim dizem as Escrituras: “A mensagem de Deus está perto de você; ela está na sua boca e no seu coração”. Essa é a mensagem que produz fé da qual nós proclamamos.
Se você declarar com sua boca: “Jesus é o Senhor”, e acreditar com seu coração que Deus o ressuscitou dos mortos, você será salvo.
Pois com o coração a pessoa acredita e é declarada justa; e com a boca ela confessa sua fé e é salva.
Pois as Escrituras dizem: “Todo aquele que tem fé nele não será envergonhado”.
Elas dizem “Todo aquele” porque não há diferença entre os judeus e os que não são judeus. O mesmo Senhor é o Senhor de todos e dá das suas riquezas para todas as pessoas que lhe pedem ajuda.
Pois as Escrituras dizem: “Todo aquele que pedir a ajuda do Senhor será salvo”.
Mas como alguém pode recorrer ao Senhor se não tiver fé nele? E como alguém pode ter fé no Senhor se não ouvir falar dele? E como ainda alguém pode ouvir falar dele se ninguém o proclamar?
E como alguém pode proclamá-lo se não for enviado? Como está escrito: “Como é linda a chegada daqueles que proclamam Boas Novas!”
Mas nem todos os judeus aceitaram as Boas Novas. Isaías disse: “Senhor, quem acreditou na nossa mensagem?”
E assim, a fé vem ao ouvir a mensagem; e essa mensagem é proclamada por ordem de Cristo.
Mas eu pergunto: “As pessoas não ouviram essa mensagem?” Claro que ouviram! As Escrituras dizem: “A voz deles foi ouvida em toda a terra, e as suas palavras percorreram o mundo”.
Pergunto de novo: “Será que o povo de Israel não compreendeu?” Claro que compreendeu! Primeiro, Moisés disse isto por parte de Deus: “Farei com que vocês tenham inveja por meio daqueles que não são uma nação; e eu os deixarei furiosos por meio de uma nação que não tem conhecimento”.
Depois também Isaías, por parte de Deus, falou a respeito dos que não eram do povo de Israel. Ele disse com grande coragem: “Fui achado por aqueles que não me procuravam e apareci aos que não perguntavam por mim”.
Mas, a respeito do povo de Israel, ele disse: “Eu tenho esperado por este povo o dia inteiro, mas ele se recusa a me obedecer e a me seguir”.
Pergunto agora: “Rejeitou Deus o seu povo?” De maneira nenhuma! Eu próprio sou um israelita, da família de Abraão, da tribo de Benjamim.
Deus escolheu os israelitas para serem o seu povo desde o princípio do mundo e nunca os rejeitou. Vocês não sabem o que as Escrituras dizem a respeito de Elias quando ele orou a Deus contra o povo de Israel? Elias disse:
“Meu Deus! Eles mataram os seus profetas e destruíram os seus altares. Eu sou o único dos seus profetas que ficou com vida e agora eles querem me matar”.
Mas o que Deus disse a Elias? Ele disse: “Guardei para mim sete mil homens, que não adoraram Baal”.
Do mesmo modo, também agora há algumas pessoas que Deus escolheu por causa da sua graça.
E se Deus as escolheu por causa da sua graça, então não foi por causa de alguma coisa que elas tenham feito. Mas, se elas tivessem sido escolhidas por causa daquilo que fizeram, então não se poderia falar que se trata da graça de Deus.
Foi isto o que aconteceu: o povo de Israel não encontrou o que estava procurando; somente aqueles que Deus escolheu é que encontraram. Os outros ficaram de coração duro e se recusaram a ouvir a Deus.
Como dizem as Escrituras: “Deus fez com que as pessoas não compreendessem. Deus fechou-lhes os olhos para que elas não vissem, e os ouvidos para que não ouvissem. E ainda hoje é assim”.
E Davi diz: “Que as suas festas se tornem em laços e armadilhas, onde eles sejam apanhados e castigados.
Que os seus olhos sejam fechados para que não vejam, e que eles sejam atormentados para sempre”.
Pergunto então: quando os judeus caíram, foram completamente destruídos pela queda? De maneira nenhuma! Pelo contrário, pelo seu pecado veio a salvação para os que não são judeus, a fim de que os que são judeus tenham inveja.
O pecado dos judeus trouxe muitas bênçãos para o mundo; e o que os judeus perderam, trouxe muitas bênçãos para os que não são judeus. Assim, o mundo receberá ainda mais bênçãos, quando se completar o número de judeus que deve voltar a Deus.
Agora eu falo para os que não são judeus. Eu sou apóstolo, enviado aos que não são judeus. Assim, enquanto tiver essa obrigação, vou me esforçar para fazer o melhor possível,
na esperança de deixar o meu povo com inveja. Talvez dessa forma eu possa ajudar alguns deles a se salvar.
A rejeição dos judeus por parte de Deus trouxe paz entre ele e o mundo. A sua aceitação, porém, vai trazer, sem dúvida, vida para os que estão mortos.
Se o primeiro pedaço de pão for consagrado a Deus, então o pão inteiro será consagrado. E, se as raízes de uma árvore forem consagradas a Deus, os galhos também serão.
Mas desde que alguns galhos da oliveira foram cortados, um galho de oliveira brava foi enxertado nela. Assim, você que não é judeu, toma parte na força e na vida da oliveira boa.
Portanto, não despreze os galhos que foram cortados, pois você não tem razão para isso. Lembre-se de que não é você que dá vida para a raiz, mas é a raiz que dá vida para você.
Agora você dirá: “Alguns galhos foram cortados para que eu pudesse ser enxertado na oliveira”.
Isso é verdade. Mas esses galhos foram cortados porque não creram. E você só continua a ser parte da oliveira porque tem fé. Não se orgulhe, mas, pelo contrário, tema.
Se Deus não perdoou os galhos naturais, também não vai perdoar você.
Note como Deus é bondoso e ao mesmo tempo severo. Ele é severo para com aqueles que caíram, mas é bondoso para com você, se continuar a viver de acordo com a bondade dele. Se não for assim, você também será cortado.
Se os judeus acreditarem em Deus, serão enxertados de novo; pois Deus é poderoso para os enxertar outra vez.
Você que não é judeu, foi cortado de uma oliveira brava e, contra o que é natural, foi enxertado em uma oliveira boa. Muito mais ainda, os judeus, que são ramos naturais, poderão ser enxertados de novo na oliveira a que pertencem.
Irmãos, para que não se julguem tão sábios quero que compreendam esta verdade secreta que Deus revelou: uma parte de Israel foi endurecida, mas isso mudará quando o número completo daqueles que não são judeus vier a Deus.
Assim todo o Israel vai se salvar, como dizem as Escrituras: “O Salvador virá de Sião; ele vai tirar toda a maldade da família de Jacó.
Esta será a aliança que farei com aquelas pessoas quando lhes tirar o pecado”.
Os judeus, por causa de vocês, se recusam a aceitar as Boas Novas e, por isso, são inimigos de Deus. Mas, por causa das promessas que Deus fez aos seus pais, eles são amados por ele.
Pois Deus nunca muda a sua maneira de pensar a respeito das pessoas que ele chama e das coisas que Ele dá para essas pessoas.
Antigamente vocês se recusavam a obedecer a Deus. Porém agora, porque os judeus desobedeceram, vocês receberam a sua misericórdia.
Agora os judeus se recusam a obedecer, porque Deus teve misericórdia de vocês. E isto aconteceu para que eles também possam receber misericórdia de Deus.
Todos se recusaram a obedecer a Deus. Assim Deus prendeu todas as nações debaixo do pecado, para mostrar a todos a sua misericórdia.
Como são grandes as riquezas de Deus! A sua sabedoria e o seu conhecimento não têm fim! Ninguém pode explicar as decisões de Deus. Ninguém pode compreender aquilo que ele faz.
Como dizem as Escrituras: “Quem conhece a mente do Senhor? Quem é que pode aconselhá-lo?
Quem é que alguma vez deu alguma coisa ao Senhor? Deus não deve nada a ninguém”.
Realmente, foi Deus quem fez todas as coisas. Por Deus e para Deus tudo continua a existir. A Deus seja sempre dada toda a glória. Amém.
Irmãos, Deus mostrou por nós uma grande misericórdia. Por isso, peço-lhes que ofereçam a ele as suas vidas em sacrifício, isto é, um sacrifício vivo, puro e que lhe seja agradável. Esta é a maneira espiritual de vocês o adorarem.
Não sejam mais moldados por este mundo mas, pela nova maneira de vocês pensarem, vivam uma vida diferente. Então vão descobrir a vontade de Deus, isto é, o que é bom, agradável a ele, e perfeito.
Pelo encargo que Deus na sua bondade me deu, digo a cada um que está entre vocês: não pense de si mesmo achando que é melhor que os demais. Ao contrário, pense de maneira modesta, de acordo com a medida de fé que Deus repartiu a cada um.
Todos nós temos um corpo que tem muitas partes e cada parte tem uma função diferente.
Da mesma maneira nós, embora sejamos muitos, somos todos um corpo em Cristo. Somos todos partes deste corpo e cada parte pertence a todas as outras partes.
Deus deu a cada um de nós diferentes dons espirituais. Se alguém tem o dom de profetizar, então que use esse dom com a fé que tem.
Se alguém tem o dom de servir, que sirva. Se alguém tem o dom de ensinar, que ensine.
Se alguém tem o dom de encorajar os outros, que os encoraje. Se alguém tem alguma coisa para contribuir para com os outros, que o faça generosamente. Se alguém tem o dom de presidir, que o faça com dedicação. Se alguém tem o dom de praticar misericórdia para com os outros, que a pratique com alegria.
O amor de vocês deve ser sincero. Odeiem o mal e apeguem-se ao bem.
Amem uns aos outros com carinho de irmãos. Cada um de vocês dê mais honra ao seu irmão do que a si mesmo.
Não sejam preguiçosos mas vivam com um espírito cheio de fervor, pois vocês estão servindo sempre ao Senhor.
Alegrem-se na esperança que têm. Tenham paciência nas dificuldades e orem em todas as ocasiões.
Repartam o que vocês possuem com o povo de Deus que tem necessidades. Procurem receber e hospedar nas suas casas as pessoas do povo de Deus que estão viajando.
Peçam que Deus abençoe aqueles que fazem o mal a vocês. Peçam bênçãos para eles e não os amaldiçoem.
Participem da alegria dos que estão alegres e da tristeza dos que estão tristes.
Vivam em harmonia uns com os outros. Não sejam orgulhosos, mas se façam amigos daqueles que não parecem ser importantes. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.
Não paguem o mal com o mal. Procurem fazer o que todos acham que é bom.
Façam o possível, até onde depender de vocês, para viverem em paz com todos.
Queridos irmãos, não se vinguem daqueles que lhes fazem mal. Mas deixem que Deus, na sua fúria, os castigue. Como dizem as Escrituras: “A vingança é minha; eu retribuirei”, diz o Senhor.
Pelo contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê algo para ele comer; se ele tiver sede, dê algo para ele beber. Porque assim fará com que ele sinta vergonha”.
Não permita que o mal vença a você, mas vença o mal fazendo o bem.
Vocês todos devem obedecer a quem estiver no governo. Ninguém pode governar a não ser que Deus lhe tenha dado esse poder. Não há autoridade nenhuma que não tenha sido nomeada por Deus.
De modo que, se alguém é contra as autoridades, é também contra o que Deus ordenou; e os que agem assim, vão trazer castigo sobre si mesmos.
Aqueles que fazem o bem não têm que temer as autoridades, mas quem faz o mal tem que temê-las. Você quer viver sem medo das autoridades? Então faça o bem e assim será elogiado por elas.
As autoridades estão a serviço de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então terá motivos para ter medo, pois as autoridades de fato têm poder para castigar. Elas estão a serviço de Deus para castigar aqueles que fazem o mal.
Por isso você deve obedecer às leis, não somente pelo medo de ser castigado, mas também por causa da sua consciência.
Por esse motivo é que vocês pagam impostos. As autoridades estão a serviço de Deus e se dedicam a este trabalho.
Deem a todas as pessoas o que vocês devem a elas. Paguem os impostos ou as contribuições a quem devem pagar. Mostrem respeito a quem devem respeitar e honra a quem devem honrar.
Não devam nada a ninguém. A única dívida que vocês devem ter é a do amor uns para com os outros. Quem tem amor pelos outros está obedecendo a toda a lei.
Pois a lei diz: “Não cometa adultério; não mate; não roube; não deseje o que não lhe pertence”. Todas estas leis e, de fato, todas as outras, são realmente uma só: “Ame o seu próximo como você ama a você mesmo”.
O amor não faz o mal ao próximo. Por isso, quando amamos, obedecemos a toda a lei.
Digo isto a vocês porque vivemos num tempo importante. Já é hora de vocês acordarem de seu sono, pois a nossa salvação está mais perto agora do que estava quando começamos a acreditar.
A noite está quase acabando e vem chegando o dia. Por isso não devemos continuar fazendo aquilo que pertence à escuridão, mas devemos nos armar com as armas que pertencem à luz.
Vamos viver de maneira decente, como aqueles que pertencem ao dia. Não devemos participar de festas vergonhosas e bebedeiras. Não deve haver entre nós nenhum pecado sexual ou indecência, nem brigas, nem invejas.
Ao invés disso, vistam-se com o Senhor Jesus Cristo. Não procurem meios de satisfazer a parte de nós que é pecadora, e não façam o mal que desejam fazer.
Aceitem entre vocês aquela pessoa que é fraca na fé, mas não com a intenção de discutir sobre as diferentes opiniões dela.
Uma pessoa acredita que pode comer todo tipo de comida, mas outra pessoa, cuja fé é fraca, acredita que só pode comer legumes.
Aquele que come todo o tipo de comida não deve se sentir superior ao que come somente legumes. E aquele que come somente legumes não deve condenar ao que come todo o tipo de comida, pois Deus o aceitou.
Ninguém pode julgar o servo de outra pessoa. O seu senhor é que decide se o que ele faz é bom ou não. Mas o servo do Senhor vencerá porque o Senhor tem poder para fazê-lo vencer.
Uma pessoa pensa que certos dias são mais importantes do que outros, ao passo que outra pessoa pensa que todos os dias são iguais. Cada um deve estar bem convencido daquilo que pensa.
A pessoa que pensa que certos dias são mais importantes do que outros, comemora-os para honrar ao Senhor. Outra pessoa, que come todo o tipo de comida, o faz para honrar ao Senhor, pois agradece ao Senhor pelo alimento. Quem se recusa a comer, o faz para honrar ao Senhor, e também lhe agradece.
Pois nós não vivemos nem morremos para nós mesmos.
Se vivemos, vivemos para o Senhor. Se morremos, morremos para o Senhor. Então tanto na vida como na morte, pertencemos ao Senhor.
Foi por isso que Cristo morreu e ressuscitou da morte para tornar a viver. Cristo fez isto para ser o Senhor de todos, tanto dos mortos como dos vivos.
Por que você condena aquele que é seu irmão? E você, por outro lado, por que despreza seu irmão cuja fé é fraca? Todos nós vamos nos apresentar diante de Deus e ele nos julgará.
Como dizem as Escrituras: “O Senhor diz: ‘Todos ficarão de joelhos diante de mim, e todos dirão que eu sou Deus. Juro pela minha vida que estas coisas vão acontecer’”.
Assim, cada um de nós terá que prestar contas a Deus daquilo que fez.
Por isso, vamos parar de julgar uns aos outros. Ao contrário, tomem a decisão de não fazer nada que leve seu irmão a ser mais fraco ou a cair no pecado.
Eu sei, e estou convencido no Senhor Jesus, que não existe comida que não se possa comer. Mas, se alguém pensa que é pecado comer certo tipo de comida, então para ele aquilo é pecado.
Se você prejudicar a fé que seu irmão possui por causa de comida, você não está agindo com amor. Não destrua a fé que alguém possui por causa da sua comida, pois Cristo morreu por esse alguém.
Não deixe que aquilo que você pensa que é bom se torne em alguma coisa que os outros digam que é mau.
No reino de Deus, a comida e a bebida não são importantes. As coisas realmente importantes são: uma vida justa, paz, e alegria no Espírito Santo.
A pessoa que serve a Cristo, vivendo desta maneira, está agradando a Deus e é aceita pelas outras pessoas.
Então vamos nos esforçar para fazer as coisas que promovem a paz e que nos ajudam a fortalecer uns aos outros.
Não devemos destruir a obra de Deus por causa de comida. Todos os alimentos podem ser comidos, mas é errado comer alguma coisa quando isso faz um irmão pecar.
É melhor não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer coisa que faça meu irmão pecar.
Deixe entre você e Deus aquilo que você crê a respeito destas coisas. Feliz é aquele que pode fazer as coisas que pensa que são certas sem sentir culpa.
Mas a pessoa que come alguma coisa na dúvida se pode ou não comer é condenada, porque não acredita que aquilo que está fazendo é certo. E se uma pessoa faz qualquer coisa sem acreditar que é certo, então está pecando.
Nós que somos fortes na fé devemos ajudar os que são fracos. Devemos ajudá-los nas suas fraquezas e não tentar somente agradar a nós mesmos.
Que cada um de nós procure agradar os outros, para o bem deles, a fim de ajudá-los a crescer na fé.
Nem mesmo Cristo viveu para fazer o que lhe era agradável. Assim como as Escrituras disseram: “As ofensas daqueles que ofenderam o senhor caíram sobre mim”.
Tudo o que foi escrito anteriormente, foi escrito para nos ensinar, para que tenhamos esperança. E essa esperança vem da paciência e da coragem que as Escrituras nos dão.
A paciência e a coragem vêm de Deus. E eu peço a Deus que ele os ajude a viver em harmonia uns com os outros, assim como Cristo Jesus quer.
Assim, todos vocês, juntos e unidos, poderão dar glória a Deus, Pai do nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, como Cristo os aceitou, aceitem uns aos outros, para a glória de Deus.
Pois eu digo que Cristo se fez servo dos judeus para confirmar as promessas que Deus tinha feito aos pais deles, e para mostrar que essas promessas são verdadeiras.
E também fez isso para que todos os que não são judeus deem glória a Deus pela misericórdia que ele teve para com eles. Como dizem as Escrituras: “Por isso eu glorificarei ao Senhor entre os povos que não são judeus. Louvarei o seu nome em canções”.
As Escrituras também dizem: “Vocês que não são judeus, alegrem-se com o povo de Deus”.
E ainda dizem: “Louvem ao Senhor vocês que não são judeus. Todos os povos devem louvá-lo”.
E Isaías também diz: “Um filho nascerá da família de Jessé. Ele virá para governar aqueles que não são judeus e eles terão esperança por causa dele”.
Que Deus, que nos dá a esperança, encha a vocês de alegria e paz enquanto confiarem nele. E assim, a esperança de vocês vai transbordar pelo poder do Espírito Santo.
Meus irmãos, tenho a certeza de que vocês estão cheios de bondade. Sei que sabem tudo quanto devem saber e que são capazes de ensinar uns aos outros.
Mas me atrevi a escrever sobre certos assuntos, porque queria que vocês se lembrassem deles. E fiz isto porque Deus me deu este privilégio:
o privilégio de ser ministro de Jesus Cristo, enviado aos que não são judeus. Eu sirvo a Deus ensinando as suas Boas Novas, para que aqueles que não são judeus possam ser oferecidos como um sacrifício aceitável a Deus e purificados pelo Espírito Santo.
Sinto orgulho por aquilo que faço para Deus, por intermédio de Cristo.
Não quero falar daquilo que eu mesmo fiz, mas sim do que Cristo fez por meu intermédio: ele levou os que não são judeus a obedecerem a Deus por meio daquilo que eu disse e fiz.
Eles obedeceram a Deus por causa do poder dos milagres, por causa das grandes coisas que viram e por causa do poder do Espírito Santo. Anunciei as Boas Novas por todos os lados, desde Jerusalém até Ilíria. Assim acabei com aquela parte do meu trabalho.
A minha vontade é anunciar as Boas Novas em lugares onde nunca ninguém ouviu falar de Cristo, para não construir sobre o alicerce começado por outra pessoa.
Pois assim dizem as Escrituras: “Aqueles que não tiveram notícia dele, verão; e aqueles que nunca ouviram falar dele, entenderão”.
Por causa disso, por muitas vezes fui impedido de ir visitá-los.
Mas agora já não tenho mais trabalho nestas regiões. Como desde há muito tempo eu queria ir visitá-los,
espero poder fazê-lo quando for a caminho da Espanha. Então ficarei com vocês para desfrutar um pouco da sua companhia e, depois, poderão me ajudar na viagem.
Agora vou para Jerusalém para ajudar o povo de Deus.
Porque as igrejas da Macedônia e da Acaia resolveram dar uma oferta para aqueles que são pobres entre o povo de Deus e que vivem em Jerusalém.
Eles mesmos resolveram fazer isto e, de fato, eles têm uma obrigação para com os que estão em Jerusalém. Pois se aqueles que não são judeus têm participado das bênçãos espirituais dos judeus, também deveriam servir aos judeus com bênçãos materiais.
Depois de terminar esta coleta e entregar o dinheiro que foi ofertado nas mãos dos pobres de Jerusalém, eu viajarei para a Espanha e, no caminho, visitarei a vocês.
E eu sei que, quando os visitar, levarei comigo toda a bênção de Cristo.
Irmãos, peço-lhes, pelo nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor que o Espírito Santo nos dá, que vocês se unam a mim, orando com fervor a Deus em meu favor.
Orem para que, na Judeia, eu me livre dos que não acreditam em Cristo. Orem também para que a ajuda que eu levo para Jerusalém seja bem recebida pelo povo de Deus.
Então depois, se Deus quiser, chegarei até vocês com grande alegria e seremos mutuamente encorajados.
E que Deus, nossa fonte de paz, esteja com todos vocês. Amém.
A nossa irmã Febe é uma boa mulher que está servindo a igreja em Cencreia.
Peço-lhes que a aceitem no Senhor de uma maneira digna do povo de Deus, e a ajudem em tudo o que ela precisar de vocês. Pois ela tem me ajudado muito, assim como a muitas outras pessoas também.
Deem lembranças a Priscila e a Áquila, meus cooperadores no serviço de Cristo Jesus.
Eles arriscaram as suas próprias vidas para salvar a minha. E não sou eu apenas que agradeço, mas também todas as igrejas dos que não são judeus.
Também deem lembranças à igreja que se reúne na casa deles. Deem lembranças igualmente ao amado irmão Epêneto. Ele foi a primeira pessoa a obedecer a Cristo na província da Ásia.
Lembranças a Maria, que trabalhou duramente por vocês.
Lembranças a Andrônico e a Júnia, meus parentes e que estiveram comigo na prisão. Eles são notáveis entre os apóstolos e foram convertidos antes de mim.
Lembranças a Amplíato, meu querido amigo no Senhor.
Lembranças a Urbano, que trabalha conosco para Cristo, e a meu querido amigo Estáquis.
Lembranças a Apeles, que foi provado e mostrou que realmente amava a Cristo. Lembranças a todos os que são da família de Aristóbulo.
Lembranças a meu parente Herodião. Lembranças a todos os que são da família de Narciso, que pertencem ao Senhor.
Lembranças a Trifena e Trifosa, que trabalham muito para o Senhor. Lembranças a minha querida amiga Pérside, que muito trabalhou também.
Lembranças a Rufo, que é uma pessoa muito especial no Senhor, e à mãe dele, que tem sido como uma verdadeira mãe para mim.
Lembranças a Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e aos irmãos que se reúnem com eles.
Lembranças a Filólogo e Júlia; a Nereu e a sua irmã; a Olimpas e a todos os do povo de Deus que se reúnem com eles.
Cumprimentem-se com um beijo santo. Todas as igrejas que pertencem a Cristo mandam lembranças.
Irmãos, peço-lhes que tenham cautela com aquelas pessoas que provocam divisões e que perturbam a fé dos outros. Elas são contra o ensino verdadeiro que vocês aprenderam. Afastem-se delas,
porque essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas servem somente ao seu próprio ventre. Com palavras suaves e com bajulação, enganam as mentes daqueles que não sabem o que é o mal.
Todos os irmãos ouviram falar da obediência de vocês e por isso me alegro por causa de vocês. Porém, quero que sejam sábios naquilo que é bom e que sejam inocentes naquilo que é mau.
Deus, que traz a paz, brevemente vencerá a Satanás e lhes dará poder sobre ele. Que a graça do nosso Senhor Jesus esteja com vocês.
Timóteo, que está trabalhando comigo, manda lembranças. Lúcio, Jasom e Sosípatro, meus parentes, também mandam lembranças.
Eu, Tércio, que estou escrevendo esta carta de Paulo, mando lembranças no Senhor.
Gaio, que abre as portas de sua casa para mim e para toda a igreja, manda lembranças a todos. Erasto, tesoureiro da cidade, e o nosso irmão Quarto também mandam lembranças.
Glória a Deus! É Deus quem pode fazer a vocês fortes na fé por meio das Boas Novas que eu anuncio, a mensagem a respeito de Jesus Cristo. Essa mensagem é a verdade espiritual que estava escondida antigamente, mas que agora foi revelada.
Ela foi revelada por meio daquilo que os profetas escreveram e, pelo comando do Deus eterno, se tornou conhecida de todas as nações, para que todos creiam e obedeçam.
Ao Deus único e sábio seja dada glória para sempre por meio de Jesus Cristo! Amém.
De Paulo, chamado para ser apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e também de Sóstenes, o nosso irmão em Cristo.
Para a igreja de Deus em Corinto: aos consagrados em Cristo Jesus, chamados para ser o povo santo de Deus; e também para todos os que, por toda parte, confiam em Cristo Jesus, Senhor deles e nosso.
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Agradeço sempre ao meu Deus por causa da graça que ele mostrou ter para com vocês em Cristo Jesus.
Em Jesus vocês foram enriquecidos em tudo: tanto no que dizem como no que sabem.
Tudo o que nós testemunhamos a respeito de Cristo foi confirmado entre vocês.
Portanto, não lhes falta nenhuma capacidade espiritual enquanto esperam a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo.
Jesus vai guardá-los firmes até ao fim, para que não tenham nenhuma culpa no dia em que ele voltar.
Deus cumpre o que promete e foi ele quem os chamou para poderem participar na vida do seu Filho, Jesus Cristo, nosso Senhor.
Peço-lhes, irmãos, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejam de acordo uns com os outros e que entre vocês não haja divisões. Peço-lhes que sejam completamente unidos, tendo o mesmo pensamento e o mesmo propósito.
Meus irmãos, algumas pessoas da família de Cloe me contaram que há brigas entre vocês.
Quando eu falo de brigas, eu estou me referindo ao fato de cada um de vocês dizer: “Eu sou de Paulo”, “Eu sou de Apolo”, “Eu sou de Pedro ”, “Eu sou de Cristo”.
Por acaso Cristo está dividido? Foi Paulo quem morreu na cruz por vocês? Foi em nome de Paulo que vocês foram batizados? Não!
Agradeço a Deus por não ter batizado nenhum de vocês, a não ser Crispo e Gaio.
Agradeço a Deus porque agora ninguém pode dizer que foi batizado em meu nome.
(Batizei também a família de Estéfanas, mas não me lembro se batizei mais alguém.)
Cristo não me enviou para estar batizando. Ele me enviou para estar anunciando as Boas Novas, mas sem usar palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não perca o seu poder.
A mensagem da cruz é uma tolice para aqueles que estão se perdendo. Mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.
Pois as Escrituras dizem: “Destruirei a sabedoria dos sábios e farei com que a inteligência dos inteligentes fique sem valor”.
Onde está o filósofo? Onde está o entendido nas Escrituras? Onde está o intelectual que discute sobre assuntos dos nossos tempos? Deus mostrou como a sabedoria deste mundo é uma tolice.
Deus, na sua sabedoria, não quis que o mundo viesse a conhecê-lo pela sabedoria humana. Ele escolheu, pela mensagem que parece uma tolice, salvar os que creem.
Os judeus pedem milagres como prova e os gregos procuram sabedoria.
Mas nós anunciamos que um Cristo pregado na cruz, que é uma ofensa para os judeus e tolice para os que não são judeus.
Mas Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus para aqueles que Deus chamou, tanto os judeus como os que não são judeus.
Até mesmo o que parece uma tolice de Deus é mais sábio do que a sabedoria humana; e o que parece uma fraqueza de Deus é mais forte do que o poder humano.
Irmãos, pensem no que vocês eram quando Deus os chamou. Do ponto de vista humano, poucos de vocês eram sábios, poucos tinham influência e poucos eram de famílias importantes.
Mas Deus escolheu as coisas que para o mundo são tolas para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas que para o mundo são fracas para envergonhar as fortes.
Deus escolheu as coisas que para o mundo são humildes, desprezadas e sem valor, para destruir as coisas que para o mundo têm valor.
E isto é para ninguém se orgulhar diante de Deus.
Foi Deus quem os fez parte de Cristo Jesus. Cristo é a sabedoria que Deus nos deu. Cristo é a razão pela qual somos declarados justos diante de Deus, separados para o serviço de Deus e libertados de nossos pecados.
Por isso as Escrituras dizem: “Quem se orgulhar, que se orgulhe no Senhor”.
Irmãos, quando eu os visitei e lhes anunciei a verdade de Deus, não usei palavras bonitas, nem grande sabedoria.
Decidi que, enquanto eu estivesse com vocês, me esqueceria de tudo, exceto de Jesus Cristo e a sua morte na cruz.
Quando fui visitá-los, eu me apresentei como um homem sem forças, cheio de medo e ansiedade.
O meu ensino e a minha mensagem não foram dados com palavras de sabedoria que a todos convencem, mas com demonstrações do poder do Espírito.
Fiz isto para que a sua fé se apoie no poder de Deus e não na sabedoria de homens.
O que eu digo tem grande sabedoria para os que são maduros na fé. Esta sabedoria, porém, não vem nem deste mundo nem dos que governam este mundo e que estão perdendo o seu poder.
Nós falamos da sabedoria misteriosa de Deus que tinha estado escondida. O próprio Deus já havia escolhido esta sabedoria para a nossa glória, antes mesmo da fundação do mundo.
Nenhum dos que governam este mundo entendeu esta sabedoria pois, se eles tivessem entendido, não teriam pregado na cruz o glorioso Senhor.
Mas como dizem as Escrituras: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem ninguém jamais imaginou o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.
Mas Deus nos revelou estas coisas pelo Espírito. O Espírito investiga todas as coisas, até mesmo os segredos mais profundos de Deus.
É assim: ninguém conhece os pensamentos de outra pessoa. Somente o espírito que está dentro dessa pessoa é que conhece os seus pensamentos. Do mesmo modo, ninguém conhece os pensamentos de Deus, a não ser o Espírito de Deus.
Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para podermos conhecer tudo o que Deus nos deu gratuitamente.
Quando falamos destas coisas não usamos palavras que nos foram ensinadas pela sabedoria humana. Mas usamos palavras que nos foram ensinadas pelo Espírito; palavras espirituais para ensinarmos coisas espirituais.
A pessoa que não é espiritual não aceita as coisas que são reveladas pelo Espírito de Deus. Ela pensa que tudo é uma tolice e não pode entendê-las. Estas coisas que são reveladas pelo Espírito só podem ser avaliadas de maneira espiritual.
A pessoa espiritual, porém, pode avaliar todas as coisas, mas ela mesma não pode ser avaliada por ninguém.
Como dizem as Escrituras: “Quem conhece a mente do Senhor? Quem pode lhe dizer o que ele deve fazer?” Nós, porém, temos a mente de Cristo.
Irmãos, eu não pude falar com vocês como pessoas espirituais. Ao contrário, tive que falar com vocês como se fossem pessoas do mundo, crianças em Cristo.
O ensino que lhes dei era como se fosse leite, pois vocês ainda não podiam comer alimento sólido. E mesmo agora ainda não podem,
porque ainda não são espirituais. Vocês têm inveja uns dos outros e discutem uns com os outros. E isto prova que não são espirituais, pois as suas ações são como as das pessoas do mundo.
Quando um de vocês diz: “Eu sou de Paulo”, e outro diz: “Eu sou de Apolo”, não é evidente que estão agindo como as pessoas do mundo?
Afinal de contas, quem é Apolo? E quem é Paulo? Somos simples servos, por meio de quem vocês se tornaram seguidores de Cristo. Cada um de nós fez o trabalho que Deus nos deu.
Eu plantei a semente e Apolo a regou. Mas foi Deus quem a fez crescer.
De modo que nem o que planta, nem o que rega a semente são importantes, mas sim Deus, aquele que a faz crescer.
Tanto o que planta como o que rega têm o mesmo propósito. E cada um será recompensado pelo seu próprio trabalho.
Porque nós trabalhamos juntos para Deus, e vocês são como uma lavoura e um edifício de Deus.
De acordo com o dom que Deus me deu, eu construí o alicerce como um prudente construtor. Porém são outros que constroem sobre este alicerce. Mas cada um tem que ter cuidado com a maneira como constrói.
Porque ninguém pode construir outro alicerce, além daquele que já foi construído. E este alicerce é Jesus Cristo.
Se uma pessoa constrói sobre este alicerce com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha,
a obra de cada pessoa ficará bem visível, pois esta obra vai ser revelada no Dia do Senhor. Este dia vai aparecer com fogo e o fogo provará a obra de cada pessoa e mostrará a sua verdadeira qualidade.
Se a obra que a pessoa edificou sobre o alicerce ficar de pé, então esta pessoa receberá a sua recompensa.
Mas se a sua obra for queimada, ela sofrerá prejuízo. Porém ela mesma será salva, como alguém que escapou passando pelo fogo.
Por acaso vocês não sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês?
Se uma pessoa destruir o templo de Deus, Deus a destruirá, pois o templo de Deus é sagrado. Vocês são o templo de Deus.
Não se iludam. Se algum de vocês se considera sábio neste mundo, deve se tornar um tolo para que possa ser realmente sábio.
Porque a sabedoria deste mundo é tolice diante de Deus. As Escrituras dizem: “Ele apanha os sábios na própria esperteza deles”.
E também dizem: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios. Ele sabe que os seus pensamentos não valem nada”.
Por isso vocês não devem se orgulhar em nenhum homem, pois tudo é de vocês:
Paulo, Apolo, Cefas; o mundo, a vida, a morte, o presente e o futuro. Tudo isto é de vocês.
E vocês são de Cristo, e Cristo é de Deus.
Isto é o que as pessoas devem pensar de nós: nós somos servos de Cristo e administradores das verdades secretas de Deus.
Além disso, exige-se dos administradores que eles sejam fiéis.
Porém pouco me importa se eu sou julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano. Eu não julgo nem a mim mesmo.
Minha consciência está limpa. Contudo, nem por isso me considero inocente, pois o Senhor é quem me julga.
Portanto, não julguem antes do tempo; esperem que o Senhor venha. Ele revelará pela luz as coisas que agora estão escondidas na escuridão, e mostrará as intenções que estão nos corações das pessoas. Então cada um receberá de Deus a honra que merece.
Irmãos, por causa de vocês é que apliquei estas coisas a Apolo e a mim mesmo para que, por meio do nosso exemplo, vocês aprendam isto: “Sigam somente o que as Escrituras dizem”. Assim, ninguém vai se orgulhar de uma pessoa e desprezar a outra.
Quem diz que você é melhor do que os outros? Tudo o que você tem lhe foi dado. E se tudo lhe foi dado, por que você se gaba como se tivesse conseguido estas coisas pelo seu próprio esforço?
Vocês pensam que já têm tudo o que precisam! Pensam que são ricos e que se tornaram reis sem nós! Tomara que vocês fossem reis de verdade para que nós pudéssemos ser reis com vocês!
Mas me parece que Deus deu a mim e aos outros apóstolos o último lugar. Nós somos como os homens que estão condenados à morte, pois nos tornamos espetáculo para todo o mundo ver, tanto para os anjos como para os homens.
Somos tolos por causa de Cristo, mas vocês são tão inteligentes em Cristo! Somos fracos, mas vocês são tão fortes! Somos desprezados, mas vocês são honrados!
Até agora temos sofrido fome e sede, temos nos vestido com trapos, somos esbofeteados, não temos um lugar certo para morar e
ficamos exaustos, trabalhando com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, nós abençoamos. Quando somos perseguidos, aguentamos com paciência.
Quando somos difamados, falamos o bem. Até agora temos chegado a ser considerados lixo do mundo, resto de todas as coisas.
Eu não estou escrevendo estas coisas para envergonhá-los. Pelo contrário, escrevo para adverti-los, como se vocês fossem os meus filhos queridos.
Porque ainda que vocês tivessem dez mil mestres em Cristo, não teriam muitos pais. Pois eu me tornei o pai de vocês em Cristo Jesus, por meio das Boas Novas.
Por isso, eu suplico: sigam o meu exemplo.
Por esta causa é que eu lhes enviei Timóteo, que é meu filho querido e fiel no Senhor. Ele vai lembrar a vocês dos meus caminhos em Cristo Jesus, exatamente como por toda parte eu os ensino em cada igreja.
Alguns de vocês estão se gabando, como se eu não tivesse mais que ir vê-los.
Porém, se Deus quiser, voltarei a vê-los brevemente. Então eu vou saber o que essas pessoas que estão se gabando podem fazer, e não somente o que falam.
Porque o reino de Deus não se baseia em palavras, mas em poder.
O que vocês preferem: que eu vá vê-los com vara para castigá-los, ou que vá com amor e carinho?
Todo mundo está falando a respeito da imoralidade sexual que há entre vocês. É uma imoralidade sexual tão grave que não se encontra nem mesmo entre aqueles que não creem no nosso Deus. Isto é, há entre vocês alguém que está vivendo com a sua própria madrasta!
Mesmo assim vocês ainda se orgulham, quando deveriam lamentar. Que aquele que cometeu este pecado seja expulso do meio de vocês.
Embora não esteja presente pessoalmente, eu estou em espírito. E, como se aí eu estivesse presente, já julguei o homem que cometeu este pecado.
Quando vocês se reunirem em nome do nosso Senhor Jesus, eu estarei com vocês em espírito. E com o poder de Jesus, nosso Senhor,
entreguem esse homem a Satanás, para que a sua vontade pecadora seja destruída, e o seu espírito seja salvo no Dia do Senhor.
Esse orgulho de vocês não é bom. Vocês conhecem aquele ditado que diz: “Um pouco de fermento leveda toda a massa?”
Joguem fora o fermento velho, para que vocês sejam uma massa nova. E de fato vocês já são massa nova, mas sem fermento, pois Cristo, o nosso cordeiro da Páscoa, já foi sacrificado para nos purificar.
Por isso celebremos a nossa festa, mas não com pão feito com o fermento velho, que é o fermento da maldade e da malícia. Nós, porém, comamos o pão sem fermento, que é o pão da sinceridade e da verdade.
Eu escrevi para vocês em outra carta que não deviam se associar com pessoas que vivem em imoralidade sexual.
Porém eu não quis dizer que vocês deveriam se afastar dos pecadores deste mundo: os que vivem em imoralidade sexual, os que são avarentos, os que são ladrões ou os que adoram falsos deuses. Neste caso vocês teriam que sair do mundo.
Eu quis dizer para vocês não se associarem com aqueles que dizem ser nossos irmãos em Cristo mas que vivem em imoralidade sexual, ou são avarentos, ou adoram falsos deuses ou são beberrões ou ladrões. Nem tampouco comam com eles.
Eu não tenho o direito de julgar os de fora da igreja; Deus vai julgá-los. Vocês, porém, devem julgar os que são de dentro. Pois as Escrituras dizem: “Expulsem esse malfeitor do meio de vocês”.
Quando algum de vocês tem uma queixa contra um irmão ou uma irmã na fé, por que vai a juízes que não são do povo de Deus? Por que não deixa o povo de Deus decidir quem tem razão?
Vocês não sabem que o povo de Deus vai julgar esta sociedade injusta? E se vocês vão julgar esta sociedade injusta, não são por acaso capazes de julgar sequer estes processos judiciais?
Não sabem que julgaremos até os anjos? Quanto mais, então, os assuntos do dia a dia!
Entretanto, quando vocês têm desacordos para serem julgados, por que vocês levam estas coisas para homens que não têm nenhuma aceitação na igreja?
Digo isto para deixar vocês envergonhados. Será que não há pelo menos um entre vocês, que tenha bastante sabedoria para julgar desacordos entre irmãos?
Mas um irmão leva ao tribunal outro irmão, e vocês deixam que pessoas que não acreditam em Cristo os julguem!
Só o fato de haver processos entre irmãos, já é completa derrota para vocês. Não seria melhor vocês sofrerem a injustiça? Não seria melhor vocês se deixarem roubar?
Mas vocês mesmos cometem injustiça ao roubar uns aos outros, e fazem isto aos próprios irmãos em Cristo!
Vocês não sabem que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não se enganem! Nem os que são sexualmente imorais, nem os adoradores de falsos deuses, nem os adúlteros, nem os homens promíscuos, nem os abusadores sexuais, nem os que roubam, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os que falam mal dos outros, nem os enganadores vão herdar o reino de Deus.
Assim eram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, dedicados ao serviço de Deus, e declarados justos diante de Deus, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.
“Posso fazer todas as coisas que eu quiser”, mas nem todas são boas para mim. “Posso fazer todas as coisas que eu quiser”, mas não me deixarei dominar por nenhuma delas.
É verdade que: “Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos”. Mas Deus vai destruir os dois. Porém o corpo não é para a imoralidade sexual. O corpo é para o Senhor e o Senhor é para o corpo.
Deus ressuscitou ao Senhor e também nos ressuscitará pelo seu poder.
Vocês não sabem que os seus corpos são partes do corpo de Cristo? Por acaso eu vou pegar as partes do corpo de Cristo e uni-las a uma prostituta? De maneira nenhuma!
Ou vocês não sabem que o homem que se une a uma prostituta forma um só corpo com ela? As Escrituras dizem: “Eles se tornarão um só corpo”.
Mas aquele que se une ao Senhor, é um com o Senhor em espírito.
Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer, é fora do corpo. Mas aquele que comete imoralidade sexual, peca contra o próprio corpo.
Vocês não sabem que os seus corpos são templos do Espírito Santo, o qual está em vocês e foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos!
Vocês foram comprados por um preço, portanto deem glória a Deus com seus corpos.
A respeito das coisas que vocês me escreveram, é bom que o homem não se case.
Mas em vista da imoralidade sexual, cada homem deve ter a sua própria esposa, e cada mulher o seu próprio marido.
O homem deve cumprir as suas obrigações de marido para com a sua esposa, assim como a mulher deve cumprir as suas obrigações de esposa para com o marido.
A esposa não é dona do seu próprio corpo, pois ele pertence ao seu marido. Da mesma maneira, o marido não é dono do seu próprio corpo, pois ele pertence à sua esposa.
Não se recusem a dar os seus corpos um ao outro, a não ser que concordem em fazer isso por algum tempo, para se dedicarem à oração. Mas depois devem ter relações normais, para que Satanás não os tente devido à falta de domínio próprio.
Digo isto a vocês como uma permissão e não como uma ordem.
Gostaria que todas as pessoas fossem como eu, mas cada pessoa tem a capacidade que Deus lhe deu. Uma vive de um modo e outra, de outro.
Agora, sobre os solteiros e as viúvas eu digo isto: é melhor que eles permaneçam sem se casar, assim como eu.
Mas se não tiverem domínio sobre o seu corpo, então que se casem, pois é melhor casar-se do que viver desesperado de paixão.
Agora, para aqueles que são casados, eu dou este mandamento (aliás não sou eu que dou, mas o Senhor): a esposa não deve se separar do seu marido.
Porém se ela se separar, que não se case outra vez, ou então que faça as pazes com seu marido. E o marido também não deve se divorciar de sua esposa.
Para os demais digo isto (sou eu que digo e não o Senhor): se algum irmão tem uma esposa que não acredita em Cristo, e ela concorda em viver com ele, o irmão não deve se divorciar dela.
E se uma mulher tem um marido que não acredita em Cristo, e ele concorda em viver com ela, a irmã não deve se divorciar dele.
Porque o marido que não acredita em Cristo é consagrado no convívio com a esposa e a esposa que não acredita em Cristo é consagrada no convívio com o marido. Se não fosse assim, seus filhos seriam impuros; mas agora eles são puros.
Mas se a pessoa que não acredita em Cristo quiser se separar, então que se separe. Nestes casos o irmão ou a irmã está livre, pois Deus nos chamou para vivermos em paz.
Pois, como é que você, esposa, sabe se vai salvar o seu marido? E você, marido, como é que você sabe se vai salvar a sua esposa?
Cada um deve continuar a viver na mesma condição que Deus lhe deu, a condição que tinha quando Deus o chamou. É isto que ordeno em todas as igrejas.
Se um homem já tiver sido circuncidado quando foi chamado, não procure tirar as marcas de sua circuncisão. Se um homem foi chamado sem ter sido circuncidado, não procure ser circuncidado.
Não é importante que um homem seja ou não circuncidado. O que é importante é que ele obedeça aos mandamentos de Deus.
Cada um deve se manter na condição em que Deus o chamou.
Você era escravo quando Deus o chamou? Não se preocupe com isso. Mas se você pode se tornar livre, aproveite a oportunidade.
Quem era escravo, quando Deus o chamou, é livre no Senhor e pertence ao Senhor. Assim também, quem era livre, quando foi chamado, é agora escravo de Cristo.
Deus comprou vocês pagando um alto preço, e por isso não se tornem escravos de ninguém.
Irmãos, cada um deve permanecer diante de Deus na mesma condição em que foi chamado.
Com respeito aos solteiros, não tenho nenhum mandamento do Senhor; porém dou minha opinião como alguém que é digno de confiança, pois o Senhor mostrou misericórdia para comigo.
Penso que é melhor para o homem permanecer na condição em que está, por causa dos tempos difíceis em que vivemos.
Se você estiver casado, não procure se separar. Se estiver solteiro, não procure casar.
Mas se você casar, não comete pecado. E se a moça solteira se casar, ela também não comete pecado. Eu somente gostaria de livrá-los dos problemas que terão na vida de casados.
Irmãos, isto é o que eu quero dizer: já não temos muito tempo. De agora em diante aqueles que são casados sejam como se não fossem casados.
Aqueles que estiverem tristes, devem viver como se não estivessem tristes. Aqueles que estiverem contentes, devem viver como se não estivessem contentes. Aqueles que compram, devem viver como se não tivessem nada.
E aqueles que se utilizam das coisas deste mundo, devem viver como se não as utilizassem. Pois o mundo, da maneira como está agora, vai passar.
Eu quero que vocês estejam livres de preocupações. O homem que não é casado ocupa-se com o trabalho do Senhor, de como agradar ao Senhor.
Mas o homem casado ocupa-se com as coisas do mundo, de como agradar a esposa,
e assim está dividido. Também a mulher, tanto a viúva como a solteira, ocupa-se com o trabalho do Senhor, porque quer se dedicar de corpo e alma a ele. Mas a mulher que é casada ocupa-se com as coisas do mundo, de como agradar ao marido.
Digo isto porque quero ajudá-los; não que eu pretenda limitar a vocês. Mas quero que vivam de maneira reta e que se dediquem exclusivamente ao Senhor.
Entretanto, se alguém pensa que não está se portando bem com a sua noiva e, se sua paixão é tão forte que precisem casar, então casem! Não há pecado nisso.
Mas aquele que resolveu no seu coração que não quer casar com sua noiva, pois está convicto de que não precisa e tem controle de seus próprios desejos, também faz bem.
Assim, aquele que se casa com sua noiva faz bem e aquele que não se casa faz melhor ainda.
A mulher deve se manter casada com seu marido enquanto ele viver. Mas se seu marido morrer, ela fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.
Todavia ela será mais feliz se permanecer viúva. Esta é a minha opinião e penso que eu também tenho o Espírito de Deus.
Com respeito à comida sacrificada aos ídolos, nós sabemos que “todos nós temos conhecimento”. O conhecimento nos enche de orgulho, mas o amor fortalece.
Se alguém pensa que sabe alguma coisa, de fato ainda não sabe como deveria saber.
Mas quem ama a Deus é conhecido por ele.
Quanto à comida sacrificada aos ídolos, nós sabemos que não existe ídolo real no mundo. Sabemos que há somente um Deus.
É verdade que alguns ídolos são considerados deuses, ou no céu ou na terra (e há muitos “deuses” e muitos “senhores”).
Mas, para nós há somente um Deus, o Pai. Todas as coisas vieram dele e nós vivemos para ele. Há também somente um Senhor, Jesus Cristo. Por ele todas as coisas foram criadas e por meio dele nós também existimos.
Mas nem todas as pessoas têm este conhecimento. Alguns, que até agora estavam acostumados a adorar ídolos, quando comem carne pensam que ela pertence ao ídolo, e não têm a certeza se devem comê-la ou não. A consciência deles é fraca e, por isso, se sentem contaminados pela comida.
Não é a comida que nos levará para mais perto de Deus, pois não seremos melhores se comermos nem piores se não comermos.
Porém tenham cuidado para que a liberdade de vocês não faça os fracos na fé caírem no pecado.
Porque se alguém com consciência fraca vir a você, que tem conhecimento, comendo em templo de ídolo, será que ele não vai querer comer também da comida sacrificada aos ídolos?
E assim, por causa do seu conhecimento, é destruído o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.
E desta maneira, pecando contra os seus irmãos e ferindo a consciência fraca deles, vocês estão pecando contra Cristo.
Portanto, se por causa de comida meu irmão peca, eu nunca mais comerei carne, para não fazê-lo pecar.
Não sou eu livre? Não sou um apóstolo? Não vi a Jesus, nosso Senhor? Por acaso vocês não são frutos do meu trabalho no Senhor?
Outros podem não me reconhecer como apóstolo, mas vocês bem sabem que eu o sou. Vocês são a prova que eu sou um apóstolo do Senhor.
A minha defesa contra aqueles que me interrogam é esta:
Não temos nós o direito de comer e beber?
Não temos o direito de levar conosco uma esposa cristã, como fazem os outros apóstolos, os irmãos do Senhor e Pedro?
Ou será que somente Barnabé e eu temos que trabalhar para ganhar o nosso próprio sustento?
Qual é o soldado que, estando no exército, tem que trabalhar para se sustentar? Quem é que planta uma vinha e não come das uvas? Ou quem é que toma conta de um rebanho e não bebe do seu leite?
Por acaso eu estou dizendo isto baseado em comparações humanas, ou a lei de Moisés não diz a mesma coisa?
Pois a lei diz: “Não amarre a boca do boi quando ele estiver debulhando o trigo”. Por acaso é com bois que Deus se preocupa?
Ou foi para o nosso bem que ele disse isso? Certamente que foi para o nosso bem que ele disse isso; pois tanto aquele que ara como aquele que debulha o trigo devem trabalhar com a esperança de receber a parte que lhes é devida.
Se nós semeamos entre vocês a semente espiritual, será demais se colhermos de vocês alguma coisa material?
Se outros têm o direito de receber alguma coisa de vocês, será que nós não temos muito mais direito do que eles? Entretanto nós não temos usado esse direito. Pelo contrário, suportamos tudo para não criarmos qualquer obstáculo para as Boas Novas de Cristo.
Vocês não sabem que aqueles que trabalham no templo recebem seu próprio alimento do templo, e aqueles que servem no altar recebem parte do que é oferecido no altar?
Da mesma maneira, o Senhor ordenou que aqueles que anunciam as Boas Novas devem receber seu sustento desse mesmo trabalho.
Mas eu não fiz uso daquilo a que tenho direito e nem estou escrevendo agora para receber alguma coisa de vocês. Pois prefiro morrer antes que alguém me tire esse orgulho que sinto.
Se eu anuncio as Boas Novas, não tenho do que me orgulhar, pois essa é minha obrigação. Ai de mim se não anunciar as Boas Novas!
