| Nº | DISCIPLINA | QUESTÕES |
|---|---|---|
| 01 | LÍNGUA PORTUGUESA | 20 questões |
| 02 | TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO | 20 questões |
| 03 | RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO | 10 questões |
| 04 | DIREITO PENAL | 10 questões |
| 05 | DIREITO PROCESSUAL PENAL | 10 questões |
| 06 | DIREITO CONSTITUCIONAL | 10 questões |
| 07 | DIREITO ADMINISTRATIVO | 10 questões |
| 08 | CONTABILIDADE E FINANCEIRO | 05 questões |
| 09 | DIREITOS HUMANOS | 05 questões |
| 10 | LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL | 10 questões |
Interpretação de texto é a maior parte da prova de Português. A banca dá um texto e faz perguntas sobre ele. Você precisa entender o que está escrito — não inventar o que não está no texto.
| Tipo | Objetivo | Exemplo |
|---|---|---|
| Narrativo | Conta uma história com personagens, tempo, espaço e conflito | Conto, romance, notícia policial |
| Descritivo | Descreve características de pessoas, lugares ou objetos | Retrato de suspeito, descrição de cena do crime |
| Dissertativo-argumentativo | Defende uma tese com argumentos e conclusão | Editorial, artigo de opinião |
| Expositivo | Explica um assunto de forma neutra | Verbete de dicionário, texto científico |
| Injuntivo | Dá instruções, ordens ou procedimentos | Manual, receita, lei |
Explícita: está dito claramente no texto. Ex.: "O suspeito foi preso às 15h."
Implícita (inferência): pode-se concluir a partir do texto, mas não está dito diretamente. Ex.: "Ele pulou o muro" → implicitamente estava fugindo.
Quando um texto faz referência a outro texto, ideia, obra ou evento. Ex.: texto que menciona um provérbio popular, uma cena bíblica ou uma lei.
Q1. Leia: "O delegado, embora cansado após 12 horas de plantão, recusou-se a encerrar o inquérito sem ouvir a última testemunha." O texto permite inferir que o delegado é:
Q2. No texto "A polícia identificou o suspeito por meio de câmeras de segurança. Ele foi localizado horas depois em um bairro vizinho.", o conectivo "depois" indica relação de:
O Acordo Ortográfico eliminou o trema em palavras de origem portuguesa (mas manteve em nomes estrangeiros: Müller), aboliu o acento diferencial em alguns casos e unificou a escrita entre Brasil e Portugal.
| Situação | Regra | Exemplos |
|---|---|---|
| Prefixo termina em vogal + palavra começa com H ou mesma vogal | USA hífen | anti-herói, micro-ondas, contra-ataque |
| Prefixo termina em vogal + palavra começa com vogal diferente | NÃO usa hífen | autoescola, semiaberto, extraoficial |
| Prefixo termina em consoante + palavra começa com consoante diferente | NÃO usa hífen | subproduto, interplanetário |
| Prefixo termina em consoante + palavra começa com mesma consoante | USA hífen | sub-bibliotecário, inter-racial |
| Palavras compostas (substantivos, adjetivos) | Depende — memorize os mais cobrados | guarda-chuva, beija-flor, bem-vindo |
| Par | Diferença |
|---|---|
| descrição / discrição | descrição = ato de descrever; discrição = ser discreto |
| comprimento / cumprimento | comprimento = tamanho; cumprimento = saudação ou execução |
| flagrante / fragrante | flagrante = em ato; fragrante = que tem fragrância (cheiro) |
| infligir / infringir | infligir = aplicar (pena); infringir = violar (lei) |
| ratificar / retificar | ratificar = confirmar; retificar = corrigir |
| eminente / iminente | eminente = notável, importante; iminente = prestes a acontecer |
| tráfico / trafego | tráfico = comércio ilícito; tráfego = fluxo de veículos |
| seção / sessão / cessão | seção = parte/divisão; sessão = reunião; cessão = ato de ceder |
| deferir / diferir | deferir = conceder; diferir = ser diferente ou adiar |
Q3. Assinale a frase com uso correto do hífen:
Q4. "O agente precisava agir com _____ para não revelar a identidade do informante." A palavra correta é:
Q5. O perigo de novas explosões era _____. A palavra que completa corretamente é:
Coesão é o que faz as frases e parágrafos se ligarem bem, formando um texto unido. Sem coesão, o texto fica um amontoado de frases soltas.
Quando um termo do texto aponta para outro já mencionado (anáfora) ou que será mencionado (catáfora).
Substituição lexical: usa sinônimo ou expressão equivalente para evitar repetição.
Elipse: omissão de um elemento que pode ser recuperado pelo contexto.
| Relação | Conectivos | Dica |
|---|---|---|
| Adição | e, também, além disso, ademais, ainda, outrossim, bem como | Acrescenta ideia |
| Oposição/Contraste | mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto, não obstante | Contradiz a ideia anterior |
| Causa | porque, pois (após vírgula), já que, visto que, uma vez que, por isso, em virtude de | Explica o motivo |
| Consequência | logo, portanto, assim, então, por isso, de modo que, tanto que | Resultado da ideia anterior |
| Conclusão | logo, portanto, assim, então, pois (antes do verbo) | Conclui o raciocínio |
| Condição | se, caso, desde que, contanto que, a menos que, salvo se | Impõe condição |
| Concessão | embora, apesar de, ainda que, mesmo que, conquanto, por mais que | Admite a ideia, mas opõe outra |
| Finalidade | para, a fim de, para que, com o intuito de, com o objetivo de | Indica objetivo |
| Tempo | quando, enquanto, depois que, antes que, assim que, logo que, desde que | Indica momento |
| Comparação | como, assim como, tanto quanto, bem como, tal qual | Compara duas ideias |
| Conformidade | conforme, segundo, de acordo com, como | Indica fonte ou referência |
| Proporção | à medida que, na medida em que, à proporção que | Duas coisas crescem juntas |
Q6. "O suspeito fugiu; _____, a polícia o perseguiu." O conectivo que indica CONSEQUÊNCIA é:
Q7. "_____ o réu apresentasse álibi, o delegado manteve a prisão em flagrante." O conectivo de CONCESSÃO correto é:
Q8. No trecho "A operação policial foi bem-sucedida. Esta foi planejada por semanas", o pronome "Esta" retoma:
Nome de seres, lugares, sentimentos, ações. Pode ser: próprio (Brasil, João — maiúscula) ou comum (país, homem — minúscula); concreto (mesa, policial) ou abstrato (justiça, coragem); coletivo (bando, alcateia, frota).
Coletivos importantes: frota (veículos), alcateia (lobos), bando (ladrões/pássaros), esquadra (navios/policiais), acervo (obras de arte), arquivo (documentos).
Caracteriza o substantivo. Concorda em gênero e número. Pode ser simples (bom) ou composto (azul-escuro). Graus: comparativo (mais corajoso que) e superlativo (o mais corajoso / corajosíssimo).
Exprime ação, estado ou fenômeno. Tem pessoa, número, tempo, modo e voz.
Vozes verbais:
Como passar de ativa para passiva: objeto direto vira sujeito paciente + verbo "ser" + particípio + "por" + sujeito agente.
Modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio. Indica circunstância:
| Tipo | Exemplos |
|---|---|
| Modo | bem, mal, rapidamente, assim, depressa |
| Tempo | hoje, ontem, amanhã, sempre, nunca, logo, já |
| Lugar | aqui, ali, lá, atrás, perto, longe, dentro |
| Intensidade | muito, pouco, mais, menos, bastante, demais |
| Negação | não, nunca, jamais, tampouco |
| Dúvida | talvez, quiçá, provavelmente |
| Afirmação | sim, certamente, realmente |
Substitui ou acompanha o substantivo. Tipos principais:
Definido (o, a, os, as) — especifica o ser. Indefinido (um, uma, uns, umas) — generaliza.
Cardinal (um, dois), ordinal (primeiro, segundo), multiplicativo (dobro, triplo), fracionário (metade, terço), coletivo (dezena, dúzia, centena).
Liga palavras estabelecendo relação entre elas. Essenciais: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Locução prepositiva: "em frente a, a partir de, por causa de, em virtude de".
Expressa emoção. "Ah! Ó! Ei! Cuidado! Parabéns!" Não tem função sintática.
Q9. Em "O delegado determinou que o inquérito fosse concluído rapidamente", a palavra "rapidamente" é um advérbio de:
Q10. Passe para a voz passiva: "A Polícia Civil solucionou o crime." A forma correta é:
Sujeito: sobre quem ou o que se fala. Concorda com o verbo.
Predicado: o que se diz do sujeito. Pode ser verbal (ação), nominal (estado) ou verbo-nominal (ação + estado).
| Tipo | Conjunções | Exemplo |
|---|---|---|
| Aditiva | e, nem, não só...mas também | Chegou cedo e trabalhou muito. |
| Adversativa | mas, porém, contudo, todavia, entretanto | Chegou cedo mas saiu tarde. |
| Alternativa | ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja | Ou ele confessa ou será indiciado. |
| Conclusiva | logo, portanto, então, assim, por isso | Havia evidências, portanto foi preso. |
| Explicativa | pois (antes do verbo), que, porque, porquanto | Cuidado, pois há câmeras. |
Substantivas: exercem função de substantivo (sujeito, objeto, complemento nominal).
Adjetivas: exercem função de adjetivo, modificando um substantivo. Introduzidas por pronomes relativos.
Adverbiais: exercem função de advérbio, indicando circunstância.
Q11. Em "O delegado que conduziu o caso foi elogiado", a oração "que conduziu o caso" é:
Q12. "Trabalhou muito, logo merece a promoção." O conectivo indica:
Q13. Identifique o objeto indireto em: "O agente obedeceu às ordens do delegado":
| Situação | Regra | Exemplo |
|---|---|---|
| Sujeito coletivo | Verbo no singular | A equipe chegou. |
| Coletivo + complemento no plural | Verbo singular ou plural | A maioria dos policiais chegou/chegaram. |
| Sujeito composto antes do verbo | Verbo no plural | João e Maria foram. |
| Sujeito composto após o verbo | Pode ficar singular (concorda com o mais próximo) | Foram presos o suspeito e a cúmplice. / Foi preso o suspeito e a cúmplice. |
| "Um dos que" | Verbo no plural | Ela é uma das que mais trabalham. |
| "Mais de um" + singular | Verbo singular | Mais de um agente foi convocado. |
| Verbos impessoais: haver (existir), fazer (tempo) | Sempre singular, sem sujeito | Há dois anos. Faz três dias. |
| Pronome "se" como índice de indeterminação | Verbo na 3ª pessoa singular | Vende-se apartamento. |
| Pronome "se" como partícula apassivadora | Verbo concorda com o sujeito | Vendem-se apartamentos. |
| Situação | Regra | Exemplo |
|---|---|---|
| Adjetivo pós-posto a dois substantivos de gêneros diferentes | Plural masculino | Comprou carro e moto novos. |
| Adjetivo ante-posto a dois substantivos | Concorda com o mais próximo | Boa reputação e comportamento. |
| "Mesmo", "próprio", "quite", "só" (= sozinho) | Concordam com o substantivo | Elas mesmas resolveram. / Ela está só. |
| "Só" (= somente) — advérbio | Invariável | Ela só trabalha à noite. |
| "Anexo", "incluso" | Concordam com o substantivo | Seguem anexas as fotos. |
| "Obrigado/a" | Concorda com quem fala | Ele disse "obrigado". Ela disse "obrigada". |
| "Meio" (= metade) — numeral | Concorda: meio litro, meia hora | Chegou meia hora atrasado. |
| "Meio" (= um pouco) — advérbio | Invariável | Ela estava meio nervosa. |
Q14. Assinale a alternativa com concordância verbal CORRETA:
Q15. "Seguem _____ as cópias do relatório." A forma correta de "anexo" é:
| Verbo | Regência | Exemplo correto |
|---|---|---|
| assistir (ver/presenciar) | a | Assisti ao interrogatório. |
| assistir (auxiliar) | Direto (sem prep.) | O advogado assistiu o réu. |
| obedecer / desobedecer | a | Obedeceu ao comando. |
| responder (cargo/processo) | por / a | Responde por improbidade. |
| visar (ter como meta) | a | Visa à promoção. |
| visar (assinar/rubricar) | Direto | Visou o documento. |
| aspirar (almejar) | a | Aspira ao cargo. |
| aspirar (inalar) | Direto | Aspirou o ar. |
| implicar (acarretar) | Direto (sem prep.) | Isso implica responsabilidade. |
| proceder (dar início a) | a | Procedeu à investigação. |
| chegar / ir | a | Chegou à delegacia. |
| custar (ser difícil) | a | Custou ao delegado agir. |
Crase = preposição "a" + artigo "a" (ou pronome "aquela/aquilo"). Usa-se o acento grave (à).
Teste do "ao": substitua a palavra feminina por uma masculina. Se usar "ao" no masculino, usa crase no feminino.
| USA crase | NÃO usa crase |
|---|---|
| Antes de palavras femininas com artigo: à escola, à lei, à polícia | Antes de verbos: Começou a investigar |
| Locuções prepositivas femininas: à vista, à toa, às vezes, à medida que | Antes de palavras masculinas: a pé, a prazo |
| Antes de "aquela, aquele, aquilo" → àquela, àquele, àquilo | Antes de pronomes pessoais: a ela, a mim |
| Horas determinadas: às 8h, às 15h | Antes de pronomes indefinidos: a qualquer, a nenhuma |
| Antes de nome de cidade sem artigo: a Curitiba, a Brasília |
Próclise (pronome ANTES do verbo): obrigatória nas situações abaixo.
Ênclise (pronome DEPOIS do verbo): usada no início de oração e com infinitivo/gerúndio (sem palavra atrativa).
Mesóclise (pronome NO MEIO do verbo): usada com futuro do presente e futuro do pretérito, quando não há palavra atrativa.
Q16. Assinale a opção com crase CORRETA:
Q17. Assinale a colocação pronominal correta na norma culta escrita:
Q18. "O policial que mais _____ aos superiores foi promovido." O verbo correto é:
Denotação: sentido literal, dicionarizado. "O policial estava com as mãos frias."
Conotação: sentido figurado, metafórico. "O investigador tinha mãos de ferro." (= era severo)
| Figura | Definição | Exemplo |
|---|---|---|
| Metáfora | Comparação implícita (sem "como") | "O agente é uma pedra." (= resistente) |
| Comparação/Símile | Comparação explícita (com "como") | "Rápido como uma bala." |
| Metonímia | Troca de um termo por outro com relação lógica | "Ler Machado de Assis" (= ler obra de) |
| Antítese | Oposição de ideias | "A lei é fria, mas a justiça é humana." |
| Ironia | Diz o contrário do que quer dizer | "Que bela investigação!" (quando foi péssima) |
| Hipérbole | Exagero intencional | "Trabalhou mil anos nesse caso." |
| Eufemismo | Suaviza ideia desagradável | "Ele passou desta para melhor." (morreu) |
| Pleonasmo vicioso | Repetição desnecessária | "subir para cima", "entrar dentro" |
Q19. "O delegado tem pulso firme na condução dos inquéritos." A expressão "pulso firme" usa:
Q20. Qual alternativa apresenta palavras sinônimas no contexto policial?
Todo documento oficial deve ter:
| Documento | Uso | Pronome de tratamento |
|---|---|---|
| Ofício | Comunicação entre órgãos ou com cidadãos (externos) | Vossa Senhoria (V.S.ª) |
| Memorando | Comunicação interna — mais ágil e informal | Cargo (Senhor Chefe, Senhor Delegado) |
| Relatório | Descrição de atividades, fatos ou resultados de investigação | Terceira pessoa |
| Requerimento | Pedido formal do cidadão ao poder público | Vossa Senhoria / Vossa Excelência |
| Portaria | Ato normativo interno expedido por autoridade | Terceira pessoa |
| Ata | Registro de reunião — deve ser fiel ao que ocorreu | Terceira pessoa, passado |
| Despacho | Decisão ou instrução exarada em processo administrativo | Primeira pessoa ou terceira |
| Pronome | Usado para | Abreviatura |
|---|---|---|
| Vossa Excelência | Presidente, Vice, Ministros, Governadores, Senadores, Deputados, Magistrados, Procuradores | V. Ex.ª |
| Vossa Senhoria | Demais autoridades: delegados, coronéis, diretores, servidores em geral | V. S.ª |
| Vossa Magnificência | Reitores de universidades | V. Mag.ª |
| Vossa Santidade | Papa | V. S. |
Q21. O documento oficial usado para comunicação INTERNA entre setores de um mesmo órgão é o:
Q22. O pronome de tratamento correto para se dirigir a um Delegado de Polícia é:
| Modo | O que expressa | Exemplos |
|---|---|---|
| Indicativo | Certeza, fato real | Eu fui, tu foste, ele vai |
| Subjuntivo | Incerteza, hipótese, desejo | Se eu fosse, espero que vá |
| Imperativo | Ordem, pedido | Vá! Fique! Não saia! |
| Tempo | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| Pretérito perfeito | Ação concluída no passado | O agente prendeu o suspeito. |
| Pretérito imperfeito | Ação contínua/habitual no passado | O delegado investigava todos os dias. |
| Pretérito mais-que-perfeito | Ação anterior a outra ação passada | Quando a polícia chegou, o suspeito já havia fugido. |
| Futuro do presente | Ação futura em relação ao presente | O inquérito será concluído amanhã. |
| Futuro do pretérito | Ação futura em relação ao passado; hipótese; cortesia | Ele seria preso se tivesse resistido. / Poderia me ajudar? |
| Sinal | Quando usar | Exemplo |
|---|---|---|
| Vírgula | Isolar aposto, vocativo, adjunto adverbial deslocado, orações intercaladas, enumerações | "O agente, cansado, continuou." / "Ontem, choveu." |
| Vírgula proibida | Entre sujeito e predicado; entre verbo e complemento sem inversão | ❌ "O policial, prendeu o suspeito." |
| Ponto e vírgula | Separar orações coordenadas longas; separar itens de enumeração com vírgulas internas | "João estudou muito; Maria, pouco." |
| Dois-pontos | Antes de citação, enumeração, explicação | "O delegado determinou: arquivar o caso." |
| Aspas | Citação direta, ironia, palavras em sentido especial | "Ele é um 'gênio' da investigação." (ironia) |
Q21-A. "Quando o delegado chegou, o suspeito já _____ fugido." O tempo verbal correto é:
Q21-B. Assinale a frase com uso CORRETO do particípio:
Q21-C. Em qual alternativa a vírgula está INCORRETAMENTE usada?
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | B | Interpretação — inferência |
| Q2 | C | Interpretação — conectivo de tempo |
| Q3 | A | Ortografia — hífen (anti-inflamatório) |
| Q4 | B | Ortografia — parônimos (discrição) |
| Q5 | B | Ortografia — parônimos (iminente) |
| Q6 | B | Coesão — consequência (por isso) |
| Q7 | C | Coesão — concessão (embora) |
| Q8 | B | Coesão — referência (Esta = a operação) |
| Q9 | C | Morfologia — advérbio de modo |
| Q10 | A | Morfologia — voz passiva |
| Q11 | B | Sintaxe — adjetiva restritiva |
| Q12 | C | Sintaxe — conclusão (logo) |
| Q13 | B | Sintaxe — objeto indireto |
| Q14 | C | Concordância verbal — maioria |
| Q15 | B | Concordância nominal — anexas |
| Q16 | C | Crase — aspirar à |
| Q17 | B | Pronome — próclise com "ninguém" |
| Q18 | D | Regência — obedecer a |
| Q19 | C | Semântica — conotação |
| Q20 | B | Semântica — sinônimos |
| Q21 | B | Redação oficial — memorando |
| Q22 | C | Redação oficial — Vossa Senhoria |
| Q21-A | C | Pretérito mais-que-perfeito composto |
| Q21-B | C | Particípio regular com ter/haver |
| Q21-C | C | Vírgula entre sujeito e predicado = errado |
| Tipo | Extensão | Exemplo |
|---|---|---|
| LAN (Local) | Sala, prédio, campus | Rede da delegacia |
| MAN (Metropolitana) | Cidade | Rede que liga delegacias da capital |
| WAN (Mundial) | País, continente, mundo | Internet |
| P2P (Ponto a ponto) | Qualquer tamanho | BitTorrent, compartilhamento direto |
| Porta | Protocolo/Serviço |
|---|---|
| 20/21 | FTP (transferência de arquivos) |
| 22 | SSH / SFTP (acesso seguro / FTP criptografado) |
| 25 | SMTP (envio de e-mail) |
| 53 | DNS (resolução de nomes) |
| 80 | HTTP (navegação sem criptografia) |
| 110 | POP3 (recebimento de e-mail) |
| 143 | IMAP (e-mail sincronizado) |
| 443 | HTTPS (navegação com criptografia) |
| 3389 | RDP (área de trabalho remota Windows) |
| Protocolo | Função |
|---|---|
| TCP | Confiável — garante entrega e ordem dos pacotes. Handshake (SYN-SYN/ACK-ACK). |
| UDP | Rápido mas não confiável — sem confirmação. Usado em vídeo ao vivo, jogos, VoIP. |
| DNS | Traduz nomes (google.com) em IPs. É a "agenda telefônica da internet". |
| DHCP | Distribui IPs automaticamente na rede local. |
| VPN | Cria túnel criptografado — "esconde" o tráfego e mascara o IP real. |
| VoIP | Voz sobre IP — ligações pela internet (WhatsApp, Skype). |
| SNMP | Gerenciamento de dispositivos de rede. |
Q1. A porta padrão do protocolo HTTPS é:
Q2. O CGNAT dificulta a identificação do usuário pois:
Navegador que roteia o tráfego por múltiplos nós (relays), criptografando cada camada. Cada nó conhece apenas o anterior e o próximo — nenhum nó conhece origem e destino ao mesmo tempo.