Se eu anunciar por minha própria vontade, mereço uma recompensa. Mas, se a escolha não é minha e eu fui encarregado de anunciar as Boas Novas,
então qual é a minha recompensa? Esta é a minha recompensa: quando anuncio as Boas Novas, posso fazê-lo de graça. Desse modo não faço uso daquilo a que tenho direito: de ser pago pelo meu trabalho de anunciar as Boas Novas.
Embora eu seja livre e não pertença a ninguém, fiz-me escravo de todos, a fim de ajudar a salvar o maior número possível de pessoas.
Para os judeus, eu me tornei como um judeu, a fim de ajudar a salvar os judeus. Para aqueles que são governados pela lei de Moisés, eu me tornei como uma pessoa que é governada pela lei, a fim de ajudar a salvar aqueles que são governados por ela. (Eu fiz isso apesar de não ser governado pela lei.)
Para os que não são judeus, tornei-me como alguém que não é judeu, a fim de ajudar a salvar aqueles que não são judeus. (Eu fiz isso apesar de não estar sem a lei de Deus; sou governado pela lei de Cristo.)
Para aqueles que são fracos, eu me tornei fraco, a fim de ajudar a salvar os que são fracos. Eu tenho me tornado todas as coisas para todas as pessoas, para que, por todos os meios possíveis, eu possa salvar alguns.
Tudo faço por causa das Boas Novas, para poder participar dos benefícios delas.
Vocês não sabem que numa corrida todos os corredores correm, mas só um leva o prêmio? Portanto, corram desta maneira: corram para ganhar!
Todo atleta passa por um treinamento rigoroso para ganhar uma coroa que dura pouco. Nós, porém, fazemos isso para ganhar um prêmio que dura para sempre.
Por isso eu não corro sem ter um objetivo. Luto como um lutador que está batendo em alguma coisa e não simplesmente no ar.
Bato no meu próprio corpo, e o deixo sob controle. Pois eu mesmo não quero ser rejeitado depois de ter anunciado as Boas Novas a outros.
Irmãos, não quero que passe desapercebido por vocês que todos os nossos antepassados estavam debaixo da nuvem e todos passaram pelo mar.
Todos foram batizados na nuvem e no mar como seguidores de Moisés.
Todos comeram da mesma comida espiritual
e todos beberam da mesma bebida espiritual. Beberam daquela rocha espiritual que estava com eles, e aquela rocha era Cristo.
Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles e, por isso, eles morreram no deserto.
Estes acontecimentos são exemplos para nós, a fim de que não desejemos as coisas más que eles desejaram.
Não adorem os ídolos como alguns deles fizeram. Como dizem as Escrituras: “O povo sentou-se para comer e beber, e se levantou para se divertir”.
Não devemos cometer pecados sexuais, como alguns deles cometeram, e morreram, num só dia, vinte e três mil pessoas.
Não devemos pôr a paciência de Cristo à prova como alguns deles fizeram, e foram mortos pelas mordidas das cobras.
Nem se queixem como alguns deles fizeram, e foram destruídos pelo anjo da morte.
Todas essas coisas que aconteceram a essas pessoas são exemplos que foram escritos para nos advertir, pois vivemos numa época em que o fim dos tempos chegou.
Assim, aquele que pensa que está firme na fé, tenha cuidado para não cair.
As tentações que vocês enfrentam são as mesmas que todas as outras pessoas enfrentam, mas Deus é fiel e não vai permitir que sejam tentados além das suas forças. Pelo contrário, quando vier a tentação, Deus lhes mostrará a maneira de sair dela, e assim poderão suportá-la.
Portanto, meus queridos amigos, não adorem ídolos.
Falo a vocês como a pessoas inteligentes; julguem o que eu digo.
Não participamos nós do sangue de Cristo quando damos graças pelo cálice da bênção? Não participamos nós do corpo de Cristo quando partimos o pão?
O fato de existir um único pão significa que nós formamos somente um corpo, porque todos nós participamos daquele único pão.
Pensem no que acontece quando o povo de Israel oferece sacrifícios! Aqueles que se alimentam dos sacrifícios participam do altar, não é verdade?
Com isso não quero dizer que a comida sacrificada aos ídolos signifique alguma coisa, ou que um ídolo tenha algum valor.
Antes quero dizer que aquilo que é sacrificado aos ídolos é oferecido a demônios e não a Deus. E eu não quero que vocês participem de nada com demônios.
Vocês não podem beber do cálice do Senhor e também do cálice dos demônios. Vocês não podem participar da mesa do Senhor e também da mesa dos demônios.
Ou queremos fazer com que o Senhor fique com ciúmes? Por acaso somos mais fortes do que ele?
É verdade que “todas as coisas são permitidas”, mas nem todas são boas para nós. É verdade que “todas as coisas são permitidas”, mas nem todas contribuem para o nosso crescimento espiritual.
Ninguém deve buscar os seus próprios interesses, e sim os interesses dos outros.
Comam de toda a carne que é vendida no mercado, sem fazer qualquer pergunta sobre a origem dela por motivo de consciência,
porque, como dizem as Escrituras: “A terra e tudo o que nela há pertence ao Senhor”.
Se alguém que não acredita no Deus que nós acreditamos convidar vocês para comer com ele, e quiserem ir, comam de tudo que for colocado diante de vocês. Não façam perguntas sobre a origem daquela comida por motivo de consciência.
Mas se alguém disser a vocês: “Esta comida foi oferecida ao meu deus”, neste caso não comam, por causa da pessoa que disse isso e também por motivo de consciência.
Eu estou me referindo à consciência dos outros, e não à de vocês. Mas por que a minha liberdade deveria ser limitada pela consciência dos outros?
Se eu agradeço a Deus pela comida que como, por que é que sou criticado se já agradeci a Deus por ela?
Portanto, se vocês estiverem comendo, ou bebendo, ou fazendo qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.
Nunca façam nada que possa levar os judeus, aqueles que não são judeus, ou a igreja de Deus a pecar.
Eu faço a mesma coisa. Procuro agradar a todos em tudo o que faço e não busco o meu próprio interesse. Procuro fazer o que é melhor para todos, e faço isso para que eles possam se salvar.
Sigam o meu exemplo, assim como eu sigo o exemplo de Cristo.
Eu os elogio porque vocês se lembram de mim em tudo e seguem todos os ensinamentos que eu lhes dei.
Mas quero que vocês entendam que Cristo é o cabeça sobre todo homem, e o homem é o cabeça sobre a mulher, e Deus é o cabeça sobre Cristo.
Todo homem que ora ou profetiza com a sua cabeça coberta, envergonha aquele que é o cabeça sobre ele.
Toda mulher que ora ou profetiza, com a cabeça sem véu, envergonha aquele que é o cabeça sobre ela, pois é como a mulher que tem sua cabeça rapada.
Portanto, se a mulher não usa véu, é como se tivesse a sua cabeça rapada. Mas desde que é uma vergonha para a mulher cortar todo o seu cabelo, ou rapar sua cabeça, ela deve usar o véu.
O homem não deve cobrir a cabeça, porque ele é a imagem de Deus e a glória de Deus. Mas a mulher é a glória do homem.
Pois o homem não foi feito da mulher, mas a mulher, feita do homem.
E o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher foi criada por causa do homem.
Portanto, a mulher deve trazer um véu na cabeça para mostrar que ela está debaixo de autoridade, e também por causa dos anjos.
No Senhor, porém, nem a mulher é independente do homem, e nem o homem é independente da mulher.
Porque como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher. E tudo vem de Deus.
Julguem vocês mesmos: É certo uma mulher orar a Deus sem ter o véu na cabeça?
Até a própria natureza ensina que é uma vergonha para o homem ter cabelo comprido.
Mas para a mulher, o cabelo comprido é uma glória, pois o seu cabelo lhe foi dado para cobrir a cabeça.
Algumas pessoas talvez queiram discutir sobre o que eu acabei de dizer. Mas o costume que nós e as outras igrejas de Deus seguimos é o seguinte: as mulheres podem orar ou profetizar as mensagens vindas de Deus desde que estejam com as suas cabeças cobertas.
Naquilo que vou lhes dizer agora, eu não os elogio, porquanto as reuniões de vocês fazem mais mal do que bem.
Em primeiro lugar, ouvi dizer que há muitas divisões entre vocês quando se reúnem como igreja. E eu, até certo ponto, acredito nisso.
(Não há dúvida de que é necessário que haja partidos entre vocês, para que aqueles que são aprovados entre vocês se tornem conhecidos!)
Quando vocês se reúnem, não é a Ceia do Senhor que vocês comem.
Pois quando comem, cada pessoa come sua própria ceia, sem esperar pelos outros. E há aqueles que ficam sem comida, enquanto outros ficam bêbados.
Vocês não têm casas onde comer e beber? Dessa forma vocês fazem pouco da igreja de Deus e envergonham aqueles que são pobres! O que vou dizer a vocês? Vou elogiá-los pelo que fazem? Com certeza nisto eu não os elogio.
O ensino que eu lhes dei é o mesmo que recebi do Senhor: na noite em que Jesus foi traído, ele pegou o pão
e agradeceu a Deus por ele. Depois partiu o pão e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado a favor de vocês. Façam isto para se lembrar de mim”.
Do mesmo modo, depois de ter comido, Jesus pegou o cálice do vinho e disse: “Este cálice é a nova aliança feita por Deus com o seu povo, e esta nova aliança começa por meio do meu sangue. Cada vez que vocês beberem deste cálice, façam isto para se lembrar de mim”.
Todas as vezes que vocês comerem este pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor. Façam isto até que ele volte.
Por isso, se alguém comer o pão ou beber do cálice do Senhor de maneira imprópria, peca contra o corpo e o sangue do Senhor.
Cada pessoa deve examinar a si mesma antes de comer o pão e beber do cálice.
Porque se alguém comer o pão e beber do cálice sem reconhecer o significado do corpo do Senhor, come e bebe para a sua própria condenação.
Esta é a razão pela qual muitos do grupo de vocês estão doentes e fracos, e muitos outros já morreram.
Mas se nós examinássemos a nós mesmos, o Senhor não nos julgaria.
Mas quando o Senhor nos julga, ele nos disciplina para não sermos condenados com o mundo.
Portanto, irmãos, quando vocês se reunirem para comer, esperem uns pelos outros.
Se alguém estiver com fome, deve comer em casa. Façam isto para que as reuniões de vocês não tragam a condenação de Deus sobre vocês. A respeito das outras coisas, eu darei instruções para vocês quando chegar aí.
Irmãos, eu quero que vocês entendam a respeito dos dons espirituais.
Vocês sabem que quando ainda eram pagãos, eram enganados e influenciados a adorar ídolos mudos.
Por isso eu digo a vocês que ninguém que está falando por meio do Espírito de Deus pode dizer: “Jesus é maldito”. E, por outro lado, ninguém pode dizer: “Jesus é o Senhor” sem a ajuda do Espírito Santo.
Há vários tipos de dons espirituais, mas todos eles procedem do mesmo Espírito.
Há várias maneiras de servir, mas todos nós servimos ao mesmo Senhor.
Há vários tipos de atividades, mas é o mesmo Deus que atua em todos nós, em tudo o que fazemos.
O Espírito se mostra em cada uma das pessoas, para o benefício de todos.
Para uma pessoa o Espírito dá o dom de falar com sabedoria; para outra, o mesmo Espírito dá o dom de falar com profundo conhecimento.
O mesmo Espírito dá fé para uma pessoa, e o poder de curar para outra.
O Espírito dá para uma pessoa o dom de fazer milagres, para outra o dom de profetizar, e para outra o dom de distinguir entre bons e maus espíritos; para uma pessoa o dom de falar em várias línguas e para outra, o dom de interpretar essas línguas.
Mas é o mesmo e único Espírito que faz tudo isso. Ele distribui tudo a cada pessoa, individualmente, da maneira que deseja.
Cada um de nós tem um corpo com muitas partes. Mas, embora estas partes sejam muitas, elas formam um só corpo. E Cristo também é assim.
Pois todos nós, judeus e não-judeus, escravos e livres, fomos batizados por meio de um Espírito para formarmos um só corpo. E todos bebemos de um só Espírito.
O corpo humano não consiste somente de uma parte, mas de muitas.
O pé poderia dizer: “Não sou a mão e, portanto, não sou parte do corpo”. Mas nem por dizer isso ele deixa de ser parte do corpo.
O ouvido poderia dizer: “Não sou o olho e, portanto, não sou parte do corpo”. Mas, nem por dizer isso, ele deixa de ser parte do corpo.
Se todo o corpo fosse olho, ele não seria capaz ouvir. Se todo o corpo fosse ouvido, ele não seria capaz de cheirar nada.
Se todas as partes do corpo fossem a mesma parte, não existiria o corpo. Mas Deus colocou cada parte do corpo onde ele quis.
O certo é que há várias partes, mas somente um corpo.
O olho não pode dizer para a mão: “Eu não preciso de você”; nem a cabeça pode dizer aos pés: “Eu não preciso de vocês”.
Ao contrário, as partes do corpo que parecem ser mais fracas, são muito importantes.
Aquelas partes do corpo que para nós são menos dignas, nós as tratamos com maior cuidado. E também as partes que são menos decentes, nós as tratamos com especial honra.
As partes mais honrosas do nosso corpo não precisam disso. Assim Deus formou o corpo, dando muito mais honra para as partes que mais precisavam.
Deus fez isto para que não haja nenhuma divisão no corpo, mas para que as partes tivessem o mesmo cuidado umas com as outras.
Dessa maneira, se uma parte do corpo sofrer, todas as partes sofrem com ela. E se uma parte do corpo é honrada, todas as partes participam com ela da sua alegria.
Vocês todos juntos são o corpo de Cristo e cada um de vocês é uma parte desse corpo.
Na igreja, Deus estabeleceu em primeiro lugar os apóstolos, em segundo lugar os profetas, e em terceiro lugar os mestres. Depois Deus estabeleceu os que fazem milagres, os que curam, os que ajudam, os que lideram e os que falam em outras línguas.
Será que todos são apóstolos? Será que todos são profetas? Será que todos ensinam? Será que todos fazem milagres?
Será que todos podem curar? Será que todos falam outras línguas? Será que todos interpretam essas línguas? Claro que não!
Contudo, esforcem-se para ter os dons mais importantes. E eu ainda vou mostrar a vocês um caminho melhor do que todos.
Ainda que eu fale as línguas dos homens, e até a dos anjos, se eu não tiver amor, serei como um sino que ressoa, ou como um tambor que faz barulho.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todas as coisas secretas de Deus e tenha todo o conhecimento, ainda que eu tenha uma fé tão grande que possa deslocar montanhas, se não tiver amor, eu não serei nada.
Ainda que eu dê todos os meus bens para alimentar os pobres e ainda que eu ofereça o meu próprio corpo para ser queimado em sacrifício, se eu não tiver amor, nada disso terá significado.
O amor do qual eu falo é paciente e amável. O amor não é ciumento, não exalta a si mesmo, não é orgulhoso.
O amor não é malcriado, não procura seus interesses, não se irrita facilmente, não guarda mágoas.
O amor não se alegra com o mal, mas alegra-se com a verdade.
O amor aceita todas as coisas com paciência, tem sempre confiança e esperança, e se mantém sempre firme.
O amor jamais acaba. Há dons de profetizar, mas eles desaparecerão. Há dons de falar em várias línguas, mas eles cessarão. Há o conhecimento, mas ele desaparecerá.
Estas coisas acabarão, porque tanto o conhecimento que agora temos como o que recebemos por meio da profecia ainda não estão completos.
Porém, quando vier a perfeição, aquilo que não está completo acabará.
Quando eu era criança, falava como uma criança, pensava como uma criança, raciocinava como uma criança. Quando cheguei a ser homem, deixei de lado as coisas de criança.
Agora nós vemos como se estivéssemos olhando para um espelho escuro. Mas, quando a perfeição vier, então veremos claramente. Agora meu conhecimento é incompleto. Mas, quando aquele tempo vier, conhecerei completamente, assim como sou conhecido por Deus.
Agora, pois, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém, a maior delas é o amor.
Procurem ter amor e façam todo o possível para ter os dons do Espírito, especialmente o dom de profetizar.
Pois aquele que fala em outra língua fala a Deus, e não para as pessoas, porque ninguém o entende. Ele fala coisas secretas por meio do Espírito.
Mas quem profetiza fala para as pessoas, para dar força, coragem e conforto a elas.
Quem fala em outra língua só fortalece a si mesmo. Mas quem profetiza fortalece a igreja toda.
Gostaria que todos vocês tivessem o dom de falar em outras línguas. Mas gostaria mais que vocês tivessem o dom de profetizar. Quem profetiza é mais importante do que aquele que fala em outras línguas, a não ser que haja alguém que possa interpretar o que ele diz. Nesse caso a igreja será fortalecida.
Irmãos, vai ajudar a vocês se eu for visitá-los falando em outras línguas? Não. Só ajudarei se levar para vocês alguma revelação, algum conhecimento, alguma profecia, ou algum ensino.
O mesmo acontece com objetos que produzem som, como a flauta ou a harpa. Se não houver distinção nos sons que fazem, como alguém poderá saber o que está sendo tocado?
E, se a trombeta não produzir o som certo, como os soldados saberão que devem se preparar para a batalha?
Acontece o mesmo também com vocês. As palavras que falam têm que ser claras. Se vocês não falarem com clareza ninguém entenderá o que estão dizendo, pois estarão falando para o ar.
Sem dúvida, há muitos tipos de idiomas no mundo, mas todos têm significado.
Portanto, se eu não entender a língua em que alguém está falando comigo, serei como um estrangeiro para ele e ele, para mim.
O mesmo se aplica a vocês: Desde que desejam os dons espirituais, procurem progredir neles, para o fortalecimento da igreja.
Portanto, quem fala em outra língua deve orar para que também possa interpretá-la.
Pois, se eu orar em outra língua, meu espírito de fato ora, mas a minha mente não ganha nada.
Que devo fazer, então? Vou orar com o espírito, mas também orarei com a mente; vou cantar com o espírito, mas também cantarei com a mente.
E se você louvar a Deus apenas com o espírito, como pode uma pessoa que esteja ali somente escutando dizer “amém” à sua oração de agradecimento? Ela não entende o que você está dizendo.
Vocês podem muito bem estar agradecendo a Deus, mas a outra pessoa não é fortalecida.
Agradeço a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vocês.
Porém nas reuniões da igreja prefiro falar cinco palavras que eu entenda, para ensinar também os outros, a falar dez mil palavras em outra língua.
Irmãos, não pensem como crianças. Na maldade, sim, sejam crianças, mas no modo de pensar sejam adultos.
Como dizem as Escrituras: “Falarei a este povo usando homens que falam outras línguas e usando lábios de estrangeiros, e nem assim este povo me obedecerá”, diz o Senhor.
Portanto, o dom de falar em outras línguas serve de sinal aos que não acreditam em Cristo, e não aos que acreditam. Mas a profecia é para aqueles que acreditam em Cristo, e não para aqueles que não acreditam.
Imaginem toda a igreja reunida e todos falando em outras línguas. Se chegarem algumas pessoas que não tenham entendimento ou que não acreditem em Cristo, será que não vão dizer que vocês estão loucos?
Porém, se todos profetizarem, e entrar alguém que não tem entendimento ou que não acredite em Cristo, o seu pecado lhe será revelado. Ele será julgado por tudo aquilo que ouvir,
as coisas secretas do seu coração serão reveladas e ele vai se ajoelhar e adorar a Deus. Ele dirá: “Deus realmente está com vocês”.
Então, irmãos, o que devemos fazer? Quando vocês se reunirem, um tem um hino, outro tem alguma coisa para ensinar, outro traz uma revelação de Deus, outro fala em uma outra língua e, ainda, outro interpreta essa língua. Devemos fazer tudo para fortalecer a igreja.
Quando se fala em outra língua, apenas duas ou quando muito três pessoas devem falar, e que falem uma de cada vez. Deve haver também uma outra pessoa que interprete o que está sendo falado.
Mas se não houver quem possa interpretar, é melhor que não se fale em outras línguas na reunião da igreja. Que cada um fale para si mesmo e para Deus.
Tratando-se de profetas, somente dois ou três devem falar. Os outros devem julgar o que eles dizem.
Se uma pessoa que está sentada recebe uma mensagem de Deus, aquele que está falando deve parar.
Vocês todos podem profetizar, mas um de cada vez. Deste modo todos podem aprender e ser encorajados.
Os espíritos dos profetas estão sob o controle dos próprios profetas.
Porque Deus não traz confusão, mas sim, paz. Como em todas as igrejas do povo de Deus,
as mulheres devem ficar caladas nas reuniões da igreja. Não lhes é permitido interromper a reunião para falar, mas devem ser submissas, assim como a lei de Moisés ensina.
Se houver alguma coisa que elas queiram saber, devem perguntar aos seus maridos em casa. Pois para a mulher é vergonhoso falar interrompendo a reunião da igreja.
Por acaso a palavra de Deus se originou no meio de vocês? Será que vocês são os únicos que a receberam?
Se alguém se considera profeta ou tem um dom espiritual, deve reconhecer que o que estou escrevendo para vocês é um mandamento do Senhor.
E se alguém não reconhecer isto, também não será reconhecido.
Por isso, meus irmãos, vocês devem se esforçar para ter o dom de profetizar, mas não proíbam que se fale em outras línguas.
Que tudo seja feito de uma maneira decente e ordenada.
Agora, irmãos, quero lembrar a vocês das Boas Novas que lhes anunciei. Vocês as receberam e ainda continuam firmes nelas.
Por meio das Boas Novas vocês também são salvos, se continuarem a crer naquilo que lhes ensinei. Caso contrário, vocês creram em vão.
Antes de tudo eu ensinei a vocês o que eu também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, como dizem as Escrituras.
Ele foi sepultado e, no terceiro dia, foi ressuscitado, como também dizem as Escrituras.
E apareceu a Pedro e depois aos doze apóstolos.
Depois disso, Jesus apareceu a mais de quinhentos irmãos em Cristo de uma só vez. A maior parte deles ainda está viva hoje, embora alguns já tenham morrido.
Depois Jesus apareceu a Tiago e, mais tarde, a todos os apóstolos.
Por fim, ele apareceu também a mim, como a uma pessoa que nasceu fora do tempo.
Porque eu sou o apóstolo menos importante e nem sequer mereço ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus.
Mas pela graça de Deus sou o que sou. E a sua graça, que ele me deu, não foi desperdiçada. Ao contrário, trabalhei muito mais do que todos os apóstolos. (Embora não tenha sido eu mesmo quem trabalhou, mas a graça de Deus que estava comigo.)
Portanto, se fui eu ou foram eles que anunciaram as Boas Novas a vocês não importa, pois todos anunciamos a mesma coisa. O que importa é que vocês creram.
Se a nossa mensagem é que Cristo ressuscitou dos mortos, como é que alguns de vocês dizem que não há ressurreição dos mortos?
Se não há ressurreição dos mortos, então Cristo também não ressuscitou.
E se Cristo não ressuscitou, então a nossa mensagem não tem valor nenhum, e a fé que possuem também não tem valor nenhum.
E nós somos culpados de mentir a respeito de Deus, porque temos afirmado que Deus ressuscitou a Cristo. Se é certo que os mortos não ressuscitam, Deus também não ressuscitou a Cristo.
Porque, se os mortos não ressuscitam, Cristo também não ressuscitou.
E se Cristo não ressuscitou, a fé que possuem não vale nada, e vocês ainda são controlados pelos seus pecados.
Se é assim, os que morreram, crendo em Cristo, estão perdidos.
Se a nossa esperança em Cristo é somente para esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
Mas a verdade é que Cristo ressuscitou dos mortos. Ele foi o primeiro fruto da colheita de milhões que morrem e que também ressuscitarão.
Pois assim como por meio de um homem veio a morte, também por meio de um homem veio a ressurreição dos mortos.
Assim como todos morrem por causa de Adão, também todos voltarão a viver por causa de Cristo.
Mas cada um a seu próprio tempo: Cristo ressuscitou como o primeiro fruto da colheita; depois, aqueles que pertencem a Cristo ressuscitarão quando ele voltar.
E então virá o fim, quando Cristo tiver destruído todos os governos, autoridades e poderes, e entregar o reino a Deus, o Pai.
Porque Cristo tem que reinar até Deus pôr todos os seus inimigos sob o seu domínio.
O último inimigo a ser destruído é a morte.
As Escrituras dizem: “Deus colocou todas as coisas sob o seu poder”. Quando elas dizem que “todas as coisas” foram colocadas sob o seu poder, é claro que não incluem o próprio Deus. Deus é quem põe todas as coisas sob o domínio de Cristo.
Depois de tudo ficar sob o domínio de Cristo, então o próprio Filho vai ficar sob o domínio de Deus, aquele que pôs todas as coisas sob o domínio de Cristo. Assim, Deus terá o poder absoluto sobre tudo.
Por outro lado, que vão fazer os que se batizam por causa daqueles que morreram? Se os mortos não ressuscitam, por que se batizam por causa deles?
E quanto a nós? Por que nos colocamos em perigo a toda hora?
Eu morro todos os dias. Isso é verdade, irmãos, tão verdade como o orgulho que tenho de vocês em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Se enfrentei animais ferozes em Éfeso só por motivos humanos, não ganhei nada. Se os mortos não ressuscitam, então “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”.
Não se deixem enganar: “As más companhias destroem os bons costumes”.
Voltem a ter juízo e não pequem mais. Alguns de vocês não conhecem a Deus. Digo isto para envergonhá-los.
Mas alguém pode perguntar: “Como ressuscitam os mortos? Que tipo de corpo terão?”
Tolos! O que vocês plantam não nasce, se não morrer primeiro.
O que vocês plantam é uma simples semente, como a de trigo, ou de qualquer outra coisa, e não o “corpo” que vai surgir.
Mas Deus lhe dá o “corpo” que ele quiser e a cada semente, o seu próprio “corpo”.
A carne dos seres vivos não é toda do mesmo tipo: os homens têm um tipo de carne, os animais outro, as aves outro, e os peixes outro.
Também há corpos celestiais e corpos terrestres. Mas o esplendor dos corpos celestiais é um, e o dos corpos terrestres é outro.
O sol tem um esplendor, a lua tem outro e as estrelas outro. Até entre estrelas há diferenças no esplendor.
A mesma coisa acontecerá quando os mortos forem ressuscitados. O corpo que é “plantado” é destruído e se decompõe, mas o corpo que ressuscita nunca poderá ser destruído.
O corpo que é “plantado” é sem honra, mas ressuscita cheio de honra. O corpo que é “plantado” fraco, ressuscita cheio de poder.
O corpo que é “plantado” é feito de carne, mas o que ressuscita é espiritual. Se há corpos feitos de carne, também há corpos espirituais.
Pois, como dizem as Escrituras: “O primeiro homem, Adão, se tornou um ser vivente”. Mas o último Adão se tornou como espírito que dá a vida.
O homem espiritual não veio primeiro, mas sim o homem feito de carne; depois o espiritual.
O primeiro homem foi formado do pó da terra. O segundo homem veio do céu.
As pessoas que pertencem à terra são como o primeiro homem, que foi formado do pó da terra. Mas aquelas pessoas que pertencem ao céu são como o homem do céu.
Assim como somos semelhantes ao homem que foi formado do pó da terra, também seremos semelhantes ao homem do céu.
Digo-lhes isto, irmãos: O corpo feito de carne e sangue não pode ter parte no reino de Deus. Nem o que é mortal pode ter a imortalidade.
Mas ouçam, eu vou contar um segredo para vocês: Nem todos nós morreremos, mas todos seremos transformados.
Seremos transformados num segundo, num abrir e fechar de olhos, quando a última trombeta tocar. A trombeta tocará, os mortos ressuscitarão para a imortalidade e nós, que ainda estamos vivos, seremos transformados.
Pois é necessário que este corpo que é mortal vista-se com o que é imortal, e que o corpo que morre vista-se com o que não morre.
E quando este corpo que é mortal vestir-se com o que é imortal, e o corpo que morre vestir-se com o que não morre, então se cumprirá o que as Escrituras dizem: “A morte é devorada pela vitória.
Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?”
O poder de ferir que a morte tem é o pecado, e o poder do pecado vem da lei.
Mas graças sejam dadas a Deus! Ele nos dá a vitória por meio do nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, meus queridos irmãos, permaneçam firmes e decididos. Entreguem-se completamente ao trabalho do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não é inútil.
Quanto à coleta para o povo de Deus, façam vocês também como eu ordenei às igrejas da Galácia:
todo domingo, cada um de vocês deve separar e guardar quanto dinheiro puder, de acordo com a sua prosperidade. Vão ajuntando, para que não se façam coletas quando eu chegar.
Depois que eu chegar, enviarei para Jerusalém as pessoas que vocês escolherem, com cartas de apresentação. Elas levarão a oferta de vocês para lá.
Se for conveniente que eu também vá, elas irão comigo.
Eu visitarei vocês quando passar pela Macedônia, pois realmente planejo passar por lá.
E pode ser até que eu fique com vocês algum tempo, ou passe aí o inverno. Assim vocês poderão me enviar nas viagens que eu tenha que fazer.
Não vou visitá-los agora pois em breve eu teria que deixá-los, e espero passar mais tempo com vocês, se o Senhor permitir.
Ficarei em Éfeso até a Festa de Pentecostes,
pois para mim abriu-se uma grande porta, uma ótima oportunidade para um proveitoso trabalho, ainda que muitas pessoas estejam contra mim.
E, se Timóteo chegar, façam com que ele se sinta à vontade entre vocês, pois ele trabalha para o Senhor, assim como eu.
Que ninguém o despreze. Vocês devem ajudá-lo a continuar sua viagem em paz, para que ele e os outros irmãos possam vir até a mim, pois eu os estou esperando.
Quanto ao irmão Apolo, eu o encorajei muito a visitá-los em companhia dos outros irmãos. Mas de modo nenhum ele quis ir agora. Quando houver uma boa oportunidade, ele irá.
Tenham cuidado. Continuem firmes na fé. Sejam corajosos e fortes.
Façam tudo com amor.
Vocês sabem que Estéfanas e a sua família foram os primeiros a seguir a Cristo na região da Acaia. Eles se dedicaram totalmente ao serviço do povo de Deus. Peço-lhes, irmãos,
que sejam obedientes a pessoas como estas e também a qualquer outra pessoa que coopera e trabalha para o Senhor.
Alegro-me com a vinda de Estéfanas, de Fortunato e de Acaico, pois fizeram o que vocês, por estarem ausentes, não podiam fazer.
Eles trouxeram conforto ao meu espírito e ao de vocês. Reconheçam o valor de pessoas como estas.
As igrejas da região da Ásia mandam lembranças. Áquila e Priscila mandam muitas lembranças a vocês no Senhor, assim como também a igreja que se reúne na casa deles.
Todos os irmãos aqui mandam lembranças. Cumprimentem-se uns aos outros com um beijo de irmãos.
Eu, Paulo, escrevo estes cumprimentos com minha própria mão.
Se alguém não ama ao Senhor, que seja maldito. “Venha, nosso Senhor!”
Que a graça do Senhor Jesus esteja com vocês.
O meu amor esteja com todos vocês em Cristo Jesus.
De Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e também do nosso irmão Timóteo, para a igreja de Deus em Corinto, e para todo o povo de Deus em toda a região da Acaia:
Que Deus, nosso Pai, e o nosso Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Glória a Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai misericordioso e Deus de toda a consolação.
Deus nos consola quando estamos em dificuldades, para que nós também possamos consolar àqueles que estão em dificuldades, com a mesma consolação que Deus nos dá.
Porque assim como participamos dos muitos sofrimentos de Cristo, também muitas são as consolações que recebemos por meio dele.
Se temos dificuldades, é para a consolação e a salvação de vocês. Se somos consolados, também é para a consolação de vocês. Isto os ajuda a aceitar, com paciência, as mesmas coisas que nós também sofremos.
A nossa esperança a respeito de vocês está firme, pois sabemos que, assim como vocês participam dos nossos sofrimentos, também participam da nossa consolação.
Irmãos, queremos que vocês saibam das dificuldades que encontramos na região da Ásia. Nós fomos afligidos além das nossas próprias forças, a ponto de não termos mais esperança de sair de lá com vida.
Nos nossos próprios corações sentíamos que tínhamos recebido a sentença de morte. Mas isto aconteceu para que não confiemos em nós mesmos, e sim no Deus que ressuscita os mortos.
Deus nos salvou desses terríveis perigos de morte e continuará a nos salvar. Nele temos toda a esperança que ainda continuará a nos livrar.
E vocês podem nos ajudar com as suas orações. Assim, muitos vão agradecer a Deus em nosso favor. Eles ficarão gratos pelo cuidado que Deus tem conosco.
Nisto sentimos orgulho, e com todo o meu coração lhes digo que é verdade: em todas as coisas que fizemos no mundo, fizemos tudo com um coração realmente sincero que nos é dado por Deus, especialmente naquilo que fizemos entre vocês. Fizemos tudo pela graça de Deus e não com a sabedoria que o mundo tem.
Pois nós só lhes escrevemos o que podem ler e entender. Espero que vocês nos entendam completamente,
assim como já nos entendem em parte. Espero também que vocês percebam que podem orgulhar-se de nós, assim como nós nos orgulharemos de vocês no dia em que o nosso Senhor Jesus voltar.
Eu estava tão certo de tudo isto, que resolvi ir primeiro encontrar-me com vocês, para que fossem abençoados duas vezes.
Fiz planos para visitá-los de passagem para a Macedônia, e da Macedônia voltar a encontrar-me com vocês, para que me ajudem na minha viagem para a Judeia.
Será que fiz estes planos sem pensar? Ou será que, ao fazer planos, eu os faço como o mundo que diz “sim, sim” e “não, não” ao mesmo tempo?
Mas se vocês acreditam em Deus, então podem também acreditar que aquilo que dissemos para vocês não foi “sim” e “não” ao mesmo tempo.
Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que Silvano, Timóteo e eu anunciamos a vocês, não foi “sim” e “não”. Ao contrário, em Cristo sempre tem havido o “sim”.
Todas as promessas de Deus têm o seu “sim” em Jesus Cristo. É por isso que dizemos “amém” por meio de Jesus Cristo, para a glória de Deus.
É Deus quem nos confirma junto com vocês em Cristo, e foi esse mesmo Deus que nos ungiu.
Ele pôs a sua marca em nós para mostrar que lhe pertencemos, e colocou o seu Espírito no nosso coração como garantia de que vai nos dar tudo o que ele tem prometido.
Eu afirmo pela minha vida, e peço a Deus que seja minha testemunha de que isto é verdade: eu não voltei a Corinto porque não queria castigar ou magoar a vocês.
Isto não quer dizer que nós estamos tentando controlar a sua fé. Ao contrário, nós trabalhamos com vocês para a alegria de vocês, pois é pela fé que vocês estão firmes diante de Deus.
Então decidi que, na minha próxima visita, não iria entristecê-los outra vez.
Pois se eu entristeço a vocês, então quem vai me alegrar? Somente vocês, a quem tenho entristecido.
Foi por isso que eu lhes escrevi aquela carta; para que, quando eu for aí, não seja entristecido pelas pessoas que deveriam me alegrar. Pois eu confiava em todos vocês e tinha certeza de que vocês tomariam parte na minha alegria.
Eu escrevi para vocês com o coração cheio de preocupação e tristeza, e com muitas lágrimas. Porém não escrevi para entristecê-los, mas para que soubessem o quanto eu os amo.
Mas, se alguém causou tristeza, não o fez apenas a mim mas, até certo ponto, para não ser muito duro, a todos vocês.
O castigo que a maioria de vocês deu a ele é o bastante.
Mas agora vocês devem perdoar-lhe e também animá-lo, para que não fique tão triste a ponto de se desesperar.
Por isso eu imploro a vocês que mostrem o amor que têm por ele.
Foi por isso que eu lhes escrevi: para ter prova de que são obedientes em tudo.
Se vocês perdoam a alguém por alguma coisa, eu também perdoo. E o que eu tenho perdoado, se é que tenho alguma coisa para perdoar, perdoei por causa de vocês na presença de Cristo.
Fiz isto para que Satanás não tire vantagem de nós, pois conhecemos bem os planos dele.
Quando cheguei a Trôade para anunciar as Boas Novas de Cristo, embora o Senhor tivesse me aberto o caminho,
eu estava muito ansioso porque não tinha encontrado a meu irmão Tito. Por isso, despedi-me deles, e parti para a Macedônia.
Mas graças sejam dadas a Deus que, por meio de Cristo, nos conduz sempre em grande vitória. E Deus também nos usa para espalhar o seu conhecimento por toda parte como se fôssemos um bom perfume.
Porque nós somos como o cheiro suave do incenso de Cristo oferecido a Deus, tanto entre os que estão sendo salvos, como entre aqueles que estão indo para a destruição.
Para aqueles que estão indo para a destruição, nós somos o cheiro da morte que leva para a morte. Para aqueles que estão sendo salvos, nós somos o bom perfume da vida que leva para a vida. Porém, quem é qualificado para este trabalho?
Nós não somos como muitas outras pessoas que ganham dinheiro às custas da palavra de Deus. Em Cristo, porém, nós falamos com sinceridade diante de Deus, como homens enviados por ele.
Por acaso começamos outra vez a elogiar a nós mesmos? Ou será que precisamos, como alguns, de cartas de recomendação para vocês, ou de vocês? Claro que não!
Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos.
Vocês mostram que são uma carta de Cristo, o resultado do nosso trabalho. Uma carta que não foi escrita com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo. Uma carta que não foi escrita em placas de pedra, mas nos corações humanos.
Nós temos esta confiança em Deus, por meio de Cristo.
Eu não quero dizer que somos qualificados para fazer este trabalho por nós mesmos. Ao contrário, a nossa qualificação vem de Deus.
Deus nos qualificou para sermos ministros de uma nova aliança, a qual não se baseia em uma lei escrita, mas no Espírito. Pois a lei escrita traz a morte, mas o Espírito dá a vida.
O ministério que foi caracterizado pela morte (isto é, a lei gravada com letras em pedras), estava cheia de glória. Essa glória era tanta que o povo de Israel não podia encarar o rosto de Moisés, por causa da glória refletida no seu rosto (embora mais tarde essa glória desaparecesse).
Se era tanta a glória daquele ministério, quanto maior não será a glória do ministério caracterizado pelo Espírito!
O ministério, pelo qual os homens são condenados, tinha uma grande glória. Quanto maior então não será a glória do ministério pelo qual os homens são declarados justos!
Na realidade, a glória do velho ministério desaparece quando comparada com a glória muito maior do novo ministério.
Pois se aquele ministério, que estava destinado a desaparecer, teve sua glória, quanto mais glória terá o novo ministério, que dura para sempre!
Temos uma esperança que é baseada no ministério glorioso do Espírito, e é por isso que agimos com muita confiança.
Não somos como Moisés, que cobria o rosto com um véu. Ele fazia isso para que o povo de Israel não visse o fim da glória daquele ministério, que estava destinado a desaparecer.
Mas eles não conseguiam entender. Mesmo hoje, quando leem o Antigo Testamento, aquele mesmo véu permanece e esconde deles o significado do que leem. E esse véu somente é retirado por Cristo.
Mas até mesmo nos dias de hoje, sempre que as pessoas do povo de Israel leem a lei de Moisés, esse véu permanece nos corações delas.
Mas quando uma delas se converte ao Senhor, o véu é tirado.
O Senhor de quem estamos falando aqui é o Espírito. E onde o Espírito do Senhor está presente, aí há liberdade.
Portanto, todos nós temos o rosto descoberto e refletimos como um espelho a glória do Senhor. Nós somos transformados na sua própria imagem com uma glória cada vez maior. E esta é a obra do Senhor, que é o Espírito.
Deus, pela sua misericórdia, nos deu este trabalho para fazer e, por isso, não desanimamos.
Pelo contrário, deixamos de fazer as coisas vergonhosas, que são feitas em segredo. Não enganamos ninguém e não alteramos a mensagem de Deus. Ensinamos a verdade de forma simples e é assim que nos mostramos a todos na presença de Deus, para que possam saber nos seus corações que tipo de pessoas nós somos.
As Boas Novas que nós anunciamos não estão encobertas para ninguém, exceto para aqueles que estão se dirigindo para a destruição.
O deus deste mundo cegou a mente daqueles que não acreditam, para que eles não vejam a luz das Boas Novas. Essas Boas Novas falam a respeito da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Pois nós não proclamamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo como Senhor e a nós mesmos como servos de vocês, por causa de Jesus.
O Deus que disse: “Que a luz brilhe na escuridão!” é o mesmo Deus que fez com que a sua luz brilhasse nos nossos corações. Ele fez isto para que, com essa luz, pudéssemos conhecer a glória de Deus que brilha no rosto de Jesus Cristo.
Porém nós, que temos este tesouro de Deus, não somos mais do que vasos de barro que o guardam, para mostrar que o poder supremo pertence a ele e não a nós.
A toda hora e em toda parte passamos por dificuldades, mas não somos derrotados; temos dúvidas, mas não desanimamos.
Somos perseguidos, mas não abandonados. Às vezes somos feridos, mas não destruídos.
Trazemos a morte de Jesus nos nossos próprios corpos, para que a vida de Jesus também seja vista em nós.
Estamos vivos, mas por causa de Jesus estamos sempre em perigo de morte, para que também a vida de Jesus seja vista nos nossos corpos mortais.
Assim a morte está trabalhando em nós e a vida está trabalhando em vocês.
As Escrituras dizem: “Eu acreditei e, por isso, falei”. Assim, tendo o mesmo espírito de fé, nós também acreditamos e, por isso, falamos.
Pois nós sabemos que Deus, que ressuscitou ao Senhor Jesus, também vai ressuscitar a nós e nos levará, junto com vocês, à sua presença.
Porque todas estas coisas têm acontecido por causa de vocês, para que, sendo muitos os que recebem as bênçãos de Deus, muitos também lhe deem graças, para a glória de Deus.
Por isso nós não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso corpo esteja envelhecendo, nosso ser interior vai se renovando dia a dia.
Pois as nossas dificuldades são pequenas e passageiras em comparação com a imensa e eterna glória que elas nos produzem.
Nós não nos concentramos nas coisas que podemos ver, mas nas coisas que não podemos ver. Pois o que nós podemos ver é temporário, mas o que não podemos ver é eterno.
Sabemos que, se esta tenda em que vivemos aqui na terra (o nosso corpo) for destruída, temos da parte de Deus uma nova morada. É uma casa eterna no céu, e que não foi feita por mãos humanas.
Enquanto estamos nesta tenda, nós gememos, desejando mudar para a nossa habitação que vem do céu
e que nos cobrirá como uma roupa, para que não fiquemos nus.
De fato, nós que estamos nesta tenda, que é o nosso corpo, passamos por dificuldades e gememos, pois não queremos ser despidos. Ao contrário! Nós queremos nos vestir para que aquilo que é mortal seja absorvido pela vida.
Foi Deus quem nos preparou para isto e nos deu o seu Espírito como garantia de que ele vai nos dar tudo o que prometeu.
Portanto, nós estamos sempre confiantes porque sabemos que, enquanto vivermos neste corpo, estamos longe do Senhor.
Pois vivemos pela nossa fé e não por aquilo que podemos ver.
Nós estamos confiantes e preferimos deixar nossos corpos para ir morar com o Senhor.
E é por isso que também nos esforçamos para ser agradáveis a Deus, quer vivamos neste corpo, na terra, ou na presença do Senhor, no céu.
Todos nós temos que comparecer diante de Cristo para sermos julgados. Cada um receberá o que merece. Seremos julgados de acordo com o bem ou o mal que tivermos feito enquanto vivemos neste corpo terrestre.
Portanto, uma vez que sabemos o que quer dizer temer ao Senhor, nós tentamos convencer as pessoas a aceitarem a verdade. Deus nos conhece completamente e espero que vocês também nos conheçam completamente.
Não estamos falando bem de nós mesmos para vocês novamente. Pelo contrário, estamos lhes dando uma oportunidade de terem orgulho de nós. Assim, vocês vão ter o que responder para aqueles que se orgulham das coisas que podem ser vistas, e não se importam com o que está no coração.
Pois, se enlouquecemos, é para Deus; e se temos juízo, é para o bem de vocês.
O amor que Cristo tem por nós nos domina, pois determinamos isto: um morreu por todos, portanto todos morreram.
E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas vivam para aquele que morreu e ressuscitou por todos.
De agora em diante, nós não consideramos ninguém da maneira como o mundo considera. É verdade que antes considerávamos a Cristo como o mundo considera, mas agora já não é assim que pensamos.
E assim, se alguém está em Cristo, isso significa que há uma nova criação. As coisas velhas já passaram; tudo é novo!
Tudo isto vem de Deus, que estabeleceu a paz entre nós e ele por meio de Cristo. E Deus nos deu a responsabilidade de estabelecer a paz entre ele e todos.
Isto é: Deus estava em Cristo, estabelecendo paz entre o mundo e ele mesmo. Em Cristo, Deus não condena o mundo por seus pecados, e ele mesmo nos deu esta mensagem de paz.
Portanto, nós fomos enviados para falar em nome de Cristo, e é como se Deus estivesse chamando as pessoas por nosso intermédio. Em nome de Cristo, nós suplicamos a vocês: façam as pazes com Deus.
Cristo não tinha nenhum pecado, mas Deus colocou sobre ele a culpa dos nossos pecados. Dessa forma nós pudemos ser declarados justos diante de Deus por meio de Cristo.
Nós trabalhamos juntos com Deus e, por isso, pedimos: não deixem que a graça que vocês receberam de Deus fique sem valor.
Pois Deus diz: “Num dia favorável eu o ouvi e o socorri no dia da salvação”. Ouçam! Agora é o momento bem oportuno; hoje é o “dia da salvação”.
Não queremos que ninguém pense mal do nosso trabalho. Por isso, não fazemos nada que possa ofender alguém.
Pelo contrário, fazemos tudo para mostrar que somos servos de Deus. Assim toleramos muitas coisas, e sofremos aflições, dificuldades e problemas.
Somos surrados e atirados na prisão; somos acusados de desordens, trabalhamos duramente, atravessamos noites sem dormir e passamos fome.
Mostramos ser servos de Deus pela nossa pureza de vida, pelo nosso conhecimento, pela nossa paciência e pela nossa bondade. Mostramos isto pelo Espírito Santo, por termos um amor sincero,
por declararmos a verdade e pelo poder de Deus. Usamos a justiça como arma, tanto para ataque como para defesa.
Algumas pessoas nos dão honra, outras nos desprezam. Algumas pessoas dizem bem de nós, outras dizem mal. Algumas pessoas dizem que nós somos mentirosos, mas nós dizemos a verdade.
Algumas pessoas nos tratam como desconhecidos, mas somos bem conhecidos. É como se estivéssemos morrendo, contudo estamos cheios de vida. Somos castigados, porém não mortos.
Temos muita tristeza, mas estamos sempre alegres. Somos pobres, mas enriquecemos a muitos. Não temos nada, mas possuímos tudo.
Falamos francamente com vocês que estão em Corinto. Abrimos para vocês os nossos corações.
O amor que nós temos por vocês não acabou. Ao contrário! São vocês que já não têm amor por nós.
Eu falo a vocês como se fossem meus filhos. Façam o que nós também fizemos a vocês: abram os seus corações para nós.
Vocês não devem unir-se com aqueles que não creem em Cristo, pois se vocês se unissem formariam uma junta desigual. Não pode existir qualquer relação entre a justiça e a maldade. Não há nada em comum entre a luz e a escuridão.
Não pode haver harmonia entre Cristo e Satanás. Não pode haver união entre uma pessoa que segue a Jesus e outra que não acredita nele.
Não há relação entre o templo de Deus e os ídolos. Pois nós mesmos somos o templo do Deus vivo. Como Deus disse: “Viverei e caminharei com eles; serei o Deus deles e eles serão o meu povo”.
“Portanto, saiam do meio deles e separem-se deles”, diz o Senhor, “não toquem mais em coisas impuras. Então, eu aceitarei vocês”.
“Eu serei o seu Pai, e vocês serão para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso”.
Queridos amigos, desde que temos estas promessas, devemos nos livrar de tudo o que contamina tanto o corpo como a alma. Devemos tentar ser completamente dedicados a Deus, por causa da reverência que temos por ele.
Abram-nos os seus corações. Não fizemos mal a ninguém, não arruinamos ninguém e não tiramos vantagem de ninguém.
Não digo isto para condená-los. Já lhes disse que temos tanto amor por vocês que estamos prontos a viver ou a morrer com vocês.
Tenho muita confiança em vocês e me orgulho de vocês. Sinto-me muito encorajado e cheio de alegria em todas as nossas dificuldades.
Quando chegamos à Macedônia, não tivemos sossego. Pelo contrário, encontramos dificuldades por toda parte, com lutas por fora e muito medo por dentro.
Porém Deus, que conforta os que estão desanimados, nos confortou com a chegada de Tito.
E não somente com a sua chegada, mas também pelo conforto que vocês deram a ele. Ele nos contou da saudade de vocês, que vocês estavam arrependidos do que tinham feito e do interesse de vocês por mim. Tudo isso aumentou ainda mais a minha alegria.
Mesmo que eu tenha entristecido a vocês com a carta que escrevi, não estou arrependido de tê-la escrito. E mesmo que eu tenha me arrependido, vejo que aquela carta entristeceu a vocês por pouco tempo.
Agora eu estou contente, não porque vocês ficaram tristes, mas porque a tristeza de vocês os levou a se arrependerem. Vocês ficaram tristes da maneira como Deus queria que ficassem, e por isso nós não os prejudicamos em nada.
Porque a tristeza que Deus quer que vocês tenham, leva a pessoa a arrepender-se, fazendo-a mudar de coração e de vida. Isso conduz para a salvação e nós não podemos nos arrepender disso. Porém a tristeza do mundo conduz à morte.
Vocês mostraram a tristeza que Deus queria ver em vocês. Vejam agora o resultado dessa tristeza: vocês agora estão determinados a fazer o que têm que ser feito. Vocês querem provar que são inocentes e estão chateados com o mal. Vocês estão alarmados com a situação. Vocês querem me ver. Vocês se preocupam comigo. Vocês estão dispostos a punir o transgressor. Em tudo vocês provaram que eram inocentes neste assunto.
Não escrevi esta carta a vocês por causa de quem fez o mal, nem por causa da pessoa que sofreu esse mal. Escrevi para que vocês se dessem conta que Deus sabe do grande interesse que têm por nós.
Foi por isso que nos sentimos confortados. Além deste nosso conforto, ficamos ainda mais contentes com a alegria de Tito, porque todos vocês o fizeram sentir-se melhor.
Pois eu falei muito bem de vocês a ele, e mostraram que eu tinha razão. Assim como tudo aquilo que lhes falamos é verdade, também o que dissemos a Tito sobre vocês é verdade.
E o carinho dele por vocês cresce cada vez mais quando ele se lembra de como todos vocês estavam dispostos a obedecer, e como o receberam com respeito e humildade.
Alegro-me porque posso confiar inteiramente em vocês.
Agora, irmãos, queremos que vocês saibam da graça que o Senhor tem dado às igrejas da região da Macedônia.
Elas têm sido provadas por muitas aflições mas, apesar de sua profunda pobreza, revelaram uma grande alegria, que transbordou em rica generosidade.
Eu sou testemunha de que elas, voluntariamente, deram o quanto podiam e mesmo além do que podiam dar.
Elas nos pediram e insistiram várias vezes, que nós as deixássemos participar nesta ajuda para o povo de Deus.
E fizeram mais do que nós esperávamos. Elas se entregaram em primeiro lugar ao Senhor e, depois, a nós, cumprindo a vontade de Deus.