Sites da Dark Web usam o domínio .onion (não acessível por navegador comum).
Q3. A Deep Web é:
Q4. O navegador Tor oferece anonimato por meio de:
| Malware | Como age | Propagação |
|---|---|---|
| Vírus | Infecta arquivos e se replica quando executados | Precisa de ação do usuário |
| Worm | Se replica sozinho pela rede | Automática — explora vulnerabilidades |
| Trojan (Cavalo de Troia) | Parece legítimo; cria backdoor | Download de software falso |
| Ransomware | Criptografa arquivos; pede resgate em criptomoeda | Phishing, anexos, exploits |
| Spyware | Monitora e envia dados da vítima | Downloads, software bundled |
| Adware | Exibe propagandas indesejadas | Software gratuito com anúncios |
| Rootkit | Esconde-se no sistema; dá acesso root ao atacante | Exploits, Trojans |
| Keylogger | Registra teclas digitadas (senhas, mensagens) | Spyware, hardware físico |
| Botnet | Rede de zumbis controlados remotamente | Worms, Trojans |
| Exploit | Código que explora vulnerabilidade específica | Ataques direcionados |
Q5. Um malware que criptografa os arquivos da vítima e exige pagamento para descriptografá-los é um:
Q6. A autenticação multifator aumenta a segurança porque:
O território é dividido em células hexagonais. Cada célula tem uma ERB (Estação Rádio Base) — a "torre de celular" — que gerencia a comunicação dos dispositivos móveis na sua área.
Quando você se move, seu celular faz o handover (handoff) — transferência automática de uma ERB para outra, sem interrupção.
| Geração | Característica | Tecnologia |
|---|---|---|
| 1G | Voz analógica | AMPS |
| 2G | Voz digital + SMS | GSM, CDMA |
| 3G | Internet básica | UMTS, HSPA |
| 4G/LTE | Internet rápida, vídeo streaming | LTE-Advanced |
| 5G | Ultra-rápido, IoT, baixíssima latência | NR (New Radio) |
Q7. O número que identifica unicamente o aparelho celular, independentemente do chip, é o:
Q8. A localização aproximada de um suspeito pode ser determinada verificando-se:
Função matemática que transforma qualquer dado em uma sequência de tamanho fixo (impressão digital digital). Propriedades:
| Algoritmo | Tamanho do hash | Status |
|---|---|---|
| MD5 | 128 bits (32 hex) | Obsoleto (colisões conhecidas), ainda usado em forense |
| SHA-1 | 160 bits (40 hex) | Obsoleto para segurança |
| SHA-256 | 256 bits (64 hex) | Amplamente usado, seguro |
| SHA-3 | Variável | Mais recente, muito seguro |
"Dados sobre os dados" — não são o conteúdo, mas informações sobre ele.
| Arquivo | Metadados típicos |
|---|---|
| Fotografia (EXIF) | Data/hora, localização GPS, modelo da câmera, configurações (ISO, abertura) |
| Documento Word/PDF | Autor, data de criação, data de modificação, software usado, histórico de edições |
| IP de origem, servidores por onde passou (cabeçalho), data/hora, cliente de e-mail | |
| Vídeo | Duração, codec, resolução, data de criação, dispositivo |
Simétrica: mesma chave para criptografar e descriptografar. Rápida, mas o desafio é compartilhar a chave com segurança. Algoritmos: AES, DES, 3DES.
Assimétrica (chave pública): par de chaves — pública (todos podem saber) e privada (só o dono). O que uma criptografa, só a outra descriptografa. Algoritmos: RSA, ECC.
End-to-End Encryption (E2EE): as chaves ficam nos dispositivos dos usuários — o servidor intermediário não tem acesso. Usado no WhatsApp (Protocolo Signal), Signal, iMessage.
Implicação investigativa: provedores como WhatsApp não conseguem fornecer o conteúdo das mensagens, apenas metadados (quem falou com quem, quando, frequência).
Conjunto de procedimentos que documenta cada passo do manuseio da evidência digital:
Q9. Na forense digital, o código hash é utilizado para:
Q10. Os metadados EXIF de uma fotografia podem revelar:
Bitcoin (BTC): criado em 2009. Moeda descentralizada — sem banco central, sem intermediários.
Blockchain: livro-razão distribuído e imutável. Cada bloco contém transações + hash do bloco anterior. Para alterar um bloco seria necessário recalcular todos os seguintes — computacionalmente inviável.
| Crime | Lei/Art. | Pena |
|---|---|---|
| Invasão de dispositivo informático | Art. 154-A CP (Lei 12.737/2012) | 1 a 4 anos + multa. Com divulgação: até 5 anos. |
| Interrupção de serviço informático | Art. 266 §1° CP | 1 a 5 anos |
| Falsidade informática | Art. 313-A CP | 3 a 12 anos (funcionário público) |
| Estelionato digital | Art. 171 CP | 1 a 5 anos |
Q11. Pelo Marco Civil da Internet, o prazo que os provedores de APLICAÇÃO devem manter os registros de acesso é de:
Q12. A técnica de "tumbling" de criptomoedas é utilizada para:
Q13. Um deepfake é:
| Modelo de serviço | O que oferece | Exemplo |
|---|---|---|
| IaaS (Infrastructure as a Service) | Infraestrutura de TI — servidores, armazenamento, rede | AWS EC2, Google Compute, Azure |
| PaaS (Platform as a Service) | Plataforma para desenvolver/implantar apps | Google App Engine, Heroku |
| SaaS (Software as a Service) | Software pronto via internet | Gmail, Office 365, Salesforce |
| Tipo de nuvem | Descrição |
|---|---|
| Pública | Infraestrutura compartilhada — gerida pelo provedor, acesso por internet |
| Privada | Exclusiva de uma organização — maior controle e segurança |
| Híbrida | Combinação de pública + privada |
| Comunitária | Compartilhada entre organizações com interesses comuns |
Objetos do cotidiano conectados à internet: câmeras IP, smart TVs, geladeiras, carros conectados, wearables, fechaduras inteligentes.
| Golpe | Como funciona | Enquadramento penal |
|---|---|---|
| Phishing | E-mail/site falso imita banco ou empresa para roubar dados | Estelionato (art. 171 CP) / Invasão de dispositivo |
| Golpe do WhatsApp | Criminoso clona número e pede dinheiro aos contatos | Estelionato + falsa identidade (art. 307) |
| Golpe do Pix | Transferência sob pressão/coação ou site falso de banco | Estelionato / Extorsão |
| Sextorsão | Criminoso obtém foto/vídeo íntimo e extorque a vítima | Extorsão (art. 158) + Exposição de nudez (Marco Civil) |
| Golpe do amor/romance scam | Cria relacionamento falso online para obter dinheiro | Estelionato |
| Ransomware corporativo | Criptografa dados de empresa, exige resgate em cripto | Extorsão + Dano / Interrupção de serviço (art. 266) |
| Fake news com crime | Desinformação para manipulação eleitoral/institucional | Lei 14.197/2021 (crimes contra o Estado Democrático) |
Q14. No modelo de computação em nuvem, o Gmail é um exemplo de:
Q15. A LGPD prevê exceção ao tratamento de dados pessoais para fins de segurança pública e investigação criminal. Isso significa que:
Q16. A técnica de OSINT (Open Source Intelligence) na investigação digital consiste em:
Q17. A Lei 12.737/2012 (Lei Carolina Dieckmann) tipificou como crime:
Q18. Em um golpe de sextorsão, o criminoso que ameaça divulgar imagens íntimas para obter dinheiro comete o crime de:
Q19. Dispositivos IoT (Internet das Coisas) são frequentemente vulneráveis porque:
Q20. Para obter dados de conteúdo de mensagens privadas armazenadas em servidor de empresa estrangeira, a polícia brasileira pode precisar de:
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | C | Porta HTTPS = 443 |
| Q2 | B | CGNAT — compartilhamento de IP |
| Q3 | B | Deep Web — conteúdos privados legítimos |
| Q4 | B | Tor — roteamento em cebola |
| Q5 | C | Ransomware |
| Q6 | B | MFA — múltiplos fatores |
| Q7 | C | IMEI = aparelho |
| Q8 | B | ERB = localização |
| Q9 | B | Hash = integridade da prova |
| Q10 | C | EXIF = metadados da foto |
| Q11 | B | Marco Civil — aplicação = 6 meses |
| Q12 | C | Tumbling = dificultar rastreamento |
| Q13 | B | Deepfake = IA sintética |
| Q14 | C | Gmail = SaaS |
| Q15 | B | LGPD — finalidade legal na segurança pública |
| Q16 | C | OSINT = fontes abertas, sem ordem judicial |
| Q17 | B | Lei 12.737 = invasão de dispositivo |
| Q18 | C | Sextorsão = extorsão |
| Q19 | C | IoT = senhas padrão fracas, firmware desatualizado |
| Q20 | B | Dados no exterior = MLAT / cooperação internacional |
Proposição é uma frase declarativa que pode ser verdadeira (V) ou falsa (F). Não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo.
Exemplos: "Santa Catarina é um estado brasileiro." (V) | "2 + 2 = 5" (F)
Não são proposições: perguntas ("Que horas são?"), ordens ("Feche a porta!"), exclamações ("Que beleza!").
| p | q | ¬p (NÃO) | p∧q (E) | p∨q (OU incl.) | p→q (SE...ENTÃO) | p↔q (SE E SÓ SE) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| V | V | F | V | V | V | V |
| V | F | F | F | V | F | F |
| F | V | V | F | V | V | F |
| F | F | V | F | F | V | V |
Em português:
| Forma | Expressão | Equivalente a p→q? |
|---|---|---|
| Direta | Se p, então q. | SIM (é ela mesma) |
| Contrapositiva | Se não q, então não p. (¬q→¬p) | SIM — equivalente |
| Recíproca | Se q, então p. (q→p) | NÃO — não equivalente |
| Inversa | Se não p, então não q. (¬p→¬q) | NÃO — não equivalente |
"Não é verdade que se estuda então passa." = "Estuda E não passa."
| Proposição original | Negação |
|---|---|
| Todo A é B. (∀) | Algum A não é B. (∃) |
| Algum A é B. (∃) | Nenhum A é B. (∀ negado) |
| Nenhum A é B. | Algum A é B. |
| Existe pelo menos um A que é B. | Nenhum A é B. |
Q1. A proposição "p → q" é falsa apenas quando:
Q2. A negação de "Todos os suspeitos foram identificados" é:
Q3. A contrapositiva de "Se chove, então o piso fica molhado" é:
Q4. Dado que p=V e q=F, qual o valor de ¬p ∨ q?
Um argumento é formado por premissas (P1, P2...) e uma conclusão (C). É válido quando a conclusão decorre necessariamente das premissas.
Silogismo: argumento com duas premissas e uma conclusão.
| Se você sabe que... | Pode concluir que... |
|---|---|
| Todo A é B (e x é A) | x é B |
| Nenhum A é B (e x é A) | x não é B |
| Todo A é B (e x não é B) | x não é A (contrapositiva) |
| Algum A é B | Existe pelo menos um A que é B — NÃO diz que todos são |
Muito cobrado em provas com situações do tipo "quem fez o quê?". Método:
Q5. "Todo crime deixa vestígios. Este local não tem vestígios. Logo, aqui não ocorreu um crime." Esse argumento é:
Q6. "Alguns agentes são especialistas em crimes digitais. Marcos é agente." O que se pode concluir com certeza?
Exemplo: 40 policiais. 25 falam inglês. 18 falam espanhol. 10 falam os dois.
Porcentagem = fração de 100. 30% = 30/100 = 0,30.
Variação percentual: ((valor final − valor inicial) / valor inicial) × 100
Direta: ao aumentar um, o outro aumenta na mesma proporção.
Inversa: ao aumentar um, o outro diminui.
Juros simples: J = C × i × t | M = C(1 + i×t)
Juros compostos: M = C × (1+i)^n
Q7. Em uma delegacia com 50 agentes, 30 sabem dirigir moto, 20 sabem dirigir caminhão e 8 sabem os dois. Quantos não sabem dirigir nenhum dos dois?
Q8. Um item custava R$200. Teve aumento de 10% e depois desconto de 10%. Quanto custa agora?
Q9. R$5.000 aplicados por 4 meses a juros simples de 3% ao mês rendem:
Média aritmética simples: soma ÷ quantidade.
Média ponderada: cada valor tem um peso. M = (Σ valor × peso) / Σ peso.
Moda: valor que mais aparece. 2,3,3,4,5,3 → moda = 3. Pode haver mais de uma moda (bimodal) ou nenhuma.
Mediana: valor central quando os dados estão ordenados.
Desvio padrão (σ): mede a dispersão dos dados em torno da média. Alto = dados espalhados. Baixo = dados concentrados.
Sequência onde a diferença entre termos consecutivos é constante (razão r).
Sequência onde a razão entre termos consecutivos é constante (razão q).
Ângulos: reto=90°, agudo<90°, obtuso entre 90° e 180°, raso=180°, completo=360°.
Triângulos: soma interna = 180°.
Áreas:
| Figura | Fórmula |
|---|---|
| Quadrado | A = L² |
| Retângulo | A = base × altura |
| Triângulo | A = (base × altura) / 2 |
| Paralelogramo | A = base × altura |
| Trapézio | A = (B + b) × h / 2 |
| Círculo | A = π × r² (π ≈ 3,14) |
| Circunferência (perímetro) | C = 2πr |
Teorema de Pitágoras: c² = a² + b² (triângulo retângulo).
Ternas pitagóricas comuns: (3,4,5), (5,12,13), (6,8,10), (8,15,17).
Q10. As notas de um aluno foram: 4, 6, 7, 8, 10. A mediana é:
Q11. Qual é o 8° termo da PA: 3, 7, 11, 15, ...?
Q12. Um terreno retangular tem 15m de largura e 20m de comprimento. Sua área é:
Se há m maneiras de fazer a 1ª etapa e n maneiras de fazer a 2ª, o total de formas de fazer ambas é m × n.
Fatorial: n! = n × (n−1) × ... × 2 × 1. Exemplo: 5! = 120. Por definição: 0! = 1.
Arranjo (a ordem IMPORTA):
Combinação (a ordem NÃO importa):
Probabilidade sempre entre 0 (impossível) e 1 (certeza).
| Comprimento | Área | Volume |
|---|---|---|
| 1 km = 1.000 m 1 m = 100 cm 1 m = 1.000 mm 1 cm = 10 mm |
1 km² = 1.000.000 m² 1 m² = 10.000 cm² 1 ha = 10.000 m² |
1 m³ = 1.000 litros 1 litro = 1.000 ml 1 litro = 1 dm³ |
| Massa | Tempo |
|---|---|
| 1 t = 1.000 kg | 1 kg = 1.000 g | 1 g = 1.000 mg | 1 dia = 24h | 1h = 60 min | 1 min = 60 s |
Como calcular variação em gráficos: aumento % = (valor final − valor inicial) ÷ valor inicial × 100.
Q13. De 6 candidatos para uma comissão de 2 membros, quantas comissões distintas podem ser formadas?
Q14. Uma urna tem 4 bolas vermelhas e 6 azuis. Qual a probabilidade de sortear uma azul?
Q15. Um policial percorre 2,5 km = _____ metros.
Observe a diferença entre os termos. Se a diferença for constante → PA. Se a razão for constante → PG. Se nem um nem outro, tente diferenças de diferenças (segunda diferença) ou padrões alterados.
| Sequência | Padrão | Próximo termo |
|---|---|---|
| 2, 4, 8, 16, ... | PG com q=2 | 32 |
| 1, 4, 9, 16, 25, ... | Quadrados perfeitos (1², 2², 3², ...) | 36 |
| 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, ... | Fibonacci: cada termo = soma dos dois anteriores | 21 |
| 3, 6, 10, 15, 21, ... | Diferenças: +3, +4, +5, +6, ... (segunda diferença constante) | 28 |
| 2, 5, 10, 17, 26, ... | n²+1 (1+1, 4+1, 9+1, 16+1, 25+1) | 37 |
Para resolver problemas do tipo "João, Maria e Carlos têm profissões X, Y, Z — quem é quem?", use tabela de cruzamento:
| Dado | Cálculo |
|---|---|
| Carro a 60 km/h por 2h | D = 60 × 2 = 120 km |
| Distância 150 km a 50 km/h | T = 150 / 50 = 3 horas |
| 150 km em 2h | V = 150 / 2 = 75 km/h |
Quando todos os pesos são iguais → média aritmética simples. Quando os pesos diferem → média ponderada.
Q14-A. Na sequência 1, 1, 2, 3, 5, 8, ___, o próximo número é:
Q14-B. Um policial percorreu 240 km em 3 horas. Qual foi sua velocidade média?
Q14-C. Carlos, Ana e Bruno exercem as funções de delegado, escrivão e papiloscopista. Ana não é escrivã. Bruno não é delegado. Carlos é papiloscopista. Quem é o delegado?
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | C | Condicional falsa quando p=V e q=F |
| Q2 | C | Negação de "todos" = "existe pelo menos um que não" |
| Q3 | C | Contrapositiva: ¬q→¬p |
| Q4 | B | ¬V=F; F∨F=F |
| Q5 | B | Modus tollens — argumento válido |
| Q6 | C | "Alguns" não garante conclusão sobre indivíduo |
| Q7 | B | 30+20−8=42; 50−42=8 |
| Q8 | B | 200×1,10=220; 220×0,90=198 |
| Q9 | B | J=5000×0,03×4=R$600 |
| Q10 | B | Mediana do 3° elemento = 7 |
| Q11 | C | a₈=3+7×4=31 |
| Q12 | C | 15×20=300 m² |
| Q13 | B | C(6,2)=15 |
| Q14 | C | 6/10=60% |
| Q15 | C | 2,5 km = 2.500 m |
| Q14-A | C | Fibonacci: 5+8=13 |
| Q14-B | C | V = D/T = 240/3 = 80 km/h |
| Q14-C | B | Tabela de eliminação — Ana = delegada |
O Direito Penal é o ramo do direito que define crimes, estabelece penas e regula o poder do Estado de punir. Sua função é proteger os bens jurídicos mais importantes (vida, liberdade, patrimônio, honra, fé pública, administração pública).