De modo que pedimos a Tito que, assim como ele começou esse trabalho de caridade, também o completasse para vocês.
Em tudo vocês mostram que são ricos: na fé, na palavra, no conhecimento, na dedicação e no amor que aprenderam de nós. Assim, mostrem-se também ricos em generosidade.
Eu não estou dizendo que isto é um mandamento. Mas, pela sincera dedicação dos outros, quero provar a sinceridade do amor de vocês.
Pois vocês conhecem a graça que o nosso Senhor Jesus Cristo mostrou. Ele era rico, mas por causa de vocês se tornou pobre para que, pela pobreza dele, vocês se tornassem ricos.
Na minha opinião, vocês deviam fazer isto: No ano passado vocês não só foram os primeiros a querer contribuir, como também foram os primeiros a começar a contribuir.
Portanto, completem a sua contribuição para que, assim como vocês revelaram disposição no querer, também revelem a mesma disposição para terminar este trabalho. E façam isto com as posses que vocês têm.
Porque, se existe a disposição para contribuir, a oferta será aceita de acordo com o que a pessoa tem e não de acordo com o que ela não tem.
Pois não queremos que vocês vivam em dificuldades para que os outros possam viver bem; queremos que haja igualdade.
Como vocês têm muito agora, é justo que ajudem aqueles que estão em necessidade. Mais tarde, quando eles tiverem muito, então poderão ajudar a vocês, se precisarem de ajuda. Assim haverá igualdade.
Como as Escrituras dizem: “Quem colheu muito não teve demais; quem colheu pouco não teve falta”.
Dou graças a Deus por ter colocado no coração de Tito o mesmo interesse que eu tenho por vocês.
Pois ele aceitou o nosso pedido e, mostrando-se disposto, resolveu partir voluntariamente para visitá-los.
Vamos enviar com ele o irmão que é respeitado entre todas as igrejas pelo seu trabalho em anunciar as Boas Novas.
Esse irmão também foi escolhido pelas igrejas para nos acompanhar quando formos entregar esta oferta. Estamos fazendo este serviço para a glória do Senhor e para mostrarmos que realmente queremos ajudar.
Estamos tentando evitar que os outros nos critiquem com relação à grande quantidade de dinheiro que estamos recolhendo.
O que nos interessa é procedermos honestamente, não só diante de Deus, mas também diante dos homens.
Juntamente com eles vamos enviar ainda outro irmão, que já mostrou muitas vezes que está sempre disposto a ajudar. Agora, mais do que nunca, ele quer ajudar, porque tem muita fé em vocês.
Quanto a Tito, ele é meu companheiro e trabalha comigo para ajudar a vocês. Quanto aos nossos irmãos, eles são enviados pelas igrejas e honram a Cristo.
Portanto, mostrem a estes homens que temos razão de nos orgulhar do amor que vocês têm, para que todas as igrejas possam ficar sabendo disso.
Não é preciso que eu lhes escreva a respeito desta oferta para o povo de Deus,
pois sei que vocês querem ajudar. Eu tenho falado muito bem a respeito de vocês para as pessoas da Macedônia, dizendo a elas que as igrejas da Acaia estão preparadas desde o ano passado. E o entusiasmo de vocês tem estimulado a maioria delas.
Mas vou lhes enviar os irmãos porque não quero que os elogios que fizemos a respeito de vocês percam o valor. Quero que estejam preparados, assim como eu disse que vocês estariam.
Por outro lado, se alguém da Macedônia for comigo e perceber que não estão preparados, nós ficaremos envergonhados pela confiança depositada em vocês. E isso para não falar da vergonha que vocês irão passar.
Por isso achei necessário pedir aos irmãos que fossem visitá-los antes de nós, para que concluam a oferta que prometeram. E assim a oferta já estará pronta quando nós chegarmos aí, e será uma oferta que vocês deram de boa vontade, e não por obrigação.
Lembrem-se disto: aquele que planta pouco, também vai colher pouco; e aquele que planta muito, também vai colher muito.
Cada pessoa deve dar de acordo com o que resolveu no seu coração, não com tristeza ou por obrigação, pois Deus ama a pessoa que dá com alegria.
E Deus pode dar a vocês muito mais bênçãos do que precisam. Assim vocês sempre irão ter o suficiente em tudo. Vocês terão mais do que o necessário para fazerem toda boa obra.
Como dizem as Escrituras: “Ele dá generosamente aos pobres, e o bem que ele faz dura para sempre”.
E Deus, que dá a semente para aquele que planta e pão para alimento, também dará e fará crescer a semente de vocês. Ele mesmo vai multiplicar os frutos da generosidade de vocês,
e vai enriquecê-los de todas as maneiras para que sempre sejam generosos. E a oferta de vocês, apresentada por nosso intermédio, vai fazer com que muitas pessoas agradeçam a Deus.
Pois este serviço sagrado que estão prestando, não só suprirá a necessidade daqueles que pertencem ao povo de Deus, como também vai resultar em muitas ações de agradecimento a Deus.
Esta ajuda que vocês estão dando é prova da sua fé. Eles vão louvar a Deus por causa disso e porque vocês seguem as Boas Novas de Cristo na qual dizem ter fé. Eles também vão louvar a Deus pela generosidade com que vocês contribuem para com eles e para com todos os homens.
E, quando eles orarem por vocês, terão muitas saudades, por causa da extraordinária bondade de Deus que há em vocês.
Graças sejam dadas a Deus pelo seu dom que é incomparável.
E eu mesmo, Paulo, que na verdade sou humilde quando estou pessoalmente entre vocês e ousado para com vocês quando estou ausente, faço um apelo: peço, pela mansidão e bondade de Cristo,
que eu não tenha que ser duro com vocês quando estiver aí. Peço que eu não tenha que usar a mesma dureza que acho que deveria usar contra algumas pessoas que pensam que nós vivemos de maneira mundana.
Porque, embora nós vivamos no mundo, não lutamos como o mundo luta.
Pois as armas que usamos na nossa luta não são do mundo. Ao contrário, elas têm o poder de Deus para destruir fortalezas. Com elas nós podemos destruir os argumentos falsos
e toda arrogância que se levanta contra o conhecimento de Deus. Como se faz a um inimigo, fazemos refém a todo pensamento e o obrigamos a obedecer a Cristo.
Estamos prontos para castigar qualquer tipo de desobediência, mas antes queremos que vocês obedeçam completamente.
Olhem para os fatos diante de vocês! Se alguém tem certeza de que pertence a Cristo, então que se lembre de que, assim como ele pertence a Cristo, nós também pertencemos.
E se eu me orgulhar um pouco mais a respeito da autoridade que o Senhor nos deu para a edificação de vocês e não a destruição, eu não me envergonharei.
Pois não quero que pareça ser minha intenção assustar a vocês por meio das minhas cartas.
Alguém diz: “As cartas de Paulo são severas e pesadas. Mas ele é fraco quando está conosco e as suas palavras não valem nada”.
Mas essa pessoa deve saber o seguinte: não há diferença entre o que escrevemos quando estamos longe de vocês e o que faremos quando estivermos junto com vocês.
Nós não nos atrevemos a competir ou a nos comparar com certas pessoas que se julgam muito importantes. Elas se medem e se comparam umas com as outras e assim demonstram que não entendem o quanto são ignorantes.
Nós não nos orgulhamos além dos limites, mas somente dentro do campo de ação que Deus nos deu. E esse campo inclui também a vocês.
Nós não ultrapassamos os nossos limites, pois só teríamos ultrapassado se ainda não tivéssemos chegado até vocês. Mas nós fomos os primeiros a chegar até vocês com as Boas Novas a respeito de Cristo.
Nós limitamos o nosso orgulho ao trabalho que temos feito e não nos gloriamos tirando vantagem do trabalho que outras pessoas fizeram. Nós temos a esperança de que, ao crescer a sua fé, seremos capazes de fazer um trabalho muito maior entre vocês, mas sempre dentro do nosso campo de ação.
Assim, anunciaremos as Boas Novas em outras cidades além da de vocês. Não queremos nos orgulhar do trabalho que já foi feito no campo de ação de outras pessoas.
Mas, como dizem as Escrituras: “Aquele que se orgulha deve se orgulhar das coisas que o Senhor tem feito”.
Porque não é a pessoa que diz ser boa que é aceita, e sim a pessoa que o Senhor acha que é boa.
Eu gostaria que vocês tivessem paciência comigo, mesmo quando falo alguma tolice. Por favor, tenham paciência!
Eu tenho um grande cuidado por vocês, um cuidado que vem de Deus. Eu os tenho preparado para apresentá-los como uma noiva pura a um só homem, Cristo, assim como prometi.
Mas receio que, como Eva foi enganada pela astúcia da serpente, também as mentes de vocês sejam corrompidas e vocês se afastem da pura e sincera devoção a Cristo.
Vocês têm muita paciência com quem os visita e anuncia um Jesus diferente daquele que nós lhes anunciamos! Vocês não se importam em receber um espírito diferente daquele que já receberam, ou uma mensagem de salvação diferente daquela que já aceitaram! Portanto, tenham paciência comigo também.
Eu não me acho inferior a qualquer um desses “super-apóstolos”.
Talvez eu seja limitado na minha habilidade de falar, mas não sou no conhecimento. Ao contrário, por todas as formas temos feito vocês conhecerem isto em todas as coisas.
Por acaso eu cometi algum pecado pelo fato de viver humildemente para que vocês fossem exaltados, quando lhes anunciei as Boas Novas gratuitamente?
Explorei outras igrejas, recebendo salário, para poder servi-los.
E durante o tempo que estive com vocês, ao passar necessidades, não incomodei ninguém. Os irmãos que vieram da Macedônia é que me ajudaram em tudo o que precisei. Em nada eu incomodei a vocês, e nem os incomodarei.
E ninguém nas regiões da Acaia poderá tirar de mim esse orgulho. Digo isto com a verdade de Cristo que há em mim.
Por que não incomodo a vocês? Será que é porque eu não os amo? Deus sabe que isso não é verdade!
Mas o que faço e continuarei fazendo, é para evitar que aqueles tais “apóstolos” tenham qualquer motivo para se orgulhar. Eles gostariam que as pessoas pensassem que o trabalho que eles se orgulham é igual ao nosso.
Tais homens são falsos apóstolos, trabalhadores mentirosos que fingem ser apóstolos de Cristo.
E não é de admirar, pois até mesmo Satanás finge ser um anjo de luz.
Por isso não nos surpreende o fato de que os próprios servos de Satanás também finjam ser servos da justiça. Mas, no final, eles vão receber o que merecem pelo que têm feito.
Eu repito: que nenhum de vocês pense que eu sou tolo; mas se alguém pensar assim, então que me aceite como também aceita os tolos. Dessa forma eu também poderei me orgulhar um pouco.
Eu me orgulho porque tenho confiança em mim. Eu não falo com a autoridade do Senhor, mas como um tolo.
Desde que há muitas pessoas que se orgulham das suas vidas neste mundo, eu também vou me orgulhar.
Porque vocês, sendo inteligentes, toleram de boa vontade aqueles que são tolos.
Vocês até toleram aqueles que os escravizam, aqueles que os exploram, aqueles que os enganam, aqueles que pensam que são superiores a vocês e aqueles que lhes dão bofetadas.
É uma vergonha eu ter que dizer isto, mas nós fomos “fracos demais” para agir assim. Porém, se alguém se atrever a se orgulhar de alguma coisa, eu também me atreverei (falo como um tolo).
Eles são hebreus? Eu também sou. São israelitas? Eu também sou. São descendentes de Abraão? Eu também sou.
São servos de Cristo? Eu sou ainda mais (sou louco ao dizer isto). Trabalhei muito mais do que eles. Fui preso muito mais vezes e açoitado sem medida. Enfrentei o perigo da morte muitas vezes.
Cinco vezes os judeus me castigaram com trinta e nove chicotadas.
Em três ocasiões diferentes me bateram com varas, e uma vez fui apedrejado. Três vezes o navio em que eu estava viajando afundou e cheguei a passar uma noite e um dia na água.
Fiz várias viagens, enfrentando perigos de rios, perigos de ladrões, perigos entre o meu próprio povo, perigos entre outros povos que não são judeus, perigos na cidade, perigos no campo, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos.
Tenho trabalhado duramente até não poder mais. Muitas vezes tenho ficado sem dormir, sem comer e sem ter o que vestir; tenho passado fome, sede e frio.
Além de outros problemas, há o que pesa sobre mim diariamente: a preocupação com todas as igrejas.
Quando alguém está fraco, eu me sinto fraco também; quando alguém cai em pecado, eu também me sinto muito aflito.
Se tenho que me orgulhar, então vou me orgulhar das coisas que mostram como sou fraco.
O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é louvado para sempre, sabe que eu não minto.
Quando estive em Damasco, o governador que servia sob o comando do rei Aretas colocou guardas em volta da cidade para me prender.
Mas, num grande cesto, me desceram por uma janela do muro da cidade abaixo, e assim escapei das mãos do governador.
Devo continuar me orgulhando, embora isso não valha nada. Agora vou falar das visões e revelações que tenho recebido do Senhor.
Conheci um homem em Cristo que, há cartoze anos, foi elevado ao terceiro céu. Não sei se ele estava no seu corpo ou fora do seu corpo, Deus o sabe.
Eu sei que esse homem foi levado ao paraíso. Porém não sei se ele estava no seu corpo ou fora do seu corpo, só Deus sabe, mas ele ouviu palavras que não podem ser explicadas e que não é permitido ao ser humano falar.
Desse homem é que me orgulharei. Mas não me orgulho de mim mesmo, a não ser nas minhas fraquezas.
Pois, se eu vier a me orgulhar não serei tolo, porque estarei falando a verdade. Porém não me orgulharei para que ninguém pense de mim mais do que vê em mim e do que me ouve dizer.
E, para que eu não ficasse orgulhoso demais por causa das grandes revelações que recebi, foi-me dada uma moléstia em meu corpo. Essa moléstia é um mensageiro de Satanás, enviada para me atormentar, a fim de que eu não me engrandeça.
Três vezes pedi ao Senhor que tirasse esse tormento de mim.
Mas ele me disse: “A minha graça é o suficiente para você, porque o meu poder é mais forte quando você está fraco”. Então, de boa vontade me orgulharei mais nas minhas fraquezas, para que o poder de Cristo permaneça em mim.
Portanto, fico feliz com as fraquezas, com os insultos, com as necessidades, com as perseguições e com as dificuldades por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.
Tenho me tornado um tolo, mas vocês me obrigaram a isso. Vocês deveriam falar bem de mim, pois em nada sou inferior a esses “super-apóstolos”, embora eu não seja nada.
Pelo menos, eu fiz entre vocês as coisas que provam que eu sou um apóstolo, a saber: sinais, maravilhas e milagres, e tudo com muita paciência.
Assim, vocês receberam todas as coisas que as outras igrejas receberam, só que com uma diferença: eu não fui um peso para vocês. Desculpem-me por este erro!
Agora estou pronto a ir visitá-los pela terceira vez, e não quero nada do que vocês possuem. Pois eu não estou procurando os bens de vocês, mas a vocês mesmos. Os filhos não devem sustentar os pais, mas são os pais que devem sustentar os filhos.
Eu, de boa vontade, darei a vocês tudo o que tenho e gastarei até a mim mesmo pelo bem de vocês. Será que quanto mais eu os amo, menos serei amado por vocês?
Está claro que eu não fui um peso para vocês. Mas vocês acham que eu os enganei e usei mentiras para pegá-los.
Por acaso eu tirei vantagem de vocês por meio de alguém daqueles que lhes enviei?
Pedi a Tito para ir visitá-los e enviei um de nossos irmãos com ele. Por acaso Tito tirou vantagem de vocês? Será que não nos comportamos com o mesmo espírito? Não seguimos os mesmos passos?
Vocês estão pensando que, durante todo este tempo, nós estamos nos defendendo diante de vocês? Nós estamos falando diante de Deus como seguidores de Cristo, e tudo o que fazemos, queridos amigos, é para fortalecê-los.
Pois receio que, quando eu for visitá-los, os encontre diferentes do que eu quero que vocês sejam e que também vocês me achem diferente do que querem que eu seja. Receio que haja entre vocês brigas, invejas, ódio, egoísmo, insultos, mexericos, vaidade e desordens.
Receio que, quando for visitá-los novamente, o meu Deus me humilhe diante de vocês e eu venha a me entristecer por causa daqueles que pecaram e não decidiram mudar a sua forma de pensar nem de viver com relação à impureza, à imoralidade sexual e à sensualidade que têm praticado.
Esta é a terceira vez que vou visitá-los. Lembrem-se de que “Toda acusação tem que ser confirmada pela boca de duas ou três testemunhas”.
Quando estive com vocês pela segunda vez, eu avisei aqueles que tinham pecado, e a todos os outros; agora que estou longe de vocês, eu torno a avisar que não lhes pouparei.
Eu vou fazer isso porque vocês estão procurando provas de que Cristo fala por meio de mim. Ele não é fraco para com vocês; ao contrário, ele é poderoso entre vocês.
É verdade que Cristo estava fraco quando foi crucificado, contudo ele agora vive pelo poder de Deus. É verdade também que nós somos fracos nele, mas nós viveremos com ele pelo poder de Deus para o benefício de vocês.
Examinem a si mesmos para verem se ainda estão vivendo com fé; provem-se a vocês mesmos. Sem dúvida que vocês reconhecerão que Jesus Cristo está em vocês, a não ser que já estejam reprovados nestes exames.
De qualquer maneira, nós temos a esperança de que vocês reconheçam que nós não estamos reprovados.
Pedimos a Deus que vocês não façam nada que seja mau. Não para que simplesmente pareçamos aprovados, mas para que vocês façam o bem, mesmo que pareça que nós estamos reprovados.
Porque não podemos fazer nada contra a verdade, mas somente a favor da verdade.
Pois nos alegramos quando nós estamos fracos, e vocês fortes. E isto é o que pedimos: que vocês cheguem a ser perfeitos.
Portanto, eu escrevo estas coisas enquanto estou longe, para que, quando estiver presente, não tenha que ser duro com vocês ao usar a autoridade que o Senhor me deu. Esta autoridade é para fortalecer e não para destruir.
Sem mais, irmãos, adeus! Procurem ser perfeitos e ajudem-se uns aos outros. Tenham o mesmo modo de pensar, vivam em paz, e o Deus de amor e de paz estará com vocês.
Cumprimentem-se uns aos outros com beijo de irmãos.
Todo o povo de Deus lhes manda lembranças.
A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vocês.
De Paulo, o apóstolo. Não foram homens que me escolheram para ser apóstolo, nem fui enviado por homens. Quem me fez apóstolo foram Cristo Jesus e Deus Pai, o Deus que ressuscitou a Jesus dos mortos.
Esta carta é também de todos os irmãos que estão comigo, e é dirigida para as igrejas da região da Galácia.
Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês.
Jesus ofereceu a si mesmo pelos nossos pecados para nos libertar deste mundo mau em que vivemos. Assim Jesus fez a vontade de Deus, nosso Pai.
A Deus seja dada a glória para sempre! Amém.
Estou admirado de vocês estarem abandonando tão depressa aquele que os chamou por meio da graça de Cristo, e estarem aceitando uma versão diferente das Boas Novas.
A verdade é que não há outra versão das Boas Novas, mas algumas pessoas estão deixando a vocês confusos e querem mudar as Boas Novas sobre Cristo.
Mas qualquer um que lhes anuncie uma versão das Boas Novas diferente daquela que lhes temos anunciado, que seja amaldiçoado; não importando que sejamos nós mesmos ou um anjo vindo do céu.
Pois assim como já lhes disse, agora repito: se alguém anunciar uma versão das Boas Novas diferente daquela que vocês receberam, que seja amaldiçoado.
Será que eu estou tentando conseguir a aprovação dos homens ou a de Deus? Por acaso eu estou procurando agradar aos homens? Se eu estivesse agradando aos homens, não seria um servo de Cristo.
Irmãos, quero que vocês saibam que as Boas Novas que lhes anunciei não são de origem humana,
pois não as recebi e nem as aprendi de homem nenhum. Foi Jesus Cristo que as revelou a mim.
Vocês ouviram falar do meu passado, de quando eu pertencia à religião dos judeus. Eu perseguia a igreja de Deus e tentava destruí-la.
Na religião judaica, eu estava sempre mais adiantado do que muitos outros judeus da minha idade, pois era extremamente dedicado aos ensinamentos dados pelos meus antepassados.
Porém Deus já tinha um plano especial para a minha vida antes mesmo de eu nascer. Ele me escolheu pela sua graça. Isso foi do seu agrado.
E quando ele decidiu me mostrar seu Filho para que eu o anunciasse entre aqueles que não são judeus, não fui pedir conselhos a ninguém,
nem fui a Jerusalém para ver aqueles que já eram apóstolos antes de mim. Mas, sem qualquer demora, fui para a região da Arábia e depois voltei para a cidade de Damasco.
Então, depois de três anos, fui a Jerusalém para me encontrar com Pedro e fiquei com ele quinze dias.
Não me encontrei com mais nenhum apóstolo; estive somente com Tiago, o irmão do Senhor.
E eu afirmo diante de Deus que não estou mentindo naquilo que estou escrevendo para vocês.
Depois fui para as regiões da Síria e da Cilícia.
Na região da Judeia, os membros das igrejas que creem em Cristo não me conheciam pessoalmente.
Eles somente tinham ouvido dizer: “O homem que nos perseguia está agora anunciando a fé que antes tentou destruir”.
E eles louvavam a Deus por causa de mim.
Catorze anos depois, fui outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também a Tito comigo.
Fui porque Deus tinha me revelado que eu devia ir. Ali, em particular, conversei com aqueles que pareciam ser de maior influência. Eu lhes expliquei a respeito das Boas Novas que anuncio entre os que não são judeus. Eu não queria que o trabalho que eu já tinha feito, ou mesmo que o trabalho que eu ainda estava fazendo, fosse em vão.
Por isso, nem mesmo Tito, que estava comigo, foi forçado a circuncidar-se, embora ele fosse grego.
Este assunto surgiu por causa dos falsos irmãos que se intrometeram entre nós. Eles vieram com o fim de espiar a liberdade que temos em Cristo Jesus, e assim nos escravizar.
Mas nós não cedemos a esses irmãos nem por um minuto, para que a verdade das Boas Novas permanecesse entre vocês.
Eu não recebi nenhuma ideia nova daqueles que pareciam ser de maior influência. Aliás, para mim nem faz diferença o que eles eram, pois todos os homens são iguais diante de Deus.
Pelo contrário, eles viram que Deus tinha me encarregado de anunciar as Boas Novas aos que não são judeus, assim como tinha encarregado a Pedro de anunciá-las aos judeus.
Pois aquele que fez com que Pedro se tornasse um apóstolo entre os judeus, também fez com que eu me tornasse um apóstolo entre os que não são judeus.
Tiago, Pedro e João, que tinham a reputação de líderes, reconheceram o privilégio que Deus tinha me dado. Por isso, apertaram a minha mão e a de Barnabé como um sinal de comunhão. Assim ficou entendido que nós deveríamos ir para aqueles que não são judeus, e eles para os judeus.
Eles pediram somente uma coisa: que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei para fazer.
Quando Pedro veio a Antioquia, eu me opus a ele abertamente, porque estava errado.
Aconteceu assim: antes de chegarem alguns homens enviados por Tiago, Pedro comia e se associava com os que não eram judeus. Mas quando esses homens chegaram, ele se afastou e se separou daqueles que não eram judeus. Ele fez isso porque estava com medo dos judeus que acreditavam que todos aqueles que não eram judeus deviam ser circuncidados.
Os outros judeus também começaram a fingir junto com Pedro. Até mesmo Barnabé se deixou influenciar pela falsidade deles.
Mas quando vi que não estavam se comportando corretamente de acordo com a verdade das Boas Novas, disse a Pedro na presença de todos: “Você que é judeu não vive como judeu, e sim como aqueles que não são judeus. Então, por que você obriga aqueles que não são judeus a viverem como judeus?”
Nós somos judeus de nascimento. Não somos pecadores como aqueles que não são judeus.
Porém, nós sabemos que nenhum de nós, que somos judeus cristãos, pode ser declarado justo por fazer o que a lei manda, mas pela fé em Jesus Cristo. Assim nós também colocamos a nossa confiança em Cristo Jesus, para que possamos ser declarados justos pela fé em Cristo e não por fazer o que a lei manda. Ninguém pode ser declarado justo por fazer o que a lei manda.
Mas quando nós, judeus, procuramos ser declarados justos em Cristo, fica claro que nós também somos pecadores. Por acaso isto quer dizer que Cristo nos faz pecadores? De maneira nenhuma!
Pois eu estaria muito errado se voltasse a ensinar as coisas que abandonei, isto é, a lei de Moisés.
Eu já não vivo para a lei. Foi a lei que me matou, e eu morri para ela a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo;
portanto, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E essa vida que agora vivo no meu corpo, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
Eu não rejeito esta graça de Deus pois, se pudéssemos ser declarados justos diante de Deus por meio da lei, então Cristo não precisaria ter morrido.
Gálatas tolos! Quem foi que os enfeitiçou? A morte de Cristo na cruz foi descrita claramente diante dos olhos de vocês!
Quero saber apenas isto: Vocês receberam o Espírito por fazerem o que a lei manda, ou por ouvirem e crerem nas Boas Novas?
Será que são tão tolos que, tendo começado uma vida com o Espírito, estão agora se aperfeiçoando com as suas próprias forças?
Será que tudo o que vocês sofreram foi em vão? Espero que não!
É Deus que lhes dá o Espírito e realiza milagres entre vocês. Mas será que ele faz isso porque fazem o que a lei manda, ou porque vocês ouviram e creram nas Boas Novas?
Como dizem as Escrituras a respeito de Abraão: “Abraão teve fé em Deus e, por causa de sua fé, Deus o aceitou como justo”.
Saibam, pois, que aqueles que têm fé é que são os verdadeiros filhos de Abraão.
As Escrituras disseram o que ainda ia acontecer, quando falaram que Deus iria declarar justos, por meio da fé, todos aqueles que não são judeus. As Escrituras também anteciparam as Boas Novas a Abraão, dizendo: “Através de você, serão abençoadas todas as nações”.
Dessa forma, aqueles que têm fé são abençoados, assim como Abraão foi abençoado porque creu.
Mas todos aqueles que, por obediência à lei, querem ser justos diante de Deus, estão debaixo de maldição. Pois as Escrituras dizem: “Maldito seja todo aquele que não continuar a fazer tudo o que está escrito no Livro da Lei”.
Está claro que pela lei ninguém pode ser declarado justo diante de Deus, porque as Escrituras dizem: “Aquele que pela fé é declarado justo viverá”.
A lei não está baseada na fé. Mas, como dizem as Escrituras: “Quem fizer o que a lei manda terá vida por meio dela”.
Cristo nos livrou da maldição que a lei nos impõe, tornando-se maldição em nosso lugar. Como dizem as Escrituras: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro ”.
Cristo fez isto para que a bênção que Abraão recebeu pudesse ser dada aos que não são judeus. Esta bênção foi dada por meio de Jesus Cristo a fim de que, pela fé, nós pudéssemos receber o Espírito prometido.
Irmãos, vou lhes dar um exemplo da vida diária: Se um contrato é firmado entre duas pessoas, ninguém pode quebrá-lo ou acrescentar alguma coisa a ele depois de assinado.
O mesmo acontece com as promessas feitas a Abraão e à sua descendência. Notem que Deus não disse “e aos seus descendentes”, como se estivesse falando de muitas pessoas. Ao contrário. Ele disse “e à sua descendência”, isto é, somente uma pessoa, que é Cristo.
O que eu quero dizer é isto: Deus fez uma aliança com Abraão e prometeu cumpri-la. A lei de Moisés, que veio quatrocentos e trinta anos mais tarde, não pôde cancelar essa aliança ou anular essa promessa.
Se a herança que Deus prometeu a Abraão dependesse da lei, então ela já não dependeria mais da promessa. Mas Deus lhe deu essa herança gratuitamente por causa da promessa que tinha feito.
Então, para que serve a lei? Ela foi dada para mostrar o que é contra a vontade de Deus. A lei foi dada por meio de anjos com a ajuda de Moisés como mediador, e deveria durar até que viesse aquele descendente a quem foi feita a promessa.
Mas um mediador não é necessário quando existe apenas um lado, e Deus é um só.
Quer isto dizer que a lei é contra as promessas de Deus? De maneira nenhuma! Se houvesse uma lei que nos pudesse dar vida, então seríamos declarados justos por ela.
Mas as Escrituras dizem que todo o mundo está preso pelo pecado para que, por meio da fé em Jesus Cristo, a promessa fosse dada aos que creem.
Antes que viesse aquele que é fiel, nós estávamos sendo guardados pela lei como prisioneiros, até ser revelada a fé daquele que deveria vir.
De modo que a lei nos serviu de guia para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos declarados justos pela fé.
Mas, agora que a fé veio, já não vivemos mais como dependentes do nosso guia.
Pois todos vocês são filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus;
porque todos vocês que foram batizados para pertencer a Cristo, de Cristo se revestiram.
Portanto, não há diferença entre judeus e não-judeus, entre escravos e livres, entre homens e mulheres; todos vocês são um em Cristo Jesus.
E, se vocês pertencem a Cristo, então vocês são descendentes de Abraão e, portanto, herdeiros das bênçãos que Deus prometeu a ele.
O que eu quero dizer é que, enquanto o herdeiro é criança, ele não é diferente do escravo, embora tudo lhe pertença.
Enquanto é criança, ele tem de obedecer àqueles que tomam conta dele. Mas quando atingir a idade determinada pelo seu pai, então ficará livre.
Assim também nós, quando éramos crianças, éramos escravos dos poderes espirituais que governam este mundo.
Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou seu Filho. Ele nasceu de uma mulher e viveu debaixo da lei
para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de podermos ser adotados como filhos de Deus.
E como vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho para os nossos corações. O Espírito clama: “Querido Pai”.
Portanto, vocês já não são mais escravos, mas sim filhos. E, desde que vocês são filhos, Deus também os fez herdeiros.
Antigamente vocês não conheciam a Deus. Eram escravos de deuses que não são verdadeiros.
Mas agora que conhecem a Deus (ou melhor, agora que Deus os conhece), por que estão voltando outra vez para esses poderes espirituais que são fracos e pobres? Vocês querem tornar-se escravos deles novamente?
Por que vocês estão celebrando dias especiais, meses, estações e anos?
Eu temo por vocês. Receio que todo meu trabalho entre vocês não tenha valido nada.
Irmãos, eu lhes suplico: Sejam como eu, pois eu também me tornei igual a vocês. Não que vocês tenham me feito algum mal
mas, como vocês sabem, foi porque eu estava doente que lhes anunciei as Boas Novas a primeira vez.
Apesar da minha doença ter sido um grande peso, vocês não me desprezaram nem me expulsaram. Pelo contrário! Vocês me receberam como se eu fosse um anjo de Deus, como se eu fosse o próprio Jesus Cristo!
Vocês estavam tão felizes! O que foi que aconteceu? Eu posso afirmar que, se fosse possível, vocês teriam tirado os seus próprios olhos para os dar a mim.
Por acaso me tornei inimigo de vocês por lhes dizer a verdade?
Essas pessoas que querem que vocês obedeçam a lei bem que tentam convencê-los, mas não é para o bem de vocês. Elas querem convencê-los a se afastar de mim, para que vocês se virem somente para elas.
É sempre bom ter um grande interesse por alguém, desde que seja para o bem, e não apenas quando eu estou aí com vocês.
Meus filhos, estou novamente sofrendo por vocês, como uma mãe quando sofre as dores de parto. E continuarei sofrendo até que vocês venham a ser como Cristo.
Eu gostaria de estar aí agora, e falar com vocês em outro tom de voz, pois eu não sei o que fazer a respeito de vocês.
Vocês que querem estar debaixo da lei, digam-me uma coisa: vocês não sabem o que a lei diz?
As Escrituras dizem que Abraão tinha dois filhos: um de uma mulher escrava e outro de uma mulher livre.
O filho da mulher escrava nasceu de maneira natural, mas o filho da mulher livre nasceu por causa de uma promessa que Deus fez a Abraão.
Estas coisas têm um sentido figurado, pois estas duas mulheres representam duas alianças. Uma aliança foi dada no monte Sinai, e gerou um povo destinado para a escravidão. Esta aliança corresponde a Agar.
Agar é como o monte Sinai na Arábia, e corresponde à cidade de Jerusalém atual. Esta cidade é escrava, e todos os que lá estão são escravos da lei.
Mas a Jerusalém celestial é livre, e ela é a nossa mãe.
Pois as Escrituras dizem: “Alegre-se você, mulher que não pôde ter filhos! Grite e cante de alegria, você que nunca sentiu as dores de parto. Porque a mulher desprezada terá mais filhos do que a mulher que vive com o marido”.
Porém vocês, irmãos, são filhos de Deus por causa da promessa, como Isaque era.
Naquela época o filho que tinha nascido de maneira natural perseguia ao que tinha nascido através do Espírito. Agora também acontece o mesmo.
Mas o que dizem as Escrituras? “Expulse a mulher escrava e o seu filho, porque de maneira nenhuma o filho da escrava vai ser herdeiro com o filho da mulher livre”.
Portanto, irmãos, nós somos filhos da mulher livre, e não da mulher escrava.
Cristo nos libertou para que pudéssemos viver em liberdade. Permaneçam, pois, firmes e não se afastem, voltando para a escravidão da lei.
Escutem! Eu, Paulo, lhes digo que, se vocês retornarem para a lei se deixando circuncidar, Cristo não terá nenhum valor para vocês.
Mais uma vez aviso: Se vocês se deixam circuncidar, então terão que obedecer toda a lei,
Vocês que estão procurando ser declarados justos através da lei estão desligados de Cristo; vocês se separaram da graça de Deus.
Mas nós, pela fé, temos a esperança de sermos declarados justos. Por isso, aguardamos ansiosamente esta esperança com a ajuda do Espírito.
Porque quando estamos em Cristo não importa se somos ou não somos circuncidados. O que realmente importa é a fé que age por meio do amor.
Vocês estavam indo tão bem! Por que, então, deixaram que alguém os impedisse de continuar a obedecer a verdade?
O meio que ele usou para persuadir vocês não vem de Deus, que foi quem os chamou.
Um pouco de fermento fermenta toda a massa!
Mas eu tenho confiança no Senhor de que vocês não acreditarão nessas ideias diferentes. Aquele que os perturba, porém, seja ele quem for, será castigado.
Irmãos, se eu ainda ensino que as pessoas têm que ser circuncidadas, então por que eu ainda sou perseguido? Se eu realmente ensinasse isso, então a mensagem a respeito da cruz, que é uma ofensa para muitos, não seria mais problema.
Eu gostaria que aqueles que estão perturbando vocês se castrassem de uma vez!
Mas vocês, irmãos, foram chamados para viver em liberdade. Contudo, não deixem com que a liberdade de vocês se torne um pretexto para que façam o que agrada à natureza pecadora de vocês. Ao contrário, sirvam uns aos outros com amor.
Pois toda a lei se resume num só mandamento: “Ame o seu próximo como você ama a você mesmo”.
Mas se continuarem se tratando como animais, ferindo e prejudicando uns aos outros, tenham cuidado para não se destruírem!
Por isso eu digo: deixem com que o Espírito guie o comportamento de vocês. Assim não satisfarão os maus desejos da sua natureza pecadora.
Pois, o que a nossa natureza pecadora deseja é contra o Espírito, e o que o Espírito deseja é contra a nossa natureza pecadora. Estas duas coisas são opostas entre si. Por isso vocês não podem fazer tudo o que gostariam de fazer.
Mas, se é que vocês são guiados pelo Espírito, então não estão debaixo da lei.
As obras da natureza pecadora são bem conhecidas. Elas são: imoralidade sexual, impureza, sensualidade,
idolatria, bruxarias, ódio, brigas, ciúmes, iras, egoísmo, rixas, divisões,
inveja, embriaguez, orgias e coisas iguais a estas. Eu já os avisei a respeito dessas coisas, e os aviso novamente: aquelas pessoas que praticam essas coisas não vão herdar o reino de Deus.
Mas o Espírito produz: amor, alegria, paz, paciência, ternura, bondade, fidelidade,
humildade e domínio próprio. Contra coisas como estas não há lei.
Aqueles que pertencem a Jesus Cristo pregaram a sua natureza pecadora na cruz, juntamente com as suas paixões e desejos.
Se é do Espírito que obtemos a nossa nova vida, então devemos seguir o Espírito.
Não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, e nem ter inveja uns dos outros.
Irmãos, se descobrirem que alguém cometeu algum pecado, vocês, que são espirituais, devem ajudá-lo a voltar ao bom caminho. Mas façam isso com espírito de brandura, e tenham cuidado para que vocês também não sejam tentados.
Ajudem-se uns aos outros nas suas dificuldades, e dessa maneira estarão obedecendo a lei de Cristo.
Pois, se alguém pensa que é importante, quando na realidade não o é, ele engana a si mesmo.
Cada um deve provar sua própria conduta. Então depois ele poderá se orgulhar daquilo que ele mesmo fez, sem precisar se comparar com outras pessoas.
Pois cada um deve aceitar sua própria responsabilidade.
Aquele que está aprendendo a mensagem de Deus deve compartilhar todas as coisas boas com aquele que o está ensinando.
Não se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que uma pessoa plantar, é o que ela também vai colher.
Aquela pessoa que planta para satisfazer sua natureza pecadora, da sua natureza pecadora vai colher a morte eterna. Mas aquela pessoa que planta para agradar o Espírito, do Espírito receberá a vida eterna.
Não devemos nos cansar de fazer o bem. Pois nós obteremos a nossa colheita no tempo certo, se não desistirmos.
Por isso, enquanto tivermos oportunidade, devemos fazer o bem a todos, mas principalmente para os irmãos na fé.
Eu estou escrevendo isto com a minha própria mão. Vejam com que grandes letras eu o faço!
Aqueles que estão forçando vocês a se circuncidarem são os mesmos que querem se mostrar e ser aceitos pelos outros. Eles fazem isso somente porque não querem ser perseguidos por causa da cruz de Cristo.
Nem mesmo os que são circuncidados cumprem a Lei. Porém eles querem que vocês sejam circuncidados para poderem se gabar de ter colocado este sinal no corpo de vocês.
Quanto a mim, que eu nunca me gabe, a não ser a respeito da cruz do nosso Senhor Jesus Cristo. Através dela o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo.
Pois não importa se uma pessoa é circuncidada ou não; o que realmente importa é esta nova criação que Deus anda fazendo.
Que a paz e a misericórdia estejam com todos aqueles que cumprem esta regra, e também com todo o povo de Deus.
Quanto ao mais, que ninguém me crie mais problemas. Pois eu já levo no meu corpo as marcas das feridas de Jesus.
Irmãos, que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo esteja com o espírito de vocês. Amém.
De Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, para o povo santo de Deus que vive em Éfeso e que crê em Cristo Jesus.
Que a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês.
Louvado seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo. Em Cristo, Deus nos tem abençoado com todo o tipo de bênçãos espirituais dos céus.
Em Cristo, ele nos escolheu antes de o mundo ser criado para sermos um povo santo e sem pecado diante dele. Por causa do seu amor por nós,
Deus nos destinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo; esse era o seu desejo e o seu propósito.
Deus fez isso para trazer glória a si mesmo por causa da sua maravilhosa graça, e ele nos deu gratuitamente essa graça no seu amado Filho.
Em Cristo nós somos libertados pelo seu sangue e, pela sua rica graça, somos perdoados de nossos pecados.
Deus derramou a sua graça abundantemente sobre nós na forma de todo tipo de sabedoria e entendimento.
Ele nos fez conhecer o segredo do seu propósito, pois era isso o que ele queria. E ele planejou fazer isso por meio de Cristo.
O seu propósito era que, quando chegasse o momento certo, ele pudesse realizar o seu plano de reunir todas as coisas, tanto as do céu como as da terra, debaixo da autoridade de Cristo.
Em Cristo, nós fomos escolhidos, fomos predestinados para sermos o povo de Deus. Isto foi feito de acordo com o propósito da vontade daquele que faz todas as coisas,
para que nós, que fomos os primeiros a colocar a nossa esperança em Cristo, pudéssemos ter razão de louvar a sua glória.
Por meio de Cristo vocês também receberam o selo de Deus, que é o Espírito Santo que ele prometeu. Vocês o receberam quando ouviram a mensagem verdadeira, isto é, as Boas Novas a respeito da sua salvação, e creram em Cristo.
O Espírito Santo é a garantia de que nós receberemos a herança que Deus nos prometeu. Essa herança consiste na completa libertação do seu povo para o louvor da sua glória.
Por isso, desde que ouvi falar da sua fé em nosso Senhor Jesus e do amor que têm por todo o povo de Deus,
tenho me lembrado sempre de vocês nas minhas orações, e tenho sempre dado graças a Deus por vocês.
Oro sempre ao Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai glorioso, e peço que ele lhes dê o Espírito, que os tornará sábios e revelará a verdade de Deus para que possam vir a conhecê-lo melhor.
Também peço que suas mentes sejam abertas para que vejam a luz, e assim conheçam a esperança para a qual Deus os chamou. Peço que saibam como é rica a gloriosa herança que ele dará para todo o seu povo santo,
e como incomparavelmente grande é o seu poder para nós, os que cremos. Esse poder é o mesmo que Deus mostrou com poderosa força
quando ressuscitou a Jesus dos mortos e o fez sentar à sua direita nos céus.
Deus colocou a Cristo acima de todos os poderes, autoridades, forças e reis e acima de todo título de poder que possa ser dado, tanto nesta época como também na que vai chegar.
Deus colocou tudo sob o controle de Cristo e o fez o cabeça de todas as coisas para a igreja.
A igreja é o corpo de Cristo e a totalidade dele mesmo completa todas as coisas em todos os lugares.
No passado, vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e das coisas más que fizeram contra Deus.
Vocês viviam da mesma maneira como o mundo vive e seguiam aquele que governa os poderes espirituais no ar. Ele é o espírito que agora está influenciando a vida daqueles que se recusam a obedecer a Deus.
Todos nós vivíamos como eles, procurando satisfazer a nossa natureza pecadora. Fazíamos toda a vontade dos nossos corpos e dos nossos pensamentos. E, como o resto do mundo, nós também estávamos sujeitos à ira de Deus, pois éramos como eles.
Deus, porém, é muito rico em misericórdia e o seu amor por nós é muito grande.
Por isso, mesmo quando estávamos espiritualmente mortos nos nossos pecados, ele nos deu uma vida nova juntamente com Cristo. Vocês foram salvos pela graça de Deus.
E, como somos identificados com Cristo Jesus, Deus nos ressuscitou assim como ressuscitou a Cristo e nos fez reinar com ele nos céus.
Deus fez isso para que pudesse mostrar a incomparável riqueza da sua graça para as gerações futuras. Esta graça é demonstrada pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus.
O que eu quero dizer é que vocês foram salvos pela graça por meio da fidelidade de Deus. Vocês não salvaram a si mesmos. A salvação vem de Deus como um presente,
e não como o resultado das obras que alguém fez, para que assim ninguém se orgulhe.
Nós somos criaturas de Deus. Ele nos criou em Cristo Jesus para que passássemos a nossa vida fazendo as boas obras que ele já tinha preparado.
No passado vocês, que não nasceram judeus, eram chamados de “incircuncisos ” por aqueles judeus que chamavam a si mesmos de “circuncisos”, referindo-se a uma cirurgia no corpo feita por mãos humanas.
Portanto, lembrem-se de que naquele tempo vocês estavam sem Cristo e excluídos da comunidade de Israel. Vocês não tinham parte nas alianças relacionadas com a promessa de Deus. Vocês estavam sem esperança e sem Deus no mundo.
Antigamente vocês estavam longe de Deus, mas agora, em Cristo Jesus, vocês foram aproximados de Deus pelo sangue de Cristo.
Por causa de Cristo nós agora temos paz. Ele fez dos dois povos um só e, pelo seu próprio corpo, destruiu a parede de ódio que os separava.
Cristo fez isso quando aboliu a lei com os seus mandamentos e suas regras. O seu propósito era fazer a paz ao criar em si mesmo um novo povo daqueles dois povos.
O que ele queria era acabar com o ódio por meio de sua morte na cruz e, por meio dela, reunir ambos os povos com Deus num só corpo.
E ele veio e anunciou as Boas Novas de paz para todos vocês: tanto para os que estavam longe de Deus como também para os que estavam perto dele.
E é por meio de Cristo que todos nós podemos ir ao Pai em um Espírito.
Portanto, vocês não são mais estrangeiros nem estranhos. Agora vocês são cidadãos que pertencem ao povo de Deus; vocês são da família de Deus.
Vocês são como um edifício que está construído sobre um alicerce que são os apóstolos e profetas. E o próprio Jesus Cristo é a pedra fundamental desse edifício.
É ele que mantém o edifício todo bem ajustado e o faz crescer como templo consagrado ao Senhor.
E em Cristo, vocês também estão sendo edificados juntamente com os outros, para se tornarem uma casa onde Deus habite por meio do Espírito.
Por esta causa eu, Paulo, sou prisioneiro de Jesus Cristo, por amor de vocês que não são judeus.
Vocês certamente devem ter ouvido que Deus me deu o privilégio de trabalhar para o bem de vocês.
E ele me mostrou por meio de revelação o seu plano secreto, como já escrevi resumidamente.
Se vocês lerem o que escrevi, poderão ver o que eu realmente compreendo a respeito da verdade de Cristo que estava escondida.
Nas gerações passadas, essa verdade não foi mostrada para as pessoas, mas agora Deus a revelou aos seus santos apóstolos e profetas, por meio do Espírito.
A verdade que estava escondida é que, por meio das Boas Novas, aqueles que não são judeus são herdeiros junto com os judeus. Eles são membros do mesmo corpo e, juntamente com os judeus, participam da promessa que Deus fez em Cristo Jesus.
Eu me tornei um servo, encarregado de anunciar as Boas Novas, devido ao dom da graça de Deus. E essa graça me foi dada pela ação do seu poder.
Eu sou aquele que tem menos importância entre todos do povo de Deus. Contudo, o próprio Deus me deu o privilégio de anunciar aos que não são judeus as Boas Novas a respeito das incontáveis riquezas de Cristo.
E também ele me deu o privilégio de esclarecer a todos qual é o seu plano secreto. Desde o princípio do mundo, esse plano secreto tinha permanecido escondido em Deus, que foi quem criou todas as coisas.
Deus queria que, por meio da igreja, os poderes e as autoridades dos céus conhecessem a sua sabedoria em todas as suas formas.
E isso está de acordo com o eterno propósito de Deus, realizado em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Por intermédio dele, nós podemos nos apresentar diante de Deus com confiança e sem medo, por meio da fé que temos em Cristo.
Portanto, eu lhes peço que não desanimem por causa daquilo que sofro por vocês, pois esse sofrimento é uma honra para vocês.
Por isso eu me ajoelho diante do Pai,
de quem toda a família no céu e na terra recebe o seu verdadeiro nome.
Peço ao Pai que, de acordo com a sua grande glória, ele permita que vocês tenham os seus espíritos poderosamente fortalecidos, por meio do seu Espírito.
Peço que Cristo viva nos seus corações por meio de fé, e que a vida de vocês tenha raízes e alicerces no amor.
Assim vocês poderão compreender, junto com todo o povo de Deus, qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo.
Sim, que vocês possam conhecer esse amor, o qual supera todo entendimento, para que fiquem repletos da natureza de Deus.
Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, mediante seu poder que atua em nós!
A ele seja dada a glória na igreja e em Cristo Jesus por todas as gerações e para sempre! Amém.
Eu, pois, que sou prisioneiro por pertencer ao Senhor, peço-lhes que vivam de maneira digna das pessoas que foram chamadas por Deus.
Sejam sempre humildes, gentis, pacientes, e tolerem uns aos outros com amor.
Já que vocês estão unidos pela paz, façam tudo para preservar essa união que o Espírito lhes dá.
Há um só corpo e um só Espírito, como também vocês foram chamados numa só esperança.
Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo,
um só Deus e Pai de todos, que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e que está em todos.
Cada um de nós recebeu seu dom especial, de acordo com o que Cristo quis dar.
É por isso que as Escrituras dizem: “Quando ele subiu às alturas, levou consigo prisioneiros e deu dons aos homens”.
O que quer dizer “ele subiu”? Quer dizer que ele primeiro desceu até as regiões mais baixas, até a terra.
Aquele que desceu é o mesmo que também subiu acima do mais alto céu, para encher tudo com a sua presença.
E o próprio Cristo deu a alguns o dom de serem apóstolos, a outros, o de serem profetas, a outros, o de serem evangelistas, e a outros, o de serem pastores e mestres.
Estes dons foram dados com o propósito de preparar o povo de Deus para servir, e assim fortalecer o corpo de Cristo.
Isto deve continuar até estarmos todos unidos na mesma fé e no mesmo conhecimento a respeito do Filho de Deus. Assim seremos pessoas maduras e cresceremos até alcançarmos a altura espiritual de Cristo.
Então não seremos mais crianças, que são como navios agitados pelas ondas e levados de um lado para outro por todo tipo de ensinamento que apareça. Nem seremos enganados por pessoas astutas que querem nos levar pelos caminhos do erro.
Ao contrário, falemos sempre a verdade com amor, e cresçamos para ser em tudo como Cristo, que é o cabeça,
e de quem todo o corpo depende. Todas as partes do corpo estão unidas e ligadas pelas juntas e, quando cada parte funciona como deve, todo o corpo cresce e fica cada vez mais forte em amor.
Portanto, em nome do Senhor eu quero avisá-los disto: não continuem a viver como aqueles que não creem no nosso Deus. Os pensamentos deles são inúteis,
eles não têm entendimento, são ignorantes porque os corações deles estão endurecidos. Por causa dessas coisas, eles estão separados da vida que Deus nos dá.
Eles perderam toda a vergonha, entregaram-se à sensualidade e praticam todo o tipo de impureza, sem qualquer restrição.
Mas não foi isto que vocês aprenderam a respeito de Cristo.
Eu estou certo de que vocês ouviram falar a respeito dele e foram ensinados de acordo com a verdade que há em Jesus, uma vez que vocês eram seus seguidores.
Com respeito à maneira que viviam, vocês foram ensinados a abandonar a natureza velha de vocês, que está sendo destruída pelos seus maus desejos.
Vocês foram ensinados a viver com um espírito novo e com uma nova maneira de pensar
e também, a se vestir com uma natureza nova. Essa natureza nova é criada para ser semelhante a Deus, e é demonstrada com uma vida verdadeiramente justa e pura.
Portanto vocês não devem mentir mais. Falem sempre a verdade uns aos outros, porque todos fazemos parte uns dos outros, no mesmo corpo.
Quando ficarem irados, não deixem que essa ira os leve a pecar, e não fiquem irados até o fim do dia.
Não deem chance ao diabo.
Quem roubava, não roube mais. Antes trabalhe, fazendo com as suas próprias mãos alguma coisa de bom, para que assim tenha com que ajudar aos pobres.
Vocês não devem dizer palavras sujas, mas somente palavras que sejam boas para a necessária edificação das pessoas, e que levem benefício aos que as ouvem.
Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, pois ele é a marca de que vocês pertencem a Deus e a garantia de que Deus nos libertará algum dia.
Deixem de lado a amargura, a raiva e a ira. Não gritem com os outros e nem falem mal deles. Afastem-se de todo tipo de maldade.
Antes sejam bons e tenham compaixão uns dos outros. Perdoem uns aos outros como também Deus, em Cristo, perdoou a vocês.