| Princípio | Significado prático |
|---|---|
| Legalidade (art. 1° CP e art. 5°, XXXIX CF) | Não há crime sem lei anterior que o defina; não há pena sem prévia cominação legal. "nullum crimen, nulla poena sine lege." |
| Anterioridade | A lei penal só se aplica a fatos praticados após sua vigência. Lei mais benéfica retroage; mais gravosa não retroage. |
| Irretroatividade | A lei penal mais grave não pode ser aplicada a fatos do passado. Exceção: lei penal mais benéfica retroage para favorecer o réu (art. 5°, XL CF). |
| Insignificância (bagatela) | Infrações com lesão mínima não merecem punição penal. Requisitos STF: mínima ofensividade, ausência de periculosidade, reduzido grau de reprovabilidade, inexpressividade da lesão. |
| Intervenção mínima | O Direito Penal é a ultima ratio — só intervém quando outros ramos não resolvem. |
| Humanidade das penas | Proibição de penas cruéis, degradantes, de morte (exceto guerra declarada), perpétua, de trabalho forçado, de banimento e confisco (art. 5°, XLVII CF). |
| Pessoalidade/Intransmissibilidade | A pena não passa da pessoa do condenado. Obrigação de reparar danos pode passar aos herdeiros até o limite da herança. |
| Culpabilidade | Não há crime sem culpa — o agente responde conforme sua responsabilidade pessoal. |
| Proporcionalidade | A pena deve ser proporcional à gravidade do crime. |
Q1. O princípio que determina que a lei penal mais benéfica ao réu retroage é o princípio da:
Q2. Segundo o princípio da insignificância, um furto de um pacote de bolacha de R$2,00 por pessoa sem antecedentes pode ter a tipicidade afastada porque:
Teoria tripartite (adotada no Brasil): crime = fato típico + ilícito + culpável.
| Excludente | Conceito | Requisitos |
|---|---|---|
| Estado de necessidade (art. 24) | Sacrifica um bem jurídico para salvar outro de perigo atual | Perigo atual + não provocado + inevitabilidade + razoabilidade do sacrifício |
| Legítima defesa (art. 25) | Repele agressão injusta usando os meios necessários | Agressão injusta + atual ou iminente + uso moderado dos meios necessários + proteção de direito próprio ou alheio |
| Estrito cumprimento do dever legal | Age em cumprimento de obrigação imposta por lei | Dever previsto em lei + ato nos limites do dever |
| Exercício regular de direito | Exerce faculdade reconhecida pelo ordenamento | Direito previsto em lei + exercício dentro dos limites |
| Tipo | Definição | Exemplo |
|---|---|---|
| Dolo direto | O agente quer diretamente o resultado | Atirou com intenção de matar |
| Dolo eventual | O agente prevê o resultado e assume o risco | Racha em via pública — atropela e mata |
| Culpa consciente | Prevê o resultado mas confia que não vai ocorrer | Motorista em velocidade excessiva: "não vou atropelar ninguém" |
| Culpa inconsciente | Não prevê o resultado que era previsível | Motorista não vê sinal vermelho por distração |
| Imprudência | Ação arriscada sem cautela | Dirigir alcoolizado |
| Negligência | Omissão de cautela devida | Médico não verifica alergias antes da cirurgia |
| Imperícia | Falta de capacidade técnica na profissão | Perito que usa método inadequado |
Q3. Policial que, durante perseguição a criminoso, usa força necessária e proporcional para imobilizá-lo age acobertado por:
Q4. Um motorista dirige a 120 km/h em área urbana, não consegue frear e atropela um pedestre. Considerando que previu o resultado mas confiou que não ocorreria, age com:
| Fase | Descrição | É punida? |
|---|---|---|
| Cogitação | O agente pensa no crime | NÃO — pensamento é livre |
| Preparação | Atos preparatórios (comprar arma, planejar) | NÃO (regra geral). Exceções: petrechos para falsificação, associação criminosa |
| Execução | Início dos atos executórios do crime | SIM — a partir daqui é punível (tentativa) |
| Consumação | Completou todos os elementos do tipo penal | SIM — pena integral |
| Exaurimento | Consequências após a consumação | Pode agravar a pena (circunstância) |
Inicia a execução, não consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.
Pena: reduzida de 1/3 a 2/3 (quanto mais próximo da consumação, menor a redução).
Desistência voluntária: iniciou a execução e desistiu voluntariamente — ainda podia continuar mas não quis. Responde só pelos atos já praticados.
Arrependimento eficaz: completou todos os atos executórios mas impediu o resultado (ex.: deu veneno, depois deu antídoto e a vítima sobreviveu). Responde só pelos atos praticados.
Após CONSUMAR o crime (sem violência ou grave ameaça à pessoa), o agente repara o dano antes do recebimento da denúncia. A pena é reduzida de 1/3 a 2/3 (quanto mais rápida a reparação, maior a redução).
Quando por ineficácia absoluta do meio ou impropriedade absoluta do objeto, é impossível consumar o crime. Não é punido.
Q5. João iniciou a execução de um furto, mas, ao ouvir a sirene da viatura, fugiu sem levar nada. Trata-se de:
Q6. Pedro deu veneno à vítima, mas, arrependido, administrou o antídoto e ela sobreviveu. Pedro responde por:
Quando dois ou mais agentes contribuem para a prática de um crime, todos respondem pelo mesmo delito.
Comunicabilidade das circunstâncias: circunstâncias objetivas (modo de execução) comunicam-se a todos. Circunstâncias subjetivas (motivo, condição pessoal) comunicam-se só a quem elas se referem.
| Tipo | Situação | Pena |
|---|---|---|
| Concurso material (art. 69) | Duas ou mais ações → dois ou mais crimes | Penas somadas (cumuladas) |
| Concurso formal perfeito (art. 70) | Uma ação → dois ou mais crimes (sem desígnios autônomos) | Pena mais grave + exasperação de 1/6 a 1/2 |
| Concurso formal imperfeito (art. 70) | Uma ação → dois ou mais crimes (com desígnios autônomos) | Penas somadas (como material) |
| Crime continuado (art. 71) | Vários crimes da mesma espécie em circunstâncias semelhantes | Pena de um crime + exasperação de 1/6 a 2/3 |
Prescrição: perda do direito de punir pelo decurso do tempo. Pode ser da pretensão punitiva (antes da condenação) ou executória (depois da condenação).
Q7. Um motorista, em única ação, atropela dois pedestres causando a morte de ambos, sem intenção de matar nenhum. Trata-se de:
Q8. Causa de extinção da punibilidade que decorre do decurso do tempo sem que o Estado exercesse seu direito de punir:
| Crime | Artigo | Definição | Pena base |
|---|---|---|---|
| Homicídio simples | 121 | Matar alguém | 6 a 20 anos |
| Homicídio qualificado | 121 §2° | Motivo torpe, fútil, meio cruel, emboscada, feminicídio, etc. | 12 a 30 anos (hediondo) |
| Homicídio culposo | 121 §3° | Sem intenção, por imprudência/negligência/imperícia | 1 a 3 anos |
| Lesão corporal | 129 | Ofender integridade física ou saúde de outrem | 3 meses a 1 ano (leve) |
| Ameaça | 147 | Ameaçar causar mal injusto e grave | 1 a 6 meses ou multa |
| Sequestro/Cárcere privado | 148 | Privar alguém de liberdade sem justa causa | 1 a 3 anos |
| Calúnia | 138 | Imputar falsamente fato criminoso | 6 meses a 2 anos + multa |
| Difamação | 139 | Imputar fato ofensivo à reputação (não criminoso) | 3 meses a 1 ano + multa |
| Injúria | 140 | Ofender dignidade ou decoro (qualidade pessoal) | 1 a 6 meses ou multa |
| Crime | Art. | Definição | Pena |
|---|---|---|---|
| Furto simples | 155 | Subtrair coisa alheia móvel SEM violência/ameaça | 1 a 4 anos + multa |
| Furto qualificado | 155 §4° | Furto com destruição de obstáculo, abuso de confiança, fraude, escalada, destreza, chave falsa, concurso de pessoas | 2 a 8 anos + multa |
| Roubo simples | 157 | Subtração COM violência ou grave ameaça | 4 a 10 anos + multa |
| Latrocínio | 157 §3° | Roubo seguido de morte (ou lesão grave) | 20 a 30 anos (hediondo) |
| Extorsão | 158 | Constranger a fazer algo contra a vontade para obter vantagem | 4 a 10 anos + multa |
| Extorsão mediante sequestro | 159 | Sequestra para obter resgate | 8 a 15 anos (hediondo) |
| Estelionato | 171 | Obter vantagem ilícita em prejuízo alheio por fraude ou engano | 1 a 5 anos + multa |
| Receptação | 180 | Adquirir produto de crime sabendo ser produto | 1 a 4 anos + multa |
| Crime | Art. | Definição | Pena |
|---|---|---|---|
| Estupro | 213 | Constranger a ato libidinoso com violência/grave ameaça | 6 a 10 anos (hediondo) |
| Estupro de vulnerável | 217-A | Ato libidinoso com menor de 14 anos ou vulnerável (presume-se violência) | 8 a 15 anos (hediondo) |
| Importunação sexual | 215-A | Praticar ato libidinoso sem consentimento em ambiente público | 1 a 5 anos |
| Crime | Art. | Definição |
|---|---|---|
| Moeda falsa | 289 | Falsificar moeda corrente |
| Falsidade de documento público | 297 | Falsificar documento público |
| Falsidade de documento privado | 298 | Falsificar documento particular |
| Uso de documento falso | 304 | Fazer uso de documento falso |
| Falsa identidade | 307 | Atribuir-se identidade falsa para obter vantagem ou causar dano |
| Crime | Art. | Definição |
|---|---|---|
| Peculato próprio | 312 | Funcionário público que se apropria de bem público que tinha posse em razão do cargo |
| Peculato culposo | 312 §2° | Funcionário concorre culposamente para que terceiro se aproprie |
| Concussão | 316 | Exigir (para si ou terceiro) vantagem indevida em razão da função — sem oferta do particular |
| Corrupção passiva | 317 | Solicitar ou receber vantagem indevida, ou aceitar promessa |
| Corrupção ativa | 333 | Particular que oferece ou promete vantagem a funcionário público |
| Prevaricação | 319 | Retardar ou omitir ato de ofício para satisfazer interesse pessoal |
| Resistência | 329 | Opor-se à execução de ato legal usando violência ou ameaça |
| Desobediência | 330 | Não cumprir ordem legal de funcionário público |
| Desacato | 331 | Ofender funcionário público no exercício da função ou em razão dela |
Q9. Um agente, usando ameaça, exige que a vítima lhe entregue dinheiro. Trata-se de:
Q10. Funcionário público que solicita propina para despachar requerimento comete o crime de:
| Aspecto | Regra |
|---|---|
| Anistia, graça, indulto | Insuscetíveis — vedados constitucionalmente (art. 5°, XLIII CF) |
| Fiança | Insuscetível de fiança |
| Prisão temporária | 30 dias + 30 dias (regra geral: 5 + 5) |
| Regime inicial | Não necessariamente fechado — STF (HC 111.840): deve ser analisado no caso concreto |
| Livramento condicional | Mínimo 2/3 da pena (não reincidente) ou 3/5 (reincidente em hediondo) |
| Progressão de regime | 2/5 da pena (primário) ou 3/5 (reincidente específico) |
Criada para proteger a mulher vítima de violência doméstica e familiar. Define, estabelece medidas protetivas e cria mecanismos de prevenção.
Tipos de violência (art. 7°):
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Aplicação | Violência no âmbito doméstico, familiar ou de relação íntima de afeto — independe de orientação sexual |
| Ação penal | Lesão corporal: pública incondicionada (não precisa de representação da vítima) |
| Medidas protetivas de urgência | Afastamento do agressor, proibição de aproximação/contato, suspensão de porte de arma, alimentos provisórios — deferidas pelo juiz em 48h |
| Descumprimento de medida protetiva | Crime (art. 24-A): detenção de 3 meses a 2 anos; pode haver prisão preventiva |
| Vedações | Não cabe pena de multa isolada ou cesta básica; não cabe suspensão condicional do processo |
| Prisão preventiva | Pode ser decretada para garantia da execução das medidas protetivas de urgência |
Q9-A (complementar). De acordo com a Lei 8.072/1990, os crimes hediondos são insuscetíveis de:
Q9-B (complementar). Segundo a Lei Maria da Penha, o crime de lesão corporal praticado em contexto de violência doméstica é de ação penal:
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | C | Retroatividade da lei mais benéfica |
| Q2 | B | Princípio da insignificância |
| Q3 | B | Estrito cumprimento do dever legal |
| Q4 | C | Culpa consciente |
| Q5 | C | Tentativa (circunstância alheia) |
| Q6 | B | Arrependimento eficaz |
| Q7 | B | Concurso formal perfeito |
| Q8 | C | Prescrição |
| Q9 | C | Extorsão |
| Q10 | B | Corrupção passiva |
| Princípio | Conceito |
|---|---|
| Presunção de inocência | Ninguém é culpado até sentença condenatória transitada em julgado (art. 5°, LVII CF) |
| Contraditório | Toda prova ou alegação deve ser comunicada à outra parte, que tem direito de responder |
| Ampla defesa | O réu tem direito a todos os meios de defesa possíveis (técnica + autodefesa) |
| Devido processo legal | Ninguém será privado de liberdade ou bens sem o processo estabelecido em lei |
| Verdade real | Busca-se o que realmente aconteceu, não apenas o formalmente provado |
| In dubio pro reo | Na dúvida sobre a culpa, decide-se em favor do acusado |
| Ne bis in idem | Ninguém pode ser processado duas vezes pelo mesmo fato |
| Publicidade | Processos são públicos (exceto segredo de justiça) |
| Nemo tenetur se detegere | Ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo (direito ao silêncio) |
| Juiz natural | Ninguém pode ser julgado por tribunal de exceção criado após o fato |
Q1. O princípio que garante que o réu não é obrigado a confessar ou produzir provas contra si é chamado de:
Q2. No sistema acusatório adotado pelo Brasil, a função de investigação criminal cabe:
O inquérito policial (IP) é um procedimento administrativo de natureza inquisitória, conduzido pelo delegado de polícia para apurar autoria e materialidade de infração penal.
| Característica | Explicação |
|---|---|
| Escrito | Todas as peças são documentadas no papel/sistema |
| Sigiloso | Pode ser sigiloso para não prejudicar investigação (art. 20 CPP) |
| Inquisitório | Não há contraditório amplo — investigado não tem direito à ampla defesa nesta fase |
| Dispensável | O MP pode oferecer denúncia sem IP se tiver provas suficientes |
| Indisponível | Uma vez instaurado, só o juiz pode arquivá-lo (a pedido do MP) |
| Discricionário | O delegado decide como conduzir a investigação |
| Oficial | Conduzido por autoridade pública (delegado) |
| Situação | Polícia Civil (estadual) | Polícia Federal |
|---|---|---|
| Réu PRESO | 10 dias (improrrogável) | 15 dias (prorrogável por mais 15) |
| Réu SOLTO | 30 dias (prorrogável) | 30 dias (prorrogável) |
Q3. O prazo para conclusão do inquérito policial estadual quando o investigado está PRESO é:
Q4. Segundo a Lei 12.830/2013, o indiciamento é ato privativo:
| Tipo | Quem promove | Quando | Exemplos |
|---|---|---|---|
| Pública incondicionada | Ministério Público | Independe de autorização da vítima | Homicídio, roubo, tráfico |
| Pública condicionada à representação | MP — mas vítima precisa "representar" (pedir) | Após representação da vítima | Lesão leve, ameaça, estelionato (regra geral) |
| Pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça | MP | Após requisição | Crimes cometidos por estrangeiro contra brasileiro no exterior |
| Privada | Vítima (por advogado) | No prazo de 6 meses após saber o autor | Calúnia, difamação, injúria (regra) |
Perícia (arts. 158-184 CPP): exame técnico realizado por perito oficial ou ad hoc. O exame de corpo de delito é obrigatório para crimes que deixam vestígios — a confissão não o substitui.
Interrogatório (arts. 185-196 CPP): o acusado tem direito ao silêncio, à presença de advogado e a ser interrogado antes do julgamento. Silêncio não pode ser interpretado como confissão.
Reconhecimento de pessoas (art. 226 CPP): procedimento formal — a testemunha descreve primeiro, depois visualiza o suspeito entre outras pessoas. Deve ser documentado em auto.
Busca e apreensão (arts. 240-250 CPP):
Conjunto de procedimentos para preservar a integridade da prova. Fases: reconhecimento → isolamento → fixação → coleta → acondicionamento → transporte → recebimento → processamento → armazenamento → descarte.
Q5. Em crime de lesão corporal leve, o Ministério Público só pode oferecer denúncia se a vítima:
Q6. A interceptação telefônica, sem autorização judicial, configura prova:
Captura no ato ou logo após a prática do crime.
| Espécie | Quando |
|---|---|
| Flagrante próprio (art. 302, I e II) | Está cometendo ou acaba de cometer o crime |
| Flagrante impróprio/quase flagrante (art. 302, III) | Perseguido logo após pela autoridade, vítima ou qualquer pessoa |
| Flagrante presumido/ficto (art. 302, IV) | Encontrado logo depois com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser o autor |
| Flagrante preparado/provocado | Armado pelo próprio policial — INVÁLIDO (Súmula 145 STF) |
| Flagrante esperado | Policial aguarda o crime para prender no ato — VÁLIDO |
Após a prisão em flagrante: em 24h o preso deve ser apresentado ao juiz, que pode: relaxar a prisão (ilegal), conceder liberdade provisória com ou sem fiança, converter em preventiva.
Decretada em qualquer fase — inquérito ou processo. Sem prazo fixo (deve ser revista periodicamente).
Pressupostos: prova da existência do crime (materialidade) + indício suficiente de autoria.
Fundamentos (pelo menos um):
O juiz pode aplicar, em vez de prender: comparecimento periódico em juízo; proibição de acesso a determinados lugares; proibição de contato com determinadas pessoas; proibição de se ausentar do país; recolhimento domiciliar no período noturno; suspensão de função pública; internação provisória; fiança; monitoramento eletrônico (tornozeleira).
Valor depositado para garantir que o preso em flagrante aguarde em liberdade.
Somente é lícito usar algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia. O emprego fora dessas hipóteses configura abuso de autoridade (Lei 13.869/2019).
Q7. O prazo máximo da prisão temporária em crime hediondo é de:
Q8. A busca domiciliar SEM mandado judicial é admitida em caso de:
4 (quatro) ou mais pessoas, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 anos ou sejam de caráter transnacional.
Pena: reclusão de 3 a 8 anos + multa, para quem participar da organização.
Agravante: pena aumenta para líder, fundador, cooptador de novos membros, ou envolvimento de servidor público.
| Meio | O que é | Autorização |
|---|---|---|
| Colaboração premiada | Acordo do investigado/réu com o MP: fornece informações em troca de benefícios penais | Homologada pelo juiz |
| Captação ambiental | Gravação de conversas em ambientes físicos sem conhecimento dos participantes | Judicial |
| Ação controlada | Retardamento da prisão em flagrante para identificar mais integrantes e ampliar a eficiência | Comunicação ao juiz (ou consentimento judicial) |
| Acesso a registros bancários e fiscais | Quebra de sigilo bancário e fiscal | Judicial |
| Agente infiltrado | Policial que se infiltra na organização usando identidade falsa | Judicial (prazo: 6 meses, renovável) |
| Agente infiltrado virtual | Policial que cria perfis falsos online para investigar crimes digitais em organizações | Judicial — inserido pelo Pacote Anticrime (Lei 13.964/2019) |
A colaboração (delação premiada) permite ao investigado firmar acordo com o Ministério Público para:
Benefícios possíveis: perdão judicial, redução de 2/3 da pena, substituição por restritiva de direitos, regime aberto, não persecução penal.
Além da Lei 9.296/96 (interceptação telefônica), na investigação de organizações criminosas também se admite:
Q7-A (complementar). Segundo a Lei 12.850/2013, para configurar organização criminosa é necessário, dentre outros requisitos, no mínimo:
Q7-B (complementar). A ação controlada consiste em:
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | C | Nemo tenetur — direito ao silêncio |
| Q2 | C | Sistema acusatório — polícia investiga |
| Q3 | B | IP preso = 10 dias |
| Q4 | C | Indiciamento = ato do delegado |
| Q5 | B | Ação pública condicionada = representação |
| Q6 | B | Interceptação sem judicial = prova ilícita |
| Q7 | C | Temporária hediondo = 30+30 |
| Q8 | C | Busca domiciliar sem mandado = flagrante |
A Constituição é a lei fundamental e suprema do Estado — a "lei mãe". Todas as demais leis devem obedecê-la. Quando uma lei contraria a Constituição, ela é inconstitucional e pode ser declarada nula.
| Critério | CF/88 é... | Por quê |
|---|---|---|
| Origem | Promulgada (democrática) | Elaborada por Assembleia Constituinte eleita pelo povo |
| Forma | Escrita (codificada) | Texto único e sistematizado |
| Extensão | Analítica (prolixa) | Trata de muitos temas — não só organização do Estado |
| Rigidez | Rígida (super-rígida em partes) | Emenda exige 3/5 em dois turnos em cada Casa. Cláusulas pétreas são imutáveis. |
| Ideologia | Eclética | Combina valores liberais, sociais e democráticos |
Não podem ser abolidas nem por Emenda Constitucional: forma federativa de Estado; voto direto, secreto, universal e periódico; separação dos poderes; direitos e garantias individuais.