Imitem a Deus como filhos amados.
Vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como sacrifício e oferta de aroma agradável a Deus.
Mas a imoralidade sexual, impureza sexual e o desejo sexual pecaminoso não devem sequer ser mencionados entre vocês, como convém ao povo santo de Deus.
Nem deveria haver conversação indecente, palavras tolas, ou piadas sujas, pois essas coisas não se encaixam com o comportamento que vocês devem ter. Ao contrário, deve haver ações de graça entre vocês.
Pois podem estar certos disto: ninguém que seja sexualmente imoral, ou impuro, ou avarento (que é o mesmo que ser adorador de ídolos), terá herança no reino de Cristo e de Deus.
Não deixem que ninguém engane a vocês com ideias falsas. É por causa dessas coisas que a ira de Deus virá sobre aqueles que são desobedientes.
Portanto, não sejam participantes com eles.
Antigamente vocês estavam cheios de escuridão. Porém agora, sendo seguidores do Senhor, estão cheios de luz. Vivam como pessoas que pertencem à luz.
(Pois os efeitos da luz são encontrados em todo o tipo de bondade, justiça e verdade.)
Procurem saber o que agrada ao Senhor,
e não participem das coisas inúteis que aqueles que pertencem à escuridão fazem. Pelo contrário, exponham-nas à luz.
De fato é vergonhoso até falar sobre as coisas que eles fazem em segredo.
Mas todas as coisas se tornam visíveis quando são expostas à luz.
E tudo o que se torna visível pode também se tornar luz, e é por isso que nós dizemos: “Acorde, ó você que dorme! Levante-se da morte e Cristo o iluminará”.
Portanto, tomem cuidado com a maneira como vocês vivem. Não vivam como ignorantes, mas como sábios
que aproveitam ao máximo cada oportunidade para fazer o bem, pois vivemos numa época má.
Por isso não sejam tolos, mas procurem entender qual é a vontade do Senhor.
E não continuem a se embriagar com vinho, pois isso vai levá-los à ruína espiritual, mas encham-se com o Espírito,
e como consequência de estar cheios do Espírito vocês serão capazes de animar uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais; e também serão capazes de cantar e louvar de coração ao Senhor;
e também serão capazes de agradecer sempre a nosso Deus e Pai por tudo, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Sujeitem-se uns aos outros por causa do respeito que vocês têm por Cristo.
Esposas, sejam submissas a seus próprios maridos, como se fosse ao Senhor.
Pois o marido é o cabeça da esposa, assim como Cristo é o cabeça da igreja. A igreja é o corpo de Cristo, e Cristo é o Salvador do corpo.
Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as esposas sejam em tudo submissas a seus maridos.
Maridos, amem as suas esposas, assim como Cristo também amou a igreja e deu a sua vida por ela.
Ele fez isto para consagrar a igreja ao serviço de Deus, purificando-a por meio da lavagem em água com a palavra.
Assim ele pode apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer outra coisa semelhante, porém santa e sem defeito.
E é desta maneira que os maridos também devem amar as suas esposas como a seus próprios corpos. Aquele que ama a sua esposa, ama a si mesmo.
Ninguém odeia o seu próprio corpo, mas o alimenta e cuida dele. E é isso o que Cristo faz pela igreja,
pois nós somos parte do seu corpo.
Como dizem as Escrituras: “Por isso, o homem deixa o seu pai e a sua mãe e se une à sua mulher, e os dois se tornam um só ser”.
É muito importante este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.
Contudo, cada um de vocês também deve amar a sua própria esposa como a si mesmo, e a esposa deve respeitar a seu marido.
Filhos, obedeçam a seus pais, como o Senhor quer, porque esta é a atitude correta.
O primeiro mandamento com promessa é: “Respeite o seu pai e a sua mãe”,
“para que tudo vá bem com você e assim tenha uma vida longa aqui na terra”.
E vocês, pais, não irritem seus filhos. Ao contrário, vocês devem criá-los na disciplina e na instrução que vêm do Senhor.
Servos, obedeçam aos seus senhores aqui na terra com temor, respeito e sinceridade nos seus corações, da mesma maneira que vocês obedeceriam a Cristo.
Não trabalhem apenas quando estão sendo vigiados, como se estivessem procurando agradar aos homens. Mas trabalhem como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.
Sirvam de boa vontade, como se fosse ao Senhor, e não aos homens.
Lembrem-se de que cada um, seja escravo ou livre, se fizer alguma coisa boa, será recompensado pelo Senhor.
E vocês, senhores, tratem seus servos da mesma maneira e parem de fazer ameaças. Lembrem-se de que o Senhor, tanto de vocês como o deles, está no céu, e que ele trata a todos do mesmo modo.
Finalmente, sejam fortes no Senhor e no seu grande poder.
Vistam-se com a armadura que Deus lhes dá, para que possam ficar firmes contra as ciladas do diabo.
Pois a nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de escuridão e contra as forças espirituais do mal, nos céus.
Portanto, tomem toda a armadura que Deus lhes dá, para que possam resistir quando o dia mau chegar. Assim vocês permanecerão inabaláveis depois que a luta estiver terminada.
Estejam, pois, firmes, colocando a verdade como um cinto em volta da cintura e se vestindo da justiça como um colete de proteção.
Calcem, como sapatos, o entusiasmo para anunciar as Boas Novas de paz.
Acima de tudo, peguem a fé como um escudo, com o qual poderão apagar todas as flechas de fogo do Maligno.
Peguem também a salvação como um capacete e a mensagem de Deus como a espada que o Espírito Santo lhes dá.
Orem em todas as ocasiões com a ajuda do Espírito, com todo o tipo de oração e súplica. Para que possam fazer isto, vocês devem estar sempre vigiando com perseverança e orando por todo o povo santo de Deus.
Orem também por mim, para que quando eu abrir a minha boca, uma mensagem me seja dada. E assim, com coragem, eu anuncie a verdade que estava escondida, que são as Boas Novas.
Eu sirvo como um embaixador das Boas Novas na prisão. Por isso orem para que eu seja corajoso e as anuncie como devo anunciar.
E para que vocês também saibam de mim e do que eu estou fazendo, Tíquico, nosso amado irmão e servo fiel do Senhor, os informará de tudo.
É por isso mesmo que eu o estou enviando: para que vocês tenham notícias a nosso respeito e também para que ele conforte o coração de vocês.
Que vocês, irmãos, desfrutem da paz e do amor com a fé, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Que a graça de Deus esteja com todos os que amam ao nosso Senhor Jesus Cristo com um amor eterno.
De Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, para todo o povo santo de Deus em Cristo Jesus que vive em Filipos, inclusive os bispos e os diáconos.
Que a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês.
Agradeço ao meu Deus por tudo que recordo de vocês
e, em todas as orações que faço por vocês, eu oro com alegria.
Agradeço a Deus pela ajuda que me deram enquanto eu anunciava as Boas Novas, desde o primeiro dia até agora.
Estou bem certo de que Deus, que começou este bom trabalho entre vocês, vai continuá-lo até que ele seja terminado no dia em que Jesus Cristo voltar.
Aliás, é justo que eu assim pense de todos vocês, pois vocês estão no meu coração. E, não apenas enquanto eu estou na prisão, mas também quando estava defendendo e provando a verdade das Boas Novas, todos vocês participaram comigo deste privilégio que Deus me deu.
Pois Deus é minha testemunha da saudade que tenho de todos vocês e de como eu os amo com o amor de Cristo Jesus.
E também faço esta oração: que o amor de vocês aumente mais e mais, junto com conhecimento e toda compreensão,
para que vocês possam sempre escolher o que é melhor. Assim vão ser puros e inculpáveis para o dia em que Cristo voltar.
E, por meio de Jesus Cristo, vocês farão muitas obras boas para a glória e louvor de Deus.
Irmãos, eu quero que vocês saibam que as coisas que aconteceram comigo têm contribuído para o progresso das Boas Novas.
Como resultado disso, todos os guardas do palácio e todos os outros ficaram sabendo que eu fui preso por seguir a Cristo.
Também a maioria dos irmãos no Senhor tem sido encorajada por causa da minha prisão; eles estão ganhando cada vez mais confiança para anunciar a mensagem de Deus sem medo.
É verdade que alguns deles anunciam a mensagem de Cristo por inveja e rivalidade; outros, porém, anunciam-na de boa vontade.
Estes fazem isto por amor, pois sabem que eu fui colocado aqui para defender as Boas Novas.
Mas outros anunciam a mensagem de Cristo por interesse pessoal e não com sinceridade, pois a intenção deles é aumentar os meus sofrimentos aqui na prisão.
Mas o que importa isso? O importante é que Cristo seja proclamado de qualquer maneira, quer por bons quer por maus motivos. E com isto eu me alegro, e sempre me alegrarei.
Eu estou certo de que isto resultará na minha libertação, por meio das orações de vocês e da ajuda do Espírito de Jesus Cristo.
E isto está de acordo com o meu profundo desejo e a minha esperança de que em nada serei envergonhado; mas com toda a coragem, agora e sempre, Cristo será honrado no meu corpo, tanto na minha vida como na minha morte.
Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro.
Contudo, se o fato de eu viver neste corpo faz com que eu desfrute dos resultados do meu trabalho, então já não sei o que escolher.
É muito difícil, para mim, escolher entre estas duas coisas: de um lado eu tenho o desejo de partir desta vida e estar com Cristo, o que seria muito melhor para mim.
Mas, por outro lado, é mais necessário para vocês que eu continue vivendo neste corpo.
E, desde que estou convencido disto, sei que ficarei e permanecerei com todos vocês, para ajudá-los a progredir e a ter uma alegria maior em sua fé.
Assim, vocês terão ainda mais razão de se orgulhar de mim em Cristo Jesus, pela minha presença com vocês outra vez.
Mas, acima de tudo, procurem viver de maneira digna das Boas Novas de Cristo. Dessa forma, quer eu possa ir visitá-los quer não possa, poderei ouvir que vocês estão firmes em um único propósito, lutando juntos em um só espírito, pela fé revelada pelas Boas Novas.
Quero ouvir também que vocês não estão sendo intimidados em nada pelos adversários. Esta coragem de vocês serve como sinal de que eles serão destruídos, e de que vocês serão salvos. É Deus que vai fazer isto.
Porque foi dado a vocês o privilégio de servir a Cristo, não somente crendo nele como também sofrendo por Ele.
Pois estão envolvidos na mesma luta que vocês sabem que eu tinha, e na qual ouvem que eu ainda agora tenho.
Se há algum encorajamento em Cristo, se há alguma consolação no seu amor, se há alguma comunhão com o Espírito, se há alguma misericórdia e bondade,
então me façam completamente feliz. Eu peço que vocês tenham o mesmo modo de pensar, que tenham o mesmo amor uns pelos outros, e tenham um mesmo espírito e um único propósito.
Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade. Pelo contrário, ajam com humildade e cada um considere os outros superiores a si mesmo.
Nenhum de vocês deve buscar apenas o seu próprio bem, mas também o que é para o bem dos outros.
Tenham entre vocês o mesmo pensamento que Cristo Jesus teve.
Embora ele fosse Deus na sua natureza real, ele não achou que devia procurar tirar proveito para si mesmo pelo fato de ser igual a Deus.
Pelo contrário, ele abandonou tudo o que tinha e assumiu a forma de servo, tornando-se igual aos homens. E, quando ele apareceu em forma de homem,
ele se humilhou, tornando-se obediente a Deus em tudo, ainda quando isso causou a sua morte, e uma morte de cruz.
Por isso Deus o exaltou e lhe deu o nome que está acima de todos os outros nomes.
Todos irão se ajoelhar quando ouvirem o nome de Jesus, tanto aqueles que estão no céu, como aqueles que estão na terra ou mesmo debaixo da terra,
e todos irão confessar que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.
Assim, meus queridos amigos, como vocês sempre obedeceram, não só na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, continuem trabalhando para desenvolver a salvação de vocês, com reverência e temor.
Pois Deus é quem trabalha em vocês para que desejem e realizem as coisas que lhe agradam.
Façam tudo sem queixas e sem discussões,
para que vocês sejam inocentes e puros, como filhos inculpáveis de Deus que vivem numa geração cheia de pessoas desonestas e pervertidas. Entre elas, vocês brilham como estrelas no mundo,
anunciando-lhes a mensagem que dá vida. Dessa forma eu poderei me orgulhar no dia em que Cristo voltar, em ver que não corri em vão nem me esforcei inutilmente.
A fé que vocês têm os leva a oferecer as suas vidas em sacrifício no serviço de Deus. E mesmo que eu tenha que oferecer o meu próprio sangue com o sacrifício de vocês, isto me dará uma grande alegria, e eu me alegrarei com todos vocês.
Da mesma maneira, vocês também devem se alegrar e compartilhar essa alegria de vocês comigo.
Espero no Senhor Jesus enviar-lhes Timóteo o mais breve possível a fim de que eu me sinta animado, recebendo notícias sobre vocês.
Eu quero enviá-lo porque não tenho ninguém mais que tenha as mesmas preocupações que eu tenho, e que se interesse pelo bem-estar de vocês.
Pois todos os outros cuidam dos seus próprios interesses, e não do que é de Jesus Cristo.
E vocês conhecem o caráter de Timóteo, pois ele trabalhou junto comigo para espalhar as Boas Novas, como um filho que trabalha para o seu pai.
Assim que eu souber como vão ficar as coisas aqui comigo, é ele quem eu espero enviar a vocês.
E estou confiante que, com a ajuda do Senhor, também eu mesmo irei visitá-los em breve.
Achei, todavia, necessário enviar até vocês Epafrodito. Ele é meu irmão em Cristo, companheiro, e trabalha comigo como soldado de Cristo. Ele também é mensageiro de vocês para me ajudar nas minhas necessidades.
Resolvi enviá-lo porque ele tem sentido muita saudade de todos vocês e vive preocupado porque vocês ouviram que ele estava doente.
De fato ele estava doente, e quase morreu. Mas Deus teve misericórdia dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse ainda mais tristeza.
Por isso, quero mandá-lo o mais depressa possível. Assim terão a alegria de vê-lo novamente, e eu ficarei menos preocupado com vocês.
Recebam-no no Senhor com muita alegria, e honrem aqueles que são como Epafrodito.
Ele deve ser honrado porque quase morreu por causa do trabalho de Cristo. Ele arriscou a sua própria vida para me ajudar, e me deu a ajuda que vocês não me podiam dar.
Finalmente, meus irmãos, alegrem-se no Senhor. A mim não custa nada repetir o que já lhes escrevi, e para vocês será até melhor.
Cuidado com os que fazem coisas más, pois eles são como cães! Eles exigem que o corpo seja mutilado!
Porque somos nós os que realmente somos circuncidados e adoramos a Deus por meio do seu Espírito. Nós não confiamos no que somos por meio de nascimento ou por aquilo que temos alcançado. Nós temos só que nos orgulhar de estar em Cristo.
Bem que eu poderia confiar em coisas externas. Se alguém pensa que tem motivos para confiar em coisas externas, eu tenho ainda mais.
Fui circuncidado oito dias depois de nascer. Sou do povo de Israel, da tribo de Benjamim. Sou hebreu, nascido de pais hebreus, e quanto à prática da lei de Moisés eu era fariseu.
Eu era tão dedicado que cheguei a perseguir a igreja. E com relação à justiça que a lei exige, ninguém poderia me criticar.
Mas, por causa de Cristo, todas as coisas que para mim antes eram lucro, eu agora considero como perda.
E não somente essas coisas, mas considero tudo como perda por causa da grandeza que é conhecer Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele eu perdi todas as coisas e as considero lixo, para que eu possa ganhar a Cristo
e ser achado nele. Em Cristo eu não tenho a justiça própria, que é baseada na lei, mas a justiça que vem pela fé em Cristo, isto é, a justiça que vem de Deus e que é baseada na fé.
Tudo o que desejo é conhecer a Cristo, e experimentar o poder que foi manifesto quando ele ressuscitou dos mortos. Quero também participar dos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte,
com a esperança de que assim eu alcance a ressurreição dos mortos.
Não quero dizer que eu já venci ou que já me tornei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o prêmio, para o qual Jesus Cristo me conquistou.
Irmãos, quanto a mim, eu não acho que já conquistei esse prêmio. Porém uma coisa eu faço: eu me esqueço das coisas que ficaram para trás, e me esforço em alcançar as que estão diante de mim.
E assim eu prossigo para o alvo, a fim de conquistar o prêmio que Deus nos chamou para receber em Cristo Jesus.
Todos nós que somos espiritualmente maduros devemos pensar desta maneira. E, se por acaso, há coisas com as quais vocês não concordam, Deus lhes esclarecerá tudo.
Contudo, devemos continuar seguindo a verdade que já alcançamos.
Irmãos, procurem seguir o meu exemplo e imitem aqueles que vivem de acordo com o exemplo que demos a vocês.
Muitos vivem como inimigos da cruz de Cristo. Já lhes falei deles por várias vezes e agora é chorando que volto a falar-lhes deles.
O fim deles é a destruição e o deus deles são os desejos dos seus próprios corpos. Eles se orgulham do que devia ser vergonha para eles e se preocupam somente com coisas que pertencem a este mundo.
Porém a nossa pátria está nos céus, de onde também estamos esperando o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo.
Ele transformará nossos corpos fracos e mortais, para serem iguais ao seu próprio corpo glorioso. Ele fará isso pelo poder que tem de dominar todas as coisas.
Vocês são meus irmãos muito queridos e eu sinto muitas saudades de todos; vocês são a minha alegria e a minha coroa. Portanto, continuem firmes no Senhor.
Peço a Evódia e a Síntique que possam se entender, como irmãs no Senhor.
E também peço a você, meu fiel companheiro, que ajude essas duas mulheres. Elas têm se esforçado comigo na proclamação das Boas Novas, junto com Clemente e com os demais companheiros meus, cujos nomes estão escritos no Livro da Vida.
Alegrem-se sempre no Senhor. Digo mais uma vez: alegrem-se!
Mostrem a todos que vocês são pacientes e bondosos. O Senhor virá logo.
Não vivam ansiosos por causa de nada. Ao contrário, orem a Deus, em qualquer circunstância e peçam a ele o que vocês precisam. E façam isso sempre com ações de graça.
E a paz de Deus, que está além da compreensão humana, guardará os corações e as mentes de vocês em Cristo Jesus.
Finalmente, irmãos, se existe alguma virtude e se existe algo louvável, é isso que tem de ocupar o pensamento de vocês: tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável e tudo o que é de boa fama.
Continuem praticando o que vocês aprenderam, receberam e ouviram de mim, bem como o que vocês também me viram fazer. E o Deus que dá a paz estará com vocês.
Eu me alegrei muito no Senhor porque, mais uma vez, vocês mostraram o cuidado que têm por mim. Vocês sempre cuidaram de mim, mas lhes faltava oportunidade para o demonstrar.
Não é porque eu estou passando necessidade que estou dizendo isto, pois aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.
Eu sei como viver estando em necessidade, como também sei viver tendo abundância. De tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de estar bem alimentado, como de estar passando fome; tanto de ter tudo o que preciso, como de não ter nada.
Posso me virar bem nessas situações por meio do poder que Cristo me dá.
Contudo, vocês fizeram bem se associando nas minhas dificuldades.
Vocês, filipenses, sabem que no princípio, quando as Boas Novas foram anunciadas e quando eu saí da Macedônia, vocês foram a única igreja que me ajudou.
Pois quando eu estava em Tessalônica vocês mandaram o bastante para as minhas necessidades mais de uma vez.
Não é que eu queira que vocês me deem alguma coisa. O que quero é lhes dar ocasião para se enriquecerem cada vez mais diante de Deus.
Recebi tudo e tenho em abundância. Agora tenho até mais do que preciso, pois Epafrodito me trouxe a oferta de vocês. E essa oferta é como um sacrifício de aroma suave, que é agradável a Deus.
E o meu Deus, de acordo com a sua gloriosa riqueza em Cristo Jesus, vai suprir todas as necessidades de vocês.
Glória ao nosso Deus e Pai para sempre e sempre! Amém.
Lembranças a todos do povo santo de Deus, em Cristo Jesus. Os irmãos que estão comigo também mandam lembranças.
Todo o povo santo de Deus manda lembranças, especialmente aqueles que são da casa do Imperador.
A graça do Senhor Jesus Cristo esteja com cada um de vocês.
De Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e também de Timóteo, nosso irmão,
para o povo santo de Deus em Colossos, que são nossos fiéis irmãos em Cristo. Que Deus nosso Pai lhes dê graça e paz.
Nós damos sempre graças a Deus, Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês,
porque ouvimos falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor que vocês têm por todo o povo de Deus.
Vocês têm essa fé e esse amor por causa da esperança de receber todas as coisas que estão reservadas para vocês no céu. Vocês ouviram falar a respeito dessa esperança pela primeira vez por meio da mensagem verdadeira que chegou até vocês, isto é, as Boas Novas. Essas Boas Novas estão dando frutos e se espalhando por todas as partes do mundo. O mesmo tem acontecido entre vocês desde o dia em que ouviram falar a respeito da graça de Deus e a compreenderam como, de fato, ela é.
Vocês aprenderam da graça de Deus por meio de Epafras, nosso querido companheiro e fiel servo de Cristo, que está trabalhando em nosso lugar.
Foi ele que também nos informou a respeito do amor que vocês têm mediante o Espírito.
Por esta razão nós também, desde o dia em que ouvimos a respeito disso, não paramos de orar por vocês. Estamos sempre pedindo a Deus o seguinte: que vocês venham a conhecer toda a sua vontade e que, com este conhecimento, também tenham todo o tipo de sabedoria e entendimento espiritual.
Pedimos que vocês possam viver de maneira que traga honra ao Senhor e que lhe seja em tudo agradável. Pedimos também que façam todo tipo de coisas boas e que cresçam no conhecimento a respeito de Deus.
Pedimos ainda que Deus os fortaleça com todo o seu poder glorioso, para que não desistam diante das dificuldades e para que vocês sejam pacientes e alegres.
Assim darão graças ao Pai, que os tornou dignos de participar da herança que ele preparou para o seu povo santo que vive na luz.
Deus nos livrou do poder das trevas e nos trouxe para o reino do seu amado Filho,
por meio do qual temos liberdade e o perdão dos nossos pecados.
Cristo é a imagem do Deus invisível e é aquele que tem a prioridade sobre todas as coisas que foram criadas.
Pois todas as coisas no céu e na terra foram criadas pelo seu poder, tanto as visíveis como as invisíveis, quer elas sejam governos, domínios, poderes ou autoridades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.
Cristo já existia antes de todas as coisas e tudo continua a existir por causa do seu poder.
Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja. Ele é o princípio de todas as coisas e foi o primeiro a ressuscitar dos mortos a fim de que tenha o primeiro lugar em tudo.
Pois Deus, em toda a sua plenitude, escolheu habitar em Cristo
e, por meio do próprio Cristo, resolveu trazer de volta para si todas as coisas, tanto as da terra como as do céu. Assim Deus estabeleceu a paz por meio do sangue de Cristo que foi derramado na cruz.
Vocês estavam antes separados de Deus e eram inimigos dele por causa dos seus pensamentos e das suas más obras.
Mas agora, por meio do corpo físico de Cristo, por meio da sua morte, Deus os trouxe de volta para si mesmo, a fim de levá-los à presença dele puros, inculpáveis, e sem nada que os condene.
Deus fará isto se vocês continuarem a crer nas Boas Novas que ouviram, se continuarem firmes e fortes na fé, e se não se afastarem da esperança que as Boas Novas lhes deram. E estas Boas Novas são as que têm sido proclamadas em todo o mundo e das quais eu, Paulo, me tornei servo.
Eu agora me alegro nos meus sofrimentos por vocês e, no meu próprio corpo, estou completando o que falta dos sofrimentos de Cristo, a favor do seu corpo, que é a igreja.
Eu me tornei servo da igreja pois, para o bem de vocês, Deus me deu a tarefa de proclamar toda a sua mensagem.
Esta mensagem é a verdade que estava escondida de todos desde o princípio do mundo. Agora, porém, ela foi manifestada por Deus ao seu povo.
Deus quis que seu povo conhecesse esta verdade preciosa e gloriosa que ele tem para todos os povos. E esta verdade é que Cristo está em vocês, e que ele é a nossa esperança de participarmos da glória de Deus.
É a Cristo que nós anunciamos, instruindo e ensinando a todas as pessoas com toda a sabedoria. Fazemos isto, a fim de que apresentemos cada pessoa espiritualmente adulta em Cristo.
Por isso é que eu também trabalho duro e me esforço o mais que posso com todo o poder de Cristo, que tão poderosamente atua em mim.
Pois quero que vocês saibam que eu tenho me esforçado muito por vocês e pelos que são de Laodiceia, e por todos os outros que não me conhecem pessoalmente.
Eu me esforço para que os corações deles sejam confortados e unidos em amor. Também me esforço para que eles sejam enriquecidos com a segurança que procede do entendimento. Esforço-me ainda para que vocês compreendam totalmente a verdade de Deus que estava escondida, isto é, Cristo.
Nele estão escondidas todas as riquezas da sabedoria e do entendimento.
Digo isto para que ninguém engane a vocês com argumentos que parecem ser válidos.
Pois, embora eu esteja longe fisicamente, estou com vocês em espírito. E me alegro por ver que vocês vivem uma vida ordenada e que estão firmes na fé em Cristo.
Assim como vocês receberam ao Senhor Cristo Jesus, também continuem a viver nele.
Estejam enraizados nele e edifiquem nele a vida de vocês. Tornem-se cada vez mais fortes na fé, assim como lhes foi ensinado e sejam sempre muito agradecidos a Deus.
Tenham cuidado para que ninguém os desvie com filosofias e argumentos falsos, baseados nas tradições dos homens e nos poderes espirituais que governam este mundo, e não nos ensinamentos de Cristo.
Pois em Cristo, que veio em forma humana, habita toda a natureza de Deus.
Nele vocês têm uma vida completa e é ele quem manda em todos os governos e poderes.
Em Cristo vocês foram circuncidados, mas não com uma circuncisão feita por mãos humanas. Vocês foram “circuncidados” quando foram libertados da natureza pecadora de vocês. E esta é a “circuncisão” feita por Cristo.
Foi isso que aconteceu quando vocês foram sepultados junto com Cristo no batismo. E no batismo vocês também foram ressuscitados com ele por meio da fé no poder de Deus, o mesmo Deus que ressuscitou a Cristo dos mortos.
Vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque não tinham recebido a “circuncisão” que é feita por Cristo. Mas Deus lhes deu vida junto com Cristo e lhes perdoou todos os pecados.
Ele cancelou o registro de dívida que mostrava todos os pecados que tínhamos feito contra a lei de Deus e o anulou, pregando-o na cruz. Dessa forma todos os nossos pecados foram perdoados.
Por meio da morte de Cristo na cruz, Deus venceu os governos e os poderes espirituais, desarmando-os e fazendo deles um espetáculo público.
Por isso não deixem que ninguém os critique por causa de comida ou bebida, por causa de festas religiosas, celebrações da Lua Nova, ou sábados.
Pois todas estas coisas são apenas sombra das coisas que deviam vir. A realidade encontra-se em Cristo.
Algumas pessoas gostam de praticar atos de humildade e de adorar anjos. Elas se orgulham sem motivo por causa do seu modo humano de pensar, devido às visões que receberam. Não deixem que essas pessoas desqualifiquem a vocês.
Elas não continuam unidas a Cristo, que é o Cabeça. Pelo poder de Cristo, o corpo todo é mantido e unido por meio das suas juntas e ligamentos e cresce como Deus quer que cresça.
Vocês morreram com Cristo e, assim, foram libertados dos poderes espirituais que governam este mundo. Então, por que, como se pertencessem ao mundo, seguem regras como estas:
“Não pegue isso, não prove aquilo, não toque naquilo”?
Todas estas coisas vão se destruir com o uso. E ao se submeterem a elas, vocês estão seguindo regras e ensinamentos humanos.
De fato estas coisas têm a aparência de sabedoria. Mas elas são apenas parte duma religião feita por homens, que faz com que as pessoas pratiquem atos de humildade e castiguem os seus corpos. Isso, na realidade, não tem valor nenhum contra a natureza pecadora.
Portanto, já que vocês foram ressuscitados com Cristo, busquem as coisas que estão no céu, onde Cristo está sentado à direita de Deus.
Pensem sempre nas coisas do céu e não nas que são aqui da terra.
Pois aquela natureza velha de vocês já morreu e a vida nova de vocês está escondida com Cristo, em Deus.
Quando Cristo, que é a vida de vocês, aparecer, então vocês também vão aparecer com ele em glória.
Por isso, façam morrer todas as coisas deste mundo que agem em vocês, isto é: imoralidade sexual, impureza, paixões baixas, maus desejos e cobiça, que é uma forma de adorar ídolos.
É por causa destas coisas que virá o castigo de Deus.
Antigamente, vocês também tinham esse tipo de vida, quando costumavam fazer estas coisas.
Agora, porém, deixem tudo isto de lado: ira, irritação, maldade, insultos e o uso de linguagem indecente.
Não mintam uns aos outros, pois vocês abandonaram aquela velha natureza e as coisas que faziam no passado
e se vestiram de uma nova natureza. Esta é a nova pessoa que é renovada continuamente na imagem do seu Criador, para que ela adquira um conhecimento completo de Deus.
Desta forma, não há diferença entre um judeu e um que não é judeu, entre um que é circuncidado e alguém que não é circuncidado, entre alguém estrangeiro, alguém menos civilizado, e entre um escravo e um livre. Porém Cristo é tudo e está em todos.
Por isso, como um povo escolhido de Deus que é amado e santo, procurem viver sempre com misericórdia, com bondade, com mansidão e com paciência.
Tolerem uns aos outros e também perdoem uns aos outros se algum de vocês tem alguma queixa contra alguém. Assim como o Senhor lhes perdoou, vocês também devem perdoar uns aos outros.
E acima de tudo isto, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas.
Deixem que a paz que Cristo dá controle os seus corações. Foi para esta paz que Deus os chamou num só corpo. Sejam sempre agradecidos.
Que a mensagem de Cristo habite ricamente em vocês. Ensinem e instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Façam isso louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais, e cantem com o coração cheio de gratidão para com Deus.
E tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e, por meio dele, agradeçam a Deus Pai.
Esposas, sejam submissas a seus próprios maridos, como se fosse ao Senhor.
Maridos, amem as suas esposas e sejam gentis com elas.
Filhos, obedeçam aos seus pais em tudo, pois isto agrada ao Senhor.
Pais, não irritem os seus filhos, para que eles não fiquem desanimados.
Servos, obedeçam em tudo a seus senhores aqui da terra. Mas não obedeçam apenas quando vocês estão sendo vigiados, como se estivessem tentando agradar a pessoas. Porém, obedeçam com um coração sincero, por causa do respeito que vocês têm pelo Senhor.
O que vocês fizerem, façam de todo o coração, como se estivessem fazendo para o Senhor e não para as pessoas.
Lembrem-se de que é o Senhor quem vai lhes dar a herança celestial como recompensa. É a Cristo, o Senhor, que vocês devem continuar servindo.
Pois aquele que faz o mal receberá como troco o mal que fez. E nisto Deus trata a todos da mesma maneira.
Senhores, deem aquilo que é justo e honesto aos seus servos. Lembrem-se de que vocês também têm um Senhor no céu.
Dediquem-se à oração. Estejam sempre preparados para qualquer situação por meio da oração e de ações de graça.
Ao mesmo tempo, orem também por nós. Orem para que Deus nos dê a oportunidade de anunciar a sua mensagem, a fim de falarmos da verdade a respeito de Cristo que estava escondida. É por causa de anunciar esta mensagem que estou preso.
Orem para que eu possa anunciá-la claramente, como devo fazer.
Sejam sábios na maneira de agir com aqueles que não pertencem à igreja, e aproveitem as oportunidades.
Que as suas palavras sejam sempre agradáveis e de bom gosto, pois assim vocês saberão dar a cada um a resposta certa.
Nosso querido irmão Tíquico, que é trabalhador fiel e companheiro no serviço do Senhor, lhes dará todas as notícias a meu respeito.
Eu o estou enviando com o propósito de dar a vocês notícias a nosso respeito e também para encorajá-los.
Estou enviando junto com ele Onésimo, que é um irmão fiel e querido e que pertence ao grupo de vocês. Eles lhes contarão tudo o que está acontecendo por aqui.
Aristarco, que está preso comigo, manda lembranças. Marcos, o primo de Barnabé, também manda lembranças. (Vocês já receberam instruções a respeito de Marcos; se ele os visitar, recebam-no bem.)
Jesus, conhecido como Justo, também manda lembranças. Entre todos os judeus que seguem a Cristo, eles são os únicos que trabalham pessoalmente comigo para o engrandecimento do reino de Deus. Eles têm-me confortado muito.
Epafras, outro que pertence ao grupo de vocês, e que é um servo de Cristo Jesus, também manda lembranças. Ele está sempre orando com muita dedicação por todos vocês, para que sejam espiritualmente adultos e estejam completamente convictos, comprometidos em fazer toda a vontade de Deus.
E eu sou testemunha de que ele tem trabalhado muito por vocês, pelos de Laodiceia e pelos de Hierápolis.
Lucas, o médico querido, e Demas também mandam lembranças.
Deem lembranças aos irmãos que vivem em Laodiceia, a Ninfa e a todos os irmãos da igreja que se reúnem na casa dela.
E, depois que esta carta for lida para vocês, façam com que ela também seja lida para a igreja em Laodiceia. E que a carta enviada aos de Laodiceia seja lida para vocês.
Também digam a Arquipo: “Procure cumprir bem o trabalho que o Senhor lhe deu para fazer”.
Eu, Paulo, também lhes mando lembranças e escrevo isto com minha própria mão. Lembrem-se de que estou preso. Que a graça de Deus esteja com vocês.
De Paulo, Silas e Timóteo para a igreja em Tessalônica, que pertence a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo. Que a graça e paz de Deus estejam com vocês.
Nós sempre lembramos de vocês quando oramos, e damos graças a Deus por todos vocês.
Diante do nosso Deus e Pai, nós nos recordamos sempre do trabalho que vocês fizeram por meio da fé, do esforço que dedicaram em nome do amor e da perseverança que demonstraram por causa de sua esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.
Irmãos, sabemos que Deus os ama e que os escolheu para si.
Pois nós não lhes anunciamos as Boas Novas somente com palavras, mas com o poder do Espírito Santo e com toda a certeza de que as Boas Novas são a verdade. Vocês também sabem que nós nos comportamos bem entre vocês e que fizemos isso para o seu próprio bem.
Vocês seguiram o nosso exemplo e o exemplo do Senhor. Vocês aceitaram a mensagem com aquela alegria que vem do Espírito Santo, embora tenham sofrido muito.
Desta maneira, vocês se tornaram um exemplo para todos aqueles que acreditam em Jesus Cristo nas regiões da Macedônia e da Acaia.
E, partindo de vocês, a mensagem a respeito do Senhor se espalhou não somente pelas regiões de Macedônia e Acaia. A sua fé tornou-se conhecida também em toda parte e, portanto, nós não precisamos dizer mais nada.
Pelo contrário, eles mesmos falam sobre nós, da recepção que vocês nos deram. Eles também falam de como vocês deixaram os ídolos para servir ao Deus vivo e verdadeiro,
e para esperar pela vinda de seu Filho desde lá no céu. E este é aquele que Deus ressuscitou dos mortos, Jesus, o qual nos salva da ira de Deus que vai chegar.
Irmãos, vocês sabem que a nossa visita a vocês não foi em vão.
Vocês bem sabem que fomos maltratados e insultados na cidade de Filipos. Apesar disso nós tivemos muita confiança em nosso Deus e, com coragem, anunciamos as Boas Novas de Deus, embora houvesse muita oposição.
De fato, o que nós anunciamos não se baseia em erro ou em más intenções; nós também não estamos tentando enganar ninguém.
Pelo contrário, nós falamos porque fomos aprovados por Deus a ponto de ele nos confiar as Boas Novas. E falamos não para agradar aos homens, mas sim a Deus, que é quem prova os nossos corações.
A verdade é que nunca tentamos influenciar a vocês por meio de palavras de bajulação, como sabem. E nem anunciamos a mensagem com intuito de conseguir algum dinheiro de vocês. Disto Deus é testemunha.
Também nunca estivemos procurando elogios de homens (nem de vocês e nem de ninguém).
Embora pudéssemos fazer exigências de vocês como apóstolos de Cristo, nós preferimos ser amáveis com vocês, como uma mãe que cuida dos seus filhos.
Por causa do grande carinho que tínhamos por vocês, ficamos muito felizes em lhes dar as Boas Novas que vêm de Deus. E chegamos a amá-los tanto que queríamos lhes dar até mesmo as nossas próprias vidas.
Irmãos, sei que vocês se recordam de como trabalhamos duramente. Nós trabalhamos dia e noite para não vivermos às custas de nenhum de vocês, enquanto lhes anunciávamos as Boas Novas de Deus.
Quando nós estávamos junto com vocês, os que acreditam em Cristo, nós nos comportamos de uma maneira pura, justa e sem nenhuma falta. Vocês e Deus são testemunhas disso.
E bem sabem que nós tratamos a cada um vocês como um pai trataria seus filhos.
Foi dessa forma que nós os encorajamos e confortamos, e lhes ensinamos a viver de maneira que agrade a Deus, que é quem os chama para entrar no seu reino e na sua glória.
Nós sempre damos graças a Deus pois, quando vocês ouviram a mensagem de Deus que nós lhes anunciamos, vocês a aceitaram não como uma mensagem humana, mas como realmente é: a mensagem de Deus. E é esta mensagem que está agindo em vocês, os que creem.
Pois vocês, irmãos, seguiram o exemplo das igrejas de Deus em Cristo Jesus, que estão localizadas na Judeia, e isto porque vocês sofreram dos seus compatriotas as mesmas coisas que eles tinham sofrido dos outros judeus.
Esses judeus mataram ao Senhor Jesus e aos profetas e também nos perseguiram. Eles não agradam a Deus e estão contra todas as pessoas.
Eles provaram isso tentando nos impedir de falar com aqueles que não são judeus para que eles pudessem ser salvos. Assim, estes judeus estão adicionando mais e mais pecados aos que eles já têm. A ira de Deus caiu definitivamente sobre eles.
Quanto a nós, irmãos, agora que estamos separados de vocês por um breve tempo (não em pensamento, é claro, mas somente fisicamente) nos empenhamos com dedicação para que possamos voltar a vê-los.
De fato nós tentamos ir visitá-los (pelo menos eu, Paulo, tentei por várias vezes), mas Satanás nos impediu.
Afinal, quem é a nossa esperança, ou a alegria, ou a coroa da qual nos orgulharemos quando nos apresentarmos ao nosso Senhor Jesus na sua volta? Não são vocês? Claro que são!
Vocês fazem com que nos sintamos orgulhosos e alegres a respeito de vocês!
Portanto, quando já não podíamos esperar mais, decidimos ficar sozinhos em Atenas
e lhes enviamos Timóteo. Ele é nosso irmão e tem trabalhado conosco no serviço de Deus, anunciando as Boas Novas a respeito de Cristo. Nós o enviamos para fortalecê-los e encorajá-los em sua fé,
a fim de que ninguém desanime com as perseguições pelas quais estamos passando agora. Vocês mesmos sabem que temos de passar por estas coisas.
De fato, quando ainda estávamos com vocês, nós lhes avisamos que íamos ser perseguidos (o que na realidade aconteceu) e vocês o sabem muito bem.
Portanto, como eu não podia mais continuar esperando, enviei-lhes Timóteo para verificar a situação da fé de vocês. Fiz isso pois eu receava que o Tentador tivesse tentado a vocês e que o nosso trabalho tivesse sido em vão.
Agora, porém, Timóteo já voltou de Tessalônica e nos trouxe boas notícias a respeito da fé e do amor de vocês. Ele nos contou das boas recordações que vocês sempre têm de nós e que vocês querem muito nos ver, assim como nós também os queremos ver.
E assim, irmãos, mesmo com todas as nossas dificuldades e perseguições, nós ficamos encorajados por saber que vocês continuam firmes na fé.
Sim, agora nos sentimos reanimados, uma vez que sabemos que vocês estão firmes no Senhor.
Como poderemos agradecer a Deus o suficiente por vocês e por toda a alegria que temos diante de Deus por causa de vocês?
Nós continuamos a orar por vocês noite e dia com todo o empenho. Pedimos a Deus que nos deixe ir vê-los pessoalmente para que completemos tudo o que ainda está faltando na fé que vocês têm.
Que o nosso Deus e Pai, juntamente com o nosso Senhor Jesus, dirija o nosso caminho até vocês.
Que o Senhor os faça crescer e transbordar no amor uns para com os outros e para com todos, assim como nós transbordamos de amor por vocês.
Assim o Senhor fortalecerá os seus corações e fará com que vocês se tornem puros e isentos de culpa diante do nosso Deus e Pai, quando nosso Senhor Jesus voltar com todo o seu povo santo.
Agora, irmãos, eu tenho outras coisas para falar para vocês. Assim como nós lhes ensinamos como deveriam viver e agradar a Deus (como de fato estão fazendo), nós pedimos e os encorajamos no Senhor Jesus a continuarem progredindo cada vez mais.
Pois vocês bem sabem as instruções que nós lhes demos pela autoridade do Senhor Jesus.
E isto é o que Deus quer: que vocês sejam totalmente dedicados a ele e que não se envolvam com imoralidade sexual.
Que cada um saiba controlar o seu próprio corpo e que o mantenha de maneira que ele seja santo e honrável.
Não se deixem dominar pelos desejos maliciosos do corpo, como aqueles que não creem no nosso Deus.
Nesse assunto ninguém deve ofender nem tirar vantagem do seu irmão, pois, como nós já lhes dissemos e advertimos, o Senhor castigará os que assim procederem.
Porquanto Deus não nos chamou para sermos impuros, mas para sermos dedicados a ele.
Portanto, quem rejeita este ensino não está rejeitando homens, mas a Deus, que dá a vocês o seu Espírito Santo.
A respeito do amor fraternal, não há necessidade de que eu lhes escreva, pois vocês mesmos foram ensinados por Deus que devem amar uns aos outros.
De fato, é isso o que estão fazendo com todos os irmãos em toda a região da Macedônia. Contudo, nós encorajamos vocês, irmãos, a progredirem cada vez mais.
Procurem viver em paz, cuidem vocês mesmos dos seus próprios negócios e trabalhem com as suas próprias mãos, como lhes ordenamos.
Assim, aqueles que não pertencem à igreja os respeitarão pela maneira em que vivem, e vocês não dependerão de ninguém.
Irmãos, queremos que vocês saibam o que acontece com os que já morreram. Assim não vão se entristecer como aqueles que não têm qualquer esperança.
Pois se nós cremos que Jesus morreu e ressuscitou, podemos estar certos de que Deus vai trazer de volta, junto com Jesus, aqueles que morreram crendo em Jesus.
O que agora vamos lhes dizer foi o Senhor que nos disse: nós, os que estivermos vivos quando o Senhor vier, de maneira nenhuma iremos nos encontrar com ele antes daqueles que já morreram.
Pois, quando for dada a ordem pela voz do arcanjo, e quando a trombeta de Deus ressoar, o próprio Senhor descerá dos céus. E então, aqueles que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
Depois disso, nós, os que estivermos vivos naquele tempo, seremos levados juntamente com eles entre as nuvens, a fim de nos encontrarmos com o Senhor no ar. E assim nós estaremos para sempre com o Senhor.
Portanto, confortem-se uns aos outros com estas palavras.
Irmãos, quanto aos tempos e às datas, não há necessidade de que nós lhes escrevamos.
Pois vocês mesmos sabem muito bem que o dia da vinda do Senhor vai chegar como um ladrão de noite.
Quando andarem dizendo: “Há paz e segurança”, então, de repente, lhes sobrevirá destruição, assim como a dor de parto vem para aquela que vai dar à luz. E de modo nenhum poderão escapar.
Mas vocês, irmãos, não estão vivendo na escuridão. Por isso esse dia não os apanhará de surpresa, como um ladrão.
Porquanto vocês todos pertencem à luz e ao dia. Nós não pertencemos à noite nem à escuridão.
Portanto, não devemos viver como se estivéssemos dormindo, como as outras pessoas vivem. Em vez disso, devemos viver como se estivéssemos bem despertos e isso implica ter autocontrole.
Ora, os que dormem, é de noite que dormem; e os que se embriagam, é de noite que se embriagam.
Mas desde que pertencemos ao dia, devemos praticar o domínio próprio. Devemos usar a fé e o amor como nossa armadura, e a esperança de salvação como o nosso capacete.
Pois Deus não nos escolheu para sermos castigados, mas para sermos salvos por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.
Pois foi Jesus que morreu por nós para que, quer estejamos vivos ou mortos quando ele vier, possamos viver com ele.
Por isso encorajem-se e fortaleçam-se uns aos outros, assim como vocês estão fazendo agora.
Irmãos, pedimos-lhes que respeitem aqueles que trabalham entre vocês, que os lideram no Senhor e que os instruem.
Vocês devem estimá-los e amá-los por causa do trabalho deles. Vivam em paz uns com os outros.
Pedimos também, irmãos, que vocês chamem a atenção daqueles que não fazem nada, que encorajem os desanimados, que ajudem os fracos e que tenham paciência com todos.
Evitem que alguém pague o mal com o mal. Ao contrário, procurem sempre fazer o bem uns aos outros e a todos em geral.
Estejam sempre alegres.
Orem constantemente.
Deem sempre graças a Deus em todas as circunstâncias, pois isso é o que Deus quer que vocês façam em Cristo Jesus.
Não atrapalhem mais a obra do Espírito
e nem desprezem as profecias,
mas examinem todas as coisas para verificar se elas realmente vêm de Deus. Fiquem com tudo o que é bom
e afastem-se de todo tipo de mal.
Que o próprio Deus, que nos dá a paz, faça com que vocês sejam puros e completamente dedicados a ele. E que todo o seu ser: espírito, alma e corpo; seja conservado íntegro e sem culpa na volta do nosso Senhor Jesus Cristo.
Aquele que os chama (isto é, Deus) lhes fará isso, e vocês podem confiar nele.
Irmãos, orem por nós.
Cumprimentem a todos com um beijo de irmão.
Encarrego a vocês, pela autoridade de Jesus Cristo, de lerem esta carta a todos os irmãos.
Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vocês.
De Paulo, Silas e Timóteo à igreja em Tessalônica, que pertence a Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo.
Que Deus Pai e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Devemos sempre agradecer a Deus por vocês, irmãos, como é justo. Pois a sua fé está crescendo cada vez mais e o amor que vocês têm uns pelos outros está cada vez maior.
É por isso que nos orgulhamos de vocês nas igrejas de Deus. Falamos a respeito da perseverança e da sua fé mesmo entre as perseguições e dificuldades que vêm suportando.
Isto prova que Deus é justo no seu julgamento. Assim vocês serão considerados dignos de entrar no reino de Deus, pelo qual estão sofrendo.
De fato, para Deus é justo que ele pague de volta com dificuldades aos que lhes causam dificuldades,
e que dê descanso a vocês que, como nós, estão sofrendo. Deus fará isso quando o Senhor Jesus nos for revelado. Jesus virá do céu com os seus poderosos anjos
e com chamas de fogo; ele castigará aos que não aceitam a Deus e que não obedecem à mensagem das Boas Novas a respeito de nosso Senhor Jesus.
Eles sofrerão o castigo da destruição eterna, e serão separados da presença do Senhor e do seu glorioso poder.
Isto acontecerá no dia em que o Senhor Jesus vier para ser glorificado junto com o seu povo e ser admirado por todos os que creem. (Vocês também estarão entre eles porque creram na mensagem que lhes anunciamos.)
É por isso também que não paramos de orar por vocês, para que o nosso Deus os torne dignos da vida para a qual ele os chamou para viver. Também oramos para que Deus, por meio do seu poder, abençoe todas as boas intenções que vocês tenham e todas as obras de fé que vocês façam.
Assim, o nome do nosso Senhor Jesus será glorificado por vocês e vocês por ele, de acordo com a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Irmãos, quanto à volta de nosso Senhor Jesus Cristo e ao nosso encontro com ele, eu peço a vocês o seguinte:
não percam o bom senso com facilidade nem se perturbem quando ouvirem dizer que o Dia do Senhor já chegou. Não importa que vocês ouçam isso por meio de anúncios proféticos, por ensino de alguém ou mesmo por carta que digam ter sido escrita por nós.
Não deixem que ninguém os engane de nenhum modo. Eu digo isto porque o Dia do Senhor não virá sem que primeiro venha a grande Revolta, e seja revelado o Perverso, aquele homem que está destinado ao inferno.
Ele vai se opor a tudo o que as pessoas adorem ou digam ser divino. Ele vai se exaltar acima de todas as coisas e vai até mesmo ocupar o trono que está no templo de Deus e se apresentar como se ele mesmo fosse o próprio Deus.
Vocês não se lembram, quando eu ainda estava com vocês, de que eu costumava dizer-lhes estas coisas?
Portanto, agora vocês sabem o que detém o Perverso para que ele não seja revelado até que chegue o tempo certo.
Eu digo isto porque o poder secreto do mal já está agindo. Entretanto, aquele que agora o detém continuará a fazê-lo até ser afastado.
Então será de fato revelado o Perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca e destruirá com a sua gloriosa presença quando voltar.
O Perverso aparecerá pela ação de Satanás, e chegará com grande poder e com falsos milagres e maravilhas.
Ele usará todo o tipo de maldade para enganar aqueles que caminham para a destruição uma vez que se recusaram a amar a verdade para serem salvos.
E é por este motivo que Deus lhes envia uma força enganadora, para que eles acreditem naquilo que é falso.
Desta forma, todos aqueles que não acreditaram na verdade, mas ficaram felizes em fazer o mal, serão condenados.
Entretanto, devemos sempre agradecer a Deus por vocês, irmãos, que são amados pelo Senhor. Pois Deus os escolheu desde o princípio para a salvação pela consagração do Espírito e pela fé na verdade.
Foi para serem salvos que Deus os chamou por meio das Boas Novas que nós lhes anunciamos. Assim poderão participar da glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, irmãos, permaneçam firmes e continuem a crer nos ensinamentos que lhes demos, tanto pessoalmente como por cartas.
Deus nos amou e, pela sua graça, nos deu consolo eterno e firme esperança. Que nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, confortem os seus corações e lhes deem forças em tudo de bom que vocês façam ou digam.
Finalmente, irmãos, orem por nós, para que a mensagem do Senhor se espalhe rapidamente e seja honrada, assim como aconteceu entre vocês.
E orem também para que sejamos protegidos das pessoas más e perversas. (Pois nem todas as pessoas têm fé no Senhor.)
Mas o Senhor é fiel. Ele os fortalecerá e os protegerá do Maligno.
O Senhor nos dá confiança em vocês, e assim temos a certeza de que não só já estão fazendo como também continuarão a fazer o que lhes ordenamos.
Que o Senhor dirija os seus corações ao amor de Deus e à paciência de Cristo.
Irmãos, nós lhes ordenamos em nome do Senhor Jesus Cristo que vocês se afastem de todos os irmãos que não querem trabalhar e que não vivem de acordo com os ensinamentos que demos a vocês.
Eu digo isto porque vocês mesmos sabem que devem seguir o nosso exemplo, uma vez que nunca fomos preguiçosos quando estávamos com vocês.
Também nunca comemos comida de graça, às custas dos outros. Pelo contrário, trabalhamos duramente até ficarmos cansados; trabalhamos de dia e de noite, a fim de não sermos um peso a nenhum de vocês.
Não que não tivéssemos o direito de pedir ajuda, mas trabalhamos para que pudéssemos lhes dar, em nós mesmos, um exemplo para vocês seguirem.