Q1. A Constituição de 1988 é classificada como "rígida" pois:
Independência nacional; prevalência dos direitos humanos; autodeterminação dos povos; não-intervenção; igualdade entre os Estados; defesa da paz; solução pacífica de conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; cooperação entre povos; concessão de asilo político; integração da América Latina.
Q2. "Dignidade da pessoa humana" é um dos FUNDAMENTOS da República, previsto no art.:
Q3. "Erradicar a pobreza e a marginalização" é um dos OBJETIVOS fundamentais, enquanto "soberania" é um FUNDAMENTO. Essa afirmativa é:
| Inciso | Direito |
|---|---|
| caput | Vida, liberdade, igualdade, segurança, propriedade |
| I | Igualdade entre homens e mulheres |
| III | Proibição de tortura e tratamento desumano |
| IV | Liberdade de manifestação do pensamento |
| VI | Liberdade de consciência e crença |
| X | Inviolabilidade da intimidade, vida privada, honra e imagem |
| XI | Inviolabilidade do domicílio |
| XII | Sigilo de correspondência, comunicações telegráficas, dados e telefônicas |
| XIII | Liberdade de exercício profissional |
| XV | Liberdade de locomoção |
| XXXIV | Direito de petição e obtenção de certidões |
| XXXV | Inafastabilidade do controle jurisdicional (acesso à Justiça) |
| XXXVII | Proibição de tribunal de exceção |
| XXXVIII | Tribunal do Júri (crimes dolosos contra a vida) |
| XXXIX | Princípio da legalidade penal (nullum crimen) |
| XL | Lei penal mais benéfica retroage |
| XLIII | Crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça: tortura, tráfico, terrorismo, hediondos |
| XLIV | Imprescritibilidade: racismo e ação de grupos armados contra Estado Democrático |
| XLVI | Individualização da pena |
| XLVII | Penas proibidas: morte (exceto guerra), perpétua, trabalho forçado, banimento, cruéis |
| LIV | Devido processo legal |
| LV | Contraditório e ampla defesa |
| LVI | Inadmissibilidade de provas ilícitas |
| LVII | Presunção de inocência |
| LXIII | Direito ao silêncio e à assistência de advogado ao preso |
| LXVI | Ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir liberdade provisória |
| Remédio | Art. CF | Protege | Legitimidade |
|---|---|---|---|
| Habeas Corpus | 5°, LXVIII | Liberdade de locomoção ameaçada ou violada | Qualquer pessoa (sem advogado) |
| Habeas Data | 5°, LXXII | Acesso/retificação de dados pessoais em registros públicos | Pessoa física ou jurídica — sobre seus próprios dados |
| Mandado de Segurança | 5°, LXIX | Direito líquido e certo não amparado por HC ou HD, violado por autoridade pública | Pessoa física ou jurídica (com advogado) |
| Mandado de Seg. Coletivo | 5°, LXX | Mesmo que MS, mas em prol de coletividade | Partido político com representação no CN, organização sindical, entidade de classe, associação |
| Mandado de Injunção | 5°, LXXI | Falta de norma regulamentadora que inviabilize exercício de direito | Qualquer pessoa prejudicada |
| Ação Popular | 5°, LXXIII | Anulação de ato lesivo ao patrimônio público, moralidade, meio ambiente, patrimônio histórico | Cidadão brasileiro (eleitor) |
Q4. Um cidadão quer corrigir informações incorretas sobre si em cadastro de órgão público. O remédio constitucional adequado é:
Q5. Crimes de TORTURA são, nos termos da CF:
O poder é uno, mas exercido por três funções independentes e harmônicas: Legislativo (fazer leis), Executivo (administrar), Judiciário (julgar).
Sistema de freios e contrapesos (checks and balances): cada poder controla os outros. Ex.: o Executivo veta leis; o Legislativo derruba o veto; o Judiciário declara leis inconstitucionais.
| Poder | Federal | Estadual | Municipal |
|---|---|---|---|
| Legislativo | Congresso Nacional (Câmara + Senado) | Assembleia Legislativa | Câmara Municipal |
| Executivo | Presidente da República | Governador | Prefeito |
| Judiciário | STF, STJ, TST, TSE, STM, TRFs | TJ (Tribunal de Justiça) | — |
| Órgão | Atuação principal |
|---|---|
| Polícia Federal | Crimes contra a União, tráfico internacional, imigração. Polícia judiciária da União. |
| Polícia Rodoviária Federal | Patrulha ostensiva das rodovias federais |
| Polícia Ferroviária Federal | Patrulha de ferrovias federais |
| Polícias Civis | Polícia judiciária dos estados. Apura crimes comuns (exceto militares). Dirigida por delegados de carreira. |
| Polícias Militares | Policiamento ostensivo e preservação da ordem pública nos estados |
| Corpos de Bombeiros Militares | Defesa civil, incêndios, salvamentos |
| Polícias Penais (EC 104/2019) | Segurança dos estabelecimentos penais |
| Guardas Municipais | Proteção de bens, serviços e instalações do município |
| Medida | Art. | Prazo | Aprovação CN |
|---|---|---|---|
| Estado de Defesa | 136 | 30 dias + 30 (máx. 60 dias) | Posterior (maioria absoluta) |
| Estado de Sítio — comoção grave | 137, I | 30 dias + renovações | Prévia (maioria absoluta) |
| Estado de Sítio — guerra/resposta a agressão estrangeira | 137, II | Duração da guerra | Prévia (maioria absoluta) |
Q6. A Polícia Civil tem função de polícia judiciária dos estados. Essa função é prevista no art.:
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | B | Rigidez constitucional |
| Q2 | B | Dignidade = fundamento art. 1° |
| Q3 | B | Objetivos vs. fundamentos |
| Q4 | C | Habeas Data = dados pessoais |
| Q5 | B | Tortura = inafiançável, insuscetível de graça (não imprescritível) |
| Q6 | B | Polícia Civil = art. 144 CF |
O art. 37 da CF estabelece os princípios da administração pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade, Eficiência.
| Princípio | Significado para o servidor |
|---|---|
| Legalidade | Só faço o que a lei permite (diferente do particular: pode tudo que a lei não proíbe) |
| Impessoalidade | Atendo a todos igualmente. O ato é do órgão, não da minha pessoa. Proíbe favoritismo e perseguição. |
| Moralidade | Devo agir com ética, honestidade, boa-fé. Não basta ser legal — precisa ser moral. |
| Publicidade | Os atos públicos devem ser divulgados. Transparência é regra; sigilo é exceção. |
| Eficiência | Usar bem os recursos públicos para obter melhores resultados. Qualidade + agilidade. |
Outros princípios importantes: supremacia do interesse público (o interesse coletivo prevalece sobre o particular), autotutela (a própria Administração pode anular seus atos ilegais ou revogar os inconvenientes), proporcionalidade, razoabilidade, motivação, continuidade dos serviços públicos.
Q1. Um delegado aproveita seu cargo para nomear um familiar sem concurso para um cargo público. Viola o princípio da:
São os órgãos que compõem diretamente o Estado — não têm personalidade jurídica própria. Ex.: Ministérios, Secretarias, Delegacias (órgão), Polícia Civil.
| Entidade | Personalidade | Capital | Forma jurídica | Exemplos |
|---|---|---|---|---|
| Autarquia | Pública | 100% público | Pública (criada por lei) | INSS, BACEN, INMETRO |
| Fundação Pública | Pública ou Privada | Público | Criada/autorizada por lei | IBGE, FUNAI |
| Empresa Pública | Privada | 100% público | Qualquer forma societária | Correios, CEF, BNDES |
| Soc. de Econ. Mista | Privada | Público + privado (Estado controla) | Somente S/A | Petrobras, Banco do Brasil |
Q2. O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) é uma:
| Poder | Descrição |
|---|---|
| Vinculado | A lei determina exatamente o que fazer. Sem margem de escolha. Ex.: conceder aposentadoria ao preencher requisitos. |
| Discricionário | A lei dá margem de escolha (conveniência e oportunidade). Ex.: autorizar ou não evento. O judiciário não controla o mérito, só a legalidade. |
| Hierárquico | Organizar, fiscalizar, dar ordens. Inclui avocar (trazer para si) e delegar atribuições. |
| Disciplinar | Punir infrações funcionais de servidores e particulares vinculados à Administração. |
| Regulamentar | Editar regulamentos para detalhar aplicação de leis (decretos do Executivo). |
| De Polícia | Limitar direitos individuais em prol do coletivo. Atributos: discricionariedade, autoexecutoriedade, coercibilidade. |
Elementos (COFIM): Competência (quem pode praticar), Objeto (o que determina), Forma (como deve ser feito), Interesse público / finalidade, Motivo (razão de fato e direito).
Atributos: presunção de legitimidade (vale até ser anulado), imperatividade (impõe sem precisar de concordância), autoexecutoriedade (executa sem precisar do judiciário — nem todos os atos têm).
Extinção dos atos: anulação (por ilegalidade — efeito ex tunc, retroativo) e revogação (por conveniência/oportunidade — efeito ex nunc, não retroativo).
Q3. A Administração anula seus próprios atos ilegais com base no princípio da:
| Tipo | Art. | Elemento subjetivo | Sanção principal |
|---|---|---|---|
| Enriquecimento ilícito | 9° | Dolo (intencional) | Suspensão de direitos políticos 14 a 17 anos, perda de bens, multa |
| Dano ao erário | 10 | Dolo (após Lei 14.230/2021 — era culpa+dolo) | Suspensão 12 a 14 anos, multa, ressarcimento |
| Violação de princípios | 11 | Dolo | Suspensão 4 a 8 anos, multa |
Q4. Após a Lei 14.230/2021, os atos de improbidade administrativa exigem como elemento subjetivo:
Q5. O prazo padrão para resposta a pedido de acesso à informação é de:
Q6. Na LGPD, dados sobre raça, religião, saúde e biometria são classificados como dados:
Praticado pelo agente público (policial, delegado, promotor, juiz, etc.) que age com a finalidade específica de prejudicar outrem, beneficiar a si mesmo ou terceiro, ou por mero capricho ou satisfação pessoal — com dolo específico.
| Conduta | Art. | Pena |
|---|---|---|
| Decretar ou executar medida privativa de liberdade em manifesta desconformidade com a lei | 9° | 1 a 4 anos + multa |
| Deixar de comunicar prisão em flagrante ao juiz em 24h | 12 | 6 meses a 2 anos + multa |
| Usar algemas fora das hipóteses legais (SV 11) | 10 | 1 a 4 anos + multa |
| Submeter preso a situação vexatória ou constrangedora na captura | 13 | 1 a 4 anos + multa |
| Divulgar gravação sem autorização ou fora do contexto (de interrogatório, por ex.) | 20 | 1 a 4 anos + multa |
| Impedir comunicação do preso com advogado, família ou MP | 14 | 1 a 4 anos + multa |
| Investigar ou iniciar processo sem justa causa (evidente ao agente) | 27 | 6 meses a 2 anos + multa |
Q4-A (complementar). Para configurar crime de abuso de autoridade (Lei 13.869/2019), é necessário que o agente atue com:
Q4-B (complementar). O policial que usa algemas em preso já algemado, imobilizado e sem oferecer resistência, com o objetivo de humilhá-lo publicamente, comete:
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | B | Impessoalidade + moralidade |
| Q2 | C | INSS = autarquia |
| Q3 | B | Autotutela |
| Q4 | C | Improbidade = só dolo (após 14.230/2021) |
| Q5 | C | LAI = 20+10 dias |
| Q6 | C | Dados sensíveis = LGPD |
| Princípio | Significado simples |
|---|---|
| Entidade | Finanças da empresa separadas das do dono |
| Continuidade | Pressupõe que a empresa vai continuar existindo |
| Oportunidade | Registra no momento em que ocorre o fato |
| Registro pelo valor original | Bens registrados pelo preço de aquisição |
| Competência | Receitas/despesas reconhecidas quando ocorrem, não quando recebe/paga dinheiro |
| Prudência | Na dúvida: menor receita / maior despesa |
ATIVO = PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
| ATIVO | PASSIVO + PL | ||
|---|---|---|---|
| Circulante | Caixa, contas a receber, estoques (até 1 ano) | Circulante | Fornecedores, salários, empréstimos (até 1 ano) |
| Não Circulante | Imóveis, máquinas, veículos, investimentos (mais de 1 ano) | Não Circulante | Financiamentos de longo prazo |
| PL | Capital social + reservas + lucros acumulados | ||
Q1. Uma empresa tem Ativo de R$500.000 e Passivo de R$300.000. Seu Patrimônio Líquido é:
Q2. O princípio contábil que determina que receitas e despesas devem ser reconhecidas quando ocorrem (não quando o dinheiro entra/sai) é o princípio da:
Processo de transformar dinheiro de origem criminosa em dinheiro aparentemente lícito.
| Fase | Descrição | Exemplo |
|---|---|---|
| 1. Colocação (placement) | Inserção do dinheiro ilícito no sistema financeiro | Depósitos fracionados, compras em espécie |
| 2. Ocultação/Estratificação (layering) | Movimentações complexas para dificultar rastreio | Transferências internacionais, criptomoedas, offshores |
| 3. Integração (integration) | O dinheiro volta com aparência lícita | Investimento imobiliário, empresa com faturamento fictício |
Órgão do Ministério da Fazenda responsável por receber, examinar e identificar ocorrências suspeitas de lavagem de dinheiro. Produz Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) que podem embasar investigações policiais.
| Sinal | Por que suspeito |
|---|---|
| Movimentação financeira incompatível com a renda declarada | Enriquecimento sem origem comprovada |
| Pagamentos em espécie de alto valor | Espécie dificulta rastreamento |
| Smurfing: vários depósitos pequenos abaixo do limite | Fracionamento para evitar comunicação ao COAF |
| Uso de intermediários / laranjas para transações | Oculta o verdadeiro beneficiário |
| Empresa sem estrutura real com faturamento alto | Empresa de fachada para integração |
| Compra/venda de imóvel por valor muito diferente do mercado | Sobrepreço ou subpreço como mecanismo de lavagem |
| Transferências frequentes para offshores em paraísos fiscais | Estratificação — fase 2 da lavagem |
| Operações com criptomoedas sem relação com atividade econômica declarada | Criptomoedas usadas para ocultação |
Q3. Na perícia contábil judicial, quem é nomeado pelo juiz para elaborar o laudo imparcial?
Q4. A fase da lavagem de dinheiro em que o criminoso utiliza transferências internacionais e empresas offshores para dificultar o rastreamento é a:
Q5. A prática de realizar vários depósitos bancários abaixo do limite de reporte para evitar a comunicação ao COAF é conhecida como:
Pessoas jurídicas são entidades com personalidade jurídica própria (distintas das pessoas físicas que as compõem).
A constituição de pessoa jurídica (empresa) é frequentemente usada para lavagem de dinheiro. O agente deve estar atento a empresas com capital social incompatível com as atividades ou sem estrutura operacional real.
Q6. Na investigação de lavagem de dinheiro, o agente de polícia deve estar atento a empresas criadas com capital incompatível com as atividades declaradas, pois isso pode indicar uso de:
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | C | PL = Ativo − Passivo |
| Q2 | B | Princípio da competência |
| Q3 | B | Perito judicial = nomeado pelo juiz |
| Q4 | C | Ocultação/Estratificação |
| Q5 | B | Smurfing |
| Q6 | B | Empresa de fachada |
São direitos inerentes a todo ser humano, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Fundamentam-se na dignidade da pessoa humana.
| Característica | Significado |
|---|---|
| Universalidade | Valem para todos, em qualquer lugar |
| Indivisibilidade | Todos os direitos têm igual importância — não se escolhe quais respeitar |
| Interdependência | Os direitos se relacionam — violação de um afeta os outros |
| Inalienabilidade | Ninguém pode abrir mão dos próprios direitos humanos |
| Imprescritibilidade | Nunca perdem a validade |
| Irrenunciabilidade | Não podem ser renunciados |
| Historicidade | Evoluíram ao longo da história |
| Dimensão | Direitos | Obrigação do Estado |
|---|---|---|
| 1ª geração (séc. XVIII) | Civis e políticos: vida, liberdade, voto, propriedade | Negativa — não interferir |
| 2ª geração (séc. XIX-XX) | Econômicos, sociais, culturais: saúde, educação, trabalho, moradia | Positiva — agir, promover |
| 3ª geração (séc. XX) | Solidariedade: paz, meio ambiente, desenvolvimento, patrimônio comum da humanidade | Coletiva — todos os Estados e povos |
| 4ª geração (debate atual) | Bioética, internet, democracia direta — ainda em construção doutrinária | — |
Q1. O direito ao meio ambiente equilibrado é classificado como direito de:
| Tratado | Ano | Conteúdo |
|---|---|---|
| Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCP) | 1966 | Vida, liberdade, julgamento justo, voto — obrigatório aos signatários |
| Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC) | 1966 | Trabalho, saúde, educação, moradia — obrigatório |
| Convenção contra a Tortura | 1984 | Proíbe tortura absoluta — sem exceção |
| Convenção sobre os Direitos da Criança | 1989 | Proteção integral da criança |
| Conv. Internacional sobre Pessoas com Deficiência | 2006 | Acessibilidade, inclusão — no Brasil tem status de emenda constitucional |
Q2. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi aprovada em:
| Rito | Status | Base |
|---|---|---|
| Aprovado com 3/5 em dois turnos em cada Casa | Equivale a emenda constitucional | Art. 5°, §3° CF (EC 45/2004) |
| Aprovado pelo rito comum | Status supralegal (acima das leis, abaixo da CF) | Entendimento do STF (RE 466.343) |
Q3. A Corte Interamericana de Direitos Humanos tem sede em:
Regulamenta o uso da força pelos agentes de segurança pública no âmbito federal e serve de modelo para os estados.
| Nível | Ação |
|---|---|
| 1 | Presença policial — dissuasão pela presença |
| 2 | Verbalização — comandos verbais claros e firmes |
| 3 | Controle físico sem arma — imobilização, algemamento |
| 4 | Instrumentos de menor potencial ofensivo — taser, spray, bastão |
| 5 | Força letal — apenas como último recurso, risco real e iminente à vida |
Q4. De acordo com a Lei 13.060/2014, os instrumentos de menor potencial ofensivo devem ser priorizados porque:
Q5. Segundo o Decreto 12.341/2024, a força letal é:
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | C | Meio ambiente = 3ª geração |
| Q2 | B | DUDH 1948 |
| Q3 | D | Corte Interamericana = São José/Costa Rica |
| Q4 | B | Menor potencial ofensivo = preservar vida |
| Q5 | C | Força letal = último recurso |
Q1. Segundo a Lei 14.735/2023, as Polícias Civis estaduais são subordinadas ao:
| Penalidade | Infrações |
|---|---|
| Advertência (escrita) | Infrações leves — desvios menores de conduta |
| Repreensão | Infrações médias |
| Suspensão (até 90 dias) | Infrações graves |
| Demissão | Infrações gravíssimas (corrupção, improbidade, abandono de cargo) |
| Cassação de aposentadoria | Infrações que, se em atividade, resultariam em demissão |
Q2. Um agente de polícia que revela segredo de investigação a terceiros não autorizados comete infração ao dever de:
Q3. A ACADEPOL tem como função principal:
Q4. A sindicância, no regime disciplinar da PC-SC, é:
| Lei | Assunto principal | Ano |
|---|---|---|
| Lei 14.735 | Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis | 2023 |
| Lei 6.843 | Estatuto da Polícia Civil de SC | 1986 |
| LC 453 | Reorganização das carreiras PC-SC | 2009 |
| LC 491 | Organização básica da PC-SC | 2010 |
| Lei 16.774 | Regime disciplinar dos servidores SC | 2015 |
| LC 741 | Plano de carreira PC-SC | 2019 |
| Q | Resp. | Tema |
|---|---|---|
| Q1 | B | Subordinação ao Governador |
| Q2 | B | Dever de sigilo funcional |
| Q3 | B | ACADEPOL = formação |
| Q4 | B | Sindicância = investigação preliminar |
Concurso Público — Edital 01/2025
Cargo: Agente de Polícia Civil
Organizadora: IDECAN
Elaborado por: Dani Kaloi