Porque, quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos o seguinte: “Se alguém não quer trabalhar, que também não coma”.
Nós mencionamos isto porque ouvimos que há pessoas entre vocês que não querem trabalhar, que não fazem nada, e que só se intrometem na vida dos outros.
Nós ordenamos e incentivamos essas pessoas no Senhor Jesus Cristo a trabalharem pacificamente e a comerem sua própria comida.
E vocês, irmãos, não se cansem de fazer o bem.
Se alguém não obedecer às nossas instruções dadas por esta carta, prestem atenção de quem é e não se associem com ele, para que fique envergonhado.
Contudo, vocês não devem tratá-lo como se fosse inimigo de vocês, mas devem adverti-lo como irmão.
Que o Senhor mesmo, que é a fonte de paz, lhes dê paz sempre e em todas as formas. Que o Senhor esteja com todos vocês.
Eu, Paulo, lhes mando lembranças e escrevo isto com a minha própria mão. É desta maneira que eu assino todas as minhas cartas; é assim que eu escrevo.
Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês.
De Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança,
a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé. Que Deus Pai e Cristo Jesus, nosso Senhor, deem a você graça, misericórdia e paz.
Como já pedi, quando estava prestes a partir para a Macedônia, quero que você fique em Éfeso para poder repreender algumas pessoas que estão ensinando doutrinas diferentes.
Diga a elas que não se ocupem com lendas e genealogias sem fim, as quais só resultam em discussões e não contribuem para o trabalho de Deus, que é realizado pela fé.
A finalidade desta ordem é o amor que procede de um coração puro, de uma consciência limpa e de uma fé sem fingimento.
Alguns homens se desviaram disto e falam de coisas que não têm nenhum valor.
Eles querem ser professores da lei, mas não compreendem o que dizem e nem entendem os assuntos sobre os quais discutem com tanta certeza.
Nós sabemos que a lei é boa, se ela for usada corretamente.
Devemos reconhecer que a lei não foi feita para os que fazem o bem. A lei foi feita para aqueles que estão contra a lei, para os rebeldes, para os que são contra a religião, para os pecadores, para os impuros, para os que não têm respeito por Deus, para os que matam pais e mães, ou para os demais assassinos.
A lei também foi feita para os que cometem imoralidade sexual, para os homens promíscuos, para os que pegam as pessoas e as vendem como escravas, para os que fazem juramentos falsos e para todos aqueles que são contra o verdadeiro ensino de Deus.
E este verdadeiro ensino está de acordo com as gloriosas Boas Novas que procedem do Deus Bendito, as quais fui encarregado de anunciar.
Agradeço a Cristo Jesus, nosso Senhor, que é aquele que me tem fortalecido, pois ele me considerou fiel e me escolheu para servi-lo.
Ele me fez tudo isto apesar de eu ter falado mal dele no passado e de tê-lo perseguido e insultado. Mas eu obtive misericórdia, pois agi sem saber o que estava fazendo, uma vez que não tinha fé.
A graça de nosso Senhor foi muito grande para comigo e, com esta graça, vieram a fé e o amor que estão em Cristo Jesus.
Isto é verdade, e deve ser completamente aceito: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores. Eu sou o pior de todos eles,
mas foi por esse mesmo motivo que fui perdoado, para que por meio de mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus pudesse mostrar toda a sua paciência. Cristo queria que eu servisse de exemplo para todos aqueles que viessem a crer nele, para que assim pudessem receber a vida eterna.
Ao Rei eterno, imortal, invisível e Deus único, sejam dadas honra e glória para sempre! Amém!
Timóteo, meu filho, este é o dever de que eu o encarrego, de acordo com as profecias que há muito tempo foram feitas sobre você: siga essas profecias e empenhe-se na batalha do Senhor.
Combata com fé e com a consciência limpa, pois alguns rejeitaram a consciência limpa e por isso tiveram a sua fé destruída.
Entre eles estão Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás para que aprendam a não falar mal de Deus.
Em primeiro lugar, peço que sejam feitas súplicas, orações, pedidos e ações de graça a favor de todas as pessoas.
Façam isso especialmente a favor daqueles que governam e de todas as autoridades, para que possamos viver uma vida tranquila e cheia de paz, com toda devoção e respeito a Deus.
Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador,
o qual deseja que todas as pessoas sejam salvas e cheguem a conhecer a verdade.
Pois existe somente um Deus e somente um intermediário entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus.
Foi ele quem deu a sua própria vida para pagar pelos pecados de todas as pessoas. Desta forma, no momento oportuno, Jesus provou que Deus quer que todas as pessoas se salvem.
Eu fui escolhido para proclamar essa mensagem e para servir de apóstolo. (Não estou mentindo; estou falando a verdade.) Também fui escolhido para ensinar a fé e a verdade aos que não são judeus.
Portanto, quero que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem raiva ou discussão.
Da mesma maneira, quero que as mulheres se vistam sem usar de muita vaidade, com simplicidade e bom senso. Elas não deveriam se enfeitar com penteados exagerados, com ouro, com pérolas, nem com vestidos caros.
Porém, deveriam se enfeitar com boas ações, como é próprio às mulheres que são reverentes a Deus.
A mulher deve aprender ouvindo em silêncio e com todo o respeito.
Não permito que a mulher ensine ou tenha autoridade sobre o homem. Ela deve ficar em silêncio,
pois primeiro foi criado Adão e, depois, Eva.
E não foi Adão quem foi enganado, e sim a mulher, que foi iludida e caiu no pecado.
Mas as mulheres serão salvas se forem mães. Isso se continuarem na fé e no amor e se mantiverem puras e com bom senso.
Isto é verdade: se alguém deseja ser bispo, deseja um ótimo trabalho.
O bispo deve viver de tal maneira que ninguém possa acusá-lo de nada. Ele deve ter sido fiel à sua esposa e deve ser sóbrio, prudente e respeitável. Ele deve também ser hospitaleiro e competente para ensinar.
Ele não deve ser dado ao vinho nem violento, mas gentil e pacífico. Ele também não deve ter amor ao dinheiro.
Ele deve governar bem a sua própria casa; deve criar seus filhos de maneira que estes lhe obedeçam com todo o respeito.
(Pois se alguém não sabe governar a sua própria casa, como será capaz de cuidar da igreja de Deus?)
Ele não deve ser uma pessoa que se converteu recentemente, para que não fique cheio de orgulho e receba a mesma condenação que o diabo recebeu.
É necessário também que seja bem respeitado por aqueles que não pertencem à igreja, para que não venha a ser criticado por todos e apanhado pelo diabo.
Do mesmo modo, os diáconos devem ser respeitáveis e suas palavras devem merecer confiança. Eles não devem beber muito vinho nem ser pessoas que queiram ficar ricas por meios desonestos.
Eles devem conservar a verdade da fé que Deus nos revelou, e fazê-lo com a consciência limpa.
Estes homens também devem ser colocados à prova primeiro. Então, se não houver nada contra eles, que sirvam como diáconos.
Da mesma maneira, as mulheres devem ser respeitáveis. Elas não devem falar mal dos outros, mas devem ser sóbrias e de confiança em tudo.
Os diáconos devem ter somente uma esposa, devem governar bem os seus filhos e as suas próprias casas.
Pois aqueles que se desempenharem bem como diáconos, estarão conseguindo uma posição de honra para si mesmos e se sentirão seguros da fé que têm em Cristo Jesus.
Apesar de esperar vê-lo em breve, estou lhe escrevendo estas coisas
para que, se eu demorar, você fique sabendo como se deve proceder na casa de Deus. A casa de Deus é a igreja do Deus vivo, a coluna e o alicerce da verdade.
Sem dúvida nenhuma, grande é o segredo da nossa vida de adoração: “Ele apareceu em forma humana, foi declarado justo pelo Espírito, foi visto por anjos, foi anunciado entre as nações, foi acreditado no mundo, e foi levado para o céu em glória”.
O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé. Eles seguirão espíritos enganadores e ensinos de demônios.
Estes ensinos vêm por meio de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência insensível, como se ela tivesse sido queimada com um ferro em brasa.
Estes homens proíbem o casamento e ensinam que não se devem comer certos tipos de comida. Mas Deus criou esses alimentos para serem recebidos com gratidão por todos aqueles que têm fé e conhecem a verdade.
Tudo o que Deus criou é bom. Nada deve ser rejeitado, uma vez que foi recebido com gratidão,
pois a comida é consagrada pelas palavras de Deus e pela oração.
Ao ensinar estas coisas aos irmãos, você será um bom servo de Cristo Jesus, criado e alimentado nas palavras da fé e do bom ensinamento que você tem seguido.
Mas rejeite as lendas mundanas, que não têm valor algum. Exercite-se pessoalmente na devoção a Deus.
Pois o exercício físico, na verdade, tem algum valor, mas a devoção a Deus tem valor para tudo, porque promete bênçãos para a vida presente e para a vida futura.
Isto é verdade e merece toda a confiança.
É para esse fim que nós trabalhamos duramente e nos esforçamos: porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos, especialmente daqueles que têm fé.
Ordene e ensine estas coisas.
Que ninguém o despreze por você ser jovem. Pelo contrário, mostre-se um exemplo para os que acreditam em Cristo, por meio daquilo que fala, de seu comportamento, de seu amor, de sua fé e da pureza de sua vida.
Até eu chegar, continue a dedicar-se à leitura das Escrituras em público, à pregação e ao ensino.
Não continue a descuidar do dom que há em você, o qual lhe foi dado como resultado de uma profecia quando o grupo de presbíteros pôs as mãos sobre você.
Continue dando total atenção a estas coisas. Entregue-se completamente a elas, para que todos possam ver o seu progresso.
Tenha cuidado com a sua própria vida e com aquilo que ensina. Continue nestes deveres, porque assim você salvará tanto a si mesmo como aos seus ouvintes.
Não repreenda o homem idoso. Antes o aconselhe como se ele fosse seu pai. Trate os moços como irmãos,
as mulheres idosas como mães, e as moças como irmãs, com toda a pureza.
Respeite e ajude as viúvas que não têm mais nenhum parente.
Mas se alguma viúva tem filhos ou netos, eles deveriam aprender primeiro a colocar em prática a religião deles, cuidando da sua própria família. Assim eles pagarão o que receberam dos seus pais e avós. Isto é agradável a Deus.
Porém, a viúva que não tem mais nenhum parente nem ninguém que a ajude, põe a sua esperança em Deus e passa a se dedicar à oração dia e noite, pedindo a ajuda dele.
Entretanto, a viúva que só vive para os prazeres desta vida já está morta, embora continue viva.
Dê estas instruções a todos para que ninguém possa acusá-los de nada.
Mas se alguém não cuida dos seus parentes, especialmente daqueles que são da sua própria casa, ele tem negado a fé e é pior do que aquele que não acredita em Cristo.
Para estar na lista de viúvas, a viúva tem que ter pelo menos sessenta anos, ter sido fiel ao seu marido
e ser bem conhecida como alguém que fez boas obras, como por exemplo: deve ter educado seus filhos, mostrado hospitalidade, lavado os pés daqueles que pertencem ao povo de Deus, ajudado os que estavam em dificuldades e se dedicado a todo tipo de boas obras.
Mas não coloque na lista as viúvas mais novas, porque, quando os seus desejos sexuais são mais fortes do que sua dedicação a Cristo, elas querem se casar novamente.
E assim se tornam culpadas por anularem o seu primeiro compromisso.
Além disso, elas se acostumam a ser preguiçosas e a andar de casa em casa. E elas não só se tornam preguiçosas, como também tagarelas e indiscretas, falando o que não devem.
Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, tenham filhos, sejam boas donas de casa, e que não deem aos inimigos nenhum pretexto para criticá-las.
Eu digo isto porque algumas viúvas já se afastaram e seguiram a Satanás.
Se alguma mulher cristã tem viúvas na sua família, ela mesma deve ajudá-las. A igreja não deve ficar sobrecarregada, para que assim possa ajudar as viúvas que não têm nenhum parente.
Os presbíteros que lideram bem a igreja merecem salário em dobro, especialmente aqueles que se dedicam a pregar e a ensinar.
Pois as Escrituras dizem: “Não amarre a boca do boi quando ele estiver debulhando o trigo”. E dizem ainda: “O trabalhador tem o direito de receber o seu salário”.
Não aceite nenhuma acusação contra um presbítero, a não ser que ela seja feita pelo depoimento de duas ou três testemunhas.
Repreenda, diante de toda a igreja, aqueles que continuam em seus pecados, para que os demais fiquem com medo.
Diante de Deus, de Jesus Cristo e dos anjos eleitos, eu lhe ordeno que faça estas coisas sem preconceitos e que não faça nada com parcialidade.
Não tenha pressa em colocar as suas mãos sobre ninguém, nomeando-o, assim, para o serviço do Senhor. Não participe dos pecados dos outros. Mantenha-se puro.
Não continue a beber somente água. Use um pouco de vinho por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades.
Os pecados de algumas pessoas são tão evidentes que podem ser vistos até mesmo antes de serem levados a juízo. Mas os pecados de outras pessoas só se manifestam mais tarde.
Da mesma maneira também as boas obras são bem evidentes, e mesmo aquelas que não são tão evidentes não poderão ficar escondidas para sempre.
Todos aqueles que são escravos devem considerar seus senhores dignos de todo o respeito. Assim, ninguém falará mal do nome de Deus nem do nosso ensino.
E aqueles escravos que têm senhores que acreditam em Cristo, não devem mostrar menos respeito por eles serem irmãos. Pelo contrário, devem trabalhar ainda mais, pois os senhores que recebem os benefícios do trabalho são cristãos e irmãos amados. Ensine e recomende estas coisas.
Se alguém ensina coisas diferentes e não concorda com o verdadeiro ensino de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino que mostra a maneira certa de devoção a Deus,
essa pessoa está cheia de orgulho e não sabe nada. Ela tem mania de discutir e brigar por causa de palavras. E destas coisas surgem inveja, desavenças, insultos, desconfianças
e discussões sem fim de pessoas cujas mentes estão pervertidas e longe da verdade. Elas pensam que servir a Deus é um meio de ficar rico.
De fato, servir a Deus faz com que uma pessoa fique rica, se ela estiver feliz com aquilo que tem.
Pois nós não trouxemos nada para o mundo, e nem podemos levar nada dele.
Portanto, devemos estar contentes se tivermos o que comer e o que vestir.
Mas aqueles que querem ficar ricos caem em tentação e na cilada de desejos tolos e prejudiciais que os arrastam para a ruína e para a destruição.
O amor ao dinheiro é a causa de todo tipo de mal. E alguns, por desejarem tanto o dinheiro, se afastaram da fé e causaram a si mesmos muitos sofrimentos.
Mas quanto a você, homem de Deus, evite estas coisas. Procure viver da maneira certa, com dedicação a Deus, com fé, com amor, com constância e com mansidão.
Dê o melhor de você para ganhar a nobre corrida da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado quando fez a boa declaração a respeito de Cristo diante de muitas testemunhas.
Agora, diante de Deus, que dá vida a todas as coisas, e diante de Cristo Jesus, que fez a mesma boa declaração em frente de Pôncio Pilatos, eu lhe ordeno:
Obedeça ao mandamento que lhe foi dado e guarde-o puro e perfeito até o dia em que o nosso Senhor Jesus Cristo aparecer.
Quando chegar o tempo certo, isto será revelado por Deus, que é bendito, o único Soberano, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
Ele é o único que é imortal. Ele vive na luz da qual ninguém pode se aproximar. Ninguém jamais o viu nem pode vê-lo. A ele sejam dados a honra e o poder para sempre! Amém.
Ordene isto aos que têm riquezas deste mundo: que não sejam orgulhosos e que não depositem a sua esperança no dinheiro, pois ele não traz segurança nenhuma. Diga-lhes para depositar a sua esperança em Deus, que nos dá tudo de que precisamos em grande quantidade, para a nossa satisfação.
Também ordene aos ricos que façam o bem, que sejam ricos em boas obras, que sejam generosos e que estejam prontos para repartir o que têm com os outros.
Assim eles estarão acumulando para si mesmos um tesouro no céu, que será um alicerce sólido para o futuro, para que possam tomar posse da verdadeira vida.
E você, Timóteo, guarde o que lhe foi confiado. Evite os falatórios inúteis e que desagradam a Deus e as contradições que se referem às coisas que falsamente chamam de “conhecimento”.
Algumas pessoas têm seguido esse “conhecimento” e se desviado da fé. Que a graça de Deus esteja com todos vocês.
De Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, enviado para anunciar a promessa de vida que há em Cristo Jesus,
a Timóteo, meu querido filho. Que Deus Pai e Cristo Jesus, nosso Senhor, lhe deem graça, misericórdia e paz.
Ao lembrar de você constantemente nas minhas orações noite e dia, eu agradeço a Deus, a quem sirvo com consciência pura, assim como os meus antepassados fizeram.
Eu me lembro das suas lágrimas e estou ansioso por tornar a vê-lo, para que possa transbordar de alegria.
Recordo-me da sua fé sincera, a mesma fé que primeiro existia na sua avó Loide e na sua mãe Eunice. E eu estou convencido de que esta fé também existe em você.
Por esta razão eu quero que se lembre disto: não deixe que se apague a chama do dom de Deus, o qual você recebeu pela imposição das minhas mãos.
O Espírito que Deus nos deu não nos faz covardes, mas enche-nos de poder, de amor e de domínio próprio.
Portanto, não se envergonhe de testemunhar a favor de nosso Senhor e nem de mim, que estou preso por causa dele, mas participe comigo dos sofrimentos a favor das Boas Novas, de acordo com o poder que Deus lhe dá.
Ele nos salvou e nos chamou para vivermos uma vida dedicada a ele. Não foi por causa das nossas obras que ele nos chamou, mas sim pela sua própria vontade e pela graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos começarem.
Porém, somente agora é que nos foi revelada esta graça com a vinda de Cristo Jesus, nosso Salvador. Ele destruiu a morte e, por meio das Boas Novas, trouxe à luz a vida e a imortalidade.
Foi para anunciar e ensinar estas Boas Novas, e também para servir de apóstolo que eu fui escolhido.
E é por esta razão que eu agora estou sofrendo estas coisas. Contudo não me envergonho, porque sei em quem eu tenho colocado a minha fé e estou certo de que ele é poderoso para guardar aquilo que me confiou, até que aquele dia chegue.
Siga como modelo para a sua vida os verdadeiros ensinamentos que você recebeu de mim, e faça isso com a mesma fé e o mesmo amor que são encontrados em Cristo Jesus.
Guarde como um tesouro aquilo que lhe foi confiado, por meio do Espírito Santo que habita em nós.
Como você já sabe, todos os da região da Ásia me abandonaram, incluindo Fígelo e Hermógenes.
Que o Senhor tenha misericórdia da família de Onesíforo, porque ele me deu ânimo muitas vezes e nunca se envergonhou por eu estar preso.
Pelo contrário, assim que chegou a Roma ele me procurou diligentemente até me encontrar.
Você sabe muito bem quantos serviços ele me prestou enquanto eu estava em Éfeso. Queira o Senhor Jesus que ele encontre misericórdia da parte do Senhor Deus naquele dia.
Quanto a você Timóteo, meu filho, fortifique-se por meio da graça que temos em Cristo Jesus.
Ensine a pessoas de confiança as palavras que você me ouviu dizer diante de muitas testemunhas. Estas pessoas devem ser capazes de ensinar também a outros.
Participe dos meus sofrimentos, como um bom soldado de Cristo Jesus.
Nenhum soldado se envolve com negócios da vida civil, pois o seu objetivo é agradar o seu comandante.
Da mesma forma, nenhum atleta é coroado se não competir de acordo com as regras.
O lavrador que trabalha duro deve ser o primeiro a comer dos frutos da colheita.
Pense bem no que estou dizendo, e o Senhor o ajudará a compreender todas estas coisas.
Lembre-se de Jesus Cristo, que ressuscitou da morte e é descendente de Davi. Estas são as Boas Novas que eu anuncio.
É por causa de anunciar as Boas Novas que estou sofrendo até ao ponto de estar acorrentado como se fosse um criminoso. Mas a mensagem de Deus não está acorrentada.
Por esta razão, suporto tudo por causa daqueles que foram escolhidos por Deus. E faço isso para que eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus e também glória eterna.
O que eu digo é verdade: Se morrermos com ele, também com ele viveremos;
se continuarmos firmes junto com ele, também com ele reinaremos; se nós o negarmos, ele também nos negará;
se não formos fiéis, ele continuará sendo fiel, pois de maneira nenhuma pode negar a si mesmo.
Continue a recomendar estas coisas, e ordene a todos diante de Deus para que não discutam por causa de palavras. Essas discussões não têm valor nenhum e somente prejudicam aqueles que as ouvem.
Faça o possível para se apresentar aprovado diante de Deus, como um trabalhador que não tem do que se envergonhar, ensinando corretamente a verdadeira mensagem.
Evite os falatórios inúteis a respeito de assuntos deste mundo, pois eles servem somente para afastar as pessoas de Deus.
Além disso, o ensino das pessoas que incentivam esses falatórios corrói como câncer. Entre elas estão Himeneu e Fileto,
os quais se desviaram da verdade. Eles afirmam que a ressurreição já se realizou e estão destruindo a fé que algumas pessoas têm.
Mas Deus estabeleceu uma base sólida que permanece firme. E sobre esta base estão escritas estas palavras: “O Senhor conhece aqueles que lhe pertencem” e “Todos aqueles que dizem pertencer ao Senhor devem afastar-se do mal”.
Numa casa grande não há somente utensílios feitos de ouro e de prata, mas também utensílios feitos de madeira e de barro. Alguns são para uso especial e outros para uso comum.
Assim, pois, todo aquele que se purificar será um utensílio para uso especial, consagrado e útil ao seu Mestre, e estará preparado para todo o tipo de boa obra.
Evite as paixões da mocidade. Procure viver uma vida reta, com fé, amor e paz, junto com todos os que de coração puro invocam ao Senhor.
Afaste-se das discussões tolas e absurdas, pois você sabe que elas só servem para causar brigas.
O servo do Senhor não deve andar brigando. Ele deve ser gentil com todas as pessoas, competente para ensinar, e paciente.
Ele também deve instruir com mansidão os que estão contra ele. Talvez Deus mude o coração deles para que possam conhecer a verdade
e voltar a ser sensatos. Dessa forma poderão escapar da armadilha na qual o diabo os mantinha presos e os fazia obedecer a sua vontade.
Lembre-se disto: nos últimos dias haverá tempos difíceis.
As pessoas serão egoístas, amantes do dinheiro, orgulhosas e arrogantes. Elas falarão mal de Deus, desobedecerão aos pais, serão ingratas e não se incomodarão com as coisas de Deus.
Elas não terão amor pelos outros, não perdoarão a ninguém, serão caluniadoras, não terão domínio próprio, serão cruéis e inimigas do bem.
Elas também serão traidoras, atrevidas, estarão cheias de orgulho e amarão mais os prazeres do que a Deus.
Elas farão de conta que são religiosas, mas rejeitarão o poder da religião. Afaste-se dessas pessoas!
Eu digo isto porque entre elas se encontram aqueles que penetram nas casas e conseguem cativar mulheres que não têm qualquer controle sobre seus desejos. Estas mulheres estão cheias de pecados e são levadas por todo tipo de paixões.
Elas estão sempre tentando aprender, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade.
Assim como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, também estes homens se opõem à verdade. Eles são homens cujas mentes estão corrompidas e que falharam ao tentar seguir a fé.
Mas não irão muito longe, pois todos perceberão que eles são uns tolos, assim como aconteceu com Janes e Jambres.
Você, porém, tem seguido de perto o meu ensino, a minha maneira de viver, o meu propósito na vida, a minha fé, a minha paciência, o meu amor, a minha perseverança,
as minhas perseguições e os meus sofrimentos. Você sabe tudo o que me aconteceu em Antioquia, em Icônio e em Listra, aquelas terríveis perseguições que suportei. Contudo o Senhor me livrou de todas elas.
De fato, todos aqueles que querem viver uma vida dedicada a Cristo Jesus serão perseguidos.
Mas as pessoas perversas e enganadoras irão de mal a pior, enganando e sendo enganadas.
Quanto a você, continue seguindo as coisas que aprendeu e das quais você está convencido, pois sabe de quem as aprendeu.
Você também conhece as Escrituras Sagradas desde a sua infância e sabe que elas podem dar a sabedoria que o levará à salvação por meio da fé em Cristo Jesus.
Toda a Escritura é inspirada por Deus e, por isso, é útil para falar sobre a verdade, para repreender os pecadores, para corrigir as faltas e para ensinar a maneira certa de viver.
E é fazendo uso dessa Escritura que o servo de Deus ficará capacitado e bem preparado para fazer todo o tipo de boa obra.
Diante de Deus e de Cristo Jesus que vai julgar vivos e mortos, e por causa da volta de Cristo e do seu reino, eu lhe ordeno o seguinte:
Anuncie a mensagem de Deus. Esteja sempre pronto para anunciá-la, quer seja oportuno, quer não. Corrija, repreenda e aconselhe, ensinando com bastante paciência.
Digo isto porque chegará o tempo em que as pessoas não vão querer mais ouvir o verdadeiro ensino. Pelo contrário, para agradarem a si mesmas, elas vão se cercar de mestres que falarão somente o que elas querem ouvir.
Elas se recusarão a ouvir a verdade e seguirão as lendas.
Você, porém, deve se controlar em todas as circunstâncias; suporte as aflições, faça o trabalho de um evangelista e cumpra muito bem o dever que Deus lhe deu.
Quanto a mim, já estou sendo oferecido como um sacrifício a Deus, assim como o vinho é derramado sobre o altar, e a hora de eu partir desta vida já chegou.
Participei do torneio de honra. Completei a corrida. Mantive a fé.
Agora a coroa da vitória, que é a recompensa daqueles que são declarados justos diante de Deus, está esperando por mim. Esta é a coroa que o Senhor, o reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos aqueles que, com amor, têm aguardado a sua volta.
Procure vir me visitar o mais rápido possível.
Demas amou este mundo e por isso me abandonou, indo para a cidade de Tessalônica. Crescente foi para a Galácia e Tito para a Dalmácia.
Somente Lucas está comigo. Apanhe Marcos e traga-o com você, pois ele pode ser útil no meu trabalho.
Quanto a Tíquico, eu o estou enviando aí para Éfeso.
Quando você vier, traga a capa que eu deixei em Trôade na casa de Carpo, como também os livros e especialmente os pergaminhos.
Alexandre, o ferreiro, me causou muitos males. O Senhor lhe pagará pelo que ele tem feito.
Você também deve ter cuidado com ele, pois ele tem-se colocado bastante contra as coisas que ensinamos.
Na minha primeira defesa ninguém foi a meu favor. Ao contrário, todos me abandonaram. Que Deus não leve isso em conta.
Foi o Senhor, porém, quem me ajudou e me deu forças. Dessa forma eu pude anunciar completamente a mensagem de Deus para todos os que não são judeus e fui libertado da boca do leão.
O Senhor me libertará também de todo o tipo de mal e me levará a salvo para o seu reino celestial. A ele seja dada glória para sempre. Amém.
Cumprimente a Priscila e Áquila, e à família de Onesíforo.
Erasto ficou em Corinto. Quanto a Trófimo, deixei-o doente em Mileto.
Faça o possível para chegar aqui antes do inverno. Êubulo lhe manda lembranças, como também Prudente, Lino, Cláudia e todos os irmãos.
Que o Senhor esteja com você. Que a graça de Deus esteja com todos vocês.
De Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo. Fui enviado para promover a fé que todos aqueles que são escolhidos de Deus têm e também para promover o completo conhecimento da verdade que mostra às pessoas como servir a Deus.
Sendo assim, elas poderão ter a esperança para a vida eterna, a qual nos foi prometida por Deus antes do mundo existir. E Deus não mente.
No tempo certo ele fez com que a sua mensagem se tornasse conhecida por meio da minha pregação, do qual fui encarregado por uma ordem dada pelo próprio Deus, nosso Salvador.
Escrevo a você, Tito, meu verdadeiro filho na fé, fé da qual ambos participamos. Que Deus Pai e Cristo Jesus, nosso Salvador, lhe deem graça e paz.
Quando eu o deixei em Creta foi para você colocar em ordem o que ainda precisava ser feito e para nomear presbíteros em cada cidade, assim como eu lhe ordenei.
Para que alguém possa ser nomeado, deve viver de tal maneira que ninguém possa acusá-lo de nada. Deve ter sido fiel à sua esposa e deve ter filhos que acreditem em Cristo e que não sejam acusados nem de má conduta nem de rebeldia.
Pois é indispensável que o bispo, como alguém que está encarregado do trabalho de Deus, viva de tal maneira que não possa ser acusado de nenhuma falta. Ele não deve ser arrogante, nem alguém que se irrite com facilidade. Ele não deve ser dado ao vinho nem violento. Ele também não deve querer ficar rico por meios desonestos.
O bispo, ao contrário, deve ser hospitaleiro, amigo do bem, prudente e justo. Ele também deve ser dedicado a Deus e ter domínio próprio.
Ele deve se apegar à mensagem tal como lhe foi ensinada, pois ela é de confiança. Assim poderá não só encorajar os outros pelo verdadeiro ensino, como também convencer aqueles que se opõem a esse ensino.
Isto é importante, pois existem muitas pessoas, especialmente entre os que acreditam na circuncisão, que são rebeldes, que falam tolices e que enganam os outros.
É preciso fazer com que elas se calem, porque andam destruindo famílias inteiras, ensinando o que não devem a fim de ganhar dinheiro desonestamente.
Foi um profeta deles mesmos, lá da ilha de Creta, que disse: “Os cretenses são sempre mentirosos, feras terríveis e comilões preguiçosos”.
O que ele disse é verdade. Portanto, repreenda-os severamente, para que eles sejam fortes na fé
e para que não sigam nem lendas judaicas nem mandamentos de homens que se desviaram da verdade.
Todas as coisas são puras para os puros. Porém, para os que são impuros e descrentes, nada é puro, pois tanto a mente como a consciência deles estão pervertidas.
Eles dizem que conhecem a Deus, mas pelas suas ações eles o negam. Por isso é que são detestáveis, desobedientes e não conseguem fazer nada que seja bom.
Quanto a você, fale o que está de acordo com o verdadeiro ensino.
Ensine os homens idosos a serem moderados, respeitáveis e prudentes; ensine-os também a serem firmes na fé, no amor e na perseverança.
Da mesma maneira, ensine as mulheres idosas a viverem uma vida digna de pessoas santas. Que elas não passem o tempo falando mal dos outros nem sendo escravas de muito vinho. Elas devem ensinar o bem,
a fim de instruir as mulheres mais jovens a amarem a seus maridos e a seus filhos.
Elas também devem ensiná-las a serem prudentes, puras, boas donas de casa, bondosas e submissas a seus próprios maridos. Dessa forma, ninguém poderá falar mal da mensagem de Deus.
Da mesma maneira, encoraje os jovens para que eles sejam prudentes em tudo.
Torne-se você mesmo um exemplo de boas obras. Ao ensinar, você deve mostrar integridade e seriedade,
fazendo uso de uma linguagem construtiva e que não possa ser criticada. Assim, aqueles que estão contra você ficarão envergonhados por não terem nada de mau a dizer a nosso respeito.
Ensine os escravos a serem sempre e em tudo obedientes aos seus senhores. Eles devem tentar agradar aos seus senhores sem discutir com eles
e também não devem roubá-los. Pelo contrário! Eles devem mostrar que são dignos de toda a confiança para que, em todas as coisas, façam com que o ensino que procede de Deus, nosso Salvador, seja atraente.
Pois, a graça de Deus que traz a salvação foi revelada a todas as pessoas.
E esta graça nos ensina que devemos renunciar a todas as coisas que desagradam a Deus e aos desejos do mundo, e que devemos viver neste mundo de maneira prudente, justa e com devoção a Deus.
Devemos viver assim enquanto esperamos por aquele dia feliz, quando a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo for revelada.
Foi ele quem morreu por nós, a fim de nos livrar de toda maldade e de purificar um povo que pertença somente a ele e que se dedique a fazer o bem.
Transmita estas coisas às pessoas e, com toda a autoridade, repreenda e anime a todos. Não deixe que ninguém o despreze.
Lembre a todos de que eles devem respeitar e obedecer ao governo e às autoridades e que devem estar sempre prontos para fazer todo o tipo de boa obra.
Diga-lhes também que eles não devem falar mal de ninguém. Ao contrário! Eles devem tentar viver em paz e ser amáveis, mostrando uma grande cortesia para com todas as pessoas.
Eu digo isto porque nós também, no passado, éramos tolos, desobedientes, e estávamos perdidos. Nós éramos escravos de todos os tipos de desejos e prazeres, e vivíamos com malícia e inveja. Nós éramos odiados por todos e odiávamos uns aos outros.
Mas Deus, o nosso Salvador, mostrou a bondade e o amor pela humanidade.
Ele nos salvou pela sua misericórdia e não pelas boas obras que fizemos, para assim sermos declarados justos diante dele através do lavar no qual nascemos de novo e somos renovados pelo Espírito Santo.
E Deus tem derramado o Espírito Santo ricamente sobre nós, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador,
para que, uma vez declarados justos pela graça de Deus, nós nos tornemos seus herdeiros, de acordo com a nossa esperança de vida eterna.
O que eu digo é verdade, e quero que você afirme estas coisas cada vez mais para que aqueles que têm confiado em Deus se dediquem a praticar boas obras. Estas coisas são boas e proveitosas a todos.
Evite as discussões tolas, as conversas sobre genealogias, as brigas e os debates sobre a lei, pois estas coisas não têm utilidade nem valor.
Se uma pessoa causa divisões na igreja, repreenda-a; mas se mesmo depois de uma segunda repreensão ela não se corrigir, afaste-se dela,
pois você sabe que esta pessoa está pervertida e vive pecando, e que ela mesma está se condenando.
Quando eu lhe mandar Ártemas ou Tíquico, faça o possível para ir se encontrar comigo em Nicópolis, pois resolvi passar o inverno lá.
Faça o melhor que você puder para ajudar a Zenas, o advogado, e a Apolo naquilo que precisarem para a sua viagem.
Agora, quanto à nossa gente, que aprendam a se dedicar às boas obras a favor dos necessitados, para que suas vidas sejam úteis.
Todos os que estão aqui comigo lhe mandam lembranças. Cumprimente aqueles que nos amam na fé. Que a graça de Deus esteja com vocês todos.
De Paulo, prisioneiro por causa de Cristo Jesus, e do irmão Timóteo, ao querido Filemom, nosso companheiro de trabalho,
e à igreja que se reúne em sua casa. Esta carta também vai para a irmã Áfia e para Arquipo, nosso companheiro de batalha.
Que Deus, nosso Pai, e o Senhor Jesus Cristo lhes deem graça e paz.
Todas as vezes que eu oro, eu me lembro de você e agradeço ao meu Deus,
porque ouço falar da fé que você tem para com o Senhor Jesus e do amor que você tem para com todo o povo de Deus.
Peço a Deus que a sua generosidade, a qual provém da fé que você tem, faça com que as pessoas percebam as boas coisas que acontecem entre nós no serviço de Cristo.
Eu tenho sentido uma grande alegria e também tenho sido encorajado por causa do seu amor, irmão, pois o coração do povo de Deus tem sido reanimado por seu intermédio.
Pois bem, ainda que eu sinta uma grande liberdade em Cristo para lhe ordenar o que convém,
prefiro, contudo, pedir em nome do amor. Eu sou o que sou, Paulo, o velho e agora até prisioneiro por causa de Cristo Jesus,
e peço-lhe um favor para com Onésimo, que se tornou meu filho espiritual aqui na prisão.
Antes ele era inútil para você; atualmente, porém, ele é útil não somente para você, como também para mim.
Eu vou enviá-lo de volta a você, embora devesse dizer que, ao enviá-lo, estou enviando o meu próprio coração.
Eu gostaria que ele ficasse aqui comigo, para que pudesse me ajudar em seu lugar, enquanto eu estou na prisão por causa das Boas Novas.
Mas não quis fazer nada sem a sua permissão, para que a sua boa ação não seja forçada, mas voluntária.
Pode ser que Onésimo tenha se afastado de você temporariamente, a fim de que pudesse tê-lo de volta para sempre.
Você o terá de volta já não mais como um escravo, porém, muito mais do que um escravo, como um irmão querido. Eu o amo muito, mas você vai amá-lo ainda mais, não somente como ser humano, mas também como irmão no Senhor.
Portanto, se você me considera companheiro, receba-o como se estivesse recebendo a mim mesmo.
E se ele lhe causou algum dano, ou se lhe deve alguma coisa, ponha tudo na minha conta.
Eu, Paulo, escrevo isto com a minha própria mão: Eu pagarei. (É claro que eu não preciso lhe dizer que você também me deve a sua própria vida.)
Portanto, irmão, eu lhe peço que me faça este favor no Senhor, e que assim me reanime o coração em Cristo.
Estou escrevendo esta carta confiante em que você vai fazer o que estou lhe pedindo, e sei que você fará até mais ainda do que isto.
Ao mesmo tempo, prepare-me também um quarto, pois confio que, por meio das orações de vocês, Deus me deixe ir vê-los novamente.
Epafras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, lhe manda lembranças.
Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus companheiros de trabalho, também mandam lembranças.
Que a graça do Senhor Jesus Cristo esteja com vocês.
No passado, Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas.
Mas, nestes últimos tempos, ele nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas. E foi também por meio do Filho que Deus criou o universo.
Ele é o brilho da glória de Deus, a imagem perfeita daquilo que Deus é. Ele sustenta todas as coisas por sua poderosa palavra. E, depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou no céu, à direita do Deus glorioso.
Ele se tornou tão superior aos anjos, que Deus lhe deu um nome que é superior ao deles.
Deus nunca disse a nenhum anjo: “Você é meu Filho; eu hoje me tornei seu Pai”. Ou nem mesmo disse a respeito de nenhum anjo: “Eu serei seu Pai e ele será meu Filho”.
E, novamente, quando Deus enviou o seu Filho mais velho ao mundo, foi dito: “Que todos os anjos de Deus adorem o Senhor”.
A respeito dos anjos, foi dito: “Deus faz com que os seus anjos se tornem vento, e com que os seus servos se tornem chamas de fogo”.
Mas a respeito do Filho, foi dito: “O seu reino, ó Deus, vai durar para sempre e o seu governo é um governo justo.
O Senhor ama o que é justo, e odeia o que é mau. Assim Deus, o seu Deus, derramou sobre o Senhor uma alegria muito maior do que a dos seus companheiros”.
E ainda com relação ao Filho foi dito: “Ó Senhor! No princípio o Senhor criou a terra, e com as suas próprias mãos o Senhor fez o céu.
A terra e os céus irão acabar, mas o Senhor permanecerá para sempre. Eles ficarão velhos como roupas,
e o Senhor os dobrará como se dobra um casaco e os trocará como se troca de roupa. Mas o Senhor é o mesmo e os seus anos jamais terão fim”.
Ora, Deus também nunca disse a nenhum de seus anjos: “Sente-se à minha direita, até eu pôr os seus inimigos debaixo dos seus pés”.
Todos os anjos são somente espíritos que servem a Deus e que são enviados para ajudar aqueles que vão receber a salvação.
Por esta razão, nós devemos nos apegar com mais firmeza às verdades que ouvimos, para que delas jamais nos desviemos.
Ficou provado ser verdadeira a mensagem que foi falada pelos anjos; e todos aqueles que violaram esta mensagem e a ela não obedeceram receberam o castigo que mereciam.
Portanto, como é que escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação? Esta salvação foi anunciada primeiramente pelo Senhor; e depois, aqueles que a ouviram, nos provaram que ela é verdadeira.
Deus também testemunhou junto com eles, por meio de sinais, maravilhas, vários milagres, e pela distribuição de dons do Espírito Santo de acordo com a sua vontade.
Pois não foi a anjos que Deus deu o poder para governar o novo mundo que ia vir, isto é, o mundo do qual estamos falando.
Porém, em algum lugar nas Escrituras, pode-se ler: “Ó Deus! O que é o homem para que o Senhor se lembre dele? Ou o filho do homem para que o Senhor se interesse por ele?
O Senhor o colocou por algum tempo numa posição inferior à dos anjos, mas depois o coroou de glória e honra
e colocou todas as coisas sob o seu poder ”. Ora, se todas as coisas foram colocadas sob a sua autoridade, nada foi deixado fora do seu domínio. Contudo, ainda não vemos todas as coisas sob o seu domínio.
Nós, porém, vemos a Jesus, o qual foi, por algum tempo, colocado numa posição inferior à dos anjos. Nós o vemos coroado de glória e honra por causa do seu sofrimento e de sua morte. Foi pela graça de Deus que ele morreu por todas as pessoas.
Todas as coisas existem por causa de Deus e por meio dele, e ele quer que todos os seus filhos participem da sua glória. É por isso que foi necessário que Deus, por meio de sofrimento, aperfeiçoasse aquele que guiaria seus filhos para a salvação.
Pois, tanto aqueles que são consagrados a Deus como aquele que os consagra vêm de um mesmo Pai. É por isso que ele não se envergonha de os chamar de irmãos,
quando diz: “Senhor! Eu vou falar aos meus irmãos a seu respeito e vou lhe cantar hinos de louvor no meio da congregação”.
Ele também diz: “Eu confiarei nele”. E ainda diz: “Aqui estou com os filhos que Deus me deu”.
Os filhos são pessoas de carne e sangue. Por isso Jesus também se tornou como eles e participou da natureza humana deles. Ele fez isso para que, por intermédio da sua morte, pudesse derrotar aquele que tem o poder sobre a morte, isto é, o diabo.
Ele fez isso para que também pudesse libertar aqueles que, por medo da morte, tinham sido escravos por toda a vida.
Está claro que não é a anjos que Jesus ajuda. Ele ajuda aos descendentes de Abraão.
Por isso mesmo foi necessário que ele se tornasse igual aos seus irmãos em todas as coisas. Dessa forma ele se tornaria um sumo sacerdote misericordioso e fiel no serviço de Deus e poderia oferecer sacrifício pelos pecados do povo.
Agora ele pode socorrer aqueles que são tentados, pois ele mesmo sofreu e foi tentado.
Por isso, meus santos irmãos, vocês que foram chamados por Deus, fixem os seus pensamentos em Jesus, que é o Apóstolo e Sumo Sacerdote da fé que professamos.
Deus o constituiu para o seu serviço, e Jesus foi fiel a Deus assim como Moisés também o foi em toda a casa de Deus.
Jesus, todavia, merece mais honra do que Moisés, assim como o construtor de uma casa merece mais honra do que a própria casa.
Toda casa é construída por alguém, mas aquele que constrói todas as coisas é Deus.
Moisés foi fiel como um servo em toda a casa de Deus. Ele falava sobre as coisas que iam ser anunciadas por Deus no futuro.
Cristo, porém, foi fiel como Filho em toda a casa de Deus. E nós somos e continuaremos a ser esta casa, se conservarmos até o fim a nossa coragem e a nossa confiança naquilo que esperamos.
Portanto, ouçam o que Deus disse por meio do Espírito Santo: “Se hoje vocês ouvirem a minha voz,
não sejam teimosos assim como foram os seus antepassados, quando se rebelaram contra mim, colocando-me à prova no deserto.
Lá seus antepassados me provocaram e me puseram à prova e, depois, por quarenta anos, viram as coisas que eu fiz. Por isso me indignei com esta geração e disse: ‘Os pensamentos deles estão sempre errados; e eles também nunca entenderam os meus caminhos’.
Portanto eu fiquei zangado e fiz este juramento: ‘Eles jamais entrarão no lugar de descanso que eu lhes prometi’”.
Tenham cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês jamais chegue a ter um coração mau, que se recuse a crer, e que os leve, assim, a se afastar do Deus vivo.
Ao contrário, encorajem uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, a fim de que nenhum de vocês seja enganado pelo pecado, afastando, assim, seu coração de Deus.
Nós somos e continuaremos a ser companheiros de Cristo, se de fato conservarmos até o fim a confiança que temos tido desde o princípio.
Foi isto o que as Escrituras disseram: “Se hoje vocês ouvirem a voz de Deus, não sejam teimosos assim como foram os seus antepassados, quando se rebelaram contra mim”.
Ora, quais foram os que ouviram a voz de Deus e se rebelaram? Não foram, de fato, aqueles que saíram do Egito por intermédio de Moisés?
E contra quem foi que Deus ficou irritado por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, e caíram mortos no deserto?
E contra quem foi que Deus jurou, dizendo que não entrariam no lugar de descanso que ele lhes tinha prometido? Não foi contra aqueles que tinham sido desobedientes? Claro que foi!
Vemos, pois, que eles não puderam entrar naquele lugar porque tinham se recusado a crer.
Portanto, uma vez que Deus nos prometeu que entraríamos no seu lugar de descanso, nós devemos tomar muito cuidado para que nenhum de vocês falhe em obter o que foi prometido.
Nós ouvimos a mensagem de salvação assim como eles, mas para eles essa mensagem não serviu para nada, pois, quando a ouviram, não a receberam com fé.
Nós que cremos, porém, entraremos no lugar de descanso que Deus nos prometeu, assim como ele mesmo disse: “Eu estava zangado e fiz este juramento: ‘Eles jamais entrarão no lugar de descanso que eu lhes prometi’”. Ele disse isto apesar das suas obras já estarem terminadas desde a criação do mundo,
pois em algum lugar nas Escrituras foi dito o seguinte sobre o sétimo dia: “No sétimo dia Deus descansou de todas as obras que ele tinha feito”.
E em outra passagem também foi dito: “Eles jamais entrarão no lugar de descanso que eu lhes prometi”.
Essas pessoas que anteriormente ouviram a mensagem de salvação não entraram naquele lugar de descanso por terem sido desobedientes. Algumas outras, porém, ainda poderão entrar.
Por causa disso Deus marcou um outro dia chamado “hoje” quando, muito tempo depois, por meio de Davi, disse estas palavras que já citamos anteriormente: “Se hoje vocês ouvirem a minha voz, não sejam teimosos como foram os seus antepassados”.
Ora, se Josué tivesse dado esse descanso aos antepassados de vocês, Deus não teria falado mais tarde a respeito de um outro dia.
Assim, ainda resta para o povo de Deus um descanso como o descanso de Deus no sétimo dia.
Porque aquele que entra nesse lugar de descanso que Deus prometeu também descansa das suas obras, assim como Deus descansou das dele.
Portanto, devemos fazer o possível para entrar naquele lugar de descanso, esforçando-nos para não seguir o exemplo daquelas outras pessoas que desobedeceram.
A mensagem de Deus é viva, poderosa, e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes. Ela penetra até ao ponto de separar a alma do espírito e de dividir juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração.
Não há nada no mundo que possa ser escondido de Deus. Pelo contrário, todas as coisas são descobertas e expostas aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.
Nós temos a Jesus, o Filho de Deus, como o nosso Sumo Sacerdote, o qual entrou nos céus. Por isso devemos conservar firme a fé que temos.
O nosso Sumo Sacerdote não é alguém que não possa se compadecer de nossas fraquezas. Ao contrário, ele foi tentado de todas as maneiras, assim como nós também somos tentados, mas nunca pecou.
Por isso devemos nos aproximar com confiança ao trono do nosso Pai, que é cheio de amor, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajudará na hora em que precisarmos.
Todo sumo sacerdote é escolhido entre os homens e é nomeado para ajudar as pessoas nas coisas referentes a Deus e para oferecer ofertas e sacrifícios pelos pecados.
Ele é capaz de ter compaixão dos ignorantes e dos que erram, pois ele mesmo está cheio de fraquezas.
E, por esta razão, ele deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo como pelos seus próprios pecados.
Ninguém escolhe por si mesmo a honra de ser sumo sacerdote. A pessoa deve ser chamada por Deus, como aconteceu com Arão.
Assim também, Cristo não tomou para si mesmo a honra de se tornar sumo sacerdote; foi Deus que lhe deu essa honra. Ele disse: “Você é meu Filho; hoje eu me tornei seu Pai”.
Em outro lugar das Escrituras ele também disse: “Você é sacerdote para sempre, de acordo com a ordem do sacerdócio de Melquisedeque”.
Durante sua vida aqui na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas com altos gritos e lágrimas a quem o podia livrar da morte. E Deus o ouviu porque Jesus era humilde e fazia o que Deus queria.
Embora fosse Filho de Deus, ele aprendeu a ser obediente pelas coisas que sofreu.
E, depois de ser aperfeiçoado, ele se tornou a fonte da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
E Deus o nomeou Sumo Sacerdote, de acordo com a ordem do sacerdócio de Melquisedeque.
Temos muitas coisas a dizer a esse respeito, mas elas são difíceis de explicar porque vocês não querem entender.
De fato, depois de tanto tempo, vocês já deviam ser mestres. Porém, precisam de que alguém os ensine novamente quais são os princípios básicos da mensagem de Deus. Ao invés de alimento sólido, vocês ainda precisam de leite.
Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente sobre o que é certo ou errado, pois é uma criança.
Mas o alimento sólido é para os adultos. Ele é para aqueles que, pela prática, estão com os seus sentidos treinados para saber escolher entre o bem e o mal.
Por isso, vamos seguir em frente para chegarmos a ser adultos, e colocar de lado as primeiras noções da mensagem de Cristo. Não vamos lançar de novo as bases dessa mensagem, que são: o arrependimento de obras que levam à morte, a fé em Deus,
o ensino a respeito de batismos, a imposição de mãos, a ressurreição dos mortos e o julgamento eterno.
Nós temos que ir em frente e alcançar a maturidade. E, se Deus quiser, nós faremos isso.
É impossível, pois, trazer de volta ao arrependimento aqueles que uma vez foram iluminados, que provaram o dom celestial, que se tornaram participantes do Espírito Santo, que provaram a boa mensagem de Deus e os poderes do mundo que ainda virá, e depois desistiram da fé. Sim, é impossível trazê-los de volta ao arrependimento, uma vez que eles mesmos estão novamente crucificando ao Filho de Deus e zombando dele publicamente.
Essas pessoas são como a terra que recebe a chuva cada vez que cai sobre ela. Se ela produz plantas úteis para os que trabalham nela, recebe bênçãos de Deus.
Mas se, ao contrário, produz espinhos e ervas inúteis, ela não serve para nada. Está em perigo de ser amaldiçoada e acabará por ser queimada.
Queridos irmãos, embora falemos desta maneira, estamos certos quanto a vocês. Temos certeza de que poderemos ver, da parte de vocês, coisas melhores que os levem à salvação.
Deus não é injusto. Ele não se esquecerá do trabalho de vocês ou do amor que mostraram em nome dele, pois ajudaram e ainda ajudam o seu povo.
O nosso desejo é que cada um de vocês continue mostrando a mesma dedicação até o fim. Assim certamente receberão tudo o que esperam.
Nós não queremos que vocês se tornem preguiçosos. O que nós queremos é que imitem aqueles que, pela fé e pela paciência, recebem a herança que Deus prometeu.
Quando Deus fez a promessa a Abraão, Ele jurou por si mesmo, uma vez que não tinha ninguém superior por quem jurar.
Ele disse: “Eu certamente abençoarei você e lhe darei muitos descendentes”.
E, assim, depois de Abraão ter esperado com paciência, recebeu o que Deus lhe tinha prometido.
As pessoas juram pelo que lhes é superior e o juramento, servindo para confirmar o que disseram, acaba com toda discussão.
Deus queria deixar bem claro aos seus herdeiros que ele jamais mudaria de ideia com relação à sua promessa e, por isso, confirmou o que tinha dito com um juramento.
É impossível que Deus minta e, portanto, estas duas coisas nunca mudam: o que Deus disse e o que ele jurou. Assim nós, que nos refugiamos nele, seremos grandemente encorajados e poderemos segurar firme a esperança que nos foi dada.
Esta esperança mantém nossa alma firme e segura, assim como a âncora mantém firme e seguro o barco. Ela atravessa a cortina do templo celestial e penetra no Lugar Santíssimo.
Foi nesse lugar que Jesus entrou por nós e antes de nós, tornando-se Sumo Sacerdote para sempre, de acordo com a ordem do sacerdócio de Melquisedeque.
Este Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo. Ele saiu ao encontro de Abraão, quando este estava voltando depois de ter matado os reis, e o abençoou.
Foi para ele que Abraão deu a décima parte de tudo o que possuía. (Melquisedeque era “rei de justiça”, pois esse era o significado do seu nome. Ele também era “rei de paz”, uma vez que era rei de Salém, e Salém quer dizer “paz”.)
Não se conhece seu pai, nem sua mãe, nem tampouco qualquer um dos seus antepassados. Não se sabe nada sobre o seu nascimento ou sobre a sua morte. Ele é como o Filho de Deus e permanece como sacerdote para sempre.
Vejam, pois, como era importante esse Melquisedeque, a quem Abraão, o patriarca, deu a décima parte de tudo o que tinha conseguido na batalha.
Conforme a lei de Moisés, os descendentes de Levi que se tornam sacerdotes têm a ordem de cobrar do povo, ou seja, de seus próprios irmãos, a décima parte de tudo. E eles cobram, embora o povo seja descendente de Abraão.
Melquisedeque não era descendente de Levi, mas mesmo assim recebeu a décima parte de tudo o que Abraão possuía. Depois Melquisedeque abençoou Abraão, o homem que tinha recebido as promessas de Deus.
Não há dúvida de que aquele que abençoa é maior do que aquele que é abençoado.
No caso dos sacerdotes, a décima parte é cobrada por homens que um dia vão morrer. Mas, no caso de Melquisedeque, como as Escrituras dizem, a décima parte foi cobrada por alguém que continua vivo.
E pode-se dizer que Levi, que agora cobra a décima parte, também pagou a décima parte a Melquisedeque através de Abraão.
Digo isto, pois, apesar de Levi ainda não ter nascido, ele já estava no corpo de seu antepassado Abraão, quando este se encontrou com Melquisedeque.
Foi por meio do ensino dos sacerdotes da família de Levi que o povo recebeu a lei de Moisés. Esses sacerdotes, porém, não conseguiram fazer com que as pessoas se tornassem perfeitas. Por causa disso, foi preciso que aparecesse um outro sacerdote, de acordo com o sacerdócio de Melquisedeque, e não de acordo com o sacerdócio de Arão.
E quando se muda o sacerdócio, também é necessário que se mude a lei.
Nós estamos falando a respeito de Jesus Cristo. Ele não pertencia à tribo de Levi mas sim a uma outra, e ninguém dessa tribo jamais tinha servido como sacerdote perante o altar.
É evidente que o nosso Senhor procedeu da tribo de Judá, e Moisés nunca disse nada a respeito de sacerdotes que pertencessem a esta tribo.
E isto fica ainda mais claro quando se leva em conta que esse novo sacerdote, o qual se parece com Melquisedeque,
não foi feito sacerdote por leis ou mandamentos humanos. Ele foi feito sacerdote pelo poder de vida que não tem fim.
Pois é dito nas Escrituras: “Você é sacerdote para sempre, de acordo com a ordem do sacerdócio de Melquisedeque”.
Assim, as regras antigas foram anuladas, pois eram fracas e inúteis.
Já que a lei de Moisés nunca foi capaz de aperfeiçoar nada, surgiu em seu lugar uma esperança melhor. É essa esperança que permite que nós nos aproximemos de Deus.
Além disso, há também o juramento de Deus. Os outros se tornaram sacerdotes sem juramento,
mas Jesus se tornou sacerdote com o juramento de Deus pois, de acordo com o que dizem as Escrituras: “O Senhor jurou e não voltará atrás: ‘Você é sacerdote para sempre’”.
E é por isso mesmo que Jesus se tornou a garantia de uma aliança superior.
Ora, na antiga aliança, os sacerdotes chegaram a ser muitos, pois a morte lhes impedia de continuar o seu trabalho.
Mas, como Jesus vive para sempre, nunca deixará de servir como sacerdote.
Por isso, ele também poderá salvar, hoje e sempre, todos aqueles que por meio dele se chegam a Deus. Jesus vive para sempre, a fim de pedir a Deus a favor deles.
Jesus é o tipo de sacerdote de que nós precisávamos. Ele é santo, e nele não há nem maldade nem pecado. Ele foi separado dos pecadores e elevado acima do céu.
Ele não é como os outros sacerdotes que precisam oferecer sacrifícios todos os dias, primeiro pelos seus próprios pecados e, depois, pelos do povo. Ele ofereceu um sacrifício uma única vez e que vale para sempre, quando ofereceu a si mesmo.
A lei de Moisés constitui sumos sacerdotes a homens que são imperfeitos. Mas o juramento de Deus, que veio depois da lei, constitui a seu Filho como Sumo Sacerdote, o qual se tornou perfeito para sempre.
Aqui está o ponto essencial das coisas que temos dito: nós temos um Sumo Sacerdote como aquele que lhes descrevemos. Este Sumo Sacerdote está no céu, sentado à direita do trono de Deus.
Ele faz o seu serviço no santuário. Ele serve no verdadeiro tabernáculo, o qual foi construído pelo Senhor e não pelos homens.
Todo sumo sacerdote é constituído para oferecer tanto ofertas como sacrifícios. Por isso é necessário que o nosso Sumo Sacerdote também tenha o que oferecer.
Ora, se ele estivesse aqui na terra, ele não seria sacerdote, uma vez que existem sacerdotes que oferecem os sacrifícios de acordo com a lei de Moisés.
O trabalho que estes sacerdotes fazem é somente cópia e sombra do que está no céu. Foi por isso que, quando Moisés estava para construir o tabernáculo, Deus lhe deu estas instruções: “Tenha cuidado para fazer tudo de acordo com o modelo que eu lhe mostrei no monte”.
Mas o serviço do qual Jesus foi encarregado é muito superior ao serviço que tinha sido dado aos outros sacerdotes. E o próprio Jesus também é o mediador de uma aliança superior instituída com base em superiores promessas.
Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido perfeita, não teria havido necessidade de se buscar uma segunda aliança.
E, de fato, Deus viu que o seu povo tinha falhado, e disse por meio do profeta Jeremias: “Virão dias, diz o Senhor, em que estabelecerei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá.
Esta aliança não será como aquela que eu fiz com os seus antepassados no dia em que os levei pela mão e os tirei da terra do Egito. Como eles não foram fiéis à minha aliança, eu me afastei deles, diz o Senhor.
Portanto, a aliança que estabelecerei com o povo de Israel no futuro será assim: eu porei as minhas leis nas suas mentes e também as escreverei nos seus corações. Eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo.
Ninguém jamais terá que ensinar ao seu próximo, ou ao seu irmão, dizendo: ‘Conheça ao Senhor’, porque todos me conhecerão, desde o menos importante até o mais importante.
E eu perdoarei as faltas que eles cometerem, e eu nunca mais me lembrarei dos seus pecados”.
Ao chamar esta aliança “nova”, ele tornou velha a primeira. Ora, aquilo que se torna velho e antigo, logo desaparecerá.
A primeira aliança tinha regras para a adoração e também um santuário, feito por mãos humanas.
De fato havia um tabernáculo e a primeira área deste tabernáculo se chamava Lugar Santo. Neste Lugar Santo havia um candeeiro e a mesa com o pão especial que era oferecido a Deus.
Atrás da segunda cortina, havia um quarto que era chamado Lugar Santíssimo.
No Lugar Santíssimo, estavam o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, coberta totalmente de ouro. Nesta arca havia: uma urna de ouro contendo o maná, a vara de Arão que floresceu, e as tábuas da aliança.
Em cima da arca havia dois querubins, ao redor dos quais se manifestava a presença de Deus, e eles cobriam, com suas asas, o lugar onde os pecados eram perdoados. Nós, porém, não podemos falar detalhadamente sobre estas coisas agora.
Estando essas coisas assim dispostas, os sacerdotes entram todos os dias no Lugar Santo para realizar os serviços religiosos.
No Lugar Santíssimo, porém, só o sumo sacerdote entra somente uma vez por ano. Ele entra com sangue, o qual oferece tanto por si mesmo quanto pelos pecados de ignorância do povo.
Sendo assim, o Espírito Santo nos deixa bem claro que, enquanto o Lugar Santo continuar como está, a entrada para o Lugar Santíssimo ainda não abriu.
Isto é um exemplo para a época presente. De acordo com este exemplo, nós entendemos que as ofertas e os sacrifícios oferecidos a Deus não eram capazes de purificar totalmente as pessoas que prestassem culto a Deus. Aqueles sacrifícios não podiam fazer com que aquelas pessoas se tornassem perfeitas em seus corações.
É somente uma questão de comidas, bebidas e várias lavagens cerimoniais. Essas coisas foram impostas até o tempo em que Deus mudaria todas as coisas.
Cristo, porém, já veio como Sumo Sacerdote das coisas boas que já estão aqui. Cristo, todavia, não faz seu serviço num lugar como o tabernáculo em que os outros sacerdotes trabalham. O tabernáculo onde Cristo faz seu serviço é maior e mais perfeito, pois não foi construído por mãos humanas, ou seja, não é deste mundo.
Cristo entrou no Lugar Santíssimo só uma vez, o que foi em si suficiente para todas as épocas. Ele entrou no Lugar Santíssimo usando o seu próprio sangue, e não o sangue de bodes e de bezerros. Ele entrou lá e nos libertou do pecado para todo o sempre.
O sangue de bodes e de touros e a cinza da novilha eram espalhados sobre as pessoas impuras e as purificavam em seu exterior.
O sangue de Cristo, porém, purifica a nossa consciência das manchas causadas pelos atos que nos conduzem à morte. Dessa forma, podemos servir ao Deus vivo. Pois foi o próprio Cristo que se ofereceu a si mesmo como um sacrifício perfeito a Deus por meio do Espírito eterno.
Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança a fim de que aqueles que têm sido chamados recebam a herança eterna que Deus prometeu. Isto é possível porque Jesus morreu tanto para pagar pelos pecados que as pessoas cometeram enquanto estavam sob a velha aliança, como para livrá-los destes pecados.
Se uma pessoa deixa um testamento, é necessário que se prove que essa pessoa morreu.
Pois um testamento somente se torna válido depois que a pessoa que o fez tiver morrido; ele não tem efeito nenhum enquanto a pessoa que o fez ainda estiver viva. Com uma aliança acontece a mesma coisa: ela só se torna válida por meio da morte.
É por isso que nem mesmo a primeira aliança entrou em vigor sem sangue.
Em primeiro lugar, Moisés anunciou ao povo todos os mandamentos de acordo com a lei. Depois ele pegou o sangue dos bezerros e dos bodes e misturou com água. Aí ele usou uma lã tingida de vermelho e hissopo para borrifar tanto o livro como também todo o povo.
Então Moisés disse: “Este é o sangue que efetiva a aliança, à qual Deus ordenou que vocês obedecessem”.
Da mesma maneira Moisés também borrifou sangue sobre o tabernáculo e sobre todos os utensílios usados na adoração.
De fato, de acordo com a lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue e, sem derramamento de sangue, não pode haver perdão de pecados.
Essas coisas, que eram cópias daquelas que estão no céu, deviam ser purificadas com tais sacrifícios; mas as próprias coisas do céu exigem sacrifícios bem melhores.
Porque Cristo não entrou num santuário feito por homens, que é a cópia do verdadeiro. Ele entrou no próprio céu, para agora comparecer diante de Deus por nós.
O sumo sacerdote entra no Lugar Santíssimo uma vez por ano, e leva sangue de animal. Jesus, porém, quando entrou no céu, não o fez para oferecer a si mesmo muitas vezes, pois,
se fosse assim, ele teria que ter sofrido muitas vezes desde a criação do mundo. Agora, porém, que os tempos estão chegando ao fim, ele apareceu uma vez por todas, a fim de acabar com o pecado por meio do sacrifício de si mesmo.
Assim como cada pessoa tem que morrer uma única vez e depois ser julgada,
Cristo também foi oferecido uma única vez como sacrifício para tirar os pecados de muitas pessoas. Depois ele aparecerá pela segunda vez, não para tirar os pecados, mas para trazer a salvação para aqueles que estão esperando por ele.
A lei é apenas uma sombra das coisas boas que estavam para vir, e não a imagem real das coisas. É por isso que, mesmo com os sacrifícios que são oferecidos repetidamente ano após ano, a lei não pode tornar perfeitos aqueles que se aproximam para adorar.
Se ela pudesse, estes sacrifícios teriam parado de ser oferecidos, pois os adoradores estariam limpos de seus pecados e não se sentiriam mais culpados por causa desses pecados.
Estes sacrifícios, entretanto, fazem com que as pessoas se lembrem de seus pecados a cada ano,
pois é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados.
Por isso Cristo, ao entrar no mundo, disse: “O Senhor não quer sacrifícios nem ofertas, mas me preparou um corpo.
O Senhor não se agrada de sacrifícios de animais mortos e queimados, ou de sacrifícios para tirar pecados.
Então eu disse: ‘Eu estou aqui, ó Deus; eu vim para fazer a sua vontade, assim como está escrito a meu respeito no Livro da Lei’”.
Primeiro Cristo disse: “O Senhor não quer sacrifícios nem ofertas, e o Senhor não se agrada de animais mortos e queimados, ou de sacrifícios para tirar pecados”. (Estes sacrifícios são oferecidos de acordo com a lei de Moisés.)
Depois Cristo disse: “Eu estou aqui, ó Deus, para fazer a sua vontade”. Dessa forma Deus anula o primeiro sistema de sacrifícios para estabelecer o segundo.
E porque Jesus Cristo fez o que Deus quis, nós somos purificados por meio do sacrifício do corpo de Jesus, oferecido de uma vez por todas.
Ora, todo sacerdote se apresenta dia após dia para realizar seus serviços religiosos e para oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios. Mas estes sacrifícios jamais podem remover pecados.
Jesus, porém, depois de ter oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, se sentou à direita de Deus.
Ali Jesus está esperando até que seus inimigos sejam colocados sob seu poder.
Assim, com um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre aqueles que estão sendo purificados.
O Espírito Santo também nos dá o seu testemunho a respeito disto. Primeiro ele diz:
“Esta é a aliança que eu farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis nos seus corações, e as escreverei nas suas mentes”.
E depois ele diz: “Nunca mais me lembrarei dos seus pecados ou das suas maldades”.
Assim, uma vez que todas estas coisas são perdoadas, não há mais necessidade de se oferecer sacrifício pelos pecados.
Por isso, irmãos, nós temos completa liberdade para entrar no Lugar Santíssimo. E nós podemos fazer isto com toda a confiança, por causa do sangue de Jesus.
Nós podemos entrar através de um novo caminho, um caminho de vida, o qual Jesus nos abriu. E este caminho nos leva através da cortina, isto é, através do seu próprio corpo.
Nós temos um grande sacerdote que governa a família de Deus.
Portanto, vamos nos aproximar de Deus com coração sincero e com firmeza de fé. Nós podemos fazer isso porque nossos corações foram purificados, libertando-nos das nossas culpas, e também porque o nosso corpo foi lavado com água pura.
Vamos seguir firmes e sem vacilar na esperança da nossa fé, pois aquele que fez a promessa é fiel.
Vamos também considerar uns aos outros, a fim de nos encorajarmos a mostrar amor e a fazer o bem.
Não deixemos de nos reunir, como algumas pessoas estão fazendo. Ao contrário, vamos nos reunir e fortalecer uns aos outros, ainda mais agora que vocês estão vendo que o Dia se aproxima.
Se continuarmos a pecar de propósito, mesmo depois de termos conhecido a verdade, já não há mais sacrifício que possa tirar os pecados.
Ao contrário, tudo o que nos resta é o medo, ao esperarmos pelo julgamento e pelo fogo vingador que destruirá todos aqueles que estão contra Deus.
Se duas ou três pessoas testemunharem que um homem desobedeceu à lei de Moisés, esse homem será condenado à morte sem receber qualquer misericórdia.
O que acontecerá, então, com aqueles que desprezam o Filho de Deus, que desrespeitam o sangue da nova aliança, com o qual eles mesmos foram purificados, ou ainda que insultam o Espírito que nos mostra a graça de Deus? Vocês não acham que eles merecem um castigo muito mais severo?
Ora, nós conhecemos aquele que disse: “A mim pertence a vingança; eu retribuirei”. Ele também disse: “O Senhor julgará o seu povo”.
Que coisa horrível é cair nas mãos do Deus vivo!
Lembrem-se daqueles dias em que vocês, depois de terem recebido a luz da verdade, tiveram que passar por grandes lutas e muitos sofrimentos.
Algumas vezes vocês foram maltratados e insultados publicamente; outras vezes ajudaram aos que estavam sendo tratados desse modo.
Vocês não somente ajudaram aos que estavam sofrendo na prisão, como também aceitaram com alegria o fato de que os seus bens tinham sido tirados de vocês. Vocês agiram assim porque sabiam que possuíam algo muito melhor: algo que dura para sempre.
Portanto, não abandonem a confiança que vocês têm; ela traz uma grande recompensa.
Vocês precisam ser perseverantes para que, depois de terem feito a vontade de Deus, recebam o que foi prometido.
Pois ainda dentro de pouco tempo, “Aquele que tem de vir, virá; ele não vai demorar.
Viverá aquele que pela fé for declarado justo. Mas se ele voltar atrás eu não ficarei contente com ele”.
Nós, porém, não somos daqueles que, por causa do medo, voltam atrás e são destruídos. Ao contrário, nós somos daqueles que têm fé e são salvos por ela.
Ora, a fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a convicção de que uma coisa existe, mesmo quando não a vemos.
Foi pela fé que aqueles que viveram no passado conseguiram a aprovação de Deus.
Pela fé entendemos que o universo foi criado pela ordem de Deus, de maneira que aquilo que pode ser visto veio a existir das coisas que não podem ser vistas.
Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício melhor do que Caim. Pela fé Abel recebeu a aprovação de Deus quanto às suas ofertas e foi considerado por ele como um homem justo. Por meio da fé, mesmo depois de morto, ele ainda fala.
Pela fé Enoque foi levado da terra para não morrer. Ele nunca foi encontrado, porque Deus o tinha levado. E as Escrituras dizem que, antes de ser levado, Enoque tinha agradado a Deus.
De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que ele recompensa aqueles que o buscam.
Pela fé Noé, depois de ter sido instruído a respeito de acontecimentos que ainda não podiam ser vistos, obedeceu a Deus e construiu uma arca para salvar a sua família. Com a sua fé Noé mostrou que o mundo estava errado e se tornou como uma daquelas pessoas que são declaradas justas diante de Deus por meio da fé.
Pela fé Abraão obedeceu quando foi chamado, a fim de ir para um lugar que ele deveria receber como herança; ele partiu sem saber para onde ia.
Pela fé ele peregrinou até a terra que lhe havia sido prometida, assim como um imigrante em terra alheia. Ele habitou em tendas com Isaque e Jacó, os quais eram herdeiros com ele das mesmas coisas que lhe tinham sido prometidas.
Ele estava esperando pela cidade que tem alicerces que não podem ser destruídos, da qual Deus é o arquiteto e construtor.
Pela fé também a própria Sara, apesar de ser velha demais para ter filhos, recebeu o poder para ser mãe. Isso aconteceu porque ela acreditou naquele que havia feito a promessa.
Assim, de um só homem, que estava praticamente morto, veio uma descendência que não pode ser contada, como as estrelas do céu, e numerosa como os grãos de areia da praia.
Todos estes morreram na fé, sem jamais ter recebido as coisas que lhes tinham sido prometidas. Eles somente as viram de longe e ficaram felizes em vê-las. Dessa forma eles aceitaram o fato de que eram estrangeiros e de que estavam somente de passagem por este mundo.
As pessoas que falam desse modo mostram que estão procurando uma terra que seja sua própria pátria.
Se, na verdade, pensassem a respeito daquela pátria de onde tinham saído, teriam a oportunidade de voltar.
Mas o que desejavam agora era uma pátria superior, isto é, uma pátria celestial. Por isso, Deus não se envergonha delas, ou de ser chamado o seu Deus e, por causa disso, lhes preparou uma cidade.
Pela fé Abraão, quando colocado à prova por Deus, ofereceu a Isaque. Ele havia recebido com alegria o que Deus lhe tinha prometido, mas mesmo assim ia sacrificar o seu único filho.
Foi a ele que Deus disse: “Os descendentes que eu lhe prometi virão por meio de Isaque”.
Abraão reconheceu que Deus tinha poder para ressuscitar seu filho e, de maneira figurada, ele tornou a recebê-lo da morte.
Pela fé Isaque prometeu bênçãos futuras a Jacó e a Esaú.
Pela fé Jacó, pouco antes de morrer, abençoou a cada um dos filhos de José e, enquanto se apoiava na sua vara, adorou a Deus.
Pela fé José, quando o seu fim estava próximo, mencionou o êxodo do povo de Israel, bem como deu ordens sobre o que deveria ser feito com o seu corpo após a sua própria morte.
Pela fé os pais de Moisés o esconderam durante três meses, depois que ele nasceu. Eles fizeram isso porque viram que o menino era bonito e não tiveram medo de desobedecer à ordem do rei.
Pela fé Moisés, quando já era adulto, recusou ser chamado filho da filha de Faraó.
Ele preferiu ser maltratado junto com o povo de Deus a desfrutar, por pouco tempo, dos prazeres do pecado.
Ele considerou o fato de sofrer pelo Messias uma coisa muito mais valiosa do que os próprios tesouros do Egito, pois tinha os seus olhos fixados na recompensa futura.
Pela fé ele saiu do Egito e não teve medo da raiva do rei. Pelo contrário, ficou firme como quem vê aquele que é invisível.
Foi pela fé também que ele celebrou a Páscoa e ordenou que se passasse sangue nas portas das casas, para que o Anjo da Morte não tocasse nos filhos mais velhos dos israelitas.
Pela fé o povo atravessou o Mar Vermelho como se estivessem andando por terra seca; mas quando os egípcios tentaram atravessar, eles se afogaram.
Pela fé caíram as muralhas da cidade de Jericó, depois de terem sido rodeadas pelo povo por sete dias.
Foi por fé, ainda, que Raabe, a prostituta, não foi destruída com aqueles que eram desobedientes, pois ela tinha recebido bem os espiões.
E o que mais direi ainda? Na verdade me faltaria tempo para falar a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas.
Pela fé eles conquistaram reinos, fizeram o que era justo, receberam os benefícios que Deus lhes havia prometido e fecharam bocas de leões.
Eles apagaram incêndios terríveis e escaparam de serem mortos pela espada. Eles ainda transformaram a fraqueza em força, foram poderosos na guerra e derrotaram exércitos estrangeiros.
Pela fé, mulheres receberam os seus mortos de volta, mediante a ressurreição. Alguns foram torturados e até mesmo se recusaram a ser libertados, para que pudessem ser ressuscitados para uma vida melhor.
Alguns passaram por humilhações e foram surrados, ao passo que outros foram acorrentados e colocados em prisões.
Outros foram apedrejados, serrados pelo meio e mortos à espada. Eles andaram de um lado para o outro, vestidos de peles de ovelhas e de cabras. Eram pobres, perseguidos e maltratados.
Estes homens, dos quais o mundo não era digno, andavam vagando pelos desertos, pelos montes, pelas covas e pelos buracos da terra.
Ora, todas estas pessoas foram aprovadas por Deus por causa de sua fé. Mas nenhuma delas recebeu o que Deus havia prometido.
Deus tinha planejado algo melhor para nós. Ele queria nos tornar perfeitos. Claro, ele queria que essas pessoas de fé também se tornassem perfeitas. Mas ele não queria que eles desfrutassem dessa bênção sem nós.
E quanto a nós, temos esta grande multidão de testemunhas ao nosso redor. Portanto, vamos pôr de lado tudo o que nos atrapalha, o pecado que nos amarra, e vamos correr com perseverança a corrida que está à nossa frente.
Vamos fixar os nossos olhos em Jesus, que é a fonte da nossa fé e é quem a torna completa. Ele, em troca da alegria que lhe tinha sido oferecida, suportou a cruz, sem fazer caso da humilhação que sofreu. E agora ele está sentado à direita do trono de Deus.
Portanto, pensem em Jesus, que suportou tão grande oposição dos pecadores contra si mesmo, para que assim vocês não fiquem nem cansados nem desanimados.
Na luta de vocês contra o pecado, vocês ainda não tiveram que combater até a morte.
Será que vocês já se esqueceram das palavras de encorajamento que lhes foram dirigidas como a filhos? As Escrituras dizem: “Meu filho, não despreze a correção que vem do Senhor, nem fique desanimado quando você for reprovado por ele;
pois o Senhor repreende quem ele ama e castiga quem ele aceita como filho”.
Suportem o sofrimento como se fosse o castigo dado por um pai, porque o sofrimento de vocês mostra que Deus os está tratando como seus filhos. Será que existe algum filho que nunca foi corrigido por seu pai? Claro que não!
Se vocês não forem disciplinados assim como todos os filhos de Deus o são, então vocês não são filhos verdadeiros, mas sim filhos ilegítimos.
Além disso, todos nós tínhamos os nossos pais humanos, os quais nos disciplinavam e nós os respeitávamos. Assim, devemos obedecer muito mais ao Pai celestial e, então, viveremos!
Nossos pais nos disciplinaram por pouco tempo, da maneira que eles achavam que era melhor. Deus, porém, nos disciplina para o nosso bem, a fim de podermos participar da sua santidade.
De fato, toda disciplina no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza. Mais tarde, entretanto, depois de termos aprendido mediante a disciplina, temos uma vida de justiça e de paz.
Portanto, restabeleçam as suas mãos cansadas, fortaleçam os seus joelhos fracos
e andem por caminhos retos. Dessa forma, aquele que é manco não terá mais fraqueza em seus pés, mas sim, ficará curado.
Esforcem-se para viver em paz com todos e ter uma vida santa; pois sem a santidade ninguém verá o Senhor.
Tenham cuidado para que ninguém falhe em alcançar a graça de Deus. Tenham cuidado para que ninguém se torne como uma planta amarga que cresce, causa danos, e prejudica a muitos.
E tomem cuidado também para que ninguém seja sexualmente imoral ou não tenha respeito pelas coisas sagradas, como Esaú, que por um prato de comida vendeu os seus direitos de filho mais velho.
Depois, como vocês sabem, ele quis receber a bênção do pai. Mas foi rejeitado, pois não encontrou um modo de mudar o que ele havia feito, embora tivesse procurado fazer isso até chorando.
Vocês não vieram para perto do monte que se podia tocar e que estava pegando fogo, assim como o povo de Israel veio. Vocês não vieram para a escuridão ou para as trevas ou para a tempestade.
Vocês também não vieram para o som da trombeta ou para o som de uma voz, pois todos os que ouviam o que a voz dizia imploravam para que ela não lhes falasse mais.
Eles tinham feito isso pois não podiam mais suportar o que lhes era ordenado, isto é: “Todo aquele que tocar no monte deve ser apedrejado, mesmo que seja um animal”.
Na verdade, o espetáculo era tão horrível que Moisés disse: “Estou tremendo de medo”.
Mas vocês chegaram ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, que é a Jerusalém celestial com seus milhares de anjos. Vocês vieram para a alegre
reunião dos filhos mais velhos de Deus, cujos nomes estão escritos no céu. Vocês vieram para Deus, o Juiz de todos, para os espíritos dos justos que foram aperfeiçoados,
para Jesus, que é o Mediador da nova aliança, e para o sangue que os purifica e promete coisas muito melhores que o sangue de Abel.
Tenham cuidado e não se recusem a ouvir aquele que fala. As pessoas que se recusaram a ouvir as advertências de Deus aqui na terra, não escaparam. Por isso, muito menos escaparemos nós, se rejeitarmos as advertências que recebermos do céu.
Naquele tempo a voz de Deus fez estremecer a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: “Ainda mais uma vez eu farei estremecer não somente a terra, mas também o céu”.
As palavras “ainda mais uma vez” mostram bem que as coisas criadas serão abaladas e destruídas, para que as que não podem ser abaladas continuem como estão.
Portanto, desde que estamos recebendo um reino que não pode ser abalado, devemos estar agradecidos e adorar a Deus da maneira que lhe seja agradável, com reverência e temor,
pois o nosso Deus é como um fogo destruidor.
Não deixem de amar uns aos outros como irmãos em Cristo.
Não deixem de ser hospitaleiros; pois alguns, sendo hospitaleiros, sem saber, receberam anjos.
Lembrem-se dos que estão presos, como se vocês estivessem presos com eles. Lembrem-se dos que são maltratados, como se vocês mesmos fossem os maltratados.
O casamento deve ser honrado por todos, e todo casamento deve ser mantido puro, porque Deus vai julgar aqueles que são sexualmente imorais e os adúlteros.
Não deixem que a vida de vocês seja dominada pelo amor ao dinheiro. Contentem-se com as coisas que vocês têm, pois Deus tem dito: “Eu nunca o deixarei; eu jamais o abandonarei”.
Assim, nós podemos dizer com confiança: “O Senhor é quem me ajuda, não terei medo; ninguém poderá me fazer mal”.
Lembrem-se dos seus líderes, os quais lhes anunciaram a mensagem de Deus; reflitam sobre o fim da vida deles e imitem a fé que eles tiveram.
Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e para sempre.
Não se deixem envolver por todos os tipos de ensinos estranhos. O que vale são os corações de vocês estarem fortalecidos pela graça de Deus, e não pela obediência a regras a respeito de alimentos. Obedecer a essas regras não lhes traz nenhum benefício.
Nós temos um sacrifício em nosso altar, e os sacerdotes que servem no tabernáculo não têm o direito de comer dele.
O sumo sacerdote mata os animais e leva o seu sangue para o Lugar Santíssimo como oferta pelo pecado. Depois disto, os corpos daqueles animais são queimados fora do acampamento.
Foi por isso que Jesus também sofreu fora da cidade, para que, pelo seu próprio sangue, santificasse o seu povo.
Vamos, pois, chegar até ele fora do acampamento, suportando a mesma desonra que ele suportou.
Na verdade, nós não temos uma cidade permanente aqui, mas buscamos a cidade que há de vir.
Por meio de Jesus, portanto, vamos sempre oferecer a Deus um sacrifício de louvor, que é a oferta dada por lábios que testemunham a respeito do seu nome.
Não deixem de fazer o bem nem de ajudar uns aos outros, pois são estes os sacrifícios que agradam a Deus.
Obedeçam aos seus líderes e sejam submissos a eles; pois eles cuidam para que vocês alcancem a vida eterna, sabendo que vão prestar contas disso a Deus. Obedeçam-lhes, para que eles possam fazer este trabalho com alegria, e não como se fosse um peso, pois isto não traria nenhuma vantagem a vocês.
Orem por nós, pois temos certeza de que nossa consciência está tranquila, uma vez que procuramos sempre nos portar bem em todas as coisas.
E eu lhes peço que orem para que Deus me mande de volta a vocês o mais depressa possível.
O Deus que traz a paz foi quem ressuscitou a Jesus, nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas. Deus o ressuscitou por causa do seu sangue, e é por meio deste sangue que a aliança eterna é selada.
Que esse mesmo Deus os aperfeiçoe a fim de que vocês cumpram a sua vontade. Que ele, por meio de Jesus Cristo, faça em nós tudo o que lhe agrada. A Cristo seja dada a glória para todo o sempre. Amém.
Eu ainda lhes peço, irmãos, que ouçam com paciência estas palavras de encorajamento pois, afinal de contas, esta carta não é muito longa.
Quero que saibam que o nosso irmão Timóteo foi posto em liberdade. Se ele vier logo, eu o levarei comigo quando for vê-los.
Lembranças a todos os seus líderes, bem como a todo o povo de Deus. Os irmãos da Itália também mandam lembranças.
Que a graça de Deus esteja com todos vocês.
De Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, a todo o povo de Deus que está espalhado pelo mundo: saudações.
Meus irmãos, considerem como motivo de alegria o fato de passarem por vários tipos de provações.
Pois vocês sabem que a sua fé, depois de ter sido colocada à prova e confirmada, produz perseverança.
Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que vocês sejam perfeitos e completos, sem faltar nada.
Porém, se algum de vocês sente falta de sabedoria, peça-a a Deus e ele lhe dará, pois ele é generoso para com todos e não censura ninguém.
Mas peça com fé, sem duvidar de nada, pois aquele que duvida é como a onda do mar, agitada e levada de um lado para outro pelo vento.
A pessoa que é assim não deve pensar que receberá alguma coisa do Senhor,
pois ela não sabe o que quer e é inconstante em tudo o que faz.
O irmão de condição humilde deve se orgulhar de Deus ter-lhe dado riquezas espirituais.
E o irmão rico deve se orgulhar de Deus tê-lo feito humilde, pois ele desaparecerá como a flor do campo.
O sol se levanta com o seu ardente calor; a planta seca, a sua flor cai e a beleza dela desaparece. Assim também o rico desaparecerá, juntamente com os seus negócios.
Feliz é aquela pessoa que suporta com perseverança a provação porque, depois de ter sido aprovada, ela receberá a coroa da vitória, que é a vida eterna, que Deus prometeu aos que o amam.
Ninguém ao ser tentado deve dizer: “Esta tentação vem de Deus”, pois Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém.
Mas cada um é tentado pelos seus próprios maus desejos, quando estes desejos o atraem e o seduzem.
Estes maus desejos, depois de conceber, dão à luz o pecado. E o pecado, depois de crescido, gera a morte.
Não se enganem, meus queridos irmãos.
Tudo o que é bom e todo dom que é perfeito vem lá do céu, do Pai que criou as luzes celestiais. Nele não há variação nem qualquer mudança que produza sombra.
Ele decidiu nos tornar seus filhos pela mensagem da verdade, para que possamos ocupar o primeiro e mais importante lugar entre todas as suas criaturas.
Lembrem-se destas coisas, meus queridos irmãos: cada um de vocês deve estar mais pronto para ouvir do que para falar. Não fiquem irados com facilidade.
Porque a ira humana não leva à vida justa que Deus quer que tenhamos.
Portanto, evitem tudo o que é imoral e deixem de praticar as coisas más que tanto os influenciam. Aceitem com mansidão a mensagem que Deus plantou em seus corações, a qual é poderosa para salvar as suas almas.
Vocês devem praticar o que a mensagem ensina e não devem somente ouvir, enganando a vocês mesmos.
Porque, se alguém ouve a mensagem de Deus e não pratica o que ela ensina, é como uma pessoa que olha o seu rosto num espelho.
Ele dá uma boa olhada em si mesmo, depois sai e logo se esquece de como era a sua aparência.
Mas se alguém examinar bem a lei perfeita (a qual traz liberdade) e continuar firme nela, não apenas como um ouvinte negligente mas como um praticante ativo, esse será feliz no que realizar.
Se alguém pensa ser religioso, engana a si mesmo, se não souber controlar a sua língua, e a sua religião não vale nada.
A religião pura e verdadeira que é aceita por Deus Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas aflições, e guardar a si mesmo incontaminado do mundo.
Meus irmãos, vocês que creem em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo não devem ao mesmo tempo ser parciais em relação às pessoas.
Vamos supor que entre no lugar onde vocês se reúnem um homem com anéis de ouro nos dedos, vestido com roupas finas, e que também entre um pobre, vestido com roupas velhas.
Depois de tratarem com uma consideração especial aquele que está vestido com roupas finas, vocês lhe dizem: “Sente-se aqui no lugar de honra”. Em seguida vocês dizem ao pobre: “Você fique ali de pé” ou “Sente-se aqui no chão, perto dos meus pés”.
Ao agirem assim, será que não estão fazendo distinções entre vocês mesmos? Será que não estão se tornando juízes levados por más intenções?
Escutem, meus queridos irmãos! Não escolheu Deus aqueles que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Deus prometeu aos que o amam?
Entretanto, vocês têm desprezado os pobres. Não são os ricos que exploram a vocês, e não são eles mesmos que os levam para os tribunais?
Não são eles que falam mal do bom nome de Cristo, que sobre vocês foi invocado?
Se vocês seguem esta lei real que é encontrada nas Escrituras: “Ame o seu próximo como você ama a você mesmo”, fazem bem.
Porém, se mostrarem parcialidade, vocês estão pecando e são considerados culpados por quebrarem a lei.
Digo isto porque, qualquer um que segue toda a lei, mas falha em obedecer a um único mandamento, se torna culpado de todos.
Pois aquele que disse: “Não cometa adultério”, também disse: “Não mate”. Ora, se você não comete adultério, porém mata, você se torna culpado de quebrar a lei.
Falem e vivam como pessoas que serão julgadas pela lei que dá a liberdade.
Pois Deus não usará de misericórdia quando julgar aquele que não foi misericordioso, mas aquele que é misericordioso pode se apresentar diante do Juiz sem temor.
Meus irmãos! De que adianta alguém dizer que tem fé se não tiver obras? Por acaso esta fé pode salvá-lo?
Se irmãos ou irmãs estiverem precisando de roupa e necessitados do alimento diário,
o que adianta um de vocês lhes dizer: “Vão em paz, aqueçam-se e comam bem”, se vocês não lhes dão as coisas de que eles necessitam?
Assim também a fé, se não for acompanhada de obras, está morta.
Mas alguém poderá dizer: “Você tem fé e eu tenho obras”. Mostre-me essa sua fé sem obras e eu, com as obras, lhe mostrarei a minha fé.
Você acredita que existe somente um Deus? Ótimo! Até os demônios acreditam e tremem de medo.
Seu tolo! Você quer provas de que a fé sem obras não vale nada?
Não foi por obras que nosso antepassado Abraão foi declarado justo diante de Deus, quando ofereceu seu próprio filho Isaque como sacrifício?
Veja como a fé estava agindo com as suas obras e como foi aperfeiçoada por meio das suas obras.
E assim se cumpriu a Escritura que diz: “Abraão creu em Deus e sua fé lhe foi creditada como justiça”, e ele foi chamado amigo de Deus.
Vejam que uma pessoa é declarada justa diante de Deus por obras e não somente por fé.
Do mesmo modo, não foi também por obras que a prostituta Raabe foi declarada justa diante de Deus, quando hospedou os mensageiros e os ajudou a escapar por outro caminho?
Portanto, assim como o corpo sem o espírito está morto, também a fé sem as obras está morta!
Meus irmãos, não deve haver entre vocês muitos que queiram ser professores, pois vocês sabem que nós, os que ensinamos, seremos julgados com mais rigor.
Eu os estou prevenindo porque todos nós pecamos frequentemente. Se alguém não peca no falar é uma pessoa perfeita, capaz de controlar também todo o seu corpo.
Nós colocamos freios na boca dos cavalos para que eles nos obedeçam e assim possamos dirigir o corpo inteiro deles.
Observem também os navios que, sendo tão grandes e empurrados por ventos fortes, são dirigidos por um pequeníssimo leme e vão para onde quer que o piloto deseje.
Assim também a língua, que é um órgão pequeno, se gaba de ter feito grandes coisas. Vejam como uma floresta inteira pode ser incendiada por uma pequena chama.
Ora, a língua é como o fogo; é o mundo com todas as suas maldades. A língua está situada entre as partes do nosso corpo e contamina o corpo inteiro. Ela mesma é colocada em chamas pelo inferno e também põe em chamas a carreira da existência humana.
A humanidade pode domar toda a espécie de animais, de aves, de répteis e de seres marinhos e, na verdade, tem feito isso.
A língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar. Ela é selvagem e má, carregada de veneno mortal.
Com ela nós louvamos ao Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos as pessoas que foram criadas à imagem de Deus.
De uma só boca procedem louvor e maldição. Meus irmãos, estas coisas não devem acontecer.
Pode por acaso uma mesma fonte jorrar água doce e água salgada?
Meus irmãos, pode por acaso a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Claro que não! Da mesma forma, nem a fonte de água salgada pode dar água doce.
Se há alguém entre vocês que seja sábio e entendido, então que essa pessoa mostre, por meio do seu comportamento, que age com a mansidão que a sabedoria lhe dá.
Porém, se há inveja, amargura e egoísmo em seus corações, não se gabem da sua sabedoria, pois se vocês se gabarem estarão mentindo contra a verdade.
Esta não é a sabedoria que desce lá do céu. Pelo contrário, ela é daqui da terra e, por isso, não é espiritual, mas do diabo.
Pois onde existe inveja e egoísmo, aí existe confusão e toda espécie de coisas ruins.
Mas a sabedoria que desce lá do céu é, acima de tudo, pura; depois pacífica, bondosa e amigável. Ela é cheia de misericórdia, produz uma colheita de boas obras e é também imparcial e sincera.
A colheita produzida pelas sementes da justiça virá para aqueles que promovem a paz, uma vez que a semente é plantada num clima de paz.
De onde vêm as brigas e as discussões que há entre vocês? De onde elas vêm, senão daqueles maus desejos que estão constantemente lutando dentro do corpo de vocês?
Vocês cobiçam alguma coisa, mas como não podem ter o que querem, matam. Vocês sentem inveja de alguma coisa, mas como não conseguem possui-la, discutem e brigam. Vocês não conseguem aquilo que querem porque não pedem a Deus.
E quando pedem, não recebem nada, porque pedem por motivos errados, para esbanjarem com seus próprios prazeres.
Infiéis! Vocês não sabem que amando o mundo estão odiando a Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, torna-se inimigo de Deus.
Ou vocês pensam que é em vão o que a Escritura afirma, quando diz: “Deus quer que o espírito que colocou em nós viva somente para ele”.
Mas a graça que Deus nos dá é mais forte, pois, como dizem as Escrituras: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede a sua graça aos humildes”.
Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo e ele fugirá de vocês.
Aproximem-se de Deus e ele se aproximará de vocês. Limpem suas mãos, seus pecadores! E vocês, que querem amar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo, purifiquem seus corações!
Aflijam-se, lamentem e chorem! Que o riso de vocês se torne em pranto e a sua alegria em tristeza.
Humilhem-se na presença do Senhor e ele os exaltará.
Irmãos, não falem mal uns dos outros. Aquele que fala mal do seu irmão, ou julga seu irmão, está falando mal da lei e julgando a lei. E se você julga a lei, você não está seguindo o que a lei ordena, mas sim se fazendo juiz.
Deus é o único Legislador e Juiz e somente ele pode salvar e destruir. Porém, quem é você para julgar o seu próximo?
Ouçam, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã iremos para a cidade tal e lá passaremos um ano fazendo negócios e ganhando dinheiro”.
Vocês nem mesmo sabem o que será da vida de vocês amanhã. Vocês são apenas como neblina que aparece por um instante e logo desaparece.
Em vez disso, deveriam dizer: “se Deus quiser, nós estaremos vivos e faremos isto ou aquilo”.
Agora, entretanto, vocês se orgulham das suas arrogantes pretensões. Todo esse orgulho é mau.
Portanto, todo aquele que conhece o bem que deve ser feito e não o faz, está pecando.
Agora, vocês que são ricos, escutem! Chorem e lamentem, por causa das desgraças que virão sobre vocês.
As suas riquezas estão podres e as suas roupas finas foram roídas pela traça.
Tanto o ouro como a prata de vocês estão enferrujados e essa ferrugem vai servir de prova contra vocês mesmos e vai devorar seus corpos como fogo. Vocês têm acumulado tesouros inutilmente, pois estes são os últimos dias.
Os trabalhadores que ceifaram os campos de vocês e não receberam seus salários, estão clamando. E o clamor dos ceifeiros foi ouvido pelo Senhor Todo-Poderoso.
Vocês têm vivido aqui na terra uma vida de luxo e de prazeres. Vocês têm engordado a si mesmos, como animais que estão prontos para o matadouro.
Vocês têm condenado e matado pessoas inocentes, sem que elas lhes ofereçam nenhuma resistência.
Irmãos, sejam pacientes até a volta do Senhor. Lembrem-se de que o fazendeiro espera pelo precioso fruto da terra. Ele espera com paciência pelas chuvas do outono e da primavera.
Vocês também devem esperar com paciência. Não desanimem, pois a volta do Senhor está próxima.
Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que vocês não sejam condenados. Olhem que o juiz está à porta, pronto para entrar.
Irmãos, sigam aqueles profetas que falaram em nome do Senhor como exemplos de sofrimento e paciência.
Lembrem-se de que nós os consideramos abençoados, pois eles perseveraram firmes. Vocês têm ouvido a respeito da paciência de Jó e sabem como no final Deus o abençoou, porque o Senhor é misericordioso e compassivo.
Acima de tudo, meus irmãos, não jurem nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Porém, o sim de vocês deve ser “sim” e o não de vocês deve ser “não”, para que Deus não os condene.
Se alguém entre vocês está sofrendo, ele deve orar. Se alguém está alegre, deve cantar hinos de louvor.
Se alguém entre vocês está doente, chame os presbíteros da igreja para orarem por ele e para colocarem óleo sobre ele, em nome do Senhor.
E a oração feita com fé fará com que o doente sare, e o Senhor o levantará. E se ele tiver cometido pecados, o Senhor lhe perdoará.
Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para que vocês sejam curados. A oração feita pelo justo é poderosa e eficaz.
Elias era um ser humano como nós. Ele orou com insistência para que não chovesse sobre a terra e, por três anos e meio, não choveu.
Depois, Elias orou novamente e a chuva tornou a cair e a terra voltou a dar os seus frutos.
Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o fizer voltar,
saibam que aquele que faz com que o pecador deixe o seu mau caminho, salvará a alma dele da morte e fará com que muitos pecados sejam perdoados.
De Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, ao povo escolhido por Deus, estrangeiro neste mundo, espalhado pelas províncias do Ponto, da Galácia, da Capadócia, da Ásia e da Bitínia.
Deus Pai os escolheu para que, pelo seu Espírito, vocês sejam o seu povo santo. Este era o seu eterno plano. Vocês foram escolhidos para serem obedientes e purificados por meio do sangue de Jesus Cristo. Que a graça e a paz de Deus sejam cada vez maiores em vocês.
Louvado seja Deus, Pai do nosso Senhor Jesus Cristo. Ele, pela sua grande misericórdia, nos fez nascer de novo. Esta nova vida nos dá uma esperança viva por intermédio da ressurreição de Jesus Cristo.
Dessa forma nós receberemos uma herança que é incorruptível, pura, e que nunca perde o seu valor. Esta herança está guardada nos céus para vocês.
Ela é para vocês que, pela fé, são protegidos pelo poder de Deus. Dessa maneira vocês receberão a salvação que será revelada no fim dos tempos.
Isso faz com que fiquem alegres apesar de ser necessário que no presente, por um breve tempo, fiquem tristes por causa dos vários tipos de provações.
Essas dificuldades são necessárias para provar o valor da fé de vocês. Pois até o ouro, que perece, é provado pelo fogo. Assim, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada. Se ela continuar firme, isso lhes trará louvor, glória e honra quando Jesus Cristo voltar.
Vocês o amam, apesar de nunca o terem visto, e creem nele apesar de não poderem vê-lo agora. Vocês estão cheios de uma alegria radiante que não pode ser descrita com palavras.
Vocês estão atingindo o objetivo da fé: a salvação de vocês.
Os profetas falaram a respeito da graça que ia ser revelada a vocês. Eles investigaram com muito cuidado tentando entender o que foi dito sobre esta salvação.
O Espírito de Cristo estava nesses profetas. E o Espírito estava falando sobre o sofrimento que Cristo teria e sobre a glória que viria depois desse sofrimento. Os profetas tentaram entender sobre o que o Espírito estava lhes mostrando. O Espírito estava mostrando quando este sofrimento aconteceria e como o mundo seria naquele momento.
Deus revelou a eles que não estavam servindo a si mesmos. Eles estavam servindo a vocês quando falaram das coisas que agora lhes foram anunciadas. E estas coisas lhes foram anunciadas por aqueles que lhes proclamaram as Boas Novas por meio do Espírito Santo que foi enviado do céu. São coisas que até mesmo os anjos desejam saber.
Por isso, estejam sempre alertas e saibam se controlar. Ponham toda a sua esperança na bênção que vai ser dada a vocês quando Jesus Cristo for revelado.
Agora, como filhos obedientes de Deus, não se amoldem mais aos desejos maus que vocês tinham antigamente, quando eram ignorantes.
Pelo contrário, assim como o Deus que os chamou é santo, vocês também devem ser santos em tudo o que fizerem.
Pois as Escrituras dizem: “Sejam santos, porque eu sou santo”.
Vocês chamam de Pai àquele que, sem parcialidade, julga a todos de acordo com as obras de cada um. Portanto, vivam uma vida reverente durante o tempo em que estiverem nesta terra na qual são estrangeiros.
Vocês sabem que foram libertados do estilo de vida inútil que receberam dos seus antepassados. Mas sabem também que não foi por meio de coisas que se estragam, como prata ou ouro, que isso aconteceu.
Vocês foram libertados pelo precioso sangue de Cristo, como que de um cordeiro puro e perfeito.
Cristo tinha sido escolhido antes da criação do mundo, e foi revelado nos últimos tempos para o bem de vocês.
É por meio dele que vocês têm fé em Deus, o qual o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória. E assim, a fé e a esperança de vocês estão agora em Deus.
Agora que já foram purificados por obedecerem à verdade a fim de mostrarem um amor fraternal sincero, então amem uns aos outros profundamente, de todo o coração.
Pois vocês nasceram de novo, não de semente mortal, mas de semente imortal. Vocês nasceram por meio da mensagem de Deus, que vive e é permanente.
Como dizem as Escrituras: “Todos os seres humanos são como a erva do campo e a glória delas como a flor da erva. A erva seca e a sua flor cai,
mas a palavra do Senhor permanece para sempre”. E esta é a mensagem que lhes foi proclamada.
Portanto, deixem de lado toda a maldade, assim como a astúcia, a hipocrisia, a inveja e todos os tipos de falatórios maldosos.
Como nenês recém-nascidos, vocês devem desejar o puro leite espiritual, para que por ele possam crescer e ser salvos,
uma vez que vocês já experimentaram a bondade do Senhor.
Aproximem-se do Senhor Jesus! Ele é a pedra viva que foi rejeitada pelas pessoas do mundo, mas para Deus ela é preciosa, e foi o próprio Deus que a escolheu.
Vocês também, como pedras vivas, estão sendo usados na construção de um templo espiritual, para servirem como um sacerdócio santo. Assim vocês, por intermédio de Jesus Cristo, oferecerão sacrifícios espirituais que são agradáveis a Deus.
Pois as Escrituras dizem: “Olhem, eu vou colocar em Sião a pedra principal do edifício. Eu mesmo a escolhi e ela tem muito valor, e aqueles que acreditarem nela jamais serão envergonhados”.
Portanto, para vocês que creem, esta pedra tem grande valor. Mas, para aqueles que não creem, cumpre-se o que dizem as Escrituras: “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a pedra mais importante de todas”.
Cristo também se tornou “a pedra de tropeço, a rocha que faz com que as pessoas caiam”. Estas pessoas tropeçam porque não obedecem à mensagem de Deus, e foi para isto que elas foram destinadas.
Vocês, porém, são um povo escolhido, um reino formado por sacerdotes, uma nação santa, um povo que pertence a Deus. E o propósito de vocês é proclamar as obras maravilhosas daquele que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.
Antigamente vocês não eram ninguém; mas agora são o povo de Deus. No passado vocês não recebiam misericórdia; mas agora recebem misericórdia de Deus.
Queridos amigos, peço a vocês, como estrangeiros que são numa terra estranha, que se afastem dos maus desejos do corpo que estão sempre em guerra contra a alma.
Mantenham exemplar o procedimento de vocês entre os pagãos, mesmo que eles os acusem de fazer o mal. Assim eles, ao observarem as boas obras de vocês, poderão dar glória a Deus no dia em que ele voltar.
Vocês devem se submeter a toda autoridade humana por causa do Senhor. Submetam-se ao rei, que é a autoridade mais alta,
e submetam-se também aos governadores, os quais são enviados pelo rei para castigar os que fazem o mal e para honrar os que fazem o bem.
Pois a vontade de Deus é que, ao fazerem o bem, vocês acabem com a conversa ignorante dos tolos.
Vivam como pessoas livres, mas não deixem que esta liberdade se torne um pretexto para fazer o mal. Ao contrário, vivam como servos de Deus.
Respeitem todas as pessoas, amem aos irmãos, temam a Deus e honrem ao rei.
Vocês, servos, submetam-se aos seus senhores com o devido respeito. Submetam-se não somente àqueles que são bons e compreensivos, mas também àqueles que são rudes.
Pois é elogiável se alguém, com o pensamento voltado para Deus, suporta dores por sofrer injustamente.
Pois se vocês suportam com paciência os castigos que recebem por terem feito o mal, que méritos vocês têm? Entretanto, se sofrem por terem feito o bem e suportam com paciência, isto é elogiável diante de Deus.
Foi para isso mesmo que foram chamados, pois Cristo também sofreu por vocês, deixando-lhes um exemplo para que sigam os seus passos.
“Ele não cometeu nenhum pecado, nem engano algum foi achado em sua boca”.
Quando era insultado, ele não revidava com insultos; quando era maltratado, ele não fazia ameaças, mas colocava tudo nas mãos de Deus, que julga retamente.
Ele mesmo carregou em seu corpo, sobre a cruz, os nossos pecados. Ele fez isso para que nós pudéssemos morrer para os pecados e viver para a justiça. Foi pelas suas feridas que vocês foram curados.
Pois vocês eram como ovelhas que estavam perdidas; agora, porém, retornaram ao Pastor e Protetor das suas vidas.
Assim também vocês, esposas, submetam-se aos seus maridos, para que, se alguns deles ainda não obedecem à mensagem de Deus, sejam ganhos por meio do modo de vida das suas esposas, sem a necessidade de qualquer palavra.
Eles serão ganhos ao observarem o comportamento puro e respeitoso de vocês.
Não são as coisas exteriores como penteados exagerados, braceletes de ouro ou roupas finas que devem ser usadas por vocês para que se tornem bonitas.
Pelo contrário, a beleza de vocês deve vir de dentro e deve consistir num espírito manso e tranquilo. Esta beleza nunca se perde e tem grande valor diante de Deus.
Pois era assim também que aquelas santas mulheres do passado, que esperavam em Deus, se tornavam bonitas. Elas se submetiam aos seus maridos
assim como Sara, que obedeceu a Abraão e o chamou de seu senhor. Vocês se tornarão filhas dela se fizerem o bem e não tiverem medo de nada.
Assim também vocês, maridos, vivam a vida comum do lar com compreensão. Honrem as suas esposas por serem a parte mais frágil e também por serem herdeiras juntamente com vocês do mesmo dom de vida. Façam isso para que nada impeça a Deus de ouvir as suas orações.
Finalmente, todos vocês devem viver em harmonia, devem ser compassivos, devem se amar uns aos outros como irmãos, devem ser misericordiosos e humildes.
Se alguém lhes fizer algum mal ou os insultar, não paguem de volta fazendo o mal ou com insultos. Pelo contrário, paguem pedindo as bênçãos de Deus sobre essa pessoa, pois foi para serem abençoados que vocês foram chamados.
Pois as Escrituras dizem: “Quem ama a vida e deseja ter uma vida feliz, tenha cuidado para não dizer mal de ninguém e para não mentir;
afaste-se do mal e faça o bem; procure a paz e não desista até alcançá-la.
Porque o Senhor cuida dos justos e ouve as suas orações. Mas o Senhor está contra aqueles que fazem o mal”.
Ora, quem é que vai maltratar a vocês, se estiverem sempre fazendo o bem?
Mas, mesmo que vocês sofram por fazerem o bem, vocês são abençoados por isso. Portanto, “não tenham medo de ninguém e nem se deixem intimidar”.
Antes, honrem a Cristo como Senhor nos seus corações e estejam sempre preparados para responder a todo aquele que lhes pedir para explicar a respeito da esperança que vocês têm.
Mas façam isso com mansidão e respeito e mantenham a consciência de vocês limpa. Dessa forma, quando forem insultados, aqueles que estiverem falando mal da vida de vocês como seguidores de Cristo ficarão envergonhados.
Porque se for da vontade de Deus que vocês sofram, é melhor que sofram por fazerem o bem do que por fazerem o mal.
O próprio Cristo morreu pelos nossos pecados de uma vez por todas. O inocente morreu pelos culpados, para que pudesse levar vocês a Deus. Ele morreu com relação ao corpo, mas com relação ao espírito, tornou a viver.
E foi nessa condição espiritual que ele foi e fez uma proclamação aos espíritos que estavam presos.
Esses espíritos tinham sido desobedientes no passado, enquanto Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, na época em que a arca estava sendo construída. E foram poucas, isto é, somente oito, as pessoas salvas pela água.
Aquela água é como a água do batismo que agora os salva. No batismo nós não tiramos a sujeira do corpo, mas pedimos a Deus por uma consciência limpa. E tudo isso é realizado mediante a ressurreição de Jesus Cristo,
o qual foi para o céu e está à direita de Deus. E todos os anjos, assim como as autoridades e poderes, estão sujeitos a ele.
Assim como Cristo sofreu fisicamente, vocês também devem se armar com a mesma maneira de pensar que ele tinha. Eu digo isto porque todo aquele que sofre fisicamente também abandona o pecado
e passa a dedicar o resto de sua vida aqui na terra para fazer a vontade de Deus, e não a vontade de homens.
Vocês já gastaram bastante tempo fazendo o que os pagãos gostam de fazer. Naquele tempo vocês viviam em sensualidade, paixões, embriaguez, orgias, bebedeiras, e também na detestável adoração a ídolos.
E agora eles estranham que vocês não participem mais com eles dessa vida louca e imoral, e também falam mal de vocês.
São eles que terão que prestar contas àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos.
Pois foi para este fim que as Boas Novas foram anunciadas também aos que agora estão mortos. Dessa forma, mesmo que eles tenham sido condenados fisicamente, como todos os homens são, poderão viver eternamente por meio do Espírito, assim como Deus vive.
O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam prudentes e desenvolvam o domínio próprio com o fim de melhorar suas orações.
Acima de tudo, amem profundamente uns aos outros, pois o amor cobre multidão de pecados.
Sejam hospitaleiros uns para com os outros sem reclamar.
Sirvam uns aos outros, cada um de acordo com o dom que recebeu. Dessa forma, vocês serão bons administradores das bênçãos de Deus, as quais se manifestam de várias maneiras.
Quem fala, deve falar como se estivesse falando palavras de Deus. Quem serve, deve servir com a força que Deus dá, para que em todas as coisas Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder para sempre. Amém.
Queridos amigos, não estranhem o fogo ardente que surge no meio de vocês, destinado a prová-los, como se alguma coisa extraordinária estivesse acontecendo.
Pelo contrário, alegrem-se na medida em que vocês estão participando dos sofrimentos de Cristo. Assim vocês gritarão de alegria quando a glória de Cristo for revelada.
Se vocês são insultados por serem seguidores de Cristo, são abençoados, porque o glorioso Espírito de Deus repousa sobre vocês.
Porém, nenhum de vocês deve sofrer como assassino, nem como ladrão, nem como alguém que faz o mal, nem ainda como quem se intromete na vida dos outros.
Mas, se você sofrer como cristão, não se envergonhe disso. Antes, dê glória a Deus pelo nome que você leva.
A hora do julgamento chegou e ele começará pela família de Deus. E se ele começa conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem às Boas Novas de Deus?
Pois, como dizem as Escrituras: “Se é com dificuldade que os justos são salvos, o que acontecerá com os maus e com os pecadores”?
Portanto, quem sofre conforme a vontade de Deus, deve confiar a ele a sua alma enquanto continua fazendo o bem. Deus é o Criador e nele podemos confiar.
Agora, dirijo-me aos presbíteros que estão entre vocês. Falo não só como presbítero que sou, assim como vocês, mas também como testemunha dos sofrimentos de Cristo e como participante da glória que vai ser revelada. Eu lhes peço isto:
Pastoreiem o rebanho de Deus que há entre vocês, e tomem conta dele com muito cuidado. Porém, não façam isso como que por obrigação, mas sim espontaneamente, como Deus quer. Não pastoreiem, tampouco, por ambição ao dinheiro, mas sim de boa vontade.
Não procurem dominar sobre aqueles que foram confiados a vocês, mas, pelo contrário, tornem-se exemplos para o rebanho.
Assim, quando o Supremo Pastor voltar, vocês receberão a coroa que é gloriosa e que jamais perderá a sua beleza.
Peço também aos mais jovens que sejam submissos aos presbíteros e que todos tratem uns aos outros com humildade pois, como dizem as Escrituras: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede a sua graça aos humildes”.
Portanto, humilhem-se sob a poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no momento certo.
Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, pois ele cuida de vocês.
Tenham domínio próprio e estejam sempre alertas! O diabo, o adversário de vocês, anda ao redor como um leão que ruge, procurando alguém para devorar.
Resistam-lhe e estejam firmes na fé, pois vocês sabem que no mundo inteiro seus irmãos estão passando pelos mesmos sofrimentos.
É verdade que vocês irão sofrer um pouco. Mas depois disso Deus fará com que tudo se ajeite. Ele os fortalecerá. Ele vai ajudá-los e fará com que permaneçam firmes. Ele é a fonte de todas as bênçãos e os chamou para que vocês participem de sua eterna glória em Cristo.
A ele seja o poder para sempre. Amém.
Eu lhes escrevi esta pequena carta com a ajuda de Silas, que é para mim um irmão fiel. Eu escrevi para encorajá-los e para testificar que esta é a genuína graça de Deus. Permaneçam firmes nela.
A igreja que está em Babilônia e que também foi escolhida por Deus, assim como vocês, manda lembranças. Marcos, meu filho, também manda lembranças.
Cumprimentem-se com um beijo de amor cristão. Que a paz esteja com todos vocês que estão em Cristo.
De Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que receberam uma fé tão preciosa quanto a nossa, porque o nosso Deus e Salvador Jesus Cristo é justo.
Que a graça e a paz estejam com vocês e que elas aumentem cada vez mais, por meio do conhecimento de Deus e do nosso Senhor Jesus.
Tudo o que precisamos para viver e servir a Deus nos tem sido dado pelo seu poder divino, devido ao conhecimento que temos daquele que nos chamou para a sua própria glória e bondade.
Por intermédio dessa sua glória e bondade ele nos tem dado aquelas grandes e preciosas bênçãos que ele mesmo nos prometeu, para que por elas vocês se tornem como o próprio Deus. Assim, podemos escapar da ruína espiritual que existe no mundo por causa dos maus desejos dos homens.
Por isso mesmo, esforcem-se para associar a vida virtuosa com a fé que vocês têm. Com a vida virtuosa associem o conhecimento;
com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a paciência; com a paciência, a devoção a Deus;
com a devoção a Deus, a fraternidade, e com a fraternidade, o amor.
Pois se vocês tiverem estas qualidades e deixarem que elas se desenvolvam, isso fará com que sejam úteis e produtivos, chegando a ter um conhecimento completo de nosso Senhor Jesus Cristo.
Mas aquele que não possui estas qualidades é cego, vendo só o que está perto. Ele se esqueceu de que foi purificado dos pecados que cometeu no passado.
Portanto, irmãos, procurem com uma dedicação cada vez maior mostrar que foram realmente chamados e escolhidos; porquanto, agindo assim, vocês nunca tropeçarão.
Desta maneira serão recebidos de braços abertos no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Por esta razão farei com que se lembrem sempre destas coisas, embora já as conheçam e estejam firmados na verdade que chegou até vocês.
Penso que, enquanto eu viver neste corpo, é justo que eu os ajude a se lembrarem destas coisas.
Pois sei que estou prestes a deixar este meu corpo, como nosso Senhor Jesus Cristo claramente me revelou.
Mas, de minha parte, me esforçarei ao máximo para fazer com que, mesmo depois da minha morte, vocês se lembrem sempre de tudo.
Quando lhes demos a conhecer a poderosa vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas. Nós mesmos vimos a sua grandeza com os nossos próprios olhos.
Pois ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando a voz da Suprema Glória veio até ele dizendo: “Este é o meu Filho querido que me dá muita alegria!”
E esta voz que veio do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo.
Assim, temos mais confiança ainda na mensagem anunciada pelos profetas. E vocês fazem bem em atendê-la, pois ela é como a luz que brilha num lugar escuro até que o dia clareie e a estrela da manhã brilhe nos seus corações.
Acima de tudo, saibam isto: nenhuma profecia da Escritura é uma interpretação pessoal do profeta,
pois jamais qualquer profecia foi feita por vontade humana. Entretanto homens, guiados pelo Espírito Santo, falaram mensagens vindas de Deus.
Contudo, assim como surgiram falsos profetas no meio do povo de Israel, também haverá entre vocês falsos mestres. Eles se intrometerão entre vocês com doutrinas destruidoras e chegarão até a negar o Mestre que comprou a liberdade deles. Agindo assim, eles farão com que uma repentina destruição caia sobre si mesmos.
Muitas pessoas seguirão as suas práticas imorais e, por causa deles, o caminho verdadeiro será difamado.
E também, movidos pela avareza, esses falsos mestres explorarão a vocês, contando-lhes coisas que eles mesmos inventaram. O julgamento contra eles foi determinado há muito tempo atrás e eles não escaparão daquele que vai destruí-los.
Pois Deus nem sequer poupou os anjos que pecaram, mas lançou-os em abismos de escuridão e ali eles ficarão presos até o julgamento.
Deus também não poupou o mundo antigo, mas fez vir o dilúvio sobre aquele mundo de pessoas más. Ele preservou somente a Noé, que era quem anunciava a justiça, e mais sete pessoas.
Deus também destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas. Ele fez com que elas servissem de exemplo do que vai acontecer com os maus.
Mas, ao mesmo tempo, Deus livrou a Ló, homem bom que sofria por causa da vida sensual daquela gente perversa.
(Ló era um homem correto, mas viver entre aquela gente fazia com que ele ficasse afligido por causa dos pecados que via e ouvia entre eles todos os dias.)
Assim, o Senhor sabe livrar das dificuldades aqueles que o servem. Ele também sabe como castigar aqueles que praticam a maldade enquanto aguardam o dia do julgamento.
Ele punirá especialmente aqueles que, seguindo sua natureza pecadora, vivem em imundas paixões e desprezam a autoridade do Senhor. Tais pessoas são atrevidas, arrogantes e não têm medo de falar mal dos seres celestiais.
Porém nem mesmo os anjos, que têm mais força e poder do que essas pessoas, se atrevem a falar mal delas na presença de Deus.
Estas pessoas são como animais irracionais, que agem pelo instinto e que nasceram para serem caçados e mortos. Elas falam mal de coisas que não entendem. Assim como os animais são destruídos, estes falsos mestres também serão destruídos
e sofrerão o dano como salário pelo dano que causaram. Eles têm prazer em satisfazer os seus próprios desejos em pleno dia. Eles são uma vergonha e um escândalo e se divertem com seus prazeres enganosos enquanto participam das festas de vocês.
Eles estão sempre procurando uma mulher para cometer adultério e não se cansam de pecar. Eles levam as pessoas mais fracas a pecarem. Seus corações estão treinados na avareza e eles mesmos são gente maldita.
Eles abandonaram o caminho do bem e se perderam. Eles seguiram o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o dinheiro ganho pelo mal que fez.
Mas ele foi repreendido por causa do seu pecado, pois um jumento que naturalmente não fala, falou com voz humana e impediu que o profeta seguisse em sua loucura.
Esses falsos mestres são como fontes sem água, como nuvens que são levadas pela tempestade. Para eles está reservado um lugar na mais densa escuridão.
Eles procuram impressionar as pessoas com palavras que não edificam. Eles persuadem as pessoas apelando para os desejos impuros e malignos da carne. Assim, eles encontram pessoas que acabaram de escapar de um modo de vida errado e as levam de volta ao pecado.
Eles prometem liberdade, mas eles mesmos são escravos de hábitos corruptos, pois aquele que é vencido se torna escravo do vencedor.
Eles escaparam das contaminações do mundo por terem conhecido a nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Mas, se eles se deixam envolver de novo e são vencidos por elas, o seu último estado se torna pior do que o primeiro.
Pois teria sido melhor para eles nunca terem conhecido o caminho do bem do que, após conhecê-lo, se desviarem do mandamento santo que lhes fora dado.
Com eles aconteceu o que diz um certo ditado: “O cão voltou ao seu próprio vômito”; e “A porca, depois de lavada, voltou a rolar na lama”.
Queridos amigos, esta é a segunda carta que lhes escrevo. Em ambas eu tenho procurado despertar a mente pura de vocês por meio de lembranças.
Eu quero que vocês se lembrem das palavras que os santos profetas falaram no passado, e do mandamento do nosso Senhor e Salvador dado pelos apóstolos que foram enviados a vocês.
Antes de tudo, vocês precisam compreender que, nos últimos dias, aparecerão zombadores que vivem de acordo com os seus próprios desejos e que zombarão de vocês.
Eles dirão: “O que aconteceu com a promessa sobre a volta de Cristo? Desde que os nossos antepassados morreram, todas as coisas continuam do mesmo jeito que eram desde o princípio da criação!”
O que acontece é que esses zombadores realmente não querem se lembrar do passado, quando o céu e a terra foram criados por Deus pela sua palavra. A terra foi formada da água e é mantida por ela.
Foi também pelas águas do dilúvio, que o mundo daquele tempo foi destruído.
Mas o céu e a terra que agora existem estão reservados para serem destruídos pelo fogo por meio daquela mesma ordem. Eles estão sendo reservados para o dia do julgamento e destruição dos homens maus.
Há, contudo, uma coisa, meus queridos amigos, que vocês não devem esquecer: para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos como um dia.
O Senhor não está demorando em cumprir o que prometeu, como alguns pensam, mas sim sendo paciente para com vocês, pois ele não quer que ninguém seja destruído. Pelo contrário, ele quer que todas as pessoas mudem suas vidas e deixem de pecar.
Entretanto, o dia do Senhor virá como um ladrão. Naquele dia o céu desaparecerá com um barulho espantoso e tudo o que há no céu será destruído pelo fogo. Os habitantes da terra e as suas obras também serão atingidos.
Desde que todas essas coisas vão ser destruídas desta maneira, que tipo de pessoas vocês devem ser? Vocês devem ser pessoas que levem uma vida pura e dedicada ao serviço de Deus.
Vocês devem esperar e apressar a vinda do dia de Deus. Pois, com essa vinda, o céu será destruído pelo fogo e tudo o que nele há se derreterá com o calor.
Nós, porém, de acordo com a promessa de Deus, esperamos por um novo céu e uma nova terra, nos quais habita a justiça.
Por essa razão, meus queridos amigos, enquanto vocês esperam estas coisas, façam o possível para que ele os encontre em paz, sem impureza nem culpa.
Lembrem-se de que a paciência que o Senhor tem é para que nós sejamos salvos. O nosso querido irmão Paulo disse-lhes a mesma coisa quando lhes escreveu com a sabedoria que Deus lhe deu,
ao falar a respeito desses assuntos. De fato ele costuma fazer isto em todas as suas cartas. Nessas mesmas cartas há certas coisas que são difíceis de entender. Os ignorantes e os fracos na fé as deturpam, como também fazem com as demais Escrituras, e assim causam a sua própria destruição.
Portanto, queridos amigos, desde que vocês já sabem destas coisas de antemão, tomem cuidado para não serem levados pelo erro desses homens maus, caindo assim da sua posição segura.
Porém cresçam na graça e no conhecimento que vem do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, tanto agora como em toda a eternidade.
Escrevemos a vocês a respeito do que sempre existiu. Nós o ouvimos e o temos visto com os nossos próprios olhos. Nós o contemplamos e as nossas mãos o tocaram. Nós estamos nos referindo a aquele que é a Palavra, que dá vida.
Aquele que é a vida se manifestou e nós o temos visto e dele damos testemunho. Nós estamos lhes anunciando que ele é a vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada.
O que nós temos visto e ouvido nós estamos anunciando a vocês para que vocês também tenham comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo.
Nós, pois, lhes escrevemos estas coisas para que a nossa alegria seja completa.
A mensagem que temos ouvido da parte de Jesus Cristo e lhes anunciamos é esta: Deus é luz e nele não existe escuridão nenhuma.
Se dissermos que temos comunhão com Deus, mas continuarmos a viver na escuridão, mentimos e não estamos seguindo a verdade.
Se, porém, continuarmos a viver na luz, assim como Deus está na luz, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.
Se dissermos que não temos pecados, estamos enganando a nós mesmos e a verdade não está em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, Deus nos perdoará e nos purificará de toda injustiça, pois ele é fiel e justo.
Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso e a sua mensagem não está em nossos corações.
Filhinhos meus, eu estou lhes escrevendo estas coisas para que vocês não pequem. Porém, se alguém pecar, nós temos um advogado junto ao Pai para nos defender. Ele é Jesus Cristo, o Justo.
Ele foi oferecido em sacrifício pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios pecados, mas também pelos do mundo inteiro.
Esta é a maneira pela qual podemos ter certeza de que conhecemos a Deus: obedecendo aos seus mandamentos.
Aquele que diz: “Eu o conheço” mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso e a verdade não está nele.
Entretanto, se alguém obedece à mensagem de Deus, o seu amor por Deus está verdadeiramente aperfeiçoado. Esta é a maneira pela qual podemos ter certeza de que estamos nele:
se alguém diz que permanece em Deus, deve também viver como Jesus viveu.
Queridos amigos, eu não estou lhes escrevendo um mandamento novo. Ele é um mandamento antigo que vocês tinham desde o princípio. Esse mandamento antigo é a mensagem que vocês ouviram.
Contudo, o mandamento que eu lhes escrevo é novo. Este mandamento é verdadeiro e a sua verdade é vista em vocês, assim como foi vista em Cristo. Pois a escuridão está passando, e a verdadeira luz já está brilhando.
Se alguém diz que está na luz mas odeia seu irmão, ainda está na escuridão.
Aquele que ama seu irmão permanece na luz e não há nada em sua vida que o leve a pecar.
Porém, aquele que odeia seu irmão, está na escuridão. Ele vive na escuridão e não sabe para onde vai, porque a escuridão lhe cegou os olhos.
Filhinhos, eu estou lhes escrevendo porque os seus pecados são perdoados por causa de Cristo.
Pais, eu estou lhes escrevendo porque vocês conhecem aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu estou lhes escrevendo porque vocês têm vencido o Maligno.
Filhinhos, eu estou lhes escrevendo porque vocês conhecem ao Pai. Pais, eu estou lhes escrevendo porque vocês conhecem aquele que existe desde o princípio. Jovens, eu estou lhes escrevendo porque vocês são fortes; a mensagem de Deus vive em vocês e vocês têm vencido o Maligno.
Não amem o mundo nem as coisas que existem no mundo. Quem ama o mundo não ama ao Pai.
Pois tudo que há no mundo, aquilo que é agradável à nossa natureza pecadora, aquilo que é agradável aos nossos olhos e o orgulho pelas coisas desta vida, não vem do Pai, mas sim, do mundo.
O mundo está passando, bem como as coisas que as pessoas desejam. Porém aquele que faz a vontade de Deus vive eternamente.
Filhinhos, o fim está próximo. E, como vocês ouviram que o Inimigo de Cristo vai chegar, também agora muitos inimigos de Cristo têm surgido. É por isso que sabemos que o fim está próximo.
Eles saíram do nosso meio, contudo não eram dos nossos. Eu digo isto porque, se eles fossem realmente dos nossos, teriam permanecido conosco. No entanto eles se foram e isto mostra que nenhum deles é dos nossos.
Vocês, porém, receberam o Espírito por aquele que é Santo e todos vocês conhecem a verdade.
Eu estou lhes escrevendo não porque vocês não conhecem a verdade, mas porque a conhecem e porque nenhuma mentira pode vir da verdade.
Quem é o mentiroso? É aquele que diz que Jesus não é o Cristo! Os que dizem isso são os inimigos de Cristo e negam não somente ao Filho como também ao Pai.
Todo aquele que nega ao Filho, não tem ao Pai. Mas aquele que confessa ao Filho, tem também ao Pai.
Vocês devem continuar no ensino que aprenderam no princípio. Se permanecerem nesse ensino, permanecerão também no Filho e no Pai.
E esta é a promessa que o próprio Filho nos fez: a vida eterna.
O que eu estou lhes escrevendo é a respeito daqueles que estão procurando enganá-los.
Mas quanto a vocês, o dom do Espírito, que receberam de Cristo permanece em vocês e não há necessidade de que ninguém os ensine. O Espírito que vocês receberam lhes ensina todas as coisas e ele é verdadeiro e não falso. Portanto, vocês também devem permanecer em Cristo, assim como o próprio Espírito lhes ensinou.
Filhinhos, agora, pois, permaneçam em Cristo para que nós tenhamos confiança quando ele aparecer e não sejamos envergonhados por ele na sua volta.
Vocês sabem que Cristo é justo. Portanto, reconheçam também que todo aquele que faz o que é justo é filho de Deus.
Pensem no grande amor que o Pai nos tem mostrado, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus. E, de fato, nós somos filhos de Deus! Por essa razão o mundo não nos conhece, pois o próprio mundo não conheceu a ele.
Queridos amigos, agora somos filhos de Deus, mas ainda não sabemos o que vamos ser. Nós sabemos que, quando Cristo voltar, seremos iguais a ele, pois o veremos como ele é.
E todo aquele que tem esta esperança em Cristo, purifica a si mesmo, assim como ele é puro.
Todo aquele que comete pecado, também desobedece à lei de Deus; pois pecar é desobedecer à lei.
Vocês sabem que Cristo veio para tirar os pecados e que nele não há pecado nenhum.
Todo aquele que permanece nele não vive pecando. Todo aquele que vive pecando não o viu nem o conheceu.
Filhinhos, não deixem que ninguém os engane. Aquele que pratica a justiça é justo, assim como Cristo é justo.
Aquele que vive pecando pertence ao diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. A razão pela qual o Filho de Deus veio foi esta: destruir as obras do diabo.
Todo aquele que se tornou filho de Deus não vive cometendo pecado, pois a essência divina permanece nele. Ora, ele não pode viver pecando porque tornou-se filho de Deus.
A maneira pela qual vocês podem diferenciar os filhos de Deus e os filhos do diabo é esta: Todo aquele que não faz o que é justo e não ama a seu irmão não pertence a Deus.
Esta é a mensagem que vocês ouviram desde o princípio: Que amemos uns aos outros.
Não sejam como Caim, que era do Maligno e matou a seu irmão. E por que ele o matou? Porque as suas obras eram más e as do seu irmão boas.
Irmãos, não se admirem se o mundo os odeia.
Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Aquele que não ama permanece na morte.
Todo aquele que odeia seu irmão é assassino. E vocês sabem que nenhum assassino tem a vida eterna em si mesmo.
A maneira pela qual conhecemos o que é o amor é esta: Cristo deu a sua vida por nós. E nós devemos dar a nossa vida pelos irmãos.
Ora, se alguém possui bens neste mundo e, mesmo vendo que seu irmão está passando necessidade, não faz nada para o ajudar, como pode dizer que o amor de Deus permanece nele?
Filhinhos, nosso amor deve ser verdadeiro e não deve consistir em palavras ou conversa, mas sim em boas ações.
Essa é a maneira pela qual podemos saber que pertencemos à verdade. Essa é também a maneira pela qual podemos nos sentir em paz com Deus,
mesmo que o nosso coração nos acuse de termos pecado. Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas.
Queridos amigos, se o nosso coração não nos acusar de termos pecado, temos confiança diante de Deus.
Ele nos dá o que pedimos porque nós obedecemos aos seus mandamentos e também porque fazemos o que lhe agrada.
Este é o seu mandamento: Que creiamos no nome do seu Filho Jesus Cristo e que amemos uns aos outros, assim como Cristo nos ordenou.
Quem obedece aos mandamentos de Deus vive em Deus e Deus vive nele. É desta maneira que sabemos que ele vive em nós: pelo Espírito que ele nos deu.
Queridos amigos, não deem crédito a todos os que dizem que são inspirados por Deus. Ao contrário, ponham-nos à prova e verifiquem se o espírito que eles têm é mesmo de Deus ou não, pois muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.
A maneira pela qual vocês podem verificar se o espírito que eles têm é mesmo de Deus é esta: Todo profeta que confessa que Jesus Cristo veio à terra em forma humana, tem o Espírito de Deus.
Todo profeta que não confessa isso a respeito de Jesus, não tem o Espírito de Deus. Pelo contrário, ele tem o espírito que guia o Inimigo de Cristo. Vocês ouviram falar que esse espírito estava para vir; pois bem, ele agora já está no mundo.
Filhinhos, vocês pertencem a Deus e têm vencido os falsos profetas, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo.
Esses falsos profetas pertencem ao mundo. Por essa razão, aquilo que eles falam vem do mundo e o mundo os ouve.
Nós, porém, pertencemos a Deus. Aquele que conhece a Deus, nos ouve, mas aquele que não pertence a Deus, não nos ouve. Desta maneira podemos reconhecer quem tem o Espírito da verdade e quem tem o espírito do erro.
Queridos amigos, amemos uns aos outros, porque o amor vem de Deus. Todo aquele que ama é filho de Deus e conhece a Deus.
Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
Foi assim que Deus mostrou o seu amor por nós: Ele enviou o seu único Filho ao mundo para que nós tivéssemos vida por meio dele.
E o amor não consiste em nós termos amado a Deus, mas sim nele ter nos amado. Deus mostrou o seu amor por nós, enviando o seu Filho para ser oferecido em sacrifício pelos nossos pecados.
Queridos amigos, se Deus mostrou o seu amor por nós dessa maneira, nós também devemos nos amar uns aos outros.
Ninguém jamais viu a Deus. Mas, se nos amarmos uns aos outros, Deus vive em nós e o seu amor é aperfeiçoado em nós.
A prova que temos de que vivemos nele e de que ele vive em nós é esta: Ele nos deu do seu Espírito.
Nós vimos e agora testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus vive nele e ele em Deus.
E nós mesmos conhecemos e confiamos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor e, se alguém viver no amor, Deus vive nele e ele vive em Deus.
É dessa maneira que o amor é aperfeiçoado em nós para que no dia do julgamento tenhamos confiança. Nós poderemos ter essa confiança porque, em nossa vida neste mundo, somos iguais a Cristo.
No amor não existe medo. Pelo contrário, o perfeito amor tira o medo. O medo está ligado ao castigo, por isso, aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.
Nós amamos porque Deus nos amou primeiro.
Se alguém disser: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso. Pois aquele que não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
Ora, o mandamento que recebemos dele foi este: Que aquele que ama a Deus, ame também a seu irmão.
Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é filho de Deus. E todo aquele que ama ao Pai, também ama os filhos dele.
A maneira pela qual sabemos se amamos os filhos de Deus é esta: Se amarmos a Deus e obedecermos aos seus mandamentos.
Pois amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não nos são penosos,
porque todo aquele que é filho de Deus vence o mundo. E é isto que nos dá a vitória sobre o mundo: a nossa fé.
Quem vence o mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?
Jesus Cristo é aquele que veio por meio de água e sangue. Ele não veio somente com água, mas com a água e o sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.
Há, pois, três que dão testemunho:
o Espírito, a água e o sangue. E estes três estão em harmonia.
Se nós aceitamos o testemunho dos homens, devemos reconhecer que o testemunho de Deus tem mais valor, pois consiste no testemunho que Deus deu a respeito do seu próprio Filho.
Aquele que crê no Filho de Deus, tem dentro de si mesmo este testemunho. Aquele que não acredita no que Deus disse, o faz mentiroso, porque não acredita no testemunho que Deus deu a respeito do seu Filho.
E o testemunho é este: Que Deus nos deu a vida eterna e esta vida é encontrada no seu Filho.
Aquele que tem o Filho, tem a vida. Aquele que não tem o Filho de Deus, não tem a vida.
Eu estou escrevendo estas coisas a vocês que creem no Filho de Deus para que saibam que têm a vida eterna.
Nós temos muita confiança em Deus, pois sabemos que, se lhe pedirmos alguma coisa e se o nosso pedido estiver de acordo com a sua vontade, ele nos atenderá.
E, se sabemos que ele atende a todos os nossos pedidos, temos a certeza de haver conseguido todas as coisas que lhe pedimos.
Se alguém vir a seu irmão cometer pecado que não leva à morte, deve orar e Deus lhe dará vida. Refiro-me aos que cometem pecado que não leva à morte. Há pecado que leva à morte e por esse não digo que se deva orar.
Toda maldade é pecado; mas nem todo pecado leva à morte.
Sabemos que todo aquele que se torna filho de Deus não vive em pecado. Porém, o Filho de Deus o guarda e o Maligno não consegue atingi-lo.
Sabemos que pertencemos a Deus, embora o mundo inteiro esteja debaixo do poder do Maligno.
Também sabemos que o Filho de Deus já veio e nos tem dado entendimento para que possamos reconhecer ao verdadeiro Deus. E nós estamos naquele que é verdadeiro, uma vez que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
Filhinhos, afastem-se dos ídolos.
Do presbítero, à senhora escolhida por Deus e aos seus filhos, a quem eu amo na verdade e não somente eu, mas todos os que conhecem a verdade.
Nós os amamos por causa da verdade que permanece em nós e que estará conosco para sempre.
A graça, a misericórdia e a paz de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, estarão conosco enquanto vivermos de acordo com a verdade e com amor.
Eu fiquei muito feliz em ter encontrado entre os seus filhos aqueles que vivem de acordo com a verdade, como o Pai nos ordenou.
E agora peço-lhe, senhora, que amemos uns aos outros. Eu não estou escrevendo um mandamento novo, mas sim o mesmo que tivemos desde o princípio.
E amar é isto: Que vivamos de acordo com os mandamentos de Deus. Como vocês ouviram desde o princípio, o mandamento é este: Vivam uma vida de amor.
Muitos enganadores têm saído pelo mundo afora e se recusam a reconhecer que Jesus Cristo veio ao mundo em forma humana. Quem faz isso é o Enganador e o Inimigo de Cristo.
Tenham cuidado para que vocês não percam aquilo que temos realizado entre vocês, mas recebam toda a recompensa que merecem.
Todo aquele que vai além do ensino verdadeiro a respeito de Cristo e não permanece nesse ensino, não tem Deus. Mas aquele que continua nesse ensino tem tanto ao Pai como ao Filho.
Se alguém for até vocês e não levar este ensino, não o recebam em suas casas, nem lhe deem boas-vindas.
Pois aquele que lhe der boas-vindas torna-se cúmplice das suas más obras.
Eu ainda tenho muitas coisas para lhes dizer, mas não quis fazer isso com papel e tinta. Espero poder visitá-los e, assim, conversaremos pessoalmente, para que a nossa alegria seja completa.
Os filhos da sua irmã, que foi escolhida por Deus, mandam lembranças.
Do presbítero, ao querido amigo Gaio, a quem eu amo na verdade.
Meu querido amigo, faço votos de que tudo esteja indo bem com você e que você esteja bem de saúde, assim como está bem espiritualmente.
Eu fiquei muito feliz quando alguns irmãos chegaram e me contaram como você é fiel à verdade e como continua seguindo a verdade.
Não tenho maior alegria do que esta: ouvir que meus filhos seguem a verdade.
Querido amigo, você está sendo fiel ao fazer o que pode pelos irmãos, mesmo quando não os conhece.
Estes irmãos testemunharam a respeito do seu amor diante da igreja. Por favor, ajude-os a continuar a viagem deles de um modo que agrade a Deus.
Pois eles saíram de viagem para servir a Cristo e não aceitaram nada dos pagãos.
Portanto, nós devemos ajudar irmãos como estes, para que possamos trabalhar juntos pela verdade.
Escrevi uma carta à igreja, mas Diótrefes, que quer ser o líder entre os irmãos, não quer aceitar o que nós falamos.
Por isso, se eu for aí, vou chamar a atenção dele a respeito de tudo o que ele está fazendo. Ele tem-me acusado falsamente, usando palavras maliciosas. Mas, não contente com isto, ele não somente se recusa a mostrar hospitalidade aos irmãos como também impede os que querem ser hospitaleiros, expulsando-os da igreja.
Querido amigo, não imite o que é mau. Imite só o que é bom. Aquele que faz o bem pertence a Deus. Aquele que faz o mal jamais viu a Deus.
Quanto a Demétrio, todos falam bem dele, e a própria verdade dá bom testemunho dele. E nós também falamos bem dele e vocês sabem que o que nós falamos é verdadeiro.
Eu ainda tenho muitas outras coisas para falar; contudo não desejo fazê-lo por carta.
Espero poder ir visitá-lo em breve e então poderemos conversar pessoalmente.
Que a paz esteja com você! Todos os seus amigos lhe mandam lembranças. Dê lembranças também, pessoalmente, a cada um dos nossos amigos.
De Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, àqueles que foram chamados, que são amados por Deus Pai e guardados por Jesus Cristo.
Que vocês tenham cada vez mais a misericórdia, a paz e o amor de Deus.
Queridos amigos, embora eu quisesse muito escrever sobre a salvação que temos em comum, senti-me obrigado a lhes escrever, encorajando-os a lutarem pela fé que Deus, de uma vez por todas, entregou ao seu povo.
Digo isto pois alguns homens, dos quais as Escrituras predisseram a condenação há muito tempo, se infiltraram no meio de vocês. Eles são homens que não respeitam a Deus. Eles transformam a graça de Deus em desculpa para fazerem coisas imorais e negam ao nosso único Soberano e Salvador, Jesus Cristo.
Eu quero lembrá-los (embora vocês já saibam todas estas coisas) que o Senhor, depois de ter libertado o seu povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu aqueles que não creram.
Lembrem-se dos anjos que perderam a sua autoridade e que deixaram o lugar onde moravam. Deus os está guardando em escuridão, com algemas eternas, para serem julgados no grande Dia.
Lembrem-se também das cidades de Sodoma e Gomorra e das cidades vizinhas. Os habitantes dessas cidades cometeram imoralidade e perversão sexual, assim como aqueles anjos, e sofreram o castigo do fogo eterno, servindo de exemplo para nós.
O mesmo acontece com os homens que se infiltraram no grupo de vocês. Eles são levados pelos seus sonhos, e não só contaminam o próprio corpo, como também rejeitam a autoridade do Senhor e falam mal dos seres celestiais.
Nem mesmo o arcanjo Miguel fez isso. Na discussão que teve com o diabo, para ver quem ia ficar com o corpo de Moisés, Miguel não se atreveu a condenar o diabo com insultos, mas apenas disse: “Que o Senhor o repreenda”.
Estes homens, porém, falam mal de coisas que eles não entendem. Na realidade eles compreendem algumas coisas, mas o fazem por instinto, como animais irracionais. E é exatamente por essas coisas que eles serão destruídos.
Ai deles! Eles seguem o mesmo caminho de Caim. Para conseguir dinheiro, se deixam levar pelo mesmo erro de Balaão. Eles serão destruídos, assim como aqueles que participaram da revolta de Coré.
Estes homens são um perigo nas festas de fraternidade de vocês, como rochas escondidas pelas águas são um perigo para os navegantes. Eles festejam com vocês sem medo nenhum, mas são como pastores que cuidam apenas de si mesmos. São como nuvens sem água levadas pelos ventos. São como árvores que, mesmo no outono, não produzem fruto nenhum; elas foram arrancadas pela raiz e agora estão completamente mortas.
Eles são como ondas bravias do mar, espalhando as suas ações vergonhosas como espuma. Eles são como estrelas sem rumo, para as quais a mais negra escuridão tem sido reservada para sempre.
Foi a respeito desses homens que Enoque, o sétimo homem depois de Adão, profetizou, dizendo: “Aí vem o Senhor com os milhares dos seus santos anjos.
Ele vem para julgar e condenar a todos por todas as más obras que fizeram e também por todos os insultos que esses malvados pecadores disseram contra ele”.
Estes homens vivem se queixando e procurando defeitos nos outros. Eles seguem seus próprios desejos, vivem se gabando e bajulam os outros por motivos interesseiros.
Vocês, porém, queridos amigos, lembrem-se das palavras anteriormente ditas pelos apóstolos do Senhor Jesus Cristo.
Eles lhes diziam: “Nos últimos tempos vão aparecer pessoas que zombarão das coisas de Deus e que viverão de acordo com os seus maus desejos”.
Estas são as pessoas que causam divisões, que são controladas pelos seus desejos naturais e que não têm o Espírito Santo.
Porém vocês, queridos amigos, fortaleçam uns aos outros na santíssima fé que têm e orem com a ajuda do Espírito Santo.
Mantenham-se no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual os levará à vida eterna.
Algumas pessoas têm dúvidas; tenham misericórdia delas.
Outras estão prestes a se perder; salvem-nas, tirando-as do fogo. Mas tenham cuidado ao ter misericórdia de outras e odeiem até mesmo a roupa, que está contaminada por sua natureza pecadora.
Deus tem poder para evitar que vocês caiam e para apresentá-los puros e com muita alegria diante de sua gloriosa presença.
Ele é o único Deus e nosso Salvador. A ele, por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, pertençam toda a glória, majestade, poder e autoridade desde o princípio dos tempos, agora, e para sempre. Amém.
Esta é a revelação de Jesus Cristo, que foi dada a ele por Deus, a fim de mostrar aos servos de Cristo as coisas que em breve devem acontecer. Ele enviou o seu anjo ao seu servo João a fim de dar-lhe a conhecer todas essas coisas por intermédio de símbolos.
João testemunha que tudo o que ele viu foi a mensagem falada por Deus e confirmada por Jesus Cristo.
Feliz é aquele que lê e felizes são aqueles que ouvem as palavras desta mensagem profética de Deus e fazem as coisas que foram escritas nela, pois o tempo está próximo.
De João, às sete igrejas que estão na província da Ásia: Que a graça e a paz lhes sejam dadas da parte daquele que é, que era e que virá, da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono,
e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primeiro a ser ressuscitado dos mortos e o soberano dos reis da terra. Jesus nos ama e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados,
e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus, seu Pai. Que a glória e o poder sejam dele para todo o sempre! Amém.
Olhem, Cristo vem com as nuvens; e todo mundo o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram. E todas as nações do mundo se lamentarão por causa dele. Sem dúvida nenhuma! Amém.
“Eu sou o Alfa e o Ômega ”, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que virá, o Todo-Poderoso.
Eu, João, sou irmão de vocês e companheiro no sofrimento, no reino e na paciência que temos em Cristo. Eu estava preso na ilha de Patmos por ter anunciado a mensagem de Deus que Jesus confirmou.
No dia do Senhor, o Espírito tomou conta de mim e ouvi atrás de mim uma voz forte, como o som de uma trombeta.
A voz disse: — Escreva num livro tudo o que você irá ver e mande às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.
Eu me virei para ver quem falava comigo e, ao me virar, vi sete candeeiros de ouro.
No meio dos candeeiros estava um ser que parecia o Filho do Homem; ele estava vestido com um manto que ia até os pés e tinha uma cinta de ouro em volta do peito.
A sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como a lã ou como a neve e os seus olhos eram como chamas de fogo.
Os seus pés brilhavam como o bronze fino quando é fundido na fornalha e a sua voz era como o som de uma grande cachoeira.
Ele tinha sete estrelas na sua mão direita e da sua boca saía uma espada afiada, de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol em toda a sua força.
Quando o vi, caí a seus pés como morto. Então, ele pôs a sua mão direita sobre mim e disse: — Não tenha medo! Eu sou o Primeiro e o Último,
e aquele que vive. Eu estava morto, mas agora eu estou vivo para sempre e sempre. Eu tenho as chaves da morte e do mundo dos mortos.
Escreva, pois, as coisas que você viu, as que estão acontecendo e as que ainda vão acontecer depois destas.
O significado das sete estrelas que você viu na minha mão direita e dos sete candeeiros de ouro é este: as sete estrelas são os anjos das sete igrejas e os sete candeeiros são as sete igrejas.
— Ao anjo da igreja em Éfeso escreva isto: “Aquele que tem as sete estrelas na sua mão direita e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro diz o seguinte:
Eu conheço as suas obras, assim como o seu trabalho e a sua paciência e sei que vocês não podem suportar pessoas más. Sei também que vocês colocaram à prova os que dizem ser apóstolos, mas não são e que descobriram que eles são mentirosos.
Sei que vocês têm paciência e que sofreram muito por minha causa, sem desanimar.
Porém tenho uma coisa contra vocês: vocês já não têm mais aquele mesmo amor que tinham no princípio.
Lembrem-se, pois, de onde vocês caíram. Mudem a sua forma de pensar e de viver e voltem a fazer as obras que faziam no princípio. Se não fizerem isso, eu irei até vocês e tirarei o seu candeeiro do seu lugar.
Contudo, vocês têm isto a seu favor: vocês odeiam as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.
“Aquele que ouve, obedeça ao que o Espírito diz às igrejas. Àquele que vencer eu darei o direito de comer da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”.
— Ao anjo da igreja em Esmirna escreva isto: “Aquele que é o Primeiro e o Último, que esteve morto e voltou a viver, diz o seguinte:
“Eu conheço o sofrimento e a pobreza de vocês, mas na realidade vocês são ricos. Sei daqueles que falam mal de vocês. Eles dizem ser judeus, mas não são. Ao contrário, eles são da sinagoga que pertence a Satanás.
Não tenham medo das coisas que vocês vão sofrer. Eu lhes digo que Satanás vai colocar alguns de vocês na prisão para serem postos à prova e vocês sofrerão por dez dias. Sejam fiéis, mesmo que venham a morrer, e eu lhes darei a coroa da vida.
“Aquele que ouve, obedeça ao que o Espírito diz às igrejas. Aquele que vencer, de maneira nenhuma sofrerá a segunda morte”.
— Ao anjo da igreja em Pérgamo escreva isto: “Aquele que tem a espada afiada de dois gumes diz o seguinte:
“Eu sei onde vocês moram; lá é o lugar onde está o trono de Satanás. E eu também sei que vocês conservam o meu nome e que não negaram que têm fé em mim nem mesmo na época de Antipas. Antipas é a minha fiel testemunha e foi morto na cidade de vocês, onde Satanás mora.
“Contudo, eu tenho algumas coisas contra vocês: vocês têm aí aqueles que seguem o ensino de Balaão, o qual ensinou a Balaque a fazer com que o povo de Israel pecasse, comendo comida oferecida em sacrifício aos ídolos e praticando imoralidades sexuais.
Vocês também têm aí aqueles que seguem o ensino dos nicolaítas.
Portanto, mudem a sua forma de pensar e de viver! Caso contrário, eu irei até vocês em breve e lutarei contra eles com a espada que sai da minha boca.
“Aquele que ouve, obedeça ao que o Espírito diz às igrejas! Àquele que vencer eu darei do maná escondido e também uma pedrinha branca. Sobre esta pedrinha haverá um novo nome escrito, o qual ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe”.
— Ao anjo da igreja em Tiatira escreva isto: “O Filho de Deus, aquele que tem os olhos como chamas de fogo e os pés como bronze fino, diz o seguinte:
“Eu conheço o trabalho e o amor de vocês. Conheço também a fé, as obras e a paciência de vocês. Também sei que estão fazendo mais agora do que estavam fazendo no princípio.
Porém, eu tenho isto contra vocês: vocês toleram aquela mulher, Jezabel, que diz ser profetisa. Com o seu ensino ela engana os meus servos e os leva a praticarem imoralidades sexuais e a comerem comida oferecida em sacrifício aos ídolos.
Eu lhe dei tempo para mudar a sua forma de pensar e de viver, mas ela quer continuar com sua vida de imoralidades.
Portanto, eu vou fazer que ela fique de cama com dores e aqueles que têm cometido adultério com ela sofram horrivelmente. Farei isto, caso eles não mudem a sua forma de pensar nem de viver a respeito das coisas perversas que fizeram junto com ela.
Trarei peste sobre os filhos dela e os matarei e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que conhece os pensamentos e os desejos das pessoas. Eu pagarei a cada um de vocês de acordo com o que tem feito.
“E agora, aos demais que estão em Tiatira, que não seguem este ensino e que não conheceram os chamados ‘segredos profundos’ de Satanás, digo o seguinte: Eu não colocarei nenhuma outra carga sobre vocês,
mas conservem o que vocês têm até eu voltar.
“Àquele que vencer e que continuar a fazer as coisas que eu ordenei até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, assim como eu também recebi de meu Pai. ‘Ele as governará com vara de ferro e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro’. Eu também lhe darei a estrela da manhã.
“Aquele que ouve, obedeça ao que o Espírito diz às igrejas”.
— Ao anjo da igreja em Sardes escreva isto: “Aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas diz o seguinte: “Eu sei o que vocês fazem e que vocês têm a fama de estarem vivos, mas na verdade estão mortos.
Despertem e fortaleçam aquilo que vocês ainda têm, antes que morra completamente. Pois eu tenho notado que as suas obras não são perfeitas diante do meu Deus.
Lembrem-se, pois, do ensino que vocês receberam e ouviram. Continuem a obedecê-lo e mudem a sua forma de pensar e de viver. Se vocês não despertarem, eu irei como um ladrão e vocês não ficarão sabendo a hora em que eu os surpreenderei.
“Contudo, algumas pessoas entre vocês aí em Sardes não contaminaram as suas roupas. Essas pessoas andarão comigo vestidas de branco, pois são dignas.
Aquele que vencer se vestirá assim, com roupas brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida. Pelo contrário, reconhecerei o seu nome diante do meu Pai e dos seus anjos.
“Aquele que ouve, obedeça ao que o Espírito diz às igrejas”.
— Ao anjo da igreja em Filadélfia escreva isto: “Aquele que é santo e verdadeiro, que tem a chave que pertencia a Davi, que abre para que ninguém possa fechar e que fecha para que ninguém possa abrir, diz o seguinte:
“Eu sei o que vocês fazem. Olhem, eu tenho colocado diante de vocês uma porta aberta que ninguém pode fechar. Sei que vocês não têm muita força, entretanto têm obedecido ao meu ensino e não têm me negado.
Olhem, alguns homens mentem, pois se dizem judeus embora não o sejam (eles são da sinagoga de Satanás). Eu farei com que eles venham e se ajoelhem aos pés de vocês e que saibam que eu os amo.
Porque vocês têm obedecido à minha ordem para ter paciência, eu também os protegerei da hora da provação que virá sobre o mundo inteiro, para pôr à prova aqueles que habitam na terra.
“Eu virei em breve; portanto, conservem o que vocês têm para que ninguém tome a sua coroa.
Aquele que vencer passará a ser coluna do templo do meu Deus e dali ele jamais sairá. Também gravarei sobre ele o meu novo nome, o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus. Esta cidade é a nova Jerusalém que descerá do céu, vinda da parte do meu Deus.
“Aquele que ouve, obedeça ao que o Espírito diz às igrejas”.
— Ao anjo da igreja em Laodiceia escreva isto: “O Amém, a testemunha fiel e verdadeira, aquele que tem autoridade sobre toda a criação de Deus diz o seguinte:
“Eu sei o que vocês fazem e sei que vocês não são nem frios nem quentes. Quem dera vocês fossem ou frios ou quentes!
Assim, porque vocês são mornos e não são nem quentes nem frios, estou a ponto de vomitá-los da minha boca.
Pois vocês dizem: ‘Nós somos ricos; temos de tudo e não precisamos de nada’. Mas na realidade vocês nem sabem que estão nus e que são miseráveis, infelizes, pobres e cegos.
Eu os aconselho a comprar de mim ouro refinado pelo fogo, para que vocês de fato fiquem ricos. Comprem também roupas brancas para se vestirem, a fim de que a sua vergonhosa nudez não apareça. Comprem ainda colírio para os seus olhos, para que vocês possam ver.
“Eu repreendo e disciplino todos aqueles que amo. Sejam, pois, dedicados e mudem a sua forma de pensar e de viver.
Escutem, eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e comerei com ele e ele comerá comigo.
Àquele que vencer eu darei o privilégio de se sentar comigo no meu trono, assim como eu também venci e me sentei com o meu Pai no seu trono.
“Aquele que ouve, obedeça ao que o Espírito diz às igrejas”.
Depois disso, olhei e havia diante de mim uma porta aberta no céu. E a voz, que parecia como o som de uma trombeta, e que eu tinha ouvido falando comigo antes, disse: — Suba aqui e lhe mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.
Imediatamente o Espírito tomou conta de mim. Havia diante de mim no céu um trono, com alguém sentado nele.
Aquele que estava sentado tinha a aparência brilhante das pedras de jaspe e de sardônio. Ao redor do trono havia um arco-íris que brilhava como uma esmeralda.
Ao redor do trono havia também vinte e quatro tronos e neles estavam sentados vinte e quatro líderes, vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça.
Do trono saíam relâmpagos, barulhos e trovões. Diante do trono havia sete tochas de fogo, que são os sete espíritos de Deus.
Diante do trono havia algo parecido com um mar de vidro, claro como o cristal. Bem em frente do trono e à volta do trono havia quatro seres viventes cheios de olhos, na frente e atrás.
O primeiro ser vivente parecia um leão, o segundo parecia um boi, o terceiro tinha o rosto de um homem e o quarto parecia uma águia de asas abertas.
Os quatro seres viventes tinham seis asas cada um e estavam cheios de olhos por dentro e ao redor e não paravam de repetir dia e noite: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que virá”.
Cada vez que os seres viventes davam glória, honra e graças àquele que está sentado no trono e que vive para sempre,
os vinte e quatro líderes se prostravam diante daquele que está sentado no trono e adoravam aquele que vive para sempre. Eles colocavam as suas coroas diante do trono e diziam:
“Senhor e Deus nosso! O Senhor é digno de receber a glória, a honra e o poder, pois o Senhor criou todas as coisas. Sim, foi por causa da sua vontade que elas vieram a existir e foram criadas”.
Vi na mão direita daquele que estava sentado no trono um pergaminho escrito em ambos os lados e selado com sete selos.
Vi também um anjo forte, que proclamava bem alto: — Quem é digno de quebrar os selos e abrir o pergaminho?
Mas nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, havia alguém que fosse capaz de abrir o pergaminho e de ver o que estava escrito nele.
E eu chorava muito, porque não se tinha encontrado ninguém digno de abrir o pergaminho e de ver o que estava escrito nele.
Contudo um dos líderes me disse: — Não chore. Olhe, o Leão da tribo de Judá, o grande descendente de Davi, venceu e, portanto, pode quebrar os sete selos e abrir o pergaminho.
Então vi um Cordeiro em pé bem em frente do trono e dos quatro seres viventes e na presença dos líderes. Parecia que o Cordeiro tinha sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos que são os sete espíritos de Deus enviados por toda a terra.
O Cordeiro, então, veio e pegou o pergaminho da mão direita daquele que estava sentado no trono.
Quando ele pegou o pergaminho, os quatro seres viventes e os vinte e quatro líderes caíram de joelhos diante do Cordeiro. Eles tinham uma harpa cada um e estavam segurando taças de ouro cheias de incenso, que são as orações do povo de Deus.
E todos eles cantavam um novo cântico: “O Senhor é digno de pegar o pergaminho e de abrir os seus selos, porque foi morto e com o seu sangue comprou para Deus pessoas de todas as famílias, línguas, povos e nações.
Fez delas um reino. O Senhor também fez delas sacerdotes para o nosso Deus e elas reinarão sobre toda a terra”.
Olhei outra vez e ouvi as vozes de muitos anjos, milhões e milhões deles! Eles estavam de pé ao redor do trono, dos seres viventes e dos líderes,
e diziam em voz alta: “O Cordeiro, que foi morto, é digno de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!”
Então ouvi que todas as criaturas que há no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, todas as criaturas do universo, estavam dizendo: “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, pertençam o louvor, a honra, a glória e o domínio para todo o sempre”.
E ouvi os quatro seres viventes responderem: “Amém!” Os líderes também caíram de joelhos e adoraram.
Quando o Cordeiro abriu o primeiro selo, eu olhei e ouvi um dos quatro seres viventes dizer com uma voz que parecia um trovão: — Venha!
Então olhei e havia diante de mim um cavalo branco. O cavaleiro tinha um arco e foi-lhe dada uma coroa. E ele partiu como vencedor, para vencer.
O Cordeiro abriu o segundo selo. E ouvi o segundo ser vivente dizer: — Venha!
E saiu outro cavalo vermelho. Ao seu cavaleiro foi dado o poder de tirar a paz da terra, para que os homens se matassem uns aos outros. E também foi-lhe dada uma grande espada.
Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: — Venha! Então olhei e havia diante de mim um cavalo preto e o seu cavaleiro tinha uma balança na mão.
E ouvi algo que parecia uma voz que vinha do meio dos quatro seres viventes. Ela dizia: — Um quilo de trigo pelo salário de um dia; três quilos de cevada pelo salário de um dia. Mas não danifique o azeite ou o vinho.
Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, eu ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: — Venha!
Então olhei e havia diante de mim um cavalo de cor amarelada. O seu cavaleiro chamava-se “Morte ” e o mundo dos mortos o seguia. Foi-lhes dado o poder sobre um quarto da terra para matar à espada, pela fome, pela peste e por meio das feras da terra.
Quando o Cordeiro abriu o quinto selo, eu vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da mensagem de Deus e por causa do testemunho que tinham dado.
Eles gritavam bem alto: — Ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro! Quando é que o Senhor vai julgar os habitantes da terra, castigando-os por nos terem matado?
Então, a cada um deles foi dada uma roupa branca e lhes disseram que esperassem ainda por um pouco mais. Eles deviam esperar até que se completasse o número dos seus irmãos e companheiros de serviço que iam ser mortos assim como eles foram.
Quando o Cordeiro abriu o sexto selo, eu olhei e houve um forte terremoto. O sol se tornou negro como roupa de luto e a lua ficou toda vermelha como sangue.
As estrelas do céu caíram na terra como os figos verdes caem da figueira quando é sacudida por um forte vento.
O céu foi dividido e se enrolou como um pergaminho e todas as montanhas e ilhas foram movidas dos seus lugares.
Os reis do mundo, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todos os homens, tanto escravos como livres, se esconderam nas cavernas e entre as rochas das montanhas.
E eles disseram às montanhas e às rochas: — Caiam sobre nós e escondam-nos da presença daquele que está sentado no trono e da ira do Cordeiro.
Pois o grande dia da ira deles chegou; e quem pode resistir?
Depois disto, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra. Eles estavam detendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre nenhuma árvore.
Vi outro anjo, que subia do oriente e ele tinha o selo do Deus vivo. Ele gritou bem alto aos quatro anjos que tinham recebido poder para danificar a terra e o mar.
Ele disse: — Não danifiquem a terra, nem o mar, nem as árvores, até que marquemos os servos do nosso Deus com um selo na testa.
Então ouvi o número dos que tinham sido marcados com o selo, que era 144.000. Eles eram de todas as tribos do povo de Israel:
12.000 da tribo de Judá, 12.000 da tribo de Rúben, 12.000 da tribo de Gade, 12.000 da tribo de Aser, 12.000 da tribo de Naftali, 12.000 da tribo de Manassés, 12.000 da tribo de Simeão, 12.000 da tribo de Levi, 12.000 da tribo de Issacar, 12.000 da tribo de Zebulom, 12.000 da tribo de José, 12.000 da tribo de Benjamim.
Depois disso, olhei e havia diante de mim uma grande multidão que ninguém podia contar. Ela era formada de pessoas de todas as nações, famílias, povos e línguas. Elas estavam em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidas com roupas brancas e com folhas de palmeiras nas mãos.
Elas gritavam bem alto, dizendo: — A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.
Todos os anjos estavam de pé em volta do trono, dos líderes e dos quatro seres viventes e eles se ajoelharam com o rosto no chão e adoraram a Deus,
dizendo: — Amém! Louvor, glória, sabedoria, agradecimentos, honra, poder e força pertençam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém!
Então um dos líderes me perguntou: — Quem são estas pessoas que estão vestidas de roupas brancas? De onde elas vieram?
Eu lhe respondi: — O senhor sabe. Ele, então, me disse: — Estas pessoas são as que vêm da grande perseguição. Elas lavaram e branquearam suas roupas no sangue do Cordeiro.
É por esta razão que elas estão diante do trono de Deus e o adoram de dia e de noite no seu templo. E aquele que está sentado no trono as protegerá com a sua presença.
Elas jamais terão fome, nunca mais terão sede. Nem o sol nem o calor as queimará.
Pois o Cordeiro, que está diante do trono, será o pastor delas e as guiará para as fontes de água da vida. E Deus enxugará todas as lágrimas dos olhos delas.
Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu por mais ou menos meia hora.
Então vi os sete anjos, que se acham em pé diante de Deus, e vi que lhes foram dadas sete trombetas.
Depois veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar. Ele estava com um incensário de ouro e foi-lhe dado muito incenso para ser oferecido com as orações de todo o povo de Deus sobre o altar de ouro que se encontra diante do trono.
E a fumaça do incenso, juntamente com as orações do povo de Deus, subiu da mão do anjo à presença de Deus.
E o anjo pegou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, barulhos, relâmpagos e terremoto.
Então os sete anjos que tinham as trombetas prepararam-se para tocá-las.
O primeiro anjo tocou a sua trombeta e fogo e uma chuva de pedras misturados com sangue foram atirados à terra. Uma terça parte da terra foi queimada, assim como uma terça parte das árvores e toda erva verde.
O segundo anjo tocou a sua trombeta e uma coisa, que parecia uma grande montanha pegando fogo, foi atirada ao mar. Uma terça parte do mar tornou-se em sangue,
uma terça parte dos animais que viviam no mar morreu e uma terça parte das embarcações foi destruída.
O terceiro anjo tocou a sua trombeta e uma grande estrela, que estava queimando como uma tocha, caiu do céu sobre uma terça parte dos rios e sobre as fontes de água.
Uma terça parte das águas se tornou em absinto (pois o nome da estrela era Absinto) e muitas pessoas morreram porque beberam daquela água, uma vez que ela tinha se tornado amarga.
O quarto anjo tocou a sua trombeta e uma terça parte do sol, da lua e das estrelas foi ferida, de modo que uma terça parte deles se tornou escura. Assim, uma terça parte do dia e da noite ficou sem luz.
Depois eu olhei e ouvi uma águia que voava no meio do céu e dizia em voz alta: — Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa dos restantes sons de trombeta que os outros três anjos ainda têm que tocar!
O quinto anjo tocou a sua trombeta e eu vi uma estrela que tinha caído do céu na terra e vi que essa estrela recebeu a chave do poço do abismo.
Ela abriu o poço do abismo e uma fumaça, como de uma grande fornalha, subiu do poço. O sol e o céu ficaram escuros por causa da fumaça que saiu do poço.
Também da fumaça saíram gafanhotos para a terra, e foi-lhes dado o mesmo poder de ferroar que os escorpiões têm.
Mas foi-lhes dito que não danificassem nem a erva da terra, nem qualquer coisa verde, nem árvore nenhuma. Eles somente poderiam ferir as pessoas que não tivessem o selo de Deus em suas testas.
Os gafanhotos não tinham permissão para matar as pessoas, mas somente para atormentá-las por cinco meses e a dor que causavam era como a dor da picada de escorpião.
Naqueles dias as pessoas buscarão a morte e não a acharão. Elas também terão um forte desejo de morrer, mas a morte fugirá delas.
Os gafanhotos pareciam cavalos preparados para a batalha. Nas suas cabeças havia algo como coroas de ouro e os seus rostos eram como rostos humanos.
Eles também tinham cabelos, como cabelos de mulher, e os seus dentes eram como dentes de leão.
Os peitos deles pareciam couraças de ferro e o barulho que as suas asas faziam era como o barulho de muitos carros puxados por cavalos quando correm para a batalha.
Eles tinham caudas com ferrões, iguais às dos escorpiões, e era em suas caudas que eles tinham o poder para atormentar as pessoas por cinco meses.
Eles tinham como seu rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom, e em grego, Apoliom.
A primeira aflição passou. Mas depois destas coisas devem vir ainda mais duas.
O sexto anjo tocou a sua trombeta e eu ouvi uma voz que vinha dos quatro chifres do altar de ouro que estava diante de Deus.
A voz disse ao sexto anjo que tinha a trombeta: — Solte os quatro anjos que estão presos perto do grande rio Eufrates.
Então, os quatro anjos que estavam preparados para essa hora, dia, mês e ano foram soltos para matar a terça parte de todas as pessoas.
O número dos exércitos da cavalaria era de duzentos milhões; eu ouvi o seu número.
E na minha visão percebi que os cavalos e os seus cavaleiros tinham couraças vermelhas como o fogo, azuis como o jacinto e amarelas como enxofre. As cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões e das suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.
E a terça parte da humanidade foi morta por meio destas três pragas: o fogo, a fumaça e o enxofre, que saíam das bocas dos cavalos.
O poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas, pois as suas caudas pareciam cobras com cabeças e com elas os cavalos causavam dano às pessoas.
O resto da humanidade, aqueles que não tinham sido mortos por estas pragas, mesmo assim não mudaram a sua forma de pensar nem de viver daquilo que tinham feito com suas mãos. Eles não deixaram de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, os quais não podem ver, ouvir ou andar.
Nem tampouco mudaram o seu comportamento para não seguir cometendo assassinatos, feitiçarias, imoralidade sexual, ou roubos.
Depois vi outro anjo forte descendo do céu, envolto numa nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça. Seu rosto era como o sol e as suas pernas como colunas de fogo.
O anjo tinha na mão um pequeno pergaminho aberto. Ele pôs o seu pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra
e gritou, com uma voz forte, da mesma forma que o leão faz quando ruge. Logo depois que ele gritou, os sete trovões levantaram suas vozes.
Assim que os trovões falaram, eu ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, dizendo: — Guarde em segredo as coisas que os sete trovões disseram e não as escreva.
Então o anjo, que vi em pé sobre o mar e sobre a terra, levantou a mão direita para o céu
e jurou por aquele que vive para todo o sempre, o Criador do céu, da terra, do mar e de tudo o que neles existe: — Não haverá mais demora!
Mas, quando chegar a hora de ouvir o sétimo anjo, isto é, quando ele estiver para tocar a sua trombeta, então o plano secreto de Deus se cumprirá, conforme ele anunciou aos seus servos, os profetas.
A voz, que eu tinha ouvido vinda do céu, estava de novo falando comigo e dizendo: — Vá e pegue o pergaminho que se encontra aberto na mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra.
Então eu fui ao anjo e lhe pedi que me desse o pequeno pergaminho. Ele me disse: — Pegue o pergaminho e coma-o. Ele será amargo no seu estômago, mas doce como mel na sua boca.
Então, peguei o pequeno pergaminho da mão do anjo e o comi. Na minha boca ele era doce como o mel, mas quando o comi o meu estômago ficou amargo.
Então me disseram: — É necessário que você ainda profetize a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis.
Depois foi-me dado um caniço para me servir de metro e me foi dito: — Levante-se e meça o templo de Deus e o seu altar e conte aqueles que estão dentro do templo adorando.
Mas deixe de lado o átrio exterior do templo e não o meça, porque ele foi dado aos pagãos. Eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.
Eu darei poder às minhas duas testemunhas e elas profetizarão por 1.260 dias, vestidas com roupas de luto.
Estas duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão em pé diante do Senhor da terra.
Se alguém pretender fazer mal às testemunhas, sairá fogo das suas bocas e devorarão os seus inimigos. De fato, se alguém pretender fazer-lhes mal, sem dúvida é dessa forma que deverá morrer.
Elas têm o poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que elas profetizarem. Elas também têm o poder de transformar as águas em sangue, bem como o de ferir a terra com todo o tipo de pragas, tantas vezes quantas quiserem.
Depois que elas tiverem concluído o testemunho que devem dar, o monstro que surge do abismo lutará contra elas e as vencerá e as matará.
Os seus cadáveres ficarão estirados nas ruas da grande cidade (que simbolicamente se chama Sodoma e Egito), onde o seu Senhor também foi crucificado.
Então pessoas de todos os povos, tribos, línguas e nações olharão para os cadáveres das duas testemunhas por três dias e meio e não permitirão que estes cadáveres sejam sepultados.
Os que habitam na terra ficarão felizes por causa delas. Eles realizarão festas e enviarão presentes uns aos outros, pois esses dois profetas atormentaram aos habitantes da terra.
Mas depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio da parte de Deus e entrou nos dois profetas e eles se levantaram. E aqueles que os viram ficaram com muito medo.
Então os dois profetas ouviram uma voz forte que vinha do céu, dizendo-lhes: — Subam aqui. E eles subiram ao céu numa nuvem, à vista dos seus inimigos.
Naquele momento houve um grande terremoto e ruiu a décima parte da cidade. Morreram nesse terremoto sete mil pessoas, ao passo que as outras ficaram aterrorizadas e deram glória ao Deus do céu.
A segunda aflição já passou. Mas, estejam atentos, pois a terceira aflição vem sem demora.
O sétimo anjo tocou a sua trombeta e houve fortes vozes no céu que diziam: — O domínio sobre o mundo agora pertence ao nosso Senhor e ao seu Cristo. Ele reinará para todo o sempre.
E os vinte e quatro líderes que estavam sentados nos seus tronos diante de Deus, se ajoelharam com o rosto no chão e adoraram a Deus,
dizendo: — Nós lhe agradecemos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, por ser aquele que é e sempre foi. O Senhor assumiu o seu grande poder e começou a reinar.
Os pagãos ficaram enfurecidos, mas agora chegou o momento da ira do Senhor. Chegou o momento em que os mortos serão julgados e em que o Senhor dará a recompensa aos seus servos, os profetas. O Senhor recompensará o seu povo, os que o respeitam, tanto os simples como os importantes. Chegou o momento de destruir os que destroem a terra.
Então o templo de Deus no céu se abriu e a arca que contém a sua aliança foi vista no templo. E houve relâmpagos, barulhos, trovões, um terremoto e uma forte chuva de pedra.
Apareceu então um grande sinal no céu: era uma mulher vestida com o sol, com a lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça.
Ela estava grávida e gritava com as dores do parto, pois sofria para dar à luz.
Apareceu também outro sinal no céu: era um enorme dragão vermelho, com sete cabeças, dez chifres e sete coroas reais nas cabeças.
A sua cauda arrastou uma terça parte das estrelas do céu e as lançou para a terra. O dragão se colocou em frente da mulher que estava prestes a dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando este nascesse.
A mulher, então, deu à luz um filho e ele está destinado a governar todas as nações com vara de ferro. Mas o seu filho lhe foi tirado e levado para Deus até o seu trono.
A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar para que ela pudesse ser sustentada durante 1.260 dias.
Houve guerra no céu. Miguel e os seus anjos tiveram que lutar contra o dragão. O dragão lutou juntamente com seus anjos
mas, como não foi forte o bastante, ele e todos os seus anjos perderam o seu lugar no céu.
O enorme dragão foi expulso. Ele é aquela antiga serpente, cujo nome é diabo ou Satanás e que engana o mundo inteiro. Ele foi atirado para a terra e os seus anjos foram atirados junto com ele.
Então ouvi uma forte voz no céu dizer: — Este é o momento de vitória do nosso Deus! Agora ele nos demonstrou o seu poder e a sua soberania! Agora o seu Cristo mostrou a sua autoridade! Pois foi expulso o acusador dos nossos irmãos, o mesmo que os acusa diante de Deus dia e noite.
Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa do testemunho que deram. Eles até estavam prontos para dar a sua vida e morrer.
Por isso, alegre-se, ó céu, e vocês que vivem nele! Mas ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês. Ele está furioso, pois sabe que lhe resta pouco tempo.
Quando o dragão viu que tinha sido atirado para a terra, ele começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino.
Mas foram dadas à mulher duas asas de uma grande águia, para que ela voasse até o deserto, ao lugar que tinha sido preparado para ela. Lá ela ia ser sustentada durante três anos e meio e estaria fora do alcance da serpente.
Então a serpente, que seguia a mulher, lançou água da sua boca como um rio, a fim de fazer com que a mulher fosse arrastada pela correnteza.
Porém a terra socorreu a mulher, abrindo a boca e engolindo o rio que o dragão tinha lançado da sua boca.
O dragão ficou furioso com a mulher e foi lutar com o resto dos descendentes dela, os quais obedecem os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.
E o dragão ficou em pé na praia.
Depois eu vi um monstro que tinha dez chifres e sete cabeças sair do mar. Em cada um dos chifres havia uma coroa e em cada uma das cabeças havia um nome que ofendia a Deus.
O monstro que vi era parecido com um leopardo, as suas patas eram como as patas de um urso e a sua boca como a boca de um leão. O dragão lhe deu o seu poder, o seu trono e grande autoridade.
Uma das cabeças do monstro parecia que tinha sido ferida e que ia morrer, mas essa ferida mortal foi curada e os homens do mundo inteiro se admiraram, seguindo o monstro.
Eles adoraram o dragão, porque ele tinha dado a sua autoridade ao monstro, e também adoraram o monstro, dizendo: — Quem é igual ao monstro? Quem é que pode lutar contra ele?
Foi permitido usar a sua boca para dizer coisas arrogantes e ofensivas e lhe foi dada autoridade para usar o seu poder por quarenta e dois meses.
Ele começou a ofender a Deus, insultando o seu nome, o lugar onde ele habita e todos os que vivem no céu.
Foi-lhe dada também permissão para que lutasse contra o povo de Deus e o vencesse. Foi-lhe dada, ainda, autoridade sobre todas as famílias, povos, línguas e nações.
Todos os habitantes da terra vão adorar o monstro. Esses habitantes são aquelas pessoas cujos nomes não estão escritos no livro da vida que pertence ao Cordeiro, que estava destinado a ser morto desde a criação do mundo.
Se alguém pode ouvir, ouça:
Aquele que tiver que ir para a prisão, que vá para a prisão. Aquele que matar à espada, deve ser morto pela espada. Esta situação exige perseverança e fé da parte do povo de Deus.
Depois eu ainda vi um outro monstro sair da terra. Ele tinha dois chifres como os de um cordeiro, mas falava como um dragão.
Este segundo monstro servia ao primeiro e exercia toda a sua autoridade. Ele fazia com que a terra e todos os seus habitantes adorassem o primeiro monstro, cuja ferida mortal tinha sido curada.
O segundo monstro também fazia grandes milagres e até mesmo fogo do céu ele fazia descer à terra na presença de todas as pessoas.
Ele enganava os habitantes da terra por causa dos milagres que tinha recebido poder para fazer, como servo do primeiro monstro. O segundo monstro disse aos habitantes da terra para fazerem uma imagem em honra ao monstro que tinha sido ferido à espada e que tinha sobrevivido.
E o segundo monstro recebeu permissão para dar vida à imagem do primeiro monstro. Dessa forma ele fez com que ela não somente falasse como também fizesse morrer a todos aqueles que não adorassem a imagem do monstro.
O segundo monstro fez com que todos, importantes e simples, ricos e pobres, livres e escravos, tivessem uma marca na mão direita ou na testa.
Assim, ninguém podia comprar ou vender a não ser que tivesse a marca que era o nome do monstro, ou o número correspondente ao seu nome.
Isto exige sabedoria. Aquele que é inteligente pode decifrar o significado do número do monstro, pois o número representa o nome de um homem. Seu número é 666.
Depois eu olhei e o Cordeiro estava diante de mim em pé sobre o monte Sião. Com ele estavam 144.000 pessoas que tinham os nomes do Cordeiro e do seu Pai escritos em suas testas.
Então ouvi uma voz do céu, que parecia o barulho de uma grande cachoeira, ou o som de um forte trovão. A voz que eu ouvi era como a música de harpistas tocando as suas harpas.
As pessoas cantavam um cântico novo diante do trono, dos quatro seres viventes e dos líderes. E ninguém podia aprender o cântico, senão as 144.000 pessoas que tinham sido compradas e tiradas do mundo.
Estas pessoas são como as pessoas virgens, que não se contaminaram com mulheres. São elas que seguem o Cordeiro para onde quer que ele vá. Elas foram compradas entre todas as outras pessoas da humanidade e são os primeiros frutos da colheita a serem oferecidos a Deus e ao Cordeiro.
Eles nunca disseram nada que fosse mentira e não tinham nenhum pecado.
Depois vi outro anjo voando pelo meio do céu. Ele tinha a mensagem eterna das Boas Novas para anunciar aos que vivem na terra: a todas as nações, famílias, línguas e povos.
O anjo disse em voz alta: — Respeitem a Deus e deem-lhe glória, pois chegou a hora de ele julgar a humanidade. Adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes de água.
Um segundo anjo seguiu o primeiro e disse: — Caiu! Caiu a grande cidade de Babilônia! Ela fez com que todas as nações bebessem do vinho do seu adultério, o qual se transformaria no vinho da ira de Deus.
Um terceiro anjo seguiu os outros dois e disse em voz alta: — Aqueles que adorarem o monstro e a sua imagem e receberem a sua marca na testa ou sobre a mão,
irão beber do vinho da ira de Deus, o qual está preparado, sem mistura, no cálice da ira de Deus. Eles serão atormentados com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.
A fumaça do seu tormento nunca vai parar de subir. Não haverá descanso algum, nem de dia nem de noite, para aqueles que adoram o monstro e a sua imagem e para quem quer que receba a marca do seu nome.
Esta situação exige perseverança da parte do povo de Deus, o qual obedece aos mandamentos de Deus e continua a ter fé em Jesus.
Então ouvi uma voz do céu, dizendo: — Escreva isto: De agora em diante, felizes são aqueles que morrem no Senhor. E o Espírito disse: — Sim, é verdade. Agora eles podem descansar dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham.
Depois eu olhei e havia diante de mim uma nuvem branca e, sobre a nuvem, estava sentado alguém que parecia com o Filho do Homem. Ele tinha uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão.
Um outro anjo saiu do templo e gritou bem alto para aquele que estava sentado na nuvem: — Por favor, pegue a sua foice e faça a colheita, pois chegou a hora de colher; a terra está pronta para a colheita.
Então aquele que estava sentado na nuvem passou a sua foice sobre a terra e fez a colheita.
Depois saiu outro anjo do templo, que está no céu, e ele também tinha uma foice afiada.
E saiu ainda outro anjo do altar. Ele tinha poder sobre o fogo e gritou bem alto para o anjo que tinha a foice afiada: — Use a sua foice afiada e corte os cachos de uvas das videiras da terra, pois as uvas já estão maduras.
Então o anjo passou a sua foice sobre a terra, cortou os cachos de uvas das videiras e jogou as uvas num grande tanque para serem espremidas. Esse tanque representa a ira de Deus.
As uvas foram pisadas nesse tanque, fora da cidade. E correu tanto sangue desse tanque que chegou até aos freios dos cavalos, por uma distância de uns trezentos quilômetros.
Depois vi no céu outro sinal grande e maravilhoso. Eram sete anjos, que tinham as sete últimas pragas, pois com estas pragas se completou a ira de Deus.
Então vi algo que parecia com um mar de vidro misturado com fogo e também vi aqueles que tinham conseguido a vitória sobre o monstro, sobre a sua imagem e sobre o número que corresponde ao seu nome. Eles estavam em pé junto ao mar de vidro e seguravam as harpas que Deus lhes havia dado.
E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: “Grandes e maravilhosas são as suas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Como são justos e verdadeiros os seus caminhos, ó Rei das nações!
Quem não vai temer nem glorificar o seu nome, ó Senhor? Pois só o Senhor é santo. Todas as nações virão e adorarão na sua presença, porque seus atos de justiça foram manifestados”.
Depois disto eu olhei e o templo celestial, o Lugar Santo da presença de Deus, se abriu.
E os sete anjos que tinham as sete pragas saíram do templo. Eles estavam vestidos de linho puro e resplandecente e tinham cintos de ouro amarrados em volta do peito.
Então um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro. Estas taças estavam cheias da ira de Deus, que vive para todo o sempre.
O templo estava cheio de fumaça procedente da glória de Deus e do seu poder e ninguém podia entrar no templo enquanto não se cumprissem as sete pragas dos sete anjos.
Depois ouvi uma voz forte vinda do templo dizer aos sete anjos: — Vão e derramem até esvaziar as sete taças da ira de Deus sobre a terra.
O primeiro anjo saiu e esvaziou a sua taça sobre a terra. Então apareceram úlceras terríveis e dolorosas nas pessoas que eram portadoras da marca do monstro e que adoravam a sua imagem.
O segundo anjo esvaziou a sua taça no mar. O mar se tornou em sangue, como o sangue de um morto, e todo ser vivente que havia no mar morreu.
O terceiro anjo esvaziou a sua taça nos rios e nas fontes de água e elas se tornaram em sangue.
Então ouvi o anjo que tinha autoridade sobre as águas dizer: — O Senhor é o Santo e aquele que é e que sempre foi! O Senhor é justo em fazer este julgamento!
Eles derramaram o sangue do povo de Deus e dos profetas e, por isso, o Senhor lhes tem dado sangue para beber. E isso é o que eles merecem!
Aí ouvi uma voz que vinha do altar. Isto é o que foi dito: — De fato, ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, os seus julgamentos são justos e verdadeiros.
O quarto anjo esvaziou a sua taça sobre o sol, permitindo-lhe assim queimar as pessoas com fogo.
E de fato as pessoas foram queimadas com o intenso calor. Elas insultaram o nome de Deus, que tem a autoridade sobre estas pragas, mas nem sequer mudaram a sua forma de pensar e de viver ou lhe deram glória.
O quinto anjo esvaziou a sua taça sobre o trono do monstro, cujo reino ficou na escuridão. E as pessoas mordiam a língua por causa da dor.
Elas insultaram o Deus do céu por causa das suas dores e das suas úlceras, mas não mudaram a sua forma de pensar e de viver a respeito das suas más obras.
O sexto anjo esvaziou a sua taça sobre o grande rio Eufrates e a água do rio secou para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do Leste.
Então vi três espíritos maus que eram parecidos com rãs saírem das bocas do dragão, do monstro e do falso profeta.
Eles eram espíritos de demônios e tinham o poder para fazer milagres. Eles se dirigiam aos reis do mundo inteiro com o fim de reuni-los para a batalha do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.
— Escutem, eu vou chegar assim como o ladrão chega. Feliz é aquele que se mantém acordado e toma conta da sua roupa, pois assim ele não andará nu nem ficará envergonhado em público.
Então os espíritos maus reuniram todos os reis no lugar que em hebraico se chama “Armagedom”.
O sétimo anjo esvaziou a sua taça no ar e uma voz forte saiu do templo do lado do trono, dizendo: — Está feito!
E houve relâmpagos, barulhos, trovões e um grande terremoto. Esse foi o maior terremoto que já ocorreu desde que o homem habita a terra.
A grande cidade se dividiu em três partes e as cidades dos pagãos foram destruídas. E Deus se lembrou de castigar a grande cidade de Babilônia e lhe deu o cálice com o vinho da sua terrível ira.
Todas as ilhas desapareceram e nenhuma montanha foi encontrada.
Chuvas de pedra caíram do céu sobre as pessoas, com pedras que pesavam mais ou menos quarenta quilos. E as pessoas insultaram a Deus por causa da praga das chuvas de pedra, pois ela era terrível.
Um dos sete anjos que tinham as sete taças se aproximou de mim e me disse: — Venha! Eu vou lhe mostrar como a grande prostituta que está sentada junto a muitos rios vai ser castigada.
Os reis da terra cometeram adultérios com ela e os habitantes da terra embriagaram-se com o vinho do seu adultério.
Então, o Espírito tomou conta de mim e o anjo me levou para o deserto, onde vi uma mulher sentada num monstro vermelho. O monstro estava cheio de nomes que eram ofensivos a Deus e tinha sete cabeças e dez chifres.
A mulher estava vestida com roupas vermelhas e roxas e enfeitada com ouro, joias e pérolas. Na mão ela tinha uma taça de ouro cheia das abomináveis impurezas da sua infidelidade.
Na sua testa estava escrito um nome que tem um significado secreto: A grande Babilônia,*** A mãe das prostitutas*** E de todas as abominações da terra***.
Então vi que a mulher estava embriagada com o sangue do povo de Deus e com o sangue daqueles que tinham sido mortos testemunhando a respeito de Jesus. Quando eu a vi, fiquei muito espantado.
O anjo, porém, me perguntou: — Por que você está espantado? Eu vou lhe explicar o que significam a mulher e o monstro que a carrega, o qual tem as sete cabeças e os dez chifres.
O monstro que você viu estava vivo, mas agora já não vive mais. Contudo, ele está prestes a subir do abismo e a seguir para a destruição. E aqueles que habitam na terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a criação do mundo, vão se admirar ao ver o monstro. Eles vão se admirar pois o monstro que estava vivo já não vive mais mas, mesmo assim, ele aparecerá.
— Isto exige sabedoria e entendimento: as sete cabeças são os sete montes nos quais a mulher está sentada. Elas também são sete reis.
Cinco desses reis já caíram, um está reinando e o outro ainda não veio mas, quando ele vier, não ficará por muito tempo.
Um oitavo rei, o qual também é um dos sete, é o próprio monstro que antes estava vivo mas que agora já não vive mais. Ele está seguindo para a destruição.
Os dez chifres que você viu são dez reis que ainda não começaram a reinar, mas que receberão autoridade para reinar com o monstro por uma hora.
Estes dez reis têm o mesmo propósito e oferecerão o poder e a autoridade que possuem ao monstro.
Eles lutarão contra o Cordeiro e ele os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis. Ele os vencerá juntamente com os seus fiéis discípulos, os quais foram chamados e escolhidos por Deus.
O anjo ainda me disse: — Os rios que você viu, junto aos quais a prostituta está sentada, são povos, multidões, nações e línguas.
Os dez chifres e o monstro que você viu vão odiar a prostituta. Eles tirarão tudo o que ela tem e a deixarão nua; comerão a sua carne e a queimarão com fogo.
Isto vai acontecer porque Deus colocou em seus corações o desejo de fazerem o que ele quer, concordando em dar o poder que possuem ao monstro até que as palavras de Deus se cumpram.
A mulher que você viu é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.
Depois disso, vi um outro anjo descer do céu. Ele tinha grande autoridade e a terra se iluminou com a sua glória.
E o anjo gritou com voz poderosa, dizendo: — Caiu, caiu a grande cidade de Babilônia! Ela passou a ser habitação de demônios, lugar de toda espécie de maus espíritos, e esconderijo de todo tipo de ave impura e de todo tipo de animal impuro e detestável.
Pois ela fez com que todas as nações bebessem do vinho da ira que surge por causa da sua imoralidade sexual. Os reis da terra cometeram imoralidades sexuais com ela e os negociantes da terra tornaram-se ricos às custas do seu extravagante luxo.
Depois ouvi uma outra voz do céu dizer: — Meu povo! Saiam dessa cidade para que vocês não se tornem cúmplices em seus pecados e para que não participem das pragas que ela irá sofrer.
Pois os seus pecados estão amontoados até o céu e Deus se lembra das suas injustiças.
Tratem-na exatamente como ela os tratou e paguem-na em dobro pelo que ela tem feito. No cálice em que misturou bebidas para os outros, misturem para ela uma bebida duas vezes mais forte.
Ela deu a si mesma luxo e glória; deem a ela, portanto, sofrimento e tristeza na mesma medida. Pois ela diz a si mesma: “Estou sentada no meu trono como uma rainha. Não sou viúva e nunca ficarei triste”.
Portanto, num só dia virão sobre ela todas estas pragas: peste, choro e fome. Ela será queimada pelo fogo, pois o Senhor que a julgou é poderoso.
Os reis da terra que cometeram imoralidade sexual com ela e que participaram do seu luxo chorarão e ficarão muito tristes por ela, quando virem a fumaça do seu incêndio.
Eles ficarão de longe, com medo do tormento que ela estará sofrendo, e dirão: — Ai! Ai da grande cidade, a poderosa cidade de Babilônia. Pois numa só hora chegou o seu castigo!
Os negociantes da terra também chorarão e lamentarão por causa dela, porque ninguém mais estará comprando as suas mercadorias.
Ninguém mais estará comprando mercadorias de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda ou de escarlata; ninguém mais estará comprando nenhuma espécie de madeira aromática nem nenhum tipo de objeto de marfim, de madeira preciosa, de bronze, de ferro ou de mármore.
Ninguém mais estará comprando, tampouco, canela, temperos, incenso, mirra, ou perfume, ou nem mesmo vinho, azeite, farinha, trigo, gado, ovelhas, cavalos, carruagens, ou ainda escravos, ou seja, seres humanos.
— Ó Babilônia, as coisas boas que você tanto queria se afastaram de você. Toda a sua luxúria e o seu esplendor se acabaram e eles nunca mais serão achados.
Os negociantes que vendiam estas coisas e que se enriqueceram por meio dela ficarão de longe, com medo do tormento que ela estará sofrendo. Eles chorarão e lamentarão,
dizendo: — Ai! Ai da grande cidade! Ela estava vestida de linho finíssimo, de púrpura e de escarlata e estava enfeitada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas.
Numa só hora, porém, toda essa riqueza foi destruída. Todos os capitães de navios e todos os passageiros, marinheiros e outros que ganham a sua vida no mar ficaram de longe.
E, quando viram a fumaceira do seu incêndio, gritaram: — Que cidade chegou alguma vez a ser como esta grande cidade?
Então eles lançaram pó sobre as suas cabeças e, chorando e lamentando, gritavam: — Ai! Ai da grande cidade! Todos os que possuíam navios no mar se enriqueceram às custas da sua riqueza, mas numa só hora ela foi destruída.
Alegrem-se por causa dela, ó céu! E alegrem-se também vocês, apóstolos, profetas e povo de Deus! Pois Deus a castigou pelo que ela fez a vocês.
Então um anjo forte levantou uma pedra do tamanho de uma grande pedra de moinho e a jogou no mar, dizendo: — É assim, com violência, que a grande cidade de Babilônia será derrubada e ela nunca mais será encontrada.
Nunca mais será ouvido em você o som de harpistas, de músicos, de tocadores de flauta e nem de trombeta. Nunca mais será achado em você artífice algum de qualquer arte. Nunca mais será ouvido em você o som da pedra de moinho.
Nunca mais brilhará em você a luz da lamparina. Nunca mais será ouvida em você a voz do noivo ou da noiva. Os seus negociantes foram os grandes do mundo e todas as nações foram enganadas pela sua feitiçaria.
Nela se achou o sangue de profetas, do povo de Deus e de todos os que foram mortos na terra.
Depois disso, ouvi algo no céu como se fosse uma voz forte de uma grande multidão, dizendo: — Louvem a Deus! A vitória, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus!
Pois os seus julgamentos são justos e verdadeiros. Ele julgou a grande prostituta que corrompeu a terra com a sua imoralidade sexual. Ele vingou a morte dos seus servos, os quais ela matou.
Novamente eles disseram: — Louvem a Deus! A sua fumaça subirá para todo o sempre.
Então, os vinte e quatro líderes e os quatro seres viventes se ajoelharam e adoraram a Deus, que estava sentado no trono. Eles diziam: — Amém! Louvem a Deus!
Então saiu uma voz do trono, dizendo: — Louvem o nosso Deus, todos vocês que são servos dele e todas as pessoas que o temem, tanto os simples como os importantes.
Então eu ouvi algo que era como a voz de uma grande multidão, como o barulho de uma grande cachoeira e como o barulho de fortes trovões, dizendo: — Louvem a Deus! O Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso, reina.
Vamos ficar alegres e contentes e vamos dar-lhe glória, pois a hora do casamento do Cordeiro chegou. A sua noiva já está pronta,
e o vestido que ela usará é feito de linho finíssimo, resplandecente e puro. O linho representa as boas ações do povo de Deus.
Então o anjo me disse: — Escreva isto: “Felizes são aqueles que são convidados para a festa de casamento do Cordeiro!” E o anjo acrescentou: — Estas são as verdadeiras palavras de Deus.
Eu me ajoelhei aos pés dele para adorá-lo, mas ele me disse: — Cuidado! Não faça isso! Eu sou seu companheiro, assim como sou companheiro dos irmãos que proclamam a verdade que Jesus revelou. E é proclamando essa verdade que eles provam que têm o espírito profético. É a Deus que você deve adorar!
Depois eu vi o céu aberto e, diante de mim, havia um cavalo branco. O seu cavaleiro se chamava Fiel e Verdadeiro, pois é com justiça que ele julga e luta.
Os seus olhos eram como chamas de fogo e na sua cabeça havia muitas coroas. Nele havia um nome escrito e ninguém sabia o que esse nome significava, a não ser ele mesmo.
Ele estava vestido com um manto que havia sido tingida em sangue e o seu nome era “A Palavra de Deus”.
Os exércitos do céu o seguiam, montados em cavalos brancos e vestidos com roupas de linho finíssimo, branco e puro.
Da boca do cavaleiro saía uma espada afiada, com a qual ele iria ferir as nações. Ele mesmo as governará com vara de ferro, pisará as uvas no tanque e fará com que as nações bebam do vinho da tremenda ira do Deus Todo-Poderoso.
No seu manto e na sua coxa estava escrito isto: Rei dos reis e Senhor dos senhores***.
Depois vi um anjo de pé sobre o sol e, com uma voz forte, ele gritou para todas as aves que voavam no alto céu: — Venham e se ajuntem para a grande festa de Deus,
para que vocês possam comer corpos de reis, de comandantes, de poderosos, de cavalos e de seus cavaleiros e de todos os homens, tanto livres como escravos, tanto importantes como simples.
Depois vi o monstro e os reis da terra. Eles e seus exércitos estavam reunidos para lutar contra aquele que estava montado no cavalo e contra o seu exército.
O monstro foi capturado juntamente com o falso profeta que tinha realizado milagres na sua presença. Com estes milagres, ele tinha enganado aqueles que tinham recebido a marca do monstro e que tinham adorado a sua imagem. E tanto o monstro como o falso profeta foram jogados vivos dentro do lago de fogo que queima com enxofre.
Os exércitos deles foram mortos com a espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo. E todas as aves comeram dos seus corpos até não poderem mais.
Depois vi descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente.
Ele agarrou o dragão, isto é, a antiga serpente, que é o diabo ou Satanás, e o prendeu por mil anos.
O anjo jogou o dragão no abismo e fechou a entrada. Então o anjo selou a entrada para que o dragão não saísse e enganasse as nações até que se completassem os mil anos. Depois disto será necessário que ele seja solto por um curto espaço de tempo.
Depois vi tronos e, nestes tronos, estavam sentados aqueles que haviam recebido autoridade para julgar. Vi também as almas daqueles que tinham sido decapitados por terem anunciado a verdade revelada por Jesus e por causa da mensagem de Deus. Eles são os que não adoraram o monstro nem a sua imagem, nem tão pouco receberam a sua marca na testa ou na mão. Eles reviveram e reinaram com Cristo durante os mil anos.
(O restante dos mortos não reviveu até que se completassem os mil anos.) Esta é a primeira ressurreição.
Felizes e santos são aqueles que tomam parte na primeira ressurreição. A segunda morte não tem poder sobre eles. Pelo contrário, eles serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele durante os mil anos.
Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão.
Ele vai sair e enganar as nações que estão espalhadas por toda a terra, isto é, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a guerra. E elas serão tão numerosas quanto a areia do mar.
Elas marcharão pela superfície da terra e cercarão o acampamento do povo de Deus e também a cidade que ele ama. Mas virá fogo do céu e as devorará.
O diabo, que os tem enganado, será jogado no lago de fogo e enxofre, onde também se encontram o monstro e o falso profeta. Ali eles serão atormentados de dia e de noite para todo o sempre.
Depois vi um grande trono branco e aquele que estava sentado nele. Diante da sua presença a terra e o céu desapareceram completamente e nunca mais foram encontrados.
Vi também os mortos, os importantes e os simples, que estavam em pé diante do trono. Vários livros foram abertos e ainda outro livro foi aberto, isto é, o livro da vida. E os mortos foram julgados de acordo com as suas obras, conforme o que estava escrito nos livros.
O mar entregou os mortos que estavam nele. A morte e o mundo dos mortos também entregaram os seus mortos. E eles foram julgados, um por um, de acordo com as suas obras.
Então a morte e o mundo dos mortos foram jogados no lago de fogo. Esta é a segunda morte: o lago de fogo.
E aquele que não tinha o seu nome escrito no livro da vida, era jogado no lago de fogo.
Depois vi um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia mais.
Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus. Ela estava vestida como uma noiva enfeitada para o seu marido.
Então ouvi uma voz forte que vinha do trono, dizendo: — Agora, a morada de Deus vai ser com os homens. Deus habitará com eles e eles serão povos de Deus. Então, o próprio Deus estará com eles e Ele lhes será por Deus.
Deus enxugará todas as lágrimas de seus olhos e a morte já não existirá mais. Não haverá mais luto, nem choro e nem dor, porque as coisas velhas já passaram.
E aquele que estava sentado no trono disse: — Olhem, Eu estou fazendo tudo novo! E acrescentou: — Escreva isto, porque estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança.
E Ele ainda me disse: — Tudo está feito! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A todos os que têm sede eu darei de beber, de graça, da fonte da água da vida.
Aquele que vencer herdará todas estas coisas e eu serei o seu Deus e ele será o meu filho.
Entretanto, os covardes, os incrédulos, os pervertidos, os assassinos, os que praticam imoralidade sexual, os que praticam a feitiçaria, os que adoram ídolos e todos os mentirosos terão a sua parte no lago que queima com fogo e enxofre. E essa é a segunda morte.
Depois, um dos sete anjos que tinham as sete taças com as últimas sete pragas aproximou-se de mim e disse: — Venha, eu vou lhe mostrar a noiva, a esposa do Cordeiro.
Enquanto eu estava sendo guiado pelo Espírito, o anjo me levou até uma montanha grande e alta e me mostrou a santa cidade de Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus.
Ela tinha a glória de Deus e o seu brilho parecia o brilho de uma pedra preciosíssima, assim como a pedra cristalina de jaspe.
A cidade tinha uma muralha muito grande e alta com doze portas. Havia um anjo em cada porta e, nas portas, estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel.
Havia três portas no leste, três no norte, três no sul e três no oeste.
A muralha da cidade tinha doze alicerces e, em cada um deles, estava escrito o nome de um dos doze apóstolos do Cordeiro.
O anjo que falava comigo tinha uma vara de ouro para medir a cidade, as suas portas e a sua muralha.
A cidade era perfeitamente quadrada; o seu comprimento era igual à sua largura. O anjo mediu a cidade com a vara e deu 2.200 quilômetros de comprimento. O seu comprimento, a sua largura e a sua altura eram iguais.
O anjo também mediu a muralha e deu 65 metros, medindo com o braço de um homem, isto é, de um anjo.
A estrutura da muralha era de jaspe, e a cidade era feita de ouro puro, brilhante como o cristal.
Os alicerces da muralha da cidade eram decorados com todo tipo de pedras preciosas. O primeiro alicerce era de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de ágata; o quarto, de esmeralda;
o quinto, de ônix; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o décimo primeiro, de jacinto; e o décimo segundo de ametista.
As doze portas eram doze pérolas e cada uma dessas portas era feita de uma só pérola. As ruas da cidade eram feitas de ouro puro e brilhavam como cristal.
Não vi nenhum templo na cidade, porque o Senhor Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro são o seu templo.
A cidade não precisa nem do sol nem da lua para iluminá-la, pois a glória de Deus a ilumina e o Cordeiro é a sua lâmpada.
As nações serão guiadas pela luz dessa lâmpada e os reis do mundo trarão a sua glória para a cidade.
As suas portas jamais se fecharão de dia e nela não haverá noite.
Das nações serão trazidas riqueza e glória para aquela cidade,
e nela jamais entrará coisa impura nem ninguém que faça coisas vergonhosas ou que seja mentiroso. Só entrarão aqueles cujos nomes estão escritos no Livro da Vida que pertence ao Cordeiro.
Então o anjo me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que saía do trono de Deus e do Cordeiro
e que passava no meio de todas as ruas da cidade. Em cada lado do rio havia árvores que vieram a ser a árvore da vida. Cada árvore produzia frutos doze vezes por ano, dando fruto uma vez por mês e as folhas das árvores serviam para curar as nações.
Nunca mais haverá maldição lá e o trono de Deus e do Cordeiro estará nela. Os servos de Deus o adorarão
e verão o seu rosto e o seu nome estará escrito nas testas deles.
Então já não haverá noite e eles não precisarão nem da luz de lamparina nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará e eles reinarão para todo o sempre.
Depois o anjo me disse: — Estas palavras são fiéis e verdadeiras. O Senhor, o Deus que inspira os profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos servos de Deus as coisas que devem acontecer brevemente.
— Olhem, eu vou chegar em breve. Feliz é aquele que obedece às palavras da profecia deste livro.
Eu, João, vi e ouvi todas estas coisas. E, quando as vi e ouvi, ajoelhei-me aos pés do anjo que tinha me mostrado tudo aquilo. Eu estava fazendo isso para adorá-lo,
mas ele me disse: — Cuidado! Não faça isso! Eu sou seu companheiro, assim como também sou companheiro dos seus irmãos, os profetas, e de todos os que obedecem às palavras que estão escritas neste livro. Adore a Deus.
Ele ainda me disse: — Não mantenha as palavras da profecia deste livro em segredo, pois o tempo está próximo.
Que aquele que é mau continue a praticar a maldade e aquele que é impuro continue a ser impuro. Que aquele que é bom continue a praticar a bondade e aquele que é puro continue a ser puro.
— Olhem, eu vou chegar logo e vou trazer a recompensa que tenho para cada um de vocês. Eu retribuirei a cada um de acordo com as suas próprias obras.
Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.
Felizes são aqueles que lavam as suas roupas, para terem direito de comer da árvore da vida e de entrar na cidade pelas portas.
Mas os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidade sexual, os assassinos, os adoradores de ídolos e todos aqueles que amam e praticam a mentira ficarão do lado de fora.
— Eu, Jesus, lhes enviei o meu anjo para testemunhar a respeito destas coisas às igrejas. Eu sou descendente da família de Davi, a estrela brilhante da manhã.
O Espírito e a noiva dizem: — Venha! E aquele que ouvir isto diga: — Venha! Que aquele que tiver sede, venha. E quem quiser, receba de graça a água da vida.
Eu, João, aviso solenemente aos que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém acrescentar alguma coisa a elas, Deus lhe acrescentará as pragas escritas neste livro.
E se alguém tirar qualquer coisa das palavras desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, as quais estão descritas neste livro.
Aquele que dá testemunho destas coisas diz: — Com certeza eu vou chegar logo! Amém. Venha, Senhor Jesus!
Que a graça do Senhor Jesus esteja com todos vocês.